0% acharam este documento útil (0 voto)
117 visualizações55 páginas

HIV/AIDS: Epidemiologia e Tratamento

O documento aborda a epidemiologia, transmissão, diagnóstico e tratamento do HIV/AIDS, destacando a prevalência no Brasil e as infecções oportunistas associadas. A profilaxia pré e pós-exposição é discutida, assim como a importância do acompanhamento clínico e a adesão ao tratamento antirretroviral. Informações sobre a história natural da doença e os sintomas também são apresentadas.

Enviado por

getdogg00
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
117 visualizações55 páginas

HIV/AIDS: Epidemiologia e Tratamento

O documento aborda a epidemiologia, transmissão, diagnóstico e tratamento do HIV/AIDS, destacando a prevalência no Brasil e as infecções oportunistas associadas. A profilaxia pré e pós-exposição é discutida, assim como a importância do acompanhamento clínico e a adesão ao tratamento antirretroviral. Informações sobre a história natural da doença e os sintomas também são apresentadas.

Enviado por

getdogg00
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

HIV / AIDS

Prof. Ricardo Luiz Fontes Moreira


OBJETIVOS

Epidemiologia e história natural (CD4/CV)


Abordagem inicial do HIV
Infecções oportunistas mais comuns e tratamento
Profilaxia pré exposição e pós exposição
ETIOLOGIA
• RNA vírus → dependente DNA para
replicação
• HIV-1 e HIV-2 (raramente encontrado no
Brasil)
• Diferença HIV e AIDS
A PREVALÊNCIA DO
HIV/AIDS É IGUAL EM TODO
O MUNDO?

O NÚMERO DE NOVOS
CASOS TEM DIMINUIDO?
Distribuição de novos casos
HIV por região, 2023

Global AIDS Update Report 6

Source: UNAIDS epidemiological estimates, 2024 ([Link]


E NO BRASIL, COMO
ESTAMOS?
HIV BRASIL
• 2007 a 2024:
• 541.759 HIV (70,7% Homens e 29,3% mulheres).
• 23,2% do total de casos jovens de 15 a 24 anos

• 2023:
• 46.495 casos HIV. Sudeste 34,7%
• 40,3% dos registros do sexo masculino, homens de 20 a
29 anos

• Taxa de detecção nacional: 21,8 casos / 100 mil


habitantes.
COMO É A TRANSMISSÃO
DO HIV?
TRANSMISSÃO
• Transmissão sexual
• Uso de drogas injetáveis
• Transmissão perinatal
• Transfusão de sangue e hemoderivados
• Transplante, diálise e outros procedimentos
• Risco profissional
TIPO SE EXPOSIÇÃO SEXUAL E
RISCO DE TRANSMISSÃO
QUAL A HISTÓRIA NATURAL
DA DOENÇA?
INFECÇÃO INICIAL E
DISSEMINAÇÃO

Mandell, 2005
CÉLULAS CD4 x CARGA VIRAL
HISTÓRIA NATURAL
COMO É FEITO O
DIAGNÓSTICO?
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• > 2 anos pesquisa de anticorpos
• < 2 anos quantificação carga viral

• Ensaios triagem: ↑ S (teste rápido, ELISA)


• Ensaios confirmatórios: ↑ E (Imunoblot, teste
molecular – carga viral)
COMO É FEITO O
ACOMPANHAMENTO?
AVALIAÇÃO INICIAL
• Anamnese e exame físico completos
• Investigação TB
• Investigação de risco cardiovascular
• Rastreamento de neoplasias
• Sinais / sintomas Infecções Oportunistas →
intervenção imediata
• Imunizações e profilaxias
ACOMPANHAMENTO
• Consultas mais frequentes até obter carga viral
indetectável e CD4 > 200cel/mm3
• Se paciente sem complicações, carga viral
indetectável e CD4 > 200cel/mm3,
acompanhamento semestral apenas com carga
viral

• CARGA VIRAL INDETECTÁVEL = INTRANSMISSÍVEL


IMUNIZAÇÃO
IMUNIZAÇÃO
EXISTE TRATAMENTO
MEDICAMENTOSO PARA O
HIV/AIDS?
ESQUEMA PREFERENCIAL TARV
BRASIL
Partícula
viral
Brotamento

CD4

Membrana plasmática
Receptor de
quimiocina

Penetração Montagem

Proteínas
estruturais
Saída do envelope

Transcrição Tradução
reversa

Proteínas
regulatórias
DNA viral linear
RNA viral
DNA viral
Complexo circular
Pré-integração

DNA viral Transcrição


integrado
TARV
• ITRN: inibidores transcriptase reversa análogos nucleosídeos e
nucleotídeos
– Zidovudina (AZT), lamivudina (3TC), estavudina, didanosina (ddI),
abacavir, emtricitabina, tenofovir (TDF)
• ITRNN: inibidores transcriptase reversa não análogos
nucleosídeos
– Efavirenz, nevirapina, delavirdina
• IP: inibidor protease
– Darunavir, Lopinavir, atazanavir, Ritonavir, saquinavir, amprenavir,
fosamprenavir
• Inibidores de fusão (gp41)
– Efuvirtide
• Bloqueadores de co-receptores (CCR5)
– Maraviroc
• Inibidores de integrase
– Raltegravir, Dolutegravir
TRATAMENTO
• Adesão

• Resposta inicial
– CV < 200cópias/mL após 6 meses

• Síndrome de reconstituição imune

• Falhas
– Virológica

• Genotipagem
QUANDO SURGEM OS
SINTOMAS?
SÍNDROME RETROVIRAL AGUDA

• 50 – 90%
• Início 2 – 4 sem
• Mononucleose simile
• Sintomas 7 – 14 dias
• Diagnóstico clínico
difícil
LATÊNCIA CLÍNICA
• ~10 anos
• 50 – 70% linfadenopatia
• Plaquetopenia, anemia, linfopenia
• Foliculite, molusco, dermatite seborréica,
prurigo
• Infecções bacterianas (PNM, TB)
• Sintomas constitucionais
FASE AIDS
• Infecções oportunistas (pneumocistose,
neurotoxoplasmose, meningite criptocócica,
retinite CMV)
• Neoplasias (Sarcoma de Kaposi, linfoma
não-Hodgkin, Ca colo útero)
• Miocardiopatia, nefropatia, neuropatia,
Artropatia
• CD4< 200
INFECÇÕES OPORTUNISTAS x CD4
• > 500 Síndrome retroviral aguda
• 200-500 Candidíase oral e genital recorrente
PNM bacteriana recorrente
TB ganglionar, pulmonar e miliar
Herpes zoster
Sarcoma de Kaposi
Leucoplasia oral pilosa
Criptosporidiose autolimitada
Neoplasia cervical
Linfoma Hodgkin
INFECÇÕES OPORTUNISTAS x CD4
• < 200 Pneumonia Pneumocystis jiroveci
Histoplasmose
TB extrapulmonar disseminada
Leucoencefalopatia multifocal progressiva
• < 100 Candidíase esofageana
Microsporidiose
Herpes simples disseminado
Neurotoxoplasmose
Criptococose
Criptosporidiose crônica
• < 50 Infecção disseminada por CMV
Infecção disseminada por MAC
Candidiase oroesofagiana
• Fluconazol 150mg por 7 dias (oral)
• Fluconazol 300mg/dia 14 dias (esofagiana)
Herpes Zoster
Sarcoma de Kaposi
Pneumocistose
• Dispneia progressiva, febre, tosse não
produtiva, desconforto torácico, com piora
em dias ou semanas.
• Sulfa + trimetoprim (SMZ + TMP) (TMP
15 – 20 mg/Kg/dia) dividido de 6/6h ou
8/8h por 21 dias.
• Dose manutenção até
CD4 aumentar
• Prednisona se
PaO2 < 70mmHg
TB
HIV QUADRO RESPIRATÓRIO

• PNM
– Quadro clínico clássico
– Leucocitose com desvio (ou não se atípico)
– PCR aumentado (ou nem tanto se atípico)
– Consolidação ou infiltrado intersticial, com ou sem derrame

• Pneumocistose
– Dispneia progressiva, tosse seca, febre baixa
– Sem leucocitose, linfopenia (CD4< 200 = Global de linfócitos < 1000)
– PCR pouco aumentado
– Hipoxemia
– LDH aumentado
– Tratamento com sulfametoxazol + trimetoprim

• TB
– Quadro clínico clássico
– Nem sempre cavitado (se CD4 baixo não cavita)
Neurotoxoplasmose
• Cefaleia, confusão mental,
deficits neurológicos focais.
Convulsões, estupor e coma.
• Sulfadiazina (1 ou 1,5g
6/6h) + pirimetamina (50 ou
75mg/dia) + ácido folínico
(25mg/dia), pelo menos 6
semanas
• Dose manutenção até CD4 ↑
HIV QUADRO NEUROLÓGICO
• Neurotoxoplasmose
– Deficit neurológico focal (geralmente lesão de núcleo da base
= deficit motor)
– Pode ter febre mas não é comum
– Pode ter rebaixamento de sensório
– Pode ter convulsão
– TCC: lesões expansivas com edema perilesional, múltiplas,
com capitação de contraste perilesional (anelar, ovo)
– Sulfadiazina + pirimetamina + acido folinico
• Criptococose (meningite criptococcica)
– Quadro de meningite fúngica (sub aguda)
– Rebaixamento de sensório
– Sinais meningeos
– Pressão de abertura muito alta
QUIMIOPROFILAXIA
EXISTEM OUTRAS MEDIDAS
PREVENTIVAS?
PREVENÇÃO COMBINADA
PEP- PROFILAXIA PÓS
EXPOSIÇÃO
PrEP – PROFILAXIA PRÉ
EXPOSIÇÃO
Contextos de risco aumentado de
aquisição do HIV
• Repetição de práticas sexuais anais ou vaginais com penetração
sem o uso de preservativo;
• Frequência de relações sexuais com parcerias eventuais;
• Quantidade e diversidade de parcerias sexuais;
• Histórico de episódios de IST;
• Busca repetida por PEP;
• Contextos de relações sexuais em troca de dinheiro, objetos de
valor, drogas, moradia etc.;
• Chemsex: prática sexual sob a influência de drogas psicoativas
(metanfetaminas, gama-hidroxibutirato – GHB, MDMA,
cocaína, poppers) com a finalidade de melhorar ou facilitar as
experiências sexuais.

Você também pode gostar