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resumo psicanalise Marcia

resumo psicanalise Marcia

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Bock – Psicologias - CAP. 05 – pp.

70 – 82 A Psicanálise ►A investigação sistemática dos problemas psíquicos, levou à criação da Psicanálise por Simund Freud. Teoria: conjunto de conhecimentos sistematizados sobre o funcionamento da vida psíquica. Método de investigação: caracteriza-se pelo método interpretativo, que busca o significado oculto daquilo que é manifesto, por meio das ações, palavras ou pelas produções imaginárias (sonhos, delírios, associações livres e atos falhos). A prática profissional é a Análise: que busca o autoconhecimento ou a cura. É base para psicoterapia, aconselhamento, orientação; aplicada no trabalho de grupo e instituições.
1.

►Método Catártico: (Breuer), é o tratamento que possibilita a liberação de afetos e emoções ligadas a acontecimentos traumáticos que não puderam ser expressos na ocasião da vivência desagradável ou dolorosa, cuja técnica, leva à eliminação dos sintomas, via questionamento ao paciente.
2.

►Freud aprimora o método, abandonando os questionamentos e a hipnose e desenvolve o método da ‘concentração’, em que o meio da conversação e a não direção da sessão se faz por confiar por completo à fala do paciente. –Indução
3.

Mais tarde Freud abandona o método de concentração – indução e junto com o conceito de fantasia cria a associação livre como forma de tratamento.
4.

►A força psíquica oculta que se opunha a se tornar consciente é por ele determinada como resistência. E repressão, como processo psíquico que visa encobrir, fazer desaparecer da consciência uma idéia ou representação insuportável e dolorosa que está na origem do sintoma. Estes conteúdos psíquicos , estão ‘localizados’ no inconsciente. O termo resistência atualmente é traduzido e aceito como recalque, ficando o termo resistência para o mecanismo de defesa egóico.
5.

6. ►Este método de investigação e cura resultante é chamado por Freud como psicanálise, em substituição ao catártico. ►Na concepção sobre a estrutura e o funcionamento da personalidade, ele teoriza a 1. tópica - três sistemas ou instâncias psíquicas, a saber:
7.

►Inconsciente: conjunto dos conteúdos não presentes no campo atual da consciência; são conteúdos reprimidos, que não têm acesso aos sistemas pré-consciente/consciente, pela ação das censuras internas. Seus conteúdos, uma vez reprimidos, ‘vão’ para o inconsciente ou podem ser genuinamente inconscientes e têm suas leis próprias: são atemporais, sem passado e presente.
8.

►Pré-consciente: é o sistema onde permanecem aqueles conteúdos acessíveis à consciência. É aquilo que não está na consciência neste momento e, no momento seguinte pode estar.
9.

►Consciente: é o sistema do aparelho psíquico que recebe ao mesmo tempo informações do mundo exterior e interior. Há a percepção como a atenção e o raciocínio.
10.

►Sexualidade Infantil. A libido: “é a energia dos instintos sexuais e só deles”. Processo de desenvolvimento psicosexual: por conta da sobrevivência, o r encontra prazer no próprio corpo (erotização e excitações ligados às partes do próprio corpo), nas seguintes fases, a saber: Conceito de Zonas erógenas.
11.

►Fase oral: a zona de erotização é a boca; fase anal: a zona de erotização é o ânus; fase fálica: a zona de erotização é o órgão sexual; latência: vai até a puberdade, como intervalo da evolução da sexualidade e, finalmente, a fase genital: a zona ou objeto de erotização não é mais o próprio corpo, mas sim, o outro.
12.

►Complexo de Édipo: entre 3 e 5 anos, durante a fase fálica, há a estruturação da personalidade, em que a mãe é objeto de desejo do menino e o pai, seu rival que impede seu acesso ao objeto desejado. Ele procura ‘ser’ o pai para ‘ter’ a mãe, escolhendo-o como modelo de comportamento. Mais tarde, por medo da perda do amor do pai, ‘desiste’ da mãe e a troca pelo mundo social, internalizado através da identificação com o pai. O mesmo processo ocorre com as meninas, invertidas as figuras de desejo; é o Édipo feminino. O complexo de épido a partir de Lacan pode ser entendido como uma estrutura no qual existe sempre o terceiro excluido, entre o eu e o falo existe algo que corta esta relação e coloca o sujeito na eterna busca o objeto perdido. Objeto a
13.

►O imaginário do paciente ao adquirir força, assume valor de uma situação real: realidade psíquica, mesmo não correspondendo à realidade objetiva em três pontos, a saber:
14.

►ponto de vista econômico: existe quantidade de energia que ‘alimenta’os processos psíquicos.
15.

►O tópico: sistemas diferenciados quanto a sua natureza e modo de funcionamento, considerado como ‘lugar’ psíquico.
16.

►E o dinâmico: no interior do psíquico existem forças que estão permanentemente em conflito, com origem destas forças na pulsão.
17.

►Pulsão: refere-se a um estado de tensão que busca, através de um objeto, a supressão deste estado; Eros é a pulsão de vida e abrange as pulsões sexuais e as de autoconservação. Tanatos é a pulsão da morte, pode ser autodestrutiva ou estar dirigida para fora e se manifestar como pulsão agressiva ou destrutiva.
18.

►Sintoma: o resultado entre o desejo e o mecanismo de defesa, produz seja um comportamento ou pensamento. Produz sentimentos que tentam encobrir um conflito, substituindo a satisfação do desejo. O sintoma sinaliza processos psíquicos encobertos através de reações aparentes. O sintoma aparece como uma formação de compromisso entre o desejo e os mecanismos de defesa.
19.

►2ª Teoria do Aparelho Psíquico: id: reservatório da energia psíquica; onde se localizam as pulsões da vida e da morte; é interessado apenas na satisfação dos impulsos animais do homem e aí reside o princípio do prazer: somos hedonistas.
20.

►Ego: é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id e a realidade; é o mediador entre desejo e ação, suprimindo as exigências do id, quando necessário; a busca do prazer pode ser substituída pelo evitamento ou desprazer; suas funções básicas são: percepção, memória, sentimentos e pensamento.
21.

►Superego: origina-se com o complexo de Édipo, a partir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade; ‘mostra’ as normas de comportamento da sociedade, a idéia da moral e imoral do ego que intervém no id, com suas exigências sociais e culturais.
22.

►Sentimento de culpa: o superego age como ‘voz da consciência’, que procura esconder de si mesmo algum desejo proibido; a autoridade do superego age como autoridade censora que policia constantemente o r.
23.

24. ►Todos esses elementos são habitados pelo conjunto de experiências pessoais e particulares, numa história pessoal ligada à história de seus grupos e sociedade em que vive. ►Mecanismos de defesa: são ‘deformadores’ da realidade, realizados pelo ego e são inconscientes, independendo da vontade do r. O ego exclui da consciência os conteúdos indesejáveis; proteção do aparelho psíquico. Os mecanismos são, a saber:
25.

►Recalque: o r ñ vê, ñ ouve o que ocorre. É impedido de entender uma proibição e a interpreta como permissão; o recalque suprime a percepção do que está acontecendo, é o mais radical dos mecanismos de defesa.
26.

►Formação reativa: o r adota uma atitude oposta ao desejo; o ego afasta o desejo para determinada direção, como atitudes exageradas, tais como ternura excessiva e superproteção, que escondem seu oposto (ex. supermãe).
27.

►Regressão: or é tomado por modos de expressão mais primitivos que, embora sereno em situações difíceis, se desespera com coisas simples (ex. barata).
28.

►Projeção: o r projeta algo de si no mundo externo sem perceber que é algo de si e indesejável (ex. competição dos colegas).
29.

►Racionalização: o r constrói uma argumentação convincente justificada em estados ‘deformados’ da consciência; uma defesa que justifica as outras; o ego coloca a razão a serviço do irracional, utilizando a cultura ou ciência para tal (ex. ideologias de guerras ou pena de morte).
30.

31. ►O uso destes mecanismos são normais, ñ são patológicos, mas distorcem a realidade e nos dão a falsa consciência da realidade. ►A psicanálise, em suas aplicações e contribuições sociais se propõe à investigação das dificuldades dos sofrimentos, sua superação e produção do conhecimento que possam ser úteis na compreensão de fenômenos sociais graves e no sistema psíquico dos rs.
32.

Texto Márcia Jordão e Carlos Wolf

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