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ANTROPOLOGIA CULTURAL E TEOLÓGICA

Profª Rosângela Adell

SURGIMENTO DA ANTROPOLOGIA
A antropologia é uma ciência social, assim como a sociologia e a ciência política,
dentre outras.
O termo Antropologia deriva da junção dos vocábulos gregos anthropos (homem) e
logia (estudo/tratado), o que significa “o estudo do homem”. Ainda que suas “raízes”
remotem ao século XVI (grandes navegações), a Antropologia se estabelece como
ciência no século XVIII (Iluminismo), e somente no século XIX (evolucionismo) que se
organiza como disciplina científica.
A antropologia abrange uma ampla esfera de estudos. E como ciência tem como
objeto o estudo sobre o homem abrangendo todas as suas dimensões – biológicas,
cultural, filosófica e teológica.
O alvo da antropologia é a total compreensão do homem, e para isto estuda tudo
concernente ao homem.
RAMOS da antropologia
Antropologia física - Estudo do homem como ser biológico, dotado de um aparato
físico e uma carga genética, com um percurso evolutivo definido e relações específicas
com outras ordens e espécies de seres vivos.
Antropologia cultural - Consiste no estudo de tudo o que constitui as sociedade
humanas, seus modos de produção econômica, suas descobertas e invenções, suas
técnicas, sua organização política e jurídica, seus sistemas de parentesco, seus sistemas
de conhecimento, suas crenças religiosas, sua língua, sua psicologia, suas criações
artísticas.
Linguística - Estuda a linguagem verbal, a gramática e a evolução dos idiomas. O
linguista investiga as línguas das diversas sociedades e sua relação com outros idiomas.
Ex. Noam Chomsky
Arqueologia - Estudo do homem no tempo, através dos monumentos, restos de
moradias, documentos, armas, obras de arte e realizações técnicas que foi deixando no
seu caminho enquanto civilizações dava lugar a outras no curso da História.

Os Primeiros Antropólogos (e o conceito de cultura)


Edward Burnett Tylor (1832-1917) - Conceito de cultura marcado pelo
evolucionismo: as culturas diferentes eram vistas como “primitivas” ou atrasadas.
Edward Burnett Tylor (1832-1917)
"Cultura ou Civilização, tomada em seu amplo sentido etnográfico, é aquele todo
complexo que inclui conhecimento, crença, arte, moral, lei, costume e quaisquer outras
capacidades e hábitos adquiridos pelo homem na condição de membro da sociedade. A
situação da cultura entre as várias sociedades da humanidade, na medida em que possa
ser investigada segundo princípios gerais, é um tema adequado para o estudo de leis do
pensamento e da ação humana. De um lado, a uniformidade que tão amplamente
permeia a civilização pode ser atribuída, em grande medida, à ação uniforme de causas
uniformes; de outro, seus vários graus podem ser vistos como estágios de
desenvolvimento ou evolução, cada um resultando da história prévia e pronto para
desempenhar seu papel na modelagem da história do futuro".

Franz Boas (1858 – 1942) Uma nova forma de conceber a “cultura” abala a
perspectiva etnocêntrica porque não usa a cultura do pesquisador para julgar a cultura do
outro.
Nos EUA, Franz Boas desenvolve a ideia de que cada cultura tem uma história
particular e considerava que a difusão de traços culturais acontecia em toda parte. Nasce
o relativismo cultural, e a Antropologia estende a investigação ao trabalho de campo. Para
Boas, cada cultura estaria associada à sua própria história. Para compreender a cultura é
preciso reconstruir a sua própria história (Culturalismo).
“A visão funcional da cultura repousa no principio de que em qualquer tipo de
civilização, cada costume, objeto material, ideia ou crença, satisfaz alguma função vital,
assim como certas tarefas realizadas representam uma parte indispensável para todo o
trabalho”.

Claude Lévi-Strauss (1908- 2009) - Usou o método estrutural que propõe-se


identificar a estrutura comum a diferentes formas sociais e culturais.
As culturas são definidas como sistemas de signos partilhados e estruturados por
princípios que estabelecem o funcionamento do intelecto. Em 1949 Lévi-Strauss publica
“As estruturas elementares de parentesco’, obra em que analisa, entre outros povos, os
aborígenes australianos e, em particular, os seus sistemas de matrimônio e parentesco.
Nesta análise, Lévi-Strauss demonstra que as alianças são mais importantes para a
estrutura social que os laços de sangue. Termos como exogamia, endogamia, aliança,
consanguinidade passam a fazer parte das preocupações etnográficas.
Toda investigação antropológica vale-se do método comparativo em busca de
respostas para os por quês, na tentativa de compreender as semelhanças e as diferenças
físicas, psíquicas, culturais e sociais entre os grupos humanos.
Ex: brancos e negros; línguas diversificadas; a indumentária do índio e do não
índio; o culto do sol e a presença da pirâmide no Egito e nas civilizações pré-
colombianas...

CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DA ANTROPOLOGIA


As contribuições greco-romanas - Quem primeiro se inclinou a estudar o homem foi
Sócrates, filósofo grego do final do século V e IV a.C., que dizia “Conhece-te a ti mesmo”.
Para Sócrates o homem era alguém que podia responder com racionalidade a uma
indagação racional. O homem platônico é essencialmente alma, sendo essa imortal
deveria o quanto antes retornar a seu mundo de origem (Hades). Já o homem aristotélico
é composto de alma e corpo, como os demais seres do mundo, desempenhando a alma
deste no papel de forma, mas não escapa da corrupção, logo é um animal político. Em
Plotino, surge a noção de noesis (tomar consciência), ou conhecimento intelectivo
presente unicamente na alma e as demais funções ficam ao encargo do corpo - “O
homem é capaz de maneja seu corpo, adestrá-lo e torná-lo apto de realizar movimentos
de uma perfeição admirável; para ele, o corpo é um elemento essencial, pois sem ele não
pode alimentar-se, reproduzir-se, aprender, comunicar-se, divertir-se. É mediante ao
corpo que o homem é um ser vertical, é um ser no mundo (Dasein- Heidegger)”.
Além desses povos, os assírios, sumérios, babilônicos, egípcios, fenícios e hindus
deram contribuição.

Com o advento do cristianismo, o homem não só se relaciona com a natureza, mas


com Deus e com outros homens, sendo que a reflexão antropológica se dá a partir do
conhecimento de Deus (teocêntrica). Santo Agostinho usa a filosofia de Platão no que diz
respeito ao pensamento sobre mal, pecado, liberdade, pessoa e autotranscendência.
Em São Tomás o homem se compõe de alma e corpo onde ambos têm seu
próprio ato de ser e sua unidade é substancial. Com o modernismo, a pesquisa
antropológica toma outros rumos do que os côsmico-gregos e os teocêntricos, e passa a
considerar o homem o ponto de partida de toda pesquisa filosófica e isso se dá com a
pesquisa crítica de Descartes (razão). A ética de Spinoza tem como pressuposto a vida
humana que em Hume é configurada como em um quadro completo de ser social; tem-se
então Freud que modernifica os complexos e instintos humanos, e em Heidegger tais
instintos tomam o nome de possibilidades (escolhe por si e para si).
Depois de Kant, em A crítica da razão pura, ocorre o fim da busca metafísica dos
filósofos da época renascentista. A mente humana não conceberia um conhecimento
absoluto nem do mundo, nem do homem e nem de Deus, pois só concebe aspectos
práticos ou morais, segundo A crítica da razão prática.

Durante a história humana há 3 linhas de pensamento reflexivo:


Cosmológico – o universo é o centro de tudo;
Teológico – um ser supremo –Deus – é o centro de tudo;
Antropológico – o homem é o centro de tudo – 3 grandes descobertas – 1º você é
o centro (Iluminismo); 2º você é um produto de evolução (Darwin); 3º você é determinado
biologicamente/psiquicamente (Freud). O homem perde seu referencial – surgem as
ciências sociais/humanas.
Em meados do século XIX a partir das descobertas de Darwin e sua teoria
evolucionista que se concentrava na elaboração de teorias sobre a evolução do homem,
sua sociedade e cultura. O homem não era mais fruto da criação Divina, então os
cientistas começaram a procurar pela sua origem: o chamado “elo perdido”, que ligaria o
homem moderno a seus ancestrais hominídeos. Com o tempo os estudos sobre o homem
ganhou forma, os cientistas começaram a se interessar pelos grupos humanos primitivos
e seus costumes, cultura e características, passando a entender o homem não mais como
uma criação de Deus, mas da natureza.
No livro A construção social da realidade – Berger e Luckman – a realidade não é
objetiva, mas uma construção social.

Segundo Kant, os problemas filosóficos se reduzem a quatro, a saber:


1. O que podemos conhecer? Este seria o campo específico da epistemologia.

2. O que devemos fazer? Esta é a pergunta de que se ocupa a ética.

3. O que podemos esperar? Aqui nos defrontamos fundamentalmente com o


problema religioso.

4. O que é o homem? Este é o problema antropológico. Segundo o próprio Kant,


todos os problemas filosóficos se reduzem ao antropológico, visto que as três primeiras
perguntas se referem necessariamente à ultima. Em síntese, para Kant, a filosofia torna-
se essencialmente antropologia. O objetivo supremo da filosofia seria o de proporcionar
ao homem a possibilidade de conhecer-se adequadamente.
O que é o homem?
A perspectiva moderna traz em si tentativas de expor a imagem do homem como:
 Na tradição ocidental – Demócrito e Posidônio (135-50a.C.) - o homem era
um microcosmo
 O Renascimento criou a imagem do homem como individuo
 No fim da Idade Média, Nicolau Cusa, superou a visão do homeme como
microcosmo
 Um homem econômico (oikos+nomia), um animal essencialmente social
(Marx) Ex. Robinson Crusoé –individuo autônomo
 Um ser angustiado (Kierkegaard)
 Um ser falível (Ricouer)
 Um ser hermenêutico (Gadamer)
 Um ser problemático que se torna cultural (Marcel e Gehlen)
 Um ser racional (Descartes) – Penso logo existo
 Um Ser livre (Sartre) -
 Um ser problemático (Marcel)
 Um ser profundamente religioso (Luckmann)
 Um ser de ciência (Comte)
 A visão contemporânea do homem caracteriza-se pela pluralidade de formas
e experiências de vida. Sua grandeza resulta das grandes metas colocadas no caminho
de sua realização, dos grandes feitos que é capaz de realizar. Busca uma compreensão
cada vez mais abrangente de si mesmo, penetrando nos começos da História, do
pensamento, da arte, da língua, da origem e dos fatores determinantes da evolução
biológica. Tenta compreender melhor a relação do individuo com a sociedade.

Teologicamente – O homem é a imagem e semelhança de deus


Culturalmente - O homem é o ser que vive em constante interação com seu meio,
produzindo cultura a partir das coisas, dos animais e dos outros.
Para a antropologia, os fatos mais significativos foram: grande desenvolvimento
da antropologia cultural; sistematização da antropologia física e o surgimento da
arqueologia e da pré-história.
1. O desenvolvimento da antropologia cultural deveu-se principalmente às grandes
descobertas marítimas. Durante o século XVI a Europa foi invadida por escritos e crônicas
a respeito dos povos, até então, desconhecidos (os chamados povos exóticos). No século
XVIII, todos se lançaram à tarefa de conhecer tudo a respeito do homem, pondo em
prática aquela crença de que ao homem competia traçar seus próprios caminhos. O termo
antropologia em sua acepção mais ampla é claramente empregado desde o final do
século XVIII.

2. A sistematização da antropologia física - As variadas formulações sobre a


sociedade e a cultura surgidas na Europa, nos séculos XVIII e XIX, convergem para três
objetivos comuns, quais sejam: origens, idade e mudança. Outro fato importante desse
período foi o surgimento de várias revistas e numerosas associações científicas.
O aparecimento da obra clássica de Charles Darwin – A origem das Espécies, em
1859. Nasce então, a moderna antropologia. Cânones foram criticados e novas
abordagens propostas.
3. O surgimento da arqueologia e da pré-história - Houve um avanço em ciências
paralelas para esclarecer nossas origens Os meios de comunicação progrediram muito,
permitindo assim, uma divulgação e comunicação de ideias mais eficientes. A educação
foi mais democratizada. O movimento universitário cresceu. A própria antropologia passou
a ser disciplina obrigatória em muitas universidades.

DIMENSÕES ANTROPOLÓGICAS
A Antropologia Física/biológica estuda a natureza do homem, suas origens e
evolução, a genética, estrutura anatômica e características raciais desde o aparecimento
dos primeiros seres humanos. Estuda o homem do ponto de vista físico-somático, sua
morfologia, fatores políticos, socioeconomicos e religiosos.

A Antropologia Cultural estuda as culturas pré-históricas, as características


culturais dos povos, a evolução de seus costumes, crenças, religiões, relacionamento
familiar, manifestações artísticas, etc., o folclore, a organização social, a aculturação e a
aplicação da antropologia aos problemas humanos. O que acaba englobando áreas como
a linguística, a própria arqueologia e a etnologia. Ela é descritiva, comparativa,
interpretativa e eficiente.
Estuda o homem do ponto de vista da sua origem histórica e das suas
manifestações culturais.

O foco da Antropologia Cultural está: na produção cultural, nos agrupamentos,


no comportamento, nas relações sociais e no desenvolvimento social.

Antropologia teológica/ bíblica estuda o homem a partir da sua relação com


Deus e difere-se da científica em:
Fundamento: encontra-se exclusivamente na Revelação Especial de Deus ao
homem;
Abordagem: feita a partir da visão bíblica do homem, e não, como propõe a
antropologia científica, do homem pelo homem;
Propósito: demonstrar a postura privilegiada do homem em relação às demais
criaturas, bem como sua atual deficiência moral diante de Deus;

ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA: Estuda o homem sob um ponto de vista


radicalmente fundamentador, racional, explicativo do ser humano. E tem como objeto de
estudo a origem, o comportamento social, liberdade, subjetividade e o destino do homem,
bem como o seu lugar no universo. Busca uma concepção da vida, uma visão global do
homem, um sentido da História (essência humana, sob a ótica filosófica).
Surgiu por volta de 1920 e investiga o fenômeno humano. Seu objetivo maior é
saber o que é o homem. Para isso ela usa métodos do tipo: fenomenológico, dedutivo,
histórico, e muitos outros. É a antropologia encarada metafisicamente, uma antropologia
da essência e não das características humanas.

O Que é Cultura?

CONCEITO ANTROPOLÓGICO DE CULTURA


Cultura é um código/sistema compartilhado por um grupo social, ou seja, é um
conjunto de comportamento, de valores e das crenças culturais de uma sociedade com a
finalidade de adaptação.
A cultura é aprendida dentro desse grupo, portanto, não é biológica. Qualquer ser
humano pode aprender qualquer cultura desde que seja socializado dentro dela ao
nascer.
O comportamento dos indivíduos depende de um aprendizado, de um processo
chamado endoculturação (assimilação de valores e experiências a partir do nascimento).

A cultura não é elaborada por um determinismo biológico e nem por um


determinismo geográfico, mas é elaborada numa relação de alteridade onde todo o
homem social interage e interdepende do outro.
As diferenças genéticas não são determinantes das diferenças culturais. Pesquisas
comprovam que os grupos humanos possuem as mesmas capacidades mentais, por
exemplo, a divisão sexual do trabalho em diferentes povos revela um determinismo
cultural, não uma função biológica.
O determinismo geográfico começou a ser refutado a partir de 1920, quando
antropólogos como Boas, Wissler, Kroeber refutaram esta tese e apresentaram a limitada
influência do meio geográfico sobre os fatores culturais, sendo possível existir uma
grande diversidade cultural num mesmo ambiente físico.

Até 1960, muitos cientistas sociais argumentavam que a cultura era um simples
“reflexo” da sociedade, uma variável dependente. Ex. televisão.
Hoje a cultura é considerada uma variável independente. As pessoas não aceitam
a cultura de forma passiva. Produzimos e interpretamos nossa cultura.
Atualmente, grande parte das sociedades atuais está passando por uma
diversificação cultural intensa, parcialmente devido às altas taxas de imigração.
Brasil: no final do século XIX, havia uma grande preocupação com a miscigenação.
Acreditava-se que a miscigenação degenerava o povo,o que tornava impossível a
construção de uma nação com identidade cultural definida. No século XX, a
miscigenação passa a ser vista como elemento distintivo e positivo de nossa identidade
cultural e nacional.
Os conceitos de miscigenação, sincretismo, hibridismo cultural, aculturação giram
em torno da ideia de trocas e de influências culturais. Isto é um fenômeno histórico-social
que existe desde os primeiros deslocamentos humanos, quando esses deslocamentos
resultam em contatos permanentes entre grupos distintos.
Todo sujeito migrante é um sujeito que participa de trocas e influências culturais,
porque, quando deixa sua terra, torna-se diferente, pois os outros homens que encontra
na terra estrangeira têm outros costumes e outras crenças; ouve outro tipo de música e
dança em outro ritmo. Ex.: Casa grande e senzala de Gilberto Freyre – sabores da
culinária.
A relação com a alteridade (todo o homem social interage e interdepende do outro)

ETNOCENTRISMO
É uma visão de mundo preconceituosa. Estamos sendo etnocêntricos quando
usamos a nossa cultura como referencial para julgarmos (negativamente) a cultura do
outro. O olhar etnocêntrico tende a colocar as culturas e diferenças culturais dentro da
hierarquias: os mais atrasados, os “primitivos” e os civilizados. Essa visão legitima e
perpetua o preconceito e a opressão e, geralmente, vítima grupos que já vivenciam
historicamente a plena exclusão social ou ocupam status desprivilegiado em relação a
outras grupos favorecidos.
RELATIVISMO
É uma forma de encarar as outras culturas ou as práticas culturais a partir do
contexto onde elas acontecem, tentando entender a lógica do outro, do diferente. A
diferença não é vista como “atraso”, procura-se evitar hierarquias e noções de “certo e
errado”, o que há é diferença. O olhar relativista encara a diferença como riqueza.

ETNOGRAFIA é a descrição detalhada da vida cotidiana de dada cultura ou grupo


social baseada num conjunto de técnicas de pesquisa antropológica. Através da
observação participante, o pesquisador conhece em profundidade culturas diferentes da
sua e procura revelar, através da descrição dessas culturas, uma outra lógica cultural, um
outro código que dá sentido às práticas observadas.
As diferenças entre os homens são diferenças culturais. Para entendermos cada
cultura, é necessário conhecê-lo a fundo Por isso, o Antropólogo desenvolve um extenso
e minucioso trabalho de campo que dá base à etnografia.

ETNOLOGIA é o estudo ou ciência que estuda os fatos e documentos levantados


pela etnografia no âmbito da antropologia cultural e social, buscando uma apreciação
analítica e comparativa das culturas.