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UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE - CCBS


CURSO DE BIOMEDICINA

BRENDA D’ PAULA TAVARES


NAYANE SANTOS SILVA
THAYNÁ OHANNA MORAES DE SOUZA

CARACTERIZAÇÃO DE TANINOS EM EXTRATOS SECOS DE


PARIRI (Arrabidaea chica) DE ÁREA RESIDENCIAL DO MUNICÍPIO
DE ANANINDEUA

Belém-PA
2018
BRENDA D’ PAULA TAVARES
NAYANE SANTOS SILVA
THAYNÁ OHANNA MORAES DE SOUZA

CARACTERIZAÇÃO DE TANINOS EM EXTRATOS SECOS DE PARIRI


(Arrabidaea chica) DE ÁREA RESIDENCIAL DO MUNICÍPIO DE ANANINDEUA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à disciplina


de TCC II, para obtenção do grau de Bacharel em
Biomedicina.

Orientador: Profª. Drª. Silvana Fernandes Araújo.

Belém - PA
2018
BRENDA D’ PAULA TAVARES
NAYANE SANTOS SILVA
THAYNÁ OHANNA MORAES DE SOUZA

CARACTERIZAÇÃO DE TANINOS EM EXTRATOS SECOS DE PARIRI


(Arrabidaea chica) DE ÁREA RESIDENCIAL DO MUNICÍPIO DE ANANIDEUA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à disciplina


de TCC II, para obtenção do grau de Bacharel em
Biomedicina.

Avaliado em: ______/______/_______.


Nota: ______

BANCA EXAMINADORA

__________________________________________
Prof.ª. Dr.ª Silvana Fernandes Araújo – Orientadora
UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

__________________________________________
Avaliador 1- Dirceu Costa dos Santos
UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

__________________________________________
Avaliador 2- Nelson Alberto Nascimento de Alencar
UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA
Dedicamos a nossa família, principalmente, aos
nossos pais, às pessoas que nos ajudaram
direta e indiretamente, independentemente da
situação, aos amigos, e a Profª. Silvana Araújo
por todo esforço, paciência e dedicação durante
a elaboração deste trabalho.
AGRADECIMENTOS

A Ele que dirijo minha maior gratidão... Deus, mais do que me criar, deu propósito à

minha vida. Vem dele tudo o que sou o que tenho e o que espero.

Aos meus pais, Paulo Tavares e Valéria Tavares, que mais do que me proporcionar

uma boa infância e vida acadêmica, formaram os fundamentos do meu caráter e me

apontaram uma vida eterna. Obrigada por serem a minha referência de tantas
maneiras e estarem sempre presentes na minha vida de uma forma indispensável.

Aos meus irmãos, Bruna Tavares e Neto Tavares, que representa minha segurança

em todos os aspectos, meus companheiros incondicionais, o abraço espontâneo e tão


necessário. Obrigada por me fazer sentir tão amada, também nos momentos mais
difíceis da nossa vida.

A minha avó Edilamar Tavares, minha amada tia, Simone Tavares, Raimundo
Jerônimo e Iury Luan, pela presença constante e tão querida em minha trajetória,
sacrifício ilimitado em todos os sentidos, orações, palavras, abraços e

aconchego. Meu eterno amor.

Ao meu tio, Aldo Guilherme (in memoriam) e Avô, Paulo Tavares (in memoriam), que
infelizmente não pode estar presente neste momento tão feliz da minha vida, mas que
não poderia deixar de dedicar, pois se hoje estou aqui, devo a ele como um de meus
exemplos e por seus ensinamentos e valores passados. Obrigada por
tudo...Saudades eternas!

Ao coordenador do meu curso, quer dizer...muito mais que isso, Meu Amigo, Dirceu
Santos, que muitas vezes foi mеυ guia, socorro presente nа hora dа angústia, você
sempre estará em meu coração. Obrigada! A minha professora e orientadora deste
trabalho, Prof.ª. Dr.ª Silvana Fernandes Araújo, peço a Deus que a recompense à
altura.
Brenda D’ Paula Tavares
AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus, que me deu o dom da vida e me abençoa todos os


dias com o seu amor infinito.

Sou grata a minha mãe, Luzinete Lima, que batalhou muito para me oferecer uma
educação de qualidade, que acreditou em mim, nunca negou uma palavra de
incentivo, que enfrentou comigo tantas dificuldades para que eu pudesse estudar.

Ao meu esposo, José Nildo, que foi compreensivo com os momentos em que
permaneci distante, por cuidar muito bem de nossa filha, Ana Sofia.

Aos amigos e colegas, meu muito obrigada, por torcerem e vibrarem com a minha
conquista e me darem o suporte necessário para chegar até aqui.

Nayane Santos Silva


AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus, que me permitiu chegar até aqui, sem Ele essa conquista não
seria possível.

A Instituição de Ensino, Unama, a qual eu completei esse ciclo, por ter me dado o
suporte laboratorial para os testes deste trabalho, e por me fazer subir mais um degrau
de minha vida.

A todos os meus familiares, em especial a minha mãe, Silvia, por ter me apoiado, por
ter me incentivado, ter me dado forças quando eu já não a tinha, por cada vez em que
acordou de madrugada para orar por mim. Ao meu pai, Beto, por ter confiado em mim.
A minha madrinha e tia, Betinha, por ter me dado apoio financeiro, por ter me ajudado
a realizar o sonho de uma graduação. Aos meus tios, tias, primos e primas pela torcida
do meu sucesso.

Aos meus mestres, que me acrescentaram conhecimentos e contribuíram na minha


trajetória acadêmica, em especial minha orientadora, Silvana Araújo, por toda
paciência, dedicação, compreensão, pelo carinho com que tratou essa pesquisa.
Obrigada pelo apoio e por sempre dizer que tudo daria certo, e deu e, também, por
não desistir de nós.

Aos colegas que conquistei na trajetória do curso, em especial a Layane, por ter me
ajudado nos trabalhos e por cada madrugada de estudo para as provas durante os 8
semestres do curso.

Aos meus amigos de trabalho que me apoiaram em especial, a Mara, por sempre
mostrar o quanto eu poderia crescer, por sempre está ao meu lado nos momentos
mais tensos da minha vida.

A todos que me ajudaram direta e indiretamente e fizeram parte da minha formação


acadêmica, o meu muito obrigada!

Thayná Ohanna Moraes De Souza


RESUMO

O uso de plantas, com finalidades terapêuticas, vem sendo utilizadas para o


tratamento de diversas doenças por povos primitivos desde a antiguidade. A
Amazônia oferece um apreciável potencial de plantas com propriedades terapêuticas
dentre elas encontramos a Arrabidaea chica, conhecida popularmente como pariri. As
folhas de A. chica são de grande utilidade para o tratamento de diversas doenças
como cólicas intestinais, diarreia com sangue, inflamação, cicatrizante de feridas,
antioxidante, entre outros, devido aos compostos fenólicos encontrados na planta. Os
taninos são compostos fenólicos, produtos do metabolismo secundário da A. chica
podendo ser classificados em dois grupos: taninos hidrolisáveis e taninos
condensados ou proantocianidinas, segundo sua estrutura química. Podem ser
utilizados no tratamento de feridas, queimaduras e inflamações devido seu poder anti-
séptico em decorrência da capacidade de precipitar as proteínas das células
superficiais das mucosas e dos tecidos. A pesquisa teve como objetivo caracterizar
taninos a partir dos extratos secos e aquoso de A. chica fazendo uma breve revisão
bibliográfica, obtendo a coleta do material vegetal para realizar testes em extratos
utilizando cloreto férrico (FeCl3) e acetato de chumbo ( Pb(C2H3O2)2 ) para caracterizar
taninos de forma qualitativa. O teste com cloreto férrico 5% para determinar taninos
condensados foi positivo para os seguintes extratos: etanólico 70%, acetato de etila e
aquoso. Já o teste com acetato de chumbo para determinar taninos hidrolisados foi
positivo para os extratos aquoso e etanólico 70%. A mesma será de grande
contribuição, acrescentando conhecimentos sobre métodos de extração desses
compostos, além de mostrar o grande potencial farmacológico que a espécie pode
apresentar em decorrência da presença desses metabólitos.

Palavras-Chave: Arrabidaea chica. Taninos. Extratos. Cicatrizante. Compostos


fenólicos.
ABSTRACT

The use of plants, for therapeutic purposes, has been used for the treatment of several
diseases by primitive peoples since antiquity. The Amazon offers an appreciable
potential of plants with therapeutic properties among them we find Arrabidaea chica,
popularly known as pariri. The leaves of A. chica are very useful for the treatment of
various diseases such as intestinal colic, diarrhea with blood, inflammation, wound
healing, antioxidant, among others, due to the phenolic compounds found in the plant.
Tannins are phenolic compounds, products of secondary metabolism of A. chica and
can be classified into two groups: hydrolysable tannins and condensed tannins or
proanthocyanidins according to their chemical structure. They can be used in the
treatment of wounds, burns and inflammations because of their antiseptic power as a
result of the ability to precipitate the proteins of the superficial mucosal and tissue cells.
The objective of this research was to characterize tannins from the dry and aqueous
extracts of A. chica by making a brief bibliographical review, obtaining the vegetal
material to perform tests in extracts using ferric chloride (FeCl3) and lead acetate (Pb
(C2H3O2) 2) to characterize tannins qualitatively. The test with 5% ferric chloride to
determine condensed tannins was positive for the following extracts: ethanolic 70%,
ethyl acetate and aqueous. Already the test with lead acetate to determine hydrolyzed
tannins was positive for the aqueous and ethanolic extracts 70%. It will be of great
contribution, adding knowledge about methods of extraction of these compounds,
besides showing the great pharmacological potential that the species can present due
to the presence of these metabolites.

Keywords: Arrabidaea chica. Tannins. Extracts. Healing. Phenolic compounds.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1- Detalhe do material


vegetal.................................................................................. 20

Figura 2- Extratos vegetais de folhas de


pariri...................................................................................... 20

Figura 3- Teste com cloreto férrico 5% para taninos


condensados......................................................................... 21, 22

Figura 4- Teste de taninos com solução-reagente de acetato de


chumbo10%.......................................................................... 23

Figura 5- Teste para saponinas........................................................... 25


LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

A.chica - Arrabidaea chica


C- Celsius
g- gramas
IAN - Herbário da Embrapa Amazônia Oriental
MS - Ministério da Saúde
ml - mililitros
RENISUS- Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS)
SUS- Sistema Único de Saúde
UP’s- Úlceras de Pressão
Pb(C2H3O2)2 – Acetato de chumbo
FeCl3 – Cloreto férrico
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO................................................................................................ 12

2 REVISÃO DA LITERATURA................................................................... 13
2.1 DETERMINAÇÃO DE TANINOS................................................................. 15

3 OBJETIVOS..................................................................................... 17

3.1 OBJETIVO GERAL...................................................................................... 17


3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS........................................................................ 17

4 MATERIAL E MÉTODOS.................................................................... 18

4.1 COLETA DO MATERIAL VEGETAL............................................................ 18


4.2 IDENTIFICAÇÃO DO MATERIAL BOTÂNICO............................................ 18
4.3 OBTENÇÃO DOS EXTRATOS VEGETAIS................................................. 18
4.4 TESTE QUALITATIVO PARA TANINOS..................................................... 18
4.5 TESTE PARA SAPONINAS......................................................................... 19

5 RESULTADO E DISCUSSÃO............................................................. 20

6 CONCLUSÃO.................................................................................. 27

REFERÊNCIAS.................................................................................................. 28
12

1 INTRODUÇÃO

O uso de plantas com finalidades terapêuticas vem sendo utilizadas para o


tratamento de diversas doenças por povos primitivos desde a antiguidade. Essa
cultura foi passada de geração em geração até chegar aos dias de hoje. Porém, suas
propriedades tóxicas e curativas só foram descobertas porque o homem buscava por
alimento e ao serem experimentadas no combate às doenças revelaram seu potencial
curativo. (MARASCHI &VERPOORTE, 1999; ARAÚJO, et al., 2007)
A Amazônia oferece um apreciável potencial de plantas com propriedades
terapêuticas, embora a maioria seja pouco conhecida. Muitas destas espécies são
empregadas comumente pela população apenas com base na informação popular
(LOPES et al., 1996; ALMEIDA et al., 2002). Segundo Walsh (2003), cerca de três
bilhões de pessoas em todo o mundo ainda utilizam produtos obtidos de plantas
medicinais como forma primária de tratamento para doenças (TAFFARELLO, 2008).
De acordo com o RENISUS (Relação Nacional de Plantas Medicinais de
Interesse ao SUS, 2018) há, atualmente, uma lista composta de 71 nomes de plantas
medicinais, constituída pelo Ministério da Saúde (MS), que possuem interesse ao
SUS, dentre essas plantas encontramos a Arrabidaea chica. Esse programa é
constituído por plantas que possuem um potencial terapêutico de avançar nas cadeias
produtivas gerando produtos de interesse ao SUS e ao Ministério da Saúde.
No Brasil, já são realizados tratamentos medicinais, com medicações de origem
vegetal, por pacientes em tratamento de doenças crônicas ou fazendo uso de outros
medicamentos (ALEXANDRE et al., 2008). De acordo com Matos (1998) documentos
vêm sendo elaborados com o intuito de enfatizar o uso de fitoterápicos no sistema de
saúde pública.
A ação farmacológica das plantas medicinais é fruto dos metabólitos
secundários que são compostos químicos não essenciais ao organismo da planta
(DEWICK, 2006).
Logo, o presente estudo teve como objetivo, realizar uma breve revisão
bibliográfica sobre a utilização tradicional sobre o pariri, assim como, realizar teste de
caracterização de taninos em extratos obtidos desta espécie de ocorrência no
município de Ananindeua.
13

2 REVISÃO DA LITERATURA

A espécie Arrabidaea chica conhecida popularmente, pelos paraenses de pariri,


é muito utilizada para o tratamento de diversas doenças. Em outras regiões ela pode
apresentar outras denominações. Segundo Corrêa (1985) a A. chica também pode
ser conhecida como: crajirú, puca-panga, chica, cipó-cruz, cajurú, cipó-pau, paripari,
carapiranga, entre outras, podendo ser encontradas facilmente em feiras livres e em
mercados populares, porém algumas também são cultivadas em quintais residenciais.
Segundo Cronquist (1981), a espécie tem a seguinte classificação taxonômica:
pertence à divisão Magnoliophyta, classe Magnoliopsida, subclasse Asteridae, ordem
Scrophulariales, família Bignoniaceae, gênero Arrabidaea, onde se tem,
aproximadamente, 120 gêneros e 800 espécies que são encontradas, na sua maioria,
em regiões tropicais e subtropicais, com dois grandes centros de distribuição
geográfica, o Brasil e o Continente Africano.
No Brasil essa espécie tem prevalência desde a Região Amazônica até o Rio
Grande do Sul, regiões de Cerrado e de Mata Atlântica, não possuindo um habitat
único. (LORENZI et al., 2002; PAULLETI et al., 2003; SANDWICH & HUNT, 1974).
Os relatos etnobotânicos mostram que as folhas de Arrabidaea chica são de
grande utilidade para o tratamento de diversas doenças como as cólicas intestinais,
diarreia com sangue, anemia, inflamação uterina, além de ser usada, também, como
cicatrizante em feridas cutâneas. Apresenta ação anti-inflamatória, adstringente,
antianêmica, antitumoral, antifúngica, antibacteriana, antioxidante, entre outras
atividades farmacológicas (CHAGAS, 2013).
Todos esses benefícios se baseiam em torno de seus compostos fenólicos que
são metabólitos secundários presentes nas plantas e são amplamente distribuídos no
reino vegetal. Englobam desde moléculas simples até outras com alto grau de
polimerização, e podem estar presentes na forma livre, ligados a açúcares
(glicosídeos) e proteínas em diversas partes da planta (comestíveis e não
comestíveis), como nas sementes, frutos, folhas, cascas e raízes (SALDANHA, 2005).
Em geral, os compostos fenólicos são classificados nas seguintes categorias: 1)
fenóis, ácidos fenólicos e ácidos fenilacéticos; 2) ácidos cinâmicos, cumarinas,
isocumarinas e cromonas; 3) liganas; 4) dez grupos de flavanóides; 5) ligninas; 6)
taninos; 7) benzofenonas, xantonas e estilbenos; 8) quinonas; 9) betacianinas.
(CARRASCO-PANCORBO et al., 2005).
14

Tais compostos são considerados um dos grupos bioativos responsáveis por


vários efeitos benéficos à saúde através de diversos mecanismos, o modo de ação
mais citado seria com relação à sua atividade antioxidante, devido à sua habilidade
de sequestrar espécies reativas de oxigênio e quelar íons metálicos. Acredita-se que
a biodisponibilidade e a atividade biológica destes compostos estão diretamente
relacionadas com sua estrutura química. (MONTEIRO et al., 2007).
A A. chica é uma planta rica em flavonóides, sendo encontrados outros
fenólicos, antraquinonas, esteroides, triterpenos e saponinas (CHAGAS, 2013).
Podem ser encontradas flavonas como a carajurina e a carajurona que são dois
pigmentos, sendo a carajurina o constituinte principal das propriedades tintoriais desta
espécie (GRENARD, 1987). Esses pigmentos se apresentam em tons de vermelho-
escuro ou vermelho-tijolo e os índios usam na elaboração de tatuagens e para tingir
peças artesanais, fazem uso medicinal em modo de infusão para tratamento de
conjuntivite aguda ou em forma de pasta como repelente.
A propriedade antioxidante dos flavonóides foi o primeiro mecanismo de ação
estudado, em especial no que diz respeito ao seu efeito protetor contra doenças
cardiovasculares. Os mesmos têm se mostrado eficientes captadores da maioria dos
tipos de moléculas oxidantes, incluindo o oxigênio singlete e vários radicais livres,
envolvidos em diversas doenças crônicas degenerativas. (MONTORO et al., 2005;
BRACA et al., 2003).
Outra classe de metabólitos secundários que podem ser encontrados na A.
chica são os taninos, que segundo Mello (2001) são compostos fenólicos solúveis em
água, porém possuem a capacidade de formar complexos insolúveis com proteínas,
gelatinas e alcalóides, podendo ser encontrados em plantas, alimentos e bebidas.
Os taninos podem ser classificados em dois grupos: taninos hidrolisáveis e
taninos condensados ou proantocianidinas, segundo sua estrutura química. Os
hidrolisáveis são formados por ésteres de ácidos gálicos e ácidos elágicos
glicosilados, formados a partir do chiquimato. Já os taninos condensados são
facilmente encontrados no reino vegetal e são constituídos por polímeros de flavan-3-
ol e/ou flavan-3,4-diol, sendo produtos metabolizados do fenilpropanol. As
proantocianidinas são assim denominadas devido apresentarem pigmentos
avermelhados da classe das antocianidinas como as cianidina e delfinidina
(HELDT,1997; BRANDES &FREITAS, 1992).
15

Esses compostos são responsáveis pela adstringência de muitos frutos, que


quando presente em grandes quantidades confere-lhe esse tipo de característica. Os
estudos realizados para a produção de drogas usando taninos estão relacionados com
suas propriedades adstringentes que por via interna exercem efeito antidiarreico e
anti-séptico e por via externa impedem a passagem de líquidos para as camadas mais
expostas da pele e mucosas, protegendo as camadas subjacentes (BRUNETON,
1991). Essa sensação de adstringência é gerada devido à capacidade dos taninos de
precipitarem proteínas (DEGÁSPARI e WASZCZYNSKYJ, 2004) proporcionando,
assim em efeito antimicrobiano e antifúngico.
A medicina tradicional utiliza plantas, ricas em taninos, no tratamento de
diversas doenças como: diarreias, hipertensão arterial, reumatismo, hemorragias,
problemas estomacais, renais, do sistema urinário e processos inflamatórios
(SANTOS; MELLO, 1999). De acordo com Haslam (1996) os taninos, também podem
ser utilizados para tratar feridas, queimaduras e inflamações devido seu poder
cicatrizante em decorrência da capacidade de precipitar as proteínas das células
superficiais das mucosas e dos tecidos, formando uma camada protetora sobre a pele
ou mucosa danificada.

2.1 DETERMINAÇÃO DE TANINOS

Para se determinar o teor de taninos vegetais são usados diversos tipos de


ensaios, tais como os ensaios de precipitação de metais e proteínas ou por meio de
métodos colorimétricos, sendo esses os mais comuns. Alguns autores afirmam que
os métodos colorimétricos são os mais utilizados para análise de taninos, embora
hajam críticas feitas devido há alguns ensaios colorimétricos que são usados para
quantificar grupos de taninos específicos, sendo que esse método é muito utilizado
para analisar taninos de um modo geral, detectando somente grupos galoil e
hexaidroxidifenóis (HHDP) (CASTEJON, 2011). Sendo assim, o método mais
adequado para determinar taninos são os ensaios com precipitação de proteínas
(CHAGAS, 2012).
O método de Folin-Denis, dentre os métodos colorimétricos é muito utilizado
para determinar taninos, embora não seja específico para distinguir os compostos
fenólicos dos materiais redutores ou antioxidantes (SCHOFIELD, 2001).
16

O butanol-HCl e o vanilina são métodos utilizados para quantificar os taninos


condensados (LIMA, 2004). Segundo Schofield e colaboradores, alguns fatores
podem influenciar no método de vanilina, no qual, seu sucesso dependerá do tipo de
solvente, da concentração e natureza do ácido, do tempo da reação, temperatura e
concentração da vanilina (SCHOFIELD, 2001).
Os testes de cloreto férrico (FeCl3) e acetato de chumbo são testes qualitativos
com finalidade de simplificar e facilitar a caracterização de taninos, sendo um teste de
reação de oxidação e/ou de precipitação de taninos, podendo identificar taninos
condensados e hidrolisados (BRASIL, 1959). Por serem testes de baixo custo e de
fácil manipulação, o teste de cloreto férrico e acetato de chumbo foram utilizados, no
presente estudo, para caracterização de taninos nas folhas de A. chica. Os taninos
“são compostos facilmente oxidáveis, tanto através de enzimas vegetais específicas
quanto por influência de metais, como cloreto férrico, o que ocasiona o escurecimento
de suas soluções.” (AMORIM, 2005).
17

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Realizar a caracterização fitoquímica de taninos em extratos secos de pariri


(Arrabidaea chica).

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Coletar material para análise em área residencial no município de


Ananindeua
 Produzir os extratos secos a partir das folhas de pariri;
 Realizar a caracterização química dos taninos por via úmida;
18

3 MATERIAL E MÉTODOS

O estudo realizado foi de cunho exploratório descritivo, com intuito de levar


conhecimento mais aprofundando sobra à espécie em questão, tendo em vista que
há poucos estudos sobre o pariri em nossa região.

3.1 COLETA DO MATERIAL VEGETAL

As folhas de pariri (Arrabidaea chica) foram coletadas em outubro de 2018, no


município de Ananindeua- PA, em um quintal residencial localizado no Conjunto
Cidade Nova II ( Latitude: 01º 21' 56" S; Longitude: 48º 22' 20" W), no bairro do
Coqueiro. A secagem das folhas foi realizada em estufa (da marca QUIMIS) de
secagem e esterilização, com circulação de ar mecânica, a 30 °C, por 72 horas.

3.2 IDENTIFICAÇÃO DO MATERIAL BOTÂNICO

As amostras foram identificadas no Herbário IAN da Amazônia Embrapa


Oriental, para o depósito de exsicata.

3.3 OBTENÇÃO DOS EXTRATOS VEGETAIS

Foi realizada maceração a frio em bancada em diferentes solventes orgânicos:


hexano, acetato de etila, etanol 70% e aquoso. Os solventes eram trocados a cada 24
h. O extrato aquoso foi obtido por meio de decocção sendo usadas 6 folhas secas e
inteiras da A. chica, deixando em água fervente por 5 minutos.

3.4 TESTE QUALITATIVO PARA TANINOS

A análise de taninos foi realizada segundo metodologia de Matos (1988)


através de 2 testes: pelo cloreto férrico 5% e acetato de chumbo a 10%.
Com o cloreto férrico a 5% em água eram gotejados 4 gotas do reativo em cada
extrato. A identificação de taninos era através de desenvolvimento de coloração:
19

verde-castanho, presença de taninos condensados; azul: presença de taninos


hidrolisados.
Para pesquisa específica de taninos hidrolisados foi utilizado 5 mL de cada
extrato; 10mL de solução de ácido acético a 10% e 10 mL de solução de acetato de
chumbo a 10%
.
3.5 TESTE PARA SAPONINAS

Em um tubo de ensaio foi colocado 2 mL do extrato etanólico e em outro tubo


foi colocado 2 mL de extrato aquoso. As amostras foram colocadas em banho-maria
(CIENLAB) por 2 minutos e posteriormente submetidas à agitação por 15 segundos
para observar formação de espuma. Permanência de espuma por 15 minutos
caracteriza-se como positivo para saponinas.
20

4 RESULTADO E DISCUSSÃO

O material vegetal (figura 1) coletado no município de Ananindeua confirmou


ser a espécie vegetal em questão, pois foi identificada no laboratório do herbário da
Embrapa Amazônia Oriental através de comparação com exsicatas do acervo do
herbário, sob o registro de nº IAN: 197524. A análise foi supervisionada pela
pesquisadora Silvane Tavares Rodrigues.

Figura 1 - Detalhe do material vegetal

Fonte: Própria (2018).

A partir das folhas de pariri, foram realizadas extrações em diferentes solventes


orgânicos (figura 2), como forma de selecionar as classes metabólicas de interesse.
Os solventes utilizados foram hexano, acetato de etila, etanol 70% e extrato aquoso
(obtido por infusão das folhas secas).

Figura 2 - Extratos vegetais obtidos das folhas de pariri.


1 – hexano; 2- acetato de etila; 3 – etanol 70% e 4 – aquoso.

Fonte: Própria (2018).


21

A partir dos extratos obtidos foram realizados os testes de caracterização


química. A composição química de um extrato pode ser conhecida através de testes
químicos qualitativos rápidos e de baixo custo, sugerindo as possíveis classes de
metabólitos secundários de interesse. Estes testes são baseados em reações
químicas que resultam no aparecimento de cor e/ou precipitados nas amostras
investigadas (MATTOS, 1997; SIMÕES et al, 2004).
A caracterização da presença de taninos em drogas vegetais pode ser
realizada por meio de reações de coloração ou precipitação. Dentre elas, temos o
teste com o cloreto férrico e o acetato de chumbo.
A partir do teste com solução de cloreto férrico a 5% em água, foi possível
visualizar presença de taninos condensados nos extratos: acetato de etila, etanol 70%
e aquoso. Entretanto, no extrato hexânico não houve mudança de coloração sendo
negativo para presença de taninos condensados (figura 3). Isso ocorre devido esses
compostos fenólicos serem facilmente oxidáveis, o que ocasiona o escurecimento das
soluções quando entram em contato com enzimas vegetais específicas ou quando
sofrem influência de metais, no caso o cloreto férrico (MONTEIRO, 2005).

Figura 3 – Teste com cloreto férrico 5% para taninos condensados

A B

A: 1 – Extrato hexânico; 1A – Extrato B: 2 – Extrato acetato de etila; 2A –

hexânico com reagente de cloreto Extrato acetato de etila com reganete de

férrico 5% sem alteração de cor, sendo cloreto férrico, apresentando discreta

negativo ara presença de taninos mudança de coloração para o verde-

condensados. castanho, indicativo de taninos


condensados.
22

C D

C: 3 – Extrato etanol 70%; 3A – D: 4 – Extrato aquoso; 4A –


Extrato etanol 70% com Extrato aquoso apresentando
reagente de cloreto férrico 5% coloração castanho também
apresentando mudança de indicativo da presença de
coloração marrom taninos.
característico para taninos
condensados.

Fonte: Própria (2018).

Para avaliar se havia presença de taninos hidrolisados, foi utilizado o teste com
acetato de chumbo 10% em todos os extratos, sendo positivo nos extratos etanol 70%
e aquoso apresentando precipitado branco característico para taninos hidrolisados
(figura 4).

Figura 4 – Teste de taninos com solução-reagente de acetato de chumbo 10%


23

A A: 3- Extrato etanol 70%; 3B –


Extrato com solução-reagente
de acetato de chumbo 10%
com formação de precipitado
branco característico.

B B: 4- Extrato aquoso; 4B-


Extrato com solução-reagente
de acetato de chumbo 10%
com presença de precipitado
branco.

C C: Detalhe do teste realizado,


sendo possível visualizar a
formação do precipitado branco
confirmando a presença de
taninos hidrolisados.

Fonte: Própria (2018).

O estudo feito por Soares et al. (2016), mostra a utilização de extrato etanólico
das folhas de A. chica, o qual continha taninos e flavanóides, para produção de um
sabonete líquido com a finalidade de auxiliar na prevenção das UP’s (Úlceras de
24

Pressão), devido suas atividades farmacológicas comprovadas cientificamente como


anti-inflamatória, adstringente, cicatrizante, antibacteriana e antioxidante (OLIVEIRA,
2009).
Outro estudo feito por Oliveira et al (2009) mostra que o extrato aquoso de A.
chica foi utilizado no tratamento de edema induzido por venenos de serpentes
amazônicas cujo resultado sugeriu que há substâncias com atividade inibitória sobre
efeitos inflamatórios, o que pode ser um indicativo de presença de metabólitos
secundários como taninos e flavanóides por terem seu efeito anti-inflamatório
comprovado cientificamente. Estudo feito por Ribeiro (2008) com extrato etanólico
bruto de A. chica apresentou atividade antibacteriana contra S. áureos e E. coli e
antifúngica contra a levedura C. albicans.
Os resultados obtidos se assemelham aos relatos da literatura. De acordo com
Soares et al (2016) mostra a presença de taninos no extrato etanólico de A. chica.
Tafarello (2008) também faz menção da presença de taninos nas folhas do pariri.
Ribeiro (2008) também encontrou taninos no extrato etanólico bruto e citou autores
como Estrela (1995), Vieira (1998) e Albuquerque (1989) que, também, encontraram
taninos na A. chica.
Oliveira et al (2009) cita outros estudos que isolaram taninos e outros
metabólitos secundários das folhas de pariri, porém a quantidade de estudos sobre
taninos ainda é escassa frente as propriedades que esses compostos apresentam e
sua importância para tratamentos de diversas doenças.
Com o objetivo de ampliar o conhecimento das possíveis classes metabólicas
nessa espécie de ocorrência no município de Ananindeua, foi realizado o teste para
saponinas em todos os extratos, sendo positivo apenas no extrato aquoso (figura 5).

Figura 5 - Teste para saponinas. A- Aquecimento por 2 minutos; B - Detalhe de


formação de espuma persistente após 15 minutos estabelecidos, após agitação.
25

Fonte: Própria (2018).

Saponinas são substâncias que também possuem fatores adstringentes e


antinutricional, assim como os taninos (CASTEJON, 2011). Apresentam, em sua
estrutura, uma parte lipofílica (aglicona) e uma parte hidrofílica, formada por um ou
mais açúcares que em solução aquosa formam uma espuma persistente (SCHENKEL
et al., 2001 apud CASTEJON, 2011). Possuem a capacidade de complexar com
esteroides explicando assim a sua ação antifúngica (CUNHA & ROQUE, 2005).
As saponinas são utilizadas como expectorantes e diuréticas (SIEDENTOPP,
2008). Porém seu mecanismo de ação não está bem esclarecido. Também são
utilizadas como adjuvantes para ajudar no aumento da absorção de medicamentos
(CASTEJON, 2011).
Os resultados obtidos nos testes realizados no presente estudo se
assemelham aos relatos da literatura, tendo em vista os estudos feitos por RIBEIRO
(2008) em extratos etanólicos brutos que pode se observar a presença de saponinas.
Tafarello (2008) também menciona a presença de saponinas nas folhas de pariri.
Alves et al (2008) também relata a presença de saponinas nas folhas de pariri.
Apesar de a literatura apresentar poucos estudos sobre as saponinas como
metabólitos secundários da A. chica é válido aprofundar mais o estudo dentro desses
metabólitos e sua importância para o ser humano, sendo que esse metabólito possui
propriedades farmacológicos de grande importância.
26
27

5 CONCLUSÃO

A determinação fitoquímica do pariri apresentou resultado positivo para os


seguintes metabólitos secundários avaliados nesse estudo: taninos condensados,
taninos hidrolisados e saponinas.
De acordo com os resultados obtidos nos ensaios realizados, foi possível
concluir que o pariri apresentou, qualitativamente, taninos e saponinas. Porém,
estudos relatam outros compostos fenólicos isolados como: flavanoides, fito-esteróis,
antraquinonas, triterpenos.
Os metabólitos secundários encontrados no pariri são de grande importância
frente às suas propriedades farmacológicas comprovadas, podendo, futuramente, ser
usado como meio de tratamento alternativo dentro do SUS.
O pariri se mostrou muito eficaz nos testes apresentado pela literatura, frente a
quantidade de substâncias secundárias encontradas na espécie, é uma planta com
grande potencial terapêutico.
Dessa forma, vale ressaltar que mais estudos devem ser realizados com essa
espécie para verificar a possibilidade de uma fonte alternativa de taninos e saponinas,
além de poder ser usada como matéria-prima para fabricação de novos medicamentos
fitoterápicos.
28

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