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Este é um livro interessante e valiõsíssimo para o

povo batista brasileiro. É um relato precioso, uma visão
histórica, ainda que sintética, pois seria impossível retratar
todo o trabalho de uma convenção batista estadual, ao
longo de 100 anos, em um só volume. Contudo, a obra
põe em destaque os mais preciosos momentos de nossa
história batista fluminense.
Na realidade, a importância do livro pode ser sentida
em dois aspectos principais:
1 ? — A obra foi escrita pelo Pr. Ebenézer Soares
Ferreira. Este ilustre homem de Deus viveu intensamente
a vida batista fluminense, com raízes profundas na cidade
de Campos, onde exerceu o ministério pastoral por vários
anos. Além disso, foi Diretor Geral do Colégio Batista
Fluminense, professor do Liceu de Humanidades de
Campos e Reitor dò Seminário Teológico Batista
Fluminense e professor da Faculdade dc Filosof ia, Ciências e Letras dessa cidade.
"
E necessário lembrar que além de desempenhar todas
essas tarefas pedagógicas," o autor foi redator de O Escudeiro Batista, e presidiu a Convenção Batista Estadual
quinze vezes, sendo seu atual presidente.
O Pr. Ebenézer Soares Ferreira, com a sua tendência
natural pelos assuntos históricos, e com o seu acentuado
espírito de pesquisa, oferece uma contribuição muito
preciosa para o povo batista em geral.
2? — A Convenção Batista Fluminense é, sem
sombra de dúvida, a maior Convenção Batista Estadual
do Brasil e da América Latina. Atualmente, a Convenção
registra em seu rol de igrejas cooperantes mais de 900
igrejas.
Descrevendo a magnitude dessa grande Convenção
Centenária, o autor afirmou: " E opulenta, repleta de
lances emocionantes, desafiadores, cheia de exemplos
dignificantes e de sacrifícios. E uma epopéia envolta em
rasgos de fé e amor, escrita com suor, lágrimas e sangue
pelos consagrados servos do Senhor que não mediram
esforços para legarem ao povo batista fluminense um
glorioso patrimônio moral e espiritual."

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Rua Silva Vale, 781 — Cavalcanti
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BIBLIOTECA PARTICULAR

FabJano de Oliveira Fialho

da The American Schools of Oriental Research e membro correspondente da The Academy of Letters of London. da Sociedade Brasileira de Romanistas. da Academia Evangélica de Letras do Brasil.EBENÉZER SOARES FERREIRA (Membro da Academia Pedralva de Letras. da The Baptist Historical Society (Inglaterra).) . da União Brasileira de Escritores.

dedico esta obra. de corpo e alma. arrostando toda sorte de sacrifícios. A memória dos obreiros nacionais que pugnaram a boa peleja da fé. aguerrido. com sede em Richmond. com ext rema dedicação. À juventude de hoje do nosso querido estado. em favor da salvação das almas perdidas. e. O autoi. se incorporaram aos missionários.biblioteca parti : u l a r FaWano de Oliveira Fialho DEDICATÓRIA À Junta de Missões Estrangeiras da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos. contra as hostes do Maligno. 1 . à gloriosa faina de pregar o evangelho de Jesus Cristo aos nossos coestaduanos. Virgínia. A memória dos missionários pioneiros que. formando a grande falange do exército santo. se entregaram. que recebeu a tocha sagrada do evangelho para passá-la às gerações porvindouras com o fogo crepilante do amor a Cristo. que se dignou de enviar missionários para evangelizar nossos patrícios.

Preliminares 37 Fundação do Trabalho Batista no Brasil: Batistas Alemães e Letos 39 Fundação do Trabalho Batista no Brasil: Batistas do Sul dos Estados Unidos Uma Grande Porta É Aberta 42 40 Capítulo II — PERÍODO DE ASSENTAMENTO DA OBRA BATISTA (1891-1892) 1. 4. O Início do Trabalho Batista no Campo Fluminense 45 1. 2. 6. Organização da Igreja Batista em Campos 47 3.4 Ura Grande Evangelista 47 2. 5. 8. 2. 10. 14. 15.1 Providência Divina .em Ação 46 1. 16. 9. 12. 3. 7.3 Um Grande Apelo 46 1. 13. 11. 4. Pastorado de Salomão Ginsburg 49 Conversão de Joaquim Fernandes Lessa 50 Jornal "As Boas-Novas" 51 Primeira Escola D i á r i a — " E s c o l a Americana" 51 Escola Noturna 52 Escola Industrial 52 Perseguições em São Fidélis 53 Outras Vítimas da Perseguição 58 Perseguições em Macaé 59 A Grande Contribuição dos Evangelistas 61 Oposição do Clero 63 Lançamento da Pedra Fundamental do Primeiro Templo Batista no Brasil 64 Clero Católico Romano Reage Contra a Construção do Templo Batista 67 Inauguração do Primeiro Templo Construído no Brasil 68 Os Bravos Colportores 68 Mudança do Missionário Ginsburg Para Pernambuco 69 . 3.ÍNDICE Dedicatória 7 Prefacio 31 Introdução 33 Capítulo I — PRIMÓRDIOS DO EVANGELHO NO BRASIL 1.2 Alugada a Primeira Casa Para Cultos 46 1. Primeira Igreja de Campos — Vários Pastores em Pouco Tempo 48 Capítulo III — PERÍODO DE GRANDE ATIVIDADE EVANGELÍSTICA (1893-1900) 1.

4 Novas Secretárias-Exccutivas 108 6.F. 6.5 Progresso no Trabalho da UFMBF 109 108 . 8. Campanha de Combate ão Fumo 96 10.Campos 71 1.5 A Igreja Anula a Exclusão Injusta do Missionário Dunstan 75 Capítulo V — MISSÃO DO RIO 1. 4. o Pivô de uma Dissidência 72 1. Criação d " ' O Jornal Batista" 69 18. Usados por Deus Tais Como Eram 97 10.2 Organização do Hospital Batista 94 9. 2. Organização da Primeira Igreja Batista de Niterói 1. 4. Criação do "Brisas do Campo" 70 Capítulo IV — PERTURBAÇÕES INTERNAS 1. Igreja Metodista e Seu Pastor Se Tornam Batistas 3.1 A Igreja É Dissolvida 78 1. Perseguições em Friburgo 99 A Missão Campista Abre Trabalho em Minas Gerais 102 Junta Estadual 103 Os Batistas Fluminenses e Seus Jornais 104 Surgimento do Campo Batista Fluminense 106 O Trabalho Feminino 107 6. A Questão Antônio F. Ordenação de Dois Grandes Obreiros 83 Perseguições em Cambuci 84 Perseguições em Niterói 84 Perseguições em Campos 85 Perseguições em Aperibé 86 Manoel Nunes Saraiva. 7.F.1 As Pioneiras 107 6.3 Missionárias Prestam Grande Auxílio ao Trabalho Feminino 6. 6.2 Presidentes da U FMBF 107 6.1 Primeira Tentativa de Organização 93 8.4 Declaração e Protesto 74 1. 3.1 A.3 Conseqüências do Espírito Faccioso dc A.Campos 73 1. SOLIDIFICAÇÃO DO TRABALHO E DE GRANDES PERSEGUIÇÕES 1.1 Joaquim Coelho dos Santos 97 10.ECampos Cria a União Batista Fluminense 72 1. 5.2 A. Evangelista Queimado com Querosene 81 77 79 Capítulo VI — PERÍODO DE REAJUSTAMENTO.2 Segunda Organização da Igreja 78 2.Campos. 2. 5.2 Manoel Avelino de Souza 98 87 Capítulo VII — PERÍODO DE ORGANIZAÇÃO DE VÁRIAS ENTIDADES E COOPERAÇAO 1. um Mártir do Evangelho no Estado do Rio Organização da Associação Batista Fluminense 90 Associação do Hospital Evangélico 93 8. 3.17.

8. Integração de Igrejas Dissidentes 122 9. 12. 11.1 Fundação do Instituto: Primeiro Período 109 7. Curso de Extensão 141 2. Miss Blanche Simpson e a Educação Religiosa e Teológica 144 4. 13. 9. 5.4 Terceiro Período 113 7. 4.3 Segundo Período 112 7.6 Quinto Período 114 7. 2. Perseguições em Maricá 123 10. A Coragem dos Bravos Missionários 131 Construção de Templos Maiores na Década de 20 134 Instituto Batista Fluminense 134 Escola de Verão 135 Organização das Associações 136 Primeiros Problemas Associacionais 137 A Igreja de Pião É "Desfraternizada" por Alguns Anos e Retorna em 1923 Perseguições em São Francisco de Paula 137 A Grande Campanha 138 Caixa de Beneficência dos Obreiros 138 Convenção Batista Fluminense 139 União dos Obreiros do Campo Batista Fluminense 139 Depressão. Conversão do Ex-Padre Gentil de Castro Faria 149 .2 O Instituto Muda-se Para Campos Com Novo Nome 110 7.10 O Progresso do Colégio 119 7.7. NO FINAL. Anna Christie — O Trabalho com as Senhoras e com o Colégio Batista Fluminense 125 12. D.7 Sexto Período 115 7. Jubileu de Ouro da Primeira Igreja Batista de Campos 146 5. Endividamento e Desânimo 140 137 Capítulo IX — INÍCIO DA ORIENTAÇÃO PRÓPRIA E REAVIVAMENTO (1930-1941) 1. Campanha Para Reorganização do Trabalho 126 14.1 Quem Era Elias Portes Filho? 142 3. 7.11 Sétimo Período 120 7. A Ação do Intregalismo no Seio das Igrejas 146 6. O Povo Zombava dos Crentes 149 7. 3. Assistiu à Perseguição ao Missionário Salomão Ginsburg em 1918 127 Capítulo VIII — PERÍODO DE PROGRESSO FINANCEIRO. 6. COMO REFLEXO DAS CONDIÇÕES MUNDIAIS (1919-1929) 1. E DE DEPRESSÃO FINANCEIRA. 10. NO PRINCÍPIO.8 Pastor Barreto — Homem de Larga Visão 117 7. A Obra Educacional dos Batistas Fluminenses 109 7. A "Zona Neutra" 141 2. O Progresso das Escolas Dominicais 126 13. Sociedade Patrimonial Batista 123 11.12 Casa do Estudante Batista 121 8.9 C o n t r i b u i ç ã o do Colégio Para o Preparo de Futuras Esposas de Pastores 118 7.5 Quarto Período 113 7.

1 Secretário. Nilson Godoy 156 3.3 A Obra da OPBERJ 163 4.2 Realização da Convenção Batista Brasileira em Niterói 168 5. 3.3 Encampamento do Orfanato 155 3.4 Algumas Importantes Decisões da Ordem dos Pastores 163 O Problema Denominado "Renovação Espiritual" 164 5. Reestruturação do Trabalho no Campo Batista Fluminense 159 Associação Filantrópica Rui Barbosa 160 Sagração de Bispos em Templo Batista 161 Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro 161 4. 8.Executivo da Ordem 162 4.3 Formados pelo Seminário Teológico Batista Fluminense 175 2. Missionário Harold Renfrow 179 6. Campanha de Evangelização na Década de 60 173 2.4 Corpo Docente do Seminário Teológico Batista Fluminense 178 3. Outras Instituições de Ensino Teológico 178 4.3 Retomada do Templo 170 Sustada a Representação de Três Igrejas na Assembléia Convencional de 1958 170 Relatório da Comissão Sobre o Problema das Três Igrejas 171 Recondução de Pastores ao Ministério 171 Capítulo XII — P E R Í O D O DE E X P A N S Ã O MISSIONÁRIA EVANGELÍSTICA E 1.2 Transferência da Sede do Orfanato 154 3. Tentativas de Divisão da Convenção 180 Capítulo XIII — PERÍODO DE GRANDES CAMPANHAS E DE DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES 1.1 Aula Inaugural 174 2. 5. Estudo Sobre a Fusão das Convenções 183 183 .2 Novo Secretário-Executivo 163 4. Seminário Teológico Batista Fluminense 174 2. 4.5 Gestão Pr. União Masculina Missionária Batista Fluminense 157 Capítulo XI — PERÍODO DE REESTRUTURAÇÃO 1.4 A Nova Fase e o Primeiro Diretor 155 3.1 Organização do Orfanato Batista Fluminense 154 3. Fusão dos Estados da Guanabara e Rio de Janeiro 2. 2. 7. 6.Capítulo X — F I R M A N D O AS ESTACAS NA BENEFICÊNCIA OUTRAS ORGANIZAÇÕES 1 EM L Colégio Batista dc Niterói 151 2. Período de Transição Missionária 152 3.2 Mudança de Diretor do Seminário 175 2.1 Assembléia Extraordinária da Convenção Batista Fluminense 167 5. Sede da Convenção Batista Fluminense em Niterói 179 5. A Obra de Beneficência 153 3.6 Doações de Imóveis Feitas ao Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira 156 4.

3.1 Elias Vidal 184 4. 186 6.5 Edgard Barreto Antunes 186 5. 5. Programa Integrado de Missões e Evangelizacão — PROIME 4. Encontro de Filhos de Pastores 189 9. A Influência dos Batistas Fluminenses 195 "Projeto A m o r " 200 "Projeto Amai-vos" 200 Colégios Fundados por Igrejas e Particulares 200 Líderes Associacionais 202 Obreiros Fluminenses.3 Décadas de 60 e 70 192 11.3 Joaquim de Paula Rosa 185 4. Reencontro — Obras Sociais e Educacionais 187 8. Missionários da Junta de Missões Mundiais 205 Obreiros Fluminenses.4 Daniel de Oliveira Cândido 185 4. DIACOPBERJ 189 10. Secretários-Executivos da JUNCORD 184 4. 2. 9.4 Novas Diretrizes 194 184 Capítulo XIV — A INFLUÊNCIA DA OBRA DOS BATISTAS FLUMINENSES 1. 3. 7. Sociedade de Esposas de Pastores Batistas Fluminenses 190 11.2 Página da Mocidade n ' " 0 Escudeiro Batista " 192 11. Quadro Histórico da Convenção Batista Fluminense 213 11.1 Década de 50 191 11. Centenário da Primeira Igreja Batista de Campos 222 Capítulo XV — O SEGREDO DO CRESCIMENTO DO CAMPO BATISTA FLUMINENSE 225 Epílogo 229 Notas e Citações 233 Bibliografia 247 índice Onomástico 251 . Relação dos Pastores da Convenção Batista Fluminense — 1991 216 12. Acordo do Ingá.2 Secretário-Interino 185 4. O Trabalho da Juventude 190 11. 8. 6. Missionários da Junta de Missões Nacionais 206 Batistas Fluminenses que Se Sobressaíram na Denominação 207 Missionários da Junta de Richmond que Cooperam com as Juntas Estaduais Fluminenses 212 10. 4. Centro Batista Fluminense 187 7.

porque o mesmo o servia muiíu bem em suas viagens pelo campo fluminense. Christie. que era carinhosamente por ele chamado "Diácono". .A.L. emseu burro.Dunstan Dr.

Atuaram durante 39 anos no listado do Rio de Janeiro. ou debaixo de árvores. Uma "Casa de Cultos". Muitas igrejas se reuniram em casas como estas..B. etc. Houve igrejas queforam organizadas em galinheiros. Primeira e Segunda Igrejas Batistas de Campos.Casal A. Primeira Igreja Batista de São Gonçalo. e até mais humildes. Igreja Batista de Fonseca. A eles devem os batistas fluminenses grande parte do sucesso de seu crescimento.Christie. . Hojejá possuímos templos magníficos como os da Primeira Igreja Batista em Niterói. no passado. "alma-mater" do trabalho no Campo Batista Fluminense.

. Templo da Primeira Igreja Batista de Niterói. ffi 11 • 1 m Templo da Segunda Igreja Batista de Campos. inaugurado em 21 de abri! de 1898. . A Primeira Igreja Batista de Campos teve o privilégio de construir o primeiro templo no Brasil.Templo atual da Primeira Igreja Batista de Campos. "íi Fac-simile da ata de organ ização da Primeira Igreja Batista de Campos.

^ OS PRESIDENTES DA CONVENÇÃO - r i Joaquim Fernandes Lessa Alonzo Bee Christie .

arro João Barreto da Silva Osmar Soares Ebenézer Soares Ferreira .umbrotti Erodiee bontes de Queiroz Waldemar 7.Antônio Raphael Charles /.

.

Joaquim Rosa José Joaquim da Silveira .

OS SECRETÁRIOS DA JUNTA COORDENADORA Harold John I Riffey Renfrow E/ias Vida/ .

Edgard Barreto Antunes.Joaquim de Pauta Rosa MISSIONÁRIOS NORTE-AMERICANOS QUE ATUARAM EM ÁREAS ESPECÍFICAS Daniel O. . Cândido. cuja foto se acha no grupo de presidenta da Convenção. sucedido pelo Pr.

Flumi- -3S Prédio principal do Seminário Teoloçico Batista I luminerise. Celso Peçanha.Sorve! II. em Nova Friburgo. Joio prédio prmcipaldo Colégio Batista Fluminense. coma presença do então Governador do Estado do Rio. Dr. Prédio principal de aulas do Colégio Batista Fluminense. .KMÍIC . inaugurado em 1962.Víjíív Welch Clint Kimbrough INSTITUIÇÕES BATISTAS DE EDUCAÇÃO SECULAR E TEOLÓGICA Prédio onde funcionou o Colégio Batista nense. Anteriormente. de 1910 a 1913. em Campos. ex-aluno da casa.

que foi Governador do Estado do Rio. João Barreto da Silva. RaphuelZainbrotti. Dodanim Gonçalves. à direita. Ageu \eto. em 1932. e ã sua esquerda. Ao seu lado. o Pr.Grupo de alunos infernos do Colégio Batista Fluminense. Com a mão no rosto. Samuel de Souza. ESoreii. em 1962. Benedito Manhües. Pr. Inauguração do busto do Pr. Sessa Joto. Pr. Ebenézer Soares Ferreira. Lmgerfeld. em frente ao edifício do Colénio Batista Fluminense. . l utando está o historiador Barbosa Guerra. Celso Peçanha. na terceira f ila. Christie. João. Rubens l. em janeiro de 1971. Francisco Rosa. Pr. realizada em Campos. por ocasião da Assembléia da Convenção Batista Brasileira. em parceria comoDr. na gestão do Dr. o Pr. é o Dr. Pr. podemos destacar: Pr. Rui Franco de Oliveira. O último.opes. Pr. então Presidente da Convenção Batista Brasileira. À sua direita. o Pr. o Dr.

• - CCÍ Muitos jornais surgiram no campo batista fluminense. Dois. pastores Joaquim Coelho. Fidélis Benlancôi. que pregou sobre "Manias de Pastor''. João Barreto da Silva. Alberto Araújo. Rubens Lopes. Daniel Carvalho de Almeida. Nilo Cerqueira Bastos. Rubens t opes. Manoel Bento. Dr.. Norivat tranco. José Herdy. que foi o professor homenageado pela turma. Vonkacov. Sentados. Sophia Nicho/s. José Ferreira da Silva. Do lado esquerdo do buslo. Cússio Peçanha. Em pé. Cristal Enete e Letha Sanders. Salvador Borges e W.MacNeally. Gutenberg Faria Guedes. Francisco Rosa. e "O Escudeiro Batista". Evaristo Lacerda. em 1951. como órgão oficial da Convenção Batista Fluminense . Rocha e os formandos: Elias de Souza Mollino. se destacaram:' 'As Boas-Noí-as". 1 tamar Francisco de Souza. Ebenézer Soares Ferreira. que surgiu em 15 de marco de 1894 e durou ate 1900. Francisco Ribeiro. do lado direito do buslo: Pastores Constem tino. A direita está o então deão Pr. Dr. r Grupo de formandos do Seminário Teológico Batista Fluminense em 1978. com a presença do paraninfo. Obadias d Alcântara. Elias Vidal. Edmundo Antunes. Salvador Mendes de Oliveira. José Mu ria. Manoel de Brito. Adelino Coelho.Fnete.. Manoel Avelino de Souza.B. Antônio Soares Ferreira. estão as missionárias Blanche Simpson. em frente ao amigo prédio de aulas do Colégio Batista Fluminense. e o então Diretor do Seminário. Jurandir G. Prof. Argênio Gonçalves. W. Luiz de Souza Neto. Helvane Rodrigues Surto. Henrique Gomes. Arsênio Gonçalves. em pé: Pastores Edinézer Faria. Joaquim Vlanano Pereira. Isaac Moreira. Samuel de Souza. Nilo Sales.Inauguração do buslo do Missionário A. porém. Henrique Marinho Nunes. . GedorMeto. Osvaldo Soares.Christie. Ubaldino de Souza. Pr. que surgiu em V: de janeiro de 1909 e é publicado até hoje (1991).h i .

Já velho e. II Alice Reis — Pioneira do trabalho das senhoras no Estado do Rio.B. mais tarde. Gentil de Castro Faria — Expadre católico romano. onde. . Sitas Silveira — Foi o primeiro batista a ser eleito deputado estadual. na década de 10. o Pr. saía a distribu -tos. o obrigaram comer areia. formar o Campo Batista Fluminense. tendo sido um dos maiores evangelistas do Estado do Rio de Janeiro. Pr. Em 1918. lendo exercido grande influência em sua época. Antônio Soares Ferreira — Fundador do Lar Batista Pr. Luís Ovídio Firmo — Muito perseguido na regii de Macaé.Pr Joaquim Coelho dos Santos — Ordenado em 1908. foi consagrado. Pr. Balizado pelo Pr. Barreto. cego. pastoreou até 1957. Elias Portes Filho — Primeiro batista a ser nomeado missionário estadual. Pr. Antônio Soares Ferreira. ao ministério da Palavra.Deter — Grande cooperador da chamada Missão do Rio. Na foto. junto com a Missão Campista. A. enchia os bolsos i folhetos e. João Burrelo da Silva. essa missão deixou de existir para. peto Estado do Rio. Gentil aparece ao lado do Pr. em companhia dos netos.

" Marlene Bahhazarda Nóbrega Gomes — Primeira fluminense a ocupar a presidência da União Feminina Missionária Batista do Brasil Óthon Á vila do A maral — Primeiro leigo a ser orador numa assembléia da Convenção Batista Fluminense. pastoreia a Primeira Igreja Batista de Campos. Prof" Ne/l v Soares Ferreira — Primeira mulher a ser oradora numa assembléia da Convenção Batista Fluminense. Por mais de 15 anos. Sebastião Angélico de Souza — Primeiro aluno a ser matriculado no Colégio Batista. Pr. d'Alcãntara — Desde 1959. em Aperibé. em 1910 Dr. F o Diretor d'O Jornal Batista. Virgílio Paria — Por várias vezes. Adiei Pereira Pinto — Primeiro órfão recebido nu Orfanato Batista. dirigiu a Sociedade Patrimonial Batista de Campos Pr. em Friburgo. . Nilson üimárzio — Grande líder batista. Antônio Soares Ferreira". ObadiasF. Prof. hoje "Lar Batista Pr.Pr. localizado em Rio D 'Ouro. é pastor da Igreja Central de Volta Redonda. Atualmente. Pr. pastoreou a Primeira Igreja Batista de Petrópolis.

Soren — Grande líder da Missão do Rio. da direita para a esquerda. Na primeira fila. Pr.F'. Outros podem ser identificados: Pr. em Friburgo. Representantes das igrejas à Associação. Joaquim Coelho dos Santos e Pr. que abrangia as regiões de Maricá até Paraíba do Sul. na sede do Colégio Batista Fluminense. Pr. aparece o Pr. José de Souza llerdy — J'rírneiro batistafluminense a criar uma universidade. Pr. F. reunidos em 1910. Antônio Charles. Pr. . Leonel Fyer— O grande idealizador do Hospital Batista Fluminense. Alcides Cunha — Dinâmico líder dos homens batistas no Estado do Rio e no Brasil. Joaquim Fernandes Lessa. Leobino da Rocha Guimarães — Diretor do Hospital Batista Fluminense Pr. Antônio Morales Bentancôr.Pr. hoje Convenção Batista Fluminense.

Honório de Souza. Fidélis M. Carvalho. Na frente. Benedito Araújo.de Queiroz. .Obreiros do Campo Batista Fluminense. Foi celebrado com a realização de sua assembleia em Petrôpo/is. Nas escadas. Elias Portes Filho. Abelar S. Antônio Soares Ferreira. A Ifredo Reis. Manoel Avelino de. Em pé. da esquerda para a direita: Manoel Brito. Atras estão os membros da diretoria da Convenção e a presidente de honra. Alfeu Gomes. Cícero Góspeler. Duque P. Virgílio Faria. Carlos Mendonça. Antônio Bernardes Júnior. Christie. Artur Moulin. Leobino Guimarães. missionários da época. José Lóta. José Ferreira da Silva. Souza. vê-se o casal John Riffey. Joaquim Coelho dos Santos. Joaquim Fernandes Lessa. ErodiceF.B. Benedito Firmo. Salvador Borges. Francisco Lopes. Mrs. Sentados. (a seguir. um obreiro não identificado). ainda na mesma ordem: F. em 1930. Antônio Mendes. em 1957.Bentancôr.Stover. Joaquim M ariano. na mesma ordem: Joaquim Rosa. Manoel Monteiro. Cândido de Jesus. Joaquim José Pinheiro. João Peratva.Siqueira. Cinqüentenário da Convenção Batista Fluminense.

consagração espírito de sacrifício e trabalho dedicado que caracterizaram a gloriosa trajetória centenária dos batistas da Velha Provícia a fim de que lhes sigamos os passos na feitura da obra até que venha o Senhor da seara a recompensar a cada um conforme o seu labor. ética pessoal e extrema modéstia. abrindo-nos. devemos ao Pr. Deus tem feito em nosso estado. amplas janelas para o passado. Dr. no terreno do evangelismo. Põc-se ainda como verdadeiro porteiro do amanhã. isto tudo sem falar dc sua inegável contribuição para o mundo econômico. por sua mão ou liderança. social e político cm que tem transitado com reconhecida mestria. nisto cm que consegue levar os personagens que fizeram e fazem o campo batista fluminense a passarem para nós. da educação geral e teológica. no Brasil e no mundo. destarte. seja os que trabalharam na primeira. na administração eclesiástica e denominacional. o historiador faz questão dc se omitir enquanto um dos principais protagonistas da história que escreve. toda a visão. Ele relata o que os seus olhos viram. na página impressa como escritor fértil e laureado que é. Em futura história que alguém vai escrever há que sc lhe fazer justiça contando. seus ouvidos ouviram ou suas mãos apalparam. esse outro historiador. o Pr. Ele deixa de ressaltar a obra notável que. a exemplo de João. os leitores. os batistas fluminenses. faz-nos sentir à vontade na Casa da História. para que compreendamos os fundamentos de nossa herança. Ebenézer Soares Ferreira. zelo. Ebenézer Soares Ferreira! É ele que. terceira e sexta horas ou os que estejam em serviço no final dos tempos terrenos.PREFÁCIO Ao compulsar as páginas da HISTÓRIA DOS BATISTAS FLUMINENSES o leitor ver-se-á conduzido por um guia seguro. o quarto evangelista. 31 . na condição de perfeito anfitrião que é. Revestido da humildade que o caracteriza. tudo o que nós. autor da obra e um dos mais ilustres artífices dos feitos históricos que tão bem soube documentar. a que a pertencemos e de que às vezes não nos damos conta.

adultos e pessoas encanecidas. A líderes e a liderados. Assim sendo. cultural. estejamos firmes no presente e preparados para o novo tempo de maiores realizações com que o futuro nos desafia! Pr. Sendo parte integrante do GT. inspirados pelo passado histórico dc que nos dá conta o autor e a quem agradecemos. A jovens. . nos premiou com este livro que nos acompanhará ao longo de todo este século batista em que estamos vivendo. a evangélicos ou não. inspirativo e motivador. o autor. formativo. à custa de muito sacrifício pessoal e ajuda familiar. historiador renomado que é. A obra vem a público no momento em que se comemoram os 100 anos de história dos batistas fluminenses por encomenda do Grupo de Trabalho nomeado pela Convenção para preparar o programa de celebração onde este projeto seria de extrema oportunidade e relevância. econômica.O livro é informativo. adolescentes. Joaquim de Paula Rosa Relator do GT do Centenário Superintendente Geral da JUERP 32. aceitou a incumbência que seus pares lhe deram e. moral e espiritual da gentes fluminenses. a todos os que quiserem ter uma idéia real da contribuição dos batistas fluminenses na formação histórica. Por isso que o recomendamos a todos.

Quando escrevemos esta história há. continuaram a existir a Convenção Batista Carioca e a Convenção Batista Fluminense. Embora tenha havido a fusão do Estado da Guanabara com o antigo Estado do Rio. me fez a então Junta Executiva da Convenção Batista Fluminense. 900 igrejas batistas.B. J. o trabalho ficou interrompido. a comissão foi acrescida de mais dois nomes: John Mein e J. subsídios começaram a ser coligidos pela comissão. os demais membros da comissão nada puderam lazer.B. José Nigro e A. É uma linda epopéia envolta em rasgos de fé e amor. Lessa.INTRODUÇÃO No momento em que é colocada nas mãos dos batistas brasileiros a História dos Batistas Fluminenses.Christie. as convenções batistas existentes nesses dois estados não se uniram visto terem chegado à conclusão de que cada uma delas tinha as suas peculiaridades. Assim. após a sua morte. aqui e ali. lágrimas e sangue pelos consagrados servos do Senhor que não mediram esforços para legarem ao povo batistas fluminense um glorioso patrimônio moral e espiritual — o campo batista fluminense. refundida e aumentada por A. É opulenta. em 1946.F.B. Lessa escreveu. sua própria psicologia.B. comecei a coligir dados e documentos. teríamos. cheia de exemplos dignificantes e de sacrifícios a história dos batistas fluminenses. repleta de lances emocionantes. Coube. Em 1919. Era composta pelos pastores: Joaquim Fernandes Lessa. escrita com suor. desafiadores. Em virtude de vários problemas.Ulisses de Moraes. em 1955. 33 . localizada também no Estado do Rio de Janeiro. em 1936. então.F.Christie. mister se faz informar que só cuida essa história do trabalho desenvolvido pelos batistas do antigo Estado do Rio de Janeiro.Christie. Em 1917. somente em 1920. obra que foi. principalmente. 1210 igrejas. a responsabilidade desse trabalho. Se somássemos a este número o de igrejas existentes na Convenção Batista Carioca. foi nomeada a primeira comissão para escrever a história dos batistas fluminenses. a J. então. na Convenção Batista Fluminense. os Subsídios para a História dos Batistas cio Campo Fluminense. Com a aposentadoria do missionário A. süa tradição. Atendendo ao convite que. a maior convenção batista estadual da América Latina. É pena que tivessem parado em 1936. coadjuvado pelo missionário A.Christie. Saturados pelos muitos trabalhos.

de vários anos.A.C.J.. colocadas no final desta obra. retiramo-lo da obra inédita Subsídios Para a História dos Batistas do Campo Fluminense. uma carta. O. S a l o m ã o Ginsburg. de boa construção. S. A inoculação da heresia. quando não concubinário.Entzminger. souberam construir a história dos batistas fluminenses: Vindos da outra América. E o templo católico? Ali.B.Downing. do que encontrar.Bagby. E. donde a heresia faz incursões ao redil de Cristo. J. igrejas. Campos. com obliteração quase absoluta do matrimônio católico".Porter. D u n s t a n . J.Christie. aproveitando-se da falta dc pregações nas capelas distantes das matrizes. vocação. Niterói..Joyee. Paulo Porter. o católico — flagrante contraste! — em ruínas. uma 'casa de culto'. deveria ser reconhecida a generosidade da ex-missionária Maude Crosland. As Boas-Novas. outro templo batista. aquele. talentos. W.Soper. a poucos passos do templo protestante. J.B. Dentre estas.L. A.F. O capítulo I. Tem sido assim.Morgan. a ponto de ter o bispo que oficiar ao tempo. A. li vros já esgotados. etc. L . Dezenas de outras obras e jornais usados como fontes dc informações e pesquisa aparecem na bibliografia. para esclarecimento de dúvidas. logo se nos deparou um templo metodista.. e Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses. Recomendamos ao leitor a leitura das NOTAS e CITAÇÕES. John Riffey.Maddox. Este.J. E.Cowsert. A . informando que. que já se encontram no lar celestial usufruindo a glória do Senhor e a recompensa de seus trabalhos.Taylor. O impacto que a história batista fluminense causa àqueles que dela se inteiram é inegavelmente grande. F. sobre os Primórdios do Evangelho no Brasil. Assim ele escrevia: "Nada poderá haver.E. de uma feita. de Óthon Ávila do Amaral.P. destacaremos duas que mais nos preocupam: a infiltração de heresia protestante e a iniciação do j uramento civil. em lugares onde. Ali há muita coisa interessante que deixamos de incorporar ao texto. Dessa verdadeira calamidade decorrem os maiores males. T. D. Os Anais da CBF. Rio dc Janeiro. dc grande número de famílias.H. ao ser publicada a história dos batistas fluminenses. Alguns 34 .J. debaixo de um toldo improvisado. o bispo de Campos sentia que o trabalho estava crescendo e ameaçando a sua paróquia com a deserção de seus fiéis para as igrejas batistas. (l) " O protestantismo parece mesmo que tem o seu quartel general e assentou as suas mais poderosas baterias no território de nossa diocese. (2> Justo é relembrarmos aqui os nomes daqueles que. que havia ofertado 800 dólares para a publicação da mesma. Foi escrito por Salomão Ginsburg. A. num importante povoado do interior da diocese. que foi publicada n ' " O Escudeiro Batista''. os missionários: W. além do Foreing Mission Board Report.Deter.B. Já na década dc 30. em bibliotecas várias.Jackson. redações de jornais em Friburgo. léguas à roda não há o menor vestígio da mais simples capela. Macaé.Crosland.". nas suas excursões pastorais. foram as principais fontes de pesquisa. visitando. c buscando. as mais profundas misérias espirituais.B.Christie enviou. "Ao entrarmos. através dos tempos até hoje.. dedicaram-se à obra da evangelização e educação do povo fluminense.fazendo pesquisas em vários lugares. ouvindo crentes idosos. cm 1950. usando tempo. já referidos.R. O Escudeiro Batista e os Subsídios. que mais confranja o coração dc um bispo. Ao chegarmos à praça. ODr.

Fidélis Morales Bentancôr. Já receberam eles o seu galardão pela dedicação de suas vidas ao trabalho do Mestre: Joaquim Fernandes [. Ainda hoje. Missionários da Junta de Riçhmond v ieram mais tarde. Joaquim Coelho dos Santos. Os pastores Gregory Deering. Florentino Ferreira. Avelino Figueiredo. Seus nomes devem ser registrados com grande alegria e respeito neste histórico: Ageu Neto. Clério Boechat. Zeferino Cardoso Neto. Francisco Ribeiro da Silva.essa. Plácito Moreira. Benedito Sampaio. Antônio Soares Ferreira. Nilo Cerqueira Bastos. José da Silva Lóta. Francisco Fulgêncio Soren. Alberto Portela. Antonino José de Souza. Alguns. Evódio Queiroz. Nilo Salles. Araújo. Aristóteles Queiroz. Jáder Malafaia. Duque Policarpo de Carvalho. Klint Kimbrough. Cássio Peçanha de Souza. Gabriel Mota. Juvenil Melo. São eles: W. Antônio Loureiro Belota. Abelar Suzano de Siqueira. Antídio de Souza. Arsênio Gonçalves. Silas Batista. também. João Barreto da Silva. Joaquim Mariano. o trabalho batista no campo fluminense tem contado com a colaboração de obreiros nacionais que. Djalma Cunha.B. Waldemar Zarro. Francisco J. Thornas Hearone Nolan Pridemore emprestam. Emiliano Boechat. Herman Gartner. Norvel Welch. Estes. Antônio Ribeiro Fernandes. Antônio Teixeira Barreto.deles passaram pouco tempo no campo fluminense. Silas Silveira.Mac Neally. Manoel Joaquim Carneiro. Henrique Marinho Nunes. Antônio Moreira Portes. Joaquim Alves Pinheiro. José Larrúbia de Abreu. Joaquim Rosa. Leonel Eyer. José Joaquim da Silveira. Alvin Hatton. grandes marcas de seu trabalho em nosso campo. Antônio Rodrigues Maia. encaneceram na obra. Vital Cabral. Artur Venâncio. Leobino da Rocha Guimarães. tendo retornado à sua terra natal. Ernesto G. Antônio João Crispim. Estes são obreiros que laboraram em nosso estado. Benedito Moreira. deixaram. Harold Renfrow. Axel Frederico Anderson. por muitos anos. José Nigro. Virgílio Faria. Benedito Borges Botelho. Seus nomes figuram indelevelmcnte gravados na história do povo batista fluminense. Otávio Dionízio da Costa. Carlos Mendonça. doutrinamento e educação em nosso estado. Jurandir Gonçalves Rocha. Alberto Araújo. Durvalino José Lopes. Elias Portes Filho. hoje. 35 . por pouco tempo.Mendonça. Daniel Carvalho de Almeida. José Ferreira da Silva. Outros. Manuel de Brito. Adelmo Coelho. Antônio Valadares. Isaque Martins. Albino Veríssimo. o Estado do Rio conta com a atuação de missionários norte-americanos. Manoel Antônio da Silva. Benedito Geraldo de Araújo. José Alves Drumond. Tiburtino do Nascimento. Nem por isso deixaram de tecer as marcas de seus serviços à obra do Mestre 110 Estado do Rio. Há obreiros que têm operado por décadas. Ismail Gonçalves. Cândido Ignácio da Silva. Manoel Avelino de Souza. Todos. Antônio Coelho Varela. porém. Antônio Charles. dedicaram o melhor de seus esforços no trabalho de evangelização. tendo-se transferido para outros campos. Sebastião Faria de Souza. Assis Cabral. Salvador Borges. demonstrando amor pela pátria e pela propagação do evangelho dc Cristo entre seus compatriotas. José Galdino da Silva. Francisco Moreira. Desde os primórdios. a sua colaboração ao trabalho batista fluminense. entregaram-se à obra com amor c sacrifício. Alberto Lessa. Honório de Souza. Benedito Peçanha. Orlando Alves. Luís Laurentino da Silva. Achilles Barbosa. Antônio Morales Bentancôr. Ainda permanecem conosco. Erodice Queiroz. Alfeu Melo. Cassiano Basílio de Souza. Gutenberg Faria Guedes. Antônio Bernardes. _ até á morte. Florentino Rodrigues da Silva. Kléber Martins. substituir os que prestaram ao estado serviço pioneiro.

Francisco Rosa.) São grandes os feitos. ou parte delas. alagoano. Otávio Felipe Rosa. riograndense do norte. são portentosos os rasgos de amor nesta história escrita ao longo de cem anos. Nada mais poderíamos dizer nesta introdução. Waldir Rocha. dos seguintes campos estaduais do Brasil batista: mineiro. Sabemos que até hoje — 1991. maranhense." (Sejaqual for o método como se escreve a história. Raphael Zambrotti. Isaac da Costa Moreira. Sentir-nos-emos recompensados dos esforços dispendidos se ela atingir a finalidade a que nos propusemos: mostrar a obra de fé c amor realizada pelos nossos missionários. procuraremos destacar nomes de cem obreiros — missionários. Manuel Bento da Silva. transferindo-se de estado. Aí está ela. Israel José Pinheiro. Osmar Soares. João Teixeira de Lima. (Camões. Jovelino Luís Coelho. senão concordar com o grande épico lusitano: "Porque de feitos tais. Itamar Francisco de Souza. Oswaldo Ronis. Nilo de Souza Coelho. já foram publicadas as histórias. Faria. o moço. Faltava a nossa história — a História dos Batistas Fluminenses. Em nossa obra Cem Minibiografias. José Basílio de Souza. Manuel Bittencourt. Daniel S. Nemésio Fernandes de Carvalho. Waldir Gomes Vilarinho. Os Lusíadas. atuam ainda na Causa do Mestre. Alguns deles. Benjamim Monteiro. pastores e leigos. III. Walvique Soares Henriques. por mais que diga. Emanuel Fontes de Queiroz. Paulo da Rocha Sias. 5) 36 . Zózimo Durval.Edmundo Antunes da Silva. pernambucano. já dizia: " Historia quoque modo scripta deleetat. ela sempre encanta. baiano. que ajudaram a forjar a nossa gloriosa história. Antônio Rodrigues Bcrmudes. Mais me há-de ficar ainda por dizer". Plínio. pastores e leigos que se entregaram de corpo c alma à louvável missão de evangelizar nossos patrícios. paranaense. que será publicada em futuro próximo. federal e goiano. são inumeráveis os episódios de fé.

John Smyth (pastor da igreja separatista de Gainsborough. Em março de 1639. Na Inglaterra. banido por haver ensinado que o poder político limitava-se somente aos corpos c bens dos homens. em 324. que. o Cristianismo foi perseguido pelos judeus e pelos gentios. em 1611. em 1789. batizou mais dez pessoas e organizou a primeira igreja batista na América do Norte. com Tomaz Helwys. que foi decapitado e queimado. Os puritanos saíram da Europa para a América em busca da liberdade e. na qual ficaram esclarecidos os princípios batistas. Os primeiros reformadores eram intolerantes. Desde a sua fundação. Roger Williams.Capítulo I PRIMÓRDIOS DO EVANGELHO NO BRASIL Preliminares O historiador Baneroft diz que "A liberdade de consciência e de pensamento é o troféu dos batistas". na Inglaterra). tornou-se perseguidor da liberdade.000 soldados na sua tentativa de sufocar a liberdade religiosa. organizaram a primeira igreja batista em terras inglesas. Em 1641 e 1654. e mais 36 pessoas. havia intolerância por parte de todos os religiosos. a princípio. Estabelecido como religião oficial pelo Imperador Constantino. o Cristianismo. que escreveu o primeiro credo em que foi pedida a liberdade de consciência. isso em 1663. Assim estabelecido o trabalho 37 . Depois da morte de John Smyth. foi publicada a Confissão de Fé dos Batistas. em vez dela. foi batista. Consta que o Imperador Filipe perdeu 300. Tomaz Helwys e outros voltaram à Inglaterra e. foi introduzido pelos esforços dos batistas. saíram da sua terra e formaram uma igreja na Holanda. Sattler. O apóstolo da liberdade dc consciência na Alemanha foi Baltazar Hübmaier. O artigo VI da Constituição Americana. Pelos esforços de Roger Williams e John Clark foi conseguida de Charles II a carta patente que garantia a liberdade religiosa e civil para a colônia de Rhode Island. depois de batizado por Ezekiel Holliman. Roger Williams. foi levado à fogueira com a sua língua arrancada. encontraram perseguições no novo continente. sobre a liberdade religiosa. na forma da Igreja Romana. cujas bases eram a liberdade religiosa em uma democracia civil. fundou um governo sem rei e uma igreja sem bispo.

J. Adoniran Judson e Luther Rice foram os fundadores da primeira junta de missões nos Estados Unidos da América do Norte. começou a desenvolver-se rapidamente a denominação batista. Os primeiros colonos holandeses chegaram ao Brasil em 1624. Os missionários F.L. Em 1810 houve um tratado com a Inglaterra.W. César Darcoso Filho. enviados pela Igreja Reformada de Genebra.E. mantém milhares de missionários ativos em mais de 100 países estrangeiros. A Igreja Metodista Episcopal do Sul abriu trabalho no Brasil em 1867. Em 1557. Os 38 .Watts. que era mais favorecido.H. chegaram ao Rio de Janeiro três pastores e 14 estudantes. William Carey fundou uma sociedade missionária batista e. Em 1863. como seu primeiro missionário. os missionários metodistas foram: J. em Olinda e no Recife passaram a ser usados pelos católicos. chefe da colônia francesa. desfavorável ao evangelho. mas só para oS ingleses. vieram também alguns pastores. A sua junta de missões. mais outros oito pastores. O Brasil era e é católico. Crane. cuidando dos seus rebanhos e pregando o evangelho aos indígenas.Newman para trabalhar entre os norte-americanos na colônia em Santa Bárbara. Chegou ao Brasil. o primeiro ministro evangélico britânico — o Rev. Nos primeiros anos. acabou com a missão. também. Com eles. os seminários de Basle e Marmem começaram a mandar pastores para servir às igrejas protestantes alemãs que emigraram para o Brasil. Os evangélicos alemães da União das Igrejas Luteranas e Reformadas da Alemanha são do Sínodo Evangélico do Rio Grande do Sul. Junius E.Roger. do Sínodo Central do Brasil e do Sínoco Luterano Evangélico de Santa Catarina.E. Os batistas não foram os primeiros evangélicos a se estabelecer no Brasil. sob a orientação de João Calvino.W. Há. Por muito tempo. Miss M. um grupo de igrejas luteranas do Sínodo de Missouri. J. com sede em Richmond. O primeiro bispo nacional foi o Rev.Newman. aos ingleses residentes no Brasil. em 1567. proibindo-lhes toda atividade missionária. O bispo Wightman nomeou o Rev. J.Tarboux. Nicolau Durand de Villegaignon.batista nos Estados Unidos. depois de matar cinco dos seus pregadores. em 1835. foi à índia. Ohio.Pitts. algum tempo depois. 82 anos antes da organização da primeria igreja batista nos Estados Unidos. O primeiro bispo foi J. William Taylor Ransom.Kcnnedy. J. o privilégio de manterem cultos em casas particulares. eleito em 1934. Esses ministros eram fiéis à sua missão. Esta missão durou somente dez anos. que tinha pedido os missionários. A Igreja Metodista Episcopal estabeleceu um trabalho no Rio de Janeiro. em 1847. em 1793. em 1816. Com a mudança de um governo para outro. Paraná e outros estados. abrindo as portas da nação ao comércio estrangeiro e o governo concedeu. Em 1637 veio ao Brasil o pregador Francis Plaute e. R. foi estabelecida uma lei proibindo a entrada de estrangeiros no Brasil. Seus templos na Bahia. Pregavam em português e traduziram o Evangelho na língua tapuia. quando terminou a obra desta missão. Virgínia. para cuidarem da vida espiritual da colônia francesa e para pregarem o evangelho aos índios.Spaulding e Daniel Kiddcr trabalharam até 1842. cessaram os trabalhos da Igreja Evangélica Holandesa. senão com Portugal.Nelson. A Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos foi organizada em 1845. Em 1720. revoltou-se contra o evangelho e. o Brasil não teve comunicação com os países da Europa. e de outros estados dos Estados Unidos que organizou o seu trabalho no Brasil.

de São Paulo. Frederico Mueller. o que se deu em 5 de novembro de 1893. E. tendo sido consagrado em 1900. Não tardaram em pregar o evangelho a quem quisesse ouvi-lo. A filha mais velha do casal viria a ser. enviou o missionário Carlos Roth para trabalhar no sul do Brasil. Ricardo J. que chegou ao Brasil em 1859.Simonton. Mais igrejas foram organizadas e. E J.Tucker. em 1870. O primeiro missionário foi A. Schneider. nos Estados Unidos. As igrejas congregacionais têm-se desenvolvido sem auxílio e influência de missionários estrangeiros. em 1869. que chegou em 1861. fez os primeiros batismos.G. Os nomes do Dr. um dos dois únicos já batizados. os novos convertidos enfrentaram oposição e perseguições. em 1888. Havia dois grupos de presbiterianos. As Sociedades Bíblicas Americana e Britânica têm cooperado com todas as denominações e são indispensáveis na evangelização do Brasil. um pouco mais tarde. Esses abriram um seminário no Rio de Janeiro. para formar a Igreja Presbiteriana do Brasil. cm 1867. A primeira igreja congregacional foi organizada por Robert Reid Kalley. Kingsolving foi o primeiro bispo. convertiam-se os quatro filhos do casal. que foi consagrado ao ministério logo após a organização da Igreja Linha Formosa. Em 1866. em 1901. onde estudaram: João Nettenberg. ele organizou uma escola teológica. O Rev. FUNDAÇÃO DO TRABALHO BATISTA NO BRASIL Batistas Alemães e Letos A 15 de outubro de 1881. Os dois grupos se uniram. pais do Pastor Ricardo Pitrowsky. Faziam parte da Igreja Batista em Retz.primeiros missionários da Igreja Episcopal Protestante forma James Watson Morris e Lucian Lee Kingsolving. Em Porto Alegre. Foi organizada uma igreja em Recife. Telford. chegou um jovem pregador — Augusto Matschulat. Alexandre Klavin. chegou ao Brasil o casal Carlos Feuerharmel. o Colégio Internacional de Campinas foi fundado. vindo da Alemanha. serão sempre lembrados pelos serviços prestados na evangelização do nosso país. a progenitora do Pastor Ricardo Pitrowsky. A 3 de setembro de 1884. a Sociedade Missionária de Filadélfia. nomeados pela Sociedade Missionária Americana. em 1858. que veio em 1860 e o terceiro.Inke.C. em 1889. Somente em 1893. converte-se o casal Germano Neitzke. no ano de 1873 e uma em Lisboa. Os presbiterianos estabeleceram o trabalho cm Campinas. de onde se irradiou o trabalho metodista.Blackford. na Sociedade Bíblica Americana. com seus nove filhos. as famílias Boecher e Waldow. foi fundada a colônia americana em Santa Bárbara. No dia 29 do mesmo mês. e a Escola Americana. Ricardo Reinke e Elisa e Gustavo Pitrowsky. em 1862. Sem pastor e não tendo quem fizesse os batismos. e o do Dr. com 45 membros. A primeira igreja presbiteriana foi organizada no Rio dc Janeiro. em 1868 e. mais tarde. Frederico 39 . na Sociedade Bíblica Britânica.L. pela Sociedade da União Evangélica da América do Sul. cm 1908. batista e presbiteriano. O segundo foi A.

foi nomeado missionário aos brasileiros em 1879. foram organizadas mais quatro igrejas. João Inke. FUNDAÇÃO DO TRABALHO BATISTA NO BRASIL Batistas do Sul dos Estados Unidos Em 1850.J. Escolheu um lugar onde pretendia fundá-la. realizar o seu ideal. em 10 de setembro de 1871. O trabalho em Santa Bárbara foi abandonado em 1888. fundando uma colônia americana em Santa Bárbara. Carlos Anderman. Pedro Salit. a Sociedade Missionária de Filadélfia enviou Frederico Matschulat para substituí-lo. alguns obreiros chegaram da Alemanha e da Polônia. A Sociedade Missionária retirou-se do campo e. Paulo Malaquias e Ricardo Pitrowsky. depois de estudarem nos Estados Unidos da América. Carlos Kraul e A. Depois de um ano. que havia se convertido em 1903. além de atuarem no sul do Brasil. trabalhou durante dez anos sem pastor. Hans Araium. tornou-se um sincero amigo da 40 . A Igraja Batista de Santa Bárbara fez um apelo à Junta de Richmond. a de Station. fundadores da missão yorubana. Brasil. Jacob lnke. por causa da sua saúde. Ricardo Inke e Guilherme Leimann. Depois da guerra civil nos Estados Unidos. Tendo-se convertido ao evangelho. em princípios dc 1879.T.H. os batistas do sul dos Estados Unidos da América do Norte voltaram as suas vistas para a terra do Cruzeiro do Sul. De 1925 a 1928. até 1859. porém. Guilherme Leimann. juntamente com sua esposa. Os primeiros imigrantes letos chegaram ao Brasil em 1890. na África. A junta atendeu o pedido feito e E. Para realizar os batismos. para estabelecer trabalho nestas plagas. Não lhe foi permitido. em 1909. o missionário T. algumas pessoas do sul daquele país. imigraram para o Brasil. Pedro Graudin. Nesse tempo. porém.Hawthorne visitou o Brasil com a idéia de aqui implantar uma colônia. Ricardo J.Inke. Pintcher.Leimann. Estes se organizaram em igreja. em 1921. A seu pedido. A Igreja de Rio Novo.Bowen. pastor da Igreja de Santa Bárbara. no Estado de São Paulo. foram professores no Colégio Batista do Rio de Janeiro. escolheram um irmão que havia sido diácono em seu país. A Igreja de Santa Bárbara foi a primeira igreja batista organizada no Brasil.QuilIen. organizada nesse mesmo ano. De 1890 a 1899. independente de qualquer auxílio financeiro que pudesse receber. Os obreiros que cooperaram no trabalho foram: Guilherme Butler. Alexandre Klavin. Frederico e Guilherme Leimann. Com a retirada do missionário Carlos Roth. Havia entre essa colônia alguns batistas. quando uma comissão recomendou à convenção que o Brasil fosse incluído como um dos seus campos missionários. André Ixekning. Desta saíram membros para a organização de uma outra igreja. Nada fizeram. o general A. Entre eles havia muitos batistas. foram transferidos para o Rio de Janeiro. os batistas alemães e letos foram obrigados a sustentar o seu próprio trabalho. contrariadas com o resultado pós-guerra. foram obrigados a desistir do trabalho. para que ela fosse contada como campo missionário daquela junta.

O Dr. A 17 de maio de 1885. convertido em 1891. E. T.Daniel. S. C. R.Bagby . foram: W. B. dedicaram-se. com a organização da Igreja de Juiz de Fora.T.B.Puthuff. foram encaminhados a esta encantadora terra os casais: W. Chegou ao Rio aos 24 dc julho de 1884. em 1889.Porter. T.J. S.Neighbour.J. Melo Lins e Joseph Aden. W. ex-padre e primeiro batista brasileiro. no Estado do Rio de Janeiro. J. W.L. Mina Everett.B.D. Os missionários e obreiros nacionais que cooperaram com a Missão da Bahia. onde trabalhava o jovem pregador W.Catarina Taylor chegaram ao Rio de Janeiro. Francisco Borges.Entzminger. J.Taylor.B. até 1893.H. o Teodoro Teixeira.Bagby retirou-se da Bahia para o Rio de Janeiro. o trabalho se estendeu para Campos. Influenciados pelo general Hawthorne. mais tarde. a partir de sua conversão. Foram a Santa Bárbara. J.D.Taylor. uma em Recife. data da fundação da Missão Campista. onde se encontraram com os Bagby. cm 1882. em 1892. os missionários. José Domingues. os missionários Z.A. 41 . Em 1884. Em 24 de agosto do mesmo ano foi fundada a primeira igreja batista naquela cidade. A 4 de março de 1882. A Missão de Minas foi organizada em 1889. J. Chegaram os dois casais de missionários à Bahia. aqui chegando com sua esposa no dia 2 de março daquele mesmo ano. Mesquita. Mina Everett. Z. Sallie Johnson. Em 1880. Com o intuito de melhorar o trabalho. a primeira missão aos batistas brasileiros. foram os seguintes: W.evangelização no Brasil. O trabalho estendeu-se da Bahia para o norte do país.J. C. fundando ali a Missão da Capital Federal. em 1888 e esta. aquela.Ginsburg.Soper. A primeira igreja batista no Brasil foi fundada aos 15 dias dc outubro de 1882 e.Irving. A Igreja de Campos foi organizada cm 23 de março de 1891 e as de Barbacena e Niterói.Bagby. Barcelos. transferiram a sede de Missão Mineira para a cidade de Campos.F. contando quatro membros fundadores.Daniel. convertido em 1890. Antônio Marques. para Minas e. A zona de Niterói e a linha da Central do Brasil ficaram fazendo parte da Missão do Rio.W.C. depois de uma viagem de 48 dias em navio-à-vela. João Batista.Batista. que representava a Junta do Estado do Texas.Martin. desde a sua fundação.Baker. Os missionários e obreiros nacionais que cooperaram com a Missão do Rio.C. Pedro Degiovanni. E.Downing. Maggie Rice.W. Joseph Aden. Do Rio. S.E. e Z. de 1884 a 1893. As igrejas de Alagoinha e a de Valença foram organizadas.Taylor e D.B.Bagby foi nomeado missionário ao Brasil em janeiro de 1881.Ginsburg. com ela.B.A.Taylor c Catarina Taylor.J. Os irmãos Tomaz Costa.C. Depois de longas viagens e muita meditação. Foram parar cm Santa Bárbara.L.C. para São Paulo. organizou-se uma igreja em Maceió.Porter.Bagby.Soren. em agosto de 1882. onde ficaram até o mês de agosto do ano seguinte. os missionários resolveram fundar o seu trabalho na antiga cidade da Bahia. acompanhados por Antônio Teixeira dc Albuquerque. Antônio Teixeira de Albuquerque.E. ele recomendou à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos que enviasse missionários ao Brasil.Alves e Domingos de Oliveira.L. S. e a 4 de abril de 1886. Sócrates Borborema.B. recebendo apoio de junta. F.Bagby e Anna Luther Bagby. convertido em 1889. Emma Morton.

em grande parte. A Convenção Batista Brasileira foi organizada em 22 de junho de 1907. militares. Os metodistas e os presbiterianos têm 60 missionários e nós temos apenas sete (em todo o Brasil). sendo criadas suas juntas. A primeira igreja batista na Inglaterra foi organizada em 1611. foi organizada em 15 de outubro de 1882. em 1639. Quintino Bocaiúva. o evangelho se espalhou para o norte e para o interior do Brasil.Bagby. a primeira na Missão do Rio — a Primeira Igreja da Capital Federal. Esse ato. Desenvolveu-se o trabalho. e com ele a convenção.500 igrejas batistas com mais de 800. certa feita declarou: "As palavras destes homens (os missionários) se enraízam no solo brasileiro onde quer que caiam". do Rio de Janeiro e de Campos. influenciaram muitos políticos. comentando o grande evento: "Deus tem nos abençoado este ano com perfeita liberdade religiosa. só se efetivaria com o decreto de 7 de janeiro de 1890. Todas as outras denominações estão reforçando as suas missões. um no norte e o outro no sul. e suas demais organizações. Aliás.Maurer Júnior. realmente. juristas. com seus ideais de plena liberdade para todos cultuarem a Deus segundo os ditames de sua consciência. boas casas de cultos. esses muito lutaram também para o advento da República. É do notável catedrático da Universidade de São Paulo. edifícios próprios para o trabalho e nós estamos perdendo por falta de obreiros. visando-se a servir à causa do Mestre em todo o Brasil e no estrangeiro."' A proclamação da República trouxe. muitas esperanças para os evangélicos. recursos e edifícios. porém. Existem hoje. que confessavam ter recebido dos evangélicos grande apoio aos ideais republicanos que esposavam. com os quais mantinha bons relacionamentos. Bagby se dirigiu à Junta de Richmond. A primeira igreja batista brasileira — a da Bahia. Junta de Missões Mundiais]. a Junta de Beneficência. Se não recebermos auxílio em breve. sabendo que o progresso do Reino do Senhor em nossa terra dependia. no solo brasileiro.000 membros. Quando isso aconteceu. referindo-se aos evangélicos. em 23 de março de 1891. a Junta de Missões Estrangeiras [hoje.ao trabalho do Mestre. O evangelho tem livre curso em toda vasta república. em 10 de setembro de 1871. o coração dos crentes transbordou de alegria. cooperando com aqueles que já se preocupavam com a obra de evangelização no Brasil. ideal há muitos anos acalentado por muitos porque com ela viria a liberdade de cultos e a separação entre a igreja e o Estado. era proclamada a República. a asser42 .' 2 ' O grande Rui Barbosa recebeu grande influência dos evangélicos. os dois seminários. mais de 4. UMA GRANDE PORTA É ABERTA A 15 de novembro dc 1889. só a eternidade revelará a nossa perda". T. Da Bahia. em 24 de agosto de 1884 e a primeira no Estado do Rio — a dc Campos. da liberdade de cultos. o grande propagandistas da liberdade de consciência. em 1991.H. principalmente com W.B. como sejam: a Junta de Missões Nacionais. etc. a primeira nos Estados Unidos. a primeira no Brasil — a de Santa Bárbara. Eles têm obreiros treinados.

que transpira de quase todas as suas páginas". U) 43 . os traços de uma profunda influência cristã evangélica.tiva: "Temos em todo o pensamento e na vida do grande estadista.

visitando. se tornaram empreendedores.Bagby. O terreno da região é fértil. resolvendo os problemas sociais. faz uma viagem a Campos. Com a alma a arder-lhes pelo desejo de evangelizar nossos patrícios. que "passaram a noite em oração. ainda hoje.Soper sentiam imensa paixão pelas almas perdidas. e se localiza na Praça São Salvador. chegaram à cidade e hospedaram-se no Hotel Gaspar. Para traze-las ao redil do Senhor. é que os campistas. graças a seus inúmeros recursos manejados e valorizados por populações que. importante cidade do norte-fluminense. " C o m o meio telúrico por ele criado. existe. A este hotel estava reservado o grande privilégio de hospedar aqueles dois servos do Senhor." Bagby. apropriado à plantação de cana-de-açúcar. para isso. sabia que as portas daquela cidade já seriam abertas com o poder da oração. pedindo a direção de Deus quanto à abertura de um trabalho naquela região. dois anjos. o missionário W.Capítulo II PERÍODO DE ASSENTAMENTO DA OBRA BATISTA (1891-1892) O INÍCIO DO TRABALHO BATISTA NO CAMPO FLUMINENSE Os bravos missionários W. eles decidiram fazer incursões evangelísticas pelo interior do Estado do Rio de Janeiro. Depois de longas horas passadas num trem da Leopoldina.Bagby c E. Assim c que. várias partes do interior do estado. no ano de 1888. acompanhado do evangelista Domingos de Oliveira.H. envidaram todos os esforços necessários. (l) 45 . Banha-lhe os pés. políticos e econômicos. na luta das competições e das adversidades.B. ousados e inteligentes. principal fonte de riqueza local. O rio Paraíba do Sul — o legendário Paraíba — empresta à cidade uma grande beleza. Ele vislumbrou um grande futuro naquela região açucareira. No final do ano de 1890. que. instalados nas terras da aluvião da caudal paraibana. aprenderam a combater sozinhos". ambos empreenderam várias viagens de evangelização. deixando na vastíssima planície goitacá o humus fertilizante que fecunda aquela gleba responsável pela produção da cana-de-açúcar. intrépido homem de fé.B.

pudessem ser realizados os cultos. As perseguições aos crentes logo começaram a surgir. encantos e cultura que começaria a irradiar-se a bendita luz do evangelho para todo o rincão fluminense. com mais espaço e maior liberdade. algo lhe acontecer. é "a melhor ode que. em louvor a uma cidade".Sobejava razão ao ilustre vate eampista. terra feita de luz e madrigais!" Era dessa cidade dc tradições. Providência Divina em Ação As orações abriram as portas da casa do norte-americano Joseph Beale. para ouvir a mensagem das boas-novas de Salvação. então capital do estado. à sua casa. Como Bagby não se deixava intimidar. Os resultados não demoraram a aparecer. Deus o estava protegendo. Bagby estaria imergindo nas águas do Paraíba do Sul sete crentes que se tinham decidido com suas mensagens evangelístícas. relata: "Consta que um brasileiro deu uma oferta para alugar a casa de cultos". A primeira estrofe é cheia de "musicalidade e dc abundância de imagens sonoras e felizes" <2) "Campos formosa. fazia algum tempo. intrépida amazona do viridente plaino goitacá! Predileta do Luar como Verona. Bagby sentia que. Os novos crentes estavam cheios de entusiasmo e até os interessados no evangelho tudo faziam para que o trabalho prosperasse. Pôs. Bagby resolveu deixar na cidade de Campos o evangelista Domingues de Oliveira. nosso primeiro historiador. que. Na tentativa de intimidar Bagby. Azevedo Cruz. para as primeiras pregações do evangelho. a cidade 46 . em língua portuguesa no Brasil. E que prometiam lançá-lo num tacho fer. então. Logo. Alugada a Primeira Casa Para Cultos Sentindo que o trabalho do Senhor naquelas paragens crescia maravilhosamente. que comparecia às reuniões que realizava em sua residência. em evidência a ira dos inimigos da obra de Cristo Jesus. Um Grande Apelo A cidade de Campos mostrava ser lugar de grande futuro para o evangelho. na próxima ida do missionário a Campos. As mensagens de Bagby atraíram a atenção de muitas pessoas que se mostravam interessadas em saber mais a respeito do Plano de Salvação que lhes era apresentado. os perseguidores começaram a divulgar o seu intento de. Joaquim Fernandes Lessa. Como residisse em Niterói. ele retornou à cidade c nada do que haviam prometido aconteceu. onde pregava constantemente a um grupo de pessoas interessadas no evangelho. No entanto. para derramar todo o seu amor pela bela cidade no poema Amantia Verba. porém. como destaca o grande poeta Walter Siqueira.vcnte da usina de açúcar do Queimado. O missionário voltou. só tendo um missionário nela residente. o missionário decidiu alugar uma casa para que. com a responsabilidade de liderar todo o trabalho que começava a nascer naquela região. que residia em Campos. Este fato encheu de ânimo o coração do missionário. já se escreveu.

Aqueles sete irmãos que Bagby havia batizado foram aceitos como membros da Igreja Batista do Rio. em Richmond. no Paraíba.' 1 ' Um Cirande Evangelista Foi sábia a escolha feita por Bagby. que tem um milhão de habitantes. 110 dia 24 de agosto de 1884. a maior cidade no Estado do Rio. do qual destacamos o trecho: "Fiquei muito animado na minha última visita a Campos.Daniel. Bagby realizou o batismo de três novos convertidos. com quatro membros. MG. foi a opinião dos 47 . na implantação do trabalho batista naquela cidade.D. No final do sermão da primeira noite quatro pessoas apresentaram-se para fazer a profissão de fé. procurando desenvolver a obra do Senhor. Trabalhou ali. Seria um centro ótimo de operações missionárias da metade do Estado do Rio. 88. visitando e fazendo serviço de colportagem. expondo as grandes oportunidades e a necessidade de obreiros: " E zona de lavoura. Preguei três vezes a congregações numerosas que prestaram boa atenção. membro da Primeira Igreja Batista do Rio. permaneceu em Campos. vemo-lo em Juiz de Fora. já que era o único a militar ali e. No dia seguinte — 23. Depois de um exame meticuloso. apresentando-lhe um excelente relatório de suas atividades. não há nenhum pregador do evangelho. tendo Bagby sido escolhido como seu pastor. É cercada por cinco ou seis cidades importantes e outras menores. Virgínia. em pouco tempo seria organizada. Já em novembro de 1890. Assim. Oxalá houvesse um missionário para dirigir este trabalho tão auspicioso para os batistas".' 11 Na noite do dia 22 de março. ao mesmo tempo em que atendia ao trabalho da Igreja Batista do Rio. O nosso obreiro tinha feito um trabalho excelente e me escreveu dizendo que havia mais cinco pessoas para serem batizadas. para a solenidade de organização. Eram operosos. Bagby se dirigiu à Junta de Richmond. aquele grupo de crentes se reuniu no salão de cultos. residindo em Niterói. Desde o Estado do Espírito Santo — que fica ao norte — e até a parte oriental do Estado de Minas Gerais. com exceção da capital. de julho de 1889 a janeiro de 1890. Meu coração está cheio de esperança por esse grande campo. Queriam se organizar em igreja para melhor propagarem o reino de Cristo naquela cidade e por toda a verde região. Sentia ele a dificuldade do trabalho. em Campos. O evangelista Domingos Joaquim dc Oliveira.veria crescer o trabalho evangélico. no dia 22 de janeiro de 1891. ORGANIZAÇÃO DA IGREJA BATISTA EM CAMPOS Como resultado do trabalho de Bagby e da operosidade do evangelista Domingos Joaquim de Oliveira. a primeira igreja batista em solo fluminense. que tinham alugado à Rua dos Andradas. pela Igreja Batista do Rio. que fora organizada. não podia dar assistência satisfatória ao trabalho em Campos. que lhe pagava cinqüenta mil réis. marcaram o dia 23 de março de 1891 para a organização da igreja. Bagby escreveu à Junta Missionária. ajudando o missionário C. nos Estados Unidos.

48 . Corina Maria Manhães. Às 23 horas. Bagby dirigira a igreja desde a sua fundação até 17 de julho de 1892. com 30 membros.Soper. No período do pastorado de Downing. Sucedeu-o o missionário E. J. Luiz de Souza. Lessa atribuiu esse desenvolvimento à operosidade dos missionários W. que viera de Vitória para Campos. Eufrásia Maria Manhães. a igreja contava com a cooperação do evangelista José Alves. Após dois anos de sua organização. que pastoreou apenas de 23 de julho a 30 de outubro de 1893. Júlia de Oliveira Santiago. com dez membros e estava. PRIMEIRA IGREJA DE CAMPOS — VÁRIOS PASTORES EM POUCO TEMPO A instabilidade de obreiros na Primeira Igreja Batista de Campos foi fruto de vários fatores.L. Maria Rute Pinto.Bagby. (2) A novel igreja denominava-se Egreja Evangélica Buptista. Amélia Lima dos Reis. João Bernardino Manhães. em 1893.onze crentes presentes que as quatro pessoas deviam ser recebidas para o batismo. composta dos seguintes irmãos: Domingos Joaquim de Oliveira. as doenças. Antônio Carvalho Portela. regozijando-se no privilégio de seguir a Jesus". O Dr. recebeu cinco novos membros. Na sua primeira sessão ou assembléia. Downing e Soper. Rosa Lima Manhães Assunção. em 1891. Começara. a igreja triplicou seu número de membros. Era um grande progresso.B. Flauzina Pereira.H. de 17 de julho de 1892 a 23 de julho de 1893. Antônio Assunção. naquela mesma noite. deste modo. A igreja ficou.Downing. sobressaindo-se. entre eles. descemos o rio e os convertidos foram batizados. Ana Francisca de Oliveira.

Em breve se tornaria missionário da Junta de Richmond. tornando-se batista. o missionário Ginsburg foi um poderoso instrumento nas mãos de Deus para Sua honra e glória. e que atuava na Bahia. Veio ao Brasil como missionário congregacional. Salomão sc deixou batizar biblicamente. Entre os muitos foragidos estava o Rev. refugiando-se muitos deles em Campos.Capítulo III PERÍODO DE GRANDE ATIVIDADE EVANGELÍSTICA (1893-1900) PASTORADO DE SAIXJMÂO GINSBURG Em 1893. em 1891. um trabalho evangelístico ativo e agressivo. onde o amado obreirofora recebido pela igreja com inequívocas provas dc amor e carinho. muito o auxiliou na realização de um grande trabalho. Sua ordenação ao ministério batista ocorreu na Bahia. Convertido ao congregacionalismo. inicou. Salomão foi deserdado por seus pais. que. Oriundo da Polônia. Joaquim Fernandes Lessa relata: " E m setembro de 1893 a Armada Brasileira revolta-se. é empossado no pastorado da igreja. aliado à sua sinceridade e fé robusta. Aqui travou dura polêmica com o missionário Zacarias Clay Taylor. que ainda em setembro chegou a Campos para onde decidiu transferir sua residência. de saudosa memória. A polêmica girava em torno do batismo. filho de judeus poloneses. cioso de sua religião. que. com o que muitos habitantes da capital tiveram que se retirar para lugares longínqüos. Pois bem. o missionário Salomão Luís Ginsburg inaugura uma nova fase no trabalho batista. Seu pai era rabino e. Fixando-se definitivamente na terra goitacá. como tal. Convencido de que o batismo legítimo é o batismo por imersão. Salomão Ginsburg estudou em dois grandes centros culturais do mundo — Inglaterra e Alemanha. Salomão Luís Ginsburg. e. na sua faina de derrubar o governo que lhe era desafeto. No primeiro ano de seu 49 . No dia 30 de outubro daquele ano. sem perda de tempo. mais tarde. Sendo portador de um temperamento todo especial. tranferindo-se para a cidade de Campos. seria a Primeira Igreja Batista de Campos. o segundo missionário batista a vir trabalhar no Brasil. entrou a bombardear o Rio de Janeiro e Niterói.

que viria a ser um grande líder batista no Brasil. Esta notícia afugentava o povo das reuniões. que foram batizados nas águas do Paraíba. D. sua coragem. Ele. Seu coração foi tocado e sua alma se esforçava por uma vida melhor. logo começamos os nossos cultos num salão de primeiro andar para o qual era difícil conseguir atrair o povo para nos assistir. Então começou sua grande luta. para logo. que muito concorreu para o estudo da Palavra de Deus. Com a chegada do missionário S. Entre os jovens que se converteram com sua pregação. quando aquele enorme sino começou a retinir de tal forma que tive de parar o meu sermão. conselhos e orações.L. como também porque o padre espalhara por toda cidade que os protestante usavam uma certa substância. f m m a Morton. o qual. a Missão Campista foi definitivamente estabelecida. está Joaquim Fernades Lessa. é impossível dizer. me interessou e pedi ao Senhor que o abençoasse particularmente naquele dia. um pó ou ungüento que espalhavam sobre os bancos e cadeiras. eu nunca teria feito o serviço que o Senhor me tem habilitado a fazer'. Então. Anna Bagby um trabalho nas escolas dominicais. Não demorou muito e ele se decidiu a Cristo. Conversei longamente com ele. alguém."' 1 ' CONVERSÃO DE JOAQUIM FERNANDES LESSA Foi muito profícuo o ministério de Salomão Ginsburg em Campos. Recentemente casado com D. o missionário Ginsburg muito se dedicou ao trabalho em Campos. eu estava no meio de um discurso e uma grande multidão me ouvia.Ginsburg. de modo que.pastorado. Emma Morton chegou ao Brasil cm 1889 e fez um rápido progresso no estudo da língua portuguesa. A igreja não tinha batistério e todos os candidatos eram batizados no Rio Paraíba do Sul. eu os convidei a todos a irmos ao salão para ouvir o resto do sermão. e que de tal modo tinia que superava a minha voz e abafava o que eu dizia. diz: 'O que esta boa mulher me tem sido. Casou-se no primeiro dia de agosto de 1893. um dos maiores do sul do Brasil. Mas. houve muitos novos convertidos. Fez sua pública profissão de fé e estava pronto para o batismo. de logo. com o missionário Salomão Luís Ginsburg. em sua autobiografia. tínhamos multidões que vinham e ouviam atenciosamente. entre eles. Descobri que a melhor coisa a fazer seria levar a efeito reuniões ao ar-livre. Desse modo. O povo que me ouvia mostrou-se impaciente. Joaquim Lxssa. Para ser batizado diante de 50 . como também de pregar o evangelho eterno a milhares de pessoas. em 1893. tornava-se protestnte. nas praças públicas. tinha oportunidade de explicar o ato. sabendo o que se fazia. Se não fosse ela. para mim e para o meu trabalho. não somente pela inconveniência dc subir escadas. sentando-se para assistir às suas reuniões. Muitos vieram e. Deixemos que o próprio Salomão nos narre: "Quando cheguei a Campos. quer quisesse ou não. o padre. pertencente a uma família muito conhecida. Ela começou com D. "Toda vez que tínhamos batismos fazíamos anúncios pelos jornais e milhares de pessoas vinham assistir. inclusive padres. "Num domingo à tarde. Era um jovem negociante e com muita prosperidade. deu ordem ao sacristão para repicar o sino da igreja junto às praças. Assim. e que foram por ele batizados.

Especialmente as pessoas de famílias da alta sociedade e bem relacionadas. de pequeno formato. os redatores do As Boas-Novas souberam guardar várias coleções de todos os anos. ficou acertado que. bem assim. Mas o maravilhoso é que nunca nenhum candidato ao batismo retrocedeu. também."' 3 ' "Felizmente. não negue o seu batismo'. Mas neste caso o senhor tenha paciência porque. em sua biblioteca. por fim.. os jornais nelas publicados. O Nome Escola Americana traria certa receptividade. e prestou bons serviços à causa do Mestre.. e. A Nova Vida. ele publicava notícias das igrejas. eu nunca o desobedeci. em 1886. disse-lhe: 'Meu querido pai. até algumas regiões do norte. Os pais e os parentes. ameaçá-lo e a insistir em que abandonasse aquele ideal. o As BoasNovas ia. Elas se constituem uma preciosidade. deveriam deixar de existir c. muitas vezes. daí. sentia essa missionária que um dos melhores meios para promover a evangelização seria a abertura de escolas para ensinar as crianças a ler.'" Não obstante ser designado para servir à parte sul do país. em matéria de educação. a fim de que houvesse uma só editora e um só jornal batista para o Brasil todo. como a de Salomão Ginsburg. tanto a tipografia de Taylor. Parece-nos que na JUERP ficaram algumas outras coleções de outros anos. PRIMEIRA ESCOLA DIÁRIA — "ESCOLA AMERICANA" A ilustre missionária Emma Morton Ginsburg organizou a primeira escola batista cm solo campista. Taylor tinha fundado o Eco da Verdade. chorando. nem o desrespeitei. artigos variados e orientação para o povo evangélico. Seu pai. Em prantos.Ginsburg. não desgrace sua família. referente ao ano de 1898. era necessária muita coragem da parte do novo convertido.tanta gente. o senhor me abençoará e não me amaldiçoará'. em primeiro lugar. Nesse periódico. o jovem. dando-lhe o nome dc Escola Americana. devo fazer a vontade do meu Salvador. Casada há pouco tempo com o intrépido missionário Salomão L. pediu-lhe: 'Meu filho. que passou.' 1 ' JORNAL "AS BOAS-NOVAS'' No dia 15 de março de 1894. e. logo que soube de sua resolução. já que todos sabiam que os norte-americanos. com 43 exemplares do dito jornal. em Campos. as lições internacionais da Escola Bíblica Dominical. Do mesmo modo. estavam na dianteira entre os países civilizados. Este sabia do grande valor da palavra impressa. E breve chegará o tempo em que o senhor saberá que obrei acertadamente e. Chamava-se As Boas-Novas c era impresso em Campos. surgiu na arena evangélica o primeiro jornal dos batistas do sul do Brasil. poderem ler a Palavra de Deus."' 4 ' O autor desta obra tem a honra de possuir. uma vez sabendo do intento dos candidatos. procurou-o e começou a argüí-lo. a chamar-se A Verdade. " O As Boas-Novas era bimensal. Foi fundado pelo missionário Salomão Luís Ginsburg."' 2 ' "Por acordo com os missionários. onde o missionário Zacarias C. então. " O irmão Lessa teria que passar por essa prova. depois. 51 . na Bahia. faziam todo esforço ao seu alcance para demovê-los do propósito. uma coleção encadernada.

à Rua Marechal Floriano.Ginsburg. cm uma casa alugada. Daí ter ido residir em Macaé. que entra logo a fazer viagens evangelísticas. f2) 52 . o que não se conseguiu por não serem favoráveis os elementos que o rodeavam. Dunstan. por algum tempo. entra a escolher moços que pareciam aproveitáveis com estudo. uma escola industrial traria enormes benefícios. E sempre assim. na Missão Campista. Para isso. o evangelho alcançou fundas simpatias no coração do povo campista". Há sempre aqueles que dão para trás. que não sabem ver. (I) ESCOLA NOTURNA "A 'Associação Cristã da Juventude' foi organizada em junho de 1894. há três anos apenas. que tinha sido metodista. ESCOLA INDUSTRIAL O missionário Alberto Lafayette Dunstan chegou ao campo fluminense em fins de setembro de 1901. convocar obreiros para a seara do Mestre. além das nuvens. pois nela havia filhos de muitas das principais famílias de Campos. O missionário Dunstan pensa na fundação de uma escola industrial. Isso é digno de nota. Eoi ela o primeiro marco do ensino elementar e secundário projetado pelos batistas. por algum tempo. no templo da Primeira Igreja Batista de Campos. três pastores: Joaquim Fernandes Lessa. Estaria desanimado? Ou estaria frustrado? O plano da criação do Instituto Batista Industrial viria a ser uma realidade no Piauí. sob os auspícios da grande missionária Emma Ginsburg. para substituir o missionário Salomão L. Por instrumentalidade dessa escola.A escola foi organizada no mês de fevereiro de 1896. Mas."' 1 ' A criação dessa escola noturna já demonstrava o desejo que mantinham os crentes de verem todos alfabetizados. como também sessões religiosas para discussão e exposição de assuntos de interesse do evangelho. no afã de conseguir obreiros idôneos. do início do trabalho batista na urbs camposina. naquela ocasião. imbuída dos melhores ideais e manteve. A influência da escola é descrita por . Urgia. que se retirava para trabalhar em Pernambuco. o sol brilhando. Não sabemos os pormenores do que impediu a efetivação desse plano. Manoel Guimarães foi um outro moço que mereceu também os cuidados do zeloso missionário como estudante' Pena que um ideal tão grande e de importância para o trabalho não tenha se concretizado! Naquele tempo. pois estavam. chama o jovem Eduardo Wassimon. Deveria residir em Campos. uma escola noturna. a seu cargo. Antônio Ferreira Campos e Herman Gartncr. Homem de visão. então. e os Dunstan. Era para o ensino primário e secundário. saía de Campos o missionário Dunstan.Joaquim Lessa: "Esta escola deu excelentes resultados. a peste bubônica se alastrava por toda cidade. começou ele a procurar jovens que o auxiliassem na obra. Naquele tempo havia. quando o Brasil era definido como um país essencialmente agrícola. Em 1906. " O Rev. Era de nível primário e secundário. Lessa só diz que " n ã o conseguiu por não serem favoráveis os elementos que o rodeavam". n" 3.

junto à porta: 'Por que o senhor não entra?'. cantamos hinos. Fidélis — Depois de estabelecer o trabalho em Campos. Campos e Macaé. Ele tinha um filho como delegado e outro como tabelião. A cidade de São Fidélis foi palco de uma perseguição aos crentes no ano dc 1894. sua senhora e uma empregadinha. eram hábeis para cobrir uma parte de sua perversidade. Ser chefe político era de muita importância no Brasil. nesse primeiro período da história dos batistas fluminenses. na avançada idade de 104 anos. porém. Logo que comecei a pregar. os reteve fora. e um dos nossos obreiros nativos que levou uma filha consigo para nos auxiliar nos cânticos de hinos. alvo dc perseguições movidas pelo clero católico romano. que não podia admitir que outros pensassem diferentemente deles e que pudessem cultuar a Deus segundo os ditames de sua consciência. me informaram depois. Fui àquela cidade iniciar o trabalho para o Mestre. e em outros lugares do interior. Era menina ainda quando se desencadeou a perseguição e não conhecia nada do evangelho. da região e talvez do estado. foi testemunha ocular de perseguições. Uma vez disse ao chefe político enquanto ele estava em pé. sabendo apenas que os poucos crentes eram tratados quase como marginais. ao todo. que era casada com o Pastor Alfredo Reis. Deixemos que o próprio missionário Salomão Ginsburg narre os fatos: "Começando em S. e começamos o trabalho. Chefiando essa multidão estava um velhinho muito vivo que. Em São Fidélis. levadas a efeito nas cidades de São Fidélis e Macaé. que nos atiraram. começamos a reunião cantando alguns hinos. capim c lixo.novas. Os três eram os principais políticos da cidade.PERSEGUIÇÕES EM SAO FIDEEIS Os crentes foram. Ainda hoje não sei por que não penetraram no salão e nos atacaram. exceto algumas pedras. envolvendo principalmente o missionário Salomão Luís Ginsburg. e que morreu em 1989. Só havia ali três pessoas interessadas — um homem. Perto das sete horas da noite. Palavras obscenas e injuriosas nos eram atiradas. era o chefe político do lugar. A única resposta que deu foi levantar um forte rebenque que tinha na mão e dizer com termos 53 . social c espiritual. A irmã Alice Reis. O salão era uma sala de frente com três janelas e uma porta que abria para a rua. Éramos sete. Como tais. desde o princípio. Logo afluiu uma multidão dumas mil pessoas e ficaram em frente da casa. uma grande confusão se estabeleceu. Aluguei uma casa no centro da cidade e arranjei uns bancos e uma mesa. os inofensivos servos do Senhor Jesus eram sempre molestados. por todos os meios. Enquanto se cantavam hinos não houve aposição. Procuravam. O Senhor. As maiores perseguições foram. Minha senhora também foi. Impossibilitado de ser ouvido. eu voltei a atenção para outro centro dos mais importantes do estado: a cidade de São Fidélis. onde havia alguns interessados. Levei comigo meu inseparável harmônio. pois temiam se defrontar com a verdade que esplende do puro evangelho de Cristo. distrito rico e cafeeiro. colocar obstáculos à propagação das boas. que traz benefícios de ordem moral. nos agrediram e quebraram tudo que estavam na sala.

li-lhe as seguintes palavras: 'Todo o poder me foi dado no céu e na terra. eu tinha comigo o meu Novo Testamento e.18-19. O pobre homem entendeu que eu tinha ordens do Presidente da República dos Estados Unidos. Então. veio ao hotel onde eu estava um emissário do delegado de polícia c convidou-me a aparecer no seu gabinete. E. ela telegrafasse para o Rio de Janeiro e avisasse aos irmãos o ocorrido. Felizmente. alarmado e indignado: 'E quem é superior ao presidente do meu país?'. E eu estou aqui em obediência à ordem do meu Senhor e Mestre Jesus Cristo. ele me disse que eu estava preso. chamando um soldado com grossa carabina. Nós obedecemos às ordens de um superior a todos vós'. 'Qual é seu nome e profissão?'. como ele se expressava. Eu lhe disse que em matéria de religião não estava disposto a justificar os meus atos. ensinando-as a guardar todas as coisas que vos tenho dito. Estou aqui cumprindo esta ordem. entreguei-o à minha senhora.' Declarei-lhe e sentei-me. Portanto ide e fazei discípulos em todas as nações. do Filho e do Espírito Santo. . batizando-as em nome do Pai. encerrei a reunião e anunciei outra para o dia seguinte. Eu suspeitei que não poderia retornar. Perdendo a calma. uma pedra alcançou a fronte do nosso irmão auxiliar. calmamente e com aspecto risonho: 'Senhor Delegado. tendo a um lado seu secretário e do outro o seu irmão. Chegando ao gabinete do delegado. Na prisão outra vez — No dia seguinte. Se houvesse cometido um crime ou quebrado a lei. é para quebrar a tua cabeça'. perguntou. estaria disposto a aparecer perante o competente juiz e responder por mim mesmo. mais furioso do que antes.' Eu estava de pé. e o velho pai. encontrei-o sentado à ponta de uma mesa muito comprida. tabelião. em f rente a ele e respondi-lhe. mandou que me vigiasse. mas primeiro ouça o que eu tenho a lhe dizer'. os batistas. abrindo-o em Mateus 28. sinto não poder atendê-lo a esse respeito. Minutos depois. 'O senhopestá proibido de pregar sua nefasta religião'.insultuosos: 'Se eu entrar. Ele de certo não esperava esta resposta porque um silêncio profundo caiu sobre todos eles. nem mesmo do Presidente da República. andando de um para outro lado. começou a insultar-me usando linguagem abusiva contra o batismo que eu havia celebrado no rio. nem do Presidente do Estado.' 'Esta é a minha autoridade. Tendo algum dinheiro comigo. não esperando tão claras e plenas explicações dos princípios batistas. terminou com sua voz cheia de ira. porque respondeu com fúria. nem do senhor. se eu não voltasse. não aceitamos ordens em matéria de religião de qualquer autoridade civil. Eu disse: 'Pois bem. Tirei o meu cartão de visitas e dei-lho. logo cedinho. Dizendo que aquelas línguas maliciosas perverteram-no em uma cerimônia indecente. 'O senhor está proibido de pregar sua nefasta religião neste município. dizendo-lhe que não temesse e que. O senhor sabe — eu disse — eu sou batista e nós. Finalmente. entre e quebre a minha cabeça. à disposição do Presidente do Estado. Mas quanto ao que fiz e pratiquei no meu trabalho religioso ele nada tinha com isto.

depois de ler os documentos. perguntei-lhe: 'Diga-me. Minha senhora me acompanhou também. ele me chamou e disse. Então. mas ela não concordou. Aquele dia c aquela noite fiquei num salão espaçoso. 'O senhor quer dizer. disse a um dos oficiais que me levasse para o xadrez. Escoltados por cinco soldados. eu fui pastor de uma igreja aqui em Niterói por muito tempo. Mas eu não dei atenção a essas coisas porque nos sentíamos felizes. ela nunca me advertiu que atendesse à autoridade. Passei a noite sobre um banco duro e nada dormi por causa da grande quantidade de ratos que infestavam o lugar. então — disse. O senhor pode perguntar a qualquer de seus oficiais se algum dia perturbei a ordem pública. Eu me ri e disse-lhe que não havia pregado na noite anterior porque estava preso. O meu coração esfriou quando ouvi o que ele disse. respondi: 'Senhor. palestrando e rindo de alegria por ser nos permitido sofrer pelo Mestre. Sem dúvida. a mim e a ela. muito gentilmente: 'Ora. Desgostoso com a minha contumácia. Esses tiveram que fugir e nós corremos após eles. 'Se o senhor me prometer que não voltará a esta cidade para pregar a sua religião. e parecia perfeitamente feliz e satisfeita pelo fato de sofrer pelo Mestre. nos trataram melhor que o delegado. eu deixarei o senhor voltar a Campos'. Humildemente. Mas. Salomão. a capital do estado. perguntei. Mas logo que fosse solto. exatamente como uma esposa americana. o delegado veio ver-me e permitiu à minha senhora vir também. o senhor podia facilmente evitar todo este inconveniente'. Perante o Vice-Presidente — Chegando ao quartel-general da polícia. Logo que saísse da prisão ele podia me esperar que voltaria para continuar o trabalho anunciado. antes do trem partir para Niterói. chamou mais quatro soldados com carabinas e ordenou-me que marchasse para a estação. deixamos a cidade e partimos para a capital do estado. No dia seguinte. que o delegado de São Fidélis me pregou uma mentira neste ofício?'. consegui receber a comida que minha senhora mandara. disse-me ele. Este. que devo fazer para evitá-lo?'. Não admitiu que ninguém me visse. 'Bem. Eu respondi-lhe. E se colocou ao meu lado. Quando o trem chegou a Niterói. os marinheiros que estavam combatendo os soldados. Sr. Os soldados nos deixaram inteiramente à vontade. fomos apresentados ao vice-presidente do estado. Pedi-lhe que fosse para Campos. qual o meu crime?'. chamando-me à inocência: 'Se ele mentiu 55 . Ainda que não soubéssemos o que nos ia acontecer. Tenho pregado o evangelho em toda parte desta cidade.dizendo que ele responderia com a sua vida se me deixasse desaparecer. onde chegamos à tarde. que desrespeitou as autoridades e perturbou a ordem pública?'. Contudo. quando viram alguns deles. como passeávamos pela sala. ele podia ficar certo de que eu ia pregar. senhor. atiraram contra os que estavam conosco. ou se desrespeitei de alguma maneira as autoridades'. Eu supuz que ele esperava que eu implorasse misericórdia. como prisioneiro. 'O senhor não sabe. A população gostou e aplaudiu. insultando-nos e apedrejando-nos.

Ele foi ás autoridades e. O processo que eles usavam para se livrar dos inimigos políticos era fardá-los e colocá-los na praia. sob o estrondo de bombas que explodiam sobre a sua cabeça. Nesse quarto deviam estar juntos. Pediu-me que dissimulasse o caso. o chefe de polícia mandou um oficial remover-me para a detenção. ele me disse: 'Pastor. na sua campanha contra a República brasileira. porém. estando em pé. Então perguntei-lhe: 'E a minha senhora? Eu gostaria de mandá-la para a casa de um amigo. andava pelas ruas de Niterói. visto que a cidade está agora como uma praça de guerra c eu não tenho onde deixá-la!'. O mau cheiro que me penetrou nas narinas quando o carcereiro me introduziu no tal xadrez quase que me sucumbiu e me prostrou por terra. Minha boa esposa. Quando terminei. E. Agradeci-lhe a oferta. desculpando-se pelo que sucedera. ele confirmou a ordem de me levarem para o xadrez. não lhe posso dizer. mas disselhe que ela preferia ir sozinha.ao senhor oficialmente ou não oficialmente. O tal xadrez era um lugar terrível. pois que isso acontecera exclusivamente por causa . Depois da meia-noite da décima noite da minha prisão. de dois metros por quatro. Rntão. na pessoa de um soldado que era crente. Eu creio que essa era a idéia do delegado de polícia de São Fidélis. No dia seguinte. vi o cônsul português. ele me mandou buscar. Trabalhou até que chegou aos ouvidos do Presidente do Estado. se o senhor me prometer que não fugirá. Ele chamou um soldado de polícia e ordenou-lhe que tomasse conta dela. Mas eu quero dizer ao senhor o que aconteceu!'. Solto depois de dez dias — Mas o Senhor tinha ainda algum trabalho para eu fazer. Reconhecendo-me. com janelas guarnecidas por grades. quando me mandou para o quartel-general como desrespeitador das autoridades e perturbador da ordem pública. E estava para entrar à porta quando o senhor me mandou um dos seus anjos. brava como um leão. onde ficasse incomunicável. um meu amigo pessoal. louvando o meu Pai Celeste por aquela bondade. nos separamos. Mas me avisou que talvez não fosse bem sucedido porque os portugueses estavam sendo suspeitados de auxiliarem a armada. Imaginem um quarto pequeno. quando se retirou. Ele me prometeu esforçar-se o mais possível. como um preso político perigoso. à porta da delegacia de polícia. dando para uma área suja. Despcdimo-nos sem saber se seria permitido que nos víssemos outra vez. Chamei-o e contei-lhe o meu caso. Pode-se imaginar como aceitei prontamente a proposta e quão agradecido fiquei pelo favor. nós o deixaremos ficar conosco no salão dos soldados'. pedindo-lhe que se interessasse por mim. de quarenta criminosos para cima. Fui metido no xadrez. cheia de fé c de coragem. ele me ouviu pacientemente. Eu. onde os marinheiros os assassinavam imediatamente. disse ter sido um engano. Recomendando-nos ao Senhor. com uma única porta e sem qualquer outra ventilação. confusamente. Hesitei um pouco. eu só atribuo ao meu bondoso Pai Celeste. teria que ir para o xadrez. Por que eles não me maltrataram como fizeram com muitos antagonistas políticos.

que entendeu que eles estavam sendo mandados para que acabassem com os protestantes. me disse: 'E exatamente por isto que lhe mandei chamar. Um dia. como pensavam. ou eram amigos da causa deles. Se o senhor nos fizer o favor dc não voltar a São Fidélis enquanto durar a revolução. Prometeu cuidar de mim logo que a ordem se restabelecesse. ele me disse. 'V. vi um grupo de cerca de cinqüenta soldados da brigada policial embarcar para São Fidélis. Voltando novamente a São Fidélis — Em 13 de março de 1892. Queremos pedir-lhe um favor. meu caro senhor. disse-me ele. recebi uma carta de meu auxiliar. então. estaremos ao seu lado e providenciaremos para que o senhor tenha toda a proteção necessária'. Pode-se imaginar a surpresa quando descobriram que a força estava ali exatamente para 57 .da revolução que assolava aquele país. Ele disse: 'Sim!'. não aceito ordens.Exa. agora que tinham a força pública para auxiiiá-los. Agora nosso estado está em estado de sítio. no sábado pela manhã. No dia 20 do mesmo mês eu voltei a São Fidélis. Eu lhe disse que cu era o pastor referido c pedi-lhe que não deixasse o delegado saber para que fins os soldados estavam sendo enviados e que esperássemos os acontecimentos. 'o senhor vá e eu providenciarei para que o senhor seja plenamente garantido na sua missão. estando no Rio de Janeiro. No domingo. de nenhuma autoridade civil'. Todos esses soldados. Eu respondi ao Presidente: 'Sim. eu teria que dizer a V. Eu disse ao Presidente que quanto a isso eu nada tinha a dizer e que. Eu lhe disse: 'No domingo próximo'. Desde que V. ele disse. ou eram protestantes.' Ele leu-a e me perguntou quando eu esperava estar naquela cidade. já não levaria em consideração aquele fato. Cada delegacia tem pleno poder em suas mãos. me pede um favor.' Quando tomava o trem.Exa. os soldados se apresentaram ao delegado. Se fosse uma ordem. em matéria de religião. se lembra da promessa que me fez acerca de São Fidélis?' 'Sim!'. No culto da noite. tenha a bondade de ler esta carta. Eu falei com o oficial encarregado e ele me informou que iam para defender um pastor protestante que estavam sendo perseguido por um político católico. perguntei-lhe se lembrava de mim. Chegando a São Fidélis. pessoalmente. a revolução terminou com a submissão da frota. comunicando-me a grande perseguição que se dera em São Fidélis no domingo anterior. Se o senhor fosse a São Fidélis antes de terminar a revolução. 'Então. Indo ao Vice-Presidente do estado.Exa. nós tivemos nosso culto regular. nós teríamos de mudar muitas coisas que exatamente agora estamos impossibilitados de fazer. 'Muito bem'. eu não recusarei atendê-lo. As perseguições continuaram enquanto a mesma autoridade estava no poder. um grande grupo de perseguidores foi trazido à cidade pelo chefe político para acabar com o nosso trabalho. O que lhe pedi principalmente foi que evitasse derramamento de sangue. Mas que o que eu desejava saber era se poderia voltar a São Fidélis e continuar a pregar o evangelho. como batista.o que disse ao delegado de polícia! — Que. Ele. senhor.

vendo-a assim ensangüentada. etc. O fato é que alguns deles voltaram para casa feridos. me fizesse saber. De certo ficou mudo e se esqueceu de me agradecer. Não muito depois da última perseguição. Hoje há em São Fidélis uma igreja muito próspera. prisões. Os inimigos. nunca mais fomos perturbados. Depois disso. desprezaram-no e. Três pessoas foram mortas. Houve um tiroteio no mesmo lugar onde fui preso durante vinte e quatro horas. um dos que me prenderam. foi também preso e enviado para Campos o irmão José de Souza. Mas assegurei-lhe que não tinha intenção de fazer qualquer mal àquele homem e. que se ele quisesse. Foi para casa e. Eram vaias. pedradas. No seu afã de destruir a causa do Mestre. em seguida. temendo a vingança de outros piores do que eu. Humilharam-no. c ele e sua família perderam o prestígio. A jovem Corina Manhães recebeu uma pedrada na cabeça. onde ficaria dez dias detido. Leiam o que se segue e vejam como o fizemos e quanto nos alegramos daquela parte de nossa corrida. foi preso. porém. não se comoviam. A vingança do missionário — Antes de findar esta história. O chefe da oposição era meu amigo pessoal e uma de suas filhas era membro de nossa igreja. poderia me acompanhar e ver o que eu queria fazer. onde se edificou o templo. Tendo a permissão. os perseguidores usavam de todos os recursos que se podem imaginar. durante as eleições. Um bom negociante converteu-se e fez presente de um terreno no centro da cidade. e com membros quebrados. apupos. No dia seguinte. foi amarrado com se amarra um porco e jogado num vagão de trem da Leopoldina. o que lhe causou um grande ferimento. O sangue derramado pelas vítimas de perseguições ao evangelho fertilizou a terra para que a semente das boas-novas pregada germinasse e viesse a dar 58 . O chefe. desapareceu. Mas eu mc vingo e pratico a vingança. Apressei-me em ir a São Fidélis e pedi ao chefe político (o novo) que me deixasse ver o preso e fazer-lhe o que desejava. no dia seguinte. fui à prisão e disse ao homem que o tempo de minha desforra havia chegado e que teria o prazer de restituí-lo à sua esposa e filhos. Aconteceu que. foram descobertas fraudes.manter a paz. Seu sangue foi derramado em plena rua. eu lhe pedi um simples favor: que se aquele delegado de polícia chegasse a ser preso. eu desejo dizer como me vinguei desse delegado de policia. Quando o novo partido assumiu as rédeas do poder. o partido político chefiado pelo pai desse delegado perdeu o poder. cortados.' (l) OUTRAS VÍTIMAS DA PERSEGUIÇÃO No mesmo dia em que Salomão Ginsburg foi preso (9 de janeiro de 1894) e enviado para Niterói.O homem temeu que eu pudesse fazer justiça com as minhas próprias mãos. às vezes. recebi um telegrama avisando-me do fato. Creio que poucos dos meus leitores concordariam em que um missionário pensasse em vingança.

fez publicar a sua 'glória'. só os realizando no dia seguinte pela madrugada. O Frei Ignácio recebia cobertura do jornal O Século. o pároco da cidade de Macaé. no referido mês. sob o título Os Protestantes Vaiados: "Na tarde de domingo passado (16). ambos publicados em Macaé. Ali seria batizado o irmão João Hugo Kopp que dera. 59 . não só hostilizar com vaias. rezava de olhos fechados (!!)"(1> Felizmente nem todos concordavam com as perseguições do frei e seus apaniguados. quer pelas ruas da cidade e até na Rua Mesquita. outros jornais da capital verberaram o ato de intolerância praticado pelo Frei Ignácio. O aludido jornal O Século. promovia perseguições aos inofensivos crentes. portanto da justiça. No dia e hora marcados. Por isso se sentia senhor da situação e com direito a desrespeitar a Constituição e a consciência das pessoas bem esclarecidas. preparou um grupo para.muitos frutos. não conseguiram fazer os batismos para aquela tarde marcados. a profissão de sua fé no evangelho de Cristo Jesus. A atitude do frei foi repudiada pelos jornais O Lince e O Diário Macaense. PERSEGUIÇÕES EM MACAÉ Embora já estivéssemos na República. lá estava o frei com seu grupo realizando seu intento. as vaias e as pedradas. e combateu com energia a maneira como o frei agia desrespeitando a Constituição e afrontando consciências alheias. O batizando João Hugo Kopp. o povo em massa. amedrontados. conhecido por Frei Ignácio. O mês de julho de 1899 ficará na história como o mês das cruentas perseguições promovidas pelo referido clérigo. Preferiram sofrer pelo evangelho os apupos. apaziguando os ânimos exaltados. publicamente. A polícia compareceu prontamente. quer na praia. ainda gabando do que o frei conseguira com um grupo de arruaceiros. Joaquim Fernandes Lessa comenta que. e com uma Constituição libérrima que dava plenos direitos a todos os cidadãos de seguirem o credo religioso que quisessem. os crentes foram "novamente perseguidos de modo bárbaro e sem precedentes naquela cidade'. O jornal O Lince se posicionou ao lado dos crentes. os crentes. de Macaé. como ainda apedrejá-los. na ocasião em que. Além deles. Os protestantes. quando os protestantes se reuniam à Praia do Concha para batizarem João Hugo Kopp e outros que renegaram a religão católica para abraçarem a seita do frade Lutero. mergulhado no santo elemento. disseram-nos. Deus estava com eles e também o povo sensato de Macaé faria o julgamento dos atos do frei. impropérios. etc. Já dissera o grande apologista cristão Tertuliano que 'o sangue dos mártires é a semente de cristãos'. Mas os crentes não se intimidaram. a quem ele reconheceu como Salvador e Senhor. Sabendo o Frei Ignácio que os crentes iriam realizar tal batismo. vaiou-os até à noite. com o fito de evitar que fossem realizados cultos para atrair convertidos ao evangelho santo de Jesus Cristo. O caso que estamos relatando está ligado ao batismo no mar. pleno de indignação. na Praia da Concha. teve um braço bastante contundido com uma pedrada.

pagava a chamada 'carceragem'. Minga Ribeiro. jovem intimorato que não se deixava intimidar com as perseguições que moviam contra os crentes. que era crente. muito menos moleques assalariados pelo O Século ou por quem quer seja. que executam essa vaia deprimente com que temos sido honrados". O missionário Salomão Ginsburg rebateu. pelo grande jurisconsulto brasileiro. ora nas praias em ocasiões de realização de batismos. preza pouco o bom senso dos dignos macaenses). como insultosamente avança O Século (que. não é a população em massa que persegue os evangélicos em Macaé. avô. Esse homem. Foi nessa condição de evangelista que ele começou a batizar em vários lugares. ora nas ruas. defendida mais tarde. são os garotos. ora em ca"sas particulares. O Lince retratou-o como ele era: " É um velho sem vergonha. deste modo. Rui Barbosa. Tratava-se do Sr. os bêbados abundantes em todas as cidades e em todos os tempos. o conduziam à cadeia. que têm mais necessidade de bons exemplos de seu chefe do que assistir à descompostura e imoralidade atiradas do mesmo. resolveu desnudá-lo perante todos.O Lince. na Praia do Concha... conhecendo o caráter do redator de O Século. pelo jornal O Lince. Eis uma parte do que ele publicou: " N ã o somos covardes. em Haia. nos idos de 1899. que patrocinava a causa do frei. nem há nada que nos amedronte.*2) Salomão Ginsburg era de coragem indômita e sempre lutava para que a força do direito prevalecesse contra o direito da força — tese. perante grandes potências. alguns que já tinham professado a fé no Senhor Jesus. quase sexagenário e com numerosa família constituída em Macaé. sabem-no todos: é o bandido Antônio de Souza Melo". já sexagenário. Florentino Rodrigues da Silva foi autorizado pela Igreja Batista de São Fidélis a realizar batismos sem ser pastor ainda. Como naquele começo só Salomão e Antônio Ferreira Campos eram pastores ordenados e não podiam atender a todos os trabalhos que iam se desenvolvendo. Havia em Macaé. Salomão contava com um evangelista muito ardoroso. por essa razão. no final. Apesar de ser beneficiado por esse crente. fazia certas estrepolias que. Holanda. Antônio de Souza Melo que. quando se realizavam cultos a Deus. os imbecis. aliás. os inimigos estavam procurando destruir a obra do Senhor. (3) Ora nas praças. Florentino Rodrigues da Silva. não exibia conduta regular. que vivia sempre embriagado e. atiradas contra um público que o tem suportado misericordiosamente em seu seio há mais de 30 anos. um homem conhecido pelo apelido de Minga Ribeiro. que deixaria o mundo deslumbrado com sua intrepidez e talento multifacetado. O episódio referido acima se deu quando ele ia imergir nas águas batismais. sempre prontos ao acesso dos provocadores e desordeiros. 60 . era utilizado pelo Frei Ignácio e pelo jornal O Século para promover as desordens nos cultos c a espalhar boatos contra os crentes. Dai só saía quando um parente. que era conhecido como 'mau elemento'. composta de filhos homens. os ataques que O Século veiculara contra o pugilo de crentes daquela cidade. Porque diga-se o que era necessário.

ora a pé. as igrejas impediram que isso fosse feito. Macaé. O abaixo-assinado dissertará hoje. À hora marcada. A intenção era provocar distúrbios porque. para a mesma praça. contudo terem autoridade para batizar e celebrar a Ceia do Senhor. Eram evangelistas que. com sol ou debaixo de grandes e pequenas chuvas. que a polícia foi chamada a intervir. Eram pessoas de consagração comprovada. Para solucionar esse problema. Minga Ribeiro saiu pelas ruas de Macaé. Aceitando o posicionamento da junta. Com a presença do Delegado de Polícia. Anteriormente. Assim. As estradas eram raras. com força armada. dispostas ao sacrifício. também ali existente. a Primeira Igreja Batista de Campos autorizou o diácono A. As escolas só existiam nos grandes centros. Para solucionar o mesmo problema. indiscriminadamente. ora a cavalo. onde atuava apenas um obreiro — o missionário Salomão Ginsburg. a Igreja Batista de São Fidélis resolveu autorizar o evangelista Florentino Rodrigues da Silva a realizar batismos e a celebrar a Ceia do Senhor.R. houve caso dc irmãos que.Ocorre que. à Praça Visconde do Rio Branco. não deixando de lançar impropérios terríveis contra o protestantismo. espalhando o seguinte boletim: 'Ao povo. a cidade que é uma pérola engastada no Atlântico. convidado que fora para colaborar na Missão Campista. sem. foram dispersos os causadores do problema. precisavam esperar durante muito tempo a visita do missionário para que pudessem ser batizados. queriam tornar-se logo pastores. Eram eles verdadeiros desbravadores. frutos do desenvolvimento do trabalho do evangelista. Domingos Ribeiro'. os que se iam convertendo na região. tudo então era difícil na realização da Obra. segundo se lê no livro de atas da Associação Centro Fluminense. 23 de julho de 1899. Foi nessas circunstâncias que o evangelista Florentino Rodrigues da Silva chegou da Bahia. Diminuto era o número de pastores. Salomão. o missionário pôde realizar sua pregação. o Pastor Salomão já havia anunciado a realização de pregações. tenente Galeno Camargo. no dia 23 de julho de 1899. tinham sido impedidos pela Junta Regional. quando um grupo liderado por Minga Ribeiro começa a gritar e 'a dar vivas à religão católica'. cantando. postulando ao pastorado. com os crentes. pois. A GRANDE CONTRIBUIÇÃO DOS EVANGELISTAS No passado. sobre religião católica. quer do ponto-de-vista financeiro. quer do ponto-de-vista de viagens sacrificiais. Por causa da falta de obreiros. estava na praça. que eram feitas. A carência de pastores sentida no Estado do Rio era problema vivido também 61 . eram reconhecidos como evangelistas os irmãos que se dedicavam à evangelização. no ano de 1897. fazendo o trabalho como um pastor.Melo a celebrar a Ceia. Tal foi a perturbação. Joaquim Lessa afirma que 'foi geral a indignação da parte do povo que assitia à conferência evangélica'.

Panfílio Teixeira Barreto (Capim Angola). no Estado Rio de Janeiro. o irmão Frederico Mueller. estava o jovem Florentino Ferreira. certa feita. Almiro Campos Nogueira (Barão de Aquino). o caminho. naquela época. Luiz Ovídio Firmo (Alto Macabu). Benedito Firmo (Salto). Mais tarde. O mesmo sucedeu com a colônia leia no Brasil. Alberto Mendes de Oliveira (Maricá). Emilio W. indo pregar. buscando aqui e ali um lugar por onde pudesse sair. no Estado do Rio. Cândido Ignácio da Silva. alguns irmãos que haviam atuado como evangelistas em diversas regiões do nosso estado foram ordenados pastores: José Alves. membro da Igreja Batista dc Pádua. batizado em 4 de outubro de 1911. Sebastião Freitas (Carmo) Silvino Ferreira de Souza (Imbaú). Domingos José Ferreira (Piraí). aparecem na arena batista fluminense os seguintes evangelistas: Acelino Corrêa (Rio Preto). Muitos desses irmãos se revelaram como pastores e foram bem aprovados como obreiros no campo batista fluminense. João Freitas (Tercsópolis). Francisco Alves Ferreira (Carapebus).Lessa. Miguel Galdino da Silva (Taquarussus).F. José Rodrigues Corrêa (Carapebus). José Alves (de 1892 a 1893). A falta de obreiros levou os irmãos letos a escolherem um diácono que emigrara para o nosso país. Alexandrino Cunha (Salto). No início da obra do Senhor. Por exemplo. Depois de 1900.Kerr. Francisco Antunes de Oliveira (Araruama). João Francisco de Paula (Barra do Itabapoana). destacaram-se como evangelistas: Domingos Joaquim de Oliveira (de 1890 a 1891). Clemente Teixeira Pinto (Campos Elísios). Lino de Paula (Pureza). Carolino de Oliveira (São José do Rio Preto). João Alves (Cambuei). Fidélis Carneiro (Pureza). Começou a andar no meio do matagal. em Minas Gerais. Leopoldo Alves Feitoza (São João de Mcriti). realizou os primeiros batismos. Otávio Farias (Sapucaia). Valério Gomes. Corindiba dc Carvalho. autorizando-o a celebrar essas duas ordenanças do Senhor Jesus. José Martins Gomes Fayal (Cacimbas). o diácono João Tiburcio Alves foi autorizado a celebrar a Ceia e a realizar batismos. Raul Alves de Abreu (Paraíba do Sul). Joaquim Francisco de Souza (Carmo). Assim é que. Carlos Rodrigues de Oliveira (Valença). Por falta de obreiros.em outros estados. que viria a ser pastor da Igreja Batista de Natividade de Carangola. no Rio Grande do Sul. De alguns evangelistas narram-se episódios jocosos. à noite. Bernardo Ferreira Neto (Firme). Eunuco Santana de Abreu (Taquarussus). no início do trabalho batista. Vjcente Morais (1897). Bento de Souza (1897). Alfredo Dias Delgado (Sana). Fortunato dos Santos (Neves). Joaquim Melo Policarpo. Belmiro Basílio de Souza (Três Rios). Entre aqueles que foram por ele batizados. o evangelistas Emerenciano Machado. Cantando Ferreira Pinto (Maricá). Pedro Barbosa e Florentino Rodrigues da Silva (de 1896 a 1898). antes de 1890. Manoel Couto da Cunha (Glicério). Manoel Antônio da Silva e outros. perdeu. Jaime Soares Curvelo (Rio Dourado). Joaquim FLessa (de 1895 a 1901). um dos dois únicos batizados naquele local. na roça. Manoel Tiago (de 1899 a 1900). Ernesto Nogueira Penido (São Fidélis). Joaquim Melo Policarpo (Trajano de Morais). Antônio Fernandes Portugal (Córrego do Ouro). Honesto dc Almeida Carvalho (Correntezas). J. Ildefonso Silveira (São Gonçalo). Ideal de Souza Bastos (Piabetá). Como nada 62 . Otávio Florêncio Pereira (Pião). Jaime Soares Curvelo. A colônia alemã. Emerenciano Nunes Machado (Pádua). João Moura da Silva Filho (Maricá). Dionísio Loureiro (Salto). viveu situação semelhante. Dário da Silva Branco (Cachoeiras de Macabu).

Passaram. Mas o Senhor os desviou dele. levantou-se e. Exemplo disso é o que aconteceu com o irmão Luiz Ovídio Firmo que. Foram embora. deram-lhe doze cacetadas. perseguições. só episódios pitorescos os vividos pelos bravos evangelistas. foi pregar no lugar denominado Arraial do Frade. Quando ele recobrou forças. no meio do mato. desdém e. até. município de Macaé. Ele caiu. ao se converter. OPOSIÇÃO DO CLERO Os inimigos da propagação do evangelho não mediam esforços para embaraçar-lhe o desenvolv imento. foi alvo de motejo. por muitas provações e experiências. que se localiza na região do Glicério. vieram outros malvados que. ensangüentado. porém. deixando-o caído c sangrando. já com Deus!". tornou-se uma grande arauto do evangelho que abraçara. assim mesmo. Ao invés de receber ajuda. durante aquele ano. Do reino lá do céu embaixador eu sou! Meu Rei e Salvador vos manda em seu amor As boas novas de perdão. Não foram.07 do Cantor Cristão. naquela noite. Luiz Ovídio Firmo podia dizer: " O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra" (Salmo 34:7). se dirigiu para o local onde iria pregar. uma janela sc abriu e uma luz brilhou. nosso Senhor. 63 . em terra estranha estou.conseguisse. Certo dia. O ano de 1896 foi de muitas lutas para os crentes. Há os casos daqueles que foram maltratados. perseguidos c torturados pelo único"crime" de terem abraçado o puro evangelho de Cristo Jesus. Muitos deles arrostavam muitas peripécias e perseguições. fizeram-no comer areia. em terra estranha estou. Usavam de todos os meios que podiam para atingir o seu objetivo. que tem como título Mensagem Real. A palavra do Senhor se cumpre a cada momento. deixando-o semi-morto. Mas ele não se intimidou. abrindo-lhe a boca. No caminho alguém o reconheceu e disparou três tiros. Alguém queria atender ao clamor do "forasteiro". ". é ordem que Ele dá. resultou em frutos para o evangelho. Um grupo soube que ele ia ali pregar e resolveu encontrar-se com ele para fazê-lo voltar do caminho. Eis a mensagem Aquele que por "Reconciliai-vos "Reconciliai-vos que me deu nós morreu: já". Após tê-lo xingado muito. e cuja primeira estrofe e o estribilho dizem assim: Sou forasteiro aqui. Ia repetindo "Sou forasteiro aqui. começou a cantar o hino 2. Aquele encontro com aquela família. Em conseqüência disso. De repente..

(Esse fato é narrado mais adiante. no dia 21 de outubro de 1896. n? 13. O pastor Salomão fez distribuir pela cidade um boletim explicando ao povo a atitude dos protestante em todos os tempos e protestando contra tais monstruosidades. na ocasião. Assim agindo. Deste modo. que ficava na Praça da Redenção. o que surtiu o efeito desejado pelo inimigo das almas. também. em 1896. as dignas autoridades haviam tomado as necessárias precauções. No culto de quarta-feira. mas o resultado da precipitação com que os ladrões procuraram despojar as mesmas imagens de objetos de valor com que estavam adornadas". à Rua Marechal Floriano. Quando os ânimos se estavam levantando. mas simplesmente de roubos."' LANÇAMENTO DA PEDRA FUNDAMENTAL DO PRIMEIRO TEMPLO BATISTA NO BRASIL Campos. com o propósito de nele erigir um templo. a igreja passou a se reunir em uma casa no Beco do Barroso. e que fora a sede da tipografia do jornal Vinte e Cinco de Março. Como. de construir a primeira ponte de ferro. da Igreja Presbiteriana. estavam satisfazendo a lide64 . devolveram o terreno que tinham comprado à Rua do Mafra.) As igrejas mais antigas que a de Campos reuniam-se em casas adaptadas para o seu funcionamento. estava inativa por falta de liderança. alguns crentes. o trabalho sofreu algum abalo devido a uma grande epidemia de varíola que assolou quase toda a população. sob o pastorado de Salomão Ginsburg. por algum tempo.Joaquim Fernandes Lessa registrou: " E m Campos. que se ufana de ser a primeira cidade na América do Sul a possuir luz elétrica (1) e. dizendo um deles: 'Estamos plenamente convencidos de que não se trata de uma questão religiosa. Rua Tenente Coronel Cardoso). postou-se em frente ã porta do salão de cultos uma grande multidão em atitude francamente hostil. o movimento foi logo repelido pela polícia de cavalaria que guardava a casa de cultos. com o evidente propósito de responsabilizarem os evangélicos batistas por tal ato de selvageria. e os crentes exercendo plena atividade. que. Influiu a alguns gatunos a roubarem a igreja matriz de Campos em diversas jóias e a quebrarem imagens e outras coisas do templo católico. porém. Os jornais da cidade — Monitor Campista e A Gazeta do Povo — foram unânimes em defender os evangélicos. no salão alugado. e que a profanação das imagens não é ato de fanatismo. O salão estava repleto de ouvintes atentos quando uma pedrada foi arremessada para dentro do recinto. cm outra parte desta obra. entre eles. compraram um terreno na Rua Formosa (hoje. teve o privilégio de ver solenemente lançada a pedra fundamental do primeiro templo batista em solo brasileiro. o Diabo se lembrou de um ardil que pudesse neutralizar o serviço dos servos do Senhor. Depois de ter se reunido. Foi em 1895 que os crentes. sendo grande o número de mortos.

se acotovelava uma multidão compacta de fiéis.Lopes. crença que se avigorou em nosso espírito pelos múltiplos vexames e erros da tirania espiritual acastelada em Roma. merecendo o nosso ilustre companheiro gerais cumprimentos e muitos abraços. Senhor invencível dos mundos e dos exércitos. é considerado Patrono Cívico do Brasil. foram recebidas por uma prolongada salva de palmas. mas suas últimas palavras. um dos jornais insuspeitos. nosso digno amigo Salomão Ginsburg. de meditado fundo filosófico. no dia 21 de abril de 1897.rança presbiteriana do Rio de Janeiro que nao concordara com a venda daquele terreno. sendo ato contínuo lançada a pedra fundamental. Comprado que foi o terreno da Rua Formosa. especialmente levantada para tal fim. da tribuna. honrado e conhecido leiloeiro da praça. que garante a liberdade do culto. calmo e imponente. resolveram. Foi talvez pouco religioso. no doce remanso do lar doméstico. imediatamente. fez-nos acorrer à Praça da Redenção.. entre galhardetes e folhas. num hosana dulçuroso ao Deus Pai. Mas a crença de que devemos ser católicos contra a igreja. Educados no regime católico. e pelo quase sagrado respeito ao nosso estado político. ou apesar dela. a multidão estava toda descoberta. ungida de encantamento e entusiasmo. Foi um discurso feliz. falava o nosso digno colega Dr. fez uma reportagem do evento: "Igreja Evangélica — o protestantismo pode dizer-se uma instituição formada entre nós. "A nossa folha esteve representada por todo o seu pessoal de redação. Prova-o tocante solenidade com que foi anteontem lançada a pedra fundamental da igreja batista que será dentro em breve uma realidade.. o pastor fez uma prática adequada ao grande acontecimento. numa apoteose deslumbrante ao papel da religião na harmonia política do futuro. então. graças ao espírito trabalhador e infatigável de seu ilustre pastor.B. devemos deixar consignados 65 . Resolveram. A Gazeta do Povo. encarregando-se obsequiosamente deste serviço o S. que foi observado caprichosamente. muito dispostas. em que estavam bordadas as seguintes palavras: A Gazeta do Povo. toda a fibra sensível da grande massa popular que o cercava. cheio de rasgos de eloqüência. "Quando chegamos. " E m seguida. ouvimos. de hipérboles arrojadíssimas. sendo oferecida ao nosso chefe uma artística pasta. que hoje. repetimos. lendo a ata que foi assinada por todas as pessoas presentes. como um hino de esperança e amor. "Ao terminarmos esta rápida notícia. A solenidade foi empolgante. lançar a pedra fundamental. Azevedo Cruz. eletrizando com a magia dc sua palavra. ansiosos pela execução do programa. e. onde. " N ã o somos protestantes. pelo que descrevem os jornais. levar avante o plano de construção. " N ã o somos protestantes. o canto balsâmico de nossas mães. que mais uma vez honrou os foros de orador fluente e correto. data que relembra o aniversário do proto-mártir Tiradentes. "Seguiu-se depois animado leilão de prendas.

66 . e também Conte. o azorrague. tenhamos amesquinhado as frases buriladas de um dos mais distintos oradores campistas. ou hinos. dali é que Lutero lançara o grito de desobediência ao Vaticano. plantado no dia do aniversário do proto-mártir da República brasileira. tornar a República feliz. Ginsburg pelas maneiras cavalheirosas por que nos recebeu". em resumo. olhos baixos. tornar-se o chicote. o Dr. e um menino. que vemos? Vemos o apóstolo da liberdade.os nossos protestos de reconhecimento ao digno Sr. com o braço direito estendido. Seguiram-se os cânticos. a terra de Cide. trabalhando para sufocar um punhado de bravos. um discurso. "Antes da colocação da pedra comemorativa. se tornasse o apóstata contra a liberdade?! Como acreditar na sinceridade desses evangelizadores. Ambos mostraram que haviam decorado bem. para a fundação de mais um templo que. tendo lido e estudado o que dizem os filósofos cristãos. de Calderon de Labarca. o paladino da religião cristã. para narrar o acontecimento: "A concorrência de espectadores foi regular. e tem notado que os espanhóis do México. Se vós poucis com vossa fé. faz o bloqueio da Grécia e se torna. Depois o pastor Salomão. cantados pelos meninos. pela pobreza do nosso vocabulário. se vós podeis contrabalançar o efeito funesto do fanatismo. a protetora do crescente muçulmano contra a cruz dos cristãos. que acabam de ser vencidos pelo herói Menelik. com vossa crença. ainda estou estudando. sob o pretexto de razão de estado. de Lopes da Veiga. dessa Europa coligada. os italianos.' "Este discurso não é mais do que um resumo. e. tem estudado a história do passado e do presente. se tornará mais um foco de luz espancando as trevas que obscurecem o azul infinito do céu da terra do cruzeiro. o tribuno da fé se tornar apóstata e incoerente com suas idéias. foi tirada a fotografia das pessoas que se achavam presentes. que. e que nos seus tenros cérebros as palavras dos que os ensinaram. que servia de tribuna. "Convidado. disse: 'Que da Alemanha é que saíra a voz de protesto contra a tirania dos papas. contra a liberdade dos povos?! "Ainda não assentei minha tenda. Uma menina recitou uma poesia. reproduzimos. talvez. " D a Espanha. o poder mais formidável que então havia. e. de memória. que reservou página e meia em sua magnífica obra Subsídios Para a História dos Campos dos Goitacazes. dirigindo-se aos espectadores. então eu serei um dos vossos irmãos em crença. os ingleses no Transwal. Malleschor e Spencer. haviam ficado gravadas corno em uma lâminas sensível de fonógrafo. (2) Mas a melhor homenagem seria prestada aos batistas campistas pelo grande historiador Júlio Feydit. de Campoamor. fez ao Criador uma prece para que ele abençoasse os trabalhos começados naquele dia. subiu a um pequeno tablado ali feito. com que retalha as carnes de pérola das Antilhas e ferir no seio a cabocla cubana " E quem poderia acreditar que Emílio Castelar. enfim a Europa coligada. eu vos ajudarei a carregar esta pedra.Azevedo Cruz. deve ter muitas lacunas.

depois do artigo.500S000." O terreno em que se construiu o templo deve ter aproximadamente 90 palmos de largura e 180 de fundos. A imprensa campista lhe dava cobertura quando necessário. "Aquele artigo me ajudou a terminar a construção da bela casa de cultos. Por isso. remeteu 730 dólares. O lançamento da pedra-fundamental do templo provocou no clero um certo ciúme. seu porta-voz. o vigário da paróquia. Beneficiá-la seria beneficiar a cidade. Em seu livro Um Judeu Errante no Brasil. uma das melhores do Brasil. Na cidade de Campos fez muitos amigos. produziram mais de cinco contos de réis". a construção do templo protestante. Campos. dos Estados Unidos. será. E também lhes faz saber que a Santa Igreja Católica proíbe os fiéis de tomarem parte nas prédicas ou nos ofícios que neles se fazem. que. classificando-a de tudo que era vil e terminou sua tirada com a seguinte conclusão: 'Se alguém auxiliar de algum modo ou forma. quase todos concluíam assim: 'Sr. serviços ou quaisquer outros meios para a ereção de templos heréticos. vem por dever de consciência prevenir os seus paroquianos que de modo algum podem concorrer com donativos."' 1 ' Salomão Ginsburg acudiu logo em defesa dos batistas e publicou nos jornais rebate àquela nota. Mesmo com o apoio do povo e da imprensa. ipso facto. e custou 4."' 2 ' 67 . o vigário da cidade. publicou um artigo em que denunciava a religião protestante. por aquele ato. publicou na imprensa local uma nota demonstrando o seu desagrado: "Freguesia de São Salvador. mas fi-los saber que receberíamos com alegria qualquer auxílio se alguém se sentisse desejoso de fazê-lo. faça o favor de publicar o meu nome e que lhe remeti algum dinheiro porque eu desejo ser excomungado'. padre e aferrado jesuíta. o clero não deixava de persegui-lo e ao pugilo de crentes que compunham a primeira igreja da cidade.' 3 ' CLERO CATÓLICO ROMANO REAGE CONTRA A CONSTRUÇÃO DO TEMPIX) BATISTA Salomão Ginsburg era um espírito jovial. simpático. Antônio Maria Corrêa de Sá. Dia após dia. dinheiro ou ordem de quarenta a duzentos e mais mim réis. No dia seguinte. 22 de dezembro de 1897. vigário da freguesia de São Salvador. no valor de 20 contos de réis. chegavam-me cartas pelo correio trazendo cheques. Logo ganhava a amizade das pessoas com quem se encontrava. ele registrou: " U m dia achei que devia levar ao conhecimento dos habitantes da cidade o que a igreja estava tentando fazer. excomungado'. Ginsburg. e a Sociedade das Missões Evangélicas. O vigário-padre. pela baixa de câmbio. O abaixo-assinado. tendo lido hoje nos jornais desta cidade um apelo da comissão dc obras do templo evangélico à população campista. Para a construção da igreja foram obtidos donativos no Brasil. Eu não apelei a ninguém.

descendo vales.Bagby. de vila em vila. levar ao evangelizando a Bíblia. podia ser que. Um número tão pequeno de crentes. porém mui gloriosa. naquela época. ora em canoas pelos rios. na pessoa do Sr. era o colportor o bandeirante da fé. Por ser um fato inédito. a obra de colportagem. As paredes são caiadas de alto a baixo. subindo montes. construído ao lado da E. Publicara na imprensa local o plano de construção e promovera até leilão. do início do trabalho batista no estado. Naqueia época. que viajava de cidade em cidade. como um mascate. que abrilhantou a cerimônia com várias peças de alto valor. tendo ficado do lado de fora mais de 300 pessoas. por aquelas plagas nunca mais voltasse alguém trazendo um exemplar 68 . estando ela representada principalmente pela Loja MaçOnica Goitacás. como hoje nós temos. então. não teria condições de erigir tal templo. à tarde. ora de trem. Apelara à sociedade campista. Não havia. e pela Sociedade Musical Lira de Apoio. é construído em estilo gótico. o pioneiro do trabalho batista no Brasil. O sermão oficial foi proferido pelo missionário W. sendo pequeno o templo para conter a inúmera massa de povo que concorreu. atraiu a atenção de toda a comunidade campista. de aldeia em aldeia. O interior é de uma simplicidade digna.F. era a do colportor. pois. Isso provocou reação (2)- OS BRAVOS COLPORTORES Missão das mais difíceis. e pobres. os poucos obreiros que havia faziam. o seu produto. Pedro Landim.' 1 ' A construção desse templo provou a têmpera do missionário Salomão L.INAUGURAÇÃO DO PRIMEIRO TEMPLO CONSTRUÍDO NO BRASIL Fato auspicioso para os batistas de todo o Brasil foi a inauguração do templo da Primeira Igreja Batistas de Campos. João Batista Lopes. sem a mais ligeira ornamentação. à procura de alguém para quem pudesse oferecer. Ele era o burifarinheiro. além da obra evangelística. Ginsburg. Nos primórdios da obra. na pessoa do Dr. ora a pé. pessoal ou em reuniões. Era preciso. " À festa de inauguração compareceram mais de mil pessoas. empreendedor como era. Os jornais campistas Gazeta do Povo. Ele se ocupava em espalhar. no Largo do Rocio. difundir.B. de fazenda em fazenda. ora a cavalo. Mas Salomão. conseguira com seus amigos maçons oferta para a construção. O fato ocorreu no dia 21 de abril de 1898. com uma assistência calculada em mil pessoas. pela Associação Comercial. as facilidades de pedidos pelo correio. O templo não é muito vasto. medindo 40 palmos de frente sobre 80 de fundo. Do jornal Segundo Distrito extraímos: "Esteve imponente a. Tudo era difícil. festa realizada anteontem para a inauguração deste templo. Monitor Campista e Segundo Distrito publicaram a notícia "de modo entusiasta e bondoso". A nossa melhor sociedade achava-se ali representada". propagar o evangelho através da literatura.de São Sebastião.

o missionário Salomão Luís Ginsburg deixa a Missão Campista e vai cooperar com o campo pernambucano. E.*2' Glass diz que: "Foi quase invariável o caso em que a Bíblia chegava primeiro nos lugares onde. 69 . que exercera grandes atividades evangelísticas no Estado de Pernambuco. sendo como que uma fusão voluntária dos dois jornais antes citados. Em 1898. capital federal. Aqui destacamos os nomes de Camilo Roig. que tinham um cunho mais regional."*" Os nossos primeiros pastores como Joaquim Fernandes Lessa. no Estado do Rio. Não quer mais falar. adeus'. ele escreveu ao redator do periódico As Boas-Novas: " N ã o tenho espalhado mais Bíblias porque tenho tido falta delas. vendendo Bíblias e livros religiosos. E assim. os referidos jornaisL deixaram de existir. Na Aparecida. também. mas o Senhor não deixou. exerceram essa tão árdua quanto honrosa missão de difundir a Palavra de Deus. uns padres alemães tentaram mandar prender-me por um sargento. onde. ia de fazenda em fazenda. ficaria o novo convertido com dificuldades para arranjar meio de estudar a Bíblia e fazer crescer a obra. por décadas. CRIAÇÃO D' "O JORNAL BATISTA" Entzminger era um diplomata. O segundo — O Echo da Verdade — era editado na Bahia e servia à parte norte do Brasil batista. Senhor. é convidado o missionário W. Então.E. Para substituí-lo. Entre homens de Deus que se entregaram ao serviço da colportagem. A fim de ser publicado um jornal de âmbito nacional. Com muito tato. adeus'. O primeiro — As Boas-Novas — era editado em Campos. Florentino Rodrigues da Silva e os evangelistas como Cândido Inácio da Silva trabalharam como colportores. exceto nos casos em que sendo o colportor também um evangelista. pensei aquela vez que ia ser preso ou açoitado pelo evangelho. Ele me disse: 'Ele não vem mais. ao mesmo tempo em que evangelizava. Bíblia e pregador chegavam juntos".Entzminger. Um herói anônimo. servindo aos batistas do sul do país. Depois de terem me levado a uma casa e me fechado dentro cerca de meia hora. Embora atuando na região de Campos. aparecia na arena evangélica batista de nosso país o O Jornal Batista. conseguiu a união dos dois jornais que circulavam entre os batistas brasileiros. chegaria o pregador. me deixaram só no quarto.* 3 ' MUDANÇA DO MISSIONÁRIO GINSBURG PARA PERNAMBUCO Em fins do ano de 1900. o missionário Entzminger permaneceu residindo na cidade do Rio de Janeiro. destaca-se o destemido irmão Bento de Souza e Silva. Assim. meses depois. seria criado o O Jornal Batista. depois. perguntei-lhe: 'Que é do padre que me queria prender?'.da Palavra de Deus. no dia 1? de janeiro de 1901. Cícero Góspeler e Sebastião Ignácio da Cunha que. Um desbravador. Embrenhava-se pelas roças. Mas quis Deus que a porta se abrisse e disse-me um deles: 'Senhor.

em Campos. o livro de atas estava rasgado. as escrituras. foi perdida. no mesmo ano. que tinha o objetivo de atender a todo o território nacional. muita coisa que ajudaria às igrejas. etc. Aliás. apareceu. Estive numa igreja onde o primeiro livro de atas estava todo comido pelas traças. mister se faz que cada igreja tenha em dia toda a sua documentação. Noutra. 70 . criado por Alberto Vaz Lessa e Antônio Ferreira Campos. ao que tudo indica.CRIAÇÃO DO "BRISAS DO CAMPO" Não obstante haver sido criado o O Jornal Batista. o jornalzinho Brisas do Campo. e aos historiadores. Há igrejas que perderam seus livros de atas. Agora que estamos celebrando um centenário de obra batista no campo batista fluminense. Lamentamos que nenhum exemplar da referida publicação tenha sido arquivado. de publicar notícias de igrejas e artigos informativos. É necessário que se nomeie alguém para tomar conta de seus documentos históricos. com a finalidade. com falta de muitas folhas.

apreciando-lhe a atitude de terminar aquela polêmica que.Bagby. Tendo 71 . Acontece que A. como também do ministério. ter o missionário W.Campos parece ter reconhecido o excesso em sua linguagem. foi ele muito cáustico com ilustre presbiteriano que redatoriava o jornal O Puritano. propondo fazer as pazes. enviaram-na para Campos. fez publicar em As Boas-Novas uma carta aberta ao Rev. Daí. sabendo que esse tomara a decisão de suspender seus ataques. Os batista não concordaram com a linguagem usada por ele em seu polêmico artigo. no dia seguinte. Em suas veias corria o sangue da polêmica. vinha edificando. Este inesperado e involuntário extravio veio contribuir para o rompimento completo das relações de Antônio Campos com o missionário W. em lugar de seguir de Friburgo para a cidade de Campos.Campos.Capítulo IV PERTURBAÇÕES INTERNAS A QUESTÃO ANTÔNIO F. que se havia manifestado contra os ataques de A.Bagby publicado uma justificativa. não escondeu seu regozijo. Do Rio. aceitando. "pedindo para viverem em paz". afirmando não endossarem os batistas tal linguagem. CAMPOS Antônio Campos era um ferrenho controversista. e resolveu ensarilhar as armas. em nada. No ardor de sua argumentação.Campos eram dirigidos ao Pastor Álvaro Reis. Em assim pensando.B.Campos. Certa feita. onde foi carimbada no dia 20 de junho. nasceram muitos desgostos entre os campeões da imprensa. porém. Felicitava-o pela conclusão a que chegara. por tal motivo. aconteceu. Foi. Bagby. que era uma das glórias do presbiterianismo brasileiro. foi parar em Nova York.B. Os ataques de A. O inesperado. A carta escrita por Bagby. endereçada a A. Álvaro Reis. Dava sempre vazão a este instinto. Utilizava-se ele do jornal Boas-Novas para dar resposta aos que gostavam de polemizar.Álvaro Reis. usava uma linguagem virulenta e satírica. controvérsias com católicos ou com aspersionistas. mostrando sua disposição em dar por liquidadas suas questões. enviada para o Rio de Janeiro. ou mesmo promovendo. então. Escreveu uma carta endereçada a A.Campos ao Rev. e. Lá recebeu carimbo dc 23 de maio de 1900.

o incompatibilizaram com os missionários. contudo. Horácio de Souza informou que Antônio Ferreira Campos era " u m espírito combativo. ou melhor. dá por cortados os liames que o ligavam ao missionário. torna-se independente da Missão Batista de Richmond. à Rua Formosa. Campos e os missionários. A. O grupo que ficou com A. fizeram com que igrejas deixassem de enviar seus mensageiros à referida reunião. faça publicar que de ora em diante a igreja de Cristo em Campos. diácono: 'Proponho que esta igreja declare-se independente. obstinavamse em repelir os enviados norte-americanos.Campos ficou se reunindo no mesmo local da igreja. A. cujo espírito nacionalista era muito extremado. foi apresentada a seguine proposta. o Pivô de uma Dissidência O pivô de todo o movimento era A n t ô n i o Ferreira Campos. por parte de Bagby.ele lido a justificativa. ao redator de O Puritano. com Ginsburg. Julião Guedes Pereira. Guandu.F. com sede no templo.F. Conseguiu incutir na mente dos crentes que a novel igreja poderia prescindir do concurso dos missionários norte-americanos. ainda mais. fazendo publicar em As Boas-Novas artigos ae desabafos que.Campos promove a organização de um órgão independente das igrejas daquela região. e que seja a presente resolução publicada pela imprensa local'. Queria uma igreja só de nacionais. na casa do Sr. Ernesto Machado. porém. a assembléia da União das Igrejas Batistas do Sul do Brasil. o qual. São Fidélis. na Igreja Batista de São Fidélis. à Rua Formosa. assinada por Cristino Rodrigues de Mello.Campos Cria a União Batista Fluminense Estava para se realizar no mês de julho. que dispense qualquer auxílio da Missão de Richmond. Os acontecimentos que envolviam A. tanto que foi publicado no Monitor Campista" o seguinte: "Igreja de Cristo em Campos — Na sessão ordinária desta igreja em 7 do corrente (janeiro). lendo sido aprovada esta proposta que só teve um voto contra. publicou o jornal evangélico As Boas-Novas". enquanto que o que permaneceu fiel à obra realizada pelo missionário Dunstan passou a se reunir na Serraria da Coroa. situada à Rua Quinze de Novembro. n? 74. antes que lhe chegasse às mãos a carta que lhe remetera Bagby. que não acate missionário batista. Macaé e Paciência. seja quem for. cujo nome seria União Batista Fluminense.F. A ela compareceram unicamente representantes da Missão Campista. no sentido de terminar contendas. Horácio de Souza comenta que "os crentes nativistas. O 1? Secretário — Eduardo de Vassimon" (l) 72 . Sentindo-se incompatibilizado com todas as igrejas do sul do Brasil. revelando que os batistas não se responsabilizavam pelo que A. A ela se filiariam as seis igrejas já existentes na Missão Campista: Campos. ao ministro presbiteriano. bilioso como era.Campos. Ele era um homem inteligente e muito versátil. A. de crítica.Campos eserevera.

Fundada em 1891. por pretender o missionário assalariar uma minoria. Sede: Templo Evangélico. Outrossim. por esse abalo. "Igreja de Cristo em Campos. ex-funcionário da E.ELeopoldina. segundo as leis do país. Igualmente declaram os abaixo-assinados que dispensam o auxílio da Junta de Richmond (a qual. A imprensa campista registrou os fatos porque A. levantada com os nossos esforços. dividida e. os membros de suas famílias e algumas outras pessoas. vindo a esta cidade para dizer que 'preferia saber que todos os campistas tinham sido vitimados pela peste bubônica. e Pedro de Andrade. portanto. foram demitidos. bem como uma parte dos professos residentes na fronteira na roça de Santa Rosa. e seus auxiliares assalariados Carlos de Mendonça. como perturbadores da sua paz e possuidores de sentimentos que os incompatibilizavam com a seriedade e justiça d'uma corporação cristã. Igualmente declaram os abaixo-assinados que todas estas coisas se deram desgraçadamente. há meses chegado a esta cidade. antigos oficiais desta congregação. e com o dinheiro em maior parte fornecido pelos humanitarianos campistas. sendo reconhecidos como seus membros todos aqueles dos atuais que em próxima sessão extraordinária se conformarem com isso. antipático e ridículo que teve a infelicidade de nos enviar.Campos fez questão de publicá-los. e outras coisas de igual jaez.Campos A igreja ficou cindida. que não reconhecem como organização legal. para arrancar-nos o templo evangélico. por voto da maioria em sessão extraordinária.F. foram disciplinados e expulsos da igreja. que por isso declaram a igreja de Cristo desta cidade. que esta igreja vai publicar. como coniventes nos planos sinistros dos disciplinados. o agrupamento revoltoso que fez seu quartel na Serraria da Coroa. Soren. costumes e governo adotados desde o princípio e.Conseqüências do Espírito Faccioso de A. DECLARAÇÃO: Os abaixo-assinados. muito prejudicado o trabalho do Senhor. aliás. debaixo do nome de Igreja Batista. Rev. do que saber que o missionário*havido sido expulso de uma igreja de Cristo'. continua a ser o que era e a manter todos os ritos. declaram em nome da igreja que. como corporação independente e nacional. como constará do Manifesto. são agradecidos) enquanto aqui estiver o missionário grosseirão. aos quais foi concedida carta demissória. nossa propriedade. Igualmente declaram os abaixo-assinados que a igreja de Cristo que fundaram e até aqui sustentaram com os seus esforços. acontecendo que nesta 73 . enquanto tal igreja não provar que foi organizada lícita e decentemente. importado para esta cidade pelo missionário. o missionário americano Alberto Dunstan. Igualmente protestam os abaixo-assinados contra a linguagem grosseira e desumana do assalariado da Junta Americana. a favor de um homem ignorante e incivil que nesta cidade tem dado provas abundantes disso.

Bernardino Manhães. E NÃO MAIS FAZ PARTE DE IGREJA ALGUMA. José Nigro e Alberto Lafayette Dunstan fizeram publicar pelo jornal campista. Campos. no mês de abril de 1903. Antônio Campos. A. nem faz mais parte de nossa Denominação. Antônio Campos. Jacintho Lima. Assumimos inteira responsabilidade desta declaração por ser tudo verdade. <3) A Igreja Anula a Exclusão Injusta do Missionário Dunstan Em breve a cisma deixaria de existir. constituído igreja de denominação alguma. pois o espírito conciliador de vários crentes e a diplomacia dos missionários. de 7 do corrente. anular todos os atos que a tornavam separada da Junta de Missões de Richomond. abaixo-assinados. e que tem por pastor o mesmo Sr.Campos. excluídos da igreja batista daí. ministros do santo evangelho nos Estados do Rio de Janeiro. não é mais empregado dessa Missão.B. Eis o texto: "DECLARAÇÃO E PROTESTO Devido às tristes ocorrências que se têm dado na Igreja Evangélica Batista em Campos. que foi durante sete anos empregado na Missão de Campos. que nem batizados foram por esta congregação nem filhos são desta cidade.E. que 74 . A.operação não trabalharam os indivíduos expulsos. pastor. fizeram com que tudo voltasse ao normal. mas simplesmente como um grupo de cismáticos refratários. 3?) Que não reconhecemos o grupo de pessoas que se reúne no templo evangélico da cidade de Campos. Florentino Rodrigues da Silva. julgamos necessária a seguinte declaração: 1?) Que o Sr.Rodrigues Mello. São Paulo e Distrito Federal. que funciona à rua Formosa n? 7. Assim.. uma Declaração e Protesto contra a reintegração de A. resolveu em sessão ordinária. 18 de janeiro de 1903.Soren. A. Herman Gartner.Deter. Antônio Campos e o grupo que o rodeia uma verdadeira usurpação e ultraje aos direitos da fiel igreja Batista em Campos"..Bagby. 4?) Que julgamos a condenação do templo evangélico pelo Sr. com a deliberação acima desapareceram as contendas nessa igreja. no dia 7 de dezembro de 1903 era publicada na imprensa a seguinte declaração: "A igreja de Cristo em Campos.F.Campos ao ministério em qualquer tempo e em qualquer parte do mundo como empregado da missão. nós. W. diácono. diácono.Entzminger. 2?) QUE O CONSIDERAMOS EXCLUÍDO DO MINISTÉRIO.B.F. secretário". 12 ' Declaraçao e Protesto Os pastores W. e pertencentes à Denominação Batista. F.

Rio Preto. votou unanimimente convidar o missionário Dunstan para reassumir a direção dos trabalho. ao tomarem ciência da declaração que estes fizeram em 10 de setembro. que. pouco depois faleceu e o ex-pastor A. Deste modo terminou o grande impasse criado por A. onde a igreja de Campos dizia-se independente e recusava qualquer auxílio da Missão.reconhece não ter nenhum motivo de ter sido hostil à Junta de Missões e a seus enviados ao Brasil. convite este aceito com alegria. (6) 75 . J.Campos foi para São Pulo e lá se fez católico". A igreja de Campos.Campos e outros. 2° Secretário". não cientes de todos os detalhes que envolviam o impasse existente em Campos.F'. Faço a presente declaração para ciência dos interessados.Lessa. Antônio Maia. em dezembro.F'.Campos e seus seguidores. e seu pastor.'4» As igrejas de São Fidélis. reconhecendo que haviam cometido um engano. apoiaram A. Aperibé e Rio Negro. (5) Horácio de Souza acrescenta: "Vários membros deixaram a denominação: Antônio Melo. Ernesto Machado. prontamente retrocederam naquela atitude e providenciaram o retorno das igrejas à Missão.

Foram seus membros fundadores: Emília Cândida de Freitas. Esse privilégio foi da cidade de Campos. Maria Trigueira. a Igreja Batista de Niterói foi organizada na casa do missionário W. Niterói fosse o berço do trabalho batista. como capital do estado. tal não aconteceu.B. organizada em 24 de agosto de 1884. Rosa Ramos.Capítulo V MISSÃO DO RIO ORGANIZAÇÃO DA PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE NITERÓI Situada junto à capital federal. distante 250 quilômetros da capital. também. a cidade de Niterói. Muitas pessoas da cidade ouviram respeitosamente 77 . era o Rio de Janeiro. A presença da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. (I) O historiador A. No dia 1? de maio de 1892. conforme documento da Primeira Igreja Batista do Rio. na época. declara ter sido ela organizada em abril daquele ano. Sara Ester Freitas e A n t ô n i o Manoel de Freitas. Campos assistiu à organização de sua primeira igreja batista. também. situada à Rua São Francisco.Crabtree registra: " O trabalho de Niterói apresentou uma perspectiva prometedora desde o princípio. com cinco cartas concedidas pela igreja do Rio". No ano anterior. Ana Leandro. A pequena igreja era zelosa e fiel. De acordo com documentos da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. consta terem sido concedidas por ela cinco cartas para a organização da Igreja Batista de Niterói: "A de Niterói. que. Já uma carta do missionário Bagby à Junta de Richmond. que foi a organizadora.Bagby. A organização da Primeira Igreja Batista de Niterói se daria um ano depois. Isabel Trigueira da Costa. No dia 23 de março de 1891. n? 11. foi organizada em 1? de maio de 1892. No entanto. primeira do estado. que fecharia em 1896. membro fundador.R. diversas pessoas foram batizadas e ofereceram uma casa para a pregação do evangelho. De acordo com notícia divulgada por Antônio Manoel de Freitas. poderia ter tido a honra de ver organizada ali a primeira igreja batista do estado. capital do Estado do Rio. forte estímulo para que. deveria ter sido.

a Igreja Batista de Niterói foi organizada no dia 30 de dezembro de 1900. Foi reorganizada em 30 de dezembro de 1900 com W. a Igreja Batista de Niterói seria dissolvida em 1896. em 1? de setembro de 1962. David Mein escreve: "Após a revolta. a cidade de Niterói apresentava uma população de 30. canto da rua São José". o pastorado. J. Conselho: Pr. sendo convidado para pastoreá-la o missionário W. W. firmado em documentos. W.essa observa que. com sete membros. de abril de 1892 a dezembro de 1892. mas em 1896. em outra parte.Entzminger. como pastor".B. reiniciando os cultos.Bagby. <2) Joaquim I . conforme registram os documentos da Primeira Igreja Batista do Rio. de dezembro de 1892 a maio de 1894. recentemente transferido de Recife. declara no capítulo Cronologia: "1900 — 30 dc dezembro.Porter. A essa altura.Ginsburg. o crescimento foi também para fora pois a igreja formou só nesse período onze novas igrejas. Desde a organização. pelo Anuário Batista Brasileiro. com liderança mais bem preparada e com organizações sólidas. de Tomás da Costa e Alfredo Magalhães. pela segunda vez. Joaquim Fernandes Lessa dá a informação seguinte: "Niterói: organizada em abril de 1892. quando passou o pastorado ao missionário Salomão Ginsburg.<" Segunda Organização da Igreja Israel Bello de Azevedo. agora definitivamente.E. e Barra do Piraí) fora da cidade". alguns batistas voltaram para Niterói.100 habitantes.B. novamente. duas das quais. Manoel Avelino de Souza.B.E.Porter. A Igreja É Dissolvida Como já foi citado. Desapareceu em 1896". por 78 . portanto. S. <3) A Primeira Igreja Batista de Niterói veio a tomar grande.Bagby assumiu depois. (Niterói. com a concessão de 18 cartas demissórias"(l) e. que começou a pastoreá-la em 5 de agosto de 1917 e a dirigiu até sua morte. visitada do Rio de agosto de 1894 a 1896.Entzminger. (2) Bagby tornou-se o pastor da igreja até o fim do ano. igreja deixou de existir. a sede da igreja já havia sido mudada para a "Rua Visconde Itaboraí.L.desenvolvimento com o Pr. Pastores: W. tendo como pastor durante os primeiros seis meses o missionário Samuel J. Reorganização da Igreja Batista de Niterói. do ano de 1910. confirma: "Embora tenha se desenvolvido [Primeira do Rio] internamente. que viera do norte do país.a proclamação do evangelho. O Pastor Ginsburg tomou a direção da igreja no fim do ano". os membros pagaram todas as despesas do trabalho. de maio de 1894 a agosto de 1894. Nessa época. S.Bagby.

passando a existir em Paraíba do Sul duas igrejas metodistas. escreveu: "A primeira organização ocorreu em maio ou junho de 1892. por ausência de dados mais fidedignos. IGREJA METODISTA E SEU PASTOR SE TORNAM BATISTAS Apesar das perseguições que lhe moveram.V. Com o pastorado do Dr. tendo por templo uma casa na Rua São Lourenço". Em seu pastorado foram construídos dois grandes templos para sua época. (página 48) 3. (página 49) De acordo com os documentos da Primeira Igreja Batista do Rio. ocorrida em 1893. as dez maiores igrejas no campo fluminense são: Primeira de São Gonçalo. Depois da Primeira Igreja Batista de Niterói. sem se levar em conta a longa interrupção havida. o Dr. a Igreja de Niterói é dissolvida. em 18 de julho de 1903. ao ponto de. Algum tempo mais tarde. 79 . o Reverendo Antônio Vieira da Fonseca p ô d e organizar uma igreja metodista. O Mensageiro (número especial de 18 de junho de 1964). a igreja sofreu uma cisão. O Pr.Entzminger. Pelo livro Coluna e Firmeza da Verdade. A Primeira Igreja Batista de Niterói estava fadada a se tornar a maior igreja batista da América Latina. com cerca de 25 membros. Primeira de Alcântara. tem sido levada em consideração a data de 1? de maio de 1892. A segunda organização se verificou 4 anos mais tarde. com cinco membros transferidos da Primeira Igreja do Rio. em virtude de o Pastor A. foi organizada a 1 ? Igreja Batista de Niterói. no dia 02 de novembro de 1899. No dia 20 de dezembro de 1900 é reorganizada a Igreja de Niterói. Nilson do Amaral Fanini ela experimentou um crescimento fenomenal. Clodowil Fortes Cavalcanti. A Igreja foi crescendo. Primeira de São João de Meriti. Primeira de Nilópolis. No dia 02 de junho de 1896. pela Primeira Igreja Batista do Rio. ao fim de 28 meses.E.45 anos. Naturalmente. sob a direção do Pr. quando a igreja se desfez por força da Revolta Armada. Bagby e durou cerca de 16 meses. a Primeira Igreja Batista de Niterói está com 91 anos. Primeira de Nova Iguaçu. com a concessão de 18 cartas demissórias. já contar 63 membros.Fonseca ter necessidade de ausentar-se da cidade. (página 22) 2. e depois de afanoso trabalho de pregação e visitação. em Paraíba do Sul. Segunda de Campos. em casa do Pr. composta de 15 membros. Manoel Avelino sempre reconheceu que a data de organização da igreja não era a da primeira organização. mas devido aos obstáculos intransponíveis ela voltou a se dissolver em 1899. A Igreja de Niterói foi organizada no dia 1? de maio de 1892. Ele a pastoreia desde 21 de março de 1964. Fonseca e Primeira de Petrópolis. Finalmente. No boletim da igreja. Segunda de Macaé. ficamos sabendo: 1. quando a igreja comemorou 61 anos. história da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro (1884-1984). que é historiador da igreja. W. Barra do Imbuí. Ern seu pastorado foram organizadas várias igrejas-filhas.

depois de expor os fins com que foi convocada a reunião. Honório Benedito Otoni. o nome do Pr. Alves. no dia 18 de junho de 1895.Fonseca. O irmão. e chamou o pastor para ser interrogado.Em 1895. sobre esse assunto. acima citado. Dr.J. Joaquim Fernandes Lessa comenta deste modo o ocorrido: "Após profundos estudos sobre o batismo. Falou o Rev. com palavras de agradecimento e congratulação. anteriormente.Otoni. n? 4. sobre os oficiais da igreja. leu a Palavra de Deus e invocou as bênçãos divinas sobre a reunião.Fonseca. No dia seguinte. falaram os representantes das diversas igrejas batistas. Fizeram perguntas os Revs. estando presentes os representantes das ditas igrejas batistas. a qual tem passado por diversas fases e continua servindo ao Senhor naquela cidade".Bagby. A. e unanimimente aprovado. resolvendo submeter-se ao batismo e comunicando esta resolução à denominação batista do Brasil.Taylor que. Em seguida. orando o Rev. reunida juntamente com o seu pastor.B. Após a consagração. apoiado por diversos irmãos. sendo os pastores W. que agradeceu e aceitou o cargo. O moderador falou. quarta-feira. frizando a necessidade de eleger-se logo o pastor. Após comovedora reunião da igreja local. deu início aos trabalhos daquela noite. fora presbiteriano.V.Fónscca. e os crentes batizados na véspera. foi aberta a sessão pelo Pastor A. Esses debates.J. Niterói. à Rua Tiradentes. Foi eleito moderador o Pastor J.V. 19 de junho. vieram a Paraíba do Sul os representantes das igrejas batistas da Capital Federal. Foi assim organizada a Igreja Batista em Paraíba do Sul. o evangelista batista Manoel de Souza e Silva.Bagby sobre os elementos constituídos da igreja de Cristo.V. J.B.Campos. propôs.B. o irmão Manoel de Souza e Silva e o Pastor A. com os representantes da denominação batista.V. J. (1) 80 . que. agradecendo.Fonseca termina.Fonseca e sua igreja a estudarem profundamente tão discutido assunto.Taylor. Salomão Ginsburg. Salomão Luís Ginsburg e os evangelistas A. na casa de cultos. foram batizados no f i o Paraíba vinte e um crentes de que se compunha a igreja. W. passou a manter fortes discussões com os crentes. mantidos pela imprensa e pelo irmão Manoel.V. José Rodrigues e Manoel Souza e Sifva. Dr. e fervorosas orações.J. A. época em que havia na imprensa evangélica muitas polêmicas sobre o batismo bíblico. O moderador leu algumas palavras de Paulo a Tito e a Timóteo. foi o Pastor Antônio V.V. a igreja. A. O Pr. Em seguida. São Fidélis e Guandu.Fonseca consagrado pela imposição das mãos. falaram o Dr. reconheceu ser a imersão a verdadeira forma de batismo cristão.Fonseca. pelas seis horas da tarde. Todos os representantes presentes aprovaram esta organização. levaram o Pastor A. Tendo recebido a denominação batista o pedido de batismo feito por toda a igreja e seu pastor. Juiz de Fora. Bagby e Salomão Ginsburg e o irmão Souza e Silva. então. que apresentou a relação dos 21 crentes que queriam organizar-se em igreja. H. Campos. Mattos. que.

sua esposa. escreveu Lessa. mais tarde. e dando título a este artigo. o templo dessa igreja foi invadido e destruído por um grupo enfurecido. como aconteceu em outras partes do estado. principalmente. ali duas famílias convertidas ao evangelho." Isso teria ocorrido no ano de 1908. quando aí chegou para abrir um trabalho batista. perseguidos. acusasse os malfeitores. Prosseguiu. Os crentes. A Igreja Batista de Sapucaia foi. fugindo dali para escaparem com vida. sobretudo. Logo de início. Deixaram. as autoridades agiram dentro da lei. precisaram deixar suas casa. conseguindo prender os perseguidores e levando-os para a cadeia. porém. Foram os irmãos Francisco Pinheiro. onde as queixas dos crentes eram tratadas com verdadeiro desinteresse e abandono. a polícia não deu cobertura aos perseguidores. sendo que. terminaram as perseguições naquela cidade. Atuou. 81 . Mesmo assim. Essa declaração envergonhou. Sapucaia. pela promoção da mensagem de Cristo. na zona sul do estado. Foi verdadeira cena de vandalismo. esses irmãos foram perseguidos e apedrejados. Precisaram sair da cidade. Quando o advogado perguntou ao irmão Pedro o que ele queria que se fizesse com os seus inimigos. foi horrivelmente perseguido. Com esse episódio. em sua própria residência. Odília Pinheiro. cm Paraíba do Sul. D. porém. nesta cidade. membros da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. para se livrarem das perseguições. Seguindo o mandamento do Mestre. Valença. em Sapucaia. que principiaram a promoção de pregações. "ele foi alvejado com dois tiros dos quais felizmente escapou. Em 1908. Em 1904. vaiado e. lutando. Foi apedrejado. Diante disso. respondeu que desejava para eles o que desejava para si mesmo. durante muitos anos. A igreja que promoveu a organização foi a Igreja Batista de Paraíba do Sul. ao mesmo tempo em que comoveu.EVANGELISTA QUEIMADO COM QUEROSENE Um dos grandes heróis do trabalho batista em solo fluminense foi o evangelista Pedro Sebastião Barbosa. viria a ser um grande pastor. Foram postos em liberdade a pedido do referido irmão que mostrou ser verdadeiramente um servo do Senhor. ia à cadeia levar comida para aqueles que o haviam perseguido. fazendo o que Jesus ensinara. Entre os membros fundadores daquela igreja estava o irmão Joaquim Evangelista Pereira Mariano que. foi organizada na cidade de Valença uma igreja batista. certa vez. Ali. citado no início desta página. "Outra vez". alvo dos perseguidores do evangelho. bondosa e cristãmente. tornou-se ele ardoroso evangelista e colportor. ele. os perseguidores. o povo se mostrou bem hostil às pregações e trabalhos de evangelização que ali eram realizados. Ao se converter ao evangelho. com a realização dos cultos em sua residência. o evangelista Pedro Sebastião Barbosa. e a Irmã Alzira Pinheiro. Nele não ficou nada que não fosse quebrado. também. quando se tentou levar o evangelho para a cidade de Marquês de Valença. O chefe político conseguira um advogado que defendesse os crentes e. naturalmente. queimado com querozene. nessa cidade. dizendo que vivia num país de liberdade e desejava liberdade para todos os seus inimigos.

F.F. ano em que faleceu. Nas aulas do Dr.B. A. voltou ao Brasil. natural de São Gonçalo.Christie confessava: "Logo depois de minha entrada no William Jewell.Soren em sua decisão de vir para o Brasil. Após vários anos de estudo. para a propagação do trabalho do Senhor no Estado do Rio. nas do Dr. no templo da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. no Estado de Missouri. Nas reuniões de oração. Fazendo o necrológio do Dr. ouvia-se falar de Soren. Richmond.Christie nunca escondeu a influência de F.F.Entzminger e J. De tal maneira se desenvolveu que.Soren. Pastoreou-a de 1901 a 1933. quando se deu a sua conversão. A. 83 . ocorreu a ordenação de dois jovens ao ministério sagrado. SOLIDIFICAÇÃO DO TRABALHO E DE GRANDES PERSEGUIÇÕES ORDENAÇÃO DE DOIS GRANDES OBREIROS No dia 28 de fevereiro de 1901.Soren contribuiu.J. F. o nome de Soren foi sempre lembrado. os missionários americanos resolveram enviá-lo para os Estados Unidos da América do Norte.E. onde os pregadores como também os outros estudantes falavam das suas experiências no trabalho e faziam orações a favor dos seus colegas e dos missionários. Francisco Fulgêncio Soren era fluminense. de várias maneiras. Eram eles: Francisco Fulgêncio Soren e Herman Gartner. Soren estudou no William Jewell College. a fim de obter melhor preparo.Capítulo VI PERÍODO DE REAJUSTAMENTO. Trabalhava no comércio. Uma delas foi a boa imagem que deixou no William Jewell College. Passando por aquele colégio. Park. Clark e nas do Dr. o jovem brasileiro despertara a atenção do missionário para o campo brasileiro. F. que usavam ter uma meia hora antes da abertura do Colégio. ouvi falar em Francês Soren. Aqui se dedicou ao pastorado da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.B. O conselho examinador se compôs dos missionários W. vendo sua capacidade e progresso.Taylor e do Pastor Antônio Ferreira Campos.

cheguei à conclusão de que o jovem brasileiro F. e os queimaram em plena rua.Ginsburg e porque ali havia de conhecer o Dr. 80. Soren estudou. Não satisfeitos com tão terrível ato. como tal. a igreja metodista.Green. Tal foi o tumulto levantado. Ao que parece. os inimigos do evangelho investiram-se contra os crentes. PERSEGUIÇÕES EM CAMBUCI A 4 de agosto de 1901. porém. como pai que era de todos os alunos. os perseguidores 84 . inclusive púlpito e órgão. (O grifo é do autor desta obra. o Dr. Soren ainda estava presente e.L. Aonde? No Brasil? Sim. Soren e a Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. nessa ocasião tudo correu normalmente. Foram queimadas junto com os móveis. Como os batistas estavam sempre falando que o único batismo válido era o batismo por imersão. Deixou. convenceu-se de que estava errado e pediu o batismo bíblico. tornando-se batista. J.Deter. o missionário S."Nas reuniões dos voluntários para o trabalho missionário. PERSEGUIÇÕES EM NITERÓI A Igreja Batista de Niterói. visitando a Vila de Cambuci. Só pude conhecê-lo por tradição. que as autoridades locais se sentiram incapazes de "dominar os amotinados". ele passou a sustentar a sua posição com referência a isso em seu jornal. depois de examinar bem a Bíblia. Esqueci-me dele. sofreu terrível perseguição. usava citar o nome de Soren para ilustrar as verdades que pregava do palco e o elogiava como filho ideal e predileto. Até galinhas que havia no local não escaparam ao vandalismo.Soren deixara o seu nome de modo inesquecível gravado naquela instituição e que valia a pena conhecer mais de perto esta personalidade que tivera o poder de tão simpaticamente se impor na vida de seus colegas e professores. Inimigos do evangelho. próximo à estação da Leopoldina. Homem de consciência. que se achava instalada em uma casa à Rua São Lourenço. na abertura do colégio. ardoroso e arrojado evangelista que era. Era pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. resolveu realizar reuniões ao ar-livre. alugada.P. o Pastor Joaquim Fernandes Lessa. A. porém.F. A polêmica se estendeu por alguns jornais.B. cheios de ódios.Campos na casa de cultos. No último ano dos meus estudos. não onde o Dr.) "Procurei conhecer mais de perto o Dr. Porque ali estava o meu pastor. Soren. arrombaram o salão de cultos e pegaram todos os móveis. quando pregava o Pastor Antônio F. Fui estudar no seminário. então. resolvi dedicar a minha vida à causa no estrangeiro. diretor do colégio. e somente para convertidos. no período de 10 a 17 de abril de 1901. ferrenho defensor do pedobatismo (batismo infantil). nas manhãs. No fim dos três anos de meus estudos no Colégio Jewell. No dia 27 de outubro desse mesmo ano." (1) Herman Gartner era metodista e.

sobre uma pedra. quando este viajava num bonde. Francisco Barbosa Paes. a uns dois metros do pregador. Joaquim Lessa retornou à igreja. Satanás construiu uma de suas artimanhas. quem é que encontrou lá. junto à cachoeira. Calmamente. para a realização de sessão espiritual e de negócios. Em Dores de Macabu Em 18 de outubro de 1906. já que. para realizar trabalhos de evangelização e pregação do evangelho. Apesar 85 . O sub-delegado local. Sr. com ele os candidatos que seriam imersos. havia tomado todas as providências necessárias para que o Pr. se pôs de cócoras. como que a fazer-lhe ameaça. a igreja mudou sua sede para a Rua Itaboraí. irmão do perseguidor. Quando o Pr. já lá estaria para alcançar o seu objetivo. Deus o dominara. à hora marcada para os batismos. Os dois discutiram fortemente e. caleulados em cinco contos de reis. cercado por uma turba multa que. mesmo percebendo que chegava ali o perseguidor. para uma igreja tão fraca de recursos financeiros. começou a desafiar e atacar Joaquim Fernandes Lessa. Joaquim Lessa realizaria outros batismos no dia seguinte. liderada pelo árabe José Bitat. empunhando a arma. Para uma comunidade nova. porém. Não satisfeito com essa vitória do evangelho. Chegando à cidade. confiando só em Deus.'" Foram grandes os prejuízos. onze batismos. o Pr. que tinha como guarda-costas um farmacêutico de sobrenome Athayde. Lessa não se intimidava. não respeitava a Constituição. mesmo tendo esse partido do clero católico romano Depois desse fato tão desagradável. No dia em que seriam realizados os batismos. negociante local. o Pr. isso trouxe um certo abalo. Isso ofendeu um dos membros da igreja. e constituída de gente fraca de pecúnia. foi. Usou o jovem Francisco Nunes para perseguir o pastor Lessa. A imprensa independente. O coração do jovem foi tocado. que tornou-se servo fiel" ao Deus a quem perseguira com tanto rancor. entrou ele no salão de cultos. Francisco Nunes afirmou estar ali para matá-lo e que. PERSEGUIÇÕES EM CAMPOS Em Rio Preto Em julho de 1905. Lessa não fosse molestado. condenou tal ato de agressão. no dia seguinte. O clero. armado com um grosso pedaço de pau. imediatamente. Joaquim Fernandes Lessa realizaria. I . apresentando-se para dar profissão de fé? Era o "perseguidor Francisco Nunes. infelizmente. insultando o pregador. No dia seguinte. na localidade denominada Rio Preto. 173. Joaquim Fernandes Lessa chegou a Dores de Macabu. e. Vendo que Lessa se preparava para realizar os batismos. tomando conhecimento de que o Pr.essa realizava a cerimônia. lá estava Lessa.feriram o Pastor Florentino Rodrigues da Silva. tal prejuízo se mostrava muito maior. "Ele ficou como petrificado e estático". à hora dos batismos. como resultado de seu esforço evangelístico.

O plano era expulsar da cidade o irmão Antônio Teixeira Barbosa. levantaria os ânimos da população contra Joaquim Lessa. de nome Abreu. A casa permaneceu vigiada. A reunião seria realizada na casa do Sr. arregimentar "alguns malfeitores". Carlos Boechat (de quem são parentes os pastores Emiliano e Clério Boechat). Lessa não se impacientou.de suas providências. 86 . o policial enviou a Pádua os jovens Suetônio Sardenberg e Joaquim Rosa. começaria a atacar os "inofensivos batistas. Contava com 25 membros. consagrado ao ministério sagrado. senor não pode. pai de D. Isso desagradou o árabe que. foi organizada a Igreja Batista de Aperibé. em Pádua. O povo prorrompeu num gesto único e demorado: "Viva!". dirigida ao sub-delegado de Aperibé. "por moços possantes para que não consentissem entrar ninguém suspeito". por conta e influência da primeira pessoa. deveria tomar as providências que o caso exigia. o pastor: "Se vemos que veiu aqui bara cornbra e vendi nos está bronto recebe senô. No dia 6 de janeiro de 1902. como também. ninguém pôde impedir que. prosseguiu em suas ameaças: "Meu povo tudo tá qui. em número de 200. A.F. naquele dia. também português. que viria a ser. o tal árabe tomasse a palavra ameaçando. Souberam eles que. bem como duas dezenas e meia de outros crentes que ali residiam. da cidade de Santo Antônio de Pádua.Dejanira Barbosa. um farmacêutico. informando que os inimigos estavam reunidos para marcharem para Aperibé e que ele. nem se amedrontou. (1) PERSEGUIÇÕES EM APERIBÉ A cidade de Aperibé seria palco de muitas perseguições aos crentes. não!". o sub-delegado. local de realização de grandes eventos do trabalho batista fluminense. em 1909. que viriam para realizar a pretendida expulsão do farmacêutico. por ser farmacêutico. Sr. que viria a ser. o Pr. trazendo uma carta do Sr. mais tarde. Somente sorriu. para requisitarem força embalada a fim de garantir a vida dos crentes. de nome Bragança. irritado gritou: "Senor não sorri. com o seu português maltratado." Pensando que. gozava de certa influência local. Imediatamente. e o agente dos correios. em meio ao ataque. por ordem do sub-delegado dc polícia. amigo do evangelho que lá residia. um dos fundadores da igreja. eis que chega um portador. juntamente com o seu esposo. Não é católico abostólico romano? Viva Nossa Senhora das Dores!". Em 21 de novembro de 1902. cujo trabalho de sapa estendia-se até aos municípios vizinhos". missionária dos batistas brasileiros a Portugal. Evaristo Reis. A organização deu-se na residência do Sr. assim. Quando o culto já caminhava para o final. Otávio Diniz. que. de beste e braga. Castro. Achilles Barbosa. Mas bara bregar religião brodestante de misséria. o Sr. Deodoro Sardenberg.Campos e José Nigro estariam em Aperibé. Propalaram que a referida tríade tinha conseguido. Outro membro fundador dessa igreja foi o farmacêutico Antônio Teixeira Barbosa. os pastores Joaquim Fernandes Lessa. uma triade composta de um negociante português. pai de Alfredo Reis.

"' MANOEL NUNES SARAIVA.Lessa. Bragança. porque. por fim. Major Abreu. Deus respondeu as orações. só podia alugar uma casinha. dizem. Entraram em uma floresta e aí se recolheram para orar. Logo que comprou a casinha intimou o pastor a mudar-se. O Pr. vindo residir em Aperibé no ano de 1908. Rogaram muito ao Senhor para que o Pr. como todos os bravos colaboradores que. um bom homem. não era mau. naquela noite. o último da trindade que dominava o lugar foi assassinado dentro de seu próprio lar nos braços da esposa. porque a casa é minha". Mesmo porque oito soldados não dariam conta de uma turba multa amotinada. um Sr. nos primórdios do trabalho batista no Brasil. apesar de perseguidor. Joaquim Lessa comenta: "Foi um choque para todos. o Sr. Pobre como cie também era. Mais tarde desapareceu também o segundo perseguidor. Recebeu o título de "evangelista". chegaria a Aperibé o reforço policial pedido. Daniel Crosland e J. Os inimigos só não viajaram. pois no dia seguinte (9 de janeiro de 1908) a notícia se espalhou rápida: " O Major Abreu morreu repentinamente esta noite". que. Iria residir em São Fidélis. comprar a tal casinha. acharam que era uma boa oportunidade para eles expulsarem dali o jovem pastor e sua família. Kléber Martins ficou com a alma abatida e comentou o fato com o Pr. Mas bem se pode ver que a justiça a Deus pertence". caiu forte tempestade naquela cidade. desse modo. O perseguidor foi implacável e lhe disse: "Depois do dia marcado nem mais um dia. dc Pádua para Aperibé. Manoel Nunes Saraiva tornou-se propagador ardoroso das boas-novas que aceitara. De maneira nenhuma nos gloriamos disso. Outro episódio ocorrido em Aperibé com o Pastor Kléber Martins revela bem o poder da oração feita com fé para livrar-se das perseguições. É assim que Deus age. Resolveu o chefe dos perseguidores. UM MÁRTIR DO EVANGELHO NO ESTADO DO RIO Convertido ao evangelho ainda jovem. Mandarei pôr tudo na rua. E. saíam a anunciar a mensagem salvadora do Senhor Jesus. do modo que ninguém esperava. O Pr. É ele o pai do juiz Eliézer Rosa e do brilhante causídico F. Kléber Martins. porque. Kléber Martins então marcou o dia de mudar-se.Joaquim Rosa veio a ser ordenado ao ministério sagrado. Kléber não viesse a sofrer tal vexame.F. era. no ano de 1917. "alugou uma casinha de uma senhora pobre e velha". também. Acontece que no dia marcado ele não pode mudar-se porque o Rio Paraíba tinha transbordado c inundado São Fidélis. No expresso daquele dia. Eram oito soldados que foram colocados à disposição da autoridade local. para. expulsar mais facilmente o pastor da localidade. dizem. que foram membros da Igreja Batista de São João de Meriti.liasar Rosa. Os perseguidores do evangelho que não tinham desanimado de suas tramas contra os crentes. Esses buscaram o auxílio da autoridade das autoridades — Deus. 87 .

mas impulsionado pelo ardor evangelístico e imbuído de um grande desejo de levar a semente santa a todos os reeantos. seus comedores de santo!". em 1904.F.Crabtree. Nada o demovia da vontade de pregar o evangelho. como os palhaços que anunciavam uma exibição de circo no interior. os santos eram destruídos. em meio ao trabalho de propagar o evangelho. " n u m percurso de três léguas. Os perseguidores iam pelos caminhos. Não muitos dias depois de sofrer aquele atentado. Os efeitos das perseguições já haviam chegado a Imbáu. hoje Rede Ferroviária Federal. (1) Os irmãos dessa igreja estavam sofrendo terríveis perseguições. nós diríamos: "Ele não morreu. Não resistiu às conseqüências do espancamento. E.R. Em meio à pregação. de todos os maltrados sofridos pelos crentes. Amarraram-no no animal e. Suas palavras tocavam os corações de muitos que se mostravam dispostos à conversão. Estava disposto a arrostar as perseguições. aqui e ali. se localizava a Igreja Batista de Lavras de Rio Bonito. pois vai dar muito fruto". que a Igreja de Lavras de Rio Bonito se dissolveu em 1906. levando-o para fora e fazendo-o montar de costas num animal." 88 . dizia: "Não deixem de pregar neste lugar. O povo criara um ódio terrível contra os crentes porque tinham espalhado por lá a idéia de que eles eram contra os santos c. gritando para os que pensavam serem convertidos ao evangelho: "Vocês vão ver. organizada no dia 3 de maio de 1903. entretanto. (3) Passaram a dar bordoadas no pregador. ungido pelo Espírito Santo. este jovem se punha a pregar. Em maio de 1906. Saraiva conseguiu mudar de trem e seguiu para Niterói/ 4 ' Sendo Manoel Nunes Saraiva português. Mesmo assim. que este ficou horrivelmente machucado. Lessa afirma que eles se mudavam "por causa das pesadas perseguições por parte dos católicos extremados". o "arrojado servo do Senhor".' 2 ' Tamanhas foram as perseguições.Lessa. algumas pessoas o aconselharam a pedir proteção ao cônsul de Portugal. Na estação. Na mesma região de Imbaú." Diante da fibra evangelística de Manoel Nunes Saraiva. por amor a Cristo. foi pregar cm Imbaú. Em resposta a esses. como o classificou A. quebrando a pauladas tudo o que ali havia. de todos as perseguições que lhes movia o povo. àqueles que presenciavam o seu sofrimento. entraram os perseguidores. como observa J. com 18 membros. Por ali passava apenas o trem da Estrada de Ferro Leopoldina Railway. Durante o percurso. município de Silva Jardim. tantos foram os membros que mudaram para outras cidades. Durante o percurso. próximo a Cesário Alvim. Manuel Nunes Saraiva era sabedor de toda essa situação. o acompanharam até à estação de Cesário Alvim. ele viria a sofrer uma das mais cruéis perseguições de que temos notícias no Estado do Rio. diante do acontecido. Em suas incursões evangelísticas.Embora muito doente. puseram-no num trem e o intimaram a seguir para Campos. tanto davam varadas no animal e no evangelista. a notícia se propagava entre os crentes: " O irmão Saraiva morreu. Saraiva dizia que preferia as bem-aventuranças de Cristo que se acham registradas em Mateus 5:10-11. Saraiva só não caiu porque estava amarrado ao animal. como resultado do "esforço ingente do Pastor José Nigro". Foi receber o galardão de sua fidelidade ao Senhor. injúrias. perto ou longe. afrontas. com sol ou chuva. ao ponto de quase todos mudarem para outras localidades. lugarejo do interior. onde chegavam. começou a trabalhar em nosso estado. O culto foi na casa do irmão Antônio Silva. Manuel Nunes Saraiva pregava.

Mais tarde. o irmão Alcides de Oliveira Quintanilha. o guia foi embora e eles passaram aquela noite chuvosa do lado de fora. narrar muitos fatos relacionados com a implantação do evangelho naquelas plagas. Segundo minhas fracas forças. chegaram à tal casa.Depois de experiência tão terrível. no caso de serem atingidos por perseguições. de Campos. tenho anunciado a salvação a uns e outros. Realizaram algumas reuniões. O Jornal Batista publicava a seguinte notícia do irmão José Nunes do Amaral. recebeu-os com alegria. pois é edificante. Arranjaram um guia que os conduzisse à casa de José Nunes do Amaral. Temos também bom número de interessados. em 1? de agosto de 1907. fazendo-o render. no terreiro da casa. depois das perseguições. na Igreja Batista de Correnteza. Como continuassem as ameaças de morte. Mas ninguém apareceu. Mas a semente lançada naquele lugar germinou e deu frutos. confiado cm Deus. foi organizada uma boa igreja. teve resposta na pessoa do secretário e do missionário. isto é. de onde vieram cartas demissórias 89 . subindo e descendo montanhas. Mas ali não encontraram os donos." (5) Tive o privilégio de conhecer o irmão José Nunes do Amaral. com alegria. ninguém mais voltou ali para pregar. Quando ali esteve o autor desta obra." (6> Hoje existe em Imbaú uma forte igreja. eles cantaram um hino para se fazerem conhecer. tenho posto em prática o meu pequeno talento.Christie. quando eu ali trabalhava como seminarista. não tenho grandes habilitações para a pregação do evangelho de Jesus. em 1976. A sua carta. Ali chegaram a 1? dc outubro daquele ano. Naquele lugar. alguns dos quais já haviam dado o seu testemunho perante o saudoso irmão Saraiva. quem teria coragem dc voltar a esse lugar? Joaquim Fernandes Lessa escreve: "Houve um caso que é bem digno de referência. com 142 pessoas. Era o estimado irmão conhecido por "Digo do Amaral". e não tendo esses obreiros achado autoridade em Capivari pronta para defendê-los.B. sendo apenas um lavrador. mais tarde. cedo. Às 10 horas da noite. Anoiteceu em meio da viagem. Eu o ouvia. Depois da perseguição que o evangelista Manoel Nunes Saraiva sofreu em Cesário Alvim. ainda. Pela manhã. deram seus nomes e demais informações para que. e o Senhor tem sido misericordioso para comigo. que fora organizada em 10 de novembro dc 1908. teve o prazer de palestrar com um dos fundadores daquela igreja. na Igreja Batista de Araruama. batizaram 12 pessoas que tinham professado a fé perante o saudoso irmão Saraiva. apelando por ajuda. Estamos desejando muito que o Senhor nos mande um pastor ou evangelista para animar e desenvolver esta obra'. crente residente naquele local: 'Tenho a dizer-vos que. publicada em o O Jornal Batista naquele ano dc 1907. poderem ser dadas notícias a seu respeito. em 1950. viram uma outra casa ali perto. Ele fora batizado pelo missionário A. que naquela época contava 75 anos de idade. que escreve: " O pastor Lessa e o missionário Crosland seguiram. procuraram o cartório de paz. Nada. se conseguia saber de como estavam os irmãos passando ali. É Lessa. e nas suas promessas. cuja distância era de quase quatro léguas. organizada em 18 de março de 1917. Era a residência de um interessado no evangelho que. a pé. e já há alguns prontos a receber o batismo. Todavia. porém. Nunca tinham eles ido àquele lugar. Ele estava com mais de 70 anos. Por fim. Tempo chuvoso e caminhos ruins. enquanto o guia incrédulo segurava a vela. Acenderam uma vela e. ao vê-los. para visitar aqueles irmãos.

Niterói. Walter Gomes Pereira. Militão Pereira de Andrade. José I. realizada no dia 5 de janeiro de 1907. Assim é que. formado pelo Seminário Teológico Batista Fluminense. o grande teólogo e historiador batista.para a organização da Igreja em Imbaú. tendo apenas um lençol para o proteger das intempéries. ex-diretor do Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira e. com a Igreja Batista de Aperibé "A organização dessa associação marca uma época na história da Missão de Campos. fora regada com sangue. Glória a Deus por isso! ORGANIZAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO BATISTA FLUMINENSE Sentiram os líderes do campo batista fluminense que deveriam promover a organização de uma entidade que viesse a congregar todas as igrejas para poderem melhor expandir a obra do Mestre. Já dizia Tertuliano que "o sangue dos mártires é a semente do cristão". atestando a confiança do povo da região nos servos de Deus. José Quintanilha Costa Lea!.7) Referindo-se ao caráter do irmão Saraiva. no templo da Igreja Batista de Aperibé.. 90 . Assis Cabral. que a pastoreia por mais de 20 anos. Enete Francisco de Araújo. Cândido Inácio da Silva. Niterói. pastor da Igreja Batista de Caramujo."Era um dos mais arrojados evangelistas do Brasil. publicou uma resenha histórica do evento que veio da lavra do pastor Kléber Martins. O O Jornal Batista. Isaías Moreira de Farias. deixou um exemplo de zelo. Aqui transcrevemos o histórico: "Primeira Reunião Anual da Associação Batista Fluminense.. David Francisco de Oliveira. os evangélicos gozam hoje de grande conceito. Honório de Souza. Sua profecia. foi organizada a Associação Batista Fluminense. É que a semente. não obstante terem sofrido com o êxodo rural. Ozimar Machado Leite. vejamos: O município dc Silva Jardim tem várias igrejas. Muitos crentes têm passado pela Câmara dos Vereadores. por ele lançada. Joaquim Fernandes Lessa acentuou: "Esse moço foi sempre de grande valor pelo seu zelo espiritual e pela extremada dedicação à Causa de Deus". Essa igreja teve pastores da estirpe de Christie. Dario de Oliveira. Do principio ao fim foi uma das mais notáveis reuniões de batistas a que jamais assisti no Brasil. comentou sobre o caráter de Saraiva. Silas da Costa Moreira. Todas são florescentes.óta e David Francisco de Oliveira. Não foi em vão que o sangue do irmão Manoel Nunes Saraiva foi derramado naquele campo. Doze pastores atuantes na obra do Senhor são filhos dessa terra — Isaac da Costa Moreira. David Pereira de Andrade." 191 Imbaú estava mesmo predestinada a dar muitos frutos. pastor da Igreja do Fonseca. Jessé Moreira. Senão. residindo em Brasília. veio a se cumprir. Na cidade. <8) Crabtree. sacrifício e consagração que impressionou a seus colegas e amigos. de 24 de janeiro de 1907. ex-presidente da Ordem dos Pastores do Distrito Federal. atualmente (1991). no dia 5 de janeiro de 1907. de que ali seriam colhidos muitos frutos. Era tão abnegado que não cuidava devidamente da saúde. entidade que viria a ser uma grande força no progresso da obra batisia no Estado do Rio. . estudando a Bíblia e passando noites quase inteiras no chão duro. cujo primeiro pastor foi o missionário Christie (18/3/1917/ — 3/6/1920).

"Esse irmão foi logo ao âmago do assunto. Domingos José de Souza. Não podemos deixar de p ô r em relevo aqui uma frase feliz que ele teve no decorrer do seu tema.Leão. com ordem e método. da Igreja de Campos — Pr. Pr. Manoel de Menezes. O Rev. Joaquim Rosa. "Nosso irmão Leonel Eyer fez um bom discurso sobre o tema: 'Que 91 . por diversos motivos. Joaquim Martins da Motta. Pamphilio Ludolf. D.Antônio de Pádua — João Caetano de Oliveira. Para dirigir os trabalhos da Associação foi eleita a mesa seguinte: Pr. tendo sido eleita uma mesa de oficiais. Daniel F. da Igreja do Rio Negro — João Menezes. É este espírito que tem levado o evangelho aos confins da terra.F. Às 10 horas da manhã do dia 4 de janeiro.Peixoto. o poder espiritual que encheu os corações de todos os oradores.Barbosa. Nogueira." N a primeira oração sentimos a presença de Deus.Maia. Nogueira. "Tudo foi feito em pouco tempo. e em tão boa harmonia que nos parecia estar assistindo aos trabalhos de uma associação estabelecida c bem organizada. São eles: da igreja de Aperibé — diácono Antônio T. É este espírito que abriu o coração negro da África. Domingos Francisco dos Santos. D. O grande Livingstone morreu ajoelhado no interior da África. Vicente Barreto. da Igreja de S.Crosland expôs as razões e a necessidade de organizar uma Associação Batista na Missão de Campos. A harmonia que prevaleceu. orando pela alma do seu próximo. Evangelista Kléber Martins — Secretário. mas o conceito é real e verdadeiro. Leonel Eyer.de Mendonça. Antônio A. da Igreja do Alto Macabu — diácono Luiz Ovídio Firmo. não é ministro verdadeiro'. da Igreja de Ernesto Machado — Eurico Gambeta Pereira dc Almeida. da Igreja de S. Benedicto Pereira Antunes. Virgínio José Villement. o amor fraternal que reinou. A. depois de passar dias e até meses sem ter uma esteira em que dormir. Outras igrejas. C. Evangelista Alfredo Joaquim dos Reis — vice-presidente. Antônio Américo da Silva. não puderam fazer-se representar. Laurindo P. da Igreja do Rio Preto — diácono Josué de Souza Filho. Crosland. A expressão é jocosa. Augusto de Menezes. da Igreja de Bom Jardim — diácono Joaquim C. Luís Alves. evangelista Kléber Martins.P. Joaquim Lessa. Joaquim Lessa — presidente. Fidélis — diácono João C. foram a feição característica de todas as reuniões. O tema do estudo na Associação foi: 'Os requisitos para ser um verdadeiro ministro do evangelho'. Reis.F. no templo da Igreja Batista de Aperibé.dos Santos. Pr. "Às onze horas da manhã conseguiu-se acabar a organização. Antônio G. apresentado pelo evangelista Kléber Martins. o pastor Lessa inciou os trabalhos da associação com a leitura da Palavra de Deus e oração. Leôncio G. Júlio Martins Vianna.Crosland — tesoureiro. que é esta: 'Quem não quer dormir na esteira. adotados os Estatutos e Regimento Interno e recebidas as cartas-credenciais dos representantes das nove igrejas que se fizeram representar na organização.

Que o Senhor faça uso dele por muitos anos na associação. original e muito útil. duas assinaturas entre os incrédulos. falou com clareza e com espírito de um verdadeiro pregador. que então ouvimos de nossos irmãos. 1. Ele sabe o que a Bíblia ensina sobre este assunto e dispõe-se a viver e a ensinar de acordo com ela. O irmão Alfredo é um dos moços mais esperançosos que temos em nosso trabalho no Brasil " N ã o podemos de modo algum. não somente assinaram o jornal. neste breve esboço. porque ele pratica aquilo que pregou. E se os batistas não se dispõem a fazer alguma coisa em prol da instrução de seus filhos. revelou ser excelente pregador se Deus o chamasse para esse fim. com o que findou o primeiro dia — um dia fértil em trabalhos e bênçãos. Esperamos que esse irmão esteja em caminho de ir aos Estados Unidos. como denominação. onde poderá realizar em si mesmo tudo que disse sobre a verdadeira evangelização. e que se vulgarizem as escolas diárias onde as crianças aprendem a ler e a escrever. " O Pr. Estamos informados que no ano corrente esta missão fez muito progresso no que respeita às contribuições. Foi uma idéia. O seu discurso foi impressivo. sobre 'O que ensinam as Escrituras acerca do dízimo?'. nos unirmos e cooperarmos juntamente para esse fim. Falou da necessidade de escolas diárias e mui particularmente de educação de crianças na Palavra de Deus. " O Pr. cremos. como também se comprometeram a arranjar. "Necessitamos de estabelecer colégios onde nossos filhos possam ser educados livres do contato do romanismo. Muito gratos ficamos pelas bondosas referências feitas ao nosso jornal. "A primeira parte do dia cinco foi ocupada com a discussão sobre como dar impulso ao Jornal Batista e à nossa editora. bondade manifestada não só em palavras. e mandem seus filhos regularmente à Escola Dominical. acima mencionados. "Às onze horas desse dia falou o diácono Joaquim Coelho dos Santos. pois que todos os representantes das igrejas. é o nosso desejo. Esperamos que os irmãos daquela missão tomem em consideração as palavras do irmão Mendonça. falar de tudo que se passou na Assembléia da Associação Batista Fluminense. O orador. Quando chegará esse dia? "Respondemos: Quando nós. Carlos de Mendonça pregou um bom sermão sobre I Cor. quem o fará por eles? Por que não poderemos ter uma boa escola diária em cada igreja batista? Precisamos de uma nação de batistas educada e preparada para a vida por mestres batistas. e outros que falaram sobre o mesmo assunto. O . O irmão Alfredo Joaquim dos Reis falou sobre a necessidade de uma verdadeira evangelização. onde aprendam a pensar em vez de aprenderem a rezar. Mendonça falou sobre as vantagens de uma verdadeira educação. cada um. mas em fatos. Esperamos que haja muitos outros na mesma missão possuídos da mesma liberalidade para com a causa do Senhor de que está possuído o irmão Joaquim Coelho dos Santos.faremos para promover o desenvolvimento espiritual das igrejas da associação?'. a nosso ver.

na cidade de Cantagalo. A Caixa de Socorros Mútuos conseguiu. visto que. Que Deus abençoe esta associação. O irmão Crosland ficou contentíssimo por ver um ano de trabalho persistente coroado com tão glorioso sucesso. quando foi criada a denominada Caixa de Socorros Mútuos. pois que. porém. ainda que a título precário. em 1909. 3) os crentes poderiam receber maiores benefícios. dos espiritualmente mortos. ele seria instalado. em todos os assuntos discutidos teve uma palavra de conselho. mostrando um considerável aumento no número total de membros. lembrando uma pessoa que. Foi. de início. dada a sua conversão ao evangelho. tendo sido eleito como seu presidente o irmão Antônio Rodrigues Maia. Decidiu a Assembléia do Hospital Batista que. A igreja que mais prospera é aquela que em tudo procura fazer a vontade de Deus. testemunhando-se. até que se conseguissem as verbas necessárias para a construção de um edifício onde o hospital funcionasse permanentemente. O irmão Lessa tem se esforçado pela pureza das igrejas. Isso prova o grande interesse daqueles crentes no estabelecimento de uma obra de cunho beneficente e social. e ainda assim foi o ano mais próspero de todos. das igrejas. se mostraram cÔnscios de suas responsabilidades de se socorrerem mutuamente. arrolar 600 sócios. Mostra-se um hábil administrador que promete grandes coisas no trabalho da associação. em termos financeiros. Os crentes. 2) um hospital seria excelente meio de evangelização. que a Associação do Hospital Evangélico começa mesmo a ganhar corpo. não muito tempo depois. em 1913. um grupo de irmãos se reuniu. Com esse ideal em mira."' 1 ) ASSOCIAÇÃO DO HOSPITAL EVANGÉLICO O ideal de se organizar um hospital evangélico surgiu logo nos primórdios do trabalho batista no campo fluminense. moderador da sessão. do evangelho. nele. Primeira Tentativa de Organização Corria o ano de 1920. O que compelia os batistas a esse ideal era: 1) o mal tratamento que recebiam os crentes nos hospitais em que eram atendidos. É notável que durante o ano passado foram excluídas das igrejas das missão 135 pessoas. Não podemos deixar de mencionar aqui uma sentença sua: 'Alguns de nossos irmãos não gostam de dar o seu voto para exclusão. organizando a Associação do Hospital Evangélico. exercendo uma ativa disciplina. O movimento em favor da Caixa dc Socorros Mútuos foi de grande valor. uma sugestão sábia e proveitosa. depois de lhe morrer uma pessoa em casa. Os crentes estavam ansiosos para verem instalado o tão almejado hospital. assim. que viria. então.irmão Joaquim Lessa. cuja finalidade era ajudar as famílias dos associados falecidos. nem se pensava em assistência social vinda da parte do governo. naquela época. O ardor do Pastor Leonel Eyer e de um pugilo 93 . guardasse o cadáver até apodrecer e largar um fétido insuportável'. a ser ordenado ao ministério da Palavra. crentes ou não crentes seriam igualmente bem tratados.

Carlos Gonçalves. fosse avisada. no dia 17 de setembro de 1908.L. adoeceu e. a pedido da Igreja Batista de Sana. Seu batismo ocorreu no dia 15 de janeiro de 1905. e a ata da instalação do Hospital Evangélico. Com ela. Jovem entusiasta. Conceição de Macabu. o cargo. Movido por um grande ideal. Tinha 34 anos quando faleceu. o Pastor Leonel Eyer. desapontamentos. seria organizado. aceitaria o da Igreja de Cantagalo. deixando o pastorado da Igreja Batista de Duas Barras. "Depois de muitas lutas. o irmão Joaquim Teixeira. Cantagalo seria a cidade privilegiada. como prosseguiria o ideal de um hospital batista? A morte do grande líder parece ter arrefecido o ideal que os batistas mantinham. Por isso. a Associação 94 . Agora.Dunstan. porque sua vida. Cremos que as grandes lutas o desgastaram muito fisicamente. totalmente entregue à causa do Mestre. Citamos um resumo do histórico publicado em O Escudeiro Batista. Tibúrcio Manhães. Até 25 de janeiro de 1913. vogais. como secretário-corréspondente-tesoureiro da Associação do Hospital Batista. foi ordenado ao ministério sagrado. Dois anos depois. A sua primeira diretoria compunha-se dos seguintes irmãos: Antônio Rodrigues Maia. É que ali residiria o principal mentor do movimento pró-hospital. em 1923. falara alto do seu amor à obra. Foi em agosto de 1908. o Senhor Jesus Cristo. presidente. Organização do Hospital Batista Apesar de marchas e contra-marchas. Pádua. Foi eleito o Pastor Leobino da Rocha Guimarães. e em 01 de janeiro foi organizada na Igreja de Campos a Associação do Hospital Evangélico da Missão Batista de Campos. que surgiu a idéia de fundar um hospital batista. o tão sonhado hospital batista. primeiro-secretário. tesoureiro. definitivamente. próximo à cidade de Cantagalo. meteu ele mãos à obra. Bom Jardim. Foi pastor das Igrejas de Sana. que. de 15 de agosto de 1925. desilusões. Isso se deu no mês de maio de 1922. no Rio Negro. Mas deixara uma grande impressão em todos. em pouco tempo. segundo-secretário. Aceita a sugestão. logo se revelou na obra do Mestre. que residia em Cantagalo. ele passava aos braços do seu bendito Salvador. Leonel Eyer foi um dos jovens batizados pelo missionário A. Elegeram para secretário-tesoureiro interino da associação do hospital.de idealistas contagiava o nosso povo. até que pudessem escolher quem ocupasse. Duas Barras e Cantagalo. A morte de Leonel Eyer foi uma enorme perda. quando uma crente interna na Santa Casa de Campos faleceu sem assistência espiritual e foi sepultada sem que a igreja batista. desapontamentos e até desânimos. da qual era membro. José Arruda Silva e Antônio Portela. em 13 de janeiro de 1922. De tal modo se desenvolveu que. ele passou a exercer a função de evangelista. Alberto Vaz Lessa. os estatutos provisórios foram redigidos. no sentido de contribuir para essa construção. finalmente foi marcada a inauguração do tão almejado Hospital Batista. em janeiro de 1920. Partira muito jovem o grande idealista. abriu-se uma grande lacuna. vice-presidente. Aristides Lessa.

Alcides Figueiredo. De 1909 a 1915. sacrificando-se em tudo e tudo sacrificando em favor do Hospital Batista. membros da diretoria e representantes de muitas igrejas do Estado do Rio e da Capital Federal. alinhou as razões que levaram o hospital a ser descontinuado: "Se o hospital não pôde continuar. foi eleito secretário-tesoureiro do Hospital Batista o Pastor Leobino Rocha Guimarães. M. do Gabinete Médico-Legal. não foi pela falta de esforço e providência. João Walmer. Feliciano Sodré. concorreram para impedir-lhe a marcha. ele fecharia suas portas.Soren. Sr. Agostinho Bretas. a quem cabia o privilégio de levar o hospital à sua realização. representante do Exmo. à Rua Dr."" 1 Quanto às propriedades adquiridas. Martins Torres. o irmão Leonel Eyer foi eleito seu secretário-arquivista e. desde o começo. melhorados — 16. ela começou a ter as suas reuniões anuais com a Associação Batista Fluminense. mortos — 10. houve o seguinte movimento no hospital: receita — Cr$ 39. Paulo César. Faria Júnior. em 1932. Júlio César de Noronha. inaugurado. depois de uma fervorosa súplica pelo presidente da associação. da qual passou a fazer parte integrante.' "Durante os três primeiros meses. que foi presidente daquele hospital. a direção da Associação do Hospital passou por diversas mãos e. Sr. O irmão Leonel foi chamado à presença de Deus em 13 de janeiro de 1922. ex-diretor do Hospital São João Batista. da imprensa e demais pessoas. cargo que ele exerceu com tal atividade. Pastor F.. pela quantia de Cr$ 50. às três horas da tarde.000. a perspectiva foi boa. pelo Exmo. ao fazer o necrológico do Pr. Estado do Rio de Janeiro.F. Getúlio Pereira de Macedo. mas por causa de diversos fatores alheios à sua e nossa vontade. a propriedade em que foi instalado o hospital. com a presença dos Drs. Finalmente.D. Em maio do mesmo ano. O Pastor Manuel Avelino de Souza. Santa Rosa. fazendo tudo com tanta precisão. Diretor do Colégio Batista Feminino da Capital Federal. 'Aos dezenove dias do mês de julho de 1925.80. que nada escapava às suas vistas. no entanto. foi comprada em Niterói. deixando grande dívida para o campo batista fluminense. solenemente. Este levou muitos anos para resgatá-la. que a manutenção do hospital seria difícil. foi. A visão errada de ser instalado em um bairro um tanto longe 95 I ! e . Diretor Técnico interino. Prof. mas era evidente.00. Naquela data. em abril daquele ano. curados — 05. professor no Colégio Batista e no Colégio Militar do Governo Brasileiro. I í 1 [ í j j | j j | j > | j i do Hospital Batista existia como corpo separado da Associação Batista Fluminense. presidente da Associação do Hospital Evangélico. Dr. e franqueado ao público. Assim. Mululo da Veiga. Vários fatores. O princípio foi bom. em 1916. porém.210. Leobino da Rocha Guimarães. representando o Corpo Administrativo do Hospital Evangélico. seu tesoureiro e secretário-correspondente. o Hospital Batista. entrada de doentes — 30. com um bom programa e..Presidente do Estado do Rio de Janeiro.| . Representante do Presidente do Estado. 245. o Hospital Batista estava fadado a tornar-se em um grande hospital. na cidade de Niterói.

e de difícil condução, a grande depressão causada pela guerra de 14-18,
a fundação de instituição congênere em local muito mais accessível,
a falta de frutos suficientes e permanetes — tudo isso concorreu para
fechar o hospital ." (2)
CAMPANHA DE COMBATE AO FUMO
"Naqueles dias os crentes fumavam", escreve o pastor Sebastião Angélico
de Souza. E prossegue: "Meu pai fumava quando foi batizado. Deixou porque
achou que crente não deve ter vício nenhum. Mas, agora, sob a orientação do
Pastor Alfredo Reis, a igreja deliberava combater o fumo. Aos fumantes foi
dado o prazo de 90 dias para abandonarem o vício. Esgotado o prazo, não houve
prorrogação. O resultado foi a exclusão de muitos membros. Não soube quantos
deixaram o vício e voltaram à igreja".' 1 '
A campanha antitabagista começou com os nacionais. Sentiam que a pessoa
que se convertia realmente devia desprender-se de qualquer vício.
O irmão Pedro Gomes, membro da Igreja Batista de Aperibé, a v ô do
brilhante advogado, Dr. Celso de Oliveira, foi um dos pioneiros nessa campanha.
Lutou para que as primitivas igrejas do estado combatessem o vício do fumo
e só aceitassem como membros aquelas pessoas que houvessem se libertado desse
vício.(2)
Comentando sobre a obra de evangelização, em 1905, J.F.Lessa assim se
refere ao irmão Pedro Gomes:
"Entre eles contava-se o irmão Pedro Gomes da Silva, de Pádua,
mas membro de Aperibé. Era um irmão de cor, analfabeto, mas de
uma dedicação invejável, por isso que no seu trabalho, todo voluntário, conseguia atrair muitas almas para o Senhor Jesus".' 3 '
Diz-se que missionário A.B.Christie foi questionado, lá pelo ano de 1911,
mais ou menos, sobre a possibilidade dele engajar-se de corpo e alma nessa
Campanha Antitabagista. Naturalmente que ele não se opôs à mesma, como
se devia esperar, tornado-se seu grande defensor. Teria dito a alguém que ele
se achava numa situação meio constrangedora, de vez que o seu sustento vinha,
justamente, de pessoas que eram cultivadoras de tabaco em sua terra natal.
O fato é que a Campanha surtiu efeito c as igrejas, zelando pela doutrina,
iam, também, zelando pela saúde do corpo.
Igreja houve como a Primeira de Monção (Italva) e a de Tabua, que resolveram não excluir os que já fumavam por ocasião da conversão e os deixaram
no rol de membros até falecerem; mas foram, aos poucos, impedindo o ingresso
na igreja de pessoas que se diziam convertidas mas não estavam dispostas a
vencer o vício do fumo.
Hoje o governo está numa campanha cerrada contra o uso do fumo. Todos
sabem dos terríveis malefícios que ele tem causado à saúde. O fumo prejudica
o corpo do indivíduo, sua mente, suas economias, a sociedade e sua vida espiritual. Uma estatística publicada nos EUA informa que o aumento de casos
de câncer no pulmão é assustador.
"As descobertas dos doutores E.L.Wynder e Evarts A.Graham indicam
que 96,5% dos homens com câncer no pulmão eram fumantes. É
muito raro encontrar câncer de pulmão entre pessoas que não
fumam".' 4 '
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Por saber dos grandes males que o uso do fumo causa à saúde é que os
crentes combatem, sem tréguas, esse terrível vício, A Bíblia diz: " N ã o matarás"
(Êxodo 20:13). Se em cada cigarro que o homem fuma ele perde 12 minutos
de vida, ele está, desse modo, cometendo suicídio, o que Deus abomina.
Uma grande contribuição que os crentes têm dado à pátria é o combate
aos vícios em geral. Os vícios do fumo, do alcoolismo, das drogas, do jogo,
etc. têm sido grandemente combatidos pelas igrejas do Senhor Jesus.
USADOS POR DEUS TAIS COMO ERAM
A obra do Senhor tem sido realizada por servos seus que, simplesmente,
se têm disposto a dcdicar-se sem barreiras, sem limites, sem reservas, ao seu
trabalho. Deus os tem usado como são: letrados, ou não; com uns ou outros
talentos; tendo feito cursos completos ou abreviados; vindos de grandes ou de
pequenos seminários; aos olhos humanos, reconhecidos ou não. Tais como são,
Deus os tem usado na sua seara.
Não tem sido diferente no campo batista fluminense. Desde o início do
trabalho, vemos servos do Senhor sendo usados das mais diversas maneiras,
entre as mais diferentes circunstâncias de vida.
Obreiros como Joaquim Coelho dos Santos, José da Silva Lóta, Antônio
Teixeira Barreto, Corundiba de Carvalho e muitos outros que, não tendo oportunidade de freqüentar mais que um curso primário, formaram-se na escola da
experiência de uma vida cristã toda entregue ao trabalho do Senhor e ao Senhor
do trabalho. Foram, poderosamente, usados na obra de Deus, tais como eram,
a despeito da limitação de cultura, compensada pela consagração de que eram
revestidos. Eles representam um belo grupo de obreiros, que ressaltam o que
Deus pode fazer através de pessoas que, embora humildes, se colocam inteiramente em suas mãos. (1)
Obreiros como Manoel Avelino de Souza, Fidélis Morales Bentancôr, Erodice
Fontes de Queiroz, Abelar Siqueira, João Barreto da Silva, Waldemar Zarro
e tantos outros que vieram depois de 1920, formados peto seminário do Rio
de Janeiro, tiveram a dita de um preparo mais esmerado para enfrentar as
condições culturais de sua época.
Ambos os grupos, representando estilos culturais diferentes, foram poderosamente usados pelo Senhor da obra. A ele estavam entregues. A ele se
dedicavam. Por ele foram usados.
Para homenagear essas duas classes de obreiros, escolhemos dois personagens — Joaquim Coelho dos Santos e Manoel Avelino de Souza. Este,
representando o grupo de estilo cultural; aquele, nos fazendo lembrar do grupo
de obreiros que contava, quase que apenas, com o preparo divino para o obra
do Senhor, nem por isso deixando de representar grande bênção para o trabalho
batista fluminense.
Joaquim Coelho dos Santos
Joaquim Coelho dos Santos se converteu em 1899. Foi tocado pelo cântico
convidativo do hino que diz: " O h ! tão cego eu andei, e perdido vaguei..." (n?
396 do Cantor Cristão), e pela mensagem do Rev. Henrique Louro de Carvalho.
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Foi um trabalhador infatigávcl, quando era diácono e evangelista. Por isso
mesmo, decidiram ordená-lo ao ministério da Palavra. Foi consagrado no dia
30 de maio de 1909, tendo logo assumido o pastorado da Igreja Batista de Aperibé,
onde permaneceu por dez anos. Fm 1919, passou a pastorear a Igreja Batista
de Macuco, onde permaneceu por 38 anos.
Em seu longo pastorado, organizou treze igrejas e viu se entregarem ao
ministério vinte jovens, entre os dois mil crentes que ele batizou. O Pr. Erodice
de Queiroz foi um desses jovens.
Era um grande evangelista. Por isso, em sua época, era o pregador mais
convidado para conferências evangelísticas. Ouvi-lo era um prazer. Homem de
pouca cultura, mas de grande unçáo espiritual, que sempre arrancava lágrimas
daqueles que o ouviam.
Em tempos em que o evangelho suscitava perseguições, sofreu, quando
da realização de doze batismos no Rio Paraíba do Sul, na localidade de Portela.
Apareceram cinqüenta homens armados, com o firme propósito de tirar-lhe a
vida. O Senhor, porém, o poupou.
O nome de Joaquim Coelho dos Santos simboliza a vida de pastor real
e inteiramente dedicado à causa' do Mestre.
Manoel A^Iino de Souza
Manoel Avelino de Souza nasceu a 10 de novembro de 1886, no município
de Santa Inês, na Bahia. Foi batizado no dia 09 de dezembro 1906, pelo Pr.
Alexandre de Freitas. Depois de formado pelo Seminário Teológico Batista do
Sul do Brasil, em 1916, doutourou-se também em Filosofia, e passou um ano
estudando nos Estados Unidos da América do Norte.
Assumiu o pastorado da Primeira Igreja Batista de Niterói em 1917,
dirigindo-a até 1962, quando o Senhor o chamou para si.
Teve o privilégio de construir dois templos para sua igreja. O primeiro
era, na época, um dos maiores do Brasil, e serviu por muitos anos à igreja.
Sentindo que aquele já se tornava pequeno para a igreja, começou a construir,
na década de 50, o segundo templo que é, hoje, um dos maiores do Brasil.
Conhece-se o gigante pelo dedo. E Avelino, pelas obras que realizou em todas
as esferas, portou-se como um verdadeiro gigante espiritual
Foi grande pregador, grande líder, grande educador. Foi, por várias vezes,
presidente da Convenção Batista Brasileira, e, por mais de duas vezes, da
Convenção Batista Fluminense. Pena rutilante, legou-nos ótimos livros que têm
servido muitíssimo à denominação.
Líder genuíno, Avelino transmitiu aos fluminenses uma orientação segura
e sadia. Graças à sua liderança e à de homens como Christie e Lessa, o Estado
do Rio conseguiu chegar ao ponto de desenvolvimento que alcançou e que a
tantos empolga e admira.

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Capítulo VII

PERÍODO DE ORGANIZAÇÃO DE VÁRIAS
ENTIDADES E COOPERAÇÃO
PERSEGUIÇÕES EM FRIBURGO
Em 16 de agosto de 1908, a cidade de Nova Friburgo foi palco de perseguições aos batistas quando estes realizavam pregações na Praça do Suspiro.
Pregava o Pastor Kléber Martins, destemido obreiro, de grande consagração, quando um grupo açulado pelo clero católico, começou a dar vaias e a
fazer algazarras usando latas velhas, pedras, etc.
Quando chegou o momento do missionário A.B.Deter pregar, a situação
se complicou mais ainda. O missionário disse que tinha ido ali para levar ao
povo as luzes do evangelho. Os inimigos se aproveitaram dessas palavras e se
sentiram afrontados.
O jornal O Friburguense, que defendia os católicos, comentou:
"Foi nesse momento que chegou o Monsenhor Miranda sem acompanhamento nenhum, objetou pacificamente que luzes já as tinha:
povo de sobra, e ato contínuo, com dois ou três argumentos, deixou
sem fala seu antagonista.
"As primeiras palavras do monsenhor acenderam o povo, como que
por encanto, de todos os lados, estabelecendo a confusão. Eram
aplausos que entravam delirantes de toda aquela massa que se acercava de seu querido vigário, vitoriando-o e secundando-o na repulsa
aposta aos homens da seita batista.
" É difícil descrever o que foi aquela apoteose, o mais belo e merecido
florão que poderia receber de Maria em recompensa dos seus maravilhosos esforços em prol da Igreja c da fé". (1)
Já na terça-feira, dia 18, os católicos começaram a espalhar pela cidade
um folheto, convidando o povo a se unir para perseguir os crentes. O tal folheto
continha:
"Contando que os batistas pretendem repetir, hoje, na via pública,
uma pregação que constitui uma afronta à nossa piedade, aos nossos
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brios de povo civilizado, aos nossos mais caros afetos e sentimentos,
afronta que não puderam levar a efeito, no domingo último, diante
da energia de nossa atitude, convidamos a população católica desta
cidade para uma reunião hoje, às quatro e meia da tarde, na Praça
15 de Novembro, para nosso protesto.
Basta de provocações!
Os católicos de Nova Friburgo".
Os batistas voltaram a pregar na praça. A Constituição da época, a de
1891, no artigo 1?, parágrafo 3?, rezava que todos os indivíduos tinham o direito
de liberdade de consciência. Estavam, portanto, os batistas escudados na Palavra
dc Deus e na Carta Magna.
Os católicos ferrenhos não queriam nem sonhar que houvesse crentes em
Nova Friburgo. Desejavam, a todo custo, sufocar o avanço do evangelho. Daí
recorrerem ao expediente de "vaias, insultos, pedras, corridas deveras nesses
atrevidos injuriadores do Brasil que os hospeda", como publicou o Friburguense
de 26 de agosto 1908.
Joaquim Fernandes Lessa comenta:
" O s cabeças principais do movimento eram, além do padre, o verdadeiro mentor, o prof. Bijú, do Colégio Anchieta, e o sub-delegado
Barber.
" O s ânimos entre o povo se exasperavam, pois duas correntes se estabeleceram na opinião pública. Eram os missionários D.F.Crosland
e A.B.Deter e suas famílias e também o evangelista Kléber Martins
os que tinham grande interesse em que a liberdade de consciência
e o respeito à Constituição Brasileira fossem garantidos. Seguindo
de Campos o Pr. J.Lessa, para auxiliar os irmãos em Friburgo, o
evangelista Kléber Martins foi para Campos, enquanto estivesse ausente
o Pr. Lessa. Por uns 12 dias consecutivos os batistas não conseguiram
realizar conferências na praça. Apelaram ao Presidente do Estado,
ao Chefe de Polícia, ao Ministro do Exterior com uma apresentação
do saudoso Dr. Nilo Peçanha. Nada conseguiram porque todas as
providências que as dignas autoridades tomavam eram anuladas por
um certo deputado e chefe político em Friburgo que dizia não ser
preciso mandar forças, porquanto tudo estava em paz, e que os
batistas estavam pregando com toda a liberdade. Cada dia se esperava a força na hora do trem. E era repugnante ver-se gente de gravata
levada de mistura com a garotada em plena Estação da Leopoldina
daquela cidade, a darem vaias aos batistas, especialmente ao nosso
irmão Leonel Eyer, que sempre ia à chegada do trem. Eram gaitas,
e assobios que eles usavam. A fim de resolverem tal situação, foram
a Niterói os Revs. Crosland e Lessa e, falando ao Dr. Chefe de Polícia,
Dr. Veríssimo de Melo, este pediu que eles não se retirassem para
Friburgo sem que a força fosse.
"Efetivamente no dia 31 de agosto embarcava para Friburgo, de
expresso, uma força de uns 50 soldados de infantaria e cavalaria.
Ao chegar o trem à estação, lá estava o irmão Leonel Eyer. Os garotos
de gravata, vendo a força, guardaram, bem desapontados, os asso100

o sub-delegado Barber. que os batistas eram contra os italianos. Combinada a reunião para as 4 horas da tarde desse mesmo dia na praça principal. o Delegado Especial fez fixar nas esquinas da praça um edital proibindo qualquer perturbação à reunião dos batistas. e pediram ao amigo Dr. guardados e prontos para. os inimigos mandaram para a referida praça uma porção de estantes e outras coisas de uma banda musical. o sub-delegado passou com a sua ordenança em frente à casa de cultos e pretendeu desarmar o soldado que no portão guardava os batistas. "Nesse mesmo dia. que sempre teve Friburgo como uma fazenda sua. as senhoras e crianças foram guardadas no interior da casa. arranjou uma grande reunião de desabafo para pedir ao monsenhor Miranda que não se retirasse de Friburgo. Todo o ardor do inimigo 101 . O sub-delegado Barber fez tudo para que os batistas fossem desalojados daquela cidade serrana. com a banda de latas vazias pelos garotos. onde os batistas já tinham sido perturbados pelo Monsenhor Miranda e o professor Plácido de Melo (Bijú). foi realizada a conferência na melhor ordem. Na noite em que souberam os batistas que os italianos iam atacá-los. para que a grande colônia desta nacionalidade ali existente tivesse a devida reação. que. que para honrar a sua palavra tinha que se retirar de Friburgo. desmoralizado o mandarim Miranda. vamo-nos embora'. Igualmente. por meios capciosos. Raul de Oliveira. Barber disse: 'Deixa. " O plano era. saírem ao socorro dos batistas. pois. em frente à casa de cultos. estavam 20 homens. para uma função na praça. se reuniram todos na casa de cultos. na Loja Maçônica. alegando que o comandante da força é que havia ordenado que ele entregasse a arma. Distribuída a força pelas esquinas da praça. deixou-se ficar ali. disse que a entregaria se o comandante viesse apanhá-la e o retirasse dali. Uma senhora de nacionalidade portuguesa veio ao delegado e pediu-lhe licença para a banda tocar ali às 4 horas da tarde. para que a cidade não perdesse tão ilustre figura. Soube-se no dia seguinte a esse atentado que. Ato contínuo. ordenou ele que tudo aquilo fosse retirado da praça porquanto ia ser o lugar ocupado pelos batistas e que não permitiria nenhuma perturbação. viessem os inimigos a atacá-los. O soldado recusou e. dizendo que contra a força não há resistência. que era junto à casa de oração. Nascimento Silva. "Quando se aproximava a hora.Deter. repetimos: combinada a hora. à meia noite. "Foi uma vitória completa. Inventou. ao primeiro gesto.B. Assim aquele padre. Em vista de tal envergadura o Sr. havia também um grande grupo a favor dos batistas. segundo constou.Lessa e o missionário A. um soldado para guardar a casa durante a noite. digno delegado da cidade. segundo ouviu-se depois. falando o pastor J. por fim. desarmado o soldado que guardava os batistas. numa venda de um amigo. Manoel Gomes de Oliveira c Souza.bios no bolso. Como Delegado Especial acompanhava a força o Dr. Mas. Enquanto os homens velavam. que tinha como escrivão o Sr. Estava.

. porém. Imaginações ardentes figuram na aprazível cidade serrana. organizaram aqueles protestantes uma série de prédicas ao ar livre. que é um ilustrado e virtuoso sacerdote. reuniram-se os católicos. Carlos de I. Ainda bem que nisto nada mais há que o nervosismo de alguns cérebros enfermiços! Reduzindo às suas verdadeiras proporções. Ridículo expediente para açular injustas paixões. dois partidos armados. não tardou a manifestar-se. Manteve polêmica com o pastor presbiteriano Álvaro Reis. "A reação. com arreganho autoritário. e.<2) O Dr. "A chamada igreja batista ali goza da mais ampla liberdade de culto e propaganda. resolveram 102 . "A polícia friburguense corretamente se limitou a impedir qualquer violência a pessoas ou coisas. ferocíssimos. como era natural.terminou com a estrondosa vitória da reunião em praça pública garantida pela polícia". a polícia lho proíbe. escrevendo para o O Jornal do Brasil de 6 de setembro de 1908. ele não se conteve." A MISSÃO CAMPISTA ABRE TRABALHO EM MINAS GERAIS A Igreja Batista de Pádua sempre teve grande ardor evangelístico. No episódio sobre as perseguições aos batistas em Nova Friburgo.. que era carolíssimo. Em Friburgo manda-se força numerosa para asegurar ao protestante o direito de heresia e do acinte à opinião religiosa do povo. levando para as ruas e praças um harmônio ou realejo. conforme lhes dá na gana. já se elevaram os fatos à categoria de uma guerra religiosa. em uma sala. o que não deixava de ser original. dando-se como ameaçados. c ferindo pugnas mortíferas. em torno do pároco de Friburgo. "Eu não quero aqui discutir o que contra o bom senso e a imparcialidade haja nessa proteção oficial dispensada a uma propaganda importuna e provocante. o incidente em Friburgo não passa de minúscula agitação hábilmente provocada pelos batistas da localidade. disse o seguinte: " E m Friburgo. mas não sorria isso aos provocadores que. e a efervescência foi crescendo quando se propalaram os intuitos dos batistas. aqui do Rio de Janeiro. ' ' E m seus discursos o pastor protestante invectivava o clero católico. Quando operários. Ultimamente.. era reconhecido como um intelectual de proa. chegando ao extremo de mostrar à multidão um fragmento de pano e exclamar em assomo de patriotagem: 'Eis o pedaço de bandeira espedaçada no Rio pelo vigário católico!'. e que só por si dá a medida dos sentimentos evangélicos de quem a isso recorreu. católico até à medula e muito intolerante. discutir seus interesses. então. e aclamações ao pároco e aos oradores católicos.aet. nesta singular democracia.. querem em local fechado. obtiveram a intervenção de outras mais altas autoridades policiais e um aparatoso reforço de tropas. Os poderes públicos. têm dois pesos e duas medidas. Como o município de Pádua faz limite com o Estado de Minas Gerais. cujas prédicas se iriam efetuando em lugares cada vez mais próximos da igreja matriz. e. Daí protestos estrepitosos.

era muito zeloso no sentido de atrair jovens para auxiliá-lo na obra de evangelização.Crosland. alcançando os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. providenciou para que fossem enviados vários evangelistas à região mineira referida. JUNTA ESTADUAL Como o trabalho experimentava certo progresso. entre outros. nas águas do Rio Caparaó. (2) Como resultado dos esforços empreendidos naquela região. mais tarde. contando no seu rol 71 membros. com sua dedicada esposa. Ali sentiu a grande necessidade de pregar o evangelho no Estado de Minas. a Igreja Batista do Glória. como autênticos evangelistas. Tendo ele verificado que os crentes de Pádua estava ansiosos para ampliar as tendas do evangelho naquela região. em Pádua.os irmãos daquela igreja estender seus trabalhos evangelisticos até aquela região da Zona da Mata. organiza-se. Deixando o trabalho que realizava em Campos. foram servos do Senhor que. o evangelista Arquimedes de Roure se transfere de Macaé para São Paulo dc Muríaé.F. como os de Joaquim Alves Pinheiro. Com esse pensamento em mente. mas que se localizavam próximo ao seu município. Foi convidado para pastoreá-la o missionário Crosland. Outros servos do Senhor dedicaram-se ao trabalho no Estado de Minas. foi decidido que se criasse uma junta que seria formada de obreiros dispostos a dar boa parcela de seu talento e cooperação no desenvolvimento da causa do Senhor no campo 103 . O missionário Daniel Franck Crosland que. conseguiu ver cinco pessoas prontas para o batismo. O jovem Pastor Alfredo Reis vai aumentar o grupo dos que estavam cooperando na obra do Senhor naquela região. Após ingentes esforços. viria a ser pastor. Alice Reis. Ele aceitou o desafio e. outros nomes devem ser mencionados. ali permanecendo por algum tempo. Como o trabalho em Minas "ganhava raízes". já com o missionário Harold Renfrow como secretário-executivo. Era preciso ir mais longe. Mais tarde. foi aberto um trabalho em Estrela d'A!va e Pirapitinga. onde era bom cooperador. cooperando muito para o desenvolvimento do evangelho ali. Augusto Magro e Antônio Dias da Costa. Esse foi ministrado pelo missionário D. D. no dia 29 de outubro de 1911. Pedro Gomes e Emerenciano Machado. contribuindo para a formação de outras igrejas naquelas plagas. deixou a cidade de Pádua e foi residir em Santa Rita do Glória. transferiu-se para Santa Rita do Glória. em 1907. foi ajudar o missionário Crosland. (1) Outro obreiro que impulsionou o início da obra em Minas Gerais foi o evangelista Antônio Rodrigues Maia que. porém. Como incentivadores do trabalho de evangelização no Estado de Minas Gerais. até a ordenação e posse do evangelista Antônio Rodrigues Maia. Na terceira Assembléia da Associação Batista Fluminense sentiram os irmãos que os limites da Missão Campista deveriam ultrapassar o Estado do Rio. ocorrida em 5 de setembro de 1912. em julho de 1909. novos esforços foram mandados para aquela região. pregavam em fazendas situadas no Estado de Minas. passou a residir cm Pádua. Assim é que.

Bratcher e Antônio Charles. (2) 104 . Waldemar Zarro. Como redatores foram escolhidos o missionário D. Fidélis Morales Bentancôr. Esses. os batistas fluminenses sentiram que era necessário criar um jornal que pudesse ajudá-los na divulgação de seus planos e no doutrinainento em geral. Óthon Ávila do Amaral. Nilson Dimárzio. os redatores apresentaram o motivo da criação do órgão: " O que determinou a publicação deste nosso periódico não foi nenhum esforço partidário.Campos. através de empréstimos. Com essa finalidade. A." (1) O O Escudeiro Batista teve os seguintes redatores: J. surgido com A. na cidade de Campos. no dia 3 de janeiro de 1907.F. de parceria com D. lomaej Sant'Anna.fluminense. "A junta sustenta o secretário estadual e paga as despesas de suas viagens. Ei-Ios: As Boas-Novas.^ OS BATISTAS FLUMINENSES E SEUS JORNAIS I. Apareceram também no cenário batista fluminense: O Evangelista.Lessa.B. no dia 1" de janeiro de 1909. Atualmente (1991). cujo glorioso desenvolvimento requer mais cuidado na propaganda.B.Crosland. e mais cerrado combate na defesa dos santos ensinos da Palavra de Deus. com sede à Rua Saturnino Braga. tendo sido publicados dezoito números desse jornal. ao qual respeitamos e apoiamos. o O Escudeiro Batista é dirigido pelo Pastor Sócrates O.M.Lessa. Jair Vargas. em Aperibé. Na primeira página do primeiro número do jornal.F'.Christie. as necessidades urgentes que se apresentam em a nossa Missão Campista.de Souza.Lessa. As reuniões se realizavam de três em três meses. 11. Compunham a junta pastores e missionários. mas. A ela está afeto o movimento dos relatórios de estatística do campo e a manutenção do jornal O Escudeiro Batista". mas um meio de prestar esclarecimento e ajuda geral. A. John Mein e Lessa. Diário Evangélico.F. Ebenézer Soares Ferreira. sim. em parceria com J.Christie. O Órgão Oficial da Convenção Batista Fluminense Com a organização da Associação Batista Fluminense. que surgiu com o idealismo de Alberto Lessa e Cristiano Apostólico. Pedro Madeira. O objetivo era ajudar as igrejas na solução dos problemas que enfrentavam. com a finalidade de defender o seu redator.F. Os Precursores São precursores todos os jornais fundados na época da chamada Missão Campista. foi criado o O Escudeiro Batista. já referido em páginas anteriores. ou qualquer sentimento de oposição ao nosso útil e bem representado Jornal Baptista.Crosland e o Pr. reunida com a Igreja Batista do Bom Jardim. A junta não era uma autoridade eclesiástica. II. porém.F. sem com isso interferir na sua autonomia. tiveram vida meteórica. no dia 7 de janeiro de 1911. Alípio Dória. L.F. J. Essa decisão foi tomada na Assembléia da Associação Batista Fluminense. facilitando também as igrejas na construção de suas casas de cultos. União Batista Fluminense e Evangelista. Brisas do Campo.

Joaquim Rosa. 3. Manoel de Deus Nascimento. em 1921. O Regional — Órgão da região macaense. era dirigido pelo Pr. O Boletim — Órgão da Associação Paraibana. Itamar F. O Batista Sudestino — Órgão da Associação Batista do Sudeste Fluminense. Assis Cabral. 12. Assis Cabral. Jornais Dirigidos pela Mocidade 1. Melo. de Souza. Juventude — Fundado por Juvenil Lessa. em épocas diferentes. Apolinário de Souza. Jornais Regionais (surgidos depois da década de 30) 1. Dirigiram-no os jovens Hélcio Vieira e Abdiel Duarte. os seguintes irmãos: João Daniel do Nascimento. O Extremo-Norte Batista — Órgão da Associação do Extremo-Norte Fluminense. 105 . 11. era jornal da Associação Norte-Fluminense. substituindo O Evangelista. Edmundo Antunes da Silva. O Batista Macaense — Dirigido pelo Pr. O Batista da Baixada — Órgão da região niteroiense. criado em 1924. Gilberto Garcia. 3. Jornais Regionais (de 1923 a 1930) 1. Em 1928. O Batista da Planície — Órgão da Associação Batista da Planície. 6. 4. 10.III. Jógli Feitoza. O Batista Suburbano — Fundado em 1955. substituiu o O Batista Central. José Joaquim da Silveira. Fidélis Morales Bentancôr. 2. Teresópolis Evangélico — Criado em 1968. Eli Francioni de Abreu. Almenara — Órgão da região centro. O Arauto Fluminense — Redatoriado por Helena de Souza. Redatoriava-o Erodice de Queiroz. 9. Josué Garcia Cerqueira. Redatoriava-o o Pr. 2. V. O Herói — Órgão da juventude suburbana. 5. Redatoriou-o o Jornalista Óthon Ávila do Amaral. 3. 7. O Evangelista — Dirigido pelo Pr. Ebenézer Soares Ferreira. era dirigido pelo Pr. O Batista Iguaçuano — Fundado em 1978. Dirigia-o o Pr. redatoriado por Juvenil F. Arides Martins da Rocha. de 1931 a 1939. 4. Foi seu redator o Pr. 5. O Batista Merítiense — Redatoriado pelo Dr. em Valença. Óthon Ávila do Amaral. é o Órgão da Associação Batista Iguaçuana. órgão da Associação Centro. Foi seu redator o Pr. 8. IV. 2. já haviam sido publicados 16 números. foi fundado em 1970. Ebenézer Soares Ferreira. O Repórter — Segundo órgão da Associação Paraibana. O Norte Batista — Segundo jornal da região norte-fluminense. Ao que parece. Era redatoriado por Henrique Queiroz Vieira. O Destemido — Órgão da região centro. O Leste Fluminense — Órgão da Associação Leste Fluminense. Era redatoriado pelos pastores Romildo Gomes Ribeiro e Vanildo Cavalcanti. Dirigiu-o o Pr. teve como redatores.

Josué Ebenézer de Souza Soares.B. Clemir Fernandes da Silva. com 60 membros. O missionário A. organizada em 18 de dezembro de 1904. No princípio. acharam por bem unir as duas missões numa só a fim de que fosse criado o Campo Batista Fluminense. número de janeiro de 1918. Valença. com 38 membros. se compunha de nove igrejas localizadas desde Maricá até Sapucaia. com a igreja de Valença. quando as seguintes igrejas pediram sua inclusão no Campo Batista Fluminense: Niterói. Luiz Roberto Silvado.E. com 19 membros. Isso ocorreu em 1918.P. que já vinha sendo alimentado há alguns anos. organizada em 19 de julho dc 1895. Sapucaia. em 1918. respectivamente. com a igreja de Niterói. e. Aparecida e Barão de Aquino. a Missão Campista foi transformada em Campo Batista Fluminense. Rogério da Veiga. Barra do Piraí. organizada em 18 de fevereiro de 1917. que representavam a Missão Campista e a Missão do Rio. no princípio do trabalho em nosso estado: a Campista e a do Rio. Temos a oportunidade de desenvolver o Estado do Rio c tomá-lo para Cristo se soubermos trabalhar em verdadeira cooperação.Christie e O. que era orientada por missionários norte-americanos. e Sebastião Faria de Souza com as igrejas de Sapucaia. Esse desejo.265 membros. Esta. George Barbosa. Criado em 1978. 106 . Aparecida. J. têm sido seus redatores: Ellen Márcia Berez. Maricá. organizada em 18 de julho de 1903.4. foi criada a Missão Campista. organizada em 13 de março de 1904. Na época da fusão. Tendo o trabalho batista brasileiro se dividido em Missão do Norte e Missão do Sul. organizada em 23 de novembro de 1910. o seguinte: "A Associação será composta de 44 igrejas e o campo será todo o Estado do Rio de Janeiro.B. Paraíba do Sul. em O Escudeiro Batista." De modo que. Barão deAquino. Gilson Antônio de Paiva Bifano. com 40 membros. Os missionários A. o número de membros dessas igrejas já atingira 760.Christie muito se rejubilou com o fato e escreveu. organizada no dia 3 de outubro de 1915. Existiam duas missões. SURGIMENTO DO CAMPO BATISTA FLUMINENSE Com o surgimento da primeira igreja em Campos e em municípios vizinhos. com as igrejas de Paraíba do Sul e Entre Rios. viria a tornar-se realidade.Mariano Pereira.da Silva. Jornal Jovem — É o atual jornal da JUBKRJ (em 1991). de 37 igrejas. com 38 membros. com 32 membros. Entre Rios.Maddox. mais de 90% do sustento do trabalho dependia dos recursos que vinham de Richmond. organizada em 19 de novembro de 1916. É com prazer que recebemos estas igrejas e trabalhadores e esperamos ser mutuamente auxiliados na obra do Mestre. aquela. Com essas igrejas vieram os zelosos e dedicados pastores Manoel Avelino de Souza. Nélio Wilson Lopes Sobral. com 25 membros. organizada em 22 de dezembro de 1908. Florentino R. com 21 membros. por ocasião da organização do Campo Batista Fluminense. com 34 membros. as igrejas somavam 4.

as igrejas iam se conscientizando da necessidade de organizarem sociedades auxiliadoras dc senhoras. (2) Presidentes da UFMBF De 1913 até agora (1991). as seguintes irmãs: Ernestina Rezende Retto. Alice Reis. citamos Noêmi Campeio. secretárias — Elizabeth Lessa e Francisca de Souza. Rodolpiana Ludolfo Reis. As Pioneiras D. no edifício do Instituto Batista Fluminense — e organizaram a União Geral de Senhoras. Lottie Moon. (1) Depois da igreja de Campos. resolveu-se. fez. com entusiasmo. A diretoria da recém-organizada entidade ficou assirn constituída: presidente — Ernestina Rezende Retto. Laura Eyer. então. Através dos séculos tem sido assim. tesoureira — Joaquina Alves Coelho. há algum tempo atrás. a Heroína de Craonópolis. entre centenas de mulheres. passou também a contar com essa notável organização. No Brasil. Destacamos aqui aquelas irmãs que ela considerava como pioneiras nesse trabalho: Altina Rezende. Ernestina Rezende Retto. e participara. ardorosamente. Balbina Mendonça e tesoureira. Lira Sales. dos seus trabalhos ao longo dos anos que o Senhor lhe concedeu de vida. vindo logo ao encontro da mesma. Com esse ideal em mira. Isabel Avelar Guimarães. Leonor Barros. que assistira à organização da União Geral de Senhoras. quer nos trabalhos locais. Joaquina Almeida Coelho. Aos poucos. vice-presidente — Eugênia Teixeira. a grande missionária à China. Rosa Assenço".Barre107 . cuja vida tem sido uma inspiração para muitas moças. no dia 25 de janeiro de 1913. sendo presidente D. ocuparam a presidência da União Feminina Missionária Batista do Estado do Rio de Janeiro (antiga União Geral de Senhoras). criar um órgão que pudesse aglutinar todas as sociedades auxiliadoras de senhoras. quer na obra missionária nacional ou no estrangeiro. reuniram-se as irmãs representantes de várias igrejas e organizaram. Alvina Gomes de Oliveira. um retrospecto da obra realizada pelas senhoras no campo batista fluminense. com a chamada Missão Campista. Isabel Avelar. em 1913. temporariamente. As senhoras decidiram cooperar. Cora Barros. que. Quando já havia um bom número dessa organização nas igrejas. ativamente. Eva de Souza. D. Na obra batista do Estado do Rio de Janeiro. Basta lermos os Evangelhos. e reorganizada em 20 de julho de 1899. no salão de cultos da Igreja Batista de Nova Friburgo — que se reunia. foi a vez da Igreja Batista de Macaé. secretária. Alice Rosa. não poderia ser diferente. D. Emma Ginsburg.O TRABALHO FEMININO As mulheres sempre ocuparam um lugar de destaque na obra do Mestre. continua a ser uma inspiração. os Atos dos Apóstolos e as Cartas Paulinas para nos certificarmos dessa verdade. Florentina R. "A primeira Sociedade Auxiliadora de Senhoras na Missão Campista foi organizada pela igreja de Campos em 19 de agosto de 1896.

como também era chamada. seu esposo. Maria Amália Carvalho de Souza. a Profa. trabalhos especiais. que era portuguesa de nascimento. Christie. o cargo de secretária-executiva da UFMBERJ. ainda mais. por todo o Estado do Rip. Norma Lee Van Eyken. juntamente com Mrs. Podemos afirmar que. D. foi alguém que. Em virtude de sua volta a seu país de origem. a alma do trabalho batista feminino no nosso estado. mas que há anos vivia no Brasil. juntamente com o Dr. como missionário ao Estado do Rio. Com sua gestão teve início uma nova dinâmica no trabalho das senhoras do Estado do Rio. exerceu. A Profa. com muito amor. Miss Blanche Simpson foi outra irmã muito querida e atuante no trabalho feminino do campo batista fluminense. até o ano de 1950. John Riffey. Muitas apoteoses foram por ela elaboradas.to. formar a mentalidade das senhoras batistas fluminenses no sentido de cooperarem com as convenções fluminense e brasileira. Com a vinda do Dr. Júlia Codeço dos Santos. Pastor Vítor Hugo Mendes de Sá) e Esther Godoy (que deixou o cargo para se entrega 108 . Missionárias Prestam Grande Auxílio ao Trabalho Feminino D. Algumas dessas irmãs foram presidente por mais de duas vezes. sua esposa. Marlene Baltazar Nóbrega Gomes. Esther era muito ciosa de suas responsabilidades e procurou melhorar. Ocuparam. desde o início do trabalho feminino. Waldemira Martins. Nair Araújo Portes. Elly Bess d'Alcântara. as igrejas. conseguiu. em seguida. como é o caso da professora Marlene Baltazar Nóbrega Gomes. Seus trabalhos eram preparados com esmero. operosidade e eficiência. a secretaria-executiva da UFMBERJ as professoras Linéa Dias (que deixou o cargo para casar-se com o talentoso jovem. com grande denodo. Ana Christie. com tato. Novas Secretárias-Executivas D. Denir Luz Fonseca. Carmem Lúcia de Aguiar Cerqueira e Cosete Pevidor de Carvalho. Miss Blanche Simpson foi. que ocupou o cargo por quatro vezes. Alzira Prucolli. passou a ser a secretária-executiva da UFMBERJ. ou Mrs. Miss Simpson procurou dar ao trabalho das senhoras estrutura adequada às circunstâncias da época. Christie. Christie. Stela Borges de Araújo. Muito querida entre as senhoras. Zeny Santos. foi substituída pela Profa. Portugal. em todos os seus empreendimentos. Sua atuação foi muitíssimo apreciada pelas senhoras batistas fluminenses. em 1913. associações. colocou a secretaria numa posição de destaque. Marlene. Ruth Matheus.Bastos. Lucinda Tavares. que exerceu o cargo de 1977 a 1978. Erly B. visitava. o trabalho que já vinha sendo feito por suas antecessoras. Executava com amor a sua função de secretária-executiva e todo o trabalho que lhe estava afeto. Grande foi a sua participação na obra das senhoras em nosso estado. Operosa. Esther Prudence Riffey. Marlene Baltazar da Nóbrega Gomes.

secretária-executiva interina e líder no trabalho da UFMBERJ. através do trabalho das senhoras. Elza Lessa Pinto. sendo. como atestam Noêmia Barbosa e Maria Helena Leão Santos. 9. Jesuína Antunes.ao trabalho missionário no norte do país). 4. Progresso no Trabalho da UFMBF 1. o trabalho que lhe compete fazer. de congressos para senhoras e moças. atesta essa influência. Dorcas Pinheiro de Souza. Adélia Darcília Marins da Silva. Nona Renfrow. que se tornaram missionárias após terem servido como líderes estaduais da UFMBERJ. da Primeira Igreja Batista de Petrópolis. a tarefa que lhes cabia. que vem realizando. Helga Fanini (redatora da Página das Senhoras em O Escudeiro Batista). Julieta Sales. '7. com uma representante da UFMBERJ em cada uma. declarou. 5. formada em música sacra pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Realmente. e membro da Primeira Igreja Batista de Rio Bonito. Realização de congressos de Mensageiras do Rei. com a apresentação de programa e apoteose que a todos causou impacto. são contadas onze regiões. A OBRA EDUCACIONAL DOS BATISTAS FLUMINENSES Fundação do Instituto: Primeiro Período Destacando fatores que influenciaram o crescimento da obra batista no ~ Estado do Rio de Janeiro. facilitando a atuação da secretáriaexecutiva a quem não era possível dar assistência a todas as associações em que se dividia o trabalho estadual. Adosina Borges. Em 1991. 3. organizado pela Profa. com amor. Criação do coral da UFMBERJ. referindo-se ao Colégio Batista Fluminense: " U m segundo fator é a influência exercida pelo Colégio Batista de Campos. õ cargo de secretária-executiva da União Feminina Missionária Batista do Estado do Rio de Janeiro a Profa. José dos Reis Pereira. Realização. Arith Barreto Rocha. Ocupa. Pearl-White Boechat. Loyde Zarro. outras irmãs se destacaram no trabalho feminino estadual: Maria Fernandes Moreira. aprimorado pela Profa. atualmente (1991). 6. realizada no Ginásio Caio Martins. o Dr. Realização de dois acampamentos por ano: um para líderes de crianças e ouro para senhoras. Solita Retto Queiroz. Eunice Silva. Artie Bratcher. a contento. 2. Noêmia Veiga. Comemoração do Jubileu de Ouro da UFMBERJ. no dia 21 de maio de 1988. Aildes Soares Pereira. Grande ênfase à formação de líderes para as igrejas. Além dessa. Divisão da UFMBERJ em regiões. depois. Embora essas duas últimas secretárias tenham tido curtos períodos de atuação. uma colméia de grandes obreiros e pastores". Surgimento de líderes pelo trabalho das senhoras. Despertamento de vocação missionária. Maria Varol. 8. em Niterói. então diretor do O Jornal Batista. se esforçaram para desempenhar. ao Colégio Batista Fluminense estava reservado dar uma grande 109 . de dois em dois anos. representando tentativa de apoio tão necessário à aglutinação das forças esparsas.

Canada e A. foi o acidente sofrido pelo Dr. permaneceu em Nova Friburgo até junho de 1913. na Praça XV de Novembro. Tudo eles fizeram para neutralizar os planos dos batistas com referência à continuação do Instituto em Friburgo. teve início a instituição.parcela de contribuição no progresso do reino de Deus no campo fluminense.Canada. o pastor Joaquim Rosa. do seguinte modo. Uma comissão. A. muito agradavelmente. junto às casas de culto. o que era chamado escolas anexasS2) Ficaram famosas as escolas anexas de Aperibé. para serem usadas no colégio. Queriam organizar um colégio de maior porte. O Pastor Joaquim Lessa. ltalva). A obra educacional já vinha sendo objeto de interesse e atuação dos batistas em nosso campo. enquanto em Friburgo. Cerro Frio. Como fosse grave o acidente e. quando se encerraram as aulas do período escolar. O progresso alcançado pelo colégio em Friburgo. Nada. em várias localidades do estado. Monção (hoje. por um preço elevado. Ernesto Machado. E Joaquim Lessa quem escreve a respeito do colégio: "Eram cinco os professores do colégio. Os seus fundadores foram os missionários W. era solenemente instalado. Kléber Martins. no Brasil. Sana. Não pôde continuar mais ali. (1) Mesmo que limitadamente. conseguiram. estudaram com afinco o assunto. Ao abrir uma caixa de madeira que continha carteiras vindas dos Estados Unidos. Nota triste. foi ferido por uma farpa no olho direito. os batistas fluminenses decidiram dar um passo agigantado no terreno da educação. no centro da cidade serrana de Nova Friburgo. escreveu admirável página sobre a influência dessas escolas. a sua mudança para a cidade de Campos: "Os trabalhos da Associação Batista em Friburgo provocaram a ira dos jesuítas locais.Christie. Eliézer Rosa. onde seu pai. do início dessa obra. foi de molde a impressionar.B. Leonel Eyer. pretenderam alugar. Daniel Crosland. o Instituto Batista Fluminense. de ambos os sexos. portanto. sem motivo que o 110 . no dia da inauguração. o público e provocar mais e mais as iras dos jesuítas. pois o instituto funcionou no mesmo prédio até 1913. porém. Joaquim Coelho dos Santos. W. porém.B. era pastor. Ele mesmo fora aluno de uma delas — a de Macaé. Praça Getúlio Vargas. que não dormitavam em seus planos maquiavélicos.H. Por fim. ocupando ali um espaçoso edifício. Tomados do ideal de ter. o missionário precisou viajar à sua Pátria. no mais apropriado local. Christie. O grande juiz. narra. que trabalhou no colégio. etc. Murundu. até então Instituto Batista Fluminense. hoje. Macaé. Não mais retornou ao Brasil. Com a matrícula de 17 de alunos. resolveram que o melhor seria abri-lo na cidade de Nova Friburgo. No dia 11 de janeiro de 1910. Não foi. já funcionavam. sob a sábia direção do Dr. pelo que reiteraram as suas clandestinas maquinações contra o colégio ali.Christie. não houvesse recursos necessários. um colégio batista.(3) O Instituto Muda-se Para Campos com Novo Nome O Colégio Batista Fluminense. composta dos obreiros Alfredo Reis. buscando tratamento adequado. Em 1909.H. o prédio onde funcionava o estabelecimento batista.

pela falta de numerários — as igrejas não podiam assumir responsabilidades superiores às suas forças e tão desproporcionadas à sua capacidade. as quais. "Nesse ínterim. A compra foi feita por pagamentos periódicos. e.missionário A. compraram o dito palacete Belizário. de propriedade do Sr. emprestavam pequenas quantias ou faziam ofertas. a jurita americana tinha enviado dez mil dólares. Por sua vez. Nilo Peçanha. viram um lindo palaccte. servisse de padrão de honra à causa batista do estado. O Dr. por gracejo: 'Dr. O menino disse. Mal. Christie. resolveu fazer uma diferença dc dez contos no preço. o dinheiro foi devolvido para os Estados Unidos. Domingos Batista da Gama. atendendo à crise. Para a compra do referido prédio. tendo os irmãos norte-americanos completado os 65 contos. filho do pastor Alberto Lessa.Christie começou logo a providenciar a mudnça do colégio para Campos. jamais deixaram de orar. os dez mil dólares chegaram ao Rio. outra vez as coisas tomaram tal caminho que os batistas fluminenses resolveram desistir da compra e perder os dez contos que já haviam dado. que o havia adquirido. "São dignos de menção alguns episódios que se passaram na tentativa da compra do edifício. sempre bondosos. divisaram alguns sinais que os animaram e os incitaram a seguir. para realização de tal intento. " E m maio daquele ano. da Firma Santos Moreira & Cia. com o pastor Lessa e o menino Daniel.B. pois. o Sr. o que foi alcançado entre os irmãos e amigos e pelas igrejas. fácil o empreendimento. Chirstie. porém. dentro de poucos meses. o missionário Christie seguiu com a família para os Estados Unidos. Os irmãos americanos. se não estamos enganados. para que se aprecie como o Senhor Deus cumpre as promessas para com os seus servos. de parentes do saudoso campista Dr. Grandes foram as lutas para conseguir-se um empréstimo nas igrejas para o segundo pagamento de cindo contos. em gozo de férias e também com o objetivo de angariar verbas para os últimos compromissos com a referida aquisição. Mas. tirando do bolso uma pequena moeda. " D e fato. Pareciam terminados os planos dos batistas e inutilizados os esforços de alguns anos de trabalho. os batistas entraram com 20 contos. Pouco tempo depois. Contudo. respondeu: 'Eu dou estes 20 réis!'. Domingos Batista da Gama. Houve apelos.. Como a crise se acentuasse. e os irmãos ficassem desanimados. apesar de visível desfalecimento. Mas a mudança era uma necessidade inadiável e passos tinham que ser dados. principalmente. Para o pagamento total. nos atenderam. de boa vontade. solicitando a remessa do dinheiro novamente. Não era. Passando ele pela Rua da Constituição. sendo que as duas primeiras prestações foram de cinco contos cada uma. 111 . correspondências e telegramas. vamos comprar este palacete para o colégio?'. ipunha-se a necessidade da aquisição de um edifício que bem comportasse o estabelecimento. o missionário Christie visitou Campos para pesquisar a possibilidade de mudança para um lugar próprio. Em fins de 1912. ao mesmo tempo.

e pelo pastor Manoel Avelino de Souza. <4) O primeiro período do Colégio Batista Fluminense vai da sua inauguração até o final de 1913. em 1914. três se tornaram pastores. E. estavam os seguinte jovens que. Eis o testemunho do pastor Evódio Queiroz: " E m 1917. em sua conversão e chamada para o ministério. mas que deixou bons frutos.B. tendo sido evangelizado pelo então estudante e seminarista Erodice Fontes de Queiroz. levar muitos dos alunos à sua casa. Lessa. o colégio foi dirigido por três pastores: J. a fim de assistirem à Escola Bíblica Dominical.F'. " N o mês de agosto desse ano. A. de 1917 a 1919.Christie. John Mein. para um lanche. A. acima citado. matriculei-me no Colégio Batista Fluminense. Durante esse período. enquanto o missionário Christie estava nos Estados Unidos. cativando os não crentes. Era diretor do Colégio o saudoso missionário Dr. Era seu costume. dominicalmente.o câmbio baixou e os dez mil dólares renderam trinta e nove contos e duzentos mil réis. assim. O pastor Evódio foi muito influenciado. na cidade de Campos. Quatro anos. Manoel Avelino de Souza. "A abertura das aulas deu-se em 2 de fevereiro de 1914. apenas. de 1915 a 1916. Durante esses anos.Christie. Recebeu grande influência cristã da professora Genoveva Vorheis que. antigo n? 99. com verdadeiro deslumbramento e sucesso". Grande foi a influência do colégio na vida espiritual de seus alunos. sendo tudo instalado à Rua da Constituição. na abertura das aulas. Fidélis Morales Bentancôr e Honório de Souza. o pastor Dr. E bons líderes! São eles: Sebastião Angélico de Souza. após as reuniões. foi um desses alunos. e ao colégio. naquela época. Alunos não crentes foram levados a Cristo durante o tempo em que freqüentavam os bancos escolares ali. também. Tinha os meus 14 anos de idade. Segundo Período O segundo período vai de 1914 a 1919. entre os alunos do Colégio Batista Fluminense. atuando no campo fluminense: Antônio Armindo. Um curto período. Lembro-me da visita que fez àquela cidade. Antônio Charles e Nilo Sales. nessa mesa sala. pregava-se o evangelho cada dia. por intermédio do colégio. pelo pastor Erodice de Queiroz que. mais tarde. Evódio Queiroz. Evódio Queiroz. era seu colega no Colégio Batista Fluminense. sim.Lessa mudou-se de Friburgo para Campos. em campanha para levantar 112 . levava os internos para a Primeira Igreja Batista de Campos. Dos alunos matriculados desde 1911. fazendo também transportar para a referida cidade todos os haveres do colégio. tornaram-se pastores.F. Pela primeira vez tive contato com os crentes evangélicos batistas.B. Foi assim salva a situação. o pastor J. Ia. como foi consoladora e edificante a experiência! Na mesma sala em que um inimigo dos batistas dissera não ter a religião batista quem a representasse e ser somente abraçada por viúvas pobres c por ignorantes.

"' 5 ' Terceiro Período Podemos chamar de terceiro período o tempo que vai da metade de 1919 a 1925. Emanuel Fontes de Queiroz. A sua pessoa simpática de mensageiro das boas-novas do evangelho do nosso Senho Jesus Cristo chamou-me a atenção. Gê Sardenberg. mais tarde. "Fui batizado na Primeira Igreja Batista de Campos. 113 . de 1928 a 1929. João Teixeira de Lima. L. que viria a ser uma famosa educadora em Campos. com os demais seminaristas do campo fluminense: Erodice de Queiroz. Fiquei impressionado com o pregador. O primeiro. Procurou ele manter um alto padrão moral e intelectual na instituição. Estudaram nesse período do Colégio Batista Fluminense os seguintes alunos que. onde se instalou o internato feminino. José Abraão do Nascimento e Abelar Suzano de Siqueira. Este período foi muito abençoado. de 1924 a 1926. de parceria com o pastor Vitorino Moreira. freqüentando a igreja do pastor Manoel Avelino de Souza. ao mesmo tempo que procedia a uma serie de conferências na igreja de Campos. e coin carta de apresentação daquela igreja.M.Bratcher e Alfredo Reis foram os diretores do colégio. pois achava que sua principal função era a de pastor. Contava o pastor Antônio Soares Ferreira.Bratcher.) Pastor Erodice Fontes de Queiroz. estudaram no colégio os pastores: José Basílio de Souza. Como seminarista. contratando alguns que lecionavam no famoso "Liceu de Humanidades de Campos". Quarto Período Vai de 1925 a 1930 o tempo que pode ser chamado de quarto período na história do Colégio Batista Fluminense. Juvenil Fernades Lessa e Dionísio Loureiro. recomendado pela junta. Waldemar Zarro. Alberto Araújo. ingressei no colégio e seminário do Rio de Janeiro. Antônio Bernardes Júnior. que muitas noites foram passadas em oração. pelo saudoso missionário Dr. A n t ô n i o Soares Ferreira. e o segundo.M. contando 19 anos de idade. O Dr. Pastor Fidélis Morales Bentancôr. hoje Primeira Igreja daquela cidade. Na sua gestão foi adquirida a chácara. Ageu Neto. Bratcher mostrou ser homem de grande visão como diretor do colégio. Durante esse período. com um prédio de dois andares. tornaram-se pastores: João Barreto da Silva. que assumiu a direção do estabelecimento durante dois meses apenas. de 1924 a 1925. Procuraram dotar o estabelecimento de bons professores. Fidélis Morales Bentancôr. Antônio Zeferino e Silva.L. Vital Cabral. Bratcher pedia aos alunos que insistissem com Deus para que Ele lhes desse aquela propriedade. do lado direito do prédio dc aulas. de 1919 a 1923. E as orações foram ouvidas. porque o Dr. genitor do autor desta obra e aluno do Colégio Batista Fluminense nesse período.recursos para construção do templo na cidade de Niterói. Foram seus diretores nessa época os pastores: Alberto Portela. (Foi nessa época que se converteu a professora Evangelina Guedes.

Decidiu ler a Bíblia. Orlando Alves. no tempo próprio.E. missionário A. de novo. Benedito Manhães: Testemunho do Pr. Nas férias daquele ano. Era católico praticante. sentiu-se chamado para o ministério. retornava à velha casa. dois rapazes. mas sentiu que sua vida religiosa não estava certa. apareceram em Natividade de Carangola. Eram apenas 25 alunos no internato masculino. Seus pais planejavam interná-lo em Leopoldina. "Tudo pareceu inteiramente estranho ao rapazinho que chegava do interior. de parceria com o missionário J." (6) 114 . "Em 1929.Christie. Fidélis Morales e outros pastores que falavam nas assembléias. Raphael Zambrotti. Francisco Rosa. Minas Gerais. grande amigo da mocidade. Nesse período. ao mesmo tempo que diretor do colégio. O rapazinho que de lá saíra. nesse tempo. em 31 dc dezembro de 1930. F. não pôde prosseguir nos estudos. Com 16 anos foi declarado maior para cuidar de seus irmãos menores. pela graça de Deus iria determinar os rumos de sua vida. Como eram fumantes. e. devido à morte de seu pai. Silas Silveira (primeiro batista a ser eleito deputado estadual). " E m 1932. pastor da Primeira Igreja Batista de Campos. ao germinar. Alberto Portela. Gutenberg Faria Guedes. levando no coração a semente que. A. Dodanin Gonçalves. Walvique Soares Henrique. Seu primeiro interesse pelo evangelho deveu-se à atração que sentiu pela beleza dos hinos que alguns rapazes cantavam em coro. Nunca havia assistido a um culto. viu-se ameaçado de não retornar ao Colégio Batista. Dr. Quando visitou seus pais e lhes deu ciência disso. mas seus pais não cederam. Houve sérios protestos de alguns familiares. Começou pelo Apocalipse. num colégio de padres.B. Pela primeira vez ouviu falar em candidatos ao ministério. último ano da administração do pastor Alberto Portela. os seguintes irmãos: Dr. "Converteu-se no ano seguinte. Rui Franco de Oliveira.Christie abriu-lhe as portas do Colégio Batista. Nada entendia. pelo pastor Erodice de Queiroz. seus pais mudaram de opinião quanto à disciplina do referido educandário e decidiram mandá-lo para o Colégio Batista em Campos.Quinto Período O quinto período vai de 1931 a 1936.Morgan. Ele não estava familiarizado com o evangelho. de 1932 a meados de 1936. de 1931 a 1932 — uma grande alma. Gostava de ouvir as preleções de Joaquim Lessa.Lingerfelt. sua terra natal. passaram pelo colégio os seguintes pastores: Ageu Neto.B. Foram diretores do Colégio Batista Fluminense. que lá estudavam. porém. Raphael Zambrotti: "Raphael Zambrotti chegou ao Colégio Batista Fluminense a 7 de fevereiro de 1927. Foi batizado em Natividade de Carangola.F.

fazer o seu movimento contra a instituição.Sexto Período Este é considerado o período mais longo da história do Colégio Batista Fluminense. fazendo acusações contra o colégio. A decisão não demorou a ser tomada. para que esse curso pudesse funcionar. ao chegar ao portão do colégio e ler os cartazes ali afixados. verificaram que as duas pilastras do portão de frente do colégio estavam crivadas de cartazes berrantes. Exercia ele muito bem o pastorado da Igreja Batista de Pádua.. convidando-o para assumir a direção do colégio. Era preciso. Barreto não descansou enquanto essa inspeção não foi requerida. quando o missionário Christie procurou-o. Barreto a solução para os problemas em que se achava envolvido o colégio. por um jornalista intolerante. Era homem de têmpera forte e começou a enfrentar a luta. O governo nomeara um técnico para fazer a inspeção do colégio. era motivo para transformar o colégio cm verdadeira"quitanda". para surpresa geral. expostos em frente ao prédio principal. o casal teve a sua primeira decepção: ninguém os esperava. Comentou. A cena o comoveu. além de ser terrivelmente atacado na imprensa secular. muito incisivamente: "Barreto. onde haviam sido contemporâneos e onde começaram o namoro. pensando que assim amendrontaria o técnico. Aquilo que afixaram naquelas pilastras é uma propaganda a favor do colégio. lançou mãos à obra. Entristeceu-o ver que a chácara. o que despertou em inimigos da causa a inveja. Haviam eles sido colocados ali pelo Sr. Os efeitos do movimento foram outros.. De maneira insistente. bem cedo.". Barreto aceitou o desafio de dirigir o Colégio Batista. ex-aluna do colégio. O Dr. Doeu-lhe o coração. descobrindo a vinda do inspetor ao colégio. No dia em que esperavam o inspetor oficial para proceder à inspeção. Começou a planejar a criação do curso ginasial. O técnico. porém. A maneira objetiva com que o Dr. Christie não demorou muito a voltar a convidá-lo. porém. requerer a inspeção prévia. não fez arrefecer o seu ânimo. verificando se preenchia os requisitos exigidos pelo Ministério da Educação e Saúde para a implantação do novo curso. Barreto. Tornaram-se positivos os resultados da perseguição. João Barreto da Silva. com as duas filhas — Élcia e Ilcéia. Esse contava apenas com menos de cem alunos. um dos articuladores do movimento nacionalista que. As frutas eram retiradas dos pés e vendidas. Christie lhe falou chocou muito o Pr. encontrando os diretores. O Pr. Horácio de Souza. Imbuído de elevado ideal. Viu que o colégio não poderia continuar só com o curso primário. Embarcou para Campos. fora. os tranqüiliza: " N ã o se preocupem. com a esposa. a professora Florentina Rodrigues Barreto. Ao chegarem a Campos. em tabuleiros. disse ele ser o Pr. Pôs-se a orar. fazendo-os desfecharem contra o colégio campanhas negativas e perseguições. entrou subindo correndo a escadaria de mármore e. Foi visitar o colégio. Isso. onde havia frutas em quantidade. Já vi que o colégio obterá sucesso quanto ao seu requerimento. 115 . Durante esse período foi seu diretor o Pr. Não foi diante do primeiro convite que o Pr. Ele não aceitou. ou você vai ser o diretor ou o colégio será vendido".

Horácio de Souza. Um duplo acaso permitiu-me receber de Murundu. parte do jornalzinho 'O Escudeiro Batista'. mas sim no meio dos roceiros dos nossos distritos. subscrevo-me com atenciosa consideração. Horácio de Souza — Av. no momento em que discursava o estudante Celso Peçanha. onde V. 35 alunos fizeram exame de admissão para o curso ginasiaL Era o alcance da vitória. 116 . feita por inimigos da obra. que. 938. XV de Novembro. A carta que agora transcrevemos.. portanto. narrando a vitória alcançada.' "Vê-se bem que naquelas linhas traçadas por V. para armar o efeito. O colégio cresceu.Sa. " O tópico é o seguinte: 'Mais uma vez FICOU DE PÉ o conceito que goza ("somente entre batistas") o estabelecimento na obra de EDUCAÇÃO NACIONAL ("em prol da educação da mocidade BRASILEIRA") conclui o Bentancôr Morales. fez do interessante exame-de-admissão presidido pelo inspetor e 'trabalhado' pelos senhores desconhecidos 'professores' batistas adrede preparados. no qual V. Lingerfelt. Colégio Batista. está o pensamento do Sr. por ocasião de um comício na Praça São Salvador. naquele mesmo mês. Sr.." (7) Outras cartas e artigos desse teor se acham em nosso poder e mostram como o jornalista Horácio de Souza lutava para destruir o colégio. Felizmente. eapeando um embrulho.. o Governador do Estado do Rio. ele não alcançou o seu intento. o ministro assinava uma Portaria concedendo ao Colégio Batista Fluminense a Inspeção Prévia. 23 de abril dc 1937.. PAX.Sa. "Aguardando a vossa primeira arremetida. Christie. " N a d a teria eu que repisar do vosso artigo-reclame.Em fevereiro de 1937. com os norte-americanos. Em 1938. que viria a ser. Sendo eu um dos brasileiros que combate pelo jornal e pelo livro o suspeito ENSINO DE ESTRANGEIROS sustentados pelos dólares da Junta de Richmond. em Campos. não em Campos. João Barreto da Silva. publicou um retumbante artigo de loas ao Colégio Batista.Sa. o Sr. ainda em 1935. Contentes com essa grande bênção. se não fosse aquele tópico que remata a descrição com que V.Sa. estão infrutiferamente tentando sustê-lo. limo. venho declarar a V. depois do requerimento. Apesar de toda a propaganda contra o colégio. dois meses. onde somente circula tal jornal. o que veio aumentar ainda mais a ira daqueles que já eram inimigos do colégio. Otto. Obrgo. chegando a ter mais de dois mil alunos.Sa. onde V. mais tarde. mostra como o inimigo atacava: "Campos. remeteu de uma só vez 69:887$600 conforme declaração d' Escudeiro. os diretores do colégio publicaram uma reportagem n' O Escudeiro Batista.Sa. ele. que estou ao seu inteiro dispor para ventilarmos o caso pela imprensa. cidade onde todas as famílias distintas e inteligentes EVITAM o tal 'COLÉGIO AMERICANO BATISTA'. cuja edição não pude constatar. norte-amercano como o Sr.. poderá valer-se da Folha do Comércio.

Jabniel Silva.Murta. Samuel de Souza Leite. Hélio Rangel. Oséias Alves Batista. ele via o valor que ninguém conseguia ver. muitos estarão concordando com o autor. e o Colégio Batista Fluminense um grande Iapidador de diamantes. na gestão do Pr. Diocesir Alberto. A seguir. Cláudio Wagner. Barreto: Jáder Malafaía. Muitos moços chegaram ao colégio desprovidos de qualquer recurso e encontravam no pastor Barreto o amparo de que necessitavam. Antônio Borba. o Pastor João Barreto da Silva procurava promover a obra educacional no campo fluminense. Carlos Oliveira Varela. Valter Velasco. não fora a ajuda que receberam daquele educador. Hélcio da Silva Lessa. José Pereira da Silva. Filenilo Vicente Neves. Augusto Soares Guimarães. Rubem Coelho dos Santos. Geneci Farizel. José Ângelo. Moisés Cunha. Aylpton de Jesus Gonçalves. quando afirma que o Pr. Élbem 117 . João Nazareno Lemos. esposas de pastores e professores do que o Colégio Batista Fluminense. Elmar Camilo dos Santos. Antônio Moreira Portes. Num moço pobre. Altanir Alves de Freitas. Gentil Teixeira. falando em associações e convenções. ao mesmo tempo em que. quanto para o magistério. Eli Lacerda. Paulo Mafra. Waldir Rocha. Elias Gomes Vidal. Osvaldo Mancebo Reis. Emiliano Boechat. Carlos Márcio Portela. Eduardo Francisco Filho. Isaías Moreira de Frias. José Maria Tougeiro. Além desses. Por ironia da história. num "capiau'. Valdir Lopes. Wanderley Pacheco Barreto. • Pastor Barreto — Homem de Larga Visão Como diretor do Colégio Batista Fluminense. Alcides Velasco. Cremos que não há no Brasil um colégio que mais tenha contribuído para a denominação. Antônio Assis Carvalho. Alceir Faria Pereira. Manoel Bento da Silva. em suas mensagens. Durval Borges. Clério Boechat. Osvaldo Soares dos Santos. Barreto era um grande descobridor de vocações e talentos. podemos citar os seguintes pastores de outras denominações: Francisco Cardoso. Teobaldo Silva Fraga. Otávio Felipe Rosa. Joélcio Rodrigues Barreto. Eimaldo Alves Vieira. quando era diretor do Colégio Batista Fluminense o Pr. ocorreu que. Francisco Mancebo Reis. José F. Jaci de Matos Tostes. José Pinto. Waltir Pereira da Silva. Jefté Vicente Figueiredo. Horácio de Souza. Aderbal Barreto da Silva. Geraldo Braz Laiassa.foi morto por uma baia que surgiu de um tiroteio ocasionado por comunistas. Isael Peçanha de Souza. no preparo de pastores. José Júnior dos Santos. Isaías de Castro. Ciro de Souza. Aloísio Barreto da Silva. Vai daí que muitos dos alunos que passaram pelo Colégio Batista Fluminense estariam hoje na obscuridade. Erodice Gonçalves Ribeiro. Edinézer Faria. Ao lerem estas páginas. Ebenézer Soares Ferreira. Allen de Almeida. Argênio Eugênio Gonçalves. Osvaldo Gomes Barreto. Octaciano Lourenço Gomes. Jadir Félix. Ari Barbosa Martins. João Portes. João A n t ô n i o Amorim. Renato Zambrotti. ali esteve estudando uma neta do Sr. Geraldo Gomes. João José Soares Filho. citamos os nomes de pastores que estudaram no Colégio Batista de Campos. Joadir Pires. Jorge Francisco Dias. Lélio Barros. Roberto Oliveira. tempos depois. Saulo Luiz. tanto para o ministério. visitando igrejas. Ebenézer Soares Ferreira. Jurandir Gonçalves Rocha. Eliézer Batista Araújo. Eli Xavier de Pina. Ismail de Oliveira Rodrigues. procurava despertar jovens vocacionados. Aurecil Santos.

Porto). Zarro (Waldcmar Zarro). durante os anos de estudo. Na gestão do Dr. Contribuição do Colégio Para o Preparo de Futuras Esposas de Pastores Muitas alunas do Colégio Batista Fluminense tornaram-se esposas de pastores. Creuza Rangel de Souza (William de Souza). Para evitar repetição das palavras "casada" e "pastor". César. Ruth Manhães Alves (Eimaldo Alves). César.M. íris de Souza Araújo (Eliézer Araújo). Clélia Contage Pinto (Dálson T. 118 . Loyde R. Pinto). Barreto). Maria da Penha P. Clcos M. Na gestão do Dr. Flor-de-Liz Gomes (Otaciano Gomes). Enilar Tinoco Botelho (adventista).. que estudou em nosso colégio. daremos entre parêntesis o nome do esposo de cada irmã. César. Na gestão do Pr. Míriam Mafra (Paulo Mafra). Pearl-White Boechat (Clério Boechat). Lígia de Souza Mota (Waldomiro Mota). Elda Gomes Zambrotti (Renato Zambrotti). Esmeralda Camargo (Nery Camargo). Ruth Faria Rosa (Antônio Rosa). Maria Antônia Nascimento Dias (Jorge Francisco Dias). Eth Sarlo Dutra (Gélson Dutra). Denir Luz Fonseca (Samuel Leite Fonseca). Eponina Peçanha (Benedito Peçanha). Irene de Souza Domingues (Hilarino Domingues). César (presbiterianos). Neusa Vieira de Castro (Isaías de Castro). na vida espiritual de cada uma delas. em 1914. Éber M. Barreto. Solita R. Célia Reis Soares (Osmar Soares). Irene Porto (Antônio F. Borges da Luz (Jonas Borges da Luz). Elma Gomes Barreto (Joélcio R. Christie. Queiroz (Evódio Queiroz). Não poderemos dizer o ano exato em que todas estudaram. Ana Maria Paes Louzada (Adiei Louzada). Dilma Araújo Oliveira (Jorge Oliveira). Idalina Evangelista (Edgar Evangelista). estudaram as seguintes irmãs: Dorcas Pinheiro (Israel Pinheiro). Mas de muitas podemos citar a época. Assim é que podemos começar com a irmã Talita Portela. Eunice Silveira Monteiro (Benjamim Monteiro). esposa do pastor Alberto Portela. Dejanira Barbosa (Achilles Barbosa). Lourdes Santos Soares (Osvaldo Soares Santos). Lecy Barros Silva (Waltir Pereira da Silva). Bratcher e do Pr. Telma Fiaux Rodrigues (Ismail Oliveira Rodrigues). Clcbem M. Aída Gouveia Bastos (Francisco Cerqueira Bastos). Geni Soares Amorim (João Antônio Amorim). Odete Lessa (Hélcio da Silva Lessa). Barreto (João Barreto da Silva). Elza Lessa Oliveira (Ageu Pinto de Oliveira). Anita Soares Bertrand (Haroldo Bertrand). Hilda Francisco (Eduardo Francisco Filho). Abigail Faria Moreira (Jessé Moreira). Nalva Gonçalves Rocha (Jurandir Rocha). Ribeiro). Irene Guimarães (Augusto Soares Guimarães). A. Leny Azevedo Gonçaves (Aylpton de Jesus Gonçalves). estudaram as seguintes irmãs: Stela Borges Araújo (Alberto Araújo). Grande foi a influência recebida ali. Ana-Held Gouveia Gonçalves (Argênio Conçalves). Janete Barreto (Osvaldo Barreto). Nair Portes (Antônio Portes). Jandira Fortes Lamóglia (Álvaro Lamóglia). pelo menos. Esther Ferreira Purens (Teófilo Purens). Marques (Altino Marques). Eth F. Anterina de Souza (Sebastião de Souza). Nilce Macedo Ribeiro (Erodice G. estudaram as seguintes irmãs: Florentina R.B. Nessy Pimentel Mendes (Estêvão Mendes).Christie. Alfredo Reis. Egmar Fernandes Santos (José Júnior). Jonila Crispim Pereira (Alceir Faria Pereira). na gestão do Dr. Edna Macharet (Ari Macharet). Leiva Soares Silva (Gil Silva).

Lopes (José Lopes). à sua sombra viveu oito anos. aqueles dias que me prepararam para os dias de hoje. pastor presbiteriano). Jacy Carvalho Souza (Washington Antenor de Souza). Marta Jales Menezes (Gelson Lopes de Menezes). de dias idos e vividos. que. O edifício foi inaugurado com a presença do Governador Celso Peçanha. Pires (Isidoro Pires). A melhor resposta foi dada. Mary Lúcia F. Telma Farizel da Silva (Gumercindo Cesário da Silva). que se casaram com pastores batistas. Cely Lontra Faria (Gentil de Castro Faria). podemos apresentar nomes de outras irmãs que foram alunas do Colégio Batista Fluminense e que casaram com pastores de outras denominações: Olívia Cordeiro (Francisco Cordeiro. Mas a grande obra deixada pelo pastor Barreto foi a construção do edifício de quatro pavimentos com frente para a Rua Dr. Na sua gestão foi criado o curso ginasial noturno. enaltecendo a obra da entidade. Maria Dalva Bastos Fraga (Teobaldo Fraga)." Élcia Barreto Soares (Ebenézer Soares Ferreira). um esplêndido prédio onde se abrigarão as gerações porvindouras. declarou: "Não sei se poderei vos falar nesse momento quando ele é todo emoção para mim porque revive fatos de minha vida. O colégio foi pioneiro na criação do curso noturno em todo o norte fluminense. Houve uma professora do Liceu de Humanidades de Campos. a primeira aluna colocada foi do curso noturno do Colégio Batista Fluminense. que escreveu vários artigos. como era mais conhecido em Campos. pois no concurso para ingresso ao magistério do estado. Tudo farei por dizer da imensa alegria que o Governador do Estado tem em pisar 119 . Maria Madalena Portes (João Portes). e. pastor presbiteriano). Depois. Etelvina Borges (Durval Borges).Laudelina Neves (Filenilo Vicente Neves). ex-aluno da casa. Maria Madalena N. Luciana Mancebo Manhães (Benedito Manhães). há também a considerar que o ex-aluno desta casa. Maria Amália de Souza (Samuel de Souza). Heloísa Helena Pimentel (Belardim Pimentel). pastor congregacional). Foi muito criticado quando criou o curso normal noturno. Judith Soares (João Soares Filho). vieram a Escola Técnica de Comércio e o Curso Normal. o científico. É. combatendo o Colégio Batista Fluminense porque criara o referido curso. que. Marília Rangel (Hélio Rangel). Olinda Borges Santos (Teodoro dos Santos. O Progresso do Colégio O professor João Barreto.da Silva (José Silva). realmente. Dulce Barcelos Martins (Ary Barbosa Martins. mais tarde. Maria da Conceição C. (Saulo Luiz). Alberto Torres. E a par desses acontecia mentos que são revividos. aqueles que alicerçaram toda a minha vida espiritual. casa tão querida e amiga. volta hoje aqui para inaugurar um magnífico. após quatro anos de existência do curso normal noturno.F. Além destas. Maria José G. uma obra imponente e que custou muito sacrifício. diurno e noturno. outro colégio na cidade. Luiz. conseguiu dotar o colégio de recursos tais que o tornaram um dos maiores e melhores do norte fluminense.

E já um grande pensador afirmava que a amizade que se conquista entre os 15 e 16 anos é a que mais fica. conferências. O ginásio ficou conhecido como o "Batistão". assumiu a direção do colégio o Pr. Construiu o prédio de aulas do Seminário Teológico Batista Fluminense. e ficassem presos a mim. paisagens que não se perderam. Samuel de Souza. Há como se fora uma visão caleidoscópica a desfilar quadros. se vivem à distância do tempo. os pastores Raphael Zambrotti e Fidélis Morales Bentancôr não puderam realizar obra de vulto. O Pr. 120 . quando ali se realizou a Assembléia da Convenção Batista Brasileira. para o que fora convidado pela Junta Administrativa daquela instituição de ensino teológico. ela ficou em mim para viver nos meus sentimentos para que os ensinamentos que eu aqui recebi constituíssem base de minha formação moral e política para que eles estruturassem toda a minha carreira. Durante sua gestão no Colégio Batista. perduram para se fixar no coração. Pr. Sim. a sala dos professores e o gabinete do diretor. Construiu o ginásio coberto que serve para atividades de educação física e para a realização de assembléias. na cidade do Rio de Janeiro. E depois que eu saí desta casa. em reviver aqueles dias tão agradáveis dc sua vida. em 1971. a tesouraria.este solo e reencontrar esta boa gente. que ocorreu no dia 24 de agosto de 1964. onde estão localizados a secretaria. Substituindo o Pr. que falecera em acidente automobilístico no dia 09 de julho de 1963. Barreto. Foi substituído pelo Pr. por quatro dias. 2. Dedicaram-se. até a posse do Pr. O então presidente da Junta de Educação. em Campos. que permaneceu até dezembro daquele ano. quando renunciou ao cargo. não há passagem. Não há período. à sua tarefa. a direção. que dirigiu o colégio daquela data até meados de agosto do ano seguinte."' 8 ' Sétimo Período O sétimo período do Colégio Batista Fluminense vai de julho de 1963 a dezembro de 1984. no sentimento. apresentando esse prédio base para construção de outros pavimentos. realizou. as seguintes obras: 1. Equipou a parte térrea do novo edifício do colégio. porém. Fidélis Morales Bentancôr. uma casa que ficou no meu coração. como se entranhados estivessem no meu ser e pronunciando toda a minha projeção política através dos ensinamentos que eu aqui colhi. Ebenézer Soares Ferreira dirigiu o Colégio Batista Fluminense durante vinte anos e quatro meses. 3. que. Ebenézer Soares Ferreira. entre outras. convenções e reuniões de massa. não há dia sequer que eu possa esquecer do Colégio Batista Fluminense. Em virtude do pouco tempo que passaram na direção da instituição. deixando-o para ocupar o cargo de Reitor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. assumiu. é a que mais perdura. Raphael Zambrotti. dando o melhor de si no curto período de sua direção. o gabinete da orientadora educacional.

aceitaram a Cristo como Salvador. Implantou o curso de Educação Física. 261. É com grande honra que citamos. Licínio dos Reis (Latim). Benjamim L. 10. Maria Francisca Sias. nesta página. em Niterói. Antônio Charles (Português). Leontina Berenger Viana (Matemática). crendo que devia se entregar mais ao ministério pastoral.A. função que vem ocupando desde o segundo semestre de 1985. Tem desenvolvido uma grande obra. o Pr. Wadith Gazen (Francês). Ebenézer Soares Ferreira. Ferreira da Silva e Loyd Barreto da Silva. estufa e outros aparelhos necessários ao funcionamento de um laboratório. Judith Gomes Brasileiro (Francês).4. Dois ilustres funcionários não podem ser esquecidos. Casa do Estudante Batista Uma das grandes realizações da Junta de Educação foi a inauguração da Casa do Estudante Batista. nomes de alguns dos grandes professores do Colégio Batista Fluminense. 5. 8.César (Português e Geografia). Muitos alunos. de quase três alqueires. Trabalharam por mais de 30 anos: Aristóbolo C. para futuras instalações de um acampamento. José Luiz Glória (Português). em Morro do Coco. investindo boa quantia em 11 microscópios. Adquiriu uma casa na Rua Gil de Góis. principalmente internos. Na gestão do Pr. Criou o chamado quarto ano normal. Tanto assim que. Manoel Gonçalves (Matemática). Alguns deles se converteram. A distribuição de Bíblias era uma constante entre alunos. Célia Drumond (Geografia). Construiu e equipou um "play-ground". Joadélio Codeço (Matemática). que era então o tesoureiro. Equipou a biblioteca e a secretaria com dezenas de arquivos e estantes de aço. 9. D. A n t ô n i o Nunes (Português). Equipou o laboratório para a criação do Curso Técnico em Laboratório. e que é. que só ficou um semestre na direção do mesmo. à Rua Andrade Neves. Joélcio R. em certo ano. professores e funcionários. n? 262. O colégio cresce a cada ano. Após ter ficado vinte anos e quatro meses na direção do Colégio Batista. demonstrando assim seu tirocínio. O diretor da Casa do Estudante Batista foi o Pastor Paulo Sias que. a sede da "república" que hospeda moças que estudam no Seminário Teológico Batista Fluminense. hoje. Ebenézer Soares Ferreira foi sucedido pelo Pr. foi eleito diretor da instituição. com as disciplinas que cada um ministrava: J.Ulisses de Moraes (Português). que fora sede da Sociedade Patrimonial de Campos. 7. Celita Barcelos Rosa (Curso de Admissão). para atender às crianças. em Campos. O Pr. Elvira César (Matemática). 6. Alceir Faria Pereira. Isso se deu no dia 4 de agosto de 1962. Evangelina Guedes (Ciências). juntamente com sua devotada esposa. foram entregues no colégio mais de mil Bíblias. ouvindo o evangelho e recebendo a influência do colégio. se entregaram à obra 121 . Adquiriu um sítio. pode-se salientar o interesse direcionado para a evangelização de professores e funcionários não crentes. Barreto.

a Igreja Batista de Canudos. realizada em Macaé. que. Leonel Eyer. aquele. considerando.L. Cândido Ignácio da Silva. então. Como essas duas igrejas progredissem. Antônio da Costa Resende e Francisco Branco. solicitando que a Associação as aceitasse na comunhão da Missão Campista. pelo presidente da Associação. atuava no Estado do Rio. Ambas situadas no município de Macaé foram organizadas pelo evangelista Antônio Corindiba de Carvalho que. o seguinte parecer: "Considerando que estas igrejas. considerando que os resultados dessa revolta ainda perduram no espírito dessa missão. com 53 membros. foi votado. uma comissão para estudar a solicitação e dar parecer sobre o assunto. assumindo o pastorado de ambas o pastor Antônio Ribeiro Fernandes. A.dc ajudar estudantes que vinham do interior para estudar em Niterói e no Rio de Janeiro. finalmente. e a Igreja Batista de Imburo. e. recomenda esta comissão que a Associação aconselhe aquelas igrejas a se dissolverem e se organizarem numa igreja com os antigos membros da Missão. para que essa igreja."' 1 ' As igrejas em questão acataram esse parecer e. em assembléia da Associação Batista Fluminense. em 1916.B. com 69 membros. com 82 membros. Achou a Junta de Educação que era prudente suspender as atividades daquela entidade. apresentaram-se os irmãos Antônio Ribeiro Fernandes e Desidério Francisco de Souza. Manoel de Brito. respectivamente.Dunstan. INTEGRAÇÃO DE IGREJAS DISSIDENTES Nos dias 08 de dezembro de 1909 e 24 de outubro de 1910. da igreja independente de Canudos e este. em 24 de outubro de 1916. opunha-se ã orientação do missionário A. Foi nomeada. 122 . que tal ato poderia vir a facilitar novas dissidências no futuro. unanimimente. em 16 de julho de 1916. Um vez feito isto. viria provocar descontentamento no campo. se dissolveram para serem reorganizadas. apesar de serem batistas. Depois de prestar grandes serviços cooperativos com a obra de educação. em conformidade com o mesmo. na época. era reorganizada a Igreja Batista de Canudos. era reorganizada a Igreja Batista de Imburo. e seus membros e pastor demonstrassem espírito de ordem e harmonia. aceite todos os membros que foram batizados durante o tempo da separação. a Casa do Estudante Batista teve seu trabalho descontinuado. da igreja independente de Imburo. A comissão se compunha dos seguintes irmãos: Dr. que será organizada com a presença de um conselho de outras igrejas. dissidente. durante alguns anos. considerando que a aceitação ou reconhecimento dessas igrejas como se acham. com oito membros.Christie. para o que estavam eles devidamente credenciadas. Assim. Apresentado à Associação Batista Fluminense. são o fruto de desinteligências e revoltas. foram organizadas. esses mesmos membros poderão tomar demissórias e organizar a igreja em Imburo e em outros lugares. O Pastor Paulo e sua esposa haviam sido missionários da Junta de Missões Nacionais.

Entre essas pessoas. Com a amizade cultivada entre ele e o Pr. Clério Boechat. Esse era um dos sinais de que os crentes não tinham a simpatia do povo. ocasionando ferimentos em muitos. em seu nome. que pastoreava a Primeira Igreja Batista de Niterói. colocando em pânico os que ali estavam reunidos. entretanto. algum tempo depois. Que a Junta Estadual forme uma caixa de construção. Desfaz inimizades. Pedras foram atiradas contra as pessoas e contra o telhado. ainda. recebendo ofertas das igrejas e de irmãos e amigos para o referido fim. estava o Padre Batalha que. praticamente até hoje. pôde pregar em Maricá. estando a ela ligado. aos poucos. Os crentes estavam reunidos. O evangelho é assim. com o objetivo de trazê-las à igreja. foi a sofrida pela igreja. Quebranta corações. a Junta Estadual de nosso campo começou a pensar em como conjuraria tal situação". Que a Junta Estadual se constitua em pessoa jurídica para poder adquirir propriedades. em condições de receber. O povo usava de várias maneiras para mover perseguições contra os crentes. porém. Muda hostilidade em amizades.PERSEGUIÇÕES EM MARICA Organizada em 19 de novembro de 1916. a Igreja Batista de Maricá foi alvo de muitas perseguições. principalmente durante a segunda década do século. (I) A saída proposta era a seguinte: A Junta Estadual se tornaria pessoa jurídica e. Boechat preocupou-sc. Isso mostra o fato de ter sido o Pr. também. 123 . Os pontos principais ressaltados no Parecer foram os seguintes: 1. estaria. 2. pelos perseguidores. A maior das perseguições. Retornou. Clério chamado para socorrer o padre. no domingo seguinte. Pastoreou-a por vários anos. em granjear amizades entre as pessoas não crentes. Faltava o principal — os meios para as igrejas conseguirem as propriedades. a atitude de hostilidade contra os crentes foi diminuindo e a intolerância foi acabando. Mas só isso não daria solução ao problema. portanto estandarte. Clério Boechat. Uma delas eram grandes prejuízos causados por lascas de madeira que eram lançadas ao telhado do templo. a igreja passou a ser pastoreada pelo Pr. Manoel Avelino de Souza. promovendo verdadeira e total destruição. as propriedades que as igrejas iam. com quarenta membros. assim. em Macaé. Naquela ocasião. perante as leis do país. em janeiro de 1918. a dirigi-la. adquirindo. Procurou ele as autoridades e. Esse assunto foi tratado na assembléia convencional. foi um dos que moviam perseguições aos crentes de Maricá. era pastor da igreja o Dr. a fim de atender a outras atividades. muito pobres e que "funcionavam em acanhadas e modestas habitações. quebrando telhas e causando outros danos. Em 19 de dezembro de 1943. SOCIEDADE PATRIMONIAL BATISTA Procurando atender às necessidades das igrejas de então. em certa época. tendo se desligado do seu pastorado por um pouco de tempo. O Pr. quando este se achava mal. quando invadiu o templo um grupo de carnavalescos. com as garantias oferecidas pelas autoridades locais. realizada em 1916.

Enedina Borges de Lima. João da Mata Xavier. José Nigro. decidiu-se criar a Sociedade Patrimonial Batista. Joaquim Coelho dos Santos. Os assuntos sobre as igrejas se tornarem pessoas jurídicas e sobre a criação de um órgão para ajudá-las nas transações comerciais não ficaram resolvidos na assembléia convencional de 1916. Sua sede definitiva e foro foram sempre na cidade de Campos. tornando-se pessoa jurídica e resolvendo a criação da dita caixa. Sobre o estatuto e os associados. Manuel Furtado de Melo. que proporcione todas as garantias a si mesma e às igrejas. João Malafaia. de acordo com o fundo. José Nigro. mediante juros. Manoel Marques de Souza Brito. Que todo o dinheiro arrecadado para o fundo de construção seja depositado em banco de confiança de Junta. formule um regulamento interno. Emerenciano Nunes Machado. André de Souza Araújo. Bertolino Gomes dos Santos. Amâncio José Sodré. Os sócios instaladores foram: A.B. Crisantino Pires. empreste às igrejas que desejarem construir. A mesa foi composta pelo Dr. Assim pensando-se. já os batistas fluminenses tinham a sua agência imobiliária. na casa de cultos da Igreja Batista de Duas Barras. em 1917. José Abraão do Nascimento. pela 'Assembléia Geral'. no município que dá nome à referida igreja. Filadelfo Cunha e José da Silva Lóta. aprovado pela Associação Batista Fluminense. Sebastião Almeida. John Mein. Alberto Ribeiro Fernandes. Josino João da Cunha. sita na 'Fazenda de São João'. (2) Inestimável é o serviço que esta entidade patrimonial tem prestado ás igrejas. Otávio Lopes da Cunha. Seu primeiro estatuto foi elaborado pelo Pastor Dr. Somente na assembléia seguinte. é que o ideal se concretizou. José Nigro. realizada em Duas Barras. Antônio Morales Bentancôr. Domingos José Barreto. A Sociedade Patrimonial Batista foi constituída em 'pessoa jurídica' neste ano e começou a angariar fundos para fazer empréstimos às igrejas. Manoel Ferreira Lima. O sistema 124 . Vítor José Pinheiro. em sessão de instalação. Francisco Ferreira Gomes. Cesário Teófilo Maria. Benedito Firmo. João Gonçalves da Silva. Francisco J. Domingos Francisco dos Santos.3.Lessa: "Os estatutos foram aprovados em sua íntegra. Honório Carlos de Oliveira. realizada em 7 de abril. Jesuíno Vieira. Que. Elias Portes Filho.F. Lino Manoel Jacinto. e quantia que julgar necessária. 4. Leonel Eyer. secretário. Cândido Ignácio da Silva. Achou-se ser de bom alvitre organizar-se uma entidade patrimonial e não transformar a Junta Estadual em pessoa jurídica para atender às necessidades das igrejas. Pereira. presidente e Alberto Vaz Lessa. Manoel Suzano de Siqueira. Alberto Vaz Lessa. Joaquim Fernandes Lessa. Alfredo Reis. 5. Que a Junta.Christie. no Estado do Rio de Janeiro. Evaristo Santos de Abreu. Custódio Cardoso. a posição das igrejas melhorou consideravelmente com respeito à aquisição de propriedades para o ensino religioso". quando a caixa tiver um fundo regular. escreveu J. Joaquim Rosa. Virgílio Antônio de Faria. Benedito Borges Botelho. Antônio Neves de Mesquita acentuou: "Mesmo antes de existir a Junta Patrimonial do Sul do Brasil. Antônio Ribeiro Fernandes. Com esta organização.

Dinorá Lessa. Foi desta forma que se tornou possível erigir um número tão grande de templos no estado. "Este foi um grande trabalho de Mrs. Também os trabalhos das moças e das crianças. Elisabeth Messias. Desde 1908. ou D. Christie. havia somente onze igrejas batistas no estado. em geral. de um pequeno grupo a uma grande convenção. porém. Enedina Lima. Ebenézer Soares Ferreira. Ora estava ela ao lado do esposo. em suas NOTAS. se sobressaíram as senhoras: Deocleciana Ferreira. Christie não media esforços para estimular as irmãs a se tornarem cada dia mais zelosas. Fidélis Morales Bentancôr. Artie Bratcher. Ela viu o trabalho das senhoras crescer. Alice Reis. Julieta Sales. À Rua Gil de Góis. João Barreto da Silva. "Quase nada existia antes de Mrs. No afã de ver."' 3 ' Foram presidentes desta instituição os seguintes pastores: José Nigro. assim declarava: 'A União de Senhoras foi sempre um dos mais eficientes elementos do trabalho da Missão Campista'. em cada igreja batista.. Carlota Silva Ramos. na realização de institutos. em quase sua totalidade. uma Sociedade de Senhoras bem organizada. que não podem passar seus bens para seu próprio nome. Nem todas tinham o trabalho das senhoras estruturado. Firmina Seixas. A Sociedade patrimonial Batista é presidida pelo Pastor Alceir Faria Pereira. Christie no Estado do Rio. Mrs. Hoje. Mrs. " O trabalho das senhoras foi sempre uma bênção para a obra do Senhor no Estado do Rio. em cada igreja. Com ela. Quando Mrs. Genoveva Voorheis. Alice Rosa. ela começou a cooperar com o esposo no trabalho das senhoras. Adozina Borges. em virtude de as igrejas. n. que a utiliza para alojamento das moças que estudam no Seminário Teológico Batista Fluminense. 1991. Essa entidade. Por causa de algumas igrejas bem pequenas. Eva de Souza. O Dr. ora realizava ela viagens evangelísticas. Anna Christie.a 261. está fadada a extingúir-se. Chistie. Ao chegar ao campo. já terem personalidade jurídica. D. Era ele um dos impulsionadores do trabalho evangelístico.ANNA CHRISTIE — O TRABALHO COM AS SENHORAS E COM O COLÉGIO BATISTA FLUMINENSE Desde 1908. Cora Barros. Esta foi vendida ao Colégio Batista Fluminense.. desempenhou profícuo trabalho no campo fluminense. do interior. cia se entregou de corpo e alma a essa obra. é que esta sociedade ainda existe. eram alvo de sua cogitação. ora ajudava no doutrinamento das senhoras. Esse seu ideal foi consubstanciado. Albertina Oliveira. Elizabeth Kennedy. Cleonides Maia e outras."'1» 125 . passou a se interessar por essa obra e pela criação de uma organização que pudesse reunir todas as senhoras. Christie chegou ao Estado do Rio. Izabel Avelar. A única propriedade que a Sociedade Patrimonial Batista possuía era uma casa em Campos. Virgílio Faria.adotado era o mesmo que se adota nas organizações do norte e do sul. como era também chamada. Florentina Barreto. nas igrejas. Talita Portela. Christie.

Que houvesse cooperação financeira no desenvolvimento da Socie126 . quando retornavam de suas ferias. Em 1919. em sua terra natal. que trabalhou no campo fluminense de 1924 a 1928. Neles enfocava o grande valor das escolas dominicais. Mrs. nos anos 1917 e 1918. Os planos delineados foram assim sintetizados: "1. 2. Mrs. especialmente nos institutos. Que as igrejas pagassem o ordenado do secretário-correspondente. Christie foi o braço forte do missionário Christie na administração do Colégio Batista Fluminense. Para alcançar o seu propósito. foram de grande valia para o trabalho batista no estado. Foi grande a lacuna aberta com essa perda. Lessa escreve: "Faz-se gosto ver-se e assistir-se a uma dessas reuniões. está o estabelecimento de escolas dominicais nas igrejas. no período de férias. o campo batista fluminense precisou passar por uma reorganização e adaptação no seu trabalho denomínacional. cresceu bem o número de uniões. O Pr. Jackson. em 12 de novembro de 1928. Esse artigos surtiram grande efeito. pereceram no naufrágio do navio Vestris. Jackson.Além de se dedicar à obra com as senhoras. foi criada a Junta de Escolas Dominicais e Mocidade. Niterói e Murundu. a começar de 1918. Com a criação da Junta. As ênfases estavam colocadas nos princípios seguintes: autonomia das igrejas. Ela foi elemento preponderante no crescimento do trabalho do Senhor. para dar à J unta Estadual maior oportunidade de abrir novos trabalhos. sua esposa. Ela era a diretora do internato feminino. Trabalhou por 39 anos no campo fluminense. Ernest A. um dos mais ativos missionários que militaram no Estado do Rio. CAMPANHA PARA REORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Tendo como desafio o crescimento e o progresso do trabalho. foi escolhido o missionário John Mcin. quando. Em 1920. As alunas tinham nela uma mãe. Christie foi uma grande heroína. Para dinamizar esse movimento. Grande foi a tristeza do povo que com ele conviveu. O PROGRESSO DAS ESCOLAS DOMINICAIS Entre os grandes movimentos que sacudiram os batistas. sustento próprio e cooperação. Carey. D. Janet. Foi grande cooperador na causa de Cristo. enfatizavam nas igrejas a necessidade de treinamento de professores para as escolas dominicais. Sentia-se que esses três princípios deveriam ser sempre e fortemente sublinhados a fim de que o campo experimentasse um crescimento maior. na edificação das igrejas. Esses. só existiam três igrejas com União de Mocidade: Campos. aliados à realização de institutos que. que "apresentou bons resultados". Pr. de 14 anos. e seu filho." As uniões de mocidade e as escolas dominicais no Estado do Rio de Janeiro receberam grande contribuição do dedicado missionário norte-amercano. E uma verdadeira escola de treinamento. Mein se lançou a escrever bem elaborados artigos publicados em o O Escudeiro Batista.

6. para conhecer e entrevistar D. mais conhecida como D. especialmente na educação ministerial e na organização de escolas anexas. os dois 127 . ela emigrou. veio uma multidão que. Mas eles estavam muito enfurecidos. que o segurava fortemente. para Cachoeiro do Itapemirim. Salomão quis ir atrás do subdelegado para ajudá-lo. 4. 5. já perto da porta. assolava o Ceará. sei que a senhora é membro da Igreja Batista de Barra do Itabapoana. Ela dizia: " O senhor não sai porque eles não querem nada com o papai. Um culto foi marcado para a casa do subdelegado. Ebenézer — Irmã Celina. no Estado do Espírito Santo. em 1906. Celina V. quatro institutos durante o ano. no município de São João da Barra. Eu me batizei algum tempo depois. O pregador era o missionário Salomão Ginsburg. Mocinha — O meu marido se batizou em 1910. Assim. para o desenvolvimento de escolas dominicais. para Barra do Itabapoana. O subdelegado saiu e pedia ao povo compreensão e que se dispersassem. completou 100 anos de existência.Lustosa. No ano de 1918. quando ela foi organizada. Porém. Salomão se esforçava ainda mais. Eles querem é o senhor". Salomão começou a lutar para se livrar dos braços da moça. seu estado natal." ASSISTIU À PERSEGUIÇÃO AO MISSIONÁRIO SALOMÃO GINSBURG EM 1918 1984 — CENTENÁRIO DE D. fui à Vila de Barra do Itabapoana. era crente. Cesário Nunes. Em virtude da seca que. uma necessidade para segurança das propriedades das igrejas. 7. na divisa com o Estado do Espírito Santo. Que houvesse maior cooperação na educação. estudar melhor a Bíblia.dade Patrimonial. no Espírito Santo e. no Estado do Rio de Janeiro. Que houvesse. Mocinha. houve uma grande perseguição aos primeiros crentes daqui. Naquele ano do seu centenário. Transcrevo aqui aquela proveitosa entrevista: Pr. pelo menos. Que não se esquecessem da convenção nacional e suas necessidades. aos gritos. Foi uma cena muito triste. Quando os crentes estavam cantando. Que todos se informassem das resoluções tornadas na Associação de 1917 e se preparassem para a de 1918. desde 1916. Mocinha. juntamente com seu pai. cuja palestra se mostrou muito agradável. a fim de levantar o dinheiro necessário. Que fosse construído um prédio para o hospital. na Igreja Batista de Rio Novo. antes. exigia: "Bota fora esse careca que nós queremos matá-lo". para o qual a diretoria já tinha um p|ano delineado. cujo filho. pois queria. dali. MOCINHA Em 1984. D. Francisco Nunes. 3. Pode contar alguma coisa sobre o trabalho batista nestas paragens? D. a filha do subdelegado o segurou.

telhado. Joaquim Neves. Mocinha — Essa perseguição de 1918 foi muito dura. o Diário da Manhã.lutavam. preocupações. passou entre nossas cabeças. está narrando com pormenores. ela. Oh! quão maravilhoso é o poder de Deus! Ele sabe muito bem como proteger os seus. (a) Salomão Ginsburg. Autoridades sem forças para garantir. um de nós teria fatalmente morrido. Salomão Ginsburg narrou no seu livro Um Judeu Errante no Brasil. Refugiado casa subdelegado.. Pr. em manter a porta fechada. a pelejar para abrí-la. ouviram-se vários tiros. Ebenézer — A irmã se lembra de outros fatos ocorridos aqui? D. destruindo portas. na porta. eu. Ebenézer — A irmã sabe que já li esse fato também no livro do historiador João Oscar? Referindo-se a Salomão Ginsburg. Pr. Mocinha — O que estou narrando. recebeu ontem de Barra do Itabapoana o seguinte telegrama: 'Grupo fanático insulta. missionário americano. como se deprende da leitura dessa notícia publicada num jornal sanjoanense. Nesse momento. Salomão 128 . "o Sr. O nosso ativo delegado policial. Uma das balas passou entre a cabeça do missionário e a da moça. escapando ser assasinado devido heroísmo subdelegado e família.' "Prontamente". que viu. aliás. Pode narrá-las. À tarde. ontem grupo fanático atacou casa. Eu me converti por causa de uma perseguição. diz a notícia. interrompe minha missão. D. Sr.' (2) D. com a parte superior de venezianas. de 15 de fevereiro de 1918: Barra do Itabapoana. Pr. Viesse um pouco mais à direita ou à esquerda. uma bala. Ebenézer— Salomão narra isso mesmo. Era um troféu . Enquanto nos esforçávamos. mas houve outras bem terríveis. copio do livro o final da narração de Salomão Ginsburg: ' 'A porta era do sistema antigo. Ele só não diz as datas nem os nomes. Tarefa que lhe trouxe sérias dificuldades. pois aquilo era prova da providência de Deus. Minha vida em perigo. tomando as necessárias providências. o introdutor do Protestantismo no município de São João da Barra. Por um triz." (l) D. janelas. Mocinha — O senhor quer saber de outras perseguições? Pr. Agora. Ebenézer — Sim. Mas a senhora. também.. Peço providências urgentes. não atingia um dos dois. delegado Joaquim Neves enviou força policial para aquela localidade. e. ele diz: "Foi esse missionário. Ela se interpôs. Mocinha — A bala ficou encravada na parede e Salomão mandou tirá-la e engastá-la no seu relógio. atravessando a veneziana.

Uma senhora teve que dar à luz a seu filho na floresta. que foi pastor aqui. O meu hino predileto é o de número 407: "Ditoso o dia em que aceitei do meu Senhor a salvação. A perseguição era tão intensa que muitos crentes fugiram para o mato e aí construíram choças. que está com mais de 100 anos e mora no Rio. Mocinha — O Alfredo Gomes. E os perseguidores jogaram tijolos. Há também o irmão Manoel Caboclo Filho.". longe de toda a tristeza e dor. etc. Pr. cantamos um hino em recordação dele. foi a cavalo com a tala na mão e esporas nos pés. Mocinha — Sim. n? 257). não demorou muito tempo. Um dia.". Seu filho chamou-se Jovelino Gomes. filho da irmã Joana. que andava com uma espingarda. há mais alguém que ainda viva e que possa contar alguma dessas perseguições nessa região? D.. Um dia. Mas vou contar outras perseguições. se converteu. Alguns foram para Guriri. André Rosa. quebrando as telhas.. Foi Joaquim David. Soares. Ebenézer — A senhora tem mais alguma coisa a contar? D. Josélio. Eles esperavam um sinal para atirar quando o "bicho" aparecesse no culto. Os inimigos espalhavam que os crentes se reuniam com intenção de fazer macumba. Creio que a irmã Delfina Gomes. quando cantavam o hino: "Quem é que vai com Jesus estar lá no céu? Lá no céu? / Quem dessa graça vai desfrutar? Vais tu? Vou eu? / Quem vai provar esse santo amor. na igreja. vinham os inimigos e jogavam lenha no telhado. também. Veio nos dar o prazer de assistir ao culto. O delegado Gastão Fontão mandava os comissários proibir os crentes de irem aos cultos. ele declarou: " L á não vi 'bicho' nenhum. ia com capangas. um analfabeto. É o hino 314. os inimigos se reuniram e deram-lhe uma coca com bagaços de cana. Euza.". Pr. De hoje em diante. pedras. que é o membro da Igreja de Arraial do Cabo. quem trouxe o evangelho para Barra do Itabapoana. hoje?' O André Rosa. O André não viu "bicho" nenhum. que é membro da Igreja Batista de Amontado. um dos perseguidores. Até hoje. Depois de ouvir o hino. / Junto com Cristo seu Salvador? Vais tu? Vou e u ? " (Cantor Cristão. e quebraram muita coisa. A filha dela. As próprias autoridades apoiavam os perseguidores. o Pr. Nós gostávamos muito dele. Ebenézer — Irmã Mocinha. é a esposa do Pastor Emanoel Queiroz. vou seguir essa religião. à procura do irmão Alfredo Gomes. que começa assim: "Que consolação tem meu coração descansando no poder de Deus. eu me recordo muito do senhor seu pai. Amontado.tinha leito batismos no rio. O André. Ele era obrigado a moer para os perseguidores. Quando os crentes sc reuniam. Ele nasceu em 14 129 . cm 1926. Conclusão: Fui a Amontado... nasceu no mato. do Cantor Cristão. O crente que dirigia o culto lhe disse: "Entre amigo. etc.

.. com a conversão destes — André Rosa e Manoel Caetano. no Estado do Espírito Santo. em Campos. como diziam. o povo passou a respeitar o evangelho porque. no mês de julho de 1984. que se batizou na mesma época que cia. disse ela. ainda. Agora. Mocinha. mas nós o aceitamos num mundo de dores". Mocinha recordou-se muito. Esta entrevista foi publicada originalmente em Revista de Estudos Bíblicos e Históricos. 130 .de outubro de 1899. Ele foi sempre um dos acompanhantes do Pastor Reno. O irmão Alfredo confirmou tudo o que foi dito pela irmã D. Em 1981. aceitam o evangelho num mundo de flores. também. Foi batizado pelo Pastor Fernando Druminond. Em sua entrevista. "Era muito bom moço". que se converteu também o perseguidor Manoel Eduardo Caetano. nos céus. Lustosa já recebeu sua coroa de glória. A irmã Celina V. do jovem Almir dos Santos Gonçalves. o Dr. cujo editor da mesma é o autor dessa obra. Acrescentou.'. 2. hoje. n. dizia a irmã Mocinha aos jovens: "Vocês. Com muita razão. "eles têm agora dois valentes. Almir Gonçalves foi receber o galardão dos fiéis. D. por sua vida de testemunho cristão aqui na terra. quando estava com 18 anos de idade. depois de combater o bom combate e acabar a carreira.

E DE DEPRESSÃO FINANCEIRA. Após longa viagem a cavalo. missionário americano. na região em que trabalhava — Bananeiras. visitando igrejas. chegaram à vila. então fazer essas viagens há 100 anos passados! Para que se possa aquilatar a coragem daqueles bravos missionários de então.Capítulo VIII PERÍODO DE PROGRESSO FINANCEIRO. sequiosa para ouvir o evangelho. que atuou por cinco anos no Estado do Rio. Que dirá. para ver e ouvir o missionário norte-americano. conhecido por pastor Candinho. NO PRINCÍPIO. iniciando logo grandes atividades evangelísticas. COMO REFLEXO DAS CONDIÇÕES MUNDIAIS (1919-1929) A CORAGEM DOS BRAVOS MISSIONÁRIOS Viajar pelo Estado do Rio de Janeiro. Mas para Bratcher. narramos aqui experiências vividas por L. NO FINAL. Certa feita. em seu livro Mules Tales from Inland Trails (Histórias de Mulas nas Picadas do Interior). Bratcher batizou-as num córrego e o fez com muita 131 . aquele homem alto e forte. Cabo Frio. de vez em quando. Silva Jardim. Acostumado que era àquelas viagens. O incidente se dá em Bananeiras. principalmente pelo interior. enviado ao Brasil pela Junta de Richmond. fazer o que planejara era para ele "café pequeno". Bratcher dirigia o Colégio Batista Fluminense (função que exerceu de 1919 a 1923) e fazia.M. Lavras. etc. há 70 ou 80 anos passados. seria "dose para elefante". foi o pastor Candinho quem planejou o roteiro da viagem. Essas experiências são narradas por ele mesmo. era mesmo um sacrifício para os missionários. aqui e ali. Foi na década de 20. o missionário.Bratcher. incursões evangelísticas pelo interior do estado. Algumas pessoas já estavam só aguardando o batismo. Resolveu ele viajar em companhia do incansável pastor Cândido Ignácio da Silva. como se diz popularmente. Era gente que marchara muitas léguas (E uma légua tem seis quilômetros!). O povo começa a descer as montanhas.

que era homem acostumado a dormir naquelas bandas! As pulgas não o respeitaram e parecia que tinham vindo com força total! As três horas da madrugada. É melhor irmos embora! — Mas como. pegaremos os animais e. dizia Bratcher. Ele. De repente. sem dar o braço a torcer. no dia anterior. mas Candinho não foi tão feliz quanto eu. a se mexer muito na cama. está acordado? — Como poderia eu dormir desse jeito? — respondeu Bratcher. até a hora de dormir. Candinho não agüentou mais. e nada mais. as estradas estavam cheias de água. disse o dono da casa. Pegaram as mulas e caíram na estrada. Era cansaço sobre cansaço. tendo o corpo tão cansado. Eram tão deliciosas. Nós sairemos pela janela. Chamou o missionário. também. Ele sofreu um acidente ocasionado por uma mulher que estava sentada no meio 132 . agora? — Sim. Comi sozinho as doze! Felizmente. Também. que até me esqueci de oferecer ao Candinho. Com certeza. O missionário não se queixara de coisa alguma. — Eu também ainda não pude dormir. Começou a rir baixinho. Foi o que fizeram. então. Tentou matar algumas pulgas. dormiria bem.alegria e emoção. que. " N ã o sofri nenhum acidente. que não sentiria a limitação da cama tão simples. pela manhã. cansado. À noite. porque tinha chovido durante quase todos aqueles dias. Depois de viajarem um pouco. sente que estão correndo pelo seu corpo dezenas de pulgas. enfrentando as pulgas. que era muito humilde. — Irmão Bratcher. me venda uma dúzia. — Quanto custa uma dúzia? — Dois vinténs. pensando na festa que as pulgas faziam no seu corpo. quando lhe ofereceram pão de mandioca e banana frita. Desde cedo se entregara à tarefa que lhe fora pedida: pregar e batizar. Pensou. Tarde vão para a cama. "Eu não era como Candinho. Estava exausto por ter pregado várias vezes e ter viajado. Só tiveram. não havia mais coisa alguma para comer naquele dia! Era só banana e nada mais!" Bratcher narra outro incidente inesquecível: "Durante os dez dias em que estávamos viajando nas várzeas. é-lhe servido o jantar — pão feito de mandioca e banana frita. então. Bratcher ficou esperando por alguma parada onde pudesse encontrar algo para comer. Seu estômago estava "roendo". diremos que precisamos sair mais cedo. não me fizeram mal. não dormira até àquela hora. Parecia que elas tinham escolhido aquela noite para uma grande folia! Bratcher tentou agüentar o quanto pôde. — Então. O seu coração se encheu de alegria. mexendo-se e remexendo-se na cama. quando chegaram a uma casinha onde perguntaram se havia algo para comer. Não queria dar motivo para que o pastor Candinho viesse a zombar dele. Bratcher percebeu que Candinho estava. uma xícara de café. se necessário". que podia comer um dia e passar outros dois dias sem comer. — Somente banana. "Jamais comi bananas tão gostosas em minha vida. Mas qual não seria seu desapontamento! Muito tempo após se deitar. também.

Outro missionário que passou. Recusava-se a sair do caminho para que pudéssemos passar. Ela parecia embriagada. ele tinha marcado uma viagem a Conceição de Macabu. Uma delas estava cheia de água misturada com sangue. e estaria em Friburgo. narraremos apenas três. tentou subir num barranco ao lado. Foi grande a sorte dele. Cairia e morreria. Certa feita. Passava de meia-noite quando cheguei em casa. Christie o dia em que o burro "Diácono" lhe arranjou " u m mau negócio": "Disseram que o irmão que estava comigo poderia voltar para casa. levando para o túmulo as marcas das quedas que tivera na obra do Mestre. Não deixava de ir a qualquer lugar onde houvesse tratado de ir. tropeçou e deu uma cambalhota. quando de suas visitas às igrejas do campo fluminense. Essas viagens eram árduas. Senti muita dor e quase desmaiei. foi o Pr. Bati-lhe. vendo o que causara. carinhosamente. para desviar-se dela. mas ele nem se moveu do lugar.B. a quem. A mulher embriagada. Embora sentindo muita dor. N ' 0 Escudeiro Batista. Christie partiu 133 . Ao fazer isso. Depois de alguns minutos. também. Eu passei sem problemas e pus-me a rir à toa. jogando Candinho ao chão. Dos vários incidentes por ele vividos nesse trabalho. Mas nem sempre o animal estava de bom humor. É que o animal em que viajava jogou tanto que fê-lo cair de cabeça para baixo. chamava dc "Diácono". Sua filha Margarida. Desci e cortei uma vara para bater no animal. mesmo quando algumas vezes as viagens eram árduas e difíceis. encontramos: "Este dedicado missionário. Bati novamente. em minha casa. foi vítima de um desastre que lhe ia custando a vida. o grande amigo do missionário Christie era o seu burro. na sua última viagem para a zona de Pádua. puxando da perna. pois a grama estava grande e macia. Amava o trabalho. e a minha capa de borracha quase de nada valia. por muitas peripécias. teria saído bem machucado. A. que cotou a minha pesada bota. que estava com um ano de idade." Um ou dois anos mais tarde. Minha esposa quase desmaiou e suplicou-me que não andasse mais no "Diácono".do caminho. Christie tinha. Narra o Dr. do nosso campo. E continuei na jornada. Se não fosse isso. A mula de Candinho."' 21 O Dr. Quando atingi o cume da montanha. que ia à frente. Christie. se espantou com a tal mulher e. começou a chover e o "Diácono" empacou. Mas eu as amava. estava bem doentinha. Até mesmo com muita chuva. E que eu tinha somente que percorrer a colina e descer do outro lado. e ele deu um coice tão forte no meu tornozelo. de agosto de 1914. montei no burro e esperei que resolvesse ir embora. resolveu sair do meio do caminho para que a minha mula passasse. Minha senhora estava-me esperando e ajudou-me a tirar as botas cheias de água. O vento era tanto que rasgava o meu guarda-chuva. o senso da responsabilidade da obra queIhe estava afeta. Candinho não seria feliz como das outras vezes. pelo que o nosso irmão ficou um tanto machucado' 11 ' Em suas viagens. também. ou tendo algum membro da família doente. Nada o fazia andar. por ter de deixar a filha assim naquele estado. Dr.Christie.

quando não eram as pregações. a Igreja Batista de Pádua inaugura. CONSTRUÇÃO DE TEMPIX)S MAIORES NA DÉCADA DE 20 No início do trabalho batista. reuniam-se em casas alugadas. também. para ser usado como sua sede. As preocupações o faziam sonhar assim. à falta de crescimento. no dia 17 de abril de 1921. na década de 20. Elias Portes Filho escreveu sobre uma igreja que se reuniu. um belo templo.. Manoel Avelino de Souza. Um ano depois. Desde quando saíra de sua casa. A finalidade desse Instituto era oferecer aos líderes das igrejas. acordou e verificou que estava sonhando. O trabalho do Senhor começa sempre assim: humilde e simples. o Instituto Batista Fluminense recebeu grande impulso. Em sua maioria. na mesma cama. que foram organizadas não tendo nem casa para se reunir. Enquanto Christie dormia. o seu templo. durante três meses. Assembléia da Convenção Batista Fluminense naquele ano. Christie. pôs-se a dormir. capazes de acomodar bem os seus membros e visitantes. até. na esperança de que fosse sua filhinha. então. O Pr. que mais se assemelhavam a salões para isso adaptados. os trabalhos costumavam terminar bem tarde. E.. O Dr. F.ra uma viagem bem longa. até que conseguiu um salão. Algumas vezes. Naquele tempo. Não pensava noutra coisa. o treinamento necessário para a sua atuação na igreja local. (1) INSTITUTO BATISTA FLUMINENSE Foi uma grande bênção para o progresso da obra do Senhor a instalação do Instituto Batista Fluminense. Após um ligeiro sono. Assim é que. Suas atividades eram realizadas nos períodos de férias e costumavam durar duas semanas. querendo beijá-las. as igrejas não tinham condições financeiras para erigir templos espaçosos. Havia igrejas. Durante a gestão do Pastor José Joaquim da Silveira. Christie. e sem acesso aos grandes centros. eram feitas duas ou três pregações durante a noite. a Igreja Batista de São Fidélis vê inaugurado o seu templo. pondo os pés para a cabeça do Dr.. Dessa forma. ei-lo agarrando as pernas do crioulo descalço. dedicado obreiro. Algumas vezes. em salões próprios ou pequenos templos. Mas não se conforma à ausência de progresso. houve um despertamento entre as igrejas do Estado do Rio de Janeiro. também. entrou no quarto um crioulo e deitou-se ao seu lado. H. que se entregou de corpo e alma à sua função dc secretário-executivo. no dia 3 de maio de 1923. impedidos de progredir pelo pouco conhecimento intelectual que possuíam. durante o pastorado do Pr. que recebeu a 17a. Naquele dia. Os professores recrutados pelo Pastor Silveira eram pastores com experiência 134 .para fazer o trabalho e cumprir a obra do Senhor. alcançando o ano letivo. muito simples. debaixo de árvores. eram as festas sociais que costumavam realizar. Depois de orar. O crioulo logo gritou: "Que é Dr. no dia 29 dc abril de 1922. no sentido de serem erguidos templos maiores e mais condizentes com a obra do Senhor. O promotor desse curso era o secretário-executivo do campo. a Primeira Igreja Batista de Niterói inaugura. realizou-se. só foram dar cama ao missionário lá para as duas horas da madrugada. que é?". durante o mês de março. Christie estava muito preocupado com a enfermidade de sua filhinha.

desde 1925. evangelistas.' 1 » A Escola de Verão se reuniu. O Departamento de Primários. o curso pedagógico e os cursos rápidos. oferecia para venda os livros comprados na Casa Publicadora Batista. em Campos e em outras regiões. Treinamento dos Membros da Igreja.no treinamento de membros de igrejas e que estavam em dia com os manuais que regiam a estrutura denominacional. oferecidos pelos estudos de tais livros. No primeiro ano do curso da referida escola. de muita pobreza e simplicidade. "Fundada em 1923 pela Junta do Colégio e Seminário do Rio. através do ensino de alguns dos livros que compunham o currículo.Gregory. Ensina-nos a Orai. era visitado pelo colportor Cícero Góspeller que. c bem assim professores e professoras das Escolas Dominicais c outros obreiros. De Belém a Patmos. por muitos anos. 135 . Nossas Doutrinas. pitorescamente. Havia o curso teológico. O curso se realizava durante todo o mês de janeiro e ia até meados de fevereiro. Paixão Pelas Almas. Palestra com a Classe Normal. aos líderes que freqüentavam o curso. e outros. tais como: O que Crêem os Batistas. Além dos conhecimentos teológicos básicos. realizados em igrejas tão carentes de liderança melhor preparada. Esboço de História Bíblica. juntamente com outros professores. de M. As Igrejas do Novo Testamento. foram chamadas pelo Pastor Virgílio Faria de " m a p a s " dos alunos. O Instituto se realizava anualmente no Colégio Batista de Campos. ministrando o curso. passavam uma semana em outras regiões. Pescadores de Almas. O Instituto. Era intensivo. e outros. ou mesmo no chão as quais. estudaram 20 alunos do campo fluminense e alguns do antigo campo federal. Não Sou Meu. O curso do Instituto se resumia no estudo de livros e manuais batistas. Manual da União Geral. De Abraão a Malaquias. o fàto é que os Institutos. como As Sete Leis do Ensino. o Professor José Joaquim da Silveira. Como Ganhar Almas. dormindo em esteiras que eram colocadas nos bancos. em Friburgo. noções de português prático. os alunos se hospedavam em salas dos templos. A instituição assim estendeu as suas atividades de tal modo a servir à causa geral da instrução. A Suprema Conquista. Durante um certo período. onde adotavam muito bons livros. ESCOLA DE VERÃO Uma entidade que veio também contribuir para o desenvolvimento da obra do Senhor no campo fluminense foi a denominada Escola de Verão. trouxeram grande contribuição para o doutrinamento dos crentes daquele tempo. O Líder dos Intermediários. especialmente pelo preparo sólido de pastores. hoje JUERP. Naquele tempo. O Lar Cristão. professores de escolas anexas e colégios primários e secundários. o Manual Normal. Embora tão limitados em recursos. o curso ministrava. além do curso normal das Escolas Dominicais. proporcionando-lhes o privilégio de cursar com lentes experimentados desse estabelecimento sem deixar a atividade de seu trabalho permanente". Lottie Moon. também. A Doutrina do Espírito Santo.

Feitos os estudos. com a Igreja de Campos.Christie. para melhor progredir o trabalho batista no torrão fluminense. Valença. Foi a associação que começou com maior número de igrejas. com 15 igrejas.Watson. se formaram. E. com 18 igrejas. Jackson. Duas Barras.E. Secretários Regionais Impulsionadas pelo ideal de crescimento. orçamentos. com dezoito. cada associação elegeu logo um secretário-regional. na casa de cultos da Igreja Batista de Sapucaia. As associações pioneiras são as seguintes: Norte. Nova Iguaçu e Pião. Sua fundação se deu no dia 12 de julho. Sapucaia. Macaense. seria de bom alvitre criar associações em várias regiões do estado. A. T. S.L. em o número de setembro de 1923.O corpo docente era o que de melhor se podia desejar. com onze. Palmital.B. José Joaquim da Silveira e Virgílio Faria. de Brito A finalidade principal da criação do cargo de secretário-regional era ' 'aliviar o secretário-estadual do excesso em suas responsabilidades. A Associação Baixada-Eíuminense foi organizada em Niterói. Barra do Piraí. com dez e Paraibana. especialmente a respeito de viagens. abençoado o obreiro que se esforçou e pôs em evidência o que sua mente esboçou". com onze igrejas. W. Compunham-no docentes da estirpe dos Drs. Entre Rios. O Escudeiro Batista. Paraíba do Sul. ORGANIZAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES Sentiu-se que. declarou: "Bendita a hora em que se pensou em dividir o Campo Batista Fluminense em associações regionais. na Igreja Batista de Óleo. no dia 21 de março do mesmo ano. com quinze. A Associação Norte foi organizada no dia 25 de janeiro de 1924. A associação faria incrementar o reino do Senhor e daria oportunidades de trabalho a muitos. Dos alunos que se matricularam e. Aparecida. com vinte e oito mensageiros que vieram das igrejas de Barão de Aquino. relatórios e na edificação e treinamento das igrejas". foi o Estado do Rio dividido em cinco regiões.Langston. A Associação Centro se organizou em Portela.B. Estes quatro obreiros vieram a realizar grande obra na liderança do campo batista fluminense. A que primeiro se organizQu foi a Paraibana. Baixada. Foram eles: Associação Norte: Fidélis Morales Bentancôr Associação Paraibana: Joaquim Rosa Associação Centro: Erodice de Queiroz Associação da Baixada: José da Silveira Associação Macaense: Manuel M. o pastor Antônio Charles e a professora Edith Allen. Filiaram-se a ela 12 igrejas.B. A solenidade de instalação da associação se deu no dia 27 de outubro de 1923.Stover. mais tarde. Manoel de Brito.AIlen. Centro. destacamos o nome dos seguintes pastores: Joaquim Rosa. A Associação Macaense foi a última das cinco primeiras associações a se organizar. A. com 11 igrejas a ela filiadas. (1) 136 .A.

esperando que Deus os ajudasse até que chegassem ao porto dos acertos. O Pastor A. como bem quisessem. no município dc Teresópolis.'" A IGREJA BATISTA DO PIÃO É "DESFRATERNIZADA" POR ALGUNS ANOS E RETORNA EM 1923 A Igreja Batista de Pião. Em 1? de março de 1908.L. Machado. só sobrou um banco. com 53 membros. se utilizavam de todos os meios que podiam para desmoralizar e enxotar dali os evangélicos. segundo o historiador J.Deter e os irmãos A. Veio a ter à sua frente obreiros corno os pastores João Teixeira de Lima e Assis Cabral. organizações tão independentes que chamaram para si o direito de controlar as igrejas dentro dos seus limites territoriais. era difícil fazer-se compreender que não eram convenções. como que a recordar aos crentes as perseguições por eles sofridas. Tal era o vulto das perseguições. em seus Subsídios. era lugar grandemente hostil ao evangelho. tratando de incendiar tudo o que ali havia. tornando-se. 137 . alastrou-se para o interior do estado".' 3 ' A Igreja Batista do Pião só voltou a cooperar com a convenção em 1923.Monteiro e João D.Lessa. ora para a anarquia como nulidade. Ainda. foi organizada no dia 21 de dezembro de 1904.PRIMEIROS PROBLEMAS ASSOCIACIONAIS Joaquim Fernandes Ix:ssa registrou: "Estas associações eram uma novidade na organização batista brasileira. operante. muito queimado. que. ou que eram para alguns. "desfraternizada pelas igrejas vizinhas"' 2 '.B. ora para o totalitarismo.F. " o espírito separatista que nasceu na Igreja Batista do Engenho de Dentro [hoje. Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro]. Dos móveis. permanecia guardado. o Sr. e deram um grande impulso e ânimo geral ao trabalho no estado. E as associações tendiam. José Carneiro Fonseca foi desligado da membresia da Igreja Batista do Pião. cirscunstância essa agravada com o fato de ser ele excluído da Igreja de Niterói". nem estavam subordinadas à convenção estadual. Pedro Sebastião Barbosa.B. segundo o que diz J. município de São João da Barra. ambos tendo atuado em fins da década de 30. O conselho que a organizou era composto do Pastor A. instigados pelo clero. então. em seus Subsídios.Deter pastoreou aquela igreja até o final de 1905. em certa feita. Porém.Lessa. no dia 8 de fevereiro de 1906. Os católicos romanos.Gomes Leal. até alguns anos atrás. que desfechou terrível campanha contra os crentes ali. deixado o pastorado da mesma. que. M. PERSEGUIÇÕES EM SÃO FRANCISCO DE PAULA São Francisco de Paula. Só se aprende por experiência. então. José Carneiro Fonseca. tendo.F. "sem a devida imposição das mãos do presbitério.'" Por ter tomado tal atitude. Os batistas eram marinheiros de primeira viagem que se deram ao mar com todas as velas içadas e desfraldadas. Depois de sua saída. a igreja foi. um grupo de fanáticos invadiu a Casa de Oração. a igreja resolveu empossar como seu pastor o Sr.

Passados mais de 50 anos. pôde ser construído o templo em São Francisco de Paula. ou através de suas igrejas. pessoalmente. que distava três quilômetros da vila. a igreja que desejavam. onde cultuavam ao Senhor sem receberem os maltratos de antes. A igreja ali organizada. como dedicado e zeloso servo do Senhor. pois chegaram a 1. Houve um aumento líquido de 2. realizada em São Fidélis. Morreu bem jovem aquele obreiro. em 20 de abril de 1924. que eles se viram obrigados a passar a se reunir no local conhecido como "Fazendinha". que hoje são pastores. foi organizada a Caixa de Beneficência dos Obreiros da Convenção Batista Fluminense. Manoel Avelino de Souza visitaram muitas igrejas no afã de levá-las a se conscientizarem de que os alvos deviam ser atingidos. O Dr. Foram consagrados ao ministério 14 pastores. O Dr. que acontecera no mês de janeiro daquele ano. Pr. um grande movimento com a finalidade de atingir alguns alvos evangelísticos e financeiros. Leonel Eyer. Para a Caixa de Beneficência dos Obreiros da CBF. os crentes não conseguiram organizar. A. houve 3. os irmãos fluminenses deveriam se esforçar para preparar um alvo bem mais alto. foram membros daquela igreja. Vários irmãos. como resultado do que presenciaram alguns irmãos com o falecimento do consagrado obreiro.800 batismos. através de contribuição dada. CAIXA DE BENEFICÊNCIA DOS OBREIROS Em assembléia convencional. em 1919. foi lançado. Assim. tomou o nome de Igreja Batista de Cacimbas. Tais eram as perseguições sofridas na localidade de São Francisco de Paula. A GRANDE CAMPANHA Com o nome de "Grande Campanha".000S000. 138 .000S000. os pastores Manoel Bento da Silva e Valério Gomes. foi o alvo elevado para 943. naquela vila.451 membros. ponderou que. Ali conseguiram erguer um templo. de 1920 a 1924". no ano de 1923.124$977. Surgira esta entidade. cabia arrecadar a "quantia de 620 contos de réis. com vinte e oito membros. era o encarregado de promover a propaganda do movimento nas igrejas. construíram-se 32 casas de culto e ultrapassado foi o alvo de 943. Lessa afirma que foi maravilhoso o progresso do Campo Batista Fluminense com o movimento da Grande Campanha. De modo que ele e o Pr.Mesmo que tentassem. que era do Recife. deixando para sua família apenas um grande nome. Nesse período da Grande Campanha foram organizadas M igrejas. Financeiramente. Entre eles. passaram a contribuir os pastores que dela se faziam sócios. Ao Campo Batista Fluminense.Christie. Adrião Bernardes. para ser atingido durante o qüinqüênio da Grande Campanha. embora esse alvo fosse preparado pela comissão do Rio.B.404. deixara em situação difícil sua viúva. no entanto. transferindo-se para aquela vila a igreja organizada na "Fazendinha".

para arregimentar todos os obreiros do Brasil. Tornou-se."' 1 ' CONVENÇÃO BATISTA FLUMINENSE Com o correr dos anos. foi votado. José Joaquim da Silveira. Continuou sendo abençoado por Deus e. Joaquim Alfredo Reis. tesoureiro — A. a organização da União dos Obreiros do Campo Batista Fluminense. que. Fidélis Morales Betancôr. na Igreja Batista de São Fidélis. muitos planos. se deu mais tarde. como se vê adiante.Christie. A diretoria da Caixa de Beneficência compõe-se dos seguintes irmãos: presidente — Manoel Avelino de Souza. Guimarães. o trabalho feito por esses servos de Deus não sofreu solução de continuidade. Antônio Soares Ferreira. Esta organização. conquanto fosse local. Joaquim Coelho dos Santos. 139 .B. estudarem como melhor desenvolverem suas responsabilidades e como fazer progredir o trabalho do Senhor. pois. organização similar. Os trabalhos já existentes sofrem modificações com o fito de atenderem "aos reclamos do seu desenvolvimento". Graças ao Senhor. Virgílio Faria. em Campos. UNIÃO DOS OBREIROS DO CAMPO BATISTA FLUMINENSE Ocorreu no dia 16 de janeiro de 1929.Christie. Joaquim Mariano. Mas era a porta aberta para se tornar nacional. Nessa época. apenas. Alberto Lessa. assim. J. o campo fluminense contava com 67 igrejas. para assistir os pastores do campo. de fato. primeiro-secretário — Leobino R. Nova fase de trabalho é inaugurada. atuavam como evangelistas muitos servos do Senhor que. foi escolhido o Pr. por ora. no Salão Nobre do Colégio Batista Fluminense. Manuel Avelino de Souza.B. chegou-se à conclusão dc que se deveria criar a Convenção Batista Fluminense.Lessa. Leobino da Rocha Guimarães. Ubaldino Faria de Souza. com grande amor. Joaquim Rosa. Naquela época. Não podemos deixar de registrar alguns nomes daqueles zelosos obreiros que. Antônio Morales Bentancôr. solenemente. precursora de oraganização nacional. mas um princípio que deverá crescer e estimular o coração dos interessados. Vários fatores influíram na continuação do trabalho da União de Obreiros do Campo Fluminense. A finalidade da entidade era congregar os pastores e evangelistas para. que a Associação passasse a denominar-se "Convenção Batista Fluminense". é instituída. anos mais tarde. local. vieram a ser consagrados ao ministério. porém. Foi quase só mudar o nome. de norte a sul. visando ao desenvolvimento do trabalho em geral. No dia 6 de maio de 1923.Acentua Joaquim Fernandes Lessa: "Foi um começo. Era. Infelizmente essa organização se dissolveu. Elias Portes Filho. mais tarde. não fechou a porta a obreiros de outros campos. Joaquim Fernandes Lessa. por ocasião da reunião anual da Associação Batista Fluminense. Para presidir tal organização. são delineados. segundo-secretário — Joaquim Rosa.F. limitando-se aos obreiros dc um estado da Federação Brasileira. ajudaram a erguer a obra que é hoje o campo batista fluminense: A. juntos.

DEPRESSÃO. os cafeicultores usavam do expediente da queima do grão. ENDIVIDAMENTO E DESÂNIMO O final da década de 20 trouxe para o Brasil uma grande depressão financeira. que tinham centenas de membros. Assim. na Associação Betei. na região Norte. em busca de serviços para se manterem. que havia experimentado um grande desenvolvimento. para ver se conseguiam fazer subir o preço do café. A Igreja Batista de Miraccma. como conseqüência. (l) Tal foi a crise. que. rapidamente. na participação financeira. a rápida liquidação das reservas metálicas brasileiras e as precárias perspectivas de financiamento das grandes safras previstas para o futuro aceleraram a queda de preço internacional do café iniciado conjuntamente com a de todos os produtos primários em fins de 1929". certo desânimo. e a de Bananeiras. Decorreu daí um período de endividamente dentro da denominação. Josué Furtado. Com o desânimo espiritual. o Pr. Igrejas como a de São Luis. chegando a batizar perto de 100 pessoas em um ano. veio também o desânimo na participação eclesiástica e. os habitantes dessas e de outras regiões. Com o acentuado êxodo começado no período referido. escreve: "A grande acumulação de estoques de 1929. Era o começo do grande êxodo rural. Com a diminuição de membros. Muitos de seus membros trabalhavam nas propriedades onde o cultivo do café era o forte. para sobreviverem. toneladas e mais toneladas de café foram queimadas. ficou muito abalada com a crise do café. formando o que o sociólogo Gilberto Freyre denominou ruriurbanismo. Como o café era o forte no Estado do Rio. principalmente na zona norte. em pouco tempo. c que se foi estendendo pelos anos subseqüentes. mas nada se conseguiu do que se esperava. se transferiram para outras regiões do país. em muitas igrejas. e. Antônio Soares Ferreira. muitas igrejas foram perdendo muitos membros. ficaram quase desoladas com a saída da maioria de seus membros para outras localidades. tiveram que procurar outras paragens. Muitas famílias trocaram a roça pelos centros urbanos e locais próximos a esses. 140 . que foi obrigado a deixá-la e assumir o pastorado da Igreja Batista de Portela. conseqüentemente. Pastoreava-a. O grande economista. nesse período. veio.

O nome extensão advinha do fato de o curso ser ministrado em nome do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. que esteve na direção desse curso de 1938 a 1955. sobressaindo-sc.H. era pastoreada pelo Pr. na época. durante as férias de julho. naquela região. o que traria também grande desenvolvimento para toda a zona sul fluminense. porém. Vez por outra. Seu primeiro diretor foi o Dr. magnífica oportunidade de evangelização. H. Ali estava um grande desafio. em algumas palestras. em Italva. contemplar. Mas agora. até o ano de 1939. entre elas. então. não havia qualquer igreja batista organizada. Além de dirigi-lo. o clarim soara! Era a conclamação para o despertamento do povo batista fluminense que podia. um grande potencial: a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional.Capítulo IX — INÍCIO DA ORIENTAÇÃO PRÓPRIA E REAVIVAMENTO (1930-1941) CURSO DE EXTENSÃO Dcnominava-se Curso dc Extensão o ensino oferecido. Funcionava nas dependências do templo da Igreja Batista Central de Italva.L. Riffey era professor de muitas disciplinas. que. 141 . (I) A " Z O N A NEUTRA" Era assim que os batistas fluminenses chamavam a região sul do estado.Muirhead. No início. em Volta Redonda. aos pregadores leigos que não tivessem feito o Primeiro e o Segundo Graus. pelo menos. o Dr. John Riffey ministrava as matérias de que se compunha o curso. Riffey. conseguia que algum professor do seminário o auxiliasse. homem de vasta experiência no ensino teológico c autor de várias obras. o Dr. a História do Cristianismo. Substituiu-o o missionário J. Virgílio Faria. preparada em três volumes. onde.

mas nem todos são para o evangelho. em Campos. O escolhido para ocupar esse cargo foi o Pastor Elias Portes Filho. Quem Era Elias Portes Filho? Elias Portes Filho foi ordenado ao Ministério da Palavra no dia 10 deagosto de 1920. realizando ali profícuo ministério. Sabemos. O trabalho vai se desenvolvendo paulatinamente. não sabemos quando vai aparecer." (1) O impertérrito missionário se entregou de corpo e alma ao afã de evangelizar toda a extensa região. o missionário procedia ao doutrinamento. escreveu: "Saímos do norte para o sul do Estado do Rio. não resta dúvida. Nessa igreja. morreu-lhe a esposa querida. E agora. apenas. Foi atendendo a um imperativo da causa de Deus. em 1937. o resultado desse trabalho. Águas Claras. estariam os filhos recebendo a assistência necessária. irmã Laura Portes. O que queremos é a simpatia de todos. o que fazer? O missionário A. foi nomeado um missionário para cuidar da evangelização no sul do estado. ele passara dez anos. creio na doutrina da eleição. que o sucesso depende de nosso esforço com a bênção de Deus. Mas não é minha. e. É a contribuição monetária para que a junta possa sustentar o trabalho. E a Junta Estadual resolveu transformar em realidade este pensamento. Temos que proclamar. Na assembléia convencional. Se cedo ou tarde. Queremos agir sem perda de tempo.B. Desde há muito que se vem pensando na necessidade de se completar a evangelização do Estado do Rio de Janeiro. Liberdade. Daí. atuara. Maricá. até ao tempo de sua frutescência. Ao lado da evangelização. uma vez que havia exercido o pastorado das seguintes igrejas: Miracema. com a cooperação financeira do missionário Christie e o auxílio do Colégio Batista. Por isso nos designou. sai do norte para o sul do estado. Itaperuna. Nesse ínterim. a grandes e a pequenos. Quando foi nomeado missionário para o sul do Estado do Rio. o missionário Elias Portes Filho. Temos que viver. São Gonçalo. como apregoava o profeta Isaías. entraremos no trabalho. Sou batista. como tal. O Pastor Portes ficava viúvo. de quem espero a cooperação franca e leal.Christie se propôs a ajudá-lo. Ao chegar ao novo campo. realizada em Campos. senão de todos os batistas do estado. Barra do Piraí. com quatro filhos — três meninas e um menino. Desenvolvem-se estes e tornam-se em congregações. Todavia. Bom Jesus. Era 142 . Era obreiro capacitado. Deste modo. nenhuma ilusão nutrimos: o evangelho épara todos. até então. Os primeiros pontos de pregação são organizados. Os filhos foram colocados no internato do Colégio Batista Fluminense. E já estamos a postos. já era bem conhecida a sua experiência pastoral. Foi da Igreja de Bom Jesus que ele saiu para ser missionário na "Zona Neutra". como ficou sendo chamado.Os batistas do estado ouviram o soar do clarim e decidiram fincar as estacas e estender as cortinas do evangelho ali. Após 19 anos de exercício pastoral. idôneo e com longa experiência como evangelista. porém. E nessa concepção. Temos que evangelizar. região bem diferente daquela em que. A tarefa é difícil.

doutrinador-ortodoxo. Cowsert. ele escreveu e publicou no órgão oficial da convenção estadual um artigo sob o título "As Vitórias do Trabalho Missionário na Zona Sul". até então. e como as autoridades regionais e municipais nos recebiam. O concilio. realmente. agora.Costa. chegamos à conclusão de uma coisa: nossa tarefa seria. Piraí. que se organizou no dia 26 de novembro de 1944. com 18 membros. em nenhum instante. o que para nós. porque achava-se separada como "zona neutra". as vitórias desse trabalho. desde logo. Volta Redonda. com 13 membros. Um outro disse aos seus subordinados: 'Façam tudo para que estes homens não sejam desfeitiados aqui'. com 27 membros. ou conselho. com satisfação: o trabalho de Deus. que o trabalho era promovido sob a providência divina. A. " N o entanto. no dia 07 de fevereiro de 1943.B. que veio a se tornar um grande obreiro nessa região. quando entregou o pastorado ao Pastor Benedito Peçanha.Christie. Essa região a que nos propusemos evangelizar era. e singular. 18 membros. Após a organização da Igreja Batista de Resende. Foi no tempo do governo ditatorial. Um deles chegou a me dizer: 'A polícia está às suas ordens'. do ano de 1939. porque ficou sem o trabalho dos batistas até aquela data. era uma interrogação. Verificamos. Nesse itinerário. O Pastor Elias Portes Pilho foi o pastor convidado e dirigiu o rebanho até 07 de julho de 1944. está estabelecido também na região sul.Stover. Essa não nos faltou. T. hoje é uma realidade concreta. na cidade dc Resende. 143 .Pinto. Primeira vitória: proteção de Deus. uma esperança. Isso. "Recapitulemos. um sonho. se compôs dos seguintes pastores: José Jaoquim da Silveira. Depois de uma década de trabalhos missionários desenvolvidos pelo Pastor Elias Portes Filho. passados esses nove anos. tendo o Pastor Elias Portes Filho pastoreado a mesma. Não havia liberdade política. Dois anos de trabalho intenso e c organizada a primeira igreja da região. Barra Mansa.B. sistemática e persistente que Satanás nos fez. no dia 24 de abril de 1945. então. com 25 membros. um começo difícil de trabalho. até empossar o Pastor Walvique Soares. mas a religiosa nos foi assegurada. Outro sinal da sanção divina ao nosso trabalho foi a oposição secreta. J. pelos batistas. Um belo artigo sobre como Deus realizou sua obra ali: "Vai fazer em maio próximo dez anos desde de que se iniciou o trabalho de evangelização da zona sul. "Foi na segunda quinzena de maio. distinta e singular para os batistas fluminenses. pela maneira como as portas se nos abriam. no dia 20 de setembro de 1942. Cantanilo H. Elias Portes Filho e Augusto F. Distinta. naquele tempo. que fizemos a nossa primeira viagem de inspeção evangelística.J.fluminense. Podemos afirmar. Cria que só com uma base bem sólida o trabalho podia permanecer. "Segunda vitória: o apoio do nosso povo — os batistas fluminenses. seguiu-se a organização das seguintes igrejas: Mangaratiba. no dia 27 de julho de 1941. nessa região. no dia 12 de janeiro de 1941. como se chamava na época. contando. por alguns meses.

transferiu-se do Rio de Janeiro para a. em congregações e igrejas. a cidade de Italva. se não me engano." (2> MISS BLANCHE SIMPSON E A EDUCAÇÃO RELIGIOSA E TEOLÓGICA Após ter passado dez anos no Estado do Espírito Santo. que se realizava anualmente no Colégio Batista Fluminense. para a minha casa. quer moral. que já contam com órgão. realizou institutos bíblicos promovidos pelas igrejas das diversas associações. Piraí. minhas alunas no colégio em Campos. O terceiro foi em Piraí. mobília. De sua biografia. no sul-fluminense. Resende. durante as férias. E o quarto foi em Resende. e o instituto estadual. como itinerantes da União Feminina.Esse apoio. Vila de Monção que é. "Sexta vitória: aquisição epatrimônio. etc. Angra. então. Sem ele. O nosso fito é ver que as igrejas que se vão organizando se firmem. Entre elas. quer financeiro. Blanche Simpson realizou obra digna da apreciação dos batistas do Estado do Rio. sem os quais pouco se poderia fazer na Seara. "Terceira vitória: articulação de elementos nossos por batismos e cartas demissórias. iniciou-se sem casa e sem equipamento. porém. por uns dois meses. Nessa função. "Graças a Deus por tudo quanto nos tem dado. permanecem ainda em casa alugada. "Quarta vitória: encaminhamento de obreiros. nos seria muito difícil manter-nos nesse trabalho. somos seis. como Barra Mansa. hoje. extraímos: "Algumas moças. creio. orientei e organizei o itinerário de cada uma. então. estando presente o saudoso irmão Ângelo Manzolilo. Não obstante ser essa região a menor e mais nova do campo fluminense. ser a que conta o maior número de obreiros. Levei-as. a missionária Blanche Simpson passou a atuar em nosso estado em janeiro de 1939. no seu trabalho. reunimo-nos. Em Resende. E estão marchando para esse alvo. Hoje. O segundo foi em Serra d'Água. pela prática do dízimo. por exemplo. haviam se oferecido para trabalhar entre as igrejas do estado. a Primeira Igreja de Volta Redonda. em vários lugares. O trabalho. também não nos faltou. Mangaratiba. O plano deu ótimos resultados e eu comecei a 144 . Miss Simpson trabalhou como itinerante da União Feminina do Estado do Rio. Não se contando Barra c Valença. Essa vitória está em meio. Essa vitória nos foi dada nos nossos primeiros esforços evangelísticos. alcançando o sustento próprio. várias igrejas da zona sul já possuem seu patrimônio. em relação. Assim por diante. Afora os obreiros anônimos que são os crentes convertidos. É verdade que outras. dei-lhes um treinamento especial. Escolhida como secretária-executiva da UFMB do campo fluminense. O primeiro ato de batismo foi em Mangaratiba. debaixo da copa de uma mangueira. "Quinta vitória: consolidação do trabalho.

pensar num trabalho semelhante para os moços, especialmente para
os que desejavam se preparar para o ministério.
"Estudando as necessidades de cada associação, achei que a Macaense era a que sofria maior carência dc obreiros. Transferi, então,
minha residência para o município de Santa Maria Madalena, onde
não havia até aquela data nenhum crente batista, e iniciei logo cultos
em minha casa.
" N o município vizinho havia duas igrejas, uma com sete membros
e outra com doze. Ambas estavam, há dois anos, sem pastor. No
intuito de promover o desenvolvimento do trabalho naquela zona,
convidei o Pastor Nilo Salles e esposa, de Italva, para virem mc ajudar. Pouco mais tarde, comprei uma casa antiga, mas bem espaçosa,
e prosseguimos em nossas atividades evangelísticas. Continuei ensinando minhas classes de educação religiosa no colégio de Campos,
oferecendo aos jovens que desejavam trabalhar na Causa um curso
pré-tcológico para alunos atrasados (alguns ainda cursavam o primário) e o teológico para os mais adiantados. Lembro-me de um aluno
vindo de Portela, moço da roça e de família muito pobre. Ele tinha
vinte anos e nunca freqüentara uma escola. Foi matriculado no
primerio ano do curso primário. Embora quase não pudesse ler,
coloquei-o no curso pré-teológico. No seu primeiro ano teve de fazer
oralmente todos os examos, pois, mesmo sabendo responder satisfatoriamente às perguntas, não podia escrevê-las. Desse modo,
completou nove livros. No segundo ano, completou onze, passando,
então, para o curso teológico. Era profunda a convicção que Otaciano
tinha de sua chamada para o ministério e enfrentava com rara disposição e alegria as dificuldades que surgiam. Com dois anos de estudo
conseguiu entrar no ginásio. Nunca foi um aluno brilhante, mas
alcançou notas para passar. Quando começou a pregar, revelou-se
um excelente ganhador de almas; sua mensagem era simples, mas
pregada com sinceridade, entusiasmo e segurança. Ao terminar o
ginásio, em Campos, matriculou-se no Seminário do Rio, onde se
formou. Casou-se com uma dc minhas alunas. Tornou-se um eficiente pastor.
" N a ocasião em que se reunia a Associação Macaense, apresentei
à assembléia um grupo de meus alunos e propus enviá-los semanalmente às igrejas sem pastor, para que eles pregassem e fizessem o
trabalho de evangelização nas imediações. Eu mc responsabilizaria
pelas despesas de viagem e daria a cada jovem uma pequena gratificação. Se fosse possível, as igrejas beneficiadas deveriam dar,
também, alguma coisa ao moço. Isso, entretanto, seria facultativo
e as igrejas poderiam ter a mesma cooperação, fornecendo apenas
a hospedagem.
" D e 1947 a 1950, muitos jovens viajaram de trem ou de ônibus,
saindo de Campos sábado à tarde e retornando segunda-feira de
manhã, em tempo de assistir às aulas. Esse era um modo prático
de treinar jovens e auxiliar as igrejas. Era também um meio de prover
aos estudantes algum recurso; quase todos eles vinham de lares muito
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pobres e não contavam com nenhum auxílio. Davam horas de trabalho
no colégio, em troca da pensão, mas não dispunham de dinheiro
algum para as pequenas despesas". (1)
JUBILEU DE OURO DA PRIMEIRA IGREJA
BATISTA DE CAMPOS
Ocorreu em 23 de março de 1941 o Jubileu dc Ouro da Primeira Igreja
Batista de Campos. Por extensão, comemorou-se, também, o Jubileu de Ouro
do campo batista fluminense, já que este teve a sua organização vinculada à
organização daquela igreja. Para comemorar tão importante data, decidiu-se
que, naquele ano, a assembléia convencional seria realizada em Campos, no
templo da Primeira Igreja, nos dias 18 a 22 de julho.
O orador oficial das comemorações foi o Pastor Dr. João Fílson Soren,
na época, pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, que, no tempo
em que era pastoreada pelo missionário W.B.Bagby, organizara a Primeira Igreja
Batista de Campos. No seu sermão oficial, o Pastor Soren abordou o tema A
Certeza Cristã.
Apresentando relatório histórico dos 50 anos do trabalho batista fluminense, o missionário A.B.Christie informou terem sido organizadas, durante
aquelas cinco décadas, um total de 148 igrejas. Naquele momento, porém, o
número de igrejas do campo fluminense era de 124, em virtude do êxodo rural,
que levou algumas delas a fecharem suas portas. O número de membros arrolados nessas igrejas era, naquela época, de 16.000.
O pastor da igreja aniversariante, Pastor Leobino da Rocha Guimarães,
apresentou, também, em resumo, o trabalho realizado por sua igreja naqueles
50 anos de atividades (,) Na ocasião, encontravam-se vivos ainda alguns membros
fundadores, entre eles, o que lavrou a ata de organização da igreja, o irmão
Luiz de Souza. (2)
Esse marco glorioso da história dos batistas fluminenses levou a convenção
a traçar novos planos para o desenvolvimento da Causa. Naquela assembléia
convencional, foi aprovado o alvo de 3.100 almas ganhas para o Senhor Jesus
Cristo, sendo que 2.500 seriam de novos convertidos e 600 seriam de excluídos
trazidos outra vez para o rol de membros das igrejas.
As comemorações do Jubileu de Ouro foram motivo de grande regozijo
entre os batistas fluminenses. Para marcar aquele acontecimento, foi inaugurado
e colocado na parede de fundo do templo da Primeira Igreja Batista de Campos
o busto do casal Christie, esculpido em bronze.
A AÇÃO DO INTEGRALISMO NO
SEIO DAS IGREJAS
O movimento político denominado Integralismo, que teve suas raízes na
década de 30, era de inspiração fascista. O próprio fundador do movimento
no Brasil, que tomou o nome de Ação Integralista Brasileira, estivera com Benito
Mussolini, o Duee, na Itália, em 1930, de quem recebeu grande influência. De
lá escrevera:
146

"Tenho estudado muito o fascismo. Não é exatamente o regime que
precisamos aí, mas é coisa semelhante... O fascismo não é propriamente uma ditadura, mas um regime. O Ministério das Corporações
é a máquina mais perfeita... O parlamento é constituído pela representação de classes. Esta última coisa seria preciosa para um país
novo como o Brasil". (1)
Plínio Salgado foi o fundador e condutor desse movimento, por vários
anos, nc Brasil. Escritor brilhante, entre muitas obras, escreveu a Vida de Jesus,
obra que atraiu a atenção de muitos evangélicos, pelo estilo límpido com que
foi escrita.
A mensagem doutrinária do Integralismo atingiu todo o Brasil e os métodos
que usavam de propagação do movimento empolgavam muitos intelectuais.
"Usavam distintivos com as seguintes características: a letra grega
sigma, sinal matemático de soma ou produto integral, maiúscula,
em prata, sobre o mapa do Brasil, em azul real, dentro de um círculo
em prata. O uniforme, de uso obrigatório nas cerimônias públicas,
constava de calça escura e camisa verde, gravata preta, corrida, e braçadeira no braço esquerdo, com o sigma em preto sobre o fundo branco.
Os integralistas saudavam-se uns aos outros com a palavra tupi anauê
(ave ou salve), erguendo o braço direito com a mão espalmada. Deus
era saudado com quatro anauês, o 'chefe nacional', com três, os chefes
provinciais, com dois e os municipais, com um". (2)
Vários batistas, sentindo-se atraídos e simpáticos ao movimento, começaram
a usar o uniforme obrigatório — calça preta, camisa verde e gravata preta. Criam
que esse movimento político era a solução para os problemas do país.
Foi na região Centro-Fluminense que as igrejas batistas se viram mais
afetadas pelo Integralismo. A Primeira Igreja Batista de São Fidélis era pastoreada pelo Pastor Antídio de Souza, ex-pastor presbiteriano, que se tornou o
principal mentor dos ideais do Integralismo na referida região. Promovia encontros, desfiles dos camisas-verde, saudações com os anauês, etc.
Suas mensagens na igreja já eram misturadas com idéias pregadas pelo
Integralismo. Como resultado, surgiram discussões e desentendimentos. Diziam
os adeptos da ideologia que os líderes religiosos que se lhes opunham seriam
castigados ou mortos quando essa triunfasse.
Entre os obreiros que combatiam a ideologia, estava o Pastor João Barreto
da Silva, que, na ocasião, pastoreava a Igreja Batista de Pureza, e o Pastor Antônio
Soares Ferreira, que pastoreava a Igreja Batista de Portela.
Muitas igrejas sofreram com as influências do movimento. A Igreja Batista
de São Fidélis, por exemplo, foi atingida por dissensões, disse-me-disse e uma
série de problemas que, causando um mal-estar geral, traziam escândalo para
o evangelho. Gérson de Souza, membro dessa igreja, em carta ao Pastor Antônio
Soares Ferreira, datada de 12 de maio de 1935, informava que o "Fidélis deSouza" — seu irmão carnal — "estava defendendo o ex-pastor Antídio de Souza
c o Integralismo e que o mesmo Fidélis tinha levado à redação do jornal O
São Fidélis, um artigo intitulado "Bagunceiras Baptistas".
Ainda em carta endereçada ao Pastor Antônio Soares Ferreira, com data
de 20 de maio do mesmo ano, o irmão Gérson de Souza conta que " o Fidélis
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pediu a palavra e atacou o comunismo ferozmente; mas todos notaram que ele
só faltou dizer que todos deviam ser integralistas para salvação da pátria". (J)
Tal foi a confusão no seio da igreja, que o Pastor Antídio foi excluído
do rol dc membros. Furioso, saiu debatendo-se e escrevendo artigos contra colegas
e contra a igreja. Publicou artigos atacando também o redator de o O Jornal
Batista, Teodoro Rodrigues Teixeira, chamando-o de, entre outras coisas, "velho
chapado",
Teodoro Teixeira profligava os erros do Integralismo e admoestava os crentes
quanto ao perigo de se filiarem ao mesmo. Daí ter sido mimoseado com muitos
elogios, como o de velho chapado.
No editorial de 7 de março de 1935, Teodoro Teixeira assevera:
" O que o Integralismo promete na verdade em matéria religiosa não
é coisa nova, mas uma coisa velhíssima — nada mais, nada menos,
que a ressurreição do estado teocrático, com nova indumentária e
alguma modificação, mas essencialmente o mesmo, com o seu cortejo
negro de intolerância, compressão, perseguições, etc, etc. A liberdade
religiosa que ele oferece, temo-la exemplificada na Alemanha Nazista,
com a elevação de um bispo protestante a uma espécie de papa,
forçando uma unidade de corporações, sem consultar as mesmas,
e a expedir decretos por cima dos sínodos regionais protestantes; contra
o que grande parte do clero protestante mais representativo e idôneo
se tem levantado em revolta, arriscando a liberdade e a própria vida.
Liberdade religiosa e Estado professadamente religioso, orientador
de religião, são coisas de todo antagônicas". (4>
Mas não era só o O Jornal Batista que estava fazendo a clarinada para
despertar os crentes contra o Integralismo que vinha avassalador como uma
avalanche. Outros jornais, como o O Puritano, órgão da Igreja Presbiteriana
do Brasil, redatoriado por Galdino Moreira, também verberava os erros do Integralismo e aconselhava:
"Achamos que os crentes, pelo menos por enquanto, não devem tomar
parte no Integralismo nem a ele filiar-se, por isso que é atualmente
uma ideologia confusa, não perfeitamente definida nas suas teses
religiosas. Falam em liberdade de crenças, mas há livros e outros
documentos, que já vimos, que tomam Roma como a religião oficial.
Além disso, há nele princípios que o crente não pode admitir, como
este: 'Ou pela razão, ou pela força". Também há teses sociais muito
perigosas que o crente não pode abraçar". <5>
O Integralismo provocou também certas dissensões em algumas igrejas no
norte do Brasil. O Pastor Coriolano Costa Duclerc, um dos valentes obreiros
do Senhor naquela região, em artigo intitulado Em Defesa da Verdade, ponderava:
" O Integralismo vem fazendo a sua catequese militarista e pertubando
a paz das nossas igrejas, arrastando à sua grei vários dos nossos irmãos
novos e inexperientes, atraídos pelo espetáculo dos camisas-verde.
Este nobre jornal," — O Jornal Batista — "sentinela avançada de
nossa causa no Brasil, em vários números deu brado de alarme, public a n d o artigos i m p o r t a n t e s e valiosos c o n t r a a inovação
político-religiosa do Sr. Plínio Salgado, prevenindo todos os crentes
para não caírem no perigo de adotá-la". (6)
148

O Integralismo se "baseava no lema: 'Deus, pátria, família', isto é, na religião católica, na organização cooperativista do Estado e na organização patriarcal
da sociedade" (7) e, se triunfasse, teria feito muitos mártires, pois iria impor,
a fogo e ferro, o seu domínio. Seus adeptos tudo fariam para o estabelecimento
da Igreja do Estado, como fora no período do Império.
Com o golpe de Estado, dado por Getúlio Vargas, em 10 de novembro
de 1937, o Integralismo, com os outros partidos, foi dissolvido.
O POVO ZOMBAVA DOS CRENTES
Itaocara era uma cidade fechada ao evangelho. O padre daquela localidade
exercia grande influência sobre a população, proibindo-a de participar de qualquer atividade promovida pelos crentes.
Por várias vezes, o Pastor Antônio Soares Ferreira, que pastoreava a Igreja
Batista de Portela, tentou comprar, ou mesmo alugar, uma propriedade para
a realização de cultos naquela cidade. Nada conseguia, pois o povo, temendo
as reações do Padre Ananias, que mandava até nas consciências alheias, fugia
a qualquer envolvimento com evangélicos.
Ai de quem, em Itaocara, abrisse suas portas para a realização de um culto
evangélico! Estava marcado! Era colocado na "geladeira", desprezado e considerado persona non grata ao município.
Depois de muitos esforços, conseguiu o Pr. Antônio Soares Ferreira realizar
alguns cultos. Como houvesse ali um senhor, por nome Alderico, considerado
pelo Pr. Soares como pronto para batismo, resolveu o pastor batizá-lo, no Rio
Paraíba, que banha a cidade. Houve apupos, vaias e toda espécie de "chacota".
A tal ponto, que alguns elementos da cidade pegaram o irmão Alderico pelos
braços e pelos pés e, carregando-o pelas ruas da localidade, gritavam: "Olhem
o Alderico Pinico protestante... Olhem o Alderico Pinico...".
Cenas como essas, outras piores ainda, foram registradas no trabalho batista
em solo fluminense. Mas os crentes não se atemorizavam. Para Itaocara mudou-se a família do Sr. Sóther Lanes, cuja esposa, irmã Gersoni Lanes, conhecida
por D. Nininha, era muito consagrada. O trabalho batista começou a ter mais
aceitação pelos habitantes daquela localidade. Hoje, há ali uma igreja florescente.
CONVERSÃO DO EX-PADRE GENTIL DE CASTRO FARIA
A conversão do ex-padre Gentil de Castro Faria trouxe um certo reboliço
entre o clero católico campista, ao mesmo tempo em que provocou grande alegria
para os evangélicos, principalmente, para os batistas.
Gentil de Castro Faria deu a sua pública profissão de fé no salão nobre
do Colégio Batista Fluminense, onde se reunia a Segunda Igreja Batista de
Campos. O pastor e professor João Barreto da Silva, então diretor do colégio _
e pastor da Segunda Igreja, foi quem o ouviu em sua profissão de fé. Depois
de aceito pela igreja, foi ele batizado, juntamente com o então estudante, hoje
pastor, Erodice Gonçalves Ribeiro, num tanque existente nos fundos do colégio.
O ex-padre Gentil de Castro Faria era casado com D. Cely Manhães Faria.
Grande era o desejo do novo convertido de testemunhar da graça de Cristo
em sua vida. Assim, começou a aceitar convites, aqui e ali, para realizar confe149

" Muito envolvido com a obra educacional. em Campos. Foi.rências. escrevendo sobre Padres Católicos que Abraçaram o Evangelho. no Rio e em Campos: o padre Tarcísio Leal e o notável orador sacro Gentil de Castro Faria. dando o seu testemunho de conversão a Jesus Cristo. que está deslumbrando os crentes em Campos com sua obra missionária. no município de Campos. proprietário do Colégio Rui Barbosa. vereador à Câmara Municipal de Campos. exerceu o pastorado das igrejas. desembargador na Paraíba. de Ururaí e Baltazar. fundador do Instituto Castro Faria. Atuante na obra batista local. também. o qual dirigiu até a sua morte. mais tarde. Percorreu muitos estados. Ordenado pastor em 1958. foi professor no Colégio Batista Fluminense. O padre Antônio Ribeiro do Rosário dá sua impressão sobre o Pr. Gentil Faria foi diretor do Colégio Salesiano. professor de Filosofia no Liceu de Humanidades. e. dois padres aceitaram o Salvador. membro da Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense e professor de Filosofia no Seminário Teológico Batista Fluminense. a certa altura declara:"Recentemente. Veja em NOTAS E CITAÇÕES 150 . Gentil de Castro Faria em seu livro de memórias. Osias Gomes.

veio à tona. como o Pastor Alberto Araújo. tinham habilitação para dirigi-lo. capital do estado. quando os batistas fluminenses comemoravam o seu cinqüentenário. Na assembléia de 1948. Meses depois. foi criada a Associação Batista de Educação. Tanto o Pastor Avelino. Pretendeu-se que o colégio fosse administrado pela própria Convenção Batista Fluminense. houve nessa reunião um certo agastamento. sentiu que já não se poderia mais adiar a organização desse colégio. 151 . Entre aqueles que mais atraíram a atenção dos convencionais. A organização do Colégio Batista de Niterói desgostou o bispo da cidade. que logo teria bom número de associados. publicado no jornal O Estado.Capítulo X FIRMANDO AS ESTACAS NA BENEFICÊNCIA E EM OUTRAS ORGANIZAÇÕES COLÉGIO BATISTA DE NITERÓI Na assembléia convencional realizada em Campos. Pastor Manoel Avelino de Souza. Na ocasião. pareceres de grande interesse foram apresentados. então. realizada no auditório da Faculdade de Direito de Niterói. o assunto relacionado com a administração do Colégio Batista de Niterói. o pastor Manoel Avelino de Souza saiu a campo. a Junta Executiva tratava desse encampamcnto e da escolha do diretor para o colégio. reunindo-se em Campos. em 1941. juntamente com outros líderes estaduais. visando ao progresso da causa do Senhor. providenciando a criação da instituição. Estando divididas as idéias dos componentes da junta. estava o que se referia à organização de um colégio batista em Niterói. Recebendo o apoio que esperava. achando alguns que o processo usado para isso não fora legítimo. comentando e agradecendo ao bispo a emissão daquela circular. O diretor. prevenindo seus diocesanos contra o trabalho do reccm-organizado colégio. no plenário convencional. o Pastor Manoel Avelino de Souza. do dia 14 de fevereiro de 1942. que expediu uma Circular. escreveu um artigo. quanto à escolha do diretor para o colégio. Para que os ideais se colimassem.

Cowsert. hoje. a Associação Batista de Educação decidiu desativá-lo. as circunstâncias que envolviam os colégios particulares eram desfavoráveis. uma das grandes instituições educacionais do sul fluminense. passando suas propriedades para a Convenção Batista Fluminense. em 1946. convidaram o missionário W. Após tecerem vários comentários. os signatários da carta encerravam-na: "Concluindo. Em 1976. que é a representante da Junta de Richmond na parte sul do Brasil. E. entre esse e os nossos mais destacados líderes. não foi outra coisa o que sucedeu no campo batista f luminense. através de sua Junta Executiva.J. que é. 1 " Como conseqüência dessa desinteligência. a Junta Executiva da Convenção Batista Fluminense enviou um ofício à Missão Batista do Sul do Brasil. onde viria a fundar a Igreja Batista Central e.Stover. os primeiros choques. Como sói acontecer. Assinaram-na T. coadjuvado por sua esposa. o Colégio Batista de Niterói ficava como até então — a Associação Batista de Educação continuaria a mantê-lo. em seguida. A obra educacional do Estado do Rio contou com relevantes serviços prestados. sempre surgem problemas de relacionamento. e um ano no Rio. Era bem diferente da personalidade do Dr. que previa a criação do "Fundo Memorial Pr. discorreremos em outra parte desta obra.Mac Neally. logo surgiram. Aí 152 . o Colégio Batista. se a Junta Fluminense conseguisse uma solução para o desentendimento havido entre ela e o irmão Mac Neally". Manoel Avelino de Souza". após 39 anos dc atuação missionária no campo batista fluminense. quando há trinta anos de liderança. com a morte do Pastor Manoel Avelino de Souza. Christie a do missionário W. porque a dívida do colégio com o INPS fosse preocupante.B. Maria Amália de Carvalho Souza e. O Colégio Batista dc Niterói prestou bons serviços à obra educacional. viúva do Pastor Manoel Avelino de Souza.B. Em 1962. o missionário Mac Neally deixou a função que lhe fora atribuída pela junta e se transferiu para Volta Redonda. caso fosse possível. narrando-lhe o problema e solicitando que o missionário fosse transferido de campo de atuação. mais especificamente na cidade de Niterói. no período de 1942 a 1976. A Missão Batista do Sul respondeu informando que lamentavam "que houvesse um desentendimento tão grande entre um missionário da nossa Missão e a conceituada Junta Estadual da Convenção Batista Fluminense".Terminada a reunião da junta. sendo enviado para outro estado. mediante o Acordo do Ingá.B. também. pelo Colégio Batista de Niterói. os batistas fluminenses.Mac Neally para substituí-lo. E.B. presidente da Comissão Executiva da Missão do Sul. passou a ser dirigido pelo Pastor Samuel de Souza. podemos afirmar que a Missão ficaria muito contente. PERÍODO DE TRANSIÇÃO MISSIONÁRIA Com a retirada de A. Eva de Souza. Sobre esse acordo. por D. Como o problema se agravasse e tomasse vulto. a Profa. secretário da mesma. e J. onde lecionou.Christie do Brasil. O ofício era assinado pelos pastores Fidélis Morales Bentancôr e Henrique Marinho Nunes . Sua influência cristã c moral alcançaram professores e alunos que a ele estiveram ligados. não tendo havido o necessário tato e o bom senso que se requeria.

Quando. instalou naquela cidade o Patronato. Desde cedo. se começou a pensar no amparo às crianças órfãs. Joaquim RoSa é um deles. garfos. que era dirigida pelo irmão Rogério Grassini. ficaram famosas as foices RG (Rogério Grassini). foi criada a Caixa de Socorros Mútuos. Na época. A última tentativa que. As senhoras batistas tratavam com muito zelo c carinho desse assunto. O Pastor Alfredo Joaquim dos Reis. f oices. foi a nomeação do casal Alfredo e Alice Reis para serem diretores do orfanato a ser criado. Foi uma decepção! (2) 153 . no desejo de ver todos os crentes amparados. com o trabalho produzido pelos que ali estivessem abrigados. Os pastores ganhavam muito pouco. preparou. estavam para ir para Aperibé.adquiriu mais dez terrenos. destacamos o missionário Dodanim Gonçalves. Naquela época. os batistas fluminenses sentiram a necessidade de manter uma obra beneficente. propugnando pelo ideal de um orfanato. com vistas à construção dc templos para futuras igrejas na cidade. Alfredo Reis achava que o patronato poderia ser sustentado. Esse. precisavam de ajuda para sobreviver. realizada em Petrópolis. outros obreiros se incorporaram a esses irmãos na propagação do mesmo ideal. auxiliaram o Pastor Alfredo Reis. porém. Seu filho. em seu patronato. Não foram poucas as famílias que. o plano não logrou ir avante. fabricadas na "ferraria do Pastor Alfredo Reis". Mas nada conseguiram. teve vida efêmera. no qual enfeixou muitas poesias de vários de nossos literatos. Chegou a quase instalar um orfanato. Nela se fabricavam cavadeiras. facas. o casal recebeu carta da Junta Executiva informando a falta de recursos para obra de tal envergadura. ainda assim. mal podendo sustentar suas famílias. o opúsculo Exaltação. Nem era possível pensar que poderiam juntar recursos para um futuro financeiramente mais tranqüilo. parecia. Entre os jovens que. perdendo o seu chefe. A idéia se divulgou paulatinamente. Havia a ferraria. Viviam mesmo pela fé. foi organizada uma entidade que recebia dos sócios contribuições financeiras que tinham em vista formar lastro financeiro para atender às necessidades dos obreiros. também. para a qual contribuíam e pela qual eram beneficiados quaisquer membros de igrejas batistas que a ela quisessem se filiar. Obreiros como Leonel Eyer. Primeiro se pensou em organizar uma entidade que viesse ao encontro das necessidades das viúvas dos pastores. É uma preciosa coletânea. Diante dessa situação. o brilhante causídico Eliasar Rosa. Todos os esforços foram insuficientes para alcançarem o ideal. daria certo. Mas. O Pastor Alfredo Reis sofreu um acidente. E. no ano de 1945(1). Isso tudo serviu para fazer arrefecer o alvo. para alcançar o acalentado ideal. Alfredo Reis. porém. Kléber Martins. que escreveram sobre o órfão. em 1943. em caso de morte do chefe da família. etc. não havia os benefícios oferecidos pelo governo. durante algum tempo. estavam sempe na linha de frente. Mais tarde. em grande parte. A OBRA DE BENEFICÊNCIA Desde os primórdios do seu trabalho. tendo de lançar mão de grande parte de seus recursos para atender à sua saúde prejudicada. A obra cresceu. Isso se deu por ocasião da assembléia convencional. que possuía uma propriedade em Aperibé.

mas. diante da associação: "Entreguemos o assunto a essa igreja. a dar os primeiros passos no sentido de instalarem o orfanato. Antônio Soares Ferreira 6. Empolgava os mensageiros. com o casal Reis. da qual era obreiro o Pr. Música — orquestra 7. José Silveira As irmãs Profa. Todo o dinheiro que possuíam eram vinte mil cruzeiros. Mas o orfanato ficará criado. Oração final — Pr. com grande sacrifício. na Vila de Aperibé. durante as reuniões da Associação Centro-Fluminense. A organização se deu na tarde do dia 20 de outubro de 1946. Adiei é hoje médico bem sucedido em Cabo Frio. Soares. Antônio Soares Ferreira. Instalação solene — pastor da igreja 8. trabalhando. David Coelho 2. por ter-se casado com o missionário Jonas Borges da Luz) abrilhantaram a solenidade com a apresentação de várias músicas e poesias alusivas ao órfão. conse! 54 .Mac Neally. em vista da impossibilidade de a convenção e a associação poderem levar avante o plano de organização do orfanato. no Hospital dos Servidores do Estado no Rio. "Um olhar retrospectivo" — Pr. Sermão — Pr. então. que já vem trabalhando em prol desse ideal. Transferência da Sede do Orfanato Sentindo que a Igreja Batista de Aperibé não estava mais interessada em manter em suas instalações o orfanato. propôs que. Era um domingo. o Pr. Ele vai organizá-lo e vai morrer. Abertura — Prof. Alfredo Reis 9. Oração inaugural — Pr. Aneirce e Anzi Pereira Pinto que tinham vindo de Cardoso Moreira. que a iniciativa fosse entregue à Igreja Batista de Aperibé. para que o Pr. Antônio Coelho Varella 11. Vendo que baldados eram todos os esforços no sentido de se organizar o orfanato. o missionário Mac Neally disse. São eles: Adiei. Discurso — pré-seminarista Ebenézer Soares Ferreira 10. o desafio. Oração — Pr. Eth Ferreira Borges da Luz. Ana Karklin e estudante Eth Pires Ferreira (hoje. após as reuniões das assembléias convencionais. A igreja cedeu a casa. Os primeiros órfãos chegaram no dia 14 de fevereiro de 1947. nas instalações do templo da igreja local. Usando linguagem dramática. organize o orfanato.Organização do Orfanato Batista Fluminense Durante vinte anos. a idéia voltava a ser esquecida. Soares. A programação de organização do orfanato deu-se às 13 horas. o missionário W. Palavra do pastor da igreja 3. Israel Pinheiro 5." O Pastor Antônio Soares Ferreira e a Igreja Batista de Aperibé aceitaram. realizadas em 1946. também. onde funcionava a escola e começaram. Música — orquestra 4. incluindo as seguintes partes: 1.B. na cidade de Portela. O orfanato recebeu o nome de Orfanato Batista Fluminense. após a realização da EBD. a idéia de se organizar um orfanato surgiu nos plenários da Convenção Batista Fluminense. então.

Maria. sanar as finanças da instituição. Osvaldo Soares dos Santos que. onde hoje está localizada a sede do Lar. o novo nome da instituição: 'Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira'. sendo seu primeiro presidente o Pr. Sucedeu ao Pr. Em Aperibé. D. Francisco Quirino da Costa. assumindo o ativo e o passivo. O Pr. na sua administração. após quase dez anos dc lulas. o seu braço forte foram sua filha Esther Ferreira (hoje. Teófilo Purens). Soares não quis fazer isso e entregou tudo à convenção que elegeu. uma Junta de Beneficência para administrá-lo. por sinal. na época. Inaugurou-se o prédio no dia 16 de 155 . Isaac e D. Pr. A junta vendeu a propriedade de Três Irmãos e adquiriu novas propriedades em Rio Douro. Isaac da Costa Moreira " O casal Moreira. a grande ajudadora foi a irmã Nadir Cordeiro. 2. A propriedade em que se encontrava o orfanato. coube a cie e ao presidente da junta. Antônio Soares Ferreira na Secretaria Administrativa da instituição o Pr. durante treze anos. em 1955. resolveu apelar à convenção no sentido de encampar o orfanato. 6. portanto. Fidélis Morales Bentancôr. Soares. Foi na sua gestão que tiveram início os estudos para transferir o orfanato para outra localidade e. lá permanecendo até o dia 20 de dezembro de 1970. A Assembléia da Convenção Batista Fluminense aprovou. no dia 12 de junho de 1962. Pr. (3) A Nova Ease e o Primeiro Diretor O jornalista Óthon Ávila do Amaral fez um histórico deste período e o publicou em O Jornal Batista. na cidade de Campos. Soares. foi empossado na secretaria executiva do Orfanato Batista Fluminense no dia 20 de novembro de 1957. Encampamento do Orfanato Com a saúde abalada. Mas o Pr. No dia 1? dc maio de 1961 foi lançada a pedra fundamental da nova sede. casada com o Pr. Deixou o orfanavo com 80 crianças e as dívidas pagas! A Administração do Pr. 3. José Silva. Naquela ocasião eram 76 órfãos que vinham sendo sustentados pela fé. Ali instalou o orfanato. esposa do Pr.guiu adquirir uma propriedade de seis alqueires na localidade de Três Irmãos onde já havia três casas. era sobrinho do Pr. Osvaldo ficou naquela função três anos. depois. no dia 28 de julho de 1958. Grandes coisas aconteceram nesse período: 1. daria para pagar a dívida várias vezes. que veio. 4. 5. Demos-Ihe a palavra: "Com o surgimento da Junta de Beneficência o Orfanato Batista Fluminense começa uma nova etapa de sua história no mesmo espírito que marcou a sua fundação: servir à causa da criança desamparada c órfã. Maria Salgado e D. Maria Ferreira da Silva. a se casar com o Pr. se vendida. Fidélis Morales Bentancôr. A instituição mudou-se de Três Irmãos para Rio Douro. Em Três Irmãos. No dia 08 de maio de 1960 foi inaugurado o 'Lar Para a Velhice Desamparada''. o Pr.

também. através das vidas de órfãos que lá receberem. Iniciou programa radiofônico na Rádio Copacabana. a orientação cristã que aquele lar se preocupa em oferecer àqueles que se tornam seus filhos. iniciada na administração do Pr. Gestão Pr. Antônio Soares Ferreira" no dia 09 de dezembro de 1989 e acumulou. Instalou telefone na sede. Antônio Soares Ferreira. O Senhor espera que outros sejam inspirados a dar. Achou-se que ela seria mais útil ao Lar Batista Pr. 2. a função de secretário-executivo da Junta de Beneficência. Em sua curta gestão. Sua administração foi do agrado dos batistas fluminenses. 3. Instalou serviços médicos e odontológicos. recebendo o mesmo o nome de Pr. 2. A junta encampou o orfanato 'Primeiro de Maio'. Concluiu a Casa do Ancião. que foi uma doação do Colégio Batista. além da assistência física e social. 6. 4. o "Lar Batista Profa. Administradores Interinos da Instituição " C o m o afastamento voluntário do Pr. foi inaugurado em Campos. mantido pela Associação Itaguaitiba. tendo a junta terminado de fazer os pagamentos que restavam. Doações de Imóveis Feitas ao Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira As pessoas abaixo relacionadas fizeram doações de imóveis ao Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira. 1. Nilson Godoy O Pr. Inaugurou-se a oficina gráfica. Nilson Godoy assumiu a direção do "Lar Batista Pr. 7. João Antônio Amorim "Assumiu o Pastor Amorim a função de secretário-executivo no dia I o de maio de 1971. Que cada associação procure criar também uma obra de tal jaez. Isaac. João Batista Paulo Guedes também ficou um ano e sete meses à frente da instituição. 7. Élcia Barreto Soares". Lá esteve por mais de 15 anos. Posteriormente. 9. Iniciou a organização da Associação dos Ex-Alunos do Lar". 1.Ebenézer Soares Eerreira — Cinco terrenos em Campos. Essas têm seus nomes ligados à obra social ali mantida. produzindo frutos incontáveis.Anuar Aragão de Góis — Dois terrenos em Nova Iguaçu e um em Araruama. no dia 23 de março de 1991. sendo que nào se encontravam totalmente pagos. Administração do Pr.outubro de 1965. Osvaldo Tinoco fica algum tempo à frente do Lar. 8. 5. com o grande apoio da Associação Batista da Planície. de seus bens para a obra realizada no "Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira". Suas doações permanecerão por toda a existência daquela instituição. Que eles se concretizem logo. o Pr. Fundou o jornal Lar Batista. também. Está com muitos planos. Alfredo Reis. Adquiriu kombi para o Lar. Isaac. Ampliou o abastecimento de água para a instituição. Iniciou a biblioteca do Lar. 8. o Pr. A oficina servia para a publicação do jornal do colégio. existente em Mazomba. 156 .

de pronto. com a cláusula de usufruto. Nos seus congressos os homens batistas fluminenses têm procurado. Assim é que trouxeram da Vene157 . por ocasião da Semana Santa. a organização não contou. 153. Macaé. e duas lojas comerciais situadas nos números 176 e 178 da mesma rua. situada à Rua Tancredo Neves. realizada em Macaé. de 26 a 29 de março de 1964. Os que se interessavam pelo assunto apelavam no sentido de que a convenção lhes desse também oportunidade de realizarem seus trabalhos tendo o respaldo da própria convenção. por ocasião das assembléias convencionais.José Luís Gonçalves — Um prédio. tendo como orador oficial o Pr. Élcia Barreto Soares. Henrique Marinho Nunes. que foi criado um grupo de trabalho composto dos pastores Henrique Marinho Nunes. mas também de ordem financeira. São Gonçalo. medindo 12mX70m. trazer oradores de fora. Três Rios e outras importantes cidades do estado têm sido palco das realizações dos congressos que têm apresentado boa programação. cm Rio Dourado. Assim. de quando em quando. 1 . Pádua. Assembléia Convencional. nos moldes do que era feito pelas senhoras. Como sói acontecer em muitos casos semelhantes. I. Começou com passos débeis. Alberto Araújo e Fidélis Morales Bentancôr.Marcelino Lima Pereira — Uma casa em Jardim Catarina. em 1943. A João Baptista Bittencourt — Um apartamento. O apoio que solicitavam não era só moral. 5. realizado anualmente. Caxias. foi organizada. em locais com capacidade para hospedagem de um bom contingente de congressistas. de outros estados brasileiros.Evangelina Guedes — Um apartamento em Campos. Niterói. em Macaé. UNIÃO MASCULINA MISSIONÁRIA BATISTA FLUMINENSE A atual União Masculina Missionária Batista Fluminense teve sua gênese nas reuniões promovidas pelo Pr.Uma propriedade eom uma casa e uma meia-água. Para maior interesse de todos os homens têm sido convidadas para preletores pessoas de reconhecido mérito na denominação estadual e nacional. Campos. A doação tem cláusula de usufruto.Moisés Silveira — Um terreno. se desenvolvendo. onde foi instalado o Lar Batista Profa. dc 130m2. À noite têm sido realizadas pregações evangelísticas por pregadores de renome vindos. 174. louvarem ao Senhor e estudarem planos para o seu trabalho. eom três apartamentos. alguns deles. os hiatos. Foi na 35a. O último foi realizado em Fonseca. Itaperuna. Jair Garcia. 6. com o franco apoio que todos esperavam. Foi. e reunia-se com a liderança dos homens batistas de várias igrejas para orarem. Ele aproveitava os períodos vagos. em Campos. O primeiro foi realizado em Cachoeiras de Macacu. com a finalidade precipua de estudar a possibilidade de organizar o trabalho dos homens batistas no estado. porém. já vendido pela junta. Mas. finalmente. Já se realizaram 28 congressos. situado à Rua Marechal Deodoro. Uma das promoções que mais contribuíram para o seu desenvolvimento foi a criação do Congresso dos Homens Batistas Fluminenses.

Dr. Ophir Pereira de Bairos. Houve vários pastores que trabalharam muito dando apoio à União Masculina Missionária. Jacy Fructuoso. Faz alguns anos que é seu secretário-executivo o Prof. Alcides Cunha. o Pr. Dr. Pr. Muito fizeram pelo desenvolvimento da UMMBF pessoas como Nicodemos Barreto. famoso pelos exercícios Cooper.zuela. Isaac Moreira. Assis Cabral. Almir Rodrigues. 158 . Atualmente a União Masculina Missionária Batista Fluminense é presidida por José Pimentel Júnior. Rhoelmcr Abreu Louzada. Antônio Fausto de Oliveira. Henrique Marinho Nunes. Esta entidade tornou-se modelo para a criação dc outras em vários estados. Alcides Cunha. Ampliato Cabral. mais tarde. Paulo Mainhard. Florentino Nogueira. Dos Estados Unidos já falaram em congressos da UMMBF os Drs. e para que ela tivesse seu congresso anual. Oliveira. Manoel Juventino Sant'Anna. o Pr. Daniel Arnaldo do Nascimento. Carlos Schumann. David F^ de Oliveira. que se empenhou de corpo e alma para que essa organização fosse criada. membro do Conselho Geral da Aliança Batista Mundial e Kennedy Cooper. Levi Silva. Como o Pr. líderes que ocupam posição de saliência no estado e vieram a ser presidentes do Congresso dos Homens Batistas do Brasil. que veio. Galdino de Oliveira. membro da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo. Artur e. que não tem medido esforços para que a organização cresça a cada ano. São eles: Waldemar Zarro. Kléber Faria. no momento. Outros irmãos têm contribuído para o desenvolvimento da entidade referida: Custódio Romualdo dos Santos. Dioceles Patrício. Antônio Moreira Portes. Alcides Cunha. Patrício Portela. podemos citar também os nomes do Dr. entre eles. labora no Estado de Mato Grosso do Sul. sobressaindo-se. Elias Pessanha. a ser pastor e. Eloyd Harris. Giovani S. Abdiel Duarte. Eudóxio Azevedo. Ivair Simões. esse denodado obreiro. A criação da União Masculina Missionária Batista do Brasil é fruto da visão de vários líderes do trabalho dos homens em igrejas fluminenses. Hermilo Gomes da Cruz. do Peru.

Isaac da Costa Moreira. na Assembléia da Convenção Batista Fluminense que se realizou em 1959. com ele. porém. Pr. por três anos — Pr. na Primeira Igreja Batista em Macaé. por dois anos — Pr. várias propostas foram feitas e discussões se sucederam. José Fernandes Murta e Pr. Foi. Seus 15 componentes foram os seguintes: por um ano — Pr.B. W. alguns líderes sentiram que a existência de uma única junta já não atendia ao desenvolvimento do trabalho. Pr. que acompanhem o mundo também em desenvolvimento. No entanto. No campo batista fluminense ocorreram mudanças. Chegou-se finalmente a um consenso. Por exemplo. a necessidade de reestruturação. Mister se faz estudar todos os envolvimentos e procurar descobrir se outra estrutura traria maior progresso para a obra. outros sentem que estruturas que foram boas em determinadas épocas podem deixar de produzir como se espera. também. Pr. Miss Blanche Simpson.Mac Neally. é necessário que aconteçam mudanças no trabalho. Moisés Henrique dos Santos e Gê Sardenberg. pois o desenvolvimento da obra requer a aplicação de novos métodos. O mesmo acontecia com a obra de evangelismo e beneficência. Samuel de Souza. Como resultado dos ideais propostos em convenções e em artigos publicados em O Escudeiro Batista. Estudos foram apresentados. Isaac Martins. José Joaquim da Silveira. novas diretrizes. Pr. Isso ocorreu no dia27 de julho de 1954. Ageu Neto. O trabalho se desenvolvia e. uma segunda junta: a de Educação. Virgílio Faria. em que a Junta Executiva era extinta e quatro outras juntas eram criadas. Waldemar Zarro. que foi votada toda a reestruturação. Jabs dos Santos. Sempre há aqueles que se apegam ao status quo e não desejam mudança alguma. Abelar Suzano de Siqueira. Pr. José de Souza Herdy e Pr. veio a surgir no campo batista fluminense. A obra da educação requeria maior atenção. O campo batista fluminense foi o primeiro no 159 . Pr.Capítulo XI PERÍODO DE REESTRUTURAÇÃO REESTRUTURAÇÃO DO TRABALHO NO CAMPO BATISTA FLUMINENSE De quando em quando.

Pr. D. Osmar Soares. Pr. Ao se organizar. A Junta de Beneficência ficou assim constituída: por um ano — Pr. estadual ou municipal. Pr. Pr. estaria o consagrado obreiro. Isso. Pr. Orou ao Senhor Deus e. Cada qual teria seu campo específico dc atuação. John Riffey caberia ordenar todo o trabalho. Pr. ambulatoriais. Manoel Bento da Silva. na localidade denominada Ponto de Cacimbas. Antônio Soares Ferreira que fundara. por três anos — Pr. A Junta Coordenadora ficou assim constituída: por um ano — Pr. Junta de Evangelizaçao. em 1946. Fidélis Morales Bentancôr. Pr. Paulo Mainhard. logo.Brasil a contar com quatro juntas: Jurila Coordenadora. Mário Barreto França. Rubem Coelho dos Santos. Pr. João Barreto da Silva. Antônio Ferreira. Pr. Julieta Sales. a obra era organizada. Pr. Resolveu ele. Ary Macharet. ASSOCIAÇÃO FILANTRÓPICA RUI BARBOSA Nasceu essa entidade filantrópica em 1952. Pr. a Associação Filantrópica Rui Barbosa mantém serviços médico-hospitalares. A Junta de Evangelização foi composta dos seguintes membros: por um ano — Pr. fisioterápicos e odontológicos. Pr. Ncmésio Fernandes de Carvalho. com o irmão Manoel Bernardes de Oliveira. no momento. Albino Adolfo Veríssimo. Erodice Gonçalves Ribeiro. Pr. Benedito Sampaio. Narra ele que se inspirou no idealismo do Pr. graças ao espírito humanitário. Junta de Educação e Junta de Beneficência. por dois anos — Pr. José Ferreira da Silva. Osmar Soares. Walter Santos. fundar um abrigo para velhos desamparados. Walter Velasco. Edmundo Antunes.Stela Borges de Araújo. Pr. Aylpton de Jesus Gonçalves. Waltir Pereira da Silva e Pr. Pr. Inácio José Pinheiro. por três anos — Pr. Pr. pastoreando a Primeira Igreja Batista em Macaé. Antônio Coelho Varella. Samuel Leite Fonseca. Auxiliando-o. de ambos os sexos. e. Pr. a fim dc poder se tornar pessoa jurídica. Pr. Pr. Salvador Borges. Manoel Avelino de Souza. a única. por dois anos — Francisco Rosa. como tesoureiro. Edmundo Antunes da Silva. por dois anos — Pr. Florentina Rodrigues Barreto. Laurindo Nolasco. então. Itamar Francisco dc Souza. por três anos — Pr. quer por parte do governo federal. Pr. é essa associação a pioneira e. ao mesmo tempo. 160 . Ao missionário Dr. Antônio Soares Ferreira. Oswaldo Viana. Gen. Demerval Silva. Nemésio Fernandes de Carvalho. além do abrigo para velhos. Daniel de Almeida. Oswaldo Soares dos Santos. Naquela região não há nenhuma instituição de beneficência ou serviço social. cada junta elaborou e registrou seus próprios estatutos. Nilo Cerqueira Bastos. Pr. Pr. o Orfanato Batista de Aperibé. Pr. no município de São João da Barra. Pr. Waldemar Zarro. Hoje. Pr. Pr. Luiz Laurentino da Silva. Fidélis Morales Bentancôr. Assim. D. Pr. Pr. Pr. de desprendimento e de zelo pela obra do Senhor demonstrado pelo irmão Manoel Bernardes de Oliveira. Silas Batista. Ismail de Oliveira Rodrigues. Ageh de Oliveira Pinto. Dalson Pinto Teixeira. Pr. D. Pr.

São inestimáveis os serviços que essa entidade tem prestado àquela região,
atendendo, às vezes, a pessoas vindas até da fronteira com o Estado do Espírito
Santo.
Merece aplausos e nossa cooperação o irmão Manoel, a quem o Senhor tem
usado para a manutenção dessa obra meritória, grande inspiração para tantos
quantos a têm conhecido. Todos devíamos visitá-la e procurar imitar o irmão Manoel
Bernardes de Oliveira.
SAGRAÇÃO DE BISPOS EM TEMPIX) BATISTA
Ocasionou certo constrangimento entre os batistas fluminenses o episódio
que se verificou no templo da Primeira Igreja Batista de Petrópolis, em 1954. Por
sua própria iniciativa, o Pastor Wilson Régis autorizou a cúpula da "Igreja Católica Livre" a realizar a cerimônia de "sagração de bispos" que a ela estavam filiados,
usando para isso o templo daquela igreja batista.
O assunto prendeu a atenção dos mensageiros à assembléia convencional que
se realizou em Itaperuna, em julho de 1954, os quais se mostraram surpresos, estranhando o procedimento daquele pastor e sua igreja.
O assunto foi levado, também, ao plenário da Ordem dos Ministros Batistas
do Estado do Rio de Janeiro. Depois de sabatinado, o Pastor Wilson Régis fez apresentar suas explicações. Da ata daquela reunião, realizada em 10 de julho de 1954,
extraímos:
'' Disse (o Pastor Wilson Régis) que autorizara, realmente, tais cerimônias no templo de sua igreja, sem julgar que isso viesse a trazer tanta
celeuma e tantos comentários desfavoráveis."
Logo após a realização da assembléia convencional em Itaperuna, em julho
de 1954, o Pr. Fidélis Morales Bentancôr escreveu um artigo para o O Norte Batista,
órgão da Associação Batista Norte, sob o título "Quatro Passos Para Trás".
O primeiro "passo para trás" comentado por ele foi o referente ao caso da
sagração de um bispo da Igreja Católica Livre no templo da Primeira Igreja Batista
de Petrópolis.
Achou o Pr. Fidélis que foi pouco o aperto dado pelos pastores ao Pr. Wilson
Régis que, ainda, lhe deram, depois, posição saliente na convenção. O Pr. Waldemar
Zarro respondeu, em O Escudeiro Batista, de 30 de novembro de 1954, em duas
páginas, ao "Quatro Passos Para Trás", dizendo que a União de Pastores (esse era
o nome na época) "agiu criteriosamente, reprovando o mal, abraçando o obreiro
e amparando-o numa hora difícil".
ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Em julho de 1951, por inspiração do Pastor João Barreto da Silva, foi organizada, em Campos, a União de Pastores Batistas do Estado do Rio. O Pastor Barreto foi, por mais de dez anos, o seu presidente, tendo sido sucedido pelo Pastor Waldemar
Zarro, que esteve, por vários anos, à frente dessa entidade.
Esses dois presidentes levaram essa organização a promover, anualmente, um
retiro para os pastores, que foram realizados em Campos, no acampamento de Rio
Dourado, e em Santa Maria Madalena. Para esses retiros, foram convidados prele161

tores como: Reynaldo Purim, Manoel Avelino de Souza, Knéas Tognini, Wcrner
Kaschel, Ebenézer Soares Ferreira, Harold Renfrow, John Riffey, Fidélis Morales
Bentancôr.
Após alguns anos à frente da entidade, o Pastor Waldemar Zarro foi sucedido pelo Pastor Nilson do Amaral Fànini, que procurou dar nova orientação aos
retiros. Esses passaram a ser realizados no Acampamento Batista Fluminense, em
Rio Bonito. Novos assuntos eram trazidos para debate e, até, preletores da outra
América foram convidados para estarem nesses retiros.
Com a posterior eleição do Pastor Antônio Moreira Portes, para presidente,
uma nova fase foi iniciada, retratada na mudança do nome de União de Pastores
Batistas Fluminenses para Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, seção do Estado
do Rio.
Em períodos subseqüentes, ocuparam a presidência da Ordem os Pastores
Arides Martins da Rocha, Diocezir Alberto, Francisco Cerqueira Bastos, Edgard
Barreto Antunes, Joaquim de Paula Rosa, José de Souza Gama, Elias Carvalho
de Sá, Nilson Dimárzio e João Batista Paulo Guedes.
Secretário — Executivo da Ordem
Por vinte anos, o Pastor João Batista Paulo Guedes ocupou o cargo dc
secretário-executivo da Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, seção do Estado
do Rio. Foi sempre muito atuante, podendo ser destacadas, no período de sua gestão,
as seguintes atividades:
1. Criação do FUNAPAS, que era um fundo de auxílio aos pastores. Esse
fundo chegou a alcançar quatro milhões de cruzeiros.
2. Condecoração nas assembléias convencionais — Eram momentos de grande
solenidade, promovidos pela Ordem para homenagear os obreiros que completavam
25, 30, 40 e 50 anos de ministério. A esses era entregue uma comenda, de acordo
com o número de anos de ministério que alcançavam. Havia quatro comendas para
serem entregues, em homenagem à memória dos pastores: A.B.Christie, João Barreto
da Silva, Monoel Avelino de Souza e Elias Vidal.
3. Instituição da carteira de sócio. Antes dessa, só era aceita a da Ordem dos
Ministros Batistas do Brasil.
4. Criação da Biblioteca da Ordem, com o acervo que lhe fora doado pelo
Colégio Batista de Niterói, quando do seu fechamento.
5. Promoção de intercâmbio entre a Ordem Fluminense e a Paulista. Os fluminenses participaram de um retiro de pastores paulistas e esses, de um retiro de pastores
fluminenses.
6. Criação do DIACOPBERJ — Esse departamento agrupava os diáconos
de igrejas batistas fluminenses. Houve resistência, por parte de alguns líderes denominacionais, quanto à criação desse departamento. Após sete anos dc esforços, ele
foi formado. O Dr. Paulo Ribeiro foi eleito o primeiro presidente dessa organização,
e o Pastor Fidélis Morales Bentancôr foi reconhecido como patrono da mesma.
7. Instalação da sede oficial da Ordem, em duas salas do extinto Colégio Batista
de Niterói, logo após a assinatura do Acordo do Ingá.

162

Novo Secretário-Executivo
Substituiu o Pastor Paulo Guedes na secretaria-exeeutiva, o Pr. Dario Braga,
que ficou na função durante cerca dc três anos. Depois dele, tomou posse o Pr.
Judson Garcia Bastos, que está na função de secretário-executivo da OMERJ, de
1986 até a presente data (1991). O Pastor Judson tem procurado imprimir um dinamismo especial ao trabalho, que teve sua nomenclatura mudada. Hoje ela é chamada
Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro — OPBERJ.

A Obra da OPBERJ
É inestimável a obra realizada pela Ordem dos Pastores Batistas do Estado
do Rio de Janeiro. Anualmente, durante o mês de maio, ela promove um retiro que
é bem concorrido. A ele têm comparecido até cerca de trezentos pastores.
A OPBERJ estabelece seções associacionais. Assim, tem-se tornado mais fácil
o congraçamcnto entre os obreiros e o trabalho tem-se desenvolvido mais c melhor.
Os retiros têm sido dc grande proveito para todos os pastores que deles têm
participado. Além de ser um período de descanso e lazer, é também uma oportunidade para que os colegas troquem idéias, apresentem seus planos, problemas, etc.
Além da camaradagem desfrutada, há o grande privilégio de se fazer uma reciclagem,
ouvindo-se mensagens e fazendo-se os estudos apresentados pelos preletores. É
sempre um período que o obreiro aproveita para aumentar sua bagagem cultural
c espiritual.

Algumas Importantes Decisões da Ordem dos Pastores
Muitos foram os assuntos tratados na Ordem dos Pastores Batistas do Estado
do Rio de Janeiro. Salientamos os seguintes:
1. Recondução de ex-pastores ao ministério sagrado. Se o pastor foi excluído,
ele perde a investidura ministerial. Reconciliando-se, ele é, apenas, um membro da
igreja. Caso uma igreja deseje vê-lo investido na função pastoral deve, então,
convocar um concilio para dar seu parecer sobre a possibilidade de restaurá-lo, ou
não, ao ministério.
2. Quanto à ordenação de pastores. Deve a igreja, que pretende promover a
ordenação de alguém ao ministério, proceder do modo seguinte:
a) Publicar, com muita antecedência (quem sabe de quatro meses, no mínimo),
em o O Escudeiro Batista e em o O Jornal Batista, a Convocação de Concilio, dando
as qualificações do candidato e informando que espera que alguém que saiba de
algo que desabone a sua conduta se pronuncie em tempo hábil, a fim de se evitar
constrangimentos de última hora, ou mesmo futuros.
b) Evitar promover a ordenação, se no concilio não houver unanimidade.
3. Quanto aos pastores divorciados. A Ordem se posicionou contrariamente
à ordenação de pessoas que sejam divorciadas, recordando que, para exercer o minis163

tério sagrado, o obreiro tem que ter um caráter ilibado e ser exemplo em tudo,
principalmente em sua vida conjugai.
O PROBLEMA DENOMINADO "RENOVAÇÃO ESPIRITUAL"
De quando em quando, surgem movimentos que têm cm mira o aperfeiçoamento espiritual dos crentes. Esses movimentos parecem cíclicos. Eles ocorrem
sempre quando os crentes começam a ficar meio apáticos quanto à vida espiritual.
Por volta do ano de 1958, surgiu o movimento que ficou denominado como
"Renovação Espiritual". Até que, no princípio, cie conquistou a simpatia de ilustres líderes da denominação, tendo cm vista que o que ele buscava era uma maior
pureza na vida dos crentes e um maior fervor espiritual.
A missionária Rosalel Appleby já vinha, há anos, trabalhando e orando nesse
sentido e esperando que o "avivamento viesse à pátria brasileira". Ela era, realmente, a grande animadora de um despertamento no seio das igrejas. Com seus livros
maravilhosos como Ouro, Incenso e Mirra, Melodias na Alvorada, Vida Vitoriosa,
folhetos e palestras, ela ia, paulatinamente, semeando um ideal que, há muito, acalentava.
O Pastor José Rego do Nascimento, que se formara no Seminário Teológico
Batista do Sul do Brasil, em 1951, estava pastoreando a Igreja Batista de Vitória
da Conquista, Bahia, quando começou a sentir-se inclinado a levar a bandeira que
a missionária Rosalel desfraldava. Por isso, começou a dedicar-se, de corpo c alma,
ao assunto.
A Igreja Batista de Lagoinha, em Belo Horizonte, o convidou, em maio de
1958, para pastoreá-la. Aí já havia um fermento do movimento que, logo depois,
viria a eclodir com grande ímpeto.
O movimento trazia no seu bojo uma grande esperança. Era como que uma
lufada de novos ventos na direção de um grande despertamento espiritual.
Quando muitos já estavam entusiasmados com o movimento em curso, descobriram que, no mesmo, permeavam doutrinas de cunho pentecostal. José Rego do
Nascimento pregava e escrevia sobre a "segunda bênção", que era o batismo do
Espírito Santo, o que estava em desacordo com o que as igrejas batistas ensinavam.
O problema foi levado ao plenário da Convenção Batista Brasileira, pelo
grande líder mineiro, pastor Muryllo Casseti, que pediu a nomeação de uma
comissão para estudar o movimento que nascia e dar o parecer na assembléia convencional seguinte. Como conseqüência dessa proposta, foram nomeados, pelo
presidente, Pr. Rubens Lopes, 12 pessoas para comporem a comissão solicitada.
O plenário achou que o presidente deveria fazer parte da mesma. Assim, ela foi
formada eom 13 elementos. Ficou conhecida como a "Comissão dos Treze". Dela
fizeram parte três que esposavam, abertamente, os ideais da "renovação espiritual"
— José Rego do Nascimento, Enéas Tognini e Achilles Barbosa; e mais os seguintes
pastores: João Filson Soren, Harald Schally, Delcyr de Souza Lima, Reynaldo
Purim, David Mein, Werner Kaschel, José dos Reis Pereira, David Gomes, Rubens
Lopes e Thurmon Bryant.
Enquanto a comissão prosseguia nos estudos (após a apresentação de seu
primeiro relatório à assembléia convencional, em Vitória, em janeiro de 1963) os
pastores José Rego do Nascimento e Enéas Tognini resolveram deixar a ' ' Comissão
dos Treze''.
164

Por aí já se podia verificar que rumos as coisas tomariam. Nesse ínterim, o
problema da "renovação" estava trazendo muitos dissabores entre os obreiros e
igrejas no Estado de Minas Gerais. A Igreja de Lagoinha, da qual o Pastor José
Rego do Nascimento era pastor, fora desligada da Convenção Batista Mineira, em
virtude de considerarem que ela estava com doutrinas pentecostais. Algumas igrejas
simpatizantes da "renovação" se solidarizaram com a Igreja de Lagoinha c, em breve,
trinta delas se desligavam da Convenção Batista Mineira.
O fermento atingiu nosso campo fluminense, através da Igreja Batista do
Fonseca, que, na ocasião, era liderada pelo Pr. Samuel Chagas, recém chegado
dc São Paulo, onde já havia manifestado as idéias de cunho carismático que
iria difundir no seio da referida igreja.
Ele foi ganhando a simpatia de muitos e deixando penetrar na membresia
elementos oriundos da igreja pentecostal. Como alguns líderes se opuseram a
isso, ele levou a igreja a conceder-lhes carta compulsória ou exclusão. Assim,
os irmãos Osvaldo Gomes, Daniel Matta, Fidélis de Oliveira Rosa, Saliel do
Couto, Stênio Velasco e Jetro Maia foram alijados da igreja.
O grupo referido, excluído que fora, e outras pessoas mais, passaram a
se reunir, provisoriamente, em um salão na Rua Alzira Vargas, n? 72, Fonseca,
Niterói.
As igrejas de Niterói estavam apreensivas e perplexas com o que se passava.
Em conseqüência disso, em 12 de novembro de 1963, a Associação Batista Niteroiense enviou à Igreja do Fonseca uma carta pedindo que ela se definisse, no
prazo de três meses, sobre seu comportamento doutrinário. " O pastor comentou
sobre a carta dizendo que era iníqua e que não se devia responder". É o que
ficou em ata lavrada pelo irmão Daniel J.Matta, em 12 de novembro de 1963.
Uma comissão, presidida pelo pastor Dr. Erodice G.Ribeiro, encaminhou
uma carta à igreja, já que ela não dera atenção à carta da associação, "sugerindo
que se exonerasse e excluísse do seu rol de membros o Pastor Samuel Chagas".
Como não chegassem a bom termo as conversações no âmbito da associação, a Convenção Batista Fluminense foi chamada a participar, a fim de ajudar
a salvar aquela boa igreja, que tinha sido liderada, por muitos anos, pelo Pastor
Osmar Soares, grande líder fluminense.
O presidente da Convenção Batista Fluminense, Pastor Ebenézer Soares
Ferreira, se reuniu com o grupo da Igreja Batista do Fonseca, em 29 de julho
de 1964, cm Niterói, para buscar uma solução para o problema. O Pastor Samuel
Chagas compareceu com um grupo de irmãos que já estavam bem "chumbados"
com os ensinos e práticas pentecostais, trazendo um memorial no qual,
defendendo-se, acusava-se mais ainda. Em certa parte do documento ele afirmava: " O batismo do Espírito Santo é experiência distinta do novo nascimento
(regeneração e conversão). É a segunda bênção, pela submissão, total entrega,
segundo a obra da graça, plenitude do Espírito...".
Foi feita uma ata dessa reunião, secretariada pelo Pastor Nilson do Amaral
Fanini. Ei-la:
"Às 22hl0m do dia 29 de julho de 1964, a convite do senhor presidente, reuniram-se no gabinete pastoral da Primeira Igreja Batista
de Niterói, para apreciar a carta-resposta da Igreja Batista do Fonseca,
os seguintes pastores: Ebenézer Soares Ferreira, Osmar Soares, Gutenberg Faria Guedes, Harold Renfrow, Waltir Pereira da Silva, Antônio
165

Que a decisão seria votada por unanimidade. irmão Samuel Chagas. Vendo que nada conseguira. ao Pastor Ebenézer Soares Ferreira. Que o parecer da Convenção Batista Brasileira transcrito no documento do concilio. oraram os pastores: Neri Camargo. Ouvindo aqueles irmãos. este deu um parecer. João José Soares Filho e o irmão Davi Ferreira Batista". Reunindo-se o concilio. Que fosse usada linguagem serena. Como as crises fermentassem ainda. Que seja feito um apelo para cessarem os ataques à igreja e ao seu pastor. 166 . em virtude de haver vários irmãos reunido-se numa congregação. pastor Ebenézer Soares Ferreira. O presidente historiou os fatos desde a associação. Que esta seria a última palavra da Igreja do Fonseca. Neri Camargo. 9. Em seguida. Joélcio Barreto. Como os problemas fossem aumentados. etc. 12. 3. aprovado pela Convenção Batista Brasileira. o Pastor João José Soares Filho leu o documento da referida igreja. concilio. " O senhor presidente. de representantes de mais de dez associações. inclusive o seu pastor. foi enviado um abaixo-assinado. Que a Igreja do Fonseca tem estatutos mas só poderão ser fornecidos mediante votação da referida igreja. 6. tanto pela imprensa escrita quanto pela falada. em 1? de novembro de 1964. Isaías Barcelos. Que a igreja não está em sintonia com a Convenção Batista Brasileira. 7. Que a Igreja do Fonseca discorda frontalmente do "Parecer da Comissão dos Treze". então presidente da Convenção Batista Fluminense. José de Sá. Que o pastor não sabia o número exato de membros arrolados na Igreja do Fonseca. Que a igreja ditou as linhas principais do documento e delegou poderes à comissão para redigi-lo. convidou o Pastor Fanini para secretariar a reunião. Belardim de Amorim Pimentel. Finalizando em clima cordial e fraterno.Moreira Portes. requerendo a convocação de uma assembléia extraordinária dessa convenção. Que a carta-resposta foi elaborada por uma comissão eleita pela igreja mas não foi submetida à mesma depois de redigida. Elias Vidal. 5. 2. é criticado pela Igreja do Fonseca. e endereçado ao rebanho. chegou-se às seguintes conclusões: 1. foi convidada para dar assistência ao grupo que discordava da liderança do Pastor Samuel Chagas. 8. certas expressões da carta são injuriosas à igreja e ao seu pastor. 4. Nilson do Amaral Eanini. 11. reconhecendo o grupo que estava desligado como sendo a legítima Igreja Batista do Fonseca. a Igreja Batista de Porto da Madama. 10. Que são infundadas as acusações contidas no documento. resolveu convocar um concilio de igrejas batistas para aconselhá-la na maneira de agir com o grupo que saiu da Igreja do Fonseca. liderada pelo Pastor Ageu de Oliveira Pinto. João José Soares Eilho e mais um grupo de irmãos da referida igreja. 13. segundo acha o próprio grupo da Igreja do Fonseca. Edmundo Antunes da Silva. Que.

Depois de fazer uma exposição dos fatos que ocasionaram a convocação. a solução do problema. R E Q U E R E R A VOSSA EXCELÊNCIA A CONVOCAÇÃO DE UMA ASSEMBLÉIA CONVENCIONAL EXTRAORDINÁRIA. chegando à seguinte conclusão: 'RECONHCENDO COMO IGREJA BATISTA DO FONSECA O GRUPO CONSTITUÍDO DE IRMÃOS AFASTADOS PELA REFERIDA IGREJA E QUE SE REÚNE PROVISORIAMENTE À RUA ALZIRA VARGAS. ainda. encaminha o assunto. considerando que a convenção nomeou uma douta comissão a fim dc tratar do problema relacionado com a referida igreja. reconhecendo como legítima Igreja 167 . ainda. no capítulo III. considerando que um grupo foi afastado dc maneira arbitrária por não concordar com a orientação doutrinária seguida pelo seu pastor. Sr. o presidente. considerando que esse grupo estava se dispersando por não ter alguém que o orientasse de uma maneira segura. que merece no momento uma certa urgência. considerando. MUI R E S P E I T O S A M E N T E . como prevêem os artigos 1? e 10? do capítulo III do seu estatuto. que o seu relatório só viria no próximo ano. AS IGREJAS DE VÁRIAS ASSOCIAÇÕES ABAIXO-ASSINADAS VÊM. FONSECA. 10?. considerando que a Igreja de Porto da Madama foi solicitada a prestar sua colaboração. § 2o. Presidente da Convenção Batista Fluminense: Considerando o agravamento do problema da Igreja Batista do Fonseca. prevêem a convocação para tratar de assuntos de interesse geral. art. Pastor Ebenézer Soares Ferreira. considerando que os estatutos da Convenção Batista Fluminense. no templo da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo. convocou um concilio a fim de traçar uma diretriz para solução do problema.Para registro histórico. assim. EM DATA E LOCAL DETERMINADOS. A FIM DE REFERENDAR A RESOLUÇÃO DO CONCILIO OU O QUE A CONVENÇÃO JULGAR DE MELHOR ALVITRE". NITERÓI' considerando que o problema afeto à Igreja Batista do Fonseca deve ser de interesse geral de todas as igrejas batistas do Estado do Rio. a Assembléia Extraordinária da Convenção Batista Fluminense. retardando. que essa igreja não deveria sozinha atuar na solução do problema. N? 72. considerando. transcrevemo-lo aqui: "Exmo. oferecendo ao plenário duas sugestões: 1) homologação da decisão do concilio promovido pela Igreja Batista do Porto da Madama. para buscar solução para o problema relacionado com a Igreja Batista do Fonsecae seu pastor. Assembléia Extraordinária da Convenção Batista Fluminense Realizou-se no dia 15 de janeiro de 1965. reunindo-se esse concilio no dia 1? de novembro de 1964.

letra b. dessa maneira. no seu entender. no templo da Segunda Igreja Batista de Campos. O Pastor Isaías Barcelos propôs a homologação da decisão do concilio já referido. 92. que se reunia à Rua Alzira Vargas. chamada Igreja Batista do (i) Fonseca. Abelar S. Itamar F. Siqueira. 2) reconsideração do assunto e. A ata dessa assembléia extraordinária foi publicada. às páginas 22 a 24 dos Anais da 58? Assembléia da Convenção Batista Fluminense. requerendo a inserção da mesma em ata. uma providência de Deus. que se realizou cm 1965. então. Usaram da palavra para discutir o assunto os pastores Jabniel Silva. Waldemar Zarro. por escrito. Raphael Zambrotti. declaração de voto. 168 . Segundo o redator d' O Escudeiro Batista. João Batista Paulo Guedes. se afasta das doutrinas aceitas e defendidas pelos batistas. no Fonseca. sendo que a maioria absoluta deles defendia a exclusão da Igreja Batista do Fonseca. Clério Boechat. que desejavam solução rápida. vem dizer-nos que 'nós' é que estamos errados. isto à luz da chamada 'Comissão dos Treze'. Decidia assim o plenário pela exclusão da igreja do rol de igrejas da Convenção Batista Fluminense. no Templo da Primeira Igreja Batista de Niterói. Na qualidade de presidente da Convenção Batista Fluminense. de Souza. considerando-se que todos os esforços foram nulos e a referida igreja. " U m obreiro idoso e muito experimentado declarou que essa assembléia. A proposta é discutida. para o (2) problema 'renovação espiritual pentecostal'. considerando que. à última hora. proposta substitutiva nestes termos: "Considerando que muitos e variados esforços foram feitos para evitar o desvio doutrinário da chamada Igreja Batista do Fonseca. Os pastores Gentil de Castro Faria. Raphael Zambrotti e Abelar S. esses três pastores não eram contra a exclusão da Igreja Batista do Fonseca. Realização da Convenção Batista Brasileira em Niterói O assunto "renovação espiritual" iria mesmo ficar "sacramentado" na 47? Assembléia da Convenção Batista Brasileira. cada vez mais. Waltir Ferreira da Silva." Nessa assembléia convencional havia muitos que desejavam protelar ainda mais o assunto. do estatuto da mesma. Fidélis Morales Bentancôr. estamos em campos opostos.". Posta em votação. Antônio Loureiro Belota. a proposta substitutiva do Pastor Antônio Coelho Varella venceu por 464 votos. considerando que é a própria igreja que. mas discordaram do proçesso de votação aplicado na tomada dessa decisão pela convenção. contra três. realizada de 12 a 16 de julho de 1965.Batista do Fonseca o grupo de irmãos dela afastados. exclusão da Igreja Batista do Fonseca da Convenção Batista Fluminense. José de Souza Herdy. transferida que foi. foi. O Pastor Antônio Coelho Varella faz. Siqueira fizeram. para Niterói. pois assuntos que vinham sendo arrastados há longos anos foram decididos com o apoio maciço dos fluminenses. uma vez que está incursa no artigo 8?. como apêndice. Benedito Sampaio. proponho a eliminação da citada igreja. pela voz de uma comissão. então. por exemplo.

com 912 votos contra 60. desligue se houver qualquer convenção estadual ligada ao movimento supracitado. doravante. que estiverem ligadas ao chamado movimento de renovação espiritual'. Durante as discussões em plenário. O Pastor Isaías Barcelos propõe: " O desligamento de todas as igrejas que foram excluídas das convenções estaduais por motivo de sua identificação doutrinário-prática com o movimento renovacionista pentecostal ora em curso no Brasil. " O presidente. passe a considerar para desligamento todos os casos que venham a ser solicitados por convenções estaduais". ainda. a Igreja Batista do Fonseca. e. a substitutiva com a emenda Delcyr de Souza Lima. realizada em janeiro daquele ano. e as igrejas batistas pertencentes à Convenção Batista Mineira. encerrava-se na história dos batistas brasileiros o doloroso capítulo "renovação espiritual". O Pastor Trascy R. que foi logo aprovada: ". para os devidos fins. sempre que solicitado a fazê-lo e que a Convenção Batista Brasileira evite trazer para o seu rol cooperativo igrejas que não tiverem sido previamente ligadas às convenções estaduais. em momentos de acalorados debates: " E preferível um fim horroroso a um horror sem fim". para conhecimento geral da denominação. <4) O plenário aprovou.. dos Santos formulou a proposta com quatro considerandos. para desligamento. inclusive. que era relatoriada pelo Pastor José dos Reis Pereira.o Pastor Ebenézer Soares Ferreira relatou ao plenário o que fora decidido na assembléia extrordinária daquela convenção. no Estado do Rio de Janeiro.. que ficou assim redigida: "Que esta convenção desligue do seu rol de igrejas cooperativas as que forem excluídas das convenções estaduais. doravante. por motivo de sua identificação doutrinário-prática com o movimento renovacionista pentecostal ora em curso no Brasil e que. A emenda Delcyr de Souza Lima foi incorporada à proposta substitutiva do Pastor Isaías Barcelos. 169 . já dissera o Pastor Erodice de Queiroz. publicando. Em seguida. 937. passe a considerar. ao mesmo tempo. sita à Alameda São Boaventura.e que. julgando-os e dando aos mesmos os devidos encaminhamentos. declaro. n' O Jornal Batista as suas decisões. na Primeira Igreja Batista de São Gonçaío. conforme editorial n' O Escudeiro Batista. sugerindo que a Junta Executiva da Convenção Batista Brasileira ficasse autorizada a receber os pareceres da comissão. Esta autorização seria. Pr. fez a seguinte proelamação oficial: 'Na qualidade de Presidente da Convenção Batista Brasileira. Rubens Lopes. desligadas do rol de igrejas cooperantes da Convenção Batista Brasileira. A maioria absoluta dos mensageiros àquela assembléia convencional sentia que essa proposta parecia protelatória." (5) Assim. todos os casos que venham a ser solicitados por convenções estaduais". para possíveis eliminações de igrejas." (3) O Pastor Delcyr de Souza Lima formulou a emenda seguinte. em Niterói.

a frase dramático-teatral: "Agora vai sair o fogo e entrar o gelo". Para dar seguimento ao processo de retomada do templo. conforme declara a ata da sessão em que se dá o fato. Pena que um movimento que visava a altos ideais fosse se degerando. no sentido de se reconhecer o trabalho do ilustre advogado como patrono daquela causa. criada cm 1918. em nome do grupo reconhecido como Igreja Batista do Fonseca. acionada pela Sociedade Patrimonial Batista. na Segunda Igreja Batista de Campos. Humberto Viegas Fernandes. visitou 20 estados. realizada no dia 26 de julho de 1958. por falta de tato de alguns. Não podemos olvidar aqui a grande contribuição do Dr. SUSTADA A REPRESENTAÇÃO DE TRÊS IGREJAS NA ASSEMBLÉIA CONVENCIONAL DE 1958 Isso ocorreu na Assembléia da Convenção Batista Fluminense. o Pastor Ageu de Oliveira Pinto. O presidente. recorreu ao advogado Dr. realizada de 12 a 16 de julho de 1965. Pastor Ebenézer Soares Ferreira. Desde os primórdios do trabalho batista no estado. O livro Redemoinhos do Sul. Na 58a. erros e verdades. A Sociedade Patrimonial Batista. o Pastor Belardim de Amorim Pimentel fez proposta para "que se registrasse em ata uma palavra de apreciação ao Pastor Ageu de Oliveira Pinto. que.Retomada do Templo Depois de ter sido definida pela Convenção Batista Fluminense a verdadeira Igreja Batista do Fonseca. escrito por Lauro Bretones. então secretário-executivo interino da Junta Coordenadora. após explicar 170 . que. Assim. não fora a habilidade de muitos obreiros interessados no bom andamento da obra do Mestre. o grupo que acompanhava o Pastor Samuel Chagas se recusava a deixar o templo e suas dependências. era também deputado estadual. ainda. em desespero. perfilha também esta opinião de que o movimento que despertou tantas esperanças em muitos. Na mesma sessão. tinha cm seu nome 90% das escrituras dos templos. vinha dando respaldo nas questões jurídicas em que as igrejas se viam envolvidas. a liderança teve cuidado com os bens imóveis das igrejas. Assim. o juiz daria ganho de causa à legítima Igreja Batista do Fonseca. foi aprovada proposta do Pastor Waldemar Zarro. o oficial de justiça ouviu do Pastor Samuel Chagas. Edwin Orr. no ano de 1952. que poderia se ter estendido por longo tempo. viria a degenerar-se por falta de certo tato de muitos quando tiveram de enfrentá-lo. Tendo disso conhecimento. pregando em muitas igrejas sobre Despertamento Espiritual. O Pr. deu-se por encerrada aquela questão. descreve essa contribuição. em seu livro Renovação Espiritual no Brasil. Em pouco tempo. na época. foi-lhe passada procuração pelo presidente da Sociedade Patrimonial Batista de Campos. pela atuação brilhante e denodada na causa da Igreja Batista do Fonseca". Evaldo Saramango Pinheiro. Indo levar a intimação para que os imóveis fossem desocupados. Assembléia da Convenção Batista Fluminense. e de humildade de outros. Pastor Manoel Avelino de Souza. em Campos.

demonstrava. a comissão apresentou à assembléia a sugestão de que as três igrejas envolvidas tivessem suas representações sustadas. e que a representação da Igreja dc Neves fique sustada até que se normalize a situação. é nomeada uma comissão. uma das que têm sérios problemas e que tem mensageiros presentes. Para dar parecer sobre o assunto. Elias Vidal. Secretário Pr. no campo fluminense. nenhum caso dc recondução de ex-pastores ao ministério. essas duas últimas situadas em Duque de Caxias. C — Caso Itatiaia — Também aprovado por unanimidade. Por sugestão do Pastor José Hespanhol. essa proposta foi aprovada por unanimidade. José Murta e Ageu Netto. Manoel Avelino de Souza. o Pastor Fidélis Morales Bentancôr. Nesse ano. A Primeira Igreja Batista de Niterói promoveu. Manoel Bento da Silva. Relatório da Comissão Sobre o Problema das Três Igrejas Depois de realizar seu trabalho. promoveu a recondução ao ministério da palavra do irmão Benedito Borges 171 . ficam assim resolvidos os outros dois casos: "B — Caso Vila Norma — A assembléia aprova o parecer. vários oradores usaram da palavra. Vila Norma e Itatiaia. não se tinha verificado. faz "sugestão de que a Igreja Batista de Neves. a recondução do irmão Evódio Queiroz às atividades pastorais. Presidente. por unanimidade. Essa comissão trataria dos problemas relacionados às igrejas de Neves. com a orientação de seu pastor.que "problemas de algumas igrejas do estado tendem a desvirtuar nosso programa". Ainda conforme a ata da referida sessão." seja sustada da presente assembléia convencional. e declarar que "posições firmes e decididas devemos tomar nesse instante". até que seus problemas fossem solucionados. que dizia discordar do preâmbulo do parecer apresentado pela comissão e que se fosse "retirada a parte que julga interferência da convenção na disciplina da igreja. Esse irmão passara muitos anos afastado dessas atividades e. ora em publicações n' O Escudeiro Batista. orientada pelo Pastor Salvador Borges. agora. ora em retiros de pastores." RECONDUÇÃO DE PASTORES AO MINISTÉRIO Até 1957. Discutindo o assunto. estar em condições de exercer o ministério sagrado.""' Colocada em votação. em aparte. em 1957. Pr. também ele votaria nessa proposta da comissão". o assunto começou a ser focalizado. composta dos pastores: João Barreto da Silva. Também a Igreja Batista de Tabua. como membro da referida igreja. Manoel Avelino de Souza. Edmundo Antunes da Silva. o Pastor Fidélis Bentancôr apresentou sua proposta: "Proponho que seja cancelada a introdução da proposta apresentada pela comissão. Entre eles.

Depois de alguns anos. passou a honrar o evangelho e o ministério para o qual fora reconduzido. 172 . no entanto.Botelho. por uma crise. em sua região. e. como o pródigo. animado. também conhecido. afastando-se da igreja e vivendo de modo contrário ao evangelho. O irmão Benedito fora obreiro muito estimado. como Pastor "Diquinho". Passara. voltou.

com a pregação de Billy Graham e a bela interpretação do Dr. no Rio de Janeiro. várias campanhas evangelísticas foram realizadas em nosso estado.Capítulo XII PERÍODO DE EXPANSÃO EVANGELÍSTICA E MISSIONÁRIA CAMPANHA DE EVANGELIZAÇÃO NA DÉCADA DE 60 Com o apoio das quatro juntas estaduais. foi lançada a Primeira Campanha Simultânea de Evangelização. de fato. os batistas fluminenses lançaram a segunda. Assim é que. que muito fez para que se alcançasse o alvo desejado. realizado em julho de 1960. no Estado do Rio. causou o encerramento desse congresso. períodos de sacudidela de nossas fibras de amor à propagação do evangelho. Cremos que a grande contribuição para o despertamento das igrejas quanto ao evangelismo partiu principalmente da realização do 10°. também. que procuravam enfatizar a necessidade de os crentes se ocuparem mais com a evangelização Foram muito positivos os resultados da I Campanha Simultânea de Evangelização. reuniões de despertamento. 173 . com pregadores até de outros estados. Logo surgiram também o I Congresso e a I Clínica de Evangelismo. sob orientação do missionário John Riffey e do Pastor Elias Vidal. conferências aqui e ali. resultado de esforço conjunto de pastores e igrejas. no Maracanazinho. Foi uma grande bênção esse movimento entre os batistas do Brasil. O âmbito nacional foi também atingido pela Primeira Campanha Nacional de Evangelização. incentivadas pelo Pastor Rubens Lopes. Esses dois períodos de campanhas evangelísticas foram. visando a despertar as igrejas e conscientizá-las de que era necessário manter vivo o espírito evangelístico dos primórdios do estabelecimento do trabalho do Senhor em nossa pátria. João Soren. Grande impacto. com a concentração evangelística realizada no Maracanã. Congresso da Aliança Batista Mundial. eleito como Presidente da Aliança Batista Mundial para o período de 1960 a 1965. Empolgados com esses resultados. Houve clarinadas. que não surtiu tão grandes efeitos.

2. mais tarde. de há muito se sentia a necessidade da organização dessa 'escola de profetas' no Estado do Rio — o que. em 1962. a idéia da criação do seminário. diante de seleto auditório. em Campos. por inspiração de um grupo de obreiros que sentem a premente necessidade da obra. no templo da Segunda Igreja Batista de Campos. outros. o ansiosamente esperado Seminário Teológico Batista Fluminense. o grande homem de visão: criar uma Faculdade de Ciências Econômicas e. Foi mais convincente. manifestaram-se decididas 28. comentou: " C o m o vinha sendo amplamente anunciado. pois o número de igrejas aumentava dia-a-dia. então secretário. Pastor Ebenézer Soares Ferreira. tendo visto c ouvido os planos do Pastor Ebenézer Soares Ferreira. Aula Inaugural O dia 11 de março de 1963 ficará nos anais dos batistas fluminenses como um dos mais importantes. " N a realidade. aliás. desde o ano de 1911. um seminário teológico.282 pessoas. sendo ainda poucos os pastores. As razões apresentadas para a criação do seminário eram as seguintes: 1. Não obstante ser o Estado do Rio o que mais progredia com respeito ao evangelho.112 sc batizaram e 41 novas igrejas foram organizadas no Estado do Rio. e a vinda do Pastor Nilson do Amaral Fanini. segundo informações do. Outra era a idéia do Pastor João Barreto da Silva. José Silveira Filho. Destas. sabia-se que os batistas fluminenses estavam muito aquém do que poderiam fazer. SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA FLUMINENSE Em fins do ano de 1962. Trouxeram maior despertamento e motivação para o deslanchamento de campanhas evangelísticas de grande porte. a chegada do missionário Harold Renfrow. instalou-se no dia 11 de março do corrente ano. vendo só gigantes à sua frente. o Pastor Ebenézer Soares Ferreira reuniu um grupo de obreiros e lhes expôs seu ideal de criar. por não terem os recursos necessários. Dar oportunidade a muitos vocacionados que. mostram-se céticos quanto à iniciativa e. porém. a de Filosofia. Suprir a falta de obreiros. em seu histórico sobre a organização do seminário. Intensificar a obra. sentindo que o preparo de pastores traria grandes benefícios para a obra batista no Estado do Rio.Como resultado dessa Primeira Campanha Nacional de Evangelização. tendo em Campos a sua sede. que foi escolhido como reitor da instituição nascente. já era um sonho do inesquecível Christie — de vez 174 . pois nessa data foi solenemente inaugurado o Seminário Teológico Batista Fluminense. registrou-se que 14. tendo à frente a figura destemida e idealista do jovem Presidente da Convenção Batista Fluminense. postaram-se como os espias de Canaã. entre os batistas fluminenses. para pastorear a Primeira Igreja Batista de Niterói. alguns obreiros o apoiaram. O Dr. ainda outros. Assim. Pastor Elias Vidal. não se poderiam manter no seminário do Rio de Janeiro. 3.

É um indicio seguro de que o Seminário Teológico Batista Fluminense. por sua privilegiada situação geográfica. verá!". com sabedoria e viva emoção. desde sua organização em 11 de março de 1963. o Pr. nenhuma cidade mais indicada para o funcionamento de uma instituição como esta. outros seminários pelo interior. e do corpo docente. Disso não sc tenha a menor dúvida: quem viver. Um primor. que já lecionava Velho Testamento na instituição. Profa. Silas Quirino de Carvalho. de fato. "A aula inaugural. E. isto é. num preparo especializado que lhes possibilite um ministério fecundo e competente. Izaías Gomes de Castro. Mas só essa Aula (com A maiúsculo) valeu a noite. "Assim. o Pastor Ebenézer Soares Ferreira deixou sua direção em dezembro de 1984 — em virtude de ter aceito o convite para ser Reitor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Josc Pereira da Silva. por motivos óbvios. das 20h 35m às 21h 25m horas. 1968 — Antônio Ferreira Maciel. ao mesmo tempo em que desenvolve um grande ministério à frente da Igreja Batista de Parque Corrientes. em Campos.que o trabalho no campo fluminense cresce e se desenvolve a passos largos. se ombreará com os melhores do país. Moacir Cunha. Substituiu-o nessa função. pela possibilidade de um corpo docente idôneo. por sua densa população geográfica. Falou 50 minutos. a famosa 'Pérola do Paraíba'. Francisco Antônio 175 . se aquela grande instituição no Rio de Janeiro c uma bênção e uma indiscutível necessidade para o centro e o sul do Brasil batista. proferiu-a. em Campos. e por tudo o mais que se conhece. ele vem realizando um trabalho digno de aplausos à frente da referida instituição. que Campos. com sede no Rio de Janeiro. José Rodrigues de Azevedo. e ali permanecer quatro ou cinco anos a fio. 1969 — Aroldo Sarlo. no Estado do Rio. Benjamin Lenz de Araújo César — um presbiteriano de escol e amigo. e nem sempre o famoso Seminário do Sul é acessível a todos os vocacionados jovens destas plagas. Roberto de Oliveira. Com a ajuda prestimosa da Deã. Gcny Barreto Viana. tanto quanto pela facilidade de acomodações. (1) Mudança de Diretor do Seminário Após dirigir o Seminário Teológico Batista Fluminense. Formados pelo Seminário Teológico Batista Fluminense 1966 — Alceir Faria Pereira. Rev. por sua densa população evangélica. muito mais colaborador dos batistas do que muitos batistas — sobre o seguinte e interessantíssimo assunto: 'O Casamento em Israel'. Silas Quirino de Carvalho tem demonstrado ser um obreiro dinâmico e consagrado. em breve. O Pr. colaborador. mercê de Deus. Nely Soares Ferreira. Há que se instalar. menos verdade também não é que nem todos têm condições de demandar à Cidade Maravilhosa. o Prof.

Manoel Araújo Pinto. Manoel de Macedo Alves. Júlio Maria de Miranda. Edalma Ferreira Paes. Marilena Camacho de Oliveira. Roberto da Silva Carvalho. Francisco Elias Manhães. Elizabeth Souza de Carvalho. 1980 — Alcilei Rangel Vilaça. Osvaldo Reis do Amaral Barros. Enélcio José dos Santos. Vanderlei Machado dc Souza. Elton Rangel. Nilda Ribeiro Barreto. Odilar Valvique Dias. 1983 — Alfredo Ferreira Rodrigues. Claudinete Mota de Mesquita. Zilá Farias. Ivone Corrêa de Castro. Marinete de Souza 176 . Paulo César de Lima Gaspar. Valter Gomes Pereira. Moacir Pereira Cardoso. Ciro dos Santos Silva. Geraldo Geremias. Sueli Nogueira. Enéas Borges Sindra. Donito Gonçalves Pereira. Onório Antônio da Silva. 1972 — Aleeil Amaro dos Santos. Izaura Maria Rodrigues Rangel. Eunice Neves Duarte. Eusaldy Gonçalves Nunes. Paulo Cézar Pereira Lima. Gclson de Souza Dutra. Francisco Machado Rodrigues. 1974 — Berenice Nascimento Mendonça. Elias Pereira Braga. Ester Gomes Godoy. Jair da Cruz. Paulo Duarte Neves. Helyane Rodrigues Sarlo. Heleno Bissonho Rios. Evaristo Lacerda. Jocilda de Souza Rocha. Ismael José Ferreira. João Batista das Chagas Gomes. Elizabete Clementino Rodrigues. Wandis José dos Santos. 1982 — Alceni França da Silva. Marta Tinoco Luy. Cléber Lemos de Almeida. Emoildes Alves Freitas. Luiz Carlos Silva Araújo. Amaro da Silva Viana. Milton Alves de Oliveira. Rogério José Trindade dc Moraes. Edson Silva do Nascimento. Deoeleciano U n o Sepúlveda. Aracy Cardoso Ganhoto. Ismael Bento da Silva. Luiz Henrique Faria Mendel. Erinete Carvalho de Sá. Ledir Cintra. Esmeraldo Veiga Sales. 1975 — Alcebíades Pereira da Silva. Alverino Ribeiro Filho. Élcio Augusto dos Santos. Genival Assunção Chaves. Erodias Pereira Passos. Francisco das Chagas da Silva. 1977 — Alzira Tavares da Silva. Silmar Gomes da Silva. Élvio Rosenberg da Silva Abreu. Walmir Amazonas. Eliezer Oliveira da Silva. Marcos Antônio Gonçalves de Paula. Francisco José Carvalho Izidoro. Francisco Carlos dos Santos Azevedo. José Fernandes de Assis. Waldecy Dias. Haroldo de Jesus Rodrigues. Emídio Bragança. Francisco Gomes de Souza. Salmon Alencar de Souza. Nogni da Silva Brand. Ismael Franco. Paulo Roberto Macedo. Reinaldo Bébi Fernandez Candia. 1971 — Edmar Pereira da Silva. Moisés da Silva Cunha. Crenilda Pereira Gonçalves Viana.Amorim. Roberto da Rosa Duarte. Raimundo Ponciano. Saulo Luiz. Edevaldes dos Santos Ferreira. José Pereira Leite. Ediek Pereira Nunes. Clóvis Torqüato. Elizete Ferreira Paes. Salvador Mendes de Oliveira. Jorge Andrade. Eliane Ribeiro. Jailton Barreto Rangel. 1973 — Elza Gomes dos Santos. Eraldo Soares de Souza. 1978 — Elias de Souza Mollino. Miralva Faria Fonseca. Maria Izabel Silva Toledo. Jurene Nunes Neves. Julião Neves. Maderval Pereira Cardoso. Ozimar Machado Leite. Anízio César Silveira de Araújo. Nivaldo de Souza. Demerval Pereira Lima. Élio Cordeiro dc Mello. Zaqueu Matias dos Santos. Gaspar Carneiro de Araújo. Dulcinéa Ribeiro dos Santos. Manoel Vieira de Menezes. Jedaías Ferreira de Azevedo. Lécio Batista. 1979 — Arnaldo Stellet. 1981 — Airtes Silva. Sérgio Giacomin. Walter Corrêa. Éden Antônio de Souza. Enoch Jesus dos Santos. Anízio André Evangelista. João Francisco Soares. Luiz Almeida Bonfim. Fernando César Figueiredo Trindade. Moisés Bravo de Oliveira. Norma de Almeida Castelar de Souza. Roberto Vieira Macharet. Ionice Vieira Alves. Everaldo Pereira França. 1976 — Aunir Pereira Carneiro. Jane Rocha Moraes. Marina Leide Silva. Marluiz Stelet da Silva. Luiz de Souza Neto. Ozéas Ramos de Faria. 1970 — Almir Vagner Pereira.

Marcianita Cunha de Mendonça. Nilton Porfírio do Nascimento. Érica Cruz. Fidel Bargas Gonzalez. Cláudia de Almeida Marcelino. Henrique Antônio da Cunha Araújo. Rozana Lemos de Almeida Nascimento. Eunice Barbosa Corrêa. Nilcéa da Silva. Dionilson Rangel dos Santos. Shirley Alves. Zilanda da Costa Maurício. Myléne de Jesus Souza. Valmir da Silva Soares. Rozimery Tamy Barreto. João Evangelista Ferreira. Samuel Mirândola. Sebastião Azevedo da Costa. 1986 — Antônio Jorge de Souza Neto. Ruth Rodrigues Silva. Ruiter de Campos Muniz. Manoel Messias da Silva. Rutilane Alves Campos.Mendonça. Eliseu Martins Santos. Getúlio de Araújo Sobreira. Lázaro Augusto Gomes Vieira. Divaldo Zacarias dos Santos. Mário Henrique Herdy Leão. José Carlos Azevedo de Almeida. Liliana Barreto Hcnriques. Tarceli Martins dos Santos. Inez Mendes Valente Machado. Geralda Agostinha Inácia Mirandola. Neidimar Gomes Alexandre. Antônio Gomes Neves. Nélson Pinheiro do Carmo. Rogério da Silva Vieira. Zeilza Teixeira. Gcdeão Bispo de Souza. Nazaré do Nascimento Magalhães. Nivaldo Ferreira Moraes. Ednaldo de Souza. Carlos Henrique Gomes da Silva. Walcir Ney de Souza. Ceferino Arévoles Córdoba. Alceir Inácio Ferreira. Marly Volotão Bovió. Carlos Alberto Machado. Sebastião Gomes Filho. Celson França da Silva. Maria Helena de Araújo Cardoso. Pedro Salvador de Azevedo. Cenilza Andrade. Dilme Coutinho da Rosa. Mário da Rosa Teixeira. Alzeli da Costa Silva Rodrigues Simas. 1987 — Assis José Pereira. Fernando Evangelista dos Santos. Lucclena de Oliveira Almeida. Manoel Luiz Guimarães de Souza. Renato Braga Gonçalves da Silva. Geraldo dos Reis. Rivanildo Pereira Diniz. David Ramos da Silva. João Gonçalves dos Santos. Sérgio Luiz Zacarias dos Santos. Gequion Schulz Moraes. Maria Dicéa Vieira Moreira. Jairo de Souza. Fernando Sérgio Trindade Crespo. Marlene Brito de Oliveira. Vânia Cristina Alexandrino Bernardo. Roncm Rodrigues do Amaral. Débora Nunes Alecrim. Jônatas de Castro. Ronaldo Cabral Lopes. Cláudia Márcia Barreto Sarlo. Josué Campos Macedo. Ozires de Souza Marques. Manoel Messias Alencar Rangel. Antônio Carlos Fernandes Mageschi. Silsa France Trindade Crespo. Robson Damázio. Cláudio Vágner de Almeida Trindade. José de Macedo Alves. Jeives Pontes Soares. Rita Márcia Botelho Tostes de Souza. Pauledir Carlos Emerich. Orbásio Bastos de Almeida. 1989 — Adriana Maria Raposo Lanhas. Nilson Barreto Mendonça. Francisco José de Souza Azeredo. Paulo Zarro de Freitas. 1985 — Arlindo Pereira da Rosa Júnior. El mo Rocha Amorim. Paulo César Silveira Castelo. Valdelir Barros Simões. Zenilton do Amaral Coutinho. Djalma Garcia do Nascimento. 177 . Cláudia Márcia Genésio de Souza. Zilma dos Santos Viégas. Eliezer Santos de Souza. Élio Tavares Lessa. Carlos Alberto Rodrigues Pereira. Antônio Luiz Guimarães Messias. Vanderlei Alves Marinho. Cláudio Leite Malafaia. Rubelino Ignácio da Cunha. Rute Nunes de Souza Moraes. Márcia Ângela de Souza. Marlúcio Alves Batista. Dario Francisco de Oliveira. Marilane Flores Tavares. Vanderlei Batista Marins. Marilene Azevedo Rosa. Marlúcia Bernarda Teixeira. Gilberto Gonçalves Pereira. Marcos Aurélio da Silva Braga. Edelma Paes Pereira. Marin Vargas Gonzalez. Edvalson Vivente. 1984 — Alberto Lima. Fidelina de Fátima Souza. Sônia Lúcia Salve Coutinho. Walter Pacheco da Silveira. Deiva Ramos Rangel. Jonas Carvalho da Silva. Ronaldo Gomes de Souza. 1988 — Alfeu da Conceição. Ronaldo Silveira Motta. Gilson Carlos de Souza Santos. Cláudio Luiz Barroso Viana. Grimaldo Ferreira Almeida. Zilá dos Reis. Rita de Cássia Silva Miranda.

Wandete Dias da Rocha Moura. Barreto. Sem dúvida. Jurandir Gonçalves Rocha. outras instituições se têm preocupado em oferecer a servos do Senhor. mantido pela Convenção Batista Fluminense. pela existência de dois campi avançados do STBSB: o primeiro. que foi. Isaías Martins. Nilson Borcard da Fonseca. o Pr. Sebastião Ferreira. em 1984. sendo que. Dr. a região. Augusto Guimarães. Camilo Caldas. Nilson do Amaral Fanini e o seu diretor administrativo. Nilda Luiza Costa Leão. sem buscar. Antônio Carlos F. com o objetivo de preparar obreiros. Normice Franco Stellet. Roberto de Oliveira. Eliana Lugão. como campus avançado do Seminário Teológico Batista Fluminense.Corpo docente do Seminário Teológico Batista Fluminense Registramos. Élcia Barreto Soares. Após servir. Suledil Bernardino da Silva. Vanderlei Batista Marins. nas instalações de sua igreja — Primeira Igreja Batista de Nilópolis. Ismael José Ferreira. essa instituição tem contribuído para o desenvolvimento da obra ministerial no campo fluminense. Cláudio Wágner. há poucos anos. Maria José Figueiredo de Carvalho. o preparo específico nessa área. Ilcéa Barreto de Souza. Seminário Teológico Batista Caxiense — Fundado em Caxias. Ademir P. pastoreada pelo Pr. Mário Henrique Herdy Leão. Samuel Leite Fonseca. aqui. desde a sua fundação. é o Pr. na década de 50. Joélcio R. Pimentel. Mageschi. O reitor desse seminário. Ronaldo Gomes de Souza. Delcyr de Souza Lima. Vânia Cristina Alexandrino Bernardo. Elly Bess d'Alcântara. Rita dc Cássia Silva Miranda Martins. logo depois. Seminário Teológico Batista de Laranjal — Dirigido pelo Pr. alguns. a sua entidade mantenedora. os nomes dos professores que têm atuado na docência do Seminário Teológico Batista Fluminense. Silas Quirino de Carvalho: Benjamin Lenz de Araújo César. a ligar-se diretamente à Primeira Igreja Batista de Niterói. Ivanir da Cruz Corrêa. Jaly Chaves de Menezes e Élcio Menegatti. funcionando nas instalações da Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu. Walter Velasco. preencher todos os requisitos de um curso de nível de 3? Grau. Afrânio Foly. na gestão do Pr. Josélio Gomes de Souza. por vários anos. a entidade foi descontinuada. pelos pastores João Corrêa da Rocha. Jair Garcia. Tinha como objetivo preparar obreiros para suprir. Elmar Camilo dos Santos. Obadias Ferreira d'Alcântara. Gentil de Castro Faria. Manoel Vieira de Menezes. dos Santos. Henrique Marinho Nunes. também. principalmente o trabalho das igrejas da Baixada Suburbana. OUTRAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO TEOLÓGICO Além do Seminário Teológico Batista Fluminense. Nelly Soares Ferreira. Seminário Teológico Batista de Niterói— Fundado. essa instituição passou. Campi avançados do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil — O preparo de obreiros em nosso estado tem sido auxiliado. por ele vocacionados para um trabalho ministerial. Aylpton de Jesus Gonçalves e mantido pela Igreja Batista de Laranjal. só vieram. Erivã Araújo. Edgard Barreto 178 . com alguma bagagem de conhecimentos teológicos. Silas Quirino de Carvalho. Ronaldo Silveira Motta. São elas: Fundação Teológica — Criada pelo Pr. porém. Gilson C.

Foi nessas condições que chegou a pastorear a Primeira Igreja Batista de Niterói. Assumiu. que era o coordenador geral do movimento. logo após a morte do Pastor Manoel Avelino de Souza. funcionando na cidade de Volta Redonda. conduzindo o processo sucessório. Jorge Luís Gouveia Vieira. 370. realizada no ano de 1974. também. Assim. Tendo sido. Realizou muitas séries de conferências evangelísticas. Foi na gestão do missionário John Riffey. onde. etc. as sedes d 'O Escudeiro Batista. decidiu-se adquirir uma sede para a Convenção. clínicas de EBD. Era um grande passo dado para o progresso da obra batista no Estado do Rio de Janeiro.Antunes. no Maracanã. o segundo. 179 . por não residir ele em Campos. promoveu muitas campanhas de evangelização. em 1962. ficou trabalhando no Estado de São Paulo. o Pastor Nilson do Amaral Fanini. que é pastoreada pelo Pr. o pastorado interino de igrejas que ficavam sem pastor. Após o aprendizado da língua. pelo menos. Elias Vidal. onde todas as juntas do campo pudessem ter um escritório ou. já havia sido reestruturado o trabalho batista em nosso estado. E isso ocorreu. Harold Renfrow foi o braço direito do Pr. ainda. que. o Pr. orientando a igreja na escolha do obreiro que ali está há mais de 25 anos. Quando o missionário John Riffey estava para se aposentar e regressar à outra América. Em 1973. Fanini. Nessa ocasião. quatro salas foram compradas no edifício Líder. no templo da Primeira Igreja Batista. por vários anos. como secretário-executivo do campo fluminense. em Niterói. seu diretor. pôs em execução vários de seus planos. uma mesa. Renfrow passou a trabalhar com a Junta de Evangelização. Renfrow foi nomeado como secretário-executivo para a "Cruzada de Evangelização Billy Graham Grande Rio".essa. muitas clínicas de mordomias. MISSIONÁRIO HAROLD RENFROW O missionário Harold Renfrow chegou ao Brasil em 1959. O missionário Renfrow tinha o seu coração devotado ao evangelismo c um dos seus sonhos era ver uma igreja batista organizada em cada município do estado. com grande júbilo foi inaugurada a sede da Convenção Batista Fluminense. Fidélis Morales Bentancôr. à Av. o Pr. o nome dc Renfrow foi escolhido para substituí-lo no cargo de secretário-executivo do Campo Batista Fluminense. onde moravam os secretários-executivos: Joaquim Fernandes I . O missionário Renfrow iniciou a sua atuação cheio de vigor e. entusiasmado. Uma de suas maiores realizações foi a aquisição da propriedade próxima a Rio Bonito. por indicação do Pr. Localizavam-se em Campos. SEDE DA CONVENÇÃO BATISTA FLUMINENSE EM NITERÓI Por muitos anos. Após alguns anos de experiência com a Junta Coordenadora. da Sociedade Patrimonial Batista e a do Colégio Batista Fluminense. a sede da Convenção Batista Fluminense foi em Campos. tornado-o num dos melhores acampamentos estaduais do Brasil. procurou desenvolvê-lo. José Joaquim da Silveira e Antônio Coelho Varella. para sediar o acampamento estadual. Amaral Peixoto. em Campinas.

e o O Batista Fluminense preencheria esse objetivo. teve o suporte de sua digna esposa. O que o grupo esquecera. Deste modo. Para ajudar na difusão de seus ideais. voltaram os líderes do movimento a cooperar com os trabalhos da Convenção Batista Fluminense. a missionária Nona Renfrow. a fim de se evitarem alguns aborrecimentos futuros. TENTATIVAS DE DIVISÃO DA CONVENÇÃO Na década de 60. pois não encontrou a ressonância que esperavam os seus interessados. alguns líderes começaram a buscar simpatizantes. Chegaram a editar dois números desse jornal. dizendo-se insatisfeitos com os rumos dos trabalhos da convenção. convidava os obreiros do estado que naturalmente estivessem propensos à divisão da convenção a se filiarem à nova entidade de pastores. 180 . porém. da Igreja Batista de Cardoso Moreira. que o nome da nova convenção seria Convenção Batista Fluminense. circulava o jornal O Batista Fluminense. pois o grupo queria um veículo de âmbito estadual. e portando espírito divisionista. é que. também. O plano dos que planejavam a dissidência incluía. A maior parte dos líderes que se mostravam interessados nessa divisão concentrava-se na Associação Norte-Fluminense. Ao saberem do que pretendiam os interessados na divisão da convenção. por não ter seus estatutos publicados no Diário Oficial do Estado. o Pastor Manoel Avelino de Souza e o Pastor Waldemar Zarro envidaram todos os esforços para que ps estatutos da convenção já existente fossem registrados naqueles dias. que pastoreava a Primeira Igreja de Itaperuna c exercia certa influência na cidade. órgão editado pelos pré-seminaristas do Colégio Batista Fluminense. também." 1 O plano articulado previa. já havia o periódico da associação. tendo sido seu fundador o autor desta obra. onde era professor de Inglês no Colégio Estadual e no Colégio Bittencourt. Fidélis Morales Bentancôr. a organização de uma Ordem dos Pastores.Em todo o trabalho que o missionário Renfrow desenvolveu no campo batista fluminense. não tinha garantida essa denominação. o movimento morreu no nascedouro. desde 1947. Na região norte. Na Associação Extremo-Norte. e o Pastor Henrique de Queiroz Vieira. Sua publicação foi suspensa. saídos sob a redação do Pastor Henrique de Queiroz Vieira. aqui e ali. um dos mentores do movimento. desde 1923. à convenção já existente desde 1907. (2) A carta. que seria o órgão oficial da convenção que pretendiam organizar. que desempenhou muito bom trabalho entre as senhoras do Estado do Rio. embora esse fosse o nome atribuído.' 3 ' Felizmente. o único líder que logo atendeu ao apelo foi o Pastor Abelar Siqueira. fizeram reuniões e expediram correspondência no sentido de sensibilizarem outros colegas para abraçarem a causa que defendiam. mas que. assinada pelo Dr. da Terceira Igreja Batista de Campos. Outros redatores o sucederam. nas associações então existentes. nem estarem eles registrados em cartório. que se chamava O Norte Batista. O Pastor Fidélis Morales Bentancôr. o grupo interessado na divisão da convenção criou o periódico O Batista Fluminense. dc propriedade do educador Jair Bittencourt.

Usando de psicologia e bom senso. se opôs tenazmente à idéia da divisão do estado em duas convenções. O conhecido líder da região. que alguns obreiros das Associações Sul-Fluminense e Suburbana estariam articulando um movimento para a criação de uma outra convenção em nosso estado. ele declara: "Fui informado pelo nobre colega Pastor Oswaldo Soares. a liderança da época houve por bem. porém. levando-os a uma participação mais efetiva nos trabalhos convencionais. o movimento não teve muita expressão. c que se podia considerar quase natimorto. Na região suburbana. Depois desse movimento de tentativa de separação. colocá-los como membros de nossas juntas. maior organizador de igrejas da baixada fluminense. Porque na então chamada região suburbana que. fazendo-os se sentir desprestigiados pela denominação. a interpretar meu pensamento contrário a tal idéia. Só vejo nisso algum ressentimento pessoal manifestado e que em nada há de beneficiar o trabalho batista em nosso estado". 181 . Em carta ao Pastor Ebenézer Soares Ferreira. hoje. se necessário for. nenhuma outra tendência dc divisão do campo fluminense em duas convenções foi constatada. ficou. de vez que apenas uma meia dúzia de líderes propugnava pela criação de outra convenção. "Quero manifestar-me ao colega e autorizá-lo.O fermento espalhado pelo movimento divisionista. datada de 29 de maio de 1967. tem várias associações. começou a brotar. Os motivos que alegaram os interessados eram os mesmos que apresentavam os do grupo divisionista que se achara na Associação Norte — o pouco envolvimento dc alguns líderes nos trabalhos convencionais. também a idéia de uma divisão. ao invés de alijar da convenção os que propunham uma separação. então presidente da Convenção Batista Fluminense. Pastor Henrique Marinho Nunes.

essa ponte foi um grande passo no progresso de nossa região. em virtude da fusão havida. Após exaustivo estudo. ESTUDO SOBRE A FUSÃO DAS CONVENÇÕES Entre os batistas dos dois estados — Guanabara e Estado do Rio. Para estudar o assunto. o Vice-Almirante Faria Lima. passou a ser a sede do recém-criado Estado do Rio de Janeiro. uma comissão especial. elas deveriam. À. Denominada "estrada sobre as águas". até então. buscando o melhor para cada convenção. cidade do Rio de Janeiro. e que fora. fazendo surgir uma única convenção que se denominaria Convenção Batista do Estado do Rio de Janeiro. 183 . seguir na rota em que vinham marchando. e solenemente inaugurada a 04 de março de 1975. surgiu a idéia de que. transformada em cidade-estado. Naquele mesmo dia. os dois estados passaram a se constituir num só. a Ponte Rio-Niterói passou a unir os estados da Guanabara e Rio de Janeiro. A partir de 15 de março de 1975. por muitos anos capital federal. as Convenções Carioca e Fluminense deveriam. com a criação de Brasília.Capítulo XIII PERÍODO DE GRANDES CAMPANHAS E DE DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES FUSÃO DOS ESTADOS DA GUANABARA E RIO DE JANEIRO (Permanecem as Convenções Carioca e Fluminense) Tendo sido construída pelo Presidente Garrastuzu Mediei. foi nomeada. cada uma. escolhido pelo Presidente da República. em cada uma das duas convenções envolvidas. essas comissões chegaram à conclusão de que. recebendo a denominação de Estado do Rio de Janeiro. também. dada a diferença de psicologias de trabalho. ser aglutinadas. elas analisariam a viabilidade ou não da execução dessa fusão. tomou posse no cargo dc Governador do Estado do Rio de Janeiro. Num trabalho conjunto.

progressiva e harmonicamente.PROGRAMA INTEGRADO DE MISSÕES E EVANGELIZAÇÃO — PROIME Visando a dinamizar os trabalhos das igrejas batistas no Brasil. porém. As juntas não mediram esforços para vê-los atingidos. a apartir de 1973. com grande dedicação. foi dada uma ênfase especial e estabelecidos alvos que. não se sentiam vocacionados. Elias Vidal. as suas tarefas. por dez anos. Valeu a experiência e os resultados ficaram! SECRETÁRIOS-EXECUTIVOS DA JUNCORD Elias Vidal Harold Renfrow foi buscar em Elias Vidal um auxiliar digno dessa função. Com vasta experiência no ministério e na liderança fluminense. na sua maioria. Apesar de suas limitações c das dificuldades encontradas no seu desenvolvimento. Esse objetivava o alcance do dobro de membros nas igrejas batistas que. com a finalidade de gerar. que ficou muito aquém daquilo que fora estabelecido. onde se instalou o Acampamento Batista Fluminense. Um dos alvos que rapidamente foram ultrapassados foi o de centenas de seminaristas em nossos seminários. no intuito de envolvê-las no arrojado plano. foram ultrapassados. foi. para evitar atritos entre as diversas áreas de trabalho. e aceita o convite para trabalhar como secretário da Junta de Evangelização do estado. 184 . estabelecendo metas para serem alcançadas pelas juntas convencionais. deixaram de ser atingidos. mesmo diante daqueles que se mostraram céticos face a movimento de tal jaez.000. naquela época. O Pr. então. Além disso. senão para atuarem nos grandes centros.000. Foi ele quem vislumbrou a posibilidade de se adquirir a propriedade próxima a Rio Bonito. muitos dos que buscavam os seminários. Durante o desenvolvimento do PROIME. Um deles. o PROIME não deixou de trazer benefícios ao trabalho batista no Brasil. Com isso. o crescimento denominacional. beiravam o número 250. o missionário deixa a função de secretário-executivo da JUNCORD — Junta Coordenadora. O programa foi estendido também as convenções estaduais e às associações. por motivos vários. um problema logo foi também detectado: o número de vocacionados era muito grande. que já vinha com a mão na obra. conduzido ao cargo de secretário-executivo da aludida entidade. lançando críticas por causa do estabelecimento de alvos numéricos. Para cada ano. depois de retornar de um período de um ano nos Estados Unidos. mas o número de igrejas não crescia na mesma proporção. foi-se conduzindo de modo a agradar o povo. Após exercer. as igrejas se esforçaram muito para atingir os alvos propostos pela convenção. como secretário-executivo adjunto. alguns. foi criado pela Convenção Batista Brasileira o Programa Integrado de Missões e Evangelismo — PROIME. levando-as ao crescimento numérico e espiritual. Era pastor da Igreja Batista de Rio Bonito quando foi convidado para tão elevada posição. foi o alvo i 1 = 500. ao completarem seus cursos.

a junta escolhe o Pr. 440. que tomou posse nessa função no dia 17 de setembro de 1973. pela aplicação de nova dinâmica. a Junta Coordenadora escolheu seu novo secretário-executivo — Pr. no dia 28 de junho de 1973. apresentando-se como obreiro ponderado e trabalhador. em um acidente automobilístico. Em 06 de novembro de 1979. escolheu para desempenhar. Coube à Junta Coordenadora escolher o novo secretário-executivo. em Porto da Madama. Daniel de Oliveira Cândido para ocupar esse lugar. já que exercia essa função interinamente o Pr. Reunida. ocorrido no dia 28 dc junho de 1973.Estava cheio de planos para pôr em execução. Ageu Neto. através de seu presidente. Seus relatórios às assembléias convencionais eram apresentados de maneira bem original e recheados de muitas realizações. interinamente. já que exercia também a função de tesoureiro da mesma. pelas quais era responsável. São Gonçalo. assim. a Junta Coordenadora. ali. o Pr. 185 . Pr. quando o Senhor o convocou às mansões celestes. tem se havido de modo brilhante. Joaquim de Paula Rosa Sob a presidência do Pr. recebeu a diferença do valor da mesma. assim. Para sanar problema relacionado com as contas da Junta Coordenadora. O novo executivo mantém como secretário-adjunto o Pr. o Pastor Joaquim de Paula Rosa esteve por dois anos como pastor auxiliar da Primeira Igreja Batista de Niterói. Ficou. Ageu Pinto entregou sua casa. Joaquim de Paula Rosa. sanado para sempre o problema. na gestão do Pr. Eduardo Carvalho. já que este. localizada à Rua Mansueto Guimarães. Elias Gomes Vidal. é ele empossado nesse cargo. de viseira erguida. Daniel de Oliveira Cândido Novamente. deixar o cargo de secretário — executivo da JUNCORD. fora muito útil. Ageu de Oliveira Pinto. Secretário-Interino Com o falecimento do Pr. a função de executivo. onde se fez despontar como um pastor de grande liderança. como pagamento. Após sua formaturâ no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Durante alguns meses. Quando se pensava que Joaquim de Paula Rosa ficaria bastante tempo como executivo da JUNCORD. e. Joaquim dc Paula Rosa. há necessidade de substituição no cargo de secretário-executivo e tesoureiro da JUNCORD. Ageu de Oliveira Pinto. Sua gestão na Junta Coordenadora do Estado do Rio se caracterizou por modernização dos métodos no trabalho do estado. numa fase crucial daquela junta. pela expansão do Plano Cooperativo. o Pr. Waldemar Zarro. O Pastor Ageu de Oliveira Pinto pôde. eis que ele aceita o desafio para ser o Superintendente Geral da JUERP.

também. não só dentro da Convenção Batista Fluminense. enfim. Edgard Barreto Antunes. ao lado de John Riffey. 231. a função de tesoureiro da referida junta. O campo batista fluminense muito espera do dinamismo e talento do Pr. O Pr. a JUNCORD levava em conta que o referido obreiro recebia pequena aposentadoria. Promoveu trabalhos especiais. Edmundo Antunes da Silva. Em contrapartida. não só preservaria as propriedades. Foi acometido da doença de Parkson. Edgard Barreto Antunes Para substituir o Pr. a Junta Coordenadora fez com ele um acordo: deu-lhe a casa em que atualmente mora. da União Feminina Missio nária Batista Fluminense e d ' 0 Escudeiro Batista. como exigência da diretoria do colégio. sentindo que a situação para a sobrevivência dos colégios particulares era impossível. c foi. Por este ACORDO. a presidência da Convenção Batista Fluminense. pastor da Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu. principalmente quanto ao pagamento do INPS. da JUBERJ. E. no. visitas às associações. Samuel de Souza. ACORDO DO INGÁ O Colégio Batista de Niterói possuía excelente propriedade à Rua Visconde de Morais. resolveu estabelecer um ACORDO com a Convenção Batista Fluminense. em troca de quantia quase simbólica. Daniel de Oliveira Cândido adoeceu. Precisou deixar o cargo de secretário-executivo e tesoureiro da JUNCORD. por um preço razoável. Edgard Barreto Antunes. também. a Convenção Batista Fluminense se comprometeu a instituir o Fundo Pastor Manoel Avelino 186 . mas também entre os batistas de outros estados.Tendo deixado o pastorado de uma boa igreja — a Primeira de Rio Bonito. Procurou. Reconhecendo que a doutrina de mordomia cristã é a base do fortalecimento de um trabalho sério. por algumas vezes. Edgard Barreto já exerceu. mas ofereceria à CBF melhores condições para a instalação de suas juntas. que teve boa aceitação. que é irreversível. os batistas fluminenses adquiriram. por vários anos. na pessoa do Pr. clínicas. Ganhava relativamente pouco (12 salários-mínimos). a diretoria daquele colégio. da OPBERJ. funcionário da JUNCORD. o Pr. Daniel não era boa. a JUNCORD convida o Pr. Daniel de Oliveira Cândido lança-se à obra de executivo. Vendo que a situação financeira do Pr. Daniel de Oliveira Cândido. Após trabalhar com muito amor na função que exercia. Esse ACORDO. que não lhe dava condições de adquirir uma casa para morar. Com esse procedimento. que pertencia à Associação Batista de Educação. por várias vezes. cheio de idéias e novos planos. fora. obreiro já experiente nas lides denominacionais. Já o seu pai. o Pr. desenvolver o trabalho que competia à junta que dirigia. um dos vice-presidentes da Convenção Batista Brasileira. no Ingá. e que era propriedade da junta. exercendo. Pr. escreveu o livro Reflexões de Mordomia. por parte das entidades. as propriedades do Colégio Batista dc Niterói. Por volta do ano de 1976.

os batistas fluminenses criaram o chamado Centro Batista Fluminense. Francisco Cerqueira Bastos. salão de reuniões. no passado. reuniram-se os líderes da Convenção Batista Fluminense. A influência dessa obra tem atravessado as fronteiras do nosso país. retiros e estudos. REENCONTRO — OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS Fundada em 1975. assim. refeitório. tem atraído milhares de almas aos pés de Cristo. tem sido. com carisma especial. chegando até aos Estados Unidos. 187 . também. Com uma área total de 3.de Souza Memorial ao Colégio Batista de Niterói. E o Pastor Fanini. campanhas evangelísticas em estádios. bem como as demais entidades da convenção — Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio (OPBERJ). que. além de outras pessoas. tem servido às igrejas e organizações estaduais para a realização de congressos. perpetuando. Juventude Batista do Estado do Rio dc Janeiro (JUBERJ). nesse sentido. Para celebrar o Acordo do Ingá. o Pastor Nilson do Amaral Fanini. a memória do inolvidável fundador da entidade. durante a gestão do Pastor Joaquim de Paula Rosa como secretário-executivo da Junta Coordenadora. Na área em que está localizado o Centro.800 m 2 são de área construída. através de várias cadeias de TV. o Centro Batista Fluminense ficou sendo a sede da Convenção Batista Fluminense. e Junta de Educação (JUNED). no dia 20 de dezembro dc 1976. Reencontro tem estado operando. Está sediada ali também a Junta de Mocidade da CBB (JUMOC). Deste modo. que teve a assessoria jurídica do Dr.201 m2> dos quais 1. Tem sido de muita utilidade o CENTRO. CENTRO BATISTA FLUMINENSE Em 1978. existe uma casa onde reside o secretário-auxiliar. a Convenção Batista Fluminense foi enriquecida com um grande patrimônio que. Estão sediadas ali as quatro juntas da CBF — Junta Coordenadora (JUNCORD). uma biblioteca. quadra de esportes coberta e taqueada. REENCONTRO tem promovido programações evangelísticas pela televisão. a menina-dos-olhos de seu fundador. hoje (1991). além dc servir às entidades nele sediadas. nas dependências da propriedade recém-adquirida. e selaram o pacto com a solenidade que o momento exigia. Junta de Evangelização (JUNEVA). custara muito trabalho e sacrifício ao casal Manoel Avelino de Souza e ao casal Samuel de Souza. De norte a sul do país. pois. chegando a atingir algumas cidades da Bolívia e Paraguai. Promove. Ali existem 21 salas. União Feminina Missionária Batista Fluminense (UFMBF). é o Pastor Eduardo Azevedo de Carvalho. c a redação d ' 0 Escudeiro Batista. cozinha. através do qual são feitos os contatos para a preparação das campanhas evangelísticas realizadas pelo Pastor Fanini no exterior. em 1942. onde é mantido um escritório. esta grande obra denominada REENCONTRO — OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS. União Masculina Missionária Batista Fluminense (UMMBF). Junta de Beneficência (JUBEN). dormitórios feminino e masculino.

A partir de março deste ano — 1991. diariamente. nebulização. através de uma triagem. "Estão à. nos seus seis anos dc funcionamento. "Construído numa área de 1. visando a atender sempre a um maior número de crianças. " O prédio é constituído de um salão com capacidade para 200 pessoas. e assistida no que for necessário. ainda. neurocirurgia. ortopedia gastroenterologia. (1) 188 . Os médicos atendem às especialidades: clínica médica. 400 crianças estarão inscritas e sendo atendidas. desenho. onde funcionava um pequeno ambulatório médico. seis dentistas. pneumologia. eletroencefalografia. oftalmologia. o REENCONTRO funciona eom atendimentos de consultas particulares e serviços de laboratório de análises clinicas. Possui oito salas grandes para atividades diversas. endocrinologia. em turnos escalonados. em Niterói." Aiém da área de saúde. ela é atendida pelo serviço social. dermatologia. lavanderia. abrigando 100 crianças em horário integral.200 m2. "Quando a pessoa não tem condições de se tornar sócio contribuinte ou pagar consultas ou qualquer serviço utilizado nas clínicas do Reencontro. Hoje. acupuntura. medidas de pressão arterial e odontologia em geral. para crianças dc zero a seis anos. Lê-se. como em suas outras áreas de atividades.o Centro Estudantil tem capacidade para atender mil crianças. o Reencontro tem atuado na área educacional: " H á mais de dez anos. o Reencontro presta assistência à comunidade do Morro da Boa Vista. tanto na creche. colonoscopia. endoscopia. neurologia. reumatologia. injeções. Nesse prédio funciona uma creche. cirurgia geral. radiologia. assistentes sociais e psicólogos. otorrinolaringologia e homeopatia. no centro de Niterói. ginecologia.disposição do público 11 médicos. a presença do Reecontro está ali marcada pela existência do seu Centro Estudantil. Ali está instalado o ambulatório médico-dentário que. eletrocardiografia. está a ampliação desse atendimento. inaugurado em 13 de junho de 1990. atendeu a mais de 100 mil pessoas. psicologia. cardiologia. organizada pela PIB de Niterói. banheiros e quadra de esportes. pequenas cirurgias. segundo periódico publicado pelo próprio Reencontro. música). de forma gratuita. onde também se reúne a Igreja Batista de Boa Vista. Dentro dos planos do Pastor Fanini. pediatria. refeitório. psiquiatria. ultrassonografia. na referida publicação: "Além desse plano de saúde. 301. em outra faixa etária. "Crianças na idade de sete aos 16 anos recebem ali orientação para~ atividades como Educação Artística (pintura. e outras 100. voltadas para crianças na faixa etária de sete a 16 anos. urologia. fisioterapia. curativos. em horários escalonados. provas ergométricas.A sede atual do Reencontro está situada à Rua Marechal Deodoro. fonoaudiologia. um bioquímico-farmacêutico. Educação Física (esporte e lazer). cozinha. uma auxiliar de enfermagem.

não podem crescer sem viver as características de cada uma delas. de julho-agosto de 1976. como às igrejas. Eis uma injustiça clamorosa. Criança é criança. Os encontros que se seguiram ao primeiro foram também de muita valia para os filhos de pastores que deles participaram. Nilson Dimárzio. com o Primeiro Encontro de Filhos de Pastores. O Pr. que discorreu sobre o tema: Por uma liderança qualificada. pela juventude. foi criado o DIACOPBERJ — organização que tem por objetivo congregar os diáconos batistas fluminenses. Nilson Dimárzío escreveu para o jornal O Escudeiro Batista. Foi orador oficial desse encontro o Pastor Nilson do Amaral Fanini. sob o título I Encontro de Filhos de Pastores. receber orientação para enfrentá-los. no princípio. Sua psicologia deve ser respeitada. um apreciado artigo. não só aos diáconos. o secretário-executivo do DIACOPBERJ foi o diácono Percy Paulo Guedes. ocorrido nos dias 09 e 10 de novembro de 1974. Foram preletores os Pastores Fidélis Morales Bentancôr e Ebenézer Soares Ferreira. por ser filho de pastor. Esse sonho foi concretizado em 1975. Essa organização tem sido bem útil ao trabalho batista fluminense. onde eles pudessem debater seus problemas. para muitos membros de igrejas eles devem ser o exemplo porque o pai é pastor. depois passam pela adolescência. fruto da ignorância. as que mais se entusiasmaram com a organziação. bem expressa a preocupação de muitos obreiros quanto à criação de seus filhos. ao qual compareceram 160 participantes. que hoje é o ilustre redator d' O Jornal Batista. seja filho de quem quer que seja. viúva do Pastor Antônio M. exerce esse cargo o diácono Orlando Soares. Eles são crianças. pois. onde pudessem colocar suas aspirações e desejos. Portes) e Creusa Rangel de Souza foram. ENCONTRO DE FILHOS DE PASTORES Muitas esposas de pastores demonstraram o desejo de reunir seus filhos num retiro. DIACOPBERJ Por sugestão do então secretário-executivo da Ordem dos Pastores Batistas Fluminenses. deve se comportar como adulto. para só então se tornarem adultos. Essas pessoas. O início dessa organização se deu com a realização do Primeiro Retiro Espiritual dos Diáconos do Estado do Rio de Janeiro. Pastor João Batista Paulo Guedes. Por muitos anos. que surtiu grande efeito entre os jovens que nela se envolveram.Só a eternidade poderá revelar a grandeza do empreendimento que é o REENCONTRO — OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS. se esquecem de que ninguém vive sem passar por todas as faixas etárias. trazendo benefícios. atingindo a maturidade. Hoje. porém. E os filhos de pastores. As irmãs Nair de Araújo Portes (hoje." O artigo do Pr. do qual extraímos o seguinte: " H á quem julgue que o menino. 189 . como pessoas que são.

foi organizada a Sociedade de Esposas de Pastores do Estado do Rio de Janeiro. é que o trabalho com os jovens foi organizado em nosso campo. Alberto Portela Vice-presidente — Pr. 3) a falta de incentivo para um trabalho direcionado para a juventude. realizada na cidade de Pádua. naquela altura. então. entretanto. em julho de 1976. Trataram logo de eleger a primeira diretoria. realizada em Portela. Pr. Joaquim Rosa 190 . essa organização. aproveitando aquela mesma assembléia convencional. só iria concretizar-se na 18a. que foi empossada na mesma assembléia. Tem sido de grande valor para a obra batista fluminense. O TRABALHO DA JUVENTUDE Somente muito tempo depois de criada a Associação Batista Fluminense. O ideal. 2) a falta de literatura apropriada para essa faixa etária. Assembléia da Convenção Batista Fluminense. em 1912. como era conhecida). Ali foi oficialmente organizada a Convenção da Mocidade Batista Fluminense. O ideal da criação dessa organização nasceu no coração das irmãs Jurema Mainhard e Maria Moreira (D. porém. e lhe explicaram o plano. Sua primeira diretoria se compunha de jovens casados e que demonstravam valor no trabalho da Causa. auxiliam-se elas.ambém. r. Esse lhes deu franco apoio. Fidélis Morales Bentancôr Secretário — Pr. reciprocamente. realizada em Valença. com a presença de 55 mensageiros. Tendo esse desejo.SOCIEDADE DE ESPOSAS DE PASTORES BATISTAS FLUMINENSES Por ocasião da Assembléia da Convenção Batista Fluminense. que. labutando. procuraram o presidente da Convenção Batista Fluminense. lado a lado com os pastores. no dia 02 de maio de 1924. Não só congraça as esposas dos obreiros como. Mariquita. com a presença de 45 mensageiros. estimulando-as a iniciarem imediatamente o empreendimento. em 1919. Assembléia da Convenção Batista Fluminense. Ebenézer Soares Ferreira. Todos eram pastores: Presidente — Pr. com 72 mensageiros. a Primeira Igreja Batista de Campos parecia já se preocupar com a assistência aos jovens. Já na 13a. que se cogitou de organização da primeira União de Mocidade Batista. Sabe-se que foi na assembléia convencional. Como motivos para essa delonga podemos detectar: 1) a falta dc acomodações nas casas de cultos. Puseram mãos à obra. o assunto trabalho dos jovens foi bem discutido e o plenário decidiu que a mocidade realizasse seus trabalhos na mesma ocasião das assembléias convencionais. em 1907. na busca de solução para os problemas e situações que lhes são comuns. no princípio. Virgílio Faria Tesoureiro — Pr. realizada em São Fidélis. As chamadas Uniões de Mocidade surgiram nas igrejas batistas anos mais tarde. Adozino Neto Secretário-correspondente — Pr. Em finais do século passado. eram bem acanhadas e limitadas. Tem-se notícia de que. já a igreja alugara uma sala para servir de sede a uma escola noturna.

Outra preletora daquele congresso foi 191 . Para isso. que pastoreava a Primeira Igreja Batista de Pádua. Elias Vidal. Nilton de Souza. Werner Kaschel e o Prof. em reunião realizada na Primeira Igreja Batista de Niterói. Jáder Malafaia. O Segundo Congresso da Mocidade Batista Fluminense foi realizado em fevereiro de 1954. Foi nessa época que surgiu a famosa Caixinha de Perguntas. permanecendo nessa função por três anos. porém. Havia. ainda. Júlia Codcço. O entusiasmo inicial. em fevereiro de 1953. na ocasião. pastoreou até 1974. Foi nessa década que se iniciou a realização dos congressos de mocidade. Manoel Avelino de Souza. José Pinto. Isaías Santos.Começou muito animado o trabalho da Convenção da Mocidade Batista Fluminense. O Dr. e maior também era o número de jovens que haviam cursado o Segundo Grau (Curso Científico. Samuel de Souza. Ebenézer Soares Ferreira. Elpídio Mota. Helena dc Souza. no sentido de ela mesma sustentar alguém que exercesse essa função. em breve. aliás. Em seguida. Robert Bratcher prelecionou sobre O Inferno e a missionária Rosalee Appleby dirigiu mensagens inspirativas. deveria ser desempenhada por um jovem. Nelson e Waldir Rocha. Gedaías Norberto. Nele aparecem jovens como. Depois. Dr. I. então aluno do Seminário do Sul. É na década de 40 que é criado o periódico O Arauto Fluminense. Década de 50 E na década de 50 que o trabalho jovem entre os batistas fluminenses vai apresentar maior desenvolvimento. na época). Logo foi fundado o jornal A Juventude. então pastor da Igreja Batista de São Gonçalo. cuja primeira redatora foi a Profa. O Primeiro Congresso da Mocidade Batista Fluminense se realizou na Primeira Igreja Batista de Petropólis. Euza Gomes. na Primeira Igreja Batista de Petrópolis que. Eli Francioni de Abreu. ano em que faleceu Na década de 40. Lauro Bretones. por cerca de três anos. José Murta. Gutenberg Faria Guedes. O número de jovens nas igrejas batistas era maior. Robert Bratcher. do qual era redator o Pr. era pastoreada pelo vibrante jovem Wilson Régis. recentemente formado pelo Seminário do Sul. Evaldo Gonçalves. é escolhido o então seminarista Samuel de Souza. o Dr. Na presidência da mocidade do campo fluminense estava o jovem Itamar Francisco dc Souza. surgem nos arraiais batistas fluminenses inúmeras discussões sobre o assunto ítinerância que. O presidente eleito foi o jovem Waldemar Zarro. foi arrefecendo e. João Barreto da Silva. segundo se pensava. Edna Antunes.iberalina Mônica Faria. foi seu redator. Foram preletores: Dr. Eli Francioni dc Abreu. o trabalho estava paralizado vindo a se reorganizar em 1933. o então seminarista Ebenézer Soares Ferreira assume a direção do jornal. procurando despertar a mocidade para o trabalho de itinerância. o trabalho da juventude começa a se desenvolver melhor. a qual. Realizou ele váriqs viagens pelo estado. jovens cuja escolaridade já atingira o Terceiro Grau (Faculdade). substituindo o Dr. O sermão da última noite foi pregado pelo seminarista Ebenézer Soares Ferreira. Nessa fase.

Ophir Pereira de Barros. em 1959. a mocidade passou a editar a Página da Mocidade n'0 Fscudeiro Batista. mais tarde. na criação de uma revista especial para os jovens do estado. Cogitou-se. para funcionar como sede da Convenção Batista Fluminense. Sucedeu-o o Dr. por dar apoio à criação da revista Juventude Batista. até. os jovens: Élcio Vieira. a mocidade passa a ter para sua sede uma daquelas salas. em lugar da publicação de O Arauto Fluminense. E nesse período que é criada a COMEX — Comissão Executiva. Com a aquisição das salas no Edifício Líder. Jacyra Malafaia. Décadas de 60 e 70 Só depois do ressurgimento de um Conselho de Mocidade. Mário Sólon Gonçalves. Wanderley P. à Avenida Amaral Peixoto. editada pela Junta de Escolas Dominicais e Mocidade da Convenção Batista Brasileira. José Silveira Filho Em novembro de 1956. entretanto. Francisco Cerqueira Bastos. tendo como seu auxiliar o Dr. eleito na Assembléia da Convenção Batista Fuminense. a falecer em acidente aéreo no sertão brasileiro. na cidade de Pádua. redator d ' O Jornal Batista). o Pr. destacaram-se no trabalho batista fluminense.a missionária Mary Ruth Carney. Edna Antunes Secretário-correspondente — Seminarista Ismail Rodrigues Redator da Página da Mocidade — Dr. que era dirigido pelo General Mário Barreto França. Jorge de Oliveira. O conselho 192 . é que foi realizado o 8" Congresso da Mocidade Batista Fluminense. publicação de âmbito nacional. Secretária — Profa. Gumercindo Saraiva. por Geraldo Trindade de Araújo. Paulo Ribeiro (hoje. em Niterói. sendo orador oficial o Pastor João Soren. a Assembléia da Mocidade Batista Fluminense — AMBF — tinha a seguinte diretoria: Presidente — Pr. Nesse período. logo depois. Foi esse um período de muita prosperidade no trabalho da mocidade batist a fluminense. sendo eleito para presidi-la o Pr. diácono da Primeira Igreja Batista em Niterói. em 1956. José Silveira Filho. e. Wilson Régis lo. sob a presidência do Pastor Erodice Gonçalves. voltaria a ser redatoriada pelo Dr. Para maior divulgação do trabalho da mocidade batista do estado. Secretário — Seminarista Walter Velasco 2a. durante a década de 50. poeta evangélico muito conhecido e grande amigo da mocidade. Barreto. Página da Mocidade n ' " 0 Escudeiro Batista" Em julho de 1955. realizada em 1967. Decidiu-sc. O Terceiro Congresso da Mocidade Batista Fluminense se realizou na Primeira Igreja Batista de Friburgo. Além dos nomes aqui citados. Arides Martins da Rocha se tornou o redator da Página da Mocidade. foi criado o programa radiofônico Antenas Celestes. Erodice Gonçalves Riberto Vice-presidente — Pr. que. que viria.

então futuro pastor. foi aprovada a nova estrutura. estruturação das juventudes assoeiacionais. Foi uma grande proeza que. em 1971. Daniel Lincoln de Almeida. O Pr. Dr. Em 1979. o jovem Ademir Paulo Pimentel. Carlos O. João José Soares Filho emprestou uma grande colaboração ao trabalho jovem num momento de crise. com excelentes realizações. a Convenção Batista Füminense aprovou destinar 2% dc seu orçamento para o trabalho da JUBERJ. em 1969. e com o Pr. também. então seminarista Elias Wernek se tornou secretário-executivo. eleita pela assembléia da juventude. O Pr. Juiz de Direito no Rio de Janeiro. entidade que antes não contava com qualquer espécie de verba. O Pr. que fora convidado para exercer o cargo de Secretário-Executivo da JUMOC. David Queiroz. Em 1976. Festival da Primavera (com olimpíadas). O Pr. Edgard Barreto Antunes. substituindo assim o Pr. por mais ou menos cinco anos. . que o conselho sc renovou. Eudóxio Azeredo. Ageu Celestino foi eleito presidente do conselho e o. Neste mesmo ano. quando a caravana Boina Azul alcançou grande destaque. O Dr. Ozélio Pereira e Arilton de Oliveira. O Prof. Nesse período. Daniel Lincoln de Almeida na presidência da juventude fluminense. em Goiânia. Seminarista Elias Wernek. 4. pela Junta Executiva. A partir de 1975. Pr. presidente desse conselho. Silas dos Santos Vieira. Nesse e no congresso anterior — o 9? Congresso da Mocidade Batista Brasileira. João José Soares Filho. 3. Daniel Lincoln de Almeida deixa a presidência da junta para assumir a sua secrctaria-executiva. início do trabalho com adolescentes. Ampliato Cabral. Entre seus membros. 5. a mocidade batista fluminense prestou muita cooperação. Silas dos Santos Vieira. ainda. trouxe sérias conseqüências financeiras para a Juventude Batista Fluminense e até para a Convenção Batista Füminense. infelizmente. Prof. O período de 1975 a 1981 pode ser considerado positivo. na assembléia convencional realizada na cidade de Macaé. das quais destacamos: 1. Pr. estruturação da juventude estadual. fez-se uma grande dívida que precisou ser arcada pela mocidade e pela convenção. na Bahia. hoje.era liderado pelos seguintes irmãos: Pr. sendo o conselho substituído. o Pr. encontros para líderes. Já despontava. Por causa do não pagamento de compromissos assumidos com relação à caravana. função que exercia sem qualquer remuneração. 2. Silas dos Santos Vieira realizou excelente trabalho junto à secretaria-executiva da JUBERJ. Elias Carvalho de Sá foi. em 1971 e. Arilton de Oliveira conseguiu levar uma grande caravana fluminense à Bahia. Ageu Celestino e o. Seminarista Wanderley Barreto e outros. sendo merecedor de destaque por seus serviços ali prestados à juventude do Estado do Rio. passaram a figurar o Prof. Prof. Elias Carvalho de Sá. Wilmar Zarro foi. como o Dr. 193. com o Pr. realizados em Goiânia. Dr. presidente do Conselho de Mocidade. Foi no congresso realizado na cidade de Macac. que é. outros irmãos. na secrctaria-executiva da mesma. para assistir ao 10? Congresso da Mocidade Batista Brasileira.Varela. Wilmar Zarro. destacaram-se. em 1974. então. foi elaborada e implantada nova estrutura para o trabalho da juventude estadual.

no Rio de Janeiro. que empreendeu novos rumos ao trabalho da juventude. Este procurou dar ênfase à realização de congressos. neste período: Pr. em Nova Friburgo. Pr. Gilson de Paiva Bifano. na cidade do Rio de Janeiro. O Pr. Promoveu intercâmbio com jovens bolivianos. no cargo de secretário-executivo da JUBERJ. em Nova Iguaçu. Josué Ebenézer de Souza Soares. para pastorear a Igreja Batista do Grajaú. c redator d' O Escudeiro Batista. Milton Moraes. Gilson é Capelão dos Colégios Batistas Brasileiro e Shepard. Niterói. Heloísa Helena Pinto. de Castro. 13?. Mauro Israel Moreira — Pastor da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo. de Souza — Pastor da Igreja Batista de Vital Brasil. Alguns dos que hoje lideram o trabalho denominacional tiveram grande participação no trabalho de nossa juventude. . à frente da JUBERJ. Sua gestão foi de dois anos. Júlio Miguel Rangel. Emoilde Alves. o Jornal Jovem. 14?. Deixou o cargo para trabalhar na JUERP e assumir um pastorado local. Pr. estruturação do trabalho com adolescentes nas associaçoes. Élcio Sant'Anna. Ressaltamos aqui os nomes de jovens que se destacaram na liderança da mocidade estadual. no cargo. Sucedeu-o. Pr. Sucedeu o Pastor Gilson Bifano. realizou intercâmbios e organizou a chamada Festa da Primavera. Deixou esse trabalho. exerce o cargo de secretário-executivo da JUBERJ o Pr.6. e 15?. Deixou o cargo de secretário-executivo para pastorear a Igreja Batista de Rio Bonito. No momento em que é preparada esta obra. Sênica da Silva. Nilson Godoy — secretário-executivo da Junta de Beneficência da Convenção Batista Füminense. Gilson Bifano esteve. 7. Rossine de Oliveira. o Pr. Malvino Corrêa. Josias César Porto da Silva. No momento (1991). Entre eles. em Macaé. em Angra dos Reis. em 1988. Sócrates O. o Pr. apenas. ex-presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil e ex-presidente da Convenção Batista Füminense. 194. criação do Jornal Jovem. durante seis anos. Assim. Pr. citamos: Pr. com regularidade. preparou os congressos: 12?. William R. em 1982. no afã de trazer grandes bênçãos espirituais para a mocidade. em 1984. dando continuidade aos projetos já existentes. de Souza. em 1985. Novas Diretrizes O jovem Pastor Daniel Lincoln dc Almeida procurou imprimir boa direção à entidade. Dilmo P. em 1986. enquanto estavam também treinando e se desenvolvendo. Pr. Procurou publicar. João Marcos Barreto Soares. o Pr.

lançar sua influência cristã no campo moral. social. professor de português do Liceu de Humanidades e do Colégio Agrícola de Campos. Eis alguns deles: 195. se chama Vila Pastor Salvador Borges. praças e escolas. eles se têm preocupado em testemunhar. Através do Pr. se tornando empregadas domésticas. na campanha antitabagista. A força da influência dos batistas flumineses por todo o estado pode ser medida. Vila Augusto Moretti. também. Em lugar de caminharem para os bares a fim de bebericarem. são outro exemplo disso. Fez menção da Vila São Luiz. Fazendeiros afirmavam que sentiam grande diferença em seus empregados. agora. e membro da Academia Brasileira de Filologia. depois de ter recebido grande influência dos crentes que ali vivem. agora. hoje. princípios e viver cotidiano transformados. que fazem comentários sobre jovens que. Há pessoas. os costumes do povo do Estado do Rio têm recebido positiva influência dos batistas flumineses. a educação. como comentava o ilustre professor Álvaro Barcelos. depois que estes se tornavam crentes. pelas homenagens prestadas a servos do Senhor que têm seus nomes perpetuados em ruas. Tabuae Barro Branco. aos cultos. no viver diário. nome de um diácono batista. têm dado excelente testemunho. eles iam. agora. mostra-se muito modificada. no município de Campos. receberam grande influência evangélica. Houve lugares que. Seria muito bom que algum mestrando em história se abalançasse a escrever sobre essa influência em algum desses aspectos. . Tornavam-se mais responsáveis. tendo tido conceitos. Alcançados pelo evangelho de Cristo. Ressaltamos aqui a influência na modificação de costumes.Capítulo XIV a influência da obra dos batistas fluminenses A INFLUÊNCIA DOS BATISTAS FLUMINESES Através dos anos. conhecida como a terra do trabuco. Tabua. todas as noites. ou irmão na fé. conquistando a confiança de todos em seus empregos. que. em casa de um ou de outro amigo. no município de São Fidélis. Salvador Borges. também. Aos domingos. trajavam-se melhor para ir aos cultos. educacional e espiritual nos meios em que vivem. a sociedade. Barro Branco se denomina. sofreram grandes transformações depois de terem tido contato com os crentes. Ele viveu naquela região durante 50 anos.

Rua Portela Sales. Elson de Souza. Rua Pr. Prof. Rua Albertina Portela Sales. Rua José da Cunha Barreto. Rua Alfredo Coelho. Salomão Ginsburg. Rua D. Abelar Suzano Siqueira. Rua João Teixeira Pimentel. São Fidélis — Rua Missionário Salomão Ginsburg. Itaperuna — Rua Dimpina Schwartz. Elias Portes Filho. Orlando Azeredo Silva. Manoel Avelino de Souza. Rua João Caetano de Oliveira (Ibitiporã). José Caetano de Oliveira (Bairro Xavantes). Rua Joel Reis. Pádua — Rua João Eugênio Bastos. Rua Pr. Guapimirim — Rua Maximiniano José Pacheco (diácono). Rua Pr.Christie. Duque de Caxias — Rua Prof. Rua Pr. Rua Pr. Resende — Rua Pr. Rua Pr. José de Souza Herdy. Rua Paulo Mainhard. Rua Pr. Rua Diácono Manoel Ribeiro da Silva.B. Casimiro de Abreu — Rua Missionário Salomão Ginsburg. Antônio Soares Ferreira (antiga Fábrica Nacional de Motores). Manoel Avelino de Souza (Pendotiba). Ponto de Cacimbas — Rua Nilo Mayerhoffer. Rua Pr. Joaquim Ribeiro. Leobino da Rocha Guimarães. Macaé— Rua Braulino Simões. Salomão Ginsburg.B. . Bom Jesus de Itabapoana— Rua Adelício Dias do Canto. Macuco — Rua Prof. Rua Manoel Avelino de Souza (Mantiquira). Rua Bonfino Cardoso de Mello. Rua Dolvina Rezende Godoy. Rua José Gomes Vilarinho. Rua Noemi Bittencourt. Rua Joaquim Soares Neto. Rua Pr. Petrópolis — Rua Missionário A. RuaCcl. Daniel de Araújo Goes. José de Souza Herdy. Rua A. Rua Pedro Simas. Fidélis Morales Bentancôr. José Carlos. Campos — Rua Pr. Rua Luís Pinto da Silva. Rio Bonito — Rua Cel. Rua Pr. Rua D. Rua Pr. Luís Laurentino da Silva. Rua Antônio Laurindo dos Santos.Christie. Imaú — Av.Maria Vitipó Raposo. Rubem Coelho dos Santos. 196. Rua Achilles Sales. Mateus Paulo Rodrigues Guedes (Muriti). Rio Dourado — Rua Pr. Nilo Sales.Ruas: Aperibé— Rua Evarislo Reis. Daniel Carvalho de Almeida Cardoso Moreira — Rua Antônio Reis. David Coelho Mangaratiba — Rua Pr. Rua Pr. Rua Jesuína Barreto Antunes. João Barreto da Silva. Italva—Rua Achilles Sales. Rua Therezinha Olga Carraro. Rua Ismael Jacoud de Mello. Rua João Batista Lessa. Rua Corindiba de Carvalho. Carapebus — Rua Pr. Rua Pr. Elias Vidal. Rua Firmina Seixas. Gentil de Castro Faria. Conceição de Macabu — Rua Pr. Rua Pr. Rua Missionário W. Francisco Ribeiro da Silva. Rua Pr. Nova Iguaçu — Rua Abdiel Duarte (Prata). Rua Francisco Luís Gonçalves. João Barreto da Silva. Francisco Joaquim de Mendonça (Areia Branca). Silas Silveira. Rua Pr. Luís Sales. José Peixoto. Rua Theodorico Luiz de Souza. Rua Pr. Entzminger. Rua Miss. Jurema Mainhard Viana. Rua Amorita Morales Bentancôr. Rua Dr. Rua Antônio Azevedo (Poço Gordo).Delfina de Jesus (Bairro de Itaipu). Rua José de Souza. Rua Ailton Belido Barreto. Rua Pr. Rua Prof. Elias Portes Filho.E. Jurandir Gonçalves Rocha. Arraial do Cabo — Rua Profa. Rua Luiz Joaquim Corrêa. Rua Eurico Barbosa. Maricá — Rua Sebastião Velasco Niterói — Rua Pr. Rua Prof. Rua RitaFária. Rua João Salvino Soares.

Raphael Zambrotti e Samuel de Souza. Osvaldo Viana da Silva (Campo Redondo). João Barreto da Silva (Vilar dos Teles). Pedro da Aldeia). Antônio Soares Ferreira Macaé — Escola Municipal Prof? Élcia Barreto Soares Niterói (Caramujo) — Ginásio Manoel Avelino de Souza Petrópolis— Escola Municipal Prof? Ernestina Francioni de Abreu São Gonçalo (Bairro Vermelho) — Ginásio Comercial Alberto Lessa São Gonçalo (Brasilândia) — Centro Integrado dc Educação Pública Pr. Estes foram nomeados pelo 197. Rua Pr. Nilson Dimárzio. O Conseho de Educação do antigo Estado do Rio de Janeiro contou. já contou com a contribuição dos seguintes pastores: Ebenézer Soares Ferreira. Joaquim Rosa Teresópolis — Escola Municipal Beatriz Silva Conselho de Educação Os rumos da educação no Estado do Rio de Janeiro foram estudados com a contribuição de alguns servos de Deus que militavam no campo batista fluminense. Joadélio de Paula Codeço. José de Souza Gama. Rua Pr. Rua Pr. Gedor Melo (Bairro Poço Fundo). . João Barreto da Silva Casimiro de Abreu — Escola Municipal Pr. de Souza. Waldemar Zarro Teresópolis — Praça Pr. Luiz Laurentino da Silva Ernesto Machado — Escola Estadual Pr. Antônio Moreira Portes Escolas: Campos — Ginásio Prof. Joaquim Carneiro (em Pião). Rua Pr. São João deMeriti — Rua Pr. Manoel Avelino de Souza (Jardim íris). São João da Barra — Rua Marcílio Rangel (em Barcelos). Teresópolis — Rua Cassiano B. Joaquim Lessa. Nilson do Amaral Fanini. Adir Reginaldo Gil (Bairro Sumaré). Waldemar Zarro.São Gonçalo — Rua Carmélia Armond Zarro. em sua composição. José Virgílio de Miranda. O Conselho de Educação no atual Estado do Rio de Janeiro. Rua Pr. Conselho de Cultura Faziam parte do Conselho de Cultura do antigo Estado do Rio de Janeiro os pastores Ebenézer Soares Ferreira e Waldemar Zarro. João Barreto da Silva Itaocara (Bóia) — Escoai Municipal Pr. Rua Agenor Beltrão (fundador da igreja em S. São Pedro da Aldeia — Rua Pr. com os seguintes irmãos: loão Barreto da Silva. Antônio Soares Ferreira São Gonçalo — Praça Pr. Praças: Arraial do Cabo — Praça Antônio Valadares (ex-frade católico) Macaé — Praça Gê Sardenberg Portela — (município de Itaocara) — Praça Pr. São João da Barra (Fazendinha) — Escola Estadual Francisco Sarlo São João de Meriti — Escola Municipal Pr. Rua Pr. Mário Barreto França.

Raphael Zambrotti foi Secretário do Governo no tempo do Prefeito João Barcelos Martins. o irmão Achilles Sales. Surgiram deputados estaduais. Nelson Rocha e José Maria Garcia. cidade que foi fundada por famílias na maioria compostas de crentes. Em Italva. A primeira Câmara de Vereadores da cidade era composta de muitos crentes. . Secretário de Educação. por duas vezes. Retrata. por duas vezes. Em Cardoso Moreira pode-se também observar a influência dos batistas. que deixou marcas indeléveis com seus magistrais discursos sobre intolerância religiosa. a influência de servos do Senhor na vida moral. Nilson do Amaral Fanini. João de Meriti.Governador Jeremias Fontes. e o Pr. O primeiro prefeito era crente. Há municípios que já tiveram no seu governo prefeitos batistas. como é o caso de Silva Jardim. Aldo Muylaert. Outras Influências: Seria grande a lista se quiséssemos citar aqui os nomes dos crentes agraciados com o título de cidadania conferido por Câmaras de Vereadores do estado e mesmo pela Assembléia Legislativa. O Dr. Conceição dc Macabu. Secretários de Saúde e de Administração. que era ali pregado pelas famílias Reis e Sales. Grande é. os batistas exercem grande influência. A cidade de Maricá teve. ainda que por alguns meses. A bandeira do município reflete essa influência do evangelho. por algum tempo. e muito bem. O Dr. Alair Monteiro foi prefeito de S. social. como prefeito. prefeito de Cordeiro. teve como prefeito o irmão Arquimedes Custódio. Daniel E. presbiteriano de boa cepa. o número de membros de nossas igrejas batistas do campo fluminense que têm sido eleitos vereadores em vários municípios. respectivamente. tomados de conhecimentos de história. Em algumas cidades. no governo Celso Peçanha. Raphael Zambrotti e as professoras Júlia Codeço e Evartgelina Guedes foram diretores do Instituto de Educação Prof. O Pr. O Pr. em certa época. espiritual do Estado do Rio de Janeiro. secretário do Prefeito José Carlos Barbosa. como: Joadélio Codeço. Ampliato Cabral. Apareceram. Campos teve. Zedir Morales Bentancôr foi. depois. Jair Araújo. Elísio Tavares foi Secretário de Governo no tempo do Prefeito José Alves. por algum tempo. e foram. Silas Silveira.Figueiredo. que exerceram o mandato de deputados federais. que soube honrar o nome de crente em suas lides políticas. Na política. O Prof. o primeiro deputado batista foi o Pr. O Pr. Josias Ávila e Gouveia Filho. que veio a ser. em épocas diferentes. Henrique de Queiroz Vieira foi Secretário dc Administração no tempo do Prefeito José Alves. a moção que transcrevemos a seguir: 198. também. Fez parte do Conselho de Cultura do atual Estado do Rio o Pr. David Coelho foi. Wilson Mendes. e o Dr. houve época em que a metade dos componentes da Câmara de Vereadores era de crentes. Ebenézer Soares Ferreira foi membro do Conselho de Cultura de Campos e presidente da Academia de Letras da mesma cidade. como seu prefeito um servo do Senhor: o Dr. também. disciplina que ele conhecia como poucas pessoas. ainda.

pistoleiros e criminosos de toda espécie ao caminho do bem. por completar. Influência do Acampamento "Sítio do Sossego" Todos os acampamentos têm contribuído para o crescimento dos que ali vão para os retiros. conseguindo com trabalho. oitenta anos de idade. Foi presidente da antiga UDN e do MDB. vem exercendo o ministério há mais de quarenta anos. Joaquim Lavoura. reside em Tabua há mais de cinqüenta anos. Delcyr de Souza Lima. Escritores e Membros de Academias de Letras Muitos servos de Deus se têm destacado por sua produção literária c poética e têm sido conduzidos como membros de academias de letras. dignidade. conta algo sobre essa influência. Tendo sido um dos desbravadores da região. Mário Barreto França. mas praticamente toda a região. Nilson Nobre. Manoel Avelino de Souza. Podemos citar os nomes de: Assis Cabral. mas também pela criminalidade. João Rodrigues. no Brasil ou fora do país. Ivone Boechat de Oliveira. em seu livro A Country Church in Brazil. denominado "Sítio do Sossego". três homens e três mulheres. pois quando lá chegou era tudo mata virgem. firmeza e fé em Deus. Nilson Dimárzio. exemplo. Óthon Ávila do Amaral. no dia dois de setembro próximo. desprendimento. A contribuição desse missionário foi marcante nas igrejas referidas. O de Rio Dourado é o melhor edifício da vila. todos formados. mostrando um horizonte cristão para todos os moradores daquela região carente de fraternidade e amor. Geraldo André. Daniel de Oliveira Cândido. não só a sua família. No Estado do Rio há vários. do Estado do Rio. (aa) José Perlingeiro de Abreu. Nilson do Amaral Fanini. Josias Ávila e Darcíiio Ayres. reconduzir bandidos. bondade. não só pela malária. Alberto Torres. residente em Tabua. firmeza. Chegou à localidade no tempo em que a mortandade grassava. 3? Distrito de São Fidélis. Salvador Borges é casado com Dona Adosina Borges. José Silva. O mais antigo. O missionário Alvin Hatton. . em 29 de agosto de 1972. Ebenézer Soares Ferreira. Professor Souza e Rocha Leão. Educou. Em todas essas localidades o templo batista é maior do que o católico. 199.Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro MOÇÃO Os deputados que esta subscrevem congratulam-se com o digno e ilustre professor c pastor batista SALVADOR BORGES. bondade e desprendimento do ilustre homem público é que fazemos a presente moção. Sala das Sessões. É pai dc seis filhos. tem exercido grande influência também em três localidades que ficam próximas a ele: Rio Dourado. Pela honradez. o de Rio Dourado. sejam elas de suas cidades.

Foi ganhando nome. Construiu ótimas instalações e não se descuidou da parte espiritual dos alunos. de Campos para Volta Redonda. que tem sido muito procurado. no começo de 1950. o Pr. Ultimamente. a Igreja Batista Central de Volta Redonda. o Projeto Amai-vos. ao ponto de atingir uma matrícula superior a 3. em sua juventude. juiz de direito. "PROJETO AM Al VOS" O irmão Marcclino Robson Almeida. o Projeto Amor tem recebido apoio do Reencontro e da Junta de Missões Nacionais. Não se pode esquecer de citar aqui a contribuição que tem sido dada ao Projeto Amor pelo Dr. não têm forças para deles se desprender. que começava a se desenvolver rapidamente. José Francisco Veloso. quem está liderando o Projeto é o Pr. em épocas diferentes. aguilhoados pelos vícios. almejando. Têm prestado essas instituições grandes serviços aos nossos jovens e à educação no Brasil. agrônomo. com isso. na Rodovia Amaral Peixoto. por pessoas interessadas no desenvolvimento da obra educacional em nosso país. que tem dado grande apoio a esta obra. logo depois. Colégio do Instituto Batista Americano de Volta Redonda — Com a mudança do missionário Mac Neally. tem recaído sobre os ombros do fundador da entidade. A instituição é pessoa jurídica e já abriga 11 crianças que foram encaminhadas pelo Juizado de Menores. São as seguintes essas instituições: 1. No momento.000 alunos. aliar ao preparo intelectual a assistência e testemunho cristãos. O Pr. a ser a mantenedora do Colégio Batista a ser criado ali. Instalado cm uma propriedade próxima à cidade de Três Rios. primeiramente. em 1987. fundou em Campo Novo. José Francisco Veloso escreveu o livro Um Tapa nas Drogas. porém. surgiu a grande oportunidade de se criar um colégio na Cidade-do-Aço. sobressai-se o Projeto Amor. Cooperaram. na adminisBIBU0TECA PARliCULAR . Ademir Paulo Pimentel. COLÉGIOS FUNDADOS POR IGREJAS E PARTICULARES E justo que façamos referência aqui aos colégios que foram criados por igrejas batistas ou. Seu diretor. O maior peso da obra. fundou a instituição porque sentiu a dor daqueles que. diácono da Primeira Igreja Batista de Niterói. que estivera envolvido com drogas. Iran de Medeiros Lopes. É uma obra que revela as experiências do autor com as drogas e como o Senhor o libertou e lhe deu a visão da criação do Projeto Amor. A propriedade mede 54. particularmente. trabalhando pela libertação daqueles que foram escravizados pelo terrível vício das drogas. município dc Cabo Frio. que viria. O colégio foi crescendo. há mais cie dez anos. o Projeto Amor vem.000 m 2 . Organizou o missionário."PROJETO AMOR" Entre as entidades que foram criadas para a recuperação dos viciados em drogas.

3. teve o seu início num pequeno colégio. Funcionou durante alguns anos. recebeu a entidade denominada Associação Fluminense de Ensino — AFE. . o Dr. Francisco Cerqueira Bastos e. Colégio Batista de Austin — Foi fundado pelo Pastor Benedito Sampaio. Foi crescendo. 8. 6. Colégio Rui Barbosa — Fundado em Campos. 9. além de bom educandário. Hoje. o colégio foi descontinuado. Vários fatores fizeram com que não fosse possível continuar a sua manutenção. educador que procurou fazer do colégio. O colégio foi vendido. Deu frutos. a segunda e. que realizou ali a obra educacional. Colégio Batista de Meriti — Pertencia à igreja e foi organizado no tempo do Pastor Joaquim Rosa. sempre aconselhado por sua ditosa mãe. Passou-o à Convenção Batista Fluminese. O colégio recebeu. como o Pastor Geraldo Ventura que foi seu aluno e. 7. tendo até construído. pastor da Igreja Batista de Laranjal. Aylpton de Jesus Gonçalves. o Colégio Batista de Laranjal. José Herdy. tambcm. Era de propriedade do Professor Gentil de Castro Faria. Penteado. a instituição pertence aos filhos do seu fundador. Pastor Herdy. Viu-o crescer. é destacado líder no Estado do Mato Grosso. O sonhador da obra. Criou-se a primeira faculdade. Universidade Grande-Rio Prof. Colégio Cardosense — O Pastor Henrique de Queiroz Vieira sonhou eom um grande estabelecimento de ensino em Cardoso Moreira. que tem exercido grande influência na região. um instrumento de disseminação do evangelho. que se tornou em Universidade. Implantada em Caxias. Nilson Dimárzio. Colégio Batista de Resende — Foi o sonho do Pastor Elson Duarte. cm seu campus. há mais de 20 anos passados. por muitos anos. Mas os filhos e sua esposa o viram. A instituição tem procurado cumprir a missão para que foi organizada. possui tantas. Hoje. um templo que abriga a Primeira Igreja Batista Universitária do Brasil. hoje. a Universidade vai cumprindo sua missão. desenvolver-se. foi chamado aos tabernáculos eternos" antes de ver o final de seu sonho realizado. José de Souza Herdy — Esse é o nome que. Pastor José dc Souza Herdy. 4. em março dc 1991. 201. Israel José Pinheiro. município de São Gonçalo. pelo preclaro educador. Arides Martins da Rocha. a irmã Nilza Herdy. Arodi Herdy. alguns anos mais tarde. Sebastião de Souza. Colégio Batista de Laranjal — Foi fundado na localidade dc Laranjal. que o dirigiu durante um espaço de tempo. Colégio Batista da Igreja Batista de Nilópolis — E fruto da visão do Pastor Henrique Marinho Nunes. É seu fundador e diretor o Pr. hoje.tração da instituição os obreiros: Elson Duarte. atualmente. Com o falecimento do seu fundador. 2. o apoio do Pastor Oswaldo Soares dos Santos. O Pastor Walter Santos procurou desenvolvê-lo. 5. sob a direção do Dr.

Luís Carlos Prestes Pinheiro e Loimar Zarro Pinheiro. Centro Educacional Betei — Queimados. 11. Ivo Dutra. Eliseu Reis 13. Jair de Freitas criou o colégio e o viu crescer e se tornar um dos maiores do município de Duque de Caxias. 17. Regina Sampaio Jacoud. Diretor: Prof. Diretor: Prof. Diretora: Profa. Samuel Leite. Colégio Luther King — São João de Meriti. João Batista 202. Otaciano L. LÍDERES ASSOCIACIONAIS Distribuídas em vinte e sete associações. 23. 16. Nemésio F. Centro Educacional Monteiro Lobato — São Gonçalo. 12. Vital R. 21. Colégio Americano — São João de Meriti. Foi seu diretor o Pr. Ubíracy Gil. Carvalho. 22. . Diretora: Prof 3 Mariete de Freitas. Gomes. Daniel Lincoln de Almeida. Diretor: Pr. Diretor: Pr. Escola da Igreja Batista de Olaria — Friburgo. Colégio Monteiro Lobato — Esse colégio viu cerradas suas portas após vários anos de contribuição à educação da juventude. Instituto Caxiense — Diretor: Pr. 2. Colégio Cruzeiro do Sul — O Prof. já que não os mencionamos noutras partes desta obra. Instituto Educacional Beira-Mar — Caxias. Colégio Pan-Americano — Caxias. Vital Cabral. David Francisco de Oliveira. Diretor: Pr. Eliseu Reis. ASSOCIAÇÃO BATISTA CAXIENSE Pastores Gutenberg F. Seus talentos. Alair Moreira Dias. operosidade e consagração ao trabalho nos levam a registrar nesta página os seus nomes. Ginásio Fluminense — Caxias. Centro Educacional Fluminense— Caxias. Elias Pessanha. J. Fundador: Pr. Aloísio Alves da Silva. as igrejas batistas do campo fluminense têm tido à sua frente pastores e líderes que se têm revelado na obra do Senhor. Instituto Evangélico de Vila Norma — Diretor: Prof. dando-lhes aqui destaque. 1. 19.J. Diretores: Profs. 14. Cabral. Colégio Marcos Freitas — Caxias. 20.Soares Filho. 18. Guedes. ASSOCIAÇÃO BATISTA BETEL Pastores Honório de Souza (que trabalhou por mais de 50 anos nessa associação). 15.10. Diretor: Prof.

Sebastião José Gomes. Heitor Antônio da Silva. ASSOCIAÇÃO BATISTA LESTE Pastores Virgílio Faria. também. 9. ! Alberto Araújo. ASSOCI AÇAO BATISTA GONÇALENSE Pastores Waldemar Zarro. Albino Veríssimo. Eduardo Bento Andrade. ASSOCIAÇÃO BATISTA COSTA VERDE Pastores Paulo Baldow. Evangelistas José Martins Faial (conhecido como José Areias). Gessy Frutuoso. ASSOCIAÇAO BATISTA CENTRO Pastores Joaquim Coelho. Gérson Melo. Israel José Pinheiro (que foi pastor da Primeira Igreja Batista de São Fidélis e. Jamil Acruche. ASSOCIAÇÃO BATISTA EBENÉZER Pastores Natanael O. presidente de honra da Convenção Batista Fluminese). Wanderley Batista Marins. Abdiel Duarte (foi vereador. Jalir Chaves. c. Marcionílio Alves de Souza. Iomacl Sant'Anna. Azair Ferreira Correia. . Waldir Rocha. Mauro Israel Moreira. 10. José Rodrigues Menezes. Valério Gomes. Jornalista Óthon Ávila do Amaral. a associação conseguiu adquirir sua sede). Nilson Nobre de Oliveira. Oswaldo Reis. 203. 6. por duas vezes. José Meireles. Samuel Leite Fonseca. Gaspar Carneiro. Ageu Oliveira Pinto. Nilo Coelho. Josué e Judson Cerqueira Bastos). 7. Manoel Bento da Silva. Walter Velasco. Diocezir Alberto. Ary Macharet. 8.Paulo Guedes. Antônio C. ASSOCIAÇÃO BATISTA ITAGUAIENSE Pastores José Maria A. ASSOCIAÇÃO BATISTA IGUAÇUANA Pastores Silas Batista. José de Souza Herdy. Edgard Barreto Antunes. 5. Isaías Lopes Pinheiro. Elias Carvalho de Sá. Nilo Cerqueira Bastos (pai de três outros obreiros: Jair.Fernandes. ASSOCIAÇÃO BATISTA EXTREMO-NORTE Pastores Abelar Siqueira. Graciliano de Melo. Walvique Soares Henriques. João Correia Neto. Varela. Geraldo Gomes. 3. Genecy Farizcl. Aylpton de Jesus Gonçalves. Delphino Eugênio Vieira. 4. por esforço seu.

18. 12. ASSOCIAÇÃO BATISTA NOROESTE Pastores Jovelino Luís Coelho. José Ezequiel Pereira. Josué da Costa. Osvaldo Viana. Diácono Sirley Nunes do Couto. Estevam Mendes. Josué Garcia. Adelmo Coelho. Jailton Barreto Rangel. Sílvio Nacre. 15. Nicanor Fèlisbino. Erodice Gonçalves Ribeiro. . Demerval Silva. ASSOCIAÇÃO BATISTA PARAIBANA Pastores Itamar E de Souza. Isaías Moreira de Frias. Norival Franco. 14. 13. 17. ASSOCIAÇÃO BATISTA NITEROIENSE Pastores Osmar Soares. Dr. José Júnior dos Santos. Paulo Ribeiro. Clério Boechat. 20. ASSOCIAÇÃO BATISTA NORTE Pastores Fidélis Morales Bentancôr. Jorge Coelho. Ageu Neto. Nilson Dimárzio. Francisco Cerqueira Bastos. Jurandir Ferreira Neto. Antônio Anuda. ASSOCIAÇÃO BATISTA NORTE-CAXIENSE Pastores Paulo César Feijolli. Emanuel Fontes de Queiroz. 16. ASSOCI AÇAO BATISTA LITORÂNEA Pastores Paulo Mainhard. 19. Henrique Queiroz Vieira. Edelton Barreto Antunes.11. Sebastião Gomes Sobrinho. ASSOCIAÇÃO BATISTA MAGEENSE Pastores José Pinto. Pereira. Madson de Carvalho. Ivo Lopes Corrêa. José Maria de Souza. Samuel de Souza. Oséias Farias. William de Souza. Ira Medeiros. Onício José de Jesus. ASSOCIAÇÃO BATISTA NILOPOLITANA Pastores Henrique Marinho Nunes. 204. Walter Santos. Nilo Sales. Alceir F. ASSOCIAÇÃO BATISTA DA PLANÍCIE Pastores Jurandir Gonçalves Rocha. Josué Santos. ASSOCIAÇAO BATISTA MERITIENSE Pastores Joaquim Rosa. Ismael José Ferreira.

26. Celso Martinez. 21. 25. Daniel Almeida de Souza. ASSOCIAÇAO BATISTA SERRA DOS ÓRGÃOS Pastores José Armando Cidaco. Dr. Ncry Camargo. ASSOCIAÇÃO BATISTA PRIMBIRO CENTENÁRIO Pastores Carlos Henrique de Carvalho Menezes.Obadias F. Silvai dos Santos. ASSOCIAÇAO BATISTA SERRANA Pastores João José Soares Filho. Isaías de Palma. José Pereira Lima. Edson Pértele Vieira. d'Alcântara. . Jorge de Oliveira Bezerra. Vários obreiros nascidos no Estado do Rio se têm apresentado à Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira. Roberto de Oliveira. ASSOCIAÇÃO BATISTA RIODOURENSE Pastores Josias Vieira. Jair Garcia. Francisco Nicodemos Sanches. Paulo Vidal. Isaías Quirino. Oswaldo Ronis. Geraldo Jeremias. Gilson Carlos dos Santos. Nilson Borcard cia Fonseca. ASSOCIAÇÃO BATISTA SERRA-MAR Pastores Edmundo Antunes da Silva. 205. Assis Cabral. Isaías Vasconcelos Aguiar. José Luís Pereira. Malvino Corrêa. ASSOCIAÇÃO BATISTA QUEIMADENSE Pastores Paulo César de Oliveira. Emiron Martins. Nivaldo Cavallari. Álvaro Lamóglia de Oliveira. Márcio Antunes Vieira. Hélio Souza e Silva. Luís Laurentino da Silva. Doricélio Pinheiro. José Silva. Henrique Antônio de Araújo. Gérson Januário. MISSIONÁRIOS DA JUNTA DE MISSÕES MUNDIAIS Muito tem contribuído para o trabalho dc missões mundiais o campo batista fluminense. Jairo Moreira. OBREIROS FLUMINENSES. Daniel dc Carvalho de Almeida. Augusto Tavares. Benedito Peçanha. Antônio Moreira Portes. Aurecil dos Santos. Alcione Tadeu dos Santos. 23. ASSOCIAÇAO BATISTA SUL-FLUMINENSE Pastores José Ferreira da Silva. 24. 27. 22. Rholmer Louzada. Camilo Caldas. Eli Santos Vieira. para serem por ela enviados a campos missionários fora de nossa pátria.

Eunice Brito. Mônica Malfetana Bonfim de Oliveira (Peru). Jáder Malafaia. João Mendes Cabral. Odenir Figueiredo Júnior e Eliana Cordeiro Figueiredo (Paraguai). Gênia Nogueira Brandão. Solange Maria Gomes. MISSIONÁRIOS DA JUNTA DE MISSÕES NACIONAIS Estes são os missionários fluminenses que estão na ativa: Dulcinéa da Silva. Iracema de Souza Batista. Shirley Alves (Chile). Ruth Genúneio Barbosa. José Carlos Gerhard de Matos. Ivanilde Brasil Brum. Eunice Barbosa Corrêa. Marta Ramos do Nascimento. . José Nite Pinheiro. Relacionamos. Creuza Rangel de Souza. Ezequias Mendonça. São eles: Dejanira Barbosa. Helenice Simão Guimarães. Carlos Alberto Pires (Chile). Cilcéia Cunha Pinheiro. Elias Pereira Braga. Deise Costa dos Santos. Eth Ferreira Borges da Luz e Ceila Ferreira Borges da Luz. Adailda Pereira Braga. Moisés Castorino Brandão. Paulo Roberto Macedo. Daniel Martins Eiras. Francisco Antônio de Souza (Portugal). Gecilda de Oliveira Santos. Ubirajara Pereira da Silva (Canadá). Lígia Lobato Mota. José Sélio de Andrade e Elizabet Mota de Andrade (Equador) e João Luiz da Silva Manga (Guiana). Herodias Neves Cavalcanti. Evonete Neves Brum. Vilma Braga Rodrigues Duarte. Também queremos mencionar obreiros fluminenses que trabalham na sede da JMN: Waltayr Nogueira de Mello. Silas Luís Gomes e Aldair Ribeiro Gomes (Chile). Eliane de Aguiar. Elizeu Roque do Espírito Santo. OBREIROS FLUMINENSES. Flordelice Brum. lida Nascimento dos Santos. Mário da Rosa Teixeira. Paulo Moreira Filho (Leste Europeu). Adilene Vieira Marques (Argentina).Paes Macedo. Levy Barbosa da Silva. Dalva Santos de Oliveira (Paraguai).Relacionaremos. Antônio Francisco Marins. Aidete Brum da Costa. Nilton Ayres Duarte. Maria Ivone Soares Anacleto. Élcio Augusto dos Santos. Marcianita Cunha de Mendonça. Talita de Souza Ribeiro. Ranulfo Gomes dos Santos. Raquel Barcelos (Moçambique). Isaías Vieira Coelho. Sônia Maria da Silva Carvalho. Elizabeth Basílio Sena. primeiramente. Anete Manzolillo da Silveira. Lucimar Gomes. Díná Portela de Oliveira Lima Aguiar (Espanha). Alaíde Macedo de Oliveira (povos muçulmanos). Zilda Francisco Marins. Enilce de Azeredo. Débora Pereira. Hélcio da Silva Lessa. Elizabeth Cunha Teixeira. Ester Penha da Silva (Uruguai). Hirtes Dias Delgado. aqueles obreiros que já trabalharam eom a Junta de Missões Mundiais. os missionários fluminenses que pertencem ao quadro atual de missionários da Junta de Missões Mundiais (1991). indicando também os países onde atuam: Almyr Ricardo Chaffim Martins e Suely Pimentel Valentim Martins (Venezuela). Rita de Miranda Pinto. Lucy Gonçalves Guimarães. Diné René Lóta e Leila Delgado Lóta (Portugal). Renato Cordeiro de Souza e Jane Cristina Barbosa de Souza (Portugal). a seguir. Elizabeth Barbosa da Silva. Leoeídia Nila de Jesus. Deusirene Santos da Silva. Edna Motta Leal de Oliveira (Chile). Carlos Henrique Soares. 206. Raquel Costa dos Santos (Uruguai). Noêmia Barbosa Marques. Elisete F. Enicéia Carvalho Godói. Francisco Nicodemos Sanches e Olívia Drumond Sanches (África do Sul). Maria Francisca Soares. Mara Lúcia Brisson. Sérgio Figueira. Carmem Lígia Ferreira de Andrade (Bolívia).

Foi grande líder nacional. Francisco de Miranda Pinto nasceu em Campos. o Pastor Eduardo Gobira. Foi missionária dos batistas brasileiros a Portugal. por mais de quarenta anos. . Era grande oradora. Foi orador da Convenção Batista Brasileira. (i) O Pastor Erodice Fontes de Queiroz nasceu em São Sebastião do Alto. Muito bem têm eles representado o nosso estado. 207. Sua influência na denominação foi grande. O Pastor Joaquim Fernandes Lessa nasceu em São João da Barra. Foi um leigo de grande influência. algumas vezes. Cognominei-o. dedicando tempo. haurida primeiro em aulas particulares do casal Ginsburg c depois por prodigiosos esforços autodidatas". por três vezes. Manoel Avelino de Souza. Polemista de peso. em sua época. capacidade c talentos à obra batista no Brasil.em Ernesto Machado. a presidência da Convenção Batista Brasileira. Herodias Neves Cavalcanti nasceu em Macaé. "Teve enorme influência na vida batista brasileira. O Pastor Emdio Warwik Kerr nasceu em Cantagalo. por 27 anos. chegando a ocupar. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense nos anos de 1933 e 1936 e orador da mesma convenção. a presidência da Convenção Batista Mineira. Alguns deles já receberam do Senhor o seu galardão pela dedicação com que fizeram a Obra do Mestre: O Dr. graças à sua grande cultura. O Pastor João Barreto da Silva nasceu. e exerceu grande influência na Convenção Batista Fluminense. Foi o primeircrpresidcnte da Convenção Batista Brasileira. por seis vezes. por mais de dez vezes. o pastor da Igreja Batista de São Gonçalo. da qual foi presidente. com o seu primeiro esposo. presidente da Convenção Batista Fluminense. Moisés Silveira nasceu em Macaé. a presidência da Associação Evangélica Denominada Batista do Rio de Janeiro. Foi membro da Junta de Educação Religiosa da Convenção Batista Brasileira. em 1936. "Nas juntas ele era figura de escol. respeitado e acatado nas suas opiniões e sugestões". Foi um dos fundadores da Junta Patrimonial Batista do Sul do Brasil. nos anos de 1928 e 1936. escreveu o Pr. de o Crisóstomo Batista. de 1900 a 1933.BATISTAS FLUMINENSES QUE SE SOBRESSAÍRAM NA DENOMINAÇAO Muitos têm sido os batistas fluminenses que se têm tornado bênçãos nas lides denominaeionais em nossa pátria. Pastoreou a Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. O Pastor Rui Franco de Oliveira nasceu no município de Macaé. Foi presidente de várias juntas nacionais e membro da diretoria da Convenção Batista Brasileira. O Prof. Foi diretor. foi secretário-executivo da Junta de Misões Mundiais e diretor do Colégio Batista do Rio de Janeiro. Ocupou por várias vezes. do Colégio Batista Fluminense. Foi redator d' O Jornal Batista. O Dr. ocupando. Fez parte de várias juntas nacionais. certa feita. Francisco Fulgêncio Soren nasceu em São Gonçalo. Foi. Foi grande líder no Estado de Minas Gerais. Foi um dos maiores pregadores evangélicos. O Pastor Waldemar Zarro nasceu em Natividade de Carangola. Foi.

Foi orador oficial da Convenção Batista Fluminense. Era historiador. Foi membro e presidente da Junta de Educação Religiosa e Publicacões da Convenção Batista Brasileira — JUERP. O Pastor Jurandir Gonçalves Rocha nasceu em Cambuci. O Dr. Ocupou lugar de destaque na denominação. O Pastor Jáder Malafaia nasceu em Pádua. Criador e diretor. no Rio de Janeiro. de 1910 a 1912. O Pastor Silas Silveira nasceu em Macaé. Ulisses Moraes foi professor pioneiro no Colégio Batista Fluminense. em Nova Friburgo. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense. destacandose. entre elas. diretor do Colégio Batista Fluminense e. Foi redator d 'O Norte Batista. Foi grande professor no Colégio Batista do Rio de Janeiro. foi um dos grandes obreiros do Brasil batista. Foi Secretário de Educação na Prefeitura de Campos. Nasceu no município de São Fidélis. Vice208. denominada Universidade Grande-Rio Professor José de Souza Herdy. foi autor de várias obras sobre a língua portuguesa. Foi vereador em Campos. pastor Joaquim Coelho dos Santos. Foi redator d 'O Escudeiro Batista. Outras informações sobre ele estão à página 149 desta obra. do antigo Estado do Rio de Janeiro. Ex-padre católico romano. A cie coube a honra de ter iniciado a irradiação de mensagens evangélicas. Professor do Seminário Teológico Batista Fluminense e do Liceu de Humanidades de Campos. Filho do pioneiro. Foi presidente da Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense e orador oficial da Convenção Batista Fluminense. que faleceu em janeiro de 1991. Foi Secretário de Educação. Grande propagandista da obra de assistência social. Educador. até a sua morte. O Pastor Sebastião Angélico de Souza. O Prof David Coelho nasceu em Macuco. um dicionário de português arcaico. corri 98 anos de idade. membro da diretoria da Convenção Batista Fluminense. O Pastor Gentil de Castro Faria nasceu em Campos. Joadélio Codeço nasceu em Campos. O Pastor Alberto Portela nasceu em Campos. da Associação Fluminense de Ensino (AFE). Chegou a criar O Patronato. Foi deputado em duas legislaturas. em 1977. Escreveu o livro A Bíblia na Palavra de Grandes Personalidades. que durou poucos anos. Catedrático de Português do Liceu de Niterói. O Pastor Henrique de Queiroz Vieira nasceu em Cachoeiras de Macacu. Exerceu o ministério por mais de 50 anos. Educador. Foi diretor do Colégio Batista Fluminense. localizada em Duque de Caxias. Foi missionário na Bolívia e Presidente da Junta do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. em 1926. O Pastor José de Souza Hèrdy nasceu em Friburgo. Foi prefeito de Cordeiro. O Prof. O Pastor Alfredo Reis nasceu em Aperibé. Foi tesoureiro da Segunda Igreja Batista de Campos e diácono da Primeira Igreja Batista de Niterói. realizada em Nova Iguaçu. O Pastor Antônio Charles nasceu cm Cambuci. Foi o primeiro batista a ser eleito deputado estadual.O Pastor Fidélis Morales Bentancôr'nasceu em Ernesto Machado. de 1923 a 1924. Educador. Foi membro do Conselho de Educação do estado e diretor do Liceu de Niterói. por algumas vezes. hoje. Foi diretor do Colégio Batista Fluminense e professor no Colégio Pedro II. . organizado em 1910. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense.

-diretor do Colégio Batista Fluminense e Deao do Seminário Teológico Batista Fluminense. por muitos anos. O Pastor Irland Pereira de Azevedo nasceu no município de São Fidélis. por mais de uma vez. diretor do Colégio Batista de Niterói. O Pastor Raphael Zambrotti nasceu em Natividade dc Carangola. Tem ocupado posições de destaque na denominação. Foi presidente da Junta do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. no Estado do Espírito Santo. Secretário-executivo da Junta de Missões Mundiais. É uma das mais conspícuas figuras do Brasil batista. Foi professor de Português no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Alice Neves de Oliveira nasceu em Macaé. O Pastor Francisco Mancebo Reis nasceu em Carapebus. Foi secretário-executivo da JUBERJ e da JUMOC. O Dr. Foi. Tem exercido grande liderança na Convenção Batista Carioca. Diretor d'0 Jornal Batista. Achilles Silva nasceu em Pureza. no ano de 1960. Foi. Pastoreia a Primeira Igreja Batista de São Paulo. o grupo de obreiros que o Senhor tem conservado até hoje (1991). Foi presidente de várias entidades batistas no Rio de Janeiro. Tem sido presidente de várias juntas da Convenção Batista Brasileira. Tem pertencido a várias juntas nacionais. Por três vezes. Foi secretário-executivo da Convenção Batista Carioca. atuando em sua obra: O Pastor José dos Reis Pereira nasceu em Piraí. Foi. O Dr. Foi secretário-executivo da Associação Nacional dc Educandários Batistas — ANEB. Foi orador da Convenção Batista Fluminense. Foi um dos vice-presidentes da Aliança Batista Mundial. A Dra. Foi presidente do Congresso de Homens Batistas Brasileiros. por 24 anos. Tem muita influência na denominação. É o nosso grande historiador. O Pastor Alcides Cunha nasceu em São Gonçalo. O Dr. Foi pastor da Primeira Igreja Batista de Campos. A seguir. Oscar Ribeiro nasceu em Natividade de Carangola. o seu orador oficial. por muitos anos. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense. Tem ocupado posições de destaque na Convenção Batista Carioca. Entre eles. . O Dr Celso de Oliveira nasceu em Pádua. Pastoreia a Igreja Batista de Santo Antônio. O Pastor Joaze Gonzaga de Paula nasceu no município de Itaperuna. J}ércio Rangel nasceu no município de Itaperuna. a A História dos Batistas no Brasil. Tem pertencido ao Conselho dos Homens Batistas da Aliança Batista Mundial. Foi presidente da Primeira Assembléia de Homens Batistas no Brasil. Escreveu mais de dez livros. É o assessor jurídico da JUERP. diretor do Seminário Teológico Batista Mineiro. Advogado. O Pastor Samuel de Souza nasceu em Niterói. Jacy de Oliveira nasceu em São Fidélis. Foi. Foi presidente da extinta Junta de Evangelismo da Convenção Batista Brasileira. Distrito Federal. O Pastor Silas dos Santos Vieira nasceu em Macuco. em 1951. 209. por muitos anos. O Dr. foi presidente da Convenção Batista Brasileira. Tem sido presidente da Junta de Educação da Convenção Batista Carioca e da Junta do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. É técnico de educação em Brasília. Tem sido membro de várias juntas. É presidente da União Batista Latino-Americana — UBLA.

O Prof Ampliato Cabral nasceu em Paraíba do Sul. Foi. . Foi presidente da Junta Patrimonial Batista do Sul do Brasil. É secretário-executivo da Associação Batista Iguaçuana. Foi presidente da JUBFR. a secretaria da Junta de Beneficência — JUBEN. O Pastor Francisco Cerqueira Bastos nasceu em Itaperuna. Marlene Balthazar da Nóbrega Gomes nasceu em Barra do Piraí. da Escola Técnica Federal. presidente da União Feminina Missionária Batista Fluminense e membro da Junta Administrativa do IBER. É membro da Junta Administrativa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. e do Colégio Batista Fluminense. por muitos anos. Diretor do Seminário Teológico Batista de Niterói. O Dr: Eli Francioni de Abreu nasceu em Petrópolis. O Dr Paulo Ribeiro nasceu em Sapucaia. Ocupou. também. O Pastor Ubiracy Dutra Gusmão nasceu cm Cambuci. A Profa. professor na Faculdade Nacional de Direito e professor de Língua Portuguesa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. um dos pioneiros do trabalho batista no campo fluminense. vice-presidente da Convenção Batista Brasileira. Tem exercido grande influência entre a juventude batista brasileira. por várias vezes. por várias vezes. Foi presidente da Junta de Beneficência da Convenção Batista Brasileira. Foi diretor do Colégio Batista de Volta Redonda. Foi deputado estadual em duas legislaturas. Júlia Codeço dos Santos nasceu em Campos. também em Campos. Pastor Waldemar Zarro. O Dr. Evangelista. Foi redator do jornal da mocidade fluminense — O Arauto Fluminense. O Pastor Delcyr de Souza Lima nasceu em São Fidélis. É professora no Instituto Batista de Educação Religiosa. fez parte do Conselho Nacional da Mocidade. Foi orador da 210. E o redator d'0 Jornal Batista. Filho do grande líder batista.Í c. Foi diretor do jornal Brasil Batista. também. Foi. Ex-professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. O Pastor Joélcio Rodrigues Barreto nasceu em Campos. algumas vezes. presidente da União Feminina Missionária Batista Fluminense e da União Feminina Missionária Batista do Brasil. É grande pregador. Gilberto Maia nasceu em Campos. Wilmar Zarro nasceu em São Gonçalo. A Profa. É o atual (1991) secretário-executivo da Convenção Batista Fluminense. O Pastor Edgard Barreto Antunes nasceu em Macaé. É o autor de Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses (1891-1976).O Dr. Foi professora do Liceu de Humanidades de Campos. Foi livre-docente de Latim do Colégio Pedro II. Escreveu várias obras. Foi orador oficial da Convenção Batista Fluminense em 1978. secretário da Junta Patrimonial Batista do Sul do Brasil. Tem sido vice-presidente da Convenção Batista Fluminense. Foi presidente da JUERP. É filho do Pastor Antônio Maia. Tem sido consultor jurídico da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense. Foi presidente da União Masculina Missionária Batista do Brasil. Foi redator-secretário d 'O Jornal Batista. no Rio de Janeiro. Foi redator d'O Escudeiro Batista. O Jornalista Óthon Ávila Amaral nasceu em Valença. Há 25 anos é o vice-moderador da Primeira Igreja Batista de Niterói. É o diretor administrativo dos Colégios Batistas Shepard e Brasileiro. Foi. por várias vezes. É membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. presidente da Convenção Batista Fluminense e. Foi.

Foi bem integrado no trabalho da juventude. O Dr. vice-presidente da Convenção Batista Fluminense. Nélson Rocha nasceu em Itaperuna. O Dr. São Gonçalo. É Juiz de Direito na 4a. Foi deputado federal. Foi membro da Junta Administrativa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. no Rio de Janeiro. por várias vezes. O Dr. Foi vereador em Niterói. durante cinco anos. de Direito. Vara da Fazenda do Rio de Janeiro. 1960 e 1961. tendo sido seu orador oficial por ocasião do Centenário dos batistas mineiros. Foi vereador naquela cidade. Ex-presidente da JUERP. O Dr. e ao Pr. É membro do Conselho de Política Criminal do Rio de Janeiro. Estudou. no período de 1982 a 1983. Foi. Ex-professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Cláudio Macário nasceu em Friburgo. nos Estados unidos. É diácono da Primeira Igreja Batista da Barra da Tijuca. Foi membro da Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense. ora na construção de templos para igrejas pobres. Jair Araújo nasceu cm Petrópolis. Secretário de Saúde do Estado do Rio.Convenção Batista Brasileira em 1977. É pastor da Igreja Batista de Vila da Penha. O Pastor Isaac da Costa Moreira nasceu cm Silva Jardim. Pr. Foi professor do Seminário Batista Fluminense. Pastor da Primeira Igreja Batista de Ipanema. por mais de dez anos. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense nos anos de 1959. O Dr. Dá suporte financeiro a uma promoção evangelística do ex-missionário Perry Ellis. José de Souza Gama nasceu em Niterói. Foi presidente da Ordem dos Pastores Batistas Fluminenses. Juiz. do Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira. José Silveira tilho foi redator da Página da Mocidade. Joel Pereira dos Santos é membro da Igreja Batista do Rocha. Tem sido membro de várias juntas nacionais. Teve grande influência no trabalho da juventude batista. Técnico de Educação. Ocupou a posição de secretário adjunto da Junta de Missões Nacionais do Departamento de Evangelismo. no tempo do secretário-executivo. O Pastor Higino de Souza é grande obreiro no Estado de Minas Gerais. ora na promoção de várias atividades evangelísticas. deputado estadual. É o atual Superintendente de Educação Religiosa da JUERP. 211. Tem sido orador em várias convenções estaduais. Fundador do Seminário Bíblico do Rio de Janeiro. Foi redator d 'O Escudeiro Batista e de Pontos Salientes. publicada n'0 Escudeiro Batista. Foi membro de várias juntas da Convenção Batista Brasileira. no governo Celso Peçanha. Foi presidente da Convenção Batista Mineira. a CLAMA Construtora. O Pastor Iomael SantAnna nasceu em Três Rios. O Pastor Sebastião Ferreira nasceu em Petrópolis. também. É um bem sucedido empresário que tem cooperado grandemente para a expansão do Reino de Deus. nos Estados Unidos da América. Vara Criminal de Niterói. E Defensor Público e autor de oito livros sobre Direito. apoiando os conferencistas através do Departamento de Evangelismo de sua empresa. Pocurador do Estado. Foi membro do Conselho Estadual de Educação e de várias juntas da Convenção Batista Brasileira. exercendo a magistratura na 5a. O Dr. Fanini. David Gomes. O Pastor Osmar Soares nasceu cm Pureza. O Dr. O Pastor Arides Martins da Rocha foi. Ex-presidente da Junta de Educação da Convenção Batista Carioca. Foi diretor. . Ademir Pimentel nasceu em Bom Jesus.

O Pastor Josemar de Souza Pinto nasceu em Cardoso Moreira. São eles: 1. além de atuar. A cies somos gratos pela influência positiva e grande cooperação nos primórâios do trabalho do Senhor em nosso estado. Há dez anos é o Coordenador do Departamento de Publicações Gerais da JUERP. É jovem talentoso. principalmente os universitários. dirigindo o Acampamento Batista em Rio Dourado — Sítio do Sossego. nele atuou. iniciou o seu trabalho junto à JUBERJ. trabalha com a Junta de Evangelização da Convenção Batista Fluminense. Recebeu o título de cidadão Italvense. Particularmente em nosso estado. além de ter sido pastor das Igrejas de Rio Dourado e Professor Souza. Além destes missionários. não têm poupado esforços no sentido de fazer continuar a obra iniciada por aqueles que os antecederam no campo missionário. ocupou a direção do Departamento de Música da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense. trabalhou com o Departamento de Mordomia da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense. Thomas Hearon (esposa: Bonnie) — Em 1990. Atualmente (1991). também. o autor desta obra os menciona nos capítulos que dizem respeito à atuação específica de cada um. Clint Kimbrough (esposa: Dolores) — Por vários anos. MISSIONÁRIOS DA JUNTA DE RICHMOND QUE COOPERAM COM AS JUNTAS ESTADUAIS FLUMINENSES A Junta de Richmond foi sempre fonte de apoio para o trabalho batista em nossa pátria. esses queridos irmãos emprestaram sempre os seus esforços. retornando à sua pátria. que. Nolan Pridemore (esposa: Sheilah) — Trabalha (1991) com a Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense. Estes aqui citados têm colaborado mais especificamente ao lado de nossas juntas estaduais. no Departamento de Educação Religiosa da mesma junta. queremos destacar o nome do Pastor Alvin Hatton (esposa: Kate). 212. Quer ocupar-se da evangelização de estudantes. em tempos mais próximos de nós. Em 1991. sendo sua esposa a responsável pela música. mesmo não sendo missionário oficial ao campo fluminense. Norvel Welch (esposa: Hattie) — Durante alguns anos. enviados por Richmond como missionários ao Brasil. retirou-se do Brasil. deixando-a para assumir o cargo de Superintendente de Música da JUERP. 2. que atuaram diretamente junto ao nosso campo. . O nome daqueles missionários norte -americanos que se constituíram pilares no trabalho batista fluminense. atuando com denodo e grande amor na obra de evangelização e assistência às igrejas. Foi membro da Junta de Educação da Convenção Batista Carioca. Tem atuado como escritor de vários artigos em jornais e revistas da denominação. 3. escolheram o Estado do Rio como seu campo de atuação e. Damos destaque agora àqueles que. 4. 5. Gregory Deering (esposa: Sharon) — Trabalhou com a Associação Batista Iguaçuana.

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Souza Manoel A.Fanini Nilson A.Ferreira Fidélis M.Cerqueira Edgard Barreto Diocezir Alberto Judson G.Ferreira Nilson A.924 748 1.Christie Israel Pinheiro João B.Silva SECRETÁRIO ORADOR OFICIAL Ebenézer S.da Silva Waldemar Zarro Raphael Zambrotti Abelar S.Antunes Edgard B.623 978 1.575 720 860 910 1.724 1.Fanini Nilson A.318 518 567 1.Guedes J.Ferreira Ebenézer S. PRESIDENTE 126 149 180 243 251 173 206 253 256 210 317 325 153 315 292 397 480 482 225 355 332 338 340 379 312 555 349 418 644 Manoel A.Silva 749 1.201 247 746 SECRETÁRIO .Souza Manoel A.Siqueira Josué Santos Ageu Neto J.S.Souza Nilson Dimárzio Ebenézer S.088 ORADOR OFICIAL Virgílio Faria João B.Souza Manoel A.Ferreira Ebenézer S.610 1.060 1.Souza Manoel A.Bentancôr Elias Portes Filho Plácido Moreira Abelar S.Siqueira Raphael Zambrotti Dalson P.S.Teixeira Francisco M.° de Mens.Rocha Óthon Ávila Amaral Mauro Israel Moreira Daniel O.Siqueira Elias Portes Filho Alberto Araújo A.Christie Manoel A.J.Cerqueira Josué G.Fanini Ebenézer S.Ferreira Edgard B.Carvalho José A.Amaral Éber Silva Erly B.Souza Osmar Soares Osmar Soares Osmar Soares João B.Soares Joaquim P.Ferreira Ebenézer S.Souza Raphael Zambrotti Waldemar Zarro Waldemar Zarro Waldemar Zarro Waldemar Zarro Waldemar Zarro Manoel A.Souza Manoel A.Cândido Antônio M.Souza Manoel A.Ferreira Ebenézer S.Antunes Ebenézer S.871 757 1.de Sá Ebenézer S.Cerqueira Josué G.758 957 973 1.Silveira Orlando Alves Erodice F.Queiroz Manoel A.Ferreira Elias Vidal Elias Vidal Elias Vidal Erodice G.Amaral Óthon A.Souza A.Ferreira Ebenézer S.B.Bastos Waldemar Zarro Elias Vidal José de Souza Herdy Nilson A.Cidaco Nelly Soares Ferreira Jairo Moreira Josué E.Souza Manoel A.Souza Jairo Malafaia Samuel de Souza Elias Vidal Elias Vidal Elias Vidal Ebenézer S.Souza A.Barreto da Silva Wilson Régis Fidélis Morales Abelar S.Antunes Ebenézer S.Amaral Silas Q.Ferreira Edgard B.Herdy Silas Q.Ferreira Ebenézer S.Souza Manoel A.Christie Erodice F.ANO LOCAL 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 São Fidélis Macaé Niterói Campos Pádua Macaé São Gonçalo Campos Natividade Macaé Portela Petrópolis Campos Itaperuna Niterói Campos Campos Campos Campos Niterói Itaperuna Campos Macaé Petrópolis Campos Niterói Macaé Campos Campos ANO LOCAL 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 Nova Iguaçu Niterói Campos Não houve Pádua Niterói Friburgo Bom Jesus São João de Meriti Campos Caxias Volta Redonda Itaperuna Macaé Nova Iguaçu Nova Friburgo Volta Redonda Caxias Campos Niterói Teresópolis Caxias Três Rios São João de Meriti Nova Iguaçu Itaperuna Caxias Rio Bonito Campos N.Antunes Elias C.Fanini Nilson A.Guedes Edmundo A.Portes Osmar Soares Iomael Sant'Anna Obadias d'Alcântara José S.Fanini Ebenézer S.Ribeiro Itamar F.Queiroz Waldemar Zarro L.Ferreira Ebenézer S.Ferreira Herodice Bastos Herodice Bastos Edgard Barreto Edgard Barreto Edgard Barreto Walter Santos Judson G.Carvalho Ampliato Cabral Óthon A.830 1.de Frias Arides M.Ferreira Elias Vidal Elias Vidal Gutenberg F.Bentancôr Isaías M.Amaral Erly Barros Bastos Erly Barros Bastos Óthon A.Fanini Ebenézer S.° de Mens.Reis Gutenberg F.354 1.B.Souza A.Ferreira Nilson A.da Silva 'Virgílio Faria José Basílio Fidélis Morales Fidélis Morales Alberto Araújo Virgílio Faria Alberto Araújo Alberto Araújo Raphael Zambrotti Osvaldo Ronis Raphael Zambrotti Raphael Zambrotti Raphael Zambrotti Raphael Zambrotti Osmar Soares Samuel de Souza Samuel de Souza Itamar F.Bratcher Antônio S.Souza Manoel A.B.Ferreira Samuel de Souza Mauro Israel Moreira Edgard B.Rosa N.M.Bastos Josué G.de Carvalho Harold Renfrow Jurandyr G. PRESIDENTE 608 1.Ferreira Ebenézer S.Bastos Ampliato Cabral Ampliato Cabral Óthon A.B.da Rocha Daniel A.Ferreira Ebenézer S.Ferreira Fidélis M.Souza Manoel A.Christie Manoel A.388 1.

Arnaldo Stellet. Augusto Tavares Corrêa. Adair Ribeiro. Ari Santos da Costa. Alcebíades Siqueira. Célio Ferreira Magalhães. Benjamin Moura Marques. Ângelo Eder Collares. Antônio Alves de Almeida. Aloísio Barreto da Silva. Carlindo André dos Santos.Nogueira. Alberto Seiro Oki. Abraham Carneiro de Campos. Alicio Moreira de Almeida. 216. Auli Fiaux. Alcionc Tadeu dos Santos. Antônio Ferreira Maciel. Carlos Teixeira Barbosa. Carlos de Amorim Carretero. Antenor Carvalho A.Gonçalves. Alcides Conejeiro Peres. Adelmo Coelho de Oliveira. Alverino Galdino Alves. Anízio César S.de Andrade. Aécio Pinto Duarte. Adão Alves de Oliveira. Aroldo Sarlo. Antônio Cardoso Coelho. Carlos Roberto R. Altair Dias SantAnna.de Souza. Cássio Peçanha de Souza. Ailton Monteiro. Alcides de Oliveira Souza. Carlos Alberto da Silva. Adilon Joaquim da Silva. Celso Fortunato S.RELAÇÃO DOS PASTORES DA CONVENÇÃO BATISTA FI EM IN ENSE — 1991 — A Abel Ribeiro de Souza. Antônio Pereira Gomes. Arnou Oliveira dos Anjos. Antônio Muniz da Paixão. Arides Martins da Rocha. Carlos Alberto C. Abraão Freire Costa. Amaro da Silva Vicença. Argemiro Bittencourt. Altamiro Pereira. Celso Gonçalves Cavalcanti. Aldair Antunes de Souza. Carlos Luiz Pereira. Antônio João Crispim. Alfredo Neves Brun. B Balbino Motta. Alceu Campos de Menezes. Amaro Alves de Lima. Adilson Joaquim da Silva. Carlos Nascimento. Antônio Siqueira Campos. Ataniel Oliveira Lima. Adelino Pereira da Fonseca. Ademiel Sant'Anna. Arildo Borges Xavier. Célio Rubens Pinto. Alberto Araújo. Ademilton de Souza. Alei Chagas Rodrigues. . Aylpton de Jesus Gonçalves. Altamiro Mariano. Ageu de Oliveira Pinto. Cerino Moura da Cunha. Júnior. Antônio da Costa P. Azair Pereira Corrêa. Amaury José Boaventura. André Alves Nogueira. Alceir Faria Pereira. Aurelino João dc Souza. Aluísio Ayres da Silva.da Silva. Benedito Moreira da Costa.Cyala. Augusto Soares Guimarães. Aberaldo da Costa Eroes. Alcendino Marques Pereira. Abenézer da Silva Cunha. Cláudio Nunes Pereira. Antônio José Vieira.Trindade. Celso Pereira da Silva. Benício Ribeiro. Alex Soares da Fonseca. Almir Francisco Pereira. Aeedino Vieira. Arlindo Pereira R. Cléber Lemos de Almeida.Júnior. C Camilo Fernando Caldas. Carlos dos Santos Franco. Carlos Coelho Franco. Alfredo Ananias Pereira. Amós da Silva Pedro. Carlos Alberto F. Adilson Menezes de Souza. Ademir Fernandes. Ageu Ramos Bcrnardino. Alcino da Silva Ferreira. Antônio Moreno Borges. Antônio Geraldo de Mendonça. Almir Wagner P. Carlos Augusto M. Aeir Menezes.Martinez.Cindra. Ageu Neto. Aldevino Werdan Coelho. Antônio Queiroz dos Santos. Amilse Pereira Baptista. Cândido Gomes Siqueira. Álvaro Lamóglia de Oliveira. Aleanir Ribeiro. Adilson José de Oliveira. Adam Bodnarask. Augustinho Silva. Antônio Alves Anuda. Aey Eugênio Gonçalves. César Lourenço. Assis Borges Xavier. Cláudio Vágner de A. Alcidino Monteiro. Bartolomeu Ferreira.

Genâncio Gomes Rodrigues. Erli dos Santos. Daniel de Almeida e Souza. Durvalino José Lopes. Eduardo Azevedo de Carvalho. G Gaspar Carneiro de Araújo. Francisco Ricardo Leite. Edson Palmeira Barbosa. Edson Fernandes Távora. Francisco José dc S. Francisco Cerqueira Bastos.do Nascimento. Eli Santos Vieira. Francisco Luciano da Fonseca. Elias de Oliveira Nogueira. Francisco Quirino da Costa. Edmar Guimarães Pereira. Francisco Gomes de Souza. Genildo 217. David Pandino Filho. David Eliel Schier. Daniel Lincoln de Almeida. Francisco Machado Rodrigues. Djalma da Silveira Belleny. Domingos de Souza Medeiros. Geazy Simplício. Gedeão Bispo de Souza. Enock Jesus dos Santos. Francisco Gomes C.Santo. Diocesir Alberto. Edis Pereira de Andrade. Edinaldo Pereira. Eliazib Gonçalves Rosa. Francisco A. Eli Cabral. Eronides Sindra. F Fernando Ccsar FXrindade. Everaldo Pereira França. Elias Carvalho de Sá. Daniel Mauro Watcher. Edno dos Santos Ferreira. Francisco Batista Neto. Daniel de Oliveira Cândido. E Ebenézer Soares Ferreira. Daniel Moreira. Enéas Soares Menezes. Esmeraldo Veiga Sales. Eril Souto dos Santos.de Souza. Fernando dos Santos. Eugênio Alves dos Santos. Eliacyr de Almeida. Eli Carvalho de Sá. Crispo Sóstenes F.Crespo. Edison Silva do Nascimento. Ednezer Faria. Eliseu Roque do E. Delcyr de Souza Lima. Ezequiel Pimentel de Matos. Francisco Lopes Muniz. Francisco Terceiro da Cunha. Eugênio José Pinheiro. Dario Francisco de Oliveira. Erodice Gonçalves Ribeiro. Elieser Mancebo Reis. Genecy Damasceno Pinheiro. D Daniel Carvalho de Almeida. Emanoel Fontes de Queiroz. Estevam Mendes. Genecy Jardim Farizel. Francisco Barbosa Oliveira. Edson Pinheiro Pedersane. Eimaldo Alves Vieira. Daniel Fonseca Vianna. Fernando Sérgio T. Demerval Oliveira da Silva. Edgard Barreto Antunes. Décio Vcrnay da Silva. David Pereira de Andrade. Dejalma Galdino Nogueira. Demerval Dias de Oliveira. Clint Kimbrough. Francisco Evaldo Schumacher. Edson Honorato de Barros. . Edys Silva. Esdras Aguiar Leão. Edmilson Bartolomeu. Dario Gonçalves Braga. Doriscélio de Souza Pinheiro. Durval Borges. David Leopoldino de Mattos.Clério Boechat de Oliveira. Edmundo Antunes da Silva. Denival Silveira de Oliveira. Daniel Maurício Brun. Eduardo Alves Braga. Edelton Barreto Antunes. Eduardo Fernandes Sarmiento.Filho. Daniel Clementino da Silva. Edson Péterle Vieira. Filenilo Vicente Neves. Élbio Delfi Guimarães. Élcio Augusto dos Santos. Edvaldo Batista de Souza. Emilton Silva. Ezcquias Valério de Souza. Éber Silva. Francisco de Oliveira. Elias Valério de Souza. Demétrio de Souza Nunes. Eli de Oliveira Pinto. Crisliiio José da Fonseca.Azeredo. Francisco Antônio de Amorim. Érico Porto da Silva. Eli Souza de Matos.

Israel José Pinheiro. Jerônimo Nunes Patrício. Geraldo de Almeida Pires. João Lopes Filho. Joaquim dc Paula Rosa. Isaías da Silva Pimentel. Givaldo da Silva Lima. Jonas 218. I lomael Sant'Anna. Isaías Moreira Frias. Heleno Ferreira de Amorim. João Francisco Silveira. João Reginaldo da Costa. Gerson l. João Batista C. Joaquim da Silva M. Hélio Cordeiro de Mello. Isaías Pereira dc Barros. Itaquaracy Santos. Jacy Carvalho. Gessy Fructuoso.Gomes. João da Costa Santiago. Honorato de Almeida. Jailton Barreto Rangel. Gilmar Olegário de Moraes. Gérson Mello de Oliveira. Joel Batista de Souza. Iracy Ferreira da Costa. Itamar Francisco de Souza. Hélio dos Santos. Geovani Colares Silva. Isaías de Souza Gonçalves. Joélcio Luiz Soares. Hcnos Dias dos Santos. Ivonilson Rocha de Oliveira. Hélio Jorge. H Hamilton Nunes de Souza. Jairo Luiz Pereira. Joás Pereira. Isaías Gonçalves Vieira. Jaly Chaves Menezes. Isaías Coelho da Palma. Higino Dominguez Esquivei. João Francisco Soares. Gérson Moreira. Jeoírances Nogueira Soares. Izael de Souza Nascimento. João Antônio Amorim. Israel da Silva Alecrim. Jair de Souza Leite. Heleno Bissonho Reis. João Ricardo Perisse Dias. Cieraldo Geremias. Henrique Antônio C. . Gilberto Gonçalves Pereira. Hudson Padilha de Oliveira. Jaci Palhinha de Figueiredo. Ismael José Ferreira. Izaquiel Rosa de Moraes. Jehu Martins de Araújo. Gervásio Nogueira. Heitor Antônio da Silva. Jacy Paulo de A. Iran de Medeiros Lopes. Jairo Araújo Motta.Rangel. Ivo Lopes Corrêa. Ismael Franco de Oliveira. João Batista dos Santos. Jairo Moreira. Isaías Filho.Cunha da Silva. Isaías Gomes de Castro. Hélio Moreira da Silva. João Alexandre dos Santos. João Eduardo da Silva. Helci Braga Marinho. Ismael Gomes de Souza. João Bueno Peres. Geovani Ribeiro. Jessé Claudi Pinto. Isaías Lopes Pinheiro. João Marcos Pinto Carvalho.opes de Menezes. Joel de Souza Maciel. Gladistônio Vieira. João Fernandes. João Luiz da Silva. Ismail de Oliveira Ribeiro. Isaac da Costa Moreira. Jader Oliveira Terra. João Baptista Paulo Guedes. João Miguel. Jair Silva Costa. Izaías Querino. Geraldo Gomes. João Martins da Costa. João Teixeira de Lima. Ivo Dutra de Matos. Geraldino Ferreira Bastos. João José Soares Filho. João Rodrigues de Souza. Haroldo Rodrigues de Jesus.Santos. Genival Assunção Chaves. Ismail de Oliveira Rodrigues. Irênio Silveira Chaves. Joel Reinaldo da Costa. Jânio Cosendey Nunes. João Corrêa da Rocha. Joel André dos Reis. Isaías Barcelos de Oliveira. Janary Chaves da Silva. Genoci Pacheco de Rezende. Isaú Tavares. Getulio Rodrigues Vargas.Neto. Ivo Nogueira. Hudson de Oliveira Dutra. Isael Pessanha de Souza. Joaquim Gregório de Oliveira. Jadir Félix da Silva. Jamil Gomes de Oliveira. Joel Ferreira da Silva. J Jabs dos Santos Leão. Gilson Carlos S. João José Christino. Hudson Galdino da Silva. Isaías Vasconcelos Aguiar.Araújo. Israel Ramos de Avellar. Geraldo Marcelo. Hélio de Souza e Silva. Geny Barreto Viana. Jessé Vieira Peixoto. Jocis Godoy. Gérson Januário. Genivaido das Chagas.

Josué Félix da Hora. Manoel Dias de Oliveira. Josué Garcia Cerqueira. Jorge Luiz Carvalho e Silva. Juarez de Castro. Josué Tavares Pereira. Manoel de Jesus Pereira. Jorge Coelho de Oliveira. Luiz Eugênio C. Jorge Hélio P. Marcos Antônio do Nascimento. Jorge Luiz Gouveia Vieira. Juveiino Netto Filho. Moysés da Silva Cunha. Manoel Rodrigues Cabreira. José Branth Fernandes.Fernandes. José Carlos C. José Francisco Velos o. Josélio Gomes de Souza. Luiz Antônio G.Paiva. José Rodrigues de Menezes. José Meirelles. Luiz Carlos de Souza. José Pereira Lino. Jorge Evanir da Cruz. Malvino Corrêa.de Souza. José Gomes do Couto. Marilton Barbosa Rocha .Oliveira. José Lopes. Marcelino Domingues Netto. Júlio César Miguel Rangel. Mário Moraes. Moadir de Oliveira Lima.Mendonça Sales. Judson Garcia Bastos. José Geraldo Tavares. Jovelino Luiz Coelho. Jorge Cruz. Manoel Bento da Silva.A. José Martins Capetins. Luiz Carlos S. Jorge Benfeito. Josué Ebenézer S. Josué de Araújo. Marcionílio Alves de Souza. Josué Cardoso dos Reis. M Madson Paulo de Carvalho. Mércio dos Santos. Mamede Oracaí. José Roberto da Silva. José Baltazar Oliveira. Milton Gomes Barbosa. Moacir Pereira Cardozo. Miguel Carvalho de Souza. Moacir Corrêa dc França. José Pinheiro.de França.de Melo. Mispcrete Urculino da Silva. Jorge José da Silva. José Porto. Milton Luiz Ribeiro.dos Santos. Leci Barbosa. José de Mattos Padilha. Josué Campanhã.Vieira. Moisés Leal. José de Araújo Couto. Lourenço Santos Queirós. José Maroni. Manoel Vieira de Menezes. José Maria A. Mood Vieira Martinho. José Celestino de Barros. José Polegário S. Moysés Guimarães. Jonas Vieira Lima. Max Henrique dos Santos. José Armando Soares Cidaeo. Manoel de Almeida Campos. Marcos de Souza Kobi.Soares. Mauro Israel Moreira. José Regiani.iodir Barreto de Aguiar. José Maria de Souza. Manoel de Jesus B. Jorge Cabral da Silva. Jorge Costa. Joventino Rodrigues da Silva. Luiz Antônio R. José Rodrigues de Azevedo. José Pereira da Silva. José Lopes da Cunha. Marluiz Stelet da Silva. Jorge Azevedo da Silva. Jota de Souza Paula. José Carlos da Silva. Mauro Robson Eormaggini. Josué Campos Macedo. José Maria M. Jorge Pereira de Oliveira. Jorge Lopes. Lino Evangelino da Frota. José Abílio Dantas.Tougeiro. Manoel da Conceição. Maurílio Moraes. Lélio Barros. José Juvêncio da Silva. Jurandyr Ferreira Neto.Araújo. Malton Louzada. Márcio Antunes Vieira.Filho. Jorge Luiz S. Meraci Luiz Freitas. José Cláudio Reis Santos. Júlio Botelho Filho. Jônatas Soares. Moisés Pereira Almada. Ledir Cindra. Moacvr Cunha. Luiz Carlos de Carvalho. José Luiz Pereira. Marcos Alex Peres de Araújo. 219. Josc Quintanilha Corte Real. Luís Henrique Faria Mendel. Jorge Bertoldo da Silva. José Benício da Silva. Mário Henrique Herdy Leão. L Laudino Marinho da Silveira. Moisés da Silva Santos. Maurício Teixeira da Silva. Luiz Carlos Corrêa Xavier. José Arcanjo da Silva. . Licínio laylor. Manoel Dias Machado. Mário dos Santos Couto. Josias Vieira. Maximiro Mariano. Jorge de Oliveira Bezerra. Josué Rodrigues da Costa. Mauríüo Gomes da Silva. I. Luiz Benedito Netto.

Romes Pires de Araújo. Paulo de Souza Nunes. Nogni da Silva Brant.Cabral. Nilson Nobre de Oliveira. Nivaldo Antunes Silva.da Silva. Paulo Sérgio Feijolli. Ronaldo Carneiro Nascimento. Nilton dc Souza Melo. Ozéas de Alves Baptista. Oswaldo Cláudio Napolião. Raulino Miguel da Silva. Newton Bernardo. Olávio Dias dos Reis. Pedro Oscar M. Ozias Duarte. Othao Deberg. Romilton Gomes Ribeiro. Nilson Cipriano Bastos. Pergentino S. Nery da Silva Camargo. Paulo Braga Tavares. Nadil Dias Neves. Nataniel Ferreira Velasco. Porphiro Nunes Campos. Rubelino Ignácio da Cunha. Pedro Salvador de Azevedo. Nilton Soares Bellizzi.20 . Roberto da Siiva Carvalho. Nataniel Cordeiro. Nemêzio Fernandes Carvallio. Nicanor José Marinheiro. Nivaldo Aparecido Cavallari. Paulo Luiz de Oliveira.da Silva. Oswaldo Gomes. Ozires da Siiva Marques. Raphael Zambrotti. Nilson Dimárzio. Oswaldo Luís Gomes Jacob. Nilson do Amaral Fanini. Rubem Antônio de Moura. Paulo Lopes Pinheiro. Rui Santos de Souza. Ronaldo Cabral Lopes. Rogério JoséT. Paulo Barcelos da Costa Júnior. Natalino Corrêa Grama. Oswaldo Reis do Amaral. Pedro Alves de Freitas.Silva. Onício José de Jesus.da Costa. Osmar Ximenes. Nélson da Motta Reis.Duarte. Neemias dos Santos Lima. Oneil de Oliveira Carvalho. Onório Antônio da Silva. Nathan Fsperidon. Ozéias Ramos de Farias. Otaciano Lourenço Gomes. Paulo César Vieira. Paulo Sérgio Fonseca. Nilo Sérgio Rodrigues Brito. Nicanor Felisbino. Paulo Eduardo Gomes Vieira. Pedro Mendes da Silva. Nilson Babo da Silva. Olímpio de Carvalho Filho. Nélson Salustiano de Lima. Raimundo Nonato Bruno. Paulo César Lima Gaspar. Paulo César de Oliveira. Prazídio Bernardo. Paulo Enilton Baldovv. Nargino Marcila dos Santos. Otony Francisco de Faria. R Rabereo Vieira Faria. Paulo Cezar Pereira Lima.. Nilo Gomes Sobrinho. Roberto A. Raul Barreto. O Obadias Ferreira D'Alcântara. Renato Braga G. Ronaldo Gomes de Souza. Nilson Borcard da Fonseca. Pedro Heitor dc Faria. Osmar Soares. Renato da Silva Dantas. Raimundo Corrêa Santos. Olivaldo de Souza Lucena. Rômulo Batista de Jesus. P Paulino Ferreira Campos. Nemézio Santos. Nilo de Souza Coelho. Ruy Alves de Carvalho.de Morais. Roberlan O. Nilson Barreto Mendonça.N Nabor Joaquim da Silva. Ronem Rodrigues do Amaral. Oscar dos Santos. Rafael Antunes Vieira. Nélson André dos Reis. 2. Roberto R. Nolen Gene Pridemore. Paulo Zarro de Freitas. Ruivaldo Nolasco. Oscar Macedo dos Santos. Paulo Renato P. Natanael Cirqueira Santos. Nilson Gomes Godoy. Odilon José de Almeida.Alcântara. Paulo José de Landes. Romeu Maciel dc Azevedo. Paulo da Rocha Sias. Ozéas Dias Gomes da Silva. Neil de Oliveira Carvalho.

Weston de Azeredo Araújo. Sebastião Madeira. Walvique Soares Henriques. U Ueliton Soares de Souza. Sérgio da Fonseca. Sérgio Luiz Z. Vanderly Alves Marinho. Scverino Ferreira de Melo. Sebastião José Gomes. Valério S.Lima. Sebastião Gomes Sobrinho. Waldevino da Silva Teixeira. Valdir Genaio. Waldir Nunes. Vanderlei Gomes Marinho. Silas Ribeiro de Souza. Silas Batista S. Zenilzo Alves de Souza. Walter Ivantes. Samuel Leite Fonseca. Wilson da Silva Almada. Walter Corrêa. Sebastião José de Matos.dos Santos. Stanley John Oliver. Waldir Rocha. Samuel Lima. Sebastião Xavier Filho. Sebastião Teixeira Santana. Sebastião Lopes. William de Souza. Silas Ferreira. Zilmar Ferreira Freitas. Silas Batista. V Valdemiro Rosa Pereira. Victor Vicente figueiredo. W Wagner Heringer. Valter Gomes Pereira. Walter José Rodrigues. Sérgio Giacomin. Waldir Pinheiro. Zaqueu Matias dos Santos. Walter Joaquim de Mattos. Sílvio Rafael A. Sebastião Carlos Baptista. Wilson Gomes Dutra. Waldelino de Souza Marques. 221. Walter Velasco. Silas Quirino de Carvalho. Waldir José da Silva. Sócrates Oliveira de Souza. Samuel de Souza. Sebastião Peixoto Silva. . Z Zamir Corrêa dos Anjos. Vanderlei Machado dc Souza. Saul Valle dc Souza.s Salvador Mendes de Oliveira. T Teodomiro Mendez Delgadilho. Saulo Luiz. Sebastião Martins da Mota. Zózimo Durval.Macri. Sylas Pimentel. Sinval dos Santos. Silas Rodrigues Verdan. Sílvio Martins.Gomes. Silas da Costa Moreira. Walter da Silva Vieira. Sebastião José de Oliveira. Vanildo Cavalcanti Andrade. Sirlei Moreira Dutra. Uilas Moreira da Silva. Silvene Corrêa das Flores. Walter Luiz Curty. Walcir Ney de Souza. Sérgio Fernandes da Costa. Walter Santos.

Gentil C. Virgílio Faria. Às 14 horas. O legado deixado às senhoras — Profa. secretário-executivo da União Missionária Masculina Batista Fluminense — UMMBF. Antônio Soares Ferreira. Nilson Godoy. no dia 23 de março dc 1991. Genilda Terra. presidente da Junta de Beneficência. Às 9h30m. A Profa. Faria. 2. Antônio de Souza. Essa foi uma homenagem póstuma do campo fluminense àqueles obreiros que tanto deram ao trabalho batista em nosso estado. O programa foi dirigido pelo Pr. b. no templo da Primeira Igreja Batista de Campos. Edgard Barreto Antunes. Foram visitados: O Colégio Batista. Às 8h30m. João Marcos Barreto Soares. O legado deixado aos pastores — Pr. como presidente da UFMBP. Ebenézer Soares Ferreira. A gratidão dos legatários — Dirigiu essa parte o Pr. Aildes Pereira Soares. Levi Silva. Ruben Coelho dos Santos. Representando as diversas organizações. ali sediada desde 1918. Gilson Carlos de Souza Santos apresentou relatório da entidade e o Pr. foi feita visitação às entidades da denominação sediadas em Campos. Mensagem: "A Imorredoura Gratidão" — proferida pelo Pr. cuja esposa foi. O legado deixado aos homens — Prof. O Pr. É mais uma entidade filantrópica. 258. 3. organizado naquela cidade em 1963. aluna do Colégio Batista Fluminense. Além de cânticos por um grupo de órfãos. Campos. apresentou a mensagem. ali estabelecido desde 1914. A reunião aconteceu no templo da Primeira Igreja Batista de Guarus. no Cemitério do Caju. Às llh30m. Élcia Barreto Soares. a Sociedade Patrimonial Batista de Campos. Jurandir Gonçalves Rocha. que está sediado à Rua Tancredo Neves. deu-se a organização do Lar Batista Profa. o Seminário Teológico Batista Fluminense. . João Barreto da Silva. fizeram com que houvesse necessidade de a inauguração ser realizada naquele templo. usou da palavra o Prefeito Anthony Matheus. João Batista Paulo Guedes. por muitos anos. foi realizada a sessão solene. Henrique Queiroz Vieira. secretária-executiva da União Feminina Missionária Batista Fluminense — UFMBF. tem dado grande apoio a esta entidade. houve a visitação às sepulturas dos pastores Joaquim Fernandes Lessa. presidente da Convenção Batista Fluminense. Os presidentes e executivos das quatro juntas da convenção falaram e os presidentes 222. d.CENTENÁRIO DA PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE CAMPOS Para comemoração do centenário da Primeira Igreja Batista de Campos. secretário-executivo da Juventude Batista do Estado do Rio de Janeiro — JUBERJ. de que constaram as seguintes partes: 1. Antônio Coelho Varella. falaram os seguintes irmãos: a. Geraldo Geremias. Éber Silva. porém. Fidélis Morales Bentancôr. que se realizou no templo daquela igreja. embora estivesse planejada para a sede da própria instituição. de caráter orfanológico. presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro — OPBERJ. O legado deixado à mocidade — Pr. foi convocada uma assembléia extraordinária da Convenção Batista Fluminense. c. O auspicioso acontecimento foi celebrado com intensa e variada programação. Leobino da Rocha Guimarães. A chuva que caía sobre a cidade e a grande afluência de mensageiros de várias partes do estado. Painel: — Dirigiu essa parte o Pr. Guarus.

O ponto alto da solenidade foi a mensagem proferida pelo Pr. o presidente. usado na celebração da Ceia do Senhor. O hino oficial era de autoria da professora Glória Avelar Campos. passou a direção dos trabalhos ao Pr. João Fernandes da Silva Neto. que pastoreou aquela igreja por mais de dez anos e Pr. Ao lado do templo. Obadias d'Alcântara. muito se esforçou para abrilhantar a programação. . foi colocada a grande pedra. Raphael Zambrotti. Inauguração do museu e homenagens — Às I7h30. Após a abertura. 223. como marco histórico. já tem importantes peças no seu acervo. presidente da Convenção Batista Brasileira e pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. No final da programação. foi apresentada a apoteose intitulada "Preparados para um novo tempo". cujo ministro de música. A música esteve a cargo da Primeira Igreja Batista de Campos. nos primórdios do trabalho batista em Campos. que servia de soleira ao primeiro templo construído no Brasil. Ebenézer Soares Ferreira. Segunda sessão solene da Assembléia Extraordinária da CBF — Às 19 horas. que dirigiu todo o restante da programação. Fausto Aguiar de Vasconcelos. Foram também inauguradas várias placas com frases alusivas aos pastores referidos. Foram homenageados os já falecidos. foi realizada a segunda sessão solene daquela assembléia. O museu. que dela é pastor desde novembro de 1969. foram prestadas homenagens aos pastores que exerceram ministério na Primeira Igreja Batista dc Campos. Obadias d'Alcântara. Pr. inaugurado também naquela ocasião. 5. 4.da 27 associaçoes representaram-nas informando o número de igrejas de que se compõe cada uma. além daqueles que presentes estavam à Solenidade — Pr. lavrada. Por exemplo. dele faz parte o cálíee único.

Poderíamos saber qual o segredo do seu sucesso? Queríamos saber quais os métodos que adotou. Apesar de termos tido parte na evangelização do Estado do Rio. Aqui transcrevemos esse capítulo: " À diligência e ao dinamismo de Christie se deve o progresso extraordinário que o Estado do Rio batista alcançou em poucos anos. A Cristo devemos colocar em primeiro lugar. . M. profundamente cônscios de que os resultados alcançados não são de nosso planejamento e labor lá. Devemos considerar também 225. 1? de junho de 1951 Agradeço-lhe sua carta de 15 de maio. Em 1951. no capítulo XIX. chamou o Dr. Christie e disse-lhe: — Estou deveras maravilhado com o trabalho que o irmão realizou no Estado do Rio.B. Sou-lhe grato pela sua manifestação de apreço ao trabalho missionário que tem sido feito no Estado do Rio. Christie lhe endereçava a carta que segue: 'Corpus Christi.Capítulo XV o segredo do crescimento do campo batista fluminense A que se deve o vertiginoso crescimento do campo batista fluminense? A resposta. de autoria do autor desta obra. Sendo Pobre Enriqueceu a Muitos. O segredo é que ela não é minha e o seu dono me chamou como mordomo para desenvovê-la. posso escrever alguma coisa. onde.Christie. então secretário da Junta de Richmond. se acham as palavras do próprio missionário Christie respondendo à pergunta "Qual foi o segredo de sua obra?". Ele disse: "Sem mim nada podeis fazer". nós estamos cônscios. Pode escrever isto para que possamos apreciar? — Bem. fundando igrejas e fazendo-as compreender que deviam sustentar-se por si mesmas. mas posso adiantar-lhe que os nossos métodos foram simples e não irão espantar ninguém. Sempre impressionados com esse desenvolvimento. nós a encontramos no livro A. É o campo missionário que apresenta mais frutos no mundo. anos após anos. os seus colegas missionários e os seus superiores de Richmond inquiriram: — Qual é o segredo de sua obra? — Ela não é minha obra. Dias depois.Theron Rankin. o Dr.

Nós éramos da Videira Verdadeira e também a Lavoura de Deus e para sermos consistentes com os princípios de mordomia entendemos que tínhamos que produzir o material necessário. Entramos no Estado do Rio com um simples ideal.Dunstan doutrinou as igrejas e D. Pois bem. porém não tínhamos um plano definitivo para seguir. Unhamos um começo. possuindo uma mente aberta e um espírito democrático. Eu sabia que nada poderíamos realizar sem Cristo.L. Em sua carta V. Elas eram sustentadas. Era um povo largamente rurícola. em 1908.Ginsburg foi o semeador. amigo. esta sua declaração é uma declaração também dinâmica e por isso tenho buscado rodeios para ver se acho a resposta. O levantamento do liberalismo (1810-1890) começou com a abertura dos portos e veio culminar com a Independência do Brasil.Crosland começou ensinando às igrejas a dependerem de si mesmas. com a Abolição da Escravatura. São fáceis de serem evan gelizados e têm-se tornado um elemento importante para a evangelização das cidades bem como para o fortalecimento das hostes ministeriais. por fundos missionários e administradas por missionários. Os descendentes de alemães e suíços evangélicos que haviam imigrado para o Brasil herdaram um espírito evangélico também e o número deles era bem considerável no Estado do Rio.aqueles que nos antecederam nesta obra. A Mordomia é um fato. diz que gostaria de obter a fonte ou o dinamismo que produziu estes resultados das igrejas se sustentarem a si mesmas e ao seu trabalho. O rico e o pobre igualmente são mordomos. O povo era a fonte e a verdade era a força dinâmica que produzia igrejas que por si mesmas levavam avante o seu trabalho. recursos para a expansão e manutenção do trabalho. trazidas às igrejas e estas se sentirem cônscias de que deviam sustentar o seu trabalho. desprovidos de preconcebidos planos e métodos. O missionário S. Tínhamos uma idéia. mesquinho em auxiliar o pobre e este por sua vez não devia deitar-se e ficar à espera de que o rico faça o que ele pode e deve fazer. Havia 11 igrejas com um total de 1400 membros quando chegamos à Missão Campista. na sua maioria. O Estado do Rio era um campo fértil e pronto para a sega quando nós para lá fomos. porém o número era diminuto em comparação com o campo que tinha uma população de dois milhões de pessoas para serem evangelizadas. O rico não devia ser avarento. com o estabelecimento da República Brasileira e com a liberdade dos evangélicos dc realizarem sua obra missionária. Ela . Olhando os anos idos verifico agora que seguíamos princípios e deixamos ao tempo e às condições determinarem os métodos. um eterno princípio para ser praticado. Entramos em seus trabalhos e encontramos um campo fértil.S.D.L. A. O Evangelho ou o Novo Testamento é o encorporamento da verdade. A natureza do povo no Estado do Rio facilitou a promulgação do evangelho.

Tem-se dito que um missionário não gostou de trabalhar com igrejas que se mantinham a si mesmas. A Convenção Estadual elegia uma Junta Executiva. Isto é. criadora de ideais e geradora de forças que nos impelem a seguirmos um alvo. Talvez muitas igrejas sintam que cias só chegam à completa autonomia quando elas são capazes de se sustentarem. Nossos métodos poderiam ser um fracasso em outras terras ou sob outras condições. O princípio da autonomia — Uma igreja autônoma não reconhece autoridade humana fora de si mesma nem de qualquer organização dentro de seu seio. O princípio da cooperação — Cooperação não é de uma lado só. Não tenho sugestões concernentes aos métodos que devem ser usados. não uma teoria. aceita com fé e confiança. é positiva. Pensamentos negativos produzem somente atitudes negativas. em relação à sua comunidade é uma democracia. serão guias fiéis para a edificação de igrejas genuinamente nco-testamentárias e para levá-las a se sustentarem a si mesmas: 1. Uma igreja dessa natureza está no caminho do sustento próprio. Infelizmente a escandalosa voz do pessimismo é ouvida com mais freqüência que a humilde voz da vitória. é positiva e criadora de pensamentos e atitudes positivas. Sim. Nos albores do trabalho da Missão Campista o dízimo foi ensinado como obediência à Lei e isso causou confusão e certa dificuldade. a qual. elegia um dos seus pastores como secretário-correspondente e o missionário como secretário-tesoureiro. bem como a portadora de frutos para aqueles que a conhecem e a praticam. ensinados e seguidos. . porém. O princípio da mordomia — Este é um eterno princípio. A verdade. 3. Unhamos duas fontes: uma da Foreign Mission Board e outra das 227. porém. 4. Todavia. 2. As igrejas cooperam com o missionário e o missionário coopera comas igrejas e asim ambos são trabalhadores com Deus. A Verdade. Sua responsabilidade é cumprir com suas obrigações para com Deus. mencionarei alguns princípios que eu creio. vitória que declara que o que pode ser feito o será. ele perdeu o controle que tinha sobre elas. logo achamos que o dízimo. Com este erro corrigido. reconhecidos. ele dizia que uma vez que o auxílio financeiro cessou. por seu turno. empreguem seus variados dons para o bem de tudo e cumpram suas obrigações financeiras de acordo com suas prosperidades. Parece-me que as igrejas em qualquer terra e sob condições regulares podem ser levadas ao sustento próprio. É um fato para ser praticado. como uma expressão voluntária e como prova de mordomia era o mais rápido caminho para atingirmos ao sustento próprio. Isto é.é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Foi nesta base que nós nos organizamos. para consigo mesma e para com o mundo. O princípio da democracia — Em relação a Deus uma igreja é uma teocracia. Sua lei é a vontade de Deus. se forem entendidos. A igreja deve ser uma democracia em ação na qual os membros conheçam e defendam seus direitos. pessimismo que declara que isto ou aquilo não pode ser feito.

misturando métodos com princípios. Parece-me que muitos fatores concorreram para gerá-los. amarrando-me a mim mesmo com nó e estou de volta onde comecei.B. Qual o segredo da obra de Christie? Ele o disse: CRISTO 228. Como o trabalho cresceu. E igrejas se tornavam financeiramente independentes. ao longo da estrada ou teria desaparecido antes do meu tempo. Sinceramente seu.igrejas. Este plano vingou satisfatoriamente. De outro modo eu teria sido deixado fora do movimento. eu tive que crescer com ele. Agraceço-lhe pela bomba que lançou sobre mim. De uma coisa eu tenho certeza: O trabalho do Estado do Rio fez muito mais por mim do que eu por ele. Nós reuníamos os nossos fundos e distribuíamos onde houvesse mais necessidade. Por esta carta o leitor deverá ter verificado o espírito de humildade de Christie.. Ela quase me acordou. a sua elevada noção do que é uma igreja de Cristo e o seu humor. A. Eu não achei uma resposta definitiva quanto ao que se refere à fonte ou ao dínamo que produziu resultados das atividades do trabalho missionário e dos nacionais do Estado do Rio. . Tenho dado muitas voltas como se tivesse em torno de círculos. do progresso. À proporção que as contribuições das igrejas aumentavam as apropriações da Foreign Mission Board decresciam..Christie".

epílogo

"Ainda há muita terra para se possuir." Foi este o slogan com que a Junta
de Missões Nacionais desenvolveu uma campanha, no tempo em que o grande
missionário L.M.Bratcher era seu secretário-executivo.
Olhando, hoje, para o campo batista fluminense, recordando a sua história
centenária, revivendo os fatos que nela estão encerrados, reconhecemos que,
a despeito do progresso alcançado pelas igrejas batistas em nosso estado, há
ainda muito o que ser feito para que se possa ver cumprida a missão que o
Senhor nos entregou. Confiamos que esta geração esteja preparada para legar
aos porvindores um incomensurável patrimônio moral, intelectual, social e espiritual, a fim de que, quando for comemorado o segundo centenário da obra
batista neste estado, saiba-se que a bandeira içada, pelos servos de Deus no
passado, anunciando o evangelho, nunca foi enrolada, mas erguida em todas
as cidades, vilas, vilarejos e fazendas do nosso querido torrão natal.
A História dos Batistas Fluminenses, aqui acabada de ser narrada, mostra -se resultante em progresso, desenvolvimento, crescimento. Reconhecia essa verdade
o Dr. Everett Gill Jr., quando, em 1955, sendo o secretário da Junta de Richmond, escreveu:
"Todos os missionários reconhecem que uma das mais notáveis histórias das missões modernas tem sido escrita no Estado do Rio de
Janeiro". (l)
Diversos fatores influíram nessa história:
\.FUNDAMENTOS
— Foram princípios, não regras. Porque princípios
são eternos; regras são passageiras. O crescimento do trabalho batista em nosso
estado deveu-se aos fundamentos que, pelos implantadores da obra, foram postos
— fundamentos bíblicos, ortodoxos, doutrinários. Escrevendo à Junta de Richmond, A.R.Crabtree declarava, em 1922:
" O Estado do Rio, cuja capital é Niterói, é reconhecido como um
dos mais bem organizados campos missionários do país. Este campo
tem sido sempre abençoado com uma liderança sábia e consagrada.
Os pioneiros lançaram os fundamentos e seus sucessores têm sido
suficientemente inteligentes construindo sobre esses fundamentos."' 2 '
229.

2.DISCIPLINA ECLESIÁSTICA — Outro fator que tem contribuído para
o crescimento do trabalho batista em solo fluminense é a disciplina eclesiástica.
O Dr. Lester Bell, em seu livro What Way in Brazil?, afirma que:
"... a disciplina eclesiástica é responsável pela pureza da membresia
entre as igrejas batistas brasileiras e isso ajuda a explicar o sucesso
de seus esforços."' 3 '
> 3. LIBERALIDADE
— Reconhecemos, também, que outro fator que muito
tem contribuído para o desenvolvimento da obra no campo fluminense tem sido
a liberalidade com que os crentes têm contribuído para a Causa. F.M.Edwards
afirma:
"Duvido que haja igreja, na América, que demonstre mais liberalidade, especialmente em comparação com a situação financeira de
seus membros."' 4 '
A. COLÉGIO BATISTA FLUMINENSE — Elemento de grande contribuição
na história progressista do campo batista fluminense foi, sem dúvida, o Colégio
Batista Fluminense. Por ele têm passado centenas e mais centenas de alunos
que ali se sentiram despertados para serem evangelistas, professores, pastores,
missionários, esposas de pastores. Ele é, realmente, " u m a colméia de grandes
obreiros e pastores", como afirmou o então d ' O Jornal Batista, Dr. José dos
Reis Pereira.
5.AMOR SACRIFICIAL
— Finalmente, fator preponderante no crescimento da obra do Senhor em plagas fluminenses tem sido o amor, o grande
amor, o amor sacrificial demonstrado pelos crentes em fazer discípulos do Senhor
Jesus. Em seu REPORT à Richmond, o missionário A.B.Christie, em 1910, declarava:
"A Igreja Batista do Sana, que tem pouco mais de um ano de organizada [foi organizada em 28 de setembro de 1908, com 60 membros],
foi a que apresentou maior crescimento. Batizaram-se mais de cem
pessoas durante o ano e uma de suas congregações foi organizada
em igreja com mais de cem membros."' 5 '
Realmente, os obreiros, quer missionários, quer nacionais, estavam imbuídos de grande amor à Causa, dispostos aos maiores sacrifícios. Joaquim
Fernandes Lessa narra que uma senhora doente viajava a pé, muitas léguas, para
ir à igreja e ser doutrinada. Crentes saíam, com sol ou chuva, às vezes mal alimentados, mal dormidos, mas dispostos a espalhar o maravilhoso evangelho que
os salvou, enfrentando, algumas vezes, até perseguições. É o mesmo l^essa quem
narra:
"Numa nota n ' 0 ESCUDEIRO BATISTA, de abril, o pastor Joaquim
Coelho diz que, em 1911, viajou 885 léguas, realizou 292 conferências, visitou 969 famílias e realizou 76 batismos. Obreiros desta
qualidade são os que têm dado verdadeiro impulso ao campo..."' 6 '

Li, algures, que, após sua ascenção aos céus, Jesus foi procurado pelo
arcanjo Gabriel, travando-se entre eles o seguinte diálogo:
— Senhor, tu morreste na cruz para salvar os homens. Conseguiste que
muitos cressem em ti?
230.

— Consegui alguns poueos seguidores na Galiléia.
— E qual é o teu plano para ganhar o mundo?
— Confiei àqueles que me seguiram a missão de pregar a todos a minha
mensagem.
— Suponhamos que, lá pelo Século XX, aqueles que te aceitaram como
Salvador estejam tão ocupados com suas tantas atividades, que deixem de propagar
a tua mensagem salvadora...
— Já disse, Gabriel, que não tenho outro plano senão este, confiado aos
que me seguirem.
— Mas, suponhamos, tornou o anjo Gabriel, que eles deixem de cumprir
a missão que tu lhes confiaste...
— Gabriel, respondeu Jesus, eu só tenho este plano! Se eles falharem,
então, o meu plano falhará!
Esse diálogo deve lembrar aos crentes o desafio divino. Cristo confiou à
sua igreja a missão de levar ao mundo a sua mensagem salvadora. Nós, os crentes,
devemos ter em conta que Cristo depende da nossa cooperação para a salvação
dos perdidos. Urge, pois, que cada crente se conscientize dessa realidade, vivendo,
testemunhando, pregando a sua experiência pessoal com Cristo Jesus.
E, agora, por remate, o nosso apelo em oração:
Irmãos batistas fluminenses,
curvemo-nos diante do santo altar divino e ali coloquemos o incenso perfumado de nossa sincera gratidão, a oblata dc nosso amor. Consagremo-nos mais
ainda ao Senhor! Protestemos-lhe o nosso amor, a nossa fé, o nosso louvor!
Que nossos olhos estejam abertos para verem as almas perdidas. Que nossos
pés estejam preparados para buscá-las, como os pés formosos dos que anunciam
a paz e a salvação. Que nossas mãos estejam estendidas em gratidão, cheias
de amor para abençoar os carentes, os órfãos, as viúvas, os marginalizados.
Que nossos ouvidos estejam abertos para ouvir o clamor do necessitado, do
perdido no pecado e para ouvir as ordens do nosso Mestre. Que nosso coração
transborde de alegria e paz; e que nunca se apague nele a chama que se acendeu
na pira santa da comunhão com o Senhor.
Ó Senhor, a ti rendemos mil graças. Ó Senhor, agradecemos-te pelos santos
servos teus que ajudaram na construção desse monumento espiritual que é o
coração do povo batista brasileiro.
Aqui depositamos, de joelhos, a teus pés, a nossa imorredoura gratidão.
AMÉM.

231.

notas e citações
Introdução
( 1 ) M o u r ã o , D.H.E. O Primeiro Decênio da Diocese de Campos; 1924-1934.
Niterói, Escolas Profissionais Salesianas, 1934, p. 12.
( 2 ) I d e m , p. 13.
Capítulo I — PRIMÓRDIOS DO EVANGELHO NO BRASIL
Uma Grande Porta É Aberta
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. Subsídios Para a História dos Batistas do Campo
Fluminense. Obra inédita, p. 16.
( 2 ) Harrinson, H.B. Os Bagbys do Brasil. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações da CBB, 1987, p.47.
( 3 ) M a u r e r Jr., Th. H. Cristianismo. Io. trimestre, 1962, p. 4.
Capítulo II — PERÍODOS DE ASSENTAMENTO DA OBRA BATISTA
(1891-1892)
Início do Trabalho Batista
(1) Silvestre, H. Aspectos Antopográficos do Rio Paraíba do Sul. Jornal do
Comércio, 23 de março de 1934 apud Lamego, A.B. O homem e o brejo.
2a. ed. Rio de Janeiro, Ed. Lidador, 1974, p. 192.
( 2 ) Siqueira, W. Momento Cultural. Campos, Departamento de Cultura da Prefeitura, 1970, no. 2.
Um Grande Apelo
(1) Lessa, J. F. e Christie, A.B. op. cit., p. 16
Organização da Igreja Batista em Campos
(1) Transcrevemos, do primeiro livro de atas da Primeira Igreja Batista do Rio
de Janeiro, a ata de número 132, que foi lavrada à página 50 do livro mencionado, onde se lê sobre a transferência ou carta demissória concedida aos
irmãos citados abaixo para se organizarem em igreja, em Campos.
" N o dia 24 de fevereiro de 1891, às oito e meia horas, da noite, estando
reunida a igreja, o irmão moderador, depois de ler uma parte das
Escrituras Sagradas, cantar-se um hino e fazer-se oração, declara aberta
a sessão. Não havendo candidatos ao batismo passou-se à leitura
das atas das duas sessões anteriores, as quais foram aprovadas. O
233.

irmão moderador participa à igreja que os irmãos Domingos Joaquim
de Oliveira, Anna Francisca de Oliveira, Anna de Oliveira, João
Bernardino Manhães, Corina Maria Manhães, Rozalina Manhães,
Antônio Assenço, Júlia de Oliveira Santiago e Amélia Reis, residentes
na cidade de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, pedem suas
cartas demissórias desta igreja. Unanimimente lhes concedeu suas
cartas ...
Secretário: João Antônio de Ávila".
(2) Lessa, J.F'. e Christie, A.B. op.cit., p. 17.

Capítulo III — PERÍODO DE GRANDE ATIVIDADE EVANGELÍSTICA
(1893-1900)
Pastorado de Salomão Ginsburg
Conversão de Joaquim Fernandes Lessa
(1) Ginsburg,- S.L. Um Judeu Errante no Brasil. Rio de Janeiro, Casa Publicadora Batista, 1932. Trad: Manoel Avelino de Souza.
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 20-21.
Jornal "As Boas-Novas"
(1) No primeiro número de "As Boas-Novas", que veio a lume no dia 15 de
março de 1894, o redator coloca o ideal do mesmo: "A modesta publicação
que hoje, pela primeira vez, damos à luz, deseja ser o que seu nome indica
— um mensageiro de boas-novas, neste vale de lágrimas e tristezas. Desejamos, unidos em coro angélico, proclamar a todos os brasileiros: Glória
a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens".
Na tipografia onde imprimia o jornal "As Boas-Novas", Salomão Ginsburg
publicou, em 1898, a sétima edição do "Cantor Cristão", com 210 hinos.
Nesta tipografia Salomão publicava ainda folhetos evangélicos e de polêmica, alguns de sua autoria e outros de autoria de A.F. Campos.
(2)Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 23.
( 3 ) Pereira, J.R. História dos Batistas no Brasil. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações da CBB, 1982, p. 37.
( 4 ) Crabtree, A.R. História dos Batistas do Brasil. Rio de Janeiro, Casa Publicadora Batista, 1936. Vol. I, p. 113-114.
Primeira Escola Diária
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 29.
Escola Noturna
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 27.
Escola Industrial
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. opxit., p. 66.
(2)Mesquita, A.N. História dos Batistas do Brasil; 1907-1935. Rio de Janeiro,
Casa Publicadora Batista, 1940. Vol. II, p. 106.
" E m janeiro de 1920, depois das férias, encontrava-se o casal Terry em
Corrente para dar andamento ao plano, e em janeiro de 1922 era aberto
o Instituto Batista Industrial, que tão relevantes serviços tem prestado à denominação."
Perseguições em São Fidélis
(1) Ginsburg, S.L. op.cit., p. 101-111.
234.

R.L. com a presença do Imperador. ( 3 ) Glass. 40-41. The South American Evangelical Mission. Rio de Janeiro. op.F. 205.B. p. op. 2a. El Paso. Campos (1) Souza.. ( 2 ) Idem. e Christie. Lançamento da Pedra Fundamental do Primeiro Templo Batista do Brasil (1) " E m 24 dc junho de 1883. 22 de abril de 1898. 22 de abril de 1897. A Igreja Católica Romana se propunha a manter a América Latina livre do veneno da Reforma. Os Bravos Colportores (1) As Boas-Novas. Campos. ed. a Bíblia era quase desconhecida na América Latina. op. Como meio de se justificar os jesuítas começaram a propalar que o apedrejamento era o resultado dos evangélicos pretenderem atacar a igreja de Santa Efigênia que fica situada perto da Igreja Batista. s/l. (2)Ginsburg.F.F. 18. J. H.. A distribuição de Bíblias havia sido proibida nas colônias por decreto do Papa e do Rei. s/l. London. O Clero Católico Romano Reage Contra a Construção do Templo Batista (1) Monitor Campista. R. p. fruto puramente jesuítico. pois em dezembro desse mesmo ano os jesuítas fizeram passar uma procissão em frente ao templo evangélico e parando o apedrejaram. 2a. p.B. A. Este procedimento dos católicos extremados mereceu justas recriminações do sensato povo campista e da imprensa local. Read. Lessa. Oposição do Clero (1) Lessa.cit. p.A. 1974.. apud Read. ed. e a Inquisição apoiava este propósito". 46. 45. A. p. Through the Heart of Brazil. 17.B. (2)A Gazela do Povo.R.cit. Em 1898 mesmo. 100-101. 192. A. ( 3 ) Feydit. Cyclo Áureo. Como desmentindo a uma tão grande aleivosia o templo evangélico começou a se encher de ouvintes novos e atentos e almas a se converterem". E não demorou muito a reação. Rio de Janeiro. Campos. Campos é a primeira cidade da América do sul a inaugurar a luz elétrica". 45-46. Avance Evangélico en la América Latina. 235. p.F. e Johnson. 1935. op. J. H. 471-472. Ermans Company.Perseguições em Macaé (1) Lessa. ( 2 ) "Durante quase três séculos depois que os europeus descobriram o novo mundo. p. p.C. W. 29-30. 1898. e Christie.W. 22 de dezembro de 1897. p.cit.cit„ p. J. . A. p. W. História do'Primeiro Centenário de Campos. e Christie. ( 3 ) Idem. 1971. Monterros. Capítulo IV — PERTURBAÇÕES INTERNAS A Questão A. Lamego. F. 1971. Inauguração do Primeiro Templo Contruído no Brasil (1) Segundo Distrito. J.M. Artes Gráficas da Escola de Aprendizes e Artífices. et allii Avance Evangélico en la América Latina. 1979. Editora Lidador. O Homem e o Brejo. 1906. S. Casa Bautista de Publicaciones. os batistas começaram a receber cartas anônimas terrivelmente ameaçadoras. ( 2 ) " S a t a n á s mudou provisoriamente o seu campo de ação de Macaé para Campos.. Esquilo. Subsídios Para a História dos Campos dos Goytaeazes.

Campos para São Paulo e criou o Mixórdia Protestante com que combatia os crentes.. dois meses após. 20 de janeiro de 1903. Rio de Janeiro. A. et allii op. foi o ex-pastor A. 169.B. Campos. pelo que se depreende da Declaração publicada em 7 de dezembro. ( 4 ) Monitor Campista. p.cit. 55..S.M. 32. p. Capítulo V — MISSÃO NO RIO Organização da Primeira Igreja Batista de Niterói (1) Azevedo. Horácio de Souza comenta o episódio ocorrido na Igreja Batista de Campos quando da dissidência e interpreta eom um sentimento nativista. e Christie.. 1982. SOLIDIFICAÇÃO DO TRABALHO E DE GRANDES PERSEGUIÇÕES Ordenação de Dois Grandes Obreiros (1) Ferreira. 1988. A Igreja É Dissolvida (1) Lessa. p. D.cit.cit. História da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. (6)Souza... I. Joaquim F. ibidem ( 3 ) Mein. 52. Rio de Janeiro.. conseguiram abafar maneirosamente aqueles gritos de nativismo. p. e Christie.B. Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. I. Vol. Igreja Metodista e Seu Pastor Tornam-se Batistas (1) Lessa. op. . J.R. 356. Casa Publicadora Batista. cit.F. Perseguições em Niterói (1) O Pr. em Niterói e outros lugares. Campos.cit. Sendo Pobre Enriqueceu a Muitos. et allii Coluna e Firmeza da Verdade. Chega até a enxertar a expressão O SEU PROTECTORADO ao texto escrito pelo secretário Antônio Maia e publicado em Monitor Campista. (3)Bratcher.B. p. 208. Escreveu também livros contra os mesmos e abriu uma loja onde vendia imagens e santinhos.. 47. Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB. 1959.. op. 07 de dezembro de 1903. op. p. Florentino Rodrigues da Silva foi perseguido em Macaé. ( 2 ) I d e m .B. p. ( 5 ) Mudando-se de Campos. ( 2 ) Crabtree. Francisco Fulgêncio Soren. ed. Rio de Janeiro. I. Horácio.F. 2a. Intérprete de Cristo em muitas terras. p. A. Sempre atacava os crentes pelos jornais." Horácio de Souza era um espírito muito intolerante. Rio de Janeiro. Lessa rebatia todos os seus ataques usando como título de seus artigos Os Batistas Acusados. op. A. p.( 2 ) M o n i t o r Campista.B. Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB. A. Christie. 1985. L.F. E. Conta Tarsier que ele foi perseguido também 236. 25-26 Capítulo VI — PERÍODO DE REAJUSTAMENTO. J. Ele assim se expressa: "Os missionários estrangeiros desenvolveram tal sagacidade e empregaram métodos tão astuciosos que. São Fidélis. et allii O que Deus Tem Feito. 33. Segunda Organização da Igreja (1) Azevedo..

B. e Christie. História das Perseguições Religiosas no Brasil. Edição do Autor. A. A.B. p.. 89-90. estava a servir em Cesário Alvin. op.cit. Florentino Ferreira da Silva. São Paulo.S. (8) Lessa.cit. p.. de Macaé. pois ele não foi só o principal elemento no levantamento do trabalho de Jesus naquela cidade. J. e Christie. Casa Publicadora Batista. J. 237. 293. J. dando o mais edificante testemunho da sua fé em Jesus". 20. A. Os evangélicos tiveram que retirar-se com prejuízos avultados". Perseguições em Campos (1) Lessa. J. viu a sua primeira esposa falecer sem lhe poder dar o relativo conforto.B. Tomo I. Perseguições em Aperibé (1) Lessa. município de Silva Jardim. 15 de junho de 1946. Finalmente veio a falecer naquela cidade às três e meia da manhã do dia 26 de maio de 1907. J. Campanha de Combate ao Fumo (1) Souza. 1936. p. p.B. Também Bagby foi perseguido em Campos no lugar denominado Guriri. 93. 296. entre outros o octogenário Joaquim de Mendonça. e Christie. 252-253. p. 95. 24 de janeiro de 1907. p. Cultura Moderna..em Cesário Alvin.A.cit.cit. como também um dos que se mostraram mais pacientes e mais abnegados a favor do evangelho. p. e Christie.. um mártir do evangelho (1) Crabtree.F.F.B. os perseguidores estiveram também na casa do irmão Alberto Santarém onde quebraram tudo. História dos Batistas do Brasil. (9) Crabtree. e consagrado diácono. opxit.. José Rodrigues. Diz ele: "Ainda no mesmo mês do mesmo ano (era fevereiro de 1904). p. Rio de Janeiro. A.F. Organização do Hospital Batista (1) Lessa. Manoel Nunes Saraiva. 89. o Pr. Um dos fundadores da igreja em Macaé. A. . (3) Segundo informação do irmão Alcides de Oliveira Quintanilha. A. op. foi acometido por mais de oitocentas pessoas. Organização da Associação Batista Fluminense (1) O Jornal Batista. M. 89.F. 204-205...cit. A. (7) Houve em nosso estado muitos crentes que perderam até seus haveres por causa das perseguições: " U m nome que neste esboço histórico não deve ficar no olvido é o de Alfredo Ramos.F. op.R. ibidem. e Christie. (2) Lessa. J. O Escudeiro Batista. Lessa. A.B. (4) Lessa. op. Rio de Janeiro. A. e Christie. (2) Souza. pois havia perdido todos os seus haveres com as perseguições. Da Aurora ao Pôr-do-Sol.cit.F. 1937. 77.F. A.. p. e Christie. (5) Idem. op. p. 1973. p.cit.B. p. op. O ataque ao missionário era chefiado pelo Sr. (6) Idem. J. Isso ocorreu em 1890. op. 94. Tarsier. P. Foram esbordoados vários crentes.R.

ele destaca o seguinte: ' 'A primeira iniciativa que tomamos foi exterminar o vício do fumo. o fato de um filho ter se tornado pastor (Marcílio Kepler Lóta) e de outros descendentes terem vindo a se destacar na obra do Senhor. mas igreja alguma havia tomado tal iniciativa. no lugar denominado Vargem da Motta.. mas realizou. pai do Dr. depois a Primeira de Cachoeiras de Macacu. fazendo um retrospecto histórico da Igreja Batista de Pádua. Muitas lutas tivemos para irmos adiante com esta campanha e. 160. a esta igreja a honra de ser a eliminadora deste flagelo em nossas igrejas com a ajuda de Deus. Talvez seja isso irrisório para nós atualmente. Joaquim N. ed. fomos ameaçados de perder a fraternidade com outras igrejas. e Christie. Celso de Oliviera. Escreveu até um livro com o título Barreira Contra os Vícios. E. que é o Diretor da Faculdade Teológica Batista de Brasília. trabalhou nessa igreja e em outra.S. município de Macaé. no entanto. A. 86 (4) Ferreira. Dr.E e Christie. foi um grande construtor de templos. Foram. São Paulo.. 238. (3) Lessa. nessa condição. J. Usados por Deus Tais Como Eram (1) O Pr. aqui. isto em 1907".B. op. J. o trabalho do Senhor. O neto Urgel Russi Lóta é Ministro de Música da Igreja Batista da Penha.Paranaguá. 104-107. até 18 de junho de 1927. Imbaú e. Mais tarde surgiram outros grupos defendendo a campanha antitabagista. Três netos são pastores: Diné R. Lóta (missionário a Portugal). p. 1974. 20 de agosto de 1908. realmente. José da Silva Lóta era homem de poucas letras. que pode-se dizer nasceu na casa de seu pai. p. como evangelista e. A. Rio de Janeiro. de Cachoeiras de Macacu. A neta Marilene Teli Frederico da Silva é casada com o Pr.F. 4a. No Ceará houve um senhor que era um grande combatente contra o fumo. Em 1915. Isaltino Gomes Coelho Filho. (2) Ixssa. p. . vício este muito natural entre os crentes daquela época. portanto. cuja sigla BACOVI era muito conhecida no nordeste. Atacava muito o uso do fumo. Em discurso pronunciado em 18 de julho de 1946. quando foi ordenado ao Ministério Sagrado. Pastoreou primeiramente a Igreja de Taquarussus. construído por ele há muitas décadas é um dos mais belos para aquela época. escreveu um opúsculo sobre os malefícios do fumo que teve larga divulgação. Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB. (parece mentira). O de Aperibé. com amor e dedicação. Desejamos ressaltar.(2) João Caetano de Oliveira. cit. Hudson Galdino da Silva.cit. a 2?. Cabe.B. Juraci Rodrigues da Silva. O médico. Ele criou a sociedade chamada Barreira Contra os Vícios. ele já se encontrava no Sana. no interior de Pádua. Rubem Clêniton Lóta. por fim. Educação Moral e Cívica. Bananeiras. e a neta Meacir Carolina Frederico Coelho é casada com o Pr. Capítulo VII — PERÍODO DE ORGANIZAÇÃO DE VÁRIAS ENTIDADES E COOPERAÇÃO Perseguições em Friburgo (1) O Friburguense. op. os batistas os que primeiro começaram a campanha antitabagista. Correntezas.

p. 195. As escolas evangélicas haviam servido como instrumentos para eliminar o preconceito contra os evangélicos.F.F. para mudança do nome de O Escudeiro Batista para O Batista Fluminense. Read. op. 116-117.. 206. os quais defendiam a causa da liberdade religiosa. (3) Lessa." Ele foi missionário no Estado do Rio de Janeiro e do Paraná. foram usados como modelos para novos programas públicos de educação". H. R. pois o cemitério onde deveria ser enterrado era controlado pela Igreja Católica Apostólica Romana e o vigário se opunha ao sepultamento. quiseram negar ao missionário Daniel Franklin Crosland a sepultura. e Christie. Anita Soares. Pioneirismo e Neopioneirismo. por duas vezes. Belo Horizonte. (2) O Movimento pró escola-anexa se estendeu por grande parte do Brasil.. 2a. (2) Em 1925 foi organizada a primeira Sociedade de Moças. 1988. op. Xavier. Antônio Soares Ferreira. Anápolis. 19. 44-45. Curitiba. esposa do Pr. Na época era o único túmulo que não tinha a cruz de madeira ou de outro material qualquer.B. A.B. Erdmans Company. Ader A. 26 de julho de 1970. Editora Lítero-Técnica.A.. do autor. p. (4) Idem. 24-25. em Cacimbas. Assumpção. J. p. J. 4:7) "Combati o bom combate. Monterros. p. guardei a fé". freqüentemente.C. 1? de janeiro de 1904. proposta na assembléia convencional. O Escudeiro Batista. mas os líderes. A Obra Educacional dos Batistas Fluminenses (1) "Três quartas partes da população da maioria dos países da América Latina eram analfabetos em 1900. W. 22 de junho de 1941. (6) Idem. O Trabalho Feminino (1) Lessa.cit. (2) Houve.. p. 1989. 1976. A. acabei a carreira. J. 15 de setembro de 1955. Foi preciso que sua digna esposa e leal companheira interferisse e depois de longo diálogo com o vigário conseguiu sua anuência para o sepultamento. Na Convenção realizada em Petrópolis. op. Deter tinha a mania da escolaanexa.cit. (2) Assis. . 75. Junta Estadual (1) Lessa. 1971. mas simplesmente uma lápide eom o seguinte trecho bíblico: (II Tim. J. Os Batistas Fluminenses e Seus Jornais (1) O Escudeiro Batista. A. ed.A Missão Campista Abre Trabalho em Minas Gerais (1) "Mesmo na sua morte.W.. e Christie.cit. e Christie. Convenção Batista Mineira. p. (5) O Jornal Batista. p. p. Avance Evangélico en la América Latina. . sentiram que não se devia mudar o nome e não levaram a efeito o que fora votado e deram explicações em outra assembléia convencional. por D.. depois. ed. em 1945. 5. estas escolas foram exemplo de métodos de educação mais modernos e excelentes e.B. a assembléia aprovou a mudança..F. e Johnson. 239.M.B. sem aquelas encomendas e outras exigências religiosas. Pequena História dos Batistas no Paraná. p. Bastos Júnior. Xavier Assumpção declarou que o missionário "A. 131-133. Lineamentos da História dos Batistas no Estado de Goiás.

Organização das Associações (1) Em 1991 havia 27 associações. Foi a Segunda Igreja de Campos a primeira a construir um grande templo que foi inaugurado com a realização da Convenção Batista Brasileira. J. e Christie. p.N.cit. Escola de Verão (1) Escola de Verão — panfleto. Associação Batista Caxiense. Apontamentos para a História de São João da Barra.cit. 2a. embora sejam espaçosos. 138-139. op. p. Casa Publicadora Batista. Primeira de Caxias. A.cit. nenhum deles é suficiente para as reuniões de nossas assembléias convencionais. 167. Sociedade Patrimonial Batista (1) Lessa.. Salomão. 156-157. A. p. E. A. 61-62.cit. Sendo Pobre Enriqueceu a Muitos. Associação Batista Leste. Casa Publicadora Batista. Teresópolis.S.. E. (8) O Escudeiro Batista. Integração de Igrejas Dissidentes (1) Lessa. Hoje. p. E DE DEPRESSÃO FINANCEIRA. São elas: Associação Batista Betei. Associação Batista Iguaçuana. 1928.S. p. Associação Batista Noroeste. Associação Batista Meritiense. Christie. o Trabalho com as Senhoras e com o Colégio Batista Fluminense (1) Ferreira. (3) Mesquita. Anna Christie. 1976. Associação Batista Nilopolitana.cit.B. op. Associação Batista Costa Verde. D. p. NO FINAL. Primeira de Campos.S.. Associação Batista Litorânea.B. Associação Batista Extremo-Norte. Primeira de São Gonçalo. J. ed. Associação Batista Itaguaiense.B. Rio de Janeiro. Associação Batista Gonçalense. op. Primeira de Nilópolis. e Christie. 80. p. Associação Batista Centro. A. agosto de 1914. A. Associação Batista Niteroiense. Primeira de Alcântara. op. Campanha Para Reorganização do Trabalho (1) Lessa. Depois vieram as construções dos templos da Primeira de Niterói.. (2) Ginsburg.E e Christie. João. em janeiro de 1951. Capítulo VIII — PERÍODO DE PROGRESSO FINANCEIRO. p. 168.. 4. Mihigráfica Ed. op. (2) Ferreira. Associação 240. Primeira de São João de Meriti e Primeira de Itaperuna. Associação Batista Norte. E.cit.B.cit.(7) Ferreira. Assistiu à Perseguição ao Missionário Salomão Ginsburg (1) Oscar. 165.. Construção de Templos Maiores na Década de 20 (1) Nas décadas de 50 e 60 as igrejas sentiram que precisavam construir templos bem maiores. (2) Idem. Associação Batista Mageense. . 316. op. setembro de 1961. p. J. NO PRICÍPIO.F. 154-155. COMO REFLEXO DAS CONDIÇÕES MUNDIAIS (1919-1929) A Coragem dos Bravos Missionários (1) O Escudeiro Batista. 1959. p. p. Associação Batista Norte-Caxiense.F.. Rio de Janeiro. 176. Associação Batista Ebenézer. op.

F. p. p. p. num sobrado velho que ainda existe à Rua dos Andradas. 88 (antiga Praça do Rocio) que se organizou a primeira igreja batista do Estado do Rio de Janeiro. que vimos nos primeiros anos multiplicar-se e tomar vulto". A. op. A.. 238. 136.F.cit. Fundo de Cultura. Jubileu de Ouro da Primeira Igreja Batista de Campos (1) Em seu relatório sobre os cinqüenta anos da Primeira Igreja de Campos..B. Verbete Integralismo. 4a. . p. J.B.. também. p. 239. Ação do Integralismo no Seio das Igrejas (1) Houaiss. publicação do IBER. J. op. São Paulo. (2) Idem. op. Edições Melhoramentos. J.F. nesse curso. Associação Batista Queimadense. julho de 1939. 174. Rio de Janeiro. (3) Idem. A. Formação Econômica do Brasil. J. 1937. Antônio Coelho Varela e outros. p. Leobino da Rocha Guimarães declarou: "Foi uma noite chuvosa do dia 23 de março de 1891. (2) Idem. 1976. e Christie. Aqueles dez membros e mais quatro batizados na tarde do dia anterior à organização. Endividamento e Desânimo (1) Furtado. ed. e Christie. (2) Idem. p. Primeiros Problemas Associacionais (1) Lessa. Informa também que uma das melhores escolas dominicais do Brasil era a da Igreja de Campos... A.cit. Casa Publicadora Batista. Antônio Soares Ferreira. Associação Batista Serrana. Caixa de Beneficência dos Obreiros (1) Lessa. Associação Batista da Planície. 9. Capítulo IX — INÍCIO DA ORIENTAÇÃO PRÓPRIA E REAVIVAMENTO (1930-1941) Curso de Extensão (1) Ajudaram. Rio de Janeiro. e Christie. os pastores José Joaquim da Silveira. Miss Blanche Simpson e a Educação Religiosa e Teológica (1) Matheus. Associação Batista Sul-Fluminense. ibidem. R.cit. Crabtree. A "Zona Neutra" (1) O Escudeiro Batista. Rio de Janeiro. Associação Batista Serra dos Órgãos.B. et allii Enciclopédia Mirador Internacional. 210. História dos Batistas no Brasil. p. Associação Batista Serra-Mar. 84. 1971. constituíram a célula na formação do trabalho batista. janeiro de 1949.R. Igreja Batista de Pião É "Desfraternizada" por Alguns Anos e Retorna em 1923 (1) Lessa. 1969. Virgílio Faria. Depressão.F. Mão Para Toda Obra. A. Associação Batista Riodourense. o Pr. 83. (2) Crabtree comenta que quase todos os membros da igreja exerciam o dom da prédica.Batista Paraibana. Associação Batista do Primeiro Centenário. (3) Tal foi a confusão que o movimento integralista causou na igreja que foram 241.

o Prof. Minhas irmãs o receberam cordialmente e lhe ofereceram um chá. dentro do terreno destinado ao prédio. os antigos sentimentos permaneceram. Antônio Soares Ferreira assumiu o pastorado da igreja na época da crise. faz alguns anos. que previa a abertura de uma rua. Que coisa estranha! Como teria ele podido conciliar a sua nova situação com as práticas religiosas? O coração do homem é sempre um abismo insondável!. antes de meu ingresso no Seminário. Servia às igrejas do sul. no Instituto Santa Terezinha. Ah! Essas almas simples que se horrorizaram com a presença do ex-padre na igreja. no fundo. Com o passar do tempo. pude ser-lhe útil. Gentil. ante os olhos espantados de umas mulheres devotas. 7 de março dc 1935. 3. por certo que se abalou. Gentil andara freqüentando um templo batista. desligado da igreja. Houve reservas de parte a parte. Em breve. 10 de maio de 1935.. As 242. tais atitudes eram absolutamente reprovadas. O Pr. Logo ele me preveniu: "Não cante!". Afastado de seus compromissos de padre. Conversão do Ex-padre Gentil de Castro Faria (1) O padre Antônio Ribeiro do Rosário escreve sobre seu relacionamento com o ex-padre Gentil Faria. op. Nos seus últimos anos de vida. Quando criança. deixou-me de presente um livro que eu muito desejava: Compêndio de Filosofia de Tiago Sinibaldi. sentindo-se desambientado dentro da igreja. p. A terrível resolução do Padre Gentil abalou toda a Campos. . Gentil me telefonou. Ao sair. O Jornal Batista. O Puritano. in loco. A visita foi feita. entrou e permaneceu lá até morrer. tomou-se de aversão a qualquer espécie de protestantismo. guiado pela mão benfazeja de Padre Aquiles.(4) (5) (6) (7) excluídos vários membros da liderança. o professor Gentil continuou a freqüentar as igrejas. meu padrinho de ordenação sacerdotal. pois navia no norte outro periódico. Depois. desejando fazer-me uma visita. p. Quando estive. em casa de minhas irmãs.cit. Pois bem. O "Tu es sacerdos inaeternum" valia tanto para o caráter sacerdotal. O Jornal Batista. obra preciosa. Houaiss. 23 de maio de 1935. poderiam ter visto no mistério de sua oração talvez um raio de esperança. entrou para o Seminário. não foi mais a nenhuma missa. Que mistério insondável o coração humano! A amizade profunda que dediquei ao Pe.. se tivessem refletido. doente.. eu lhe dissera que sabia um hino protestante. 9. Compreendi que ele receava não ser bem recebido. mas. como para o exercício do sacerdócio. através da Câmara Municipal. Ambos deixaram de existir para que fosse criado O Brasil Presbiteriano. Era o órgão oficial dos presbiterianos. Não se deve apagar a mecha que ainda fumega. Quando se dispôs a construir uma nova sede para o Instituto Rui Barbosa. A. modificando. bateu às portas de um templo batista. Lembro-me que certo dia. o Plano de Urbanização da Cidade. fez-me várias visitas. de quem foi aluno de Filosofia no Seminário Diocesano de Campos: "Naquele tempo. hoje raríssima.

Fontes de Queiroz Petrópolis — E. de levar ao vosso conhecimento. com mais de 60 anos de idade. 5 dc março de 1945 "Prezado irmão Emanoel: Saudações fraternais. Alice: Saudações cristãs. 3 de março de 1945 Prezada irmã D. De sua irmã em Cristo. Primeiramente desejo-vos saber feliz ao lado do vosso esposo. 240-241. Damadá. Aguardo seja positiva a vossa resposta e espero vossa comunicação nesse sentido para nosso governo. Cumpre-me o dever dc secretário da Junta Executiva da Convenção Batista Fluminense. e completamente vazia das quali. Pe. 1985.00. . Rosário. ouvidos por ele com prazer". Campos. Estou muito velha. pp. A organização e instalação do orfanato se darão o quanto antes possível. Alice". Inicialmente recebereis o salário de CR$ 300. aceito em caráter provisório até que outra pessoa me possa substituir.irmãs (hoje ex-irmãs) cantaram cânticos religiosos. do Rio Petrópolis. Alfredo Reis como propagandista. 95 Pastor: E. Capítulo X — FIRMANDO AS ESTACAS NA BENEFICÊNCIA E EM OUTRAS ORGANIZAÇÕES Período de Transição Missionária (1) Tanto o ofício referido e a carta da Missão se encontram em poder do autor desta obra. Vosso no Bem Amado. São Gonçalo. A Obra de Beneficência (1) Aqui transcrevemos a carta-convite e a resposta positiva da irmã Alice Reis: "Igreja Batista em Petrópolis Av. coadjuvada pelo Pr. Entretanto. Antônio Ribeiro Reflexões e Lembranças de um Padre: suas lutas e fracassos. se acham que posso fazer alguma cousa. Emanoel Fontes de Queiroz 1? Secretário".dades necessárias para dirigir uma instituição como deve ser o Orfanato Batista Fluminense. Paulo Barbosa. Recebi a vossa carta de 3 do corrente e fiquei confundida com a resolução da Junta convidando-me para diretora do orfanato a instalar-se em Aperibé. que fostes escolhida pela referida Junta para diretora do Orfanato Batista em Aperibé. 243. tendo ambos o direito de casa e pensão.

244. Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses (1891-1976). . Afirma ainda o jornalista Óthon Ávila do Amaral que " n o relatório do diretor da instituição. no valor de Cr$ 2.(2) A carta informando que a Junta Executiva da CBE desistia da criação do orfanato por não estar. foi assinada pelo Pr. Antônio Soares Ferreira". das 83 crianças internadas 41 já pertenciam à Igreja Batista de Três Irmãos e 18 aguardavam batismo". a agradável notícia da aquisição de duas propriedades em Niterói. A. No final da carta ele declarava: "A reunião será realizada no dia 21 do corrente. Da outra propriedade a instituição recebeu doação dos irmãos John L. Edmundo Antunes da Silva. restando pagar dessa dívida. Abelar Suzano de Siqueira escreveu uma carta datada de 11 de abril de 1959 convocando os obreiros para uma reunião no dia 21 de abril de 1959. Saiu no Diário Oficial no dia 30 de maio de 1959. do diretor. naturalmente. com três casas e outras benfeitorias.536 m2. no valor de Cr$ 129. 1. (2) O Pr. (3) Ao encampar o orfanato a junta recebeu um grande patrimônio.094. (Idem. Isaac da Costa Moreira. p. às 9 horas da manhã. p. na época. Cr$ 1. Capítulo XI — PERÍODO DE REESTRUTURAÇÃO Assembléia Extraordinária da CBF (1) Anais da CBF — 1964 (2) O Escudeiro Batista — 1965 (3) Anais da CBB — 1965 (4) Idem (5) O Escudeiro Batista — 1965 Sustada a Representação de Três Igrejas na Assembléia Convencional (1) Anais da CBF — 1958 Capítulo XII — PERÍODO DE MISSIONÁRIA EXPANSÃO EVANGELÍSTICA E Seminário Teológico Batista Fluminense (1) O Escudeiro Batista. Isaac da Costa Moreira. no templo da 2 a Igreja Batista de Cardoso Moreira. O. Amaral.00".00.Riffey e Laurindo Nolasco. Um dos grandes benefícios que a instituição trouxe à Vila dos Três Irmãos foi a organização da igreja batista ali. Isso ajudou na compra da propriedade de Rio Douro para onde foi transferido o "Lar Batista Pr. Pr. em condições. no templo da 2? Igreja Batista de Cardoso Moreira. Antônio Soares Ferreira" no dia 12 de junho de 1962. Niterói.00.116.661. Tentativas de Divisão da Convenção (1) Os Estatutos da Convenção foram logo registrados a fim de garantir o nome. Óthon A. 1977. pois o mesmo estava instalado numa propriedade de seis alqueires. 53. 57).304. 5. abril de 1963.023. com 136. do Amaral escreveu: " D o relatório sobre o "Lar Batista Pr. Serviços de Gráfica Editora. p.

Everett. Abelar Siqueira.. Certo da boa vontade do prezado irmão c colega. janeiro de 1991. 3. 128-129. Capítulo XIX . p. Para discutir e aprovar com as retificações que se fizerem necessárias o projeto dos Estatutos. periódico. (4) Edwards. (3) A carta do Pr.cit. (6) Lessa.F. 238. p. subscrevo-me fraternalmente. J. Henrique de Queiroz Vieira. Gentil de Castro Faria. p. op. Salvador Borges. (5) Christie. p. Foreign Mission Board Report. Abraços do amigo e colega sempre às ordens. às 13 horas. foi convocada uma assembléia geral para o dia 2 de maio próximo. 1922. p. n ü 13. escrever urgentemente apresentando as suas sugestões e adesão.. periódico. 46. peço-lhe.M. Encarecendo a presença do nobre colega. Secretário-correspondente: Pr.Peço a sua resposta aceitando ou rejeitando este convite. 1965. 2? secretário: Pr. Pelinca. 112. em Niterói. Insisto na sua valiosa colaboração. a ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO ESTADO DO RIO. A. Nashville. Abelar Suzano de Siqueira".cit. Convention Press.73 EPÍLOGO (1) Gill Jr. vice-presidente: Pr. L. É nosso desejo organizar uma instituição idealista e útil a todos nós. 22 de abril de 1959. Pilgrimage to Brazil. 1910. (3) Bell. A. Corresp. 125. Capítulo XIII — PERÍODO DE GRANDES CAMPANHAS E DE DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES Reencontro — Obras Sociais e Educacionais (1) REENCONTRO — periódico. Av. Fidélis Morales Bentancôr e Tesoureiro: Pr. p.R. e Christie. Jairo Malafaia. Fidélis Morales Bentancôr — Se. em uma das salas da Escola Técnica de Comércio Jairo Malafaia. em Cristo Jesus. . Foreign Mission Board Report.B. 1923. É com prazer que lhe comunico que foi organizada ontem. J. periódico. Foi eleita uma diretoria provisória que ficou assim constituída: Presidente: Pr. What Way in Brazil? Nashville.R. 245. Prezado colega pastor: Saudações Fraternais em Cristo. 1954. Fidélis Morales Bentacôr: "Campos. F. 61 (2) Crabtree.B. p.A INFLUÊNCIA DA OBRA DOS BATISTAS FLUMINENSES Batistas Fluminenses que se Sobressaíram na Denominação (1) Pereira. 257 — Campos". op. Foreign Mission Board Report. à Rua Gavião Peixoto. A. pois sinto profundamente a necessidade desta organização. 1 0 Secretário: Pr. caso não lhe seja possível comparecer. História dos Batistas no Brasil. p.. Convention Press. no templo da 2? Igreja Batista de Cardoso Moreira.

Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses (1891-1976). BRETONES. Délcio. Casa Publicadora Batista.bibliografia AMARAL. edição do autor. Land of Many Worlds. 1945. Convenção Batista Fluminense. 1937. Rio de Janeiro. AZEVEDO. Forty Years in the Land of Tomorrow. s/e. Curitiba. Paulo (João do Rio). 1938. Casa Editora Evangélica. Christ's Interpreter to Many Lands. Lineamento da História dos Batistas no Estado de Goiás. Lauro. Redemoinhos do Sul\ um ano de reavivamento no Brasil com Edwin Orr. José da C. Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.H. Colunas Batistas do Brasil. Manoel Avelino de Souza. Niterói. Junta Patrimonial. COSTA. ASSIS. 1948. vol. BASTOS JÚNIOR. Álbum do Brasil Batista. Uma Vida Inspiradora. 1989. BARRETO. H. Nashille. Rio de Janeiro. Broadmann Press. 1977. Asa R. Teresópolis. Rio de Janeiro.M. 1976. CABTREE. traços biofráficos do Pr. Pequena História dos Batistas no Paraná. W. BRATCHER. Xavier. BERRY. Organização Simões. Rio de Janeiro. Casa Publicadora Batista. História da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. I. Belo Horizonte. Nashville. DETER. Rio de Janeiro. Casa Publicadora Batista. Nashville. Broadmann Press. Broadmann Press. 247. 1954. CAVALCANTE. Óthon A. (ou recordações). Áder A. Anápolis. 1988. et allii Coluna e Firmeza da Verdade. Francisco Fulgêncio Soren. de Pioneirismo e Neopioneirismo. até o ano de 1906. CASPARI. A. 1965. BRATCHER. 1955. G. História dos Batistas no Brasil. ASSUMPÇAO. The Baptist Publishing House. 1953.B. 1962. s/d. Mule Tales from Inland Trails. As Religiões no Rio. Clodovil. 1988. Rio dé Janeiro. Robert. Nashville. 1964. Rio de Janeiro. Baptists in Brazil. 1951. Há Mais de Meio Século. Israel B. edição do autor. Broadmann Press. . Convenção Batista Mineira. Campos. Lewis M.

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) Vade-Mecum do Obreiro e da Igreja Manual do Obreiro e da Igreja (6? edição) A serem publicados: 1. Enriqueceu a Muitos (2? ed. 6. um Vaso Escolhido Educação Moral e Cívica (4 a ed.) Dificuldades Bíblicas — Vol. 3.JUVENTUDE. EBENÉZER SOARES FERREIRA 1. Órgão da mocidade Batista Fluminense na década de 20 O Friburguense. OBRAS DE AUTORIA DO DR. Jornal de Nova Friburgo O Lynce — Jornal de Macaé.Christie. The Place of Beneficence in the New Testament (tese) A. II Angeolología Citações de Poetas Gregos na Literatura Paulina Vidas Devotadas à Causa Billy Graham.B. 2. 11. 4. Alberto Portela Cartas do Pr. . 3.B. march 1933. 6. 7. Christie. II. 10. João Barreto da Silva Relatório do Cinqüentenário da Primeira Igreja Batista de Campos (Leobino da Rocha Guimarães) Atas da Primeira Igreja Batista de Campos Atas da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro Atas da Igreja Batista de Ernesto Machado Atas da Junta Regional Centro-Fluminense Atas da Associação Batista Norte-Fluminense História da Associação Leste-Fluminense Atas da Sociedade Patrimonial Batista Brazilian Snaphots — vol. I (2.B. 2.) Dificuldades Bíblicas — Vol. 8. Sendo Pobre. 5. Dificuldades Bíblicas — Vol III A Bíblia e a Antropologia Antologia de Poetas Evangélicos O Valor das Boas Leituras Introdução à Profecia Messiânica Cem Minibiografias 250. 5. 4. 20 páginas) Cartas particulares de A. Feneceu Miscelânea Anais da Convenção Batista Fluminense (todos os anos) Anais da Convenção Batista Brasileira (1965) Foreign Mission Board Reports Notes for an autobiography (A.a ed.Christie Prospecto do Instituto Batista Fluminense Cartas do Pr. 9.

Pedro de 73 André. David Pereira de 90 Andrade. Enete Francisco de 35. Joseph 41 Alberto. 210 Abreu. Alberto 35. Benedito Pereira 91 Antunes. 202 Almeida. 222 Antunes. Diocezir 162 Albuquerque. 210 Amorim. 151. Edgard Barreto 162. Marcelino Robson 200 Alves. 41. 113. Axel Frederico 35 Andrade. Rosalee 164. Edith 136 Allen.índice onomástico Abreu. 80 Alves.J. Jesuína 109 Apostólico. João Antônio 156 Anderman. 136 Almeida. Militão Pereira de 90 Andrade. Cristiano 104 Appleby. 194. 157 Araújo. 193. Carlos 40 Anderson. Benedito Geraldo de 35 Araújo. 178. Hans 40 Araújo. João 62 Alves. Antônio Teixeira de 41 Alcântara. Eli Francioni de 105. 114 Amaral. José Perlingeiro de 199 Abreu. Eunuco Santana de 62.E. José Nunes do 89 Amaral. 105. W. 210. José Larrúbia de 35 Abreu. Daniel Carvalho de 35. 186. Elly Bess d' 108 Alcântara. 191. 191 Araium. Orlando 35. 90 . Raul Alves de 63 Adan. Abreu.192 Antunes. Daniel Lincoln 193. João Tibúrcio 62 Alves. J. Obadias d' 222. Geraldo 199 Antunes. Othon Ávila do 34. 199. Edna 191. 160 Almeida. 223 Allen. 62.

Josias 198. Achilles 35. 41. 210 Barreto. 210 Bastos. W. 115. Leonor 107 Barros. Rosa 107 Assunção. George 106 Barbosa.W. 86. Álvaro 195 Barcelos. João 41 Batista. Florentina 107. J.A. 137 Barbosa. 91 Barbosa. Stela Borges 108.B. Rui 42 Barcelos. Joseph 46 Bell. Isaías 166. 168. 193 Azevedo. Irland Pereira de 208 Azevedo. Antônio Teixeira 35. Anna Luther 41. 192 Bastos. 192. 125 Ávila. 187. 160 Barreto. Ideal de Souza 62 Bastos. Vicente 91 Barreto. Darcílio 199 Azevedo. Silas 35. Wanderley P. 74. 164 Barbosa. 48. Davi Ferreira 166 Batista. 211 Araújo. 77. Judson Garcia 163 Bastos. 193 Barros. 35 Araújo. 46.Araújo. 168 252. Ernesto G. Lester 230 Belota. Pedro Sebastião 62. Jair 198. 34. Ophir Pereira de 158. Dejanira 86 Barbosa. Antônio 48 Assunção. 108 Bastos. 68. Eudóxio 158. Noêmia 109 Barbosa. Erly B. Antônio 112 Assenço. 45. Nicodemos 158 Barreto. Geraldo Trindade de 192 Araújo. 201. 42. 160 Batista. 71. 146 Baker. 192. 125. Israel Bello de 78 Bagby. 199 Ayres. 41 Bancroft 37 Barbosa. 166. 80. T. 160 Batista. 41 Beale. 97 Barreto. Nilo Cerqueira 35. Francisco Cerqueira 162. Rosa Lima Manhães 48 Avelar. Isabel 107. Panfílio Teixeira 63 Barreto. Joélcio Rodrigues 121. 169 Barreto. . Antônio Loureiro 35. 50 Bagby. 81. Antônio Teixeira 86. 160 Armindo. 47. 78. 79.

171. Clério 35. 179. 210 Cabral. Artie 102. Galeno. 191 Brito. 139. Sócrates 41 Borges. 72. 39 Bocaiúva. 193. Emiliano 35. 157. Manoel 36 Blackford. Antônio Morales 35. 71. 198. Dário da Silva 62 Branco. 75. 199 Cardoso Neto. 105. 113 Bernardes. 122. Fidélis 62 Carneiro. 168 Boechat. Gilson Antônio de Paiva 106. Francisco 41 Borges. 158. Zedir Morales 198 Bernardes Júnior. Salvador 35. Manoel Joaquim 35 Carney. 171. 104 Canada. 208 Bentancôr. Zeferino 35 Carey. 105. Ampliato 158. Robert 191 Bretones. 162. 180. Francisco 122 Bratcher. Neri 166 Campos. 60. Manoel 129 Cabral. . 136 Bryant. 132. José 85 Bittencourt.F. Adrião 138 Bifano. 74. T. Benedito Borges 35. Carlos 86 Boechat. 168. 199 Cabral. 97. 194 Bitat. Antônio Ferreira 52.J. João Batista 157 Bittencourt. 112. 160. 186. 189. 123. 83. Dario 163 Branco. 125 Bratcher. 118. Adosina 109. 86. 199 Borwen. 171 Braga. 161. 70. William 38 Carneiro. Manuel de 35. 160. Pearl-White 109 Boecher 39 Borborema. 155. 136. 229 Bratcher. 90. Vital 113. 131. 202 Calvino. 137. 190. 40 Botelho. 86. Guilherme 40 Caboclo Filho. Assis 35. L. Antônio 35. Daniel de Oliveira 185. 84. A. João 37 Camargo. 120. 125 Borges. Tenente 61 Camargo. 80.Bentancôr. Mary Ruth 192 253. 113. 113. Quintino 42 Boechat. 86 Boechat. Lauro 170. 104. W. 110 Cândido. 152.M. 139 Bentancôr. Fidélis Morales 35. Thurman 164 Butler. 195.H.

Meacir Carolina Frederico 238 Coelho. 97. 229 Crane 38 Crispim. Adclmo 35 Coelho. Nemésio Fernandes de 36. 34. 136. 77. Carmen Lúcia de Aguiar 108 Cerqueira. 143 Costa. 143. 208 Christie. Ana 108. 96. 160. Samuel 166. 88. 230. 125. 66 Cunha. 139. A. 103. Honesto de Almeida 62 Carvalho. 100. José Garcia 105 César. 152. Jovelino Luiz 36 Coelho. 142. Silas Quirino 175 Casseti. Cosete Pevidor de 108 Carvalho. 116. 175 Chagas. Antônio João 35 Crosland. 89. Malvino 194 Costa. 34.78 Couto. Antônio Dias da 103 Costa. 89. 114. Muryllo 164 Cavalcanti. 125. Benjamim Lenz de Araújo 121. Acelino 62 Corrêa. 104. Ageu 193 Cerqueira.Carvalho. 234 Crosland. Alcides 158. 106. José Rodrigues 62 Corrêa. Duque Policarpo de 35 Carvalho. 110.B. 104. Joaquina Alves 107 Coelho. Corindiba de 62. Eduardo A. 65. 104. . D. Herodias Neves 207 Cavalcanti. 138. 146. 112. 185. 126 Clark. 134. 245 Christie. Joadélio de Paula 121. 33. 225. 170 Charles II 37 Charles. 121. 143. Kennedy 158 Corrêa.J. 122. Saliel 165 Cowsert.F. 110. David 154. 202 Carvalho. Clodovil Fortes 79 Cavalcânti. 226. Azevedo 46. 203 Cooper. 187 Carvalho. Nilo de Souza 36. Isaltino Gomes 238 Coelho. 112. 83. John 37 Codeço. 208 Coelho Filho. Tomaz 41. 132. Í18. 133. Maude 34 Cruz. Vanildo 105 Celestino. Isabel Trigueira de 77 Costa. J. A. 136. 152 Crabtree. 198. 34. 122 Carvalho. 91.R. 111. Antônio 35. Otávio Dionízio da 35 Costa. 87. 198. 228. 208 Coelho. 90. 208 254. Augusto F. 90.

69. . Ccsar38 Degiovanni. 201 Diniz. 165. 168. W. 190. 137. Alfredo Dias 62 Deter. 230 Entzminger. 226 Durval. 155. 110. 95. 190 Farias. 154. Coriolano Costa 148 Dunstan. 239 Dias. 105. Bernardo 62 Ferreira. Elson 201 Duclere. 156. José Alves 35 Duarte. 52. 36 Faria. 78. Abdiel 105. 125. 117.Cunha. Norma Lee Van 108 Fanini. A. 139. 101. B. 127. 138. 189 Faria. Ebenézer Soares 104. 189. Gregory 35. C. 169. 48 Drumond. 141. Arquimedes 198 Daniel. Jaime Soares 62 Custódio. 34. 94. 153 Eyken. Virgílio 35. Cely Manhães 149 Faria. Sebastião Ignácio da 69 Curvelo. J. Jógli 105 Feitoza. 100.M. Djalma 35 Cunha. 147.D. 140. 4Í. 201. 160 Ferreira. 99. Fernando 130 Drumond. Gentil de Castro 149. 181. 83 Everett. 212 Delgado. 122 Ferreira Neto. Laura 107 Eyer. 208 Faria. Nilson do Amaral 79. 100. 166. Alberto Lafayette 34. Alair Moreira 202 Dimárzio. 174. 170. Leonel 35. Antônio Soares 35. Otávio 63 Fayal. 191. 222. 179. 187. 223 255. 41. 162. 74. 166. 47 Darcoso Filho. 113. 167. Ivo 202 Edwards. 159. 74. 94. Antônio 160 Ferreira. Manoel Couto da 63 Cunha. Alexandrino 62 Cunha. 174. 122. Imperador 37 Fernandes.E. 34. 149. 125. 199. Zózimo 36 Dutra. 41. 90. 175. Leopoldo Alves 63 Felipe. 162. 158 Duarte. José Martins Gomes 62 Feitoza. 121. Otávio 86 Dória. 178. 120. 162. 73. Daniel S. 74. Mina 41 Eyer. 189. 93.L. F. 84. Alípio 104 Downing. 122. 34. Nilson 104. 91. 154. Pedro 41 Deering. 136. 139. Antônio Ribeiro 35. Domingos José 62 Ferreira. 156. 79.

50. 226 Godoy. 203 Fontes. Salomão Luiz 34. 69. 84 Geremias. 68. 80 Fonseca.Ferreira. 53. Osias 150 Gomes. Sebastião 63 Frias. 211 Gomes. Denir Luz 108 Fonseca. Jair de 202 Freitas. 66. 194 Góis. Avelino 35 Figueiredo. Nely Soares 175 Ferreira. Everett 229 Ginsburg. 41. Aylpton de Jesus 160. Emma41. 91 Fonseca. 198 Firmo. Luiz Ovídio 63. 62 Ferreira. 83. Antônio Manoel de 77 Freitas. 192. 61. Arsênio 35 Gonçalves. 55. David 164. . Oswaldo 165 Gomes. 201 256. 60. Daniel E. 78. 199 Freitas. Esther 108 Godoy. 52. Carlos 39 Fèydit. Almir dos Santos 130 Gonçalves. 80. 58. Nilson 156. 211 Garcia. 52. Delfina 129 Gomes. 138 Gonçalves. 51. Jair 157 Garcia. 52. Emília Cândida de 77 Freitas. Sara Ester de 77 Freitas. 210 Gomes. Gilberto 105 Garcia. Alfredo 129 Gomes. 50. Isaías Moreira de 90 Gama. Anuar Aragão de 156 Gomes. Júlio 66 Figueiredo. Ismael José 178 Ferreira. 127. 72. Ubiracy 202 Gill Júnior. Francisco Alves 62 Ferreira. Joüfo 62 Freitas. 107 Ginsburg. Benedito 62 Firmo. Samuel Leite 160. Marlene Baltazar da Nóbrega 108. Herman 35. Valério 62. Sebastião 211 Fèuerharmel. 67. Marilene de 202 Freitas. Jeremias 198 França. Antônio Vieira da 79. 74. Mário Barreto 160. José Maria 198 Gartner. José de Souza 162. 178. Geraldo 222 Gil. Florentino 35.

Isa Avelar 107 Guimarães. Evangelina 113. Tomaz 37 Henrique. 191. 203. Evaldo 191 Gonçalves. 62. Ricardo J. 207 Kidder. Gutenberg Faria 35. Rogério 153 Graudin. 41 Jackson. 222 Guedes. 212 Helwys. Frei 59 Inke. 114. Emílio W. 146 Guimarães. Robert Ried 39 Karklin. Werner 162. 198 Guedes. 114. 212 . Carlos 94 Gonçalves. 164. 202. 157. Floyd 158 Hatton. J. 168. J. Billy 179 Grassini. Pedro 40 Green. Ezekiel 37 Hübmaier. José Luís 157 Gonçalves. 38 Kerr. Ernest A. 139. 143 Herdy. 199. 84 Guedes. Ismail 35 Gonçalves. João Batista Paulo 156. Clint 35. 39.Gonçalves. Leobino da Rocha 35. 163.C. Nilza 201 Hespanhol.T. 168. Dodanin 114 Gonçalves. Alvin 35. Walvique Soares 36.L. Mário Sólon 192 Góspeler. Regina Sampaio 202 Johnson. losé de Souza 159. 212 Hawthorne. Manoel 52 Gusmão. 34 Judson. 94. José 171 Holliman. T. 162. Ubiracy Dutra 210 Harris. Thomas 35. 95. Percy Paulo 189 Guimarães. 189. Baltazar 37 Ignácio. Adoniran 37 Kalley.C. João 40 Inke. Cícero 69. Jacob 40 Inke. 34 126 136 Jacoud. 191 Kennedy. Aroldi 201 Herdy. 41 Hearon. 165. Daniel 381 Kimbrough. 40. Ana 154 Kaschel.P. B. Sallie 41 Joyce. 202 Guedes. 135 Graham. 40 Irving. A. 201. 208 Herdy.

178. 40 Kopp. Pamphilio 91 Lustosa. 129 Luz. Laurindo P. Ana 77 Leão. 62. Jonas Borges da 154 Mae Neally. 169. 114. 88. 200 Maeário. Faria 183 Lima. 89. 69.Kingsolving.B. Cláudio 211 Machado. Dionísio 62. Guilherme 40 Leite. 59. 139. 50. Iran de Medeiros 200 Lopes. 70. Diné René 238 Lóta. 81. Carlos de 102 Landin. 49. 97. 90. Celina V. 91 Leekning. 137. Joaquim Fernandes 33. J. 64. Alberto Vaz 35. André 40 leimann. 169. 199. Gomes 137 Leal. 87. José da Silva 35. 103 258. 230 Lessa. 173 Lóta. Melo 41 Lopes. W. Marcelino Kepler 238 Lóta. 94. 61. Emerenciano Nunes 62. 52.. 104. João Teixeira de 36. 40 leimann. 210 Lima. 114. Durvalino José 35 Lopes. 207. 51. 86. 90. 100. 78. Samuel 202 Lessa. A. 179. José Quintanilha Costa 90 Leandro. 113 Ludolf. 80. João Batista 68 Lopes. 113. 111. 101.E. 138. Rubem CIêniton 238 Lóta. 137 Lingerfelt. 238 Lóta. 159. Jacintho 74 Lima. 127. 46. 48. 93. Elizabeth 107 Lessa. 91. Pedro 68 Lanes. Rubens 164. . Frederico 39. Urgel Russi 238 Loureiro. 116 Lins. 136 Lavoura. Gersoni 149 Langston. Arístides 94 Lessa. 110. 75.B. Joaquim 199 Leal. 154. 35. 139 Lessa. Carlos 40 Laet. 35. Alexandre 39. 84. Juvenil 113 Lima. Ozimar Machado 90 Leite. 85. Lucian Lee 39 Klavin. João Hugo 59 Kraul. 152. A. Delcyr de Souza 164. 104. Eth Ferreira Borges da 154 Luz.

94. 91. A. 164 Mein. John 33. João Bernardino 48. 91. 139 Marques.R. 74 Manhães. Paulo 40 Manhães. 105 Melo. 159 Martins. Kléber 35. 203 . Antônio 41 Martin. Frederico 40 Matta. Paulo 158 Malafaia. O. 34.T. 75 Melo. David 78. Élcio 178 Menezes. Alfeu 35 Melo. Joaquim Evangelista Pereira 35. 137 Macharet. 92 Mendonça. A. 208 Malaquias. 126 Mello. 104. Plácido de 101 Mendes. Antônio Rodrigues 35. T. Daniel 165 Maurer Júnior.Machado. Pedro 104 Magalhães. Augusto 39 Matschulat. 81. Juvenil F. Anthony 222 Mathews. T. Garrastazu 183 Mein. 91. Jacira 192 Malafaia. 233 Médici. 41 Martins. Antônio de Souza 60. Balbina 107 Mendonça. Waldemira 108 Matheus. 100. 99. Carlos de 35. Jetro 165 Mainhard. 73. 112. Wilson 198 Mendonça. João D. 110. Ary 160 Maddox.Rodrigues 74 Mello. Augusto 103 Maia. Alfredo 78 Magro. 35 Menegatti. Isaque 35. Eufrázia Maria 48 Manhães. 103 Maia. Benedito 114 Manhães. 106 Madeira. 90. Corina Maria 48. Ângelo 144 Mariano. 58 Manhães. Jáder 35. 153 Martins. 87. Jalv Chaves de 178. 35. 191. 62 Melo. Augusto de 91 Menezes. 42. Gilberto 210 Maia. 93.H. Cristino Rodrigues de 72 Melo. Ruth 108 Matschulat. Tibúrcio 94 Manzolilo.P. Francisco J.

Benedito 35 Moreira. Antônio G.E. James Watson 39 Mota. Adozino 19 Neto. 185 Nettenberg. 124. 171. 114. João 91 Menezes. José Fernandes 159. Joaquim Martins da 91 Mueller. 137 Moraes. Frederico 39. 88. Manoel de Deus 105 Nascimento. Benito 140. R. 144 Moris. José Abraão do 103 Nascimento. Manoel de 91 Mesquita. Almiro Campos 62 Nogueira. . 62 Muirhead. Francisco 35 Moreira. Mauro Israel 194 Moreira.H. 35. 208 Morais. Gabriel 35 Motta. Leôncio G. João 39 Newman. 156. Ageu 35. 155. 155. Júlio César de 95 260. 159. Silas da Costa 90 Moreira. Maria Fernandes 109. Vicente 62 Moreira. 91 Nolasco. 158. 141 Murta. 190 Moreira. Elpídio 191 Mota. 165 Nascimento. 121. J. 34. Germano 39 Nobre. Junius E.146 Nascimento. 125 Nitzke. Benjamim 36 Monteiro. Plácido 35 Moreira. 38 Neto. José Rego do 64. Isaac da Costa 36. 28 Nigro. José 33. Tiburtino do 35 Neighbour. Jessé 90 Moreira. H. 211 Moreira. Mosenhor 101 Monteiro. M. Antônio Neves de 124 Miranda.H. 41 Nelson. Ulisses de 33. 74.Menezes. 244 Noronha. F. 191 Mussolini. Nilson 199 Nogueira. 159. Alair 198 Monteiro. Milton 194 Morais. J. 86. 171. Vitorino 113 Morgan. Galdino 148 Moreira. 90. 113. João Daniel do 105 Nascimento. 91 Nogueira.L. Laurindo 160.

211 Pimentel. Elias 202 Pimentel Júnior. Ademir P. João C. Ellen Márcia 106 Pessanha. Ivone Boechat 199 Oliveira.E. 152. 200. 158. Lino de 63 Peçanha. 170 Pinheiro. Oliveira. Henrique Marinho 35. 161 Oliveira. J. 164. 45. Celso 116. 238 Patrício. 46. J. Belardim de Amorim 166. Mariano 106 Pereira. Benedito 35. Roberto 178 Oliveira. Manoel Bernardes 160. Ernesto Nogueira 62 Pereira. 62 Oliveira. Francisco 85 Nunes.Nunes. Carlos Rodrigues de 62 Oliveira. 193. 207 Otoni. Arilton 193 Oliveira. 230 Pereira. Flauzina 48 Pereira. 208. 201 Oliveira. Joaze Gonzaga de 208 Paulo. 158. 157. Julião Guedes 72 Pereira. 125 Pereira. 202 Oliveira. Alberto Mendes de 62 Oliveira. Francisco Barbosa 85 Paranaguá. Jacy dc 209 Oliveira. Honório Benedito 80 Paes. Domingos de 41. 91 Penido. Alzira 81 Pinheiro. Walter Gomes 90 Perez. Aildes Soares 104 Pereira. Marcelino Lima 157 Pereira. Otávio Florêncio 63 Pereira. 178. João Caetano de 91. Alvina Gomes de 107 Oliveira. 198. 208 Oliveira. 47. João Francisco de 62 Paula. Alceir Faria 121. Alice Neves de 208 Oliveira. 169. Francisco Antunes 62 Oliveira. 238 Oliveira. Francisco 81 . 111 Peixoto.N. 143 Peçanha. Dioceles 158 Paula. Celso de 96. José dos Reis 109. David Francisco de 90.P. 48. Carolino de 62. Dário dc 90 Oliveira. 181. José 158 Pimentel. 211 Peçanha. Ana Francisca de 48 Oliveira. Rui Franco de 114. Nilo 110.

Alcides de Oliveira 89 Ramos. Tàlita 118. 129 Queiroz. Nolan 35. 97. 203 Pinheiro. Samuel J. Adiei Pereira 154 Pinto. Francis 38 Plínio. Alberto 35. Maria Rute 48 Pitrowsky. 158. Joaquim Melo 62 Portela. 136. 40 Quintanilha. Ageu de Oliveira 160. 105. Clemente Teixeira 62 Pinto. 139. 113. 169. 113. 189 Portugal. 34. Odília 81 Pintcher. Evódio 35. 114. . F. Elias 35. 170. 165 Portes. Emanuel Fontes de 36. Cantando Ferreira 62. Rosa 77 Rangel. Joaquim Alves 35. 171 Queiroz. Alzira 108 Purens. 112. Euza Gomes 129.Pinheiro.H. 134. 207 Queiroz. 212 Prucolli. Elza Lessa 109 Pinto. Pércio 208 262. 164 Puthuff. 41 Queiroz. 40 Pitts. Ricardo 39. 162. A. 191 Queiroz. 41. 113. Paulo 34 Porter. 185 Pinto. 114. 190. Josemar da Silva 212 Pinto. 94 Portela. 103 Pinheiro. 208 Portela. Antônio Fernandes 62 Pridemore. 38 Plaute. 112. Esther Ferreira 155 Purim. Erodice Fontes de 35. Antônio Carvalho 48. Aristóteles 35 Queiroz. 166. Júlio Miguel 194 Rangel. Loimar Zarro 202 Pinheiro. Francisco de Miranda 207 Pinto. 40 Pinto. Gustavo 39 Pitrowsky. E. Reynaldo 162. Israel José 36. 142. o Moço 36 Policarpo. 201. 118. Elisa 39 Pitrowsky. Nair Araújo 108. Solita Retto 109 Quillen. Antônio Moreira 35. 143 Pinto. 78 Portes Filho.E. E.A. 125 Porter. 143 Portes. Laura 142 Portes. Inácio José 160 Pinheiro. 154. Luís Carlos Prestes 202 Pinheiro.

Nelson 198. 165. Evaristo 86 Reis. 208 Rocha. 179 Rocha. 160. Joaquim de Paula 32. Esther Prudence 108 Riffey. 118. 160. 103. 153. 107. Wilson 161.'110. 162. Ari th Barreto 109 Rocha. Joaquim 35. Maggie 41 Riffey. 91. Eliasar 87. 114. 180 Renfrow. 38 Roig. 110. Harold 35. J. 86. 136. Oscar 208 Ribeiro. 150. 153 Reis. 191. Jurandir G. Álvaro 72.W. 141. 125 Rosa. 201. 211 Rocha. Arides Martins da 105. Altina 107 Ribeiro. Pe. 103. 192 Rodrigues. Camilo 69 Ronis. Eliézer 87 Rosa. 108. Ismail de Oliveira 160. Alfredo 53. M. 139.Therson 225 Ranson. 153 Rosa. Fidélis de Oliveira 165 Rosa. 211 Rocha. 162.Rankin. 210 Ribeiro. 105. José 80 Roger. 192 Ribeiro. 35. 242 . 185. 208 Reis. 103. 92. Waldir 191 Rodrigues. 173. 139. 96. 187 Rosa. João Corrêa da 178 Rocha. André 129 Rosa. Antônio Ribeiro. Luther 37 Rice. 162. João 199 Rodrigues. Antônio da Costa 122 Retto. Alice 107. 165. 156. Francisco 36. Francisco Mancebo 208 Reis. Romildo Gomes 105 Rice. 91. 87. 192. Paulo 162. John 34. Nona 109. 201 Rosa. Eliseu 202 Reis. 162. Ernestina Rezende 107 Rezende. Domingos (Minga) 61 Ribeiro. 174. William Taylor 38 Régis. Rodolpiana Ludolfò 107 Renfrow. 180 Resende. Erodice Gonçalves 149. 125. Amélia Lima 48 Reis. 179. 153. 160 Rosa. 102 Reis. 192 Rcike. Ricardo 39 Reis. 113. 192. 190. Otávio Felipe 36 Rosário. 154. 86. Oswaldo 36 Rosa. Alice 53.

Manuel Nunes 87. Linéa Dias Mendes de 108 Sales. Antônio Américo da 91 264. José de 166 Sá.Roth. Rubem Coelho dos 160 Santos. Achilles 196 Sales. F. Maria Francisca 121 Sias. Antônio Maria Correia de. 97. Domingos Francisco 91 Santos. 112. Suetônio 86 Sattler 37 Schally. Harald 164 Schneider. Joel Pereira dos 211 Santos. 67 Sá. Isaías 191 Santos. 145 Sampaio. 198. Deodoro 86 Sardenberg. Juventino 158 Santiago. 40 Sá. Gumercindo 192 Saraiva. 211 Sant'Anna. 193. Benedito 35. 160. Trascy R. 201 Sant'Anna. Walter 160. Pe. Paulo 36. Plínio 147 Salit. Iomael 104. 91. 90 Sardenberg. 160. Pedro 40 Salles. Elias Carvalho de 162. Zeny 108 Saraiva. 88. 203. Carlos 39. 39 Schumann. 121 Silva Filho. João Fernandes da 222 Silva. Carlos 158 Sias. 139. Júlia de Oliveira 48 Santos. Nilo 35. João Mauro de 62 Silva Neto. Oswaldo Soares dos 155. 201 Santos. Joaquim Coelho dos 35. Antônio 88 Silva. Lira 107 Salgado. 110. . 181. Fortunato dos 62 Santos. 168. Gilson Carlos dc Souza 222 Santos. Maria Helena Leão 109 Santos. 159 Sardenberg.J. Julieta 109. 210 Santos. Moisés Henrique dos 159 Santos.C. Júlia Codeço dos 108. 203 Sá. 191. Gê 113. 160 Sales. Aloísio Alves 202 Silva. 201 Santos. dos 169 Santos. Adélia Darcília Marins da 109 Silva. Élcio 194 Sant'Anna. 92. Achilles 209 Silva. 230 Santos.

168. Aildes Pereira 222 Soares. 113. Silva. 211 Silveira. José 174. Silva. 97. 135. 97. Manoel de Souza e 80 Silva. . Marilene Frederico da 238 Silva. 161.0. Waltir Pereira da 160. 149. 134. 139. 143. 119. 207 Silva. 160. 208 Simonton. José Galdino da 35 Silva. Silva. 138. 39 Simpson. 160. Silva. 117. 115. 244 Smyth. Manoel Antônio da 35. 136. 191. 171. José Joaquim 35. Levi 158.Silva. Antônio Zeferino e 113 Bento de Souza e 69 Cândido Ignácio da 62. 113. 160. 165. 103 Silva. Silas 35. 165. 207 Silveira. 62. Silva. 180. 186 Florentino Rodrigues da 35. 85. 159. José Ferreira da 35. 90. Élcia Barreto 115 Soares. 222 Silva. Blanche 108. João Marcos Barreto 194. 159. Abelar Suzano de 35. Silva. 168 Silvado. A. Juraci R. 159 Siqueira. Silva. Luiz Roberto 106 Silveira Filho. 74. Luís Laurentino 35. 114. da 238 Silva. Silva. 147. 106 Francisco Ribeiro da 35 Hudson Galdino 238 Jabniel 168 João Barreto da 35. Ildefonso 62 Silveira. 62 Silva. John 37 Soares Filho. Josias César Porto da 194 Silva. 131. Josué Ebenézer de Souza 106. 122. 105. José Arruda 94 Silva. 60. 199 Silva. Silva. Nélio Wilson Lopes 106 265. Orlando 189 Soares. 69. 160 Silva. 105. 211 Sobral. 192. 144. Manoel Bento da 36. 132 Clemir Fernandes da 106 Demerval 160 Éber 222 Edmundo Antunes da 36. Suledil Bernardino da 178 Silva. 171. 222 Soares. Pedro Gomes de 96.G. 12. 69. Osmar 36. Moisés 157. 125. 194 Soares. 174. 61. João José 166. Silva. Silva. 193 Soares. 171 Silva. 160 Silva. Anita 239 Soares. José 155. Miguel Galdino da 63 Silva. 179 Silveira. 154. 116. 160.

134. 191. 192 Souza Filho. 143. 187. 201. 34. Genilda 222 Tertuliano 90 266. Lucinda 108 Taylor. 191. 41. 152 Tarboux. 41. 75. 113 Souza. Sebastião Faria de 35. 112. 208 Souza. José Basílio de 36. 80. Belmiro Basílio de 62 Souza. 187. Helena 105. Antídio de 35. Luís dc 48 Souza. Creuza Rangel de 189 Souza. 171. 73. 95. 202 Souza.W. 117 Souza. 162. 139. 41. 113. 112. Eugênia 107 Teixeira. Domingos José de 91 Souza. 112. Ubaldino Faria de 139 Spaulding. Itamar Francisco de 36. 83 Taylor.Soper. 41. 191 Souza. Honório de 35. 83. R. 207 Soren. 186. Antônio José de 35 Souza. 152. . 191 Souza. 116. 45. Joaquim Francisco de 62 Souza. Cássio Peçanha de 35 Souza. J. Francisco Fulgêncio 35. 170. J. 160. Teodoro Rodrigues 41. 84. Manoel Avelino de 35. João Filson 146. 136. 105. Catarina 41 Taylor. 180. 194 Souza.C. T. 199 Souza. 208 Souza. Higino de 211 Souza. 125. Z. 106 Souza. Gérson de 147 Souza.J. Sebastião Angélico de 96. 152 Souza. 95. Sócrates O. Maria Amália Carvalho de 108. de 104. 51 Teixeira. Samuel de 120. Elísio 198 Tavares. 97. 38 Tavares. 78. 38 Stover. José de 59 Souza. 106.H. 168. 48 Soren. 123. 164. 49. Dalson Pinto 160 Teixeira. 79. 151. Francisca de 107 Souza. 159.B. 74. 147 Souza. 173. Evade 107. Apolinário 105 Souza. 90. 160. 34. Silvino Ferreira de 63 Souza. Horácio de 72. 148 Telford 39 Terra. Dorcas Pinheiro de 109 Souza. E. 152. Desidério Francisco de 122 Souza. José 91 Souza. 152 Souza.J.

Raphael 36. Antônio 35 Varela. 207 Zarro. 162. 179. 104. 168. 173. 160. Loyde 109 Zarro. Stênio 165 Velasco. Manoel 62 Tinoco. Waldemar 35. 191. 180. José Francisco 200 Venâncio. 222 Zarro. 159. Carlos O. 120. 136. Júlio Martins 91 Vidal. 113. 193 Vargas. 38 Watts. Maria 77 Tucker 39 Valadares. 174. 191 Vieira. 170. 208. 209 Vilarinho. Oswaldo 160 Vianna. S. José 95 Watson. 203 Varela. Antônio Coelho 35. Jair 104 Varol. 158. 164 Torres. 201. Wilmar 193. Roger 37 Zambrotti. 203 Veloso. 114. Elias 193 Williams. Walter 160. Henrique Queiroz 105. Élcio 105. 38 Welch. Albino 35. 161. 210 biblioteca p a r t i c u l a r Fabiano de Oliveira Fialho . 198. Geraldo 201 Veríssimo. 192. Genoveva 112. Valdir Gomes 36 Villement. Norvel 35. Werneck. Jurema Mainhard 190 Viana. 160 Viana. 192 Vieira. 179. Elias 16*6. 97. Noêmia 109 Veiga. 168. 160. 125 Walmer. Virgílio José 91 Vorheis. 154.L. 185. 180. 212. Maria 109 Vasconcelos. 208 Vieira. Osvaldo 152 Tognini. Artur 35 Ventura. Rogério da 106 Velasco. 168. Enéas 162. 171. 184. Alberto 199 Trigueira. Fausto Aguiar de 223 Veiga. M. Jorge Luís Gouveia 179 Vieira. Silas dos Santos 193.Tiago.