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PLANO DE GERENCIAMENTO DE

RESÍDUOS SÓLIDOS – PGRS

EBRAE EMPRESA DE ENGENHARIA


LTDA

ATIVIDADE
Extração de Cascalho

LOCAL
Fazenda Roça de Cima

MUNICÍPIO
Euclides da Cunha

Responsável Técnico
Jéssica Maria Costa Fonseca
Engenheira Ambiental
CREABA 0517494000

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PLANO DE GERENCIAMENTO DE

RESÍDUOS SÓLIDOS – PGRS

EBRAE EMPRESA DE ENGENHARIA LTDA

ATIVIDADE
Extração de Cascalho

LOCAL
Fazenda Roça de Cima

MUNICÍPIO
Euclides da Cunha

Responsável Técnico
Jéssica Maria Costa Fonseca
Engenheira Ambiental
CREABA 0517494000

Julho de 2021

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ÍNDICE

1 – INTRODUÇÃO ....................................................................................................................................... 5
2 – DIRETRIZES DO PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS –
PGRS ................................................................................................................................................................. 5
2.1 – Objetivo ............................................................................................................................................. 5
2.2 – Abrangência.................................................................................................................................... 5
2.3 – Definições ........................................................................................................................................ 6
2.3.1 – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) .................................... 6
3 – IDENTIFICAÇÃO DO GERADOR ................................................................................................... 6
4 – RESÍDUOS GERADOS ....................................................................................................................... 6
5 – PLANO DE MOVIMENTAÇÃO ........................................................................................................ 9
5.1 – Descrição do Gerenciamento dos Resíduos.................................................................. 9
5.1.1 – Gestão de Resíduos ............................................................................................................. 9
5.1.2 – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS ................................. 10
5.2 – Ações de Gerenciamento de Resíduos Sólidos ........................................................ 12
5.2.1 – Objetivo ................................................................................................................................... 12
5.2.2 – Abrangência ............................................................................................................................. 12
5.2.3 – Definições .............................................................................................................................. 12
5.2.3.1 – Minimização / Redução na Fonte .......................................................................... 12
5.2.3.2 – Segregação na Origem ............................................................................................... 12
5.2.3.3 – Acondicionamento ........................................................................................................ 13
5.2.3.4 – Coleta e Transporte interno....................................................................................... 13
5.2.3.5 – Armazenamento ............................................................................................................. 13
5.2.3.6 – Reutilização ....................................................................................................................... 14
5.2.3.7 – Reciclagem........................................................................................................................ 14
5.2.3.8 – Coleta e Transporte externo...................................................................................... 14
5.2.3.9 – Tratamento ........................................................................................................................ 14
5.2.3.10 – Disposição Final ........................................................................................................... 14
5.3 – Estocagem Temporária ......................................................................................................... 14
5.4 - Treinamento de Pessoal......................................................................................................... 15
5.5 – Pré – Tratamento ....................................................................................................................... 16
5.6 – Coleta / Transporte Externo ................................................................................................. 16

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5.7 – Tratamento Externo.................................................................................................................. 18
5.8 – Educação Ambiental - Programa de Divulgação .................................................... 18
5.8.1 – Referências para o Sucesso do Programa. .......................................................... 19
5.8.2 – Conteúdo Programático ................................................................................................. 19
5.8.3 – Metodologia.......................................................................................................................... 22
6. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA ............................................................................................... 22
7 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................. 25

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1 – INTRODUÇÃO
O presente, Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS, baseou-se no

Termo de Referência elaborado pelo INEMA e é um dos documentos integrante

do sistema de gestão ambiental, baseado nos princípios da não geração e da

minimização da geração de resíduos, que aponta e descreve as ações relativas

ao seu manejo, contemplando os aspectos referentes à minimização na geração,

segregação, acondicionamento, identificação, coleta e transporte interno,

armazenamento temporário, tratamento interno, armazenamento externo, coleta e

transporte externo, tratamento externo e disposição final.

Este trabalho busca atender a demanda de documentos solicitados pelo INEMA –

Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos em conformidade como o

Decreto Estadual nº 14.024 de 06 de junho de 2012.

2 – DIRETRIZES DO PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS –


PGRS
2.1 – Objetivo

Fornecer subsídios para a aplicação das ações do PGRS visando o controle dos

resíduos sólidos gerados na área de extração e beneficiamento da empresa

“EBRAE EMPRESA BRASILEIRA DE ENGENHARIA S.A” para que se possa proteger e

melhorar a qualidade do meio ambiente, além de assegurar a utilização

adequada e racional dos recursos naturais.

2.2 – Abrangência

Este plano contempla todas as áreas geradoras de resíduos no âmbito do

empreendimento. Isto é, área de lavra.

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2.3 – Definições

2.3.1 – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS)

Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS):

É um processo que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos

sólidos no âmbito das empresas, contemplando a segregação na origem, coleta,

manipulação, acondicionamento, armazenamento, transporte, minimização,

reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final, conforme a Política

Nacional de Resíduos Sólidos, art. 11 e o Sistema Nacional de Informações sobre

a Gestão dos Resíduos Sólidos, SINIR, que é um dos Instrumentos da Política

Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) instituída pela Lei no. 12.305, de 2 de agosto

de 2010 e regulamentada pelo Decreto no. 7.404, de 23 de dezembro de 2010.

3 – IDENTIFICAÇÃO DO GERADOR
Os Resíduos, gerados durante a execução dos serviços na área do

empreendimento, são originados da extração de Cascalho. A empresa EBRAE

EMPRESA BRASILEIRA DE ENGENHARIA S.A, inscrita no MF do CNPJ sob o n°

86.766.961/0001-27, com sede à Rua Girlan do Carmo, 18, Bairro Santo Antônio do

Rio das Pedras, – Simões – Ba.

4 – RESÍDUOS GERADOS
São considerados resíduos sólidos aqueles gerados em estado sólido e

semissólido que resultam das atividades da mineração e processos industriais.

Os resíduos sólidos inorgânicos gerados quase a totalidade são de fragmentos do

cascalho gerados durante o processo de extração. A parcela restante de resíduos

é composta por pequenos cristais formados pela fragmentação da rocha em solo,

como os seixos rolados.

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a) Lixo Doméstico (resíduos comuns)

b) Resíduos Sólidos Perigosos

c) Resíduos Sólidos Não Perigosos

d) Resíduos Sólidos Não Perigosos

a) Lixo Doméstico (resíduos comuns)

Incluem-se nessa classificação todos os resíduos sólidos da Mineração que se

assemelham a resíduos domésticos. Considera-se lixo doméstico os resíduos

gerados nas áreas destinadas ao refeitório, escritório e demais áreas de uso

comum. Eles compreendem, na sua maioria, papéis e embalagens, plásticos e

restos de alimentos.

Os resíduos domésticos serão coletados em contentores apropriados em cores

padrões definidos pelo programa de coleta seletiva, em locais estratégicos, e

encaminhado para o local que a Prefeitura de Tucano, destina o lixo coletado na

sede.

Os resíduos orgânicos gerados no refeitório, bem como as embalagens

acumuladas serão acondicionadas em sacos plásticos e encaminhados para

destino final (compostagem e utilizada na adubação de áreas que serão

revegetadas).

b) Resíduos Sólidos Perigosos

Os resíduos sólidos potencialmente perigosos gerados na área do

empreendimento são: óleo lubrificante usado, tambores contaminados com óleo

lubrificante, filtro de óleo e trapos contaminados com óleo.

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Todo óleo que será usado no empreendimento será armazenado em um tambor

plásticos de 2,0m³, em área pavimentada, dotada de sistema de drenagem com

separador de água e óleo. O óleo inservível será destinado a oficina de

manutenção da empresa que fica no município de Cocos, que trabalham com

este tipo de óleo, na manutenção e conserto de veículos.

Os filtros de óleo, panos, trapos e demais resíduos contaminados com óleo, são

co-processados em forno de fábrica de cerâmica local, sendo, as cinzas

incorporadas aos blocos cerâmicos.

A estrutura do local do armazenamento temporário dos resíduos perigosos será

na oficina e deverá atender as seguintes medidas de proteção ambiental:

• Piso impermeabilizado por concreto;

• Cobertura e contenção lateral;

• Sinalização de identificação visando alertar visitantes;

• Iluminação e força para operações em situações de emergência;

• Sistema de comunicação com possibilidade de uso mesmo em situação

de emergência;

• Drenagem de águas pluviais.

c) Resíduos de Produtos Radioativos

No Empreendimento em questão não existirá geração de resíduos radioativos.

d) Resíduos Sólidos Não Perigosos

Os resíduos sólidos não perigosos mais importantes são:

− Estéril gerado na lavra a céu aberto;

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Parte desses resíduos serão utilizados nas áreas que estão sendo estabilizada as

erosões e a outra parte será usada na adubação (no caso do pó).

Os resíduos serão armazenados de maneira a não possibilitar a alteração de sua

classificação e de forma que sejam minimizados os riscos ambientais. A

depender do estado físico dos resíduos, serão acondicionados em sacos

plásticos, tambores, e em pilhas.

A Classificação dos Resíduos baseou-se na Norma NBR 10.004 – “Resíduos

Sólidos – Classificação”, da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Segundo a norma brasileira ABNT, NBR 10.004:2004, resíduos sólidos são aqueles

que:

“resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial,

agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos

provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em

equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados

líquidos cuja particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública

de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções, técnica e

economicamente, inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.”

5 – PLANO DE MOVIMENTAÇÃO
5.1 – Descrição do Gerenciamento dos Resíduos

5.1.1 – Gestão de Resíduos

O manejo e controle de resíduos na área de extração e beneficiamento do

cascalho será realizado com base nos princípios abaixo:

• Não gerar resíduos;

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• Minimizar a geração dos resíduos;

• Minimizar a quantidade de resíduos enviados para aterros;

• Aumentar a quantidade de resíduos recicláveis;

• Cumprir a legislação e normas ambientais relativas a resíduos sólidos;

5.1.2 – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS

O instrumento utilizado para gestão dos resíduos sólidos é o PGRS, que

contempla os seguintes itens:

(1) Os procedimentos de manejo a serem adotados na segregação na origem,

coleta interna e armazenamento.

A redução será realizada com uma melhor acuidade no processo produtivo, e

todo resíduo (pó de argila) é destinado à adubação de áreas que serão

revegetadas cuja quantidade chega a 10% do volume produzido.

Os resíduos oriundos da atividade da lavra, fragmentos e o pó de argila terão os

seguintes destinos:

• O pó será utilizado como um dos componentes do adubo;

• Os grãos de quartzo e feldspatos serão utilizados na recuperação e

estabilização de áreas em processo de erosão.

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A Figura abaixo apresenta o fluxograma para o gerenciamento de resíduos

sólidos.

Origem dos Resíduos

Avaliação das
Possibilidades de
Controle na Fonte para
redução e minimização

Reutilização do Resíduo
Gerado em algum Ponto
da empresa

Classificação do Resíduo
Reciclável não Reaproveitável Não Reciclável

Identificação, Coleta,
Acondicionamento,
Não Reaproveitamento Sim

Doação
Acondicionamnto
Ações Preventivas e corretivas Disposição Final
para Evitar ou Reparar as
Transporte Conseqüências Resultantes de
Manuseio Incorreto ou
Incidentes Poluidores

Destinação Final

Figura 1 – Fluxograma do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

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5.2 – Ações de Gerenciamento de Resíduos Sólidos

5.2.1 – Objetivo

Definir os procedimentos relativos ao manejo, tratamento e disposição final, dos

resíduos sólidos gerados.

Plano deverá ser atualizado sempre que ocorrerem modificações operacionais,

que resultem na geração de novos resíduos ou na eliminação destes.

5.2.2 – Abrangência

Este procedimento aplica-se a todas as áreas do Empreendimento.

5.2.3 – Definições

5.2.3.1 – Minimização / Redução na Fonte

A minimização da geração de resíduos se baseia na adoção de técnicas que

possibilitem a redução do volume e/ou toxicidade dos resíduos e,

consequentemente, de sua carga poluidora. A redução na fonte consiste na

redução ou eliminação da geração de um resíduo de processo através de

modificações dentro do processo.

5.2.3.2 – Segregação na Origem

Separar os resíduos na área onde são gerados, pois, quando misturados, eles

tornam-se impuros, impedindo que possam ser reutilizados ou reciclados.

Também, quando são misturados resíduos incompatíveis, podem ocorrer reações

indesejáveis ou incontroláveis como: geração de calor, fogo ou explosão; geração

de gases tóxicos, etc.

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5.2.3.3 – Acondicionamento

Acondicionar os resíduos nos recipientes designados para cada um.

- Estabelecer procedimentos para o correto fechamento vedação e manuseio dos

recipientes, de forma a evitar vazamentos e/ou ruptura dos mesmos e portar

símbolo de identificação compatível com o tipo de resíduos acondicionados.

Não se Aplica

- Listar Equipamentos de Proteção Individual a serem utilizados pelos funcionários

envolvidos nas operações de acondicionamento/transportes de resíduos.

Luvas e máscaras

- Descrever os procedimentos para higienização dos EPI’s, fardamento,

equipamentos, recipientes e relação de produtos químicos associados.

- Apresentar planta baixa do estabelecimento, especificando as rotas dos

resíduos.

5.2.3.4 – Coleta e Transporte interno

Recolher os resíduos que foram devidamente acondicionados nas áreas onde

foram gerados, e transportá-los, através de equipamentos adequados ou

manualmente, pelas áreas internas do Empreendimento, até a área de

Armazenagem de resíduos.

5.2.3.5 – Armazenamento

Contenção temporária de resíduos em área autorizada pelo órgão de controle

ambiental, à espera de reciclagem/reutilização, tratamento ou disposição final

adequada.

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5.2.3.6 – Reutilização

Não se aplica.

5.2.3.7 – Reciclagem

Reuso ou recuperação de resíduos ou de seus constituintes por terceiros,

diminuindo assim a quantidade de resíduos lançados no meio ambiente, além de

contribuir para conservação dos recursos naturais não renováveis.

5.2.3.8 – Coleta e Transporte externo

Recolher os resíduos armazenados nos recipientes como sacos, baldes e

contentores e transportá-los, através de equipamentos adequados até os locais

de reutilização, tratamento ou disposição final.

5.2.3.9 – Tratamento

Esta operação não será necessária, visto que no empreendimento não será

utilizado produtos químicos.

5.2.3.10 – Disposição Final

Dispor o resíduo de forma definitiva em área apropriada como, por exemplo,

dispor o resíduo em aterro sanitário ou industrial.

5.3 – Estocagem Temporária

- Descrever a área de armazenamento temporários de resíduos, obedecendo as

seguintes medidas de segurança e proteção ambiental:

-Impermeabilização do piso:

Não se Aplica

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- Cobertura e Ventilação:

Não se Aplica

- Drenagem de Águas Pluviais:

Não se Aplica

- Drenagem de líquidos percolados e derramamentos acidentais:

Não se Aplica

- Bacia de Contenção:

Não se Aplica

- Isolamento e Sinalização:

Não se Aplica

- Acondicionamento Adequado

Não se Aplica

- Controle de Operação

Não se Aplica

5.4 - Treinamento de Pessoal

Nas reuniões da CIPA e nas visitas do técnico em segurança orienta-se o pessoal

envolvido no processo de extração de cascalho a usar máscaras, luvas e botas.

- Monitoramento da Área

Não se Aplica

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- Os “containeres” e os tambores devem ser rotulados e apresentar bom

estado de conservação

Não se Aplica

5.5 – Pré – Tratamento

- Descrever o princípio de funcionamento do equipamento de tratamento de

resíduos, especificando tipo, e quantidade de resíduos a serem tratados

Não se Aplica

- Descrever procedimentos a serem adotados em situações de funcionamento

anormal do equipamento.

Não se Aplica

- Especificar tipo, quantidade e características dos resíduos gerados pela

operação do equipamento de tratamento

Não se Aplica

- Assinalar em planta baixa a localização dos equipamentos de pré –

tratamento

Não se Aplica

5.6 – Coleta / Transporte Externo

- Especificar por grupo de resíduo, a frequência, horário e tipo de veículo

transportador.

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Não se Aplica

- Indicar Empresa responsável pela coleta externa (próprio gerador, Empresa

contratada etc.). Fornecendo nome, endereço, telefone /fax e os dados do

responsável técnico.

Não se Aplica

- Sistema de Coleta Seletiva (caso tenha) e identificação dos resíduos;

Não se aplica

- Descrever programa de treinamento da equipe de coleta;

Não se Aplica

- Anexar cópia de autorização de transporte de resíduos perigosos se for o

caso

Não se Aplica

- Logística de Movimentação até a destinação final

Não se Aplica

- Plano de contingência adotado pela empresa para os casos de acidentes ou

incidentes causado por manuseio incorreto.

Não se Aplica

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5.7 – Tratamento Externo

- Descrever o princípio tecnológico das alternativas de tratamento adotadas

para cada tipo de resíduo

Não se Aplica

- Indicar os equipamentos utilizado, informando o tipo marca, modelo,

características, capacidade nominal e operacional.

Não se Aplica

- Apresentar cópia da Licença Ambiental da Unidade Receptora

Não se Aplica

5.8 – Educação Ambiental - Programa de Divulgação e Sensibilização do PGRS

A Educação Ambiental sempre esteve presente desde os tempos mais primitivos.

Os homens dando-se conta de que seus rejeitos os incomodavam, seja pelo odor,

seja por outros fatores, trataram de eliminá-los, enterrando-os na areia. Ao ensinar

esta prática aos seus filhos, mesmo sem saber, eles estavam aplicando a

Educação Ambiental em suas vidas. Provavelmente, muitos mais que os homens

civilizados, outros seres da natureza demonstraram, ao longo da história, cuidado

e zelo pelo ambiente no qual estavam inseridos.

A Educação Ambiental é um processo permanente, no qual os indivíduos e

comunidades tomam consciência das questões relativas ao meio ambiente e

adquirem conhecimentos, valores, habilidades, experiências e determinação que

os tornam aptos a agir, individualmente e/ou coletivamente, no sentido de

resolver problemas ambientais, presentes e futuros. Assim, em todos os

segmentos da sociedade, a educação ambiental deverá se consolidar como

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elemento crítico para resolver a crise ambiental do mundo, capaz de assegurar,

não só a preservação dos recursos naturais, mas também a criação de um

código de respeito e responsabilidade ética para com a todos os seres e formas

de vida da terra.

5.8.1 – Referências para o Sucesso do Programa.

O programa de divulgação e sensibilização visando à implementação do PGRS

será contínuo e permanente, constituindo de várias etapas, que podem evoluir

em conteúdo e abordagem.

O importante é que o programa utilizará ferramentas capazes de fazer com que

os associados percebam, a partir deles mesmos, como todas as suas atividades

podem impactar o meio ambiente, seja desenvolvida fora, seja dentro da

Empresa. A partir disso, eles poderão estabelecer um plano ambiental pessoal,

com objetivos e metas muitos simples de ser atingidos, por meio de pequenas

mudanças de atitudes, tais como não jogar papel no chão, não desperdiçar água

ou energia, etc.

O programa traz grandes benefícios indiretos. Através do sentimento de

responsabilidade diante do “todo”, que os associados passam a adquiri, ocorre

uma grande motivação para opinar, sugerir e atuar em iniciativas que visem a

proteção do meio ambiente no próprio ambiente de trabalho.

5.8.2 – Conteúdo Programático

O programa está dividido em seções que avançam em conteúdo e abordagem

em todas as áreas da Empresa, que serão aplicados em forma de cursos,

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palestras e eventos, etc. A Empresa deverá promover anualmente no âmbito da

abrangência do programa, uma semana do meio ambiente onde serão

promovidas atividades como palestras, cursos: exposições de desenhos, pinturas,

gravuras, cartazes, cuja execução pode ser feita através de concursos com

distribuição de prêmios à comunidade envolvida.

O conteúdo de cada seção está descrito abaixo:

• Seção Eco-Eu

− O conceito de meio ambiente;

− Conceitos básicos de ecologia;

− O conceito de poluição;

− O conceito de educação ambiental;

− Ecossistemas e seus elementos;

− A educação ambiental e seus interesses históricos;

− A ecologia profunda: viver em paz com a natureza, a sociedade e consigo

mesmo;

− Conhecer para valorizar, valorizar para conhecer;

− A identidade cultural no lugar: o folclore, a literatura e os costumes;

− O ambiente natural e o ambiente construído.

• Seção "Dando-se Conta"

− A importância do autoconhecimento;

− A qualidade do meio ambiente interior;

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− A inter-relação das questões ambientais com as questões sociais e

individuais;

− O dar-se conta;

− Identificação dos fatores que pode causar a degradação ambiental do

lugar: o resgate do histórico e do ambiente local;

− Conceito de desenvolvimento sustentável e suas implicações;

− Recursos renováveis e não renováveis;

− Desenvolvimento sustentável e Ecoturismo.

• Seção "Eco Política"

− Direitos humanos e a Política Nacional de Meio Ambiente;

− Cidadania ambiental;

− Aspectos que devem ser considerados na definição da Política Ambiental de

uma Empresa.

− A cidadania ambiental e suas implicações;

• Seção “Minimização de Resíduos”

− Tipos de resíduos;

− O princípio dos três “Rs” (Reduzir, Reciclar e Reutilizar);

− A compostagem;

− Problemas relacionados como lixo urbano e demais resíduos gerados no

local-proposta de soluções;

− Aprendendo com o ciclo da natureza: a reciclagem como solução;

− Cadeia alimentar;

− A importância dos diversos seres da natureza;

− Os ciclos da natureza;

− A natureza e seus equilíbrios;

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5.8.3 – Metodologia

• Modalidades

O programa será implementado pela ação de multiplicadores formados por

profissionais habilitados na área de Educação Ambiental durante um curso 20

horas no qual o conteúdo programático descrito anteriormente será detalhado e

aprofundado.

Neste curso são utilizados vários recursos didáticos com a finalidade de tornar o

aprendizado uma atividade agradável tais como: vídeos, painéis, palestras,

dinâmicas de grupos, trabalhos comportamentais, etc.

• Condições gerais

Os cursos, palestras, e eventos em geral, serão realizados no auditório da

Empresa, e espaços fechados e livres. Serão usados recursos audiovisuais tanto

para o desenvolvimento do Curso de Formação de Multiplicadores de Educação

Ambiental. Como dos eventos de um modo geral.

6. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

NORMAS LEGAIS REGULAMENTAÇÃO

Lei 7799/01 Legislação Ambiental do Estado da Bahia

Decreto 7967/01

NBR 10004/87 Resíduos sólidos – Classificação

NBR 10005/87 Lixiviação de resíduos – Procedimento

NBR 10006/87 Solubilização de resíduos – Procedimento

NBR 10007/87 Amostragem de resíduos – Procedimento

22
NBR 12235/87 Armazenamento de resíduos sólidos perigosos

NBR 7500 Transporte de produtos perigosos

NBR 7501/83 Transporte de cargas perigosas

NBR 7503/82 Ficha de emergência para transporte de cargas perigosas

NBR 7504/83 Envelope para transporte de cargas perigosas. Características e

dimensões

NBR 8285/96 Preenchimento da ficha de emergência

NBR 8286/87 Emprego da simbologia para o transporte rodoviário de produtos

perigosos

NBR 11174/89 Armazenamento de resíduos classe II (não inertes) e III (inertes)

NBR 13221/94 Transporte de resíduos – Procedimento

NBR 13463/95 Coleta de resíduos sólidos – Classificação

NBR 12807/93 Resíduos de serviço de saúde – Terminologia

NBR 12809/93 Manuseio de resíduos de serviços de saúde – Procedimentos

NR-25 Resíduos industriais

CONTRAN nO 404 Classifica a periculosidade das mercadorias a serem transportadas

Res. CONAMA nO 06/88 Dispõe sobre a geração de resíduos nas atividades industriais

Res. CONAMA Nº 05/93 Estabelece normas relativas aos resíduos sólidos oriundos de serviços

de saúde, portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários.

Res. CONAMA Nº 275/01 Simbologia dos Resíduos

Res. CONAMA Nº 09/93 Dispõe sobre uso, reciclagem, destinação re-refino de óleos

lubrificantes

Res. CONAMA Nº 283/01 Dispõe sobre o tratamento e destinação final dos RSS

NBR 12.235/92 Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos

NBR 7.500/00 Símbolos de risco e manuseio para o transporte e armazenamento de

materiais

NBR 10.157/87 Aterros de resíduos perigosos – Critérios para projetos, construção e

operação

NBR 8.418/83 Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos

NBR 11.175/90 Incineração de resíduos sólidos perigosos – Padrões de desempenho

(antiga NB 1265)

Port. MINTER Nº 53/79 Dispõe sobre o destino e tratamento de resíduos

23
Dec. Federal Nº 96.044/88 Regulamenta o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos

Port. INMETRO no 221/91 Aprova o Regulamento Técnico “Inspeção em equipamentos

destinados ao transporte de produtos perigosos a granel não incluídos

em outros”.

Regulamentos.”

Resolução – RDC nº 306, de Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de

Dezembro de 2004 resíduos de serviços de saúde.

24
7 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, NBR 10004. Resíduos sólidos:

classificação. Rio de Janeiro, ABNT, 2004.

BRASIL. Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2000. Institui a Política Nacional de

Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras

providências.

JARDIM, N.S. et al., 1995, Lixo Municipal: manual de gerenciamento integrado. São

Paulo: Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), e Compromisso Empresarial

para Reciclagem (CEMPRE).

PAULELLA, E.D.; SCAPIM C.O.; 1996, Campinas: a gestão dos resíduos sólidos

urbanos. Campinas, Secretaria de Serviços Públicos, Secretaria da Administração.

Responsável Técnico
Jéssica Maria Costa Fonseca
Engenheira Ambiental
CREABA 0517494000

Responsável Técnico
Jéssica Maria Costa Fonseca
Engenheira Ambiental

25
ANEXO

26
TABELA I – IDENTIFICAÇÃO DO GERADOR
Razão Social: CNPJ:
EBRAE EMPRESA BRASILEIRA DE ENGENHARIA S.A 86.766.961/0001-27

Nome Fantasia

Endereço: Município: UF
Rua Girlan do Carmo, 18, Bairro Santo Antônio do Rio das Pedras Simões Filho BA

CEP: Telefone: Fax: e-mail:


40.155-150 (71) 3237-3139 nunes.jl@terra.com.br

Área total: Número de funcionários: 06


48,75 hectares Próprios: Terceirizados: 00
06

Responsável pelo PGRS:


Jéssica Maria Costa Fonseca - Engenheira Ambiental - CREABA 0517494000

Responsável legal:
Jorge Luis Nunes – Geólogo CREABA: n° 28032-D

Descrição da atividade:
PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS – PGRS

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TABELA II – RESÍDUOS GERADOS
Nome da empresa: EBRAE EMPRESA BRASILEIRA DE ENGENHARIA S.A Folha nº: 01

Item Resíduo: Classe Unidade/Eq. Gerador Acondicionamento/ Tratamento adotado Frequência de Estoque (t)
Armazenamento geração
Interno Externo
I Óleo lubrificante, Lavra/pá carregadeira, Tambor/pátio de Doação às Semana 5kg
filtro de óleo e I retroescavadeira máquina oficinas
trapos e escavadeira
contaminados

II
Doméstico Refeitório e escritório/ Sacos plásticos/ compostagem
II contentores e Semana 5Kg
Refeição
apropriados ou aterro do
III município

Grãos de quartzo Pilha ao ar livre ao Semana 80 Kg


Lavra/pá carregadeira, Adubação
e II lado
retroescavadeira
Pó de argila do galpão
e escavadeira

Responsável pelo empreendimento: Assinatura:


Jéssica Maria Costa Fonseca - Engenheira Ambiental -
CREABA 0517494000

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TABELA III – PLANO DE MOVIMENTAÇÃO DE RESÍDUOS
Nome da empresa: EBRAE EMPRESA BRASILEIRA DE ENGENHARIA S.A Folha nº:

Item Resíduo: Classe: Estocagem Temporária Destinação final Observações

Data de entrada Quant. Local Data de Saída Quant. Destino final

Responsável pelo PGRS: Assinatura:


Jéssica Maria Costa Fonseca - Engenheira Ambiental - CREABA 0517494000

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