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INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TECNOLOGIAS E CIÊNCIAS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E TECNOLOGIAS

Mecânica dos Fluídos Experimental


RELATÓRIO

EXPERIÊNCIA Nº01

Demonstração do Princípio de Bernoulli

INTEGRANTES DO GRUPO N.º04


Dindro João – 20170409

Edimilson Canhanga – 20171518

Edna Hissenguel – 20171503

Lucélia Pacavira – 20151091

Luciano Gumbe – 20160079

Mateus Miguel -20170037

CURSO: ENGENHARIA QUÍMICA DOCENTE: Letícia Torres

TURMA: EQM6_M1

ÍNDICE

I – INTRODUÇÃO..........................................................................................................................3
II – OBJECTIVOS:...........................................................................................................................5
III- PARTE EXPERIMENTAL.............................................................................................................6
III.1-ESQUEMA DE APARELHAGEM...............................................................................................6
III.2- PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL..........................................................................................7
IV – RESULTADOS E DISCUSSÕES..................................................................................................8
V-CONCLUSÕES..........................................................................................................................15
VI-BIBLIOGRAFIA........................................................................................................................16
VII-Anexos..................................................................................................................................17

I – INTRODUÇÃO
Segundo CENGEL, a equação de Bernoulli é uma relação
aproximada entre pressão ,velocidade e elevação e é válida em
regiões de escoamento incompressível e em regime permanente ,
onde as forças de atrito resultantes são desprezíveis .(2012 , p.162)

A principal aproximação da dedução da equação de Bernoulli é


que os efeitos viscosos são desprezivelmente pequenos quando

2
comparados aos efeitos da inércia, gravidade e da pressão( CENGEL,
2012,p,162)

Descrevendo assim o comportamento de um fluido movendo-se


ao longo de uma linha de corrente traduzindo para os fluidos o
princípio da conservação da energia.

As hipóteses assumidas para equação acima são:


1. Escoamento em regime permanente;
2. Escoamento sem atrito;
3. Nenhum trabalho de eixo;
4. Escoamento incompressível;
5. Escoamento isotérmico ou sem transferências de calor;
6. Escoamento irrotacional ou escoamento ao longo de uma linha de
corrente;

Considerando um fluído incompressível, irrotacional e não


viscoso que esteja escoando através de uma tubulação. Existem
três fatores que podem interferir no escoamento do fluído em
questão: A pressão que age nas extremidades da tubulação (que
podem variar de uma para a outra), a variação na área de secção
transversal reta da tubulação (que se caso exista, acarretará
variação na velocidade do fluído) e também uma variação na altura
(entre uma extremidade e outra).

Em estudos de escoamentos é fundamental determinar o


módulo da velocidade e a direcção da mesma em alguns pontos da
região estudada. Para a determinação da velocidade dos fluidos em
escoamento o físico suíço Daniel Bernoulli propôs um princípio para o
escoamento dos fluidos que pode ser enunciado da seguinte maneira
"Se a velocidade de uma partícula de um fluido aumenta enquanto
ela se escoa ao longo de uma linha de corrente, a pressão do fluido
deve diminuir e vice-versa"

O efeito Venturi (também conhecido como tubo de Venturi)


ocorre, quando num sistema fechado, o fluido em movimento
constante dentro de um duto uniforme comprime-se
momentaneamente ao encontrar uma zona de estreitamento
diminuindo sua pressão e consequentemente aumentando sua
velocidade ao atravessar a zona estreitada onde ocorre " também "
uma baixa pressão, e se neste ponto se introduzir um terceiro duto ou
uma sonda, encontrará uma sucção do fluido contido nessa ligação.

3
O efeito Venturi é explicado pelo Princípio de Bernoulli e o
princípio de continuidade de massa. Se o caudal de um fluido é
constante mas a seção diminui, necessariamente a velocidade
aumenta após atravessar esta secção. Pelo teorema da conservação
da energia se a energia cinética aumenta, a energia determinada pelo
valor da pressão diminui obrigatoriamente.

II – OBJECTIVOS:
 O Objectivo deste trabalho experimental consiste na
demostração do teorema de Bernoulli. Com isso, foi utilizando
um tubo de venturi com 6 potos de medição de pressão
hidrostatica.

4
5
III- PARTE EXPERIMENTAL

III.1-ESQUEMA DE APARELHAGEM

1. Painel onde assenta a


2. Medidor de pressão de
3. Tubo de descarga
4. Válvula de descarga
5. Tubo de Venturi com 6
6. Glândula de compress
7. Sonda para medição d
8. Conexão da mangueir
9. Válvula na entrada da
10.6 Medidores de pressão
11.Válvulas de ventilação

III.2- PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL


1. Verificou-se que todo material necessário se encontrava
disponível e operacional;
2. Abriu-se a válvula de descarga;
3. Verificou-se se a onda de medição se encontrava bem colocada
na glândula de compressão;
6
4. Abriu-se a válvula de entrada;
5. Ligou-se a bomba e abriu-se cuidadosamente a válvula principal
do dispositivo HM 150;
6. Abriu-se as válvulas de ventilação nos medidores de pressão de
água;
7. Fechou-se cuidadosamente as válvulas de ventilação para
liberar a pressão nos medidores;
8. Ajustou-se simultaneamente as válvulas de entrada e saída,
regulando o nivel da água nos medidores de pressão, de modo
a que nem o limite superiore o inferior fossem ultrapassados.

IV – RESULTADOS E DISCUSSÕES
Tabela 1- resultados obtidos pelos dados experimentais

Mediçõ i h1 h2 h3 h4 h5 h6 Qv
es (L/s )
hdin ( m 0, 0,008 0,08 0,023 0,012 0,006
1 ) 0031
vm 0,245 0,395 1, 0,671 0,484 0,3429
0,079
(m/s) 6 9 0192 4 9
3
vcal 0,234 0,339 0,9373 0,465 0,310 0,234

7
(m/s) 6 9 7
hdin ( m 0.001 0,005 0,0197 0,014 0,013 0.0037
2 ) 2 7 7 7
vm 0,153 0,319 0,6134 0,447 0,375 0,2504
0,051
(m/s) 3 2 2 6
7
vcal 0,152 0,221 0,6111 0,303 0,202 0,1527
(m/s) 7 4 7 6
hdin ( m 0,01 0,02 0,225 0,09 0,03 0,015
3 )
vm 0,442 0,626 2,1 1,328 0,766 0,5422
0,157
(m/s) 7 8
2
vcal 0,464 0,673 1,8586 0,923 0,615 0,4642
(m/s) 2 2 6 9

Como se pode verificar, usou-se o tubo venturi para medir a


velocidade de um 1, aproveitando o efeito venturi. Entretanto, o fluido
é obrigado a passar por uma estreita passagem acelerando assim a
sua a velocidade. Com os pontos apresentadas (h1,…,6), ajudaram a
compreender a pressão que o fluído exercia dentro do aparelho em
um determinado caudal. Quando se utiliza o tubo venturi, deve-se ter
em conta o fenómeno Cavitação. Este fenómeno ocorreu devido a
diferença de pressão em algumas secções do tubo, por ser menor que
a pressão de vapor do fluído. Tal risco verificou-se na garganta do
mesmo, pois ali a área é mínima e a velocidade é máxima, a pressão
é a menor que se pode encontrar, mas controlou-se tal fenómeno
com o válvulas de ventilação. A ponto h3, por se encontrar na zona de
contração apresenta menor altura, maior velocidade e menor
pressão, mas vê-se que não há muita diferença com as outras devido
aos erros de calibração que já se encontram no próprio aparelho
usado, usou-se as válvulas para amenizar tal erro, mas não foi
possível, eliminar tal erro. Mas foram obtidos valores que realmente
comprovam a teoria, em que os pontos h1,6 apresentam as alturas
máximas e menores velocidade, os pontos h2,4 apresentam
aproximadamente alturas médias e analogamente as velocidades,

8
embora hajam erros e falham alocados no aparelho, foi possível
comprovar a teoria na prática.

Tabela 2- determinação da constante do aparelho de Venturi

Qv1 = 0,0793 Qv2 = 0,0517 Qv3 = 0,1572


(L/s) (L/s) (L/s)
Pontos de ΔP s √ ¯¿ ΔP s √ ¯¿ ΔP s √ ¯¿
K [ L K [ L K [ L
medida de [ mm [ mm [ mm
¿ ¿ ¿
1e3 H2o] H2o] H2o]
] ] ]
50 1,1 22 1,1 214 1,1

Tabela 3- valores dos erros relativos

Erros( E1 E2 E3 E4 E5 E6
%)
1ª 4,95 16,57 8,73 44,1 56,06 46,53
mediçã
o
2ª 0,37 44,17 0,38 47,20 85,38 63,98
mediçã
o
3ª 4,63 7,01 12,98 43,78 24,50 16,80
mediçã
o

É quase impossível fazer uma prática sem que hajam erros


experimentais, mesmo que a mesma seja feito com o maior cuidado
possível, tais erros podem ser sistemáticos, e aleatoriamente. Em
função disso, foram obtidos erros inesperados como de 85,38%, que é
um valor que demostra que algum erro afectou completamente o
nosso resultado para esta experiência, pois verifica-se que para
outras experiências são verificados valores com erro mais baixos.

9
Experiência I
1.2
1
velocidades ( m/s )

0.8
0.6
0.4
0.2
0
0 1 2 3 4 5 6 7
pontos do tubo de Venturi

Vmedida Vcalculada

Figura 1: Perfil da velocidade ao longo do tubo Venturi.

Experiência II
0.7
velocidades ( m/s )

0.6
0.5
0.4
0.3
0.2
0.1
0
0 1 2 3 4 5 6 7

pontos do tubo do venturi

Vmedida Vcalculada

Figura 2: Perfil da velocidade ao longo do tubo Venturi.

10
Experiência III
2.5
velocidades ( m/s )

2
1.5
1
0.5
0
0 1 2 3 4 5 6 7
pontos do tubo do venturi

Vmedida Vcalculada

Figura 3: perfil da velocidade ao longo do tubo Venturi.

Pelos gráficos 1, 2 e 3, podemos verificar que as


velocidades experimentais foram maiores que as calculadas. E para
ambos, o ponto máximo é alcançado no ponto 3, pois é a zona aonde
acontece a contração e a velocidade é máxima, devido a diminuição
do diâmetro de forma súbita.

Experiência I
0.14
carga de presão ( m )

0.12
0.1
0.08
0.06
0.04
0.02
0
1 2 3 4 5 6

pontos do tubo do venturi

htotal hest hin

Figura 4: perfil da Pressão ao longo do Tubo Venturi.

11
Experiência II
0.25
carga de presão ( m )

0.2

0.15

0.1

0.05

0
0 1 2 3 4 5 6 7

pontos do tubo do venturi

hdin ( m ) hest ( m ) htotal ( m )

Figura 5: perfil da Pressão ao longo do Tubo Venturi.

Experiência III
0.3

0.25
carga de presão ( m )

0.2

0.15

0.1

0.05

0
0 1 2 3 4 5 6 7

pontos do tubo do venturi

hes ( m ) htotal ( m ) hdin ( m )

Figura 6: perfil da Pressão ao longo do Tubo Venturi.

Pelos gráficos 4,5 e 6, vemos que no ponto 3 há uma


mudança no comportamento da pressão, e também, uma
convergência entre as pressões dinâmicas e estáticas nos gráficos 4 e
5, zona aonde o tubo sofre a contração devido a diminuição súbita do

12
diâmetro, isso deve-se ao facto de ambas terem o mesmo valor, o
que não se verifica no gráfico 6.

Respostas às questões do Protocolo


1. Qual o significado da equação de Bernoulli?
R: A equação de Bernoulli é interpretada como uma equação de
energia. Foi deduzida a partir de considerações de quantidade de
movimento (segunda lei de Newton) aplicada a uma partícula fluída e
é válida para escoamento em regime permanente, incompressível,
sem atrito e ao longo de uma linha de corrente, ou seja, para esses
tipos de regime, a primeira lei da termodinâmica reduz-se à equação
de Bernoulli. Não existe transferência de calor para o fluído nem
trabalho exercido por máquinas. Não podem existir dispositivos
mecânicos (bombas, ventiladores, turbinas) entre as seções de
interesse que possam agregar ou absorver energia do sistema já que
a equação estabelece que a energia total do fluído é constante.

2. Represente graficamente a comparação da velocidade


medida e calculada para diferentes valores de caudais em
cada um dos seis pontos do tubo de venturi.
R: A representação gráfica da comparação das velocidades medida e
calculada estão nas figuras 2, 3 e 4.

3. Comente os resultados obtidos entre velocidades medidas


e calculadas.
R: As velocidades medidas para as 3 experiências são relativamente
maiores que as calculadas com excepção na experiência 2 onde no
primeiro ponto do tubo a velocidade calculada é maior (0,394 m/s)
que a medida (0,383m/s). Note-se que a medida que diminui a área
de secção do tubo, tanto a velocidade medida quanto a calculada vão
aumentando, havendo um ponto máximo que é no ponto 3 pois é
nessa área onde há maior estrangulamento, ou seja, o diâmetro do
tubo é menor e num tubo, quando o diâmetro diminui a velocidade
com que o fluido escoa tende a aumentar. Nos gráficos das figuras 1,
2 e 3 pode-se observar esse comportamento. Depois do ponto 3 há
novamente um aumento de diâmetro causando consequentemente a
diminuição da velocidade fazendo com que haja um comportamento
parabólico da velocidade no tubo de Venturi.

4. Represente graficamente a distribuição da carga de


pressão estática, total e dinâmica ao longo do tubo de
venturi.

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R: A distribuição da carga de pressão está representada graficamente
nas figuras 5,6 e 7 para cada caudal.

5. Compare a queda de pressão que existe num tubo de


venturi com a que existe num orifício.
R: Um orifício, oferece uma obstrução mais brusca ao escoamento em
relação ao tubo de venturi. Nos resultados obtidos e que se
apresentam na tabela 2, nota-se que a queda de pressão diminui com
a diminuição do caudal (que é directamente proporcional à
velocidade). Logo, se num orifício há obstrução mais brusca ao
escoamento, significa que a velocidade é maior, o que leva a crer que
a queda de pressão seria ainda maior.

V-CONCLUSÕES

Com a realização deste experimento, foram utilizadas as


equações do teorema de Bernoulli e de Continuidade para descrever
o fluxo de água em tubo de Venturi munido de 6 pontos de medição
de manómetros diferenciais para determinação de pressão estática e
um tubo de Pitot para medição da pressão total do fluído. Foi possível
ser comprovado o teorema de Bernoulli, sendo que em pontos
equipotenciais, à medida que o fluxo de água escoa em um tubo, a
sua pressão dinâmica vai diminuir com o aumento da velocidade do
fluxo, em compensação da diminuição da área de secção transversal.

Verificamos com esta experiência que a velocidade do fluxo


de água varia devido às áreas das secções do mesmo material, pois,
em cada secção temos um valor diferente de velocidade, sendo
assim, as transformações de energia que ocorrem no tubo de Venturi
é consequência da energia de pressão por unidade de peso do fluído
ou carga devido à pressão estática local; energia cinética por unidade
de peso de fluído ou carga devido à pressão dinâmica local. Enquanto

14
que a energia total por unidade de peso do fluído ou carga total de
escoamento permanecia constante.

VI-BIBLIOGRAFIA

15
VII-Anexos
Anexo I : tabela de medidas directas da experiência

Mediçõe i h1 h2 h3 h4 h5 h6 t ( s V(L)
s )
hest ( 0,115 0,08 0,100 0,011 0,126
m)
1 0,120 126
htotal 0.123 0.123 0.123 0.123 0.123 0.123
(m)
0 0 0 0 0 0
hest ( 0,205 0,201 0,018 0,196 0,199 0.203
m) 10
2 7 193,
htotal 0,206 0,206 0,206 0,206 0,206 0,206
2
(m)
7 7 7 7 7 7
hes 0,240 0,230 0,026 0,160 0,220 0,235
(m)
3 63,6
htotal 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25 0,25
(m)

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Anexo II: Tabela das grandezas

Designação Símbolo Unidade Fórmula

Carga de hest m
pressão
estática

Carga de hdin m hdin = htotal -


pressão
hest
dinâmica

Carga de htotal m
pressão total

Caudal Qv L
/s V
volumétrico Qv =
t
Volume V m3

Tempo t s

Velocidade vm m/s vm =
medida
√ 2∗g∗hin
Velocidade Vcalc m/s Qv
calculada Vcalc =
A
Área A m2

Força gravítica g m/s2

Perda de ΔP m ΔP = hdin1 - hdin2


pressão

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Constante do s √ ¯¿ Qv
aparelho de K K=
L √ ΔP
Venturi ¿
Erro relativo Er =
Er %
¿ v m−V calc∨ ¿ ∗100
V calc
¿

18