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O FOLHETO EXPLICATIVO

DA ‘MUST’
Um guia para a ‘Malnutrition Universal Screening Tool’
(‘MUST’: ‘Ferramenta Universal para Rastreio da Malnutrição’)
para adultos

Editado em nome da MAG por


Vera Todorovic, Christine Russell e Marinos Elia
O FOLHETO EXPLICATIVO
DA ‘MUST’
Um guia para a ‘Ferramenta Universal para Rastreio da
Malnutrição’(‘MUST’) para adultos
Editado em nome da MAG por
Vera Todorovic, Christine Russell e Marinos Elia

Membros do Malnutrition Action Group (MAG), um Comité Permanente


da British Association for Parenteral and Enteral Nutrition (BAPEN):
Professor Marinos Elia (Presidente), Christine Russell,
Dr Rebecca Stratton, Vera Todorovic, Liz Evans, Kirstine Farrer
O Folheto Explicativo da ‘MUST’ foi concebido para explicar a necessidade do rastreio
nutricional e a forma como realizá-lo utilizando a ‘Ferramenta Universal para Rastreio
da Malnutrição’ (‘MUST’). Pode ainda ser utilizado para fins de formação.
O folheto faz parte do kit de ferramentas ‘MUST’ (visite http://www.bapen.org.uk/
musttoolkit.html), que também inclui
• A ‘Ferramenta Universal para Rastreio da Malnutrição’ (‘MUST’)
• O Relatório ‘MUST’
• O Calculador ‘MUST’
• Os módulos de e-learning sobre o rastreio nutricional utilizando a ‘MUST’
• A Aplicação ‘MUST’

Para mais informações no que se refere a qualquer aspeto do plano de cuidados da


‘MUST’, ou referências, consulte o documento que contém as linhas de orientação
completas, o Relatório ‘MUST’.
Encontrará mais informações sobre outras publicações da BAPEN em www.bapen.org.uk

Secure Hold Business Centre,


Studley Road, Redditch,
Worcs B98 7LG
Tel: +44 (0)1527 45 78 50
bapen@bapen.org.uk.

A ‘MUST’ tem o apoio da British Dietetic Association (Associação Dietética Britânica), do Royal
College of Nursing (Real Faculdade de Enfermagem), da Registered Nursing Home Association
(Associação Registada de Enfermagem ao Domicílio) e do Royal College of Physicians (Real
Faculdade de Medicina)
Publicado pela primeira vez em novembro de 2003. Revisto e impresso em novembro de 2011
© BAPEN novembro de 2003 ISBN 978-1-899467-07-6
Publicado pela BAPEN, registada como organização caritativa com o número de inscrição
1023927
Todos os direitos reservados. Este documento pode ser fotocopiado para fins de disseminação
e formação, desde que a fonte seja acreditada e reconhecida. Podem ser reproduzidas cópias
para fins de publicidade e promoção. Será obrigatória uma autorização escrita da BAPEN se for
necessária uma reprodução ou adaptação substancial.
Associação Britânica para a Nutrição Parentérica
e Entérica (British Association for Parenteral and
Enteral Nutrition, BAPEN)
A BAPEN é uma associação multiprofissional e uma organização
caritativa registada, estabelecida em 1992. Os seus membros são
médicos, nutricionistas, enfermeiros, doentes, farmacêuticos, políticos
ligados à saúde e indivíduos ligados aos setores da indústria da saúde,
à saúde pública e à investigação.

• A BAPEN trabalha para cumprir a sua missão de sensibilização


da prevalência e impacto da malnutrição, elevando os padrões
ligados aos cuidados nutricionais e desenvolvendo percursos
apropriados para evitar a malnutrição.
• A BAPEN investiga e publica as evidências da malnutrição
e fornece ferramentas, orientação, recursos educativos e
eventos a todos os profissionais de saúde e cuidados para
apoiar a implementação dos cuidados nutricionais em todas
as instituições e de acordo com as necessidades individuais.
• A BAPEN trabalha em parceria com os seus membros, os seus
grupos nucleares de especialistas e os acionistas externos
para incluir cuidados nutricionais excelentes nas políticas, nos
processos e nas práticas de todas as instituições de saúde e
cuidados.
• O Malnutrition Action Group (MAG) é um Comité Permanente
da BAPEN.

Para mais informações sobre como se tornar membro contacte os escritórios


da BAPEN ou registe-se no respetivo website em www.bapen.org.uk
O Folheto Explicativo da ‘MUST’
Índice
1. Contexto 1
Finalidade ................................................................... 1
Definição de malnutrição ............................................. 1
A malnutrição e a saúde pública .................................. 1
Consequências da malnutrição .................................... 3
Avaliação e análise ..................................................... 4

2. Rastreio nutricional e planeamento de cuidados com a ‘MUST’ 5


Rastreio nutricional ..................................................... 5
Como fazer um rastreio utilizando a ‘MUST’ ................. 5
Passos 1 – 5 ....................................................... 6
O plano de cuidados .................................................. 9
Intervenções nutricionais orais .............................. 9
Alimentação ............................................. 9
Suplementos nutricionais orais .................. 9
Suporte nutricional artificial .................................. 9
Monitorização ..................................................... 9

3. Tomar medidas com a ‘MUST’ 10


Medir a altura e o peso .............................................. 10
Altura ................................................................. 10
Peso .................................................................. 10
Cálculo do índice de massa corporal (IMC) .................. 10
Medições alternativas ................................................ 10
Altura ................................................................ 10
Comprimento do antebraço (cúbito) ........... 11
Altura do joelho ........................................ 11
Envergadura ............................................ 14
Peso ................................................................ 14
Perda de peso recente ........................................ 14
Fazer a estimativa da categoria de IMC ............... 16
Medir a circunferência da linha
média do braço (CLMB) ............................ 16
Alterações de peso ao longo do tempo ................ 16

4. Notas, gráficos e tabelas 17


Notas ..................................................................... 17-18
O fluxograma da ‘MUST’ ............................................. 19
Gráfico de IMC e pontuação do IMC ........................ 20-21
Tabelas de perda de peso ....................................... 22-23

5. Referências 24
Contexto

1. Contexto

Finalidade
A ‘Ferramenta Universal para Rastreio da Malnutrição’ (‘MUST’) foi
concebida para ajudar a identificar os indivíduos adultos com baixo peso
e que, por isso, estão em risco de sofrer de malnutrição, bem como para
identificar aqueles que sofrem de obesidade. Não foi concebida para detetar
deficiências na ingestão reduzida ou excessiva de vitaminas e minerais.

Definição de malnutrição
Não existe uma definição universalmente aceite de malnutrição mas,
cada vez mais, utiliza-se a seguinte:
Malnutrição é um estado de nutrição em que existe uma deficiência
ou um excesso (ou um desequilíbrio) de energia, proteína e outros
nutrientes, que provoca efeitos adversos mensuráveis na condição e
no funcionamento tecidular/corporal (forma, dimensão e composição
anatómicas) e no resultado clínico.1
Apesar de o termo “malnutrição” poder referir-se à subnutrição ou à
sobrenutrição, será aqui utilizado para referir a subnutrição. O IMC >30kg/m2
é utilizado para indicar os indivíduos com excesso de peso (obesos).

A malnutrição e a saúde pública


Prevê-se que, em qualquer momento, mais de 3 milhões de pessoas no
Reino Unido estarão em risco de malnutrição2 e, no entanto, este continua
a ser um problema pouco reconhecido e pouco tratado. Além disso, no
Reino Unido, em 2007, os gastos da saúde pública referentes à malnutrição
relacionada com a doença foi calculada em mais de £13 biliões por ano,
cerca de 80% dos quais em Inglaterra2. Este é um fardo pesado e um custo
a suportar, não só para os indivíduos, mas também para os serviços de
cuidados sociais e de saúde e para a sociedade em geral.
A Tabela 1 resume a prevalência da malnutrição (médio e alto risco
combinados, de acordo com a ‘MUST’) nas admissões das instituições
de cuidados de saúde em todo o Reino Unido, que realça a dimensão do
problema. Os valores foram retirados dos inquéritos semana de rastreio
da nutrição da BAPEN realizados em 2007, 2008 e 2010.3-5

1
Contexto

Tabela 1 Resumo dos riscos da malnutrição (médio e alto


risco, de acordo com a MUST) nas admissões das
instituições de cuidados recolhidos nos dados
semana de rastreio da nutrição da BAPEN 3-5

Instituição de cuidados Risco de malnutrição Fonte dos dados


(médio e alto risco
combinados)
Hospital % em risco de
malnutrição
28% NSW 2007, 2008
34% NSW 2010
Instituições de cuidados* 30% NSW 2007
42% NSW 2008
37% NSW 2010
Unidades de cuidados 19% NSW 2007
mentais
20% NSW 2008
18% NSW 2010
*Os valores referem-se aos doentes internos, admitidos nas instituições de cuidados, nos
últimos 6 meses
NSW = semana de rastreio da nutrição

Os dados dos estudos referentes às clínicas de ambulatório sugerem que


16 a 21% dos doentes estão em risco de malnutrição (médio e alto risco),
sendo que os doentes de risco têm significativamente mais admissões em
hospitais com internamentos significativamente mais longos.6-8
Foi efetuado um pequeno número de inquéritos para estimar o risco de
malnutrição em pessoas que viviam em abrigos no Reino Unido. Os dados
destes estudos sugerem que 10 a 14% estão em risco de malnutrição
(médio e alto risco combinados, de acordo com a ‘MUST’).9-11
Num dado momento, a vasta maioria (93%) das pessoas em risco de
malnutrição vivem na comunidade, 5% estão em instituições de cuidados
e 2% estão nos hospitais.2
Os grupos mais vulneráveis e que se encontram nutricionalmente em
risco incluem os dos idosos, os dos indivíduos que padecem de doenças
crónicas, os que tiveram alta recentemente do hospital e os pobres ou
socialmente isolados.2

2
Contexto

Tabela 2 Consequências da malnutrição


Frequentemente, a malnutrição não é detetada nem tratada, provocando um
vasto leque de consequências adversas.2
Efeito Consequência
Resposta imunitária Incapacidade em lutar contra a infeção
comprometida
Força muscular reduzida e Inatividade e redução da capacidade de ir trabalhar, ir às compras,
fadiga cozinhar e tratar de si. O funcionamento muscular deficiente pode resultar
em quedas e, no caso de deficiência da função muscular respiratória,
pode resultar em fraca pressão da função da tosse – demorando a
expetoração e atrasando a recuperação da infeção respiratória
Inatividade Em doentes acamados, isto pode resultar em úlceras de pressão e
coágulos venosos, que podem soltar-se e embolizar
Perda de regulação da Hipotermia
temperatura
Deficiência da cicatrização de Aumento das complicações relacionadas com os ferimentos, como
feridas infeções e fraturas não unidas
Incapacidade em regular o sal Predisposição para a super-hidratação ou desidratação
e os líquidos
Incapacidade em regular a Deficiência da função reprodutora
menstruação
Deficiência fetal e de A malnutrição durante a gravidez predispõe a doenças crónicas
programação infantil comuns, como as doenças cardiovasculares, enfarte e diabetes (na
idade adulta)
Atraso de crescimento Nanismo, atraso do desenvolvimento sexual, redução da massa e da
força muscular
Função psicossocial Mesmo quando não é complicada por outras doenças, a malnutrição
deficiente provoca apatia, depressão, introversão, desmazelo, hipocondria,
perda de libido e deterioração das interações sociais (incluindo a
ligação mãe-filho)
(Adaptado de Combating Malnutrition: Recommendations for Action. BAPEN 20092)
Estes efeitos adversos de malnutrição aumentam os custos dos serviços de
cuidados de saúde e sociais em todo o Reino Unido e na comunidade em geral.
Na comunidade, é mais provável que os indivíduos mais idosos, identificados 12

através da ‘MUST’ como estando em risco de malnutrição, sejam internados nos m2


hospitais e consultem o Médico de Clínica Geral com maior frequência12. Também
ficou demonstrado que os indivíduos de baixo peso (IMC <20 kg/m2) consomem
mais recursos de cuidados de saúde do que aqueles que têm um IMC entre os 20
e os 25 kg/m2, apresentando uma média superior de receitas passadas (9%), de
consultas ao médico de clínica geral (6%) e de internamentos hospitalares (25%).13
Nos hospitais, os doentes em risco de malnutrição ficam no hospital
significativamente mais tempo do que aqueles que não apresentam malnutrição e
têm maior probabilidade de serem transferidos para outras instituições de cuidados
de saúde do que de receberem alta para irem para casa.14,15 3
Contexto

Avaliação e análise
A ‘Ferramenta Universal para Rastreio da Malnutrição’ (‘MUST’) foi avaliada
em enfermarias de hospitais, em clínicas para doentes em ambulatório,
em centros de clínica geral, na comunidade e em instituições de cuidados.
Concluiu-se que a utilização da ‘MUST’ para categorizar os doentes quanto
ao risco de malnutrição era um processo fácil, rápido, reproduzível e
internamente consistente. A ‘MUST’ pode ser utilizada em doentes em
que não é possível obter a altura e peso, uma vez que é fornecida uma
variedade de medidas alternativas e de critérios subjetivos.
Foram descritos resultados positivos no que se refere ao auto-
rastreio dos doentes com a ‘MUST’, obtendo-se resultados de rastreio
comparáveis aos dos profissionais de saúde.16
A base da evidência da ‘MUST’ está resumida no Relatório ‘MUST’, cujas
cópias estão disponíveis nos escritórios da BAPEN.
A ‘MUST’ foi desenvolvida em 2003 pelo grupo multidisciplinar
Malnutrition Advisory Group (MAG), um Comité Permanente da
British Association for Parenteral and Enteral Nutrition (BAPEN). O
desenvolvimento da ‘MUST’ foi revisto de forma independente por
membros da Royal College of Physicians, Royal College of General
Practitioners, Royal College of Obstetricians and Gynaecologists,
Royal College of Nursing, British Dietetic Association e muitas outras
organizações, médicos independentes e profissionais de saúde.
A ‘MUST’ continua a ter o apoio do MAG (agora chamado Malnutrition
Action Group) e de recursos educacionais, tendo sido desenvolvidas
outras ferramentas para auxiliar à sua implementação.
O pessoal cujas responsabilidades passam pelo rastreio nutricional com
a ‘MUST’ devem receber formação adequada para assegurar que são
competentes na realização do seu trabalho.
Encontrará disponíveis informações sobre os recursos de E-learning
da BAPEN para utilização da ‘MUST’ em instituições hospitalares e
comunitárias em www.bapen.org.uk
A ‘MUST’ é a ferramenta de rastreio nutricional mais vastamente utilizada
no Reino Unido.5 É também comummente utilizada noutros países do
mundo.

A ‘MUST’ é revista anualmente.

4
Rastreio nutricional e planeamento de cuidados com a ‘MUST’

2. A
 valiação nutricional e planeamento de cuidados
com a ‘MUST’

Rastreio nutricional
Este é o primeiro passo no que se refere à identificação de indivíduos
que possam estar, ou que possam vir a estar, em risco nutricional,
e que possam beneficiar de uma intervenção nutricional adequada.
É um procedimento rápido, simples e geral utilizado pelo pessoal de
enfermagem, médico e outro num primeiro contacto com o indivíduo
para que possam ser implementadas linhas de orientação claras,
com o objetivo de se tomarem medidas, e para que se possa fornecer
um aconselhamento nutricional apropriado. Alguns indivíduos podem
necessitar apenas de ajuda e aconselhamento no que se refere à
alimentação e bebidas. Outros, porém, poderão ter de ser encaminhados
para outras especialidades mais específicas, para aconselhamento.
O rastreio poderá ter de ser repetido regularmente, uma vez que a
condição clínica e os problemas nutricionais dos indivíduos podem
alterar-se. É especialmente importante reavaliar os indivíduos
identificados como estando em risco à medida que vão avançando nas
instituições de cuidados.
É sempre melhor prevenir ou detetar problemas atempadamente através
do rastreio do que descobrir problemas graves mais tarde.

Como fazer um rastreio utilizando a ‘MUST’


Deverão ser seguidos os cinco passos existentes:
Passos 1 e 2 – Reunir medições nutricionais (altura, peso, IMC, perda
de peso involuntária recente). Se não for possível obter a altura e o
peso, utilize as medições alternativas (consulte as páginas 10-15).
Passo 3 – Considere a consequência de uma doença grave.
Passo 4 – Determine a pontuação ou a categoria de risco geral da malnutrição.
Se não for possível estabelecer o IMC nem a perda de peso, avalie o risco geral
subjetivamente utilizando “Outros critérios” (consulte a página 7).
Passo 5 – Utilizando as linhas de orientação de controlo e/ou as políticas
locais, forme um plano de cuidados apropriado. Consulte o exemplo nas
páginas 8 a 9 quanto às considerações de planeamento de cuidados e a
página 19 para ver o fluxograma da ‘MUST’.
5
Rastreio nutricional e planeamento de cuidados com a ‘MUST’

Passos 1 – 5
Passo 1: Índice de massa corporal (IMC) (kg/m2)
• O IMC oferece uma interpretação rápida do estado crónico da
proteína-energia com base na altura e no peso de um indivíduo.
• Obtenha a altura e o peso de um indivíduo para calcular o IMC ou utilize
o gráfico de IMC (consulte as páginas 20 a 21 para ver o gráfico de
IMC da ‘MUST’) para estabelecer a pontuação do IMC do indivíduo.
• Se o peso e a altura não estiverem disponíveis, pode ser apropriado
utilizar o peso e altura indicados pelo indivíduo, se os valores forem
realistas. Também é possível utilizar medições e observações
alternativas (consulte as páginas 10 a 15).
Se não for possível obter estes valores, devem utilizar-se os critérios subjetivos
(consulte a página 7) para se obter uma impressão clínica geral da categoria de
risco nutricional do indivíduo.

Passo 2: Perda de peso


• A perda de peso involuntária ao longo de 3 a 6 meses é um fator de risco
mais importante para a definição da categoria de risco de malnutrição do que o
próprio IMC.
• Para estabelecer a pontuação da perda de peso do indivíduo, pergunte se foi
sentida qualquer perda de peso nos últimos 3 a 6 meses e, em caso afirmativo,
quanto é que o indivíduo perdeu (ou procure nos respetivos registos médicos).
• Deduza o peso atual do peso anterior para calcular o valor do peso perdido.
Utilize as tabelas de perda de peso (consulte a página 22) para estabelecer a
pontuação da perda de peso.
• Se o indivíduo não tiver perdido peso (ou se ganhou peso), a pontuação é 0.

Tabela 3 Pontuação da perda de peso


Pontuação Perda de peso involuntária Significado
nos últimos 3 a 6 meses
(% de peso corporal)
2 >10 Significativo em termos clínicos
1 5 – 10 Mais do que a variação intra-individual
normal – indicador inicial de aumento
do risco de malnutrição
0 <5 Com a variação intra-individual “normal”

6
Rastreio nutricional e planeamento de cuidados com a ‘MUST’

Passo 3: A doença grave pode afetar o risco de malnutrição


• Se o indivíduo está atualmente afetado por uma condição patofisiológica
ou psicológica grave e se não houve ingestão nutricional ou a probabilidade
de ter havido ingestão nutricional há mais de 5 dias, é provável que haja
risco nutricional. Neste grupo de doentes estão incluídos aqueles que
estão gravemente doentes, aqueles que têm dificuldades de deglutição (por
exemplo, após um enfarte), os que apresentam lesões na cabeça ou os
que foram submetidos a cirurgia gastrointestinal.
É pouco provável este quadro ocorrer na comunidade ou em doentes que
frequentam as consultas em ambulatório de uma clínica.

Somar 2 à pontuação

Passo 4: Risco geral de malnutrição


Estabeleça o risco geral de malnutrição depois de considerar todos
os fatores relevantes. Some as pontuações dos passos 1, 2 e 3 para
calcular o risco geral de malnutrição.
0 = baixo risco 1 = risco médio 2 ou mais = alto risco
Se não for possível estabelecer o IMC nem a perda de peso avalie a
categoria de risco geral utilizando os “Critérios subjetivos” indicados na
caixa em baixo.

Critérios subjetivos
Se não for possível obter a altura, o peso ou o IMC, os seguintes critérios
relacionados com os mesmos podem ajudar a formar uma opinião da categoria
do risco nutricional geral em que o doente se encontra. Os fatores indicados
em baixo podem influenciar ou contribuir para o risco de malnutrição.
Tenha em conta: estes critérios devem ser utilizados coletivamente e
não em separado como alternativas aos passos 1 e 2 da ‘MUST’ e não
foram concebidos para a atribuição de uma pontuação real. A medição
da circunferência da linha média do braço (CLMB) pode ser utilizada para
calcular a categoria do IMC (consulte a página 16) e ajudar à tomada de
decisões sobre a impressão geral do risco nutricional do indivíduo.
IMC
• Impressão clínica – magro, peso aceitável, peso a mais. O
enfraquecimento óbvio (bastante magro) e a obesidade (peso a mais
visível) podem ser anotados.

Continuação >>
7
Rastreio nutricional e planeamento de cuidados com a ‘MUST’

Perda de peso
• O vestuário e/ou os acessórios já não assentam bem.
• As causas prováveis de perda de peso são o historial de ingestão alimentar
reduzida, a diminuição do apetite ou a disfagia (problemas de deglutição) há
mais de 3 a 6 meses e doença subjacente ou incapacidade psicossocial/física.
Doença grave
• Gravemente doente e falta de ingestão nutricional ou probabilidade
de não haver ingestão nutricional há mais de 5 dias.

Calcule a categoria do risco de malnutrição (baixo, médio ou alto)


com base na sua avaliação geral.

Passo 5: Linhas de orientação de controlo


Definir um plano de cuidados apropriado
• Registe a pontuação de risco geral do indivíduo, acerte e documente
um plano de cuidados e todos os conselhos que lhe der.
• Os indivíduos que se encontram nas categorias de risco alto ou médio
necessitam, normalmente, de outros tipos de intervenção como os
sugeridos na caixa em baixo. Para ficar a conhecer um exemplo das linhas
de orientação de controlo, consulte o fluxograma da ‘MUST’ na página 19.

Tabela 4 Pontuação geral da ‘MUST’ e linhas de orientação


de controlo sugeridas
Pontuação da ‘MUST’ (IMC + Risco geral de Ação
perda de peso + consequência malnutrição
de doença grave)
2 or mais Alto Tratar - a menos que se suspeite
poder prejudicar ou não beneficiar
com o suporte nutricional, por
exemplo, morte iminente.
1 Médio Observar - ou tratar caso esteja a
aproximar-se do alto risco ou caso se
preveja uma deterioração clínica rápida.
0 Baixo Cuidados de rotina - a menos que se
preveja uma deterioração clínica rápida
Nos indivíduos obesos, as condições subjacentes graves são geralmente
controladas antes de se tratar a obesidade

8
Rastreio nutricional e planeamento de cuidados com a ‘MUST’

O plano de cuidados
1. Definir metas e objetivos de tratamento.
2. Tratar todas as condições subjacentes.
3. Tratar a malnutrição com alimentos e/ou com suplementos nutricionais orais
(SNO). Os indivíduos que não conseguem cumprir os seus requisitos nutricionais
oralmente podem necessitar de um suporte nutricional artificial, por exemplo,
nutrição entérica ou parentérica. Nenhum destes métodos é exclusivo e pode ser
necessária a combinação de alguns ou todos os métodos. Se os indivíduos sofrem
de excesso de peso ou obesidade, siga as linhas de orientação locais referentes
ao controlo de peso.
4. Monitorizar e rever a intervenção nutricional e o plano de cuidados.
5. R eavaliar os indivíduos identificados como estando em risco nutricional à medida
que vão passando pelas instituições de cuidados.
Intervenções nutricionais orais
Alimentos e líquidos
Considere o seguinte:
• Providenciar ajuda e aconselhamento no que se refere às opções alimentares,
aos alimentos e às bebidas.
• Assegurar a inclusão de alimentos saborosos, tentadores e com um bom valor
nutricional durante e entre as refeições. É importante assegurar que é fornecida a
gama total de nutrientes (incluindo os macro e micro nutrientes) durante o dia.
• Assegurar a provisão de líquidos adequados
• Oferecer assistência com as compras, a preparação dos alimentos e a
alimentação sempre que seja apropriado.
• Proporcionar um ambiente agradável para a refeição – no hospital, em casa, em
restaurantes ou através de outras organizações.
Suplementos nutricionais orais
Considere o seguinte:
• Utilizar os SNO quando não é possível cumprir os requisitos nutricionais com os
alimentos. Normalmente, é importante uma ingestão diária de 250 a 600 kcal
adicionais. A ingestão de SNO pode ser melhorada variando a textura e os sabores
oferecidos. A utilização dos SNO densos em energia e proteínas deve ser considerada
para os doentes que não consigam consumir o volume de um SNO normal.
• Deverão ser dados orientação e aconselhamento dietéticos quando se
recomendam os SNO.
Suporte nutricional artificial (nutrição entérica e parentérica)
Se for necessário, siga as políticas locais.
Monitorização
Todos os indivíduos identificados como estando em risco de malnutrição devem ser
monitorizados regularmente para assegurar que o seu plano de cuidados continua a ir
ao encontro das suas necessidades.
9
Tomar medidas com a ‘MUST’

3. Tomar medidas para utilização com a ‘MUST’

Medir a altura e o peso


Altura
• Utilize uma régua telescópica (estadiómetro) sempre que possível.
Certifique-se de que está corretamente posicionada contra a parede.
• Peça ao indivíduo que tire os sapatos e que se mantenha direito,
com os pés bem assentes no chão e os calcanhares bem
encostados à régua telescópica ou à parede (caso não utilize uma
régua telescópica).
• Certifique-se de que o indivíduo está a olhar em frente e baixe a peça
da cabeça até tocar suavemente no topo da mesma.
• Leia e anote a altura.
Peso
• Utilize balanças clínicas sempre que possível.17 Certifique-se de que
a balança recebe verificações de precisão frequentes e assegure-se
de que está no zero antes de o indivíduo subir.
• Pese o indivíduo com roupas leves e sem sapatos.

Cálculo do índice de massa corporal (IMC)


O IMC real pode ser calculado utilizando a seguinte equação:

Peso (kg)
IMC =
Altura (m)2

A pontuação do IMC pode ser obtida utilizando o gráfico de IMC


fornecido (consulte as páginas 20-21).

Medições alternativas
Altura
• Se não for possível medir a altura, utilize a altura recentemente
documentada ou indicada pelo indivíduo (se for fiável e realista).
• Se não for possível medir a altura, se o indivíduo não a souber
ou se não conseguir indicá-la, poderão ser utilizadas as medições
alternativas a seguir para calcular a altura.

10
Tomar medidas com a ‘MUST’

(i) Comprimento do antebraço (cúbito)


• P
 eça ao indivíduo que dobre um
braço (o esquerdo, se possível),
com a palma da mão virada para
baixo sobre o peito e os dedos a
apontarem para o ombro oposto.
• U
 tilizando uma fita métrica, meça o
comprimento em centímetros (cm)
até ao meio centímetro (0,5 cm) mais
próximo entre o ponto do cotovelo
(olecrano) e o ponto médio do osso saliente do pulso (processo estiloide).
• U
 tilize a tabela na página 12 para converter o comprimento cubital (cm)
em altura (m).

(ii) Altura do joelho


• Meça a perna esquerda, se possível.
• O
 indivíduo deve estar sentado numa cadeira,
descalço, e manter o joelho num ângulo reto.
• S
 egure a fita métrica entre o 3º e o 4º dedo
com a leitura zero por baixo dos dedos.
• P
 onha a sua mão esticada sobre a coxa do
indivíduo, cerca de 4 cm por trás da parte da
frente do joelho.
• E
 stique a fita métrica a direito para baixo
na parte lateral da perna alinhada com a
saliência óssea no tornozelo (maléolo lateral)
até à base do calcanhar. Meça até ao meio
centímetro (0,5 cm) mais próximo.
• A
 note o comprimento e utilize a tabela na página 13 para converter a
altura do joelho (cm) em altura (m).

11
12
Tabela 5 Calcular a altura a partir do comprimento cubital

Homens (<65 anos) 1.94 1.93 1.91 1.89 1.87 1.85 1.84 1.82 1.80 1.78 1.76 1.75 1.73 1.71

(m)
Altura
Homens (≥65 anos) 1.87 1.86 1.84 1.82 1.81 1.79 1.78 1.76 1.75 1.73 1.71 1.70 1.68 1.67
Tomar medidas com a ‘MUST’

Comprimento cubital (cm) 32.0 31.5 31.0 30.5 30.0 29.5 29.0 28.5 28.0 27.5 27.0 26.5 26.0 25.5
Mulheres (<65 anos) 1.84 1.83 1.81 1.80 1.79 1.77 1.76 1.75 1.73 1.72 1.70 1.69 1.68 1.66

(m)
Altura
Mulheres (≥65 anos) 1.84 1.83 1.81 1.79 1.78 1.76 1.75 1.73 1.71 1.70 1.68 1.66 1.65 1.63

Homens (<65 anos) 1.69 1.67 1.66 1.64 1.62 1.60 1.58 1.57 1.55 1.53 1.51 1.49 1.48 1.46

(m)
Altura
Homens (≥65 anos) 1.65 1.63 1.62 1.60 1.59 1.57 1.56 1.54 1.52 1.51 1.49 1.48 1.46 1.45
Comprimento cubital (cm) 25.0 24.5 24.0 23.5 23.0 22.5 22.0 21.5 21.0 20.5 20.0 19.5 19.0 18.5
Mulheres (<65 anos) 1.65 1.63 1.62 1.61 1.59 1.58 1.56 1.55 1.54 1.52 1.51 1.50 1.48 1.47

(m)
Altura
Mulheres (≥65 anos) 1.61 1.60 1.58 1.56 1.55 1.53 1.52 1.50 1.48 1.47 1.45 1.44 1.42 1.40
Tabela 6 Calcular a altura a partir da altura do joelho

Homens (18-59 anos) 1.94 1.93 1.92 1.91 1.90 1.89 1.88 1.87 1.865 1.86 1.85 1.84 1.83 1.82 1.81

(m)
Altura
Homens (60-90 anos) 1.94 1.93 1.92 1.91 1.90 1.89 1.88 1.87 1.86 1.85 1.84 1.83 1.82 1.81 1.80
Altura do joelho (cm) 65.0 64.5 64.0 63.5 63.0 62.5 62.0 61.5 61.0 60.5 60.0 59.5 59.0 58.5 58.0
Mulheres (18-59 anos) 1.89 1.88 1.875 1.87 1.86 1.85 1.84 1.83 1.82 1.81 1.80 1.79 1.78 1.77 1.76

(m)
Altura
Mulheres (60-90 anos) 1.86 1.85 1.84 1.835 1.83 1.82 1.81 1.80 1.79 1.78 1.77 1.76 1.75 1.74 1.73

Homens (18-59 anos) 1.80 1.79 1.78 1.77 1.76 1.75 1.74 1.73 1.72 1.71 1.705 1.70 1.69 1.68 1.67

(m)
Altura
Homens (60-90 anos) 1.79 1.78 1.77 1.76 1.74 1.73 1.72 1.71 1.70 1.69 1.68 1.67 1.66 1.65 1.64
Altura do joelho (cm) 57.5 57.0 56.5 56.0 55.5 55.0 54.5 54.0 53.5 53.0 52.5 52.0 51.5 51.0 50.5
Mulheres (18-59 anos) 1.75 1.74 1.735 1.73 1.72 1.71 1.70 1.69 1.68 1.67 1.66 1.65 1.64 1.63 1.62

(m)
Altura
Mulheres (60-90 anos) 1.72 1.71 1.70 1.69 1.68 1.67 1.66 1.65 1.64 1.63 1.625 1.62 1.61 1.60 1.59

Homens (18-59 anos) 1.66 1.65 1.64 1.63 1.62 1.61 1.60 1.59 1.58 1.57 1.56 1.555 1.55 1.54 1.53

(m)
Altura
Homens (60-90 anos) 1.63 1.62 1.61 1.60 1.59 1.58 1.57 1.56 1.55 1.54 1.53 1.52 1.51 1.49 1.48
Altura do joelho (cm) 50.0 49.5 49.0 48.5 48.0 47.5 47.0 46.5 46.0 45.5 45.0 44.5 44.0 43.5 43.0
Mulheres (18-59 anos) 1.61 1.60 1.59 1.585 1.58 1.57 1.56 1.55 1.54 1.53 1.52 1.51 1.50 1.49 1.48

(m)
Altura
Mulheres (60-90 anos) 1.58 1.57 1.56 1.55 1.54 1.53 1.52 1.51 1.50 1.49 1.48 1.47 1.46 1.45 1.44

13
Tomar medidas com a ‘MUST’
Tomar medidas com a ‘MUST’

(iii) Envergadura
• Idealmente o indivíduo deve estar de pé pois isso tornará mais fácil a medição.
• Localize e marque o ponto médio do nó esternal (o “V” na base do pescoço).
• Peça ao indivíduo que levante o braço direito até estar na horizontal
relativamente ao ombro (dê assistência, se necessário, certificando-se, ao
mesmo tempo, que o pulso está direito).
• Coloque uma fita métrica entre o dedo médio e o anelar da mão direita do
indivíduo, posicionando o ponto zero da fita na base dos dedos.
• Estique a fita métrica a todo o comprimento do braço até ao ponto médio no nó
esternal e tome nota da medição até ao meio centímetro (0,5 cm) mais próximo.
Utilize a tabela na página 15 para converter o comprimento da envergadura (cm)
em altura (m).

Notas:
• A envergadura não deve ser utilizada em indivíduos com curvatura grave
ou óbvia da coluna (cifose ou escoliose).
• Nos indivíduos acamados, os que sofrem de incapacidades graves e os
que têm cifose ou escoliose, é preferível utilizar o comprimento cubital
para calcular a altura.
Peso
Se o indivíduo não puder ser pesado, utilize o peso que tenha sido
recentemente documentado nas notas da instituição referentes ao indivíduo
ou utilize o peso indicado pelo doente (se for fiável e realista).
Perda de peso recente
• Se não for possível realizar a medições de peso, poderá ser útil consultar um
histórico de perda de peso. Utilize as medições padrão documentadas nas
notas da instituição referentes ao indivíduo ou o valor da perda de peso indicada
pelo doente (se for fiável e realista). Se não for possível obter nenhuma destas
medições, terá de utilizar os critérios subjetivos (consulte a página 7) para obter
uma impressão clínica da categoria de risco nutricional geral de um indivíduo.
14
Tabela 7 Calcular a altura utilizando a envergadura

Homens (16-54 anos) 1.97 1.95 1.94 1.93 1.92 1.90 1.89 1.88 1.86 1.85 1.84 1.82 1.81 1.80 1.78 1.77 1.76

(m)
Altura
Homens (≥55 anos) 1.90 1.89 1.87 1.86 1.85 1.84 1.83 1.81 1.80 1.79 1.78 1.77 1.75 1.74 1.73 1.72 1.71
Envergadura (cm) 99 98 97 96 95 94 93 92 91 90 89 88 87 86 85 84 83
Mulheres (16-54 anos) 1.91 1.89 1.88 1.87 1.85 1.84 1.83 1.82 1.80 1.79 1.78 1.76 1.75 1.74 1.72 1.71 1.70

(m)
Altura
Mulheres (≥55 anos) 1.86 1.85 1.83 1.82 1.81 1.80 1.79 1.77 1.76 1.75 1.74 1.73 1.71 1.70 1.69 1.68 1.67

Homens (16-54 anos) 1.75 1.73 1.72 1.71 1.69 1.68 1.67 1.65 1.64 1.63 1.62 1.60 1.59 1.58 1.56 1.55 1.54

(m)
Altura
Homens (≥55 anos) 1.69 1.68 1.67 1.66 1.65 1.64 1.62 1.61 1.60 1.59 1.57 1.56 1.55 1.54 1.53 1.51 1.50
Envergadura (cm) 82 81 80 79 78 77 76 75 74 73 72 71 70 69 68 67 66
Mulheres (16-54 anos) 1.69 1.67 1.66 1.65 1.63 1.62 1.61 1.59 1.58 1.57 1.56 1.54 1.53 1.52 1.50 1.49 1.48

(m)
Altura
Mulheres (≥55 anos) 1.65 1.64 1.63 1.62 1.61 1.59 1.58 1.57 1.56 1.55 1.54 1.52 1.51 1.50 1.49 1.47 1.46

15
Tomar medidas com a ‘MUST’

Calcular a categoria do índice de massa corporal (IMC)


Se não for possível medir nem obter a altura e o peso, pode calcular-se um
intervalo provável do IMC utilizando a circunferência da linha média do braço
(CLMB) que pode ser utilizada para suportar uma impressão geral da categoria
de risco do indivíduo utilizando os critérios subjetivos (consulte a página 7).
Tenha em conta que a utilização da CLMB não foi
Fig.1
concebida para gerar uma pontuação
Medir a circunferência da linha média do braço (CLMB)
Consulte a Fig.1
• O indivíduo deve estar em pé ou sentado.
• Utilize o braço esquerdo, se possível, e peça ao
indivíduo para se despir para que o braço fique nu.
• Localize o topo do ombro (acrómio) e o ponto do
cotovelo (processo de olecrano).
• Meça a distância entre os dois pontos, identifique o
ponto médio e marque-o no braço.
Consulte a Fig.2
Fig.2
• Peça ao indivíduo para deixar o braço pendurado solto
e, com uma fita métrica, meça a circunferência do
braço no ponto médio. Não aperte demasiado a fita
métrica – deve ficar apenas ajustada confortavelmente
em volta do braço.
Se a CLMB for inferior a 23,5 cm, é provável que o IMC seja
inferior a 20 kg/m2 sendo que, provavelmente, o indivíduo tem
baixo peso.
Se a CLMB for superior a 32,0 cm, é provável que o IMC seja superior
a 30 kg/m2 sendo que, provavelmente, o indivíduo é obeso.

Alterações de peso ao longo do tempo


• A CLMB também pode ser utilizada para calcular a alteração de peso
ao longo de um período de tempo e pode ser útil para os indivíduos
que se encontram nos cuidados continuados.
• A CLMB tem de ser medida repetidamente ao longo de um período de
tempo, de preferência fazendo-se duas medições em cada ocasião e
utilizando a média dos dois valores.
Se a CLMB se alterar em, pelo menos, 10% é então provável que o
peso e o IMC se tenham alterado em aproximadamente 10% ou mais.

Sem outras evidências não é possível atribuir valores absolutos às


medições da CLMB ou às alterações percentuais.
16
Notas, gráficos e tabelas

4. Notas, gráficos e tabelas


Notas
1. Os valores do IMC no gráfico de IMC fornecido com a ‘MUST’ foram
arredondados para o número inteiro mais próximo. A área sombreada a
amarelo representa os valores do IMC de 18,5 a 20,0 kg/m2. Portanto, os
valores de 20 que estão acima desta área sombreada representam valores
superiores a 20 e inferiores a 20,5 kg/m2. Os valores de 18 que estão abaixo
desta área representam valores inferiores a 18,5 e acima de 17,5 kg/m2.
2. Deve ter-se muita atenção quando se interpreta o IMC ou a percentagem da
perda de peso do doente, caso esteja presente algum dos seguintes pontos:
Retenção de líquidos: (i) IMC Mais significativo se o doente estiver dentro dos valores de
baixo peso com edema; subtrair ~2kg quando o edema é praticamente indetetável
(edema grave é >10 kg; consulte o Relatório ‘MUST’); pode utilizar a CLMB nos casos de
ascite ou edema nas pernas ou no tronco, mas nunca nos braços; voltar a medir o peso
depois de corrigir a desidratação ou a super-hidratação; inspecionar o indivíduo para
classificá-lo como magro, peso aceitável ou com excesso de peso/obeso. (ii) Alteração
de peso Quando existem grandes alterações de líquidos e flutuações de líquidos, um
historial de mudanças de apetite e presença de condições que, provavelmente, levam à
alteração de peso, são fatores que podem ser utilizados como parte de uma avaliação
subjetiva geral do risco de malnutrição (categorias de risco baixo ou médio/alto).
Gravidez: (i) IMC pré-gravidez Medida no início da gravidez; peso e altura
documentados ou indicados pela paciente (ou calculados utilizando as medições
no início da gravidez); CLMB em qualquer altura durante a gravidez. (ii)
Alteração de peso Um aumento de peso de <1 kg (<0,5 kg nas pacientes
obesas) ou de >3 kg por mês durante o 2º e o 3º trimestre requer, geralmente,
nova avaliação mais profunda. Consulte o Relatório ‘MUST’ para obter
informações mais detalhadas.
Aleitamento: (i) IMC IMC medido. (ii) Alteração de peso Tal como para o
edema (acima).
Doença grave: Consequência de doença grave (e sem ingestão alimentar
durante >5 dias). Geralmente, isto aplica-se à maioria dos doentes que se
encontram nos cuidados intensivos ou em unidades de elevada dependência.
Próteses: IMC As próteses sintéticas e outras para o peso no membro superior
<1 kg; parte inferior da pena e costas 0,9 a 4,5 kg dependendo do material e
do local. Consulte o Relatório ‘MUST’ para obter informações mais detalhadas.
Amputações: IMC Os ajustes do peso corporal podem ser feitos a partir do
conhecimento dos segmentos do membro em falta: Membro superior 4,9%
(parte superior do braço 2,7%; antebraço, 1,6%; mão, 0,6%); membro inferior
15,6% (anca 9,7%; parte inferior da perna 4,5%; pé 1,4%).
17
Notas, gráficos e tabelas

Os cálculos para se obter os pesos antes da amputação são dados em baixo:

Tabela 8 Cálculos para obter os pesos antes da amputação


Amputação Cálculo
Abaixo do joelho Peso atual (kg) x 1.063
Perna inteira Peso atual (kg) x 1.18
Antebraço Peso atual (kg) x 1.022
Braço inteiro Peso atual (kg) x 1.05

3. P
 ara os doentes identificados como obesos ou como tendo excesso de
peso e que estão, realmente, doentes, a necessidade de tratar a perda
de peso deve ser adiada até o indivíduo se encontrar numa condição
clínica mais estável.

18
Notas, gráficos e tabelas

Passo 1 + Passo 2 + Passo 3


Pontuação do IMC Pontuação da consequência
Pontuação da perda
de peso de doença grave

IMC kg/m 2 Pontuação Perda de peso Se o indivíduo está


involuntária nos últimos gravemente doente e reduziu
>20 (>30 3 a 6 meses drasticamente a ingestão
Obesidade) =0 % Pontuação nutricional ou se se prevê
18.5 - 20 =1 <5 =0 não conseguir alimentar-se
<18.5 =2 5-10 =1 durante >5 dias
>10 =2 Pontuação 2

Se não for possível obter a altura e o É improvável que a consequência


peso, consulte a parte de trás para saber de doença grave seja aplicada fora
como obter medições alternativas e
como utilizar os critérios subjetivos Passo 4 do hospital. Consulte o Folheto
Explicativo da ‘MUST’ para obter
mais informações
Risco geral de malnutrição
Somar todas as pontuações para calcular o risco geral de malnutrição
Pontuação 0 baixo risco Pontuação 1 risco médio Pontuação 2 ou superior, alto risco

Passo 5
Linhas de orientação de controlo

0 1 2 ou mais
Baixo Risco Risco Médio Alto Risco
Cuidados de saúde Observar Tratar*
de rotina Registar a ingestão nutricional Remeter ao nutricionista, à
durante 3 dias equipa de suporte nutricional ou
Repetir o rastreio
Se for adequada – preocupação implementar a política local
Hospital – semanalmente ligeira e repetir o rastreio
Definir objetivos, melhorar e
Instituições de cuidados – Hospital – semanalmente
aumentar a ingestão nutricional geral
mensalmente Instituição de cuidados –
Comunidade – anualmente pelo menos mensalmente Monitorizar e rever o plano de
Comunidade – pelo menos cuidados Hospital – semanalmente
para grupos especiais
de 2 a 3 meses
por exemplo os indivíduos Instituição de cuidados –
Se for inadequada – preocupação mensalmente Comunidade –
>75 anos
clínica – seguir as políticas locais, mensalmente
definir objetivos, melhorar e
aumentar a ingestão nutricional * A menos que se suspeite poder
prejudicar ou não beneficiar com o
geral, monitorizar e rever o plano suporte nutricional, por exemplo,
de cuidados regularmente morte iminente.

Todas as categorias de risco:


Tratar as condições subjacentes e prestar ajuda e Obesidade:
aconselhamento nas opções alimentares, nos alimentos e nas Registar a presença de obesidade. Para os doentes
bebidas quando necessário. com condições subjacentes, estas são geralmente
Registar a categoria de risco da malnutrição. controladas antes do tratamento da obesidade.
Registar a necessidade de dietas especiais e seguir a política local.

Reavaliar os indivíduos identificados como estando em risco à medida que vão passando pelas instituições de cuidados
Consulte o Folheto Explicativo da ‘MUST’ para obter informações mais detalhadas e o Relatório ‘MUST’ para obter informações sobre as provas corroborantes.

19
20
Passo 1 – Pontuação do IMC (e o IMC)

100 47 46 44 43 42 41 40 39 38 37 36 35 35 34 33 32 32 31 30 30 29 28 28
99 46 45 44 43 42 41 40 39 38 37 36 35 34 33 33 32 31 31 30 29 29 28 27
98 46 45 44 42 41 40 39 38 37 36 36 35 34 33 32 32 31 30 30 29 28 28 27
97 46 44 43 42 41 40 39 38 37 36 35 34 34 33 32 31 31 30 29 29 28 27 27
96 45 44 43 42 40 39 38 38 37 36 35 34 33 32 32 31 30 30 29 28 28 27 27
Notas, gráficos e tabelas

95 45 43 42 41 40 39 38 37 36 35 34 34 33 32 31 31 30 29 29 28 27 27 26
94 44 43 42 41 40 39 38 37 36 35 34 33 33 32 31 30 30 29 28 28 27 27 26
93 44 42 41 40 39 38 37 36 35 35 34 33 32 31 31 30 29 29 28 27 27 26 26
92 43 42 41 40 0 39 38 37 36 35 34 33 33 32 31 30 30 29 28 28 27 27 26 25
91 43 42 40 39
o 38 37 36 36 35 34 33 32 31 31 30 29 29 28 27 27 26 26 25
90 42 41 40 39 38 37 36 35 34 33 33 32 31 30 30 29 28 28 27 27 26 25 25
89 42 41 40a 39 38 37 36 35 34 33 32 32 31 30 29 29 28 27 27 26 26 25 25
çã e)
88 41 40 39 38 37 36 35 34 34 33 32 31 30 30 29 28 28 27 27 26 25 25 24
87 41 40 n 39 38 37 36 35 34 33 32 32 31 30 29 29 28 27 27 26 26 25 25 24
tu dad
86 40 39 38 37 36 35 34 34 33 32 31 30 30 29 28 28 27 27 26 25 25 24 24
85 40 39 38 37 36 35 34 33 32 32 31 30 29 29 28 27 27 26 26 25 25 24 24
Po besi
84 39 38 37 36 35 35 34 33 32 31 30 30 29 28 28 27 27 26 25 25 24 24 23
83 39 38 (o37 36 35 34 33 32 32 31 30 29 29 28 27 27 26 26 25 25 24 23 23
82 38 37 36 35 35 34 33 32 31 30 30 29 28 28 27 26 26 25 25 24 24 23 23
81 38 37 36 35 34 33 32 32 31 30 29 29 28 27 27 26 26 25 24 24 23 23 22
80 38 37 36 35 34 33 32 31 30 30 29 28 28 27 26 26 25 25 24 24 23 23 22
79 37 36 35 34 33 32 32 31 30 29 29 28 27 27 26 26 25 24 24 23 23 22 22
78 37 36 35 34 33 32 31 30 30 29 28 28 27 26 26 25 25 24 24 23 23 22 22
77 36 35 34 33 32 32 31 30 29 29 28 27 27 26 25 25 24 24 23 23 22 22 21
76 36 35 34 33 32 31 30 30 29 28 28 27 26 26 25 25 24 23 23 22 22 22 21
75 35 34 33 32 32 31 30 29 29 28 27 27 26 25 25 24 24 23 23 22 22 21 21
74 35 34 33 32 31 30 30 29 28 28 27 26 26 25 24 24 23 23 22 22 21 21 20
73 34 33 32 32 31 30 29 29 28 27 26 26 25 25 24 24 23 23 22 22 21 21 20
72 34 33 32 31 30 30 29 28 27 27 26 26 25 24 24 23 23 22 22 21 21 20 20
71 33 32 32 31 30 29 28 28 27 26 26 25 25 24 23 23 22 22 21 21 21 20 20
70 33 32 31 30 30 29 28 27 27 26 25 25 24 24 23 23 22 22 21 21 20 20 19

s)
0
69 32 32 31 30 29 28 28 27 26 26 25 24 24 23 23 22 22 21 21 20 20 20 19
68 32 31 30 29 29 28 27 27 26 25 25 24 24 23 22 22 21 21 21 20 20 19 19
67 31 31 30 29 28 28 27 26 26 25 24
a çã
24 23 23 22 22 21 21 20 20 19 19 19
66 31 30 29 29 28 27 26 26 25 25 24 23 23 22 22 21 21 20 20 19 19 19 18
65 30 30 29 28 27 27 26 25 25
n tu 24 24 23 22 22 21 21 21 20 20 19 19 18 18

Peso (quil
64 30 29 28 28 27 26 26 25 24 24 23 23 22 22 21 21 20 20 19 19 18 18 18
63 30 29 28 27 27 26 25 25 24
Po 23 23 22 22 21 21 20 20 19 19 19 18 18 17
62 29 28 28 27 26 25 25 24 24 23 22 22 21 21 20 20 20 19 19 18 18 18 17
61 29 28 27 26 26 25 24 24 23 23 22 22 21 21 20 20 19 19 18 18 18 17 17
60 28 27 27 26 25 25 24 23 23 22 22 21 21 20 20 19 19 19 18 18 17 17 17
59 28 27 26 26 25 24 24 23 22 22 21 21 20
o 1
20 19 19 19 18 18 17 17 17 16
58 27 26 26 25 24 24 23 23 22 22 21 21 20 20 19 19 18 18 18 17 17 16 16
57 27 26 25 25 24 23 23 22 22 21 21 20 20 çã 19 19 18 18 18 17 17 16 16 16
56 26 26 25 24 24 23 22 22 21 21 20 20 19
a 19 18 18 18 17 17 17 16 16 16
55 26 25 24 24 23 23 22 21 21 20 20 19 19
tu 19 18 18 17 17 17 16 16 16 15
54 25 25 24 23 23 22 22 21 21 20 20 19
o n 19 18 18 17 17 17 16 16 16 15 15
53 25 24 24 23 22 22 21 21 20 20 19 P19 18 18 18 17 17 16 16 16 15 15 15
52 24 24 23 23 22 21 21 20 20 19 19 18 18 18 17 17 16 16 16 15 15 15 14
51 24 23 23 22 22 21 20 20 19 19 19 18 18 17 17 16 16 16 15 15 15 14 14
50 23 23 22 22 21 21 20 20 19 19 18 18 17 17 17 16 16 15 15 15 14 14 14
49 23 22 22 21 21 20 20 19 19 18 18 17 17 17 16 16 2 15 15 15 14 14 14 14
48 23 22 21 21 20 20 19 19 18 18 17 17 17 16 16 15 o 15 15 14 14 14 14 13
47 22 21 21 20 20 19 19 18 18 17 17 17 16 16 16 15ã 15 15 14 14 14 13 13
46 22 21 20 20 19 19 18 18 18 17 17 16 16 16 15
ç
15 15 14 14 14 13 13 13
45 21 21 20 19 19 18 18 18 17 17 16 16 16 15 15 ua15 14 14 14 13 13 13 12
44 21 20 20 19 19 18 18 17 17 16 16 16 15 15 15nt 14 14 14 13 13 13 12 12
43 20 20 19 19 18 18 17 17 16 16 16 15 15 15 14
o 14 14 13 13 13 12 12 12
42 20 19 19 18 18 17 17 16 16 16 15 15 15 14 P14 14 13 13 13 12 12 12 12
41 19 19 18 18 17 17 16 16 16 15 15 15 14 14 14 13 13 13 12 12 12 12 11
40 19 18 18 17 17 16 16 16 15 15 15 14 14 14 13 13 13 12 12 12 12 11 11
39 18 18 17 17 16 16 16 15 15 15 14 14 13 13 13 13 12 12 12 12 11 11 11
38 18 17 17 16 16 16 15 15 14 14 14 13 13 13 13 12 12 12 11 11 11 11 11
37 17 17 16 16 16 15 15 14 14 14 13 13 13 13 12 12 12 11 11 11 11 10 10
36 17 16 16 16 15 15 14 14 14 13 13 13 12 12 12 12 11 11 11 11 10 10 10
35 16 16 16 15 15 14 14 14 13 13 13 12 12 12 12 11 11 11 11 10 10 10 10
34 16 16 15 15 14 14 14 13 13 13 12 12 12 11 11 11 11 10 10 10 10 10 9
1.46 1.48 1.50 1.52 1.54 1.56 1.58 1.60 1.62 1.64 1.66 1.68 1.70 1.72 1.74 1.76 1.78 1.80 1.82 1.84 1.86 1.88 1.90

21
Notas, gráficos e tabelas

Altura (metros)
Notas, gráficos e tabelas

Passo 2 – Pontuação da perda de peso


Pontuação 0 Pontuação 1 Pontuação 2 Pontuação 0 Pontuação 1 Pontuação 2
Prd peso Prd peso Prd peso Prd peso Prd peso Prd peso
< 5% 5 - 10% > 10% < 5% 5 - 10% > 10%
Perda de peso nos últimos Perda de peso nos últimos
3 a 6 meses 3 a 6 meses
Inferior a Entre Mais de Inferior a Entre Mais de
kg (kg) (kg) (kg) kg (kg) (kg) (kg)
30 1.6 1.6 - 3.3 3.3 65 3.4 3.4 - 7.2 7.2
31 1.6 1.6 - 3.4 3.4 66 3.5 3.5 - 7.3 7.3
32 1.7 1.7 - 3.6 3.6 67 3.5 3.5 - 7.4 7.4
33 1.7 1.7 - 3.7 3.7 68 3.6 3.6 - 7.6 7.6
34 1.8 1.8 - 3.8 3.8 69 3.6 3.6 - 7.7 7.7
35 1.8 1.8 - 3.9 3.9 70 3.7 3.7 - 7.8 7.8
36 1.9 1.9 - 4.0 4.0 71 3.7 3.7 - 7.9 7.9
37 1.9 1.9 - 4.1 4.1 72 3.8 3.8 - 8.0 8.0
38 2.0 2.0 - 4.2 4.2 73 3.8 3.8 - 8.1 8.1
39 2.1 2.1 - 4.3 4.3 74 3.9 3.9 - 8.2 8.2
40 2.1 2.1 - 4.4 4.4 75 3.9 3.9 - 8.3 8.3
41 2.2 2.2 - 4.6 4.6 76 4.0 4.0 - 8.4 8.4
42 2.2 2.2 - 4.7 4.7 77 4.1 4.1 - 8.6 8.6
43 2.3 2.3 - 4.8 4.8 78 4.1 4.1 - 8.6 8.7
44 2.3 2.3 - 4.9 4.9 79 4.2 4.2 - 8.7 8.8
45 2.4 2.4 - 5.0 5.0 80 4.2 4.2 - 8.9 8.9
46 2.4 2.4 - 5.1 5.1 81 4.3 4.3 - 9.0 9.0
Peso atual

47 2.5 2.5 - 5.2 5.2 82 4.3 4.3 - 9.1 9.1


48 2.5 2.5 - 5.3 5.3 83 4.4 4.4 - 9.2 9.2
49 2.6 2.6 - 5.4 5.4 84 4.4 4.4 - 9.3 9.3
50 2.6 2.6 - 5.6 5.6 85 4.5 4.5 - 9.4 9.4
51 2.7 2.7 - 5.7 5.7 86 4.5 4.5 - 9.6 9.6
52 2.7 2.7 - 5.8 5.8 87 4.6 4.6 - 9.7 9.7
53 2.8 2.8 - 5.9 5.9 88 4.6 4.6 - 9.8 9.8
54 2.8 2.8 - 6.0 6.0 89 4.7 4.7 - 9.9 9.9
55 2.9 2.9 - 6.1 6.1 90 4.7 4.7 - 10.0 10.0
56 2.9 2.9 - 6.2 6.2 91 4.8 4.8 - 10.1 10.1
57 3.0 3.0 - 6.3 6.3 92 4.8 4.8 - 10.2 10.2
58 3.1 3.1 - 6.4 6.4 93 4.9 4.9 - 10.3 10.3
59 3.1 3.1 - 6.6 6.6 94 4.9 4.9 - 10.4 10.4
60 3.2 3.2 - 6.7 6.7 95 5.0 5.0 - 10.6 10.6
61 3.2 3.2 - 6.8 6.8 96 5.1 5.1 - 10.7 10.7
62 3.3 3.3 - 6.9 6.9 97 5.1 5.1 - 10.8 10.8
63 3.3 3.3 - 7.0 7.0 98 5.2 5.2 - 10.9 10.9
64 3.4 3.4 - 7.1 7.1 99 5.2 5.2 - 11.0 11.0
22
Notas, gráficos e tabelas

Pontuação 0 Pontuação 1 Pontuação 2 Pontuação 0 Pontuação 1 Pontuação 2


Prd peso Prd peso Prd peso Prd peso Prd peso Prd peso
< 5% 5 - 10% > 10% < 5% 5 - 10% > 10%
Perda de peso nos últimos Perda de peso nos últimos
3 a 6 meses 3 a 6 meses
Inferior a Entre Mais de Inferior a Entre Mais de
kg (kg) (kg) (kg) kg (kg) (kg) (kg)
100 5.3 5.3 - 11.1 11.1 135 7.1 7.1 - 15.0 15.0
101 5.3 5.3 - 11.2 11.2 136 7.2 7.2 - 15.1 15.1
102 5.4 5.4 - 11.3 11.3 137 7.2 7.2 - 15.2 15.2
103 5.4 5.4 - 11.4 11.4 138 7.3 7.3 - 15.3 15.3
104 5.5 5.5 - 11.6 11.6 139 7.3 7.3 - 15.4 15.4
105 5.5 5.5 - 11.7 11.7 140 7.4 7.4 - 15.6 15.6
106 5.6 5.6 - 11.8 11.8 141 7.4 7.4 - 15.7 15.7
107 5.6 5.6 - 11.9 11.9 142 7.5 7.5 - 15.8 15.8
108 5.7 5.7 - 12.0 12.0 143 7.5 7.5 - 15.9 15.9
109 5.7 5.7 - 12.1 12.1 144 7.6 7.6 - 16.0 16.0
110 5.8 5.8 - 12.2 12.2 145 7.6 7.6 - 16.1 16.1
111 5.8 5.8 - 12.3 12.3 146 7.7 7.7 - 16.2 16.2
112 5.9 5.9 - 12.4 12.4 147 7.7 7.7 - 16.3 16.3
113 5.9 5.9 - 12.6 12.6 148 7.8 7.8 - 16.4 16.4
114 6.0 6.0 - 12.7 12.7 149 7.8 7.8 - 16.6 16.6
115 6.1 6.1 - 12.8 12.8 150 7.9 7.9 - 16.7 16.7
116 6.1 6.1 - 12.9 12.9 151 7.9 7.9 - 16.8 16.8
Peso atual

117 6.2 6.2 - 13.0 13.0 152 8.0 8.0 - 16.9 16.9
118 6.2 6.2 - 13.1 13.1 153 8.1 8.1 - 17.0 17.0
119 6.3 6.3 - 13.2 13.2 154 8.1 8.1 - 17.1 17.1
120 6.3 6.3 - 13.3 13.3 155 8.2 8.2 - 17.2 17.2
121 6.4 6.4 - 13.4 13.4 156 8.2 8.2 - 17.3 17.3
122 6.4 6.4 - 13.6 13.6 157 8.3 8.3 - 17.6 17.4
123 6.5 6.5 - 13.7 13.7 158 8.3 8.3 - 17.6 17.6
124 6.5 6.5 - 13.8 13.8 159 8.4 8.4 - 17.7 17.7
125 6.6 6.6 - 13.9 13.9 160 8.4 8.4 - 17.8 17.8
126 6.6 6.6 - 14.0 14.0 161 8.5 8.5 - 17.9 17.9
127 6.7 6.7 - 14.1 14.1 162 8.5 8.5 - 18.0 18.0
128 6.7 6.7 - 14.2 14.2 163 8.6 8.6 - 18.1 18.1
129 6.8 6.8 - 14.3 14.3 164 8.6 8.6 - 18.2 18.2
130 6.8 6.8 - 14.4 14.4 165 8.7 8.7 - 18.3 18.3
© BAPEN

131 6.9 6.9 - 14.6 14.6 166 8.7 8.7 - 18.4 18.4
132 6.9 6.9 - 14.7 14.7 167 8.8 8.8 - 18.6 18.6
133 7.0 7.0 - 14.8 14.8 168 8.8 8.8 - 18.7 18.7
134 7.1 7.1 - 14.9 14.9 169 8.9 8.9 - 18.8 18.8
23
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© BAPEN 2012
ISBN 978-1-899467-07-6