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20 estratégias escolares para crianças com Déficit de atenção ou

TDAH
Uma criança com Déficit de atenção ou TDAH, pode apresentar também
dificuldades de aprendizagem, déficits de percepção visual, auditiva, na sua
capacidade para responder, na sua memória, na sua organização espacial, na
sua lateralidade, sua capacidade de análise e síntese, etc. Estas áreas influem
no desempenho na leitura, e da escrita, portanto algumas estratégias devem
ser adotadas em sala de aula para que esta criança obtenha o interesse em
participar das ações escolares e consequentemente seja motivada a estudar.

Estratégias na sala de aula para crianças Déficit de atenção ou TDAH

1- Incrementar a imediata correlação entre prêmios e consequências.


2- Quando não se comporta adequadamente na sala de aula, recomenda-se que
se dê um tempo para meditar sobre o que fez (time out).
3- Aconselha-se supervisão nos recreios e horários livres.
4- Tentar evitar críticas e “sermões”. É preferível chamar-lhe a atenção de uma
forma prudente e calma quando ela não tiver se comportando corretamente.
5-Reforçar seu comportamento positivo com cumprimentos, reconhecimentos,
etc.
6- Sentá-la próximo da professora ou de algum colega que possa ser visto como
um líder positivo.
7- Firmar um “contrato de comportamento positivo” com ela, incluindo aquelas
condutas que estão ao seu alcance.
8- Motiva-la quando consegue reprimir um impulso, por exemplo, na sala de aula,
quando consegue levantar a mão para responder ao invés de responder
impulsivamente.
9-Orientar a atenção da criança que tem Déficit de atenção para a tarefa que
será iniciada. É importante ajudá-la a descobrir e selecionar a informação mais
importante, organizá-la e sistematizá-la.
10-É necessário dar a ela regras consistentes sobre o que deve fazer; as
instruções devem ser parceladas. Em alguns casos é conveniente enumerar as
instruções para que seja mais fácil para elas segui-las.
11- As rotinas de trabalho devem ser claras. Devem ser evitadas, na medida do
possível, variações imprevistas.
12- Não é conveniente fazer atividades com limites de tempo. Isto pode favorecer
condutas impulsivas.
13- Permitir um tempo extra para completar seus trabalhos.
14- Encurtar períodos de trabalho de modo a coincidirem com seus períodos de
atenção.
15- Dividir os trabalhos que lhes sejam dados em partes menores de modo que
elas possam completá-los.
16- Entregar os trabalhos um de cada vez.
17- Reduzir a quantidade de deveres de casa.
18- Dar instruções tanto orais como escritas.
19- Estabelecer sinais secretos entre a criança e o professor para poder fazê-lo
notar quando está começando a se distrair.

20- É importante que estas crianças que têm Déficit de atenção ou TDAH
estejam em ambientes de trabalho motivadores, com tarefas que sejam
significativas para elas. Deve-se atrair o seu interesse e apresentar a ela tarefas
que sejam desafiantes. Existia a crença que seria conveniente que crianças com
Déficit de atenção ou TDAH estivessem em ambientes de trabalhos com poucos
estímulos porque tudo lhes chamava a atenção; no entanto, agora se sabe que
é importante proporcionar-lhes uma estimulação adequada, num ambiente que
seja estimulante para estas crianças.

18 características para identificar o autismo

Para que possamos entender o autismo diremos que é um transtorno global do


desenvolvimento que se caracteriza pelo desligamento da realidade exterior,
alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da
imaginação e por um repertório muito restrito de atividades e interesses.
Essa dificuldade está vinculada aos diversos fatores que incidem no
desenvolvimento evolutivo do homem e que começam a se manifestar nos
momentos iniciais da vida de cada ser humano.
Segundo estudos, aparece nos três primeiros anos de vida e acomete cerca de
20 entre 10.000 nascidos e é quatro vezes mais comum em meninos do que em
meninas. As manifestações do transtorno variam bastante, dependendo do nível
de desenvolvimento e da idade cronológica da pessoa.

Sintomas
Segundo a ASA (Autism Society of American), indivíduos com autismo
usualmente exibem pelo menos metade das características listadas a seguir:

1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças


2. Riso inapropriado
3. Pouco ou nenhum contato visual
4. Aparente insensibilidade à dor
5. Preferência pela solidão; modos arredios
6. Rotação de objetos
7. Inapropriada fixação em objetos
8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade
9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino
10. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina
11. Não tem real medo do perigo (consciência de situações que envolvam perigo)
12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-
se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-
a após tocar de uma determina maneira os alisares)
13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
14. Recusa colo ou afagos
15. Age como se estivesse surdo
16. Dificuldade em expressar necessidades – usa gesticular e apontar no lugar
de palavras
17. Acessos de raiva – demonstra extrema aflição sem razão aparente
18. Irregular habilidade motora – pode não querer chutar uma bola, mas pode
arrumar blocos

Entretanto é relevante salientar que nem todas as crianças com autismo


apresentam todos estes sintomas, porém a maioria dos sintomas está presente
nos primeiros anos de vida da criança. Estes variam de leve a grave e em
intensidade de sintoma para sintoma.

Tratamento
Ainda não há estudos científicos nem exames que comprovem as causas do
autismo e os comportamentos para prevenir este transtorno. O que se destaca
hoje é o diagnóstico precoce e a intervenção precoce, para que a criança consiga
se desenvolver da melhor maneira possível e não tenha muito comprometimento
de suas funções pessoais e sociais, uma vez que os sintomas tendem a mudar
e até alguns, a desaparecer. Os tratamentos multidisciplinares a que a criança
portadora do distúrbio deve se submeter envolve profissionais da área de saúde,
psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicopedagogos, dentre outros.
Família

O tratamento envolve, consequentemente, a família, pois lidar com uma criança


autista aflora diversos sentimentos nos familiares. Segundo estudiosos, as
famílias da criança que tem autismo precisam tanto de tratamento quanto os as
crianças, pois lidar no cotidiano com uma criança com estas características é
extremamente desgastante e acaba acarretando um nível de estresse muito alto
que pode também prejudicar a criança autista, até mesmo quanto ao seu nível
de afetividade e desenvolvimento.

Escola humanizada: A nova educação focada no SER


A escola e os professores precisam se reinventar nessa nova jornada, buscar
uma estrutura que construa uma educação pautada no desenvolvimento da
espiritualidade como condição humana, se quisermos ter uma vida melhor,
menos superficial, banal, sem sentido, que valorize a ética em toda e qualquer
relação.
A educação tornou-se, portanto, competitiva, desumana e o conhecimento
cumulativo. O conhecimento não se transforma em saber, passa a ser mero
produto para ser descartado, quando não servir mais para os testes que o nosso
sistema.

Econômico/educacional implantou no mundo. Para que serve uma educação que


apenas mede o acúmulo de conhecimento? Como fica ação dos professores?
Que seres humanos estão por trás de uma educação que des-humaniza?
Quantas crianças e jovens, além de professores, estão doentes, hoje? São
doenças psicossomáticas, autoimunes, doenças de relacionamento: bullying,
depressão, estresse que acometem nossos alunos durante e pós o período
escolar, marcas que ficam na pele, difíceis de tratar Por que toda a sociedade
age dessa forma? Queremos ter, cada vez mais, e educamos para o poder e o
ter desmedido.

Vivemos a inversão de todos os valores. Já passamos da fase do “mal estar da


civilização” de Freud. Estamos voltando à barbárie? Numa sociedade que perde
de vista o humano, sua sensibilidade resta o desumano. Para onde
caminhamos? A resposta é clara: precisamos decrescer – urgentemente, como
aponta Latouche:
“A palavra de ordem ‘decrescimento’ tem como principal meta enfatizar
fortemente o abandono do objetivo do crescimento ilimitado, objetivo cujo motor
não é outro senão a busca do lucro por parte dos detentores do capital, com
consequências desastrosas para o meio ambiente e, portanto, para a
humanidade. Não só a sociedade fica condenada a não ser mais o instrumento
ou o meio da mecânica produtiva, mas o próprio homem tende a se transformar
no refugo de um sistema que visa a torná-lo inútil e a prescindir dele.”
Outro exemplo que podemos citar é referente à dificuldade de aprendizagem. A
criança que apresenta alguma dificuldade é olhada como portadora única do
problema, compete a ela resolvê-lo, caso contrário vira um aluno rotulado,
aprisionado, sem capacidade de sair do lugar que lhe ditaram. Essa visão
novamente é local e individual, perde-se de vista o sujeito como um todo,
reduzindo-o a um aluno com dificuldades, estigmatizado, reduzido ao não-saber
e ao sofrimento.

De acordo com Latouche, está mais do que na hora de mudarmos o foco:


compartimentada, a valorização de cada parte, sem conexão com o todo,
privilegiando a competição, a luta, a individualidade. Sob essa visão de mundo
que opera com as leis da matemática, temos uma visão positivista da realidade,
que permite a objetividade e o rigor nas ciências, uma visão de mundo
mecanicista, uma visão ilusória sobre a neutralidade científica. Esse movimento
tem nos levado a um mundo de crises individual, social, política, ambiental, uma
crise global que ameaça a todos e ao planeta. De acordo com Latouche, está
mais do que na hora de mudarmos o foco:
“O altruísmo deveria prevalecer sobre o egoísmo, a cooperação sobre a
competição desenfreada, o prazer do lazer e o éthos do jogo sobre a obsessão
do trabalho, a importância da vida social sobre o consumo ilimitado, o local sobre
o global, a autonomia sobre a heteronomia, o gosto pela obra sobre a eficiência
produtivista, o sensato sobre o racional, o relacional sobre o material, etc.
Preocupação com a verdade, senso de justiça, responsabilidade, respeito da
democracia, elogio da diferença, dever de solidariedade, vida espiritual: eis os
valores que devemos conquistar a qualquer preço, pois são a base de nosso
florescimento e nossa salvaguarda para o futuro.”
Estamos sob um novo paradigma ainda trabalhado de forma teórica, temos de
divulgá-lo para que possamos vivenciá-lo no dia-a-dia de nossas vidas, seja na
escola, na profissão que exercemos, no médico em que nos consultamos em
todas as relações que possamos estabelecer. A escola precisa se rever e abrir
espaços para a humanização das relações, humanizar a educação. Será preciso
ensinar à empatia, a inteligência emocional, a sensibilidade e a ética,
urgentemente.
Bases da educação psicomotora para crianças com TDAH e Dislexia

É de suma importância trabalhar as funções motoras em crianças em especial


as que apresentam TDAH e dislexia, esta importância caracteriza-se e se torna
maior ao se levar em conta que os aprendizados escolares básicos, a leitura e a
escrita, são em si mesmos e fundamentalmente exercícios psicomotores.

Esta educação psicomotora recebida pelas crianças incidirá em suas


aprendizagens cognitivas e também nas categorias mentais que, em conjunto,
vão configurar seu caráter e em geral seu universo psíquico.
A base da educação motora para crianças que tem TDAH e Dislexia vem do seu
próprio corpo. Nele, através do controle psicomotor, vai-se instaurando
progressivamente o predomínio dos centros superiores do cérebro sobre os
inferiores.
Conforme Lapierre e Acouturier, a inteligência e a afetividade dependem do que
foi vivido: no aspecto corporal e motor. A educação da coordenação motora
parte, em consequência, do experimentado através da atividade motora
espontânea, e utiliza a descoberta que o sujeito faz progressivamente das
noções fundamentais e suas múltiplas combinações, verificando todas as
possibilidades da expressão simbólica e gráfica para chegar ao objetivo final, a
descoberta da abstração.

Contrastes básicos
– Velocidade: rápido- lento
– medida: grande – pequeno alto – baixo, longo – comprido.
– Direção: direita – esquerda, à frente – atrás
– Intensidade: com base na sensação que a percepção sensorial proporciona
(duro – macio doce – salgado, grave – agudo, seco – molhado, etc.)

Atividades psicomotoras para crianças em especial que tem TDAH


ou dislexia.
Movimento amplo
Equilíbrio, deslocamento, coordenação de gestos e ritmos:
Movimentos de precisão:
Manipulação de objetos pequenos, coordenação das mãos, controle dos dedos,
coordenação do movimento da mão com a visão e qualidade da pressão.
Esquema corporal
Imagem corporal, coordenação global, controle da respiração e o aprendizado
do relaxamento.
Organização espacial
A criança com TDAH, dislexia, ou todas as crianças em geral, possui um primeiro
espaço ou “próprio” mais um segundo espaço ou “exterior” que irá se
estruturando. Com esse objetivo, são introduzidas as noções básicas do meio
espacial como proximidade, separação, sucessão, continuidade, etc. Utilizando
o seu próprio movimento corporal.
Organização temporal
Procura-se por meio das atividades comuns e em suas brincadeiras assimile as
ideias temporais primárias: antes – depois, ontem – hoje – amanhã.
Exercícios de orientação (lateralidade)

– É importante que as crianças identifiquem direita e esquerda no seu corpo.


Pode-se pedir à criança para que se fixe com que mão executa certas atividades
do cotidiano como: comer, pentear-se, desenhar, cumprimentar, etc.
Para trabalhar os conceitos de direita e esquerda é conveniente começar pelas
mãos.
Exemplo:
– Mostre – me sua mão esquerda
– Mostre – me sua mão direita
Estes exercícios de lateralidade envolvem as duas partes do corpo:
Pede-se a criança que:
1- Aponte sua orelha esquerda com sua mão direita
2 – Aponte seu olho direito com sua mão esquerda
3 – Aponte sua perna direita com sua mão esquerda
4 – Aponte sua perna esquerda com sua mão direita
Estes exercícios envolvem a projeção sobre o outro:
Pede-se a criança que:
1- Aponte sua mão direita
2- Aponte sua mão esquerda
3- Aponte sua orelha direita 4 – Aponte sua perna esquerda
10 Sinais e Características da Dislexia
Muitas crianças têm dificuldade de aprendizagem, neste caso, seria ideal que
todas fossem testadas para detectar se elas têm dislexia. Porém, o sistema
educacional brasileiro é deficiente e há uma falta de recursos na maioria das
escolas do país. Este caso, é importante que pais e professores fiquem atentos
aos sinais de dislexia para que possam ajudar seus filhos e alunos.

O primeiro sinal de provável dislexia pode ser detectado quando a criança,


apesar de estudar, tem grande dificuldade em assimilar o que é ensinado pelo
professor. Crianças cujo desenvolvimento educacional é retardatário podem ser
bastante inteligentes, porém, ter dislexia. O melhor procedimento a ser adotado
é permitir que profissionais qualificados na área de saúde mental e educacional,
examinem a criança para averiguar se ela é disléxica. A dislexia não é o único
transtorno que inibe o aprendizado, mas é o mais comum e pode vir acrescido
de TDAH ou outros transtornos.
Existem muitos sinais que identificam a dislexia. Crianças disléxicas tendem a
confundir letras com grande frequência. Entretanto, esse indicativo não é
totalmente confiável, pois muitas crianças, inclusive não-disléxicas,
frequentemente confundem as letras do alfabeto e as escrevem de lado ao
contrário, principalmente no início da alfabetização. No maternal, ou na
alfabetização crianças disléxicas demonstram dificuldade ao tentar rimar
palavras e reconhecer letras e fonemas. Na primeira série, elas não conseguem
ler palavras curtas e simples, têm dificuldade em identificar fonemas e reclamam
que ler é muito difícil. Do primeiro ao quinto ano, crianças que tem dislexia têm
dificuldade em soletrar, ler em voz alta e memorizar palavras; elas também
frequentemente confundem palavras. Esses são apenas alguns dos muitos
sinais que identificam que uma criança tem dislexia. A dislexia é tão comum em
meninos quanto em meninas.
Sinais na primeira infância:
Após vários estudos realizados, tanto no Brasil como no exterior, constataram-
se possíveis sinais de dislexia na primeira infância, dentre os quais podemos
citar:
1 – Atraso perceptível no desenvolvimento motor desde a fase do engatinhar,
sentar e andar;
2 – Atraso relevante na aquisição da fala, desde o balbucio à pronúncia de
palavras;
3 – Dificuldade para essa criança entender o que está ouvindo;
4 – Distúrbios do sono;
5 – Enurese noturna;
6 – Suscetibilidade às alergias e às infecções;
7 – A criança tem tendência à hiper ou a hipo-atividade motora;
8 – Fica inquieta e chora muito ou fica agitada com muita frequência;
9 – Apresenta dificuldades para aprender a andar de triciclo;
10 – Tem dificuldades de adaptação nos primeiros anos escolares;
Segundo pesquisas científicas neurobiológicas recentes concluíram que o
sintoma mais conclusivo acerca do risco de dislexia em uma criança, pequena
ou mais velha, é o atraso na aquisição da fala e sua dificuldade na percepção
fonética. Quando este sintoma está associado a outros casos familiares de
dificuldades de aprendizado e a dislexia é, comprovadamente, genética, afirmam
especialistas que essa criança pode vir a ser avaliada já a partir de cinco anos e
meio, idade ideal para o início de um programa interventivo. Esses programas
com profissionais adequados podem trazer as respostas mais favoráveis para
superar ou minimizar essa dificuldade.
Quando a criança apresenta dificuldade de discriminação fonológica este fator
leva a criança a pronunciar as palavras de maneira errada. Essa falta de
consciência fonética, decorrente da percepção imprecisa dos sons básicos que
compõem as palavras, acontece, já, a partir do som da letra e da sílaba. Essas
crianças podem expressar um alto nível de inteligência, “entendendo tudo o que
ouvem”, como costumam observar suas mães, porque têm uma excelente
memória auditiva. Portanto, sua dificuldade fonológica não se refere à
identificação do significado de discriminação sonora da palavra inteira, mas da
percepção das partes sonoras diferenciais de que a palavra é composta. Esta é
a razão porque a pessoa disléxica apresenta dificuldades significativas em
leitura, que leva a tornar-se, até, extremamente difícil sua soletração de sílabas
e palavras.
É necessário que estes sintomas sejam observados e averiguados para um
possível diagnóstico, pois é melhor que este seja feito o quanto antes, para que
haja o tratamento adequado no caso de dislexia e estes sintomas não
influenciem negativamente na aprendizagem da criança.
11 estratégias para melhorar a percepção visual das crianças com
déficit de atenção

Percepção de formas
Trabalhar a percepção da criança com déficit de atenção, desde a percepção de
formas imprecisas até chegar gradualmente a percepção dos traços das letras,
dos números e das palavras. Procurando fazer com que a criança perceba as
formas e deste modo obter a concentração da mesma. Através destas atividades
a criança com déficit de atenção pouco a pouco diferencia símbolos distintos,
que são dados por pontos, claros e escuros, linhas, ângulos, que marcam sua
figura. A criança vai diferenciando figuras e traços, e chega a internalizar os
elementos que constituem formas mais especificas tanto nas figuras como nas
letras.

EXERCÍCIOS
1. Percepção de formas básicas no ambiente: descobrindo formas do ambiente,
fazendo que ela as reproduza em um molde de formas geométricas, na lousa,
no papel, etc. Ex: pedir para que as crianças encontrem um quadrado na sala de
aula, um círculo, um triângulo em alguns objetos na sala.

2. Classificação de formas segundo um critério: dar-lhes fichas de formas


quadradas, circulares, curvas e triangulares. Pedir que as agrupem em famílias
e que pensem em nomes para dar a essas famílias. Pode ser usado jogos de
formas geométricas também.
3. Classificação de formas segundo vários critérios: considerar mais além de
outras variáveis com o tamanho e cor. Peça que haja grupos de acordo com o
tamanho, forma e cor, lhes dizendo, por exemplo:
– Procure todos os quadrados.
– Agora, separe os grandes dos pequenos.
– Olhe os triângulos pequenos! Como podem se separar em grupo?
4. Simbolização de formas geométricas: utilizando formas geométricas peça que
construam uma casa, um avião, uma figura humana, etc.

5. Discriminação de fundo: peça que discriminem formas em um fundo, que


sejam letras, figuras, números, etc. Por exemplo:
– Pedir que tracem as figuras que encontrarem com diferentes cores.
– Pedir que encontrem a figura da moldura no desenho.
6. Completar figuras: pedir que completem as partes das figuras que faltam.
7. Identificação de palavras com seus correspondentes. Configurações:
apresente palavras (que não possam ainda ler) e peça que as moldurem, para
que eles percebam que há letras de diferentes alturas. Em seguida apresente
cartões com as configurações recortadas, e peça que os coloquem em cima das
palavras da configuração correspondente.
RATO – PATO – MACACO

8. Identificação do objeto diferente: apresentar uma caixa que contenha alguns


objetos e entre esses um diferente. Peça que tirem o que é diferente. Por
exemplo:
– Um caixa com fichas quadradas e entre essas uma redonda.
– Alguns palitos de sorvete vermelhos e somente um azul.
– Uns cubos pequenos e um grande.
9. Identificação da forma diferente: Para que o exercício anterior se dê de
maneira concreta. Este exercício se faz através da representação gráfica, com
diferentes graus de dificuldade:
– Cartões com figuras, onde o elemento diferente varia em forma e cor. Pergunte
qual é o elemento diferente e por quê.
– Cartões com figuras nos quais o elemento diferente varia em tamanho, cor e
forma.
– Cartões com elementos da mesma cor nos quais o elemento diferente varia
em categoria.
– Apresentar quatro ou mais figuras onde o elemento diferente varie em um
detalhe direcional.
10. Identificação de letras semelhantes e diferentes: Uma folha de papel com
letras e pedir que:
– Risque com um lápis de cor o cartão que mostra as letras iguais.
– Risque as letras diferentes utilizando uma cor diferente para cada uma.
11. Identificação de detalhes similares ou diferente: exemplos:
– Discriminação de desenhos pares.
– Identificar o desenho que não forma partes do grupo em cada linha.
– Identificar os desenhos similares em cada linha
– Identificar quais desenhos são pares (figuras abstratas). Pinte da mesma cor
os pares.
– Identificar as figuras iguais em cada linha e pinte-as da mesma cor.
Através destas atividades as criança com déficit de atenção, poderão melhorar
tanto sua percepção visual como sua concentração.
7 dicas para os pais lidarem com crianças que tem Transtorno do
Déficit de Atenção /Hiperatividade
Sabemos que educar um filho com Transtorno do Déficit de Atenção e
Hiperatividade, não é tarefa das mais simples. Paciência, firmeza e disciplina são
algumas das características que os responsáveis que convivem com a criança
que tem TDAH precisam ter. Além de seguir com comprometimento o tratamento
prescrito pelos profissionais de saúde. Para auxiliar a todos existem algumas
dicas simples que podem facilitar a vida dos pais ou responsáveis e da criança.

1.Todas as crianças precisam de exemplo, tranquilidade e do suporte dos pais


e/ou responsáveis. O ambiente pode agravar ou melhorar os sintomas de uma
criança com Déficit de atenção ou TDAH. Um lar estruturado com harmonia e
carinho é importante para qualquer criança, e indispensável para as quem tem
TDAH, que precisam de bastante suporte para superar suas dificuldades.
2. As regras precisam ser claras e que sejam seguidas por todos. Os pais atuam
como exemplo, um modelo a ser seguido pelos filhos, portanto, devem agir como
gostariam que eles agissem. Só assim a criança terá parâmetros de
comportamento bem definidos e saberá o que é exigido dela.
3. Elogie, elogie e elogie: pais, é sempre melhor dar atenção aos bons
comportamentos do que punir sempre que algo indesejável acontece. Não
espere pelo comportamento perfeito, valorize pequenos passos alcançados.
Lembre-se que a criança está sempre tentando corresponder às expectativas,
mas às vezes não consegue. Crianças que tem Transtorno do Déficit de Atenção
ou Hiperatividade, tendem a ser muito criticadas, rotuladas de bagunceiras,
desobedientes e indisciplinadas, e podem se sentir frustradas por não
conseguirem corresponder às expectativas dos adultos. Procure compreender
sempre, ofereça atenção e carinho ao seu filho.
4. Elogiar não é sinônimo de permissividade: Dar carinho e atenção não significa
deixar de educar com firmeza, impondo limites quando necessário precisa-se ter
autoridade sem perder a ternura. A criança precisa aprender a cumprir regras e
o respeito a elas deve ser exigido. Tenha como hábito ler sobre o assunto para
entender o que se passa com seu filho e qual a melhor maneira de ajudá-lo.
Compreenda suas limitações. Não exija demais dele, e invista em suas
potencialidades. Profissionais da área de saúde mental e educacional, como
psiquiatras, psicólogos, neurologistas, psicopedagogos e pedagogos,
especializados em Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH),
são sempre a melhor fonte para recomendar livros, textos e sites(Blogs)
relacionados. E, lógico, recomendo este Blog (ganhe Sempre mais) que sempre
terá novidades, estratégias, atividades, que poderão auxiliá-los neste sentido.
5. É necessário saber lidar com birras e crises de raiva: Crianças com Transtorno
do Déficit de atenção e Hiperatividade (TDAH) podem apresentar
comportamento explosivo. Quando algo dá errado elas podem sentir-se muito
frustradas e descontar em pessoas ou coisas a sua volta. Quando essas crises
acontecem, procure reconhecer as fases:

– antes da birra
– momento da raiva
– recuperação (quando a criança começa a se acalmar)
– reparação (um bom momento para dialogar)
Seja paciente, tente não criticar ou lembrar a criança sobre o que fez. Após
explicar as suas consequências deste tipo de atitude, esqueça o assunto.
6. Cumprir ordens: ajude seu filho a manter o quarto arrumado, pois é, muitas
vezes pode parecer mais fácil arrumar o quarto você mesmo do que persuadir
seu filho a fazê-lo. Porém, em longo prazo, ele terá que assumir a
responsabilidade por seu próprio quarto. Procure transformar o que parece uma
difícil tarefa com regras claras e simples. Arrumar o quarto junto com seu filho
pode ser um ótimo começo. Com o tempo e com o seu incentivo, seu filho estará
apto a arrumar o quarto sozinho.
7. Evite acidentes domésticos: Ter uma criança impulsiva dentro de casa traz
alguns perigos. Fique atento a todas as atividades que seu filho realizar. Caso
ele vá andar de bicicleta, por exemplo, seja firme quanto à necessidade do uso
do capacete e de qualquer equipamento de segurança. Ajudar seu filho a criar o
hábito de manter bicicletas e brinquedos longe dele durante a noite também é
essencial.
Como o professor pode ajudar no tratamento do Déficit de atenção e
hiperatividade?
É comum que os professores tenham dúvidas sobre o Transtorno do Déficit de
Atenção e/ou Hiperatividade, alguns não sabem de fato como contribuir para a
melhora da criança.

O TDAH não é um transtorno que afeta apenas o comportamento da criança. Na


medida em que afeta também a capacidade para aprendizagem, a escola, em
nome de todos os seus educadores, precisa assumir o importante papel de
organizar os processos de ensino de forma a favorecer ao máximo a
aprendizagem dessas crianças. Para isso, é necessário que direção,
coordenações, equipe técnica e professores se unam para planejar e
implementar as técnicas e estratégias de ensino que melhor atendam às
necessidades dos alunos que se encontram sob sua responsabilidade. O mais
importante é o professor conhecer o TDAH e reconhecer que essas crianças
necessitam de ajuda. Além disso, utilizar estratégias que possam ajuda-las no
aprendizado também é fundamental para o tratamento das crianças que tem
déficit de atenção ou Hiperatividade.
Para auxiliar os professores enumeramos algumas estratégias que podem ser
usadas sempre com os alunos em sala de aula, em especial aqueles que tem
déficit de atenção ou hiperatividade.

Ao receber o aluno:
Procure identificar quais os talentos que a criança possui. Estimule, aprove,
encoraje e ajude no desenvolvimento destes.
O elogio levanta a autoestima, então professor, elogie sempre que possível e
tente ao máximo não evidenciar os fracassos.
Motive, seja otimista, transmita alegria, o prejuízo à autoestima
frequentemente é o aspecto mais devastador para o TDAH.
O ensino deve ser interessante e prazeroso. O prazer está diretamente
relacionado à capacidade de aprender. Seja criativo e afetivo, buscando
estratégias que estimulem o interesse da criança para que esta encontre prazer
na sala de aula.
Solicite ajuda sempre que necessário. Lembre-se de que a criança com TDAH
conta com profissionais especializados nesse transtorno.
Evite o estigma, conversando com seus alunos sobre as necessidades
específicas de cada um, com transtorno ou não.
Organizando o espaço
A rotina e organização são elementos fundamentais para o desenvolvimento de
todos, principalmente para as crianças com TDAH. A organização externa irá
refletir diretamente em uma maior organização interna. Assim, alertas e
lembretes serão extremamente válidos.
Quanto mais próximo de você e mais distante de estímulos que farão as crianças
com déficit de atenção se distraírem, maior benefício na aprendizagem ela
poderá alcançar.
Sempre estabeleça combinados. Estes precisam ser claros e diretos. Lembre-se
que ele se tornará mais seguro se souber o que se espera dele.
As regras precisam ser claras e os limites inclusive prevendo consequências ao
descumprimento destes. Seja sempre seguro e firme na aplicação das punições,
quando necessárias optando por uma modalidade educativa. Por exemplo, em
situações de briga no parque, afaste-o do conflito, porém mantenha-o no
ambiente para que ele possa observar como seus pares interagem.
Adotar a afetividade é sempre a melhor maneira para educar todas as crianças,
pois sabemos que estas crianças precisam de muito amor, compreensão e que
todos nós acreditemos nas suas capacidades. Nosso desafio é prepará-las para
que tenham uma vida plenamente feliz.
Rotina de estudos para criança com Déficit de Atenção
Diversos estudos tem mostrado relações importantes entre o déficit de atenção
ou TDAH e uma série de dificuldades na aprendizagem e no desempenho
escolar. A criança que tem déficit de atenção ou TDAH tem dificuldade de
planejar atividades futuras, é normal que elas subestimem o tempo estipulado
para realizar determinada tarefa, principalmente se esta não for de seu interesse.
Geralmente, quando recebem a data de uma atividade avaliativa não conseguem
se planejar para realizar a mesma.

Calendário semanal
Para os pais que precisam de uma rotina de estudo adequada para realizar com
seus filhos, o calendário semanal de estudos é uma estratégia que tem se
mostrado bastante eficiente para lidar com esse problema. A construção deste
calendário deverá ser feito pelos pais juntamente com os filhos e deve ser feito
semanalmente. É importante que se estimule a criança a construir o calendário
contendo todos os dias da semana e que ela o deixe em algum lugar visível em
seu quarto. Deve-se estabelecer, também, um horário de estudo que vai de 30
minutos à 1 hora por dia, de segunda a sexta-feira, sendo necessário a ativa
participação da criança na elaboração desses horários. Eles também podem
variar nos dias da semana, conforme os compromissos da criança, ou dos pais,
como por exemplo: segunda de 14h00min as 15h00min horas, na terça de
17h00min as 18h00min. Estipulados os horários de estudo, é importante que
eles sejam mantidos. Pedir que a criança escolha uma matéria por dia para ser
estudada, conforme suas necessidades na escola, em alguns casos ajudá-la a
escolher. É fundamental que tenha alguém em casa nos horários de estudo
dessa criança para auxiliá-la com as dificuldades e que esta rotina seja seguida
por ambas as partes. Essa estratégia, em conjunto com as demais, apresenta
um melhor resultado no tratamento dessa criança.
Modelo de tabela para rotina de estudos

Segunda-feira
Horário:
Matéria:
Terça-feira
Horário:
Matéria
Quarta-feira
Horário:
Matéria
Quinta-feira
Horário:
Matéria
Sexta-feira
Horário:
Matéria
Sistema de Pontos
O sistema de pontos é uma técnica utilizada para premiar a criança quando ela
tem algum comportamento desejado pelos pais. As crianças com déficit de
atenção ou TDAH precisam dessa recompensa para que o rótulo de “incapaz”,
para a realização de qualquer objetivo, seja desfeito.
O sistema de pontos recompensa a criança, mas não imediatamente. Conforme
ela vai realizando as tarefas, vai acumulando pontos para trocar por algo que lhe
agrade. É de extrema importância que o sistema de pontos seja implantado em
casa e que os pais acompanhem a criança quanto a execução das tarefas. As
recompensas em casa não devem incluir apenas recompensas materiais, mas
também algo como uma tarde no parque, um passeio no cinema ou no zoológico,
algo que seja de interesse da criança e esteja dentro dos pontos acumulados por
ela na semana.