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Este é um livro interessante e valiõsíssimo para o

povo batista brasileiro. É um relato precioso, uma visão
histórica, ainda que sintética, pois seria impossível retratar
todo o trabalho de uma convenção batista estadual, ao
longo de 100 anos, em um só volume. Contudo, a obra
põe em destaque os mais preciosos momentos de nossa
história batista fluminense.
Na realidade, a importância do livro pode ser sentida
em dois aspectos principais:
1 ? — A obra foi escrita pelo Pr. Ebenézer Soares
Ferreira. Este ilustre homem de Deus viveu intensamente
a vida batista fluminense, com raízes profundas na cidade
de Campos, onde exerceu o ministério pastoral por vários
anos. Além disso, foi Diretor Geral do Colégio Batista
Fluminense, professor do Liceu de Humanidades de
Campos e Reitor dò Seminário Teológico Batista
Fluminense e professor da Faculdade dc Filosof ia, Ciências e Letras dessa cidade.
"
E necessário lembrar que além de desempenhar todas
essas tarefas pedagógicas," o autor foi redator de O Escudeiro Batista, e presidiu a Convenção Batista Estadual
quinze vezes, sendo seu atual presidente.
O Pr. Ebenézer Soares Ferreira, com a sua tendência
natural pelos assuntos históricos, e com o seu acentuado
espírito de pesquisa, oferece uma contribuição muito
preciosa para o povo batista em geral.
2? — A Convenção Batista Fluminense é, sem
sombra de dúvida, a maior Convenção Batista Estadual
do Brasil e da América Latina. Atualmente, a Convenção
registra em seu rol de igrejas cooperantes mais de 900
igrejas.
Descrevendo a magnitude dessa grande Convenção
Centenária, o autor afirmou: " E opulenta, repleta de
lances emocionantes, desafiadores, cheia de exemplos
dignificantes e de sacrifícios. E uma epopéia envolta em
rasgos de fé e amor, escrita com suor, lágrimas e sangue
pelos consagrados servos do Senhor que não mediram
esforços para legarem ao povo batista fluminense um
glorioso patrimônio moral e espiritual."

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BIBLIOTECA PARTICULAR

FabJano de Oliveira Fialho

EBENÉZER SOARES FERREIRA (Membro da Academia Pedralva de Letras.) . da Sociedade Brasileira de Romanistas. da The American Schools of Oriental Research e membro correspondente da The Academy of Letters of London. da União Brasileira de Escritores. da The Baptist Historical Society (Inglaterra). da Academia Evangélica de Letras do Brasil.

A memória dos missionários pioneiros que. arrostando toda sorte de sacrifícios. que recebeu a tocha sagrada do evangelho para passá-la às gerações porvindouras com o fogo crepilante do amor a Cristo. À juventude de hoje do nosso querido estado. contra as hostes do Maligno. formando a grande falange do exército santo. dedico esta obra. aguerrido. de corpo e alma. se incorporaram aos missionários. que se dignou de enviar missionários para evangelizar nossos patrícios. em favor da salvação das almas perdidas.biblioteca parti : u l a r FaWano de Oliveira Fialho DEDICATÓRIA À Junta de Missões Estrangeiras da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos. 1 . Virgínia. com sede em Richmond. se entregaram. à gloriosa faina de pregar o evangelho de Jesus Cristo aos nossos coestaduanos. O autoi. e. com ext rema dedicação. A memória dos obreiros nacionais que pugnaram a boa peleja da fé.

4 Ura Grande Evangelista 47 2.ÍNDICE Dedicatória 7 Prefacio 31 Introdução 33 Capítulo I — PRIMÓRDIOS DO EVANGELHO NO BRASIL 1. 3.3 Um Grande Apelo 46 1. 12. 14. 8. O Início do Trabalho Batista no Campo Fluminense 45 1. 16. Primeira Igreja de Campos — Vários Pastores em Pouco Tempo 48 Capítulo III — PERÍODO DE GRANDE ATIVIDADE EVANGELÍSTICA (1893-1900) 1.1 Providência Divina . Preliminares 37 Fundação do Trabalho Batista no Brasil: Batistas Alemães e Letos 39 Fundação do Trabalho Batista no Brasil: Batistas do Sul dos Estados Unidos Uma Grande Porta É Aberta 42 40 Capítulo II — PERÍODO DE ASSENTAMENTO DA OBRA BATISTA (1891-1892) 1.em Ação 46 1. 10. 3. 2. 2. 13. 4. 7. 9. 4. 6.2 Alugada a Primeira Casa Para Cultos 46 1. 15. 11. 5. Pastorado de Salomão Ginsburg 49 Conversão de Joaquim Fernandes Lessa 50 Jornal "As Boas-Novas" 51 Primeira Escola D i á r i a — " E s c o l a Americana" 51 Escola Noturna 52 Escola Industrial 52 Perseguições em São Fidélis 53 Outras Vítimas da Perseguição 58 Perseguições em Macaé 59 A Grande Contribuição dos Evangelistas 61 Oposição do Clero 63 Lançamento da Pedra Fundamental do Primeiro Templo Batista no Brasil 64 Clero Católico Romano Reage Contra a Construção do Templo Batista 67 Inauguração do Primeiro Templo Construído no Brasil 68 Os Bravos Colportores 68 Mudança do Missionário Ginsburg Para Pernambuco 69 . Organização da Igreja Batista em Campos 47 3.

Perseguições em Friburgo 99 A Missão Campista Abre Trabalho em Minas Gerais 102 Junta Estadual 103 Os Batistas Fluminenses e Seus Jornais 104 Surgimento do Campo Batista Fluminense 106 O Trabalho Feminino 107 6. Criação do "Brisas do Campo" 70 Capítulo IV — PERTURBAÇÕES INTERNAS 1. A Questão Antônio F.5 A Igreja Anula a Exclusão Injusta do Missionário Dunstan 75 Capítulo V — MISSÃO DO RIO 1. 5.4 Declaração e Protesto 74 1.F. 3. 2. um Mártir do Evangelho no Estado do Rio Organização da Associação Batista Fluminense 90 Associação do Hospital Evangélico 93 8.Campos 73 1. 6.Campos.2 Presidentes da U FMBF 107 6.ECampos Cria a União Batista Fluminense 72 1. Usados por Deus Tais Como Eram 97 10.4 Novas Secretárias-Exccutivas 108 6.17. 7.2 Organização do Hospital Batista 94 9. Ordenação de Dois Grandes Obreiros 83 Perseguições em Cambuci 84 Perseguições em Niterói 84 Perseguições em Campos 85 Perseguições em Aperibé 86 Manoel Nunes Saraiva.3 Conseqüências do Espírito Faccioso dc A.3 Missionárias Prestam Grande Auxílio ao Trabalho Feminino 6.5 Progresso no Trabalho da UFMBF 109 108 . SOLIDIFICAÇÃO DO TRABALHO E DE GRANDES PERSEGUIÇÕES 1.1 As Pioneiras 107 6.2 A. Evangelista Queimado com Querosene 81 77 79 Capítulo VI — PERÍODO DE REAJUSTAMENTO. Criação d " ' O Jornal Batista" 69 18. Organização da Primeira Igreja Batista de Niterói 1. Igreja Metodista e Seu Pastor Se Tornam Batistas 3.1 A Igreja É Dissolvida 78 1. 3. o Pivô de uma Dissidência 72 1. Campanha de Combate ão Fumo 96 10. 4. 6.Campos 71 1.1 Primeira Tentativa de Organização 93 8. 8.1 Joaquim Coelho dos Santos 97 10.1 A. 2.2 Manoel Avelino de Souza 98 87 Capítulo VII — PERÍODO DE ORGANIZAÇÃO DE VÁRIAS ENTIDADES E COOPERAÇAO 1. 5.F.2 Segunda Organização da Igreja 78 2. 4.

Anna Christie — O Trabalho com as Senhoras e com o Colégio Batista Fluminense 125 12.11 Sétimo Período 120 7. 8. A Obra Educacional dos Batistas Fluminenses 109 7.4 Terceiro Período 113 7. 3. 11. 7. 9. 6. O Progresso das Escolas Dominicais 126 13.7.2 O Instituto Muda-se Para Campos Com Novo Nome 110 7. 10. Endividamento e Desânimo 140 137 Capítulo IX — INÍCIO DA ORIENTAÇÃO PRÓPRIA E REAVIVAMENTO (1930-1941) 1. 12. Curso de Extensão 141 2. A "Zona Neutra" 141 2. Sociedade Patrimonial Batista 123 11. 2. NO FINAL.1 Fundação do Instituto: Primeiro Período 109 7.12 Casa do Estudante Batista 121 8.8 Pastor Barreto — Homem de Larga Visão 117 7. NO PRINCÍPIO. 13. A Coragem dos Bravos Missionários 131 Construção de Templos Maiores na Década de 20 134 Instituto Batista Fluminense 134 Escola de Verão 135 Organização das Associações 136 Primeiros Problemas Associacionais 137 A Igreja de Pião É "Desfraternizada" por Alguns Anos e Retorna em 1923 Perseguições em São Francisco de Paula 137 A Grande Campanha 138 Caixa de Beneficência dos Obreiros 138 Convenção Batista Fluminense 139 União dos Obreiros do Campo Batista Fluminense 139 Depressão.5 Quarto Período 113 7. E DE DEPRESSÃO FINANCEIRA.7 Sexto Período 115 7. Miss Blanche Simpson e a Educação Religiosa e Teológica 144 4. Integração de Igrejas Dissidentes 122 9.6 Quinto Período 114 7. A Ação do Intregalismo no Seio das Igrejas 146 6.9 C o n t r i b u i ç ã o do Colégio Para o Preparo de Futuras Esposas de Pastores 118 7. D. 4.3 Segundo Período 112 7. 5. COMO REFLEXO DAS CONDIÇÕES MUNDIAIS (1919-1929) 1. Conversão do Ex-Padre Gentil de Castro Faria 149 . O Povo Zombava dos Crentes 149 7. Jubileu de Ouro da Primeira Igreja Batista de Campos 146 5.1 Quem Era Elias Portes Filho? 142 3. Assistiu à Perseguição ao Missionário Salomão Ginsburg em 1918 127 Capítulo VIII — PERÍODO DE PROGRESSO FINANCEIRO.10 O Progresso do Colégio 119 7. Campanha Para Reorganização do Trabalho 126 14. Perseguições em Maricá 123 10.

Capítulo X — F I R M A N D O AS ESTACAS NA BENEFICÊNCIA OUTRAS ORGANIZAÇÕES 1 EM L Colégio Batista dc Niterói 151 2.1 Secretário. 6.1 Assembléia Extraordinária da Convenção Batista Fluminense 167 5.4 Algumas Importantes Decisões da Ordem dos Pastores 163 O Problema Denominado "Renovação Espiritual" 164 5. 3.5 Gestão Pr. 4.3 Formados pelo Seminário Teológico Batista Fluminense 175 2. Nilson Godoy 156 3.1 Aula Inaugural 174 2.3 Encampamento do Orfanato 155 3.2 Realização da Convenção Batista Brasileira em Niterói 168 5.2 Transferência da Sede do Orfanato 154 3.Executivo da Ordem 162 4. 7. A Obra de Beneficência 153 3. 5. Reestruturação do Trabalho no Campo Batista Fluminense 159 Associação Filantrópica Rui Barbosa 160 Sagração de Bispos em Templo Batista 161 Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro 161 4. Tentativas de Divisão da Convenção 180 Capítulo XIII — PERÍODO DE GRANDES CAMPANHAS E DE DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES 1. Seminário Teológico Batista Fluminense 174 2.3 Retomada do Templo 170 Sustada a Representação de Três Igrejas na Assembléia Convencional de 1958 170 Relatório da Comissão Sobre o Problema das Três Igrejas 171 Recondução de Pastores ao Ministério 171 Capítulo XII — P E R Í O D O DE E X P A N S Ã O MISSIONÁRIA EVANGELÍSTICA E 1.1 Organização do Orfanato Batista Fluminense 154 3.2 Novo Secretário-Executivo 163 4. Campanha de Evangelização na Década de 60 173 2. Fusão dos Estados da Guanabara e Rio de Janeiro 2.3 A Obra da OPBERJ 163 4.4 A Nova Fase e o Primeiro Diretor 155 3. Período de Transição Missionária 152 3. Estudo Sobre a Fusão das Convenções 183 183 . União Masculina Missionária Batista Fluminense 157 Capítulo XI — PERÍODO DE REESTRUTURAÇÃO 1. Outras Instituições de Ensino Teológico 178 4.2 Mudança de Diretor do Seminário 175 2. Missionário Harold Renfrow 179 6. 8. 2. Sede da Convenção Batista Fluminense em Niterói 179 5.4 Corpo Docente do Seminário Teológico Batista Fluminense 178 3.6 Doações de Imóveis Feitas ao Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira 156 4.

Secretários-Executivos da JUNCORD 184 4. 2. Centenário da Primeira Igreja Batista de Campos 222 Capítulo XV — O SEGREDO DO CRESCIMENTO DO CAMPO BATISTA FLUMINENSE 225 Epílogo 229 Notas e Citações 233 Bibliografia 247 índice Onomástico 251 . Sociedade de Esposas de Pastores Batistas Fluminenses 190 11. Missionários da Junta de Missões Nacionais 206 Batistas Fluminenses que Se Sobressaíram na Denominação 207 Missionários da Junta de Richmond que Cooperam com as Juntas Estaduais Fluminenses 212 10.2 Secretário-Interino 185 4. Relação dos Pastores da Convenção Batista Fluminense — 1991 216 12.2 Página da Mocidade n ' " 0 Escudeiro Batista " 192 11. 7. A Influência dos Batistas Fluminenses 195 "Projeto A m o r " 200 "Projeto Amai-vos" 200 Colégios Fundados por Igrejas e Particulares 200 Líderes Associacionais 202 Obreiros Fluminenses. Centro Batista Fluminense 187 7. 8. Quadro Histórico da Convenção Batista Fluminense 213 11.1 Década de 50 191 11. Programa Integrado de Missões e Evangelizacão — PROIME 4.3.3 Joaquim de Paula Rosa 185 4.4 Novas Diretrizes 194 184 Capítulo XIV — A INFLUÊNCIA DA OBRA DOS BATISTAS FLUMINENSES 1.5 Edgard Barreto Antunes 186 5. DIACOPBERJ 189 10. 3. Encontro de Filhos de Pastores 189 9. Reencontro — Obras Sociais e Educacionais 187 8. 5. 4.3 Décadas de 60 e 70 192 11. 6. Missionários da Junta de Missões Mundiais 205 Obreiros Fluminenses. 9. 186 6.4 Daniel de Oliveira Cândido 185 4.1 Elias Vidal 184 4. Acordo do Ingá. O Trabalho da Juventude 190 11.

A.L.Dunstan Dr. porque o mesmo o servia muiíu bem em suas viagens pelo campo fluminense. que era carinhosamente por ele chamado "Diácono". . Christie. emseu burro.

. e até mais humildes.Casal A. . Houve igrejas queforam organizadas em galinheiros. A eles devem os batistas fluminenses grande parte do sucesso de seu crescimento. etc. Primeira e Segunda Igrejas Batistas de Campos. Uma "Casa de Cultos". "alma-mater" do trabalho no Campo Batista Fluminense.B. no passado. Atuaram durante 39 anos no listado do Rio de Janeiro. Muitas igrejas se reuniram em casas como estas. ou debaixo de árvores.Christie. Igreja Batista de Fonseca. Hojejá possuímos templos magníficos como os da Primeira Igreja Batista em Niterói. Primeira Igreja Batista de São Gonçalo.

Templo atual da Primeira Igreja Batista de Campos. ffi 11 • 1 m Templo da Segunda Igreja Batista de Campos.. Templo da Primeira Igreja Batista de Niterói. "íi Fac-simile da ata de organ ização da Primeira Igreja Batista de Campos. A Primeira Igreja Batista de Campos teve o privilégio de construir o primeiro templo no Brasil. . inaugurado em 21 de abri! de 1898.

^ OS PRESIDENTES DA CONVENÇÃO - r i Joaquim Fernandes Lessa Alonzo Bee Christie .

arro João Barreto da Silva Osmar Soares Ebenézer Soares Ferreira .Antônio Raphael Charles /.umbrotti Erodiee bontes de Queiroz Waldemar 7.

.

Joaquim Rosa José Joaquim da Silveira .

OS SECRETÁRIOS DA JUNTA COORDENADORA Harold John I Riffey Renfrow E/ias Vida/ .

sucedido pelo Pr.Joaquim de Pauta Rosa MISSIONÁRIOS NORTE-AMERICANOS QUE ATUARAM EM ÁREAS ESPECÍFICAS Daniel O. cuja foto se acha no grupo de presidenta da Convenção. . Edgard Barreto Antunes. Cândido.

Sorve! II. Prédio principal de aulas do Colégio Batista Fluminense. Flumi- -3S Prédio principal do Seminário Teoloçico Batista I luminerise.Víjíív Welch Clint Kimbrough INSTITUIÇÕES BATISTAS DE EDUCAÇÃO SECULAR E TEOLÓGICA Prédio onde funcionou o Colégio Batista nense. de 1910 a 1913. . inaugurado em 1962. Dr. Celso Peçanha.KMÍIC . em Campos. ex-aluno da casa. Anteriormente. em Nova Friburgo. coma presença do então Governador do Estado do Rio. Joio prédio prmcipaldo Colégio Batista Fluminense.

o Dr. Ebenézer Soares Ferreira. Lmgerfeld. na terceira f ila. Samuel de Souza. RaphuelZainbrotti. Dodanim Gonçalves. Benedito Manhües. Rubens l. que foi Governador do Estado do Rio. Com a mão no rosto. realizada em Campos. Sessa Joto. l utando está o historiador Barbosa Guerra. Christie. Inauguração do busto do Pr. João. João Barreto da Silva. e ã sua esquerda.Grupo de alunos infernos do Colégio Batista Fluminense. Pr. ESoreii. podemos destacar: Pr. em frente ao edifício do Colénio Batista Fluminense. Ao seu lado. em parceria comoDr. Pr. Francisco Rosa. Ageu \eto.opes. Pr. à direita. Pr. À sua direita. . o Pr. Rui Franco de Oliveira. em 1962. na gestão do Dr. em janeiro de 1971. O último. é o Dr. por ocasião da Assembléia da Convenção Batista Brasileira. então Presidente da Convenção Batista Brasileira. Celso Peçanha. o Pr. Pr. em 1932. o Pr.

. Joaquim Vlanano Pereira. Vonkacov. que foi o professor homenageado pela turma. Salvador Mendes de Oliveira. Adelino Coelho. que surgiu em 15 de marco de 1894 e durou ate 1900. Obadias d Alcântara. Ubaldino de Souza. Sophia Nicho/s. Manoel Bento.B. que pregou sobre "Manias de Pastor''.. José Ferreira da Silva. Argênio Gonçalves.h i . Rubens Lopes. r Grupo de formandos do Seminário Teológico Batista Fluminense em 1978.Christie. do lado direito do buslo: Pastores Constem tino. GedorMeto. e "O Escudeiro Batista". Norivat tranco. Francisco Ribeiro. em pé: Pastores Edinézer Faria. Dr. 1 tamar Francisco de Souza. • - CCÍ Muitos jornais surgiram no campo batista fluminense. José Herdy. Rocha e os formandos: Elias de Souza Mollino. Jurandir G. Samuel de Souza. Daniel Carvalho de Almeida. pastores Joaquim Coelho. A direita está o então deão Pr. Francisco Rosa. Alberto Araújo. que surgiu em V: de janeiro de 1909 e é publicado até hoje (1991). Do lado esquerdo do buslo. Cristal Enete e Letha Sanders. Salvador Borges e W. Sentados. Dr. e o então Diretor do Seminário. Nilo Sales. Fidélis Benlancôi. Elias Vidal. porém. Manoel de Brito. Nilo Cerqueira Bastos. Cússio Peçanha. W. Osvaldo Soares. Evaristo Lacerda. José Mu ria. Luiz de Souza Neto. Rubens t opes. Gutenberg Faria Guedes. Pr. como órgão oficial da Convenção Batista Fluminense .. com a presença do paraninfo. Dois.Fnete. Antônio Soares Ferreira. Isaac Moreira. Prof. João Barreto da Silva.Inauguração do buslo do Missionário A. Em pé. estão as missionárias Blanche Simpson. Helvane Rodrigues Surto. Henrique Marinho Nunes. em 1951. Arsênio Gonçalves. em frente ao amigo prédio de aulas do Colégio Batista Fluminense. Manoel Avelino de Souza. se destacaram:' 'As Boas-Noí-as".MacNeally. Ebenézer Soares Ferreira. Edmundo Antunes. Henrique Gomes.

Gentil de Castro Faria — Expadre católico romano. Pr. tendo sido um dos maiores evangelistas do Estado do Rio de Janeiro. junto com a Missão Campista. Luís Ovídio Firmo — Muito perseguido na regii de Macaé. Pr. Antônio Soares Ferreira — Fundador do Lar Batista Pr. Pr. Balizado pelo Pr. pastoreou até 1957. João Burrelo da Silva. o obrigaram comer areia. na década de 10. essa missão deixou de existir para. mais tarde. lendo exercido grande influência em sua época. . Barreto. ao ministério da Palavra. cego. onde. Elias Portes Filho — Primeiro batista a ser nomeado missionário estadual. Antônio Soares Ferreira. Na foto. A.Deter — Grande cooperador da chamada Missão do Rio. o Pr. enchia os bolsos i folhetos e.Pr Joaquim Coelho dos Santos — Ordenado em 1908. formar o Campo Batista Fluminense. Já velho e. Em 1918. saía a distribu -tos. Sitas Silveira — Foi o primeiro batista a ser eleito deputado estadual. II Alice Reis — Pioneira do trabalho das senhoras no Estado do Rio. peto Estado do Rio. em companhia dos netos.B. foi consagrado. Gentil aparece ao lado do Pr.

Sebastião Angélico de Souza — Primeiro aluno a ser matriculado no Colégio Batista. localizado em Rio D 'Ouro. pastoreou a Primeira Igreja Batista de Petrópolis. Por mais de 15 anos. em Aperibé. hoje "Lar Batista Pr. F o Diretor d'O Jornal Batista. é pastor da Igreja Central de Volta Redonda. d'Alcãntara — Desde 1959. Prof" Ne/l v Soares Ferreira — Primeira mulher a ser oradora numa assembléia da Convenção Batista Fluminense. Adiei Pereira Pinto — Primeiro órfão recebido nu Orfanato Batista." Marlene Bahhazarda Nóbrega Gomes — Primeira fluminense a ocupar a presidência da União Feminina Missionária Batista do Brasil Óthon Á vila do A maral — Primeiro leigo a ser orador numa assembléia da Convenção Batista Fluminense. Prof. Pr.Pr. em Friburgo. Pr. Antônio Soares Ferreira". Atualmente. pastoreia a Primeira Igreja Batista de Campos. Nilson üimárzio — Grande líder batista. ObadiasF. . Virgílio Paria — Por várias vezes. em 1910 Dr. dirigiu a Sociedade Patrimonial Batista de Campos Pr.

Pr.Pr. Pr. Alcides Cunha — Dinâmico líder dos homens batistas no Estado do Rio e no Brasil. Antônio Charles.Soren — Grande líder da Missão do Rio. que abrangia as regiões de Maricá até Paraíba do Sul. Antônio Morales Bentancôr. aparece o Pr. José de Souza llerdy — J'rírneiro batistafluminense a criar uma universidade. F. Representantes das igrejas à Associação. Joaquim Fernandes Lessa. Pr. da direita para a esquerda. Leobino da Rocha Guimarães — Diretor do Hospital Batista Fluminense Pr. Leonel Fyer— O grande idealizador do Hospital Batista Fluminense. hoje Convenção Batista Fluminense. . reunidos em 1910. em Friburgo. Pr.F'. Joaquim Coelho dos Santos e Pr. na sede do Colégio Batista Fluminense. Na primeira fila. Outros podem ser identificados: Pr.

Antônio Soares Ferreira.Bentancôr. Benedito Firmo. José Ferreira da Silva. Joaquim José Pinheiro. Antônio Mendes. na mesma ordem: Joaquim Rosa. Cícero Góspeler. vê-se o casal John Riffey. Souza. Manoel Monteiro. Joaquim M ariano. Carvalho. José Lóta. João Peratva.Obreiros do Campo Batista Fluminense. Na frente. Elias Portes Filho. Nas escadas. (a seguir. Christie. Em pé. Fidélis M. missionários da época. Cândido de Jesus. em 1930. Foi celebrado com a realização de sua assembleia em Petrôpo/is. Atras estão os membros da diretoria da Convenção e a presidente de honra.Siqueira. Duque P. Manoel Avelino de. Abelar S. Cinqüentenário da Convenção Batista Fluminense. Benedito Araújo.de Queiroz. ainda na mesma ordem: F. Carlos Mendonça. Virgílio Faria. um obreiro não identificado). em 1957. Honório de Souza. Joaquim Coelho dos Santos.B. Joaquim Fernandes Lessa. Francisco Lopes. Mrs. Antônio Bernardes Júnior. ErodiceF. Leobino Guimarães. A Ifredo Reis. Artur Moulin. Sentados. Salvador Borges. Alfeu Gomes. da esquerda para a direita: Manoel Brito. .Stover.

no Brasil e no mundo. terceira e sexta horas ou os que estejam em serviço no final dos tempos terrenos.PREFÁCIO Ao compulsar as páginas da HISTÓRIA DOS BATISTAS FLUMINENSES o leitor ver-se-á conduzido por um guia seguro. zelo. os leitores. isto tudo sem falar dc sua inegável contribuição para o mundo econômico. seja os que trabalharam na primeira. esse outro historiador. Revestido da humildade que o caracteriza. autor da obra e um dos mais ilustres artífices dos feitos históricos que tão bem soube documentar. na página impressa como escritor fértil e laureado que é. Põc-se ainda como verdadeiro porteiro do amanhã. faz-nos sentir à vontade na Casa da História. Dr. na administração eclesiástica e denominacional. abrindo-nos. no terreno do evangelismo. consagração espírito de sacrifício e trabalho dedicado que caracterizaram a gloriosa trajetória centenária dos batistas da Velha Provícia a fim de que lhes sigamos os passos na feitura da obra até que venha o Senhor da seara a recompensar a cada um conforme o seu labor. a que a pertencemos e de que às vezes não nos damos conta. seus ouvidos ouviram ou suas mãos apalparam. para que compreendamos os fundamentos de nossa herança. toda a visão. Deus tem feito em nosso estado. o historiador faz questão dc se omitir enquanto um dos principais protagonistas da história que escreve. o quarto evangelista. Em futura história que alguém vai escrever há que sc lhe fazer justiça contando. nisto cm que consegue levar os personagens que fizeram e fazem o campo batista fluminense a passarem para nós. o Pr. Ebenézer Soares Ferreira! É ele que. Ele deixa de ressaltar a obra notável que. ética pessoal e extrema modéstia. por sua mão ou liderança. destarte. na condição de perfeito anfitrião que é. devemos ao Pr. amplas janelas para o passado. da educação geral e teológica. a exemplo de João. tudo o que nós. 31 . Ebenézer Soares Ferreira. social e político cm que tem transitado com reconhecida mestria. Ele relata o que os seus olhos viram. os batistas fluminenses.

cultural. Joaquim de Paula Rosa Relator do GT do Centenário Superintendente Geral da JUERP 32. Assim sendo. o autor. aceitou a incumbência que seus pares lhe deram e. adultos e pessoas encanecidas. nos premiou com este livro que nos acompanhará ao longo de todo este século batista em que estamos vivendo. inspirativo e motivador. moral e espiritual da gentes fluminenses. A jovens. inspirados pelo passado histórico dc que nos dá conta o autor e a quem agradecemos. A líderes e a liderados. estejamos firmes no presente e preparados para o novo tempo de maiores realizações com que o futuro nos desafia! Pr.O livro é informativo. Por isso que o recomendamos a todos. A obra vem a público no momento em que se comemoram os 100 anos de história dos batistas fluminenses por encomenda do Grupo de Trabalho nomeado pela Convenção para preparar o programa de celebração onde este projeto seria de extrema oportunidade e relevância. a todos os que quiserem ter uma idéia real da contribuição dos batistas fluminenses na formação histórica. adolescentes. à custa de muito sacrifício pessoal e ajuda familiar. . historiador renomado que é. a evangélicos ou não. formativo. econômica. Sendo parte integrante do GT.

Com a aposentadoria do missionário A. a comissão foi acrescida de mais dois nomes: John Mein e J.B. os demais membros da comissão nada puderam lazer. escrita com suor. na Convenção Batista Fluminense. sua própria psicologia. coadjuvado pelo missionário A. J. após a sua morte. 900 igrejas batistas. Assim. É pena que tivessem parado em 1936. os Subsídios para a História dos Batistas cio Campo Fluminense. obra que foi. José Nigro e A. cheia de exemplos dignificantes e de sacrifícios a história dos batistas fluminenses. É opulenta. continuaram a existir a Convenção Batista Carioca e a Convenção Batista Fluminense. lágrimas e sangue pelos consagrados servos do Senhor que não mediram esforços para legarem ao povo batistas fluminense um glorioso patrimônio moral e espiritual — o campo batista fluminense.Christie.B. Se somássemos a este número o de igrejas existentes na Convenção Batista Carioca. refundida e aumentada por A. Lessa escreveu.INTRODUÇÃO No momento em que é colocada nas mãos dos batistas brasileiros a História dos Batistas Fluminenses. Coube. Em 1919.Christie. teríamos. somente em 1920. comecei a coligir dados e documentos.Ulisses de Moraes. aqui e ali. a responsabilidade desse trabalho. Embora tenha havido a fusão do Estado da Guanabara com o antigo Estado do Rio. É uma linda epopéia envolta em rasgos de fé e amor. Era composta pelos pastores: Joaquim Fernandes Lessa. em 1936. Em 1917. em 1946.B. o trabalho ficou interrompido. Em virtude de vários problemas.F. foi nomeada a primeira comissão para escrever a história dos batistas fluminenses.Christie. 1210 igrejas. 33 . repleta de lances emocionantes. as convenções batistas existentes nesses dois estados não se uniram visto terem chegado à conclusão de que cada uma delas tinha as suas peculiaridades. Saturados pelos muitos trabalhos. a maior convenção batista estadual da América Latina. Lessa.Christie. me fez a então Junta Executiva da Convenção Batista Fluminense. então. Atendendo ao convite que. Quando escrevemos esta história há.B. süa tradição. localizada também no Estado do Rio de Janeiro. mister se faz informar que só cuida essa história do trabalho desenvolvido pelos batistas do antigo Estado do Rio de Janeiro. desafiadores. a J.F. principalmente. subsídios começaram a ser coligidos pela comissão. em 1955. então.

que já se encontram no lar celestial usufruindo a glória do Senhor e a recompensa de seus trabalhos. para esclarecimento de dúvidas. de Óthon Ávila do Amaral. através dos tempos até hoje. S. etc. Já na década dc 30. logo se nos deparou um templo metodista. A. S a l o m ã o Ginsburg. de vários anos. D u n s t a n . e Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses.fazendo pesquisas em vários lugares. D. retiramo-lo da obra inédita Subsídios Para a História dos Batistas do Campo Fluminense. uma 'casa de culto'. o católico — flagrante contraste! — em ruínas.Joyee. J. (2> Justo é relembrarmos aqui os nomes daqueles que. Assim ele escrevia: "Nada poderá haver. Paulo Porter. de boa construção.Porter.B.Crosland. aproveitando-se da falta dc pregações nas capelas distantes das matrizes. O capítulo I. léguas à roda não há o menor vestígio da mais simples capela. debaixo de um toldo improvisado. outro templo batista.Christie. W. dc grande número de famílias. donde a heresia faz incursões ao redil de Cristo. A inoculação da heresia. que havia ofertado 800 dólares para a publicação da mesma..C. talentos.F.R. A . visitando. c buscando.J. Macaé. deveria ser reconhecida a generosidade da ex-missionária Maude Crosland. uma carta. a ponto de ter o bispo que oficiar ao tempo.Bagby.B.J. cm 1950. Dezenas de outras obras e jornais usados como fontes dc informações e pesquisa aparecem na bibliografia. E o templo católico? Ali.A. as mais profundas misérias espirituais. E.Morgan.".Taylor.Christie enviou. Este.P. Ali há muita coisa interessante que deixamos de incorporar ao texto. a poucos passos do templo protestante. além do Foreing Mission Board Report.E. T. Ao chegarmos à praça. nas suas excursões pastorais. Rio dc Janeiro.Cowsert. em lugares onde. ao ser publicada a história dos batistas fluminenses. de uma feita. foram as principais fontes de pesquisa. num importante povoado do interior da diocese. o bispo de Campos sentia que o trabalho estava crescendo e ameaçando a sua paróquia com a deserção de seus fiéis para as igrejas batistas. vocação. informando que.H. J. F. que foi publicada n ' " O Escudeiro Batista''. (l) " O protestantismo parece mesmo que tem o seu quartel general e assentou as suas mais poderosas baterias no território de nossa diocese.Soper.Entzminger. ODr. li vros já esgotados. Foi escrito por Salomão Ginsburg. L . quando não concubinário.Maddox. usando tempo. O impacto que a história batista fluminense causa àqueles que dela se inteiram é inegavelmente grande. Recomendamos ao leitor a leitura das NOTAS e CITAÇÕES.Downing. "Ao entrarmos.. destacaremos duas que mais nos preocupam: a infiltração de heresia protestante e a iniciação do j uramento civil. que mais confranja o coração dc um bispo.. redações de jornais em Friburgo. já referidos.J. Os Anais da CBF. Alguns 34 .. O Escudeiro Batista e os Subsídios. O. Niterói. igrejas.B. E. As Boas-Novas. Dessa verdadeira calamidade decorrem os maiores males.L.B. J. do que encontrar. sobre os Primórdios do Evangelho no Brasil. em bibliotecas várias.Deter. Dentre estas. colocadas no final desta obra.Jackson. os missionários: W. A. com obliteração quase absoluta do matrimônio católico". John Riffey. ouvindo crentes idosos. dedicaram-se à obra da evangelização e educação do povo fluminense. Tem sido assim. A. Campos. souberam construir a história dos batistas fluminenses: Vindos da outra América. aquele.

Florentino Rodrigues da Silva. Manuel de Brito. Florentino Ferreira. encaneceram na obra. por pouco tempo. Jurandir Gonçalves Rocha. São eles: W. Joaquim Mariano. Djalma Cunha. Manoel Joaquim Carneiro. Daniel Carvalho de Almeida. Antônio Morales Bentancôr. Albino Veríssimo. Elias Portes Filho. Salvador Borges. Gabriel Mota. Juvenil Melo. Joaquim Alves Pinheiro. José Ferreira da Silva. Norvel Welch.B. Antônio Valadares. Fidélis Morales Bentancôr. hoje. José Nigro. Durvalino José Lopes. Antônio Loureiro Belota. Isaque Martins. José Galdino da Silva. Benedito Borges Botelho. Nilo Salles. Cássio Peçanha de Souza. Plácito Moreira.Mac Neally. Antônio João Crispim. Duque Policarpo de Carvalho. Francisco Moreira. Carlos Mendonça. Waldemar Zarro. Ainda hoje. Leonel Eyer. Avelino Figueiredo. Antônio Bernardes. Francisco Ribeiro da Silva. Arsênio Gonçalves. Alfeu Melo. Antônio Ribeiro Fernandes. José Larrúbia de Abreu. Seus nomes devem ser registrados com grande alegria e respeito neste histórico: Ageu Neto. Outros. Honório de Souza. _ até á morte. o Estado do Rio conta com a atuação de missionários norte-americanos. Achilles Barbosa. grandes marcas de seu trabalho em nosso campo. a sua colaboração ao trabalho batista fluminense. Clério Boechat. Aristóteles Queiroz. Antonino José de Souza.deles passaram pouco tempo no campo fluminense. substituir os que prestaram ao estado serviço pioneiro. Emiliano Boechat. o trabalho batista no campo fluminense tem contado com a colaboração de obreiros nacionais que. Antônio Coelho Varela. Há obreiros que têm operado por décadas. Otávio Dionízio da Costa. Alberto Lessa. Já receberam eles o seu galardão pela dedicação de suas vidas ao trabalho do Mestre: Joaquim Fernandes [. Orlando Alves. Manoel Antônio da Silva. 35 . Antídio de Souza. deixaram. Abelar Suzano de Siqueira. tendo retornado à sua terra natal. Alberto Araújo. Antônio Soares Ferreira. José Alves Drumond. Henrique Marinho Nunes. Alguns. Antônio Moreira Portes. Benedito Sampaio. Desde os primórdios. Ismail Gonçalves. Erodice Queiroz. Joaquim Rosa. por muitos anos. Joaquim Coelho dos Santos. Araújo. Silas Batista. Estes. Luís Laurentino da Silva. Adelmo Coelho. Virgílio Faria. Vital Cabral. Antônio Charles. Alberto Portela. Evódio Queiroz. Ainda permanecem conosco. Seus nomes figuram indelevelmcnte gravados na história do povo batista fluminense. dedicaram o melhor de seus esforços no trabalho de evangelização. demonstrando amor pela pátria e pela propagação do evangelho dc Cristo entre seus compatriotas. Assis Cabral. Estes são obreiros que laboraram em nosso estado. Tiburtino do Nascimento. Harold Renfrow. Antônio Teixeira Barreto. Antônio Rodrigues Maia. Cassiano Basílio de Souza. Axel Frederico Anderson. José Joaquim da Silveira. Cândido Ignácio da Silva. Todos. Jáder Malafaia. Os pastores Gregory Deering. Leobino da Rocha Guimarães. Benedito Peçanha. Herman Gartner. Gutenberg Faria Guedes. Ernesto G. Nilo Cerqueira Bastos. Thornas Hearone Nolan Pridemore emprestam. Klint Kimbrough. Manoel Avelino de Souza. Sebastião Faria de Souza.essa. também. doutrinamento e educação em nosso estado. Francisco J. Kléber Martins. João Barreto da Silva. Missionários da Junta de Riçhmond v ieram mais tarde. Zeferino Cardoso Neto. José da Silva Lóta. Nem por isso deixaram de tecer as marcas de seus serviços à obra do Mestre 110 Estado do Rio. Benedito Moreira.Mendonça. Artur Venâncio. entregaram-se à obra com amor c sacrifício. Benedito Geraldo de Araújo. Francisco Fulgêncio Soren. Silas Silveira. porém. Alvin Hatton. tendo-se transferido para outros campos.

dos seguintes campos estaduais do Brasil batista: mineiro. pastores e leigos. Faria. Mais me há-de ficar ainda por dizer". Jovelino Luís Coelho. Em nossa obra Cem Minibiografias. Manuel Bittencourt. Alguns deles. João Teixeira de Lima." (Sejaqual for o método como se escreve a história. Israel José Pinheiro. 5) 36 . riograndense do norte. alagoano. são inumeráveis os episódios de fé. ou parte delas. Daniel S. Francisco Rosa. Isaac da Costa Moreira. que será publicada em futuro próximo. Zózimo Durval. Plínio. Sabemos que até hoje — 1991. atuam ainda na Causa do Mestre. já dizia: " Historia quoque modo scripta deleetat. Waldir Rocha. Oswaldo Ronis.Edmundo Antunes da Silva. que ajudaram a forjar a nossa gloriosa história. Walvique Soares Henriques. transferindo-se de estado. Manuel Bento da Silva. Otávio Felipe Rosa. Antônio Rodrigues Bcrmudes. Waldir Gomes Vilarinho. Sentir-nos-emos recompensados dos esforços dispendidos se ela atingir a finalidade a que nos propusemos: mostrar a obra de fé c amor realizada pelos nossos missionários. Raphael Zambrotti. ela sempre encanta. paranaense. pernambucano. Nemésio Fernandes de Carvalho. José Basílio de Souza. senão concordar com o grande épico lusitano: "Porque de feitos tais. Emanuel Fontes de Queiroz. o moço. Benjamim Monteiro. já foram publicadas as histórias. são portentosos os rasgos de amor nesta história escrita ao longo de cem anos. federal e goiano. procuraremos destacar nomes de cem obreiros — missionários. Faltava a nossa história — a História dos Batistas Fluminenses. (Camões. Nada mais poderíamos dizer nesta introdução. maranhense. III. Paulo da Rocha Sias. baiano. pastores e leigos que se entregaram de corpo c alma à louvável missão de evangelizar nossos patrícios. Itamar Francisco de Souza. Osmar Soares. Os Lusíadas.) São grandes os feitos. Nilo de Souza Coelho. Aí está ela. por mais que diga.

banido por haver ensinado que o poder político limitava-se somente aos corpos c bens dos homens. foi levado à fogueira com a sua língua arrancada. Em março de 1639. fundou um governo sem rei e uma igreja sem bispo. Sattler. Consta que o Imperador Filipe perdeu 300. John Smyth (pastor da igreja separatista de Gainsborough. Roger Williams. O apóstolo da liberdade dc consciência na Alemanha foi Baltazar Hübmaier. Pelos esforços de Roger Williams e John Clark foi conseguida de Charles II a carta patente que garantia a liberdade religiosa e civil para a colônia de Rhode Island. Os primeiros reformadores eram intolerantes. foi introduzido pelos esforços dos batistas. Roger Williams. Depois da morte de John Smyth. havia intolerância por parte de todos os religiosos. encontraram perseguições no novo continente. saíram da sua terra e formaram uma igreja na Holanda. na forma da Igreja Romana. Em 1641 e 1654. Estabelecido como religião oficial pelo Imperador Constantino. que foi decapitado e queimado. que escreveu o primeiro credo em que foi pedida a liberdade de consciência. com Tomaz Helwys. a princípio. batizou mais dez pessoas e organizou a primeira igreja batista na América do Norte. Desde a sua fundação. depois de batizado por Ezekiel Holliman. na Inglaterra). em vez dela. Tomaz Helwys e outros voltaram à Inglaterra e. sobre a liberdade religiosa. o Cristianismo.Capítulo I PRIMÓRDIOS DO EVANGELHO NO BRASIL Preliminares O historiador Baneroft diz que "A liberdade de consciência e de pensamento é o troféu dos batistas".000 soldados na sua tentativa de sufocar a liberdade religiosa. isso em 1663. O artigo VI da Constituição Americana. Assim estabelecido o trabalho 37 . na qual ficaram esclarecidos os princípios batistas. que. e mais 36 pessoas. em 324. organizaram a primeira igreja batista em terras inglesas. tornou-se perseguidor da liberdade. Os puritanos saíram da Europa para a América em busca da liberdade e. o Cristianismo foi perseguido pelos judeus e pelos gentios. cujas bases eram a liberdade religiosa em uma democracia civil. Na Inglaterra. foi batista. em 1789. foi publicada a Confissão de Fé dos Batistas. em 1611.

em 1847. William Carey fundou uma sociedade missionária batista e. O Brasil era e é católico. Junius E. Há. Esses ministros eram fiéis à sua missão. Por muito tempo. J. J. Os batistas não foram os primeiros evangélicos a se estabelecer no Brasil. Chegou ao Brasil.Newman. algum tempo depois. J. Miss M. em 1793. César Darcoso Filho.Pitts. que era mais favorecido. para cuidarem da vida espiritual da colônia francesa e para pregarem o evangelho aos índios. enviados pela Igreja Reformada de Genebra.Nelson. Em 1810 houve um tratado com a Inglaterra. Com a mudança de um governo para outro. também.Roger. J. Os primeiros colonos holandeses chegaram ao Brasil em 1624. como seu primeiro missionário.Tarboux. acabou com a missão. começou a desenvolver-se rapidamente a denominação batista.E. Nicolau Durand de Villegaignon. depois de matar cinco dos seus pregadores. abrindo as portas da nação ao comércio estrangeiro e o governo concedeu. vieram também alguns pastores. Paraná e outros estados. o privilégio de manterem cultos em casas particulares. eleito em 1934. sob a orientação de João Calvino. mas só para oS ingleses. Adoniran Judson e Luther Rice foram os fundadores da primeira junta de missões nos Estados Unidos da América do Norte. Com eles. cessaram os trabalhos da Igreja Evangélica Holandesa. foi estabelecida uma lei proibindo a entrada de estrangeiros no Brasil. do Sínodo Central do Brasil e do Sínoco Luterano Evangélico de Santa Catarina. senão com Portugal.H. O primeiro bispo nacional foi o Rev. Virgínia. A Igreja Metodista Episcopal do Sul abriu trabalho no Brasil em 1867. em 1835. Pregavam em português e traduziram o Evangelho na língua tapuia. em 1567. 82 anos antes da organização da primeria igreja batista nos Estados Unidos. mais outros oito pastores. mantém milhares de missionários ativos em mais de 100 países estrangeiros. Os evangélicos alemães da União das Igrejas Luteranas e Reformadas da Alemanha são do Sínodo Evangélico do Rio Grande do Sul. Em 1720. Os missionários F.Spaulding e Daniel Kiddcr trabalharam até 1842.W. revoltou-se contra o evangelho e. Ohio. o primeiro ministro evangélico britânico — o Rev. desfavorável ao evangelho.batista nos Estados Unidos. proibindo-lhes toda atividade missionária. R. um grupo de igrejas luteranas do Sínodo de Missouri.L. que tinha pedido os missionários. e de outros estados dos Estados Unidos que organizou o seu trabalho no Brasil.Kcnnedy. A sua junta de missões. foi à índia. O primeiro bispo foi J.Watts. em Olinda e no Recife passaram a ser usados pelos católicos. O bispo Wightman nomeou o Rev. o Brasil não teve comunicação com os países da Europa. A Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos foi organizada em 1845. em 1816. Seus templos na Bahia. A Igreja Metodista Episcopal estabeleceu um trabalho no Rio de Janeiro. Em 1863. Os 38 . aos ingleses residentes no Brasil. Nos primeiros anos. William Taylor Ransom.E. os missionários metodistas foram: J.W. quando terminou a obra desta missão. chegaram ao Rio de Janeiro três pastores e 14 estudantes. cuidando dos seus rebanhos e pregando o evangelho aos indígenas. Em 1557. Crane. chefe da colônia francesa. os seminários de Basle e Marmem começaram a mandar pastores para servir às igrejas protestantes alemãs que emigraram para o Brasil.Newman para trabalhar entre os norte-americanos na colônia em Santa Bárbara. Esta missão durou somente dez anos. Em 1637 veio ao Brasil o pregador Francis Plaute e. com sede em Richmond.

Ricardo Reinke e Elisa e Gustavo Pitrowsky. onde estudaram: João Nettenberg. pais do Pastor Ricardo Pitrowsky.primeiros missionários da Igreja Episcopal Protestante forma James Watson Morris e Lucian Lee Kingsolving. FUNDAÇÃO DO TRABALHO BATISTA NO BRASIL Batistas Alemães e Letos A 15 de outubro de 1881. que veio em 1860 e o terceiro. foi fundada a colônia americana em Santa Bárbara. Frederico Mueller. cm 1908. em 1868 e. um dos dois únicos já batizados. Mais igrejas foram organizadas e. Ricardo J. nomeados pela Sociedade Missionária Americana. O segundo foi A. Frederico 39 . Em Porto Alegre. com seus nove filhos. e o do Dr. a Sociedade Missionária de Filadélfia. ele organizou uma escola teológica. nos Estados Unidos.Simonton. no ano de 1873 e uma em Lisboa. batista e presbiteriano. os novos convertidos enfrentaram oposição e perseguições. com 45 membros.G. A filha mais velha do casal viria a ser.C. tendo sido consagrado em 1900. que chegou ao Brasil em 1859. em 1858. converte-se o casal Germano Neitzke. enviou o missionário Carlos Roth para trabalhar no sul do Brasil. Esses abriram um seminário no Rio de Janeiro.Inke.Tucker. as famílias Boecher e Waldow. um pouco mais tarde. na Sociedade Bíblica Britânica.Blackford.L. E J. em 1862. em 1889. cm 1867. pela Sociedade da União Evangélica da América do Sul. serão sempre lembrados pelos serviços prestados na evangelização do nosso país. Alexandre Klavin. o que se deu em 5 de novembro de 1893. Telford. O Rev. Schneider. convertiam-se os quatro filhos do casal. que chegou em 1861. na Sociedade Bíblica Americana. As igrejas congregacionais têm-se desenvolvido sem auxílio e influência de missionários estrangeiros. Somente em 1893. No dia 29 do mesmo mês. vindo da Alemanha. A 3 de setembro de 1884. Não tardaram em pregar o evangelho a quem quisesse ouvi-lo. A primeira igreja congregacional foi organizada por Robert Reid Kalley. Foi organizada uma igreja em Recife. em 1901. mais tarde. a progenitora do Pastor Ricardo Pitrowsky. fez os primeiros batismos. Os dois grupos se uniram. O primeiro missionário foi A. em 1870. Os presbiterianos estabeleceram o trabalho cm Campinas. que foi consagrado ao ministério logo após a organização da Igreja Linha Formosa. Os nomes do Dr. em 1888. A primeira igreja presbiteriana foi organizada no Rio dc Janeiro. chegou um jovem pregador — Augusto Matschulat. E. de São Paulo. Em 1866. Kingsolving foi o primeiro bispo. Sem pastor e não tendo quem fizesse os batismos. Havia dois grupos de presbiterianos. Faziam parte da Igreja Batista em Retz. para formar a Igreja Presbiteriana do Brasil. em 1869. As Sociedades Bíblicas Americana e Britânica têm cooperado com todas as denominações e são indispensáveis na evangelização do Brasil. o Colégio Internacional de Campinas foi fundado. de onde se irradiou o trabalho metodista. chegou ao Brasil o casal Carlos Feuerharmel. e a Escola Americana.

tornou-se um sincero amigo da 40 . Para realizar os batismos. a de Station. em 1909. Escolheu um lugar onde pretendia fundá-la. em princípios dc 1879. na África. De 1925 a 1928. De 1890 a 1899. juntamente com sua esposa. Nesse tempo. A Igreja de Santa Bárbara foi a primeira igreja batista organizada no Brasil. A Igraja Batista de Santa Bárbara fez um apelo à Junta de Richmond. A Igreja de Rio Novo. João Inke. porém. escolheram um irmão que havia sido diácono em seu país. Não lhe foi permitido.Inke. Guilherme Leimann. foram professores no Colégio Batista do Rio de Janeiro. A junta atendeu o pedido feito e E. imigraram para o Brasil. Os obreiros que cooperaram no trabalho foram: Guilherme Butler. os batistas alemães e letos foram obrigados a sustentar o seu próprio trabalho. organizada nesse mesmo ano.T. A Sociedade Missionária retirou-se do campo e. quando uma comissão recomendou à convenção que o Brasil fosse incluído como um dos seus campos missionários. Pedro Graudin. Carlos Kraul e A. Nada fizeram. até 1859. fundadores da missão yorubana. o general A. os batistas do sul dos Estados Unidos da América do Norte voltaram as suas vistas para a terra do Cruzeiro do Sul. Estes se organizaram em igreja. alguns obreiros chegaram da Alemanha e da Polônia.Leimann. porém. Ricardo J. por causa da sua saúde. foram obrigados a desistir do trabalho. Jacob lnke. Alexandre Klavin. depois de estudarem nos Estados Unidos da América. foram organizadas mais quatro igrejas. no Estado de São Paulo. foram transferidos para o Rio de Janeiro. Com a retirada do missionário Carlos Roth. Paulo Malaquias e Ricardo Pitrowsky. Tendo-se convertido ao evangelho. fundando uma colônia americana em Santa Bárbara. o missionário T. Os primeiros imigrantes letos chegaram ao Brasil em 1890. Brasil. trabalhou durante dez anos sem pastor. Hans Araium. além de atuarem no sul do Brasil. Havia entre essa colônia alguns batistas. FUNDAÇÃO DO TRABALHO BATISTA NO BRASIL Batistas do Sul dos Estados Unidos Em 1850. em 1921. Pedro Salit.J. que havia se convertido em 1903. pastor da Igreja de Santa Bárbara. foi nomeado missionário aos brasileiros em 1879. Frederico e Guilherme Leimann. Desta saíram membros para a organização de uma outra igreja. A seu pedido. em 10 de setembro de 1871. André Ixekning.H. algumas pessoas do sul daquele país. a Sociedade Missionária de Filadélfia enviou Frederico Matschulat para substituí-lo. contrariadas com o resultado pós-guerra. realizar o seu ideal. Depois da guerra civil nos Estados Unidos. Ricardo Inke e Guilherme Leimann. Depois de um ano. O trabalho em Santa Bárbara foi abandonado em 1888. independente de qualquer auxílio financeiro que pudesse receber.Hawthorne visitou o Brasil com a idéia de aqui implantar uma colônia.QuilIen. Carlos Anderman.Bowen. Pintcher. Entre eles havia muitos batistas. para que ela fosse contada como campo missionário daquela junta. para estabelecer trabalho nestas plagas.

Mina Everett.C.H. J.B. mais tarde. onde ficaram até o mês de agosto do ano seguinte. Francisco Borges. a primeira missão aos batistas brasileiros. os missionários resolveram fundar o seu trabalho na antiga cidade da Bahia.Entzminger.B.Bagby. João Batista. cm 1882. em 1892. e a 4 de abril de 1886. Z.L. Chegaram os dois casais de missionários à Bahia. W.Irving.Bagby e Anna Luther Bagby. J. foram encaminhados a esta encantadora terra os casais: W.Soper. Melo Lins e Joseph Aden. a partir de sua conversão. para São Paulo. até 1893. Influenciados pelo general Hawthorne.Batista.Neighbour. com ela.A. Barcelos.C. Foram parar cm Santa Bárbara. com a organização da Igreja de Juiz de Fora.Daniel.E. onde se encontraram com os Bagby.B.Catarina Taylor chegaram ao Rio de Janeiro. O trabalho estendeu-se da Bahia para o norte do país. A 17 de maio de 1885.W. R.Taylor. desde a sua fundação.Taylor e D. A primeira igreja batista no Brasil foi fundada aos 15 dias dc outubro de 1882 e.J. S. no Estado do Rio de Janeiro. S. que representava a Junta do Estado do Texas. C. o Teodoro Teixeira.B. organizou-se uma igreja em Maceió. convertido em 1891. Do Rio.D.evangelização no Brasil.Bagby . aquela.F. para Minas e.Puthuff. W. Os missionários e obreiros nacionais que cooperaram com a Missão do Rio. ex-padre e primeiro batista brasileiro. Emma Morton.Daniel.B.Bagby. convertido em 1889. Chegou ao Rio aos 24 dc julho de 1884. As igrejas de Alagoinha e a de Valença foram organizadas. A zona de Niterói e a linha da Central do Brasil ficaram fazendo parte da Missão do Rio.Taylor c Catarina Taylor. em agosto de 1882. em 1889.T. A Igreja de Campos foi organizada cm 23 de março de 1891 e as de Barbacena e Niterói. O Dr. Foram a Santa Bárbara.B.Ginsburg.Soren. E. J. data da fundação da Missão Campista. A 4 de março de 1882.Taylor. Os missionários e obreiros nacionais que cooperaram com a Missão da Bahia.Porter. dedicaram-se. onde trabalhava o jovem pregador W. foram: W. Depois de longas viagens e muita meditação.Alves e Domingos de Oliveira.Bagby foi nomeado missionário ao Brasil em janeiro de 1881. F.D. J.L. Mina Everett. Sócrates Borborema. José Domingues.Martin. e Z. ele recomendou à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos que enviasse missionários ao Brasil. Joseph Aden.A. A Missão de Minas foi organizada em 1889.Porter. de 1884 a 1893.Ginsburg.Baker. Mesquita. foram os seguintes: W.L. os missionários. Em 24 de agosto do mesmo ano foi fundada a primeira igreja batista naquela cidade. Em 1880.J. os missionários Z. Em 1884. fundando ali a Missão da Capital Federal. Antônio Marques. T. Os irmãos Tomaz Costa.J. 41 .W. E.Downing.J. S. B. convertido em 1890.C. Pedro Degiovanni. uma em Recife. Sallie Johnson. T.Bagby retirou-se da Bahia para o Rio de Janeiro. recebendo apoio de junta. Antônio Teixeira de Albuquerque. Com o intuito de melhorar o trabalho. Maggie Rice. S. o trabalho se estendeu para Campos. em 1888 e esta. transferiram a sede de Missão Mineira para a cidade de Campos. acompanhados por Antônio Teixeira dc Albuquerque. contando quatro membros fundadores.C.E. C. depois de uma viagem de 48 dias em navio-à-vela. aqui chegando com sua esposa no dia 2 de março daquele mesmo ano.

do Rio de Janeiro e de Campos. em 23 de março de 1891. Esse ato. Bagby se dirigiu à Junta de Richmond. a primeira na Missão do Rio — a Primeira Igreja da Capital Federal. juristas. muitas esperanças para os evangélicos. a primeira nos Estados Unidos. UMA GRANDE PORTA É ABERTA A 15 de novembro dc 1889. Existem hoje. com seus ideais de plena liberdade para todos cultuarem a Deus segundo os ditames de sua consciência. O evangelho tem livre curso em toda vasta república.H. mais de 4. em 1991. Se não recebermos auxílio em breve. visando-se a servir à causa do Mestre em todo o Brasil e no estrangeiro. Aliás. a Junta de Beneficência. influenciaram muitos políticos. comentando o grande evento: "Deus tem nos abençoado este ano com perfeita liberdade religiosa.Maurer Júnior. só se efetivaria com o decreto de 7 de janeiro de 1890. e suas demais organizações. militares.B. em 1639. Eles têm obreiros treinados. É do notável catedrático da Universidade de São Paulo. e com ele a convenção. Desenvolveu-se o trabalho. era proclamada a República. T.Bagby. referindo-se aos evangélicos. Da Bahia. só a eternidade revelará a nossa perda". Junta de Missões Mundiais]. a asser42 . um no norte e o outro no sul. os dois seminários. A Convenção Batista Brasileira foi organizada em 22 de junho de 1907. certa feita declarou: "As palavras destes homens (os missionários) se enraízam no solo brasileiro onde quer que caiam". esses muito lutaram também para o advento da República. o coração dos crentes transbordou de alegria. que confessavam ter recebido dos evangélicos grande apoio aos ideais republicanos que esposavam. realmente. Quintino Bocaiúva. etc. principalmente com W. A primeira igreja batista brasileira — a da Bahia. ideal há muitos anos acalentado por muitos porque com ela viria a liberdade de cultos e a separação entre a igreja e o Estado. Os metodistas e os presbiterianos têm 60 missionários e nós temos apenas sete (em todo o Brasil). edifícios próprios para o trabalho e nós estamos perdendo por falta de obreiros. Quando isso aconteceu. Todas as outras denominações estão reforçando as suas missões. no solo brasileiro.000 membros. sabendo que o progresso do Reino do Senhor em nossa terra dependia. o grande propagandistas da liberdade de consciência. a Junta de Missões Estrangeiras [hoje. em grande parte. boas casas de cultos.500 igrejas batistas com mais de 800.' 2 ' O grande Rui Barbosa recebeu grande influência dos evangélicos. sendo criadas suas juntas. cooperando com aqueles que já se preocupavam com a obra de evangelização no Brasil. porém. foi organizada em 15 de outubro de 1882. a primeira no Brasil — a de Santa Bárbara. em 24 de agosto de 1884 e a primeira no Estado do Rio — a dc Campos. o evangelho se espalhou para o norte e para o interior do Brasil."' A proclamação da República trouxe. A primeira igreja batista na Inglaterra foi organizada em 1611. como sejam: a Junta de Missões Nacionais.ao trabalho do Mestre. recursos e edifícios. com os quais mantinha bons relacionamentos. em 10 de setembro de 1871. da liberdade de cultos.

que transpira de quase todas as suas páginas". U) 43 .tiva: "Temos em todo o pensamento e na vida do grande estadista. os traços de uma profunda influência cristã evangélica.

B. instalados nas terras da aluvião da caudal paraibana. apropriado à plantação de cana-de-açúcar. que.Bagby c E." Bagby.Soper sentiam imensa paixão pelas almas perdidas. ambos empreenderam várias viagens de evangelização. O rio Paraíba do Sul — o legendário Paraíba — empresta à cidade uma grande beleza. A este hotel estava reservado o grande privilégio de hospedar aqueles dois servos do Senhor. No final do ano de 1890. (l) 45 . envidaram todos os esforços necessários. faz uma viagem a Campos. existe. intrépido homem de fé. se tornaram empreendedores. " C o m o meio telúrico por ele criado. visitando. dois anjos. Assim c que. o missionário W. acompanhado do evangelista Domingos de Oliveira. eles decidiram fazer incursões evangelísticas pelo interior do Estado do Rio de Janeiro. importante cidade do norte-fluminense. resolvendo os problemas sociais. que "passaram a noite em oração. Depois de longas horas passadas num trem da Leopoldina. chegaram à cidade e hospedaram-se no Hotel Gaspar.Bagby.Capítulo II PERÍODO DE ASSENTAMENTO DA OBRA BATISTA (1891-1892) O INÍCIO DO TRABALHO BATISTA NO CAMPO FLUMINENSE Os bravos missionários W.B. na luta das competições e das adversidades. pedindo a direção de Deus quanto à abertura de um trabalho naquela região. é que os campistas. para isso.H. Banha-lhe os pés. principal fonte de riqueza local. O terreno da região é fértil. no ano de 1888. Ele vislumbrou um grande futuro naquela região açucareira. ousados e inteligentes. graças a seus inúmeros recursos manejados e valorizados por populações que. políticos e econômicos. e se localiza na Praça São Salvador. aprenderam a combater sozinhos". várias partes do interior do estado. sabia que as portas daquela cidade já seriam abertas com o poder da oração. Para traze-las ao redil do Senhor. Com a alma a arder-lhes pelo desejo de evangelizar nossos patrícios. ainda hoje. deixando na vastíssima planície goitacá o humus fertilizante que fecunda aquela gleba responsável pela produção da cana-de-açúcar.

Providência Divina em Ação As orações abriram as portas da casa do norte-americano Joseph Beale. relata: "Consta que um brasileiro deu uma oferta para alugar a casa de cultos". em língua portuguesa no Brasil. como destaca o grande poeta Walter Siqueira. é "a melhor ode que. O missionário voltou. em evidência a ira dos inimigos da obra de Cristo Jesus. então. Como Bagby não se deixava intimidar. que comparecia às reuniões que realizava em sua residência. E que prometiam lançá-lo num tacho fer. para ouvir a mensagem das boas-novas de Salvação. As mensagens de Bagby atraíram a atenção de muitas pessoas que se mostravam interessadas em saber mais a respeito do Plano de Salvação que lhes era apresentado. Este fato encheu de ânimo o coração do missionário. fazia algum tempo. pudessem ser realizados os cultos. nosso primeiro historiador. Os novos crentes estavam cheios de entusiasmo e até os interessados no evangelho tudo faziam para que o trabalho prosperasse. Os resultados não demoraram a aparecer. Deus o estava protegendo. em louvor a uma cidade". já se escreveu. na próxima ida do missionário a Campos. Pôs. terra feita de luz e madrigais!" Era dessa cidade dc tradições. só tendo um missionário nela residente. então capital do estado. Um Grande Apelo A cidade de Campos mostrava ser lugar de grande futuro para o evangelho. à sua casa.Sobejava razão ao ilustre vate eampista. encantos e cultura que começaria a irradiar-se a bendita luz do evangelho para todo o rincão fluminense. A primeira estrofe é cheia de "musicalidade e dc abundância de imagens sonoras e felizes" <2) "Campos formosa. Alugada a Primeira Casa Para Cultos Sentindo que o trabalho do Senhor naquelas paragens crescia maravilhosamente. Como residisse em Niterói. com mais espaço e maior liberdade. As perseguições aos crentes logo começaram a surgir. para as primeiras pregações do evangelho. os perseguidores começaram a divulgar o seu intento de. Bagby sentia que. No entanto. Azevedo Cruz. para derramar todo o seu amor pela bela cidade no poema Amantia Verba. algo lhe acontecer. Na tentativa de intimidar Bagby. porém. Logo. que. Bagby estaria imergindo nas águas do Paraíba do Sul sete crentes que se tinham decidido com suas mensagens evangelístícas. intrépida amazona do viridente plaino goitacá! Predileta do Luar como Verona. Joaquim Fernandes Lessa. com a responsabilidade de liderar todo o trabalho que começava a nascer naquela região. onde pregava constantemente a um grupo de pessoas interessadas no evangelho. ele retornou à cidade c nada do que haviam prometido aconteceu.vcnte da usina de açúcar do Queimado. a cidade 46 . que residia em Campos. Bagby resolveu deixar na cidade de Campos o evangelista Domingues de Oliveira. o missionário decidiu alugar uma casa para que.

tendo Bagby sido escolhido como seu pastor. visitando e fazendo serviço de colportagem. Eram operosos. ajudando o missionário C. Bagby realizou o batismo de três novos convertidos. Depois de um exame meticuloso. vemo-lo em Juiz de Fora.Daniel. Desde o Estado do Espírito Santo — que fica ao norte — e até a parte oriental do Estado de Minas Gerais. expondo as grandes oportunidades e a necessidade de obreiros: " E zona de lavoura. Meu coração está cheio de esperança por esse grande campo. MG. Sentia ele a dificuldade do trabalho. residindo em Niterói. que tem um milhão de habitantes. de julho de 1889 a janeiro de 1890. marcaram o dia 23 de março de 1891 para a organização da igreja. em Richmond. aquele grupo de crentes se reuniu no salão de cultos. a primeira igreja batista em solo fluminense. foi a opinião dos 47 . que lhe pagava cinqüenta mil réis. O nosso obreiro tinha feito um trabalho excelente e me escreveu dizendo que havia mais cinco pessoas para serem batizadas. em pouco tempo seria organizada. Bagby se dirigiu à Junta de Richmond. pela Igreja Batista do Rio. que fora organizada. nos Estados Unidos. do qual destacamos o trecho: "Fiquei muito animado na minha última visita a Campos. já que era o único a militar ali e. não há nenhum pregador do evangelho. No dia seguinte — 23. Trabalhou ali. com exceção da capital. apresentando-lhe um excelente relatório de suas atividades. a maior cidade no Estado do Rio. Preguei três vezes a congregações numerosas que prestaram boa atenção. para a solenidade de organização. ao mesmo tempo em que atendia ao trabalho da Igreja Batista do Rio. Assim. membro da Primeira Igreja Batista do Rio. procurando desenvolver a obra do Senhor. Já em novembro de 1890. O evangelista Domingos Joaquim dc Oliveira. no Paraíba. Oxalá houvesse um missionário para dirigir este trabalho tão auspicioso para os batistas". com quatro membros. não podia dar assistência satisfatória ao trabalho em Campos. Virgínia.' 1 ' Um Cirande Evangelista Foi sábia a escolha feita por Bagby. Queriam se organizar em igreja para melhor propagarem o reino de Cristo naquela cidade e por toda a verde região.veria crescer o trabalho evangélico. É cercada por cinco ou seis cidades importantes e outras menores. Bagby escreveu à Junta Missionária.D. permaneceu em Campos. em Campos. 110 dia 24 de agosto de 1884. no dia 22 de janeiro de 1891. Seria um centro ótimo de operações missionárias da metade do Estado do Rio. na implantação do trabalho batista naquela cidade. que tinham alugado à Rua dos Andradas. ORGANIZAÇÃO DA IGREJA BATISTA EM CAMPOS Como resultado do trabalho de Bagby e da operosidade do evangelista Domingos Joaquim de Oliveira. 88.' 11 Na noite do dia 22 de março. Aqueles sete irmãos que Bagby havia batizado foram aceitos como membros da Igreja Batista do Rio. No final do sermão da primeira noite quatro pessoas apresentaram-se para fazer a profissão de fé.

descemos o rio e os convertidos foram batizados. J. Antônio Assunção. Era um grande progresso. entre eles. Antônio Carvalho Portela. Amélia Lima dos Reis. a igreja contava com a cooperação do evangelista José Alves. No período do pastorado de Downing. Na sua primeira sessão ou assembléia. Ana Francisca de Oliveira. deste modo. Lessa atribuiu esse desenvolvimento à operosidade dos missionários W. O Dr. Luiz de Souza.onze crentes presentes que as quatro pessoas deviam ser recebidas para o batismo. Eufrásia Maria Manhães. com 30 membros. Bagby dirigira a igreja desde a sua fundação até 17 de julho de 1892. sobressaindo-se. Downing e Soper. recebeu cinco novos membros. Corina Maria Manhães. Júlia de Oliveira Santiago. Rosa Lima Manhães Assunção. a igreja triplicou seu número de membros. regozijando-se no privilégio de seguir a Jesus". em 1891. que pastoreou apenas de 23 de julho a 30 de outubro de 1893. Começara.Bagby.Soper.B. 48 .Downing.H. Sucedeu-o o missionário E. Após dois anos de sua organização. as doenças. naquela mesma noite. A igreja ficou. composta dos seguintes irmãos: Domingos Joaquim de Oliveira. PRIMEIRA IGREJA DE CAMPOS — VÁRIOS PASTORES EM POUCO TEMPO A instabilidade de obreiros na Primeira Igreja Batista de Campos foi fruto de vários fatores. Às 23 horas.L. de 17 de julho de 1892 a 23 de julho de 1893. Flauzina Pereira. com dez membros e estava. João Bernardino Manhães. Maria Rute Pinto. que viera de Vitória para Campos. em 1893. (2) A novel igreja denominava-se Egreja Evangélica Buptista.

e. Sendo portador de um temperamento todo especial. em 1891. e que atuava na Bahia. que ainda em setembro chegou a Campos para onde decidiu transferir sua residência. Sua ordenação ao ministério batista ocorreu na Bahia. Fixando-se definitivamente na terra goitacá. Convertido ao congregacionalismo. aliado à sua sinceridade e fé robusta. Aqui travou dura polêmica com o missionário Zacarias Clay Taylor. o missionário Ginsburg foi um poderoso instrumento nas mãos de Deus para Sua honra e glória. Salomão Luís Ginsburg. o missionário Salomão Luís Ginsburg inaugura uma nova fase no trabalho batista. No primeiro ano de seu 49 . com o que muitos habitantes da capital tiveram que se retirar para lugares longínqüos. Veio ao Brasil como missionário congregacional. tornando-se batista. que. que. é empossado no pastorado da igreja. No dia 30 de outubro daquele ano. como tal. Pois bem. entrou a bombardear o Rio de Janeiro e Niterói. Oriundo da Polônia. na sua faina de derrubar o governo que lhe era desafeto. Joaquim Fernandes Lessa relata: " E m setembro de 1893 a Armada Brasileira revolta-se. sem perda de tempo. muito o auxiliou na realização de um grande trabalho. Salomão foi deserdado por seus pais. A polêmica girava em torno do batismo. filho de judeus poloneses.Capítulo III PERÍODO DE GRANDE ATIVIDADE EVANGELÍSTICA (1893-1900) PASTORADO DE SAIXJMÂO GINSBURG Em 1893. Convencido de que o batismo legítimo é o batismo por imersão. Entre os muitos foragidos estava o Rev. Em breve se tornaria missionário da Junta de Richmond. Salomão Ginsburg estudou em dois grandes centros culturais do mundo — Inglaterra e Alemanha. seria a Primeira Igreja Batista de Campos. cioso de sua religião. onde o amado obreirofora recebido pela igreja com inequívocas provas dc amor e carinho. tranferindo-se para a cidade de Campos. um trabalho evangelístico ativo e agressivo. o segundo missionário batista a vir trabalhar no Brasil. de saudosa memória. mais tarde. Salomão sc deixou batizar biblicamente. Seu pai era rabino e. refugiando-se muitos deles em Campos. inicou.

houve muitos novos convertidos. alguém. que foram batizados nas águas do Paraíba. Com a chegada do missionário S. eu estava no meio de um discurso e uma grande multidão me ouvia. o padre. pertencente a uma família muito conhecida. Deixemos que o próprio Salomão nos narre: "Quando cheguei a Campos. um dos maiores do sul do Brasil. Emma Morton chegou ao Brasil cm 1889 e fez um rápido progresso no estudo da língua portuguesa. Casou-se no primeiro dia de agosto de 1893. o missionário Ginsburg muito se dedicou ao trabalho em Campos. Mas. e que foram por ele batizados. é impossível dizer. eu nunca teria feito o serviço que o Senhor me tem habilitado a fazer'. f m m a Morton. Desse modo. sabendo o que se fazia.L. deu ordem ao sacristão para repicar o sino da igreja junto às praças. em 1893. "Toda vez que tínhamos batismos fazíamos anúncios pelos jornais e milhares de pessoas vinham assistir. D. em sua autobiografia. tínhamos multidões que vinham e ouviam atenciosamente. Entre os jovens que se converteram com sua pregação. Esta notícia afugentava o povo das reuniões. inclusive padres. Então começou sua grande luta. Ela começou com D. Muitos vieram e. Então. quer quisesse ou não. Não demorou muito e ele se decidiu a Cristo. Recentemente casado com D.pastorado. como também de pregar o evangelho eterno a milhares de pessoas. "Num domingo à tarde. diz: 'O que esta boa mulher me tem sido. para mim e para o meu trabalho. eu os convidei a todos a irmos ao salão para ouvir o resto do sermão. entre eles. Joaquim Lxssa. um pó ou ungüento que espalhavam sobre os bancos e cadeiras. O povo que me ouvia mostrou-se impaciente.Ginsburg. me interessou e pedi ao Senhor que o abençoasse particularmente naquele dia. tornava-se protestnte. e que de tal modo tinia que superava a minha voz e abafava o que eu dizia. Se não fosse ela. Anna Bagby um trabalho nas escolas dominicais. de logo."' 1 ' CONVERSÃO DE JOAQUIM FERNANDES LESSA Foi muito profícuo o ministério de Salomão Ginsburg em Campos. Era um jovem negociante e com muita prosperidade. Conversei longamente com ele. para logo. como também porque o padre espalhara por toda cidade que os protestante usavam uma certa substância. tinha oportunidade de explicar o ato. de modo que. A igreja não tinha batistério e todos os candidatos eram batizados no Rio Paraíba do Sul. sua coragem. que muito concorreu para o estudo da Palavra de Deus. Para ser batizado diante de 50 . quando aquele enorme sino começou a retinir de tal forma que tive de parar o meu sermão. logo começamos os nossos cultos num salão de primeiro andar para o qual era difícil conseguir atrair o povo para nos assistir. nas praças públicas. Seu coração foi tocado e sua alma se esforçava por uma vida melhor. sentando-se para assistir às suas reuniões. Descobri que a melhor coisa a fazer seria levar a efeito reuniões ao ar-livre. o qual. conselhos e orações. está Joaquim Fernades Lessa. não somente pela inconveniência dc subir escadas. que viria a ser um grande líder batista no Brasil. Ele. a Missão Campista foi definitivamente estabelecida. com o missionário Salomão Luís Ginsburg. Fez sua pública profissão de fé e estava pronto para o batismo. Assim.

"' 4 ' O autor desta obra tem a honra de possuir. pediu-lhe: 'Meu filho. em sua biblioteca. Mas o maravilhoso é que nunca nenhum candidato ao batismo retrocedeu. deveriam deixar de existir c. Nesse periódico. O Nome Escola Americana traria certa receptividade. Mas neste caso o senhor tenha paciência porque. ameaçá-lo e a insistir em que abandonasse aquele ideal. poderem ler a Palavra de Deus. em Campos. chorando."' 3 ' "Felizmente. de pequeno formato. Elas se constituem uma preciosidade. ficou acertado que. bem assim. muitas vezes. na Bahia. em 1886. PRIMEIRA ESCOLA DIÁRIA — "ESCOLA AMERICANA" A ilustre missionária Emma Morton Ginsburg organizou a primeira escola batista cm solo campista. Este sabia do grande valor da palavra impressa. uma coleção encadernada. daí. sentia essa missionária que um dos melhores meios para promover a evangelização seria a abertura de escolas para ensinar as crianças a ler. Taylor tinha fundado o Eco da Verdade. os jornais nelas publicados.. estavam na dianteira entre os países civilizados. E breve chegará o tempo em que o senhor saberá que obrei acertadamente e. logo que soube de sua resolução. Em prantos. Casada há pouco tempo com o intrépido missionário Salomão L. também. uma vez sabendo do intento dos candidatos. 51 . " O As Boas-Novas era bimensal."' 2 ' "Por acordo com os missionários. dando-lhe o nome dc Escola Americana.'" Não obstante ser designado para servir à parte sul do país. Os pais e os parentes. que passou. e prestou bons serviços à causa do Mestre. por fim. não negue o seu batismo'. eu nunca o desobedeci. Especialmente as pessoas de famílias da alta sociedade e bem relacionadas. as lições internacionais da Escola Bíblica Dominical. já que todos sabiam que os norte-americanos. os redatores do As Boas-Novas souberam guardar várias coleções de todos os anos. a fim de que houvesse uma só editora e um só jornal batista para o Brasil todo. " O irmão Lessa teria que passar por essa prova..Ginsburg. faziam todo esforço ao seu alcance para demovê-los do propósito. Foi fundado pelo missionário Salomão Luís Ginsburg. depois. devo fazer a vontade do meu Salvador. era necessária muita coragem da parte do novo convertido. então. disse-lhe: 'Meu querido pai. A Nova Vida.tanta gente. em matéria de educação. em primeiro lugar. Seu pai. não desgrace sua família. e. o jovem. onde o missionário Zacarias C. a chamar-se A Verdade. o As BoasNovas ia. referente ao ano de 1898. artigos variados e orientação para o povo evangélico. tanto a tipografia de Taylor. nem o desrespeitei. até algumas regiões do norte. e. com 43 exemplares do dito jornal. Parece-nos que na JUERP ficaram algumas outras coleções de outros anos. Chamava-se As Boas-Novas c era impresso em Campos. procurou-o e começou a argüí-lo. surgiu na arena evangélica o primeiro jornal dos batistas do sul do Brasil. ele publicava notícias das igrejas.' 1 ' JORNAL "AS BOAS-NOVAS'' No dia 15 de março de 1894. o senhor me abençoará e não me amaldiçoará'. Do mesmo modo. como a de Salomão Ginsburg.

chama o jovem Eduardo Wassimon.Ginsburg. uma escola noturna. ESCOLA INDUSTRIAL O missionário Alberto Lafayette Dunstan chegou ao campo fluminense em fins de setembro de 1901. pois estavam. Dunstan. Homem de visão. começou ele a procurar jovens que o auxiliassem na obra. no templo da Primeira Igreja Batista de Campos. que não sabem ver. cm uma casa alugada. Eoi ela o primeiro marco do ensino elementar e secundário projetado pelos batistas. Antônio Ferreira Campos e Herman Gartncr. O missionário Dunstan pensa na fundação de uma escola industrial. saía de Campos o missionário Dunstan. Há sempre aqueles que dão para trás. quando o Brasil era definido como um país essencialmente agrícola. para substituir o missionário Salomão L. (I) ESCOLA NOTURNA "A 'Associação Cristã da Juventude' foi organizada em junho de 1894. Era para o ensino primário e secundário. que se retirava para trabalhar em Pernambuco. n" 3. Em 1906. E sempre assim. convocar obreiros para a seara do Mestre. três pastores: Joaquim Fernandes Lessa.Joaquim Lessa: "Esta escola deu excelentes resultados. A influência da escola é descrita por . e os Dunstan. imbuída dos melhores ideais e manteve. Urgia. " O Rev. como também sessões religiosas para discussão e exposição de assuntos de interesse do evangelho. Deveria residir em Campos. Por instrumentalidade dessa escola. que tinha sido metodista. o sol brilhando. naquela ocasião. a peste bubônica se alastrava por toda cidade. o que não se conseguiu por não serem favoráveis os elementos que o rodeavam. uma escola industrial traria enormes benefícios. Mas. à Rua Marechal Floriano. o evangelho alcançou fundas simpatias no coração do povo campista". Lessa só diz que " n ã o conseguiu por não serem favoráveis os elementos que o rodeavam". então. pois nela havia filhos de muitas das principais famílias de Campos. por algum tempo. no afã de conseguir obreiros idôneos. além das nuvens.A escola foi organizada no mês de fevereiro de 1896. que entra logo a fazer viagens evangelísticas. a seu cargo."' 1 ' A criação dessa escola noturna já demonstrava o desejo que mantinham os crentes de verem todos alfabetizados. Estaria desanimado? Ou estaria frustrado? O plano da criação do Instituto Batista Industrial viria a ser uma realidade no Piauí. sob os auspícios da grande missionária Emma Ginsburg. na Missão Campista. entra a escolher moços que pareciam aproveitáveis com estudo. Não sabemos os pormenores do que impediu a efetivação desse plano. do início do trabalho batista na urbs camposina. Manoel Guimarães foi um outro moço que mereceu também os cuidados do zeloso missionário como estudante' Pena que um ideal tão grande e de importância para o trabalho não tenha se concretizado! Naquele tempo. Era de nível primário e secundário. f2) 52 . Para isso. Isso é digno de nota. Naquele tempo havia. há três anos apenas. por algum tempo. Daí ter ido residir em Macaé.

que nos atiraram. Logo que comecei a pregar. Era menina ainda quando se desencadeou a perseguição e não conhecia nada do evangelho. Deixemos que o próprio missionário Salomão Ginsburg narre os fatos: "Começando em S. envolvendo principalmente o missionário Salomão Luís Ginsburg. na avançada idade de 104 anos. Palavras obscenas e injuriosas nos eram atiradas. pois temiam se defrontar com a verdade que esplende do puro evangelho de Cristo. Em São Fidélis. nos agrediram e quebraram tudo que estavam na sala. sua senhora e uma empregadinha. os reteve fora. foi testemunha ocular de perseguições. Como tais. Ser chefe político era de muita importância no Brasil. Ele tinha um filho como delegado e outro como tabelião. que não podia admitir que outros pensassem diferentemente deles e que pudessem cultuar a Deus segundo os ditames de sua consciência. eu voltei a atenção para outro centro dos mais importantes do estado: a cidade de São Fidélis. porém. e começamos o trabalho. Fidélis — Depois de estabelecer o trabalho em Campos. capim c lixo. colocar obstáculos à propagação das boas. distrito rico e cafeeiro. Fui àquela cidade iniciar o trabalho para o Mestre. sabendo apenas que os poucos crentes eram tratados quase como marginais. Chefiando essa multidão estava um velhinho muito vivo que. Logo afluiu uma multidão dumas mil pessoas e ficaram em frente da casa. e em outros lugares do interior. Uma vez disse ao chefe político enquanto ele estava em pé. me informaram depois. Ainda hoje não sei por que não penetraram no salão e nos atacaram. uma grande confusão se estabeleceu. Minha senhora também foi. ao todo. Levei comigo meu inseparável harmônio. Os três eram os principais políticos da cidade. Procuravam. e que morreu em 1989. da região e talvez do estado. por todos os meios.novas.PERSEGUIÇÕES EM SAO FIDEEIS Os crentes foram. onde havia alguns interessados. social c espiritual. Campos e Macaé. e um dos nossos obreiros nativos que levou uma filha consigo para nos auxiliar nos cânticos de hinos. Enquanto se cantavam hinos não houve aposição. nesse primeiro período da história dos batistas fluminenses. A única resposta que deu foi levantar um forte rebenque que tinha na mão e dizer com termos 53 . levadas a efeito nas cidades de São Fidélis e Macaé. exceto algumas pedras. que era casada com o Pastor Alfredo Reis. cantamos hinos. O salão era uma sala de frente com três janelas e uma porta que abria para a rua. alvo dc perseguições movidas pelo clero católico romano. eram hábeis para cobrir uma parte de sua perversidade. os inofensivos servos do Senhor Jesus eram sempre molestados. As maiores perseguições foram. Impossibilitado de ser ouvido. desde o princípio. Só havia ali três pessoas interessadas — um homem. O Senhor. que traz benefícios de ordem moral. A irmã Alice Reis. Éramos sete. A cidade de São Fidélis foi palco de uma perseguição aos crentes no ano dc 1894. Aluguei uma casa no centro da cidade e arranjei uns bancos e uma mesa. junto à porta: 'Por que o senhor não entra?'. começamos a reunião cantando alguns hinos. Perto das sete horas da noite. era o chefe político do lugar.

à disposição do Presidente do Estado. Felizmente. logo cedinho. Minutos depois.' Eu estava de pé. andando de um para outro lado. tendo a um lado seu secretário e do outro o seu irmão. 'O senhopestá proibido de pregar sua nefasta religião'. os batistas. O senhor sabe — eu disse — eu sou batista e nós. Estou aqui cumprindo esta ordem. mandou que me vigiasse. nem do senhor. dizendo-lhe que não temesse e que. Finalmente. 'Qual é seu nome e profissão?'. Eu lhe disse que em matéria de religião não estava disposto a justificar os meus atos. tabelião. e o velho pai. se eu não voltasse. veio ao hotel onde eu estava um emissário do delegado de polícia c convidou-me a aparecer no seu gabinete. E. Na prisão outra vez — No dia seguinte. porque respondeu com fúria.18-19. sinto não poder atendê-lo a esse respeito. não aceitamos ordens em matéria de religião de qualquer autoridade civil. encerrei a reunião e anunciei outra para o dia seguinte. chamando um soldado com grossa carabina. E eu estou aqui em obediência à ordem do meu Senhor e Mestre Jesus Cristo. ele me disse que eu estava preso. começou a insultar-me usando linguagem abusiva contra o batismo que eu havia celebrado no rio. Chegando ao gabinete do delegado. Tirei o meu cartão de visitas e dei-lho. Dizendo que aquelas línguas maliciosas perverteram-no em uma cerimônia indecente. mais furioso do que antes. encontrei-o sentado à ponta de uma mesa muito comprida. Se houvesse cometido um crime ou quebrado a lei. é para quebrar a tua cabeça'. ela telegrafasse para o Rio de Janeiro e avisasse aos irmãos o ocorrido. alarmado e indignado: 'E quem é superior ao presidente do meu país?'. Nós obedecemos às ordens de um superior a todos vós'. não esperando tão claras e plenas explicações dos princípios batistas. Então. uma pedra alcançou a fronte do nosso irmão auxiliar. estaria disposto a aparecer perante o competente juiz e responder por mim mesmo.' Declarei-lhe e sentei-me. ensinando-as a guardar todas as coisas que vos tenho dito. nem do Presidente do Estado. . terminou com sua voz cheia de ira. abrindo-o em Mateus 28. entre e quebre a minha cabeça. mas primeiro ouça o que eu tenho a lhe dizer'. Perdendo a calma. 'O senhor está proibido de pregar sua nefasta religião neste município. entreguei-o à minha senhora. perguntou. Eu disse: 'Pois bem. Tendo algum dinheiro comigo.' 'Esta é a minha autoridade. Mas quanto ao que fiz e pratiquei no meu trabalho religioso ele nada tinha com isto. nem mesmo do Presidente da República. como ele se expressava. eu tinha comigo o meu Novo Testamento e. li-lhe as seguintes palavras: 'Todo o poder me foi dado no céu e na terra.insultuosos: 'Se eu entrar. Ele de certo não esperava esta resposta porque um silêncio profundo caiu sobre todos eles. em f rente a ele e respondi-lhe. Portanto ide e fazei discípulos em todas as nações. Eu suspeitei que não poderia retornar. O pobre homem entendeu que eu tinha ordens do Presidente da República dos Estados Unidos. calmamente e com aspecto risonho: 'Senhor Delegado. do Filho e do Espírito Santo. batizando-as em nome do Pai.

Aquele dia c aquela noite fiquei num salão espaçoso. Então. Não admitiu que ninguém me visse. Pedi-lhe que fosse para Campos. Perante o Vice-Presidente — Chegando ao quartel-general da polícia. Desgostoso com a minha contumácia. exatamente como uma esposa americana. 'Se o senhor me prometer que não voltará a esta cidade para pregar a sua religião. Quando o trem chegou a Niterói. os marinheiros que estavam combatendo os soldados. deixamos a cidade e partimos para a capital do estado. que devo fazer para evitá-lo?'. atiraram contra os que estavam conosco. então — disse. Sem dúvida. disse-me ele. Humildemente. Minha senhora me acompanhou também. ele podia ficar certo de que eu ia pregar. Mas eu não dei atenção a essas coisas porque nos sentíamos felizes. que desrespeitou as autoridades e perturbou a ordem pública?'. eu deixarei o senhor voltar a Campos'. Contudo. ela nunca me advertiu que atendesse à autoridade. Ainda que não soubéssemos o que nos ia acontecer. o senhor podia facilmente evitar todo este inconveniente'. 'O senhor quer dizer. que o delegado de São Fidélis me pregou uma mentira neste ofício?'. insultando-nos e apedrejando-nos. palestrando e rindo de alegria por ser nos permitido sofrer pelo Mestre. onde chegamos à tarde. Escoltados por cinco soldados. eu fui pastor de uma igreja aqui em Niterói por muito tempo. Mas logo que fosse solto. chamou mais quatro soldados com carabinas e ordenou-me que marchasse para a estação. Este. O senhor pode perguntar a qualquer de seus oficiais se algum dia perturbei a ordem pública. Eu supuz que ele esperava que eu implorasse misericórdia. Mas. como prisioneiro. senhor. a capital do estado. ou se desrespeitei de alguma maneira as autoridades'. a mim e a ela. No dia seguinte. Salomão. Os soldados nos deixaram inteiramente à vontade. nos trataram melhor que o delegado. A população gostou e aplaudiu. como passeávamos pela sala. muito gentilmente: 'Ora. depois de ler os documentos.dizendo que ele responderia com a sua vida se me deixasse desaparecer. Eu me ri e disse-lhe que não havia pregado na noite anterior porque estava preso. quando viram alguns deles. Eu respondi-lhe. disse a um dos oficiais que me levasse para o xadrez. e parecia perfeitamente feliz e satisfeita pelo fato de sofrer pelo Mestre. Sr. Tenho pregado o evangelho em toda parte desta cidade. consegui receber a comida que minha senhora mandara. Logo que saísse da prisão ele podia me esperar que voltaria para continuar o trabalho anunciado. chamando-me à inocência: 'Se ele mentiu 55 . 'O senhor não sabe. O meu coração esfriou quando ouvi o que ele disse. Passei a noite sobre um banco duro e nada dormi por causa da grande quantidade de ratos que infestavam o lugar. antes do trem partir para Niterói. respondi: 'Senhor. Esses tiveram que fugir e nós corremos após eles. E se colocou ao meu lado. 'Bem. o delegado veio ver-me e permitiu à minha senhora vir também. perguntei-lhe: 'Diga-me. perguntei. fomos apresentados ao vice-presidente do estado. mas ela não concordou. ele me chamou e disse. qual o meu crime?'.

pois que isso acontecera exclusivamente por causa . Depois da meia-noite da décima noite da minha prisão. Imaginem um quarto pequeno. Recomendando-nos ao Senhor. dando para uma área suja. Trabalhou até que chegou aos ouvidos do Presidente do Estado. eu só atribuo ao meu bondoso Pai Celeste. Pode-se imaginar como aceitei prontamente a proposta e quão agradecido fiquei pelo favor. estando em pé. O tal xadrez era um lugar terrível. brava como um leão. ele me disse: 'Pastor. vi o cônsul português. Fui metido no xadrez. Mas eu quero dizer ao senhor o que aconteceu!'. Ele foi ás autoridades e. Eu. Ele me prometeu esforçar-se o mais possível. na sua campanha contra a República brasileira. Nesse quarto deviam estar juntos. pedindo-lhe que se interessasse por mim. louvando o meu Pai Celeste por aquela bondade. Hesitei um pouco. porém. quando se retirou. à porta da delegacia de polícia. Despcdimo-nos sem saber se seria permitido que nos víssemos outra vez. E. No dia seguinte. cheia de fé c de coragem. nos separamos. Pediu-me que dissimulasse o caso. de quarenta criminosos para cima. com uma única porta e sem qualquer outra ventilação. como um preso político perigoso. se o senhor me prometer que não fugirá. Quando terminei. Minha boa esposa. sob o estrondo de bombas que explodiam sobre a sua cabeça. ele confirmou a ordem de me levarem para o xadrez. com janelas guarnecidas por grades. desculpando-se pelo que sucedera. Ele chamou um soldado de polícia e ordenou-lhe que tomasse conta dela. Agradeci-lhe a oferta. na pessoa de um soldado que era crente. Solto depois de dez dias — Mas o Senhor tinha ainda algum trabalho para eu fazer. O processo que eles usavam para se livrar dos inimigos políticos era fardá-los e colocá-los na praia. Chamei-o e contei-lhe o meu caso. Rntão. visto que a cidade está agora como uma praça de guerra c eu não tenho onde deixá-la!'. mas disselhe que ela preferia ir sozinha. O mau cheiro que me penetrou nas narinas quando o carcereiro me introduziu no tal xadrez quase que me sucumbiu e me prostrou por terra. um meu amigo pessoal. onde ficasse incomunicável. Então perguntei-lhe: 'E a minha senhora? Eu gostaria de mandá-la para a casa de um amigo.ao senhor oficialmente ou não oficialmente. nós o deixaremos ficar conosco no salão dos soldados'. de dois metros por quatro. não lhe posso dizer. Reconhecendo-me. ele me mandou buscar. onde os marinheiros os assassinavam imediatamente. o chefe de polícia mandou um oficial remover-me para a detenção. disse ter sido um engano. teria que ir para o xadrez. ele me ouviu pacientemente. quando me mandou para o quartel-general como desrespeitador das autoridades e perturbador da ordem pública. Por que eles não me maltrataram como fizeram com muitos antagonistas políticos. E estava para entrar à porta quando o senhor me mandou um dos seus anjos. confusamente. Mas me avisou que talvez não fosse bem sucedido porque os portugueses estavam sendo suspeitados de auxiliarem a armada. Eu creio que essa era a idéia do delegado de polícia de São Fidélis. andava pelas ruas de Niterói.

Todos esses soldados. recebi uma carta de meu auxiliar. No dia 20 do mesmo mês eu voltei a São Fidélis. Eu respondi ao Presidente: 'Sim. O que lhe pedi principalmente foi que evitasse derramamento de sangue. se lembra da promessa que me fez acerca de São Fidélis?' 'Sim!'. As perseguições continuaram enquanto a mesma autoridade estava no poder. ele disse. Pode-se imaginar a surpresa quando descobriram que a força estava ali exatamente para 57 . Se fosse uma ordem. Chegando a São Fidélis. No culto da noite.Exa. Eu lhe disse que cu era o pastor referido c pedi-lhe que não deixasse o delegado saber para que fins os soldados estavam sendo enviados e que esperássemos os acontecimentos. já não levaria em consideração aquele fato. Desde que V. comunicando-me a grande perseguição que se dera em São Fidélis no domingo anterior. agora que tinham a força pública para auxiiiá-los.Exa. Ele. vi um grupo de cerca de cinqüenta soldados da brigada policial embarcar para São Fidélis. perguntei-lhe se lembrava de mim. eu teria que dizer a V. 'Muito bem'. ou eram amigos da causa deles. Um dia. em matéria de religião. ou eram protestantes. senhor. os soldados se apresentaram ao delegado. Eu disse ao Presidente que quanto a isso eu nada tinha a dizer e que. ele me disse. a revolução terminou com a submissão da frota. 'o senhor vá e eu providenciarei para que o senhor seja plenamente garantido na sua missão. me pede um favor.' Quando tomava o trem. Prometeu cuidar de mim logo que a ordem se restabelecesse. Eu falei com o oficial encarregado e ele me informou que iam para defender um pastor protestante que estavam sendo perseguido por um político católico. estaremos ao seu lado e providenciaremos para que o senhor tenha toda a proteção necessária'. Queremos pedir-lhe um favor. Mas que o que eu desejava saber era se poderia voltar a São Fidélis e continuar a pregar o evangelho. Ele disse: 'Sim!'.' Ele leu-a e me perguntou quando eu esperava estar naquela cidade. então.da revolução que assolava aquele país. como batista.o que disse ao delegado de polícia! — Que. Agora nosso estado está em estado de sítio. Indo ao Vice-Presidente do estado. meu caro senhor. eu não recusarei atendê-lo. Cada delegacia tem pleno poder em suas mãos. me disse: 'E exatamente por isto que lhe mandei chamar. 'V. Voltando novamente a São Fidélis — Em 13 de março de 1892. nós teríamos de mudar muitas coisas que exatamente agora estamos impossibilitados de fazer. não aceito ordens. nós tivemos nosso culto regular. no sábado pela manhã. tenha a bondade de ler esta carta. Se o senhor nos fizer o favor dc não voltar a São Fidélis enquanto durar a revolução. estando no Rio de Janeiro. 'Então. disse-me ele. Se o senhor fosse a São Fidélis antes de terminar a revolução. pessoalmente. No domingo. que entendeu que eles estavam sendo mandados para que acabassem com os protestantes.Exa. de nenhuma autoridade civil'. Eu lhe disse: 'No domingo próximo'. como pensavam. um grande grupo de perseguidores foi trazido à cidade pelo chefe político para acabar com o nosso trabalho.

De certo ficou mudo e se esqueceu de me agradecer. desapareceu. Mas eu mc vingo e pratico a vingança. não se comoviam. fui à prisão e disse ao homem que o tempo de minha desforra havia chegado e que teria o prazer de restituí-lo à sua esposa e filhos. no dia seguinte. O chefe. Não muito depois da última perseguição. prisões. temendo a vingança de outros piores do que eu. etc. Apressei-me em ir a São Fidélis e pedi ao chefe político (o novo) que me deixasse ver o preso e fazer-lhe o que desejava. Creio que poucos dos meus leitores concordariam em que um missionário pensasse em vingança. O sangue derramado pelas vítimas de perseguições ao evangelho fertilizou a terra para que a semente das boas-novas pregada germinasse e viesse a dar 58 . eu desejo dizer como me vinguei desse delegado de policia. onde ficaria dez dias detido. No dia seguinte.O homem temeu que eu pudesse fazer justiça com as minhas próprias mãos. Houve um tiroteio no mesmo lugar onde fui preso durante vinte e quatro horas. um dos que me prenderam. durante as eleições. nunca mais fomos perturbados. os perseguidores usavam de todos os recursos que se podem imaginar. O fato é que alguns deles voltaram para casa feridos. às vezes. foi também preso e enviado para Campos o irmão José de Souza. cortados. Tendo a permissão. me fizesse saber. No seu afã de destruir a causa do Mestre. Mas assegurei-lhe que não tinha intenção de fazer qualquer mal àquele homem e. desprezaram-no e. foi preso. A jovem Corina Manhães recebeu uma pedrada na cabeça. vendo-a assim ensangüentada. Aconteceu que. onde se edificou o templo. Humilharam-no. em seguida. e com membros quebrados. Seu sangue foi derramado em plena rua. Três pessoas foram mortas. Eram vaias. A vingança do missionário — Antes de findar esta história. eu lhe pedi um simples favor: que se aquele delegado de polícia chegasse a ser preso. Foi para casa e. recebi um telegrama avisando-me do fato. Leiam o que se segue e vejam como o fizemos e quanto nos alegramos daquela parte de nossa corrida. Um bom negociante converteu-se e fez presente de um terreno no centro da cidade. Os inimigos. que se ele quisesse. apupos. foi amarrado com se amarra um porco e jogado num vagão de trem da Leopoldina.manter a paz. Hoje há em São Fidélis uma igreja muito próspera. Quando o novo partido assumiu as rédeas do poder. porém. O chefe da oposição era meu amigo pessoal e uma de suas filhas era membro de nossa igreja. o partido político chefiado pelo pai desse delegado perdeu o poder. foram descobertas fraudes. Depois disso. o que lhe causou um grande ferimento. poderia me acompanhar e ver o que eu queria fazer. c ele e sua família perderam o prestígio.' (l) OUTRAS VÍTIMAS DA PERSEGUIÇÃO No mesmo dia em que Salomão Ginsburg foi preso (9 de janeiro de 1894) e enviado para Niterói. pedradas.

mergulhado no santo elemento. O batizando João Hugo Kopp. Preferiram sofrer pelo evangelho os apupos. e com uma Constituição libérrima que dava plenos direitos a todos os cidadãos de seguirem o credo religioso que quisessem. outros jornais da capital verberaram o ato de intolerância praticado pelo Frei Ignácio. A atitude do frei foi repudiada pelos jornais O Lince e O Diário Macaense. quando os protestantes se reuniam à Praia do Concha para batizarem João Hugo Kopp e outros que renegaram a religão católica para abraçarem a seita do frade Lutero. O Frei Ignácio recebia cobertura do jornal O Século. como ainda apedrejá-los. as vaias e as pedradas. publicamente. Joaquim Fernandes Lessa comenta que. só os realizando no dia seguinte pela madrugada. a quem ele reconheceu como Salvador e Senhor. pleno de indignação. quer pelas ruas da cidade e até na Rua Mesquita. sob o título Os Protestantes Vaiados: "Na tarde de domingo passado (16). a profissão de sua fé no evangelho de Cristo Jesus. portanto da justiça. rezava de olhos fechados (!!)"(1> Felizmente nem todos concordavam com as perseguições do frei e seus apaniguados. disseram-nos. no referido mês. não conseguiram fazer os batismos para aquela tarde marcados. impropérios.muitos frutos. o pároco da cidade de Macaé. vaiou-os até à noite. Por isso se sentia senhor da situação e com direito a desrespeitar a Constituição e a consciência das pessoas bem esclarecidas. quer na praia. preparou um grupo para. O mês de julho de 1899 ficará na história como o mês das cruentas perseguições promovidas pelo referido clérigo. na Praia da Concha. na ocasião em que. Já dissera o grande apologista cristão Tertuliano que 'o sangue dos mártires é a semente de cristãos'. Mas os crentes não se intimidaram. conhecido por Frei Ignácio. Além deles. ambos publicados em Macaé. etc. O caso que estamos relatando está ligado ao batismo no mar. fez publicar a sua 'glória'. lá estava o frei com seu grupo realizando seu intento. Sabendo o Frei Ignácio que os crentes iriam realizar tal batismo. 59 . o povo em massa. amedrontados. os crentes foram "novamente perseguidos de modo bárbaro e sem precedentes naquela cidade'. Ali seria batizado o irmão João Hugo Kopp que dera. O jornal O Lince se posicionou ao lado dos crentes. promovia perseguições aos inofensivos crentes. Deus estava com eles e também o povo sensato de Macaé faria o julgamento dos atos do frei. apaziguando os ânimos exaltados. Os protestantes. de Macaé. teve um braço bastante contundido com uma pedrada. com o fito de evitar que fossem realizados cultos para atrair convertidos ao evangelho santo de Jesus Cristo. No dia e hora marcados. e combateu com energia a maneira como o frei agia desrespeitando a Constituição e afrontando consciências alheias. O aludido jornal O Século. ainda gabando do que o frei conseguira com um grupo de arruaceiros. PERSEGUIÇÕES EM MACAÉ Embora já estivéssemos na República. os crentes. não só hostilizar com vaias. A polícia compareceu prontamente.

preza pouco o bom senso dos dignos macaenses). (3) Ora nas praças. muito menos moleques assalariados pelo O Século ou por quem quer seja. Minga Ribeiro. O episódio referido acima se deu quando ele ia imergir nas águas batismais. Apesar de ser beneficiado por esse crente. no final. avô. Foi nessa condição de evangelista que ele começou a batizar em vários lugares. Eis uma parte do que ele publicou: " N ã o somos covardes. como insultosamente avança O Século (que.*2) Salomão Ginsburg era de coragem indômita e sempre lutava para que a força do direito prevalecesse contra o direito da força — tese. os ataques que O Século veiculara contra o pugilo de crentes daquela cidade. conhecendo o caráter do redator de O Século. jovem intimorato que não se deixava intimidar com as perseguições que moviam contra os crentes. Tratava-se do Sr. já sexagenário. quase sexagenário e com numerosa família constituída em Macaé. Porque diga-se o que era necessário.O Lince. composta de filhos homens. resolveu desnudá-lo perante todos. O missionário Salomão Ginsburg rebateu. Rui Barbosa... os inimigos estavam procurando destruir a obra do Senhor. deste modo. por essa razão. pelo grande jurisconsulto brasileiro. Dai só saía quando um parente. sabem-no todos: é o bandido Antônio de Souza Melo". um homem conhecido pelo apelido de Minga Ribeiro. pagava a chamada 'carceragem'. Havia em Macaé. 60 . o conduziam à cadeia. que têm mais necessidade de bons exemplos de seu chefe do que assistir à descompostura e imoralidade atiradas do mesmo. não é a população em massa que persegue os evangélicos em Macaé. aliás. Holanda. Salomão contava com um evangelista muito ardoroso. os imbecis. que era conhecido como 'mau elemento'. atiradas contra um público que o tem suportado misericordiosamente em seu seio há mais de 30 anos. que era crente. na Praia do Concha. Florentino Rodrigues da Silva. defendida mais tarde. sempre prontos ao acesso dos provocadores e desordeiros. que executam essa vaia deprimente com que temos sido honrados". era utilizado pelo Frei Ignácio e pelo jornal O Século para promover as desordens nos cultos c a espalhar boatos contra os crentes. nem há nada que nos amedronte. Florentino Rodrigues da Silva foi autorizado pela Igreja Batista de São Fidélis a realizar batismos sem ser pastor ainda. ora nas ruas. Como naquele começo só Salomão e Antônio Ferreira Campos eram pastores ordenados e não podiam atender a todos os trabalhos que iam se desenvolvendo. os bêbados abundantes em todas as cidades e em todos os tempos. ora em ca"sas particulares. nos idos de 1899. que deixaria o mundo deslumbrado com sua intrepidez e talento multifacetado. fazia certas estrepolias que. são os garotos. que patrocinava a causa do frei. Antônio de Souza Melo que. quando se realizavam cultos a Deus. alguns que já tinham professado a fé no Senhor Jesus. em Haia. Esse homem. não exibia conduta regular. pelo jornal O Lince. O Lince retratou-o como ele era: " É um velho sem vergonha. que vivia sempre embriagado e. ora nas praias em ocasiões de realização de batismos. perante grandes potências.

onde atuava apenas um obreiro — o missionário Salomão Ginsburg. a Igreja Batista de São Fidélis resolveu autorizar o evangelista Florentino Rodrigues da Silva a realizar batismos e a celebrar a Ceia do Senhor. O abaixo-assinado dissertará hoje. cantando. não deixando de lançar impropérios terríveis contra o protestantismo. no ano de 1897. quer do ponto-de-vista financeiro.Melo a celebrar a Ceia. que a polícia foi chamada a intervir. para a mesma praça. 23 de julho de 1899. o Pastor Salomão já havia anunciado a realização de pregações. frutos do desenvolvimento do trabalho do evangelista. com os crentes. dispostas ao sacrifício. A GRANDE CONTRIBUIÇÃO DOS EVANGELISTAS No passado. Eram pessoas de consagração comprovada. A intenção era provocar distúrbios porque. com força armada. convidado que fora para colaborar na Missão Campista. Eram evangelistas que. As estradas eram raras. que eram feitas. Minga Ribeiro saiu pelas ruas de Macaé. pois. À hora marcada. o missionário pôde realizar sua pregação. foram dispersos os causadores do problema. Assim. tenente Galeno Camargo. As escolas só existiam nos grandes centros. ora a cavalo. Macaé. Anteriormente. Para solucionar esse problema. contudo terem autoridade para batizar e celebrar a Ceia do Senhor. à Praça Visconde do Rio Branco. postulando ao pastorado. com sol ou debaixo de grandes e pequenas chuvas. Diminuto era o número de pastores. tinham sido impedidos pela Junta Regional.R. Aceitando o posicionamento da junta. Com a presença do Delegado de Polícia. no dia 23 de julho de 1899. Tal foi a perturbação. A carência de pastores sentida no Estado do Rio era problema vivido também 61 . Foi nessas circunstâncias que o evangelista Florentino Rodrigues da Silva chegou da Bahia. eram reconhecidos como evangelistas os irmãos que se dedicavam à evangelização. também ali existente. estava na praça. sobre religião católica. ora a pé. Para solucionar o mesmo problema. precisavam esperar durante muito tempo a visita do missionário para que pudessem ser batizados. quando um grupo liderado por Minga Ribeiro começa a gritar e 'a dar vivas à religão católica'. a Primeira Igreja Batista de Campos autorizou o diácono A. Por causa da falta de obreiros. sem. Eram eles verdadeiros desbravadores. tudo então era difícil na realização da Obra. quer do ponto-de-vista de viagens sacrificiais. houve caso dc irmãos que. Domingos Ribeiro'. Joaquim Lessa afirma que 'foi geral a indignação da parte do povo que assitia à conferência evangélica'. as igrejas impediram que isso fosse feito. fazendo o trabalho como um pastor. segundo se lê no livro de atas da Associação Centro Fluminense. indiscriminadamente. Salomão. a cidade que é uma pérola engastada no Atlântico. espalhando o seguinte boletim: 'Ao povo.Ocorre que. os que se iam convertendo na região. queriam tornar-se logo pastores.

F. Honesto dc Almeida Carvalho (Correntezas). naquela época. Sebastião Freitas (Carmo) Silvino Ferreira de Souza (Imbaú). Emilio W. membro da Igreja Batista dc Pádua. Emerenciano Nunes Machado (Pádua). antes de 1890. José Martins Gomes Fayal (Cacimbas). Ildefonso Silveira (São Gonçalo). Como nada 62 . Alberto Mendes de Oliveira (Maricá).em outros estados. Manoel Antônio da Silva e outros. Pedro Barbosa e Florentino Rodrigues da Silva (de 1896 a 1898). Começou a andar no meio do matagal. perdeu. A falta de obreiros levou os irmãos letos a escolherem um diácono que emigrara para o nosso país. João Francisco de Paula (Barra do Itabapoana). José Alves (de 1892 a 1893). Mais tarde. Por exemplo. estava o jovem Florentino Ferreira. o evangelistas Emerenciano Machado. De alguns evangelistas narram-se episódios jocosos. Vjcente Morais (1897). Fortunato dos Santos (Neves). J. destacaram-se como evangelistas: Domingos Joaquim de Oliveira (de 1890 a 1891). Panfílio Teixeira Barreto (Capim Angola). Muitos desses irmãos se revelaram como pastores e foram bem aprovados como obreiros no campo batista fluminense. João Freitas (Tercsópolis). o irmão Frederico Mueller. Depois de 1900. Clemente Teixeira Pinto (Campos Elísios). O mesmo sucedeu com a colônia leia no Brasil. buscando aqui e ali um lugar por onde pudesse sair. no Estado Rio de Janeiro. Almiro Campos Nogueira (Barão de Aquino).Lessa. Francisco Alves Ferreira (Carapebus). o caminho. Cantando Ferreira Pinto (Maricá). Joaquim FLessa (de 1895 a 1901). Joaquim Francisco de Souza (Carmo). Eunuco Santana de Abreu (Taquarussus). Ernesto Nogueira Penido (São Fidélis). batizado em 4 de outubro de 1911. Valério Gomes. Jaime Soares Curvelo. Bento de Souza (1897). A colônia alemã. realizou os primeiros batismos. Alfredo Dias Delgado (Sana). na roça. Otávio Florêncio Pereira (Pião). aparecem na arena batista fluminense os seguintes evangelistas: Acelino Corrêa (Rio Preto). em Minas Gerais. no início do trabalho batista. indo pregar. Fidélis Carneiro (Pureza). João Moura da Silva Filho (Maricá). Miguel Galdino da Silva (Taquarussus). Dário da Silva Branco (Cachoeiras de Macabu). Carlos Rodrigues de Oliveira (Valença). Jaime Soares Curvelo (Rio Dourado). o diácono João Tiburcio Alves foi autorizado a celebrar a Ceia e a realizar batismos.Kerr. um dos dois únicos batizados naquele local. alguns irmãos que haviam atuado como evangelistas em diversas regiões do nosso estado foram ordenados pastores: José Alves. Domingos José Ferreira (Piraí). Corindiba dc Carvalho. Cândido Ignácio da Silva. No início da obra do Senhor. Por falta de obreiros. Leopoldo Alves Feitoza (São João de Mcriti). que viria a ser pastor da Igreja Batista de Natividade de Carangola. à noite. Joaquim Melo Policarpo (Trajano de Morais). Joaquim Melo Policarpo. Francisco Antunes de Oliveira (Araruama). Alexandrino Cunha (Salto). Luiz Ovídio Firmo (Alto Macabu). viveu situação semelhante. José Rodrigues Corrêa (Carapebus). Otávio Farias (Sapucaia). João Alves (Cambuei). autorizando-o a celebrar essas duas ordenanças do Senhor Jesus. no Estado do Rio. Bernardo Ferreira Neto (Firme). certa feita. Antônio Fernandes Portugal (Córrego do Ouro). Lino de Paula (Pureza). Ideal de Souza Bastos (Piabetá). Manoel Couto da Cunha (Glicério). Raul Alves de Abreu (Paraíba do Sul). Belmiro Basílio de Souza (Três Rios). Benedito Firmo (Salto). Entre aqueles que foram por ele batizados. Assim é que. Manoel Tiago (de 1899 a 1900). no Rio Grande do Sul. Dionísio Loureiro (Salto). Carolino de Oliveira (São José do Rio Preto).

Muitos deles arrostavam muitas peripécias e perseguições. Ao invés de receber ajuda. Do reino lá do céu embaixador eu sou! Meu Rei e Salvador vos manda em seu amor As boas novas de perdão. Eis a mensagem Aquele que por "Reconciliai-vos "Reconciliai-vos que me deu nós morreu: já". em terra estranha estou. Não foram. município de Macaé. Quando ele recobrou forças. até. Ele caiu. é ordem que Ele dá.conseguisse. Usavam de todos os meios que podiam para atingir o seu objetivo. abrindo-lhe a boca. levantou-se e. A palavra do Senhor se cumpre a cada momento. naquela noite. se dirigiu para o local onde iria pregar. resultou em frutos para o evangelho. Um grupo soube que ele ia ali pregar e resolveu encontrar-se com ele para fazê-lo voltar do caminho. Alguém queria atender ao clamor do "forasteiro". só episódios pitorescos os vividos pelos bravos evangelistas. ". durante aquele ano. Passaram. uma janela sc abriu e uma luz brilhou. Em conseqüência disso. O ano de 1896 foi de muitas lutas para os crentes. que tem como título Mensagem Real. foi pregar no lugar denominado Arraial do Frade. Certo dia. Aquele encontro com aquela família. e cuja primeira estrofe e o estribilho dizem assim: Sou forasteiro aqui. no meio do mato. Após tê-lo xingado muito. deixando-o caído c sangrando. foi alvo de motejo.07 do Cantor Cristão. em terra estranha estou. Há os casos daqueles que foram maltratados.. OPOSIÇÃO DO CLERO Os inimigos da propagação do evangelho não mediam esforços para embaraçar-lhe o desenvolv imento. fizeram-no comer areia. por muitas provações e experiências. 63 . Luiz Ovídio Firmo podia dizer: " O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra" (Salmo 34:7). Ia repetindo "Sou forasteiro aqui. ensangüentado. ao se converter. porém. tornou-se uma grande arauto do evangelho que abraçara. começou a cantar o hino 2. já com Deus!". Mas o Senhor os desviou dele. deram-lhe doze cacetadas. desdém e. assim mesmo. Foram embora. perseguidos c torturados pelo único"crime" de terem abraçado o puro evangelho de Cristo Jesus. Exemplo disso é o que aconteceu com o irmão Luiz Ovídio Firmo que. Mas ele não se intimidou. nosso Senhor. que se localiza na região do Glicério. vieram outros malvados que. deixando-o semi-morto. De repente. No caminho alguém o reconheceu e disparou três tiros. perseguições.

compraram um terreno na Rua Formosa (hoje. as dignas autoridades haviam tomado as necessárias precauções. O salão estava repleto de ouvintes atentos quando uma pedrada foi arremessada para dentro do recinto. (Esse fato é narrado mais adiante. mas simplesmente de roubos.Joaquim Fernandes Lessa registrou: " E m Campos."' LANÇAMENTO DA PEDRA FUNDAMENTAL DO PRIMEIRO TEMPLO BATISTA NO BRASIL Campos. também. estavam satisfazendo a lide64 . e que a profanação das imagens não é ato de fanatismo. No culto de quarta-feira. que se ufana de ser a primeira cidade na América do Sul a possuir luz elétrica (1) e. Rua Tenente Coronel Cardoso). Quando os ânimos se estavam levantando. de construir a primeira ponte de ferro. e os crentes exercendo plena atividade. entre eles. no dia 21 de outubro de 1896. com o propósito de nele erigir um templo. dizendo um deles: 'Estamos plenamente convencidos de que não se trata de uma questão religiosa. com o evidente propósito de responsabilizarem os evangélicos batistas por tal ato de selvageria. e que fora a sede da tipografia do jornal Vinte e Cinco de Março. Influiu a alguns gatunos a roubarem a igreja matriz de Campos em diversas jóias e a quebrarem imagens e outras coisas do templo católico. por algum tempo. o que surtiu o efeito desejado pelo inimigo das almas. sendo grande o número de mortos. n? 13. Os jornais da cidade — Monitor Campista e A Gazeta do Povo — foram unânimes em defender os evangélicos. Deste modo. na ocasião. Assim agindo. O pastor Salomão fez distribuir pela cidade um boletim explicando ao povo a atitude dos protestante em todos os tempos e protestando contra tais monstruosidades. sob o pastorado de Salomão Ginsburg. mas o resultado da precipitação com que os ladrões procuraram despojar as mesmas imagens de objetos de valor com que estavam adornadas". cm outra parte desta obra. Foi em 1895 que os crentes. à Rua Marechal Floriano. Como. no salão alugado. o Diabo se lembrou de um ardil que pudesse neutralizar o serviço dos servos do Senhor. porém. da Igreja Presbiteriana. alguns crentes.) As igrejas mais antigas que a de Campos reuniam-se em casas adaptadas para o seu funcionamento. Depois de ter se reunido. o movimento foi logo repelido pela polícia de cavalaria que guardava a casa de cultos. em 1896. o trabalho sofreu algum abalo devido a uma grande epidemia de varíola que assolou quase toda a população. a igreja passou a se reunir em uma casa no Beco do Barroso. teve o privilégio de ver solenemente lançada a pedra fundamental do primeiro templo batista em solo brasileiro. estava inativa por falta de liderança. que ficava na Praça da Redenção. devolveram o terreno que tinham comprado à Rua do Mafra. postou-se em frente ã porta do salão de cultos uma grande multidão em atitude francamente hostil. que.

Resolveram. Mas a crença de que devemos ser católicos contra a igreja. resolveram. ouvimos. em que estavam bordadas as seguintes palavras: A Gazeta do Povo. que hoje. A Gazeta do Povo.. pelo que descrevem os jornais. imediatamente. "Seguiu-se depois animado leilão de prendas. no dia 21 de abril de 1897. de meditado fundo filosófico. lançar a pedra fundamental. falava o nosso digno colega Dr. entre galhardetes e folhas. " N ã o somos protestantes. e pelo quase sagrado respeito ao nosso estado político.B. Senhor invencível dos mundos e dos exércitos. se acotovelava uma multidão compacta de fiéis. graças ao espírito trabalhador e infatigável de seu ilustre pastor. como um hino de esperança e amor. A solenidade foi empolgante. onde. que garante a liberdade do culto. "A nossa folha esteve representada por todo o seu pessoal de redação. Foi um discurso feliz. especialmente levantada para tal fim. que mais uma vez honrou os foros de orador fluente e correto. ungida de encantamento e entusiasmo. eletrizando com a magia dc sua palavra. da tribuna. honrado e conhecido leiloeiro da praça. crença que se avigorou em nosso espírito pelos múltiplos vexames e erros da tirania espiritual acastelada em Roma. lendo a ata que foi assinada por todas as pessoas presentes. mas suas últimas palavras. cheio de rasgos de eloqüência. "Ao terminarmos esta rápida notícia. então. levar avante o plano de construção. no doce remanso do lar doméstico. sendo ato contínuo lançada a pedra fundamental.Lopes. sendo oferecida ao nosso chefe uma artística pasta. e. é considerado Patrono Cívico do Brasil. Comprado que foi o terreno da Rua Formosa. fez-nos acorrer à Praça da Redenção. o canto balsâmico de nossas mães. nosso digno amigo Salomão Ginsburg. " E m seguida. encarregando-se obsequiosamente deste serviço o S. Azevedo Cruz. repetimos. toda a fibra sensível da grande massa popular que o cercava. Foi talvez pouco religioso. devemos deixar consignados 65 . foram recebidas por uma prolongada salva de palmas. Prova-o tocante solenidade com que foi anteontem lançada a pedra fundamental da igreja batista que será dentro em breve uma realidade. um dos jornais insuspeitos. de hipérboles arrojadíssimas. merecendo o nosso ilustre companheiro gerais cumprimentos e muitos abraços. numa apoteose deslumbrante ao papel da religião na harmonia política do futuro. o pastor fez uma prática adequada ao grande acontecimento. " N ã o somos protestantes.. calmo e imponente.rança presbiteriana do Rio de Janeiro que nao concordara com a venda daquele terreno. ansiosos pela execução do programa. data que relembra o aniversário do proto-mártir Tiradentes. Educados no regime católico. a multidão estava toda descoberta. que foi observado caprichosamente. muito dispostas. ou apesar dela. "Quando chegamos. fez uma reportagem do evento: "Igreja Evangélica — o protestantismo pode dizer-se uma instituição formada entre nós. num hosana dulçuroso ao Deus Pai.

Ambos mostraram que haviam decorado bem. Se vós poucis com vossa fé. e tem notado que os espanhóis do México. com que retalha as carnes de pérola das Antilhas e ferir no seio a cabocla cubana " E quem poderia acreditar que Emílio Castelar. foi tirada a fotografia das pessoas que se achavam presentes. eu vos ajudarei a carregar esta pedra. trabalhando para sufocar um punhado de bravos. que reservou página e meia em sua magnífica obra Subsídios Para a História dos Campos dos Goitacazes. a terra de Cide. "Antes da colocação da pedra comemorativa. " D a Espanha. a protetora do crescente muçulmano contra a cruz dos cristãos. plantado no dia do aniversário do proto-mártir da República brasileira. se tornasse o apóstata contra a liberdade?! Como acreditar na sinceridade desses evangelizadores. e que nos seus tenros cérebros as palavras dos que os ensinaram. contra a liberdade dos povos?! "Ainda não assentei minha tenda.' "Este discurso não é mais do que um resumo. Seguiram-se os cânticos. (2) Mas a melhor homenagem seria prestada aos batistas campistas pelo grande historiador Júlio Feydit. de memória. Ginsburg pelas maneiras cavalheirosas por que nos recebeu". enfim a Europa coligada. e também Conte. e um menino. disse: 'Que da Alemanha é que saíra a voz de protesto contra a tirania dos papas. e. que vemos? Vemos o apóstolo da liberdade.os nossos protestos de reconhecimento ao digno Sr. em resumo. dirigindo-se aos espectadores. tenhamos amesquinhado as frases buriladas de um dos mais distintos oradores campistas. faz o bloqueio da Grécia e se torna. fez ao Criador uma prece para que ele abençoasse os trabalhos começados naquele dia. o poder mais formidável que então havia.Azevedo Cruz. Uma menina recitou uma poesia. com vossa crença. de Campoamor. dessa Europa coligada. se vós podeis contrabalançar o efeito funesto do fanatismo. tendo lido e estudado o que dizem os filósofos cristãos. cantados pelos meninos. tornar a República feliz. que servia de tribuna. talvez. haviam ficado gravadas corno em uma lâminas sensível de fonógrafo. que acabam de ser vencidos pelo herói Menelik. ou hinos. o tribuno da fé se tornar apóstata e incoerente com suas idéias. os italianos. pela pobreza do nosso vocabulário. que. Depois o pastor Salomão. o Dr. os ingleses no Transwal. "Convidado. de Lopes da Veiga. 66 . se tornará mais um foco de luz espancando as trevas que obscurecem o azul infinito do céu da terra do cruzeiro. o azorrague. deve ter muitas lacunas. reproduzimos. sob o pretexto de razão de estado. de Calderon de Labarca. para a fundação de mais um templo que. e. olhos baixos. subiu a um pequeno tablado ali feito. com o braço direito estendido. dali é que Lutero lançara o grito de desobediência ao Vaticano. ainda estou estudando. tornar-se o chicote. então eu serei um dos vossos irmãos em crença. um discurso. para narrar o acontecimento: "A concorrência de espectadores foi regular. Malleschor e Spencer. tem estudado a história do passado e do presente. o paladino da religião cristã.

Na cidade de Campos fez muitos amigos. o vigário da cidade.' 3 ' CLERO CATÓLICO ROMANO REAGE CONTRA A CONSTRUÇÃO DO TEMPIX) BATISTA Salomão Ginsburg era um espírito jovial. e custou 4. padre e aferrado jesuíta.500S000. Para a construção da igreja foram obtidos donativos no Brasil. Beneficiá-la seria beneficiar a cidade. classificando-a de tudo que era vil e terminou sua tirada com a seguinte conclusão: 'Se alguém auxiliar de algum modo ou forma. mas fi-los saber que receberíamos com alegria qualquer auxílio se alguém se sentisse desejoso de fazê-lo. O lançamento da pedra-fundamental do templo provocou no clero um certo ciúme. o clero não deixava de persegui-lo e ao pugilo de crentes que compunham a primeira igreja da cidade."' 2 ' 67 . Em seu livro Um Judeu Errante no Brasil. ipso facto. 22 de dezembro de 1897. seu porta-voz. ele registrou: " U m dia achei que devia levar ao conhecimento dos habitantes da cidade o que a igreja estava tentando fazer."' 1 ' Salomão Ginsburg acudiu logo em defesa dos batistas e publicou nos jornais rebate àquela nota. a construção do templo protestante. remeteu 730 dólares. E também lhes faz saber que a Santa Igreja Católica proíbe os fiéis de tomarem parte nas prédicas ou nos ofícios que neles se fazem. Ginsburg. publicou um artigo em que denunciava a religião protestante. depois do artigo. produziram mais de cinco contos de réis". A imprensa campista lhe dava cobertura quando necessário. publicou na imprensa local uma nota demonstrando o seu desagrado: "Freguesia de São Salvador. O vigário-padre. O abaixo-assinado. no valor de 20 contos de réis. será. No dia seguinte. que. por aquele ato." O terreno em que se construiu o templo deve ter aproximadamente 90 palmos de largura e 180 de fundos. "Aquele artigo me ajudou a terminar a construção da bela casa de cultos. uma das melhores do Brasil. vem por dever de consciência prevenir os seus paroquianos que de modo algum podem concorrer com donativos. chegavam-me cartas pelo correio trazendo cheques. Mesmo com o apoio do povo e da imprensa. o vigário da paróquia. Dia após dia. Logo ganhava a amizade das pessoas com quem se encontrava. serviços ou quaisquer outros meios para a ereção de templos heréticos. dinheiro ou ordem de quarenta a duzentos e mais mim réis. Campos. vigário da freguesia de São Salvador. faça o favor de publicar o meu nome e que lhe remeti algum dinheiro porque eu desejo ser excomungado'. simpático. Antônio Maria Corrêa de Sá. dos Estados Unidos. e a Sociedade das Missões Evangélicas. Por isso. quase todos concluíam assim: 'Sr. pela baixa de câmbio. Eu não apelei a ninguém. excomungado'. tendo lido hoje nos jornais desta cidade um apelo da comissão dc obras do templo evangélico à população campista.

construído ao lado da E. como hoje nós temos. Um número tão pequeno de crentes. Era preciso. o seu produto.B. Apelara à sociedade campista. por aquelas plagas nunca mais voltasse alguém trazendo um exemplar 68 . sem a mais ligeira ornamentação. sendo pequeno o templo para conter a inúmera massa de povo que concorreu. que viajava de cidade em cidade. era o colportor o bandeirante da fé. de vila em vila. O interior é de uma simplicidade digna. não teria condições de erigir tal templo.F. Tudo era difícil. de fazenda em fazenda.Bagby. naquela época. pois. empreendedor como era. conseguira com seus amigos maçons oferta para a construção. estando ela representada principalmente pela Loja MaçOnica Goitacás. atraiu a atenção de toda a comunidade campista. Nos primórdios da obra. Não havia. os poucos obreiros que havia faziam. " À festa de inauguração compareceram mais de mil pessoas. Monitor Campista e Segundo Distrito publicaram a notícia "de modo entusiasta e bondoso". O templo não é muito vasto. descendo vales. medindo 40 palmos de frente sobre 80 de fundo. difundir. As paredes são caiadas de alto a baixo. na pessoa do Sr. Naqueia época. na pessoa do Dr. ora a cavalo. O fato ocorreu no dia 21 de abril de 1898. de aldeia em aldeia. João Batista Lopes. então. o pioneiro do trabalho batista no Brasil. pela Associação Comercial. subindo montes. levar ao evangelizando a Bíblia. e pela Sociedade Musical Lira de Apoio. no Largo do Rocio. Do jornal Segundo Distrito extraímos: "Esteve imponente a. como um mascate. ora em canoas pelos rios. e pobres. Pedro Landim.INAUGURAÇÃO DO PRIMEIRO TEMPLO CONSTRUÍDO NO BRASIL Fato auspicioso para os batistas de todo o Brasil foi a inauguração do templo da Primeira Igreja Batistas de Campos. porém mui gloriosa. Ele se ocupava em espalhar. Ele era o burifarinheiro.de São Sebastião. é construído em estilo gótico. Isso provocou reação (2)- OS BRAVOS COLPORTORES Missão das mais difíceis. com uma assistência calculada em mil pessoas. O sermão oficial foi proferido pelo missionário W. que abrilhantou a cerimônia com várias peças de alto valor. à procura de alguém para quem pudesse oferecer. Por ser um fato inédito. Publicara na imprensa local o plano de construção e promovera até leilão. as facilidades de pedidos pelo correio. Os jornais campistas Gazeta do Povo. a obra de colportagem. pessoal ou em reuniões. A nossa melhor sociedade achava-se ali representada". era a do colportor. Ginsburg. podia ser que. Mas Salomão. além da obra evangelística. festa realizada anteontem para a inauguração deste templo. ora a pé. do início do trabalho batista no estado. tendo ficado do lado de fora mais de 300 pessoas. à tarde.' 1 ' A construção desse templo provou a têmpera do missionário Salomão L. propagar o evangelho através da literatura. ora de trem.

Florentino Rodrigues da Silva e os evangelistas como Cândido Inácio da Silva trabalharam como colportores. CRIAÇÃO D' "O JORNAL BATISTA" Entzminger era um diplomata. Com muito tato.E. exceto nos casos em que sendo o colportor também um evangelista. Na Aparecida. Assim. os referidos jornaisL deixaram de existir. Aqui destacamos os nomes de Camilo Roig. por décadas.Entzminger.*2' Glass diz que: "Foi quase invariável o caso em que a Bíblia chegava primeiro nos lugares onde. também. O segundo — O Echo da Verdade — era editado na Bahia e servia à parte norte do Brasil batista. ao mesmo tempo em que evangelizava. ele escreveu ao redator do periódico As Boas-Novas: " N ã o tenho espalhado mais Bíblias porque tenho tido falta delas. O primeiro — As Boas-Novas — era editado em Campos. A fim de ser publicado um jornal de âmbito nacional. seria criado o O Jornal Batista. vendendo Bíblias e livros religiosos. Ele me disse: 'Ele não vem mais. onde. uns padres alemães tentaram mandar prender-me por um sargento. 69 . meses depois. Então. Entre homens de Deus que se entregaram ao serviço da colportagem. Cícero Góspeler e Sebastião Ignácio da Cunha que. é convidado o missionário W. servindo aos batistas do sul do país. Para substituí-lo. Mas quis Deus que a porta se abrisse e disse-me um deles: 'Senhor. que exercera grandes atividades evangelísticas no Estado de Pernambuco. ficaria o novo convertido com dificuldades para arranjar meio de estudar a Bíblia e fazer crescer a obra. Bíblia e pregador chegavam juntos". mas o Senhor não deixou. Em 1898. E. Um herói anônimo.* 3 ' MUDANÇA DO MISSIONÁRIO GINSBURG PARA PERNAMBUCO Em fins do ano de 1900. depois. ia de fazenda em fazenda. perguntei-lhe: 'Que é do padre que me queria prender?'. no dia 1? de janeiro de 1901. adeus'."*" Os nossos primeiros pastores como Joaquim Fernandes Lessa. que tinham um cunho mais regional. o missionário Salomão Luís Ginsburg deixa a Missão Campista e vai cooperar com o campo pernambucano. conseguiu a união dos dois jornais que circulavam entre os batistas brasileiros. o missionário Entzminger permaneceu residindo na cidade do Rio de Janeiro. E assim. Embrenhava-se pelas roças. Depois de terem me levado a uma casa e me fechado dentro cerca de meia hora. adeus'. destaca-se o destemido irmão Bento de Souza e Silva. chegaria o pregador. me deixaram só no quarto. Senhor. sendo como que uma fusão voluntária dos dois jornais antes citados. exerceram essa tão árdua quanto honrosa missão de difundir a Palavra de Deus. no Estado do Rio. Um desbravador. Embora atuando na região de Campos. pensei aquela vez que ia ser preso ou açoitado pelo evangelho.da Palavra de Deus. Não quer mais falar. capital federal. aparecia na arena evangélica batista de nosso país o O Jornal Batista.

CRIAÇÃO DO "BRISAS DO CAMPO" Não obstante haver sido criado o O Jornal Batista. Agora que estamos celebrando um centenário de obra batista no campo batista fluminense. o livro de atas estava rasgado. Aliás. o jornalzinho Brisas do Campo. no mesmo ano. e aos historiadores. Há igrejas que perderam seus livros de atas. criado por Alberto Vaz Lessa e Antônio Ferreira Campos. ao que tudo indica. com a finalidade. em Campos. que tinha o objetivo de atender a todo o território nacional. Noutra. É necessário que se nomeie alguém para tomar conta de seus documentos históricos. apareceu. as escrituras. Estive numa igreja onde o primeiro livro de atas estava todo comido pelas traças. Lamentamos que nenhum exemplar da referida publicação tenha sido arquivado. mister se faz que cada igreja tenha em dia toda a sua documentação. etc. foi perdida. 70 . com falta de muitas folhas. de publicar notícias de igrejas e artigos informativos. muita coisa que ajudaria às igrejas.

Campos. Bagby. Foi. e.Campos parece ter reconhecido o excesso em sua linguagem. Lá recebeu carimbo dc 23 de maio de 1900. A carta escrita por Bagby. Álvaro Reis. Felicitava-o pela conclusão a que chegara.Bagby. afirmando não endossarem os batistas tal linguagem. controvérsias com católicos ou com aspersionistas.B.Capítulo IV PERTURBAÇÕES INTERNAS A QUESTÃO ANTÔNIO F. foi ele muito cáustico com ilustre presbiteriano que redatoriava o jornal O Puritano. endereçada a A.Campos. como também do ministério. Utilizava-se ele do jornal Boas-Novas para dar resposta aos que gostavam de polemizar. Em assim pensando. usava uma linguagem virulenta e satírica. Daí.Bagby publicado uma justificativa. Em suas veias corria o sangue da polêmica. Este inesperado e involuntário extravio veio contribuir para o rompimento completo das relações de Antônio Campos com o missionário W. Os batista não concordaram com a linguagem usada por ele em seu polêmico artigo. no dia seguinte. Dava sempre vazão a este instinto. O inesperado. enviaram-na para Campos. foi parar em Nova York. propondo fazer as pazes.Campos ao Rev. fez publicar em As Boas-Novas uma carta aberta ao Rev. sabendo que esse tomara a decisão de suspender seus ataques. No ardor de sua argumentação. nasceram muitos desgostos entre os campeões da imprensa. aceitando. porém. Do Rio. vinha edificando. Certa feita. em nada. onde foi carimbada no dia 20 de junho. "pedindo para viverem em paz". ter o missionário W. em lugar de seguir de Friburgo para a cidade de Campos.B. enviada para o Rio de Janeiro. por tal motivo. ou mesmo promovendo. CAMPOS Antônio Campos era um ferrenho controversista. Tendo 71 . que era uma das glórias do presbiterianismo brasileiro. mostrando sua disposição em dar por liquidadas suas questões. apreciando-lhe a atitude de terminar aquela polêmica que. Os ataques de A. aconteceu.Álvaro Reis. que se havia manifestado contra os ataques de A. então. Acontece que A. Escreveu uma carta endereçada a A. não escondeu seu regozijo. e resolveu ensarilhar as armas.Campos eram dirigidos ao Pastor Álvaro Reis.

O 1? Secretário — Eduardo de Vassimon" (l) 72 . que dispense qualquer auxílio da Missão de Richmond. Queria uma igreja só de nacionais. Macaé e Paciência. com sede no templo. situada à Rua Quinze de Novembro. obstinavamse em repelir os enviados norte-americanos. enquanto que o que permaneceu fiel à obra realizada pelo missionário Dunstan passou a se reunir na Serraria da Coroa. Ernesto Machado. publicou o jornal evangélico As Boas-Novas".ele lido a justificativa. lendo sido aprovada esta proposta que só teve um voto contra. A ela se filiariam as seis igrejas já existentes na Missão Campista: Campos. Horácio de Souza informou que Antônio Ferreira Campos era " u m espírito combativo. São Fidélis. Guandu. ainda mais.F. ao redator de O Puritano. porém. o incompatibilizaram com os missionários. no sentido de terminar contendas. Julião Guedes Pereira. A. fazendo publicar em As Boas-Novas artigos ae desabafos que. faça publicar que de ora em diante a igreja de Cristo em Campos. por parte de Bagby. o Pivô de uma Dissidência O pivô de todo o movimento era A n t ô n i o Ferreira Campos. n? 74. ou melhor. A.Campos eserevera.Campos ficou se reunindo no mesmo local da igreja. na Igreja Batista de São Fidélis. O grupo que ficou com A. Campos e os missionários. que não acate missionário batista. torna-se independente da Missão Batista de Richmond. revelando que os batistas não se responsabilizavam pelo que A. contudo. e que seja a presente resolução publicada pela imprensa local'. A.Campos. A ela compareceram unicamente representantes da Missão Campista. ao ministro presbiteriano.F.Campos Cria a União Batista Fluminense Estava para se realizar no mês de julho. Horácio de Souza comenta que "os crentes nativistas. diácono: 'Proponho que esta igreja declare-se independente. cujo espírito nacionalista era muito extremado. cujo nome seria União Batista Fluminense. Sentindo-se incompatibilizado com todas as igrejas do sul do Brasil. na casa do Sr. a assembléia da União das Igrejas Batistas do Sul do Brasil. tanto que foi publicado no Monitor Campista" o seguinte: "Igreja de Cristo em Campos — Na sessão ordinária desta igreja em 7 do corrente (janeiro). seja quem for. à Rua Formosa. dá por cortados os liames que o ligavam ao missionário.F. de crítica. Ele era um homem inteligente e muito versátil. bilioso como era. Os acontecimentos que envolviam A. com Ginsburg. o qual. fizeram com que igrejas deixassem de enviar seus mensageiros à referida reunião. à Rua Formosa. assinada por Cristino Rodrigues de Mello. Conseguiu incutir na mente dos crentes que a novel igreja poderia prescindir do concurso dos missionários norte-americanos.Campos promove a organização de um órgão independente das igrejas daquela região. foi apresentada a seguine proposta. antes que lhe chegasse às mãos a carta que lhe remetera Bagby.

que esta igreja vai publicar.F. debaixo do nome de Igreja Batista. Outrossim. continua a ser o que era e a manter todos os ritos. o missionário americano Alberto Dunstan.Campos A igreja ficou cindida. como constará do Manifesto. portanto. sendo reconhecidos como seus membros todos aqueles dos atuais que em próxima sessão extraordinária se conformarem com isso. segundo as leis do país. que por isso declaram a igreja de Cristo desta cidade. vindo a esta cidade para dizer que 'preferia saber que todos os campistas tinham sido vitimados pela peste bubônica. declaram em nome da igreja que.Conseqüências do Espírito Faccioso de A. ex-funcionário da E. Igualmente declaram os abaixo-assinados que dispensam o auxílio da Junta de Richmond (a qual. aliás. levantada com os nossos esforços. enquanto tal igreja não provar que foi organizada lícita e decentemente.Campos fez questão de publicá-los. e Pedro de Andrade. que não reconhecem como organização legal. antigos oficiais desta congregação. por pretender o missionário assalariar uma minoria. Soren. foram disciplinados e expulsos da igreja. dividida e. acontecendo que nesta 73 . o agrupamento revoltoso que fez seu quartel na Serraria da Coroa. Igualmente declaram os abaixo-assinados que a igreja de Cristo que fundaram e até aqui sustentaram com os seus esforços. Igualmente protestam os abaixo-assinados contra a linguagem grosseira e desumana do assalariado da Junta Americana. por voto da maioria em sessão extraordinária. e outras coisas de igual jaez. nossa propriedade. bem como uma parte dos professos residentes na fronteira na roça de Santa Rosa. foram demitidos. como perturbadores da sua paz e possuidores de sentimentos que os incompatibilizavam com a seriedade e justiça d'uma corporação cristã. Igualmente declaram os abaixo-assinados que todas estas coisas se deram desgraçadamente. e seus auxiliares assalariados Carlos de Mendonça. os membros de suas famílias e algumas outras pessoas. Sede: Templo Evangélico. a favor de um homem ignorante e incivil que nesta cidade tem dado provas abundantes disso. como corporação independente e nacional. como coniventes nos planos sinistros dos disciplinados. por esse abalo. são agradecidos) enquanto aqui estiver o missionário grosseirão. e com o dinheiro em maior parte fornecido pelos humanitarianos campistas.ELeopoldina. para arrancar-nos o templo evangélico. Rev. do que saber que o missionário*havido sido expulso de uma igreja de Cristo'. costumes e governo adotados desde o princípio e. A imprensa campista registrou os fatos porque A. antipático e ridículo que teve a infelicidade de nos enviar. importado para esta cidade pelo missionário. muito prejudicado o trabalho do Senhor. "Igreja de Cristo em Campos. há meses chegado a esta cidade. DECLARAÇÃO: Os abaixo-assinados. aos quais foi concedida carta demissória. Fundada em 1891.

Herman Gartner. Eis o texto: "DECLARAÇÃO E PROTESTO Devido às tristes ocorrências que se têm dado na Igreja Evangélica Batista em Campos. Jacintho Lima. fizeram com que tudo voltasse ao normal. Campos. Antônio Campos e o grupo que o rodeia uma verdadeira usurpação e ultraje aos direitos da fiel igreja Batista em Campos". diácono. <3) A Igreja Anula a Exclusão Injusta do Missionário Dunstan Em breve a cisma deixaria de existir. constituído igreja de denominação alguma. no mês de abril de 1903. 3?) Que não reconhecemos o grupo de pessoas que se reúne no templo evangélico da cidade de Campos. 18 de janeiro de 1903. abaixo-assinados. José Nigro e Alberto Lafayette Dunstan fizeram publicar pelo jornal campista.B. diácono.Rodrigues Mello. secretário". anular todos os atos que a tornavam separada da Junta de Missões de Richomond. pastor. A.Soren. que 74 . e pertencentes à Denominação Batista. A.. Bernardino Manhães. 4?) Que julgamos a condenação do templo evangélico pelo Sr.Bagby. F.B.Deter. Assim. com a deliberação acima desapareceram as contendas nessa igreja.Entzminger. resolveu em sessão ordinária. que foi durante sete anos empregado na Missão de Campos.. 12 ' Declaraçao e Protesto Os pastores W. julgamos necessária a seguinte declaração: 1?) Que o Sr. de 7 do corrente. Antônio Campos. Florentino Rodrigues da Silva.operação não trabalharam os indivíduos expulsos.F. e que tem por pastor o mesmo Sr. uma Declaração e Protesto contra a reintegração de A. 2?) QUE O CONSIDERAMOS EXCLUÍDO DO MINISTÉRIO. ministros do santo evangelho nos Estados do Rio de Janeiro. não é mais empregado dessa Missão. Assumimos inteira responsabilidade desta declaração por ser tudo verdade. que nem batizados foram por esta congregação nem filhos são desta cidade. que funciona à rua Formosa n? 7.Campos ao ministério em qualquer tempo e em qualquer parte do mundo como empregado da missão. A. nem faz mais parte de nossa Denominação.E. no dia 7 de dezembro de 1903 era publicada na imprensa a seguinte declaração: "A igreja de Cristo em Campos. Antônio Campos. W. São Paulo e Distrito Federal. nós. pois o espírito conciliador de vários crentes e a diplomacia dos missionários. E NÃO MAIS FAZ PARTE DE IGREJA ALGUMA. mas simplesmente como um grupo de cismáticos refratários. excluídos da igreja batista daí.F.Campos.

J. convite este aceito com alegria. Deste modo terminou o grande impasse criado por A. Rio Preto. não cientes de todos os detalhes que envolviam o impasse existente em Campos. pouco depois faleceu e o ex-pastor A. reconhecendo que haviam cometido um engano. A igreja de Campos. 2° Secretário". Faço a presente declaração para ciência dos interessados.reconhece não ter nenhum motivo de ter sido hostil à Junta de Missões e a seus enviados ao Brasil. que.'4» As igrejas de São Fidélis.F'.F'. em dezembro. (6) 75 . onde a igreja de Campos dizia-se independente e recusava qualquer auxílio da Missão.Lessa. Aperibé e Rio Negro. apoiaram A. (5) Horácio de Souza acrescenta: "Vários membros deixaram a denominação: Antônio Melo. ao tomarem ciência da declaração que estes fizeram em 10 de setembro. Antônio Maia.Campos foi para São Pulo e lá se fez católico".Campos e seus seguidores.Campos e outros. prontamente retrocederam naquela atitude e providenciaram o retorno das igrejas à Missão. Ernesto Machado. e seu pastor. votou unanimimente convidar o missionário Dunstan para reassumir a direção dos trabalho.

primeira do estado.R. conforme documento da Primeira Igreja Batista do Rio. A organização da Primeira Igreja Batista de Niterói se daria um ano depois. Já uma carta do missionário Bagby à Junta de Richmond. n? 11. No entanto. consta terem sido concedidas por ela cinco cartas para a organização da Igreja Batista de Niterói: "A de Niterói. a Igreja Batista de Niterói foi organizada na casa do missionário W. A presença da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Foram seus membros fundadores: Emília Cândida de Freitas. também. poderia ter tido a honra de ver organizada ali a primeira igreja batista do estado. membro fundador. Campos assistiu à organização de sua primeira igreja batista. Ana Leandro. Maria Trigueira. na época. Sara Ester Freitas e A n t ô n i o Manoel de Freitas. deveria ter sido. capital do Estado do Rio. No dia 23 de março de 1891. situada à Rua São Francisco. com cinco cartas concedidas pela igreja do Rio". que fecharia em 1896. A pequena igreja era zelosa e fiel. também.Crabtree registra: " O trabalho de Niterói apresentou uma perspectiva prometedora desde o princípio. distante 250 quilômetros da capital. que foi a organizadora. a cidade de Niterói. Muitas pessoas da cidade ouviram respeitosamente 77 . foi organizada em 1? de maio de 1892.B. Isabel Trigueira da Costa. Rosa Ramos. diversas pessoas foram batizadas e ofereceram uma casa para a pregação do evangelho. No ano anterior. forte estímulo para que. era o Rio de Janeiro. Niterói fosse o berço do trabalho batista. Esse privilégio foi da cidade de Campos. No dia 1? de maio de 1892.Bagby. que. De acordo com notícia divulgada por Antônio Manoel de Freitas. De acordo com documentos da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. como capital do estado. (I) O historiador A.Capítulo V MISSÃO DO RIO ORGANIZAÇÃO DA PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE NITERÓI Situada junto à capital federal. tal não aconteceu. declara ter sido ela organizada em abril daquele ano. organizada em 24 de agosto de 1884.

Porter. conforme registram os documentos da Primeira Igreja Batista do Rio. os membros pagaram todas as despesas do trabalho.Bagby.100 habitantes. pela segunda vez.B.Bagby. igreja deixou de existir. de dezembro de 1892 a maio de 1894.Bagby assumiu depois. o crescimento foi também para fora pois a igreja formou só nesse período onze novas igrejas. com a concessão de 18 cartas demissórias"(l) e. em 1? de setembro de 1962.L. de Tomás da Costa e Alfredo Magalhães. quando passou o pastorado ao missionário Salomão Ginsburg. <3) A Primeira Igreja Batista de Niterói veio a tomar grande. <2) Joaquim I . J. A Igreja É Dissolvida Como já foi citado. O Pastor Ginsburg tomou a direção da igreja no fim do ano". novamente. (2) Bagby tornou-se o pastor da igreja até o fim do ano.Porter. Nessa época. Foi reorganizada em 30 de dezembro de 1900 com W. a Igreja Batista de Niterói foi organizada no dia 30 de dezembro de 1900. a Igreja Batista de Niterói seria dissolvida em 1896.<" Segunda Organização da Igreja Israel Bello de Azevedo. de maio de 1894 a agosto de 1894. tendo como pastor durante os primeiros seis meses o missionário Samuel J. Desde a organização. canto da rua São José". agora definitivamente. que começou a pastoreá-la em 5 de agosto de 1917 e a dirigiu até sua morte. a cidade de Niterói apresentava uma população de 30. declara no capítulo Cronologia: "1900 — 30 dc dezembro.B. alguns batistas voltaram para Niterói.E. S.essa observa que. (Niterói.desenvolvimento com o Pr.a proclamação do evangelho. que viera do norte do país. portanto. de abril de 1892 a dezembro de 1892. a sede da igreja já havia sido mudada para a "Rua Visconde Itaboraí. Desapareceu em 1896". David Mein escreve: "Após a revolta. W. por 78 .E. e Barra do Piraí) fora da cidade".Entzminger. visitada do Rio de agosto de 1894 a 1896. mas em 1896. Conselho: Pr. W. Pastores: W. com liderança mais bem preparada e com organizações sólidas.Entzminger. Reorganização da Igreja Batista de Niterói. sendo convidado para pastoreá-la o missionário W. em outra parte. confirma: "Embora tenha se desenvolvido [Primeira do Rio] internamente. A essa altura. pelo Anuário Batista Brasileiro. do ano de 1910. duas das quais. Manoel Avelino de Souza.Ginsburg. firmado em documentos. reiniciando os cultos. recentemente transferido de Recife. S. Joaquim Fernandes Lessa dá a informação seguinte: "Niterói: organizada em abril de 1892. com sete membros. como pastor".B. o pastorado.

escreveu: "A primeira organização ocorreu em maio ou junho de 1892. foi organizada a 1 ? Igreja Batista de Niterói. ficamos sabendo: 1. No dia 02 de junho de 1896. A Primeira Igreja Batista de Niterói estava fadada a se tornar a maior igreja batista da América Latina. ao ponto de.Entzminger. W. em casa do Pr. a igreja sofreu uma cisão. Naturalmente. Ele a pastoreia desde 21 de março de 1964. com cinco membros transferidos da Primeira Igreja do Rio. em Paraíba do Sul. tendo por templo uma casa na Rua São Lourenço".E. (página 49) De acordo com os documentos da Primeira Igreja Batista do Rio. Primeira de Nova Iguaçu. ao fim de 28 meses. Segunda de Macaé. o Dr. por ausência de dados mais fidedignos. a Igreja de Niterói é dissolvida. e depois de afanoso trabalho de pregação e visitação. Finalmente. ocorrida em 1893. no dia 02 de novembro de 1899. em virtude de o Pastor A. O Pr. tem sido levada em consideração a data de 1? de maio de 1892. Ern seu pastorado foram organizadas várias igrejas-filhas. quando a igreja se desfez por força da Revolta Armada. sob a direção do Pr. Barra do Imbuí. Clodowil Fortes Cavalcanti. A Igreja de Niterói foi organizada no dia 1? de maio de 1892. Primeira de São João de Meriti. já contar 63 membros. Bagby e durou cerca de 16 meses. história da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro (1884-1984). (página 48) 3.Fonseca ter necessidade de ausentar-se da cidade. com cerca de 25 membros. Nilson do Amaral Fanini ela experimentou um crescimento fenomenal. Em seu pastorado foram construídos dois grandes templos para sua época. Algum tempo mais tarde. Depois da Primeira Igreja Batista de Niterói. as dez maiores igrejas no campo fluminense são: Primeira de São Gonçalo. (página 22) 2. quando a igreja comemorou 61 anos. A segunda organização se verificou 4 anos mais tarde. pela Primeira Igreja Batista do Rio. em 18 de julho de 1903.45 anos. No dia 20 de dezembro de 1900 é reorganizada a Igreja de Niterói. Com o pastorado do Dr. Primeira de Alcântara. Pelo livro Coluna e Firmeza da Verdade. No boletim da igreja.V. a Primeira Igreja Batista de Niterói está com 91 anos. passando a existir em Paraíba do Sul duas igrejas metodistas. composta de 15 membros. A Igreja foi crescendo. mas devido aos obstáculos intransponíveis ela voltou a se dissolver em 1899. o Reverendo Antônio Vieira da Fonseca p ô d e organizar uma igreja metodista. 79 . que é historiador da igreja. IGREJA METODISTA E SEU PASTOR SE TORNAM BATISTAS Apesar das perseguições que lhe moveram. com a concessão de 18 cartas demissórias. Segunda de Campos. Primeira de Nilópolis. sem se levar em conta a longa interrupção havida. O Mensageiro (número especial de 18 de junho de 1964). Manoel Avelino sempre reconheceu que a data de organização da igreja não era a da primeira organização. Fonseca e Primeira de Petrópolis.

B.B. Falou o Rev.J. Fizeram perguntas os Revs. e unanimimente aprovado.Fonseca termina. sendo os pastores W. e fervorosas orações. leu a Palavra de Deus e invocou as bênçãos divinas sobre a reunião.V. com palavras de agradecimento e congratulação. mantidos pela imprensa e pelo irmão Manoel.V. orando o Rev. propôs. Dr. Joaquim Fernandes Lessa comenta deste modo o ocorrido: "Após profundos estudos sobre o batismo. falaram os representantes das diversas igrejas batistas. fora presbiteriano. sobre os oficiais da igreja. A. que. Mattos. J. a qual tem passado por diversas fases e continua servindo ao Senhor naquela cidade". a igreja. Dr. (1) 80 . Tendo recebido a denominação batista o pedido de batismo feito por toda a igreja e seu pastor. frizando a necessidade de eleger-se logo o pastor. Após comovedora reunião da igreja local. então. Niterói. foi aberta a sessão pelo Pastor A. 19 de junho.J. reunida juntamente com o seu pastor. Em seguida.Fonseca consagrado pela imposição das mãos. O Pr. e os crentes batizados na véspera. acima citado. estando presentes os representantes das ditas igrejas batistas. n? 4. à Rua Tiradentes. resolvendo submeter-se ao batismo e comunicando esta resolução à denominação batista do Brasil.Fonseca. A. agradecendo. Após a consagração. Foi assim organizada a Igreja Batista em Paraíba do Sul.B. H. na casa de cultos. O irmão. apoiado por diversos irmãos. Bagby e Salomão Ginsburg e o irmão Souza e Silva. no dia 18 de junho de 1895. José Rodrigues e Manoel Souza e Sifva. deu início aos trabalhos daquela noite. anteriormente. Campos. W. quarta-feira. O moderador leu algumas palavras de Paulo a Tito e a Timóteo. depois de expor os fins com que foi convocada a reunião. o evangelista batista Manoel de Souza e Silva. com os representantes da denominação batista. São Fidélis e Guandu. Esses debates. que apresentou a relação dos 21 crentes que queriam organizar-se em igreja. Juiz de Fora.Bagby.Fónscca. sobre esse assunto. época em que havia na imprensa evangélica muitas polêmicas sobre o batismo bíblico.Em 1895. Salomão Luís Ginsburg e os evangelistas A.Fonseca e sua igreja a estudarem profundamente tão discutido assunto. falaram o Dr. o nome do Pr. que. levaram o Pastor A.Taylor que. Todos os representantes presentes aprovaram esta organização. J. A.J.Otoni. pelas seis horas da tarde. que agradeceu e aceitou o cargo. foram batizados no f i o Paraíba vinte e um crentes de que se compunha a igreja. No dia seguinte. Salomão Ginsburg.Taylor. reconheceu ser a imersão a verdadeira forma de batismo cristão. e chamou o pastor para ser interrogado. Em seguida. passou a manter fortes discussões com os crentes. vieram a Paraíba do Sul os representantes das igrejas batistas da Capital Federal.Bagby sobre os elementos constituídos da igreja de Cristo.V.V.Campos. Foi eleito moderador o Pastor J. Alves. Honório Benedito Otoni.V. o irmão Manoel de Souza e Silva e o Pastor A.V.Fonseca. foi o Pastor Antônio V. O moderador falou.Fonseca.

em sua própria residência. ali duas famílias convertidas ao evangelho. Logo de início. citado no início desta página. Os crentes. Foram os irmãos Francisco Pinheiro. como aconteceu em outras partes do estado. o povo se mostrou bem hostil às pregações e trabalhos de evangelização que ali eram realizados. com a realização dos cultos em sua residência. Seguindo o mandamento do Mestre. a polícia não deu cobertura aos perseguidores. o templo dessa igreja foi invadido e destruído por um grupo enfurecido. ele. sendo que. porém. porém. Atuou. O chefe político conseguira um advogado que defendesse os crentes e. Prosseguiu. precisaram deixar suas casa. fugindo dali para escaparem com vida. foi organizada na cidade de Valença uma igreja batista. onde as queixas dos crentes eram tratadas com verdadeiro desinteresse e abandono. Em 1908. conseguindo prender os perseguidores e levando-os para a cadeia. Odília Pinheiro. D. e dando título a este artigo. Ao se converter ao evangelho. quando se tentou levar o evangelho para a cidade de Marquês de Valença. 81 . alvo dos perseguidores do evangelho. Precisaram sair da cidade. e a Irmã Alzira Pinheiro. bondosa e cristãmente. terminaram as perseguições naquela cidade. "ele foi alvejado com dois tiros dos quais felizmente escapou. principalmente. Com esse episódio. "Outra vez". queimado com querozene.EVANGELISTA QUEIMADO COM QUEROSENE Um dos grandes heróis do trabalho batista em solo fluminense foi o evangelista Pedro Sebastião Barbosa. Entre os membros fundadores daquela igreja estava o irmão Joaquim Evangelista Pereira Mariano que. Essa declaração envergonhou. ao mesmo tempo em que comoveu. nessa cidade. A igreja que promoveu a organização foi a Igreja Batista de Paraíba do Sul. os perseguidores. na zona sul do estado. sobretudo. esses irmãos foram perseguidos e apedrejados. escreveu Lessa. viria a ser um grande pastor. respondeu que desejava para eles o que desejava para si mesmo. quando aí chegou para abrir um trabalho batista. Mesmo assim. pela promoção da mensagem de Cristo. foi horrivelmente perseguido. em Sapucaia. A Igreja Batista de Sapucaia foi. sua esposa. Diante disso. Foram postos em liberdade a pedido do referido irmão que mostrou ser verdadeiramente um servo do Senhor. o evangelista Pedro Sebastião Barbosa. fazendo o que Jesus ensinara. também. tornou-se ele ardoroso evangelista e colportor. as autoridades agiram dentro da lei. mais tarde. Ali. acusasse os malfeitores. Deixaram. vaiado e. Sapucaia. perseguidos. cm Paraíba do Sul. lutando. que principiaram a promoção de pregações. ia à cadeia levar comida para aqueles que o haviam perseguido. Valença. para se livrarem das perseguições. naturalmente. dizendo que vivia num país de liberdade e desejava liberdade para todos os seus inimigos. certa vez. durante muitos anos. Foi verdadeira cena de vandalismo. Em 1904. membros da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Nele não ficou nada que não fosse quebrado. nesta cidade. Foi apedrejado." Isso teria ocorrido no ano de 1908. Quando o advogado perguntou ao irmão Pedro o que ele queria que se fizesse com os seus inimigos.

O conselho examinador se compôs dos missionários W. os missionários americanos resolveram enviá-lo para os Estados Unidos da América do Norte. Pastoreou-a de 1901 a 1933. Passando por aquele colégio.F. Fazendo o necrológio do Dr.Christie confessava: "Logo depois de minha entrada no William Jewell. voltou ao Brasil. Eram eles: Francisco Fulgêncio Soren e Herman Gartner.Entzminger e J.Taylor e do Pastor Antônio Ferreira Campos. F. SOLIDIFICAÇÃO DO TRABALHO E DE GRANDES PERSEGUIÇÕES ORDENAÇÃO DE DOIS GRANDES OBREIROS No dia 28 de fevereiro de 1901.Soren. natural de São Gonçalo. ocorreu a ordenação de dois jovens ao ministério sagrado.Capítulo VI PERÍODO DE REAJUSTAMENTO. ano em que faleceu. Trabalhava no comércio. quando se deu a sua conversão. A. o nome de Soren foi sempre lembrado. vendo sua capacidade e progresso.F.Christie nunca escondeu a influência de F.B. F. A. Francisco Fulgêncio Soren era fluminense. Park. para a propagação do trabalho do Senhor no Estado do Rio. ouvia-se falar de Soren. Soren estudou no William Jewell College. de várias maneiras. Richmond. no Estado de Missouri. Nas aulas do Dr. Aqui se dedicou ao pastorado da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.B.Soren contribuiu. o jovem brasileiro despertara a atenção do missionário para o campo brasileiro. 83 . De tal maneira se desenvolveu que. Uma delas foi a boa imagem que deixou no William Jewell College. que usavam ter uma meia hora antes da abertura do Colégio. ouvi falar em Francês Soren. Nas reuniões de oração. no templo da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Após vários anos de estudo. a fim de obter melhor preparo.F.E. nas do Dr.J.Soren em sua decisão de vir para o Brasil. onde os pregadores como também os outros estudantes falavam das suas experiências no trabalho e faziam orações a favor dos seus colegas e dos missionários. Clark e nas do Dr.

"Nas reuniões dos voluntários para o trabalho missionário.P.) "Procurei conhecer mais de perto o Dr. diretor do colégio. o missionário S.Campos na casa de cultos. o Pastor Joaquim Fernandes Lessa. cheios de ódios.F. como tal.L. inclusive púlpito e órgão. PERSEGUIÇÕES EM NITERÓI A Igreja Batista de Niterói. arrombaram o salão de cultos e pegaram todos os móveis. usava citar o nome de Soren para ilustrar as verdades que pregava do palco e o elogiava como filho ideal e predileto. ardoroso e arrojado evangelista que era. Inimigos do evangelho. Porque ali estava o meu pastor. a igreja metodista. (O grifo é do autor desta obra. A polêmica se estendeu por alguns jornais. nas manhãs. Fui estudar no seminário. que se achava instalada em uma casa à Rua São Lourenço. próximo à estação da Leopoldina.Ginsburg e porque ali havia de conhecer o Dr. Era pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. resolveu realizar reuniões ao ar-livre.Soren deixara o seu nome de modo inesquecível gravado naquela instituição e que valia a pena conhecer mais de perto esta personalidade que tivera o poder de tão simpaticamente se impor na vida de seus colegas e professores. na abertura do colégio. que as autoridades locais se sentiram incapazes de "dominar os amotinados". visitando a Vila de Cambuci. No último ano dos meus estudos.B. nessa ocasião tudo correu normalmente. resolvi dedicar a minha vida à causa no estrangeiro. A. J. Deixou. os inimigos do evangelho investiram-se contra os crentes. cheguei à conclusão de que o jovem brasileiro F. ferrenho defensor do pedobatismo (batismo infantil). o Dr. quando pregava o Pastor Antônio F. Não satisfeitos com tão terrível ato. os perseguidores 84 . Soren.Deter. Como os batistas estavam sempre falando que o único batismo válido era o batismo por imersão. sofreu terrível perseguição. Esqueci-me dele. no período de 10 a 17 de abril de 1901. alugada. como pai que era de todos os alunos. então. No fim dos três anos de meus estudos no Colégio Jewell. ele passou a sustentar a sua posição com referência a isso em seu jornal. convenceu-se de que estava errado e pediu o batismo bíblico. Soren estudou. 80. Só pude conhecê-lo por tradição. porém. Até galinhas que havia no local não escaparam ao vandalismo. Ao que parece. Soren ainda estava presente e.Green. Aonde? No Brasil? Sim. porém. Homem de consciência. tornando-se batista. e os queimaram em plena rua. No dia 27 de outubro desse mesmo ano. Soren e a Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. não onde o Dr." (1) Herman Gartner era metodista e. Tal foi o tumulto levantado. e somente para convertidos. depois de examinar bem a Bíblia. Foram queimadas junto com os móveis. PERSEGUIÇÕES EM CAMBUCI A 4 de agosto de 1901.

Em Dores de Macabu Em 18 de outubro de 1906. foi. junto à cachoeira. empunhando a arma. a uns dois metros do pregador. tal prejuízo se mostrava muito maior. mesmo percebendo que chegava ali o perseguidor. onze batismos. lá estava Lessa. porém. armado com um grosso pedaço de pau. quem é que encontrou lá.essa realizava a cerimônia. começou a desafiar e atacar Joaquim Fernandes Lessa. Satanás construiu uma de suas artimanhas. condenou tal ato de agressão. não respeitava a Constituição. Joaquim Fernandes Lessa chegou a Dores de Macabu. que tornou-se servo fiel" ao Deus a quem perseguira com tanto rancor. Lessa não fosse molestado. tomando conhecimento de que o Pr. Joaquim Lessa realizaria outros batismos no dia seguinte. Isso ofendeu um dos membros da igreja. O sub-delegado local. No dia em que seriam realizados os batismos. mesmo tendo esse partido do clero católico romano Depois desse fato tão desagradável. PERSEGUIÇÕES EM CAMPOS Em Rio Preto Em julho de 1905. havia tomado todas as providências necessárias para que o Pr. A imprensa independente. como resultado de seu esforço evangelístico. liderada pelo árabe José Bitat. No dia seguinte. cercado por uma turba multa que. Francisco Nunes afirmou estar ali para matá-lo e que.feriram o Pastor Florentino Rodrigues da Silva. Lessa não se intimidava. entrou ele no salão de cultos. Francisco Barbosa Paes. como que a fazer-lhe ameaça. isso trouxe um certo abalo. O clero. Chegando à cidade. Para uma comunidade nova. Joaquim Lessa retornou à igreja. Sr. sobre uma pedra. no dia seguinte. à hora marcada para os batismos. Joaquim Fernandes Lessa realizaria. apresentando-se para dar profissão de fé? Era o "perseguidor Francisco Nunes. para realizar trabalhos de evangelização e pregação do evangelho. com ele os candidatos que seriam imersos. e constituída de gente fraca de pecúnia. o Pr. Os dois discutiram fortemente e. já que. Usou o jovem Francisco Nunes para perseguir o pastor Lessa. para a realização de sessão espiritual e de negócios. se pôs de cócoras. O coração do jovem foi tocado. confiando só em Deus. Não satisfeito com essa vitória do evangelho. Deus o dominara. insultando o pregador. que tinha como guarda-costas um farmacêutico de sobrenome Athayde. Calmamente. o Pr. Quando o Pr. caleulados em cinco contos de reis. "Ele ficou como petrificado e estático". 173. I . e. quando este viajava num bonde. a igreja mudou sua sede para a Rua Itaboraí. na localidade denominada Rio Preto. Apesar 85 . irmão do perseguidor. imediatamente. à hora dos batismos.'" Foram grandes os prejuízos. infelizmente. já lá estaria para alcançar o seu objetivo. Vendo que Lessa se preparava para realizar os batismos. para uma igreja tão fraca de recursos financeiros. negociante local.

senor não pode. Castro. o Sr. naquele dia. o Pr. trazendo uma carta do Sr. (1) PERSEGUIÇÕES EM APERIBÉ A cidade de Aperibé seria palco de muitas perseguições aos crentes. assim. de nome Bragança. local de realização de grandes eventos do trabalho batista fluminense. Não é católico abostólico romano? Viva Nossa Senhora das Dores!". Quando o culto já caminhava para o final. da cidade de Santo Antônio de Pádua. também português. por conta e influência da primeira pessoa. A. como também. que. Isso desagradou o árabe que. nem se amedrontou. Carlos Boechat (de quem são parentes os pastores Emiliano e Clério Boechat).F. "por moços possantes para que não consentissem entrar ninguém suspeito". com o seu português maltratado. um dos fundadores da igreja. por ordem do sub-delegado dc polícia. A casa permaneceu vigiada. o tal árabe tomasse a palavra ameaçando. amigo do evangelho que lá residia. o sub-delegado. gozava de certa influência local. Deodoro Sardenberg. foi organizada a Igreja Batista de Aperibé. Sr. O povo prorrompeu num gesto único e demorado: "Viva!". para requisitarem força embalada a fim de garantir a vida dos crentes. Otávio Diniz.de suas providências. Outro membro fundador dessa igreja foi o farmacêutico Antônio Teixeira Barbosa. Contava com 25 membros. Lessa não se impacientou. eis que chega um portador. Em 21 de novembro de 1902. o policial enviou a Pádua os jovens Suetônio Sardenberg e Joaquim Rosa. pai de D.Campos e José Nigro estariam em Aperibé. que viria a ser. em número de 200. ninguém pôde impedir que. bem como duas dezenas e meia de outros crentes que ali residiam. um farmacêutico. 86 . e o agente dos correios. juntamente com o seu esposo. informando que os inimigos estavam reunidos para marcharem para Aperibé e que ele. arregimentar "alguns malfeitores". em meio ao ataque. irritado gritou: "Senor não sorri. pai de Alfredo Reis. uma triade composta de um negociante português. No dia 6 de janeiro de 1902. em 1909. dirigida ao sub-delegado de Aperibé. mais tarde. A organização deu-se na residência do Sr. não!". Achilles Barbosa. missionária dos batistas brasileiros a Portugal. Propalaram que a referida tríade tinha conseguido. de beste e braga. deveria tomar as providências que o caso exigia. por ser farmacêutico. consagrado ao ministério sagrado." Pensando que. de nome Abreu. os pastores Joaquim Fernandes Lessa. começaria a atacar os "inofensivos batistas. Evaristo Reis. Somente sorriu.Dejanira Barbosa. levantaria os ânimos da população contra Joaquim Lessa. Souberam eles que. Imediatamente. que viriam para realizar a pretendida expulsão do farmacêutico. A reunião seria realizada na casa do Sr. prosseguiu em suas ameaças: "Meu povo tudo tá qui. O plano era expulsar da cidade o irmão Antônio Teixeira Barbosa. o pastor: "Se vemos que veiu aqui bara cornbra e vendi nos está bronto recebe senô. em Pádua. cujo trabalho de sapa estendia-se até aos municípios vizinhos". que viria a ser. Mas bara bregar religião brodestante de misséria.

o último da trindade que dominava o lugar foi assassinado dentro de seu próprio lar nos braços da esposa. Kléber Martins então marcou o dia de mudar-se. Bragança. por fim. Eram oito soldados que foram colocados à disposição da autoridade local. Os perseguidores do evangelho que não tinham desanimado de suas tramas contra os crentes. o Sr. que foram membros da Igreja Batista de São João de Meriti.Lessa. chegaria a Aperibé o reforço policial pedido. dc Pádua para Aperibé. apesar de perseguidor. Resolveu o chefe dos perseguidores. Mandarei pôr tudo na rua. como todos os bravos colaboradores que. um bom homem. dizem. Deus respondeu as orações. só podia alugar uma casinha. porque a casa é minha". também. Kléber não viesse a sofrer tal vexame. O Pr. não era mau. O Pr. vindo residir em Aperibé no ano de 1908. que. Os inimigos só não viajaram. Acontece que no dia marcado ele não pode mudar-se porque o Rio Paraíba tinha transbordado c inundado São Fidélis. Recebeu o título de "evangelista". no ano de 1917. expulsar mais facilmente o pastor da localidade. porque. era. acharam que era uma boa oportunidade para eles expulsarem dali o jovem pastor e sua família. Manoel Nunes Saraiva tornou-se propagador ardoroso das boas-novas que aceitara. Entraram em uma floresta e aí se recolheram para orar. Esses buscaram o auxílio da autoridade das autoridades — Deus. E. dizem. Iria residir em São Fidélis. desse modo. pois no dia seguinte (9 de janeiro de 1908) a notícia se espalhou rápida: " O Major Abreu morreu repentinamente esta noite".liasar Rosa. 87 . para. "alugou uma casinha de uma senhora pobre e velha". saíam a anunciar a mensagem salvadora do Senhor Jesus. Mas bem se pode ver que a justiça a Deus pertence". porque. nos primórdios do trabalho batista no Brasil. Kléber Martins ficou com a alma abatida e comentou o fato com o Pr. De maneira nenhuma nos gloriamos disso. caiu forte tempestade naquela cidade. É assim que Deus age. O perseguidor foi implacável e lhe disse: "Depois do dia marcado nem mais um dia. Joaquim Lessa comenta: "Foi um choque para todos. Mesmo porque oito soldados não dariam conta de uma turba multa amotinada.F. naquela noite. Rogaram muito ao Senhor para que o Pr. UM MÁRTIR DO EVANGELHO NO ESTADO DO RIO Convertido ao evangelho ainda jovem. Kléber Martins. Mais tarde desapareceu também o segundo perseguidor.Joaquim Rosa veio a ser ordenado ao ministério sagrado. É ele o pai do juiz Eliézer Rosa e do brilhante causídico F. do modo que ninguém esperava. um Sr. Daniel Crosland e J. Logo que comprou a casinha intimou o pastor a mudar-se. Outro episódio ocorrido em Aperibé com o Pastor Kléber Martins revela bem o poder da oração feita com fé para livrar-se das perseguições. Pobre como cie também era. Major Abreu. comprar a tal casinha. No expresso daquele dia."' MANOEL NUNES SARAIVA.

Por ali passava apenas o trem da Estrada de Ferro Leopoldina Railway. Saraiva só não caiu porque estava amarrado ao animal. por amor a Cristo. puseram-no num trem e o intimaram a seguir para Campos. ao ponto de quase todos mudarem para outras localidades. injúrias. como resultado do "esforço ingente do Pastor José Nigro". Manuel Nunes Saraiva era sabedor de toda essa situação." Diante da fibra evangelística de Manoel Nunes Saraiva. ungido pelo Espírito Santo. (3) Passaram a dar bordoadas no pregador. com 18 membros. o "arrojado servo do Senhor".F. que este ficou horrivelmente machucado. como o classificou A. algumas pessoas o aconselharam a pedir proteção ao cônsul de Portugal. Em maio de 1906. pois vai dar muito fruto". foi pregar cm Imbaú. Foi receber o galardão de sua fidelidade ao Senhor. Em meio à pregação. a notícia se propagava entre os crentes: " O irmão Saraiva morreu. Os efeitos das perseguições já haviam chegado a Imbáu. àqueles que presenciavam o seu sofrimento. quebrando a pauladas tudo o que ali havia.R. O povo criara um ódio terrível contra os crentes porque tinham espalhado por lá a idéia de que eles eram contra os santos c. entraram os perseguidores. o acompanharam até à estação de Cesário Alvim. diante do acontecido. gritando para os que pensavam serem convertidos ao evangelho: "Vocês vão ver. entretanto.Crabtree. levando-o para fora e fazendo-o montar de costas num animal. os santos eram destruídos. aqui e ali. Não resistiu às conseqüências do espancamento. Manuel Nunes Saraiva pregava." 88 . E. Estava disposto a arrostar as perseguições.Embora muito doente. de todos os maltrados sofridos pelos crentes. Saraiva conseguiu mudar de trem e seguiu para Niterói/ 4 ' Sendo Manoel Nunes Saraiva português. ele viria a sofrer uma das mais cruéis perseguições de que temos notícias no Estado do Rio. onde chegavam. com sol ou chuva. Amarraram-no no animal e. se localizava a Igreja Batista de Lavras de Rio Bonito. mas impulsionado pelo ardor evangelístico e imbuído de um grande desejo de levar a semente santa a todos os reeantos. próximo a Cesário Alvim. O culto foi na casa do irmão Antônio Silva. seus comedores de santo!". tantos foram os membros que mudaram para outras cidades. este jovem se punha a pregar.' 2 ' Tamanhas foram as perseguições. Suas palavras tocavam os corações de muitos que se mostravam dispostos à conversão. lugarejo do interior. Nada o demovia da vontade de pregar o evangelho. Durante o percurso. Na estação. Na mesma região de Imbaú. em 1904. Lessa afirma que eles se mudavam "por causa das pesadas perseguições por parte dos católicos extremados". organizada no dia 3 de maio de 1903. município de Silva Jardim. Durante o percurso. começou a trabalhar em nosso estado. como os palhaços que anunciavam uma exibição de circo no interior. Em resposta a esses. perto ou longe. tanto davam varadas no animal e no evangelista. dizia: "Não deixem de pregar neste lugar. Mesmo assim. Em suas incursões evangelísticas. nós diríamos: "Ele não morreu.Lessa. Saraiva dizia que preferia as bem-aventuranças de Cristo que se acham registradas em Mateus 5:10-11. (1) Os irmãos dessa igreja estavam sofrendo terríveis perseguições. que a Igreja de Lavras de Rio Bonito se dissolveu em 1906. " n u m percurso de três léguas. afrontas. hoje Rede Ferroviária Federal. como observa J. de todos as perseguições que lhes movia o povo. Não muitos dias depois de sofrer aquele atentado. em meio ao trabalho de propagar o evangelho. Os perseguidores iam pelos caminhos.

B. Como continuassem as ameaças de morte. mais tarde. Quando ali esteve o autor desta obra. eles cantaram um hino para se fazerem conhecer. Estamos desejando muito que o Senhor nos mande um pastor ou evangelista para animar e desenvolver esta obra'. Realizaram algumas reuniões. Mas a semente lançada naquele lugar germinou e deu frutos. deram seus nomes e demais informações para que.Depois de experiência tão terrível. com 142 pessoas. Às 10 horas da noite. que fora organizada em 10 de novembro dc 1908. ainda. em 1976. Eu o ouvia. sendo apenas um lavrador.Christie. chegaram à tal casa. pois é edificante. e não tendo esses obreiros achado autoridade em Capivari pronta para defendê-los. que escreve: " O pastor Lessa e o missionário Crosland seguiram. para visitar aqueles irmãos. Pela manhã. alguns dos quais já haviam dado o seu testemunho perante o saudoso irmão Saraiva. foi organizada uma boa igreja. viram uma outra casa ali perto. teve resposta na pessoa do secretário e do missionário. Ele estava com mais de 70 anos. tenho posto em prática o meu pequeno talento. recebeu-os com alegria. Todavia. no terreiro da casa. tenho anunciado a salvação a uns e outros. cedo. e o Senhor tem sido misericordioso para comigo. narrar muitos fatos relacionados com a implantação do evangelho naquelas plagas. Naquele lugar. na Igreja Batista de Araruama. enquanto o guia incrédulo segurava a vela. e nas suas promessas. no caso de serem atingidos por perseguições. em 1950. se conseguia saber de como estavam os irmãos passando ali. Nada. É Lessa. fazendo-o render. Anoiteceu em meio da viagem. teve o prazer de palestrar com um dos fundadores daquela igreja. e já há alguns prontos a receber o batismo. na Igreja Batista de Correnteza. Era o estimado irmão conhecido por "Digo do Amaral". de Campos. em 1? de agosto de 1907. organizada em 18 de março de 1917. poderem ser dadas notícias a seu respeito. Era a residência de um interessado no evangelho que. isto é. porém. depois das perseguições. O Jornal Batista publicava a seguinte notícia do irmão José Nunes do Amaral. com alegria. confiado cm Deus. Mais tarde. que naquela época contava 75 anos de idade. Depois da perseguição que o evangelista Manoel Nunes Saraiva sofreu em Cesário Alvim." (6> Hoje existe em Imbaú uma forte igreja. Temos também bom número de interessados. o guia foi embora e eles passaram aquela noite chuvosa do lado de fora. Por fim. crente residente naquele local: 'Tenho a dizer-vos que. o irmão Alcides de Oliveira Quintanilha. quem teria coragem dc voltar a esse lugar? Joaquim Fernandes Lessa escreve: "Houve um caso que é bem digno de referência. Arranjaram um guia que os conduzisse à casa de José Nunes do Amaral. Nunca tinham eles ido àquele lugar. apelando por ajuda. quando eu ali trabalhava como seminarista. Acenderam uma vela e. subindo e descendo montanhas. cuja distância era de quase quatro léguas. ao vê-los. ninguém mais voltou ali para pregar. Ele fora batizado pelo missionário A. Mas ninguém apareceu. batizaram 12 pessoas que tinham professado a fé perante o saudoso irmão Saraiva. Tempo chuvoso e caminhos ruins." (5) Tive o privilégio de conhecer o irmão José Nunes do Amaral. procuraram o cartório de paz. Segundo minhas fracas forças. publicada em o O Jornal Batista naquele ano dc 1907. de onde vieram cartas demissórias 89 . Ali chegaram a 1? dc outubro daquele ano. A sua carta. Mas ali não encontraram os donos. não tenho grandes habilitações para a pregação do evangelho de Jesus. a pé.

para a organização da Igreja em Imbaú. publicou uma resenha histórica do evento que veio da lavra do pastor Kléber Martins. formado pelo Seminário Teológico Batista Fluminense. Assis Cabral. comentou sobre o caráter de Saraiva. Joaquim Fernandes Lessa acentuou: "Esse moço foi sempre de grande valor pelo seu zelo espiritual e pela extremada dedicação à Causa de Deus". José I. estudando a Bíblia e passando noites quase inteiras no chão duro. José Quintanilha Costa Lea!." 191 Imbaú estava mesmo predestinada a dar muitos frutos. <8) Crabtree. Muitos crentes têm passado pela Câmara dos Vereadores. Aqui transcrevemos o histórico: "Primeira Reunião Anual da Associação Batista Fluminense. cujo primeiro pastor foi o missionário Christie (18/3/1917/ — 3/6/1920). Sua profecia. Era tão abnegado que não cuidava devidamente da saúde. vejamos: O município dc Silva Jardim tem várias igrejas. que a pastoreia por mais de 20 anos. Senão. Não foi em vão que o sangue do irmão Manoel Nunes Saraiva foi derramado naquele campo. o grande teólogo e historiador batista. fora regada com sangue. Todas são florescentes. Enete Francisco de Araújo. Glória a Deus por isso! ORGANIZAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO BATISTA FLUMINENSE Sentiram os líderes do campo batista fluminense que deveriam promover a organização de uma entidade que viesse a congregar todas as igrejas para poderem melhor expandir a obra do Mestre. Na cidade. os evangélicos gozam hoje de grande conceito.óta e David Francisco de Oliveira. Essa igreja teve pastores da estirpe de Christie."Era um dos mais arrojados evangelistas do Brasil. de que ali seriam colhidos muitos frutos. . por ele lançada. 90 . residindo em Brasília. Assim é que.. foi organizada a Associação Batista Fluminense. Niterói. Ozimar Machado Leite. Militão Pereira de Andrade.7) Referindo-se ao caráter do irmão Saraiva. Walter Gomes Pereira. Honório de Souza. ex-diretor do Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira e. tendo apenas um lençol para o proteger das intempéries. não obstante terem sofrido com o êxodo rural. no templo da Igreja Batista de Aperibé. Silas da Costa Moreira. de 24 de janeiro de 1907. com a Igreja Batista de Aperibé "A organização dessa associação marca uma época na história da Missão de Campos. Cândido Inácio da Silva. Jessé Moreira. O O Jornal Batista. ex-presidente da Ordem dos Pastores do Distrito Federal. Dario de Oliveira. atestando a confiança do povo da região nos servos de Deus. pastor da Igreja do Fonseca. no dia 5 de janeiro de 1907. David Pereira de Andrade. Isaías Moreira de Farias. É que a semente. deixou um exemplo de zelo. Já dizia Tertuliano que "o sangue dos mártires é a semente do cristão". David Francisco de Oliveira. veio a se cumprir. Niterói. entidade que viria a ser uma grande força no progresso da obra batisia no Estado do Rio.. pastor da Igreja Batista de Caramujo. atualmente (1991). realizada no dia 5 de janeiro de 1907. Doze pastores atuantes na obra do Senhor são filhos dessa terra — Isaac da Costa Moreira. sacrifício e consagração que impressionou a seus colegas e amigos. Do principio ao fim foi uma das mais notáveis reuniões de batistas a que jamais assisti no Brasil.

da Igreja do Alto Macabu — diácono Luiz Ovídio Firmo. A harmonia que prevaleceu.F. Fidélis — diácono João C. mas o conceito é real e verdadeiro. Pr. São eles: da igreja de Aperibé — diácono Antônio T. D.Peixoto. Vicente Barreto. o poder espiritual que encheu os corações de todos os oradores. Antônio Américo da Silva.dos Santos. da Igreja de S.Barbosa. no templo da Igreja Batista de Aperibé. Nogueira.Antônio de Pádua — João Caetano de Oliveira. Benedicto Pereira Antunes. O tema do estudo na Associação foi: 'Os requisitos para ser um verdadeiro ministro do evangelho'. da Igreja do Rio Preto — diácono Josué de Souza Filho. O grande Livingstone morreu ajoelhado no interior da África. "Às onze horas da manhã conseguiu-se acabar a organização. Domingos José de Souza. Domingos Francisco dos Santos. Nogueira. Joaquim Rosa. da Igreja de Bom Jardim — diácono Joaquim C. adotados os Estatutos e Regimento Interno e recebidas as cartas-credenciais dos representantes das nove igrejas que se fizeram representar na organização. tendo sido eleita uma mesa de oficiais. da Igreja de Campos — Pr. depois de passar dias e até meses sem ter uma esteira em que dormir. Leonel Eyer. Outras igrejas. Leôncio G. o pastor Lessa inciou os trabalhos da associação com a leitura da Palavra de Deus e oração. Júlio Martins Vianna. A expressão é jocosa. Luís Alves.de Mendonça. A. apresentado pelo evangelista Kléber Martins. Pamphilio Ludolf. Augusto de Menezes. que é esta: 'Quem não quer dormir na esteira. evangelista Kléber Martins. Joaquim Lessa. Antônio A. não é ministro verdadeiro'.F. e em tão boa harmonia que nos parecia estar assistindo aos trabalhos de uma associação estabelecida c bem organizada. C.P. o amor fraternal que reinou. da Igreja do Rio Negro — João Menezes. Pr.Maia.Crosland — tesoureiro. "Tudo foi feito em pouco tempo. Laurindo P. Para dirigir os trabalhos da Associação foi eleita a mesa seguinte: Pr. "Esse irmão foi logo ao âmago do assunto. Não podemos deixar de p ô r em relevo aqui uma frase feliz que ele teve no decorrer do seu tema. Evangelista Kléber Martins — Secretário. Virgínio José Villement. não puderam fazer-se representar. "Nosso irmão Leonel Eyer fez um bom discurso sobre o tema: 'Que 91 .Crosland expôs as razões e a necessidade de organizar uma Associação Batista na Missão de Campos. Às 10 horas da manhã do dia 4 de janeiro. Crosland. Reis. com ordem e método. Joaquim Martins da Motta. orando pela alma do seu próximo. Antônio G. da Igreja de S. por diversos motivos.Leão. Manoel de Menezes. Daniel F. É este espírito que abriu o coração negro da África. Joaquim Lessa — presidente. É este espírito que tem levado o evangelho aos confins da terra. O Rev. da Igreja de Ernesto Machado — Eurico Gambeta Pereira dc Almeida. Evangelista Alfredo Joaquim dos Reis — vice-presidente. D. foram a feição característica de todas as reuniões." N a primeira oração sentimos a presença de Deus.

Muito gratos ficamos pelas bondosas referências feitas ao nosso jornal. E se os batistas não se dispõem a fazer alguma coisa em prol da instrução de seus filhos. O seu discurso foi impressivo. e mandem seus filhos regularmente à Escola Dominical. quem o fará por eles? Por que não poderemos ter uma boa escola diária em cada igreja batista? Precisamos de uma nação de batistas educada e preparada para a vida por mestres batistas. cremos. Falou da necessidade de escolas diárias e mui particularmente de educação de crianças na Palavra de Deus. neste breve esboço. como também se comprometeram a arranjar. duas assinaturas entre os incrédulos. O irmão Alfredo é um dos moços mais esperançosos que temos em nosso trabalho no Brasil " N ã o podemos de modo algum. original e muito útil. Foi uma idéia. sobre 'O que ensinam as Escrituras acerca do dízimo?'. Ele sabe o que a Bíblia ensina sobre este assunto e dispõe-se a viver e a ensinar de acordo com ela. acima mencionados. Carlos de Mendonça pregou um bom sermão sobre I Cor. é o nosso desejo. cada um. nos unirmos e cooperarmos juntamente para esse fim. que então ouvimos de nossos irmãos. " O Pr. Que o Senhor faça uso dele por muitos anos na associação. como denominação. bondade manifestada não só em palavras. Estamos informados que no ano corrente esta missão fez muito progresso no que respeita às contribuições. "Necessitamos de estabelecer colégios onde nossos filhos possam ser educados livres do contato do romanismo. e que se vulgarizem as escolas diárias onde as crianças aprendem a ler e a escrever. Esperamos que haja muitos outros na mesma missão possuídos da mesma liberalidade para com a causa do Senhor de que está possuído o irmão Joaquim Coelho dos Santos. "Às onze horas desse dia falou o diácono Joaquim Coelho dos Santos. e outros que falaram sobre o mesmo assunto. 1. " O Pr. Mendonça falou sobre as vantagens de uma verdadeira educação. a nosso ver. O . O orador. falou com clareza e com espírito de um verdadeiro pregador.faremos para promover o desenvolvimento espiritual das igrejas da associação?'. mas em fatos. Esperamos que esse irmão esteja em caminho de ir aos Estados Unidos. "A primeira parte do dia cinco foi ocupada com a discussão sobre como dar impulso ao Jornal Batista e à nossa editora. Esperamos que os irmãos daquela missão tomem em consideração as palavras do irmão Mendonça. não somente assinaram o jornal. onde aprendam a pensar em vez de aprenderem a rezar. pois que todos os representantes das igrejas. onde poderá realizar em si mesmo tudo que disse sobre a verdadeira evangelização. O irmão Alfredo Joaquim dos Reis falou sobre a necessidade de uma verdadeira evangelização. Quando chegará esse dia? "Respondemos: Quando nós. com o que findou o primeiro dia — um dia fértil em trabalhos e bênçãos. porque ele pratica aquilo que pregou. revelou ser excelente pregador se Deus o chamasse para esse fim. falar de tudo que se passou na Assembléia da Associação Batista Fluminense.

então.irmão Joaquim Lessa. mostrando um considerável aumento no número total de membros. exercendo uma ativa disciplina. quando foi criada a denominada Caixa de Socorros Mútuos. O irmão Crosland ficou contentíssimo por ver um ano de trabalho persistente coroado com tão glorioso sucesso. crentes ou não crentes seriam igualmente bem tratados. em termos financeiros. nem se pensava em assistência social vinda da parte do governo. naquela época. O que compelia os batistas a esse ideal era: 1) o mal tratamento que recebiam os crentes nos hospitais em que eram atendidos. dos espiritualmente mortos. Os crentes estavam ansiosos para verem instalado o tão almejado hospital. que viria. assim. que a Associação do Hospital Evangélico começa mesmo a ganhar corpo. em 1909. testemunhando-se. lembrando uma pessoa que. pois que. A igreja que mais prospera é aquela que em tudo procura fazer a vontade de Deus. até que se conseguissem as verbas necessárias para a construção de um edifício onde o hospital funcionasse permanentemente. ainda que a título precário. se mostraram cÔnscios de suas responsabilidades de se socorrerem mutuamente. a ser ordenado ao ministério da Palavra. nele. tendo sido eleito como seu presidente o irmão Antônio Rodrigues Maia. O movimento em favor da Caixa dc Socorros Mútuos foi de grande valor. porém. na cidade de Cantagalo. não muito tempo depois. Decidiu a Assembléia do Hospital Batista que."' 1 ) ASSOCIAÇÃO DO HOSPITAL EVANGÉLICO O ideal de se organizar um hospital evangélico surgiu logo nos primórdios do trabalho batista no campo fluminense. organizando a Associação do Hospital Evangélico. 3) os crentes poderiam receber maiores benefícios. guardasse o cadáver até apodrecer e largar um fétido insuportável'. em todos os assuntos discutidos teve uma palavra de conselho. depois de lhe morrer uma pessoa em casa. uma sugestão sábia e proveitosa. das igrejas. 2) um hospital seria excelente meio de evangelização. arrolar 600 sócios. moderador da sessão. É notável que durante o ano passado foram excluídas das igrejas das missão 135 pessoas. e ainda assim foi o ano mais próspero de todos. O ardor do Pastor Leonel Eyer e de um pugilo 93 . do evangelho. O irmão Lessa tem se esforçado pela pureza das igrejas. Foi. Os crentes. de início. em 1913. ele seria instalado. Isso prova o grande interesse daqueles crentes no estabelecimento de uma obra de cunho beneficente e social. visto que. Com esse ideal em mira. Que Deus abençoe esta associação. dada a sua conversão ao evangelho. Não podemos deixar de mencionar aqui uma sentença sua: 'Alguns de nossos irmãos não gostam de dar o seu voto para exclusão. cuja finalidade era ajudar as famílias dos associados falecidos. Mostra-se um hábil administrador que promete grandes coisas no trabalho da associação. A Caixa de Socorros Mútuos conseguiu. Primeira Tentativa de Organização Corria o ano de 1920. um grupo de irmãos se reuniu.

Cantagalo seria a cidade privilegiada. em 1923. É que ali residiria o principal mentor do movimento pró-hospital. o Pastor Leonel Eyer. seria organizado. Leonel Eyer foi um dos jovens batizados pelo missionário A. segundo-secretário. Agora. Cremos que as grandes lutas o desgastaram muito fisicamente. totalmente entregue à causa do Mestre. os estatutos provisórios foram redigidos. Tibúrcio Manhães. A sua primeira diretoria compunha-se dos seguintes irmãos: Antônio Rodrigues Maia. De tal modo se desenvolveu que. desapontamentos. no dia 17 de setembro de 1908. primeiro-secretário. Jovem entusiasta.L. Seu batismo ocorreu no dia 15 de janeiro de 1905. Alberto Vaz Lessa. Partira muito jovem o grande idealista. "Depois de muitas lutas. adoeceu e. Até 25 de janeiro de 1913. como secretário-corréspondente-tesoureiro da Associação do Hospital Batista. Tinha 34 anos quando faleceu. vogais. Organização do Hospital Batista Apesar de marchas e contra-marchas. Isso se deu no mês de maio de 1922. a pedido da Igreja Batista de Sana. ele passou a exercer a função de evangelista. Citamos um resumo do histórico publicado em O Escudeiro Batista. meteu ele mãos à obra. Duas Barras e Cantagalo. no Rio Negro. em 13 de janeiro de 1922. Foi pastor das Igrejas de Sana. em janeiro de 1920. desapontamentos e até desânimos. deixando o pastorado da Igreja Batista de Duas Barras. presidente. vice-presidente. que surgiu a idéia de fundar um hospital batista. e em 01 de janeiro foi organizada na Igreja de Campos a Associação do Hospital Evangélico da Missão Batista de Campos. em pouco tempo. finalmente foi marcada a inauguração do tão almejado Hospital Batista. próximo à cidade de Cantagalo. que residia em Cantagalo. Carlos Gonçalves. ele passava aos braços do seu bendito Salvador. Elegeram para secretário-tesoureiro interino da associação do hospital. porque sua vida. Aristides Lessa. a Associação 94 .de idealistas contagiava o nosso povo. Aceita a sugestão. como prosseguiria o ideal de um hospital batista? A morte do grande líder parece ter arrefecido o ideal que os batistas mantinham. Mas deixara uma grande impressão em todos. Bom Jardim. até que pudessem escolher quem ocupasse. Com ela. no sentido de contribuir para essa construção. falara alto do seu amor à obra. o tão sonhado hospital batista. de 15 de agosto de 1925. aceitaria o da Igreja de Cantagalo. Por isso. o irmão Joaquim Teixeira. e a ata da instalação do Hospital Evangélico. tesoureiro. quando uma crente interna na Santa Casa de Campos faleceu sem assistência espiritual e foi sepultada sem que a igreja batista. o cargo. o Senhor Jesus Cristo. abriu-se uma grande lacuna. da qual era membro. logo se revelou na obra do Mestre. fosse avisada. foi ordenado ao ministério sagrado. Pádua. Foi em agosto de 1908. que. Dois anos depois. desilusões. definitivamente.Dunstan. Foi eleito o Pastor Leobino da Rocha Guimarães. A morte de Leonel Eyer foi uma enorme perda. Conceição de Macabu. José Arruda Silva e Antônio Portela. Movido por um grande ideal.

ex-diretor do Hospital São João Batista. a propriedade em que foi instalado o hospital. Prof.00. Dr. não foi pela falta de esforço e providência. representando o Corpo Administrativo do Hospital Evangélico.' "Durante os três primeiros meses. foi eleito secretário-tesoureiro do Hospital Batista o Pastor Leobino Rocha Guimarães. foi comprada em Niterói. I í 1 [ í j j | j j | j > | j i do Hospital Batista existia como corpo separado da Associação Batista Fluminense.| . A visão errada de ser instalado em um bairro um tanto longe 95 I ! e . João Walmer. membros da diretoria e representantes de muitas igrejas do Estado do Rio e da Capital Federal. Naquela data. Getúlio Pereira de Macedo.000. em 1916. em abril daquele ano. mortos — 10. no entanto.D. Leobino da Rocha Guimarães. sacrificando-se em tudo e tudo sacrificando em favor do Hospital Batista.. Agostinho Bretas. Alcides Figueiredo. o Hospital Batista estava fadado a tornar-se em um grande hospital. Pastor F. O princípio foi bom. Mululo da Veiga. porém. depois de uma fervorosa súplica pelo presidente da associação. curados — 05."" 1 Quanto às propriedades adquiridas. O Pastor Manuel Avelino de Souza. De 1909 a 1915. Martins Torres.. ele fecharia suas portas. melhorados — 16. que a manutenção do hospital seria difícil. ela começou a ter as suas reuniões anuais com a Associação Batista Fluminense. 245.Presidente do Estado do Rio de Janeiro. Sr. que nada escapava às suas vistas. Diretor do Colégio Batista Feminino da Capital Federal. fazendo tudo com tanta precisão. Feliciano Sodré. que foi presidente daquele hospital. Paulo César. a quem cabia o privilégio de levar o hospital à sua realização. Estado do Rio de Janeiro. Este levou muitos anos para resgatá-la. concorreram para impedir-lhe a marcha. 'Aos dezenove dias do mês de julho de 1925. Em maio do mesmo ano. na cidade de Niterói. em 1932. seu tesoureiro e secretário-correspondente. com a presença dos Drs.Soren. entrada de doentes — 30. alinhou as razões que levaram o hospital a ser descontinuado: "Se o hospital não pôde continuar. Diretor Técnico interino.80. Assim. à Rua Dr. representante do Exmo. a direção da Associação do Hospital passou por diversas mãos e. e franqueado ao público. pelo Exmo. O irmão Leonel foi chamado à presença de Deus em 13 de janeiro de 1922. desde o começo. inaugurado. Santa Rosa. da qual passou a fazer parte integrante. o irmão Leonel Eyer foi eleito seu secretário-arquivista e. Vários fatores. professor no Colégio Batista e no Colégio Militar do Governo Brasileiro. mas era evidente. houve o seguinte movimento no hospital: receita — Cr$ 39. com um bom programa e. pela quantia de Cr$ 50. mas por causa de diversos fatores alheios à sua e nossa vontade. às três horas da tarde. Sr. Faria Júnior.210. solenemente. presidente da Associação do Hospital Evangélico. ao fazer o necrológico do Pr. do Gabinete Médico-Legal. Júlio César de Noronha. Finalmente. o Hospital Batista. cargo que ele exerceu com tal atividade. Representante do Presidente do Estado. a perspectiva foi boa.F. deixando grande dívida para o campo batista fluminense. da imprensa e demais pessoas. foi. M.

e de difícil condução, a grande depressão causada pela guerra de 14-18,
a fundação de instituição congênere em local muito mais accessível,
a falta de frutos suficientes e permanetes — tudo isso concorreu para
fechar o hospital ." (2)
CAMPANHA DE COMBATE AO FUMO
"Naqueles dias os crentes fumavam", escreve o pastor Sebastião Angélico
de Souza. E prossegue: "Meu pai fumava quando foi batizado. Deixou porque
achou que crente não deve ter vício nenhum. Mas, agora, sob a orientação do
Pastor Alfredo Reis, a igreja deliberava combater o fumo. Aos fumantes foi
dado o prazo de 90 dias para abandonarem o vício. Esgotado o prazo, não houve
prorrogação. O resultado foi a exclusão de muitos membros. Não soube quantos
deixaram o vício e voltaram à igreja".' 1 '
A campanha antitabagista começou com os nacionais. Sentiam que a pessoa
que se convertia realmente devia desprender-se de qualquer vício.
O irmão Pedro Gomes, membro da Igreja Batista de Aperibé, a v ô do
brilhante advogado, Dr. Celso de Oliveira, foi um dos pioneiros nessa campanha.
Lutou para que as primitivas igrejas do estado combatessem o vício do fumo
e só aceitassem como membros aquelas pessoas que houvessem se libertado desse
vício.(2)
Comentando sobre a obra de evangelização, em 1905, J.F.Lessa assim se
refere ao irmão Pedro Gomes:
"Entre eles contava-se o irmão Pedro Gomes da Silva, de Pádua,
mas membro de Aperibé. Era um irmão de cor, analfabeto, mas de
uma dedicação invejável, por isso que no seu trabalho, todo voluntário, conseguia atrair muitas almas para o Senhor Jesus".' 3 '
Diz-se que missionário A.B.Christie foi questionado, lá pelo ano de 1911,
mais ou menos, sobre a possibilidade dele engajar-se de corpo e alma nessa
Campanha Antitabagista. Naturalmente que ele não se opôs à mesma, como
se devia esperar, tornado-se seu grande defensor. Teria dito a alguém que ele
se achava numa situação meio constrangedora, de vez que o seu sustento vinha,
justamente, de pessoas que eram cultivadoras de tabaco em sua terra natal.
O fato é que a Campanha surtiu efeito c as igrejas, zelando pela doutrina,
iam, também, zelando pela saúde do corpo.
Igreja houve como a Primeira de Monção (Italva) e a de Tabua, que resolveram não excluir os que já fumavam por ocasião da conversão e os deixaram
no rol de membros até falecerem; mas foram, aos poucos, impedindo o ingresso
na igreja de pessoas que se diziam convertidas mas não estavam dispostas a
vencer o vício do fumo.
Hoje o governo está numa campanha cerrada contra o uso do fumo. Todos
sabem dos terríveis malefícios que ele tem causado à saúde. O fumo prejudica
o corpo do indivíduo, sua mente, suas economias, a sociedade e sua vida espiritual. Uma estatística publicada nos EUA informa que o aumento de casos
de câncer no pulmão é assustador.
"As descobertas dos doutores E.L.Wynder e Evarts A.Graham indicam
que 96,5% dos homens com câncer no pulmão eram fumantes. É
muito raro encontrar câncer de pulmão entre pessoas que não
fumam".' 4 '
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Por saber dos grandes males que o uso do fumo causa à saúde é que os
crentes combatem, sem tréguas, esse terrível vício, A Bíblia diz: " N ã o matarás"
(Êxodo 20:13). Se em cada cigarro que o homem fuma ele perde 12 minutos
de vida, ele está, desse modo, cometendo suicídio, o que Deus abomina.
Uma grande contribuição que os crentes têm dado à pátria é o combate
aos vícios em geral. Os vícios do fumo, do alcoolismo, das drogas, do jogo,
etc. têm sido grandemente combatidos pelas igrejas do Senhor Jesus.
USADOS POR DEUS TAIS COMO ERAM
A obra do Senhor tem sido realizada por servos seus que, simplesmente,
se têm disposto a dcdicar-se sem barreiras, sem limites, sem reservas, ao seu
trabalho. Deus os tem usado como são: letrados, ou não; com uns ou outros
talentos; tendo feito cursos completos ou abreviados; vindos de grandes ou de
pequenos seminários; aos olhos humanos, reconhecidos ou não. Tais como são,
Deus os tem usado na sua seara.
Não tem sido diferente no campo batista fluminense. Desde o início do
trabalho, vemos servos do Senhor sendo usados das mais diversas maneiras,
entre as mais diferentes circunstâncias de vida.
Obreiros como Joaquim Coelho dos Santos, José da Silva Lóta, Antônio
Teixeira Barreto, Corundiba de Carvalho e muitos outros que, não tendo oportunidade de freqüentar mais que um curso primário, formaram-se na escola da
experiência de uma vida cristã toda entregue ao trabalho do Senhor e ao Senhor
do trabalho. Foram, poderosamente, usados na obra de Deus, tais como eram,
a despeito da limitação de cultura, compensada pela consagração de que eram
revestidos. Eles representam um belo grupo de obreiros, que ressaltam o que
Deus pode fazer através de pessoas que, embora humildes, se colocam inteiramente em suas mãos. (1)
Obreiros como Manoel Avelino de Souza, Fidélis Morales Bentancôr, Erodice
Fontes de Queiroz, Abelar Siqueira, João Barreto da Silva, Waldemar Zarro
e tantos outros que vieram depois de 1920, formados peto seminário do Rio
de Janeiro, tiveram a dita de um preparo mais esmerado para enfrentar as
condições culturais de sua época.
Ambos os grupos, representando estilos culturais diferentes, foram poderosamente usados pelo Senhor da obra. A ele estavam entregues. A ele se
dedicavam. Por ele foram usados.
Para homenagear essas duas classes de obreiros, escolhemos dois personagens — Joaquim Coelho dos Santos e Manoel Avelino de Souza. Este,
representando o grupo de estilo cultural; aquele, nos fazendo lembrar do grupo
de obreiros que contava, quase que apenas, com o preparo divino para o obra
do Senhor, nem por isso deixando de representar grande bênção para o trabalho
batista fluminense.
Joaquim Coelho dos Santos
Joaquim Coelho dos Santos se converteu em 1899. Foi tocado pelo cântico
convidativo do hino que diz: " O h ! tão cego eu andei, e perdido vaguei..." (n?
396 do Cantor Cristão), e pela mensagem do Rev. Henrique Louro de Carvalho.
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Foi um trabalhador infatigávcl, quando era diácono e evangelista. Por isso
mesmo, decidiram ordená-lo ao ministério da Palavra. Foi consagrado no dia
30 de maio de 1909, tendo logo assumido o pastorado da Igreja Batista de Aperibé,
onde permaneceu por dez anos. Fm 1919, passou a pastorear a Igreja Batista
de Macuco, onde permaneceu por 38 anos.
Em seu longo pastorado, organizou treze igrejas e viu se entregarem ao
ministério vinte jovens, entre os dois mil crentes que ele batizou. O Pr. Erodice
de Queiroz foi um desses jovens.
Era um grande evangelista. Por isso, em sua época, era o pregador mais
convidado para conferências evangelísticas. Ouvi-lo era um prazer. Homem de
pouca cultura, mas de grande unçáo espiritual, que sempre arrancava lágrimas
daqueles que o ouviam.
Em tempos em que o evangelho suscitava perseguições, sofreu, quando
da realização de doze batismos no Rio Paraíba do Sul, na localidade de Portela.
Apareceram cinqüenta homens armados, com o firme propósito de tirar-lhe a
vida. O Senhor, porém, o poupou.
O nome de Joaquim Coelho dos Santos simboliza a vida de pastor real
e inteiramente dedicado à causa' do Mestre.
Manoel A^Iino de Souza
Manoel Avelino de Souza nasceu a 10 de novembro de 1886, no município
de Santa Inês, na Bahia. Foi batizado no dia 09 de dezembro 1906, pelo Pr.
Alexandre de Freitas. Depois de formado pelo Seminário Teológico Batista do
Sul do Brasil, em 1916, doutourou-se também em Filosofia, e passou um ano
estudando nos Estados Unidos da América do Norte.
Assumiu o pastorado da Primeira Igreja Batista de Niterói em 1917,
dirigindo-a até 1962, quando o Senhor o chamou para si.
Teve o privilégio de construir dois templos para sua igreja. O primeiro
era, na época, um dos maiores do Brasil, e serviu por muitos anos à igreja.
Sentindo que aquele já se tornava pequeno para a igreja, começou a construir,
na década de 50, o segundo templo que é, hoje, um dos maiores do Brasil.
Conhece-se o gigante pelo dedo. E Avelino, pelas obras que realizou em todas
as esferas, portou-se como um verdadeiro gigante espiritual
Foi grande pregador, grande líder, grande educador. Foi, por várias vezes,
presidente da Convenção Batista Brasileira, e, por mais de duas vezes, da
Convenção Batista Fluminense. Pena rutilante, legou-nos ótimos livros que têm
servido muitíssimo à denominação.
Líder genuíno, Avelino transmitiu aos fluminenses uma orientação segura
e sadia. Graças à sua liderança e à de homens como Christie e Lessa, o Estado
do Rio conseguiu chegar ao ponto de desenvolvimento que alcançou e que a
tantos empolga e admira.

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Capítulo VII

PERÍODO DE ORGANIZAÇÃO DE VÁRIAS
ENTIDADES E COOPERAÇÃO
PERSEGUIÇÕES EM FRIBURGO
Em 16 de agosto de 1908, a cidade de Nova Friburgo foi palco de perseguições aos batistas quando estes realizavam pregações na Praça do Suspiro.
Pregava o Pastor Kléber Martins, destemido obreiro, de grande consagração, quando um grupo açulado pelo clero católico, começou a dar vaias e a
fazer algazarras usando latas velhas, pedras, etc.
Quando chegou o momento do missionário A.B.Deter pregar, a situação
se complicou mais ainda. O missionário disse que tinha ido ali para levar ao
povo as luzes do evangelho. Os inimigos se aproveitaram dessas palavras e se
sentiram afrontados.
O jornal O Friburguense, que defendia os católicos, comentou:
"Foi nesse momento que chegou o Monsenhor Miranda sem acompanhamento nenhum, objetou pacificamente que luzes já as tinha:
povo de sobra, e ato contínuo, com dois ou três argumentos, deixou
sem fala seu antagonista.
"As primeiras palavras do monsenhor acenderam o povo, como que
por encanto, de todos os lados, estabelecendo a confusão. Eram
aplausos que entravam delirantes de toda aquela massa que se acercava de seu querido vigário, vitoriando-o e secundando-o na repulsa
aposta aos homens da seita batista.
" É difícil descrever o que foi aquela apoteose, o mais belo e merecido
florão que poderia receber de Maria em recompensa dos seus maravilhosos esforços em prol da Igreja c da fé". (1)
Já na terça-feira, dia 18, os católicos começaram a espalhar pela cidade
um folheto, convidando o povo a se unir para perseguir os crentes. O tal folheto
continha:
"Contando que os batistas pretendem repetir, hoje, na via pública,
uma pregação que constitui uma afronta à nossa piedade, aos nossos
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brios de povo civilizado, aos nossos mais caros afetos e sentimentos,
afronta que não puderam levar a efeito, no domingo último, diante
da energia de nossa atitude, convidamos a população católica desta
cidade para uma reunião hoje, às quatro e meia da tarde, na Praça
15 de Novembro, para nosso protesto.
Basta de provocações!
Os católicos de Nova Friburgo".
Os batistas voltaram a pregar na praça. A Constituição da época, a de
1891, no artigo 1?, parágrafo 3?, rezava que todos os indivíduos tinham o direito
de liberdade de consciência. Estavam, portanto, os batistas escudados na Palavra
dc Deus e na Carta Magna.
Os católicos ferrenhos não queriam nem sonhar que houvesse crentes em
Nova Friburgo. Desejavam, a todo custo, sufocar o avanço do evangelho. Daí
recorrerem ao expediente de "vaias, insultos, pedras, corridas deveras nesses
atrevidos injuriadores do Brasil que os hospeda", como publicou o Friburguense
de 26 de agosto 1908.
Joaquim Fernandes Lessa comenta:
" O s cabeças principais do movimento eram, além do padre, o verdadeiro mentor, o prof. Bijú, do Colégio Anchieta, e o sub-delegado
Barber.
" O s ânimos entre o povo se exasperavam, pois duas correntes se estabeleceram na opinião pública. Eram os missionários D.F.Crosland
e A.B.Deter e suas famílias e também o evangelista Kléber Martins
os que tinham grande interesse em que a liberdade de consciência
e o respeito à Constituição Brasileira fossem garantidos. Seguindo
de Campos o Pr. J.Lessa, para auxiliar os irmãos em Friburgo, o
evangelista Kléber Martins foi para Campos, enquanto estivesse ausente
o Pr. Lessa. Por uns 12 dias consecutivos os batistas não conseguiram
realizar conferências na praça. Apelaram ao Presidente do Estado,
ao Chefe de Polícia, ao Ministro do Exterior com uma apresentação
do saudoso Dr. Nilo Peçanha. Nada conseguiram porque todas as
providências que as dignas autoridades tomavam eram anuladas por
um certo deputado e chefe político em Friburgo que dizia não ser
preciso mandar forças, porquanto tudo estava em paz, e que os
batistas estavam pregando com toda a liberdade. Cada dia se esperava a força na hora do trem. E era repugnante ver-se gente de gravata
levada de mistura com a garotada em plena Estação da Leopoldina
daquela cidade, a darem vaias aos batistas, especialmente ao nosso
irmão Leonel Eyer, que sempre ia à chegada do trem. Eram gaitas,
e assobios que eles usavam. A fim de resolverem tal situação, foram
a Niterói os Revs. Crosland e Lessa e, falando ao Dr. Chefe de Polícia,
Dr. Veríssimo de Melo, este pediu que eles não se retirassem para
Friburgo sem que a força fosse.
"Efetivamente no dia 31 de agosto embarcava para Friburgo, de
expresso, uma força de uns 50 soldados de infantaria e cavalaria.
Ao chegar o trem à estação, lá estava o irmão Leonel Eyer. Os garotos
de gravata, vendo a força, guardaram, bem desapontados, os asso100

havia também um grande grupo a favor dos batistas. Nascimento Silva. por meios capciosos. que tinha como escrivão o Sr. que sempre teve Friburgo como uma fazenda sua. foi realizada a conferência na melhor ordem. arranjou uma grande reunião de desabafo para pedir ao monsenhor Miranda que não se retirasse de Friburgo. "Quando se aproximava a hora. que os batistas eram contra os italianos. que. alegando que o comandante da força é que havia ordenado que ele entregasse a arma. ao primeiro gesto. um soldado para guardar a casa durante a noite. Mas. ordenou ele que tudo aquilo fosse retirado da praça porquanto ia ser o lugar ocupado pelos batistas e que não permitiria nenhuma perturbação. as senhoras e crianças foram guardadas no interior da casa. " O plano era. Distribuída a força pelas esquinas da praça. guardados e prontos para. Todo o ardor do inimigo 101 . desarmado o soldado que guardava os batistas. por fim. numa venda de um amigo. o sub-delegado passou com a sua ordenança em frente à casa de cultos e pretendeu desarmar o soldado que no portão guardava os batistas. Enquanto os homens velavam. Raul de Oliveira. Assim aquele padre.bios no bolso. para uma função na praça. vamo-nos embora'. dizendo que contra a força não há resistência. em frente à casa de cultos. viessem os inimigos a atacá-los. segundo ouviu-se depois.B. deixou-se ficar ali.Deter. Estava. com a banda de latas vazias pelos garotos. à meia noite. falando o pastor J. Uma senhora de nacionalidade portuguesa veio ao delegado e pediu-lhe licença para a banda tocar ali às 4 horas da tarde. para que a grande colônia desta nacionalidade ali existente tivesse a devida reação. que para honrar a sua palavra tinha que se retirar de Friburgo. Soube-se no dia seguinte a esse atentado que. repetimos: combinada a hora. Inventou. os inimigos mandaram para a referida praça uma porção de estantes e outras coisas de uma banda musical. Em vista de tal envergadura o Sr. se reuniram todos na casa de cultos. na Loja Maçônica. desmoralizado o mandarim Miranda. Barber disse: 'Deixa. estavam 20 homens. para que a cidade não perdesse tão ilustre figura. "Nesse mesmo dia. O sub-delegado Barber fez tudo para que os batistas fossem desalojados daquela cidade serrana. Manoel Gomes de Oliveira c Souza. O soldado recusou e. saírem ao socorro dos batistas. o sub-delegado Barber. Igualmente. disse que a entregaria se o comandante viesse apanhá-la e o retirasse dali. onde os batistas já tinham sido perturbados pelo Monsenhor Miranda e o professor Plácido de Melo (Bijú). "Foi uma vitória completa. Combinada a reunião para as 4 horas da tarde desse mesmo dia na praça principal. Como Delegado Especial acompanhava a força o Dr. e pediram ao amigo Dr. pois.Lessa e o missionário A. o Delegado Especial fez fixar nas esquinas da praça um edital proibindo qualquer perturbação à reunião dos batistas. Ato contínuo. Na noite em que souberam os batistas que os italianos iam atacá-los. digno delegado da cidade. que era junto à casa de oração. segundo constou.

com arreganho autoritário. ele não se conteve. a polícia lho proíbe. Ultimamente. o que não deixava de ser original.aet. aqui do Rio de Janeiro. conforme lhes dá na gana. No episódio sobre as perseguições aos batistas em Nova Friburgo.. levando para as ruas e praças um harmônio ou realejo. e. discutir seus interesses. então. e. dando-se como ameaçados. e aclamações ao pároco e aos oradores católicos. Quando operários. querem em local fechado. reuniram-se os católicos.terminou com a estrondosa vitória da reunião em praça pública garantida pela polícia". "A polícia friburguense corretamente se limitou a impedir qualquer violência a pessoas ou coisas." A MISSÃO CAMPISTA ABRE TRABALHO EM MINAS GERAIS A Igreja Batista de Pádua sempre teve grande ardor evangelístico.. Ainda bem que nisto nada mais há que o nervosismo de alguns cérebros enfermiços! Reduzindo às suas verdadeiras proporções. Daí protestos estrepitosos.. nesta singular democracia. c ferindo pugnas mortíferas. e a efervescência foi crescendo quando se propalaram os intuitos dos batistas. o incidente em Friburgo não passa de minúscula agitação hábilmente provocada pelos batistas da localidade. era reconhecido como um intelectual de proa. já se elevaram os fatos à categoria de uma guerra religiosa. obtiveram a intervenção de outras mais altas autoridades policiais e um aparatoso reforço de tropas. têm dois pesos e duas medidas. como era natural. em torno do pároco de Friburgo. que era carolíssimo. Os poderes públicos. não tardou a manifestar-se.. mas não sorria isso aos provocadores que. Como o município de Pádua faz limite com o Estado de Minas Gerais. organizaram aqueles protestantes uma série de prédicas ao ar livre. e que só por si dá a medida dos sentimentos evangélicos de quem a isso recorreu. Manteve polêmica com o pastor presbiteriano Álvaro Reis. dois partidos armados. cujas prédicas se iriam efetuando em lugares cada vez mais próximos da igreja matriz. "A reação. escrevendo para o O Jornal do Brasil de 6 de setembro de 1908. Carlos de I. Ridículo expediente para açular injustas paixões. que é um ilustrado e virtuoso sacerdote.<2) O Dr. chegando ao extremo de mostrar à multidão um fragmento de pano e exclamar em assomo de patriotagem: 'Eis o pedaço de bandeira espedaçada no Rio pelo vigário católico!'. ferocíssimos. porém. católico até à medula e muito intolerante. "A chamada igreja batista ali goza da mais ampla liberdade de culto e propaganda. em uma sala. resolveram 102 . ' ' E m seus discursos o pastor protestante invectivava o clero católico. Em Friburgo manda-se força numerosa para asegurar ao protestante o direito de heresia e do acinte à opinião religiosa do povo. Imaginações ardentes figuram na aprazível cidade serrana. "Eu não quero aqui discutir o que contra o bom senso e a imparcialidade haja nessa proteção oficial dispensada a uma propaganda importuna e provocante. disse o seguinte: " E m Friburgo.

Ele aceitou o desafio e. Era preciso ir mais longe.os irmãos daquela igreja estender seus trabalhos evangelisticos até aquela região da Zona da Mata. foi decidido que se criasse uma junta que seria formada de obreiros dispostos a dar boa parcela de seu talento e cooperação no desenvolvimento da causa do Senhor no campo 103 . (1) Outro obreiro que impulsionou o início da obra em Minas Gerais foi o evangelista Antônio Rodrigues Maia que. providenciou para que fossem enviados vários evangelistas à região mineira referida. D. até a ordenação e posse do evangelista Antônio Rodrigues Maia. Esse foi ministrado pelo missionário D. Tendo ele verificado que os crentes de Pádua estava ansiosos para ampliar as tendas do evangelho naquela região. cooperando muito para o desenvolvimento do evangelho ali. novos esforços foram mandados para aquela região. em Pádua. no dia 29 de outubro de 1911. já com o missionário Harold Renfrow como secretário-executivo. mais tarde. Na terceira Assembléia da Associação Batista Fluminense sentiram os irmãos que os limites da Missão Campista deveriam ultrapassar o Estado do Rio. alcançando os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. foi ajudar o missionário Crosland. Como incentivadores do trabalho de evangelização no Estado de Minas Gerais. o evangelista Arquimedes de Roure se transfere de Macaé para São Paulo dc Muríaé. ali permanecendo por algum tempo. em julho de 1909. JUNTA ESTADUAL Como o trabalho experimentava certo progresso. mas que se localizavam próximo ao seu município. organiza-se. outros nomes devem ser mencionados. Após ingentes esforços. pregavam em fazendas situadas no Estado de Minas. com sua dedicada esposa. porém. Ali sentiu a grande necessidade de pregar o evangelho no Estado de Minas.Crosland. entre outros. em 1907. Com esse pensamento em mente. era muito zeloso no sentido de atrair jovens para auxiliá-lo na obra de evangelização. Foi convidado para pastoreá-la o missionário Crosland. como os de Joaquim Alves Pinheiro. deixou a cidade de Pádua e foi residir em Santa Rita do Glória. Alice Reis. Deixando o trabalho que realizava em Campos. Mais tarde. O missionário Daniel Franck Crosland que. Augusto Magro e Antônio Dias da Costa. (2) Como resultado dos esforços empreendidos naquela região. Como o trabalho em Minas "ganhava raízes". viria a ser pastor. como autênticos evangelistas. O jovem Pastor Alfredo Reis vai aumentar o grupo dos que estavam cooperando na obra do Senhor naquela região.F. contribuindo para a formação de outras igrejas naquelas plagas. contando no seu rol 71 membros. transferiu-se para Santa Rita do Glória. a Igreja Batista do Glória. foi aberto um trabalho em Estrela d'A!va e Pirapitinga. nas águas do Rio Caparaó. ocorrida em 5 de setembro de 1912. foram servos do Senhor que. Assim é que. Outros servos do Senhor dedicaram-se ao trabalho no Estado de Minas. passou a residir cm Pádua. Pedro Gomes e Emerenciano Machado. conseguiu ver cinco pessoas prontas para o batismo. onde era bom cooperador.

em Aperibé. os batistas fluminenses sentiram que era necessário criar um jornal que pudesse ajudá-los na divulgação de seus planos e no doutrinainento em geral. Brisas do Campo.^ OS BATISTAS FLUMINENSES E SEUS JORNAIS I.fluminense. Waldemar Zarro.Crosland e o Pr. na cidade de Campos. ou qualquer sentimento de oposição ao nosso útil e bem representado Jornal Baptista. Fidélis Morales Bentancôr.Lessa. Essa decisão foi tomada na Assembléia da Associação Batista Fluminense. Jair Vargas. as necessidades urgentes que se apresentam em a nossa Missão Campista. de parceria com D. ao qual respeitamos e apoiamos. "A junta sustenta o secretário estadual e paga as despesas de suas viagens. A. Compunham a junta pastores e missionários. O objetivo era ajudar as igrejas na solução dos problemas que enfrentavam. tiveram vida meteórica. o O Escudeiro Batista é dirigido pelo Pastor Sócrates O.F. tendo sido publicados dezoito números desse jornal. Apareceram também no cenário batista fluminense: O Evangelista. John Mein e Lessa. surgido com A. Ei-Ios: As Boas-Novas.Crosland.Lessa.M.Bratcher e Antônio Charles. O Órgão Oficial da Convenção Batista Fluminense Com a organização da Associação Batista Fluminense. com a finalidade de defender o seu redator. com sede à Rua Saturnino Braga. J.F. sem com isso interferir na sua autonomia. 11.F. no dia 1" de janeiro de 1909. foi criado o O Escudeiro Batista. no dia 3 de janeiro de 1907. Óthon Ávila do Amaral.F. União Batista Fluminense e Evangelista. A ela está afeto o movimento dos relatórios de estatística do campo e a manutenção do jornal O Escudeiro Batista". L. Com essa finalidade. Pedro Madeira. já referido em páginas anteriores. que surgiu com o idealismo de Alberto Lessa e Cristiano Apostólico. (2) 104 .de Souza. através de empréstimos. reunida com a Igreja Batista do Bom Jardim. sim. e mais cerrado combate na defesa dos santos ensinos da Palavra de Deus. Alípio Dória. Esses.Lessa.F'. Ebenézer Soares Ferreira. mas. A junta não era uma autoridade eclesiástica.B.B. Os Precursores São precursores todos os jornais fundados na época da chamada Missão Campista.Campos. cujo glorioso desenvolvimento requer mais cuidado na propaganda. mas um meio de prestar esclarecimento e ajuda geral. Na primeira página do primeiro número do jornal. Como redatores foram escolhidos o missionário D.Christie." (1) O O Escudeiro Batista teve os seguintes redatores: J. os redatores apresentaram o motivo da criação do órgão: " O que determinou a publicação deste nosso periódico não foi nenhum esforço partidário. Nilson Dimárzio. no dia 7 de janeiro de 1911. em parceria com J. Atualmente (1991). Diário Evangélico.Christie. As reuniões se realizavam de três em três meses. A. lomaej Sant'Anna.F. facilitando também as igrejas na construção de suas casas de cultos. porém. II.

Em 1928. 2. Redatoriava-o o Pr. criado em 1924. Jornais Regionais (de 1923 a 1930) 1. V. Eli Francioni de Abreu. O Batista da Planície — Órgão da Associação Batista da Planície. órgão da Associação Centro. Josué Garcia Cerqueira. Dirigia-o o Pr. 6. O Evangelista — Dirigido pelo Pr. Jornais Regionais (surgidos depois da década de 30) 1. O Norte Batista — Segundo jornal da região norte-fluminense. é o Órgão da Associação Batista Iguaçuana. 8. Redatoriava-o Erodice de Queiroz. 3. era jornal da Associação Norte-Fluminense. Ebenézer Soares Ferreira. Óthon Ávila do Amaral. 5. José Joaquim da Silveira. substituiu o O Batista Central. O Leste Fluminense — Órgão da Associação Leste Fluminense. Manoel de Deus Nascimento. 4. O Arauto Fluminense — Redatoriado por Helena de Souza. Redatoriou-o o Jornalista Óthon Ávila do Amaral. Arides Martins da Rocha. O Repórter — Segundo órgão da Associação Paraibana. Assis Cabral. Foi seu redator o Pr. 3. Itamar F. Jornais Dirigidos pela Mocidade 1. de Souza. O Herói — Órgão da juventude suburbana. O Batista Suburbano — Fundado em 1955. Foi seu redator o Pr. em Valença. Almenara — Órgão da região centro. 2. 12. redatoriado por Juvenil F. Era redatoriado pelos pastores Romildo Gomes Ribeiro e Vanildo Cavalcanti. Era redatoriado por Henrique Queiroz Vieira. Apolinário de Souza. já haviam sido publicados 16 números. em épocas diferentes. Joaquim Rosa. Ebenézer Soares Ferreira. de 1931 a 1939. foi fundado em 1970. 10. Fidélis Morales Bentancôr. Dirigiram-no os jovens Hélcio Vieira e Abdiel Duarte. O Destemido — Órgão da região centro. Teresópolis Evangélico — Criado em 1968. 2. O Batista Macaense — Dirigido pelo Pr. substituindo O Evangelista. O Boletim — Órgão da Associação Paraibana. O Batista Merítiense — Redatoriado pelo Dr. Juventude — Fundado por Juvenil Lessa. O Regional — Órgão da região macaense. 3. Edmundo Antunes da Silva. Ao que parece. O Extremo-Norte Batista — Órgão da Associação do Extremo-Norte Fluminense. os seguintes irmãos: João Daniel do Nascimento. teve como redatores. Assis Cabral. O Batista Iguaçuano — Fundado em 1978. 105 . Dirigiu-o o Pr. 9. era dirigido pelo Pr. O Batista da Baixada — Órgão da região niteroiense. Jógli Feitoza. 5. 7. 11. Melo. em 1921. IV. 4.III. era dirigido pelo Pr. O Batista Sudestino — Órgão da Associação Batista do Sudeste Fluminense. Gilberto Garcia.

Florentino R. Barra do Piraí. que representavam a Missão Campista e a Missão do Rio. George Barbosa. J." De modo que. Paraíba do Sul. com 19 membros. organizada em 19 de novembro de 1916. com as igrejas de Paraíba do Sul e Entre Rios. com a igreja de Niterói. acharam por bem unir as duas missões numa só a fim de que fosse criado o Campo Batista Fluminense. com 25 membros. Clemir Fernandes da Silva. organizada em 13 de março de 1904. e. Esse desejo. mais de 90% do sustento do trabalho dependia dos recursos que vinham de Richmond.Christie e O. Rogério da Veiga. organizada em 23 de novembro de 1910. Barão deAquino.B. no princípio do trabalho em nosso estado: a Campista e a do Rio. SURGIMENTO DO CAMPO BATISTA FLUMINENSE Com o surgimento da primeira igreja em Campos e em municípios vizinhos. Jornal Jovem — É o atual jornal da JUBKRJ (em 1991). em O Escudeiro Batista. Nélio Wilson Lopes Sobral.B. Josué Ebenézer de Souza Soares. em 1918. Na época da fusão. Temos a oportunidade de desenvolver o Estado do Rio c tomá-lo para Cristo se soubermos trabalhar em verdadeira cooperação.265 membros. o seguinte: "A Associação será composta de 44 igrejas e o campo será todo o Estado do Rio de Janeiro. organizada no dia 3 de outubro de 1915. Criado em 1978. Aparecida. Os missionários A. com 38 membros. quando as seguintes igrejas pediram sua inclusão no Campo Batista Fluminense: Niterói. Sapucaia. Isso ocorreu em 1918. Aparecida e Barão de Aquino. que já vinha sendo alimentado há alguns anos. organizada em 22 de dezembro de 1908.E. com 34 membros. Valença.Christie muito se rejubilou com o fato e escreveu. Tendo o trabalho batista brasileiro se dividido em Missão do Norte e Missão do Sul. as igrejas somavam 4. de 37 igrejas.Mariano Pereira. viria a tornar-se realidade. organizada em 18 de julho de 1903. a Missão Campista foi transformada em Campo Batista Fluminense. Luiz Roberto Silvado. com 38 membros. respectivamente. com 21 membros. Esta. têm sido seus redatores: Ellen Márcia Berez. Gilson Antônio de Paiva Bifano. foi criada a Missão Campista. organizada em 19 de julho dc 1895. Entre Rios. 106 .P.Maddox. organizada em 18 de fevereiro de 1917. Maricá. Com essas igrejas vieram os zelosos e dedicados pastores Manoel Avelino de Souza. com 40 membros. com a igreja de Valença.4. com 32 membros. o número de membros dessas igrejas já atingira 760. por ocasião da organização do Campo Batista Fluminense. É com prazer que recebemos estas igrejas e trabalhadores e esperamos ser mutuamente auxiliados na obra do Mestre. com 60 membros. aquela. que era orientada por missionários norte-americanos. No princípio. número de janeiro de 1918. organizada em 18 de dezembro de 1904. e Sebastião Faria de Souza com as igrejas de Sapucaia. O missionário A.da Silva. Existiam duas missões. se compunha de nove igrejas localizadas desde Maricá até Sapucaia.

Isabel Avelar Guimarães. Alvina Gomes de Oliveira. que. ardorosamente. e reorganizada em 20 de julho de 1899. Cora Barros. citamos Noêmi Campeio. Quando já havia um bom número dessa organização nas igrejas. D. Aos poucos. As senhoras decidiram cooperar. com a chamada Missão Campista. resolveu-se. fez. um retrospecto da obra realizada pelas senhoras no campo batista fluminense. Lottie Moon. as seguintes irmãs: Ernestina Rezende Retto. Alice Rosa. há algum tempo atrás. Rosa Assenço". Leonor Barros. tesoureira — Joaquina Alves Coelho. As Pioneiras D. temporariamente. A diretoria da recém-organizada entidade ficou assirn constituída: presidente — Ernestina Rezende Retto. no salão de cultos da Igreja Batista de Nova Friburgo — que se reunia. em 1913. com entusiasmo. Com esse ideal em mira. foi a vez da Igreja Batista de Macaé. secretária. as igrejas iam se conscientizando da necessidade de organizarem sociedades auxiliadoras dc senhoras. vindo logo ao encontro da mesma. não poderia ser diferente. Eva de Souza. continua a ser uma inspiração. Balbina Mendonça e tesoureira.O TRABALHO FEMININO As mulheres sempre ocuparam um lugar de destaque na obra do Mestre. Laura Eyer. no edifício do Instituto Batista Fluminense — e organizaram a União Geral de Senhoras. reuniram-se as irmãs representantes de várias igrejas e organizaram. cuja vida tem sido uma inspiração para muitas moças. que assistira à organização da União Geral de Senhoras. quer nos trabalhos locais. No Brasil. (2) Presidentes da UFMBF De 1913 até agora (1991). Basta lermos os Evangelhos. sendo presidente D. Na obra batista do Estado do Rio de Janeiro. dos seus trabalhos ao longo dos anos que o Senhor lhe concedeu de vida. ocuparam a presidência da União Feminina Missionária Batista do Estado do Rio de Janeiro (antiga União Geral de Senhoras). a Heroína de Craonópolis. Joaquina Almeida Coelho. Rodolpiana Ludolfo Reis. Alice Reis. vice-presidente — Eugênia Teixeira. D. a grande missionária à China.Barre107 . e participara. "A primeira Sociedade Auxiliadora de Senhoras na Missão Campista foi organizada pela igreja de Campos em 19 de agosto de 1896. passou também a contar com essa notável organização. Isabel Avelar. no dia 25 de janeiro de 1913. os Atos dos Apóstolos e as Cartas Paulinas para nos certificarmos dessa verdade. Lira Sales. criar um órgão que pudesse aglutinar todas as sociedades auxiliadoras de senhoras. (1) Depois da igreja de Campos. quer na obra missionária nacional ou no estrangeiro. secretárias — Elizabeth Lessa e Francisca de Souza. Emma Ginsburg. Destacamos aqui aquelas irmãs que ela considerava como pioneiras nesse trabalho: Altina Rezende. ativamente. entre centenas de mulheres. Florentina R. Através dos séculos tem sido assim. então. Ernestina Rezende Retto.

Com sua gestão teve início uma nova dinâmica no trabalho das senhoras do Estado do Rio. Sua atuação foi muitíssimo apreciada pelas senhoras batistas fluminenses. o cargo de secretária-executiva da UFMBERJ. as igrejas. o trabalho que já vinha sendo feito por suas antecessoras. Waldemira Martins. colocou a secretaria numa posição de destaque. ainda mais. até o ano de 1950. Nair Araújo Portes. como missionário ao Estado do Rio. Christie. Esther era muito ciosa de suas responsabilidades e procurou melhorar. Elly Bess d'Alcântara. conseguiu. Esther Prudence Riffey. em seguida. Marlene. Missionárias Prestam Grande Auxílio ao Trabalho Feminino D. Stela Borges de Araújo. passou a ser a secretária-executiva da UFMBERJ. a secretaria-executiva da UFMBERJ as professoras Linéa Dias (que deixou o cargo para casar-se com o talentoso jovem. Em virtude de sua volta a seu país de origem. ou Mrs. A Profa. visitava. trabalhos especiais. formar a mentalidade das senhoras batistas fluminenses no sentido de cooperarem com as convenções fluminense e brasileira. em 1913. Ana Christie. Operosa. Podemos afirmar que. Pastor Vítor Hugo Mendes de Sá) e Esther Godoy (que deixou o cargo para se entrega 108 . John Riffey. como também era chamada. D. mas que há anos vivia no Brasil. Algumas dessas irmãs foram presidente por mais de duas vezes. desde o início do trabalho feminino.to. que exerceu o cargo de 1977 a 1978. Marlene Baltazar Nóbrega Gomes. Alzira Prucolli. Carmem Lúcia de Aguiar Cerqueira e Cosete Pevidor de Carvalho. Lucinda Tavares. que era portuguesa de nascimento. Miss Blanche Simpson foi outra irmã muito querida e atuante no trabalho feminino do campo batista fluminense. a alma do trabalho batista feminino no nosso estado. por todo o Estado do Rip. Júlia Codeço dos Santos. Christie. foi substituída pela Profa. com grande denodo. Muitas apoteoses foram por ela elaboradas. Miss Blanche Simpson foi. sua esposa. Ocuparam. Executava com amor a sua função de secretária-executiva e todo o trabalho que lhe estava afeto. Maria Amália Carvalho de Souza. como é o caso da professora Marlene Baltazar Nóbrega Gomes. associações. Novas Secretárias-Executivas D. com muito amor. Zeny Santos. operosidade e eficiência. juntamente com Mrs. seu esposo. Marlene Baltazar da Nóbrega Gomes. Ruth Matheus. Miss Simpson procurou dar ao trabalho das senhoras estrutura adequada às circunstâncias da época. Norma Lee Van Eyken. que ocupou o cargo por quatro vezes. foi alguém que.Bastos. Grande foi a sua participação na obra das senhoras em nosso estado. Seus trabalhos eram preparados com esmero. juntamente com o Dr. Erly B. exerceu. Com a vinda do Dr. Portugal. com tato. Muito querida entre as senhoras. Denir Luz Fonseca. a Profa. em todos os seus empreendimentos. Christie.

5. '7. no dia 21 de maio de 1988. Realmente. Progresso no Trabalho da UFMBF 1. de dois em dois anos. e membro da Primeira Igreja Batista de Rio Bonito. facilitando a atuação da secretáriaexecutiva a quem não era possível dar assistência a todas as associações em que se dividia o trabalho estadual. ao Colégio Batista Fluminense estava reservado dar uma grande 109 . formada em música sacra pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. em Niterói. a tarefa que lhes cabia. Helga Fanini (redatora da Página das Senhoras em O Escudeiro Batista). Comemoração do Jubileu de Ouro da UFMBERJ. Loyde Zarro. Eunice Silva. com amor. Nona Renfrow. de congressos para senhoras e moças. da Primeira Igreja Batista de Petrópolis. Adosina Borges. se esforçaram para desempenhar. organizado pela Profa. o trabalho que lhe compete fazer. Realização. Solita Retto Queiroz. que vem realizando. Maria Varol. Artie Bratcher. declarou. com a apresentação de programa e apoteose que a todos causou impacto. que se tornaram missionárias após terem servido como líderes estaduais da UFMBERJ. 8. realizada no Ginásio Caio Martins. 6. outras irmãs se destacaram no trabalho feminino estadual: Maria Fernandes Moreira. como atestam Noêmia Barbosa e Maria Helena Leão Santos. Divisão da UFMBERJ em regiões. Jesuína Antunes. Pearl-White Boechat. Em 1991. Dorcas Pinheiro de Souza. Adélia Darcília Marins da Silva. 9. Além dessa. Noêmia Veiga. Grande ênfase à formação de líderes para as igrejas. então diretor do O Jornal Batista. Elza Lessa Pinto. Ocupa. depois. o Dr. Julieta Sales. secretária-executiva interina e líder no trabalho da UFMBERJ. referindo-se ao Colégio Batista Fluminense: " U m segundo fator é a influência exercida pelo Colégio Batista de Campos. Realização de dois acampamentos por ano: um para líderes de crianças e ouro para senhoras. são contadas onze regiões. José dos Reis Pereira. Realização de congressos de Mensageiras do Rei. aprimorado pela Profa. Surgimento de líderes pelo trabalho das senhoras. representando tentativa de apoio tão necessário à aglutinação das forças esparsas. Arith Barreto Rocha. õ cargo de secretária-executiva da União Feminina Missionária Batista do Estado do Rio de Janeiro a Profa. 3. através do trabalho das senhoras. a contento. Criação do coral da UFMBERJ. 2. Embora essas duas últimas secretárias tenham tido curtos períodos de atuação.ao trabalho missionário no norte do país). Despertamento de vocação missionária. sendo. A OBRA EDUCACIONAL DOS BATISTAS FLUMINENSES Fundação do Instituto: Primeiro Período Destacando fatores que influenciaram o crescimento da obra batista no ~ Estado do Rio de Janeiro. atesta essa influência. Aildes Soares Pereira. atualmente (1991). uma colméia de grandes obreiros e pastores". com uma representante da UFMBERJ em cada uma. 4.

que não dormitavam em seus planos maquiavélicos. em várias localidades do estado.(3) O Instituto Muda-se Para Campos com Novo Nome O Colégio Batista Fluminense. Ele mesmo fora aluno de uma delas — a de Macaé. não houvesse recursos necessários. que trabalhou no colégio. hoje.B. resolveram que o melhor seria abri-lo na cidade de Nova Friburgo. enquanto em Friburgo. A obra educacional já vinha sendo objeto de interesse e atuação dos batistas em nosso campo. O Pastor Joaquim Lessa. era solenemente instalado. do início dessa obra. Tomados do ideal de ter. Ao abrir uma caixa de madeira que continha carteiras vindas dos Estados Unidos. permaneceu em Nova Friburgo até junho de 1913. narra. No dia 11 de janeiro de 1910. ocupando ali um espaçoso edifício. Nada. o pastor Joaquim Rosa. Os seus fundadores foram os missionários W. o público e provocar mais e mais as iras dos jesuítas. composta dos obreiros Alfredo Reis. Tudo eles fizeram para neutralizar os planos dos batistas com referência à continuação do Instituto em Friburgo. porém. já funcionavam. no mais apropriado local. Uma comissão. Sana. etc. Como fosse grave o acidente e. Cerro Frio. a sua mudança para a cidade de Campos: "Os trabalhos da Associação Batista em Friburgo provocaram a ira dos jesuítas locais. Murundu. por um preço elevado. os batistas fluminenses decidiram dar um passo agigantado no terreno da educação. Leonel Eyer. porém. (1) Mesmo que limitadamente. de ambos os sexos. E Joaquim Lessa quem escreve a respeito do colégio: "Eram cinco os professores do colégio.H.parcela de contribuição no progresso do reino de Deus no campo fluminense. Daniel Crosland. Kléber Martins.H. para serem usadas no colégio. portanto.Christie. o prédio onde funcionava o estabelecimento batista. quando se encerraram as aulas do período escolar. foi ferido por uma farpa no olho direito. no centro da cidade serrana de Nova Friburgo. Macaé.Canada e A. um colégio batista. Christie. teve início a instituição. o missionário precisou viajar à sua Pátria. o Instituto Batista Fluminense. sob a sábia direção do Dr. Por fim.Christie. pretenderam alugar. Eliézer Rosa. W. Praça Getúlio Vargas. do seguinte modo. na Praça XV de Novembro. o que era chamado escolas anexasS2) Ficaram famosas as escolas anexas de Aperibé. no dia da inauguração. onde seu pai. Monção (hoje. conseguiram. Com a matrícula de 17 de alunos. Não pôde continuar mais ali. até então Instituto Batista Fluminense. O progresso alcançado pelo colégio em Friburgo. era pastor.Canada. pelo que reiteraram as suas clandestinas maquinações contra o colégio ali. Não foi. foi o acidente sofrido pelo Dr. Não mais retornou ao Brasil. A. estudaram com afinco o assunto. sem motivo que o 110 . Ernesto Machado. escreveu admirável página sobre a influência dessas escolas. Joaquim Coelho dos Santos. junto às casas de culto. pois o instituto funcionou no mesmo prédio até 1913. buscando tratamento adequado.B. Em 1909. Nota triste. ltalva). O grande juiz. foi de molde a impressionar. no Brasil. muito agradavelmente. Queriam organizar um colégio de maior porte.

Domingos Batista da Gama. a jurita americana tinha enviado dez mil dólares. tirando do bolso uma pequena moeda. Por sua vez. Como a crise se acentuasse. Pareciam terminados os planos dos batistas e inutilizados os esforços de alguns anos de trabalho. emprestavam pequenas quantias ou faziam ofertas. pela falta de numerários — as igrejas não podiam assumir responsabilidades superiores às suas forças e tão desproporcionadas à sua capacidade. e. Em fins de 1912. e os irmãos ficassem desanimados. Domingos Batista da Gama. em gozo de férias e também com o objetivo de angariar verbas para os últimos compromissos com a referida aquisição. filho do pastor Alberto Lessa. vamos comprar este palacete para o colégio?'. pois. divisaram alguns sinais que os animaram e os incitaram a seguir. fácil o empreendimento. Mas. Christie. principalmente. sendo que as duas primeiras prestações foram de cinco contos cada uma. ao mesmo tempo. as quais. Para o pagamento total. de parentes do saudoso campista Dr. O menino disse. respondeu: 'Eu dou estes 20 réis!'. dentro de poucos meses. porém. os dez mil dólares chegaram ao Rio. A compra foi feita por pagamentos periódicos. compraram o dito palacete Belizário. o que foi alcançado entre os irmãos e amigos e pelas igrejas. o Sr. Os irmãos americanos. Grandes foram as lutas para conseguir-se um empréstimo nas igrejas para o segundo pagamento de cindo contos. jamais deixaram de orar.missionário A. correspondências e telegramas. por gracejo: 'Dr. com o pastor Lessa e o menino Daniel. O Dr. ipunha-se a necessidade da aquisição de um edifício que bem comportasse o estabelecimento. de boa vontade. de propriedade do Sr. viram um lindo palaccte. " D e fato. Mas a mudança era uma necessidade inadiável e passos tinham que ser dados. Chirstie. para realização de tal intento. "Nesse ínterim.. Contudo. Não era. Mal.B. Pouco tempo depois.Christie começou logo a providenciar a mudnça do colégio para Campos. servisse de padrão de honra à causa batista do estado. outra vez as coisas tomaram tal caminho que os batistas fluminenses resolveram desistir da compra e perder os dez contos que já haviam dado. que o havia adquirido. apesar de visível desfalecimento. resolveu fazer uma diferença dc dez contos no preço. o dinheiro foi devolvido para os Estados Unidos. Passando ele pela Rua da Constituição. tendo os irmãos norte-americanos completado os 65 contos. se não estamos enganados. atendendo à crise. Houve apelos. sempre bondosos. Nilo Peçanha. 111 . " E m maio daquele ano. nos atenderam. os batistas entraram com 20 contos. solicitando a remessa do dinheiro novamente. "São dignos de menção alguns episódios que se passaram na tentativa da compra do edifício. para que se aprecie como o Senhor Deus cumpre as promessas para com os seus servos. da Firma Santos Moreira & Cia. o missionário Christie seguiu com a família para os Estados Unidos. Para a compra do referido prédio. o missionário Christie visitou Campos para pesquisar a possibilidade de mudança para um lugar próprio.

Durante esse período. Evódio Queiroz. e ao colégio. sim. naquela época. para um lanche. A. Tinha os meus 14 anos de idade. o pastor J. fazendo também transportar para a referida cidade todos os haveres do colégio. na cidade de Campos. na abertura das aulas. três se tornaram pastores. com verdadeiro deslumbramento e sucesso". Manoel Avelino de Souza. matriculei-me no Colégio Batista Fluminense. tendo sido evangelizado pelo então estudante e seminarista Erodice Fontes de Queiroz.o câmbio baixou e os dez mil dólares renderam trinta e nove contos e duzentos mil réis.F'. o pastor Dr. cativando os não crentes. em 1914. Lembro-me da visita que fez àquela cidade. por intermédio do colégio. enquanto o missionário Christie estava nos Estados Unidos. Quatro anos. de 1917 a 1919. pelo pastor Erodice de Queiroz que. a fim de assistirem à Escola Bíblica Dominical. acima citado. E bons líderes! São eles: Sebastião Angélico de Souza. de 1915 a 1916. Recebeu grande influência cristã da professora Genoveva Vorheis que. mas que deixou bons frutos. Dos alunos matriculados desde 1911. Evódio Queiroz. Um curto período. A. atuando no campo fluminense: Antônio Armindo. " N o mês de agosto desse ano. entre os alunos do Colégio Batista Fluminense. <4) O primeiro período do Colégio Batista Fluminense vai da sua inauguração até o final de 1913. Lessa. Alunos não crentes foram levados a Cristo durante o tempo em que freqüentavam os bancos escolares ali. levava os internos para a Primeira Igreja Batista de Campos. o colégio foi dirigido por três pastores: J. Eis o testemunho do pastor Evódio Queiroz: " E m 1917.Christie. Era seu costume. mais tarde. Pela primeira vez tive contato com os crentes evangélicos batistas.Christie.F. dominicalmente.Lessa mudou-se de Friburgo para Campos. Antônio Charles e Nilo Sales. "A abertura das aulas deu-se em 2 de fevereiro de 1914. era seu colega no Colégio Batista Fluminense. assim. sendo tudo instalado à Rua da Constituição. pregava-se o evangelho cada dia. levar muitos dos alunos à sua casa. Durante esses anos. como foi consoladora e edificante a experiência! Na mesma sala em que um inimigo dos batistas dissera não ter a religião batista quem a representasse e ser somente abraçada por viúvas pobres c por ignorantes. em sua conversão e chamada para o ministério. nessa mesa sala.B. apenas. antigo n? 99. em campanha para levantar 112 . e pelo pastor Manoel Avelino de Souza. Grande foi a influência do colégio na vida espiritual de seus alunos. após as reuniões. E. estavam os seguinte jovens que. Fidélis Morales Bentancôr e Honório de Souza. O pastor Evódio foi muito influenciado. Segundo Período O segundo período vai de 1914 a 1919. John Mein. tornaram-se pastores. Ia. Foi assim salva a situação. Era diretor do Colégio o saudoso missionário Dr. também. foi um desses alunos.B.

L. de 1924 a 1926. que assumiu a direção do estabelecimento durante dois meses apenas. com um prédio de dois andares. Como seminarista. A n t ô n i o Soares Ferreira.L. genitor do autor desta obra e aluno do Colégio Batista Fluminense nesse período. E as orações foram ouvidas. Antônio Zeferino e Silva. onde se instalou o internato feminino. João Teixeira de Lima. contando 19 anos de idade. Antônio Bernardes Júnior. contratando alguns que lecionavam no famoso "Liceu de Humanidades de Campos".M. Procurou ele manter um alto padrão moral e intelectual na instituição. A sua pessoa simpática de mensageiro das boas-novas do evangelho do nosso Senho Jesus Cristo chamou-me a atenção. Bratcher pedia aos alunos que insistissem com Deus para que Ele lhes desse aquela propriedade.recursos para construção do templo na cidade de Niterói. recomendado pela junta.Bratcher. Waldemar Zarro. de parceria com o pastor Vitorino Moreira. (Foi nessa época que se converteu a professora Evangelina Guedes. Estudaram nesse período do Colégio Batista Fluminense os seguintes alunos que. Gê Sardenberg. Vital Cabral.) Pastor Erodice Fontes de Queiroz. pelo saudoso missionário Dr. ingressei no colégio e seminário do Rio de Janeiro. hoje Primeira Igreja daquela cidade. José Abraão do Nascimento e Abelar Suzano de Siqueira. estudaram no colégio os pastores: José Basílio de Souza. Ageu Neto. do lado direito do prédio dc aulas. Alberto Araújo. Contava o pastor Antônio Soares Ferreira. Quarto Período Vai de 1925 a 1930 o tempo que pode ser chamado de quarto período na história do Colégio Batista Fluminense. com os demais seminaristas do campo fluminense: Erodice de Queiroz. freqüentando a igreja do pastor Manoel Avelino de Souza. Na sua gestão foi adquirida a chácara. "Fui batizado na Primeira Igreja Batista de Campos. de 1928 a 1929. Este período foi muito abençoado. pois achava que sua principal função era a de pastor. Fidélis Morales Bentancôr. mais tarde. que viria a ser uma famosa educadora em Campos. porque o Dr. que muitas noites foram passadas em oração. tornaram-se pastores: João Barreto da Silva. Foram seus diretores nessa época os pastores: Alberto Portela. Procuraram dotar o estabelecimento de bons professores. Fiquei impressionado com o pregador. O primeiro. Pastor Fidélis Morales Bentancôr. Juvenil Fernades Lessa e Dionísio Loureiro. e o segundo."' 5 ' Terceiro Período Podemos chamar de terceiro período o tempo que vai da metade de 1919 a 1925. Durante esse período. O Dr. ao mesmo tempo que procedia a uma serie de conferências na igreja de Campos. 113 .M. de 1919 a 1923. Bratcher mostrou ser homem de grande visão como diretor do colégio. e coin carta de apresentação daquela igreja. Emanuel Fontes de Queiroz. de 1924 a 1925.Bratcher e Alfredo Reis foram os diretores do colégio.

de novo. de 1932 a meados de 1936.Lingerfelt. "Converteu-se no ano seguinte. Como eram fumantes. Era católico praticante. Eram apenas 25 alunos no internato masculino. Orlando Alves. Francisco Rosa. Começou pelo Apocalipse. nesse tempo. seus pais mudaram de opinião quanto à disciplina do referido educandário e decidiram mandá-lo para o Colégio Batista em Campos." (6) 114 . Nada entendia. Raphael Zambrotti: "Raphael Zambrotti chegou ao Colégio Batista Fluminense a 7 de fevereiro de 1927. Raphael Zambrotti. Minas Gerais. Alberto Portela. dois rapazes. Seus pais planejavam interná-lo em Leopoldina. Rui Franco de Oliveira. mas seus pais não cederam. de 1931 a 1932 — uma grande alma. F. Seu primeiro interesse pelo evangelho deveu-se à atração que sentiu pela beleza dos hinos que alguns rapazes cantavam em coro. passaram pelo colégio os seguintes pastores: Ageu Neto. Walvique Soares Henrique. Benedito Manhães: Testemunho do Pr. Nas férias daquele ano.E. mas sentiu que sua vida religiosa não estava certa. missionário A. e. Decidiu ler a Bíblia. que lá estudavam. "Tudo pareceu inteiramente estranho ao rapazinho que chegava do interior. Gostava de ouvir as preleções de Joaquim Lessa. os seguintes irmãos: Dr. pela graça de Deus iria determinar os rumos de sua vida.Morgan. A. levando no coração a semente que.B. O rapazinho que de lá saíra.F. devido à morte de seu pai. num colégio de padres.Christie abriu-lhe as portas do Colégio Batista. Ele não estava familiarizado com o evangelho. porém. Dr. Com 16 anos foi declarado maior para cuidar de seus irmãos menores. de parceria com o missionário J. Fidélis Morales e outros pastores que falavam nas assembléias. Gutenberg Faria Guedes. "Em 1929. " E m 1932.B. sentiu-se chamado para o ministério. Foi batizado em Natividade de Carangola. pelo pastor Erodice de Queiroz. pastor da Primeira Igreja Batista de Campos. Nesse período. Pela primeira vez ouviu falar em candidatos ao ministério.Quinto Período O quinto período vai de 1931 a 1936. Quando visitou seus pais e lhes deu ciência disso. sua terra natal. em 31 dc dezembro de 1930. no tempo próprio.Christie. Dodanin Gonçalves. não pôde prosseguir nos estudos. Houve sérios protestos de alguns familiares. Foram diretores do Colégio Batista Fluminense. grande amigo da mocidade. retornava à velha casa. Silas Silveira (primeiro batista a ser eleito deputado estadual). Nunca havia assistido a um culto. apareceram em Natividade de Carangola. ao germinar. viu-se ameaçado de não retornar ao Colégio Batista. último ano da administração do pastor Alberto Portela. ao mesmo tempo que diretor do colégio.

Doeu-lhe o coração. Durante esse período foi seu diretor o Pr. Comentou. Barreto a solução para os problemas em que se achava envolvido o colégio. Entristeceu-o ver que a chácara. fora. O Dr. por um jornalista intolerante. O Pr. Viu que o colégio não poderia continuar só com o curso primário. O técnico. ou você vai ser o diretor ou o colégio será vendido". Tornaram-se positivos os resultados da perseguição. Os efeitos do movimento foram outros.Sexto Período Este é considerado o período mais longo da história do Colégio Batista Fluminense. onde haviam sido contemporâneos e onde começaram o namoro.. Foi visitar o colégio. De maneira insistente. os tranqüiliza: " N ã o se preocupem. Christie lhe falou chocou muito o Pr. expostos em frente ao prédio principal. Exercia ele muito bem o pastorado da Igreja Batista de Pádua. Era preciso. em tabuleiros. Ao chegarem a Campos. ex-aluna do colégio. com a esposa. Isso. com as duas filhas — Élcia e Ilcéia. onde havia frutas em quantidade.. o que despertou em inimigos da causa a inveja. não fez arrefecer o seu ânimo. Ele não aceitou. lançou mãos à obra. disse ele ser o Pr. As frutas eram retiradas dos pés e vendidas. A maneira objetiva com que o Dr. pensando que assim amendrontaria o técnico. a professora Florentina Rodrigues Barreto. porém. para que esse curso pudesse funcionar. Já vi que o colégio obterá sucesso quanto ao seu requerimento. Começou a planejar a criação do curso ginasial. Não foi diante do primeiro convite que o Pr. O governo nomeara um técnico para fazer a inspeção do colégio. Pôs-se a orar. João Barreto da Silva. Embarcou para Campos. 115 .". Christie não demorou muito a voltar a convidá-lo. A cena o comoveu. um dos articuladores do movimento nacionalista que. fazer o seu movimento contra a instituição. No dia em que esperavam o inspetor oficial para proceder à inspeção. Horácio de Souza. fazendo-os desfecharem contra o colégio campanhas negativas e perseguições. para surpresa geral. A decisão não demorou a ser tomada. o casal teve a sua primeira decepção: ninguém os esperava. Barreto aceitou o desafio de dirigir o Colégio Batista. entrou subindo correndo a escadaria de mármore e. fazendo acusações contra o colégio. era motivo para transformar o colégio cm verdadeira"quitanda". muito incisivamente: "Barreto. Era homem de têmpera forte e começou a enfrentar a luta. verificaram que as duas pilastras do portão de frente do colégio estavam crivadas de cartazes berrantes. porém. Imbuído de elevado ideal. ao chegar ao portão do colégio e ler os cartazes ali afixados. Barreto não descansou enquanto essa inspeção não foi requerida. Barreto. além de ser terrivelmente atacado na imprensa secular. Aquilo que afixaram naquelas pilastras é uma propaganda a favor do colégio. verificando se preenchia os requisitos exigidos pelo Ministério da Educação e Saúde para a implantação do novo curso. Esse contava apenas com menos de cem alunos. Haviam eles sido colocados ali pelo Sr. bem cedo. descobrindo a vinda do inspetor ao colégio. encontrando os diretores. quando o missionário Christie procurou-o. convidando-o para assumir a direção do colégio. requerer a inspeção prévia.

em Campos. narrando a vitória alcançada. Contentes com essa grande bênção." (7) Outras cartas e artigos desse teor se acham em nosso poder e mostram como o jornalista Horácio de Souza lutava para destruir o colégio. 116 . Horácio de Souza. naquele mesmo mês. feita por inimigos da obra. se não fosse aquele tópico que remata a descrição com que V. onde V. Felizmente. fez do interessante exame-de-admissão presidido pelo inspetor e 'trabalhado' pelos senhores desconhecidos 'professores' batistas adrede preparados. cuja edição não pude constatar. publicou um retumbante artigo de loas ao Colégio Batista.. Christie. dois meses. eapeando um embrulho. estão infrutiferamente tentando sustê-lo.Sa.Sa. poderá valer-se da Folha do Comércio. o ministro assinava uma Portaria concedendo ao Colégio Batista Fluminense a Inspeção Prévia. Sr. A carta que agora transcrevemos. Um duplo acaso permitiu-me receber de Murundu. que viria a ser.Sa. venho declarar a V.. com os norte-americanos. Lingerfelt. onde V. mais tarde.. onde somente circula tal jornal. norte-amercano como o Sr. 23 de abril dc 1937. PAX. o Sr. o que veio aumentar ainda mais a ira daqueles que já eram inimigos do colégio. cidade onde todas as famílias distintas e inteligentes EVITAM o tal 'COLÉGIO AMERICANO BATISTA'.Sa.. Em 1938. depois do requerimento. que estou ao seu inteiro dispor para ventilarmos o caso pela imprensa. ele. Obrgo. que. O colégio cresceu.Em fevereiro de 1937. ele não alcançou o seu intento. "Aguardando a vossa primeira arremetida. XV de Novembro. ainda em 1935. limo. 938. chegando a ter mais de dois mil alunos.Sa. Colégio Batista. parte do jornalzinho 'O Escudeiro Batista'. por ocasião de um comício na Praça São Salvador. subscrevo-me com atenciosa consideração. " O tópico é o seguinte: 'Mais uma vez FICOU DE PÉ o conceito que goza ("somente entre batistas") o estabelecimento na obra de EDUCAÇÃO NACIONAL ("em prol da educação da mocidade BRASILEIRA") conclui o Bentancôr Morales.. João Barreto da Silva. no momento em que discursava o estudante Celso Peçanha. mostra como o inimigo atacava: "Campos. mas sim no meio dos roceiros dos nossos distritos. " N a d a teria eu que repisar do vosso artigo-reclame. os diretores do colégio publicaram uma reportagem n' O Escudeiro Batista. Apesar de toda a propaganda contra o colégio. está o pensamento do Sr. portanto. para armar o efeito. Otto. 35 alunos fizeram exame de admissão para o curso ginasiaL Era o alcance da vitória. o Governador do Estado do Rio.Sa.' "Vê-se bem que naquelas linhas traçadas por V. no qual V. remeteu de uma só vez 69:887$600 conforme declaração d' Escudeiro. Sendo eu um dos brasileiros que combate pelo jornal e pelo livro o suspeito ENSINO DE ESTRANGEIROS sustentados pelos dólares da Junta de Richmond. não em Campos. Horácio de Souza — Av.

Valdir Lopes. Osvaldo Gomes Barreto. Eduardo Francisco Filho. Isaías de Castro.Murta. Teobaldo Silva Fraga. Ebenézer Soares Ferreira. citamos os nomes de pastores que estudaram no Colégio Batista de Campos. Roberto Oliveira. Jefté Vicente Figueiredo. Altanir Alves de Freitas. Isael Peçanha de Souza. ali esteve estudando uma neta do Sr. Osvaldo Mancebo Reis. A seguir. o Pastor João Barreto da Silva procurava promover a obra educacional no campo fluminense. na gestão do Pr. Eli Xavier de Pina. Jurandir Gonçalves Rocha. João Nazareno Lemos. Edinézer Faria. em suas mensagens. Muitos moços chegaram ao colégio desprovidos de qualquer recurso e encontravam no pastor Barreto o amparo de que necessitavam. Alceir Faria Pereira. João A n t ô n i o Amorim. Samuel de Souza Leite. Alcides Velasco. Jaci de Matos Tostes. Osvaldo Soares dos Santos. Ari Barbosa Martins. João José Soares Filho. Hélcio da Silva Lessa. Jorge Francisco Dias. Aloísio Barreto da Silva. Ciro de Souza. Augusto Soares Guimarães. Cláudio Wagner. esposas de pastores e professores do que o Colégio Batista Fluminense. Emiliano Boechat. José Pereira da Silva. ocorreu que. Aurecil Santos. Ebenézer Soares Ferreira. Barreto: Jáder Malafaía. José Maria Tougeiro. Allen de Almeida. Antônio Borba. Por ironia da história. Antônio Moreira Portes. Joadir Pires. podemos citar os seguintes pastores de outras denominações: Francisco Cardoso. Carlos Márcio Portela. Barreto era um grande descobridor de vocações e talentos. José Pinto. Hélio Rangel. Ao lerem estas páginas. Joélcio Rodrigues Barreto. e o Colégio Batista Fluminense um grande Iapidador de diamantes. Moisés Cunha. Paulo Mafra. tanto para o ministério. Eimaldo Alves Vieira. Manoel Bento da Silva. ele via o valor que ninguém conseguia ver. ao mesmo tempo em que. Erodice Gonçalves Ribeiro. no preparo de pastores. José F. Além desses. num "capiau'. Oséias Alves Batista. Gentil Teixeira. tempos depois. quando era diretor do Colégio Batista Fluminense o Pr. Cremos que não há no Brasil um colégio que mais tenha contribuído para a denominação. quanto para o magistério. Geraldo Gomes. Aylpton de Jesus Gonçalves. Valter Velasco. José Júnior dos Santos. João Portes. Vai daí que muitos dos alunos que passaram pelo Colégio Batista Fluminense estariam hoje na obscuridade. Waltir Pereira da Silva. Jadir Félix. Otávio Felipe Rosa. Eli Lacerda. Francisco Mancebo Reis. Diocesir Alberto. Waldir Rocha. Octaciano Lourenço Gomes. muitos estarão concordando com o autor. procurava despertar jovens vocacionados. Geraldo Braz Laiassa. Élbem 117 . Ismail de Oliveira Rodrigues. Lélio Barros. Aderbal Barreto da Silva. Eliézer Batista Araújo. Carlos Oliveira Varela. Clério Boechat. quando afirma que o Pr. visitando igrejas. • Pastor Barreto — Homem de Larga Visão Como diretor do Colégio Batista Fluminense. Jabniel Silva. Wanderley Pacheco Barreto. Durval Borges. Isaías Moreira de Frias. Filenilo Vicente Neves. Rubem Coelho dos Santos. Antônio Assis Carvalho. Elmar Camilo dos Santos. falando em associações e convenções. Saulo Luiz. Renato Zambrotti. Elias Gomes Vidal. Argênio Eugênio Gonçalves. José Ângelo.foi morto por uma baia que surgiu de um tiroteio ocasionado por comunistas. Horácio de Souza. não fora a ajuda que receberam daquele educador. Geneci Farizel. Num moço pobre.

durante os anos de estudo. Eponina Peçanha (Benedito Peçanha). Clcbem M. César. Esmeralda Camargo (Nery Camargo). Assim é que podemos começar com a irmã Talita Portela. Maria da Penha P. Contribuição do Colégio Para o Preparo de Futuras Esposas de Pastores Muitas alunas do Colégio Batista Fluminense tornaram-se esposas de pastores. Dilma Araújo Oliveira (Jorge Oliveira). Na gestão do Dr. Míriam Mafra (Paulo Mafra). Nair Portes (Antônio Portes). esposa do pastor Alberto Portela. Eth Sarlo Dutra (Gélson Dutra). Egmar Fernandes Santos (José Júnior). Clélia Contage Pinto (Dálson T. Elma Gomes Barreto (Joélcio R. que estudou em nosso colégio. Telma Fiaux Rodrigues (Ismail Oliveira Rodrigues). Jandira Fortes Lamóglia (Álvaro Lamóglia).. Pearl-White Boechat (Clério Boechat). Neusa Vieira de Castro (Isaías de Castro). César. Barreto (João Barreto da Silva). Denir Luz Fonseca (Samuel Leite Fonseca). Aída Gouveia Bastos (Francisco Cerqueira Bastos). Solita R. Célia Reis Soares (Osmar Soares). Borges da Luz (Jonas Borges da Luz). Ruth Manhães Alves (Eimaldo Alves). Na gestão do Dr. Elda Gomes Zambrotti (Renato Zambrotti). Creuza Rangel de Souza (William de Souza). Bratcher e do Pr. Ana Maria Paes Louzada (Adiei Louzada). Eth F. Lecy Barros Silva (Waltir Pereira da Silva). pelo menos. Geni Soares Amorim (João Antônio Amorim). Ruth Faria Rosa (Antônio Rosa). Flor-de-Liz Gomes (Otaciano Gomes). Christie. Ana-Held Gouveia Gonçalves (Argênio Conçalves). Odete Lessa (Hélcio da Silva Lessa). 118 . Grande foi a influência recebida ali. Irene Porto (Antônio F. Clcos M. na gestão do Dr. estudaram as seguintes irmãs: Stela Borges Araújo (Alberto Araújo). Alfredo Reis. em 1914. César. Loyde R. Hilda Francisco (Eduardo Francisco Filho). Esther Ferreira Purens (Teófilo Purens). Anita Soares Bertrand (Haroldo Bertrand). Janete Barreto (Osvaldo Barreto). Anterina de Souza (Sebastião de Souza). Nalva Gonçalves Rocha (Jurandir Rocha).M. Zarro (Waldcmar Zarro). Não poderemos dizer o ano exato em que todas estudaram. Lígia de Souza Mota (Waldomiro Mota). Enilar Tinoco Botelho (adventista). Pinto). Dejanira Barbosa (Achilles Barbosa). Irene Guimarães (Augusto Soares Guimarães). Para evitar repetição das palavras "casada" e "pastor". Irene de Souza Domingues (Hilarino Domingues). Éber M. Na gestão do Pr. na vida espiritual de cada uma delas. César (presbiterianos). Edna Macharet (Ari Macharet). Leny Azevedo Gonçaves (Aylpton de Jesus Gonçalves). estudaram as seguintes irmãs: Dorcas Pinheiro (Israel Pinheiro).B. Queiroz (Evódio Queiroz). daremos entre parêntesis o nome do esposo de cada irmã. Lourdes Santos Soares (Osvaldo Soares Santos). Elza Lessa Oliveira (Ageu Pinto de Oliveira). Nessy Pimentel Mendes (Estêvão Mendes).Christie. Ribeiro). Idalina Evangelista (Edgar Evangelista). Barreto). Marques (Altino Marques). estudaram as seguintes irmãs: Florentina R. Porto). íris de Souza Araújo (Eliézer Araújo). Leiva Soares Silva (Gil Silva). Jonila Crispim Pereira (Alceir Faria Pereira). A. Nilce Macedo Ribeiro (Erodice G. Abigail Faria Moreira (Jessé Moreira). Mas de muitas podemos citar a época. Barreto. Maria Antônia Nascimento Dias (Jorge Francisco Dias). Eunice Silveira Monteiro (Benjamim Monteiro).

após quatro anos de existência do curso normal noturno. outro colégio na cidade. declarou: "Não sei se poderei vos falar nesse momento quando ele é todo emoção para mim porque revive fatos de minha vida. O Progresso do Colégio O professor João Barreto. Maria José G. realmente. Houve uma professora do Liceu de Humanidades de Campos. um esplêndido prédio onde se abrigarão as gerações porvindouras. Etelvina Borges (Durval Borges). Marília Rangel (Hélio Rangel). Maria Amália de Souza (Samuel de Souza). casa tão querida e amiga.da Silva (José Silva). Luciana Mancebo Manhães (Benedito Manhães). A melhor resposta foi dada. que se casaram com pastores batistas. Dulce Barcelos Martins (Ary Barbosa Martins. pastor presbiteriano). O colégio foi pioneiro na criação do curso noturno em todo o norte fluminense. Telma Farizel da Silva (Gumercindo Cesário da Silva). podemos apresentar nomes de outras irmãs que foram alunas do Colégio Batista Fluminense e que casaram com pastores de outras denominações: Olívia Cordeiro (Francisco Cordeiro. Luiz." Élcia Barreto Soares (Ebenézer Soares Ferreira). e. Cely Lontra Faria (Gentil de Castro Faria). É. aqueles dias que me prepararam para os dias de hoje. Mas a grande obra deixada pelo pastor Barreto foi a construção do edifício de quatro pavimentos com frente para a Rua Dr. combatendo o Colégio Batista Fluminense porque criara o referido curso. Heloísa Helena Pimentel (Belardim Pimentel). Olinda Borges Santos (Teodoro dos Santos. Maria Madalena Portes (João Portes).Laudelina Neves (Filenilo Vicente Neves). E a par desses acontecia mentos que são revividos. Além destas. conseguiu dotar o colégio de recursos tais que o tornaram um dos maiores e melhores do norte fluminense. O edifício foi inaugurado com a presença do Governador Celso Peçanha. Na sua gestão foi criado o curso ginasial noturno. Lopes (José Lopes). Depois. Maria da Conceição C. de dias idos e vividos. Maria Dalva Bastos Fraga (Teobaldo Fraga).F. Tudo farei por dizer da imensa alegria que o Governador do Estado tem em pisar 119 . enaltecendo a obra da entidade. que. Foi muito criticado quando criou o curso normal noturno. Marta Jales Menezes (Gelson Lopes de Menezes). pastor presbiteriano). que. Jacy Carvalho Souza (Washington Antenor de Souza). como era mais conhecido em Campos. há também a considerar que o ex-aluno desta casa. Mary Lúcia F. Alberto Torres. pastor congregacional). ex-aluno da casa. que escreveu vários artigos. (Saulo Luiz). volta hoje aqui para inaugurar um magnífico. a primeira aluna colocada foi do curso noturno do Colégio Batista Fluminense. o científico. à sua sombra viveu oito anos. pois no concurso para ingresso ao magistério do estado. uma obra imponente e que custou muito sacrifício. diurno e noturno. Judith Soares (João Soares Filho). vieram a Escola Técnica de Comércio e o Curso Normal. aqueles que alicerçaram toda a minha vida espiritual. Pires (Isidoro Pires). Maria Madalena N. mais tarde.

Foi substituído pelo Pr. quando renunciou ao cargo. os pastores Raphael Zambrotti e Fidélis Morales Bentancôr não puderam realizar obra de vulto. até a posse do Pr. Samuel de Souza. Não há período. deixando-o para ocupar o cargo de Reitor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. em 1971. convenções e reuniões de massa. uma casa que ficou no meu coração. E já um grande pensador afirmava que a amizade que se conquista entre os 15 e 16 anos é a que mais fica. O Pr. Há como se fora uma visão caleidoscópica a desfilar quadros. Sim. entre outras. a tesouraria. assumiu. Construiu o ginásio coberto que serve para atividades de educação física e para a realização de assembléias. não há passagem. não há dia sequer que eu possa esquecer do Colégio Batista Fluminense. O então presidente da Junta de Educação. Equipou a parte térrea do novo edifício do colégio. que permaneceu até dezembro daquele ano. que. Substituindo o Pr. para o que fora convidado pela Junta Administrativa daquela instituição de ensino teológico. apresentando esse prédio base para construção de outros pavimentos. Barreto. ela ficou em mim para viver nos meus sentimentos para que os ensinamentos que eu aqui recebi constituíssem base de minha formação moral e política para que eles estruturassem toda a minha carreira. 3. em reviver aqueles dias tão agradáveis dc sua vida. que ocorreu no dia 24 de agosto de 1964. as seguintes obras: 1. 120 . se vivem à distância do tempo. no sentimento. Ebenézer Soares Ferreira dirigiu o Colégio Batista Fluminense durante vinte anos e quatro meses. à sua tarefa. Dedicaram-se. como se entranhados estivessem no meu ser e pronunciando toda a minha projeção política através dos ensinamentos que eu aqui colhi. perduram para se fixar no coração. o gabinete da orientadora educacional. 2. Pr. realizou. a direção.este solo e reencontrar esta boa gente. dando o melhor de si no curto período de sua direção. Em virtude do pouco tempo que passaram na direção da instituição. que falecera em acidente automobilístico no dia 09 de julho de 1963. paisagens que não se perderam. Construiu o prédio de aulas do Seminário Teológico Batista Fluminense. por quatro dias. na cidade do Rio de Janeiro. assumiu a direção do colégio o Pr. Ebenézer Soares Ferreira. onde estão localizados a secretaria. O ginásio ficou conhecido como o "Batistão". conferências. E depois que eu saí desta casa. porém. que dirigiu o colégio daquela data até meados de agosto do ano seguinte. quando ali se realizou a Assembléia da Convenção Batista Brasileira. a sala dos professores e o gabinete do diretor. é a que mais perdura."' 8 ' Sétimo Período O sétimo período do Colégio Batista Fluminense vai de julho de 1963 a dezembro de 1984. Raphael Zambrotti. Durante sua gestão no Colégio Batista. e ficassem presos a mim. em Campos. Fidélis Morales Bentancôr.

pode-se salientar o interesse direcionado para a evangelização de professores e funcionários não crentes. para futuras instalações de um acampamento. juntamente com sua devotada esposa. foram entregues no colégio mais de mil Bíblias. Alceir Faria Pereira. Celita Barcelos Rosa (Curso de Admissão). Ferreira da Silva e Loyd Barreto da Silva. Dois ilustres funcionários não podem ser esquecidos. demonstrando assim seu tirocínio. estufa e outros aparelhos necessários ao funcionamento de um laboratório. em certo ano. Benjamim L.César (Português e Geografia). crendo que devia se entregar mais ao ministério pastoral. 9.4. 7. com as disciplinas que cada um ministrava: J. aceitaram a Cristo como Salvador. Judith Gomes Brasileiro (Francês). D. 10. a sede da "república" que hospeda moças que estudam no Seminário Teológico Batista Fluminense. se entregaram à obra 121 . à Rua Andrade Neves. Joadélio Codeço (Matemática). 6. para atender às crianças. Criou o chamado quarto ano normal. Wadith Gazen (Francês). de quase três alqueires. Barreto.A. 261. 5. Tanto assim que. 8. José Luiz Glória (Português). Casa do Estudante Batista Uma das grandes realizações da Junta de Educação foi a inauguração da Casa do Estudante Batista. Construiu e equipou um "play-ground". que era então o tesoureiro. hoje. É com grande honra que citamos. Isso se deu no dia 4 de agosto de 1962. Manoel Gonçalves (Matemática). A distribuição de Bíblias era uma constante entre alunos. que só ficou um semestre na direção do mesmo. Ebenézer Soares Ferreira. Trabalharam por mais de 30 anos: Aristóbolo C. foi eleito diretor da instituição. professores e funcionários. Adquiriu uma casa na Rua Gil de Góis. Maria Francisca Sias. Muitos alunos. em Campos. Implantou o curso de Educação Física. Na gestão do Pr. nomes de alguns dos grandes professores do Colégio Batista Fluminense. Licínio dos Reis (Latim). O colégio cresce a cada ano. O Pr.Ulisses de Moraes (Português). em Niterói. Leontina Berenger Viana (Matemática). e que é. principalmente internos. Evangelina Guedes (Ciências). o Pr. Joélcio R. Tem desenvolvido uma grande obra. Equipou o laboratório para a criação do Curso Técnico em Laboratório. Após ter ficado vinte anos e quatro meses na direção do Colégio Batista. O diretor da Casa do Estudante Batista foi o Pastor Paulo Sias que. em Morro do Coco. Alguns deles se converteram. Elvira César (Matemática). A n t ô n i o Nunes (Português). n? 262. função que vem ocupando desde o segundo semestre de 1985. Antônio Charles (Português). Equipou a biblioteca e a secretaria com dezenas de arquivos e estantes de aço. investindo boa quantia em 11 microscópios. ouvindo o evangelho e recebendo a influência do colégio. Adquiriu um sítio. Ebenézer Soares Ferreira foi sucedido pelo Pr. Célia Drumond (Geografia). nesta página. que fora sede da Sociedade Patrimonial de Campos.

O Pastor Paulo e sua esposa haviam sido missionários da Junta de Missões Nacionais. com oito membros. aquele. A comissão se compunha dos seguintes irmãos: Dr. que."' 1 ' As igrejas em questão acataram esse parecer e. em conformidade com o mesmo. era reorganizada a Igreja Batista de Imburo. a Casa do Estudante Batista teve seu trabalho descontinuado. pelo presidente da Associação. respectivamente. considerando que a aceitação ou reconhecimento dessas igrejas como se acham. em 24 de outubro de 1916. da igreja independente de Canudos e este. com 82 membros.L. realizada em Macaé. apesar de serem batistas. opunha-se ã orientação do missionário A. finalmente. Um vez feito isto. aceite todos os membros que foram batizados durante o tempo da separação. considerando que os resultados dessa revolta ainda perduram no espírito dessa missão. esses mesmos membros poderão tomar demissórias e organizar a igreja em Imburo e em outros lugares. em 16 de julho de 1916.dc ajudar estudantes que vinham do interior para estudar em Niterói e no Rio de Janeiro. A. unanimimente.B. 122 . Manoel de Brito. assumindo o pastorado de ambas o pastor Antônio Ribeiro Fernandes. Cândido Ignácio da Silva. se dissolveram para serem reorganizadas. Ambas situadas no município de Macaé foram organizadas pelo evangelista Antônio Corindiba de Carvalho que. que será organizada com a presença de um conselho de outras igrejas. com 69 membros. Assim. que tal ato poderia vir a facilitar novas dissidências no futuro. dissidente. Como essas duas igrejas progredissem. recomenda esta comissão que a Associação aconselhe aquelas igrejas a se dissolverem e se organizarem numa igreja com os antigos membros da Missão. foi votado. são o fruto de desinteligências e revoltas. apresentaram-se os irmãos Antônio Ribeiro Fernandes e Desidério Francisco de Souza. da igreja independente de Imburo. e seus membros e pastor demonstrassem espírito de ordem e harmonia. INTEGRAÇÃO DE IGREJAS DISSIDENTES Nos dias 08 de dezembro de 1909 e 24 de outubro de 1910.Christie. para que essa igreja. e. Leonel Eyer. em 1916. atuava no Estado do Rio. solicitando que a Associação as aceitasse na comunhão da Missão Campista. então. Foi nomeada.Dunstan. Depois de prestar grandes serviços cooperativos com a obra de educação. uma comissão para estudar a solicitação e dar parecer sobre o assunto. Apresentado à Associação Batista Fluminense. era reorganizada a Igreja Batista de Canudos. Achou a Junta de Educação que era prudente suspender as atividades daquela entidade. e a Igreja Batista de Imburo. foram organizadas. durante alguns anos. para o que estavam eles devidamente credenciadas. viria provocar descontentamento no campo. considerando. a Igreja Batista de Canudos. na época. com 53 membros. em assembléia da Associação Batista Fluminense. o seguinte parecer: "Considerando que estas igrejas. Antônio da Costa Resende e Francisco Branco.

promovendo verdadeira e total destruição. praticamente até hoje. Naquela ocasião. porém. quando este se achava mal. Em 19 de dezembro de 1943. Com a amizade cultivada entre ele e o Pr. em condições de receber. Uma delas eram grandes prejuízos causados por lascas de madeira que eram lançadas ao telhado do templo. 123 . a Junta Estadual de nosso campo começou a pensar em como conjuraria tal situação". recebendo ofertas das igrejas e de irmãos e amigos para o referido fim. (I) A saída proposta era a seguinte: A Junta Estadual se tornaria pessoa jurídica e.PERSEGUIÇÕES EM MARICA Organizada em 19 de novembro de 1916. as propriedades que as igrejas iam. a Igreja Batista de Maricá foi alvo de muitas perseguições. O Pr. Desfaz inimizades. O povo usava de várias maneiras para mover perseguições contra os crentes. Os pontos principais ressaltados no Parecer foram os seguintes: 1. Clério Boechat. a dirigi-la. A maior das perseguições. Que a Junta Estadual forme uma caixa de construção. 2. foi a sofrida pela igreja. pôde pregar em Maricá. era pastor da igreja o Dr. foi um dos que moviam perseguições aos crentes de Maricá. Manoel Avelino de Souza. SOCIEDADE PATRIMONIAL BATISTA Procurando atender às necessidades das igrejas de então. quebrando telhas e causando outros danos. adquirindo. estava o Padre Batalha que. a fim de atender a outras atividades. realizada em 1916. no domingo seguinte. Procurou ele as autoridades e. ainda. Faltava o principal — os meios para as igrejas conseguirem as propriedades. Que a Junta Estadual se constitua em pessoa jurídica para poder adquirir propriedades. estaria. Clério chamado para socorrer o padre. em granjear amizades entre as pessoas não crentes. pelos perseguidores. ocasionando ferimentos em muitos. Pastoreou-a por vários anos. quando invadiu o templo um grupo de carnavalescos. perante as leis do país. principalmente durante a segunda década do século. Os crentes estavam reunidos. Entre essas pessoas. algum tempo depois. a atitude de hostilidade contra os crentes foi diminuindo e a intolerância foi acabando. aos poucos. em janeiro de 1918. estando a ela ligado. Retornou. muito pobres e que "funcionavam em acanhadas e modestas habitações. tendo se desligado do seu pastorado por um pouco de tempo. com quarenta membros. também. Boechat preocupou-sc. entretanto. a igreja passou a ser pastoreada pelo Pr. Mas só isso não daria solução ao problema. com as garantias oferecidas pelas autoridades locais. Quebranta corações. em certa época. Esse era um dos sinais de que os crentes não tinham a simpatia do povo. O evangelho é assim. Pedras foram atiradas contra as pessoas e contra o telhado. Esse assunto foi tratado na assembléia convencional. que pastoreava a Primeira Igreja Batista de Niterói. Muda hostilidade em amizades. assim. com o objetivo de trazê-las à igreja. Clério Boechat. portanto estandarte. em seu nome. em Macaé. Isso mostra o fato de ter sido o Pr. colocando em pânico os que ali estavam reunidos.

Assim pensando-se. Somente na assembléia seguinte. Leonel Eyer. realizada em 7 de abril. quando a caixa tiver um fundo regular. Sebastião Almeida.F. Bertolino Gomes dos Santos. Com esta organização. José Nigro. José Nigro. já os batistas fluminenses tinham a sua agência imobiliária. Benedito Borges Botelho. a posição das igrejas melhorou consideravelmente com respeito à aquisição de propriedades para o ensino religioso". (2) Inestimável é o serviço que esta entidade patrimonial tem prestado ás igrejas. empreste às igrejas que desejarem construir. Pereira. Custódio Cardoso. Crisantino Pires. Alberto Ribeiro Fernandes. Honório Carlos de Oliveira. pela 'Assembléia Geral'. realizada em Duas Barras. Alberto Vaz Lessa. Cândido Ignácio da Silva. João Gonçalves da Silva. A Sociedade Patrimonial Batista foi constituída em 'pessoa jurídica' neste ano e começou a angariar fundos para fazer empréstimos às igrejas. Manoel Suzano de Siqueira. mediante juros. Sua sede definitiva e foro foram sempre na cidade de Campos. John Mein. de acordo com o fundo. Antônio Ribeiro Fernandes. Manoel Ferreira Lima. Manuel Furtado de Melo. sita na 'Fazenda de São João'. Jesuíno Vieira. Joaquim Fernandes Lessa.Christie. Otávio Lopes da Cunha. Que a Junta. secretário. André de Souza Araújo. 5. 4. Que todo o dinheiro arrecadado para o fundo de construção seja depositado em banco de confiança de Junta. Cesário Teófilo Maria. em 1917. Vítor José Pinheiro. Lino Manoel Jacinto. O sistema 124 . Antônio Neves de Mesquita acentuou: "Mesmo antes de existir a Junta Patrimonial do Sul do Brasil. Francisco J. Evaristo Santos de Abreu. Filadelfo Cunha e José da Silva Lóta. José Abraão do Nascimento. Benedito Firmo. decidiu-se criar a Sociedade Patrimonial Batista. José Nigro. Sobre o estatuto e os associados.Lessa: "Os estatutos foram aprovados em sua íntegra. tornando-se pessoa jurídica e resolvendo a criação da dita caixa. formule um regulamento interno.B. Os assuntos sobre as igrejas se tornarem pessoas jurídicas e sobre a criação de um órgão para ajudá-las nas transações comerciais não ficaram resolvidos na assembléia convencional de 1916. que proporcione todas as garantias a si mesma e às igrejas. Os sócios instaladores foram: A. Manoel Marques de Souza Brito. Achou-se ser de bom alvitre organizar-se uma entidade patrimonial e não transformar a Junta Estadual em pessoa jurídica para atender às necessidades das igrejas. na casa de cultos da Igreja Batista de Duas Barras. A mesa foi composta pelo Dr. é que o ideal se concretizou. Domingos Francisco dos Santos. Seu primeiro estatuto foi elaborado pelo Pastor Dr. em sessão de instalação. Josino João da Cunha. no município que dá nome à referida igreja. Domingos José Barreto. no Estado do Rio de Janeiro. escreveu J. Antônio Morales Bentancôr.3. João da Mata Xavier. Joaquim Coelho dos Santos. Que. João Malafaia. Virgílio Antônio de Faria. Alfredo Reis. Emerenciano Nunes Machado. e quantia que julgar necessária. Francisco Ferreira Gomes. Enedina Borges de Lima. Joaquim Rosa. aprovado pela Associação Batista Fluminense. Elias Portes Filho. Amâncio José Sodré. presidente e Alberto Vaz Lessa.

Chistie. No afã de ver. porém.ANNA CHRISTIE — O TRABALHO COM AS SENHORAS E COM O COLÉGIO BATISTA FLUMINENSE Desde 1908. A única propriedade que a Sociedade Patrimonial Batista possuía era uma casa em Campos. Era ele um dos impulsionadores do trabalho evangelístico.. Eva de Souza. em suas NOTAS. "Quase nada existia antes de Mrs. Esse seu ideal foi consubstanciado. Cora Barros. Christie chegou ao Estado do Rio. Izabel Avelar. Esta foi vendida ao Colégio Batista Fluminense. em geral. Anna Christie. À Rua Gil de Góis. Carlota Silva Ramos. cia se entregou de corpo e alma a essa obra. 1991. ou D. de um pequeno grupo a uma grande convenção. em cada igreja batista. Elizabeth Kennedy. Firmina Seixas. se sobressaíram as senhoras: Deocleciana Ferreira. Ora estava ela ao lado do esposo. "Este foi um grande trabalho de Mrs. Florentina Barreto. Nem todas tinham o trabalho das senhoras estruturado."'1» 125 . A Sociedade patrimonial Batista é presidida pelo Pastor Alceir Faria Pereira. Christie no Estado do Rio. Mrs. " O trabalho das senhoras foi sempre uma bênção para a obra do Senhor no Estado do Rio. Adozina Borges. está fadada a extingúir-se. Talita Portela. Quando Mrs. como era também chamada. em cada igreja. assim declarava: 'A União de Senhoras foi sempre um dos mais eficientes elementos do trabalho da Missão Campista'. uma Sociedade de Senhoras bem organizada. Genoveva Voorheis. na realização de institutos. Foi desta forma que se tornou possível erigir um número tão grande de templos no estado. havia somente onze igrejas batistas no estado. do interior. Christie. D. Mrs. Albertina Oliveira. já terem personalidade jurídica.adotado era o mesmo que se adota nas organizações do norte e do sul. eram alvo de sua cogitação. ora ajudava no doutrinamento das senhoras. ela começou a cooperar com o esposo no trabalho das senhoras. Desde 1908.. nas igrejas. que a utiliza para alojamento das moças que estudam no Seminário Teológico Batista Fluminense. Por causa de algumas igrejas bem pequenas. em quase sua totalidade. Enedina Lima. Fidélis Morales Bentancôr. ora realizava ela viagens evangelísticas. Alice Reis. Essa entidade. é que esta sociedade ainda existe. que não podem passar seus bens para seu próprio nome. n. Hoje. Dinorá Lessa."' 3 ' Foram presidentes desta instituição os seguintes pastores: José Nigro.a 261. Christie não media esforços para estimular as irmãs a se tornarem cada dia mais zelosas. João Barreto da Silva. Christie. Cleonides Maia e outras. Artie Bratcher. Julieta Sales. Com ela. passou a se interessar por essa obra e pela criação de uma organização que pudesse reunir todas as senhoras. desempenhou profícuo trabalho no campo fluminense. Ebenézer Soares Ferreira. Ela viu o trabalho das senhoras crescer. Virgílio Faria. Ao chegar ao campo. em virtude de as igrejas. O Dr. Alice Rosa. Também os trabalhos das moças e das crianças. Elisabeth Messias.

foi escolhido o missionário John Mcin. Esse artigos surtiram grande efeito. Em 1920. sua esposa. enfatizavam nas igrejas a necessidade de treinamento de professores para as escolas dominicais. Grande foi a tristeza do povo que com ele conviveu. especialmente nos institutos. quando retornavam de suas ferias. 2. foi criada a Junta de Escolas Dominicais e Mocidade. D. Foi grande cooperador na causa de Cristo.Além de se dedicar à obra com as senhoras. O PROGRESSO DAS ESCOLAS DOMINICAIS Entre os grandes movimentos que sacudiram os batistas. em sua terra natal." As uniões de mocidade e as escolas dominicais no Estado do Rio de Janeiro receberam grande contribuição do dedicado missionário norte-amercano. Jackson. Mein se lançou a escrever bem elaborados artigos publicados em o O Escudeiro Batista. para dar à J unta Estadual maior oportunidade de abrir novos trabalhos. Neles enfocava o grande valor das escolas dominicais. sustento próprio e cooperação. Pr. no período de férias. Com a criação da Junta. Janet. Esses. CAMPANHA PARA REORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Tendo como desafio o crescimento e o progresso do trabalho. só existiam três igrejas com União de Mocidade: Campos. está o estabelecimento de escolas dominicais nas igrejas. foram de grande valia para o trabalho batista no estado. Foi grande a lacuna aberta com essa perda. E uma verdadeira escola de treinamento. na edificação das igrejas. cresceu bem o número de uniões. Ela foi elemento preponderante no crescimento do trabalho do Senhor. em 12 de novembro de 1928. de 14 anos. um dos mais ativos missionários que militaram no Estado do Rio. Niterói e Murundu. Para dinamizar esse movimento. Lessa escreve: "Faz-se gosto ver-se e assistir-se a uma dessas reuniões. Sentia-se que esses três princípios deveriam ser sempre e fortemente sublinhados a fim de que o campo experimentasse um crescimento maior. O Pr. nos anos 1917 e 1918. e seu filho. pereceram no naufrágio do navio Vestris. o campo batista fluminense precisou passar por uma reorganização e adaptação no seu trabalho denomínacional. Para alcançar o seu propósito. que trabalhou no campo fluminense de 1924 a 1928. As alunas tinham nela uma mãe. Em 1919. quando. Carey. Christie foi o braço forte do missionário Christie na administração do Colégio Batista Fluminense. a começar de 1918. Jackson. Mrs. As ênfases estavam colocadas nos princípios seguintes: autonomia das igrejas. aliados à realização de institutos que. Os planos delineados foram assim sintetizados: "1. Ela era a diretora do internato feminino. Que as igrejas pagassem o ordenado do secretário-correspondente. Ernest A. Christie foi uma grande heroína. que "apresentou bons resultados". Mrs. Trabalhou por 39 anos no campo fluminense. Que houvesse cooperação financeira no desenvolvimento da Socie126 .

7. dali. Um culto foi marcado para a casa do subdelegado. os dois 127 . era crente. pois queria. na Igreja Batista de Rio Novo. Mocinha. quando ela foi organizada. No ano de 1918. mais conhecida como D. houve uma grande perseguição aos primeiros crentes daqui. no Estado do Espírito Santo. a filha do subdelegado o segurou. Que houvesse maior cooperação na educação. aos gritos. exigia: "Bota fora esse careca que nós queremos matá-lo". 3. desde 1916. para o qual a diretoria já tinha um p|ano delineado. juntamente com seu pai. para Barra do Itabapoana. pelo menos. Que fosse construído um prédio para o hospital.dade Patrimonial. Ebenézer — Irmã Celina. uma necessidade para segurança das propriedades das igrejas. Quando os crentes estavam cantando. Celina V. Que houvesse. Mocinha. no Estado do Rio de Janeiro. Eu me batizei algum tempo depois. Que não se esquecessem da convenção nacional e suas necessidades. Porém. especialmente na educação ministerial e na organização de escolas anexas. MOCINHA Em 1984. Foi uma cena muito triste. no Espírito Santo e. O subdelegado saiu e pedia ao povo compreensão e que se dispersassem. Transcrevo aqui aquela proveitosa entrevista: Pr." ASSISTIU À PERSEGUIÇÃO AO MISSIONÁRIO SALOMÃO GINSBURG EM 1918 1984 — CENTENÁRIO DE D. ela emigrou. Salomão começou a lutar para se livrar dos braços da moça. Francisco Nunes. Cesário Nunes. completou 100 anos de existência. já perto da porta. Mocinha — O meu marido se batizou em 1910. a fim de levantar o dinheiro necessário. Naquele ano do seu centenário. Salomão quis ir atrás do subdelegado para ajudá-lo. na divisa com o Estado do Espírito Santo. 4. cuja palestra se mostrou muito agradável.Lustosa. D. seu estado natal. Assim. fui à Vila de Barra do Itabapoana. Eles querem é o senhor". estudar melhor a Bíblia. assolava o Ceará. Em virtude da seca que. que o segurava fortemente. Pode contar alguma coisa sobre o trabalho batista nestas paragens? D. no município de São João da Barra. para o desenvolvimento de escolas dominicais. Ela dizia: " O senhor não sai porque eles não querem nada com o papai. 6. Mas eles estavam muito enfurecidos. sei que a senhora é membro da Igreja Batista de Barra do Itabapoana. antes. veio uma multidão que. em 1906. para Cachoeiro do Itapemirim. cujo filho. para conhecer e entrevistar D. quatro institutos durante o ano. Que todos se informassem das resoluções tornadas na Associação de 1917 e se preparassem para a de 1918. Salomão se esforçava ainda mais. 5. O pregador era o missionário Salomão Ginsburg.

Pr. na porta. aliás. Ebenézer — A irmã se lembra de outros fatos ocorridos aqui? D. O nosso ativo delegado policial. interrompe minha missão.' "Prontamente". tomando as necessárias providências. como se deprende da leitura dessa notícia publicada num jornal sanjoanense. Ebenézer — Sim. preocupações. À tarde. janelas. Autoridades sem forças para garantir. não atingia um dos dois. Pr. um de nós teria fatalmente morrido. Ela se interpôs. (a) Salomão Ginsburg. Mocinha — A bala ficou encravada na parede e Salomão mandou tirá-la e engastá-la no seu relógio. está narrando com pormenores. Por um triz. o introdutor do Protestantismo no município de São João da Barra. missionário americano. telhado. eu. diz a notícia. Tarefa que lhe trouxe sérias dificuldades. Ebenézer— Salomão narra isso mesmo. Sr. Minha vida em perigo. e. ele diz: "Foi esse missionário. ouviram-se vários tiros. a pelejar para abrí-la. o Diário da Manhã. Eu me converti por causa de uma perseguição. recebeu ontem de Barra do Itabapoana o seguinte telegrama: 'Grupo fanático insulta. Ebenézer — A irmã sabe que já li esse fato também no livro do historiador João Oscar? Referindo-se a Salomão Ginsburg. Peço providências urgentes. Mocinha — Essa perseguição de 1918 foi muito dura. Joaquim Neves. Mas a senhora. em manter a porta fechada. com a parte superior de venezianas. Ele só não diz as datas nem os nomes. Mocinha — O que estou narrando. Agora. também. destruindo portas. Salomão 128 . Salomão Ginsburg narrou no seu livro Um Judeu Errante no Brasil. Uma das balas passou entre a cabeça do missionário e a da moça. Refugiado casa subdelegado. Oh! quão maravilhoso é o poder de Deus! Ele sabe muito bem como proteger os seus. Nesse momento. atravessando a veneziana. Pr. copio do livro o final da narração de Salomão Ginsburg: ' 'A porta era do sistema antigo. mas houve outras bem terríveis. delegado Joaquim Neves enviou força policial para aquela localidade.' (2) D. de 15 de fevereiro de 1918: Barra do Itabapoana. que viu..." (l) D. passou entre nossas cabeças. escapando ser assasinado devido heroísmo subdelegado e família. "o Sr. uma bala. ela. ontem grupo fanático atacou casa. Mocinha — O senhor quer saber de outras perseguições? Pr. Era um troféu . pois aquilo era prova da providência de Deus. Viesse um pouco mais à direita ou à esquerda. Pode narrá-las. D. Enquanto nos esforçávamos.lutavam.

também. cantamos um hino em recordação dele. A filha dela. Mocinha — O Alfredo Gomes. que é o membro da Igreja de Arraial do Cabo. que é membro da Igreja Batista de Amontado. É o hino 314. Até hoje.. hoje?' O André Rosa. há mais alguém que ainda viva e que possa contar alguma dessas perseguições nessa região? D. na igreja. / Junto com Cristo seu Salvador? Vais tu? Vou e u ? " (Cantor Cristão.. e quebraram muita coisa.". um dos perseguidores. que começa assim: "Que consolação tem meu coração descansando no poder de Deus. Veio nos dar o prazer de assistir ao culto. que andava com uma espingarda.". Seu filho chamou-se Jovelino Gomes. Euza.tinha leito batismos no rio. Ele nasceu em 14 129 . Nós gostávamos muito dele. longe de toda a tristeza e dor. etc. que foi pastor aqui. Mocinha — Sim. o Pr. Pr. à procura do irmão Alfredo Gomes. ele declarou: " L á não vi 'bicho' nenhum. O meu hino predileto é o de número 407: "Ditoso o dia em que aceitei do meu Senhor a salvação. etc. vou seguir essa religião. pedras. que está com mais de 100 anos e mora no Rio. n? 257). Alguns foram para Guriri. A perseguição era tão intensa que muitos crentes fugiram para o mato e aí construíram choças. Creio que a irmã Delfina Gomes. O delegado Gastão Fontão mandava os comissários proibir os crentes de irem aos cultos. eu me recordo muito do senhor seu pai. Uma senhora teve que dar à luz a seu filho na floresta. Josélio. foi a cavalo com a tala na mão e esporas nos pés. quando cantavam o hino: "Quem é que vai com Jesus estar lá no céu? Lá no céu? / Quem dessa graça vai desfrutar? Vais tu? Vou eu? / Quem vai provar esse santo amor. Amontado. Um dia. André Rosa.". Depois de ouvir o hino. filho da irmã Joana. Há também o irmão Manoel Caboclo Filho. quem trouxe o evangelho para Barra do Itabapoana. do Cantor Cristão. vinham os inimigos e jogavam lenha no telhado. E os perseguidores jogaram tijolos. Conclusão: Fui a Amontado.. cm 1926. O André. os inimigos se reuniram e deram-lhe uma coca com bagaços de cana. Os inimigos espalhavam que os crentes se reuniam com intenção de fazer macumba.. não demorou muito tempo. Foi Joaquim David. Ebenézer — A senhora tem mais alguma coisa a contar? D. O André não viu "bicho" nenhum. um analfabeto. De hoje em diante. nasceu no mato. Ele era obrigado a moer para os perseguidores. se converteu. Ebenézer — Irmã Mocinha. Um dia. ia com capangas. Quando os crentes sc reuniam. Eles esperavam um sinal para atirar quando o "bicho" aparecesse no culto. Pr. Soares. quebrando as telhas. As próprias autoridades apoiavam os perseguidores. O crente que dirigia o culto lhe disse: "Entre amigo. Mas vou contar outras perseguições. é a esposa do Pastor Emanoel Queiroz.

que se batizou na mesma época que cia. Foi batizado pelo Pastor Fernando Druminond. no mês de julho de 1984. "eles têm agora dois valentes. Em 1981. mas nós o aceitamos num mundo de dores". 2. Mocinha recordou-se muito. ainda. com a conversão destes — André Rosa e Manoel Caetano. Acrescentou. em Campos. D. no Estado do Espírito Santo. Mocinha. "Era muito bom moço". como diziam. o Dr. do jovem Almir dos Santos Gonçalves.. A irmã Celina V. 130 . Lustosa já recebeu sua coroa de glória. que se converteu também o perseguidor Manoel Eduardo Caetano.. aceitam o evangelho num mundo de flores. quando estava com 18 anos de idade. cujo editor da mesma é o autor dessa obra. Almir Gonçalves foi receber o galardão dos fiéis.'. disse ela. Em sua entrevista. o povo passou a respeitar o evangelho porque. O irmão Alfredo confirmou tudo o que foi dito pela irmã D. hoje. também. Com muita razão. Agora. nos céus. Ele foi sempre um dos acompanhantes do Pastor Reno. n. dizia a irmã Mocinha aos jovens: "Vocês. depois de combater o bom combate e acabar a carreira. Esta entrevista foi publicada originalmente em Revista de Estudos Bíblicos e Históricos. por sua vida de testemunho cristão aqui na terra.de outubro de 1899.

foi o pastor Candinho quem planejou o roteiro da viagem. principalmente pelo interior. Era gente que marchara muitas léguas (E uma légua tem seis quilômetros!). Bratcher dirigia o Colégio Batista Fluminense (função que exerceu de 1919 a 1923) e fazia. Foi na década de 20. então fazer essas viagens há 100 anos passados! Para que se possa aquilatar a coragem daqueles bravos missionários de então. aqui e ali. na região em que trabalhava — Bananeiras. Após longa viagem a cavalo. Acostumado que era àquelas viagens. para ver e ouvir o missionário norte-americano. etc. Cabo Frio. Mas para Bratcher. Que dirá. narramos aqui experiências vividas por L. missionário americano. aquele homem alto e forte. iniciando logo grandes atividades evangelísticas. visitando igrejas. Resolveu ele viajar em companhia do incansável pastor Cândido Ignácio da Silva. o missionário.Capítulo VIII PERÍODO DE PROGRESSO FINANCEIRO. Lavras. chegaram à vila. Silva Jardim. Essas experiências são narradas por ele mesmo. Algumas pessoas já estavam só aguardando o batismo. O incidente se dá em Bananeiras. O povo começa a descer as montanhas. de vez em quando. em seu livro Mules Tales from Inland Trails (Histórias de Mulas nas Picadas do Interior). E DE DEPRESSÃO FINANCEIRA. fazer o que planejara era para ele "café pequeno". conhecido por pastor Candinho. seria "dose para elefante". sequiosa para ouvir o evangelho.Bratcher. incursões evangelísticas pelo interior do estado. que atuou por cinco anos no Estado do Rio. como se diz popularmente. NO FINAL.M. há 70 ou 80 anos passados. Certa feita. era mesmo um sacrifício para os missionários. COMO REFLEXO DAS CONDIÇÕES MUNDIAIS (1919-1929) A CORAGEM DOS BRAVOS MISSIONÁRIOS Viajar pelo Estado do Rio de Janeiro. NO PRINCÍPIO. enviado ao Brasil pela Junta de Richmond. Bratcher batizou-as num córrego e o fez com muita 131 .

Parecia que elas tinham escolhido aquela noite para uma grande folia! Bratcher tentou agüentar o quanto pôde. — Irmão Bratcher. que podia comer um dia e passar outros dois dias sem comer. uma xícara de café.alegria e emoção. não dormira até àquela hora. Bratcher percebeu que Candinho estava. O seu coração se encheu de alegria. Bratcher ficou esperando por alguma parada onde pudesse encontrar algo para comer. dormiria bem. e nada mais. que. é-lhe servido o jantar — pão feito de mandioca e banana frita. está acordado? — Como poderia eu dormir desse jeito? — respondeu Bratcher. De repente. então. quando chegaram a uma casinha onde perguntaram se havia algo para comer. Só tiveram. Tarde vão para a cama. Foi o que fizeram. — Então. Comi sozinho as doze! Felizmente. É melhor irmos embora! — Mas como. Desde cedo se entregara à tarefa que lhe fora pedida: pregar e batizar. pela manhã. mas Candinho não foi tão feliz quanto eu. Seu estômago estava "roendo". enfrentando as pulgas. me venda uma dúzia. não havia mais coisa alguma para comer naquele dia! Era só banana e nada mais!" Bratcher narra outro incidente inesquecível: "Durante os dez dias em que estávamos viajando nas várzeas. as estradas estavam cheias de água. até a hora de dormir. também. mexendo-se e remexendo-se na cama. pensando na festa que as pulgas faziam no seu corpo. disse o dono da casa. não me fizeram mal. no dia anterior. dizia Bratcher. então. Mas qual não seria seu desapontamento! Muito tempo após se deitar. diremos que precisamos sair mais cedo. cansado. que era muito humilde. Estava exausto por ter pregado várias vezes e ter viajado. Depois de viajarem um pouco. Pegaram as mulas e caíram na estrada. Chamou o missionário. Não queria dar motivo para que o pastor Candinho viesse a zombar dele. Começou a rir baixinho. Também. sem dar o braço a torcer. que era homem acostumado a dormir naquelas bandas! As pulgas não o respeitaram e parecia que tinham vindo com força total! As três horas da madrugada. Era cansaço sobre cansaço. quando lhe ofereceram pão de mandioca e banana frita. " N ã o sofri nenhum acidente. também. que não sentiria a limitação da cama tão simples. pegaremos os animais e. Ele sofreu um acidente ocasionado por uma mulher que estava sentada no meio 132 . À noite. Candinho não agüentou mais. se necessário". Pensou. Tentou matar algumas pulgas. Ele. "Jamais comi bananas tão gostosas em minha vida. — Eu também ainda não pude dormir. porque tinha chovido durante quase todos aqueles dias. Nós sairemos pela janela. que até me esqueci de oferecer ao Candinho. Com certeza. a se mexer muito na cama. O missionário não se queixara de coisa alguma. "Eu não era como Candinho. sente que estão correndo pelo seu corpo dezenas de pulgas. — Quanto custa uma dúzia? — Dois vinténs. — Somente banana. agora? — Sim. tendo o corpo tão cansado. Eram tão deliciosas.

de agosto de 1914. o senso da responsabilidade da obra queIhe estava afeta. Recusava-se a sair do caminho para que pudéssemos passar. Bati novamente. Certa feita. A mula de Candinho. N ' 0 Escudeiro Batista. E continuei na jornada. puxando da perna. E que eu tinha somente que percorrer a colina e descer do outro lado. tentou subir num barranco ao lado. mas ele nem se moveu do lugar. chamava dc "Diácono". pelo que o nosso irmão ficou um tanto machucado' 11 ' Em suas viagens. Se não fosse isso. Christie. montei no burro e esperei que resolvesse ir embora. resolveu sair do meio do caminho para que a minha mula passasse. pois a grama estava grande e macia. do nosso campo. também. estava bem doentinha. ele tinha marcado uma viagem a Conceição de Macabu. Narra o Dr. A mulher embriagada. e a minha capa de borracha quase de nada valia. Cairia e morreria. Desci e cortei uma vara para bater no animal. Christie tinha. Sua filha Margarida. levando para o túmulo as marcas das quedas que tivera na obra do Mestre. Mas nem sempre o animal estava de bom humor. Bati-lhe. que cotou a minha pesada bota. Dr. na sua última viagem para a zona de Pádua. quando de suas visitas às igrejas do campo fluminense. Christie partiu 133 . começou a chover e o "Diácono" empacou. a quem. Embora sentindo muita dor. Eu passei sem problemas e pus-me a rir à toa. teria saído bem machucado. Outro missionário que passou. encontramos: "Este dedicado missionário. e ele deu um coice tão forte no meu tornozelo. ou tendo algum membro da família doente. Candinho não seria feliz como das outras vezes." Um ou dois anos mais tarde.Christie. Depois de alguns minutos. se espantou com a tal mulher e. por ter de deixar a filha assim naquele estado. vendo o que causara.B. A.do caminho. O vento era tanto que rasgava o meu guarda-chuva. que ia à frente. carinhosamente. Nada o fazia andar. Dos vários incidentes por ele vividos nesse trabalho. É que o animal em que viajava jogou tanto que fê-lo cair de cabeça para baixo. Uma delas estava cheia de água misturada com sangue. Mas eu as amava. Senti muita dor e quase desmaiei. Até mesmo com muita chuva. por muitas peripécias. também. Christie o dia em que o burro "Diácono" lhe arranjou " u m mau negócio": "Disseram que o irmão que estava comigo poderia voltar para casa. Essas viagens eram árduas. Não deixava de ir a qualquer lugar onde houvesse tratado de ir. e estaria em Friburgo. Minha esposa quase desmaiou e suplicou-me que não andasse mais no "Diácono". Passava de meia-noite quando cheguei em casa. Minha senhora estava-me esperando e ajudou-me a tirar as botas cheias de água. foi vítima de um desastre que lhe ia custando a vida. Ela parecia embriagada. para desviar-se dela. o grande amigo do missionário Christie era o seu burro. foi o Pr. jogando Candinho ao chão. Quando atingi o cume da montanha. narraremos apenas três."' 21 O Dr. mesmo quando algumas vezes as viagens eram árduas e difíceis. em minha casa. Foi grande a sorte dele. Amava o trabalho. tropeçou e deu uma cambalhota. Ao fazer isso. que estava com um ano de idade.

os trabalhos costumavam terminar bem tarde. O Pr. Naquele dia. acordou e verificou que estava sonhando. o treinamento necessário para a sua atuação na igreja local. na década de 20. muito simples. Não pensava noutra coisa. O Dr.ra uma viagem bem longa. que recebeu a 17a. querendo beijá-las. e sem acesso aos grandes centros. Mas não se conforma à ausência de progresso. Suas atividades eram realizadas nos períodos de férias e costumavam durar duas semanas. durante o mês de março. durante três meses. Christie estava muito preocupado com a enfermidade de sua filhinha. realizou-se. as igrejas não tinham condições financeiras para erigir templos espaçosos.para fazer o trabalho e cumprir a obra do Senhor. F. Elias Portes Filho escreveu sobre uma igreja que se reuniu.. que foram organizadas não tendo nem casa para se reunir. pôs-se a dormir. entrou no quarto um crioulo e deitou-se ao seu lado. o Instituto Batista Fluminense recebeu grande impulso. Havia igrejas. debaixo de árvores. também. em salões próprios ou pequenos templos. Manoel Avelino de Souza. capazes de acomodar bem os seus membros e visitantes. até que conseguiu um salão. um belo templo. no dia 17 de abril de 1921. só foram dar cama ao missionário lá para as duas horas da madrugada. até. H. alcançando o ano letivo. Christie. O promotor desse curso era o secretário-executivo do campo. A finalidade desse Instituto era oferecer aos líderes das igrejas. então. Desde quando saíra de sua casa. eram feitas duas ou três pregações durante a noite.. Dessa forma. à falta de crescimento. na esperança de que fosse sua filhinha. também. a Primeira Igreja Batista de Niterói inaugura. Os professores recrutados pelo Pastor Silveira eram pastores com experiência 134 . ei-lo agarrando as pernas do crioulo descalço. CONSTRUÇÃO DE TEMPIX)S MAIORES NA DÉCADA DE 20 No início do trabalho batista. Christie. Em sua maioria. a Igreja Batista de Pádua inaugura. no dia 3 de maio de 1923. (1) INSTITUTO BATISTA FLUMINENSE Foi uma grande bênção para o progresso da obra do Senhor a instalação do Instituto Batista Fluminense. para ser usado como sua sede. O trabalho do Senhor começa sempre assim: humilde e simples.. Após um ligeiro sono. Um ano depois. que é?". Depois de orar. Naquele tempo. durante o pastorado do Pr. O crioulo logo gritou: "Que é Dr. dedicado obreiro. reuniam-se em casas alugadas. que se entregou de corpo e alma à sua função dc secretário-executivo. Assembléia da Convenção Batista Fluminense naquele ano. Durante a gestão do Pastor José Joaquim da Silveira. Enquanto Christie dormia. E. As preocupações o faziam sonhar assim. quando não eram as pregações. eram as festas sociais que costumavam realizar. o seu templo. a Igreja Batista de São Fidélis vê inaugurado o seu templo. na mesma cama. Algumas vezes. pondo os pés para a cabeça do Dr. no dia 29 dc abril de 1922. no sentido de serem erguidos templos maiores e mais condizentes com a obra do Senhor. impedidos de progredir pelo pouco conhecimento intelectual que possuíam. Algumas vezes. Assim é que. houve um despertamento entre as igrejas do Estado do Rio de Janeiro. que mais se assemelhavam a salões para isso adaptados.

Como Ganhar Almas. de muita pobreza e simplicidade. Durante um certo período. O Instituto. em Friburgo. Lottie Moon. o Professor José Joaquim da Silveira. De Abraão a Malaquias. Esboço de História Bíblica. O Instituto se realizava anualmente no Colégio Batista de Campos. onde adotavam muito bons livros. evangelistas. c bem assim professores e professoras das Escolas Dominicais c outros obreiros. realizados em igrejas tão carentes de liderança melhor preparada. Pescadores de Almas. ministrando o curso. juntamente com outros professores. Embora tão limitados em recursos. O curso do Instituto se resumia no estudo de livros e manuais batistas. A Suprema Conquista. era visitado pelo colportor Cícero Góspeller que. dormindo em esteiras que eram colocadas nos bancos.' 1 » A Escola de Verão se reuniu. Paixão Pelas Almas. além do curso normal das Escolas Dominicais. pitorescamente. De Belém a Patmos. Manual da União Geral. Era intensivo. através do ensino de alguns dos livros que compunham o currículo. A instituição assim estendeu as suas atividades de tal modo a servir à causa geral da instrução. "Fundada em 1923 pela Junta do Colégio e Seminário do Rio. foram chamadas pelo Pastor Virgílio Faria de " m a p a s " dos alunos. Treinamento dos Membros da Igreja. o Manual Normal. o curso ministrava. e outros. ou mesmo no chão as quais. aos líderes que freqüentavam o curso. os alunos se hospedavam em salas dos templos. Havia o curso teológico. e outros. No primeiro ano do curso da referida escola. especialmente pelo preparo sólido de pastores. Além dos conhecimentos teológicos básicos. O curso se realizava durante todo o mês de janeiro e ia até meados de fevereiro. Palestra com a Classe Normal. passavam uma semana em outras regiões. oferecia para venda os livros comprados na Casa Publicadora Batista. como As Sete Leis do Ensino. As Igrejas do Novo Testamento.Gregory. A Doutrina do Espírito Santo. o curso pedagógico e os cursos rápidos. hoje JUERP. Naquele tempo. trouxeram grande contribuição para o doutrinamento dos crentes daquele tempo. oferecidos pelos estudos de tais livros. o fàto é que os Institutos. proporcionando-lhes o privilégio de cursar com lentes experimentados desse estabelecimento sem deixar a atividade de seu trabalho permanente". 135 .no treinamento de membros de igrejas e que estavam em dia com os manuais que regiam a estrutura denominacional. também. por muitos anos. desde 1925. O Líder dos Intermediários. tais como: O que Crêem os Batistas. professores de escolas anexas e colégios primários e secundários. O Lar Cristão. Ensina-nos a Orai. Nossas Doutrinas. Não Sou Meu. em Campos e em outras regiões. ESCOLA DE VERÃO Uma entidade que veio também contribuir para o desenvolvimento da obra do Senhor no campo fluminense foi a denominada Escola de Verão. de M. O Departamento de Primários. estudaram 20 alunos do campo fluminense e alguns do antigo campo federal. noções de português prático.

José Joaquim da Silveira e Virgílio Faria.Stover. ORGANIZAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES Sentiu-se que. T. Sua fundação se deu no dia 12 de julho. com 15 igrejas. O Escudeiro Batista. com 18 igrejas. em o número de setembro de 1923. Macaense. Jackson. Secretários Regionais Impulsionadas pelo ideal de crescimento. Paraíba do Sul. se formaram. A Associação Norte foi organizada no dia 25 de janeiro de 1924. com quinze. Duas Barras. As associações pioneiras são as seguintes: Norte. com a Igreja de Campos. de Brito A finalidade principal da criação do cargo de secretário-regional era ' 'aliviar o secretário-estadual do excesso em suas responsabilidades.L. cada associação elegeu logo um secretário-regional. Barra do Piraí. W. com dezoito. S.O corpo docente era o que de melhor se podia desejar. com 11 igrejas a ela filiadas. destacamos o nome dos seguintes pastores: Joaquim Rosa.B. Foram eles: Associação Norte: Fidélis Morales Bentancôr Associação Paraibana: Joaquim Rosa Associação Centro: Erodice de Queiroz Associação da Baixada: José da Silveira Associação Macaense: Manuel M. Sapucaia. Centro. Entre Rios. especialmente a respeito de viagens. A.B. na Igreja Batista de Óleo. foi o Estado do Rio dividido em cinco regiões. (1) 136 . A Associação Macaense foi a última das cinco primeiras associações a se organizar. Filiaram-se a ela 12 igrejas. Baixada. A Associação Baixada-Eíuminense foi organizada em Niterói. no dia 21 de março do mesmo ano. Palmital. na casa de cultos da Igreja Batista de Sapucaia. declarou: "Bendita a hora em que se pensou em dividir o Campo Batista Fluminense em associações regionais.B. Aparecida.E. orçamentos. Estes quatro obreiros vieram a realizar grande obra na liderança do campo batista fluminense. abençoado o obreiro que se esforçou e pôs em evidência o que sua mente esboçou". Foi a associação que começou com maior número de igrejas. relatórios e na edificação e treinamento das igrejas". seria de bom alvitre criar associações em várias regiões do estado. Feitos os estudos. A solenidade de instalação da associação se deu no dia 27 de outubro de 1923. com vinte e oito mensageiros que vieram das igrejas de Barão de Aquino. com onze igrejas. com dez e Paraibana. Nova Iguaçu e Pião. mais tarde. A Associação Centro se organizou em Portela. Manoel de Brito. A.Christie. com onze.AIlen. para melhor progredir o trabalho batista no torrão fluminense. E. o pastor Antônio Charles e a professora Edith Allen. Compunham-no docentes da estirpe dos Drs.Langston.Watson. Dos alunos que se matricularam e. A que primeiro se organizQu foi a Paraibana. A associação faria incrementar o reino do Senhor e daria oportunidades de trabalho a muitos. Valença.A.

que. que. era lugar grandemente hostil ao evangelho. José Carneiro Fonseca foi desligado da membresia da Igreja Batista do Pião. tornando-se.Deter e os irmãos A. permanecia guardado.F.Monteiro e João D. ou que eram para alguns. ora para a anarquia como nulidade. o Sr. José Carneiro Fonseca.'" Por ter tomado tal atitude. com 53 membros. Em 1? de março de 1908. segundo o que diz J. município de São João da Barra. nem estavam subordinadas à convenção estadual. cirscunstância essa agravada com o fato de ser ele excluído da Igreja de Niterói".Lessa. a igreja resolveu empossar como seu pastor o Sr. em seus Subsídios. e deram um grande impulso e ânimo geral ao trabalho no estado. era difícil fazer-se compreender que não eram convenções. só sobrou um banco. esperando que Deus os ajudasse até que chegassem ao porto dos acertos. se utilizavam de todos os meios que podiam para desmoralizar e enxotar dali os evangélicos. ambos tendo atuado em fins da década de 30. tratando de incendiar tudo o que ali havia. Só se aprende por experiência.B. instigados pelo clero. Dos móveis.'" A IGREJA BATISTA DO PIÃO É "DESFRATERNIZADA" POR ALGUNS ANOS E RETORNA EM 1923 A Igreja Batista de Pião. em certa feita. O Pastor A. Os batistas eram marinheiros de primeira viagem que se deram ao mar com todas as velas içadas e desfraldadas. deixado o pastorado da mesma. muito queimado. então. ora para o totalitarismo. Pedro Sebastião Barbosa. M.B. até alguns anos atrás. O conselho que a organizou era composto do Pastor A. a igreja foi. Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro]. então. 137 . no município dc Teresópolis. organizações tão independentes que chamaram para si o direito de controlar as igrejas dentro dos seus limites territoriais.Lessa. PERSEGUIÇÕES EM SÃO FRANCISCO DE PAULA São Francisco de Paula. Ainda. como que a recordar aos crentes as perseguições por eles sofridas. em seus Subsídios. Machado. Veio a ter à sua frente obreiros corno os pastores João Teixeira de Lima e Assis Cabral. "sem a devida imposição das mãos do presbitério.F. tendo. segundo o historiador J.Deter pastoreou aquela igreja até o final de 1905. " o espírito separatista que nasceu na Igreja Batista do Engenho de Dentro [hoje. Os católicos romanos. E as associações tendiam. operante. que desfechou terrível campanha contra os crentes ali. como bem quisessem. um grupo de fanáticos invadiu a Casa de Oração. foi organizada no dia 21 de dezembro de 1904. Depois de sua saída. Porém.' 3 ' A Igreja Batista do Pião só voltou a cooperar com a convenção em 1923.L. Tal era o vulto das perseguições. "desfraternizada pelas igrejas vizinhas"' 2 '.Gomes Leal. alastrou-se para o interior do estado".PRIMEIROS PROBLEMAS ASSOCIACIONAIS Joaquim Fernandes Ix:ssa registrou: "Estas associações eram uma novidade na organização batista brasileira. no dia 8 de fevereiro de 1906.

138 . foi organizada a Caixa de Beneficência dos Obreiros da Convenção Batista Fluminense. De modo que ele e o Pr. era o encarregado de promover a propaganda do movimento nas igrejas.404. realizada em São Fidélis. foram membros daquela igreja. deixando para sua família apenas um grande nome. Foram consagrados ao ministério 14 pastores. a igreja que desejavam. com vinte e oito membros. os irmãos fluminenses deveriam se esforçar para preparar um alvo bem mais alto. Entre eles. A GRANDE CAMPANHA Com o nome de "Grande Campanha". foi o alvo elevado para 943. em 20 de abril de 1924. através de contribuição dada. Tais eram as perseguições sofridas na localidade de São Francisco de Paula. no entanto. para ser atingido durante o qüinqüênio da Grande Campanha. passaram a contribuir os pastores que dela se faziam sócios.000S000. que distava três quilômetros da vila. ou através de suas igrejas.Christie. Houve um aumento líquido de 2.800 batismos. Ao Campo Batista Fluminense. que acontecera no mês de janeiro daquele ano. Morreu bem jovem aquele obreiro. como dedicado e zeloso servo do Senhor.124$977. deixara em situação difícil sua viúva. transferindo-se para aquela vila a igreja organizada na "Fazendinha". naquela vila. tomou o nome de Igreja Batista de Cacimbas. cabia arrecadar a "quantia de 620 contos de réis. Vários irmãos. que era do Recife. construíram-se 32 casas de culto e ultrapassado foi o alvo de 943. O Dr. pois chegaram a 1. foi lançado. Ali conseguiram erguer um templo. Nesse período da Grande Campanha foram organizadas M igrejas. A.Mesmo que tentassem. Para a Caixa de Beneficência dos Obreiros da CBF. como resultado do que presenciaram alguns irmãos com o falecimento do consagrado obreiro. Leonel Eyer. Pr. CAIXA DE BENEFICÊNCIA DOS OBREIROS Em assembléia convencional. os pastores Manoel Bento da Silva e Valério Gomes. houve 3. Adrião Bernardes. Assim. O Dr. que hoje são pastores. Manoel Avelino de Souza visitaram muitas igrejas no afã de levá-las a se conscientizarem de que os alvos deviam ser atingidos. ponderou que.B. um grande movimento com a finalidade de atingir alguns alvos evangelísticos e financeiros. onde cultuavam ao Senhor sem receberem os maltratos de antes. Lessa afirma que foi maravilhoso o progresso do Campo Batista Fluminense com o movimento da Grande Campanha.000S000. os crentes não conseguiram organizar. no ano de 1923. Passados mais de 50 anos. pôde ser construído o templo em São Francisco de Paula. que eles se viram obrigados a passar a se reunir no local conhecido como "Fazendinha".451 membros. pessoalmente. de 1920 a 1924". embora esse alvo fosse preparado pela comissão do Rio. em 1919. A igreja ali organizada. Financeiramente. Surgira esta entidade.

Nova fase de trabalho é inaugurada. Joaquim Rosa. José Joaquim da Silveira. Era. o campo fluminense contava com 67 igrejas. Leobino da Rocha Guimarães. Alberto Lessa. Continuou sendo abençoado por Deus e. em Campos. que a Associação passasse a denominar-se "Convenção Batista Fluminense". ajudaram a erguer a obra que é hoje o campo batista fluminense: A. visando ao desenvolvimento do trabalho em geral. Os trabalhos já existentes sofrem modificações com o fito de atenderem "aos reclamos do seu desenvolvimento". solenemente."' 1 ' CONVENÇÃO BATISTA FLUMINENSE Com o correr dos anos. se deu mais tarde. no Salão Nobre do Colégio Batista Fluminense. Manuel Avelino de Souza. Joaquim Fernandes Lessa. A diretoria da Caixa de Beneficência compõe-se dos seguintes irmãos: presidente — Manoel Avelino de Souza.F. primeiro-secretário — Leobino R. Naquela época.Christie. A finalidade da entidade era congregar os pastores e evangelistas para. UNIÃO DOS OBREIROS DO CAMPO BATISTA FLUMINENSE Ocorreu no dia 16 de janeiro de 1929. local. estudarem como melhor desenvolverem suas responsabilidades e como fazer progredir o trabalho do Senhor. Graças ao Senhor. Infelizmente essa organização se dissolveu. como se vê adiante. Joaquim Coelho dos Santos. Elias Portes Filho. tesoureiro — A. de norte a sul. Antônio Soares Ferreira. com grande amor. vieram a ser consagrados ao ministério. Esta organização. Joaquim Alfredo Reis. apenas. limitando-se aos obreiros dc um estado da Federação Brasileira. Guimarães. por ora. assim. Joaquim Mariano. a organização da União dos Obreiros do Campo Batista Fluminense. de fato. No dia 6 de maio de 1923. que. conquanto fosse local. Ubaldino Faria de Souza. na Igreja Batista de São Fidélis. anos mais tarde. Fidélis Morales Betancôr. Virgílio Faria. para assistir os pastores do campo. atuavam como evangelistas muitos servos do Senhor que. organização similar. 139 . J. segundo-secretário — Joaquim Rosa. Tornou-se. chegou-se à conclusão dc que se deveria criar a Convenção Batista Fluminense. precursora de oraganização nacional.Lessa.Christie. Vários fatores influíram na continuação do trabalho da União de Obreiros do Campo Fluminense. foi votado. juntos. por ocasião da reunião anual da Associação Batista Fluminense. mas um princípio que deverá crescer e estimular o coração dos interessados. foi escolhido o Pr. muitos planos. Não podemos deixar de registrar alguns nomes daqueles zelosos obreiros que. Nessa época. Mas era a porta aberta para se tornar nacional. não fechou a porta a obreiros de outros campos. Para presidir tal organização. mais tarde.B.Acentua Joaquim Fernandes Lessa: "Foi um começo. Antônio Morales Bentancôr. Foi quase só mudar o nome. pois. o trabalho feito por esses servos de Deus não sofreu solução de continuidade. porém. são delineados. para arregimentar todos os obreiros do Brasil.B. é instituída.

O grande economista. Josué Furtado. que havia experimentado um grande desenvolvimento. os cafeicultores usavam do expediente da queima do grão. (l) Tal foi a crise. o Pr. a rápida liquidação das reservas metálicas brasileiras e as precárias perspectivas de financiamento das grandes safras previstas para o futuro aceleraram a queda de preço internacional do café iniciado conjuntamente com a de todos os produtos primários em fins de 1929". Com a diminuição de membros. em busca de serviços para se manterem. A Igreja Batista de Miraccma. Com o desânimo espiritual. certo desânimo. para ver se conseguiam fazer subir o preço do café. ENDIVIDAMENTO E DESÂNIMO O final da década de 20 trouxe para o Brasil uma grande depressão financeira. os habitantes dessas e de outras regiões. para sobreviverem. veio também o desânimo na participação eclesiástica e. na região Norte. Igrejas como a de São Luis. muitas igrejas foram perdendo muitos membros. na participação financeira. nesse período. 140 .DEPRESSÃO. que. Decorreu daí um período de endividamente dentro da denominação. que foi obrigado a deixá-la e assumir o pastorado da Igreja Batista de Portela. tiveram que procurar outras paragens. Assim. na Associação Betei. ficou muito abalada com a crise do café. chegando a batizar perto de 100 pessoas em um ano. principalmente na zona norte. Antônio Soares Ferreira. c que se foi estendendo pelos anos subseqüentes. que tinham centenas de membros. toneladas e mais toneladas de café foram queimadas. em muitas igrejas. Muitas famílias trocaram a roça pelos centros urbanos e locais próximos a esses. Era o começo do grande êxodo rural. Pastoreava-a. Como o café era o forte no Estado do Rio. rapidamente. como conseqüência. em pouco tempo. mas nada se conseguiu do que se esperava. Muitos de seus membros trabalhavam nas propriedades onde o cultivo do café era o forte. e. conseqüentemente. veio. e a de Bananeiras. ficaram quase desoladas com a saída da maioria de seus membros para outras localidades. se transferiram para outras regiões do país. Com o acentuado êxodo começado no período referido. formando o que o sociólogo Gilberto Freyre denominou ruriurbanismo. escreve: "A grande acumulação de estoques de 1929.

H. era pastoreada pelo Pr. um grande potencial: a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional. magnífica oportunidade de evangelização. entre elas. (I) A " Z O N A NEUTRA" Era assim que os batistas fluminenses chamavam a região sul do estado. durante as férias de julho. em algumas palestras. Vez por outra. O nome extensão advinha do fato de o curso ser ministrado em nome do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. 141 . o Dr. Riffey. naquela região. Seu primeiro diretor foi o Dr. aos pregadores leigos que não tivessem feito o Primeiro e o Segundo Graus. porém. o que traria também grande desenvolvimento para toda a zona sul fluminense. a História do Cristianismo.L. até o ano de 1939. preparada em três volumes. Além de dirigi-lo. então. No início. John Riffey ministrava as matérias de que se compunha o curso. onde. Riffey era professor de muitas disciplinas.Muirhead. sobressaindo-sc. homem de vasta experiência no ensino teológico c autor de várias obras. não havia qualquer igreja batista organizada. H. Funcionava nas dependências do templo da Igreja Batista Central de Italva. o clarim soara! Era a conclamação para o despertamento do povo batista fluminense que podia. na época. conseguia que algum professor do seminário o auxiliasse. pelo menos. que. Substituiu-o o missionário J. contemplar. Mas agora. em Volta Redonda. em Italva. Virgílio Faria. Ali estava um grande desafio.Capítulo IX — INÍCIO DA ORIENTAÇÃO PRÓPRIA E REAVIVAMENTO (1930-1941) CURSO DE EXTENSÃO Dcnominava-se Curso dc Extensão o ensino oferecido. o Dr. que esteve na direção desse curso de 1938 a 1955.

mas nem todos são para o evangelho. Era obreiro capacitado. entraremos no trabalho. em Campos. não resta dúvida. irmã Laura Portes. atuara. E agora. E nessa concepção. como apregoava o profeta Isaías. O que queremos é a simpatia de todos. Quem Era Elias Portes Filho? Elias Portes Filho foi ordenado ao Ministério da Palavra no dia 10 deagosto de 1920. O trabalho vai se desenvolvendo paulatinamente. Desde há muito que se vem pensando na necessidade de se completar a evangelização do Estado do Rio de Janeiro. Nesse ínterim. É a contribuição monetária para que a junta possa sustentar o trabalho. região bem diferente daquela em que. A tarefa é difícil. já era bem conhecida a sua experiência pastoral. Após 19 anos de exercício pastoral. Os filhos foram colocados no internato do Colégio Batista Fluminense. sai do norte para o sul do estado. Itaperuna. Foi da Igreja de Bom Jesus que ele saiu para ser missionário na "Zona Neutra". Temos que evangelizar. Liberdade. escreveu: "Saímos do norte para o sul do Estado do Rio. O Pastor Portes ficava viúvo. Na assembléia convencional. Maricá. Queremos agir sem perda de tempo. o que fazer? O missionário A.B. ele passara dez anos. apenas. até então. como ficou sendo chamado. Águas Claras. não sabemos quando vai aparecer. Se cedo ou tarde. Bom Jesus. Temos que viver. Quando foi nomeado missionário para o sul do Estado do Rio. Desenvolvem-se estes e tornam-se em congregações. nenhuma ilusão nutrimos: o evangelho épara todos. em 1937.Christie se propôs a ajudá-lo. realizando ali profícuo ministério. de quem espero a cooperação franca e leal. realizada em Campos. o missionário procedia ao doutrinamento. Os primeiros pontos de pregação são organizados. O escolhido para ocupar esse cargo foi o Pastor Elias Portes Filho. o missionário Elias Portes Filho. uma vez que havia exercido o pastorado das seguintes igrejas: Miracema. porém. E já estamos a postos. Todavia. que o sucesso depende de nosso esforço com a bênção de Deus. com a cooperação financeira do missionário Christie e o auxílio do Colégio Batista. creio na doutrina da eleição. até ao tempo de sua frutescência. como tal. Mas não é minha. o resultado desse trabalho. idôneo e com longa experiência como evangelista. Daí. a grandes e a pequenos. com quatro filhos — três meninas e um menino. São Gonçalo. estariam os filhos recebendo a assistência necessária. Temos que proclamar. foi nomeado um missionário para cuidar da evangelização no sul do estado.Os batistas do estado ouviram o soar do clarim e decidiram fincar as estacas e estender as cortinas do evangelho ali. e. Era 142 ." (1) O impertérrito missionário se entregou de corpo e alma ao afã de evangelizar toda a extensa região. Sabemos. Ao lado da evangelização. Ao chegar ao novo campo. Por isso nos designou. Deste modo. Foi atendendo a um imperativo da causa de Deus. Barra do Piraí. Nessa igreja. E a Junta Estadual resolveu transformar em realidade este pensamento. morreu-lhe a esposa querida. senão de todos os batistas do estado. Sou batista.

e como as autoridades regionais e municipais nos recebiam. agora. Cria que só com uma base bem sólida o trabalho podia permanecer. mas a religiosa nos foi assegurada. realmente. pela maneira como as portas se nos abriam. com 18 membros. com 13 membros. Um deles chegou a me dizer: 'A polícia está às suas ordens'. com 25 membros. Essa região a que nos propusemos evangelizar era. Isso. no dia 27 de julho de 1941. Não havia liberdade política. no dia 07 de fevereiro de 1943. Um belo artigo sobre como Deus realizou sua obra ali: "Vai fazer em maio próximo dez anos desde de que se iniciou o trabalho de evangelização da zona sul. Um outro disse aos seus subordinados: 'Façam tudo para que estes homens não sejam desfeitiados aqui'. pelos batistas. Distinta. distinta e singular para os batistas fluminenses. no dia 24 de abril de 1945.doutrinador-ortodoxo. desde logo. está estabelecido também na região sul. as vitórias desse trabalho. seguiu-se a organização das seguintes igrejas: Mangaratiba. porque ficou sem o trabalho dos batistas até aquela data. Piraí. Primeira vitória: proteção de Deus.J. Dois anos de trabalho intenso e c organizada a primeira igreja da região. por alguns meses. ele escreveu e publicou no órgão oficial da convenção estadual um artigo sob o título "As Vitórias do Trabalho Missionário na Zona Sul". o que para nós. porque achava-se separada como "zona neutra". nessa região. A. Volta Redonda. era uma interrogação. um sonho. 18 membros. hoje é uma realidade concreta. e singular.B. "Recapitulemos. como se chamava na época. que fizemos a nossa primeira viagem de inspeção evangelística. O Pastor Elias Portes Pilho foi o pastor convidado e dirigiu o rebanho até 07 de julho de 1944. um começo difícil de trabalho. no dia 12 de janeiro de 1941. tendo o Pastor Elias Portes Filho pastoreado a mesma. Depois de uma década de trabalhos missionários desenvolvidos pelo Pastor Elias Portes Filho.B. " N o entanto. Barra Mansa. quando entregou o pastorado ao Pastor Benedito Peçanha. que se organizou no dia 26 de novembro de 1944. com satisfação: o trabalho de Deus. O concilio. então. naquele tempo.Pinto. que veio a se tornar um grande obreiro nessa região. que o trabalho era promovido sob a providência divina. Essa não nos faltou. uma esperança. até então. Outro sinal da sanção divina ao nosso trabalho foi a oposição secreta. T. do ano de 1939. chegamos à conclusão de uma coisa: nossa tarefa seria.Christie. Cantanilo H. "Segunda vitória: o apoio do nosso povo — os batistas fluminenses. J. Após a organização da Igreja Batista de Resende. "Foi na segunda quinzena de maio. 143 . sistemática e persistente que Satanás nos fez.fluminense. se compôs dos seguintes pastores: José Jaoquim da Silveira. passados esses nove anos. até empossar o Pastor Walvique Soares. ou conselho. Verificamos. Podemos afirmar. no dia 20 de setembro de 1942. Cowsert. na cidade dc Resende. Elias Portes Filho e Augusto F. Foi no tempo do governo ditatorial.Stover. em nenhum instante. contando. Nesse itinerário. com 27 membros.Costa.

a cidade de Italva. Escolhida como secretária-executiva da UFMB do campo fluminense. em congregações e igrejas. Resende. Em Resende. Não se contando Barra c Valença. nos seria muito difícil manter-nos nesse trabalho. Sem ele. por exemplo. Essa vitória está em meio. Blanche Simpson realizou obra digna da apreciação dos batistas do Estado do Rio. pela prática do dízimo. "Graças a Deus por tudo quanto nos tem dado. O terceiro foi em Piraí. creio. e o instituto estadual. Vila de Monção que é. estando presente o saudoso irmão Ângelo Manzolilo. no seu trabalho. O trabalho. então. Nessa função. E estão marchando para esse alvo." (2> MISS BLANCHE SIMPSON E A EDUCAÇÃO RELIGIOSA E TEOLÓGICA Após ter passado dez anos no Estado do Espírito Santo. durante as férias. que se realizava anualmente no Colégio Batista Fluminense. Hoje. De sua biografia. O segundo foi em Serra d'Água. ser a que conta o maior número de obreiros.Esse apoio. Entre elas. O nosso fito é ver que as igrejas que se vão organizando se firmem. etc. então. várias igrejas da zona sul já possuem seu patrimônio. sem os quais pouco se poderia fazer na Seara. extraímos: "Algumas moças. em vários lugares. minhas alunas no colégio em Campos. que já contam com órgão. Angra. Mangaratiba. alcançando o sustento próprio. também não nos faltou. dei-lhes um treinamento especial. a missionária Blanche Simpson passou a atuar em nosso estado em janeiro de 1939. Afora os obreiros anônimos que são os crentes convertidos. debaixo da copa de uma mangueira. Levei-as. quer moral. Essa vitória nos foi dada nos nossos primeiros esforços evangelísticos. É verdade que outras. a Primeira Igreja de Volta Redonda. somos seis. como itinerantes da União Feminina. haviam se oferecido para trabalhar entre as igrejas do estado. Assim por diante. orientei e organizei o itinerário de cada uma. como Barra Mansa. "Sexta vitória: aquisição epatrimônio. realizou institutos bíblicos promovidos pelas igrejas das diversas associações. "Terceira vitória: articulação de elementos nossos por batismos e cartas demissórias. "Quarta vitória: encaminhamento de obreiros. reunimo-nos. para a minha casa. Piraí. no sul-fluminense. se não me engano. em relação. porém. hoje. transferiu-se do Rio de Janeiro para a. E o quarto foi em Resende. "Quinta vitória: consolidação do trabalho. Miss Simpson trabalhou como itinerante da União Feminina do Estado do Rio. Não obstante ser essa região a menor e mais nova do campo fluminense. mobília. O plano deu ótimos resultados e eu comecei a 144 . O primeiro ato de batismo foi em Mangaratiba. por uns dois meses. permanecem ainda em casa alugada. iniciou-se sem casa e sem equipamento. quer financeiro.

pensar num trabalho semelhante para os moços, especialmente para
os que desejavam se preparar para o ministério.
"Estudando as necessidades de cada associação, achei que a Macaense era a que sofria maior carência dc obreiros. Transferi, então,
minha residência para o município de Santa Maria Madalena, onde
não havia até aquela data nenhum crente batista, e iniciei logo cultos
em minha casa.
" N o município vizinho havia duas igrejas, uma com sete membros
e outra com doze. Ambas estavam, há dois anos, sem pastor. No
intuito de promover o desenvolvimento do trabalho naquela zona,
convidei o Pastor Nilo Salles e esposa, de Italva, para virem mc ajudar. Pouco mais tarde, comprei uma casa antiga, mas bem espaçosa,
e prosseguimos em nossas atividades evangelísticas. Continuei ensinando minhas classes de educação religiosa no colégio de Campos,
oferecendo aos jovens que desejavam trabalhar na Causa um curso
pré-tcológico para alunos atrasados (alguns ainda cursavam o primário) e o teológico para os mais adiantados. Lembro-me de um aluno
vindo de Portela, moço da roça e de família muito pobre. Ele tinha
vinte anos e nunca freqüentara uma escola. Foi matriculado no
primerio ano do curso primário. Embora quase não pudesse ler,
coloquei-o no curso pré-teológico. No seu primeiro ano teve de fazer
oralmente todos os examos, pois, mesmo sabendo responder satisfatoriamente às perguntas, não podia escrevê-las. Desse modo,
completou nove livros. No segundo ano, completou onze, passando,
então, para o curso teológico. Era profunda a convicção que Otaciano
tinha de sua chamada para o ministério e enfrentava com rara disposição e alegria as dificuldades que surgiam. Com dois anos de estudo
conseguiu entrar no ginásio. Nunca foi um aluno brilhante, mas
alcançou notas para passar. Quando começou a pregar, revelou-se
um excelente ganhador de almas; sua mensagem era simples, mas
pregada com sinceridade, entusiasmo e segurança. Ao terminar o
ginásio, em Campos, matriculou-se no Seminário do Rio, onde se
formou. Casou-se com uma dc minhas alunas. Tornou-se um eficiente pastor.
" N a ocasião em que se reunia a Associação Macaense, apresentei
à assembléia um grupo de meus alunos e propus enviá-los semanalmente às igrejas sem pastor, para que eles pregassem e fizessem o
trabalho de evangelização nas imediações. Eu mc responsabilizaria
pelas despesas de viagem e daria a cada jovem uma pequena gratificação. Se fosse possível, as igrejas beneficiadas deveriam dar,
também, alguma coisa ao moço. Isso, entretanto, seria facultativo
e as igrejas poderiam ter a mesma cooperação, fornecendo apenas
a hospedagem.
" D e 1947 a 1950, muitos jovens viajaram de trem ou de ônibus,
saindo de Campos sábado à tarde e retornando segunda-feira de
manhã, em tempo de assistir às aulas. Esse era um modo prático
de treinar jovens e auxiliar as igrejas. Era também um meio de prover
aos estudantes algum recurso; quase todos eles vinham de lares muito
145

pobres e não contavam com nenhum auxílio. Davam horas de trabalho
no colégio, em troca da pensão, mas não dispunham de dinheiro
algum para as pequenas despesas". (1)
JUBILEU DE OURO DA PRIMEIRA IGREJA
BATISTA DE CAMPOS
Ocorreu em 23 de março de 1941 o Jubileu dc Ouro da Primeira Igreja
Batista de Campos. Por extensão, comemorou-se, também, o Jubileu de Ouro
do campo batista fluminense, já que este teve a sua organização vinculada à
organização daquela igreja. Para comemorar tão importante data, decidiu-se
que, naquele ano, a assembléia convencional seria realizada em Campos, no
templo da Primeira Igreja, nos dias 18 a 22 de julho.
O orador oficial das comemorações foi o Pastor Dr. João Fílson Soren,
na época, pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, que, no tempo
em que era pastoreada pelo missionário W.B.Bagby, organizara a Primeira Igreja
Batista de Campos. No seu sermão oficial, o Pastor Soren abordou o tema A
Certeza Cristã.
Apresentando relatório histórico dos 50 anos do trabalho batista fluminense, o missionário A.B.Christie informou terem sido organizadas, durante
aquelas cinco décadas, um total de 148 igrejas. Naquele momento, porém, o
número de igrejas do campo fluminense era de 124, em virtude do êxodo rural,
que levou algumas delas a fecharem suas portas. O número de membros arrolados nessas igrejas era, naquela época, de 16.000.
O pastor da igreja aniversariante, Pastor Leobino da Rocha Guimarães,
apresentou, também, em resumo, o trabalho realizado por sua igreja naqueles
50 anos de atividades (,) Na ocasião, encontravam-se vivos ainda alguns membros
fundadores, entre eles, o que lavrou a ata de organização da igreja, o irmão
Luiz de Souza. (2)
Esse marco glorioso da história dos batistas fluminenses levou a convenção
a traçar novos planos para o desenvolvimento da Causa. Naquela assembléia
convencional, foi aprovado o alvo de 3.100 almas ganhas para o Senhor Jesus
Cristo, sendo que 2.500 seriam de novos convertidos e 600 seriam de excluídos
trazidos outra vez para o rol de membros das igrejas.
As comemorações do Jubileu de Ouro foram motivo de grande regozijo
entre os batistas fluminenses. Para marcar aquele acontecimento, foi inaugurado
e colocado na parede de fundo do templo da Primeira Igreja Batista de Campos
o busto do casal Christie, esculpido em bronze.
A AÇÃO DO INTEGRALISMO NO
SEIO DAS IGREJAS
O movimento político denominado Integralismo, que teve suas raízes na
década de 30, era de inspiração fascista. O próprio fundador do movimento
no Brasil, que tomou o nome de Ação Integralista Brasileira, estivera com Benito
Mussolini, o Duee, na Itália, em 1930, de quem recebeu grande influência. De
lá escrevera:
146

"Tenho estudado muito o fascismo. Não é exatamente o regime que
precisamos aí, mas é coisa semelhante... O fascismo não é propriamente uma ditadura, mas um regime. O Ministério das Corporações
é a máquina mais perfeita... O parlamento é constituído pela representação de classes. Esta última coisa seria preciosa para um país
novo como o Brasil". (1)
Plínio Salgado foi o fundador e condutor desse movimento, por vários
anos, nc Brasil. Escritor brilhante, entre muitas obras, escreveu a Vida de Jesus,
obra que atraiu a atenção de muitos evangélicos, pelo estilo límpido com que
foi escrita.
A mensagem doutrinária do Integralismo atingiu todo o Brasil e os métodos
que usavam de propagação do movimento empolgavam muitos intelectuais.
"Usavam distintivos com as seguintes características: a letra grega
sigma, sinal matemático de soma ou produto integral, maiúscula,
em prata, sobre o mapa do Brasil, em azul real, dentro de um círculo
em prata. O uniforme, de uso obrigatório nas cerimônias públicas,
constava de calça escura e camisa verde, gravata preta, corrida, e braçadeira no braço esquerdo, com o sigma em preto sobre o fundo branco.
Os integralistas saudavam-se uns aos outros com a palavra tupi anauê
(ave ou salve), erguendo o braço direito com a mão espalmada. Deus
era saudado com quatro anauês, o 'chefe nacional', com três, os chefes
provinciais, com dois e os municipais, com um". (2)
Vários batistas, sentindo-se atraídos e simpáticos ao movimento, começaram
a usar o uniforme obrigatório — calça preta, camisa verde e gravata preta. Criam
que esse movimento político era a solução para os problemas do país.
Foi na região Centro-Fluminense que as igrejas batistas se viram mais
afetadas pelo Integralismo. A Primeira Igreja Batista de São Fidélis era pastoreada pelo Pastor Antídio de Souza, ex-pastor presbiteriano, que se tornou o
principal mentor dos ideais do Integralismo na referida região. Promovia encontros, desfiles dos camisas-verde, saudações com os anauês, etc.
Suas mensagens na igreja já eram misturadas com idéias pregadas pelo
Integralismo. Como resultado, surgiram discussões e desentendimentos. Diziam
os adeptos da ideologia que os líderes religiosos que se lhes opunham seriam
castigados ou mortos quando essa triunfasse.
Entre os obreiros que combatiam a ideologia, estava o Pastor João Barreto
da Silva, que, na ocasião, pastoreava a Igreja Batista de Pureza, e o Pastor Antônio
Soares Ferreira, que pastoreava a Igreja Batista de Portela.
Muitas igrejas sofreram com as influências do movimento. A Igreja Batista
de São Fidélis, por exemplo, foi atingida por dissensões, disse-me-disse e uma
série de problemas que, causando um mal-estar geral, traziam escândalo para
o evangelho. Gérson de Souza, membro dessa igreja, em carta ao Pastor Antônio
Soares Ferreira, datada de 12 de maio de 1935, informava que o "Fidélis deSouza" — seu irmão carnal — "estava defendendo o ex-pastor Antídio de Souza
c o Integralismo e que o mesmo Fidélis tinha levado à redação do jornal O
São Fidélis, um artigo intitulado "Bagunceiras Baptistas".
Ainda em carta endereçada ao Pastor Antônio Soares Ferreira, com data
de 20 de maio do mesmo ano, o irmão Gérson de Souza conta que " o Fidélis
147

pediu a palavra e atacou o comunismo ferozmente; mas todos notaram que ele
só faltou dizer que todos deviam ser integralistas para salvação da pátria". (J)
Tal foi a confusão no seio da igreja, que o Pastor Antídio foi excluído
do rol dc membros. Furioso, saiu debatendo-se e escrevendo artigos contra colegas
e contra a igreja. Publicou artigos atacando também o redator de o O Jornal
Batista, Teodoro Rodrigues Teixeira, chamando-o de, entre outras coisas, "velho
chapado",
Teodoro Teixeira profligava os erros do Integralismo e admoestava os crentes
quanto ao perigo de se filiarem ao mesmo. Daí ter sido mimoseado com muitos
elogios, como o de velho chapado.
No editorial de 7 de março de 1935, Teodoro Teixeira assevera:
" O que o Integralismo promete na verdade em matéria religiosa não
é coisa nova, mas uma coisa velhíssima — nada mais, nada menos,
que a ressurreição do estado teocrático, com nova indumentária e
alguma modificação, mas essencialmente o mesmo, com o seu cortejo
negro de intolerância, compressão, perseguições, etc, etc. A liberdade
religiosa que ele oferece, temo-la exemplificada na Alemanha Nazista,
com a elevação de um bispo protestante a uma espécie de papa,
forçando uma unidade de corporações, sem consultar as mesmas,
e a expedir decretos por cima dos sínodos regionais protestantes; contra
o que grande parte do clero protestante mais representativo e idôneo
se tem levantado em revolta, arriscando a liberdade e a própria vida.
Liberdade religiosa e Estado professadamente religioso, orientador
de religião, são coisas de todo antagônicas". (4>
Mas não era só o O Jornal Batista que estava fazendo a clarinada para
despertar os crentes contra o Integralismo que vinha avassalador como uma
avalanche. Outros jornais, como o O Puritano, órgão da Igreja Presbiteriana
do Brasil, redatoriado por Galdino Moreira, também verberava os erros do Integralismo e aconselhava:
"Achamos que os crentes, pelo menos por enquanto, não devem tomar
parte no Integralismo nem a ele filiar-se, por isso que é atualmente
uma ideologia confusa, não perfeitamente definida nas suas teses
religiosas. Falam em liberdade de crenças, mas há livros e outros
documentos, que já vimos, que tomam Roma como a religião oficial.
Além disso, há nele princípios que o crente não pode admitir, como
este: 'Ou pela razão, ou pela força". Também há teses sociais muito
perigosas que o crente não pode abraçar". <5>
O Integralismo provocou também certas dissensões em algumas igrejas no
norte do Brasil. O Pastor Coriolano Costa Duclerc, um dos valentes obreiros
do Senhor naquela região, em artigo intitulado Em Defesa da Verdade, ponderava:
" O Integralismo vem fazendo a sua catequese militarista e pertubando
a paz das nossas igrejas, arrastando à sua grei vários dos nossos irmãos
novos e inexperientes, atraídos pelo espetáculo dos camisas-verde.
Este nobre jornal," — O Jornal Batista — "sentinela avançada de
nossa causa no Brasil, em vários números deu brado de alarme, public a n d o artigos i m p o r t a n t e s e valiosos c o n t r a a inovação
político-religiosa do Sr. Plínio Salgado, prevenindo todos os crentes
para não caírem no perigo de adotá-la". (6)
148

O Integralismo se "baseava no lema: 'Deus, pátria, família', isto é, na religião católica, na organização cooperativista do Estado e na organização patriarcal
da sociedade" (7) e, se triunfasse, teria feito muitos mártires, pois iria impor,
a fogo e ferro, o seu domínio. Seus adeptos tudo fariam para o estabelecimento
da Igreja do Estado, como fora no período do Império.
Com o golpe de Estado, dado por Getúlio Vargas, em 10 de novembro
de 1937, o Integralismo, com os outros partidos, foi dissolvido.
O POVO ZOMBAVA DOS CRENTES
Itaocara era uma cidade fechada ao evangelho. O padre daquela localidade
exercia grande influência sobre a população, proibindo-a de participar de qualquer atividade promovida pelos crentes.
Por várias vezes, o Pastor Antônio Soares Ferreira, que pastoreava a Igreja
Batista de Portela, tentou comprar, ou mesmo alugar, uma propriedade para
a realização de cultos naquela cidade. Nada conseguia, pois o povo, temendo
as reações do Padre Ananias, que mandava até nas consciências alheias, fugia
a qualquer envolvimento com evangélicos.
Ai de quem, em Itaocara, abrisse suas portas para a realização de um culto
evangélico! Estava marcado! Era colocado na "geladeira", desprezado e considerado persona non grata ao município.
Depois de muitos esforços, conseguiu o Pr. Antônio Soares Ferreira realizar
alguns cultos. Como houvesse ali um senhor, por nome Alderico, considerado
pelo Pr. Soares como pronto para batismo, resolveu o pastor batizá-lo, no Rio
Paraíba, que banha a cidade. Houve apupos, vaias e toda espécie de "chacota".
A tal ponto, que alguns elementos da cidade pegaram o irmão Alderico pelos
braços e pelos pés e, carregando-o pelas ruas da localidade, gritavam: "Olhem
o Alderico Pinico protestante... Olhem o Alderico Pinico...".
Cenas como essas, outras piores ainda, foram registradas no trabalho batista
em solo fluminense. Mas os crentes não se atemorizavam. Para Itaocara mudou-se a família do Sr. Sóther Lanes, cuja esposa, irmã Gersoni Lanes, conhecida
por D. Nininha, era muito consagrada. O trabalho batista começou a ter mais
aceitação pelos habitantes daquela localidade. Hoje, há ali uma igreja florescente.
CONVERSÃO DO EX-PADRE GENTIL DE CASTRO FARIA
A conversão do ex-padre Gentil de Castro Faria trouxe um certo reboliço
entre o clero católico campista, ao mesmo tempo em que provocou grande alegria
para os evangélicos, principalmente, para os batistas.
Gentil de Castro Faria deu a sua pública profissão de fé no salão nobre
do Colégio Batista Fluminense, onde se reunia a Segunda Igreja Batista de
Campos. O pastor e professor João Barreto da Silva, então diretor do colégio _
e pastor da Segunda Igreja, foi quem o ouviu em sua profissão de fé. Depois
de aceito pela igreja, foi ele batizado, juntamente com o então estudante, hoje
pastor, Erodice Gonçalves Ribeiro, num tanque existente nos fundos do colégio.
O ex-padre Gentil de Castro Faria era casado com D. Cely Manhães Faria.
Grande era o desejo do novo convertido de testemunhar da graça de Cristo
em sua vida. Assim, começou a aceitar convites, aqui e ali, para realizar confe149

desembargador na Paraíba. Percorreu muitos estados. Foi. professor de Filosofia no Liceu de Humanidades. que está deslumbrando os crentes em Campos com sua obra missionária.rências. Gentil Faria foi diretor do Colégio Salesiano. fundador do Instituto Castro Faria. em Campos. mais tarde. Osias Gomes. Veja em NOTAS E CITAÇÕES 150 . membro da Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense e professor de Filosofia no Seminário Teológico Batista Fluminense. Atuante na obra batista local. no Rio e em Campos: o padre Tarcísio Leal e o notável orador sacro Gentil de Castro Faria. exerceu o pastorado das igrejas. também. foi professor no Colégio Batista Fluminense. escrevendo sobre Padres Católicos que Abraçaram o Evangelho. dando o seu testemunho de conversão a Jesus Cristo. proprietário do Colégio Rui Barbosa. O padre Antônio Ribeiro do Rosário dá sua impressão sobre o Pr." Muito envolvido com a obra educacional. Ordenado pastor em 1958. no município de Campos. de Ururaí e Baltazar. dois padres aceitaram o Salvador. vereador à Câmara Municipal de Campos. o qual dirigiu até a sua morte. a certa altura declara:"Recentemente. e. Gentil de Castro Faria em seu livro de memórias.

providenciando a criação da instituição. em 1941. Na ocasião. Para que os ideais se colimassem. como o Pastor Alberto Araújo. capital do estado. a Junta Executiva tratava desse encampamcnto e da escolha do diretor para o colégio. Meses depois. prevenindo seus diocesanos contra o trabalho do reccm-organizado colégio. 151 . reunindo-se em Campos. foi criada a Associação Batista de Educação. então. que expediu uma Circular. achando alguns que o processo usado para isso não fora legítimo. veio à tona. sentiu que já não se poderia mais adiar a organização desse colégio. realizada no auditório da Faculdade de Direito de Niterói. Tanto o Pastor Avelino.Capítulo X FIRMANDO AS ESTACAS NA BENEFICÊNCIA E EM OUTRAS ORGANIZAÇÕES COLÉGIO BATISTA DE NITERÓI Na assembléia convencional realizada em Campos. o Pastor Manoel Avelino de Souza. publicado no jornal O Estado. quanto à escolha do diretor para o colégio. Pretendeu-se que o colégio fosse administrado pela própria Convenção Batista Fluminense. Na assembléia de 1948. houve nessa reunião um certo agastamento. o pastor Manoel Avelino de Souza saiu a campo. pareceres de grande interesse foram apresentados. visando ao progresso da causa do Senhor. A organização do Colégio Batista de Niterói desgostou o bispo da cidade. do dia 14 de fevereiro de 1942. Entre aqueles que mais atraíram a atenção dos convencionais. Pastor Manoel Avelino de Souza. juntamente com outros líderes estaduais. escreveu um artigo. tinham habilitação para dirigi-lo. quando os batistas fluminenses comemoravam o seu cinqüentenário. O diretor. Estando divididas as idéias dos componentes da junta. que logo teria bom número de associados. no plenário convencional. comentando e agradecendo ao bispo a emissão daquela circular. o assunto relacionado com a administração do Colégio Batista de Niterói. Recebendo o apoio que esperava. estava o que se referia à organização de um colégio batista em Niterói.

após 39 anos dc atuação missionária no campo batista fluminense.Terminada a reunião da junta. por D. Em 1962. Assinaram-na T.B. E. Como o problema se agravasse e tomasse vulto. Christie a do missionário W. Era bem diferente da personalidade do Dr.B. A Missão Batista do Sul respondeu informando que lamentavam "que houvesse um desentendimento tão grande entre um missionário da nossa Missão e a conceituada Junta Estadual da Convenção Batista Fluminense".J. E. Manoel Avelino de Souza". o missionário Mac Neally deixou a função que lhe fora atribuída pela junta e se transferiu para Volta Redonda. porque a dívida do colégio com o INPS fosse preocupante. que é. em seguida. e J. coadjuvado por sua esposa. Em 1976. que previa a criação do "Fundo Memorial Pr. Como sói acontecer. podemos afirmar que a Missão ficaria muito contente. se a Junta Fluminense conseguisse uma solução para o desentendimento havido entre ela e o irmão Mac Neally". a Associação Batista de Educação decidiu desativá-lo. logo surgiram. A obra educacional do Estado do Rio contou com relevantes serviços prestados. onde viria a fundar a Igreja Batista Central e. sempre surgem problemas de relacionamento. passou a ser dirigido pelo Pastor Samuel de Souza. passando suas propriedades para a Convenção Batista Fluminense.Cowsert. em 1946.Mac Neally. através de sua Junta Executiva. os primeiros choques. a Junta Executiva da Convenção Batista Fluminense enviou um ofício à Missão Batista do Sul do Brasil.Mac Neally para substituí-lo. o Colégio Batista. O Colégio Batista dc Niterói prestou bons serviços à obra educacional. entre esse e os nossos mais destacados líderes. pelo Colégio Batista de Niterói. sendo enviado para outro estado. Após tecerem vários comentários. o Colégio Batista de Niterói ficava como até então — a Associação Batista de Educação continuaria a mantê-lo. no período de 1942 a 1976. narrando-lhe o problema e solicitando que o missionário fosse transferido de campo de atuação.Stover.Christie do Brasil. que é a representante da Junta de Richmond na parte sul do Brasil. Sua influência cristã c moral alcançaram professores e alunos que a ele estiveram ligados. os signatários da carta encerravam-na: "Concluindo. mediante o Acordo do Ingá. mais especificamente na cidade de Niterói. e um ano no Rio. a Profa. hoje. presidente da Comissão Executiva da Missão do Sul. Maria Amália de Carvalho Souza e.B. as circunstâncias que envolviam os colégios particulares eram desfavoráveis. onde lecionou. quando há trinta anos de liderança. também. uma das grandes instituições educacionais do sul fluminense. Eva de Souza. Sobre esse acordo. os batistas fluminenses. com a morte do Pastor Manoel Avelino de Souza. O ofício era assinado pelos pastores Fidélis Morales Bentancôr e Henrique Marinho Nunes . não tendo havido o necessário tato e o bom senso que se requeria. 1 " Como conseqüência dessa desinteligência. viúva do Pastor Manoel Avelino de Souza. não foi outra coisa o que sucedeu no campo batista f luminense.B. Aí 152 . discorreremos em outra parte desta obra. convidaram o missionário W. secretário da mesma. caso fosse possível. PERÍODO DE TRANSIÇÃO MISSIONÁRIA Com a retirada de A.

foi a nomeação do casal Alfredo e Alice Reis para serem diretores do orfanato a ser criado. f oices. Chegou a quase instalar um orfanato.adquiriu mais dez terrenos. Diante dessa situação. precisavam de ajuda para sobreviver. em 1943. que escreveram sobre o órfão. o opúsculo Exaltação. Viviam mesmo pela fé. no desejo de ver todos os crentes amparados. A obra cresceu. Todos os esforços foram insuficientes para alcançarem o ideal. em grande parte. A idéia se divulgou paulatinamente. A OBRA DE BENEFICÊNCIA Desde os primórdios do seu trabalho. propugnando pelo ideal de um orfanato. mal podendo sustentar suas famílias. porém. instalou naquela cidade o Patronato. Mas nada conseguiram. A última tentativa que. O Pastor Alfredo Joaquim dos Reis. não havia os benefícios oferecidos pelo governo. preparou. com vistas à construção dc templos para futuras igrejas na cidade. no qual enfeixou muitas poesias de vários de nossos literatos. em seu patronato. Nela se fabricavam cavadeiras. destacamos o missionário Dodanim Gonçalves. Naquela época. foi criada a Caixa de Socorros Mútuos. no ano de 1945(1). daria certo. Havia a ferraria. garfos. com o trabalho produzido pelos que ali estivessem abrigados. o casal recebeu carta da Junta Executiva informando a falta de recursos para obra de tal envergadura. parecia. teve vida efêmera. para a qual contribuíam e pela qual eram beneficiados quaisquer membros de igrejas batistas que a ela quisessem se filiar. Não foram poucas as famílias que. tendo de lançar mão de grande parte de seus recursos para atender à sua saúde prejudicada. facas. As senhoras batistas tratavam com muito zelo c carinho desse assunto. realizada em Petrópolis. É uma preciosa coletânea. Obreiros como Leonel Eyer. Isso tudo serviu para fazer arrefecer o alvo. fabricadas na "ferraria do Pastor Alfredo Reis". foi organizada uma entidade que recebia dos sócios contribuições financeiras que tinham em vista formar lastro financeiro para atender às necessidades dos obreiros. Alfredo Reis. o brilhante causídico Eliasar Rosa. E. também. Seu filho. Alfredo Reis achava que o patronato poderia ser sustentado. durante algum tempo. O Pastor Alfredo Reis sofreu um acidente. Mais tarde. etc. Os pastores ganhavam muito pouco. auxiliaram o Pastor Alfredo Reis. em caso de morte do chefe da família. Isso se deu por ocasião da assembléia convencional. Quando. outros obreiros se incorporaram a esses irmãos na propagação do mesmo ideal. Desde cedo. estavam sempe na linha de frente. Mas. estavam para ir para Aperibé. se começou a pensar no amparo às crianças órfãs. os batistas fluminenses sentiram a necessidade de manter uma obra beneficente. Esse. Kléber Martins. perdendo o seu chefe. que era dirigida pelo irmão Rogério Grassini. o plano não logrou ir avante. Joaquim RoSa é um deles. Entre os jovens que. Foi uma decepção! (2) 153 . ficaram famosas as foices RG (Rogério Grassini). que possuía uma propriedade em Aperibé. Na época. Nem era possível pensar que poderiam juntar recursos para um futuro financeiramente mais tranqüilo. porém. para alcançar o acalentado ideal. ainda assim. Primeiro se pensou em organizar uma entidade que viesse ao encontro das necessidades das viúvas dos pastores.

então.Organização do Orfanato Batista Fluminense Durante vinte anos. Era um domingo. Música — orquestra 7. A organização se deu na tarde do dia 20 de outubro de 1946. o desafio. Antônio Soares Ferreira.B. Soares. Vendo que baldados eram todos os esforços no sentido de se organizar o orfanato. o missionário W. A programação de organização do orfanato deu-se às 13 horas. da qual era obreiro o Pr. Oração — Pr. nas instalações do templo da igreja local. Israel Pinheiro 5. com o casal Reis. com grande sacrifício. na Vila de Aperibé. Aneirce e Anzi Pereira Pinto que tinham vindo de Cardoso Moreira. Oração final — Pr. incluindo as seguintes partes: 1. Discurso — pré-seminarista Ebenézer Soares Ferreira 10. a idéia voltava a ser esquecida. Adiei é hoje médico bem sucedido em Cabo Frio. Abertura — Prof. Empolgava os mensageiros. Oração inaugural — Pr. para que o Pr. o Pr. conse! 54 . também. Palavra do pastor da igreja 3. trabalhando. mas. no Hospital dos Servidores do Estado no Rio.Mac Neally. propôs que. Instalação solene — pastor da igreja 8. onde funcionava a escola e começaram. então. São eles: Adiei. diante da associação: "Entreguemos o assunto a essa igreja. Transferência da Sede do Orfanato Sentindo que a Igreja Batista de Aperibé não estava mais interessada em manter em suas instalações o orfanato. Os primeiros órfãos chegaram no dia 14 de fevereiro de 1947. Mas o orfanato ficará criado. após as reuniões das assembléias convencionais. Todo o dinheiro que possuíam eram vinte mil cruzeiros. Usando linguagem dramática. O orfanato recebeu o nome de Orfanato Batista Fluminense. Antônio Coelho Varella 11. Soares." O Pastor Antônio Soares Ferreira e a Igreja Batista de Aperibé aceitaram. durante as reuniões da Associação Centro-Fluminense. Ana Karklin e estudante Eth Pires Ferreira (hoje. David Coelho 2. após a realização da EBD. "Um olhar retrospectivo" — Pr. realizadas em 1946. organize o orfanato. José Silveira As irmãs Profa. Ele vai organizá-lo e vai morrer. por ter-se casado com o missionário Jonas Borges da Luz) abrilhantaram a solenidade com a apresentação de várias músicas e poesias alusivas ao órfão. que já vem trabalhando em prol desse ideal. Eth Ferreira Borges da Luz. na cidade de Portela. em vista da impossibilidade de a convenção e a associação poderem levar avante o plano de organização do orfanato. o missionário Mac Neally disse. a dar os primeiros passos no sentido de instalarem o orfanato. A igreja cedeu a casa. que a iniciativa fosse entregue à Igreja Batista de Aperibé. Antônio Soares Ferreira 6. Alfredo Reis 9. Sermão — Pr. a idéia de se organizar um orfanato surgiu nos plenários da Convenção Batista Fluminense. Música — orquestra 4.

Fidélis Morales Bentancôr. 3. Isaac da Costa Moreira " O casal Moreira. a se casar com o Pr. Naquela ocasião eram 76 órfãos que vinham sendo sustentados pela fé. Foi na sua gestão que tiveram início os estudos para transferir o orfanato para outra localidade e. uma Junta de Beneficência para administrá-lo. Pr. casada com o Pr. onde hoje está localizada a sede do Lar. Isaac e D. Osvaldo ficou naquela função três anos. foi empossado na secretaria executiva do Orfanato Batista Fluminense no dia 20 de novembro de 1957. (3) A Nova Ease e o Primeiro Diretor O jornalista Óthon Ávila do Amaral fez um histórico deste período e o publicou em O Jornal Batista. D. Sucedeu ao Pr. resolveu apelar à convenção no sentido de encampar o orfanato. Maria Ferreira da Silva. Soares. depois. a grande ajudadora foi a irmã Nadir Cordeiro. que veio. sendo seu primeiro presidente o Pr. José Silva. Em Aperibé. coube a cie e ao presidente da junta. 5. Grandes coisas aconteceram nesse período: 1. portanto. O Pr. assumindo o ativo e o passivo. A propriedade em que se encontrava o orfanato. Soares. o novo nome da instituição: 'Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira'. era sobrinho do Pr. Soares não quis fazer isso e entregou tudo à convenção que elegeu. A junta vendeu a propriedade de Três Irmãos e adquiriu novas propriedades em Rio Douro. 4. No dia 08 de maio de 1960 foi inaugurado o 'Lar Para a Velhice Desamparada''. Antônio Soares Ferreira na Secretaria Administrativa da instituição o Pr. Maria. em 1955. por sinal. durante treze anos. sanar as finanças da instituição. Teófilo Purens). esposa do Pr. Encampamento do Orfanato Com a saúde abalada. Demos-Ihe a palavra: "Com o surgimento da Junta de Beneficência o Orfanato Batista Fluminense começa uma nova etapa de sua história no mesmo espírito que marcou a sua fundação: servir à causa da criança desamparada c órfã. lá permanecendo até o dia 20 de dezembro de 1970. daria para pagar a dívida várias vezes. se vendida. Francisco Quirino da Costa. o seu braço forte foram sua filha Esther Ferreira (hoje. Mas o Pr. 6. no dia 12 de junho de 1962. Fidélis Morales Bentancôr. Deixou o orfanavo com 80 crianças e as dívidas pagas! A Administração do Pr. 2. No dia 1? dc maio de 1961 foi lançada a pedra fundamental da nova sede. A instituição mudou-se de Três Irmãos para Rio Douro. na cidade de Campos. A Assembléia da Convenção Batista Fluminense aprovou.guiu adquirir uma propriedade de seis alqueires na localidade de Três Irmãos onde já havia três casas. no dia 28 de julho de 1958. Maria Salgado e D. o Pr. na época. Ali instalou o orfanato. Osvaldo Soares dos Santos que. Pr. Inaugurou-se o prédio no dia 16 de 155 . Em Três Irmãos. após quase dez anos dc lulas. na sua administração.

Que cada associação procure criar também uma obra de tal jaez. Suas doações permanecerão por toda a existência daquela instituição. 7. Lá esteve por mais de 15 anos. Fundou o jornal Lar Batista. Essas têm seus nomes ligados à obra social ali mantida. Está com muitos planos. Doações de Imóveis Feitas ao Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira As pessoas abaixo relacionadas fizeram doações de imóveis ao Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira. também. Élcia Barreto Soares". através das vidas de órfãos que lá receberem. 2. também. Administração do Pr. mantido pela Associação Itaguaitiba. sendo que nào se encontravam totalmente pagos. 1. Administradores Interinos da Instituição " C o m o afastamento voluntário do Pr. a função de secretário-executivo da Junta de Beneficência. Iniciou a biblioteca do Lar. O Senhor espera que outros sejam inspirados a dar. 8. com o grande apoio da Associação Batista da Planície.outubro de 1965. Sua administração foi do agrado dos batistas fluminenses.Ebenézer Soares Eerreira — Cinco terrenos em Campos. Ampliou o abastecimento de água para a instituição. Nilson Godoy assumiu a direção do "Lar Batista Pr. 4. A junta encampou o orfanato 'Primeiro de Maio'. Instalou telefone na sede. tendo a junta terminado de fazer os pagamentos que restavam. João Batista Paulo Guedes também ficou um ano e sete meses à frente da instituição. Iniciou programa radiofônico na Rádio Copacabana. Instalou serviços médicos e odontológicos. 5. existente em Mazomba. Concluiu a Casa do Ancião. 2. 6. 3. João Antônio Amorim "Assumiu o Pastor Amorim a função de secretário-executivo no dia I o de maio de 1971. Posteriormente. o Pr. 8. recebendo o mesmo o nome de Pr. Isaac. no dia 23 de março de 1991. Em sua curta gestão. Iniciou a organização da Associação dos Ex-Alunos do Lar". produzindo frutos incontáveis. A oficina servia para a publicação do jornal do colégio. a orientação cristã que aquele lar se preocupa em oferecer àqueles que se tornam seus filhos. 7. Que eles se concretizem logo. além da assistência física e social. que foi uma doação do Colégio Batista. o Pr. Gestão Pr. Achou-se que ela seria mais útil ao Lar Batista Pr. Inaugurou-se a oficina gráfica. 156 . Nilson Godoy O Pr. Adquiriu kombi para o Lar.Anuar Aragão de Góis — Dois terrenos em Nova Iguaçu e um em Araruama. Antônio Soares Ferreira. Osvaldo Tinoco fica algum tempo à frente do Lar. o "Lar Batista Profa. de seus bens para a obra realizada no "Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira". Alfredo Reis. 9. Antônio Soares Ferreira" no dia 09 de dezembro de 1989 e acumulou. iniciada na administração do Pr. 1. Isaac. foi inaugurado em Campos.

I. nos moldes do que era feito pelas senhoras. de 26 a 29 de março de 1964.Moisés Silveira — Um terreno. os hiatos. Foi na 35a. dc 130m2. O último foi realizado em Fonseca. com a finalidade precipua de estudar a possibilidade de organizar o trabalho dos homens batistas no estado. 6. finalmente. UNIÃO MASCULINA MISSIONÁRIA BATISTA FLUMINENSE A atual União Masculina Missionária Batista Fluminense teve sua gênese nas reuniões promovidas pelo Pr. em Campos. Para maior interesse de todos os homens têm sido convidadas para preletores pessoas de reconhecido mérito na denominação estadual e nacional. de quando em quando. Campos. louvarem ao Senhor e estudarem planos para o seu trabalho. situada à Rua Tancredo Neves. trazer oradores de fora. situado à Rua Marechal Deodoro. e duas lojas comerciais situadas nos números 176 e 178 da mesma rua. Três Rios e outras importantes cidades do estado têm sido palco das realizações dos congressos que têm apresentado boa programação. São Gonçalo. Assim é que trouxeram da Vene157 . porém. Pádua. Ele aproveitava os períodos vagos.José Luís Gonçalves — Um prédio. em Macaé. 153. Jair Garcia. já vendido pela junta. cm Rio Dourado. tendo como orador oficial o Pr. com o franco apoio que todos esperavam. realizado anualmente. O apoio que solicitavam não era só moral.Marcelino Lima Pereira — Uma casa em Jardim Catarina. Foi. em locais com capacidade para hospedagem de um bom contingente de congressistas. por ocasião das assembléias convencionais. 174. Macaé. em 1943. À noite têm sido realizadas pregações evangelísticas por pregadores de renome vindos. que foi criado um grupo de trabalho composto dos pastores Henrique Marinho Nunes. Caxias. Uma das promoções que mais contribuíram para o seu desenvolvimento foi a criação do Congresso dos Homens Batistas Fluminenses. O primeiro foi realizado em Cachoeiras de Macacu. se desenvolvendo. Mas.Uma propriedade eom uma casa e uma meia-água. Nos seus congressos os homens batistas fluminenses têm procurado. eom três apartamentos. Os que se interessavam pelo assunto apelavam no sentido de que a convenção lhes desse também oportunidade de realizarem seus trabalhos tendo o respaldo da própria convenção. Alberto Araújo e Fidélis Morales Bentancôr. Itaperuna. onde foi instalado o Lar Batista Profa. mas também de ordem financeira. realizada em Macaé. alguns deles. A doação tem cláusula de usufruto. Niterói. 1 .Evangelina Guedes — Um apartamento em Campos. 5. medindo 12mX70m. por ocasião da Semana Santa. foi organizada. de outros estados brasileiros. A João Baptista Bittencourt — Um apartamento. Henrique Marinho Nunes. a organização não contou. Como sói acontecer em muitos casos semelhantes. Assim. com a cláusula de usufruto. Assembléia Convencional. Élcia Barreto Soares. Começou com passos débeis. de pronto. e reunia-se com a liderança dos homens batistas de várias igrejas para orarem. Já se realizaram 28 congressos.

Esta entidade tornou-se modelo para a criação dc outras em vários estados. membro do Conselho Geral da Aliança Batista Mundial e Kennedy Cooper. São eles: Waldemar Zarro. o Pr. do Peru. Abdiel Duarte. Atualmente a União Masculina Missionária Batista Fluminense é presidida por José Pimentel Júnior. Assis Cabral. David F^ de Oliveira. Elias Pessanha. membro da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo. Faz alguns anos que é seu secretário-executivo o Prof.zuela. Galdino de Oliveira. Dioceles Patrício. sobressaindo-se. Ampliato Cabral. Alcides Cunha. o Pr. podemos citar também os nomes do Dr. Rhoelmcr Abreu Louzada. Antônio Moreira Portes. Isaac Moreira. famoso pelos exercícios Cooper. Manoel Juventino Sant'Anna. Hermilo Gomes da Cruz. que se empenhou de corpo e alma para que essa organização fosse criada. Eudóxio Azevedo. líderes que ocupam posição de saliência no estado e vieram a ser presidentes do Congresso dos Homens Batistas do Brasil. Carlos Schumann. Florentino Nogueira. que veio. Levi Silva. Alcides Cunha. Henrique Marinho Nunes. Paulo Mainhard. A criação da União Masculina Missionária Batista do Brasil é fruto da visão de vários líderes do trabalho dos homens em igrejas fluminenses. Outros irmãos têm contribuído para o desenvolvimento da entidade referida: Custódio Romualdo dos Santos. esse denodado obreiro. Ophir Pereira de Bairos. Dos Estados Unidos já falaram em congressos da UMMBF os Drs. Antônio Fausto de Oliveira. Pr. Alcides Cunha. Dr. que não tem medido esforços para que a organização cresça a cada ano. Ivair Simões. entre eles. Muito fizeram pelo desenvolvimento da UMMBF pessoas como Nicodemos Barreto. Eloyd Harris. labora no Estado de Mato Grosso do Sul. Oliveira. Almir Rodrigues. Artur e. no momento. Daniel Arnaldo do Nascimento. Giovani S. Dr. Houve vários pastores que trabalharam muito dando apoio à União Masculina Missionária. Patrício Portela. mais tarde. Como o Pr. 158 . a ser pastor e. Kléber Faria. e para que ela tivesse seu congresso anual. Jacy Fructuoso.

José de Souza Herdy e Pr. Pr.B. Isaac Martins. Isaac da Costa Moreira. W. a necessidade de reestruturação. que foi votada toda a reestruturação. A obra da educação requeria maior atenção. Miss Blanche Simpson. Jabs dos Santos. Como resultado dos ideais propostos em convenções e em artigos publicados em O Escudeiro Batista. Ageu Neto. Abelar Suzano de Siqueira. Moisés Henrique dos Santos e Gê Sardenberg. Waldemar Zarro. várias propostas foram feitas e discussões se sucederam. é necessário que aconteçam mudanças no trabalho. Por exemplo. Chegou-se finalmente a um consenso. Mister se faz estudar todos os envolvimentos e procurar descobrir se outra estrutura traria maior progresso para a obra. Pr. que acompanhem o mundo também em desenvolvimento. Pr. Samuel de Souza. O mesmo acontecia com a obra de evangelismo e beneficência. Pr. Virgílio Faria. pois o desenvolvimento da obra requer a aplicação de novos métodos. Seus 15 componentes foram os seguintes: por um ano — Pr. O campo batista fluminense foi o primeiro no 159 . na Assembléia da Convenção Batista Fluminense que se realizou em 1959. com ele. porém. No campo batista fluminense ocorreram mudanças. em que a Junta Executiva era extinta e quatro outras juntas eram criadas. Foi. Estudos foram apresentados. novas diretrizes. alguns líderes sentiram que a existência de uma única junta já não atendia ao desenvolvimento do trabalho. José Fernandes Murta e Pr. outros sentem que estruturas que foram boas em determinadas épocas podem deixar de produzir como se espera. uma segunda junta: a de Educação.Capítulo XI PERÍODO DE REESTRUTURAÇÃO REESTRUTURAÇÃO DO TRABALHO NO CAMPO BATISTA FLUMINENSE De quando em quando. também. na Primeira Igreja Batista em Macaé. No entanto. por três anos — Pr. Isso ocorreu no dia27 de julho de 1954.Mac Neally. Pr. veio a surgir no campo batista fluminense. José Joaquim da Silveira. Pr. Sempre há aqueles que se apegam ao status quo e não desejam mudança alguma. O trabalho se desenvolvia e. por dois anos — Pr.

no momento. Pr. no município de São João da Barra. Pr. em 1946. Pr. Pr. Luiz Laurentino da Silva. pastoreando a Primeira Igreja Batista em Macaé. Pr. Pr. Albino Adolfo Veríssimo. como tesoureiro. ao mesmo tempo. Inácio José Pinheiro. Pr. a Associação Filantrópica Rui Barbosa mantém serviços médico-hospitalares. Waltir Pereira da Silva e Pr. é essa associação a pioneira e. quer por parte do governo federal. Pr. Ao missionário Dr. graças ao espírito humanitário. Fidélis Morales Bentancôr. Pr. Junta de Evangelizaçao. Laurindo Nolasco. Pr. fisioterápicos e odontológicos. Pr. Pr. de desprendimento e de zelo pela obra do Senhor demonstrado pelo irmão Manoel Bernardes de Oliveira. fundar um abrigo para velhos desamparados. Pr. Ao se organizar. Pr. Pr. Walter Velasco. Salvador Borges. Osmar Soares. José Ferreira da Silva. Itamar Francisco dc Souza. Assim. Naquela região não há nenhuma instituição de beneficência ou serviço social. Pr. o Orfanato Batista de Aperibé. Pr. Orou ao Senhor Deus e. a única. Aylpton de Jesus Gonçalves. Resolveu ele. Junta de Educação e Junta de Beneficência. Narra ele que se inspirou no idealismo do Pr. Florentina Rodrigues Barreto. a obra era organizada. A Junta Coordenadora ficou assim constituída: por um ano — Pr. Samuel Leite Fonseca. Pr. Pr. com o irmão Manoel Bernardes de Oliveira. Ageh de Oliveira Pinto. Pr. A Junta de Evangelização foi composta dos seguintes membros: por um ano — Pr. por três anos — Pr.Brasil a contar com quatro juntas: Jurila Coordenadora. Dalson Pinto Teixeira. Edmundo Antunes da Silva. Antônio Coelho Varella. João Barreto da Silva. Rubem Coelho dos Santos. D. estaria o consagrado obreiro. ambulatoriais. Manoel Bento da Silva. Isso. Oswaldo Viana. Pr. Julieta Sales. Gen. Pr. D. Silas Batista. de ambos os sexos. Cada qual teria seu campo específico dc atuação. Paulo Mainhard.Stela Borges de Araújo. por dois anos — Pr. a fim dc poder se tornar pessoa jurídica. logo. cada junta elaborou e registrou seus próprios estatutos. Osmar Soares. na localidade denominada Ponto de Cacimbas. Edmundo Antunes. por três anos — Pr. John Riffey caberia ordenar todo o trabalho. Antônio Soares Ferreira. por dois anos — Francisco Rosa. Daniel de Almeida. Waldemar Zarro. Nilo Cerqueira Bastos. ASSOCIAÇÃO FILANTRÓPICA RUI BARBOSA Nasceu essa entidade filantrópica em 1952. então. estadual ou municipal. Pr. Antônio Ferreira. Hoje. Pr. Manoel Avelino de Souza. Oswaldo Soares dos Santos. Antônio Soares Ferreira que fundara. Ismail de Oliveira Rodrigues. por dois anos — Pr. Pr. Erodice Gonçalves Ribeiro. Nemésio Fernandes de Carvalho. Pr. Pr. Auxiliando-o. por três anos — Pr. Walter Santos. Mário Barreto França. e. Fidélis Morales Bentancôr. 160 . Pr. D. Ncmésio Fernandes de Carvalho. Demerval Silva. A Junta de Beneficência ficou assim constituída: por um ano — Pr. além do abrigo para velhos. Pr. Benedito Sampaio. Pr. Ary Macharet. Pr.

São inestimáveis os serviços que essa entidade tem prestado àquela região,
atendendo, às vezes, a pessoas vindas até da fronteira com o Estado do Espírito
Santo.
Merece aplausos e nossa cooperação o irmão Manoel, a quem o Senhor tem
usado para a manutenção dessa obra meritória, grande inspiração para tantos
quantos a têm conhecido. Todos devíamos visitá-la e procurar imitar o irmão Manoel
Bernardes de Oliveira.
SAGRAÇÃO DE BISPOS EM TEMPIX) BATISTA
Ocasionou certo constrangimento entre os batistas fluminenses o episódio
que se verificou no templo da Primeira Igreja Batista de Petrópolis, em 1954. Por
sua própria iniciativa, o Pastor Wilson Régis autorizou a cúpula da "Igreja Católica Livre" a realizar a cerimônia de "sagração de bispos" que a ela estavam filiados,
usando para isso o templo daquela igreja batista.
O assunto prendeu a atenção dos mensageiros à assembléia convencional que
se realizou em Itaperuna, em julho de 1954, os quais se mostraram surpresos, estranhando o procedimento daquele pastor e sua igreja.
O assunto foi levado, também, ao plenário da Ordem dos Ministros Batistas
do Estado do Rio de Janeiro. Depois de sabatinado, o Pastor Wilson Régis fez apresentar suas explicações. Da ata daquela reunião, realizada em 10 de julho de 1954,
extraímos:
'' Disse (o Pastor Wilson Régis) que autorizara, realmente, tais cerimônias no templo de sua igreja, sem julgar que isso viesse a trazer tanta
celeuma e tantos comentários desfavoráveis."
Logo após a realização da assembléia convencional em Itaperuna, em julho
de 1954, o Pr. Fidélis Morales Bentancôr escreveu um artigo para o O Norte Batista,
órgão da Associação Batista Norte, sob o título "Quatro Passos Para Trás".
O primeiro "passo para trás" comentado por ele foi o referente ao caso da
sagração de um bispo da Igreja Católica Livre no templo da Primeira Igreja Batista
de Petrópolis.
Achou o Pr. Fidélis que foi pouco o aperto dado pelos pastores ao Pr. Wilson
Régis que, ainda, lhe deram, depois, posição saliente na convenção. O Pr. Waldemar
Zarro respondeu, em O Escudeiro Batista, de 30 de novembro de 1954, em duas
páginas, ao "Quatro Passos Para Trás", dizendo que a União de Pastores (esse era
o nome na época) "agiu criteriosamente, reprovando o mal, abraçando o obreiro
e amparando-o numa hora difícil".
ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Em julho de 1951, por inspiração do Pastor João Barreto da Silva, foi organizada, em Campos, a União de Pastores Batistas do Estado do Rio. O Pastor Barreto foi, por mais de dez anos, o seu presidente, tendo sido sucedido pelo Pastor Waldemar
Zarro, que esteve, por vários anos, à frente dessa entidade.
Esses dois presidentes levaram essa organização a promover, anualmente, um
retiro para os pastores, que foram realizados em Campos, no acampamento de Rio
Dourado, e em Santa Maria Madalena. Para esses retiros, foram convidados prele161

tores como: Reynaldo Purim, Manoel Avelino de Souza, Knéas Tognini, Wcrner
Kaschel, Ebenézer Soares Ferreira, Harold Renfrow, John Riffey, Fidélis Morales
Bentancôr.
Após alguns anos à frente da entidade, o Pastor Waldemar Zarro foi sucedido pelo Pastor Nilson do Amaral Fànini, que procurou dar nova orientação aos
retiros. Esses passaram a ser realizados no Acampamento Batista Fluminense, em
Rio Bonito. Novos assuntos eram trazidos para debate e, até, preletores da outra
América foram convidados para estarem nesses retiros.
Com a posterior eleição do Pastor Antônio Moreira Portes, para presidente,
uma nova fase foi iniciada, retratada na mudança do nome de União de Pastores
Batistas Fluminenses para Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, seção do Estado
do Rio.
Em períodos subseqüentes, ocuparam a presidência da Ordem os Pastores
Arides Martins da Rocha, Diocezir Alberto, Francisco Cerqueira Bastos, Edgard
Barreto Antunes, Joaquim de Paula Rosa, José de Souza Gama, Elias Carvalho
de Sá, Nilson Dimárzio e João Batista Paulo Guedes.
Secretário — Executivo da Ordem
Por vinte anos, o Pastor João Batista Paulo Guedes ocupou o cargo dc
secretário-executivo da Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, seção do Estado
do Rio. Foi sempre muito atuante, podendo ser destacadas, no período de sua gestão,
as seguintes atividades:
1. Criação do FUNAPAS, que era um fundo de auxílio aos pastores. Esse
fundo chegou a alcançar quatro milhões de cruzeiros.
2. Condecoração nas assembléias convencionais — Eram momentos de grande
solenidade, promovidos pela Ordem para homenagear os obreiros que completavam
25, 30, 40 e 50 anos de ministério. A esses era entregue uma comenda, de acordo
com o número de anos de ministério que alcançavam. Havia quatro comendas para
serem entregues, em homenagem à memória dos pastores: A.B.Christie, João Barreto
da Silva, Monoel Avelino de Souza e Elias Vidal.
3. Instituição da carteira de sócio. Antes dessa, só era aceita a da Ordem dos
Ministros Batistas do Brasil.
4. Criação da Biblioteca da Ordem, com o acervo que lhe fora doado pelo
Colégio Batista de Niterói, quando do seu fechamento.
5. Promoção de intercâmbio entre a Ordem Fluminense e a Paulista. Os fluminenses participaram de um retiro de pastores paulistas e esses, de um retiro de pastores
fluminenses.
6. Criação do DIACOPBERJ — Esse departamento agrupava os diáconos
de igrejas batistas fluminenses. Houve resistência, por parte de alguns líderes denominacionais, quanto à criação desse departamento. Após sete anos dc esforços, ele
foi formado. O Dr. Paulo Ribeiro foi eleito o primeiro presidente dessa organização,
e o Pastor Fidélis Morales Bentancôr foi reconhecido como patrono da mesma.
7. Instalação da sede oficial da Ordem, em duas salas do extinto Colégio Batista
de Niterói, logo após a assinatura do Acordo do Ingá.

162

Novo Secretário-Executivo
Substituiu o Pastor Paulo Guedes na secretaria-exeeutiva, o Pr. Dario Braga,
que ficou na função durante cerca dc três anos. Depois dele, tomou posse o Pr.
Judson Garcia Bastos, que está na função de secretário-executivo da OMERJ, de
1986 até a presente data (1991). O Pastor Judson tem procurado imprimir um dinamismo especial ao trabalho, que teve sua nomenclatura mudada. Hoje ela é chamada
Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro — OPBERJ.

A Obra da OPBERJ
É inestimável a obra realizada pela Ordem dos Pastores Batistas do Estado
do Rio de Janeiro. Anualmente, durante o mês de maio, ela promove um retiro que
é bem concorrido. A ele têm comparecido até cerca de trezentos pastores.
A OPBERJ estabelece seções associacionais. Assim, tem-se tornado mais fácil
o congraçamcnto entre os obreiros e o trabalho tem-se desenvolvido mais c melhor.
Os retiros têm sido dc grande proveito para todos os pastores que deles têm
participado. Além de ser um período de descanso e lazer, é também uma oportunidade para que os colegas troquem idéias, apresentem seus planos, problemas, etc.
Além da camaradagem desfrutada, há o grande privilégio de se fazer uma reciclagem,
ouvindo-se mensagens e fazendo-se os estudos apresentados pelos preletores. É
sempre um período que o obreiro aproveita para aumentar sua bagagem cultural
c espiritual.

Algumas Importantes Decisões da Ordem dos Pastores
Muitos foram os assuntos tratados na Ordem dos Pastores Batistas do Estado
do Rio de Janeiro. Salientamos os seguintes:
1. Recondução de ex-pastores ao ministério sagrado. Se o pastor foi excluído,
ele perde a investidura ministerial. Reconciliando-se, ele é, apenas, um membro da
igreja. Caso uma igreja deseje vê-lo investido na função pastoral deve, então,
convocar um concilio para dar seu parecer sobre a possibilidade de restaurá-lo, ou
não, ao ministério.
2. Quanto à ordenação de pastores. Deve a igreja, que pretende promover a
ordenação de alguém ao ministério, proceder do modo seguinte:
a) Publicar, com muita antecedência (quem sabe de quatro meses, no mínimo),
em o O Escudeiro Batista e em o O Jornal Batista, a Convocação de Concilio, dando
as qualificações do candidato e informando que espera que alguém que saiba de
algo que desabone a sua conduta se pronuncie em tempo hábil, a fim de se evitar
constrangimentos de última hora, ou mesmo futuros.
b) Evitar promover a ordenação, se no concilio não houver unanimidade.
3. Quanto aos pastores divorciados. A Ordem se posicionou contrariamente
à ordenação de pessoas que sejam divorciadas, recordando que, para exercer o minis163

tério sagrado, o obreiro tem que ter um caráter ilibado e ser exemplo em tudo,
principalmente em sua vida conjugai.
O PROBLEMA DENOMINADO "RENOVAÇÃO ESPIRITUAL"
De quando em quando, surgem movimentos que têm cm mira o aperfeiçoamento espiritual dos crentes. Esses movimentos parecem cíclicos. Eles ocorrem
sempre quando os crentes começam a ficar meio apáticos quanto à vida espiritual.
Por volta do ano de 1958, surgiu o movimento que ficou denominado como
"Renovação Espiritual". Até que, no princípio, cie conquistou a simpatia de ilustres líderes da denominação, tendo cm vista que o que ele buscava era uma maior
pureza na vida dos crentes e um maior fervor espiritual.
A missionária Rosalel Appleby já vinha, há anos, trabalhando e orando nesse
sentido e esperando que o "avivamento viesse à pátria brasileira". Ela era, realmente, a grande animadora de um despertamento no seio das igrejas. Com seus livros
maravilhosos como Ouro, Incenso e Mirra, Melodias na Alvorada, Vida Vitoriosa,
folhetos e palestras, ela ia, paulatinamente, semeando um ideal que, há muito, acalentava.
O Pastor José Rego do Nascimento, que se formara no Seminário Teológico
Batista do Sul do Brasil, em 1951, estava pastoreando a Igreja Batista de Vitória
da Conquista, Bahia, quando começou a sentir-se inclinado a levar a bandeira que
a missionária Rosalel desfraldava. Por isso, começou a dedicar-se, de corpo c alma,
ao assunto.
A Igreja Batista de Lagoinha, em Belo Horizonte, o convidou, em maio de
1958, para pastoreá-la. Aí já havia um fermento do movimento que, logo depois,
viria a eclodir com grande ímpeto.
O movimento trazia no seu bojo uma grande esperança. Era como que uma
lufada de novos ventos na direção de um grande despertamento espiritual.
Quando muitos já estavam entusiasmados com o movimento em curso, descobriram que, no mesmo, permeavam doutrinas de cunho pentecostal. José Rego do
Nascimento pregava e escrevia sobre a "segunda bênção", que era o batismo do
Espírito Santo, o que estava em desacordo com o que as igrejas batistas ensinavam.
O problema foi levado ao plenário da Convenção Batista Brasileira, pelo
grande líder mineiro, pastor Muryllo Casseti, que pediu a nomeação de uma
comissão para estudar o movimento que nascia e dar o parecer na assembléia convencional seguinte. Como conseqüência dessa proposta, foram nomeados, pelo
presidente, Pr. Rubens Lopes, 12 pessoas para comporem a comissão solicitada.
O plenário achou que o presidente deveria fazer parte da mesma. Assim, ela foi
formada eom 13 elementos. Ficou conhecida como a "Comissão dos Treze". Dela
fizeram parte três que esposavam, abertamente, os ideais da "renovação espiritual"
— José Rego do Nascimento, Enéas Tognini e Achilles Barbosa; e mais os seguintes
pastores: João Filson Soren, Harald Schally, Delcyr de Souza Lima, Reynaldo
Purim, David Mein, Werner Kaschel, José dos Reis Pereira, David Gomes, Rubens
Lopes e Thurmon Bryant.
Enquanto a comissão prosseguia nos estudos (após a apresentação de seu
primeiro relatório à assembléia convencional, em Vitória, em janeiro de 1963) os
pastores José Rego do Nascimento e Enéas Tognini resolveram deixar a ' ' Comissão
dos Treze''.
164

Por aí já se podia verificar que rumos as coisas tomariam. Nesse ínterim, o
problema da "renovação" estava trazendo muitos dissabores entre os obreiros e
igrejas no Estado de Minas Gerais. A Igreja de Lagoinha, da qual o Pastor José
Rego do Nascimento era pastor, fora desligada da Convenção Batista Mineira, em
virtude de considerarem que ela estava com doutrinas pentecostais. Algumas igrejas
simpatizantes da "renovação" se solidarizaram com a Igreja de Lagoinha c, em breve,
trinta delas se desligavam da Convenção Batista Mineira.
O fermento atingiu nosso campo fluminense, através da Igreja Batista do
Fonseca, que, na ocasião, era liderada pelo Pr. Samuel Chagas, recém chegado
dc São Paulo, onde já havia manifestado as idéias de cunho carismático que
iria difundir no seio da referida igreja.
Ele foi ganhando a simpatia de muitos e deixando penetrar na membresia
elementos oriundos da igreja pentecostal. Como alguns líderes se opuseram a
isso, ele levou a igreja a conceder-lhes carta compulsória ou exclusão. Assim,
os irmãos Osvaldo Gomes, Daniel Matta, Fidélis de Oliveira Rosa, Saliel do
Couto, Stênio Velasco e Jetro Maia foram alijados da igreja.
O grupo referido, excluído que fora, e outras pessoas mais, passaram a
se reunir, provisoriamente, em um salão na Rua Alzira Vargas, n? 72, Fonseca,
Niterói.
As igrejas de Niterói estavam apreensivas e perplexas com o que se passava.
Em conseqüência disso, em 12 de novembro de 1963, a Associação Batista Niteroiense enviou à Igreja do Fonseca uma carta pedindo que ela se definisse, no
prazo de três meses, sobre seu comportamento doutrinário. " O pastor comentou
sobre a carta dizendo que era iníqua e que não se devia responder". É o que
ficou em ata lavrada pelo irmão Daniel J.Matta, em 12 de novembro de 1963.
Uma comissão, presidida pelo pastor Dr. Erodice G.Ribeiro, encaminhou
uma carta à igreja, já que ela não dera atenção à carta da associação, "sugerindo
que se exonerasse e excluísse do seu rol de membros o Pastor Samuel Chagas".
Como não chegassem a bom termo as conversações no âmbito da associação, a Convenção Batista Fluminense foi chamada a participar, a fim de ajudar
a salvar aquela boa igreja, que tinha sido liderada, por muitos anos, pelo Pastor
Osmar Soares, grande líder fluminense.
O presidente da Convenção Batista Fluminense, Pastor Ebenézer Soares
Ferreira, se reuniu com o grupo da Igreja Batista do Fonseca, em 29 de julho
de 1964, cm Niterói, para buscar uma solução para o problema. O Pastor Samuel
Chagas compareceu com um grupo de irmãos que já estavam bem "chumbados"
com os ensinos e práticas pentecostais, trazendo um memorial no qual,
defendendo-se, acusava-se mais ainda. Em certa parte do documento ele afirmava: " O batismo do Espírito Santo é experiência distinta do novo nascimento
(regeneração e conversão). É a segunda bênção, pela submissão, total entrega,
segundo a obra da graça, plenitude do Espírito...".
Foi feita uma ata dessa reunião, secretariada pelo Pastor Nilson do Amaral
Fanini. Ei-la:
"Às 22hl0m do dia 29 de julho de 1964, a convite do senhor presidente, reuniram-se no gabinete pastoral da Primeira Igreja Batista
de Niterói, para apreciar a carta-resposta da Igreja Batista do Fonseca,
os seguintes pastores: Ebenézer Soares Ferreira, Osmar Soares, Gutenberg Faria Guedes, Harold Renfrow, Waltir Pereira da Silva, Antônio
165

Reunindo-se o concilio. Que seja feito um apelo para cessarem os ataques à igreja e ao seu pastor. irmão Samuel Chagas. João José Soares Eilho e mais um grupo de irmãos da referida igreja. chegou-se às seguintes conclusões: 1. Que a igreja não está em sintonia com a Convenção Batista Brasileira. 13. o Pastor João José Soares Filho leu o documento da referida igreja. então presidente da Convenção Batista Fluminense. e endereçado ao rebanho. certas expressões da carta são injuriosas à igreja e ao seu pastor. Que a Igreja do Fonseca discorda frontalmente do "Parecer da Comissão dos Treze". Elias Vidal. Que o parecer da Convenção Batista Brasileira transcrito no documento do concilio. segundo acha o próprio grupo da Igreja do Fonseca. 4. aprovado pela Convenção Batista Brasileira. " O senhor presidente. pastor Ebenézer Soares Ferreira. Neri Camargo. 6. 166 . Ouvindo aqueles irmãos. O presidente historiou os fatos desde a associação. Finalizando em clima cordial e fraterno. tanto pela imprensa escrita quanto pela falada. 5. 3. Joélcio Barreto. Nilson do Amaral Eanini. ao Pastor Ebenézer Soares Ferreira. Que fosse usada linguagem serena. Que. José de Sá. Que a decisão seria votada por unanimidade. Em seguida. Como os problemas fossem aumentados. etc. 12. Vendo que nada conseguira. a Igreja Batista de Porto da Madama. Que a carta-resposta foi elaborada por uma comissão eleita pela igreja mas não foi submetida à mesma depois de redigida. 7. João José Soares Filho e o irmão Davi Ferreira Batista". foi convidada para dar assistência ao grupo que discordava da liderança do Pastor Samuel Chagas. Belardim de Amorim Pimentel. foi enviado um abaixo-assinado. em 1? de novembro de 1964. 11. concilio. reconhecendo o grupo que estava desligado como sendo a legítima Igreja Batista do Fonseca.Moreira Portes. em virtude de haver vários irmãos reunido-se numa congregação. Que a Igreja do Fonseca tem estatutos mas só poderão ser fornecidos mediante votação da referida igreja. 9. de representantes de mais de dez associações. este deu um parecer. 10. Que o pastor não sabia o número exato de membros arrolados na Igreja do Fonseca. inclusive o seu pastor. Que esta seria a última palavra da Igreja do Fonseca. Como as crises fermentassem ainda. oraram os pastores: Neri Camargo. resolveu convocar um concilio de igrejas batistas para aconselhá-la na maneira de agir com o grupo que saiu da Igreja do Fonseca. convidou o Pastor Fanini para secretariar a reunião. Que são infundadas as acusações contidas no documento. é criticado pela Igreja do Fonseca. Isaías Barcelos. 2. liderada pelo Pastor Ageu de Oliveira Pinto. Que a igreja ditou as linhas principais do documento e delegou poderes à comissão para redigi-lo. 8. Edmundo Antunes da Silva. requerendo a convocação de uma assembléia extraordinária dessa convenção.

reconhecendo como legítima Igreja 167 . § 2o. NITERÓI' considerando que o problema afeto à Igreja Batista do Fonseca deve ser de interesse geral de todas as igrejas batistas do Estado do Rio. oferecendo ao plenário duas sugestões: 1) homologação da decisão do concilio promovido pela Igreja Batista do Porto da Madama. retardando. 10?. ainda. reunindo-se esse concilio no dia 1? de novembro de 1964. para buscar solução para o problema relacionado com a Igreja Batista do Fonsecae seu pastor. considerando. considerando que um grupo foi afastado dc maneira arbitrária por não concordar com a orientação doutrinária seguida pelo seu pastor. considerando que os estatutos da Convenção Batista Fluminense. N? 72. que essa igreja não deveria sozinha atuar na solução do problema.Para registro histórico. o presidente. considerando que a Igreja de Porto da Madama foi solicitada a prestar sua colaboração. Presidente da Convenção Batista Fluminense: Considerando o agravamento do problema da Igreja Batista do Fonseca. EM DATA E LOCAL DETERMINADOS. Sr. ainda. FONSECA. no capítulo III. prevêem a convocação para tratar de assuntos de interesse geral. a Assembléia Extraordinária da Convenção Batista Fluminense. encaminha o assunto. Pastor Ebenézer Soares Ferreira. considerando que a convenção nomeou uma douta comissão a fim dc tratar do problema relacionado com a referida igreja. que merece no momento uma certa urgência. assim. A FIM DE REFERENDAR A RESOLUÇÃO DO CONCILIO OU O QUE A CONVENÇÃO JULGAR DE MELHOR ALVITRE". Depois de fazer uma exposição dos fatos que ocasionaram a convocação. convocou um concilio a fim de traçar uma diretriz para solução do problema. considerando. Assembléia Extraordinária da Convenção Batista Fluminense Realizou-se no dia 15 de janeiro de 1965. AS IGREJAS DE VÁRIAS ASSOCIAÇÕES ABAIXO-ASSINADAS VÊM. considerando que esse grupo estava se dispersando por não ter alguém que o orientasse de uma maneira segura. transcrevemo-lo aqui: "Exmo. a solução do problema. R E Q U E R E R A VOSSA EXCELÊNCIA A CONVOCAÇÃO DE UMA ASSEMBLÉIA CONVENCIONAL EXTRAORDINÁRIA. como prevêem os artigos 1? e 10? do capítulo III do seu estatuto. MUI R E S P E I T O S A M E N T E . no templo da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo. que o seu relatório só viria no próximo ano. chegando à seguinte conclusão: 'RECONHCENDO COMO IGREJA BATISTA DO FONSECA O GRUPO CONSTITUÍDO DE IRMÃOS AFASTADOS PELA REFERIDA IGREJA E QUE SE REÚNE PROVISORIAMENTE À RUA ALZIRA VARGAS. art.

Siqueira fizeram. dessa maneira. isto à luz da chamada 'Comissão dos Treze'. sendo que a maioria absoluta deles defendia a exclusão da Igreja Batista do Fonseca. Os pastores Gentil de Castro Faria. então. João Batista Paulo Guedes. Raphael Zambrotti e Abelar S. no templo da Segunda Igreja Batista de Campos. então. pois assuntos que vinham sendo arrastados há longos anos foram decididos com o apoio maciço dos fluminenses. Waltir Ferreira da Silva. Segundo o redator d' O Escudeiro Batista. Siqueira. Decidia assim o plenário pela exclusão da igreja do rol de igrejas da Convenção Batista Fluminense. proposta substitutiva nestes termos: "Considerando que muitos e variados esforços foram feitos para evitar o desvio doutrinário da chamada Igreja Batista do Fonseca. se afasta das doutrinas aceitas e defendidas pelos batistas. para o (2) problema 'renovação espiritual pentecostal'. 2) reconsideração do assunto e. considerando que é a própria igreja que. como apêndice. no seu entender. no Templo da Primeira Igreja Batista de Niterói. chamada Igreja Batista do (i) Fonseca. mas discordaram do proçesso de votação aplicado na tomada dessa decisão pela convenção. Itamar F. que desejavam solução rápida.Batista do Fonseca o grupo de irmãos dela afastados. Fidélis Morales Bentancôr. cada vez mais.". 92. A ata dessa assembléia extraordinária foi publicada. que se reunia à Rua Alzira Vargas. Clério Boechat. Na qualidade de presidente da Convenção Batista Fluminense. Realização da Convenção Batista Brasileira em Niterói O assunto "renovação espiritual" iria mesmo ficar "sacramentado" na 47? Assembléia da Convenção Batista Brasileira. Waldemar Zarro. transferida que foi. a proposta substitutiva do Pastor Antônio Coelho Varella venceu por 464 votos. Posta em votação. proponho a eliminação da citada igreja. esses três pastores não eram contra a exclusão da Igreja Batista do Fonseca. contra três. por exemplo. 168 . à última hora. foi. estamos em campos opostos. no Fonseca. exclusão da Igreja Batista do Fonseca da Convenção Batista Fluminense. José de Souza Herdy. considerando que. " U m obreiro idoso e muito experimentado declarou que essa assembléia. considerando-se que todos os esforços foram nulos e a referida igreja. para Niterói. A proposta é discutida. requerendo a inserção da mesma em ata. uma providência de Deus. por escrito. de Souza. letra b. O Pastor Isaías Barcelos propôs a homologação da decisão do concilio já referido. Usaram da palavra para discutir o assunto os pastores Jabniel Silva. vem dizer-nos que 'nós' é que estamos errados. Raphael Zambrotti. O Pastor Antônio Coelho Varella faz. uma vez que está incursa no artigo 8?. às páginas 22 a 24 dos Anais da 58? Assembléia da Convenção Batista Fluminense. declaração de voto. do estatuto da mesma. Abelar S." Nessa assembléia convencional havia muitos que desejavam protelar ainda mais o assunto. Antônio Loureiro Belota. pela voz de uma comissão. Benedito Sampaio. realizada de 12 a 16 de julho de 1965. que se realizou cm 1965.

que estiverem ligadas ao chamado movimento de renovação espiritual'. realizada em janeiro daquele ano. dos Santos formulou a proposta com quatro considerandos. que foi logo aprovada: ". n' O Jornal Batista as suas decisões. todos os casos que venham a ser solicitados por convenções estaduais". passe a considerar para desligamento todos os casos que venham a ser solicitados por convenções estaduais". doravante. conforme editorial n' O Escudeiro Batista. Pr. 937. a Igreja Batista do Fonseca. e as igrejas batistas pertencentes à Convenção Batista Mineira. <4) O plenário aprovou. sugerindo que a Junta Executiva da Convenção Batista Brasileira ficasse autorizada a receber os pareceres da comissão.. Rubens Lopes. passe a considerar." (3) O Pastor Delcyr de Souza Lima formulou a emenda seguinte. que ficou assim redigida: "Que esta convenção desligue do seu rol de igrejas cooperativas as que forem excluídas das convenções estaduais. com 912 votos contra 60. Em seguida. em momentos de acalorados debates: " E preferível um fim horroroso a um horror sem fim".. por motivo de sua identificação doutrinário-prática com o movimento renovacionista pentecostal ora em curso no Brasil e que. A maioria absoluta dos mensageiros àquela assembléia convencional sentia que essa proposta parecia protelatória. O Pastor Trascy R. 169 . doravante. publicando. no Estado do Rio de Janeiro. julgando-os e dando aos mesmos os devidos encaminhamentos. " O presidente. já dissera o Pastor Erodice de Queiroz. para conhecimento geral da denominação. ao mesmo tempo. que era relatoriada pelo Pastor José dos Reis Pereira." (5) Assim. e. fez a seguinte proelamação oficial: 'Na qualidade de Presidente da Convenção Batista Brasileira. encerrava-se na história dos batistas brasileiros o doloroso capítulo "renovação espiritual". em Niterói. sempre que solicitado a fazê-lo e que a Convenção Batista Brasileira evite trazer para o seu rol cooperativo igrejas que não tiverem sido previamente ligadas às convenções estaduais. Durante as discussões em plenário. na Primeira Igreja Batista de São Gonçaío. para os devidos fins. ainda.e que. sita à Alameda São Boaventura. desligadas do rol de igrejas cooperantes da Convenção Batista Brasileira. declaro. para desligamento. Esta autorização seria. inclusive. A emenda Delcyr de Souza Lima foi incorporada à proposta substitutiva do Pastor Isaías Barcelos. a substitutiva com a emenda Delcyr de Souza Lima.o Pastor Ebenézer Soares Ferreira relatou ao plenário o que fora decidido na assembléia extrordinária daquela convenção. desligue se houver qualquer convenção estadual ligada ao movimento supracitado. para possíveis eliminações de igrejas. O Pastor Isaías Barcelos propõe: " O desligamento de todas as igrejas que foram excluídas das convenções estaduais por motivo de sua identificação doutrinário-prática com o movimento renovacionista pentecostal ora em curso no Brasil.

Humberto Viegas Fernandes. que poderia se ter estendido por longo tempo. Assembléia da Convenção Batista Fluminense. realizada no dia 26 de julho de 1958. descreve essa contribuição. viria a degenerar-se por falta de certo tato de muitos quando tiveram de enfrentá-lo. o juiz daria ganho de causa à legítima Igreja Batista do Fonseca. vinha dando respaldo nas questões jurídicas em que as igrejas se viam envolvidas. visitou 20 estados. o grupo que acompanhava o Pastor Samuel Chagas se recusava a deixar o templo e suas dependências. Assim. conforme declara a ata da sessão em que se dá o fato. acionada pela Sociedade Patrimonial Batista. no sentido de se reconhecer o trabalho do ilustre advogado como patrono daquela causa. pela atuação brilhante e denodada na causa da Igreja Batista do Fonseca". o oficial de justiça ouviu do Pastor Samuel Chagas. foi aprovada proposta do Pastor Waldemar Zarro. em desespero. foi-lhe passada procuração pelo presidente da Sociedade Patrimonial Batista de Campos. Não podemos olvidar aqui a grande contribuição do Dr. Em pouco tempo. tinha cm seu nome 90% das escrituras dos templos. na Segunda Igreja Batista de Campos. escrito por Lauro Bretones. Pastor Ebenézer Soares Ferreira. o Pastor Ageu de Oliveira Pinto. realizada de 12 a 16 de julho de 1965.Retomada do Templo Depois de ter sido definida pela Convenção Batista Fluminense a verdadeira Igreja Batista do Fonseca. e de humildade de outros. em Campos. Na mesma sessão. Desde os primórdios do trabalho batista no estado. Assim. a frase dramático-teatral: "Agora vai sair o fogo e entrar o gelo". a liderança teve cuidado com os bens imóveis das igrejas. Evaldo Saramango Pinheiro. A Sociedade Patrimonial Batista. o Pastor Belardim de Amorim Pimentel fez proposta para "que se registrasse em ata uma palavra de apreciação ao Pastor Ageu de Oliveira Pinto. ainda. O presidente. em nome do grupo reconhecido como Igreja Batista do Fonseca. na época. era também deputado estadual. deu-se por encerrada aquela questão. então secretário-executivo interino da Junta Coordenadora. no ano de 1952. não fora a habilidade de muitos obreiros interessados no bom andamento da obra do Mestre. erros e verdades. por falta de tato de alguns. Pena que um movimento que visava a altos ideais fosse se degerando. após explicar 170 . que. Edwin Orr. Na 58a. criada cm 1918. pregando em muitas igrejas sobre Despertamento Espiritual. em seu livro Renovação Espiritual no Brasil. Indo levar a intimação para que os imóveis fossem desocupados. O livro Redemoinhos do Sul. SUSTADA A REPRESENTAÇÃO DE TRÊS IGREJAS NA ASSEMBLÉIA CONVENCIONAL DE 1958 Isso ocorreu na Assembléia da Convenção Batista Fluminense. Pastor Manoel Avelino de Souza. perfilha também esta opinião de que o movimento que despertou tantas esperanças em muitos. recorreu ao advogado Dr. Para dar seguimento ao processo de retomada do templo. Tendo disso conhecimento. que. O Pr.

Relatório da Comissão Sobre o Problema das Três Igrejas Depois de realizar seu trabalho. Secretário Pr. Por sugestão do Pastor José Hespanhol. e declarar que "posições firmes e decididas devemos tomar nesse instante". faz "sugestão de que a Igreja Batista de Neves. a comissão apresentou à assembléia a sugestão de que as três igrejas envolvidas tivessem suas representações sustadas. Manoel Avelino de Souza. o Pastor Fidélis Bentancôr apresentou sua proposta: "Proponho que seja cancelada a introdução da proposta apresentada pela comissão. orientada pelo Pastor Salvador Borges.""' Colocada em votação. vários oradores usaram da palavra. composta dos pastores: João Barreto da Silva. Vila Norma e Itatiaia. C — Caso Itatiaia — Também aprovado por unanimidade. essas duas últimas situadas em Duque de Caxias. Entre eles. Edmundo Antunes da Silva. o assunto começou a ser focalizado. Para dar parecer sobre o assunto. ora em publicações n' O Escudeiro Batista. no campo fluminense. Discutindo o assunto. com a orientação de seu pastor. em aparte. que dizia discordar do preâmbulo do parecer apresentado pela comissão e que se fosse "retirada a parte que julga interferência da convenção na disciplina da igreja. Manoel Avelino de Souza. Presidente. Elias Vidal.que "problemas de algumas igrejas do estado tendem a desvirtuar nosso programa". não se tinha verificado. ficam assim resolvidos os outros dois casos: "B — Caso Vila Norma — A assembléia aprova o parecer. como membro da referida igreja. A Primeira Igreja Batista de Niterói promoveu. é nomeada uma comissão. Manoel Bento da Silva. por unanimidade. em 1957." seja sustada da presente assembléia convencional. nenhum caso dc recondução de ex-pastores ao ministério. demonstrava. também ele votaria nessa proposta da comissão". Esse irmão passara muitos anos afastado dessas atividades e." RECONDUÇÃO DE PASTORES AO MINISTÉRIO Até 1957. José Murta e Ageu Netto. a recondução do irmão Evódio Queiroz às atividades pastorais. estar em condições de exercer o ministério sagrado. Essa comissão trataria dos problemas relacionados às igrejas de Neves. promoveu a recondução ao ministério da palavra do irmão Benedito Borges 171 . uma das que têm sérios problemas e que tem mensageiros presentes. até que seus problemas fossem solucionados. o Pastor Fidélis Morales Bentancôr. ora em retiros de pastores. essa proposta foi aprovada por unanimidade. Também a Igreja Batista de Tabua. agora. Nesse ano. Ainda conforme a ata da referida sessão. Pr. e que a representação da Igreja dc Neves fique sustada até que se normalize a situação.

por uma crise. como o pródigo. 172 . afastando-se da igreja e vivendo de modo contrário ao evangelho. em sua região. O irmão Benedito fora obreiro muito estimado.Botelho. e. Passara. Depois de alguns anos. como Pastor "Diquinho". voltou. passou a honrar o evangelho e o ministério para o qual fora reconduzido. também conhecido. animado. no entanto.

Cremos que a grande contribuição para o despertamento das igrejas quanto ao evangelismo partiu principalmente da realização do 10°. incentivadas pelo Pastor Rubens Lopes. Houve clarinadas. com a concentração evangelística realizada no Maracanã. várias campanhas evangelísticas foram realizadas em nosso estado. Empolgados com esses resultados. João Soren. visando a despertar as igrejas e conscientizá-las de que era necessário manter vivo o espírito evangelístico dos primórdios do estabelecimento do trabalho do Senhor em nossa pátria. realizado em julho de 1960. que não surtiu tão grandes efeitos. que muito fez para que se alcançasse o alvo desejado. que procuravam enfatizar a necessidade de os crentes se ocuparem mais com a evangelização Foram muito positivos os resultados da I Campanha Simultânea de Evangelização. 173 . Esses dois períodos de campanhas evangelísticas foram. os batistas fluminenses lançaram a segunda. eleito como Presidente da Aliança Batista Mundial para o período de 1960 a 1965. no Estado do Rio. sob orientação do missionário John Riffey e do Pastor Elias Vidal. Congresso da Aliança Batista Mundial. de fato. com pregadores até de outros estados. Foi uma grande bênção esse movimento entre os batistas do Brasil. resultado de esforço conjunto de pastores e igrejas. períodos de sacudidela de nossas fibras de amor à propagação do evangelho. reuniões de despertamento. O âmbito nacional foi também atingido pela Primeira Campanha Nacional de Evangelização. no Maracanazinho. foi lançada a Primeira Campanha Simultânea de Evangelização.Capítulo XII PERÍODO DE EXPANSÃO EVANGELÍSTICA E MISSIONÁRIA CAMPANHA DE EVANGELIZAÇÃO NA DÉCADA DE 60 Com o apoio das quatro juntas estaduais. com a pregação de Billy Graham e a bela interpretação do Dr. no Rio de Janeiro. causou o encerramento desse congresso. Assim é que. Grande impacto. conferências aqui e ali. Logo surgiram também o I Congresso e a I Clínica de Evangelismo. também.

a chegada do missionário Harold Renfrow. postaram-se como os espias de Canaã. Dar oportunidade a muitos vocacionados que. José Silveira Filho. tendo visto c ouvido os planos do Pastor Ebenézer Soares Ferreira. vendo só gigantes à sua frente. em seu histórico sobre a organização do seminário. mais tarde. não se poderiam manter no seminário do Rio de Janeiro. Suprir a falta de obreiros. instalou-se no dia 11 de março do corrente ano. que foi escolhido como reitor da instituição nascente. Trouxeram maior despertamento e motivação para o deslanchamento de campanhas evangelísticas de grande porte. porém. outros. tendo em Campos a sua sede. mostram-se céticos quanto à iniciativa e. e a vinda do Pastor Nilson do Amaral Fanini. Outra era a idéia do Pastor João Barreto da Silva. Pastor Ebenézer Soares Ferreira. no templo da Segunda Igreja Batista de Campos. registrou-se que 14. sendo ainda poucos os pastores. já era um sonho do inesquecível Christie — de vez 174 . por inspiração de um grupo de obreiros que sentem a premente necessidade da obra. SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA FLUMINENSE Em fins do ano de 1962. o Pastor Ebenézer Soares Ferreira reuniu um grupo de obreiros e lhes expôs seu ideal de criar. 2. O Dr. Não obstante ser o Estado do Rio o que mais progredia com respeito ao evangelho. pois nessa data foi solenemente inaugurado o Seminário Teológico Batista Fluminense. Intensificar a obra. a de Filosofia. Assim. o ansiosamente esperado Seminário Teológico Batista Fluminense. alguns obreiros o apoiaram. desde o ano de 1911. sabia-se que os batistas fluminenses estavam muito aquém do que poderiam fazer. " N a realidade.112 sc batizaram e 41 novas igrejas foram organizadas no Estado do Rio. a idéia da criação do seminário. Foi mais convincente. em 1962. Pastor Elias Vidal. então secretário. manifestaram-se decididas 28.Como resultado dessa Primeira Campanha Nacional de Evangelização. Destas. para pastorear a Primeira Igreja Batista de Niterói. por não terem os recursos necessários. entre os batistas fluminenses. Aula Inaugural O dia 11 de março de 1963 ficará nos anais dos batistas fluminenses como um dos mais importantes. segundo informações do. um seminário teológico. sentindo que o preparo de pastores traria grandes benefícios para a obra batista no Estado do Rio. aliás. tendo à frente a figura destemida e idealista do jovem Presidente da Convenção Batista Fluminense. em Campos. 3. pois o número de igrejas aumentava dia-a-dia. de há muito se sentia a necessidade da organização dessa 'escola de profetas' no Estado do Rio — o que. diante de seleto auditório. As razões apresentadas para a criação do seminário eram as seguintes: 1.282 pessoas. o grande homem de visão: criar uma Faculdade de Ciências Econômicas e. comentou: " C o m o vinha sendo amplamente anunciado. ainda outros.

pela possibilidade de um corpo docente idôneo. que já lecionava Velho Testamento na instituição. Há que se instalar. verá!". proferiu-a. com sede no Rio de Janeiro. mercê de Deus. nenhuma cidade mais indicada para o funcionamento de uma instituição como esta. (1) Mudança de Diretor do Seminário Após dirigir o Seminário Teológico Batista Fluminense. o Pr. que Campos. e do corpo docente. outros seminários pelo interior. Nely Soares Ferreira. e ali permanecer quatro ou cinco anos a fio. colaborador. e por tudo o mais que se conhece. Moacir Cunha. Benjamin Lenz de Araújo César — um presbiteriano de escol e amigo. "Assim. "A aula inaugural. Izaías Gomes de Castro. em Campos. das 20h 35m às 21h 25m horas.que o trabalho no campo fluminense cresce e se desenvolve a passos largos. Profa. de fato. tanto quanto pela facilidade de acomodações. em Campos. Silas Quirino de Carvalho. por motivos óbvios. por sua privilegiada situação geográfica. ele vem realizando um trabalho digno de aplausos à frente da referida instituição. em breve. Com a ajuda prestimosa da Deã. Um primor. Falou 50 minutos. muito mais colaborador dos batistas do que muitos batistas — sobre o seguinte e interessantíssimo assunto: 'O Casamento em Israel'. o Prof. por sua densa população evangélica. 1969 — Aroldo Sarlo. José Rodrigues de Azevedo. isto é. E. Roberto de Oliveira. desde sua organização em 11 de março de 1963. Formados pelo Seminário Teológico Batista Fluminense 1966 — Alceir Faria Pereira. a famosa 'Pérola do Paraíba'. 1968 — Antônio Ferreira Maciel. e nem sempre o famoso Seminário do Sul é acessível a todos os vocacionados jovens destas plagas. se aquela grande instituição no Rio de Janeiro c uma bênção e uma indiscutível necessidade para o centro e o sul do Brasil batista. É um indicio seguro de que o Seminário Teológico Batista Fluminense. Francisco Antônio 175 . O Pr. ao mesmo tempo em que desenvolve um grande ministério à frente da Igreja Batista de Parque Corrientes. com sabedoria e viva emoção. num preparo especializado que lhes possibilite um ministério fecundo e competente. se ombreará com os melhores do país. Josc Pereira da Silva. Gcny Barreto Viana. por sua densa população geográfica. Rev. Silas Quirino de Carvalho tem demonstrado ser um obreiro dinâmico e consagrado. Mas só essa Aula (com A maiúsculo) valeu a noite. menos verdade também não é que nem todos têm condições de demandar à Cidade Maravilhosa. o Pastor Ebenézer Soares Ferreira deixou sua direção em dezembro de 1984 — em virtude de ter aceito o convite para ser Reitor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Substituiu-o nessa função. Disso não sc tenha a menor dúvida: quem viver. no Estado do Rio.

1978 — Elias de Souza Mollino. 1979 — Arnaldo Stellet. Heleno Bissonho Rios. Zilá Farias. Milton Alves de Oliveira. Sérgio Giacomin. Everaldo Pereira França. Manoel Vieira de Menezes. 1982 — Alceni França da Silva. João Francisco Soares. Paulo César de Lima Gaspar. Moisés da Silva Cunha. Elizete Ferreira Paes. Erodias Pereira Passos. 1970 — Almir Vagner Pereira. Edson Silva do Nascimento. Fernando César Figueiredo Trindade. Jurene Nunes Neves. Francisco José Carvalho Izidoro. 1974 — Berenice Nascimento Mendonça. Marluiz Stelet da Silva. 1975 — Alcebíades Pereira da Silva. Aracy Cardoso Ganhoto. Edalma Ferreira Paes. Ivone Corrêa de Castro. Claudinete Mota de Mesquita. Ozimar Machado Leite. Erinete Carvalho de Sá. Enéas Borges Sindra. 1976 — Aunir Pereira Carneiro. Edevaldes dos Santos Ferreira. Marta Tinoco Luy. Eusaldy Gonçalves Nunes. Elias Pereira Braga. João Batista das Chagas Gomes. 1972 — Aleeil Amaro dos Santos. Roberto Vieira Macharet. Dulcinéa Ribeiro dos Santos. Demerval Pereira Lima. Jair da Cruz. 1973 — Elza Gomes dos Santos. Elton Rangel. Silmar Gomes da Silva. Sueli Nogueira. Emoildes Alves Freitas. Enoch Jesus dos Santos. Osvaldo Reis do Amaral Barros. Anízio César Silveira de Araújo. Reinaldo Bébi Fernandez Candia. Roberto da Silva Carvalho. Luiz de Souza Neto. Deoeleciano U n o Sepúlveda. Ledir Cintra. 1983 — Alfredo Ferreira Rodrigues. Jailton Barreto Rangel. Nilda Ribeiro Barreto. Odilar Valvique Dias. Haroldo de Jesus Rodrigues. José Pereira Leite. Geraldo Geremias. Luiz Carlos Silva Araújo. Crenilda Pereira Gonçalves Viana. Ediek Pereira Nunes. Emídio Bragança. Francisco Carlos dos Santos Azevedo. 1977 — Alzira Tavares da Silva. Élvio Rosenberg da Silva Abreu. Luiz Henrique Faria Mendel. Rogério José Trindade dc Moraes. Nogni da Silva Brand. Maria Izabel Silva Toledo. Ismael Franco. Marinete de Souza 176 . Walmir Amazonas. Moisés Bravo de Oliveira. José Fernandes de Assis. Lécio Batista. Helyane Rodrigues Sarlo. Francisco Elias Manhães. Paulo Cézar Pereira Lima. Manoel de Macedo Alves. Miralva Faria Fonseca. Francisco Gomes de Souza. Júlio Maria de Miranda. Elizabeth Souza de Carvalho. Genival Assunção Chaves. Clóvis Torqüato. Paulo Duarte Neves. Donito Gonçalves Pereira. Jorge Andrade. Éden Antônio de Souza. Manoel Araújo Pinto. Ciro dos Santos Silva. Maderval Pereira Cardoso. Valter Gomes Pereira. Evaristo Lacerda. Marilena Camacho de Oliveira. Onório Antônio da Silva. Ozéas Ramos de Faria. Norma de Almeida Castelar de Souza. Eunice Neves Duarte. Alverino Ribeiro Filho. Marcos Antônio Gonçalves de Paula. Roberto da Rosa Duarte. Enélcio José dos Santos. Francisco Machado Rodrigues. Wandis José dos Santos. Elizabete Clementino Rodrigues. Anízio André Evangelista. Waldecy Dias. Zaqueu Matias dos Santos. Esmeraldo Veiga Sales. Cléber Lemos de Almeida. Ismael Bento da Silva. Eraldo Soares de Souza. Amaro da Silva Viana. Eliezer Oliveira da Silva. Gaspar Carneiro de Araújo. 1971 — Edmar Pereira da Silva. Moacir Pereira Cardoso. Ismael José Ferreira. Gclson de Souza Dutra. Ionice Vieira Alves. Raimundo Ponciano. Élio Cordeiro dc Mello. Salmon Alencar de Souza. Salvador Mendes de Oliveira. Élcio Augusto dos Santos. Jocilda de Souza Rocha. Paulo Roberto Macedo. Julião Neves. 1981 — Airtes Silva. Saulo Luiz. Marina Leide Silva. Eliane Ribeiro. Walter Corrêa. Jane Rocha Moraes. Luiz Almeida Bonfim.Amorim. 1980 — Alcilei Rangel Vilaça. Jedaías Ferreira de Azevedo. Izaura Maria Rodrigues Rangel. Ester Gomes Godoy. Nivaldo de Souza. Vanderlei Machado dc Souza. Francisco das Chagas da Silva.

Márcia Ângela de Souza. Cláudia de Almeida Marcelino. Antônio Carlos Fernandes Mageschi. Robson Damázio. Liliana Barreto Hcnriques. Rozimery Tamy Barreto. Jônatas de Castro. Cláudio Vágner de Almeida Trindade. 1988 — Alfeu da Conceição. Ruth Rodrigues Silva. Nilson Barreto Mendonça. Edelma Paes Pereira. Gilson Carlos de Souza Santos. Cenilza Andrade. Nélson Pinheiro do Carmo. Nilton Porfírio do Nascimento. Élio Tavares Lessa. Maria Dicéa Vieira Moreira. Jonas Carvalho da Silva. Antônio Luiz Guimarães Messias. Vanderlei Batista Marins. João Gonçalves dos Santos. Mário da Rosa Teixeira. Ronaldo Gomes de Souza. Zilanda da Costa Maurício. 1985 — Arlindo Pereira da Rosa Júnior. Cláudio Leite Malafaia. Vanderlei Alves Marinho. Sérgio Luiz Zacarias dos Santos. Silsa France Trindade Crespo. Manoel Luiz Guimarães de Souza. Ruiter de Campos Muniz. Orbásio Bastos de Almeida. Alzeli da Costa Silva Rodrigues Simas. 1989 — Adriana Maria Raposo Lanhas. Roncm Rodrigues do Amaral. Eunice Barbosa Corrêa. Dionilson Rangel dos Santos. Fidel Bargas Gonzalez. Celson França da Silva. Nilcéa da Silva. Marlene Brito de Oliveira. Rita de Cássia Silva Miranda. Zenilton do Amaral Coutinho. Samuel Mirândola. Rivanildo Pereira Diniz. Deiva Ramos Rangel. Cláudio Luiz Barroso Viana. Vânia Cristina Alexandrino Bernardo. Ronaldo Silveira Motta. Paulo César Silveira Castelo. Mário Henrique Herdy Leão. Lucclena de Oliveira Almeida. Marcianita Cunha de Mendonça. Myléne de Jesus Souza. Geraldo dos Reis. Eliseu Martins Santos. Tarceli Martins dos Santos. Antônio Gomes Neves. Pedro Salvador de Azevedo. Walcir Ney de Souza. Manoel Messias Alencar Rangel. Rutilane Alves Campos. Ednaldo de Souza. Gcdeão Bispo de Souza. Henrique Antônio da Cunha Araújo. Cláudia Márcia Genésio de Souza. Rogério da Silva Vieira. Marilane Flores Tavares. Marcos Aurélio da Silva Braga. Fidelina de Fátima Souza. Grimaldo Ferreira Almeida. Josué Campos Macedo. Shirley Alves. Eliezer Santos de Souza. 177 . Neidimar Gomes Alexandre. Sebastião Azevedo da Costa. Carlos Alberto Rodrigues Pereira. José Carlos Azevedo de Almeida. Gilberto Gonçalves Pereira. Paulo Zarro de Freitas. Marlúcio Alves Batista. Dilme Coutinho da Rosa. Valmir da Silva Soares.Mendonça. Rita Márcia Botelho Tostes de Souza. 1986 — Antônio Jorge de Souza Neto. Sebastião Gomes Filho. Érica Cruz. Rozana Lemos de Almeida Nascimento. Débora Nunes Alecrim. Getúlio de Araújo Sobreira. Fernando Sérgio Trindade Crespo. Djalma Garcia do Nascimento. Valdelir Barros Simões. Marin Vargas Gonzalez. José de Macedo Alves. 1987 — Assis José Pereira. Zilma dos Santos Viégas. Alceir Inácio Ferreira. Maria Helena de Araújo Cardoso. Sônia Lúcia Salve Coutinho. Walter Pacheco da Silveira. João Evangelista Ferreira. Ronaldo Cabral Lopes. Zilá dos Reis. Dario Francisco de Oliveira. David Ramos da Silva. Inez Mendes Valente Machado. Ozires de Souza Marques. Nazaré do Nascimento Magalhães. Cláudia Márcia Barreto Sarlo. Francisco José de Souza Azeredo. Lázaro Augusto Gomes Vieira. Gequion Schulz Moraes. Jeives Pontes Soares. Manoel Messias da Silva. Rute Nunes de Souza Moraes. Ceferino Arévoles Córdoba. Geralda Agostinha Inácia Mirandola. Pauledir Carlos Emerich. Marilene Azevedo Rosa. Nivaldo Ferreira Moraes. Divaldo Zacarias dos Santos. Fernando Evangelista dos Santos. Rubelino Ignácio da Cunha. Renato Braga Gonçalves da Silva. El mo Rocha Amorim. 1984 — Alberto Lima. Carlos Alberto Machado. Zeilza Teixeira. Jairo de Souza. Marly Volotão Bovió. Marlúcia Bernarda Teixeira. Carlos Henrique Gomes da Silva. Edvalson Vivente.

Cláudio Wágner. Ivanir da Cruz Corrêa. a sua entidade mantenedora. Jurandir Gonçalves Rocha. Ronaldo Gomes de Souza. Antônio Carlos F. por vários anos. Sebastião Ferreira. só vieram. Maria José Figueiredo de Carvalho. principalmente o trabalho das igrejas da Baixada Suburbana. Seminário Teológico Batista Caxiense — Fundado em Caxias. Ademir P. funcionando nas instalações da Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu. Manoel Vieira de Menezes. a entidade foi descontinuada. Elmar Camilo dos Santos. Ronaldo Silveira Motta. Campi avançados do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil — O preparo de obreiros em nosso estado tem sido auxiliado. Vanderlei Batista Marins. Roberto de Oliveira. essa instituição tem contribuído para o desenvolvimento da obra ministerial no campo fluminense. Elly Bess d'Alcântara. Wandete Dias da Rocha Moura. mantido pela Convenção Batista Fluminense. a região. Camilo Caldas. aqui. São elas: Fundação Teológica — Criada pelo Pr. Normice Franco Stellet. Gentil de Castro Faria. Isaías Martins.Corpo docente do Seminário Teológico Batista Fluminense Registramos. Delcyr de Souza Lima. Vânia Cristina Alexandrino Bernardo. nas instalações de sua igreja — Primeira Igreja Batista de Nilópolis. Obadias Ferreira d'Alcântara. Eliana Lugão. Nilda Luiza Costa Leão. Ilcéa Barreto de Souza. Pimentel. Após servir. essa instituição passou. Walter Velasco. Afrânio Foly. desde a sua fundação. Silas Quirino de Carvalho: Benjamin Lenz de Araújo César. Nelly Soares Ferreira. também. na gestão do Pr. OUTRAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO TEOLÓGICO Além do Seminário Teológico Batista Fluminense. Josélio Gomes de Souza. a ligar-se diretamente à Primeira Igreja Batista de Niterói. Seminário Teológico Batista de Laranjal — Dirigido pelo Pr. Suledil Bernardino da Silva. o Pr. Silas Quirino de Carvalho. com o objetivo de preparar obreiros. Mário Henrique Herdy Leão. Aylpton de Jesus Gonçalves e mantido pela Igreja Batista de Laranjal. pastoreada pelo Pr. porém. com alguma bagagem de conhecimentos teológicos. dos Santos. que foi. Sem dúvida. Nilson do Amaral Fanini e o seu diretor administrativo. Joélcio R. Mageschi. pelos pastores João Corrêa da Rocha. é o Pr. em 1984. Seminário Teológico Batista de Niterói— Fundado. Dr. Henrique Marinho Nunes. Jaly Chaves de Menezes e Élcio Menegatti. sem buscar. como campus avançado do Seminário Teológico Batista Fluminense. na década de 50. Augusto Guimarães. Erivã Araújo. Edgard Barreto 178 . outras instituições se têm preocupado em oferecer a servos do Senhor. Jair Garcia. alguns. Rita dc Cássia Silva Miranda Martins. há poucos anos. os nomes dos professores que têm atuado na docência do Seminário Teológico Batista Fluminense. Nilson Borcard da Fonseca. Élcia Barreto Soares. Barreto. Gilson C. Samuel Leite Fonseca. o preparo específico nessa área. preencher todos os requisitos de um curso de nível de 3? Grau. Ismael José Ferreira. O reitor desse seminário. logo depois. Tinha como objetivo preparar obreiros para suprir. pela existência de dois campi avançados do STBSB: o primeiro. sendo que. por ele vocacionados para um trabalho ministerial.

o pastorado interino de igrejas que ficavam sem pastor. Assim. em Niterói. ainda. 370. onde moravam os secretários-executivos: Joaquim Fernandes I . onde todas as juntas do campo pudessem ter um escritório ou. Nessa ocasião. pelo menos. Realizou muitas séries de conferências evangelísticas. em Campinas. Jorge Luís Gouveia Vieira. a sede da Convenção Batista Fluminense foi em Campos. da Sociedade Patrimonial Batista e a do Colégio Batista Fluminense. que. Renfrow foi nomeado como secretário-executivo para a "Cruzada de Evangelização Billy Graham Grande Rio". José Joaquim da Silveira e Antônio Coelho Varella. uma mesa. em 1962. tornado-o num dos melhores acampamentos estaduais do Brasil. Assumiu. Harold Renfrow foi o braço direito do Pr. com grande júbilo foi inaugurada a sede da Convenção Batista Fluminense. onde. conduzindo o processo sucessório. ficou trabalhando no Estado de São Paulo. por vários anos. SEDE DA CONVENÇÃO BATISTA FLUMINENSE EM NITERÓI Por muitos anos. o Pastor Nilson do Amaral Fanini. Em 1973. E isso ocorreu. Renfrow passou a trabalhar com a Junta de Evangelização. as sedes d 'O Escudeiro Batista. etc. Localizavam-se em Campos. Após alguns anos de experiência com a Junta Coordenadora. por não residir ele em Campos.essa. orientando a igreja na escolha do obreiro que ali está há mais de 25 anos.Antunes. entusiasmado. como secretário-executivo do campo fluminense. muitas clínicas de mordomias. realizada no ano de 1974. o Pr. pôs em execução vários de seus planos. o Pr. à Av. o nome dc Renfrow foi escolhido para substituí-lo no cargo de secretário-executivo do Campo Batista Fluminense. Elias Vidal. Uma de suas maiores realizações foi a aquisição da propriedade próxima a Rio Bonito. O missionário Renfrow iniciou a sua atuação cheio de vigor e. Fanini. para sediar o acampamento estadual. Foi nessas condições que chegou a pastorear a Primeira Igreja Batista de Niterói. quatro salas foram compradas no edifício Líder. que é pastoreada pelo Pr. no templo da Primeira Igreja Batista. MISSIONÁRIO HAROLD RENFROW O missionário Harold Renfrow chegou ao Brasil em 1959. logo após a morte do Pastor Manoel Avelino de Souza. Após o aprendizado da língua. Foi na gestão do missionário John Riffey. Quando o missionário John Riffey estava para se aposentar e regressar à outra América. funcionando na cidade de Volta Redonda. o segundo. O missionário Renfrow tinha o seu coração devotado ao evangelismo c um dos seus sonhos era ver uma igreja batista organizada em cada município do estado. que era o coordenador geral do movimento. seu diretor. também. já havia sido reestruturado o trabalho batista em nosso estado. por indicação do Pr. 179 . clínicas de EBD. no Maracanã. promoveu muitas campanhas de evangelização. Amaral Peixoto. Fidélis Morales Bentancôr. Era um grande passo dado para o progresso da obra batista no Estado do Rio de Janeiro. decidiu-se adquirir uma sede para a Convenção. Tendo sido. procurou desenvolvê-lo.

Na região norte. o Pastor Manoel Avelino de Souza e o Pastor Waldemar Zarro envidaram todos os esforços para que ps estatutos da convenção já existente fossem registrados naqueles dias. que seria o órgão oficial da convenção que pretendiam organizar. também. desde 1947. que desempenhou muito bom trabalho entre as senhoras do Estado do Rio.' 3 ' Felizmente. Deste modo. Ao saberem do que pretendiam os interessados na divisão da convenção. Para ajudar na difusão de seus ideais. o grupo interessado na divisão da convenção criou o periódico O Batista Fluminense. Na Associação Extremo-Norte. O Pastor Fidélis Morales Bentancôr. saídos sob a redação do Pastor Henrique de Queiroz Vieira. fizeram reuniões e expediram correspondência no sentido de sensibilizarem outros colegas para abraçarem a causa que defendiam. e portando espírito divisionista. e o Pastor Henrique de Queiroz Vieira. por não ter seus estatutos publicados no Diário Oficial do Estado. dizendo-se insatisfeitos com os rumos dos trabalhos da convenção. um dos mentores do movimento. Sua publicação foi suspensa. embora esse fosse o nome atribuído. O plano dos que planejavam a dissidência incluía. mas que. teve o suporte de sua digna esposa. tendo sido seu fundador o autor desta obra. Outros redatores o sucederam. e o O Batista Fluminense preencheria esse objetivo. da Igreja Batista de Cardoso Moreira. porém. à convenção já existente desde 1907. desde 1923. também. não tinha garantida essa denominação. a missionária Nona Renfrow. nem estarem eles registrados em cartório.Em todo o trabalho que o missionário Renfrow desenvolveu no campo batista fluminense. onde era professor de Inglês no Colégio Estadual e no Colégio Bittencourt. que o nome da nova convenção seria Convenção Batista Fluminense. alguns líderes começaram a buscar simpatizantes. convidava os obreiros do estado que naturalmente estivessem propensos à divisão da convenção a se filiarem à nova entidade de pastores. a organização de uma Ordem dos Pastores. assinada pelo Dr. a fim de se evitarem alguns aborrecimentos futuros. pois o grupo queria um veículo de âmbito estadual. pois não encontrou a ressonância que esperavam os seus interessados. o movimento morreu no nascedouro. A maior parte dos líderes que se mostravam interessados nessa divisão concentrava-se na Associação Norte-Fluminense. (2) A carta. TENTATIVAS DE DIVISÃO DA CONVENÇÃO Na década de 60. já havia o periódico da associação. que se chamava O Norte Batista. Fidélis Morales Bentancôr. voltaram os líderes do movimento a cooperar com os trabalhos da Convenção Batista Fluminense. aqui e ali. 180 ." 1 O plano articulado previa. da Terceira Igreja Batista de Campos. o único líder que logo atendeu ao apelo foi o Pastor Abelar Siqueira. é que. dc propriedade do educador Jair Bittencourt. que pastoreava a Primeira Igreja de Itaperuna c exercia certa influência na cidade. nas associações então existentes. circulava o jornal O Batista Fluminense. Chegaram a editar dois números desse jornal. O que o grupo esquecera. órgão editado pelos pré-seminaristas do Colégio Batista Fluminense.

ao invés de alijar da convenção os que propunham uma separação. maior organizador de igrejas da baixada fluminense.O fermento espalhado pelo movimento divisionista. Na região suburbana. ele declara: "Fui informado pelo nobre colega Pastor Oswaldo Soares. começou a brotar. datada de 29 de maio de 1967. Usando de psicologia e bom senso. Porque na então chamada região suburbana que. se opôs tenazmente à idéia da divisão do estado em duas convenções. então presidente da Convenção Batista Fluminense. Só vejo nisso algum ressentimento pessoal manifestado e que em nada há de beneficiar o trabalho batista em nosso estado". nenhuma outra tendência dc divisão do campo fluminense em duas convenções foi constatada. Depois desse movimento de tentativa de separação. também a idéia de uma divisão. c que se podia considerar quase natimorto. fazendo-os se sentir desprestigiados pela denominação. hoje. a interpretar meu pensamento contrário a tal idéia. Em carta ao Pastor Ebenézer Soares Ferreira. tem várias associações. que alguns obreiros das Associações Sul-Fluminense e Suburbana estariam articulando um movimento para a criação de uma outra convenção em nosso estado. colocá-los como membros de nossas juntas. porém. 181 . ficou. a liderança da época houve por bem. se necessário for. o movimento não teve muita expressão. O conhecido líder da região. levando-os a uma participação mais efetiva nos trabalhos convencionais. de vez que apenas uma meia dúzia de líderes propugnava pela criação de outra convenção. Pastor Henrique Marinho Nunes. Os motivos que alegaram os interessados eram os mesmos que apresentavam os do grupo divisionista que se achara na Associação Norte — o pouco envolvimento dc alguns líderes nos trabalhos convencionais. "Quero manifestar-me ao colega e autorizá-lo.

a Ponte Rio-Niterói passou a unir os estados da Guanabara e Rio de Janeiro. dada a diferença de psicologias de trabalho. Após exaustivo estudo. Num trabalho conjunto. o Vice-Almirante Faria Lima. foi nomeada. fazendo surgir uma única convenção que se denominaria Convenção Batista do Estado do Rio de Janeiro. essas comissões chegaram à conclusão de que. cidade do Rio de Janeiro. e solenemente inaugurada a 04 de março de 1975. Naquele mesmo dia. transformada em cidade-estado. surgiu a idéia de que. as Convenções Carioca e Fluminense deveriam. elas deveriam. também. À. essa ponte foi um grande passo no progresso de nossa região. escolhido pelo Presidente da República. ESTUDO SOBRE A FUSÃO DAS CONVENÇÕES Entre os batistas dos dois estados — Guanabara e Estado do Rio. os dois estados passaram a se constituir num só. uma comissão especial. com a criação de Brasília. em virtude da fusão havida. 183 . e que fora. cada uma. por muitos anos capital federal. Denominada "estrada sobre as águas". passou a ser a sede do recém-criado Estado do Rio de Janeiro. elas analisariam a viabilidade ou não da execução dessa fusão. Para estudar o assunto. buscando o melhor para cada convenção. recebendo a denominação de Estado do Rio de Janeiro. ser aglutinadas. seguir na rota em que vinham marchando.Capítulo XIII PERÍODO DE GRANDES CAMPANHAS E DE DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES FUSÃO DOS ESTADOS DA GUANABARA E RIO DE JANEIRO (Permanecem as Convenções Carioca e Fluminense) Tendo sido construída pelo Presidente Garrastuzu Mediei. em cada uma das duas convenções envolvidas. até então. tomou posse no cargo dc Governador do Estado do Rio de Janeiro. A partir de 15 de março de 1975.

naquela época. mas o número de igrejas não crescia na mesma proporção. depois de retornar de um período de um ano nos Estados Unidos. não se sentiam vocacionados. foi criado pela Convenção Batista Brasileira o Programa Integrado de Missões e Evangelismo — PROIME. Além disso. foram ultrapassados. Com vasta experiência no ministério e na liderança fluminense. estabelecendo metas para serem alcançadas pelas juntas convencionais. Um deles. um problema logo foi também detectado: o número de vocacionados era muito grande. Um dos alvos que rapidamente foram ultrapassados foi o de centenas de seminaristas em nossos seminários. 184 .000. para evitar atritos entre as diversas áreas de trabalho. alguns. Durante o desenvolvimento do PROIME. onde se instalou o Acampamento Batista Fluminense. As juntas não mediram esforços para vê-los atingidos. que já vinha com a mão na obra. como secretário-executivo adjunto. foi o alvo i 1 = 500. por dez anos. Com isso. O programa foi estendido também as convenções estaduais e às associações. o PROIME não deixou de trazer benefícios ao trabalho batista no Brasil.000. mesmo diante daqueles que se mostraram céticos face a movimento de tal jaez. no intuito de envolvê-las no arrojado plano. Esse objetivava o alcance do dobro de membros nas igrejas batistas que. as igrejas se esforçaram muito para atingir os alvos propostos pela convenção. muitos dos que buscavam os seminários. Apesar de suas limitações c das dificuldades encontradas no seu desenvolvimento. Foi ele quem vislumbrou a posibilidade de se adquirir a propriedade próxima a Rio Bonito. Após exercer. com a finalidade de gerar. beiravam o número 250. Valeu a experiência e os resultados ficaram! SECRETÁRIOS-EXECUTIVOS DA JUNCORD Elias Vidal Harold Renfrow foi buscar em Elias Vidal um auxiliar digno dessa função. a apartir de 1973.PROGRAMA INTEGRADO DE MISSÕES E EVANGELIZAÇÃO — PROIME Visando a dinamizar os trabalhos das igrejas batistas no Brasil. O Pr. Elias Vidal. Para cada ano. foi dada uma ênfase especial e estabelecidos alvos que. senão para atuarem nos grandes centros. progressiva e harmonicamente. que ficou muito aquém daquilo que fora estabelecido. Era pastor da Igreja Batista de Rio Bonito quando foi convidado para tão elevada posição. foi-se conduzindo de modo a agradar o povo. foi. o crescimento denominacional. deixaram de ser atingidos. na sua maioria. e aceita o convite para trabalhar como secretário da Junta de Evangelização do estado. lançando críticas por causa do estabelecimento de alvos numéricos. então. as suas tarefas. conduzido ao cargo de secretário-executivo da aludida entidade. ao completarem seus cursos. levando-as ao crescimento numérico e espiritual. por motivos vários. o missionário deixa a função de secretário-executivo da JUNCORD — Junta Coordenadora. porém. com grande dedicação.

localizada à Rua Mansueto Guimarães. sanado para sempre o problema. Joaquim de Paula Rosa Sob a presidência do Pr. já que exercia essa função interinamente o Pr. já que exercia também a função de tesoureiro da mesma. Coube à Junta Coordenadora escolher o novo secretário-executivo. Reunida. Elias Gomes Vidal. através de seu presidente. tem se havido de modo brilhante. o Pastor Joaquim de Paula Rosa esteve por dois anos como pastor auxiliar da Primeira Igreja Batista de Niterói. ocorrido no dia 28 dc junho de 1973. ali. há necessidade de substituição no cargo de secretário-executivo e tesoureiro da JUNCORD. apresentando-se como obreiro ponderado e trabalhador. no dia 28 de junho de 1973. Seus relatórios às assembléias convencionais eram apresentados de maneira bem original e recheados de muitas realizações. pela expansão do Plano Cooperativo. o Pr. deixar o cargo de secretário — executivo da JUNCORD. e. Joaquim de Paula Rosa. Em 06 de novembro de 1979. São Gonçalo. em Porto da Madama. eis que ele aceita o desafio para ser o Superintendente Geral da JUERP. a Junta Coordenadora escolheu seu novo secretário-executivo — Pr. na gestão do Pr. O Pastor Ageu de Oliveira Pinto pôde. recebeu a diferença do valor da mesma. pela aplicação de nova dinâmica. já que este. o Pr. Daniel de Oliveira Cândido Novamente. Sua gestão na Junta Coordenadora do Estado do Rio se caracterizou por modernização dos métodos no trabalho do estado. assim. numa fase crucial daquela junta. a função de executivo. Ficou. fora muito útil. assim. onde se fez despontar como um pastor de grande liderança. escolheu para desempenhar. Para sanar problema relacionado com as contas da Junta Coordenadora. interinamente. Ageu de Oliveira Pinto. Após sua formaturâ no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Ageu de Oliveira Pinto. em um acidente automobilístico. pelas quais era responsável. de viseira erguida. Quando se pensava que Joaquim de Paula Rosa ficaria bastante tempo como executivo da JUNCORD. é ele empossado nesse cargo. Eduardo Carvalho. Ageu Neto. Pr.Estava cheio de planos para pôr em execução. a Junta Coordenadora. que tomou posse nessa função no dia 17 de setembro de 1973. Waldemar Zarro. Durante alguns meses. Joaquim dc Paula Rosa. Ageu Pinto entregou sua casa. 185 . Secretário-Interino Com o falecimento do Pr. O novo executivo mantém como secretário-adjunto o Pr. Daniel de Oliveira Cândido para ocupar esse lugar. como pagamento. quando o Senhor o convocou às mansões celestes. a junta escolhe o Pr. 440.

as propriedades do Colégio Batista dc Niterói. um dos vice-presidentes da Convenção Batista Brasileira. fora. Vendo que a situação financeira do Pr. no Ingá. Edgard Barreto Antunes Para substituir o Pr. Pr. também. enfim. e que era propriedade da junta. cheio de idéias e novos planos. os batistas fluminenses adquiriram. Em contrapartida. o Pr. a diretoria daquele colégio. por um preço razoável. sentindo que a situação para a sobrevivência dos colégios particulares era impossível. a presidência da Convenção Batista Fluminense. da JUBERJ. c foi. visitas às associações. Esse ACORDO. Edgard Barreto Antunes. no. Reconhecendo que a doutrina de mordomia cristã é a base do fortalecimento de um trabalho sério. que pertencia à Associação Batista de Educação. 231. Edmundo Antunes da Silva. Já o seu pai.Tendo deixado o pastorado de uma boa igreja — a Primeira de Rio Bonito. exercendo. Daniel não era boa. a JUNCORD levava em conta que o referido obreiro recebia pequena aposentadoria. mas também entre os batistas de outros estados. por vários anos. pastor da Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu. E. Samuel de Souza. funcionário da JUNCORD. desenvolver o trabalho que competia à junta que dirigia. ao lado de John Riffey. escreveu o livro Reflexões de Mordomia. por várias vezes. O campo batista fluminense muito espera do dinamismo e talento do Pr. que não lhe dava condições de adquirir uma casa para morar. Com esse procedimento. principalmente quanto ao pagamento do INPS. que é irreversível. a função de tesoureiro da referida junta. resolveu estabelecer um ACORDO com a Convenção Batista Fluminense. não só dentro da Convenção Batista Fluminense. também. O Pr. que teve boa aceitação. por algumas vezes. da União Feminina Missio nária Batista Fluminense e d ' 0 Escudeiro Batista. Daniel de Oliveira Cândido adoeceu. a Convenção Batista Fluminense se comprometeu a instituir o Fundo Pastor Manoel Avelino 186 . Daniel de Oliveira Cândido. Por volta do ano de 1976. clínicas. como exigência da diretoria do colégio. Foi acometido da doença de Parkson. Após trabalhar com muito amor na função que exercia. Daniel de Oliveira Cândido lança-se à obra de executivo. obreiro já experiente nas lides denominacionais. Edgard Barreto Antunes. não só preservaria as propriedades. Ganhava relativamente pouco (12 salários-mínimos). ACORDO DO INGÁ O Colégio Batista de Niterói possuía excelente propriedade à Rua Visconde de Morais. da OPBERJ. Por este ACORDO. na pessoa do Pr. Promoveu trabalhos especiais. em troca de quantia quase simbólica. Edgard Barreto já exerceu. Procurou. a Junta Coordenadora fez com ele um acordo: deu-lhe a casa em que atualmente mora. Precisou deixar o cargo de secretário-executivo e tesoureiro da JUNCORD. a JUNCORD convida o Pr. mas ofereceria à CBF melhores condições para a instalação de suas juntas. o Pr. por parte das entidades.

201 m2> dos quais 1. Junta de Evangelização (JUNEVA). os batistas fluminenses criaram o chamado Centro Batista Fluminense. tem servido às igrejas e organizações estaduais para a realização de congressos. tem sido. Promove. é o Pastor Eduardo Azevedo de Carvalho. chegando até aos Estados Unidos. assim. Na área em que está localizado o Centro. Ali existem 21 salas. custara muito trabalho e sacrifício ao casal Manoel Avelino de Souza e ao casal Samuel de Souza. 187 . também. União Feminina Missionária Batista Fluminense (UFMBF). Junta de Beneficência (JUBEN). campanhas evangelísticas em estádios. Reencontro tem estado operando. retiros e estudos. Estão sediadas ali as quatro juntas da CBF — Junta Coordenadora (JUNCORD). uma biblioteca. bem como as demais entidades da convenção — Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio (OPBERJ). no dia 20 de dezembro dc 1976. A influência dessa obra tem atravessado as fronteiras do nosso país. Com uma área total de 3. E o Pastor Fanini. hoje (1991). durante a gestão do Pastor Joaquim de Paula Rosa como secretário-executivo da Junta Coordenadora.de Souza Memorial ao Colégio Batista de Niterói. pois. além dc servir às entidades nele sediadas. Francisco Cerqueira Bastos. a Convenção Batista Fluminense foi enriquecida com um grande patrimônio que. salão de reuniões. c a redação d ' 0 Escudeiro Batista. esta grande obra denominada REENCONTRO — OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS. cozinha. com carisma especial. União Masculina Missionária Batista Fluminense (UMMBF). Está sediada ali também a Junta de Mocidade da CBB (JUMOC). REENCONTRO — OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS Fundada em 1975. que. CENTRO BATISTA FLUMINENSE Em 1978. chegando a atingir algumas cidades da Bolívia e Paraguai. a menina-dos-olhos de seu fundador. que teve a assessoria jurídica do Dr. perpetuando. onde é mantido um escritório. tem atraído milhares de almas aos pés de Cristo. REENCONTRO tem promovido programações evangelísticas pela televisão. Tem sido de muita utilidade o CENTRO. nas dependências da propriedade recém-adquirida. reuniram-se os líderes da Convenção Batista Fluminense. no passado. através de várias cadeias de TV. quadra de esportes coberta e taqueada. a memória do inolvidável fundador da entidade. refeitório. o Pastor Nilson do Amaral Fanini. e selaram o pacto com a solenidade que o momento exigia. De norte a sul do país. o Centro Batista Fluminense ficou sendo a sede da Convenção Batista Fluminense. através do qual são feitos os contatos para a preparação das campanhas evangelísticas realizadas pelo Pastor Fanini no exterior. existe uma casa onde reside o secretário-auxiliar. em 1942. Deste modo. dormitórios feminino e masculino. e Junta de Educação (JUNED).800 m 2 são de área construída. Para celebrar o Acordo do Ingá. Juventude Batista do Estado do Rio dc Janeiro (JUBERJ). além de outras pessoas. nesse sentido.

medidas de pressão arterial e odontologia em geral. inaugurado em 13 de junho de 1990. em outra faixa etária. nebulização. neurocirurgia. psiquiatria. diariamente. pneumologia. endoscopia. através de uma triagem. radiologia. Hoje. "Construído numa área de 1. eletrocardiografia. reumatologia." Aiém da área de saúde. acupuntura. "Quando a pessoa não tem condições de se tornar sócio contribuinte ou pagar consultas ou qualquer serviço utilizado nas clínicas do Reencontro. Nesse prédio funciona uma creche. (1) 188 . a presença do Reecontro está ali marcada pela existência do seu Centro Estudantil. pequenas cirurgias. o Reencontro presta assistência à comunidade do Morro da Boa Vista. fonoaudiologia. neurologia. eletroencefalografia. em horários escalonados. banheiros e quadra de esportes. voltadas para crianças na faixa etária de sete a 16 anos. oftalmologia. em Niterói. ortopedia gastroenterologia. desenho. para crianças dc zero a seis anos. cozinha. Os médicos atendem às especialidades: clínica médica. cardiologia. música). e assistida no que for necessário. assistentes sociais e psicólogos. organizada pela PIB de Niterói. A partir de março deste ano — 1991. dermatologia. abrigando 100 crianças em horário integral. está a ampliação desse atendimento. 400 crianças estarão inscritas e sendo atendidas.disposição do público 11 médicos. nos seus seis anos dc funcionamento. atendeu a mais de 100 mil pessoas. onde funcionava um pequeno ambulatório médico. "Estão à. como em suas outras áreas de atividades. Ali está instalado o ambulatório médico-dentário que. ultrassonografia. seis dentistas. o REENCONTRO funciona eom atendimentos de consultas particulares e serviços de laboratório de análises clinicas. otorrinolaringologia e homeopatia. um bioquímico-farmacêutico.200 m2. Lê-se.o Centro Estudantil tem capacidade para atender mil crianças. injeções. pediatria. ainda. " O prédio é constituído de um salão com capacidade para 200 pessoas. e outras 100. Possui oito salas grandes para atividades diversas. urologia. lavanderia. em turnos escalonados. curativos. Dentro dos planos do Pastor Fanini. psicologia. onde também se reúne a Igreja Batista de Boa Vista. endocrinologia. o Reencontro tem atuado na área educacional: " H á mais de dez anos. Educação Física (esporte e lazer). refeitório. tanto na creche. uma auxiliar de enfermagem. na referida publicação: "Além desse plano de saúde. 301. cirurgia geral. "Crianças na idade de sete aos 16 anos recebem ali orientação para~ atividades como Educação Artística (pintura. no centro de Niterói.A sede atual do Reencontro está situada à Rua Marechal Deodoro. ginecologia. provas ergométricas. segundo periódico publicado pelo próprio Reencontro. colonoscopia. fisioterapia. ela é atendida pelo serviço social. de forma gratuita. visando a atender sempre a um maior número de crianças.

que hoje é o ilustre redator d' O Jornal Batista. Pastor João Batista Paulo Guedes. onde pudessem colocar suas aspirações e desejos. que surtiu grande efeito entre os jovens que nela se envolveram. fruto da ignorância. atingindo a maturidade. trazendo benefícios. Hoje. Nilson Dimárzio. Sua psicologia deve ser respeitada. viúva do Pastor Antônio M." O artigo do Pr. um apreciado artigo. Eis uma injustiça clamorosa. Os encontros que se seguiram ao primeiro foram também de muita valia para os filhos de pastores que deles participaram. como pessoas que são. depois passam pela adolescência. para muitos membros de igrejas eles devem ser o exemplo porque o pai é pastor. não só aos diáconos. E os filhos de pastores. no princípio. que discorreu sobre o tema: Por uma liderança qualificada. sob o título I Encontro de Filhos de Pastores. 189 . ao qual compareceram 160 participantes. de julho-agosto de 1976. exerce esse cargo o diácono Orlando Soares. Essa organização tem sido bem útil ao trabalho batista fluminense. pois. foi criado o DIACOPBERJ — organização que tem por objetivo congregar os diáconos batistas fluminenses. ENCONTRO DE FILHOS DE PASTORES Muitas esposas de pastores demonstraram o desejo de reunir seus filhos num retiro. pela juventude. deve se comportar como adulto. para só então se tornarem adultos. Criança é criança. Portes) e Creusa Rangel de Souza foram.Só a eternidade poderá revelar a grandeza do empreendimento que é o REENCONTRO — OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS. bem expressa a preocupação de muitos obreiros quanto à criação de seus filhos. Essas pessoas. DIACOPBERJ Por sugestão do então secretário-executivo da Ordem dos Pastores Batistas Fluminenses. O início dessa organização se deu com a realização do Primeiro Retiro Espiritual dos Diáconos do Estado do Rio de Janeiro. onde eles pudessem debater seus problemas. seja filho de quem quer que seja. O Pr. Nilson Dimárzío escreveu para o jornal O Escudeiro Batista. do qual extraímos o seguinte: " H á quem julgue que o menino. com o Primeiro Encontro de Filhos de Pastores. porém. as que mais se entusiasmaram com a organziação. Foram preletores os Pastores Fidélis Morales Bentancôr e Ebenézer Soares Ferreira. Por muitos anos. não podem crescer sem viver as características de cada uma delas. por ser filho de pastor. ocorrido nos dias 09 e 10 de novembro de 1974. como às igrejas. o secretário-executivo do DIACOPBERJ foi o diácono Percy Paulo Guedes. As irmãs Nair de Araújo Portes (hoje. Eles são crianças. se esquecem de que ninguém vive sem passar por todas as faixas etárias. Esse sonho foi concretizado em 1975. receber orientação para enfrentá-los. Foi orador oficial desse encontro o Pastor Nilson do Amaral Fanini.

procuraram o presidente da Convenção Batista Fluminense. Ali foi oficialmente organizada a Convenção da Mocidade Batista Fluminense. realizada em São Fidélis. 3) a falta de incentivo para um trabalho direcionado para a juventude. realizada na cidade de Pádua. com 72 mensageiros. O ideal. é que o trabalho com os jovens foi organizado em nosso campo. naquela altura. O ideal da criação dessa organização nasceu no coração das irmãs Jurema Mainhard e Maria Moreira (D. o assunto trabalho dos jovens foi bem discutido e o plenário decidiu que a mocidade realizasse seus trabalhos na mesma ocasião das assembléias convencionais. eram bem acanhadas e limitadas. auxiliam-se elas. no princípio. Pr. lado a lado com os pastores. como era conhecida). Tem sido de grande valor para a obra batista fluminense. 2) a falta de literatura apropriada para essa faixa etária. realizada em Portela. na busca de solução para os problemas e situações que lhes são comuns. e lhe explicaram o plano. em julho de 1976. então. r. em 1919. no dia 02 de maio de 1924. porém. que. Em finais do século passado. foi organizada a Sociedade de Esposas de Pastores do Estado do Rio de Janeiro. em 1912. a Primeira Igreja Batista de Campos parecia já se preocupar com a assistência aos jovens. reciprocamente. realizada em Valença. Joaquim Rosa 190 . Alberto Portela Vice-presidente — Pr.ambém. aproveitando aquela mesma assembléia convencional. com a presença de 55 mensageiros. Esse lhes deu franco apoio. Sua primeira diretoria se compunha de jovens casados e que demonstravam valor no trabalho da Causa. Não só congraça as esposas dos obreiros como. que se cogitou de organização da primeira União de Mocidade Batista. já a igreja alugara uma sala para servir de sede a uma escola noturna. Tem-se notícia de que. As chamadas Uniões de Mocidade surgiram nas igrejas batistas anos mais tarde. Tendo esse desejo. Como motivos para essa delonga podemos detectar: 1) a falta dc acomodações nas casas de cultos. Ebenézer Soares Ferreira. entretanto. labutando. Puseram mãos à obra. O TRABALHO DA JUVENTUDE Somente muito tempo depois de criada a Associação Batista Fluminense. essa organização.SOCIEDADE DE ESPOSAS DE PASTORES BATISTAS FLUMINENSES Por ocasião da Assembléia da Convenção Batista Fluminense. Sabe-se que foi na assembléia convencional. Mariquita. só iria concretizar-se na 18a. estimulando-as a iniciarem imediatamente o empreendimento. com a presença de 45 mensageiros. Trataram logo de eleger a primeira diretoria. que foi empossada na mesma assembléia. Já na 13a. Assembléia da Convenção Batista Fluminense. Assembléia da Convenção Batista Fluminense. Todos eram pastores: Presidente — Pr. Adozino Neto Secretário-correspondente — Pr. Fidélis Morales Bentancôr Secretário — Pr. em 1907. Virgílio Faria Tesoureiro — Pr.

cuja primeira redatora foi a Profa. Elpídio Mota. O Segundo Congresso da Mocidade Batista Fluminense foi realizado em fevereiro de 1954. permanecendo nessa função por três anos. Havia. Foram preletores: Dr. Outra preletora daquele congresso foi 191 . o trabalho da juventude começa a se desenvolver melhor. Werner Kaschel e o Prof. Ebenézer Soares Ferreira. em reunião realizada na Primeira Igreja Batista de Niterói. É na década de 40 que é criado o periódico O Arauto Fluminense. Elias Vidal. Logo foi fundado o jornal A Juventude. Gutenberg Faria Guedes. O presidente eleito foi o jovem Waldemar Zarro. Samuel de Souza. Lauro Bretones. Gedaías Norberto. I. procurando despertar a mocidade para o trabalho de itinerância. Isaías Santos. Robert Bratcher prelecionou sobre O Inferno e a missionária Rosalee Appleby dirigiu mensagens inspirativas. Euza Gomes. no sentido de ela mesma sustentar alguém que exercesse essa função. o então seminarista Ebenézer Soares Ferreira assume a direção do jornal. o trabalho estava paralizado vindo a se reorganizar em 1933. foi arrefecendo e. foi seu redator. Nele aparecem jovens como. jovens cuja escolaridade já atingira o Terceiro Grau (Faculdade). ainda. Evaldo Gonçalves. O sermão da última noite foi pregado pelo seminarista Ebenézer Soares Ferreira. Robert Bratcher. aliás. do qual era redator o Pr. Realizou ele váriqs viagens pelo estado. em fevereiro de 1953. Em seguida. Júlia Codcço. O Primeiro Congresso da Mocidade Batista Fluminense se realizou na Primeira Igreja Batista de Petropólis. José Murta. então pastor da Igreja Batista de São Gonçalo.Começou muito animado o trabalho da Convenção da Mocidade Batista Fluminense. na época). Foi nessa década que se iniciou a realização dos congressos de mocidade. Helena dc Souza. Nessa fase. na Primeira Igreja Batista de Petrópolis que. deveria ser desempenhada por um jovem. por cerca de três anos. O entusiasmo inicial. Dr. recentemente formado pelo Seminário do Sul. O número de jovens nas igrejas batistas era maior. e maior também era o número de jovens que haviam cursado o Segundo Grau (Curso Científico. ano em que faleceu Na década de 40. Nelson e Waldir Rocha. que pastoreava a Primeira Igreja Batista de Pádua. O Dr. Para isso. Depois. surgem nos arraiais batistas fluminenses inúmeras discussões sobre o assunto ítinerância que. era pastoreada pelo vibrante jovem Wilson Régis. Eli Francioni dc Abreu. segundo se pensava. Foi nessa época que surgiu a famosa Caixinha de Perguntas. João Barreto da Silva. Na presidência da mocidade do campo fluminense estava o jovem Itamar Francisco dc Souza. então aluno do Seminário do Sul. Década de 50 E na década de 50 que o trabalho jovem entre os batistas fluminenses vai apresentar maior desenvolvimento. Manoel Avelino de Souza. Edna Antunes. porém. o Dr. substituindo o Dr.iberalina Mônica Faria. Nilton de Souza. pastoreou até 1974. a qual. em breve. é escolhido o então seminarista Samuel de Souza. José Pinto. na ocasião. Jáder Malafaia. Eli Francioni de Abreu.

os jovens: Élcio Vieira. diácono da Primeira Igreja Batista em Niterói. Secretária — Profa. tendo como seu auxiliar o Dr. que viria. publicação de âmbito nacional. Nesse período. Cogitou-se. é que foi realizado o 8" Congresso da Mocidade Batista Fluminense. por Geraldo Trindade de Araújo. Paulo Ribeiro (hoje. e. em 1956. poeta evangélico muito conhecido e grande amigo da mocidade. para funcionar como sede da Convenção Batista Fluminense. a falecer em acidente aéreo no sertão brasileiro. Sucedeu-o o Dr. Secretário — Seminarista Walter Velasco 2a. em 1959. Com a aquisição das salas no Edifício Líder. que era dirigido pelo General Mário Barreto França. foi criado o programa radiofônico Antenas Celestes. em Niterói. eleito na Assembléia da Convenção Batista Fuminense. Edna Antunes Secretário-correspondente — Seminarista Ismail Rodrigues Redator da Página da Mocidade — Dr. o Pr. redator d ' O Jornal Batista). Barreto. Mário Sólon Gonçalves. sob a presidência do Pastor Erodice Gonçalves. sendo orador oficial o Pastor João Soren. José Silveira Filho Em novembro de 1956. editada pela Junta de Escolas Dominicais e Mocidade da Convenção Batista Brasileira. E nesse período que é criada a COMEX — Comissão Executiva. na criação de uma revista especial para os jovens do estado. Wilson Régis lo. logo depois. que. Jacyra Malafaia. Além dos nomes aqui citados. realizada em 1967. durante a década de 50. mais tarde. Jorge de Oliveira. Gumercindo Saraiva. a mocidade passou a editar a Página da Mocidade n'0 Fscudeiro Batista. Decidiu-sc. sendo eleito para presidi-la o Pr. na cidade de Pádua. Página da Mocidade n ' " 0 Escudeiro Batista" Em julho de 1955. em lugar da publicação de O Arauto Fluminense. entretanto. Arides Martins da Rocha se tornou o redator da Página da Mocidade. Ophir Pereira de Barros. a Assembléia da Mocidade Batista Fluminense — AMBF — tinha a seguinte diretoria: Presidente — Pr.a missionária Mary Ruth Carney. voltaria a ser redatoriada pelo Dr. José Silveira Filho. até. Décadas de 60 e 70 Só depois do ressurgimento de um Conselho de Mocidade. Wanderley P. destacaram-se no trabalho batista fluminense. a mocidade passa a ter para sua sede uma daquelas salas. O conselho 192 . Foi esse um período de muita prosperidade no trabalho da mocidade batist a fluminense. Erodice Gonçalves Riberto Vice-presidente — Pr. Francisco Cerqueira Bastos. por dar apoio à criação da revista Juventude Batista. Para maior divulgação do trabalho da mocidade batista do estado. à Avenida Amaral Peixoto. O Terceiro Congresso da Mocidade Batista Fluminense se realizou na Primeira Igreja Batista de Friburgo.

Em 1979. então futuro pastor. com excelentes realizações. das quais destacamos: 1. Ozélio Pereira e Arilton de Oliveira. a mocidade batista fluminense prestou muita cooperação. Dr. Em 1976. infelizmente. o jovem Ademir Paulo Pimentel. Daniel Lincoln de Almeida. na Bahia. destacaram-se. Elias Carvalho de Sá foi. outros irmãos. Entre seus membros. David Queiroz. O Pr. sendo merecedor de destaque por seus serviços ali prestados à juventude do Estado do Rio. O Pr. substituindo assim o Pr. Prof. presidente desse conselho. Festival da Primavera (com olimpíadas). Ampliato Cabral. em 1971. que fora convidado para exercer o cargo de Secretário-Executivo da JUMOC. 5. eleita pela assembléia da juventude. em Goiânia. Foi no congresso realizado na cidade de Macac. O Dr. Silas dos Santos Vieira. A partir de 1975. Silas dos Santos Vieira realizou excelente trabalho junto à secretaria-executiva da JUBERJ. Já despontava. então. Prof. também. e com o Pr. O Prof. O Pr. Seminarista Wanderley Barreto e outros. foi aprovada a nova estrutura. Wilmar Zarro foi. 2. O período de 1975 a 1981 pode ser considerado positivo. fez-se uma grande dívida que precisou ser arcada pela mocidade e pela convenção. que é. Silas dos Santos Vieira. Por causa do não pagamento de compromissos assumidos com relação à caravana. 4. Arilton de Oliveira conseguiu levar uma grande caravana fluminense à Bahia. Carlos O. O Pr. para assistir ao 10? Congresso da Mocidade Batista Brasileira. encontros para líderes.era liderado pelos seguintes irmãos: Pr. João José Soares Filho. Nesse e no congresso anterior — o 9? Congresso da Mocidade Batista Brasileira. Ageu Celestino e o. em 1969. então seminarista Elias Wernek se tornou secretário-executivo. entidade que antes não contava com qualquer espécie de verba. na assembléia convencional realizada na cidade de Macaé. Juiz de Direito no Rio de Janeiro. . João José Soares Filho emprestou uma grande colaboração ao trabalho jovem num momento de crise. função que exercia sem qualquer remuneração. trouxe sérias conseqüências financeiras para a Juventude Batista Fluminense e até para a Convenção Batista Füminense. início do trabalho com adolescentes. estruturação da juventude estadual. realizados em Goiânia. estruturação das juventudes assoeiacionais. Pr. pela Junta Executiva. Daniel Lincoln de Almeida na presidência da juventude fluminense. Nesse período. que o conselho sc renovou. Wilmar Zarro. passaram a figurar o Prof. hoje. por mais ou menos cinco anos. na secrctaria-executiva da mesma. Pr. Elias Carvalho de Sá. Neste mesmo ano.Varela. presidente do Conselho de Mocidade. a Convenção Batista Füminense aprovou destinar 2% dc seu orçamento para o trabalho da JUBERJ. com o Pr. Eudóxio Azeredo. quando a caravana Boina Azul alcançou grande destaque. Ageu Celestino foi eleito presidente do conselho e o. foi elaborada e implantada nova estrutura para o trabalho da juventude estadual. ainda. Foi uma grande proeza que. sendo o conselho substituído. Dr. 3. em 1971 e. o Pr. Seminarista Elias Wernek. 193. como o Dr. Edgard Barreto Antunes. em 1974. Daniel Lincoln de Almeida deixa a presidência da junta para assumir a sua secrctaria-executiva.

Pr. Josias César Porto da Silva. de Souza. Deixou o cargo para trabalhar na JUERP e assumir um pastorado local. em 1985. Gilson é Capelão dos Colégios Batistas Brasileiro e Shepard. Élcio Sant'Anna. Pr. de Castro. 194. Dilmo P. em 1984. Assim. em Nova Friburgo. com regularidade. Deixou esse trabalho. Sênica da Silva. na cidade do Rio de Janeiro. em Nova Iguaçu. Milton Moraes. Sucedeu o Pastor Gilson Bifano. o Pr. Este procurou dar ênfase à realização de congressos. neste período: Pr. Sua gestão foi de dois anos. Emoilde Alves. Procurou publicar. Pr. em 1988. criação do Jornal Jovem. em 1982. citamos: Pr. que empreendeu novos rumos ao trabalho da juventude. no cargo. 7. João Marcos Barreto Soares. . O Pr. Deixou o cargo de secretário-executivo para pastorear a Igreja Batista de Rio Bonito. Sucedeu-o. apenas. no cargo de secretário-executivo da JUBERJ. Nilson Godoy — secretário-executivo da Junta de Beneficência da Convenção Batista Füminense. c redator d' O Escudeiro Batista. No momento (1991). 14?. estruturação do trabalho com adolescentes nas associaçoes. 13?. Novas Diretrizes O jovem Pastor Daniel Lincoln dc Almeida procurou imprimir boa direção à entidade. Malvino Corrêa. Entre eles. Heloísa Helena Pinto. à frente da JUBERJ. em Angra dos Reis. Promoveu intercâmbio com jovens bolivianos. Gilson Bifano esteve. o Pr. em Macaé. Gilson de Paiva Bifano. Sócrates O. para pastorear a Igreja Batista do Grajaú. Josué Ebenézer de Souza Soares. o Jornal Jovem. no Rio de Janeiro. No momento em que é preparada esta obra. Pr. Rossine de Oliveira. o Pr. Alguns dos que hoje lideram o trabalho denominacional tiveram grande participação no trabalho de nossa juventude. William R. Júlio Miguel Rangel. enquanto estavam também treinando e se desenvolvendo. realizou intercâmbios e organizou a chamada Festa da Primavera. dando continuidade aos projetos já existentes. durante seis anos.6. no afã de trazer grandes bênçãos espirituais para a mocidade. ex-presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil e ex-presidente da Convenção Batista Füminense. em 1986. preparou os congressos: 12?. Niterói. Ressaltamos aqui os nomes de jovens que se destacaram na liderança da mocidade estadual. Pr. e 15?. exerce o cargo de secretário-executivo da JUBERJ o Pr. de Souza — Pastor da Igreja Batista de Vital Brasil. Mauro Israel Moreira — Pastor da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo.

pelas homenagens prestadas a servos do Senhor que têm seus nomes perpetuados em ruas. ou irmão na fé. conhecida como a terra do trabuco. que fazem comentários sobre jovens que. Salvador Borges. mostra-se muito modificada. e membro da Academia Brasileira de Filologia. depois que estes se tornavam crentes. também. praças e escolas. trajavam-se melhor para ir aos cultos. Barro Branco se denomina. que.Capítulo XIV a influência da obra dos batistas fluminenses A INFLUÊNCIA DOS BATISTAS FLUMINESES Através dos anos. são outro exemplo disso. lançar sua influência cristã no campo moral. professor de português do Liceu de Humanidades e do Colégio Agrícola de Campos. depois de ter recebido grande influência dos crentes que ali vivem. se tornando empregadas domésticas. Fazendeiros afirmavam que sentiam grande diferença em seus empregados. social. em casa de um ou de outro amigo. Em lugar de caminharem para os bares a fim de bebericarem. agora. a sociedade. Aos domingos. na campanha antitabagista. eles se têm preocupado em testemunhar. Seria muito bom que algum mestrando em história se abalançasse a escrever sobre essa influência em algum desses aspectos. agora. Ele viveu naquela região durante 50 anos. também. Eis alguns deles: 195. tendo tido conceitos. têm dado excelente testemunho. conquistando a confiança de todos em seus empregos. agora. hoje. eles iam. Vila Augusto Moretti. no município de Campos. nome de um diácono batista. Há pessoas. Fez menção da Vila São Luiz. A força da influência dos batistas flumineses por todo o estado pode ser medida. educacional e espiritual nos meios em que vivem. Através do Pr. os costumes do povo do Estado do Rio têm recebido positiva influência dos batistas flumineses. se chama Vila Pastor Salvador Borges. princípios e viver cotidiano transformados. . no viver diário. Tabua. sofreram grandes transformações depois de terem tido contato com os crentes. Houve lugares que. a educação. Alcançados pelo evangelho de Cristo. Ressaltamos aqui a influência na modificação de costumes. Tornavam-se mais responsáveis. no município de São Fidélis. todas as noites. receberam grande influência evangélica. Tabuae Barro Branco. como comentava o ilustre professor Álvaro Barcelos. aos cultos.

Rua Pr. Salomão Ginsburg. Rua Manoel Avelino de Souza (Mantiquira). José Carlos. João Barreto da Silva. Rua RitaFária. Rua Eurico Barbosa. Rua Antônio Laurindo dos Santos. Daniel Carvalho de Almeida Cardoso Moreira — Rua Antônio Reis. José Caetano de Oliveira (Bairro Xavantes). Elias Portes Filho. Rua Francisco Luís Gonçalves. Rua Pr. Rua Bonfino Cardoso de Mello. Rua Theodorico Luiz de Souza. Rua José Gomes Vilarinho. Rua Jesuína Barreto Antunes. Bom Jesus de Itabapoana— Rua Adelício Dias do Canto. Rua Albertina Portela Sales. Leobino da Rocha Guimarães.Ruas: Aperibé— Rua Evarislo Reis. Rua João Salvino Soares. Rua Luís Pinto da Silva. Rua Miss. Rua Pr. Nilo Sales.Delfina de Jesus (Bairro de Itaipu). Manoel Avelino de Souza (Pendotiba). Salomão Ginsburg. RuaCcl. Prof. Macaé— Rua Braulino Simões. Carapebus — Rua Pr. Conceição de Macabu — Rua Pr. David Coelho Mangaratiba — Rua Pr. Rua Missionário W. Rua Portela Sales. Rua Antônio Azevedo (Poço Gordo). Rua Pr.Maria Vitipó Raposo. Rio Dourado — Rua Pr. 196. Rua D. Rua Joaquim Soares Neto. Arraial do Cabo — Rua Profa. Duque de Caxias — Rua Prof. Rua Amorita Morales Bentancôr. José de Souza Herdy. . Rua Achilles Sales. Rua Pr. Luís Laurentino da Silva. Elias Vidal. Rio Bonito — Rua Cel. Ponto de Cacimbas — Rua Nilo Mayerhoffer. Rua D. Rua Therezinha Olga Carraro. Rua Dolvina Rezende Godoy. Rua Ismael Jacoud de Mello. Rua Corindiba de Carvalho. Rua João Teixeira Pimentel. Daniel de Araújo Goes. Rua Prof. Nova Iguaçu — Rua Abdiel Duarte (Prata). Rua Joel Reis. Silas Silveira. José Peixoto. João Barreto da Silva. Rua Dr. Luís Sales. Rua Alfredo Coelho.B. Imaú — Av. Rua Pr. Elias Portes Filho. Rua Pr. Resende — Rua Pr. São Fidélis — Rua Missionário Salomão Ginsburg. Rua Luiz Joaquim Corrêa. Francisco Joaquim de Mendonça (Areia Branca). Rua Pr. Abelar Suzano Siqueira. Orlando Azeredo Silva. Francisco Ribeiro da Silva. Macuco — Rua Prof. Campos — Rua Pr. Rua Prof. Rua Diácono Manoel Ribeiro da Silva. Maricá — Rua Sebastião Velasco Niterói — Rua Pr. Rua Paulo Mainhard.Christie. Gentil de Castro Faria. Rua Pr.B. Fidélis Morales Bentancôr. Rua Firmina Seixas. Rubem Coelho dos Santos. Rua João Batista Lessa. Rua Pr. Jurandir Gonçalves Rocha. Rua Noemi Bittencourt. Antônio Soares Ferreira (antiga Fábrica Nacional de Motores). Rua João Caetano de Oliveira (Ibitiporã). Mateus Paulo Rodrigues Guedes (Muriti). Itaperuna — Rua Dimpina Schwartz. Rua Pr. Rua Pr. Petrópolis — Rua Missionário A. Casimiro de Abreu — Rua Missionário Salomão Ginsburg.Christie. Rua Pr. Manoel Avelino de Souza. Rua Pedro Simas. Jurema Mainhard Viana. Elson de Souza. José de Souza Herdy. Rua Pr. Guapimirim — Rua Maximiniano José Pacheco (diácono). Rua Pr. Pádua — Rua João Eugênio Bastos. Rua José da Cunha Barreto. Italva—Rua Achilles Sales. Entzminger.E. Rua Pr. Rua A. Joaquim Ribeiro. Rua Pr. Rua José de Souza. Rua Ailton Belido Barreto. Rua Pr.

. São Pedro da Aldeia — Rua Pr. Nilson do Amaral Fanini. São João da Barra — Rua Marcílio Rangel (em Barcelos). Adir Reginaldo Gil (Bairro Sumaré). Rua Pr. Joadélio de Paula Codeço. em sua composição. Rua Pr. Waldemar Zarro. já contou com a contribuição dos seguintes pastores: Ebenézer Soares Ferreira. Antônio Soares Ferreira São Gonçalo — Praça Pr. Teresópolis — Rua Cassiano B. Joaquim Rosa Teresópolis — Escola Municipal Beatriz Silva Conselho de Educação Os rumos da educação no Estado do Rio de Janeiro foram estudados com a contribuição de alguns servos de Deus que militavam no campo batista fluminense. Conselho de Cultura Faziam parte do Conselho de Cultura do antigo Estado do Rio de Janeiro os pastores Ebenézer Soares Ferreira e Waldemar Zarro. Joaquim Lessa. João Barreto da Silva Itaocara (Bóia) — Escoai Municipal Pr. O Conselho de Educação no atual Estado do Rio de Janeiro. Pedro da Aldeia). Gedor Melo (Bairro Poço Fundo). Nilson Dimárzio. Rua Pr. Antônio Soares Ferreira Macaé — Escola Municipal Prof? Élcia Barreto Soares Niterói (Caramujo) — Ginásio Manoel Avelino de Souza Petrópolis— Escola Municipal Prof? Ernestina Francioni de Abreu São Gonçalo (Bairro Vermelho) — Ginásio Comercial Alberto Lessa São Gonçalo (Brasilândia) — Centro Integrado dc Educação Pública Pr. Manoel Avelino de Souza (Jardim íris). Rua Pr. Rua Agenor Beltrão (fundador da igreja em S. O Conseho de Educação do antigo Estado do Rio de Janeiro contou.São Gonçalo — Rua Carmélia Armond Zarro. com os seguintes irmãos: loão Barreto da Silva. João Barreto da Silva (Vilar dos Teles). Osvaldo Viana da Silva (Campo Redondo). Antônio Moreira Portes Escolas: Campos — Ginásio Prof. Rua Pr. Praças: Arraial do Cabo — Praça Antônio Valadares (ex-frade católico) Macaé — Praça Gê Sardenberg Portela — (município de Itaocara) — Praça Pr. de Souza. José de Souza Gama. Rua Pr. José Virgílio de Miranda. Joaquim Carneiro (em Pião). Raphael Zambrotti e Samuel de Souza. São João deMeriti — Rua Pr. Waldemar Zarro Teresópolis — Praça Pr. São João da Barra (Fazendinha) — Escola Estadual Francisco Sarlo São João de Meriti — Escola Municipal Pr. Mário Barreto França. Luiz Laurentino da Silva Ernesto Machado — Escola Estadual Pr. João Barreto da Silva Casimiro de Abreu — Escola Municipal Pr. Estes foram nomeados pelo 197.

Há municípios que já tiveram no seu governo prefeitos batistas. disciplina que ele conhecia como poucas pessoas. cidade que foi fundada por famílias na maioria compostas de crentes. Surgiram deputados estaduais. Em Cardoso Moreira pode-se também observar a influência dos batistas. Wilson Mendes. . O Dr. que deixou marcas indeléveis com seus magistrais discursos sobre intolerância religiosa. também. em certa época. Raphael Zambrotti e as professoras Júlia Codeço e Evartgelina Guedes foram diretores do Instituto de Educação Prof. O Pr. espiritual do Estado do Rio de Janeiro. que era ali pregado pelas famílias Reis e Sales. o primeiro deputado batista foi o Pr. Jair Araújo. tomados de conhecimentos de história. e muito bem. a influência de servos do Senhor na vida moral. e foram. por algum tempo. Conceição dc Macabu. secretário do Prefeito José Carlos Barbosa. houve época em que a metade dos componentes da Câmara de Vereadores era de crentes. no governo Celso Peçanha. em épocas diferentes. Zedir Morales Bentancôr foi. Josias Ávila e Gouveia Filho. David Coelho foi. O Dr. João de Meriti. Campos teve. depois. Em Italva. os batistas exercem grande influência. e o Dr. o irmão Achilles Sales. que veio a ser. a moção que transcrevemos a seguir: 198. Secretário de Educação. Daniel E. por duas vezes. como prefeito. o número de membros de nossas igrejas batistas do campo fluminense que têm sido eleitos vereadores em vários municípios. que soube honrar o nome de crente em suas lides políticas. Retrata. O Pr. Aldo Muylaert. social. Em algumas cidades. Silas Silveira. Henrique de Queiroz Vieira foi Secretário dc Administração no tempo do Prefeito José Alves. Na política. Outras Influências: Seria grande a lista se quiséssemos citar aqui os nomes dos crentes agraciados com o título de cidadania conferido por Câmaras de Vereadores do estado e mesmo pela Assembléia Legislativa. Fez parte do Conselho de Cultura do atual Estado do Rio o Pr. prefeito de Cordeiro. que exerceram o mandato de deputados federais. Nelson Rocha e José Maria Garcia. como: Joadélio Codeço. Grande é. Ampliato Cabral. como é o caso de Silva Jardim. como seu prefeito um servo do Senhor: o Dr. também. A primeira Câmara de Vereadores da cidade era composta de muitos crentes. Secretários de Saúde e de Administração. ainda. respectivamente. por duas vezes. Apareceram. presbiteriano de boa cepa. O Pr. por algum tempo. teve como prefeito o irmão Arquimedes Custódio.Figueiredo. O primeiro prefeito era crente. ainda que por alguns meses. Ebenézer Soares Ferreira foi membro do Conselho de Cultura de Campos e presidente da Academia de Letras da mesma cidade. Alair Monteiro foi prefeito de S. e o Pr.Governador Jeremias Fontes. Nilson do Amaral Fanini. Raphael Zambrotti foi Secretário do Governo no tempo do Prefeito João Barcelos Martins. A bandeira do município reflete essa influência do evangelho. A cidade de Maricá teve. Elísio Tavares foi Secretário de Governo no tempo do Prefeito José Alves. O Prof.

199. Foi presidente da antiga UDN e do MDB. Óthon Ávila do Amaral. não só pela malária. tem exercido grande influência também em três localidades que ficam próximas a ele: Rio Dourado. Manoel Avelino de Souza. bondade e desprendimento do ilustre homem público é que fazemos a presente moção. conseguindo com trabalho. firmeza. em 29 de agosto de 1972.Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro MOÇÃO Os deputados que esta subscrevem congratulam-se com o digno e ilustre professor c pastor batista SALVADOR BORGES. reside em Tabua há mais de cinqüenta anos. Josias Ávila e Darcíiio Ayres. Chegou à localidade no tempo em que a mortandade grassava. exemplo. do Estado do Rio. mas também pela criminalidade. Nilson do Amaral Fanini. Mário Barreto França. Ivone Boechat de Oliveira. no Brasil ou fora do país. Geraldo André. José Silva. denominado "Sítio do Sossego". pois quando lá chegou era tudo mata virgem. Tendo sido um dos desbravadores da região. 3? Distrito de São Fidélis. vem exercendo o ministério há mais de quarenta anos. Delcyr de Souza Lima. É pai dc seis filhos. O missionário Alvin Hatton. Alberto Torres. no dia dois de setembro próximo. Ebenézer Soares Ferreira. dignidade. Em todas essas localidades o templo batista é maior do que o católico. (aa) José Perlingeiro de Abreu. três homens e três mulheres. o de Rio Dourado. reconduzir bandidos. mas praticamente toda a região. desprendimento. residente em Tabua. oitenta anos de idade. por completar. pistoleiros e criminosos de toda espécie ao caminho do bem. Influência do Acampamento "Sítio do Sossego" Todos os acampamentos têm contribuído para o crescimento dos que ali vão para os retiros. Nilson Nobre. João Rodrigues. mostrando um horizonte cristão para todos os moradores daquela região carente de fraternidade e amor. Podemos citar os nomes de: Assis Cabral. . sejam elas de suas cidades. O mais antigo. não só a sua família. firmeza e fé em Deus. No Estado do Rio há vários. A contribuição desse missionário foi marcante nas igrejas referidas. Joaquim Lavoura. conta algo sobre essa influência. Daniel de Oliveira Cândido. bondade. em seu livro A Country Church in Brazil. Educou. Escritores e Membros de Academias de Letras Muitos servos de Deus se têm destacado por sua produção literária c poética e têm sido conduzidos como membros de academias de letras. Pela honradez. Salvador Borges é casado com Dona Adosina Borges. Professor Souza e Rocha Leão. todos formados. Sala das Sessões. Nilson Dimárzio. O de Rio Dourado é o melhor edifício da vila.

tem recaído sobre os ombros do fundador da entidade."PROJETO AMOR" Entre as entidades que foram criadas para a recuperação dos viciados em drogas. "PROJETO AM Al VOS" O irmão Marcclino Robson Almeida. trabalhando pela libertação daqueles que foram escravizados pelo terrível vício das drogas. A instituição é pessoa jurídica e já abriga 11 crianças que foram encaminhadas pelo Juizado de Menores. Ademir Paulo Pimentel. Têm prestado essas instituições grandes serviços aos nossos jovens e à educação no Brasil. no começo de 1950. surgiu a grande oportunidade de se criar um colégio na Cidade-do-Aço. não têm forças para deles se desprender. município dc Cabo Frio. por pessoas interessadas no desenvolvimento da obra educacional em nosso país. Construiu ótimas instalações e não se descuidou da parte espiritual dos alunos. na adminisBIBU0TECA PARliCULAR . primeiramente. o Projeto Amai-vos. No momento. há mais cie dez anos. em 1987. em sua juventude. o Projeto Amor tem recebido apoio do Reencontro e da Junta de Missões Nacionais. de Campos para Volta Redonda. A propriedade mede 54. com isso. em épocas diferentes. José Francisco Veloso. que estivera envolvido com drogas. O maior peso da obra. O colégio foi crescendo. o Projeto Amor vem. São as seguintes essas instituições: 1. fundou em Campo Novo. É uma obra que revela as experiências do autor com as drogas e como o Senhor o libertou e lhe deu a visão da criação do Projeto Amor. Não se pode esquecer de citar aqui a contribuição que tem sido dada ao Projeto Amor pelo Dr. Ultimamente. Foi ganhando nome. que tem sido muito procurado. juiz de direito. Colégio do Instituto Batista Americano de Volta Redonda — Com a mudança do missionário Mac Neally. Instalado cm uma propriedade próxima à cidade de Três Rios. diácono da Primeira Igreja Batista de Niterói. na Rodovia Amaral Peixoto.000 m 2 . quem está liderando o Projeto é o Pr. que começava a se desenvolver rapidamente. que tem dado grande apoio a esta obra. fundou a instituição porque sentiu a dor daqueles que. a ser a mantenedora do Colégio Batista a ser criado ali. José Francisco Veloso escreveu o livro Um Tapa nas Drogas. COLÉGIOS FUNDADOS POR IGREJAS E PARTICULARES E justo que façamos referência aqui aos colégios que foram criados por igrejas batistas ou. Seu diretor. porém. agrônomo. o Pr. Cooperaram. logo depois. Organizou o missionário. aguilhoados pelos vícios. particularmente. a Igreja Batista Central de Volta Redonda.000 alunos. almejando. Iran de Medeiros Lopes. sobressai-se o Projeto Amor. que viria. O Pr. ao ponto de atingir uma matrícula superior a 3. aliar ao preparo intelectual a assistência e testemunho cristãos.

Era de propriedade do Professor Gentil de Castro Faria. A instituição tem procurado cumprir a missão para que foi organizada. Viu-o crescer. Sebastião de Souza. 7. José Herdy. desenvolver-se. Nilson Dimárzio. que o dirigiu durante um espaço de tempo. educador que procurou fazer do colégio. possui tantas. Universidade Grande-Rio Prof. Francisco Cerqueira Bastos e. Hoje. 8. Passou-o à Convenção Batista Fluminese. Colégio Batista de Laranjal — Foi fundado na localidade dc Laranjal. Vários fatores fizeram com que não fosse possível continuar a sua manutenção. em março dc 1991. como o Pastor Geraldo Ventura que foi seu aluno e. 5. Aylpton de Jesus Gonçalves. o colégio foi descontinuado. atualmente. Implantada em Caxias. 4. . hoje. que tem exercido grande influência na região. Pastor José dc Souza Herdy. Com o falecimento do seu fundador. Colégio Cardosense — O Pastor Henrique de Queiroz Vieira sonhou eom um grande estabelecimento de ensino em Cardoso Moreira. pastor da Igreja Batista de Laranjal. o apoio do Pastor Oswaldo Soares dos Santos. o Colégio Batista de Laranjal. Penteado. a Universidade vai cumprindo sua missão. pelo preclaro educador. O sonhador da obra. hoje. que se tornou em Universidade. Deu frutos. Hoje. Mas os filhos e sua esposa o viram. alguns anos mais tarde. 9. Foi crescendo. O Pastor Walter Santos procurou desenvolvê-lo. Funcionou durante alguns anos. Criou-se a primeira faculdade. o Dr. Arides Martins da Rocha. O colégio foi vendido. sempre aconselhado por sua ditosa mãe. por muitos anos. Colégio Batista de Meriti — Pertencia à igreja e foi organizado no tempo do Pastor Joaquim Rosa. a segunda e. José de Souza Herdy — Esse é o nome que. município de São Gonçalo. Israel José Pinheiro. Colégio Batista de Resende — Foi o sonho do Pastor Elson Duarte. a instituição pertence aos filhos do seu fundador. Colégio Rui Barbosa — Fundado em Campos. Colégio Batista de Austin — Foi fundado pelo Pastor Benedito Sampaio. 3. recebeu a entidade denominada Associação Fluminense de Ensino — AFE. tendo até construído. tambcm. há mais de 20 anos passados. além de bom educandário. 201. um instrumento de disseminação do evangelho. O colégio recebeu.tração da instituição os obreiros: Elson Duarte. cm seu campus. que realizou ali a obra educacional. um templo que abriga a Primeira Igreja Batista Universitária do Brasil. Colégio Batista da Igreja Batista de Nilópolis — E fruto da visão do Pastor Henrique Marinho Nunes. a irmã Nilza Herdy. 6. teve o seu início num pequeno colégio. é destacado líder no Estado do Mato Grosso. sob a direção do Dr. Arodi Herdy. foi chamado aos tabernáculos eternos" antes de ver o final de seu sonho realizado. Pastor Herdy. 2. É seu fundador e diretor o Pr.

Diretora: Profa. 14. Regina Sampaio Jacoud. . 2. David Francisco de Oliveira. Diretor: Pr. Diretor: Prof. dando-lhes aqui destaque. Colégio Americano — São João de Meriti. 11. Aloísio Alves da Silva. Diretor: Pr. Centro Educacional Betei — Queimados. ASSOCIAÇÃO BATISTA CAXIENSE Pastores Gutenberg F. Otaciano L. J. Elias Pessanha. Ivo Dutra. Colégio Luther King — São João de Meriti. Guedes. Colégio Cruzeiro do Sul — O Prof.Soares Filho. Diretores: Profs. Diretor: Prof. Ginásio Fluminense — Caxias. Daniel Lincoln de Almeida. Ubíracy Gil. Diretora: Prof 3 Mariete de Freitas. 16. 1. Vital Cabral. Instituto Caxiense — Diretor: Pr. Gomes. Foi seu diretor o Pr. Samuel Leite. 18.10. 21. Eliseu Reis 13. Seus talentos. Luís Carlos Prestes Pinheiro e Loimar Zarro Pinheiro. Alair Moreira Dias. Instituto Evangélico de Vila Norma — Diretor: Prof. 15. Nemésio F. 17. Vital R. Instituto Educacional Beira-Mar — Caxias. Diretor: Prof. Escola da Igreja Batista de Olaria — Friburgo. 22. Fundador: Pr.J. LÍDERES ASSOCIACIONAIS Distribuídas em vinte e sete associações. 12. 19. Colégio Marcos Freitas — Caxias. ASSOCIAÇÃO BATISTA BETEL Pastores Honório de Souza (que trabalhou por mais de 50 anos nessa associação). Eliseu Reis. 20. Colégio Monteiro Lobato — Esse colégio viu cerradas suas portas após vários anos de contribuição à educação da juventude. João Batista 202. Diretor: Pr. Jair de Freitas criou o colégio e o viu crescer e se tornar um dos maiores do município de Duque de Caxias. 23. Centro Educacional Monteiro Lobato — São Gonçalo. Centro Educacional Fluminense— Caxias. Colégio Pan-Americano — Caxias. as igrejas batistas do campo fluminense têm tido à sua frente pastores e líderes que se têm revelado na obra do Senhor. já que não os mencionamos noutras partes desta obra. operosidade e consagração ao trabalho nos levam a registrar nesta página os seus nomes. Carvalho. Cabral.

Walter Velasco. ASSOCIAÇAO BATISTA CENTRO Pastores Joaquim Coelho. Edgard Barreto Antunes. 203. Manoel Bento da Silva. Jalir Chaves. 7. . Samuel Leite Fonseca. 8. Antônio C. 9. 10. ASSOCIAÇÃO BATISTA EBENÉZER Pastores Natanael O. c. por duas vezes. João Correia Neto. ! Alberto Araújo. Azair Ferreira Correia. Gessy Frutuoso. José Meireles. Abdiel Duarte (foi vereador. Gaspar Carneiro. também. Isaías Lopes Pinheiro. José de Souza Herdy. ASSOCI AÇAO BATISTA GONÇALENSE Pastores Waldemar Zarro. Nilo Cerqueira Bastos (pai de três outros obreiros: Jair. 6. Iomacl Sant'Anna. Aylpton de Jesus Gonçalves. Elias Carvalho de Sá. Wanderley Batista Marins. ASSOCIAÇÃO BATISTA COSTA VERDE Pastores Paulo Baldow. Diocezir Alberto. Oswaldo Reis. Jamil Acruche. Albino Veríssimo.Paulo Guedes. Mauro Israel Moreira. 4. Genecy Farizcl. Israel José Pinheiro (que foi pastor da Primeira Igreja Batista de São Fidélis e. Josué e Judson Cerqueira Bastos). Marcionílio Alves de Souza. ASSOCIAÇÃO BATISTA ITAGUAIENSE Pastores José Maria A. a associação conseguiu adquirir sua sede). Gérson Melo. Nilson Nobre de Oliveira. 5. Delphino Eugênio Vieira. ASSOCIAÇÃO BATISTA IGUAÇUANA Pastores Silas Batista. por esforço seu. Graciliano de Melo. Geraldo Gomes. Waldir Rocha. Varela. 3. presidente de honra da Convenção Batista Fluminese). Jornalista Óthon Ávila do Amaral. Sebastião José Gomes. Evangelistas José Martins Faial (conhecido como José Areias).Fernandes. Walvique Soares Henriques. Eduardo Bento Andrade. Ageu Oliveira Pinto. José Rodrigues Menezes. ASSOCIAÇÃO BATISTA LESTE Pastores Virgílio Faria. ASSOCIAÇÃO BATISTA EXTREMO-NORTE Pastores Abelar Siqueira. Nilo Coelho. Valério Gomes. Ary Macharet. Heitor Antônio da Silva.

Estevam Mendes. Nilo Sales. Jurandir Ferreira Neto. Josué da Costa. 16. 20. Sílvio Nacre. Edelton Barreto Antunes. Oséias Farias. ASSOCIAÇAO BATISTA MERITIENSE Pastores Joaquim Rosa. ASSOCIAÇÃO BATISTA PARAIBANA Pastores Itamar E de Souza. 14. Ivo Lopes Corrêa. Josué Garcia. Erodice Gonçalves Ribeiro. Henrique Queiroz Vieira. Jorge Coelho. 18. ASSOCIAÇÃO BATISTA NILOPOLITANA Pastores Henrique Marinho Nunes. Antônio Anuda. Emanuel Fontes de Queiroz. . 17. 204. Samuel de Souza. Madson de Carvalho. ASSOCIAÇÃO BATISTA NORTE Pastores Fidélis Morales Bentancôr. Francisco Cerqueira Bastos. Alceir F. Adelmo Coelho. Nicanor Fèlisbino. Ira Medeiros. 19.11. Isaías Moreira de Frias. Josué Santos. ASSOCI AÇAO BATISTA LITORÂNEA Pastores Paulo Mainhard. José Júnior dos Santos. Norival Franco. Onício José de Jesus. José Ezequiel Pereira. ASSOCIAÇÃO BATISTA NORTE-CAXIENSE Pastores Paulo César Feijolli. José Maria de Souza. ASSOCIAÇÃO BATISTA NITEROIENSE Pastores Osmar Soares. Walter Santos. ASSOCIAÇÃO BATISTA NOROESTE Pastores Jovelino Luís Coelho. 15. ASSOCIAÇÃO BATISTA MAGEENSE Pastores José Pinto. 13. Pereira. Diácono Sirley Nunes do Couto. Ageu Neto. Demerval Silva. Jailton Barreto Rangel. 12. Osvaldo Viana. Clério Boechat. William de Souza. Nilson Dimárzio. Sebastião Gomes Sobrinho. Ismael José Ferreira. ASSOCIAÇÃO BATISTA DA PLANÍCIE Pastores Jurandir Gonçalves Rocha. Dr. Paulo Ribeiro.

Nivaldo Cavallari. Gilson Carlos dos Santos. ASSOCIAÇAO BATISTA SERRA DOS ÓRGÃOS Pastores José Armando Cidaco. Isaías de Palma. ASSOCIAÇÃO BATISTA QUEIMADENSE Pastores Paulo César de Oliveira. 25. Jorge de Oliveira Bezerra. Geraldo Jeremias. Daniel Almeida de Souza. Gérson Januário. Jairo Moreira. ASSOCIAÇÃO BATISTA SERRA-MAR Pastores Edmundo Antunes da Silva. 22. José Pereira Lima. OBREIROS FLUMINENSES. Camilo Caldas. 23. Eli Santos Vieira. José Luís Pereira. Alcione Tadeu dos Santos. Márcio Antunes Vieira. MISSIONÁRIOS DA JUNTA DE MISSÕES MUNDIAIS Muito tem contribuído para o trabalho dc missões mundiais o campo batista fluminense. Benedito Peçanha. Ncry Camargo. Nilson Borcard cia Fonseca. ASSOCIAÇÃO BATISTA PRIMBIRO CENTENÁRIO Pastores Carlos Henrique de Carvalho Menezes. Doricélio Pinheiro. Antônio Moreira Portes. Vários obreiros nascidos no Estado do Rio se têm apresentado à Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira. Daniel dc Carvalho de Almeida.Obadias F. 27. Augusto Tavares. Malvino Corrêa. Silvai dos Santos. 24. Henrique Antônio de Araújo. Hélio Souza e Silva. para serem por ela enviados a campos missionários fora de nossa pátria. Rholmer Louzada. Isaías Vasconcelos Aguiar. Roberto de Oliveira. Celso Martinez. 26. Luís Laurentino da Silva. Edson Pértele Vieira. Isaías Quirino. Emiron Martins. Aurecil dos Santos. ASSOCIAÇAO BATISTA SUL-FLUMINENSE Pastores José Ferreira da Silva. José Silva. Oswaldo Ronis. d'Alcântara. Assis Cabral. Francisco Nicodemos Sanches. 21. Álvaro Lamóglia de Oliveira. Paulo Vidal. . Dr. ASSOCIAÇÃO BATISTA RIODOURENSE Pastores Josias Vieira. ASSOCIAÇAO BATISTA SERRANA Pastores João José Soares Filho. 205. Jair Garcia.

Hirtes Dias Delgado. Maria Francisca Soares. Elizabeth Barbosa da Silva. Eunice Barbosa Corrêa. . primeiramente. Iracema de Souza Batista. Deise Costa dos Santos. Isaías Vieira Coelho. Eliane de Aguiar. Elizabeth Cunha Teixeira. Sônia Maria da Silva Carvalho. José Sélio de Andrade e Elizabet Mota de Andrade (Equador) e João Luiz da Silva Manga (Guiana). Gênia Nogueira Brandão. Élcio Augusto dos Santos. Díná Portela de Oliveira Lima Aguiar (Espanha). Ezequias Mendonça. Edna Motta Leal de Oliveira (Chile). Levy Barbosa da Silva. Shirley Alves (Chile). OBREIROS FLUMINENSES. Mário da Rosa Teixeira. Daniel Martins Eiras. Francisco Nicodemos Sanches e Olívia Drumond Sanches (África do Sul). Ruth Genúneio Barbosa. a seguir. Rita de Miranda Pinto. Débora Pereira. Evonete Neves Brum. lida Nascimento dos Santos. Antônio Francisco Marins. Marcianita Cunha de Mendonça. 206. Odenir Figueiredo Júnior e Eliana Cordeiro Figueiredo (Paraguai). Gecilda de Oliveira Santos. Diné René Lóta e Leila Delgado Lóta (Portugal). indicando também os países onde atuam: Almyr Ricardo Chaffim Martins e Suely Pimentel Valentim Martins (Venezuela). Maria Ivone Soares Anacleto. Francisco Antônio de Souza (Portugal). Mara Lúcia Brisson. Nilton Ayres Duarte. Flordelice Brum. São eles: Dejanira Barbosa. Relacionamos. Eunice Brito. Enicéia Carvalho Godói. Noêmia Barbosa Marques. Ivanilde Brasil Brum. Jáder Malafaia. Eth Ferreira Borges da Luz e Ceila Ferreira Borges da Luz. José Carlos Gerhard de Matos. Elizeu Roque do Espírito Santo. Silas Luís Gomes e Aldair Ribeiro Gomes (Chile). Lucy Gonçalves Guimarães. Adilene Vieira Marques (Argentina). Anete Manzolillo da Silveira. Leoeídia Nila de Jesus. Talita de Souza Ribeiro. Elias Pereira Braga. Helenice Simão Guimarães. Ester Penha da Silva (Uruguai). os missionários fluminenses que pertencem ao quadro atual de missionários da Junta de Missões Mundiais (1991). Cilcéia Cunha Pinheiro. Adailda Pereira Braga. Também queremos mencionar obreiros fluminenses que trabalham na sede da JMN: Waltayr Nogueira de Mello. Carlos Alberto Pires (Chile). Elisete F. Enilce de Azeredo. Aidete Brum da Costa. Ranulfo Gomes dos Santos. Herodias Neves Cavalcanti. Ubirajara Pereira da Silva (Canadá). Hélcio da Silva Lessa. Raquel Costa dos Santos (Uruguai). Vilma Braga Rodrigues Duarte. Sérgio Figueira. Alaíde Macedo de Oliveira (povos muçulmanos). Carmem Lígia Ferreira de Andrade (Bolívia). Paulo Roberto Macedo. Paulo Moreira Filho (Leste Europeu). MISSIONÁRIOS DA JUNTA DE MISSÕES NACIONAIS Estes são os missionários fluminenses que estão na ativa: Dulcinéa da Silva. Marta Ramos do Nascimento. Renato Cordeiro de Souza e Jane Cristina Barbosa de Souza (Portugal). Mônica Malfetana Bonfim de Oliveira (Peru). José Nite Pinheiro. Raquel Barcelos (Moçambique).Paes Macedo. Dalva Santos de Oliveira (Paraguai). aqueles obreiros que já trabalharam eom a Junta de Missões Mundiais. João Mendes Cabral. Carlos Henrique Soares.Relacionaremos. Moisés Castorino Brandão. Elizabeth Basílio Sena. Deusirene Santos da Silva. Lígia Lobato Mota. Lucimar Gomes. Zilda Francisco Marins. Creuza Rangel de Souza. Solange Maria Gomes.

por seis vezes. "Teve enorme influência na vida batista brasileira. Cognominei-o. Foi orador da Convenção Batista Brasileira. Muito bem têm eles representado o nosso estado. a presidência da Associação Evangélica Denominada Batista do Rio de Janeiro.em Ernesto Machado. Manoel Avelino de Souza. escreveu o Pr. Foi diretor. nos anos de 1928 e 1936. graças à sua grande cultura. do Colégio Batista Fluminense. por mais de dez vezes. Foi grande líder no Estado de Minas Gerais. . Era grande oradora. haurida primeiro em aulas particulares do casal Ginsburg c depois por prodigiosos esforços autodidatas". Foi. o pastor da Igreja Batista de São Gonçalo. em 1936. Foi o primeircrpresidcnte da Convenção Batista Brasileira. Fez parte de várias juntas nacionais. chegando a ocupar. Pastoreou a Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. de 1900 a 1933. O Pastor Joaquim Fernandes Lessa nasceu em São João da Barra. capacidade c talentos à obra batista no Brasil. Foi um leigo de grande influência. e exerceu grande influência na Convenção Batista Fluminense. O Pastor Emdio Warwik Kerr nasceu em Cantagalo. por três vezes. 207. Foi um dos maiores pregadores evangélicos. em sua época. a presidência da Convenção Batista Brasileira. "Nas juntas ele era figura de escol. respeitado e acatado nas suas opiniões e sugestões". foi secretário-executivo da Junta de Misões Mundiais e diretor do Colégio Batista do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da Junta Patrimonial Batista do Sul do Brasil. Ocupou por várias vezes. algumas vezes. por 27 anos. dedicando tempo. por mais de quarenta anos. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense nos anos de 1933 e 1936 e orador da mesma convenção. Polemista de peso. ocupando.BATISTAS FLUMINENSES QUE SE SOBRESSAÍRAM NA DENOMINAÇAO Muitos têm sido os batistas fluminenses que se têm tornado bênçãos nas lides denominaeionais em nossa pátria. da qual foi presidente. Foi presidente de várias juntas nacionais e membro da diretoria da Convenção Batista Brasileira. Francisco Fulgêncio Soren nasceu em São Gonçalo. Foi grande líder nacional. O Dr. de o Crisóstomo Batista. Herodias Neves Cavalcanti nasceu em Macaé. o Pastor Eduardo Gobira. Sua influência na denominação foi grande. O Pastor Waldemar Zarro nasceu em Natividade de Carangola. Alguns deles já receberam do Senhor o seu galardão pela dedicação com que fizeram a Obra do Mestre: O Dr. Foi missionária dos batistas brasileiros a Portugal. Foi. O Pastor João Barreto da Silva nasceu. Foi membro da Junta de Educação Religiosa da Convenção Batista Brasileira. O Pastor Rui Franco de Oliveira nasceu no município de Macaé. Foi redator d' O Jornal Batista. O Prof. Francisco de Miranda Pinto nasceu em Campos. Moisés Silveira nasceu em Macaé. (i) O Pastor Erodice Fontes de Queiroz nasceu em São Sebastião do Alto. presidente da Convenção Batista Fluminense. a presidência da Convenção Batista Mineira. certa feita. com o seu primeiro esposo.

. Educador. Ulisses Moraes foi professor pioneiro no Colégio Batista Fluminense. O Pastor Alberto Portela nasceu em Campos. Foi grande professor no Colégio Batista do Rio de Janeiro. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense. Criador e diretor. Grande propagandista da obra de assistência social. O Pastor Jurandir Gonçalves Rocha nasceu em Cambuci. foi um dos grandes obreiros do Brasil batista. Foi Secretário de Educação. diretor do Colégio Batista Fluminense e. O Pastor Silas Silveira nasceu em Macaé. O Prof. um dicionário de português arcaico. que durou poucos anos. Era historiador. da Associação Fluminense de Ensino (AFE). Foi redator d 'O Escudeiro Batista. Foi membro e presidente da Junta de Educação Religiosa e Publicacões da Convenção Batista Brasileira — JUERP. Foi vereador em Campos. em 1926. Foi Secretário de Educação na Prefeitura de Campos. O Pastor José de Souza Hèrdy nasceu em Friburgo. Foi diretor do Colégio Batista Fluminense e professor no Colégio Pedro II. por algumas vezes. foi autor de várias obras sobre a língua portuguesa. Nasceu no município de São Fidélis. O Prof David Coelho nasceu em Macuco. entre elas. no Rio de Janeiro. em Nova Friburgo. O Pastor Jáder Malafaia nasceu em Pádua. O Pastor Antônio Charles nasceu cm Cambuci. Foi membro do Conselho de Educação do estado e diretor do Liceu de Niterói. denominada Universidade Grande-Rio Professor José de Souza Herdy. pastor Joaquim Coelho dos Santos. em 1977. Educador. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense. até a sua morte. Professor do Seminário Teológico Batista Fluminense e do Liceu de Humanidades de Campos. do antigo Estado do Rio de Janeiro. Foi presidente da Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense e orador oficial da Convenção Batista Fluminense. membro da diretoria da Convenção Batista Fluminense. Ocupou lugar de destaque na denominação. Foi tesoureiro da Segunda Igreja Batista de Campos e diácono da Primeira Igreja Batista de Niterói. que faleceu em janeiro de 1991. Foi prefeito de Cordeiro. destacandose. O Pastor Alfredo Reis nasceu em Aperibé. Escreveu o livro A Bíblia na Palavra de Grandes Personalidades. Foi orador oficial da Convenção Batista Fluminense. Educador. Foi deputado em duas legislaturas. Chegou a criar O Patronato. Foi redator d 'O Norte Batista. O Pastor Sebastião Angélico de Souza. Catedrático de Português do Liceu de Niterói. organizado em 1910. A cie coube a honra de ter iniciado a irradiação de mensagens evangélicas. de 1910 a 1912. realizada em Nova Iguaçu.O Pastor Fidélis Morales Bentancôr'nasceu em Ernesto Machado. Ex-padre católico romano. de 1923 a 1924. localizada em Duque de Caxias. Exerceu o ministério por mais de 50 anos. Foi o primeiro batista a ser eleito deputado estadual. Foi missionário na Bolívia e Presidente da Junta do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. O Dr. Vice208. corri 98 anos de idade. O Pastor Gentil de Castro Faria nasceu em Campos. hoje. Foi diretor do Colégio Batista Fluminense. Filho do pioneiro. Joadélio Codeço nasceu em Campos. Outras informações sobre ele estão à página 149 desta obra. O Pastor Henrique de Queiroz Vieira nasceu em Cachoeiras de Macacu.

Foi presidente do Congresso de Homens Batistas Brasileiros. Foi. Tem muita influência na denominação. O Pastor Raphael Zambrotti nasceu em Natividade dc Carangola. Pastoreia a Primeira Igreja Batista de São Paulo. A seguir. Achilles Silva nasceu em Pureza. O Pastor Joaze Gonzaga de Paula nasceu no município de Itaperuna. Foi secretário-executivo da Convenção Batista Carioca. no Estado do Espírito Santo. Oscar Ribeiro nasceu em Natividade de Carangola. Foi professor de Português no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Tem sido presidente da Junta de Educação da Convenção Batista Carioca e da Junta do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. É o nosso grande historiador. Alice Neves de Oliveira nasceu em Macaé. Foi um dos vice-presidentes da Aliança Batista Mundial. a A História dos Batistas no Brasil. Diretor d'0 Jornal Batista. Tem exercido grande liderança na Convenção Batista Carioca. Pastoreia a Igreja Batista de Santo Antônio. Jacy de Oliveira nasceu em São Fidélis. 209. A Dra. É técnico de educação em Brasília. Foi presidente da Junta do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. O Pastor Alcides Cunha nasceu em São Gonçalo. O Pastor Irland Pereira de Azevedo nasceu no município de São Fidélis. no ano de 1960. Foi secretário-executivo da Associação Nacional dc Educandários Batistas — ANEB. o seu orador oficial. Foi orador da Convenção Batista Fluminense. Distrito Federal. Secretário-executivo da Junta de Missões Mundiais. Foi. Escreveu mais de dez livros. Foi secretário-executivo da JUBERJ e da JUMOC. Tem pertencido a várias juntas nacionais. Tem sido presidente de várias juntas da Convenção Batista Brasileira. O Pastor Silas dos Santos Vieira nasceu em Macuco. em 1951. O Pastor Francisco Mancebo Reis nasceu em Carapebus. Foi presidente da Primeira Assembléia de Homens Batistas no Brasil. Tem pertencido ao Conselho dos Homens Batistas da Aliança Batista Mundial. O Dr Celso de Oliveira nasceu em Pádua. atuando em sua obra: O Pastor José dos Reis Pereira nasceu em Piraí. O Pastor Samuel de Souza nasceu em Niterói. por muitos anos. Foi pastor da Primeira Igreja Batista de Campos. É o assessor jurídico da JUERP. É presidente da União Batista Latino-Americana — UBLA. por 24 anos. por muitos anos. foi presidente da Convenção Batista Brasileira. J}ércio Rangel nasceu no município de Itaperuna. Por três vezes. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense. Tem ocupado posições de destaque na denominação. O Dr. Advogado. O Dr. Foi. Entre eles. diretor do Seminário Teológico Batista Mineiro. Foi presidente de várias entidades batistas no Rio de Janeiro. O Dr. O Dr. Foi presidente da extinta Junta de Evangelismo da Convenção Batista Brasileira. .-diretor do Colégio Batista Fluminense e Deao do Seminário Teológico Batista Fluminense. É uma das mais conspícuas figuras do Brasil batista. Foi. Tem ocupado posições de destaque na Convenção Batista Carioca. por muitos anos. diretor do Colégio Batista de Niterói. o grupo de obreiros que o Senhor tem conservado até hoje (1991). por mais de uma vez. Tem sido membro de várias juntas.

Foi diretor do Colégio Batista de Volta Redonda. É grande pregador. É secretário-executivo da Associação Batista Iguaçuana. Foi. Júlia Codeço dos Santos nasceu em Campos. Foi redator do jornal da mocidade fluminense — O Arauto Fluminense. vice-presidente da Convenção Batista Brasileira. Foi presidente da JUBFR. . por várias vezes. a secretaria da Junta de Beneficência — JUBEN. presidente da União Feminina Missionária Batista Fluminense e da União Feminina Missionária Batista do Brasil. Wilmar Zarro nasceu em São Gonçalo. É membro da Junta Administrativa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. O Dr: Eli Francioni de Abreu nasceu em Petrópolis. um dos pioneiros do trabalho batista no campo fluminense. É o diretor administrativo dos Colégios Batistas Shepard e Brasileiro. fez parte do Conselho Nacional da Mocidade. O Prof Ampliato Cabral nasceu em Paraíba do Sul. Foi livre-docente de Latim do Colégio Pedro II. Foi redator d'O Escudeiro Batista.Í c. É o atual (1991) secretário-executivo da Convenção Batista Fluminense. Há 25 anos é o vice-moderador da Primeira Igreja Batista de Niterói. Tem sido consultor jurídico da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense. presidente da Convenção Batista Fluminense e.O Dr. Foi orador da 210. por várias vezes. E o redator d'0 Jornal Batista. Foi orador oficial da Convenção Batista Fluminense em 1978. Escreveu várias obras. algumas vezes. também em Campos. O Dr. Foi presidente da Junta de Beneficência da Convenção Batista Brasileira. É membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. da Escola Técnica Federal. também. por várias vezes. O Pastor Delcyr de Souza Lima nasceu em São Fidélis. no Rio de Janeiro. A Profa. Foi diretor do jornal Brasil Batista. Foi. e do Colégio Batista Fluminense. por muitos anos. Foi presidente da União Masculina Missionária Batista do Brasil. Foi professora do Liceu de Humanidades de Campos. Foi redator-secretário d 'O Jornal Batista. Tem exercido grande influência entre a juventude batista brasileira. Diretor do Seminário Teológico Batista de Niterói. Tem sido vice-presidente da Convenção Batista Fluminense. Ex-professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Pastor Waldemar Zarro. Filho do grande líder batista. Foi presidente da JUERP. Ocupou. É o autor de Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses (1891-1976). Foi. Foi. O Jornalista Óthon Ávila Amaral nasceu em Valença. É professora no Instituto Batista de Educação Religiosa. O Pastor Edgard Barreto Antunes nasceu em Macaé. também. O Pastor Joélcio Rodrigues Barreto nasceu em Campos. Foi presidente da Junta Patrimonial Batista do Sul do Brasil. Evangelista. Gilberto Maia nasceu em Campos. secretário da Junta Patrimonial Batista do Sul do Brasil. A Profa. presidente da União Feminina Missionária Batista Fluminense e membro da Junta Administrativa do IBER. Foi deputado estadual em duas legislaturas. professor na Faculdade Nacional de Direito e professor de Língua Portuguesa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. É filho do Pastor Antônio Maia. O Pastor Francisco Cerqueira Bastos nasceu em Itaperuna. O Pastor Ubiracy Dutra Gusmão nasceu cm Cambuci. O Dr Paulo Ribeiro nasceu em Sapucaia. Marlene Balthazar da Nóbrega Gomes nasceu em Barra do Piraí.

exercendo a magistratura na 5a. Ex-professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. no governo Celso Peçanha. É diácono da Primeira Igreja Batista da Barra da Tijuca. Jair Araújo nasceu cm Petrópolis. do Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira. Pr. O Dr. Juiz. publicada n'0 Escudeiro Batista. também. Estudou. apoiando os conferencistas através do Departamento de Evangelismo de sua empresa. Vara Criminal de Niterói. David Gomes. O Dr. 1960 e 1961. durante cinco anos.Convenção Batista Brasileira em 1977. Nélson Rocha nasceu em Itaperuna. por mais de dez anos. Fanini. O Dr. É membro do Conselho de Política Criminal do Rio de Janeiro. O Dr. Foi membro da Junta Administrativa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. ora na construção de templos para igrejas pobres. Vara da Fazenda do Rio de Janeiro. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense nos anos de 1959. nos Estados Unidos da América. vice-presidente da Convenção Batista Fluminense. José Silveira tilho foi redator da Página da Mocidade. O Dr. O Pastor Isaac da Costa Moreira nasceu cm Silva Jardim. tendo sido seu orador oficial por ocasião do Centenário dos batistas mineiros. Secretário de Saúde do Estado do Rio. O Pastor Iomael SantAnna nasceu em Três Rios. Foi presidente da Convenção Batista Mineira. Foi bem integrado no trabalho da juventude. É um bem sucedido empresário que tem cooperado grandemente para a expansão do Reino de Deus. e ao Pr. no tempo do secretário-executivo. . Tem sido orador em várias convenções estaduais. por várias vezes. Pastor da Primeira Igreja Batista de Ipanema. Teve grande influência no trabalho da juventude batista. São Gonçalo. O Pastor Osmar Soares nasceu cm Pureza. Pocurador do Estado. Foi professor do Seminário Batista Fluminense. Foi deputado federal. Ademir Pimentel nasceu em Bom Jesus. Foi diretor. O Dr. Ocupou a posição de secretário adjunto da Junta de Missões Nacionais do Departamento de Evangelismo. Foi membro da Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense. Ex-presidente da Junta de Educação da Convenção Batista Carioca. no período de 1982 a 1983. O Pastor Higino de Souza é grande obreiro no Estado de Minas Gerais. Foi membro de várias juntas da Convenção Batista Brasileira. Ex-presidente da JUERP. O Pastor Sebastião Ferreira nasceu em Petrópolis. Tem sido membro de várias juntas nacionais. É o atual Superintendente de Educação Religiosa da JUERP. Joel Pereira dos Santos é membro da Igreja Batista do Rocha. no Rio de Janeiro. ora na promoção de várias atividades evangelísticas. É Juiz de Direito na 4a. É pastor da Igreja Batista de Vila da Penha. Foi redator d 'O Escudeiro Batista e de Pontos Salientes. nos Estados unidos. José de Souza Gama nasceu em Niterói. O Pastor Arides Martins da Rocha foi. Cláudio Macário nasceu em Friburgo. a CLAMA Construtora. de Direito. deputado estadual. Foi vereador naquela cidade. Foi. 211. Foi membro do Conselho Estadual de Educação e de várias juntas da Convenção Batista Brasileira. Dá suporte financeiro a uma promoção evangelística do ex-missionário Perry Ellis. Foi vereador em Niterói. E Defensor Público e autor de oito livros sobre Direito. Foi presidente da Ordem dos Pastores Batistas Fluminenses. Técnico de Educação. O Dr. Fundador do Seminário Bíblico do Rio de Janeiro.

em tempos mais próximos de nós. no Departamento de Educação Religiosa da mesma junta. Estes aqui citados têm colaborado mais especificamente ao lado de nossas juntas estaduais. sendo sua esposa a responsável pela música. enviados por Richmond como missionários ao Brasil. também. ocupou a direção do Departamento de Música da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense. São eles: 1. além de ter sido pastor das Igrejas de Rio Dourado e Professor Souza. 3. Tem atuado como escritor de vários artigos em jornais e revistas da denominação. atuando com denodo e grande amor na obra de evangelização e assistência às igrejas. Quer ocupar-se da evangelização de estudantes. Particularmente em nosso estado. 212. queremos destacar o nome do Pastor Alvin Hatton (esposa: Kate). O nome daqueles missionários norte -americanos que se constituíram pilares no trabalho batista fluminense. Nolan Pridemore (esposa: Sheilah) — Trabalha (1991) com a Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense. Em 1991. Thomas Hearon (esposa: Bonnie) — Em 1990. iniciou o seu trabalho junto à JUBERJ. principalmente os universitários. 4. escolheram o Estado do Rio como seu campo de atuação e. Atualmente (1991). Damos destaque agora àqueles que. que. É jovem talentoso. Foi membro da Junta de Educação da Convenção Batista Carioca. Além destes missionários. mesmo não sendo missionário oficial ao campo fluminense. retornando à sua pátria. A cies somos gratos pela influência positiva e grande cooperação nos primórâios do trabalho do Senhor em nosso estado. o autor desta obra os menciona nos capítulos que dizem respeito à atuação específica de cada um. MISSIONÁRIOS DA JUNTA DE RICHMOND QUE COOPERAM COM AS JUNTAS ESTADUAIS FLUMINENSES A Junta de Richmond foi sempre fonte de apoio para o trabalho batista em nossa pátria. não têm poupado esforços no sentido de fazer continuar a obra iniciada por aqueles que os antecederam no campo missionário. além de atuar. Norvel Welch (esposa: Hattie) — Durante alguns anos. Clint Kimbrough (esposa: Dolores) — Por vários anos. Há dez anos é o Coordenador do Departamento de Publicações Gerais da JUERP. nele atuou. que atuaram diretamente junto ao nosso campo. Recebeu o título de cidadão Italvense. 2.O Pastor Josemar de Souza Pinto nasceu em Cardoso Moreira. trabalhou com o Departamento de Mordomia da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense. trabalha com a Junta de Evangelização da Convenção Batista Fluminense. 5. retirou-se do Brasil. dirigindo o Acampamento Batista em Rio Dourado — Sítio do Sossego. . esses queridos irmãos emprestaram sempre os seus esforços. Gregory Deering (esposa: Sharon) — Trabalhou com a Associação Batista Iguaçuana. deixando-a para assumir o cargo de Superintendente de Música da JUERP.

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B.Cândido Antônio M.Guedes Edmundo A.Portes Osmar Soares Iomael Sant'Anna Obadias d'Alcântara José S.Rosa N.201 247 746 SECRETÁRIO .Souza Manoel A.830 1.Souza Manoel A.Queiroz Waldemar Zarro L.B.354 1.Ferreira Herodice Bastos Herodice Bastos Edgard Barreto Edgard Barreto Edgard Barreto Walter Santos Judson G.Silva SECRETÁRIO ORADOR OFICIAL Ebenézer S.Siqueira Elias Portes Filho Alberto Araújo A.Bastos Josué G.Souza Manoel A.de Sá Ebenézer S.da Silva Waldemar Zarro Raphael Zambrotti Abelar S.Christie Manoel A.Cidaco Nelly Soares Ferreira Jairo Moreira Josué E.Ferreira Ebenézer S.Souza Osmar Soares Osmar Soares Osmar Soares João B.Souza Manoel A.Amaral Óthon A.Christie Erodice F.Souza A.M.Fanini Ebenézer S.610 1.Reis Gutenberg F.575 720 860 910 1.Guedes J.° de Mens.Christie Israel Pinheiro João B.724 1.871 757 1.Ferreira Ebenézer S.Souza Manoel A.Cerqueira Edgard Barreto Diocezir Alberto Judson G.Souza Manoel A.060 1.Carvalho Ampliato Cabral Óthon A.Amaral Silas Q.de Carvalho Harold Renfrow Jurandyr G.de Frias Arides M.Ferreira Ebenézer S.623 978 1.Siqueira Raphael Zambrotti Dalson P.Bastos Waldemar Zarro Elias Vidal José de Souza Herdy Nilson A.Fanini Nilson A.Souza Manoel A.J.Ferreira Fidélis M.Christie Manoel A.° de Mens.Fanini Ebenézer S.Ferreira Ebenézer S.Cerqueira Josué G.Antunes Ebenézer S.Siqueira Josué Santos Ageu Neto J.Bentancôr Isaías M.Soares Joaquim P.Ferreira Elias Vidal Elias Vidal Gutenberg F.Fanini Nilson A.Ferreira Ebenézer S.Ferreira Elias Vidal Elias Vidal Elias Vidal Erodice G.Rocha Óthon Ávila Amaral Mauro Israel Moreira Daniel O.Barreto da Silva Wilson Régis Fidélis Morales Abelar S. PRESIDENTE 608 1.Carvalho José A.Antunes Ebenézer S.088 ORADOR OFICIAL Virgílio Faria João B.S.388 1.Ferreira Ebenézer S.Ferreira Ebenézer S.Cerqueira Josué G.Silva 749 1. PRESIDENTE 126 149 180 243 251 173 206 253 256 210 317 325 153 315 292 397 480 482 225 355 332 338 340 379 312 555 349 418 644 Manoel A.Souza Manoel A.Silveira Orlando Alves Erodice F.da Rocha Daniel A.Bastos Ampliato Cabral Ampliato Cabral Óthon A.B.da Silva 'Virgílio Faria José Basílio Fidélis Morales Fidélis Morales Alberto Araújo Virgílio Faria Alberto Araújo Alberto Araújo Raphael Zambrotti Osvaldo Ronis Raphael Zambrotti Raphael Zambrotti Raphael Zambrotti Raphael Zambrotti Osmar Soares Samuel de Souza Samuel de Souza Itamar F.Bentancôr Elias Portes Filho Plácido Moreira Abelar S.Ferreira Ebenézer S.Souza Manoel A.Souza A.318 518 567 1.Souza A.Ferreira Nilson A.Ferreira Nilson A.Amaral Éber Silva Erly B.Ferreira Edgard B.Amaral Erly Barros Bastos Erly Barros Bastos Óthon A.Herdy Silas Q.Souza Nilson Dimárzio Ebenézer S.Ribeiro Itamar F.Ferreira Ebenézer S.Antunes Elias C.758 957 973 1.Souza Jairo Malafaia Samuel de Souza Elias Vidal Elias Vidal Elias Vidal Ebenézer S.Ferreira Fidélis M.Bratcher Antônio S.B.Souza Manoel A.Antunes Edgard B.Souza Raphael Zambrotti Waldemar Zarro Waldemar Zarro Waldemar Zarro Waldemar Zarro Waldemar Zarro Manoel A.Ferreira Edgard B.924 748 1.Ferreira Samuel de Souza Mauro Israel Moreira Edgard B.Teixeira Francisco M.S.Fanini Nilson A.ANO LOCAL 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 São Fidélis Macaé Niterói Campos Pádua Macaé São Gonçalo Campos Natividade Macaé Portela Petrópolis Campos Itaperuna Niterói Campos Campos Campos Campos Niterói Itaperuna Campos Macaé Petrópolis Campos Niterói Macaé Campos Campos ANO LOCAL 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 Nova Iguaçu Niterói Campos Não houve Pádua Niterói Friburgo Bom Jesus São João de Meriti Campos Caxias Volta Redonda Itaperuna Macaé Nova Iguaçu Nova Friburgo Volta Redonda Caxias Campos Niterói Teresópolis Caxias Três Rios São João de Meriti Nova Iguaçu Itaperuna Caxias Rio Bonito Campos N.Fanini Ebenézer S.Queiroz Manoel A.

Cyala.de Souza.Nogueira. Auli Fiaux. Alfredo Neves Brun. Aeedino Vieira. Alberto Seiro Oki. Célio Rubens Pinto. Carlos Alberto C. Alceir Faria Pereira.da Silva. Aeir Menezes. Cássio Peçanha de Souza. Antônio Cardoso Coelho. Cléber Lemos de Almeida. Álvaro Lamóglia de Oliveira. Augusto Soares Guimarães. C Camilo Fernando Caldas. Cerino Moura da Cunha. 216.RELAÇÃO DOS PASTORES DA CONVENÇÃO BATISTA FI EM IN ENSE — 1991 — A Abel Ribeiro de Souza. Carlos Teixeira Barbosa. Antenor Carvalho A. Antônio José Vieira.Júnior. Ademir Fernandes. Aylpton de Jesus Gonçalves. André Alves Nogueira. Benício Ribeiro. Amaro da Silva Vicença. Adair Ribeiro. Alcides de Oliveira Souza. Aldevino Werdan Coelho.Cindra. Augusto Tavares Corrêa. Cláudio Vágner de A. Carlos Alberto da Silva. Augustinho Silva. Carlos Luiz Pereira. Aberaldo da Costa Eroes. Almir Francisco Pereira. B Balbino Motta. Aluísio Ayres da Silva. Carlos Alberto F. Ari Santos da Costa. Júnior. Adilson José de Oliveira. Arnou Oliveira dos Anjos. Celso Pereira da Silva. Aroldo Sarlo. César Lourenço. Antônio Alves Anuda. Ageu Neto. Celso Gonçalves Cavalcanti. Assis Borges Xavier. Alcebíades Siqueira. Aécio Pinto Duarte. Ageu Ramos Bcrnardino. Adam Bodnarask. Alcidino Monteiro.de Andrade. Alberto Araújo. Cândido Gomes Siqueira. Alverino Galdino Alves. Antônio Alves de Almeida. Ailton Monteiro. Aey Eugênio Gonçalves.Trindade. Benjamin Moura Marques. Amaury José Boaventura. Carlos Nascimento. Arnaldo Stellet. Antônio Siqueira Campos. Ademiel Sant'Anna. Alfredo Ananias Pereira. Amilse Pereira Baptista. Amós da Silva Pedro. Bartolomeu Ferreira. Antônio Moreno Borges.Martinez. Célio Ferreira Magalhães. Alcides Conejeiro Peres. Adilon Joaquim da Silva. Azair Pereira Corrêa. Altamiro Pereira. Alcionc Tadeu dos Santos. Alicio Moreira de Almeida. Ageu de Oliveira Pinto. Carlos Augusto M. Adão Alves de Oliveira. Alcino da Silva Ferreira. Altamiro Mariano. Alei Chagas Rodrigues. Celso Fortunato S. Antônio Pereira Gomes. Abraão Freire Costa. Antônio da Costa P. Alceu Campos de Menezes. Antônio Geraldo de Mendonça. Adelino Pereira da Fonseca. Argemiro Bittencourt. Aloísio Barreto da Silva. Adelmo Coelho de Oliveira. Adilson Menezes de Souza. Benedito Moreira da Costa. Carlos Roberto R. Almir Wagner P. Adilson Joaquim da Silva. Arlindo Pereira R. Arides Martins da Rocha. Ademilton de Souza. Antônio Ferreira Maciel. Cláudio Nunes Pereira. Abenézer da Silva Cunha. Aleanir Ribeiro. Antônio João Crispim. Amaro Alves de Lima. . Carlos Coelho Franco.Gonçalves. Carlos de Amorim Carretero. Ângelo Eder Collares. Carlos dos Santos Franco. Alex Soares da Fonseca. Arildo Borges Xavier. Alcendino Marques Pereira. Carlindo André dos Santos. Anízio César S. Antônio Queiroz dos Santos. Aurelino João dc Souza. Abraham Carneiro de Campos. Altair Dias SantAnna. Aldair Antunes de Souza. Antônio Muniz da Paixão. Ataniel Oliveira Lima.

Domingos de Souza Medeiros. Erodice Gonçalves Ribeiro. Eugênio Alves dos Santos. Eli de Oliveira Pinto. Gedeão Bispo de Souza. Francisco Gomes C. Eril Souto dos Santos. David Eliel Schier. Daniel de Almeida e Souza. Francisco Cerqueira Bastos. Francisco Quirino da Costa. Enock Jesus dos Santos. Enéas Soares Menezes. Edson Honorato de Barros. Francisco Ricardo Leite. Demétrio de Souza Nunes. Edis Pereira de Andrade. Emanoel Fontes de Queiroz. Eduardo Azevedo de Carvalho. Eli Carvalho de Sá. Elieser Mancebo Reis. Éber Silva. Dario Francisco de Oliveira. E Ebenézer Soares Ferreira. G Gaspar Carneiro de Araújo. Francisco Gomes de Souza.de Souza. Genecy Jardim Farizel. Edson Fernandes Távora. . David Pandino Filho. Crisliiio José da Fonseca. Francisco Luciano da Fonseca. Edson Pinheiro Pedersane.Filho.Santo. Eliacyr de Almeida. David Leopoldino de Mattos. Daniel Mauro Watcher.Azeredo. Esmeraldo Veiga Sales. Elias de Oliveira Nogueira. Edgard Barreto Antunes. Francisco Lopes Muniz. Edison Silva do Nascimento. Eli Cabral. Daniel de Oliveira Cândido. Francisco José dc S.do Nascimento. David Pereira de Andrade. Fernando dos Santos. Daniel Maurício Brun. Eduardo Fernandes Sarmiento. Francisco Terceiro da Cunha. Eli Santos Vieira. Érico Porto da Silva. Geazy Simplício. Francisco Machado Rodrigues. Diocesir Alberto. Ezequiel Pimentel de Matos. Emilton Silva. Edno dos Santos Ferreira. Doriscélio de Souza Pinheiro. Francisco Batista Neto. Crispo Sóstenes F.Clério Boechat de Oliveira. Genâncio Gomes Rodrigues. Demerval Dias de Oliveira. Eliseu Roque do E. F Fernando Ccsar FXrindade. Edinaldo Pereira. Francisco A. Everaldo Pereira França. Daniel Clementino da Silva. Francisco Evaldo Schumacher. Genecy Damasceno Pinheiro. Élcio Augusto dos Santos. Francisco Antônio de Amorim. Francisco de Oliveira. Edelton Barreto Antunes. Daniel Moreira. Eliazib Gonçalves Rosa. Djalma da Silveira Belleny. Eli Souza de Matos. Edmundo Antunes da Silva. Estevam Mendes. Durvalino José Lopes. Edson Péterle Vieira. Clint Kimbrough. Daniel Fonseca Vianna. Élbio Delfi Guimarães. Demerval Oliveira da Silva. Décio Vcrnay da Silva. Durval Borges. Ezcquias Valério de Souza. Dejalma Galdino Nogueira. Francisco Barbosa Oliveira. Erli dos Santos. Daniel Lincoln de Almeida. Delcyr de Souza Lima. Filenilo Vicente Neves. Denival Silveira de Oliveira. Dario Gonçalves Braga. Eronides Sindra. Elias Valério de Souza. Edmilson Bartolomeu.Crespo. Elias Carvalho de Sá. Edys Silva. Genildo 217. Ednezer Faria. Edson Palmeira Barbosa. Esdras Aguiar Leão. Eugênio José Pinheiro. Edvaldo Batista de Souza. Eduardo Alves Braga. Edmar Guimarães Pereira. Eimaldo Alves Vieira. Fernando Sérgio T. D Daniel Carvalho de Almeida.

Jehu Martins de Araújo. Jairo Moreira. Izael de Souza Nascimento. Helci Braga Marinho. Joel André dos Reis. Gérson Moreira. H Hamilton Nunes de Souza.Cunha da Silva. Cieraldo Geremias. João Ricardo Perisse Dias. Joaquim dc Paula Rosa. Isaías Gonçalves Vieira. Jocis Godoy. Isael Pessanha de Souza.Santos. Izaquiel Rosa de Moraes. Jamil Gomes de Oliveira. Joel Batista de Souza. João Miguel. Heleno Ferreira de Amorim. Genoci Pacheco de Rezende. João Batista C. Ivo Dutra de Matos. Gérson Januário. Hudson Padilha de Oliveira. Isaías Lopes Pinheiro. Jeoírances Nogueira Soares. I lomael Sant'Anna. Henrique Antônio C. Ismail de Oliveira Ribeiro. João Marcos Pinto Carvalho.Rangel. Isaías Pereira dc Barros. João Francisco Soares. Gessy Fructuoso. Ismael José Ferreira. João Alexandre dos Santos. Joel Reinaldo da Costa. João José Soares Filho. Joaquim da Silva M. Isaac da Costa Moreira. Israel José Pinheiro. Joel Ferreira da Silva. Isaías Filho. Higino Dominguez Esquivei. Gérson Mello de Oliveira. Genival Assunção Chaves. Givaldo da Silva Lima. Jessé Claudi Pinto.Araújo. Geraldino Ferreira Bastos. Isaías Barcelos de Oliveira. João Teixeira de Lima.opes de Menezes.Gomes. Hélio Jorge. João Baptista Paulo Guedes. Gilberto Gonçalves Pereira. Jaly Chaves Menezes. Jair de Souza Leite. Isaías Coelho da Palma. Hudson de Oliveira Dutra. Ivonilson Rocha de Oliveira. Geraldo Gomes. Ismael Gomes de Souza. Ivo Lopes Corrêa. Isaías Gomes de Castro. Gilmar Olegário de Moraes. João Batista dos Santos. João Corrêa da Rocha. Israel Ramos de Avellar. João da Costa Santiago. João Francisco Silveira. Genivaido das Chagas. Ivo Nogueira. Isaú Tavares. Ismail de Oliveira Rodrigues. Geraldo Marcelo. João Lopes Filho. Jaci Palhinha de Figueiredo. Joel de Souza Maciel. João Rodrigues de Souza. Geny Barreto Viana. João Luiz da Silva. João Martins da Costa. Geovani Ribeiro. Gervásio Nogueira. Jailton Barreto Rangel. Getulio Rodrigues Vargas. Israel da Silva Alecrim. Jessé Vieira Peixoto. J Jabs dos Santos Leão. Itamar Francisco de Souza. Jacy Carvalho. Hélio dos Santos. Geraldo de Almeida Pires. Hélio de Souza e Silva. Hélio Moreira da Silva. Hcnos Dias dos Santos. Jairo Luiz Pereira. Ismael Franco de Oliveira. Geovani Colares Silva. . João Fernandes. Haroldo Rodrigues de Jesus. Honorato de Almeida. Jânio Cosendey Nunes. Itaquaracy Santos. Jader Oliveira Terra. Jairo Araújo Motta. João Bueno Peres. Izaías Querino.Neto. Iracy Ferreira da Costa. Joás Pereira. Isaías de Souza Gonçalves. João Reginaldo da Costa. Gilson Carlos S. João Eduardo da Silva. Joélcio Luiz Soares. João Antônio Amorim. João José Christino. Gerson l. Janary Chaves da Silva. Heitor Antônio da Silva. Hélio Cordeiro de Mello. Jerônimo Nunes Patrício. Isaías Vasconcelos Aguiar. Heleno Bissonho Reis. Iran de Medeiros Lopes. Irênio Silveira Chaves. Isaías Moreira Frias. Jacy Paulo de A. Jonas 218. Gladistônio Vieira. Jadir Félix da Silva. Jair Silva Costa. Isaías da Silva Pimentel. Hudson Galdino da Silva. Joaquim Gregório de Oliveira.

Jorge Luiz Gouveia Vieira. Milton Gomes Barbosa. Jorge Cabral da Silva. José Maria A. Juveiino Netto Filho. Miguel Carvalho de Souza. Jorge Coelho de Oliveira. Maurílio Moraes. Jovelino Luiz Coelho. José Lopes da Cunha. José Lopes. José Meirelles. José Baltazar Oliveira. I. José Francisco Velos o.de Melo.Mendonça Sales. José Armando Soares Cidaeo. Mário Moraes. Meraci Luiz Freitas. Ledir Cindra.Vieira. Marluiz Stelet da Silva. Malvino Corrêa. Marcos Antônio do Nascimento. Luiz Benedito Netto. Josué de Araújo. Josué Ebenézer S. Joventino Rodrigues da Silva.Araújo. Mário dos Santos Couto.A. Manoel Dias de Oliveira. José Rodrigues de Azevedo. Luiz Antônio R. Josélio Gomes de Souza. Moacvr Cunha. Júlio César Miguel Rangel. Manoel Rodrigues Cabreira. Mauro Robson Eormaggini. Josué Félix da Hora. Luiz Eugênio C. Jorge Bertoldo da Silva.dos Santos. Moacir Corrêa dc França. Moadir de Oliveira Lima. Malton Louzada. José Porto. . Jorge Azevedo da Silva. José Celestino de Barros. Josué Rodrigues da Costa. Luiz Carlos Corrêa Xavier. Moysés da Silva Cunha. José Juvêncio da Silva.Tougeiro. Josias Vieira. José Cláudio Reis Santos. Marcos Alex Peres de Araújo. José Carlos C. Marcionílio Alves de Souza. José Maria de Souza. Manoel de Jesus Pereira. Lélio Barros. José Polegário S. Josué Garcia Cerqueira. José Luiz Pereira. Márcio Antunes Vieira. José Arcanjo da Silva. Josué Cardoso dos Reis. Jorge Pereira de Oliveira. Manoel Bento da Silva. José de Mattos Padilha. Lino Evangelino da Frota. Josué Tavares Pereira. Moysés Guimarães. José Maroni. Jorge Luiz Carvalho e Silva. Jorge Lopes. Moisés Pereira Almada. José Martins Capetins. José Gomes do Couto. José Carlos da Silva. Jorge Cruz. José Roberto da Silva. Maximiro Mariano. Mauríüo Gomes da Silva.iodir Barreto de Aguiar. Jorge Hélio P. Marcelino Domingues Netto. Jorge Evanir da Cruz. Manoel de Jesus B.Filho. Moisés da Silva Santos. José Rodrigues de Menezes. Luiz Antônio G. Marilton Barbosa Rocha . Luiz Carlos S. Manoel Vieira de Menezes. Josué Campos Macedo. Jorge José da Silva. José Abílio Dantas. Milton Luiz Ribeiro. Manoel Dias Machado. Mispcrete Urculino da Silva.Paiva. Licínio laylor. Jorge de Oliveira Bezerra. Juarez de Castro. Josué Campanhã. Mércio dos Santos. Jota de Souza Paula. Mário Henrique Herdy Leão. 219. Mamede Oracaí. Jorge Costa. Jorge Luiz S. Luiz Carlos de Carvalho. Luiz Carlos de Souza. M Madson Paulo de Carvalho. Moisés Leal. Júlio Botelho Filho. Marcos de Souza Kobi. José Pereira Lino. José Benício da Silva. Jorge Benfeito. Manoel da Conceição.Oliveira.de Souza. José Pinheiro.de França. Mauro Israel Moreira. Jônatas Soares. José Branth Fernandes. José Geraldo Tavares. José de Araújo Couto. Maurício Teixeira da Silva.Fernandes. Jurandyr Ferreira Neto. Josc Quintanilha Corte Real. Luís Henrique Faria Mendel. Max Henrique dos Santos. Lourenço Santos Queirós. Manoel de Almeida Campos. Judson Garcia Bastos. José Maria M. José Pereira da Silva. Leci Barbosa. L Laudino Marinho da Silveira. Mood Vieira Martinho. Moacir Pereira Cardozo. José Regiani. Jonas Vieira Lima.Soares.

Neemias dos Santos Lima. Raimundo Nonato Bruno. Ozéias Ramos de Farias. Raphael Zambrotti. Pergentino S. Nivaldo Aparecido Cavallari. Ronaldo Cabral Lopes. Paulo de Souza Nunes. Olivaldo de Souza Lucena. Nilson Cipriano Bastos. Nilson Babo da Silva. Olímpio de Carvalho Filho. Natanael Cirqueira Santos. Porphiro Nunes Campos. Natalino Corrêa Grama. Osmar Soares. Osmar Ximenes. Oneil de Oliveira Carvalho. Pedro Mendes da Silva. Nery da Silva Camargo. Rafael Antunes Vieira. Nilo de Souza Coelho. Ozias Duarte. Nataniel Cordeiro. Paulo Zarro de Freitas. O Obadias Ferreira D'Alcântara. Nilson do Amaral Fanini. Rubem Antônio de Moura. Roberto da Siiva Carvalho. Nathan Fsperidon. Olávio Dias dos Reis. Paulo Braga Tavares.N Nabor Joaquim da Silva. Nilson Nobre de Oliveira. Pedro Salvador de Azevedo. 2. Paulo César de Oliveira. Nataniel Ferreira Velasco. Renato Braga G.Duarte. Nogni da Silva Brant. Ruy Alves de Carvalho. Odilon José de Almeida. Romilton Gomes Ribeiro. Ronaldo Carneiro Nascimento. P Paulino Ferreira Campos. Pedro Oscar M. Paulo César Lima Gaspar. Raimundo Corrêa Santos. Nilson Borcard da Fonseca. Paulo Luiz de Oliveira. Oscar Macedo dos Santos. Roberto A. Nemêzio Fernandes Carvallio. Rogério JoséT. Oswaldo Cláudio Napolião. Otaciano Lourenço Gomes. Raulino Miguel da Silva. Pedro Heitor dc Faria. Roberto R. Oscar dos Santos. Romeu Maciel dc Azevedo. Oswaldo Luís Gomes Jacob. Paulo da Rocha Sias. Newton Bernardo. Paulo Sérgio Fonseca. Oswaldo Gomes.Silva. Raul Barreto. Ruivaldo Nolasco. Nicanor José Marinheiro. Neil de Oliveira Carvalho. Nilson Barreto Mendonça. Nargino Marcila dos Santos.de Morais. Nolen Gene Pridemore. Nilson Dimárzio. Prazídio Bernardo. Romes Pires de Araújo.da Costa. Nilo Sérgio Rodrigues Brito. Paulo Renato P. Nilton Soares Bellizzi. Ozéas Dias Gomes da Silva. Nélson da Motta Reis. Pedro Alves de Freitas.20 . Nilo Gomes Sobrinho. Onório Antônio da Silva. Paulo Eduardo Gomes Vieira. Ronem Rodrigues do Amaral. Rômulo Batista de Jesus. Oswaldo Reis do Amaral. R Rabereo Vieira Faria.. Ozires da Siiva Marques. Paulo Cezar Pereira Lima. Ozéas de Alves Baptista. Rubelino Ignácio da Cunha. Nélson Salustiano de Lima. Nivaldo Antunes Silva. Paulo Enilton Baldovv.da Silva. Rui Santos de Souza. Otony Francisco de Faria. Nemézio Santos. Nélson André dos Reis. Paulo Barcelos da Costa Júnior.da Silva. Nilton dc Souza Melo. Othao Deberg. Onício José de Jesus. Nilson Gomes Godoy. Paulo Lopes Pinheiro. Nicanor Felisbino. Paulo José de Landes. Nadil Dias Neves.Alcântara. Renato da Silva Dantas. Roberlan O.Cabral. Paulo César Vieira. Paulo Sérgio Feijolli. Ronaldo Gomes de Souza.

Scverino Ferreira de Melo. Walvique Soares Henriques. Sylas Pimentel. Saul Valle dc Souza. Silas Batista. Sirlei Moreira Dutra. Weston de Azeredo Araújo. Waldir Rocha. Samuel Leite Fonseca. Waldevino da Silva Teixeira. Silas Ribeiro de Souza.dos Santos. Victor Vicente figueiredo. Valter Gomes Pereira. Sebastião Martins da Mota. Wilson Gomes Dutra. Walter Santos. Saulo Luiz. Zózimo Durval.Gomes. Silas Quirino de Carvalho. Walter Corrêa. Walter Luiz Curty. Sebastião José Gomes. Sebastião José de Matos. Zaqueu Matias dos Santos. Stanley John Oliver. Waldelino de Souza Marques. Waldir Pinheiro. Silas Batista S. Zenilzo Alves de Souza. Walter José Rodrigues. Zilmar Ferreira Freitas. Z Zamir Corrêa dos Anjos. V Valdemiro Rosa Pereira. Sócrates Oliveira de Souza. Sérgio da Fonseca. Walter Joaquim de Mattos. Valdir Genaio. Waldir José da Silva. Walter Velasco. Sérgio Luiz Z. 221. Samuel Lima. Walter da Silva Vieira. Sebastião Carlos Baptista. Vanildo Cavalcanti Andrade. Valério S. Sebastião Teixeira Santana. Sebastião José de Oliveira. Sebastião Peixoto Silva. Sebastião Xavier Filho. Sinval dos Santos. Waldir Nunes. Samuel de Souza. . Vanderly Alves Marinho.Macri. Silas Ferreira. Sílvio Rafael A.s Salvador Mendes de Oliveira. Sebastião Gomes Sobrinho. T Teodomiro Mendez Delgadilho. Walcir Ney de Souza. Sebastião Madeira. William de Souza. Wilson da Silva Almada. Walter Ivantes. Uilas Moreira da Silva. Sérgio Fernandes da Costa. W Wagner Heringer. Silas Rodrigues Verdan. U Ueliton Soares de Souza. Vanderlei Machado dc Souza. Sílvio Martins. Sérgio Giacomin.Lima. Silas da Costa Moreira. Silvene Corrêa das Flores. Sebastião Lopes. Vanderlei Gomes Marinho.

Ebenézer Soares Ferreira. Às 9h30m. Antônio Coelho Varella. Geraldo Geremias. b. Éber Silva. Foram visitados: O Colégio Batista. d. Henrique Queiroz Vieira. Antônio de Souza. apresentou a mensagem. a Sociedade Patrimonial Batista de Campos. por muitos anos. João Barreto da Silva. Essa foi uma homenagem póstuma do campo fluminense àqueles obreiros que tanto deram ao trabalho batista em nosso estado. Às 14 horas. porém. fizeram com que houvesse necessidade de a inauguração ser realizada naquele templo. 258. Às llh30m. presidente da Junta de Beneficência. foi convocada uma assembléia extraordinária da Convenção Batista Fluminense. Leobino da Rocha Guimarães. como presidente da UFMBP. 3. O legado deixado aos pastores — Pr. o Seminário Teológico Batista Fluminense. Ruben Coelho dos Santos. embora estivesse planejada para a sede da própria instituição. no Cemitério do Caju. foi feita visitação às entidades da denominação sediadas em Campos. É mais uma entidade filantrópica. Jurandir Gonçalves Rocha. Mensagem: "A Imorredoura Gratidão" — proferida pelo Pr. secretário-executivo da União Missionária Masculina Batista Fluminense — UMMBF. cuja esposa foi. organizado naquela cidade em 1963. ali estabelecido desde 1914. Aildes Pereira Soares. . Faria. deu-se a organização do Lar Batista Profa. O auspicioso acontecimento foi celebrado com intensa e variada programação. Às 8h30m. O legado deixado às senhoras — Profa. de que constaram as seguintes partes: 1. Gilson Carlos de Souza Santos apresentou relatório da entidade e o Pr. Guarus. Além de cânticos por um grupo de órfãos. Representando as diversas organizações. que se realizou no templo daquela igreja. Levi Silva. João Batista Paulo Guedes. Campos. houve a visitação às sepulturas dos pastores Joaquim Fernandes Lessa. João Marcos Barreto Soares. Gentil C. O legado deixado aos homens — Prof. Virgílio Faria. Os presidentes e executivos das quatro juntas da convenção falaram e os presidentes 222. Genilda Terra. A chuva que caía sobre a cidade e a grande afluência de mensageiros de várias partes do estado. O legado deixado à mocidade — Pr. aluna do Colégio Batista Fluminense. Painel: — Dirigiu essa parte o Pr. Élcia Barreto Soares. Edgard Barreto Antunes. no dia 23 de março dc 1991. O Pr. foi realizada a sessão solene. secretário-executivo da Juventude Batista do Estado do Rio de Janeiro — JUBERJ. 2. secretária-executiva da União Feminina Missionária Batista Fluminense — UFMBF. presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro — OPBERJ. Fidélis Morales Bentancôr. no templo da Primeira Igreja Batista de Campos.CENTENÁRIO DA PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE CAMPOS Para comemoração do centenário da Primeira Igreja Batista de Campos. O programa foi dirigido pelo Pr. tem dado grande apoio a esta entidade. falaram os seguintes irmãos: a. ali sediada desde 1918. presidente da Convenção Batista Fluminense. Antônio Soares Ferreira. que está sediado à Rua Tancredo Neves. A Profa. de caráter orfanológico. Nilson Godoy. usou da palavra o Prefeito Anthony Matheus. c. A reunião aconteceu no templo da Primeira Igreja Batista de Guarus. A gratidão dos legatários — Dirigiu essa parte o Pr.

Obadias d'Alcântara. Foram homenageados os já falecidos. Obadias d'Alcântara. 5. Por exemplo. que dela é pastor desde novembro de 1969. já tem importantes peças no seu acervo.da 27 associaçoes representaram-nas informando o número de igrejas de que se compõe cada uma. Ebenézer Soares Ferreira. presidente da Convenção Batista Brasileira e pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. muito se esforçou para abrilhantar a programação. foram prestadas homenagens aos pastores que exerceram ministério na Primeira Igreja Batista dc Campos. foi apresentada a apoteose intitulada "Preparados para um novo tempo". como marco histórico. O museu. Foram também inauguradas várias placas com frases alusivas aos pastores referidos. Raphael Zambrotti. foi colocada a grande pedra. Inauguração do museu e homenagens — Às I7h30. usado na celebração da Ceia do Senhor. Fausto Aguiar de Vasconcelos. João Fernandes da Silva Neto. O ponto alto da solenidade foi a mensagem proferida pelo Pr. inaugurado também naquela ocasião. que pastoreou aquela igreja por mais de dez anos e Pr. No final da programação. cujo ministro de música. dele faz parte o cálíee único. 4. passou a direção dos trabalhos ao Pr. nos primórdios do trabalho batista em Campos. que servia de soleira ao primeiro templo construído no Brasil. Ao lado do templo. o presidente. lavrada. O hino oficial era de autoria da professora Glória Avelar Campos. Pr. A música esteve a cargo da Primeira Igreja Batista de Campos. que dirigiu todo o restante da programação. foi realizada a segunda sessão solene daquela assembléia. Segunda sessão solene da Assembléia Extraordinária da CBF — Às 19 horas. Após a abertura. 223. . além daqueles que presentes estavam à Solenidade — Pr.

Aqui transcrevemos esse capítulo: " À diligência e ao dinamismo de Christie se deve o progresso extraordinário que o Estado do Rio batista alcançou em poucos anos. onde. O segredo é que ela não é minha e o seu dono me chamou como mordomo para desenvovê-la. de autoria do autor desta obra.Theron Rankin. nós estamos cônscios. Pode escrever isto para que possamos apreciar? — Bem. profundamente cônscios de que os resultados alcançados não são de nosso planejamento e labor lá.B. Ele disse: "Sem mim nada podeis fazer". no capítulo XIX. então secretário da Junta de Richmond. 1? de junho de 1951 Agradeço-lhe sua carta de 15 de maio. Devemos considerar também 225. anos após anos. fundando igrejas e fazendo-as compreender que deviam sustentar-se por si mesmas.Capítulo XV o segredo do crescimento do campo batista fluminense A que se deve o vertiginoso crescimento do campo batista fluminense? A resposta. os seus colegas missionários e os seus superiores de Richmond inquiriram: — Qual é o segredo de sua obra? — Ela não é minha obra. o Dr. se acham as palavras do próprio missionário Christie respondendo à pergunta "Qual foi o segredo de sua obra?". Christie lhe endereçava a carta que segue: 'Corpus Christi. posso escrever alguma coisa. A Cristo devemos colocar em primeiro lugar. Poderíamos saber qual o segredo do seu sucesso? Queríamos saber quais os métodos que adotou. É o campo missionário que apresenta mais frutos no mundo. mas posso adiantar-lhe que os nossos métodos foram simples e não irão espantar ninguém. Christie e disse-lhe: — Estou deveras maravilhado com o trabalho que o irmão realizou no Estado do Rio.Christie. Sendo Pobre Enriqueceu a Muitos. Em 1951. nós a encontramos no livro A. . Sempre impressionados com esse desenvolvimento. Apesar de termos tido parte na evangelização do Estado do Rio. Sou-lhe grato pela sua manifestação de apreço ao trabalho missionário que tem sido feito no Estado do Rio. Dias depois. M. chamou o Dr.

porém não tínhamos um plano definitivo para seguir. na sua maioria. Tínhamos uma idéia. O Evangelho ou o Novo Testamento é o encorporamento da verdade. recursos para a expansão e manutenção do trabalho. trazidas às igrejas e estas se sentirem cônscias de que deviam sustentar o seu trabalho. A natureza do povo no Estado do Rio facilitou a promulgação do evangelho. Os descendentes de alemães e suíços evangélicos que haviam imigrado para o Brasil herdaram um espírito evangélico também e o número deles era bem considerável no Estado do Rio. Ela . esta sua declaração é uma declaração também dinâmica e por isso tenho buscado rodeios para ver se acho a resposta. O rico não devia ser avarento. Entramos no Estado do Rio com um simples ideal.Crosland começou ensinando às igrejas a dependerem de si mesmas.S.Dunstan doutrinou as igrejas e D. A.aqueles que nos antecederam nesta obra. Entramos em seus trabalhos e encontramos um campo fértil. Eu sabia que nada poderíamos realizar sem Cristo. porém o número era diminuto em comparação com o campo que tinha uma população de dois milhões de pessoas para serem evangelizadas. por fundos missionários e administradas por missionários. Pois bem.L. diz que gostaria de obter a fonte ou o dinamismo que produziu estes resultados das igrejas se sustentarem a si mesmas e ao seu trabalho. com o estabelecimento da República Brasileira e com a liberdade dos evangélicos dc realizarem sua obra missionária. O Estado do Rio era um campo fértil e pronto para a sega quando nós para lá fomos. Unhamos um começo. Em sua carta V. O rico e o pobre igualmente são mordomos. em 1908. Era um povo largamente rurícola. com a Abolição da Escravatura. Olhando os anos idos verifico agora que seguíamos princípios e deixamos ao tempo e às condições determinarem os métodos. Nós éramos da Videira Verdadeira e também a Lavoura de Deus e para sermos consistentes com os princípios de mordomia entendemos que tínhamos que produzir o material necessário. O missionário S. possuindo uma mente aberta e um espírito democrático. desprovidos de preconcebidos planos e métodos.D.L. amigo. O povo era a fonte e a verdade era a força dinâmica que produzia igrejas que por si mesmas levavam avante o seu trabalho. O levantamento do liberalismo (1810-1890) começou com a abertura dos portos e veio culminar com a Independência do Brasil. Elas eram sustentadas. Havia 11 igrejas com um total de 1400 membros quando chegamos à Missão Campista. São fáceis de serem evan gelizados e têm-se tornado um elemento importante para a evangelização das cidades bem como para o fortalecimento das hostes ministeriais. um eterno princípio para ser praticado. mesquinho em auxiliar o pobre e este por sua vez não devia deitar-se e ficar à espera de que o rico faça o que ele pode e deve fazer. A Mordomia é um fato.Ginsburg foi o semeador.

A igreja deve ser uma democracia em ação na qual os membros conheçam e defendam seus direitos. 4. 3. Tem-se dito que um missionário não gostou de trabalhar com igrejas que se mantinham a si mesmas. O princípio da autonomia — Uma igreja autônoma não reconhece autoridade humana fora de si mesma nem de qualquer organização dentro de seu seio. pessimismo que declara que isto ou aquilo não pode ser feito. por seu turno. Infelizmente a escandalosa voz do pessimismo é ouvida com mais freqüência que a humilde voz da vitória. ensinados e seguidos. Todavia. Sim. criadora de ideais e geradora de forças que nos impelem a seguirmos um alvo. Uma igreja dessa natureza está no caminho do sustento próprio. como uma expressão voluntária e como prova de mordomia era o mais rápido caminho para atingirmos ao sustento próprio. O princípio da mordomia — Este é um eterno princípio. a qual. Nossos métodos poderiam ser um fracasso em outras terras ou sob outras condições. Pensamentos negativos produzem somente atitudes negativas. Não tenho sugestões concernentes aos métodos que devem ser usados. ele dizia que uma vez que o auxílio financeiro cessou. Isto é. ele perdeu o controle que tinha sobre elas. A verdade. A Verdade. As igrejas cooperam com o missionário e o missionário coopera comas igrejas e asim ambos são trabalhadores com Deus. é positiva. reconhecidos. em relação à sua comunidade é uma democracia. é positiva e criadora de pensamentos e atitudes positivas. Isto é. A Convenção Estadual elegia uma Junta Executiva. Parece-me que as igrejas em qualquer terra e sob condições regulares podem ser levadas ao sustento próprio. elegia um dos seus pastores como secretário-correspondente e o missionário como secretário-tesoureiro. empreguem seus variados dons para o bem de tudo e cumpram suas obrigações financeiras de acordo com suas prosperidades. O princípio da democracia — Em relação a Deus uma igreja é uma teocracia. Unhamos duas fontes: uma da Foreign Mission Board e outra das 227. O princípio da cooperação — Cooperação não é de uma lado só. Sua lei é a vontade de Deus. É um fato para ser praticado. porém. Foi nesta base que nós nos organizamos. serão guias fiéis para a edificação de igrejas genuinamente nco-testamentárias e para levá-las a se sustentarem a si mesmas: 1. Sua responsabilidade é cumprir com suas obrigações para com Deus. Com este erro corrigido. não uma teoria. se forem entendidos. para consigo mesma e para com o mundo.é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Talvez muitas igrejas sintam que cias só chegam à completa autonomia quando elas são capazes de se sustentarem. . 2. Nos albores do trabalho da Missão Campista o dízimo foi ensinado como obediência à Lei e isso causou confusão e certa dificuldade. vitória que declara que o que pode ser feito o será. logo achamos que o dízimo. porém. bem como a portadora de frutos para aqueles que a conhecem e a praticam. mencionarei alguns princípios que eu creio. aceita com fé e confiança.

a sua elevada noção do que é uma igreja de Cristo e o seu humor. De outro modo eu teria sido deixado fora do movimento. E igrejas se tornavam financeiramente independentes. Tenho dado muitas voltas como se tivesse em torno de círculos.Christie". Qual o segredo da obra de Christie? Ele o disse: CRISTO 228. amarrando-me a mim mesmo com nó e estou de volta onde comecei. A. Ela quase me acordou. Sinceramente seu. De uma coisa eu tenho certeza: O trabalho do Estado do Rio fez muito mais por mim do que eu por ele. À proporção que as contribuições das igrejas aumentavam as apropriações da Foreign Mission Board decresciam. Nós reuníamos os nossos fundos e distribuíamos onde houvesse mais necessidade. Eu não achei uma resposta definitiva quanto ao que se refere à fonte ou ao dínamo que produziu resultados das atividades do trabalho missionário e dos nacionais do Estado do Rio. eu tive que crescer com ele. do progresso.. Por esta carta o leitor deverá ter verificado o espírito de humildade de Christie. Parece-me que muitos fatores concorreram para gerá-los. misturando métodos com princípios. ao longo da estrada ou teria desaparecido antes do meu tempo.B. Agraceço-lhe pela bomba que lançou sobre mim. ..igrejas. Como o trabalho cresceu. Este plano vingou satisfatoriamente.

epílogo

"Ainda há muita terra para se possuir." Foi este o slogan com que a Junta
de Missões Nacionais desenvolveu uma campanha, no tempo em que o grande
missionário L.M.Bratcher era seu secretário-executivo.
Olhando, hoje, para o campo batista fluminense, recordando a sua história
centenária, revivendo os fatos que nela estão encerrados, reconhecemos que,
a despeito do progresso alcançado pelas igrejas batistas em nosso estado, há
ainda muito o que ser feito para que se possa ver cumprida a missão que o
Senhor nos entregou. Confiamos que esta geração esteja preparada para legar
aos porvindores um incomensurável patrimônio moral, intelectual, social e espiritual, a fim de que, quando for comemorado o segundo centenário da obra
batista neste estado, saiba-se que a bandeira içada, pelos servos de Deus no
passado, anunciando o evangelho, nunca foi enrolada, mas erguida em todas
as cidades, vilas, vilarejos e fazendas do nosso querido torrão natal.
A História dos Batistas Fluminenses, aqui acabada de ser narrada, mostra -se resultante em progresso, desenvolvimento, crescimento. Reconhecia essa verdade
o Dr. Everett Gill Jr., quando, em 1955, sendo o secretário da Junta de Richmond, escreveu:
"Todos os missionários reconhecem que uma das mais notáveis histórias das missões modernas tem sido escrita no Estado do Rio de
Janeiro". (l)
Diversos fatores influíram nessa história:
\.FUNDAMENTOS
— Foram princípios, não regras. Porque princípios
são eternos; regras são passageiras. O crescimento do trabalho batista em nosso
estado deveu-se aos fundamentos que, pelos implantadores da obra, foram postos
— fundamentos bíblicos, ortodoxos, doutrinários. Escrevendo à Junta de Richmond, A.R.Crabtree declarava, em 1922:
" O Estado do Rio, cuja capital é Niterói, é reconhecido como um
dos mais bem organizados campos missionários do país. Este campo
tem sido sempre abençoado com uma liderança sábia e consagrada.
Os pioneiros lançaram os fundamentos e seus sucessores têm sido
suficientemente inteligentes construindo sobre esses fundamentos."' 2 '
229.

2.DISCIPLINA ECLESIÁSTICA — Outro fator que tem contribuído para
o crescimento do trabalho batista em solo fluminense é a disciplina eclesiástica.
O Dr. Lester Bell, em seu livro What Way in Brazil?, afirma que:
"... a disciplina eclesiástica é responsável pela pureza da membresia
entre as igrejas batistas brasileiras e isso ajuda a explicar o sucesso
de seus esforços."' 3 '
> 3. LIBERALIDADE
— Reconhecemos, também, que outro fator que muito
tem contribuído para o desenvolvimento da obra no campo fluminense tem sido
a liberalidade com que os crentes têm contribuído para a Causa. F.M.Edwards
afirma:
"Duvido que haja igreja, na América, que demonstre mais liberalidade, especialmente em comparação com a situação financeira de
seus membros."' 4 '
A. COLÉGIO BATISTA FLUMINENSE — Elemento de grande contribuição
na história progressista do campo batista fluminense foi, sem dúvida, o Colégio
Batista Fluminense. Por ele têm passado centenas e mais centenas de alunos
que ali se sentiram despertados para serem evangelistas, professores, pastores,
missionários, esposas de pastores. Ele é, realmente, " u m a colméia de grandes
obreiros e pastores", como afirmou o então d ' O Jornal Batista, Dr. José dos
Reis Pereira.
5.AMOR SACRIFICIAL
— Finalmente, fator preponderante no crescimento da obra do Senhor em plagas fluminenses tem sido o amor, o grande
amor, o amor sacrificial demonstrado pelos crentes em fazer discípulos do Senhor
Jesus. Em seu REPORT à Richmond, o missionário A.B.Christie, em 1910, declarava:
"A Igreja Batista do Sana, que tem pouco mais de um ano de organizada [foi organizada em 28 de setembro de 1908, com 60 membros],
foi a que apresentou maior crescimento. Batizaram-se mais de cem
pessoas durante o ano e uma de suas congregações foi organizada
em igreja com mais de cem membros."' 5 '
Realmente, os obreiros, quer missionários, quer nacionais, estavam imbuídos de grande amor à Causa, dispostos aos maiores sacrifícios. Joaquim
Fernandes Lessa narra que uma senhora doente viajava a pé, muitas léguas, para
ir à igreja e ser doutrinada. Crentes saíam, com sol ou chuva, às vezes mal alimentados, mal dormidos, mas dispostos a espalhar o maravilhoso evangelho que
os salvou, enfrentando, algumas vezes, até perseguições. É o mesmo l^essa quem
narra:
"Numa nota n ' 0 ESCUDEIRO BATISTA, de abril, o pastor Joaquim
Coelho diz que, em 1911, viajou 885 léguas, realizou 292 conferências, visitou 969 famílias e realizou 76 batismos. Obreiros desta
qualidade são os que têm dado verdadeiro impulso ao campo..."' 6 '

Li, algures, que, após sua ascenção aos céus, Jesus foi procurado pelo
arcanjo Gabriel, travando-se entre eles o seguinte diálogo:
— Senhor, tu morreste na cruz para salvar os homens. Conseguiste que
muitos cressem em ti?
230.

— Consegui alguns poueos seguidores na Galiléia.
— E qual é o teu plano para ganhar o mundo?
— Confiei àqueles que me seguiram a missão de pregar a todos a minha
mensagem.
— Suponhamos que, lá pelo Século XX, aqueles que te aceitaram como
Salvador estejam tão ocupados com suas tantas atividades, que deixem de propagar
a tua mensagem salvadora...
— Já disse, Gabriel, que não tenho outro plano senão este, confiado aos
que me seguirem.
— Mas, suponhamos, tornou o anjo Gabriel, que eles deixem de cumprir
a missão que tu lhes confiaste...
— Gabriel, respondeu Jesus, eu só tenho este plano! Se eles falharem,
então, o meu plano falhará!
Esse diálogo deve lembrar aos crentes o desafio divino. Cristo confiou à
sua igreja a missão de levar ao mundo a sua mensagem salvadora. Nós, os crentes,
devemos ter em conta que Cristo depende da nossa cooperação para a salvação
dos perdidos. Urge, pois, que cada crente se conscientize dessa realidade, vivendo,
testemunhando, pregando a sua experiência pessoal com Cristo Jesus.
E, agora, por remate, o nosso apelo em oração:
Irmãos batistas fluminenses,
curvemo-nos diante do santo altar divino e ali coloquemos o incenso perfumado de nossa sincera gratidão, a oblata dc nosso amor. Consagremo-nos mais
ainda ao Senhor! Protestemos-lhe o nosso amor, a nossa fé, o nosso louvor!
Que nossos olhos estejam abertos para verem as almas perdidas. Que nossos
pés estejam preparados para buscá-las, como os pés formosos dos que anunciam
a paz e a salvação. Que nossas mãos estejam estendidas em gratidão, cheias
de amor para abençoar os carentes, os órfãos, as viúvas, os marginalizados.
Que nossos ouvidos estejam abertos para ouvir o clamor do necessitado, do
perdido no pecado e para ouvir as ordens do nosso Mestre. Que nosso coração
transborde de alegria e paz; e que nunca se apague nele a chama que se acendeu
na pira santa da comunhão com o Senhor.
Ó Senhor, a ti rendemos mil graças. Ó Senhor, agradecemos-te pelos santos
servos teus que ajudaram na construção desse monumento espiritual que é o
coração do povo batista brasileiro.
Aqui depositamos, de joelhos, a teus pés, a nossa imorredoura gratidão.
AMÉM.

231.

notas e citações
Introdução
( 1 ) M o u r ã o , D.H.E. O Primeiro Decênio da Diocese de Campos; 1924-1934.
Niterói, Escolas Profissionais Salesianas, 1934, p. 12.
( 2 ) I d e m , p. 13.
Capítulo I — PRIMÓRDIOS DO EVANGELHO NO BRASIL
Uma Grande Porta É Aberta
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. Subsídios Para a História dos Batistas do Campo
Fluminense. Obra inédita, p. 16.
( 2 ) Harrinson, H.B. Os Bagbys do Brasil. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações da CBB, 1987, p.47.
( 3 ) M a u r e r Jr., Th. H. Cristianismo. Io. trimestre, 1962, p. 4.
Capítulo II — PERÍODOS DE ASSENTAMENTO DA OBRA BATISTA
(1891-1892)
Início do Trabalho Batista
(1) Silvestre, H. Aspectos Antopográficos do Rio Paraíba do Sul. Jornal do
Comércio, 23 de março de 1934 apud Lamego, A.B. O homem e o brejo.
2a. ed. Rio de Janeiro, Ed. Lidador, 1974, p. 192.
( 2 ) Siqueira, W. Momento Cultural. Campos, Departamento de Cultura da Prefeitura, 1970, no. 2.
Um Grande Apelo
(1) Lessa, J. F. e Christie, A.B. op. cit., p. 16
Organização da Igreja Batista em Campos
(1) Transcrevemos, do primeiro livro de atas da Primeira Igreja Batista do Rio
de Janeiro, a ata de número 132, que foi lavrada à página 50 do livro mencionado, onde se lê sobre a transferência ou carta demissória concedida aos
irmãos citados abaixo para se organizarem em igreja, em Campos.
" N o dia 24 de fevereiro de 1891, às oito e meia horas, da noite, estando
reunida a igreja, o irmão moderador, depois de ler uma parte das
Escrituras Sagradas, cantar-se um hino e fazer-se oração, declara aberta
a sessão. Não havendo candidatos ao batismo passou-se à leitura
das atas das duas sessões anteriores, as quais foram aprovadas. O
233.

irmão moderador participa à igreja que os irmãos Domingos Joaquim
de Oliveira, Anna Francisca de Oliveira, Anna de Oliveira, João
Bernardino Manhães, Corina Maria Manhães, Rozalina Manhães,
Antônio Assenço, Júlia de Oliveira Santiago e Amélia Reis, residentes
na cidade de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, pedem suas
cartas demissórias desta igreja. Unanimimente lhes concedeu suas
cartas ...
Secretário: João Antônio de Ávila".
(2) Lessa, J.F'. e Christie, A.B. op.cit., p. 17.

Capítulo III — PERÍODO DE GRANDE ATIVIDADE EVANGELÍSTICA
(1893-1900)
Pastorado de Salomão Ginsburg
Conversão de Joaquim Fernandes Lessa
(1) Ginsburg,- S.L. Um Judeu Errante no Brasil. Rio de Janeiro, Casa Publicadora Batista, 1932. Trad: Manoel Avelino de Souza.
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 20-21.
Jornal "As Boas-Novas"
(1) No primeiro número de "As Boas-Novas", que veio a lume no dia 15 de
março de 1894, o redator coloca o ideal do mesmo: "A modesta publicação
que hoje, pela primeira vez, damos à luz, deseja ser o que seu nome indica
— um mensageiro de boas-novas, neste vale de lágrimas e tristezas. Desejamos, unidos em coro angélico, proclamar a todos os brasileiros: Glória
a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens".
Na tipografia onde imprimia o jornal "As Boas-Novas", Salomão Ginsburg
publicou, em 1898, a sétima edição do "Cantor Cristão", com 210 hinos.
Nesta tipografia Salomão publicava ainda folhetos evangélicos e de polêmica, alguns de sua autoria e outros de autoria de A.F. Campos.
(2)Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 23.
( 3 ) Pereira, J.R. História dos Batistas no Brasil. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações da CBB, 1982, p. 37.
( 4 ) Crabtree, A.R. História dos Batistas do Brasil. Rio de Janeiro, Casa Publicadora Batista, 1936. Vol. I, p. 113-114.
Primeira Escola Diária
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 29.
Escola Noturna
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 27.
Escola Industrial
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. opxit., p. 66.
(2)Mesquita, A.N. História dos Batistas do Brasil; 1907-1935. Rio de Janeiro,
Casa Publicadora Batista, 1940. Vol. II, p. 106.
" E m janeiro de 1920, depois das férias, encontrava-se o casal Terry em
Corrente para dar andamento ao plano, e em janeiro de 1922 era aberto
o Instituto Batista Industrial, que tão relevantes serviços tem prestado à denominação."
Perseguições em São Fidélis
(1) Ginsburg, S.L. op.cit., p. 101-111.
234.

op.. W. p. op. e Johnson.. Monterros. The South American Evangelical Mission. 40-41. A.F. 1979. 1971.B. p. O Clero Católico Romano Reage Contra a Construção do Templo Batista (1) Monitor Campista. 100-101. 45-46. Capítulo IV — PERTURBAÇÕES INTERNAS A Questão A. Como desmentindo a uma tão grande aleivosia o templo evangélico começou a se encher de ouvintes novos e atentos e almas a se converterem". Este procedimento dos católicos extremados mereceu justas recriminações do sensato povo campista e da imprensa local. H.F. S. apud Read..W. p. Lançamento da Pedra Fundamental do Primeiro Templo Batista do Brasil (1) " E m 24 dc junho de 1883. J. Como meio de se justificar os jesuítas começaram a propalar que o apedrejamento era o resultado dos evangélicos pretenderem atacar a igreja de Santa Efigênia que fica situada perto da Igreja Batista. Rio de Janeiro. 1974. 22 de dezembro de 1897. A Igreja Católica Romana se propunha a manter a América Latina livre do veneno da Reforma. p. e Christie. 1971. Avance Evangélico en la América Latina.B. Oposição do Clero (1) Lessa. p. Campos é a primeira cidade da América do sul a inaugurar a luz elétrica". ( 2 ) Idem. London. História do'Primeiro Centenário de Campos. p. Ermans Company.cit. A. com a presença do Imperador. 205. Lessa. 1935. Campos. Inauguração do Primeiro Templo Contruído no Brasil (1) Segundo Distrito. ( 3 ) Feydit.. 1906. op.F. 2a.cit. F. 471-472. Rio de Janeiro. J. Artes Gráficas da Escola de Aprendizes e Artífices. Lamego. p. 22 de abril de 1898. Through the Heart of Brazil. 1898.B. p. 192. Em 1898 mesmo. ( 2 ) "Durante quase três séculos depois que os europeus descobriram o novo mundo. Cyclo Áureo.R. W. op. H.C. s/l. Campos (1) Souza.cit„ p. J. E não demorou muito a reação. A distribuição de Bíblias havia sido proibida nas colônias por decreto do Papa e do Rei. ( 2 ) " S a t a n á s mudou provisoriamente o seu campo de ação de Macaé para Campos. 46. e a Inquisição apoiava este propósito".L. pois em dezembro desse mesmo ano os jesuítas fizeram passar uma procissão em frente ao templo evangélico e parando o apedrejaram. R.F. (2)A Gazela do Povo. Read. 29-30. 235. O Homem e o Brejo. 22 de abril de 1897. .R. J. Casa Bautista de Publicaciones. ed.A. ( 3 ) Idem. ed. Editora Lidador. Subsídios Para a História dos Campos dos Goytaeazes.M. A. ( 3 ) Glass. os batistas começaram a receber cartas anônimas terrivelmente ameaçadoras. a Bíblia era quase desconhecida na América Latina. p.Perseguições em Macaé (1) Lessa. Esquilo. et allii Avance Evangélico en la América Latina. 2a. El Paso. 45. (2)Ginsburg. Campos. Os Bravos Colportores (1) As Boas-Novas. p. 18. s/l. e Christie. 17. e Christie. A. fruto puramente jesuítico.cit.

Campos para São Paulo e criou o Mixórdia Protestante com que combatia os crentes. 20 de janeiro de 1903. ( 4 ) Monitor Campista. 169. (6)Souza. ( 2 ) Crabtree. ( 5 ) Mudando-se de Campos. Horácio.. et allii op. Francisco Fulgêncio Soren. Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB. São Fidélis.B. Florentino Rodrigues da Silva foi perseguido em Macaé. Conta Tarsier que ele foi perseguido também 236. I. SOLIDIFICAÇÃO DO TRABALHO E DE GRANDES PERSEGUIÇÕES Ordenação de Dois Grandes Obreiros (1) Ferreira. Igreja Metodista e Seu Pastor Tornam-se Batistas (1) Lessa. foi o ex-pastor A. História da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Sendo Pobre Enriqueceu a Muitos.. p. (3)Bratcher.. 2a. 52. I. 1959. A Igreja É Dissolvida (1) Lessa. Vol.B. em Niterói e outros lugares. Capítulo V — MISSÃO NO RIO Organização da Primeira Igreja Batista de Niterói (1) Azevedo. Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. p.cit. J. op. ." Horácio de Souza era um espírito muito intolerante.cit. Campos. 55. dois meses após.. 1982. Joaquim F. Rio de Janeiro. A.. D.M. 1988. 208. Sempre atacava os crentes pelos jornais.B. Casa Publicadora Batista. I. Lessa rebatia todos os seus ataques usando como título de seus artigos Os Batistas Acusados. 07 de dezembro de 1903. op. ed..S. ibidem ( 3 ) Mein.cit. Rio de Janeiro. p. Rio de Janeiro. 32..cit. 25-26 Capítulo VI — PERÍODO DE REAJUSTAMENTO. Ele assim se expressa: "Os missionários estrangeiros desenvolveram tal sagacidade e empregaram métodos tão astuciosos que.B. Rio de Janeiro. conseguiram abafar maneirosamente aqueles gritos de nativismo.F. op. ( 2 ) I d e m . Chega até a enxertar a expressão O SEU PROTECTORADO ao texto escrito pelo secretário Antônio Maia e publicado em Monitor Campista. 1985. p. Perseguições em Niterói (1) O Pr. pelo que se depreende da Declaração publicada em 7 de dezembro. Christie. Horácio de Souza comenta o episódio ocorrido na Igreja Batista de Campos quando da dissidência e interpreta eom um sentimento nativista.F. p. Intérprete de Cristo em muitas terras.B. Campos.F. Segunda Organização da Igreja (1) Azevedo. 33. p.( 2 ) M o n i t o r Campista. E. p. A.R. p. et allii Coluna e Firmeza da Verdade. 356. A. 47. Escreveu também livros contra os mesmos e abriu uma loja onde vendia imagens e santinhos.. cit. Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB. p. L. op. et allii O que Deus Tem Feito. e Christie.. A. J. e Christie.

. J. Um dos fundadores da igreja em Macaé. ibidem. A. op. município de Silva Jardim. opxit. p. op.B. M. (3) Segundo informação do irmão Alcides de Oliveira Quintanilha. Casa Publicadora Batista.F. 15 de junho de 1946. J. Florentino Ferreira da Silva. Também Bagby foi perseguido em Campos no lugar denominado Guriri. p. e consagrado diácono. Perseguições em Campos (1) Lessa... . 93. A.. História dos Batistas do Brasil. (6) Idem. Organização do Hospital Batista (1) Lessa. 204-205. J.R. p. 89.cit. A. Rio de Janeiro. Lessa. 293. 89. (5) Idem. op. p. como também um dos que se mostraram mais pacientes e mais abnegados a favor do evangelho. viu a sua primeira esposa falecer sem lhe poder dar o relativo conforto. 20. (4) Lessa.F. Perseguições em Aperibé (1) Lessa. 24 de janeiro de 1907.B.cit. p. 237.R. o Pr. p. 94. (9) Crabtree.cit. de Macaé. A. p. Rio de Janeiro.em Cesário Alvin. A. p. e Christie. J. 1936. P.A. J. entre outros o octogenário Joaquim de Mendonça. op. um mártir do evangelho (1) Crabtree. estava a servir em Cesário Alvin. Isso ocorreu em 1890. A. (2) Souza. 252-253. p.B.S. (8) Lessa.F. J. Tomo I. Organização da Associação Batista Fluminense (1) O Jornal Batista. O Escudeiro Batista.cit. 1937. op. e Christie. os perseguidores estiveram também na casa do irmão Alberto Santarém onde quebraram tudo. Foram esbordoados vários crentes. e Christie.F.B. 77. p. 89-90.F. op. A. História das Perseguições Religiosas no Brasil. A. A. 1973. Cultura Moderna.. 95. foi acometido por mais de oitocentas pessoas. 296. (7) Houve em nosso estado muitos crentes que perderam até seus haveres por causa das perseguições: " U m nome que neste esboço histórico não deve ficar no olvido é o de Alfredo Ramos. op. p. Os evangélicos tiveram que retirar-se com prejuízos avultados".F. A.cit. Diz ele: "Ainda no mesmo mês do mesmo ano (era fevereiro de 1904). e Christie.. Finalmente veio a falecer naquela cidade às três e meia da manhã do dia 26 de maio de 1907.B.. O ataque ao missionário era chefiado pelo Sr. Da Aurora ao Pôr-do-Sol. e Christie. Edição do Autor. Manoel Nunes Saraiva. (2) Lessa. e Christie.B. dando o mais edificante testemunho da sua fé em Jesus". São Paulo.. p. Tarsier. pois ele não foi só o principal elemento no levantamento do trabalho de Jesus naquela cidade.F.cit. José Rodrigues.cit. Campanha de Combate ao Fumo (1) Souza. e Christie.B. pois havia perdido todos os seus haveres com as perseguições. J.

escreveu um opúsculo sobre os malefícios do fumo que teve larga divulgação. 4a.B. Lóta (missionário a Portugal). J. no lugar denominado Vargem da Motta.(2) João Caetano de Oliveira. Escreveu até um livro com o título Barreira Contra os Vícios. e a neta Meacir Carolina Frederico Coelho é casada com o Pr. Foram. os batistas os que primeiro começaram a campanha antitabagista. O médico. A. 1974. quando foi ordenado ao Ministério Sagrado. até 18 de junho de 1927. Correntezas. pai do Dr.E e Christie. Isaltino Gomes Coelho Filho. portanto. Hudson Galdino da Silva. isto em 1907". foi um grande construtor de templos. op. o fato de um filho ter se tornado pastor (Marcílio Kepler Lóta) e de outros descendentes terem vindo a se destacar na obra do Senhor. Atacava muito o uso do fumo. Em discurso pronunciado em 18 de julho de 1946. Pastoreou primeiramente a Igreja de Taquarussus. A neta Marilene Teli Frederico da Silva é casada com o Pr. de Cachoeiras de Macacu. fazendo um retrospecto histórico da Igreja Batista de Pádua. Mais tarde surgiram outros grupos defendendo a campanha antitabagista. (parece mentira). vício este muito natural entre os crentes daquela época. ed.. construído por ele há muitas décadas é um dos mais belos para aquela época. . Desejamos ressaltar. Cabe. 104-107. aqui. como evangelista e. O de Aperibé.S. Rio de Janeiro. trabalhou nessa igreja e em outra. p. município de Macaé. Talvez seja isso irrisório para nós atualmente. depois a Primeira de Cachoeiras de Macacu. nessa condição. José da Silva Lóta era homem de poucas letras. 238. Educação Moral e Cívica. Bananeiras. 20 de agosto de 1908. E. (2) Ixssa. a esta igreja a honra de ser a eliminadora deste flagelo em nossas igrejas com a ajuda de Deus. (3) Lessa. com amor e dedicação. ele já se encontrava no Sana. p. Três netos são pastores: Diné R. Capítulo VII — PERÍODO DE ORGANIZAÇÃO DE VÁRIAS ENTIDADES E COOPERAÇÃO Perseguições em Friburgo (1) O Friburguense. cuja sigla BACOVI era muito conhecida no nordeste. realmente. Ele criou a sociedade chamada Barreira Contra os Vícios.cit. no interior de Pádua. No Ceará houve um senhor que era um grande combatente contra o fumo. São Paulo. p. mas realizou.. Juraci Rodrigues da Silva. por fim. O neto Urgel Russi Lóta é Ministro de Música da Igreja Batista da Penha. Rubem Clêniton Lóta. o trabalho do Senhor. J. e Christie. A.B. op. cit. Muitas lutas tivemos para irmos adiante com esta campanha e. Em 1915. Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB. Joaquim N. ele destaca o seguinte: ' 'A primeira iniciativa que tomamos foi exterminar o vício do fumo. Usados por Deus Tais Como Eram (1) O Pr. que é o Diretor da Faculdade Teológica Batista de Brasília. fomos ameaçados de perder a fraternidade com outras igrejas.F. mas igreja alguma havia tomado tal iniciativa.Paranaguá. Celso de Oliviera. 160. 86 (4) Ferreira. Dr. a 2?. Imbaú e. no entanto. que pode-se dizer nasceu na casa de seu pai.

5. Bastos Júnior. 239. 22 de junho de 1941. depois. 44-45. sentiram que não se devia mudar o nome e não levaram a efeito o que fora votado e deram explicações em outra assembléia convencional. Erdmans Company. 1988. op.B.. As escolas evangélicas haviam servido como instrumentos para eliminar o preconceito contra os evangélicos. p. e Johnson. quiseram negar ao missionário Daniel Franklin Crosland a sepultura.F. proposta na assembléia convencional.. pois o cemitério onde deveria ser enterrado era controlado pela Igreja Católica Apostólica Romana e o vigário se opunha ao sepultamento. 116-117.. 195. Belo Horizonte. op.cit. Xavier. foram usados como modelos para novos programas públicos de educação". R. op. e Christie. Junta Estadual (1) Lessa. J. 131-133. p. Pequena História dos Batistas no Paraná.. p. estas escolas foram exemplo de métodos de educação mais modernos e excelentes e. 26 de julho de 1970. Deter tinha a mania da escolaanexa. ed. 2a. e Christie. Na Convenção realizada em Petrópolis. 1971. e Christie.M. 19. A. 4:7) "Combati o bom combate. . 1976. Editora Lítero-Técnica. Avance Evangélico en la América Latina. (6) Idem. Monterros. mas os líderes. O Escudeiro Batista. Curitiba.. J. (2) O Movimento pró escola-anexa se estendeu por grande parte do Brasil. ed. em Cacimbas. O Trabalho Feminino (1) Lessa. do autor. J. (3) Lessa. p.A Missão Campista Abre Trabalho em Minas Gerais (1) "Mesmo na sua morte. mas simplesmente uma lápide eom o seguinte trecho bíblico: (II Tim. a assembléia aprovou a mudança. J.cit." Ele foi missionário no Estado do Rio de Janeiro e do Paraná. para mudança do nome de O Escudeiro Batista para O Batista Fluminense. (5) O Jornal Batista.B. freqüentemente. . em 1945. p. por D. Na época era o único túmulo que não tinha a cruz de madeira ou de outro material qualquer.B. 1989. H. (2) Houve.F. 206. A. p. p. acabei a carreira.A. Ader A. Pioneirismo e Neopioneirismo. Convenção Batista Mineira. 75.. p.B. sem aquelas encomendas e outras exigências religiosas.F. p.. 15 de setembro de 1955.W. Os Batistas Fluminenses e Seus Jornais (1) O Escudeiro Batista. Antônio Soares Ferreira. A Obra Educacional dos Batistas Fluminenses (1) "Três quartas partes da população da maioria dos países da América Latina eram analfabetos em 1900. Lineamentos da História dos Batistas no Estado de Goiás. 24-25. A. (2) Em 1925 foi organizada a primeira Sociedade de Moças. Xavier Assumpção declarou que o missionário "A.cit. Anita Soares.C. os quais defendiam a causa da liberdade religiosa. por duas vezes. (4) Idem. esposa do Pr. Read. 1? de janeiro de 1904. guardei a fé". (2) Assis. Anápolis. Foi preciso que sua digna esposa e leal companheira interferisse e depois de longo diálogo com o vigário conseguiu sua anuência para o sepultamento. Assumpção. W.

165. Sociedade Patrimonial Batista (1) Lessa.cit. 61-62. e Christie. E. NO PRICÍPIO. Associação Batista Meritiense.S. op. Integração de Igrejas Dissidentes (1) Lessa. 168. Capítulo VIII — PERÍODO DE PROGRESSO FINANCEIRO. op.cit. João. J. Primeira de São João de Meriti e Primeira de Itaperuna. Associação 240.B. Associação Batista Gonçalense.B. p. Hoje. p. nenhum deles é suficiente para as reuniões de nossas assembléias convencionais. 2a. E. 1928. 154-155. Associação Batista Litorânea.cit.cit. Escola de Verão (1) Escola de Verão — panfleto. A. Assistiu à Perseguição ao Missionário Salomão Ginsburg (1) Oscar. 156-157. Anna Christie.. Casa Publicadora Batista. 1959. Associação Batista Mageense.cit. Foi a Segunda Igreja de Campos a primeira a construir um grande templo que foi inaugurado com a realização da Convenção Batista Brasileira.F. Casa Publicadora Batista. Associação Batista Iguaçuana. Primeira de Nilópolis. Associação Batista Norte-Caxiense. Teresópolis.. A.. Rio de Janeiro. op. op.. 4. Campanha Para Reorganização do Trabalho (1) Lessa. Associação Batista Noroeste. (2) Ferreira. Salomão. 176.B.S. p. Mihigráfica Ed. p. D. (8) O Escudeiro Batista. Primeira de São Gonçalo. E.. J. o Trabalho com as Senhoras e com o Colégio Batista Fluminense (1) Ferreira. J.. Associação Batista Caxiense. Depois vieram as construções dos templos da Primeira de Niterói.cit. e Christie. p..cit. em janeiro de 1951. p. op. Associação Batista Itaguaiense. Primeira de Alcântara. Christie. A. 1976. setembro de 1961. Apontamentos para a História de São João da Barra. p. Rio de Janeiro. p. p. A. (2) Ginsburg.(7) Ferreira.F. p. Associação Batista Leste. NO FINAL. (2) Idem. 80. A. agosto de 1914. Associação Batista Extremo-Norte. 316. p. Associação Batista Nilopolitana. ed. Associação Batista Costa Verde. São elas: Associação Batista Betei. Associação Batista Norte. Construção de Templos Maiores na Década de 20 (1) Nas décadas de 50 e 60 as igrejas sentiram que precisavam construir templos bem maiores. E DE DEPRESSÃO FINANCEIRA. op. . (3) Mesquita. Associação Batista Ebenézer. COMO REFLEXO DAS CONDIÇÕES MUNDIAIS (1919-1929) A Coragem dos Bravos Missionários (1) O Escudeiro Batista. Associação Batista Niteroiense. Primeira de Campos. Organização das Associações (1) Em 1991 havia 27 associações.S. embora sejam espaçosos.B. op. 138-139.N. 167. Sendo Pobre Enriqueceu a Muitos. Primeira de Caxias. Associação Batista Centro.E e Christie.

88 (antiga Praça do Rocio) que se organizou a primeira igreja batista do Estado do Rio de Janeiro. (2) Crabtree comenta que quase todos os membros da igreja exerciam o dom da prédica. Antônio Coelho Varela e outros. p. 239. os pastores José Joaquim da Silveira. J. Associação Batista da Planície. julho de 1939.cit. e Christie. Formação Econômica do Brasil. Rio de Janeiro. São Paulo. Edições Melhoramentos. (2) Idem. op. p. J.Batista Paraibana. A. Miss Blanche Simpson e a Educação Religiosa e Teológica (1) Matheus. p. 1976. Verbete Integralismo.. Associação Batista Queimadense. op. num sobrado velho que ainda existe à Rua dos Andradas. 136. Jubileu de Ouro da Primeira Igreja Batista de Campos (1) Em seu relatório sobre os cinqüenta anos da Primeira Igreja de Campos. constituíram a célula na formação do trabalho batista. 84. p. A. ibidem. 1969. Informa também que uma das melhores escolas dominicais do Brasil era a da Igreja de Campos. (2) Idem.B.B.cit. 9. Associação Batista Serra-Mar. Associação Batista Serrana. R. p. janeiro de 1949. A "Zona Neutra" (1) O Escudeiro Batista.B.F. Crabtree. p. Endividamento e Desânimo (1) Furtado.F. 83. A. publicação do IBER. Ação do Integralismo no Seio das Igrejas (1) Houaiss. J. Virgílio Faria. Primeiros Problemas Associacionais (1) Lessa. (3) Idem. J. p. ed. Associação Batista Riodourense. 238.cit. . op. Casa Publicadora Batista. (2) Idem.R.F. História dos Batistas no Brasil. 1971. e Christie. p. nesse curso. et allii Enciclopédia Mirador Internacional. (3) Tal foi a confusão que o movimento integralista causou na igreja que foram 241. Mão Para Toda Obra. Capítulo IX — INÍCIO DA ORIENTAÇÃO PRÓPRIA E REAVIVAMENTO (1930-1941) Curso de Extensão (1) Ajudaram. e Christie. Fundo de Cultura. Antônio Soares Ferreira. que vimos nos primeiros anos multiplicar-se e tomar vulto". Depressão. 4a. Leobino da Rocha Guimarães declarou: "Foi uma noite chuvosa do dia 23 de março de 1891. Caixa de Beneficência dos Obreiros (1) Lessa. o Pr. A. Aqueles dez membros e mais quatro batizados na tarde do dia anterior à organização. Rio de Janeiro.. 210. também. 1937. A. Rio de Janeiro. Igreja Batista de Pião É "Desfraternizada" por Alguns Anos e Retorna em 1923 (1) Lessa. 174. Associação Batista Serra dos Órgãos... Associação Batista Sul-Fluminense.. Associação Batista do Primeiro Centenário.F.

in loco. 23 de maio de 1935. os antigos sentimentos permaneceram. antes de meu ingresso no Seminário. A visita foi feita.cit. Compreendi que ele receava não ser bem recebido. Houaiss. Pois bem. pude ser-lhe útil. Que mistério insondável o coração humano! A amizade profunda que dediquei ao Pe. desligado da igreja.. O Jornal Batista. Gentil. A. bateu às portas de um templo batista. obra preciosa. . Quando estive. As 242. Conversão do Ex-padre Gentil de Castro Faria (1) O padre Antônio Ribeiro do Rosário escreve sobre seu relacionamento com o ex-padre Gentil Faria. dentro do terreno destinado ao prédio. por certo que se abalou. Minhas irmãs o receberam cordialmente e lhe ofereceram um chá. fez-me várias visitas. 3. Antônio Soares Ferreira assumiu o pastorado da igreja na época da crise. guiado pela mão benfazeja de Padre Aquiles. Quando se dispôs a construir uma nova sede para o Instituto Rui Barbosa. Depois. Em breve. O Jornal Batista. 10 de maio de 1935. Gentil me telefonou. doente. Ah! Essas almas simples que se horrorizaram com a presença do ex-padre na igreja.(4) (5) (6) (7) excluídos vários membros da liderança. em casa de minhas irmãs. meu padrinho de ordenação sacerdotal. Lembro-me que certo dia. mas. O Pr. entrou e permaneceu lá até morrer. Servia às igrejas do sul. A terrível resolução do Padre Gentil abalou toda a Campos. Ambos deixaram de existir para que fosse criado O Brasil Presbiteriano. o Prof. 9. p. Ao sair. no Instituto Santa Terezinha. ante os olhos espantados de umas mulheres devotas. faz alguns anos. p. Logo ele me preveniu: "Não cante!". sentindo-se desambientado dentro da igreja. tomou-se de aversão a qualquer espécie de protestantismo. tais atitudes eram absolutamente reprovadas. não foi mais a nenhuma missa. pois navia no norte outro periódico. Com o passar do tempo. hoje raríssima. poderiam ter visto no mistério de sua oração talvez um raio de esperança. que previa a abertura de uma rua. Afastado de seus compromissos de padre. o professor Gentil continuou a freqüentar as igrejas.. 7 de março dc 1935. Que coisa estranha! Como teria ele podido conciliar a sua nova situação com as práticas religiosas? O coração do homem é sempre um abismo insondável!. Houve reservas de parte a parte. eu lhe dissera que sabia um hino protestante. modificando. desejando fazer-me uma visita. Era o órgão oficial dos presbiterianos. de quem foi aluno de Filosofia no Seminário Diocesano de Campos: "Naquele tempo. Não se deve apagar a mecha que ainda fumega. no fundo. op. Gentil andara freqüentando um templo batista. Quando criança. deixou-me de presente um livro que eu muito desejava: Compêndio de Filosofia de Tiago Sinibaldi. através da Câmara Municipal. Nos seus últimos anos de vida. se tivessem refletido. O Puritano.. O "Tu es sacerdos inaeternum" valia tanto para o caráter sacerdotal. o Plano de Urbanização da Cidade. entrou para o Seminário. como para o exercício do sacerdócio.

. com mais de 60 anos de idade. ouvidos por ele com prazer". 1985. Vosso no Bem Amado. Alice". Fontes de Queiroz Petrópolis — E. Campos. 243. Alfredo Reis como propagandista. Alice: Saudações cristãs. se acham que posso fazer alguma cousa. que fostes escolhida pela referida Junta para diretora do Orfanato Batista em Aperibé. Capítulo X — FIRMANDO AS ESTACAS NA BENEFICÊNCIA E EM OUTRAS ORGANIZAÇÕES Período de Transição Missionária (1) Tanto o ofício referido e a carta da Missão se encontram em poder do autor desta obra. A organização e instalação do orfanato se darão o quanto antes possível. 5 dc março de 1945 "Prezado irmão Emanoel: Saudações fraternais. aceito em caráter provisório até que outra pessoa me possa substituir. do Rio Petrópolis. De sua irmã em Cristo. Estou muito velha. tendo ambos o direito de casa e pensão.dades necessárias para dirigir uma instituição como deve ser o Orfanato Batista Fluminense. A Obra de Beneficência (1) Aqui transcrevemos a carta-convite e a resposta positiva da irmã Alice Reis: "Igreja Batista em Petrópolis Av.irmãs (hoje ex-irmãs) cantaram cânticos religiosos. 240-241. Aguardo seja positiva a vossa resposta e espero vossa comunicação nesse sentido para nosso governo. coadjuvada pelo Pr. Antônio Ribeiro Reflexões e Lembranças de um Padre: suas lutas e fracassos. 95 Pastor: E. Primeiramente desejo-vos saber feliz ao lado do vosso esposo. Rosário. pp. Cumpre-me o dever dc secretário da Junta Executiva da Convenção Batista Fluminense. Paulo Barbosa. Entretanto. Inicialmente recebereis o salário de CR$ 300. São Gonçalo. de levar ao vosso conhecimento. Damadá. e completamente vazia das quali. 3 de março de 1945 Prezada irmã D. Emanoel Fontes de Queiroz 1? Secretário".00. Pe. Recebi a vossa carta de 3 do corrente e fiquei confundida com a resolução da Junta convidando-me para diretora do orfanato a instalar-se em Aperibé.

244. p. Isaac da Costa Moreira. Serviços de Gráfica Editora. Edmundo Antunes da Silva.(2) A carta informando que a Junta Executiva da CBE desistia da criação do orfanato por não estar. restando pagar dessa dívida. no templo da 2 a Igreja Batista de Cardoso Moreira. em condições. Óthon A. Isaac da Costa Moreira. 1977. Amaral. pois o mesmo estava instalado numa propriedade de seis alqueires.116. (Idem. 1. do diretor. Da outra propriedade a instituição recebeu doação dos irmãos John L. (3) Ao encampar o orfanato a junta recebeu um grande patrimônio. a agradável notícia da aquisição de duas propriedades em Niterói. na época.023. com 136. das 83 crianças internadas 41 já pertenciam à Igreja Batista de Três Irmãos e 18 aguardavam batismo". (2) O Pr. com três casas e outras benfeitorias. 5. Pr. Um dos grandes benefícios que a instituição trouxe à Vila dos Três Irmãos foi a organização da igreja batista ali. Antônio Soares Ferreira". do Amaral escreveu: " D o relatório sobre o "Lar Batista Pr. foi assinada pelo Pr.00. Tentativas de Divisão da Convenção (1) Os Estatutos da Convenção foram logo registrados a fim de garantir o nome. Antônio Soares Ferreira" no dia 12 de junho de 1962. p. Capítulo XI — PERÍODO DE REESTRUTURAÇÃO Assembléia Extraordinária da CBF (1) Anais da CBF — 1964 (2) O Escudeiro Batista — 1965 (3) Anais da CBB — 1965 (4) Idem (5) O Escudeiro Batista — 1965 Sustada a Representação de Três Igrejas na Assembléia Convencional (1) Anais da CBF — 1958 Capítulo XII — PERÍODO DE MISSIONÁRIA EXPANSÃO EVANGELÍSTICA E Seminário Teológico Batista Fluminense (1) O Escudeiro Batista.536 m2.304. A. p. abril de 1963. Cr$ 1. Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses (1891-1976). Saiu no Diário Oficial no dia 30 de maio de 1959. Isso ajudou na compra da propriedade de Rio Douro para onde foi transferido o "Lar Batista Pr. às 9 horas da manhã.00. No final da carta ele declarava: "A reunião será realizada no dia 21 do corrente.094. no valor de Cr$ 2.661. no templo da 2? Igreja Batista de Cardoso Moreira. Afirma ainda o jornalista Óthon Ávila do Amaral que " n o relatório do diretor da instituição. no valor de Cr$ 129. 53.Riffey e Laurindo Nolasco. Abelar Suzano de Siqueira escreveu uma carta datada de 11 de abril de 1959 convocando os obreiros para uma reunião no dia 21 de abril de 1959. 57). naturalmente. Niterói.00". O. .

What Way in Brazil? Nashville. 1910. Henrique de Queiroz Vieira. Insisto na sua valiosa colaboração. 1923. e Christie. Foreign Mission Board Report. Everett. 245. Fidélis Morales Bentancôr — Se. Foi eleita uma diretoria provisória que ficou assim constituída: Presidente: Pr.A INFLUÊNCIA DA OBRA DOS BATISTAS FLUMINENSES Batistas Fluminenses que se Sobressaíram na Denominação (1) Pereira. subscrevo-me fraternalmente. Gentil de Castro Faria.M. p. op. 112. A. Pelinca. 125. Jairo Malafaia. Corresp. 257 — Campos". p.F. É nosso desejo organizar uma instituição idealista e útil a todos nós. (6) Lessa. Capítulo XIII — PERÍODO DE GRANDES CAMPANHAS E DE DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES Reencontro — Obras Sociais e Educacionais (1) REENCONTRO — periódico..R. p. em Cristo Jesus.. (4) Edwards. periódico. p. Abelar Siqueira. Foreign Mission Board Report. em uma das salas da Escola Técnica de Comércio Jairo Malafaia. 46. às 13 horas. Prezado colega pastor: Saudações Fraternais em Cristo. É com prazer que lhe comunico que foi organizada ontem. Nashville. n ü 13. Capítulo XIX .cit. Convention Press. foi convocada uma assembléia geral para o dia 2 de maio próximo.B. a ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO ESTADO DO RIO. J. Fidélis Morales Bentancôr e Tesoureiro: Pr. Av. p. 1922. peço-lhe.73 EPÍLOGO (1) Gill Jr. p. 2? secretário: Pr. 61 (2) Crabtree. periódico. no templo da 2? Igreja Batista de Cardoso Moreira. 3. 22 de abril de 1959. Salvador Borges. em Niterói. Abraços do amigo e colega sempre às ordens. p. op. 238. p.R. Foreign Mission Board Report. caso não lhe seja possível comparecer. A. Fidélis Morales Bentacôr: "Campos. . janeiro de 1991.cit. J. (3) Bell. periódico.Peço a sua resposta aceitando ou rejeitando este convite. L. 1965. Abelar Suzano de Siqueira". escrever urgentemente apresentando as suas sugestões e adesão.B. F. 1 0 Secretário: Pr. Convention Press. Secretário-correspondente: Pr.. vice-presidente: Pr. História dos Batistas no Brasil. A. Certo da boa vontade do prezado irmão c colega. Pilgrimage to Brazil. Encarecendo a presença do nobre colega. à Rua Gavião Peixoto. (3) A carta do Pr. Para discutir e aprovar com as retificações que se fizerem necessárias o projeto dos Estatutos. (5) Christie. pois sinto profundamente a necessidade desta organização. 128-129. 1954.

(ou recordações). Casa Publicadora Batista. et allii Coluna e Firmeza da Verdade. COSTA. traços biofráficos do Pr. 1989. CABTREE. Rio de Janeiro. W. Broadmann Press. História da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Colunas Batistas do Brasil. Land of Many Worlds. 1976. BRATCHER. Christ's Interpreter to Many Lands. 1988. BASTOS JÚNIOR. Organização Simões. A.H. . As Religiões no Rio. Há Mais de Meio Século. Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. edição do autor. Lewis M. Nashville. Paulo (João do Rio). Délcio. ASSUMPÇAO. Lauro. de Pioneirismo e Neopioneirismo. 1988. Óthon A.bibliografia AMARAL. G. Áder A. Broadmann Press. edição do autor. The Baptist Publishing House. Nashille. Junta Patrimonial. Nashville. 1955. Belo Horizonte. CASPARI. Broadmann Press. Niterói. vol. 1977. Baptists in Brazil. 1948. 247. até o ano de 1906. Clodovil. Israel B. Forty Years in the Land of Tomorrow. 1951. Uma Vida Inspiradora. Redemoinhos do Sul\ um ano de reavivamento no Brasil com Edwin Orr. Rio de Janeiro.B. Xavier. Casa Editora Evangélica. H. Robert. Álbum do Brasil Batista. Casa Publicadora Batista. Manoel Avelino de Souza. 1945. Broadmann Press. Convenção Batista Mineira. Mule Tales from Inland Trails. s/d. José da C. Lineamento da História dos Batistas no Estado de Goiás. ASSIS. AZEVEDO. História dos Batistas no Brasil. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. BRATCHER. 1962. Casa Publicadora Batista. 1938. I. 1937. Rio dé Janeiro. BERRY. 1964. Curitiba. BRETONES. Campos. Pequena História dos Batistas no Paraná.M. Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses (1891-1976). Convenção Batista Fluminense. DETER. Rio de Janeiro. 1953. Teresópolis. Nashville. BARRETO. Rio de Janeiro. Anápolis. CAVALCANTE. 1965. Francisco Fulgêncio Soren. Asa R. s/e. 1954.

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5. Jornal de Nova Friburgo O Lynce — Jornal de Macaé. 20 páginas) Cartas particulares de A. Enriqueceu a Muitos (2? ed. um Vaso Escolhido Educação Moral e Cívica (4 a ed. Dificuldades Bíblicas — Vol III A Bíblia e a Antropologia Antologia de Poetas Evangélicos O Valor das Boas Leituras Introdução à Profecia Messiânica Cem Minibiografias 250.JUVENTUDE. 6.) Dificuldades Bíblicas — Vol. 10. Sendo Pobre. I (2.) Vade-Mecum do Obreiro e da Igreja Manual do Obreiro e da Igreja (6? edição) A serem publicados: 1. The Place of Beneficence in the New Testament (tese) A. II Angeolología Citações de Poetas Gregos na Literatura Paulina Vidas Devotadas à Causa Billy Graham. II. Feneceu Miscelânea Anais da Convenção Batista Fluminense (todos os anos) Anais da Convenção Batista Brasileira (1965) Foreign Mission Board Reports Notes for an autobiography (A. 2.B. Alberto Portela Cartas do Pr. 8.Christie. 7. 9.Christie Prospecto do Instituto Batista Fluminense Cartas do Pr. march 1933. 3. .) Dificuldades Bíblicas — Vol.a ed. João Barreto da Silva Relatório do Cinqüentenário da Primeira Igreja Batista de Campos (Leobino da Rocha Guimarães) Atas da Primeira Igreja Batista de Campos Atas da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro Atas da Igreja Batista de Ernesto Machado Atas da Junta Regional Centro-Fluminense Atas da Associação Batista Norte-Fluminense História da Associação Leste-Fluminense Atas da Sociedade Patrimonial Batista Brazilian Snaphots — vol. 11. 3.B. Órgão da mocidade Batista Fluminense na década de 20 O Friburguense. 4. Christie.B. OBRAS DE AUTORIA DO DR. 5. 6. 4. EBENÉZER SOARES FERREIRA 1. 2.

Jesuína 109 Apostólico. José Larrúbia de 35 Abreu. Obadias d' 222. José Nunes do 89 Amaral. João Antônio 156 Anderman. Axel Frederico 35 Andrade. Marcelino Robson 200 Alves.J. Eli Francioni de 105. Pedro de 73 André. Orlando 35. Eunuco Santana de 62. 41. Othon Ávila do 34. 186. 202 Almeida. Daniel Lincoln 193. 191. Elly Bess d' 108 Alcântara. 223 Allen. 210 Abreu. Benedito Pereira 91 Antunes. David Pereira de 90 Andrade. 151. Hans 40 Araújo. 194. Alberto 35. Diocezir 162 Albuquerque.192 Antunes. W. 178. Enete Francisco de 35. João Tibúrcio 62 Alves. 80 Alves. 136 Almeida. 199. Daniel Carvalho de 35. Edgard Barreto 162. Abreu. Cristiano 104 Appleby. 191 Araium. Rosalee 164. 114 Amaral. 105. 193. Geraldo 199 Antunes. Edna 191. Militão Pereira de 90 Andrade. Joseph 41 Alberto. Carlos 40 Anderson. 210 Amorim.E. Antônio Teixeira de 41 Alcântara. 210. Edith 136 Allen. J. Benedito Geraldo de 35 Araújo. 90 . José Perlingeiro de 199 Abreu. 113.índice onomástico Abreu. João 62 Alves. 62. 222 Antunes. 160 Almeida. 157 Araújo. Raul Alves de 63 Adan.

125 Ávila. Ophir Pereira de 158. 68. Israel Bello de 78 Bagby. Isaías 166. 115. 160 Batista. Pedro Sebastião 62. 78. 79. 74. 125. T. Nilo Cerqueira 35. 35 Araújo. 86. Geraldo Trindade de 192 Araújo. Noêmia 109 Barbosa. 146 Baker. Ideal de Souza 62 Bastos. 34. 46. 41 Bancroft 37 Barbosa. 50 Bagby. 169 Barreto. 192. Eudóxio 158. 193 Barros. João 41 Batista. 108 Bastos. Irland Pereira de 208 Azevedo. Achilles 35. Vicente 91 Barreto. Antônio Teixeira 35. 210 Bastos. Erly B. 192 Bastos. . Lester 230 Belota. 160 Batista. 81. 91 Barbosa.A. Antônio 112 Assenço. 77. Stela Borges 108. Judson Garcia 163 Bastos. Francisco Cerqueira 162. W. 80. 201. 193 Azevedo. George 106 Barbosa. Joélcio Rodrigues 121. Josias 198. Antônio Teixeira 86. Silas 35. 45. 211 Araújo.B. 210 Barreto.W. Antônio 48 Assunção. 71. Darcílio 199 Azevedo. Anna Luther 41. 168 252. 42. 168. 164 Barbosa. Nicodemos 158 Barreto. Isabel 107. 41. Dejanira 86 Barbosa. Antônio Loureiro 35. 160 Barreto. Panfílio Teixeira 63 Barreto. 166. Rui 42 Barcelos. 137 Barbosa. 47. Rosa 107 Assunção. 48. Leonor 107 Barros. Álvaro 195 Barcelos. Davi Ferreira 166 Batista. 199 Ayres. Rosa Lima Manhães 48 Avelar. J. 41 Beale. 187. Wanderley P. Florentina 107. Joseph 46 Bell. 160 Armindo. 97 Barreto.Araújo. 192. Ernesto G. Jair 198.

123. Emiliano 35. Carlos 86 Boechat. 171. Assis 35. 155. Quintino 42 Boechat. 125 Borges. João 37 Camargo. 118. 39 Bocaiúva. William 38 Carneiro. Neri 166 Campos. Antônio Morales 35. Salvador 35. 190. Benedito Borges 35. L. 120. Mary Ruth 192 253. 86. 113. 179. Ampliato 158. 97. 137. Fidélis Morales 35. 70. A. Galeno. 195. Dario 163 Branco. 199 Cardoso Neto. Adrião 138 Bifano. 75. Zedir Morales 198 Bernardes Júnior. 105. 161. 104 Canada. 74. José 85 Bittencourt. 229 Bratcher. Manoel 129 Cabral. Zeferino 35 Carey.Bentancôr. Manuel de 35. Robert 191 Bretones. Artie 102. 194 Bitat. Tenente 61 Camargo. 125 Bratcher. Manoel Joaquim 35 Carney. 199 Borwen. 198. 186. Dário da Silva 62 Branco. 90. 171. Guilherme 40 Caboclo Filho. 162. T. 139 Bentancôr. 40 Botelho. 122. 158. Vital 113. Sócrates 41 Borges. 72. 136 Bryant. 131. Francisco 41 Borges. 171 Braga. W. João Batista 157 Bittencourt. 71. 180. 104. 136. . 139. 202 Calvino.M. Daniel de Oliveira 185. Francisco 122 Bratcher.F. 191 Brito. 112.H. 132. 160. Manoel 36 Blackford. 105. 168. 160. 80.J. Fidélis 62 Carneiro. Pearl-White 109 Boecher 39 Borborema. 83. 84. 199 Cabral. 110 Cândido. 168 Boechat. 208 Bentancôr. Antônio Ferreira 52. 60. Lauro 170. 113 Bernardes. 113. Gilson Antônio de Paiva 106. 152. 210 Cabral. 189. Clério 35. Antônio 35. Adosina 109. 86. 86 Boechat. Thurman 164 Butler. 193. 157.

66 Cunha. 34. 208 Coelho Filho. J. Adclmo 35 Coelho. 228. Saliel 165 Cowsert. . 136. Kennedy 158 Corrêa. Cosete Pevidor de 108 Carvalho. Muryllo 164 Cavalcanti. Antônio 35. 143 Costa. 175 Chagas. 229 Crane 38 Crispim. 87. 89. 132. Isabel Trigueira de 77 Costa. 34. 139. 143.R. Corindiba de 62. 90. 152 Crabtree. 104. 170 Charles II 37 Charles. 126 Clark. Carmen Lúcia de Aguiar 108 Cerqueira. José Garcia 105 César.78 Couto. 225. 122 Carvalho. 111. 112. John 37 Codeço. Otávio Dionízio da 35 Costa. 114. Ana 108. Ageu 193 Cerqueira. José Rodrigues 62 Corrêa. 230. Antônio Dias da 103 Costa. Meacir Carolina Frederico 238 Coelho. 110. Honesto de Almeida 62 Carvalho. Clodovil Fortes 79 Cavalcânti. 134. Augusto F. 96. A. Joadélio de Paula 121. Nemésio Fernandes de 36. 116. Tomaz 41. Acelino 62 Corrêa. Silas Quirino 175 Casseti.Carvalho. 88. Eduardo A. 106. 97. Jovelino Luiz 36 Coelho. 143. 208 Christie. Isaltino Gomes 238 Coelho. 77. 142. 203 Cooper.J.B. 122. 245 Christie. 152. 198. 202 Carvalho. Í18. 121. 112. Maude 34 Cruz. D. 104. 34. Herodias Neves 207 Cavalcanti. Malvino 194 Costa. 208 254. 160. 226. 185. Antônio João 35 Crosland. 198. 65. 110. 187 Carvalho. 138. 133. Nilo de Souza 36. 33. Alcides 158. 234 Crosland. A. Vanildo 105 Celestino. 208 Coelho. Benjamim Lenz de Araújo 121. 104. 136. Duque Policarpo de 35 Carvalho. Azevedo 46. 83. 125. 100. 103. Joaquina Alves 107 Coelho.F. 146. David 154. 90. 89. 125. Samuel 166. 91.

Domingos José 62 Ferreira. 74. 95. 4Í. 125. Zózimo 36 Dutra. 138. 136. 34. 52. 189. 105. 162. Otávio 86 Dória. 162. Coriolano Costa 148 Dunstan. Laura 107 Eyer. Alair Moreira 202 Dimárzio. 223 255. 139. 212 Delgado. 84. 160 Ferreira. Leopoldo Alves 63 Felipe. 93. Antônio 160 Ferreira. J. Nilson do Amaral 79. 121. Alípio 104 Downing. 113. C. 175. 162. 155. 168. 153 Eyken. Alberto Lafayette 34. 94. Cely Manhães 149 Faria. 181. 156.L. F. 83 Everett. 36 Faria. 94. Nilson 104. 122. 167. 189 Faria. 174. Pedro 41 Deering. 158 Duarte. 170. 41. 222. Virgílio 35. A. 199. 69. Jógli 105 Feitoza. Gregory 35. Bernardo 62 Ferreira. 191. Antônio Soares 35. Alexandrino 62 Cunha. Ebenézer Soares 104. 34. 110. 74. 100. 154. 208 Faria. 99. 189. 91. 78. 100. 159.D. Fernando 130 Drumond.Cunha. 156. 190 Farias. Jaime Soares 62 Custódio. B. 201 Diniz. Elson 201 Duclere. 137. 120. Manoel Couto da 63 Cunha. 166. Gentil de Castro 149. Norma Lee Van 108 Fanini. Djalma 35 Cunha. 226 Durval. 47 Darcoso Filho. 73. 154. 165. 101. 230 Entzminger. 141. 201. 127. 140. 41. José Martins Gomes 62 Feitoza. 117. 139. Arquimedes 198 Daniel. 187. Antônio Ribeiro 35. José Alves 35 Duarte.E. Leonel 35. 125. 174.M. 147. Abdiel 105. W. Sebastião Ignácio da 69 Curvelo. 239 Dias. 179. 122. 166. Otávio 63 Fayal. 74. 79. 122 Ferreira Neto. 190. Daniel S. 90. Alfredo Dias 62 Deter. 34. 48 Drumond. Ccsar38 Degiovanni. 149. Imperador 37 Fernandes. Mina 41 Eyer. 169. 178. Ivo 202 Edwards. .

52. José Maria 198 Gartner. 178. Francisco Alves 62 Ferreira. 66. Júlio 66 Figueiredo. Antônio Manoel de 77 Freitas. Emma41. Samuel Leite 160. 72. 199 Freitas. 67. Jeremias 198 França. 211 Garcia. 55. 68. 74. Isaías Moreira de 90 Gama. Valério 62. 41. Nely Soares 175 Ferreira. 210 Gomes. Benedito 62 Firmo. 107 Ginsburg. Almir dos Santos 130 Gonçalves. Marlene Baltazar da Nóbrega 108. Ubiracy 202 Gill Júnior. Everett 229 Ginsburg. Sara Ester de 77 Freitas. 203 Fontes. 192. David 164. 226 Godoy. 52. Avelino 35 Figueiredo. 198 Firmo. 201 256. 62 Ferreira. 52. Ismael José 178 Ferreira. Daniel E. Herman 35. Luiz Ovídio 63. 84 Geremias. Denir Luz 108 Fonseca. 80. 50. 83. Jair de 202 Freitas. Sebastião 63 Frias. Carlos 39 Fèydit.Ferreira. 91 Fonseca. Jair 157 Garcia. . Esther 108 Godoy. Emília Cândida de 77 Freitas. 58. 211 Gomes. Anuar Aragão de 156 Gomes. 69. Geraldo 222 Gil. 127. 53. Arsênio 35 Gonçalves. Mário Barreto 160. Oswaldo 165 Gomes. Sebastião 211 Fèuerharmel. Alfredo 129 Gomes. 60. Osias 150 Gomes. Gilberto 105 Garcia. Aylpton de Jesus 160. Marilene de 202 Freitas. Joüfo 62 Freitas. Salomão Luiz 34. Nilson 156. 50. 51. 80 Fonseca. José de Souza 162. Delfina 129 Gomes. 78. 138 Gonçalves. Antônio Vieira da 79. Florentino 35. 61. 194 Góis.

203. 163. B. J. 165. Carlos 94 Gonçalves. 222 Guedes. Regina Sampaio 202 Johnson. T. 135 Graham. 198 Guedes. Emílio W. Floyd 158 Hatton. 212 Hawthorne. Walvique Soares 36. Clint 35. Frei 59 Inke. Daniel 381 Kimbrough. 164. 139. 94. 212 Helwys. losé de Souza 159. Isa Avelar 107 Guimarães. João Batista Paulo 156. Gutenberg Faria 35. Baltazar 37 Ignácio. João 40 Inke. Robert Ried 39 Karklin. Dodanin 114 Gonçalves. Rogério 153 Graudin. 95. Percy Paulo 189 Guimarães. Manoel 52 Gusmão.Gonçalves. 39. Ezekiel 37 Hübmaier. 191 Kennedy. 34 Judson. 207 Kidder. Ana 154 Kaschel. 162. 202 Guedes. 168. 114. 40. Werner 162. 208 Herdy. Ubiracy Dutra 210 Harris. Ismail 35 Gonçalves. 143 Herdy. Leobino da Rocha 35. Evaldo 191 Gonçalves. Alvin 35. 41 Hearon.P. 199. 34 126 136 Jacoud. Sallie 41 Joyce.L. 38 Kerr. 212 . Nilza 201 Hespanhol. 201. José Luís 157 Gonçalves. Billy 179 Grassini. Jacob 40 Inke. Adoniran 37 Kalley. 62. 189. Thomas 35. 202. 40 Irving.T. Ricardo J. 168. 146 Guimarães. 84 Guedes. José 171 Holliman. A. J.C. Evangelina 113. Pedro 40 Green. 114. Ernest A. Cícero 69. Aroldi 201 Herdy. Tomaz 37 Henrique. Mário Sólon 192 Góspeler. 157. 191.C. 41 Jackson.

Celina V.. Emerenciano Nunes 62. Rubem CIêniton 238 Lóta. 139. 90. W. Ana 77 Leão. Iran de Medeiros 200 Lopes. 110. João Teixeira de 36. 97. Alexandre 39. 91. 136 Lavoura. 48. Delcyr de Souza 164. 138.Kingsolving. 113 Ludolf. José da Silva 35. 40 leimann. João Hugo 59 Kraul. 86. 210 Lima. 100. Samuel 202 Lessa. Eth Ferreira Borges da 154 Luz. 90. 113. 169.B. Pamphilio 91 Lustosa. 51. 88. André 40 leimann. 103 258. João Batista 68 Lopes. 173 Lóta. 129 Luz. Jonas Borges da 154 Mae Neally. 137 Lingerfelt. . Carlos 40 Laet. 94. 91 Leekning. 93. 178. 80. Laurindo P. 200 Maeário. 104. 139 Lessa. Faria 183 Lima.B. 152. Joaquim Fernandes 33. 127. Durvalino José 35 Lopes. 40 Kopp. 69. Gomes 137 Leal. 101. Marcelino Kepler 238 Lóta. Cláudio 211 Machado. 169. 159. 50. 35. Urgel Russi 238 Loureiro. Carlos de 102 Landin. 104. Juvenil 113 Lima. José Quintanilha Costa 90 Leandro. A. 64. Melo 41 Lopes. 70. 61. Arístides 94 Lessa. Diné René 238 Lóta. Joaquim 199 Leal. Gersoni 149 Langston. 238 Lóta. Jacintho 74 Lima. 137. 111. Pedro 68 Lanes. J. 114. Rubens 164. 199. Lucian Lee 39 Klavin. 89. 207. 49. Guilherme 40 Leite. 78. 154. 46. 59. Ozimar Machado 90 Leite. 62. 116 Lins. 75. 114. 230 Lessa. 87. Frederico 39.E. 81. 35. 179. A. Elizabeth 107 Lessa. Dionísio 62. 52. Alberto Vaz 35. 84. 85.

Jalv Chaves de 178. Kléber 35. Gilberto 210 Maia. 203 . 92 Mendonça. 35. 34. 73. Alfredo 78 Magro. 233 Médici. 91. Ruth 108 Matschulat. Élcio 178 Menezes. Antônio 41 Martin. 75 Melo. Juvenil F. 81. 105 Melo. Anthony 222 Mathews. Ary 160 Maddox. Antônio Rodrigues 35. 42.Machado. Balbina 107 Mendonça. 58 Manhães. Alfeu 35 Melo. 91. 91. 153 Martins. Antônio de Souza 60. 87. Augusto 39 Matschulat. 137 Macharet. A.H. Eufrázia Maria 48 Manhães.P. T. 90.T. 41 Martins. Frederico 40 Matta. 112. 164 Mein. Ângelo 144 Mariano. O. David 78. 35 Menegatti. 100. 139 Marques. Carlos de 35. Pedro 104 Magalhães. Waldemira 108 Matheus. Augusto 103 Maia. 103 Maia. 208 Malaquias. 126 Mello. T. 99.R. Tibúrcio 94 Manzolilo. Joaquim Evangelista Pereira 35. 191. 62 Melo. Paulo 158 Malafaia. Francisco J. Corina Maria 48. Isaque 35. Daniel 165 Maurer Júnior. Cristino Rodrigues de 72 Melo. Jetro 165 Mainhard. 93. João D. 94. 74 Manhães. Plácido de 101 Mendes. A. Jacira 192 Malafaia. Paulo 40 Manhães. John 33. Augusto de 91 Menezes. 110. Benedito 114 Manhães. 159 Martins. 104. João Bernardino 48. Jáder 35. Garrastazu 183 Mein. Wilson 198 Mendonça.Rodrigues 74 Mello. 106 Madeira.

João Daniel do 105 Nascimento. José 33. 113. J. José Rego do 64. 155. Benedito 35 Moreira. J. Manoel de 91 Mesquita. 144 Moris. 124. Antônio G. Silas da Costa 90 Moreira. Laurindo 160. 41 Nelson. Frederico 39. Junius E. Benito 140. Manoel de Deus 105 Nascimento. 125 Nitzke. Ulisses de 33. 86. Antônio Neves de 124 Miranda. 190 Moreira. Gabriel 35 Motta. H. 191 Mussolini. Vicente 62 Moreira. M. José Abraão do 103 Nascimento. 244 Noronha. Júlio César de 95 260. 121. 62 Muirhead. 141 Murta. Galdino 148 Moreira. Nilson 199 Nogueira.L. 91 Nogueira.146 Nascimento. Ageu 35. Benjamim 36 Monteiro. 185 Nettenberg. José Fernandes 159. Mauro Israel 194 Moreira. 74. Alair 198 Monteiro.H. Milton 194 Morais. Vitorino 113 Morgan. Joaquim Martins da 91 Mueller. Maria Fernandes 109. 114. 159. 91 Nolasco.H.Menezes. 171. 90. 28 Nigro. . Leôncio G. Jessé 90 Moreira. Germano 39 Nobre. Mosenhor 101 Monteiro. 171. Plácido 35 Moreira. James Watson 39 Mota. João 39 Newman. 159. 88. João 91 Menezes. 158. Elpídio 191 Mota. 34. 137 Moraes. 38 Neto. Adozino 19 Neto. 165 Nascimento. Isaac da Costa 36. 35. Francisco 35 Moreira. 156. 155. 211 Moreira.E. Almiro Campos 62 Nogueira. 208 Morais. F. R. Tiburtino do 35 Neighbour.

Oliveira. 125 Pereira. 181. Marcelino Lima 157 Pereira. 47. Walter Gomes 90 Perez. Celso de 96. Lino de 63 Peçanha. 161 Oliveira. Ernesto Nogueira 62 Pereira. 158. 158. J. 152. Domingos de 41. 238 Oliveira. 170 Pinheiro. 45. Manoel Bernardes 160. Aildes Soares 104 Pereira. 48. João C. Carolino de 62. Alberto Mendes de 62 Oliveira. J. David Francisco de 90. 230 Pereira. 46. Ana Francisca de 48 Oliveira. Joaze Gonzaga de 208 Paulo. Alice Neves de 208 Oliveira. 208 Oliveira. Celso 116. Honório Benedito 80 Paes. Ivone Boechat 199 Oliveira. 169. 211 Pimentel. 164. 211 Peçanha. Benedito 35. José dos Reis 109. 200. 193. Francisco Barbosa 85 Paranaguá. 198. 91 Penido. Alzira 81 Pinheiro. Mariano 106 Pereira. 143 Peçanha. Ellen Márcia 106 Pessanha. Rui Franco de 114. Ademir P. 178. José 158 Pimentel.P.N. 202 Oliveira. Arilton 193 Oliveira. Belardim de Amorim 166. Julião Guedes 72 Pereira. Alceir Faria 121. Elias 202 Pimentel Júnior. Francisco Antunes 62 Oliveira. 238 Patrício. Henrique Marinho 35. Francisco 81 . Otávio Florêncio 63 Pereira. 62 Oliveira. Nilo 110. Dioceles 158 Paula. João Caetano de 91. Francisco 85 Nunes. 201 Oliveira. Flauzina 48 Pereira. Jacy dc 209 Oliveira. João Francisco de 62 Paula. 207 Otoni. 157. Alvina Gomes de 107 Oliveira. Dário dc 90 Oliveira.E. 208. Carlos Rodrigues de 62 Oliveira.Nunes. 111 Peixoto. Roberto 178 Oliveira.

112. 154. Erodice Fontes de 35. 189 Portugal. 105. 114. E. Euza Gomes 129. Esther Ferreira 155 Purim. Elias 35. 203 Pinheiro. 201. Maria Rute 48 Pitrowsky. 208 Portela. 114. 113. 171 Queiroz. 40 Pitts. Elisa 39 Pitrowsky. Evódio 35. 103 Pinheiro. A. Joaquim Melo 62 Portela. Francisco de Miranda 207 Pinto. 158. Paulo 34 Porter. E.Pinheiro. Alcides de Oliveira 89 Ramos.E. Alberto 35. 143 Portes. 139. 41. Loimar Zarro 202 Pinheiro. 112. Gustavo 39 Pitrowsky. 190. F. Elza Lessa 109 Pinto. Aristóteles 35 Queiroz. 129 Queiroz. Ageu de Oliveira 160. 164 Puthuff. Luís Carlos Prestes 202 Pinheiro. 97. 78 Portes Filho. 185 Pinto. Antônio Carvalho 48. 169. Laura 142 Portes. Francis 38 Plínio. 40 Quintanilha. . Júlio Miguel 194 Rangel. 136. Clemente Teixeira 62 Pinto. 166. Rosa 77 Rangel. 125 Porter. 170. 207 Queiroz. Ricardo 39. 40 Pinto. Nair Araújo 108. 113. Josemar da Silva 212 Pinto. Odília 81 Pintcher. Joaquim Alves 35. Nolan 35. Alzira 108 Purens. Antônio Fernandes 62 Pridemore. Cantando Ferreira 62.H. 118. o Moço 36 Policarpo. Pércio 208 262. 134. Inácio José 160 Pinheiro. 94 Portela. 191 Queiroz. 162. 165 Portes. 34. Israel José 36.A. 142. Antônio Moreira 35. Reynaldo 162. 41 Queiroz. Adiei Pereira 154 Pinto. 38 Plaute. 113. Samuel J. Emanuel Fontes de 36. Tàlita 118. 212 Prucolli. Solita Retto 109 Quillen. 143 Pinto.

Pe. 173. 165. John 34. William Taylor 38 Régis. 118. 180 Renfrow. Camilo 69 Ronis. 125 Rosa. Jurandir G. Alice 107. Esther Prudence 108 Riffey. Joaquim 35. 156. 86. 103. André 129 Rosa. 107. Fidélis de Oliveira 165 Rosa. Wilson 161.W. 192. 162. Domingos (Minga) 61 Ribeiro. Harold 35. 92. 125. 38 Roig. Amélia Lima 48 Reis. 102 Reis. 180 Resende. 91. 91. Nelson 198. Eliézer 87 Rosa. 179 Rocha. Rodolpiana Ludolfò 107 Renfrow. 192 Rodrigues. 86. 179. Paulo 162. 87. Antônio Ribeiro. 208 Reis. 162. 114. 150.Therson 225 Ranson. 160 Rosa. Oscar 208 Ribeiro. 192 Ribeiro. 105. Luther 37 Rice. 139. 160. 174. 153 Reis. João Corrêa da 178 Rocha. 211 Rocha. Francisco 36. Erodice Gonçalves 149. 190. 165. Ismail de Oliveira 160. Arides Martins da 105. Maggie 41 Riffey. José 80 Roger. 139. 192. 154. 242 . 185. 113. Nona 109. 160. 201. Eliseu 202 Reis. 108. João 199 Rodrigues. 35. 191. 192 Rcike. Waldir 191 Rodrigues. Álvaro 72. 153 Rosa. Altina 107 Ribeiro. 187 Rosa. Alfredo 53. Oswaldo 36 Rosa. 162. Francisco Mancebo 208 Reis. 103. 211 Rocha. 96. M. Ari th Barreto 109 Rocha. 136. J. 141. Evaristo 86 Reis. 153. 110. 208 Rocha.Rankin. Joaquim de Paula 32. Eliasar 87. Otávio Felipe 36 Rosário. Alice 53. Ricardo 39 Reis. Antônio da Costa 122 Retto. Ernestina Rezende 107 Rezende.'110. 153. 201 Rosa. 162. 103. Romildo Gomes 105 Rice. 210 Ribeiro.

Élcio 194 Sant'Anna. dos 169 Santos. 210 Santos. Walter 160. 203. Achilles 209 Silva. 91. 203 Sá. 193. Carlos 158 Sias. Oswaldo Soares dos 155. Harald 164 Schneider.J. Joaquim Coelho dos 35. Nilo 35. Fortunato dos 62 Santos. 159 Sardenberg. 191. Júlia Codeço dos 108. 201 Sant'Anna. Gê 113. Carlos 39. 201 Santos. Achilles 196 Sales. 168.Roth. Zeny 108 Saraiva. José de 166 Sá. Juventino 158 Santiago. Moisés Henrique dos 159 Santos. Antônio Américo da 91 264. João Fernandes da 222 Silva. Adélia Darcília Marins da 109 Silva. F. Antônio 88 Silva. 67 Sá. Domingos Francisco 91 Santos. 211 Sant'Anna. Linéa Dias Mendes de 108 Sales. 198. 39 Schumann. Benedito 35. 160. Isaías 191 Santos. Pedro 40 Salles. Julieta 109. 40 Sá. Gumercindo 192 Saraiva. Lira 107 Salgado. Deodoro 86 Sardenberg. Gilson Carlos dc Souza 222 Santos. Iomael 104. Antônio Maria Correia de. .C. 90 Sardenberg. Júlia de Oliveira 48 Santos. Suetônio 86 Sattler 37 Schally. 160. 121 Silva Filho. 160 Sales. Joel Pereira dos 211 Santos. Pe. 230 Santos. Rubem Coelho dos 160 Santos. Plínio 147 Salit. Trascy R. 88. 201 Santos. Paulo 36. 97. Maria Francisca 121 Sias. 92. 181. 110. 112. 145 Sampaio. Elias Carvalho de 162. Manuel Nunes 87. João Mauro de 62 Silva Neto. Maria Helena Leão 109 Santos. 139. Aloísio Alves 202 Silva.

138. José Galdino da 35 Silva. 62. 154.0. Miguel Galdino da 63 Silva. 222 Silva. Luiz Roberto 106 Silveira Filho. 115. 160. Marilene Frederico da 238 Silva. 168. Suledil Bernardino da 178 Silva. 160 Silva. 208 Simonton. Blanche 108. 144. Pedro Gomes de 96. 113. 135. 159. 160. 85. 171 Silva. José Ferreira da 35. Juraci R. 207 Silva. Manoel de Souza e 80 Silva. 134. 105. 136. Silva. João José 166. 244 Smyth. 113. Silva. Silva. Silva. 116. Aildes Pereira 222 Soares. 207 Silveira. Silva. Waltir Pereira da 160. . Silva. Orlando 189 Soares. Moisés 157. 161. 90. 147. 103 Silva. Silva. José Arruda 94 Silva. Ildefonso 62 Silveira. 62 Silva. Josias César Porto da 194 Silva. 122. 39 Simpson. 105. 179 Silveira. Levi 158. Silas 35. 180. Osmar 36. 132 Clemir Fernandes da 106 Demerval 160 Éber 222 Edmundo Antunes da 36. 165. 159. Silva. 74. 106 Francisco Ribeiro da 35 Hudson Galdino 238 Jabniel 168 João Barreto da 35. 12. 143. 160. 191. Silva. da 238 Silva. 97. 160 Silva. 168 Silvado. Silva. 192. 222 Soares. Élcia Barreto 115 Soares. 69. 174. Anita 239 Soares. 171. 61. 139. José 174. 114. 160. 211 Sobral. João Marcos Barreto 194. Antônio Zeferino e 113 Bento de Souza e 69 Cândido Ignácio da 62. Nélio Wilson Lopes 106 265. José 155. José Joaquim 35.Silva. 165. 171. 149. Manoel Bento da 36. Luís Laurentino 35. 119. Josué Ebenézer de Souza 106. 117. 69. 159 Siqueira. Abelar Suzano de 35. Manoel Antônio da 35. 186 Florentino Rodrigues da 35. John 37 Soares Filho. 125. 193 Soares. 199 Silva. 60. A. Silva. 194 Soares.G. 97. 131. 211 Silveira.

J. 192 Souza Filho. 95. Eugênia 107 Teixeira. 51 Teixeira. Ubaldino Faria de 139 Spaulding. 201. 116. Honório de 35. 112. 191. 152 Tarboux. 106. 147 Souza. T.Soper. 41. José Basílio de 36. Samuel de 120. 49. 125. 106 Souza. José de 59 Souza. Cássio Peçanha de 35 Souza. Belmiro Basílio de 62 Souza. 84. Desidério Francisco de 122 Souza. 45. Creuza Rangel de 189 Souza. 143. João Filson 146. 159. Maria Amália Carvalho de 108. 113 Souza. 134. 170. 207 Soren. 123. 75. 208 Souza. Silvino Ferreira de 63 Souza. Sebastião Faria de 35. Domingos José de 91 Souza. 34. Catarina 41 Taylor. Francisco Fulgêncio 35. 139. 112. Manoel Avelino de 35. 95. Teodoro Rodrigues 41. de 104. Z. . 78. 83 Taylor. 151. 162. J. 90. 191 Souza. 191. 199 Souza.J. 117 Souza. 187. R. Luís dc 48 Souza. 148 Telford 39 Terra. 41. 202 Souza. Lucinda 108 Taylor. Gérson de 147 Souza. Antônio José de 35 Souza. 48 Soren.H.W. Elísio 198 Tavares. Evade 107. 41. J. 208 Souza. José 91 Souza. Horácio de 72. Francisca de 107 Souza. 79. 112. 152 Souza. 186. Sócrates O. 187. Dorcas Pinheiro de 109 Souza. Apolinário 105 Souza. 74. 41. 34. Itamar Francisco de 36. 191 Souza. 152 Souza. 83. Dalson Pinto 160 Teixeira. 105. Sebastião Angélico de 96.B. 173.C. 152. Antídio de 35. 38 Tavares. 164. 171. 38 Stover. 160. 73. Genilda 222 Tertuliano 90 266. 113. Joaquim Francisco de 62 Souza. Higino de 211 Souza. 136. 160. E. 194 Souza. 180. 80. Helena 105. 152. 97. 168.

104. Maria 109 Vasconcelos. 201. 192 Vieira. Antônio 35 Varela. Valdir Gomes 36 Villement. 168. 168. Noêmia 109 Veiga. 160. 38 Watts. 203 Varela. 191 Vieira. 97. Loyde 109 Zarro. Jorge Luís Gouveia 179 Vieira. 184. 222 Zarro. 185. Albino 35. Norvel 35. Maria 77 Tucker 39 Valadares. 207 Zarro. Stênio 165 Velasco. Enéas 162. 179. 114. Werneck. 38 Welch. Alberto 199 Trigueira. 158. 208 Vieira. Antônio Coelho 35. 120. José 95 Watson. Osvaldo 152 Tognini. 136. Artur 35 Ventura. Henrique Queiroz 105. 173. Waldemar 35. 191. Geraldo 201 Veríssimo. Elias 16*6. Roger 37 Zambrotti. Élcio 105. M. 168. 125 Walmer. Virgílio José 91 Vorheis. 198. 208. 160 Viana. 210 biblioteca p a r t i c u l a r Fabiano de Oliveira Fialho . Genoveva 112. 161. 160. S. Rogério da 106 Velasco. 192.Tiago. 212. 209 Vilarinho. Raphael 36. Carlos O. Walter 160. Jair 104 Varol. Fausto Aguiar de 223 Veiga.L. Elias 193 Williams. 159. 171. Silas dos Santos 193. 180. 180. 162. Jurema Mainhard 190 Viana. 203 Veloso. 164 Torres. 179. 113. 154. Júlio Martins 91 Vidal. 193 Vargas. Oswaldo 160 Vianna. José Francisco 200 Venâncio. 170. Manoel 62 Tinoco. Wilmar 193. 174.