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DIREITO

CIVIL

Seção 1

ESPELHO DE CORREÇÃO

Seção 1

DIREITO CIVIL

Na prática!

A petição adequada à defesa dos interesses de Gisele é a petição inicial, devendo ser nomeada Ação de Indenização e Condenação em Obrigação de Fazer com Pedido de Tutela de Urgência. Isso porque você pretende conquistar para sua cliente a devida indenização pelos danos patrimoniais e morais suportados por ela, e também busca pela condenação de Matilde, para retirar os vídeos ofensivos que permanecem disponíveis nas redes sociais. Considere-se, ademais, que não há razões para esperar até a sentença para a retirada dos vídeos ofensivos, e estão presentes os requisitos para concessão da tutela de urgência.

Para elaboração dessa peça processual, quanto ao direito material aplicável, em primeiro lugar, você deve expor a base da responsabilidade civil. Como visto, os arts. 186 e 927, ambos do Código Civil de 2002, explicitam esse mecanismo, e a transcrição destes ou uma referência apropriada na petição é imprescindível. Não se esqueça, a propósito, de fundamentar o dano moral, que além de estar presente no art. 186, do Código Civil, encontra previsão no art. 5º, incisos V e X, da Constituição Federal de 1988, sendo de extrema importância mencionar esses dispositivos.

O endereçamento da petição, por meio do qual já é possível identificar o foro competente para o ajuizamento, deve levar em consideração a regra especial, segundo a qual, se o objeto da ação for a reparação do dano, é competente o juízo do lugar do fato que gerou o dano. Trata-se de regra prevista no art. 53, III, “a”, do CPC. E como os vídeos foram gravados por Matilde em Rainha/RJ, o local onde ela reside pode ser considerado o local de geração do dano. No mais, também é válida a regra geral do art. 46, caput, do CPC, segundo a qual o juiz do foro do domicílio do réu é competente para ações que versam sobre direito pessoal. Assim, a “Vara Cível da Comarca de Rainha/RJ” seria uma indicação adequada.

Oportunamente, diga-se que não seria adequado indicar o Juizado Especial Cível como juízo competente, pois será necessária a produção de prova pericial, o que demonstra a complexidade da prova a ser produzida. Conforme disposto no art. 3º, caput, da Lei nº 9.099/95, nele não são processadas causas de maior complexidade. E isso sem contar, aliás, que os valores versados na petição inicial de Gisele superam em muito

o teto de 40 (quarenta) salários mínimos, previsto para o procedimento do Juizado, conforme o art. 3º, I, da Lei nº 9.099/95.

Com relação à obrigação de fazer, deve ser apontado o art. 497, do CPC, como o fundamento legal para a formulação de pedidos consistentes em obrigações de fazer ou não fazer. No caso, pretende-se que Matilde seja condenada a retirar os vídeos ofensivos. E mais: mencione e discorra sobre o art. 300, caput e § 1º, do CPC, que apresenta os três requisitos para a concessão da tutela de urgência, a saber: (a) probabilidade do direito, (b) perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo e (c) reversibilidade da medida.

Especificando-se os danos, sabemos que ocorreram danos patrimoniais, desdobrados em emergentes e em lucros cessantes. Em razão das ofensas realizadas por Matilde, as empresas “Linda Moça” e “Mais Amor”, que pagavam mensalmente, cada uma, R$ 50.000,00 a Gisele, deixaram de patrociná-la. Como ambas não retornaram por cinco meses, o prejuízo total corresponde a R$ 500.000,00 (5 x 100.000,00). E mais: a empresa “Mais Amor”, além dos cinco meses, ficaria por mais três, e essa falta significou um prejuízo de R$ 150.000,00 (3 x 50.000,00) para Gisele, a título de lucros cessantes (art. 402, CC/2002). Note, ainda, que quanto à queda do número de seguidores, não há como apurar sem a prova pericial o valor exato, motivo pelo qual deve ser realizado um pedido genérico de indenização por dano patrimonial, na forma do art. 324, § 1º, II, CPC, sobretudo porque a indenização se mede pela extensão do dano (art. 944, CC/2002). Quanto ao valor do dano moral, aponte valores entre R$ 30.000,00 e R$ 50.000,00, lembrando-se de que esse pedido não vinculará o juiz, que poderá analisar o caso concreto e arbitrar um valor diverso para indenização pelos danos morais.

Pouco adiante, para chegar ao valor da causa, some os valores que efetivamente apontou como pretendidos (arts. 292, V e VI, CPC) e ressalve a questão do pedido a ser apurado após perícia ao longo da petição, para que o juiz tome nota dessa situação.

Assim, ao final da petição, faça os pedidos pela concessão da tutela de urgência (art. 300, caput e § 1º), pela produção de prova testemunhal (art. 442, CPC) e pericial (art. 464, CPC); requeira a ratificação da tutela de urgência concedida e a condenação da parte requerida ao pagamento das indenizações e em obrigação de fazer. Logo após, aponte o valor da causa, indique o local (município de Gisele), a data em que redigiu a petição, o nome completo e seu número da OAB, acompanhado da expressão assinado digitalmente.

Questão de ordem!

EXCELENTISSÍMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Art. 53, III, “a”, CPC/15

Art. 319, CPC/15

VARA CÍVEL DA COMARCA DE RAINHA,

GISELE [nome completo], [estado civil ou existência de união estável], [profissão], [número do CPF], [endereço eletrônico], [endereço completo], devidamente representada por seu advogado abaixo indicado (procuração anexa), vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência ajuizar a presente

Ação de Indenização e Condenação em Obrigação de Fazer com Pedido de Tutela de Urgência

em face de MATILDE [nome completo], [estado civil ou existência de união estável], [profissão], [número do CPF], [endereço eletrônico], [endereço completo], pelas motivos fáticos e fundamentos jurídicos expostos a seguir.

1. DOS FATOS

Gisele, autora da presente ação, é profissional que atua como influenciadora digital, no ramo de cosméticos, e divulga seu trabalho por meio de um canal, em uma famosa rede social da internet, e por si própria administrado. Por sua vez, Matilde também atua no mesmo ramo, administrando outro canal digital.

A autora, que contava com 5 (cinco) milhões de seguidores em seu canal, foi surpreendida por acusações graves realizadas em outro canal, administrado e apresentado por Matilde. Esta afirmou publicamente que a autora realizou campanha pela erotização de crianças. A requerida acusou a autora de ensinar crianças a fazerem maquiagens vulgares e a se vestirem como se fossem adultas.

Em virtude dessa acusação, a autora passou a sofrer severas ofensas por seus próprios seguidores, na rede mundial de computadores. Além disso, o número de seus seguidores “despencou” de 5 (cinco) milhões para 3 (três) milhões, sendo que essa queda significa perdas materiais à autora, as quais deverão ser apuradas por perito, haja vista Gisele não dispor de recursos e conhecimento suficientes para tal apuração sem ajuda de um expert. Deve-se considerar a perda do valor da marca,

a diminuição da monetarização das visualizações e a queda no crescimento do canal, que muito perdeu de seu sucesso, certamente.

E ainda há mais: Gisele deixou de ganhar, por 5 (cinco) meses, valores que recebia mensalmente de suas empresas patrocinadoras, chamadas “Linda Moça” e “Mais Amor”, conforme demonstrado pelos contratos anexos. De cada empresa, por mês, Gisele recebia R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), motivo pelo qual os danos patrimoniais emergentes equivalem a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais).

Aponte-se, ademais, que após desmentir os dizeres de Matilde, Gisele retomou o patrocínio da empresa “Linda Moça”, porém, a empresa “Mais Amor” não voltou a ser sua patrocinadora, e conforme o contrato anexo, ainda haveria vínculo de patrocínio por mais 3 (três) meses, para além dos 5 (cinco) já perdidos até agora, se o contrato não tivesse sido rescindido pela empresa em razão das mentiras contadas por Matilde. Por essa razão, vislumbra-se o dano patrimonial, a título de lucros cessantes, no valor equivalente a R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais).

Outro ponto importante reside no fato de que Gisele foi severamente abalada em seu estado emocional, porque passou a ser ofendida por seguidores que, de admiradores, passaram a ser críticos, disseminando notícias de que ela não teria respeito por crianças e que até mesmo representaria um risco a estas. Nesse sentido, houve violação ao direito da personalidade de Gisele, abalada em sua integridade emocional e em sua honra, que foi manchada em razão da difamação perpetrada por Matilde. O dano moral a ser indenizado é evidente, sugerindo-se desde já sua fixação no valor de R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais), com base em recentes entendimentos jurisprudenciais de casos análogos.

Por fim, anote-se que os vídeos nos quais Matilde veiculou as acusações contra Gisele continuam disponíveis nas redes sociais, sendo possível seu acesso a quaisquer usuários, perpetuando-se as injustas acusações e prejuízos consequentes. Pretende-se a retirada imediata desses vídeos, por tratar-se de medida de justiça.

2. FUNDAMENTOS JURÍDICOS

2.1. Responsabilidade Civil: danos patrimoniais (emergentes e lucros cessantes) e morais

Inicialmente, deve-se registrar que estão presentes os elementos da responsabilidade civil, em conformidade com os arts. 186 e 927, ambos do Código Civil de 2002. Ou seja, são perceptíveis a

conduta, pois Matilde proferiu acusações em vídeos contra Gisele; o dano, a ser detalhado pouco adiante, desdobrado em patrimonial e moral; o dolo, pois Matilde, propositalmente, difamou Gisele;

e o nexo causal, pois a conduta da requerida é justamente a causa dos resultados danosos suportados pela parte autora.

Sobre os lucros cessantes, referentes ao prejuízo de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), ressalte-se o disposto no art. 402, do Código Civil de 2002, e o fato de que há vasta prova documental no sentido de que Gisele certamente receberia esse valor, não fossem as ofensas realizadas por Matilde, que culminaram na rescisão contratual por parte da empresa “Mais Amor”.

Deve-se apontar, ainda, que em virtude da queda do número de seguidores – de cinco para três milhões –, Gisele sofreu perdas econômicas (danos patrimoniais) que não consegue mensurar no presente momento, sendo necessária a realização de prova pericial para tal apuração. Registre-se a possibilidade de realizar pedido genérico, com base no art. 324, § 1º, II, do CPC. Sobre a prova pericial, prevista no art. 464, do CPC, não seria caso de incidência de seu § 1º e incisos, pois a prova depende de conhecimento técnico, não há outras provas produzidas nesse sentido e a verificação é praticável.

Com relação aos danos morais, é de extrema importância transcrever o disposto no art. 5º, V e X, da Constituição Federal de 1988, respectivamente: “é assegurado o direito de resposta,

proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem” e “são invioláveis

a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo

dano material ou moral decorrente de sua violação” (BRASIL, 1988, [s.p.]). É inegável a base jurídica para o pedido indenizatório por danos morais, conforme realizado na presente peça exordial.

2.2. Obrigação de Fazer e Tutela de Urgência

O art. 497, do CPC, preconiza o seguinte: “Na ação que tenha por objeto a prestação de

fazer ou de não fazer, o juiz, se procedente o pedido, concederá a tutela específica ou determinará providências que assegurem a obtenção de tutela pelo resultado prático equivalente” (BRASIL, 2015, [s.p.]).

Assim, sendo perfeitamente possível o pedido de condenação de Matilde em obrigação de fazer, para que esta seja compelida a retirar das redes sociais os vídeos por meio dos quais divulgou ofensas referentes a Gisele. E essa ordem, ressalte-se, pode ser concedida já em sede de tutela de urgência.

O art. 300, do CPC, assim dispõe: “A tutela de urgência será concedida quando houver

elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil

do processo”; e o § 3º desse artigo aponta o seguinte: “A tutela de urgência de natureza antecipada

não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão” (BRASIL, 2015, [s.p.]).

No presente caso, a probabilidade do direito é evidente, seja pelos vídeos anexados à petição inicial, seja pelos documentos e fotografias acostados, os quais, aliados à narração fática, explicitam claramente o direito que tem a autora de proteger seus direitos da personalidade. Quanto ao perigo de dano, certamente, por quanto mais tempo permanecerem disponíveis as ofensas nos vídeos, Gisele sofrerá cada vez mais prejuízos em sua imagem. Por fim, aponte-se que é perfeitamente reversível a decisão, sendo simplesmente possível que, não dada razão à parte autora, os vídeos podem ser disponibilizados novamente por Matilde.

Assim, pretende-se a concessão da tutela de urgência, para que seja a requerida compelida a retirar, imediatamente, os vídeos exibidos nos seguintes endereços eletrônicos: [endereços completos], sob pena de ser fixada multa diária, para o caso de descumprimento da decisão.

3. DOS PEDIDOS

Posto isso, a parte autora pugna pela integral procedência da presente ação e, em especial, requer o deferimento dos seguintes pedidos:

3.1. Tutela de urgência. A concessão da tutela de urgência, nos moldes do art. 300, caput

e § 1º, do CPC, para que seja a parte requerida obrigada a retirar, em prazo adequado a ser fixado por

este Ilmo. Juízo, os vídeos que veiculam injustas ofensas à autora, exibidos nos seguintes endereços eletrônicos: [endereços completos]. Descumprida a ordem, requer-se a fixação de multa diária.

3.2. Citação. A citação pelo correio, nos moldes dos arts. 246 e 248, ambos do CPC/2015,

para que a requerida compareça à audiência de conciliação e mediação na data a ser designada e para

que, em querendo, apresente contestação, sob pena de revelia, conforme previsto no art. 344, do CPC.

3.3. Produção de Provas. Requer-se a produção de todos os meios de prova admitidos em

direito e, em especial, a produção de prova testemunhal, conforme art. 442, do CPC, para demonstrar

a presença dos elementos da responsabilidade civil, e de prova pericial, de acordo com o art. 464, do CPC, para que seja nomeado perito hábil a apurar a extensão do prejuízo econômico resultante da diminuição do número de seguidores no canal virtual da parte autora.

3.4. Confirmação da Tutela de Urgência e Condenação. Pretende-se a confirmação da

tutela de urgência; e de todo modo, pugna-se pela procedência integral da presente ação, especialmente, para o fim de que seja condenada a parte requerida em obrigação de fazer, para que

retire os vídeos ofensivos das redes sociais; ao pagamento de danos patrimoniais (danos emergentes e lucros cessantes), no valor de R$ 650.000,00, bem como no valor a ser apurado após realização de perícia (pedido genérico, conforme art. 324, § 1º, II, CPC), e ao pagamento de R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais), a título de danos morais.

3.5. Condenação em Custas e Honorários. Requer-se a condenação da parte requerida ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, em conformidade com o disposto no art. 85, do CPC.

Informa-se o devido recolhimento das custas processuais iniciais.

Atribui-se à causa o valor de R$ 695.000,00 (seiscentos e noventa e cinco mil reais), com base no art. 292, V e VI, do CPC.

Termos em que pede deferimento.

Rainha/RJ, dia/mês/ano.

Nome do Advogado e Número de Inscrição na OAB

[Assinado digitalmente]

Resolução comentada

1.

Quando nosso cliente alega ter suportado prejuízos patrimoniais e morais, como devemos instrumentalizar o Direito Civil e o Direito Processual Civil em seu favor? R.: Devemos utilizar

responsabilidade civil, com relação ao Direito Civil, como instrumento hábil à reparação de danos materiais e à compensação por danos morais ou extrapatrimoniais diversos. Com

a

relação à seara processual, a petição inicial, no caso telado, é a peça processual cabível.

2.

O

que fazer quando não consigo mensurar a extensão de algum dano alegado por meu cliente?

R.: É possível a formulação de pedido genérico, desde que não seja possível, desde logo,

mensurar as consequências de determinado fato. Em alguns casos, pode ser necessário o requerimento de produção da prova pericial, para que um expert auxilie as partes na apuração do valor indenizatório.

3.

A

tutela de urgência pode ser requerida em quaisquer hipóteses, bastando que meu cliente

tenha pressa na solução de seus problemas? R.: Não, é necessário o preenchimento dos requisitos constantes no art. 300, caput e § 1º, do CPC, sendo estes: (a) a probabilidade do direito, (b) o perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo e (c) a reversibilidade da medida.

4.

Sobre o dano moral, afinal, como posso dizer quando este está ou não presente? R.: Pode-se

afirmar, com segurança, que se vislumbrada a ocorrência de violações a direitos da

personalidade, ocorre o dano moral. Isso não significa que haverá, automaticamente, o dever de indenizar, que somente estará presente quando constatados os necessários elementos da responsabilidade civil.

5.

Com relação ao valor da causa, se eu não conseguir apurar a extensão dos pedidos e realizar algum pedido genérico, como devo apontar esse valor ao juiz de maneira correta? É possível

a alteração desse valor em momento posterior? R.: Aponte o valor da causa como sendo o

resultante da soma de seus pedidos, mesmo que exista pedido de indenização por danos morais entre eles. Se algum pedido for genérico, deixe essa informação clara na petição, para que, quando apurado o valor correto, seja realizada a alteração (que pode ser feita de ofício pelo juiz), para fins de fixação de custas processuais e honorários sucumbenciais eventualmente.

Referências

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em: 1º jun. 2019.

Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995. Dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9099.htm>. Acesso em: 1º jun. 2019.

Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm>. Acesso em: 1º jun. 2019.

Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm>. Acesso em: 1º jun. 2019.