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O USO DOS MAPAS

CONCEITUAIS NAS AULAS DE


LITERATURA BRASILEIRA:
(RE) ORGANIZANDO
CONCEITOS

ELIZANGELA TONELLI
Professora EBTT
Instituto Federal do Espírito Santo
Campus: Cachoeiro de Itapemirim
Para início de conversa...
• Muitas pesquisas em Educação têm focado seus
estudos em estratégias de ensino e aprendizagem que
promovam o pensamento metacognitivo dos alunos e,
ao mesmo tempo, facilite ao professor checar os níveis
de aprendizado.

O termo estratégia metacognitiva refere-se ao


conhecimento do próprio conhecimento. Utilizá-la
implica desenvolver capacidade de avaliação,
organização e regulação do conhecimento adquirido
(FLAVEL, 1970;1987)
Assim,
A representação gráfica definida sob a forma de
mapa conceitual tem se mostrado uma
ferramenta eficaz na organização das ideias e na
promoção de um aprendizado significativo.

De acordo com Soto (2004) com essa técnica é


possível desenvolver potencialmente a
compreensão do que se lê, o pensamento reflexivo,
pensamentos de significados, até mesmo melhorar
a oralidade e a compreensão verbal.
A Teoria da
Aprendizagem
Significativa

Quem foi David Ausubel?


David Paul Ausubel
Formado em Psicologia, dedicou
seus estudos à educação no intuito de
buscar melhorias para um verdadeiro
aprendizado. Contra a aprendizagem
puramente mecânica, propôs uma
aprendizagem ancorada por uma
"estrutura cognitivista“, na qual um
significado é um ponto de partida para
a atribuição de outros significados.
1918 – 2008 (MOREIRA; MASSINI, 1982).
New York/ USA
“Novas ideias e informações específicas podem ser
aprendidas e retidas a medida em que conceitos
relevantes (subsunçores) estejam disponíveis na
estrutura cognitiva do indivíduo e funcionem como
ponto de ancoragem”. (AUSUBEL, 1980 apud in
MOREIRA e MASINI, 1982, p. 4)

Fig. 2 – Esquema da ocorrência da aprendizagem significativa na


Estrutura cognitiva do indivíduo (MOREIRA, 1982)
Hierarquias conceituais
Ausubel vê o armazenamento de informações no cérebro
altamente organizado, formando uma hierarquia conceitual
na qual conhecimentos mais específicos são ligados (e
assimilados) a conceitos mais gerais e mais inclusivos.

Fig. 1 – Uma representação esquemática do modelo ausubeliano de diferenciação


conceitual progressiva e reconciliação integrativa.
AUSUBEL NOVAK

MAPA CONCEITUAL:
(RE)ORGANIZANDO OS
CONCEITOS
Rizoma (Botânica. Caule em formato de raiz, subterrâneo e que se caracteriza
pela capacidade de emitir novos ramos)
Fig 3: Exemplo de mapa conceitual a partir da definição do mesmo
Importante lembrar...
O mapa conceitual é um desenho cognitivo no qual
expressa uma rede de pensamentos, que de forma
dinâmica são externalizado e internalizado
simultaneamente.

O objetivo do mapa conceitual é criar uma


hierarquia de conceitos envolvendo o cognitivo de
quem o usa, mantendo sua autenticidade, no qual
tudo depende de que forma damos significados a
eles.

Quanto mais amplo for o conhecimento que o


individuo possui sobre o assunto maior será a
extensão (ramificação) de seu mapa conceitual.
APLICAÇÃO E AVALIAÇÃO DO USO DO MAPA
CONCEITUAL EM SALA DE AULA

Objetivo:

• Verificar as contribuições do uso do mapa


conceitual nas aulas de Literatura para
assimilação dos conteúdos aplicados.
Metodologia
• Pesquisa exploratória com Estudo de Caso.
•25 alunos do 2º ano do Ensino Médio Integrado ao
Meio Ambiente do Instituto Federal do Espírito Santo –
Campus Ibatiba.

• Conteúdos de Literatura: Arcadismo.

• Atividade: Leitura de texto

• Instrução e construção de mapas conceituais com a


ferramenta Cmaptools.
• Aplicação de Questionários (Antes e depois da
construção dos mapas).
Tabela 1: Estratégias de Aprendizagem
utilizadas pelos alunos

OBS: Foi permitido marcar mais de uma opção.


Figura 2
Mapa Conceitual - aluna A
Figura 3
Mapa Conceitual - aluno H
Tabela 2:
Potencialidades dos Mapas conceituais

OBS: Foi permitido marcar mais de uma opção.


Alguns apontamentos dos alunos
Aluno D: “Boa ferramenta para a assimilação do conteúdo”

Aluno M: “O mapa conceitual é uma boa ferramenta para assimilação


de ideias, porém é um pouco resumido”.

Aluno A: “É uma maneira simples de demonstrar o rumo dos


pensamentos com relação a um assunto, indo do termo mais
abrangente até as áreas mais específicas”.

Aluno L:“Os mapas conceituais nos permite associar temas


abrangentes pois é colocado apenas as palavras-chave que
automaticamente nos lembram do assunto tratado”.

Aluno B: “É um recurso muito útil na hora de estudar para uma


prova/concurso”.

Aluno J: “Muito resumido. Pode ocorrer de eu precisar de


informações esquecidas que não contém no mapa”.

Aluno G: “Ajuda a memorizar os conteúdos”


Tabela 3: Grau de dificuldade em relação
à construção do mapa conceitual
CONCLUSÃO
A abordagem dos mapas conceituais em sala de
aula é vista pelos alunos como uma ferramenta que
facilita a assimilação dos conteúdos pois indica “o
rumo dos pensamentos com relação a um assunto”,
desde o termo mais abrangente até as áreas mais
específicas.
Caso o professor escolha verificar o aprendizado, a
construção dos mapas por parte dos alunos o
possibilita visualizar a forma como os conteúdos de
sua aula foram assimilados, agrupados aos
conceitos-chaves, bem como mensurar o quanto foi
apreendido pelos alunos.
.
Considerações finais
O objetivo desse estudo foi avaliar as contribuições
do mapa conceitual na assimilação dos conteúdos
aplicados, porém no que se refere à sua
construção um número significante de alunos (11)
apresentou alguma grau dificuldade.
Como não foi possível verificar os motivos, esses
resultados merecem ser investigados em
pesquisas futuras, uma vez que essas dificuldades
podem estar atrelada à falta de compreensão dos
conteúdos abordados e, consequentemente, a não
aprendizagem.
Referências
AUSUBEL, D.P, NOVAK, J.D. & HANESIAN, H. Psicologia
educacional. Rio de Janeiro:Interamericana, 1980.
DELEUZE, G. e GUATTARI, F. Mil platôs: Capitalismo e
esquizofrenia. Rio de Janeiro: Editora 34, 1995.
LIMA, G.A.B. Mapa conceitual como ferramenta para
organização do conhecimento em sistema de hipertextos e
seus aspectos cognitivos. Belo Horizonte: Perspect. ciênc. inf.,
v.9 n.2, p.134-145, jul/dez, 2004.
MOREIRA, M. eMASINI, E. Aprendizagem Significativa - A
teoria de David Ausubel. São Paulo: Editora Moraes, 1982.
MOLINA, A, et al. Potencializar a capacidade de aprender e
pensar. São Paulo: Madras, 2006.
NOVAK, J.D. & GOWIN, D.B. Learning how to learn. New York:
Cambridge University Press, 1984.
NUNES, S. da C.e COSTA, L. C. A. C. da. Os mapas
conceituais como organizadores de hipertextos para os
ambientes de ensino a distância – EAD. 2005. Disponível em:
<http://www.liberato.com.br/upload/arquivos
/0131010717404016.pdf> Acessado em 15 maio 2013.
OKADA, A.L.P. Web Maps: um Guia para Construção do
Conhecimento em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, 2002.
Disponível em:
<www.nuted.ufrgs.br/oficinas/criacao/webmaps.pdf> Acessado
em 20 maio de 2013.
SOTO, B. D. G. El uso de mapas conceptuales como técnica
de aprendizajeenla algoritmia. In: CANÃS, A.J., NOVAK, J. D.
E GONZÁLEZ, F. M., Concept Maps: Theory, Methodology,
Technology. Proceeding of the First International Conference on
Concept Mapping.volume 2, Pamplona, 2004.
OBRIGADA!

eliztonelli@gmail.com