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Felipe de Almeida Eires

ADS 2° Semestre – Noite

Freud hoje - Repensar a liberdade depois do inconsciente.


Com Vladimir Safatle

Transmitido em maio de 2018 pela TV cultura, apresentado por Vladimir Safatle


o programa aborda quais variantes condicionam a execução da autonomia
humana.
Sigmund Freud marcou a história cultural do século XX através de seus
pensamentos e teorias analisando a época em que viveu; foi aclamado como o
pai da psicanálise e não só influenciou inúmeros pensadores e teorias que
vieram após seus feitos, mas também trouxe uma contribuição indispensável
para compreender a mente humana no âmbito do inconsciente e o que há por
trás dele, criando assim uma profunda reflexão sobre nós mesmos.
Através da análise do indivíduo e da sociedade moderna em contraposição com
as teorias de Freud, Vladimir Safatle cria uma reflexão a respeito do por que uma
grande gama de pessoas declara que as teorias de Freud são obsoletas e se
não representam os desafios da sociedade contemporânea. A parti disso, Safatle
analisa os valores produzidos e absorvidos pelo campo da clínica, tais como:
saúde, doença e equilibro, ordem; e pondera pelo ponto de vista de Freud, a
distinção entre individuo e a sociedade. Introduzindo esses dois elementos,
Safatle guia o programa para a reflexão fundamental de Freud: Liberdade e
emancipação, utilizando esses dois conceitos, Safatle expõem outra questão,
podendo dizer se o cerne dos textos socias de Freud: por que os sujeitos
desejam sua sujeição? Freud chegou à conclusão que formos construídos para
desejar isto através da sujeição social, a maneira que nossa vida psíquica se
estrutura é através do impacto social de disciplina e controle.

O que significa “liberdade”? Para nós liberdade está vinculado a noção de


autonomia; – dar a si mesmo a própria lei – Considerando o conceito de
autonomia, conclui-se que “eu” me governo, mas quem é esse “eu”, como ele é
produzido? Quais os critérios tais qual esse “eu” é reconhecido? Sendo assim,
temos uma divisão no conceito de autonomia em dois lados: o lado da natureza
(o que se aproxima do instinto animal) e o lado humana (seria o desejo puro, em
prol da lei e do amor), como tendemos a pensar em liberdade como o livre arbítrio
entramos no grande fantasma herdado do pensamento do século XIX: A
natureza é o princípio básico da servidão; e sendo assim, para definimos a
liberdade, temos que explicar o que nos diferencia da natureza.

‘Nosso corpo é feito dos desejos desejados’, com essa frase Safatle explica,
sobre a concepção de Freud, a representação do nosso inconsciente através de
nossos anseios ao quais não são provenientes de nós, mas sim de outras
pessoas:

O Desejo humano pode, a despeito do que foi dito,


desejar um objeto, mas com a condição de esse
objeto estar mediatizado pelo Desejo do outro.
Assim, o soldado que arrisca sua vida para arrebatar
a bandeira do inimigo não está desejando o pedaço
de pano colorido, mas o objeto do desejo de outros

Freud e o Inconsciente (Sigmund Freud)

O interessante do pensamento do Freud é que o mesmo definiu uma estrutura


da concepção de liberdade através conceituação da necessidade de
dominação, tome por exemplo a política, elegemos um representante e ao
longo do tempo, passamos a odiá-lo, mas ainda assim queremos que ele
permaneça. Este fato também está presente na estrutura do nosso
pensamento, pela definição de Freud, ao nos separamos de nosso lado animal
(natureza), alcançarmos a desejada autonomia, mas ao analisar essa
concepção sobre outro olhar, chego a conclusão de que nossos verdadeiros
anseios residem em nosso lado animal e ao abdicarmos desse lado em prol do
lado humano - Ao qual segundo Safatle, rege nossos desejos segundo a lei, ao
amor, etc - é onde abrimos mão de nossa liberdade (apesar de ser fundamental
para viver em sociedade) e esse é o grande paradigma dá mente humana a
cerca da liberdade que Freud nos apresenta.