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UNIÃO METROPOLITANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E DA SAÚDE CURSO DE

UNIÃO METROPOLITANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA

TIAGO ROGÉRIO MERCÊS DE CARVALHO CALHAU

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

Lauro de Freitas BA Junho de 2010

TIAGO ROGÉRIO MERCÊS DE CARVALHO CALHAU

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

Relatório de estágio apresentado como requisito parcial à aprovação na disciplina Estágio Supervisionado I, do curso de graduação em farmácia, da faculdade de ciências agrárias e da saúde da UNIME.

Orientador: Prof ª . ME. Tônia Galvão

Lauro de Freitas BA

Junho de 2010

SUMÁRIO

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INTRODUÇÃO

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1.1

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

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POSTO DE LOTAÇÃO, PERÍODO EFETIVO DO ESTÁGIO E CARGA HO-

 

RÁRIA

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RELATÓRIO

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3.1

ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

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3.2

ANÁLISE DA PROBLEMÁTICA

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3.3

IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA MINHA VIDA ACADÊMICA E POSTE-

RIORMENTE PROFISSIONAL

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3.4 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

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3.5 RESPOSTA AO PROBLEMA APRESENTADO

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REFERÊNCIAS

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ANEXOS

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1 INTRODUÇÃO

Neste relatório comentarei o que se passou durante todo o período do es- tágio (as quarenta e três horas e quarenta e cinco minutos), os aprendizados, as problemáticas, enfim um relato do fidedigno segundo minha perspectiva. Ao final deste, farei um breve comentário sobre a sua contribuição para minha vida acadêmi- ca e posteriormente profissional.

1.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A Fundamentação teórica do referindo estágio repousa sobre a filosofia da prática farmacêutica, uma vez tratar-se de um estágio dirigido a alunos do curso de graduação em farmácia. Temos como elemento central da nossa filosofia de prá- tica profissional o paciente. No novo paradigma, temos a atenção farmacêutica como o dever de todo profissional farmacêutico. Sendo assim, o profissional deixa de ser um mero dispensador técnico de medicamentos e passa a uma atitude muito mais proativa. Pois, neste novo contexto, ele será o profissional responsável pelo cuidado com os medicamentos, as reações adversas e a morbi-mortalidade relacionada aos fármacos. Nesta nova visão do “ser farmacêutico” temos um profissional que possui uma interação direta com o paciente, assumindo responsabilidades acerca das suas necessidades no que concerne aos medicamentos. Sendo assim este profissional firma um compromisso não só com o paciente mais com toda a sociedade. E por tal, deve ser reconhecido, responsabilizado e remunerado.

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2 POSTO DE LOTAÇÃO, PERÍODO EFETIVO DO ESTÁGIO E CARGA HORÁRIA

Durante o período deste primeiro estágio, estive lotado no 13º Centro no posto de saúde Professor Eduardo Mamete, localizado no Bairro de mussurunga, na Cidade do Salvador, no Estado da Bahia, Brasil. Meu estágio efetivou-se no dia 23 de abril de 2010 indo até o dia 02 de junho de 2010. Obtive uma carga horária de quarenta horas e quinze minutos mais três horas e trinta minutos do evento em que participei na Praça Tomé de Souza em frente ao elevador Lacerda no dia mun- dial da saúde (07 de abril) que fui como convidado. Carga horária total de quarenta e três horas e quarenta e cinco minutos (43 horas e 45 minutos).

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3 RELATÓRIO

No decorrer deste primeiro estágio supervisionado me foi apresentado o SISFARMA (sistema informatizado desenvolvido pelo núcleo de TI do município de salvador), utilizado com o objetivo de proporcionar um maior controle sobre o medi- camento, desde sua solicitação pelo farmacêutico do posto, pela aprovação ou ade- quação do pedido pelo farmacêutico distrital, até ao cadastro do paciente para libe- ração final do medicamento (pude perceber, o quanto de medicamento era perdido ou extraviado antes do SISFARMA). Aprendi a arteda dispensa medicamentosa e estive relacionado direta- mente com a sua problemática. Participei da separação e catalogação de medica- mentos vencidos, separando-os em caixas com relatório contendo princípio ativo, laboratório fabricante e lote. Estive envolvido na reposição dos medicamentos em prateleiras, por princípio ativo, data de fabricação e lote. Para que pudessem ser facilmente dispensados em horário de serviço da “farmácia”. Em várias horas de conversas, obtive conselhos dos profissionais que lá trabalham. Fui familiarizado ao programa antitabagista (do estado), liberação de insulina (Regular e NPH) que são termo lábeis [(pude constatar que a minoria dos pacientes traz a caixa térmica), (atuei aferindo a temperatura do congelador e efetuando sua devida marcação em planilha)], programa de suplementação de ferro (sulfato ferroso + ácido fólico) para gestantes e mulheres em estágio de amamentação. Participei na troca de planilhas mensais do programa de suplementação em ferro para gestantes e mulheres em período de amamentação; Atuei na leitura das prescrições médicas (e pude consta- tar algumas prescrições erradas, sobretudo concernentes a antibióticos) as quais, em grande maioria são muito mal escritas. Pude notar que ainda há médicos munici- pais que prescrevem fora da tabela de medicamentos essenciais do município (o que particularmente acho um crime). Interagi (sob supervisão) diretamente com o paciente, dispensando-lhe o medicamento e informando sempre que necessário so- bre como utilizá-lo, como diluir, como dosar, enfim todo tipo de informação sobre posologia. Convivi com o problema da falta de regularidade do repasse de medica- mentos aos postos e pude ver o quanto é triste não poder dispensar um medicamen- to pelo simples fato dele não ter chegado! No dia sete de abril (07/04/2010) em que é comemorado o dia mundial da saúde, estive como convidado na Praça Tomé de Souza e lá participei das campanhas antitabagistas, de conscientização do uso raci- onal de medicamentos e orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis

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(com distribuição de preservativos masculinos) ao público. Foi interessante por eu desconhecer até então o programa estadual antitabagista. Lá fui orientado pela far- macêutica presente que me passou todos os dados e assim pude orientar diversas pessoas. Todos os cidadãos com quem conversei também desconheciam este pro- grama e muitos deles ficaram interessados pegaram os panfletos que distribuímos e possivelmente muitos deles já devem ter iniciados seus tratamentos. Achei muito importante esse programa.

3.1 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

É possível que eu tenha me esquecido de colocar mais algumas experi-

ências (afinal foram tantas), entretanto, pude observar que o exercício praticado pelo

profissional farmacêutico nos postos de saúde municipais ainda estão em grande parte no velho paradigma. Pois, de fato não existe a atenção farmacêutica. Algu- mas vezes há o um esboço do exercício da prática da assistência farmacêutica! Digo isso, pois de fato existe um certo acompanhamento e avaliação da utilização de fár- macos (sobre tudo em gestantes, mulheres em período de amamentação e pacien- tes atendidos pelo programa antitabagista) há também, certa difusão de informação sobre medicamentos e a educação aos pacientes (a comunidade em geral) o que visa assegurar o uso racional de medicamentos. Todos esses aspectos puderam ser claramente notados e obviamente estive envolvido neles.

3.2 ANÁLISE DA PROBLEMÁTICA

O motivo de não existir a atenção farmacêutica como algo concreto nos

postos municipais não é devido ao descaso do profissional que lá atua, mas por não haver a mínima condição seja ela institucional ou mesmo estrutural que respalde essa prática. Vemos ai, um problema de caráter político. Pois temos profissionais que estão impossibilitados de exercerem a sua profissão conforme conta em nossa filosofia de prática profissional.

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3.3 IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA MINHA VIDA ACADÊMICA E POSTERI-

ORMENTE PROFISSIONAL

Pude através deste meu primeiro estágio, aprender na prática um pouco da dinâmica do serviço de saúde pública em meu Município. Creio ter valido de amadurecimento para mim hoje, como graduando em farmácia para que já a partir de agora possa observar os desafios que terei amanhã como profissional farmacêu- tico num Estado tão carente de profissionais de saúde como o nosso.

3.4 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

Foi minha primeira prática como acadêmico da área de saúde num esta- belecimento de saúde pública. E observo neste estágio, uma oportunidade extre- mamente válida para mostrar aos recém entrados no colegiado de farmácia (como eu) um pouco da nossa realidade “lá fora”. Sobre a Dr Lúcia (Farmacêutica de ex- trema competência) com que tive o privilégio de tê-la como minha tutora neste está- gio, só tenho a agradecer. Pela paciência, pela dedicação, pelos conselhos sempre muito proveitosos, pelo seu bom humor, enfim, levarei comigo um pouco do que ela me ensinou tanto com palavras como pelo exemplo de profissional competente e humana no que faz.

3.5 RESPOSTA AO PROBLEMA APRESENTADO

Apresentei basicamente dois problemas. A falta de regularidade no re- passe dos medicamentos aos postos de saúde e a total impossibilidade do exercício da prática da atenção farmacêutica (conforme consta na filosofia da prática profissi- onal) nos postos de saúde. Uma vez que estamos tratando de problemas de saúde pública, esses problemas são mais do que nunca políticos. O que fazer como resol- ver? Precisamos de políticos verdadeiramente compromissados com a saúde publi- ca, que apresentem propostas que diminuam a grande burocracia do serviço publico que muitas vezes “engessa” o próprio serviço. O que acaba por ocasionar entre ou-

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tras coisas problemas como atrasos na aquisição de medicamentos. Precisamos que nosso conselho de classe seja chamado e se faça aparecer para discutir questões do interesse público e do interesse dos profissionais farmacêuticos. Como por exemplo, questões de infraestrutura mínima em que a prática da atenção farmacêu- tica possa sair de fato do papel e se torar uma realidade em nosso estado. Ter ape- nas um farmacêutico por plantão num posto com uma demanda de atendimentos alta (como o posto em que eu estagiei) torna absolutamente impraticável a possibili- dade da atenção farmacêutica! O estado precisa abrir mais concursos públicos! Exis- te a necessidade de mais farmacêuticos no serviço público! Esta necessidade é no- tória no seio da sociedade! Agora cabe aos governantes sérios iniciar um projeto gradual de mudança. Sabemos que não é fácil, mas com boa vontade é possível melhorar em muito o atual quadro.

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REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e documentação: Trabalhos acadêmicos: Apresentação. Rio de Janeiro, 2005.

NBR 6023: Informação e documentação: Referências: Elaboração. Rio de Janeiro, 2003.

UNIÃO METROPOLITANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA. MANUAL DE TRABA- LHOS ACADÊMICOS DA UNIME: Manual UNIME para formatação de trabalhos acadêmicos. Lauro de Freitas, 2008.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. NORMAS: Para apresentação de docu- mentos científicos. Paraná, 2002.

CIPOLLE, R.J.; STRAND, L.M.; MORLEY, P.C. O Exercício do Cuidado Farma- cêutico. Brasília: Conselho Federal de Farmácia, 396 p. 2006.

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ANEXOS