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Colégio Técnico Avançar

Maria Eduarda Marques

Procedimentos CTI neonatal


Abaeté - MG, 2023

ANTISSEPSIA EM RECÉM-NASCIDOS
MATERIAL A SER UTILIZADO NO PROCEDIMENTO
▪ Gaze estéril;
▪ Gaze não estéril;
▪ Luva estéril;
▪ Luva de Procedimento;
▪ Solução antisséptica conforme peso do RN e procedimento;
▪ Solução de Clorexidina Degermante a 2%;
▪ Solução Fisiológica a 0,9% ou Água Estéril.
ATIVIDADES DETALHADAS A SEREM DESENVOLVIDAS
1. Certificar-se da Prescrição do Procedimento;
2. Selecionar a Solução Antisséptica conforme o procedimento a ser realizado (ver critérios no
quadro Atenção a Pontos Importantes);
3. Reunir o material selecionado;
4. Higienizar as mãos;
5. Posicionar o recém-nascido de forma confortável, expondo o sítio onde será realizado o
procedimento;
6. Realizar degermação prévia, se indicado, da seguinte forma:
a. Calçar luva de procedimento
b. Embeber a gaze estéril com solução de clorexidine degermante a 2%
c. Aplicar a solução sobre o sítio do procedimento, através de movimentos circulares de dentro
para fora, num raio mínimo de 10 cm de diâmetro envolta do local de incisão.
d. Trocar a gaze e repetir o processo por mais duas vezes.
e. Aguardar dois minutos e remover todo o excesso de solução com gaze embebida com soro
fisiológico a 0,9% ou água destilada estéril.
f. Deixar secar
7. Realizar a antissepsia da seguinte forma:
a. Calçar luva estéril;
b. Embeber a gaze estéril com solução antisséptica indicada (alcoólica ou aquosa);
c. Aplicar a solução sobre o sítio de procedimento através de movimentos circulares de dentro
para fora num raio mínimo de 10 cm de diâmetro em volta do local de incisão;
d. Aguardar secar, trocar a gaze e repetir o processo por mais duas vezes;
8. Realizar o procedimento;
9. Ao termino do procedimento, remover todo o excesso de antisséptico da pele com gaze
embebida em água estéril ou solução fisiológica.

AFERIÇÃO DE PESO NA BALANÇA DIGITAL


MATERIAL A SER UTILIZADO NO PROCEDIMENTO
▪ Papel toalha;
▪ Álcool a 70%;
▪ Balança digital.
ATIVIDADES DETALHADAS A SEREM DESENVOLVIDAS
1. Higienizar as mãos;
2. Colocar a balança em local mais próximo à criança;
3. Desligar o ar-condicionado;
4. Limpar a balança com álcool a 70% e forrar com papel toalha;
5. Ligar e esperar tarar;
6. Colocar a criança despida (suspendendo objetos que possam alterar o peso, pesar sempre
antes da administração de dieta);
7. Nos pacientes intubados, preparar o ambu devidamente testado e conectado à fonte de O2,
mantendo em funcionamento;
8. Verificar se as conexões alcançarão a balança;
9. Caso o paciente esteja recebendo oxigênio via oxy-hood ou capacete, preparar uma fonte
de oxigênio que alcance a balança para fornecer oxigênio durante a pesagem;
10. Por segurança manter sempre a mão sobre o corpo da criança sem tocá-la;
11. Logo que é colocado na balança, aparece a leitura exata no mostrador digital;
12. Anotar o peso em impresso próprio.

ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES (VAS)


MATERIAL A SER UTILIZADO NO PROCEDIMENTO
▪ Bandeja ou cuba rim;
▪ Álcool à 70%;
▪ Álcool gel à 70%;
▪ Luva de procedimento;
▪ Sonda de aspiração compatível com o paciente;
▪ Gaze não estéril;
▪ Água destilada ou soro fisiológico;
▪ Equipamentos de proteção individual (EPI): gorro, máscara cirúrgica, óculos de proteção,
avental ou capote não-estéril;
▪ Toalha de rosto ou papel toalha;
▪ Aparelho de aspiração portátil ou fonte de vácuo em rede;
▪ Frasco de vidro de aspiração;
▪ Válvula redutora de pressão para rede de vácuo;
▪ Frasco coletor de secreções descartável, preferencialmente e na sua ausência a extensão
descartável para aspiração.
ATIVIDADES DETALHADAS A SEREM DESENVOLVIDAS
1. Realizar higienização das mãos;
2. Separar o material a ser utilizado;
3. Vestir o EPI;
4. Realizar ausculta pulmonar, para verificar a presença de ruídos adventícios;
5. Verificar o funcionamento da rede de vácuo (ajuste da pressão entre 80mmHg e 120mmHg)
ou aspirador elétrico;
6. Explicar o procedimento ao paciente;
7. Promover privacidade, utilizando biombos, se necessário;
8. Posicionar adequadamente o paciente para o procedimento, colocando-o em semi-fowler
quando consciente ou lateralizando a cabeça quando inconsciente;
9. Proteger o tórax do paciente com papel toalha;
10. Higienizar as mãos com álcool a 70% gel;
11. Calçar as luvas de procedimento;
12. Abrir a embalagem da sonda de aspiração, de modo a expor apenas a parte que será
conectada ao circuito de aspiração;
13. Mensurar o tamanho da sonda para realização da aspiração nasofaríngea da ponta do lóbulo
da orelha a ponta do nariz;
14. Conectar a sonda ao sistema de aspiração;
15. Abrir a fonte de vácuo ou ligar o aparelho portátil de aspiração;
16. Introduzir a sonda na cavidade nasal, com a extensão (borracha) de aspiração pinçada na
conexão com a sonda a fim de evitar trauma, seguindo o curso natural das narinas,
inclinando ligeiramente a sonda para baixo e avançando para a parte posterior da laringe;
17. Despinçar a extensão e realizar a aspiração na cavidade nasal em movimentos suaves,
regulares e circulares. Não permanecer com a sonda dentro da cavidade nasal por mais de
10 a 15 segundos;
18. Irrigar a sonda e o circuito com 20 ml de água destilada para limpeza da mesma;
19. Realizar a aspiração da cavidade oral, introduzindo a sonda com o sistema de aspiração
pinçado;
20. Realizar a aspiração da cavidade oral, em movimentos suaves, regulares e não superiores
a 30 segundos;
21. Lavar o sistema com 20ml (ou o suficiente) de água destilada para manter a permeabilidade
e limpeza do circuito de aspiração;
22. Desprezar a sonda utilizada;
23. Fechar a fonte de vácuo ou desligar o aparelho portátil de aspiração;
24. Retirar os EPIs utilizados;
25. Higienizar as mãos com álcool à 70% gel;
26. Deixar o paciente confortável;
27. Manter a organização da unidade do paciente;
28. Desprezar o material utilizado nos locais apropriados;
29. Realizar higienização das mãos;
30. Realizar as anotações necessárias, assinando e carimbando o relato no prontuário do
paciente (técnico de enfermagem na folha de observação de enfermagem e o enfermeiro na
folha de evolução).

ASPIRAÇÃO DE TRAQUEOSTOMIA
MATERIAL A SER UTILIZADO NO PROCEDIMENTO
▪ Luva estéril;
▪ Cateter de aspiração estéril de acordo com o tamanho da cânula endotraqueal;
▪ Seringa de 10ml com água destilada ou soro fisiológico;
▪ Seringa de 1ml;
▪ Luva de procedimento para a pessoa que for auxiliar;
▪ Estetoscópio;
▪ Fonte de vácuo;
▪ Borracha de aspiração com furo;
▪ Fonte de oxigênio;
▪ Caneta azul ou preta.
ATIVIDADES DETALHADAS A SEREM DESENVOLVIDAS
1. Higienizar as mãos;
2. Avaliar ruídos respiratórios e mudanças na saturação de oxigênio e a agitação da criança;
3. Realizar ausculta pulmonar bilateral;
4. Selecionar o cateter de acordo com a cânula;
5. A pessoa responsável pela aspiração deverá conectar o cateter de aspiração na borracha
do aspirador mantendo a esterilidade do cateter;
6. Ajustar a pressão do aspirador entre 60 – 80 mm H2O;
7. Calçar luva estéril;
8. Lubrificar o cateter com solução salina ou água destilada;
9. Deve-se introduzir o cateter de aspiração sem sucção (com orifício aberto) e só depois ocluir
o furo, prevenindo assim o traumatismo da mucosa e/ou barotrauma e respeitando a medida
da cânula de traqueostomia;
10. Retirar o cateter com movimentos rotativos ao mesmo tempo em que aspira as secreções;
11. Em cada etapa de aspiração utilizar 5 a 10 segundos;
12. Hiperoxigenar o paciente no decorrer da aspiração para prevenir hipóxia;
13. Repetir o procedimento da aspiração da traqueostomia se necessário;
14. Promover a limpeza da borracha do aspirador, aspirando água estéril para lavar a extensão
e proteger a ponta distal da borracha;
15. Higienizar as mãos;
16. Anotar no balanço hídrico a quantidade, aspecto, cor e viscosidade da secreção, assim como
os parâmetros do ventilador.

ASPIRAÇÃO DE CÂNULA ENDOTRAQUEAL


MATERIAL A SER UTILIZADO NO PROCEDIMENTO
▪ Luva estéril;
▪ Cateter de aspiração estéril de acordo com o tamanho da cânula endotraqueal;
▪ Seringa de 10ml com água destilada ou soro fisiológico;
▪ Seringa de 1ml;
▪ Luva de procedimento para pessoa auxiliar;
▪ Estetoscópio;
▪ Borracha de aspiração;
▪ Fonte de vácuo.
ATIVIDADES DETALHADAS A SEREM DESENVOLVIDAS
1. Higienizar as mãos;
2. Realizar ausculta pulmonar avaliando ruídos respiratórios e mudanças na saturação de
oxigênio e agitação da criança;
3. Checar parâmetros do ventilador antes de iniciar a aspiração;
4. Mobilizar secreções facilitando sua remoção;
5. Selecionar o cateter de acordo com a cânula;
6. A pessoa que estiver auxiliando deverá aumentar a concentração de oxigênio a 10-20%
acima do valor que a criança estiver recebendo. Desconectar o ventilador;
7. Introduzir 3 a 5 gotas ou 0,2 ml de soro fisiológico ou água destilada e reconectar novamente;
8. Fazer ausculta pulmonar antes e após a aspiração endotraqueal;
9. A pessoa responsável pela aspiração deverá conectar o cateter de aspiração na borracha
do aspirador mantendo a esterilidade do cateter
10. Fazer a marcação do tamanho da cânula endotraqueal em fita adesiva e colar em local
visível na incubadora/ ucr.;
11. Toda vez que aspirar deve-se marcar a o cateter com nó frouxo de acordo com medida feita
previamente do tubo;
12. Calçar luva estéril;
13. Pinçar a borracha e introduzir o cateter de aspiração sem sucção tendo o cuidado de não
tocar na Carina, respeitando a marcação prévia da cânula endotraqueal;
14. Despinçar a borracha e retirar o cateter com movimentos rotativos ao mesmo tempo em que
aspirar às secreções;
15. Não ultrapassar 5 segundos;
16. Retornar o recém-nascido à ventilação mecânica;
17. Aguardar a recuperação das crianças entre as passagens do cateter de aspiração;
18. Realizar ausculta pulmonar bilateral;
19. Interromper a aspiração quando ocorrer queda significativa de saturação de oxigênio e/ou
cianose e ventilar o Recém-nascido no respirador, caso não melhore, ventilar com ambu
conectado a 5l de O2 por minuto;
20. Repetir o procedimento de aspiração da cânula endotraqueal, se necessário;
21. Após aspiração da cânula endotraqueal, proceder à aspiração da cavidade oral e nasal;
22. Promover a limpeza da borracha do aspirador aspirando água estéril para lavar a extensão;
23. Lavar as mãos;
24. Anotar no Balanço hídrico a quantidade, aspecto, cor e viscosidade da secreção, assim
como os parâmetros do respirador.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO RECÉM-NASCIDO EM PRÉ-
OPERATÓRIO GERAL
MATERIAL A SER UTILIZADO NO PROCEDIMENTO
▪ Termômetro;
▪ Luvas de procedimento;
▪ Algodão;
▪ Álcool a 70%;
▪ Lanceta;
▪ Glicosímetro;
▪ Material para acesso venoso periférico;
▪ Incubadora de transporte;
▪ Balança Digital;
▪ Ventilador mecânico, circuito estéril do ventilador;
▪ Monitor multiparâmetros;
▪ Ambú, máscara, chicote de oxigênio, fluxômetro de oxigênio;
▪ Borracha de aspiração e saída de vácuo;
▪ Material para cateterismo gástrico e saco coletor;
▪ Caneta azul ou preta.
ATIVIDADES DETALHADAS A SEREM DESENVOLVIDAS
1. Lavar as mãos;
2. Verificar os sinais vitais;
3. Pesar o recém-nascido;
4. Obter um acesso venoso periférico calibroso e pérvio;
5. Passar o cateter orogástrico e manter aberto em sifonagem, colocando a ponta do cateter
dentro de um saco coletor;
6. Colher glicemia capilar periférica;
7. Montar e testar o ventilador mecânico e as saídas de vácuo e oxigênio;
8. Acomodar o recém-nascido na incubadora de transporte e encaminhá-lo ao centro cirúrgico
junto com o prontuário do paciente;
9. Anotar no balanço hídrico e evolução de enfermagem.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• POP´s (PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO) das unidades de saúde do Brasil.
• BRASIL. Ministério da Saúde.Secretaria de Atenção à Saúde.Departamento de Ações
Programáticas e Estratégicas., Atenção à Saúde do Recém-nascido:Guia para profissionais
de saúde /Ministério da Saúde,Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações
Programáticas e Estratégicas – Brasília:Ministério da Saúde, 2011.
• MOREIRA, M.E.L. e org. O recém-nascido de alto risco: teoria e prática do cuidar. Rio de
Janeiro: Fiocruz, 2004.
• ___________. Intervenções no cuidado neuropsicomotor do prematuro: UTI-neonatal. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
• MORTON, Portaria G; FONTAINE, Dorrie K; GALLO Bárbara M. Cuidados de enfermagem:
uma abordagem holística. 8 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
• SMELTZER, S,C.: BARE,B.G. BRUNNER & SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico
Cirúrgica. 13 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015.
• NETTINA, S. M. Manual de prática de enfermagem. 10 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2016.
• TAMEZ, R.N.; SILVA, M.J.P. Enfermagem na UTI-neonatal: assistência ao recém-nascido
de alto risco. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

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