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Doenças benignas

da laringe Carolina Narita


Gabriel Roque
Guilherme Bellato
James Cunha
Letícia Nano
Bases Morfofuncionais

∆ Anatomia;
∆ Fisiologia
Anatomia da Laringe

Funções :
-Fonação
-Condução de ar e alimentos
-Garantia de via aérea pérvia
-Proteção vias aéreas na deglutição
Anatomia da Laringe

Localização:
- Parte anterior do pescoço
-Nível CIII e C VI
-Inferior ao osso hióide
-Superior à traqueia
-Anterior ao esôfago
Anatomia da Laringe

Composição:
-7 cartilagens unidas por membranas
tireóidea, epiglótica, cricóidea, aritenóidea,
corniculada e cuneiforme
- Tecido mucoso
-Músculos extrínsecos e intrínsecos
-Ligamentos
Anatomia da Laringe

Vascularização:
-Artérias e veias
laríngeas superior e inferior

Drenagem linfática:
- Linfonodos cervicais profundos superiores e
inferiores
Anatomia da Laringe

Inervação:
-Nervo laríngeo superior e inferior
( rr. X par craniano)

*N laríngeo superior:
-Nervo laríngeo interno e externo

! paralisia cordas vocais: n. laríngeo inferior


(continuação n laríngeo recorrente)
Fisiologia formação da voz
I. Exalação
-Corrente de ar do pulmão c alta velocidade -> pregas vocais aduzidas e tensas

II. Fonação
- Vibração cordas vocais
Para vibração das pregas vocais duas forças antagônicas devem agir
alternadamente, as forças de abertura, decorrente da pressão subglótica, e de
fechamento, proveniente da elasticidade da prega vocal e do efeito Bernoulli.

III. Articulação
- Ressonância do som através do trato vocal
Lesões benignas da laringe
Lesões Benignas

Origem: História clínica


- Epitelial Avaliação da qualidade vocal
-Conjuntiva Exame físico direcionado
-Cartilaginosa.

Sintomas:
-Rouquidão
-Sensação de corpo estranho na garganta
Nasofibroscopia
Estrobascopia
Visualização da laringe e da orofaringe durante a fala
Movimentos das pregas vocais

Semi sincronia entre os flashes e a


vibração das cordas vocais
Estrobascopia

Periodicidade
-Periodico Fechamento
-Aperiodico glótico
-Inconsistente -Completo
- Incompleto
Simetria
-Simetrica Rigidez da mucosa
-Assimetrica

Onda mucosa
-Normal
-Diminuida
-Aumentada
Laringoscopia Rígida
Qualidade de imagem e iluminação
Outros exames

Tomografia Laringoscopia
- Pouco útil pois analisa anatomia. - Com ou sem biópsia
- Estadiar a infiltração

Ressonancia Magnetica
- Util para verificar as configuração laríngea
- Uso de contraste após cirurgia
Doenças Mucosas Benignas

∆ Nódulos
∆ Pólipos;
∆ Edema de Reinke;
∆ Granulomas;
∆ Papilomatose
Faríngea.
A) Nódulos
Definição Fisiopatologia

Protuberâncias bilaterais (porção membranosa)

Uso incorreto/abuso da voz

Trauma contínuo sobre a mucosa

Alterações no Espaço de Reinke

Vasodilatação Congestão vascular Edema Hialinização + proliferação fibroblástica


+ Fibrose do tecido conjuntivo
A) Nódulos
Quadro Clínico
Disfonia persistente e recorrente;
Episódio prévio de IVAS;
Voz rouca e soprosa;
Dor;
Fadiga vocal;

Diagnóstico

Laringoscopia Indireta:
lesões brancas, brilhantes, com bases alargadas e
simétricas
A) Nódulos

Tratamento

Correção dos fatores predisponentes;


Fonoterapia;
Repouso vocal.

Tratamento cirúrgico: sem melhora após 6 meses de


fisioterapia
-laser
- Hidrodissecção
B) Pólipos
Definição

Lesões exofídicas;

Grande variabilidade de tamanho e cor (porção


membranosa);

Geralmente unilateral;

Sessil ou pediculado;

Gelatinoso
Mucoso
Classificação Fibroso
Angiomatoso
B) Pólipos
Fisiopatologia

Extravasamento de líquidos
Trauma vascular da região do espaço de Reinke
Proliferação tecidual

OBS: Em locais em que a força de avulsão é mais intensa

Pacientes relatam aparecimento do quadro clínico após grito ou demanda vocal intensa

É comum sua associação com outras lesões benignas contralaterais não


diagnosticadas na videolaringoestroboscopia.

Alteração das propriedades viscoelásticas e aerodinâmicas locais


B) Pólipos
Avaliação
B) Pólipos
Quadro Clínico Tratamento

Predomminancia no sexo masculinos; Exclusivamente cirúrgico:


30 a 45 anos de idade; - Retirada de toda a lesão;
Disfinia persistente; - Esvaziamento (Microflap);
Afonia aguda; - Laser.
Voz rouca e soprosa;
Fendas glóticas secundárias. Repouso completo por 1 semana;
Fonoterapia.
C) Edema de Reinke
Definição Fisiopatologia

Acumulo de líquido/material gelatinoso no espaço de Reinke das pregas vocais;

Placas Leucoplásicas sobre a lesão;

Tabagismo de longa data;


Abuso vocal

Exposição crônica a foteares agressores da laringe

Congestão e estase vascular


C) Edema de Reinke
C) Edema de Reinke
Quadro Clínico Tratamento

Leve predominância no sexo feminino;


Acima dos 40 anos de idade; Parada do habito de fumar;
Rouquidão persistente e progressiva; Fonoterapia;
Voz grave e aveludada; Cirurgia:
Refluxo gastroesofágico; - Aspiracao do material mucoso e
aproximação da mucosa
Obstrução das vias aéreas.

Pregas vocais aumentadas, formando


bolsas gelatinosas
D) Granulomas
Definição

Massa granulomatosa;
Processo vocal e corpo da cartilagem aritenóide

Principais etiologias:
- Intubação Orotraqueal prolongada;
- Refluxo Gastroesofágico;
- Tosse Crônica;
- Trauma laríngeo prévio;
- Abuso vocal.
D) Granulomas
Fisiopatologia

Trauma

Pericondrite
(Lesão abrasiva ou necrose do processo vocal) Formação de pólipo
Ulceração
inflamatório

Formação do Granuloma
D) Granulomas
Quadro Clínico Tratamento

Rouquidao; Remover fator irritante;


Sensacao de pigarro na garganta; Fonoterapia;
Sensacao de corpo estranho; Antibioticoterapia;
Tosse;
Tratamento cirúrgico;
Dispnéia;
Repouso vocal.
Eritema local;
Área ulcerada;
E) Papilomatose Laríngea
Definição

Papilomas escamosos múltiplos e recorrentes;


Membrana mucosa do trato respiratório (pregas vocais e subglote);

Etiologia Viral (Papiloma vírus - HPV);


HPV na forma epissomal (diagnostico diferencial de lesão maligna);
P53 com mutacao dos nucleotídeos C e G do códon 273;

Forma Agressiva: invasão do parênquima pulmonar;


E) Papilomatose Laríngea
Definição

Projeções papilares;
Tecido conjuntivo hipervascularizado;
Epitélio escamoso hiperplásico.

Atipias celulares (HPV-6 e 11);


Características malignas.
E) Papilomatose Laríngea
Quadro Clínico

Juvenil e Adulto
- Rouquidão e estridor;
- Disfonia;
- Obstrução das vias aéreas;
- Agressiva e resistente ao tratamento;

Tecido em “cacho de uva”


Aspecto multinodular
E) Papilomatose Laríngea

Tratamento

- Biópsia;
- Laser de CO2;
- Retirada de recidivas;
- Acompanhamento pós-operató
Fendas Glóticas

1. TRIANGULARES 3. PARALELAS
• Posterior
• Médio-posterior
• Antero-posterior 4. DUPLAS

2. FUSIFORMES 5. AMPULHETAS
• Antero-posterior
• Anterior
• Posterior 6. IRREGULARES
Fenda triangular Posterior

- Limitada adiante por uma plano que


passa pelas extremidades anteriores
dos processos vocais.
- Interferência mínima na qualidade
da voz.
- Comum em mulheres jovens.
Fenda triangular médio-posterior

- O vértice oposto à base atinge geralmente o


terço médio das pregas vocais, decorre de um
estado de contração excessiva da musculatura
intrínseca da laringe.
- Voz soprosa, podendo ser áspera ou rouca.
- Associada à presença de nódulos.
Fenda Triangular ântero-posterior

- Predomínio de hipocontração ou
hipocinesia da laringe.
- Voz soprosa de baixa intensidade.
- Presente em indivíduos com presbifonia
e certas disfonias neurológicas como:
disfonia hipocinética parkisoniana.
Fenda fusiforme anterior

• Fuso restrito à região da glote, com fechamento


completo nos dois terços posteriores.
- É atribuída a uma deficiência na atividade dos
músculos cricoídeos.
- Voz é soprosa ou áspera.
Fenda fusiforme ântero-posterior

- Fuso ao longo de toda glote, sem região de


contato efetivo.
- Associada a hiperconstrição do vestíbulo como
tentativa reflexa de corrigir a abertura.
- Lesão mínimas como o caso do sulco vocal, uni
ou bilateral, ou seus correlatos como cistos
abertos e estrias.
- Interação de elementos de soprosidade,
roquidão, rudeza e bitonalidade.
Fenda fusiforme posterior

- É uma variação da fusiforme ântero-posterior,


apenas com menor rigidez na região anterior,
onde ocorre primariamente o fechamento glótico.
Fenda paralela

- Resulta de uma interação de inadaptação


miodinâmica e orgânica.
- São bastante incomuns.
- Voz sem padrão típico; voz astênica leve.
Fenda Dupla

- Geralmente são fendas triangulares médio-posteriores


com lesão de mucosa, edema localizado, uni ou
bilateral, que produz o aparecimento da abertura
anterior.
- Voz rouca ou rouca/soprosa.
Fenda Ampulheta

- Apresentam duas regiões de abertura glótica, a


diferença é que ocorre a aproximação dos processos
vocais das cartilagens aritenóideas nas ampulhetas;
- É frequente nos casos de alteração estrutural mínima
com lesão de massa secundária.
Fenda Irregular

- A borda livre das pregas vocais não apresenta


um traçado com limite nítido, constante e
uniforme.
- São encontradas em quadros de inadaptação
fônica e orgânicos.
- Voz áspera ou tensa.
Alterações Estruturais Mínimas

∆ Assimetria laríngea;
∆ Desproporções glóticas;
∆ Alterações de cobertura das
pregas vocais.
Assimetria laríngea

Desproporções Glóticas:
Feminino: fenda triangular posterior
Masculino: toda extensão
Alterações de cobertura das pregas vocais

a)Sulco Vocal;
b)Cisto Epidermóide;
c)Ponte mucosa;
d)Vasculogenesia;
e)Microdiafragma laríngeo.
A) Sulco Vocal

-Histologia: camada sup. lâmina própria

-Etiologia: desconhecida

-Classificação: morfológica

-Tratamento: Fonoterápico / Cirúrgico


B) Cisto Epidermóide

Esfera amarela esbranquiçada

Tipos:

Tratamento: Fonoterápico / Cirúrgico


C) Ponte Mucosa

Localização: 1/3 médio da prega vocal

Tratamento: Cirúrgico
D) Vasculodisgenesia

Ectasia Capilar

Tratamento: Fonoterápico / Cirúrgico


E) Microdiafragma Laríngeo

Tratamento: Cirúrgico
Fonoterapia

Tratamento Cirúrgico:

Tratamento puramente Fonoterápico:

Finalidade:
Referências

MOORE, Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2014.

Doencas Benignas da Laringe; Gustavo Haruo Passerotti

Edema de Reinke: estudo da imunoexpressão da fibronectina, da laminina e do colágeno IV em 60 casos por


meio de técnicas imunoistoquímicas; Regina Helena Garcia MartinsI; Maria Aparecida DominguesII; Alexandre
Todorovic FabroIII; Norimar Hernandes DiasIV; Marcela Ferreira Santana; Acessado em
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-86942009000600008, no dia 18/04/2018, as
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