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Infectologia Prova Resumo

O documento aborda HIV/AIDS, suas formas de transmissão, diagnóstico e tratamento, além de doenças oportunistas associadas. Também discute o botulismo, suas manifestações e tipos. O tratamento e a prevenção são enfatizados, incluindo a terapia antirretroviral e profilaxias para doenças oportunistas.

Enviado por

Petrus Rocha
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Infectologia Prova Resumo

O documento aborda HIV/AIDS, suas formas de transmissão, diagnóstico e tratamento, além de doenças oportunistas associadas. Também discute o botulismo, suas manifestações e tipos. O tratamento e a prevenção são enfatizados, incluindo a terapia antirretroviral e profilaxias para doenças oportunistas.

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INFECTOLOGIA

RESUMO MARTHA E TRÉVIA PROVA 1

1. HIV/AIDS

● Vírus envelopado da família Retroviridae e da subfamília Lentivírus (período longo


de incubação), replicam em céls TCD4


● Transmissão:
○ Relação sexual desprotegida (exposição a sêmen, secreções vaginais)
○ Exposição com sangue, líquidos de serosas, líquor e líquido articular
○ transmissão perinatal (contato com líquido amniótico) e leite materno
○ OBS.: Suor, lágrimas, fezes, urina, vômitos e saliva não transmitem
● História natural da doença:
○ Infecção aguda ou fase sintomática inicial ou síndrome retroviral aguda (SRA)
○ Fase de latência clínica
○ Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS)
■ OBS.: CD4<200 ou doença definidora de AIDS
● Infecção aguda pelo HIV:
○ Primeiras semanas após o contágio 3-4
○ Fase de alta replicação → primeira resposta imune → fase de lenta replicação
○ Início dos sintomas de 5 dias a 3 meses (mono-like)
○ Febre, cefaleia, astenia, linfonodomegalia, faringite, exantema, mialgia e
artralgia, perda de peso, náuseas, vômitos, sd de Guillain-Barré…
○ Evidências diretas em exames laboratoriais → leucopenia transitória,
linfocitose, plaquetopenia e aumento de enzimas hepáticas
○ CV-HIV = alta; LTCD4+ = baixo; sem anticorpos
● Fase assintomática - latência
○ Sem manifestações clínicas, duração variada
○ Exames laboratoriais (evidências diretas) → leucopenia e anemia
○ CV-HIV = no início da latência está baixa e no final alta; LTCD4+ = no início
da latência está alto e no final está baixo; com anticorpos
● Diagnóstico DA INFECÇÃO PELO HIV:


○ Exames sorológicos (detecta presença de anticorpos) → sangue, saliva e líquor
→ Elisa detecta anticorpos contra o vírus sens/espec>98%; Western blot
detecta anticorpos contra ptns sens/espec>99%
○ Exames reacionais (detecta presença de complexos reacionais no soro) →
sangue ou saliva → imunofluorescência sens/esp>99%; teste rápido
sens/espec>98%
○ Exames de antígenos (detecção dos antígenos) → por PCR: gp41, gp120 e
DNA viral; sens = 95%, espec = 99,9999%
● Critério do CDC adaptado
○ * Diagnóstico de infecção pelo HIV
+
*Evidência de imunodeficiência
( diagnóstico de pelo menos 1 doença indicativa de AIDS )
e/ou
*Contagem de linfócitos T CD4+ <350 células/mm3
● Critério RJ Caracas
○ Diagnóstico de infecção pelo HIV
+
10 pontos na escala de sinais, sintomas ou doenças
Contagem de linfócitos T CD4+ <350 células/mm3

● SIDA - Sd consumptiva
○ Início após anos de latência; febre persistente, sudorese noturna, perda
ponderal, cefaleia, astenia, inapetência, linfangite, exantema, diarreia,
linfadenite, doenças oportunistas, trombocitopenias, vômitos…

● AIDS - ACOMPANHAMENTO:
○ Quantificação da carga viral
○ O set point é o fator prognóstico de evolução da doença → valor em que
ocorre a estabilização da viremia, definidos pela velocidade de replicação viral
○ Monitorizar a resposta ao tto: Meta → queda da CV de 90% em 6 meses
○ Lembrar de estadiar a doença para marcar início de profilaxias
● Genotipagem: define perfil genético de falha terapêutica
○ CV mínima para genotipagem é 1000
○ Paciente com adesão ao tto que não alcança meta terapêutica: solicita
○ Todo RN: solicita
● Tratamento: Tenofovir 300mg (TDF)/Lamivudina 300mg 3(TC) + Dolutegravir 50mg
(DTG)



○ Posologia:

Nome e classe do Sigla + Posologia Principais ECs
medicamento

Zidovudina (ITRN) AZT;300mg; 12/12h Sintomas


gastrointestinais e
anemia

Lamivudina (ITRN) 3TC;100mg/dia Alergia

Tenofovir (ITRN) TDF;300mg/dia Insuficiência renal e


problemas ósseos

Nevirapina (ITRNN) 200mg; 2x/dia Stevens-Johnson

Efavirenz (ITRNN) EFV;600mg/dia Insônias, pesadelos,


tonturas, sonhos
vívidos

Ritonavir (IP) RTV;100mg; 2x/dia Gastrointestinais +


lipodistrofia; obs.:
concorre com
contraceptivo

Lopinavir (IP) LPV;200mg; 2x/dia Alterações no


lipidograma

Dolutegravir (Inibidor DTG; 50mg/dia Hepatopatia


da Integrase)

Raltegravir (Inibidor da RAL; 400mg; 12/12h Mialgias e cefaleia


Integrase)

Enfuvirtina (Inibidores 2x/dia; subcutânea


da fusão) - terapia de
resgate

Maraviroc (Inibidores 1200mg/dia Hepatopatia


da CCR5)

○ Tto em gestantes
■ Zidovudina /Lamivudina 300/100mg 1x/dia
+
Lopinavir 200mg 2x/dia

○ Tto do coinfectado HIV/TB



● Prevenção contra a infecção vertical do HIV
○ Quando realizar testagem para HIV?


○ Passo a passo:
■ Fazer genotipagem inicial
■ CD4 de 3/3meses
■ 3 exames de CV-HIV
● Na primeira consulta do pré-natal (magnitude da viremia)
● Duas a quatro semanas após a TARV (para avaliar a resposta)
● A partir da 34a semana (indicação da via de parto)
● Mulher assintomática, LT-CD4+ acima de 350 céls/mm3 → iniciar TARV após o
primeiro trimestre.
● Durante o parto: AZT injetável (EV): Dose de ataque na primeira hora é de 2mg/kg.
Manutenção com infusão contínua de 1mg/kg. Até 4mg/ml ou clampeamento de
cordão.


● PEP: Violência sexual, Acidente ocupacional, Exposições sexuais consentidas que
representem risco de infecção.

● OBS.: status sorológico da pessoa fonte não é obrigatório
● Tenofovir/lamivudina (TDF/3TC) 300mg/300mg + Dolutegravir (DTG) 50mg, por 28
dias
○ Acompanhamento da PEP:


● PrEP → segmentos prioritários → gays e outros homens que fazem sexo com
homens, pessoas trans, profissionais do sexo, parcerias sorodiscordantes p/o HIV
○ Exames iniciais:


○ Tenofovir + Entricitabina, 300/200mg, 1 comp ao dia, uso contínuo
○ Relações anais, 7 (sete) dias de uso de PrEP para proteção
○ Relações vaginais, 20 (vinte) dias de uso de PrEP para proteção
○ Exames de acompanhamento:

● Síndrome da Reconstituição imune → resultado da reconstituição da imunidade como
resultado da TARV de 2 a 12 semanas após o início

2. DOENÇAS OPORTUNISTAS

● Doenças respiratórias oportunistas são a principal causa de morbimortalidade em


pacientes HIV+
● PAC
○ Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Mycoplasma
pneumoniae
● Pneumocistose
○ Fungo Pneumocystis jiroveci; transmissão de pessoa a pessoa
○ Início insidioso com dispneia, tosse não produtiva e febre, evoluindo para
franca insuficiência respiratória; dissociação quadro clínico x imagem
○ HIV + dispneia subaguda + hipoxemia = pneumocistose
○ O achado radiográfico mais típico de PCP é o infiltrado intersticial peri-hilar e
simétrico. Pneumatoceles e pneumotórax também podem ser observados.
Ressalta-se que o Rx de tórax pode ser normal em até um quarto dos casos de
PCP; nessa situação, a TC pode revelar atenuação pulmonar em vidro fosco.
Tratamento:
■ Sulfametoxazol + Trimetoprima (75-100mg/kg/dia; 15-20mg/kg/dia;
21dias) OU
■ Clindamicina 600mg 8/8h por 21 dias + Prednisona 80mg/dia - com
descalonamento
○ Profilaxia:
■ CD4 < 200cél/mm3
● SMP + TMP 800.160mg 3x/semana OU
● Dapsona 100mg/dia
■ Até alcançar LT-CD4+ acima de 200 céls/mm³ por pelo menos três
meses
● Em pacientes ainda sem uso de TARV, recomenda-se o início
ada TARV após duas semanas de tratamento da PCP.
● Tuberculose
○ Causada pelo Mycobacterium tuberculosis
○ Ocorrem quadros atípicos; comum em pac com CD4<350 céls/mm3
○ Tratamento: RIPE
○ Combinação de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol nos dois
primeiros meses (fase de indução), seguida da combinação rifampicina e
isoniazida por quatro meses restantes, completando (2 + 4m) 6 meses
(exceção: óssea e meningo; neuro TB -12 meses → 2 + 10m)
○ Associados a essas drogas, utilizam-se ainda corticoides (dexametasona ou
prednisona nos 2 primeiros meses a fim de evitar piora do quadro clínico com
início do tto); prednisona 40mg/dia com descalonamento
○ OBS.: interação com os inibidores da protease (Ritonavir, Lopinavir)


○ OBS.: quando se descobre o HIV com a tuberculose, o tratamento desta deve
começar antes do tratamento do HIV, nunca ao mesmo tempo, a fim de evitar
síndrome da reconstituição imune. Inicia-se o tratamento do HIV a partir de 2
semanas a, no máximo, 2 meses após o início do tto da tuberculose.
● Infecções fúngicas pulmonares
○ Cryptococcus neoformans + Histoplasma capsulatum → Evoluções atípicas de
achados inespecíficos;
○ Hepatomegalia e linfonodomegalia
○ Associação a lesões de pele
○ Indícios de péssimo prognóstico
○ Histoplasmose:
■ Febre persistente associada a tosse com granulomas ou áreas de
aumento de gânglios para-aórticos e mediastinais
■ O contato com cavernas não é necessário em imunocomprometidos


○ Criptococose pulmonar:
■ Pode haver lesões de pele
■ Cefaleia, febre, sinais meníngeos, vômitos, diplopia → neuro cripto
■ Encefalopatia lentamente progressiva
■ Transmissão aerógena
■ Hipertensão intracraniana refratária


■ Anfotericina B →a risco de IR e hipopotassemia (hipocalemia)

■ Sarcoma de Kaposi
● HHV-8 é o causador; sem TTO; manchas roxas, vermelhas ou marrons
na pele; CA indolente
● Candidíase
○ Candida albicans, candida tropicalis…
○ Primeiro sinal de queda na imunidade
○ Placas esbranquiçadas na orofaringe facilmente removíveis com uma espátula
○ Tratamento candidíase orofaríngea

○ Nistatina solução oral: bochechar e engolir


● Diarreia crônica
○ OBS.: tto com TARV para melhora imunológica
○ Ciprofloxacino 500mg, 12/12h, 10 dias
○ Metronidazol 500mg, 8/8h, 7 dias
● Criptosporidíase
○ Transmissão fecal-oral
○ Quadro semelhante ao da cólera; diarreia aquosa
○ TTO: Nitazoxanida, 500mg, a cada 12h, por 14 dias; mas a recuperação só
acontece com a melhora da imunidade.
● Herpes simples
○ Acometimento de várias regiões do organismo ao mesmo tempo em pac HIV+
○ Vírus do Herpes simples I e II
○ Comum em CD4<350
○ TTO: Aciclovir 200mg, 4/4h, 5 vezes ao dia (Pular a dose da madrugada), por
7-10 dias
○ OBS.: Herpes zoster: Aciclovir 800mg, preferencialmente EV, 4/4h
● Toxoplasmose
○ Alterações sensoriais, hemiparesia e outros sinais focais, cefaleias, convulsões,
acidentes cerebrovasculares…
○ Padrão de imagem na neurotoxoplasmose: lesões hipodensas, próximas aos
gânglios da base e com realce anelar (duplo anel contrastado); lesão focal com
paresia e contraste com sinal do halo
○ Líquor usualmente normal, com discreta proteinorraquia
○ Cabe profilaxia primária e secundária
○ Sulfadiazina 1.000 mg (peso < 60 kg) a 1.500 mg (peso ≥ 60kg) a cada seis
horas + pirimetamina 200 mg no primeiro dia, seguida de 50 mg/dia (peso <
60kg) a 75 mg/dia (peso ≥ 60 kg) + ácido folínico 10 mg/dia por seis semanas.

3. BOTULISMO
● Doença neuroparalítica grave, não contagiosa, resultante da ação de toxinas
produzidas pela bactéria Clostridium botulinum (Gram +)
● Manifestações neurológicas e/ou gastrointestinais
● Tipos
○ Alimentar (ingestão da toxina)
■ Incubação de 12 a 36 horas
○ Intestinal (ingestão da bactéria em sua forma de esporo)
○ Ferimento
■ Incubação de 4 a 21 dias, média de 7 dias
● .Manifestações clínicas
○ Gastrointestinais - vômito, náusea, diarréia e dor abdominal
○ Neurológicas - vertigem, tontura, cefaleia e visão turva
○ Fraqueza muscular de evolução crânio-caudal, simétrica, podendo evoluir para
paralisia - ptose palpebral, disfagia, fraqueza em membros, dispneia
● No botulismo por ferimentos não é esperado sintomas gastrointestinais
● DIAGNÓSTICO ESSENCIALMENTE CLÍNICO
○ Exame físico e exame neurológico
● Pode ser utilizado a eletroneuromiografia e a análise laboratorial de amostras de
alimentos para identificação da toxina ou bactéria
● Diagnósticos diferenciais
○ Síndrome de Guillain-Barré
○ Miastenia gravis
● Sinais de envolvimento do SNC dizem contra botulismo - sedação, convulsões,
movimentos involuntários, ataxia
● Tratamento
○ Suporte ventilatório
○ Hidratação endovenosa
○ Soro antibotulínico
■ 1 ampola, EV, diluída em SF a 0,9% na proporção 1:10, infundido em
1 hora
○ Antibiótico (Botulismo intestinal ou por ferimentos)
■ Penicilina G cristalina 2 milhões de UI (Ped - 50.000 a 100.000
UI/Kg/dia), 4/4 hr, de 7 a 10 dias
OU
■ Metronidazol 500 mg (Ped - 7,5 mg), EV, 8/8 hr, de 7 a 10 dias
● Prevenção
○ Boas práticas de higiene
○ Ao consumir enlatados, se possível, cozi-los
○ Não consumir enlatados estufados que não possam ir ao fogo

4. LEPTOSPIROSE
● Doença infecciosa febril de início abrupto
● Bactéria helicoidal (espiroqueta) aeróbica obrigatória L. interrogans é considerada a
espécie patogênica mais importante.
● A infecção humana resulta da exposição direta ou indireta à urina ou sangue de
animais infectados. A penetração do microrganismo ocorre através da pele com
presença de lesões, pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada
● Período de incubação de 1 a 30 dias (média de 5 a 14 dias)
● Manifestações clínicas
○ Fase precoce (fase leptospirêmica), dura de 3 a 7 dias, autolimitada
■ Febre abrubta
■ Cefaleia
■ Mialgia, artralgia
■ Anorexia
■ Náuseas e vômitos
■ Dor ocular
■ Exantema
○ Fase tardia (fase imune), 15% evolui para essa fase
■ Síndrome de Weil
● Icterícia rubrica (alaranjada intensa)
● Insuficiência renal
● Hemorragia
■ Hemorragia pulmonar
■ Hemoptise
● Diagnóstico diferencial
○ Fase precoce - Dengue, chikungunya, influenza, malária, doença de chagas
○ Fase tardia - Malária grave, dengue hemorrágica, hepatites virais agudas,
doença de chagas aguda, endocardites, pielonefrites e pneumonias
● Diagnóstico
○ Específico
■ PCR (fase precoce)
■ Elisa
■ MAT
■ Cultura de sangue (fase precoce)
■ Cultura de urina
○ Inespecífico
■ Hemograma - anemia, plaquetopenia, leucocitose e neutrofilia
■ Ureia e creatinina - aumento
■ BT e frações - aumento, com predomínio de fração direta
■ TGO e TGP - normais ou aumentados, TGO podendo estar mais
elevado que TGP
■ GGT - normal ou aumentada
■ CPK - elevado
■ Fosfatase alcalina (FA) - normal ou aumentada
■ Na+ e K+ - normal ou diminuído, se elevado = mal prognóstico
■ Raio X - infiltrado alveolar e congestão
■ ECG - FA, BAV e alteração no complexo QRS
■ Gasometria arterial - acidose e hipoxemia
● Tratamento - antibioticoterapia
○ Fase precoce
■ Doxiciclina 100 mg, VO, 12/12 horas, de 5 a 7 dias
OU
■ Amoxicilina 500 mg, VO, 8/8 horas, de 5 a 7 dias
■ Azitromicina é uma alternativa para quem não pode usar os
medicamentos acima citados
○ Fase tardia
■ Penicilina G cristalina 1.500.000 UI, IV, 6/6 horas, por pelo menos 7
dias
■ Ampicilina 1g, IV, 6/6 horas, por pelo menos 7 dias
■ Ceftriaxona 1- 2g, IV, 1x ao dia, por pelo menos 7 dias
■ Cefotaxima 1g, IV, 6/6 horas, por pelo menos 7 dias

5. MENINGITES

● Pode ocorrer por contiguidade/infecções adjacentes → mastoidite, sinusites, otites,


traumas, manipulações; OU por disseminação hematogênica → infecções de
orofaringe, infecções intestinais, infecções geniturinárias
● Agentes etiológicos variados → bactérias, vírus, fungos, protozoários, helmintos
● Para tratamento empírico, é necessário saber o principal agente etiológico por faixa
etária e a relação com algumas características clínicas

Faixa Etária Agentes Etiológicos

< 1 meses S. Agalactiae


E. Coli
Listeria sp.
1 – 23 meses S. Agalactiae
E. Coli
Listeria sp.
S. Pneumoniae
N. meningitides
H. influenzae
2 – 50 anos S. Pneumoniae
N. meningitides
> 50 anos S. Pneumoniae
N. meningitides
Listeria sp.

● Apresentação clínica: Febre + Rigidez + Alteração de estado mental


● Síndromes clínicas:

● Sinal de Kernig → flexão involuntária do joelho quando o examinador realizava a


flexão passiva de 90° graus do quadril com o joelho estendido. Quando o sinal é
positivo, o paciente sente dor, resistência e incapacidade de estender o joelho por
completo.
● Sinal de Brudzinski → flexão de ambas as pernas e coxas em resposta a flexão
passiva do pescoço. Na meningite, a flexão passiva do pescoço estica as raízes
nervosas pelas meninges inflamadas, causando dor e movimento involuntário dos
membros inferiores.
● Sinal de Lesègue → consiste em um teste da elevação da perna estendida e é o
principal sinal semiológico na detecção de compressão radicular. Na radiculopatia
lombossacra, o sinal de Lasègue geralmente é unilateral, enquanto na meningite ele é
bilateral.
● Sinal de Lewinson → Avalia se o paciente toca o tórax com o mento sem abrir a boca.
Se não conseguir tocar o tórax por dor e precisar abrir a boca para isto, a prova é
considerada positiva.
● Sinal de Naffzinger → teste compressivo que se destina a elevar a pressão intratecal,
aumentando a pressão do líquido raquidiano. Consiste em comprimir as veias
jugulares por 10 segundos, e logo após pedir para o paciente tossir. Se a tosse
acarretar dor, provavelmente há uma lesão comprimindo a teca.
● Síndrome de Waterhouse-Friderichsen
○ Situação de HEMORRAGIA e NECROSE das GLÂNDULAS
SUPRARRENAIS. É caracterizada pelo desenvolvimento rápido de
INSUFICIÊNCIA ADRENAL, HIPOTENSÃO e PÚRPURA cutânea difusa.
● Meningococcemia
○ Sepse grave
○ Com ou sem meningite
○ Neisseria meningitidis (meningococo), diplococo e gram negativo.
○ Transmissão por gotículas de saliva e aerossol ou através do contato com
secreções respiratórias
● Meningite crônica:
○ Agentes: criptococose, tuberculose, sarcoidose ou neoplasias.
○ Associada com imunodepressão
○ > 4 semanas; com ou sem alterações intelectuais
● Meningites virais:
○ < 2 sem; curso benigno
○ Cefaleia, prostração, letargia, irritabilidade, febre, meningismos, náusea e
vômitos; complicações → convulsão e coma
○ Mais comuns → Echovírus e Coxsackie; Grave → Arbovírus
○ Localização neurológica → lobos temporais
○ Suspeita de meningite → Punção liquórica, se não existir contra-indicação
(suspeita de hipertensão, instabilidade hemodinâmica ou lesão de pele)
● OBS.: Solicitar TC antes da punção nos seguintes casos:
○ Imunossupressão
○ História de doença do SNC
○ Papiledema
○ Alteração do nível de consciência
○ Déficit neurológico focal
○ > 60 anos
○ Paralisia facial
● Valores de referência LCR:

Normal CÉLULAS TIPO CELULAR PROTEÍNA GLICOSE

NORMAL Até 4 --- <40 2/3 glicemia

TIPO DE AGENTE CÉLULAS TIPO CELULAR PROTEÍNA GLICOSE

Viral 5 - 500 Linfócitos Nl


Nl / 🡹

Bacteriana >1000 Neutróficos


🡹 🡻

Tuberculosa <1000 Linfócitos


🡹 🡻

Fungos <100 Linfócitos


🡹 Nl/🡻

Cisticercose <100 Linfócitos / Nl


🡹
eosinófilos

Herpética <500 Linfócitos Nl


Nl / 🡹

Toxoplasmose <50 Linfócitos Nl Nl


● Coloração e GRAM

S. pneumoniae Diplococo Gram positivo

H. influenzae Cocobacilos Gram negativos

N. meningitidis Diplococo Gram negatico

L. monocytogenes Bacilos Gram positivos

Enterobactérias Bacilos Gram negativos

● Exames específicos:

Pesquisa de BAAR Meningite tuberculosa

Prova do Látex Pesquisa de antígenos bacterianos e virais

Contraimunoeletroforese Pesquisa de antígenos bacterianos e virais

PCR Pesquisa de antígenos bacterianos e virais

Sorologias Pesquisa de anticorpos bacterianos e virais


● Tratamento
○ Suporte + corticoterapia + terapia empírica ou específica
○ Suporte:
■ Hidratação
■ Manutenção eletrolítica
■ Vias aéreas
■ Hemodinâmico
○ Corticoterapia:
■ Dexametasona 0,6mg/kg/dia
■ Adultos:
■ HIC – edema e desvio da linha média
■ Paralisia de pares cranianos
■ Sinais de aracnoidite
■ Meningite tuberculosa
■ Crianças:
■ H. influenzae ou S. Pneumoniae
■ 30 min antes do antibiótico – 4 dias



● Quimioprofilaxia de Meningites Bacterianas – Meningicóccica
○ Para:
○ Compartilhadores domiciliares,
○ Contato próximo e prolongado em ambientes fechados
○ Profissionais de saúde participantes de RCP ou aspiração – antes de 24h de
tratamento específico
○ Rifampicina 600mg 12.12h, por 2 dias
○ Ciprofloxacino 500mg, dose única
○ Ceftriaxona 250mg, dose única

● Quimioprofilaxia de Meningites Bacterianas – H. influenzae
○ Para:
○ Compartilhadores domiciliares, se mais um contato <4 anos
○ Creches com comunicantes < 2 anos e segundo caso confirmado
○ Rifampicina 20mg/kg/dia, até, 600mg/dia, por 4 dias
● Imunização ativa:

BCG Meningite tuberculosa Ao nascer

Pentavalente/HIB Haemophilus influenzae 2,4 e 6 meses

Meningocócica C N. Meningitidis sorogrupo C 3, 5 e 12 meses.

Pnneumocócica 10 10 sorotipos de Streprococcus 2,4 e 12 meses


Pneumo 23 Pneumococo >5 anos

Meningocócica ACWY N. Meningitidis sorogrupo C Entre 11 e 14 anos

6. DOENÇA DE CHAGAS
● É uma antropozoonose de elevada prevalência e expressiva morbimortalidade,
também conhecida como tripanossomíase americana, causada pelo protozoário
flagelado Trypanosoma cruzi
● Apresenta curso clínico bifásico, composto por uma fase aguda (clinicamente
aparente ou não) e uma fase crônica
● Transmissão
○ O vetor (triatomíneo), ao se alimentar de mamíferos infectados com elevada
parasitemia, pode se infectar e, ao se alimentar novamente, infecta outro
mamífero, inclusive o ser humano.
○ Vetorial
○ Vertical
○ Transfusional
○ Oral
○ Por transplantes
● Período de incubação
○ Transmissão vetorial: 4 a 15 dias
○ Transmissão oral: de 3 a 22 dias
○ Transmissão transfusional: 30 a 40 dias ou mais
● Manifestações clínicas
○ Fase aguda
■ Prostração
■ Inapetência
■ Diarreia
■ Vômito
■ Mialgia
■ Cefaleia
■ Linfonodomegalia
■ Miocardite
■ Pericardite
■ IC
■ Edema
■ Tosse
■ Dispneia
■ Palpitação
■ Dor torácica
■ Hepatoesplenomegalia
■ Sinal de Romanã (edema bipalpebral unilateral por reação in!amatória
à penetração do parasito)
○ Fase crônica
■ Forma indeterminada
● Paciente assintomático e sem sinais de comprometimento do
aparelho circulatório e do aparelho digestivo
■ Forma cardíaca
● Evidências de acometimento cardíaco
■ Forma digestiva
● Evidências de acometimento do aparelho digestivo
■ Forma cardiodigestiva
● Diagnóstico diferencial
○ Malária
○ Leishmaniose visceral
○ Febre tifóide
○ Esquistossomose
○ Dengue
● Diagnóstico
○ Fase aguda
■ Parasitológico
■ Sorologia
● Detecção de anticorpos anti-T. cruzi da classe IgG e IgM
○ Fase crônica
■ Sorologia (Confirmação com dois testes diferentes positivos)
● Elisa
● Imunofluorescência indireta
● Hemaglutinação indireta
■ Parasitológico indireto
■ PCR
● Exames complementares de acompanhamento
○ Hemograma completo
○ EAS
○ TGO e TGP
○ TTPA
○ Raio X de tórax
○ ECG
○ EDA
○ Ecodoppler
○ Líquor
● Tratamento
○ Benznidazol 5 mg/kg/dia, VO, 8/8 horas, por 60 dias
○ Nifurtimox 10 mg/kg/dia, VO, 8/8 horas, por 60 dias
● Tratamento megaesôfago chagásico
○ Nifedipina 10 mg, VO, antes das refeições
● Tratamento cardiopatia chagásica
○ Amiodarona 200 mg/dia , VO

7. RAIVA

● Antropozoonose transmitida ao ser humano


● Transmitido pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado,
principalmente pela mordedura, e, mais raramente, pela arranhadura e lambedura de
mucosas
● Período de incubação médio de 45 dias
● Manifestações clínicas
○ Febre baixa
○ Mal estar
○ Anorexia
○ Cefaleia
○ Náuseas
○ Dor de garganta
○ Entorpecimento
○ Irritabilidade
○ Inquietude
● Diagnóstico diferencial
○ Tétano
○ Botulismo
○ Quadros psiquiátricos
● Diagnóstico
○ Clínico
■ Anamnese - histórico de mordedura/arranhadura de gatos, cachorros e
outros animais (principalmente animais silvestres)
○ Laboratorial
■ PCR
■ Imunofluorescência direta
■ Prova biológica
■ Amostra de soro ou líquor para prova de soroneutralização em cultura
● Tratamento
○ Monitorização
■ Glicemia
■ Saturação
■ Sódio e potássio
■ PAM, PVC, PaCO2
■ Diurese
○ Sedação
■ Midazolam 0,03 - 0,6 mg/kg/hr + Fentanil 1 -2 mcg/kg/hr (antes da
confirmação diagnóstica)
■ Midazolam 1 - 2 mg/kg/hr + Ketamina 2 mg/kg/hr (depois da
confirmação diagnóstica)
○ Nimodipina 60 mg, EV, 4/4 horas
○ Vitamina C 1 mg/dia, IV
○ Ranitidina 50 mg, IV, 8/8 horas OU IBP (prevenção de HDA)
○ Amantadina 100 mg, EV, 12/12 horas (Não usar Ribavirina)
○ Biopterina 2mg/kg, EV, 8/8 horas
● Profilaxia: cartaz raiva [Link] ’

8. LEISHMANIOSE VISCERAL

● Doença crônica e sistêmica que, quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais
de 90% dos casos. Causada pelo protozoário Leishmania infantum
● A transmissão ocorre pela picada dos Lutzomyia longipalpis infectados pela
Leishmania infantum. Não ocorre transmissão de pessoa a pessoa
● Na área urbana, o cão é o principal reservatório e fonte de infecção (do mosquito)
● Período de incubação é de 10 dias a 24 meses, 2 a 6 meses em média
● Manifestações clínicas
○ É uma doença crônica, sistêmica, caracterizada por:
■ Febre de longa duração
■ Perda de peso
■ Astenia
■ Adinamia
■ Hepatoesplenomegalia
■ Anemia
● Diagnóstico diferencial
○ Malária
○ Esquistossomose hepática
○ Doença de chagas
○ Febre tifóide
● Diagnóstico
○ Clínico
○ Laboratorial
■ Imunológico (Positivos sem manifestação clínica não autoriza
tratamento)
● Reação de imunofluorescência indireta
● Elisa
■ Parasitológico (PADRÃO OURO)
● Medula óssea
● Linfonodo
● Baço
● Tratamento
○ Antimoniato de meglumina 20 mg/kg/dia, IV ou IM, 1x ao dia, de 20 a 40 dias
○ Anfotericina B lipossomal 3 mg/kg/dia por 7 dias ou 4 mg/kg/dia por 5 dias,
IV em infusão por 30 - 60 minutos, dose única diária
■ Primeira escolha para gestantes, crianças abaixo de 1 ano, adultos
acima de 50 anos, pessoas com comprometimento prévio das funções
cardíaca, renal e/ou hepática para os quais o uso do antimoniato de
meglumina esteja absolutamente contraindicado. Há preferência pela
indicação do uso da anfotericina b lipossomal para pacientes com
quadro de coinfecção Leishmania-HIV.
● Abandono do tratamento
○ Menos de 10 doses - reinicia
○ Mais de 10 doses - observa
● Acompanhamento do paciente por 12 meses como critério de cura

9. LEISHMANIOSE TEGUMENTAR

● Doença infecciosa, não contagiosa, causada pelos protozoários Leishmania


amazonensis, Leishmania guyanensis e Leishmania braziliensis
● A transmissão ocorre por meio da picada de fêmeas de flebotomíneos infectadas. Não
há transmissão de pessoa a pessoa
● Manifestações clínicas
○ Forma cutânea - únicas, múltiplas, disseminada ou difusa, geralmente indolor,
com formato arredondado ou ovalado, com bordas bem delimitadas e
elevadas, fundo avermelhado e granulações grosseiras
○ Forma mucosa - lesões destrutivas localizadas na mucosa, em geral nas vias
aéreas superiores.
● Complicações - infecções secundárias, meningites, disfagia, eczema
● Diagnóstico diferencial
○ tuberculose
○ Hanseníase
○ Paracoccidioidomicose
○ Úlceras venosa
○ Criptococose
○ Carcinoma epidermóide
● Diagnóstico
○ Clínico
○ Laboratorial
■ Parasitológico - escarificação da lesão, biópsia, cultura (necessária
confirmação diagnóstica por esse meio antes do tratamento)
■ PCR
■ Intradermorreação de montenegro
■ Histopatológico
● Tratamento
○ Antimoniato de meglumina
■ IV, 10 - 20 mg/kg/dia, infusão lenta, por 5 minutos
■ Intralesional SC, de 1 a 3 sessões, 5 ml por sessão, intervalo de 15
entre sessões
○ Miltefosina 2,5 mg/kg/dia (Máx 150 mg/dia), VO, 8/8 horas
● Acompanhamento por 12 meses como critério de cura

10. TUBERCULOSE

● Doença infecciosa e transmissível, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que


afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e sistemas.
● A tuberculose (TB) pode ser causada por qualquer uma das sete espécies que integram
o complexo Mycobacterium tuberculosis.
● Entretanto, do ponto de vista sanitário, a espécie mais importante é a M. tuberculosis.
● A TB é uma doença de transmissão aérea: ocorre a partir da inalação de aerossóis
oriundos das vias aéreas, expelidos pela tosse, pelo espirro ou pela fala de pessoas
com TB pulmonar ou laríngea.
● Somente pessoas com essas formas de TB ativa transmitem a doença
● Embora o risco de adoecimento seja maior nos primeiros dois anos após a
primoinfecção, uma vez infectada, com imunidade variável, a pessoa pode adoecer em
qualquer momento da sua vida
● Primoinfecção tuberculosa
○ Primeiro contato da pessoa com a MT
○ Foco de Ghon - cancro de inoculação, em geral único e periférico
○ Os bacilos são drenados pelo sintema linfático e atingem os gânglios regionais
(foco ganglionar) de onde poderá ocorrer a disseminação hematogênica para
todo o organismo (linfangite)
○ Foco pulmonar + linfangite + foco ganglionar
=
○ Complexo primário ou complexo de Ranke.
● Infecção
○ Primária - desenvolvimento de TB logo após a disseminação linfática (quase
não se diferencia da primoinfecção)
○ Secundária - desenvolvimento de TB anos após a primoinfecção
● LEMBRAR DO “MAL DE POTT” - degeneração do corpo vertebral por causa da
MT
● Manifestações clínicas
○ Tosse seca ou produtiva por mais de 3 meses
○ Febre vespertina
○ Sudorese noturna
○ Hemoptise
○ Emagrecimento
○ Cansaço
○ Pode apresentar diminuição do MV e sopro
● Diagnóstico diferencial
○ Síndrome respiratória aguda grave
○ Pneumonia
○ Micose pulmonar
● Diagnóstico
○ Infecção latente
■ Prova tuberculínica (PPD)
■ Dosagem sanguínea de interferon-gama
○ Infecção ativa
■ Clínico
■ Laboratorial
● Baciloscopia
● Teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB)
○ Outros exames
■ Histopatologia
■ Raio X
● Tratamento de TB ativa (Se tiver osteoartrite ou meningite o tratamento é de 12 meses
2/10)
○ Dose de ataque - 2 meses
■ Rifapentina 150 mg
■ Isoniazida 75 mg
■ Pirazinamida 400 mg
■ Etambutol 275 mg
○ Dose de manutenção - 4 meses
■ Rifapentina 150 mg
■ Isoniazida 75 mg
○ No paciente pediátrico tira o Etambutol e muda as doses (RHP - 75/50/150)
● Tratamento da TB latente (ILTB)
○ Isoniazida 10 mg/kg/dia (Máx 300 mg), VO, por 6 meses
○ Rifampicina 10 mg/kg/dia (Máx 600 mg), VO, por 4 meses
○ Rifapentina + Isoniazida (900 mg + 900 mg), VO, semanal, por 3 meses
● Tratamento alternativo por intolerância ao fármaco
○ Rifapentina
■ (2HZEstreptomicina/10HE)
○ Isoniazida
■ (2RZEstreptomicina/10RE)
○ Pirazinamida
■ (2RHE/7RH)
○ Etambutol
■ (2RHZ/4RH)
● Prevenção da TB
○ Vacinação (BCG) para crianças menores de 5 anos - 1 dose
■ Formação de úlcera, autolimitada, com duração de até 12 semanas

11. ESQUISTOSSOMOSE
● Doença parasitária, de evolução crônica, causada pelo Schistosoma mansoni, um
helminto
● O ciclo biológico do S. mansoni depende da presença do hospedeiro intermediário no
ambiente, os caramujos gastrópodes. O ser humano é o principal hospedeiro de!nitivo
do S. mansoni
● Transmissão
○ O ser humano adquire a esquistossomose por meio da penetração ativa da
cercária na pele, em grandes reservatórios de água
● Período de incubação de 2 a 6 semanas
● Manifestações clínicas
○ Fase inicial
■ Aguda assintomática - sem sintomas, descoberto por acaso em exames
de rotina
■ Aguda sintomática
● Dermatite cercariana
● Febre de Katayama - febre, linfadenopatia, fadiga, dor
abdominal
● Diarreia
● Náuseas e vômito
● Tosse seca
○ Fase tardia - 6 meses após a infecção
■ As manifestações clínicas variam de acordo com a localização e a
intensidade do parasitismo
● Intestinal.
● Hepática
● Esplênica compensada.
● Pulmonar vascular.
● Forma pseudoneoplásica
● Neuroesquistossomose
● Diagnóstico diferencial
○ Dermatite
○ febre tifóide
○ Malária
○ Leucemia
○ Linfoma
● Diagnóstico
○ Parasitológico de fezes - método Kato-Katz
○ Elisa (caso parasitológico de fezes negativo)
○ Hemograma - leucócitos aumentados com 70 a 80% de eosinofilia
○ Exames de imagem - forma tardia, análise de sistema acometido
● Tratamento
○ Praziquantel 50 mg/kg (Ped 60 mg/kg), VO, dose única. Repouso de 3 horas
após tomada do medicamento para evitar tonturas, náuseas e vômito

12. FEBRE TIFÓIDE E PARATIFÓIDE


● A febre tifóide é uma infecção sistêmica causada pela Salmonella Typhi (Gram -),
geralmente por ingestão de alimentos ou água contaminados
● Transmissão
○ Direta - contato direto com as mãos do portador
○ Indireta - relacionado a água ou alimentos contaminados pelas fezes ou urina
do portador. Alimentos mal cozidos, congelamento não mata o agente
● Período de incubação - 7 a 21 dias, 14 dias em média
● Manifestações clínicas
○ Febre alta prolongada
○ Tosse seca
○ Fadiga
○ Cefaleia
○ Náuseas e vômitos
○ Dor abdominal
○ Constipação ou diarreia
○ Dissociação pulso-temperatura
○ Hepatoesplenomegalia
○ Roséola tífica (rara) - máculas ou pápulas eritematosas que desaparecem a
vitropressão
○ Úlceras de Daguet - úlceras na mucosa da boca
○ Perfuração intestinal e enterorragia (Complicações)
● Diagnóstico diferencial
○ Salmonella não tífica
○ Pneumonia
○ Tuberculose
○ Meningite
● Diagnóstico
○ Clínico epidemiológico
○ Laboratorial
■ Hemocultura (geralmente se faz esse)
■ Coprocultura (muito falso negativo)
■ Urocultura
■ Mielocultura (mais sensivel, porem mais difícil fazer)
■ Sorologia (reação de Widal) - NÃO É RECOMENDADO (limitado,
reação cruzada com outras espécies de bactéria, salmonella)
● Tratamento - antibioticoterapia
○ Cloranfenicol 50 mg/kg/dia, VO, 6/6 horas (Máx 4 g/dia) por no máximo 21
dias. Após a cessação da febre a dose máxima diária cai para 2 g/dia e a
medicação cessa após 15 sem febre
○ Ampicilina 1000 a 1500 mg/dose, VO, 6/6 horas (Máx 6 g/dia), por 14 dias
○ Amoxicilina 1g, VO, 8/8 horas (Máx 4 g/dia), por 14 dias
○ Ciprofloxacino 500 mg/dose, VO, 12/12 horas, por 10 dias
○ Ofloxacino 400 mg/dose, VO, 12/12 horas, por 10 a 14 dias
○ Ceftriaxona 1-2 g, IM ou EV, dose única
● Tratamento do portador
○ Ampicilina 1000 a 1500 mg/dose, VO, 6/6 horas (Máx 6 g/dia), por 14 dias
○ Amoxicilina 1g, VO, 8/8 horas (Máx 4 g/dia), por 14 dias
● Prevenção
○ Higiene das mãos e alimentos
○ Isolamento dos doentes
○ Vacina polissacarídica - dose única

13. TÉTANO

● Doença infecciosa, não contagiosa causada pela ação da exotoxina do Clostridium


tetani (Gram +) sobre o SNC (bloqueio de NTs, GABA e glicina)
● Hipertonia da musculatura estriada.
● Período de incubação de 3 a 21 dias (7 dias , média)
● Primeira manifestação - primeiro espasmo
● Tipos :
○ Generalizada (80% dos casos)
○ Localizada
○ Neonatal
○ Cefálico
● Manifestações clínicas - Crânio caudal (Masseteres normalmente primeiro atingido)
○ Contraturas musculares
○ Hiperativação simpática (febre, HAS, taquicardia, sudorese, taquipnéia)
○ Disautonomias
● Diagnóstico diferencial
○ Abscesso dentário
○ Sepse
○ Abdome agudo
○ Encefalite
○ Meningite
○ Raiva
● DIAGNÓSTICO ESSENCIALMENTE CLÍNICO
● Diagnóstico microbiológico não é útil
● Tratamento
○ Estabilização clínica com proteção de vias aéreas
○ Sedação
■ Diazepam 1 - 10 mg/Kg/dia (Ped 0,1 a 2 mg), EV
OU
■ Clorpromazina 25 - 50 mg/Kg/dia (Ped - 0,55 mg/kg/dia), EV, máx de
1g/dia
○ Neutralização da toxina livre
■ Imunoglobulina antitetânica humana 500 UI, IM, administrar em um
grupamento muscular diferente do da vacina
OU
■ Soro antitetânico 20.000 UI, IM ou EV, se IM administrar em 2
grupamentos musculares distintos. Se EV diluir em SF ou SG a 0,9%
○ Erradicação da fonte de toxina
■ Penicilina G cristalina 2 milhões de UI (Ped - 50.000 a 100.000
UI/Kg/dia), 4/4 hr, de 7 a 10 dias
OU
■ Metronidazol 500 mg (Ped - 7,5 mg), EV, 8/8 hr, de 7 a 10 dias
● Prevenção
○ Vacinação 3 doses de dT, reforço após 10 anos
○ Caso acidente após 5 anos de vacinação e menos de 10 anos, dose de reforço
antecipada.

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