Relatório de Estágio em Marketing 2017
Relatório de Estágio em Marketing 2017
Relatório de estágio realizado sob a orientação do Professor Doutor José Guilherme Leitão Dantas,
Professor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria
ii
Resumo
iv
Abstract
The present document consists of a report that comes from the accomplishment of a
curricular internship, carried out within the scope of the internship course, which is incorporated
and a conclusive phase of the Degree in Marketing, at Instituto Politécnico de Leiria.
This document will present the activities developed during the 280 hours of work of the
curricular internship in the welcoming entity, Sucesso em Vendas- Consultoria e Formação.
Throughout this report, the activities that were developed during the internship will be
mirrored, essentially processing database, content creation and organization and event
management.
Therefore, during the internship it was used the knowledge acquired in several subjects
attended during the academic training such as Communication in Marketing, Services
Marketing, Strategic Marketing, Digital Marketing, among others. Therefore, it was thanks to
these subjects that were interconnected with the Sucesso em Vendas activity that this internship
was held.
It will also be present in terms of the theme to be developed, the subject of Marketing
Communication, since all the activities developed are interconnected in the same area. This is
an area that becomes increasingly important and required in the market, being a tool to combat
high competition and market saturation.
v
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Índice de Figuras
Figura 8 - Peso na prestação de serviços das maiores sociedades, por atividade, 2015........... 34
Figura 12 - Distribuição dos clientes, por setor, segundo proveniência, 2014 – 2015............ 37
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Lista de Siglas
BD – Base de Dados
MS – Marketing de Serviços
RP – Relações Públicas
SV – Sucesso em Vendas
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Índice
AGRADECIMENTOS .................................................................................................. I
RESUMO ................................................................................................................... III
ABSTRACT ................................................................................................................ V
ÍNDICE DE FIGURAS ............................................................................................ VII
LISTA DE SIGLAS ................................................................................................... IX
ÍNDICE ...................................................................................................................... XI
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 1
1.1 CONTEXTO DO TRABALHO ........................................................................... 1
1.2 OBJETIVO DO TRABALHO ............................................................................. 1
1.3 ESTRUTURA DO TRABALHO ......................................................................... 2
2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO ....................................................................... 5
2.1 COMUNICAÇÃO DE MARKETING ................................................................ 5
2.1.1 DEFINIÇÃO DE MARKETING ...................................................................... 5
2.1.2 DEFINIÇÃO DE COMUNICAÇÃO ................................................................ 6
2.1.3 DEFINIÇÃO COMUNICAÇÃO EM MARKETING ...................................... 6
2.1.4 MIX DE COMUNICAÇÃO.............................................................................. 7
2.1.4.1 PUBLICIDADE............................................................................................. 7
2.1.4.2 PROMOÇÃO................................................................................................. 8
2.1.4.3 RELAÇÕES PÚBLICAS ............................................................................ 10
2.1.4.4 MARKETING DIRETO.............................................................................. 12
2.1.4.5 EVENTOS, FEIRAS E EXPOSIÇÕES....................................................... 15
2.1.4.6 MERCHANDISING .................................................................................... 16
2.1.4.7 PATROCÍNIO E MECENATO .................................................................. 17
2.1.4.8 COMUNICAÇÃO DIGITAL ...................................................................... 18
3. ESTÁGIO CURRICULAR ................................................................................ 25
3.1 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA .................................................................... 25
3.2 ANÁLISE DA EMPRESA................................................................................... 31
3.2.1 ANÁLISE DO SETOR ..................................................................................... 31
3.2.2 PERSPETIVA CRÍTICA SOBRE A SV .......................................................... 39
3.3 OBJETIVOS DO ESTÁGIO E ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ................. 41
xi
3.3.1 BASE DE DADOS NO E-GOI ......................................................................... 41
3.3.2 CONTEÚDOS PARA O FACEBOOK ............................................................. 44
3.3.3 PEDDY PAPER NO PORTO ........................................................................... 44
3.3.3.1 PRÉ-EVENTO ............................................................................................... 45
3.3.3.2 REALIZAÇÃO DO EVENTO....................................................................... 48
3.3.3.3 PÓS-EVENTO ............................................................................................... 49
3.3.4 PALESTRA “TENHA RESULTADOS COMO UM LOUCO” ...................... 50
3.3.5 CURSO AS 8 ATITUDES VENCEDORAS DE UM CAMPEÃO DE VENDAS 50
3.3.6 PALESTRA DE CRIATIVIDADE – FORA DA CAIXA. DENTRO DA CAIXA 52
3.3.7. OUTRAS PEQUENAS ATIVIDADES ........................................................... 53
4. CONCLUSÃO ................................................................................................... 55
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................ 57
ANEXOS .................................................................................................................... 61
ANEXO I – MAPA DE DIVISÃO DO PAÍS POR REGIÃO ................................... 62
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1. Introdução
O marketing e os serviços estão cada vez mais interligados. O mercado está cada vez
mais saturado, a concorrência mais acesa, a disputa mais intensa e, os clientes cada vez mais
exigentes e informados. Isto expõe a clara necessidade de as empresas prestadoras de serviços
terem de evoluir, superarem-se e aperfeiçoarem-se todos os dias. As organizações devem
abandonar a ideia de que satisfazer as necessidades dos seus clientes se resume a oferecer
serviços de boa qualidade. O mundo está em constante mudança, nomeadamente graças às
novas tecnologias e à internet, e o tecido empresarial deve acompanhar a mesma.
O presente estágio curricular teve como orientador o Professor Doutor José Guilherme
Leitão Dantas, Professor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de
Leiria, e Sara Lopes, como supervisora da entidade de acolhimento.
O objetivo do trabalho que foi realizado neste estágio foi previamente definido e
planeado pela entidade de acolhimento, Sucesso em Vendas (SV). Sendo assim, este estágio
1
curricular tem como objetivo global a aplicação dos conhecimentos e competências adquiridas
ao longo do Curso da Licenciatura de Marketing, aplicando os mesmos numa vertente prática
e dando apoio à equipa da SV.
Sendo assim, evidencia-se ainda o plano de estágio predefinido e planeado pela entidade de
acolhimento juntamente com a Instituição de Ensino, consistindo este nas seguintes atividades:
Criação de conteúdos;
De acordo com o planeamento das atividades que foram desenvolvidas, as mesmas deram
aso ao desenvolvimento do tema “Comunicação de Marketing”, devido às atividades
desempenhadas se prenderem e tocarem nesse mesmo tema.
O presente relatório é composto por dois capítulos distintos que serão desenvolvidos no
desenrolar deste documento.
2
Sendo assim, o capítulo é iniciado por uma breve abordagem da definição de Marketing,
seguida de uma definição de Comunicação, concluindo com uma definição de Comunicação
em Marketing e Mix de Comunicação.
3
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4
2. Enquadramento Teórico
O tema escolhido para ser abordado e desenvolvido no presente relatório advém das
atividades desenvolvidas durante o estágio curricular em junção com o tipo de serviços
prestados pela SV. Sendo assim, o tema escolhido foi a Comunicação de Marketing.
Na prestação da sua atividade, a SV, para além de dever ter um bom relacionamento e
interação com os seus clientes e oferecer serviços de qualidade que se disponham a satisfazer
as necessidades dos mesmos, deve ter uma boa relação de comunicação com estes. A relação
de comunicação deve ser planeada e estipulada de acordo com os objetivos da empresa, com a
evolução das necessidades dos clientes e a evolução do mercado. Sendo assim, um serviço tal
como a comunicação, não deve ser estático, devendo, isso sim, acompanhar as mudanças,
evoluir e superar-se, de modo a oferecer sempre o melhor para o cliente.
6
do brand equity1.” (Kotler, 2006, p 533).
2.1.4.1 Publicidade
1
Para Aaker (1998, p. 16) “O brand equity é um conjunto de ativos e passivos ligados a uma marca, ao seu nome e ao seu
símbolo, que se somam ou se subtraem do valor proporcionado por um produto ou serviço para uma empresa e/ou consumidores
dela”, Kotler (2006, p. 271) debate sobre esta abordagem que “o poder de uma empresa está naquilo que os clientes veem,
leem, escutam, aprendem, pensam e sentem sobre ela ao longo do tempo. Noutras palavras, o poder de uma marca está na
mente de clientes reais ou potenciais e na experiência direta ou indireta com ela.”
7
A publicidade, na maior parte dos casos, não permite feedback imediato da mensagem,
devendo ser efetuada uma avaliação de como a audiência irá percecionar e responder à mesma.
(Belch & Belch, 1998)
As vantagens da publicidade passam por ser um meio de grande impacto, com grande
poder de penetração em todos os segmentos de mercado, com cobertura nacional e flexibilidade
a nível de se poder jogar com os suportes, horários e programas.
Esta variável possui como desvantagens ser um meio muito caro, exigindo orçamentos
muito elevados para alcançar algum impacto (tendo de suportar os custos dos media), ser difícil
de alcançar um target muito específico. O risco de saturação da mensagem pode obrigar a
planeamentos de longo prazo para conseguir espaços nobres e tem elevados custos de produção
em comparação com o tempo de vida útil. Mas apesar de todas as desvantagens, a publicidade
é uma ferramenta muito utilizada e que é muitas vezes confundida com o conceito de marketing.
2.1.4.2 Promoção
9
2.1.4.3 Relações públicas
Segundo Amaral (2008, p.89), “se as relações humanas são a arte de promover a
aceitação social do indivíduo pela comunidade onde vive, as relações públicas são, além de
uma arte, uma técnica para promover a aceitação social da empresa pelos seus públicos”.
As relações públicas (RP) trazem maior credibilidade para a empresa, transmitindo mais
honestidade e transparência, pois muitas vezes esta variável não é considerada pelo consumidor
como “comercial”, e acaba por aproximar e apresentar melhor a empresa ao público.
Segundo Lindon et al. (2011), considera-se que esta variável tem diferentes objetivos
conforme os tipos de público a que se destina, interno ou externo.
O público interno são os colaboradores da empresa, sendo que estes são uma peça chave
da mesma, principalmente num serviço. Os colaboradores da empresa devem ser informados
sobre as suas atividades, envolvendo-os de modo a que se sintam parte integrante da
organização. É necessário, de igual forma, gerar partilha de valores comuns e conhecimentos
entre colaboradores, de forma a fomentar um bom espírito de equipa e um excelente ambiente
de trabalho, o que irá, consequentemente, contribuir para o sucesso da instituição.
O público externo que muitas vezes é considerado (erradamente) mais importante que o
interno, tem como objetivos aumentar a credibilidade, tanto da empresa como dos seus produtos
ou serviços; estimular a força de vendas e os distribuidores; melhorar a imagem da empresa e
da sua marca; prevenir e minimizar o impacto de eventuais crises, e orientar a gestão da empresa
em função do feedback recebido dos públicos.
Sendo assim, pode-se ainda referir que a variável tem como vantagem ser uma fonte de
credibilidade, ter um baixo custo de comunicação e frequentemente gerar valor de notícia e
discussões de word-of-mouth entre os consumidores. Desta forma a empresa consegue colocar-
se na “boca do mundo”, recebendo publicidade “grátis” e, como a mesma não deriva da
comunicação da própria empresa, acaba por ser mais creditada. Enquanto desvantagens temos
a falta de controlo que esta variável tem inerente, uma vez que não é possível controlar o que é
dito, quando, onde e como. Ou seja, esta variável deve ser muito bem planeada antes de
executada, de forma a prevenir eventuais problemas ou inclusive crises.
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As ações de RP ajudam a organização a posicionar-se perante a sociedade e o meio em
que está inserida, demonstrando a sua missão, valores e crenças. Todas as relações com os
outros devem levar à definição de uma identidade própria da marca, sendo a da SV marcada
pela energia e positivismo. As ações de RP em que a SV concentra os seus esforços são nas
suas deslocações até aos seus clientes ou quando ligam para estes a questionar como estão a
correr as vendas durante aquele período de tempo. Esta ação pretende acompanhar o trabalho
que está a ser realizado e é bastante importante, pois demonstra a preocupação que a empresa
tem em acompanhar o trabalho e a evolução dos seus clientes. Um simples telefonema a
questionar os vendedores sobre como está a correr o mês, significa muito para os mesmos, pois
transmite confiança e preocupação com o seu trabalho, o que lhes dá motivação.
Estas ações devem ser estrategicamente pensadas e planeadas, pois não só permitem a
abertura de canais de comunicação entre a organização e os públicos, mas também muito mais
que isso. As ações de RP buscam alcançar a confiança mútua, construindo uma imagem credível
e valorizando a dimensão social da organização em causa. Considera-se por isso que as ações
de RP devem ser melhor trabalhadas. Sugere-se que realizem alguns anúncios de imprensa,
podendo começar pelos media mais acessíveis como os jornais, e aí divulgar a empresa e até as
suas formações, repassando informações de interesse ao público, visando atrair a atenção sobre
a organização e os seus serviços.
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encontrar a realizar a modalidade de consultoria e treino contínuo, esta relação não acabe
quando o programa terminar, mas sim, que continue a existir.
Por último, uma outra forma de realizar ações de RP é através de apoio e doação de
tempo e dinheiro a obras de caridade.
O Marketing Direto é uma variável que tenta comunicar com o público de uma forma
interativa, recorrendo a um ou mais tipos de media para produzir um efeito mensurável no
tempo e espaço (Kotler, 2003).
Esta variável tem como objetivos identificar, conquistar e fidelizar. O marketing direto
passa por um método que se baseia essencialmente em registos individuais dos consumidores,
que constam numa BD, e a partir dessa é realizada uma análise, um planeamento e uma
implementação dos programas de marketing e respetivos controlos dos mesmos (Tapp, 2005).
Com o uso das bases de dados confere ao marketing a vantagem de poder focalizar-se mais nas
especificidades dos clientes ou na criação e potencialização de uma relação, agregando a isto a
possibilidade de ter uma oferta mais personalizada.
O marketing direto tem como vantagens ter a capacidade de ser seletivo e focalizar-se
em segmentos de consumidores específicos, mas ao mesmo tempo criar mensagens
customizadas para eles, facilitando a medição da eficácia destes meios. No entanto, esta variável
provoca uma sensação de “bombardeamento” no consumidor, uma vez que graças ao envio em
massa o cliente é bombardeado com e-mails, mensagens e, telefonemas e por esse motivo fica
menos recetível, ou seja, passa a ignorar o conteúdo enviado. A esta desvantagem liga-se o
conceito de permission marketing, que estuda o acontecimento em que o cliente ignora a
publicidade e outros meios de contacto, sendo assim mediante a permissão do cliente (cedendo
o e-mail), e em troca de benefícios específicos (como descontos por exemplo), o cliente aceita
ser contactado e receber as informações estando mais recetivo a este tipo de contacto. Ao insistir
no envio de e-mails, sem a permissão do cliente para o mesmo, a empresa perde a preferência
do cliente e, consequentemente, diminui a sua reputação.
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O marketing direto pode ser praticado de várias formas:
2 Esta é considerada por muitos autores como uma variável de comunicação digital.
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trabalhada pela empresa. A variável online marketing é considerada por muitos autores como
E-Marketing, nomeadamente e-mail marketing.
Esta variável tem como vantagens estabelecer um contacto direto com os clientes e
potenciais clientes, uma exposição direta e face-to-face, e a possibilidade de tirar quaisquer
dúvidas sobre o produto ou serviço, aumentando assim a credibilidade da empresa. No entanto,
tem como desvantagens possuir elevados custos para a ocupação dos espaços, bem como em
materiais.
3 Esta é considerada por muitos autores como uma variável de comunicação digital.
4
Brakus et al. (2009) definem brand experience como o conjunto de estímulos positivos gerados pela marca, que são capazes
de criar sensações, sentimentos e respostas comportamentais face à identidade, packaging, comunicação e ambientes da marca.
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Os eventos têm uma grande capacidade de valorizar, reforçar, divulgar e tornar a marca
mais conhecida entre o público. Os eventos que a SV realiza são maioritariamente formações,
e as mesmas criam uma brand experience marcada pelo entusiasmo, energia e positivismo
proporcionado pelos palestrantes. Considera-se, no entanto, que a SV poderia alargar o seu
portfólio de eventos participando em feiras e exposições da área, de forma a angariar mais
contactos, bem como a organização de eventos com os seus clientes, de modo a fomentar a
união e a fortalecer o relacionamento. A nível comercial poderiam ainda organizar (ou inclusive
participar) em convenções, workshops, feiras, exposições, fóruns e seminários.
2.1.4.6 Merchandising
O merchandising tem como vantagens permitir a divulgação da marca, sendo uma forma
de publicidade junto dos potenciais clientes e este conceito pode ser aplicado a outras atividades
para além das lojas em si, como feiras ou exposições. Sendo o merchandising mais aplicado a
produtos e não propriamente a serviços, a SV poderia utilizar esta variável na realização de uma
feira ou exposição. Esta variável tem, no entanto, como desvantagens ter elevados custos,
podendo gerar muitas vezes acumulação de stock se os produtos não forem bem aceites pelos
clientes, e não permite controlar o feedback relativamente ao merchandising disponibilizado.
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2.1.4.7 Patrocínio e Mecenato
A SV não trabalha esta variável, no entanto considera-se que seria importante, uma vez
que esta iria aumentar a sua notoriedade, bem como melhorar a sua imagem corporativa. A SV
deve tornar-se socialmente responsável e ativa, fazendo contribuições em áreas onde existam
vantagens, para isso deve existir um planeamento, execução e avaliação baseando-se nos
objetivos da empresa. Trabalhando esta variável será uma forma de partilhar os valores e
atitudes da organização com o seu público. Falando mais propriamente do patrocínio, este pode
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ser ligado ao patrocínio de eventos, sendo este considerado o que desperta mais interesse nos
meios de comunicação e no público em geral. No entanto, o mesmo pode ser concedido a uma
pessoa (artista ou atleta), a uma instituição (grupo ou instituição cultural) ou a uma equipa.
“A Cisco estima que 80% de todo o tráfego de internet do consumidor será, até 2020, o
vídeo, mas essa não é a única comunicação visual que os clientes exigem - 91% dos
compradores preferem conteúdo interativo e visual ao invés da media tradicional (leitura: texto
e estática)” (McCoy, 2017).
● Sites Próprios, são zonas de comunicação próprias das marcas onde é apresentada a
empresa, os seus produtos ou serviços e ainda se interage com o público.
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A existência e a dinamização do site oficial da marca é de extrema importância, pois
este é a “cara” da marca online devendo, portanto, representar os seus valores e a sua
personalidade assim como ter informação relevante sobre a empresa e os seus produtos ou
serviços. A SV tem o seu site oficial, no entanto considera-se que peca na medida em que
transmite demasiada informação e não transmite quaisquer valores e personalidade da marca.
Este é de elevada importância pois é aqui que muitas vezes os possíveis consumidores irão
conhecer o seu serviço e tomar a decisão de contacto. A decisão de compra pode e deve ser
moldada através de uma boa experiência no site. É essencial que este seja apelativo, intuitivo à
navegação e que transmita informações relevantes, tem de ser agradável à visualização e
consequentemente aumentar a conversão.
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Figura 1 - Posição da SV nos motores de busca
A otimização de conteúdos para os motores de busca, é uma das ações mais importantes
no âmbito da comunicação digital, uma vez que permite aumentar a visibilidade de um site nas
pesquisas orgânicas (naturais) de um motor de pesquisa, aumentando assim o seu número de
visitas qualificadas.
Realizar um destes softwares poderia ser interessante, uma vez que os clientes da SV
são todos pessoas que trabalham com computadores. Este poderia ser desenvolvido como um
brinde oferta para os clientes, para estes o utilizarem enquanto branded desktop applications.
● Podcastings são séries de conteúdos áudio e vídeo digitais subscritos para download
e reprodução posterior em leitores portáteis, que podem suportar, além dos conteúdos base
(música, notícias, etc.), spots publicitários específicos.
Considera-se interessante este conceito, sendo que poderia ser mais relevante para a SV
numa vertente de conteúdo áudio ou vídeo, uma vez que poderia ser realizado com o intuito de
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dar dicas e conselhos às equipas comerciais, ou seja, pequenos excertos que os comerciais
poderiam ouvir sem ter de abdicar muito do seu tempo.
Este conceito já foi falado acima no marketing direto e encontra-se interligado com a
variável E-Marketing, mais propriamente E-mail Marketing. A SV pratica a vertente do E-mail
Marketing, não considerando ainda o conceito de permission marketing, possuindo uma BD na
plataforma E-goi e enviando e-mails para os seus contactos.
As redes sociais como o Twitter, Facebook, Youtube, entre outras, devido à sua adesão
tornaram-se um meio de publicidade, bem como um meio que permite a realização de
comunicação cada vez mais profissional das marcas, produtos ou serviços para com o seu
público. As redes sociais permitem às marcas tornarem-se aos olhos do público, mais que
empresas que procuram apenas vender, mas antes quase que um “amigo” com quem se ligam e
recebem conteúdos interessantes, para além dos seus produtos ou serviços. A SV possui
Facebook (https://www.facebook.com/SucessoEmVendasPortugal/?ref=br_rs), Youtube
(https://www.youtube.com/user/sucessovendaspt) e Linkedin
(https://www.linkedin.com/company-beta/807428/), com 7662 seguidores, 649 subscritores e
1662 seguidores respetivamente. Apesar de os números à primeira vista parecerem bons, ao
analisarmos as métricas de interação com o público, verificamos que a mesma é muito baixa.
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As métricas mais frequentemente analisadas são a taxa de conversão (que é o número de
comentários por publicação), a taxa de amplificação (que é número de partilhas) e a taxa de
aclamação (que é o número de likes). Ao analisarmos por exemplo o último post do Facebook
este foi no dia 26 de junho e teve 7 likes, 0 comentários e 0 partilhas (consultado a 2 de julho).
O último vídeo publicado no Youtube foi há 3 meses e teve 2 likes, 0 comentários e 0 partilhas
(consultado a 2 de julho). Por fim, ao observarmos o Linkedin a última publicação foi a 26 de
junho e teve 1 like, 0 comentários e 0 partilhas (consultado a 2 de julho). Para a dinamização
destes meios, sugere-se a criação de passatempos e inclusive a utilização de aplicações de
promoção no caso do Facebook. No caso do Youtube sugere-se ainda que partilhem conteúdos
mais regularmente e com melhor qualidade de vídeo.
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● E-mail Marketing, compreende o envio direto de uma mensagem comercial através
de e-mail. Cada e-mail enviado a um potencial ou atual cliente pode ser considerado e-mail
marketing.
Esta variável é bastante trabalhada pela SV, e o seu propósito é construir lealdade,
confiança ou branding, através da ampliação do relacionamento da empresa com os seus atuais,
antigos ou futuros clientes, de modo a encorajar a lealdade e a repetição de negócios, adquirindo
novos clientes ou convencendo atuais a fechar o negócio. Esta variável em comparação com
outras formas de Marketing Digital, é considerada a de custos mais reduzidos, no entanto, é
comumente compreendida pelos destinatários como invasiva e irritante, especialmente para
novos ou potenciais clientes.
● Links patrocinados, são anúncios de texto anexos aos resultados naturais de uma
pesquisa e exibidos nas páginas de busca como o Google.
Esta é uma boa forma da SV aproveitar a grande vantagem dos links patrocinados e usá-
los de forma a direcionar o link patrocinado para dar resposta à busca dos consumidores. Esta
é uma variável que ajudaria a atrair visitantes qualificados e despertar interesse para direcionar
para o seu site.
● Campanhas de PPC, são campanhas altamente segmentadas e que são “pagas por
clique” (Pay Per Click), ou seja, só quando o consumidor clica nelas é que gera um custo.
Estas campanhas permitem rápidos resultados e uma vez que são campanhas altamente
segmentadas e que só aparecem quando as pessoas pesquisam as keywords colocadas na
campanha, permitem a obtenção de leads qualificados. Esta segmentação faz com que as
pessoas que clicam na campanha sejam pessoas que revelam interesse pelo serviços que temos
a oferecer, sendo por isso um público muito mais qualificado e propenso à compra. As
principais plataformas que a SV pode utilizar são o Google Adwords e o Facebook Ads. Estas
campanhas permitem um investimento eficaz, uma vez que apenas é cobrado o valor por cada
clique e, portanto, é considerado uma forma de conseguir resultados rápidos a um custo baixo.
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3. Estágio Curricular
A Sucesso em Vendas é uma empresa de consultoria e formação. Esta empresa faz parte
do Grupo MULTIPRIME, trabalhando há 30 anos na implementação de processos de treino
contínuo e projetos pontuais, proporcionando melhorias na produtividade da força de vendas
em pequenas, médias e grandes empresas.
A SV foi fundada originalmente em 1987 no Brasil, e após Pedro Ruivo (Diretor Geral
e CEO da Sucesso em Vendas Portugal) trabalhar com a equipa brasileira, este apaixonou-se
pelo projeto. Sendo assim, em 2006 Pedro Ruivo fundou em Portugal, a Sucesso em Vendas
Portugal. A empresa classifica-se como pertencente ao setor terciário, de prestação de serviços,
nomeadamente no setor de consultoria e formação, com o CAE - 70220 – Outras atividades de
consultoria para os negócios e a gestão.
Pedro Ruivo é Diretor geral, diretor executivo, CEO, CECS - Chief Executive of crazy
sales (Diretor Executivo de vendas loucas), consultor e palestrante da SV. Este é Licenciado
em Gestão de Empresas pelo ISLA e Pós-Graduado em Marketing pelo IPAM, conta com mais
de 20 anos de experiência em treinar e desenvolver equipas de vendas em Portugal, Espanha,
5
Fonte: http://listings.findthecompany.com/l/230299241/Sucesso-Em-Vendas-Formacao-E-Consultoria-Lda-in-
Leiria-Portugal
25
Inglaterra e Brasil. E em 2009 foi finalista do prémio da ISCTE Business School para a pessoa
mais motivadora de Portugal, na categoria Top Management.
Sara Lopes é consultora e palestrante, bem como CEMS - Chief executive of method
Sales (Presidente executivo do método Vendas). Licenciada em Gestão de Empresas e Mestre
em Negócios Internacionais pela ESTG, contando com experiência no mercado brasileiro, está
na SV desde 2013.
"A missão é um tipo particular de objetivo, normalmente definida como objetivo geral.
A missão indica o papel ou função que a organização pretende cumprir na sociedade e o tipo
de negócio no qual pretende concentrar-se" (Maximiano, 2000, P. 186) A Missão da SV é
“Alavancar os indicadores comerciais dos nossos clientes, aperfeiçoando processos e
desenvolvendo pessoas com o emprego intensivo de tecnologia “.
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Já a visão da SV, como a de qualquer outra organização, tem em vista responder às
seguintes perguntas: "O que nos queremos tornar?" e "Como vemos a nossa organização no
futuro?" (Ferrel & Hartline, 2005, p. 91). Sendo assim, a Visão da SV é “Ser reconhecida como
a melhor empresa de treinamento de vendas em Portugal”.
O método de trabalho utilizado pela SV, foi testado em centenas de empresas no Brasil
e em Portugal, gerando sistematicamente crescimentos na ordem dos 2 dígitos. Este pode ser
implementado nas empresas através de duas modalidades, projetos pontuais ou programas de
consultoria e treino contínuo.
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● A 3ª fase compreende a construção do método de vendas, ou seja, a construção,
juntamente com a equipa, de um método detalhado do seu processo de venda, seguindo a
metodologia “A Ponte”. Este método do processo de vendas irá consistir num documento em
que é descrito o que se deve fazer para cada etapa da venda. Ou seja, é feita uma descrição do
planeamento que deve ser feito antes de estar com o cliente, uma descrição da venda consistindo
em todos os momentos de contacto com o cliente e o pós-venda;
● A 4ª fase consta na capacitação dos vendedores e dos líderes, através do treino das
equipas comerciais (utilizando estas o novo método), e o treino dos responsáveis de equipas de
vendas para que se tornem líderes treinadores. Deste modo pretende-se que o know-how e as
boas práticas fiquem na empresa, que se crie uma cultura de treino contínuo e de melhoria dos
resultados;
Esta primeira ferramenta que foi mencionada (figura 2) consiste em criar uma ponte entre
a empresa e o cliente, sendo esta apoiada em 6 pilares. Com a metodologia da Ponte é
transmitido à empresa:
28
O que o cliente ganha com o produto ou serviço;
Como chegar ao objetivo de fechar a venda, e fidelizar os clientes.
29
Por último, temos a Metodologia Líder Treinador, que permite treinar os responsáveis
das equipas de venda de forma a torná-los uns verdadeiros líderes, sendo estes um elemento
fundamental para a motivação das equipas. De acordo com o método da SV, os Líderes têm de
dominar 6 tipos de Gestões (Figura 4) que se baseiam em 6 tipos de capacidades. A Gestão da
Mudança, que consiste na capacidade de criar condições para haver inovação e mudança nas
equipas; a Gestão da Motivação, que consiste na capacidade de criar os estímulos que vão
motivar a equipa; a Gestão do Método que consiste na capacidade de desenvolver na sua equipa
o domínio das técnicas de vendas; a Gestão do Conhecimento, que é a capacidade de aprimorar
na equipa o conhecimento de produtos e serviços: a Gestão de Resultados, que consiste na
capacidade de interpretar os indicadores de desempenho da equipa; e por último a Gestão do
Tempo, que consiste na capacidade de organizar e planear ações , focando o seu tempo na
produtividade da equipa.
30
3.2 Análise da empresa
A análise da empresa que vai ser realizada, irá ser composta por uma análise do setor
em que a SV se encontra e uma análise crítica sobre a SV, a mesma irá prender-se nas lacunas
e qualidades da mesma.
31
Figura 5 - Principais indicadores económicos
32
Ao estudarmos a “Distribuição da prestação de serviços, segundo a atividade, 2014 –
2015” (Figura 7) podemos verificar que o setor com maior peso foi a “Contabilidade, auditoria
e consultoria” com 29,2% (-0,5 p.p.). Podemos ainda observar que dentro do setor
anteriormente referido, a atividade com maior peso são os “Serviços de consultoria em gestão
de empresas” que apesar de reduzir 0.6 p.p do seu peso relativo na prestação de serviços tem
no conjunto das atividades dos SPE 17,5% do valor total dos serviços prestados em 2015.
Tendo em conta o “Peso na prestação de serviços das maiores sociedades, por atividade,
2015” (Figura 8) verificamos que o CAE 70220 - Outras atividades de consultoria para os
33
negócios e a gestão (o CAE da SV) é o 1º do ranking tendo o maior peso no total da prestação
de serviços com 2 456 382 € e sendo o 2º CAE com o maior número total das sociedades. Em
comparação com os outros CAE’s está em 15º lugar no que toca ao Peso das 5 maiores
sociedades com esta atividade.
Figura 8 - Peso na prestação de serviços das maiores sociedades, por atividade, 2015
34
Figura 9 - Distribuição da prestação de serviços, segundo os principais produtos (CPA)
35
Ao examinarmos a “Distribuição dos clientes por setor, segundo o tipo de mercado,
2014 – 2015” (Figura 11) verificamos que o setor da “Contabilidade, auditoria e consultoria”
teve uma perca do seu peso relativo de 0,3 p.p a nível do mercado nacional, que o peso relativo
do mercado da União Europeia aumentou 0,7 p.p na união europeia e que o peso na exportação
para países terceiros desceu 0,4 p.p., e é de assinalar o crescimento mais direcionado para o
mercado da União Europeia e uma perda a nível do mercado doméstico e na exportação para
terceiros.
36
Figura 12 - Distribuição dos clientes, por setor, segundo proveniência, 2014 – 2015
Esta segunda parte da análise do setor consistirá na observação de uma figura sobre a
“Distribuição de empresas de outras atividades de consultoria para os negócios e a gestão, em
atividade em Portugal, por distrito”, tendo sido este elaborado no site Racius que elabora um
conjunto de relatórios sobre empresas. Ao estudarmos a seguinte figura onde apresenta as
estatísticas anuais de empresas por CAE, podemos observar que com o CAE 70220 - Outras
atividades de consultoria para os negócios e a gestão – existem 18.645 empresas em atividade
em Portugal, (Figura 13) sendo que se concentram na sua maioria em Lisboa (8.679). Leiria por
sua vez (sendo este a localização da SV) ocupa o 8º lugar relativamente ao distrito com mais
empresas na área de consultoria para os negócios e a gestão, com 543 empresas.
Figura 13 - Distribuição de empresas de outras atividades de consultoria para os negócios e a gestão, em atividade em
Portugal, por distrito
37
Ao analisarmos os dados anteriores estes exibiram de forma resumida a situação do
sector da consultoria em Portugal. A “Contabilidade, auditoria e consultoria” é a SPE com
maior peso a nível da atividade principal, tem o maior peso nos SPE segundo a atividade
prestada de 2014 a 2015 e por sua vez a atividade com maior peso são os “Serviços de
consultoria em gestão de empresas”.
Na “Distribuição dos clientes por setor, segundo o tipo de mercado, 2014 – 2015”
verificamos que o setor da “Contabilidade, auditoria e consultoria” assinalou um crescimento
mais direcionado para o mercado da União Europeia e uma perda a nível do mercado doméstico
e na exportação para terceiros. Este acontecimento pode dever-se ao facto de que, com a crise
que tem afetado Portugal, o mercado da consultoria poderá ter encontrado como escape e cliente
alternativo as empresas pertencentes à União Europeia.
38
Na “Distribuição dos clientes, por setor, segundo a proveniência, 2014 – 2015” o setor
da “Contabilidade, auditoria e consultoria” é o 2º setor com o maior número de quotas derivadas
de empresa privadas, tendo assinalado ainda um decréscimo relativamente às empresas públicas
e os consumidores finais. Através destes números podemos verificar que é muito mais vantajoso
focar a comunicação para as empresas privadas, do que para os consumidores finais e empresas
públicas.
O presente ponto consistirá numa análise crítica sobre a SV, tendo como objetivo
evidenciar lacunas e qualidades que tenham sido detetadas durante o contacto com a empresa.
Qualidades:
39
Lacunas:
● As variáveis do mix de comunicação são bastantes, sendo que a SV aposta apenas nas
promoções em formações, nas ações de RP aquando as deslocações até aos seus clientes e
ligações telefónicas ou de Skype com estes; no marketing direto, nomeadamente no Face-to-
face selling (reuniões presenciais com os clientes) e no Online marketing (envio de e-mails
através da BD no E-goi) e nos eventos, feiras e exposições, através da realização de eventos
essencialmente formações. Havendo tantas variáveis, e podendo estas ser exploradas de melhor
forma, considera-se de elevada importância a realização de um plano de marketing. Lambin
40
(2000) destaca a elevada importância e as imensas vantagens que traz um planeamento e os
planos estratégicos e de marketing. Um plano de marketing envolve todos os elementos de
marketing como a análise, o desenvolvimento de uma estratégia e a implementação do
marketing mix. Para Westwood (1996), um plano de marketing é como um mapa que mostra à
empresa para onde vai e o que irá fazer para chegar lá. Este plano de ação é como um documento
escrito, é usado como uma ferramenta de comunicação que combina todos os elementos do
composto mercadológico num plano de ação coordenado. Este estabelecerá quem fará o quê,
quando, onde e como, para atingir as suas finalidades. Sendo assim, sugere-se a realização de
um plano de marketing, bem como a sua implementação.
Esta foi a primeira tarefa no primeiro dia na SV. A colega de estágio Joana Baptista
transmitiu algumas informações que o Pedro Ruivo e a Sara Lopes lhe tinham passado para
transmitir. Sendo assim, após isto, foi delegada a tarefa de completar a BD da SV.
A Sucesso em Venda possui uma BD para assim conseguir angariar mais clientes e
estabelecer com eles uma relação mais próxima, praticando um marketing direto. O marketing
direto que pretendem realizar irá basear-se o e-mail marketing, nomeadamente através da
utilização da plataforma E-goi.
41
A BD que a SV possui encontra-se na plataforma online E-goi contendo várias listas.
No entanto, a SV pretende juntar todos os contactos numa só lista, denominada de “Lista 41”.
A mesma encontra-se incompleta, pelo que o trabalho numa primeira fase consistiu em
complementá-la.
Para realizar a tarefa de completar a BD, existia como base a informação sobre e-mail
da empresa ou pessoa. A partir do mesmo realizava-se uma pesquisa e assim descobria-se a
informação em falta, sendo ela: “59 – Empresa” (Nome da empresa), “84 – Zona País” 6(Centro,
Norte, Sul) e “95 – Distrito”.
Após a realização da segmentação continuavam a aparecer e-mails aos quais não tinha
sido preenchida a informação em falta, mas que a mesma não seria possível de completar.
Nomeadamente os seguintes casos: e-mails pessoais e empresas que estão fora da área do
mercado alvo (Portugal Continental).
6 Zona País- A divisão do País foi feita a partir de uma segmentação que me foi previamente cedida, encontrando-se a
mesma em anexo.
42
Figura 14 - Segmentação E-goi 1
Esta foi uma atividade realizada durante bastante tempo devido à elevada dimensão da
BD. Para além desta tarefa, numa segunda fase, foi também incumbida a tarefa de adicionar
contactos à BD, contactos estes que foram conseguidos através de sugestão por parte dos
clientes, ou novos contactos angariados pelo Pedro Ruivo e pela Sara Lopes.
43
3.3.2 Conteúdos para o Facebook
A SV possui como rede social o Facebook pelo que uma das atividades passou pelo
desenvolvimento de conteúdos para o mesmo. Os conteúdos que a empresa pediu que fossem
desenvolvidos foram os seguintes:
● Conteúdo 1 - imagens com frases do livro que o Pedro Ruivo escreveu e irá
lançar. Nesta tarefa foram aplicados conhecimentos de Photoshop, de forma a
explorar as imagens, de modo a que estas ilustrassem as frases (tal como foi
pedido). (Figura 16 e 17)
● Conteúdo 2 - vídeos sobre a temática da liderança, motivação, estratégia, vendas,
produtividade, gestão de tempo e trabalho em equipa e pesquisa sobre a
plataforma TED.
44
3.3.3.1 Pré-evento
De modo a planear todo o Peddy Paper e a sua duração, foi realizada uma pesquisa
sobre todos os horários de metro bem como as estações, linhas, percursos e custos. Os horários
seriam entre as 9h 30m e as 11h 30m, que fizessem a ligação entre a Rua Alfredo Cunha (situada
em Matosinhos) e a Rua das Flores (situada no centro histórico do Porto) de modo a que os
colaboradores conseguissem deslocar-se da sede para o centro histórico do Porto e o trajeto
contrário entre as 16h e as 18h, de modo a que os participantes, no fim do Peddy Paper (e de
algumas outras atividades que se irão seguir a este), possam voltar para a sede da OMR.
De forma a conhecer as ruas e locais por onde os participantes iram passar, tornando o
Peddy Paper coerente e fácil de seguir foi realizado um reconhecimento do percurso. Durante
o mesmo foram descritas todas as indicações de por onde seguir e de que pontos deveriam ter
como referência, como por exemplo, edifícios, loja, estátuas, entre outros. Ao longo do percurso
foram verificadas se as perguntas anteriormente planeadas podiam ser respondidas no local,
sendo que as mesmas só seriam realizadas se existisse no local uma placa ou algo que forneça
essa informação.
Numa reunião com o Pedro Ruivo este solicitou a inclusão no Peddy Paper de perguntas
sobre a OMR, nomeadamente sobre posts que foram realizados nas redes sociais, e sobre a SV,
45
nomeadamente sobre as ferramentas metodológicas como A Ponte, as 8 Atitudes Vencedoras,
entre outros. Este determinou ainda que seria importante a criação de alguns desafios, adivinhas,
atividades de interação entre membros das equipas e com estranhos, de modo a tornar o Peddy
Paper mais interativo e entusiasmante.
De modo a dividir de forma coerente os vários tipos de conteúdos pelos percursos entre
os pontos históricos foi realizado um esquema (Figura 18), que consistia na planificação de que
elementos e atividades iriam ocorrer entre cada ponto turístico, de modo a que a quantidade e
tempo necessário para que fossem realizáveis fosse proporcional à duração do trajeto.
O Pedro Ruivo e a Sara mais tarde refizeram o percurso com o Peddy Paper já realizado
e depararam-se com algumas situações. Eles aperceberam-se que muitos dos conteúdos que
foram pedidos para serem incluídos inicialmente não se justificavam, tornando o Peddy Paper
demasiado complexo. Sendo assim, eles incluíram ainda outras perguntas no Peddy Paper e
decidiram retirar outras, de modo a que eu pudesse refazer o Peddy Paper de acordo com as
novas informações e sugestões.
De forma a fazer face às necessidades foram realizadas duas versões do Peddy Paper,
em que uma seria destinada à correção das perguntas, e outra seria destinada aos participantes,
46
tendo assim caraterísticas completamente diferentes uma da outra. Foram realizados ainda
outros materiais necessários para o Peddy Paper, nomeadamente:
Pin’s identificativos das várias equipas que iriam realizar o Peddy Paper (de 1 a 10, cada
uma com 5 elementos) (Figura 19);
Diplomas para as classificações das equipas (Figura 20), bem como classificações para
melhores vendedores (Figura 21), as lojas que alcançaram mais vezes os objetivos (Figura
22), entre outros;
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Figura 21 - Diploma melhor vendedor
Desafios, que seriam realizados como dinâmicas durante o dia do Peddy Paper (Figura 23);
Figura 23 - Desafio 1
Chegado o dia 10 de junho, dia da realização do Peddy Paper, o ponto de encontro foi na
estação de comboio de São Bento, e aí tinham sido preparadas as listas com as várias equipas e
48
os seus elementos. Aquando a chegada das pessoas era-lhes indicada a sua equipa, entregavam-
lhe um pin autocolante para identificar a sua equipa, e ficavam com o contacto do representante
do grupo, caso fosse necessário algo.
O Peddy Paper ocorreu sem qualquer problema, no final deste ocorreu um almoço de
piquenique, enquanto era corrigido o Peddy Paper. No fim do almoço foi realizado um karaoke,
em que cada equipa tinha de modificar a musica “Conquistador” de Da Vinci e cantá-la. No
karaoke eram avaliados os seguintes critérios: a letra, a musicalidade e a coreografia.
A pontuação era dada por um representante de cada equipa, e depois enquanto os pontos
eram contados e somados aos do Peddy Paper, foram feitos desafios. Esta atividade intitulada
de “Boas Práticas de Vendas OMR” consistia em desafios que iriam trazer um pouco do dia-a-
dia da OMR e do conceito de vender melhor, como por exemplo “Quais são as 5
inovações/frases/perguntas que podemos fazer quando estamos com o nosso cliente para vender
mais campanhas do 2º par?”, “Quais são as 5 inovações/frases/perguntas que podemos fazer
quando estamos com o nosso cliente para fazer maiores vendas acima de 1.000€?” e “Quais são
as 5 inovações/frases/perguntas que podemos fazer ao telefone para termos mais sucesso,
quando ligamos a quem já fez consulta a mais de 2 anos?”.
3.3.3.3 Pós-evento
Após a realização do evento, foram realizadas posts com as fotos e vídeos captados
durante o evento (isto no próprio dia). No dia seguinte foi realizado um vídeo que juntava todas
as fotos que foram tiradas do evento, e de seguida dois vídeos, um com a junção dos vídeos do
karaoke (“I Festival da Canção OMR”) e outro com a junção dos vídeos dos desafios (“Boas
Práticas de Vendas OMR”).
49
3.3.4 Palestra “Tenha Resultados como um louco”
A Palestra “Tenha resultados como um louco” foi realizada no passado dia 5 de maio
em Lisboa, para uma equipa de 250 colaboradores da Remax Vantagem. Pedro Ruivo consultor
e palestrante da SV, realizou a mesma e definiu a tarefa de tirar fotografias que tinham como
finalidade serem posts para o Facebook, e tomar algumas notas para realizar de seguida uma
notícia sobre a mesma. Após a definição desta tarefa, foi sugerido ainda efetuar algumas
filmagens de forma a tentar realizar um vídeo promocional da palestra.
No final da palestra, houve uma Senhora que deu algum feedback ao Pedro, e um deles
seria com o intuito de melhorar os power points, pois o que fora apresentado tinha alguns erros
ortográficos. Sendo assim, foi incumbida também a tarefa de correção desse e de todos os outros
power-points.
A primeira tarefa realizada foi o vídeo, sendo este realizado no Premiere. Foi efetuada
a junção de vários excertos dos vídeos, com algumas palavras chave, com inspiração em vídeos
da concorrência e da própria SV. O mesmo tinha como intuito ser um vídeo promocional da
palestra, tendo no máximo 1:50 minutos.
A segunda tarefa realizada foi a notícia, sendo esta breve e concisa, acompanhando a
mesma de 3 fotografias que foram trabalhadas e melhoradas no Photoshop.
Por último, foi realizada a tarefa de corrigir o Power Point, verificando erros
ortográficos e melhorando algumas frases, anotando sempre quaisquer alterações efetuadas, de
modo a que as mesmas fossem mais tarde analisadas pelos chefes para estes darem o seu aval.
50
teve como objetivo dar a oportunidade a todos os clientes e/ou potenciais clientes de
frequentarem este curso.
O curso “As 8 Atitudes Vencedora” trata do tema motivação e vendas, dando ênfase às
8 atitudes vencedoras que os campeões de vendas têm em comum. Essas mesmas atitudes foram
explicadas acima na apresentação da empresa, nomeadamente na metodologia de trabalho da
SV.
As atividades aquando estes, consistiram em, com alguma antecedência, preparar todo
o material necessário para o curso, como por exemplo os cadernos de atividades, as folhas de
51
avaliação da satisfação dos clientes, o material essencial às dinâmicas, correção de Power
Points e a limpeza dos cartões da máquina fotográfica e de vídeo
Nos dias dos Cursos juntamente com colegas de estágio, eram preparadas as salas do
curso de modo a que todas as pessoas conseguissem ver do seu lugar a palestra, distribuídos
cadernos das metodologias, folhas para as pessoas colocarem os seus nomes (para assim criar
uma relação de maior proximidade com o palestrante) e preparados todos os materiais didáticos
e informáticos.
Passado algum tempo esta atividade foi retomada sendo, desta vez, a função, encontrar
um vídeo que ilustrasse os sintomas que os vírus causam num vendedor.
Após a palestra foi convertido o desafio da vela do Marcos Piangers numa dinâmica de
criatividade, de modo a explicar a mesma de uma forma fácil, através de um Power Point
(Figura 24).
52
Figura 24 - Power Point Dinâmica da Vela
Por último, foi observada a palestra (gravada em vídeo) e preparado um Power Point
igual ao do Marcos Piangers com notas que resumissem o que este dizia em cada diapositivo
(Figura 25).
Realização de depósitos;
53
Enviar documentos e encomendas pelo correio;
Realizar telefonemas;
Contactar colaboradores;
54
4. Conclusão
O futuro que se aproxima será um desafio, tal como foi este estágio que, apesar de por
vezes proporcionar a sensação de incerteza e receio, permitiu a revelação de capacidades ainda
não descobertas, proporcionando a oportunidade de fazer face às dificuldades e ultrapassar
todos os desafios impostos. Esta unidade curricular, que se apresenta como fase conclusiva da
Licenciatura em Marketing, permitiu o observar o dia-a-dia de uma consultora de negócios e
gestão, sendo esta a atividade com maior peso no mercado de PSE.
Conclui-se assim que, através deste tema e deste relatório, os objetivos estabelecidos
foram concretizados, obtendo-se um balanço positivo sobre as aprendizagens aplicadas e
exploradas e sobre o trabalho desenvolvido ao longo do estágio, originando, consequentemente,
uma experiência boa e extremamente vantajosa.
56
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Tapp, A. (2005). Principles of direct and database marketing. New Jersey: Pearson Prentice
Hall.
60
Anexos
61
Anexo I – Mapa de divisão do país por região
62