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PROGRAMA

ELEITORAL
2020 . 2024

Foto: FPA
Na sequência da movimentação em inseridas no Relatório e Contas de 2019, são António
tentativas de sobrevivência ao arrepio de
2013 de uma dúzia de Associações, foram
indeclináveis princípios de transparência e
de Carvalho
aprovadas por maioria, nessa altura, em
Assembleia Geral um conjunto de orientações, democraticidade que deveriam ser apanágio
de quem dirige uma instituição da dimensão
Nobre
numa manifestação de descontentamento com a
social e desportiva da FPA.
gestão levada a cabo pela atual direção da
Federação Portuguesa de Atletismo (FPA). Logo Contudo, cá estaremos nas
no início do primeiro mandato do atual condições possíveis, disponíveis para prestar
um serviço à nossa modalidade, tendo em
presidente da FPA, se verificou que não tinha
conta príncípios que desde sempre orientaram
grandes condições para manter a nossa a nossa vida: compromisso, empenho,
modalidade na liderança do desporto não dedicação, transparência e proximidade.
profissional. Nem no seio da sua Direção
conseguiu arrumar as coisas, com constantes Todos somos poucos para ajudar os
nossos mais qualificados atletas a
atropelos e desavenças, muito menos num
representarem condignamente o nosso país
quadro de desenvolvimento do atletismo, ou de em Tokyo 2020 ou Paris 2024, bem como nas
afirmação no panorama do desporto olímpico diversas competições internacionais que se
português ou então, no âmbito das estruturas do realizarão ao longo do próximo mnndato.
atletismo internacional.
E, toda a estrutura federada e
Desde esse descontentamento de 2013 associativa, todos somos poucos para
até hoje, pouco ou nada mudou, tendo-se promover diariamente o desenvolvimento da António de Carvalho Nobre
agravado a situação com o passar do tempo. Em atividade desportiva dos nossos jovens (candidato à Presidência da FPA)
praticantes, contribuindo para que acreditem
2016, num ato eleitoral muito disputado, o atual
ser possível um dia seguirem as pisadas dos
presidente conseguiu, mesmo assim, garantir a super-campeões Rosa Mota, Aurora Cunha,
sua reeleição á tangente. Atribuindo culpas à Manuela Machado, Francis Obikwelu, António
crise económica de 2013, ao decréscimo do Leitão, Rui Silva, Nélson Évora e Carlos Lopes,
financiamento devido à crise e explorando o entre tantos outros, que fazem parte da Galeria
benefício da dúvida após um primeiro mandato, de Campeões do Atletismo.
acabou por ser reconduzido. E agora ? Quais
serão as desculpas, após outros quatro anos de Nas páginas seguintes desenvolveremos
“mais do mesmo”? o nosso Programa Eleitoral que gostaríamos
de colocar à vossa consideração. Como
Nos últimos tempos temos assistido a pretendemos lançar a discussão abertamente,
uma desesperada tentativa de manutenção do pela positiva, abrindo caminhos, apontando
poder a todo o custo. Manobras diversas que um novo rumo, fazemo-lo sem reservas, mas
roçam a ilegalidade, usando os cargos para conscientes que este
pressões ilegítimas sobre os representantes de é um contributo muito importante para o
diversos associados, alteração do regulamento desenvolvimento da nossa modalidade.
eleitoral e do período previsto para a
realização de eleições a poucos meses do Contamos convosco.
respetivo ato e de acordo com interesses
próprios, não fornecimento de informações
mais específicas sobre diversas rubricas

António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 2
UMA C A N D I D A T U R A DE C O M P R O M I S S O
MISSÃO E VALORES
A Federação Portuguesa de Atletismo e as suas Associações Distritais e Regionais, bem
como as restantes associações de classe, têm como missão assegurar as melhores condições
possíveis para as diversas seleções nacionais que representam Portugal no panorama atlético
internacional, promovendo a prática da modalidade em todo o território nacional de um modo
generalizado, em articulação com os órgãos do Estado que tutelam o desporto e demais
organizações que para este fim possam vir a concorrer.

Uma candidatura de Compromisso é para nós um desígnio que vai muito para além
da beleza estética da frase ou do seu sentido retórico. É algo que tem de ser concreto e
colocado em prática no quotidiano da nossa atividade. Não conseguiremos melhorar os nossos
indicadores de desempenho de costas voltadas uns para os outros e sem um esforço conjugado
de todos. A interiorização desta ideia-chave atribuirá, sem qualquer margem para dúvidas, às
Associações Distritais um relevante papel no eixo do processo de desenvolvimento da nossa
modalidade.

Há valores que são inalienáveis e se quisermos ter um sonho teremos de trabalhar


arduamente para que ele se venha a concretizar. Não basta sonhar só por sonhar e nada fazer
para o alcançar. E, como já se dizia no relatório de atividades da FPA de há duas décadas atrás
“as ações de hoje são desencadeadas pelos sonhos que temos sobre o amanhã”. E é aqui que
habita um dos valores mais importantes que balizará a nossa ação: espírito de missão e entrega
à causa da nossa modalidade, com profissionalismo e competência, com dedicação e
empenho, com TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE, na perseguição de objetivos que
recoloquem o atletismo como modalidade de referência do desporto português.

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CONTEXTO ATUAL
C O N S T R A N G I M E N T O S DE P A R T I D A
Tentaremos nos parágrafos seguintes identificar o que consideramos serem os principais
constrangimentos ao desenvolvimento da nossa modalidade e que afetam diretamente a obtenção
de melhores resultados desportivos.

A qualidade dos recursos humanos e a sua boa gestão e articulação é primordial para o
desenvolvimento sustentado de qualquer atividade ou organização. Esta é uma questão crucial na
organização federativa e tem sido um dos pontos fracos da estrutura central desenhada pela Direção
em vigor.

A formação, o atletismo na Escola e o atletismo juvenil são áreas determinantes para o


desenvolvimento da modalidade e para a melhoria da ação de todo o movimento associativo. Nesta
matéria tem-se andado praticamente a meio-gás, fazendo unicamente o estritamente indispensável.
Em grande parte como resultado das opões desta Direção que não colocou a sua estrutura a
funcionar, tendo em conta os interesses da nossa modalidade, mas, pelo contrário moldou a
estrutura tendo em conta as caraterísticas dos dirigentes que constituem a atual direção,
condicionando à partida a obtenção de resultados mais arrojados.

Ao nível da nossa organização técnica e gestão de topo poderemos dizer que “andámos de
cavalo para burro”. Atualmente para termos um diretor técnico nacional deixámos de ter presidente
da federação e o inverso também tem sido válido. Ou seja, acabamos por não ter nem uma coisa
nem outra.

A decisão de viver durante 4 anos sem Diretor Técnico Nacional (DTN) - entre 2013 e
2016 - e ter feito de conta que tínhamos DTN, sem verdadeiramente se ter (entre 2017 e 2020) foi
um retrocesso que condicionou a eficácia do setor técnico e influenciou negativamente todos os
setores que interferem no desenvolvimento da modalidade.

A acrescentar ás dificuldades internas, face à desorganização existente, há ainda que referir


que quanto a técnicos o mercado disponível para os treinadores de atletismo é fraco e insuficiente.
Sendo uma questão de fundo, das que mais condicionará os nossos resultados desportivos, será
sem dúvida um desafio arrojado, que exigirá uma atitude persistente num percurso lento e difícil,
mas que terá de ser colocado numa primeira linha de prioridades da nossa atuação.

No que concerne ao financiamento da atividade federativa teremos de tentar inverter a lógica


atual. O financiamento oriundo da administração pública desportiva deverá, fundamentalmente,
patrocinar os custos da estrutura, atividades de preparação dos atletas e apoio da atividade dos
clubes e atletas, devendo a generalidade da organização de competições procurar tornar-se auto-
suficiente e, até mesmo, resultar em mais valia em termos financeiros. Nuns casos precisamos de
muito mais público, noutros de muitos mais participantes. E noutros, de uma reflexão ponderada
sobre o modo como se constroem os programas-horário e os calendários competitivos, aspetos e
áreas onde poderemos detetar atualmente vários constrangimentos à evolução da modalidade.

O mercado e as famigeradas audiências, mais uma vez acabam por condicionar todo o
processo de financiamento. No entanto, muito mais poderia ter sido feito e variadas fontes de
financiamento foram pura e simplesmente ignoradas. Casos de projetos específicos a apresentar
aos municípios, financiamento europeu via Programa Erasmus Plus, entre outros projetos que bem
podiam ter sido apresentados a entidades privadas.

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Quanto ao relacionamento interpares, entre os órgãos dirigentes da federação e os seus
associados, melhor que ninguém serão os associados a fazer a sua própria avaliação. Mas nos
últimos anos a carruagem federativa foi avançando muito aos solavancos nesta matéria.

Mas, o maior constrangimento que encontramos à partida para um novo mandato, tem a ver
com o que tem sido feito, ou não tem sido feito pela atual Direção. Não se pode atribuir a culpa de
todos os males do passado recente à crise financeira. Porque o atual presidente nessa altura já era
vice-presidente da FPA, desempenhando funções na estrutura FPA desde 1983. Teria obrigação de
saber, em finais de 2012, que estava a prometer no seu Programa Eleitoral “mundos e fundos” que
dificilmente teria capacidade de cumprir, porque a tal crise que serviu de desculpa em 2016 já existia
há muito.

Por outro lado, temos dito que não basta ter sonhos e afirmar que “agora é que vai ser”. Tudo
isto de acordo com as circunstâncias do momento. A circunstância atual será a pandemia Covid-19.
“pandemia é oportunidade para repensar o atletismo” ... “pandemia originará a criação de um plano
audaz para desenvolver o atletismo”, refere a imprensa, atribuindo estes slogans ao presidente da
FPA. Este tipo de atuação tem sido um dos maiores constrangimentos ao desenvolvimento da
modalidade. Ou seja, pensar que pode, sem poder. Porque não tem organização, não existe
liderança, não há cultura de trabalho em equipa e delegação de competências, não há confiança
nos membros da sua própria equipa e estimula-se o “dividir para reinar” como forma de manutenção
do poder.

E, quem sofre as consequências é o Atletismo.

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EIXOS DE INTERVENÇÃO

1. RELACIONAMENTO COM ASSOCIADOS


GABINETE DE APOIO À ATIVIDADE ASSOCIATIVA

Esta nova estrutura que pretendemos criar é uma antiga aspiração da maioria dos associados
da FPA, que continuam a sentir um distanciamento entre as suas cúpulas dirigentes e a Direção da
FPA. Entendemos que é necessário promover:
- Abertura da Direção da FPA ao movimento associativo, na perspetiva de em conjunto, em
parceria, em colaboração e com uma boa coordenação técnica e diretiva fazermos mais e melhor
do que tem sido feito até agora;
- Construção de processos e projetos adequados aos diferentes contextos e objetivos, simples
e de fácil execução e compreensão por todas as partes que neles intervierem.

A liderança do Gabinete ficará a cargo do Presidente António Nobre que contará com António
Costa (membro do Conselho Geral da FPA) como seu Adjunto e dois outros companheiros de
Direção (a designar), para a Ligação com as AAR´s. Tendo em vista este objetivo de ligação e
contactos de proximidade, o expectro associativo será dividido em três áreas ( NORTE / CENTRO /
SUL e ILHAS). Prestarão também serviço neste Gabinete, 2/3 técnicos e 3 assistentes
administrativos.
Por outro lado, será responsabilidade deste Gabinete o desenvolvimento do Plano de
Cooperação Estratégica com Municípios (PCEM).

ESQUEMA ESTRATÉGICO E CONCEPTUAL DO PCEM

MISSÃO Promoção da atividade desportiva de Atletismo nos escalões de formação

ATLETISMO, uma modalidade moderna, acessível e eclética capaz de se constituir como um potente veículo de promoção
VISÃO
de estilos de vida ativos e saudáveis e da formação desportiva e humana da juventude portuguesa.

Aumento do nível de Aumento da oferta de


Constituição de Bolsas
Promoção e divulgação do participação dos jovens em Melhoria da qualidade de atividade para
METAS de Dirigentes e de
Atletismo atividades desportivas no vida Treinadores em todo o
Voluntários
âmbito do Atletismo território nacional

Aumento dos índices de Aumento dos índices de Aumento dos índices Aumento dos índices de
VETORES Aumento da prática prática de Atletismo com prática de Atletismo por de prática de Atletismo participação em
ESTRATÉGICOS desportiva federada acompanhamento técnico crianças e jovens por jovens do género competições de âmbito
qualificado portadores de deficiência feminino nacional e internacional

Rentabilização de
PRINCÍPIOS Colaboração e Cooperação Práxis Sinergias Fomento
Recursos
Produtividade, Diálogo Intersectorial, Diálogo
OBJETIVOS Promover a Prática Desportiva, Educar para o Desporto e pelo Desporto
Interegeracional
Comunicação e
EIXOS Prática Desportiva / Eventos Formação
Sensibilização
DIVULGAÇÃO, COOPERAÇÃO, PARCERIAS

PLANO DE COMUNICAÇÃO MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO

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PARCERIAS DE TRABALHO COM ASSOCIADOS EXTRAORDINÁRIOS DA FPA
PARA REGULAÇÃO DE ATIVIDADES

Consideramos ser uma responsabilidade da FPA o estímulo á intervenção dos associados


extraordinários, no âmbito das suas obrigações estatutárias, contribuindo assim para uma maior
interação entre as diversas classes representadas e toda a estrutura da nossa modalidade, seja
associativa ou federativa.
Um dos compromissos que assumimos é apoiar as Associações de Atletas de Alta
Competição de Atletismo e a Associaçao de Treinadores de Atletismo a retomarem a sua atividade,
bem como construir parcerias com as restantes associações de classe: na formação dos seus
associados e produção de documentação, na organização da Gala Anual do Atletismo, no processo
de organização do calendário nacional e na luta contra o doping, entre outras temáticas.
Neste contexto pretende-se estabelecer parcerias de trabalho, regulando de modo organizado
as diversas atividades aí incluídas, dando como primeiro exemplo a parceria no âmbito das AÇÕES
DE FORMAÇÃO, que, caso seja assim entendido em conjunto, poderão ser levadas a cabo pela
FPA e pelos associados extraordinários, no que diga respeito aos seus membros ou associados,
cujo quadro de identificação das necessidades é o seguinte:

DIAGNÓSTICO DAS NECESSIDADES DE FORMAÇÃO – FPA


. FORMAÇÃO EXECUTIVA
. liderança
. estratégia e finanças
. gestão de crises
(DESTINADA A DIRIGENTES E COORDENADORES DA ESTRUTURA FEDERADA CENTRAL E DA ESTRUTURA ASSOCIATIVA)

. FORMAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO E GESTÃO


. gestão e manutenção de infraestruturas desportivas
. organização e gestão de eventos desportivos
. gestão e coordenação de equipas
. formação inicial e intermédia de dirigentes
. formação avançada de dirigentes
(DESTINADA A DIRIGENTES E COORDENADORES DA ESTRUTURA FEDERADA CENTRAL E DA ESTRUTURA ASSOCIATIVA)

. FORMAÇÃO EM ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL


(DESTINADA A ATLETAS, TREINADORES,JUÍZES E DIRIGENTES DE TODA A ESTRUTURA FEDERADA E ASSOCIATIV

. FORMAÇÃO DE TREINADORES
((DESTINADA A TREINADORES, PROF´s DO 1º E 2º CICLOS E ANIMADORES DESPORTIVOS DE CLUBES, MUNICÍPIOS E AAR´s)

. FORMAÇÃO EM ARBITRAGEM
(DESTINADA A JUÍZES E TODOS OS AGENTES ENVOLVIDOS NO ATLETISMO)

. FORMAÇÃO EM SAÚDE BÁSICA


. suporte básico de vida
. cuidados básicos de saúde
. reabilitação da condição física
(DESTINADA A ATLETAS DE ALTO RENDIMENTO E RESPETIVOS TREINADORES)

. FORMAÇÃO EM APOIO ADMINISTRATIVO


. assistente administrativo e gestão documental
. logística e aprovisionamento
. apoio á gestão
(DESTINADA A ASSISTENTES ADMINISTRATIVOS DA FPA E DA ESTRUTURA ASSOCIATIVA)

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2. DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Neste Eixo de Intervenção incluímos um conjunto de atividades e projetos, cujo
desenvolvimento é transversal, em termos territoriais, como são os casos do PCEM ou do Projeto
de Acompanhamento de Jovens Talentos/Promessas sub 18 e sub 20 e a criação de Centros de
Apoio ao Treino.

Quanto ao PCEM resta acrescentar ao Esquema Estratégico e Conceptual já apresentado na


pág. 6, que é uma ferramenta que permite uma interação de proximidade com os Municípios, através
de dois importantes instrumentos – os Jogos Municipais de Atletismo (fase municipal, fase distrital
e fase nacional), no centro das cidades, e o Programa “O Atletismo vai á Escola”.

Enquanto que os Jogos exigirão a organização de competições simplificadas (a estruturar


pela DTN) em 3 momentos distintos do ano escolar, para cada uma das fases – 1º período/defeso
da época de atletismo – Férias da Páscoa – última quinzena do ano, já o Programa “O Atletismo
vai à Escola” é uma iniciativa de divulgação e promoção da modalidade junto dos alunos, do pessoal
docente e não docente do 1º e 2º ciclos, por intermédio de brochuras, flyers, vídeos e contactos com
os nossos campeões já retirados da atividade competitiva de alto rendimento.

Em termos de acompanhamento de jovens na sua fase de formação desportiva e Percurso


para o Alto Rendimento, o contexto ótimo seria termos em todo o território nacional uma rede de
pesquisa de novos valores e um conjunto de Centros de Apoio ao Treino, onde poderíamos
desenvolver um conjunto de trabalhos diferenciados:

(1) Um sistema de internato, em que os jovens vivam, estudem e treinem, acompanhados


por um ou mais técnicos especializados, um tutor na escola e mantendo a ligação ao seu
treinador, clube e associação de origem.
(2) Um sistema de externato, onde os jovens façam diversas concentrações e/ou estágios
ao longo do ano, acompanhados pelos seus treinadores pessoais.

Numa primeira fase, pretendemos estabelecer parcerias com dois municípios, um a sul e
outro a norte, criando assim os primeiros Centros de Apoio ao Treino.

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3. ESTRUTURA ORGÂNICA

CONSELHO GERAL DA FPA


(órgão não estatutário - de consulta da Direção – a criar após AG Eleitoral)

Esta nova estrutura será presidida pelo ex. presidente da FPA, Fernando Mota e será um
orgão de consulta da Direção da FPA, que reunirá duas a três vezes por ano. Serão convidados
para fazerem parte deste Conselho os 3 anteriores presidentes da FPA, bem como presidentes das
AAR´s no ativo com mais de 16 anos de cargo e ainda os atletas medalhados olímpicos da nossa
modalidade. Farão também parte do Conselho outras personalidades da nossa modalidade, que
poderíamos designar por “senadores”, alguns dos quais já aceitaram o nosso convite, num claro
sinal de apoio à nossa Candidatura (ver abaixo):lho
Manuela Machado Campeã do Mundo e da Europa de Maratona
Ana Isabel Oliveira Diretora do Projeto Olímpico do SL Benfica / Treinadora de atletas olímpicos e membro da missão
olímpica 2016 como treinadora / Ex. Atleta internacional / Ex. Vice- Presidente da AA Algarve
Rita Borralho Atleta olímpica em 1984 / Vencedora das maratonas de Lisboa 91, Barcelona 82
New Jersey 86 / Diretora da marca RB Running
Natália Moura Ex. atleta internacional 4x100/4x400m / Ex. DTR da AA Vila Real / Profª Educação Física
Isabel Crespo Médica das modalidades do Sporting CP
Cecília Carmo Jornalista e empresária / Ex. Diretora da RTP / Presença em vários Jogos Olímpicos (RTP)
Artur Lara Ramos Ex Presidente da AA Algarve e do Cross das Amendoeiras / Ex. DTR AA Algarve
Acácio Oliveira Ex. Presidente da AA Aveiro / Presidente da IPSS – Creche Shalom de Agueda /Juiz Social do Tribunal de
Menores da Comarca de Aveiro / Deputado Municipal na AM Oliveira do Bairro
José Abreu Ex. Presidente da AA Lisboa / Ex. Atleta internacional / Diretor Executivo da Xistarca
João Coelho Presidente do Conselho de Arbitragem da AA Braga / Juiz Nacional (NTO) desde 2016 / Pós-Graduado
em Gestão de Inovação / Licenciatura em Gestão
António Fragoso Vice-Presidente da ANJA / DTR da AA Guarda / Juíz Árbitro Nacional / Treinador de Atletismo
Fonseca e Costa Treinador de Alto Rendimento (várias medalhas mundiais e europeias - Aurora Cunha e Carla Sacramento)
Alcino Pereira Treinador de atletas olímpicos e de jovens talentos / DTR da AARA Madeira
João Campos Treinador de Alto Rendimento (várias medalhas olímpicas, mundiais e europeias)
Treinador de Fernanda Ribeiro, Rui Silva, Jéssica Augusto / Professor Universitário
Joaquim Neves Professor de Educação Física e Treinador de jovens talentos
José Barradas Treinador de Alto Rendimento e de jovens talentos
Júlio Cirino Rocha Treinador de atletas olímpicos e de jovens talentos
Miguel Lucas Treinador de atletas olímpicos e jovens talentos / Psicólogo desportivo de Alto Rendimento
António Costa Ex. Diretor de Marketing da FPA / Árbitro Internacional da World Athletics
Professor Universitário / Responsável pelo Marketing da SAD do Estoril Praia
Pedro Branco Presidente da Comissão Médica e Antidoping da European Athletics
Fernando Mota Ex. Presidente da FPA / Ex. Diretor Técnico Nacional

INOVAÇÃO: O Presidente da Associação de Atletas de Alta Competição e o Presidente da Associação de


Treinadores de Atletismo de Portugal terão assento nas reuniões do Conselho Geral da FPA.

GABINETE DE LIGAÇÃO INTERNACIONAL


Este novo gabinete será coordenado pelo presidente da FPA e terá como seu adjunto António
Costa (desde sempre, o mais novo Oficial Técnico da World Athletics), tendo como missão recuperar
posições em termos internacionais, tanto na European Athletics, como na World Athletics. Pretende-
se recuperar o espaço, entretanto perdido, nos organismos internacionais, promovendo uma
aproximação estratégica e usando todos os recursos de ordem político- diplomática para atingir esse
objetivo.
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AGRUPAMENTOS DE ZONA / CENTROS DE FORMAÇÃO DOS AGRUPAMENTOS

Este projeto é determinante para o desenvolvimento da estratégia de proximidade entre


todo o movimento associativo da nossa modalidade e a obtenção de resultados bem mais
satisfatórios que os dos últimos anos, tanto no plano desportivo, como organizacional. Contudo,
entendemos que a estruturação pormenorizada deste projeto terá de ser levada a cabo entre a
Direção da FPA e as Direções da Associações Distritais, aproveitando o que de melhor já foi posto
em prática no passado e expurgando os aspetos mais negativos da dinâmica anterior.

Assim, deixaremos para os últimos meses de 2020 a definição conjunta e com detalhe da
organização que pretendemos levar à prática, com vantagens para todos.

Foto: Diário@tual

CONGRESSO NACIONAL DE CLUBES

Este projeto é essencial para a introdução de uma nova dinâmica de desenvolvimento do


atletismo português. Onde todos os clubes passam a ter um espaço e um ponto de contacto, não
somente durante o congresso propriamente dito, mas também durante o tempo que medeia entre
congressos. Entendemos que nunca deverá ser violada uma regra que consideramos basilar para
o bom funcionamento das instituições e boa articulação informativa: toda a informação que chegue
á FPA via clubes de uma determinada Associação Distrital ou Regional terá de ser obrigatoriamente
partilhada com essa Associação.

Constituir-se-á uma Comissão Organizadora, após consulta levada a cabo pela Direção da
FPA junto dos clubes. Esta Comissão será coordenada pela dirigente e treinadora Ana Isabel
Oliveira, membro do Conselho Geral da FPA.

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4. AÇÕES ADMINISTRATIVAS ..... E CELEBRATIVAS
RECONSTITUIÇÃO DA CNEC

A Comissão Nacional de Estrada e Corta-Mato (CNEC) foi criada em 1995, cujo primeiro
presidente foi o nosso candidato à Presidência da FPA, António de Carvalho Nobre e funcionou até
2013, altura em que o atual presidente da FPA decidiu extingui-la. Daí para cá, a FPA deixou de ter
uma forma organizada de regular a organização de provas de estrada e trail running.
A reconstituição da CNEC, que poderá passar a chamar-se CNECT (Comissão Nacional de
Estrada, Corta-Mato e Trail Running) é uma exigência de todos, para o interesse de todas as partes
envolvidas neste setor de atividade: FPA, AAR´s, ATRP, APOPA, Municípios e organizadores de
provas em geral.
Em 1995, a CNEC foi presidida por um dirigente da FPA e contou com um grupo de trabalho
escolhido pelo seu presidente (contando com Medidores Oficiais e outros elementos) e teve o
patrocínio do então presidente da FPA. Em 2020 irá acontecer rigorosamente o mesmo. O
dirigente responsável por este organismo de trabalho na nova Direção da FPA será o Vogal da
Direção Aretino Vieira Mota (Treinador de Atletismo, Juíz de Atletismo e de Triatlo e Campeão
Nacional de Trail Running – V50) que contará com os Medidores internacionais Américo Chaves
(Grau A), António Freire (Grau B) e João Cândido (Grau B) e Mário Duarte, todos eles ex. membros
da CNEC, entre outros.

ATLETISMO ADAPTADO / VETERANOS / TRAIL RUNNING


No que diz respeito a estes setores do Atletismo, cada qual terá uma estrutura de gestão
própria, mas com articulação de medidas e projetos com as suas instituições representativas, em
conjugação direta com as Associações Distritais e Regionais.
Farão parte da Direção Técnica Nacional, os Técnicos Nacionais de Atletismo Adaptado,
Veteranos e Trail Running.
No que respeita a equipamentos para representação nacional, competirá à FPA o
fornecimento dos respetivos equipamentos com os símbolos nacionais, tal como se procede com
todas as restantes representações nacionais e iremos corrigir todas as situações que ainda ocorram
fora deste contexto que referimos.
Os campeonatos nacionais dos respetivos setores serão da competência da FPA, co-
organizados com as associações representativas dos mesmos e com as AAR´s.
Neste domínio a interação entre a Direção da FPA, Direção Técnica Nacional e as
associações representativas de cada setor, vai ser uma realidade bem diferente do que tem
acontecido até aqui, até porque estas entidades terão interlocutores diretas nas estruturas de gestão
da FPA citadas acima.

COMISSÃO PARA AS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA FPA


As Comemorações do Centenário ocorrerão no último trimestre do ano de 2021.
Pretendemos que sejam comemoradas com o brilho, a dignidade e o impacto que os nossos
antecessores, os nosso campeões e o historial da nossa modalidade neste seu primeiro século de
vida exigem e merecem. Pouco mais deveremos acrescentar neste momento, a não ser que
pretendemos comemorar com a máxima dignidade possível o centenário da nossa modalidade. E
com a contribuição e participação de TODOS.

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5. ORGANIZAÇÃO DA DIREÇÃO

Na constituição da equipa diretiva, tomámos em conta, em primeiro lugar, as bases estratégicas do


nosso programa e o que pretendíamos levar a cabo no mandato que se avizinha. Somente depois
disso, procedemos á escolha dos elementos que irão fazer parte da nossa equipa. Ou seja, não
adaptamos projetos e estruturas em função das pessoas que temos, mas, bem pelo contrário,
definimos primeiro o que pretendemos fazer e em seguida escolhemos aqueles que mais garantias
nos dão para levar a cabo as ações que estão acometidas ao pelouro que vão gerir e dirigir, com a
respetiva e necessária delegação de competências.
INOVAÇÃO: O Presidente da Associação de Atletas de Alta Competição e o Presidente da Associação de
Treinadores de Atletismo de Portugal terão assento nas Reuniões da Direção da FPA sempre que sejam
debatidos e decididos assuntos que digam específicamente respeito a estas Associações.

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6. GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
Todas as organizações fornecem “inputs” aos seus membros de uma forma fixa ou variável,
formal ou informal, documentada ou não. Com um “input” pobre, os funcionários são forçados a
adivinhar qual é o objetivo que a organização quer que alcancem, criando-se alguma confusão em
relação ao seu papel na organização. No que diz respeito à Federação Portuguesa de Atletismo, o
que parece estar a acontecer é a inexistência de “inputs” fortes, bem definidos e com a clareza e
transparência que se exigiria.
Privilegiaremos o desenvolvimento do trabalho constituindo equipas com solidez e
dinâmica de ação em grupo, num verdadeiro espírito de equipa. O exemplo virá de cima, e a
direção da FPA terá de acumular competência, profissionalismo, dedicação e empenho com um
empenhado espírito de corpo, numa ótica de aperfeiçoamento do desempenho.
Num plano de intervenção exterior à FPA iremos pugnar pela revisão do atual Decreto-Lei nº
267/95 de 18 de outubro que institui o Estatuto do Dirigente Desportivo, de modo a que seja
aprovado na Assembleia da República um Estatuto condizente com o trabalho desenvolvido por
dirigentes associativos e federativos.

No que concerne à Formação já identificámos o tipo de intervenção que pretendemos realizar


e apresentámos o Diagnóstico das Necessidades de Formação (pág. 7 deste Programa). Deste
modo poderemos operacionalizar ações que tenham efeito imediato no desenvolvimento da
atividade federada. Um dos aspetos muito importantes a considerar será a formação dos quadros
associativos (dirigentes, técnicos e administrativos). Nada pior do ponto de vista da gestão do que
elaborar planos de formação a metro, sem proceder com rigor á sua efetiva avaliação, tendo em
conta a sua utilidade e impacto. Formar por formar sem que se garanta que quem é formado
vai exercer imediatamente a seguir, é uma irresponsabilidade e um desperdício muito nocivo.

GALA ANUAL DO ATLETISMO


Analisando os Relatórios de Atividade de 2000 a 2019, o Relatório da FPA de 2000, verifica-
se que a Atribuição de Distinções Honoríficas é um “dossier” que tem sido praticamente ignorado,
muito em especial após 2013.

. A exaltação daqueles que, entre todos nós, se distinguem é uma obrigação pública de quem
dirige e uma ação de responsabilidade social. Daí ser nossa intenção realizar com regularidade no
final de cada época desportiva a GALA ANUAL DO ATLETISMO. Estimularemos as nossas
Associações Distritais e Regionais a fazerem o mesmo, criando para o efeito um Fundo de Apoio á
Celebração do Mérito (fotos abaixo publicadas pelas AAR´s respetivas e por orgãos CS locais).

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7. FINANCIAMENTO
A estratégia a desenvolver em termos de captação de financiamento e de gestão da sua
aplicação é fulcral para a eficácia da nossa ação e o desenvolvimento da modalidade. É imperativo
que se procure racionalizar o financiamento, tendo em conta que o quadro competitivo nacional e
regional deveria ser suportado por financiamento privado ou municipal, num esforço de captação
mais intenso da parte de todos, enquanto que os custos de estrutura e a atividade desportiva e
formativa seriam apoiados pelo Estado. Mais uma vez, independentemente da autonomia de cada
órgão e associado, seria útil desenvolver uma metodologia de ação concertada para que se atinjam
os fins propostos. Procuraremos seguir as seguintes linhas de ação:

1º - Discussão mais apertada e objetiva, com objetivos melhor definidos com a administração
pública desportiva, de modo a valorizar o estatuto de Utilidade Pública Desportiva da FPA e
fortalecer o apoio consignado nos contratos-programa regulares. Para além do financiamento
tradicional, iremos apresentar projetos tendo em vista a celebração de novos contratos-programa
nas seguintes atividades:
- Programa “O Atletismo vai à Escola”;
- Planos de Desenvolvimento por Setor;
- Congresso Nacional de Clubes;
- Competições internacionais de topo.
2º - Desenvolvimento de parcerias com unidades de apoio aos estágios, racionalizando
despesas de modo expressivo em relação ao passado.

3º - Captação de apoio financeiro mais expressivo (do que acontece atualmente) junto dos
municípios, por intermédio dos contratos-programa específicos direcionados à concretização do
Plano de Cooperação Estratégica com Municípios.

4º - Apresentação de candidaturas a fundos europeus;

5º - Dinamização do financiamento privado. Um dos exemplos que poderemos aqui enunciar


será a criação da figura “Patrono” para os diferentes setores do Atletismo, numa perspetiva de apoio
continuado, tendo em vista os Jogos Olímpicos de Tokyo 2020 (que mantêm a designação apesar
de serem realizados em 2021) e de Paris 2024, numa dinâmica de captação do patrocínio de
algumas das maiores empresas a operar em Portugal (para a concretização deste objetivo serão
operacionalizadas parcerias estratégicas que envolvam marcas de renome nacional e internacional
e uma das televisões e será também criada a figura do angariador de patrocínios para que mais
eficazmente se atinjam os objetivos propostos).

FINANCIAMENTO ASSOCIATIVO
No domínio do apoio à atividade associativa a nossa aposta no reforço das condições de
trabalho das associações distritais é claríssima, criando a oportunidade para o surgimento de um
verdadeiro desenvolvimento regional. Note-se que, o orçamento global de base da FPA será o
mesmo, seja qual for a candidatura que assuma a gestão federativa, pelo que, a maior capacidade
de gestão e de controlo, determinará uma muito mais eficiente aplicação das verbas disponíveis,
com evidente vantagem para todos. Acresce que, acreditamos ser possível, com a nossa dinâmica
de intervenção e trabalho, aumentar significativamente o financiamento da nossa atividade,
nomeadamente em termos de angariação de patrocínios e apoio autárquico.
António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 14
O financiamento da atividade das Associações Distritais e Regionais terá em conta, de modo
integrado o descrito nos 4 pontos seguintes:

1. DUODÉCIMOS ..... (valor total atual = 800.000€)


. para 2021 – valor total = 866.000€
(396.000€ valor base fixo
+ 470.000€ valor administrativo variável + valor desportivo variável)
- aumento de 15.000€ para 18.000€ no valor base fixo, para cada Associação Distrital;
. para 2022 – valor total = 910.000€
(440.000€ valor base fixo
+ 470.000€ valor administrativo + valor desportivo variável):
- aumento para 20.000€ no valor base fixo, para cada Associação Distrital;
. OBJETIVO – 1 MILHÃO DE EUROS NO FINAL DO MANDATO.

NOTA: Estes aumentos no valor base fixo, melhorando a dotação das AARs para fazer face
aos custos de estrutura, somente farão sentido se, em simultâneo, (atenção aos sublinhados)
criarmos um conjunto de medidas de financiamento com discriminação positiva, em função
da apresentação de projetos e desenvolvimento de atividades. E é isso que faremos.

2. FUNDO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO REGIONAL (FADR)


. Criação de um Fundo para desenvolvimento de projetos no âmbito do apetrechamento,
formação de recursos humanos, apoio a clubes.
. A dotação deste fundo provirá da angariação de patrocínios e apoios no setor privado: 50%
das verbas obtidas nesta serão canalizadas para o FADR.

NOTA: Os apoios para a organização de competições nacionais e internacionais, serão


inscritos no orçamento específico do Departamento de Competições, não sendo por isso
incluídos neste Fundo

3. FUNDO DE APOIO À CELEBRAÇÃO DO MÉRITO (FACM)


. Criação de um Fundo para apoio à Celebração do Mérito nas suas várias vertentes em que
se incluem as Galas Anuais do Atletismo.
. A dotação deste fundo provirá também da angariação de patrocínios e apoios no setor
privado: 50% das verbas obtidas nesta rubrica serão canalizadas para o FACM.

4. PLANO DE COOPERAÇÃO ESTRATÉGICA COM MUNICÍPIOS (PCEM)


. Os dois instrumentos de operação deste plano serão os Jogos Municipais de Atletismo e o
Programa “O Atletismo vai à Escola”.
. A adesão dos municípios a este plano implica uma comparticipação financeira da sua parte
(valor a acertar aquando da estruturação técnica do Plano) que será distribuìda do seguinte
modo:
- 25% - para fazer face aos custos da estrutura central do Plano;
- 75% - para distribuir pelas AARs.

NOTAS: (a) Se a evolução da pandemia assim o permitir, este plano arrancará no Outono
de 2021, no decorrer do 1º período escolar;
. (b) Estimando numa fase inicial uma adesão média de 6 municípios por distrito,
calcula-se que o resultado a apurar, após contabilização de todos os custos decorrentes,
ronde os 15.000 euros anuais para cada AAR.

António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 15
8. COMPETIÇÕES E LOGÍSTICA
DEPARTAMENTO DE COMPETIÇÕES E ARBITRAGEM
O Departamento de Competições e Arbitragem é um dos setores onde urge executar trabalho
apurado. Como já se disse atrás o atletismo necessita de público. E para atrair o público teremos
de criar novos formatos organizativos. Este departamento, liderado pelo Vice-Presidente Carlos
Miranda, conta com uma equipa muito experiente e, agora sim, motivada para o desenvolvimento
da atividade que lhe está acometida.

Dizemos, agora sim, em sintonia com o relatório de situação 2017/2020 que foi apresentado
a esta nossa Candidatura pelo atual Presidente do Conselho de Arbitragem.

Quanto ao que propomos, entendemos que os programas-horários das nossas competições


têm de ser reanalisados. Ninguém assiste durante várias horas a qualquer espetáculo, muito menos
quando há uma grande tendência para não se cumprirem os horários previstos. A criação de
espetáculo no decorrer das competições, a promoção de concursos, a exploração positiva dos
tempos mortos das competições foram alguns dos ingredientes que já há alguns anos estão
associados ao êxito de modalidades como o basquetebol americano, o wrestling ou o vólei de praia.
E na nossa opinião algumas destas práticas que têm tido sucesso noutros países e noutras
modalidades, com a respetiva adaptação ao nosso contexto e aos diferentes tipos de competições
que organizamos, poderão ser boas alavancas para a captação de novos atletas, espetadores e
patrocinadores. Este é um dos principais assuntos que queremos discutir ao nível da DTN em
ligação com os Diretores Técnicos Regionais (DTR´s) e com as Associações, de modo a vir a ser
aprovado um novo figurino competitivo em Assembleia-Geral da FPA. Não temos receitas, mas
procuraremos em conjunto dinamizar e melhorar as competições que organizamos.

Pretende-se operacionalizar um conjunto de medidas que venham dar um impulso na


qualidade organizativa das nossas competições:
- instituindo um Manual de Procedimentos do Departamento de Competições e Arbitragem;
- criando um sistema de candidaturas para atribuição das competições nacionais a 2 anos;
- fornecendo vestuário uniformizado para todos os juízes e árbitros num curto espeço de tempo;
- atualizando a tabela de prémios dos juízes.

GABINETE DE EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS


A FPA, em conjunto com as suas Associações terão permanentemente que intervir junto de
outras entidades no sentido de promover uma progressiva melhoria dos equipamentos e meios para
uso em treino e competição:
- para a construção e apetrechamento de pistas, sobretudo simplificadas, em zonas
consideradas prioritárias;
- para o apetrechamento das pistas existentes, viabilizando-as para a sua utilização plena;
- para a recuperação de pistas degradadas, consideradas prioritárias.

António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 16
A criação deste novo Gabinete, liderado pelo Vice-Presidente João Paulo Maia e contando
com a assessoria especializada de Carlos Paixão Lopes, ex. Diretor-Geral da Mondo Portugal e
membro da Mesa da Assembleia-Geral e Conselho Geral da FPA, entre outros elementos também
ligados ao Departamento de Competições, será uma mais valia na identificação das melhores
opções de equipamento e apetrechamento das infraestruturas e instalações de atletismo existentes
ou das que venham a ser criadas a partir de 2021.

QUADRO COMPETITIVO

A elaboração do calendário competitivo é uma tarefa conjunta levada pelos dirigentes


responsáveis pelo Departamento de Competições, Alto Rendimento e Seleções Nacionais,
Gabinete de Apoio Integrado e pelo Diretor Técnico Nacional, sob a coordenação-geral do
Presidente da FPA, devendo envolver também a estrutura associativa e representantes da APOPA,
ATRP e ANAV.

Respeitando os objetivos estratégicos da FPA, tendo em conta as datas das competições


internacionais da modalidade e os prazos para a obtenção de mínimos e de inscrição, terá de ser
apresentada uma primeira proposta de calendário às Associações até ao final do mês de julho de
cada ano, permitindo a análise de propostas para alterações e a elaboração atempada dos
calendários regionais/distritais.

O calendário competitivo é uma ferramenta determinante para o processo de captação,


fixação, preparação e competição. Temos de criar um calendário adequado aos diversos contextos
(local, regional, nacional e internacional) tendo como objetivo final a aquisição do estado de forma
desportiva, de avaliação da mesma para a posterior seleção.

Vamos colaborar com os organizadores dos meetings e Associações envolvidas, na


reformulação do regulamento do “Circuito de Meetings”, dando-lhe uma maior visibilidade,
divulgação atempada e atualização dos resultados. Com revigorização deste circuito pretendemos
promover um quadro competitivo de pista de qualidade, apoiar os melhores atletas nacionais e
colaborar com o processo de fidelização às competições nacionais de pista. Integrado neste circuito
de meetings iremos organizar pelo menos um “Meeting Internacional de Pista”. Ao nível do Corta-
Mato e para aumentar a oferta competitiva e realçar a aposta nesta área e disciplina iremos apoiar
a organização de um “Cross Internacional”.

Foto: FPA

António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 17
9. MARKETING E COMUNICAÇÃO
Na liderança das federações desportivas, em constante competição entre si, não pode ser
veiculado o conceito de que para viver feliz é preciso viver-se escondido. Há que fazer um esforço
criativo e explorar todos os meios ao alcance. Utilizando os meios e métodos tradicionais e usando
a força das novas tecnologias.

Falta-nos uma estratégia de comunicação, de relações públicas e imagem que seja eficaz e a
jusante possa produzir melhores resultados em termos de captação de apoios e patrocínios. Este é um
dos desafios mais arrojados para qualquer Direção da FPA e uma das tarefas mais difíceis que
teremos pela frente. Não será por acaso que os resultados dos últimos tempos têm sido o que se
tem visto, ou melhor, o que se não tem visto. Teremos que encontrar os profissionais certos e as
parcerias adequadas para recolocar o Atletismo no lugar que já ocupou, nomeadamente na década
de 90 e primeiros anos do novo milénio.

Muito trabalho está por fazer. Não dependendo da nossa ação, mas podendo dar um
contributo importante, temos a obrigação de tentar influenciar alterações significativas no que
concerne ao Serviço Público de Rádio e Televisão, diretamente ou em associação com o Comité
Olímpico de Portugal e a Confederação do Desporto de Portugal.

Os nossos campeões merecem que o país não se esqueça dos seus feitos e a Federação
tem a obrigação de desenvolver uma campanha sistemática de promoção dos seus ídolos e heróis.
Ao fazê-lo, promove também a modalidade no seu todo e será um excelente contributo para a
captação de mais jovens para a prática. Uma parte dessa campanha terá mesmo de ser orientada
para a captação de praticantes em idades jovens.

A nossa capacidade de comunicação será medida pela forma como se operacionalizam as


várias técnicas de marketing conhecidas. Claramente terá que haver uma muito maior aposta na
publicitação das principais ações e dos mais importantes eventos. É importantíssimo termos
novamente nas televisões, em direto ou diferido, os principais eventos do atletismo nacional. O
atletismo tem de chegar ao grande público com regularidade e essa será uma das nossas principais
apostas. A captação de novos praticantes e de espetadores e a angariação de apoios e patrocínios
são os panos de fundo de uma nova estratégia de marketing integrado que será posta em prática.

Os novos desafios trazidos pela internet terão também de ser explorados de modo muito mais
ativo do que tem acontecido. Esta é uma ferramenta fundamental que deverá ser otimizada por
todos. Referimo-nos à estrutura central da FPA mas também a todo o movimento associativo. Em
cada canto do país, o movimento atlético tem de reunir esforços e usar ferramentas similares de
modo a passar com a maior eficiência possível a mensagem.

É importante não confundir Marketing e Comunicação com angariação de patrocínios. Mas,


para captarmos mais financiamento do que os irrisórios valores dos anos anteriores, teremos de
trabalhar de modo bem diferente. A ideia será trabalhar com profissionais da área, estabelecendo
parcerias com vantagens mútuas.

Por outro lado, pretendemos criar um novo projeto na área da responsabilidade social,
encaixando-se precisamente nesta nova estratégia.

António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 18
FUNDAÇÃO ATLETISMO PORTUGAL

A FPA como grande instituição, cuja missão tem uma abrangência nacional e que se
catapulta além fronteiras, tem a obrigação de desenvolver projetos de responsabilidade social. O
país e os nossos concidadãos rever-se-ão na nossa modalidade de outra forma e olharão para nós
com outros olhos. Por isso mesmo e ao abrigo da Lei-Quadro das Fundações nº 24/2012 de 9 de
julho, revista pela Lei nº 150/2015 de 10 de setembro, é nossa intenção instituir a Fundação
Atletismo Portugal e solicitar o seu reconhecimento público de acordo com o previsto na lei.

Mais ainda, sabendo-se que este projeto é pioneiro, no contexto das federações desportivas.
A nossa federação tem a obrigação de adotar posturas, comportamentos e ações que promovam o
bem-estar do seu público interno e externo

Seja em termos de Responsabilidade Social Empresarial, envolvendo um amplo espectro de


beneficiários, envolvendo a qualidade de vida e bem-estar dos nossos Associados e filiados, mas
também a redução de impactos negativos na comunidade e meio ambiente. O que nos leva a
perspetivar uma Responsabilidade Social Ambiental com preocupações genuínas com o Meio
Ambiente e questões socioambientais.

Pretendemos também dar realce a uma claríssima mudança comportamental e de gestão,


que envolva maior transparência, ética e valores no relacionamento com todos os nossos parceiros.

in Youtube Empresa Nota 10

António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 19
10. DIREÇÃO TÉCNICA NACIONAL
Os objetivos da FPA passam pelo aumento do número de filiados, a melhoria do rendimento
desportivo médio, a obtenção de resultados e classificações de excelência, fundamentalmente nas
grandes competições internacionais da modalidade. Pretendemos um crescimento e
desenvolvimento da modalidade sem que a procura da concretização de um destes objetivos ponha
em causa o todo. A Direção Técnica Nacional é um dos setores-chave para o crescimento e
desenvolvimento da nossa modalidade, uma modalidade “para todos e para toda a vida”.

Os projetos e ideias resumidos a seguir funcionarão como molas e alavancas da nossa


organização, no terreno, com a contribuição de todos, na base de um compromisso sólido rumo a
um futuro melhor. Por isso mesmo, é para a nossa equipa fundamental a organização e trabalho
conjunto entre os dirigentes responsáveis por vários setores (Atletismo Infanto-Juvenil, Desporto
Escolar, Apoio Integrado) e o Diretor Técnico Nacional, envolvendo as respetivas equipas e toda a
estrutura do atletismo, dirigente e técnica, das Associações.

DIREÇÃO TÉCNICA NACIONAL / DIREÇÃO TÉCNICA REGIONAL

Nos dois últimos mandatos assistimos à desarticulação de uma estrutura técnica e não só
pelo desaparecimento da figura do DTN nos primeiros quatro anos. Em diversos contextos foram
evidentes os sinais de desautorização dos técnicos da Direção Técnica Nacional e dos Diretores
Técnicos Regionais (DTR´s). Critérios de seleção que não são respeitados; reuniões com DTR´s
totalmente monopolizadas por elementos da Direção da FPA; falta de tempo para que os técnicos
presentes apresentem ideias e debatam propostas; alterações das ordens de trabalho, falta de
respostas a um conjunto de propostas apresentadas por diversos agentes desportivos…

Sem liderança técnica de topo, muito mais dificilmente se obtém a articulação e eficácia nas
ações que conduzam ao sucesso. Com esta Direção, o Diretor Técnico Nacional voltará a ser o líder
e uma equipa de técnicos, constituída pela estrutura técnica central (DTN) e distrital/regional (DTR).
Um efetivo trabalho em equipa com o Diretor Técnico Nacional a liderar uma estrutura técnica de
apoio à atividade desenvolvida pelas Associações com uma interação eficaz e concreta.

Os Diretores Técnicos Regionais devem reunir com regularidade, de acordo com os planos
e projetos que pretendemos desenvolver, devendo a convocatória a enviar para as Associações
conter uma ordem de trabalhos, sendo lavrada uma ata da reunião.

Sempre que necessário serão realizadas reuniões, presenciais ou online, por zonas, bem
como reuniões de trabalho da equipa técnica do setor juvenil onde se incluem os responsáveis dos
Centros de Formação a recuperar e representantes dos Agrupamentos de Associações.

António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 20
MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE TREINO, RECUPERAÇÃO E COMPETIÇÃO

Não podendo chegar da mesma forma a todos os locais iremos tendo em conta a análise da
situação, o levantamento objetivo das necessidades, e sempre em função das possibilidades,
contribuir para a melhoria das condições treino, recuperação (apoio em diferentes áreas) e avaliação
dos atletas. Para esta tarefa contamos com a colaboração das Associações/DTRs e do Gabinete de
Equipamentos e Infraestruturas a criar por esta Direção.

Até ao final de 2021 pretendemos implementar o projeto “Centros de Apoio ao Treino” (CAT)
envolvendo as Autarquias disponíveis e interessadas em fazer parte do mesmo, a Associação da
área, o Ministério da Educação, as Escolas, Institutos e Universidades, os clubes e os treinadores
dos atletas a apoiar.

Com este projeto, que terá de ser discutido com as Associações, procuramos concentrar os
recursos humanos, materiais e financeiros existentes, contribuindo para a sua rentabilização, para
um mais efetivo acompanhamento e controlo dos modelos de treino elaborados e a implementar
pelo (s) sector (s), para o aumento da taxa de fixação e sucesso de atletas e treinadores.

Os CAT, em diferentes variantes, um a norte e outro no centro/sul de Portugal, podem ter as


seguintes caraterísticas:

• Multidisciplinares, abarcando a maioria (se possível a totalidade) das disciplinas;

• De setor, como o de Lançamentos (já existente em Leiria e Ramalde/Porto), ou do Meio-


Fundo e Fundo ou em casos específicos de uma disciplina, como é o caso do Salto com Vara;

• Em regime de permanência (tipo centro de estágio) e/ou de utilização pontual.

Nesta 1ª fase temos por objetivo estabelecer parcerias para a implementação de dois CATs, um a
norte e outro no centro/sul de Portugal continental, mas acreditamos que rapidamente o número
será aumentado.

António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 21
SETOR JUVENIL

É urgente reorientar o setor do atletismo jovem voltando a perguntar o que é um Juvenil, o


que se pretende ao nível do seu processo de desenvolvimento, ao nível do seu quadro competitivo?
No âmbito dos cursos de Treinador de Atletismo é defendido que na etapa de Desenvolvimento
(iniciados e juvenis) os atletas devem “Treinar para treinar e desenvolver as capacidades
condicionais e técnicas de um grupo de disciplinas”. Na etapa seguinte (especialização) o júnior
deve “Treinar para competir e especializar numa disciplina”. Assim, no imediato vamos recuperar o
estatuto do setor juvenil deixando de o anexar ao júnior.

É também urgente organizar uma equipa técnica do setor juvenil liderada pelo respetivo
Treinador Nacional do setor, constituída por especialistas do desenvolvimento e treino do atleta
juvenil, pelos responsáveis dos Centros de Formação e com elementos da DTR´s.

É necessário reconhecer e dignificar o papel do “treinador formador” bem como o do “clube


formador”, tendo por base a aplicação dos conceitos na documentação criada sobre as etapas de
carreira do jovem atleta. Vamos fazer uma significativa aposta na formação e reciclagem do
“treinador especialista da atividade com jovens”, com a realização de pelo menos uma concentração
por ano em cada um dos Centros de Formação de Atletismo, de dois estágios nacionais do sector
juvenil, das jornadas técnicas do CAR e do Seminário do Atletismo Juvenil. Em todas as iniciativas
contamos com os DTR´s.

Pretendemos produzir com os DTR´s propostas de reformulação do regulamento geral de


competições para os escalões jovens, especificamente no que diz respeito às propostas existentes
para o programa de provas dos escalões de Benjamins e Infantis. Temos de desenvolver e aplicar
programas coerentes com o apresentado no Curso de Treinadores de Grau I, torneios de fácil
implementação e ajuizamento e que sejam motivantes e estimulantes para as crianças a envolver.

Como já referimos neste programa, o calendário competitivo é uma ferramenta determinante


para o processo de captação, fixação, preparação e competição. É urgente a organização correta
estruturação e divulgação atempada de um calendário juvenil adequado aos diversos contextos
(local, regional, nacional e internacional), ao calendário escolar, e ao quadro competitivo (nacional
e internacional) do Desporto Escolar.

Pretendemos desenvolver com os DTR´s o projeto de “Circuito de Meetings Jovem”,


integrando os que já são uma realidade e motivando as Associações e Clubes a organizarem
Encontros que possam vir a ser considerados no circuito. O quadro competitivo de qualidade para
estes importantes escalões não pode resumir-se aos Campeonatos Nacionais da categoria e
competições nacionais em representação das suas Associações.

CENTROS DE FORMAÇÃO

Pretendemos também proceder à recuperação dos Centros de Formação de Atletismo


(CFA) como importantes estruturas de acompanhamento do processo de treino dos nossos atletas
mais jovens.

Após a necessária análise e discussão da situação, devem ser implementados CFA bem
localizados e apetrechados e com equipas técnicas especialistas no trabalho com jovens, para a
aplicação de modelos de intervenção definidos pela DTN/DTR, com um papel fundamental do setor
Juvenil e dos DTR´s das Associações onde serão implementados.

António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 22
Cada CFA será uma estrutura de promoção e difusão de qualidade, com um programa de
atividades adaptado á sua zona, região de intervenção, visando fundamentalmente:

• formar adequadamente os técnicos para que, correta e eficazmente possam planificar, aplicar e
controlar o Processo de treino dos atletas mais jovens;
• promover o Atletismo procurando estratégias, adequadas ao contexto da região, que permitam
a fixação de um maior número de praticantes à modalidade;
• possibilitar a melhoria do rendimento desportivo médio, preparando corretamente o caminho
para patamares superiores de rendimento desportivo;
• facilitar o acesso dos atletas mais aptos aos patamares superiores da prática da modalidade.
Serão importantes contributos para a criação de “viveiros” de médio e alto rendimento em diferentes
zonas do país, para reforçar o trabalho de equipa entre a DTN e a DTR, com a aplicação de projetos
de modelos intervenção adequados aos locais de implementação dos CFA.

FORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO

É necessário reforçar a oferta de formação específica na modalidade, imprescindível para a


revalidação do título profissional de treinador de desporto, abarcando todo o país, disciplinas e
temporada desportiva. Esta tarefa implica a mobilização da DTN e DTR´s com a apresentação de
propostas, modelos de intervenção adequados ao escalão e realidade onde o treinador desenvolve
a sua atividade.

Na procura da qualificação dos nossos treinadores, iremos reforçar a aposta nos contactos
internacionais, proporcionando a ida ao estrangeiro, a congressos, conferências de reconhecida
qualidade e interesse de técnicos portugueses, e convidaremos técnicos estrangeiros de
reconhecida competência e capacidade pedagógica para estarem presentes em iniciativas de
formação e reciclagem de treinadores e atletas.

Pretendemos desenvolver em colaboração com especialista do atletismo adaptado,


documentação específica para esta área do atletismo, que sirva de apoio para ações de formação
de técnicos do atletismo adaptado.

Já em 2021 iremos organizar, em colaboração com as Universidades, Politécnicos e Institutos


responsáveis pela formação inicial de professores (diferentes ciclos) e treinadores de desporto, um
fórum sobre a abordagem e ensino do atletismo nos diferentes ciclos do ensino escolar obrigatório.
Estas instituições já solicitaram ou estão a preparar o pedido de equivalência para a atribuição do
Grau I ou II de Treinador de Atletismo sendo importante a realização deste encontro nacional.

Para este “Fórum do Ensino do Atletismo” procuraremos o apoio do Conselho Nacional de


Professores e Profissionais de Educação Física (CNAPEF) e Sociedade Portuguesa de Educação
Física (SPEF).

Ao Longo de 2021 iremos reformular ou atualizar os manuais específicos e apresentações de


apoio dos Cursos de Treinadores, respeitando o modelo de formação de treinadores e os
referenciais existentes.

Dando continuidade ao sucesso do “Dossier do Professor”: fundamentos correr, saltar, lançar”


apresentado em dezembro de 2012, iremos elaborar um “dossier digital” com material de apoio para
a formação e reciclagem dos docentes de educação física. De realçar que este dossier, iniciativa da
DTN de 2008 a 2012, serviu de base a muitas ações de formação de professores sobre a
“abordagem do atletismo na educação física”.

António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 23
ATLETISMO INFANTO-JUVENIL E ESCOLAR

A motivação de uma criança ou jovem para a prática do Atletismo, a sua fixação na


modalidade é significativamente influenciada pela forma como esta lhe é apresentada, pela
qualidade do processo de desenvolvimento, pela existência de um quadro competitivo, estimulante,
apelativo e regular.

Ao longo dos próximos anos iremos recuperar, reformular ou desenvolver um conjunto de


projetos para apresentar ao Ministério da Educação/Gabinete do Desporto Escolar. Vários
continuam a ser realizados no âmbito do Centro de Formação Desportiva de Desporto Escolar
Atletismo com o apoio das autarquias da área de implementação, que farão parte deste Programa.

Uma das iniciativas que queremos desenvolver poderá designar-se “O Atletismo vai à
Escola”. Esta iniciativa, a desenvolver em colaboração com as Associações e com um importante
papel da DTR, será incluída no Plano de Cooperação Estratégica com Municípios (referido
anteriormente).

Implica o interesse da uma autarquia em aderir ao plano que será aplicado


(preferencialmente) em escolas do 1º e 2º ciclo próximas de locais apropriados para a prática do
Atletismo para crianças e clubes com Escolas de Atletismo para receber os alunos motivados para
a modalidade.

A partir de uma Ação de Curta Duração, onde são apresentadas aos docentes propostas
simples e motivantes de abordar o atletismo no 1º ciclo (3º e 4º ano) e 2ª ciclo (5º e 6º anos)
passamos para a proposta de atividades/torneios intraescolas a realizar em pavilhões.

Da nossa parte (DTN/DTR´s) seremos responsáveis pela formação dos docentes e


elaboração dos programas, específicos para as diferentes realidades, competindo à autarquia
aderente, às escolas e docentes envolvidos, as restantes tarefas de organização das sessões de
“treino” e dos torneios em pavilhão.

O programa “O Atletismo vai à Escola” será mais uma iniciativa de divulgação e promoção da
modalidade junto dos alunos, do pessoal docente e não docente do 1º e 2º ciclos, por intermédio de
brochuras, flyers, vídeos e onde pretendemos envolver os nossos campeões já retirados da
atividade competitiva de alto rendimento, mas que muito podem transmitir e ensinar aos mais novos.

PARCERIAS COM MINISTÉRIO EDUCAÇÃO / GABINETE DESPORTO ESCOLAR

Ao longo dos anos foi sendo reforçada a parceria, a diferentes níveis com o Gabinete do
Desporto Escolar, com projetos tão emblemáticos como o Corta-Mato e o Mega. Julgamos ser o
momento para na base dos dados dos últimos anos, dos efeitos e consequência da pandemia que
vivemos, avançar com eventuais propostas de reformulação e novos desafios.

Temos de trabalhar com o Gabinete do Desporto Escolar na elaboração atempada do


calendário competitivo, para beneficio dos alunos e atletas; apresentar propostas de modelos de
competição simples e motivantes tornando-as mais leves ao nível do tempo necessário e dos
recursos humanos e financeiros implicados; propostas de ensino e aprendizagem do atletismo em
contexto escolar que tenham em conta as indicações do perfil de saída dos alunos no 12º ano e das
aprendizagens essenciais definidas para a disciplina de Educação Física, fundamentalmente no que
diz respeito ao Atletismo.

António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 24
Tentaremos, junto do Gabinete Coordenador do Desporto Escolar, recuperar já para 2021 as
“concentrações Mega”, iniciativa prevista desde o primeiro ano de existência do projeto Mega.

Será uma atividade coordenada pelos Centros de Formação a implementar, onde


procuraremos contar com o apoio dos CFD Atletismo do DE existentes. Em 2019/20 eram sete:
Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio, P. Lanhoso; Agrupamento de Escolas Dona Maria II,
VN Famalicão; Agrupamento de Escolas da Maia; Agrupamento de Escolas Ovar Sul, Aveiro;
Agrupamento de Escolas Fernando Pessoa, Lisboa; Agrupamento de Escolas Algueirão, Sintra;
Agrupamento de Escolas Casquilhos, Barreiro.

Estas concentrações serão destinadas aos melhores alunos das fases local do projeto Mega
acompanhados dos seus professores. Serão encontros de aprendizagem, aperfeiçoamento,
motivação e fixação à modalidade, para os alunos detetados e selecionados. Os docentes irão
participar numa Ação de Curta Duração.

António de Carvalho Nobre ... TRANSPARÊNCIA E PROXIMIDADE ... todos somos poucos 25
11. GABINETE DE APOIO INTEGRADO
Este novo Gabinete contará com dois dirigentes (Cipriano Lucas e João Junqueira) e dois
assistentes administrativos e funcionará em ligação estreita com a Direção Técnica Nacional. É esta
estrutura que abarcará também o Departamento Médico da FPA, que como será desejável prestará
um apoio multidisciplinar aos atletas incluídos no PAAR, Projeto Olímpico, aos praticantes de Alto
Rendimento, de um modo geral.

Este Gabinete será também responsável pela condução dos planos operacionais de
desenvolvimento por setores, destacando-se o Plano de Ação para o Meio-Fundo e Fundo,
apresentado genericamente a seguir.

PLANO DE AÇÃO PARA O MEIO-FUNDO E FUNDO (OBJETIVO 2026)

Este Plano é um objetivo estratégico de curto/médio e longo prazo, numa tentativa de


recuperação do fulgor que este setor já evidenciou no passado. O primeiro objetivo a contabilizar
tem por ambição colocar atletas em todas as disciplinas de Meio-Fundo e Fundo do programa dos
Europeus de Pista de 2026, com 30% deles a obter a posição de finalista.

Farão parte deste objetivo a criação dos Centros de Apoio ao Treino referidos na pág. 8 deste
Programa, bem como um outro conjunto de ações estratégicas, medidas operacionais e um conjunto
de atividades, que se descrevem:
- Estruturação do modelo de organização da carreira do atleta de Meio-Fundo e Fundo;
- Reformulação do Regulamento Geral de Competições;
- Conceção do Quadro Competitivo do Meio-Fundo e Fundo;
- Interação com o Desporto Escolar e Universitário;
- Programação dos instrumentos de deteção, seleção e acompanhamento de talentos;
- Definição e atribuição de apoios a Atletas / Treinadores / Clubes;
- Organização no final de cada época do Fórum para a Competividade do Meio-Fundo e
Fundo.

A coordenação deste plano estará a cargo do Vogal da Direção João Junqueira.

Foto: FPA

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12. ALTO RENDIMENTO E SELEÇÕES NACIONAIS
Queremos recuperar o espírito de partilha e de pertença, a noção da importância de um efetivo
trabalho de uma grande equipa, que com a FPA (Direção e DTN) irão contribuir a diferentes níveis para
que as crianças e jovens detetados e selecionados sejam fixados à modalidade, e com o tempo se
desenvolvam através de um adequado processo de treino e venham a ser selecionados para representar
Portugal nas grandes competições internacionais da modalidade.

Alguns foram motivados para o atletismo na sua Escola, quase todos participaram em provas
da campanha “Viva o Atletismo”, particularmente no “Olímpico Jovem”. Nenhum dos atletas que em
Agosto de 2016 participou nos Jogos Olímpicos do Rio surgiu no anterior ciclo olímpico, sendo todos
produto de um prolongado, sistemático e organizado processo de treino que na sua maioria
ultrapassa os 3 ciclos.

A conjugação do talento atlético, do saber e disponibilidade dos seus treinadores, com o


apoio dos clubes, Associações e FPA, tem permitido que vários sejam integrados nos diferentes
níveis e Projetos de apoio, que apresentam no topo a integração no projeto de Preparação Olímpica.
A primeira medida a tomar, passa pela reanálise do nosso sistema de acesso ao alto rendimento e
das tabelas de prestação desportiva.

Em simultâneo com a recuperação da figura do DTN (na realidade, bem entendido, tem sido
o atual presidente da FPA que tem desempenhado este cargo) voltaremos a ter o cargo de
Selecionador Nacional da FPA a ser desempenhado pela mesma pessoa, podendo ser nomeados
responsáveis técnicos para diferentes competições. Os resultados e classificações obtidas nas
grandes competições internacionais são a face visível, mais mediática da atividade desenvolvida
pela DTN no acompanhamento do processo de treino dos nossos melhores atletas, e respetivos
treinadores, na procura de melhorar as suas condições de trabalho, recuperação e competição
visando a preparação da sua presença nas várias Seleções Nacionais. Mas é necessário a
existência de um Selecionador Nacional que elabore e divulgue atempadamente os critérios de
seleção, que devem respeitar as orientações estratégicas da Direção da FPA, que acompanhe todo
o processo de preparação e competição dos atletas.
Este importante setor de atividade será liderado pela Vice- Presidente, Susana Feitor.

PROJETO ATLETA - MILITAR


Este Projeto terá de ser desenvolvido por instituições governamentais, mas competirá à FPA
desenvolver os esforços e a sensibilização para que o mesmo veja a luz do dia. Ou seja, haverá
que desenvolver um conjunto de contactos com a administração pública desportiva, o COP e o
Ministério da Defesa, no sentido de tornar realidade este projeto antes do final do mandato.

Este projeto será uma réplica do que foi feito na Guarda Fiscal e GNR nos anos 90 levando
aos Jogos Olímpicos e Mundiais atletas como José Ramos, João Junqueira e Alberto Maravilha,
com apoio sistematizado ao longo da carreira e garantia de emprego no pós-carreira (como
exemplo, veja-se o que se passa em países como a França, Alemanha, Itália, Polónia, Brasil, entre
outros …. nos Jogos de Londres 2012 em 450 membros da delegação alemã 189 eram militares e
das 44 medalhas conquistadas, 21 foram por militares). Iremos articular ações com outras
federações desportivas, no sentido de dar dimensão e “peso” a este projeto.

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LUTA CONTRA O DOPING

A luta contra o Doping é, para além de uma forma de preservação da saúde dos praticantes
desportivos, uma forma de preservação da verdade desportiva e, desse modo, de um desporto
limpo, onde os princípios de ética desportiva sejam rigorosamente respeitados. Junto da ADOP
intensificaremos o acesso dos nossos treinadores ao Programa Nacional de Formação de
Treinadores, promovido por esta instituição.

Iremos, sem margens para quaisquer dúvidas, intensificar esta campanha. É algo que vai
para além das questões de ordem legal, é um imperativo ético de que não abriremos mão e não
estaremos dispostos a branquear. E fá-lo-emos porque entendemos que atletas e jovens como as
das fotos seguintes exigirão de nós essa postura e não nos perdoariam um alívio no “estado de
alerta”. É pois um imperativo educativo, social e de honra.

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C R O N O L O G I A DE A Ç Õ E S
DATAS AÇÕES

1 NOV /DEZ 2020 Apresentação de Plano de Atividades e Orçamento para 2021 (AG)
Decisão sobre forma de organização dos Agrupamentos de Zona
Constituição e 1ª Reunião do Conselho Geral da FPA
1ª Reunião do Gabinete de Crise Covid-19
2 1º trimestre 1ª Reunião de Presidentes até final de Janeiro (aprovação de novas regras de
de 2021 financiamento associativo)
Discussão, análise e aprovação de modelo para a fase final do Olímpico Jovem
2ª Reunião do Gabinete de Crise Covid-19
Reuniões DTN/DTR´s para análise do modelo a escolher para o PCEM e Plano de
Ação para o Meio-Fundo e Fundo
1ª Reunião da Comissão para a Comemoração do Centenário da FPA
3ª Reunião do Gabinete de Crise Covid-19
Fornecimento de novos equipamentos aos Juízes de Atletismo
Apresentação do Relatório e Contas de 2020 (AG)
3 2º Trimestre Reuniões com Assoc. Nacional de Municípios e IPDJ para apresentação do PCEM
de 2021 4ª Reunião do Gabinete de Crise Covid-19
2ª Reunião da Comissão para a Comemoração do Centenário da FPA
Reuniões com Municípios e AAR´s para elaboração de parcerias e protocolos de
ação dos PCEM´s
Reuniões com Municípios onde serão instalados os primeiros Centros de Apoio ao
Treino
5ª Reunião do Gabinete de Crise Covid-19

4 3º Trimestre Abertura de candidaturas aos Centros de Apoio ao Treino (regimes de internato e


de 2021 externato)
3ª Reunião da Comissão para a Comemoração do Centenário da FPA
Reuniões com COP, IPDJ, Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Ministro
da Defesa e Ministro da Administração Interna para apresentação das bases de
lançamento do Projeto Atleta-Militar
1ª Reunião da DTN/DTR`s para elaboração de Calendário 2021/22
Reunião Final DTN/DTR´s para afinação técnica final do Calendário 2021/2022
4ª Reunião da Comissão para a Comemoração do Centenário da FPA
2ª Reunião do Conselho Geral da FPA
2ª Reunião de Presidentes
Aprovação do Calendário 2021/22 (antes de abrir o período de transferências)
5 4º Trimestre Inauguração dos Centros de Apoio ao Treino – início do ano letivo
de 2021
Organização da fase municipal dos 1ºs Jogos Municipais de Atletismo
Lançamento do Programa “O Atletismo vai à Escola”

Comemoração do Centenário da FPA


Organização da Gala Anual do Atletismo
Organização do Fórum para a Competitividade do Meio-Fundo e Fundo
Apresentação do Plano de Atividades e Orçamento para 2022

6 1º trimestre Organização dos Congressos Distritais ou Regionais de Clubes


de 2022 3ª Reunião de Presidentes
Apresentação do Relatório e Contas de 2021
7 2º trimestre Organização do Congresso Nacional de Clubes
de 2022
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NOTA FINAL
De facto, nos tempos que correm, aqueles que mais beneficiam do futuro são os que estão
dispostos a idealizá-lo e a construí-lo. Neste sentido, é necessário criar o futuro com imaginação,
seguindo a lógica de um pensamento aberto, com convicções filosóficas, doutrinárias e culturais,
capacidades de dedução e flexibilidade organizacional. Com a ousadia necessária e suficiente para
imaginar uma nova arquitetura, partindo à conquista de cenários exequíveis. De tal modo que se
atinjam patamares de desenvolvimento que permitam projetar a nossa federação para um plano
destacado, no panorama das instituições de interesse público e nacional.

É óbvio que não temos grandes dúvidas que as mudanças, mesmo quando previsíveis são
quase sempre entendidas como ameaçadoras. A maioria das pessoas não se sente bem com
mudanças. Atingimos a maioridade numa época de relativa estabilidade pessoal e económica.
Vimos os nossos pais serem recompensados pela sua capacidade de aguentar ano após ano e
acabamos por influenciar o destino das organizações de que somos membros e líderes. As
empresas e as organizações também são, por norma, lentas a responder às mudanças e a acionar
no seu seio mecanismos de mudança e de resposta aos estímulos vindos do exterior.

Uma palavra de esperança num futuro melhor é o que queremos deixar bem vincado.
Esperança na nossa capacidade de construir em conjunto através de processos simples e objetivos
uma nova dinâmica, com uma nova visão estratégica. Esperança na capacidade de realização da
nossa equipa, gente experiente e com provas dadas tanto ao nível técnico, como operacional e
político-desportivo.

Não somos de prometer o que sabemos não conseguir alcançar. Nem seremos surpreendidos
certamente por questões de vária ordem, nomeadamente a financeira, área que não depende em
exclusivo do nosso controlo direto. Mas somos pessoas com disponibilidade, dedicação, empenho e
competência, com vidas profissionais de sucesso, com uma imensa paixão pela nossa modalidade,
dispostas a assumir um compromisso sólido com todos os agentes da modalidade, querendo dar
um contributo para que o atletismo seja a modalidade olímpica de referência e se desenvolva de norte
a sul de Portugal Continental e Regiões Autónomas.

É, pois, o momento de atuar com determinação, congregando esforços e identificando as formas


de atuação mais adequadas, com coerência e sustentabilidade, na conceção de um novo paradigma
organizacional. Pelo que, será determinante, como já se disse e repetiu, uma transformação de atitudes,
vontades e posturas para que se atinja o patamar de desenvolvimento que esta organização exige e
merece, por forma a que a Federação Portuguesa de Atletismo possa cumprir com dignidade e elevados
padrões de qualidade, eficiência e eficácia, a sua missão.

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LISTA CANDIDATA AOS ÓRGÃOS SOCIAIS - FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ATLETISMO
(para o quadriénio 2020/2024)

Presidente
António Florêncio de Carvalho Nobre

Direcção
Presidente - António Florêncio de Carvalho Nobre
Vice-Presidente – Susana Paula de Jesus Feitor
Vice-Presidente – Carlos Lineu Cerqueira Miranda
Vice-Presidente – Paulo Jorge Antunes Alves
Vice-Presidente - João Paulo Pires da Maia
Vice-Presidente – Serafim Fernando Nogueira Alves Gadelho
Vice-Presidente - Cipriano dos Santos Lucas
Vogal - João Manuel Pereira Junqueira
Vogal - Sandra Marisa da Piedade William Turpin
Vogal - Isabel Maria Paulos Toledo Oliveira
Vogal - Raquel Cavaco Ricardo Nunes
Vogal - Aretino Vieira Mota
Vogal - Manuel António Proença Ferreira

Mesa da Assembleia-Geral
Presidente - Fernando Vitório Frazão
Secretário - Carlos Fernando Paixão Lopes
Secretária - Rita Maria Varela Borralho

Conselho de Justiça
Presidente – Fernando Paulo da Silva Gonçalves
1º Vogal – Jorge Manuel Vieira de Barros
2º Vogal – Paula Alexandra Marques Mendes Gomes Ribeiro

Conselho Disciplinar
Presidente – Nuno Alberto Rodrigues Dias da Costa
1º Vogal – Sara Sofia Pires Barata
2º Vogal – Carlos Manuel Damásio da Cunha

Conselho Fiscal
Presidente – Acácio Almeida de Oliveira
1º Vogal – Ricardo Fialho Alves
2º Vogal – Mário Manuel Paulo Duarte

Conselho de Arbitragem
Presidente - Teodoro Gonçalves Neto da Silva Marujo
1º Vogal - Maria Clarisse da Silva Duarte
2º Vogal - Paulo Jorge Alexandre Aldeagas

Diretor Técnico Nacional: José Castro de Barros


Mandatário: José Vicente Moura
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