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EU VOU PASSAR !!

Aula 03 – Sintaxe 2 – Concordância, Regência e Crase


Curso: Português – Resumo + Questões Comentadas
Professor: Bruno Spencer

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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 03

Aula 03 – Resumão – Sintaxe 2


Concordância, Regência e Crase

Olá amigos!
Nesta aula vamos abordar três tópicos importantíssimos em provas da
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

FCC.
Estudem os resumos com paciência, para assimilarem bem todo o
conteúdo. Depois, divirtam-se com as questões!
Boa aula!!!

Sumário

1 – Concordância Nominal e Verbal ........................................................... 3


2 – Regência Nominal e Verbal ............................................................... 15
3 – Crase ............................................................................................. 22
4 – Questões Comentadas ..................................................................... 28
5 – Lista de Exercícios ..........................................................................108
6 - Gabarito e Referencial Bibliográfico ..................................................151
EU VOU PASSAR !!

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1 – Concordância Nominal e Verbal

artigos - pronomes
NOMINAL adjetivos adjetivos - NOME
numerais
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VERBAL verbo SUJEITO

Concordância Nominal

Regra geral: os termos acessórios devem concordar com o principal.

Adjunto Adnominal
Predicativo do Sujeito NOME
Predicativo do Objeto

Adjunto Adnominal
EU VOU PASSAR !!

Adjetivo anteposto aos substantivos


No caso de o adjetivo vir antes do nome, e regra geral é que ele
concorde com o substantivo mais próximo (atrativa).

adjetivo - AA substantivos atrativa

Exemplos:
Visitamos lindas praias e campos em nossa viagem.
Ela tem bom ânimo e humor para enfrentar as adversidades da vida.

Há, porém, exceção a essa regra. Quando nos referimos a pessoas


(nomes próprios), devemos concordar com o conjunto dos elementos –
(gramatical).

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Exemplos:
As belas Ana e Marina foram à festa.

Adjetivo posposto aos substantivos


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Vindo o adjetivo, após os substantivos a que se refere, a concordância


é FACULTATIVA, podendo ser atrativa ou gramatical.

gramatical ou
substantivos adjetivo - AA
atrativa

Exemplos:
Tinha sentimento e intenção boa.
Tinha sentimento e intenção bons.

Quando os substantivos forem SINÔNIMOS, ANTÔNIMOS ou até mesmo quando


expressarem uma ideia de GRADAÇÃO, devemos utilizar a concordância
atrativa.
Exemplos:
EU VOU PASSAR !!

Vivemos tristeza e alegria intensa.


A luz e a claridade divina tomaram a minha mente.

OBSERVAÇÃO - No caso de concordância gramatical, quando temos


substantivos masculinos e femininos, o adjetivo será masculino
INDEPENDENTE do número de substantivos femininos.

Masc + Masc = Masculino Masc + Fem = Masculino


GRAMATICAL
Fem + Masc = Masculino Fem + Fem = Feminino

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Mais de um adjetivo para um substantivo

Comeu as batatas inglesa e doce. X Comeu a batata inglesa e a doce.


Gosto das cores azul e amarela. X Gosto da cor azul e da amarela.
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Predicativo do Sujeito

REGRA GERAL: O predicativo concorda com o sujeito em gênero e


número.

Exemplos:
Ela parecia pálida. (fem/sing)
Todos estavam assombrados com o acontecido. (masc/plural)

Sujeito composto ANTEPOSTO

sujeito
PDS gramatical
composto
EU VOU PASSAR !!

Exemplos:
Os árbitros e as jogadoras estavam preparados para o torneio.
A criança e a mãe pareciam cansadas.

Sujeito composto POSPOSTO

gramatical ou
PDS sujeito composto
atrativa

Exemplos:
Estavam preparadas para o torneio as jogadoras e os árbitros. (atrativa)
Estavam preparados para o torneio as jogadoras e os árbitros. (gramatical)

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Sujeito não determinado por ARTIGO X determinado

Não determinado

Água é bom.
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É necessário fé para seguir em frente.

Foi necessário firmeza para resolver o problema.


Determinado

A água é boa.

A fé é necessária para seguir em frente.

Foi necessária a firmeza para resolver o problema.

Sujeito é pronome de tratamento

Quando o sujeito é substituído por pronome de tratamento, a


EU VOU PASSAR !!

concordância vai depender do sexo da pessoa a quem se dirige.

Exemplos:
Vossa senhoria está correto. (homem)
Vossa senhoria está correta. (mulher)

Predicativo do Objeto

REGRA GERAL: O predicativo concorda com o objeto em gênero e número.

Exemplos:
Mantenha os olhos abertos. (masc/plural)
Ele tem as mãos calejadas. (masc/plural)

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Objeto composto ANTEPOSTO

objeto
PDO gramatical
composto
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Exemplos:
O juiz considerou a mulher e o marido culpados. (gramatical)
Ele mantinha a carroça e o animal limpos. (gramatical)

Objeto composto POSPOSTO

gramatical ou
PDO objeto composto
atrativa

Exemplos:
O juiz considerou culpada a mulher e o marido. (atrativa)
O juiz considerou culpados a mulher e o marido. (gramatical)
Mantenha limpa a carroça e os animais. (atrativa)
Mantenha limpos a carroça e os animais. (gramatical)
EU VOU PASSAR !!

Casos Especiais

Vamos ver alguns termos frequentemente cobrados pelas bancas


examinadoras por suscitarem alguma dúvida em relação a suas concordâncias.

ANEXO
•Os papéis seguem anexos.
INCLUSO •As provas foram inclusas nos autos.
JUNTO •Nós vamos todos juntos.
LESO •Muito obrigada, disse ela.
OBRIGADO •Ela está quite com a justiça.
•Cometeram crimes de lesa-pátria.
QUITE

OBS. A expressão “em anexo” é invariável.


Ex. Os papéis seguem em anexo.

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• Ela anda meio desligada. (advérbio -


invariável)
MEIO
•Ele comeu meia melancia. (numeral -
variável)
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• Ela comeu bastante. (advérbio - invariável)


BASTANTE •Ela comeu bastantes bananas. (pronome ou
adjetivo - variável

•Elas só pensam naquilo! (palavra denotativa -


SÓ invariável)
•Eles estão sós. (adjetivo - variável)

A OLHOS VISTOS •Ela melhorou a olhos vistos.


EU VOU PASSAR !!

MENOS •Quanto menos gente melhor!

NUMERAIS •Mais de 1,3 milhão de pessoas foram à festa.

Note que o número 1,3 é menor que 2, portanto devemos levar em


consideração apenas o número inteiro (1 - singular).
Cuidado para não fazer a concordância com a fração (0,3).

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Concordância Verbal

A regra geral é que o verbo concorda com o sujeito em pessoa,


gênero e número, pois é ele que pratica ou sofre a ação.
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Sujeito Composto

Em relação à concordância do verbo com o sujeito composto, teremos


duas situações:
1. O sujeito antes do verbo;
2. O sujeito depois do verbo.

Sujeito composto ANTES do verbo

Quando o sujeito vem ANTES do verbo, que é a ordem direta da


Exemplos:
oração, a regra é a concordância gramatical, ou seja, o verbo vai para o
plural.
Pedro e sua esposa foram ao restaurante. (3ª pessoa)

A vida e a morte fazem parte de um grande ciclo. (3ª pessoa)


Eu e meus irmãos somos unidos. (1ª pessoa)
Tu e Maria seguirão suas vidas em paz. (3ª pessoa - vocês)
EU VOU PASSAR !!

Temos apenas uma exceção a essa regra. Existe a possibilidade de


usarmos o verbo no singular (concordância atrativa), quando os núcleos são
sinônimos ou constituem uma sequência gradativa.
Exemplo:
A luz e a claridade nos faz enxergar.
A luz e a claridade nos fazem enxergar.

Sujeito composto APÓS o verbo

Quando o sujeito vem DEPOIS do verbo, a concordância é


FACULTATIVA, podendo ser gramatical ou atrativa.

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Exemplos:
Dormiram felizes as crianças e os pais. (3ª pessoa)
Chegou Paulo e seus amigos duas horas após o início da festa. (3ª pessoa)
Falamos alto eu e os demais convidados. (1ª pessoa)
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Falei alto eu e os demais convidados. (1ª pessoa)

Casos Especiais

Verbo SER

O verbo SER Aqui tudo são flores.


Sujeito = (forma usual)
pode concordar
pronomes tudo,
com o PDS ou Aqui tudo é flores.
isto, isso, aquilo
com o sujeito (forma permitida)

Sujeito = coisa O verbo SER


Seu segredo são suas
no singular e concorda com o
habilidades.
PDS é plural PDS

Sujeito =
O verbo SER
pessoas no
concorda com o Maria é só sorrisos.
singular e PDS é
EU VOU PASSAR !!

sujeito
plural

Sujeito = é muito - é pouco - Dois reais é pouco.


quantidade, é suficiente - é mais
medida que Dez metros é muito.

Indicando
horas e datas o O verbo SER É uma e meia da tarde.
verbo SER é concorda com
impessoal, não o número São seis horas da manhã.
tem sujeito

Verbos impessoais HAVER, FAZER, PASSAR, CHOVER

São verbos que não têm sujeito, quando indicam tempo ou


fenômenos naturais. São conjugados na 3ª pessoa do singular.

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Exemplos:
Choveu por dez dias seguidos.
Há dois anos que não a vejo.
Ontem fez quarenta graus.
Tem dias que não vou até lá. (sentido de haver/existir)
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Já passa das dez horas da noite.


Ainda vai haver muitas manifestações contra a corrupção.

ATENÇÃO: Repare que o verbo auxiliar “vai” também fica invariável.

Verbos BATER, DAR, SOAR

Tais verbos quando indicam horas, concordam com o sujeito, que no


caso, podem ser as horas ou o relógio.
Exemplos:
Bateram oito horas no relógio da catedral.
O relógio deu dez horas.
EU VOU PASSAR !!

Voz Passiva X Sujeito Indeterminado

Se o verbo é transitivo direto – TD, (SE é pronome apassivador). Sendo


assim, o verbo concorda com o sujeito.
Se o verbo é intransitivo e transitivo indireto (SE é particula de
indeterminação do sujeito). Nesses casos o verbo é INVARIÁVEL.

Voz Passiva X Alugam-se casas. (VTD = voz passiva)


Sujeito Precisa-se de trabalhadores.
Indeterminado (suj. indeterminado/verbo INVARIÁVEL)

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Concordância no SINGULAR

Sexo, drogas, rock and roll, tudo ficou no


passado.
RESUMO
Família, amigos, colegas, ninguém faltou à
sua festa.
Provocam o mesmo tipo de concordância os termos NADA, TUDO ISSO e etc.
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Sujeito É importante que você estude bastante.


ORACIONAL Quem é de bem faz o bem.

As orações subordinadas substantivas subjetivas (função de sujeito da oração


principal), podem ser “substituídas” por ISSO ou ELE.

Um ou outro candidato ousou falar a


UM OU OUTRO
verdade.

MAIS DE UM Mais de uma pessoa realizou a travessia.

NENHUM
Nenhum deles compareceu à reunião.
DELES
EU VOU PASSAR !!

Quando o pronome indefinido que faz parte do sujeito está no singular o


verbo deve concordar obrigatoriamente com ele.
Seguem a forma acima as expressões NENHUM DE..., ALGUM DE..., ALGUM
DELES, CADA UM DELES, CADA QUAL, QUALQUER UM.

Concordância FACULTATIVA

O evento foi cancelado hajam vista os


HAJA VISTA recentes acontecimentos.
O evento foi cancelado haja vista os
recentes acontecimentos.

Eles parecem estar bem


PARECER
Eles parece estarem bem

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Senhor Clóvis com seus alunos chegou


cedo.
...COM...
Senhor Clóvis com seus alunos chegaram
cedo.

No primeiro exemplo, o destaque é para o primeiro núcleo do sujeito “senhor


Clóvis”, enquanto no segundo, a ênfase é para o grupo. Esta última é a forma
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mais utilizada, porém ambas são consideradas corretas.

Um livro ou uma revista ajudariam a passar o


tempo.
...OU...
Um livro ou uma revista ajudaria a passar o
tempo.

ATENÇÃO: Quando a conjunção “ou” indicar exclusão ou retificação, o verbo


deverá concordar com o núcleo mais próximo.
Exemplo: Eu ou ele será escolhido para chefe.

Ler e estudar enriquece o conhecimento.


INFINITIVO
Ler e estudar enriquecem o conhecimento.

Quando as formas infinitivas forem antecedidas por artigo, usa-se o verbo no


plural.
Exemplo: O pensar e o fazer são partes do processo.
EU VOU PASSAR !!

A multidão de pessoas invadiu o local.


COLETIVO
A multidão de pessoas invadiram o local.

Caso o coletivo não venha especificado, o verbo deverá vir no singular, que,
em todos os casos é a forma mais usual.

Parte das pessoas ficou parada.


PARTE DE
Parte das pessoas ficaram paradas.

Este exemplo é similar ao coletivo e também se enquadram nessa regra


expressões como: METADE DE, GRANDE PARTE DE, A MAIORIA DE, GRANDE
NÚMERO DE.

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Fui um dos que discordaram da decisão.


UM DOS QUE
Fui um dos que discordou da decisão.

A concordância acima, no plural é preferível, pois é a forma consagrada pela


gramática, porém, muitos gramáticos aprovam a concordância no singular.
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Quantos de nós conhecem os mistérios de


QUANTOS Deus?
DE NÓS Quantos de nós conhecemos os mistérios de
Deus?

A mesma regra serve para as expressões quais de nós, quais de vós, alguns de
nós e etc.
ATENÇÃO: Se o pronome vier no singular, o verbo também virá.
Exemplo: Qual de nós conhece os mistérios de Deus?

Somos nós quem paga a conta.


QUEM
Somos nós quem pagamos a conta.

NUMERAIS
EU VOU PASSAR !!

Um terço das pessoas entendeu a explicação.


FRAÇÕES
Dois terços das pessoas ficaram "voando".

MILHÃO Meio milhão de pessoas foram à praia hoje.

Comportam a mesma concordância os numerais bilhão e trilhão

Apenas 1% dos candidatos fechou a


PORCENTAGENS prova.
Cerca de 20% não compareceram.

É isso galera... Resuminho de concordância!


Vamos em frente!!!

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2 – Regência Nominal e Verbal

Este assunto estuda a relação entre um principal ou regente e um


subordinado ou regido, de forma que o termo regido complementa o sentido
do termo regente.
Exemplos:
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• estudaram o assunto
• amor ao próximo
• fé em Deus
• foram ao teatro
Observe que normalmente há uma PREPOSIÇÃO ligando os dois termos.
Essa é a problemática central do assunto, saber se o termo regente
exige preposição e qual é a preposição exigida.

Lembre-se de que os verbos transitivos diretos - TD não pedem


preposição!!!

Regência Nominal

Estuda essa relação de subordinação quando o termo regente é um


NOME (substantivo, adjetivo ou advérbio).
Exemplos:
EU VOU PASSAR !!

• liberdade de expressão (substantivo)


• medo da chuva (substantivo)
• diferente de mim (adjetivo)
• hábil no ofício (adjetivo)
• favoravelmente ao projeto (advérbio)
• igualmente a nós (advérbio)

Vamos ver alguns nomes e suas respectivas regências:

ACESSÍVEL •O texto era acessível a todos.


a/para •O texto era acessível para todos.

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•Fez tudo por amor à pátria.


AMOR
•Nada maior que o amor de mãe.
a/de/por
•"Como é grande o meu amor por você."

•Estava feliz com a mudança.


FELIZ •Ficou feliz de poder auxiliar o amigo.
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com/de/em/por •Ficou feliz em poder auxiliar o amigo.


•Ficou feliz por eles.

•Tinha obediência ao pai.


OBEDIÊNCIA
•Sua obediência de filho impressionava.
a/de/para com
•Tinha obediência para com o seu pai.

RESIDENTE /ENTREGA •Ele é residente na Rua da União, nº 9.


em •Entregamos em domicílio.

Repare que não há como decorar a regência de todas as palavras!


Porém, vamos fazer uma lista com a regência de alguns nomes mais
frequentemente abordados em provas de concursos.
EU VOU PASSAR !!

ACOSTUMADO - a/com CAPACIDADE - de/em/para


ADMIRAÇÃO - a/por COERENTE - com
AFEIÇÃO - a/por/para com COMPATÍVEL - com
ANÁLOGO - a CONSTITUÍDO - com/de/por
ANSIOSO - de/para/por CONTENTE - com/de/em/por
ATENCIOSO - com/para com CURIOSO - de/por

RELACIONADO - a/com
DESPREZO - a/de/por
RESPEITO - a/com/de/para com/por
DEVOÇÃO - a/para com/por
SENSÍVEL - a/para
ESSENCIAL - a/para/em
TENTATIVA - contra/de/para/para
FÁCIL - a/de/para
com
HABILIDADE - de/em/para
VIZINHO - a/com/de
JUNTO - a/de
UNIÃO - a/com/entre

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Regência Verbal

Na regência verbal, temos que considerar a transitividade do verbo.


Como vimos na aula sobre função sintática, os verbos transitivos diretos
exigem complemento sem preposição (objeto direto) e os transitivos indiretos
pedem complemento com preposição (objeto indireto).
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Alguns verbos possuem mais de um sentido e para cada um deles,


normalmente, há uma regência diferente.
Exemplos:
• Assistimos ao jogo de futebol. (sentido de ver/presenciar – TI (a))
• Assistimos o doente por todo o dia. (sentido de prestar assistência - TD)
• Exigiu os direitos que lhe assistem. (sentido de caber o direito – TI (a))
• Ele assistia na França há um ano. (sentido de morar/residir - I)

Em alguns casos, o verbo admite mais de uma regência para um


mesmo sentido.
Exemplos:
• Falaram da vida.
• Falaram sobre a vida.
EU VOU PASSAR !!

• Falaram a respeito da vida.

Podemos omitir a preposição antes do “que” é quando ele é conjunção


integrante.
Exemplo:
• Ele esqueceu-se de que era preciso ser forte. = Ele esqueceu-se disso.
• Ele esqueceu-se que era preciso ser forte.

Lembre-se que os pronomes relativos introduzem as orações adjetivas,


enquanto as conjunções integrantes introduzem as orações substantivas
(aquelas que podem ser substituídas por “ISSO”).

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Sempre que podermos substituir “que” por “o qual”, “a qual” já sabemos que
ele é pronome relativo, portanto a preposição NÃO poderá ser omitida.
• O rapaz com que falamos está ali.
• O rapaz com o qual falamos está ali.
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Quando a oração introduzida pela conjunção integrante “que”


complementa um nome (tem a função de complemento nominal – CN), há
autores que abonam tal omissão e outros que condenam. Por isso,
cuidado!!!!!

Exemplos

AGRADAR •A mãe agradou o filho amorosamente. (fazer carinho)


TD / TI (a) •O calouro agradou ao jurado. (contentar, satisfazer)

ASPIRAR •Ela aspirou o ar puro da serra. (inalar, inspirar)


TD / TI (a) •Ele aspirava a uma vida melhor. (desejar)
EU VOU PASSAR !!

ASSISTIR •As enfermeiras assitem os doentes pacientemente.


(cuidar, prestar assitência)
TD / TI (a) / •Assistimos ao jogo em silêncio. (ver, presenciar)
TI (a) /
•Esse direito não lhe assiste. (caber um direito)
I (em) •Ele assistia em Rondônia. (morar, residir)

CHEGAR •Chegou ao aeroporto na hora certa.


TI (a) •Chegamos a Recife pela manhã.

Repare que o verbo CHEGAR não permite a construção “chegar em”.

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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 03

ESQUECER •Esqueceu a aula.


•Lembrou a lição.
LEMBRAR
•Esqueceu-se da aula.
TD / TI (de) •Lembrou-se da lição.
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INFORMAR •Informaram aos candidatos o resultado das


AVISAR provas.
CIENTIFICAR •Avisamos as pessoas sobre o acidente.
TDI (de) •Cientifiquei o contribuinte da decisão.

Nos verbos acima podemos também utilizar preposições tal como: sobre, a
respeito de (locução).

IMPLICAR •Um filho implica muitas responsabilidades. (acarretar)


TD / TDI •Os delatores o implicaram no escândalo de corrupção.
(em) / TI (envolver, comprometer)
(com) •Ela implica com os coleguinhas. (discutir, brigar)

NAMORAR •Ana namorava João.


TD •Ela só namorava rapazes ricos.
EU VOU PASSAR !!

ATENÇÃO: Veja que o verbo namorar não admite a forma “namorar com”.

PAGAR
PERMITIR •Pagou a dívida ao banco.
CONTAR •Permitiu aos alunos que filmassem a aula.
•Contou a estória ao filho.
PERDOAR
•Perdoou a dívida aos devedores.
RESPONDER •Respondeu a carta aos fãs.
REVELAR •Revelou o segredo ao filho.
TDI (a)

Os verbos acima têm a mesma regência:


PAGAR/PERMITIR/CONTAR/PERDOAR/RESPONDER/REVELAR algo (OD) a
alguém (OI).

Prof. Bruno Spencer 19 de 151


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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
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PRESIDIR
•Ele presidiu o encontro.
TD ou TI (a)
•Ele presidiu ao encontro.
facultativo

•Procedeu ao inquérito. (realizar)


PROCEDER
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•Ele procede de outro país. (originar-se)


TI (a) (de) I
•O seu depoimento procede. (ter fundamento)

TRATAR •O processo trata de uma restituição.


TI (de) •No processo trata-se de uma restituição.

•O competidor visou o alvo. (apontar)


VISAR
•A chefe visou os documentos. (por visto)
TD TD TI (a)
•Nós visamos a um grande objetivo. (objetivar)

Alguns autores e gramáticos admitem o uso de VISAR no sentido de objetivar


como transitivo direto.
Ex: Nós visamos um grande objetivo.
Porém, CUIDADO, o padrão é o seu uso como transitivo indireto - TI.
Portanto examine bem a questão.
EU VOU PASSAR !!

Dois verbos com um mesmo complemento

Há frase em que há dois ou mais verbos que possuem o mesmo


complemento. Nesses casos, podemos ter duas situações:
1. Os verbos possuem a mesma regência;
2. Os verbos possuem regências diferentes.

Os verbos possuem a mesma regência


Nesse caso, você pode repetir ou não o complemento
facultativamente.
Exemplos:
• Os noivos abraçaram e beijaram-se.

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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 03

• Os noivos abraçaram-se e beijaram-se.


No exemplo acima os dois verbos são TD, por isso nenhum deles pede
preposição.

Os verbos possuem regências diferentes.


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Nesse caso, é necessário que cada verbo seja adequadamente


complementado.
Exemplos:
• Chegamos àquela casa e fizemos dela o nosso lar.
• Fomos a Brasília e voltamos de lá rapidamente.
A forma acima é a considerada gramaticalmente correta!

O ilustre gramático Domingos Paschoal Cegalla observa em sua gramática que


é admissível a utilização de um só complemento para ambos os verbos por
motivo de concisão.
Entretanto, CUIDADO, pois a banca pode adotar este critério ou não, já que
há autores que condenam esse tipo de construção.
É preciso examinar atentamente todas as alternativas da questão.
Veja como ficariam as orações acima:
EU VOU PASSAR !!

• Chegamos e fizemos daquela casa o nosso lar.


• Fomos e voltamos de Brasília rapidamente.

Ok pessoal!

Agora vamos ao estudo da CRASE, que é um subtópico de regência, mas que


tem uma grande importância em provas de concurso.

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Resumo + Questões Comentadas
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3 – Crase

O que é crase?

Crase nada mais é que a FUSÃO de duas vogais (a + a), sendo o


primeiro "A" uma preposição e o segundo "A" um artigo, um
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pronome, ou parte dele.


A crase é identificada pelo acento GRAVE. Ela não é o assento em si, mas
sim um fenômeno linguístico.

•Ex. Fomos à festa.


•Chegamos àquele mesmo lugar.
•Esta é a meta à qual visamos.

Quando ocorre crase?

A ocorrência da crase depende do termo anterior e do posterior.


No primeiro devemos ter um verbo ou nome que exija a preposição
"A".
No termo posterior, precisamos de um nome feminino que se
acompanhe do artigo "A", o pronome demonstrativo A ou
AQUELE(A), ou o pronome relativo A QUAL/ AS QUAIS.
EU VOU PASSAR !!

•Ex. Fomos à festa. (preposição A + artigo A)


•Chegamos àquele mesmo lugar. (preposição A + pronome AQUELE)
•Esta é a meta à qual visamos. (preposição A + pronome A QUAL)

OBSERVE:

1 2

ARTIGO nome
"A" feminino

VERBO PRONOMES DEMONSTRATIVOS


PREPOSIÇÃO
ou "A(S)" - "AQUELE(A)(S)"
"A" "AQUILO"
NOME

PRONOME RELATIVO
"A QUAL" - "AS QUAIS"

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Vamos a alguns exemplos:


Assistimos à novela ontem.
Veja que o VERBO (termo anterior) EXIGE a preposição "A".
Quem assiste, assiste a alguma coisa. (regência do verbo assistir)
Assim, identificamos a preposição "a" e o artigo "a" acompanhando a palavra
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"novela".

DICA IMPORTANTE:

Simule perguntas ou modifique a frase, mudando o termo posterior


para o masculino, para perceber melhor a presença da preposição e
do artigo.

•Ex. Assistimos à novela ontem. (preposição A + artigo A)


•Assistimos ao filme ontem. (preposição A + artigo O)

Quando mudamos o termo posterior para o masculino fica fácil percebermos


a presença ou não da preposição e do artigo definido.

Então ficamos assim:


1. Para saber se ocorrerá CRASE, vamos sempre analisar o termo anterior
e o termo posterior.
EU VOU PASSAR !!

2. Algumas vezes o termo anterior exige a PREPOSIÇÃO, mas o posterior


NÃO ADMITE O ARTIGO.

OBSERVE O ESQUEMA ABAIXO:

SIM nomes femininos


TERMO POSTERIOR

verbos
admite o artigo

nomes masculinos
"A"?

artigos

NÃO
Expressões com
palavras repetidas

pronomes
pessoais - indefinidos - relativos - demonstrativos
(este(a), esse(a)) - interrogativos - tratamento

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Crase FACULTATIVA

Há situações que podemos ou não usar a crase, dependendo do sentido


ESPECÍFICO ou GENÉRICO que damos ao termo posterior.
Quando damos sentido específico acrescentamos o artigo "A(s)" para
determiná-lo.
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Por outro lado, podemos dar um sentido genérico ao "termo posterior"


não utilizamos o artigo definido antes dele, quando permitido.

•Ex. Houve ataque a mulheres que lá estavam. (sentido geral - apenas


preposição "a")

•Houve ataque às mulheres que lá estavam. (sentido específico -


preposição "a" + artigo "as")

É facultativo o uso de artigo diante de pronome possessivo feminino,


assim, caso o termo anterior exija a preposição, a crase será
FACULTATIVA.

•Ex. Retornamos a minha casa. (preposição "a")

•Retornamos à minha casa. (preposição "a" + artigo "a")


EU VOU PASSAR !!

ATENÇÃO!!!
Se o nome estiver no plural, ou se usa "A" (sem artigo) ou "ÀS" (com artigo
"as").
Exemplo:
Retornamos a nossas casas.
Retornamos às nossas casas.

Há ainda o caso do termo "ATÉ", que pode ou não vir acompanhado de


preposição "A".

•Ex. Vamos até a cozinha.


•Vamos até à cozinha.

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Esquema gráfico de crase FACULTATIVA:

Não há artigo
SENTIDO
"A(s)", logo
GERAL
não há crase
NOMES
Adiciona-se o
SENTIDO
artigo
ESPECÍFICO
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CRASE "A(s)"
após "até"
FACULTATIVA

Pronomes
minha(s), nossa(s),
Possessivos
sua(s)
Femininos

4 - Casos Específicos

Há alguns casos que merecem ser mencionados para que o aluno não
seja pego de surpresa e não fique em dúvida na hora da prova.

Locuções: Adverbiais - Conjuntivas - Prepositivas

As locuções femininas recebem CRASE, pela adição do chamado acento


"diferencial", ou seja, que serve para diferenciar ou identificar uma
expressão.
EU VOU PASSAR !!

•Ex. Vire à direita. (locução averbial)


•À medida que estudamos, tudo fica fácil. (locução conjuntiva)
•Descansamos à sombra de um jatobá. (locução prepositiva)

Locuções
Femininas

Adverbiais Conjuntivas Prepositivas

à procura de,
à noite, à tarde, à à medida que, à sombra de,
esquerda, à direita, às
à proporção que à custa de,
ordens, à luz, à força
à espera de

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OBSERVAÇÃO:
Quando a expressão traz substantivo no plural, não se usa crase.
Exemplos: a pauladas, a duras penas, a quatro mãos e etc.

Expressão Masculina - "à (moda)"


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Às vezes encontramos expressões com crase diante de nomes


masculinos.
Isso ocorre, pois, nessas expressões está implícita a palavra "moda".
A expressão à moda Rui Barbosa significa ao estilo de Rui Barbosa.

preposição "A" + artigo "A" + (moda)

•Ex. Ele escreveu à Rui Barbosa. (= à moda Rui Barbosa)


•Ele driblou à Garrincha. (= à moda Garrincha)

ATENÇÃO:
Não se enquadram nessa regra as expressões "a cavalo" de "bife a cavalo" e
"a passarinho" de "frango a passarinho", pois, nestes casos não cabe a palavra
"moda".
EU VOU PASSAR !!

Lugares ou Topônimos

Existem lugares que têm nomes femininos que pedem artigo "a" e
outros não.

•Ex. Vou à Europa em julho.


•Vou a Salvador em fevereiro.
•Vou à velha Salvador em fevereiro.

Para identificarmos se o lugar pede o artigo, devemos modificar a frase.


Exemplos:
Vou à Europa em julho.
Mudando o verbo para VIR:
Vim da Europa em julho.

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Repare que você não fala vim de Europa. Então você já sabe que Europa pede
o artigo "a".

Vou a Salvador em fevereiro.


Mudando o verbo para VIR:
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Vim de Salvador em fevereiro.


Note que Salvador não admite o artigo "a", por isso não haverá crase.

No entanto:
Vou à velha Salvador em fevereiro.
Repare que o adjetivo "velha" qualificou ou especificou "Salvador", fazendo
com que seja obrigatório o uso do artigo e consequentemente da crase.
Quando você modifica a frase, o artigo já aparece, veja:
Vim da velha Salvador em fevereiro.

CASA

Quando falamos da CASA de terceiros, utilizamos o artigo "a", no


entanto, quando falamos de nossa própria casa, não o utilizamos.
EU VOU PASSAR !!

•Ex. Vou à casa de minha mãe. (Vim da casa de minha mãe.)


•Vou à casa de fulano. (Vim da casa de fulano.)
•Vou a casa. Vim de casa. (sem artigo)

Horários

Podemos indicar horários de duas maneiras: sem artigos ou com


artigos.
Porém, não podemos misturar as duas formas para não quebrarmos o
paralelismo da expressão.

•Ex. de segunda a sexta (sem nenhum artigo)


• da segunda à sexta (com os dois artigos)
•de nove a doze horas
•das nove às doze horas

Ok pessoal, vamos aos exercícios!!!

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4 – Questões Comentadas

1) FCC/TJ/TRE SP/Administrativa/"Sem Especialidade"/2017


A frase em que a concordância se estabelece em conformidade com a norma-
padrão da língua é:
a) Voltados ao cultivo e à difusão da memória político-eleitoral, foi criado o
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CEMEL, em 1999.
b) Dão-se com regularidade a ocorrência de visitas escolares monitoradas na
sede do tribunal.
c) Faz parte do acervo títulos eleitorais, urnas de votação, quadros, fotografias
e material audiovisual.
d) Entre as iniciativas do CEMEL, destaca-se a realização de exposições e o
lançamento de livros.
e) O acervo do CEMEL contêm, entre outros itens, títulos de eleitor que
remontam à época do Império.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – “Voltados Voltado ao cultivo e à difusão da memória
político-eleitoral, foi criado o CEMEL, em 1999.”
O verbo VOLTAR deve concordar com o termo “CEMEL” (singular) a que ele se
refere.
Alternativa B – Incorreta – “Dão-se Dá-se com regularidade a ocorrência de
visitas escolares monitoradas na sede do tribunal.”
EU VOU PASSAR !!

O verbo deve concordar com o núcleo do sujeito (ocorrência), que está no


singular.
Alternativa C – Incorreta – “Faz Fazem parte do acervo títulos eleitorais, urnas
de votação, quadros, fotografias e material audiovisual (sujeito composto).”
O sujeito composto, mesmo estando após o verbo, exige o verbo no plural, pois
cada um dos núcleos está no plural (ex. títulos eleitorais).
Alternativa D – Correta – O verbo DESTACAR concorda com o núcleo do sujeito
no singular – “a realização”.
Alternativa E – Incorreta – O acervo do CEMEL contém (singular) contêm
(plural)
O verbo CONTER concorda com o sujeito simples no singular.
Gabarito: D

2) FCC/TJ /TRE SP/Administrativa/"Sem Especialidade"/2017


A forma verbal empregada corretamente está na frase:

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a) Notam-se a probabilidade de problemas emocionais e de déficits de


habilidades sociais.
b) Dedica-se ao manejo de aparelhos eletrônicos, desde a mais tenra idade, as
crianças de hoje.
c) Cercam-se de solidão e isolamento uma vida reclusa ao mundo virtual de
atualizações de status.
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d) Findaram as discussões profundas, com as quais poderia se enriquecer os


anos de universidade.
e) Interpretam-se, com dificuldade, comportamentos alheios frente a frente, em
tempo real.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – “Notam-se Nota-se a probabilidade de problemas
emocionais e de déficits de habilidades sociais.”
O verbo deve concordar com o núcleo do sujeito passivo (probabilidade) –
singular.
Alternativa B – Incorreta – “Dedica-se Dedicam-se ao manejo de aparelhos
eletrônicos, desde a mais tenra idade, as crianças de hoje.”
Note que o núcleo do sujeito da oração é “crianças”, portanto o verbo deve vir
no plural.
Alternativa C – Incorreta – “Cercam-se Cerca-se de solidão e isolamento uma
vida reclusa ao mundo virtual de atualizações de status.”
Note que, até agora, todas as alternativas seguem a regra geral – o verbo
concorda com o núcleo do sujeito.
EU VOU PASSAR !!

O X da questão é a identificação do sujeito, que nesse caso é “uma vida reclusa


ao mundo virtual de atualizações de status”. Portanto, o verbo deve vir no
singular.
Alternativa D – Incorreta – “Findaram as discussões profundas (OK), com as
quais poderia poderiam se enriquecer os anos de universidade.”
O verbo PODER deve concordar com o núcleo do sujeito “anos”.
Alternativa E – Correta – “Interpretam-se, com dificuldade, comportamentos
alheios frente a frente, em tempo real.”
O verbo INTERPRETAR concorda corretamente com o núcleo do sujeito
“comportamentos” (plural).
Gabarito: E

3) FCC/TJ/TRE SP/Administrativa/Artes Gráficas/2017

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Quando confrontada a duas teorias – uma simples e outra complexa – para


explicar um problema, a maior parte das pessoas não hesita em favorecer a
primeira, também qualificada como elegante. “Em muitos casos, porém, a
complexa pode ser mais interessante”, lembra o filósofo Marco Zingano, da
Universidade de São Paulo. Segundo ele, a escolha é natural na cultura ocidental
contemporânea porque o pensamento dessas civilizações foi moldado por
Aristóteles e Platão, os filósofos de maior destaque na Grécia Antiga, para quem
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a metafísica da unidade tinha como paradigma a simplicidade.


Levado ao pé da letra, o resgate puramente historiográfico das contribuições da
Antiguidade pode parecer folclórico diante do conhecimento atual. Mas, mesmo
que oculta, a influência de Aristóteles e de Platão está presente na forma como
o pensamento governa os hábitos intelectuais da civilização atual.
Um dos problemas que ocuparam Platão e Aristóteles foi a acrasia, que leva
uma pessoa a tomar uma atitude contrária à que sabe ser a correta. Se está
claro, por exemplo, que uma moderada dose diária de exercícios é suficiente
para prevenir uma série de doenças graves e trazer benefícios à saúde, por que
alguém optaria por passar horas deitado no sofá e se locomover apenas de
carro? Para Sócrates, a resposta era simples: guiado pela razão, o ser humano
só deixa de fazer o que é melhor se lhe faltar o conhecimento.
Platão discordava, e resolveu o dilema dividindo a alma em três partes: um par
de cavalos alados conduzidos por um cocheiro que representa uma delas, a
razão. Um dos cavalos, arredio, só pode ser controlado a chicotadas e
representa os apetites. O outro é a porção irascível da alma. É o impulso, em
geral obediente à razão, mas que pode levar a decisões impetuosas em
determinadas situações. “O que determina as ações seriam fontes distintas de
motivação”, observa Zingano. Platão pensou o conflito como interno à alma,
EU VOU PASSAR !!

dando lugar à acrasia. Já Aristóteles dedicou um livro de sua Ética ao fenômeno.


Aristóteles e Platão tiveram um papel importante – e persistente – porque foram
grandes sistematizadores do conhecimento. Eles procuraram domar conceitos
diversos do Universo, do corpo e da mente, entender seu funcionamento e
deixar registrado para uso futuro. Resgatar esses textos, explica Zingano, é
uma busca da compreensão de como a cultura ocidental descreve o mundo e
enxerga a si mesma ainda hoje.
(Adaptado de: GUIMARÃES, Maria. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br)

Sem prejuízo da correção e sem que nenhuma outra alteração seja feita na
frase, o verbo flexionado no singular que também pode ser flexionado em uma
forma do plural está em:
a) ... o pensamento dessas civilizações foi moldado por Aristóteles Platão...
b) O que determina as ações seriam fontes distintas de motivação...
c) Em muitos casos, porém, a complexa pode ser mais interessante ...

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d) ... um par de cavalos alados conduzidos por um cocheiro que representa uma
delas, a razão.
e) ... a maior parte das pessoas não hesita em favorecer a primeira...
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O sujeito anteposto ao verbo não dá opções de
concordância, devendo seguir a regra geral: o verbo (“foi”) concorda com o
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

núcleo do sujeito (“pensamento”) – concordância gramatical.


Alternativa B – Incorreta – O verbo DETERMINAR deve concordar com o sujeito
“o que” (singular).
Alternativa C – Incorreta – O verbo PODER deve concordar com o seu sujeito
(“complexa”) no singular.
Alternativa D – Incorreta – O verbo REPRESENTAR concorda com “cocheiro”
(sujeito semântico - o verdadeiro praticante da ação).
O sujeito sintático da oração é o pronome relativo “que”, o qual substitui o
sujeito semântico “cocheiro”.
Alternativa E – Correta – Nesse caso, o verbo pode concordar com “pessoas”
(plural) ou com “a maior parte” (singular), sendo um caso de concordância
facultativa.
Exemplo de concordância FACULTATIVA:

Parte das pessoas ficou parada.


PARTE DE
Parte das pessoas ficaram paradas.
EU VOU PASSAR !!

Este exemplo é similar ao coletivo e também se enquadram nessa regra


expressões como: METADE DE, GRANDE PARTE DE, A MAIORIA DE, GRANDE
NÚMERO DE.
Gabarito: E

4) FCC/AJ/TRT 24/Administrativa/"Sem Especialidade"/2017


Quanto à concordância padrão, está escrita corretamente a frase:
a) O homem sempre buscou capturar o instante em imagens, e isso nunca foi
tão fácil quanto hoje, quando o ato de registrar se tornou mais importante que
o próprio registro.
b) Atualmente, constata-se muitas maneiras de compartilhar informação, mas
nenhum meio de comunicação vem se mostrando tão poderoso quanto as redes
sociais.

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c) Em meados da década passada, fotografar alimentos envolviam uma série de


questionamentos que parecem não fazer mais sentido na sociedade dos dias de
hoje.
d) Em 2016, uma pesquisa com usuários da internet concluiu que algumas
pessoas que postam excessivamente nas redes sociais o faz por necessidade de
aprovação.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

e) Decidir entre devorar ou clicar têm perturbado aqueles que oscilam entre
desfrutar o momento da refeição e partilhá-lo, ainda que a distância, com
amigos e familiares.
Comentários:
Alternativa A – Correta – “O homem sempre buscou (OK) capturar o instante
em imagens, e isso nunca foi (OK) tão fácil quanto hoje, quando o ato de
registrar se tornou (OK) mais importante que o próprio registro.”
Alternativa B – Incorreta – “Atualmente, constata-se constatam-se muitas
maneiras de compartilhar informação, mas nenhum meio de comunicação vem
se mostrando (OK) tão poderoso quanto as redes sociais.”
Alternativa C – Incorreta – “Em meados da década passada, fotografar
alimentos envolvia envolviam uma série de questionamentos que parecem
(OK) não fazer (OK – infinitivo com o mesmo sujeito da oração principal não se
flexiona) mais sentido na sociedade dos dias de hoje.”
O termo “fotografar alimentos” é um sujeito oracional (oração subordinada
substantiva subjetiva), por isso o seu verbo deve vir no singular.
Concordância no SINGULAR:
EU VOU PASSAR !!

Sujeito É importante que você estude bastante.


ORACIONAL Quem é de bem faz o bem.

As orações subordinadas substantivas subjetivas (função de sujeito da oração


principal), podem ser “substituídas” por ISSO ou ELE.
Alternativa D – Incorreta – “Em 2016, uma pesquisa com usuários da internet
concluiu (OK) que algumas pessoas que postam (OK) excessivamente nas
redes sociais o fazem faz por necessidade de aprovação.”
Repare que o sujeito do verbo FAZER é “algumas pessoas”, por isso o verbo
deve ser flexionado no plural.
Alternativa E – Incorreta – “Decidir entre devorar ou clicar (sujeito oracional)
tem têm (plural) perturbado aqueles que oscilam (OK) entre desfrutar o
momento da refeição e partilhá-lo, ainda que a distância, com amigos e
familiares.”

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Concordância no SINGULAR:

Sujeito É importante que você estude bastante.


ORACIONAL Quem é de bem faz o bem.

As orações subordinadas substantivas subjetivas (função de sujeito da oração


principal), podem ser “substituídas” por ISSO ou ELE.
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Gabarito: A

5) FCC/Ag FRT/ARTESP/Técnico em Contabilidade -


Administração/2017
Equipamentos cada vez mais elaborados estão realizando mais e mais trabalhos
que antes exigiam o cérebro humano e substituindo também a força física. Uma
pesquisa recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sugere que cerca
de metade dos postos de trabalho existentes hoje nos EUA serão automatizados
até 2033.
Segundo as previsões do professor Richard Baldwin, economista do renomado
Instituto Graduate, de Genebra, "alguns quartos de hotéis em Londres poderão
ser limpos por pessoas conduzindo robôs diretamente do Quênia ou de Buenos
Aires e de outros lugares por menos de um décimo do preço praticado na
Europa". E ele tem uma visão simples sobre a reação política das pessoas a este
cenário: "Elas vão ficar com raiva".
Alguns políticos reconheceram que 2016 marcou o início dessa raiva. O
problema é que, entre paredes e barreiras comerciais, eles têm poucas opções
para lidar com o aumento da desigualdade. O ex-consultor de economia do vice-
EU VOU PASSAR !!

presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, escreveu recentemente: “Para


sermos honestos, precisamos admitir que nenhum dos lados – democratas ou
republicanos – tem um plano robusto e convincente para recuperar os postos
de trabalho em comunidades que perderam muito da base manufatureira”. A
economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, defende
o uso de políticas para impulsionar as pessoas a novas vagas de emprego. Mas,
para isso, as vagas precisam existir. E nada garante que elas existirão.
(Adaptado de: MARDELL, Mark. 2017 marcará o início da era dos robôs?.
Disponível em: www.bbc.com)

Atendendo às regras de concordância padrão e respeitando o sentido do trecho,


em linhas gerais, uma redação alternativa para a expressão destacada está
entre colchetes em:
a) ... cerca de metade dos postos de trabalho existentes hoje nos EUA serão
automatizados até 2033. (1º parágrafo) [será automatizada]

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b) ... trabalhos que antes exigiam o cérebro humano... (1º parágrafo) [exigia]
c) “Para sermos honestos... (3º parágrafo) [honesto]
d) ... um décimo do preço praticado na Europa”. (2º parágrafo) [praticados]
e) “Elas vão ficar com raiva”. (2º parágrafo) [ficarem]
Comentários:
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Alternativa A – Correta – Esse é um caso clássico de concordância facultativa.


O verbo pode concordar com “cerca de metade” ou com “postos de trabalho”.
Alternativa B – Incorreta – O verbo EXIGIR concorda com o sujeito semântico
“trabalhos”, devendo vir no plural.
Alternativa C – Incorreta – O termo “honestos” se refere ao sujeito oculto
“nós”, devendo ser flexionado na 1ª pessoa do plural.
Alternativa D – Incorreta – O termo “praticado” concorda obrigatoriamente com
“preço”, que está no singular.
Alternativa E – Incorreta – No caso da locução verbal acima, apenas o verbo
auxiliar deve flexionar.
Gabarito: A

6) FCC/Ana SPT/ARTESP/2017
Atenção: Para responder à questão considere o texto abaixo.
O direito de opinar
As leis precisam ser dinâmicas, para acompanharem as mudanças sociais. Há
EU VOU PASSAR !!

sempre algum atraso nisso: a mudança dos costumes precede as devidas


alterações jurídicas. É cada vez mais frequente que ocorram transições drásticas
de valores e julgamentos à margem do que seja legalmente admissível. Com a
velocidade dos meios de comunicação e com o surgimento de novas plataformas
tecnológicas de interação social, há uma dispersão acelerada de juízos e
opiniões, a que falta qualquer regramento ético ou legal. Qual o limite da
liberdade de expressão a que devam obedecer os usuários das redes sociais?
Que valores básicos devem ser preservados em todas as matérias que se
tornam públicas por meio da internet?
Enquanto não se chega a uma legislação adequada, as redes sociais estampam
abusos de toda ordem, sejam os que ofendem o direito da pessoa, sejam os
que subvertem os institutos sociais. O direito de opinar passa a se apresentar
como o direito de se propagar um odioso preconceito, uma clara manifestação
de intolerância, na pretensão de alçar um juízo inteiramente subjetivo ao
patamar de um valor universal.
As diferenças étnicas, religiosas, políticas, econômicas e ainda outras não são
invocadas para se comporem num sistema de convívio, mas para se afirmarem

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como forças que necessariamente se excluem. Uma opinião apresenta-se como


lei, um preconceito afirma-se como um valor natural. Não será fácil para os
legisladores encontrarem a forma adequada de se garantir ao mesmo tempo a
liberdade de expressão e o limite para que esta não comprometa todas as outras
liberdades previstas numa ordem democrática. Contudo, antes mesmo que essa
tarefa chegue aos legisladores, compete aos cidadãos buscarem o respeito às
justas diferenças que constituem a liberdade responsável das práticas sociais.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

(MELLO ARAÚJO, Justino de, inédito)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar


com o termo sublinhado em:
a) Não (dever) faltar às novas leis uma orientação democrática sancionada por
valores éticos.
b) Nunca se (chegar) a um consenso de justos valores se não houver uma
ampla discussão.
c) Caso (vir) a ocorrer numa reação da sociedade, os protestos deverão
embasar-se juridicamente.
d) É inimaginável que ainda (persistir) em nossa sociedade reações contrárias
à regulamentação da internet.
e) Como é de regra, (atribuir-se) aos legisladores a tarefa de propor as novas
disposições legais.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Não deve faltar às novas leis uma orientação
EU VOU PASSAR !!

democrática sancionada por valores éticos.


Alternativa B – Incorreta – Nunca se chega a um consenso de justos valores se
não houver uma ampla discussão.
No caso, a oração tem sujeito indeterminado, portanto o verbo não tem
qualquer vinculação ao termo “valores”.
Alternativa C – Correta – Caso venham a ocorrer numa reação da sociedade,
os protestos deverão embasar-se juridicamente.
O verbo VIR deve concordar como sujeito “os protestos”.
Alternativa D – Incorreta – É inimaginável que ainda persistam em nossa
sociedade reações contrárias à regulamentação da internet.
O sujeito da oração é “reações contrárias à regulamentação da internet”.
O termo “em nossa sociedade” é apenas um adjunto adverbial.
Alternativa E – Incorreta – Como é de regra, atribui-se aos legisladores a tarefa
de propor as novas disposições legais.
O sujeito da oração é “a tarefa de propor as novas disposições legais”.

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Gabarito: C

7) FCC/AP/MANAUSPREV/Administrativa/2015

Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.

Numa definição solta, a floresta tropical é um tapete multicolorido, estruturado


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

e vivo, extremamente rico. Uma colônia extravagante de organismos que saíram


do oceano há 400 milhões de anos e vieram para a terra. Dentro das folhas
ainda existem condições semelhantes às da primordial vida marinha. Funciona
assim como um mar suspenso, que contém uma miríade de células vivas, muito
elaborado e adaptado. Em temperatura ambiente, usando mecanismos
bioquímicos de complexidade quase inacessível, processam-se átomos e
moléculas, determinando e regulando fluxos de substâncias e energias.

A mítica floresta amazônica vai muito além de um museu geográfico de espécies


ameaçadas e representa muito mais do que um simples depósito de carbono.
Evoluída nos últimos 50 milhões de anos, a floresta amazônica é o maior parque
tecnológico que a Terra já conheceu, porque cada organismo seu, entre trilhões,
é uma maravilha de miniaturização e automação. Qualquer apelo que se faça
pela valorização da floresta precisa recuperar esse valor intrínseco.

Cada nova iniciativa em defesa da floresta tem trilhado os mesmos caminhos e


pressionado as mesmas teclas. Neste comportamento, identificamos o que
Einstein definiu como a própria insanidade: “fazer a mesma coisa, de novo,
esperando resultados diferentes”.

Análises abrangentes mostram numerosas oportunidades para a harmonização


dos interesses da sociedade contemporânea com uma Amazônia viva e vigorosa.
EU VOU PASSAR !!

Para chegarmos lá, é preciso compenetração, modéstia, dedicação e


compromisso com a vida. Com os recursos tecnológicos disponíveis, podemos
agregar inteligência à ocupação, otimizando um novo uso do solo, que abra
espaço para a reconstrução ecológica da floresta. Podemos também revelar
muitos outros segredos ainda bem guardados da resiliente biologia tropical e,
com isso, ir muito além de compreender seus mecanismos.

A maioria dos problemas atuais podem se resolver por meio dos diversos
princípios que guiam o funcionamento da natureza. Uma lista curta desses
princípios, arrolados pela escritora Janine Benyus, constata que a natureza é
propelida pela luz solar; utiliza somente a energia de que necessita; recicla
todas as coisas; aposta na diversidade; demanda conhecimento local; limita os
excessos internamente; e aproveita o poder dos limites.

(Adaptado de: NOBRE, Antônio Donato. O Futuro Climático da Amazônia.


Disponível em: www.ccst.inpe.br)

Mantendo-se a correção, o verbo que pode ser flexionado em uma forma do


singular, sem que nenhuma outra alteração seja feita na frase, encontra-se

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sublinhado em:

a) Análises abrangentes mostram numerosas oportunidades... (4º parágrafo)

b) A maioria dos problemas atuais podem se resolver por meio dos diversos
princípios... (último parágrafo).

c) ... por meio dos diversos princípios que guiam o funcionamento da natureza.
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(último parágrafo)

d) ... processam-se átomos e moléculas... (1º parágrafo)

e) Dentro das folhas ainda existem condições semelhantes... (1º parágrafo)

Comentários:
Alternativa A - Incorreta – Regra geral, o verbo (mostrar) deve concordar com
o sujeito (“análises abrangentes”).
Alternativa B - Correta – A concordância é FACULTATIVA.

Parte das pessoas ficou parada.


PARTE DE
Parte das pessoas ficaram paradas.

Também se enquadram nessa regra expressões como METADE DE, GRANDE


PARTE DE, A MAIORIA DE, GRANDE NÚMERO DE.
Alternativa C - Incorreta – O verbo (guiar) deve concordar com o sujeito (que
= os quais = diversos princípios).
Alternativa D - Incorreta – A oração está na voz passiva sintética, pois o verbo
é TD, portanto o verbo (processar) deve concordar com o sujeito (átomos e
EU VOU PASSAR !!

moléculas).
Alternativa E - Incorreta – O verbo EXISTIR é PESSOAL, por isso concorda
normalmente com o sujeito “condições semelhantes”.
Gabarito: B

8) FCC/TP/MANAUSPREV/Administrativa/2015

Atenção: O texto abaixo refere-se à questão.

Na margem esquerda do rio Amazonas, entre Manaus e Itacoatiara, foram


encontrados vestígios de inúmeros sítios indígenas pré-históricos. O que muitos
de nós não sabemos é que ainda existem regiões ocultas situadas no interior da
Amazônia e um povo, também desconhecido, que teria vivido por aquelas
paragens, ainda hoje não totalmente desbravadas.

Em 1870, o explorador João Barbosa Rodrigues descobriu uma grande necrópole


indígena contendo vasta gama de peças em cerâmica de incrível perfeição; teria

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sido construída por uma civilização até então desconhecida em nosso país.
Utilizando a língua dos índios da região, ele denominou o sítio de Miracanguera.
A atenção do pesquisador foi atraída primeiramente por uma vasilha de
cerâmica, propriedade de um viajante. Este informante disse tê-la adquirido de
um mestiço, residente na Vila do Serpa (atual Itacoatiara), que dispunha de
diversas peças, as quais teria recolhido na Várzea de Matari. Barbosa Rodrigues
suspeitou que poderia se tratar de um sítio arqueológico de uma cultura
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totalmente diferente das já identificadas na Amazônia.

Em seu interior as vasilhas continham ossos calcinados, demonstrando que a


maioria dos mortos tinham sido incinerados. De fato, a maior parte dos despojos
dos miracangueras era composta de cinzas. Além das vasilhas mortuárias, o
pesquisador encontrou diversas tigelas e pratos utilitários, todos de formas
elegantes e cobertos por uma fina camada de barro branco, que os arqueólogos
denominam de “engobe”, tão perfeito que dava ao conjunto a aparência de
porcelana. Uma parte das vasilhas apresentava curiosas decorações e pinturas
em preto e vermelho. Outro detalhe que surpreendeu o pesquisador foi a
variedade de formas existentes nos sítios onde escavou, destacando-se certas
vasilhas em forma de taças de pés altos, as quais lembram congêneres da Grécia
Clássica.

Havia peças mais elaboradas, certamente para pessoas de posição elevada


dentro do grupo. A cerâmica do sítio de Miracanguera recebia um banho de
tabatinga (tipo de argila com material orgânico) e eventualmente uma pintura
com motivos geométricos, além da decoração plástica que destacava detalhes
específicos, tais como seres humanos sentados e com as pernas representadas.

João Barbosa Rodrigues faleceu em 1909. Em 1925, o famoso antropólogo Kurt


EU VOU PASSAR !!

Nimuendaju tentou encontrar Miracanguera, mas a ilha já tinha sido tragada


pelas águas do rio Amazonas. Arqueólogos americanos também vasculharam
áreas arqueológicas da Amazônia, inclusive no Equador, Peru e Guiana Francesa,
no final dos anos de 1940. Como não conseguiram achar Miracanguera,
“decidiram” que a descoberta do brasileiro tinha sido “apenas uma subtradição
de agricultores andinos”.

Porém, nos anos de 1960, outro americano lançou nova interpretação para
aquela cultura, concluindo que o grupo indígena dos miracangueras não era
originário da região, como já dizia Barbosa Rodrigues. Trata-se de um mistério
relativo a uma civilização perdida que talvez não seja solucionado nas próximas
décadas. Em pleno século 21, a cultura miracanguera continua oficialmente
“inexistente” para as autoridades culturais do Brasil e do mundo.

(Adaptado de: Museu Nacional do Rio de Janeiro. Disponível em:


https://saemuseunacional.wordpress.com. SILVA, Carlos Augusto da. A
dinâmica do uso da terra nos locais onde há sítios arqueológicos: o caso da
comunidade Cai N’água, Maniquiri-AM / (Dissertação de Mestrado) – UFAM,
2010)

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A forma verbal que pode ser flexionada indiferentemente no singular e no plural


encontra-se em:

a) ... as quais lembram congêneres da Grécia Clássica.

b) Havia peças mais elaboradas, certamente para pessoas de posição mais


elevada...
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c) ...o grupo indígena dos miracangueras não era originário da região...

d) ...a variedade de formas existentes nos sítios onde escavou...

e) De fato, a maior parte dos despojos dos miracangueras era composta de


cinzas.

Comentários:
Alternativa A - Incorreta – O verbo LEMBRAR deve concordar com o sujeito “as
quais”.
Alternativa B - Incorreta – O verbo HAVER no sentido de existir é impessoal,
por isso deve ser conjugado na 3a pessoa do singular.
Alternativa C - Incorreta – O verbo SER deve concordar com o sujeito “o grupo
indígena”. Não se deixe levar pela expressão “dos micarangueras” que é um
mero adjunto adnominal.
Alternativa D - Incorreta – Veja o trecho do texto: “Outro detalhe que
surpreendeu o pesquisador foi a variedade de formas existentes nos sítios
onde escavou...” O sujeito da oração é o pesquisador, OK?
Alternativa E - Correta – O verbo pode concordar com “a maior parte” (singular)
ou com “despojos” (plural).
EU VOU PASSAR !!

Parte das pessoas ficou parada.


PARTE DE
Parte das pessoas ficaram paradas.

Também se enquadram nessa regra expressões como metade de, grande parte
de, a maioria de, grande número de.
Gabarito: E

9) FCC/Tec/CNMP/Apoio Técnico Administrativo/Segurança


Institucional/2015

As normas de concordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas


em:

a) É aceito por todos os habitantes a existência de um sino de ouro, apesar da


pobreza geral, porque a beleza dos sons por ele emitido não se comparam a
nada.

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b) Um viajante que chega ao lugarejo deve achar incompatível as condições


miseráveis de vida da população e o alto valor de um sino de ouro ali existente.

c) Somente os sons de um sino de ouro poderia tornar-se a maneira mais


apropriada, para aqueles pobres homens, de cultivarem e transmitirem seu
sentimento religioso.

d) Todos os dias, o som do sino de ouro que se espalha pelos ares enche de
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alegria o coração dos habitantes e lhes traz uma doce sensação de paz e
harmonia.

e) Naquele lugar pequeno e pobre, os sons de um sino de ouro se transforma


no maior presente que os moradores é capaz de oferecer aos viajantes que
casualmente passam por ali.

Comentários:
Alternativa A - Incorreta – “É aceito/É aceita por todos os habitantes a
existência de um sino de ouro, apesar da pobreza geral, porque a beleza dos
sons por ele emitido/emitidos...”
O que é aceito? A existência (sujeito) é aceita (PDS). A banca inverteu a frase
para tentar te enganar! O termo “emitido” que qualifica o nome “sons” por isso
deve concordar co ele em gênero e número.
Alternativa B - Incorreta – “incompatível/incompatíveis as condições”
O adjetivo deve concordar em gênero e número com o nome o qual qualifica
(condições incompatíveis).
Alternativa C - Incorreta – “os sons de um sino de ouro poderia/poderiam”.
Alternativa D - Correta – Maravilha! “o som do sino de ouro que se espalha
EU VOU PASSAR !!

pelos ares enche de alegria o coração dos habitantes e lhes traz...”


Alternativa E - Incorreta – “os sons de um sino de ouro se transforma/se
transformam no maior presente que os moradores é capaz/são capazes de
oferecer”
O texto falhou na concordância do verbo com o sujeito e do verbo e do PDS com
o sujeito respectivamente.
Gabarito: D

10) FCC/TJ/TRE RR/Administrativa/2015

Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.

É indiscutível que no mundo contemporâneo o ambiente do futebol é dos mais


intensos do ponto de vista psicológico. Nos estádios a concentração é total. Vive-
se ali situação de incessante dialética entre o metafórico e o literal, entre o
lúdico e o real. O que varia conforme o indivíduo considerado é a passagem de

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uma condição a outra. Passagem rápida no caso do torcedor, cuja regressão


psíquica do lúdico dura algumas horas e funciona como escape para as pressões
do cotidiano. Passagem lenta no caso do futebolista profissional, que vive quinze
ou vinte anos em ambiente de fantasia, que geralmente torna difícil a inserção
na realidade global quando termina a carreira. A solução para muitos é a
reconversão em técnico, que os mantém sob holofote. Lothar Matthäus, por
exemplo, recordista de partidas em Copas do Mundo, com a seleção alemã,
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Ballon d’Or de 1990, tornou-se técnico porque “na verdade, para mim, o futebol
é mais importante do que a família”. [...]

Sendo esporte coletivo, o futebol tem implicações e significações psicológicas


coletivas, porém calcadas, pelo menos em parte, nas individualidades que o
compõem. O jogo é coletivo, como a vida social, porém num e noutra a atuação
de um só indivíduo pode repercutir sobre o todo. Como em qualquer sociedade,
na do futebol vive-se o tempo inteiro em equilíbrio precário entre o indivíduo e
o grupo. O jogador busca o sucesso pessoal, para o qual depende em grande
parte dos companheiros; há um sentimento de equipe, que depende das
qualidades pessoais de seus membros. O torcedor lúcido busca o prazer do jogo
preservando sua individualidade; todavia, a própria condição de torcedor acaba
por diluí-lo na massa.

(JÚNIOR, Hilário Franco. A dança dos deuses: futebol, cultura, sociedade. São
Paulo: Companhia das letras, 2007, p. 303304, com adaptações) *Ballon d’Or
1990 − prêmio de melhor jogador do ano

As normas de concordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas


em:

a) As torcidas organizadas, muitas vezes objeto de críticas por um


EU VOU PASSAR !!

comportamento violento e antissocial, tem sido alvo de intervenções do poder


público, no sentido de que se evite brigas que resultam, habitualmente, em
morte de torcedores de times rivais.

b) Nem sempre é aceitável, para um torcedor apaixonado por seu time, os


reveses durante uma partida de futebol, visto que uns poucos minutos de jogo
pode definir um resultado negativo inesperado e contrariar todas as
expectativas de sucesso.

c) O noticiário de jornais, especialmente os esportivos, dão conta dos múltiplos


interesses que envolvem times, dirigentes, atletas, além do espetáculo, por
vezes dramático, de jogadores que, estimulados pela torcida, busca atingir seu
momento de glória.

d) A brilhante atuação de um jogador em campo torna realizáveis todos os


sonhos da grande massa fiel de torcedores que veem, encantados, materializar-
se a conquista das metas estabelecidas, em cada campeonato, pelos dirigentes
de seu time favorito.

e) Certos jogadores conseguem, em momentos do jogo, que passa a ser

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considerado quase mágica, fazer a bola descrever curvas inesperadas que


ludibriam barreiras e, principalmente, goleiros, que resulta no gol que hipnotiza
os torcedores mais apaixonados.

Comentários:
Alternativa A - Incorreta – “As torcidas organizadas, ..., tem/têm sido alvo
de intervenções do poder público...”
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

O verbo TER deveria estar no plural para concordar com o sujeito da oração (as
torcidas organizadas).
“... que se evite/evitem brigas...”
O verbo EVITAR é TD (evitar algo), portanto o SE é pronome apassivador e a
palavra “brigas” é o sujeito, portanto, REGRA GERAL! Forma correta: que se
evitem brigas = que brigas sejam evitadas
Alternativa B - Incorreta – “é aceitável/são aceitáveis, para um torcedor
apaixonado por seu time, os reveses”.
Repare que o sujeito da oração é “os reveses”, portanto o o verbo e o PDS
devem estar no plural (são aceitáveis).
“ ...uns poucos minutos de jogo pode/podem definir um resultado...”
Novamente... o verbo deve concordar com o sujeito!
Alternativa C - Incorreta – “O noticiário de jornais, ..., dão/dá”
“jogadores que, ..., busca/buscam atingir seu momento de glória”
Alternativa D - Correta – O que lhe pode causar estranheza nessa alternativa é
o “novo visual” da forma verbal “veem”, que perdeu o acento devido ao novo
acordo ortográfico. Veremos mais detalhes do novo acordo mais a frente.
EU VOU PASSAR !!

Alternativa E - Incorreta – “momentos do jogo, que passa a ser considerado


/passam a ser considerados... que resulta/resultam ”.
Gabarito: D

11) FCC/TJ/TRE SP/Administrativa/"Sem Especialidade"/2012


As regras de concordância estão plenamente respeitadas em:
a) A campanha das Diretas, de que os mais jovens participaram ativamente,
terão sempre lugar especial nos registros de nossa história recente, ao lado de
episódios como o movimento caras-pintadas que, em 1992, levaram à
deposição de um presidente.
b) Por mais diferenças que houvesse entre eles e o incansável dr. Ulysses, a
maioria dos políticos que foram seus contemporâneos não lhe demonstrava
senão grande admiração e profundo respeito.

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c) A confusão entre as funções de jornalista e de militante, no caso de Ricardo


Kotscho e de outros profissionais de nossa imprensa, tornaram possível um
registro muito mais vivaz de várias personagens da campanha das Diretas.
d) Poucos episódios na história mais recente do Brasil pode nos inspirar tanto
orgulho quanto a campanha das Diretas, ao longo dos anos 1983 e 1984, ainda
que as eleições diretas para presidente, sua principal reivindicação, só tenha
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sido contemplada em 1989.


e) Não se confunda os raríssimos casos em que a separação das funções de
jornalista e de militante podem ser justificadas com aqueles que merecem a
condenação mais enfática.
Comentários:
Nesse tipo de questão, precisamos tomar muito cuidado com as orações e
termos intercalados colocados na frase com a intenção de dificultar a vida do
candidato.
Alternativa A – Incorreta – O verbo TER concorda com o núcleo do sujeito
“campanha”. Da mesma forma, o verbo LEVAR concorda com o núcleo do sujeito
“movimento”.
“A campanha das Diretas, de que os mais jovens participaram ativamente,
terão/terá sempre lugar especial nos registros de nossa história recente, ao
lado de episódios como o movimento caras-pintadas que, em 1992,
levaram/levou à deposição de um presidente. “

Alternativa B – Correta – O verbo HAVER no sentido de existir é IMPESSOAL,


por isso é sempre flexionado na 3ª pessoa do singular. Os demais verbos que
EU VOU PASSAR !!

têm como sujeito “a maioria dos políticos” têm concordância FACULTATIVA,


podendo concordar no singular com “maioria” ou no plural com “políticos”
“Por mais diferenças que houvesse entre eles e o incansável dr. Ulysses, a
maioria dos políticos que foram seus contemporâneos não lhe demonstrava
senão grande admiração e profundo respeito. “

Parte das pessoas ficou parada.


PARTE DE
Parte das pessoas ficaram paradas.

Também se enquadram nessa regra expressões como: METADE DE, GRANDE


PARTE DE, A MAIORIA DE, GRANDE NÚMERO DE.
Alternativa C – Incorreta – Regra geral: o verbo concorda com o núcleo do
sujeito.
“A confusão entre as funções de jornalista e de militante, no caso de Ricardo
Kotscho e de outros profissionais de nossa imprensa, tornaram/tornou possível
um registro muito mais vivaz de várias personagens da campanha das Diretas.“

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Alternativa D – Incorreta – Regra geral: o verbo concorda com o núcleo do


sujeito.
“Poucos episódios na história mais recente do Brasil pode/podem nos inspirar
tanto orgulho quanto a campanha das Diretas, ao longo dos anos 1983 e 1984,
ainda que as eleições diretas para presidente, sua principal reivindicação, só
tenha sido contemplada em 1989. “
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Alternativa E – Incorreta – O verbo CONFUNDIR é transitivo direto e indireto


– TDI, admitindo a voz passiva sintética (SE é pronome apassivador). Por
isso, o verbo deverá concordar com o núcleo do sujeito passivo “casos”.
“Não se confunda/confundam os raríssimos casos em que a separação das
funções de jornalista e de militante podem ser justificadas com aqueles que
merecem a condenação mais enfática. “
Gabarito: B

12) FCC/TJ/TRE SP/Apoio Especializado/Programação de


Sistemas/2012
A frase em que as regras de concordância estão plenamente respeitadas é:
a) Contam-se que o poeta Manuel Bandeira ficou extasiado e impressionado ao
ouvirem as novas batidas do violão de João Gilberto.
b) As canções de Caetano Veloso, cuja letra costumam despertar discussões
acaloradas, são considerados por muitos grandes poemas da literatura nacional.
c) Já se passou vários anos do surgimento da bossa nova, mas Chega de
saudade, de João Gilberto, continua a encantar os ouvidos ao redor do mundo.
EU VOU PASSAR !!

d) Além de uma canção de João Gilberto, Chega de saudade é o título do livro


de Ruy Castro em que o autor relembra os protagonistas da bossa nova.
e) Imagina-se que, embora pouco estudados, deve existir motivos sociais para
a indiferença com que as camadas superiores durante muito tempo via o samba.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Como o sujeito é uma oração, o verbo deve ser
flexionado no singular.

Sujeito
É importante que você estude bastante.
ORACIONAL

As orações subordinadas substantivas subjetivas (função de sujeito da oração


principal), podem ser “substituídas” por ISSO ou ELE.
O verbo OUVIR deve concordar com o núcleo do sujeito “Manuel Bandeira”.

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“Contam-se/Conta-se que o poeta Manuel Bandeira ficou extasiado e


impressionado ao ouvirem/ouvir as novas batidas do violão de João Gilberto.“
Alternativa B – Incorreta – O termo “cujas letras” deve estar no PLURAL para
concordar com o termo a que se refere “as canções”.
“As canções de Caetano Veloso, cuja letra/cujas letras costumam despertar
discussões acaloradas, são considerados por muitos grandes poemas da
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literatura nacional. “
Alternativa C – Incorreta – O verbo PASSAR deve concordar com o núcleo do
sujeito “anos”.
“Já se passou/passaram vários anos do surgimento da bossa nova, mas
Chega de saudade, de João Gilberto, continua a encantar os ouvidos ao redor
do mundo. “
Alternativa D – Correta – Regra geral: o verbo concorda com o núcleo do sujeito.
“Além de uma canção de João Gilberto, Chega de saudade é o título do livro
de Ruy Castro em que o autor relembra os protagonistas da bossa nova. “
Alternativa E – Incorreta – O verbo IMAGINAR está corretamente flexionado no
SINGULAR, pois tem sujeito oracional. Os demais verbos seguem a regra geral.
“Imagina-se que, embora pouco estudados, deve/devem existir motivos
sociais para a indiferença com que as camadas superiores durante muito
tempo via/viam o samba.“
Gabarito: D

13) FCC/TJ/TRE SP/Apoio Especializado/Programação de


EU VOU PASSAR !!

Sistemas/2012
O verbo que se mantém corretamente no singular, mesmo com as alterações
propostas entre parênteses para o segmento grifado, está em:
a) quando a peste negra varreu populações inteiras (as epidemias)
b) quanto mais gente houvesse no mundo (mais habitantes)
c) O tom alarmista acerca do crescimento populacional arrefeceu (As
profecias)
d) A humanidade terá de colocar toda sua inventividade à prova (Os homens)
e) Existe um consenso (hipóteses diversas)
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Regra geral: o verbo concorda com o núcleo do
sujeito.
“quando as epidemias varreu/varreram populações inteiras”

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Alternativa B – Correta – O verbo HAVER no sentido de existir é IMPESSOAL,


por isso é sempre flexionado na 3ª pessoa do singular.
“quanto mais habitantes houvesse no mundo”
Alternativa C – Incorreta – Regra geral: o verbo deve concordar com o núcleo
do sujeito.
“As profecias acerca do crescimento populacional arrefeceu/arrefeceram”
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Alternativa D – Incorreta – Regra geral.


“Os homens terá/terão de colocar toda sua inventividade à prova”
Alternativa E – Incorreta – Regra geral...
“Existe/Existem hipóteses diversas”
Gabarito: B

14) FCC/TJ/TRE SP/Apoio Especializado/Programação de


Sistemas/2012
Para a questão, assinale a alternativa que preenche corretamente, na ordem,
as lacunas da frase apresentada.
...... tomar medidas que ...... a sobrevivência de algumas espécies de aves na
região.
a) Eram necessários garantissem
b) Eram necessárias garantissem
c) Era necessário garantisse
EU VOU PASSAR !!

d) Eram necessárias garantisse


e) Era necessário garantissem
Comentários:
Item 1 – Como o sujeito é uma oração, o verbo deve ser flexionado no
singular.
As orações subordinadas substantivas subjetivas (função de sujeito da oração
principal), podem ser “substituídas” por ISSO ou ELE.

Sujeito Tomar medidas era necessário.


ORACIONAL Isso era necessário

Item 2 – O verbo GARANTIR deve concordar com o sujeito “medidas” (na


verdade, o sujeito é “que”, mas este está substituindo o nome “medidas”).
Gabarito: E

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15) FCC/TCE/TCE-AP/Controle Externo/2012


O verbo que deverá permanecer no singular, caso o segmento grifado seja
substituído pelo proposto entre parênteses no final da frase, está em:
a) Mas não é assim tão fácil. (Mas nenhum desses esforços)
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b) Por trás da destruição e da degradação ambiental da Amazônia está uma


série de problemas de ordem política, social e econômica. (vários problemas)
c) ... por que a Amazônia ainda enfrenta ameaças? (as áreas de floresta)
d) O desenvolvimento econômico, em muitos casos, é sobreposto a outras
preocupações com o meio ambiente. (As vantagens do desenvolvimento
econômico)
e) ... a meta (...) vem sendo deixada de lado. (os propósitos)
Comentários:
Alternativa A – Correta – Quando o pronome indefinido que faz parte do sujeito
está no singular o verbo deve concordar obrigatoriamente com ele.

NENHUM
Nenhum deles compareceu à reunião.
DELES

Seguem a forma acima as expressões NENHUM DE..., ALGUM DE..., ALGUM


DELES, CADA UM DELES, CADA QUAL, QUALQUER UM.
• Mas nenhum desses esforços é assim tão fácil.
Alternativa B – Incorreta – Regra geral: o verbo deve concordar com o núcleo
EU VOU PASSAR !!

do sujeito.
Por trás da destruição e da degradação ambiental da Amazônia está/estão
vários problemas de ordem política, social e econômica.
Alternativa C – Incorreta – Regra geral: o verbo deve concordar com o núcleo
do sujeito.
... por que as áreas de floresta ainda enfrenta/enfrentam ameaças?
Alternativa D – Incorreta – O verbo SER e o nome “sobrepostas” (PDS)
concordam com o núcleo do sujeito “vantagens”.
As vantagens do desenvolvimento econômico, em muitos casos, é
sobreposto/são sobrepostas a outras preocupações com o meio ambiente.
Alternativa E – Incorreta – O verbo e o PDS concordam com o núcleo do sujeito.
... os propósitos (...) vem/vêm sendo deixada/deixados de lado.
Gabarito: A

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16) FCC/AJ/TST/Administrativa/2012
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no singular para
preencher adequadamente a lacuna da frase:
a) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de corresponder nossos
valores éticos mais rigorosos.
b) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o peso de suas mais
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graves decisões.
c) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) tomar decisões sem
medir suas consequências.
d) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar) sobrevir
consequências imprevistas e injustas.
e) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade, recomenda Gramsci, os
critérios que levam em conta a dor humana.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Cuidado!!! ATENTE que o sujeito não pode vir
preposicionado. O termo “a nenhuma de nossas escolhas” é o OBJETO
INDIRETO de “corresponder” e não o sujeito de “podem”. Este é “nossos
valores éticos mais rigorosos”.
A nenhuma de nossas escolhas podem deixar de corresponder nossos valores
éticos mais rigorosos.
Alternativa B – Incorreta – O verbo poupar deve concordar com o sujeito
passivo “os que governam” (poupar = VTD; SE = pronome apassivador)
Não se poupam os que governam de refletir sobre o peso de suas mais graves
EU VOU PASSAR !!

decisões.
Alternativa C – Correta – CUIDADO! Novamente a banca inverteu os termos
para confundir o candidato.
O sujeito do verbo OCORRER é a oração grifada abaixo, por isso o verbo deve
permanecer no SINGULAR.
Aos governantes mais responsáveis não ocorre tomar decisões sem medir
suas consequências.

Sujeito Tomar medidas era necessário.


ORACIONAL Isso era necessário

Alternativa D – Incorreta – Regra geral: o verbo deve concordar com o núcleo


do sujeito “consequências”.

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A toda decisão tomada precipitadamente costumam sobrevir consequências


imprevistas e injustas.
Alternativa E – Incorreta – O núcleo do sujeito do verbo GANHAR é “os critérios”.
Diante de uma escolha, ganham prioridade, recomenda Gramsci, os critérios
que levam em conta a dor humana.
Gabarito: C
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17) FCC/Ana Cont/TCE-MT/2013


Para integrar corretamente a frase, o verbo entre parênteses deverá flexionar-
se concordando com o elemento sublinhado em:
a) Ao mérito indiscutível de uma virtude (dever) associar-se os sacrifícios todos
que seu exercício implica.
b) Às qualidades naturais do indivíduo (dever) corresponder alguma inclinação
sua para o sacrifício, se ele almeja a virtude.
c) É nas escolhas mais difíceis que se (atestar), efetivamente, a aptidão dos
indivíduos ao sacrifício virtuoso.
d) O desprendimento moral manifesto nas ações desinteressadas (constituir)
uma prova de alta.
e) Não falta, sobretudo em nossos dias, quem ache que o exercício da virtude
não (compensar) os sacrifícios virtude pessoais.
Comentários:
A questão pretende testar o candidato no conhecimento da regra geral (o verbo
EU VOU PASSAR !!

deve concordar com o núcleo do sujeito) e na identificação do sujeito. Vamos


responder às alternativas identificando os sujeitos e fazendo a flexão correta
dos verbos.
Alternativa A – Incorreta – Ao mérito indiscutível de uma virtude devem
associar-se os sacrifícios todos que seu exercício implica.
Alternativa B – Incorreta – Às qualidades naturais do indivíduo deve
corresponder alguma inclinação sua para o sacrifício, se ele almeja a virtude.
Alternativa C – Correta – “Aptidão” é o sujeito passivo do verbo ATESTAR (voz
passiva sintética).
É nas escolhas mais difíceis que se atesta, efetivamente, a aptidão dos
indivíduos ao sacrifício virtuoso.
Alternativa D – Incorreta – O desprendimento moral manifesto nas ações
desinteressadas constitui uma prova de alta.
Alternativa E – Incorreta - Não falta, sobretudo em nossos dias, quem ache que
o exercício da virtude não compensa os sacrifícios virtude pessoais.

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Gabarito: C

18) FCC/AFRE/SEFAZ RJ/2014


O verbo entre parênteses, para vir a integrar adequadamente a frase, deverá
flexionar-se concordando com o elemento sublinhado em:
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a) Nunca (ter) faltado a Voltaire, em relação às leis que analisava, disposição


para tornar sua aplicação o mais justa possível.
b) Não se (atribuir) apenas ao pobre rábula os prejuízos que recaem sobre os
mais fracos; também os eruditos sejam responsabilizados.
c) Devido à má aplicação das leis, problema que a muitos juristas (parecer)
incontornável, houve quem pensasse em aboli-las por completo.
d) Voltaire entende que os anciãos, aos quais não (costumar) faltar a
experiência dos anos, são mais imunes às paixões que corrompem o coração.
e) Ao admitir que a ignorância e a respeitabilidade são qualidades que (poder)
alcançar conciliação, Voltaire revela seu lado democrático.
Comentários:
A questão pretende testar o candidato no conhecimento da regra geral (o verbo
deve concordar com o núcleo do sujeito) e na identificação do sujeito. Vamos
responder às alternativas identificando os sujeitos e fazendo a flexão correta
dos verbos.
Note que na maioria dos casos, a banca inverte a ordem dos termos para tentar
dificultar a vida do candidato.
EU VOU PASSAR !!

Alternativa A – Incorreta – Nunca tinha faltado a Voltaire, em relação às leis


que analisava, disposição para tornar sua aplicação o mais justa possível.
Alternativa B – Incorreta – Não se atribuem apenas ao pobre rábula os
prejuízos que recaem sobre os mais fracos; também os eruditos sejam
responsabilizados.
Alternativa C – Incorreta – Devido à má aplicação das leis, problema que a
muitos juristas parece incontornável, houve quem pensasse em aboli-las por
completo.
Alternativa D – Correta – Voltaire entende que os anciãos, aos quais não
costuma faltar a experiência dos anos, são mais imunes às paixões que
corrompem o coração.
Alternativa E – Incorreta – Ao admitir que a ignorância e a respeitabilidade são
qualidades que podem alcançar conciliação, Voltaire revela seu lado
democrático.
Gabarito: D

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19) FCC/AFR/SEFAZ SP/Gestão Tributária/2013


Do ponto de vista da concordância, está correto o seguinte enunciado:
a) O fôlego da transição depende, já fazem décadas, de estrutura física e
mecanismos institucionais que o sustente.
b) Pode ter havido elevações significativas na base educacional da população,
talvez sem a proporção de ciência e engenharia que seria desejável.
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c) É caracterizado como armadilha da média renda a situação em que ocorre


um baixo crescimento da produtividade e muito pouca elevação do número de
profissionais de alta qualificação exercendo atividades criativas.
d) O México precisa de leis condizente com os novos contextos mercadológicos,
precisa quebrar a rigidez em áreas como petróleo e telecomunicações.
e) A Argentina está entre os países que parece estarem presos à armadilha do
baixo crescimento; a maioria chegaram a desenvolver capacidade tecnológica
em algumas poucas áreas.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O verbo FAZER quando indica TEMPO, é impessoal,
devendo ser conjugado na 3ª pessoa do singular. O verbo SUSTENTAR concorda
com o sujeito composto grifado abaixo.
O fôlego da transição depende, já fazem/faz décadas, de estrutura física e
mecanismos institucionais que o sustente/sustentem.
Alternativa B – Correta – O verbo HAVER no sentido de existir é IMPESSOAL
(não tem sujeito), devendo ser conjugado na 3ª pessoa do singular. O mesmo
aplica-se aos seus verbos auxiliares.
EU VOU PASSAR !!

Pode ter havido elevações significativas na base educacional da população,


talvez sem a proporção de ciência e engenharia que seria desejável.
Alternativa C – Incorreta – O nome “caracterizada” deve concordar com o núcleo
do sujeito, “situação”, ao qual se refere.
É caracterizado/caracterizada como armadilha da média renda a situação em
que ocorre um baixo crescimento da produtividade e muito pouca elevação do
número de profissionais de alta qualificação exercendo atividades criativas.
Alternativa D – Incorreta – O adjetivo “condizentes” concorda com o nome que
qualifica “leis”.
O México precisa de leis condizentes com os novos contextos mercadológicos,
precisa quebrar a rigidez em áreas como petróleo e telecomunicações.
Alternativa E – Incorreta – O verbo CHEGAR deve concordar com seu sujeito “a
maioria” que é SINGULAR.

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A Argentina está entre os países que parece estarem presos à armadilha do


baixo crescimento; a maioria chegaram/chegou a desenvolver capacidade
tecnológica em algumas poucas áreas.
Gabarito: B

20) FCC/ACE/TCE-GO/Contabilidade/2014
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

As normas de concordância estão plenamente respeitadas em:


a) Cada uma das expressões dos produtos da indústria cultural reproduzem as
pessoas tais como foram estereotipadas pela indústria como um todo.
b) Na atual era da informática, o uso de computadores pessoais e de diversos
recursos interativos levanta novas questões para a indústria cultural.
c) Com o fim de preencherem todos os sentidos dos trabalhadores de modo útil
ao capital, a cultura teria passado ao domínio da racionalidade administrativa.
d) A história da indústria cultural, nos países de industrialização recente,
confundem-se com as da própria implantação tardia da indústria.
e) Como sistema mundial, a indústria da cultura não se restringe ao centro e
impõem-se também em nações periféricas.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O verbo REPRODUZIR deve concordar com o numeral
“uma”.
Cada uma das expressões dos produtos da indústria cultural
reproduzem/reproduz as pessoas tais como foram estereotipadas pela
EU VOU PASSAR !!

indústria como um todo.


Alternativa B – Correta – Regra geral: o verbo deve concordar com o núcleo do
sujeito.
“Na atual era da informática, o uso de computadores pessoais e de diversos
recursos interativos levanta novas questões para a indústria cultural. “
Alternativa C – Incorreta – A dificuldade desta alternativa é encontrar o sujeito
do verbo “PRENCHER” – “a cultura” (regra geral).
Com o fim de preencherem/preencher todos os sentidos dos trabalhadores de
modo útil ao capital, a cultura teria passado ao domínio da racionalidade
administrativa.
Alternativa D – Incorreta – Regra geral: o verbo deve concordar com o núcleo
do sujeito. Note que o sujeito é passivo (voz passiva sintética).
A história da indústria cultural, nos países de industrialização recente,
confundem-se/confunde-se com as da própria implantação tardia da indústria.
Alternativa E – Incorreta – Regra geral: o verbo deve concordar com o núcleo
do sujeito.

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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 03

Como sistema mundial, a indústria da cultura não se restringe ao centro e


impõem-se/impõe-se também em nações periféricas.
Gabarito: B

21) FCC/TJ/TRE SP/Administrativa/"Sem Especialidade"/2017


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Centro de Memória Eleitoral – CEMEL


O Centro de Memória Eleitoral do TRE-SP foi criado em agosto de 1999 e tem
por objetivo a execução de ações que possibilitem cultivar e difundir a memória
político-eleitoral como instrumento eficaz do aprofundamento e alargamento da
consciência de cidadania, em prol do aperfeiçoamento do regime democrático
brasileiro.
Seu acervo reúne títulos eleitorais desde a época do Império, urnas de votação
(de madeira, de lona e eletrônicas), quadros, fotografias e material audiovisual,
entre outros itens.
A realização de exposições temáticas, o lançamento de livros, a realização de
palestras, além de visitas escolares monitoradas na sede do tribunal e o
desenvolvimento de um projeto de história oral, são algumas das iniciativas do
CEMEL.
(Disponível em: www.tre-sp.jus.br)

O Centro de Memória Eleitoral do TRE-SP foi criado em agosto de 1999 e tem


por objetivo a execução de ações...
O segmento sublinhado estará corretamente substituído, com o sentido
EU VOU PASSAR !!

preservado, por:
a) visa à
b) propõe-se da
c) promove à
d) reivindica à
e) promulga a
Comentários:
Alternativa A – Correta – visar a = objetivar

•O competidor visou o alvo. (apontar)


VISAR
•A chefe visou os documentos. (por visto)
TD TD TI (a)
•Nós visamos a um grande objetivo. (objetivar)

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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 03

Alternativas B, C, D e E – Incorretas – Todas essas alternativas modificariam


o sentido da oração, por isso já estão erradas. Outro aspecto são os erros de
regência apresentados nas alternativas b, c e d.
b) propõe-se à da
c) promove a à
d) reivindica a à
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

e) promulga a (regência ok)


Gabarito: A

22) FCC/Tec/PGE MT/Técnico Administrativo/2016


Um estudo publicado por um instituto de pesquisas indica que o debate político
nas redes sociais mobiliza paixões, mas, na prática, resulta em quase nenhum
entendimento, porque o ambiente virtual convida ao confronto irracional e à
manutenção irredutível de opiniões − o que é a negação da política. O estudo
evidencia que o melhor da política, entendida como a atividade por meio da qual
se convence o outro a aderir a determinado ponto de vista, manifesta-se em
sua plenitude principalmente no contato pessoal, olho no olho, situação em que
os argumentos tendem a prevalecer aos punhos.
A pesquisa em questão foi feita nos Estados Unidos, mas pode-se presumir que
seus resultados sirvam para o cenário brasileiro. Lá como cá, não é incomum
que amigos rompam relacionamentos em razão da defesa de posições
conflitantes.
De acordo com o instituto, 59% dos entrevistados disseram que as interações
EU VOU PASSAR !!

com quem sustenta pontos de vista divergentes nas redes sociais costumam ser
“estressantes” − porque envolvem linguagem ofensiva e porque, muitas vezes,
representam a possibilidade de ruptura com pessoas conhecidas − e
“frustrantes” − uma vez que o outro lado não apresenta nenhuma disposição
de ceder e não se extrai da conversa nada que se possa considerar aceitável
para reflexão. Para 84%, as pessoas dizem nas redes sociais coisas que
provavelmente não diriam numa discussão política travada numa conversa
pessoal.
Para não perder os amigos por conta das paixões políticas, a maioria dos
usuários das redes sociais diz que quando conhecidos postam comentários
políticos dos quais discordam é melhor ignorá-los a alimentar uma discussão
que, no mais das vezes, resulta em tensão.
Não obstante, um em cada cinco entrevistados que revelaram maior gosto pelo
envolvimento político disse interagir nas redes sociais para defender seus
pontos de vista, e um terço deles entende que a internet possibilita a inclusão
de novas vozes no debate. Logo, não se trata de descartar as redes sociais como
lugar para o debate político, pois é evidente que, especialmente entre os mais

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Curso: Português
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jovens, a interação virtual tornou-se a principal forma de comunicação. No


entanto, por ora o que se tem não pode ser classificado de debate, mas de
guerra.
(Adaptado de: A política nas redes sociais. O Estado de São Paulo, p. A3,
6/11/16)
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

... que amigos rompam relacionamentos em razão da defesa de posições


conflitantes.
O verbo empregado com o mesmo tipo de complemento que o da frase acima
está em:
a) ... que as interações com quem sustenta pontos de vista divergentes nas
redes sociais.
b) ... comentários políticos dos quais discordam...
c) ... mas, na prática, resulta em quase nenhum entendimento...
d) ... o que é a negação da política.
e) ... porque o ambiente virtual convida ao confronto irracional e à manutenção
irredutível de opiniões...
Comentários:
Vamos analisar a frase proposta no enunciado:
...que amigos rompam (verbo transitivo direto – VTD) relacionamentos (objeto
direto – OD) em razão da defesa de posições conflitantes.
Vamos à análise das frases propostas nas alternativas:
EU VOU PASSAR !!

Alternativa A – Correta – que as interações com quem sustenta (verbo


transitivo direto – VTD) pontos de vista divergentes (objeto direto – OD) nas
redes sociais.
Alternativa B – Incorreta – comentários políticos dos quais discordam (verbo
intransitivo – não necessita de complemento)
Alternativa C – Incorreta – mas, na prática, resulta (verbo transitivo indireto –
VTI) em quase nenhum entendimento (objeto indireto – OI)
Alternativa D – Incorreta – o que é (verbo de ligação) a negação da política
(predicativo do sujeito – PDS).
Alternativa E – Incorreta – porque o ambiente virtual convida (verbo transitivo
indireto – VTI) ao confronto irracional e à manutenção irredutível de opiniões
(objeto indireto – OI)
Gabarito: A

23) FCC/AJ/TRT 20/Administrativa/"Sem Especialidade"/2016

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Atenção: Leia o texto abaixo para responder à questão.


Zé de Julião, muito além do cangaço
Em 1977 estava em Sergipe para realizar um episódio do Globo Repórter;
adentrei os sertões e cheguei a Poço Redondo. A pequenez da cidade
contrastava com a riqueza cultural e a hospitalidade dos seus moradores. A
alegria do encontro com sua gente guardava outras surpresas. Poço Redondo é
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

o epicentro simbólico da história do cangaço. Aí morreram Lampião e Maria


Bonita, e muitos outros. Aí conheci o escritor e historiador de sua gente, meu
saudoso amigo Alcino Alves Costa. E foi dele que ouvi oralmente a história de
Zé de Julião.
Nesse momento, o cangaço deixou de ser um coletivo para mim e passei a ver
nele a dimensão dos seus integrantes como pessoas reais em suas
individualidades, grandezas e misérias. Foi aí também que nos prometemos, eu
e Alcino, a realizar um filme sobre a extraordinária vida daquele homem, que
de alguma forma une os dois grandes símbolos da cultura brasileira: o cangaço
e Brasília. O cangaço, representativo da insubmissão violenta à opressão, e
Brasília, esse marco da grande utopia de uma nação democrática, justa para
todos, e pela qual continuamos a lutar.
Aconteceu; e não foi só um filme, são dois. Em 2012, realizei o ficção “Aos
ventos que virão”. Hoje entrego ao povo sergipano o “Zé de Julião, muito além
do cangaço”, documentário que busca contar a vida desse homem de caminhos
com tantas alegrias, tragédias e símbolos.
(Adaptado de: PENNA, Hermano. Disponível em:
http://expressaosergipana.com.br)
EU VOU PASSAR !!

“Aí conheci o escritor e historiador de sua gente, meu saudoso amigo Alcino
Alves Costa. E foi dele que ouvi oralmente a história de Zé de Julião.” (1º
parágrafo)
Considerando-se a norma-padrão da língua, ao reescrever-se o trecho acima
em um único período, o segmento destacado deverá ser antecedido de vírgula
e substituído por
a) perante ao qual
b) de cujo
c) o qual
d) frente à quem
e) de quem
Comentários:
O verbo OUVIR pede a preposição DE (ouvir de alguém), com isso, já
eliminamos três alternativas.

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Resumo + Questões Comentadas
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O pronome relativo cujo tem uma particularidade de indicar posse, sentido que
não existe na frase em questão.
Aí conheci o escritor e historiador de sua gente, meu saudoso amigo Alcino Alves
Costa. E foi dele que ouvi oralmente a história de Zé de Julião.
= Aí conheci o escritor e historiador de sua gente, meu saudoso amigo Alcino
Alves Costa, de quem/do qual ouvi oralmente a história de Zé de Julião.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Gabarito: E

24) FCC/Estag/SABESP/Ensino Médio Técnico/2017


Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
Amazônia, berço de civilizações? Se a expressão soa estranha aos seus ouvidos,
é porque as descobertas recentes sobre o passado da maior floresta tropical do
mundo ainda não tinham sido reunidas num conjunto coerente.
Um grupo de pesquisadores brasileiros e americanos fez exatamente isso e
concluiu que, antes de Cabral, a região amazônica já estava fortemente
"domesticada", e não intocada, como muita gente acredita.
As conclusões da equipe, liderada por Charles Clement, do Inpa (Instituto
Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus) estão em artigo na revista
científica britânica Proceedings B. Os dados mais recentes apontam, segundo
eles, que mais de 80 espécies de plantas selvagens foram transformadas em
cultivos agrícolas pelos povos nativos da Amazônia. As mais conhecidas são o
cacau, a batata-doce, a mandioca, o tabaco e o abacaxi, além das que ainda
são tipicamente amazônicas, como o açaí e o cupuaçu.
EU VOU PASSAR !!

A impressionante lista de lavouras "inventadas" pelos indígenas conta só parte


da história, porém. Os habitantes originais da região parecem ter domesticado,
em certo sentido, até as florestas aparentemente não habitadas por seres
humanos.
Isso acontece porque esses povos manejavam a distribuição natural de espécies
da mata, favorecendo a predominância de espécies que eram úteis para eles,
como as castanheiras que produzem a castanha-do-pará.
Ao longo do tempo, além das plantações propriamente ditas, eles passaram a
ficar cercados por "florestas antropogênicas" (ou seja, geradas em grande
medida pela ação humana) que facilitavam um bocado sua vida.
(Adaptado de: LOPES, Reinaldo José. Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia.)

A mata amazônica, ...... se refere o autor, por terem-...... considerado intocada


pelo homem, costumava receber o qualificativo de mata virgem,
desconsiderando ...... interferência de povos indígenas por milênios.

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Resumo + Questões Comentadas
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Preenche respectivamente as lacunas da frase acima o que está em:


a) à qual − a − à
b) de que − na − à
c) que − na − a
d) a que − na − a
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

e) à que − a − a
Comentários:
Lacuna 1 – Aqui temos duas opções válidas, À QUAL e A QUE, uma vez que o
verbo “REFERIR-SE” exige a preposição A.
Note que não existe “à que”, visto que não se usa artigo antes desse pronome
relativo
Lacuna 2 – Aqui temos o pronome A, acrescido do “N” (NA), em virtude da
terminação em som nasal da forma verbal “terem”.
Já temos a resposta, certo?
Lacuna 3 – Aqui devemos preencher apenas com o artigo “A”, uma vez que o
verbo DESCONSIDERAR é transitivo direto, não pede preposição (desconsiderar
ALGO).
Gabarito: D

25) FCC/TRT 11/Administrativa/2017


Freud uma vez recebeu carta de um conhecido pedindo conselhos diante de uma
EU VOU PASSAR !!

escolha importante da vida. A resposta é surpreendente: para as decisões pouco


importantes, disse ele, vale a pena pensar bem. Quanto às grandes escolhas da
vida, você terá menos chance de errar se escolher por impulso.
A sugestão parece imprudente, mas Freud sabia que as razões que mais pesam
nas grandes escolhas são inconscientes, e o impulso obedece a essas razões.
Claro que Freud não se referia às vontades impulsivas proibidas. Falava das
decisões tomadas de “cabeça fria”, mas que determinam o rumo de nossas
vidas. No caso das escolhas profissionais, as motivações inconscientes são
decisivas. Elas determinam não só a escolha mais “acertada”, do ponto de vista
da compatibilidade com a profissão, como são também responsáveis por aquilo
que chamamos de talento. Isso se decide na infância, por mecanismos que
chamamos de identificações. Toda criança leva na bagagem alguns traços da
personalidade dos pais. Parece um processo de imitação, mas não é: os
caminhos das identificações acompanham muito mais os desejos não realizados
dos pais do que aqueles que eles seguiram na vida.
Junto com as identificações formam-se os ideais. A escolha profissional tem
muito a ver com o campo de ideais que a pessoa valoriza. Dificilmente alguém

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consegue se entregar profissionalmente a uma prática que não represente os


valores em que ela acredita.
Tudo isso está relacionado, é claro, com a almejada satisfação na vida
profissional. Mas não vamos nos iludir. Satisfação no trabalho não significa
necessariamente prazer em trabalhar. Grande parte das pessoas não trabalharia
se não fosse necessário. O trabalho não é fonte de prazer, é fonte de sentido.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Ele nos ajuda a dar sentido à vida. Só que o sentido da vida profissional não
vem pronto: ele é o efeito, e não a premissa, dos anos de prática de uma
profissão. Na contemporaneidade, em que se acredita em prazeres
instantâneos, resultados imediatos e felicidade instantânea, é bom lembrar que
a construção de sentido requer tempo e persistência. Por outro lado, quando
uma escolha não faz sentido o sujeito percebe rapidamente.
(Adaptado de KEHL, Maria Rita. Disponível em: rae.fgv.br
/sites/rae.fgv.br/files/artigos)

Falava das decisões tomadas de “cabeça fria”...


O verbo que, no contexto, possui o mesmo tipo de complemento do grifado
acima está em:
a) Satisfação no trabalho não significa necessariamente prazer.
b) A sugestão parece imprudente...
c) ... quando uma escolha não faz sentido...
d) ... as razões que mais pesam nas grandes escolhas...
e) ... a construção de sentido requer tempo e persistência.
EU VOU PASSAR !!

Comentários:
Vamos analisar a frase proposta no enunciado:
Falava (verbo transitivo indireto – VTI) das decisões tomadas de “cabeça fria”
(objeto indireto – OI)
Vamos à análise das frases propostas nas alternativas:
Alternativa A – Incorreta – Satisfação no trabalho não significa (verbo
transitivo direto – VTD) necessariamente prazer (objeto direto – OD).
Alternativa B – Incorreta – A sugestão parece (verbo de ligação) imprudente
(predicativo do sujeito - PDS)
Alternativa C – Incorreta – quando uma escolha não faz (verbo transitivo direto
– VTD) sentido (objeto direto – OD)
Alternativa D – Correta – as razões que mais pesam (verbo transitivo indireto
– VTI) nas grandes escolhas (objeto indireto – OI)
Alternativa E – Incorreta – a construção de sentido requer (verbo transitivo
direto – VTD) tempo e persistência (objeto direto – OD).

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Gabarito: D

26) FCC/TJ/TRT 11/Administrativa/2017


Freud uma vez recebeu carta de um conhecido pedindo conselhos diante de uma
escolha importante da vida. A resposta é surpreendente: para as decisões pouco
importantes, disse ele, vale a pena pensar bem. Quanto às grandes escolhas da
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vida, você terá menos chance de errar se escolher por impulso.


A sugestão parece imprudente, mas Freud sabia que as razões que mais pesam
nas grandes escolhas são inconscientes, e o impulso obedece a essas razões.
Claro que Freud não se referia às vontades impulsivas proibidas. Falava das
decisões tomadas de “cabeça fria”, mas que determinam o rumo de nossas
vidas. No caso das escolhas profissionais, as motivações inconscientes são
decisivas. Elas determinam não só a escolha mais “acertada”, do ponto de vista
da compatibilidade com a profissão, como são também responsáveis por aquilo
que chamamos de talento. Isso se decide na infância, por mecanismos que
chamamos de identificações. Toda criança leva na bagagem alguns traços da
personalidade dos pais. Parece um processo de imitação, mas não é: os
caminhos das identificações acompanham muito mais os desejos não realizados
dos pais do que aqueles que eles seguiram na vida.
Junto com as identificações formam-se os ideais. A escolha profissional tem
muito a ver com o campo de ideais que a pessoa valoriza. Dificilmente alguém
consegue se entregar profissionalmente a uma prática que não represente os
valores em que ela acredita.
Tudo isso está relacionado, é claro, com a almejada satisfação na vida
profissional. Mas não vamos nos iludir. Satisfação no trabalho não significa
EU VOU PASSAR !!

necessariamente prazer em trabalhar. Grande parte das pessoas não trabalharia


se não fosse necessário. O trabalho não é fonte de prazer, é fonte de sentido.
Ele nos ajuda a dar sentido à vida. Só que o sentido da vida profissional não
vem pronto: ele é o efeito, e não a premissa, dos anos de prática de uma
profissão. Na contemporaneidade, em que se acredita em prazeres
instantâneos, resultados imediatos e felicidade instantânea, é bom lembrar que
a construção de sentido requer tempo e persistência. Por outro lado, quando
uma escolha não faz sentido o sujeito percebe rapidamente.
(Adaptado de KEHL, Maria Rita. Disponível em: rae.fgv.br
/sites/rae.fgv.br/files/artigos)

Uma criança pode revelar grande interesse por uma profissão ...... os pais
sonharam, mas nunca exerceram.
Preenche corretamente a lacuna da frase acima o que está em:
a) por que

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b) de que
c) à qual
d) na qual
e) com que
Comentários:
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Devemos preencher a lacuna acima com um pronome relativo que se refira ao


nome “profissão” (que poderia ser “que” ou “a qual”) acompanhado da
preposição COM.
Essa preposição é exigida pelo verbo SONHAR (sonhar com algo).
Gabarito: E

27) FCC/Ag FRT/ARTESP/Técnico em Contabilidade -


Administração/2017
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Carros autônomos com diferentes tecnologias já estão circulando em várias
partes do planeta, em ruas de grandes cidades e estradas no campo. Um
caminhão autônomo já rodou cerca de 200 km nos Estados Unidos para fazer a
entrega de uma grande carga de cerveja. Embora muito recentes, veículos sem
motoristas são uma realidade crescente. E, no entanto, os países ainda não
discutiram leis para reger seu trânsito.
No início do século 20, quando os primeiros automóveis se popularizaram, as
cidades tiveram o desafio de criar uma legislação para eles, pois as vias públicas
EU VOU PASSAR !!

tinham sido concebidas para pedestres, cavalos e veículos puxados por animais.
Cem anos depois, vivemos um momento semelhante diante da iminência de
uma "nova revolução industrial", como define o secretário de Transportes
paulistano, Sérgio Avelleda. Ele cita o exemplo das empresas de seguros: "Hoje
o risco incide sobre pessoas, donos dos carros e motoristas. No futuro, passará
a empresas que produzem o carro, porque os humanos viram passageiros
apenas".
(Adaptado de: SERVA, Leão. Cidades discutem regras para carros autônomos,
que já chegam com tudo. Disponível em: www.folha.uol.com.br)

Cem anos depois, vivemos um momento semelhante... (2º parágrafo)


A expressão que serve de complemento ao termo semelhante, reforçando a
coesão com o período imediatamente anterior e atendendo às regras de
regência padrão, é
a) perante aquele.
b) daquele.

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c) com aquele.
d) àquele.
e) para aquele.
Comentários:
O nome semelhante exige em sua complementação a preposição “A”.
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Ex. Uma coisa é semelhante a outra.


Logo, a única alternativa possível é “àquele”.
Gabarito: D

28) FCC/Ag FRT/ARTESP/Técnico em Contabilidade -


Administração/2017
Atenção: Para responder às questões de números 16 a 19, considere o texto
abaixo.
Equipamentos cada vez mais elaborados estão realizando mais e mais trabalhos
que antes exigiam o cérebro humano e substituindo também a força física. Uma
pesquisa recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sugere que cerca
de metade dos postos de trabalho existentes hoje nos EUA serão automatizados
até 2033.
Segundo as previsões do professor Richard Baldwin, economista do renomado
Instituto Graduate, de Genebra, "alguns quartos de hotéis em Londres poderão
ser limpos por pessoas conduzindo robôs diretamente do Quênia ou de Buenos
Aires e de outros lugares por menos de um décimo do preço praticado na
EU VOU PASSAR !!

Europa". E ele tem uma visão simples sobre a reação política das pessoas a este
cenário: "Elas vão ficar com raiva".
Alguns políticos reconheceram que 2016 marcou o início dessa raiva. O
problema é que, entre paredes e barreiras comerciais, eles têm poucas opções
para lidar com o aumento da desigualdade. O ex-consultor de economia do vice-
presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, escreveu recentemente: “Para
sermos honestos, precisamos admitir que nenhum dos lados – democratas ou
republicanos – tem um plano robusto e convincente para recuperar os postos
de trabalho em comunidades que perderam muito da base manufatureira”. A
economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, defende
o uso de políticas para impulsionar as pessoas a novas vagas de emprego. Mas,
para isso, as vagas precisam existir. E nada garante que elas existirão.
(Adaptado de: MARDELL, Mark. 2017 marcará o início da era dos robôs?.
Disponível em: www.bbc.com)

... 2016 marcou o início dessa raiva. (3º parágrafo)

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Um verbo empregado com a mesma transitividade que a observada no


segmento acima está destacado em:
a) “Para sermos honestos... (3º parágrafo)
b) “Elas vão ficar com raiva”. (2º parágrafo)
c) ... recuperar os postos de trabalho... (3º parágrafo)
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d) ... impulsionar as pessoas a novas vagas de emprego. (3º parágrafo)


e) ... lidar com o aumento da desigualdade. (3º parágrafo)
Comentários:
Vamos analisar a frase proposta no enunciado:
2016 marcou (verbo transitivo direto – VTD) o início dessa raiva (objeto direto
– OD)
Vamos à análise das frases propostas nas alternativas:
Alternativa A – Incorreta – Para sermos (verbo de ligação) honestos
(predicativo do sujeito)
Alternativa B – Incorreta – Elas vão ficar (verbo de ligação) com raiva
(predicativo do sujeito)
Alternativa C – Correta – recuperar (verbo transitivo direto – VTD) os postos
de trabalho (objeto direto – OD)
Alternativa D – Incorreta – impulsionar (verbo transitivo direto e indireto –
VTI) as pessoas (objeto direto – OD) a novas vagas de emprego (objeto indireto
– OI)
Alternativa E – Incorreta – lidar (verbo transitivo indireto – VTI) com o
EU VOU PASSAR !!

aumento da desigualdade (objeto indireto – OI)


Gabarito: C

29) FCC/Tec/DPE RS/Apoio Especializado/Edificações/2017


A questão baseia no texto apresentado abaixo
Minimundo é o nome do parque temático que é uma das atrações
turísticas de Gramado, principal destino de viagens pela Serra Gaúcha, em Rio
Grande do Sul.
Lá o visitante pode ver miniaturas de castelos, barcos, ferrovias,
estradas, igrejas, cascatas, moinhos, casarios, carros e outros inúmeros
detalhes, tudo numa escala 24 vezes menor. Poderia até se pensar que é um
parque mais apropriado para crianças, mas logo se percebe que encanta mais
os adultos pela perfeição e cenários realísticos do pequeno mundo aí
representado.

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Esse cenário auxilia, pois, a identificação de réplicas de lugares


conhecidos da Europa e do Brasil. São cerca de 140 construções, por enquanto,
que retratam tanto lugares atuais, como o Aeroporto de Bariloche da Argentina,
como antigos prédios da Alemanha, país de origem do seu fundador.
A história do Minimundo começa com a vontade de um pai e um avô de
agradar a duas crianças com um pequeno mundo de miniaturas no jardim diante
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

do seu hotel. Uma espécie de mundo de fantasia com uma casinha de bonecas,
castelos e ferrovias. Com o crescimento das crianças, o jardim evoluiu para um
parque com novas miniaturas que virou atração para os hóspedes do hotel, e
daí até se tornar no que é, um dos roteiros de turistas e de excursões em visita
a Gramado.
Todo esse sonho começou com a imigração, em 1952, da família alemã
de Otto Höpnner para o Brasil, fugindo à situação difícil da Alemanha pós-
guerra. Fixou-se em Gramado e lá construiu o Hotel Ritta Höpnner, nome da
sua esposa brasileira, em 1958. Já o parque Minimundo foi inaugurado em 1983.
Boa parte das réplicas em miniaturas representam construções da
Alemanha. Nele residem cerca de 2.500 “habitantes”, distribuídos entre os mais
variados ambientes, que podem aumentar com a evolução das construções da
minicidade. O parque ainda conta com infraestrutura: um café que serve lanches
e tortas alemãs, uma loja de souvenir e um espaço infantil.
(Adaptado de: https://cronicasmacaenses.com)

A história do Minimundo começa com a vontade de um pai e um avô de agradar


a duas crianças com um pequeno mundo de miniaturas, no jardim diante do seu
hotel. (4° parágrafo)
EU VOU PASSAR !!

Nesse trecho, o verbo agradar é transitivo indireto, regendo um complemento


iniciado pela preposição a. Outro exemplo de verbo do texto que é usado com
a mesma preposição antes de seu complemento é
a) residem. (último parágrafo)
b) fugindo. (5° parágrafo)
c) evoluiu. (4° parágrafo)
d) conta. (último parágrafo)
e) auxilia. (3° parágrafo)
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Nele residem (verbo intransitivo) cerca de 2.500
“habitantes” (sujeito)
Alternativa B – Correta – fugindo (verbo transitivo indireto – VTI) à situação
difícil da Alemanha (objeto indireto – OI – preposição “A” – ok!)

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Alternativa C – Incorreta – o jardim evoluiu (verbo de ligação) para um parque


(predicativo do sujeito)
Alternativa D – Incorreta – O parque ainda conta (verbo transitivo indireto –
VTI) com infraestrutura (objeto indireto – OI)
O verbo CONTAR rege a preposição COM.
Alternativa E – Incorreta – Esse cenário auxilia (verbo transitivo direto – VTD),
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pois, a identificação de réplicas (objeto direto – OD)


Gabarito: B

30) FCC/Analista Judiciário/TRE SP/Contabilidade/2012


Está INADEQUADO o emprego do elemento sublinhado na frase:
a) No ônibus de viagem, ao qual recorro regularmente, sou quase uma ilha em
meio às mais variadas conexões.
b) Ao contrário de outros tempos, já não é mais ao crepúsculo que me atenho
em minhas viagens.
c) A conectividade está nos conduzindo a um destino com o qual ninguém se
arrisca a prever.
d) As pessoas absortas em suas conexões parecem imergir numa espécie de
solidão com cujo sentido é difícil de atinar.
e) O cronista considera que nossas necessidades permanentes, às quais alude
no último parágrafo, disfarçam-se em meio a tantas conexões.
Comentários:
EU VOU PASSAR !!

Alternativa A – Correta – A regência do verbo recorrer exige a preposição “a”


(recorrer a alguém ou recorrer a algo).
Alternativa B – Correta – A preposição ”a” antes de “o crepúsculo” deve-se à
regência do verbo ater-se (ater-se a algo).
Alternativa C – Incorreta – O pronome relativo “o qual” substitui o termo
“destino” e constitui o objeto direto da oração cujo verbo é “prever” (ninguém
se arrisca a prever o destino). Como o verbo “prever” é transitivo direto, a
preposição “com” é indevida antes de “o qual”.
Alternativa D – Correta – A regência do verbo “atinar” é quem pede a preposição
“com” que acompanha corretamente o pronome relativo “cujo”.
Alternativa E – Correta – O verbo “aludir” carece de objeto indireto para a sua
complementação regido pela preposição “a” (a+as quais = às quais).
Gabarito: C

31) FCC/AJ/TRT 15/Apoio Especializado/Odontologia/2015

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Atenção: Para responder às questões de números, considere o texto abaixo.


Não é preciso assistir a 12 Anos de Escravidão para saber que a prática foi uma
das maiores vergonhas da humanidade. Mas é preciso corrigir o tempo do verbo.
Foi? Melhor escrever a frase no presente. A escravidão ainda é uma das maiores
vergonhas da humanidade. E o fato de o Ocidente não ocupar mais o topo da
lista como responsável pelo crime não deve ser motivo para esquecermos ou
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escondermos a infâmia.
Anos atrás, lembro-me de um livro aterrador de Benjamin Skinner que ficou
gravado nos meus neurônios. Seu título era A Crime So Monstrous (Um crime
tão monstruoso) e Skinner ocupava-se da escravidão moderna para chegar à
conclusão aterradora: existem hoje mais escravos do que em qualquer outra
época da história humana.
Skinner não falava apenas de novas formas de escravidão, como o tráfico de
mulheres na Europa ou nos Estados Unidos. A escravidão que denunciava com
dureza era a velha escravidão clássica − a exploração braçal e brutal de milhares
ou milhões de seres humanos trabalhando em plantações ou pedreiras ao som
do chicote. [...]
Pois bem: o livro de Skinner tem novos desenvolvimentos com o maior estudo
jamais feito sobre a escravidão atual. Promovido pela Associação Walk Free, o
Global Slavery Index é um belo retrato da nossa miséria contemporânea. [...]
A Índia, tal como o livro de Benjamin Skinner já anunciava, continua a espantar
o mundo em termos absolutos com um número que hoje oscila entre os 13
milhões e os 14 milhões de escravos. Falamos, na grande maioria, de gente que
continua a trabalhar uma vida inteira para pagar as chamadas "dívidas
transgeracionais" em condições semelhantes às dos escravos do Brasil nas
EU VOU PASSAR !!

roças.
Conclusões principais do estudo? Pessoalmente, interessam-me duas. A
primeira, segundo o Global Slavery Index, é que a escravidão é residual, para
não dizer praticamente inexistente, no Ocidente branco e "imperialista".
De fato, a grande originalidade da Europa não foi a escravidão; foi, pelo
contrário, a existência de movimentos abolicionistas que terminaram com ela.
A escravidão sempre existiu antes de portugueses ou espanhóis comprarem
negros na África rumo ao Novo Mundo. Sempre existiu e, pelo visto, continua a
existir.
Mas é possível retirar uma segunda conclusão: o ruidoso silêncio que a
escravidão moderna merece da intelectualidade progressista. Quem fala, hoje,
dos 30 milhões de escravos que continuam acorrentados na África, na Ásia e
até na América Latina? [...]
O filme de Steve McQueen, 12 Anos de Escravidão, pode relembrar ao mundo
algumas vergonhas passadas. Mas confesso que espero pelo dia em que
Hollywood também irá filmar as vergonhas presentes: as vidas anônimas dos

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infelizes da Mauritânia ou do Haiti que, ao contrário do escravo do filme, não


têm final feliz.
(Adaptado de: COUTINHO, João Pereira. "Os Escravos". Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br)

No contexto dado, possui a mesma regência do verbo presente no segmento


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

A escravidão que denunciava com dureza, o que se encontra sublinhado em:


a) Quem fala, hoje, dos 30 milhões de escravos... (8º parágrafo)
b) ... número que hoje oscila entre os 13 milhões e os 14 milhões... (5º
parágrafo)
c) ... antes de portugueses ou espanhóis comprarem negros na África rumo ao
Novo Mundo. (7º parágrafo)
d) ... o Global Slavery Index é um belo retrato da nossa miséria... (4º parágrafo)
e) Não é preciso assistir a 12 Anos de Escravidão... (1º parágrafo)
Comentários:
O verbo DENUNCIAR é TD, portanto não pede preposição em sua regência (ex.
denunciou as irregularidades).
Alternativa A – Incorreta – A regência do verbo FALAR, da forma empregada,
exige a preposição DE, ou mesmo SOBRE (falar do assunto/falar sobre o
assunto).
Alternativa B – Incorreta – O verbo OSCILAR é TI e exige a preposição ENTRE
em seu complemento.
EU VOU PASSAR !!

Alternativa C – Correta – O verbo COMPRAR é TD (comprar algo).


Alternativa D – Incorreta – O verbo SER é verbo de ligação e na oração, é
complementado por um predicativo do sujeito – PDS.
Alternativa E – Incorreta – O verbo ASSISTIR no sentido de presenciar é TI,
regendo a preposição A.

Gabarito: C

32) FCC/Técnico/TRE/AP/Administrativa/2011
O segmento grifado está empregado corretamente em:

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a) A incompatibilidade da encomenda e a prestação de serviços gerou o conflito.


b) A curiosidade é inata do ser humano.
c) Foi sempre devotado pela ciência.
d) A sua declaração o indispôs com os colegas.
e) Compenetrou-se sobre a necessidade de estudar.
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Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Para o nome “incompatibilidade” poderíamos ter
duas opções de regência: a incompatibilidade de uma coisa com outra ou a
incompatibilidade entre duas coisas.
Alternativa B – Incorreta – A regência nominal de “inata” nesse caso seria inata
a - algo é inato a alguém ou a alguma coisa (a curiosidade é inata ao ser
humano).
Alternativa C – Incorreta – O nome devotado também pede a preposição a. (foi
sempre devotado à ciência).
Alternativa D – Correta – O pronome “o” é objeto direto do verbo indispor. Já o
termo “com os colegas” é o objeto indireto do mesmo verbo.
Alternativa E – Incorreta – O verbo compenetrar-se significa convencer-se. Sua
regência pede a preposição de (Compenetrou-se da necessidade de estudar”).
Gabarito: D

33) FCC/TCE/AP/Controle Externo/2012


Atenção: A questão baseia-se no texto seguinte.
EU VOU PASSAR !!

Em 2007 e 2008, e novamente em 2010 e 2011, mudanças relativamente


pequenas nos mercados de alimentos desencadearam fortes altas nos preços.
Isso deve ser compreendido como uma resposta a, digamos, um aumento na
demanda de China e Índia. Mas, como apontou Shenggen Fan, do International
Food Policy Research Institute (IFPRI), esses gigantes não importam muitos
alimentos. Ao contrário, os preços dispararam em resposta a fatores
temporários, como a queda do dólar, o embargo às exportações e os surtos de
compras motivados pelo pânico.
Preços mais altos proporcionam aos agricultores incentivos para produzir
mais, o que torna mais fácil a tarefa de alimentar o mundo. Mas eles também
impõem custos aos consumidores, aumentando a pobreza e o
descontentamento. Se modas passageiras como as barreiras comerciais podem
quase dobrar os preços mundiais dos alimentos duas vezes em quatro anos,
imagine o que um tropeço nos esforços para aumentar a produtividade pode
causar. Considerando as tensões e as ramificações políticas dos alimentos, os
esforços para alimentar 9 bilhões de pessoas vão acentuar conflitos geopolíticos
e acelerar mudanças que já estão ocorrendo de qualquer forma.

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(Tradução de Ed. Sêda do "The Economist". CartaCapital, 23 de março de


2011, p. 56, com adaptações)
Preços mais altos proporcionam aos agricultores incentivos ... (início do 2º
parágrafo)
A regência verbal assinalada acima está reproduzida em:
a) ... mudanças relativamente pequenas nos mercados de alimentos
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desencadearam fortes altas nos preços.


b) ... esses gigantes não importam muitos alimentos.
c) ... o que torna mais fácil a tarefa ...
d) Mas eles também impõem custos aos consumidores ...
e) ... quase dobrar os preços mundiais dos alimentos duas vezes em quatro
anos …
Comentários:
A regência solicitada no enunciado trata-se de um verbo transitivo direto e
indireto – VTDI (proporcionar algo (OD) a alguém (OI)), cuja preposição exigida
é a preposição “a”. Vamos procurar o verbo que tenha regência similar.
Alternativa A – Incorreta – O verbo “desencadear” é TD (desencadear algo).
“...desencadearam fortes altas (OD)...”
Alternativa B – Incorreta – O verbo “importar” no sentido de adquirir produtos
do estrangeiro é transitivo direto – TD (importar alguma coisa). “...esses
gigantes não importam muitos alimentos (OD)”
Alternativa C – Incorreta – Temos mais um verbo TD, o verbo “tornar”. Este
EU VOU PASSAR !!

tem uma particularidade, pois, da forma que está disposto no trecho, exige um
predicativo do objeto. Veja a análise sintática da oração: “o que (sujeito) torna
(VTD) a tarefa (OD) mais fácil (PDO)”
Alternativa D – Correta – A regência do verbo “impor” é a mesma do verbo
“proporcionar” (impor algo a alguém).
Alternativa E – Incorreta – O verbo “dobrar” é TD (dobrar algo) “...dobrar os
preços mundiais dos alimentos (OD)...”
Gabarito: D

34) FCC/ACE/TCE-AP/Controle Externo/Contabilidade/2012


Do ponto de vista da regência, a frase redigida em conformidade com o padrão
culto escrito é:
a) Vive dizendo que, para ele, nos fins de semana, nada melhor como pegar um
bom livro e lê-lo até o fim.

Prof. Bruno Spencer 69 de 151


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b) Depois de tanto esforço dos que o acolheram, nem sequer se dignou de


apresentar pessoalmente suas despedidas.
c) O exagero no consumo de bebidas alcoólicas na formatura ocasionou em um
fim trágico.
d) As vítimas mais graves do engavetamento foram atendidas ao Hospital das
Clínicas.
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e) Acredito, sinceramente, de que o melhor a fazer é afastá-lo da comissão.


Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Interessante esta alternativa, pois a banca utilizou
o adjetivo em sua flexão de grau. Repare que o adjetivo original seria bom,
que em seu grau comparativo de superioridade assume as formas melhor
que ou melhor do que. Já a preposição acidental “como” é utilizada para o
comparativo de igualdade.
Alternativa B – Correta – O verbo dignar-se pede a preposição “de” (dignar-
se de...). É um verbo muito utilizado em petições (ex. Solicito que V. Exa. se
digne de...).
Alternativa C – Incorreta – O verbo ocasionar é transitivo direto, sendo assim
não cabe preposição em seu complemento. “...ocasionou um fim trágico.”
Alternativa D – Incorreta – A preposição “a” antes de “o Hospital” é inadequada,
pois a locução verbal “foram atendidas” é intransitiva, cabendo apenas a
complementação de um adjunto adverbial, que, no caso, é de lugar (no
Hospital das Clínicas).
Alternativa E – Incorreta – Apesar de o verbo acreditar ser classificado como
transitivo indireto (acreditar em algo ou em alguém), quando o seu
EU VOU PASSAR !!

complemento é oracional essa preposição desaparece, ex. acredito que serei


feliz. Repare que a preposição em não cabe em tal construção.
Não se assuste, simplesmente observe que a preposição “de” colocada na
alternativa está totalmente fora de contexto.
Gabarito: B

35) FCC/AJ/TRF 3/Apoio Especializado/Arquivologia/2014


Em nossa cultura, ...... experiências ...... passamos soma-se ...... dor,
considerada como um elemento formador do caráter, contexto ...... pathos pode
converter-se em éthos.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:
a) às − porque − a − em que
b) às − pelas quais − à − de que
c) as − que − à − com que

Prof. Bruno Spencer 70 de 151


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d) às − por que − a − no qual


e) as − por que − a − do qual
Comentários:
Item 1 – Cuidado com a primeira lacuna, pois, à primeira vista, pensamos que
“experiências” é o sujeito da oração (não cabendo assim preposição e
consequentemente, crase). Porém, após “remontarmos” a oração, descobrimos
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que “às experiências” é objeto indireto – OI de “soma-se” (forma passiva


sintética do verbo SOMAR).
Item 2 – O verbo PASSAR, no sentido empregado, exige a preposição POR
(passar por algo). Assim, cabem as expressões “pelas quais” e “por que”.
Item 3 – Soma-se (VTDI) uma coisa (OD) a outra. (OI)
Soma-se a dor às experiências.
Item 4 – Nessa lacuna podemos utilizar as expressões que trazem a preposição
EM, “no qual” ou “em que”. Os pronomes relativos referem-se ao termo
“contexto”, sendo equivalente a dizermos: nesse contexto....
Gabarito: D

36) FCC/AJ/TST/Judiciária/2012
“O que definia o século XIX era a mudança: mudança em termos de e em função
dos objetivos das regiões dinâmicas do Atlântico norte, que eram, à época, o
núcleo do capitalismo mundial.”
Estrutura que considera, como a destacada acima, corretamente as regências,
EU VOU PASSAR !!

encontra-se em frases que seguem, com EXCEÇÃO desta única:


a) Comprovou que e alegou de que os documentos eram originais.
b) Segurou o menino com e pela mão esquerda.
c) Por conta de e para saldar as dívidas, penhorou seu único imóvel.
d) Necessitava de e exigia os documentos que haviam ficado retidos
indevidamente.
e) Os estados se unificaram em e por uma sólida confederação.
Comentários:
A questão trata da ocorrência de duas regências simultaneamente.
Alternativa A – Incorreta – O verbo COMPROVAR e ALEGAR são ambos
transitivos diretos, não cabendo a preposição “de” após a forma verbal
“alegou”. Uma vez que a regência é a mesma para os dois verbos, podemos
utilizar apenas um complemento.
• Comprovou e alegou que os documentos eram originais.

Prof. Bruno Spencer 71 de 151


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Alternativa B – Correta – A preposição “com” refere-se à mão com que se pegou


o menino (da pessoa que pegou). Já a preposição “pela” indica que a pessoa
pegou na mão esquerda do menino.
Alternativa C – Correta – Por conta de e para saldar as dívidas = Por conta das
dívidas e para saldar as dívidas...
Repare que o primeiro termo, “por conta”, exige a preposição “de”, enquanto o
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verbo SALDAR não exige preposição – TD.


Alternativa D – Correta – O primeiro verbo, “necessitava”, exige a preposição
“de” - TI, enquanto o verbo “exigia” não exige preposição – TD.
Alternativa E – Correta – A oração acima condensa duas orações em si. Cada
uma delas determinada por uma regência diferente do verbo UNIFICAR.
• Os estados se unificaram por uma sólida confederação.
• Os estados se unificaram em uma sólida confederação.
Gabarito: A

37) FCC/AJ/TST/Apoio Especializado/Taquigrafia/2012


A frase que, segundo os preceitos da gramática normativa do português do
Brasil, está correta quanto à regência é:
a) A cada pequena discussão, costumava lhe chamar de aventureiro e até como
irresponsável, e disso já se havia coletado muitas provas.
b) Nada daquela maluca versão interessava a ele, principal testemunha do caso,
e por isso manifestou-se quanto à imediata retirada do indesejável depoimento.
EU VOU PASSAR !!

c) A afinidade entre os colegas intensificava-se ao mesmo tempo que seus


estudos se desenvolviam, e disso surgiu uma amizade que todos tinham
orgulho.
d) Sua obra é daquelas que se pode dizer tudo, menos que passará despercebida
a futuras gerações, seja para negar-lhe méritos, seja para reconhecê-los.
e) Aquele professor é a verdadeira razão de que muitos estudantes decidiram
dedicar-se à pesquisa, o que lhe faz ser constantemente mencionado como
exemplo a ser seguido.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O verbo CHAMAR é TDI (chamar alguém de algo),
portanto não cabem o pronome “lhe” (utilizado para objeto indireto) e nem a
preposição “como”.
A cada pequena discussão, costumava chamá-lo de aventureiro e até de
irresponsável, e disso já se havia coletado muitas provas.
Alternativa B – Correta – O verbo INTERESSAR é TI (interessar a alguém).
Quem se manifesta, manifesta-se a respeito de algo.

Prof. Bruno Spencer 72 de 151


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Alternativa C – Incorreta – O verbo ORGULHAR-SE exige a preposição DE


(orgulhar-se/ter orgulho de algo/alguém). A preposição “em” é necessária para
referir-se corretamente ao termo “tempo”.
A afinidade entre os colegas intensificava-se ao mesmo tempo em que seus
estudos se desenvolviam, e disso surgiu uma amizade de que todos tinham
orgulho.
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Alternativa D – Incorreta – O verbo DIZER no sentido empregado pode ser


regido pela preposição DE.
Sua obra é daquelas de que se pode dizer tudo, menos que passará
despercebida a futuras gerações, seja para negar-lhe méritos, seja para
reconhecê-los.
Alternativa E – Incorreta – A regência do nome “razão” exige a preposição POR
(por que/pela qual). O pronome “lhe” foi indevidamente empregada no lugar do
pronome “o” que se refere ao professor (“o que faz o professor ser ...”).
Aquele professor é a verdadeira razão por que muitos estudantes decidiram
dedicar-se à pesquisa, o que o faz ser constantemente mencionado como
exemplo a ser seguido.
Gabarito: B

38) FCC/Cons Leg/AL PB/2013


O livro foi oferecido a todos os editores nacionais, de todos recebeu um não
seco ...
O segmento em destaque na frase acima exerce a mesma função sintática que
EU VOU PASSAR !!

o elemento grifado em:


a) ... o que consolidou sem dúvida a posição do estreante...
b) ... quando não me deram o calado como resposta.
c) Seu primeiro livro – Menino de engenho – é chave de uma obra ...
d) O escritor mesmo, certa vez, em artigo de jornal, contou alguma coisa a
respeito do livro de estreia ...
e) ... que ficará definitivamente encerrado com o aparecimento de Usina, em
1936.
Comentários:
Nosso primeiro passo nesta questão é identificarmos a função sintática do termo
em destaque. Observe a regência do verbo RECEBER:
Recebeu (VTDI) algo (OD) de alguém (OI)
Recebeu um não seco (OD) de todos (OI)

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Alternativa A – Incorreta – Consolidou o quê? A posição do estreante. Portanto,


notamos que o verbo consolidar é TD, não exige preposição em seu
complemento.
Alternativa B – Correta – O pronome “me” equivale a “a mim”, complementando
o verbo DAR.
Regência de DAR: dar (VTDI) algo (OD) a alguém (OI)
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Não me deram o calado... = Não deram a mim o calado...


Alternativa C – Incorreta – O termo destacado tem a função de complementar
o sentido do nome “chave” (complemento nominal).
Alternativa D – Incorreta – O termo “a respeito do livro de estreia” tem função
de adjunto adverbial de assunto, ele modifica o verbo CONTAR.
Alternativa E – Incorreta – O termo “encerrado” é predicativo do sujeito – PDS.
Isso (sujeito) ficará (VL) encerrado (PDS).
Gabarito: B

39) FCC/AJ/TRF 2/Judiciária/"Sem Especialidade"/2012


A expressão de que preenche adequadamente a lacuna da frase:
a) Os projetos e atividades ...... implementamos na Casa Azul visam à harmonia
de Paraty.
b) O prestígio turístico ...... veio a gozar Paraty não cessa de crescer, por conta
de novos projetos e atividades.
c) O esquecimento ...... Paraty se submeteu preservou-a dos desgastes trazidos
EU VOU PASSAR !!

por um progresso irracional.


d) A plena preservação ambiental, ...... Paraty faz por merecer, é uma das
metas da Casa Azul.
e) Os ciclos econômicos do ouro e do café, ...... tanto prosperou Paraty,
esgotaram-se no tempo.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O verbo IMPLEMENTAR é TD (implementar algo),
logo não cabe a preposição DE em seu complemento.
Os projetos e atividades que implementamos na Casa Azul visam à harmonia
de Paraty.
Alternativa B – Correta – O verbo GOZAR, no sentido empregado, exige a
preposição DE (gozar de algo - ex. gozar de prestígio).
O prestígio turístico de que veio a gozar Paraty não cessa de crescer, por conta
de novos projetos e atividades.

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Alternativa C – Incorreta – Devemos utilizar a preposição A para atender à


regência do verbo SUBMETER-SE (submeter-se a algo).
O esquecimento a que Paraty se submeteu preservou-a dos desgastes trazidos
por um progresso irracional.
Alternativa D – Incorreta – Observe que MERECER é TD, por isso dispensa
preposição em seu complemento.
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Paraty faz por merecer a plena preservação ambiental.


A plena preservação ambiental, que Paraty faz por merecer, é uma das metas
da Casa Azul.
Alternativa E – Incorreta – O verbo PROSPERAR é intransitivo, por isso
podemos identificar o termo “nos ciclos econômicos do ouro e do café” como
um AAV de tempo semelhante a: naquele tempo, naquela época e etc.
Os ciclos econômicos do ouro e do café, em que tanto prosperou Paraty,
esgotaram-se no tempo.
Gabarito: B

40) FCC/AJ/TRT 5/Administrativa/2013


Há momentos no mundo em que todas as forças de uma nação se conjugam...
A lacuna a ser corretamente preenchida pela expressão grifada acima está em:
a) Vários poetas, conquanto tenham morrido muito jovens, deixaram vasta
obra, ...... atesta sua genialidade e precocidade.
b) Versos há, na obra de poetas românticos, ...... se encontram ideais caros à
EU VOU PASSAR !!

juventude, tais como o amor e a liberdade.


c) Alguns temas ...... se dedicaram diferentes poetas, em qualquer época e em
qualquer lugar, abrangem sentimentos de caráter universal.
d) Há magníficos versos, testemunhas ...... poetas de todas as idades são
capazes de alcançar grande força expressiva.
e) Castro Alves, embora tenha morrido muito jovem, foi o poeta ...... se atribui
o título de um dos maiores autores brasileiros.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O pronome QUE substitui o termo “obra” e é o
sujeito da oração, por isso não se acompanha de preposição.
Vários poetas, conquanto tenham morrido muito jovens, deixaram vasta obra,
o que atesta sua genialidade e precocidade.
Alternativa B – Correta – Os ideais encontram-se nos versos. A preposição EM
pretende dar uma ideia de localização (Onde se encontram ideais caros à
juventude? Nos versos!).

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Versos há, na obra de poetas românticos, em que se encontram ideais caros à


juventude, tais como o amor e a liberdade.
Alternativa C – Incorreta – A regência do verbo DEDICAR-SE exige a preposição
A (dedicar-se a algo/alguém).
Alguns temas a que se dedicaram diferentes poetas, em qualquer época e em
qualquer lugar, abrangem sentimentos de caráter universal.
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Alternativa D – Incorreta – A preposição DE é fruto da regência do nome


“testemunhas” (testemunhas de que? dos acontecimentos...).
Há magníficos versos, testemunhas de que poetas de todas as idades são
capazes de alcançar grande força expressiva.
Alternativa E – Incorreta – O verbo ATRIBUIR é TDI (atribuir algo (OD) a alguém
(OI)).
Castro Alves, embora tenha morrido muito jovem, foi o poeta a que se atribui
o título de um dos maiores autores brasileiros.
Gabarito: B

41) FCC/Proc Leg/Cam Mun SP/2014


É INADEQUADA a construção do segmento sublinhado na frase:
a) Muita gente ainda prefere ler um livro impresso a visualizá-lo numa tela.
b) Minha preferência de leitura recai sobre os velhos livros impressos, e não
sobre os virtuais.
c) A opinião que ele ousou expedir é a de que nada substitui o prazer de ler um
EU VOU PASSAR !!

livro de papel.
d) Gostaria que sempre me assistisse o direito de escolher entre um e outro tipo
de leitura.
e) Quanto aos livros, ela acha preferível manuseá-los do que reconhecê-los num
monitor.
Comentários:
Alternativa A – Correta – Regência de PREFERIR:
Preferir (VTDI) uma coisa (OD) a outra (OI)
Prefere (VTDI) ler um livro impresso (OD) a visualizá-lo (OI).
Seguem a mesma regência:

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PAGAR
PERMITIR •Pagou a dívida ao banco.
CONTAR •Permitiu aos alunos que filmassem a aula.
•Contou a estória ao filho.
PERDOAR
•Perdoou a dívida aos devedores.
RESPONDER •Respondeu a carta aos fãs.
REVELAR •Revelou o segredo ao filho.
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TDI (a)

Alternativa B – Correta – A regência do verbo RECAIR está corretamente


atendida pela preposição SOBRE.
Alternativa C – Correta – O verbo EXPEDIR é transitivo direto – TD, portanto
seu complemento, “a opinião”, não contém preposição. O pronome QUE
substitui o termo “a opinião”, também não devendo vir acompanhado de
preposição.
Alternativa D – Correta – Vamos revisar as regências do verbo ASSISTIR:

ASSISTIR •As enfermeiras assitem os doentes pacientemente.


(cuidar, prestar assitência)
TD / TI (a) / •Assistimos ao jogo em silêncio. (ver, presenciar)
TI (a) /
•Esse direito não lhe assiste. (caber um direito)
I (em) •Ele assistia em Rondônia. (morar, residir)

Alternativa E – Incorreta – O verbo PREFERIR tem a mesma regência dos verbos


pagar, permitir, responder.
EU VOU PASSAR !!

Preferir (VTDI) uma coisa (OD) a outra (OI)


Portanto, a forma correta seria a seguinte:
Quanto aos livros, ela acha preferível manuseá-los a reconhecê-los num
monitor.
Gabarito: E

42) FCC/AFF/TCE-SP/"Sem Área"/2012


A frase em que a regência está em conformidade com o padrão culto escrito é:
a) Em seu fingimento, só restou de que dissesse ao ex-sócio que sentia
saudades dele.
b) Tudo isso considerado, é necessário fazer que ele sinta o peso da
responsabilidade.
c) Em atenção por seu talento indiscutível, o pouparam as devidas multas.

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d) Passou os documentos a mão do técnico e não os perdeu de vista até ao final


da reunião.
e) Inconformado de que eles propalavam injúrias a seu respeito, decidiu
denunciá-los.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O verbo RESTAR é TD (ex. Só restou isso.).
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Lembram-se da aula de períodos compostos? A oração “que dissesse ao ex-


sócio que sentia saudades dele” é o OD da forma verbal “restou”, portanto, a
preposição “de” está sobrando na oração.
Alternativa B – Correta – Como o verbo fazer é transitivo direto – TD, não pede
preposição em seu complemento, por isso a oração subordinada objetiva direta
“que ele sinta o peso da responsabilidade = ISSO” está corretamente
empregada sem qualquer preposição.
ATENÇÃO: Por razões alheias à regência do verbo, por motivo enfático ou de
realce, poderíamos ter a seguinte construção: fazer com que ele sinta o peso
da responsabilidade. Semelhante fenômeno linguistico acontece na expressão
cumprir o dever ou cumprir com o dever.
Alternativa C – Incorreta – O verbo poupar, nesse sentido é TDI (poupar alguém
de algo). Então teríamos a forma correta: “pouparam-no (OD) das devidas
multas (OI)”. Repare que ainda havia um problema na colocação do pronome
“o” que se encontrava em próclise indevidamente.
Alternativa D – Incorreta – Sentimos falta da preposição “a” antes de mão, que
seria notada por meio da crase (a - prep. + a - art. = à). Isso porque o verbo
passar é TDI (passar algo (OD) a alguém (OI)).
EU VOU PASSAR !!

Alternativa E – Incorreta – Quem fica inconformado, fica inconformado com


algo e não inconformado de algo.
Para alguns autores, poderíamos ainda ter a omissão da preposição “com”, o
que tornaria o discurso mais natural. Lembre-se que isso se deve à conjunção
integrante “que”, a qual introduz uma oração subordinada CN.
OBS. Veja que não cabe substituir esse “que” por “o qual” e “a qual”, mas cabe
dizer “inconformado” com ISSO!
Gabarito: B

43) FCC/Técnico Judiciário/TRE SP/Programação de


Sistemas/2012
Atenção: A questão baseia-se no texto abaixo.
Desde o século XIV, quando a peste negra varreu populações inteiras do
continente europeu, o número de pessoas no planeta só cresceu. Se a
humanidade levou milhares de anos para chegar ao seu primeiro bilhão, em

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1800, dos anos 60 em diante vem adicionando essa multidão de gente a cada
década. A velocidade só agora começa a diminuir, em razão da acentuada queda
nos índices de fecundidade. A população mundial, no entanto, somente
começará a encolher por volta de 2100, ano em que, segundo as projeções da
ONU, a Terra terá completado seu décimo bilhão de habitantes.
Esse tipo de previsão sempre suscitou visões catastrofistas acerca do futuro da
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humanidade. O mais notório dos pessimistas, o economista inglês Thomas


Malthus, apregoava no século XIX que, quanto mais gente houvesse no mundo,
mais fome, miséria, epidemias e guerras se propagariam. Graças aos avanços
na medicina e na agricultura, as previsões funestas de Malthus não se
confirmaram, assim como falharam as de seus seguidores.
O tom alarmista acerca do crescimento populacional arrefeceu. A humanidade
terá de colocar toda sua inventividade à prova para dar conta de demandas
crescentes sem depredar o ambiente ou viver sob escassez. Existe um consenso
de que também o padrão de consumo dos recursos naturais terá de ser revisto,
desafio que o florescer de uma nova classe média só torna mais complicado.
Mantendo-se o ritmo atual, se de fato atingirmos a marca de 10 bilhões de
habitantes, teremos um planeta à beira do colapso.
A expansão desse estrato intermediário de renda não significa apenas a vitória
gradual do homem sobre a pobreza. Vencido o estágio mais básico da
sobrevivência, esse grupo passa a se preocupar com o futuro e a abraçar
políticas que lhe permitam seguir avançando, como aquelas que enfatizam o
direito de propriedade, a segurança jurídica e as liberdades individuais. É ainda
um contingente com mais estudo e capacidade para buscar soluções que deem
conta dos gigantescos desafios do mundo de 7 bilhões de habitantes.
(Monica Weinberg e Renata Betti. Veja, 2 de novembro de 2011, p. 125 a 129,
EU VOU PASSAR !!

com adaptações)
... por volta de 2100, ano em que, segundo as projeções da ONU, a Terra terá
completado seu décimo bilhão de habitantes.
O segmento grifado acima preenche corretamente a lacuna da frase:
a) Os dados ...... se baseavam os cientistas para prever a escassez de alimentos
ainda não estavam inteiramente catalogados.
b) Será necessário investir cada vez mais na agricultura,...... a oferta de
alimentos atinja toda a população do planeta.
c) O aumento de habitantes exige uma produção de alimentos mais ampla e
variada, ...... sejam oferecidos a toda essa população.
d) O desafio de aumentar a oferta de alimentos, ...... se necessita atualmente,
justifica os múltiplos investimentos na produção agrícola.
e) A explosão do número de habitantes no planeta, ...... contam alguns
cientistas, parece estar atualmente sob certo controle.

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Comentários:
Alternativa A – Correta – A preposição “em” atende à regência da forma verbal
“se baseavam” (alguém basea-se em algo).
Alternativa B – Incorreta – Devemos usar a expressão “para que” a fim de
imprimir à oração seguinte um sentido de finalidade, que é próprio do período.
Veja que não caberia a preposição “em”.
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Alternativa C – Incorreta – A oração “que sejam oferecidos a toda essa


população” complementa o nome “alimentos”, sendo o termo “que” pronome
relativo que retoma o termo “alimentos”.
Alternativa D – Incorreta – Faz-se necessário utilizarmos a preposição “de”
antes do “que” em virtude da regência da forma verbal “se necessita” (quem
necessita, necessita de alguma coisa).
Alternativa E – Incorreta – De forma semelhante ao item anterior, quem conta
conta com alguma coisa ou com alguém (claro, nesse sentido que o verbo é
utilizado na questão).
Gabarito: A

44) FCC/AJ/TRT 16/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014


O segmento do verbete que apresenta descuido quanto à regência é:
a) Adoção [...] de políticas e práticas organizacionais socialmente responsáveis.
b) Seu objetivo básico é atuar no meio ambiente [...], inter-relacionando-se
com o equilíbrio ecológico, com o desenvolvimento econômico e com o equilíbrio
social.
EU VOU PASSAR !!

c) a organização que exerce sua responsabilidade social procura respeitar e


cuidar da comunidade.
d) a organização que exerce sua responsabilidade social procura [...] conservar
a vitalidade da terra e a biodiversidade.
e) a organização que exerce sua responsabilidade social procura [...] promover
o desenvolvimento sustentável, o bem-estar e a qualidade de vida.
Comentários:
Alternativa A – Correta – adoção de algo
Alternativa B – Correta – O verbo ATUAR é intransitivo, por isso é
complementado por um AAV de lugar, “no meio ambiente”. Por outro lado, o
verbo inter-relacionar-se exige a preposição COM em sua regência.
Alternativa C – Incorreta – Enquanto o verbo RESPEITAR é transitivo direto,
CUIDAR é transitivo indireto (cuidar de algo/alguém), portanto o complemento
do primeiro, que não pede preposição, está incorreto. Poderíamos reescrever
corretamente a frase assim:

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A organização que exerce sua responsabilidade social procura respeitar a


comunidade e cuidar dela.
Note que a FCC se posiciona pela não aceitação da utilização de um
mesmo complemento por motivo de concisão.
Alternativa D – Correta – O pronome “que” está corretamente grafado sem
preposição pois é o sujeito da oração, substituindo o nome “a organização”. Os
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termos “a vitalidade da terra” e “a biodiversidade” complementam


paralelamente o verbo “conservar”.
Alternativa E – Correta – Os termos “o desenvolvimento sustentável, o bem-
estar e a qualidade de vida” complementam o verbo PROMOVER (TD).
Gabarito: C

45) FCC/ACE/TCM-GO/Controle Externo/2015


A expressão a que preenche adequadamente a lacuna da seguinte frase:
a) Garantir uma educação de boa qualidade é quase tão importante quanto
garantir a pureza do ar ...... aspiramos.
b) Há quem ainda ache que os valores ...... os jovens são submetidos no
convívio familiar tenham mais peso que os cultivados por seus colegas.
c) A influência ...... exercem os jovens entre si, no interior dos grupos, acaba
sendo fundamental para a formação de todos.
d) Muito leitor do texto ficará curioso para saber como era a formação ...... se
propagava nas comunidades ancestrais.
EU VOU PASSAR !!

e) Poucos são os jovens ...... venham aproveitar-se dos benefícios de uma boa
formação escolar num estabelecimento privado.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O verbo ASPIRAR no sentido de sorver o ar é TD,
por isso não pede preposição.
Garantir uma educação de boa qualidade é quase tão importante quanto
garantir a pureza do ar que aspiramos.

ASPIRAR •Ela aspirou o ar puro da serra. (inalar, inspirar)


TD / TI (a) •Ele aspirava a uma vida melhor. (desejar)

Alternativa B – Correta – Submeter-se a algo (TI)


Há quem ainda ache que os valores a que os jovens são submetidos no convívio
familiar tenham mais peso que os cultivados por seus colegas.

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Alternativa C – Incorreta – Como o verbo EXERCER é TD, não cabe preposição


acompanhando o pronome “que”. Note que o “que” substitui o nome “influência”
que é o objeto direto da oração.
A influência que exercem os jovens entre si, no interior dos grupos, acaba sendo
fundamental para a formação de todos.
Alternativa D – Incorreta – Desta vez, o pronome “que” faz papel de sujeito,
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substituindo o nome “formação”, por isso não deve vir acompanhado de


preposição.
Muito leitor do texto ficará curioso para saber como era a formação que se
propagava nas comunidades ancestrais.
Alternativa E – Incorreta – Novamente, o “que” é sujeito não devendo vir
acompanhado de preposição.
Poucos são os jovens que venham aproveitar-se dos benefícios de uma boa
formação escolar num estabelecimento privado.
Gabarito: B

46) FCC/AJ/TRE PB/Administrativa/2015


Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
O rio Paraíba corria bem próximo ao cercado. Chamavam-no "o rio". E era tudo.
Em tempos antigos fora muito mais estreito. Os marizeiros e as ingazeiras
apertavam as duas margens e as águas corriam em leito mais fundo. Agora era
largo e, quando descia nas grandes enchentes, fazia medo. Contava-se o tempo
pelas eras das cheias. Isto se deu na cheia de 93, aquilo se fez depois da cheia
EU VOU PASSAR !!

de 68. Para nós meninos, o rio era mesmo a nossa serventia nos tempos de
verão, quando as águas partiam e se retinham nos poços. Os moleques saíam
para lavar os cavalos e íamos com eles. Havia o Poço das Pedras, lá para as
bandas da Paciência. Punham-se os animais dentro d’água e ficávamos nos
banhos, nos cangapés. Os aruás cobriam os lajedos, botando gosma pelo casco.
Nas grandes secas o povo comia aruá que tinha gosto de lama. O leito do rio
cobria-se de junco e faziam-se plantações de batata-doce pelas vazantes. Era o
bom rio da seca a pagar o que fizera de mau nas cheias devastadoras. E quando
ainda não partia a corrente, o povo grande do engenho armava banheiros de
palha para o banho das moças. As minhas tias desciam para a água fria do
Paraíba que ainda não cortava sabão.
O rio para mim seria um ponto de contato com o mundo. Quando estava ele de
barreira a barreira, no marizeiro maior, amarravam a canoa que Zé Guedes
manobrava.
Vinham cargueiros do outro lado pedindo passagem. Tiravam as cangalhas dos
cavalos e, enquanto os canoeiros remavam a toda a força, os animais, com as
cabeças agarradas pelo cabresto, seguiam nadando ao lado da embarcação.

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Ouvia então a conversa dos estranhos. Quase sempre eram aguardenteiros


contrabandistas que atravessavam, vindos dos engenhos de Itambé com
destino ao sertão. Falavam do outro lado do mundo, de terras que não eram de
meu avô. Os grandes do engenho não gostavam de me ver metido com aquela
gente. Às vezes o meu avô aparecia para dar gritos. Escondia-me no fundo da
canoa até que ele fosse para longe. Uma vez eu e o moleque Ricardo chegamos
na beira do rio e não havia ninguém. O Paraíba dava somente um nado e corria
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no manso, sem correnteza forte. Ricardo desatou a corda, meteu-se na canoa


comigo, e quando procurou manobrar era impossível. A canoa foi descendo de
rio abaixo aos arrancos da água. Não havia força que pudesse contê-la. Pus-me
a chorar alto, senti-me arrastado para o fim da terra. Mas Zé Guedes, vendo a
canoa solta, correu pela beira do rio e foi nos pegar quase que no Poço das
Pedras. Ricardo nem tomara conhecimento do desastre. Estava sentado na
popa. Zé Guedes porém deu-lhe umas lapadas de cinturão e gritou para mim:
− Vou dizer ao velho!
Não disse nada. Apenas a viagem malograda me deixou alarmado. Fiquei com
medo da canoa e apavorado com o rio. Só mais tarde é que voltaria ele a ser
para mim mestre de vida.
(REGO, José Lins do. "O Rio". In: VV.AA. O Melhor da Crônica Brasileira. Rio
de Janeiro: José Olympio Editora, 1997, p. 43)

Atente para as seguintes afirmações:


I. Na frase Uma vez eu e o moleque Ricardo chegamos na beira do rio e não
havia ninguém (3º parágrafo), pode-se substituir "na" por "à", mantendo-se a
correção e, em linhas gerais, o sentido da frase.
EU VOU PASSAR !!

II. Em ... enquanto os canoeiros remavam a toda a força... (3º parágrafo),


pode-se acrescentar crase em "à toda a força", sem prejuízo para a correção da
frase.
III. No segmento As minhas tias desciam para a água fria do Paraíba... (1º
parágrafo), pode-se substituir "para a" por "à", sem prejuízo para a correção e,
em linhas gerais, o sentido da frase.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) II e III.
c) III.
d) I e II.
e) I e III.
Comentários:

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Item I – O verbo CHEGAR pode ser intransitivo (ex. Ela chegou!) ou transitivo
indireto (ex. Todos chegaram à escola.).
Utiliza-se de maneira informal a preposição EM na complementação do verbo
chegar, no entanto a sua regência gramaticalmente correta é feita com a
preposição A.
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CHEGAR •Chegou ao aeroporto na hora certa.


TI (a) •Chegamos a Recife pela manhã.

Item II – A crase é a fusão de uma preposição A com um artigo A, ou mesmo


um pronome demonstrativo (aquele/aquela). No entanto, não cabe artigo antes
de pronomes indefinidos como “toda”, portanto não cabe a crase proposta.
Item III – A regência do verbo DESCER aceita ambas as formas.
Ex. Todos desceram para a praia. Todos desceram à praia.
Gabarito: E

47) FCC/TJ/TRT 11/Administrativa/2017


Muito antes das discussões atuais sobre as mudanças climáticas, os cataclismos
naturais despertam interesse no homem. Os desastres são um capítulo trágico
da história da humanidade desde tempos longínquos. Supostas inundações
catastróficas aparecem em relatos de várias culturas ao longo dos tempos,
desde os antigos mesopotâmicos e gregos até os maias e os vikings.
Fora da rota dos grandes furacões, sem vulcões ativos e desprovido de zonas
habitadas sujeitas a terremotos, o Brasil não figura entre os países mais
EU VOU PASSAR !!

suscetíveis a desastres naturais. Contudo, a aparência de lugar protegido dos


humores do clima e dos solavancos da geologia deve ser relativizada. Aqui,
cerca de 85% dos desastres são causados por três tipos de ocorrências:
inundações bruscas, deslizamentos de terra e secas prolongadas. Esses
fenômenos são relativamente recorrentes em zonas tropicais, e seus efeitos
podem ser atenuados por políticas públicas de redução de danos.
Dois estudos feitos por pesquisadores brasileiros indicam que o risco de
ocorrência desses três tipos de desastre deverá aumentar até o final do século.
Eles também sinalizam que novos pontos do território nacional deverão se
transformar em áreas de risco significativo para esses mesmos problemas. “Os
impactos tendem a ser maiores no futuro, com as mudanças climáticas, o
crescimento das cidades e a ocupação de mais áreas de risco”, comenta o
pesquisador José A. Marengo.
Além da suscetibilidade natural a secas, enchentes, deslizamentos e outros
desastres, a ação do homem tem um peso considerável em transformar o que
poderia ser um problema de menor monta em uma catástrofe. Os pesquisadores
estimam que um terço do impacto dos deslizamentos de terra e metade dos

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estragos de inundações poderiam ser evitados com alterações de práticas


humanas ligadas à ocupação do solo e a melhorias nas condições
socioeconômicas da população em áreas de risco.
Moradias precárias em lugares inadequados, perto de encostas ou em pontos
de alagamento, cidades superpopulosas e impermeabilizadas, que não escoam
a água da chuva; esses fatores da cultura humana podem influenciar o desfecho
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de uma situação de risco. “Até hábitos cotidianos, como não jogar lixo na rua,
e o nível de solidariedade de uma população podem ao menos mitigar os
impactos de um desastre”, pondera a geógrafa Lucí Hidalgo Nunes.
(Adaptado de PIVETTA, Marcos. Disponível em:
http://revistapesquisa.fapesp.br)

Atente para as frases abaixo, redigidas a partir de frases do texto modificadas.


I. O Brasil não figura entre os países mais suscetíveis à catástrofes naturais.
II. Em alguns locais, existe uma suscetibilidade natural à ocorrência de
desastres, como secas, enchentes e deslizamentos.
III. Certas atitudes relacionadas à cultura humana podem impactar o desfecho
final de uma situação de risco.
O sinal de crase está empregado corretamente APENAS em
a) II e III.
b) I e III.
c) I e II.
EU VOU PASSAR !!

d) II.
e) III.
Comentários:

ARTIGO nome
"A" feminino

VERBO PRONOMES DEMONSTRATIVOS


PREPOSIÇÃO
ou "A(S)" - "AQUELE(A)(S)"
"A" "AQUILO"
NOME

PRONOME RELATIVO
"A QUAL" - "AS QUAIS"

Afirmativa I – Incorreta – O Brasil não figura entre os países mais suscetíveis a


à catástrofes naturais.

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Embora o termo “suscetíveis” exija a preposição “A”, o termo “catástrofes


naturais” não permite o artigo “A” no singular, pois está no plural.
Afirmativa II – Correta – Em alguns locais, existe uma suscetibilidade natural à
ocorrência de desastres, como secas, enchentes e deslizamentos.
Preposição “A” exigida por “suscetibilidade” + artigo “A” que acompanha
“ocorrência” = CRASE
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Afirmativa III – Correta – Certas atitudes relacionadas à cultura humana podem


impactar o desfecho final de uma situação de risco.
Preposição “A” exigida por “relacionadas” + artigo “A” que acompanha
“cultura” = CRASE
Gabarito: A

48) FCC/Op TM/METRO SP/2016


São Jerônimo usava sinais e símbolos que faziam .... vezes de ponto, ..... indicar
o início de um novo parágrafo, fazendo com que o leitor atentasse ..... unidade
de sentido de uma frase.
Preenchem as lacunas da frase acima o que se encontra em:
a) às − a − a
b) às − a − à
c) as − a − à
d) as − à − a
e) as − a − a
EU VOU PASSAR !!

Comentários:
Lacuna I – A locução adverbial “às vezes” leva crase.
Lacuna II – Como não se utiliza artigo antes de verbo, consequentemente
não podemos ter crase diante deles.

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SIM nomes femininos

admite o artigo "A"?


TERMO POSTERIOR verbos

nomes masculinos

artigos
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NÃO
Expressões com
palavras repetidas

pronomes
pessoais - indefinidos - relativos - demonstrativos
(este(a), esse(a)) - interrogativos - tratamento

Lacuna III – A forma verbal “atentasse” exige a preposição “A”, enquanto o


nome “unidade” vem determinado pelo artigo “A”, formando a CRASE.
Gabarito: C

49) FCC/TRE/SEFAZ MA/Arrecadação e Fiscalização de


Mercadorias em Trânsito/2016
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Os azulejos de São Luís compõem um dos patrimônios culturais mais belos da
cidade. Eles são encontrados nas fachadas das casas antigas, bem como foram
e ainda são utilizados em igrejas e na decoração interna de casarões.
Foi no século XVIII, período colonial, que os azulejos lusitanos começaram a
EU VOU PASSAR !!

chegar à capital maranhense, em um contexto de crescimento urbano, para


enriquecer a estética das casas e dos prédios comerciais.
O Museu Histórico e Artístico do Maranhão (Museu de Artes Visuais) contém o
maior acervo de azulejos em exposição. Todos são provenientes de doações. Lá
é possível confirmar com historiadores que o patrimônio azulejar maranhense é
em sua maior parte proveniente de Portugal, mas também possui influência da
França.
Os portugueses se dedicaram à produção de azulejos, utilizando técnicas
diferenciadas e trabalho manual. Eles também trabalharam em prol de uma
construção visual, de forma que um painel com o mesmo azulejo colocado em
determinadas posições possa ser visto de várias formas.
Portugal fez de São Luís a mais lusitana das capitais brasileiras. Por isso, a
cidade preserva o maior aglomerado urbano de azulejos dos séculos XVIII e
XIX, em toda a América Latina. Eles assumem importância no contexto universal
da criação artística, pela longevidade de seu uso, sem interrupção durante cinco
séculos, resistindo a tempos chuvosos e amenizando o calor do verão, devido
aos matizes de branco que refletem os raios solares.

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Assim, essa cultura material ludovicense, respeitada mundialmente, evoca a


identidade e a memória do povo maranhense.
(Adaptado de: ASSIS, Isabella Bogéa de. Disponível em:
http://www.egov.ufsc.br/portal/conteudo/heran%C3%A7-lusitana-da-cidade-
dosazulejos)
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Considere as afirmações abaixo.


I. Os portugueses se dedicaram à produção de azulejos...
O sinal indicativo de crase deverá ser mantido caso o segmento grifado seja
substituído por: produzir azulejos.
II. ... resistindo a tempos chuvosos e amenizando o calor do verão...
Sem que se faça nenhuma outra alteração, a frase se manterá gramaticalmente
correta se o segmento sublinhado for substituído por: qualquer intensidade
de chuva.
III. ... devido aos matizes de branco que refletem os raios solares.
O segmento sublinhado está corretamente substituído por: às tonalidades
brancas.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II.
b) I e II.
c) I e III.
d) III.
EU VOU PASSAR !!

e) II e III.
Comentários:
Afirmativa I – Incorreta – Não se utiliza crase diante de verbos.
Afirmativa II – Incorreta – Em ambos os casos não utilizamos crase, nem diante
de nomes masculinos e nem diante de verbo.

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Expressões com
palavras repetidas

pronomes
pessoais - indefinidos - relativos - demonstrativos
(este(a), esse(a)) - interrogativos - tratamento

Afirmativa III – Correta – O termo “aos matizes” é equivalente a “às


tonalidades”, ambos possuem preposição + artigo + nome, atendendo à
regência de “devido”.
Gabarito: E

50) FCC/TJ/TRT 23/Administrativa/2016


O acento indicativo de crase está empregado corretamente em:
a) À esta assinatura eletrônica que usa algoritmos de criptografia assimétrica,
dá-se o nome de assinatura digital.
b) Destinada à resguardar a integridade de um documento, a assinatura digital
usa a criptografia.
EU VOU PASSAR !!

c) A assinatura digital destina-se à preservação da autoria de documentos


eletrônicos.
d) A assinatura digital é útil à todas as pessoas que desejam proteger seus
documentos eletrônicos.
e) A assinatura digital atende à várias finalidades, das quais se destaca a
verificação da autoria do documento.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – À A esta assinatura eletrônica que usa algoritmos de
criptografia assimétrica, dá-se o nome de assinatura digital.
Não se utiliza crase diante de pronomes demonstrativos que não sejam
AQUELE(A)(S)/AQUILO.

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Expressões com
palavras repetidas

pronomes
pessoais - indefinidos - relativos - demonstrativos
(este(a), esse(a)) - interrogativos - tratamento

Alternativa B – Incorreta – Destinada a à resguardar a integridade de um


documento, a assinatura digital usa a criptografia.
Não se utiliza crase diante de verbos, pois diante deles não cabe artigo.
Alternativa C – Correta – A (artigo “A” – ok) assinatura digital destina-se à
preservação da autoria de documentos eletrônicos.
Preposição “A” exigida por “destina-se” + artigo “A” exigido por
“preservação” = CRASE
Alternativa D – Incorreta – A assinatura digital é útil a (apenas preposição) à
todas as pessoas que desejam proteger seus documentos eletrônicos.
Não se utiliza crase diante de pronomes indefinidos.
Alternativa E – Incorreta – A assinatura digital atende a (apenas preposição) à
EU VOU PASSAR !!

várias finalidades, das quais se destaca a verificação da autoria do documento.


Não se utiliza crase diante de pronomes indefinidos.
Gabarito: C

51) FCC/AJ/TRT 23/Judiciária/2016


Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Nasci na Rua Faro, a poucos metros do Bar Joia, e, muito antes de ir morar no
Leblon, o Jardim Botânico foi meu quintal. Era ali, por suas aleias de areia cor
de creme, que eu caminhava todas as manhãs de mãos dadas com minha avó.
Entrávamos pelo portão principal e seguíamos primeiro pela aleia imponente
que vai dar no chafariz. Depois, íamos passear à beira do lago, ver as vitórias-
régias, subir as escadarias de pedra, observar o relógio de sol. Mas íamos,
sobretudo, catar mulungu.
Mulungu é uma semente vermelha com a pontinha preta, bem pequena, menor
do que um grão de ervilha. Tem a casca lisa, encerada, e em contraste com a

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pontinha preta seu vermelho é um vermelho vivo, tão vivo que parece quase
estranho à natureza. É bonita. Era um verdadeiro prêmio conseguir encontrar
um mulungu em meio à vegetação, descobrir de repente a casca vermelha e
viva cintilando por entre as lâminas de grama ou no seio úmido de uma
bromélia. Lembro bem com que alegria eu me abaixava e estendia a mão para
tocar o pequeno grão, que por causa da ponta preta tinha uma aparência que a
mim lembrava vagamente um olho.
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Disse isso à minha avó e ela riu, comentando que eu era como meu pai, sempre
prestava atenção nos detalhes das coisas. Acho que já nessa época eu olhava
em torno com olhos mínimos. Mas a grandeza das manhãs se media pela
quantidade de mulungus que me restava na palma da mão na hora de ir para
casa. Conseguia às vezes juntar um punhado, outras vezes apenas dois ou três.
E é curioso que nunca tenha sabido ao certo de onde eles vinham, de que árvore
ou arbusto caíam aquelas sementes vermelhas. Apenas sabíamos que surgiam
no chão ou por entre as folhas e sempre numa determinada região do Jardim
Botânico.
Mas eu jamais seria capaz de reconhecer uma árvore de mulungu. Um dia,
procurei no dicionário e descobri que mulungu é o mesmo que corticeira e que
também é conhecido pelo nome de flor-de-coral. ''Árvore regular, ornamental,
da família das leguminosas, originária da Amazônia e de Mato Grosso, de flores
vermelhas, dispostas em racimos multifloros, sendo as sementes do fruto do
tamanho de um feijão (mentira!), e vermelhas com mácula preta (isto, sim)'',
dizia.
Mas há ainda um outro detalhe estranho – é que não me lembro de jamais ter
visto uma dessas sementes lá em casa. De algum modo, depois de catadas elas
desapareciam e hoje me pergunto se não era minha avó que as guardava e
EU VOU PASSAR !!

tornava a despejá-las nas folhagens todas as manhãs, sempre que não


estávamos olhando, só para que tivéssemos o prazer de encontrá-las. O fato é
que não me sobrou nenhuma e elas ganharam, talvez por isso, uma aura de
magia, uma natureza impalpável. Dos mulungus, só me ficou a memória − essa
memória mínima.
(Adaptado de: SEIXAS, Heloísa. Semente da Memória. Disponível em:
http://heloisaseixas.com.br)

Quanto à ocorrência de crase, considere as frases abaixo.


I. No segmento ... encontrar um mulungu em meio à vegetação... (2º
parágrafo), pode-se substituir corretamente o elemento sublinhado por “por
entre”, sem que nenhuma outra alteração seja feita.

II. No segmento Disse isso à minha avó e ela riu... (3º parágrafo), pode-se
suprimir o artigo definido sem prejuízo para o sentido e a correção.

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III. Uma redação correta para o segmento ... na hora de ir para casa (3o
parágrafo), caso se substitua a preposição "em" por "a", é: "à hora de ir para
casa".
Está correto o que consta em
a) III, apenas.
b) II e III, apenas.
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c) I e II, apenas.
d) I, II e III.
e) I, apenas.
Comentários:
Afirmativa I – Incorreta – Embora o sentido seja o mesmo, a regência do termo
“em meio” exige a preposição “A” (em meio a), enquanto “por entre” não
admite a preposição “A”.
Afirmativa II – Correta – Os pronomes possessivos podem ou não vir
acompanhados de artigo definido, facultativamente.
Afirmativa III - Correta - que me restava na palma da mão na hora de ir para
casa = que me restava na palma da mão à hora de ir para casa
As expressões “na hora” e “à hora” são equivalentes.
Gabarito: B

52) FCC/TJ/TRF 3/Apoio Especializado/Edificações/2016


EU VOU PASSAR !!

O sinal indicativo de crase está empregado corretamente em:


a) Não era uma felicidade eufórica, semelhava-se mais à uma brisa de
contentamento.
b) O vinho certamente me induziu àquela súbita vontade de abraçar uma árvore
gigante.
c) Antes do fim da manhã, dediquei-me à escrever tudo o que me propusera
para o dia.
d) A paineira sobreviverá a todas às 18 milhões de pessoas que hoje vivem em
São Paulo.
e) Acho importante esclarecer que não sou afeito à essa tradição de se abraçar
árvore.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Não era uma felicidade eufórica, semelhava-se mais
a à uma brisa de contentamento.
Não se pode utilizar dois artigos seguidos, portanto não pode haver crase.

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SIM nomes femininos

admite o artigo "A"?


TERMO POSTERIOR verbos

nomes masculinos

artigos
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NÃO
Expressões com
palavras repetidas

pronomes
pessoais - indefinidos - relativos - demonstrativos
(este(a), esse(a)) - interrogativos - tratamento

Alternativa B – Correta – O vinho certamente me induziu àquela súbita vontade


de abraçar uma árvore gigante.
preposição “A” (exigida pelo verbo INDUZIR) + aquela = CRASE

ARTIGO nome
"A" feminino

VERBO PRONOMES DEMONSTRATIVOS


PREPOSIÇÃO
ou "A(S)" - "AQUELE(A)(S)"
"A" "AQUILO"
NOME

PRONOME RELATIVO
EU VOU PASSAR !!

"A QUAL" - "AS QUAIS"

Alternativa C – Incorreta – Antes do fim da manhã, dediquei-me a à escrever


tudo o que me propusera para o dia.
Não se utiliza crase diante de verbos, pois diante deles não cabe artigo.
Alternativa D – Incorreta – A paineira sobreviverá a todas as (apenas artigo
“A”) às 18 milhões de pessoas que hoje vivem em São Paulo.
Alternativa E – Incorreta – Acho importante esclarecer que não sou afeito a
(apenas artigo “A”) à essa tradição de se abraçar árvore.
Não se utiliza crase diante de pronomes demonstrativos que não sejam
AQUELE(A)(S)/AQUILO.
Gabarito: B

53) FCC/TJ/TRE-SP/Apoio Especializado/Programação de


Sistemas/2012

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Instruções para responder à questão.


Para a questão, assinale a alternativa que preenche corretamente, na ordem,
as lacunas da frase apresentada.
A pesquisa, feita em terras destinadas ...... agricultura, teve por objetivo
estudar ...... áreas que permitissem condições favoráveis de sobrevivência ......
aves.
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a) à às as
b) à as as
c) à as às
d) a as as
e) a às às
Comentários:
Item I – A regência do nome “destinadas” exige a preposição A enquanto o
nome feminino “agricultura” deve ser antecedido pelo artigo A – (ÀS).

ARTIGO nome
"A" feminino

VERBO PRONOMES DEMONSTRATIVOS


PREPOSIÇÃO
OU "A(S)" / "AQUELE(A)(S)" /
"A" "AQUILO"
NOME
PRONOME RELATIVO
"A QUAL" / "AS QUAIS"

Item II – O verbo ESTUDAR é transitivo direto, por isso não exige preposição.
EU VOU PASSAR !!

Na lacuna cabe apenas o artigo AS que define o nome “áreas”.


Item III – O nome feminino “aves” deve ser definido pelo artigo AS, enquanto
o nome “favoráveis” exige a preposição A – (ÀS).
Gabarito: C

54) FCC/AJ/TRF 5/Judiciária/"Sem Especialidade"/2013


Do mesmo modo que no segmento ameaça à paz e à segurança, o sinal
indicativo de crase também está corretamente empregado em:
a) O mais grave foi a ameaça à integridade física da vítima.
b) A crise econômica ameaça à preservação do acervo de vários museus.
c) Certos animais reagem agressivamente a ameaças à seus interesses.
d) Houve ameaça à grupo de manifestantes presos durante protesto.
e) A censura ameaça à liberdade de criação.

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Comentários:
Alternativa A – Correta – O nome “ameaça” (ameaça a algo/alguém) exige a
preposição A em seu complemento, enquanto o termo “integridade física da
vítima” deve vir acompanhado do artigo A, formando a crase.
Alternativa B – Incorreta – Embora o nome “ameaça” (ameaça a algo/alguém)
exija a preposição A em seu complemento, o verbo AMEAÇAR é transitivo
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direto – TD, por isso seu complemento não é preposicionado. Assim, não pode
haver crase.
Alternativa C – Incorreta – O termo “seus interesses” é masculino portanto
não cabe o artigo A(S) e consequentemente a crase.

SIM NOMES FEMININOS


admite o artigo?

VERBO
POSTERIOR

NOMES MASCULINOS
TERMO

ARTIGOS

NÃO Expressões com


palavras repetidas
PRONOMES
pessoais - indefinidos - relativos demonstrativos
(este(a), esse(a)) - interrogativos

Alternativa D – Incorreta - O termo “grupo de manifestantes” é masculino


portanto não cabe o artigo A(S), portanto, não cabe a crase.
Alternativa E – Incorreta – O verbo AMEAÇAR é transitivo direto – TD, por
isso seu complemento não é preposicionado. Assim, não pode haver crase.
Gabarito: A
EU VOU PASSAR !!

55) FCC/AJ/TRT 19/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador


Federal/2014
Sentava-se mais ou menos ...... distância de cinco metros do professor, sem
grande interesse. Estudava de manhã, e ...... tardes passava perambulando de
uma praça ...... outra, lendo algum livro, percebendo, vez ou outra, o
comportamento dos outros, entregue somente ...... discrição de si mesmo.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:
a) a − às − à − a
b) à − as − a − à
c) a − as − à − a
d) à − às − a − à
e) a − às − a − a
Comentários:

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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 03

Item I – O termo “à distância de cinco metros” é uma expressão adverbial


feminina, devendo receber o sinal de crase.

Locuções
Femininas
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Adverbiais Conjuntivas Prepositivas

à procura de,
à noite, à tarde, à à medida que, à sombra de,
esquerda, à direita, às
à proporção que à custa de,
ordens, à luz, à força
à espera de

Item II – O termo “tardes” é núcleo do objeto direto da forma verbal


“passavam”, por isso não há preposição. Cuidado para não confundir com uma
expressão adverbial.
Item III – O termo “outra” é pronome indefinido, por isso não se acompanha
de artigo
Item VI – A forma verbal “entregue” exige a preposição A em seu
complemento, enquanto o termo posterior “discrição” exige o artigo A.
Gabarito: B

56) FCC/TCE/TCE-AP/Controle Externo/2012


EU VOU PASSAR !!

Os esforços dos ambientalistas visam ...... conservar a grande e contínua área


de floresta, destinada ..... pesquisas científicas voltadas, principalmente, ......
estudos sobre a biodiversidade.
As lacunas da frase acima estarão corretamente preenchidas, respectivamente,
por:
a) à às a
b) a às a
c) à as à
d) à as a
e) a às à
Comentários:
Item I – O verbo VISAR, no sentido de objetivar, pede a preposição A em sua
regência. No entanto, como não cabe artigo antes de verbo, não temos a
formação de crase.

Prof. Bruno Spencer 96 de 151


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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 03

•O competidor visou o alvo. (apontar)


VISAR
•A chefe visou os documentos. (por visto)
TD TD TI (a)
•Nós visamos a um grande objetivo. (objetivar)

Item II – Devemos preencher a lacuna com “ÀS”, devido à preposição A


exigida por “destinadas” e ao artigo AS que define “pesquisas”.
Item III – O nome “voltadas” pede a preposição A, mas, como “estudos” é
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masculino, não cabe crase.


Gabarito: B

57) FCC/AJ/TRT 1/Apoio Especializado/Arquivologia/2011


...... pessoas de fora, estranhas ...... cidade, a vida urbana exerce uma
constante atração, apesar dos congestionamentos e dos altos índices de
violência, inevitáveis sob ...... condições urbanas de alta densidade
demográfica.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:
a) Às - à - as
b) As - à - às
c) As - a - às
d) Às - a - às
e) As - à – as
Comentários:
EU VOU PASSAR !!

Item I – Para preencher a primeira lacuna, devemos observar que a oração está
invertida. Vamos coloca-la em sua ordem direta.
“a vida urbana exerce uma co