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Exercício Escrito de Filosofia 10º 3 Ano Lectivo: 2009/2010 7 de Maio de 2010 Nome:

Exercício Escrito de Filosofia 10º 3

Ano Lectivo: 2009/2010

7 de Maio de 2010

Nome:

3º Período

Duração: 90m

Leia com atenção as perguntas e responda apenas ao que é solicitado, de forma clara o objectiva. Não responder ao que é pedido ou consultar auxiliares de memória externos ao EEF fornecido pelo Docente, acarreta a anulação da questão

GRUPO I (25 pontos)

O Grupo I é constituído por 5 questões de escolha múltipla. Cada uma é seguida de quatro respostas possíveis

– A, B, C e D –

mas só

uma delas é que está certa.

Na sua folha de respostas, indique claramente o número da pergunta a que está a responder e a letra da alternativa que considera correcta. Se escolher mais do que uma alínea a resposta será anulada. - A cotação de cada uma desta respostas é de 5 (cinco pontos). Cada resposta correcta: 5 (cinco pontos). Cada resposta errada: -2 (dois pontos). Cada questão não respondida: 0 (zero pontos).

“A principal diferença entre elas reside no facto de se atribuir à primeira (ética) um carácter abrangente, que lhe confere a qualidade de fenómeno universal e generalizável e à segunda (moral) as características de fenómeno cultural e específico, relacionado aos valores de cada grupo social.”

GARRAFA, Volnei (2002) «Bioética, Poder e Injustiça: Por uma Ética de Intervenção»

1 – Esta frase procura explicar que o objecto da ética é diferente do objecto da moral porque a ética:

A – baseia-se nas noções de bem, dever, obrigação, entre outras normas morais que exprimem os modos

de pensar normalizados numa sociedade específica.

B - estuda a natureza do pensamento moral, os seus fundamentos, os problemas concretos da vida e os

conceitos envolvidos no raciocínio prático com o objectivo de determinar como havemos de agir.

C

– estuda os princípios ou critérios com o objectivo de determinar o que devemos fazer.

D

– reflecte sobre a vida em sociedade procurando esclarecer os comportamentos morais dos indivíduos.

2

– A teoria ética deontológica é:

A

– uma ética do dever que se baseia em fins exteriores.

B

– uma ética formal em que a acção é avaliada segundo o seu valor extrínseco.

C

– uma ética formal que se baseia no princípio da autonomia da vontade.

D

– uma ética material segundo a qual uma acção é correcta apenas se obedecer ao dever.

Para Kant certo tipo de acções tais como matar, roubar e mentir, são absolutamente proibidas. São acções intrinsecamente incorrectas e os deveres que as proíbem devem ser respeitados independentemente das consequências e das circunstâncias.

3 – Escolha, entre as proposições alternativas, aquela que se refere a um imperativo categórico:

A – “Não roubes para não defraudares as expectativas de quem em ti confiou”

B – “Não mintas por melhores que possam ser as consequências”.

C – “Paga os impostos porque podes ter dinheiro a receber”

D – “Não deves conduzir se tiveres bebido demasiado”.

4. Segundo a teoria da justiça de Rawls: A – os princípios da justiça resultam

4. Segundo a teoria da justiça de Rawls:

A os princípios da justiça resultam de um pacto estabelecido entre todos os membros da sociedade.

B o bem-estar colectivo não tem prioridade sobre os interesses individuais.

C o “véu de ignorância” garante a imparcialidade na distribuição de bens e regalias sociais.

D o princípio da igualdade garante a inexistência de desigualdade social, pois cada pessoa tem direito a

um conjunto de liberdades básicas.

“Os impostos sobre os rendimentos do trabalho (a tributação) são semelhantes ao trabalho forçado. Algumas pessoas julgam obviamente verdadeira esta afirmação. Tirar o rendimento de x horas de trabalho é como tirar x horas a essa pessoa e forçá-la a trabalhar x horas ao serviço de interesses de outras pessoas.”

NOZICK (1974), Anarchy, state and utopia. NY: Basic Books

5

– Após a leitura do texto é possível dizer que a teoria a que Nozick se refere é:

A

o igualitarismo.

B – liberalismo económico (radical).

C

o contratualismo.

D – o anarquismo.

GRUPO II (100 pontos)

Nas respostas são critérios a considerar: a profundidade dos conhecimentos evidenciados; a clareza e interligação dos mesmos; a redacção coerente de ideias; o uso adequado dos conceitos; o rigor no tratamento das questões; o poder de síntese; a confirmação das afirmações feitas e a busca de originalidade.

“(

agente; pois seguramente nenhum padrão ético conhecido decide se uma acção é boa ou má por ser praticada por um homem bom ou mau.”

Mill, Stuart (1861), Utilitarismo. Lisboa: Gradiva

O motivo nada tem a ver com a moralidade da acção, embora tenha muito a ver com o valor do

)

1 – (*) Explique em que consiste o princípio ético fundamental do utilitarismo que permite justificar a correcção moral de uma acção. Justifique a sua resposta. (25 pontos)

(*) – Não ignore o excerto, tenha-o em consideração na sua resposta.

“Uma acção praticada por dever tem o seu valor moral, não no propósito que com ela se quer atingir, mas

o valor moral da acção não reside, portanto, no efeito (resultado) que dela

se espera. Não pode residir em mais parte alguma senão no princípio da vontade (no motivo), abstraindo dos fins que possam ser realizados por tal vontade.”

Kant, I. (1998) A Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Lisboa: Lisboa Editora

2 – Partindo do texto, caracterize a ética deontológica kantiana, monstrando por que razão é classificada como não-consequencialista. Fundamente a sua resposta. (30 pontos)

3 Enuncie as duas formulações do imperativo categórico. (20 pontos)

na máxima que determina (

)

Imagine a seguinte situação: Um arquitecto de Lisboa receberá uma grande quantia em dinheiro se testemunhar, em tribunal, a favor do Presidente da Câmara. O arquitecto sabe que o presidente da Câmara desviou fundos camarários para a sua conta pessoal. Pedem-lhe que oculte as provas que tem e que minta, em troca receberá além do dinheiro a aprovação do presidente para financiar um projecto de construção de casas, um centro cultural e uma vasta zona verde para os habitantes de uma zona degradada da cidade.

4 – (*) A partir dos princípios da moral deontológica de Kant e da moral utilitarista de Stuart Mill, qual a decisão moralmente correcta? Porquê? (25 pontos)

(*) – Pretende-se que seja diferenciada a resposta utilitarista (material) da resposta deontológica.

GRUPO III (75 pontos) “Desta guerra de todos os homens contra todos os homens também

GRUPO III (75 pontos)

“Desta guerra de todos os homens contra todos os homens também isto é consequência: que nada pode

ser injusto. (

suficiente para que, mediante o seu próprio labor e graças aos frutos da terra, possam alimentar-se e viver

satisfeitos, é conferir toda a sua força e poder a um homem ou assembleia de homens” Hobbes, Thomas (2002) Leviatã. Lisboa: INCM.

1 Descreva o estado de natureza segundo Hobbes. Justifique as afirmações que fizer. (20)

2 – (*) Explique em que consiste a solução contratualista apresentada por Hobbes para sair do “estado de guerra”. Justifique a sua resposta. (25 pontos)

(*) – Não se esqueça de incorporar o excerto na sua resposta e explicar por que razão é melhor o homem optar por ser governado.

garantindo-lhes assim uma segurança

)

A única maneira de instituir um tal poder comum (

)

“Não há injustiça no facto de alguns conseguirem benefícios maiores do que outros, desde que a situação das pessoas menos afortunadas seja, por esse meio, melhorada.” Rawls, John (1971). Uma Teoria da Justiça. Lisboa: Editorial Presença.

3 – (*) Exponha a teoria da justiça de Rawls (baseada nos dois princípios da justiça). Fundamente a sua resposta. (30 pontos)

(*) – Não se esqueça de explicar o processo pelo qual os homens chegam ao conceito de justiça.

Cotações

 

Grupo I (escolha múltipla)

25

pontos

Grupo: II (4 perguntas)

100

pontos

Grupo III (2 perguntas)

75

pontos

Total

200

pontos

Bom trabalho!

A Professora,

Joana Inês Pontes