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Bens digitais

Código fonte e direitos de autor

Curso de Informática de Gestão


Unidade Curricular: Ética Sócio Profissional

2º Ano 2010/2011

Docente: Dr. Fernando Trindade

Unidade Curricular: Ética Sócio Profissional

Discente: Luís Pinto (20091688)

Bens digitais, Código fonte e direitos de autor


is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 3.0 Unported License.

Torres Vedras, Maio 2011


Índice
Introdução..............................................................................................................................3
O Software.............................................................................................................................3
Bens Digitais e Conhecimento...............................................................................................3
Produção............................................................................................................................4
Consumo............................................................................................................................5
Mercado.............................................................................................................................5
Propriedades dos bens digitais.........................................................................................6
Não rivalidade................................................................................................................6
Expansibilidade infinita..................................................................................................6
Discrição........................................................................................................................7
A-espacialidade.............................................................................................................7
Recombinação...............................................................................................................7
Código fonte e licenciamento.................................................................................................8
Licença Comercial.............................................................................................................8
Freeware e Shareware......................................................................................................9
Código Aberto....................................................................................................................9
As Licenças Creative Commons...................................................................................11
Atribuição (by).............................................................................................................12
Atribuição (by-nc)........................................................................................................12
Atribuição – Partilha nos Termos da Mesma Licença (by-sa).....................................12
Atribuição – Proibição de realização de obras derivadas (by-nd)..............................12
Atribuição – Uso Não-Comercial –
Partilha nos Termos da Mesma Licença (by-nc-sa)....................................................12
Atribuição – Uso Não-Comercial –
Proibição de Realização de Obras Derivadas (by-nc-nd)...........................................13
Quotas de mercado..............................................................................................................13
Servidores web............................................................................................................13
Navegadores Internet..................................................................................................14
Sistemas Operativos...................................................................................................14
Conclusão............................................................................................................................15
Bibliografia e referências internet........................................................................................16

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Introdução
Nesta abordagem à questão do software livre e software fechado, optei por procurar
principalmente não só as definições e conceitos associados ao tipo de licenças mais
utilizadas na distribuição de programas, mas também as questões económicas que se
colocam ao nível da produção, distribuição e consumo de bens digitais.

Não pretendi fazer aqui uma separação clara entre software e conteúdos ou aplicações e
dados. Penso que para ambas as vertentes se colocam as mesmas questões, tanto
económicas como legais e a fronteira entre aplicação e dados se torna por vezes bastante
difusa e relativa, uma vez que em muitos casos determinado tipo de dados existe num
formato associado a determinada aplicação e também alvo de questões proprietárias.

O Software
Software ou suporte lógico é uma sequência de instruções a serem interpretadas e
executadas na manipulação, transporte ou modificação de dados, por meio de uma
máquina programável como um computador, telefone, consola de jogos, calculadora,
electrodoméstico, máquina industrial, etc.

É um produto desenvolvido para cumprir um comportamento desejado, segundo padrões


especifícos, tendo passado por várias etapas na sua produção – análise económica,
análise de requisitos, especificação, codificação, teste, documentação, manutenção e
implementação. Contabilisticamente é considerado um bem de capital e o seu uso está
dependente de um tipo especifíco de licença, de forma a proteger os direitos de quem
suportou o seu desenvolvimento.

Bens Digitais e Conhecimento


O software é um bem digital uma vez que, podendo ser produzido, vendido e satisfazer
necessidades como qualquer outro bem, tem no entanto uma série de caracteristicas que
o diferenciam de outros bens tangíveis. Os bens digitais abarcam uma quantidade de
produtos tão diferentes entre si, mas comuns na forma como são constituídos. Software
informático, videojogos, imagens, música, serviços de telecomunicações ou conteúdos na
internet servem diferentes fins, mas todos eles são constituídos por zeros e uns,
processados por microprocessadores e passíveis de difusão em tempo real para qualquer
parte do mundo através de uma simples linha telefónica.

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Os bens digitais ou bens conhecimento têm alterado o funcionamento das sociedades a
nivel global, tendo introduzido uma revolução a vários níveis, principalmente a nivel
económico e social. A chamada terceira vaga e o advento da sociedade do conhecimento
alteraram o conceito tradicional de bem económico, segundo o qual, o usufruto de um
bem por um individuo, inviabiliza o usufruto dessa mesma unidade do bem por outro
individuo. Introduziu-se uma vertente imaterial na actividade económica, que se
manifesta a vários níveis.

Produção
Os bens conhecimento estão associados à revolução tecnológica permitida pelas novas
tecnologias de informação (TIC's) e comunicação e aos ganhos de produtividade e
eficiência dramáticamente alcançados. Introduziram-se novas formas de gestão e de
organização das empresas que alteraram significativamente a geografia económica, o
local de trabalho, o perfil da classe média e as relações laborais e familiares. As novas
oportunidades de negócio, o tele-trabalho, as organizações em rede, a liderança
partilhada surgiram a par da deslocalização de fábricas e escritórios, desemprego e
ileteracia digital.

A Internet e principalmente, as novas plataformas de colaboração online da web 2.0,


permitiram que criadores de software e de conteúdos entrassem numa espiral de
colaboração e de partilha de conhecimento impulsionados pela eliminação de
constragimentos de localização e de burocracia. Esta vaga de novos criadores, a maior
parte dos casos, não enquadrada por empresas tradicionais, ou agindo por iniciativa
própria, tem motivações não facilmente compreensíveis na óptica das leis de mercado
tradicionais.

Há sistemas de valor, diferentes, ou que ultrapassam o valor monetário e que são muito
importantes para as pessoas: a ligação com outros, a criação de uma identidade online, a
expressão da personalidade ou a captação de atenção tem motivado uma multidão de
operários tecnológicos que faz da Rede um espaço de generosidade colectiva que
constitui a espinha dorsal e o principal encanto da Internet.

Algumas empresas cavalgam esta onda de generosa partilha e colaboração, incentivando


e partilhando com a comunidade o seu próprio know-how e recursos de capital, permitindo
em conjunto com instituições académicas a sobrevivência de grandes projectos de
software que se tornaram essenciais para a nova economia.

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O servidor Apache, grande concorrente do IIS da Microsoft, é um projecto em código
aberto, nascido das cinzas de um projecto falhado da IBM. Ao disponibilizar o código e
convidar a comunidade a participar no desenvolvimento do programa, a empresa
conseguiu gerar um produto altamente competitivo e dele retirar outros dividendos, como
mais know-how e quota de mercado.

Consumo
A emergência desta nova economia imaterial, não se limitou a reflectir um incremento
rápido e substancial da produtividade. Do lado da procura verificou-se também uma
revolução na medida em que os bens imateriais consomem já uma parte significativa dos
orçamentos das familias, empresas e do estado. Ao nível das comunicações,
entretenimento, educação, gestão, produtividade, administração pública e empresarial,
etc, os bens conhecimento estão cada vez mais presentes, largamente difundidos, cada
vez mais necessários e sob várias formas: videojogos, software informático, imagens,
música, serviços de telecomunicações, conteúdos vários, etc.

De uma fase em que se consumiam bens materiais contendo conhecimento, passámos


ao consumo do próprio conhecimento como um bem final.

O consumidor passou também a ter uma nova atitude no acto da escolha e aquisição de
bens e serviços. Perante a variedade de escolha, facilidade de acesso e de contacto
directo com o produtor, tornou-se mais exigente e proactivo em relação ao bem que
adquire, passando a ser também parte integrante na criação de muitos produtos,
interagindo com os produtores no sentido de personalizar e melhorar o produto final.

Mercado
A nova economia revolucionou também a organização de mercados e as novas trocas
assumiram novas formas de concretização. A Internet, mais que simplesmente um canal
de comunicação unilateral, tornou-se ela própria um mercado, funcionando como um
sistema de informação bíunivoco, em que produtores e consumidores podem interagir, por
vezes directamente, independentemente do local fisico onde estejam.

Apesar dos ganho extraordinarios ao nível da informação sobre os produtos ao dispôr do


consumidor e da informação sobre o consumidor, ao dispôr do vendedor, o que
preconfigura aparentemente uma situação de perfeita concorrência a nível global, a
Internet incentiva e promove economias de escala, que tende a favorecer um pequeno

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grupo de empresas, apesar de simultâneamente facilitar a penetração de ideias originais
e inovadoras.

A Internet pode também representar uma forma de discriminar preços, via diferenciação
de bens e envolve problemas de informação assimétrica, no sentido em que quem nela
coloca a informação tem a capacidade de a controlar e manipular. Assim, funciona como
um mercado realtivamente eficiente para bens digitais, que podem ser avaliado à
distância, sem que se perca muita informação sobre o que efecivamente são, mas para os
bens tangíveis tradicionais, a avaliação só pode ser feita mediante a descrição das
caracteristicas disponibilizada pelo vendedor.

Propriedades dos bens digitais


Os bens digitais distinguem-se de forma genérica como sequências de zeros e uns com
valor económico, podendo ser codificados e enviados para qualquer local sem
necessidade de transporte ou suporte fisico, sendo armazenados no nosso computador
ou telemóvel e passíveis de serem reenviados para qualquer outra pessoa, sejam
fórmulas quimicas, sequências de ADN, teoremas matemáticos, música e imagens
digitais, software de trabalho ou entretenimento. Estes bens podem no entanto ser
transaccionado num objecto fisico, mas o conteúdo de um CD por exemplo, é um bem
digital com caracteristicas peculiares.

Segundo Danny Quah (“A Weightless Economy”), são cinco as propriedades identificadas
para os bens digitais:

Não rivalidade
O seu consumo não elimina a existência do bem, uma vez que este está sempre
integralmente disponível independentemente da quantidade de vezes que é consumido.

Expansibilidade infinita
Os bens digitais têm custos de produção, mas não têm custos de expansão. O seu custo
está concentrado na produção da primeira unidade, para as restantes unidades a cópia é
imediata e de custo nulo.

Esta propriedade tem implicações enormes sobre o funcionamento e organização dos


mercados. Sendo os custos de concepção geralmente elevados, implica uma enorme
pressão do lado da oferta. Proliferam assim rendimentos crescente à escala, onde poucos

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produtores podem existir e só podem existir se houver mecanismos de exclusão face à
cópia e a definição clara de direitos de autor e copyrights.

Discrição
O bem digital só pode ser utilizado em unidades inteiras. Menos de uma unidade não tem
qualque utilidade: meia ideia, metade da informação contida num software, num código
genético ou na fórmula de um medicamento não têm qualquer utilidade.

A-espacialidade
Os bens digitais podem ser considerados a-espaciais no sentido em que a distância fisica
é desprezável. No mesmo instante e com o mesmo custo, podem ser difundidos e
transaccionados a curta ou longa distância.

Recombinação
A informação necessária para a produção de um bem digital, pode ser reconvertida com
facilidade, de modo a dar origem a outro bem digital.

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Código fonte e licenciamento
O código fonte de um programa define o conjunto de instruções visíveis num ambiente de
programação e desenvolvimento. Para que seja utilizado o programa é normalmente
distribuido sob a forma compilada, em que o código é comprimido, configurado ou
convertido de forma a ser interpretado pela máquina e outros programas e tornando
ilegível o seu código fonte. Assim ao ser distribuído, o programa pode ser acompanhado
ou não pelo respectivo código fonte.

Existem diversos tipos de licenciamento que definem explicitamente a forma como o


software pode ser utilizado, distribuído e modificado. Distinguem-se dois grandes grupos
de licenças e respectiva tipificação do código – software proprietário que normalmente é
distribuido sob a forma comercial, sem o seu código fonte e software livre, distribuído
gratuitamente.

Licença Comercial
O tipo de licença mais comum será a licença comercial,
associada a um contrato que rege o direito de utilização
de um programa de computador, por parte do utilizador
que o adquiriu por meios monetários, permitindo deste
modo que os criadores de software tenham retorno pelo
investimento feito não só no desenvolvimento do seu
produto, mas permite também suportar as actualizações e
o serviço de apoio ao consumidor.

Este tipo de licença restringe habitualmente o usufruto de


um bem ao seu consumo por parte do utilizador que o adquiriu, impedindo legalmente a
sua duplicação ou cópia, acto considerado como pirataria em quase todos os países.

Este tipo de licença impede também a modificação do bem para outros fins que não os
descritos na respectiva licença. Assim, o programa distribuido segundo uma licença
comercial, vem sempre sob a forma compilada, raramente sendo distribuído com o seu
código fonte.

Alguns dos mais conhecidos softwares proprietários são o Microsoft Windows, o Microsoft
Office, Internet Explore, RealPlayer, Adobe Photoshop, Mac OS, os jogos da Play Station,
etc. Estes têm sido os alvos preferenciais de pirataria informática ao longo dos últimos

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anos, no sentido de desbloquear as respectivas licenças ou explorar falhas de segurança,
obrigando a actualizações constantes de forma a proteger não só o próprio código, mas
também os dados dos utilizadores.

Outro problema que se tem colocado em relação a produtos distribuídos sem código fonte
acessível, tem sido a dificuldade com que os consumidores se deparam quando
pretendem personalizar e adaptar o produto às suas necessidades e gostos. Qualquer
alteração depende do produtor original, tornando-se dispendiosa, uma vez que
preconfigura uma situação de monopólio.

Freeware e Shareware
Freeware e Shareware são termos associados à distribuição de programas com código
proprietário, ou seja, o programa é distribuido compilado e sem o seu código fonte.

Um programa licenciado como freeware, sendo distribuído gratuitamente e com as suas


funcionalidades completas, não é no entanto um software livre, pois não tem código
aberto e pode ter licenças restritivas, limitando o uso comercial, a redistribuição não
autorizada, a modificação não autorizada ou outros.

O shareware é um programa de computador disponibilizado gratuitamente, porém com


funcionalidades limitadas e/ou limitação no tempo de uso gratuito, após o fim do qual o
utilizador é requisitado a pagar para desfrutar do programa completo ou poder continuar a
utilizá-lo. Um shareware está protegido por direitos autorais.

Esse tipo de distribuição tem como finalidade divulgar o software, permitindo que
potenciais clientes testem o programa antes de o adquirir.

Código Aberto
O acesso crescente às tecnologias de informação coloca as ferramentas necessárias para
colaborar, criar valor e competir nas pontas dos dedos de cada indivíduo, libertando as
pessoas para participarem na inovação e na criação de riqueza no interior de todos os
sectores da economia. Inúmeras pessoas congregam forças em colaborações auto-
organizadas que produzem novos e dinâmicos produtos que rivalizam com os das
maiores e mais bem financiadas empresas do mundo.

Produtos como o servidor Apache, o sistem operativo Linux, a linguagem para servidores
PHP, o motor de base de dados MySQL, o browser Mozilla Firefox, são alguns exemplos

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de software que têm triunfado graças a uma permanente inovação e desenvolvimento
efectuada por uma multidão que colabora entre si, no espirito GNU do código aberto,

O termo código aberto refere-se a software produzido e distribuido segundo quatro regras
principais definidas como Licença Pública Geral (GNU General Public License) idealizada
por Richard Matthew Stallman em 1989, no âmbito do projeto GNU da Free Software
Foundation (FSF):

1. A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0)

2. A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas


necessidades (liberdade nº 1).
O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

3. A liberdade de redistribuir cópias de modo que qualquer pessoa possa ajudar o seu
próximo (liberdade nº 2).

4. A liberdade de aperfeiçoar o programa, e libertar esses aperfeiçoamentos, tornando


possível que toda a comunidade deles tire benefício (liberdade nº 3).
O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_General_Public_License

Segundo a Open Source Iniciative, um programa de código aberto, para que seja
considerado como tal, deve garantir, não apenas acesso ao seu código, mas também:

1. Livre distribuição, segundo uma licença livre de qualquer pagamento monetário,


que não deverá restringir ninguém de vender ou redistribuir o código, como parte
ou componente de outro programa.

2. O programa deve incluir não apenas o seu formato compilado, mas também
garantir acesso ao código fonte, de forma legível e não encriptada, permitindo
assim que outros programadores modifiquem e adaptem o programa a qualquer
necessidade.

3. A licença do programa deve permitir alterações, programas derivados e a sua


distribuição segundo os mesmo termos da licença original.

4. Deve ser respeitada a integridade do autor do código original, podendo a licença


requerer que programas derivados tenham um nome ou número de versão

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diferentes da original.

5. A licença não pode discriminar qualquer pessoa ou grupo de pessoas

6. A licença não pode discriminar qualquer actividade, negócio ou área de actuação.

7. Os direitos aplicáveis pela licença são iguais para qualquer entidade a que o
programa seja distribuido, sem necessidade de qualquer licença específica.

8. A licença não deve ser especifíca de um produto nem de uma distribuição


especifíca do produto, mas igual em qualquer redistribuição.

9. A licença não pode colocar restrições a outros programas distribuídos


simultâneamente pelo mesmo suporte ou canal.

10. A licença não pode especificar qualquer tecnologia, estilo ou interface a ser
aplicado na utilização do programa.

Fonte: http://www.opensource.org/docs/osd

As Licenças Creative Commons


Este tipo de licença foi criada no sentido de permitir a defesa de
direitos de autor na distribuição gratuita de conteúdos. O criador de um software, de uma
música, filme, música, texto científico ou literário, pode oferecer gratuitamente a sua obra
mas simultâneamente garantir facilmente e sem burocracia, que os seus direitos enquanto
autor não são ursupados.

“Larry Lessig (Stanford University) criou as licenças CC em 2001 com o intuito de


abranger um conjunto de bens culturais sob uma licença jurídica que possibilitasse a livre
circulação e recriação de obras. As licenças permitiram expandir a quantidade de obras
disponíveis e estimular a criação de novas obras com base em originais.

Hoje as licenças facilitam a partilha de conhecimento e obras de músicos, poetas,


professores, jornalistas, investigadores, designers, etc.”

Fonte: http://www.creativecommons.pt/cms/view/id/16/

Em Portugal a UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, em parceria com a


Faculdade de Ciências Empresariais e Económicas da Universidade Católica Portuguesa
e a Inteli - Inteligência em Inovação, lançaram em 13 de Novembro de 2006 a versão
Portuguesa das licenças Creative Commons.

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A Creative Commons oferece vários tipos de licença permitindo que o autor, sem que
prescinda dos seus direitos distribua gratuitamente a sua obra sob certas condições.

Atribuição (by)

Esta é a licença mais permissiva do leque de opções. Nos termos desta


licença a utilização da obra é livre, podendo os utilizadores fazer dela uso comercial ou
criar obras derivadas a partir da obra original. Essencial é, apenas, que seja dado o
devido crédito ao seu autor.

Atribuição (by-nc)

I De acordo com esta licença o autor permite uma utilização ampla da sua
obra, limitada, contudo, pela impossibilidade de se obter através dessa utilização uma
vantagem comercial. É também essencial que seja dado o devido crédito ao autor da obra
original.

Atribuição – Partilha nos Termos da Mesma Licença (by-sa)

Quando um autor opte pela concessão de tal licença pretenderá, não só que
lhe seja dado crédito pela criação da sua obra, como também que as obras derivadas
desta sejam licenciadas nos mesmos termos em que o foi a sua própria obra. Esta licença
é muitas vezes comparada com as licenças de software livre.

Atribuição – Proibição de realização de obras derivadas (by-nd)

Esta licença permite a redistribuição, comercial ou não-comercial, desde que


a sua obra seja utilizada sem alterações e na integra. É também essencial que seja dado
o devido crédito ao autor da obra original.

Atribuição – Uso Não-Comercial –


Partilha nos Termos da Mesma Licença (by-nc-sa)

Esta licença permite a redistribuição, comercial ou não-comercial, desde


que a sua obra seja utilizada sem alterações e na integra. É também essencial que seja

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dado o devido crédito ao autor da obra original.

Atribuição – Uso Não-Comercial –


Proibição de Realização de Obras Derivadas (by-nc-nd)

Esta é a licença menos permissiva do leque de opções que se oferece


ao autor, permitindo apenas a redistribuição. Mediante adopção desta licença, não só não
é permitida a realização de um uso comercial, como é inviabilizada a realização de obras
derivadas. Dada a sua natureza, esta licença é muitas vezes chamada de licença de
“publicidade livre”.

Quotas de mercado

Servidores web
Market Share for Top Servers Across All Domains August 1995 - June 2010

Fonte: http://news.netcraft.com/archives/2010/06/16/june-2010-web-server-survey.html

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Navegadores Internet
Usage share of browsers for April 2011

Source Internet Firefox Chrome Safari Opera Mobile


Explorer
Net 55.1% 21.6% 11.9% 7.15% 3.3% 4.4%
Applications

StatCounter 44.5% 29.7% 18.3% 5.0% 1.9% 5.2%

W3Counter 37.8% 29.5% 15.7% 6.2%

Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Usage_share_of_web_browsers

Sistemas Operativos
April, 2011

http://marketshare.hitslink.com/operating-system-market-share.aspx?qprid=8

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Conclusão
O debate entre código aberto ou fechado, conhecimento e propriedade intelectual tem-se
tornado cada vez mais uma questão central na sociedade do conhecimento e objecto de
ensaios, estudos e discussões.

A nível ético a questão pode-se colocar nos seguintes termos: devemos privilegiar a
liberdade e a expansão do conhecimento ou proteger a propriedade intelectual? E será
que a propriedade intelectual não recompensa e incentiva ela própria o conhecimento?

Como se observou atrás na questão dos Bens Digitais e a Internet como mercado, a
indústria do conhecimento tende a ficar concentrada em muito poucas empresas.
Teoricamente temos disponíveis várias aplicações de tipo browser por exemplo. De facto
só podemos escolher entre 5 ou 6 marcas e respectivas versões e o grande público tem
neste momento 3 marcas à escolha. A boa notícia é que há sempre pelo menos uma
opção em código aberto, o que permite também incentivar a concorrência a melhorar e a
querer apresentar produtos sempre mais competitivos.

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Bibliografia e referências internet
Don Tapscott, Anthony D. Williams,
Wikinomics, A Nova Economia das Multidões Inteligentes
Quidnovi Gestão, Setembro 2007

Orlando Gomes, Os bens digitais e a dinâmica da Wightless Economy


Actas do III Sopcom, VI Lusocom e II Ibérico, Volume III
http://www.bocc.ubi.pt/pag/gomes-orlando-os-bens-digitais-e-a-dinamica-da-weightless-
economy.pdf

Software, Wikipédia 2 Maio 2011


http://pt.wikipedia.org/wiki/Software

Licença comercial, Wikipédia 2 Maio 2011


http://pt.wikipedia.org/wiki/Licen%C3%A7a_comercial

The Open Source Definition


http://www.opensource.org/docs/osd

Creative Commons
http://www.creativecommons.pt/

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