Você está na página 1de 26

!

" #
$ #

% $

&
'

()
() *
+,-*. / 012
+-* 1
+-* - 3 0

04 *
+,-*%3) 4
Prof.: Márcio Douglas

05 6 3
7889

5

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO .............................................................................................................3
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 4
2. REDAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA ........................................................................ 5
2.1. Objetividade ................................................................................................................ 5
2.2. Coesão e Coerência ................................................................................................... 5
2.3. Clareza e Precisão ...................................................................................................... 5
2.4. Imparcialidade ............................................................................................................. 6
2.5. Conjugação Verbal ..................................................................................................... 6
3. OS GÊNEROS DE TEXTOS: RESUMO E RESENHA ......................................... 7
3.1. Resumo ........................................................................................................................ 7
3.2. Resenha ....................................................................................................................... 7
3.3. Esquema Explicativo de como Elaborar uma Resenha .......................................... 7
. Exemplo I ....................................................................................................................................... 9
. Exemplo II .................................................................................................................................... 10
. Exemplo III .................................................................................................................................... 12
4. AS PREOCUPAÇÕES COM OS TRABALHOS ACADÊMICOS ........................ 15
4.1. Normas de Trabalhos acadêmicos segundo as regras da ABNT......................... 15
4.2. Características Físicas do Trabalho Científico .......................................................19
4.2.1. Digitação ......................................................................................................... 19
4.2.2. Alinhamento .................................................................................................... 19
4.2.3. Impressão do documento ................................................................................. 20
4.2.4. Margem ............................................................................................................ 20
4.2.5. Capa ................................................................................................................ 20
4.2.6. Folha de rosto .................................................................................................. 21
4.2.7. Referências ..................................................................................................... 22
4.2.8. Apresentação .................................................................................................. 22
4.2.9. Notas bibliográficas ......................................................................................... 22
5. OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ........................................................................ 25
5.1. Conteúdo e Idéias ...................................................................................................... 25
5.2. Organização e Forma ....................................................................................... 25
5.3. Convenções da Escrita .................................................................................... 25
6. PROPOSTA DE TRABALHO .............................................................................. 26
7. BIBLIOGRAFIA ................................................................................................... 27

Maio/2004. Gestores e Coordenadores da Área de Ciências Sociais Aplicadas. o cidadão do mundo é o cidadão de símbolos e códigos que são traduzidos pela incrível capacidade humana de escrever a sua história e de ler a sua produção e arte. . porque assim conseguimos descobrir o que somos e para aonde podemos ir. 6 APRESENTAÇÃO Hoje. Daí a sua importância. Ter habilidade com a LEITURA e a ESCRITA será sempre atual. estar atento e disciplinado com o ofício da leitura e da escrita é indispensável para continuar sendo cidadão do mundo que vai interferir na vida das pessoas e das organizações. Neste sentido as “Diretrizes Básicas para Elaboração de Resenhas” é uma contribuição objetiva e didática dos professores de metodologia geral e de comunicação nas organizações. A todos boa leitura e muita inspiração. de forma criativa. para colaborar com nossos alunos no exercício do ler e do escrever textos acadêmico-científicos. Por isso. sobretudo por que foi fruto da experiência docente que sempre. busca instrumentos capazes de somar ao processo de aprendizagem.

às vezes. bastante. a maioria. Clareza e Precisão A fim de facilitar a leitura e o entendimento do conteúdo que se quer expor. como a literária. Objetividade No curso da linguagem técnico-científica. sempre. diferindo do utilizado em outros tipos de composição. ou optando por associá-las a esses dados: Ex. tais como: aproximadamente. c) usar um vocabulário preciso evitando as linguagens rebuscadas e prolixas. em breve. muito.. em algum lugar. muitos deles.2. acumulações de idéias e redundâncias. quase todos. conferindo a devida ênfase às idéias e à unidade ao texto. f) evitar adjetivos. O objetivo inicial deve ser mantido ao longo de seu desenvolvimento. A grande maioria (90%) da população pesquisada concorda com. metade e outros termos ou expressões similares). 2. adequado. em outro lugar. antigamente. b) evitar comentários irrelevantes. a jornalística. As chuvas atingiram cerca de 450 residências. alguns. raramente.. nem todos. a publicitária.1. pouco. locuções e pronomes que indiquem tempo. nenhum. REDAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA O estilo de redação de documentos técnico-científicos e acadêmicos apresenta características próprias. inadequado. os quais são especificados a seguir: 2. A explanação deve se apoiar em dados e provas e não em opiniões que não possam ser confirmadas. grande.. coerência e progressão na exposição das idéias de modo a facilitar a interpretação de texto. coerente e objetivo. provavelmente.3.: Em Curitiba 80% da população. nunca. d) usar a nomenclatura técnica aceita no meio científico. procurando substituí-los pela indicação precisa em números ou porcentagem. obedecendo-se a uma seqüência lógica e ordenada na apresentação das idéias e evitando-se o desvio do assunto em considerações irrelevantes. menos. 7 2. mais. Devem ser observados alguns princípios básicos para a redação técnico-científica. advérbios. é importante: a) apresentar as idéias de modo claro. e) evitar termos e expressões que não indiquem claramente proporções e quantidades (médio.. melhor. . Coesão e Coerência O trabalho deve ter coesão. o tema precisa ser tratado de maneira direta e simples. vários. 2. modo ou lugar de forma imprecisa.

nada e outros termos similares. Para obtenção dos dados. Conjugação Verbal Geralmente no texto técnico-científico e acadêmico. sua opinião e seus preconceitos. pode-se adotar a primeira pessoa do singular ou do plural é o caso de relatórios de participação de eventos. tudo. 2. deve evitar idéias preconcebidas. vários. aplicou-se uma entrevista estruturada. o autor não deve fazer prevalecer seu ponto de vista. pouco. . talvez. nem subestimando outras que pareçam contraditórias ou menos abrangentes. não subestimando a importâncias das idéias em debate. utiliza-se a forma impessoal dos verbos: Ex.4.: O meu ver a administração atual . algum. Em algumas raras exceções dependendo da finalidade e do nível de formalidade do documento.5. resenhas e justificativas para ingresso em cursos de pós-graduação: Ex. Imparcialidade Na redação de documentos técnico-científicos e acadêmicos. 8 possivelmente. Ao mesmo tempo..: Procurou-se mensurar a reação da planta quando aplicado o inseticida. 2..

Observe a estrutura dos parágrafos e perceba a relação coesiva que existe entre eles. Vale destacar que não é errado fazer primeiro todo o resumo e depois tecer os comentários e análise. 3. impressões etc. Passo 5: Comece fazendo um resumo. . no entanto. trazer para o resumo trechos com as palavras do autor exatamente como estão no texto lido. sintetizando o conteúdo do texto. depois faça a resenha alternando o resumo das idéias do autor com suas análise e comentários. questionamentos. 9 3. os comentários do autor e informações complementares. passe para o segundo momento. Se responder. Passo 4: Comece escrevendo a Referência Bibliográfica do texto segundo as normas da ABNT (verificar normas no item 3. marque. Esquema Explicativo de como Elaborar uma Resenha A Resenha Fase 1: A Leitura Dirigida Passo 1: Faça a leitura do texto sem sublinhar nada. ou seja. faça os destaques dos parágrafos significativos. O Resumo (de conteúdo): traz somente as idéias do autor lido. Você escreve com as suas palavras as idéias do autor e também pode fazer transcrições.2. suas posições. 3. O primeiro estilo. Veja a seguir algumas das características de uma resenha: primeiro informe a bibliografia da fonte que foi resenhada. A Resenha: além de trazer as idéias do autor lido. os argumentos.3. Passo 2: Leia novamente o texto para destacar os trechos significativos e representativos da idéia central.1). é mais aceito no âmbito acadêmico científico. OS GÊNEROS DE TEXTOS: RESUMO E RESENHA 3. Agora sublinhe. Tal análise deve evidenciar seus comentários sobre o texto. ou itálico). ou negrito. para identificar a idéia/mensagem central. que sempre estarão com destaque gráfico (ou aspas. Ao final pergunte-se: qual é a idéia/mensagem principal do texto? E as secundárias? Do que trata o texto? Se você não conseguir responder a essas perguntas. traz uma análise sobre o conteúdo. Use sempre o verbo na terceira pessoa. leia novamente.1. A Resenha Fase 2: O Momento de Resumir Passo 3: Faça uma capa e uma folha de rosto para a sua resenha.

4. 10 Sugestões: Dicas para resumir.23). Use o verbo na primeira pessoa. . Exemplo: Refere que: “as relações humanas devem ser preservadas” (p. 2. Escreva sua opinião. 3. destacando aspectos positivos e negativos do mesmo. Trata-se de uma avaliação que o resenhista faz do trabalho analisado. 1) Seja fiel às idéias do autor: fidelidade e objetividade são instrumentos importantes. Sugestões: 1. Pode-se explicitar falhas. seu entendimento sobre as idéias contidas no texto. Pode-se iniciar mostrando se o autor conseguiu alcançar os objetivos a que se propôs. Após cada trecho coloque o número da página entre parênteses. que sublinhou. Pode-se demonstrar se o tema tratado pelo autor é relevante e se apresenta originalidade (conhecimentos novos). incoerências e limitações na abordagem adotada pelo autor. Passo 6: Faça citações do autor para fundamentar melhor as idéias dos trechos que marcou. 2) Desenhe o fio condutor do texto: apresente o plano lógico utilizado pelo autor. Faça referência a outros autores lidos. A Resenha Fase 3: O Momento das idéias pessoais Passo 7: Faça agora seus comentários sobre o que entendeu e como entendeu o texto. 3) Procure sintetizar as idéias: conceitos fundamentais e idéias centrais.

enfim faz a sujeição ideológica. propor mudanças. Não há determinações mas somente constatações. Essa ação da escola é para integrar os elementos à sua estrutura. Urge uma nova educação. a escola é totalmente passiva diante da sociedade (Escola ⇐ Sociedade). a escola volta a ser ativa. Ensinam-se uns a obedecerem e outros a mandarem. O mentor intelectual dessa análise é Louis Althusser e a tendência tecnicista é aquela em que é mais presente. reproduz saberes práticos. novos educandos. que passaremos a tratar a seguir. reproduz a força de trabalho. Cap. . Eis o desafio!! 1 Resenha elaborada pela Profª. ensina as regras dos bons costumes. criticar o sistema. atingir objetivos sociais e políticos. Nessa dimensão a escola é ativa em relação à sociedade (Escola Sociedade). Concordamos com essa afirmativa pois temos presenciado as três posturas em diversos ambientes de ensino. O alvo dessa educação são todas as faixas de ensino. reordenar o social. reproduz a submissão/capacidade de manejar. O autor aponta que: a educação reproduz a sociedade. trabalhar pela democratização. São Paulo: Cortez. Aqui. restaurar o equilíbrio. partir dos condicionantes históricos. mas de uma maneira positiva pois poderá: realizar e mediar um projeto de sociedade. ao todo social. A segunda dimensão apontada pelo autor é a Reprodutora. A primeira dimensão é apresentada pelo autor com a denominação de Redentora. C. O alvo dessa educação são as crianças. Pensamos que essa dimensão é o nosso maior desafio. Essa passividade reflete seu papel de mera reprodutora do meio. Constatamos que nessa dimensão a educação deve priorizar o saber fazer e o saber comportar-se. agir na realidade. Nessa perspectiva. Elizabeth Teixeira (1999). novos educadores. É por meio da veiculação da ideologia do opressor que mantemos o oprimido submisso. Tais características são evidentes na educação tradicional e na escolanovista. caberá à educação: adaptar o indivíduo ao meio. Acreditamos que através de estratégias participativas e construtoras de novos saberes estaremos em melhores condições de propor transformações e criar projetos concretos que visem um novo contexto social e humano. Filosofia da Educação. A sociedade surge como condicionante do fazer educativo que é restrito a ser um aparelho ideológico do Estado. O principal mentor intelectual é Comênio e sua obra sobre a didática. recuperar a harmonia perdida. regenerar os que estão à margem da sociedade. Drª.2 A educação pode ser discutida em sua conexão com a sociedade a partir de três dimensões. curar as mazelas sociais. Aqui. 1992. Cada dimensão tem características específicas e o autor garante que ainda estão presentes no atual contexto educacional. Entendemos que tais atribuições dadas à educação colocam-na na posição de salvadora e realmente redentora dessa sociedade conturbada e confusa. A terceira dimensão referida pelo autor é a Transformadora. 11 Exemplo I:1 LUCKESI.

em sala de aula.. 2ª ed. fazendo com que ele consiga elaborar conscientemente textos com sentidos. afirma Geraldi. não por critérios rígidos e intransigentes. Unidades básicas do ensino do português. Concordo com essa sugestão. para desenvolver a habilidade de produção de textos. In: O texto na sala de aula: Leitura e produção. mas sim deve conduzir o aluno a reescrever seu próprio texto. professores. a partir da seleção de diferentes gêneros de textos. A proposta de leitura em sala de aula. texto e leitor. A proposta do professor João Wanderley Geraldi. Penso que o aluno não deve deixar de ser avaliado. Sugere que. Essa análise não pode limitar-se a simples correção de aspectos gramaticais. a falta de organização de idéias. seja por meio de fichas. apresenta pontos positivos. uma vez que concebe linguagem enquanto interação entre produtor. há muito. de relatórios. etc. vem se deparando com a problemática da leitura. 1985. A tentativa do autor em relacionar os três aspectos – a leitura de textos. como é proposto pelo autor. mas o professor não pode se esquecer de criar meios para não constranger esse aluno. sem algum tipo de avaliação. reportagens. possibilitará ao aluno o maior contato com os mesmos. A leitura de textos. melhor será o seu desempenho e maior será a possibilidade de desenvolver o gosto pela leitura. considerando a realidade vivenciada por nós. no texto “Unidades Básicas do Ensino do Português”. e com textos “longos”: romances e novelas. é que deixa a desejar. porém o descompromisso em avaliar o aluno. Somente a partir daí ele poderá compreender a estrutura de seu código lingüístico e utilizá-lo de forma consciente na produção de textos. Creio que o aluno. da produção de textos e da análise lingüística abordada em sala de aula. os quais podem ser aplicados e/ou adaptados. pois acredito que uma das maiores dificuldades do aluno na produção de textos é a falta do que dizer. 12 Exemplo II:2 GERALDI. precisa previamente de bastante leitura. Marcos Nahmias (2004). mas por uma avaliação que considere sua série e sua faixa etária. A prática da leitura subsidiará o trabalho com a produção de textos. pode ser válida. O ensino-aprendizagem da língua portuguesa. 2 Resenha elaborada pelo Prof. a produção de textos e a análise lingüísticas – é viável. J. a fim de desenvolver o gosto pela leitura. Assim. maior será a reflexão do aluno e melhor será o seu desenvolvimento na formação de idéias. É bastante pertinente a proposta do professor. pode-se iniciar a prática da análise lingüística. referente a essa problemática. A proposta do professor Geraldi referente ao trabalho com textos em sala de aula é salutar. no entanto com algumas ressalvas. . a partir da produção textual do próprio aluno. (org. W.). Cascavel: Assoeste. considerando o aspecto quantitativo. segundo o autor. pois quanto maior o número de leitura. Tal proposta sugere um trabalho de leitura com textos “curtos”: crônicas. em que o aluno teria de ler pelo simples prazer.

A própria prática pedagógica. Esses autores apresentam uma situação lingüístico-padagógica que merece cuidado e apontam para a necessidade de uma mudança no ensino da língua portuguesa. desde o econômico até a falta de interesse dos alunos. O problema da linguagem foi exaustivamente tratado por vários autores que tematizam a questão da crise ou do fracasso do ensino/aprendizagem de língua. alguns se acham incapacitados. Penso que se deve fazer um diagnóstico da situação de “crise”. como a apresentada por Geraldi. Travaglia e outros (1984). um sujeito capaz de influenciar no processo de ensino- aprendizagem. Ilari (1984). com problemas em todos os setores. considerando a situação da escola como um todo. em todos os níveis. inseguros em suas aulas. e a partir daí instaurar e alimentar um amplo debate sobre a língua portuguesa e seu ensino. representam sempre um dos caminhos para uma tentativa de compreensão do processo ensino-aprendizagem de língua materna tanto de crianças quanto de adultos. Acredito que as propostas de leitura em sala de aula. replanejar. Na verdade. Os objetivos a serem alcançados na aplicação das atividades devem ser bem claros. sabem que o ensino de português está em crise. 13 Percebo que os professores de língua materna. sem saber como e o que ensinar nas aulas de língua portuguesa. ver no aluno um construtor do conhecimento. entre eles é relevante citar Rocco (1981). em geral. O professor deve utilizar-se desses diferentes aspectos de acordo com a realidade na qual sua prática está inserida. A utilidade do ensino está no preparar para o exercício da cidadania e para se chegar a este fim é preciso reavaliar as práticas em sala de aula. deixa clara essa crise. assim o próprio aluno entende a funcionalidade do que está sendo desenvolvido pelo professor e sente-se motivado em fazer parte do processo de ensino/aprendizagem. Geraldi (1985-a). Há professores insatisfeitos com seu trabalho. . entre outros.

sendo atualmente titular de Antropologia e chefe do Departamento de Ciências Sociais. que começam a existir e. as populações aumentam também o resultado das migrações internas. 02. B. contrapõe- se num Brasil urbano. Exemplo III:3 1) REFERÊNCIA DA OBRA PEREIRA. estilo. Conclusões do autor da obra lida. 03. 04. e o rádio oferecia-se como adequado para tal. devido à migração estrangeira modificam o panorama étnico brasileiro. Credenciais do autor: informações gerais sobre o autor. abrindo novas oportunidades de trabalho remunerado e fazendo surgir novas profissões. da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. 05. fortuna e grau de escolaridade passam a ser fatores de posicionamento dos indivíduos nos novos grupos sociais. Conhecimento explicitado e detalhado do conteúdo da obra. doutorou-se pela Faculdade de Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. nacionalidade. Por outro lado. O rádio surgiu no Brasil como uma proposta educacional. Posteriormente. profissão e mobilidade: o negro e o rádio de São Paulo. cuja sociedade se divide em estamentos. Além do crescimento natural. B. externos ao rádio mas a ele ligados.Obteve o grau de mestre na Escola Pós-Graduada de Ciências Sociais. Modifica-se a pirâmide social e as Revoluções de 22. Como conseqüência dessas mudanças. São Paulo: Pioneira. seu mérito. 285p. EDUSP. Cor. 1967. Graduou-se em Ciências Sociais pela USP. a realidade de seus altos custos obrigou que se recorresse à publicidade como fonte de receita. 14 Baseando-se em Lakatos e Marconi. a publicidade começa a entrar em como estimuladora de consumo. Três grupos. posição de família. 3) CONHECIMENTO DETALHADO DA OBRA LIDA Depois da Primeira Grande Guerra Mundial inicia-se no Brasil o processo de industrialização. cuja sociedade e de classe. Publicou as seguintes obras: Italianos no Mundo Rural Paulista e A Escola Secundaria numa Sociedade em Mudança. 2) CREDENCIAIS DA AUTORIA João Baptista Borges é brasileiro. Apreciação pessoal: julgamento da obra. o desenvolvimento industrial fazia necessária a procura de novas mídias. exercem influencias sobre seus rumos: os anunciantes. O anunciante pode tentar 3 Modelo de resenha adaptado de LAKATOS e MARCONI (2001) . 24 e 30 atestam tal fato. a estrutura ocupacional se amplia e diversifica. forma e público alvo. É dentro desse quadro de efervescência que surge e se desenvolve a radiodifusão. J. Cor. Referência Bibliográfica. os publicitários e o público. E ao Brasil rural. sobretudo. apresentamos a seguinte Estrutura de Resenha: 01. O operariado aumenta em proporção superior à da população.

e que são uma minoria. Também a freqüência a programa de calouro é importante. O publicitário atua como intermediário entre a emissora e o anunciante. Uma pequena parcela participa através de cartas e telefonemas e outra. O rádio. ainda menor. manifestas ou não. O público atua de varias maneiras. Ao obter uma remuneração melhor.2% do Estado de São Paulo e 10. técnico e programático. que se refere ao problema racial propriamente dito. falta de “padrinho” e falta de talento. a hierarquia não segue os padrões formais. o negro encontra possibilidade de participação e ascensão. 15 influir no padrão da emissora. 11. atinge apenas aqueles indivíduos que obtiveram condições profissionais de competir em áreas mais destacadas da atividade profissional. Num segundo momento vem a . Atribuem essa dificuldade à falta de instrução. a música negra obtém aceitação e destaque. permitindo maior destaque para musica de origem negra divulgada através do rádio. resultantes do fato de pertencer o negro. geralmente. às camadas sociais mais baixas da população. como estrutura empresarial. Esse aproveitamento é excepcional sobretudo no que se refere às possibilidades de acesso do homem de cor a inéditas e variadas oportunidades existentes em nossa sociedade para os que se dedicam à profissão de radialista. o negro enfrenta dois estágios de barreiras à sua ascensão: o primeiro representado por fatores sociais e educacionais. existem os calouros e fãs-clubes. Para os indivíduos de cor. a porcentagem de aproveitamento desses elementos seja inexpressiva. Alguns indivíduos a vêem como possibilidade de entrar para o meio radiofônico como profissionais. a integração no sistema sócio-econômico é difícil. no setor programático da rádio. na realidade. A revalorização da música e de todo complexo cultural a ela ligado trouxe consigo a valorização do elemento humano identificado com ela: o negro. O primeiro passo na marcha-ascensional da carreira de radialista negro refere-se ao fator econômico. embora existam algumas resistências. apresentam-se como calouros para obter uma compensação de sua realidade cotidiana. roupas etc. o segundo estágio. Entre as dificuldades que o negro encontra em penetrar no rádio. detectada através de pesquisa de audiência. No todo da sociedade brasileira. o tema cor é um tabu. em especial como cantor popular. O censo de 1950 acusava 37. Outros. embora. comparece aos auditórios. à ampliação das atividades desses elementos humanos nesse meio e no campo ocupacional adjacente. divide-se em três setores: administrativo. sendo as posições de maior destaque e melhor remuneração obtida mais facilmente pelos brancos. Por fim. A maioria só influi na programação numericamente. mesmo conscientes dessa impossibilidade. tais como: uma moradia melhor do que possuía anteriormente. pois é de seu interesse que a emissora obtenha boa audiência. ele procura adquirir bens de consumo e símbolos de “status”. Também nesse setor aparecem oportunidades profissionais para aqueles que não tem escolaridade nem informações técnicas.5% da população brasileira como sendo de cor. Contudo. existindo pouca consciência dos problemas raciais. Nesse contexto. sendo que. se vê aplaudido. inexistindo a correspondência entre cargo e poder. A expansão do rádio colaborou para difusão da música urbana. 4) CONCLUSÕES DO AUTOR DA OBRA LIDA O meio radiofônico representa uma área de excepcional aproveitamento profissional do negro ao mulato.2% da população do município de São Paulo. Tanto entre profissionais como entre calouros. nesse último. de acordo com seu grau de interesse e participação. poucos entrevistados se referem à cor como fator de influência. que lhe é oferecida pelo contato com pessoas famosas e por uma notoriedade momentânea quando se apresenta no programa e é visto. eletrodomésticos. Os negros que obtêm sucesso servem como mitos e incentivos aos que buscam. A partir da década de 20 surgem no meio musical brasileiro uma procura das raízes nacionais em contraposição aos valores europeus.

inclusive extrapolações para outros campos de atividade que não o rádio. sem desvios ou distorções. e somente num estágio posterior ele descobre que essa ascensão econômica não corresponde a uma ascensão social. verifica-se que. em especial as viagens de férias. Utiliza várias técnicas de coletas de dados. se no plano profissional ele recebe dos colegas um tratamento de igualdade e cordialidade. obtendo assim maior riqueza de informações. Vem a seguir o lazer. algumas vezes até para o exterior. Etnografia e Comunicação Social. A profissão de radialista é alvo de estereótipos negativos quanto a moralidade. um problema de falta de instrução. Estas conquistas são resultados que o homem de cor obteria com outras profissões. Finalizando. 5) APRECIAÇÃO PESSOAL DO RESENHISTA Entendo que se trata de obra de cuidadoso rigor metodológico. o negro obtém popularidade e destaque. Antropologia. sendo também útil como modelo. sobretudo. bem como a possibilidade de viajar. A poupança não foi detectada com um fator marcante nas aspirações e praticas do grupo estudado. Pode ser utilizada tanto para alunos de graduação e como de pós-graduação. logicamente se respeitadas as peculiaridades de cada atividade. Apresentados no estilo simples e claro. Como resultados diretos de sua atividade de radialista. . do ponto de vista metodológico. Esta obra apresenta especial interesse para estudantes e pesquisadores de Sociologia. o negro radialista vive a euforia dos bens materiais obtidos. caso lhe fosse possível alcançar nelas o mesmo nível de rendimento econômico. nos primeiros estágios de sua carreira. os resultados e análise destes permitem. que explora e conclui sobre os problemas que se propõe a estudar. esse relacionamento não se estende para fora do ambiente profissional. o negro radialista é duplamente atingido pelos estereótipos: por ser negro e por ser radialista. 16 preocupação com a instrução de filhos. pois ele acredita que o problema do negro na sociedade brasileira seja. Por outro lado. Desta maneira. É uma obra original e valiosa porque aborda um dos tabus da sociedade brasileira: o preconceito racial e a situação do negro. pois apresenta linguagem simples.

Procedimentos laboratoriais em patologia experimental. deve citar e referenciar sempre as fontes de elaborações escritas segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). precedido por v. Título do periódico. 1999. seguida de dois pontos (":"). Modelos matemáticos para cálculos estruturais. Rio de Janeiro: Universidade Federal Fluminense. Livro como um todo APPOLINARO. precedido por n./out.. Cidade da editora do periódico. Livros Devem conter os seguintes elementos: Autor(es). A ABNT. Normas de Trabalhos acadêmicos segundo as regras da ABNT: Periódicos Devem conter os seguintes elementos: Autor(es). b) 987p. em maiúsculas. Exemplos: GOMES. v. em itálico ou sublinhado ou negrito. em itálico ou sublinhado ou negrito. precedidas por p. é quem estabelece os critérios. Número. Ano da publicação.12. Revista Brasileira de Engenharia Civil. 17 4. Título do artigo. Páginas. Título do livro. p. por meio de suas Normas Brasileiras de Referência (NBR). . segundo a ética.J. A. Edição do livro Cidade da editora. U. ed. Obs. Nome da editora. Rio de Janeiro. em maiúsculas. Número total de páginas. 4. AS PREOCUPAÇÕES COM OS TRABALHOS ACADÊMICOS O trabalho acadêmico e científico (resenha e relatório). e não 3a. Mês da publicação (opcional).: a) Note que a grafia correta é 3. 1945. Volume.123-125. Ano da publicação. set. 125p. = 987 páginas no total c) 2v = obra em dois volumes.1.ed.

4. 18 Parte do livro. Punidos pela riqueza.1. Paulo. 2001.K. Ano do evento. 1987. Título do artigo (abreviado ou não). Referência da publicação. Adagenor Lobato. Alterações hormonais durante a gestação. Páginas inicial-final. Número do Volume. L.K.ed. L. com autoria própria MENDELSON. Título do trabalho. 10 abr.31-48. igual às normas para Livros (no caso de anais. J. Cidade em que se realizou o evento. Ciências exatas e tecnologia: revista do Centro Universitário do Estado do Pará. Ed. Atualidades / Cidade. mês e ano. Esp. 2v.ed. jan. Local de publicação. Nome do evento. RIBEIRO./dez. Artigo de revista: Autor(es) do artigo (em maiúsculas).30-40. Belém. Título da revista (abreviado ou não). In: _______ Reprodução de eqüinos. p. O Liberal. Reprodução de eqüinos. Parte do livro. Alterações hormonais durante a gestação. Exemplos para eventos publicados na forma de anais: .. 2v. Sistemas indicadores e desenvolvimento sustentável. Artigo de jornal: Autor(es) do artigo (em maiúsculas). 3.30-40. dia. 2003. Caderno ou parte do jornal e a paginação correspondente. In: VERO. v. sem autoria própria VERO. em maiúsculas. Título do artigo. p. v. Belém. em maiúsculas e precedido por "In:". p. Mês e ano. p. abstracts ou proceedings) ou Periódicos (quando o evento tiver sido publicado em um periódico).K. São Paulo: Varela. Saber. Eventos Devem conter os seguintes elementos: Autor(es).1. BARRADAS. Número do evento. Número do fascículo. v. Local de publicação. 1987.3. 3. São Paulo: Varela.

: As reticências que seguem a palavra "Anais" indicam a supressão de parte do título. 1988. gravações de vídeo. Obs. música impressa. P. SILVANDO. gravações de vídeo. 3.: 3 slides..34.23-33. 1987. 2002. materiais iconográficos. slides. Outro fator para se optar pela entrada pelo título é por ser esta a forma mais comum de solicitação por parte do usuário. Descrição (entre parênteses).J. Ano que consta na capa. O uso de métodos contábeis em pequenas empresas. Obs. C. 1988. dissertações e monografias Devem conter os seguintes elementos: Autor. Monografia (Conclusão do curso de graduação em Ciências Contábeis) - Centro de Ciências Exatas. em itálico ou sublinhado ou negrito. Avaliação psicomotora em pacientes com paraplegia motora. gravações de som. Fisiot. Ano da defesa. pode-se omiti-los totalmente ou apenas dar a indicação da quantidade física de itens.K. materiais cartográficos. Tipo de trabalho. Multimeios São considerados multimeios os suportes de informação diferentes do livro.. . 421p. por ex. Título do trabalho. 2002.. tais como: fitas cassete. 1 cassete sonoro (90 min). v. Caxambú. 1 videocassete (18 min). têm entrada pelo título. M. Universidade de São Paulo. A. 15. microformas. Unidade e Instituição. Geralmente. pois seria desnecessário escrever "Anais do XV Congresso Brasileiro Fisioterapia") Exemplos para eventos publicados em periódicos: UNGER. p.. Rio de Janeiro. Modelos de recuperação econômica na América Latina. Gramado.P. Revista Brasileira de Economia. São Paulo. 19 GOMES. Exemplos: ZAMBEL.A. Rio Grande S. em maiúsculas. filmes cinematográficos. 1988. Porto Alegre : Soc.: Os elementos componentes da descrição física são opcionais.. filmes cinematográficos. por serem resultado de trabalho em equipe alguns tipos de multimeios como materiais cartográficos. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FISIOTERAPIA. 1 fot. Cidade. p. Anais.18. PETER. Teses. Número de folhas. 145f.. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE ECONOMIA. L.

1 compact disc (ca.: p&b. ACCESS/Visual Basic. isto é. e) Disco: TAPAJÓS. [s..: a) Filmes (VHS e DVD): VILLA-LOBOS: O índio de casaca. 1981.l. este tipo de material deve ser usado com bastante parcimônia. Parker. 1998. Produção de Lauríe MacDonald e Walter F. Entretanto.EXE: sistema de gerenciamento para seleção e aquisição de material bibliográfico. Rachel Cristina Mello. 44 min). Flávio. 1 videocassete (120 min): VHS. son. isto é. O segundo motivo é que não se trata de informação arbitrada. não foi submetida a um consultor editorial. 50 min): 33½ rpm. 20 Ex. 2002. Exemplos: . Biblioteca Central. color. 1995. 1982. pode ser retirada da Internet a qualquer momento. 120 cm. color.). São Paulo: Som Livre. Escala 1:100. 1987. turma 1998/Universidade Federal do Paraná.]: Universal. O CHAMADO. 1 mapa: color. Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo. como ocorre nos periódicos. Curitiba. A NBR 6023 recomenda que seja explicitado o endereço do site (URL) e a data de acesso. 1 disco sonoro (ca. São Paulo: Chorus/ Som Livre. didático. c) Fotografia: FORMANDOS de Biblioteconomia. apesar da sua comodidade. Winsdescreen. f) Compact disc VENTURINI. Cidade veloz. ISA. Arquivo de computador: GUIMARÃES. 12 pol. d) Mapa: MAPA mundi: político. 1 DVD (115 min. devido a dois motivos: o primeiro é que se trata de informação volátil. Equipamento mínimo: PC 386 ou mais avançado. 1990. Internet e CD-ROM O uso da Internet como fonte de material bibliográfico tem crescido a cada ano. Paulinho. 2 disquetes 5 ¼ pol. 1 fot. Rio de Janeiro: Manchete Vídeo.000. São Paulo: Michelany. Coisas do coração.

saude.2.4.W. 4.2.2. Impressão do Documento A impressão deve ser feita exclusivamente em papel branco formato A4. Margens do Documento As margens devem permitir encadernação e reprodução corretas. que permita a impressão e leitura. 1998.5) (exceto as referências bibliográficas. New York: Lippincott-Raven. que não deve apresentar saliências e reentrâncias. asteriscos e outros sinais gráficos na margem lateral direita do texto.L.gov.2. 4. tamanho 12.3. travessões.1.0 cm . não devem ser usados barras. CD-ROM GREEN. A. R.br/tb>. 4. Digitação do Documento Os trabalhos devem ser apresentados de modo legível. Alinhamento do Documento Para efeito de alinhamento. Sport and disease. Disponível em <http://www. 21 Internet APPOLINARO. Recomenda-se a utilização da fonte arial ou times new roman. hífens. Tipos itálicos são usados para nomes científicos e expressões estrangeiras).2. Casos de tuberculose na Bacia Amazônica. Margem superior: 3 cm Margem inferior: 2 cm Margem esquerda: 3. de boa qualidade.2. por meio de documento digitado em espaço um e meio (1. Características Físicas do Trabalho Científico 4. ocupando apenas o anverso da página. 1 CD- ROM. 4. que devem ter espaço um (1).0 cm Margem direita: 2. 1998. Acesso em: 25 jan.

2. A inclusão de outros elementos é opcional. c) cidade e ano. 22 4. conforme formato abaixo: margem superior (3cm) CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PARÁ – CESUPA (Opcional) ANA LUIZA GUIMARÃES FÁBIO VASCONCELOS TRABALHANDO AS NARRATIVAS ORAIS POPULARES DE BELÉM NAS AULAS DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS. Capa Elemento de proteção do documento. em caixa alta e centralizado. assumindo os seguintes parâmetros. na seguinte seqüência: a) nome da instituição (opcional). também em caixa alta e centralizado. b) título.5. nome do aluno ou equipe. subtítulo se houver. em ordem alfabética. margem esquerda (3cm) margem direita 2 cm (cidade da instituição onde deve ser apresentado) Belém/pa (ano da entrega) 2002 margem inferior (2cm) . As margens da capa serão diferentes do texto. obrigatório e traz as seguintes informações indispensáveis aos trabalhos acadêmicos.

trazendo as seguintes informações: cabeçalho .esquerda da folha: (Nome da Instituição. orientado pelo (a) professor (a) *** (cidade da instituição onde deve ser apresentado) Belém/pa (ano da entrega) 2002 Margem inferior (2cm) . Cidade da Instituição onde é apresentado o trabalho e Ano da apresentação – centralizado. como requisito parcial da avaliação continuada. 23 4.6... Turma. Título do Trabalho ..direita da folha. Data).em caixa alta e centralizado. Atente para o formato abaixo: margem superior (3cm) CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PARÁ ÁREA DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS CURSO DE . margem esquerda (3cm) margem direita 2 cm Trabalho apresentado à disciplina Comunicação nas Organizações e Metodologia Geral. Vem após a capa. Área. TURMA: DATA: TRABALHANDO AS NARRATIVAS ORAIS POPULARES DE BELÉM NAS AULAS DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS.2. Informações acerca do tipo de trabalho e da finalidade do mesmo . Curso. FOLHA DE ROSTO Elemento obrigatório.

Essas expressões só podem ser usadas quando fizerem referência às notas de uma mesma página ou em páginas confrontantes.8. Apresentação de Ilustrações (figuras.2).7. Usa-se espaço duplo para separar as notas. É muito comum o uso de termos. Apresentação As notas de rodapé se localizam na margem inferior da mesma página onde ocorre a chamada numérica recebida no texto. As referências bibliográficas são apresentadas em forma de listagem de acordo com um sistema de chamada adotado (ver item 3. 4. data da publicação e outros dados para localização da parte citada. Referências É o conjunto de elementos que permitem a identificação. ampliando nossa busca bibliográfica. quadros. Para a elaboração das referências bibliográficas. encontramos em fontes não oficiais conceitos que podem auxiliar na elaboração destes elementos e que julgamos úteis. 24 4.2. Essa orientação aplica-se também a artigos de publicações periódicas. 1979) e Normas de Apresentação Tabular (Conselho Nacional de Estatística. Notas Bibliográficas As notas de indicação bibliográfica devem conter o sobrenome do autor. 1958). tabelas e gráficos). . deve-se utilizar a norma ABNT/NBR 6023. de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de materiais. entre si. Entretanto. 4. Em alguns casos é preferível repetir tantas vezes quantas forem necessárias as indicações bibliográficas.2.9. A apresentação de quadros e tabelas está regida pelas "Normas de Apresentação Tabular" (IBGE. expressões e abreviaturas latinas. no todo ou em parte. uma vez que dificultam a leitura. São separadas do texto por um traço contínuo de 4cm e digitadas em espaço simples e com caracteres menores do que o usado para o texto. embora as mesmas devam ser evitadas.2.

Figuras São desenhos. com os respectivos títulos precedidos da palavra FIGURA e do número de ordem em algarismo arábico. Fig. Quadro 3 CAPITAL INTELECTUAL “Balanço ATIVO PASSIVO Patrimonial Patrimônio Oficial” Líquido “Propriedades “Goodwill” “Capital “Valores Intelectuais” “Tecnologia” Intelectual” Ocultos” “Competência” Fonte: (Edvinsson & Malone. fotomicrografias... acompanhada do número de ordem. gráficos. No texto devem ser indicados pela abreviatura Fig. seguido do número de ordem em algarismo romano. fotografias. para cuja compreensão não seria necessária qualquer elaboração matemático- estatística. A identificação se fará com o nome do elemento QUADRO. Quadros Denomina-se quadro a apresentação de dados de forma organizada.1: Vista do Teatro da Paz (Foto: Mário Brasil/Set 2003) . 1998:39) . 25 . etc.

.4 90 20.9 . Se a tabela ou quadro não couber em uma página. A finalidade básica da tabela é resumir ou sintetizar dados de maneira a fornecer o máximo de informação num mínimo de espaço. dispostos numa determinada ordem de classificação. Expressam as variações qualitativas e quantitativas de um fenômeno. legível e interessante. deve ser colocada em posição horizontal. 4° Trim.9 45 43. a tabela deve ser colocada em posição vertical. deve ser continuado na página seguinte.6 38. Serve para representar qualquer tabela de maneira simples. No caso em que isso seja impossível. com a finalidade de proporcionar ao interessado uma visão rápida do comportamento do fenômeno. 2° Trim.6 31. 3° Trim. Trim. Neste caso o final não será delimitado por traço horizontal na parte inferior e o cabeçalho será repetido na página seguinte. para facilitar a leitura dos dados. Tabelas São conjuntos de dados estatísticos. Tabela 1 1° Trim. associados a um fenômeno. Trim. Leste 20. os dados podem ser apresentados em gráficos. Trim.6 Norte 45. 90 80 70 60 50 Leste 40 Oeste 30 20 Norte 10 0 1° 2° 3° 4° Trim.9 46. Gráficos Depois de sintetizados em tabelas.4 27. dispensando consultas ao texto. Na apresentação de uma tabela devem ser levados em consideração os seguintes critérios: Toda tabela deve ter significado próprio. Não devem ser apresentadas tabelas nas quais a maior parte dos casos indiquem inexistência do fenômeno. 26 .6 34.4 Oeste 30. tornando claros os fatos que poderiam passar despercebidos em dados apenas tabulados. com o título voltado para a margem esquerda da folha.

A clareza e a objetividade. A uniformidade da estrutura frasal.3. 9. 15. A pontuação e a ortografia. É importante ressaltarmos que esses critérios servirão para nortear o processo avaliativo na correção dos textos escritos. Os pareceres críticos e sugestões sobre o texto. Uso dos conectivos para integrar as frases/sentenças. 16.CONTEÚDO E IDÉIAS 1. A progressão das idéias 10. O uso adequado do vocabulário técnico.1. 3. 7. As idéias secundárias que fundamentam a idéia principal. 14. ORGANIZAÇÃO E FORMA 6. A concordância e a regência verbal e nominal. A coesão estabelecida na junção das idéias. Organização dos parágrafos de acordo com as idéias. Conclusão para avaliar. OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Os critérios avaliativos estão subdivididos em Conteúdos e Idéias. 5. CONVENÇÕES DA ESCRITA 11. 5. 5. A estrutura das orações na ordem direta ou indireta. 8. 13. 2. Organização e Forma e Convenção da Escrita.2. criticar e sugerir novas idéias. Introdução para apresentar as idéias do autor. 5. 4. A coerência e a coesão do texto. O objetivo ou idéia principal do texto. 27 5. . 12.

o aluno receba os critérios empregados na correção. 28 6. Atenciosamente. por exemplo. A partir de agora. Jacira Magalhães Pessoa Prof. Marcos Nahmias Prof. Mário Brasil . os textos de provas ou trabalhos propostos. de fato. Ms. porque ele será muito útil para que possa entender a correção e reelaborar o seu texto. PROPOSTA DE TRABALHO Propomos que junto com o texto corrigido. Recomendamos que o aluno guarde cuidadosamente o quadro de critérios afixando-o. quando houver atribuição de nota. sempre que forem julgados necessários.: Esp. Como estímulo para. Dessa maneira. o professor poderá acrescentar pontos perdidos na correção. desejamos que o aluno reelabore. julgamos que a sua habilidade de escrita se tornará cada vez mais eficiente. alcançar-se a eficiência desejável. no seu espaço de estudo. Profª.: Esp.

Belém: Cejup. São Paulo: Atlas... 1999. A. Maria.C.M. Metodologia do Trabalho Científico.D. SEVERINO. M. M. 29 7. da ciência e da pesquisa.. . E. 2003. Normas para apresentação de trabalhos técnicos e científicos. Belém: Editora CESUPA. Rio de Janeiro. Referências Bibliográficas. São Paulo: Cortez. MARTINS. BIBLIOGRAFIA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. J. LIRA. 2000 TEIXEIRA. Revista e ampliada. 2002. NBR 6023. As Três Metodologias: acadêmica. E. MELO. A. MARCONI.. 4º ed.. LAKATOS. Fundamentos de Metodologia Científica. 21º Ed. Yêda L. Hilma C. A. 2001.