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MICROBIOTA INTESTINAL

PREBIÓTICOS

PROBIÓTICOS

SIMBIÓTICOS

Apresentado por :
Prof. Dr. Yvon Toledo Rodrigues

Membro Titular da Academia Nacional de Medicina.


Presidente da Academia Latino-
Latino-Americana de Nutrologia.
Prof. Titular da Fundação Souza Marques.
Prof. Titular da Universidade Gama Filho.
Prof. Dr. Pedro Paulo B. Rodrigues

Membro Titular da Academia de Medicina do Rio de


Janeiro.
Livre--Docente da UERJ.
Livre
Prof. Adjunto da Fundação Souza Marques e Universidade
Gama Filho.
Chefe de Clínica e Nutrologia do Hospital São Zacharias.
MICROBIOTA INTESTINAL

• A Microbiota Intestinal refere


refere--se a coleções de bactérias
que habitam normalmente no intestino do homem.

• Começa a se formar ainda no canal de parto, adquirindo


suas características principais, em torno dos 2 anos de
idade.
• Em 1977, Savage redividiu a flora intestinal, em duas:

Autóctone => a flora normal

Alóctone => a flora transitória que passa pelos


intestinos, mas não o coloniza, como faz a flora
autóctone.
 Convivemos com cerca de 300 trilhões de bactérias,
com importantes funções, em nosso organismo.

 No intestino grosso, existem cerca de 500 espécies de


bactérias com predomínio de anaeróbicas na proporção
1000 anaeróbicas para 1 aeróbica.

 A flora é pobre, pelo pH e pela ação enzimática no


estômago, duodeno e jejuno. O íleo é o local de
introdução e o colon é o grande local de proliferação
bacteriana, com população que varia de 10¹°
10¹°aa10¹²
10¹²
microorganismos, por grama de conteúdo luminal.
 Há uma atuação simbiótica que garante o suporte
nutricional às bactérias e uma série de benefícios ao
organismo humano:

a) Metabólicos – a principal função metabólica é a


fermentação dos resíduos alimentares não digeríveis
gerando ácidos graxos de cadeia curta, isto possibilita
a utilização de substratos energéticos, que seriam
eliminados com as fezes. Outra função é a síntese de
vitaminas e absorção de cálcio, magnésio e ferro.
b) Trófico – a função mais importante dos ácidos
graxos de cadeia curta no cólon, refere-
refere-se ao efeito
trófico no epitélio intestinal.

c) Protetores – vários efeitos

C1 – Interação entre as bactérias e a imunidade


do hospedeiro, desde seu nascimento, vem dos
alimentos e é a mucosa intestinal a principal interface
entre os meios interno e externo.
C2 – Tolerância oral – a resposta imunológica a
determinado antígeno não é sempre idêntica.
A flora intestinal é responsável pela regulação entre
tolerância e alergenicidade.

C3 – Efeito barreira – a flora intestinal exerce


papel de proteção contra a invasão da mucosa intestinal
por bactérias patogênicas.
 Os efeitos desejáveis só podem se garantidos quando
se obtêm predomínio, principalmente de bifidobacérias e
lactobacilos.

 De acordo com o tipo do parto: normal ou cesariana , os


primeiros tendem a ser colonizados pela flora vaginal e
fecal da mãe e os segundos, sofrem influência da
equipe e pelo contato com a mãe, ocorrem novas
modificações, transitórias, pois a alimentação, se
materna, rapidamente evolui para uma flora
predominante de bifidobactérias, se alimentação
artificial, verifica-
verifica-se quantidades equivalentes de
bifidobacterias e bacterióides.
 Dada a composição do leite materno, há formação de
uma microbiota adequada ao crescimento e
desenvolvimento dos RN e lactentes, elevado teor
oligossacarídeos selecionam as bifidobactérias que
fermentam a lactose e produzem ácido láctico criando
um meio ácido entre pH 5.0 e 5.5 , sendo prebióticos
para a microflora.

 Fatores imunológicos - IgA secretória, lisoenzimas,


lactoferrina e nucleotídeos inibem a flora microbiana.
A flora microbiota intestinal é distribuída em
3 porções:
I. dominante – bifidobactérias

II. subdominantes – Lactobacillus casei

III. residual – incluídos clostridium, pseudomonas,


klebsiella, consideradas potencialmente patogênicas
e é mantida em níveis mais baixos, graças a ação
inibitória.
 A composição da microbiota intestinal dos RN e
lactentes, varia com o tipo de alimentação recebida, se
leite materno exclusivo parece ser predominantemente
de bifidobactérias.

 No trato intestinal digestivo, principalmente, em sua


porção terminal, a microbiota é rica e abundante.
 Com o uso das fórmulas
infantis, parece resultar
em uma microbiota mais
complexa, sem bactérias
anaeróbicas facultativa
bacterióides e
clostridium, em níveis
mais elevados do que se
recebessem somente
leite materno.
As funções da microbiota normal são
complexas:

 A microbiota protege contra espécies patogênicas,


desempenhando papel fundamental na alimentação.

 A microbiota está envolvida nas defesas locais,


impedindo a colonização do intestino por hospedeiros
patógenos.
 O número total de bactérias no tubo gastrintestinal é
muito grande, aproximadamente 50% do total da massa
fecal, composta por bactérias, cerca de 10¹²
microorganismos, por grama de fezes.

 A interação entre as bactérias intestinais e seu


hospedeiro é uma relação simbiótica, benéfica para
ambas as partes.
Bactérias e seus benefícios

 As bactérias conhecidas por acarretarem benefícios


específicos a saúde do hospedeiro, podem ser usadas
como consumo de microorganismo viáveis.

 Estas bactérias são denominadas probióticos


probióticos,,
originalmente propostas em 1944.
 Em anos recentes a FAO/Who Expert Consultation
definiu os probióticos como microorganismos que
quando administrados em quantidades adequadas
conferem benefícios a saúde do hospedeiro.

 Esta definição foi adotada pela Associação Científica


Internacional, para Probióticos e Prebióticos
Prebióticos..
Leite Materno / Fórmulas Infantis
1. Existem 10 vezes mais bactérias que o número de
células do corpo humano
humano..

2. Flora microbiota, rica em bifidobactérias e lactobacilos


lactobacilos..

3. A microbiota depende de fatores genéticos e


ambientais, muito influenciado pela alimentação.
alimentação.

4. Tem mais de 130 oligossacarídeos com efeitos


bifidogênicos..
bifidogênicos
5. RN alimentados com fórmulas com prebióticos têm
maior formação de bifidobactérias
bifidobactérias..

6. O leite materno tem prebióticos e probióticos


probióticos..

7. As fórmulas infantis já têm prebióticos e probióticos


probióticos..

8. Alguns efeitos adversos dos prebióticos parecem ser


doses dependentes assim vêm sendo testado as
menores taxas possíveis
possíveis..
Prebióticos
 São nutrientes não digeríveis que atuam de forma
benéfica na microbiota intestinal promovendo ou
mantendo a saúde do hospedeiro.

 Resistem à hidrólise enzimática do trato digestivo.

 Os FOS (frutooligossacarídeos) derivados da insulina e


os galactooligossacarídeo (GOS) de origem láctea, tais
como a lactulose e a lactosacarose, incluem-
incluem-se em
nutrientes funcionais prebióticos.
 Os FOS são OS lineares de cadeia curta ou média
formada por moléculas de frutose com ligações
glicosídicas impedindo que enzimas digestivas
hidrolisem estes carboidratos.

 Estes OS são encontrados em alguns vegetais como:


alho porrô, cebola, alcachofra, endívia, aspargo,
chicória amarga. E ainda no trigo, barra de cereais,
laticínios e outros.

 Porém pode ser extraída da inulina.


 São os oligossacarídeos um dos mais importantes
nutrientes do leite materno, estimulando o crescimento
de bactérias benéficas no intestino, como as
bifidobactérias e lactobacilos, reforçando o sistema
imunológico.

 A alimentação selecionada de galactooligossacarídeos


de cadeia curta GOS (90%) e
frutooligossacarídeos de cadeia longa (FOS),
assemelham os oligossacarídeo de leite materno.

 Os prebióticos em fórmulas infantis, podem acarretar


diarréia com perda hídrica, devido a presença de fibras
não digeridas no cólon. Usar doses inferiores a 8g/L.
Mecanismo de ação dos prebióticos na
modificação das fezes.
Probióticos

 São microorganismos vivos, capazes de alcançar o trato


gastrintestinal e alterar a composição da microbiota com
efeitos benéficos quando consumidos em quantidade
adequadas.

 O leite materno contém probióticos e oligossacarídeos


com efeito bifidogênicos.
 A presença de probióticos já foi demonstrada no colostro
e no leite maduro, recém-
recém-ordenhado.

 Dose dia - 16 unidades (em fase de testes).

 Também pode ser usado em crianças.


Simbióticos
 Mistura de prebióticos e probióticos que afetam o
hospedeiro de maneira benéfica.

 Os prebióticos promovem a sobrevivência e implantação


dos probióticos no intestino grosso.

 Exemplos de simbióticos – mistura de oligossacarídeos


da frutose com bifidobactérias e de lactobacilos.

 Em fase dos estudos iniciais a associação de


oligofrutose + bifidobactérias
bifidobactérias..
Agradecemos à presença de todos.

Fim