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Apostila de Cozimento

Apostila de Cozimento

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COZIMENTO E CRISTALIZAÇÃO DO AÇÚCAR

CONTEÚDO
TERMINOLOGIA QUALIDADE DO AÇÚCAR OBJETIVOS CRISTALIZAÇÃO COZIMENTO DILUIÇÃO DE MÉIS CONTROLE OPERACIONAL PLANEJAMENTO DO COZIMENTO CENTRÍFUGAÇÃO SECAGEM

TERMINOLOGIA
SACAROSE 

SUBSTÂNCIA QUIMICAMENTE PURA DE FÓRMULA C12H22O11.

AÇÚCAR 

SÓLIDO CRISTALINO, ORGÂNICO, CONSTITUÍDO BASICAMENTE POR CRISTAIS DE SACAROSE, ENVOLVIDOS OU NÃO POR UMA PELÍCULA DE MEL

TERMINOLOGIA
AÇÚCARES REDUTORES 

Açúcares que tem a propriedade de reduzir o Licor de Fehling. São principalmente a Glicose e a Frutose

BRIX 

% em massa de sólidos solúveis contida numa solução de sacarose

Pol 

% em massa de sacarose aparente contida em uma solução açucarada de peso normal (26g em 100 ml de água), determinada pelo desvio provocado pela solução no plano de vibração da luz polarizada

Pureza aparente 

Relação entre a Pol e o Brix

TERMINOLOGIA
MASSA COZIDA 

Produto constituído de uma mistura de cristais de açúcar e mel

MEL 

Parte líquida da massa cozida separada por centrifugação da mesma

MELAÇO OU MEL FINAL 

O mel obtido na centrifugação da última massa cozida e do qual não se pretende tirar mais açúcar

MAGMA 

Mistura de açúcar com xarope, caldo, água ou mel utilizada como pé de cozimento

QUALIDADE DO AÇÚCAR

A qualidade do açúcar comercial é baseada em medidas objetivas, resultado de análises físicofísico-químicas e em medidas subjetivas, dadas pelas características organolépticas avaliadas pelo consumidor.

ITENS AVALIADOS NA QUALIDADE DO AÇÚCAR
Cor ICUMSA Pontos Pretos Resíduos insolúveis Polarização Cinzas condutimétricas Umidade Reflectância Sulfito Granulometria Cor aparente Partículas magnetizáveis Açúcares redutores

ITENS AVALIADOS
Cor ICUMSA. Medida internacional, analisada por espectrofotometria (transmitância da luz através de uma solução padronizada do açúcar a ser analisado). Dada em unidades de cor. Umidade. Teor de água no açúcar. Dada em % m/m. Altas umidades causam a deterioração do açúcar (ganho de cor e empedramento) Cinzas condutimétricas. Uma medida indireta dos sais minerais presentes no açúcar. Dada em % m/m.

ITENS AVALIADOS
Açúcares redutores. Medida dos açucares redutores (principalmente glicose e frutose) presente no açúcar. O nome vem do método de análise (redução do chamado licor de Fehling). Alteram as condições de armazenamento (aumento da higroscopicidade e desenvolvimento de cor). Dados em % m/m. Sulfito. Medida dos compostos de enxofre na forma de íons sulfito (SO3--). Dados em mg/kg. O Codex alimentarius (SO3--). proíbe sua presença além de 20 mg/kg. Pontos Pretos. É uma medida objetiva da quantidade de partículas visíveis a olho nu presentes no açúcar. Dados em Quantidade/ 100 g. Para o consumidor é um dos itens mais importantes.

I

I

Reflectância. É a medida da capacidade do açúcar refletir a luz. Medida através de um fotômetro e dada em % de reflectância. Para o consumidor refere-se ao brilho do refereaçúcar. Cor aparente. É um medida comparativa da cor do açúcar comparativamente a padrões pré estabelecidos. Permite uma rápida verificação logo após a produção da qualidade do açúcar produzido. Resíduos insolúveis. É a parcela de sólidos que é retida em papel filtro após dissolução total de uma amostra de açúcar seguida de filtração. É uma medida comparativa com padrões pré estabelecidos. ados em níveis de 1 a 10.

ITENS AVALIADOS
Partículas magnetizáveis. É a quantidade de partículas retidas em um imã após passagem de uma amostra padronizada de açúcar. Indica a presença de ferro magnético. Granulometria. Medida do tamanho e da uniformidade dos cristais. AM e CV Afeta a aparência visual (densidade, cor , cinzas, umidade). Dextrana. Dextrana. Influência o refino. Floco álcoolico. Turva bebidas gaseificadas. álcoolico. Densidade aparente. Influência o empacotamento. aparente. Contaminantes: Bolores e leveduras, Bactérias, Arsênio, Cobre, Contaminantes: Chumbo, Ferro.

TIPOS DE AÇÚCAR
BRUTOS DEMERARA VHP E VVHP BRANCO DIRETO CRISTAL REFINADOS GRANULADO REFINADO AMORFO LÍQUIDO  CALDA DE SACAROSE  INVERTIDO

OBJETIVO
O OBJETIVO DAS OPERAÇÕES DE COZIMENTO E CRISTALIZAÇÃO É A PRODUÇÃO DE UM AÇÚCAR QUE ATENDA, OU EXCEDA, OS REQUISITOS DE QUALIDADE PRÉ ESTABELECIDOS.

COZIMENTO E CRISTALIZAÇÃO DO AÇÚCAR

TIPOS DE AÇÚCAR
BRUTOS DEMERARA VHP E VVHP BRANCO DIRETO CRISTAL REFINADOS GRANULADO REFINADO AMORFO LÍQUIDO  CALDA DE SACAROSE  INVERTIDO

OBJETIVO
O OBJETIVO DAS OPERAÇÕES DE COZIMENTO E CRISTALIZAÇÃO É A PRODUÇÃO DE UM AÇÚCAR QUE ATENDA, OU EXCEDA, OS REQUISITOS DE QUALIDADE PRÉ ESTABELECIDOS.

DEFINIÇÕES

‡ Solução é um líquido que contém uma ou mais substâncias dissolvidas, formando uma só fase. fase.

SATURAÇÃO
Ao prepararmos uma solução de açúcar, só conseguiremos dissolver uma certa quantidade de açúcar, sendo que a partir açúcar, daí todo o açúcar que adicionarmos irá direto para o fundo do recipiente. Nesse recipiente. instante diremos que a solução está saturada. saturada.

SOLUBILIDADE
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DEFINIÇÕES
SUPERSATURAÇÃO 

Se a solução contiver mais açúcar do que a quantidade possível de dissolver, ela será chamada de solução supersaturada. Esta é supersaturada. uma condição instável quimicamente.

SOLUÇÃO INSATURADA 

Se a solução ainda pode dissolver mais açúcar ela é chamada de solução insaturada.

Definições
Cristalizar é fazer com que os cristais de açúcar apareçam e cresçam nas soluções em que estamos trabalhando. trabalhando. Como os cristais só aparecem e crescem em soluções supersaturadas, por isso precisamos ferver e concentrar as soluções de trabalho, para torná-las supersaturadas. tornásupersaturadas. As soluções supersaturadas são instáveis e, para se tornarem estáveis, são obrigadas pela natureza a cederem o excesso de açúcar nelas contido, tornando-se saturadas. Este açúcar cedido tornando- saturadas. pode, espontaneamente, dar origem a cristais ou se depositar em cristais adicionados à solução, fazendo-os solução, fazendocrescer. crescer. Esses cristais adicionados à solução, para receber a solução, sacarose, são chamados de sementes de nucleação. nucleação.

DEFINIÇÕES
Chamamos de COZIMENTO às operações desenvolvidas na fábrica de açúcar para obtenção do cristal de sacarose com valor comercial. comercial. O cozimento propriamente dito é feito so vácuo, por vácuo, evaporação, evaporação, a aixa temperatura, para que não ocorra a temperatura, modificação da sacarose a caramelo, nem a sua destruição por caramelo, queima. queima. Além disso o caramelo, ou a sacarose queimada, é um produto muito colorido que acabará conferindo cor elevada ao açúcar cristal. cristal. Cozimento  No cozimento, durante a ebulição, estaremos evaporando a água e, portanto, concentrando e supersaturando a solução fazendo com que o açúcar se deposite nas sementes ou nos cristais já existentes, fazendo-os crescer. fazendo- crescer. 

Em nossas usinas o cozimento é feito nos cozedores a vácuo, que trabalham a baixa pressão ( sob vácuo - daí o seu nome ), o que permite a operação a baixa temperatura. temperatura.

DEFINIÇÕES
A finalidade do cozimento é obter uma massa cozida de boa fluidez, com cristais de boa qualidade, com tamanho esperado, boa uniformidade e de fácil centrifugação. centrifugação. Para obtenção dos cristais, como vimos acima, precisaremos trabalhar nossas soluções, concentrando-as concentrandoe supersaturando-as, para que a sacarose então apareça supersaturandoou se deposite. deposite. Existem vários níveis de supersaturação, sendo que faixas destes níveis delimitam zonas de supersaturação : (transparência Gráfico de Zonas de Saturação)

COZIMENTO PRINCÍPIOS BÁSICOS
zona não saturada : nenhum cristal se forma e qualquer um existente irá se dissolver. dissolver. zona metaestável (saturada): aqui não aparecem cristais, mas (saturada): crescem os existentes. existentes. zona intermediária: aqui nascem cristais e os existentes intermediária: crescem. crescem. Portanto, aqui há a possibilidade de formação de falsos grãos (poeira) e também de conglomerados. conglomerados. Os conglomerados podem se formar na parte superior da zona metaestável, antes da formação do falso grão, então, quando houver formação de falso grão é quase certeza que encontraremos conglomerados. conglomerados.

DEFINIÇÕES
zona lá il (supersaturada): aqui os cristais se formam (supersaturada): espontaneamente, mesmo sem a presença de outros na massa. massa. Aqui o crescimento é desordenado, dando origem a conglomerados, geminados, cristais diferentes etc. etc. Vemos, portanto, que os cristais devem ser obtidos e o cozimento deve ser conduzido até o final na ZONA METAESTÁVEL, para que haja controle sobre o crescimento dos cristais. cristais. Se a concentração cair, cristais se dissolverão, levando, inclusive, a acréscimos de cor, quando voltarem a crescer. crescer. Se a concentração subir, ela pode invadir a zona intermediária, ocasionando o aparecimento de falsos grãos. grãos.

Cozimento do açúcar

Granagem

Cozimento do açúcar - Granagem
Granagem é a operação de concentração do volume inicial de solução de cozimento e de obtenção dos cristais que crescerão e comporão a massa cozida final. final. A granagem pode ser feita por : - cristalização espontânea ; - granagem em semeamento por choque; choque; - granagem por semeamento total. total. Dos três métodos, o preferido é o terceiro, que oferece as terceiro, melhores condições de controle, isto pois os dois primeiros vão depender muito da mão do operador, que é quem determinará a quantidade de cristais. cristais. Na granagem por semeamento total já se introduz no vácuo a quantidade de sementes necessária para a quantidade final de cristais que desejamos na massa cozida. cozida.

Cozimento do açúcar - Granagem
Vantagens do semeamento total :  padronização e rapidez das operações;  controle do tamanho do cristal obtido;  exaustão mais completa dos melaços;  garantia da qualidade do açúcar. O pé de granagem deve ser preparado em mel, com pureza ao redor de 75. Neste caso a velocidade de cristalização não será muito rápida, facilitando o controle e sendo mais seguro em termos da prevenção do aparecimento de geminados, conglomerados e falsos grãos. Quanto maior a pureza menor a faixa de trabalho segura (zona metaestável)

PREPARO DA SEMENTE
Preparo da semente Constituintes : 1,0 kg de açúcar para cada 2,0 litros de álcool (anidro). Moer em moinho de bolas pelo maior espaço de tempo possível (10, 15, 24:00 horas e até 5 dias se possível). DeveDeve-se obter uma pasta muito fina e regular. Deixar a semente descansar pelo maior período de tempo disponível (até 15 dias se for possível), promovendopromovendo-se agitação vigorosa, até o momento da aplicação no cozedor.

PREPARO DA SEMENTE
Cálculo da quantidade de semente a ser adicionada na granagem: Exemplo para granagem numa massa ³B´.
Volume de massa ³B´ a ser produzido : 1.200 hl Dados: Cristais % sólidos na massa cozida= 45% Brix da massa = 94 %

PREPARO DA SEMENTE
Densidade da massa=1.480 kg/m3 Tamanho desejado dos cristais=0,30 mm Tamanho médio da semente= 0,0045 mm Volume de massa a produzir=(1.200x100)/1000 = 120 m3. Quantidade de massa a produzir=120x1.480 = 177.600 kg. Massa cristais a produzir=177.600x0,94x0,45=75.125 kg. Massa semente nec.=75.125x(0,0045/0,30)3 =0,254 kg.

PREPARO DA SEMENTE
A suspensão de semente é preparada com 1,0 kg de açúcar para cada 2,0 litros de álcool. Como a densidade do açúcar é igual a 1,587 kg/l temos : 
  

Volume de açúcar = (1,0 kg / 1,587 kg/l) = 0,630 l; Volume de álcool = 2,0 l; Volume total da suspensão = 2,63 l; Concentração da suspensão de açúcar =(1,0 kg / 2,63 l ) = 0,38 kg/l, ou seja,= 0,38 kg de semente / litro de suspensão.

Como necessitamos de 0,254 kg de semente, serão necessários :(0,254 kg / 0,38 kg / litro ) = 0,668 litros de suspensão, que são equivalentes a 668 ml.

GRANAGEM
A experiência mostrou que se deve usar de 2 a 3 vezes a quantidade calculada. Isto se deve ao fato de que o número de sementes se reduz por uma série de motivos, entre eles : 

muitas partículas se juntam por ocasião do flash que ocorre quando a solução entra no tacho; muitas ficam presas às paredes da tubulação; muitas se dissolvem ao atingir zonas superaquecidas, próximo às paredes dos tubos do tacho.  

GRANAGEM
Portanto, deverão ser adicionados 668 ml x 2 = 1.336 ml. Como serão produzidos 1.200 hl de massa, isto significa 111 ml para 100 hl de massa ³B´ final produzida. Como demonstrado, esta quantidade pode ser calculada, mas, como regra geral, se conseguem ótimos resultados com a utilização de cerca de 100 a 200 ml de pasta de semente para cada 100 hl de massa cozida final a ser arriada. Para a massa B, por exemplo, pode-se aferir esta quantidade podepela medição dos cristais num microscópio com ocular graduada, de forma a se obter cristais com cerca de 0,25 a 0,30 mm. Os operadores de cozimento devem dispor de lupas de mão para observação dos cristais (com aumento de 15 a 20 vezes) e não apenas acompanhar a evolução do crescimento apenas pela lâmina de vidro.

Cozimento do açúcar Sistemas de Cozimento

Cozimento do açúcar Sistemas de Cozimento
Sistema de uma massa cozida. cozida. Sistema de duas massas cozidas. cozidas. Sistema de três massas cozidas. cozidas. A escolha do sistema depende das particularidades e características operacionais de cada usina. Mesmo estes usina. sistemas sendo clássicos e de conhecimento geral, vale a pena listar alguns princípios básicos que são de extrema importância para a produção de açúcar de boa qualidade: qualidade:

Cozimento do açúcar Sistemas de Cozimento
o preparo e a maturação da semente devem ser esmerados, bem como seu manuseio por ocasião da adição ao vácuo de granagem;

não se deve permitir a recirculação de méis, se possível até eliminando-se esta possibilidade pela eliminandoeliminação das tubulações correspondentes, para duas e três massas (retorno de cor e cinzas - com impacto na qualidade do açúcar; aumento do volume de massa cozida);

Cozimento do açúcar Sistemas de Cozimento
se o açúcar C for refundido é recomendável, se possível, enviáenviá-lo para a evaporação, garantindo a dissolução dos cristais e sua homogeneização. Caso não seja possível, é muito importante garantir a dissolução completa dos cristais; pureza do magma - cuidado com o compromisso entre pureza elevada para não recircular impurezas e a qualidade dos cristais recirculados. Purezas da ordem de 88,0 a 90,0 garantem a existência de uma pequena camada de mel envolvendo os cristais, que vai protegê-los das agressões protegêdurante sua centrifugação nas centrífugas contínuas, reduzindo as quebras. limitar o uso de xarope apenas para as massas de alta pureza, não permitindo seu uso na massa B ou C, qualquer que seja a justificativa; se possível eliminar a tubulação correspondente.

COZIMENTO EM DUAS MASSAS

Xarope

Massa ³A´

Massa ³B´

Méis ³A´ Pobre
Ou

Mel ³B´ p/ Destilaria

Rico

Magma Açúcar

Caldo Clarif./ Xarope

COZIMENTO EM TRÊS MASSAS

Massa
Xarope Mel ³A´

Massa
Mel ³B´

Massa ³C´
Filtro

³A´

³B´

Méis ³B´ Rico

Ou

Mel ³C´ p/ Destilaria Caldo Clarificado

Pobre Açúcar Magma Caldo Clarif./ Xarope

Operação do Cozimento
Para a massa B, ou C, temos : 
     

sucção do mel; concentração; granagem; granagem; Crescimento dos cristais (alimentação) ; aperto; descarga; lavagem do vácuo.

Operação do Cozimento
Para a massa A temos as seguintes etapas : 
   

sucção do "pé"; "pé"; crescimento dos cristais (alimentação); (alimentação); aperto; aperto; descarga; descarga; lavagem do vácuo. vácuo.

Operação do Cozimento Massa B ou C
Concentração O operador deverá encher o vácuo com uma certa quantidade de mel, suficiente para cobrir a calandra, mantendo uma pureza média de 75.

Os cozedores deverão preferencialmente estar equipados com sistema de controle de concentração, para que seja possível manter a uniformidade nos diversos cozimentos.
Subir o vácuo, abrir o vapor e concentrar mantendo sempre coberta a calandra, através da admissão de novas quantidades de material. Ao atingir o ponto de granagem, as quantidades alimentadas devem ser suficientes para cobrir o espelho superior da calandra, atingindo a sonda de amostragem, sempre mantendo uma pureza média de 75.

Operação do Cozimento Massa B ou C
Granagem (Cristalização) A condução da granagem pode variar, mas uma boa prática tem sido a seguinte : O pé deve ser de Mel A diluído a 65°Brix, pureza próxima 65° de 75, (mais baixa do que o xarope) cobrindo a calandra. Facilita a formação de cristais regulares, pois a velocidade de cristalização não será muito rápida, facilitando o controle e sendo mais seguro em termos da prevenção do aparecimento de geminados, conglomerados e falsos grãos Quanto maior a pureza menor a faixa de trabalho segura (zona metaestável).

Operação do Cozimento Massa B ou C
a concentração continuará até que o instrumento de controle indique o ponto escolhido de supersaturação ou, no caso da não disponibilidade de sonda, este ponto será identificado pela experiência do cozinhador (ponto de fio - fio estável com os dedos afastados 1 a 2 cm, ou comportamento do mel escorrendo na lâmina seca de vidro). se necessário, alimentar com água quente durante 5 minutos antes da introdução da semente, equilibrando a evaporação e mantendo a concentração (amostrando); manter o vácuo / vapor sob controle de forma que a temperatura fique ao redor de 65 a 67 oC; fechar a água;

Operação do Cozimento Massa B ou C
introduzir a semente, previamente bem agitada e na quantidade determinada, como explicado anteriormente. Abrir e fechar o funil de adição da semente apenas o tempo necessário e suficiente para introdução do volume de semente determinado; logo após a introdução da semente e durante os próximos 15 minutos, alimentar com água quente, equilibrando a evaporação e mantendo a concentração (amostrando). Acompanhar o aparecimento dos cristais, que deverão se mostrar singelos, bem discretos e bem distribuídos na massa; constatando que os cristais estão bem estabelecidos confirmar o vácuo a 25" e, em seguida, começar a alimentar com mel controlando a concentração. Garantir também a alimentação normal de vapor. Cuidar para que a temperatura em momento algum passe de 70 oC (inversão e desenvolvimento de cor);

Operação do Cozimento Massa B ou C
Cuidado com a operação de elevação da temperatura (redução do vácuo) durante a granagem. Da mesma forma que cristais pequenos poderão ser dissolvidos, a semente, ou os cristais que estão se estabelecendo, também poderão ser dissolvidos, comprometendo o trabalho. O volume de granagem deve ser mantido o menor possível (1/3 em vácuos de calandra). Um pé granado muito alto ocupará um volume que deveria ser usado para crescimento dos cristais; A condução da granagem deverá ser aprimorada constantemente pela experiência e pela realimentação frequente de informações vindas da operação, não se descansando na busca do melhor resultado. A frase seguinte foi extraída da apostila ³Sistema de Três massas Copersucar - maio de 1974´ ³Cozimento não é uma arte, mas somente uma questão de observação e hábito´, (Genie, I.S.J., agosto 1962, pág. 232).

COZIMENTO E CRISTALIZAÇÃO DO AÇÚCAR

Operação do Cozimento Massa B ou C
Cuidado com a operação de elevação da temperatura (redução do vácuo) durante a granagem. Da mesma forma que cristais pequenos poderão ser dissolvidos, a semente, ou os cristais que estão se estabelecendo, também poderão ser dissolvidos, comprometendo o trabalho. O volume de granagem deve ser mantido o menor possível (1/3 em vácuos de calandra). Um pé granado muito alto ocupará um volume que deveria ser usado para crescimento dos cristais; A condução da granagem deverá ser aprimorada constantemente pela experiência e pela realimentação frequente de informações vindas da operação, não se descansando na busca do melhor resultado. A frase seguinte foi extraída da apostila ³Sistema de Três massas Copersucar - maio de 1974´ ³Cozimento não é uma arte, mas somente uma questão de observação e hábito´, (Genie, I.S.J., agosto 1962, pág. 232).

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
Crescimento dos cristais (Alimentação) Para alimentação com mel este deverá estar diluído a 65o Bx e isento de cristais. A água contida no xarope e nos méis tem grande importância, pois é ela que, ao evaporar, vai agitar a massa em cozimento, promovendo a circulação natural. Esta circulação é que renovará as camadas de mel ao redor dos cristais promovendo seu crescimento. No começo da alimentação deve ser mantida uma condição ³meio mole´ (pouco acima da condição de granagem).

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
Na alimentação, o cuidado maior deve ser o de se evitar o empoeiramento da massa enquanto os cristais crescem. O vácuo e a pressão do vapor vegetal devem permanecer constantes, pois variações bruscas poderão fazer aparecer novos cristais. A temperatura da massa não deve cair abaixo de 60oC.

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
³EMPOEIRAMENTO DE MASSA´ - cuidado - Não brigue com a poeira pois certamente será perda de tempo. Não esquecer que ao se tentar ³lavar´ a massa para dissolução da poeira, também se estará dissolvendo os cristais maiores já existentes. Ao se reiniciar a concentração toda a sacarose disponível pode não ser absorvida pelos cristais existentes e vai ³empoeirar´ de novo. Dá menos trabalho dissolver e reprocessar. Durante a alimentação, o mel cede sacarose para os cristais que crescerão, diminuindo sua pureza e a evaporação vai aumentando sua concentração. Estes dois fatores devem ser equilibrados para manter a mesma supersaturação, através da alimentação de mais mel.

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
DeveDeve-se procurar manter todas as condições as mais estáveis possíveis, inclusive a alimentação de mel, a fim de se manter a supersaturação constante o que trará um cozimento mais rápido e uniforme. A alimentação não deve ser forçada a uma taxa maior do que aquela em que os cristais podem aceitar sacarose em deposição, ou novos cristais poderão se desenvolver.

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
Levantar o cozimento, no máximo, até 1,5 m de altura acima do espelho superior, para não haver comprometimento da circulação no tacho. Ponto de alimentação: A alimentação pode ser adicionada de forma a facilitar a circulação agindo como lubrificante, diminuindo a viscosidade onde a massa é mais viscosa. Alimentação abaixo dos tubos - cuidado - pode gerar zonas subalimentadas.

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
Desenvolvimento de cor no cozimento (Payne - 2) A cor apresentada pelo cristal de açúcar já lavado é causada pela absorção de compostos coloridos presentes no licor-mãe licorou pelo aprisionamento de licor-mãe no cristal. licorSendo as condições de cristalização as mesmas, então a cor é determinada pela composição do licor-mãe. Parte dos licorcompostos coloridos presentes no licor-mãe é decorrente de licorqualidade de matéria-prima e parte é formada durante o matériaprocessamento do caldo. Na evaporação praticamente não se desenvolve cor, mas a flotação de xarope é uma arma interessante na redução de turbidez e de parte da cor.

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
No cozimento o desenvolvimento de cor é função do produto : (tempo) x (temperatura). Para os cozinhadores resta uma forma de manter a cor no cristal a mínima possível que é prevenindo as inclusões de licorlicor-mãe nos cristais. Quanto mais perfeitos os cristais menor a cor. Isto significa operar os tachos em condições controladas, de forma que os cristais cresçam uniformemente, sendo necessária, como primeira condição, boa circulação. circulação.

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
As inclusões no cristal devem ser evitadas e elas se desenvolvem especialmente quando se permite a dissolução de cristais. A velocidade de dissolução é cinco vezes maior do que a velocidade de cristalização. Quando um cristal se dissolve, primeiro os cantos e as bordas ficam arredondadas. Depois, canais se desenvolvem em suas superfícies. Quando estes cristais começarem novamente a crescer, as bordas dos canais, tendo mais contato com o licor-mãe supersaturado, crescerão mais licorrápido aprisionando o licor -mãe em seu interior, ou seja, um composto colorido.

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
Assim,duas coisas são importantes : 

a lavagem da massa é comum, mas inaceitável, pois inaceitável, certamente resultará em cristais parcialmente dissolvidos; a obtenção de cristais quase perfeitos para uso como sementes. O uso de cristais imperfeitos, ou parcialmente dissolvidos, permitirá que as inclusões comecem logo no início e, provavelmente, se estendendo durante todo o crescimento do cristal. 

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
Aperto 

Neste momento, fecha-se a alimentação e continua-se a concentrar a fechacontinuamassa até se atingir o brix desejado para final do cozimento. O objetivo aqui é obter uma massa com o máximo teor de cristais permitido, buscando um mel o mais pobre possível., mas alguns cuidados tem que ser tomados. Massas de pureza elevada (A) , onde facilmente pode-se chegar à podesituação em que mais de 60 % da sacarose foi cristalizada, requerem cuidado nesta fase, pois podem se transformar numa massa sólida que não poderá ser centrifugada.  

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
Em massas de baixa pureza (C), embora o conteúdo de cristais seja elevado neste estágio, a cristalização é muito lenta devido à baixa pureza do licor-mãe, sendo sua circulação muito difícil. licorCuidado, água de movimentação não deve ser utilizada, pois pode significar um grande problema em função das dissoluções que vão ocorrer. O cozinhador experiente geralmente não precisa apertar a massa. Ele vai conduzindo o cozimento com Brix crescente, de forma que ao final do cozimento a massa estará praticamente no Brix desejado, necessitando, eventualmente, um leve aperto. O brix final da massa

B deve ficar da ordem de 93, enquanto que nas massas C, da ordem de 95.

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
Cortes 

Em condições normais, o açúcar produzido no cozedor de granagem não tem as dimensões necessárias para obter o tamanho desejado do açúcar (0,3 mm), assim é necessário dar continuidade ao processo cortando-se, ou seja, cortandodividindodividindo-se a massa e continuando a alimentação até atingir as dimensões adequadas.

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
Descarga Coleta de amostra : a instalação deve permitir acesso para coleta de amostra de cada cozimento, para determinação de Brix, Pol, Pureza, Conteúdo de cristais e Esgotamento da massa.

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
Lavagem

A remoção de restos de massa que tenham ficado no equipamento é de suma importância para garantia de boa qualidade do produto final. Se possível ferver água no vácuo uma vez por dia, principalmente no de granagem. Limpeza química pode ser recomendável. Havendo possibilidade, deveria ser fervido após cada cozimento. A água utilizada para ferver um tacho pode ser reutilizada em outro tacho antes de ser encaminhada para a dosagem.

Operação do Cozimento Massas A, B ou C
Deve ser utilizado vapor vegetal para evaporação do tacho de cozimento, após toda descarga. Se a limpeza com vapor, ou sprays de água, não for eficaz, deve-se ferver água no interior do vaso, devecobrindocobrindo-se a calandra e abrindo-se o vapor. abrindoDeveDeve-se destacar a influência do material dos tubos e espelhos na eficiência de limpeza. Depois que instalamos tubos de inox bastam 5 minutos de vapor para que fiquem limpos.

COZIMENTO E CRISTALIZAÇÃO DO AÇÚCAR

DILUIÇÃO DE MÉIS

DILUIÇÃO DE MÉIS
Os méis devem ser diluídos a 65 °Bx, sendo esta operação importante substancialmente pelos seguintes aspectos : A água usada na diluição dos méis vai, ao evaporar no tacho, promover a circulação eficaz da massa por ocasião da alimentação, garantindo uma boa velocidade de crescimento dos cristais. A circulação promove a renovação das camadas de mel ao redor dos cristais, garantindo boas velocidades de cristalização; A água deve garantir a dissolução dos pequenos cristais contidos nos méis, que, caso venham a ser enviados ao tacho de cozimento constituirão famílias de tamanho diferente, comprometendo a qualidade do açúcar. Para diluição dos méis não basta simplesmente misturar água. É preciso que se garanta a diluição adequada, a agitação adequada, aquecimento e tempo de retenção.

DILUIÇÃO DE MÉIS
Na diluição dos méis deve-se utilizar água quente (águas condensadas devede vapor vegetal, excluindo-se as águas oriundas dos aquecedores, excluindoque podem conter sólidos provenientes de vazamentos de caldo bruto). Tipos de diluidor: estático ou tanque com agitação vigorosa (três ou mais agitadores) e injeção de vapor. Manter temperatura ao redor de 70oC. Uma forma de reduzir o consumo de vapor é utilizar caldo clarificado que tem os seguintes inconvenientes: 

Ocorre um aumento da pureza do mel, dificultando o esgotamento do mel final. Eventualmente, o caldo clarificado pode conter material em suspensão (bagacilho, principalmente) que poderá incorporar insolúveis ao mel. 

CONTROLE OPERACIONAL
O controle operacional do cozimento é feito, principalmente, pelo acompanhamento das quedas de pureza das massas. Para todas as massas, méis e magma devem ser coletadas amostras para determinação de Brix, Pol e Pureza. Pelas quedas de pureza podemos avaliar o desempenho do setor de cozimento, calculando, inclusive, a recuperação atingida pela fábrica de açúcar.

Exemplo de cozimento de duas massas sem separação de méis (cristal branco):
Massa A Brix: Pol: 92,83 80,31 Mel A 80,52 63,13 78,41 8,10 Massa B 91,44 71,61 78,31 Mel B 85,48 49,76 58,21 20,10 Magma 90,71 82,89 91,38

Pureza: 86,51 Queda de pureza: Pureza do xarope: 85,32

Recuperação: 76,3 %

CONTROLE OPERACIONAL
Com os valores das purezas da massa e do mel podepode-se calcular o conteúdo de cristais na massa e o esgotamento da massa :
Cristal %sólidos ! ( Pureza _ da _ massa  Pureza _ do _ mel ) x100 (100  Pureza _ do _ mel )

Cristal% massa !

( Pureza _ da _ massa  Pureza _ do _ mel) xBrix _ massa (100  Pureza _ do _ mel)

Cristal % Massa varia de 40 a 50%

CONTROLE OPERACIONAL
Esgotamento da massa (Hugot -1) :

% Esgotament !

( Pureza _ da _ massa  Pureza _ do _ mel ) x100 x100 Pureza _ da _ massa _ x _(100  Pureza _ do _ mel )

Recuperação da fábrica - Fórmula SJM R = Recuperação S = Pureza do Açúcar J = Pureza do Caldo M = Pureza do Mel Final
R (%) ! S (J  M ) x 100 J (S  M )

CONTROLE OPERACIONAL
DeveDeve-se buscar um esgotamento de cerca de 55 % para todas as massas. A recuperação da fábrica é função da política de esgotamento do melaço, podendo variar de 60% até 90%. Os valores de Brix, Pol e Pureza das massas cozidas e dos méis, devem retornar aos cozinhadores para comparação dos resultados obtidos em função das ações praticadas no cozimento. É interessante afixar uma lousa ou computador no setor de cozimento para registro, apresentação e analises destes resultados.

PLANEJAMENTO DO COZIMENTO
Para garantia da qualidade do açúcar e atendimento constante das especificações é necessário que as operações no cozimento sejam razoavelmente padronizadas. É preciso definir precisamente o sistema de trabalho a ser empregado e garantir a sua aplicação continuada. Desta forma se uniformiza os procedimentos nos turnos. Sem dúvida, as situações que se apresentam no dia a dia poderão levar a procedimentos diferentes do estabelecido, em função de alguma particularidade ou situação de momento que deverá ser administrada pelo operador/encarregado, sem, no entanto, perder de vista a linha definida.

PLANEJAMENTO DO COZIMENTO
Cortes É normal se ³cortar´ a massa com a finalidade de se atingir o tamanho desejado de cristal. Existe um número recomendado de cortes para cada massa. Quando a massa é submetida a muitos cortes seu tempo de permanência no tacho é aumentado estando, portanto, sujeita a maior degradação de açúcares (inversão, caramelização), com conseqüente desenvolvimento de cor.

PLANEJAMENTO DO COZIMENTO
Massa ³B´ ou ³C´ 


Volume final de massa 9 a 12 Volume de pé granado 1

Pé granado é a quantidade de massa para cobrir a calandra, normalmente 33% a 40% do volume do cozedor Massa ³A´ o número de cortes depende do tamanho de cristal desejado, sendo que bons resultados também são conseguidos na razão de 1:6 a 1:9 Utilizando os parâmetros acima consegue-se cristais de consegue0,25 a 0,30 mm para o açúcar B e 0,6 mm a 0,7 mm no açúcar A

PLANEJAMENTO DO COZIMENTO
É interessante se planejar os cortes e anotá-los anotánum mapa de cortes para acompanhamento e otimização. Na execução de cortes diretos, cuidado durante a transferência. Diferencial de pressão muito grande pode levar a massa a ³flashear´ no tubo de transferência, aumentando a supersaturação e facilitando o ³empoeiramento´.

PLANEJAMENTO DO COZIMENTO
Sementeiras de corte 

Recurso para facilitar as operações de corte. Recurso para diminuir o tempo perdido dos tachos, diminuindo o tempo total de cozimento. O consumo de vapor tende a se tornar mais regular. Administrar o uso da sementeira para a massa não ficar ³estacionada´ indefinidamente, trazendo irregularidade de tamanhos de grãos.   

PLANEJAMENTO DO COZIMENTO
Tamanho dos tachos   

Os tachos de cozimento instalados devem seguir uma modulação que garanta cortes proporcionais. Se os cortes forem desproporcionais certamente teremos cristais com tamanhos diferentes, comprometendo a regularidade e a qualidade do açúcar. Os tachos devem ser ³cubicados´ e receber a instalação de uma escala graduada indicando o volume, na sua parte frontal, ao lado das lunetas.

Os tanques de xarope e mel também devem receber estas escalas de volume, com bóias, para acompanhamento de seus níveis, principalmente quando da ocasião de realização de misturas para se atingir determinadas purezas.

VARIÁVEIS QUE INFLUENCIAM NO ESGOTAMENTO DOS MÉIS

MAS S A C OZ

S ÓLIDOS TOTAIS

S AC AROS E

MISTURAS
Geralmente o pessoal da fabricação se depara com problemas do seguinte tipo : ³Preciso obter uma massa cozida de pureza Pma = 80%, utilizando xarope com pureza de Pxa = 80%, 85% e um mel com pureza de Pme = 70%. Quais proporções devo empregar ?´

MISTURAS
Dados 
   

Pxa = 85% Pmc = 80% Pme = 70% Brix% Xarope = 60% Brix% Mel = 65%

S xa ( Pmc  Pme ) ! S me ( Px  Pmc )

S xa (8  7 ) !2 ! S me (85  8 )

Cálculos Sxa= sólidos no xarope Sme= sólidos no mel

Sxa ! Sme X ! ( Bme / Bxa ) ME X! 65 ME ! ,17 ME 60

COZEDORES
Cozedores são os equipamentos nos quais se fazem o cozimento do açúcar. São equipamentos de troca de calor constando de um corpo, uma calandra (conjunto espelho-tubos) espelhoe um fundo. Existem cozedores contínuos e descontínuos ambos com vantagens e desvantagens

COZEDORES
O QUE SE PROCURA NO PROJETO DE UM COZEDOR MODERNO?

Qualidade da massa cozida 
  

Circulação Facilidade de limpeza Cozimentos rápidos Menor quantidade de pontos pretos

Redução do consumo de vapor e da utilização de água. 


Redução do consumo de águapbeneficia meio ambiente. águap ambiente. Redução do consumo de vaporpexcedente de EE. vaporp EE.

COZEDORES
Caminhos que estão sendo seguidos neste sentido são: são: aumento do número de efeitos na evaporação; uso intenso de sangrias, buscando a menor condensação possível na última caixa (zero seria ótimo - já tem gente no Brasil trabalhando nessa direção), o que implica em redução de volume de água em circulação; utilizar xarope com concentração elevada: u70o Bx; diluir méis em concentração elevada: u70o Bx (menor adição de água ao processo); operação dos tachos de cozimento com vapor VG2, ou com VG3 (melhor ainda em termos de economia de vapor).

COZEDORES
Dos fatos anteriores decorre: A necessidade de construção de cozedores com boa circulação. A necessidade de construção de cozedores com a maior área de troca térmica possível. A necessidade de instalação de circuladores mecânicos, para garantia de circulação eficiente da massa, com vapores de aquecimento de menor pressão (VG2/VG3).

COZEDORES
Materiais de onstrução. r i C R i t r ti l t i ( ( l r r ) r l i ) / ( i l )

COZEDORES
Um cozedor deve ter: desenho do fundo apropriado para garantir boa circulação e volume mínimo parado; preferência deve ser por tubos curtos; altura de massa acima do espelho (máximo 1,5 m); altura livre acima da massa (mínimo 1,5m) para evitar arraste; ponto de alimentação adequado (a posição relativa da sonda pode levar a alimentação ao tubo central, acima do circulador, ou na periferia);

COZEDORES
Circulação de massa (natural e forçada). Projeto deve garantir boa circulação. Promover a renovação das camadas ao redor dos cristais. Razão recirculação: (7 área dos tubos)/(área do tubo central) $ 3 (7 O que garante a ocorrência da circulação quando não se dispõe de circulador? Xarope e méis de alimentação: quando não se dispõe de circulador diluição deve ser a ~65 °Bx. O conteúdo de água é o responsável pela garantia de circulação no tacho. O cozinhador sabe que com xarope muito concentrado o cristal não cresce, aí êle põe água no tacho (que deve ser evitado). Circulação forçada permite o uso de xarope de brix mais alto (70 a 72 °Bx). O que significa economia de vapor. Circulação forçada garante boa movimentação. Na distribuição de semente podemos fechar totalmente o vapor.

COZEDORES
Superfície de troca térmica. Projetos geralmente apresentam valores da ordem de 6,5 m2/m3. Mínimo deveria ser 7,0 m2/m3, quanto maior melhor. Grande disponibilidade de área de troca térmica e circulação forçada permitem o uso de VG3 no cozimento. Tubos de J3´ permitem maior empacotamento de área de troca com mesmas razões de recirculação. Tubos de J4´ facilitam a circulação natural O comprimento dos tubos deve ser entre 0,90 a 1,00 m (máximo) de altura

COZEDORES
Retirada de ondensados. ondensados. i Di t i r itir fr r t i r . r r , l l r r r tir l t r , f r

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COZEDORES
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COZEDORES
Pontos de estagnação. estagnação. Tubos rentes ao espelho (soldado ou mandrilhado, com (soldado a borda removida) Os ³acidentes´ internos devem ser removidos (retenção de massa, vapor de alta temperatura na limpeza do tacho, grumos de massa queimados aparecendo no açúcar).

COZEDORES
CO Í OS E DESCO D tí t r i . C tí r t tí . 
 

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COZEDORES
Por outro lado o cozedor contínuo pode:  

parar completamente a produção se apenas um equipamento for o responsável pelo cozimento de determinada massa; comprometer a qualidade do açúcar pelo desprendimento de grumos e camadas de massa acumulados durante longos períodos de operação. Pode haver o entupimento de tubos por estas camadas.

Há tachos contínuos cujo projeto prevê a paralisação periódica de uma câmara para limpeza, enquanto as demais operam sem interrupção da produção

COZEDORES
Os tachos convencionais podem ser adaptados para cozimento contínuo em cascata Desta forma se tira proveito do consumo uniforme e da produção sem interrupções. Instalação permite que cada tacho possa sair para limpeza enquanto o resto da bateria continua operando

CONTROLE DE COZIMENTOS
Para manter as condições do cozimento estáveis é fundamental a instalação de um sistema de acompanhamento da concentração. Os sistemas mais usados são: 
  

condutividade elétrica, viscosidadeviscosidade-consistência, rádio frequência, índice de refração

CONTROLE DE COZIMENTOS
Condutividade elétrica

A condutividade elétrica de uma solução açucarada é uma forma de indicar a concentração da massa cozida. A condutividade das massas decresce com o aumento de supersaturação e com o aumento do conteúdo de cristais, assumindoassumindo-se que a pureza do licor mãe seja constante. A condutividade aumenta com o aumento de temperatura. Alterações no teor de não açúcares influenciam nesta medida. Funciona bem para massas B e C ( baixa pureza) A sonda de condutividade pode se incrustar, de modo que periodicamente necessitam de limpeza.

CONTROLE DE COZIMENTOS
Rádio frequência para massas com pureza acima de 93 A Fletcher Smith, possui dois tipos sonda: Monotrac e Duotrac. Para massas A a sonda Monotrac tem se mostrado mais adequada. O sinal de rádio frequência sofre influência da temperatura e da pureza e, portanto, o set-point precisa setser estabelecido de acordo com cada caso. Também estas sondas podem incrustar-se, seja em incrustarcozimento batelada ou contínuo, e, portanto, necessitam limpeza periódica.

SONDA FS DUOTRAC

CRISTALIZAÇÃO POR RESFRIAMENTO
A massa cozida é descarregada dos cozedores para tanques com agitação denominados cristalizadores. Os cristalizadores de massa A tem por objetivo único servir como elemento regulador de fluxo para a alimentação das centrífugas (tanques pulmão) Os cristalizadores de massa B (duas massas) ou C (três massas) tem por objetivo continuar a remoção de sacarose do licor mãe até o máximo esgotamento possível. No Brasil utilizado quase que só como tanque pulmão. Tempos residência de até 72h são encontrados no exterior. Sistemas de resfriamento podem e devem ser instalados. O mel final pode perder 5 pontos na pureza. Os cristalizadores verticais ocupam pouco espaço físico

CENTRIFUGAÇÃO DO AÇÚCAR

CENTRIFUGAÇÃO
O açúcar é separado da massa cozida por CENTRÍFUGAS SubmeteSubmete-se a massa cozida à ação da força centrífuga contra uma tela que permite a passagem do líquido mas impede a passagem dos cristais de açúcar. (A força centrifuga pode ultrapassar 2000 g) TIPOS DE TELA Sempre é necessário ter uma tela e uma contratela devido à força éxercida. Normalmente são usadas telas com slots.

Tela de centrífugas com ³slots´ (rasgos)

Anterior: Dimensões dos slots Posterior:

0,28mm 0,40mm

Área aberta: 24% / 26%

Material : aço inoxidável especial
Vantagens sobre os furos redondos Maior área aberta (25% contra 17%). Os slots cônicos previnem o entupimento pela maior abertura na parte posterior Retem cristais menores Maior rapidez na purga e menor pureza do mel

Tela de centrífugas com ³slots´ (rasgos) Tela para alto fluxo

Normal Alta durabilidade

CENTRIFUGAÇÃO DA MASSA A
Para o açúcar A (produto final) são, normalmente, utilizadas centrífugas bateladas automáticas. Os ciclos de uma centrífuga automática são: Aceleração e carga Purga Lavagem com água e vapor Frenagem Descarga As centrífugas atuais fazem de 18 a 24 ciclos por hora.

CENTRIFUGAÇÃO DA MASSA A
Ciclo típico de uma centrífuga automática Carga:20´ Purga de mel pobre: 20´ Lavagem com água: 15´ a 30´ Lavagem com vapor: 15´ a 2¶ Frenagem e descarga: 1¶ Tempo total: 2¶30´ a 4¶

CENTRIFUGAÇÃO DA MASSA A
Exemplo de divisão do ciclo de acordo com a rotação: 
   

Carga: 20´ Aceleração: 35´ Centrifugação: 25´ Frenagem: 35´ Descarga: 20´

CENTRIFUGAÇÃO DA MASSA A
A lavagem com água (80 a 90oC) deve começar logo que cesse a saída de mel (normalmente ainda durante a etapa de aceleração). A lavagem com vapor (5 kgf/cm2 ± 160oC) começa logo após a lavagem com água. Água superaquecida (110 a 115oC) pode substituir a lavagem com vapor.

CENTRIFUGAÇÃO DA MASSA A
O modelo das centrífugas contém a capacidade de carga de massa cozida ( p. ex MAC 1250 ou P 650). ConsiderandoConsiderando-se a % de cristais em torno de 45 e o ciclo tem-se a capacidade de produção de temaçúcar de cada máquina. Os sistemas de controle atuais são por PLC e os motores têm inversores de frequência.

MELACEIRO

VKVK-1750

CESTO VK 1750

SEPARAÇÃO DE MÉIS
O primeiro mel que saí da centrífuga é mais pobre do que o mel que é produzido durante a operação de lavagem do açúcar, assim a separação de méis visa aumentar o esgotamento da massa cozida ( menor pureza do mel pobre) Instalação mais complicada. Sistema de diluição, bombas e tanques em duplicata. duplicata. Se consegue boas recuperações sem separação de méis. Separando méis caí a pureza do mel ³A´. As vezes precisamos que o cristal cresça um pouco mais na massa ³B´ o que leva à necessidade de purezas um pouco maiores no mel ³A´, o que nos obrigaria a parar de separar méis.

CENTRIFUGAÇÃO DA MASSA B ou C
As centrífugas de massa B ou C são centrífugas contínuas. Ou seja, recebem carga (massa B ou C) e liberam o mel (mel final ou melaço) e o açúcar B ou C para serem utilizados como magma ou refundidos. São máquinas bem mais simples do que as automáticas. Suas capacidades são dadas em toneladas por hora de massa processada ( KONTI 10 ou 12) etc.

CENTRÍFUGAS CONTÍNUAS

CENTRÍFUGAS CONTÍNUAS

VK 14

CESTO VK 14

ALIMENTAÇÃO VK 14

COMPONENTES BASICOS DAS CENTRIFUGAS CONTÍNUAS
Caixa Construída em aço carbono tem a finalidade de acomodar o cesto e conduzir os cristais para o transportador de magma. Possui internamente um compartimento separador de mel. Cesto Giratório Construída em aço inox tem formato cônico com inclinação de 34° e possui uma contra tela fixa, do mesmo material, sobre a qual são fixadas as telas. O cesto esta acoplado sobre o cabeçote que transmite a força centrifuga.

COMPONENTES BASICOS DAS CENTRIFUGAS CONTÍNUAS
Telas As telas são construídas em aço níquel-cromo, com furação de 0,06 a 0,09 mm, atualmente temos no mercado as telas (stork) telas com áreas aberta maiores.
Tipo 40/10 40/10 Medida furo 0,09 x 1,68 mm 0,06 x 1,66 mm Espessura 0,23 mm 0,25 mm Área Aberta 9,5% 7,0%

Tipo 70/10 70/10 70/10

Medida furo 0,04 x 2,2 mm 0,06 x 2,2 mm 0,09 x 2,2 mm

Espessura 0,30 mm 0,30 mm 0,30 mm

Área Aberta 10,0% 15,0% 22,0%

COMPONENTES BASICOS DAS CENTRIFUGAS CONTÍNUAS
Cabeçote de acionamento Tem a finalidade de transmitir a potencia do motor elétrico para o cesto giratório ao qual esta acoplado. O cabeçote de acionamento é composto basicamente de: - Polia - Eixo - Rolamento - Retentores - Sistema de lubrificação A lubrificação é feita através de circulação de óleo, onde a centrifuga nunca deverá ser ligada sem ligar a bomba de óleo, existe um pressostato que bloqueia o acionamento do motor quando a bomba não estiver ligada.

COMPONENTES BASICOS DAS CENTRIFUGAS DESCONTÍNUAS
Cesto É construído em chapa de ferro fundido perfurada. Tem formato cilíndrico e é revestido com pintura epóxi, já temos alguns cesto de inox disponíveis. Possui extremidade inferior raiada, onde é fixado o eixo de acionamento. No cesto são fixadas as contra-tela, que são de latão ou inox, tendo a tela furações de 0,5 mm de diâmetro e a contra-tela furações de 5 mm de lado.

COMPONENTES BASICOS DAS CENTRIFUGAS DESCONTÍNUAS
Cabeçote de acionamento Onde esta o eixo de acionamento, juntamente com os rolamentos e o acoplamento do motor elétrico da centrifuga. Possui sistema de lubrificação manual, através do qual é realizada, uma vez por dia a lubrificação dos rolamentos. Limitador de carga Tem a função de controlar a camada de massa no cesto. Trabalha em combinação com a valvula de alimentação, a qual esta ligada pneumaticamente em paralelo, o limitador de carga comanda a abertura e fechamento da mesma.

COMPONENTES BASICOS DAS CENTRIFUGAS DESCONTÍNUAS
Bicas de Jogo Construídas estruturalmente em aço carbono com as partes em contato com açúcar em aço inox, tendo como finalidade transportar o açúcar centrifugado até o elevador de canecas. Seu acionamento é feito por motores elétricos acoplado a girabrequim que transmitem o movimento de oscilação para o transporte do açúcar.

SECAGEM DO AÇÚCAR
O açúcar saí com uma umidade de cerca de 0,5 a 1,5 % e temperatura entre 56 a 60 °C. O açúcar úmido tende a empedrar e a deteriorar (aumento de cor) devido aos agentes microbiológicos. Assim é necessário secar o açúcar. O açúcar cristal pode ter no máximo 0,03% de umidade. Tão importante quanto secar é resfriar o açúcar, pois se o mesmo estiver quente ele vai absorver umidade do ar, causando o empedramento e o amarelecimento do açúcar.

SECADOR ROTATIVO
É construído por um tambor rotativo de chapa, instalado ligeiramente inclinado, girando sobre mancais. Nos melhores projetos são divididos em 02 estágios, sendo secagem e resfriamento. O sistema todo ainda compõe de aquecedor de ar, exaustor, ciclone e separador de pó. O aquecimento do ar é feito por um radiador que auxiliado por um exaustor, insufla ar aquecido em contracorrente com açúcar. Internamente e longitudinalmente é soldado canecas para levantar o açúcar e deixar cair para maior contato do ar quente com o açúcar

SECADOR LEITO FLUIDIZADO
É construído por uma caixa de chapa aço carbono e nas partes em contato com o açúcar em aço inox, instalação plana, normalmente alimentado por rosca. É divididos em estágios, de acordo com numero de estágios dividi-se em ar quente e ar frio. O ar quente para dividisecagem e ar frio resfriamento. O sistema é composto por alimentação de açúcar, alimentação do ar que é aquecido por radiador, exaustor, ciclone e separador de pó, sistema de retirada do açúcar.

ENSAQUE DO AÇÚCAR
Após a secagem o açúcar é enviado para peneiras vibratórias, que podem ter 02 funções:
Separação do açúcar por granulometria Separação de torrão

Depois o açúcar passa por sistema de separador magnético, composto de barra imantada que fazem a retenção de qualquer material magnético. Em seguida o açúcar é embalado, podendo variar de acordo com programado, sacos de 50 kg, big bag¶s de 600 a 1.200 kg, bem como a granel.

ARMAZENAGEM DO AÇÚCAR
O açúcar após ensaque terá duas opções:
Direto para o cliente Armazenagem para posterior comercialização.

Armazenagem pode ser em depósitos de:
Alvenaria Estruturado Inflável Alternativo

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