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Guia de
Orientações
para Pais
Dieta Cetogênica
Índice

O que é DIETA CETOGÊNICA? 4

Objetivos da DIETA CETOGÊNICA 5

Benefícios da terapia nutricional 6

Mecanismos de ação 7

Alimentos utilizados na DIETA CETOGÊNICA 8

Preparação para a DIETA CETOGÊNICA 9


Características da DIETA CETOGÊNICA 11

Implementação da DIETA CETOGÊNICA 12

Benefícios de KetoCal® 14

Adaptação à terapia nutricional 15

Acompanhamento do paciente 16

Informações importantes 18
O que é DIETA CETOGÊNICA (DC)?
É uma dieta rica em gorduras com
um adequado teor de proteínas e
baixo teor de carboidratos (pães,
frutas e vegetais).

Utilizada desde 1921 como opção tera-


pêutica não medicamentosa, A DIETA
CETOGÊNICA É INDICADA APÓS A
AUSÊNCIA DE RESPOSTAS A PAR-
TIR DA SEGUNDA MEDICAÇÃO
PARA TRATAMENTO DA EPILEPSIA.

Imagens ilustrativas.
A DC é considerada, também, como terapia
não medicamentosa de primeira linha em
certas síndromes epilépticas e em algumas
doenças metabólicas, como deficiência
do complexo piruvato desidrogenase e
síndrome de deficiência do transportador
tipo 1 de glicose (Glut1-DS).
KETOCAL® NÃO CONTÉM GLÚTEN.

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Objetivos da DIETA CETOGÊNICA

• Diminuição na frequência das


crises ou mesmo o seu total
desaparecimento.

A terapia
• Diminuição ou suspensão nutricional deve
do uso de fármacos ser determinada
antiepilépticos (FAE) e os individualmente
seus efeitos secundários. por médico ou
nutricionista.

• Manutenção do crescimento
adequado da criança.

5
Benefícios da
terapia nutricional
50-60%
Melhora no nível de alerta, dos pacientes tratados
atenção, linguagem e convívio com Dieta Cetogênica
REDUZEM PELA
social (chamados efeitos
METADE o número de
neuropsicológicos positivos). crises convulsivas/dia.
Redução do número de crises
epilépticas.
Diminuição do uso de fármacos
antiepilép­ticos.
15-20%
dos pacientes ficam
LIVRES DE CRISES
CONVULSIVAS com
a Dieta Cetogênica.

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Mecanismos de ação

Na alimentação
convencional, o
cérebro utiliza
a glicose como
principal fonte
de energia.

Quando a quantidade
de glicose é reduzida, Em alguns casos de terapia
o cérebro começa a nutricional com Dieta Ce-
usar corpos cetônicos, togênica, os corpos cetôni-
fornecidos pela gordura. cos são responsáveis pelo
CONTROLE DAS CRISES.

7
Alimentos utilizados na SOMENTE UTILIZADOS
NA FASE INICIAL DA
DIETA CETOGÊNICA TERAPIA NUTRICIONAL
(Em casos de prescrição
do médico ou nutricionista
e em porção reduzida):
Alimentos com teor elevado
de caboidratos: arroz, massa,
batata, pão, bolacha.

Fórmula específica para


DIETA CETOGÊNICA

GORDURAS

Imagens ilustrativas.
Azeite, óleos vegetais,
toucinho, creme de leite
fresco, leite fresco e
maionese.
CARBOIDRATOS
Frutas e vegetais.
PROTEÍNAS
Carne, peixe e ovos.
KETOCAL® NÃO CONTÉM GLÚTEN.

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Preparação para a
DIETA CETOGÊNICA,
conforme recomendação do médico
ou nutricionista

• Aumentar o consumo de gorduras (lipídios)


progressivamente nas refeições habituais,
a fim de diminuir alguns sintomas adversos,
como náuseas, vômitos e diarreia.

• Acrescentar gordura a uma das refeições, na


forma de azeite, maionese, creme de leite
fresco e aumentar para todas as refeições ao
longo de 2 a 3 semanas.

• Fritar os alimentos em óleo vegetal.

• Acrescentar azeite de oliva/maionese nas


saladas.

• Misturar creme de leite fresco com mais de


35% de gordura em sobremesas, molhos,
sopas e frutas antes de consumir.

9
• Manter o consumo de proteínas (peixes
carnes, ovos, etc).

• Diminuir o consumo de carboidratos


(arroz, massa, batata, pão, bolachas,
farinhas lácteas e flocos de cereais
açucarados ou achocolatados).

• Alimentos a evitar/excluir: bolos, cho-


colates, compotas, marmelada, mel,
balas, refrigerantes, sucos, bolachas
doces, cereais açucarados, gelatina,
pudins, mousses, sorvetes com açúcar
e picolés.

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Características da DIETA CETOGÊNICA
O médico e o nutricionista devem decidir juntos com a família se a dieta será iniciada em casa ou
durante internação.

Quando a dieta é iniciada em casa, pode ser instituída de forma progressiva:

2:1 3:1
1ª semana 2ª semana Parte dos
Iniciar com Controle dos pacientes
a DC corpos cetônicos atingem a
(duas partes de gordura
na urina (três partes de gordura cetose franca
para uma de proteínas e
carboidratos)
para uma de proteínas e
carboidratos)
nesta fase...

…Mas, outros
pacientes precisam
passar para a dieta 4:1
para atingir a cetose
4:1
(quatro partes de gordura
para uma de proteínas e
carboidratos)

11
Implementação da
DIETA CETOGÊNICA

O COMPONENTE CHAVE PARA O SUCESSO DA DIETA


CETOGÊNICA É O ENVOLVIMENTO FAMILIAR!

O treinamento e esclarecimento de dúvidas à família pela


equipe de terapia nutricional da criança com epilepsia
farmacorresistente, antes do início da implementação da dieta,
é essencial. A DC consiste em efetuar alterações importantes
na alimentação habitual da criança. Por outro lado, impõe um !
forte envolvimento e disponibilidade familiar para alteração ATENÇÃO

de hábitos e rotinas alimentares.


Crianças com desnutrição
Para promover um crescimento adequado e prevenir as prévia deverão recuperar o
complicações da DC, é necessário um acompanhamento estado nutricional antes de
regular da criança por parte do médico e do nutricionista iniciar a Dieta Cetogênica.
e, sempre que se justifique, por toda a equipe de apoio à
DC (neuropediatra, nutricionista, equipe de enfermagem,
assistente social e psiquiatra infantil).

12
Ao se decidir pelo início da Dieta Cetogênica,
é fornecido aos pais e/ou cuidadores um plano
alimentar desenvolvido especialmente para a criança,
tabelas de alimentos equivalentes, caderno para o
registro das crises epilépticas e realizar os demais
treinamentos importantes para a família.

Quanto mais receitas forem fornecidas


para a família, mais diversificada ficará a
dieta, o que poderá contribuir para uma
maior adesão do paciente.

• Com KetoCal® é possível variar ainda mais as preparações (pode ser consu-
mido puro, misturado a outros alimentos ou em preparações culinárias).
Imagens ilustrativas.

• É uma Dieta Cetogênica 4:1, ou seja, contém 4g de gordura para cada 1g


de carboidrato + proteína. É adicionado de todas as vitaminas e minerais
em quantidades balanceadas, contribuindo para o alcance e manutenção do
estado de cetose e das metas nutricionais.1-10

• KetoCal® pode ser administrado por via oral - apresenta excelente aceitação
- e/ou através de sonda nasoenteral, gastrostomia ou jejunostomia.

KETOCAL® NÃO CONTÉM GLÚTEN.

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Benefícios de KETOCAL®
Maior palatabilidade e,
por consequência, melhor
aceitação da dieta.

Garante o aporte adequado


de macro e micronutrientes
nos pacientes em uso de
dieta enteral.

Fácil utilização.

Promove maior adesão


e segurança à terapia

Imagens ilustrativas.
nutricional.

Receitas doces e salgadas podem ser


preparadas com KetoCal®, diversificando
a dieta e deixando o dia mais divertido!
KETOCAL® NÃO CONTÉM GLÚTEN.

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Adaptação à terapia nutricional
Os alimentos ricos em gorduras saciam rapidamente, já que contêm
muita energia.

Portanto, o volume das refeições será menor do que o ingerido


anteriormente, sendo, sempre, adaptado às necessidades de cada
criança, para que não sinta fome.

EFEITOS SECUNDÁRIOS

No início da dieta, a criança poderá sentir-se cansada, sonolenta e um


pouco triste. Além disso, pode apresentar náuseas, vômitos, diarreia,
recusa alimentar e hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue).

Contudo, estes sintomas desaparecem, habitualmente, com a continuação


e adaptação à dieta.

No entanto, é muito importante relatar ao médico ou nutricionista


qualquer reação ou sintoma diferente apresentado pela criança.

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Acompanhamento do paciente

O acompanhamento do paciente em Dieta Cetogênica é feito pela equipe


multidisciplinar (neuropediatra, nutricionista, equipe de enfermagem, assistente
social e psiquiatra infantil).

Deverá efetuar-se, re- Principais ações desenvolvidas pela equipe:


gularmente, a avalia-
ção do estado nutri- Cálculo das necessidades nutricionais e instituição da DC mais
cional, avaliação física, adequada de modo que esta origine a cetose necessária para o
anamnese clínica, inqué- sucesso da terapia nutricional.
rito alimentar e cálculo
Inclusão de receitas para melhorar a aceitação alimentar.
das necessidades ener-
géticas atualizado. Monitorização do estado nutricional (Peso, Estatura, Índice de
Massa Corporal – IMC etc).
Monitorização dos exames laboratoriais e evolução clínica do
paciente.
Acompanhamento da dieta e realização de ajustes, quando
necessário.

16
Após a avaliação
inicial de 3 meses,
a dieta será
mantida por 2 a 3
anos, sempre com
acompanhamento
de médico e Independente
nutricionista. do caso, deverá
ser respeitada
a decisão da
família quanto
à manutenção
ou suspensão da
dieta.

17
Informações importantes
PESAGEM DOS ALIMENTOS

• É necessária uma balança digital para uma correta execução da DC.


• O peso dos alimentos prescritos corresponde, sempre, ao peso do É importante que as
alimento cru, em que se retira a parte não comestível (por exemplo: quantidades de alimentos
50 g de frango cru, sem pele, osso ou cartilagem). Somente o ovo prescritas sejam ingeridas
deverá ser pesado cozido. na totalidade.
• As refeições calculadas são de pequeno volume, mas contêm grande
quantidade de gordura, com o aporte energético adequado.

SUPLEMENTOS
!
ATENÇÃO
• A DC implica uma restrição de diversos alimentos, o que
pode causar um deficit nutricional, em especial de vitaminas
e minerais. Sem a devida
suplementação de vitaminas
• Por isso, deve ser incluído suplemento isento de carboidratos e minerais, não deve-se
(açúcares) ou pode-se utilizar a fórmula KetoCal® nas fazer a Dieta Cetogênica
quantidades prescritas, por médico ou nutricionista, na dieta, para não causar deficiências
para atingir as necessidades de vitaminas e minerais. nutricionais no paciente.
KETOCAL® NÃO CONTÉM GLÚTEN.

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MONITORIZAÇÃO

Para uma correta avaliação da eficácia da DC, é necessária a


determinação diária da cetonúria (medição dos corpos cetônicos na
urina), ou da cetonemia (medição dos corpos cetônicos no sangue).

Estas determinações efetuam-se utilizando tiras específicas para sangue


e urina, que são adquiridas nas farmácias ou lojas especializadas.

O ideal é que a cetonúria seja verificada antes de cada refeição, até o


paciente atingir a cetose. Após esse período, o número de verificações
diárias é reduzido, seguindo a orientação da equipe multiprofissional.

ATENÇÃO AOS MEDICAMENTOS

É necessário verificar, cuidadosamente, a composição dos medica-


mentos, pois podem conter carboidratos (açúcares).

Siga sempre as orientações do médico e/ou nutricionista e tire todas


as dúvidas sempre que tiver!

19
www.ketocal.com.br
KETOCAL® NÃO CONTÉM GLÚTEN.

Referências: 1. Kossof, EH, The Ketogenic Diet, UpToDate, Oct 2012 2. Kossoff EH, Zupec-Kania BA, Amark PE, et al. Optimal clinical management of children receiving

Março/ 2019
the ketogenic diet: recommendations of the International Ketogenic Diet Study Group. Epilepsia 2012 ; 50:304 3. Runyon, AM, et al. The Use of Ketogenic Diet in
Pediatric Patients with Epilepsy, ISRN Pediatrics, Jun 2012 4. Kossof, EH, Laux LC, Blacford R, et al. When do seizures usually improve with the ketogenic diet?, Epilepsia,
2010 5. Rogovik, AL, Goldman, RD, Ketogenic diet for treatment of epilepsy, Canadian Family Physician, Vol 56, Jun 2010 6. Lee M, The use of ketogenic diet in special
situations: expanding use in intractable epilepsy and other neurologic disorders, Korean Journal Pediatrics 2012; 55 (9):316-321 7. Masino, SA, Rho, JM, Mechanisms
of Ketogenic Diet Action, Jasper ́s Basic Mexhanisms of the Epilepsies, 2012 8. EH Kossoff, BA Zupec-Kania, JM Rho - Journal of child neurology, 2012 9. McNamara
NA, Carbone LA, Shellhaas RA. Epilepsy characteristics and psychosocial factors associated with ketogenic diet success. J Child Neurol. 2013 Oct,28(10):1233-7.
doi: 10,1177/088307381249902. Epub 2012 Sep 21. 10. EH Kossoff, MC Cervenka, BJ Henry, CA Haney, Z Turner. A decade of the Ketogenic Diet (2003-2013):
Results, insights, and future directions. Epilepsy & Behavior. 2013: 437-442. 11. Pulsifer MB, Gordon JM, Brandt J, Vining EP, Freeman JM. Effects of ketogenic diet on
development and behavior: Preliminary report of a prospective study. Dev Med Child Neurol. 2001; 43: 301-6.

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