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Personalismo

O personalismo é uma alternativa as duas correntes sócio-culturais dominantes; o


individualismo e o coletivismo. O individualismo apesar de demonstrar a importância do
indivíduo e da sua autonomia ele tende a exaltar o ego se tornando egocêntrico e solipsista.

O coletivismo sublima a importância da solidariedade e das relações interpessoais, reduzindo o


indivíduo a mera engrenagem de um sistema ou a mero membro da coletividade.

O absolutismo do indivíduo ou o reducionismo do coletivismo.

O elemento pessoa constitui o elemento central da práxis e da filosofia moral.

1 A constante relação e distinção entre as pessoas e as coisas, o que significa a relação entre as
pessoas e as coisas não transpõem a divisão entre as pessoas e as coisas.

2 Os sentimentos são um dado importante, porque eles significam a elevação dos instintos,
que se encontra apenas no homem.

3 O homem possui sobretudo um centro espiritual, irredutível a matéria. O espírito é


irredutível à matéria.

A pessoa é um sujeito individual cuja autonomia depende dos demais.

A condição humana é social porque a existência do homem é uma existência coexistencial, o


homem é um indivíduo que coexiste com os demais, apesar de sua realidade espiritual ser
irredutível a qualquer totalidade.

O homem é um ser prática que transforma e conserva o mundo.

A ação humana além de ter consequências sociais, materiais e imanentes além também possui
consequências dos seus atos não refletem no presente imediato, também a posteridade.

O homem é um ser livre que escolhe sempre ainda que não tenha escolhido as circunstâncias e
as possibilidades, mas sempre no fim das contas sou sempre eu que decido.

Dimensão da vida Pessoa Humana

Psicológica – dimensão singular, o EU.

Dialógica – dimensão interpessoal, o EU e TU.

Comunitária – dimensão social, o Nós.

OBS: a pergunta sobre o se faz consigo e com os demais.

O centro do nosso pensamento e ação está na pessoa humana, que não se encerra num
solipsismo.

Mas está aberta ao outro e a possibilidade de um compromisso solidário. A relação entre a


estrutura social e a interioridade humana.
A relação da pessoa consigo com as outras e com a sociedade.

A pessoa como um ser livre e relacional, que anseia o transcendente.

É crítica daqueles que reduzem o homem à um determinismo biológico, econômico,


sociológico ou psíquico. A pessoa é consciente, consequente e livre.

A consciência, consequência e a liberdade da pessoa é um privilégio característico do homem.

O personalismo

A pessoa jamais pode ser considerada como meio/instrumento mas sempre como fim.

Não existe espírito da história, Leis da história ou as Forças Ocultas ou qualquer determinismo
impessoal.

É a pessoa que faz suas escolhas e que define a sua destino moral, outro indivíduo ou
coletividade não pode fazer por ela.

O personalismo é a compreensão da pessoa enquanto totalidade e centro das ações humanas


e da moral. O personalismo é uma filosofia que afirma o valor da pessoa enquanto valor em si,
portanto irredutível a instrumentalização por alguma organização política. A pessoa nunca deve
ser um meio ela sempre é um fim. Só a pessoa é capaz de conhecer, decidir e se
responsabilizar.

A prudência é a virtude da boa decisão, o que implica algo mais do que a cautela, a reta razão
no agir. A prudência é a principal das virtudes cardinais. Que permite o melhor rumo para a
conduta pessoal e social, porque é uma virtude intelectual capaz de ver o infortúnio do real e
calcular a melhor decisão, ou seja, fazer a coisa certa e a boa pessoa consegue ser prudente.

A prudência é uma dado da inteligência prática que não versa sobre as leis gerais, teoremas e
princípios genéricos ela antes é a virtude prática que decide pelo bem, cuja a cisão moralmente
boa se faz concreta.

Ele não s[o sabe o que é bem, mas decide bem e por isto ela não é só boa mas
consequentemente boa. Na decisão o dilema moral demonstra como a moral está voltada para
a pessoa e para o mundo.

Esta inadequação entre a intenção e o resultado da práxis se evidencia na atividade humana,


tanto individual como coletiva. Ainda que o resulta da ação não seja o intencional é ele o
sujeito da ação.

Ortodoxia e Ortopráxis

O homem centrado em si mesmo e centrado na realidade. O problema de situar a práxis acima


do conhecimento. Como posso agir corretamente se não sei o que é correto e mesmo sabendo
o que é o correto sofre o infortúnio da vida social e o impele para má ações.

A mera prática compreendido como ações onde o conjunto de ações que buscam não ser
apenas o prática compreendida como o conjunto de ações que buscam o prazer e evitam a dor,
esta visão utilitarista que coloca a ação humana sob o julgo do prazer e da dor, esquece da
presença do bem e do mal nos juízos e decisões humanas.

A maneira correta de conhecer e praticar. Já que o agir correto depende do saber correto.

O homem é o sujeito da ação. Porque as próprias relações sociais são constituídas de


interações entre sujeito-sujeito e não sujeito-objeto. Porque a resposta da ação nunca é uma
reação com base num quadro de estímulos e respostas deterministas, mas por um conjunto de
juízos de valores condicionadores.

O conhecimento prático esta formado pela experiência que cada pessoa tem de si e dos
demais. Ou seja o meu conhecimento prático, a experiência, possui dois aspectos; interior e
exterior. O interior só se dá comigo mesmo e a exterior aquele que obteve ou obtenho no
contato com outras pessoas. O aspecto interior e exterior marca a diferença mas não o
antagonismo entre os dois aspectos; Já que o conhecimento da práxis, a experiência da ação
humana é formada pela experiência consigo e com os demais.

A filosofia moral

A reflexão prática da moral se inicia tomando como ponto de referência a ação humana

O estudo da experiência moral enfoca sobretudo a ação da pessoa humana. Porque a ação da
pessoa humana fornece o conhecimento prático de quem constrói e compõe o fato moral. E
não apenas o conhecimento teórico de quem observa os fatos.

Pela ação da pessoa humana se pode observar o fato moral do ponto de vista e não do
observador externo, mas do primeiro sujeito agente, autor e ator da sua narrativa. Na ação da
pessoa humana o fato moral não se mostra apenas como consciência abstrata dos princípios
gerais, mas como a possível aplicação dos princípios gerais da moral. Ao caso particular frente a
liberdade do sujeito e os infortúnios da vida.

Pela ação da pessoa a experiência moral é considerada não só como princípios gerais, mas
como a sua aplicação aos casos concretos, Com o termo Práxis designamos não só o exercício
do conhecer voltado para ação, mas o da reflexão que julga e decide embasado pelas escalas
de valores pessoas, grupais e comunitárias para deliberar pelo bem.

O juízo moral não é pela percepção intuitiva das evidências. Mas sim o juízo moral é formado
pela reflexão das consequências e intenções da ação humana.

A prática moral não é um fato explicativo conforme um modelo externo de princípios gerais,
construído e compreendido a partir da ação humana, mas antes algo observado de dentro do
sujeito e das suas interações como um fato interno e constituinte do próprio sujeito da ação,
aquele que age na perspectiva da primeira pessoa, do Eu e não da perspectiva conveniente da
terceira pessoa ele.

A pessoa, o sujeito da ação moral vive entrelaçado numa rede de relações com outros sujeitos
diferentes e que sofre do infortúnio causado pelas contingência e eventos incontroláveis.
A vulnerabilidade das ações humanas à fortuna demonstra que a bondade do sujeito agente
não pode por si mesmo assegurar a bondade, esta é necessário que a circunstância seja
favorável, mas mesmo quando ela não é favorável. É só pela ação da pessoa humana que se
pode trazer o mínimo de bondade. Por isto se abri uma lacuna entre a boa pessoa e boa ação
na constituição da vida boa. A bondade entendida como “Bem humano” ou “felicidade” nem
sempre encontra de forma acessível para o homem de bom caráter. Mesmo assim é a moral a
condição indispensável para a vida boa ou o viver bem aventurado.

A circunstância pode conspirar a favor ou contra a vida virtuosa, mas será sempre a ação
humana da pessoa humana que definira o rumo moral da vida.