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Universidade Estadual de Santa Cruz Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas Curso: Engenharia de Produção
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Universidade Estadual de Santa Cruz

Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas

Curso: Engenharia de Produção

Disciplina de Química Geral

“Geometria Molecular:

Repulsão dos Pares de Elétrons da

Camada de Valência

Prof. Dr. Rodrigo Luis Santos

Geometria Molecular  A geometria molecular determina a ocupação da molécula no espaço, o seu
Geometria Molecular  A geometria molecular determina a ocupação da molécula no espaço, o seu

Geometria Molecular

A geometria molecular determina a ocupação

da molécula no espaço, o seu arranjo espacial e

a polaridade de suas ligações, o que influi diretamente nas propriedades físicas do

material formado por ela.

A partir das propriedades constatadas para o

material que determina-se, entre outras coisas,

suas possíveis utilidades, por exemplo.

Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da Camada de Valência (RPECV ou VSEPR )
Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da Camada de Valência (RPECV ou VSEPR )

Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da

Camada de Valência (RPECV ou VSEPR)

A camada de valência é a camada mais externa de um átomo que se encontra ocupada por elétrons; nessa camada encontram-se os elétrons que estão

normalmente envolvidos na formação de

ligações químicas.

envolvidos na formação de ligações químicas.  O RPECV procura explicar o arranjo geométrico dos

O RPECV procura explicar o arranjo geométrico dos pares eletrônicos em torno de um átomo central em termos de repulsão eletrostática entre os pares de

elétrons.

em torno de um átomo central em termos de repulsão eletrostática entre os pares de elétrons.

Fórmula de Lewis

em torno de um átomo central em termos de repulsão eletrostática entre os pares de elétrons.
Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da Camada de Valência (RPECV ou VSEPR )

Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da

Camada de Valência (RPECV ou VSEPR)

Exemplo da aplicação da RPECV:

Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da Camada de Valência (RPECV ou VSEPR ) Exemplo
Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da Camada de Valência (RPECV ou VSEPR )
Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da Camada de Valência (RPECV ou VSEPR )

Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da

Camada de Valência (RPECV ou VSEPR)

Os pares eletrônicos tendem a se orientar de forma

que sua energia total seja mínima. Os elétrons ficam tão próximos quanto possível do núcleo e o mais afastado possível de si.

Fazendo uma analogia com balões, pode- se visualizar como esse efeito ocorre, uma vez que balões amarrados pelos seus bicos adotam naturalmente seus arranjos de menor energia.

esse efeito ocorre, uma vez que balões amarrados pelos seus bicos adotam naturalmente seus arranjos de
Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da Camada de Valência (RPECV ou VSEPR )
Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da Camada de Valência (RPECV ou VSEPR )

Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da

Camada de Valência (RPECV ou VSEPR)

Regras Básicas

Ligações duplas ou triplas são tratadas como se fossem ligações simples.

Moléculas com estruturas de ressonância não

interferem na determinação da geometria.

Os pares de elétrons da camada de valência tendem a se orientar de maneira que a energia total da

molécula seja mínima.

Os pares eletrônicos não compartilhados são mais volumosos do que os pares compartilhados. A repulsão é maior entre dois pares não compartilhados.

Influência dos Pares Não-Ligantes no Ângulo de Ligação 4 pares de elétrons Orientação: tetrahedral tetraédrica
Influência dos Pares Não-Ligantes no Ângulo de Ligação 4 pares de elétrons Orientação: tetrahedral tetraédrica

Influência dos Pares Não-Ligantes

no Ângulo de Ligação

Influência dos Pares Não-Ligantes no Ângulo de Ligação 4 pares de elétrons Orientação: tetrahedral tetraédrica
Influência dos Pares Não-Ligantes no Ângulo de Ligação 4 pares de elétrons Orientação: tetrahedral tetraédrica
Influência dos Pares Não-Ligantes no Ângulo de Ligação 4 pares de elétrons Orientação: tetrahedral tetraédrica
Influência dos Pares Não-Ligantes no Ângulo de Ligação 4 pares de elétrons Orientação: tetrahedral tetraédrica

4 pares de elétrons

Orientação:tetrahedraltetraédrica

4 pares de elétrons Orientação: tetrahedral tetraédrica Repulsão nos pares de elétrons não ligantes é maior

Repulsão nos pares de elétrons não ligantes é maior e portanto fazem

com que o ângulo das

ligações sejam menores.

Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da Camada de Valência (RPECV ou VSEPR )
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Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da

Camada de Valência (RPECV ou VSEPR)

Regras Básicas:

A força de repulsão diminui rapidamente com o aumento do ângulo de ligação entre os pares.

Repulsão entre as ligações químicas

90 °

>

120 °

>

180 °

do ângulo de ligação entre os pares. Repulsão entre as ligações químicas 90 ° > 120
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Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da

Camada de Valência (RPECV ou VSEPR)

Escrever a estrutura de Lewis e quantos pares de

elétrons estão localizados ao redor do átomo central (Número Estérico);

localizados ao redor do átomo central (Número Estérico); Número Estérico: É definido como o número de

Número Estérico: É definido como o número de pares de elétrons total ao redor do átomo central (incluindo pares de elétrons ligados e isolados)

Para cada Número Estérico existe um arranjo espacial;

Arranjo espacial em função do número estérico da molécula
Arranjo espacial em função do número estérico da molécula

Arranjo espacial em função do número estérico da molécula

Arranjo espacial em função do número estérico da molécula
Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da Camada de Valência (RPECV ou VSEPR )
Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da Camada de Valência (RPECV ou VSEPR )

Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da

Camada de Valência (RPECV ou VSEPR)

Exemplo: Determine a geometria molecular para o composto: AsCl 3

As (Z = 33) [Ar] 3d 10 , 4s 2 , 4p 3 (5 elétrons na camada de valência) Cl (Z = 17) [Ar] 3s 2 , 3p 5 (7 elétrons na camada de valência)

3s 2 , 3p 5 (7 elétrons na camada de valência) Estrutura de Lewis O átomo

Estrutura de Lewis

O átomo de Arsênio (As) possui 4 pares de elétrons:

(3 pares compartilhados e 1 par isolado)

Portanto, Número Estérico = 4

Arranjo Eletrônico TETRAÉDRICO. Geometria da Molécula

PIRÂMIDE TRIGONAL.

isolado) Portanto, Número Estérico = 4 Arranjo Eletrônico TETRAÉDRICO . Geometria da Molécula PIRÂMIDE TRIGONAL .
Exercícios  Determine o arranjo de elétrons e a geometria das moléculas: NF 3 IF
Exercícios  Determine o arranjo de elétrons e a geometria das moléculas: NF 3 IF

Exercícios

Determine o arranjo de elétrons e a geometria das

moléculas:

NF 3

o arranjo de elétrons e a geometria das moléculas: NF 3 IF 5 Octaédrico XeF 4

IF 5

de elétrons e a geometria das moléculas: NF 3 IF 5 Octaédrico XeF 4 Octaédrico Arranjo

Octaédrico

e a geometria das moléculas: NF 3 IF 5 Octaédrico XeF 4 Octaédrico Arranjo dos elétrons:

XeF 4

e a geometria das moléculas: NF 3 IF 5 Octaédrico XeF 4 Octaédrico Arranjo dos elétrons:

Octaédrico

das moléculas: NF 3 IF 5 Octaédrico XeF 4 Octaédrico Arranjo dos elétrons: T e t

Arranjo

dos

elétrons:

Tetraédrico

Geometria:

dos elétrons: T e t r a é d r i c o Geometria: P i

Pirâmide trigonal

t r a é d r i c o Geometria: P i r â m i

Pirâmide quadrada

t r a é d r i c o Geometria: P i r â m i

Quadrado planar

Momento Dipolar e Polaridade das Moleculas O 2 (molécula apolar) H F ( m o
Momento Dipolar e Polaridade das Moleculas O 2 (molécula apolar) H F ( m o

Momento Dipolar e Polaridade das

Moleculas

O 2 (molécula apolar)

e Polaridade das Moleculas O 2 (molécula apolar) H F ( m o l é c

HF (molécula polar)

regiao pobre regiao rica em elétrons em elétrons H F d- d+ m = Q
regiao pobre
regiao rica
em elétrons
em elétrons
H
F
d-
d+
m = Q x r

Onde:

μ = momento dipolar, grandeza vetorial, unidade Debye (D) Q = magnitude da carga

r = distancia da carga

Comportamento das Moléculas Polares Comportamento de moléculas polares (a) na ausência de um campo elétrico
Comportamento das Moléculas Polares Comportamento de moléculas polares (a) na ausência de um campo elétrico

Comportamento das Moléculas

Polares

Comportamento das Moléculas Polares Comportamento de moléculas polares (a) na ausência de um campo elétrico externo

Comportamento de moléculas polares (a) na ausência de um

campo elétrico externo e (b) na presença de um campo elétrico externo.

As moléculas apolares não são afetadas por um campo elétrico.

Polaridade da Molécula Dentre as moléculas (H 2 O, SO 2 , CO 2 e
Polaridade da Molécula Dentre as moléculas (H 2 O, SO 2 , CO 2 e

Polaridade da Molécula

Polaridade da Molécula Dentre as moléculas (H 2 O, SO 2 , CO 2 e CH

Dentre as moléculas (H 2 O, SO 2 , CO 2 e CH 4 ) qual apresenta momento dipolar? Diga, também, se a molécula é polar ou apolar.

S Momento dipola
S
Momento dipola

molecula polar

H C H H
H
C
H
H

H

O
O

momento dipolar molecula polar

O C O Sem momento dipolar Molecula apolar
O
C
O
Sem momento dipolar
Molecula apolar

Sem momento dipolar Molecule apolar

As moléculas abaixo sao polares ou apolares? Dicloroetano C 2 H 2 Cl 2 Momentos

As moléculas abaixo sao polares ou apolares?

Dicloroetano

C 2 H 2 Cl 2

sao polares ou apolares? Dicloroetano C 2 H 2 Cl 2 Momentos dipolares se anulam: molécula

Momentos dipolares se anulam: molécula Apolar

Diclorometano CH 2 Cl 2

dipolares se anulam: molécula Apolar Diclorometano CH 2 Cl 2 molécula Polar Momentos dipolares não se
dipolares se anulam: molécula Apolar Diclorometano CH 2 Cl 2 molécula Polar Momentos dipolares não se

molécula Polar

Momentos dipolares não se anulam:

Polaridade da Molécula Ordem decrescente de eletronegatividade dos principais ametais: F > O > N
Polaridade da Molécula Ordem decrescente de eletronegatividade dos principais ametais: F > O > N

Polaridade da Molécula

Polaridade da Molécula Ordem decrescente de eletronegatividade dos principais ametais: F > O > N >

Ordem decrescente de eletronegatividade dos principais ametais:

F > O > N > Cl > Br > I > S > C > P > H

Polaridade da Molécula  Uma vez conhecida a estrutura da molécula fica fácil prever se
Polaridade da Molécula  Uma vez conhecida a estrutura da molécula fica fácil prever se

Polaridade da Molécula

Uma vez conhecida a estrutura da molécula fica fácil

prever se ela é polar ou apolar

da molécula fica fácil prever se ela é polar ou apolar Estrutura Linear: Molécula Apolar AX

Estrutura Linear: Molécula Apolar AX 2

Estrutura Linear: Molécula Polar

AXY

fácil prever se ela é polar ou apolar Estrutura Linear: Molécula Apolar AX 2 Estrutura Linear:
Polaridade da Molécula Estrutura Angular: Molécula Polar AX 2 E 2 Estrutura Pirâmide Trigonal: Molécula
Polaridade da Molécula Estrutura Angular: Molécula Polar AX 2 E 2 Estrutura Pirâmide Trigonal: Molécula

Polaridade da Molécula

Estrutura Angular:

Molécula Polar

AX 2 E 2

da Molécula Estrutura Angular: Molécula Polar AX 2 E 2 Estrutura Pirâmide Trigonal: Molécula Polar AX

Estrutura Pirâmide Trigonal:

Molécula Polar

AX 3 E

da Molécula Estrutura Angular: Molécula Polar AX 2 E 2 Estrutura Pirâmide Trigonal: Molécula Polar AX
Polaridade da Molécula Estrutura Trigonal Plana: Molécula Apolar AX 3 Estrutura Bipirâmide Trigonal: Molécula Apolar
Polaridade da Molécula Estrutura Trigonal Plana: Molécula Apolar AX 3 Estrutura Bipirâmide Trigonal: Molécula Apolar

Polaridade da Molécula

Estrutura Trigonal Plana:

Molécula Apolar

AX 3

da Molécula Estrutura Trigonal Plana: Molécula Apolar AX 3 Estrutura Bipirâmide Trigonal: Molécula Apolar AX 5

Estrutura Bipirâmide Trigonal:

Molécula Apolar

AX 5

da Molécula Estrutura Trigonal Plana: Molécula Apolar AX 3 Estrutura Bipirâmide Trigonal: Molécula Apolar AX 5
Polaridade da Molécula Estrutura Octaédrica: Molécula Apolar AX 6 Estrutura Bipirâmide Trigonal: Molécula Polar AX
Polaridade da Molécula Estrutura Octaédrica: Molécula Apolar AX 6 Estrutura Bipirâmide Trigonal: Molécula Polar AX

Polaridade da Molécula

Estrutura Octaédrica:

Molécula Apolar

AX 6

da Molécula Estrutura Octaédrica: Molécula Apolar AX 6 Estrutura Bipirâmide Trigonal: Molécula Polar AX 4 Y

Estrutura Bipirâmide Trigonal:

Molécula Polar

AX 4 Y

da Molécula Estrutura Octaédrica: Molécula Apolar AX 6 Estrutura Bipirâmide Trigonal: Molécula Polar AX 4 Y
Polaridade da Molécula Estrutura Tetraédrica: Molécula Apolar AX 4 Estrutura Tetraédrica: Molécula Polar AX 3
Polaridade da Molécula Estrutura Tetraédrica: Molécula Apolar AX 4 Estrutura Tetraédrica: Molécula Polar AX 3

Polaridade da Molécula

Estrutura Tetraédrica:

Molécula Apolar

AX 4

Polaridade da Molécula Estrutura Tetraédrica: Molécula Apolar AX 4 Estrutura Tetraédrica: Molécula Polar AX 3 Y

Estrutura Tetraédrica:

Molécula Polar

AX 3 Y

Polaridade da Molécula Estrutura Tetraédrica: Molécula Apolar AX 4 Estrutura Tetraédrica: Molécula Polar AX 3 Y
Exercícios  Diga se as moléculas abaixo são polares ou apolares: NF 3 P i
Exercícios  Diga se as moléculas abaixo são polares ou apolares: NF 3 P i

Exercícios

Diga se as moléculas abaixo são polares ou

apolares:

NF 3

Diga se as moléculas abaixo são polares ou apolares: NF 3 P i r â m
Diga se as moléculas abaixo são polares ou apolares: NF 3 P i r â m

Pirâmide trigonal

Polar

NF 3 P i r â m i d e t r i g o n

IF 5

NF 3 P i r â m i d e t r i g o n

Pirâmide quadrada

Polar

NF 3 P i r â m i d e t r i g o n

XeF 4

NF 3 P i r â m i d e t r i g o n

Quadrado planar

Apolar