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Critérios para avaliação da oralidade

   

Conteúdo

 

Organização

 

Pronunciação

 

Linguagem

(a)

(b)

(c)

(d)

Inferior

(0)

O

orador não diz nada ou todos os

   

gramática e o vocabulário utilizados impossibilitam a compreensão de toda

A

conteúdos são irrelevantes; ignora os ouvintes e a situação

A

e

mensagem é totalmente desregrada

incompreensível

O

compreensão de toda a mensagem

volume e a enunciação impedem a

a mensagem

 

Não diz quase nada, foca essencialmente conteúdos irrelevantes e parece ignorar os ouvintes e a situação

 

O

volume é tão baixo e/ou fala tão

 

Inadequado

(1)

mensagem é tão desorganizada que

A

não se percebe a sua maior parte

depressa e/ou a enunciação é tão pouco clara que não se percebe a maior parte da mensagem

A gramática e o vocabulário são tão

pobres que não se consegue entender

a

maior parte da mensagem

 

Não fornece conteúdo suficiente para

 

O volume é demasiado baixo ou

demasiado alto; fala muito devagar ou muito depressa; as pausas são demasiado longas; a enunciação é pouco clara; o orador mostra muitas disfluências; há dificuldades em perceber as palavras na mensagem

 

o

pedido; inclui algum conteúdo

O

orador comete muitos erros

irrelevante e divaga; adapta-se mal aos ouvintes e à situação; usa palavras e conceitos inapropriados para o conhecimento e experiência

A

organização da mensagem é fortuita,

gramaticais; usa uma linguagem demasiado simplista e um estilo de comunicação caracterizado por uma estrutura gramatical pobre e um

Mínimo

avança e recua; há dificuldade em entender a sequência e as relações entre as ideias na mensagem

(2)

dos ouvintes; usa argumentos centrados em si e não nos outros

 

vocabulário concreto

 

Fornece conteúdo suficiente para o

que é pedido; centra-se em conteúdos relevantes e cinge-se ao tema; adapta o conteúdo, de uma forma geral, ao ouvinte e à situação; usa palavras e conceitos que são apropriados para o conhecimento e experiência da audiência; usa argumentos que estão adaptados aos

ouvintes

   

Comete poucos erros gramaticais; usa

O

volume não é demasiado baixo nem

uma linguagem apropriada para tarefa (linguagem descritiva para descrever, linguagem clara e concisa para informar e explicar, linguagem persuasiva para convencer); utiliza um estilo de comunicação caracterizado por uma estrutura gramatical complexa

A

mensagem está organizada; não há

alto; não fala muito devagar ou muito depressa; as pausas não são muito longas; a enunciação é clara; o orador mostra poucas disfluências; não há

Adequado

dificuldade em entender a sequência e

(3)

as relações entre as ideias na

mensagem

dificuldades em perceber as palavras na mensagem

e

o uso de vocabulário abstracto

 

Fornece variedade de conteúdos apropriados para a tarefa (generalizações, detalhes, exemplos…); adapta o conteúdo, de uma forma específica, ao ouvinte e à situação; tem em conta o conhecimento e experiência do ouvinte; usa argumentos que estão adaptados aos valores e motivações do ouvinte

 

O

orador usa a exposição para

Comete muito poucos erros gramaticais; usa uma linguagem eficaz para enfatizar e melhorar a compreensão da mensagem; quando apropriadas à tarefa, utiliza técnicas de linguagem como uma linguagem expressiva, uma linguagem emocional, humor, imagens, metáforas,

analogias

A

mensagem está claramente

Superior

(4)

organizada; o orador ajuda a entender

a

ideias na mensagem (refere o tópico,

mostra a organização, usa transições e

sequência e as relações entre as

enfatizar e melhorar a compreensão da mensagem; apresenta-a de uma forma

viva e entusiástica; o volume varia para

acrescentar ênfase e interesse; o ritmo

sintetiza

varia e as pausas são usadas para acrescentar ênfase e interesse; a

enunciação é muito clara e o orador mostra muito poucas disfluências

(a)

Este critério está relacionado com o conteúdo em termos de quantidade, relevância e adaptação e exactidão, embora privilegie os três primeiros parâmetros, essenciais na avaliação das capacidades orais.

(b)

Neste critério avalia-se como o aluno organiza a mensagem.

(c)

Neste critério avalia-se como fala o aluno, não o que ele diz.

(d)

Neste critério avalia-se como o aluno transmite a mensagem através da linguagem.

Estes critérios não devem servir para avaliar o rigor do que o aluno diz, somente o que foi referido nas alíneas anteriores. A avaliação será feita, em cada uma das componentes apresentadas, de 1 (nível inferior) a 5 (nível superior), sendo traduzida quantitativamente como segue:

0 0

1 1,25

2 2,5

3 3,75

4 5

Efectuada a avaliação de todos os critérios, somam-se as partes podendo o resultado obtido variar entre 0 (zero) e 20 (vinte) valores. Se se considerar a hipótese de avaliar a exactidão do conteúdo, tal apreciação será efectuada à parte, encontrando-se a classificação final no resultado da média das duas avaliações (da oralidade e do conteúdo) ou no valor percentual que se considere atribuir a cada.

Para momentos de menor peso formal, pode-se adoptar a escala que segue:

1 Pobre: o vocabulário do aluno e as competências gramaticais são demasiado deficientes para suportar a mensagem a veicular.

2 Limitado: o aluno usa vocabulário muito genérico e imaturo.

3 Satisfatório: o aluno usa vocabulário genérico e expressa as ideias prolixamente.

4 Proficiente: o aluno usa vocabulário preciso e expressa as ideias claramente.

5 Excelente: o aluno usa vocabulário preciso e sintaxe adequada e rigorosa.