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domingo, 24 de novembro de 2013

Penal ll Casos 1 ao 16 Corrigidos

Caso Concreto Semana 1 - Direito Penal II

Questão 1

Hercílio e Arnaldo, em unidade de desígnios e fortemente armados, no dia 15 de março de


2011, por volta das 23h, invadiram a residência de Hélio e Maria Rosa, na zona rural de Nova
Iguaçu de Goiás, amarraram o casal e seus dois filhos, Vitória e Lélio, de 12 e 8 anos, cerceando
sua liberdade pelo período de duas horas, causando-lhes extremo temor e traumas indeléveis.
Durante o referido lapso temporal, os agentes vasculharam toda a casa e separaram alguns
bens que a guarneciam (televisão, aparelho de som e alguns eletrodomésticos) para posterior
subtração. Findo este prazo, levaram o casal à área externa da residência, com mãos e pés
amarrados, os obrigaram a se ajoelhar no gramado e desferiram-lhes dois tiros pelas costas,
tendo as vítimas morrido instantaneamente. Do feito, Hercílio e Arnaldo restaram denunciados
e condenados pelos delitos de latrocínio consumado (roubo seguido de morte) em concurso
formal de crimes. Inconformados com a decisão proferida, interpuseram apelação criminal
com vistas à reforma do julgado e conseqüente descaracterização da incidência do art.70, do
Código Penal, sob o argumento de que apenas ocorrera uma subtração patrimonial e a morte
de duas vítimas, o que configuraria crime único de latrocínio e não concurso formal impróprio.
Ante o exposto, com base nos estudos realizados sobre o tema concurso de crimes?responda
de forma objetiva e fundamentada: A pretensão dos agentes é procedente?

Apesar de o latrocínio ser um crime patrimonial (roubo seguido de morte) a súmula 610 do STF
dá uma valoração maior a morte, e assim concluímos que teremos tantos latrocínios quanto
forem as mortes. Assim, no caso em questão por terem agido mediante uma só conduta de
roubo ao patrimônio do casal concorreram em duas mortes dolosas, caracterizando um
concurso formal imperfeito. Art. 70 segunda parte CP.

A jurisprudência orienta que, no caso de haver duas mortes e uma subtração há concurso
formal impróprio, já que há dois homicídios praticados.

Uma subtração patrimonial e duas mortes implica na qualificação de latrocínio em concurso


formal impróprio. Esta é a orientação recentemente reafirmada pela Quinta Turma do STJ.

O crime de latrocínio é complexo, pois em sua figura típica abrange dois bens jurídicos:
patrimônio e vida. Mas, repise-se, trata-se de crime contra o patrimônio, visto que previsto
dentro do Código Penal no título que cuida deste bem jurídico:

Roubo

Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou
violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de
resistência:

Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.


(...)

§ 3º Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos,
além da multa; se resulta morte, a reclusão é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa.
(Destacamos)

Para a jurisprudência sumulada do STF, há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma,


ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima (Súm. 610, STF). Portanto, note-
se que embora se trata de crime contra o patrimônio, o bem jurídico vida tem maior relevância,
se nas circunstâncias fáticas apenas o homicídio se consuma e a subtração não.

Condizente com este posicionamento, a jurisprudência também orienta que, no caso de haver
duas mortes e uma subtração há concurso formal impróprio, já que dois homicídios praticados.

Concurso formal é aquele em que o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou
mais crimes, idênticos ou não, quando então, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou,
se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. Já
no concurso formal impróprio aplicam-se as regras do concurso material, no qual somam-se as
penas porque aqui a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios
autônomos (art. 70, caput, parte final, do Código Penal).

Questão n.2

Simplício ingressou em um ônibus linha Centro Jardim Violeta, no centro da cidade do Rio de
Janeiro com o dolo de subtrair pertences dos passageiros. Meia hora após o ingresso no
ônibus, sentou-se ao lado de um passageiro que cochilava e subtraiu-lhe a carteira dentro da
mochila sem que ele percebesse. Em seguida, com emprego de grave ameaça, atemorizou
Abrilina e Lindolfo, obrigando-os a entregar seus celulares. Ante o exposto, sendo certo que,
no caso do primeiro passageiro Simplício praticou o delito de furto e, no caso de Abrilina e
Lindolfo, os delitos de roubo, diferencie de forma objetiva e fundamentada concurso material
e concurso formal de crimes a partir dos sistemas de aplicação de pena adotados em cada
instituto e apresente o sistema aplicável ao caso concreto.

* Art. 69 – C.P.

* Art. 70 – C.P.

* aplicação da pena: responderá pela soma das penas, isto é, pela cumulação de
penas. * classificação do concurso material: * Homogêneo o sujeito pratica crimes da
mesma espécie * Heterogêneo o sujeito pratica crimes de espécie diferentes | *
aplicação da pena feita em dois tipos: concurso formal perfeito ou próprio: O sujeito
não tem mais de um desígnio (dolo direto) usa-se o critério da exasperação => aplica-se a pena
mais grave acrescida de 1/6 à metade – quanto maior o nº de crimes, maior o aumento da
fração. concurso formal imperfeito ou impróprio: O sujeito tem mais de um desígnio (mais
de 1 dolo direto) aplica-se o critério da cumulação => soma das penas (igual a do concurso
material). |

Ao caso concreto, aplica-se o sistema do concurso material de crimes, na classificação


heterogênia, pois Simplício furtou a carteira de um passageiro – sem uso de violência - e
roubou outros dois passageiros – com emprego de violência. Portanto, o réu responderá pela
soma das penas – cumulação.

Questão n.3

(VI EXAME DE ORDEM UNIFICADO ? TIPO 1 ? BRANCO. QUESTÃO 61)

Otelo objetiva matar Desdêmona para ficar com o seguro de vida que esta havia feito em seu
favor. Para tanto, desfere projétil de arma de fogo contra a vítima, causando-lhe a morte.
Todavia, a bala atravessa o corpo de Desdêmona e ainda atinge Iago, que passava pelo local,
causando-lhe lesões corporais. Considerando-se que Otelo praticou crime de homicídio doloso
qualificado em relação a Desdêmona e, por tal crime, recebeu pena de 12 anos de reclusão,
bem como que praticou crime de lesão corporal leve em relação a Iago, tendo recebido pena
de 2 meses de reclusão, é correto afirmar que:

a) o juiz deverá aplicar a pena mais grave e aumentá-la de um sexto até a metade.( pois trata-
se de concurso formal perfeito ou próprio, onde a aplicação da pena se faz pela exasperação
- aplica-se a pena mais grave acrescida de 1/6 à metade.)

b) o juiz deverá somar as penas. (Não, pois não é um caso de concurso material de crimes e
nem concurso formal impróprio ou imperfeito)

c) é caso de concurso formal homogêneo.

d) é caso de concurso formal impróprio.

Questão n.4

Sobre os institutos do Concurso Material de Crimes, Concurso Formal de Crimes e


Continuidade Delitiva, assinale a alternativa INCORRETA:

a) No caso de crime continuado, o ordenamento jurídico pátrio adotou a teoria da ficção


jurídica, segundo a qual a unidade delitiva caracteriza-se como criação dalei.
b) No caso de incidência de concurso formal de crimes se a pena cominada em decorrência
do sistema de exasperação de penas for mais grave que a pena calculada pelo sistema do
cúmulo material, será aplicada este. Tal situação denomina-se concurso material benéfico.
c) Os desígnios autônomos, característicos do concurso formal imperfeito de crimes, aplicam-
se a delitos dolosos e culposos.
d) No caso de conflito de leis penais no tempo não se aplica o princípio da irretroatividade da
lei penal mais gravosa para as condutas praticadas em continuidade .

Caso Concreto 2 - Direito Penal II

1) Leia o texto abaixo e responda às questões formuladas com base nas leituras indicadas no
plano de aula e pelo seu professor.

No dia 05 de abril de 2008, por volta das 18h, na Av. República Argentina, n. 000, Bairro
Centro, na cidade de Blumenau, Belízia, locatária do apartamento de Ana Maria, deixou o
imóvel e levou consigo algumas tomadas de luz, dois lustres e duas grades de ferro, bens de
que detinha a posse e detenção em razão de contrato de locação. Ana Maria dirigiu-se ao
imóvel tão logo tomou ciência de que Belízia havia o abandonado sem efetuar o pagamento do
último aluguel, bem como constatou a apropriação dos objetos acima descritos, que
guarneciam parte do imóvel conforme descriminado no contrato de locação.

Dos fatos narrados, Belízia, restou denunciada pelo delito de apropriação indébita, previsto no
art.168, do Código Penal, tendo a sentença rejeitado a denúncia sob o fundamento de que sua
conduta configurava mero ilícito civil, não havendo falar em responsabilização penal.

►Apropriação indébita

Art. 168. Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

Ante o exposto, é correto afirmar que a decisão do magistrado teve por fundamento qual (is)
princípio(s) norteador (es)de Direito Penal? Responda de forma fundamentada.

A questão versa sobre a incidência do principio da intervenção mínima, segundo qual o direito
penal só pode ser utilizado como forma de controle social se realmente necessário e eficaz face
aos demais ramos do Direito, tal principio da intervenção mínima orienta e o poder
incriminador do estado, preconizando que a criminalização de uma conduta só se legitima se
constituir meio necessário para a proteção de determinado bem jurídico, tanto assim o Direito
Penal não pode ser utilizado como mecanismo de resolução de ilícito civil. Para cobrança de
alguma coisa. O código civil é suficientemente apto para restabelecer a paz jurídica entre as
partes já que a relação locatícia existe e ainda por cima o valor da lesão é bastante ínfimo.
Obs.: Ver no STJ os critérios utilizados para o reconhecimento do principio da insignificância.

2) Leia o texto abaixo e responda às questões formuladas com base nas leituras indicadas no
plano de aula e pelo seu professor.

João da Silva foi denunciado pelo delito de moeda falsa, previsto no art. 289 do Código Penal,
por ter falsificado uma nota de R$ 50,00 e colocado-a em circulação. O feito foi distribuído
perante a Justiça Federal, tendo o réu sido citado para apresentação de resposta. Na qualidade
de advogado de João da Silva, apresente a tese defensiva a ser sustentada de modo a afastar a
tipicidade da conduta, com base nos estudos realizados sobre os princípios norteadores do
Direito Penal no Estado Democrático de Direito.

►Moeda falsa

Art. 289. Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no
país ou no estrangeiro:

§ 1° Nas mesmas penas incorre quem, por conta própria ou alheia, importa ou exporta,
adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circulação moeda falsa.

Pena - reclusão, de três a doze anos, e multa.

A questão versa sobre a possibilidade ou não da incidência do principio da insignificância ou


bagatela. No caso em questão o delito previsto no artigo 289 do CP não admite a incidência
desse princípio face à natureza do bem jurídico tutelado, qual seja, fé pública. Nesse sentido o
STJ através do HC129592-AL, da Ministra Laurita Vaz já se posicionou a respeito

3)O princípio da ultima ratio: (Prova de ingresso à Carreira de Promotor de Justiça – Ministério
Público Estadual – RO -2006).

a) estabelece que, a elaboração de normas incriminadoras é função exclusiva da lei.

b) constitui-se em sistema descontínuo de seleção de ilícitos não sancionando todas as


condutas lesivas dos bens jurídicos, apenas as mais graves praticadas contra os bens mais
relevantes.

c) praticamente erradica a responsabilidade objetiva enunciando que não há crime sem


culpabilidade.

d) implica na irretroatividade da lei penal.

e) estipula que a criminalização de uma conduta só se legitima se constituir meio necessário


para a proteção de determinado bem jurídico.
4) Acerca do significado dos princípios limitadores do poder punitivoestatal, assinale a opção
correta: (Exame de Ordem 2009.1 OAB/ CESPE-UnB)

a) Segundo o princípio da ofensividade, no direito penal somente se consideram típicas as


condutas que tenham certa relevância social, pois as consideradas socialmente adequadas não
podem constituir delitos e, por isso, não se revestem de tipicidade.

b) O princípio da intervenção mínima, que estabelece a atuação do direito penal como


ultima ratio, orienta e limita o poder incriminador do Estado, preconizando que a
criminalização de uma conduta só se legitima se constituir meio necessário para a proteção
de determinado bem jurídico.

c) Segundo o princípio da culpabilidade, o direito penal deve limitar-se a punir as ações mais
graves praticadas contra os bens jurídicos mais importantes, ocupando-se somente de uma
parte dos bens protegidos pela ordem jurídica.

d) De acordo com o princípio da fragmentariedade, o poder punitivo estatal não pode aplicar
sanções que atinjam a dignidade da pessoa humana ou que lesionem a constituição físico
psíquica dos condenados por sentença transitada em julgado.

Caso Concreto 3 - Direito Penal II

Questão n. 1)

Homem é flagrado usando apenas calcinhas em


Maracaju, MS (Arquivo/Maracaju Speed)

Um homem de 28 anos, flagrado pela Polícia Militar usando apenas duas calcinhas pelas ruas
de Maracaju, a 160 quilômetros de Campo Grande, terá de doar R$ 300 ao Conselho da
Comunidade pela prática do ato obsceno, ocorrida em julho. Segundo o acordo judicial
assinado em 12 de dezembro, o pagamento será feito em três parcelas, a serem depositadas
todo dia 30 a partir de janeiro de 2012. O acusado terá ainda de comprovar o depósito perante
o cartório do fórum local. A medida foi solicitada pelo Ministério Público e aceita pela
Defensoria Pública. Na madrugada de 31 de julho, o homem foi abordado pela polícia após
denúncias de moradores. Agentes da PM constataram que o homem estava seminu e
perambulando próximo a uma pizzaria. Questionado pelos agentes sobre o motivo, ele alegou
que foi expulso da casa da namorada e que ela teria ficado com todas as suas roupas. O
homem apresentava escoriações no joelho e no cotovelo e foi conduzido à delegacia da Polícia
Civil para prestar esclarecimentos. Ele foi interrogado pelos responsáveis do plantão e, em
seguida, foi liberado depois de assinar um termo circunstanciado de ocorrência. Ele só deixou
a delegacia de Maracaju após conseguir uma bermuda emprestada.
Ante a notícia de jornal acima descrita, com base nos estudos realizados sobre a Pena
Criminal, responda de forma objetiva e fundamentada: a sanção imposta configura-se como
pena alternativa ou substitutiva à pena privativa de liberdade? Diferencie as duas medidas a
partir da análise de seus requisitos e das conseqüências no caso de seu descumprimento.

A questão versa sobre a aplicação de pena alternativa, que no caso exposto acima é
caracterizado pela aplicação de multa. Segundo Capez as penas alternativas podem ser
classificadas em penas restritivas de direito (em sentido estrito – prestação de serviços a
comunidade, limitação de finais de semana , etc... ) ou pecuniário – (prestação pecuniária em
favor da vítima; prestação inominada; perda de bens e valores) Como o ocorreu no caso
exposto, pelo motivo do infrator ter cometido um ílicito de baixo potencial ofensivo, o
julgador de acordo com a lei aplicou pena pecuniária conforme o art. 45 § 1o A prestação
pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vítima, a seus dependentes ou a entidade
pública ou privada com destinação social, de importância fixada pelo juiz, não inferior a 1 (um)
salário mínimo nem superior a 360 (trezentos e sessenta) salários mínimos. O valor pago será
deduzido do montante de eventual condenação em ação de reparação civil, se coincidentes os
beneficiários. LEI Nº 9.714 - DE 25 DE NOVEMBRO DE 1998.

Ato obsceno é definido como crime no Art. 233 do Código Penal brasileiro. Consiste na
prática de obscenidade em lugar público, ou aberto ou exposto ao público. A pena é de
detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.

Como já citado na lei 9,714 art 44 § 2o “Na condenação igual ou inferior a um ano, a
substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos; se superior a um
ano, a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos e
multa ou por duas restritivas de direitos.”

De acordo com o caso em voga o ilícito é cominado com pena de até 1 ano de
reclusão, e doravante, executado sem violência ou grave ameaça. Possiblitando a adoção da
pena alternativa e desprezando nessa caso pena de privação de liberdade.

Questão n. 2) (OAB. EXAME DE ORDEM UNIFICADO JULHO/2011. TIPO 1 . BRANCO. QUESTÃO


59) Com relação aos critérios para substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de
direitos, assinale a alternativa correta:

a) A substituição nunca poderá ocorrer se o réu for reincidente em crime doloso.

b) Somente fará jus à substituição o réu que for condenado a pena não superior a 4 (quatro)
anos.

c) Em caso de descumprimento injustificado da pena restritiva de direitos, esta será


convertida em privativa de liberdade, reiniciando-se o cumprimento da integralidade da pena
fixada em sentença.
d) Se superior a um ano, a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena
restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos.

Questão n.3) (JUIZ DE DIREITO. MG/2005) É correto afirmar que é possível a substituição da
pena privativa de liberdade quando:

a) A pena privativa de liberdade não for superior a 4 (quatro) anos. Mesmo se o crime tiver
sido cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada,
se o crime for culposo.

b) O condenado for reincidente, desde que, em face da condenação anterior, a medida seja
socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do
mesmo crime.

c) A condenação for igual ou inferior a 1 (um) ano substituindo-se a pena privativa de


liberdade por prestação pecuniária ou por uma restritiva de direitos.

d) A condenação for superior a 1 (um) ano, substituindo-se a pena privativa de liberdade por
uma pena restritiva de direitos e prestação pecuniária ou por duas restritivas de direitos.

Caso Concreto 4 - Direito Penal II

Questão n.1)

Adam foi condenado à pena de 3 (três) anos de reclusão, a ser cumprida no regime aberto,
bem como ao pagamento de 14 (quatorze) dias-multa pela prática de delito contra a ordem
tributária (art.1º, incisos II e IV, da Lei nº 8.137/90) em continuidade delitiva. Inconformado
com a decisão interpôs recurso com vistas à revisão da condenação imposta e conseqüente
redução da pena-base fixada, sob o argumento de que não poderia ter sido objeto de
caracterização de maus antecedentes, pelo juízo a quo, condenações pretéritas por delitos
culposos (crimes de lesão corporal culposa), haja vista ter transcorrido lapso temporal superior
a 5 (cinco) anos entre o efetivo cumprimento das penas e a infração posterior – objeto da
presente decisão impugnada. Ante o exposto, com base nos estudos realizados sobre a
dosimetria da pena, responda de forma objetiva e fundamentada se assiste razão à tese
defensiva de Adam.

Não, pois antecedente não quer dizer reincidente o mesmo se baseia no art. 64, inciso 1
erroneamente onde trata da reincidência assim sendo para efeitos de reincidência o prazo
alegado esta correto porem ele tem antecedentes que trata de sua ficha criminal que
carregara até o fim de sua vida.
Questão n.2)

(OAB. EXAME DE ORDEM UNIFICADO JULHO/2011. TIPO 1 . BRANCO. QUESTÃO 63) Em


relação ao cálculo da pena, é correto afirmar que:

a) a análise da reincidência precede à verificação dos maus antecedentes, e eventual


acréscimo de pena com base na reincidência deve ser posterior à redução pela participação de
menor importância.

b) é defeso ao juiz fixar a pena intermediária em patamar acima do máximo previsto, ainda
que haja circunstância agravante a ser considerada.

c) o acréscimo de pena pela embriaguez preordenada deve se feito posteriormente à


redução pela confissão espontânea

d) é possível que o juiz, analisando as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, fixe
pena-base em patamar acima do máximo previsto.

Questão n.3)

(OAB. EXAME DE ORDEM UNIFICADO JULHO/2011. TIPO 1 . BRANCO. QUESTÃO 61) Tício
praticou um crime de furto (art. 155 do Código Penal) no dia 10/01/2000, um crime de roubo
(art. 157 do Código Penal) no dia 25/11/2001 e um crime de extorsão (art. 158 do Código
Penal) no dia 30/5/2003. Tício foi condenado pelo crime de furto em 20/11/2001, e a sentença
penal condenatória transitou definitivamente em julgado no dia 31/3/2002. Pelo crime de
roubo, foi condenado em 30/01/2002, com sentença transitada em julgado definitivamente
em 10/06/2003 e, pelo crime de extorsão, foi condenado em 20/8/2004, com sentença
transitando definitivamente em julgado no dia 10/6/2006. Com base nos dados acima, bem
como nos estudos acerca da reincidência e dos maus antecedentes, é correto afirmar que:

a) na sentença do crime de furto, Tício é considerado portador de maus antecedentes e, na


sentença do crime de roubo, é considerado reincidente.

b) na sentença do crime de extorsão, Tício possui maus antecedentes em relação ao crime de


roubo e é reincidente em relação ao crime de furto.

c) cinco anos após o trânsito em julgado definitivo da última condenação, Tício será
considerado primário, mas os maus antecedentes persistem.

d) nosso ordenamento jurídico-penal prevê como tempo máximo para configuração dos maus
antecedentes o prazo de cinco anos a contar do cumprimento ou extinção da pena e eventual
infração posterior.

Caso Concreto 5 - Direito Penal II


Questão n.1)

(OAB EXAME UNIFICADO. DEZ/2011. PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL – DIREITO PENAL.


QUESTÃO N.2. MODIFICADA).

Joaquina, ao chegar à casa de sua filha, Esmeralda, deparou-se com seu genro, Adaílton,
mantendo relações sexuais com sua neta, a menor F.M., de 12 anos de idade, fato ocorrido no
dia 2 de janeiro de 2011. Transtornada com a situação, Joaquina foi à delegacia de polícia,
onde registrou ocorrência do fato criminoso. Ao término do Inquérito Policial instaurado para
apurar os fatos narrados, descobriu-se que Adaílton vinha mantendo relações sexuais com a
referida menor desde novembro de 2010. Apurou-se, ainda, que Esmeralda, mãe de F.M.,
sabia de toda a situação e, apesar de ficar enojada, não comunicava o fato à polícia com receio
de perder o marido que muito amava.

A partir da premissa de que Adaílton praticou o delito de estupro de vulnerável majorado


pelo fato dele ser padrasto de F.M (art.217-A c.c. art. 226, II, ambos do Código Penal),
responda de forma objetiva e fundamentada, com base nos estudados realizados, às questões
propostas:

a) Esmeralda praticou crime? Em caso afirmativo, qual?

Sim. Esmeralda também praticou estupro de vulnerável (artigo 217-A do CP c/c artigo 13, §2º,
“a”, do CP), uma vez que tinha a obrigação legal de impedir o resultado, sendo garantidora da
menor.

b) Considerando que o Inquérito Policial já foi finalizado, deve a avó da menor oferecer
queixa-crime?

Não, pois se trata de ação penal pública incondicionada, nos termos do art. 225, parágrafo
único, do CP

Questão n.2)

(OAB. EXAME DE ORDEM UNIFICADO FEV. 2012. TIPO 1 . BRANCO. QUESTÃO 63)
Nise está em gozo de suspensão condicional da execução da pena. Durante o período de
prova do referido benefício, Nise passou a figurar como indiciada em inquérito policial em que
se apurava eventual prática de tráfico de entorpecentes. Ao saber de tal fato, o magistrado
responsável decidiu por bem prorrogar o período de prova. Atento ao caso narrado e
consoante legislação pátria, é correto afirmar que:

a) não está correta a decisão de prorrogação do período de prova.

b) a hipótese é de revogação facultativa do benefício.

c) a hipótese é de revogação obrigatória do benefício.

d) Nise terá o benefício obrigatoriamente revogado se a denúncia pelo crime de tráfico de


entorpecentes for recebida durante o período de prova.

Questão n.3)

Com relação aos institutos da suspensão condicional da execução da pena (sursis) e


livramento condicional, assinale a alternativa INCORRETA:

a) A condenação anterior a pena de multa não impede a concessão da suspensão condicional


da pena.

b) É admissível a suspensão condicional da pena, mesmo em se tratando de condenado


reincidente em crime culposo.

c) É vedado ao juiz especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão da pena,
além daquelas previstas no Código Penal.

d) Uma das diferenças entre a suspensão condicional da pena e o livramento condicional


refere-se ao período de prova, que para a primeira dura de dois a quatro ou de quatro a seis
anos, enquanto que para o segundo corresponde ao restante da pena a ser cumprida.

Gabarito – Aulas 6 a 16 – Direito Penal II

Aula 6, c. 1 - Hoje, deve ser dada preferência ao tratamento ambulatorial, normalmente mais
eficaz do que a internação no tratamento do inimputável. Todavia, havendo severa
periculosidade do agente, como costuma ocorrer nos casos de homicídio, impõe-se a
segregação do paciente.

c. 2 - Segundo entendimento dominante, na doutrina e jurisprudência, no caso de


superveniência de doença mental e, conseqüente, adoção de medida de segurança
substitutiva, esta deverá ter parâmetros para o prazo de cumprimento, os estabelecidos à
pena privativa de liberdade, ou seja, o período residual desta. Neste sentido, vide Informativo
n. 259, do Superior Tribunal de Justiça.

c. 3 - B

Aula 7, c. 1 - Pode ser aplicado o perdão judicial ao crime do artigo 302 do CTB, ainda que por
analogia (em norma não incriminadora, o que é admitido). Ressalvo opinião pessoal, no
sentido de que o delito em tela não é de trânsito, sendo irrelevante a discussão.

c.2 - b; c. 3 - c; c.4 - a

Aula 8, c. 1 - RESPONDIDA EM SALA DE AULA

c. 2 - a; c.3 - a; c.4 - c.

Aula 9, c.1 - Houve tentativa de homicídio qualificado, praticado dolosamente. Ao atear fogo à
casa, certamente a autora sabia do risco de ferir suas filhas, no mínimo anuindo com ele,
embora não se possa excluir, de plano, o dolo direto de segundo grau. A alegação de conduta
culposa não encontra respaldo.

c. 2 - C.

Aula 10, c. 1 - A questão versa sobre a possibilidade da incidência simultânea do "privilégio"


(causa especial de diminuição de pena) e a qualificadora no delito de homicídio. O
entendimento doutrinário e jurisprudencial dominante é no sentido da possibilidade, desde
que a qualificadora seja de natureza objetiva, como, por exemplo, os meios e modos de
execução (art. 121, §2°, III e IV, CP). No caso em exame é perfeitamente possível que o
homicídio seja qualificado pelo meio cruel (isso quem diz é o gabarito oficial, mas ressalvo que
essa conclusão não poder ser inferida das informações expostas na questão) e por ter utilizado
de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, ao atingi-la já caída ao chão e ferida, bem
como privilegiado face ao domínio da violenta emoção, logo em seguida à injusta provocação
da vítima, consoante o disposto no art. 121, §1º, parte final, do Código Penal.

c. 2 - C.

Aula 11, c. 1 - Há crime de aborto consentido (gestantes) e aborto praticado por terceiro com
consentimento (médicas e enfermeiras), ou seja, uma exceção dualista à teoria monista.

c. 2 - B; c. 3 - C

Aula 12, c. 1 - O caso em exame, versa sobre a possibilidade de aplicação de pena substitutiva
à pena privativa de liberdade no caso de concurso formal de crimes entre os delitos culposos
de homicídio e lesões corporais na condução de veículo automotor. Ainda, é passível de
análise pelo discente, a discussão acerca da aplicação do disposto no art.44, do Código Penal
aos delitos de trânsito, haja vista a lei n.9503/97 ser silente a respeito. Acerca do tema já se
manifestou a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, em sede de habeas corpus, no
sentido de que, no que concerne ao inciso III, do art.44, do Código Penal: "Infere-se que o
legislador optou por deixar ao arbítrio do julgador, dentro de seu prudente critério, a
deliberação sobre a possibilidade ou não de se converter a reprimenda privativa de liberdade
por restritivas de direito, contudo não se trata de discricionariedade livre, mas vinculada, já
que deve ter por base as circunstâncias elencadas no art. 59 do Código Penal, à exceção, como
bem observado pela impetrante, das consequências do delito e do comportamento da vítima,
não reproduzidas no inciso III do art. 44 do CP.(STJ, HC n. 123373/RJ, Quinta Turma, Rel.
Min.Jorge Mussi, julgado em 06/04/2010)". Desta forma, na questão em análise o melhor
entendimento è no sentido de conceder a ordem para fins de substituição por penas restritivas
de direitos por igual período da pena reclusiva sob condições a serem definidas pelo Juízo da
Execução Penal.

C. 2 - C / c.3 - B
Aula 13, c. 1 - O principal traço distintivo entre a tortura e os maus-tratos é o animus
corrigendi existente no segundo. A tortura é caracterizada por castigos oriundos de atos de
mero sadismo, não é movida pela intenção de educar, consoante jurisprudência majoritária.

C.2 - D

Aula 14, c. 1 - Não há que se falar em racismo, pois, na verdade, a conduta amolda-se ao tipo
penal da injúria qualificada, preconceituosa ou discriminatória prevista no art. 140, §3° do CP.
Neste sentido, há entendimento do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais: EMENTA.
Injúria. Ofensas de caráter racial. Crime caracterizado. Hipótese em que foram dirigidas à
vítima expressões como “negra-preta”, “crioulinha”, “macumbeira” e “feiticeira”. Ofensa a
dignidade e ao decoro. Testemunhas confirmando o assaque das palavras injuriosas.
Desprovimento. Comete o crime de injúria qualificada pelo preconceito, aquele que se utiliza
de palavras depreciativas à raça e cor, com o intuito de ofender a honra de outra pessoa.
Rejeitaram preliminar e negaram provimento.( TJMG – Apelação Criminal n. 1045602012684-
7/001, Terceira Câmara Criminal, Rel. Des. Kelsen Carneiro, DJ 19/01/2006).

c. 2 - A; c. 3 - C

Aula 15, c. 1 - Houve a promessa de mal injusto e grave, o que se amolda ao art. 147. Há que se
verificar, contudo, a questão do "animus irae", que, para parte da doutrina e da jurisprudência,
exclui o delito em tela.

c. 2 - B.

Aula 16 - CABBDBBADCDBB

Postado por L Santos às 14:51