Infectologia Prova Resumo
Infectologia Prova Resumo
1. HIV/AIDS
●
● Transmissão:
○ Relação sexual desprotegida (exposição a sêmen, secreções vaginais)
○ Exposição com sangue, líquidos de serosas, líquor e líquido articular
○ transmissão perinatal (contato com líquido amniótico) e leite materno
○ OBS.: Suor, lágrimas, fezes, urina, vômitos e saliva não transmitem
● História natural da doença:
○ Infecção aguda ou fase sintomática inicial ou síndrome retroviral aguda (SRA)
○ Fase de latência clínica
○ Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS)
■ OBS.: CD4<200 ou doença definidora de AIDS
● Infecção aguda pelo HIV:
○ Primeiras semanas após o contágio 3-4
○ Fase de alta replicação → primeira resposta imune → fase de lenta replicação
○ Início dos sintomas de 5 dias a 3 meses (mono-like)
○ Febre, cefaleia, astenia, linfonodomegalia, faringite, exantema, mialgia e
artralgia, perda de peso, náuseas, vômitos, sd de Guillain-Barré…
○ Evidências diretas em exames laboratoriais → leucopenia transitória,
linfocitose, plaquetopenia e aumento de enzimas hepáticas
○ CV-HIV = alta; LTCD4+ = baixo; sem anticorpos
● Fase assintomática - latência
○ Sem manifestações clínicas, duração variada
○ Exames laboratoriais (evidências diretas) → leucopenia e anemia
○ CV-HIV = no início da latência está baixa e no final alta; LTCD4+ = no início
da latência está alto e no final está baixo; com anticorpos
● Diagnóstico DA INFECÇÃO PELO HIV:
○
○ Exames sorológicos (detecta presença de anticorpos) → sangue, saliva e líquor
→ Elisa detecta anticorpos contra o vírus sens/espec>98%; Western blot
detecta anticorpos contra ptns sens/espec>99%
○ Exames reacionais (detecta presença de complexos reacionais no soro) →
sangue ou saliva → imunofluorescência sens/esp>99%; teste rápido
sens/espec>98%
○ Exames de antígenos (detecção dos antígenos) → por PCR: gp41, gp120 e
DNA viral; sens = 95%, espec = 99,9999%
● Critério do CDC adaptado
○ * Diagnóstico de infecção pelo HIV
+
*Evidência de imunodeficiência
( diagnóstico de pelo menos 1 doença indicativa de AIDS )
e/ou
*Contagem de linfócitos T CD4+ <350 células/mm3
● Critério RJ Caracas
○ Diagnóstico de infecção pelo HIV
+
10 pontos na escala de sinais, sintomas ou doenças
Contagem de linfócitos T CD4+ <350 células/mm3
● SIDA - Sd consumptiva
○ Início após anos de latência; febre persistente, sudorese noturna, perda
ponderal, cefaleia, astenia, inapetência, linfangite, exantema, diarreia,
linfadenite, doenças oportunistas, trombocitopenias, vômitos…
○
● AIDS - ACOMPANHAMENTO:
○ Quantificação da carga viral
○ O set point é o fator prognóstico de evolução da doença → valor em que
ocorre a estabilização da viremia, definidos pela velocidade de replicação viral
○ Monitorizar a resposta ao tto: Meta → queda da CV de 90% em 6 meses
○ Lembrar de estadiar a doença para marcar início de profilaxias
● Genotipagem: define perfil genético de falha terapêutica
○ CV mínima para genotipagem é 1000
○ Paciente com adesão ao tto que não alcança meta terapêutica: solicita
○ Todo RN: solicita
● Tratamento: Tenofovir 300mg (TDF)/Lamivudina 300mg 3(TC) + Dolutegravir 50mg
(DTG)
○
○
○ Posologia:
○
Nome e classe do Sigla + Posologia Principais ECs
medicamento
■
○ Passo a passo:
■ Fazer genotipagem inicial
■ CD4 de 3/3meses
■ 3 exames de CV-HIV
● Na primeira consulta do pré-natal (magnitude da viremia)
● Duas a quatro semanas após a TARV (para avaliar a resposta)
● A partir da 34a semana (indicação da via de parto)
● Mulher assintomática, LT-CD4+ acima de 350 céls/mm3 → iniciar TARV após o
primeiro trimestre.
● Durante o parto: AZT injetável (EV): Dose de ataque na primeira hora é de 2mg/kg.
Manutenção com infusão contínua de 1mg/kg. Até 4mg/ml ou clampeamento de
cordão.
●
● PEP: Violência sexual, Acidente ocupacional, Exposições sexuais consentidas que
representem risco de infecção.
●
● OBS.: status sorológico da pessoa fonte não é obrigatório
● Tenofovir/lamivudina (TDF/3TC) 300mg/300mg + Dolutegravir (DTG) 50mg, por 28
dias
○ Acompanhamento da PEP:
○
● PrEP → segmentos prioritários → gays e outros homens que fazem sexo com
homens, pessoas trans, profissionais do sexo, parcerias sorodiscordantes p/o HIV
○ Exames iniciais:
○
○ Tenofovir + Entricitabina, 300/200mg, 1 comp ao dia, uso contínuo
○ Relações anais, 7 (sete) dias de uso de PrEP para proteção
○ Relações vaginais, 20 (vinte) dias de uso de PrEP para proteção
○ Exames de acompanhamento:
○
● Síndrome da Reconstituição imune → resultado da reconstituição da imunidade como
resultado da TARV de 2 a 12 semanas após o início
2. DOENÇAS OPORTUNISTAS
○
○ OBS.: quando se descobre o HIV com a tuberculose, o tratamento desta deve
começar antes do tratamento do HIV, nunca ao mesmo tempo, a fim de evitar
síndrome da reconstituição imune. Inicia-se o tratamento do HIV a partir de 2
semanas a, no máximo, 2 meses após o início do tto da tuberculose.
● Infecções fúngicas pulmonares
○ Cryptococcus neoformans + Histoplasma capsulatum → Evoluções atípicas de
achados inespecíficos;
○ Hepatomegalia e linfonodomegalia
○ Associação a lesões de pele
○ Indícios de péssimo prognóstico
○ Histoplasmose:
■ Febre persistente associada a tosse com granulomas ou áreas de
aumento de gânglios para-aórticos e mediastinais
■ O contato com cavernas não é necessário em imunocomprometidos
■
■
○ Criptococose pulmonar:
■ Pode haver lesões de pele
■ Cefaleia, febre, sinais meníngeos, vômitos, diplopia → neuro cripto
■ Encefalopatia lentamente progressiva
■ Transmissão aerógena
■ Hipertensão intracraniana refratária
■
■ Anfotericina B →a risco de IR e hipopotassemia (hipocalemia)
■ Sarcoma de Kaposi
● HHV-8 é o causador; sem TTO; manchas roxas, vermelhas ou marrons
na pele; CA indolente
● Candidíase
○ Candida albicans, candida tropicalis…
○ Primeiro sinal de queda na imunidade
○ Placas esbranquiçadas na orofaringe facilmente removíveis com uma espátula
○ Tratamento candidíase orofaríngea
3. BOTULISMO
● Doença neuroparalítica grave, não contagiosa, resultante da ação de toxinas
produzidas pela bactéria Clostridium botulinum (Gram +)
● Manifestações neurológicas e/ou gastrointestinais
● Tipos
○ Alimentar (ingestão da toxina)
■ Incubação de 12 a 36 horas
○ Intestinal (ingestão da bactéria em sua forma de esporo)
○ Ferimento
■ Incubação de 4 a 21 dias, média de 7 dias
● .Manifestações clínicas
○ Gastrointestinais - vômito, náusea, diarréia e dor abdominal
○ Neurológicas - vertigem, tontura, cefaleia e visão turva
○ Fraqueza muscular de evolução crânio-caudal, simétrica, podendo evoluir para
paralisia - ptose palpebral, disfagia, fraqueza em membros, dispneia
● No botulismo por ferimentos não é esperado sintomas gastrointestinais
● DIAGNÓSTICO ESSENCIALMENTE CLÍNICO
○ Exame físico e exame neurológico
● Pode ser utilizado a eletroneuromiografia e a análise laboratorial de amostras de
alimentos para identificação da toxina ou bactéria
● Diagnósticos diferenciais
○ Síndrome de Guillain-Barré
○ Miastenia gravis
● Sinais de envolvimento do SNC dizem contra botulismo - sedação, convulsões,
movimentos involuntários, ataxia
● Tratamento
○ Suporte ventilatório
○ Hidratação endovenosa
○ Soro antibotulínico
■ 1 ampola, EV, diluída em SF a 0,9% na proporção 1:10, infundido em
1 hora
○ Antibiótico (Botulismo intestinal ou por ferimentos)
■ Penicilina G cristalina 2 milhões de UI (Ped - 50.000 a 100.000
UI/Kg/dia), 4/4 hr, de 7 a 10 dias
OU
■ Metronidazol 500 mg (Ped - 7,5 mg), EV, 8/8 hr, de 7 a 10 dias
● Prevenção
○ Boas práticas de higiene
○ Ao consumir enlatados, se possível, cozi-los
○ Não consumir enlatados estufados que não possam ir ao fogo
4. LEPTOSPIROSE
● Doença infecciosa febril de início abrupto
● Bactéria helicoidal (espiroqueta) aeróbica obrigatória L. interrogans é considerada a
espécie patogênica mais importante.
● A infecção humana resulta da exposição direta ou indireta à urina ou sangue de
animais infectados. A penetração do microrganismo ocorre através da pele com
presença de lesões, pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada
● Período de incubação de 1 a 30 dias (média de 5 a 14 dias)
● Manifestações clínicas
○ Fase precoce (fase leptospirêmica), dura de 3 a 7 dias, autolimitada
■ Febre abrubta
■ Cefaleia
■ Mialgia, artralgia
■ Anorexia
■ Náuseas e vômitos
■ Dor ocular
■ Exantema
○ Fase tardia (fase imune), 15% evolui para essa fase
■ Síndrome de Weil
● Icterícia rubrica (alaranjada intensa)
● Insuficiência renal
● Hemorragia
■ Hemorragia pulmonar
■ Hemoptise
● Diagnóstico diferencial
○ Fase precoce - Dengue, chikungunya, influenza, malária, doença de chagas
○ Fase tardia - Malária grave, dengue hemorrágica, hepatites virais agudas,
doença de chagas aguda, endocardites, pielonefrites e pneumonias
● Diagnóstico
○ Específico
■ PCR (fase precoce)
■ Elisa
■ MAT
■ Cultura de sangue (fase precoce)
■ Cultura de urina
○ Inespecífico
■ Hemograma - anemia, plaquetopenia, leucocitose e neutrofilia
■ Ureia e creatinina - aumento
■ BT e frações - aumento, com predomínio de fração direta
■ TGO e TGP - normais ou aumentados, TGO podendo estar mais
elevado que TGP
■ GGT - normal ou aumentada
■ CPK - elevado
■ Fosfatase alcalina (FA) - normal ou aumentada
■ Na+ e K+ - normal ou diminuído, se elevado = mal prognóstico
■ Raio X - infiltrado alveolar e congestão
■ ECG - FA, BAV e alteração no complexo QRS
■ Gasometria arterial - acidose e hipoxemia
● Tratamento - antibioticoterapia
○ Fase precoce
■ Doxiciclina 100 mg, VO, 12/12 horas, de 5 a 7 dias
OU
■ Amoxicilina 500 mg, VO, 8/8 horas, de 5 a 7 dias
■ Azitromicina é uma alternativa para quem não pode usar os
medicamentos acima citados
○ Fase tardia
■ Penicilina G cristalina 1.500.000 UI, IV, 6/6 horas, por pelo menos 7
dias
■ Ampicilina 1g, IV, 6/6 horas, por pelo menos 7 dias
■ Ceftriaxona 1- 2g, IV, 1x ao dia, por pelo menos 7 dias
■ Cefotaxima 1g, IV, 6/6 horas, por pelo menos 7 dias
5. MENINGITES
● Exames específicos:
●
● Tratamento
○ Suporte + corticoterapia + terapia empírica ou específica
○ Suporte:
■ Hidratação
■ Manutenção eletrolítica
■ Vias aéreas
■ Hemodinâmico
○ Corticoterapia:
■ Dexametasona 0,6mg/kg/dia
■ Adultos:
■ HIC – edema e desvio da linha média
■ Paralisia de pares cranianos
■ Sinais de aracnoidite
■ Meningite tuberculosa
■ Crianças:
■ H. influenzae ou S. Pneumoniae
■ 30 min antes do antibiótico – 4 dias
●
●
●
● Quimioprofilaxia de Meningites Bacterianas – Meningicóccica
○ Para:
○ Compartilhadores domiciliares,
○ Contato próximo e prolongado em ambientes fechados
○ Profissionais de saúde participantes de RCP ou aspiração – antes de 24h de
tratamento específico
○ Rifampicina 600mg 12.12h, por 2 dias
○ Ciprofloxacino 500mg, dose única
○ Ceftriaxona 250mg, dose única
●
● Quimioprofilaxia de Meningites Bacterianas – H. influenzae
○ Para:
○ Compartilhadores domiciliares, se mais um contato <4 anos
○ Creches com comunicantes < 2 anos e segundo caso confirmado
○ Rifampicina 20mg/kg/dia, até, 600mg/dia, por 4 dias
● Imunização ativa:
●
BCG Meningite tuberculosa Ao nascer
6. DOENÇA DE CHAGAS
● É uma antropozoonose de elevada prevalência e expressiva morbimortalidade,
também conhecida como tripanossomíase americana, causada pelo protozoário
flagelado Trypanosoma cruzi
● Apresenta curso clínico bifásico, composto por uma fase aguda (clinicamente
aparente ou não) e uma fase crônica
● Transmissão
○ O vetor (triatomíneo), ao se alimentar de mamíferos infectados com elevada
parasitemia, pode se infectar e, ao se alimentar novamente, infecta outro
mamífero, inclusive o ser humano.
○ Vetorial
○ Vertical
○ Transfusional
○ Oral
○ Por transplantes
● Período de incubação
○ Transmissão vetorial: 4 a 15 dias
○ Transmissão oral: de 3 a 22 dias
○ Transmissão transfusional: 30 a 40 dias ou mais
● Manifestações clínicas
○ Fase aguda
■ Prostração
■ Inapetência
■ Diarreia
■ Vômito
■ Mialgia
■ Cefaleia
■ Linfonodomegalia
■ Miocardite
■ Pericardite
■ IC
■ Edema
■ Tosse
■ Dispneia
■ Palpitação
■ Dor torácica
■ Hepatoesplenomegalia
■ Sinal de Romanã (edema bipalpebral unilateral por reação in!amatória
à penetração do parasito)
○ Fase crônica
■ Forma indeterminada
● Paciente assintomático e sem sinais de comprometimento do
aparelho circulatório e do aparelho digestivo
■ Forma cardíaca
● Evidências de acometimento cardíaco
■ Forma digestiva
● Evidências de acometimento do aparelho digestivo
■ Forma cardiodigestiva
● Diagnóstico diferencial
○ Malária
○ Leishmaniose visceral
○ Febre tifóide
○ Esquistossomose
○ Dengue
● Diagnóstico
○ Fase aguda
■ Parasitológico
■ Sorologia
● Detecção de anticorpos anti-T. cruzi da classe IgG e IgM
○ Fase crônica
■ Sorologia (Confirmação com dois testes diferentes positivos)
● Elisa
● Imunofluorescência indireta
● Hemaglutinação indireta
■ Parasitológico indireto
■ PCR
● Exames complementares de acompanhamento
○ Hemograma completo
○ EAS
○ TGO e TGP
○ TTPA
○ Raio X de tórax
○ ECG
○ EDA
○ Ecodoppler
○ Líquor
● Tratamento
○ Benznidazol 5 mg/kg/dia, VO, 8/8 horas, por 60 dias
○ Nifurtimox 10 mg/kg/dia, VO, 8/8 horas, por 60 dias
● Tratamento megaesôfago chagásico
○ Nifedipina 10 mg, VO, antes das refeições
● Tratamento cardiopatia chagásica
○ Amiodarona 200 mg/dia , VO
7. RAIVA
8. LEISHMANIOSE VISCERAL
● Doença crônica e sistêmica que, quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais
de 90% dos casos. Causada pelo protozoário Leishmania infantum
● A transmissão ocorre pela picada dos Lutzomyia longipalpis infectados pela
Leishmania infantum. Não ocorre transmissão de pessoa a pessoa
● Na área urbana, o cão é o principal reservatório e fonte de infecção (do mosquito)
● Período de incubação é de 10 dias a 24 meses, 2 a 6 meses em média
● Manifestações clínicas
○ É uma doença crônica, sistêmica, caracterizada por:
■ Febre de longa duração
■ Perda de peso
■ Astenia
■ Adinamia
■ Hepatoesplenomegalia
■ Anemia
● Diagnóstico diferencial
○ Malária
○ Esquistossomose hepática
○ Doença de chagas
○ Febre tifóide
● Diagnóstico
○ Clínico
○ Laboratorial
■ Imunológico (Positivos sem manifestação clínica não autoriza
tratamento)
● Reação de imunofluorescência indireta
● Elisa
■ Parasitológico (PADRÃO OURO)
● Medula óssea
● Linfonodo
● Baço
● Tratamento
○ Antimoniato de meglumina 20 mg/kg/dia, IV ou IM, 1x ao dia, de 20 a 40 dias
○ Anfotericina B lipossomal 3 mg/kg/dia por 7 dias ou 4 mg/kg/dia por 5 dias,
IV em infusão por 30 - 60 minutos, dose única diária
■ Primeira escolha para gestantes, crianças abaixo de 1 ano, adultos
acima de 50 anos, pessoas com comprometimento prévio das funções
cardíaca, renal e/ou hepática para os quais o uso do antimoniato de
meglumina esteja absolutamente contraindicado. Há preferência pela
indicação do uso da anfotericina b lipossomal para pacientes com
quadro de coinfecção Leishmania-HIV.
● Abandono do tratamento
○ Menos de 10 doses - reinicia
○ Mais de 10 doses - observa
● Acompanhamento do paciente por 12 meses como critério de cura
9. LEISHMANIOSE TEGUMENTAR
10. TUBERCULOSE
11. ESQUISTOSSOMOSE
● Doença parasitária, de evolução crônica, causada pelo Schistosoma mansoni, um
helminto
● O ciclo biológico do S. mansoni depende da presença do hospedeiro intermediário no
ambiente, os caramujos gastrópodes. O ser humano é o principal hospedeiro de!nitivo
do S. mansoni
● Transmissão
○ O ser humano adquire a esquistossomose por meio da penetração ativa da
cercária na pele, em grandes reservatórios de água
● Período de incubação de 2 a 6 semanas
● Manifestações clínicas
○ Fase inicial
■ Aguda assintomática - sem sintomas, descoberto por acaso em exames
de rotina
■ Aguda sintomática
● Dermatite cercariana
● Febre de Katayama - febre, linfadenopatia, fadiga, dor
abdominal
● Diarreia
● Náuseas e vômito
● Tosse seca
○ Fase tardia - 6 meses após a infecção
■ As manifestações clínicas variam de acordo com a localização e a
intensidade do parasitismo
● Intestinal.
● Hepática
● Esplênica compensada.
● Pulmonar vascular.
● Forma pseudoneoplásica
● Neuroesquistossomose
● Diagnóstico diferencial
○ Dermatite
○ febre tifóide
○ Malária
○ Leucemia
○ Linfoma
● Diagnóstico
○ Parasitológico de fezes - método Kato-Katz
○ Elisa (caso parasitológico de fezes negativo)
○ Hemograma - leucócitos aumentados com 70 a 80% de eosinofilia
○ Exames de imagem - forma tardia, análise de sistema acometido
● Tratamento
○ Praziquantel 50 mg/kg (Ped 60 mg/kg), VO, dose única. Repouso de 3 horas
após tomada do medicamento para evitar tonturas, náuseas e vômito
13. TÉTANO