ISANETE GERALDINI COSTA BIESKI

PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE DA REGIÃO SUL DE CUIABÁ-MT

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE CUIABÁ-MT

UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS

LAVRAS MINAS GERAIS - BRASIL

2005

ISANETE GERALDINI COSTA BIESKI

PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE DA REGIÃO SUL DE CUIABÁ-MT

Monografia apresentada ao Departamento de Agricultura da Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do curso de PósGraduação Lato Sensu em Plantas Medicinais: manejo, uso e manipulação, para a obtenção do título de especialista em Plantas Medicinais.

Prof. Dr. JOÃO BOSCO DOS SANTOS Orientador/ UFLA

LAVRAS MINAS GERAIS BRASIL 2005

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ISANETE GERALDINI COSTA BIESKI

PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE DA REGIÃO SUL DE CUIABÁ-MT.

Monografia apresentada ao Departamento de Agricultura da Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do curso de PósGraduação Lato Sensu em Plantas Medicinais: manejo, uso e manipulação, para a obtenção do título de especialista em Plantas Medicinais.

PROVADA em 23 de ABRIL de 2005.

Prof. Jose Eduardo Brasil Pereira Pinto

Prof. Fabiano Guimarães Silva

Prof. Dr. João Bosco dos Santos Orientador/UFLA

LAVRAS MINAS GERAIS – BRASIL 2005

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Meus Amigos que sempre me estimulara a permanecer nesta batalha em favor dos mais necessitados: Maria das Graças Leão. Neide da EMPAER. Gustavo e Julia. minhas irmãs. dando-me muito amor e atenção. Por estar recebendo Forças. Amaury Ângelo Gonzaga. que tiram de minha todo cansaço e stress. Ao meu querido Esposo Silvio Carlos Bieski. 4 . Ideval e Maria. que sempre me apoiaram em meus desafios e batalhas.DEDICO A DEUS TODA MINHA VIDA. Disposição. minha sincera amizade e gratidão. por fazerem parte de minha vida. Martha. Paz. Saúde. cunhado e sobrinha. Isânia e Marcio. Amor e Fé para enfrentar todos os obstáculos. Dirce Fátima Matos. Lozenil de Carvalho Frutuoso. Marilene de Moura Alves. Márcia Rutilli Konageski da Fonseca Vitor Damião. Idevânia. meus maravilhosos filhos Leonam e Joana Maria. Kátia Luzia Meira Sabóia Ribeiro. meus amados Pais.

por ter resgatado a maravilha que Deus deixou na Natureza. com muita determinação. que não mediu esforços para que tudo acontecesse. seriedade e agilidade. Manejo. Secretário Municipal de Saúde de Cuiabá. MARI GEMMA DE LA CRUZ. executora e pioneira do Programa de Plantas Medicinais no Município de Mirassol D’Oeste em Mato Grosso. contribuindo e muito na construção do Programa “FITOVIVA” do Município de Cuiabá. A todos da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá pelo imenso apoio prestado. MARIA DA GRAÇA LEÃO. que veio para contribuir e fazer parte da História das Plantas Medicinais em Mato Grosso. MÔNICA 5 . Aromáticas e Alimentares – FITOPLAMA. que veio para transformar a Saúde no Estado de Mato Grosso. veio para excetuar as ações desenvolvidas em prol dos usuários. NEIDE MENDONÇA. Uso e Manipulação pela Universidade Federal de Lavras. LUIZ SOARES e NEI DA SILVA MOREIRA (Gestão 2004) e Excelentíssimo Dr.Agradecimentos TEREZINHA MAGGI e BLAIRRO MAGGI. implantando o Programa Estadual de Fitoterápicos. MARCOS HENRIQUE MACHADO. acreditando e ajudando resgatar a Medicina Tradicional. por ter recebido de Deus muita Sabedoria e Mestre no que diz respeito às Plantas Medicinais sendo minha co-orientadora nesta monografia de especialização em Plantas Medicinais. profissional competente e brilhante na História da Política de Medicamentos em Mato Grosso e a Maravilhosa médica pelo grande carinho que presta aos usuários do PSF. Minas Gerais. MÁRCIA RUTILLI KONAGESKI DA FONSECA. ARAY CARLOS DA FONSECA FILHO (Gestão 2005). homem abençoado por Deus. para alívio de vários sintomas. comunidade do Ribeirão da Ponte. DR. batalhadora e vencedora de muitos desafios. Plantas Medicinais. pela sua sabedoria e humildade. LYDIA BOCAYUVA.

Doutor em Cultivo de Plantas Medicinais. que sempre me deram as mãos para eu não desistir . que tem proporcionado grandes avanços para com o projeto da HORTA FITOVIVA. não medindo qualquer esforço. LOZENIL. fazê-la. em especial a Engº Agrº ARÉSSIO JOSÉ PAQUER. para o enriquecimento deste trabalho. MARILENE e NEIDE.IGREJA LEITE DA FONSECA e ANA CRISTINA. enfermeira do PSF. peço a DEUS. Enfim todos que direta ou indiretamente ajudaram descobrir o Amor pela maravilhosa Sabedoria Popular que esta VIVA NA NATUREZA. Toda equipe da EMPAER pelo apoio prestado em todos os momentos. 6 . MARCOS ROBERTO FURLAN. que retribua toda esta gratidão pois eu não conseguiria. meu Carinho especial por tamanha Humildade e Sabedoria passada. Prof°. também meu co-orientador assíduo. Coordenador do Curso de Agronômia da Universidade de Atibaia – São Paulo e Coordenador da Especialização em Plantas Medicinais e Produtos Naturais da Fio Cruz.

............2.... Matricaria chamomilla L...........................1................ JATOBÁ....2......7............. MENTRASTO ...................12.................................7 2...............................36 5..15 3........4...10 2...3..... BABOSA..... OBJETIVOS ESPECIFICOS .......................2............................... Allium sativum L.....................................................................14......... Foeniculum vulgare Mill..............13.............. Eucalyptus sp.............................................2........................ DORIL.........48 5...............49 5........ COLÔNIA .....5....... EXÓTICAS E NATIVAS MAIS CITADAS PELOS 693 USUÁRIOS DA REGIÃO SUL DE CUIABÁ.......................... M..............11................2................10 2...........41 5.....1................... CAMOMILA .................................................Colleus barbatus (Andr.....11 3..2.. Chenopodium ambrosioides L........................15............... INTERCÂMBIO CIENTÍFICO.... BOLDO.............................................3...2............22 3.. Alpinia zerumbet (pers....6.............................2.......2..........52 7 ....... FUNCHO............ ALGODOEIRO ..............2.. Ageratum conyzoides L....... INTRODUÇÃO .........2...................) B.SUMÁRIO LISTAS DE FIGURAS ............... OBJETIVOS .....11 3.........25 4................ ex Ness) Stapf..... Aloe vera L....................................................................51 5.......................................... Cymbopogon citratus (DC...............41 5...27 5..... ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS DE CUIABÁ.............................4 RESUMO.......................... RESULTADO..............18 3....................L........2.............) Benth..................................... ALHO.......2........................4..........1.............29 5....................................2......25 3........................................... & R....... REVISÃO DE LITERATURA................38 5...................45 5....................2....................... Burtt........2........51 5.......35 5.... COPAÍBA.............................10 3..... HISTORICO DO USO DE PLANTAS MEDICINAIS................. 3 LISTAS DE TABELAS...............5.... CAPIM LIMÃO ........... Copaifera reticulada Ducke..............................9......................44 5.......... A POLÍTICA NACIONAL E PRÁTICAS COMPLEMENTARES DE PLANTAS MEDICINAIS ......... Justicia pectotalis var............. HISTÓRIA DE CUIABÁ E AS PLANTAS MEDICINAIS .......46 5........................2..... Hymenaea courbaril L.....29 5...2..1...... BJETIVOGERAL............................................2......................... MATERIAL E MÉTODO .... ERVA DE SANTA MARIA .....5 1....................... E..... Alternanthera brasiliana Kunt...............6....16............................................................. plepoph ANADOR ............................ Brown ERVA CIDREIRA .. CONFORME DESCRIÇÃO DO COMPÊNDIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO CURSO DE PLANTAS MEDICINAIS DA UFLA-MG ....... Lippia alba (Mill) N.........2......... EUCALIPTO. Gossypium arboreum L........................47 5........................................................................................ DESCRIÇÃO DAS ESPÉCIES DE PLANTAS MEDICINAIS.......... DEMOGRAFIA/GEOGRAFIA....................................39 5.... ETNOBOTÂNICA E O CERRADO.........8...................35 5.........10....43 5.

..........5....................................................................................68 7...................................19.......... Mikania glomerata Spreng GUACO..............17.....65 5.......71 ANEXOS ...55 5............ DISCUSSÃO .2............................ Plantago major L................................ Rosmarinus officinalis L...........CONCLUSÃO .....58 5... Phyllantus niruri L...2.....61 5......................2.............62 5.................22......2............... BENEFICIOS ECONÔMICO DA REDE PÚBLICA .....63 5....67 6...............................................24.................70 8....77 8 .. ERVA-DE-BICHO .....................................REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................B. ALECRIM........................................56 5.................... Mentha villosa L.......................................................................................3....2................................... QUEBRA PEDRA ........... Polygonum acre H.................. MENTA..2..............2.... TANCHAGEM ........59 5...... POEJO............................. Passiflora alata Dryand MARACUJÁ.......21...................18..........20........................23............ Mentha pulegium L.2.....K...............

...31 FIGURA-V: Foto de Algumas espécies citadas pela População da Região Sul de Cuiabá .................................................................................................... 1996)......................................................................................................34 FIGURA-VI: Croqui do Traçado Urbano da Cidade de Cuiabá.............................................................MT...........................................................................14 FIGURA-II: Relação das doenças mais citadas pelos 693 usuários do SUS nas Unidades de Saúde da Região Sul de Cuiabá – MT.....................................LISTA DE FIGURA FIGURA-I: Relação dos medicamentos produzidos nos países do primeiro Mundo (CALIXTO..........31 FIGURA-IV: Resultados da origem das plantas adquiridas pelos entrevistados...............................77 9 ............30 FIGURA-III: Relação quanto ao grau de escolaridade dos usuários entrevistados....................................

.....86 TABELA-VI: Questionário para pesquisa etnobotânica e etnofarmacologia.......................................67 TABELA-III: Relação de todas as espécies de Plantas Medicinais citadas na pesquisa pelos 693 usuários na região sul de Cuiabá-MT..87 10 .........................78 TABELA-IV: Relação das espécies que serão utilizadas no programa conforme especificação da RDC....... MATOS.......31 TABELA – II: Principais patologias e comparação de preço entre os medicamentos industrializados e possíveis plantas Medicinais que poderiam............ de 16/03/04... com nome cientifico................85 TABELA-V: Apresentação sucinta do perfil de Cuiabá................ estar sendo substituídos... identificadas através do livro de Plantas Medicinais no Brasil........................................ LEÃO............... LORENZI..........................................LISTA DE TABELA TABELA-I: Relação das 24 espécies mais citadas pelos usuários entrevistados. 89 do MS/ANVISA.. A.................................. família e porcentagem de citação.....................J............ uma economia de aproximadamente 62%................................. 2002..... H............. F..... 2005.........

com muitas espécies desconhecidas. é possuidor de três ecossistemas. científico. que vem desenvolvendo muitos trabalhos em prol da melhoria de qualidade de vida através de projetos inovadores como de Plantas Medicinais. envolvendo toda cadeia produtiva. preservado e explorado racionalmente e com critérios. identificação botânica através da ficha de classificação e fotos.RESUMO INTRODUÇÃO: Graças aos seus 20 biomas. pesquisado.325 habitantes. 2 Empresa Mato-grossense de Ensino. o Brasil possui uma das maiores biodiversidades do mundo pouco se conhece do potencial medicinal. tecnológico. conforme resultado apresentado através de levantamento do consumo médio mensal com medicamentos na secretaria municipal de saúde através do almoxarifado central. realçar a importância da implantação de Programas de Plantas Medicinais e Aromáticas no Sistema Único de Saúde e verificar quais plantas poderia substituir medicamentos alopáticos. Estado do presente estudo.SMS1 nas unidades de saúde da região Sul de Cuiabá-MT e Empresa Mato-grossense de Pesquisa. Floresta e Cerrado. constitui-se verdadeiro patrimônio genético. esta pesquisa procurou levantar o uso de plantas medicinais na região Sul de Cuiabá. econômico e cultural. como é. atualmente. através de questionários semi-aberto aplicado a 693 usuários em unidades de Saúde da região Sul. Cuiabá. O Mato Grosso. Dados semelhantes ao citado pela Organização Mundial de Saúde onde 80% da população mundial utilizam plantas medicinais tem estimulado implantação de programas de plantas medicinais em órgãos oficiais no mundo. Alimentares e Frutíferas. de Mato Grosso – EMPAER2. 1 Agradeço imensamente o Apoio: Da Secretaria Municipal de Saúde por proporcional o desenvolvimento deste trabalho no Município de Cuiabá. esta caminhando para este fim. Levantamento bibliográfico de plantas medicinais RESULTADO E DISCUSSÃO: A cidade de Cuiabá-MT possui exigências necessárias ao trabalho com plantas medicinais. Assistência e Extensão Rural – EMAPER – MT. a ciência da fitoterapia. No Brasil. valoriza-se saber tradicional e dá atenção a continuidade de trabalhos já realizados com rigor científico. OBJETIVOS: Levantamento do conhecimento tradicional dos usuários da rede SUS. Assistência e Extensão Rural. vários Estados já desenvolve prática de fitoterapia com benefícios significativos. portanto. constituído por 132. MATERIAL E MÉTODO: A pesquisa de campo desenvolvida no departamento de Fitoterapia da Secretaria Municipal de Saúde. valorizando a pesquisa em nosso Estado. Fornecer subsídios aos gestores de saúde. em sua totalidade mulheres. sobre as Plantas Medicinais. Como contribuição à área das plantas medicinais. precisa ser conhecido. 11 . Pantanal. com eficácia e economia.

12 . poderão ser uma alternativa de renda para agricultura familiar. SUS. aos gestores do SUS. Plantas Medicinais.onde grande parte das patologias pode ser tratada com medicamento fitoterápico ou plantas medicinais. cultivo e comercialização. conforme designação da ANVISA/MS. comparou-se o preço de medicamento sintético com fitoterápico oriundas das plantas medicinais citadas na pesquisa resultando em custo beneficio de aproximadamente 62%. buscando um produto de qualidade. Estudar intensivamente as plantas medicinais no tocante aos seus aspectos etnobotânico. com isto proteger as espécies do extrativismo predatório. fitoquímico. clínico e fitotécnico. É importante aumentar o apoio à pesquisa científica nesta área e investir mais no cultivo e domesticação das plantas do cerrado. PALAVRAS-CHAVE: Etnobotânica. nativas e herbáceas que foram identificadas através da respectiva pesquisa sendo que 92% são mulheres e 8% são homens. sendo exóticas. pois além do seu uso. CONCLUSAO: O uso de plantas medicinais poderá melhorar significativamente a qualidade de vida das famílias. Mato Grosso. Dos 693Eentrevistados 100% conhecem algum tipo de planta medicinal a maioria cultivada em seus próprios quintais.

1993). e a cultura negra proveniente da África (escravos). Naquele País só se recorre à alopatia quando não se encontra um substituto de tal medicamento na flora 13 . Japão e Estados Unidos onde se enfatiza a técnica fitoterápica e onde os trabalhos científicos sobre o tema são publicados. ilustre médico grego. A Fitoterapia. afirma (CAMPOS. “Fitoterapia nasceu com a humanidade. traduzidos em danos e ameaças à integridade da saúde física. recorre-se a Fitoterapia num movimento quase que instintivo de reconciliação com a natureza (PELT. notadamente a Fitoterapia. Cho-Chinkei. Na atualidade. INTRODUÇÃO No Brasil há três tipos de influência na formação da medicina popular. Atualmente um número cada vez maior de pessoas preocupadas com excesso das civilizações industriais. pai da farmácia. A Fitoterapia veio da Antigüidade. Bélgica. A China é campeã na utilização de medicamentos naturais. mental e moral. uma vez receituário alemão demonstra ser os produtos florais ocupar cerca de 40%. passou à Idade Moderna e Contemporânea. 1995). Por exemplo: Hipócrates. Suécia. também. notadamente para o Brasil. a Alemanha é o maior incentivador das terapias naturais. o romano Dioscórides” (LEÃO et al. países como a França. Podem ser citados ilustres personagens da História que contribuíram para impulsionar a Fitoterapia. Avicena. o pai da medicina árabe. Suíça. Galeno. a saber: a colonização portuguesa. constitui-se uma valiosa opção para todos na América Latina. dada a sua capacidade de transformar e imprimir um saldo positivo quanto aos aspectos sócio-político-econômico. de aspectos místico e terapêutico.1. chegou à Idade Média.. Há. 1979). que aconselhava medicamentos vegetais. a participação indígena. o pai da medicina chinesa.

2005).500. valorizado e explorado racional e criteriosamente.. Não se pode valorizar e preservar o que não se conhece (AMOROZO. se constitui uma das mais importantes fontes de princípios ativos do planeta. Essa é uma condição indispensável para que se possa promover sua conservação e preservação perpetuando boas qualidades do meio ambiente para gerações futuras. Austrália.chinesa. Por tanto catalogar. (LEÃO et al. tecnológico. Há uma crescente preocupação a nível mundial. científico. pesquisado. Essa preocupação deve atingir. verdadeiro patrimônio genético. econômico e cultural que precisa ser conhecido. 1993. 1999). indígena. com o problema de extinção das espécies... deposita-se na flora medicinal um enorme crédito quanto ao apoio desta na terapia do dia-a-dia. É de fundamental importância conhecer e preservar os vintes biomas. Mesmo nos longínquos países. de comprovado valor terapêutico é fundamental para a fitoterapia brasileira (SILVA et al.. aos brasileiros. 1998). pois o 14 . O IMPLAN foi incorporado ao Centro de Estudos Econômicos e Sociais do Terceiro Mundo. com aproximadamente 40% da sua área coberta por floresta nativa (GIULIETTI et al. 1992). raizeiros. 1978). quilombolas são altamente promissoras. com o objetivo principal de valorizar cientificamente as plantas medicinais mexicanas (LEÃO et al. tais como. uma das maiores riquezas do Brasil. Coréia. as perspectivas do conhecimento das plantas medicinais pela comunidade tradicional. que ocorrem na flora regional. Na América Latina registra-se em 1875.000 quilômetros quadrados. registrar corretamente informações sobre o uso de plantas medicinais. por isso. sobremaneira. com uma extensão territorial de 8. grupo de pesquisadores constitui o Instituto Mexicano para o Estudo de Plantas Medicinais (LAMY. Nos vinte biomas brasileiros a diversidades de espécies medicinais. Índia.

as plantas medicinais do Cerrado são discutidas junto com espécies de outros ambientes (Pantanal. 1988). 1998. dentre outros). em todos eles. 1996. após a constatação de que a base empírica desenvolvida por elas ao longo de séculos pode. As dificuldades encontradas para uma avaliação precisa sobre o nível de perda de espécies são muito grandes no país.. Mesmo assim. 2003). até certo ponto isolados. Guarim Neto 1987. conduzidos por algumas instituições no sentido de defender o patrimônio genético do país ainda estão longe de alcançar os objetivos desejados (GIULIETTI et al. Mato Grosso. Floresta Amazônica ou exóticos) e por isso não se tem um número exato de quantas são as ocorrentes no Cerrado de Mato Grosso (GUARIN & MORAIS. 15 . Os esforços. ter uma comprovação científica. que habilitaria a extensão destes usos à sociedade industrializada (FARNSWORTH. Porém. possuidor de diversos trabalhos com plantas medicinais disponíveis à comunidade científica (Berg 1980. 2005). em muitos casos. Jorge et al. as listas de espécies ameaçadas e/ou extintas já aparecem com maior freqüência. O interesse acadêmico a respeito do conhecimento que estas populações detêm sobre plantas e seus usos têm crescido.conhecimento disponível é ainda muito incipiente e a demonstração de eixos com espécies vegetais nativas é crescente.

1.2. antropológicos. botânicos e ecológicos sobre usuários envolvidos na pesquisa.2. impactando positivamente a qualidade de vida dos usuários do SUS. quanto à importância de Programas de plantas medicinais e aromáticas no SUS. Investigar e valorizar conhecimento da medicina tradicional das comunidades pesquisadas. 2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Proporcionar o intercâmbio de conhecimento e alternativa de acesso à outra terapêutica. Ampliar os conhecimentos sobre as propriedades úteis de espécies vegetais. Comparar dados obtidos sobre a utilização de plantas medicinais com a bibliografia consultada. Subsidiar projetos sócio-econômicos. OBJETIVOS 2. Fornecer subsídios aos gestores de saúde. bem como educação ambiental. GERAL: Levantamento de conhecimentos tradicionais dos usuários de saúde do (SUS)3 da região sul de Cuiabá visando preservar-se sabedoria milenar adquirida na natureza através do homem quanto à utilização das plantas medicinais e aromáticas. Subsidiar estudos étnicos. 3 Sistema Único de Saúde 16 . para implantação de programas de plantas medicinais na saúde pública. Destacar as principais doenças e plantas utilizadas para o tratamento.

Depois da II Gerra Mundial houve uma difusão dos fármacos sintéticos.300 AC (MARTINS et al. REVISÃO DE LITERATURA 3. no passado por várias civilizações fazendo parte até hoje da cultura destas..1. As sociedades judaicas e mais tarde cristãs. a medicina era muito diferente do que é hoje em dia.3. também adotava a fitoterapia. 1994). Na Grécia Antiga. 17 . Além destes povos observa-se que a fitoterapia foi amplamente empregada. 1994). como.000 Ac enquanto os assírios. causando a ilusão de que a tecnológica moderna havia vencido a guerra contra a doença e terapias naturais perderam o prestígio e a credibilidade (FARIA 1998). dados do século XIII revelam a atividade de médicos fitoterapêutas (HENDERSON. química. HISTORICO DO USO DE PLANTAS MEDICINAIS Os conhecimentos do uso de plantas medicinais ocorrem nas civilizações chinesas a 3. As disciplinas que se ensinavam nas universidades de medicina eram filosofia e lógica em vez de anatomia. No século XVI. representada pelo avanço dos antibióticos e da vacinação em massa. para as quais as doenças eram consideradas um castigo divino. Médicos que também chamavam físicos estudavam-se pelos livros de filósofos muito antigos e curavam os doentes consoantes os métodos indicados nesses livros. os VIKINGS que distribuem na Dinamarca (ROBINSON. 1994). por exemplo. egípcios e hebreus têm registro desta prática desde 2. os médicos acreditavam que a saúde resultava de um equilíbrio de forças naturais por isso adotavam plantas medicinais em seus tratamentos. No País de Gales.

No entanto.. 2003). Os Nasceu em Castelo de Vide. também chamadas “simples”. 4 18 . maior é o número de usuários da medicina tradicional que buscam tratamento na chamada medicina alternativa ou terapias complementares. A queixa geral das pessoas é o distanciamento entre o médico e o paciente (FIGUEIREDO et al. Apesar de altas tecnologias terem sido incorporadas aos sistemas de diagnósticos e terapias. Neste contexto. além da suspeita sobre a eficácia de alguns procedimentos médicos. a Botânica não existia separada da Medicina. como é o caso da Universidade de Coimbra (FIGUEIREDO et al. Muitos desses hortos médicos. a investigação etnobotânica pode desempenhar funções de grande importância como reunir informações acerca de todos os possíveis usos de plantas. Tinha que ser assim porque a maior parte dos remédios era preparada a partir de plantas medicinais. No fim do século do XX e o início do século XXI foram marcados pelo grande avanço na ciência e da tecnologia e pelos impactos que estas causaram na medicina. com a frieza do atendimento médico.No tempo de Garcia da Orta4. provavelmente no ano de 1499. Índia. pesquisas mostram que cresce a insatisfação das pessoas com os custos dos tratamentos. Enquanto a indústria investe cada vez mais recursos para as pesquisas e desenvolvimento das tecnologias médicas. ou jardins dos simples deram mais tarde origem a jardins botânicos. 2003). Faleceu em Goa. mas os médicos eram verdadeiros botânicos.. As faculdades de medicina tinham sempre um “jardim dos simples” onde se ensinavam os futuros médicos a conhecer e cultivar as plantas medicinais que lhes seriam necessárias para curar os doentes. no ano de 1568. como uma contribuição para o desenvolvimento de novas formas de exploração dos ecossistemas que se oponham às formas destrutivas vigentes. em diversos casos a medicina ainda se mostra incapaz de resolver os problemas de saúde. apesar de todo esse desenvolvimento. Portugal. Era filho de comerciantes “Cristãos Novos” (Judeus obrigados a converter-se ao cristianismo): Leonor Gomes e Fernão (Isaac) da Orta.

80% da população dos paises em desenvolvimento as usam na terapêutica. conhecido taxonomicamente (CNPq. 1995). 60% vem de síntese orgânica. O problema agrava-se pela constante perda de lideranças. onde 82% da população que trata 19 . Observa-se que atualmente as plantas medicinais têm sido revalorizadas. Dos medicamentos produzidos nos países do primeiro mundo. para que esse patrimônio fosse. dada escassez de pessoal humano qualificado (MING. A reposição. é difícil se não impossível. e os demais 40% são oriundos de recursos naturais 30% de plantas e 10% de animais e microorganismos. enriquecidas pelo conhecimento científico ocidental. trabalhando no mesmo ritmo e qualidade de MARTIUS e seus colaboradores. decorrente das mais diversas razões. como a níveis mais amplos. tanto a nível local das comunidades estudadas. dentro de programas regionais de desenvolvimento. sendo que esta porcentagem varia como é o caso da França. 1987). Forma mais acessível da população local curar suas enfermidades. pelo menos. (FIGURA-I). Segundo a pesquisa feita sobre "Avaliação e Perspectiva" seriam necessários 360 botânicos de alto nível. por diversas razões. durante 50 anos. entendendo-se este não somente como um novo estilo de desenvolvimento mais racional “ecologicamente” falando.conhecimentos e tecnologias tradicionais. entre as quais: Aparecimento de efeitos colaterais após e uso freqüente de medicamentos sintéticos. podem ser desenvolvidos até nas últimas conseqüências. Possibilidade de descobertas de novos princípios ativos nas plantas. mas como parte de uma estratégia política para o intercâmbio social (CABALLERO. 1983). por outro lado.

através a R. onde os fitoterápicos atingem cerca de 50% dos medicamentos adotados pelo receituário médico (CALIXTO.D. diz que planta medicinal é qualquer planta que possua em um ou em vários de seus órgãos. A Organização Mundial de Saúde. % 30 30 20 10 10 0 1 Tipos de medicamentos recursos naturais de animais e microorganismos Figura – I: Relação dos medicamentos produzidos nos países do primeiro mundo (CALIXTO.C. 48 publicada em 16/03/2004. 2002). ou que estas substâncias sejam ponto de partida para a síntese de produtos químicos e farmacêuticos. 1996). 20 . São eles os responsáveis pelo efeito terapêutico que a planta medicinal possui (BRASIL. 70 60 60 50 40 recursos naturais de plantas síntese orgânica. 1996). A estas substâncias é dado o nome de princípios ativos.com medicamentos naturais e Alemanha. substâncias usadas com finalidade terapêutica.

sendo responsável pelas relações entre o indivíduo e o ambiente onde ele se encontra por causa do seu caráter adaptativo. Quebra-pedra. O fato de o metabolismo secundário ser regido pelo código genético e este interagir com o ambiente. mas associa-se a sua produção à defesa da planta contra agentes externos como doenças. que constituem uma riqueza que o país insiste em ignorar (SILVA. guaraná e espinheira-santa são exemplos de plantas popularmente conhecidas e utilizadas no Brasil para fins terapêuticos. tem grande importância na produção de plantas medicinais. 2002). Estes princípios ativos possuem funções ecológicas importantes para a sobrevivência da espécie e são produzidos (quase todos) pelo metabolismo secundário das plantas (MONTANARI. 21 . 2002). hoje as formas principais de obtenção de fitoterápicos dessas espécies são patenteadas por países como o Japão e EUA. é importante que os indivíduos que compõem a população sob cultivo sejam aparentados. radiação solar ou resídua de metabolismo vegetal. no caso das plantas medicinais. além de facilitar o manejo em si.As funções fisiológicas dos princípios ativos nas plantas ainda não estão completamente esclarecidas. Por esta razão. mas essencial para a sobrevivência e continuidade da espécie dentro do ecossistema. por não possuirmos uma política adequada na área de registro de produtos obtidos de plantas medicinais. assim como de outras espécies. mas infelizmente. pragas. pode ser manipulado geneticamente. O metabolismo secundário não é essencial para o crescimento e desenvolvimento do indivíduo. 2000). pois isso. pois a qualidade do produto final é fortemente influenciada pelas técnicas de cultivo adotadas em sua produção e pelas características genéticas da população sob cultivo. faz com que a matéria prima seja quimicamente homogênea e atinja um padrão de qualidade necessário para a viabilização técnica/comercial da produção (MONTANARI.

Levi-Strauss (1987). Toledo (1986). É uma verdadeira investigação científica utilizando conhecimentos tradicionais empíricos em prol da melhoria da qualidade de vida. não só da humanidade. 1979. GOTTLIEB & BORIN (1994) diversidade esta relativa aos táxons mais elevados (gênero. atualmente a etnobotânica é definida como o estudo da relação das plantas com o ser humano (SCHULTES. 1996). 1996). 1983. Alexiades (1996). Gomez-Pompa (1986). particularmente relacionado ao uso dos recursos da flora. Para verdadeira relação planta-homem com enfoque em vários ramos do conhecimento humano. antropologia. mostrando a importância do Cerrado para pesquisas com plantas medicinais. Possivelmente há mais espécies vegetais (diversidade específica) em áreas amostrais de Floresta Amazônica que nas de Cerrado de mesmo tamanho. Guarim Neto (1985a. Xolocotzy (1983).2. XOLOCOTZI. 1983. BARRARA.3. porém que a diversidade taxonômica é certamente muito maior no último relata. Dessa forma através da etnobotânica que se busca o conhecimento e o resgate do saber botânico tradicional. pois com conhecimentos úteis em termos antropológicos é conseqüência conservação das plantas. como do ambiente. ETNOBOTÂNICA E O CERRADO Muitas controvérsias surgiram a respeito do conceito inicial e. quanto maior for a 22 . Martin (1995). Amorozo (1996) e Begossi (1998). COTTON. CABALLERO. POSEY 1986. Arenas (1986). entre eles a história. Jain (1989). Joyal (1987). salientando. ecologia a etnobotânica utiliza e valoriza o conhecimento tradicional dos povos e que possibilita entender suas culturas. botânica. bem como a utilização das plantas medicinais. conforme já salientado e demonstrado em diferentes aspectos por autores como Siqueira (1981). família e ordem). Isto porque. 1983.

grande número de compostos estreitamente relacionados.). apresenta-se a Espinheira Santa (Maytenues ilicifolia Mart. utilizando-se o mesmo método de extração fitoquímica. Isto se evidencia quando KAPLAN et al. É possível que esta espécie seja validada para a primeira indicação. Com o mesmo emprego e a freqüência relativa media de indicação. espécies vegetais usadas tradicionalmente para um determinado fim. a Mangava Brava (Lafoensai pacari St. há diferenças muito contrastantes. mostra freqüência relativa media de indicação de 100 % para tratamento de úlcera gástrica. Hil. Por isso. Pesquisas etnobotânica possibilitam a descoberta de novas drogas. mas em quantidades tão pequenas que só poderiam ser identificados por análise espectral. DE LA CRUZ (1997). espécie também encontrada em Mato Grosso e que teve seu uso validado cientificamente pela farmacologia. 2003). por tanto definição de um perfil etnobotânico permite esta distinção. registrado na literatura ate o momento. Segundo MATOS (1989) a escolha das plantas de uso tradicional deve ser aceita 23 . Por essas características o bioma Cerrado deveria ser considerado área prioritária de pesquisas com plantas medicinais e conservação de recursos naturais (GUARIN & MORAIS. já que muitos dos usos atribuídos às plantas não correspondem à atividade terapêutica. maior é o distanciamento filogenético entre as espécies e maior é a diferença e diversidade química entre elas. (1994) afirmam que.diversidade taxonômica em níveis superiores. mas também podem validar após avaliação da coerência de uso entre diversas comunidades. a gama e o potencial de compostos bioativos produzidos pelas espécies do Cerrado seriam maiores que as da Floresta Amazônica. mas também é indicada para tratamento de obesidade com freqüência menor que 20%. Por exemplo..) espécie encontrado no cerrado e que não apresenta estudos químicos e farmacológicos. visto que as espécies de Mata Atlântica apresentam pequeno número de compostos em grandes quantidades e as de Cerrado.

2004). A Lei Orgânica de Saúde (Lei 8080/90). A POLÍTICA NACIONAL E PRÁTICAS COMPLEMENTARES DE PLANTAS MEDICINAIS Desde a Declaração de Alma-Ata. financeiro ou profissional. já que possuem 67% das espécies vegetais do mundo (BRASIL. 2003). em outubro de 2003 onde foi discutida a implantação do uso de plantas medicinais e fitoterápicos no SUS (BRASIL. a indicação para uma determinada doença deve ter freqüência relativa significativa e ser análoga em diferentes comunidades. que dispõe sobre a política de saúde no país remete à necessidade da implantação de uma Política Nacional de 24 . Considerando os preceitos da Organização Mundial de Saúde (OMS). onde saúde é “Um estado Completo de bem-estar físico. isto é. mental e social e não apenas a ausência de doença”. mas a população que origina esse conhecimento não se beneficia das descobertas destas pesquisas e muitas vezes os pesquisadores sendo de outros paises.quando as informações sobre seu emprego possam ser definidas como freqüentes e coerentes. são acusados de roubo de material vegetal e de apropriação de conhecimento tradicional. salienta (ELIZABESTKY. destaca-se a participação dos países em desenvolvimento nesse processo. Ao lado disso. 3. Conhecimento tradicional é essencial para o desenvolvimento de produtos medicamentosos. 1991). O Ministério da Saúde organizou o Primeiro Encontro Nacional de Assistência Farmacêutica. em 1978 a OMS tem expressado a sua posição a respeito da necessidade de valorizar a utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário. tendo em conta que 80% da população mundial utiliza estas plantas ou preparações destas no que se refere à atenção primária de saúde.3.

O que possibilitará não só a melhoria da qualidade do serviço de saúde. preconiza: “. A implantação da Fitoterapia na rede pública servira terá como suporte uma área de cultivo e/ou manipulação de planta medicinal ligada à rede. que objetiva garantir acesso e uso racional das plantas medicinais e dos medicamentos fitoterápicos.Medicamentos.. enfatizando a certificação de suas propriedades medicamentosas". 25 . como uma das condições estratégicas para a efetiva implantação no SUS. A Política Nacional de Medicamentos. Tecnológico. Diante disso. a Gerência Técnica de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Políticas da Saúde constituiu um Grupo de Estudo de Fitoterápicos para elaboração da "Proposta de Política Nacional de Plantas Medicinais e Medicamentos Fitoterápicos". como parte essencial da Política Nacional de Saúde. para destacar o desenvolvimento de projetos agrícolas do estado. contribuindo ao desenvolvimento deste setor no país (BRASIL. A Coordenadoria do programa de fitoterapia da secretaria municipal de saúde de Cuiabá realizou estudos sobre a viabilidade da implantação da fitoterapia e plantas medicinais no SUS. da produção de um ambiente saudável. e a imensa biodiversidade nele existente. com segurança. 2005). deverá ser continuado e expandido o apoio às pesquisas que visem o aproveitamento do potencial terapêutico da flora e fauna nacionais. centrada nas ações de Assistência Farmacêutica integral. mas a integração entre as diferentes unidades que integram o programa. eficácia e qualidade.. A promoção da saúde se faz por meio da educação. no âmbito de suas diretrizes para o desenvolvimento. observando resultado positivo e baixo custo na produção de fitoterápicos com preços inferiores aos alopáticos adquiridos de indústrias de medicamentos. do desenvolvimento de aptidões e capacidades individuais. da adoção de estilos de vida saudáveis. Muitos estados brasileiros já desenvolvem programas de fitoterapia.

seguindo recomendações da OMS6.96 enquanto que o medicamento convencional. Em 1998. que custava R$ 1. começou a implantar o projeto no seu hospital universitário. tem se destacado em pesquisas com plantas medicinais e trabalho etnobotânicos e etnofarmacológico e até mesmo na produção de medicamentos fitoterápicos. sob a coordenação do professor José Abreu Matos. As Farmácias Vivas de Fortaleza já se tornou referência para outras faculdades de Farmácia do Nordeste brasileiro. onde em casos de amebíase e giardíse (doenças parasitárias muito comuns) cápsulas de hortelã têm efeito comprovado e custavam. Experiência mais antiga como da UFCE5 que desde 1983 começou a implantar o programa Farmácias Vivas. O programa vem mostrando seus resultados através de dados de 1995 mostrados pelo exemplo. à época. a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Outra iniciativa é a da Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba que a partir de 1998 começou a implantar o Programa de Alternativas Alimentares. com financiamento da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). utilizado como broncodilatador e expectorante. Homeopatia e Acupuntura (PROACHA). Outro exemplo é o xarope de cumaru-malvariçohortelã japonesa. e o desenvolvimento de um programa que integre educação e saúde ampliando assim o impacto das ações a serem desenvolvidas (RIO DE JANEIRO. Terapias Complementares. R$ 0.17.30 ao passo que o Aerolin (da Glaxo) custava R$ 2. aproveitando as plantas de ocorrência local ou regional dotadas de atividade terapêutica comprovada. Flagyl (da Rhodia) custava R$ 4. oferecendo assistência farmacêutica fitoterápica de base científica às comunidades mais carentes de Fortaleza.12. após 10 anos de pesquisas com fitoterápicos. 5 6 UFCE – Universidade Federal do Ceará Organização Mundial de Saúde 26 . de modo geral. sendo que a fitoterapia está contemplada dentro das terapias complementares.como também a abertura de postos de trabalho. Os médicos. 2001).

fruto de uma educação deficiente nessa área. A indissociabilidade da problemática social urbana e da problemática ambiental das cidades exige que se combinem dinâmicas de promoção social com as dinâmicas de redução dos impactos ambientais no espaço urbano (MATO GROSSO. emprego e cidadania devem estar pautados no desenvolvimento sustentável das cidades e na diminuição dos impactos ambientais. conforme mostrou uma consulta realizada pela Secretaria de Saúde. preconiza: o incentivo da fitoterapia no sistema nacional 27 . tornando compatíveis duas grandes aspirações desse final de século: o direito ao desenvolvimento. Nesta perspectiva o cultivo de plantas medicinais e aromáticas com fins terapêuticos ser realizado através de uma ‘agricultura sustentável’ onde os sistemas produtivos devem. e o direito ao usufruto da vida em ambiente saudável pelas futuras gerações. através do documento “Estrategia de la OMS sobre la medicina tradicional 2002/2005”. conservar os recursos naturais e fornecer produtos mais saudáveis. denominado Agenda 21. Fica claro que o desenvolvimento e a conservação do meio ambiente devem constituir um binômio indissolúvel. que aprovou um documento. a agricultura não deve prejudicar o meio ambiente e a saúde. A geração de trabalho. 2004).aceitam bem a fitoterapia. sobretudo para os países que permanecem em patamares insatisfatórios de renda e de riqueza. que promova a ruptura do antigo padrão de crescimento econômico. realizou-se a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. que estabelece um pacto pela mudança do padrão de desenvolvimento global para este século. A OMS. simultaneamente. no Rio de Janeiro. sociais e econômicos indesejáveis no espaço urbano. as universidades Federal e Estadual da Paraíba já oferecem a disciplina de fitoterapia para alguns cursos da área de saúde (MATOS. Para suprir essa demanda. mas não a prescreve por falta de conhecimento técnico. 83) Em 1992. isto é.

ambiental. produção de medicamentos fitoterápicos. batizando-o de São Gonçalo e seguiu adiante na tentativa de descobrir as célebres Minas dos Martírios (CALEJAS et al. Na perspectiva do histórico apresentado. HISTÓRIA DE CUIABÁ E AS PLANTAS MEDICINAIS O primeiro homem branco a pisar terras cuiabanas. pesquisa. 2004). que rebatizou como São Gonçalo Velho. 2003). 3. uma política de ação do Programa Estadual de Fitoterápicos.4. Assim sendo. na perspectiva do cultivo e beneficiamento primário das plantas medicinais e aromáticas. e guerreando com os índios coxiponés. a quem a história registrou. a melhoria do aceso a população menos favorecida e o uso racional pelos profissionais e usuários. formação e capacitação em todos os níveis de ensino. social e econômica. foi o bandeirante paulista Manoel de Campos Bicudo. a fim de que o Estado possa corresponder às diretrizes emanadas pela Organização Mundial de Saúde. Seu filho. assistência à saúde. deverá contemplar áreas de conhecimento referentes à preservação. a investigação sobre sua segurança. reverte-se de fundamental importância à atuação integrada entre as diferentes áreas institucionais correlatas. Planta Medicinais e Aromáticas para fins Terapêuticos e Alimentares em Mato Grosso. acampou no mesmo local. pela Conferência nacional de Saúde e pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de Educação e Saúde através da Política Nacional e Práticas Complementares. No fim desse mesmo ano 28 . Antonio Pires de Campos. Chegou à confluência do Rio Cuiabá com o Cóxipo.. eficácia e qualidade e normalização de seus serviços. aprisionou dezenas para vendê-los em São Paulo. no período de 1673 a 1680. comunicação e inclusão social (MATO GROSSO.de saúde. em 1718. conservação sustentabilidade cultural. informação.

trazendo consigo a burocracia do governo colonial português. com a descoberta das Lavras do Sutil. as Lavras do Sutil. 2003). a 8 de abril. em São Gonçalo Velho. a vila do Cuiabá é elevada à categoria de cidade. às margens do lendário rio Cóxipo. com seu sistema de controle e poder.Paschoal Moreira Cabral chega de novo a São Gonçalo para aprisionar índios. A notícia do ouro logo extrapola os limites do lugar e exerce poderosa atração migratória. por bandeirantes paulistas em busca de minerais preciosos e do índio para o trabalho escravo. todo o arraial da Forquilha foi para ali transferido. Expandia-se. Cuiabá recebe foro de vila por determinação do Capital General de São Paulo. situada no coração de Cuiabá. Em 1719. A queda da 29 . em pleno centro da capital (MATO GROSSO. com o nome de "Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá”. passando a se chamar Villa Real do Senhor Bom Jesus do Cuyabá. O povoamento da cidade iniciou com a descoberta de ouro às margens do rio Cóxipo. Em 17 de setembro de 1818. se situam sob a Igreja do Rosário. Nesse contexto Cuiabá é elevada à categoria de vila. com a descoberta do ouro. por Carta Régia de D. no local denominado Forquilha. Moreira Cabral lavra a ata de fundação de Cuiabá. ensejou a fundação de Cuiabá em 8 de abril de 1719. Hoje. A 1º de janeiro de 1727. a população. no córrego da Prainha. onde foi construída a histórica igreja do Rosário. assim. A descoberta do metal precioso. a cidade de Cuiabá consolida-se como importante cidade brasileira. João VI. mas os seus bandeirantes terminam por encontrar ouro. denominação dada ao primeiro povoamento que daria origem à cidade. e em outubro de 1722. com o surgimento do "Arraial de Forquilha". Dois anos depois o arraial foi mudado para o Rio Coxipó acima. Três anos depois – em 1722 – foram descobertas as "Lavras do Sutil". Completando praticamente três séculos de fundação e localizada no Centro Geodésico da América do Sul. rica jazida encontrada nas proximidades do córrego da Prainha e da "Colina do Rosário".

e declarada capital de Mato Grosso em 1835. a conclusão e pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém. centraliza uma região que passa a ter expressiva produção agroindustrial açucareira e intensa produção extrativa. através da Carta Régia de 1818. outro período de marasmo econômico voltou a ocorrer. No final de século. que ganhou nova feição com a edificação de sua primeira avenida. 17 anos depois. desta feita como o "Portal da Amazônia". com a implantação de sete mega-projetos: a ligação ferroviária com o Porto de Santos. principal pólo de ocupação da Amazônia meridional brasileira. hotéis e de lazer. As atividades agrícolas substituíram a mineração. a cidade ganha força com a realização de obras de infra-estrutura e equipamentos urbanos. com a política de integração nacional do Governo Federal. quase um século depois de sua fundação. maior núcleo urbano do oeste brasileiro. a saída rodoviária para o Oceano Pacífico. agências bancárias. Situação alterada apenas do final da década de 30 deste século. Na década de 60. completando 281 anos de fundação. Cuiabá continua a trajetória de crescimento. em curto espaço de tempo deixou suas marcas na cidade. a Grande Cuiabá. a Usina Termoelétrica e o 30 . penalizando a cidade com mais uma fase de isolamento e paralisação de seu desenvolvimento econômico e crescimento urbano. causaram um período de decadência na exploração do ouro. a Avenida Getúlio Vargas e nela prédios destinados à administração pública. com uma população total de cerca de 800 mil habitantes. a Usina de Manso. passando a ocupar papel de sustentação da economia local. O programa da "Marcha para o Oeste". Cuiabá prepara-se para passar por um outro grande surto de crescimento. Na segunda metade do século XIX. a hidrovia do Paraguai. Após esse período de estagnação. Entretanto. mais a descoberta de novas jazidas na região.produção. em especial de poaia e de seringa. Como pólo avançado no interior brasileiro. constituindo hoje. Cuiabá conquistou a condição de cidade. aliada à baixa qualidade do ouro de aluvião e impostos elevados. com o fim da Guerra do Paraguai e a livre negociação.

94 km são de área urbana e 2.224.57 habitantes pôr km².5. dada sua localização geopolítica estratégica no centro do continente.6. foi criada a administração regional. mas foi com a mineração que 31 . o município é dividido em quatro regiões administrativas.331. distribuída pelos seus 126 municípios. 3. Várzea Grande e Acorizal. O Município possui área de 3.68 km.642 habitantes. Cóxipo do Ouro e Guia. sendo que 251. Rosário-Oeste. A partir de 1994. Cuiabá consolidará sua vocação em nível de continente. Chapada dos Guimarães. A sede municipal localiza-se a 165 metros acima do nível do mar. Leste e Oeste (CUIABÁ. com a lei nº 326/94.74 km de área rural. (2003). (TABELA . firmando-se como um dos mais importantes centros intermodais de transportes da América do Sul. DEMOGRAFIA/GEOGRAFIA O estado de Mato Grosso ocupa uma área de 906. o que lhe permite obter uma densidade demográfica de 2.Gasoduto. Concluídos esses projetos. no centro Geodésico da América do Sul. e uma população estimada em 2. Santo Antonio de Leverger. Sul. (FIGURA – VI) CUIABÁ.807 km2. ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS DE CUIABÁ O surto econômico de Mato Grosso teve seu inicio no século XVIII com as Bandeiras.V: Perfil de Cuiabá) 3.972. A lei nº 3723/97 ao delimitar os bairros da capital define as áreas das regiões administrativas: Norte. 2003). conforme Um Croqui do Traçado Urbano da Cidade de Cuiabá. Fazem limites com o município de Cuiabá e seus pontos extremos os seguintes municípios locais: Acorizal. que buscavam índios para escravizar. Integram o município os Distritos: Cóxipo da Ponte.

castanha-do-pará. estando presente na economia local até segunda metade do século XIX onde além de abastecer o mercado interno também já havia exportações desse mercado açucareiro. 32 . quando começou a ser exportada para Europa. sendo ela a de maior importância econômica para o Estado de Mato Grosso (TODESCATO. palmito. A Poaia passou a ter importância econômica em meados do século XIX. estimulando o povoamento e propiciando o surgimento de vários núcleos urbanos que se estendiam até o Guaporé segundo (MATO GROSSO. erva-mate.as transações comerciais tornaram mais intensas. Ipecacunha ou Poaia. era um produto desconhecido na Europa. A Erva-Mate já era conhecida na América pelos índios e jesuítas e consumida em algumas regiões. mas não recebeu econômico. 2002). Dentre as vegetações existentes em Cuiabá. destacou-se no inicio da historia a descoberta de quatro espécies de plantas medicinais sendo elas a cana-de-açúcar. 2002) A decadência ainda no século XVIII outra atividade produtiva vem à tona dentre elas a produção açucareira com a produção de aguardente. poaia e guaraná. com os crescimentos da pecuária e agricultura a exploração vegetal de maneira sustentável sem exaustão dos recursos naturais ficou esquecida. No entanto. desde o período colonial. portanto não despertou interesse comercial no período colônia por parte da cora Portuguesa. deformas lanceoladas em meio a Mara cerrada. As matas de poaia localizavam-se nas bacias dos rios Paraguai e Guaporé. Hoje já podemos relacionar varias das espécies responsáveis pela renda familiar de muitas famílias como a produção de pequi. copaíba. tem folhas ovais opostas. Nos livros de Plantas Medicinais brasileiras a Cephaeles ipecapuanha é assim classificada: família das rubiáceas é um arbusto que atinge em media 35cm de altura. açúcar e rapadura abasteciam todo mercado interno. Popularmente conhecida como Ipeca.

Os métodos etnobotânicos utilizados neste trabalho seguem recomendações e técnicas modernas que facilitam o estabelecimento de interseções entre as áreas 33 . 2002). pastagem. da Savana Arborizada (Cerrado). reduzindo muito o potencial biótico desses ambientes. Cuiabá e Manso se encontram relativamente conservadas. tendo como principais culturas o canavial. alterado por uma antropização de cerca de 50% (2002). da região Sul de Cuiabá. Contudo as Formações Justafluviais remanescentes ao longo dos rios Aricá Açu. Plantas Medicinais e Aromáticas. a ser utilizado no sistema único de saúde e assim fazer parte do bem estar social com melhoria da qualidade de vida e também geração de renda a comunidade podendo tornar realidade as riquezas a serem alavancadas. Localizada em ambiente savânico. Esses usos resultaram numa alteração da Savana Arborizada (Cerrado) com Floresta de Galeria.cerca de 520 mil habitantes em Cuiabá. através de pesquisas e descobertas existentes na nossa magnífica Natureza.Sendo o Município de Cuiabá de cidades de nível médio (mais de 98% de urbanização . onde foram levantados dados do uso tradicional das plantas medicinais pela população sob o ponto de vista de usuários de comunidades locais. As práticas de cultivo das plantas medicinais e aromáticas em Cuiabá através do Programa de Fitoterápicos. MATERIAL E MÉTODO: O presente trabalho constitui um estudo de cunho etnobotânico. MT. bem estruturadas. considerado baixo. e em menor proporção de Savana Parque (Campo Cerrado). restos de cultura e resto de exploração (TODESCATO. de Floresta Estacional (próximo à Nova Brasilândia) e das formações associadas a escarpas. baseada na agropecuária e na exploração garimpeira. nas respectivas áreas urbanas). Cidade localizada no Centro Geodésico da América Lática motivo pelo quais muitos cuiabanos se orgulham. 4.

que são as responsáveis pelas hortas domésticas em cada propriedade. O tempo gasto em cada entrevista variou desde uma hora até uma tarde inteira. 1995). A pesquisa foi realizada em unidades de saúde totalizando 693 usuários da região sul de Cuiabá no período de novembro de 2004 a janeiro de 2005 e preferencialmente. Levantamento bibliográfico de plantas medicinais: A elaboração de um levantamento da bibliografia geral existente sobre plantas medicinais. para posterior divulgação. sendo examinada pesquisadora Maria das Graças Leão. dependendo do maior conhecimento que a entrevistada possuía sobre as plantas medicinais ou da sua disponibilidade. de acordo com MARTIN (1995). 34 . de usuários entrevistados. onde observou espécie nativa. exótica e herbácea existentes nos quintais. Dr. Outros parâmetros seguiram a metodologia para enriquecimento dos dados obtidos com presente trabalho: Pesquisa de campo: Utilizou-se um questionário semi-estruturado como roteiro básico demonstrado na (TABELA-VI). que por ora se apresenta.científicas relacionadas (MARTIN. assim como sua importância e utilização. fez correção dos nomes científicos e famílias das espécies citadas pela comunidade. Análise dos Resultados obtidos: As respostas obtidas junto à população foram analisadas e comparadas com a literatura e o pesquisador e Prof. MARCOS ROBERTO FURLAN. em anexo. faz-se necessária. Identificação botânica: fez-se identificação das mesmas através da ficha de classificação botânica e fotos para comparação com literatura científica. em que se buscou obter o máximo de informações sobre cada espécie medicinal e sua utilização. entrevistadas as mulheres. para realizar as entrevistas.

Maria das Graças Leão no Programa de Mirassol D’Oeste com a Fabrica de Medicamentos Fitoterápicos de Mirassol D’Oeste – FAMEM. podendo assim quebrar paradigmas existentes no Sistema Único de Saúde conforme determina a Política Nacional de Medicamentos. O estudo da identificação das plantas medicinais e aromáticas. demonstra a grande importância da implantação do Programa Fitoterápicos. 5. (1997).Comparação dos resultados de medicamentos Fitoterápicos. além de resgatar cultura milenar que se transmite de geração em geração. Aromáticas no Sistema Único de Saúde do Município. a forma como o homem acumula e transmite o conhecimento sobre o ambiente. realizada atualização em março de 2005.1. Mato Grosso. produção de medicamentos) e o impacto desta mesma tecnologia sobre a relação homem-planta. Etnobotânica com disciplina de fronteira esta sujeita a um conjunto de exigências de caráter social e ideológico. Estas exigências podem ser encaradas como respostas às questões lançadas por KOERDELL (1983). onde o campo científico da etnobotânica deveria abordar. RESULTADO 5. devido à interação entre os fenômenos naturais e sociais segundo DE LA CRUZ. pois. Plantas Medicinais. de 1984 a 1998. podendo favorecer a saúde em todos os 35 . através dos dados e experiência da Drª. INTERCÂMBIO CIENTÍFICO. a geração de tecnologias para utilizar os recursos naturais (seleção e domesticação de espécies vegetais. A OMS tem razão em articular e recomendar através de conferências a implantação de programas de fitoterapia e plantas medicinais como alternativa de tratamento aos usuários. entre outros aspectos. utilizadas por usuários da região sul de Cuiabá.

00 2. popular.10 % 15.00 15.00 5. social. relata-se importantes informações que pode fornecer subsídios aos gestores do SUS.00 10.aspectos sendo eles. apresento na (TABELA-I).00 3. Observa-se que quanto ao grau de escolaridade a utilização atinge maior parcela de usuários que tem menos grau de escolaridade sendo somente (8%) com grau de escolaridade superior utilizam plantas medicinais.36 28.00 7. O levantamento epidemiológico realizado através da pesquisa de campo com 693 usuários do SUS da região Sul de Cuiabá-MT.00 0. com o resgate da autoestima fator primordial para com melhoria da qualidade de vida.00 20.00 13. mental.53 8. sendo elas: Relados das doenças mais citadas na pesquisa conforme (FIGURA-II).26 8.00 25. família e porcentagem de citação. físico e econômico. 30. conforme demonstra a (FIGURA-III).32 Hipertensão Inflamação/dor Verminose Gripes e Resfriados 9.00 5. As 24 espécies mais citadas na pesquisa com nome cientifico.43 Diabetes Gastrite infeção Alergias Depressão 1 Anemia Relação das doeças FIGURA-II: Relação das doenças mais citadas pelos 693 usuários do SUS nas Unidades de Saúde da Região Sul de Cuiabá – MT. 36 .

37 . Porém grande parcela dos entrevistados possui e/ou utilizam plantas medicinais provenientes em seus próprios quintais conforme observado abaixo: 60% 50% 50% 40% % Em quintais Feiras livres Raizeiros 30% 20% 10% 0% 1 Locais 19% 15% 11% 5% Famácias Outros FIGURA-IV: Resultados da origem das plantas adquiridas pelos entrevistados.30% 25% 20% 28% 18% 12% 8% % 15% 10% 5% 0% Superior Médio Fundamental Sem escolaridade Escolaridade FIGURA-III: Relação quanto ao grau de escolaridade dos usuários entrevistados.

TABELA-I: Relação das espécies mais citadas pelos usuários entrevistados. Brown Matricaria chamomilla L.10 1.72 2.55 6. Chenopodium ambrosioides L.25 5. Mentha villosa Mikania glomerata Spreng Passiflora alata Dryand.32 3.60 8. NOME CIENTÍFICO Ageratum conyzoides L. plepoph Lippia alba (Mill) N.67 5. Mentha pulegium L.22 5.10 5.62 0.43 6. NOME POPULAR Mentrasto Alho Colônia Babosa Terramicina Erva-de-santa-Maria Boldo nacional Óleo de copaíba FAMÍLIA Asteraceae Liliaceae Zingiberaceae Liliaceae Amaranthaceae Chenopodiaceae Lamiaceae Caesalpiniaceae Poaceae/ Graminae Myrtaceae Apiaceae/ Umbeliferae Malvaceae Caesalpiniaceae Acanthaceae Verbenaceae Asteraceae Lamiaceae Lamiaceae Asteraceae Passifloraceae Euphorbiaceae Plantaginaceae Polygonacecae Lamiaceae % 4. com nome cientifico.) B.70 1. Coleus barbatus (Andr. Polygonum acre H. E.K. família e % de citação. Justicia pectoralis var. Hymenaea courbaril L.L. Alpinia zerumbet (pers.10 0.55 2.B.68 4.55 6. ex Ness) Stapf.14 5. Foeniculum vulgare Mill. Eucalipto Funcho Algodão do campo Jatobá Anador Erva-cidreira Camomila Poejo Hortelã-rasteira Guaco Maracujá Quebra-pedra Tanchagem Erva-de-bicho Alecrim 38 . Allium sativum L.) Benth Copaifera langsdorffii Ducke. Rosmarinus officinalis L.50 2. Aloe vera L.28 3. Phyllanthus niruri L. Plantago major L. Capim-limão Eucalyptus sp.60 3.62 2. Alternanthera brasiliana Kunt.70 9. Gossypium hirsutum L.30 Cymbopogon citrates (DC.70 2.

podemos identificar as 24 espécies mais citadas com grande variabilidade entre as famílias. foi oportuno para esclarece-los quanto às praticas herdadas com grande importância científica. A preparação mais comumente utilizada é o chá (infusão e/ou decocção). conforme (FIGURA . pelos 693 usuários. Através do levantamento etnobotânico pode ser constatada tamanha potencialidade no cultivo de plantas medicinais existente nos quintais de casa até grandes cultivos no estado. as 172 espécies identificadas com seu respectivo nome cientifico e famílias das 210 espécies medicinais citadas na pesquisa.Conforme observado no resultado da (TABELA-I). mas que também pode provocar males irreversíveis ao organismo com preparações dos chás em vasilha de alumínio devendo ser em vasilha de louça ou vidro e o tempo de preparo que não deve ultrapassar 6 (seis) horas de preparo. 39 . Encontra-se apresentado na (TABELA-III). de plantas frescas e/ou seca.V). porem observou-se formas erronias que são preparados e tempo de preparação que cada usuário utiliza. sendo que a famílias a Lamiaceae foi citada 5 vezes e Asteraceae citada 3 vezes sendo que as demais foram citadas somente uma vez. observado através das fotos de algumas das espécies citadas na pesquisa. onde perde-se todos os metabólicos secundários proveniente da planta e que assim não ocorrerá ação desejada no organismo. porem através desde trabalho e palestra realizada nesta região.

1998 Foeniculum vulgare – Erva doce / funcho Fonte: Leão. 1998 – FIGURA-V: Foto de Algumas espécies citadas pela População da Região Sul de Cuiabá –MT 40 . 2005 Ageratum conyzoides Mentrasto Fonte: Leão. Eucalyptus sp – Eucalipto Alternanthera brasiliana – Terramicina Fonte: Bieski. 1998 Aloe vera – Babosa Matricaria rucutita.Justicia pectoralis – Anador Fonte: Leão.Fonte: Leão..Camomila . 2005 Plectranthus barbatus – Boldo comum Fonte: Bieski. 1998 Mentha arvenses – Hortelã-Vick Fonte: Leão.

já que CABELLERO (1983) sugere que a etnobotânica deixe de ser um exercício acadêmico e se coloque a serviço das comunidades de onde saíram as informações. MENTRASTO http://www. mas a necessidade de muitos esclarecimentos para que possam ser valorizados dando oportunidade às comunidades tradicionais a terem o direito de participar do intercâmbio científico através das práticas dentro no Sistema Único de Saúde. CONFORME DESCRIÇÃO DO COMPÊNDIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO CURSO DE PLANTAS MEDICINAIS DA UFLA-MG: 5. 5. EXÓTICAS E NATIVAS MAIS CITADAS PELOS 693 USUÁRIOS DA REGIÃO SUL DE CUIABÁ.de/~db50/FOTO_Archiv/Ageratum%20conyzoides%20AST%20NAm%20BotKA%20F1. DESCRIÇÃO DAS ESPÉCIES DE PLANTAS MEDICINAIS.1.uni-karlsruhe. Ageratum conyzoides L.jpg Família: Asteraceae (Compositae) 41 .2.2.Conhecimento popular é necessário.rz.

compostos cumarínicos e benzofuranas. picão roxo. mentraz. medindo 30cm a 1. mentruz. Indicação.0 m de altura. ferimentos abertos. tomar 4 a 5 xícaras por dia. catinga de bode. As inflorescências são terminais. Uso farmaco-terapêutica: Reumatismo. de pecíolos longos. Parte utilizada: Toda a planta. flavonóides e cromonas. Uso externo: como cataplasma sobre as articulações no caso de reumatismo e artrites. artrose. caules revestidos de pelos alvos. Constituintes químicos principais: óleo essencial. diarréia. Tem uma ação vasodilatadora e antiespasmódica. flatulência. ereta. caatinga de barão.Sinonímia: Camará opela. em forma de capítulos. Propagação: Por sementes. mas desenvolve melhor em solos férteis e com elevado teor de matéria orgânica. contusões. Preparo e Posologia: Cólicas uterinas. Vegeta em qualquer tipo de solo. reumatismo agudo. 5. erva de santa lúcia. Formas farmacêuticas habituais: Infusão.2. devido seus componentes serem derivados da benzopirena. alcalóides. Origem: Centro Oeste e Sudeste do Brasil. cólicas. diarréia e disenteria. Descrição: Planta anual. flavonas. erva de são josé. com 4 a 9cm de comprimento. mentraço. Uso interno: chá por infusão 20g por um litro de água. gases e estimulante do apetite. Folhas opostas. chás. são joão.2. herbácea. Allium sativum L. ALHO 42 . pubescentes. sua germinação é alta. erva maria. membranáceas. maria preta. afecções das vias urinárias. erva de são joão.

B e C. e) Inflamação na garganta – Usar um dente de alho batido. formado por alguns gomos ou “dentes”. nicotinamida. inulina. Indicação. Propagação: Por bulbos Parte utilizada: Bulbos. bronquite crônica. infusão.de/systematik/7_bilder/coolpix/cp000143. possui folhas estreitas e iguais. ácidos fosfórico e sulfúrico.esmagar um dente de alho em uma xícara de leite quente. Tomar 2 a 3 colheres ao dia. Este ungüento de ser aplicado sobre o local. alguns dentes de alho amassados. decocção. Deixar em infusão por 10 minutos e após beber. protegendo-o com gaze. hemoptise.(calos) misturar a polpa do alho amassado em óleo de oliva. Aglio (Itália). Uso farmaco-terapêutica: Expectorante. Descrição: Erva culinária e medicinal. Sudorífico. 43 . em leite açucarado. proteínas e sais minerais.(reumatismo) espremer alguns dentes de alho. tuberculose. b) Insônia. gangrena pulmonar. galantamina. com altura de até 70cm. cataplasma. Ail (França). c) Cataplasma. óleo.Família: Liliaceae http://www. Aplicar sobre a região afetada. brancas e pouco cheirosas. e sendo constituído por uma massa consistente e aquosa de sabor e cheiros fortes. Constituintes químicos principais: Aliicina. Preparo e Posologia: a) Ungüentos. Mistura-se e aplica-se na região interna da garganta. nascem na parte terminal do caule. O bulbo é um corpo oval.jpg Sinonímia: Ajo (Espanha). vitaminas A. o sumo de limão assado e uma colher de mel de abelha. por 1 minuto. colocando sobre uma lã quente. Garlic (Inglaterra) Origem: Europa Meridional e Oriente Médio. d) Vermes-ferver. Formas farmacêuticas habituais: Ungüento. Suas flores miúdas.pharmakobotanik. reumatismo.

L.com. cuité-açu. Burtt. agrupadas em touceiras. Folhas lanceoladas oblongas. robusta. Burtt. colônia. perene. de 2 cm de diâmetro. & R. Schum. verde-luzidias. vindicá. A Alpinia galanga Will. principalmente em crianças (Lewis & Elvin-Lewis. Origem: Ilhas da Ásia Oriental (Almeida.Sm. Burtt. 1993:148) Uso farmaco-terapêutica. de margens ciliadas de 50 a 70 cm de comprimento sobre 10 a 12 de largura. pacova. & R. bastão-doimperador. lisas.C.. Pesquisa para a seleção das plantas mais usadas na medicina popular do Ceará.3.htm Família: Zingiberaceae Outras espécies: Alpinia zerumbet (pers.1990:72). visando à recuperação de informações para o Banco de Dados de Plantas Medicinais da CEME.br/floresefolhas/A20alpinia.M. M. Catimbium speciosum J. é planta herbácea. flor-da-redenção. & R. M. destaca a Alpinia zerumbet (Pers. com colunas de 2 a 3 metros de altura. polispémica (Almeida. Sinonímia: paco-seroca.) B.) B.jardimdeflores. Alpinia zerumbet (pers.2. amarelo-róseas com três lobos e um grande lábio. dispostas em cachos grandes. Descrição: Alpinia zerumbet (Pers.) B. é usada na Índia como afrodisíaco e estimulante respiratório. pontudas. Languas speciosa Merril) (Spoerke & Smolinske . invaginantes. verde-claras. Flores ligeiramente aromáticas.5.L.L. 1993:148).) 44 . COLÔNIA http://www.Wendel. Cápsula subglosa. Siniminia: (Alpinia speciosa K. 1977:300).

matérias mucilaginosas e resinosas em Alpinia officinarum Hance (Coimbra & Diniz. vermífuga. Almeida.flowersociety. Aloe vera L. cânfora (Botsaris . canferina. a literatura que trata desse assunto diz ser usada para vários fins. eugenol.B. pineno. Alpinetina. de Sergipe. estomáquica. galangina. carminativa. Indicação.org/images/Essences/FES/Aloe-vera. antiinflamatória. além do costume de triturar o rizoma e dar a cheirar a asmáticos em crise. citando Mendonça & alii (1988). resina. Parte utilizada: Informantes do Pernambuco. & R. Propagação: A propagação de alpinia se dá por meio da divisão de rizomas. antiofídica..jpg Família: Liliaceae 45 .L. anti-histérica. ácido cinâmico. passado na nuca e testa para curar dor de cabeça. cadineno. 1993:148) 5. éter metílico de galangina. taninos (Fitoterapia. BABOSA http://www. ainda. 1965: 662. bassorina. s/d:264). do Pará e de São Paulo. Preparo e Posologia: Quanto aos usos na medicina popular do gênero Alpinia. apontaram o emprego da colônia como sedativo e. compostos flavônicos. espasmolítica. o uso da flor conservada em álcool. amido. fenilalquicetonas. dentre as classificadas como calmantes Matos & alii (1984:24).Sm. 1989:148. Esterosídeos flavonóides (Schauenberg & Paris.2. 1943:121).4. Constituintes químicos principais: Alcalóides e fenóis livres em Alpinia nutans (Di Stasi & alii. no combate ao reumatismo e como tônico geral (Cruz.Burtt.M. cardamonina. 1980:345). Óleo essencial contendo cineol. éter metílico. anti-emética. Sesquiterpenos. 1998:224). tais como: diurética.

Outras espécies: Aloe barbadensis Mill. Aloe arborescens Mill. Sinonímia: Babosa folha miúda; Babosa folha grande; Erva Babosa; Caraguatá; Aloé Origem: Sul da África; Regiões quentes da Europa e América do Sul. Descrição: Planta perene, herbácea, estolonífera, raízes longas e de um amarelo intenso, internamente. Caule tenro, ereto ou levemente decubentes. Folhas carnosas, simples, alternas, sésseis, tenras, grossas, longas, lanceoladas, acuminadas, bordos com fortes dentes espinhosos e dispostos em grandes rosetas. Esta espécie tem as folhas verde-escuras e sem manchas em ambas às faces. Flores vermelhas, actinomorfas, hermafroditas com o perigônio tubuloso formado por seis tépalas. Estames em número de 6, mais longos que as tépalas, com filetes subulados e antera oblongas. Ovário trilocular e trígono, com os lóculos pluriovulados e o estilete filiforme. Inflorescência em racimos. Frutos na forma de cápsulas trígonas e deiscentes, com três lóculos. Sementes pequenas, aladas, numerosas e escuras Não tolera solos encharcados. Exigente em solo fértil para um bom rendimento. Responde bem a fósforo e potássio. Uso farmaco-terapêutica: Queimaduras, antioftálmica, entoses, contusões, retites, hemorróidas, dores reumáticas e queda de cabelo. Propagação: Perfílhos com raiz Parte utilizada: Folha; Seiva e polpa. Constituintes químicos principais: Ácido tânico, acético, gálico e málico; aloina; dapomina; espinefrina; serotonina; tiramina; além de vitaminas, carboidratos, proteínas e sais minerais. Formas farmacêuticas habituais: Resina, polpa, tintura e suco das folhas. Indicação, Preparo e Posologia: antiinflamatória; analgésicas; antiséptica; emoliente; adstringente; colerética; vulneraria e anticancerigena. a) Suco - Uso interno do suco fresco como anti-helmintico; b) Cataplasma - aplicar sobre queimaduras 3 vezes ao dia; c) Supositório - em retites hemorróidas; d) Resina - é a mucilagem após a secagem. Prepara-se deixando as folhas penduradas com a base cortada para baixo por 1 ou 2 dias, esse sumo é seco ao fogo ou ao sol, quando bem seco, pode ser transformado em pó. Tomar 0,1 a 0,2g. O pó dissolvido em água com açúcar, como laxante; e) Tintura - usam-se 50g de folhas descascadas, trituradas com 250ml de álcool e 250mL de água, a tintura é coada em seguida. Deve ser utilizada sob a forma de compressas e massagens nas contusões; entoasses e dores reumáticas.

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5.2.5. Alternanthera brasiliana Kunt. DORIL

FOTO: BIESKI, 2005. Família: Amaranthaceae Sinonímia: Anador; melhoral. Origem: Brasil. Descrição: Planta herbácea ereta de 50 a 80cm de altura com folhas ovalalongadas, vermelho-arroxeada, planas. Inflorescência globosa, pequena celulóicas, verde-esbraquiçadas. Uso farmaco-terapêutica: Como tratamento de hemorróidas e dores em geral. Propagação: Por enraizamento de ramos herbáceos. Parte utilizada: Folhas. Constituintes químicos principais: Formas farmacêuticas habituais: Infusão, decocção (chás). Indicação, Preparo e Posologia: No combate ao béquico e as dores. 5.2.6. Chenopodium ambrosioides L. ERVA DE SANTA MARIA

Família: Chenopodiaceae

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Sinonímia: mastruço, menstruz, canudo, erva-santa, mastruz, mata-cobra, anserina-vermífuga, erva mata pulgas, erva das cobras, erva formigueira, erva-vomiquiera, erva-das-lombrigas. Origem: América Tropical. Descrição: Planta anual, ereta, herbácea, glabra, com odor forte e peculiar, atingindo até 1,5m de altura. As folhas alternas, de tamanho variável, são ovais-romboidais a oblongas, de base longamente atenuada no pecíolo, agudas ou obtusas no vértice, desigualmente incisas até um terço ou um quarto de sua largura, sinuosas-serreadas (margem denteadas), com 5 a 7 grossos dentes em cada margem, folhas superiores lanceoladas, enquanto asdas inflorescências são lineares , folhas pubescentes , de cor verdeescura, com odor muito ativo, característico, sabor acre e aromática. É uma planta tóxica. Prefere solos arenosos. Esta planta possui propriedades inseticidas Uso farmaco-terapêutica: vermífugo, repelente. Propagação: Por sementes (perdem cedo o poder germinativo) Parte utilizada: Folhas, sumidades floridas e frutos (ascaridol) Constituintes químicos principais: óleo essencial, Ascaridol (90%), cimento, cineol, terpineno, limoneno, isolimoneno, carenos, timol, carvacrol. Formas farmacêuticas habituais: Infuso, decocto, extrato fluido, tintura, xarope etc. Indicação, Preparo e Posologia: Estomáquica, diurética, vermífuga, sudorífica, angina, infecções pulmonares, cicatrizantes e contusão (uso externo). a) Infusão- 1 xícara (café) da planta fresca com sementes em ½ litro de água.Tomar 1 xícara (chá) de 6 em 6 horas (vermífuga e estomáquica). b) Sumo- (peitoral) 2 a 4 colheres (sopa) do sumo das folhas para 1 xícara (chá) de leite, 1 vez ao dia para com menos de 2anos tomar metade da dose. c) Sumo-(vermífuga) 1 copo da planta picada com semente para 2 copos de leite. Bater no liquidificador e tomar 1 copo de suco, 1 vez ao dia, por 3 dias seguidos. d) Cataplasma-colocar 1 xícara (café) de vinagre, 1 colher de sopa de sal, amassar a planta na mistura até obter uma papa, colocar sobre o local afetado e enfaixar. Observação: Afugentam pulgas, piolhos, percevejos, e coloca-se nos ninhos da galinha.

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pilosas em ambas as faces. malva santa.7. diclamídeas. boldo falso. estames de tamanho desigual. estreitado na porção mediana e na vincular na porção superior. boldo. boldo silvestre. semisuculento. subdecorrente no tubo.Colleus barbatus (Andr. agrupadas em longasinflorescência eretas. Família: Labiatae Sinonímia: Alumã.) Benth. quadrangulares.2. Origem: Chile Descrição: Erva perene. portanto o boldo não deve receber calagem pesada.7cm de comprimento. Prefere solos ácidos e ricos em matéria orgânica. curto-pecioladas. Cálice com um dos lobos largo. Folhas opostas. Não tolera solos encharcados.) Benth BOLDO FOTO: BIESKI. malva amarga. de ramos iguais. tapete de Oxalá. sete dores. hortelã gorda. ovado-oblongas. 49 . tubo curvo. boldo do reino. de margem serrada. de até 12cm de comprimento por 8cm de largura. azul-violáceas. sete sangrias. estilete glabro. ou Plectranthu barbatus (Andr. boldo de jardim. 2005. grossas.5. do tipo racemo. corola de até 1. erva cidreira. fortemente zigomorfas. útil na litíase biliar e nas afecções do fígado. hortelã homem. pentâmeras. Propagação: Por enraizamento de ramos herbáceos. Uso farmaco-terapêutica: Má digestão. boldo chileno. filetes curvos acompanhando a corola. bifurcado. boldo nacional. de ramos decumbentes a eretos. Flores hermafroditas.

Origem: Amazônia Brasileira.5. elípticooblongos.8. 2 . 50 . colagogas e coloréicas. alternas. inflorescência espiciforme.rain-tree. folíolos. Copaifera reticulada Ducke.5cm de comprimento por 1 .5-2cm de diâmetro. fruto legume. Formas farmacêuticas habituais: Decocção Indicação.gif Família: Caesalpiniaceae (Leguminosae) Sinonímia: copaíba branca. semente envolvida por arilo amarelo. 1. folhas com raque alado. alcalóide boldina. Coar. Descrição: Árvore alta de até 30m de altura de casca rugosa pardacenta. assimétricos. Preparo e Posologia: Tem propriedades diuréticas. mari-mari. a) Cálculos biliares e colecistite: decocção-ferver 15g de folhas de boldo do nacional em 1 litro de água. 5.2. compostas. por dois minutos. adoçar e beber 2 xícaras por dia. copaíba jutaí.com/Plant-Images/Copaifera_langsdorffii_p1gif. copaíba verdadeira. estomáquica. no tratamento de cálculos biliares e como diurético.5. É usado como estimulante biliar em doenças do fígado. COPAÍBA http://www. flores sésseis alvacentas ou amareloesverdeadas.Parte utilizada: Folhas Constituintes químicos principais: Glicosídeo. glocobaldina ou boldoglucina.5cm de largura.

possuindo rizoma curto e horizontal com raízes fortes e finas. CAPIM LIMÃO Uso http://sarasota. ß bisaboleno.ufl. com até 2 m de altura. Observações: internamente deve ser usado com cautela. ex Ness) Stapf. cicatrizante. de preferência sem o arilo. (4) cápsulas. capim catinga. Origem: Índia Descrição: Erva aromática anual. formando touceiras compacta. dermatoses. catarros. bianul ou perene. (3) inflamações da garganta. (4) câncer. cânfora. (2) herpes. evitando tétano. Os indígenas costumam aplica-lo sobre a pele. capim cidró.5cm de largura. ßelamino. O óleo é usado para apressar a cicatrização do cordão umbilical. capim cheiroso. (3) gotas do óleo com mel de abelha. tétano.jpg Família: Graminae Sinonímia: Capim-cidreira. Propagação: por sementes. Parte utilizada: óleo extraída do lenho. medindo aproximadamente 1m de comprimento por 1. contusões.farmaco-terapêutica: (1) anti-inflamatório. capim-cidrão e citronela-de-java. Constituintes químicos principais: ácido copaífero acubeno. Suas folhas são eretas ou curvas invaginantes. leucorréia. erva cidreira. Cymbopogon citratus (DC. Modo de usar: (1) colocar o óleo na parte afetada puro ou misturado com outras substâncias. ß-cariofileno. visando repelir insetos. chá-de-estrada.2. capim santo. reumatismo. (2) misturado com óleo de andiroba-uso local.extension.edu/FHLC/Inv/images/L/Lemon_Grass.9. apresentando bainha de cor roxa na base e branco esverdeado na parte 51 . 5.

A atividade antibacteriana está associada ao citral. (As folhas e rizomas . dores de cabeça. De preferência. coe e deixe esfriar e faça bochechos. 52 . Formas farmacêuticas habituais: Chá. Desligue o fogo. nervosismo. analgésico. chamado óleo de citronela. Indicação. Tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia. deve ser usada a folha fresca. Preparo e Posologia: Insônia. que produz um óleo essencial idêntico ao da erva-cidreira ou do limão. antitérmica. Determina uma diminuição da atividade motora. Infusão. Constituintes químicos principais: Óleo essencial contendo 75 a 85% de citral e seus isômeros geranial e neral. de 2 a 3 vezes ao dia. É uma planta excelente para proteger o solo de erosão. a) Infusão. problemas renais. Suas flores são hermafroditas e seu fruto é aquênio. aumentando o tempo de sono. desde que bem drenado e fértil. c) Os rizomas frescos auxiliam na limpeza dos dentes e gengivas – coloque uma colher de sobremesa de rizoma fatiado em uma xícara de água em fervura. estomáquica. estimulante lácteo. O capim limão prefere climas quentes e úmidos. diarréia. Bactericida. Uso farmaco-terapêutica: Calmante Propagação: Por divisão de touceiras.não é necessário ferver muito. d) A utilização durante a gestação e lactação é recomendada. carminativa. nem deixar em água quente por muito tempo). Pode ser cultivado em qualquer tipo de solo.interna. b) Repelentes de insetos – colocar as folhas em um saco de pano e guardar junto das roupas como aromatizante e para repelir os insetos. Parte utilizada: Folhas e rizoma. com chuvas bem distribuídas e temperatura média elevada. calmante.4 xícaras (café) de folhas picadas em 1 litro de água. Trata-se de planta bastante odorífera.

jpg Família: Myrtaceae Origem: é a designação dada a várias espécies vegetais do gênero Eucaliptos. arbustos) espontâneas na Austrália. em muitos locais. 53 .2. A plantação excessiva de eucaliptos é.5.es/botanica/botanica/herbari/Eucalyptus_sp. O gênero inclui mais de 600 espécies. um problema ecológico. existindo apenas um pequeno número de espécies próprias dos territórios vizinhos da Nova Guiné e Indonésia.10. Eucalyptus sp. devido ao fato de serem muito utilizadas para produzir pasta de celulose. De fato. nenhum continente é tão marcadamente caracterizado por um só gênero de árvore como acontece na Oceania. usada no fabrico de papel. contudo. Algumas das suas espécies foram exportadas para outros continentes onde têm ganho uma importância econômica relevante.uab. ao diminuir a biodiversidade da flora e ao facilitar a propagação de incêndios florestais. A maioria destas fazem parte da flora característica do continente australiano. com os eucaliptos. EUCALIPTO http://einstein. São árvores (nalguns casos raros.

estomáquica. diurético. As folhas e frutos atuam como carminativos. Para gases tomar 1 xícara de (chá) de 6 a 6 horas ao dia. Folhas alternas. Indicação. em umbelas terminais. tocoferois. fiolho-de-florena. ramosa. pectinas. taninos. galactogogo. férteis e bem drenados. grandes. FUNCHO FOTO: LEAO. cilíndrica. vede-glauca. cumarinas. Descrição: Planta de 1 a 2 metros de altura. quase capilares. extrato fluido. recortadas em segmentos assovelados. fiolho doce. Preparo e Posologia: Carminativa. antiinflamatório. amplas. Haste direita. alcoolato.5 a 6% Funchona (20%) anetol (50 a 87%). antiespasmódico. mucilagem. flavonóides. expectorante. pó. a) Infusão. exalando um aroma agradável. fiolho.2. Família: Umbeliferae Sinonímia: Erva-doce. Origem: Mediterrâneo. tônico geral.1 xícara a cada meia hora. pecíolos amplexicaules. lisa. digestivo. frutos e raízes.1 xícara (café) de frutos secos em ½ litro de água. 1998. emenagogo. decocto. Formas farmacêuticas habituais: Infuso. tintura e xarope. antiespasmódico (cólicas de crianças). c) Decocção-ferver por 5 minutos 1 colher de (chá) de sementes em 54 . Foeniculum vulgare Mill. b) Digestivo. glabra. foenculina. purificante. Propagação: Por sementes Parte utilizada: Folhas. Prefere clima temperado com verões quentes. tônico. raios numerosos e grandes.11. Gosta de solos profundos. sendo que uma adubação nitrogenada aumenta ligeiramente o teor de essência dos frutos. Uso farmaco-terapêutica: Prisão-de-ventre.5. limoneno. estriada. Constituintes químicos principais: Óleo essencial 1. Solos com bons níveis de fósforo e potássio são necessários para uma boa produção de sementes. pequenas. Flores amarelas. 2 horas antes das refeições.

ALGODOEIRO http://biotech. 55 .tipo. e) Vinho medicinal-(tônico) macerar por 10 dias. grandes. (3) alivia queimaduras e cura ferida. longo-pecioladas. flores solitárias. esteárico. d) Decocção. Dar a criança no intervalo das mamadas (cólicas). muginha (africano). emoliente. com 3-4 repartimentos internos. serotonina. dores uterinas. com três a cinco lobos agudos. folhas grandes. oleina e ácidos palmíticos.100ml de água. por 15 dias (diurético). nas regras abundantes e hemorragias após parto. furforol. herpes. fruto cápsula oval. (2) fraqueza pulmonar. muito ramificada. cravos e espinhas. 3m de altura. com a porção superior pontiaguda. Parte utilizada: (1) casca da raiz. 30g de sementes em 1 litro de vinho coar e tomar 1 cálice antes de dormir.2. betaina. Descrição: Árvore pequena. aráquico e pectínico. raiz cor amareloclara com manchas pardacentas. Propagação: por sementes e estaquia.15g de raiz em 1 litro de água. alternas.tw/plantjpg/1/Gossypium%20arboreum. (4) reumatismo.12. Uso farmaco-terapêutica: (1) hemostático. finas. provoca espasmos e contrações uterinas. envoltas por fibras brancas. (2. Gossypium arboreum L.3) folhas. longas. tanino. diurético e adstringente. envolvido por brácteas. delicadas e abundantes. onde ocultam-se de 3-7 sementes negras e ovais. quando novas com cerdas lanosas brancas. Tomar várias vezes ao dia.gov. 5.jpg Família: Malvaceae Sinonímia: amaniú (tupi). fitosterol. (4) óleo da semente. amareladas. acetovanilona. Constituintes químicos principais: gossipol.

cólicas. Hymenaea courbaril L. indeiscente. folhas compostas. alternas. irregulares. A casca da raiz também é abortiva. pericarpo glabro. escuras. de casca áspera. pecioladas. herbaceum tem o mesmo uso popular. jutaí. castanho-clara ou acinzentada. (2) asma. peitoral. com manchas de cores diversas de onde exsuda uma resina. contendo 2-5 sementes lisas. laringite e outras. JATOBÁ Família: Caesalpinaceae (Leguminosae) Sinonímia: jataí. esgalhada de ramificação densa. (2. adocicada. dispepsia. opaco ou pouco lustroso. Descrição: Árvore de até 40m de altura. flores creme-alaranjadas. coreáceas. adstringente. jassaí. copa ampla. atonia gástrica. Origem: Pará. jati. abotii-timbaí. jetaíba. grossa. amarela-clara.13. vermífugo.2. jataici. Observações: O óleo da semente faz aumentar a secreção das glândulas mamárias. tosse. Das fibras do fruto é feito o algodão hidrófilo. Rondônia e Maranhão. jatobá de anta. cistite crônica ou aguda. rugoso. jataúba. glabros. Uso farmaco-terapêutica: (1) balsâmico.Modo de usar: (1) decócto. hemostática. farinácea. jatobá de porco. 5. jutaí-açu. jataíba. 56 . (3). em meio copo de leite. disenteria. duro. jataiba-peba. oblonga ou achatada. inflorescência em panículas terminais. bilobados. folíolos alternos. uso externo.3) sumo. castanhoavermelhado. em forma de lança ou ovais. escarros de sangue. blenorragias. jataiba-uva. juteí. inflamação da bexiga e próstata. jatel. inapetência. (4) uso externo. (2) 1colher. recobertas por uma polpa comestível. coqueluche. bifoliadas. jetaí. fruto vagem. árvore-copal-do-Brasil. jupiti.A espécie G. jatabá trapuca.

medindo de 3 a 10 cm de comprimento. Algum tempo depois da colheita. Flores de coloração mariscada. Família: Acanthaceae Sinonímia: Chambá. Origem: Região Amazônica Descrição: pequena erva sempre verde. Observações: O tronco e os ramos do jatobá exsudam uma resina de aroma parecido ao do incenso. membranáceas.3) resina. Propagação: por sementes. (4) galhos. A seiva com água e açúcar é refrigerante. plepoph ANADOR FOTO: LEÃO.14. Constituintes químicos principais: ésteres dos ácidos benzóico e cinâmico. Flores simples. muito pequena. “Jurássica ou copal da América" utilizada na produção de verniz. Propagação: Por estaquias ou pequenas porções dos ramos já enraizados 57 . catequina e óleos essenciais. fortificante. (3) aplicação local. Fruto do tipo cápsula descente. suberecta. estreita e longa. (3) úlceras bucais e dores localizadas. Justicia pectotalis var. 5. Anador. Modo de usar: (1) decócto. (2) com mel de abelha. expectorante. (3) raiz. 1994.afecções das vias respiratórias.2. com ate 40 cm de altura. Toda planta desprende um forte cheiro de cumarinas. Parte utilizada: (1) seiva e casca. (2.

raízes fasciculadas. Uso farmaco-terapêutica: Cólicas (dor de barriga).15.5. flores rosea-violáceas. falsa-melissa. E. Brown ERVA CIDREIRA Família: Verbenaceae Sinonímia: Alecrim-do-campo. caule herbáceo de cor castanho claro. Indicação. nervadas. vegeta em solos arenosos.1 colher (sopa) de folhas frescas para cada ½ litro de água. folhas de cor verde claro a escuro. resina. 58 . opostas. capitão do mato. alecrim. reunidas em umbelas. a) Infusão. Prefere regiões subtropicais. abertas. Preparo e Posologia: Espasmos.2. infuso. Parte utilizada: Folhas Constituintes químicos principais: Tanino. Origem: América do Sul. carminativa. bastante ramificada dicotomicamente. oblongo-agudas. digestivo. Das folhas exala um cheiro característico. Lippia alba (Mill) N. estomáquicos. salva limão. Propagação: por enraizamento de ramos herbáceos. devido seu tipo comum de multiplicação assexuada. possui cheiro forte aromático. Formas farmacêuticas habituais: Extrato. sem excesso de calor ou frias. decocto. princípio amargo. sálvia da gripe. Tomar 4 a 6 xícaras de chá ao dia. Descrição: É um subarbusto bianual medindo de 1 a 2 m de altura. alecrim-selvagem. cidreira-brava.

em média. dores musculares. gastrites. Origem: originária da Europa e Norte da África e. de 30 a 50 cm de altura. Apesar disso. exalam um perfume delicado e enfeitam canteiros e vasos. Salamon. seja para acalmar as cólicas ou na higiene.2. foi introduzida pelos imigrantes europeus há mais de 100 anos. 59 . atualmente. dores na coluna e dores ciáticas. onde o consumo é grande. ataque de vermes. semelhantes à margaridinha brancas com o miolo amarelo. é considerada cultura secundária.16. cerca de 150 toneladas de capítulos florais secos por ano. insônias. Matricaria chamomilla L CAMOMILA FOTO: BIESKI. no país produz-se o suficiente para o consumo interno. Descrição: É uma planta herbácea anual que alcança. UFLA-MG. reumatismo. O conhecido "chazinho de camomila" é muito usado nos cuidados com os bebês. gases intestinais. Uso farmaco-terapêutica: além de ornamental. e se a produção aumentar e os capítulos produzidos forem de boa qualidade.). O caule é ramificado e suas folhas bem recortadas. Suas flores miúdas. Segundo Dalla Costa (2001). que resultam em produtos de baixa qualidade (Corrêa Júnior e Taniguchi. 1994). No Brasil. principalmente para a Europa. suaviza a pele e embeleza os cabelos. a planta é usada contra problemas digestivos. na qual utilizam-se técnicas inadequadas de produção e de beneficiamento.5. 1992). produz um chá calmante e digestivo. Família: Compostaea Sinonímia: Chamomilla recutita (L. Atualmente. está dispersa em praticamente todos os continentes (Amat. é a planta medicinal com a maior área de cultivo e com o maior envolvimento de pequenos produtores rurais. Popularmente. é possível a exportação. 1982.

pois necessitam de luminosidade para brotar. coloque suavemente sobre os olhos. no período de abril a maio. Para o cultivo em vasos ou jardineiras. Suavizante da pele: O óleo de camomila (encontrado nas boas farmácias de manipulação) é um ótimo suavizante para queimaduras e irritações da pele. no caso de suspeita de ataque de pragas. O chá natural é usado para realçar o tom dourado dos cabelos louros. como insônia. recomenda-se aplicar compressas com o chá de camomila. deixe-as secando a sombra. Esses óleos atuam de duas formas: acalmam os músculos e nervos internos (o que explica o uso em cólicas nos bebês e cólicas menstruais) e exercem um efeito emoliente sobre a pele. Propagação: por meio de sementes. As sementes não devem ser enterrado muito fundo. etc. Para limpar as crostinhas da cabeça do bebê: Misture uma colher 60 . embebido no chá morno. devem ser colhidas no período de junho a setembro. uma vez que a erva é usada na preparação de chás. chamado azuleno . suaviza olheiras e inchaço dos olhos. Normalmente após a colheita é preciso fazer o replantio. depois as guarde em um recipiente de vidro bem tampado. mas deve-se evitar o uso de qualquer tipo de produto químico. Colheita: as flores. Utilize um pano bem limpo. Seu aroma delicado e suave ajuda a acalmar e diminuir a ansiedade. Em compressas. O responsável por essas maravilhas é o óleo essencial da camomila. As pequenas e delicadas flores da camomila concentram potentes óleos voláteis responsáveis pelos efeitos antiinflamatórios. Compressas: Para combater inflamações e inchaços dos olhos. Na cosmética. que ajuda a tratar problemas provocados por tensão nervosa. dores de cabeça. anti-sépticos. Métodos naturais de controle de pragas podem ser muito úteis. Banho calmante e relaxante: Coloque um punhado de flores secas na água morna da banheira.limpando as crostinhas da cabeça. sem encharcar e diminuir as regas no inverno. Para conservação das flores. recomenda-se que eles tenham pelo menos 20 cm de altura. Manter o solo úmido. onde se concentram as propriedades medicinais da planta.um ingrediente muito utilizado pela moderna indústria cosmética. Camomila precisa receber luz solar direta por pelo menos 5 horas diárias. seus poderes são conhecidos há mais de 4 mil anos. em local ventilado. Recomenda-se a adubação orgânica. Formas farmacêuticas habituais: Contra a insônia: Use flores secas de camomila para fazer travesseiros. pois seu ciclo de vida é anual. sedativos e antiespasmódico. É ideal para acalmar a agitação dos bebês e favorecer um sono tranqüilo. O tradicional chá de camomila é reconhecido como um relaxante e tranqüilizante.

Aplique o óleo e cubra a região dolorida com gaze ou uma fralda de pano limpa. amebicida. 5. poejo das hortas. Uso farmaco-terapêutica: Gripe. formando com as folhas uma espécie de ramalhete. Descrição: Tem um cheiro muito forte. em banho-maria. Coe num pano fino e esprema bem. Origem: Europa. debilidade do sistema nervoso. Propagação: Por enraizamento de ramos. Para aliviar dores: Faça o mesmo preparado explicado para as crostinhas do bebê.17. 61 . Dá pequenas flores róseas ou lilases em verticilos axilares e compactos. A planta apresenta prostrada. por 3 horas. não tolera geada severa. POEJO Família: Lamiaceae Sinonímia: Erva-de-São Lourenço. Cresce em pleno sol. apresenta caule horizontal. só que no final acrescente 1 pedra de cânfora. Suas pequenas folhas ovais ou oblongas. quadrangular e ramos eretos ou ascendentes. insônia.(sopa) de flores de camomila a uma xícara (café) de óleo de cozinha. Use embebido em algodão. inteiras ou com bordas denteadas. Ásia Ocidental e África Setentrional. passando delicadamente sobre as crostinhas. irregularidades na menstruação. acidez e ardor do estômago. menta selvagem. revestem-se de pêlos curtos e macios e desprende um intenso aroma de menta. Poejo-Real. Leve ao fogo. pode medir até 50cm de altura. abtusas ou subagudas. Mentha pulegium L.2.

Tomar 3 vezes ao dia por uma semana. piperita). anorexia. diarréia. de folha. sumidades floridas (Planta Inteira). molhos e hortaliças. ramos opostos. cápsulas do pó ou xarope. histeria. serrada. helmintíase. inflorescência em 62 . Para fins terapêuticos emprega-se a planta inteira. podendo também acompanhar as saladas de frutas e verduras. Chá. Beber de 1 a 3 xícaras de chá por dia. flatulência. São elas: acidez e ardor estomacais. Infusão: usar folhas e flores 15g em um litro de água.2. algo pubescentes. hortelã comum. folhas opostas. transtornos menstruais e reumatismo. lanceolada ou acuminada. Mentha villosa MENTA Família: Lamiaceae Sinonímia: Hortelã pimneta (M. Indicação Preparo e Posologia: As folhas do poejo servem para condimentares carnes. distúrbios gastrintestinais. hortelã de panela. Tampar e deixar por 15 minutos. aveludada. catarros. de cavalo. rouquidão. ligeiramente aveludada. florida e fresca. debilidade geral e do sistema nervoso. enjôo. insônia. Adicionar uma xícara (chá) de água fervente sobre 1 colher (sopa) de folhas picadas. 5. Formas farmacêuticas habituais: Infusão. Constituintes químicos principais: Óleo essencial (Pulegona) e tanino. aromáticos. rotundifolia: erva boa. Descrição: É uma planta herbácea tem de 30 a 60 cm de altura. haste quadrangular. tosse. M. hortelã cultivada. oval arredondada. hortelã de folha miúda. da horta. arrotos. tomar 4 a 5 xícaras ao dia. hortelã chinesa. ramosa. secas. Origem: Inglaterra.18. Para combaterem vermes. curtamente pecioladas. hortelã cheirosa. poejo. mentrasto. hortelã rasteira. hidropisia.Parte utilizada: folhas frescas.

7 a 3% que contém Mentol(40-60%). Vermífugo. antiespasmódica. Parte utilizada:Folhas Constituintes químicos principais: Óleo essencial 0. flatulências. Indicação. flores violáceas. Expor o rosto aos vapores. Mentha arvensis. timpanite principalmente nervosa. infusão. b) Fadiga geral. intestinal antiséptico. Mentha rotundifolia. analgésica. a) Chá por infusão: folhas e flores 15 g de folhas em um litro de água. cálculos biliares. cobrindo a cabeça com uma toalha. limoneno e mentonapiperitona Formas farmacêuticas habituais: Salada natural. Observações: Há várias espécies de Mentha com propriedades medicinais. colagogo. usado contra litíase. cólicas uterinas. estomáquica. mento furano( 1 a 2%). Preparo e Posologia: folhas e ramos consumidos em saladas ao natural. carminativa. numerosas. tônica. anti-séptica. cardiotônico. antiinflamatória. d) Sauna facial para nevralgias faciais provocadas pelo frio: 25 g de folhas em 500ml de água fervente. tremedeiras. por uma semana. mentona (8-10%). gelactagogo. cineol(6-8%). Tomar 4 a 5 xícaras por dia. Uso farmaco-terapêutica: Gases. atonia das vias digestivas. c) Dores dentárias (bochechos). Propagação: Por estacas. palpitações. Vermes: chá por infusão 2 xícaras em jejum. gastrite e reumatismo. curtamente pedunculadas. decocção (chás). icterícia. pineno. reunidas em verticilos separados. o chá das folhas e ramos é estimulante digestivo. Destaca-se a Mentha piperita. antiemética. antiespasmódico. Dada a facilidade de hibridação do gênero Mentha não se recomenda o cultivo de diversas espécies de hortelã lado a lado. Mentha spicata. dismenorréia e prostatite. Existem cerca de 25 espécies do gênero mentha. vômito por nervosismo.espiga terminal. colagogas. 63 .

depurativa. reumatismo e sífilis. extrato fluido. Constituintes químicos principais: Heterósida. Inflorescências em pequenos capítulos longipedunculados.19. coração de Jesus. guaco de cheiro. cipó suciriju. albuminúrias. guacosídeo. Os ramos e folhas são assaz e aromáticas. Prefere solos ricos em matéria orgânica Uso farmaco-terapêutica: Broncodilatador. cumarinas. oval-lanceolada. elixir. erva de cobra. uaco. diurética. guacina (substância amarga). cipó caatinga. saponinas. 64 . Folhas de guaco é peciolada. guape. taninos. Mikania glomerata Spreng GUACO Família: Asteraceae (Compositae) Sinonímia: Guaco liso. ovais. peitoral. Origem: América Tropical Descrição: Planta trepadeira.2. febres. Parte utilizada: Folhas. expectorante. xarope. decocto. cicatrizante. emoliente. tintura. Flores brancas. antiasmática. Propagação: Por enraizamento de ramos herbáceos. tônica. simples. resinas. Caule delgado e cilindro. Formas farmacêuticas habituais: Infuso.5. vinho. acuminadas. opostas.

Origem: América tropical 65 . maracujá comum de refresco. maracujá melão.de/Startseite/Passiflora_/Galerie_passi/Arten/Passiflora_alata/alata. passiflora.Indicação. coar. 5. misturar o suco de um limão. maracujá mamão. a) Infuso ou Decocto. maracujá amarelo. Observação: Não é indicado para crianças menores de um ano de idade. asma.tomstreibhaus. d) d) Xarope 10 a 40 ml/dia.de 50 a 200ml/dia de chá tomar de 2 a 3 vezes ao dia. maracuhá Açu.20. rouquidão. resfriado febril. inflamações de garganta. 3 colheres de sopa de mel. maracujá suspiro. Tomar um cálice 4 vezes ao dia. pode aumentar o fluxo sanguínea. peitoral. O óleo essencial age como um poderoso antiinflamatório do aparelho respiratório.Antiofídicas. Preparo e Posologia: Afecções do aparelho respiratório: tosses rebeldes. ferver 6 folhas picadas em um litro de água. tomar 1 ao dia.2. b) Extrato fluido-Tomar de 2 a 4 colheres de chá ao dia. c) Elixir-de 20 a 80g de chá.JP G Família: Passifloraceae Sinonímia: flor da paixão. bronquites. Passiflora alata Dryand MARACUJÁ http://www. maracujá silvestre. maracujá comprido. E para mulheres na época de menstruação é contra indicado. e) Contra tosse e bronquite: fazer um xarope. eczema pruriginoso.

5 a 3. verde escuro. Sementes pequenas. Indicação. ou chá por decocção. palminérveas. Folha simples. flavonóides ( vitexina. cinza escuro. Frutos ovais ou oblongos. Uso externo: para artritismo e gota: Chá por decocção sob a forma de banhos quentes ou sob forma de cataplasma. casca grossa e muito lisa amarela. perene. Tintura: 1:8 em álcool 45% . nevralgias. pétalas mais longas do que as sépalas. harmalina). esteróides. o maracujá age como depressor inespecífico do sistema nervoso central. harmina. abertas com 11 a 17 cm de diâmetro. saponina e pectina. trilobuladas. no verso perto do ápice. orientina. antiespasmódico. diurético. achatadas e numerosas. Formas farmacêuticas habituais: infusão. Preparo e Posologia: Devido aos alcalóides e flavonóides. Uso interno: infuso ou decocto a 1% tomar 50 a 200 ml por dia. oblongo-obtusas. Hemorróidas – uso externo: Folhas trituradas. por fora verdes e por dentro avermelhadas. oxicumarinas. ansiedade. sépalas sub-carnosas. apigenina). arbustiva sarmentosa. aplicadas sobre os tumores hemorroidais.Descrição: É uma planta trepadeira. corniculadas. harmol. tranquilizante. tranquilizante e antiespasmódica da musculatura lisa. Extrato fluido em álcool 25%: 0. decocto. resultando em uma ação sedativa. glicosídeos. isvitexina. Pó: 0. grande. atingindo de 8 a 10m de altura quando se apóia em árvores altas. Caule quase quadrangular estreitamente alado.0 cm de comprimento nas folhas adultas.5 a 2 ml três vezes ao dia. 66 . às vezes redondos. frutos e sementes (arilo). Constituintes químicos principais: Alcalóides indólicos ( harmana. pendentes. Flores grandes. insônia asma.25 a 1 g três vezes ao dia ou por infusão. glabro. Adapta-se a climas quentes e úmidos e prefere solos ricos em matéria orgânica. sob a forma de clister. Não tolera solos encharcados. Uso farmaco-terapêutica: sedativo. alterna.5 a 1 ml três vezes ao dia.Dores de cabeça de origem nervosa.Contém pecíolo de 2.0. sais minerais. Propagação: Sementes Parte utilizada: Folhas.

nirurina. saudade da mulher. cor amarelo-esverdeada. estimulante do apetite e empregada para cólicas renais. Preparo e Posologia: Planta diurética. Origem: América Tropical. Indicação. sementes retorcidas no sentido longitudinal. sendo as masculinas gêmeas. hipofilantina e ácido salicílico. arrebenta pedra. fortificante do estômago. erva pombinha do Ceará. Erva pombinha. lanalol. cistites. É uma planta que ocorre em qualquer tipo de solo. Phyllantus niruri L. Uso farmaco-terapêutica: Problemas renais Propagação: Por sementes e por microestacas Parte utilizada: As folhas. fura parede. atinge 10 a 50cm de altura. pequenas. A característica marcante dessa espécie é a borda paralela da folha e a espécie corcovadensis é arredondada. saúde da mulher.5. raízes e sementes (toda a planta). Saxifraga. salicilato de metila. simulando a folíolos de uma folha imparipenada. Flores localizadas na face ventral dos folíolos. Comercializa-se a planta inteira. QUEBRA PEDRA Família: Euphorbiaceae Sinonímia: Arranca-pedra.2. fina com poucos ramos alternos. raízes em forma de cabeleira. cineol.21. Descrição: Planta anual herbácea. com estrias transversais. conami. hidropisia e distúrbios da próstata. cimol. securimina. filalvina. dióicas. enfermidade crônica da bexiga. alternas. folhas ovais. Constituintes químicos principais: Filantina. Chá. curto pedicelada nos dois sexos. o fruto é uma cápsula deprimida contendo 3 lojas e 2 sementes por lojas. prefere local úmido. de haste ereta. de glândulas livres erbiculadas e as femininas solitárias com glândulas coimpladas na base. folhas 67 . Formas farmacêuticas habituais: Infusão.

Antibacteriana. vivaz. anticancerígena. há quem use somente as raízes para cálculos renais. ondulados. pecíolos longos. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia. antiespasmódica. Tintura: 5 a 20 ml ao dia. Uso interno: infuso ou decocto – 20 a 30 g por litro de água.40 m. aconselha-se para pessoas com retenção de ácido úrico e para prevenir a formação a formação de cálculos renais. percorridas por nervuras curvilíneas. radicais. urina presa e para drenagem dos rins. reunidas em espigas. folhas dispostas em forma de ramalhetes.e sementes são usadas especificamente para diabetes. Pó: 0. caule aparente. litolítica. bordos levemente recortados.22. Plantago major L.2. Origem: Européia. tanchagem maior. cor verde-cana pálida. cor branco-amareladas. pronunciadas na face superior e ainda mais na basal. raiz fasciculada e frutos tipo cápsula. Extrato fluido: 1 a 4 ml ao dia. TANCHAGEM Família: Plantaginaceae Sinonímia: Plantagem. ricos em matéria orgânica e com boa umidade. mas perfeitamente aclimatada no Brasil. com ráquis atingindo até 0. tranchagem. 68 . 5. Descrição: Planta herbácea atingindo 15 a 25 cm de altura. flores bem pequenas.5 a 2g ao dia. hepatoprotetora. forma ovular. hipoglicemiante. tansagem. Prefere solos arenosos.

para gargarejos. antidiarréica. decocção (chás). adstringente. No caso de hemorróidas use no banho de assento que ajuda acabar com as inflamações. faringite. chá de uma folha seca ou verde com uma pitada de sal de cozinha. cicatrizante. paulatinamente. Indicações para amidalite. para a cura dos males da garganta. alcalóides ( plantagonina. cicatrizante. expectorante. Propagação: Por sementes Parte utilizada: As folhas e sementes. Preparo e Posologia: O chá das folhas é adstringente. mastigação de pedaços de folha. glicosídeos (aucubina). ERVA-DE-BICHO Família: Polygonaceae 69 . mucilagens. Polygonum acre H. As mais citadas pelas farmacopéias são as Plantago major e Plantago lanceolata. estomatite. Uso interno: para problemas respiratórios: tosse. indicaína). Infusão da folha seca: 10g em um litro de água fervente.B. 5. Beber uma xícara 3 vezes ao dia. As sementes são laxativas. anti-hemorrágico. antiinflamatório. sob a forma de emplasto. taninos (5. para cicatrizar. por isso é usado nas hemoptises e úlceras gástricas.2. purificador do sangue.23. Uso externo: úlceras e feridas – folhas frescas trituradas. Plantago lanceolata (tanchagem menor) Possuem propriedades semelhantes. ácido clorogênico e ursólico. Formas farmacêuticas habituais: Infusão.Uso farmaco-terapêutica: Dor de garganta.7%). bronquite e catarros. varizes. Constituintes químicos principais: Heterosídos (aucubigenina). bactericida. Indicação.K. expectorante. diurético. furúnculo. Observações: Plantago media (tanchagem média). ferimentos abertos. depurativa. alantoína.

erva pulgueira. Uso farmaco-terapêutica: antiséptica. 70 . filiforme. úlcera. Prefere lugares úmidos e águas pouco profundas. d) Infusão-(uso interno) colocar 3 colheres (sopa) da planta fresca em 1 litro de água. fruto núcula trígona. pimenta-do-brejo. c) Infusão-(uso externo) 3 colheres da planta seca em ½ litro de água. extrato fluido. Tanino. erisipela e artrite (uso externo). usada também para reumatismo. hipotensora. percicária-do-Brasil. Origem: Ásia. esparsamente pilosas. acuminadas. inflorescência em espigas terminais. petincobe. Constituintes químicos principais: Óleos essenciais. sobre a região dolorida por algumas horas (reumatismo). Preparo e Posologia: Diurética. xarope etc. coar e banhar a região anal por 30 minutos massageando levemente. subsésseis. adstringente. estreitas. embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento (cicatrizante). Propagação: Sementes e enraizamento de ramos herbáceos. glabra. b) Compressa-aplicar a infusão descrita a seguir. capiçoba. Indicação. Parte utilizada: Toda planta. Formas farmacêuticas habituais: Infuso. pimenta d’água. vermicida. poligonona e uma glicósida. glandulosas. potincoba. antiinflamatória. Observações: Outra espécie Polygonum hydropiperoides Michaux L. cálice glanduloso. catala. flavonóides ( rutina. barateadas. anti-hemorroidal. ácido poligônico. tintura. folhas alternas. também apresenta princípios ativos semelhantes.Sinonímia: Capetiçoba. quercitina e luteolina). lanceoladas. cicatrizante. com caule ereto ou ascendente. com até 1 metro de altura. decocto. estípulas axilares. cataria. hemorróidas. para (hemorróidas). a) Banho de assento-ferver por 10 minutos 100g da planta seca em 2 litros de água. Descrição: Planta erbácea. Tomar 3 xícaras de (chá) ao dia. repetir o tratamento 3 vezes ao dia.

5.2.24. Rosmarinus officinalis L. ALECRIM

FOTO: BIESKI, 2005 Família: Labiatae Sinonímia: Alecrim-de-jardim; Rosmarino; Libanotis; Alecrim de cheiro;Alecrim de horta Origem: Sul da Europa e Norte da África. Descrição: Subarbusto ramificado de até 2 m de altura dependendo do cultivo. As folhas são opostas cruzadas, sésseis, lineares, coreáceas, espessas, lanceoladas, de bordos recurvados, de 2 a 3cm de comprimento. A fase superior é verde-acinzentada, glabra, um pouco lustrosa e finamente reticulada; a face inferior é recoberta de pêlos estelares, que lhe dão um aspecto tomentoso e coloração esbranquiçada. Inflorescências em cachos curtos, dispostos nas axilas das folhas. As flores, de cálice bilabiado, apresentam uma corola de cor azul-pálida ou lilás, manchalábio superior bífido e o inferior trilobado. Cheiro aromático, canforáceo, mormente na planta fresca. Sabor levemente aromático e amargo. Prefere climas temperados quentes, e regiões de dias longos com bastante luminosidade. Tem alta capacidade de retirar nutrientes do solo, prefere solos secos, arenosos e bem drenados. Em solos ricos em nutrientes as folhas

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apresentam menor teor de essência aromática. Espaçamento entre linhas 0,80 a 1,00 e entre plantas 0,50 a 0,80m Uso farmaco-terapêutica: Reumatismo; histeria; tosses; bronquite; Hemorróidas; Cicatrizante; gases intestinais. Propagação: estacas, ponteiras dos ramos. Parte utilizada: Folhas secas e sumidades florais. Constituintes químicos principais: Óleo essencial (Borneol; pineno, canfeno, cânfora, cineol, acetato de bornila); diterpeno (rosmaricina); tanino; saponina; ácidos orgânicos; pigmentos; flavonóides. Formas farmacêuticas habituais: Infusão; Tintura; Pó cicatrizante, soluto concentrado, xarope etc. Indicação, Preparo e Posologia: Como tônico do sistema nervoso central, é indicado em casos de esgotamento cerebral, excesso de trabalho e depressão ligeira. Uso interno: infuso – 20g de planta por 2 litros de água, tomar 2 a 3 xícaras ao dia. Folhas secas – 2 a 4 g três vezes ao dia ou por infusão. Extrato fluido em álcool 45%: 2 a 4 ml três vezes ao dia. Uso externo: infuso a 5%. Usado como estimulantes, calmantes das dores. Xampus até 5% de extrato glicólico. Loções capilares, dentifrícios até 3% de extrato glicólico. Observação: o seu uso durante a noite pode alterar o sono. O seu uso em doses elevadas pode provocar irritações gastrintestinais e nefrite.

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5.3. BENEFÍCIOS ECONÔMICO DA REDE PÚBLICA. Através da pesquisa feita analisou-se preço de medicamentos sintético industrializados da rede básicos de saúde e possíveis substituições por medicamentos fitoterápicos considerado, observa-se uma economia significativa com a implantação de programa com produzindo própria de medicamentos fitoterápicos conforme. (Tabela I). TABELA – II: Principais patologias e comparação de preço entre os medicamentos industrializados e possíveis plantas medicinais opcionais para fabricação de fitoterápicos com custo beneficio de aproximadamente 62%. LEÃO, 2005. Doença Medicamentos/ alopáticos Custo FITOT. no com. preço (R$) (R$) Hipertensão leve a moderada Queimaduras Anti-microbiano Antiinflamatório Infecções parasitarias(vermes) Estômago Cálculo renal e rins Broncodilatador Anestésico e antiséptico Colerético Calmante Hidróxido de Al, e Mg, metilcelulose Clor. Fenazopiridina Iodeto de Potássio 100ml Cânfora, mentol, salic. Metila, alecrim (Gelol 30gr Boldo e alcachofra (Figatil) 100ml Bromaxepam 6 mg c/20cpr 6,3 9,55 8,12 8,28 1,20 0,92 0,76 0,98 Captopril 25mg c/20cpr Òleo de girassol (Dersani) 30ml Amoxicilina 500mg c/20cpr Diclofénaco de Sódio 50 mg c/20cpr Albendazol 200mg c/4cpr 10,00 38,00 17,08 7,40 5,04 0,98 1,50 0,99 0,98 0,98

Planta

Colônia, Alho, Alecrim, maracujá Babosa, camomila. Terramicina, Alecrim. Mentrasto, algodão do campo. Erva de Santa Maria, Hortelã-rasteira, Ervade-bicho. Camomila, Boldocomum, Erva-doce Quebra pedra Eucalipto, guaco e espinho de carneiro Arnica de jardim, anador e alecrim Boldo nacional Erva cidreira, capimcidreira, maracujá

8,89 17,96

0,98 1,22

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procurando desenvolver projetos de ponta no contexto científico da área farmacêutica. em produtos naturais. célula mater e vem colaborando na pesquisa de fármacos e medicamentos ao longo de sua centenária história. 1995)”. pois alem de resgatar conhecimento milenar ainda pode fazer Integração do saber científico e do saber popular.M. vem investindo. DISCUSSÃO O presente trabalho vem proporcionar o intercambio cientifico para assim esclarecer maneiras corretas de preparo dos chás. tanto para a população quanto para os gestores. 74 . que diz que 80% da população dos paises em desenvolvimento usam em sua terapêutica. O uso criterioso da fitoterapia no sistema público de saúde pode ser uma alternativa para a redução do custo dos medicamentos. o desenvolvimento de fitoterápicos de custos mais baixos e a descoberta de novas drogas (ELIZABETSKY. No sentido de que o uso delas tenha cunho racional. para com implantação de vários programas de Fitoterapia e Plantas Medicinais no Serviço publico. 6. igualmente. científico e seguro. Nessas investigações.S. alem de abrir novos campos de trabalhos e rendas. prazo de consumo dos chás e tamanha importância a ser dado aos mais experientes que dão mais importância as plantas medicinais do que os mais estudiosos.Observamos que realmente a pesquisa feita pela O. A Faculdade de Farmácia. 1991 apud MING. Vêm sendo direcionadas várias práticas da Medicina Complementar no mundo trazendo aspectos positivos. pois é muito mais barato. “o estudo de plantas medicinais permite o entendimento dos sistemas locais de medicina. a elucidação das bases racionais para o uso medicinal de algumas espécies vegetais. em face do interesse das populações no emprego de plantas medicinais.

que proteja e ao mesmo tempo utilize o potencial da flora brasileira. dentro da multidisciplinaridade necessária. por nós fabricados. Se isso não for feito. Estaremos negando a perspectiva de independência e de nossa soberania. Temos de ter como base o resgate do saber popular e a ciência a serviço da população. farmacêuticos (para manipular) e agrônomos (para planejar o cultivo das plantas). Quando dizemos que há necessidade de formação de uma equipe multiprofissional e da participação – não se trata de questão de corporativismo. seus efeitos terapêuticos e tóxicos. para que aos poucos vá se formando uma nova mentalidade. pois envolve diversos profissionais. estaremos retirando o direito do povo brasileiro de ter acesso a medicamentos de qualidade. Tudo isso só é possível através da pesquisa contínua. colocando-o. como médicos (para prescrever). Um seminário como este extrapolam o próprio tema. dos médicos. com menor preço. a serviço da saúde. com qualidade para o povo do Rio Grande e do Brasil. nunca haveremos de garantir o que nos diz a Constituição: A saúde é direita de todos e dever do Estado. via de administração e um bom banco de dados de referências bibliográficas. parte utilizável. Tão importante quanto à pesquisa é a divulgação e o ensino da fitoterapia nos cursos de graduação da área de saúde. é necessários conhecimento técnico sobre as plantas. temos esse direito (CONY.Implantar a fitoterapia no sistema de saúde não é um trabalho fácil. Se não tivermos a consciência do nosso papel como profissionais. dos agrônomos. não estaremos influindo para que o poder público cumpra suas obrigações constitucionais. estamos buscando saúde pública. oriundos de plantas. Caso contrário. Além disso. dos veterinários. mas de consciência política . desenvolvida dentro das universidades.dos farmacêuticos. de maneira mais acessível. entre outros. 75 . 1998). trazendo outras questões de fundo que passam pelo nosso compromisso de termos medicamentos.

fitoquímico. poderá ser uma alternativa de renda para agricultura familiar. O uso de plantas medicinais poderá melhorar significativamente a qualidade de vida das famílias. cultivo e comercialização. 76 . pois além do seu uso. buscando um produto de qualidade.7. com isto proteger as espécies do extrativismo predatório. sendo a maioria mulheres. CONCLUSÃO A tradição no uso de plantas medicinais na faixa etária de 18 a 78 anos está bastante moderado. por influência da própria convivência entre as pessoas e pelo atendimento médico. conforme designação da ANVISA (BRASIL. É importante aumentar o apoio à pesquisa científica nesta área e investir mais no cultivo e domesticação das plantas do cerrado. Estudar intensivamente as plantas medicinais no tocante aos seus aspectos etnobotânico. clínico e fitotécnico. mas esta tradição vem perdendo espaço gradativamente para a medicina alopática. 2004). portanto cabe a Poder Publico abraçar a causa e reverter esta realidade através do investimento em Laboratórios oficinais e magistrais para assim garantir saúde e serviço no SUS de Qualidade e baixo custo.

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DAS AMÉRICAS Rio Coxipó JD.ANEXOS CROQUI DO TRAÇADO URBANO DA CIDADE CUIABÁ dos Gu ima rãe s Ro rio sá REGIONAL OESTE Rio da n Po te Ch apa da REGIONAL NORTE s Oe te SANTA ROSA CUIABÁ REGIONAL LESTE MORADA DOS NOBRES JD. 83 . CALIFÓRNIA VÁRZEA GRANDE Rio Cuiab á Ron don ó poli s REGIONAL SUL Santo Antônio do Leverger DISTRITO INDUSTRIAL LEGENDA Centro Comercial Padrões Residenciais Alto Indústrias Médio Corredores de Uso Múltiplo Médio-Baixo Baixo Administrações Regionais Perímetro Urbano FIGURA-VI: Croqui do Traçado Urbano da Cidade de Cuiabá.

18 Asteracea absinthium L. 4 4 1 7 12 16 24 2 14 1 1 1 2 1 1 1 1 2 2 1 2 2 3 3 1 3 17 Astera comosus L. 2002. A. H. Achyrocline Satureioides (Lam.B.) B. Ord Nome científico 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 Achillea millefolium L. Allium sativum L.K. Aesculus hippocastanum Ageratum conyzoides L. 84 . 21 Azadirachta indica 22 Baccharis macrodonta 22 Baccharis trimera (Less) D. Annonaceae.L. LORENZI. Annona squamosa L. Anemopaegma arvense (Vell) S.TABELA-III: Relação de todas as espécies de Plantas Medicinais citadas na pesquisa pelos 693 usuários na região sul de Cuiabá-MT. Arctium lappa L. Annona muricata L. 24 Bauhinia forficata. Nome popular Mil folhas Marcela Macela do campo Castanha da índia Mentrasto* Alho* Babosa* Colônia* Doril* Cumarú Caju-manteiga Catuaba Graviola Pinha Bardana Cipó mil homens Abacaxi Losna Cânfora de jardim Carambola Neen Alecrim do campo Carqueja Pata-de-vaca Espinho-de-são-jõao Castanha do Brasil Asteraceae Leguminosae Berberidaceae Lecythidaceae Asteraceae Liliaceae Liliaceae Zingiberaceae Amaranthaceae Fabaceae Anacardiaceae Bignoniaceae Annonaceae.J. Aloe vera L. Amburana cearensis Allemao Anacardium occidentale L. Compositae Aristolochiaceae Bromeliaceae Asteraceae Asteraceae Oxalidaceae Família Asteraceae Asteraceae Compositaceae Quant. 19 Asteracea camphorata 20 Averrhoa carambola L. Alternanthera brasiliana Kunt. identificadas através do livro de Plantas Medicinais no Brasil. 26 Bertholletia excelsa H. MATOS. Alpinia zerumbet (pers.C. Aristolochia triangulares Cham. Link 25 Berberis laurina Billb.) Achyrocline satureioides L.. F.

Cinnamomum zeilanicum Cissampelos pareira Cissus sycioides L. Bowdichia stera Spruce. Chrysanthemum parthenium L. Cordia verbenácea DC.27 28 29 30 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 Bidens cynapifolia HBK.) G.. Copaifera reticulada Ducke. Bilimbi Bixa orellana L. Borago officinalis L. Brassica rapa L. Colleus barbatus (Andr.W. Borreria vertieillata (L. Bryophyllum calycinum Salisb Calendula officinalisL Carica papaya L.F. Boerhavia paniculata Rich. Chenopodium ambrosioides L. Citrus aurantius Citrus limonum Cnicus benedictus L Coix lacryma-jobi L. Catharanthus roseus L. Coronopus didymus Erva picão Limão japonês Urucu Pega pinto Borragem Vassourinha de botão Sucupira Ruibarbo Maminha-cadela Folha da fortuna Caléndula Mamoeiro Boa-noite Embauba Cedro Camomila * Figatil Erva de santa Maria* Artemísia * Canela Abutua Insulina vegetal Laranja Limão Cardo-santo Lágrima de nossa senhora Boldo * Copaíba* Erva baleeira Coentro Mastruço * Asteraceae Bixaceae Nyctaginaceae Boraginaceae Rubiaceae Leguminosae Brassicaceae Moraceae Crassulaceae Asteraceae Caricaceae Apocynaceae Cecropiaceae Compositae Papaveraceae Chenopodiaceae Asteraceae Lauraceae Vitaceae Convolvulaceae Rutaceae Compositae Poaceae Labiatae Leguminosae Boraginaceae Umbeliferae Crucifereae 4 1 1 1 1 1 4 1 2 2 3 1 1 2 1 10 2 6 7 2 2 2 7 5 3 1 20 12 2 2 13 85 .) Benth. Cecropia pachystachya Trecul Cedrus atlantica Chamomila recutita Chelidonium majus L. Coriandrum sativum L. Brosimum guadichaudii Tréc.

Hypericum perforatum Ilex paraguariensis ª.59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 Cotyledon orbiculata L. Eleusine indica Equisetum sp L. Cróton urucurana Baill.f. Gossypium arboreum L Hibiscus sabdariffa DC. Hymenaea courbaril L.) Randle Cymbopogon citratos D. Gomphrena arborescens L. Erythroxylaceae Myrtaceae Euphorbiaceae Umbeliferae Compositae Rubiaceae Gimnospermae Amaranthaceae Malvaceae Malvaceae Caesalpinaceae (Leguminosae) Guttiferae Aquifoliaceae 5 1 2 1 14 1 2 2 1 11 1 6 2 1 1 86 . Zingiberaceae cucurbitaceae Gramineae Graminae Compositae Alismataceae Alismataceae Compositae 1 1 1 6 6 1 18 1 6 1 1 1 1 Equisetaceae. Cynara scolymus L. Eucalyptus sp. Ginkgo biloba L. Euphorbia tirucalli Mill Foeniculum vulgare Mill. Genipa americana L. Jasminum offocinalis Balsamo Sangra d’agua Sete sangrias Açafroa (cúrcuma) Abóbora Citronella Capim limão* Alcachofra Cenoura Chapéu-de-couro Chapéu-de-couro Erva-botão Capim-pé-de-galinha Cavalinha Catuaba Eucalipto Aveloz Funcho* Picão branco Jenipapo Ginkgo Panecéia Algodoeiro* Vinagreira Jatobá* Hipérico Chá mate Jasmim Crassulaceae Euphorbiaceae Lythraceae. Erythroxylum vacciniifolium Mart. Cymbopogom nardus (L. Curcurbita sp. Daucus carota Echinodorus macrophyllus Mich Echinodorus macrophyllus Mich. Galinsoga parviflora Cav.C. Eclipta Alba L. Cuphea balsamona Cham et Curcuma longa L.

frade Macaé Erva cidreira* Buchinha do Norte Erva de são-domingos Acerola Malva Espinheira santa Capim gordura Melissa Poejo * Levante Hortelã * Guaco * Cipó cabeludo Melão de são Caetano Alfavaca Atroverã Manjericão Batata de purga Batata de purga Manjerona Orégano Maracujá * Guaraná Acanthaceae Crassulaceae Lauraceae Labiatae Labiatae Labiatae Verbenaceae Bignoniaceae Mapighiaceae Celastraceae Labiatae Labiatae Labiatae Labiatae Asteraceae Asteraceae Cucurbitaceae Labiatae Labiatae Labiatae Convolvulaceae Convolvulaceae Lamiaceae Labiatae Passifloraceae Sapindaceae 13 1 1 3 2 1 1 14 1 1 1 1 4 1 1 10 1 15 8 1 1 1 1 1 1 1 1 4 8 1 100 Melinis minutiflora 101 Melissa officinalis L. 103 Mentha sp 104 Mentha spp. Kalanchoe brasiliensis Camb. Leonurus sibiricus L. Lippia alba (Mill) N. Chamba * Saião Cambará Louro Alfazema Cordão-de. 108 Ocimum basilicum L. Brown Luffa operculata Cogn. Laurus nobilis Lavandula officinalis Chaich Leonotis nepetaefolia R. Malva parviflora Maytenus ilicifolia Martius.) 87 . Lantana câmara L. Br. Malphighia glabra L. 102 Mentha pulegium L. Macfadyena ungüis-cati L. 109 Ocimum selloii 110 Ocimum sp 111 Operculina alata (Ham. 105 Mikania glomerata Spreng 106 Mikania hirsutissima DC.) Urban 112 Operculina macrocarpa L. 115 Passiflora alata Dryand 116 Paullinia cupana (Mart. 107 Momordica charantia L. 113 Origanum majorana L. 114 Origanum vulgare L.87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 Justucia pectoralis var. E.

133 Ricinus communis L. 138 Salvia officinalis L. 142 Senna occidentalis (L. 118 Pfaffia glomerata (Spreng. 144 Sesamum indicum 145 Abacateiro Ginseng brasileiro Para tudo Quebra pedra Brilhantina Elixir paregórico Pariparoba Erva-de-santa-luzia Tanchagem * Erva-de-bicho* Beldroega Pariparoba Goiabeira Sucupira Romã Cáscara Sagrada Mamona Rosa Alecrim* Amora preta Arruda Salvia Sabugueiro Vassourinha Chuchu Mangerioba Fedegoso Gergilim angico Lauraceae.) 119 Pfaffia paniculata Mart. 132 Rhamnus purshiana DC. 123 Piper dilatatum 124 Pistia stratiotes L. 120 Phyllantus niruri L. 141 Sechium edule Jacq. 130 Pterodon emarginatus Vogel 131 Punica granatum L. 126 Polygonum acre H. 139 Sambucus nigra L..B. Amaranthaceae Amaranthaceae Euphorbiaceae Piperaceae Piperaceae Araceae Plantaginaceae Polygonaceae Portulaceae Piperaceae Myrtaceae Fabaceae Punicaceae.117 Persea gratissima Gaertn. 125 Plantago major L. 128 Pothomorphe umbellata L. 121 Pilea microphyllas 122 Piper callosum Ruiz. 129 Psydium guayarva Raddi. Et Pau. 134 Rosa damascena 135 Rosmarinus officinalis L.) 143 Sennacorymbosa Lam. 136 Rubus brasiliensis Mart. 140 Scoparia dulcis L. 127 Portulaca oleracea L. 137 Ruta graveolens L. 1 1 1 6 1 2 1 1 6 5 1 1 1 1 1 1 Euphorbiaceae Labiatae Rosaceae Rutaceae Labitae Caprifoliaceae Scrophulariaceae Cucurbitaceae Caesalpiniaceae Leguminosae Pedaliaceae 1 1 10 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 88 .K.

150 Solidago microglossa D. 160 Tanacetum vulgare L. 151 Stevia rebaudiana Bert. 166 Uncaria tomentosa Willd D. 164 Tournefortia cf. 152 Sthachys byzantina Vassoura Salsaparrilha Panacéia Jurubeba Arnica brasileira* Estévia Pulmonária Malvaceae Liliaceae Solanaceae Solanaceae Asteraceae Compositae Leguminosae Boraginaceae Myrtaceae Bignoniaceae Portulacaceae Caesalpiniaceae Compositae Compositae Labiatae Fabaceae Boraginaceae Tropaeolaceae Rubiácea Compositae Urticáceas Myristacaceae Vitaceae Gramineae Zingiberaceae 1 1 1 1 10 5 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 5 5 3 2 1 1 2 153 Stryphnodendron barbatiman Mart. 147 Smilax apirácea Poir. Cravo-da-india 156 Tabebuia áurea Silva Manso 157 Tagetes erecta 158 Talinum patens Willd. 165 Tropaeohum majus L. 148 Solanum cernuum Vell. 167 Vernonia condensata Baker. 159 Tamarindus indica L.C. Barbatimão 154 Symphitum officinale L. 170 Vitis vinifera 171 Zea mays 172 Zingiber officinale Rosco Paratudo (Pantanal) Cravo-de-defunto Língua de Vaca Tamarindo Catinga de Mulata Dente-de-leão Tomilho Cumaru Marmelinho Capuchinha Unha de Gato Boldo da bahia Assa -peixe Noz-moscada Uva Milho Gengibre * Plantas que estão com fotos e descritas na monografia 89 . paniculata Cham.C.Piptadenia microphyllaan 146 Sida rhombifolia L. 161 Taraxacum officinale Weber 162 Thymus vulgaris L. 149 Solanum paniculatum L. Confrei 155 Syzygium aromaticum L. 168 Vernonia polyanthes 169 Virola surinamensis Warb. 163 Torresia cearensis FR.

076 TABELA-V: APRESENTAÇÃO SUCINTA DO PERFIL DE CUIABÁ PERFIL CUIABÁ ANO DE CRIAÇÃ O DISTÂNCIA DE CUIABÁ (KM) ÀREA (KM²) 1996 POPULAÇÃO 2000 2004 TX.333 200 4.444 7 3.50 (plts/ha) (m2) 14.61 6. DE 16/03/04.333 800 160.00 0.80 0.20 1.25 3.355 482.ESC.000 375 8.00 0.50 x x x x x x x x x x 0. DE FAMÍLIA (S.000 50 133.20 1.50 2.TABELA -IV – RELAÇÃO DAS ESPÉCIES QUE SERÃO UTILIZADAS NO PROGRAMA CONFORME ESPECIFICAÇÃO DA RDC. 89 DO MS/ANVISA.360 90 . Ord. CR~42.25 3.000 300 5.00 0.25 1. ANUAL 1996/2000 TAXA DE URBANIZAÇÃO 2000 Nº DE ELEITORES 2004 TX.43 0.20 0.111 10 62. 1 2 4 5 6 7 9 10 11 12 Nome Popular Babosa Caléndula Alcachofra Camomila Espinheira Santa Melissa Gengibre Guaco Hortelã pimenta Maracujá Área total do viveiro Nome Científico Família Liliaceae Aloe vera Calendulla officinalis Asteraceae Asteraceae Cynara scolymus Chamomilla recutita Asteraceae Maytenus iliciflolia Celastraceae Lamiaceae Melissa officinalis Zingiber officinale Zingiberaceae Mikania glomerata Asteraceae Lamiaceae Mentha villosa Passiflora incarnata Passifloraceae (m2) 1.498 516.30 1.33 91.000 250.500 94 40.20 0.58 342.M) 2000 % DE DOMICÍLIOS COM ABAST.000 240 1. DE ÀGUA 2000 IDH 2000 PIB(R$1.00 0.985 433.00 0.70 0.719 0 3.06 7.50 1.148 2.000) 2000 1. DE MORTALIDADE 1999 % DE ANALFABETOS 2000 RENDIMENTO MÉDIO MENSAL DO CH.72 98.286 1.154 21.00 0.037.82 3.

.....6.......................... 2 ............2............. Você prepara garrafadas? Sim [ ] Não [ ] 91 ................... Em mulheres? ...............2........ 2...... caso tenha aprendido com alguém?............................ cidade e estado: ........ Ensina para outras pessoas? [ ]Sim [ ] Não Como:....... 1.................................1...................... Onde foi criado (a)..Endereço: R: ............................... 3........ IDENTIFICAÇÃO DO ENTREVISTADO N: ________________________ 1...........1Nome......... nos grupos abaixo? Em crianças? .........7.5........Grau de escolaridade: [ ] analfabeto [ ] alfabetizado [ ] 1° grau completo [ ] 2° grau completo [ ] 3° grau completo Outros:....... 2...........3..........................................................................................1........... 4.. ............. Idade: ..........................................4................. [ ]Área urbana [ ] Área sub-urbana [ ] Área rural 1.............................. 1................................ 1... Local de Nascimento..................................................................Bairro: .......2......................................................... ...........................TABELA-VI: QUESTIONÁRIO PARA PESQUISA ETNOBOTÂNICA E ETNOFARMACOLÓGIA1 1.......................................................................anos 1........ Sabe qual a origem do conhecimento da pessoa que lhe ensinou..... Em idosos? ............. Quais as principais plantas medicinais que utiliza? Cite no mínimo 10 Plantas Nome popular Descrição da planta Indicação Modo de usar Parte usada 4......................................... 1...................................................................................................... cidade e estado: ........ Como tratar doenças usando plantas? [ ]Com familiar que conhecia o assunto [ ] Em livros [ ] Por experiência pessoal Outros:...... Como faz a preparação de chás?...... QUANTO AOS TIPOS DE DOEÇAS: Quais as doenças mais comuns que você conhece........ .................................... QUANTO AOS CONHECIMENTOS 2......... 4..........3......3.......... QUANTO AOS CONHECIMENTOS SOBRE PLANTAS MEDICINAIS 4............................................................................................................................................................................................................................................ Em homens? ....................................... Profissão: ....

..........1........... utiliza alguma indicação para determinar a melhor época de colheita? [ ] Sim [ ] Não 5..........1.......2.........................................Contato:....... Idade: ..................... Caso positivo como prepara?........................2........... como faz para não matar as plantas? .......... ............... 4.....................4................... 5.............. Caso você colha raízes ou casca da planta............................ Nome: 8................ Caso cultive.............4......... 8...... PROBLEMAS OBSERVADOS PELO USO DE PLANTAS MEDICINAIS 6............................2..................5.. cite as principais combinações que utiliza e para quais doenças..... 92 ......................... 8........ Em que caso usa garrafada?...... ................. 6...... 5................................................ 5....................................................... Em caso afirmativo.................................. Você gostaria de receber apoio da Secretaria de Saúde para seu trabalho? [ ]Sim [ ] Não Que tipo de apoio? ............. Profissão: 8.......ORIGEM DAS PLANTAS MEDICINAIS 5..4...... Caso você compre as plantas como reconhece? .................. Notou algum ou sintoma indesejado que utiliza plantas devido ao uso de plantas medicinais? [ ]Sim [ ] Não 6.........5...... Caso positivo.1....... ...................... 7................ ........................................................3..... 4.1. descreva os sintomas e as plantas que você acredita ter causado o problema........... Caso positivo.................3... IDENTIFICAÇÃO DO ENTREVISTADOR 8...................4.. QUANTO AO SISTEMA DE SAÚDE 7.......... marcar uma ou mais opções [ ] Estação do ano [ ] Fase da lua [ ] hora do dia [ ] antes da floração outros:.....6................ Local onde obtém as plantas: Cultivo próprio [ ] mata [ ] compra [ ] Outros [ ] 5.................... ......................

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