Enfermagem em Centro Cirúrgico
Aula 3
Instrumentação cirúrgica
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Objetivos de aprendizagem Objetivos de aprendizagem
Conhecer os principais instrumentais utilizados Conhecer as técnicas específicas de entrega dos
em centro cirúrgico. diversos tipos de materiais.
Conhecer os tempos cirúrgicos e os Simular as técnicas de instrumentação cirúrgica.
instrumentais utilizados em cada um deles. Realizar a simulação da conferências de materiais
Simular a montagem da mesa cirúrgica. após o procedimento cirúrgico.
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Instruções do procedimento Instruções do procedimento
Materiais: ▪ Pinça Kelly reta, 14 cm;
▪ Cuba rim ▪ Pinça Kelly curva, 14 cm;
▪ Cuba redonda ▪ Pinça Kocher reta, 14 cm;
para assepsia; ▪ Pinça anatômica, 14 cm;
▪ Cabo de bisturi nº 03; ▪ Pinça anatômica, 12 cm;
Fonte: [Link] Fonte: [Link]
▪ Cabo de bisturi nº 04; Acesso em: 28 jan. 2019.
▪ Pinça dente de rato, 14cm;
Acesso em: 28 jan. 2019.
▪ Tesoura Mayo stylo ▪ Pinça Cheron;
reta 15 cm. ▪ Pinça Allis;
▪ Afastador Farabeuf;
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Instruções do procedimento
▪ Pinça Backhaus, 13 cm;
▪ Bandejas em aço retangular inox (30 x 20 x 04 cm);
▪ Estojo inox material cirúrgico 26x12x6;
▪ Mesa de Mayo inox com rodízios;
Procedimento 1
▪ Gaze estéril;
Montagem da mesa de instrumentais
▪ Campos cirúrgicos de não
tecido com 03 x 02 metros;
▪ Lâminas de bisturi nº 22;
▪ Lâminas de bisturi nº 21.
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
O que é instrumental? Instrumentais comuns e especiais
▪ É todo material utilizado na realização de
Especiais
intervenções cirúrgicas, retirada de pontos, • Fazem parte do instrumental
exames, tratamentos e curativos. básico utilizado em qualquer tipo
• São usados apenas
de intervenção cirúrgica nos
em alguns tempos e
tempos fundamentais como:
O melhor material diérese, hemostasia e síntese. determinadas cirurgias.
para fabricação do
instrumental é o aço Comuns
inoxidável, pois apresenta
maior durabilidade.
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
HEMOSTASIA: TEMPOS Disposição das pinças e suprimentos
é o processo através
DIÉRESE: é o momento CIRÚRGICOS
do qual, se detém
de rompimento dos
o sangramento,
tecidos, por meio de
ocasionado pela diérese
instrumentos cortantes.
Ex.: compressas, pinças
Ex.: bisturi e tesouras
hemostáticas, bisturi
elétrico.
EXÉRESE: (cirurgia
propriamente dita),
SINTESE: é a união dos
é o tempo cirúrgico Fonte: [Link] Acesso em: 28 jan. 2019.
tecidos. Ex.: agulhas,
principal, voltado
porta-agulhas e fios.
para o objetivo do
procedimento.
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Desenvolvimento da prática
Vídeo
ARRUMAÇÃO DA MESA DE INSTRUMENTAIS
Arrumação da mesa de instrumentais
Afastadores Especial Síntese
Hemostasia Preensão Diérese
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
DIÉRESE Cabo de bisturi nº 3 e 4
Separação dos planos anatômicos ou tecidos para
possibilitar a abordagem de um órgão ou região.
Instrumental para diérese:
▪ Bisturis e tesouras.
Fonte: [Link]
Acesso em: 28 jan. 2019.
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
Tesouras de Metzenbaum (A) e Mayo (B) HEMOSTASIA
Processo pelo qual se previne, detém ou
impede o sangramento.
Métodos para a hemostasia:
Hemostasia prévia ou pré-operatória
Fonte: [Link] e
[Link] . Acesso em: 30 jan. 2019. Hemostasia temporária
Hemostasia definitiva
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
INSTRUMENTAIS DE PREENSÃO E SEPARAÇÃO
Nessa fase pode São utilizados
ocorrer a retirada instrumentos cirúrgicos
total ou parcial de específicos de acordo
PINÇA KELLY
RETA E CURVA
PINÇA MIXER BABY PINÇA ROCHESTER um órgão ou tecido. com a cirurgia.
PINÇA HALSTEAD PINÇA KOCHER
Fonte: [Link] [Link]
[Link] [Link]
Acesso em: 30 jan. 2019.
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
São destinados a prender vísceras e ELÁSTICAS
manipular tecidos.
INSTRUMENTAL DE PREENSÃO
Elásticas
PREENSÃO
Com anéis e Pinça anatômica Pinça dente de rato
cremalheiras Fonte: [Link] e
[Link]
Acesso em: 30 jan. 2019.
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
INSTRUMENTOS COM ANÉIS E CREMALHEIRAS INSTRUMENTAL DE SEPARAÇÃO
▪ São os afastadores ou separadores.
Mantêm-se
Autoestáticos abertos
AFASTADORES
Mudam de
DURVAL ALLIS COLLIN OVAL Dinâmicos posição sempre
que necessário
Fonte: [Link] [Link]
[Link] Acesso em: 30 jan. 2019.
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
AFASTADORES DE SEPARAÇÃO AUTOESTÁTICOS AFASTADORES DINÂMICOS
BALFOUR FINOCHIETTO GOSSET
Fonte: [Link]
[Link] e
[Link] Acesso em: 30 jan. 2019. Afastador Afastador
de Doyen Farabeuf
Fonte: [Link] e
[Link] Acesso em: 30 jan. 2019.
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
SÍNTESE Tipos de agulhas
PORTA-AGULHAS Cilíndrica:
▪ Usadas para tecidos menos resistentes,
considerados de fácil penetração (ex.: músculos).
Agulha com ponta cortante e corpo cilíndrico:
Hegar Mathieu ▪ Usadas para tecidos resistentes (ex.: pele)
Fonte: [Link]
[Link] Acesso em: 30 jan. 2019.
Fonte: [Link]
Acesso em: 28 jan. 2019.
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
Tipos de agulhas Formas de agulhas
Triangular: Curva:
▪ Usada para penetrar tecidos resistentes, ▪ Utilizadas para todas as
pois tem grande capacidade de penetração. classes de sutura.
Meio círculo:
▪ Utilizadas para suturas Fonte: [Link]
Acesso em: 30 jan. 2019.
consideradas mais profundas.
Fonte: [Link]
Acesso em: 28 jan. 2019.
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
Formas de agulhas FIOS E FINALIDADES
3/8 de círculo: Utilizados conforme a preferência do cirurgião
e a necessidade indicada pelo procedimento.
▪ Utilizadas em suturas
considerada mais superficiais. É o material usado para unir estruturas, como nervos,
músculos, pele, vasos. Até que se processe a cicatrização.
Reta:
▪ Usadas quase exclusivamente Fonte: [Link]
Acesso em: 30 jan. 2019.
NÃO
para suturas da pele e para ABSORVÍVEIS
ABSORVÍVEIS
suturar vísceras e elementos
exteriorizados.
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
• Origem animal: Catgut
ABSORVÍVEIS
• Origem sintética: Dexon
• Origem animal: seda cirúrgica
• Origem vegetal: algodão e linho cirúrgico
NÃO
• Origem sintética: nailon, perlon, poliester,
ABSORVÍVEL polipropileno
• Origem mineral: aço cirúrgico
Fonte: [Link] Acesso em: 29 jan. 2019.
Fonte: [Link]
Acesso em: 28 jan. 2019.
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
DIÂMETRO DO FIO MAIS RESISTENTES
Determinado em milímetros e expresso em zeros.
Inabsorvíveis Absorvíveis
Quanto menor o calibre do fio, maior o número de zeros.
• Menor calibre: n° 12-0 (diâmetro de 0,001 a 0,01 mm) Aço Poliglactina
• Maior calibre: n° 3 (diâmetro de 0,60 a 0,80 mm)
Poliéster Ácido poliglicólico
MAIOR
CALIBRE Poliamida Polidioxanone
Polipropileno Poligliconato
Seda Categute cromado
Algodão Categute simples
MENOS RESISTENTES
MENOR
CALIBRE
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Desenvolvimento da prática
PERDA DA RESISTÊNCIA/ABSORÇÃO
Fios Cirúrgicos Perda de resistência Absorção
Categut Simples 07 a 10 dias 70 dias
Categut Cromado 21 a 28 dias 90 dias Procedimento 2
Poliglactina 35 dias 56 a 70 dias Técnicas de instrumentação cirúrgica e
classificação cirúrgica
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Desenvolvimento da prática
Vídeo
ESPECIAIS
FIXAÇÃO/ SÍNTESE/
LIMPEZA DISSECÇÃO
Apresentação dos materiais
PREENSÃO/ DIÉRESE
HEMOSTASIA
Fonte: [Link] Acesso em: 29 jan. 2019.
Disposição dos instrumentos
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
Segurança do paciente: cirurgia segura INCIDÊNCIA ESPERADA DE
INFECÇÃO EM FERIDA CIRÚRGICA
SEGUNDO O POTENCIAL DE
CONTAMINAÇÃO
Fonte: [Link]
▪ LIMPAS: 1 a 5%; Acesso em: 29 jan. 2019.
▪ POTENCIALMENTE
CONTAMINADADAS: 3 a 11%;
▪ CONTAMINADAS: 10 a 17%;
Fonte: ▪ INFECTADAS: maior que 27%.
[Link]
/VResh9. Acesso em:
28 jan. 2019.
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
Classificação quanto à urgência cirúrgica: Classificação quanto à finalidade:
ELETIVA URGÊNCIA EMERGÊNCIA CURATIVA PALIATIVA DIAGNÓSTICA
REPARADORA RECONSTRUTORA
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Desenvolvimento da prática Desenvolvimento da prática
Classificação quanto ao porte cirúrgico Classificação quanto ao tempo de duração
ou risco cardiológico
▪ Probabilidade de perda de fluidos e
sangue durante sua realização.
PORTE I PORTE II PORTE III PORTE IV
Pequeno
Médio porte
Grande porte
porte
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Desenvolvimento da prática
Vídeo
Classificação quanto ao potencial de contaminação
LIMPA
Técnicas de instrumentação
POTENCIALMENTE CONTAMINADA
CONTAMINADA
INFECTADA
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Resolução comentada Resolução comentada
PAPEL DO ENFERMEIRO NA INSTRUMENTAÇÃO PAPEL DO ENFERMEIRO NA INSTRUMENTAÇÃO
▪ Fazer com que a cirurgia decorra com segurança ▪ Diminuir o risco de infecção adaptando o seu
para o doente e equipe; comportamento e supervisionando o dos outros;
▪ Diminuir o tempo cirúrgico e os custos dos ▪ Responsabilizar-se pela correta utilização dos
procedimentos (poupando os instrumentos dispositivos médicos (campos, EPIs e
cirúrgicos e provisões); instrumentais cirúrgicos);
▪ Garantir qualidade e
esterilização de materiais
e instrumentos.
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