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Aula 01

Direito Empresarial p/ Procurador da Fazenda Nacional (PGFN) -2015

Professor: Gabriel Rabelo


Direito Empresarial para PGFN
Teoria e exercícios comentados
Prof. Gabriel Rabelo Aula 01

AULA 01: 2 NOME EMPRESARIAL: NATUREZA E ESPÉCIES. 3 REGISTRO


DE EMPRESAS. 4 TEORIA DA EMPRESA 7 LIVROS COMERCIAIS
OBRIGATÓRIOS AUXILIARES: ESPÉCIES E REQUISITOS E VALOR
PROBANTE DOS LIVROS COMERCIAIS. 11 SOCIEDADES EMPRESÁRIAS:
CLASSIFICAÇÃO, CARACTERÍSTICAS, DISTINÇÕES: SOCIEDADES NÃO
PERSONIFICADAS, SOCIEDADE COMUM E EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO;
SOCIEDADES PERSONIFICADAS, SOCIEDADE SIMPLES, EM NOME
COLETIVO, EM COMANDITA SIMPLES, LIMITADA, ANÔNIMA, EM
COMANDITA POR AÇÕES, COOPERATIVA E COLIGADAS – LIQUIDAÇÃO,
TRANSFORMAÇÃO, INCORPORAÇÃO, FUSÃO E DA CISÃO DAS
SOCIEDADES DEPENDENTES DE AUTORIZAÇÃO.

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO .............................................................................................................. 2
ESCRITURAÇÃO E LIVROS EMPRESARIAIS .......................................................................... 3
INTERPRETAÇÃO DOS DISPOSITIVOS ................................................................................ 6
LIVROS EMPRESARIAIS .................................................................................................... 8
EXIBIÇÃO DE LIVROS ...................................................................................................... 9
LIVROS OBRIGATÓRIOS PARA AS SOCIEDADES ANÔNIMAS ............................................... 11
ANÁLISE DOS ARTIGOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL ................................................. 12
DOS PREPOSTOS .......................................................................................................... 13
RESPONSABILIDADE PELOS ATOS DOS PREPOSTOS .......................................................... 15
GERENTE ..................................................................................................................... 16
CONTABILISTA ............................................................................................................. 18
REGISTRO .................................................................................................................... 18
EFEITOS DO REGISTRO ................................................................................................. 21
ATOS DE REGISTRO ...................................................................................................... 21
ÓRGÃOS DE REGISTRO E PROCESSO DECISÓRIO ............................................................. 22
DO EMPRESÁRIO CONSIDERADO INATIVO ....................................................................... 24
NOME EMPRESARIAL ..................................................................................................... 24
DAS SOCIEDADES ......................................................................................................... 29
DISPOSITIVOS DO CÓDIGO CIVIL SOBRE AS SOCIEDADES................................................ 30
EXCEÇÕES AO REGIME EMPRESARIAL ............................................................................. 32
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PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 966 – PROFISSIONAIS LIBERAIS ....................................... 32


SOCIEDADES COOPERATIVAS ......................................................................................... 33
SOCIEDADES DE ADVOGADOS ....................................................................................... 33
PESSOAS FÍSICAS E JURÍDICAS QUE EXPLOREM A ATIVIDADE RURAL ................................. 33
CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS ............................................................ 35
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO ATO CONSTITUTIVO ............................................................ 35
CLASSIFICAÇÃO QUANTO À RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS .......................................... 36
CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS CONDIÇÕES DE ALIENAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA .... 36
TIPOS SOCIAIS ............................................................................................................. 37
SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS .............................................................................. 37
SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO ....................................................................... 39
SOCIEDADE EM COMUM ................................................................................................. 41
QUESTÕES COMENTADAS .............................................................................................. 45
QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA ............................................................................ 69
GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA ..................................................... 76

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APRESENTAÇÃO

Olá, meus amigos. Como estão?!

É com um imenso prazer que estamos aqui, no Estratégia Concursos, para


ministrar para vocês mais uma aula da disciplina de Direito Empresarial para
o concurso de Advogado Geral da União.

De acordo com o nosso cronograma, hoje veremos:

AULA CONTEÚDO DATA


2 Nome empresarial: natureza e espécies. 3
Registro de empresas. 4 Teoria da empresa 7
Livros comerciais obrigatórios auxiliares:
espécies e requisitos e valor probante dos livros
comerciais. 11 Sociedades Empresárias:
classificação, características, distinções:
sociedades não personificadas, sociedade comum
Aula 1 10.03
e em conta de participação; sociedades
personificadas, sociedade simples, em nome
coletivo, em comandita simples, limitada,
anônima, em comandita por ações, cooperativa e
coligadas – liquidação, transformação,
incorporação, fusão e da cisão das sociedades
dependentes de autorização.

Vamos aos trabalhos? Temos muito assunto pela frente!

Deixamos nosso e-mail, para dúvidas:

gabrielrabelo@estrategiaconcursos.com.br
24678074520

Quaisquer dúvidas, por favor, enviem, estamos à disposição.

Forte abraço!

Gabriel Rabelo

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ESCRITURAÇÃO E LIVROS EMPRESARIAIS

Quando estudamos ciências contábeis, temos que, essencialmente, quatro são


as técnicas contábeis de que a disciplina se utiliza para atingir a sua finalidade
(fornecimento de informações), a saber: escrituração, elaboração das
demonstrações contábeis, auditoria e análise de balanços.

Para nós, por ora, somente interessa a escrituração, que passamos a esclarecer
um pouco melhor.

Funciona, grosso modo, mais ou menos da seguinte forma Imagine-se que eu e


você somos administradores da sociedade GRS. Cada nota fiscal de compra de
mercadoria, cada NF de venda, cada cheque emitido, cada compra de ativo
imobilizado para a produção, tudo isso tem de ser controlado. Pensem vocês se
não houvesse um controle de todos os atos e fatos que ocorrem no âmbito de
uma empresa. O que seria desta empresa?! O que seria do mercado? E o que
seria da economia nacional?

Pois bem, todos esses eventos devem ser contabilizados. Então, no período de
competência, colheremos todos os documentos necessários e lançaremos nos
respectivos livros, sejam eles comerciais ou fiscais. A técnica utilizada para o
registro dos fatos contábeis nos livros é chamada de escrituração.

Então, em um primeiro momento, devemos escriturar, por meio de


lançamentos contábeis, todas as notas fiscais e documentos que comprovem
alteração no patrimônio da entidade.

Por exemplo, a lei que disciplina as sociedades por ações (Lei 6.404/76)
prescreve:

Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes,


com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei (a própria
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6.404) e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar


métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações
patrimoniais segundo o regime de competência.

De igual sorte, o Código Civil de 2002 traz alguns artigos que correspondem ao
assunto. Senão vejamos.

Capítulo IV - Da Escrituração

Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um


sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração
uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e
a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.

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§ 1o Salvo o disposto no art. 1.180, o número e a espécie de livros ficam a


critério dos interessados.
§ 2o É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que se
refere o art. 970.

Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário,
que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou
eletrônica.
Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para
o lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico.

Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o


caso, as fichas, antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro
Público de Empresas Mercantis.
Parágrafo único. A autenticação não se fará sem que esteja inscrito o
empresário, ou a sociedade empresária, que poderá fazer autenticar livros não
obrigatórios.

Art. 1.182. Sem prejuízo do disposto no art. 1.174, a escrituração ficará sob a
responsabilidade de contabilista legalmente habilitado, salvo se nenhum houver
na localidade.

Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e


em forma contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em
branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as
margens.
Parágrafo único. É permitido o uso de código de números ou de abreviaturas,
que constem de livro próprio, regularmente autenticado.

Art. 1.184. No Diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização


do documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as
operações relativas ao exercício da empresa.
§ 1o Admite-se a escrituração resumida do Diário, com totais que não excedam
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o período de trinta dias, relativamente a contas cujas operações sejam


numerosas ou realizadas fora da sede do estabelecimento, desde que utilizados
livros auxiliares regularmente autenticados, para registro individualizado, e
conservados os documentos que permitam a sua perfeita verificação.
§ 2o Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado
econômico, devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis
legalmente habilitado e pelo empresário ou sociedade empresária.

Art. 1.185. O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de


fichas de lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes
Diários e Balanços, observadas as mesmas formalidades extrínsecas exigidas
para aquele.

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Art. 1.186. O livro Balancetes Diários e Balanços será escriturado de modo que
registre:
I - a posição diária de cada uma das contas ou títulos contábeis, pelo respectivo
saldo, em forma de balancetes diários;
II - o balanço patrimonial e o de resultado econômico, no encerramento do
exercício.

Art. 1.187. Na coleta dos elementos para o inventário serão observados os


critérios de avaliação a seguir determinados:
I - os bens destinados à exploração da atividade serão avaliados pelo custo de
aquisição, devendo, na avaliação dos que se desgastam ou depreciam com o
uso, pela ação do tempo ou outros fatores, atender-se à desvalorização
respectiva, criando-se fundos de amortização para assegurar-lhes a substituição
ou a conservação do valor;
II - os valores mobiliários, matéria-prima, bens destinados à alienação, ou que
constituem produtos ou artigos da indústria ou comércio da empresa, podem
ser estimados pelo custo de aquisição ou de fabricação, ou pelo preço corrente,
sempre que este for inferior ao preço de custo, e quando o preço corrente ou
venal estiver acima do valor do custo de aquisição, ou fabricação, e os bens
forem avaliados pelo preço corrente, a diferença entre este e o preço de custo
não será levada em conta para a distribuição de lucros, nem para as
percentagens referentes a fundos de reserva;
III - o valor das ações e dos títulos de renda fixa pode ser determinado com
base na respectiva cotação da Bolsa de Valores; os não cotados e as
participações não acionárias serão considerados pelo seu valor de aquisição;
IV - os créditos serão considerados de conformidade com o presumível valor de
realização, não se levando em conta os prescritos ou de difícil liqüidação, salvo
se houver, quanto aos últimos, previsão equivalente.

Parágrafo único. Entre os valores do ativo podem figurar, desde que se preceda,
anualmente, à sua amortização:
I - as despesas de instalação da sociedade, até o limite correspondente a dez
por cento do capital social;
II - os juros pagos aos acionistas da sociedade anônima, no período
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antecedente ao início das operações sociais, à taxa não superior a doze por
cento ao ano, fixada no estatuto;
III - a quantia efetivamente paga a título de aviamento de estabelecimento
adquirido pelo empresário ou sociedade.

Art. 1.188. O balanço patrimonial deverá exprimir, com fidelidade e clareza, a


situação real da empresa e, atendidas as peculiaridades desta, bem como as
disposições das leis especiais, indicará, distintamente, o ativo e o passivo.
Parágrafo único. Lei especial disporá sobre as informações que acompanharão o
balanço patrimonial, em caso de sociedades coligadas.

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Art. 1.189. O balanço de resultado econômico, ou demonstração da conta de
lucros e perdas, acompanhará o balanço patrimonial e dele constarão crédito e
débito, na forma da lei especial.

Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou


tribunal, sob qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para
verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou não, em
seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei.

Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de
escrituração quando necessária para resolver questões relativas a sucessão,
comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, ou em
caso de falência.
§ 1o O juiz ou tribunal que conhecer de medida cautelar ou de ação pode, a
requerimento ou de ofício, ordenar que os livros de qualquer das partes, ou de
ambas, sejam examinados na presença do empresário ou da sociedade
empresária a que pertencerem, ou de pessoas por estes nomeadas, para deles
se extrair o que interessar à questão.
§ 2o Achando-se os livros em outra jurisdição, nela se fará o exame, perante o
respectivo juiz.

Art. 1.192. Recusada a apresentação dos livros, nos casos do artigo


antecedente, serão apreendidos judicialmente e, no do seu § 1o, ter-se-á como
verdadeiro o alegado pela parte contrária para se provar pelos livros.
Parágrafo único. A confissão resultante da recusa pode ser elidida por prova
documental em contrário.

Art. 1.193. As restrições estabelecidas neste Capítulo ao exame da escrituração,


em parte ou por inteiro, não se aplicam às autoridades fazendárias, no exercício
da fiscalização do pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas
leis especiais.

Art. 1.194. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a conservar


em boa guarda toda a escrituração, correspondência e mais papéis
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concernentes à sua atividade, enquanto não ocorrer prescrição ou decadência


no tocante aos atos neles consignados.

Art. 1.195. As disposições deste Capítulo aplicam-se às sucursais, filiais ou


agências, no Brasil, do empresário ou sociedade com sede em país estrangeiro.

INTERPRETAÇÃO DOS DISPOSITIVOS

Passemos agora a analisar os dispositivos para fins de prova.

Como dissemos acima, em um primeiro momento, devemos escriturar, por


meio de lançamentos contábeis, todas as notas fiscais e documentos que
comprovem alteração no patrimônio da entidade.

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Neste sentido estabelece o Código Civil:

Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um


sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração
uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e
a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.

Esta escrituração, nos ditames do artigo 1.182, deve ser feita por contabilista
legalmente habilitado. Aqui, duas exceções devem ser feitas.

1) O artigo fala em contabilista, expressão que abrange tanto o bacharel em


ciências contábeis como o técnico em contabilidade, desde que regularmente
habilitados.
2) Há que se fazer uma exceção. Caso não haja contabilista na localidade, a
escrituração deve ser feita pelo próprio empresário ou por outro auxiliar.

Ainda, segundo o artigo 1.183, a escrituração será feita em idioma e moeda


corrente nacionais e em forma contábil, por ordem cronológica de dia, mês e
ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou
transportes para as margens, sendo permitido o uso de código de números ou
de abreviaturas, que constem de livro próprio, regularmente autenticado.

Na mesma linha, o art. 1.194 estabelece que o empresário e a sociedade


empresária são obrigados a conservar em boa guarda toda a escrituração,
correspondência e mais papéis concernentes à sua atividade, enquanto não
ocorrer prescrição ou decadência no tocante aos atos neles consignados.

Cuidado: algumas questões costumam asseverar que empresário e


sociedade empresária devem conservar documentos de escrituração
pelo prazo de cinco anos. Tal afirmação está incorreta. Por exemplo. O
direito tributário tem seu regulamento geral previsto no Código
Tributário Nacional. Nesta lei, sobre a prescrição e a decadência de
tributos encontramos as seguintes afirmações:
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Decadência

Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-


se após 5 (cinco) anos, contados:

I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia


ter sido efetuado;
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício
formal, o lançamento anteriormente efetuado.

Prescrição

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Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco
anos, contados da data da sua constituição definitiva.

Portanto, se a Fazenda tem um tributo relativo a janeiro de 2008 para cobrar e


o lança em outubro de 2012, deixará de incorrer em prazo decadencial (que
conta para o lançamento do tributo) e passará a se sujeitar ao prazo
prescricional (de mais cinco anos). Logo, por todo este prazo deverá o
contribuinte guardar os livros.

O artigo 1.179, §2º prescreve que:

§ 2o É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que se


refere o art. 970.

E quem seria este pequeno empresário que está dispensado da escrituração?! A


resposta pode ser encontrada na Lei Complementar n. 123/2006.

Art. 68. Considera-se pequeno empresário, para efeito de aplicação do


disposto nos arts. 970 e 1.179 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002
(Código Civil), o empresário individual caracterizado como microempresa na
forma desta Lei Complementar que aufira receita bruta anual até o limite
previsto no § 1º do art. 18-A.

Art. 18-A, § 1º Para os efeitos desta Lei Complementar, considera-se MEI o


empresário individual a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 de
janeiro de 2002 (Código Civil), que tenha auferido receita bruta, no ano-
calendário anterior, de até R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), optante pelo
Simples Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática prevista
neste artigo.

LIVROS EMPRESARIAIS

De acordo com o Código Civil, os números e as espécies de livros que o


empresário vai adotar, em regra, ficam a seu critério. Todavia, pode
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haver disposição especial de lei em contrário, que ordene a escrituração de


livros específicos, como o faz, por exemplo, a legislação fiscal, que exige a
escrituração de livros como registro de entradas de mercadoria, registros de
saída, entre outros.

Ademais, o código civil obriga a todos os empresários que escriturem o


livro diário, como vemos a seguir:

Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário,
que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou
eletrônica.

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Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para
o lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico.

No Diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização do


documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as
operações relativas ao exercício da empresa (CC, art. 1.184).

Admite-se a escrituração resumida do Diário, com totais que não excedam o


período de trinta dias, relativamente a contas cujas operações sejam
numerosas ou realizadas fora da sede do estabelecimento, desde que utilizados
livros auxiliares regularmente autenticados, para registro individualizado, e
conservados os documentos que permitam a sua perfeita verificação (CC, art.
1.184. § 1o).

E mais. Vejam acima que o artigo 1.179 obriga ao levantamento do balanço


patrimonial e da demonstração do resultado do exercício. Estes lançamentos
são feitos no diário, dentro dele.

Art. 1.184, § 2o Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado


econômico, devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis
legalmente habilitado e pelo empresário ou sociedade empresária.

O balanço patrimonial deverá exprimir, com fidelidade e clareza, a situação real


da empresa e, atendidas as peculiaridades desta, bem como as disposições das
leis especiais, indicará, distintamente, o ativo e o passivo (CC, art. 1.188).

O balanço de resultado econômico, ou demonstração da conta de lucros e


perdas, acompanhará o balanço patrimonial e dele constarão crédito e débito,
na forma da lei especial (CC, art. 1.189).

Deve-se salientar, ainda, que os livros devem ser autenticados no registro


competente, autenticação que se dará antes de pô-los em uso.

Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o


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caso, as fichas, antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro


Público de Empresas Mercantis.

Parágrafo único. A autenticação não se fará sem que esteja inscrito o


empresário, ou a sociedade empresária, que poderá fazer autenticar livros não
obrigatórios.

EXIBIÇÃO DE LIVROS

Inicialmente, deve-se absorver que o Código Civil prega que os livros podem
fazer prova quer a favor quer contra o empresário. Todavia, para fazer prova a
favor não pode estar eivado de vício, seja ele extrínseco ou intrínseco.

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Art. 226. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as
pessoas a que pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício
extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros subsídios.

Os livros empresariais representam a vida econômica do empresário. Ali são


encontradas informações valiosas sobre o andamento e a gestão do negócio.
Pois bem, estes livros são resguardados por sigilo. O Código Civil confere
proteção à escrituração através do seguinte dispositivo:

Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou


tribunal, sob qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para
verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou não, em
seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei.

Vejam que o próprio artigo se inicia com a redação “ressalvados os casos


previstos em lei”, o que permite inferir que o sigilo empresarial não é direito
absoluto.

Exemplifique-se. O Código Tributário Nacional, em seu artigo 195, dispõe:

Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer
disposições legais excludentes ou limitativas do direito de examinar
mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou
fiscais, dos comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de
exibi-los.

No mesmo sentido foi o Código Civil:

Art. 1.193. As restrições estabelecidas neste Capítulo ao exame da escrituração,


em parte ou por inteiro, não se aplicam às autoridades fazendárias, no exercício
da fiscalização do pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas
leis especiais.

Assim, o sigilo empresarial não é válido frente às autoridades tributárias,


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quando no exercício da fiscalização.

É possível também que os livros sejam exibidos judicialmente. A exibição em


juízo poderá ser total ou parcial. Senão vejamos.

Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de
escrituração quando necessária para resolver questões relativas a sucessão,
comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, ou em
caso de falência.

§ 1o O juiz ou tribunal que conhecer de medida cautelar ou de ação pode, a


requerimento ou de ofício, ordenar que os livros de qualquer das partes, ou de

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ambas, sejam examinados na presença do empresário ou da sociedade
empresária a que pertencerem, ou de pessoas por estes nomeadas, para deles
se extrair o que interessar à questão.

§ 2o Achando-se os livros em outra jurisdição, nela se fará o exame, perante o


respectivo juiz.

O Código de Processo civil ainda propõe que:

Art. 381. O juiz pode ordenar, a requerimento da parte, a exibição integral dos
livros comerciais e dos documentos do arquivo:

I - na liquidação de sociedade;
II - na sucessão por morte de sócio;
III - quando e como determinar a lei.

Art. 382. O juiz pode, de ofício, ordenar à parte a exibição parcial dos livros e
documentos, extraindo-se deles a suma que interessar ao litígio, bem como
reproduções autenticadas.

Entendamos os artigos em epígrafe.

A exibição total somente pode ser determinada pelo juiz, a requerimento da


parte, e em algumas ações (art. 1.191). O próprio Código cita os casos em que
é possível a exibição total:

1) sucessão;
2) comunhão/ sociedade;
3) administração;
4) falência/liquidação;
5) quando a lei determinar.

Todavia, a exibição parcial pode ser feita de ofício ou a requerimento da parte,


em qualquer ação judicial, quando necessário ou útil à solução da lide (CC, art.
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1.191, parágrafo primeiro).

Exibição Quem pode requerer? Quando?


Questões relativas à sucessão, comunhão,
Integral Parte
sociedade, administração, falência, liquidação
Parcial Parte ou de ofício (juiz) Qualquer processo

LIVROS OBRIGATÓRIOS PARA AS SOCIEDADES ANÔNIMAS

Segundo a Lei 6.404, artigo 100, a companhia deve ter, além dos livros
obrigatórios para qualquer comerciante, os seguintes, revestidos das mesmas
formalidades legais:

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I - o livro de Registro de Ações Nominativas.
II - o livro de "Transferência de Ações Nominativas".
III - o livro de "Registro de Partes Beneficiárias Nominativas" e o de
"Transferência de Partes Beneficiárias Nominativas".
IV - o livro de Atas das Assembléias Gerais.
V - o livro de Presença dos Acionistas.
VI - os livros de Atas das Reuniões do Conselho de Administração, se houver, e
de Atas das Reuniões de Diretoria.
VII - o livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal.

ANÁLISE DOS ARTIGOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

Art. 378. Os livros comerciais provam contra o seu autor. É lícito ao


comerciante, todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos em direito,
que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos.

Imagine-se que por meio da análise do fluxo de caixa de determinada empresa,


feita em seus livros contábeis, um Agente Fiscal de Rendas descubra um grande
valor de omissão de receita. Partindo-se dessa premissa, ele faz um lançamento
de ofício, cobrando ICMS e multas correspondentes a tal omissão.

A cobrança foi ajuizada e o valor será executado a favor do erário. Os livros


comerciais utilizados pelo auditor provam contra a empresa. Todavia, pode o
comerciante provar, por meio de outras formas permitidas em direito,
que os lançamentos realizados no livro estão equivocados. Pode, por exemplo,
demonstrar, com todas as notas fiscais relacionadas, que houve pagamento
correto do ICMS relativo àquele fato e que, não obstante a escrituração
estivesse errada, o imposto sobre circulação de mercadorias foi corretamente
apropriado e pago.

Art. 379. Os livros comerciais, que preencham os requisitos exigidos por lei,
provam também a favor do seu autor no litígio entre comerciantes.

Suponha-se que A vende determinada mercadoria para B. O vendedor (A) alega


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em juízo, porém, não ter recebido o valor do comprador (B). Nesta hipótese, se
B houver escriturado regularmente a entrada da mercadoria, se tiver feito o
apropriado lançamento em seus livros diário e razão, se houver algum registro
no Livro de Registro de Inventário, e, também, se puder fazer a comprovação
por meio da quitação bancária correspondente, podemos dizer que os livros
comerciais farão prova a favor de B.

Art. 380. A escrituração contábil é indivisível: se dos fatos que resultam dos
lançamentos, uns são favoráveis ao interesse de seu autor e outros lhe são
contrários, ambos serão considerados em conjunto como unidade.

Voltemos ao exemplo da omissão de caixa constatada pelo Agente Fiscal de


Rendas em uma auditoria dos livros contábeis. Se o Fisco pôde constatar que

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determinada quantidade de tributos é devida e o empresário consegue, com
base nestes mesmos livros, provar que não é, a análise será levada à lide como
uma unidade. Ou seja, há que se fazer a análise em conjunto, não se
considerando apenas o que alega o fisco, tampouco o que diz o empresário.

DOS PREPOSTOS

O que é um preposto? Nada mais é do que o representante da empresa que


conhece os fatos e tem a capacidade de argumentar, defender ou esclarecer os
assuntos por ela tratados. O Código Civil trouxe como prepostos o gerente, o
contabilista e outros auxiliares. O assunto está previsto nos artigos 1.169 a
1.178 do CC.

O preposto não é qualquer auxiliar dependente do empresário, ou seja, nem


todos os empregados do empresário são prepostos. O que caracteriza a
preposição é o poder de representação. O preposto substitui o preponente em
determinados atos, seja na organização interna da empresa, seja nas relações
externas com terceiros.

Importa dizer que os resultados das ações dos prepostos devem ser revertidos
para o empresário, sendo vedada a negociação em interesse próprio, sob pena
de demissão por justa causa nos termos do artigo 482, c, da Consolidação das
Leis do Trabalho.

Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo
empregador:

c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do


empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual
trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço;

Vejamos os artigos do Código Civil que tratam a respeito dos prepostos. Em


seguida, explicaremos o que há de mais salutar. Mas, desde já, diria que a
importância deste tópico no concurso não é das maiores. As questões que caem
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(e quando caem) costumam tão-somente exigir o texto legal.

Capítulo III - Dos Prepostos

Seção I - Disposições Gerais

Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no
desempenho da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do
substituto e pelas obrigações por ele contraídas.

Art. 1.170. O preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar por
conta própria ou de terceiro, nem participar, embora indiretamente, de

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operação do mesmo gênero da que lhe foi cometida, sob pena de responder por
perdas e danos e de serem retidos pelo preponente os lucros da operação.

Art. 1.171. Considera-se perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao


preposto, encarregado pelo preponente, se os recebeu sem protesto, salvo nos
casos em que haja prazo para reclamação.

Seção II - Do Gerente

Art. 1.172. Considera-se gerente o preposto permanente no exercício da


empresa, na sede desta, ou em sucursal, filial ou agência.

Art. 1.173. Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente
autorizado a praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe
foram outorgados.

Parágrafo único. Na falta de estipulação diversa, consideram-se solidários os


poderes conferidos a dois ou mais gerentes.

Art. 1.174. As limitações contidas na outorga de poderes, para serem opostas a


terceiros, dependem do arquivamento e averbação do instrumento no Registro
Público de Empresas Mercantis, salvo se provado serem conhecidas da pessoa
que tratou com o gerente.

Parágrafo único. Para o mesmo efeito e com idêntica ressalva, deve a


modificação ou revogação do mandato ser arquivada e averbada no Registro
Público de Empresas Mercantis.

Art. 1.175. O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique
em seu próprio nome, mas à conta daquele.

Art. 1.176. O gerente pode estar em juízo em nome do preponente, pelas


obrigações resultantes do exercício da sua função.
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Seção III - Do contabilista e outros auxiliares

Art. 1.177. Os assentos lançados nos livros ou fichas do preponente, por


qualquer dos prepostos encarregados de sua escrituração, produzem, salvo se
houver procedido de má-fé, os mesmos efeitos como se o fossem por aquele.

Parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente


responsáveis, perante os preponentes, pelos atos culposos; e, perante
terceiros, solidariamente com o preponente, pelos atos dolosos.

Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer


prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da
empresa, ainda que não autorizados por escrito.

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Parágrafo único. Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento,


somente obrigarão o preponente nos limites dos poderes conferidos por escrito,
cujo instrumento pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica do seu teor.

Os empregados podem ser prepostos ou pessoas que com ele tenham vínculo,
como os funcionários autônomos.

Havendo relação de preposição entre empresário e determinada pessoa, essa


relação é pessoal, ou seja, deve ser exercida diretamente pelo preposto. O
preposto deverá agir com o maior zelo possível. Se agir contrariamente,
delegando atribuição que lhe foram cometidas, responde o preposto
pessoalmente, exceto se houver autorização para a substituição. Assim dispôs o
artigo 1.169.

Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no
desempenho da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do
substituto e pelas obrigações por ele contraídas.

No mesmo sentido, imaginem se Augusto, empresário, confia a seu gerente o


exercício de decidir sobre a venda de mercadorias da empresa. O cliente X
chega a comprar e o gerente diz: - Tenho a mercadoria de Augusto pra
negociar, contudo, posso lhe oferecer a mercadoria Y, de minha propriedade,
por um preço muito melhor. Não seria ético e probo por parte do gerente que
promovesse tais atos. Por isso, o Código Civil diz:

Art. 1.170. O preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar por
conta própria ou de terceiro, nem participar, embora indiretamente, de
operação do mesmo gênero da que lhe foi cometida, sob pena de responder por
perdas e danos e de serem retidos pelo preponente os lucros da operação.

Vejam que, havendo autorização, não há ilicitude.

O artigo 1.171, por seu turno, prega que se terceiros entregarem papéis, bens
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ou valores, ao preposto considera-se que a entrega foi feita também ao


preponente, se não reclamar (protestar) o empresário ou preposto. Ressalve-
se, contudo, o caso em que haja prazo para reclamação.

RESPONSABILIDADE PELOS ATOS DOS PREPOSTOS

Com espeque no Código Civil:

Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer


prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da
empresa, ainda que não autorizados por escrito.

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Parágrafo único. Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento,
somente obrigarão o preponente nos limites dos poderes conferidos por escrito,
cujo instrumento pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica do seu teor.

A responsabilidade do preponente por atos do preposto difere caso o ato seja


praticado dentro ou fora do estabelecimento. Senão vejamos.

O preponente é responsável pelo ato praticado dentro de estabelecimento que


seja relativo à atividade da empresa, mesmo que o preposto não seja
autorizado por escrito.

Todavia, para atos praticados fora do estabelecimento a responsabilidade só se


dará no limite do poder conferido por escrito.

A FEPESE cobrou este ponto, no concurso para Auditor Fiscal Tributário de


Florianópolis, em 2014, com a seguinte assertiva (item incorreto): A
responsabilidade dos preponentes pelos atos de quaisquer prepostos, praticados
nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, é limitada aos
atos autorizados por escrito.

Exemplificando. O fato de João (preposto) conceder em determinada operação


dentro do estabelecimento um desconto de 50%, mesmo não estando
autorizado para tanto, acarreta a responsabilidade (prejuízo, neste caso) para o
preponente, que deverá responder por tanto.

Neste caso, resta perquirir, ainda, se a atitude do preposto foi com dolo ou
culpa, pois, de acordo com a Lei:

Art. 1.177, parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos são


pessoalmente responsáveis, perante os preponentes, pelos atos culposos; e,
perante terceiros, solidariamente com o preponente, pelos atos dolosos.

Assim, tendo João praticado o ato com negligência, imprudência ou imperícia, o


que caracterizará a culpa, responderá ele pessoalmente frente ao
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empresário. Não haverá responsabilidade perante terceiros.

Ao revés, agindo com dolo, se, por exemplo, ele tivesse tido tal conduta para
beneficiar terceiro e levar o preponente à ruína, passaria a responder
solidariamente com o preponente perante terceiros.

De dois prepostos cuidou o Código Civil pormenorizadamente. São eles: gerente


e contabilista.

GERENTE

O gerente é o principal preposto da empresa, a quem incumbe a administração


da atividade. Quando a lei não exigir poderes especiais, considera-se o gerente

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autorizado a praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe
foram outorgados (CC, art. 1.173).

Assim, poderá o gerente realizar a venda de mercadorias, contratação de


serviços. Contudo, se, por exemplo, é necessária a assinatura de sócio para
assinatura de um auto de infração lavrado por determinado Fisco, não poderá o
gerente praticar tal ato, já que é vedado por lei.

Tal importância dá o Código Civil ao gerente que o permite estar em juízo em


nome do preponente, desde que para responder por obrigações que tenham
nexo com o exercício de sua função (CC, art. 1.176).

Mas, professor, e se houver mais de um gerente (o que é plenamente


possível)? Bem, neste caso, o CC diz que:

Art. 1.173, parágrafo único. Na falta de estipulação diversa, consideram-se


solidários os poderes conferidos a dois ou mais gerentes.

Ou seja, se não for expressamente feita uma divisão de competências, todos os


gerentes poderão praticar os mais diversos atos relativos ao empresariado.

Por fim, como não poderia deixar de saber, temos de saber como se dá a
responsabilidade do gerente pelos atos que praticar. Tais indagações podem ser
respondidas pelos artigos 1.174 e 1.175 do Código Civil.

Art. 1.174. As limitações contidas na outorga de poderes, para serem opostas a


terceiros, dependem do arquivamento e averbação do instrumento no Registro
Público de Empresas Mercantis, salvo se provado serem conhecidas da pessoa
que tratou com o gerente.

Parágrafo único. Para o mesmo efeito e com idêntica ressalva, deve a


modificação ou revogação do mandato ser arquivada e averbada no Registro
Público de Empresas Mercantis.
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Art. 1.175. O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique
em seu próprio nome, mas à conta daquele.

Pois bem. O preponente, então, responde com o gerente pelos atos que o
gerente praticar, em nome do empresário. Contudo, caso haja limitação nos
poderes do gerente, estas limitações poderão ser opostas a terceiros, desde
que estejam devidamente averbadas na Junta Comercial.

Entrementes, se não estiver a limitação registrada e o preponente tiver meios


de provar que o terceiro quando contratou conhecia desta limitação do gerente,
se eximirá o empresário de responder.

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CONTABILISTA

Dissemos que o empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir


um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração
uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e
a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico (CC,
art. 1.179).

Essa escrituração deve ser feita por contabilista (contador ou técnico em


contabilidade), salvo se nenhum houver na localidade.

De acordo com o Código Civil:

Art. 1.177. Os assentos lançados nos livros ou fichas do preponente, por


qualquer dos prepostos encarregados de sua escrituração, produzem, salvo se
houver procedido de má-fé, os mesmos efeitos como se o fossem por aquele.

REGISTRO

Vamos direto ao Código Civil.

Art. 1.150. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro


Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade
simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às
normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples adotar um dos
tipos de sociedade empresária.

Art. 1.151. O registro dos atos sujeitos à formalidade exigida no artigo


antecedente será requerido pela pessoa obrigada em lei, e, no caso de omissão
ou demora, pelo sócio ou qualquer interessado.

§ 1o Os documentos necessários ao registro deverão ser apresentados no prazo


de trinta dias, contado da lavratura dos atos respectivos.
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§ 2o Requerido além do prazo previsto neste artigo, o registro somente


produzirá efeito a partir da data de sua concessão.

§ 3o As pessoas obrigadas a requerer o registro responderão por perdas e


danos, em caso de omissão ou demora.

Art. 1.152. Cabe ao órgão incumbido do registro verificar a regularidade das


publicações determinadas em lei, de acordo com o disposto nos parágrafos
deste artigo.

§ 1o Salvo exceção expressa, as publicações ordenadas neste Livro serão feitas


no órgão oficial da União ou do Estado, conforme o local da sede do empresário
ou da sociedade, e em jornal de grande circulação.

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§ 2o As publicações das sociedades estrangeiras serão feitas nos órgãos oficiais


da União e do Estado onde tiverem sucursais, filiais ou agências.

§ 3o O anúncio de convocação da assembléia de sócios será publicado por três


vezes, ao menos, devendo mediar, entre a data da primeira inserção e a da
realização da assembléia, o prazo mínimo de oito dias, para a primeira
convocação, e de cinco dias, para as posteriores.

Art. 1.153. Cumpre à autoridade competente, antes de efetivar o registro,


verificar a autenticidade e a legitimidade do signatário do requerimento, bem
como fiscalizar a observância das prescrições legais concernentes ao ato ou aos
documentos apresentados.

Parágrafo único. Das irregularidades encontradas deve ser notificado o


requerente, que, se for o caso, poderá saná-las, obedecendo às formalidades da
lei.

Art. 1.154. O ato sujeito a registro, ressalvadas disposições especiais da lei, não
pode, antes do cumprimento das respectivas formalidades, ser oposto a
terceiro, salvo prova de que este o conhecia.

Parágrafo único. O terceiro não pode alegar ignorância, desde que cumpridas as
referidas formalidades.

Indubitavelmente, o artigo mais cobrado sobre registro em prova é o artigo


1.150, que deve ser interpretado harmonicamente com o artigo 985.

Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no


registro próprio e na forma da lei, dos seus atos constitutivos.

A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio


e na forma da lei, dos seus atos constitutivos. O simples fato de uma
sociedade ser constituída e iniciar as suas atividades não lhe confere
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personalidade jurídica. Para tanto é necessário o registro de seus atos


constitutivos no órgão competente.

Assim, pode ocorrer de um empresário constituir seu negócio e iniciar suas


atividades sem que tenha feito requerimento de seu registro ao órgão
competente, quando estará em situação irregular, regendo-se pelas regras
relativas à sociedade em comum (vista à frente). Portanto, se cair na sua
prova, é errado asseverar que a personalidade jurídica se inicia com a
constituição e início das atividades da empresa. Ok?

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Também é importante:

Art. 1.150. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao


registro público de empresas mercantis a cargo das juntas comerciais,
e a sociedade simples ao registro civil das pessoas jurídicas, o qual
deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples
adotar um dos tipos de sociedade empresária.

O entendimento desse artigo 1.150 é o que se segue:

Esse tema foi objeto de cobrança no concurso para Fiscal de Rendas do Estado
do Rio de Janeiro (FGV/2008-2) da seguinte forma: “Os atos constitutivos da
sociedade são sempre arquivados na Junta Comercial”.

Fácil perceber agora que o gabarito da questão é falso, porquanto as sociedades


simples registram-se no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas.

Se a sociedade simples obedecer ao regime próprio que lhe fora previsto no


Código Civil (o regime próprio das sociedades simples), o registro será nos
moldes estabelecidos para os Cartórios de Registro Civil de Pessoas Jurídicas.

Caso a sociedade simples opte por uma das outras formas que lhe são possíveis
(sociedade limitada, sociedade em nome coletivo, sociedade em comandita
simples), o Registro Civil obedecerá aos ritos previstos para inscrição dessas
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sociedades na Junta Comercial. O registro, todavia, continua sendo feito do


registro civil.

Assim, José e Alfredo, médicos, formam uma sociedade simples pura, que
obedecerá às regras próprias deste tipo societário previstas no Código Civil.
Logo, o registro é feito no Cartório Civil, da “forma comum”, como é feito para
todas as outras sociedades simples.

Imagine-se agora que José e Alfredo formam uma sociedade simples, adotando
a forma de sociedade limitada. O registro será feito seguindo todas as regras
previstas para as sociedades limitadas (as LTDAs que são sociedades
empresárias se registram na Junta Comercial), contudo, continuará sendo feito
no Registro Civil.

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O registro dos atos sujeitos à formalidade exigida no artigo antecedente será


requerido pela pessoa obrigada em lei, e, no caso de omissão ou demora, pelo
sócio ou qualquer interessado (CC, art. 1.151).

Outro aspecto importante é que segundo o artigo 1.151, parágrafo primeiro, os


documentos devem ser apresentados à Junta Comercial no prazo de 30 DIAS.
Sendo feito no prazo, o registro retroage à data da origem. Entretanto, caso o
registro seja feito após o prazo previsto, o efeito do registro surtirá apenas após
a data da concessão (CC, art. 1.151, §2º).

Quando obrigatório o registro, as pessoas que forem responsáveis por efetuá-lo


e retardarem injustificadamente responderão por perdas e danos (CC, art.
1.151, §3º).

A FCC explorou este assunto do seguinte modo:

(FCC/OAB SP/2006) Os efeitos do arquivamento de documentos no registro de


comércio operam-se apenas na data da publicação do seu extrato.

O item está incorreto. O registro é obrigação legal imposta a todo e qualquer


empresário (CC, art. 967). O ato deve ser feito até 30 dias após a assinatura do
respectivo documento (Lei 8.934/94, art. 36). Se assim feito, considera-se o
ato eficaz, perante terceiros, desde sua origem – efeito ex tunc. Ao revés, em
se levando o ato a registro fora do prazo previsto de 30 dias, considera-se
eficaz apenas a partir do momento em que houver deferimento – efeito ex
nunc.

Por fim, é importante saber que decai em três anos o direito de anular a
constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato
respectivo, contado o prazo da publicação da sua inscrição no registro (CC,
artigo 45, par. único).

EFEITOS DO REGISTRO 24678074520

O registro dos empresários possui natureza declaratória, isto é, serve para


declarar que ele está cumprindo os requisitos que lhe foram exigidos,
atestando-se sua regularidade no âmbito do direito mercantil. Relembre-se,
porém, que para os rurais a inscrição tem natureza constitutiva.

ATOS DE REGISTRO

Já se falou aqui também que, como dispõe o artigo 967 do Código Civil, é
obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas
Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade.

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Mas, onde é feito esse registro? Esse registro é feito na Junta Comercial. É ela
quem executa os atos de registro (a saber, matrícula, arquivamento e
autenticação) dos empresários individuais e sociedades empresárias.
Tratemos das três espécies de registro.

A matrícula é nada mais do que o registro de leiloeiros, tradutores públicos,


intérpretes, trapicheiros e administradores de armazéns gerais.

O arquivamento trata basicamente dos documentos relativos à constituição,


alteração, dissolução e extinção de empresários individuais e sociedades
empresárias, como contrato social, atas de reunião, atas de alteração
contratual, entre outros.

Por seu turno, a autenticação é o registro da escrituração realizada pelos


empresários e sociedades empresárias.

É exatamente este o modo como cobram na prova! Para provar, vejam como a
FCC cobrou o assunto – item correto:

(FCC/OAB SP/2006) A profissão de leiloeiro será exercida mediante matrícula


concedida pelas Juntas Comerciais.

ÓRGÃOS DE REGISTRO E PROCESSO DECISÓRIO

Segundo a Lei 8.934/94:

Art. 3º Os serviços do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades


Afins serão exercidos, em todo o território nacional, de maneira uniforme,
harmônica e interdependente, pelo Sistema Nacional de Registro de Empresas
Mercantis (Sinrem), composto pelos seguintes órgãos:

I - o Departamento Nacional de Registro do Comércio, órgão central Sinrem,


com funções supervisora, orientadora, coordenadora e normativa, no plano
técnico; e supletiva, no plano administrativo;
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II - as Juntas Comerciais, como órgãos locais, com funções executora e


administradora dos serviços de registro.

Assim, com fulcro na Lei, temos, no topo da estrutura, o Sistema Nacional de


Registro de Empresas Mercantis – SINREM. O SINREM é ligado ao Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Abaixo, o DNRC tem funções supervisora, orientadora, coordenadora e


normativa, no plano técnico; e supletiva, no plano administrativo.

Já as Juntas executam os atos de registro.

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Haverá uma junta comercial em cada unidade federativa, com sede na capital e
jurisdição na área da circunscrição territorial respectiva (Lei 8.934/94, art. 5º).

E mais.

Art. 6º As juntas comerciais subordinam-se administrativamente ao governo da


unidade federativa de sua jurisdição e, tecnicamente, ao DNRC, nos termos
desta lei.

Com efeito, grave-se. Tecnicamente, as Juntas são subordinadas aos DNRC. Já


administrativamente, a subordinação se dá à própria unidade federada.

De acordo com a lei:

Art. 32. O registro compreende:

I - a matrícula e seu cancelamento: dos leiloeiros, tradutores públicos e


intérpretes comerciais, trapicheiros e administradores de armazéns-gerais;

II - O arquivamento:
a) dos documentos relativos à constituição, alteração, dissolução e extinção de
firmas mercantis individuais, sociedades mercantis e cooperativas;
b) dos atos relativos a consórcio e grupo de sociedade de que trata a Lei nº
6.404, de 15 de dezembro de 1976;
c) dos atos concernentes a empresas mercantis estrangeiras autorizadas a
funcionar no Brasil;
d) das declarações de microempresa;
e) de atos ou documentos que, por determinação legal, sejam atribuídos ao
Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins ou daqueles que
possam interessar ao empresário e às empresas mercantis;

III - a autenticação dos instrumentos de escrituração das empresas mercantis


registradas e dos agentes auxiliares do comércio, na forma de lei própria.
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Os documentos referidos no inciso II do art. 32 deverão ser apresentados a


arquivamento na junta, dentro de 30 (trinta) dias contados de sua assinatura, a
cuja data retroagirão os efeitos do arquivamento; fora desse prazo, o
arquivamento só terá eficácia a partir do despacho que o conceder (Lei
8.934/94, art. 36).

Estão sujeitos ao regime de decisão colegiada pelas juntas comerciais, na forma


da lei (art. 41):

I - o arquivamento:

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a) dos atos de constituição de sociedades anônimas, bem como das atas de
assembléias gerais e demais atos, relativos a essas sociedades, sujeitos ao
Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins;
b) dos atos referentes à transformação, incorporação, fusão e cisão de
empresas mercantis;
c) dos atos de constituição e alterações de consórcio e de grupo de sociedades,
conforme previsto na Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976;

II - o julgamento do recurso previsto na lei de Registro Público.

Ainda, de acordo com o texto legal:

Art. 42. Os atos próprios do Registro Público de Empresas Mercantis e


Atividades Afins, não previstos no artigo anterior, serão objeto de decisão
singular proferida pelo presidente da junta comercial, por vogal ou servidor que
possua comprovados conhecimentos de Direito Comercial e de Registro de
Empresas Mercantis.

Portanto, a regra é a decisão singular nos atos de registro, proferida pela


Presidente da Junta, por vogal ou servidor que possua comprovados
conhecimentos de Direito Comercial e de Registro de Empresas Mercantis..

DO EMPRESÁRIO CONSIDERADO INATIVO

Segundo o artigo 60 da Lei 8.934/94, a firma individual ou a sociedade que não


proceder a qualquer arquivamento no período de dez anos consecutivos deverá
comunicar à junta comercial que deseja manter-se em funcionamento.

Na ausência dessa comunicação, a empresa mercantil será considerada inativa,


promovendo a junta comercial o cancelamento do registro, com a perda
automática da proteção ao nome empresarial (Lei 8.934/1994, art. 60,
parágrafo primeiro).

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NOME EMPRESARIAL

Antes de qualquer coisa, temos de nos perguntar do que se trata este instituto.

A definição é estatuída pelo próprio Código Civil, que diz:

Art. 1.155. Considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada,


de conformidade com este Capítulo, para o exercício de empresa.

O nome empresarial está para o empresário e sociedade empresária tal como o


nome civil está para nós, pessoas naturais.

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Enquanto eu, como pessoa física, contraio obrigações e direitos pelo nome de
Gabriel Rabelo da Silva, a sociedade empresária Petróleo Brasileiro S.A o faz
por esta denominação.

O empresário individual tem um nome empresarial que pode ou não coincidir


com o nome civil. Por seu turno, a sociedade empresária não tem outro nome
que não o empresarial.

Existem, como dito acima, dois tipos de nome empresarial: a firma e a


denominação.

Atenção: é comum que no cotidiano, na linguagem coloquial, adotemos a


expressão firma como sinônimo de empresa, comércio. Todavia, esta é uma
imprecisão terminológica. Juridicamente falando, a firma é uma espécie de
nome empresarial.

Falemos um pouco sobre as espécies de nome empresarial.

A firma tem por base nome civil. Esse nome civil pode ser do empresário
individual (quando o empresário exerce atividade sozinho) ou dos sócios de
uma sociedade empresária.

Portanto, na composição, no núcleo deste tipo de nome empresarial sempre


haverá um ou mais nomes civis.

Exemplo: Gabriel Rabelo da Silva.

A denominação, por seu turno, tem de designar o objeto da empresa,


adotando como núcleo um nome civil ou outra expressão linguística.

Exemplo: Petróleo Brasileiro S.A.

No que diz respeito à função, deve-se anotar que a firma serve, além de
elemento de identificação, também como assinatura para o empresário,
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ao passo que a denominação é somente elemento de identificação.

Para cada tipo de empresário e sociedade empresária há uma regra específica


para a formação do nome empresarial. Senão vejamos.

O empresário individual somente poderá adotar a firma, baseado no nome


civil. Ademais, poderá ser de modo extenso ou abreviado, aditando-lhe, se
quiser, o ramo de atividade a que se dedica.

Estas são as determinações do Código Civil:

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Art. 1.156. O empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo
ou abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação mais precisa da sua pessoa
ou do gênero de atividade.

Por exemplo, “Gabriel Rabelo da Silva”, “G. R. Silva”, “Rabelo da Silva”,


“Gabriel Rabelo, Mercado”.

O empresário individual de responsabilidade limitada, por sua vez,


poderá operar sob firma ou denominação.

Art. 980-A. par. 1º O nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da
expressão "EIRELI" após a firma ou a denominação social da empresa individual
de responsabilidade limitada.

Feitas as considerações sobre os empresários individuais, falemos sobre os


diversos tipos societários.

Tendo em vista a responsabilidade ilimitada de seus sócios, a sociedade em


nome coletivo somente poderá utilizar a firma ou razão social.

Art. 1.157. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada


operará sob firma, na qual somente os nomes daqueles poderão figurar,
bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão "e companhia"
ou sua abreviatura.

Parágrafo único. Ficam solidária e ilimitadamente responsáveis pelas obrigações


contraídas sob a firma social aqueles que, por seus nomes, figurarem na firma
da sociedade de que trata este artigo.

Se forem sócios de uma sociedade em nome coletivo Gabriel Rabelo da Silva,


Luciano Silva Rosa e Joana Angélica, o nome empresarial deverá ser: “Gabriel
Rabelo da Silva, Luciano Silva Rosa e Joana Angélica”, “Rabelo, Rosa e
Angélica, Restaurante”, “Gabriel Rabelo da Silva & Cia”, etc.
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A sociedade em comandita simples também deverá se utilizar de firma, haja


vista que os sócios comanditados possuem responsabilidade ilimitada pelas
obrigações sociais. Como os comanditários possuem responsabilidade limitada,
não podem constar do nome social. Com efeito, deve ser utilizada a expressão
“e companhia”.

Segundo a IN 116/2011, do DNRC:

Art. 5º Observado o princípio da veracidade:

b) da sociedade em comandita simples deverá conter o nome de pelo menos


um dos sócios comanditados, com o aditivo "e companhia", por extenso ou
abreviado;

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No nosso exemplo, sendo comanditados Gabriel Rabelo e Luciano Silva e


comanditária Joana Angélica, o nome empresarial poderá ser: “Gabriel Rabelo,
Luciano Silva & Cia”, “Gabriel Rabelo & Cia”, “Rabelo, Silva & Cia”.

A sociedade em conta de participação não só não tem nome empresarial,


como está proibida de adotá-lo.

A sociedade limitada pode optar pela adoção de firma ou denominação.

Segundo o Código Civil:

Art. 1.158. Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas


pela palavra final "limitada" ou a sua abreviatura.

§ 1o A firma será composta com o nome de um ou mais sócios, desde que


pessoas físicas, de modo indicativo da relação social.
§ 2o A denominação deve designar o objeto da sociedade, sendo permitido nela
figurar o nome de um ou mais sócios.
§ 3o A omissão da palavra "limitada" determina a responsabilidade solidária e
ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação
da sociedade.

Portanto, reitere-se, a sociedade limitada pode adotar a firma ou denominação,


integrando-se, obrigatoriamente, a palavra “limitada” ou sua abreviatura ao
final. A omissão da palavra "limitada" determina a responsabilidade solidária e
ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação
da sociedade (CC, art. 1.158, parágrafo 3º).

Caso a sociedade limitada opte pela firma poderá designar o ramo da atividade.
Caso utilize a denominação, esta indicação é obrigatória.

Exemplo: “Gabriel & Silva, Ltda”, “Rabelo & Rosa, Padaria Limitada”.
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Segundo a IN 116/2011 do DNRC:

Art. 5º Observado o princípio da veracidade:

II - a firma:

d) da sociedade limitada, se não individualizar todos os sócios, deverá conter o


nome de pelo menos um deles, acrescido do aditivo "e companhia" e da palavra
"limitada", por extenso ou abreviados;

III - a denominação é formada com palavras de uso comum ou vulgar na língua


nacional ou estrangeira e ou com expressões de fantasia, com a indicação do
objeto da sociedade, sendo que:

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a) na sociedade limitada, deverá ser seguida da palavra "limitada", por extenso


ou abreviada;

A sociedade anônima deve adotar denominação.

Art. 1.160. A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto


social, integrada pelas expressões "sociedade anônima" ou "companhia", por
extenso ou abreviadamente.

Parágrafo único. Pode constar da denominação o nome do fundador, acionista,


ou pessoa que haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa.

Exemplo: Petróleo Brasileiro S.A, Vale S.A.

A sociedade em comandita por ações pode, também, adotar firma ou


denominação.

Art. 1.161. A sociedade em comandita por ações pode, em lugar de firma,


adotar denominação designativa do objeto social, aditada da expressão
"comandita por ações".

Outro aspecto importante:

Art. 1.163. O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já


inscrito no mesmo registro.

Parágrafo único. Se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já inscritos,


deverá acrescentar designação que o distinga.

Além deste, outro dispositivo é muito cobrado em provas de concursos:

Art. 1.164. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação.


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Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, pode, se


o contrato o permitir, usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com
a qualificação de sucessor.

Veja-se que o nome empresarial não pode ser objeto de alienação,


ressalvando-se a hipótese de o adquirente de estabelecimento, se o
contrato permitir, usar o nome do alienante precedido do seu próprio,
como sucessor.

Por fim, estando o empresário em recuperação judicial, deve acrescer ao seu


nome a expressão “Em Recuperação Judicial”.

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E, também, estando enquadrado como microempresário ou empresário de
pequeno porte deve consignar a expressão ME ou EPP, conforme propõe a Lei
Complementar 123/2006.

Portanto, esquematizemos tudo o que foi dito aqui:

Tipo Firma Denominação


Empresário individual X
Empresário individual de responsabilidade limitada X X
Sociedade em conta de participação Não possui
Sociedade limitada X X
Sociedade anônima X
Sociedade em comandita por ações X X
Sociedade em nome coletivo X
Sociedade em comandita simples X

DAS SOCIEDADES

Começaremos, agora, a falar sobre as sociedades em si.

No Brasil, as pessoas jurídicas podem se encontrar sob o manto de dois regimes


jurídicos:

1) Regime jurídico de direito público: nele se encontram, quase que sempre,


a União, Estados, Distrito Federal, Municípios, Territórios e autarquias.
2) Regime jurídico de direito privado: compreende todas as outras pessoas.

A diferença entre os regimes reside justamente no tratamento jurídico que lhes


são conferidos. As pessoas jurídicas de direito público, em virtude de zelarem
pelo interesse coletivo, se situam quase sempre em posição de superioridade,
de supremacia, sobre as pessoas privadas.

Ao revés, as pessoas jurídicas de direito privado se respaldam no princípio da


isonomia, inexistindo, entre elas, valoração diferenciada de seus interesses.
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Continuando, as pessoas jurídicas de direito privado podem se constituir sob


duas formas:

a) pessoas jurídicas de direito privado estatais: que compreende as empresas


públicas e as sociedades de economia mista;
b) pessoas jurídicas de direito privado não-estatais: abarcando este conceito as
fundações, associações e sociedades.

Nesta esteira, distinguem-se as fundações e associações das sociedades


pelo escopo negocial das sociedades. Portanto, ficamos assim:

União, Estados, DF, Município,


Territórios e autarquias
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PJ de direito
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Estatais: Empresas púb. e SEMs


Pessoas
jurídicas
Sociedades:
PJ de direito simples e
Não estatais: Fundações,
privado empresárias
associações e sociedades

As sociedades, por seu turno, podem se subdividir em simples e


empresárias.

A distinção entre uma sociedade simples e uma sociedade empresária reside em


quê? Seria no lucro? Bem, quem acha que é isso errou. Esse é um critério
insuficiente para separar os dois institutos. Por exemplo, por força de disposição
legal, as sociedades de advogados são sempre sociedades simples, mas, ora,
como um advogado viveria sem a remuneração de sua profissão? Percebam,
pois, que não podemos separar uma sociedade simples e empresária pelo
critério lucro, uma vez que as simples também podem possuir fins lucrativos.

A diferença, então, entre uma sociedade simples e uma sociedade


empresária reside na exploração de seu objeto de forma profissional e
organizada, como propõe o artigo 966 do Código Civil.

Sem prejuízo do exposto, as sociedades por ações (que compreendem as


sociedades anônimas e sociedades em comanditas por ações) são sempre
sociedades empresárias, ainda que possuam fins pios. Ao revés, as
cooperativas são sempre sociedades simples. É este o comando do artigo
982, par. único do CC.

DISPOSITIVOS DO CÓDIGO CIVIL SOBRE AS SOCIEDADES

Vejamos alguns dispositivos importantes do Código Civil para a prova. Em


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seguida, façamos as devidas explicações.

TÍTULO II - Da Sociedade

CAPÍTULO ÚNICO - Disposições Gerais

Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se


obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade
econômica e a partilha, entre si, dos resultados.

Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade


que tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a
registro (art. 967); e, simples, as demais.

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Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-se empresária a


sociedade por ações; e, simples, a cooperativa.

Art. 983. A sociedade empresária deve constituir-se segundo um dos tipos


regulados nos arts. 1.039 a 1.092; a sociedade simples pode constituir-se de
conformidade com um desses tipos, e, não o fazendo, subordina-se às normas
que lhe são próprias.

Art. 984. A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de
empresário rural e seja constituída, ou transformada, de acordo com um dos
tipos de sociedade empresária, pode, com as formalidades do art. 968, requerer
inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da sua sede, caso em que,
depois de inscrita, ficará equiparada, para todos os efeitos, à sociedade
empresária.

Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no


registro próprio e na forma da lei, dos seus atos constitutivos (arts. 45 e
1.150).

O artigo 981 prescreve que “celebram contrato de sociedade as pessoas que


reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício
de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados”.

Um primeiro aspecto importante a frisar é o que o dispositivo em comento


aluda tanto às sociedades simples, como às empresárias. Note-se que o artigo
fala em atividade econômica. Portanto, como já frisamos, não é este o ponto
que discerne as sociedades simples das empresárias.

Outro ponto que merece destaque é o de que a sociedade nasce do encontro da


vontade de sócios. Este encontro é denominado affectio societatis. Esse vontade
comum de celebração de uma avença será concretizada por um contrato social
ou estatuto, conforme o tipo societário que se queira adotar.
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Ademais, vale dizer que o artigo 981 também traz outro item essencial para a
constituição da sociedade, um pressuposto fático, qual seja, a pluralidade de
sócios, porquanto celebram contrato de sociedades as pessoas.

A doutrina diz que a unipessoalidade da sociedade somente poderá em regra


ser incidental e temporária. Se A e B constituem uma sociedade e B,
posteriormente, vem a óbito, a sociedade deverá ser reconstituída em um prazo
de 180 dias, sendo que, não o fazendo, o possível caminho para a sociedade
será o da dissolução (CC, art. 1.033, IV).

A esse respeito, vejam a questão da FCC, explorado em concurso para


magistratura (item correto):

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(FCC/Juiz Substituto TRT-AC/2005) É obrigatória a existência de pelo menos
dois sócios para a configuração de uma sociedade, já que ninguém pode ser
sócio de si mesmo.

O artigo 982 já fora visto.

Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade


que tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a
registro (art. 967); e, simples, as demais.

Contudo, como é de importância salutar, vamos aqui repetir a explicação. Já


dissemos que o conceito de empresário (individual ou sociedade empresária)
está estatuído no artigo 966 do Código Civil, que propõe:

Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade


econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.

Algumas exceções, todavia, existem. São pessoas que, inobstante exerçam


atividade econômica, não devem ser consideradas empresárias. Neste caso,
caso sejam pessoas jurídicas, serão chamadas de sociedades simples. Vejamos:

EXCEÇÕES AO REGIME EMPRESARIAL

As exceções são, em síntese, as seguintes:

PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 966 – PROFISSIONAIS LIBERAIS

O artigo 966, parágrafo único, do CC traz uma importante ressalva...

Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão


intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o
concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da
profissão constituir elemento de empresa.
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Com base no dispositivo acima, ressalvadas estão, via de regra, as atividades


intelectuais que possuam natureza científica, literária ou artística, salvo se
o exercício da profissão constituir elemento de empresa. Como assim,
professor? Explique-se melhor esse ponto. Dois médicos que trabalhem
sozinhos, constituindo uma sociedade que tenha uma clientela que freqüenta
sua clínica a fim de prestigiar o bom trabalho por eles realizado, não serão
considerados como sociedade empresária, por conta do que ordena o artigo
966, parágrafo único.

Embora possuam todos os elementos contidos no caput do artigo 966:


exploração profissional da atividade, individual, direta, habitual e com fins
lucrativos de uma atividade econômica.

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O mesmo vale para dentistas, arquitetos, artistas, uma vez que prestam serviço
de natureza intelectual, científica, literária ou artística.

Todavia, o hospital de grande porte onde esses mesmos médicos trabalham


como plantonistas, ambiente cujos pacientes não sabem sequer de suas
existências, não vão lá por suas causas, mas, sim, por que o exercício da
profissão (a medicina) constitui elemento da empresa (hospital), será
considerado sociedade empresária.

Portanto, não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de


natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou
colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de
empresa.

SOCIEDADES COOPERATIVAS

Estamos frisando que o importa para que uma pessoa física ou jurídica seja
considerada empresária é a organização dos fatores de produção para explorar
o objeto de modo lucrativo.

Muito embora as cooperativas tenham todas as qualificações para atenderem ao


disposto no artigo 966, deixam de ser sociedades empresárias por força de
disposição expressa no Código Civil.

Art. 982, parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-se


empresária a sociedade por ações; e, simples, a cooperativa.

SOCIEDADES DE ADVOGADOS

Grave-se o seguinte para a prova: o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos


Advogados do Brasil (Lei 8.906/1994) dispõe que a sociedade de advogados é
sempre sociedade simples, isto é, que explora o seu objetivo de forma não
empresarial.
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Ademais, o registro para sua constituição é feito na própria OAB, como se


depreende do dispositivo a seguir do diploma legal citado acima:

Art. 15. § 1º A sociedade de advogados adquire personalidade jurídica com o


registro aprovado dos seus atos constitutivos no Conselho Seccional da OAB em
cuja base territorial tiver sede.

PESSOAS FÍSICAS E JURÍDICAS QUE EXPLOREM A ATIVIDADE RURAL

Há, por fim, uma última exceção a pessoas que, inobstante exerçam atividade
econômica, atendendo a todos os requisitos do artigo 966 do Código Civil, não
são tidas como empresárias. São as pessoas físicas e jurídicas que explorem
atividade rural. Senão vejamos:

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Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão,
pode, observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos,
requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva
sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos,
ao empresário sujeito a registro.

E...

Art. 984. A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de
empresário rural e seja constituída, ou transformada, de acordo com um dos
tipos de sociedade empresária, pode, com as formalidades do art. 968, requerer
inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da sua sede, caso em que,
depois de inscrita, ficará equiparada, para todos os efeitos, à sociedade
empresária.

Assim, em regra, aquele que exerce atividade econômica rural não está sujeito
ao regime jurídico empresarial, salvo se expressamente fizer opção, mediante
registro na Junta Comercial (onde se registram os empresários).

O artigo 983 argüi que “a sociedade empresária deve constituir-se segundo um


dos tipos regulados nos arts. 1.039 a 1.092; a sociedade simples pode
constituir-se de conformidade com um desses tipos, e, não o fazendo,
subordina-se às normas que lhe são próprias”.

Assim, já sabemos que a sociedade pode ser simples ou empresária. Sendo


empresária, poderá se constituir sob as seguintes formas:

- Sociedade em nome coletivo;


- Sociedade em comandita simples;
- Sociedade limitada;
- Sociedade em comandita por ações;
- Sociedade anônima.
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Em se tratando de sociedade simples podem assumir a forma de organização de


um dos tipos societários destinados às sociedades empresárias previstos no
novo Código Civil. Mas nem todos, posto que as sociedade em comandita por
ações e a sociedade anônima, que são tipos de sociedades por ações, sempre
serão sociedades empresárias.

Todavia, caso não opte a sociedade simples por qualquer destes tipos, sujeitar-
se-á às regras peculiares às sociedades simples, que estão previstas no Código
Civil (chamada de sociedade simples pura ou simples simples).

Portanto, ficamos assim, para as sociedades simples:

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- Adota a forma de sociedade simples pura, com as regras que lhes são
próprias.
- Adota a forma de uma sociedade empresária (mas nem todas):

- Sociedade em nome coletivo;


- Sociedade em comandita simples; e
- Sociedade limitada.

A FGV, inteligentemente, explorou este assunto do seguinte modo:

(FGV/Auditor/TCM-RJ/2008) As sociedades simples podem adotar qualquer tipo


societário específico das sociedades empresárias.

O item está incorreto, posto que as sociedades por ações são sempre
empresárias, não podendo a sociedades simples (gênero) adotar a forma de
sociedade anônima ou em comandita por ações (espécies).

Por fim, o artigo 985 já foi explicado: a personalidade jurídica tem início com o
registro no órgão competente.

Lembre-se de que:

Art. 1.150. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao


registro público de empresas mercantis a cargo das juntas comerciais,
e a sociedade simples ao registro civil das pessoas jurídicas, o qual
deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples
adotar um dos tipos de sociedade empresária.

CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS

A classificação das sociedades empresárias pode se dar do seguinte modo:

CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO ATO CONSTITUTIVO


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Wilges Bruscato argumenta que o “ato constitutivo é peça fundamental para a


existência regular da sociedade empresária, posto ser a positivação da
manifestação da vontade dos sócios e das condições em que essa vontade se
dá.

As sociedades, por este escopo, podem ser contratuais, quando o ato


constitutivo e regulamentar é um contrato social. São exemplos de sociedades
contratutais as em nome coletivo, em comandita simples e a sociedade
limitada. Rege-se precipuamente pelas disposições do Código Civil.

Além disso, podem ser também instuticionais ou estatutárias, como a


sociedade anônima ou a sociedade em comandita por ações. Nesta hipótese, a

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constituição da sociedade se dá por estatuto social. Rege-se eminentemente
pelas letras da Lei 6.404/76.

CLASSIFICAÇÃO QUANTO À RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS

Primeiramente, deve se ter claro que a sociedade, qualquer que seja o tipo
societário escolhido responderá sempre de maneira ilimitada pelas
obrigações que contrair. Isto deve estar perfeitamente compreendido.

Todavia, em algumas ocasiões os sócios podem ser chamados a responder.


Falamos algumas situações, pois vige no direito empresarial o princípio da
separação patrimonial, ou seja, o patrimônio dos sócios não se confunde com o
a da sociedade.

Com sorte, a responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais será sempre
subsidiária em relação à sociedade, ou seja, somente após exaurido o
patrimônio da entidade é que eventual responsabilidade poderá recair sobre os
sócios.

Assim, as sociedades empresárias, de acordo com a responsabilidade que


emprega aos sócios, podem ser de:

- Responsabilidade ilimitadas: os sócios respondem ilimitadamente pelas


obrigações sociais. Nestes moldes, só temos no direito pátrio a sociedade em
nome coletivo, a ser estudada.
- Responsabilidade limitada: todos os sócios respondem de maneira limitada
pelas obrigações sociais, tais como a sociedade limitada e a sociedade anônima.
- Responsabilidade mista: alguns sócios terão responsabilidade limitada,
outros terão responsabilidade ilimitada. A sociedade em comandita simples
pertence a esta categoria, bem como a sociedade em comandita por ações.

CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS CONDIÇÕES DE ALIENAÇÃO DA


PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA
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Sob este último escopo a sociedade empresária poderá ser dividida em


sociedade de pessoas e de capital.

Sociedades de pessoas são aquelas em que o objeto social baseia-se


fundamentalmente dos atributos individuais dos sócios. A pessoa do sócio é
mais importante que sua contribuição material ou patrimonial para a sociedade.

Os sócios têm direito a vetar o ingresso de estranhos no quadro associativo.

As sociedades em nome coletivo e em comandita simples são de pessoas. A


sociedade limitada pode ser de pessoas e capital. Já a sociedade simples é
eminentemente de pessoas, na qual os sócios não podem ser substituídos nas
suas funções sem o consentimento dos demais.

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As sociedades de capital são aquelas que as aptidões, a personalidade e o


caráter do sócio são menos importantes para a exploração do objeto societário.
Por conseguinte, não se pode vetar o ingresso de novos sócios. Há a livre
circulabilidade da participação societária. O sócio pode alienar sua participação
societária a quem quer que seja, independentemente da anuência dos demais.
A sociedade limitada pode ser de capital. As sociedade anônimas e em
comandita por ações são sempre de capital.

TIPOS SOCIAIS

Começaremos a falar agora sobre as sociedades em espécie. Iniciaremos pela


sociedade em comum e pela sociedade em conta de participação.
SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS

Começaremos a falar hoje sobre os dois tipos societários não personificados, de


acordo com o Código Civil. São eles: sociedade em comum e sociedade em
conta de participação.

São as seguintes as disposições do Código Civil concernentes a estes dois tipos


societários:

SUBTÍTULO I - DA SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA

CAPÍTULO I - DA SOCIEDADE EM COMUM

Art. 986. Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade,


exceto por ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas,
subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis, as normas da sociedade
simples.

Art. 987. Os sócios, nas relações entre si ou com terceiros, somente por escrito
podem provar a existência da sociedade, mas os terceiros podem prová-la de
qualquer modo. 24678074520

Art. 988. Os bens e dívidas sociais constituem patrimônio especial, do qual os


sócios são titulares em comum.

Art. 989. Os bens sociais respondem pelos atos de gestão praticados por
qualquer dos sócios, salvo pacto expresso limitativo de poderes, que somente
terá eficácia contra o terceiro que o conheça ou deva conhecer.

Art. 990. Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas


obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024,
aquele que contratou pela sociedade.

CAPÍTULO II - DA SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO

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Art. 991. Na sociedade em conta de participação, a atividade constitutiva do


objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo, em seu nome
individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade, participando os
demais dos resultados correspondentes.

Parágrafo único. Obriga-se perante terceiro tão-somente o sócio ostensivo; e,


exclusivamente perante este, o sócio participante, nos termos do contrato
social.

Art. 992. A constituição da sociedade em conta de participação independe de


qualquer formalidade e pode provar-se por todos os meios de direito.

Art. 993. O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual
inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade
jurídica à sociedade.

Parágrafo único. Sem prejuízo do direito de fiscalizar a gestão dos negócios


sociais, o sócio participante não pode tomar parte nas relações do sócio
ostensivo com terceiros, sob pena de responder solidariamente com este pelas
obrigações em que intervier.

Art. 994. A contribuição do sócio participante constitui, com a do sócio


ostensivo, patrimônio especial, objeto da conta de participação relativa aos
negócios sociais.

§ 1o A especialização patrimonial somente produz efeitos em relação aos


sócios.
§ 2o A falência do sócio ostensivo acarreta a dissolução da sociedade e a
liquidação da respectiva conta, cujo saldo constituirá crédito quirografário.
§ 3o Falindo o sócio participante, o contrato social fica sujeito às normas que
regulam os efeitos da falência nos contratos bilaterais do falido.

Art. 995. Salvo estipulação em contrário, o sócio ostensivo não pode admitir
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novo sócio sem o consentimento expresso dos demais.

Art. 996. Aplica-se à sociedade em conta de participação, subsidiariamente e no


que com ela for compatível, o disposto para a sociedade simples, e a sua
liquidação rege-se pelas normas relativas à prestação de contas, na forma da
lei processual.

Parágrafo único. Havendo mais de um sócio ostensivo, as respectivas contas


serão prestadas e julgadas no mesmo processo.

A FCC já abordou o conhecimento deste assunto do seguinte modo:

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(FCC/Procurador do Município/SP/2008) Classificam-se como sociedades
não personificadas as sociedades:

a) limitada e a em comandita por ações.


b) cooperativa e a anônima.
c) em nome coletivo e a em comandita simples.
d) em comum e a em conta de participação.
e) simples e a limitada.

Comentários

Facílimo inferir que o nosso gabarito é a letra D.

São sociedades despersonificadas a sociedade em comum e a sociedade em


conta de participação.

Gabarito  D.

SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO

A sociedade em conta de participação (SCP), também conhecida como


sociedade secreta, não possui personalidade jurídica, patrimônio,
tampouco nome empresarial.

Este quesito foi cobrado no concurso para AFRFB, 2009, com a seguinte
redação (item incorreto):

(ESAF/AFRFB/2009) A sociedade em conta de participação é uma pessoa


jurídica.

Trata-se, segundo parte da doutrina, de mero contrato de investimento, em


que alguns sócios exercem a atividade empresarial e os outros participam dos
resultados obtidos. Porém, para concursos, devemos considerá-la como
sociedade (até mesmo por que o próprio Código assim dispôs).
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Só com o exposto, já “matamos” muitas questões em provas, como esta


apresentada pela FGV no concurso para Auditor do TCM RJ/2008, segundo a
qual: “A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou
denominação”.

Pensemos. Se se trata de sociedade secreta, qual seria a finalidade de um


nome empresarial (firma ou denominação)? Vamos ao teor do art. 1.162 do CC:
A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação. O
item está correto.

Na SCP existem duas espécies de sócios:

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a) OSTENSIVO: quem opera o negócio frente a terceiros, assumindo
responsabilidade ILIMITADA pelas obrigações contraídas, não havendo que se
falar sequer em subsidiariedade, face à falta de personalidade jurídica e de
patrimônio da Sociedade; e,
b) PARTICIPANTE: também chamado de SÓCIO OCULTO, não aparece nas
relações desenvolvidas com terceiros, sendo mero prestador de capital,
respondendo na forma estipulada em contrato (e apenas frente ao ostensivo).

Ostensivo: opera frente a terceiros,


responsabilidade ilimitada
Sócio da SCP

Participante: sócio oculto, mero prestador de


capital, interessado nos lucros

Assim, imagine-se uma sociedade limitada, que atua no ramo de


comercialização de tênis para corrida e atravessa uma grave crise financeira,
necessitando urgentemente de recursos, mas que tem encontrado dificuldades
insuperáveis de tomar empréstimo junto a instituições financeiras; noutro pólo,
imagine-se um grupo de dez investidores que têm um grande capital disponível
e que estão dispostos a investir no setor produtivo, muito embora não tenham
qualquer conhecimento sobre o mercado de tênis.

Como, então, os investidores poderiam aplicar seu capital, de forma segura,


nesta empresa cuja rentabilidade eles acreditam? A formação de uma sociedade
em conta de participação é uma alternativa bastante viável. Neste caso, a
sociedade limitada seria designada sócio ostensivo, enquanto que os
investidores seriam os sócios participantes.

Certo? Vamos ao que diz o CC:

Art. 991. Na sociedade em conta de participação, a atividade constitutiva do


objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo, em seu nome
individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade, participando os
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demais dos resultados correspondentes.

Parágrafo único. Obriga-se perante terceiro tão-somente o sócio ostensivo; e,


exclusivamente perante este, o sócio participante, nos termos do contrato
social.

A constituição da sociedade em conta de participação independe de qualquer


formalidade e pode provar-se por todos os meios de direito (CC, art. 992).
Assim, não há necessidade de se registrar a sociedade em conta de
participação, pois sua constituição independe de formalidade.

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Art. 993. O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual
inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade
jurídica à sociedade.

Com efeito, se os sócios dessa sociedade em conta de participação resolverem


registrar a sociedade, isso não conferirá a ela personalidade jurídica. A conta de
participação não existe para terceiros, somente para os sócios.

Anote-se, pois, que pode o contrato ser levado a registro. Contudo, tal fato não
conferirá personalidade jurídica à sociedade, nem deixará ela de ser classificada
como sociedade em conta de participação. De igual sorte, o contrato produzirá
efeito somente entre os sócios desta sociedade.

Na sociedade em conta de participação não há falência da sociedade, pois,


juridicamente falando, não há sociedade personalizada.

Importante salientar que mesmo que a conta de participação tenha registro na


Junta Comercial ou no Cartório (o que pode ocorrer apenas para melhor
assegurar os interesses dos contratantes), ela NÃO adquire CNPJ e,
consequentemente, personalidade jurídica, não sendo passível de falir.

Ademais, via de regra, a falência é requerida pelo credor, e como pode um


credor requerer falência de uma sociedade que ele nem sabe que existe?

Assim, nas SCPS falem os seus sócios, sejam os ostensivos, sejam os


participantes.

O Código Civil assim dispõe sobre a falência dos sócios:

Art. 994. A contribuição do sócio participante constitui, com a do sócio


ostensivo, patrimônio especial, objeto da conta de participação relativa aos
negócios sociais.

§ 1o A especialização patrimonial somente produz efeitos em relação aos


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sócios.

§ 2o A falência do sócio ostensivo acarreta a dissolução da sociedade e


a liquidação da respectiva conta, cujo saldo constituirá crédito quirografário.

§ 3o Falindo o sócio participante, o contrato social fica sujeito às normas que


regulam os efeitos da falência nos contratos bilaterais do falido.

SOCIEDADE EM COMUM

Segundo o artigo 986, enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á


a sociedade, exceto por ações em organização, pelo disposto neste Capítulo (da

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sociedade em comum), observadas, subsidiariamente e no que com ele forem
compatíveis, as normas da sociedade simples.

As sociedades em comum são espécies de sociedade sem personalidade


jurídica, posto que ainda não providenciaram o registro no órgão competente.

Insta frisar que a sociedade em comum não é elegível pelas partes, posto que
ela é irregular. Assim, se A e B resolvem contratar uma sociedade, eles não
podem, na ótica do Código Civil, estipular em contrato social que a sociedade
será uma sociedade em comum, sendo impossível juridicamente levar o
contrato social a registro desta forma.

A sociedade em comum é aquela que não inscreveu seus atos


constitutivos na junta comercial. É, por esse motivo, despida de
personalidade jurídica.

Assim, se os sócios fazem o contrato social para formarem uma sociedade


limitada e não registram, será ela regida pelas regras da sociedade em comum
do Código Civil. Contudo, para as sociedades por ações, essas regras não se
aplicam, pois devemos utilizar a Lei 6.404/76. Vejam que todos os tipos
societários (sociedade limitada, sociedade em comandita simples, sociedade em
nome coletivo, sociedade simples), enquanto não registrados, serão regidos
pelo Capítulo que trata da sociedade em comum (exceto a sociedade por
ações).

O CESPE cobrou este entendimento no concurso para magistrado da 1ª região,


com a seguinte dissertação (item incorreto):

(CESPE/Juiz do Trabalho Substituto/TRT 1ª) Aplicam-se à sociedade anônima


em fase de organização as regras atinentes à sociedade em comum enquanto
não ultimados os atos de registro.

Outro aspecto importante a se salientar é que, subsidiariamente às normas


previstas para a sociedade em comum, utilizaremos as normas que regem as
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sociedades simples.

Temos de saber como se dá a responsabilidade dos sócios nas sociedades em


comum. Passemos a estudá-la. Segundo o Código Civil:

Art. 990. Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas


obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024,
aquele que contratou pela sociedade.

E o que diz o referido 1.024?

Art. 1.024. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por
dívidas da sociedade, senão DEPOIS de executados os bens sociais.

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Esta é a regra aplica aos mais diversos tipos societários: A execução dos bens
dos sócios só pode ser feita depois de esgotado o patrimônio social e apenas
em determinados casos.

Alguns me perguntarão: mas, professor, você afirmou que a sociedade em


comum não tem personalidade jurídica, não tendo, também, por conseqüência,
patrimônio próprio. Como então o patrimônio da sociedade responderia
primeiro?

A resposta para esta pergunta esta neste artigo:

Art. 988. Os bens e dívidas sociais constituem PATRIMÔNIO ESPECIAL, do


qual os sócios são titulares em comum.

Neste caso, devemos ver quais os patrimônios estão sendo efetivamente


utilizados na atividade da sociedade em comum. Se conseguirmos identificar,
estes, então, formarão o patrimônio especial, que responderá antes dos sócios
que não contrataram pela sociedade.

Desta maneira, a responsabilidade é apurada assim:

- É possível identificar quais os bens estão sendo utilizados na atividade


empresarial da sociedade em comum?!

1) Sim. É possível identificar o patrimônio!

Nesta hipótese, segundo o artigo 990, para a sociedade em comum a


responsabilidade para aqueles sócios que contratam pela sociedade será
ilimitada, direta e solidária com esta. Para os que não contrataram a
responsabilidade continua será feita de acordo com o artigo 1.024 (bens
pessoais dos sócios só respondem depois dos bens sociais), mas será solidária
entre eles.
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Ou seja, para os que não contrataram pela sociedade em comum há


subsidiariedade na relação sociedade-sócio, mas há solidariedade na relação
sócio-sócio. Conseguiram captar?

Exemplifiquemos. Alberto, Bruno, Caio e Diogo são sócios da sociedade em


comum ALFA.

Bruno e Caio realizam constantemente os atos de gestão da sociedade,


contratando pela sociedade. Pois bem, determinado credor ingressou em juízo,
a fim de ver satisfeito crédito que possui em face da sociedade ALFA.

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Quem responderá primeiro? Bem, neste caso a sociedade responderá
solidariamente com Bruno e Caio, que contratam pela sociedade, uma vez que
eles estão excluídos do benefício de ordem previsto no artigo 1.024.

Se porventura todos os bens sociais, de Bruno e de Caio tiverem se esgotado,


aí, sim, passaremos a executar os bens de Alberto e Diogo, uma vez que há
subsidiariedade em relação à sociedade. Todavia, entre eles (Alberto e Diogo)
teremos uma relação de solidariedade, respondendo de forma ilimitada, como
prevê a parte inicial do artigo 990. Ficou claro?

Assim, temos:

IMPORTANTÍSSIMO!!!

Responde inicialmente (solidária e ilimitadamente): Bens sociais


(patrimônio especial) + Bens dos sócios que contrataram pela sociedade.

Responde subsidiariamente em relação à sociedade (responsabilidade


solidária em relação aos sócios): Bens dos sócios que não contratam pela
sociedade em comum.

2) Não! Não é possível identificar o patrimônio utilizado pela sociedade


em comum.

Neste caso, iremos direto no patrimônio dos sócios.

Sobre a responsabilidade é isso o que temos a tratar. Veremos uma questão


sobre o assunto cobrada no último concurso para Auditor Fiscal do ISS SP,
posta ao fim da aula.

Mudemos de assunto...

Quanto à capacidade processual da sociedade em comum, deve o candidato


esclarecer que esta não existirá quando a sociedade for pólo ativo da
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demanda, porém haverá em caso de figurar como pólo passivo, inclusive


para o requerimento de sua falência. Ok?

SOCIEDADE EM COMUM

Pólo ativo  Não existe capacidade processual.


Pólo passivo  Pode ser demandada, inclusive requerimento de
falência.

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (CESPE/Juiz Federal Substituto/TRF 5ª/2009) De acordo com o Código Civil,


a sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio
e na forma da lei, de seus atos constitutivos.

Comentários

ART. 985. A SOCIEDADE ADQUIRE PERSONALIDADE JURÍDICA COM A


INSCRIÇÃO, NO REGISTRO PRÓPRIO E NA FORMA DA LEI, DOS SEUS
ATOS CONSTITUTIVOS.

A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio


e na forma da lei, dos seus atos constitutivos. O simples fato de uma
sociedade ser constituída e iniciar as suas atividades não lhe confere
personalidade jurídica. Para tanto é necessário o registro de seus atos
constitutivos no órgão competente.

Gabarito  Correto.

2. (CESPE/Juiz Federal Substituto/TRF 5ª/2009) As juntas comercias são órgãos


federais.

Comentários

As juntas comercias são estaduais.

Gabarito  Errado.

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3. (CESPE/Juiz Federal Substituto/TRF 5ª/2009) É facultativa a inscrição de


empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede,
antes do início de suas atividades empresárias.

Comentários

O registro é obrigação legal imposta a todo e qualquer empresário (CC, art.


967). O ato deve ser feito até 30 dias após a assinatura do respectivo
documento (Lei 8.934/94, art. 36). Se assim feito, considera-se o ato eficaz,
perante terceiros, desde sua origem – efeito ex tunc. Ao revés, em se levando o
ato a registro fora do prazo previsto de 30 dias, considera-se eficaz apenas a
partir do momento em que houver deferimento – efeito ex nunc.

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Gabarito  Errado.

4. (CESPE/Advogado Geral da União/2009) A lei determina que o arquivamento


dos instrumentos de escrituração das sociedades empresárias seja feito na
junta comercial competente.

Comentários

Pegadinha das boas! Já se falou aqui também que, como dispõe o artigo 967 do
Código Civil, é obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de
Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade.

Mas, onde é feito esse registro? Esse registro é feito na Junta Comercial. É ela
quem executa os atos de REGISTRO (a saber, MATRÍCULA,
ARQUIVAMENTO E AUTENTICAÇÃO) dos empresários individuais e
sociedades empresárias. Tratemos das três espécies de registro.

A matrícula é nada mais do que o registro de leiloeiros, tradutores públicos,


intérpretes, trapicheiros e administradores de armazéns gerais.

O arquivamento trata basicamente dos documentos relativos à constituição,


alteração, dissolução e extinção de empresários individuais e
sociedades empresárias, como contrato social, atas de reunião, atas de
alteração contratual, entre outros.

Por seu turno, a autenticação é o registro da escrituração realizada pelos


empresários e sociedades empresárias.

Portanto, a questão se referiu, em verdade, à autenticação, e não ao


arquivamento.

Gabarito  Errado.
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5. (CESPE/Advogado Geral da União/2009) Considere que o instrumento de


dissolução de certa sociedade empresária tenha sido assinado no dia 19 de
dezembro de 2008 e apresentado à junta comercial competente, para
arquivamento, no dia 2 de janeiro de 2009. Nesse caso, os efeitos do
arquivamento retroagirão à data da assinatura do instrumento.

Comentários

O ato deve ser feito até 30 dias após a assinatura do respectivo documento (Lei
8.934/94, art. 36). Se assim feito, considera-se o ato eficaz, perante terceiros,
desde sua origem, retroagindo – efeito ex tunc. Ao revés, em se levando o ato

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a registro fora do prazo previsto de 30 dias, considera-se eficaz apenas a partir
do momento em que houver deferimento – efeito ex nunc.

Gabarito  Correto.

6. (CESPE/Advogado Hemobrás/2008) A personalidade jurídica da pessoa


natural é atributo que, atualmente, o direito brasileiro reconhece a partir da
concepção do nascituro.

Comentários

A personalidade jurídica não existe para as pessoas naturais.

Gabarito  Errado.

7. (CESPE/Advogado Hemobrás/2008) O registro do contrato social ou dos


estatutos sociais em cartório de registro de pessoas jurídicas ou nas juntas
comerciais, a depender da natureza da pessoa jurídica (simples ou empresária),
é requisito e condição para que seja adquirida personalidade.

Comentários

Dissemos que:

ART. 985. A SOCIEDADE ADQUIRE PERSONALIDADE JURÍDICA COM A


INSCRIÇÃO, NO REGISTRO PRÓPRIO E NA FORMA DA LEI, DOS SEUS
ATOS CONSTITUTIVOS.

E como funciona esse registro? A resposta se encontra aqui:

Art. 1.150. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro


Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade
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simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às


normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples adotar um dos
tipos de sociedade empresária.

Gabarito  Correto.

8. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE AC/2009) Em princípio, os livros


comerciais fazem prova contra os comerciantes (empresários) a que pertençam
e, em seu favor, quando forem escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco e
confirmados por outros subsídios.

Comentários

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O item está correto. Grave-se! Estando viciado o livro, poderá fazer prova
apenas contra o empresário ou sociedade.

Estando perfeitamente escriturado, fará prova a favor ou contra.

Gabarito  Correto.

9. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE AC/2009) Pode o juiz, em qualquer


caso, autorizar a exibição integral dos livros e papéis da escrituração contábil
do empresário ou da sociedade empresária.

Comentários

Pelo nosso esquema:

Quem pode
Exibição Quando?
requerer?
Questões relativas à sucessão, comunhão,
Integral Parte
sociedade, administração, falência
Parte ou de ofício
Parcial Qualquer processo
(juiz)

Portanto, a exibição total tem suas hipóteses de existência restritas.

Gabarito  Errado.

10. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE AC/2009) As restrições


estabelecidas na legislação civil ao exame da escrituração contábil, em parte ou
por inteiro, aplicam-se também às autoridades fazendárias, no exercício da
fiscalização do pagamento de tributos.
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Comentários

Os livros empresariais representam a vida econômica do empresário. Ali são


encontradas informações valiosas sobre o andamento e a gestão do negócio.
Pois bem, estes livros são resguardados por sigilo. O Código Civil confere
proteção à escrituração através do seguinte dispositivo:

Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou


tribunal, sob qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para
verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou não, em
seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei.

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Vejam que o próprio artigo se inicia com a redação “ressalvados os casos
previstos em lei”, o que permite inferir que o sigilo empresarial não é direito
absoluto.

Exemplifique-se. O Código Tributário Nacional, em seu artigo 195, dispõe:

Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer
disposições legais excludentes ou limitativas do direito de examinar
mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou
fiscais, dos comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de
exibi-los.

No mesmo sentido foi o Código Civil:

Art. 1.193. As restrições estabelecidas neste Capítulo ao exame da escrituração,


em parte ou por inteiro, não se aplicam às autoridades fazendárias, no exercício
da fiscalização do pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas
leis especiais.

Assim, o sigilo empresarial não é válido frente às autoridades tributárias,


quando no exercício da fiscalização.

Gabarito  Errado.

11. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE AC/2009) Não constitui crime


deixar de elaborar, escriturar ou autenticar os documentos de escrituração
contábil obrigatórios.

Comentários

Segundo a legislação falimentar (Lei 11.101/2005):

Art. 178. Deixar de elaborar, escriturar ou autenticar, antes ou depois da


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sentença que decretar a falência, conceder a recuperação judicial ou homologar


o plano de recuperação extrajudicial, os documentos de escrituração contábil
obrigatórios:

Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa, se o fato não constitui


crime mais grave.

Gabarito  Errado.

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12. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE TO/2009) Todas as sociedades
empresárias são obrigadas a se registrar na junta comercial competente antes
de iniciar suas atividades, mas apenas as que tenham capital social superior a
R$ 200.000,00 devem levantar balanço patrimonial e de resultado econômico
anualmente.

Comentários

A obrigação ao registro é imposta a todos os empresários e sociedades, de


acordo com o artigo 967 do Código Civil.

Ainda, de acordo com o Código Civil:

Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um


sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração
uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e
a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado
econômico.

§ 2o É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que se


refere o art. 970.

O pequeno empresário a que se refere o artigo 1.179 é aquele que, segundo a


Lei Complementar 123/2006 fature até R$ 36.000,00 por ano (até 31.12.2011)
e R$ 60.000,00 (após 01.01.2012).

Gabarito  Errado.

13. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE TO/2009) Os livros empresariais


obrigatórios, antes de postos em uso, devem ser autenticados no registro
público de empresas mercantis, salvo disposição de lei em sentido contrário.

Comentários 24678074520

De acordo com o Código Civil:

Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se


for o caso, as fichas, antes de postos em uso, devem ser autenticados
no Registro Público de Empresas Mercantis.

Parágrafo único. A autenticação não se fará sem que esteja inscrito o


empresário, ou a sociedade empresária, que poderá fazer autenticar livros não
obrigatórios.

Gabarito  Correto.

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14. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE TO/2009) São livros empresariais


indispensáveis a todas as sociedades empresárias o razão e o de registro de
duplicatas.

Comentários

O livro razão é facultativo sob a óptica empresarial, bem como o registro de


duplicatas.

O único livro obrigatório é comum a todos os empresários é o diário.

Gabarito  Errado.

15. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE TO/2009) No curso de processo


judicial, o juiz de direito tem competência para determinar a exibição integral
dos livros e papéis de escrituração das sociedades empresárias em quaisquer
hipóteses.

Comentários

Pelo nosso esquema:

Quem pode
Exibição Quando?
requerer?
Questões relativas à sucessão, comunhão,
Integral Parte
sociedade, administração, falência
Parte ou de ofício
Parcial Qualquer processo
(juiz)

Portanto, a exibição total tem suas hipóteses de existência restritas.

Gabarito  Errado. 24678074520

16. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE TO/2009) O livro diário não pode


ser substituído em nenhuma hipótese.

Comentários

Segundo o Código Civil:

Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário,
que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada
ou eletrônica.

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Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para
o lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico.

Gabarito  Errado.

17. (CESPE/Juiz Federal Substituto/TRF 5ª/2009) Uma das mais importantes


distinções entre as sociedades civis e as sociedades comerciais é a possibilidade
de essas últimas pedirem falência, enquanto aquelas se submetem à insolvência
civil.

Comentários

A falência é instituto que se aplica basicamente ao empresário e sociedade


empresária (Lei 11.101/2005, art. 1º). Para os devedores civis, resta o
chamado concurso de credores, regido pelo Direito Civil.

E qual a vantagem da cobrança do rito empresarial sobre o concurso de


credores, do âmbito civil? Fábio Ulhoa cita basicamente duas:

- Possibilidade de a empresa se recuperar;


- Extinção das obrigações do falido mesmo que as dívidas não sejam totalmente
quitadas (será visto adiante).

Gabarito  Correto.

18. (CESPE/Juiz Federal Substituto/TRF 5ª/2009) Todos os tipos de sociedades


previstos no Código Civil podem ser utilizados para a atividade comercial.

Comentários

As sociedades simples não são utilizadas para as atividades comerciais, vez que
não atendem os requisitos estatuídos no artigo 966 do Código Civil.
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Gabarito  Errado.

19. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE AC/2009) As sociedades


comerciais não podem ser constituídas para atividade que se restrinja à
realização de um único negócio.

Comentários

Segundo o Código Civil:

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Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se
obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade
econômica e a partilha, entre si, dos resultados.

Parágrafo único. A atividade pode restringir-se à realização de um ou


mais negócios determinados.

Portanto, há permissivo em lei para a constituição de sociedade para um ou


mais negócios determinados.

Gabarito  Errado.

20. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE AC/2009) Aplicam-se às


sociedades comerciais (empresárias), subsidiariamente no que for compatível
com as suas específicas disciplinas, as normas relativas à sociedade simples.

Comentários

O item está correto. Aos diversos tipos societários, no caso de omissão do


contrato ou estatuto social, aplicam-se as disposições das Sociedades Simples,
observando-se o seguinte:

Para as sociedades em conta de participação, havendo omissão do capítulo


específico, aplicam-se as normas da sociedade simples (CC, art. 996). O mesmo
vale para a sociedade em comum (CC, art. 986), exceto se a sociedade em
comum for se organizar pelo tipo sociedade por ações, quando prevalecerá as
regras da Lei 6.404/76.

A sociedade em nome coletivo também é regida supletivamente pelas normas


das sociedades simples (CC, art. 1.040).

Já a sociedade em comandita simples rege-se, prioritariamente, na omissão,


pelas regras da sociedade em nome coletivo, aplicando-se-lhes em seguida as
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normas das sociedades simples.

As limitadas podem reger-se tanto pelas normas das sociedades simples como
pelas normas das SAs, se assim previsto expressamente (CC, art. 1.053, caput
e parágrafo único).

As cooperativas regem-se pelo disposto no Código Civil, para si, e pela


legislação especial (CC, art. 1.093) e, no que a lei for omissa, pelas disposições
das sociedades simples (CC, art. 1.094).

A sociedade anônima rege-se pela legislação especial, aplicando se a elas, nos


casos omissos a legislação do Código.

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Gabarito  Correto.

21. (Cespe/Advogado/HEMOBRÁS/2008) Em se tratando de sociedade em


comum, os bens dos sócios podem ser executados por dívidas da sociedade em
caso de insolvência.

Comentários

O item está correto, com fulcro no que prescreve o artigo 990 do Código Civil.

Art. 990. Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas


obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024,
aquele que contratou pela sociedade.

Gabarito  Correto.

22. (CESPE/TJ SE/Juiz Substituto/2008) Por não ter personalidade jurídica, a


sociedade em comum não tem capacidade processual e não se sujeita ao
processo falimentar.

Comentários

Quanto à capacidade processual da sociedade em comum, deve o candidato


esclarecer que esta não existirá quando a sociedade for pólo ativo da
demanda, porém haverá em caso de figurar como pólo passivo, inclusive
para o requerimento de sua falência. Ok?

SOCIEDADE EM COMUM

Pólo ativo  Não existe capacidade processual.


Pólo passivo  Pode ser demandada, inclusive requerimento de
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falência.

Gabarito  Errado.

23. (CESPE/Auditor do TCU/2007) Com relação aos tipos de sociedades, julgue


os itens subseqüentes.

Nas sociedades em conta de participação, a inscrição do contrato social em


qualquer registro é o que lhe confere personalidade jurídica.

Comentários

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O item está incorreto. A sociedade em conta de participação é despida de
personalidade jurídica. Logo, não há necessidade de registro, posto o caráter
secreto deste tipo societário. Contudo, mesmo que promova o registro de seu
contrato social, não há aquisição de personalidade jurídica por parte da SCP.

Gabarito  Errado.

24. (CESPE/Procurador do MP junto ao TCU/2004) No que se refere à


responsabilidade de sócios de sociedades privadas regidas pelo Código Civil,
julgue os itens a seguir.

Em uma sociedade em conta de participação, a responsabilidade pela atividade


constitutiva do objeto social é exclusiva do sócio ostensivo.

Comentários

Na sociedade em conta de participação, a atividade constitutiva do objeto social


é exercida unicamente pelo sócio ostensivo, em seu nome individual e sob sua
própria e exclusiva responsabilidade, participando os demais dos resultados
correspondentes (Código Civil, art. 991).

Obriga-se perante terceiro tão-somente o sócio ostensivo; e, exclusivamente


perante este, o sócio participante, nos termos do contrato social (Código Civil,
art. 991, parágrafo único).

Item, pois, correto.

Gabarito  Correto.

25. (CESPE/Defensor Público da União/2007) Os sócios de certa sociedade em


conta de participação lavraram o seu ato constitutivo em janeiro de 2007, mas
o referido instrumento foi levado a registro apenas após cerca de seis meses.
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Nessa situação, a sociedade somente passou a ter personalidade jurídica no


momento da inscrição de seu contrato social no registro público de empresas
mercantis.

Comentários

A sociedade em conta de participação é sociedade secreta. Não há necessidade


de registro de seus atos constitutivos e, mesmo se os sócios vierem a fazê-lo,
eventual inscrição não lhe conferirá personalidade jurídica.

Gabarito  Errado.

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26. . (CESPE/Prefeitura Municipal de Rio Branco/AFTM/ 2007) Na sociedade em
conta de participação, o contrato social produz efeitos somente entre os sócios;
além disso, a eventual inscrição de seu instrumento em qualquer registro não
confere personalidade jurídica à sociedade.

Comentários

É este o exato teor do artigo 993 do Código Civil:

Art. 993. O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual
inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade
jurídica à sociedade.

Gabarito  Correto.

27 (CESPE/Ministério Público Especial/BA/2010) O contrato social da sociedade


em conta de participação produz efeito somente entre seus sócios, e a eventual
inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade
jurídica à sociedade.

Comentários

O item está correto, com fulcro no artigo 993 do CC:

Art. 993. O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual
inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade
jurídica à sociedade.

Gabarito  Correto.

28. (CESPE/OAB 2009.1) Na sociedade em comum, todos os sócios respondem


limitadamente pelas obrigações da sociedade; assim, todos os sócios podem
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valer-se do benefício de ordem a que os sócios da sociedade simples fazem jus.

Comentários

As sociedades em comum são espécies de sociedade sem personalidade


jurídica. Passemos a defini-la e ver os detalhes sobre sua existência que são
importantes para o concurso vindouro.

O artigo 1.024 do Código Civil dispõe que responde pelas obrigações sociais o
patrimônio da própria sociedade (art. 1.024 do Novo Código Civil), dada a
autonomia patrimonial inerente às pessoas jurídicas. Todavia, no caso de
insuficiência desse patrimônio, os sócios podem ser chamados a responder
subsidiariamente com o seu patrimônio pessoal.

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Vejam o teor do artigo em comento:

Art. 1.024. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por
dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens sociais.

A sociedade em comum é aquela que não inscreveu seus atos


constitutivos na Junta Comercial. É, por esse motivo, despida de
personalidade jurídica. A responsabilidade dos sócios neste tipo de
sociedade é ilimitada e direta, não havendo que se falar em execução dos
bens sociais a priori, uma vez que sequer há formação desta sociedade
formalmente.

Art. 990. Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas


obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024,
aquele que contratou pela sociedade.

Esses são os principais aspectos cobrados quando o assunto é


sociedade em comum.

Gabarito  Incorreto.

29. (CESPE/OAB/2007) Acerca da sociedade em comum, assinale a opção


correta.

a) Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações


sociais, excluído do benefício de ordem aquele que contratou pela sociedade.
b) O regime da sociedade em comum aplica-se também às sociedades por
ações em organização.
c) A sociedade em comum é uma espécie societária personificada.
d) Os bens e as dívidas da sociedade em comum constituem patrimônio
especial, administrado e titularizado pelo sócio administrador.
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Comentários

Segundo o Código Civil:

Art. 990. Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas


obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024,
aquele que contratou pela sociedade.
Art. 1.024 Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por
dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens sociais.

A letra a está correta. Este artigo 990 é o assunto mais cobrado quando o
assunto é sociedade em comum.

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A letra b está incorreta. Enquanto não registrados os atos constitutivos, o
contrato de sociedade será regido pelos Artigos 986 a 990, e, no que for
compatível, será regido pelas normas da sociedade simples previstas nos
Artigos 997 a 1.038, exceto quando se tratar de sociedade por ações em
organização, que será disciplinada por lei especial nos termos do Artigo 1.089
(todos do Código Civil).

Vimos, inúmeras vezes, que a sociedade em comum não possui personalidade


jurrídica (letra c incorreta).

A letra d também está incorreta, uma vez que o Código Civil prescreve que:

Art. 988. Os bens e dívidas sociais constituem patrimônio especial, do qual os


sócios são titulares em comum.

Gabarito  A.

30. (CESPE/Juiz do Trabalho Substituto/TRT 1ª) Aplicam-se à sociedade


anônima em fase de organização as regras atinentes à sociedade em comum
enquanto não ultimados os atos de registro.

Comentários

Como já frisamos, não se aplicam as disposições do Código Civil (art. 986 a


990) às sociedades por ações (da qual a sociedade anônima é espécie).

Art. 986. Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade,


exceto por ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas,
subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis, as normas da sociedade
simples.

Gabarito  Incorreto.
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31. (CESPE/Analista Judiciário/STJ/2012) Os atos submetidos ao registro do


comércio estão sujeitos a dois regimes de julgamento, o colegiado e o singular,
pelo plenário e pelas turmas, respectivamente. As turmas manifestam-se a
respeito do arquivamento dos atos de constituição de sociedades anônimas,
bem como das atas de assembleias gerais e demais atos relativos a essas
sociedades sujeitos ao registro do comércio.

Comentários

O item está correto. Consoante a Lei do Registro de Empresas (8.934/94)

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Art. 41. Estão sujeitos ao regime de decisão colegiada pelas juntas comerciais,
na forma desta lei:

I - o arquivamento:

a) dos atos de constituição de sociedades anônimas, bem como das atas de


assembléias gerais e demais atos, relativos a essas sociedades, sujeitos ao
Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins;
b) dos atos referentes à transformação, incorporação, fusão e cisão de
empresas mercantis;
c) dos atos de constituição e alterações de consórcio e de grupo de sociedades,
conforme previsto na Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976;

II - o julgamento do recurso previsto nesta lei.

Art. 42. Os atos próprios do Registro Público de Empresas Mercantis e


Atividades Afins, não previstos no artigo anterior, serão objeto de decisão
singular proferida pelo presidente da junta comercial, por vogal ou servidor que
possua comprovados conhecimentos de Direito Comercial e de Registro de
Empresas Mercantis.
Parágrafo único. Os vogais e servidores habilitados a proferir decisões
singulares serão designados pelo presidente da junta comercial.

Gabarito  Correto.

32. (ESAF/AFRFB/2012) A propósito da sociedade em conta de participação,


assinale a opção incorreta.

a) O contrato da sociedade em conta de participação produz efeito somente


entre os sócios, e a eventual inscrição de seu instrumento em qualquer registro
não confere personalidade jurídica à sociedade.
b) A contribuição do sócio participante constitui, com a do sócio ostensivo,
patrimônio especial, objeto da conta de participação relativa aos negócios
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sociais.
c) A falência do sócio ostensivo acarreta a dissolução da sociedade e a
liquidação da respectiva conta, cujo saldo constituirá crédito quirografário.
d) Salvo estipulação em contrário, o sócio ostensivo não pode admitir novo
sócio sem o consentimento expresso dos demais.
e) Os sócios, nas relações entre si ou com terceiros, somente por escrito podem
provar a existência da sociedade em conta de participação, mas os terceiros
podem prová-la de qualquer modo.

Comentários

Vejamos os dispositivos do Código Civil que versam sobre a sociedade em conta


de participação, já estudada durante a aula:

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Art. 991. Na sociedade em conta de participação, a atividade constitutiva do


objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo, em seu nome
individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade, participando os
demais dos resultados correspondentes.
Parágrafo único. Obriga-se perante terceiro tão-somente o sócio ostensivo; e,
exclusivamente perante este, o sócio participante, nos termos do contrato
social.

Art. 992. A constituição da sociedade em conta de participação independe de


qualquer formalidade e pode provar-se por todos os meios de direito.

Art. 993. O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual
inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade
jurídica à sociedade. LETRA A - CORRETA.
Parágrafo único. Sem prejuízo do direito de fiscalizar a gestão dos negócios
sociais, o sócio participante não pode tomar parte nas relações do sócio
ostensivo com terceiros, sob pena de responder solidariamente com este pelas
obrigações em que intervier.

Art. 994. A contribuição do sócio participante constitui, com a do sócio


ostensivo, patrimônio especial, objeto da conta de participação relativa aos
negócios sociais. LETRA B – CORRETA.
§ 1o A especialização patrimonial somente produz efeitos em relação aos
sócios.
§ 2o A falência do sócio ostensivo acarreta a dissolução da sociedade e a
liquidação da respectiva conta, cujo saldo constituirá crédito quirografário.
LETRA C – CORRETA.
§ 3o Falindo o sócio participante, o contrato social fica sujeito às normas que
regulam os efeitos da falência nos contratos bilaterais do falido.

Art. 995. Salvo estipulação em contrário, o sócio ostensivo não pode admitir
novo sócio sem o consentimento expresso dos demais. LETRA D – CORRETA.
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Art. 996. Aplica-se à sociedade em conta de participação, subsidiariamente e no


que com ela for compatível, o disposto para a sociedade simples, e a sua
liquidação rege-se pelas normas relativas à prestação de contas, na forma da
lei processual.
Parágrafo único. Havendo mais de um sócio ostensivo, as respectivas contas
serão prestadas e julgadas no mesmo processo.

E letra e, portanto, é o nosso gabarito, já que, nos termos do artigo 992:

Art. 992. A constituição da sociedade em conta de participação


independe de qualquer formalidade e pode provar-se por todos os
meios de direito.

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Gabarito  E.

33. (ESAF/AFRFB/2012) São elementos do conceito de sociedade, exceto

a) pluralidade de partes.
b) exercício de atividade econômica.
c) personalidade jurídica.
d) affectio societatis.
e) co-participação dos sócios nos resultados

Comentários

Analisemos item a item.

a) pluralidade de partes.

A pluralidade de sócios é uma das características essenciais para se formar uma


sociedade, já que ninguém pode participar de uma sociedade sozinho (neste
caso, seria um empresário individual, conceito já estudado à aula passada).

b) exercício de atividade econômica.

O exercício da atividade econômica é requisito, também, para que caracterize


uma sociedade.

Nos termos do Código Civil:

Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se


obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade
econômica e a partilha, entre si, dos resultados.

c) personalidade jurídica.

A personalidade jurídica não é um requisito para a existência de uma sociedade,


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já que existe no ordenamento a previsão de sociedades sem personalidade


jurídica, como a sociedade em conta de participação e a sociedade em comum.

d) affectio societatis.

O affectio societatis consiste na vontade dos sócios em se unirem para lograr


êxito em determinada sociedade, sendo essencial para a existência da
sociedade, já que ninguém pode ser forçado a permanecer em uma sociedade
que não tenha vontade.

e) co-participação dos sócios nos resultados.

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A co-participação nos resultados também faz parte do elemento da sociedade.
Reproduzamos novamente o artigo 981 do Código Civil:

Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se


obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade
econômica e a partilha, entre si, dos resultados.

Ainda, diz o Código Civil que:

Art. 1.008. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de


participar dos lucros e das perdas.

Gabarito  C.

34. (CESPE/Titular de Serviços Notariais/TJ/DF/2014) A existência da


sociedade irregular pode ser comprovada por qualquer modo lícito de prova,
seja por terceiros que negociarem com a sociedade, seja pelos sócios, no
âmbito de suas relações recíprocas ou com terceiros.

Comentários

Segundo o Código Civil:

Art. 987. Os sócios, nas relações entre si ou com terceiros, somente por escrito
podem provar a existência da sociedade, mas os terceiros podem prová-la de
qualquer modo.

Gabarito  Errado.

35. (CESPE/Titular de Serviços Notariais/TJ/SE/2014) Qualquer pessoa,


sem precisar justificar interesse, tem direito de consultar os registros de uma
junta comercial e requerer a expedição de certidões mediante pagamento do
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preço devido.

Comentários

Segundo a Lei n° 8.934/94, artigo 29: Qualquer pessoa, sem necessidade de


provar interesse, poderá consultar os assentamentos existentes nas juntas
comerciais e obter certidões, mediante pagamento do preço devido.

Gabarito  Correto.

36. (CESPE/Titular de Serviços Notariais/TJ/SE/2014) Na sociedade em


comum, a responsabilidade dos sócios é ilimitada e solidária, respondendo

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aquele que contratou em nome da sociedade com todo o seu patrimônio
pessoal assim que esgotado o patrimônio especial.

Comentários

Como dissemos: Art. 990. Todos os sócios respondem solidária e


ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do benefício de ordem,
previsto no art. 1.024, aquele que contratou pela sociedade.

Gabarito  Errado.

37. (FEPESE/Auditor Fiscal/ISS Florianópolis/2014) De acordo com o


Código Civil Brasileiro, assinale a alternativa correta em relação ao direito de
empresa.

a) O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu
próprio nome, mas à conta daquele.
b) O preposto pode, a qualquer tempo no exercício do seu oficio, fazer-se
substituir por alguém de sua confiança no desempenho da preposição.
c) Ao preposto não é vedado negociar por conta própria ou de terceiro,
tampouco lhe é vedado participar, desde que indiretamente, de operação do
mesmo gênero da que lhe foi cometida.
d) O gerente não pode estar em juízo em nome do preponente, mesmo que
pelas obrigações resultantes do exercício da sua função.
e) A responsabilidade dos preponentes pelos atos de quaisquer prepostos,
praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, é
limitada aos atos autorizados por escrito.

Comentários

Respondamos item a item...


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a) O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique


em seu próprio nome, mas à conta daquele.

Este é o nosso gabarito! Segundo o Código Civil:

Art. 1.175. O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique
em seu próprio nome, mas à conta daquele.

b) O preposto pode, a qualquer tempo no exercício do seu oficio, fazer-


se substituir por alguém de sua confiança no desempenho da
preposição.

Este item está incorreto. Com fulcro no Código:

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Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no
desempenho da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do
substituto e pelas obrigações por ele contraídas.

c) Ao preposto não é vedado negociar por conta própria ou de terceiro,


tampouco lhe é vedado participar, desde que indiretamente, de
operação do mesmo gênero da que lhe foi cometida.

Item errado.

Art. 1.170. O preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar por
conta própria ou de terceiro, nem participar, embora indiretamente, de
operação do mesmo gênero da que lhe foi cometida, sob pena de responder por
perdas e danos e de serem retidos pelo preponente os lucros da operação.

d) O gerente não pode estar em juízo em nome do preponente, mesmo


que pelas obrigações resultantes do exercício da sua função.

Como já sabido, incorreto.

Art. 1.176. O gerente pode estar em juízo em nome do preponente, pelas


obrigações resultantes do exercício da sua função.

e) A responsabilidade dos preponentes pelos atos de quaisquer


prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade
da empresa, é limitada aos atos autorizados por escrito.

O item está incorreto. Vimos que:

Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer


prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da
empresa, ainda que não autorizados por escrito.
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Gabarito  A.

38. (FCC/Juiz do Trabalho/TRT/18ª/2014) Quanto à natureza e espécies


do nome empresarial, considere:

I. No tocante à estrutura, a firma só pode ter por base nome civil, do


empresário individual ou dos sócios da sociedade empresarial, enquanto a
denominação deve designar o objeto da empresa e pode adotar por base nome
civil ou qualquer outra expressão linguística.
II. O empresário individual ao se obrigar juridicamente, e o representante legal
da sociedade empresária que adota firma, ao obrigá-la juridicamente, devem

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ambos assinar o respectivo instrumento não com o seu nome civil, mas com o
empresarial.
III. Quanto à função, os nomes empresariais se diferenciam na medida em que
a denominação, além de identidade do empresário, é também a sua assinatura,
enquanto a firma é exclusivamente elemento de identificação do exercente da
atividade empresarial, não prestando a outra função.

Está correto o que consta APENAS em

a) II e III.
b) I e II.
c) I e III.
d) II.
e) III.

Comentários

Analisemos item a item...

I. No tocante à estrutura, a firma só pode ter por base nome civil, do


empresário individual ou dos sócios da sociedade empresarial,
enquanto a denominação deve designar o objeto da empresa e pode
adotar por base nome civil ou qualquer outra expressão linguística.

O item está correto, conforme dissemos acima.

II. O empresário individual ao se obrigar juridicamente, e o


representante legal da sociedade empresária que adota firma, ao
obrigá-la juridicamente, devem ambos assinar o respectivo instrumento
não com o seu nome civil, mas com o empresarial.

O item está correto. No que diz respeito à função, deve-se anotar que a firma
serve, além de elemento de identificação, também como assinatura
para o empresário, ao passo que a denominação é somente elemento de
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identificação.

III. Quanto à função, os nomes empresariais se diferenciam na medida


em que a denominação, além de identidade do empresário, é também a
sua assinatura, enquanto a firma é exclusivamente elemento de
identificação do exercente da atividade empresarial, não prestando a
outra função.

O item está incorreto, posto que inverteu os conceitos.

Gabarito  B.

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39. (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ/PE/2014) Quanto ao nome empresarial, é


correto afirmar:

a) O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já inscrito no


mesmo registro; se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já inscritos,
deverá acrescentar designação que o distinga.
b) O nome empresarial pode ser objeto de alienação, pois tem conteúdo
econômico.
c) O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, é legalmente impedido
de usar o nome do alienante, ainda que precedido do seu próprio, com a
qualificação de sucessor.
d) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode sempre
ser conservado na firma social.
e) A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas, ou
as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso privativo do
nome exclusivamente nos limites do respectivo município.

Comentários

Comentemos item a item...

a) O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já


inscrito no mesmo registro; se o empresário tiver nome idêntico ao de
outros já inscritos, deverá acrescentar designação que o distinga.

Item correto! Segundo o Código Civil:

Art. 1.163. O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já


inscrito no mesmo registro.

Parágrafo único. Se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já inscritos,


deverá acrescentar designação que o distinga.
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b) O nome empresarial pode ser objeto de alienação, pois tem conteúdo


econômico.

Item incorreto. Segundo o Código Civil:

Art. 1.164. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação.

c) O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, é legalmente


impedido de usar o nome do alienante, ainda que precedido do seu
próprio, com a qualificação de sucessor.

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Item incorreto. Segundo o parágrafo único, artigo 1.164, o adquirente de
estabelecimento, por ato entre vivos, pode, se o contrato o permitir, usar o
nome do alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor.

d) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode


sempre ser conservado na firma social.

Item incorreto.

Art. 1.165. O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não
pode ser conservado na firma social.

e) A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas


jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram
o uso privativo do nome exclusivamente nos limites do respectivo
município.

Art. 1.166. A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas


jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso
exclusivo do nome nos limites do respectivo Estado.

Item, portanto, errado!

Gabarito  A.

40. (FEPESE/Auditor Fiscal/ISS Florianópolis/2014) De acordo com o


Código Civil Brasileiro, assinale a alternativa correta em relação ao direito de
empresa.

a) É permitida a escrituração em língua e moeda estrangeira, desde que


constem de livro próprio, regularmente autenticado.
b) Apesar de indispensável, o livro Diário pode ser substituído por fichas no
caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.
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c) Os livros obrigatórios utilizados para a contabilidade e escrituração da


empresa, antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro Civil de
Pessoas Jurídicas.
d) O livro Diário não admite registro resumido, pois devem ser lançadas, com
individuação, clareza e caracterização do documento respectivo, dia a dia, por
escrita direta ou reprodução, todas as operações relativas ao exercício da
empresa.
e) A ausência da assinatura do técnico em ciências contábeis no balanço
patrimonial e no resultado econômico, pode ser suprida pela subscrição do
empresário ou sociedade empresária.

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Prof. Gabriel Rabelo Aula 01
Vamos aos comentários

a) É permitida a escrituração em língua e moeda estrangeira, desde que


constem de livro próprio, regularmente autenticado.

Item incorreto. Obviamente, a escrituração tem de ser em língua e moeda


nacional:

Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e


em forma contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em
branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as
margens.

b) Apesar de indispensável, o livro Diário pode ser substituído por


fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.

Este é o nosso gabarito.

Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário,
que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou
eletrônica.

c) Os livros obrigatórios utilizados para a contabilidade e escrituração


da empresa, antes de postos em uso, devem ser autenticados no
Registro Civil de Pessoas Jurídicas.

Item incorreto. Segundo o Código Civil:

Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o


caso, as fichas, antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro
Público de Empresas Mercantis.

d) O livro Diário não admite registro resumido, pois devem ser


lançadas, com individuação, clareza e caracterização do documento
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respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as


operações relativas ao exercício da empresa.

Errado! Com espeque no Código Civil:

Art. 1.184. No Diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização


do documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as
operações relativas ao exercício da empresa.

§ 1o Admite-se a escrituração resumida do Diário, com totais que não excedam


o período de trinta dias, relativamente a contas cujas operações sejam
numerosas ou realizadas fora da sede do estabelecimento, desde que utilizados

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livros auxiliares regularmente autenticados, para registro individualizado, e
conservados os documentos que permitam a sua perfeita verificação.

e) A ausência da assinatura do técnico em ciências contábeis no


balanço patrimonial e no resultado econômico, pode ser suprida pela
subscrição do empresário ou sociedade empresária.

Incorreto, posto que ambos deverão assinar: Art. 1.184. § 2o Serão lançados
no Diário o balanço patrimonial e o de resultado econômico, devendo ambos ser
assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente habilitado e pelo
empresário ou sociedade empresária.

Gabarito  B.

QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

1. (CESPE/Juiz Federal Substituto/TRF 5ª/2009) De acordo com o Código Civil,


a sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio
e na forma da lei, de seus atos constitutivos.

2. (CESPE/Juiz Federal Substituto/TRF 5ª/2009) As juntas comercias são órgãos


federais.

3. (CESPE/Juiz Federal Substituto/TRF 5ª/2009) É facultativa a inscrição de


empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede,
antes do início de suas atividades empresárias.

4. (CESPE/Advogado Geral da União/2009) A lei determina que o arquivamento


dos instrumentos de escrituração das sociedades empresárias seja feito na
junta comercial competente.

5. (CESPE/Advogado Geral da União/2009) Considere que o instrumento de


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dissolução de certa sociedade empresária tenha sido assinado no dia 19 de


dezembro de 2008 e apresentado à junta comercial competente, para
arquivamento, no dia 2 de janeiro de 2009. Nesse caso, os efeitos do
arquivamento retroagirão à data da assinatura do instrumento.

6. (CESPE/Advogado Hemobrás/2008) A personalidade jurídica da pessoa


natural é atributo que, atualmente, o direito brasileiro reconhece a partir da
concepção do nascituro.

7. (CESPE/Advogado Hemobrás/2008) O registro do contrato social ou dos


estatutos sociais em cartório de registro de pessoas jurídicas ou nas juntas
comerciais, a depender da natureza da pessoa jurídica (simples ou empresária),
é requisito e condição para que seja adquirida personalidade.

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8. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE AC/2009) Em princípio, os livros


comerciais fazem prova contra os comerciantes (empresários) a que pertençam
e, em seu favor, quando forem escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco e
confirmados por outros subsídios.

9. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE AC/2009) Pode o juiz, em qualquer


caso, autorizar a exibição integral dos livros e papéis da escrituração contábil
do empresário ou da sociedade empresária.

10. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE AC/2009) As restrições


estabelecidas na legislação civil ao exame da escrituração contábil, em parte ou
por inteiro, aplicam-se também às autoridades fazendárias, no exercício da
fiscalização do pagamento de tributos.

11. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE AC/2009) Não constitui crime


deixar de elaborar, escriturar ou autenticar os documentos de escrituração
contábil obrigatórios.

12. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE TO/2009) Todas as sociedades


empresárias são obrigadas a se registrar na junta comercial competente antes
de iniciar suas atividades, mas apenas as que tenham capital social superior a
R$ 200.000,00 devem levantar balanço patrimonial e de resultado econômico
anualmente.

13. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE TO/2009) Os livros empresariais


obrigatórios, antes de postos em uso, devem ser autenticados no registro
público de empresas mercantis, salvo disposição de lei em sentido contrário.

14. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE TO/2009) São livros empresariais


indispensáveis a todas as sociedades empresárias o razão e o de registro de
duplicatas.

15. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE TO/2009) No curso de processo


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judicial, o juiz de direito tem competência para determinar a exibição integral


dos livros e papéis de escrituração das sociedades empresárias em quaisquer
hipóteses.

16. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE TO/2009) O livro diário não pode


ser substituído em nenhuma hipótese.

17. (CESPE/Juiz Federal Substituto/TRF 5ª/2009) Uma das mais importantes


distinções entre as sociedades civis e as sociedades comerciais é a possibilidade
de essas últimas pedirem falência, enquanto aquelas se submetem à insolvência
civil.

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18. (CESPE/Juiz Federal Substituto/TRF 5ª/2009) Todos os tipos de sociedades
previstos no Código Civil podem ser utilizados para a atividade comercial.

19. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE AC/2009) As sociedades


comerciais não podem ser constituídas para atividade que se restrinja à
realização de um único negócio.

20. (CESPE/Analista de Controle Externo/TCE AC/2009) Aplicam-se às


sociedades comerciais (empresárias), subsidiariamente no que for compatível
com as suas específicas disciplinas, as normas relativas à sociedade simples.

21. (Cespe/Advogado/HEMOBRÁS/2008) Em se tratando de sociedade em


comum, os bens dos sócios podem ser executados por dívidas da sociedade em
caso de insolvência.

22. (CESPE/TJ SE/Juiz Substituto/2008) Por não ter personalidade jurídica, a


sociedade em comum não tem capacidade processual e não se sujeita ao
processo falimentar.

23. (CESPE/Auditor do TCU/2007) Com relação aos tipos de sociedades, julgue


os itens subseqüentes.

Nas sociedades em conta de participação, a inscrição do contrato social em


qualquer registro é o que lhe confere personalidade jurídica.

24. (CESPE/Procurador do MP junto ao TCU/2004) No que se refere à


responsabilidade de sócios de sociedades privadas regidas pelo Código Civil,
julgue os itens a seguir.

Em uma sociedade em conta de participação, a responsabilidade pela atividade


constitutiva do objeto social é exclusiva do sócio ostensivo.

25. (CESPE/Defensor Público da União/2007) Os sócios de certa sociedade em


conta de participação lavraram o seu ato constitutivo em janeiro de 2007, mas
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o referido instrumento foi levado a registro apenas após cerca de seis meses.
Nessa situação, a sociedade somente passou a ter personalidade jurídica no
momento da inscrição de seu contrato social no registro público de empresas
mercantis.

26. . (CESPE/Prefeitura Municipal de Rio Branco/AFTM/ 2007) Na sociedade em


conta de participação, o contrato social produz efeitos somente entre os sócios;
além disso, a eventual inscrição de seu instrumento em qualquer registro não
confere personalidade jurídica à sociedade.

27 (CESPE/Ministério Público Especial/BA/2010) O contrato social da sociedade


em conta de participação produz efeito somente entre seus sócios, e a eventual

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inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade
jurídica à sociedade.

28. (CESPE/OAB 2009.1) Na sociedade em comum, todos os sócios respondem


limitadamente pelas obrigações da sociedade; assim, todos os sócios podem
valer-se do benefício de ordem a que os sócios da sociedade simples fazem jus.

29. (CESPE/OAB/2007) Acerca da sociedade em comum, assinale a opção


correta.

a) Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações


sociais, excluído do benefício de ordem aquele que contratou pela sociedade.
b) O regime da sociedade em comum aplica-se também às sociedades por
ações em organização.
c) A sociedade em comum é uma espécie societária personificada.
d) Os bens e as dívidas da sociedade em comum constituem patrimônio
especial, administrado e titularizado pelo sócio administrador.

30. (CESPE/Juiz do Trabalho Substituto/TRT 1ª) Aplicam-se à sociedade


anônima em fase de organização as regras atinentes à sociedade em comum
enquanto não ultimados os atos de registro.

31. (CESPE/Analista Judiciário/STJ/2012) Os atos submetidos ao registro do


comércio estão sujeitos a dois regimes de julgamento, o colegiado e o singular,
pelo plenário e pelas turmas, respectivamente. As turmas manifestam-se a
respeito do arquivamento dos atos de constituição de sociedades anônimas,
bem como das atas de assembleias gerais e demais atos relativos a essas
sociedades sujeitos ao registro do comércio.

32. (ESAF/AFRFB/2012) A propósito da sociedade em conta de participação,


assinale a opção incorreta.

a) O contrato da sociedade em conta de participação produz efeito somente


entre os sócios, e a eventual inscrição de seu instrumento em qualquer registro
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não confere personalidade jurídica à sociedade.


b) A contribuição do sócio participante constitui, com a do sócio ostensivo,
patrimônio especial, objeto da conta de participação relativa aos negócios
sociais.
c) A falência do sócio ostensivo acarreta a dissolução da sociedade e a
liquidação da respectiva conta, cujo saldo constituirá crédito quirografário.
d) Salvo estipulação em contrário, o sócio ostensivo não pode admitir novo
sócio sem o consentimento expresso dos demais.
e) Os sócios, nas relações entre si ou com terceiros, somente por escrito podem
provar a existência da sociedade em conta de participação, mas os terceiros
podem prová-la de qualquer modo.

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33. (ESAF/AFRFB/2012) São elementos do conceito de sociedade, exceto

a) pluralidade de partes.
b) exercício de atividade econômica.
c) personalidade jurídica.
d) affectio societatis.
e) co-participação dos sócios nos resultados

34. (CESPE/Titular de Serviços Notariais/TJ/DF/2014) A existência da


sociedade irregular pode ser comprovada por qualquer modo lícito de prova,
seja por terceiros que negociarem com a sociedade, seja pelos sócios, no
âmbito de suas relações recíprocas ou com terceiros.

35. (CESPE/Titular de Serviços Notariais/TJ/SE/2014) Qualquer pessoa,


sem precisar justificar interesse, tem direito de consultar os registros de uma
junta comercial e requerer a expedição de certidões mediante pagamento do
preço devido.

36. (CESPE/Titular de Serviços Notariais/TJ/SE/2014) Na sociedade em


comum, a responsabilidade dos sócios é ilimitada e solidária, respondendo
aquele que contratou em nome da sociedade com todo o seu patrimônio
pessoal assim que esgotado o patrimônio especial.

37. (FEPESE/Auditor Fiscal/ISS Florianópolis/2014) De acordo com o


Código Civil Brasileiro, assinale a alternativa correta em relação ao direito de
empresa.

a) O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu
próprio nome, mas à conta daquele.
b) O preposto pode, a qualquer tempo no exercício do seu oficio, fazer-se
substituir por alguém de sua confiança no desempenho da preposição.
c) Ao preposto não é vedado negociar por conta própria ou de terceiro,
tampouco lhe é vedado participar, desde que indiretamente, de operação do
mesmo gênero da que lhe foi cometida.24678074520

d) O gerente não pode estar em juízo em nome do preponente, mesmo que


pelas obrigações resultantes do exercício da sua função.
e) A responsabilidade dos preponentes pelos atos de quaisquer prepostos,
praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, é
limitada aos atos autorizados por escrito.

38. (FCC/Juiz do Trabalho/TRT/18ª/2014) Quanto à natureza e espécies


do nome empresarial, considere:

I. No tocante à estrutura, a firma só pode ter por base nome civil, do


empresário individual ou dos sócios da sociedade empresarial, enquanto a
denominação deve designar o objeto da empresa e pode adotar por base nome
civil ou qualquer outra expressão linguística.

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II. O empresário individual ao se obrigar juridicamente, e o representante legal
da sociedade empresária que adota firma, ao obrigá-la juridicamente, devem
ambos assinar o respectivo instrumento não com o seu nome civil, mas com o
empresarial.
III. Quanto à função, os nomes empresariais se diferenciam na medida em que
a denominação, além de identidade do empresário, é também a sua assinatura,
enquanto a firma é exclusivamente elemento de identificação do exercente da
atividade empresarial, não prestando a outra função.

Está correto o que consta APENAS em

a) II e III.
b) I e II.
c) I e III.
d) II.
e) III.

39. (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ/PE/2014) Quanto ao nome empresarial, é


correto afirmar:

a) O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já inscrito no


mesmo registro; se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já inscritos,
deverá acrescentar designação que o distinga.
b) O nome empresarial pode ser objeto de alienação, pois tem conteúdo
econômico.
c) O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, é legalmente impedido
de usar o nome do alienante, ainda que precedido do seu próprio, com a
qualificação de sucessor.
d) O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, pode sempre
ser conservado na firma social.
e) A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas, ou
as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso privativo do
nome exclusivamente nos limites do respectivo município.
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40. (FEPESE/Auditor Fiscal/ISS Florianópolis/2014) De acordo com o


Código Civil Brasileiro, assinale a alternativa correta em relação ao direito de
empresa.

a) É permitida a escrituração em língua e moeda estrangeira, desde que


constem de livro próprio, regularmente autenticado.
b) Apesar de indispensável, o livro Diário pode ser substituído por fichas no
caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.
c) Os livros obrigatórios utilizados para a contabilidade e escrituração da
empresa, antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro Civil de
Pessoas Jurídicas.
d) O livro Diário não admite registro resumido, pois devem ser lançadas, com
individuação, clareza e caracterização do documento respectivo, dia a dia, por

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escrita direta ou reprodução, todas as operações relativas ao exercício da
empresa.
e) A ausência da assinatura do técnico em ciências contábeis no balanço
patrimonial e no resultado econômico, pode ser suprida pela subscrição do
empresário ou sociedade empresária.

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GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO


1 CERTO 21 CERTO
2 ERRADO 22 ERRADO
3 ERRADO 23 ERRADO
4 ERRADO 24 CERTO
5 CERTO 25 ERRADO
6 ERRADO 26 CERTO
7 CERTO 27 CERTO
8 CERTO 28 ERRADO
9 ERRADO 29 A
10 ERRADO 30 ERRADO
11 ERRADO 31 CERTO
12 ERRADO 32 E
13 CERTO 33 C
14 ERRADO 34 E
15 ERRADO 35 C
16 ERRADO 36 E
17 CERTO 37 A
18 ERRADO 38 B
19 ERRADO 39 A
20 CERTO 40 B

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