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Instituto Federal de Santa Catarina

Campus Florianópolis
Departamento Acadêmico de Metal-Mecânica
Curso Técnico em Mecânica

Tecnologia dos Materiais


Processamento de Polímeros

Módulo II – Mecânica

Prof. Henrique Cezar Pavanati


E-mail: pavanati@ifsc.edu.br
www.pavanati.com.br
Processamento de Polímeros

Etapas principais do processamento de polímeros:

1. PLASTIFICAÇÃO – Levar o material a um estado em que


sua forma possa ser modificada na etapa seguinte;

2. CONFORMAÇÃO – Dar forma desejada a peça;

3. ESTABILIZAÇÃO DE FORMA – Endurecimento, resfria-


mento ou cura até a temperatura ambiente.

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Processamento de Polímeros
Antes de tudo é necessário:

PREPARAR OS POLÍMEROS PARA O PROCESSAMENTO

Indústria Polímero Processo de


petroquímica virgem transformação

Preparação não sim

Produto
Pronto para
do composto ser usado?

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Processamento de Polímeros
Equipamentos usados na preparação dos polímeros
Trituradores

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Processamento de Polímeros
Equipamentos usados na preparação dos polímeros
Trituradores

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Processamento de Polímeros
Equipamentos usados na preparação dos polímeros
Extrusão - Granulação

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Processamento de Polímeros
Equipamentos usados na preparação dos compostos
Misturadores

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Processamento de Polímeros
Equipamentos usados na preparação dos compostos
Dosadores

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Processamento de Polímeros

Processos de Transformação

• São todos os processos de fabricação utilizados para


dar forma aos produtos. Os mais importantes são:

• Injeção de polímeros;
• Extrusão de polímeros;
• Sopro;
• Termoformagem;
• Rotomoldagem.

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Processamento de Polímeros

INJEÇÃO DE
POLÍMEROS

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Processamento de Polímeros
Esquema de uma máquina de moldagem por injeção

injeção no molde plástico fundido parafuso móvel

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Processamento de Polímeros
Esquema de uma máquina de moldagem por injeção

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Processamento de Polímeros
Máquina de moldagem por injeção

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Processamento de Polímeros

Máquina de moldagem por injeção

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Processamento de Polímeros

Vantagens da moldagem por injeção


1 – peças de elevada qualidade;
2 – custo baixo das peças para grandes volumes;
3 – bom acabamento;
4 – facilidade de automatização do processo;
5 – permite obtenção de formas complicadas.

Desvantagens da moldagem por injeção


1 – elevado custo do equipamento e dos moldes;
2 – processo com muitas variáveis, necessitando
de controle bastante rigoroso.
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Processamento de Polímeros

Matéria-prima

1 – Praticamente todos os termoplásticos;


2 – Praticamente todos os termofixos.

• Nos termoplásticos, o molde deve ser resfriado


para solidificar o polímero;
• Nos termofíxos, o molde deve ser aquecido
para a reticulação (cura) e solidificação.

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Processamento de Polímeros

Ciclo de injeção

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Processamento de Polímeros

O processo de injeção de polímeros

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Processamento de Polímeros
Alguns parâmetros do processo:
• Temperatura de injeção (do material) e do molde –
ambas tem influência direta na viscosidade do políme-
ro e, consequentemente, no preenchimento do molde.
A temp. elevada pode levar a presença de rebarba;
• Volume do material injetado (dosagem) – um volu-
me correto garante que não irá faltar material. Um vo-
lume menor é problema, mas material além do neces-
sário no canhão de injeção poderá degradar (queimar)
a matéria-prima;
• Tempo e/ou velocidade de injeção – devem garantir
o preenchimento da peça antes da solidificação do
material, mas sem promover turbulência no fluxo de
injeção;
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Processamento de Polímeros
Alguns parâmetros do processo:
• Pressão de injeção – tem relação direta com o pre-
enchimento do molde e também com o grau de com-
pactação da peça produzida. O grau de comp. causa
variação da densidade e das propriedades mecânicas.
Pressões elevadas facilitam a formação de rebarbas;
• Pressão e tempo de recalque – devem garantir que
não falte material devido a contração da peça e a den-
sidade necessária nos vários pontos da peça;
• Tempo de resfriamento – deve ser o menor tempo
possível para permitir o resfriamento da peça, ou seja,
o produto ao ser extraído do molde não perca sua for-
ma e/ou possa ser manuseado. Muitas vezes é o maior
tempo de todo o ciclo de injeção.
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Processamento de Polímeros
Moldes para injeção

VÍDEO

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Processamento de Polímeros

Funções dos moldes

• Receber e distribuir o material plastificado;


• Modelar;
• Resfriar;
• Desmoldar.

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Processamento de Polímeros

Sistemas de um molde de injeção

1. Sistema de Alimentação;
2. Saída de Gases;
3. Sistema de Extração;
4. Sistema de Resfriamento;
5. Placa com as Cavidades.

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Processamento de Polímeros

1. Sistemas de Alimentação
• Canal de Injeção:
• Poço frio (de retenção) ou canal quente;
• Canais de alimentação (distribuição);
• Canais de entrada
ou ponto(s) de injeção.

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Processamento de Polímeros

1. Sistemas de Alimentação

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Processamento de Polímeros
Canal de injeção
• Liga a injetora (bico de injeção da máquina) ao
canal de alimentação;
• A superfície deve ser polida e a forma de sua
seção transversal deve ser adequada de acordo
com o volume de material e formato da peça;
• Poço Frio: Prolongamento do canal de injeção que tem
por finalidade receber o primeiro material que se resfriou
na frente de fluxo;
• Canal Quente: Sistema de aquecimento implantado no
canal de injeção, as vezes também no de alimentação,
para evitar o resfriamento do material.
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Processamento de Polímeros
Poço frio (poço de retenção)

Poço frio

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Processamento de Polímeros
Canal quente
• O material nos canais de injeção e/ou alimentação é
mantido plastificado, ou seja, preparado para o próxi-
mo ciclo injeção;

• As peças são extraídas sem os canais de alimentação;

• Como vantagens desse sistema tem-se: ciclos mais


rápidos, eliminação de operação de acabamento na
remoção do ponto de injeção e redução de refugos.

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Processamento de Polímeros
Canal quente

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Processamento de Polímeros
Canais de alimentação

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Processamento de Polímeros

Canais de alimentação

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Processamento de Polímeros
Canais de alimentação

Não balanceado

Balanceamento
adequado

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Processamento de Polímeros
Entrada ou Ponto de injeção
Características:
• O ponto de injeção controla a velocidade com que
o material fundido entra na cavidade e, também, o seu
empacotamento (densidade da peça);
• Por consequência, controla-se as propriedades e a
aparência da peça injetada;
• Peças grandes vão demandar um grande número de
pontos de injeção para evitar o resfriamento do mate-
rial e os defeitos gerados por esse problema, como
as linhas de emenda (solda);
• Os pontos de entrada, devem ser localizados, de
preferência, de paredes grossas para finas.
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Processamento de Polímeros
Entrada ou Ponto de injeção
Para minimizar o jateamento, esguichos e enevoamento, a
entrada deverá estar em ângulo reto com o canal e deve
obrigatoriamente, existir um poço frio ao lado do canal.

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Processamento de Polímeros

Canais de entrada com poço frio

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Processamento de Polímeros
Tipos de entrada

Entrada direta Entrada lateral

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Processamento de Polímeros
Tipos de entrada

Entrada em disco Entrada em anel

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Processamento de Polímeros
Tipos de entrada
Entrada capilar

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Processamento de Polímeros

2. Saída de gases
• São canais rasos que se estendem da
cavidade ao exterior do molde;
• Saídas ineficientes resultam em:
• mal preenchimento da peça;
• linhas de emendas fracas;
• contração irregular do moldado;
• queima da superfície da peça.

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Processamento de Polímeros

2. Saída de gases
Cavidade sem saída Cavidade com saída
de gases de gases

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Processamento de Polímeros

3. Sistema de resfriamento

• Constituído por canais no interior do molde para


circulação de água;
• A diferença de temperatura do líquido entre a
entrada no molde e a saída deve ser a menor
possível;
• Grandes diferenças de temperatura no molde
(diferentes taxas de resfriamento) causam:
• peças com contração, brilho e qualidade das linhas de
solda diferentes em cada ponto.

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Processamento de Polímeros

3. Sistema de resfriamento

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Processamento de Polímeros
4. Sistema de extração
• Devem atuar na face inferior da moldagem
(não vista) - evitar marcas nas faces expostas;
• A extração pode ser feita por:
• Pinos
• Placas
• Ar comprimido
• Núcleo Rotativo
• Ventosas...

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Processamento de Polímeros

4. Sistema de extração

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Processamento de Polímeros

4. Sistema de extração

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Processamento de Polímeros

4. Sistema de extração

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Processamento de Polímeros

4. Sistema de extração

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Processamento de Polímeros

5. Moldes com partes móveis

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Processamento de Polímeros

5. Moldes com partes móveis

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Processamento de Polímeros

5. Moldes com partes móveis

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Processamento de Polímeros
5. Moldes com partes móveis
(Placa Flutuante)

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Processamento de Polímeros
Produtos VÍDEO

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Processamento de Polímeros

Alguns defeitos na moldagem por injeção


Estrias marrons

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Processamento de Polímeros

Alguns defeitos na moldagem por injeção


Estrias marrons

O surgimento de estrias de coloração


marrom, amarelada ou mesmo preta na
peça injetada é causado, principalmente,
devido à degradação do polímero.

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Processamento de Polímeros

Alguns defeitos na moldagem por injeção


Pontos pretos

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Processamento de Polímeros

Alguns defeitos na moldagem por injeção


Pontos pretos
São causados pelo surgimento de
pequenas partículas encravadas na
peça, geradas pela carbonização do
polímeros. As causas principais são:
• Formação de um filme de material
degradado, recobrindo o parafuso
e/ou o canhão, que se desprende a
cada ciclo;
• Presença de impurezas no mate-
rial, principalmente no reciclado.

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Processamento de Polímeros

Alguns defeitos na moldagem por injeção

Rechupes e vazios

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Processamento de Polímeros

Alguns defeitos na moldagem por injeção

Rechupes e vazios

As depressões originadas na superfície


da peça injetada (rechupes) ou as bolhas
internas (vazios), normalmente só
visíveis em peças transparentes, são
decorrentes da contração do polímero.

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Processamento de Polímeros

Alguns defeitos na moldagem por injeção


Linhas de emenda ou solda

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Processamento de Polímeros

Alguns defeitos na moldagem por injeção

Linhas de emenda ou solda

O encontro de duas ou mais frentes de


fluxo do material, que se separaram
em alguma região anterior por onde o
polímero estava escoando, é que
causam as linhas de solda.

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Processamento de Polímeros

Alguns defeitos na moldagem por injeção


Rebarbas

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Processamento de Polímeros

Alguns defeitos na moldagem por injeção

Rebarbas

O material fundido é forçado para fora


das cavidades pela linha de abertura do
molde. As causas principais são:
• Temperatura muito alta do polímero;
• Pressão de recalque elevada;
• Velocidade de injeção muito alta.

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Processamento de Polímeros

EXTRUSÃO DE
POLÍMEROS

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Processamento de Polímeros

Extrusão – Etapas do Processo

1. Preparação do polímero sólido (grãos, flocos ou


pó);
2. Aquecimento;
3. Plastificação;
4. Pressurização;
5. Obtenção da forma pela matriz (seção transversal).

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Processamento de Polímeros

Extrusão – Máquina extrusora

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Processamento de Polímeros

Extrusão – Máquina extrusora - Rosca

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Processamento de Polímeros

Extrusão – Máquina extrusora – Matriz

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Processamento de Polímeros
Extrusão – Perfis não circulares

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Processamento de Polímeros

Extrusão de mangueiras e revestimento de condutores

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Processamento de Polímeros

Extrusão de tubos
VÍDEO

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Processamento de Polímeros

Extrusão de filmes
PRODUTOS:
• filmes finos: 10-50 µm;
• filmes espessos: 100-400 µm;
• chapas p/ termoformagem: 0,2-2,5 mm.

TIPOS:
• Processo plano;
• Processo tubular.

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Processamento de Polímeros

Extrusão de chapas – Plano

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Processamento de Polímeros

Extrusão-laminação – Plano

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Processamento de Polímeros
Extrusão-laminação (papel-plástico) – Plano

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Processamento de Polímeros
Extrusão - Processo Tubular
VÍDEO

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Processamento de Polímeros
Processo plano vs. processo tubular
• Os processos de extrusão tubular conseguem menor
variação na espussura (±5%) do que os processos de
extrusão plano (±10%);
• O controle operacional e a manutenção é mais fácil
nos equipamentos do processo plano (a linha tem
acesso mais fácil;
• O processo tubular demanda espaço físico reduzido,
exigindo somente altura compatível;
• Ambos tem elevado produtividade, mas o processo
plano é um pouco mais rápido (resfriamento por con-
dução é mais eficiente).
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Processamento de Polímeros

Equipamentos pós-extrusão

1. Calibrador (resfriar, forma final);


2. Equipamento de resfriamento;
3. Puxador ou arraste;
4. Serra;
5. Mesa recolhedora;
6. Bobineira.

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Processamento de Polímeros

Calibração

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Processamento de Polímeros

MOLDAGEM DE
POLÍMEROS POR
SOPRO

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Processamento de Polímeros

Etapas no processo de moldagem por sopro

1. Plastificação do material;
2. Obtenção de pré-forma;
3. Fechamento do molde sobre a pré-forma;
4. Sopro para expansão;
5. Resfriamento;
6. Extração.

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Processamento de Polímeros

Processo
extrusão-sopro
PARISON

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Processamento de Polímeros

Processo
extrusão-sopro
PARISON

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Processamento de Polímeros

Características dos produtos e processos


Espessura de parede desuniforme

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Processamento de Polímeros

Variação da
espessura da
parede para
uniformizar
o produto
acabado

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Processamento de Polímeros
Extrusão contínua com molde ascendente

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Processamento de Polímeros
Extrusão contínua com molde deslizante

VÍDEO

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Processamento de Polímeros

Extrusão contínua com árvore rotativa

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Processamento de Polímeros

Processo INJEÇÃO-SOPRO

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Processamento de Polímeros

Processo INJEÇÃO – ESTIRAMENTO - SOPRO

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Processamento de Polímeros

Processo INJEÇÃO – ESTIRAMENTO - SOPRO

VÍDEO

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Processamento de Polímeros
Processo Co-extrusão + sopro

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Processamento de Polímeros
MOLDES DE SOPRO

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Processamento de Polímeros

MOLDES DE SOPRO – Saída de gases

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Processamento de Polímeros

MOLDES DE SOPRO – Sistema de resfriamento

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Processamento de Polímeros

MOLDAGEM POR
TERMOFORMAGEM

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Processamento de Polímeros

O que é termoformagem?

Processos pelos quais são obtidas peças


moldadas a partir de chapas planas previa-
mente produzidas.

Estas chapas são temporariamente amoleci-


das por ação de calor e logo após forçadas a
envolver a superfície de um molde com a
forma da peça requerida.

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Processamento de Polímeros

Mas como são produzidas as chapas planas?


1. Extrusão – é o processo mais utilizado;

2. Co-extrusão – quando se deseja chapas com pro-


priedades especiais (multi-paredes);
3. Fundição – muito utilizado para materiais de difícil
extrusão. Por exemplo, acrílico, onde o monômero
(líquido) é vazado numa forma com temperatura
controlada onde ocorre a polimerização.
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Processamento de Polímeros

Onde é utilizada a termoformagem?

1. Indústria de embalagens e
descartáveis;
2. Indústria automobilística;
3. Produtos da linha branca
(refrigeradores e freezers);
4. Construção civil (banheiras).

VÍDEOS

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Processamento de Polímeros

Etapas básicas da termoformagem

1. Aquecimento da chapa;
2. Conformação;
3. Resfriamento;
4. Corte e estampagem.

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Processamento de Polímeros

1. Aquecimento da chapa
Aquecimento convectivo:
Sopradores térmicos.
Aquecimento condutivo:
Contato com superfícies
aquecidas.
Aquecimento por radiação:
A radiação infravermelha é
emitida de uma fonte consti-
Aquecimento por radiação
tuída de lâmpadas que po-
com sombreamento
dem fornecer temperaturas
elevadas (entre 260 e 600°C).

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Processamento de Polímeros

2. Conformação da chapa

1. O molde possui somente uma “cavidade”, ao


contrário da injeção e sopro que possuíam duas;
2. Parte da chapa é estirada, levando a redução da
espessura da parede;
3. A espessura da parede será maior na região que
encontrar primeiro o molde (resfriamento mais
rápido, o que reduz o estiramento);
4. A superfície que entra em contato com o molde
possuirá melhor precisão dimensional;

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Processamento de Polímeros

2. Conformação da chapa (espessura da parede)

A espessura da parede será maior na região


que encontrar primeiro o molde.
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Processamento de Polímeros

2. Conformação da chapa (tipos de processamento)

Por recobrimento Por vácuo

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Processamento de Polímeros

2. Conformação da chapa (tipos de processamento)

Por pressão positiva Por sopro livre

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Processamento de Polímeros

2. Conformação da chapa (tipos de processamento)

Estiramento + recobrimento com bolha


formada com ar comprimido
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Processamento de Polímeros

2. Conformação da chapa (tipos de processamento)

Estiramento + recobrimento com bolha


formada por vácuo

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Processamento de Polímeros

2. Conformação da chapa (tipos de processamento)

Estiramento + vácuo

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Processamento de Polímeros

2. Conformação da chapa (tipos de processamento)

Métodos
auxiliares com
plugue(s).

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Processamento de Polímeros

ROTOMOLDAGEM

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Processamento de Polímeros
Etapas do processo de rotomoldagem:

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Processamento de Polímeros

ROTOMOLDAGEM

No aquecimento irá acontecer


a “sinterização” e densificação.
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Processamento de Polímeros

Exemplo de rotomoldadora

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Processamento de Polímeros

Vantagens da rotomoldagem
1. Distribuição da parede dos moldados é relati-
vamente uniforme. Os cantos externos possuem
maior espessura (mais material fica depositado),
aumentando a resistência;
2. Não há desperdício de material (rebarbas,
canais de alimentação, etc);
3. Produtos isentos de linhas de solda e tensão
residual decorrentes de orientação molecular;
4. Baixo custo do ferramental e dos equipamentos.

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Processamento de Polímeros

Desvantagens da rotomoldagem

1. Ciclos de produção mais longos, podendo tor-


nar o produto mais caro que os similares produ-
zidos por injeção, extrusão ou soprados;
2. Poucas resinas se adaptam a este tipo de
processamento. Atualmente se utiliza princi-
palmente o PE linear de média densidade e o
PVC Plastirol, ambos em pó.
VÍDEOS

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