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Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com DIREITO ADMINISTRATIVO

REGIME JURÍDICO - Confere Prerrogativas (Princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o Particular) e Restrições (Perece. da Indisponibilidade do Interesse Público) - São os SUPERPRINCÍPIOS, dos quais decorrem os outros princípios. - Garrido Falla: Denomina tal circunstância de “o Binômio do direito administrativo” (prerrogativas e sujeições). Maria Sylvia chama de “Bipolaridade do direito administrativo”. Princípios Decorrentes desses 02 Princípios (SUB-PRINCÍPIOS) Art. 37, caput, da CF/88: Princípios Constitucionais da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.  LEGALIDADE: A adm. Pública só pode atuar conforme a lei, todas as suas atividades estão subordinadas aos comandos legais. Diferentemente da Legalidade no âmbito dos particulares, onde o que não está proibido está permitido (art.5°, inc.II, CF), pela Legalidade Administrativa, o administrado só atuará com prévia autorização legal, sem a qual a Administração não pode agir.  IMPESSOALIDADE (§ 1°, art.37, CF): A Administração Pública tem que agir objetivamente em prol da coletividade. Os atos de pessoalidade são vedados, a atividade da administrativa é da Administração e a ela são imputadas todas as condutas dos agentes públicos. Teoria do Servidor (ou agente público de fato). - As publicidades da adm. não poderão conter nomes de administradores ou gestores, serão meramente informativas, educativas ou de orientação social.  MORALIDADE: Maurice Hauriou, 1927: noção de adm. proba, a moralidade administrativa seria um conjunto de regras extraídas da boa e útil disciplina interna da adm., conjunto de valores que fixam um padrão de condutas que deve ser observado pela Administração no sentido de que ela atue com retidão de caráter, ética, honestidade, decência, lealdade, boa-fé. - Não basta que as atividades da Administração estejam de acordo com a Lei, essas atuações têm que ser conduzidas com Lealdade, Ética e Probidade.  Art.5°, inc.LXXIII da CF/88  Ação popular para controlar a moralidade administrativa dos agentes públicos.  PUBLICIDADE: Transparência no exercício da atividade administrativa. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.renatosaraiva.com.br | (81) 3035.0105

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Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com - Exceções: Assuntos que tratem da segurança nacional; certos interesses sociais, ou de foro íntimo (privacidade, intimidade).  EFICIÊNCIA: Introduzido pela EC 19/98, antes já era princípio infraconstitucional. A atuação da Administração deve ser:  Rápida: Dinamismo, Celeridade, descongestionar e desburocratizar.  Perfeita: Completa, Satisfatória.  Rentável: ótima, máxima com menor custo. Outros Princípios da Administração Pública:  Princípio da Finalidade Pública:  Finalidade Pública Geral: impõe atuação que atuação administrativa seja sempre voltada à coletividade, ao interesse público, nunca para atender interesses particulares.  Finalidade Pública Específica: determinados atos devem atingir fins específicos. Se este ato é praticado para atingir outro fim que não seja o seu fim específico, estará ferindo o princípio da finalidade pública (Desvio específico de finalidade).  Princípio da Presunção de Legitimidade ou Veracidade dos Atos Administrativos:  Até que se prove o contrário os atos da Administração são legais e legítimos (presunção relativa, juris tantum). Sua ilegalidade terá que ser provada, e até que se prove os atos serão válidos.  Princípio da Auto-tutela (constitucional):  A Administração tem prerrogativa de controlar sua própria atuação para corrigir seus próprios atos. PODERÁ anular o ato que ela mesma praticou, quando o ato estiver eivado de ilegalidade  Súm. 346, STF :“A Administração Pública pode declarar a nulidade de seus próprios atos.”  A Administração PODERÁ invalidar seus próprios atos eivados de ilegalidade (dos quais não se originam direitos) e revogar atos por motivos de conveniência e oportunidade.  Súm.473, STF : ”A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos, ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”.

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Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com  Em todos esses casos de Invalidação e Revogação, o Poder Judiciário poderá ser provocado e deverá apreciar os atos de invalidação e os de revogação. No entanto, a apreciação judicial restringe-se a aspectos formais, não havendo controle de mérito, pois não se pode apreciar a conveniência e oportunidade da revogação. Daí o caráter de não definitividade do autocontrole da Administração, que não faz coisa julgada.  Lei 9784/99, art.53  Processo Administrativo Federal: “A Administração DEVE ANULAR seus próprios atos, quando eivados de vícios de legalidade e PODE REVOGÁ-LOS por motivos de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos”.  Princípio da Motivação:  Em regra, a Administração deve enunciar as razões que a levaram a expedir determinado ato. Inc. IX e X, do Estatuto da Magistratura: As decisões administrativas no exercício de função atípica do judiciário devem ser fundamentadas.  Entende-se por Motivo a razão de fato ou de direito que autorizou ou determinou a prático de um ato. Já a Motivação se trata da Exigência de explicitação, de enunciação dos motivos.  Exceções ao Princípio da Motivação: A Exoneração ad nutum, que se refere àquela aplicável aos ocupantes de cargo em comissão, prescinde de motivação. Entretanto, se a Administração motivar ato que poderia não ser motivado, estará vinculada aos motivos que explicitou. Os motivos vinculam todo o ato, e se não forem respeitados, o ato poderá ser apreciado pelo Judiciário (Teoria dos Motivos Determinantes). Ex. agente destituído por improbidade, esta deverá ser provada.  Princípio da Proporcionalidade Ampla ou da Razoabilidade (STF)  Os meios adotados pela Administração, voltados a atingir determinados fins, devem se apresentar como: a) Adequados: deve lograr com sucesso a realização do fim. b) Necessários: entre os diversos meios igualmente adequados, a Administração tem que optar pelo meio que menos restrinja o direito do administrado. c) Proporcionais, em Sentido Estrito (elemento da proporcionalidade ampla): a Administração deve promover ponderação entre vantagens e desvantagens entre meio e o fim, de modo que haja mais vantagens que desvantagens, sob pena de desproporcionalidade do ato. PODERES ADMINISTRATIVOS: Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.renatosaraiva.com.br | (81) 3035.0105

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Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com - Conjunto de medidas, meios ou instrumentos dos quais se valem os sujeitos da Administração Pública como necessários ao desempenho de suas próprias atividades administrativas. - São Poderes Instrumentais utilizados como meios para satisfação do interesse público, enquanto dever da administração, sem os quais a mesma não atuaria, eles são inerentes à Administração Pública, nascem com ela (Poder-Dever). São Poderes Jurídicos, criados pelo Direito. PODER VINCULADO: competência vinculada expedir atos vinculados. - Hely Lopes: Poder que a ordem jurídica confere à Administração para expedir atos de sua competência, cujos elementos e requisitos já vêm previamente estabelecidos por Lei. Confere à Administração uma competência para expedir Atos Vinculados ou Regrados, no âmbito dos quais a Administração não goza de nenhuma liberdade administrativa, devendo expedi-los sem ponderações. - Obs.: Alguns autores (Maria Sylvia) negam a autonomia desse Poder, sob o argumento de que ele só impõe sujeições e limitações à Administração, que não terá liberdade na prática do ato. 1. PODER DISCRICIONÁRIO: - A Ordem jurídica confere à Administração Pública, na expedição de determinados atos, a possibilidade de se valer do juízo de conveniência e oportunidade na escolha do Objeto e na avaliação dos Motivos do ato praticado. - Concede à Administração certo espaço, com possibilidade de ponderações e escolhas na prática do ato. Pode deliberar a respeito do Motivo e do Objeto do ato, quando a Lei deixar alguns dos elementos para prática de um ato para que a Administração atue de forma mais livre, com possibilidade de tomada de mais de uma decisão. Competência Finalidade Forma Motivo e Objeto Sempre decorrente de lei, ato vinculado. Sempre vinculada. Quando prescrita em Lei, será vinculada. Elementos deixados à discricionariedade administrativa.

- Entretanto, a Administração deve adotar, dentre os vários motivos e objetos possíveis, o mais benéfico. Nunca poderá escolher qualquer objeto ou motivo. É uma liberdade relativa, condicionada. - Obs.: O Judiciário pode fazer o controle de mérito, não de forma ampla, mas dentro do contexto dos princípios constitucionais. PODER DE POLÍCIA Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.renatosaraiva.com.br | (81) 3035.0105

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É poder jurídico.Atos jurídicos.Conceito Estrito: O Poder de Polícia é toda atividade administrativa exercida pelas entidades. CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS DA ADMINISTRAÇÃO (CELSO ANTÔNIO): -Atos Jurídicos Regidos pelo Direito Privado: a Relação Jurídica é horizontal. entretanto.br | (81) 3035. ATOS ADMINISTRATIVOS CONCEITO DE ATOS DA ADMINISTRAÇÃO: . Daí porque. mera atividade administrativa (Ex. Apenas quanto aos atos e atividades materiais que precedem (colocação de fotossensores) e que sucedem (a efetiva demolição de uma casa) o Poder de Polícia podem ser delegados. de Polícia: Um bem. Ex.OAB 1ª Fase 2011. permissionários. gozo e disposição da propriedade. também o possuem. a doutrina entende que esse Poder é indelegável aos particulares.com . agências reguladoras. órgãos e agentes da Administração Pública para limitar e condicionar o exercício das liberdades individuais e o uso. se um particular detivesse o Poder de Polícia haveria um desrespeito ao Princípio da Igualdade. ou não. não poderá abolir os direitos do administrados.  Motivo: Razão de fato ou de direito que ensejam a atuação do Estado. multas.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. concessionários. mas de forma mais restrita. .com. É um Poder de Polícia Administrativo. As sanções prevêem o resultado útil do Poder de Polícia. Exceção: Capitães de navios e aeronaves. apreensões. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. a administração não se vale da sua supremacia. Portanto.  Objeto do P. no desempenho das suas atividades. demolições.0105 5 . Interdições. serão limitados pelo Poder de polícia da Administração que. direito ou atividade exercida pelo particular.renatosaraiva. apenas limita-los de modo que não ponham a coletividade em risco. interdição de fábrica poluente).  Manifestação: É uma atividade administrativa manifestada através de atos com destinatários indeterminados. individuais ou concretos. Obs. visando adequá-los e conformá-los aos interesses públicos e bem-estar geral da coletividade. por meio dos quais a Administração emite uma declaração de vontade para executar a lei aos casos concretos e fazer prevalecer o interesse público sobre os interesses particulares. entidades da Administração indireta. delegatários. de prevenção ou fiscalização. gerais ou abstratos.  Sanções: Devem vim previstas expressamente em Lei. há igualdade entre os contratantes (administração x particular).  Delegação: O Poder de Polícia pressupõe prerrogativas a particulares.

 Auto-Executoriedade: Esse atributo tem que vir expresso em lei. . ainda que contra sua vontade. corresponde à verdade de fato  Fé Pública.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. demolição de obra. o particular estará a ele obrigado. Os atos negociais.com.OAB 1ª Fase 2011. O ato vigora enquanto não afastado. sob pena de a administração se valer de meios indiretos de coação. decorrentes da imperatividade: só poderá haver resistência judicial ao ato.Atos Políticos ou de Governo: São de natureza jurídica. que apenas permitem certas atividades ao administrado.  Imperatividade: não é atributo de todo ato. Multa. (Ex. podendo ser sanado). exprime uma declaração unilateral de vontade.  Conceito: É um ato jurídico¹ por meio do qual o Estado. Ex. no desempenho de atividades essencialmente administrativas da gestão dos interesses coletivos. relativa: ao conteúdo do ato e aos fatos que o compõe.  Elementos e Requisitos dos Atos Administrativos: A Doutrina Majoritária aponta cinco elementos. pavimentação). executam uma atividade do Estado. enquanto isso não ocorrer. sujeitas ao controle de legitimidade pelo Judiciário. juris tantum: o ato administrativo presume-se editado de acordo com as normas e princípios gerais de Direito.  Exigibilidade: capacidade de exigir que a obrigação imposta ao administrado seja cumprida.  Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. a falta de um dos requisitos torna o ato inválido (anulável. com base na Lei de Ação Popular 4717/65. sanção do presidente a um projeto de lei. Ex.0105 6 . . Ex. não possuem esse atributo. editados pelo Estado no exercício de função política de soberania. e sim dos atos que encerram obrigações para os administrados.renatosaraiva.br | (81) 3035.com Atos Materiais = FATO ADMINISTRATIVO. a título de lhe dar execução. Decorre da Legalidade Ampla.ATOS ADMINISTRATIVOS (espécie do gênero ‘Ato da Administração’). Atributos e Qualidades dos Atos Administrativos:  Presunção de Legitimidade. O administrado fica constituído em uma obrigação. art. Não são atos jurídicos. construção de uma estrada. consistentes em providências jurídicas complementares da Lei³. no exercício de suas Prerrogativas Públicas. ou quem lhe faça as vezes². Diogo Gasparini e Celso Antônio incluem mais dois elementos (conteúdo e causa). salvo se não for possível outra solução no caso concreto. apenas realizam. Coercitividade dos atos administrativos.2°. A administração se vale de meios direitos de coação para execução do ato.  Presunção de Veracidade.

em regra. Remoção (o objeto é a própria remoção). e será Inválido. Os motivos determinam e condicionam a validade do ato. Ex. sem o qual o ato é inválido. *Obs: diferencia-se de Formalidade  não é elemento de todo ato administrativo. O não cumprimento da formalidade torna o ato irregular. É. A Finalidade Específica de cada ato está sempre prevista em Lei.br | (81) 3035. é a exigência da Administração em revelar. é sempre elemento vinculado. Exceções à forma prescrita em Lei: quando a lei se omitir a respeito da forma. quando o ato for discricionário. Será Discricionário quando o Ato assim o for (ocorre quando a lei não elenca o motivo. conferida aos órgãos e agentes públicos para.  Forma: É o revestimento do Ato Administrativo. a finalidade específica é uma melhor prestação do serviço público. mesmo quando o ato é discricionário.  Finalidade: Ato que foge da sua Finalidade específica prevista em Lei. placas (ex: sinais de trânsito).OAB 1ª Fase 2011. ou vinculado. O motivo será elemento Vinculado quando o Ato for Vinculado. É a própria essência do ato.com. a forma está prescrita em Lei. estará incorrendo em desvio de finalidade ou desvio de poder. escrito e no idioma nacional.  Motivo: Razão de fato ou de direito que autoriza ou determina a prática do ato por parte da Administração (Ex. já o vício de forma gera nulidade. a) Retirada do Ato anterior por outro ato posterior: Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. está será livre. Ato de remoção. É elemento discricionário. Regulamento (o Decreto é ato administrativo que serve como formalidade para eficácia do regulamento). é uma solenidade especial para prática de determinados dos atos que a exigem. exprimir a declaração de vontade do mesmo através dos atos administrativos. (requisito vinculado).com  Competência/Sujeito: Conjunto de atribuições definidas por Lei. Decorre sempre da Lei. *Obs: Diferencia-se de Motivação (Princípio Constitucional. Demissão  o motivo é a razão que levou a Administração a praticar o ato). sob pena de invalidade do ato.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. Ex. através de gestos. quando o ato assim o for. a própria administração vai escolher qual o seu objeto. portanto. disposição jurídica do ato (o que o ato dispõe juridicamente). mesmo que ato seja discricionário. mesmo que atenda a uma outra finalidade benéfica ao interesse público.renatosaraiva. em nome do Estado.0105 7 .  Objeto/Conteúdo: É o próprio conteúdo. é sempre Vinculada. Obs Não pode existir ato administrativo Inominado. Ex. deixando que a administração o pondere). manifestar os motivos do ato) Teoria dos Motivos Determinantes: O motivo revelado pela Administração para a prática do ato deve ser seguido estritamente. poderá ser oral.

Certidão Negativa de Débito.0105 8 . Efeitos da Revogação: Ex-Nunc. já que não pode adentrar no mérito administrativo.com A CASSAÇÃO: a ilegalidade é superveniente à edição do ato. 1. CCONTRAPOSIÇÃO/DERRUBADA : Edição de novo ato contrário. permanecendo os efeitos pretéritos. 3. Impede a produção dos efeitos futuros do ato. demissão). -Atos Meramente Enunciativos: Ex. Os outros Poderes poderão revogar seus próprios atos administrativos.: O Judiciário não poderá revogar ato administrativo no exercício de sua função típica. Motivos da Revogação: Juízo de Conveniência e Oportunidade. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. Revoga-se uma autorização. por razões de conveniência e oportunidade.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. (ex.Atos Vinculados são irrevogáveis: Ex.Atos que já Exauriram seus Efeitos (atos Consumados).Atos fontes de Direitos Adquiridos: Nem Emenda Constitucional pode revogá-los. . Causa de extinção ou supressão do ato administrativo válido e de seus efeitos. A Administração pode revogar seus próprios atos. 2. Fundamento: Existência de uma competência discricionária para rever a conveniência e oportunidade dos atos anteriormente editados.renatosaraiva. Obs: STF: Não há Direito Adquiridos a Regime Jurídico. Obs. E INVALIDAÇÃO : vício na origem. respeitado o dir. 6. 1. DREVOGAÇÃO. Sujeito Ativo da Revogação: Só a própria Administração. Não é possível a revogação judicial de um ato administrativo.br | (81) 3035. 4. que é a função jurisdicional. Limites (atos irrevogáveis são a exceção): . Conceito: Causa de Extinção ou supressão de Ato Administrativo Inválido ou Viciado. no âmbito de cada Poder da República.OAB 1ª Fase 2011. 5.com. adquirido. O ato deixa de ser conveniente e oportuno. . por razões exclusivamente de Legalidade ou Legitimidade. o ato torna-se inconveniente à Administração. BCADUCIDADE: incompatibilidade do ato anteriormente editado que antes não existia. 473: Poder de Autotutela da Administração. Súm. nunca uma licença. Apesar de válido. Objeto da Revogação: Só o Ato Válido poderá ser revogado.

não reeditável. Doutrinadores defendem que. a Administração está obrigada a Convalidar o ato. art.OAB 1ª Fase 2011. quando houver possibilidade de convalidação. 4. 7. Passados os 05 anos. a Administração não poderá mais invalida-la  Convalidação Temporal. Controle Interno) e o Judiciário (controle externo judicial. quando sai de uma categoria na qual o ato era nulo.renatosaraiva. Só o Judiciário pode Invalidar atos de todos os Poderes. Obs. 3. Ilegitimidade do Ato. também tem efeito retroativo. quando provocado por terceiros). haverá a convalidação. não são convalidáveis.0105 9 . Espécies de Invalidação (Lei 9784/99. (Nomeação de servidor para cargo sem concurso público. Motivos: Ilegalidade. Prazo Decadencial: A Administração Pública tem 05 anos para declarar a Invalidação do Ato. • Quando o Vício atingir a finalidade. Ilegal. 6. não convalidável. • Podem ser Convertidos: Mudança de categoria de um ato. Ação Judicial p/ Anulação de Ato Administrativo: Prazo Prescricional de 05 anos. para atos restritivos dos Direitos dos administrados. o motivo ou o objeto. contrário ao Direito.com 2. o ato será nulo. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. Efeitos: Ex-Tunc para os atos que atinjam pessoas indeterminadas.br | (81) 3035. racionalmente reeditados. Para os terceiros de Boa-fé e para os Atos ampliativos dos Direitos do administrado: A Invalidação terá efeito Ex-Nunc. pode ser convertido em nomeação para cargo de confiança). Sujeito Ativo: Administração Pública (Poder de Auto-tutela. para uma outra onde o ato seja válido. apesar de a Lei 9784/99 tratar a convalidação como faculdade da administração. Confirmado.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.Nulidade (atos nulos): • Não podem ser reeditados.55): .com. • Quando houver vício na competência: desde que o ato seja ratificado pela autoridade competente. Objeto: Ato Viciado. Obs. • Pode haver conversão de atos nulos com vício de conteúdo e objeto.Anulabilidade (Atos Anuláveis): • Podem ser convalidados. Diferencia-se de convalidar (reeditar o mesmo ato sem o vício que o contamina. 5. . com efeitos retroativos).

administrativa.1 . autonomia técnica.OAB 1ª Fase 2011. Obs. . Formas de Prestação da Atividade Administrativa: 15.1. Só pode ser feita através de lei e para as Pessoas Jurídicas de Direito Público da Administração Indireta. nem capacidade legislativa. particulares). Mas pode ir a juízo.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.Núcleo especializado de competências que servem para prestação de atividade administrativa. Só não tem autonomia. Pode ser feita a qualquer um (Administração Direta.0105 10 . No máximo poderá regular.  Descentralização:  Por Outorga: O Poder Público transfere a titularidade mais a execução do serviço. é responsável pelos próprios atos e os de seus agentes. Não pode celebrar contrato. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 11.2. sempre como sujeito ativo). Há Hierarquia.  Delegação: Transfere somente a execução do serviço.3. desde que preenchida 02 condições (ir em busca de prerrogativas funcionais. da própria Pessoa Jurídica. disciplinar o que está previsto em lei.Possuem Personalidade Jurídica Própria: tem aptidão para ser sujeito de direitos e obrigações. • OBS.renatosaraiva. É possível a existência de órgão público na Administração direta e na indireta (Lei 9784/99). 15. 15.Patrimônio e Recursos Próprios. financeira (decide como vai aplicar o dinheiro). b) Contrato (contratual): quando a delegação for para particulares (concessionárias. GERAL: Os ATOS INVÁLIDOS NÃO GERAM DIREITO ADQUIRIDO. o Poder Público mantém a titularidade.com. por isso não tem aptidão para ser sujeito de direitos e obrigações. Não têm Personalidade Jurídica.ADMINISTRAÇÃO INDIRETA: . Subordinação. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. Pode ser feita por: a) Lei (Legal): quando for para Pessoas Jurídicas de Direito Privado da Administração Indireta (Empresas Públicas. organizações sociais e todos que prestem atividade administrativa). Tem CNPJ. complementar. Não existe relação de hierarquia entre Administração Direta e Indireta. Indireta.com • Quando houver vício na forma: reedita-se o ato com a forma prescrita em lei.ÓRGÃO PÚBLICO: .br | (81) 3035.DESCONCENTRAÇÃO: Atividade distribuída dentro do próprio núcleo. Sociedade de Economia Mista). permissionárias.

 Finalidade vinculada à finalidade para a qual a Lei a criou. que têm mais autonomia e liberdade. É investidura ou nomeação especial. nem de livre exoneração. Regime Especial: Têm mais autonomia. Disciplinar. São escolhidos por eleição.0105 11 . Não é atividade nova. Finalidade: Regular.  AGÊNCIAS REGULADORAS (Espécie) 1. Banco Central: É autarquia comum.com. legislar. Não é cargo de livre nomeação. com autonomia administrativa.br | (81) 3035. Reitor: Tem prazo certo de mandato.OAB 1ª Fase 2011. São criadas e extintas por lei ordinária específica. com normas técnicas específicas de sua atuação.  OBS. dirigentes escolhidos pelo Ministério.  Exterior: Poder Legislativo (CPI´s e TCU).  AUTARQUIAS DE REGIME ESPECIAL  Surgiram para conceituar as Universidades Públicas. pelos cidadãos. 2. Normatizar determinadas atividades. 4. Liberdade normativa. liberdade econômica e financeira. Poder Judiciário. Pelo Poder Executivo (supervisão Ministerial.com  Formas de Controle:  Interno: feito pela própria entidade da Administração Indireta. mas seu Presidente é nomeado pelo Presidente após prévia aprovação do Senado. só sairá depois da expiração desse. finalidades predeterminadas). Têm o papel de complementar as leis. não podendo. receitas e despesas fiscalizadas. de tal sorte. antes era exercida diretamente pelo Estado. Fiscalizar.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. Não são criadas para visar o Lucro. porque depende de prévia aprovação do Senado. Capacidade Legislativa: Não a tem. Nomeação de Dirigentes: Presidente nomeia com prévia aprovação do Senado. técnica e financeira.renatosaraiva. mas sem capacidade legislativa. 3. através da Ação Popular.  AUTARQUIAS  Conceito: Pessoa Jurídica de Direito Público que serve para prestação de atividades típicas do Estado. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.

 FUNDAÇÃO PÚBLICA de DIREITO PÚBLICO: Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. Lei 8666/93: Dispensa de Licitação.000).000 ou R$8. Empresas Públicas e Consórcios Públicos. até R$80. não serão Fundação Pública. quando o valor da licitação for até R$30. e) Dispensa para as Agências Executivas: 20% do Valor do Convite.único.: Quando forem constituídas pela iniciativa privada. Obs. b) Contrato de Gestão: Celebrado entra uma Autarquia ou Fundação Pública e o Poder Público. fazendo parte da Administração. Obs.  FUNDAÇÃO PÚBLICA  São instituídas e constituídas pelo Poder Público. Mandato com Prazo certo e determinado: A Lei de criação de cada Autarquia de regime especial irá determinar o prazo do mandato (máximo.br | (81) 3035.000. Já há Projeto de Lei querendo uniformizar o prazo: 04 anos para todas.com.0105 12 . Blicitação dispensada (R$15. c) O título de Agência Executiva é temporário. de ag. ou seja. se obras ou serviços de engenharia. o ente que se tornou agência executiva temporariamente voltará a ser autarquia ou fundação pública. d) Liberdade Específica (só para agências executivas): Art. findo o contrato de gestão. Essa dispensa vale também para: Sociedades de Economia Mista. a agência executiva estará dispensada de licitação. Regra Geral: AValor de até 10% do Convite (até R$150.000 ou R$16. de 04 anos).000 para os outros serviços). e para isso fazem um planejamento para reestruturação.com 5.OAB 1ª Fase 2011.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. par.executiva: INMETRO. Só vale para as Autarquias e fundações públicas. Ex: Autarquia A  Contrato de gestão  Agencia Executiva A. quando qualificadas como agência executiva. 6.  AGÊNCIA EXECUTIVA: a) São Autarquias ou Fundações Públicas que precisam ser modernizadas. deve ficar 04 meses ou 01 ano (a depender da lei da autarquia especial) sem poder atuar na área de atuação da Agência Reguladora. Vedação (Quarentena): Quando o dirigente sai do cargo. Ex.24.000. Serve para dar mais autonomia ou recurso público.renatosaraiva.

derrogado parcialmente por algumas normas de dir. b) Têm capital exclusivamente público: Pode ser capital de vários entes da federação.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.  SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA: a) Pessoa Jurídica de Direito Privado.OAB 1ª Fase 2011. Tem todos os privilégios e obrigações de uma autarquia.renatosaraiva. porque não faz parte da Fazenda Pública.br | (81) 3035. Segundo ele.com. quando se fala em Fundação Pública.público. Público. b) Foro Competente (foro privativo): Justiça Federal ou Vara da Fazenda Pública.  FUNDAÇÃO PÚBLICA de DIREITO PRIVADO (fundações governamentais) a) Natureza Jurídica: Regime de Direito Privado.privado. d) Têm Foro Privativo: Justiça Federal ou Vara da Fazenda Pública. do contrário ela perderá esse status. c) Privilégio Processual: Não tem prazo especial. Podem prestar serviço público ou explorar atividade econômica. Quando o concurso falar de Fundação Pública. todas elas são de Direito Público.  EMPRESAS ESTATAIS  Empresas Públicas  Sociedade de Economia Mista  EMPRESAS PÚBLICAS: a) Pessoa Jurídica de Direito Privado. d) Tem sua Criação autorizada por Lei Ordinária. não poderá haver capital de uma Sociedade de Economia Mista investido na Empresa Pública. e) OBS: Celso Antonio entende que não há essa divisão. Lei Complementar deve determinar a finalidade das fundações públicas de dir. Criação autorizada por lei. será a de Direito Público.com a) Natureza Jurídica: Regime de Dir.0105 13 . Entretanto. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. É uma espécie de autarquia e faz parte da Fazenda Pública. Obs. sua criação autorizada por lei. Podem prestar serviço público ou explorar atividade econômica. c) Tem livre Constituição: Pode ser constituída por qualquer atividade empresarial.

haverá prevalência do Dir.com.26): .Privado.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.OAB 1ª Fase 2011.173. conforme o definido em lei.com b) Têm Capital Misto: O Capital do Ente Público deve ser a maioria do capital votante.Público sobre o Dir. Art. d) FINALIDADES: A Prestar Serviço Público: Quando forem prestadoras de serviço público. FORMALIDADES: a) Contrato Escrito.  Contrato de pronta entrega. Quando for necessário aos imperativos da Segurança Nacional. Extinguir ou Modificar Direitos na consecução do interesse público. CONCEITO: .60. Exceção Poderá ser verbal quando a lei autorizar. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.Público. b) Licitação Prévia/ Procedimento (art.  Contrato de pronto pagam. B Explorar Atividade Econômica: Quando forem exploradoras de atividade econômica.Se a licitação for inexigível ou dispensada será necessário utilizar-se do procedimento do art.É uma espécie de contrato. Quando houver interesse coletivo. como Sociedades Anônimas. haverá prevalência do regime de Dir. 2. Devem ser constituídas. 2. c) Não têm foro privativo: São julgadas na Justiça Estadual. CF (Hipóteses em que o Estado pode Explorar Atividade Econômica): 1. um vínculo jurídico em que os sujeitos ativo e passivo comprometem-se a uma prestação visando Criar.renatosaraiva.0105 14 . Lei 8666/93 (Contratos Verbais):  Contratos com valor até 4 mil reais. obrigatoriamente. com alguma influencia do Dir.26.br | (81) 3035.Privado. seguindo o Regime Público. obs: Art. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 1.

se a Lei Autorizar.Valor da Garantia: Até 05% do valor do contrato.br | (81) 3035.com . em virtude da indisponibilidade do interesse público. Até 10% quando o contrato for de grande vulto. mesmo que seja caso de dispensa ou inexigibilidade. a forma do ato administrativo é vinculada. 3. .Exceções (prazo maior que 12 meses): Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. alta complexidade e causar riscos financeiros à Administração.  Duração do Contrato Administrativo (art.O Instrumento do contrato será Obrigatório quando o valor for o da Tomada ou da Concorrência.É Feita com o resumo. CLÁUSULAS DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS: a) Cláusulas Necessárias: Quando ausentes  Contrato Nulo. A duração máxima será compatível com a disponibilidade do crédito orçamentário: 12 meses (lei orçamentária anual).57.55 e 56 da Lei 8.666/93): .É Condição de Eficácia do Contrato. c) Forma do Ato Administrativo. dentro das alternativas elencadas pela lei: Títulos da dívida pública.666/93) . Ilegal. . Caução em dinheiro. Fiança Bancária (garantia fidejussória). com o extrato do contrato.Poderá o Instrumento de Contrato ser Facultativo quando o valor for correspondente a Convite e quando for possível realiza-lo de outra maneira.  Garantia (art. . d) Publicação (art. A Publicação não pode ultrapassar o prazo de 20 dias ou até o 5º dia do mês subseqüente à assinatura do contrato (o que acontecer primeiro).1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.OAB 1ª Fase 2011. .É o contratado que deve decidir qual será a forma da garantia. Seguro-Garantia (contrato de garantia de outro contrato). Podendo ser discricionária.Segundo a doutrina moderna. ou seja. .renatosaraiva.61.A Administração deve exigir a garantia.0105 15 . não produz efeitos. . § único): . antes da publicação o contrato já é válido.com. mas é ineficaz.Prazo sempre determinado (art.57 da Lei 8. §3º).

Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. . I) Prestação Contínua: Se em razão do prazo o preço for melhor. CF): Prazo máximo do contrato administrativo será de 04 anos. nos casos de prestação contínua.58): .  Extinção Unilateral do Contrato: .com.57 Admite-se uma prorrogação (60 meses + 60 meses) em caráter excepcional.Desigualdade entre as partes no contrato.com I) Quando o objeto do contrato estiver previsto no Plano Plurianual (PPP. Hipóteses: • Razões de Interesse Público: Necessidade de Indenização para o particular.  01ª Hipótese: Conclusão do Objeto  02ª Hipótese: Advento do Termo Final do contrato (prazo final)  03ª Hipótese: Rescisão I) Consenso entre as Partes: Rescisão Amigável. b) CLÁUSULAS EXORBITANTES (Art. Só a administração pode alterar unilateralmente o contrato.0105 16 . que é válida no contrato administrativo.Se quem quer extinguir o contrato é o contratado.br | (81) 3035.Obs.OAB 1ª Fase 2011. art.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. a lei que cuida do serviço dará o prazo máximo do contrato de concessão ou permissão.166. II) Aluguel de equipamentos e programas de informática: Prazo máximo de 48 meses.Se a alteração é feita bilateralmente. não há cláusula exorbitante. II) Revisão Administrativa: A administração rescinde unilateralmente o contrato. mediante fundamentação e autorização da autoridade superior.renatosaraiva. só poderá fazê-lo na via judicial. de acordo com a lei que cuidar do serviço delegado. Art.  Alteração Unilateral do Contrato (art. extinguindo-o.65): . III) Contratos de Concessão ou Permissão de Serviço Público: Podem ter prazos diferenciados. o prazo máximo do contrato será de 60 meses. se a Administração não aceitar extinguir administrativamente.

c) Fiscalização do Contrato Administrativo: . o contratado deve ter praticado conduta que seja tipificada também como crime. A contratada deve indenizar os prejuízos causados à administração (requisitos cumulativos). Lei 8. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. não há um rol de hipóteses para aplicação de cada uma dessas penalidades.br | (81) 3035. IV)Declaração de Inidoneidade da Empresa pelo prazo máximo de 02 anos: A Empresa deixa de ser idônea e fica impedida de contratar com todos os entes da administração. No caso de suspensão o contratado estará impedido de contratar apenas com o Ente que aplicou a penalidade. para que isso ocorra devem ser preenchidos alguns requisitos: Passar o prazo da declaração de inidoneidade.renatosaraiva.  04ª Hipótese: Extinção de Pleno de Direito: Por circunstancias alheias à vontade. Para empresa voltar a ser idônea tem que ser reabilitada.com. . que é restrita ao ente com o qual a contratada fez o contrato.Obs.87.Obs.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. Para aplicação da penalidade de declaração de inidoneidade da empresa. Ex.Obs.666): I) Advertência. d) Aplicação de Penalidades pela Inadimplência de Contratado (art. . no máximo. por. Para aplicação de uma dessas 03 penalidades será feita de forma discricionária pelo administrador. II) Multa. -Obs.OAB 1ª Fase 2011.com • Descumprimento de Cláusula Contratual: O Contratado deverá indenizar a administração. Diferencia-se da Suspensão. . III) Suspensão do Direito de Contratar com Poder Público.0105 17 . falência. • Rescisão Judicial. 05ª Hipótese: Anulação: O contrato já nasce ilegal.A administração pode até intervir na empresa em situações excepcionais. 02 anos.

com. na França. na medida em que exigia que se provasse uma Culpa Especial do Estado.  O Serviço funcionou mal. não célere.com RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO CONCEITO: . e não mais uma culpa individualizada do seu agente. e sim uma culpa relacionada ao serviço.Surge com o caso “Blanc”. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. ou Culpa do Serviço ou Culpa Anônima: .0 .  O Serviço funcionou de forma retardada.Obrigação que tem o Estado de reparar os danos causados a terceiros em razão de comportamentos lícitos e ilícitos ou atividades materiais. a Responsabilidade do Estado era idêntica à Responsabilidade do Direito Privado. ou seja.3  Teoria da Responsabilidade de Direito Público: . a culpa não era mais atribuída ao agente pública. potencialmente.2 Teoria da Responsabilidade de Direito Privado: . que seria a Culpa Administrativa.1 Teoria da Irresponsabilidade do Estado (“The King can do not wrong”) 2. A) Teoria da Culpa Administrativa.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.renatosaraiva. Paul Duez: Haverá Culpa Administrativa quando (“Faute du Service”):  O serviço não funcionou. 2.O Estado respondia desde que se demonstrasse a culpa individualizada do seu agente. Anônima.br | (81) 3035. Obs.OAB 1ª Fase 2011.0105 18 .A Atividade do Estado.Pregava uma Responsabilidade Subjetiva distinta da Responsabilidade subjetiva do Direito Privado. no fim de século 19. pode produzir riscos aos administrados. B) Teoria do Risco Administrativo: . A Teoria da Culpa Administrativa defende que só haveria responsabilidade por atos ilícitos praticados pelo Estado.EVOLUÇÃO HISTÓRICA: 2. 2.

4Responsabilidade do Estado no Brasil: .br | (81) 3035.Constituição de 1824 No Brasil a Teoria da Irresponsabilidade do Estado nunca foi adotada. . A Constituição de 1824 adotou a Teoria da Culpa Administrativa. uma Responsabilidade Objetiva. 2. .Comportamento Ilícito:  Jurídico: Ex. mesmo que o dano seja produzido por Atividade Lícita do Estado.Comportamento Lícito:  Jurídico: Produzido em razão de atividade jurídica do Estado.STF A Responsabilidade do Estado é Subjetiva. então. .  Material: Ex.0-Responsabilidade do Estado por Atos Comissivos: 3.1 Teoria do Risco Administrativo: . a do Risco Administrativo e a da Culpa Administrativa.Responsabilidade do Estado por suas Omissões: .0. lícitos ou ilícitos. Decreto expedido por chefe do executivo. lastreada apenas em um nexo de causalidade entre a atuação do Estado e o dano ocorrido.com. fundada na Teoria da Culpa Administrativa.renatosaraiva.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.Haveria.com .Constituição de 1946  consagra-se a Teoria do Risco Administrativo. Tortura de um preso por um agente carcerário. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. com a Responsabilidade Objetiva do Estado. sem a necessidade do elemento culpa.OAB 1ª Fase 2011. na qual a Responsabilidade do Estado só existiria quando prova a culpa deste.Constituição Federal de 1988  Adotou as duas teorias. jurídicos ou materiais.0105 19 . Ex.  Material: Produzido em razão de atividade material do Estado. 4. 3. Auto de apreensão de mercadoria sem as formalidades legais. .O Estado sempre responderá objetivamente por seus atos comissivos.

8.REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO.OAB 1ª Fase 2011.renatosaraiva.. Existiam ainda os denominados “extranumerários” (sem regime). por afronta ao sistema bicameral.0105 20 . I. Em 1998. emprego ou função. da CF/1988: . O art.br | (81) 3035. é o ocupante de cargo público.com. por estrangeiro. a instituírem mais de um regime funcional. Essa regra acabou sendo excepcionada em 1996. A Constituição não permite a diferenciação entre brasileiros natos e naturalizados.112/90 . parágrafo 3º.. Art. Os entes federados puderam. DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS 1) Regime jurídico dos servidores públicos 1. padeceria de uma inconstitucionalidade formal.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. que deu nova redação ao art. da CF/1988 (EC 11/1996). LEI N. O texto original da CF não admitia a ocupação. A regra da EC 19/1998. permitia a admissão de estrangeiros nas entidades de ensino federais. O art. 37. 39 da CF/1988. autárquica e fundacional. Hoje.2) Introdução (Lei 8. 39. Era necessário apenas que o regime funcional fosse único. E cargo público é o conjunto de atribuições entregues a um servidor? Em âmbito federal o servidor público. 3º.112/90) Artigos 2º e 3º: Servidor é quem ocupa cargo público. parágrafo 1º. pelo art. a EC 19/1998. assim como aos estrangeiros. Estava eliminado o problema da coexistência de regimes jurídicos funcionais. dentre outras coisas. alterou a redação da cabeça do art. Colocava-se fim à obrigatoriedade do regime jurídico único. 13. com redação original. Pela medida cautelar deferida na ADI 2. 1.986/2000 foi o primeiro ato normativo a tentar criar um quadro de empregos públicos (autarquias especiais). a eficácia original do caput do art. antes do advento da EC 19/1998.com Responsabilidade objetiva pelas situações em que há CUSTÓDIA. parágrafo único: Os cargos públicos são acessíveis a todos os brasileiros (regra de acessibilidade). 207. 39 foi restaurada. na forma da lei. A partir de então.135. A essa decisão foi conferida eficácia ex nunc. em âmbito federal. desde então. vigora a obrigatoriedade de regime jurídico único. de cargo. passou a prever um regime jurídico funcional único para a Administração Pública direta. salvo as exceções contempladas na própria Constituição. da CF/1988). a regra que obrigava o regime jurídico único foi extraída do texto constitucional. A lei 9. salvo as exceções expressamente nela previstas (art. A CF/1988 não obrigava o estabelecimento de regime jurídico estatutário ou celetista. Em 1998 essa regra foi Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. Em uma mesma repartição pública havia pessoas submetidas a regimes jurídicos diferentes.1) Histórico Antes de 1988 havia a coexistência de regimes. 39.

Regime . quando vagos (art. XXXXXXXXXXXXX Cargo de provimento efetivo Cargo de provimento comissão . por lei (art.. Na forma da lei. da social (art. A criação de cargos públicos gera repercussão de ordem orçamentária.. para provimento em caráter efetivo ou em comissão”. um ato somente pode ser extinto por outro da mesma natureza. grau de parentesco [súmula vinculante n. independentemente de lei). “b”). “. segundo o STJ. Em geral. de acordo com a lei (norma de eficácia contida.com estendida a outros cargos. IV. 13 do STF]. Quanto à .Não é possível. O STF entendeu que a restrição. VI. nos termos da lei (art. possibilidade de aquisição de estabilidade: II.g.. decorre diretamente da CF.Livre nomeação e exoneração.. “. 4º). chefia e assessoramento.com. 40. assegurada a ampla defesa e o contraditório. significa dizer que o dispositivo constitucional tem eficácia limitada (RMS/STJ 16.. nesse último caso. ingresso: . O trabalho gratuito no âmbito da Administração Pública é permitido..renatosaraiva. 84.923).g.Regime de previdência próprio . Não podem referir-se a funções de natureza técnica..br | (81) 3035. É do conceito de cargo a sua remuneração.Só podem ser criados para atribuições funções de direção. desligamento: administrativo. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. Os cargos “são criados por lei”. pelo princípio do paralelismo de formas. Quanto ao . por decreto.É possível. 84. pois se a lei criar o cargo a lei poderá conter a liberdade de nomeação e exoneração e. nível de escolaridade.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. poderá o Presidente da República extinguir funções ou cargos. Quanto ao Mediante procedimento .Livre exoneração. III. e. Quanto às . se provido. Em ambos os casos o servidor é estatutário.Regime geral de previdência previdenciário dos servidores (art.. vencimento pago pelos cofres públicos . na forma da lei.Através de concurso público. XXV).608/1998.OAB 1ª Fase 2011. Lei 9.0105 21 .”. Todavia. em I. V. 40. parágrafo 13º).

readaptação. que ocupa exclusivamente cargo em comissão.renatosaraiva.5) Provimento e vacância 1. Forma originária de provimento: nomeação.com. Súmula 685. ou seja. reaproveitamento. a exigência deve guardar compatibilidade lógica com as atribuições do cargo (aspecto material).1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.1) Concurso Para cargos públicos efetivos o concurso será sempre de provas ou de provas e títulos. Súmula 686 do STF: só por lei se pode sujeitar ao exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público. Existe algum direito decorrente da aprovação em concurso? Classicamente. reversão.br | (81) 3035.OAB 1ª Fase 2011. é difundida a idéia de que a aprovação em concurso gera apenas expectativa de direito. extraquadro. 1.4) Requisitos para a investidura em cargo público (art. há decisões proferidas tanto pelo STF como pelo STJ em sentido diferente. reintegração e recondução.657). Forma derivada de provimento: promoção. A praxe administrativa do “cadastro de reservas” surgiu para contornar essa imposição. Todavia. Súmula 683 do STF: o limite de idade para a inscrição e concurso público só é legítima quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. A) Nomeação São fases do provimento: a. ou seja.com CF/1988) Trata-se do servidor. 1. 5º) Parágrafo 1º: as atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos. A ascensão e a transferência são inconstitucionais. nunca só de títulos. Pacífico é que a aprovação do candidato dá a ele o direito de ver assegurada a ordem classificatória da aprovação (súmula 15 do STF).0105 22 . A súmula 15 combate o que o professor chama de preterição Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.5.1 Formas de provimento (art. deve-se observar o requisito teleológico. 8º) Provimento é o preenchimento do cargo. Para isso deve esse requisito estar previsto em lei (aspecto formal). Além disso. Esses precedentes reconhecem o direito à nomeação até o número de vagas previstas no edital. o anúncio de vagas gera o direito subjetivo de nomeação dos aprovados (STF/RMS 23.

renatosaraiva. 13). assegurada a ampla defesa (essa lei complementar ainda não existe). 169. O STJ decidiu que o candidato aprovado prefere a outra pessoa contratada emergencialmente ou nomeada em caráter precário (STJ/RMS 18.com direta (alguém da mesma lista). a. parágrafo 5º da Lei 9. ◊ art.455/96 (lei de tortura). O candidato não será exonerado porque ainda não é considerado servidor. nesse momento. sendo. desde já será considerado provido.3) Posse O candidato terá o prazo improrrogável de 30 dias para a sua posse. Se o servidor não entrar em exercício no prazo de 15 dias o servidor será exonerado.br | (81) 3035.105). e.com. preenchido. na forma de lei complementar. 1º.g. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. 41. em quatro situações (art. 92 do CP. ◊ mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada a ampla defesa. da CF/1988): ◊ em virtude de sentença judicial transitada em julgado (decisão judicial que concretize regra que preveja essa possibilidade. se não for por vontade própria. parágrafo 1º. O provimento se dá com a nomeação e a investidura com a posse (artigos 7º e 8º). Estabilidade Conceito: é uma garantia dos servidores públicos que significa limites ao seu desligamento. O candidato uma vez nomeado terá direito à posse (súmula 16 do STF).OAB 1ª Fase 2011. Deve o comando de desligamento estar contido no dispositivo da sentença. que se dá a investidura. ou seja.4) Exercício O servidor terá o prazo de 15 dias para entrar no exercício do cargo. este.0105 23 . Uma vez nomeado o candidato para o cargo X.2) Nomeação É considerada forma originária de provimento. momento em que se tornará servidor. a.. A inobservância do prazo de 30 para a posse torna sem efeito o ato de nomeação (art. parágrafo 4º: para adequação a patamar inferior ao limite prudencial para gastos com pessoal. a. art. assumindo os direitos e deveres inerentes ao cargo. O estável somente perderá o cargo. ato de improbidade etc.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.). dentro do prazo de que dispõe o nomeado para tomar posse. O professor considera esse entendimento uma forma de se evitar a preterição indireta. ◊ mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. A doutrina aponta como exceção a essa regra o caso art.

1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.112/90 foi alterada pela MP 431. aposentadoria ocorrida há menos de 05 anos. . pois não ser avaliado era considerado ser aprovado no estágio probatório (aprovação tácita). um requisito novo. D) Reintegração (art. Prazo: 02 anos. de 14 de maio de 2008.Art. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. B) Readaptação (art.com. 28) Retorno do servidor público ao cargo de origem decorrente da anulação da sua demissão. que retorna à atividade. que é o estágio probatório. Essa advertência é relevante para evitar que aquele que ingresse em cargo efeito sem concurso público obtenha a estabilidade. I: retorno do servidor aposentado por invalidez permanente pela cessação da causa da aposentação. 25. mas que não se encontra vago (art. ◊ prazo: 03 anos. Esse normativo deu nova redação ao art. 24) Pode um servidor exercer um cargo sem estar nele definitivamente investido? Sim. Existem dois casos de reversão: . a ausência da avaliação não impedia a aquisição da estabilidade. O vitalício apenas pode perder o cargo por sentença judicial transitada em julgado. A lei 8. em nível constitucional. Antes de 1998 os requisitos eram os seguintes: 02 anos (requisito na CF) e estágio probatório (requisito infralegal). 24. ◊ a partir de 1998 surge. Antes de 1998. II: retorno do servidor aposentado voluntariamente no interesse da administração (requisitos: aposentação voluntária. desembargador. e.0105 24 . Adaptou-se a lei à nova realidade constitucional.OAB 1ª Fase 2011.. estabilidade quando na atividade. a exceção de alguns cargos. Enquanto não avaliado o servidor não adquire a estabilidade. 20 para fixar o prazo de 36 meses para a duração do estágio de probatório.br | (81) 3035.Art.g.renatosaraiva. parágrafo 2º-A). resultante de um processo especialmente intentado para fim de desligá-lo. A partir de 1998 a avaliação tornou-se obrigatória. Servidor que exerce as funções em caráter excedente inerentes a cargo para o qual deveria ser readaptado. C) Reversão Trata-se da reversão da aposentadoria do servidor inativo. existência de cargo vago).com Requisitos: ◊ quem ocupar um cargo efetivo tendo nele ingresso por concurso público. 29/08/2008______________________________________________ Vitaliciedade Conceito: é um limite ao desligamento do servidor público. conselheiros de tribunal de contas etc. 25.

. F) Aproveitamento O aproveitamento sempre vem junto da disponibilidade.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. parágrafo 2º. com a extinção do cargo.br | (81) 3035. O estável será colocado em disponibilidade. 41. E) Posse em outro cargo inacumulável Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. Art.543 e MS 22. extinto o cargo os servidores estáveis serão colocados em disponibilidade.339). com proventos proporcionais. Observação: o STF e o STJ já reconheceram a figura da recondução voluntária (STF/MS 24.com. C) Promoção e readaptação São formas simultâneas de provimento e vacância. até que sejam aproveitados.5. D) Aposentadoria e falecimento Formas naturais de vacância.2 Formas de vacância A) Exoneração Desligamento não-punitivo. E) Recondução É o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado decorrente: da inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo. Recondução voluntária é a possibilidade de o servidor retornar ao seu cargo de origem no qual já era estável até que seja estabilizado em outro cargo.com O servidor reintegrado tem direito à indenização decorrente do período em que permaneceu sem receber vencimento. O modo de provimento é o aproveitamento. da CF/1988.renatosaraiva. de promoções. inclusive. gozando. até que a Administração Pública encontre um outro cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado para que tais servidores sejam aproveitados. com direito à remuneração proporcional ao tempo de serviço.933 e STJ/ MS 8.g.OAB 1ª Fase 2011. O servidor retorna da condição funcional como se nunca tivesse saído. O não estável. deixa de ser servidor público. Ou seja. e. reintegração do anterior ocupante.0105 25 . B) Demissão Desligamento punitivo. 1.

◊1 cargo de professor com 1 cargo técnico (que exige um curso superior qualquer) ou científico (aquele que exige um curso superior específico). pois não há uma regra geral que proíba o servidor público de exercer função de natureza privada. empregos ou funções públicas.3 Acumulações indevidas de cargos.br | (81) 3035. ◊compatibilidade de horários. da CF/1988: a) Regra geral: não é possível a acumulação de cargos. 117. Os agentes políticos percebem subsídio.6) Sistema remuneratório Como contraprestação pelo trabalho que presta à Administração Pública o servidor recebe. VIII (e não exoneração) para preservar o seu direito de se reconduzir ao cargo caso seja reprovado no estágio probatório no novo cargo. Esta é composta pelo vencimento e pelas vantagens pecuniárias. ◊dois cargos da área da saúde com profissão regulamentada. Questões i) Pode um servidor público acumular um emprego privado? Em tese pode.OAB 1ª Fase 2011.com Para se ocupar outro cargo o servidor deve pedir a vacância no cargo anteriormente ocupado na forma do art. 117) 1. 1. 37. XVI e XVII.6.0105 26 .2 Proibições (art.renatosaraiva. há preceitos que criam restrições. ◊a Constituição Federal traz mais uma hipótese no art. 38. b)Exceções: ◊dois cargos de professores. O art. em regra.6) Regime disciplinar O regime disciplinar cuida de regras de comportamento do servidor público bem como das penas decorrentes da sua inobservância.g. proibição de exercer cargo de gerência. remuneração. e..1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. As proibições podem Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.1 Deveres dos servidores públicos (art. O subsídio é pago em parcela única. proibição de prática de atos de comércio etc.6. 1. ◊a jornada semanal total não pode extrapolar 60 horas. XVIII diz que ao servidor é proibido o exercício de cargos incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho.com. 33. Para que a acumulação seja possível faz-se necessária a observância de duas condições: ◊limite do teto ou subteto remuneratório definido na CF/1988. empregos ou funções públicas (art. 1. 118) Art. III que cuida do caso de servidor investido no cargo eletivo de Vereador. Todavia. 116) 1.6.

no período da punição o servidor receberá apenas 50% da sua remuneração. A regra que o servidor aposentado não pode acumular proventos com a remuneração de cargo. 37.). sem contar tempo de serviço etc. 130) Pelo período de até 90 dias o servidor será afastado de suas atribuições com total prejuízo da sua condição funcional (sem remuneração. Excepcionalmente poderá haver a cumulação.Violação dos deveres funcionais contemplados no art. A regra geral é que o resultado de um processo em uma instância não repercute no resultado de outro de instância diversa. parágrafo 2º). A suspensão poderá ser convertida em multa (art.com estar na lei que regulamenta o regime do servidor ou na lei que regulamenta a profissão de natureza privada. 130.OAB 1ª Fase 2011. 127) i) Advertência (art. . iii) Pode o servidor cumular duas aposentadorias do regime próprio de previdência (art. com o subsídio de um mandato eletivo ou com a remuneração de um cargo que seja acumulável com o que era ocupado quando em atividade estava o servidor aposentado. estatuto da OAB.g.renatosaraiva. dos proventos decorrentes de cargos acumuláveis na atividade. 116. A advertência será aplicada no caso de violação das proibições constantes do art. I a VIII e XIX ou de inobservância dos deveres funcionais previstos no art. e. o servidor aposentado poderá acumular o seu provento com a remuneração de um cargo em comissão.6. emprego ou função pública? Até 1996 a interpretação do STF era a de que não havia restrições. Casos que justificam a aplicação da pena de suspensão: . desde que observado teto remuneratório. A exceção vem prevista no art.Reincidência de falta já punida com a advertência. ii) Um servidor aposentado pode cumular os seus proventos com a remuneração de um cargo. 40) Em regra não.br | (81) 3035. 1. emprego ou função pública. I) Penas administrativas aplicáveis aos servidores públicos (art.com. ii) Suspensão (art.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. Excepcionalmente. 117. 126 do estatuto. Observações: Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. penais e administrativas poderão cumular-se entre si (incomunicabilidade das instâncias). 125) As sanções civis.4 Responsabilidade do servidor público (art. ou seja. 117. A EC 20/1998 deu nova redação ao art..0105 27 . XVII e XVIII. parágrafo 10º. 129) É um ato praticado por escrito que acaba restando registrado no assento funcional do servidor.

OAB 1ª Fase 2011. Parcela da doutrina entende que essa regra seria inconstitucional. VIII. ao julgar o RMS 24. na atividade. A Administração Pública pode demitir o servidor pela prática de crime contra a Administração Pública mesmo antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória.renatosaraiva. v) Destituição do cargo em comissão ou da função de confiança Em se constatando a falta punível com demissão ou suspensão praticada pelo servidor deverá este ser destituído do cargo em comissão ou da função comissionada. indisponibilidade de bens e o ressarcimento ao erário. Casos (art. I.Ter o agente cometido crime contra a Administração Pública. embora tenha.servidor que aproveitado não entre em exercício no prazo legal (art. . Não poderão o ex-servidor retornar ao serviço público por violação ao art. Casos (art. 137).. 131 traz a possibilidade de reabilitação administrativa (decurso de 3 anos para a advertência e 5 anos para a suspensão). Na prática o servidor acaba pedindo exoneração.Abandono de cargo (ausência intencional por mais de 30 dias. O STF. 142) Advertência: 180 dias Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. IV. por algum tempo.Inativo que. 32). pois a CF/1988 veda a aplicação de pena de caráter perpétuo (debate orbter dictium em julgamento no STF). outros efeitos são previstos pela lei. A demissão incompatibiliza o servidor para nova investidura em caro público federal pelo prazo de 5 anos (art. Não há posicionamento firmado no STF. houver praticado fato punível com demissão.0105 iii) 28 .g.Inassiduidade habitual (faltar ao serviço injustificadamente pelo prazo de 60 interpoladamente nos últimos 12 meses). 1.com a) A advertência e a suspensão são penas que não implicar o rompimento do vínculo do servidor com a Administração Pública. 134): . . O STF usa o argumento da independência das instâncias.5 Prescrição da pretensão punitiva disciplinar da AP (art.br | (81) 3035.Improbidade administrativa.6. Demissão (art. 132): .com. iv) Cassação de aposentadoria e disponibilidade É a ruptura do vínculo pecuniário que o servidor aposentado ou em disponibilidade tem com a AP.699 [ler a primeira parte desse julgado sobre diferença entre discricionariedade administrativa e conceito jurídico indeterminado]. nos termos do art. . Além de a demissão ocasionar o desligamento do servidor. Se se verificar a prática da falta a exoneração deverá ser convertida em destituição. 136) É o desligamento do servidor. b) O art. disse que o servidor não pode ser demitido sem que haja sentença em processo judicial que o tenha condenado pela prática de ato de improbidade (incongruência com o caso de crime contra a AP). .1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. 132. X e XI. e. oscilado no seu posicionamento. 138).

728).arquivamento. A abertura de sindicância ou de processo administrativo disciplinar interrompe o prazo prescricional (parágrafos 3º e 4º). Os prazos de prescrição previstos no Código Penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas como crime (parágrafo 2º). A lei não trata da prescrição dentro do PAD (prescrição intercorrente). assegurado o contraditório. em que é especificada a infração que será apurada. ◊ Da sindicância poderá resultar três conseqüências: .2 Defesa escrita. 149). Entre essa etapa e a próxima existe a indiciação. Instauração: corresponde ao momento em que se publica o ato que designa a comissão (art.OAB 1ª Fase 2011. Observação: ◊ Se a infração for de acumulação indevida de cargos o processo seguirá o rito do art. 133. Em função disso a jurisprudência tem considerado que instaurado o PAD o prazo prescricional permanece interrompido pelo prazo máximo de 140 dias.6 Apuração da infração disciplinar ◊ Conhecimento do fato (de ofício ou por denúncia contendo a identificação do denunciante sob pena de nulidade do PAD). Julgamento Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. mas esse pode ser iniciado de ofício pela autoridade administrativa.br | (81) 3035.0105 29 . quando então será ele (o prazo prescricional) reiniciado (“regra do 140” . PAD (art. 2. Inquérito administrativo: núcleo essencial do processo. 148 a 173): 1.6. A denuncia apócrifa não pode fundamentar a instauração do PAD. .instauração do PAD (obrigatório para a aplicação de pena mais grave).renatosaraiva. ◊ A apuração pode ocorrer através da abertura de sindicância ou pela instauração diretamente de PAD. 2. 1. 2. .STF/MS 22. O prazo do PAD deveria durar no máximo 140 dias (60 + 60 + 20). 140. O término do PAD ou da sindicância enseja o reinício do prazo de prescrição.1 Instrução probatória.advertência ou suspensão por até 30 dias. 2. ◊ Se a infração for de abandono de cargo ou de inassiduidade habitual o processo seguirá o rito do art.com Suspensão: 02 anos Demais penas (desligamento): 05 anos O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido (parágrafo 1º). 3.3 Relatório final conclusivo.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.com.

A cobrança de quantia em dinheiro para a utilização do bem não descaracteriza a natureza do bem de uso comum.com. O bem não se transforma em bem de uso especial. os Estados. e. BENS PÚBLICOS 1) Conceito O CCB/2002.1) Quanto à destinação ou afetação ◊ Bem de uso comum (art. os bens das empresas públicas. I) São aqueles bens públicos afetados à utilização sem restrições.com Se a autoridade for incompetente para a aplicação da sanção deverá remeter o processo à autoridade competente. Observação importante: Art. os Municípios. o DF. 156: é assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador. rodovia com cobrança de pedágio. (art. 99. Em sentido contrário manifestou-se o STF através da súmula vinculante 05 que diz: A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.OAB 1ª Fase 2011.. no art. ◊ Bens de uso especial ◦ Bens administrativos: aqueles afetados à função administrativa (“número da afetação” é o nome que se dá à placa anexada aos bens). as autarquias.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.g. 103). define como públicos os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno (art. O STJ entendia que a ausência de defesa prévia invalidaria o PAD (proposição 343 da súmula de jurisprudência do STJ: é obrigatória a presença de advogado em todas as fases do processo administrativo disciplinar). 98.0105 30 . 41). 2) Classificação 2.renatosaraiva. inclui os bens das estatais prestadoras de serviço público e das concessionárias de serviço público.A. São pessoas jurídicas de direito público interno: a União.br | (81) 3035. as demais entidades de direito público criadas por lei. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. desde que observada a sua destinação normal. A AP deveria designar defensor dativo para o servidor.B. C.M. das sociedades de economia mista e das fundações públicas de direito privado não são considerados públicos. as associações públicas. Nos termos do estatuto civil. parque etc.

0105 31 . ◦ Bens dotados de uma restrição extraordinária. A AP pode adquirir bem por usucapião. Decreto-lei 9.OAB 1ª Fase 2011. A autorização de uso é um ato administrativo unilateral. bancas em feiras públicas. unilateral. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. discricionário e precário. A própria legislação prevê o arrendamento. A concessão de uso é um contrato administrativo dotado de caráter estável pelo qual o poder público transfere o direito de uso de um bem a particulares. ◦ Bens públicos utilizados por terceiros com “privatividade”: bens utilizados por particulares como se deles fosse e.br | (81) 3035.renatosaraiva.. e. compra.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.284/2006) e a concessão de direito real de uso (art. discricionário.666/93.g. horários de visitação etc. A inalienabilidade diz respeito aos bens de uso comum e os bens de uso especial (art. desapropriação. e. 3) Principais características 3. cessão de sala do Município para a utilização pelo Estado como cadeia pública. parque de diversões na praça etc.g. Existem formas de aquisição típicas de direito privado. Em todo caso a contratação deve ocorrer conforme a lei 8. Questão: pode o Poder Público realizar contrato de locação ou de arrendamento? 1ª corrente: seria proibido. 100 do CC).. doação. A permissão de uso é um ato negocial.com. A cessão de uso é a transferência do direito de uso de bem público a outro órgão ou entidade pública ou socialmente relevante. distrito industrial.g.g. Integram o patrimônio disponível da AP. ◊ Bens dominicais ou dominiais É o bem público não afetado a nenhuma finalidade pública. e.. 2ª corrente (majoritária): a AP também pode se valer desses instrumentos típicos do direito privado. A enfiteuse de bem público.. ruas interditadas para reformas. 7º do Decreto-lei 271). e.760/46 e Lei 9. Trata-se de bens não-afetados.g.com Os bens administrativos podem sofrer restrições de várias espécies...g.636/98 (bens públicos federais). precário e precedido de processo licitatório. e. ● Aquisição de bens públicos. pelo qual o poder público transfere o direito de uso a terceiros.. Também existem institutos de direito público pelos quais a AP adquirem os seus bens e. vestimentas inapropriadas. pelo qual o poder público transfere o direito de uso a terceiros. e.g.1 Inalienabilidade Os bens públicos não podem ser alienados.. A AP pode adquirir bens através de institutos de direito privado. Há ainda a concessão de uso especial para fins de moradia (MP 2220/2001).g. a concessão florestal (Lei 11.

Regra legal: art. segundo jurisprudência do STF e do STJ. que submete a empresa pública. Empresa pública que Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. pois a proibição passou a ter status constitucional (art. 730 e seguintes do CPC. Súmula 340 do STF: “Desde a vigência do código civil [1916. EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias. 183. RENDAS E SERVIÇOS. RECEPÇÃO DO ARTIGO 12 DO DECRETO-LEI Nº 509/69. ● Alienação de bens públicos. parágrafo 3º e art. 22. Essa norma se refere tanto aos institutos de direito privado e. unidades naturais de preservação ambiental.666/93.com.0105 32 .renatosaraiva. da Lei 6.br | (81) 3035. À empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Essa vedação existe desde o CC/1916. por concorrência. Entre 1981 e 1988 era possível a usucapião de terras devolutas. A mesma regra é trazida pelo art.969/81 passou a dizer que as terras devolutas poderiam ser usucapidas. Imóveis: regra geral. da CF/1988 e art.3 Impenhorabilidade Os bens públicos não pode ser objeto de penhora por dois motivos: i) porque a execução contra a AP se dá através da sistemática do art. dação em pagamento etc. venda.. pessoa jurídica equiparada à Fazenda Pública.766/79).1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. APLICAÇÃO DO ARTIGO 100 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Bens móveis: modalidade de licitação será o leilão. e ii) porque pelo princípio da continuidade os serviços públicos não podem sofrer interrupção. 3. 191. OBSERVÂNCIA DO REGIME DE PRECATÓRIO. 2.g. 102 do CC/2002. EXECUÇÃO. é aplicável o privilégio da impenhorabilidade de seus bens. doação. A Lei 6. Esta lei teria revogado o CC/1916.g. O STF entendeu que a lei pode agregar a bens de entidades privadas a característica de bem público (RE 20. 23 da Lei 8. áreas de preservação permanente.OAB 1ª Fase 2011. e. Recepção do artigo 12 do Decreto-lei nº 509/69 e não-incidência da restrição contida no artigo 173. registros de loteamentos (art. 17 e art.. Os bens particulares afetados à prestação de serviços públicos. CONSTITUCIONAL. como às formas de alienação de direito público. permuta. os bens dominicais como os demais bens públicos não podem ser adquiridos pela usucapião”.com A aquisição também pode se dar por imposição legal.906): EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. não podem ser penhorados. 1.. IMPENHORABILIDADE DE SEUS BENS. rendas e serviços. a sociedade de economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica ao regime próprio das empresas privadas.257/2001).2 Imprescritibilidade Os bens públicos são insuscetíveis de usucapião. confisco etc. da Constituição Federal. 3. 25 da Lei 10. parágrafo único da CF/1988). § 1º. salvo aqueles adquiridos judicialmente por dação em pagamento. direito de preempção (art. 100. vez ser a súmula da década de 60]. Isso durou até 1988.

com.Art. civil. .br | (81) 3035. a União legisla sobre normais gerais. ou seja. sendo.Também não é ilícito administrativo. Todo crime contra administração é ato de improbidade. COMPETÊNCIA P/ LEGISLAR sobre IMPROBIDADE: .A Probidade Administrativa não é novidade no ordenamento jurídico brasileiro. Para que um ato de improbidade seja também considerado ilícito penal. Recurso extraordinário conhecido e provido. . Mas a Lei 8112/90. como desvirtuamento da administração pública. Obs. que são de legislação exclusiva pela União). par. e os outros entes legislam sobre matérias específicas. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA . . Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. Execução.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. a doutrina atribui competência legislativa exclusiva à União p/ legislar a respeito.Art.Art.União: Com fundamento no art. porque ambas decorrem da idéia de honestidade. mas nem todo ato de improbidade é crime. sob pena de vulneração do disposto no artigo 100 da Constituição Federal.37. .15: Suspensão dos Direitos Políticos em razão de Improbidade Administração. CONCEITO: É Designativo técnico para definir a corrupção administrativa.4º: Regulado pela Lei 8429/92: Lei da Improbidade Administrativa. Observância ao regime de precatório. estatuto dos servidores. envolvendo muito mais hipóteses. 3. NATUREZA JURÍDICA: .renatosaraiva.I.0105 33 .No que tange ao procedimento administrativo a competência é concorrente.14.Entretanto. pode estabelecer que um ato de improbidade seja também infração funcional. também ilícito administrativo. .Não é ilícito penal. já o Princípio da Moralidade foi introduzido pela CF de 1988. a improbidade é muito mais ampla que a moralidade. FONTES: * Está prevista na CF de 1988 em 4 hipóteses: . . por isso muito doutrinadores misturam moralidade com probidade. em razão da natureza das sanções aplicadas pela lei de improbidade (natureza eleitoral. par.Art.OAB 1ª Fase 2011. inc. neste caso.22.9º: Improbidade Administrativa no Período Eleitoral. Esse princípio tem conceito vago e indeterminado.com não exerce atividade econômica e presta serviço público da competência da União Federal e por ela mantido. anticrese ou hipoteca.85: Prática de atos de improbidade faz parte do rol de crimes de Responsabilidade do Presidente da República.4 Não-oneração Os bens públicos inalienáveis não podem ser objeto de direito real de garantia – penhor. é necessário que esteja tipificado como tal em Lei Penal. com a desobediência às regras de administração pública.

Fundos de Pensão das Empresas Públicas e Soc.br | (81) 3035. poderá também ser 1 Ilícito Penal e Ilícito Administrativo. há comunicação das instâncias. e o absolvido no processo penal será absolvido também nos processos civil e administrativo.126. mas o ideal é o que o juiz o faça. Autarquias e Fundações.Regra Geral: Incomunicabilidade das Instâncias. limitarse-á às penas possíveis de serem aplicadas a uma PJ. * PJ na qual o Poder Público participe com mais de 50%: Neste caso.935. É apurado pela Ação de Improbidade Administrativa. por exemplo. o absolvido por excludente poderá ser condenado no civil. Entretanto.Tem natureza de Ilícito Civil.65 e 66 do CPP.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. administrativa e penal. embora haja uma reclamação no STF com objetivo de excluí-los da lei de improbidade. OBS. SUJEITO PASSIVO (Art.Não há necessidade de sobrestação dos processos civil e administrativo enquanto correr o processo penal. Contudo. Ex. Obs. . . Empresa Pública. a PJ está sujeita integralmente à Lei de Improbidade. * Pessoa Jurídica poderá ser sujeito ativo de improbidade: Também não sofrerá todas as sanções. Arts.com. * PJ na qual o Poder Público participe com menos de 50%: Neste caso. .Exceções: * Sentença Absolutória no Processo Penal por inexistência do fato ou negativa de autoria: Neste caso.1º. hipótese na qual haverá procedimento p/ punição nas instâncias civil. ainda assim. as sanções ficarão limitadas ao patrimônio. concorram ou se beneficiem da prática do ato. e a sanção pela improbidade ficará limitada ao prejuízo causado ao Poder Público. * Absolvição por Excludente no Proc.com . Art. * Terceiros: Desde que induzam. SUJEITO ATIVO: * Agentes Públicos.Penal: Faz Coisa Julgada no Processo Civil no que diz respeito à existência da excludente. embora não seja obrigado a faze-lo. Sociedade de Economia Mista. Alguns autores entendem que mesmo os advogados privados poderão praticar ato de improbidade qdo atuarem em processo judicial. Lei 8112/90: Outras situações onde há comunicabilidade de instâncias.9º): Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.0105 34 . ATOS DE IMPROBIDADE: a) Atos que geram Enriquecimento Ilícito (art.OAB 1ª Fase 2011. CC/02. inclusive os agentes políticos. Marinela entende que só os Advogados públicos poderão praticar atos de improbidade. Lei 8429/92): * Administração Direta. que tem natureza de Ação Civil Pública. 1 Ato de Improbidade que seja ilícito civil.renatosaraiva. não responderá por todas as penas da ação de improbidade. * Art.de Economia Mista. embora alguns doutrinadores considerem que ela pode ter natureza de ilícito político em alguns casos.

de 5 a 8 anos. quando o agente praticou mais de uma modalidade.Devolução do acrescido ilicitamente. * Sanções: . . Disposições em Comum às 3 Modalidades de Improbidade: * Não é possível misturar penas imputadas a mais de um ato de improbidade.Multa Civil: até 2 x o Dano Causado ao Erário. As penas poderão ser aplicadas isoladamente ou em bloco. Doação: É Limitada às hipóteses do art. . . Obs.br | (81) 3035. apenas pelo 3º que cometeu o ato de improbidade juntamente com o agente. mesmo quando feita por terceiros. enseja improbidade administrativa. Placa Informativa de obras e serviços públicos: Não ensejam improbidade.Perda da Função.com .Suspensão de direitos políticos.Suspensão dos Direitos Políticos. Obs.11): * Não é necessário que a violação seja a Princípio que esteja no rol do art.Multa Civil: Até 100 x mais o correspondente ao salário mensal do agente.OAB 1ª Fase 2011. por dano moral ou intelectual. placas e publicidades de promoção de agentes públicos. quando houver prejuízo ao erário. da Igualdade no Concurso Pública: Também enseja improbidade. Entretanto. Não há possibilidade de devolução do acrescido. Poderá haver devolução do acrescido. que foi alterado pela Lei 11196/05.Pública (art.Proibição de contratar e receber incentivos fiscais e creditícios do poder público pelo prazo máximo de 3 anos.10º): * Sanções: .9º é rol exemplificativo.Ressarcimento dos prejuízos causados. qualquer doação fora dessas hipóteses ensejará improbidade.Perda da Função. Infração ao Princ. basta que a conduta se enquadre no caput do artigo para que haja enquadramento no ato de enriquecimento ilícito. receber benefícios e incentivos fiscais pelo prazo de 10 anos. b) Atos de Improbidade gerada por Danos ao Erário (art. durante 5 anos. Obs. . O juiz deverá levar Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.11. nem mesmo pelo 3º particular.Ressarcimento dos prejuízos causados. . É possível o ressarcimento dos prejuízos causados. .1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. . c) Atos de Improbidade Gerado por Violação aos Princípios da Adm. de 8 a 10 anos. Obs. mesmo que não tenha havido dano econômico.renatosaraiva.Aplicação da Multa Civil: Até 3 x o que foi acrescido ilicitamente. * Sanções: .Perda da Função. Obs. mas não haverá possibilidade de devolução do por parte do agente. .17 da Lei 8666/93.O art. .Proibição de contratar. .com.Suspensão dos Direitos Políticos de 3 a 8 anos. . OBS. receber incentivos fiscais e creditícios do Estado. .Proibição de Contratar.0105 35 .

Sempre na 1ª Instância. Competência: .0105 36 .com. . Se o MP for o autor da ação. o melhor a fazer numa prova é fazer uma Ação de Improbidade. o particular responderá na ação de improbidade pela conduta A. deverá notificar a PJ lesada para. tipificado no art. . * Não há cumulação de punições. Obs. Vedação: Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.com em conta a gravidade do ato para decidir se aplica uma. Por isso. Legitimidade: . responderá apenas pelo mais grave.renatosaraiva. Obs. O Ministério Público entende que mesmo o enriquecimento ilícito e a violação a princípio da administração pública devem ocorrer na modalidade culposa e dolosa. é a única modalidade que aceita expressamente que o agente seja punido se agiu com dolo ou culpa. integrar o processo como Litisconsorte do MP. Alguns doutrinadores criticam esse entendimento. que será sujeito passivo do ato de improbidade e sujeito ativo de ação de improbidade.10. A competência seria da Corte competente para julgar a autoridade no Âmbito penal. sob o fundamento de que lei ordinária não pode ampliar competência disposta na CF. Esse inquérito servirá como investigação preliminar. como tem natureza de ACP. Contudo.OAB 1ª Fase 2011. sem importar o que fez o 3º particular. no foro do local onde ocorreu o dano causado pelo ato de improbidade.A Lei 10628/02 introduziu o par. mesmo que tenha incorrido em outro tipo de ilícito administrativo que enseje improbidade.A Ação de Improbidade. se ela quiser. Obs. ELEMENTO SUBJETIVO: Art. algumas ou todas as penas atribuídas à modalidade de improbidade praticada. se o agente praticou mais de 1 ato de improbidade. instituindo foro privilegiado para a autoridade que praticasse ato de improbidade.1º.84 do CPP. AÇÃO JUDICIAL: Natureza Jurídica: . Se o agente praticou a conduta A.Pública só podem ser praticados na modalidade dolosa.A Ação de Improbidade tem natureza de Ação Civil Pública. * Enriquecimento Ilícito e Violação a Princípio da Adm.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.br | (81) 3035. Outro fundamento de que os Tribunais ficariam sobrecarregados e de que o Tribunal ficaria distante dos fatos. sob fundamento de que a Lei de Improbidade é própria e o seu procedimento também é próprio.10: O Ato de improbidade praticado com Dano ao Erário. * A Lei de Improbidade leva em conta o que fez o agente público. segundo entendimento da maioria da doutrina. Se a autora da ação for a PJ lesada. o MP deverá participar da ACP como custos legis. poderá ou não ser precedida de Inquérito Civil.Ministério Público e a PJ lesada do rol do art. 2 ADIN´s interpostas pelo CONAMP (No 27977) e a AMB (2860) declararam a Inconstitucionalidade deste parágrafo.2º no art.

ele detém a titularidade do serv.37. sujeitas a um Regime Jurídico ora integralmente público. transação. . .com . p/ atender concretamente as necessidades ou meras comodidades da coletividade e dos administrados. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO CONCEITO A)ELEMENTOS SUBJETIVOS (sujeito responsável pela criação ou prestação do serviço público): . Mesmo que o TCU aprove as contas da autoridade. a maioria da doutrina entende que seria preferível o arresto.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. Lei 8429: A Punição por ato de improbidade independe de dano patrimonial. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. enquanto for necessário à instrução do processo.É Vedada qualquer tipo de composição.0105 37 .br | (81) 3035.renatosaraiva.Indisponibilidade de Bens. Ressarcimento Civil: Regra Especial: Art. EXCLUEM-SE AS ATIVIDADES LEGISLATIVAS E JURISDICIONAIS. mesmo. os Termos de Ajustamento de Conduta. SERVIÇOS PÚBLICOS CONCEITO: Uma das atividades Administrativas prestadas pelo Estado.Afastamento preventivo da autoridade. Art. e extingue-o através de Lei. par.21.P/ os demais agentes: O Prazo será o mesmo prazo de prescrição para as infrações funcionais sujeitas a pena de demissão. OBS.com. Independe também de controle do TCU. esta poderá ser processada em ação de improbidade. . comodidades e meras conveniências dos administrados. Público. cria-o através de Lei.OAB 1ª Fase 2011. (paralelismo das formas). O Ressarcimento é Imprescritível. p/ satisfazer as necessidades. Cautelares na Ação de Improbidade: . ou simples conveniências da própria Administração. criadas por Lei. previstas nos estatutos. São aquelas atividades Administrativas de natureza pública. ora parcialmente público e parcialmente privado.5º da CF. prestadas direta ou indiretamente pelo Estado. ou por seus delegados. Prescrição: . sem prejuízo da remuneração.Sujeito que cria o serviço: Sempre o Estado. geralmente. compensação e.Informação de Contas no exterior. . 5 anos.Cautelar de Seqüestro: Apesar de a norma prever o seqüestro expressamente. que é tão comum nos outros casos de ACP.Aquele que exerce mandato eletivo ou cargo em comissão: Prazo de 5 anos a partir do momento em que o agente deixar o cargo.

Limpurb. público e privado) responderão objetivamente perante atos lesivos que seus agentes causem a terceiros.renatosaraiva. Empresas Públicas e Soc. Se a CF cria o serviço público. Público. é uma descentralização funcional (Autarquias. Público (regime híbrido). essencialmente públicas.Meios de Execução Indireta: O Prestador do Serviço. ou contrata os empregados a outras empresas. de Economia Mista). Delegação: É feita contratualmente (Concessionárias.Forma Indireta: O Estado outorga ou delega a prestação do serviço. .com. mas contrata o serviço de 3. Prestação Indireta por Execução Indireta: Concessionária de Transporte coletiva.Prestação do Serv.Forma Direta de Prestação: O Próprio Estado o presta.br | (81) 3035. através dos seus órgãos públicos. Ou poderá ter um regime de Dir. Público. Fundamental nem Emenda poderá extingui-lo. Público: * Direta: O próprio Estado. .A Responsabilidade do Ente que delegou ou outorgou a Prestação do serviço será subsidiária. humanos e materiais. contrata-os a terceiros. Formas de Prestação do Serviço x Meios de Execução do Serviço . Se o serviço for essencial p/ atender Dir. Responsabilidade do Executor e do Prestador= Solidária. e não quem o executa. Privado. A Empresa prestadora poderá entrar c/ Ação de Regresso contra o agente ou empresa que executava o serviço e causou o dano. ou seja. através de seus órgãos. . o Estado responderá objetivamente.Atividade Administrativa é gênero. PPP´s e Permissão) ou por ato unilateral. Ex.com Obs. * Indireta (Descentralização): Outorga: por meio de Lê.Poderá ser integralmente de Dir. Fundações Públicas. Prestação Indireta por Execução Direta: Autarquia que atua por seus próprios servidores.0105 38 . ou de Forma Concentrada se apenas 1 órgão o presta). aluga ônibus. Prestação Direta por Execução Indireta: O Próprio Estado atua. o Administrado lesado levará em conta o Prestador do Serviço. da qual o serviço público é uma das 4 espécies.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail. parcialmente derrogado pelo Dir. humanos e materiais. não se valendo dos seus próprios recursos. Responsabilidade do Estado e do Prestador= Subsidiária. Todos estas Prestadoras de Serviço Público (PJ´s de Dir. . Obs. precário e discricionário da Administração (Autorização e permissão. P/ Fins de Responsabilidade Civil. B) ELEMENTOS FORMAIS (Regime Jurídico) . prestará o serviço público de forma centralizada.OAB 1ª Fase 2011. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. por meio de servidores seus. Prestação Direta por Execução Direta: O Próprio Estado atua.Os Serviços Públicos são atividades Administrativas. C) ELEMENTOS MATERIAS (natureza da atividade) . nunca uma Lei. (Forma Desconcentrada qdo mais de 1 órgão presta o serviço. . Obs. só EC poderá extingui-lo. em alguns casos).Meios de Execução Direta: O prestador do Serviço se vale de seus próprios recursos. . se o Prestador delegado ou outorgado não tiver bens p/ responder. qdo prestador for PJ de Dir.

renatosaraiva. II) Princípio da Mutabilidade do Regime Jurídico: . previdência privada. o direito de greve tb deve ser interpretado em conformidade c/ esse Princípio. qdo a sua prestação delegada a terceiros estiver comprometida no que se refere a seu desempenho e adequação. a prestação do serviço não pode sofrer qualquer solução de continuidade. Mitigação a esse Princípio: O Direito de greve do servidor público garantido pela CF de 88 mitiga. se no decorrer do contrato ocorrer mudança que favoreça o concessionário e lese a Administração. mas que atendem ao interesse coletivo.OAB 1ª Fase 2011.Dá ao Estado o direito de Retomar a Prestação do Serviço.0105 39 . Público Próprio: Criados pelo Estado e assumidos por Ele.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.O Regime Jurídico do Servidor Público pode ser alterado pelo Estado mesmo unilateralmente. O Estado tb terá direito ao equilíbrio econômico financeiro. n pode ser interrompido. dever ser mantido nas relações da Administrações c/ os Prestadores do Serviço (Mitigação). Sociais Autônomos. servidores ou concessionários possam contestar a mudança.br | (81) 3035. sem que sejam consideradas essenciais. Os servidores não poderão paralisar o Serviço totalmente. que deverá ser aplicado em conformidade c/ o direito de greve. ONG´s. Entretanto. 2) Serv. contínua da Administração. Obs. planos de saúde. O Regime Jurídico não gera Direito Adquirido. gerará Indenização se essa mutabilidade atingir o equilíbrio econômicofinanceiro.com * Serviço Público propriamente dito. prestadas por particulares.Os usuários do serviço público em igualdade de condições devem ser tratados igualmente. * Poder de Polícia Administrativo. Público Impróprio: Refere-se a atividades privadas. sem que os administrados. III) Princípio da Igualdade: . táxi. Serv. Organizações da Sociedade Civil. Não são Serviço Público propriamente dito. são apenas autorizados por Ele. este Princípio.com. pq não são criados pelo Estado. . CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS A) Qto à Natureza da Atividade: 1) Serv. c/ a notificação prévia do usuário. Ex. * Fomento * Intervenção no Domínio Econômico. B) Qto ao Objeto do Serviço Público: Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.Entretanto. PRINCÍPIOS QUE O REGEM I) Princípio da Continuidade do Serviço Público: . que os presta direta ou indiretamente. . Falta de Pagamento do serviço por parte do usuário: Poderá haver suspensão do serviço após um período. em parte. econômico e financeiro. o Equilíbrio Contratual. Obs.Em face do qual. bancos. Entretanto. é atividade permanente.

Educação. 2) SP Não Exclusivos: O próprio particular pode prestar o serviço em seu próprio nome. Ex. Complexo de Ensino Renato Saraiva | www. só o Estado pode presta-lo.0105 40 . telecomunicações. como se dele fosse. Ex. Telecomunicações. ao Poder de Polícia do Estado.1 Direito Administrativo Matheus Carvalho matheuscarvalho@hotmail.OAB 1ª Fase 2011. Ex.br | (81) 3035. “uti universi”): Usufruídos pela coletividade. “uti singuli”): Fruídos diretamente pelo usuário.renatosaraiva. 2) SP Sociais: Visa a concretizar os postulados do Bem-Estar e da justiça social. 2) Serviços Gerais (universais. C) Qto ao Modo de Fruição do Serviço: 1) SP Individuais (singulares. entretanto. São a maioria dos serviços públicos. D) Qto à Forma como Concorrem seus Prestadores: 1) SP Exclusivo do Estado: Serviços que o Estado detém a titularidade. sujeito. exercendo-o direta ou indiretamente. Coleta de Lixo. Iluminação. O Estado poderá presta-lo concorrentemente c/ o particular. o indivíduo os utiliza indiretamente. 3) Serviços Industriais ou Comerciais: Prestados no âmbito das atividades econômicas. saúde.com. prestados através de delegação contratual (concessionárias ou permissionárias).com 1) SP Administrativo: Serve p/ atender conveniências internas da Administração ou p/ preparar outros Serviços públicos. Ex. são onerosos. mitigando ou eliminando as desigualdades sociais. Serviço Postal. N podem ser onerados por Taxa.

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