Você está na página 1de 26

ARTETERAPIA

ATIVIDADES DE ARTETERAPIA

Emoções

Lidar com emoções como raiva e tristeza através destes exercícios úteis.

1. Desenhar ou pintar suas emoções. Neste exercício, você vai se concentrar


inteiramente em pintar o que você está sentindo. · Sem a preocupação
com o certo,belo....

2. Criar uma roda de emoção . Usando cores, esta atividade terá que pensar
criticamente sobre as suas emoções .· Use cores para expressar suas
emoções.
3. * Faça uma pintura estresse. Escolha as cores que representam o seu
stress rabisque e pinte os seus problemas.

4. * Coloque junto um diário. Revista não tem que ser apenas em torno de
palavras. Você pode fazer uma revista de arte, que permita que você expresse
visualmente suas emoções.
5. * Use linha arte. Linha é um dos aspectos mais simples e mais básico da
arte, mas pode também conter uma grande quantidade de emoção. Use arte de
linha simples para demonstrar visualmente como está se
sentindo.· Bordado,costura...

6. * Projete um cartão postal que você nunca irá enviar. Você ainda está com
raiva ou chateado com alguém em sua vida? Criar um cartão postal que
expressa esta, mas você não precisa enviá-lo sempre.
7. * Criar uma escultura de sua raiva. Para esta atividade, você vai fazer uma
manifestação física da raiva em sua vida. · Modelagem com argila

8. * Pinte uma montanha e um vale. A montanha pode representar um


momento onde você estava feliz, o vale, quando você estava triste. Adicionar
elementos que refletem eventos específicos também.

9. * Anexar um desenho ou uma mensagem a um balão . Mandado emoções


negativas ou positivas espalhar, anexando uma nota ou um desenho de um
balão e ajustá-lo livre.
1.* Pinte dentro de um coração . Usando um coração como um padrão,
preencha em diferentes partes do coração com as emoções que você está
sentindo agora.

A Arteterapia como Aliada à Superação de Traumas Emocionais em Crianças

A importância da intervenção da arteterapia no desenvolvimento de uma


criança com pós-trauma.
Este estudo tem como intenção inicial demonstrar como a arteterapia é
importante no desenvolvimento da criança que sofreu um trauma. Arteterapia é
uma nova área do conhecimento humano que usa a arte como meio de
expressão para os processos de transformação da pessoa. E é um meio de
relacionar a expressão verbal e a não verbal através de dinâmicas realizadas
nas oficinas criativas em que o fazer artístico é reconhecido como possibilidade
terapêutica, condutor de novas aprendizagens e desenvolvimento do potencial
criativo.

No processo criativo com uma criança pós-traumática, destaca-se o


papel do arteterapeuta como mediador da relação escola-arteterapia no
desenvolvimento da criatividade de criança afetada com algum trauma. Ele é o
profissional capaz de efetivar elos de interação, participando do processo
educacional ministrado na escola e no cotidiano familiar. Para o arteterapeuta o
que importa não é o compromisso com a estética e sim com a ação do fazer
artístico.

A arte é uma atividade de expressão que evoca o criativo e abrange


todas aquelas atividades ou aqueles aspectos de atividades de uma cultura em
que se trabalha o sensível e o imaginário, com o objetivo de alcançar o prazer
e desenvolver a identidade simbólica de um povo ou uma classe social. A arte
vai auxilia o desenvolvimento de criança com deficiência intelectual, pois sua
finalidade é fornecer experiências que ajudem a criança a desenvolverem
valores, sentimentos, emoções e uma visão crítica do mundo a que acerca.

Quando bem usada à arte-terapia passa a ser a grande parceria do


professor, no seu trabalho de mediador do desenvolvimento infantil, ela se
destaca como instrumento favorecedor do desenvolvimento da sensibilidade,
da imaginação, da criatividade e das varias formas de perceber o mundo que a
cerca.

Nossa intenção não é a de inovar ou trazer à luz algo ainda não sabido
por todos nós, mas sim levá-los a refletirem sobre suas praticas educativas
para reverem conceitos de arte que possam trazer novas perspectivas para
abrir outros caminhos na educação por meio do estudo das atividades criadora
e reflexões daqueles que experienciarem o nosso trabalho.

O Problema

Como se sabe, algumas crianças têm dificuldades em expressar


espontaneamente, de forma verbal, seus sentimentos de angustia, estresse e
medos vivenciados por situações traumáticas, prejudicando-a no seu
rendimento escolar. Acredita-se que a arteterapia muito poderia contribuir para
mudança do seu desempenho, de uma forma expressiva.
Mas será que a arteterapia é uma técnica pode ser empregada no
tratamento dessa clientela será que arteterapia possibilitaria continuidade ao
processo de desenvolvimento da crianças com algum trauma haveria
transformações das imagens criadas pelos traumas desenvolvidos,após
intervenção da arteterapia

A arte possibilita maior liberdade na expressão de suas emoções, cria


oportunidades que levam a criança aceitar com mais maturidade as situações
desaforáveis, ajudando-a a se adaptar melhor ás mudanças no seu dia-a-dia,
diminuindo as situações de estresses e estabelecendo o equilíbrio emocional.

Sobre isso, Barbosa (1991, p.4) diz o seguinte: Arte não é apenas
básico, mas fundamental na educação de uma país que se desenvolve. Arte
não é enfeite. Arte é cognição, é profissão, é uma forma diferente da palavra
para interpretar o mundo, a realidade, o imaginário e é conteúdo. Como
conteúdo, arte representa o melhor trabalho do ser humano.

Quando as pessoas estão absorvidas em atividades criativas, elas se


esquecem de que estão debilitadas e todos em sua volta se descontraem,
diminuindo o estresse e as reações de angustias, o que facilita o tratamento.

Justificativa

Este estudo permitiu identificar que a arteterapia oferece oportunidades


que levam a criança aceitar com mais maturidade situações indesejáveis,
auxiliando-a a adaptar melhor as rotinas escolares e a restabelecer seu
equilíbrio emocional, através das mudanças, transformações crescimento,
gerados por tais intervenções, facilitando o relacionamento entre professor e
aluno levando a um maior aproveitamento destas crianças em sala de aula.
Logo, torna-se importante que os profissionais que trabalham com essas
crianças passem a ter um olhar difereinciado. Desse modo, o pesquisar
impulsiona o ensinar e o ensinar motiva o pesquisar.Concordamos com Freire
(2003, p.29) quando afirma:

Não ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses quefazeres se


encontram um corpo do outro. Enquanto ensino continuo
buscando,reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago
e me indago. Pesquiso para constatar,constatando,intervenho intervindo educo
e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou
anunciar a novidade

Outro aspecto importante na atividade de arteterapia é que ela permite


que o indivíduo se perceba concretamente e, desse mesmo modo, estruture,
organize e ordene elemento da percepção tanto interna como externa, de
forma a ajudá-lo a obter uma compreensão do seu momento existencial e de
aspectos da existência humana.
Objetivo Geral

• Analisar efeitos da utilização da arteterapia em que vivenciou situações


traumáticas, comparando seu desempenho e suas produções antes e após as
intervenções de arteterapia.

Objetivo Específicos

• Estimular a pesquisa sobre abordagem da arte e a criança, a criança e suas


dificuldades, a arte-terapia como um ponto de partida para inclusão da criança
numa sociedade onde todos são capazes e a compreensão de todo o processo
da evolução da criança.
• Ampliar o desenvolvimento cognitivo em conjunto com motricidade através de
trabalhos manuais.
• Mostrar através de trabalhos manuais, que mesmo sofrido algum trauma,
qualquer individuou tem dentro de si uma historia construída, que se pode
imprimir numa folha ou em forma de expressão.

Metodologia

O recurso usado serve para conectar o mundo interno e externo de cada


indivíduo, através de sua simbologia. É um caminho no qual cada criança pode
encontrar algumas possibilidades, tais como: expressão, técnicas, matérias
artísticos, redimensionando suas dificuldades na sua vida. O lúdico em
conjunto com a terapia visa fazer renascer e descobrir dentro de si, a
capacidade inerente de criatividade. Vygotsky (1991, p.95) afirma: “A
aprendizagem e o desenvolvimento estão inter-relacionado desde o primeiro
dia de vida da criança”.

As etapas do trabalho objetivam possibilitar uma reflexão acerca da


essencialidade da arte na vida da criança, uma vez que ela tem uma
necessidade natural de expressar o que pensa e o que sente. Avaliar o nível de
desempenho em habilidades motoras é a próxima meta. Assim serão
elaboradas atividades de acordo com vários níveis por caracterização do
individuo de acordo com suas dificuldades.

1. ARTETERAPIA

Arte: é a capacidade humana de criação e a sua utilização com vistas a certo


resultado, obtido por diferentes meios. Segundo Canclini, a arte é uma
atividade de expressão que evoca o criativo e “… abrange todas aquelas
atividades ou aqueles aspectos de atividade de uma cultura em que se trabalha
o sensível e o imaginário, com objetivos de alcançar o prazer e desenvolver a
identidade simbólica de um povo uma classe social, em função de uma práxis
transformadora.” (Canclin, Nestor Garcia. A Socialização da Arte: teoria e
prática na América Latina. São Paulo, Cultrix, 1984 p.207-9).

Valor dos Materiais em Arteterapia

O estudo detalhado do material é muito importante em Arteterapia. Cada


um em particular, tem propriedades que mobilizam emoções e sentimentos de
maneiras diversificadas a cada indivíduo.

É necessário que o terapeuta analise o valor terapêutico do material


para cada cliente, pois podem penetrar de maneira mais rápida e em particular
nos conflitos internos e inconscientes do indivíduo.

1 Desenho

Podem ser utilizados o giz de cera, pastel a óleo, pastel seco, lápis de cor, lápis
de cor aquarelado, hidrocor, carvão e lápis grafite. Todos tem significado
terapêuticos semelhantes.

No desenho, a coordenação motora fina é bastante trabalhada, portanto o


controle é essencial, não só o motor, mas principalmente o intelectual. A
atenção, a concentração e o contato com a realidade são explorados.

O desenho de cópia, enfoca a atenção na realidade exterior, e é indicado em


pessoas que fantasiam, sonham, obrigando-as a perceber e reproduzir a
realidade tal como ela é. A imensa dificuldade que encontram em reproduzir,
não é só o medo de errar, é a própria dificuldade de dar direcionamento em sua
vida. É indicado para pessoas dispersas, sonhadoras, confusas e
adolescentes.

No desenho livre, as pessoas entram em contato com sua realidade interna,


deixando fluir conteúdos que estejam ao ponto de emergir.

Nos desenhos dirigidos, aqueles feitos a partir de um tema que o Arteterapeuta


escolhe, os indivíduos entram em contato com sua realidade, mobilizando
emoções bloqueadas que precisam vir à tona. Indicados para pessoas
deprimidas, com tônus vital rebaixado.

Quando preferimos os desenhos monocromáticos, trabalhamos com emoções


superficiais, a nível periférico; e quando utilizamos o colorido, lidamos com os
profundos.

Não é necessária análise do desenho, e sim a análise da interpretação do


indivíduo com relação ao feito.
2 Pintura

Quando a pintura flui, fluem ali, emoções e sentimentos. A esfera afetivo


emocional está mais abrangente, pois as pinceladas lembram o fluxo
respiratório, a vida. As tintas geralmente utilizadas são: guache, aquarela,
anilina, óleo, acrílica e nanquim.

A tinta guache exige maior controle de movimentos, libera emoções e incentiva


a imaginação.

A aquarela, devido a sua leveza, e o uso obrigatório da água, mobiliza ainda


mais o lado afetivo. Indicada para pessoas muito racionais e com dificuldade
afetiva. Contra indicada para deprimidos.

Devido a dificuldade de fazer figuras por ser muito aguda, a anilina é ótima
para pessoas que tem medo de perder o controle das coisas.

A tinta óleo, é recomendada para pessoas com depressão, pois possibilita


maior equilíbrio da situação.

O nanquim, quando puro é de fácil controle, mas exige agilidade e


sensibilidade. Quando usado com água, é mais fluída, exigindo muito mais
habilidade, atenção e concentração.

Quanto mais expressão, mais auto – conhecimento e mais autoconfiança. A


pintura, assim como o desenho, pode ser livre, de cópia, ou dirigida.

Com a pintura, trabalha-se a estruturação e a área afetiva emocional,


chegando ao equilíbrio das emoções. E quanto mais diluída for a tinta, mais
emocional é o resultado.

3 Modelagem

A modelagem pode ser feita com massa caseira, argila, cera de abelha,
plasticina, papel machê e massa de modelar.

O efeito da modelagem atua nas sensações físicas e viscerais, como também


no sentimento e cognição. A técnica exige uma canalização de energia
adequada, por partir do nada para a criação de algo podendo ser livre ou
dirigida.

A sensação de estar em contato com o barro, pode ser muito gratificante ou


não. A argila age como transformadora, de um estado de desencontro para um
estado de equilíbrio, podendo trazer à tona conflitos internos indesejáveis. Por
ser moldável, integra o ser com o mundo exterior, mostrando-o que pode
adaptar-se às situações, sendo fluida, recebe projeções e é dominada,
favorecendo ao manipulador, a libertação das tensões, fadigas e depressões,
pois é um material vivo e de ação calmante.

No físico, trabalha questões ligadas a estruturação e coordenação motora. No


emocional mobiliza sentimentos e emoções primitivas, para que possam ser
conhecidas e trabalhadas.

Nos casos de negação e resistência à argila, oferta-se o papel machê ou a


massa de farinha de trigo, pois de início não devemos forçar, e com a
adaptação a estes recursos, aos poucos inclui-se o barro.

O papel machê é um material frio e viscoso, mas que também nos oferece
retornos, pois podemos moldá-lo e criar, não chegando aos efeitos da argila,
por não ser um produto natural primitivo.

A massa de farinha de trigo, é feita pelo próprio terapeuta, com ou sem ajuda
do paciente, variando cores. E ao contrário do papel machê, é utilizada estando
morna, para melhor manuseio. Em termos terapêuticos, pode levar os adultos,
a recordações maternas, ou da infância. Proporciona também a capacidade
criadora, auto-estima, catarse emocional, auto-confiança.

4 Sucata

O trabalho com a sucata estimula a reconstrução, a criatividade, as


percepções, a atenção, a construção, a transformação, o concreto e a
mudança.

É um material transformador, pois dá-se uma nova utilidade ao que antes era
lixo. É a mudança através do concreto, é a busca de possibilidades de
transformação e do reaproveitamento.

Por poder aliá-lo a pintura, a colagem e a modelagem, é uma atividade rica e


complexa, que mobiliza o conteúdo interno, e já transforma-o, reaproveitando-o
de forma benéfica. O terapeuta deve ficar atento, para que nenhum detalhe
escape, pois é um trabalho de muita sutileza.

Materiais diversos devem ser utilizados ( plásticos, vidros, papéis, madeira,


tecidos) de forma livre ou dirigida.

5 Colagem

É uma atividade estruturante que pode ser realizada com materiais diversos:
recortes de revistas, jornais, pedaços de papéis coloridos, diversos grãos,
serragem, cortiça, purpurina, tecidos…
Nesta atividade, o cliente busca nos materiais, idéias que possam expressar e
comunicar seus sentimentos, emoções e idéias em relação ao tema. O
planejamento, o direcionamento, e a atenção do paciente, ajudam na
estruturação de sua vida.

É um recurso rico, pois o indivíduo planeja, analisa, fica atento, concentrado,


organizado e paciente.

TECNICAS DE PITURAS

ÁGUA SANITARIA NA ANILINA

Objetivos: Essa técnica que trabalha com elemento surpresa, com o que não
se pode dominar, com o inesperado que a vida nos oferece. Assim, ela
possibilita que a pessoa se solte um pouco mais, que possa fazer contato com
suas emoções.

Depois de sofrer algum trauma, as pessoas apresentam uma critica muita alta
em relação a sua própria produção estética e que, por isso, se sentem
imobilizadas, essa técnica favorece, em certo grau, a diminuição da critica e ao
longo do tempo, a sua anulação.

Material:

– Papel 40 kg branco
– Cotonetes ou palitos com algodão na ponta
– Água sanitária
– Anilina

Procedimentos:

1) Pintar a folha com anilina de uma ou varias cores diluídas em pouca água.
2) Deixar secar.
3) Com o cotonete molhado na água sanitária, desenhar sobre o papel pintado.

TECNICAS DE DESENHO

A CEGO

Objetivos: Essa técnica pode ser útil para trabalhar a confiança, uma vez que
com os olhos vendados, nos desafia a desconfiança na primeira percepção.

A dificuldade de encontrar uma figura não muito explicita no meio dos traços
traz desconfortos a algumas pessoas. Pode acontecer que a pessoa não
identifique nenhuma figura. Nesse caso, cabe exercitar o olhar atento e certa
liberdade de paradigmas já estabelecidos.

Material:

– Papel 40 kg branco
– Lápis de cor

Procedimentos:

1) Movimentar, livremente, o dedo no ar sobre o papel, como preparação.


2) Vendar os olhos.
3) Desenhar com lápis sobre o papel, de olhos vendados.
4) Retirar a venda e olhar o desenho criado, procurando identificar uma forma.
5) Destacar essa forma, usando outras cores.

TECNICAS RECORTE E COLAGEM

TIRAS EM RELEVOS

Objetivos: A palavra chave para este trabalho é: movimento. As alternativas de


combinação das tiras são muitas e, por isso, podem remeter a pessoa que se
encontre mais paralisada para reflexões sobre sua ação.

O resultado final permite imagens diferentes quando visualizado de vários


ângulos. Este pode ser um ponto de partida para outros desenhos ou pinturas,
explorando esta variedade. Alem disso, haverá um jogo de graduações de luz e
sombra bem interessante a observar. Como técnica, requer paciência e
cuidado.

Material:

– Régua
– Cola
– Tesoura
– Papel Chamex
– Cartolina colorida

Procedimentos:

1) Recortar, no papel Chamex, dois retângulos, um com o dobro do tamanho


do outro.
2) Recortar o retângulo maior em várias tiras de igual largura ou não, conforme
o desejado.
3) Colar tiras em um lados do retângulo menor, uma ao lado da outra, com um
espaçamento de 1 milímetro.
4) Criar movimentos diferentes para cada uma das tiras, colando-a de onde em
onde, criando ondulações ou dobras que dêem movimento ao trabalho.
TECNICAS RECORTE E DOBRADURA

RENDA DE PAPEL

Objetivos: Esta técnica pode ser aproveitada para trabalhar aspectos figuras e
fundo, por exemplo, se há “buracos”… Como a pessoa deseja preencher, e
onde está a beleza do que está cheio e do que está vazio.

Material:

– Papel de seda
– Cola
– Tesoura
– Cartolina colorida

Procedimentos:

1) Dobrar um pedaço quadrado do papel de seda ao meio e também em


diagonal.
2) Cortar pequenas formas ( gotas, corações, losangos, quadrados, etc.)no
lado da dobra do papel (o lado “fechado”).
3) Ao desdobrar o papel, surgirá uma forma rendada surpresa.

Obs. Esta forma pode ser usada para criar um efeito vitral, colando-se papel
celofane por trás.

O ARTETERAPEUTA COMO MEDIADOR ENTRE O PROFESSOR E


ACRIANÇA NO AMBITO ESCOLAR.

Quando a criança imprime no papel

2. TRAUMA

Trauma é a consequência dum facto acompanhado de uma emoção


violenta, que vai modificar de uma maneira permanente a personalidade de um
indivíduo, sensibilizando-o duma forma especial para emoções análogas
posteriores. Isto é, um acontecimento violentamente emotivo desenrola-se em
determinada época dum indivíduo, mesmo na sua primeira infância (até
aproximadamente aos 4 ou 5 anos); com o decorrer do tempo vai lentamente
passando do consciente ao inconsciente e é mais um conteúdo desagradável
armazenado na imensidade da Pantomnésia do inconsciente (memória de
tudo).

Enquanto esse trauma não é removido através de psicoterpias


adequadas, enquanto o indivíduo não consciencializa a causa primária, a raíz
traumática, acontece que, em face de situações análogas que se assemelham
por vozes, lugares, por seres idênticos, por algo que o inconsciente capta como
um factor do acontecimento traumático vivenciado, num outro tempo, que pode
situar-se num tempo distante, por ab-reacção, ou seja, a repetição dramática
do momento traumático, a recapitulação inconsciente emocional em estado
desperto, o sofrimento eclode, sem que o indivíduo se aperceba do porquê do
seu mau estar intrapsíquico. Por isso se afirma que o Trauma “vai modificar
duma forma permanente a personalidade”.

2.1 TIPOS DE TRAUMAS

– trauma torácico: comum, muitas vezes sem lesão óssea. Maior freqüência de
contusões e hemorragias pulmonares. Ferimentos penetrantes outrora raros
têm sua freqüência aumentada.

– trauma abdominal: penetrantes acidentais ou não são menos freqüentes. O


trauma fechado por colisão ou queda é mais encontrado geralmente
acompanhado de hipotensão. Lavagem peritoneal e T.C. pode ser úteis. A
conduta expectante no trauma fechado é bem difundida, porém necessita de
acompanhamento cirúrgico e de intensivistas para proceder à cirurgia assim
que necessário.

– traumatismo craniano: causado por quedas e colisão de auto e bicicletas,


além de atropelamentos. Geralmente não leva à hipotensão. Cuidados na
prevenção da hipóxia. Crianças com fontanela aberta toleram melhor o
aumento da pressão intracraniana. Convulsões e vômitos são mais frequentes
que em adultos. O intervalo lúcido pode ser prolongado. A escala de Glasgow
pode ser usada, porém em crianças menores de 4 anos deve ser adaptada a
resposta verbal( palavras apropriadas, sorriso, fixa e segue objetos – 5 , choro
consolável – 4, persistentemente irritável – 3, inquieta, agitada – 2, nenhuma –
1 ). Escala de coma de 8 ou menos ou resposta motora 1 ou 2 e lesões
múltiplas indicam reanimação. É importante a avaliação do neurocirurgião.

– traumatismo raquimedular : geralmente causados por colisões ou acidentes


esportivos, porém raros. Cabeça maior e ligamentos mais flexíveis são as
diferenças anatômicas mais notadas. Na dúvida sempre manter a imobilização
cervical.

– trauma de extremidades: atentar para lesões ao núcleo de crescimento (


principalmente por esmagamento ) e fraturas de diversas idades que podem
sugerir espancamentos. As fraturas do esqueleto imaturo – galho verde –
devem ser lembradas.

– Queimaduras: As queimaduras são muito frequentes nas diversas faixas


etárias da infância, sendo que os agentes vão variar de acordo com a idade,
por exemplo, banhos muito quentes ou alimentos aquecidos durante a
alimentação podem levar a queimaduras de crianças menores, no entanto
acidentes com álcool, fogo e explosivos podem acometer crianças maiores.
O tratamento inicial de reanimação do choque hipovolêmico é muito
importante. Dependendo da profundidade e extensão das queimaduras a
evolução pode ser mais ou menos favorável, podendo ocorrer sepsis e
necessidade de uma série de cirurgias. Caso não haja óbito no caso das
queimaduras mais graves, as seqüelas podem ser variadas, desde cicatrizes
hipertróficas até graves retrações cicatriciais ou amputações, com
consequências físicas e psíquicas para toda a vida. Deve ser tentado centro
especializado para o tratamento de médio e grande queimados. Lembrar
sempre no primeiro momento a hidratação de acordo com fórmula de Parkland.

Síndrome da criança espancada: lesões não acidentais causadas por


pais, tutores e conhecidos são características desta síndrome. A progressão
vai desde pequenas lesões até graves que podem levar ao óbito. Alguns sinais
devem ser lembrados no exame inicial: discrepância entre história e gravidade
das lesões; demora a procurar atendimento médico; traumas repetidos tratados
em vários locais diferentes; pais abandonam a criança na sala de atendimento;
a história do trauma muda. Devemos atentar para alguns sinais ao exame
clínico: múltiplos hematomas subdurais sem fratura; hemorragia retiniana;
lesões periorais; ruptura de vísceras internas sem trauma grave; trauma genital
ou perianal; cicatrizes antigas ou fraturas de várias idades; fraturas de ossos
longos em crianças abaixo de 3 anos; mordeduras, queimaduras de cigarro ou
marcas de cordas; queimaduras de 2o e 3o graus em áreas não usuais. A
notificação é muito importante, e nos casos suspeitos devemos iniciar
investigação.

– Afogamentos: Geralmente relacionados ao descaso por medidas de


segurança. Nos casos ocorridos em água doce, hipotônica, pode ocorrer
hemodiluição, hemólise maciça e fibrilação ventricular. Efeitos semelhantes aos
da água clorada de piscina. No caso de água salgada, há passagem de líquido
plasmático para o interior dos alvéolos e consequente edema pulmonar. As
vítimas devem ser internadas por 24 h incluindo observação e avaliação
radiológica. O tratamento consiste na retirada do líquido e oxigenação.

– prevenção: Evitar os fatores de risco para acidentes automobilísticos,


acidentes domésticos, principalmente intoxicações, queimaduras e quedas.

No caso de acidentes esportivos lembrar que sempre artefatos de prevenção


como capacetes, joelheiras, luvas e etc. O consumo de drogas e álcool tem
sido cada vez mais evidenciados na população pediátrica, necessitando de
programas de esclarecimento e prevenção.
Descobrindo novos instrumentos para pintura

Na caixa de ferramentas procure objetos legais para usar em pintura, tais


como:

acabamentos de madeira

borrachas de vedação

cabos com textura

colher de pedreiro chanfrada

colher de pedreiro fina

escovas de aplicar e alisar papel de parede

esponja de vedação auto-adesiva

molas

painéis de treliça

pisos de vinil

potes de medida

Alguns desses materiais serão bons para esfregar, fazendo padrões e


texturas enquanto outros serão usados como pincéis. Outros servirão para
construir gravuras.

No momento da pintura abra um papel de qualquer tipo e coloque a tinta


guache em recipientes rasos e próximos ao papel. Mantenha junto um balde ou
bacia com água limpa.

Solte sua criatividade e experimente novas técnicas, você vai se surpreender!


Técnicas de pintura:

PINTURA COM ASSOPRO:

Colocar uma pequena porção de tinta no papel depois o aluno assopra um


canudinho conduzindo esta tinta para onde desejar, aplicar outras cores
desejadas.

PINTURA ESCORRIDA:

Colocar várias porções de tinta na sulfite e depois ir virando o papel em várias


posições para tinta escorrer pela superfície.

PINTURA COM ESPUMA:

Trocar o pincel por um pedaço de espuma, o aluno pode fazer vários


movimentos, arrastar a espuma, dando batidinhas variando a quantidade de
tinta que pegar.

CORES PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS:

Nas atividades acima o aluno pode utilizar as cores primárias para formar as
secundárias.

Primárias

AMARELOVERMELHOAZUL

Secundárias

AMARELO+ VERMELHO = LARANJA

AMARELO+AZUL= VERDE

VERMELHO+AZUL= ROXO

Pintura com palito de picolé:

Como fazer: Pegue uma folha colorida, cubra-a com guache de uma cor
diferente e depois faça um belo desenho com o palito de picolé. Você verá que
a cor do papel aparecerá onde você passou o palito de picolé.
Pintura esponjada:

Como fazer: Recorte uma esponja em pedaços, do tamanho que desejar,


umedeça na tinta guache e pressione sobre o papel. Repita a atividade até
formar a pintura que deseja.Dica: Se usar várias cores de tinta é preciso
separar um pedaço de esponja para cada cor, para não misturar.

Pintura secreta:

Como fazer: Desenhe com giz de cera branco ou vela na folha branca e depois
passe tinta guache com uma cor forte por cima. O desenho secreto aparecerá
na pintura.

Pintura com carimbos de legumes:

Como fazer: Legumes como batatas, cenouras e beterrabas também podem


ser instrumentos de arte. Corte-os na forma que quiser (carinha feliz, estrela,
coração e etc), mergulhe na tinta e carimbe as folhas.

Pintura com galhinho de árvore:

Como fazer: Faça uma tinta rala, com guache e água, em seguida molhe um
galho pequeno de árvore e respingue em cima da folha de papel.

Pintura com bolinha de gude:

Como fazer: Pegue uma forma de bolo retangular, coloque uma folha dentro,
pingue tintas coloridas, coloque bolinhas de gudes por cima e mexa a forma
devagar de forma que as bolinhas se movam sobre a tinta. Depois que pintar a
folha, retire-a da forma, deixe-a e secar e exponha sua linda arte.

Pintura com garfo:

Como fazer: Passe tinta guache em uma folha e depois passe as pontas do
garfo de leve sobre a pintura e veja como ficará.

Pintura com fita crepe:

Como fazer: Cole pedaços de fita crepe espalhados na folha, pinte com guache
nos espaços em que sobraram da folha, deixe secar e depois retire as fitas do
papel.
Pintura com cotonete:

Como fazer: Utilize cotonetes ao invés de pincéis. Molhe a ponta do cotonete


na tinta e divirta-se.

Pintura com papelão:

Como fazer: Corte um pequeno pedaço de papelão grosso e verá que ele é
formado por camadas. Na ponta do papelão, rasgue uma camada de forma que
a camada ondulada fique exposta, pois é com ela que deverá pintar. A camada
ondulada do papelão dá um efeito diferente na pintura.

Dica: Se você pintar fazendo ondas no papel a pintura ficará muito legal. Você
pode alternar as ondas em tons de bege, azul escuro e claro para ilustrar o
fundo do mar. Depois pegue a tinta verde e faça ondas verticais imitando algas
marinhas, e finalize colando peixinhos.

Pintura secreta:

Como fazer: Desenhe com giz de cera branco ou vela na folha branca e depois
passe tinta guache com uma cor forte por cima. O desenho secreto aparecerá
na pintura.

Pintura escorrida:

Como fazer: Utilize uma seringa para espirrar tinta sobre a folha. Você verá que
obterá diferentes resultados se apertar a seringa com rapidez ou devagar.

A diferença entre os papéis é perceptível pelo toque e determina os materiais a


serem utilizados, se secos ou úmidos. Podemos classificar os papéis em dois
tipos básicos e podem se diferenciar quanto a espessura e o peso – são eles:

porosos – são mais indicados para receber materiais com maior quantidade de
água devido sua capacidade de absorver melhor o líquido:

1. Papel Canson – apresenta grande resistência e serve para todos os tipos


de tinta, nanquim, lápis de cor e pastéis. Os mais porosos são mais
adequados à pintura.

2. Papel Camurça – mais utilizado para forração e confecção de detalhes.

3. Papel Crepom – bastante frágil, pode ser rasgado, cortado, amassado,


produzindo efeitos interessantes. Sua tinta sai com facilidade.
4. Papel Kraft – mais poroso que o papel pardo, pode ser pintado com tinta
ou desenhado com lápis de cor e pastéis.

lisos –

1. Papel Sulfite – muito utilizado para escrita

2. Papel Cartolina – apresenta boa resistência e maleabilidade. Adequada


para construções tridimensionais e é utilizada para emoldurar desenhos que
serão expostos.

3. Papel Cartão – mais espesso que a cartolina, também é utilizado para


emoldurar desenhos e confeccionar caixas e outros objetos.

4. Papel Celofane – bastante frágil, rasga-se com facilidade. Indicado para


fazer detalhes coloridos em fantoches para teatro de sombras e outras
atividades como vitral.

5. Papel Euchê – papel de revista, é utilizado na confecção de cestarias e


bijuterias.

6. Papel de Presente – utilizado em colagens e dobraduras.

7. Papel de Seda – papel bem fino, produz interessantes texturas quando


amassado e colado em alguma superfície. Também pode ser usado para
desenhar com água sanitária, que serve para descolori-lo.

8. Papel Glacê – muito utilizado para dobradura.

9. Papel manteiga – devido sua transparência, serve para “decalcar ” um


desenho de uma superfície para outra,modificar ou acrescentar detalhes sem
mexer na imagem-base.

O Balão Furado

Material:

papel de embrulho

balões

aquarelas líquidas ou guache fina

água
agulha ou alfinete

fita adesiva (opcional)

Desenvolvimento:

Coloque folhas grandes de papel sobre o chão, antes de começar.

Ponha uma grande quantidade de tinta diretamente dentro da balão. Diversas


colheres de sopa serão suficientes. A seguir, complete o balão com água e
feche-o com um nó. Sacuda um pouco para misturar a água e a tinta.

Faça vários balões com diferentes cores de tinta.

Com cuidado, use o alfinete para fazer um furo no balão. Se for difícil, cole um
pedaço de fita adesiva no balão antes de furá-lo. Faça o mesmo com os outros
balões.

Agora, esguiche tinta no papel, diretamente dos balões. Crie desenhos,


misturando as cores como desejar.

Deixe a tinta secar no local.

Variações:

Faça mais de um furo no balão e seja rápido.

Esguiche a tinta de um lugar alto, como uma cadeira, uma escada ou de cima
de uma mesa.

Cole papel em uma parede, cubra a área do chão onde irá pingar e esguiche a
tinta na parede.

Borre os desenhos feitos com esguicho de tinta, usando uma espátula ou um


retângulo de papelão, misturando as cores e os desenhos do papel.

Reprodução de paisagem natural

(desenho ao ar livre se possível)

Esta técnica pode ser realizada em atendimento individual ou com pequenos


grupos.

Objetivos:
– promover um relaxamento;
– promover a imaginação e criatividade;
– valorizar a individualidade;
– diminuir a ansiedade;
– estimular a autoexpressão;
– promover a autoestima;

Materiais:
– lápis grafite, de cor (aquarelável ou não)
– caneta hidrocor ou esferográfica
– giz e borracha;

Desenvolvimento:
– Escolher um lugar com vários elementos visuais para realizar os desenhos;
– Conversar sobre o tipo de desenho que será realizado e fazer a escolha do
recorte. Nesse tipo de desenho se faz necessário selecionar algumas áreas de
interesse para registrar.
– Iniciar o desenho procurando reproduzir o máximo de elementos da
paisagem. Quando a atividade for me grupo deve-se estabelecer um tempo
máximo para sua realização.
– Observar e analisar o desenho: semelhanças e diferenças entre o desenho e
a cena de origem, no caso do grupo comparar entre os desenhos também.

Bonecos (marionetes) e encenação.

A representação teatral ocupa um papel muito importante, é uma maneira de


cerrar um processo de elaboração simbólica. As marionetes apresentam um
espaço rico que desperta o interesse por tudo aquilo que pode ser produzido
ao longo de todo percurso: a criação plástica dos bonecos; a produção de
acessórios, decoração e cenários; a produção escrita e a representação da
palavra as relações grupais e o movimento corporal.
As marionetes podem ser do tipo:

* plana – articulada ou não, furada ou não;


* fantoches – de luva cujas cabeças podem ser de diversos materiais;
* de vara – as cabeças também podem ser confeccionadas com diferentes
materiais;
* habitável – aquela que é manipulada por um ou mais marionetistas.
(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a
compreensão do sujeito. PortoAlegre:ArtesMédicas,1996.)Materialidade e
Imaginação Criativa
Técnica: Vela e formas

Materiais:

Vela

Sulfite

Fogo

Tintas e pincéis

Aplicação:

1. Promover uma sensibilização colocando uma música de fundo e propor que


se imaginem a chama de uma vela e realizem os seus movimentos com o
corpo.
2. Entregar o sulfite branco e ascender a vela. Pode-se realizar esta etapa de
duas maneiras diferentes: passar o papel sobre a chama da vela com cuidado
para não deixar queimá-lo, apenas manchar sem ver o efeito que está fazendo
e a outra maneira é esticar e prender o papel numa posição em que ele fique
acima dos olhos e manchá-lo passando a vela por baixo, observando e
dirigindo os efeitos das manchas.
3. Depois de cobrir ao máximo os espaços em branco do papel, solicita-se que
o paciente observe com atenção e procure formas e imagens que ele possa
perceber.
4. Por último o paciente cobre com as tintas as figuras que ele percebeu nas
manchas do papel, fazendo-as surgirem, tornando-as visíveis a todos.
5. Refletir sobre a atividade perguntando como foi para ele realizá-la, como se
sentiu fazendo, em que situações da vida se pode vivenciar situações
semelhantes a da atividade.

Através desta técnica podem-se trabalhar questões ligadas à frustração,


perseverança, controle da força, da ansiedade, do medo, a percepção de que
no meio de tantas situações negativas podem-se encontrar possibilidades,
portas e saídas que promovam bem-estar.
No ato de encostar a vela no papel, para se obter o efeito das manchas, se faz
necessário um controle da mão ao manusear o papel ou a vela. Se aproximar
muito o papel da vela ela pode apagar e se não aproximar o suficiente pode
não ficar manchado ou as manchas ficarem muito suaves. Este controle deve
ser da força e tensão da mão e da velocidade dos movimentos.
A sensibilização que antecede a aplicação da técnica pode ser também a
exploração das qualidades do papel. Depois que o papel recebe o calor do fogo
fica mais seco, se transforma.
Estamos procurando formar uma coletânea de dicas, sugestões, técnicas e
tudo que possa enriquecer as intervenções da Arteterapia e
da Psicopedagogia. Atividades que integram as duas áreas de conhecimento
numa proposta que beneficie o paciente ou aluno que está em processo
terapêutico.

Tinta Caseira

Bata no liquidificador, com água, folhas ou legumes como beterraba e a


cenoura. Coe e esprema o líquido de cada um num pano. Guarde as tintas em
vidros e tampe bem.
Esta tinta deve ser usada sobre papéis grossos, utilizando-se de vários tipos de
pincéis, esponjas, chumaço de algodão preso num palito ou num lápis,frascos
de desodorante vazios (tipo spray) que cheios de tinta servirão para espirrar no
papel preso numa parede ou num cavalete.

Refazendo o giz de cera

Junte pedacinho de giz que não se quer aproveitar, coloque os giz de cera
numa assadeira e leve ao forno brando até derreter. Quando estiver todo
derretido espere esfriar e desenforme.
Corte e recorte da forma que preferir, podendo utilizar forminhas de fazer
biscoitos ou silicone.