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AFOGAMENTO E CHOQUE ELÉTRICO

Primeiros socorros

Grupo: Arlley Sousa


Gabriella Neves
Milena Paiva
Thayana Guerra
Tomás Lima
AFOGAMENTO
Conceito
 É a sufocação por submerção ou imersão
em líquido, geralmente água, com
aspiração desse mesmo líquido seguido de
morte.
Sequência de eventos que levam ao
afogamento:
 Contato inicial com a água, a
vítima faz movimentos com todo o
corpo na tentativa de emergir.
Pode haver aspiração de pequenas
quantidades de água, bem como
laringoespasmos.

 Sem o salvamento, a vítima


atingirá um ponto em que fará
movimentos respiratórios
involuntários, aspirando grande
quantidade de água. Haverá perda
de surfactante, edema pulmonar e
posterior perda da consciência.
Sequência de eventos que levam ao
afogamento:
 Ainda sem o salvamento, os
movimentos de aspiração e
deglutição aumentam e
ocorre inundação total dos
pulmões. Vão ocorrer lesões
pulmonares devido ao edema
e a hipóxia pode gerar lesões
severas ao cérebro e coração,
seguido de morte. Os danos
causados aos pulmões são
iguais, independente do tipo
de água aspirada.
Diagrama de eventos que levam a
vítima ao afogamento:
Algo errado na água:
Cãibra
Fadiga
Ingestão de água Pânico

Frio
Não consegue nadar Respiração
Ineficiente

Afogamento Flutuação
Diminuída

Parada
Exaustão
Cardíaca
 Cerca de 150.000 pessoas morrem por ano em
consequência do afogamento, sendo este a segunda
principal causa de morte em indivíduos entre 5 e 14
anos.
 O sexo masculino corresponde a 60% dos casos
 Fatores como: não saber nadar, cãibras, ataques do
coração devido à hipóxia, epilepsia e principalmente o
álcool são os agravantes mais comuns que levam ao
acidente de submersão
 A alteração fisiopatológica mais letal nas vítimas de
afogamento é a hipóxia por bloqueio das vias aéreas,
seguido de outros traumas e ferimentos
 Crianças pequenas não necessariamente se afogam
apenas em piscinas fundas, até um simples balde com
água pode levar a acidentes ou mesmo morte
Conceito: Quase afogamento
 O quase afogamento é definido como a
sobrevivência, pelo menos temporária, à quase
sufocação devido à submersão.
 Esse termo está em desuso pois o processo de
afogamento se inicia quando a via aérea do
paciente encontra-se abaixo do nível do líquido e
termina apenas após a morte.
 E para o socorrista, qualquer incidente de
submersão ou imersão, mesmo sem evidências
de aspiração ou estando em qualquer dos
estágios do afogamento, é considerado uma
emergência aquática.
O afogamento pode ser:
 Molhado: (90 – 60%)
Quando a vítima inspira líquidos para os pulmões
 Seco: (10 – 40%)
Ocorre quando espasmos musculares graves na laringe
interrompem a respiração, impedindo a entrada de mais
líquidos ou de ar
 Secundário:
Ocorre quando a vítima morre em decorrência dos
resultados do acidente, normalmente a aspiração de
água, que desenvolve a pneumonia por aspiração.
Reconhecimento e alarme
 A vítima em afogamento encontra-se tipicamente “nadando” em
posição vertical, com os braços estendidos lateralmente.
 Pode submergir e emergir sua cabeça diversas vezes enquanto está
lutando para manter-se acima da superfície.
 Crianças resistem de 10 a 20 segundos
Antes da submersão final
 Adultos até 60 segundos
Resgate na água
 Ajudar sem se tornar uma segunda vítima;
 Prioridade: deve concentrar-se na imediata
recuperação da hipóxia;
 Providencie uma corda, barco, bóia ou
outro material que possa chegar até a
vítima. Se souber nadar bem, procure
prestar socorro adequadamente. Verifique
a existência ou não de correnteza ou de
água agitadas;
 Orientar a vítima em como proceder para
sair dessa situação: melhor direção para
nadar, técnicas de flutuação, encorajando
a vítima.
Suporte básico à vida na água
A remoção da vítima para fora da água deve ser realizada
de acordo com o nível de consciência da vítima, em posição
vertical para evitar o vômito e mantendo a coluna alinhada.

 Vítima consciente: resgatá-la a terra


sem demais cuidados médicos.

 Vítima em pânico: terá grande


dificuldades de raciocinar, pode ser muito
perigosa; utiliza-se um objeto de flutuação
intermediário, caso não tenha, procure
segurá-la por trás, de forma que a mesma
não possa se agarrar em você e impedi-lo de
nadar.
Suporte básico à vida na água
 Vítima inconsciente: avalie a respiração, se preciso faz a ressuscitação
aquática (apenas ventilação – boca-a-boca), o transporte será feita em
posição horizontal.
Suporte básico à vida na área seca
Após remover a vítima da água, posicione o mais horizontal
possível e em decúbito dorsal, distante da água. Caso esteja
respirando, coloque-a em posição de recuperação (decúbito lateral).
Realize a abordagem primária.

 Vítima consciente que só tenha engolido um pouco de água: coloque-a


em decúbito dorsal, com a cabeça mais elevada que o abdome, tranquilize-a.
Se estiver sentindo frio, procure aquecê-lo.

 Vítima consciente e com as vias obstruídas: realize a manobra de


Heimlich.
Suporte básico à vida na área seca
 Vítima inconsciente: é muito provável que apresente a pele arroxeada,
fria e ausência de respiração e pulso. Sendo assim, inicie manobras de RCP
(compressões e ventilação). Assim que a vítima estiver melhor, providencie
sua remoção para um hospital.
Ressucitação de vítima de
submersão em água gelada
 Quando a pessoa mergulha em água gelada, ocorre o
reflexo do mergulho dos mamíferos, que pode prevenir a
morte.
 Alguns pesquisadores dizem que esse reflexo só
funciona em animais.
 Outros pesquisadores dizem que a sobrevida do homem
em água gelada se deve à hipotermia (protege as
células cerebrais contra a hipóxia).
 Vítima com parada cardíaca, que fica submergida por 30
min em água gelada, pode ser submetida a
procedimentos de ressuscitação.
Suporte básico pré-hospitalar
O tratamento médico avançado é instituído no local
do acidente e de acordo com a classificação de
afogamento.

 Classificação:

 GRAU 1 – vítima lúcida, com tosse seca, sem espuma na boca ou


nariz, náuseas e vômitos; inicialmente as respirações e batimentos
cardíacos são rápidos, mas melhoram rapidamente à medida que se
acalma.
• Baixo índice de mortalidade.
• Apenas repouso, aquecimento e medidas que visem conforto e tranquilidade
Suporte básico pré-hospitalar
 GRAU 2 – vítima agitada, aspira pouca água, com pequena
quantidade de espuma na boca ou nariz, respirações e batimentos
cardíacos rápidos, pouca dificuldade respiratória, presença de tosse
e vômitos.
• Grupo com baixa mortalidade.

 GRAU 3 – vítima com edema agudo de pulmão, mas sem


hipotensão; aspiração de muita água, geralmente agitados e pouco
colaborativos, respirações e batimentos cardíacos muito rápidos,
grave dificuldade respiratória, tosse com secreção espumosa
esbranquiçada ou rósea, pulso radial palpável.
• Grupo de alta mortalidade.
Suporte básico pré-hospitalar
 GRAU 4 – vítima semelhante ao grau 3, porém com hipotensão
arterial, apresentando sinais de choque, pele fria, pulso rápido,
cianose e o pulso radial não é palpável.

 GRAU 5 – vítima com parada respiratória com pulso do pescoço


presente.

 GRAU 6 – vítima com parada cardiorespiratória.

 Cadáver – vítima com submersão acima de 1 hora e com sinais


óbvios de morte; não iniciar ressuscitação.
No hospital
 No hospital a prioridade é a ventilação adequada.
 Intubação oro-traqueal(reação de grau 3 e 4).
 Ventilação imediata após entubação.
Suporte Hospitalar
 Indicação:grau 2 ao 6.
 UTI/enfermaria X Sala de emergência/alta
 Anamnese
 História patológica
 Exame físico
 Radiografia torácica
 Gasometria arterial
Suporte Hospitalar
 Ventilação mecânica por 48horas para
grau 3.
 Uso do CPAP.
Suporte Hospitalar
 Hemodinâmica:
Uso de soluções cristalóides.
 Metabolismo:
Correção de acidose metabólica.
 Pneumonias:
Radiografia.
Complicações Hospitalares
 Lesão isquêmica cerebral anóxica.
 Coma induzido

 Insuficiência renal aguda secundária.


 Choque
 Hipóxia
Prognóstico
 Grau 3 a 6: potencial para falência
múltipla de órgãos.
 Grau 1 a 5: 95% recebem alta.
 Dependente do tempo de submersão.
 Baseia-se no quadro neurológico final.
Prevenção
Consiste no método mais eficaz, reduzindo cerca de
85% os casos de afogamento.

Algumas medidas de prevenção em afogamentos:


 Nade sempre perto a um posto de guarda-vidas
 Tenha sempre atenção com as crianças
 Não superestime sua capacidade de nadar
 Evite ingerir bebidas alcoólicas e alimentos pesados antes do banho
 Obedeça as sinalizações de perigo na praia
 Nunca tentar salvar alguém se não tiver condições para fazê-lo
 Equipamentos ou coletes salva-vidas devem sempre ser usados
durante passeios de barco.
Segurança do socorrista
 É preciso socorrer a vítima em uma emergência aquática
desde que
– Você saiba nadar ou tenha recebido treinamento em técnicas de
resgate aquático
– Você esteja vestindo equipamento pessoal de flutuação
 Caso a vítima esteja consciente:
– Lance um objeto para a vítima agarrar, o melhor seria uma corda.
– Uma vez que a vítima tenha agarrado o objeto, puxe-a para a margem
 Caso a vítima esteja inconsciente o socorrista deve ir até
ela. Se possível, utilize um barco. Caso contrário nunca
tente ir até a vítima a não ser que você se enquadre nos
critérios de segurança.
Cuidando das lesões medulares
 No caso de uma possível lesão medular deve-se
sustentar as costas da vítima e estabilizar a
cabeça e o pescoço enquanto outros cuidados
são administrados.
 Se você não tem treinamento especializado em
resgate aquático:
 Não retire a vitima da água
 Mantenha a vítima flutuando de costas
 Sempre deixe a cabeça e o pescoço no mesmo nível das costas
 Desobstrua as vias aéreas
 Espere por ajuda
Emergências em mergulho
 Mergulho em águas rasas: Muito comum a ocorrência
de traumatismos na cabeça e pescoço.
 Mergulho em águas profundas: A principal
complicação é o coma, que pode resultar de asfixia,
traumatismo craniano, ataque cardíaco, intoxicação, etc.

 Embolia gasosa: Lesão por mergulho na qual bolhas de


ar penetram na corrente sanguínea.
 Doença da descompressão: lesão por mergulho na qual
gases (normalmente o nitrogênio) penetram a corrente
sanguínea.
CHOQUE ELÉTRICO
Definição
Choque elétrico é uma
sensação desagradável que
se manifesta no organismo
humano mediante a
passagem de uma corrente
elétrica por este.
As conseqüências de um
choque elétrico podem
variar de um simples susto
até a morte, dependendo da
intensidade e duração da
corrente elétrica.
O que acontece?
Para que ocorra o choque
elétrico, é necessário que exista
o contato com uma fonte de
energia elétrica e com a terra. E
o corpo humano funciona como
um condutor da corrente.
No corpo humano, essa
corrente sofrerá variações
conforme o trajeto percorrido e
com isso provocará efeitos
diferentes no organismo.
Podendo ocorrer desde um
simples desconforto até uma
lesão dos órgãos vitais, levando
a pessoa a morte.
O que acontece?
Existem duas condições em que a pessoa pode levar um choque:

 A corrente pode circular entre o ponto de contato da pessoa com o


circuito elétrico e a terra.
 A pessoa toca simultaneamente dois pontos do circuito, de modo
que a corrente pode circular entre eles.

O coração possui uma área que emite pequenos sinais elétricos


rítmicos, fazendo-o contrair-se numa sequência lógica. Uma
corrente elétrica externa com trajeto passando pelo coração pode
sobrepô-la em potência, causando uma fibrilação ou parada
cardíaca.
Categorias do choque

 Choque produzido por


contato com circuito
energizado

Pelo contato direto da pessoa


com a parte energizada, o choque
dura enquanto permanecer o
contato e a fonte de energia
estiver ligada.
As consequências podem ser
pequenas contrações ou até lesões
irreparáveis.
Categorias do choque
 Choque produzido por contato com corpo eletrizado
Produzido por eletricidade estática, a duração é muito
pequena. Na maioria das vezes este tipo de choque elétrico não
provoca efeitos danosos ao corpo.

 Choque produzido por raio


( Descarga Atmosférica )
Quando acontece uma
descarga atmosférica e esta entra em
contato direto ou indireto com uma
pessoa, os efeitos desse tipo de choque
são terrÍveis e imediatos.
Risco de acidentes
 Quem trabalha com eletricidade
 Se a vítima tocar em instalações energizadas
 Se a vítima estiver caminhando onde tem fio caído no chão
 Se a vítima adentrar ao campo elétrico que é formado externamente às instalações
energizadas
 Acontece muito com crianças em tomadas
 Entre outros...
Malefícios e a gravidade do choque
 Tipo da corrente: dizem que a alternada é a mais perigosa, pois faz a vítima contrair o
músculo e mantê-lo assim, aumentando o tempo de exposição.

 Frequência: apenas existente em correntes alternadas, quanto maior for, maior o limiar de
sensação, logo menos prejudicial.

 Intensidade da corrente: número de cargas elétricas que passam na seção do condutor.


Quanto maior, mais perigoso torna-se o choque.

 Tempo de exposição: tempo que a pessoa fica sob a condição do choque elétrico.

 Percurso no corpo: mão-a-mão é um exemplo, muito perigoso, pois as cargas podem


afetar o coração e os pulmões.

 Tensão: quanto maior a tensão, maior será a corrente do choque, consequentemente, mais
perigoso o choque.

 Resistência: se torna mais perigoso para menores resistências.


Efeitos do choque
A energia elétrica, apesar de ser muito útil, é muito perigosa e pode provocar
graves acidentes, causando várias alterações:

 Queimaduras (até terceiro grau)


 Coagulação do sangue
 Lesões nos nervos
 Espasmos musculares
 Perda de consciência
 Parada cardiorespiratória
 Fribrilação cardiaca
 Edema pulmonar
 Alguma lesão no corpo pela queda provocada
pelo choque
 Pode ser até fatal, no caso de eletrocução.
Efeitos do choque
 Queimaduras (de até 3 grau)
120 volts
a) Corpo seco: o indivíduo leva apenas um
leve choque.
b) Corpo molhado: suficiente para provocar
um ataque cardíaco
c) Pele rompida: parada cardíaca e sérios
danos aos órgãos internos
Primeiras providências
 Desligue o aparelho da
tomada ou a chave geral.
 Se tiver que usar as mãos
para remover uma pessoa,
envolva-as em jornal ou um
saco de papel.
 Empurre a vítima para longe
da fonte de eletricidade com
um objeto seco, não-
condutor de corrente, como
um cabo de vassoura,
tábua, corda seca, cadeira
de madeira ou bastão de
borracha.
O que fazer?
 Se houver parada cárdio-respiratória, aplique a
ressuscitação.
 Cubra as queimaduras com uma gaze ou com um pano
bem limpo.
 Se a pessoa estiver consciente, deite-a de costas, com
as pernas elevadas. Se estiver inconsciente, deite-a de
lado.
 Se necessário, cubra a pessoa com um cobertor e
mantenha-a calma.
 Procure ajuda médica imediata.
Prevenção de acidentes com
choque
Dicas de segurança
OBRIGADO!