FUNDAMENTOS DA GESTÃO DE CUSTOS

Em Fundamentos da Gestão de Custos, destacaremos as principais diferenças entre as contabilidades gerencial e a financeira, enfocando seus relacionamentos com a contabilidade de custos. Além disso, apresentaremos os conceitos básicos necessários ao bom desenvolvimento de nosso estudo, bem como a visão da Gestão Estratégica de Custos sobre o conceito de relevância. Sob esse foco, a disciplina Fundamentos da Gestão de Custos está estruturada em seis unidades, nas quais foi inserido o seguinte conteúdo...
• • • • • •

unidade 1 – contabilidade de custos; unidade 2 – conceitos básicos; unidade 3 – conceito de relevância; unidade 4 – cenário cultural; unidade 5 – auto-avaliação; unidade 6 – encerramento.

Bibliografia
ATKINSON, Anthony A. et al. Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas, 1997. Este livro é um clássico no estudo da gestão estratégica de custos para quem pretende aplicar os conceitos à prática. Completamente baseado em estudos de casos, reunidos na vasta experiência que os quatro autores têm em consultoria empresarial, o livro relata a aplicação dos conceitos em empresas conhecidas e nos mais diversos ramos de atividades. HORNEGREN, Charles T. et al. Contabilidade de custos. Rio de Janeiro: LTC, 1997. Este livro é considerado, por muitos estudiosos do assunto, como o mais completo livro de contabilidade de custos. Os autores – professores da Universidade de Stanford – abordam os conceitos contemporâneos de custos, unindo um bom arcabouço teórico a estudos de casos bem interessantes. É leitura obrigatória para quem quer se aprofundar no assunto. KAPLAN, Robert S.; COOPER, Robin. Custo e desempenho: administre seus custos para ser mais competitivo. São Paulo: Futura, 1998. Kaplan e Cooper fazem, neste livro, uma perfeita conexão entre gestão de custos e estratégia competitiva. Com muita visão estratégica e pouca numerologia, os autores mostram conceitos extremamente importantes, e quase não abordados na literatura nacional, para quem quer ter um sistema de gerenciamento de custos e desempenho que traga informações estratégicas relevantes. MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 1977. Este livro é considerado, por muitos, o melhor livro nacional de contabilidade de custos. O autor aborda os principais conceitos da contabilidade de custos de forma organizada e didática, além de fornecer exercícios para fixação dos conceitos. Aborda tanto os conceitos de custos mais utilizados para a contabilidade financeira, quanto os conceitos mais utilizados na contabilidade gerencial. NAKAGAWA, Masayuki. ABC: custeio baseado em atividades. São Paulo: Atlas, 1994. Este livro é fruto de pesquisas feitas pelo professor Masayuki Nakagawa na Universidade de Illinois – Estados Unidos – durante o período de 1988 a 1989, refletindo sua vasta experiência no tema. Considerado o precursor do sistema de custeio por atividade no Brasil, o autor aborda o tema com clareza e a profundidade necessária em um curso de pós-graduação. ______. Gestão estratégica de custos: conceitos, sistemas e implementação. São Paulo: Atlas, 1991.

Neste livro, o autor faz uma excelente contextualização do novo cenário de competição global, mostrando a aplicação de ferramentas de custos importantes para quem quer ser eficaz nesse jogo. Além disso, ele aponta mudanças importantes que ocorreram no perfil dos custos das empresas e as adaptações necessárias a essa nova realidade.

Abertura
Em Fundamentos da Gestão de Custos, destacaremos as principais diferenças entre a contabilidade gerencial e a financeira, enfocando seus relacionamentos com a contabilidade de custos. Além disso, apresentaremos os conceitos básicos necessários ao bom desenvolvimento de nosso estudo bem como a visão da Gestão Estratégica de Custos sobre o conceito de relevância.

FUNDAMENTOS DA GESTÃO DE CUSTOS UNIDADE 1 – Contabilidade de Custos Apesar de a contabilidade de custos ter sido criada para atender a objetivos contábeis, sua função mais nobre talvez seja a de apoio à tomada de decisão gerencial. 1.1 – Origens da contabilidade de custos A contabilidade de custos nasceu no século XVIII para atender às novas demandas de informação exigidas pela Revolução Industrial. Até essa época, só existia a contabilidade financeira. A apuração do custo das mercadorias vendidas – necessária à apuração do resultado nos balanços – era extremamente simples. A produção ficava a cargo dos artesãos, que não constituíam pessoas jurídicas e não precisavam apurar custos. Nos relatórios financeiros, as empresas comerciais apontavam os custos como sendo o valor pago pelas compras, já que os produtos que seriam comercializados já estavam, geralmente, prontos para sua comercialização. 1.2 – Modificações na apuração de custos As indústrias que começaram a nascer no século XVIII trouxeram escala ao trabalho que, anteriormente, era exclusividade dos artesãos. Dessa forma, o trabalho de apuração de custos começou a ficar muito mais complexo. O processo de apuração de custo do produto vendido na indústria não é tão simples quanto na empresa mercantil, e sua apuração é formada pela utilização dos fatores de produção. Para esse fim, o trabalho dos contadores de apuração do custo dos produtos vendidos passou a ser muito mais complexo e uma contabilidade específica passou a ser desenvolvida. Criar métodos para apuração de custos passou a ser importante também porque o advento da produção em massa criado pela Revolução Industrial levou à formação de grandes estoques sobre regras padronizadas – princípios da contabilidade geralmente aceitos que precisavam ser custeados sob pena de sua mensuração provocar distorções nos resultados, afetando todos os stakeholders – acionistas, bancos, fisco... 1.3 – Fins gerenciais da contabilidade de custos A incorporação dos princípios da contabilidade geralmente aceitos à contabilidade de custos foi muito importante para evitar distorções nos relatórios financeiros das empresas que, sob regras rígidas, podem ter seu desempenho financeiro melhor analisado.

atrasada. • • • contratar com proprietários e credores. entre outros. sua função mais nobre talvez seja a de apoio à tomada de decisão gerencial. atual.4 – Contabilidade financeira versus gerencial A contabilidade de custos para fins gerenciais tornou-se então a ferramenta básica para a contabilidade gerencial. informar decisões internas tomadas pelos funcionários e gerentes. vamos analisar o seguinte quadro comparativo. Para entendermos melhor as diferenças entre as contabilidades financeira e gerencial. Contudo. orientada para o futuro. autoridades tributárias contabilidade gerencial interna – funcionários. e os diferentes caminhos que a contabilidade de custos seguiu – visando atender a essas duas ciências –. executivos • propósito • reportar o desempenho passado às partes externas. lógica e feedback. Engenharia. relevância das decisões.Apesar de a contabilidade de custos ter sido criada para atender a objetivos contábeis. que usa a contabilidade de custos para apuração de resultado. contabilidade financeira clientela externa – acionista. que tem como palavras de ordem inferência futura. Essa vertente mais nova da contabilidade começou a crescer no meio do século passado A contabilidade de custos usada para fins de apuração de resultado foi engessada pelos princípios da contabilidade geralmente aceitos. visando acompanhar as rápidas mudanças do mundo moderno para fornecer feedback para os gerentes. • restrições regulamentada – dirigida por regras e princípios fundamentais da contabilidade. • feedback e controle sobre desempenho operacional.. velocidade de mudança. diferentemente da contabilidade de custos usada para fins de apuração de resultado a contabilidade de custos para fins gerenciais incorporou conceitos de Economia.. Isso faz a contabilidade gerencial diferir muito da contabilidade financeira. 1. • contratar com proprietários e credores. • data histórica. flexibilidade. e por autoridades governamentais desregulamentada – sistemas e informações determinados pela administração para satisfazer necessidades estratégicas e operacionais . administradores. Administração. credor.

natureza da informação • • • • • mais subjetiva. da Coca-Cola e da Microsoft. desde que os retornos estejam garantidos. escopo • informa as decisões e ações locais. apesar de haver um enfoque da parte gerencial da contabilidade de custos. precisa. os serviços. auditável. os recursos utilizados e os clientes que atendem aos anseios dos stakeholders. como retorno sobre os investimentos. Formação de Estoque É preciso destacar que. por exemplo. • • • • • • • objetiva.6 – Lógica Gerencial As regras rígidas expressas nos princípios contábeis geralmente aceitos são necessárias para que a comparação entre empresas possa ser feita sem que . relevante e acurada. não é tão importante entender como o administrador obtém os retornos que os acionistas exigem. sujeita a juízo de valor. esse público não precisa de informações detalhadas e específicas de linha de produtos. para o público externo. fornecedores e competidores. por exemplo. Ao administrador cabe a função de acompanhar a linha de produtos. Ao contrário dos gerentes. Dessa forma. ele está preocupado com indicadores globais. Quando um investidor constrói um portfólio composto de ações do Walmart. 1. tecnologia. desagregada. 1.• tipo de informação somente para mensuração financeira mensuração física e operacional dos processos. consistente. confiável. a parte dessa ciência que estuda a formação do estoque e a apuração de resultados tem sua importância muito bem definida.5 – Público-alvo da contabilidade financeira O público-alvo da contabilidade financeira – público externo – precisa ter condições de avaliar a saúde financeira das empresas de que é stakeholder. muito agregada. reporta toda a empresa. lucro operacional e risco.

fortemente.. Além disso. precisamos conhecer os conceitos de receitas. gastos. • . Cabe à contabilidade gerencial estudar os melhores caminhos para chegarmos lá. de marketing e de produção. atendendo a clientes que demandam diferentes esforços financeiros. Reportar. 1.. cada administrador tem uma visão diferente de: • como superar as expectativas do cliente – ser eficaz. Idéias completamente diferentes podem levar empresas distintas a terem rentabilidades espetaculares ou medíocres. influenciado pelo uso de diferentes metodologias de apuração – alterando o pagamento de impostos e os indicadores financeiros. Todos os dias. esses resultados é função da contabilidade financeira.como racionalizar os recursos necessários ao cumprimento desse objetivo – ser eficiente. as empresas criam produtos e serviços novos.1 – Receitas . 2...o resultado seja. de forma confiável. perdas e custos. ganhos.7 – Síntese Unidade 1 – Contabilidade de Custos Unidade 1 – contabilidade de custos contabilidade de custos • atendimento às demandas da Revolução Industrial • acompanhamento das mudanças do mundo moderno • ferramenta básica para a contabilidade gerencial contabilidade financeira • apuração de custo do produto bem simples • uso da contabilidade de custos para apuração de resultado indústrias a partir do século XVIII • escala ao trabalho • apuração de custo do produto • incorporação dos princípios da contabilidade contabilidade de custos ≠ contabilidade financeira UNIDADE 2 – Conceitos Básicos Para melhorar a comunicação no ambiente empresarial.

transformando-se em uma despesa ou em um custo. Como exemplo de perdas.2 – Gastos Gastos são os sacrifícios financeiros com que uma entidade arca para a obtenção de produtos ou serviços. primeiramente. Primeiro os investimentos são estocados no ativo e depois são transferidos para o resultado.Receitas são ingressos de recursos para o patrimônio de uma entidade sob a forma de bens ou direitos correspondentes normalmente à venda de mercadorias e de produtos ou à prestação de serviços podendo também derivar de remunerações sobre aplicações ou operações financeiras. Ao contrário dos custos. temos os danos causados por uma enchente. utilizados de forma direta ou indireta para a obtenção de receitas. . 2. 2. é. por exemplo. As perdas são os bens ou serviços consumidos de forma anormal ou involuntária. Como exemplo. Despesas: São bens ou serviços. seu desaparecimento ou sua desvalorização. Investimentos: São os gastos que vão para o ativo e são baixados no momento de sua venda.3 – Ganhos e Perdas Os ganhos são os bens e serviços obtidos de forma anormal ou involuntária. Os gastos se dividem em: Custos: São os gastos relativos aos fatores utilizados na produção de bens ou serviços. é um custo. antes de ir para a demonstração do resultado como despesa. temos receitas obtidas com produtos vendidos ou com serviços prestados. por exemplo. Essa é a característica que diferencia os ganhos das receitas. é uma despesa com depreciação. as despesas não estão envolvidas na produção de bens ou serviços. Como exemplo de ganhos. temos os ganhos cambiais. seu consumo. O computador do gerente financeiro. configurado no ativo no grupo do ativo permanente. O que define se o gasto é custo ou despesa é o fato de estar envolvido na produção. A mão-de-obra envolvida na produção de um bem. A depreciação do computador do gerente financeiro.

Vamos supor que uma empresa tenha uma máquina que. 2. Qual item de custo participa da equação de custos – a máquina antiga. essa empresa precisa adquiri-la. a máquina nova ou as duas? Para efeito gerencial. apesar de ainda terem impacto contábil e afetarem os resultados. e precisam sair da conta de custeio. Três anos depois. se a máquina antiga não participa mais dos recursos utilizados pela empresa.5 – Custo de Capital O custo de capital é a remuneração do capital de terceiros e do capital próprio. Apesar de a legislação brasileira só permitir que o custo do capital de terceiros – juros – seja contabilizado.4 – Esquema de Conceitos 2. para se tornar competitiva. não fazem mais parte do processo de produção de produtos e serviços. pode ser depreciada em 10 anos. ela deve sair de sua conta de custo mesmo que a . para efeitos gerenciais. uma máquina mais moderna começa a ser vendida no mercado e.6 – Sunk Cost ou Custo Afundado Sunk cost ou custo afundado são valores que. o custo do capital próprio também é um importante item de custo. segundo os princípios da contabilidade geralmente aceitos.2.

mesmo que alguns conceitos sejam aqui abordados por uma ótica diferente. Um exemplo é o custo do capital próprio. que a missão maior do gestor é a geração de valor para o cliente – seja ele interno ou externo. Apesar de esse custo ter um impedimento legal para sua contabilização. causada pela apropriação restante da depreciação da máquina antiga. 2. faz parte da equação de custo gerencial. Dessa forma. o entendimento da nomenclatura sob a ótica da contabilidade financeira facilita a comunicação no ambiente empresarial. Por isso. por exemplo. mas não são usados nas equações de custos contábeis – de contabilidade financeira. Portanto.8 – Custos na Gestão Estratégica de Custos A diferença entre os custos e as despesas é importante porque muitos relatórios financeiros são compartilhados tanto pela contabilidade financeira quanto pela gerencial – na Demonstração do Resultado do Exercício. a separação dos gastos entre custos – gastos relacionados à produção – e despesas – gastos não relacionados à produção – não faz muito sentido.7 – Custo Imputado O custo imputado é representado pelos valores que são usados nas equações de custos gerenciais. e não apenas os gastos relacionados à produção. Já é consenso.9 – Síntese da Unidade 2 – Conceitos Básicos custos  gastos necessários à geração de valor receitas • recursos para o patrimônio de uma entidade sob a forma de bens ou direitos • • gastos custos despesas . portanto. faz todo sentido gerencial e. custos não são apenas os gastos necessários à produção de um produto – como considera a contabilidade financeira: custos são todos os gastos necessários à geração de valor para o cliente. entre os estudiosos da Administração. chamaremos de custo todos os gastos necessários à geração de valor. como já expusemos. para a gestão estratégica de custos. 2.empresa possa se beneficiar da redução de imposto por mais sete anos. Para o gestor. sejam eles relacionados à produção ou não. 2.

.2 – Exemplo 2 – Divisão da Pizza . O início do almoço foi muito agradável. 3..• investimentos ganhos  bens e serviços obtidos de forma anormal ou involuntária perdas  bens ou serviços consumidos de forma anormal ou involuntária custo de capital  remuneração do capital de terceiros e próprio sunk cost • valores não participativos do processo de produção de produtos e serviços custo imputado  valores usados nas equações de custos gerenciais UNIDADE 3 – Conceito de Relevância O mundo hoje é extremamente competitivo e melhores informações de custos podem ser muito importantes para dar embasamento às decisões corporativas. Vejamos se conseguimos imaginar o que aconteceu.1.1. No entanto. vocês acordaram.1 – Trade-off Precisão e Relevância Quando desenhamos um sistema de custeio. sem preocupação com o que cada um tivesse consumido. 3. 3. mais caro fica o sistema. Quando mais preciso. previamente.1 – Exemplo 1 – à la carte Você e seus colegas de turma resolveram se juntar para fazer um almoço de confraternização. Pensando que o mais importante do almoço é a integração. uma cena começou a gerar um certo desconforto por parte de alguns participantes. que a conta seria dividida pelos participantes do almoço de forma igual. existe sempre um trade-off entre precisão e relevância das informações geradas por esse sistema. no decorrer da confraternização. A turma optou por um restaurante que servia comida brasileira à la carte. Vamos entender melhor essa questão com exemplos.

00 e se houvesse 10 fatias de pizzas. Entretanto.00 pelo almoço. que é uma bebida bem mais cara. Depois de descobrir que essa forma usada para dividir – ou ratear – a conta entre os participantes do almoço não se mostrou eficaz.1. e R$ 50. E agora. Algumas pessoas que não estiveram no primeiro encontro não acharam essa metodologia de divisão a melhor opção.00 foram consumidos em vinho.00 e que uma garrafa servisse 5 taças. Havendo o consumo de vinho. e não rateada de forma igual entre os participantes. sugeriram que o rateio com base nas fatias de pizzas incluísse todos os itens da conta. 3. e o lugar escolhido.Alguns meses depois. como o rateio que foi feito no primeiro encontro. Para resolver esse problema.00. que seria dividido com base no número de taças de vinho que cada pessoa tivesse bebido. as pessoas que optassem por uma bebida mais barata estariam pagando pelo vinho.1 – Exemplo 2 – Divisão do Vinho Uma segunda pessoa achava que a sugestão do colega anterior seria muito boa se não houvesse o consumo de vinho. uma estimativa grosseira. desta vez. Como a conta foi de R$ 100. não. resolveu sugerir que a conta fosse dividida pelo consumo real de cada pessoa. tudo está resolvido? Infelizmente. foi uma pizzaria. Se a conta fosse de R$ 100.00. sobrariam R$ 50. mudaram de idéia. visando evitar maiores desconfortos. cada pedaço de pizza corresponderia a R$ 10. depois de ouvirem seu depoimento sobre o ocorrido no primeiro evento.00 para serem rateados pelo número de pizzas consumido. Quando o custo da conta não era um fator importante para o evento. cada taça custaria R$ 10. alguns colegas que não puderam estar presentes no primeiro almoço de confraternização estavam tentando organizar outro evento. uma forma mais elaborada passou a ser discutida.2. Uma pessoa que comesse 3 fatias pagaria R$ 30. parecia resolver o problema. . já com uma certa experiência nesse tipo de reunião. Supondo que o vinho tivesse custado R$ 50.00. O organizador do primeiro evento. menos o vinho.

00 do vinho e R$ 15. tecnologia de medição. já que era para dividir. pessoas que programam e operam esses sistemas.2 – Exemplo 2 – Divisão de Tudo Uma terceira pessoa achava que. Para resolver isso. no rateio das fatias de pizza. Uma quinta pessoa acabou tendo uma idéia que.00. portanto. toda divisão deveria ser feita de forma separada.. Quem toma vinho. pareceu ser a mais interessante. era justo também que eles dividissem o refrigerante de forma separada. serviços. Para que possamos fazer uma reflexão melhor vamos até o plano de contas de nossa empresa e verifiquemos a quantidade de itens que precisam ser atribuídos a produtos.1 – Exemplo 3 – Custo de Energia . a sobremesa.Em uma pizza com 10 fatias. já que o vinho estava sendo dividido de forma separada. 3. estaria pagando. no calor da discussão. Além disso. Imaginemos então uma empresa em que os itens que compõem o custo de um produto ou serviço vão muito além de apenas pizzas e bebidas. resolveram cortar a pizza à francesa e dividir o custo da pizza pelos pedacinhos cortados.00 das pizzas. Contudo.. R$ 25. Uma quarta pessoa argumentou que...2 – Valor das Informações de Custo Agora fica mais fácil analisar o conflito entre relevância das informações de custos e precisão. ou seja. o couvert. nem todos comem fatias inteiras de pizza. come pizza e não toma refrigerante. centros de custos ou qualquer outro objeto que queiramos custear. informações mais precisas custam dinheiro. cada fatia custaria R$ 5. 3. parte do refrigerante de outra pessoa. os sucos. algumas comem duas ou três fatias e meia.. O mundo hoje é extremamente competitivo e melhores informações de custos podem ser muito importantes para dar embasamento às decisões corporativas. Uma pessoa que tivesse consumido uma taça de vinho e 3 fatias de pizza pagaria.. 3.1.00 – R$ 10. e não pelas fatias. Esse custo está relacionado a sistemas de informação.2. por exemplo.2. a água.

Uma opção é comprar três medidores de energia que possam mostrar o consumo efetivo de cada máquina. por exemplo. 3. sem trazer informação relevante. a empresa precisa de um rateio qualquer. 3. se o custo da energia não for significativo.3 – Ponto Ótimo de um Sistema de Custeio Um dos pontos mais difíceis quando se projeta um sistema de custeio é. Se o consumo de energia for um item significativo no custeamento de um objeto de custo. tenhamos três máquinas consumindo energia.Imaginemos. No entanto. Contudo.1 – Custos dos Erros À medida que a competição se tornou mais vigorosa e global. melhorar a precisão do custeamento comprando esses medidores pode ser uma boa opção. Existe um medidor de consumo de energia que mede o consumo de energia do departamento. que. para saber quanto cada máquina consome de energia. o custo das decisões erradas – tomadas com base em informações distorcidas – aumentou muito. em um departamento de produção. .3. a compra dos medidores de energia só aumentaria o custo do produto. justamente. O gráfico seguinte mostra o ponto ótimo que devemos buscar em um sistema de custeio ideal. o entendimento de até quando melhorar a precisão do sistema de custeio vale a pena.

estudamos os fundamentos da contabilidade de custos. a evolução contínua da tecnologia de informação. procure refletir sobre. Essa discussão foi iniciada por dois dos maiores ícones da contabilidade de custos gerencial: Thomas Johnson e Robert Kaplan. Além disso..4 – Síntese da Unidade 3 – Conceito de Relevância sistema de custeio = trade-off entre precisão e relevância relevância das informações de custos e precisão • embasamento às decisões corporativas sistema de custeio ideal = busca do ponto ótimo • uma das tarefas mais difíceis do gerente de custos competição mais vigorosa e global = aumento do custo de decisões erradas UNIDADE 4 – Cenário Cultural 4. que compensam o custo da medição.1 – Filme Para refletir Neste curso. principalmente nos últimos anos. 3. Vimos que esse conceito surge da necessidade advinda com a Revolução Industrial. • . o custo de medição. Os recursos empregados nos esforços para melhorar as medições nos sistemas de custeio trazem grandes reduções nos erros relacionados à má qualidade do sistema. reduziu. as diferenças entre a contabilidade financeira e a contabilidade de custos.3. imensamente. Ao assistir ao trecho do filme. os custos incrementais de medir tendem a ser muito menores do que os custos incrementais gerados pelos erros em seu sistema de custeio. 3.2 – Busca do Ponto Ótimo Achar o ponto ótimo é uma das tarefas mais difíceis do gerente de custos. • os agentes influenciados pela nova realidade industrial. em 1987.Ao mesmo tempo.. da Universidade de Harvard.

HENRIQUETA – É sermão? Deixa-me primeiro mudar de toalete. • 4... mas lá chegaremos se não encurtarmos as nossas despesas. Quem só possui o que nós possuímos não tem o direito de comprar anéis de três contos.. HENRIQUETA – Estamos então na miséria? ÂNGELO – Não.. o meu dever é prevenir-te de uma coisa.... que são quase horas de jantar. muito. não estamos na miséria.2 – Obra Literária O dote [. ÂNGELO – Vem cá. esqueci-me de to mostrar! Vê como é lindo! ÂNGELO – Mas não achas que isto é caro por três contos? HENRIQUETA – Caro?. mas há brilhantes que fazem mais vista e são mais baratos.te nada que te pudesse afligir. e não quisera dizer. HENRIQUETA – Que coisa? ÂNGELO – Tu nos supões mais ricos do que na realidade somos..) – É este o anel que compraste por três contos? HENRIQUETA – Ah! sim. ÃNGELO – Não digo o contrário. HENRIQUETA – Cala-te! Não entendes disto! ÂNGELO – E tu? entendes? HENRIQUETA – Mais do que tu...] ÂNGELO (Tomando-lhe as mãos. ÂNGELO – Henriqueta. É o preço! Bem sabes que o Esposende é um negociante sério. ÂNGELO – Que necessidade tinhas de comprar este anel? HENRIQUETA – Que necessidade tinha de o não comprar? ÂNGELO – Já possuis tantas jóias. . amo-te muito.a relação entre os dados apresentados na cena e os princípios da contabilidade de custos. HENRIQUETA – As jóias nunca são demais: são como as estrelas no céu.

HENRIQUETA – És tu que me obrigas a falar nele! ÂNGELO – O teu grande dote! HENRIQUETA – Vamos e venhamos...HENRIQUETA – Ah! ah! ah! Só esta me faria rir! Que grande coisa um brilhante de três contos! Há-os de trinta.. não me digas. que devemos suprimir os carros! Seria muito ridículo! Que bonita figura nós faríamos! (Abraça-se ao marido chorando.. que não te quero ver chorar! HENRIQUETA – Então para que provocas as minhas lágrimas? ÂNGELO – Acabou-se. foi avaliado não sei em quantos milhões de libras esterlinas! HENRIQUETA – Pois bem. Tu queres desfazer-te do nosso cupê e da nossa caleça? Ah! ah! ah! Deixa-me rir! Que diabo tens tu hoje? Foi com a chegada do teu amigo? – Não! por amor de Deus. Não é pataca e meia: são cinqüenta contos de réis! ÂNGELO – E sabes quanto temos gasto desde que nos casamos? HENRIQUETA – Espero que não vás agora exigir que me ocupe dessas coisas.. (Beija-a. ÂNGELO – Mas é bom que te ocupes. dá cá um beijo. nem brincando.) HENRIQUETA – Mau! Mal sabes tu que há muitos dias eu me estava preparando para pedir-te um automóvel! .. passou. Nós fazemos despesas supérfluas. tomo-to à força. que devemos cortar. ÂNGELO – Já cá tardava o teu dote.) ÂNGELO – Não chores.. HENRIQUETA – Não dou! ÂNGELO – Dá! HENRIQUETA – Não dou! ÂNGELO – Pois não dês. quarenta e cinqüenta contos! ÂNGELO – De muito mais! O Grão-Mogol. A gente deve saber quanto possui e de quanto pode dispor. Paga este anel com o dinheiro do meu dote. não tens do que te zangar. HENRIQUETA – Quais são elas? ÂNGELO – Que necessidade temos de carros e cavalos que nos custam os olhos da cara? HENRIQUETA – Que?.. que pertence à coroa da Inglaterra.

ÂNGELO – Um automóvel? Estás doida! Onde iríamos nós buscar dinheiro para um automóvel? HENRIQUETA – No meu dote! ÂNGELO – Tu sabes quanto custa um automóvel? HENRIQUETA – O de Chiquinha Comes custou só quinze contos! ÂNGELO – E o chofer, os consertos, a gasolina?... HENRIQUETA – Ora a gasolina! ÂNGELO – Ouve, Henriqueta. No Rio de Janeiro, que precisa ainda de muitas avenidas para que nele se possa viver à vontade, como nos grandes centros civilizados, há muita gente que sabe da vida alheia mais do que lhe vai por casa. Tu não sabes quanto possuímos, e muitos estranhos o sabem, como se houvessem revistado as nossas gavetas; e as senhoras que gastam mais do que deveriam gastar, são, pelo menos, suspeitadas. Ainda agora disseste que o Ponciano te acompanhou hoje por toda parte, como se foras uma mulher fácil. O Ponciano é um bobo, mas não creias que procedesse com tanta impertinência se alguma coisa não lhe rosnasse a teu respeito. HENRIQUETA – Que poderão dizer de mim? Sou uma senhora irrepreensível. Gosto de rir, de brincar, mas... ÂNGELO – Não é o teu riso, nem são os teus brincos que me inquietam: isso é a tua mocidade rebentando em flor. Eu só protesto contra os teus hábitos de dissipação. HENRIQUETA – Dissipação? ÂNGELO – Sim! Tu gastas como se fosses casada com o rei do petróleo! HENRIQUETA – Ah! ah! ah! Ainda agora a gasolina, agora o petróleo. ÂNGELO – Peço-te que desta vez não te rias, porque estou falando muito seriamente. HENRIQUETA – Com efeito! Nunca pensei que viesses perturbar a nossa ventura com uma questão de níqueis. ÂNGELO – Não são níqueis: são contos de réis que atiras à rua! HENRIQUETA – Quando desaparecer o último vintém do meu dote, avisa-me. Podes ficar certo de quê, esgotados os meus cinquenta contos, não gastarei mais nem um real: só comprarei vestidos de chita e brilhantes montana. ÂNGELO – Vejo que não há meio de te falar seriamente. [...]

Fonte
AZEVEDO, Artur. O dote. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000102.pdf>. Acesso em: 01 fev. 2006.

Para refletir Ao ler Artur Azevedo – irmão do também escritor Aluísio Azevedo, um dos maiores contistas e teatrólogos brasileiros –, reflita a respeito do papel da contabilidade de custos na tomada de decisão, abordando o papel das contabilidades financeira e gerencial. Considerando a compra desnecessária do anel, classifique o tipo de gasto em custo, despesa ou investimento, e analise os riscos advindos com as compras compulsivas.

4.3 – Obra de Arte

Para refletir Esta foi a primeira obra, na História da Arte, que tem como tema o trabalho. As fiandeiras ou A Lenda de Aracne reporta-se à briga entre Minerva e Aracne, sobre qual das duas seria a melhor fiandeira. Aracne, considerando-se a mais rápida e criativa, desafiou Minerva. Esta, na dúvida de sua vitória, tenta matar Aracne enforcada com o próprio tecido que produzia. Ao ver Aracne pendurada pelo pescoço, Minerva salvou-a, mas deixou como maldição a transformação de Aracne em uma aranha, que passaria o resto de seus dias somente a fiar. Velázquez apropriou-se da mitologia para homenagear as artesãs, que eram tão importantes, na época, para a produção de tecidos para a corte. A tapeçaria, que é vista ao fundo da cena, representa a história de Aracne. Mesmo sendo um pintor da corte, Velázquez representou cenas cotidianas e retratou pessoas comuns. Ele conseguia trazer para os rostos de seus retratos as personalidades daqueles a

quem representava; até mesmo quando estes escondiam, por trás de rostos inexpressivos, a insensibilidade, como era o caso da nobreza. Com o exposto neste curso e admirando esta obra de Velázquez, podemos ainda refletir um pouco mais sobre...
• as modificações exigidas pela Revolução Industrial no âmbito da contabilidade de custos;

• a importância das contabilidades financeira e gerencial, e o que as torna ligadas – fazendo um paralelo entre o caso desta obra, na qual as fiandeiras – artesãs –, como eram encarregadas da própria produção, não precisavam apurar custos, e a industrialização, quando se formaram grandes estoques que necessitavam de ser custeados; • a relevância das informações de custos em um sistema altamente competitivo – pensando como saber decidir até que ponto a precisão do sistema de custeio vale a pena.

UNIDADE 5 – Auto Avaliação http://www5.fgv.br/fgvonline/ocw/OCWCUSEAD/index2.htm

Palavras Chave
Ações de Contabilidade Financeira
As ações da contabilidade financeira também são pautadas em palavras como avaliação do passado, confiabilidade e padrão.

Aplicação
Emprego da poupança na aquisição de títulos, com o objetivo de auferir rendimentos.

Ativo
Nome genérico dado a máquinas, empresas, ações de uma firma, enfim, a qualquer bem que faça parte da carteira de investimentos. Conjunto de investimentos ou recursos alocados às atividades de uma empresa, englobando seus

somente são apropriadas às contas de resultado à medida que essa contribuição influencia a geração do resultado de cada exercício. Centro de Custos Seção da empresa. reinveste-os em ampliações. Um exemplo de capital de terceiros é o capital obtido através de empréstimos junto a instituições financeiras. equipamentos produtivos. Ativo Permanente Soma dos investimentos. cobrando-a e levando a firma aos cartórios e à . porém exigindo conservação. capital próprio – dos sócios – e capital de terceiros. Outro exemplo é o capital dos fornecedores em forma de produtos que nos são entregues hoje para pagamento futuro. por contribuírem para a formação do resultado de mais de um exercício social futuro. como dinheiro disponível.e administrativos . Esses valores servem para muitos atos de produção ou uso. contas a receber. ou que tem a receber de outrem uma certa importância em dinheiro. que encerra os valores não-transformáveis em dinheiro. Só existem duas fontes de capital para financiar uma atividade empresarial. terrenos e edifícios. Um terceiro exemplo são os lucros retidos pela empresa. Ativo Diferido Grupo do ativo caracterizado por evidenciar os recursos aplicados na realização de despesas que. É comum. segundo o qual os proveitos são contabilizados apenas quando há um recebimento. Corresponde ao Patrimônio Líquido da empresa. Credor Pessoa titular de um crédito. Contabilidade Financeira Método de contabilidade. O credor. delimitada segundo o aspecto de localização de todos os custos nela verificados. outros permanecendo inalteráveis. Ativo Imobilizado Grupo do ativo.fabricação dos produtos . se não for pago. Um exemplo de capital próprio é o capital obtido pela venda de ações da empresa no mercado acionário. Autoridade Tributária Órgão competente para exercer a fiscalização tributária. Tais bens possuem menor liquidez que os ativos circulantes. presente no balanço patrimonial. Outro exemplo é o capital aportado pelos sócios em uma empresa limitada. pode executar a dívida. Capital Próprio Pertencente aos sócios de um investimento ou uma empresa. estoques de mercadorias.bens e direitos. apenas quando há um pagamento. sendo este composto por um grande conjunto de outros ativos menores.atividades de caráter gerencial. Os centros de custos são classificados em produtivos . do ativo imobilizado e do ativo diferido. no mercado. alguns desgastando-se ou esgotandose. São assim denominados os bens e direitos que a instituição tem a receber em um prazo superior a 365 dias ou de caráter permanente. funcionários. que ao invés de distribuí-los aos sócios. Capital de Terceiros Capital dos credores. entre outros. referir-se ao ativo da empresa. e os encargos.

Custo Incremental Termo equivalente a custo marginal – marginal cost. Custo Contábil Aquele que envolve dispêndio monetário. que consiste em examinar a adequação de atos em execução ou já executados. intuito. Eficaz Qualidade de algo ou alguém que produz determinado efeito. produzir efeito.justiça. alcançando o resultado esperado. em relação aos fins desejados. tamanho etc. basicamente.. Fatores de Produção Elementos que atuam no processo de produção. como estilo. em um fluxo de receitas. considerado na contabilidade privada.]. Demonstrativo do Resultado do Exercício – DRE Demonstrativo que consiste. É a alteração no custo total em consequência do acréscimo ou decréscimo de uma unidade de produto. ou alteração nos fatores que afetam o custo.. pessoal de diretoria etc. despesas. Depreciação Custo amortizado em determinado período. mira. que apontam variações no patrimônio líquido da empresa. significa especificação do limite dentro do qual os recursos de sistema podem ser utilizados.despesa administrativa. Em tempo: no jargão corporativo. É todo o dinheiro que o sistema gasta transformando investimento em ganho... um resultado. Feedback Processo.. O custo gerencial envolve também uma gestão financeira adequada e o atendimento de questões especiais relacionadas com a logística do atendimento correto aos clientes. também conhecido como realimentação ou retroinformação. Despesa Operacional Despesa decorrente da operação da empresa. Significa a vida útil de determinados bens ou inversões de capitais. Escopo Segundo o dicionário Aurélio. Custo Gerencial Custo voltado para a eficiência pela redução dos gastos. Eficiente Qualidade daquele que gera um efeito. No âmbito da tecnologia e do mercado. tais como recursos naturais. eficiência significa fazer certo. que não a de custo para fabricação de produto ou elaboração de serviços . intenção [. É o custo explícito. . utilizando como prerrogativa estudos e análise relacionados a mudança de processos. capital e mão-deobra. ganhos e perdas. um produto. ao longo de um período. Empresas Comerciais As empresas comerciais constituíam a grande maioria das pessoas jurídicas da época da Revolução Industrial.Alvo.

Plano de Contas Estrutura básica da escrituração contábil.É a comparação do estado real atingido com o almejado. Em outros termos. que constitui objeto da pessoa jurídica. Ganho Cambial Diferença entre os valores recebidos em dólares e convertidos em reais e o valor em dólar obtido quando da aplicação do mesmo em reais. São duas as condições básicas para que um princípio supere a fase de tentativa e se transforme em geralmente aceito e. Juros Taxa de rendimento paga por bancos. A expressão Revolução Industrial foi difundida a partir de 1845. Patrimônio Conjunto de bens e direitos de uma pessoa ou empresa. O termo foi usado para designar o conjunto de transformações técnicas e econômicas que . ao mesmo tempo. Ponto Ótimo Ponto em que a empresa foca para que esteja em posição de concorrência privilegiada e. Revolução Industrial Processo que teve início no século XVIII. Fisco Conjunto de órgãos da administração pública que cuidam da arrecadação tributária e da fiscalização dos contribuintes. Corresponde à diferença entre a receita líquida das vendas e serviços e o custo dos bens e serviços vendidos.. um dos fundadores do socialismo científico. Lucro Operacional Resultado do lucro bruto diminuído das despesas operacionais. incorporado à doutrina contábil. e logo se espalhou por toda a Europa. trata-se da diferença positiva das receitas menos os custos. indicando o que é preciso manter ou mudar. de uso predominante no meio em que se aplicam. Princípios da Contabilidade Geralmente Aceitos Preceitos resultantes do desenvolvimento da aplicação prática dos princípios técnicos emanados da Contabilidade. pois é com sua utilização que se estabelece o banco de dados com informações para a geração de todos os relatórios. deve ser considerado útil. • • deve ser considerado praticável pelo consenso profissional. Lucro Bruto Resultado da atividade de venda de bens ou serviços.. É o principal instrumento de controle econômico-financeiro e patrimonial das empresas. seja para uso próprio ou para repasse a terceiros. O resultado ou produto regula o estado do sistema. empresas e pessoas físicas que tomam dinheiro emprestado. possa se manter generalista para enxergar e investir em novos focos. na Inglaterra. por Engelf. proporcionando interpretação uniforme das demonstrações financeiras. portanto.

provocará um efeito – positivo ou negativo – não planejado nos objetivos de um projeto ou de uma atividade. pois os recursos são escassos. resultando em aumento de custo em determinada área para a obtenção de grande vantagem em outra. Sistema de Custeio Critério por meio do qual os custos são apropriados à produção. . da ferramenta pela máquina e da manufatura pela fábrica no processo de produção. Risco Evento ou condição incerta que. no que se refere a aumento de rendimento e lucro. consequentemente. Pode ser classificado quanto à natureza do processo produtivo e quanto ao tipo de custo escolhido. se ocorrer. Significa que toda ação tem um custo de oportunidade e que. o que. sob algum aspecto. transformou a economia rural em economia urbana. é necessário abrir mão de outra. É uma troca com compensação. ao se tomar uma determinada ação. pelas ações de uma organização. Trade-off Expressão inglesa muito utilizada em estudos de Economia.caracterizam a substituição de energia física pela energia mecânica. Tecnologia da Informação Estudo e aplicação de conhecimentos e técnicas dos sistemas de informação à produção de bens e à prestação de serviços. Stakeholders Termo que designa todas as pessoas ou empresas que são influenciadas.

A evolução do processo de logística alcança atualmente a fase de gerenciamento da cadeia de suprimentos. O valor total de determinado produto é composto pela margem e pelas atividades de valor. implementar e controlar o fluxo e o armazenamento. O aumento da complexidade e da interdependência organizacional também está levando as empresas a adotarem estratégias que aumentem a flexibilidade organizacional e. definir logística como sendo o processo de planejar. de matérias-primas. Pode-se então. como as estratégias competitivas orientadas pelo/para o cliente (KOTLER e ARMSTRONG. permitam integrar toda a organização em um objetivo comum. Uma vez que o gerenciamento logístico é um conceito orientado para o fluxo. é desejável que se tenha uma forma de avaliar os custos e o desempenho desse fluxo.Custos logísticos II Para atingir a vantagem competitiva. desempenhadas por uma empresa para a criação de um produto com certo valor no mercado. esforços têm sido concentrados na melhoria das atividades logísticas. estoque em processo. 1995). Para Porter (1989). como fonte de redução de custos ou de diferenciação para obterem vantagem competitiva. com o propósito de obedecer às exigências dos clientes. ao mesmo tempo. com o objetivo de integrar os recursos ao longo de todo o trajeto compreendido entre os fornecedores e clientes finais. tanto a nível interno como nas atividades que permeiam toda a sua cadeia de suprimentos. as atividades de valor são classificadas em duas categorias: . eficiente e eficaz em termos de custo. produtos acabados e as informações correlatas desde o ponto de origem até o ponto de consumo. As atividades de valor são as atividades físicas e tecnologicamente distintas.

até mesmo. gerenciamento de recursos humanos. cada uma é correspondente a uma das empresas que formam o sistema (NOVAES. transporte e consumo. A gestão de custos logísticos deve extrapolar os limites da empresa. canais de distribuição. Os custos dos transportes de suprimentos compõem o custo do produto vendido. desenvolvimento de tecnologia. Pode-se desenvolver um sistema para atender uma atividade. Nenhuma afirmação referente às atividades logísticas é evidenciada. assim. assistência técnica – e atividades de apoio – infra-estrutura da empresa. logística de distribuição marketing e vendas. todas as atividades existentes na cadeia de suprimentos. Ela engloba os fornecedores de matéria-prima de determinado produto. atacadistas e varejistas. Ela é composta pelos elementos: suprimento da manufatura. até o consumidor final. expandindo-se seu conceito para a reciclagem dos materiais consumidos – logística reversa ou verde. O enfoque da gestão integrada dos custos relacionados à cadeia de suprimentos se contrapõe à análise tradicional da logística. passando pela manufatura. 1998). Os custos de distribuição aparecem como despesas de vendas. A cadeia de suprimentos é formada por uma seqüência de cadeias de valor. varejo. A falta de informações de custos que sejam úteis ao processo decisório e ao controle das atividades torna necessário o desenvolvimento de ferramentas gerenciais com objetivos específicos. Atualmente. Os métodos tradicionais da contabilidade de custos têm sido questionados. Consideram-se. centros de distribuição. O gerenciamento dos custos logísticos pode ser focado de acordo como objetivo desejado. manufatura. clientes.atividades primárias – logística de suprimentos. para todas as empresas que compõem a cadeia. A definição de cada etapa do processo como atividades que agregam ou não valor possibilita o melhor entendimento entre processos e custos. Seu gerenciamento estende o conceito de integração além da empresa. Uma evidência da falta de comprometimento dos dados contábeis com os custos logísticos é observada na elaboração dos planos de contas (LIMA. como se fosse custo de material. operações. pois confiam em métodos arbitrários para a alocação de custos indiretos e. aquisição de insumos e serviços. um conjunto de atividades ou. as empresas desenvolveram novas formas se gerenciamento – TQM . outros custos aparecem como despesas administrativas. . distribuição física.melhoria contínua e GP . 1999). considera-se que a cadeia de suprimentos vai além da etapa de consumo. as atividades desenvolvidas por outros componentes da cadeia logística. No contexto de que o controle tem passado das mãos do fornecedor à do cliente. A análise dos custos sob a ótica da logística consiste na avaliação do custo total logístico e no conceito de valor agregado. portanto geralmente distorcem a lucratividade verdadeira dos objetos de custo – produtos.gerenciamento de processos.

Sob a perspectiva da cadeia de suprimentos. Dessa forma. estoque e processamento de pedido. Gerenciar os custos com eficácia exige uma abordagem mais ampla. Deste modo o conceito de valor agregado. os dados resultantes podem ser pouco confiáveis. no qual a empresa é dividida em centros de custos. interno à empresa é posto em xeque. se o objetivo for o custeamento da cadeia logística. 2000). pois este começa muito tarde e termina muito cedo. Outro fato é que. porém os demais classificam-se como gastos fixos. Em um enfoque estratégico dos custos este conceito é abandonado e procura-se levantar quais são os fatores que efetivamente provocam os custos. a visão fragmentada do processo logístico torna difícil a execução dessa tarefa. mas para as demais categorias de gastos seu emprego é questionado em virtude de possíveis rateios que têm que ser realizados e.Ballou (1995) afirma que o custo total logístico é a soma dos custos de transporte. 1997 apud FREIRES. basicamente objetiva-se uma melhor precisão do custeio de produtos e serviços. estando fora da área de abrangência do custeamento. decisões tomadas com base no conceito de custo total logístico não conseguem enxergar os custos existentes fora da empresa. com os quais. tal análise não permite uma visão estratégica dos custos. tais fatores são chamados de direcionadores de custos. deixando de fora todas as oportunidades de explorar elos com fornecedores e determina com as vendas. Pelo fato de estar restrita a aspectos internos da empresa. aqueles relacionados com transporte são considerados despesas variáveis em relação à quantidade vendida e associados aos produtos. . é apurar custos que não sejam aqueles de produtos ou dos centros de custos. com base no princípio do custeio variável O custo padrão se aplica para a identificação das diferenças nos custos de matéria-prima e mão-de-obra direta. externa ao ambiente da empresa. os custos são decorrentes do volume de produção. Uma das grandes dificuldades. 1998). Sob a ótica da análise convencional. com a utilização do método dos centros de custos. Esse método é direcionado para o objetivo fiscal. Ele inicia a análise de custos com as compras. Esse tipo de análise torna-se um tanto quanto restritiva por não conseguir gerenciar os custos gerados pelas atividades desempenhadas por uma cadeia de suprimentos. deixando novamente de explorar elos com os consumidores (SHANK e GOVINDARAJAN. Com o advento da globalização e da competitividade os sistemas de custos tradicionais foram revisados devido ao aumento da importância dos custos indiretos nas empresas e a necessidade de se utilizar a análise de custos como avaliação de desempenho das empresas. O método ABC inicialmente tinha como foco eliminar as distorções causadas na apuração dos custos dos produtos e serviços causados pelos métodos tradicionais de custeio. Muitas empresas utilizam o conceito de valor agregado na avaliação de seu desempenho. de tal forma que não há compromisso dessa metodologia com os custos logísticos (LIMA. A principal ferramenta tradicional de apuração de custos é o método dos centros de custos. dos custos logísticos.

determinar o custo relativo de várias atividades e o efeito potencial de mudanças. O ECR ou resposta eficiente ao consumidor também pode valer-se das informações do ABC para melhorar o modo de executar atividades. percebe-se que novamente o custeio baseado em atividades pode ser empregado para sua operacionalização. Entretanto. um sistema que equilibre o custo dos erros decorrentes de estimativas incorretas e o custo de medição.] Fonte . mas de todas as atividades executadas para que o item seja adquirido e utilizado. identificar produtos.. que diretamente interferem na lucratividade dos produtos. O objetivo deve ser o melhor sistema de custeio para os processos logísticos. Depois de definidas as atividades da cadeia logística e de distribuídos a ela os gastos. Assim. definições e procedimentos. a organização pode conhecer e tomar medidas para a redução de custos das atividades de distribuição mais onerosas ou não agregadoras de valor. O caráter quantitativo do método ABC torna-se. esses gastos podem ser utilizados para a avaliação desses fornecedores. analisar o fluxo de processos alternativos baseados em informações econômicas. que constitui o seu objetivo. A definição de atividades mais onerosas e a identificação de atividades não agregadoras de valor mais uma vez podem ser empregadas para o redesenho de processos e a implantação de inovações no modo de desempenhar as tarefas. custeio total de aquisição – TCO – e análise da lucratividade de clientes – CPA – e resposta eficiente ao consumidor – ECR. direcionar e estabelecer o relacionamento entre empresa e fornecedores. a maior dificuldade no uso do custeio baseado em atividades advém da grande variedade de práticas e métodos de implantação. com o intuito de reduzir custos. além de melhorar a qualidade das decisões. [. dentro deste contexto. permite que se verifique a lucratividade direta por produto – DPP –. a partir daí.Fundamentado na estrutura de atividades de uma organização e não no modelo departamental tradicional. Com essa ferramenta. Os esforços empreendidos para aumentar a visibilidade dos custos envolvidos na cadeia logística levaram à criação de ferramentas tais como lucratividade direta por produto – ou DPP –.. as atividades envolvidas no recebimento podem ser associadas aos vários fornecedores da empresa. a compreensão das atividades relativas à distribuição que podem ser associadas diretamente aos produtos. O TCO reconhece que os custos de aquisição de um item não são somente aqueles do item propriamente dito. o método ABC contribui para o gerenciamento dos custos logísticos na medida em que fornece informações quantitativas baseadas em atividades para: avaliar o fluxo de determinados processos. a partir do confronto da receita gerada pelo produto com os gastos variáveis e diretos que podem ser apropriados a eles. clientes e canais lucrativos. um componentechave para a análise e avaliação de processos logísticos. Quando se fala sobre o TCO. com o objetivo de identificar gastos gerados por cada um deles e.

ou seja. desde que devidamente apresentadas em relatórios. Disponível em: <http://www. os novos custos apareceram. Desde a Revolução Industrial.supplychainonline. tornando-se bem mais complexos os métodos para medi-los. aumentando a confiabilidade dos resultados obtidos. a contabilidade de custos tornou-se. Todavia. com o incremento do processo produtivo.DAMASCENO. a contabilidade de custos sofreu uma evolução considerável. as informações de custos. Aliado ao desenvolvimento experimentado pela contabilidade de custos nas empresas nas quais teve origem. surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das empresas. 2008. nas empresas de setor secundário. Nesse sentido. Com o desenvolvimento. devido à grande gama de informações que a compõem. Diante de tal fato. como tentativa de se elaborar um inventário disponível em um determinado período operacional. um grande sistema de informações gerenciais. capazes de solucionar cada vez com mais rapidez os custos de fabricação. Custos logísticos II. e compunham sua matriz de custos basicamente com matérias-primas e mão-de-obra. empresas de ônibus. É importante ressaltar a colaboração dada pelos sistemas de processamento eletrônico de dados à contabilidade de custos.php?name=News&file=print&sid=18>. foi que deu origem à contabilidade de custos.br/modules. bancos. no qual se procurava identificar o valor dos produtos fabricados e vendidos. Custo de produção – história. devido à necessidade de realinhamento de seus objetivos e à expansão do campo de atuação. A partir da I Guerra Mundial. e o emprego cada vez mais intensivo das máquinas no processo de produção. SANTOS. que eram sem dúvida os mais relevantes. A complexidade desses métodos contábeis. pois estes permitiram fazer apurações com uma velocidade altíssima e sem margem de erro. Anderson K. naquela época as empresas apresentavam processos de produção muito semelhantes aos processos artesanais. etc. hospitais.com. Acesso em: 07 jul. teoria e conceitos A contabilidade de custos surgiu junto com a Revolução Industrial. seriam um grande subsídio para o controle e planejamento empresarial. Alfeu. e conseqüente aumento da concorrência entre empresas e a escassez de recursos. . foi possível criar sistemas perfeitamente adaptáveis ao setor terciário – escolas.

Pode-se definir uma classificação para os objetivos da contabilidade de custos. Porém. Exemplo: o valor da aquisição de uma licitação de fios cirúrgicos. não foi direcionado à produção de um bem ou serviço. 2. Determinar as responsabilidades dentro do processo de produção. Perda – É o valor dos bens ou serviços consumidos de forma anormal e involuntária. é necessário citar alguns conceitos para fins operacionais. por alguma razão. Exemplo: pagamento de aquisição de um lote de bolsas hemoterápicas. Aceitar ou rejeitar encomendas. Planejar e controlar as atividades empresariais 1– 2– 3– 4– 5– 6– Analisar o comportamento dos custos – análise vertical e horizontal. Elaborar demonstrativos de lucros e prejuízos. criar. Eliminar. Elaborar demonstrativos do custo de produção de cada produto fabricado. 4. não existe um conceito universalmente aceito para a palavra custo. Exemplo: despesas com o frete de equipamentos biomédicos para manutenção. Inventariar os produtos fabricados e vendidos 1– 2– 3– 4– 5– Determinar o valor inicial e final de matéria-prima em estoque. 5. Produzir ou adquirir no mercado. Determinar o preço de venda de cada item de produção. Custo – É o valor de bens e serviços consumidos na produção de outros bens ou serviços. . Preparar orçamentos com base no custo de fabricação. Alugar ou comprar. 3. aumentar ou diminuir a linha de produção de certos produtos. Elaborar demonstrativos do custo dos produtos vendidos. porém dentro da capacidade física da empresa. Desembolso – É o pagamento resultante das aquisições dos bens e serviços pelo hospital. Exemplo: o custo com antibióticos utilizados para dar alta a um paciente com pneumonia. Existe por sua vez. mesmo existindo estas divergências. Servir como instrumento para tomada de decisão 1– 2– 3– 4– 5– Formar preço de venda. uma infinidade de discordâncias sobre o assunto. Determinar o volume da produção – além do ponto de equilíbrio. 1. Despesa – É o valor dos bens ou serviços não-relacionados diretamente com a produção de outros bens ou serviços consumidos em um determinado período. Exemplo: violar pacotes esterilizados e não utilizar todo o seu conteúdo. Após analisar vários autores. que. Determinar o custo padrão de fabricação. Exemplo: danos provocados por sinistros. Gasto – É o valor dos bens ou serviços adquiridos pelo hospital. Desperdício – É o consumo intencional. 6. Determinar o valor final dos produtos terminados e em processamento.

com o desenvolver do processo produtivo. ou mesmo estar incluído em mais de uma categoria. Exemplo: o custo com o oxigênio em uma unidade de internação. Inaplicáveis – São custos que não estão relacionados diretamente com a produção de um bem ou serviço hospitalar pertencente à atividade-fim do hospital ou serviço. que um determinado bem. 3. Custo misto escalonado – Sua variação é direta ao nível de atividade. poderá mudar de categoria. necessita-se de mais cinco auxiliares de enfermagem e para cada cinco novos auxiliares. Exemplo: reforma de uma unidade de internação. varia diretamente proporcional à quantidade produzida. obtido através da metodologia do custo por ordem de produção. 2. Exemplo: custo de supervisão – para cada dez pacientes internados. no período em estudo. etc.. Aplicáveis – São custos que ocorrem durante a produção de bens ou serviços relacionados com a atividade-fim do hospital ou serviço. Exemplo: o empréstimo de uma sala cirúrgica para outra unidade hospitalar da rede. O sentido da aglutinação. necessita-se de uma nova enfermeira supervisora para a equipe. 1 – Quanto ao seu objeto – Quando relacionados com o tipo de atividade do hospital ou centro de custo. 2. obtido através do custo total de produção de n produtos dividido pela quantidade desses produtos em determinado período. Exemplo: custo de um hemograma junto ao laboratório de patologia clínica. Esse método parte da aglutinação dos custos unitários para os custos totais de produção. Exemplo: energia elétrica gasta com a iluminação em laboratório de análises. pode perfeitamente ser classificado em um determinado conceito e. nesse caso.. 1. 3 – Quanto ao relacionamento com o nível de atividade – Estes custos relacionam-se com o nível de atividade produtiva. serviço etc. 2 – Quanto ao grau de detalhamento – Esse grupo está relacionado com o volume de produção. Exemplo: filmes radiológicos e o número de exames realizados no serviço de radiologia. Custos fixos – São aqueles que. 1. Custo total – É o custo para produzir n produtos ou serviços em hospital.. . Custo médio unitário – Custo de produção de um único produto ou serviço.. parte do custo total para o unitário. com a estrutura de produção constante. 2. em certo instante. ainda. Custos variáveis – Seu montante. Custo unitário – Custo de produção de um único produto ou serviço.. os custos foram aglutinados em seis grupos a saber. podendo ser classificados como. 1. classificam-se em. não variam com a quantidade produzida. Para melhorar o seu entendimento.É importante ressaltar. 3. porém não proporcional..

Indiretos ao produto – São os custos aplicados indiretamente ao produto.. 5 – Quanto à incidência – Esta classificação está relacionada com a incidência de cada espécie de custo ao processo produtivo. Seu cálculo serve para medir o desempenho empresarial. Custo de produção – história. José Geraldo. Disponível em: <http://www. tendo-se que utilizar bases de rateio para sua alocação ao produto.br/scf/aspectosteoricos. Custos futuros ou predeterminados – São os custos calculados pelo método FEPS objetivando o planejamento empresarial. até incidir diretamente. Podem.. são custos diretos os medicamentos. Custos históricos – São custos já realizados. 1. Com o advento do mercado de capitais. das auditorias. 2.. 2. que se distanciavam da figura do .gea. Diretos ao produto – São aplicados diretamente ao produto. 4 – Quanto ao elemento – Nesse caso. Habilidades para adicionar valor à companhia A contabilidade surgiu para prestar informação ao dono da empresa. Fonte MATTOS. Custo misto composto – Estes custos possuem parte fixa e parte variável. o custo é classificado por espécie – pessoal e encargos sociais.html>. teoria e conceitos. Exemplo: se tomarmos como referência a alta hospitalar.org. 6 – Quanto ao momento do cálculo – Esta classificação está relacionada com a localização com os custos no tempo. material de consumo e serviços de terceiros.4. em alguns casos. as próteses. porém apresentam dificuldade para controle individualizado. 1. etc.. os salários e os encargos sociais do corpo clínico. Exemplo: a parcela de energia elétrica utilizada na iluminação e nos equipamentos do serviço do laboratório de patologia clínica. Classificam-se em. Uma varia diretamente proporcional à quantidade produzida e a outra mantém-se constante a qualquer nível de atividade. Acesso em: 09 jan. 2009. Isso facilita sua alocação ao sistema de apuração de custos e um controle isolado de cada categoria de custo – análise de tendência e de estrutura.

para prestar informações aos usuários externos. que se contentava com a formação média e que só fazia para o cliente o que a legislação fiscal determinava. como em finanças. Seus relatórios abrangem os diferentes níveis hierárquicos e funcionam como ferramentas indispensáveis nas tomadas de decisões. Um verdadeiro parceiro. O atual foco das pesquisas sobre a missão das entidades empresariais. independentemente de seu porte. contabilidade geral ou financeira. Ela surge como uma ferramenta que está atrelada aos modelos de gestão. de custos e gerencial. contabilidade de custos. surgem os sistemas de informação gerenciais. Raul Alves Cortepasse. Paulo Roberto Pinheiro. está definitivamente condenado ao desaparecimento. preocupa-se com o resultado. controles específicos como o controle de custos de produção para formação do preço de venda. afirma Pinheiro. É uma ferramenta que . mais compromissado com o sucesso dos resultados de seus clientes. o conceito de criação de valor na contabilidade gerencial. utilizando-a também como um instrumento de análise de desempenho e de monitoramento dos resultados auferidos. podendo ser voltada para a entidade como um todo ou em partes. que era a de apenas informar aos gestores da empresa para tomada de decisão. A contabilidade gerencial é um dos instrumentos mais poderosos para subsidiar a administração de uma empresa. que pensa e age. Pinheiro explica que hoje existe uma grande confusão acerca da contabilidade financeira. Realiza. houve a necessidade de que a contabilidade reportasse informações para esses novos usuários.administrador. a de custos e a contabilidade financeira. devem utilizar a contabilidade gerencial para direcionar seus negócios. Suas técnicas são personalizadas para atender a cada tipo de empresa. desenvolvidas para atender as necessidades de seus usuários. Com o advento da tecnologia da informação dando velocidade na apuração dos dados. e passou–se. está centrado no conceito de criação de valor. O contador que se limitava aos conhecimentos contábeis. está ligado ao processo de geração de lucro para os acionistas. então. A contabilidade gerencial é a reunião dos quatro cômputos empresariais. A contabilidade gerencial não se preocupa apenas com a gestão dos recursos. Saiu-se da contabilidade inicial. ou seja. O atual estágio da contabilidade gerencial está centrado no processo de criação de valor por meio do efetivo uso dos recursos empresariais. Surge então a contabilidade geral. Todas as empresas. ainda. pois tal prática proporcionará segurança nas operações presentes e futuras. Unindo tudo isso. interagindo com as contabilidades financeira e de custos. explica o sócio da Integral Consultoria Empresarial. causando forte influência no processo de planejamento estratégico empresarial e no orçamento. Assim. explica Cortepasse. a gerar informação ao usuário externo. surge novamente a contabilidade como uma ferramenta de utilização para os modelos de gestão. ela é uma gestão de custos e receitas. ressalta o gerente de planejamento tributário da Dana Albarus. Os novos tempos requerem um novo perfil de profissional. a de planificação – orçamento empresarial – e as estatísticas empresariais. associado ao processo de informação gerado pela contabilidade para que as entidades possam cumprir adequadamente sua missão.

incorporando novos conceitos que melhor retratam as alterações nos métodos de administração de produção. Controladoria voltada para o futuro da empresa A controladoria. Cabe ressaltar. mas também com a continuidade da companhia. Os informes da contabilidade gerencial.permite aos gestores do negócio competitividade no mercado. afirma Pinheiro. A visão da empresa como um todo e a definição das necessidades representam as premissas básicas para a eficácia do processo. tentando entender e explicar divergências apresentadas. o esforço de diminuir inventários. a necessidade de um sistema contábil nas empresas é uma realidade. destaca. pode monitorar adequadamente o processo de geração de valor dentro da empresa. e trabalha dentro de uma filosofia de qualidade gerencial e de produtos. que deve permear por toda a empresa. como da administração de produção e de tecnologia da informação. a produtividade. pouco a ver com a realidade econômica e tecnológica de suas operações. não raras vezes. Implicação das mudanças na contabilidade gerencial A contadora e professora Maria Elisabeth Pereira Kraemer. escreve Maria Elisabeth. Para o gerente de planejamento tributário da Dana Albarus. Cada empresa tem seus produtos. por demandarem tempo os gerentes operacionais. a satisfação dos clientes. Portanto. a preservação do meio ambiente. preocupando-se com a geração de lucros. pois os lucros precisam ser gerados considerando as estratégias de médio e longo prazos. em um artigo científico sobre a contabilidade gerencial. saberem se têm capacidade ou não de Para os especialistas. afirma que mudanças importantes na tecnologia. Tais informes afetam. Isso conduziu os profissionais da contabilidade a redesenhar seus sistemas de informações gerenciais. na qual é possível encontrar profissionais de diversas áreas. não é suficiente a produção de lucros. a importância da participação do contador. no seu empenho de reduzir custos e melhorar a produtividade. Mas quem teria plenas condições de levar a concepção de um sistema de gestão utilizando essa ferramenta são os profissionais da contabilidade. no exercício da função contábil gerencial. a motivação dos colaboradores. com freqüência. a contabilidade gerencial deve consistir de um sistema de informações atualizadas. fizeram com que alguns conceitos e técnicas de custeio viessem a ser contemplados como mais capazes de evidenciar os custos de produção e de produtos do que as tradicionais técnicas de custeio. sua tecnologia de produção. bem como a necessidade de eliminar atividades que não adicionam valor aos produtos. O sistema deve possibilitar um controle eficaz e fornecer à administração todas as informações concernentes à situação patrimonial e financeira e aos resultados obtidos. administrando-os dentro de conceitos que julga mais adequados a sua realidade produtiva. Hoje. a evolução tecnológica e as ameaças dos concorrentes. . são de pouca valia para os gerentes operacionais. a ética dos negócios. a contabilidade gerencial é hoje uma área extremamente atrativa. por ser a contabilidade uma área de alto grau de interação com as demais. as expectativas dos acionistas. Raul Alves Cortepasse.

temos. a cada ano. Além desses tradicionais inconvenientes.com. na qual muitas vezes o preço de venda é determinado pelo mercado. 2005. 2006. a cada ano. A contabilidade é vista hoje como o maior vaso comunicante dentro da organização. sem considerar a verdadeira estimativa de vida útil dos bens. Nesse cenário. A contabilidade ainda é vista como um mal necessário dentro da empresa. Como cada nível de administração dentro da empresa utiliza a informação contábil de maneira diversa. Porém. o fato de que. ele está dentro da contabilidade. Para Pinheiro. ensina. Fonte HABILIDADES para adicionar valor à companhia. através do sistema de informação contábil gerencial. O gerente da Dana Albarus afirma que esse sistema de informações funciona a partir dos seguintes elementos: sistema de custeio. através de manobras tributárias e fiscais. ataca. em muitos casos. controle orçamentário e programas de melhorias contínuas –benchmarking. se estão ou não de acordo com a nossa constituição. os contadores precisam ver a contabilidade como geradora de informações para o planejamento e controle das operações para a maximização do lucro da empresa.Nesse ambiente acirrado de competição. explica o especialista.portaldecontabilidade. Se existe um lugar em que estão centralizados todos os atos da gestão. como despesa e alto custo com impostos e juros embutidos no custo de produção. sem se importar se essas mediadas estão de acordo com as normas internacionais de contabilidade ou. Paulo Roberto Pinheiro. todas as áreas da companhia. 26 jan. Acesso em: 04 jan. explica o sócio da Integral Consultoria Empresarial. o legislador fiscal busca. mapeamento de processos e programas de valorização de idéias. contabilização de algumas formas de imobilizado. Rio de Janeiro. o sistema de informação contábil deverá providenciar que a informação contábil seja trabalhada de forma específica para cada segmento hierárquico da companhia. Assim. Disponível em: <http://www. aumentar a receita do governo. ainda. tais como: cálculo das depreciações pelo método mais simples – método linear –. cada qual com um nível de agregação diferente. através das áreas de controladoria. é de fundamental importância para as empresas poderem tomar decisões. é de suma importância a determinação adequada de quanto custa produzir uma mercadoria ou qual o custo de aquisição de um bem para ser usado no processo de industrialização ou para ser revendido. pois irá subsidiar e monitorar as decisões que serão determinantes para a obtenção de maiores ou menores lucros para a organização. essa é uma tarefa mais desafiadora pelas dificuldades impostas por nossa cultura. destaca Cortepasse.htm>. orçamento plurianual. afirma. . a contabilidade gerencial ganha destaque. Mesmo em uma economia altamente competitiva. A contabilidade gerencial deve suprir.br/tematicas/gestaocontabil. a contabilidade gerencial. a contabilidade gerencial está voltada ao gerenciamento das operações presentes e também das operações no futuro. Jornal do Comércio.

a empresa também tem de criar valor para seus proprietários. Os economistas. mas sim destruindo. depois de descontados custos e despesas operacionais. pois parte do princípio de que o capital empregado no negócio deve ser remunerado. econômico ou aluguel econômico. ou maximização da riqueza dos proprietários. expressão inglesa que significa conomic Value Added ou em português Valor Econômico Adicionado ou Agregado. não basta apenas gerar lucro. por sua vez. a remunerar seus principais executivos pela contribuição de cada um na geração de valor. o que não invalida o propósito de mensuração quanto a agregar ou destruir valor ao negócio. se apresentam como conhecimento técnico moderno. substituindo o modelo familiar que premia colaboradores mais por sua lealdade e obediência do que por desempenho financeiro. registrou a marca e vem já há algum tempo espalhando a boa nova pelo mundo. nos deparamos com novos conceitos em administração e finanças. a fórmula é relativamente simples. a Stern Stewart & Co. pois como veremos mais adiante. o método mede o desempenho com ênfase no custo do capital. Sem querer tirar o mérito da empresa de consultoria americana. Uma empresa de consultoria americana. não for superior à expectativa de remuneração do capital investido pelo acionista no negócio. quando na verdade. que tão habilmente vem difundindo o conceito pelo mundo. e aí me incluo. Essa característica vem sendo alterada pelo ingresso no país de grupos econômicos com sede em economias mais desenvolvidas e com modelos de gestão que estabelecem compromissos de seu corpo diretivo com a criação de valor para a empresa.. É o caso do EVA® – Valor Econômico Agregado. porém reciclados. não passam de conceitos já utilizados. Trata-se de uma medida de desempenho. não posso deixar de dizer que se trata de uma idéia antiga com uma roupagem moderna.A sua empresa está criando ou destruindo valor? A questão aparentemente complexa na verdade deveria estar presente no dia a dia de todas empresas. fazendo com que os primeiros busquem em todas as suas ações a geração de valor para os proprietários e estes. Na verdade. Olhando para as empresas brasileiras. se apropriou do conceito dessa sigla. para mensurar o quanto de valor está sendo criado ou destruído pela empresa. característica típica de vários países emergentes. aproveitando-se do esquecimento dos profissionais da área. Em síntese. chamam isso de lucro residual. constatamos que a grande maioria está calcada num modelo de gestão com controle familiar. . mas que sob nova roupagem. Esse modelo de gestão alinha interesses dos gerentes com o dos proprietários. a empresa não vem agregando valor. De tempos em tempos. cuja aplicação nos remete a conceitos já conhecidos. Esse conceito está sendo reciclado com esta nomenclatura EVA®. e se o resultado gerado na operação.

seu EVA® será de US$ 100. financeira e racionalizar o uso do capital visando aumentar sua geração de valor. Eficiência operacional . o EVA® não leva em conta o risco em uma operação desenvolvida no mercado financeiro. para observamos se a criação de valor está se confirmando ou se seu capital vem sendo destruído. precisamos determinar o valor da empresa e monitorá-lo permanentemente. significa que ela agregou valor em mais US$ 100. E partindo da premissa de que o objetivo da administração é criar valor para o acionista. a criação de valor para o acionista é uma batalha que se ganha no dia a dia com muita criatividade para identificar. mesmo que dividendos venham sendo pagos continuadamente. CMPC% é o Custo Médio Ponderado de Capital e CT é o Capital Total. a empresa tem EVA® positivo e criou valor durante o período analisado. outros fatores contribuem para o sucesso das empresas.000 para seus proprietários. então a empresa destruiu valor e seus proprietários estão perdendo dinheiro. Obviamente.A metodologia contempla de forma objetiva o quanto está sendo remunerado o capital do acionista. mas o enfoque de geração de valor pressupõe que os criadores de valor na empresa necessitam ter criatividade para identificar. Por ser um cálculo financeiro. EVA® = ROL – CMPC% . São quatro os direcionadores para criação de valor para os acionistas. seu retorno esperado será de US$ 150. ativo permanente e outros ativos operacionais.000. se o capital aplicado num negócio é da ordem de US$ 1.. Projetos que ofereçam uma taxa de retorno superior ao custo de oportunidade que esses acionistas teriam. I.000 e o custo atribuído a esse capital for de 15%. portanto o termo adicionado está empregado no sentido de algo mais. A formula é a seguinte. então. Podemos concluir. que o objetivo da administração de uma empresa é de elevar seu valor para os acionistas através da melhoria e implantação de projetos que ofereçam um retorno superior ao custo do capital. O cálculo é simples: deduz-se do lucro operacional líquido uma cobrança pelo volume de capital empregado no negócio / empresa. Se o lucro operacional líquido apurado for de US$ 250. analisar e implantar projetos que adicionem valor para os acionistas. e que uma empresa bem administrada deverá ter sempre calculado e monitorado seu valor. (CT) ROL é o Resultado Líquido Operacional depois dos impostos.. Se for negativo. Esse capital corresponde à soma do capital de giro. a título de exemplo. analisar e implantar projetos que criem valor para os acionistas. devemos trabalhar para melhorar sua eficiência operacional. A essa taxa chamamos de custo médio ponderado do capital – CMPC. Criar valor para o acionista em essência significa elevar o valor da empresa. Todavia. Dessa forma. caso investissem seus recursos em outras opções do mercado financeiro.000.000. Se partirmos do princípio que uma empresa é o conjunto de projetos em operação.. multiplicados por uma taxa de juros – custo de capital de terceiros – e uma taxa de risco – custo do capital próprio..000. Se o resultado for positivo.

Crescimento rentável Não investir em ativos e atividades que não estejam gerando retornos iguais ou maiores do que o custo de capital. A sua empresa está criando ou destruindo valor? [S.Cortar custo e reduzir a carga tributária para aumentar o resultado operacional líquido. denominada SIOPE – Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação –. . pois atualmente muitas empresas estabelecem remuneração variável em função da geração de valor obtida.n. mas como medida de desempenho. Racionalização do capital Estruturar as finanças da empresa de forma tal que minimizem o custo de capital. Ou seja. Eficiência financeira Efetivar investimentos nos quais o resultado operacional líquido seja maior do que o aumento de encargos de capital. Não se trata de uma panacéia. operando de forma mais eficiente para garantir um retorno maior sobre o capital investido no negócio.]. II. nem a razão de seu sucesso. Roberto. É uma tendência irreversível que nos obriga incondicionalmente a exercermos nossa criatividade como agentes criadores de valor para a empresa e por conseguinte aumentando a riqueza de seus proprietários / acionistas.: s. III. IV. é o principal objetivo do projeto Economia da educação: orçamento público em educação.l. E agora você poderia responder a questão inicial: A sua empresa está criando ou destruindo valor? Espero que os responsáveis pela gestão das empresas estejam preocupados em responder a essa questão. A criação dessa ferramenta. Fonte HERRERA. Esse conceito de criação de valor está cada vez mais presente nas empresas. deve ser inserido no sistema de gestão financeira e monitorado permanentemente. Cedeplar desenvolve banco de dados sobre gastos da educação no país A gestão pública na área de educação vai ganhar um novo aliado: um grande banco de dados com os gastos referentes à educação em todo o Brasil. O EVA® é uma maneira fundamental de medir e gerir o desempenho empresarial que tem raízes tão antigas quanto o próprio capitalismo. empreender projetos cujo fluxo de caixa a valor presente seja positivo.

reproduzido pela Folha de S. economista laureado com o Prêmio Nobel e professor emérito do MI. quanto à terceirização externa e à globalização. do NYT. ficamos surpresos ao constatar que o Professor Paul Samuelson. na página B6. coordenado pela professora Ana Flávia Machado. Acesso em: 04 jan. O trabalho é financiado pelo INEP/MEC e conta com gerenciamento da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa da UFMG – FUNDEP. coordenado pelo professor Mauro Borges Lemos. além disso.custo-aluno. Fonte UFMG. está auxiliando o MEC na definição dos gastos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – FUNDEB. Belo Horizonte. é dividido em quinze metas reunidas em dois grandes blocos. Procuraremos resumir e comentar o artigo de Steve Lohor. Cedeplar desenvolve banco de dados sobre gastos da educação no país. . Gregory Mankiw – Casa Branca – e Jagdish Bhagwati – Universidade de Columbia – ou seja. na realidade diverge da ala ortodoxa representada por Alan Greenspan – FED –. O projeto. têm divergências em relação ao consenso econômico dominante. Disponível em: <http://www. desempenho e proficiência escolar desenvolvido pelo Cedeplar. Paulo de 12/9/2004. O projeto permite o acompanhamento e fiscalização dos gastos em educação e servirá como instrumento para formação de políticas públicas nessa área. Nele. e considerado uma espécie de guru de toda uma geração de economistas conservadores. ambos da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais. os maiores pesos pesados da doutrinal neoliberal dominante. somos informados de que Paul Samuelson. se refere à análise de dados do Sistema Informacional Custo-Aluno – SICA – e do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública – SIMAVE –. de 89 anos. da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG – FACE.shtml>.br/online/arquivos/002270. O primeiro é referente à consolidação do SIOPE e o segundo. 2005 Paul Samuelson afirma que EUA terão perdas com exportação de empregos Em artigo do New York Times. Essa análise vai possibilitar criação de indicadores de eficiência para as escolas públicas do país e.ufmg. Jornal da FUNDEP.

basta dizer que desde 1948. até 300 milhões de trabalhadores com bom nível educacional. e é claro. no entanto. Alem disso. o Brasil e outros. Para ele. Sua conclusão é de que a noção de que a economia dos EUA como um todo irão se beneficiar disso é uma mentira polêmica e popular entre os economistas. por causa da internet. a maioria dos economistas afirma que os ganhos dos beneficiados nos EUA serão sempre grandes o bastante para compensar as perdas dos prejudicados. então você acredita na fadinha dos dentes. para os que saem perdendo com a competição. Para ele. ser graduado em economia implica em ter usado um livro de sua autoria. os padrões de ensino nesses países são muito inferiores ao estimado. As avaliações estariam sendo influenciadas pelos profissionais chineses e indianos que conseguem emprego no Vale do Silício. Ele afirma que se você não acredita que isso mudaria a média salarial norte-americana. mas receber baixos salários. Bhagwati e Mankiw são ex-alunos dele. poderiam ingressar na força de trabalho e [concorrer] com os norte-americanos por empregos para profissionais capacitados é irreal. o que pode acelerar a pressão sobre os salários de vastas porções do setor de serviços. Portanto. tudo se resume [à] suposição de que os Estados Unidos estarão sempre muito a frente em termos de ciência. Sua divergência principal está na questão da terceirização externa ou exportação de empregos em centrais de atendimento telefônico e divisões de criação de software para países como a Índia e a China. Para Samuelson. só podem competir com os EUA se sua população tiver bom nível de instrução. Em outras palavras. A refutação Bahgwati está centrada em que a preocupação de que a China leve embora a maior parte dos empregos industriais e a Índia a maior parte dos empregos no setor de serviços e tecnologia é exagerada. as estimativas de que. porque está completamente errada no que tange a estabelecer que o número de beneficiados sempre superará o de prejudicados. a Índia e a China. Samuelson e Bhagwati. ou seja. É claro que nenhum dos dois parece se preocupar muito com o paradoxo da pobreza. quando se considera que algumas pessoas ganharão e outras perderão.Para se ter uma idéia da importância de Samuelson. Para Samuelson essa suposição é uma espécie de falácia. Isso porque essa avaliação do sistema educacional da China e da Índia beira o absurdo. a difusão mundial de computação de baixo custo e de comunicações via internet derruba as velhas barreiras geográficas entre os mercados de trabalho. A nenhum dos dois parece ocorrer à pergunta simples: Quem de fato ganha com tudo isso? . só é competitivo quem é pobre. pesquisa e educação. concordam que são necessários programas de seguro-desemprego no período de ajuste do comércio internacional. em sua maioria chineses e indianos.

o temor era de que as evidências encontradas em outros mercados entre as boas práticas de governança corporativa e o aumento do valor da companhia não se repetissem no Brasil. e ganhos e perdas em relação ao binômio capital-trabalho. rumo a um melhor relacionamento com os acionistas.Samuelson demonstra muito mais lucidez quando afirma que o salário real no novo mercado de trabalho termina reduzido em razão dessa visão quanto à dinâmica do livre comércio. os mais recentes estudos não deixam dúvida. Segundo os trabalhos acadêmicos mais recentes. a maior parte dessas primeiras pesquisas só analisavam a . Fonte MONTECLARO. Um dos trabalhos. A governança compensa? Para quem ainda tinha dúvidas se a governança realmente valoriza as companhias e ainda temia que os bons resultados inicialmente encontrados em função das boas práticas fosse uma maré passageira. é possível concluir que a evolução das práticas de governança também leva ao aumento do mercado como um todo. seja nos EUA. A capitalização corresponde ao valor da cotação multiplicado pelo número de acionistas. foram animadores.shtml>. Pesquisas feitas com as empresas que efetivamente foram negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo nos anos 2003 e 2004 tiram o ponto de interrogação do título. Disponível em: <http://www. No começo. do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC –. que é o aumento do valor da empresa. Com mais um pouco de esforço. o respeito aos acionistas já oferece com certeza uma recompensa.midiaindependente. E arremata afirmando que se você é capaz de comprar produtos 20% mais baratos no Wal-Mart. na Índia ou na China. Finalmente. É um indicador que representa o valor das empresas listadas. No entanto. 2005. isso ainda assim não quer dizer que as perdas de salários estão sendo compensadas. Lauro. essas mentes brilhantes acabarão por descobrir que existem capitalistas e trabalhadores e que seus interesses nem sempre coincidem. de Alexandre di Miceli. Por conta disso.org/pt/blue/2004/09/290670. Os estudos locais que avaliaram os efeitos das primeiras evoluções das empresas brasileiras. o honorável professor conclui que de fato existe uma certa diferença entre ganhos e perdas de forma genérica no comércio internacional. revela que uma mudança do pior para o melhor nível de governança resulta em um aumento de 85% a 100% na capitalização de mercado da companhia. Acesso em: 04 jan. Paul Samuelson afirma que EUA terão perdas com ‘exportação de empregos’.

já em um momento mais recente. procurou testar a hipótese em diversos modelos econométricos. diz o especialista. disse Flavia. da Coppead UFRJ. começa a se consolidar a primeira leva de trabalhos que mostra uma relação concreta e forte entre a boa governança e a valorização da companhia. no entanto. Para isso. o capital de risco tende a se tornar uma fonte de recursos não apenas menos onerosa mas também mais adequada do ponto de vista da governança financeira. acrescentando. que elaborou um quadro no qual listava as principais boas práticas e verificou que cada ponto que a empresa cumpria equivalia a um aumento de 6. por um lado. completa. do IBGC. O trabalho enfatizou a transparência dada pela companhia e as características do Conselho de Administração.correlação entre alguns aspectos isolados de governança e seu impacto na geração de valor para a companhia. Com relação ao custo de capital próprio. segundo a pesquisadora. o pesquisador di Miceli. por outro. para financiar os investimentos. Isso faz com que a discussão da governança passe a ser mais relevante porque os diversos controladores precisam de mecanismos para monitorar o desempenho dos gestores da companhia. apresentam uma relação estatisticamente significante entre o valor das companhias e os aspectos relacionados às práticas de governança como. a boa comunicação com o mercado por meio do Índice de Governança Corporativa – IGC –. Os principais focos da tese foram justamente a relação entre boas práticas e o aumento do valor. diz Miceli. Importante ressaltar que o estudo da pesquisadora toma como base dados de cerca de 200 empresas listadas e negociadas em bolsa no ano de 2004. tomando como parâmetros as recomendações presentes nos códigos de boa governança. Um dos primeiros estudos que mostraram essa ligação foi o do professor Ricardo Leal. Ele analisou 154 companhias não financeiras que tinham liquidez em 2002. . por exemplo. procurou testar a influência dos mecanismos de governança agrupados e não isoladamente. Existe uma correspondência entre as estruturas de governança corporativa e financeira decorrentes das mudanças sofridas pelas empresas na economia brasileira. Agora. Os resultados para essa amostra de empresas. especialmente as decorrentes do controle acionário compartilhado têm ocupado espaço crescente no país. que o assunto deverá ser tema de outros estudos. diz Flavia. Para Flavia. e a redução do custo do capital.8% no valor de mercado das ações. diz a pesquisadora. Em seu estudo. Apesar disso. A pesquisadora Flavia Padilha também acaba de concluir um trabalho de mestrado pelo IAG PUC-Rio no qual buscou verificar quais seriam os benefícios obtidos com a adoção de boas práticas de governança corporativa no caso das empresas brasileiras. Novas formas de governança. em 2004. ou seja. a análise quantitativa dos dados foi pouco conclusiva. no entanto. é possível encontrar indícios da redução do custo de captação de recursos no mercado e pode-se verificar que os novos aspectos trazidos pela bom tratamento aos acionistas minoritários influenciam a dinâmica empresarial no Brasil.

a ALCA foi uma idéia do pai. o impacto da governança nos custos de captação.realtrader. inclusive. colou. ou seja.A criação da ALCA é fundamental? REINALDO GONÇALVES . andou meio esquecida e foi retomada pelo Clinton. e chamava-se Iniciativa das Américas. a exemplo do que fazem China. nesse trabalho. O especialista não analisou. Acesso em: 06 jan. Índia. a maior parte dos trabalhos anteriores procurava averiguar se o valor de mercado das empresas era determinado por mecanismos internos ou externos – de governança. não se podia verificar uma influência isolada de cada prática. Rússia e. Em entrevista ao Globo Online. por exemplo. mas terei em breve um embasamento mais concreto sobre isso. George Bush. Depois.específicos e que preservam os interesses brasileiros -. Intuitivamente.Segundo Miceli. mas esse é o tema de um outro estudo. um exército de Brancaleone. conclui. Estados Unidos. Saída para o Brasil são os acordos bilaterais O Brasil não deveria perder tempo com um bloco que não é importante nem prioritário para o país. GLOBO ONLINE . ao se referir à polêmica em torno da criação da Área de Livre Comércio das Américas – ALCA. Estou analisando não apenas o custo de capital próprio mas também de terceiros. classificado por ele como um projeto moribundo.O Brasil tem interesse no bloco? .Não. Uma parte da pesquisa avalia a relação entre a qualidade da governança e os ratings de crédito da companhia. que já está em fase final. A governança compensa? Disponível em: <http://www. O economista também não poupou críticas ao Mercosul. E também não é para o governo americano. Reinaldo Gonçalves. A opinião é do professor titular de Economia Internacional da UFRJ. Os americanos tratam o assunto no gênero colar o selo. Na origem.com.pl/read/11450>. O próprio Bush não parece muito interessado. a relação com custo de capital menor parece existir. sendo que algumas podem ter sinergias.br/forum/indice. 2006. Gonçalves sustenta que a saída mais vantajosa para o Brasil. se colar. seriam os acordos bilaterais . em termos de comércio exterior. conta ele. Catherine Vieira do. Ao analisar os aspectos isoladamente. explica Miceli. diz. GLOBO ONLINE . Fonte RIO.

Foi idéia do Collor. Eu.Sem dúvida. deveríamos sair na frente e apresentar ativamente uma proposta.Não. em relação aos Estados Unidos. que é avançar com acordos bilaterais.ou ser o último a aderir . Mas um acordo com a União Européia é possível e viável. por exemplo. GLOBO ONLINE . GLOBO ONLINE . no início. Índia. Depois. sou um crítico do Mercosul. mostrava-se dividido em relação à ALCA. está focada na área comercial da política externa brasileira.REINALDO GONÇALVES . inviáveis? REINALDO GONÇALVES . Chile. os principais defensores são grupos do setor privado. o que não é possível porque toda a parte comercial do bloco está centralizadada em Bruxelas. GLOBO ONLINE . um exército de Brancaleone. em vez de esperarmos passivamente uma proposta bilateral.E como proceder em relação à União Européia? REINALDO GONÇALVES . mas minha crítica é mais abrangente.A vantagem é que em vez de termos uma agenda prêt-aporter.Via MERCOSUL? REINALDO GONÇALVES .ALCA e MERCOSUL seriam. teremos acordos específicos que atendem aos interesses brasileiros. então.O ideal seria podermos fazer acordos. particularmente. abandonando de vez a ALCA. assim uma agenda bilateral do Brasil com a Argentina obrigatoriamente será diferente de uma agenda com o Paraguai e com o Uruguai e com os Estados Unidos. GLOBO ONLINE . mas não tem sustentabilidade. As economias de seus membros são distintas. mais de 300 acordos bilaterais deverão ser registrados junto à OMC. GLOBO ONLINE . que considero um projeto moribundo. acho que.Qual a vantagem desse tipo de acordo? REINALDO GONÇALVES . poderia ser boa. Os americanos têm priorizado acordos bilaterais com países da América Central e do Sul e acho que essa deveria ser a estratégia do Brasil: abandonar esquemas plurilaterais ou multilaterais e partir para acordos bilaterais.seria prejudicial para o Brasil? REINALDO GONÇALVES .Esse é um argumento muito usado pelos defensores do bloco. definida em grande medida pelos Estados Unidos e tendo como [denominador] omum a geléia geral latino-americana e caribenha. Aliás. Rússia. que era apoiada pela Fazenda. Indústria e Comércio Exterior. . um acordo bilateral Brasil-UE. E essa é uma tendência: até o fim deste ano. Precisamos fazer o que fazem China. e Agricultura. com a Alemanha e com a França.Não aderir à ALCA . O próprio governo.No Brasil. mas que não tem fundamento. o governo passou a exigir melhores condições de acesso ao mercado de produtos agrícolas.

de acordo com Ralf Merschmann.Esse é um argumento falacioso porque. demandando a criação de critérios e o uso de ferramentas adequados à estratégia do grupo. ampliamos nossa capacidade de gerir questões estratégicas. Então. Saída para o Brasil são os acordos bilaterais. Adotamos o SAS ABM. na realidade. foi a saída acertada para viabilizar a apuração correta dos custos. gerando valor para os acionistas e funcionários. prática e confiável e ao conhecê-los. para apurar custos de forma inteligente. Custo é a chave da estratégia Em busca de resultados que satisfaçam clientes. e também líder do projeto de custos. de rentabilidade e operacionais. serviços e clientes.]. com a acusação de que o país não cumpre acordos.Os defensores da ALCA alegam que o Brasil poderia sair do bloco.l. o Banco ABN Amro Real criou uma saída inteligente baseada em um modelo inovador de gestão de custos. [S. em termos de relação custo-benefício. na conquista da liderança em mercados selecionados e na maximização do valor adicionado para o acionista.:s. É um modelo que começou a ser desenhado há quatro anos. o Banco ABN Amro Real está apurando a rentabilidade de produtos. explica. Um cenário altamente competitivo exige rapidez na tomada de decisão para garantir não somente a sobrevivência da empresa como seu lugar no ranking. gerente de Custos do ABN Amro Real. como em um contrato de aluguel de uma casa. Mas insistem que estar na ALCA seria importante. E isso sem contar que a saída do bloco poderia provocar uma espécie de retaliação.n. Fonte PIZARRO. Em 2001. A tecnologia. Rui. alinhada à metodologia de custeio. Em Economia. caso as condições não fosse favoráveis. Ou seja.GLOBO ONLINE . a ALCA definitivamente não é favorável para o Brasil. quando decidiu investir em um projeto de custos. é cobrada uma multa altíssima. O senhor concorda? REINALDO GONÇALVES . o acordo é protegido pelo direito internacional público. é o que se chama de custo de saída – sunk cost. seria preciso denunciar esse acordo. por meio da análise do processo de geração de valor. Por essa razão. Mas isso tem um custo. entrava em vigor uma nova estrutura mundial com foco no aprimoramento do atendimento ao cliente. Resultados no longo prazo .

internet e ‘call center’. já estão concluídos os canais agência – processamento de transações-caixa e retaguarda –. É mais caro para o banco usar o canal de atendimento agência. 20 milhões nos canais de auto-atendimento e 10 milhões pela internet. que teve início em 2001. exemplifica o executivo. o . E uma das conseqüências positivas de todo esse trabalho. É importante reconhecermos que os canais hoje disponíveis se complementam. operações de rede. A alternativa é direcionar o cliente para o uso de outros como os caixas eletrônicos. Assim. por fornecer informações para a tomada de decisão referente ao comportamento dos custos de produtos e serviços. o SLA – service level agreement –. contratação de consultores. consumer finance e cartões de crédito. foi atribuído a um planejamento coerente e à definição de fases distintas e cuidadosamente direcionadas. a instituição financeira realiza 10 milhões de transações/mês nas agências. que oferece atendimento mais rápido com menor custo. que visa o aumento da eficiência no uso dos recursos. A meta é migrar parte do volume de operações nas agências para os canais eletrônicos e obter atendimento de qualidade a um custo menor. otimizando os preços de produtos e serviços. desde a apuração. Segredo do sucesso O bom desenvolvimento do projeto. call center. assim como a utilização das [informações] para a apuração da rentabilidade de clientes. definição do tipo de informação. As aplicações práticas estão em andamento.custeio baseado em atividades –. envolvimento da equipe e atualização das etapas. internet.Até o momento. tem hoje como base a disseminação da cultura de gestão. na opinião de Merschman. suporte a operações financeiras. foi a mudança do comportamento dos gestores que passaram a usar as informações disponíveis e análises sobre os custos de processos. Os ganhos podem ser sentidos pelos clientes e pelo banco.uma utilização equilibrada dos canais. minimizando os gargalos e melhorando o atendimento. autoatendimento. primeiramente foram custeados os canais de atendimento e as áreas operacionais de produtos – back office. em função da representatividade dos recursos envolvidos. Tudo isso somado à metodologia Activity-Based Costing – ABC . Atualmente. Um exemplo de como a posse dos custos ajuda no planejamento estratégico é a avaliação da rentabilidade das transações efetuadas nos diferentes canais. foram investidos R$5 milhões em todas as fases do projeto. para auxiliarem nas tomadas de decisões em suas atividades. A migração do atendimento nas agências para o auto-atendimento ou outros canais eletrônicos pode gerar economia significativa . operações EDI. Como a abordagem adotada foi a de custeio por processo de negócio. todos estão a disposição dos clientes e o equacionamento na utilização é o grande desafio. o modelo operacional do ABN Amro Real. Atualmente. serviços e transações. utilizando informações importantes para melhor direcionar os negócios. aquisição de ferramentas.

Trata-se de um ponto importante. Por meio dele. comprometendo as partes envolvidas – prestador e consumidor –. que demanda produtos e serviços da instituição. será possível aprimorar o planejamento estratégico do banco. O SLA é um modelo utilizado para aprimorar a gestão de recursos. por meio da negociação e da formalização de contratos de prestação de serviços entre as áreas.asp&ID=612235>. portanto. Todas as áreas funcionam integradas e usam os recursos disponíveis da melhor maneira possível. a evolução da metodologia ABC/ABM irá proporcionar o desenvolvimento do chamado ABB – activity based budgeting . além de venderem e comprarem serviços de outras unidades. as áreas fazem uso de ferramentas de gestão como gestão de custo e gestão de prestação de serviços internos – SLA –. Disponível em: <http://www. descrita por Merschmann. Acesso em: 04 jan. está estruturado sobre três pilares: gestão estratégica de custos.dimensionamento de pessoal. . para manter um nível de serviço adequado. 2006. rentabilidade de clientes. a implementação de novos produtos e as concorrências e terceirizações. Hoje. departamentos e áreas – tecnologia. a estrutura de negócios do ABN Amro Real ./artigosnoticias/ user_exibir.orçamento baseado em atividades. Para Merschmann. consumer & commercial clients – corporações locais.está dividida em três linhas: wholesale clients – grandes empresas e instituições com atuação global –.quarto maior banco privado brasileiro em depósitos e empréstimos e o quinto maior em ativos . Fonte CUSTO é a chave da estratégia. recursos humanos. V. otimizando o consumo de recursos. produtos e unidades de negócio e gestão operacional. budget próprios e gerenciam seus custos e receitas. – funcionam como unidades de negócios independentes.asp? TroncoID=907492&SecaoID=508074&SubsecaoID=627271&Template=. Alinhado ao modelo operacional do ABN Amro Real. etc. agências..net/site/imprimir. O modelo de custos adotado. Elas possuem metas. UM MODELO DE VANGUARDA Com o projeto a adequação da estrutura da organização às necessidades do mercado foi aprimorada.intelog. Nesse desenho. visto que o consumo dos recursos é decorrência do relacionamento com o cliente. pessoas físicas e empresas de pequeno e médio portes – e private clients & asset management – clientes private e administração de recursos de terceiros.

No Brasil. No entanto. portuária e alfandegária. A falta de informações sobre custos [é] uma das maiores causas para a dificuldade que muitas companhias [têm] no processo de adoção de uma abordagem integrada para a logística e para o gerenciamento de distribuição. A ABML estima que o custo logístico em uma empresa pode equivaler a 19% de seu faturamento. embalagem. desencadeou mudanças nos sistemas convencionais da contabilidade de custos. um conjunto de atividades ou até mesmo todas atividades [logísticas] da empresa. planejamento operacional. dentro das empresas. influenciando os padrões de pedido dos clientes e provocando custos adicionais.Custos Logísticos I Introdução Os custos logísticos representam um tipo de custo muito significativo. VI. Desenvolvimento Os problemas surgidos em níveis operacionais resultantes do gerenciamento logístico advêm dos impactos diretos e indiretos de decisões específicas. . e os impostos em cascata. A necessidade de adoção pelas companhias de uma abordagem integrada para o gerenciamento de informações dos custos. é de suma importância para a empresa saber identificar e mensurar esse tipo de custo que pode significar muitas vezes a própria existência da empresa. armazenagem e serviço ao cliente. movimentação. aspectos legais. principalmente de transportes. deixando para trás sua metodologia tradicional. transportes e planejamento estratégico. com o objetivo de identificação dos reais custos de produção até sua distribuição final. na tomada de uma decisão em uma determinada área. acontece que. é importante perceber que o aumento do escopo pode repercutir na falta de foco. é possível desenvolver um sistema para atender apenas uma atividade. Daí a necessidade de direcionar o sistema para o tipo de controle ou decisão que se pretende apoiar. Freqüentemente. inventário. [os quais] são identificados nos estoques. É preciso saber o que [está] sendo considerado no modelo e conhecer suas limitações. que inviabilizam muitas soluções logísticas. O mais importante é o conhecimento do tomador de decisão sobre a informação disponibilizada. podem ocorrer resultados imprevistos em outras áreas. fluxo de informações. Assim. O gerenciamento de custos logísticos pode ser mais ou menos focado de acordo com o objetivo desejado. [Dessa maneira]. os grandes empecilhos à produtividade e à conseqüente redução de custos logísticos estão na infra-estrutura do país. da produção até a distribuição. até suprimentos.

Os custos de armazenagem são gerados pela produção que não [é] vendida. concretização e integração das bases de distribuição física. No passado. combustíveis. na definição dos tamanhos dos lotes de compras e na determinação da política de estoques. O armazenamento consome espaço.A seguir falaremos um pouco mais de alguns dos custos logísticos. Esse custo. pneus. de 13%. [dá] origem às despesas com frete que [estão incluídas] no preço. redução dos tempos de planejamento da produção e elaboração de planos a ciclos breves. Custo com transporte Geralmente. ocultar os desequilíbrios existentes na capacidade das instalações. despacho. de acordo com os produtos ou clientes. uma ferramenta de custeio pode favorecer no critério de seleção de fornecedores. e outros custos – armazenagem. obsolescência. demanda movimentação dentro da [fábrica]. etc. seguido pelos custos gerais – juros. a função compras era avaliada em função do preço de . e torná-lo obsoleto. No suprimento. maior rapidez no recebimento dos pedidos e criação de um network informativo. minimizando assim as possibilidades de melhora. VIII. etc. manutenção. Existem também outros custos com estoques como as perdas e roubos. aquisições de paletes. Custos com estoques São aqueles gerados a partir da necessidade de estocar os materiais. Investir em estoque custa dinheiro. sincronizar as entregas de materiais e componentes com o setor produtivo. A decisão de manter estoques pode ocultar problemas. etc. pode danificar o material. assim [irá] impactar negativamente o resultado. os estoques podem prejudicar o fluxo da produção. gerando custo de manutenção do capital. custo com pessoal de armazenagem. Todas as despesas relacionadas à movimentação de materiais fora da empresa podem ser consideradas custos com transportes. ganhando a remuneração dos juros. empata capital e enfatiza a questão do custo de oportunidade. administração –. impostos. que nada mais [é] do que o valor que a empresa perde imobilizando o capital em estoque em vez de aplicar no mercado financeiro. VII. a própria depreciação dos materiais. apoio à manufatura e distribuição física. Para reduzir os custos de armazenagem e estoques [é] necessário: reduzir o lead time de produção e abastecimento. Enquadram-se aqui os custos com a depreciação dos veículos. esse custo incide de 1 a 2% sobre o faturamento total. IX. geralmente. depreciação. dificultar o controle. Em quase todas as empresas. A seguir. seguros –. Podemos citar como exemplo aluguel de armazenagem. serão ilustrados algumas das potencialidades do gerenciamento de custos nos três macros processos logísticos: suprimento. os custos de transportes alcançam cifras consideráveis. com 28%. É importante também que se diga que os custos de transportes representam 59% dos custos logísticos. às vezes. Além disso. chega-se a 7%. Custo de armazenagem São aqueles aplicados nas estruturas e condições necessárias para que a empresa possa guardar seus produtos adequadamente.

aumentando ainda mais seus custos. o que levou a rever seu sistema de custos e sua política de preços para se manter no mercado. sua preocupação estava voltada para obter o menor preço. Dessa forma. o sistema deve possibilitar a simulação de diferentes políticas de produção para perceber como se comportam os custos diante dessas modificações. e o serviço prestado por esses fornecedores era colocado em segundo plano. a fim de garantir o suprimento da linha de produção. uma vez que o preço de compra passa a ser visto apenas como um dos custos de aquisição. os custos eram alocados de acordo com o volume de produção. [é] conseguir o rastreamento dos custos através da estrutura logística. como também dos clientes. a ferramenta de custos de produção deve estar voltada às necessidades do planejamento e controle da produção. Como essa empresa não tinha um sistema de custeio eficaz. transporte. muitas vezes. Assim esse cliente resolveu mudar de fornecedor. Assim. Buscando manter a liderança. Para isso. evitando o rateio indiscriminado de custos. passou a pagar o custo da grande variedade. ela começou a aumentar a variedade de produtos. Essa informação [é] primordial para análises de rentabilidade. que considera os custos de colocação do pedido. O importante. Hoje existe uma transformação conceitual nesse processo. . que mesmo não sendo lideres em preço consigam oferecer um produto a um custo mais baixo. Com resultado do aumento de custos os preços foram aos poucos sendo reajustados. O problema [é] que seu maior cliente que consumia uma variedade pequena de itens. recebimento e estoque de materiais. alta disponibilidades de produtos e menor índice de devoluções. é possível identificar fornecedores. que por sua vez [devem] ser utilizada pelo pessoal da área comercial no processo de segmentação da carteira de clientes.compra dos insumos. por oferecer um sistema com maior freqüência de entregas. Vejamos um exemplo desse sistema. A perda desse importante cliente fez com que a companhia perdesse escala. Na distribuição física – pode ser um sistema abrangendo todas as atividades desde a saída da linha de produção até a entrega. a fim de apoiar decisões referentes aos tamanhos de lotes e alocação da produção entre as plantas e as linhas de produção. [Além] disso. nesse tipo de sistema. de maneira que produtos com alto volume de produção subsidiavam os de baixo volume. as empresas eram obrigadas a trabalhar com elevados níveis de estoques. esse sistema deve alocar os custos indiretos de maneira não distorcida para que se possa custear os produtos e assim mensurar a rentabilidade não só dos produtos. Dessa maneira. Na produção – para a logística. com uma empresa nacional produtora de bens de consuma não-duráveis: Sua vantagem competitiva estava baseada na economia de escala. dada [por] seu alto volume de produção. Assim [é] possível mensurar custos dos canais de distribuição dos clientes e até mesmo das entregas.

hoje se dá entre as cadeias produtivas. Dessa maneira.Dessa forma. . Com a ALCA batendo à porta.] Além de investir na formação do ser humano. minimizados e/ou eliminados. todos os desperdícios e custos logísticos escondidos existentes.com. foi possível estabelecer volumes mínimos de entrega para cada região e canal de atendimento. Para que haja eficácia e eficiência no processo. No caso da distribuição física. [Além] disso.. X. resta para as empresas entender que os custos logísticos devem ser bem dimensionados e controlados.. sejam identificados. [é] necessário que haja um trabalho integrado entre as áreas operacionais. Conclusão [. Essa ferramenta também possibilitou observar que partes dos clientes atendidas por um sistema diferenciado muitas vezes não eram rentáveis para a companhia. Na moderna concepção do gerenciamento da cadeia de suprimentos. Uma empresa benchmarking em distribuição física no Brasil desenvolveu um sistema piloto. permitiu selecionar quais clientes deveriam ser atendidos diretamente e quais deveriam ser atendidos através de distribuidores. para tentar alavancar e sustentar vantagem competitiva em seus segmentos. Será mais competitiva aquela que apresentar melhor qualidade e menor preço para o consumidor. as empresas brasileiras terão de correr mais do que nunca para alcançar um padrão de competitividade que lhes permita sobreviver no novo panorama. armazenagem e entrega variavam em função da região geográfica. mensurados. para que. 2006. Custos Logísticos I. o nível de serviço pode ser estabelecido não só em função da necessidade dos clientes mas também em função da rentabilidade que esses propiciam para a organização. informados. reduzindo desperdícios. bem como na empresa de forma global. Disponível em: <http://www. A relevância de uma atividade no processo logístico e sua necessidade de controle pode fazer com que seja desenvolvida uma ferramenta de custos focada em uma função especifica. Fonte NOGUEIRA.br/site/techoje/categoria/abrirPDF/285>. do canal de atendimento e também em função do tamanho da encomenda. Juliano Henriques. estoque. processamento de pedido. o qual permite observar como os custos de atendimento – venda.ietec. ineficiências e redundâncias. principalmente quando e necessário remunerar os transportadores e cobrar a conta do cliente. muitas vezes o transporte tem esse destaque. [é] preciso investir em automação. em sistemas que reduzam a possibilidade de erros e avarias. pois se antes a concorrência se resumia somente entre as empresas. Acesso em: 04 jan. e posteriormente.

Segundo ele. Para o banco. dedicadas especialmente ao levantamento de dados – das atividades. canais de atuação. recursos e direcionadores – nos diversos elos da cadeia do banco. processos e áreas. esses dados podem ser usados também no auxílio das estratégias de contato com os correntistas. Dessa forma. e por meio da ferramenta desenvolvida pelo SAS. afirma José Gilberto Jaloretto. como quantidade de investimento e renda. focada em obtenção de dados de cada agência e dos diversos segmentos de clientes. Na visão do gerente. 18 pessoas internas cuidam da implementação da solução. podemos promover a melhoria dos processos. é possível buscar maior adequação de recursos com direcionamento inteligente dos grupos de clientes para uma forma de atendimento adequada as suas necessidades – da internet ao atendimento nas agências. conta Gondim. que demandam atualizações freqüentes. além de cerca de 300 produtos na prateleira. com mais de 4 mil pontos de atendimentos e 37 mil terminais de auto-atendimento espalhados por todo o país. melhorando a atuação do banco. o objetivo é embasar melhor as decisões de negócios da instituição financeira. a equipe precisa manter um esforço contínuo com vista à atualização da base de dados. Esse é o tamanho do desafio enfrentado pelo Banco do Brasil ao decidir pela implementação da nova solução. No entanto. relata. podemos refinar a interface com nossos clientes. o tamanho e a diversidade de negócios representam um grande desafio ao processo de implementação. por enquanto. Com o cálculo do custo de produtos. sem dúvida. as funcionalidades já implementadas estão modificando a maneira de atuar do banco. serviços. Ao criar grupos de clientes. A relação das informações de custo de segmento de clientes com os dados de produtos e canais é um dos destaques do projeto. Precisamos construí-la ao redor do SAS. as possibilidades de criação de soluções e tomadas de decisão mais corretas. a infra-estrutura. Mas é apenas o primeiro passo. cada correntista do Banco do Brasil é alocado em uma categoria. Com isso. Um universo de 21 milhões de clientes. diretor de controladoria do banco. canais e segmentos de clientes. com essa situação resolvida. acredita Cláudio Gondim. a ferramenta está atendendo nossas expectativas. Agora já temos o controle de custos e. gerente de custos do Banco do Brasil. Assim. contando com maior conhecimento dos custos de seus produtos. foram ampliadas. interessa uma aplicação mais aberta. Focado na metodologia ABC – activity-based costing –. acrescenta. ou custeio baseado em atividades. o Banco do Brasil poderá fazer uma análise de seus macroprocessos corporativos. Mais do que para redução de gastos. por meio da solução SAS. conforme uma série de características. Com esse montante de informação.Banco do Brasil busca conhecimento Instituição financeira investe em solução de gestão de inteligência para melhor visualizar sua enorme infra-estrutura e ajustar decisões de negócios. Ao todo. O maior desafio é. Vamos .

que são. enviaram representantes para conhecer e conferir de perto a implementação da solução. os princípios que norteiam a metodologia do custo direto não consideram os custos indiretos como custos de produção. Acesso em: 04 jan. Na verdade. Uma agrega-os ao custo de produção. definir claramente os custos e discutir possibilidades de melhoria. Banco do Brasil busca conhecimento. Por sua vez. Estes custos são lançados nas planilhas de produção como custos inaplicáveis ao processo produtivo. viramos uma página aqui no banco. diz Jaloretto. [por] seu tamanho e complexidade.. despertado a atenção de instituições financeiras do mundo inteiro. A possibilidade de ganhos que essa solução proporciona é enorme. • considerar somente os custos diretos. Fonte SAS. vale todo o esforço.sas. Com a implementação completa. ainda em curso e com previsão de conclusão para o final deste ano. O custo por absorção parte do princípio de que os custos e as despesas indiretas fixas são adicionadas aos estoques e ao custo dos produtos vendidos. tem.html>. O gerente de custos concorda e acrescenta que não nos arrependemos de termos sido os pioneiros em SAS. por exemplo. Assim. enquanto a outra .. [quando for] possível. que permeiam várias áreas. A. para uma gestão inteligente. promover a integração deles. Sistemas de custeio Existem duas filosofias que norteiam os sistemas de custeio. Disponível em: <http://www. • custear a produção por absorção. O Banco de Crédito del Perú e o Banco Occidental de Descuento. diz Gondim. A controladoria vai prover informações cada vez mais refinadas e importantes. 2006. e.acompanhar esses processos. poderemos conhecer as particularidades de cada um. O projeto. buscando levar a experiência adquirida para seus países. as duas filosofias utilizam-se de princípios diferentes para fazer os custos indiretos chegarem ao produto. qualquer que seja o volume da atividade hospitalar. portanto.com/offices/latinamerica/brazil/success/banco_do_brasil. da Venezuela.

• por série de produção: tipo de produção baseada na fabricação de vários produtos. estaleiros e produtoras de filmes. não havendo necessidade de ser feita uma apuração periódica dos resultados. 1 – quanto a natureza do processo produtivo. aumentando consideravelmente seu custo operacional.. Os sistemas de custeio podem ser classificados. freqüentemente. XI. Os custos primários que incidem diretamente ao produto poderão ser obtidos logo que a ordem esteja completamente concluída. Sistema de custeio por ordem de produção Esse sistema é característico de empresas que produzem sob encomendas. setor imobiliário. o formulário de ordem de produção é o centro nevrálgico. .. são computados a partir da emissão de uma ordem para produção de lotes de um bem ou serviço. tipografias.. sejam essas unitárias ou em lotes. • pré-determinados: esses custos são estabelecidos antes de realizar a produção.. principalmente na detectação do custo da mão-deobra. • ordens específicas de produção: baseia-se na agregação dos custos específicos de cada produto fabricado. Podemos citar como exemplos as empresas de construção civil. Os custos acumulados de matérias-primas. Todo esse processo de detectação e apropriação que caracteriza o sistema requer. só poderão ser incorporados ao produto quando terminar o período contábil.. Devem estar contidas no formulário de ordem de produção. através de estudos de engenharia ou valores escolhidos como amostra de um período. obviamente apresentando resultados distintos nos balancetes de receitas e despesas. mão-de-obra direta e uma estimativa dos custos indiretos relativos a unidade produzida.. mão-de-obra e custos indiretos de fabricação. • históricos: tem como pressuposto principal a simplificação e contabilização dos valores tais como ocorreram. basta subtrair do preço de venda os custos acumulados naquela ordem. fazendo com que os fluxos de informações sejam inúmeros. Já os custos indiretos. tendo como objetivo principal apresentar e registrar os gastos com material direto.. 2 – quanto ao tipo de custo escolhido. Os resultados – lucro ou prejuízo – são rapidamente diagnosticados.debita da receita de vendas esses custos. • modelo e características do produto a ser fabricado.. um grande número de pessoas dedicadas a esse fim. Para isso. Nesse sistema.

Pode-se citar como exemplos. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação são acumulados durante o processo produtivo nos departamentos ou centros de custo. dará o custo médio unitário. • acumulação: os custos com material de consumo. posteriormente. que passa de um processo anterior para um seguinte ou para o estoque de unidades acabadas. e permite uma tomada de decisão a nível gerencial mais rápida e segura. a metodologia é inversa. dividido [por] sua respectiva produção. locais distintos para registrar material direto e mão de obra direta. • aplicação: são aplicados em empresas que possuam produção contínua e seriada.. pois proporcionam um perfil atualizado da estrutura de custos. Sistema de custo por processo O sistema de custeio por processo adapta-se a empresas que possuam um sistema de produção contínua. freqüência das apurações: essas podem ser mensais. serem aglutinados em seus departamentos produtivos. as empresas do ramo de eletrodomésticos. bem como estimativa dos custos indiretos de fabricação. para posteriormente distribuí-los aos produtos que passam por esses processos. resumo dos custos. Com isto. através de cinco etapas seqüenciais: fluxo físico – produtivo –. XII. os custos são acumulados previamente em ordens de produção. para. com processos consecutivos para produção de produtos padronizados. fluxo monetário. custo de produção: [origina-se] na acumulação dos custos dos diversos processos produtivos. o cerne desse sistema passa a ser os centros de custo. unidades equivalentes.. porém recomenda-se [que sejam] o mais freqüentes possíveis. No primeiro sistema.• • • data de emissão e término esperado. com lotes de produtos padronizados. o custo total de cada centro de custo ou departamento. Características do sistema A seguir. produtos químicos. leva consigo uma parcela do custo total dos processos precedentes. • • • . apresenta-se as características mais relevantes deste sistema de custeio. e não mais o produto elaborado através de uma ordem de produção. hospitais. bimestrais ou trimestrais. etc. custo total dos procedimentos e custo médio unitário. transferência de custos: cada unidade produzida. Esse processo difere muito do anterior no que tange a acumulação de custos. pois primeiramente chega-se aos custos por processo ou departamento. No sistema de custeio por processo.

compara os custos atuais com o custo padrão. A seguir.. levando-se em conta o presente e o passado. O custo padrão sintetiza. necessários a elaboração de um produto ou serviço. Sistema de custeio baseado em atividades – ABC ABC é um sistema de custos que visa quantificar as atividades realizadas por uma empresa. tendo assim uma elevada margem de contestação. na prática.. Custos históricos obtidos através de gastos médios ou que não levem em conta uma base científica do método de produção. promover e medir a eficiência do sistema produtivo. de discussões e controvérsias sobre critérios empíricos e não-científicos. Esse método de custeio visa . • • • seleção minuciosa do material utilizado na produção. XIII. peso.. O princípio básico do ABC é que as atividades são as causas dos custos. Os custos padrões são estabelecidos segundo estudos de engenharia e são cuidadosamente apurados.. em geral. considerou-se apenas as mais importantes. por não se tratar. estabelecida por uma autoridade. porém nem todos os custos préorçados podem ser classificados como tal. [em que] paralelamente ao empirismo consciente e experiente. avaliação dos inventários. não podem ser classificados como custos estimados. há necessidade de seguir alguns critérios. simplificação dos processos de custo. Sistema de custo padrão O termo padrão possui inúmeros significados e várias implicações. • custo padrão: valor do material. são colocadas algumas definições que servirão para um melhor entendimento do assunto. por extensão. ganha-se em tempo e economia de custos. Todos os custos padrões são oriundos de uma pré-determinação. são utilizadas técnicas científicas. • • • • controle e redução de custos. Para determinação dos custos padrões. utilizando vetores – direcionadores –. leva a um rastreamento de dados que. e os produtos incorrem nesses mesmos custos através das atividades que eles exigem. Essa área científica é muito polêmica. XIV. mão-de-obra ou gastos gerais de fabricação cuidadosamente apurados. testando as justificativas possíveis para as variações ocorridas. em seu valor. o custo para se produzir um bem ou serviço. Com isto. ele ajuda a redimensionar a mentalidade gerencial das empresas [em que] é aplicado. Dentre as vantagens desse sistema.. devido ao menor número de detalhamentos e registros. não são considerados nos sistemas de custeio tradicionais.. Os problemas econômicos se assemelham mais a medicina. • padrão: medida de quantidade. • método do custo padrão: no ramo contábil. estudos de engenharia sobre equipamentos e operações fabris. valor e qualidade.• custo operacional do sistema: é um sistema de custeio menos burocrático do o que apresentado anteriormente. habitualmente. O ABC. estudos de tempo e desempenho das operações produtivas. para alocar as despesas de uma forma mais realista aos produtos e serviços.

Medir passo a passo o processo produtivo permite a gerentes e supervisores a quantificação econômica de atrasos e ineficiências do processo produtivo. Exemplos: percentual de despesas gerais de fabricação sobre mão-de-obra. 4. as unidades produtivas realizam um esforço de produção nessa transformação. caso haja interesse. Calcula-se o custo horário de cada operação produtiva em cada máquina e o tempo necessário para cada produto fabricado. com o objetivo básico de transformar matéria-prima e em produto final.basicamente detectar os custos ocultos existentes para produzir bens e serviços. percentual de despesas gerais de fabricação somente sobre mão-de-obra direta. porém existem outros métodos de apuração de custos que merecem ser citados. esforço material. em uma única unidade homogenizadora e equivalente que expresse toda a produção como sendo um único produto. Somando-se todos os elementos básicos. nãobaseado em elementos contábeis e escriturais a serem distribuídos entre os produtos fabricados. Outros sistemas de custeio Os quatro sistemas descritos anteriormente são os mais utilizados e comentados. Esses serão apresentados a seguir. a medida que os produtos passam pelas diferentes fases de produção. Para tanto. método das percentagens: é o mais antigo que se conhece. método das equivalências: esse método possui origem francesa. método da unidade padrão de esforço – UEP’s: esse método identifica a empresa como concebida. 2. porém similar. Parte da premissa que atribui percentagens de algumas despesas sobre outras. o que poderá ser feito junto a bibliografia citada. está associado a uma série de outros esforços parciais. 1. obtendo uma produção total equivalente. na análise mais precisa dos custos de administração e na aferição de propostas mais competitivas em relação aos concorrentes. por sua vez. Fonte . XV.. Os cálculos levam ao coeficiente de equivalência. porém auxilia no descobrimento de custos reais dos produtos e processos. esforço das máquinas e equipamentos. método da hora/máquina: esse método parte do princípio de baixo para cima. chega-se ao custo total. 3. e está fundamentado na quantificação da produção diversificada. esforço humano e esforço utilidade.. Esse esforço. Os sistemas convencionais de gerenciamento de custeio não permitem análises mais consistentes quanto a problemas graves das empresas como re-trabalhos de produtos defeituosos ou gargalos de produção. porém não serão analisados em profundidade. que são.

que se intensificaram nos últimos anos. Disponível em: Uma MP cruel Ao demonstrar intenção de corrigir alguns dos muitos excessos contidos na Medida Provisória 242. A resposta do governo. A MP 242 foi uma das primeiras iniciativas do ministro da Previdência. que integram a lista de contribuintes do sistema previdenciário e que. a edição da MP 242. Sistemas de custeio. entre as quais o maior rigor na análise técnica dos pedidos ou o reforço da fiscalização. o surgimento de nenhum fato técnico que justificasse tal aumento. mas sim a dificultar enormemente a concessão desses benefícios e reduzir seus valores. saltando de R$2. Todo contribuinte honesto exige que isso seja feito. o governo Lula demonstra ter entendido algumas lições deixadas pela humilhante derrota que sofreu no episódio da MP 232. que não se destina a atacar frontalmente as fraudes. é óbvio. O crescimento das despesas com esse tipo de benefício foi. a do Imposto de Renda das Pessoas Físicas. Os pagamentos mais do que triplicaram entre 2001 e 2004. Não está em discussão.5 bilhões para R$9 bilhões.html>. Sua edição teve como justificativa o combate às fraudes para a obtenção de auxílio-doença. como o de avaliação médica dos . faltam fiscais e a terceirização de serviços.org. na maioria dos casos. nesse período. Mas não necessariamente impedirá o surgimento de novas modalidades de fraudes. A conclusão do ministro foi [de que]. que torna mais rigorosas as regras para a concessão de benefícios previdenciários. por alguma razão. Uma das lições é que a sociedade não aceita mais passivamente arcar com o custo dos erros e da ineficiência do governo. que assumiu o cargo em março. têm necessidade de recorrer aos benefícios a que legitimamente têm direito. Não se constatou. Mas não é assim que o governo vem agindo no caso da Previdência. e da maneira mais eficaz possível. Esse combate deve ser feito sempre. Tal expediente impõe prejuízos financeiros e desgaste às pessoas de bem. Foi.gea. a necessidade de combater os fraudadores.br/scf/sistemas. Acesso em: 04 jan. de fato. isto sim. não foi a adoção de medidas práticas para conter os atos ilegais. José Geraldo. espantoso. Romero Jucá. entretanto. Faltam peritos. É muito provável que ele tenha razão. <http://www. 2006. o aumento de despesas [deveu-se] a fraudes.MATTOS.

deveria prestar-lhe serviços qualitativa e quantitativamente proporcionais ao enorme volume de recursos que tem a sua disposição . 25 abr. além de um ato de crueldade social. O Estado de São Paulo. como a do sistema previdenciário. De uma população economicamente ativa.br/Noticias. Tentar combater esse déficit impondo mais dificuldades a contribuintes que já enfrentam problemas de saúde é. cerca de 47. em artigo publicado no Estado há algumas semanas. é a grande ameaça à preservação da política fiscal rigorosa do governo Lula que. por isso. 2006. trabalhavam no mercado informal no ano passado. Parece que o governo quer corrigir essa burrice. A calamidade do sistema público de saúde .5 milhões.pedidos de auxílio-doença. fiscal e financeiramente. não gozavam de nenhuma proteção legal mas também não recolhiam nenhuma forma de imposto ou de contribuição. Louvável a preocupação do governo com a contenção do déficit do sistema previdenciário. Nada se faz para combater a informalidade. ou 60%. tornou muito mais frouxos os critérios de concessão desses benefícios. Sem registro em carteira. A busca do ponto ótimo nas reservas internacionais . politicamente. e burro. como observou o sociólogo e economista José Pastore. justamente para pagar menos tributos. Essa. Mas não é com a transferência de responsabilidades e deveres do governo para os ombros da sociedade e dos contribuintes que se realiza o combate efetivo ao rombo da Previdência e de outros setores do Estado brasileiro. 2005. Acesso em: 04 jan.asp?NOTCod=190342>. estimada em quase 80 milhões de brasileiros.empurra cada vez mais brasileiros para a busca de auxílios previstos no regime previdenciário. tem garantido a estabilidade e o crescimento da economia. que se transformou no maior ralo dos recursos da Previdência Social.sustentado pelo dinheiro do contribuinte e que. Aí está a grande fonte do déficit da Previdência. Fonte UMA MP cruel. Disponível em: <http://clipping.planejamento. na verdade. ou pelo menos parte dela. São Paulo. um método ineficaz. Isso sem contar a grande quantidade de trabalhadores registrados com salários inferiores aos efetivamente recebidos. até agora. Editorial.gov.

obviamente. No mesmo dia 10. foi enfático ao frisar que a decisão definitiva sobre o assunto só será tomada em março. Antonio Palocci. a relação entre dívida pública e PIB caiu de 57. cauteloso. essas reservas alcançaram US$29.1 bilhões. mas com sede no Brasil – na sexta-feira antes do Carnaval eram de US$28. Palocci. o ministro afirmou que o país não precisa mais renovar o acordo com o Fundo. essas mesmas reservas eram de US$25. por iniciativa própria. Em números absolutos. Convém lembrar que.5 bilhões previstos com o FMI. o BC vendeu 20 mil contratos de swap cambial. . Duas razões foram apresentadas pelo ministro para justificar tanta tranqüilidade. Essas oscilações. Primeiro.32 bilhões. Sem esse processo. indicam certa fragilidade da moeda. não faz mal nenhum a ninguém se o Brasil renovar o acordo com o FMI. Depois do Carnaval. No dia 10. retirando do mercado US$991 milhões. movimento que fortalece. no mercado brasileiro o dólar fechava em alta porque o BC retirou em 10 de fevereiro US$1. No dia 5 de fevereiro havia captado US$1. no entanto.53 bilhões. admitindo que existe no governo uma tendência por essa não-renovação. O apetite era ainda maior por esses títulos futuros confirmando a impressão de que o mercado acredita que o dólar vai cair mais. o mercado ajudará – e muito – a recomposição das reservas. garantiu que o Brasil vive período bastante tranqüilo na relação com o Fundo Monetário Internacional – FMI. como. O Banco Central – BC – está.61. Escudado nessa premissa. As reservas líquidas ajustadas – excluídos os financiamentos do FMI e os depósitos em bancos domiciliados no exterior. aliás.25 bilhão. no final de 2004. No mesmo dia em que o dólar no plano internacional revertia a tendência esboçada depois da divulgação do plano do governo Bush de reduzir o déficit fiscal e voltava a cair frente ao Euro. o dólar oscilou no México 7. que também prejudicam as exportações. Nos últimos meses.6 bilhões acima dos R$71.2%. também insinuam autoridades econômicas. os resultados da economia brasileira foram muito melhores que os prometidos ao Fundo. o superávit primário – descontados os juros – atingiu R$81. além da valorização do real. o processo de recomposição das reservas. o ministro da Fazenda.69 bilhões. depois das festas de Momo.3 bilhão do mercado. mas altivo na relação com o Fundo. No mesmo período. A economia nos gastos públicos foi a base dessas conquistas. R$9.Com discurso algo diferente de seus antecessores. o último acordo preparou o Brasil para deixar os contratos com o Fundo. acelerando nas duas últimas semanas. Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP – mostrou que o Brasil é um dos países com maior volatilidade cambial: entre 2000 e 2004. Na queda-de-braço com o BC quanto ao valor do dólar. O governo Lula está entrando em uma espécie de segundo estágio em sua estratégia de relacionamento com o FMI. o BC sinalizou o empenho de manter o dólar no patamar mínimo de R$2. será difícil manter o comportamento. a média da diferença entre a cotação mínima e máxima do dólar alcançou 22%.8% no ano passado. ativando a recomposição das reservas. Por outro lado. pela primeira vez em dez anos. essa recomposição foi gradativa. Palocci fez questão de lembrar que.2% em 2003 para 51. Depois.

dispensar as visitas de inspeção do FMI. sem romper vínculos protetores. funcionam como diques de contenção para excessos de pedidos para gastos com finalidades políticas. em 2004. o país está avaliando possibilidades.n. Vale notar que parte considerável da queda do risco Brasil também [deveu-se] ao fato de que o Brasil. . 14 fev. Gazeta Mercantil.l. tem razão de ser: como qualquer recém-chegado à vida adulta. [S.] Fonte A BUSCA do ‘ponto ótimo’ nas reservas internacionais. a renovação do acordo representará um colchão suficientemente sólido contra quaisquer solavancos da ordem econômica internacional.. de Davos até a do G-7. Nas ultimas reuniões internacionais. o Brasil continuará defender a criação de instrumentos preventivos para os países sócios do FMI. Se é atraente. A aparentemente ambígua atitude brasileira frente à renovação do acordo com o FMI. portanto. São Paulo.:s. que o recurso oferecido pelo FMI é relativamente barato.Não foi por outro motivo que o ministro Palocci afirmou que. do ponto de vista político. Sem esquecer. 2005.. muitas vezes. [. o governo brasileiro emitiu sinais de que pretende manter relações próximas com o FMI. Desse modo. independente de haver ou não renovação do acordo com o Fundo.]. é claro. É prudente e sábia medida. não sacou nenhuma das parcelas a que tinha direito no FMI e que somavam mais de US$14 bilhões. Editorial. o presidente Lula e a equipe econômica também sabem que tais visitas têm ombros largos e.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful