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Modelo de Resenha

Modelo de Resenha

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Prof.: Márcio Douglas



Be|em Be|em Be|em Be|em Po(ó Po(ó Po(ó Po(ó
2004 2004 2004 2004





5

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO .............................................................................................................3
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 4
2. REDAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA ........................................................................ 5
2.1. Objetividade ................................................................................................................ 5
2.2. Coesão e Coerência ................................................................................................... 5
2.3. Clareza e Precisão ...................................................................................................... 5
2.4. Imparcialidade ............................................................................................................. 6
2.5. Conjugação Verbal ..................................................................................................... 6
3. OS GÊNEROS DE TEXTOS: RESUMO E RESENHA ......................................... 7
3.1. Resumo ........................................................................................................................ 7
3.2. Resenha ....................................................................................................................... 7
3.3. Esquema Explicativo de como Elaborar uma Resenha .......................................... 7
. Exemplo I ....................................................................................................................................... 9
. Exemplo II .................................................................................................................................... 10
. Exemplo III .................................................................................................................................... 12
4. AS PREOCUPAÇÕES COM OS TRABALHOS ACADÊMICOS ........................ 15
4.1. Normas de Trabalhos acadêmicos segundo as regras da ABNT......................... 15
4.2. Características Físicas do Trabalho Científico .......................................................19
4.2.1. Digitação ......................................................................................................... 19
4.2.2. Alinhamento .................................................................................................... 19
4.2.3. Impressão do documento ................................................................................. 20
4.2.4. Margem ............................................................................................................ 20
4.2.5. Capa ................................................................................................................ 20
4.2.6. Folha de rosto .................................................................................................. 21
4.2.7. Referências ..................................................................................................... 22
4.2.8. Apresentação .................................................................................................. 22
4.2.9. Notas bibliográficas ......................................................................................... 22
5. OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ........................................................................ 25
5.1. Conteúdo e Idéias ...................................................................................................... 25
5.2. Organização e Forma ....................................................................................... 25
5.3. Convenções da Escrita .................................................................................... 25
6. PROPOSTA DE TRABALHO .............................................................................. 26
7. BIBLIOGRAFIA ................................................................................................... 27




6


APRESENTAÇÃO


Hoje, o cidadão do mundo é o cidadão de símbolos e
códigos que são traduzidos pela incrível capacidade
humana de escrever a sua história e de ler a sua produção
e arte. Ter habilidade com a LEITURA e a ESCRITA será
sempre atual, porque assim conseguimos descobrir o que
somos e para aonde podemos ir.
Por isso, estar atento e disciplinado com o ofício da leitura e
da escrita é indispensável para continuar sendo cidadão do mundo
que vai interferir na vida das pessoas e das organizações.
Neste sentido as “Diretrizes Básicas para
Elaboração de Resenhas” é uma contribuição objetiva e
didática dos professores de metodologia geral e de
comunicação nas organizações, para colaborar com
nossos alunos no exercício do ler e do escrever textos
acadêmico-científicos. Daí a sua importância, sobretudo
por que foi fruto da experiência docente que sempre, de
forma criativa, busca instrumentos capazes de somar ao
processo de aprendizagem.
A todos boa leitura e muita inspiração.

Gestores e Coordenadores da Área de Ciências Sociais
Aplicadas.

Maio/2004.
7
2. REDAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA

O estilo de redação de documentos técnico-científicos e
acadêmicos apresenta características próprias, diferindo do utilizado em outros
tipos de composição, como a literária, a jornalística, a publicitária.
Devem ser observados alguns princípios básicos para a redação
técnico-científica, os quais são especificados a seguir:

2.1. Objetividade

No curso da linguagem técnico-científica, o tema precisa ser tratado de
maneira direta e simples, obedecendo-se a uma seqüência lógica e ordenada
na apresentação das idéias e evitando-se o desvio do assunto em
considerações irrelevantes.

2.2. Coesão e Coerência

O trabalho deve ter coesão, coerência e progressão na exposição das
idéias de modo a facilitar a interpretação de texto. O objetivo inicial deve ser
mantido ao longo de seu desenvolvimento.
A explanação deve se apoiar em dados e provas e não em opiniões que
não possam ser confirmadas.

2.3. Clareza e Precisão

A fim de facilitar a leitura e o entendimento do conteúdo que se quer
expor, é importante:

a) apresentar as idéias de modo claro, coerente e objetivo, conferindo a
devida ênfase às idéias e à unidade ao texto;
b) evitar comentários irrelevantes, acumulações de idéias e
redundâncias;
c) usar um vocabulário preciso evitando as linguagens rebuscadas e
prolixas;
d) usar a nomenclatura técnica aceita no meio científico;
e) evitar termos e expressões que não indiquem claramente
proporções e quantidades (médio, grande, bastante, muito, pouco, mais,
menos, nenhum, alguns, vários, quase todos, nem todos, muitos deles, a
maioria, metade e outros termos ou expressões similares), procurando
substituí-los pela indicação precisa em números ou porcentagem, ou optando
por associá-las a esses dados:

Ex.: Em Curitiba 80% da população...
As chuvas atingiram cerca de 450 residências.
A grande maioria (90%) da população pesquisada concorda com...

f) evitar adjetivos, advérbios, locuções e pronomes que indiquem
tempo, modo ou lugar de forma imprecisa, tais como: aproximadamente,
antigamente, em breve, em algum lugar, em outro lugar, adequado,
inadequado, nunca, sempre, raramente, às vezes, melhor, provavelmente,
8
possivelmente, talvez, algum, pouco, vários, tudo, nada e outros termos
similares.

2.4. Imparcialidade

Na redação de documentos técnico-científicos e acadêmicos, o autor
não deve fazer prevalecer seu ponto de vista, sua opinião e seus preconceitos.
Ao mesmo tempo, deve evitar idéias preconcebidas, não subestimando a
importâncias das idéias em debate, nem subestimando outras que pareçam
contraditórias ou menos abrangentes.

2.5. Conjugação Verbal

Geralmente no texto técnico-científico e acadêmico, utiliza-se a forma
impessoal dos verbos:

Ex.: Procurou-se mensurar a reação da planta quando aplicado o
inseticida.
Para obtenção dos dados, aplicou-se uma entrevista estruturada.

Em algumas raras exceções dependendo da finalidade e do nível de
formalidade do documento, pode-se adotar a primeira pessoa do singular ou do
plural é o caso de relatórios de participação de eventos, resenhas e
justificativas para ingresso em cursos de pós-graduação:

Ex.: O meu ver a administração atual ...

9

3. OS GÊNEROS DE TEXTOS: RESUMO E RESENHA


3.1. O Resumo (de conteúdo): traz somente as idéias do autor lido.
Você escreve com as suas palavras as idéias do autor e também pode fazer
transcrições, ou seja, trazer para o resumo trechos com as palavras do autor
exatamente como estão no texto lido, que sempre estarão com destaque
gráfico (ou aspas, ou negrito, ou itálico).

3.2. A Resenha: além de trazer as idéias do autor lido, traz uma análise
sobre o conteúdo. Tal análise deve evidenciar seus comentários sobre o texto,
questionamentos, suas posições, impressões etc.
Veja a seguir algumas das características de uma resenha: primeiro
informe a bibliografia da fonte que foi resenhada; depois faça a resenha
alternando o resumo das idéias do autor com suas análise e comentários. Vale
destacar que não é errado fazer primeiro todo o resumo e depois tecer os
comentários e análise. O primeiro estilo, no entanto, é mais aceito no âmbito
acadêmico científico.

3.3. Esquema Explicativo de como Elaborar uma Resenha

A Resenha Fase 1: A Leitura Dirigida

Passo 1: Faça a leitura do texto sem sublinhar nada, para identificar
a idéia/mensagem central. Ao final pergunte-se: qual é a
idéia/mensagem principal do texto? E as secundárias? Do que trata
o texto? Se você não conseguir responder a essas perguntas, leia
novamente. Se responder, passe para o segundo momento.

Passo 2: Leia novamente o texto para destacar os trechos
significativos e representativos da idéia central, os argumentos, os
comentários do autor e informações complementares. Observe a
estrutura dos parágrafos e perceba a relação coesiva que existe
entre eles. Agora sublinhe, marque, faça os destaques dos
parágrafos significativos.

A Resenha Fase 2: O Momento de Resumir

Passo 3: Faça uma capa e uma folha de rosto para a sua resenha.

Passo 4: Comece escrevendo a Referência Bibliográfica do texto
segundo as normas da ABNT (verificar normas no item 3.1).

Passo 5: Comece fazendo um resumo, sintetizando o conteúdo do
texto. Use sempre o verbo na terceira pessoa.
10

Sugestões:
Dicas para resumir.
1) Seja fiel às idéias do autor: fidelidade e objetividade são
instrumentos importantes;
2) Desenhe o fio condutor do texto: apresente o plano lógico
utilizado pelo autor;
3) Procure sintetizar as idéias: conceitos fundamentais e
idéias centrais.


Passo 6: Faça citações do autor para fundamentar melhor as idéias
dos trechos que marcou, que sublinhou. Após cada trecho coloque o
número da página entre parênteses.
Exemplo:
Refere que: “as relações humanas devem ser
preservadas” (p.23).

A Resenha Fase 3: O Momento das idéias pessoais

Passo 7: Faça agora seus comentários sobre o que entendeu e
como entendeu o texto. Escreva sua opinião, seu entendimento
sobre as idéias contidas no texto. Faça referência a outros autores
lidos. Use o verbo na primeira pessoa.

Sugestões:
1. Trata-se de uma avaliação que o resenhista faz do trabalho
analisado, destacando aspectos positivos e negativos do
mesmo;
2. Pode-se iniciar mostrando se o autor conseguiu alcançar os
objetivos a que se propôs;
3. Pode-se demonstrar se o tema tratado pelo autor é relevante
e se apresenta originalidade (conhecimentos novos);
4. Pode-se explicitar falhas, incoerências e limitações na
abordagem adotada pelo autor.


11
Exemplo I:
1


LUCKESI, C. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez, 1992. Cap.2

A educação pode ser discutida em sua conexão com a sociedade a
partir de três dimensões, que passaremos a tratar a seguir. Cada dimensão
tem características específicas e o autor garante que ainda estão presentes no
atual contexto educacional. Concordamos com essa afirmativa pois temos
presenciado as três posturas em diversos ambientes de ensino.
A primeira dimensão é apresentada pelo autor com a denominação
de Redentora. Nessa dimensão a escola é ativa em relação à sociedade
(Escola Sociedade). Essa ação da escola é para integrar os elementos à
sua estrutura, ao todo social. Nessa perspectiva, caberá à educação: adaptar o
indivíduo ao meio; curar as mazelas sociais; recuperar a harmonia perdida;
restaurar o equilíbrio; reordenar o social; regenerar os que estão à margem da
sociedade.
Entendemos que tais atribuições dadas à educação colocam-na na
posição de salvadora e realmente redentora dessa sociedade conturbada e
confusa. O alvo dessa educação são as crianças. O principal mentor intelectual
é Comênio e sua obra sobre a didática. Tais características são evidentes na
educação tradicional e na escolanovista.
A segunda dimensão apontada pelo autor é a Reprodutora. Aqui, a
escola é totalmente passiva diante da sociedade (Escola ⇐ Sociedade). Essa
passividade reflete seu papel de mera reprodutora do meio. Não há
determinações mas somente constatações. O autor aponta que: a educação
reproduz a sociedade; reproduz a força de trabalho; reproduz saberes práticos;
ensina as regras dos bons costumes; reproduz a submissão/capacidade de
manejar; enfim faz a sujeição ideológica.
Constatamos que nessa dimensão a educação deve priorizar o saber
fazer e o saber comportar-se. Ensinam-se uns a obedecerem e outros a
mandarem. A sociedade surge como condicionante do fazer educativo que é
restrito a ser um aparelho ideológico do Estado. É por meio da veiculação da
ideologia do opressor que mantemos o oprimido submisso. O alvo dessa
educação são todas as faixas de ensino. O mentor intelectual dessa análise é
Louis Althusser e a tendência tecnicista é aquela em que é mais presente.
A terceira dimensão referida pelo autor é a Transformadora. Aqui, a
escola volta a ser ativa, mas de uma maneira positiva pois poderá: realizar e
mediar um projeto de sociedade; trabalhar pela democratização; partir dos
condicionantes históricos; atingir objetivos sociais e políticos; criticar o sistema;
propor mudanças; agir na realidade.
Pensamos que essa dimensão é o nosso maior desafio. Acreditamos
que através de estratégias participativas e construtoras de novos saberes
estaremos em melhores condições de propor transformações e criar projetos
concretos que visem um novo contexto social e humano. Urge uma nova
educação, novos educadores, novos educandos. Eis o desafio!!

1
Resenha elaborada pela Profª. Drª. Elizabeth Teixeira (1999).

12

Exemplo II:
2


GERALDI, J. W. (org.). Unidades básicas do ensino do português. In: O texto
na sala de aula: Leitura e produção. 2ª ed., Cascavel: Assoeste, 1985.

O ensino-aprendizagem da língua portuguesa, há muito, vem se
deparando com a problemática da leitura, da produção de textos e da análise
lingüística abordada em sala de aula.
A proposta do professor João Wanderley Geraldi, no texto “Unidades
Básicas do Ensino do Português”, referente a essa problemática, apresenta
pontos positivos, os quais podem ser aplicados e/ou adaptados, considerando
a realidade vivenciada por nós, professores, em sala de aula; no entanto com
algumas ressalvas.
Tal proposta sugere um trabalho de leitura com textos “curtos”: crônicas,
reportagens, etc; e com textos “longos”: romances e novelas, em que o aluno
teria de ler pelo simples prazer, sem algum tipo de avaliação.
A proposta de leitura em sala de aula, a partir da seleção de diferentes
gêneros de textos, a fim de desenvolver o gosto pela leitura, pode ser válida;
porém o descompromisso em avaliar o aluno, seja por meio de fichas, de
relatórios, como é proposto pelo autor, é que deixa a desejar. Penso que o
aluno não deve deixar de ser avaliado, não por critérios rígidos e
intransigentes; mas por uma avaliação que considere sua série e sua faixa
etária.
A tentativa do autor em relacionar os três aspectos – a leitura de textos,
a produção de textos e a análise lingüísticas – é viável. A leitura de textos,
considerando o aspecto quantitativo, possibilitará ao aluno o maior contato com
os mesmos. Assim, segundo o autor, melhor será o seu desempenho e maior
será a possibilidade de desenvolver o gosto pela leitura.
A prática da leitura subsidiará o trabalho com a produção de textos, pois
quanto maior o número de leitura, maior será a reflexão do aluno e melhor será
o seu desenvolvimento na formação de idéias, afirma Geraldi.
É bastante pertinente a proposta do professor, pois acredito que uma
das maiores dificuldades do aluno na produção de textos é a falta do que dizer,
a falta de organização de idéias.
Sugere que, a partir da produção textual do próprio aluno, pode-se iniciar
a prática da análise lingüística. Concordo com essa sugestão, mas o professor
não pode se esquecer de criar meios para não constranger esse aluno. Essa
análise não pode limitar-se a simples correção de aspectos gramaticais, mas
sim deve conduzir o aluno a reescrever seu próprio texto, fazendo com que ele
consiga elaborar conscientemente textos com sentidos.
A proposta do professor Geraldi referente ao trabalho com textos em
sala de aula é salutar, uma vez que concebe linguagem enquanto interação
entre produtor, texto e leitor.
Creio que o aluno, para desenvolver a habilidade de produção de textos,
precisa previamente de bastante leitura. Somente a partir daí ele poderá
compreender a estrutura de seu código lingüístico e utilizá-lo de forma
consciente na produção de textos.

2
Resenha elaborada pelo Prof. Marcos Nahmias (2004).
13
Percebo que os professores de língua materna, em geral, sabem que o
ensino de português está em crise. O problema da linguagem foi
exaustivamente tratado por vários autores que tematizam a questão da crise ou
do fracasso do ensino/aprendizagem de língua, entre eles é relevante citar
Rocco (1981), Travaglia e outros (1984), Ilari (1984), Geraldi (1985-a), entre
outros. Esses autores apresentam uma situação lingüístico-padagógica que
merece cuidado e apontam para a necessidade de uma mudança no ensino da
língua portuguesa.
A própria prática pedagógica, em todos os níveis, deixa clara essa crise.
Há professores insatisfeitos com seu trabalho, inseguros em suas aulas, com
problemas em todos os setores, desde o econômico até a falta de interesse
dos alunos. Na verdade, alguns se acham incapacitados, sem saber como e o
que ensinar nas aulas de língua portuguesa.
Penso que se deve fazer um diagnóstico da situação de “crise”, e a partir
daí instaurar e alimentar um amplo debate sobre a língua portuguesa e seu
ensino, considerando a situação da escola como um todo. O professor deve
utilizar-se desses diferentes aspectos de acordo com a realidade na qual sua
prática está inserida.
Os objetivos a serem alcançados na aplicação das atividades devem ser
bem claros, assim o próprio aluno entende a funcionalidade do que está sendo
desenvolvido pelo professor e sente-se motivado em fazer parte do processo
de ensino/aprendizagem.
Acredito que as propostas de leitura em sala de aula, como a
apresentada por Geraldi, representam sempre um dos caminhos para uma
tentativa de compreensão do processo ensino-aprendizagem de língua
materna tanto de crianças quanto de adultos. A utilidade do ensino está no
preparar para o exercício da cidadania e para se chegar a este fim é preciso
reavaliar as práticas em sala de aula, replanejar, ver no aluno um construtor do
conhecimento, um sujeito capaz de influenciar no processo de ensino-
aprendizagem.
14

Baseando-se em Lakatos e Marconi, apresentamos a seguinte Estrutura de
Resenha:

01. Referência Bibliográfica;
02. Credenciais do autor: informações gerais sobre o autor;
03. Conhecimento explicitado e detalhado do conteúdo da obra;
04. Conclusões do autor da obra lida;
05. Apreciação pessoal: julgamento da obra, seu mérito, estilo, forma
e público alvo.

Exemplo III:
3


1) REFERÊNCIA DA OBRA

PEREIRA, J. B. B. Cor, profissão e mobilidade: o negro e o rádio de São
Paulo. São Paulo: Pioneira, EDUSP, 1967. 285p.

2) CREDENCIAIS DA AUTORIA
João Baptista Borges é brasileiro. Graduou-se em Ciências Sociais pela
USP.Obteve o grau de mestre na Escola Pós-Graduada de Ciências Sociais, da
Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo; doutorou-se pela Faculdade
de Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, sendo atualmente titular de
Antropologia e chefe do Departamento de Ciências Sociais.
Publicou as seguintes obras: Italianos no Mundo Rural Paulista e A Escola
Secundaria numa Sociedade em Mudança.


3) CONHECIMENTO DETALHADO DA OBRA LIDA

Depois da Primeira Grande Guerra Mundial inicia-se no Brasil o processo de
industrialização. E ao Brasil rural, cuja sociedade se divide em estamentos, contrapõe-
se num Brasil urbano, cuja sociedade e de classe.
Além do crescimento natural, as populações aumentam também o resultado
das migrações internas, que começam a existir e, sobretudo, devido à migração
estrangeira modificam o panorama étnico brasileiro. Modifica-se a pirâmide social e as
Revoluções de 22, 24 e 30 atestam tal fato. O operariado aumenta em proporção
superior à da população, a publicidade começa a entrar em como estimuladora de
consumo.
Como conseqüência dessas mudanças, a estrutura ocupacional se amplia e
diversifica, abrindo novas oportunidades de trabalho remunerado e fazendo surgir
novas profissões. Cor, nacionalidade, posição de família, fortuna e grau de
escolaridade passam a ser fatores de posicionamento dos indivíduos nos novos
grupos sociais.
É dentro desse quadro de efervescência que surge e se desenvolve a
radiodifusão.
O rádio surgiu no Brasil como uma proposta educacional. Posteriormente, a
realidade de seus altos custos obrigou que se recorresse à publicidade como fonte de
receita. Por outro lado, o desenvolvimento industrial fazia necessária a procura de
novas mídias, e o rádio oferecia-se como adequado para tal.
Três grupos, externos ao rádio mas a ele ligados, exercem influencias sobre
seus rumos: os anunciantes, os publicitários e o público. O anunciante pode tentar

3
Modelo de resenha adaptado de LAKATOS e MARCONI (2001)
15
influir no padrão da emissora, pois é de seu interesse que a emissora obtenha boa
audiência. O publicitário atua como intermediário entre a emissora e o anunciante. O
público atua de varias maneiras, de acordo com seu grau de interesse e participação.
A maioria só influi na programação numericamente, detectada através de pesquisa de
audiência. Uma pequena parcela participa através de cartas e telefonemas e outra,
ainda menor, comparece aos auditórios. Por fim, existem os calouros e fãs-clubes.
O rádio, como estrutura empresarial, divide-se em três setores: administrativo,
técnico e programático, sendo que, nesse último, a hierarquia não segue os padrões
formais, inexistindo a correspondência entre cargo e poder. Também nesse setor
aparecem oportunidades profissionais para aqueles que não tem escolaridade nem
informações técnicas.
O censo de 1950 acusava 37,5% da população brasileira como sendo de cor,
11,2% do Estado de São Paulo e 10,2% da população do município de São Paulo.
Para os indivíduos de cor, a integração no sistema sócio-econômico é difícil, sendo as
posições de maior destaque e melhor remuneração obtida mais facilmente pelos
brancos. Contudo, no setor programático da rádio, em especial como cantor popular, o
negro encontra possibilidade de participação e ascensão.
Também a freqüência a programa de calouro é importante. Alguns indivíduos
a vêem como possibilidade de entrar para o meio radiofônico como profissionais,
embora, na realidade, a porcentagem de aproveitamento desses elementos seja
inexpressiva. Outros, mesmo conscientes dessa impossibilidade, apresentam-se como
calouros para obter uma compensação de sua realidade cotidiana, que lhe é oferecida
pelo contato com pessoas famosas e por uma notoriedade momentânea quando se
apresenta no programa e é visto, se vê aplaudido.
Entre as dificuldades que o negro encontra em penetrar no rádio, poucos
entrevistados se referem à cor como fator de influência. Atribuem essa dificuldade à
falta de instrução, falta de “padrinho” e falta de talento. Tanto entre profissionais como
entre calouros, o tema cor é um tabu, existindo pouca consciência dos problemas
raciais. Os negros que obtêm sucesso servem como mitos e incentivos aos que
buscam.
A partir da década de 20 surgem no meio musical brasileiro uma procura das
raízes nacionais em contraposição aos valores europeus. Nesse contexto, a música
negra obtém aceitação e destaque. A expansão do rádio colaborou para difusão da
música urbana, permitindo maior destaque para musica de origem negra divulgada
através do rádio. A revalorização da música e de todo complexo cultural a ela ligado
trouxe consigo a valorização do elemento humano identificado com ela: o negro.

4) CONCLUSÕES DO AUTOR DA OBRA LIDA

O meio radiofônico representa uma área de excepcional aproveitamento
profissional do negro ao mulato, embora existam algumas resistências, manifestas ou
não, à ampliação das atividades desses elementos humanos nesse meio e no campo
ocupacional adjacente. Esse aproveitamento é excepcional sobretudo no que se refere
às possibilidades de acesso do homem de cor a inéditas e variadas oportunidades
existentes em nossa sociedade para os que se dedicam à profissão de radialista.
No todo da sociedade brasileira, o negro enfrenta dois estágios de barreiras à
sua ascensão: o primeiro representado por fatores sociais e educacionais, resultantes
do fato de pertencer o negro, geralmente, às camadas sociais mais baixas da
população; o segundo estágio, que se refere ao problema racial propriamente dito,
atinge apenas aqueles indivíduos que obtiveram condições profissionais de competir
em áreas mais destacadas da atividade profissional, e que são uma minoria.
O primeiro passo na marcha-ascensional da carreira de radialista negro
refere-se ao fator econômico. Ao obter uma remuneração melhor, ele procura adquirir
bens de consumo e símbolos de “status”, tais como: uma moradia melhor do que
possuía anteriormente, eletrodomésticos, roupas etc. Num segundo momento vem a
16
preocupação com a instrução de filhos, pois ele acredita que o problema do negro na
sociedade brasileira seja, sobretudo, um problema de falta de instrução. Vem a seguir
o lazer, em especial as viagens de férias. A poupança não foi detectada com um fator
marcante nas aspirações e praticas do grupo estudado.
Estas conquistas são resultados que o homem de cor obteria com outras
profissões, caso lhe fosse possível alcançar nelas o mesmo nível de rendimento
econômico.
Como resultados diretos de sua atividade de radialista, o negro obtém
popularidade e destaque, bem como a possibilidade de viajar, algumas vezes até para
o exterior.
Por outro lado, se no plano profissional ele recebe dos colegas um tratamento
de igualdade e cordialidade, esse relacionamento não se estende para fora do
ambiente profissional.
A profissão de radialista é alvo de estereótipos negativos quanto a moralidade.
Desta maneira, o negro radialista é duplamente atingido pelos estereótipos: por ser
negro e por ser radialista.
Finalizando, verifica-se que, nos primeiros estágios de sua carreira, o negro
radialista vive a euforia dos bens materiais obtidos, e somente num estágio posterior
ele descobre que essa ascensão econômica não corresponde a uma ascensão social.

5) APRECIAÇÃO PESSOAL DO RESENHISTA

Entendo que se trata de obra de cuidadoso rigor metodológico, que explora e
conclui sobre os problemas que se propõe a estudar, sem desvios ou distorções.
Utiliza várias técnicas de coletas de dados, obtendo assim maior riqueza de
informações.
É uma obra original e valiosa porque aborda um dos tabus da sociedade
brasileira: o preconceito racial e a situação do negro.
Apresentados no estilo simples e claro, os resultados e análise destes
permitem, inclusive extrapolações para outros campos de atividade que não o rádio,
logicamente se respeitadas as peculiaridades de cada atividade.
Esta obra apresenta especial interesse para estudantes e pesquisadores de
Sociologia, Antropologia, Etnografia e Comunicação Social. Pode ser utilizada tanto
para alunos de graduação e como de pós-graduação, pois apresenta linguagem
simples, sendo também útil como modelo, do ponto de vista metodológico.

17
4. AS PREOCUPAÇÕES COM OS TRABALHOS ACADÊMICOS

O trabalho acadêmico e científico (resenha e relatório), segundo a ética, deve
citar e referenciar sempre as fontes de elaborações escritas segundo as normas da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A ABNT, por meio de suas
Normas Brasileiras de Referência (NBR), é quem estabelece os critérios.

4.1. Normas de Trabalhos acadêmicos segundo as regras da ABNT:

Periódicos
Devem conter os seguintes elementos:
Autor(es), em maiúsculas.
Título do artigo.
Título do periódico, em itálico ou sublinhado ou negrito.
Cidade da editora do periódico.
Volume, precedido por v.
Número, precedido por n.
Páginas, precedidas por p.
Mês da publicação (opcional).
Ano da publicação.
Exemplos:
GOMES, A. Modelos matemáticos para cálculos estruturais. Revista Brasileira
de Engenharia Civil, Rio de Janeiro, v.12, p.123-125, set./out., 1999.
Livros
Devem conter os seguintes elementos:
Autor(es), em maiúsculas.
Título do livro, em itálico ou sublinhado ou negrito.
Edição do livro
Cidade da editora, seguida de dois pontos (":").
Nome da editora.
Ano da publicação.
Número total de páginas.

Livro como um todo
APPOLINARO, U.J. Procedimentos laboratoriais em patologia
experimental. Rio de Janeiro: Universidade Federal Fluminense, 1945. 125p.
Obs.:
a) Note que a grafia correta é 3.ed. e não 3a. ed.
b) 987p. = 987 páginas no total
c) 2v = obra em dois volumes.
18
Parte do livro, sem autoria própria
VERO, L.K. Alterações hormonais durante a gestação. In: _______
Reprodução de eqüinos. 3.ed. São Paulo: Varela, 1987. 2v. v.1, p.30-40.
Parte do livro, com autoria própria
MENDELSON, J.K. Alterações hormonais durante a gestação. In: VERO, L.K.
Reprodução de eqüinos. 3.ed. São Paulo: Varela, 1987. 2v. v.1, p.30-40.
Artigo de revista:
Autor(es) do artigo (em maiúsculas).
Título do artigo.
Título da revista (abreviado ou não).
Local de publicação.
Número do Volume.
Número do fascículo.
Páginas inicial-final.
Mês e ano.
RIBEIRO, Adagenor Lobato. Sistemas indicadores e desenvolvimento
sustentável. Saber. Ciências exatas e tecnologia: revista do Centro
Universitário do Estado do Pará, Belém, v.3, Ed. Esp., p.31-48, jan./dez. 2001.
Artigo de jornal:
Autor(es) do artigo (em maiúsculas).
Título do artigo (abreviado ou não).
Local de publicação, dia, mês e ano.
Caderno ou parte do jornal e a paginação correspondente.
BARRADAS, Paulo. Punidos pela riqueza. O Liberal, Belém, 10 abr. 2003.
Atualidades / Cidade, p.4.
Eventos
Devem conter os seguintes elementos:
Autor(es), em maiúsculas.
Título do trabalho.
Nome do evento, em maiúsculas e precedido por "In:".
Número do evento.
Ano do evento.
Cidade em que se realizou o evento.
Referência da publicação, igual às normas para Livros (no caso de anais,
abstracts ou proceedings) ou Periódicos (quando o evento tiver sido publicado
em um periódico).
Exemplos para eventos publicados na forma de anais:
19
GOMES, A.J.; PETER, L.K.P.; SILVANDO, P.A. Avaliação psicomotora em
pacientes com paraplegia motora. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
FISIOTERAPIA, 15., 1988, Gramado. Anais... Porto Alegre : Soc. Fisiot. Rio
Grande S, 1988. 421p. p.18.
Obs.: As reticências que seguem a palavra "Anais" indicam a supressão de
parte do título, pois seria desnecessário escrever "Anais do XV Congresso
Brasileiro Fisioterapia")
Exemplos para eventos publicados em periódicos:
UNGER, M. Modelos de recuperação econômica na América Latina. In:
SIMPÓSIO BRASILEIRO DE ECONOMIA, 3., 1987, Caxambú. Revista
Brasileira de Economia, Rio de Janeiro, v.34, p.23-33, 1988.
Teses, dissertações e monografias
Devem conter os seguintes elementos:
Autor, em maiúsculas.
Título do trabalho, em itálico ou sublinhado ou negrito.
Ano que consta na capa.
Número de folhas.
Tipo de trabalho.
Descrição (entre parênteses).
Unidade e Instituição.
Cidade.
Ano da defesa.
Exemplos:
ZAMBEL, C. O uso de métodos contábeis em pequenas empresas. 2002.
145f. Monografia (Conclusão do curso de graduação em Ciências Contábeis) -
Centro de Ciências Exatas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
Multimeios
São considerados multimeios os suportes de informação diferentes do
livro, tais como: fitas cassete, slides, filmes cinematográficos, gravações de
vídeo, materiais iconográficos, materiais cartográficos, gravações de som,
microformas, música impressa.
Geralmente, por serem resultado de trabalho em equipe alguns tipos de
multimeios como materiais cartográficos, filmes cinematográficos, gravações de
vídeo, têm entrada pelo título. Outro fator para se optar pela entrada pelo título
é por ser esta a forma mais comum de solicitação por parte do usuário.
Obs.: Os elementos componentes da descrição física são opcionais; pode-se
omiti-los totalmente ou apenas dar a indicação da quantidade física de itens,
por ex.: 3 slides, 1 cassete sonoro (90 min); 1 videocassete (18 min); 1 fot.
20
Ex.:
a) Filmes (VHS e DVD):
VILLA-LOBOS: O índio de casaca. Rio de Janeiro: Manchete Vídeo, 1987. 1
videocassete (120 min): VHS, son., color.
O CHAMADO. Produção de Lauríe MacDonald e Walter F. Parker. [s.l.]:
Universal, 2002. 1 DVD (115 min.), Winsdescreen, color.
c) Fotografia:
FORMANDOS de Biblioteconomia, turma 1998/Universidade Federal do
Paraná. Curitiba, 1998. 1 fot.: p&b.
d) Mapa:
MAPA mundi: político, didático. Escala 1:100.000. São Paulo: Michelany, 1982.
1 mapa: color; 120 cm.
e) Disco:
TAPAJÓS, Paulinho. Coisas do coração. São Paulo: Som Livre, 1981. 1 disco
sonoro (ca. 50 min): 33½ rpm; 12 pol.
f) Compact disc
VENTURINI, Flávio. Cidade veloz. São Paulo: Chorus/ Som Livre, 1990. 1
compact disc (ca. 44 min).
Arquivo de computador:
GUIMARÃES, Rachel Cristina Mello. ISA.EXE: sistema de gerenciamento para
seleção e aquisição de material bibliográfico. Vitória: Universidade Federal do
Espírito Santo, Biblioteca Central, 1995. 2 disquetes 5 ¼ pol. Equipamento
mínimo: PC 386 ou mais avançado; ACCESS/Visual Basic.
Internet e CD-ROM
O uso da Internet como fonte de material bibliográfico tem crescido a
cada ano. Entretanto, apesar da sua comodidade, este tipo de material deve
ser usado com bastante parcimônia, devido a dois motivos: o primeiro é que se
trata de informação volátil, isto é, pode ser retirada da Internet a qualquer
momento. O segundo motivo é que não se trata de informação arbitrada, isto é,
não foi submetida a um consultor editorial, como ocorre nos periódicos.
A NBR 6023 recomenda que seja explicitado o endereço do site (URL) e
a data de acesso. Exemplos:

21
Internet
APPOLINARO, A.L. Casos de tuberculose na Bacia Amazônica. Disponível em
<http://www.saude.gov.br/tb>. Acesso em: 25 jan. 1998.
CD-ROM
GREEN, R.W. Sport and disease. New York: Lippincott-Raven, 1998. 1 CD-
ROM.

4.2. Características Físicas do Trabalho Científico

4.2.1. Digitação do Documento

Os trabalhos devem ser apresentados de modo legível, por meio de
documento digitado em espaço um e meio (1,5) (exceto as referências
bibliográficas, que devem ter espaço um (1), ocupando apenas o anverso da
página. Recomenda-se a utilização da fonte arial ou times new roman, tamanho
12. Tipos itálicos são usados para nomes científicos e expressões
estrangeiras).

4.2.2. Alinhamento do Documento

Para efeito de alinhamento, não devem ser usados barras, travessões,
hífens, asteriscos e outros sinais gráficos na margem lateral direita do texto,
que não deve apresentar saliências e reentrâncias.

4.2.3. Impressão do Documento

A impressão deve ser feita exclusivamente em papel branco formato A4,
de boa qualidade, que permita a impressão e leitura.

4.2.4. Margens do Documento

As margens devem permitir encadernação e reprodução corretas.

Margem superior: 3 cm
Margem inferior: 2 cm
Margem esquerda: 3,0 cm
Margem direita: 2,0 cm

22
4.2.5. Capa

Elemento de proteção do documento, obrigatório e traz as seguintes
informações indispensáveis aos trabalhos acadêmicos, na seguinte seqüência:
a) nome da instituição (opcional), nome do aluno ou equipe, em ordem
alfabética, em caixa alta e centralizado; b) título, subtítulo se houver, também
em caixa alta e centralizado; c) cidade e ano. A inclusão de outros elementos é
opcional. As margens da capa serão diferentes do texto, assumindo os
seguintes parâmetros, conforme formato abaixo:

margem superior (3cm)
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PARÁ – CESUPA (Opcional)
ANA LUIZA GUIMARÃES
FÁBIO VASCONCELOS










TRABALHANDO AS NARRATIVAS ORAIS POPULARES DE BELÉM
NAS AULAS DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS.

margem esquerda
(3cm)





margem direita
2 cm




(cidade da instituição onde deve ser apresentado)
Belém/pa
(ano da entrega)
2002
margem inferior
(2cm)


23
4.2.6. FOLHA DE ROSTO

Elemento obrigatório. Vem após a capa, trazendo as seguintes
informações: cabeçalho - esquerda da folha: (Nome da Instituição, Área, Curso,
Turma, Data); Título do Trabalho - em caixa alta e centralizado; Informações
acerca do tipo de trabalho e da finalidade do mesmo - direita da folha; Cidade
da Instituição onde é apresentado o trabalho e Ano da apresentação –
centralizado. Atente para o formato abaixo:

margem superior (3cm)
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PARÁ
ÁREA DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
CURSO DE ....
TURMA:
DATA:




TRABALHANDO AS NARRATIVAS ORAIS POPULARES DE BELÉM NAS
AULAS DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS.

margem esquerda
(3cm)

margem direita
2 cm

Trabalho apresentado à disciplina
Comunicação nas Organizações e
Metodologia Geral, como requisito parcial da
avaliação continuada, orientado pelo (a)
professor (a) ***




(cidade da instituição onde deve ser apresentado)
Belém/pa
(ano da entrega)
2002
Margem inferior (2cm)

24
4.2.7. Referências

É o conjunto de elementos que permitem a identificação, no todo ou em
parte, de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de materiais.
As referências bibliográficas são apresentadas em forma de listagem de acordo
com um sistema de chamada adotado (ver item 3.2).
Para a elaboração das referências bibliográficas, deve-se utilizar a
norma ABNT/NBR 6023.

4.2.8. Apresentação

As notas de rodapé se localizam na margem inferior da mesma página
onde ocorre a chamada numérica recebida no texto. São separadas do texto
por um traço contínuo de 4cm e digitadas em espaço simples e com caracteres
menores do que o usado para o texto. Usa-se espaço duplo para separar as
notas, entre si.

4.2.9. Notas Bibliográficas

As notas de indicação bibliográfica devem conter o sobrenome do autor,
data da publicação e outros dados para localização da parte citada. Essa
orientação aplica-se também a artigos de publicações periódicas.
É muito comum o uso de termos, expressões e abreviaturas latinas,
embora as mesmas devam ser evitadas, uma vez que dificultam a leitura. Em
alguns casos é preferível repetir tantas vezes quantas forem necessárias as
indicações bibliográficas. Essas expressões só podem ser usadas quando
fizerem referência às notas de uma mesma página ou em páginas
confrontantes.
Apresentação de Ilustrações (figuras, quadros, tabelas e gráficos). A
apresentação de quadros e tabelas está regida pelas "Normas de
Apresentação Tabular" (IBGE, 1979) e Normas de Apresentação Tabular
(Conselho Nacional de Estatística, 1958). Entretanto, ampliando nossa busca
bibliográfica, encontramos em fontes não oficiais conceitos que podem auxiliar
na elaboração destes elementos e que julgamos úteis.
25

. Figuras

São desenhos, gráficos, fotografias, fotomicrografias, etc., com os
respectivos títulos precedidos da palavra FIGURA e do número de ordem em
algarismo arábico. No texto devem ser indicados pela abreviatura Fig.,
acompanhada do número de ordem.


Fig.1: Vista do Teatro da Paz (Foto: Mário Brasil/Set
2003)

. Quadros

Denomina-se quadro a apresentação de dados de forma organizada,
para cuja compreensão não seria necessária qualquer elaboração matemático-
estatística. A identificação se fará com o nome do elemento QUADRO, seguido
do número de ordem em algarismo romano.

Quadro 3
CAPITAL INTELECTUAL



ATIVO

PASSIVO
Patrimônio
Líquido

“Balanço
Patrimonial
Oficial”


“Propriedades
Intelectuais”


“Goodwill”
“Tecnologia”
“Competência”





“Capital
Intelectual”












Fonte: (Edvinsson & Malone, 1998:39)


“Valores
Ocultos”

26
. Tabelas

São conjuntos de dados estatísticos, associados a um fenômeno,
dispostos numa determinada ordem de classificação. Expressam as variações
qualitativas e quantitativas de um fenômeno. A finalidade básica da tabela é
resumir ou sintetizar dados de maneira a fornecer o máximo de informação
num mínimo de espaço. Na apresentação de uma tabela devem ser levados
em consideração os seguintes critérios:
Toda tabela deve ter significado próprio, dispensando consultas ao
texto; a tabela deve ser colocada em posição vertical, para facilitar a leitura dos
dados. No caso em que isso seja impossível, deve ser colocada em posição
horizontal, com o título voltado para a margem esquerda da folha. Se a tabela
ou quadro não couber em uma página, deve ser continuado na página
seguinte. Neste caso o final não será delimitado por traço horizontal na parte
inferior e o cabeçalho será repetido na página seguinte. Não devem ser
apresentadas tabelas nas quais a maior parte dos casos indiquem inexistência
do fenômeno.

Tabela 1
1°Trim. 2°Trim. 3°Trim. 4°Trim.
Leste 20,4 27,4 90 20,4
Oeste 30,6 38,6 34,6 31,6
Norte 45,9 46,9 45 43,9


. Gráficos

Depois de sintetizados em tabelas, os dados podem ser apresentados
em gráficos, com a finalidade de proporcionar ao interessado uma visão rápida
do comportamento do fenômeno. Serve para representar qualquer tabela de
maneira simples, legível e interessante, tornando claros os fatos que poderiam
passar despercebidos em dados apenas tabulados.

0
10
20
30
40
50
60
70
80
90

Trim.

Trim.

Trim.

Trim.
Leste
Oeste
Norte

27

5. OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Os critérios avaliativos estão subdivididos em Conteúdos e Idéias,
Organização e Forma e Convenção da Escrita. É importante ressaltarmos que
esses critérios servirão para nortear o processo avaliativo na correção dos
textos escritos.

5.1.CONTEÚDO E IDÉIAS

1. O objetivo ou idéia principal do texto.
2. As idéias secundárias que fundamentam a idéia principal.
3. A coerência e a coesão do texto.
4. A clareza e a objetividade.
5. Os pareceres críticos e sugestões sobre o texto.

5.2. ORGANIZAÇÃO E FORMA

6. Introdução para apresentar as idéias do autor.
7. Uso dos conectivos para integrar as frases/sentenças.
8. Organização dos parágrafos de acordo com as idéias.
9. A progressão das idéias
10. Conclusão para avaliar, criticar e sugerir novas idéias.

5.3. CONVENÇÕES DA ESCRITA

11. A estrutura das orações na ordem direta ou indireta.
12. A uniformidade da estrutura frasal.
13. A coesão estabelecida na junção das idéias.
14. O uso adequado do vocabulário técnico.
15. A concordância e a regência verbal e nominal.
16. A pontuação e a ortografia.
28

6. PROPOSTA DE TRABALHO

Propomos que junto com o texto corrigido, o aluno receba os critérios
empregados na correção.
Recomendamos que o aluno guarde cuidadosamente o quadro de
critérios afixando-o, por exemplo, no seu espaço de estudo, porque ele será
muito útil para que possa entender a correção e reelaborar o seu texto.
A partir de agora, desejamos que o aluno reelabore, sempre que forem
julgados necessários, os textos de provas ou trabalhos propostos. Dessa
maneira, julgamos que a sua habilidade de escrita se tornará cada vez mais
eficiente.
Como estímulo para, de fato, alcançar-se a eficiência desejável, quando
houver atribuição de nota, o professor poderá acrescentar pontos perdidos na
correção.

Atenciosamente,

Profª.: Esp. Jacira Magalhães Pessoa
Prof.: Esp. Marcos Nahmias
Prof. Ms. Mário Brasil



29
7. BIBLIOGRAFIA


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Referências
Bibliográficas. NBR 6023. Rio de Janeiro, 2002.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de Metodologia Científica.
4º ed. São Paulo: Atlas. 2001.

LIRA, Maria.C.M.D.; MELO, Hilma C. A.; MARTINS, Yêda L. Normas para
apresentação de trabalhos técnicos e científicos... Belém: Editora CESUPA,
2003.

SEVERINO, A. J. Metodologia do Trabalho Científico. 21º Ed. Revista e
ampliada, São Paulo: Cortez, 2000

TEIXEIRA, E. As Três Metodologias: acadêmica, da ciência e da pesquisa.
Belém: Cejup, 1999.








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