SUMÁRIO

SUMÁRIO............................................................................................................................... 1
INTRODUÇÃO........................................................................................................................ 2
PESQUISA QUALITATIVA.....................................................................................................3
PRINCIPAIS CARACTERISTICAS......................................................................................3
TRIANGULAÇÃO ENTRE DADOS QUANTITATIVOS E QUALITATIVOS...........................4
ABORDAGEM QUALITATIVA...............................................................................................5
METODOLOGIA..................................................................................................................... 6
ENTREVISTA......................................................................................................................... 7
MEDIDAS EXIGIDAS PARA A PREPARAÇÃO DA ENTREVISTA.....................................8
LIMITAÇÕES DA TECNICA DA ENTREVISTA...................................................................8
QUESTIONÁRIO.................................................................................................................... 8
TIPOS DE QUESTÕES.....................................................................................................10
PRÉ – TESTE....................................................................................................................... 11
FORMULÁRIO...................................................................................................................... 12
CONCLUSÃO....................................................................................................................... 14
BIBLIOGRAFIA.................................................................................................................... 15

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INTRODUÇÃO
O interesse e a curiosidade do homem pelo saber levam-no a investigar a
realidade sob os mais diversificados aspectos e dimensões.
Por outro lado, cada abordagem de busca admite níveis diferentes de
aprofundamento e enfoque específicos conforme o objeto de estudo, objetivos
visados e a qualificação do pesquisador, cada tipo de pesquisa possui alem do
núcleo comum de procedimentos, suas peculiaridades próprias.
Neste trabalho damos um enfoque maior à pesquisa qualitativa. De maneira
diversa, a pesquisa qualitativa não procura enumerar e /ou medir os eventos
estudados, nem emprega instrumentos estatísticos na análise dos dados. Parte das
questões ou focos de interesses amplos, que vão se definindo à medida que o
estudo se desenvolve. Envolve a obtenção de dados descritivos sobre pessoas,
lugares e processos interativos pelo contato direto do pesquisador com a situação
estudada, procurando compreender os fenômenos segundo a perspectiva dos
sujeitos, ou seja, dos participantes da situação em estudo.
O objetivo do presente trabalho é apresentar alguns aspectos conceituais da
metodologia da pesquisa qualitativa.

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PESQUISA QUALITATIVA
São muitas as interpretações que se tem dado a expressão pesquisa qualitativa.
Entre os mais diversos significados, conceituamos abordagem qualitativa ou
pesquisa qualitativa como sendo um processo de reflexão e analise da realidade
através da utilização de métodos e técnicas para compreensão detalhada do objeto
de estudo em seu contexto histórico ou segundo sua estruturação.
Esse processo implica em estudos segundo a literatura pertinente ao tema,
observações, aplicação de questionários, entrevistas e analise de dados, que deve
ser apresentada de forma descritiva.
Para realizar esse estudo, é importante que já se tenha clareza quanto ao objeto
de pesquisa, ou seja, quanto ao tema a ser estudado. Vejamos abaixo um quadro
conceitual (figura 1), no qual se pode verificar que é importante conhecer o contexto
histórico através da análise de documentos, seguindo-se de observações
sistemáticas, realização de entrevistas e aplicação de questionários.

Em pesquisas qualitativas, todos os fatos e fenômenos são significativos e
relevantes, e são trabalhados através das principais técnicas: observações,
entrevistas, formulário, análise de conteúdo, estudo de caso e estudos etnográficos.
PRINCIPAIS CARACTERISTICAS
A pesquisa qualitativa apresenta quatro principais características:

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1. Ambiente natural como fonte direta de dados, e o pesquisador como
instrumento fundamental;
2. Caráter descritivo;
3. Significado que as pessoas dão as coisas e à sua vida, que deve ser uma
preocupação do investigador;
4. Enfoque Indutivo.
Por isso, para se fazer uma pesquisa dentro de uma abordagem qualitativa, é
preciso delimitar espaço e tempo, para a realização do estudo segundo um corte
temporal–espacial (período, data e lugar). A análise descritiva é recomendável
desde a definição do objeto de estudo, passando pela delimitação do lugar, tempo,
revisão de literatura e coleta de dados.
TRIANGULAÇÃO ENTRE DADOS QUANTITATIVOS E QUALITATIVOS
Combinar técnicas quantitativas e qualitativas torna uma pesquisa mais forte e
reduz os problemas de adoção exclusiva de um desses grupos, por outro lado, a
omissão no emprego de métodos qualitativos, num estudo em que se faz possível e
útil empregá-los, empobrece a visão do pesquisador quanto ao contexto em que
ocorre o fenômeno. Por isso Duffy (1987, p.131) indica como beneficio do emprego
conjunto dos métodos qualitativos e quantitativos os seguintes:
a) Possibilidade de congregar controle dos vieses (pelos métodos quantitativos)
com compreensão da perspectiva dos agentes envolvidos no fenômeno
(pelos métodos qualitativos);
b) Possibilidade de congregar identificação de variáveis especifica (pelos
métodos quantitativos) com uma visão global do fenômeno (pelos métodos
qualitativos);
c) Possibilidade de completar um conjunto de fatos e causas associados ao
emprego de metodologia quantitativa com uma visão da natureza dinâmica da
realidade;
d) Possibilidade de enriquecer constatações obtidas sob condições controladas
com dados obtidos dentro do contexto natural de sua ocorrência;
e) Possibilidade de reafirmar validade e confiabilidade das descobertas pelo
emprego de técnicas diferenciadas.

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Levando-se em consideração tais benefícios, pode-se chegar a seguinte
afirmativa: fazer pesquisa não é acumular dados e quantificá-los,mas

analisar

causas e efeitos, contextualizando-os no tempo e no espaço, dentro de uma
concepção sistêmica.
ABORDAGEM QUALITATIVA
A pesquisa qualitativa pode ser caracterizada como sendo uma tentativa de se
explicar em profundidade o significado e as características do resultado das
informações obtidas através de entrevistas ou questões abertas, sem a mensuração
quantitativas de características ou comportamento.
As abordagens qualitativas facilitam descrever a complexidade de problemas e
hipóteses, bem como analisar a interação entre variáveis, compreender e classificar
determinados processos sociais, oferecer contribuições no processo das mudanças,
criação ou formação de opiniões de determinados grupos e interpretação das
particularidades dos comportamentos ou atitudes dos indivíduos. Algumas situações
de pesquisas envolvem conotações quantitativas e convergem em três aspectos:
1. Situações em que se evidencia a necessidade de substituir uma simples
informação estatística por dados qualitativos. Isto se aplica, principalmente, à
investigação sobre fatos do passado ou estudos referentes a grupos, dos
quais se dispõe de pouca informação.
2. Situações em que observações qualitativas são usadas como indicadores do
funcionamento de estruturas sociais.
3. Situações em que se manifesta a importância de uma abordagem qualitativa
para efeito de compreender aspectos psicológicos, cujos dados não podem
ser coletados de modo completo por outros métodos, devido à complexidade
que envolve a pesquisa.
A abordagem qualitativa facilita ainda a apresentação de resenhas, descrição
detalhada dos fatos e fenômenos observados. No entanto, é preciso entender que
as abordagens quantitativas e qualitativas não são excludentes e ate diríamos que
elas se completam, visto que existem fatos que são do domínio quantitativo e outros
de domínio qualitativo.
A pesquisa qualitativa pode ser caracterizada como sendo um estudo detalhado
de um determinado fato, objeto, grupo de pessoas e fenômenos da realidade. Esse

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procedimento visa buscar informações reais para se explicar em profundidade o
significado e as características de cada contexto, em que encontra o objeto de
pesquisa. Os dados podem ser obtidos através de uma pesquisa bibliográfica,
entrevista, questionário, planilhas e toda técnica que se faz necessário para
obtenção de informações.
No entanto, em pesquisas de abordagem qualitativa, os dados estatísticos só
devem ser utilizados quando visam dar maior precisão aos dados coletados que são
analisados com base na realidade, nos objetivos,hipóteses e nos fundamentos
teóricos pré-estabelecidos na construção do projeto de pesquisa.
A opção por uma abordagem qualitativa deve ter como principal fundamento a
crença de que existe uma relação dinâmica entre o mundo real, objetivo, concreto e
o sujeito: portanto, uma conexão entre a realidade cósmica e o homem, entre a
objetividade e a subjetividade. Ou, mais precisamente, na abordagem qualitativa, o
pesquisador deve ser alguém que tenta interpretar a realidade dentro de uma visão
complexa, holística e sistêmica.
METODOLOGIA
Toda pesquisa e, de modo especial, a pesquisa qualitativa deve ser bem
planejada se quiser oferecer resultados úteis e verdadeiros.
Este planejamento envolve também a tarefa de coleta de dados, que
corresponde a uma fase intermediária da pesquisa.
Realizada a coleta de dados seguem-se as tarefas da análise, discussão dos
dados com a conclusão e o relatório do trabalho. A coleta de dados, tarefa
importante na pesquisa, envolve diversos passos, com a determinação da população
a ser estudada, a elaboração do instrumento de coleta, a programação da coleta e
também os dados e a própria coleta.
Há diversas formas com suas vantagens e desvantagens na decisão do uso de
uma forma ou de outra o pesquisador levará em conta o que menos desvantagem
oferecer, respeitados os objetivos de pesquisa.
Os instrumentos de coleta de dados, de largo uso, são a entrevista, o formulário
e o questionário.

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ENTREVISTA
A entrevista não é uma simples conversa. E uma conversa orientada pra um
objetivo definido: recolher, através do interrogatório do informante, dados para a
pesquisa.
Recorrem-se a entrevista sempre que tem necessidade de dados que não
podem encontrar em registros e fontes documentárias e que podem ser fornecidos
por certas pessoas. Estes dados serão utilizados tanto para o estudo de “fatos”
como de casos ou de opiniões.
A entrevista pode ser:

Padronizada ou estruturada: roteiro previamente estabelecido;

Despadronizada ou não-estruturada: não existe rigidez de roteiro. Podemse explorar mais amplamente algumas questões.
Este tipo de entrevista apresenta três modalidades:

a) Entrevista focalizada: há um roteiro de tópicos relativos ao problema que vai
estudar e o entrevistador tem liberdade de fazer as perguntas que quiser.
Sonda razões e motivos, da esclarecimentos, não obedecendo, a rigor, a uma
estrutura formal. Para isso, são necessárias habilidades e perspicácia por
parte do entrevistador. Em geral, é utilizada em estudos de situações de
mudança de conduta.
b) Entrevista clinica: trata-se de estudar motivos, os sentimentos, a conduta das
pessoas. Para esse tipo de entrevista pode ser organizada uma serie de
perguntas especificas.
c) Entrevista não dirigida: há liberdade total por parte do entrevistado, que
poderá expressar suas opiniões e sentimentos. A função do entrevistador é
de incentivo, levando o informante a falar sobre determinado assunto, sem,
entretanto, forçá-lo a responder.

Painel: consiste na repetição de perguntas, de tempo em tempo, às mesmas
pessoas, a fim de estudar a evolução das opiniões em períodos curtos.

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MEDIDAS EXIGIDAS PARA A PREPARAÇÃO DA ENTREVISTA

Planejamento da entrevista

Conhecimento prévio do entrevistado

Oportunidade da entrevista

Condições favoráveis

Contato com líderes

Conhecimento prévio do campo

Preparação específica

LIMITAÇÕES DA TECNICA DA ENTREVISTA
a. Incompreensão, por parte do informante, do significado das perguntas da
pesquisa, que pode levar a uma falsa interpretação.
b. Dificuldade de expressão e comunicação de ambas as partes.
c. Possibilidades de o entrevistado ser influenciado, consciente ou inconsciente,
pelo questionador, pelo seu aspecto físico, suas atitudes, idéias, opiniões.
d. Disposição do entrevistado em dar as informações necessárias.
e. Retenção de alguns dados importantes, receando que sua identidade seja
revelada.
f. Pequeno grau de controle sobre uma situação de coleta de dados.
g. Ocupa muito tempo e é difícil de ser realizada.
QUESTIONÁRIO
É uma série ordenada de perguntas que devem ser respondidas por escrito pelo
informante. O questionário deve ser objetivo, limitado em extensão e estar
acompanhado de instruções. As instruções devem esclarecer o propósito de sua
aplicação, ressaltar a importância da colaboração do informante e facilitar o
preenchimento.
Para obter exatidão no questionário e necessário alguns cuidados de
elaboração:

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Conhecer o assunto

Cuidado na seleção das questões

Limitado em extensão e em finalidade

Codificadas para facilitar a tabulação

Indicação da entidade organizadora

Acompanhado por instruções

Boa apresentação estética

Como toda técnica de coleta de dados, o questionário também apresenta uma
serie de vantagem e desvantagens.
Vantagens:
a. Economiza tempo, viagens e obtêm grande números de dados.
b. Atinge maior numero de pessoas simultaneamente.
c. Abrange uma área geográfica mais ampla.
d. Economiza pessoal, tanto em adestramento quanto em trabalho de campo.
e. Obtém respostas mais rápidas e mais precisas.
f. Há maior liberdade nas respostas, em razão do anonimato.
g. Há mais segurança, pelo fato de as respostas não serem identificadas.
h. Há menos riscos de distorção, pela não influência do pesquisador.
i. Há mais tempo para responder e em hora mais favorável.
j. Há mais uniformidades na avaliação, em virtude da natureza impessoal do
instrumento.
k. Obtém respostas que materialmente seriam inacessíveis.
Desvantagens:
a. Percentagem pequena de questionários que voltam.
b. Grande número de perguntas sem respostas.
c. Não pode ser aplicado a pessoas analfabetas.
d. Impossibilidade de ajudar o informante em questões mal compreendidas.
e. A dificuldade de compreensão, por parte dos informantes, leva a uma
uniformidade aparente.
f. Na leitura de todas as perguntas, antes de respondê-las, pode uma questão
influenciar outra.
g. A devolução tardia prejudica o calendário ou sua utilização.

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h. O desconhecimento das circunstancias em que foram preenchidos torna difícil
o controle e a verificação.
i. Nem sempre é o escolhido quem responde ao questionário, invalidando,
portanto, as questões.
j. Exige um universo mais homogêneo.
TIPOS DE QUESTÕES

a) Aberta: possibilita investigações mais profundas e precisas, entretanto, apresenta
alguns inconvenientes: dificulta a resposta do próprio informante, quem deverá
redigi - lá, o processo de tabulação, o tratamento estatístico e a interpretação. A
análise é difícil, complexa, cansativa e demorada.
Exemplos:
1. Qual a sua opinião sobre os fatores que deve abrange a legalização do
aborto?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
2. Em sua opinião, quais são as principais causas da delinqüência no Brasil?
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
b) Fechada: são aquelas em que o informante escolhe sua resposta entre duas
opções. Este tipo de pergunta, embora restrinja a liberdade das respostas, facilita
o trabalho do pesquisador e também a tabulação, pois as respostas são mais
objetivas.
Exemplos:
1. Os sindicatos devem ou não formar um partido político?
( ) sim
( ) não
2. A tecnologia é importante para as grandes empresas, mas não é tão
significativa para pequenas empresas em crescimento.

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( ) verdadeiro
( ) falso
c) Múltipla escolha: são perguntas fechadas, mas que apresentam uma série de
possíveis respostas, abrangendo várias facetas do mesmo assunto.
A técnica da múltipla escolha é facilmente tabulável e proporciona uma
exploração em profundidade quase tão boa quanto a de perguntas abertas.
A combinação de respostas múltiplas com as respostas abertas possibilita mais
informações sobre o assunto, sem prejudicar a tabulação.
Exemplos:
1. Qual das seguintes hipóteses aparenta ser um componente essencial da
contabilidade financeira da empresa?
( ) Compras
( ) Facturação
( ) Salários
( ) Serviço a cliente
( ) Contabilidade
PRÉ – TESTE
Depois de redigido, o questionário precisa ser testado antes de sua utilização
definitiva, aplicando-se alguns exemplares em uma pequena população escolhida.
A analise dos dados, após a tabulação evidenciaria possíveis falhas existentes
inconsistência

ou

complexidade

de

questões,

ambigüidade

ou

linguagem

inacessível, perguntas supérfluas ou que causem embaraço ao informante, se as
questões obedecem a determinada ordem ou se são muito numerosas etc.
Verificando

as

falhas,deve-se

reformular

o

questionário,

conservando,

modificando, ampliando ou eliminando itens, explicitando melhor alguns ou
modificando a redação de outros. Perguntas abertas podem ser transformadas em
fechadas se não houver variabilidades de respostas.
O pré – teste pode ser aplicado mais de uma vez, tendo em vista o seu
aprimoramento e o aumento de sua validez. Deve ser aplicado em populações com
características semelhantes, mas nunca naquela que será alvo de estudo.
O pré – teste serve também para verificar se o questionário apresenta três
importantes elementos:

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Fidedignidade: qualquer pessoa que o aplique obterá sempre os mesmos
resultados.

Validade: os dados recolhidos são necessários à pesquisa.

Operatividade: vocabulário acessível e significado claro.

O pré – teste permite também a obtenção de uma estimativa sobre os futuros
resultados.
FORMULÁRIO
É um dos instrumentos essenciais para a investigação social cujo sistema de
coleta de dados consiste em obter informações diretamente do entrevistado.
Portanto, o que caracteriza o formulário e o contato face a face entre
pesquisador e informante e ser o roteiro de perguntas preenchido pelo entrevistador,
no momento da entrevista.
São três qualidades essenciais de todo formulário, apontadas:
a. Adaptação ao objeto de investigação.
b. Adaptação aos meios que se possui para realizar o trabalho.
c. Precisão das informações em um grau de exatidão suficiente e satisfatório
para o objetivo proposto.
Vantagens:
a. Utilizando em quase todo o segmento da população, alfabetizados,
analfabetos, populações heterogêneas etc., porque seu preenchimento é feito
pelo entrevistador.
b. Presença do pesquisador, que pode explicar os objetivos da pesquisa,
orientar o preenchimento do formulário e elucidar significados de perguntas
que não estejam muito claras.
c. Flexibilidade, para adaptar-se as necessidades de cada situação, podendo o
entrevistador reformular itens ou ajustar o formulário a compreensão de cada
informante.
d.

Obtenção de dados mais complexos e úteis.

e. Facilidade na aquisição de um numero representativo de informantes, em
determinado grupo.

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f. Uniformidades dos símbolos utilizados, pois é preenchido pelo próprio
pesquisador.
Desvantagens:
a. Menos liberdade nas respostas, em virtude da presença do entrevistador.
b. Riscos de distorções, pela influencia do aplicador.
c. Menos praz para responder as perguntas, não havendo tempo para pensar,
elas podem ser invalidadas.
d. Mais demorado, por ser aplicado a uma pessoa de cada vez.
e. Insegurança das respostas, por falta do anonimato.
f. Pessoas possuidoras de

informações necessárias podem estar em

localidades muito distantes, tornando a resposta difícil, demorada e
dispendiosa.

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CONCLUSÃO
Procuramos, através deste trabalho, explorar a natureza dos estudos
qualitativos, que apesar de historicamente sempre estarem presentes na
investigação de natureza social, foram por algum tempo minimizados em sua
importância e utilidade, devido a uma forte influência das metodologias quantitativas,
inspiradas nos pressupostos positivistas.
Hoje em dia, a abordagem qualitativa, por meio de seus diferentes subtipos de
pesquisa, tem lugar assegurado como uma forma viável e promissora de trabalho.
Em função da natureza do problema que se quer estudar e das questões e
objetivos que orientam a investigação, a opção pelo enfoque qualitativo muitas
vezes se torna a mais apropriada.
Estamos lidando com problemas pouco conhecidos e a pesquisa é de cunho
exploratório, este tipo de investigação parece ser o mais adequado. Quando o
estudo é de caráter descritivo e o que se busca é o entendimento do fenômeno
como um todo, na sua complexidade, é possível que uma analise qualitativa seja a
mais indicada. Ainda quando a nossa preocupação for à compreensão da teia de
relações sociais e culturais que se estabelecem no interior das organizações, o
trabalho qualitativo pode oferecer interessantes e relevantes dados. Nesse sentido,
a opção pela metodologia qualitativa se faz após a definição do problema e do
estabelecimento dos objetivos da pesquisa que se quer realizar.

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BIBLIOGRAFIA
DUFFY, Mary E., Methodological triangulation: a vehicle for merging quantitative
and qualitative research methods, in Journal of Nursing Scholarship, 19 (3), 1987,
99. 130-133.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de
metodologia cientifica. 6º Ed. São Paulo : Atlas,2005.
ANDRADE, Maria Margarida de, Como preparar trabalhos para cursos de pósgraduação. 2º Ed. São Paulo; Atlas, 1997.
A. L. Cervo; P. A. Bervian, Metodologia Cientifica,

Editora McGraw-Hill do

Brasil.
Pesquisa Qualitativa, Características, usos e possibilidades, Disponível em:
http://www.ead.fea.usp.br/cad-pesq/arquivos/C03-art06.pdf,

acesso

em

mai.2009
Aprendendo sobre pesquisa , Disponível em:
http://www.ead.unicamp.br/trabalho_pesquisa/Pesq_quali.htm, acesso em 01
mai.2009

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