Este é um livro interessante e valiõsíssimo para o

povo batista brasileiro. É um relato precioso, uma visão
histórica, ainda que sintética, pois seria impossível retratar
todo o trabalho de uma convenção batista estadual, ao
longo de 100 anos, em um só volume. Contudo, a obra
põe em destaque os mais preciosos momentos de nossa
história batista fluminense.
Na realidade, a importância do livro pode ser sentida
em dois aspectos principais:
1 ? — A obra foi escrita pelo Pr. Ebenézer Soares
Ferreira. Este ilustre homem de Deus viveu intensamente
a vida batista fluminense, com raízes profundas na cidade
de Campos, onde exerceu o ministério pastoral por vários
anos. Além disso, foi Diretor Geral do Colégio Batista
Fluminense, professor do Liceu de Humanidades de
Campos e Reitor dò Seminário Teológico Batista
Fluminense e professor da Faculdade dc Filosof ia, Ciências e Letras dessa cidade.
"
E necessário lembrar que além de desempenhar todas
essas tarefas pedagógicas," o autor foi redator de O Escudeiro Batista, e presidiu a Convenção Batista Estadual
quinze vezes, sendo seu atual presidente.
O Pr. Ebenézer Soares Ferreira, com a sua tendência
natural pelos assuntos históricos, e com o seu acentuado
espírito de pesquisa, oferece uma contribuição muito
preciosa para o povo batista em geral.
2? — A Convenção Batista Fluminense é, sem
sombra de dúvida, a maior Convenção Batista Estadual
do Brasil e da América Latina. Atualmente, a Convenção
registra em seu rol de igrejas cooperantes mais de 900
igrejas.
Descrevendo a magnitude dessa grande Convenção
Centenária, o autor afirmou: " E opulenta, repleta de
lances emocionantes, desafiadores, cheia de exemplos
dignificantes e de sacrifícios. E uma epopéia envolta em
rasgos de fé e amor, escrita com suor, lágrimas e sangue
pelos consagrados servos do Senhor que não mediram
esforços para legarem ao povo batista fluminense um
glorioso patrimônio moral e espiritual."

:5"

T^lMo

S.f/j

A

Composto e Impresso na J U I - R F
Rua Silva Vale, 781 — Cavalcanti
Caixa Postal 320 — 20001 — Rio dc Janeiro — RJ

<
BIBLIOTECA PARTICULAR

FabJano de Oliveira Fialho

da União Brasileira de Escritores. da Academia Evangélica de Letras do Brasil. da The Baptist Historical Society (Inglaterra).EBENÉZER SOARES FERREIRA (Membro da Academia Pedralva de Letras.) . da The American Schools of Oriental Research e membro correspondente da The Academy of Letters of London. da Sociedade Brasileira de Romanistas.

que recebeu a tocha sagrada do evangelho para passá-la às gerações porvindouras com o fogo crepilante do amor a Cristo. contra as hostes do Maligno. e. A memória dos obreiros nacionais que pugnaram a boa peleja da fé. de corpo e alma. em favor da salvação das almas perdidas. se incorporaram aos missionários. à gloriosa faina de pregar o evangelho de Jesus Cristo aos nossos coestaduanos. À juventude de hoje do nosso querido estado. formando a grande falange do exército santo. que se dignou de enviar missionários para evangelizar nossos patrícios.biblioteca parti : u l a r FaWano de Oliveira Fialho DEDICATÓRIA À Junta de Missões Estrangeiras da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos. 1 . com ext rema dedicação. arrostando toda sorte de sacrifícios. aguerrido. Virgínia. se entregaram. O autoi. dedico esta obra. A memória dos missionários pioneiros que. com sede em Richmond.

12.em Ação 46 1. O Início do Trabalho Batista no Campo Fluminense 45 1. 15. Preliminares 37 Fundação do Trabalho Batista no Brasil: Batistas Alemães e Letos 39 Fundação do Trabalho Batista no Brasil: Batistas do Sul dos Estados Unidos Uma Grande Porta É Aberta 42 40 Capítulo II — PERÍODO DE ASSENTAMENTO DA OBRA BATISTA (1891-1892) 1. 8.1 Providência Divina . 5.4 Ura Grande Evangelista 47 2. 6. 2. 16. 9.ÍNDICE Dedicatória 7 Prefacio 31 Introdução 33 Capítulo I — PRIMÓRDIOS DO EVANGELHO NO BRASIL 1. 10. 4. 4. 2. 3. Primeira Igreja de Campos — Vários Pastores em Pouco Tempo 48 Capítulo III — PERÍODO DE GRANDE ATIVIDADE EVANGELÍSTICA (1893-1900) 1. Organização da Igreja Batista em Campos 47 3. 7. 3. 13.2 Alugada a Primeira Casa Para Cultos 46 1. 14. 11. Pastorado de Salomão Ginsburg 49 Conversão de Joaquim Fernandes Lessa 50 Jornal "As Boas-Novas" 51 Primeira Escola D i á r i a — " E s c o l a Americana" 51 Escola Noturna 52 Escola Industrial 52 Perseguições em São Fidélis 53 Outras Vítimas da Perseguição 58 Perseguições em Macaé 59 A Grande Contribuição dos Evangelistas 61 Oposição do Clero 63 Lançamento da Pedra Fundamental do Primeiro Templo Batista no Brasil 64 Clero Católico Romano Reage Contra a Construção do Templo Batista 67 Inauguração do Primeiro Templo Construído no Brasil 68 Os Bravos Colportores 68 Mudança do Missionário Ginsburg Para Pernambuco 69 .3 Um Grande Apelo 46 1.

2.Campos 71 1. Usados por Deus Tais Como Eram 97 10. 5. 3. Organização da Primeira Igreja Batista de Niterói 1. Igreja Metodista e Seu Pastor Se Tornam Batistas 3.2 Organização do Hospital Batista 94 9.2 A.1 Primeira Tentativa de Organização 93 8.1 A.2 Presidentes da U FMBF 107 6. 5. Criação d " ' O Jornal Batista" 69 18. A Questão Antônio F.2 Segunda Organização da Igreja 78 2. SOLIDIFICAÇÃO DO TRABALHO E DE GRANDES PERSEGUIÇÕES 1. Campanha de Combate ão Fumo 96 10.5 Progresso no Trabalho da UFMBF 109 108 . 6. 4.5 A Igreja Anula a Exclusão Injusta do Missionário Dunstan 75 Capítulo V — MISSÃO DO RIO 1.Campos 73 1.1 A Igreja É Dissolvida 78 1. 3. Evangelista Queimado com Querosene 81 77 79 Capítulo VI — PERÍODO DE REAJUSTAMENTO. Criação do "Brisas do Campo" 70 Capítulo IV — PERTURBAÇÕES INTERNAS 1. Perseguições em Friburgo 99 A Missão Campista Abre Trabalho em Minas Gerais 102 Junta Estadual 103 Os Batistas Fluminenses e Seus Jornais 104 Surgimento do Campo Batista Fluminense 106 O Trabalho Feminino 107 6. o Pivô de uma Dissidência 72 1.4 Declaração e Protesto 74 1. Ordenação de Dois Grandes Obreiros 83 Perseguições em Cambuci 84 Perseguições em Niterói 84 Perseguições em Campos 85 Perseguições em Aperibé 86 Manoel Nunes Saraiva.F.4 Novas Secretárias-Exccutivas 108 6.3 Conseqüências do Espírito Faccioso dc A. um Mártir do Evangelho no Estado do Rio Organização da Associação Batista Fluminense 90 Associação do Hospital Evangélico 93 8.17. 2.3 Missionárias Prestam Grande Auxílio ao Trabalho Feminino 6. 7.2 Manoel Avelino de Souza 98 87 Capítulo VII — PERÍODO DE ORGANIZAÇÃO DE VÁRIAS ENTIDADES E COOPERAÇAO 1. 4.1 Joaquim Coelho dos Santos 97 10.1 As Pioneiras 107 6. 8. 6.ECampos Cria a União Batista Fluminense 72 1.F.Campos.

D.6 Quinto Período 114 7.7 Sexto Período 115 7. Jubileu de Ouro da Primeira Igreja Batista de Campos 146 5. 4. 12. COMO REFLEXO DAS CONDIÇÕES MUNDIAIS (1919-1929) 1. 7. 11. 2. Miss Blanche Simpson e a Educação Religiosa e Teológica 144 4.4 Terceiro Período 113 7. E DE DEPRESSÃO FINANCEIRA.5 Quarto Período 113 7. NO FINAL. A Coragem dos Bravos Missionários 131 Construção de Templos Maiores na Década de 20 134 Instituto Batista Fluminense 134 Escola de Verão 135 Organização das Associações 136 Primeiros Problemas Associacionais 137 A Igreja de Pião É "Desfraternizada" por Alguns Anos e Retorna em 1923 Perseguições em São Francisco de Paula 137 A Grande Campanha 138 Caixa de Beneficência dos Obreiros 138 Convenção Batista Fluminense 139 União dos Obreiros do Campo Batista Fluminense 139 Depressão.7. 10. Curso de Extensão 141 2.1 Fundação do Instituto: Primeiro Período 109 7. Sociedade Patrimonial Batista 123 11. O Progresso das Escolas Dominicais 126 13. Perseguições em Maricá 123 10. Anna Christie — O Trabalho com as Senhoras e com o Colégio Batista Fluminense 125 12. Assistiu à Perseguição ao Missionário Salomão Ginsburg em 1918 127 Capítulo VIII — PERÍODO DE PROGRESSO FINANCEIRO. 6.1 Quem Era Elias Portes Filho? 142 3. 13. Campanha Para Reorganização do Trabalho 126 14. Conversão do Ex-Padre Gentil de Castro Faria 149 . 8. 9.10 O Progresso do Colégio 119 7. A "Zona Neutra" 141 2. A Obra Educacional dos Batistas Fluminenses 109 7. 5.2 O Instituto Muda-se Para Campos Com Novo Nome 110 7. 3.8 Pastor Barreto — Homem de Larga Visão 117 7.9 C o n t r i b u i ç ã o do Colégio Para o Preparo de Futuras Esposas de Pastores 118 7.3 Segundo Período 112 7. Endividamento e Desânimo 140 137 Capítulo IX — INÍCIO DA ORIENTAÇÃO PRÓPRIA E REAVIVAMENTO (1930-1941) 1. NO PRINCÍPIO. O Povo Zombava dos Crentes 149 7.12 Casa do Estudante Batista 121 8. A Ação do Intregalismo no Seio das Igrejas 146 6.11 Sétimo Período 120 7. Integração de Igrejas Dissidentes 122 9.

1 Aula Inaugural 174 2. 8. 6.Executivo da Ordem 162 4. Estudo Sobre a Fusão das Convenções 183 183 .1 Organização do Orfanato Batista Fluminense 154 3. 3.5 Gestão Pr. União Masculina Missionária Batista Fluminense 157 Capítulo XI — PERÍODO DE REESTRUTURAÇÃO 1.3 Encampamento do Orfanato 155 3.3 A Obra da OPBERJ 163 4.1 Secretário. Fusão dos Estados da Guanabara e Rio de Janeiro 2. Tentativas de Divisão da Convenção 180 Capítulo XIII — PERÍODO DE GRANDES CAMPANHAS E DE DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES 1. Missionário Harold Renfrow 179 6. 2.4 Algumas Importantes Decisões da Ordem dos Pastores 163 O Problema Denominado "Renovação Espiritual" 164 5.3 Retomada do Templo 170 Sustada a Representação de Três Igrejas na Assembléia Convencional de 1958 170 Relatório da Comissão Sobre o Problema das Três Igrejas 171 Recondução de Pastores ao Ministério 171 Capítulo XII — P E R Í O D O DE E X P A N S Ã O MISSIONÁRIA EVANGELÍSTICA E 1.3 Formados pelo Seminário Teológico Batista Fluminense 175 2.2 Mudança de Diretor do Seminário 175 2. Período de Transição Missionária 152 3.4 Corpo Docente do Seminário Teológico Batista Fluminense 178 3.Capítulo X — F I R M A N D O AS ESTACAS NA BENEFICÊNCIA OUTRAS ORGANIZAÇÕES 1 EM L Colégio Batista dc Niterói 151 2.1 Assembléia Extraordinária da Convenção Batista Fluminense 167 5. Outras Instituições de Ensino Teológico 178 4. Campanha de Evangelização na Década de 60 173 2. Seminário Teológico Batista Fluminense 174 2. Nilson Godoy 156 3.2 Transferência da Sede do Orfanato 154 3. 7. Sede da Convenção Batista Fluminense em Niterói 179 5. A Obra de Beneficência 153 3.4 A Nova Fase e o Primeiro Diretor 155 3.2 Novo Secretário-Executivo 163 4.6 Doações de Imóveis Feitas ao Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira 156 4. Reestruturação do Trabalho no Campo Batista Fluminense 159 Associação Filantrópica Rui Barbosa 160 Sagração de Bispos em Templo Batista 161 Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro 161 4.2 Realização da Convenção Batista Brasileira em Niterói 168 5. 5. 4.

Acordo do Ingá.3.1 Elias Vidal 184 4.3 Décadas de 60 e 70 192 11. Sociedade de Esposas de Pastores Batistas Fluminenses 190 11. A Influência dos Batistas Fluminenses 195 "Projeto A m o r " 200 "Projeto Amai-vos" 200 Colégios Fundados por Igrejas e Particulares 200 Líderes Associacionais 202 Obreiros Fluminenses. DIACOPBERJ 189 10. Centro Batista Fluminense 187 7. Secretários-Executivos da JUNCORD 184 4.3 Joaquim de Paula Rosa 185 4. 2. Relação dos Pastores da Convenção Batista Fluminense — 1991 216 12. Reencontro — Obras Sociais e Educacionais 187 8.1 Década de 50 191 11. Missionários da Junta de Missões Mundiais 205 Obreiros Fluminenses. Programa Integrado de Missões e Evangelizacão — PROIME 4. Missionários da Junta de Missões Nacionais 206 Batistas Fluminenses que Se Sobressaíram na Denominação 207 Missionários da Junta de Richmond que Cooperam com as Juntas Estaduais Fluminenses 212 10. 3. 5.4 Novas Diretrizes 194 184 Capítulo XIV — A INFLUÊNCIA DA OBRA DOS BATISTAS FLUMINENSES 1. Encontro de Filhos de Pastores 189 9. 4.2 Secretário-Interino 185 4. O Trabalho da Juventude 190 11. 7. Centenário da Primeira Igreja Batista de Campos 222 Capítulo XV — O SEGREDO DO CRESCIMENTO DO CAMPO BATISTA FLUMINENSE 225 Epílogo 229 Notas e Citações 233 Bibliografia 247 índice Onomástico 251 .2 Página da Mocidade n ' " 0 Escudeiro Batista " 192 11. 9. 6.4 Daniel de Oliveira Cândido 185 4. 8. 186 6. Quadro Histórico da Convenção Batista Fluminense 213 11.5 Edgard Barreto Antunes 186 5.

emseu burro.L. que era carinhosamente por ele chamado "Diácono".A. porque o mesmo o servia muiíu bem em suas viagens pelo campo fluminense. .Dunstan Dr. Christie.

Muitas igrejas se reuniram em casas como estas. A eles devem os batistas fluminenses grande parte do sucesso de seu crescimento. e até mais humildes. Houve igrejas queforam organizadas em galinheiros. ..Christie. Atuaram durante 39 anos no listado do Rio de Janeiro. ou debaixo de árvores. no passado. Uma "Casa de Cultos".B.Casal A. Primeira e Segunda Igrejas Batistas de Campos. Hojejá possuímos templos magníficos como os da Primeira Igreja Batista em Niterói. Primeira Igreja Batista de São Gonçalo. Igreja Batista de Fonseca. etc. "alma-mater" do trabalho no Campo Batista Fluminense.

inaugurado em 21 de abri! de 1898.Templo atual da Primeira Igreja Batista de Campos. "íi Fac-simile da ata de organ ização da Primeira Igreja Batista de Campos.. A Primeira Igreja Batista de Campos teve o privilégio de construir o primeiro templo no Brasil. Templo da Primeira Igreja Batista de Niterói. . ffi 11 • 1 m Templo da Segunda Igreja Batista de Campos.

^ OS PRESIDENTES DA CONVENÇÃO - r i Joaquim Fernandes Lessa Alonzo Bee Christie .

Antônio Raphael Charles /.arro João Barreto da Silva Osmar Soares Ebenézer Soares Ferreira .umbrotti Erodiee bontes de Queiroz Waldemar 7.

.

Joaquim Rosa José Joaquim da Silveira .

OS SECRETÁRIOS DA JUNTA COORDENADORA Harold John I Riffey Renfrow E/ias Vida/ .

Edgard Barreto Antunes. sucedido pelo Pr. . Cândido. cuja foto se acha no grupo de presidenta da Convenção.Joaquim de Pauta Rosa MISSIONÁRIOS NORTE-AMERICANOS QUE ATUARAM EM ÁREAS ESPECÍFICAS Daniel O.

em Nova Friburgo. Prédio principal de aulas do Colégio Batista Fluminense.Víjíív Welch Clint Kimbrough INSTITUIÇÕES BATISTAS DE EDUCAÇÃO SECULAR E TEOLÓGICA Prédio onde funcionou o Colégio Batista nense. Joio prédio prmcipaldo Colégio Batista Fluminense. inaugurado em 1962. de 1910 a 1913. Anteriormente. Celso Peçanha. em Campos. Dr. coma presença do então Governador do Estado do Rio. .KMÍIC .Sorve! II. Flumi- -3S Prédio principal do Seminário Teoloçico Batista I luminerise. ex-aluno da casa.

o Dr. Pr. que foi Governador do Estado do Rio.opes. Rui Franco de Oliveira. Pr. é o Dr. podemos destacar: Pr. Celso Peçanha. realizada em Campos. Pr. À sua direita. em parceria comoDr.Grupo de alunos infernos do Colégio Batista Fluminense. o Pr. então Presidente da Convenção Batista Brasileira. Inauguração do busto do Pr. Pr. em 1962. em 1932. em frente ao edifício do Colénio Batista Fluminense. . Ao seu lado. Christie. Ebenézer Soares Ferreira. Lmgerfeld. João Barreto da Silva. RaphuelZainbrotti. o Pr. Sessa Joto. O último. Benedito Manhües. por ocasião da Assembléia da Convenção Batista Brasileira. o Pr. à direita. em janeiro de 1971. Ageu \eto. Francisco Rosa. l utando está o historiador Barbosa Guerra. Dodanim Gonçalves. Com a mão no rosto. ESoreii. e ã sua esquerda. na gestão do Dr. Rubens l. Samuel de Souza. na terceira f ila. João. Pr.

Sophia Nicho/s. Henrique Marinho Nunes. 1 tamar Francisco de Souza. Sentados. Helvane Rodrigues Surto. José Herdy. Em pé. Osvaldo Soares. pastores Joaquim Coelho. Nilo Sales. Manoel de Brito. Gutenberg Faria Guedes. que surgiu em V: de janeiro de 1909 e é publicado até hoje (1991). Francisco Rosa. Salvador Mendes de Oliveira. Edmundo Antunes. W. João Barreto da Silva. com a presença do paraninfo. GedorMeto. José Mu ria. Dr. estão as missionárias Blanche Simpson. Manoel Bento.Christie. Salvador Borges e W. Henrique Gomes. Daniel Carvalho de Almeida. Evaristo Lacerda. r Grupo de formandos do Seminário Teológico Batista Fluminense em 1978. A direita está o então deão Pr. Francisco Ribeiro.B. Alberto Araújo. Vonkacov. Isaac Moreira. do lado direito do buslo: Pastores Constem tino. Joaquim Vlanano Pereira. Ebenézer Soares Ferreira. Rubens Lopes.. que foi o professor homenageado pela turma. Nilo Cerqueira Bastos. Argênio Gonçalves. se destacaram:' 'As Boas-Noí-as". Rubens t opes. Manoel Avelino de Souza.h i . José Ferreira da Silva. em pé: Pastores Edinézer Faria. Pr.Inauguração do buslo do Missionário A. Samuel de Souza. Adelino Coelho. em frente ao amigo prédio de aulas do Colégio Batista Fluminense.MacNeally. Antônio Soares Ferreira. Rocha e os formandos: Elias de Souza Mollino. que surgiu em 15 de marco de 1894 e durou ate 1900. • - CCÍ Muitos jornais surgiram no campo batista fluminense. Norivat tranco. Luiz de Souza Neto. como órgão oficial da Convenção Batista Fluminense . Arsênio Gonçalves. Dois.. Prof. Do lado esquerdo do buslo. Cristal Enete e Letha Sanders. Cússio Peçanha. Obadias d Alcântara. Elias Vidal. Jurandir G. Fidélis Benlancôi. Ubaldino de Souza. . Dr. e "O Escudeiro Batista".Fnete. e o então Diretor do Seminário. em 1951. porém. que pregou sobre "Manias de Pastor''.

B. Elias Portes Filho — Primeiro batista a ser nomeado missionário estadual. Pr. II Alice Reis — Pioneira do trabalho das senhoras no Estado do Rio. Na foto.Pr Joaquim Coelho dos Santos — Ordenado em 1908. João Burrelo da Silva. Pr. lendo exercido grande influência em sua época. cego. Já velho e. na década de 10. foi consagrado. saía a distribu -tos. Barreto. pastoreou até 1957. Em 1918. Balizado pelo Pr. Sitas Silveira — Foi o primeiro batista a ser eleito deputado estadual. ao ministério da Palavra. Antônio Soares Ferreira — Fundador do Lar Batista Pr. . A. em companhia dos netos. enchia os bolsos i folhetos e. onde. mais tarde. peto Estado do Rio. tendo sido um dos maiores evangelistas do Estado do Rio de Janeiro. essa missão deixou de existir para. o Pr. junto com a Missão Campista.Deter — Grande cooperador da chamada Missão do Rio. Gentil de Castro Faria — Expadre católico romano. Pr. Antônio Soares Ferreira. Gentil aparece ao lado do Pr. Luís Ovídio Firmo — Muito perseguido na regii de Macaé. o obrigaram comer areia. formar o Campo Batista Fluminense.

" Marlene Bahhazarda Nóbrega Gomes — Primeira fluminense a ocupar a presidência da União Feminina Missionária Batista do Brasil Óthon Á vila do A maral — Primeiro leigo a ser orador numa assembléia da Convenção Batista Fluminense. Sebastião Angélico de Souza — Primeiro aluno a ser matriculado no Colégio Batista. Adiei Pereira Pinto — Primeiro órfão recebido nu Orfanato Batista. Atualmente. pastoreia a Primeira Igreja Batista de Campos.Pr. Nilson üimárzio — Grande líder batista. Prof. Antônio Soares Ferreira". hoje "Lar Batista Pr. localizado em Rio D 'Ouro. d'Alcãntara — Desde 1959. Virgílio Paria — Por várias vezes. Prof" Ne/l v Soares Ferreira — Primeira mulher a ser oradora numa assembléia da Convenção Batista Fluminense. . em Aperibé. Por mais de 15 anos. pastoreou a Primeira Igreja Batista de Petrópolis. dirigiu a Sociedade Patrimonial Batista de Campos Pr. é pastor da Igreja Central de Volta Redonda. F o Diretor d'O Jornal Batista. em 1910 Dr. ObadiasF. Pr. Pr. em Friburgo.

reunidos em 1910. Leonel Fyer— O grande idealizador do Hospital Batista Fluminense. em Friburgo. Pr. que abrangia as regiões de Maricá até Paraíba do Sul. aparece o Pr. Joaquim Coelho dos Santos e Pr. Pr. Antônio Charles. Leobino da Rocha Guimarães — Diretor do Hospital Batista Fluminense Pr.F'. Joaquim Fernandes Lessa. F. Na primeira fila. Representantes das igrejas à Associação. José de Souza llerdy — J'rírneiro batistafluminense a criar uma universidade. Pr. . na sede do Colégio Batista Fluminense. da direita para a esquerda.Pr. Antônio Morales Bentancôr. Alcides Cunha — Dinâmico líder dos homens batistas no Estado do Rio e no Brasil.Soren — Grande líder da Missão do Rio. Pr. Outros podem ser identificados: Pr. hoje Convenção Batista Fluminense.

Fidélis M. vê-se o casal John Riffey. Abelar S. Francisco Lopes. Benedito Araújo. missionários da época. Mrs. Elias Portes Filho. Manoel Avelino de. Carvalho. A Ifredo Reis. (a seguir. Atras estão os membros da diretoria da Convenção e a presidente de honra. Leobino Guimarães. Souza. Artur Moulin. Christie. em 1930.Siqueira. Honório de Souza. João Peratva. em 1957.Stover. José Ferreira da Silva. Nas escadas. Joaquim José Pinheiro. Manoel Monteiro.de Queiroz. um obreiro não identificado). ErodiceF. Benedito Firmo. Cícero Góspeler. Na frente. Joaquim M ariano. Salvador Borges. José Lóta. na mesma ordem: Joaquim Rosa. Em pé. Cândido de Jesus. Antônio Bernardes Júnior. Virgílio Faria. Cinqüentenário da Convenção Batista Fluminense. Carlos Mendonça. Sentados. ainda na mesma ordem: F. Duque P. Joaquim Coelho dos Santos. Antônio Mendes. Alfeu Gomes. Antônio Soares Ferreira.B. . da esquerda para a direita: Manoel Brito.Obreiros do Campo Batista Fluminense. Foi celebrado com a realização de sua assembleia em Petrôpo/is.Bentancôr. Joaquim Fernandes Lessa.

na administração eclesiástica e denominacional. terceira e sexta horas ou os que estejam em serviço no final dos tempos terrenos. Ele deixa de ressaltar a obra notável que. o Pr. faz-nos sentir à vontade na Casa da História. tudo o que nós. isto tudo sem falar dc sua inegável contribuição para o mundo econômico. na condição de perfeito anfitrião que é. devemos ao Pr. amplas janelas para o passado. por sua mão ou liderança. nisto cm que consegue levar os personagens que fizeram e fazem o campo batista fluminense a passarem para nós.PREFÁCIO Ao compulsar as páginas da HISTÓRIA DOS BATISTAS FLUMINENSES o leitor ver-se-á conduzido por um guia seguro. destarte. Põc-se ainda como verdadeiro porteiro do amanhã. a exemplo de João. ética pessoal e extrema modéstia. Ebenézer Soares Ferreira. no terreno do evangelismo. social e político cm que tem transitado com reconhecida mestria. Deus tem feito em nosso estado. seus ouvidos ouviram ou suas mãos apalparam. Ele relata o que os seus olhos viram. zelo. no Brasil e no mundo. consagração espírito de sacrifício e trabalho dedicado que caracterizaram a gloriosa trajetória centenária dos batistas da Velha Provícia a fim de que lhes sigamos os passos na feitura da obra até que venha o Senhor da seara a recompensar a cada um conforme o seu labor. os leitores. os batistas fluminenses. autor da obra e um dos mais ilustres artífices dos feitos históricos que tão bem soube documentar. Revestido da humildade que o caracteriza. abrindo-nos. 31 . a que a pertencemos e de que às vezes não nos damos conta. o historiador faz questão dc se omitir enquanto um dos principais protagonistas da história que escreve. o quarto evangelista. Dr. da educação geral e teológica. Em futura história que alguém vai escrever há que sc lhe fazer justiça contando. para que compreendamos os fundamentos de nossa herança. toda a visão. Ebenézer Soares Ferreira! É ele que. seja os que trabalharam na primeira. na página impressa como escritor fértil e laureado que é. esse outro historiador.

Joaquim de Paula Rosa Relator do GT do Centenário Superintendente Geral da JUERP 32. Sendo parte integrante do GT. cultural. formativo. inspirados pelo passado histórico dc que nos dá conta o autor e a quem agradecemos. econômica. Assim sendo. Por isso que o recomendamos a todos. o autor. nos premiou com este livro que nos acompanhará ao longo de todo este século batista em que estamos vivendo. à custa de muito sacrifício pessoal e ajuda familiar. a todos os que quiserem ter uma idéia real da contribuição dos batistas fluminenses na formação histórica. inspirativo e motivador. A obra vem a público no momento em que se comemoram os 100 anos de história dos batistas fluminenses por encomenda do Grupo de Trabalho nomeado pela Convenção para preparar o programa de celebração onde este projeto seria de extrema oportunidade e relevância. A jovens. . moral e espiritual da gentes fluminenses. estejamos firmes no presente e preparados para o novo tempo de maiores realizações com que o futuro nos desafia! Pr. historiador renomado que é. aceitou a incumbência que seus pares lhe deram e. A líderes e a liderados. adolescentes.O livro é informativo. a evangélicos ou não. adultos e pessoas encanecidas.

as convenções batistas existentes nesses dois estados não se uniram visto terem chegado à conclusão de que cada uma delas tinha as suas peculiaridades. Saturados pelos muitos trabalhos. os demais membros da comissão nada puderam lazer. cheia de exemplos dignificantes e de sacrifícios a história dos batistas fluminenses. então. mister se faz informar que só cuida essa história do trabalho desenvolvido pelos batistas do antigo Estado do Rio de Janeiro. Era composta pelos pastores: Joaquim Fernandes Lessa. J. Embora tenha havido a fusão do Estado da Guanabara com o antigo Estado do Rio. em 1946. na Convenção Batista Fluminense. após a sua morte. a J. principalmente.B. Coube. teríamos.Christie. É opulenta.INTRODUÇÃO No momento em que é colocada nas mãos dos batistas brasileiros a História dos Batistas Fluminenses. a comissão foi acrescida de mais dois nomes: John Mein e J. continuaram a existir a Convenção Batista Carioca e a Convenção Batista Fluminense. escrita com suor. Lessa.B. Quando escrevemos esta história há. É uma linda epopéia envolta em rasgos de fé e amor. Em 1919. em 1955. Assim. Em 1917. a responsabilidade desse trabalho. somente em 1920. repleta de lances emocionantes. Lessa escreveu. subsídios começaram a ser coligidos pela comissão. desafiadores. comecei a coligir dados e documentos. em 1936.F. 1210 igrejas. Com a aposentadoria do missionário A. lágrimas e sangue pelos consagrados servos do Senhor que não mediram esforços para legarem ao povo batistas fluminense um glorioso patrimônio moral e espiritual — o campo batista fluminense. Atendendo ao convite que. a maior convenção batista estadual da América Latina.B. sua própria psicologia. aqui e ali. os Subsídios para a História dos Batistas cio Campo Fluminense. süa tradição.Christie.Ulisses de Moraes.Christie. Se somássemos a este número o de igrejas existentes na Convenção Batista Carioca. José Nigro e A. 33 . então. Em virtude de vários problemas. me fez a então Junta Executiva da Convenção Batista Fluminense.B. o trabalho ficou interrompido. foi nomeada a primeira comissão para escrever a história dos batistas fluminenses. obra que foi. refundida e aumentada por A. É pena que tivessem parado em 1936. localizada também no Estado do Rio de Janeiro.F. 900 igrejas batistas.Christie. coadjuvado pelo missionário A.

usando tempo. que já se encontram no lar celestial usufruindo a glória do Senhor e a recompensa de seus trabalhos. E o templo católico? Ali. Dessa verdadeira calamidade decorrem os maiores males. Este. léguas à roda não há o menor vestígio da mais simples capela. já referidos. Ao chegarmos à praça. outro templo batista. ao ser publicada a história dos batistas fluminenses. sobre os Primórdios do Evangelho no Brasil. visitando. nas suas excursões pastorais.Downing. (l) " O protestantismo parece mesmo que tem o seu quartel general e assentou as suas mais poderosas baterias no território de nossa diocese.B. Macaé. A inoculação da heresia. "Ao entrarmos.J. D u n s t a n . que mais confranja o coração dc um bispo. quando não concubinário.A.Porter. em bibliotecas várias. em lugares onde.. as mais profundas misérias espirituais. a poucos passos do templo protestante. Paulo Porter. li vros já esgotados. informando que. Ali há muita coisa interessante que deixamos de incorporar ao texto.P. uma carta.Deter. de Óthon Ávila do Amaral. Já na década dc 30. debaixo de um toldo improvisado. A . c buscando.Cowsert. igrejas. Campos. A.Christie.B.J. L . E. ouvindo crentes idosos. O impacto que a história batista fluminense causa àqueles que dela se inteiram é inegavelmente grande.C. retiramo-lo da obra inédita Subsídios Para a História dos Batistas do Campo Fluminense. foram as principais fontes de pesquisa. colocadas no final desta obra. através dos tempos até hoje.F. destacaremos duas que mais nos preocupam: a infiltração de heresia protestante e a iniciação do j uramento civil. logo se nos deparou um templo metodista. J. num importante povoado do interior da diocese. Assim ele escrevia: "Nada poderá haver. dc grande número de famílias. Niterói.B. aproveitando-se da falta dc pregações nas capelas distantes das matrizes. além do Foreing Mission Board Report. Rio dc Janeiro.". O capítulo I.L.H. e Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses. vocação.. de uma feita. Foi escrito por Salomão Ginsburg. Recomendamos ao leitor a leitura das NOTAS e CITAÇÕES.Jackson.E. com obliteração quase absoluta do matrimônio católico". D. deveria ser reconhecida a generosidade da ex-missionária Maude Crosland. talentos. que foi publicada n ' " O Escudeiro Batista''.Morgan.Maddox. para esclarecimento de dúvidas. O. (2> Justo é relembrarmos aqui os nomes daqueles que. de boa construção.Entzminger.Joyee..fazendo pesquisas em vários lugares.Soper. os missionários: W.Bagby. Dentre estas. cm 1950. Os Anais da CBF. dedicaram-se à obra da evangelização e educação do povo fluminense. A. Alguns 34 . A. Dezenas de outras obras e jornais usados como fontes dc informações e pesquisa aparecem na bibliografia. que havia ofertado 800 dólares para a publicação da mesma. W. John Riffey. S a l o m ã o Ginsburg. do que encontrar. S. donde a heresia faz incursões ao redil de Cristo.R. a ponto de ter o bispo que oficiar ao tempo. O Escudeiro Batista e os Subsídios. de vários anos.Christie enviou.B. o católico — flagrante contraste! — em ruínas. Tem sido assim. aquele. souberam construir a história dos batistas fluminenses: Vindos da outra América. J.Taylor. redações de jornais em Friburgo. etc. o bispo de Campos sentia que o trabalho estava crescendo e ameaçando a sua paróquia com a deserção de seus fiéis para as igrejas batistas. As Boas-Novas.Crosland. J.. ODr.J. uma 'casa de culto'. T. E. F.

Orlando Alves. Silas Batista.Mendonça. Norvel Welch. José Larrúbia de Abreu. José Nigro. Nilo Cerqueira Bastos. Outros. Gutenberg Faria Guedes. Sebastião Faria de Souza. Harold Renfrow. Alguns. Antônio Soares Ferreira. dedicaram o melhor de seus esforços no trabalho de evangelização. Leonel Eyer. Francisco Fulgêncio Soren. Luís Laurentino da Silva. o trabalho batista no campo fluminense tem contado com a colaboração de obreiros nacionais que. Virgílio Faria. Antonino José de Souza. Benedito Sampaio. Fidélis Morales Bentancôr. Tiburtino do Nascimento. Antônio Charles. Alberto Portela. Salvador Borges. Jáder Malafaia. Juvenil Melo. João Barreto da Silva. Manoel Antônio da Silva. Estes são obreiros que laboraram em nosso estado. Avelino Figueiredo. Desde os primórdios. Estes. José da Silva Lóta. Há obreiros que têm operado por décadas. Antônio Morales Bentancôr. Ismail Gonçalves. Francisco J. Erodice Queiroz. Manoel Avelino de Souza. Antônio Ribeiro Fernandes. Nem por isso deixaram de tecer as marcas de seus serviços à obra do Mestre 110 Estado do Rio. Joaquim Rosa. Antônio Bernardes. Duque Policarpo de Carvalho. Abelar Suzano de Siqueira. Silas Silveira. Assis Cabral. Joaquim Coelho dos Santos. Herman Gartner. Alberto Lessa.Mac Neally. Francisco Ribeiro da Silva. Todos. entregaram-se à obra com amor c sacrifício. Otávio Dionízio da Costa. Benedito Peçanha. José Alves Drumond. Florentino Ferreira. também. Alvin Hatton. Plácito Moreira. Thornas Hearone Nolan Pridemore emprestam. Daniel Carvalho de Almeida. Antônio João Crispim. Nilo Salles. Adelmo Coelho. Antônio Coelho Varela. Antônio Moreira Portes. José Galdino da Silva. Florentino Rodrigues da Silva. Arsênio Gonçalves. Antídio de Souza. demonstrando amor pela pátria e pela propagação do evangelho dc Cristo entre seus compatriotas. Waldemar Zarro. Alberto Araújo. _ até á morte. tendo retornado à sua terra natal. a sua colaboração ao trabalho batista fluminense. Kléber Martins. grandes marcas de seu trabalho em nosso campo. Alfeu Melo. Antônio Loureiro Belota. Seus nomes devem ser registrados com grande alegria e respeito neste histórico: Ageu Neto. Os pastores Gregory Deering. Joaquim Mariano. Isaque Martins. Durvalino José Lopes. Francisco Moreira. Araújo. Jurandir Gonçalves Rocha. Joaquim Alves Pinheiro. Albino Veríssimo. Manuel de Brito. Aristóteles Queiroz. Elias Portes Filho.deles passaram pouco tempo no campo fluminense. Seus nomes figuram indelevelmcnte gravados na história do povo batista fluminense. Djalma Cunha. Cássio Peçanha de Souza. Clério Boechat. Honório de Souza. Antônio Rodrigues Maia. hoje. Antônio Valadares.B. Klint Kimbrough. Evódio Queiroz. Já receberam eles o seu galardão pela dedicação de suas vidas ao trabalho do Mestre: Joaquim Fernandes [. Axel Frederico Anderson. por pouco tempo. Zeferino Cardoso Neto. Carlos Mendonça. Ainda hoje. Henrique Marinho Nunes. Ainda permanecem conosco. Emiliano Boechat. Benedito Moreira. Cândido Ignácio da Silva. José Joaquim da Silveira. Leobino da Rocha Guimarães. por muitos anos. Benedito Geraldo de Araújo. porém. o Estado do Rio conta com a atuação de missionários norte-americanos. 35 . Ernesto G. tendo-se transferido para outros campos. doutrinamento e educação em nosso estado. Cassiano Basílio de Souza. substituir os que prestaram ao estado serviço pioneiro. José Ferreira da Silva. Antônio Teixeira Barreto. Achilles Barbosa.essa. Gabriel Mota. Missionários da Junta de Riçhmond v ieram mais tarde. Artur Venâncio. encaneceram na obra. Vital Cabral. Manoel Joaquim Carneiro. deixaram. Benedito Borges Botelho. São eles: W.

Waldir Rocha. pernambucano. Manuel Bento da Silva. riograndense do norte. Raphael Zambrotti. Emanuel Fontes de Queiroz. pastores e leigos. Em nossa obra Cem Minibiografias. Zózimo Durval. Oswaldo Ronis. Sentir-nos-emos recompensados dos esforços dispendidos se ela atingir a finalidade a que nos propusemos: mostrar a obra de fé c amor realizada pelos nossos missionários. pastores e leigos que se entregaram de corpo c alma à louvável missão de evangelizar nossos patrícios. alagoano. Nada mais poderíamos dizer nesta introdução. senão concordar com o grande épico lusitano: "Porque de feitos tais. João Teixeira de Lima. baiano. já foram publicadas as histórias. Jovelino Luís Coelho. por mais que diga. Otávio Felipe Rosa. José Basílio de Souza." (Sejaqual for o método como se escreve a história. Antônio Rodrigues Bcrmudes. Osmar Soares. que ajudaram a forjar a nossa gloriosa história. Walvique Soares Henriques. o moço. atuam ainda na Causa do Mestre. Waldir Gomes Vilarinho. já dizia: " Historia quoque modo scripta deleetat.) São grandes os feitos. Daniel S. Itamar Francisco de Souza. Mais me há-de ficar ainda por dizer". Francisco Rosa. Faltava a nossa história — a História dos Batistas Fluminenses. Paulo da Rocha Sias. são portentosos os rasgos de amor nesta história escrita ao longo de cem anos. procuraremos destacar nomes de cem obreiros — missionários. Isaac da Costa Moreira. maranhense. que será publicada em futuro próximo. ou parte delas. Aí está ela. Israel José Pinheiro. são inumeráveis os episódios de fé. Nemésio Fernandes de Carvalho. Manuel Bittencourt. dos seguintes campos estaduais do Brasil batista: mineiro. 5) 36 .Edmundo Antunes da Silva. Benjamim Monteiro. Plínio. ela sempre encanta. federal e goiano. paranaense. Sabemos que até hoje — 1991. transferindo-se de estado. (Camões. Os Lusíadas. Nilo de Souza Coelho. Alguns deles. Faria. III.

em 1611. encontraram perseguições no novo continente. na Inglaterra). Em março de 1639. fundou um governo sem rei e uma igreja sem bispo. organizaram a primeira igreja batista em terras inglesas. Consta que o Imperador Filipe perdeu 300. Estabelecido como religião oficial pelo Imperador Constantino. que escreveu o primeiro credo em que foi pedida a liberdade de consciência. Os primeiros reformadores eram intolerantes. Os puritanos saíram da Europa para a América em busca da liberdade e. batizou mais dez pessoas e organizou a primeira igreja batista na América do Norte. sobre a liberdade religiosa. que. O artigo VI da Constituição Americana. depois de batizado por Ezekiel Holliman. com Tomaz Helwys. o Cristianismo. isso em 1663. foi publicada a Confissão de Fé dos Batistas. banido por haver ensinado que o poder político limitava-se somente aos corpos c bens dos homens. havia intolerância por parte de todos os religiosos. na forma da Igreja Romana. Roger Williams. John Smyth (pastor da igreja separatista de Gainsborough.Capítulo I PRIMÓRDIOS DO EVANGELHO NO BRASIL Preliminares O historiador Baneroft diz que "A liberdade de consciência e de pensamento é o troféu dos batistas". na qual ficaram esclarecidos os princípios batistas. Na Inglaterra. cujas bases eram a liberdade religiosa em uma democracia civil. em 1789. Pelos esforços de Roger Williams e John Clark foi conseguida de Charles II a carta patente que garantia a liberdade religiosa e civil para a colônia de Rhode Island.000 soldados na sua tentativa de sufocar a liberdade religiosa. que foi decapitado e queimado. Depois da morte de John Smyth. Sattler. foi levado à fogueira com a sua língua arrancada. Em 1641 e 1654. em vez dela. saíram da sua terra e formaram uma igreja na Holanda. foi batista. e mais 36 pessoas. Tomaz Helwys e outros voltaram à Inglaterra e. O apóstolo da liberdade dc consciência na Alemanha foi Baltazar Hübmaier. foi introduzido pelos esforços dos batistas. Desde a sua fundação. tornou-se perseguidor da liberdade. Assim estabelecido o trabalho 37 . a princípio. o Cristianismo foi perseguido pelos judeus e pelos gentios. em 324. Roger Williams.

Tarboux. os missionários metodistas foram: J.Newman para trabalhar entre os norte-americanos na colônia em Santa Bárbara. como seu primeiro missionário. A Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos foi organizada em 1845. O Brasil era e é católico.Roger. cessaram os trabalhos da Igreja Evangélica Holandesa. 82 anos antes da organização da primeria igreja batista nos Estados Unidos. Miss M. cuidando dos seus rebanhos e pregando o evangelho aos indígenas. Seus templos na Bahia.E. Os missionários F. Chegou ao Brasil. Com a mudança de um governo para outro. o privilégio de manterem cultos em casas particulares. A Igreja Metodista Episcopal do Sul abriu trabalho no Brasil em 1867. e de outros estados dos Estados Unidos que organizou o seu trabalho no Brasil.H. enviados pela Igreja Reformada de Genebra. William Taylor Ransom. revoltou-se contra o evangelho e. os seminários de Basle e Marmem começaram a mandar pastores para servir às igrejas protestantes alemãs que emigraram para o Brasil. do Sínodo Central do Brasil e do Sínoco Luterano Evangélico de Santa Catarina. Em 1863. Os evangélicos alemães da União das Igrejas Luteranas e Reformadas da Alemanha são do Sínodo Evangélico do Rio Grande do Sul. Há. quando terminou a obra desta missão. J.Nelson. A sua junta de missões. César Darcoso Filho. em Olinda e no Recife passaram a ser usados pelos católicos. algum tempo depois. abrindo as portas da nação ao comércio estrangeiro e o governo concedeu. em 1567. começou a desenvolver-se rapidamente a denominação batista. A Igreja Metodista Episcopal estabeleceu um trabalho no Rio de Janeiro. que tinha pedido os missionários.Spaulding e Daniel Kiddcr trabalharam até 1842. R.Newman. Junius E. também.Kcnnedy. William Carey fundou uma sociedade missionária batista e. Adoniran Judson e Luther Rice foram os fundadores da primeira junta de missões nos Estados Unidos da América do Norte. que era mais favorecido. vieram também alguns pastores. Esses ministros eram fiéis à sua missão. Esta missão durou somente dez anos. chefe da colônia francesa. sob a orientação de João Calvino. Por muito tempo. chegaram ao Rio de Janeiro três pastores e 14 estudantes. depois de matar cinco dos seus pregadores. em 1793.batista nos Estados Unidos. desfavorável ao evangelho. o primeiro ministro evangélico britânico — o Rev. acabou com a missão.Watts. proibindo-lhes toda atividade missionária. O primeiro bispo foi J. com sede em Richmond. J. Os primeiros colonos holandeses chegaram ao Brasil em 1624. Em 1810 houve um tratado com a Inglaterra. senão com Portugal. Virgínia. o Brasil não teve comunicação com os países da Europa. foi estabelecida uma lei proibindo a entrada de estrangeiros no Brasil. O bispo Wightman nomeou o Rev. Paraná e outros estados. Os batistas não foram os primeiros evangélicos a se estabelecer no Brasil. Nicolau Durand de Villegaignon. J. em 1847. Pregavam em português e traduziram o Evangelho na língua tapuia.L. Os 38 . Crane.W. foi à índia. eleito em 1934.Pitts. mais outros oito pastores. Com eles. aos ingleses residentes no Brasil. Em 1720. O primeiro bispo nacional foi o Rev.W. Ohio. mantém milhares de missionários ativos em mais de 100 países estrangeiros. em 1816. Nos primeiros anos. mas só para oS ingleses. em 1835. para cuidarem da vida espiritual da colônia francesa e para pregarem o evangelho aos índios. Em 1557. Em 1637 veio ao Brasil o pregador Francis Plaute e. J. um grupo de igrejas luteranas do Sínodo de Missouri.E.

Os nomes do Dr. Kingsolving foi o primeiro bispo. na Sociedade Bíblica Americana. Foi organizada uma igreja em Recife. pela Sociedade da União Evangélica da América do Sul. em 1888. os novos convertidos enfrentaram oposição e perseguições. Em Porto Alegre. E. a Sociedade Missionária de Filadélfia. cm 1908. O segundo foi A. em 1889. chegou ao Brasil o casal Carlos Feuerharmel. O Rev. fez os primeiros batismos. Esses abriram um seminário no Rio de Janeiro. foi fundada a colônia americana em Santa Bárbara. Somente em 1893. pais do Pastor Ricardo Pitrowsky.Blackford. de onde se irradiou o trabalho metodista. A 3 de setembro de 1884. E J. Schneider. vindo da Alemanha. o Colégio Internacional de Campinas foi fundado.L. Frederico 39 . Frederico Mueller. Em 1866. Os presbiterianos estabeleceram o trabalho cm Campinas.primeiros missionários da Igreja Episcopal Protestante forma James Watson Morris e Lucian Lee Kingsolving. chegou um jovem pregador — Augusto Matschulat. nomeados pela Sociedade Missionária Americana.Inke.Simonton. Faziam parte da Igreja Batista em Retz. com 45 membros. Sem pastor e não tendo quem fizesse os batismos. em 1858. A filha mais velha do casal viria a ser. Alexandre Klavin. em 1901. em 1869. e o do Dr. A primeira igreja congregacional foi organizada por Robert Reid Kalley. em 1870. tendo sido consagrado em 1900. para formar a Igreja Presbiteriana do Brasil. nos Estados Unidos. que veio em 1860 e o terceiro. convertiam-se os quatro filhos do casal. o que se deu em 5 de novembro de 1893. Não tardaram em pregar o evangelho a quem quisesse ouvi-lo. com seus nove filhos. No dia 29 do mesmo mês. A primeira igreja presbiteriana foi organizada no Rio dc Janeiro. Ricardo J. cm 1867.C. enviou o missionário Carlos Roth para trabalhar no sul do Brasil. de São Paulo. mais tarde. onde estudaram: João Nettenberg. ele organizou uma escola teológica. As igrejas congregacionais têm-se desenvolvido sem auxílio e influência de missionários estrangeiros. um dos dois únicos já batizados. Mais igrejas foram organizadas e. que chegou ao Brasil em 1859. converte-se o casal Germano Neitzke. na Sociedade Bíblica Britânica. que chegou em 1861. FUNDAÇÃO DO TRABALHO BATISTA NO BRASIL Batistas Alemães e Letos A 15 de outubro de 1881. um pouco mais tarde. serão sempre lembrados pelos serviços prestados na evangelização do nosso país. Ricardo Reinke e Elisa e Gustavo Pitrowsky. As Sociedades Bíblicas Americana e Britânica têm cooperado com todas as denominações e são indispensáveis na evangelização do Brasil. em 1868 e. Os dois grupos se uniram. que foi consagrado ao ministério logo após a organização da Igreja Linha Formosa. O primeiro missionário foi A. as famílias Boecher e Waldow. a progenitora do Pastor Ricardo Pitrowsky.G. no ano de 1873 e uma em Lisboa. em 1862. batista e presbiteriano. e a Escola Americana.Tucker. Havia dois grupos de presbiterianos. Telford.

depois de estudarem nos Estados Unidos da América. Ricardo J. para estabelecer trabalho nestas plagas. a de Station. Frederico e Guilherme Leimann. foi nomeado missionário aos brasileiros em 1879. escolheram um irmão que havia sido diácono em seu país. Entre eles havia muitos batistas. De 1890 a 1899. Jacob lnke. De 1925 a 1928. A Igraja Batista de Santa Bárbara fez um apelo à Junta de Richmond.Inke. organizada nesse mesmo ano. O trabalho em Santa Bárbara foi abandonado em 1888. Estes se organizaram em igreja. fundando uma colônia americana em Santa Bárbara.Leimann. o general A. Carlos Anderman. Nada fizeram. em 10 de setembro de 1871. por causa da sua saúde. André Ixekning. para que ela fosse contada como campo missionário daquela junta. Tendo-se convertido ao evangelho. Desta saíram membros para a organização de uma outra igreja. foram transferidos para o Rio de Janeiro. Nesse tempo. Brasil. em princípios dc 1879. até 1859. Alexandre Klavin. foram obrigados a desistir do trabalho.QuilIen. Os obreiros que cooperaram no trabalho foram: Guilherme Butler. Paulo Malaquias e Ricardo Pitrowsky. Pintcher. em 1921. trabalhou durante dez anos sem pastor. em 1909. A Igreja de Santa Bárbara foi a primeira igreja batista organizada no Brasil. Os primeiros imigrantes letos chegaram ao Brasil em 1890. João Inke. Para realizar os batismos. tornou-se um sincero amigo da 40 . A Igreja de Rio Novo. A junta atendeu o pedido feito e E.Hawthorne visitou o Brasil com a idéia de aqui implantar uma colônia. Depois da guerra civil nos Estados Unidos. juntamente com sua esposa. os batistas alemães e letos foram obrigados a sustentar o seu próprio trabalho. que havia se convertido em 1903. Carlos Kraul e A. Pedro Graudin. realizar o seu ideal.H. alguns obreiros chegaram da Alemanha e da Polônia.T. o missionário T. Pedro Salit. quando uma comissão recomendou à convenção que o Brasil fosse incluído como um dos seus campos missionários. FUNDAÇÃO DO TRABALHO BATISTA NO BRASIL Batistas do Sul dos Estados Unidos Em 1850. Depois de um ano. A Sociedade Missionária retirou-se do campo e. Hans Araium. Com a retirada do missionário Carlos Roth. imigraram para o Brasil. contrariadas com o resultado pós-guerra.J. Não lhe foi permitido. na África. Havia entre essa colônia alguns batistas. porém. algumas pessoas do sul daquele país. fundadores da missão yorubana.Bowen. no Estado de São Paulo. Ricardo Inke e Guilherme Leimann. foram professores no Colégio Batista do Rio de Janeiro. os batistas do sul dos Estados Unidos da América do Norte voltaram as suas vistas para a terra do Cruzeiro do Sul. pastor da Igreja de Santa Bárbara. independente de qualquer auxílio financeiro que pudesse receber. Escolheu um lugar onde pretendia fundá-la. Guilherme Leimann. porém. além de atuarem no sul do Brasil. foram organizadas mais quatro igrejas. A seu pedido. a Sociedade Missionária de Filadélfia enviou Frederico Matschulat para substituí-lo.

Neighbour. com a organização da Igreja de Juiz de Fora.Soper. a partir de sua conversão.L. Antônio Marques. fundando ali a Missão da Capital Federal. Sallie Johnson. uma em Recife.Catarina Taylor chegaram ao Rio de Janeiro. de 1884 a 1893. S. C. em 1892. E. até 1893. As igrejas de Alagoinha e a de Valença foram organizadas. que representava a Junta do Estado do Texas. cm 1882. B. T. aqui chegando com sua esposa no dia 2 de março daquele mesmo ano. J.D. J. onde trabalhava o jovem pregador W.A. Com o intuito de melhorar o trabalho. José Domingues. Os missionários e obreiros nacionais que cooperaram com a Missão da Bahia. o Teodoro Teixeira. A Igreja de Campos foi organizada cm 23 de março de 1891 e as de Barbacena e Niterói.Baker.B.D.C. os missionários resolveram fundar o seu trabalho na antiga cidade da Bahia. Francisco Borges. Joseph Aden. acompanhados por Antônio Teixeira dc Albuquerque. desde a sua fundação.B. Z. os missionários Z.Soren.L. Chegaram os dois casais de missionários à Bahia. onde se encontraram com os Bagby.E.Taylor c Catarina Taylor.W. J.Puthuff. O Dr. foram os seguintes: W. foram: W.Batista.Downing. W. Os missionários e obreiros nacionais que cooperaram com a Missão do Rio. João Batista.T. J. os missionários. e a 4 de abril de 1886. S.B.Bagby.Porter. foram encaminhados a esta encantadora terra os casais: W. em 1889.Bagby retirou-se da Bahia para o Rio de Janeiro. E. ele recomendou à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos que enviasse missionários ao Brasil.Daniel.Bagby. a primeira missão aos batistas brasileiros. Influenciados pelo general Hawthorne. A primeira igreja batista no Brasil foi fundada aos 15 dias dc outubro de 1882 e.B. A 17 de maio de 1885.Ginsburg. R.Taylor. para Minas e.Porter.J.C. o trabalho se estendeu para Campos. C.Bagby e Anna Luther Bagby. Pedro Degiovanni. Antônio Teixeira de Albuquerque.J. A 4 de março de 1882. Depois de longas viagens e muita meditação. convertido em 1890.H. W. Os irmãos Tomaz Costa. 41 . S. no Estado do Rio de Janeiro. A Missão de Minas foi organizada em 1889.B.C.Irving. data da fundação da Missão Campista. Mina Everett.L. com ela.evangelização no Brasil. e Z.Martin. F. Mina Everett. convertido em 1891. Melo Lins e Joseph Aden. para São Paulo. depois de uma viagem de 48 dias em navio-à-vela. Emma Morton.W. convertido em 1889. Sócrates Borborema.F.C.Taylor. Do Rio.Bagby foi nomeado missionário ao Brasil em janeiro de 1881.Alves e Domingos de Oliveira. dedicaram-se.Ginsburg. em agosto de 1882. organizou-se uma igreja em Maceió.E. O trabalho estendeu-se da Bahia para o norte do país.Daniel. Foram parar cm Santa Bárbara. aquela. em 1888 e esta. Em 1880. A zona de Niterói e a linha da Central do Brasil ficaram fazendo parte da Missão do Rio. ex-padre e primeiro batista brasileiro. transferiram a sede de Missão Mineira para a cidade de Campos. Chegou ao Rio aos 24 dc julho de 1884.B. recebendo apoio de junta. Barcelos. Em 1884. T. Mesquita.Taylor e D. Maggie Rice. Foram a Santa Bárbara. mais tarde.Bagby . onde ficaram até o mês de agosto do ano seguinte. Em 24 de agosto do mesmo ano foi fundada a primeira igreja batista naquela cidade.Entzminger.J. contando quatro membros fundadores. S.J.A.

só a eternidade revelará a nossa perda". a primeira nos Estados Unidos. porém.ao trabalho do Mestre. ideal há muitos anos acalentado por muitos porque com ela viria a liberdade de cultos e a separação entre a igreja e o Estado. sabendo que o progresso do Reino do Senhor em nossa terra dependia. em 23 de março de 1891. etc. influenciaram muitos políticos. O evangelho tem livre curso em toda vasta república. Bagby se dirigiu à Junta de Richmond. o coração dos crentes transbordou de alegria. que confessavam ter recebido dos evangélicos grande apoio aos ideais republicanos que esposavam. visando-se a servir à causa do Mestre em todo o Brasil e no estrangeiro. em 24 de agosto de 1884 e a primeira no Estado do Rio — a dc Campos. A Convenção Batista Brasileira foi organizada em 22 de junho de 1907. Desenvolveu-se o trabalho. do Rio de Janeiro e de Campos. a Junta de Beneficência. o evangelho se espalhou para o norte e para o interior do Brasil. Quintino Bocaiúva. UMA GRANDE PORTA É ABERTA A 15 de novembro dc 1889. certa feita declarou: "As palavras destes homens (os missionários) se enraízam no solo brasileiro onde quer que caiam".500 igrejas batistas com mais de 800.H. edifícios próprios para o trabalho e nós estamos perdendo por falta de obreiros.' 2 ' O grande Rui Barbosa recebeu grande influência dos evangélicos."' A proclamação da República trouxe. em grande parte. mais de 4. Aliás. Esse ato. A primeira igreja batista brasileira — a da Bahia. um no norte e o outro no sul. cooperando com aqueles que já se preocupavam com a obra de evangelização no Brasil. sendo criadas suas juntas. juristas. Junta de Missões Mundiais].Maurer Júnior. militares. esses muito lutaram também para o advento da República. só se efetivaria com o decreto de 7 de janeiro de 1890. e com ele a convenção. como sejam: a Junta de Missões Nacionais. recursos e edifícios. a primeira na Missão do Rio — a Primeira Igreja da Capital Federal. no solo brasileiro. Existem hoje.000 membros. boas casas de cultos. e suas demais organizações. o grande propagandistas da liberdade de consciência. em 1639. comentando o grande evento: "Deus tem nos abençoado este ano com perfeita liberdade religiosa. Se não recebermos auxílio em breve. muitas esperanças para os evangélicos. T. principalmente com W. A primeira igreja batista na Inglaterra foi organizada em 1611. a Junta de Missões Estrangeiras [hoje. em 10 de setembro de 1871. era proclamada a República. a primeira no Brasil — a de Santa Bárbara. Eles têm obreiros treinados. realmente. Os metodistas e os presbiterianos têm 60 missionários e nós temos apenas sete (em todo o Brasil). Da Bahia. foi organizada em 15 de outubro de 1882.Bagby.B. da liberdade de cultos. com os quais mantinha bons relacionamentos. É do notável catedrático da Universidade de São Paulo. os dois seminários. Quando isso aconteceu. com seus ideais de plena liberdade para todos cultuarem a Deus segundo os ditames de sua consciência. Todas as outras denominações estão reforçando as suas missões. referindo-se aos evangélicos. em 1991. a asser42 .

tiva: "Temos em todo o pensamento e na vida do grande estadista. que transpira de quase todas as suas páginas". os traços de uma profunda influência cristã evangélica. U) 43 .

Bagby c E. principal fonte de riqueza local. o missionário W. Para traze-las ao redil do Senhor.B. envidaram todos os esforços necessários. para isso. políticos e econômicos. eles decidiram fazer incursões evangelísticas pelo interior do Estado do Rio de Janeiro. importante cidade do norte-fluminense.B. ainda hoje. várias partes do interior do estado. aprenderam a combater sozinhos". No final do ano de 1890. O terreno da região é fértil. é que os campistas. que.H." Bagby. se tornaram empreendedores. dois anjos. na luta das competições e das adversidades. e se localiza na Praça São Salvador. que "passaram a noite em oração. faz uma viagem a Campos. ousados e inteligentes. chegaram à cidade e hospedaram-se no Hotel Gaspar. intrépido homem de fé. Assim c que.Bagby. deixando na vastíssima planície goitacá o humus fertilizante que fecunda aquela gleba responsável pela produção da cana-de-açúcar. Banha-lhe os pés. no ano de 1888. Ele vislumbrou um grande futuro naquela região açucareira.Soper sentiam imensa paixão pelas almas perdidas. A este hotel estava reservado o grande privilégio de hospedar aqueles dois servos do Senhor. O rio Paraíba do Sul — o legendário Paraíba — empresta à cidade uma grande beleza. visitando. ambos empreenderam várias viagens de evangelização. (l) 45 . " C o m o meio telúrico por ele criado. Com a alma a arder-lhes pelo desejo de evangelizar nossos patrícios. sabia que as portas daquela cidade já seriam abertas com o poder da oração.Capítulo II PERÍODO DE ASSENTAMENTO DA OBRA BATISTA (1891-1892) O INÍCIO DO TRABALHO BATISTA NO CAMPO FLUMINENSE Os bravos missionários W. resolvendo os problemas sociais. instalados nas terras da aluvião da caudal paraibana. existe. acompanhado do evangelista Domingos de Oliveira. Depois de longas horas passadas num trem da Leopoldina. pedindo a direção de Deus quanto à abertura de um trabalho naquela região. apropriado à plantação de cana-de-açúcar. graças a seus inúmeros recursos manejados e valorizados por populações que.

relata: "Consta que um brasileiro deu uma oferta para alugar a casa de cultos". As mensagens de Bagby atraíram a atenção de muitas pessoas que se mostravam interessadas em saber mais a respeito do Plano de Salvação que lhes era apresentado. Pôs. intrépida amazona do viridente plaino goitacá! Predileta do Luar como Verona. Alugada a Primeira Casa Para Cultos Sentindo que o trabalho do Senhor naquelas paragens crescia maravilhosamente. Na tentativa de intimidar Bagby. ele retornou à cidade c nada do que haviam prometido aconteceu. algo lhe acontecer. em língua portuguesa no Brasil. Como Bagby não se deixava intimidar. As perseguições aos crentes logo começaram a surgir. fazia algum tempo. onde pregava constantemente a um grupo de pessoas interessadas no evangelho. A primeira estrofe é cheia de "musicalidade e dc abundância de imagens sonoras e felizes" <2) "Campos formosa. para as primeiras pregações do evangelho. Providência Divina em Ação As orações abriram as portas da casa do norte-americano Joseph Beale. E que prometiam lançá-lo num tacho fer. em evidência a ira dos inimigos da obra de Cristo Jesus. terra feita de luz e madrigais!" Era dessa cidade dc tradições. como destaca o grande poeta Walter Siqueira. para derramar todo o seu amor pela bela cidade no poema Amantia Verba. Joaquim Fernandes Lessa. a cidade 46 . No entanto. Bagby resolveu deixar na cidade de Campos o evangelista Domingues de Oliveira. Os resultados não demoraram a aparecer. para ouvir a mensagem das boas-novas de Salvação. com mais espaço e maior liberdade. Como residisse em Niterói. Um Grande Apelo A cidade de Campos mostrava ser lugar de grande futuro para o evangelho. pudessem ser realizados os cultos. Logo. já se escreveu. Azevedo Cruz. porém. Os novos crentes estavam cheios de entusiasmo e até os interessados no evangelho tudo faziam para que o trabalho prosperasse. então capital do estado. com a responsabilidade de liderar todo o trabalho que começava a nascer naquela região. em louvor a uma cidade".Sobejava razão ao ilustre vate eampista. O missionário voltou. Este fato encheu de ânimo o coração do missionário. Bagby sentia que.vcnte da usina de açúcar do Queimado. nosso primeiro historiador. então. só tendo um missionário nela residente. que. na próxima ida do missionário a Campos. Deus o estava protegendo. que comparecia às reuniões que realizava em sua residência. Bagby estaria imergindo nas águas do Paraíba do Sul sete crentes que se tinham decidido com suas mensagens evangelístícas. encantos e cultura que começaria a irradiar-se a bendita luz do evangelho para todo o rincão fluminense. que residia em Campos. os perseguidores começaram a divulgar o seu intento de. o missionário decidiu alugar uma casa para que. é "a melhor ode que. à sua casa.

O evangelista Domingos Joaquim dc Oliveira. em pouco tempo seria organizada. membro da Primeira Igreja Batista do Rio. Preguei três vezes a congregações numerosas que prestaram boa atenção. que fora organizada. Depois de um exame meticuloso. nos Estados Unidos. ORGANIZAÇÃO DA IGREJA BATISTA EM CAMPOS Como resultado do trabalho de Bagby e da operosidade do evangelista Domingos Joaquim de Oliveira. em Campos. Virgínia. Queriam se organizar em igreja para melhor propagarem o reino de Cristo naquela cidade e por toda a verde região. a maior cidade no Estado do Rio. Eram operosos. não podia dar assistência satisfatória ao trabalho em Campos. ao mesmo tempo em que atendia ao trabalho da Igreja Batista do Rio. O nosso obreiro tinha feito um trabalho excelente e me escreveu dizendo que havia mais cinco pessoas para serem batizadas. para a solenidade de organização. com quatro membros. em Richmond. Bagby realizou o batismo de três novos convertidos. no dia 22 de janeiro de 1891. Oxalá houvesse um missionário para dirigir este trabalho tão auspicioso para os batistas". Aqueles sete irmãos que Bagby havia batizado foram aceitos como membros da Igreja Batista do Rio. No final do sermão da primeira noite quatro pessoas apresentaram-se para fazer a profissão de fé.Daniel. Seria um centro ótimo de operações missionárias da metade do Estado do Rio. no Paraíba.D. não há nenhum pregador do evangelho. que lhe pagava cinqüenta mil réis.veria crescer o trabalho evangélico. pela Igreja Batista do Rio. MG. visitando e fazendo serviço de colportagem. 110 dia 24 de agosto de 1884. residindo em Niterói. Bagby escreveu à Junta Missionária.' 11 Na noite do dia 22 de março. expondo as grandes oportunidades e a necessidade de obreiros: " E zona de lavoura. No dia seguinte — 23. aquele grupo de crentes se reuniu no salão de cultos. vemo-lo em Juiz de Fora. já que era o único a militar ali e. procurando desenvolver a obra do Senhor. a primeira igreja batista em solo fluminense. 88. na implantação do trabalho batista naquela cidade. foi a opinião dos 47 . que tinham alugado à Rua dos Andradas. com exceção da capital. apresentando-lhe um excelente relatório de suas atividades. marcaram o dia 23 de março de 1891 para a organização da igreja. tendo Bagby sido escolhido como seu pastor. É cercada por cinco ou seis cidades importantes e outras menores. Meu coração está cheio de esperança por esse grande campo. Trabalhou ali. Sentia ele a dificuldade do trabalho. Bagby se dirigiu à Junta de Richmond. que tem um milhão de habitantes. de julho de 1889 a janeiro de 1890. permaneceu em Campos. Assim. do qual destacamos o trecho: "Fiquei muito animado na minha última visita a Campos. Desde o Estado do Espírito Santo — que fica ao norte — e até a parte oriental do Estado de Minas Gerais. ajudando o missionário C. Já em novembro de 1890.' 1 ' Um Cirande Evangelista Foi sábia a escolha feita por Bagby.

Na sua primeira sessão ou assembléia. Antônio Carvalho Portela. Lessa atribuiu esse desenvolvimento à operosidade dos missionários W.H. recebeu cinco novos membros. a igreja contava com a cooperação do evangelista José Alves. deste modo. J.B. entre eles. Após dois anos de sua organização. naquela mesma noite. PRIMEIRA IGREJA DE CAMPOS — VÁRIOS PASTORES EM POUCO TEMPO A instabilidade de obreiros na Primeira Igreja Batista de Campos foi fruto de vários fatores.Bagby. em 1891. Maria Rute Pinto. Eufrásia Maria Manhães. Flauzina Pereira. 48 . (2) A novel igreja denominava-se Egreja Evangélica Buptista. regozijando-se no privilégio de seguir a Jesus". Luiz de Souza. Downing e Soper. com 30 membros. Sucedeu-o o missionário E. Júlia de Oliveira Santiago. Começara. Bagby dirigira a igreja desde a sua fundação até 17 de julho de 1892. A igreja ficou. Antônio Assunção.L. com dez membros e estava. que viera de Vitória para Campos. composta dos seguintes irmãos: Domingos Joaquim de Oliveira. Corina Maria Manhães. que pastoreou apenas de 23 de julho a 30 de outubro de 1893. sobressaindo-se. O Dr. em 1893. Amélia Lima dos Reis.Soper. as doenças. No período do pastorado de Downing. a igreja triplicou seu número de membros. de 17 de julho de 1892 a 23 de julho de 1893. Ana Francisca de Oliveira. Era um grande progresso.onze crentes presentes que as quatro pessoas deviam ser recebidas para o batismo.Downing. Às 23 horas. João Bernardino Manhães. descemos o rio e os convertidos foram batizados. Rosa Lima Manhães Assunção.

Fixando-se definitivamente na terra goitacá. Salomão Ginsburg estudou em dois grandes centros culturais do mundo — Inglaterra e Alemanha. e que atuava na Bahia. como tal. que. Em breve se tornaria missionário da Junta de Richmond. Salomão Luís Ginsburg. Sua ordenação ao ministério batista ocorreu na Bahia. de saudosa memória. tornando-se batista. é empossado no pastorado da igreja. que ainda em setembro chegou a Campos para onde decidiu transferir sua residência. entrou a bombardear o Rio de Janeiro e Niterói. Salomão foi deserdado por seus pais. Convencido de que o batismo legítimo é o batismo por imersão.Capítulo III PERÍODO DE GRANDE ATIVIDADE EVANGELÍSTICA (1893-1900) PASTORADO DE SAIXJMÂO GINSBURG Em 1893. o segundo missionário batista a vir trabalhar no Brasil. No dia 30 de outubro daquele ano. cioso de sua religião. aliado à sua sinceridade e fé robusta. que. um trabalho evangelístico ativo e agressivo. Oriundo da Polônia. Pois bem. refugiando-se muitos deles em Campos. o missionário Ginsburg foi um poderoso instrumento nas mãos de Deus para Sua honra e glória. Convertido ao congregacionalismo. com o que muitos habitantes da capital tiveram que se retirar para lugares longínqüos. na sua faina de derrubar o governo que lhe era desafeto. A polêmica girava em torno do batismo. sem perda de tempo. Entre os muitos foragidos estava o Rev. filho de judeus poloneses. Salomão sc deixou batizar biblicamente. em 1891. No primeiro ano de seu 49 . Veio ao Brasil como missionário congregacional. Sendo portador de um temperamento todo especial. onde o amado obreirofora recebido pela igreja com inequívocas provas dc amor e carinho. o missionário Salomão Luís Ginsburg inaugura uma nova fase no trabalho batista. tranferindo-se para a cidade de Campos. e. Joaquim Fernandes Lessa relata: " E m setembro de 1893 a Armada Brasileira revolta-se. inicou. seria a Primeira Igreja Batista de Campos. muito o auxiliou na realização de um grande trabalho. mais tarde. Aqui travou dura polêmica com o missionário Zacarias Clay Taylor. Seu pai era rabino e.

diz: 'O que esta boa mulher me tem sido. tinha oportunidade de explicar o ato. Entre os jovens que se converteram com sua pregação. como também de pregar o evangelho eterno a milhares de pessoas. tínhamos multidões que vinham e ouviam atenciosamente. como também porque o padre espalhara por toda cidade que os protestante usavam uma certa substância. Deixemos que o próprio Salomão nos narre: "Quando cheguei a Campos. Anna Bagby um trabalho nas escolas dominicais. de modo que. Emma Morton chegou ao Brasil cm 1889 e fez um rápido progresso no estudo da língua portuguesa. Ela começou com D. "Num domingo à tarde. para mim e para o meu trabalho. Assim. com o missionário Salomão Luís Ginsburg. Não demorou muito e ele se decidiu a Cristo."' 1 ' CONVERSÃO DE JOAQUIM FERNANDES LESSA Foi muito profícuo o ministério de Salomão Ginsburg em Campos. que muito concorreu para o estudo da Palavra de Deus. Era um jovem negociante e com muita prosperidade. inclusive padres. o padre. eu os convidei a todos a irmos ao salão para ouvir o resto do sermão. e que foram por ele batizados. Muitos vieram e. f m m a Morton. O povo que me ouvia mostrou-se impaciente. sua coragem. "Toda vez que tínhamos batismos fazíamos anúncios pelos jornais e milhares de pessoas vinham assistir. Casou-se no primeiro dia de agosto de 1893. em 1893.L. deu ordem ao sacristão para repicar o sino da igreja junto às praças. em sua autobiografia. e que de tal modo tinia que superava a minha voz e abafava o que eu dizia. Conversei longamente com ele.pastorado. que foram batizados nas águas do Paraíba. que viria a ser um grande líder batista no Brasil. quando aquele enorme sino começou a retinir de tal forma que tive de parar o meu sermão. a Missão Campista foi definitivamente estabelecida. nas praças públicas. sentando-se para assistir às suas reuniões. Recentemente casado com D. conselhos e orações. entre eles. Descobri que a melhor coisa a fazer seria levar a efeito reuniões ao ar-livre. não somente pela inconveniência dc subir escadas. Se não fosse ela. eu estava no meio de um discurso e uma grande multidão me ouvia.Ginsburg. Esta notícia afugentava o povo das reuniões. pertencente a uma família muito conhecida. Desse modo. é impossível dizer. Então começou sua grande luta. Mas. Então. eu nunca teria feito o serviço que o Senhor me tem habilitado a fazer'. um pó ou ungüento que espalhavam sobre os bancos e cadeiras. Joaquim Lxssa. Seu coração foi tocado e sua alma se esforçava por uma vida melhor. o missionário Ginsburg muito se dedicou ao trabalho em Campos. Fez sua pública profissão de fé e estava pronto para o batismo. um dos maiores do sul do Brasil. quer quisesse ou não. D. está Joaquim Fernades Lessa. tornava-se protestnte. A igreja não tinha batistério e todos os candidatos eram batizados no Rio Paraíba do Sul. Para ser batizado diante de 50 . logo começamos os nossos cultos num salão de primeiro andar para o qual era difícil conseguir atrair o povo para nos assistir. Ele. de logo. houve muitos novos convertidos. Com a chegada do missionário S. alguém. para logo. sabendo o que se fazia. o qual. me interessou e pedi ao Senhor que o abençoasse particularmente naquele dia.

ele publicava notícias das igrejas. e. logo que soube de sua resolução. dando-lhe o nome dc Escola Americana. deveriam deixar de existir c. Casada há pouco tempo com o intrépido missionário Salomão L. ameaçá-lo e a insistir em que abandonasse aquele ideal. uma coleção encadernada. em primeiro lugar.. em 1886. de pequeno formato. Especialmente as pessoas de famílias da alta sociedade e bem relacionadas. a chamar-se A Verdade. sentia essa missionária que um dos melhores meios para promover a evangelização seria a abertura de escolas para ensinar as crianças a ler. os redatores do As Boas-Novas souberam guardar várias coleções de todos os anos. faziam todo esforço ao seu alcance para demovê-los do propósito. por fim. então. PRIMEIRA ESCOLA DIÁRIA — "ESCOLA AMERICANA" A ilustre missionária Emma Morton Ginsburg organizou a primeira escola batista cm solo campista. E breve chegará o tempo em que o senhor saberá que obrei acertadamente e. até algumas regiões do norte. era necessária muita coragem da parte do novo convertido. Foi fundado pelo missionário Salomão Luís Ginsburg. Em prantos. depois. referente ao ano de 1898. onde o missionário Zacarias C. artigos variados e orientação para o povo evangélico. tanto a tipografia de Taylor. não desgrace sua família.Ginsburg. e. os jornais nelas publicados. bem assim. na Bahia. Do mesmo modo."' 4 ' O autor desta obra tem a honra de possuir.'" Não obstante ser designado para servir à parte sul do país. com 43 exemplares do dito jornal. daí.. Parece-nos que na JUERP ficaram algumas outras coleções de outros anos.tanta gente. Elas se constituem uma preciosidade. disse-lhe: 'Meu querido pai. o jovem. O Nome Escola Americana traria certa receptividade. Chamava-se As Boas-Novas c era impresso em Campos. em matéria de educação. chorando. estavam na dianteira entre os países civilizados. muitas vezes. Mas neste caso o senhor tenha paciência porque. em sua biblioteca. ficou acertado que. as lições internacionais da Escola Bíblica Dominical. também. Nesse periódico."' 3 ' "Felizmente. A Nova Vida. a fim de que houvesse uma só editora e um só jornal batista para o Brasil todo. em Campos. já que todos sabiam que os norte-americanos. como a de Salomão Ginsburg. o As BoasNovas ia. " O As Boas-Novas era bimensal.' 1 ' JORNAL "AS BOAS-NOVAS'' No dia 15 de março de 1894. " O irmão Lessa teria que passar por essa prova. devo fazer a vontade do meu Salvador."' 2 ' "Por acordo com os missionários. 51 . Mas o maravilhoso é que nunca nenhum candidato ao batismo retrocedeu. o senhor me abençoará e não me amaldiçoará'. uma vez sabendo do intento dos candidatos. e prestou bons serviços à causa do Mestre. Este sabia do grande valor da palavra impressa. poderem ler a Palavra de Deus. Seu pai. não negue o seu batismo'. pediu-lhe: 'Meu filho. que passou. nem o desrespeitei. Taylor tinha fundado o Eco da Verdade. Os pais e os parentes. eu nunca o desobedeci. procurou-o e começou a argüí-lo. surgiu na arena evangélica o primeiro jornal dos batistas do sul do Brasil.

imbuída dos melhores ideais e manteve. Dunstan. e os Dunstan. naquela ocasião. o sol brilhando. pois estavam. Lessa só diz que " n ã o conseguiu por não serem favoráveis os elementos que o rodeavam". Naquele tempo havia.Joaquim Lessa: "Esta escola deu excelentes resultados. como também sessões religiosas para discussão e exposição de assuntos de interesse do evangelho. saía de Campos o missionário Dunstan. o que não se conseguiu por não serem favoráveis os elementos que o rodeavam. começou ele a procurar jovens que o auxiliassem na obra. à Rua Marechal Floriano. que não sabem ver. E sempre assim. Era para o ensino primário e secundário. ESCOLA INDUSTRIAL O missionário Alberto Lafayette Dunstan chegou ao campo fluminense em fins de setembro de 1901. entra a escolher moços que pareciam aproveitáveis com estudo. quando o Brasil era definido como um país essencialmente agrícola. no afã de conseguir obreiros idôneos. uma escola noturna. O missionário Dunstan pensa na fundação de uma escola industrial. sob os auspícios da grande missionária Emma Ginsburg. Há sempre aqueles que dão para trás. que tinha sido metodista. convocar obreiros para a seara do Mestre. que se retirava para trabalhar em Pernambuco. na Missão Campista. n" 3. pois nela havia filhos de muitas das principais famílias de Campos.Ginsburg. A influência da escola é descrita por . Deveria residir em Campos. Era de nível primário e secundário. " O Rev. Eoi ela o primeiro marco do ensino elementar e secundário projetado pelos batistas. no templo da Primeira Igreja Batista de Campos. Para isso. (I) ESCOLA NOTURNA "A 'Associação Cristã da Juventude' foi organizada em junho de 1894. então."' 1 ' A criação dessa escola noturna já demonstrava o desejo que mantinham os crentes de verem todos alfabetizados. por algum tempo. há três anos apenas. f2) 52 . Mas. uma escola industrial traria enormes benefícios. Manoel Guimarães foi um outro moço que mereceu também os cuidados do zeloso missionário como estudante' Pena que um ideal tão grande e de importância para o trabalho não tenha se concretizado! Naquele tempo. por algum tempo. além das nuvens. do início do trabalho batista na urbs camposina. Isso é digno de nota. Urgia. cm uma casa alugada. para substituir o missionário Salomão L. a seu cargo. Antônio Ferreira Campos e Herman Gartncr.A escola foi organizada no mês de fevereiro de 1896. Homem de visão. Daí ter ido residir em Macaé. Não sabemos os pormenores do que impediu a efetivação desse plano. a peste bubônica se alastrava por toda cidade. três pastores: Joaquim Fernandes Lessa. que entra logo a fazer viagens evangelísticas. Em 1906. o evangelho alcançou fundas simpatias no coração do povo campista". Estaria desanimado? Ou estaria frustrado? O plano da criação do Instituto Batista Industrial viria a ser uma realidade no Piauí. Por instrumentalidade dessa escola. chama o jovem Eduardo Wassimon.

era o chefe político do lugar.novas. colocar obstáculos à propagação das boas. distrito rico e cafeeiro. e que morreu em 1989. Deixemos que o próprio missionário Salomão Ginsburg narre os fatos: "Começando em S. Procuravam. Os três eram os principais políticos da cidade. Como tais. Minha senhora também foi. uma grande confusão se estabeleceu. Só havia ali três pessoas interessadas — um homem. que era casada com o Pastor Alfredo Reis. nesse primeiro período da história dos batistas fluminenses. os reteve fora. foi testemunha ocular de perseguições. nos agrediram e quebraram tudo que estavam na sala. exceto algumas pedras. Ele tinha um filho como delegado e outro como tabelião. Fidélis — Depois de estabelecer o trabalho em Campos. Chefiando essa multidão estava um velhinho muito vivo que. pois temiam se defrontar com a verdade que esplende do puro evangelho de Cristo. envolvendo principalmente o missionário Salomão Luís Ginsburg. capim c lixo. começamos a reunião cantando alguns hinos. Em São Fidélis. eram hábeis para cobrir uma parte de sua perversidade. e começamos o trabalho. e em outros lugares do interior. Campos e Macaé. que nos atiraram. O salão era uma sala de frente com três janelas e uma porta que abria para a rua. Logo afluiu uma multidão dumas mil pessoas e ficaram em frente da casa. na avançada idade de 104 anos. cantamos hinos. alvo dc perseguições movidas pelo clero católico romano.PERSEGUIÇÕES EM SAO FIDEEIS Os crentes foram. Logo que comecei a pregar. Palavras obscenas e injuriosas nos eram atiradas. eu voltei a atenção para outro centro dos mais importantes do estado: a cidade de São Fidélis. Fui àquela cidade iniciar o trabalho para o Mestre. O Senhor. desde o princípio. Perto das sete horas da noite. onde havia alguns interessados. levadas a efeito nas cidades de São Fidélis e Macaé. A cidade de São Fidélis foi palco de uma perseguição aos crentes no ano dc 1894. junto à porta: 'Por que o senhor não entra?'. por todos os meios. Era menina ainda quando se desencadeou a perseguição e não conhecia nada do evangelho. da região e talvez do estado. Impossibilitado de ser ouvido. porém. Enquanto se cantavam hinos não houve aposição. Éramos sete. sabendo apenas que os poucos crentes eram tratados quase como marginais. e um dos nossos obreiros nativos que levou uma filha consigo para nos auxiliar nos cânticos de hinos. Aluguei uma casa no centro da cidade e arranjei uns bancos e uma mesa. ao todo. As maiores perseguições foram. sua senhora e uma empregadinha. Ainda hoje não sei por que não penetraram no salão e nos atacaram. me informaram depois. Uma vez disse ao chefe político enquanto ele estava em pé. que não podia admitir que outros pensassem diferentemente deles e que pudessem cultuar a Deus segundo os ditames de sua consciência. A única resposta que deu foi levantar um forte rebenque que tinha na mão e dizer com termos 53 . A irmã Alice Reis. social c espiritual. os inofensivos servos do Senhor Jesus eram sempre molestados. Levei comigo meu inseparável harmônio. que traz benefícios de ordem moral. Ser chefe político era de muita importância no Brasil.

andando de um para outro lado. O senhor sabe — eu disse — eu sou batista e nós. encerrei a reunião e anunciei outra para o dia seguinte. Então. entre e quebre a minha cabeça. nem mesmo do Presidente da República. mandou que me vigiasse. Perdendo a calma. em f rente a ele e respondi-lhe. perguntou. Finalmente. mas primeiro ouça o que eu tenho a lhe dizer'. não aceitamos ordens em matéria de religião de qualquer autoridade civil. ele me disse que eu estava preso. Dizendo que aquelas línguas maliciosas perverteram-no em uma cerimônia indecente. abrindo-o em Mateus 28.18-19. tendo a um lado seu secretário e do outro o seu irmão. se eu não voltasse. dizendo-lhe que não temesse e que. não esperando tão claras e plenas explicações dos princípios batistas. os batistas. Felizmente. Portanto ide e fazei discípulos em todas as nações. 'O senhopestá proibido de pregar sua nefasta religião'. chamando um soldado com grossa carabina.insultuosos: 'Se eu entrar. entreguei-o à minha senhora. logo cedinho. à disposição do Presidente do Estado. O pobre homem entendeu que eu tinha ordens do Presidente da República dos Estados Unidos. porque respondeu com fúria. ela telegrafasse para o Rio de Janeiro e avisasse aos irmãos o ocorrido. encontrei-o sentado à ponta de uma mesa muito comprida. . Eu disse: 'Pois bem. Tirei o meu cartão de visitas e dei-lho. 'O senhor está proibido de pregar sua nefasta religião neste município. calmamente e com aspecto risonho: 'Senhor Delegado. Eu lhe disse que em matéria de religião não estava disposto a justificar os meus atos. sinto não poder atendê-lo a esse respeito. Nós obedecemos às ordens de um superior a todos vós'. Minutos depois.' Eu estava de pé. Ele de certo não esperava esta resposta porque um silêncio profundo caiu sobre todos eles. começou a insultar-me usando linguagem abusiva contra o batismo que eu havia celebrado no rio. Estou aqui cumprindo esta ordem. E eu estou aqui em obediência à ordem do meu Senhor e Mestre Jesus Cristo. Se houvesse cometido um crime ou quebrado a lei. Mas quanto ao que fiz e pratiquei no meu trabalho religioso ele nada tinha com isto. Tendo algum dinheiro comigo. como ele se expressava. nem do senhor. uma pedra alcançou a fronte do nosso irmão auxiliar. veio ao hotel onde eu estava um emissário do delegado de polícia c convidou-me a aparecer no seu gabinete. ensinando-as a guardar todas as coisas que vos tenho dito. nem do Presidente do Estado. mais furioso do que antes. E. li-lhe as seguintes palavras: 'Todo o poder me foi dado no céu e na terra. alarmado e indignado: 'E quem é superior ao presidente do meu país?'. eu tinha comigo o meu Novo Testamento e. Eu suspeitei que não poderia retornar. estaria disposto a aparecer perante o competente juiz e responder por mim mesmo.' 'Esta é a minha autoridade. do Filho e do Espírito Santo.' Declarei-lhe e sentei-me. Na prisão outra vez — No dia seguinte. batizando-as em nome do Pai. tabelião. terminou com sua voz cheia de ira. 'Qual é seu nome e profissão?'. Chegando ao gabinete do delegado. e o velho pai. é para quebrar a tua cabeça'.

Passei a noite sobre um banco duro e nada dormi por causa da grande quantidade de ratos que infestavam o lugar. Perante o Vice-Presidente — Chegando ao quartel-general da polícia. Mas eu não dei atenção a essas coisas porque nos sentíamos felizes. depois de ler os documentos. 'Bem. 'O senhor quer dizer. consegui receber a comida que minha senhora mandara. senhor. ou se desrespeitei de alguma maneira as autoridades'. então — disse. chamando-me à inocência: 'Se ele mentiu 55 . quando viram alguns deles. deixamos a cidade e partimos para a capital do estado. que o delegado de São Fidélis me pregou uma mentira neste ofício?'. antes do trem partir para Niterói. Eu supuz que ele esperava que eu implorasse misericórdia. Então. perguntei-lhe: 'Diga-me. E se colocou ao meu lado. ele podia ficar certo de que eu ia pregar. qual o meu crime?'. Este. Minha senhora me acompanhou também. Salomão. Mas. O meu coração esfriou quando ouvi o que ele disse. o senhor podia facilmente evitar todo este inconveniente'. Ainda que não soubéssemos o que nos ia acontecer. Eu me ri e disse-lhe que não havia pregado na noite anterior porque estava preso. exatamente como uma esposa americana. A população gostou e aplaudiu. chamou mais quatro soldados com carabinas e ordenou-me que marchasse para a estação. nos trataram melhor que o delegado. Pedi-lhe que fosse para Campos. fomos apresentados ao vice-presidente do estado. Não admitiu que ninguém me visse.dizendo que ele responderia com a sua vida se me deixasse desaparecer. eu deixarei o senhor voltar a Campos'. Humildemente. atiraram contra os que estavam conosco. 'O senhor não sabe. Tenho pregado o evangelho em toda parte desta cidade. No dia seguinte. muito gentilmente: 'Ora. ele me chamou e disse. como passeávamos pela sala. que devo fazer para evitá-lo?'. como prisioneiro. O senhor pode perguntar a qualquer de seus oficiais se algum dia perturbei a ordem pública. e parecia perfeitamente feliz e satisfeita pelo fato de sofrer pelo Mestre. a capital do estado. Sr. respondi: 'Senhor. Escoltados por cinco soldados. 'Se o senhor me prometer que não voltará a esta cidade para pregar a sua religião. disse a um dos oficiais que me levasse para o xadrez. ela nunca me advertiu que atendesse à autoridade. mas ela não concordou. disse-me ele. Mas logo que fosse solto. Logo que saísse da prisão ele podia me esperar que voltaria para continuar o trabalho anunciado. Sem dúvida. os marinheiros que estavam combatendo os soldados. Eu respondi-lhe. Desgostoso com a minha contumácia. onde chegamos à tarde. perguntei. a mim e a ela. Esses tiveram que fugir e nós corremos após eles. Aquele dia c aquela noite fiquei num salão espaçoso. eu fui pastor de uma igreja aqui em Niterói por muito tempo. insultando-nos e apedrejando-nos. o delegado veio ver-me e permitiu à minha senhora vir também. Quando o trem chegou a Niterói. Os soldados nos deixaram inteiramente à vontade. que desrespeitou as autoridades e perturbou a ordem pública?'. palestrando e rindo de alegria por ser nos permitido sofrer pelo Mestre. Contudo.

Minha boa esposa. Eu. se o senhor me prometer que não fugirá. não lhe posso dizer. teria que ir para o xadrez. Ele me prometeu esforçar-se o mais possível. ele me ouviu pacientemente. Solto depois de dez dias — Mas o Senhor tinha ainda algum trabalho para eu fazer. vi o cônsul português. quando se retirou. como um preso político perigoso. Trabalhou até que chegou aos ouvidos do Presidente do Estado. pedindo-lhe que se interessasse por mim. andava pelas ruas de Niterói. Chamei-o e contei-lhe o meu caso. Por que eles não me maltrataram como fizeram com muitos antagonistas políticos. O mau cheiro que me penetrou nas narinas quando o carcereiro me introduziu no tal xadrez quase que me sucumbiu e me prostrou por terra. um meu amigo pessoal. Ele foi ás autoridades e. pois que isso acontecera exclusivamente por causa . com janelas guarnecidas por grades. Imaginem um quarto pequeno. estando em pé. Mas me avisou que talvez não fosse bem sucedido porque os portugueses estavam sendo suspeitados de auxiliarem a armada. quando me mandou para o quartel-general como desrespeitador das autoridades e perturbador da ordem pública. ele confirmou a ordem de me levarem para o xadrez. Eu creio que essa era a idéia do delegado de polícia de São Fidélis. Depois da meia-noite da décima noite da minha prisão. desculpando-se pelo que sucedera. Mas eu quero dizer ao senhor o que aconteceu!'. Ele chamou um soldado de polícia e ordenou-lhe que tomasse conta dela. mas disselhe que ela preferia ir sozinha. Quando terminei. à porta da delegacia de polícia.ao senhor oficialmente ou não oficialmente. Rntão. na sua campanha contra a República brasileira. de quarenta criminosos para cima. Pode-se imaginar como aceitei prontamente a proposta e quão agradecido fiquei pelo favor. sob o estrondo de bombas que explodiam sobre a sua cabeça. Fui metido no xadrez. O processo que eles usavam para se livrar dos inimigos políticos era fardá-los e colocá-los na praia. Despcdimo-nos sem saber se seria permitido que nos víssemos outra vez. onde ficasse incomunicável. Hesitei um pouco. louvando o meu Pai Celeste por aquela bondade. na pessoa de um soldado que era crente. disse ter sido um engano. E. Então perguntei-lhe: 'E a minha senhora? Eu gostaria de mandá-la para a casa de um amigo. ele me mandou buscar. porém. nós o deixaremos ficar conosco no salão dos soldados'. de dois metros por quatro. Reconhecendo-me. dando para uma área suja. onde os marinheiros os assassinavam imediatamente. com uma única porta e sem qualquer outra ventilação. Pediu-me que dissimulasse o caso. cheia de fé c de coragem. No dia seguinte. nos separamos. Nesse quarto deviam estar juntos. O tal xadrez era um lugar terrível. eu só atribuo ao meu bondoso Pai Celeste. Recomendando-nos ao Senhor. confusamente. ele me disse: 'Pastor. Agradeci-lhe a oferta. o chefe de polícia mandou um oficial remover-me para a detenção. visto que a cidade está agora como uma praça de guerra c eu não tenho onde deixá-la!'. brava como um leão. E estava para entrar à porta quando o senhor me mandou um dos seus anjos.

Indo ao Vice-Presidente do estado. me disse: 'E exatamente por isto que lhe mandei chamar. em matéria de religião. senhor. perguntei-lhe se lembrava de mim. os soldados se apresentaram ao delegado. Se fosse uma ordem. ou eram amigos da causa deles. Se o senhor fosse a São Fidélis antes de terminar a revolução. um grande grupo de perseguidores foi trazido à cidade pelo chefe político para acabar com o nosso trabalho. Eu respondi ao Presidente: 'Sim. 'o senhor vá e eu providenciarei para que o senhor seja plenamente garantido na sua missão. Eu lhe disse: 'No domingo próximo'. eu teria que dizer a V. Cada delegacia tem pleno poder em suas mãos. tenha a bondade de ler esta carta. Voltando novamente a São Fidélis — Em 13 de março de 1892. Desde que V. Eu lhe disse que cu era o pastor referido c pedi-lhe que não deixasse o delegado saber para que fins os soldados estavam sendo enviados e que esperássemos os acontecimentos. então. já não levaria em consideração aquele fato. Um dia. agora que tinham a força pública para auxiiiá-los. Chegando a São Fidélis. Mas que o que eu desejava saber era se poderia voltar a São Fidélis e continuar a pregar o evangelho.da revolução que assolava aquele país. estando no Rio de Janeiro. No domingo.Exa. estaremos ao seu lado e providenciaremos para que o senhor tenha toda a proteção necessária'. Eu disse ao Presidente que quanto a isso eu nada tinha a dizer e que. que entendeu que eles estavam sendo mandados para que acabassem com os protestantes.' Ele leu-a e me perguntou quando eu esperava estar naquela cidade. No dia 20 do mesmo mês eu voltei a São Fidélis. 'V. de nenhuma autoridade civil'. como pensavam. Queremos pedir-lhe um favor. comunicando-me a grande perseguição que se dera em São Fidélis no domingo anterior. Prometeu cuidar de mim logo que a ordem se restabelecesse.Exa. não aceito ordens. Ele disse: 'Sim!'. ou eram protestantes. Se o senhor nos fizer o favor dc não voltar a São Fidélis enquanto durar a revolução. Todos esses soldados. Agora nosso estado está em estado de sítio. eu não recusarei atendê-lo. 'Muito bem'. vi um grupo de cerca de cinqüenta soldados da brigada policial embarcar para São Fidélis. O que lhe pedi principalmente foi que evitasse derramamento de sangue. como batista. nós tivemos nosso culto regular. me pede um favor. recebi uma carta de meu auxiliar. nós teríamos de mudar muitas coisas que exatamente agora estamos impossibilitados de fazer. ele me disse. 'Então. se lembra da promessa que me fez acerca de São Fidélis?' 'Sim!'.Exa. Ele.' Quando tomava o trem. no sábado pela manhã. Pode-se imaginar a surpresa quando descobriram que a força estava ali exatamente para 57 . pessoalmente. meu caro senhor. a revolução terminou com a submissão da frota.o que disse ao delegado de polícia! — Que. ele disse. Eu falei com o oficial encarregado e ele me informou que iam para defender um pastor protestante que estavam sendo perseguido por um político católico. As perseguições continuaram enquanto a mesma autoridade estava no poder. disse-me ele. No culto da noite.

Mas eu mc vingo e pratico a vingança. pedradas. fui à prisão e disse ao homem que o tempo de minha desforra havia chegado e que teria o prazer de restituí-lo à sua esposa e filhos. De certo ficou mudo e se esqueceu de me agradecer. A jovem Corina Manhães recebeu uma pedrada na cabeça. um dos que me prenderam. em seguida. onde se edificou o templo. às vezes. No seu afã de destruir a causa do Mestre. no dia seguinte. Depois disso. Três pessoas foram mortas. vendo-a assim ensangüentada. O chefe. Os inimigos. recebi um telegrama avisando-me do fato. nunca mais fomos perturbados. o que lhe causou um grande ferimento. Creio que poucos dos meus leitores concordariam em que um missionário pensasse em vingança. desapareceu. Humilharam-no. porém. Tendo a permissão. O sangue derramado pelas vítimas de perseguições ao evangelho fertilizou a terra para que a semente das boas-novas pregada germinasse e viesse a dar 58 . eu lhe pedi um simples favor: que se aquele delegado de polícia chegasse a ser preso. cortados. me fizesse saber. Não muito depois da última perseguição. Apressei-me em ir a São Fidélis e pedi ao chefe político (o novo) que me deixasse ver o preso e fazer-lhe o que desejava. foi amarrado com se amarra um porco e jogado num vagão de trem da Leopoldina. apupos. poderia me acompanhar e ver o que eu queria fazer. não se comoviam. Foi para casa e. Um bom negociante converteu-se e fez presente de um terreno no centro da cidade. etc. os perseguidores usavam de todos os recursos que se podem imaginar. Quando o novo partido assumiu as rédeas do poder. prisões. c ele e sua família perderam o prestígio. eu desejo dizer como me vinguei desse delegado de policia. Seu sangue foi derramado em plena rua. Houve um tiroteio no mesmo lugar onde fui preso durante vinte e quatro horas. No dia seguinte. onde ficaria dez dias detido. Aconteceu que. e com membros quebrados.O homem temeu que eu pudesse fazer justiça com as minhas próprias mãos. O chefe da oposição era meu amigo pessoal e uma de suas filhas era membro de nossa igreja. durante as eleições. Eram vaias. Mas assegurei-lhe que não tinha intenção de fazer qualquer mal àquele homem e. foi preso. Hoje há em São Fidélis uma igreja muito próspera. A vingança do missionário — Antes de findar esta história. desprezaram-no e. que se ele quisesse. foi também preso e enviado para Campos o irmão José de Souza. O fato é que alguns deles voltaram para casa feridos.' (l) OUTRAS VÍTIMAS DA PERSEGUIÇÃO No mesmo dia em que Salomão Ginsburg foi preso (9 de janeiro de 1894) e enviado para Niterói. o partido político chefiado pelo pai desse delegado perdeu o poder.manter a paz. Leiam o que se segue e vejam como o fizemos e quanto nos alegramos daquela parte de nossa corrida. temendo a vingança de outros piores do que eu. foram descobertas fraudes.

Ali seria batizado o irmão João Hugo Kopp que dera. Joaquim Fernandes Lessa comenta que. de Macaé. teve um braço bastante contundido com uma pedrada. como ainda apedrejá-los. portanto da justiça. os crentes. Mas os crentes não se intimidaram. fez publicar a sua 'glória'. não conseguiram fazer os batismos para aquela tarde marcados. Sabendo o Frei Ignácio que os crentes iriam realizar tal batismo. Preferiram sofrer pelo evangelho os apupos. publicamente. e com uma Constituição libérrima que dava plenos direitos a todos os cidadãos de seguirem o credo religioso que quisessem. O mês de julho de 1899 ficará na história como o mês das cruentas perseguições promovidas pelo referido clérigo. O batizando João Hugo Kopp. Os protestantes. lá estava o frei com seu grupo realizando seu intento. a quem ele reconheceu como Salvador e Senhor. Deus estava com eles e também o povo sensato de Macaé faria o julgamento dos atos do frei. PERSEGUIÇÕES EM MACAÉ Embora já estivéssemos na República. quer na praia. ainda gabando do que o frei conseguira com um grupo de arruaceiros. e combateu com energia a maneira como o frei agia desrespeitando a Constituição e afrontando consciências alheias. 59 . no referido mês.muitos frutos. vaiou-os até à noite. Já dissera o grande apologista cristão Tertuliano que 'o sangue dos mártires é a semente de cristãos'. etc. as vaias e as pedradas. O Frei Ignácio recebia cobertura do jornal O Século. o pároco da cidade de Macaé. pleno de indignação. os crentes foram "novamente perseguidos de modo bárbaro e sem precedentes naquela cidade'. o povo em massa. a profissão de sua fé no evangelho de Cristo Jesus. impropérios. apaziguando os ânimos exaltados. quer pelas ruas da cidade e até na Rua Mesquita. mergulhado no santo elemento. amedrontados. ambos publicados em Macaé. rezava de olhos fechados (!!)"(1> Felizmente nem todos concordavam com as perseguições do frei e seus apaniguados. No dia e hora marcados. promovia perseguições aos inofensivos crentes. quando os protestantes se reuniam à Praia do Concha para batizarem João Hugo Kopp e outros que renegaram a religão católica para abraçarem a seita do frade Lutero. Além deles. outros jornais da capital verberaram o ato de intolerância praticado pelo Frei Ignácio. O jornal O Lince se posicionou ao lado dos crentes. O caso que estamos relatando está ligado ao batismo no mar. Por isso se sentia senhor da situação e com direito a desrespeitar a Constituição e a consciência das pessoas bem esclarecidas. A atitude do frei foi repudiada pelos jornais O Lince e O Diário Macaense. preparou um grupo para. conhecido por Frei Ignácio. com o fito de evitar que fossem realizados cultos para atrair convertidos ao evangelho santo de Jesus Cristo. O aludido jornal O Século. disseram-nos. só os realizando no dia seguinte pela madrugada. sob o título Os Protestantes Vaiados: "Na tarde de domingo passado (16). não só hostilizar com vaias. A polícia compareceu prontamente. na ocasião em que. na Praia da Concha.

sabem-no todos: é o bandido Antônio de Souza Melo". em Haia. perante grandes potências. o conduziam à cadeia. era utilizado pelo Frei Ignácio e pelo jornal O Século para promover as desordens nos cultos c a espalhar boatos contra os crentes. não exibia conduta regular. os imbecis. não é a população em massa que persegue os evangélicos em Macaé. que era conhecido como 'mau elemento'. resolveu desnudá-lo perante todos. ora nas ruas. Florentino Rodrigues da Silva foi autorizado pela Igreja Batista de São Fidélis a realizar batismos sem ser pastor ainda. Foi nessa condição de evangelista que ele começou a batizar em vários lugares. ora em ca"sas particulares. fazia certas estrepolias que. pelo grande jurisconsulto brasileiro. ora nas praias em ocasiões de realização de batismos.O Lince. O missionário Salomão Ginsburg rebateu. Dai só saía quando um parente. deste modo. que era crente. defendida mais tarde. que têm mais necessidade de bons exemplos de seu chefe do que assistir à descompostura e imoralidade atiradas do mesmo. como insultosamente avança O Século (que. Salomão contava com um evangelista muito ardoroso. que executam essa vaia deprimente com que temos sido honrados". 60 . composta de filhos homens. alguns que já tinham professado a fé no Senhor Jesus. avô. jovem intimorato que não se deixava intimidar com as perseguições que moviam contra os crentes. muito menos moleques assalariados pelo O Século ou por quem quer seja.*2) Salomão Ginsburg era de coragem indômita e sempre lutava para que a força do direito prevalecesse contra o direito da força — tese. O episódio referido acima se deu quando ele ia imergir nas águas batismais. na Praia do Concha. nos idos de 1899. Eis uma parte do que ele publicou: " N ã o somos covardes. um homem conhecido pelo apelido de Minga Ribeiro. Minga Ribeiro. O Lince retratou-o como ele era: " É um velho sem vergonha. os bêbados abundantes em todas as cidades e em todos os tempos. Porque diga-se o que era necessário. Havia em Macaé. Apesar de ser beneficiado por esse crente. aliás. pagava a chamada 'carceragem'. são os garotos. Holanda. Rui Barbosa. Florentino Rodrigues da Silva. Como naquele começo só Salomão e Antônio Ferreira Campos eram pastores ordenados e não podiam atender a todos os trabalhos que iam se desenvolvendo. no final. Tratava-se do Sr.. preza pouco o bom senso dos dignos macaenses). sempre prontos ao acesso dos provocadores e desordeiros. nem há nada que nos amedronte. Esse homem. por essa razão. (3) Ora nas praças. conhecendo o caráter do redator de O Século. Antônio de Souza Melo que. quando se realizavam cultos a Deus. pelo jornal O Lince. que deixaria o mundo deslumbrado com sua intrepidez e talento multifacetado. quase sexagenário e com numerosa família constituída em Macaé. que vivia sempre embriagado e. já sexagenário. que patrocinava a causa do frei.. os inimigos estavam procurando destruir a obra do Senhor. atiradas contra um público que o tem suportado misericordiosamente em seu seio há mais de 30 anos. os ataques que O Século veiculara contra o pugilo de crentes daquela cidade.

A carência de pastores sentida no Estado do Rio era problema vivido também 61 . dispostas ao sacrifício. o missionário pôde realizar sua pregação. postulando ao pastorado. Joaquim Lessa afirma que 'foi geral a indignação da parte do povo que assitia à conferência evangélica'. houve caso dc irmãos que. estava na praça. Anteriormente. para a mesma praça. a cidade que é uma pérola engastada no Atlântico. O abaixo-assinado dissertará hoje. Com a presença do Delegado de Polícia. pois. com força armada. Para solucionar esse problema. que a polícia foi chamada a intervir. A GRANDE CONTRIBUIÇÃO DOS EVANGELISTAS No passado. Eram eles verdadeiros desbravadores. que eram feitas. Diminuto era o número de pastores. tenente Galeno Camargo. Domingos Ribeiro'. À hora marcada. não deixando de lançar impropérios terríveis contra o protestantismo. onde atuava apenas um obreiro — o missionário Salomão Ginsburg. cantando. Eram evangelistas que. tudo então era difícil na realização da Obra. sobre religião católica. sem. no dia 23 de julho de 1899. segundo se lê no livro de atas da Associação Centro Fluminense. A intenção era provocar distúrbios porque. quer do ponto-de-vista financeiro. contudo terem autoridade para batizar e celebrar a Ceia do Senhor. à Praça Visconde do Rio Branco. quando um grupo liderado por Minga Ribeiro começa a gritar e 'a dar vivas à religão católica'. queriam tornar-se logo pastores. 23 de julho de 1899. eram reconhecidos como evangelistas os irmãos que se dedicavam à evangelização. no ano de 1897. ora a cavalo.Ocorre que. a Primeira Igreja Batista de Campos autorizou o diácono A. Minga Ribeiro saiu pelas ruas de Macaé.R. Assim. frutos do desenvolvimento do trabalho do evangelista.Melo a celebrar a Ceia. espalhando o seguinte boletim: 'Ao povo. ora a pé. o Pastor Salomão já havia anunciado a realização de pregações. Aceitando o posicionamento da junta. Foi nessas circunstâncias que o evangelista Florentino Rodrigues da Silva chegou da Bahia. também ali existente. As estradas eram raras. indiscriminadamente. Salomão. com os crentes. Eram pessoas de consagração comprovada. foram dispersos os causadores do problema. Para solucionar o mesmo problema. fazendo o trabalho como um pastor. As escolas só existiam nos grandes centros. Tal foi a perturbação. com sol ou debaixo de grandes e pequenas chuvas. a Igreja Batista de São Fidélis resolveu autorizar o evangelista Florentino Rodrigues da Silva a realizar batismos e a celebrar a Ceia do Senhor. os que se iam convertendo na região. Por causa da falta de obreiros. Macaé. as igrejas impediram que isso fosse feito. quer do ponto-de-vista de viagens sacrificiais. precisavam esperar durante muito tempo a visita do missionário para que pudessem ser batizados. tinham sido impedidos pela Junta Regional. convidado que fora para colaborar na Missão Campista.

Francisco Antunes de Oliveira (Araruama). antes de 1890. Fidélis Carneiro (Pureza). Corindiba dc Carvalho. Luiz Ovídio Firmo (Alto Macabu). Por falta de obreiros. João Moura da Silva Filho (Maricá). João Freitas (Tercsópolis). Depois de 1900. Cândido Ignácio da Silva. Raul Alves de Abreu (Paraíba do Sul). José Martins Gomes Fayal (Cacimbas). J. membro da Igreja Batista dc Pádua. Dionísio Loureiro (Salto). no Estado do Rio. buscando aqui e ali um lugar por onde pudesse sair. Lino de Paula (Pureza). realizou os primeiros batismos. Por exemplo. Joaquim Melo Policarpo. Almiro Campos Nogueira (Barão de Aquino). à noite. Alexandrino Cunha (Salto). Valério Gomes. Leopoldo Alves Feitoza (São João de Mcriti). Clemente Teixeira Pinto (Campos Elísios). Domingos José Ferreira (Piraí).Kerr. batizado em 4 de outubro de 1911. Panfílio Teixeira Barreto (Capim Angola). Vjcente Morais (1897). Manoel Tiago (de 1899 a 1900). na roça. destacaram-se como evangelistas: Domingos Joaquim de Oliveira (de 1890 a 1891). o irmão Frederico Mueller. Pedro Barbosa e Florentino Rodrigues da Silva (de 1896 a 1898). o evangelistas Emerenciano Machado. estava o jovem Florentino Ferreira. naquela época. Manoel Couto da Cunha (Glicério). Honesto dc Almeida Carvalho (Correntezas). A colônia alemã. Emerenciano Nunes Machado (Pádua). Antônio Fernandes Portugal (Córrego do Ouro). Entre aqueles que foram por ele batizados. aparecem na arena batista fluminense os seguintes evangelistas: Acelino Corrêa (Rio Preto). Carolino de Oliveira (São José do Rio Preto). Ildefonso Silveira (São Gonçalo). Assim é que. Jaime Soares Curvelo (Rio Dourado). Belmiro Basílio de Souza (Três Rios). Como nada 62 . Joaquim FLessa (de 1895 a 1901). no início do trabalho batista. Mais tarde. Francisco Alves Ferreira (Carapebus). Ideal de Souza Bastos (Piabetá). Carlos Rodrigues de Oliveira (Valença). De alguns evangelistas narram-se episódios jocosos. No início da obra do Senhor. Sebastião Freitas (Carmo) Silvino Ferreira de Souza (Imbaú). Cantando Ferreira Pinto (Maricá). Dário da Silva Branco (Cachoeiras de Macabu). em Minas Gerais. Ernesto Nogueira Penido (São Fidélis). Bernardo Ferreira Neto (Firme). que viria a ser pastor da Igreja Batista de Natividade de Carangola. indo pregar. autorizando-o a celebrar essas duas ordenanças do Senhor Jesus. Otávio Florêncio Pereira (Pião). Benedito Firmo (Salto). viveu situação semelhante. João Francisco de Paula (Barra do Itabapoana). Começou a andar no meio do matagal. Muitos desses irmãos se revelaram como pastores e foram bem aprovados como obreiros no campo batista fluminense. perdeu. Eunuco Santana de Abreu (Taquarussus). Alberto Mendes de Oliveira (Maricá). Manoel Antônio da Silva e outros. Joaquim Francisco de Souza (Carmo). Bento de Souza (1897). Emilio W.F. Otávio Farias (Sapucaia). Jaime Soares Curvelo. no Rio Grande do Sul.em outros estados. Alfredo Dias Delgado (Sana). Miguel Galdino da Silva (Taquarussus). um dos dois únicos batizados naquele local. o caminho.Lessa. A falta de obreiros levou os irmãos letos a escolherem um diácono que emigrara para o nosso país. alguns irmãos que haviam atuado como evangelistas em diversas regiões do nosso estado foram ordenados pastores: José Alves. o diácono João Tiburcio Alves foi autorizado a celebrar a Ceia e a realizar batismos. O mesmo sucedeu com a colônia leia no Brasil. José Alves (de 1892 a 1893). Joaquim Melo Policarpo (Trajano de Morais). no Estado Rio de Janeiro. José Rodrigues Corrêa (Carapebus). certa feita. João Alves (Cambuei). Fortunato dos Santos (Neves).

Aquele encontro com aquela família. ". resultou em frutos para o evangelho. ensangüentado. que tem como título Mensagem Real. naquela noite.conseguisse. até. Há os casos daqueles que foram maltratados. ao se converter. foi alvo de motejo. que se localiza na região do Glicério. OPOSIÇÃO DO CLERO Os inimigos da propagação do evangelho não mediam esforços para embaraçar-lhe o desenvolv imento. só episódios pitorescos os vividos pelos bravos evangelistas. deixando-o semi-morto. município de Macaé. deixando-o caído c sangrando. Após tê-lo xingado muito. desdém e. Passaram. e cuja primeira estrofe e o estribilho dizem assim: Sou forasteiro aqui. é ordem que Ele dá. De repente. Certo dia. Luiz Ovídio Firmo podia dizer: " O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra" (Salmo 34:7). A palavra do Senhor se cumpre a cada momento. 63 . deram-lhe doze cacetadas. começou a cantar o hino 2. Ao invés de receber ajuda. Em conseqüência disso. Usavam de todos os meios que podiam para atingir o seu objetivo. Um grupo soube que ele ia ali pregar e resolveu encontrar-se com ele para fazê-lo voltar do caminho. Não foram. vieram outros malvados que. uma janela sc abriu e uma luz brilhou. abrindo-lhe a boca. Eis a mensagem Aquele que por "Reconciliai-vos "Reconciliai-vos que me deu nós morreu: já". nosso Senhor. assim mesmo. se dirigiu para o local onde iria pregar. levantou-se e. Mas ele não se intimidou. No caminho alguém o reconheceu e disparou três tiros. durante aquele ano. Exemplo disso é o que aconteceu com o irmão Luiz Ovídio Firmo que.. fizeram-no comer areia. Ele caiu. por muitas provações e experiências. em terra estranha estou. perseguidos c torturados pelo único"crime" de terem abraçado o puro evangelho de Cristo Jesus.07 do Cantor Cristão. já com Deus!". tornou-se uma grande arauto do evangelho que abraçara. Do reino lá do céu embaixador eu sou! Meu Rei e Salvador vos manda em seu amor As boas novas de perdão. Ia repetindo "Sou forasteiro aqui. Quando ele recobrou forças. Foram embora. em terra estranha estou. Muitos deles arrostavam muitas peripécias e perseguições. foi pregar no lugar denominado Arraial do Frade. Mas o Senhor os desviou dele. Alguém queria atender ao clamor do "forasteiro". porém. no meio do mato. O ano de 1896 foi de muitas lutas para os crentes. perseguições.

Quando os ânimos se estavam levantando. da Igreja Presbiteriana. o Diabo se lembrou de um ardil que pudesse neutralizar o serviço dos servos do Senhor. em 1896. o trabalho sofreu algum abalo devido a uma grande epidemia de varíola que assolou quase toda a população. estava inativa por falta de liderança.Joaquim Fernandes Lessa registrou: " E m Campos. Deste modo. entre eles. dizendo um deles: 'Estamos plenamente convencidos de que não se trata de uma questão religiosa.) As igrejas mais antigas que a de Campos reuniam-se em casas adaptadas para o seu funcionamento. o movimento foi logo repelido pela polícia de cavalaria que guardava a casa de cultos. No culto de quarta-feira. de construir a primeira ponte de ferro. Rua Tenente Coronel Cardoso). Depois de ter se reunido. n? 13. e os crentes exercendo plena atividade. porém. mas o resultado da precipitação com que os ladrões procuraram despojar as mesmas imagens de objetos de valor com que estavam adornadas". as dignas autoridades haviam tomado as necessárias precauções. O pastor Salomão fez distribuir pela cidade um boletim explicando ao povo a atitude dos protestante em todos os tempos e protestando contra tais monstruosidades. teve o privilégio de ver solenemente lançada a pedra fundamental do primeiro templo batista em solo brasileiro. Assim agindo. Foi em 1895 que os crentes. na ocasião."' LANÇAMENTO DA PEDRA FUNDAMENTAL DO PRIMEIRO TEMPLO BATISTA NO BRASIL Campos. que ficava na Praça da Redenção. Os jornais da cidade — Monitor Campista e A Gazeta do Povo — foram unânimes em defender os evangélicos. e que a profanação das imagens não é ato de fanatismo. estavam satisfazendo a lide64 . (Esse fato é narrado mais adiante. também. Como. postou-se em frente ã porta do salão de cultos uma grande multidão em atitude francamente hostil. com o evidente propósito de responsabilizarem os evangélicos batistas por tal ato de selvageria. alguns crentes. compraram um terreno na Rua Formosa (hoje. devolveram o terreno que tinham comprado à Rua do Mafra. sob o pastorado de Salomão Ginsburg. a igreja passou a se reunir em uma casa no Beco do Barroso. que se ufana de ser a primeira cidade na América do Sul a possuir luz elétrica (1) e. no salão alugado. que. à Rua Marechal Floriano. cm outra parte desta obra. no dia 21 de outubro de 1896. o que surtiu o efeito desejado pelo inimigo das almas. por algum tempo. com o propósito de nele erigir um templo. Influiu a alguns gatunos a roubarem a igreja matriz de Campos em diversas jóias e a quebrarem imagens e outras coisas do templo católico. O salão estava repleto de ouvintes atentos quando uma pedrada foi arremessada para dentro do recinto. sendo grande o número de mortos. e que fora a sede da tipografia do jornal Vinte e Cinco de Março. mas simplesmente de roubos.

que mais uma vez honrou os foros de orador fluente e correto. ansiosos pela execução do programa. mas suas últimas palavras. A solenidade foi empolgante. lançar a pedra fundamental. crença que se avigorou em nosso espírito pelos múltiplos vexames e erros da tirania espiritual acastelada em Roma. no dia 21 de abril de 1897. " N ã o somos protestantes. graças ao espírito trabalhador e infatigável de seu ilustre pastor. "Quando chegamos. calmo e imponente. "A nossa folha esteve representada por todo o seu pessoal de redação.Lopes. falava o nosso digno colega Dr. Resolveram. data que relembra o aniversário do proto-mártir Tiradentes. Foi talvez pouco religioso. fez-nos acorrer à Praça da Redenção.. e pelo quase sagrado respeito ao nosso estado político. Prova-o tocante solenidade com que foi anteontem lançada a pedra fundamental da igreja batista que será dentro em breve uma realidade. como um hino de esperança e amor. numa apoteose deslumbrante ao papel da religião na harmonia política do futuro.rança presbiteriana do Rio de Janeiro que nao concordara com a venda daquele terreno. " E m seguida. eletrizando com a magia dc sua palavra. ungida de encantamento e entusiasmo. lendo a ata que foi assinada por todas as pessoas presentes. em que estavam bordadas as seguintes palavras: A Gazeta do Povo. ou apesar dela. se acotovelava uma multidão compacta de fiéis. levar avante o plano de construção. ouvimos. é considerado Patrono Cívico do Brasil. resolveram. Educados no regime católico. imediatamente. cheio de rasgos de eloqüência. Azevedo Cruz. merecendo o nosso ilustre companheiro gerais cumprimentos e muitos abraços. nosso digno amigo Salomão Ginsburg. o pastor fez uma prática adequada ao grande acontecimento. especialmente levantada para tal fim. no doce remanso do lar doméstico. onde. honrado e conhecido leiloeiro da praça. entre galhardetes e folhas. que hoje. A Gazeta do Povo. encarregando-se obsequiosamente deste serviço o S. pelo que descrevem os jornais. Foi um discurso feliz. fez uma reportagem do evento: "Igreja Evangélica — o protestantismo pode dizer-se uma instituição formada entre nós. Senhor invencível dos mundos e dos exércitos. sendo ato contínuo lançada a pedra fundamental.B. de meditado fundo filosófico.. a multidão estava toda descoberta. que foi observado caprichosamente. repetimos. sendo oferecida ao nosso chefe uma artística pasta. um dos jornais insuspeitos. " N ã o somos protestantes. Comprado que foi o terreno da Rua Formosa. "Seguiu-se depois animado leilão de prendas. da tribuna. devemos deixar consignados 65 . foram recebidas por uma prolongada salva de palmas. Mas a crença de que devemos ser católicos contra a igreja. o canto balsâmico de nossas mães. então. que garante a liberdade do culto. toda a fibra sensível da grande massa popular que o cercava. num hosana dulçuroso ao Deus Pai. e. muito dispostas. de hipérboles arrojadíssimas. "Ao terminarmos esta rápida notícia.

Ambos mostraram que haviam decorado bem. e.Azevedo Cruz. foi tirada a fotografia das pessoas que se achavam presentes. e que nos seus tenros cérebros as palavras dos que os ensinaram. que vemos? Vemos o apóstolo da liberdade. o poder mais formidável que então havia. ainda estou estudando. então eu serei um dos vossos irmãos em crença. fez ao Criador uma prece para que ele abençoasse os trabalhos começados naquele dia. e também Conte. a terra de Cide. subiu a um pequeno tablado ali feito. de Calderon de Labarca. os italianos. dali é que Lutero lançara o grito de desobediência ao Vaticano. de Lopes da Veiga. de Campoamor. "Antes da colocação da pedra comemorativa. tendo lido e estudado o que dizem os filósofos cristãos. faz o bloqueio da Grécia e se torna. tornar a República feliz. um discurso. que servia de tribuna. Malleschor e Spencer. se tornará mais um foco de luz espancando as trevas que obscurecem o azul infinito do céu da terra do cruzeiro. em resumo. talvez. com vossa crença. deve ter muitas lacunas. ou hinos.os nossos protestos de reconhecimento ao digno Sr. eu vos ajudarei a carregar esta pedra. "Convidado. que reservou página e meia em sua magnífica obra Subsídios Para a História dos Campos dos Goitacazes. Depois o pastor Salomão. " D a Espanha. dirigindo-se aos espectadores. de memória. e tem notado que os espanhóis do México. que acabam de ser vencidos pelo herói Menelik. o Dr. com o braço direito estendido. dessa Europa coligada. trabalhando para sufocar um punhado de bravos. com que retalha as carnes de pérola das Antilhas e ferir no seio a cabocla cubana " E quem poderia acreditar que Emílio Castelar. se vós podeis contrabalançar o efeito funesto do fanatismo. tem estudado a história do passado e do presente. Ginsburg pelas maneiras cavalheirosas por que nos recebeu". Uma menina recitou uma poesia. sob o pretexto de razão de estado. o azorrague. olhos baixos. pela pobreza do nosso vocabulário. o tribuno da fé se tornar apóstata e incoerente com suas idéias. cantados pelos meninos. contra a liberdade dos povos?! "Ainda não assentei minha tenda. plantado no dia do aniversário do proto-mártir da República brasileira. haviam ficado gravadas corno em uma lâminas sensível de fonógrafo. (2) Mas a melhor homenagem seria prestada aos batistas campistas pelo grande historiador Júlio Feydit. disse: 'Que da Alemanha é que saíra a voz de protesto contra a tirania dos papas. para a fundação de mais um templo que.' "Este discurso não é mais do que um resumo. tenhamos amesquinhado as frases buriladas de um dos mais distintos oradores campistas. Se vós poucis com vossa fé. que. o paladino da religião cristã. 66 . tornar-se o chicote. Seguiram-se os cânticos. os ingleses no Transwal. se tornasse o apóstata contra a liberdade?! Como acreditar na sinceridade desses evangelizadores. enfim a Europa coligada. a protetora do crescente muçulmano contra a cruz dos cristãos. e. reproduzimos. e um menino. para narrar o acontecimento: "A concorrência de espectadores foi regular.

remeteu 730 dólares. O abaixo-assinado. Em seu livro Um Judeu Errante no Brasil. Por isso. 22 de dezembro de 1897. será. a construção do templo protestante. Campos. uma das melhores do Brasil. Eu não apelei a ninguém. O lançamento da pedra-fundamental do templo provocou no clero um certo ciúme. por aquele ato. o clero não deixava de persegui-lo e ao pugilo de crentes que compunham a primeira igreja da cidade. Logo ganhava a amizade das pessoas com quem se encontrava. E também lhes faz saber que a Santa Igreja Católica proíbe os fiéis de tomarem parte nas prédicas ou nos ofícios que neles se fazem. A imprensa campista lhe dava cobertura quando necessário. classificando-a de tudo que era vil e terminou sua tirada com a seguinte conclusão: 'Se alguém auxiliar de algum modo ou forma. e custou 4. produziram mais de cinco contos de réis".500S000. Dia após dia. O vigário-padre. simpático. excomungado'. chegavam-me cartas pelo correio trazendo cheques." O terreno em que se construiu o templo deve ter aproximadamente 90 palmos de largura e 180 de fundos. No dia seguinte. ipso facto."' 1 ' Salomão Ginsburg acudiu logo em defesa dos batistas e publicou nos jornais rebate àquela nota."' 2 ' 67 . "Aquele artigo me ajudou a terminar a construção da bela casa de cultos. tendo lido hoje nos jornais desta cidade um apelo da comissão dc obras do templo evangélico à população campista. pela baixa de câmbio. depois do artigo. padre e aferrado jesuíta. ele registrou: " U m dia achei que devia levar ao conhecimento dos habitantes da cidade o que a igreja estava tentando fazer. o vigário da paróquia.' 3 ' CLERO CATÓLICO ROMANO REAGE CONTRA A CONSTRUÇÃO DO TEMPIX) BATISTA Salomão Ginsburg era um espírito jovial. publicou um artigo em que denunciava a religião protestante. e a Sociedade das Missões Evangélicas. Ginsburg. dinheiro ou ordem de quarenta a duzentos e mais mim réis. Mesmo com o apoio do povo e da imprensa. mas fi-los saber que receberíamos com alegria qualquer auxílio se alguém se sentisse desejoso de fazê-lo. Para a construção da igreja foram obtidos donativos no Brasil. o vigário da cidade. dos Estados Unidos. vem por dever de consciência prevenir os seus paroquianos que de modo algum podem concorrer com donativos. Beneficiá-la seria beneficiar a cidade. Antônio Maria Corrêa de Sá. seu porta-voz. serviços ou quaisquer outros meios para a ereção de templos heréticos. faça o favor de publicar o meu nome e que lhe remeti algum dinheiro porque eu desejo ser excomungado'. no valor de 20 contos de réis. quase todos concluíam assim: 'Sr. vigário da freguesia de São Salvador. publicou na imprensa local uma nota demonstrando o seu desagrado: "Freguesia de São Salvador. Na cidade de Campos fez muitos amigos. que.

o seu produto. era a do colportor.de São Sebastião. descendo vales. estando ela representada principalmente pela Loja MaçOnica Goitacás. medindo 40 palmos de frente sobre 80 de fundo. as facilidades de pedidos pelo correio. que viajava de cidade em cidade. é construído em estilo gótico. Publicara na imprensa local o plano de construção e promovera até leilão. O fato ocorreu no dia 21 de abril de 1898. o pioneiro do trabalho batista no Brasil. à tarde. Era preciso. pela Associação Comercial.B. Por ser um fato inédito. não teria condições de erigir tal templo. Pedro Landim. O interior é de uma simplicidade digna. porém mui gloriosa. conseguira com seus amigos maçons oferta para a construção. e pela Sociedade Musical Lira de Apoio. sendo pequeno o templo para conter a inúmera massa de povo que concorreu. era o colportor o bandeirante da fé. pois. ora de trem. Ginsburg. de vila em vila. " À festa de inauguração compareceram mais de mil pessoas. João Batista Lopes. com uma assistência calculada em mil pessoas.' 1 ' A construção desse templo provou a têmpera do missionário Salomão L. podia ser que. na pessoa do Sr. subindo montes. do início do trabalho batista no estado. construído ao lado da E. no Largo do Rocio. que abrilhantou a cerimônia com várias peças de alto valor. Monitor Campista e Segundo Distrito publicaram a notícia "de modo entusiasta e bondoso". como um mascate. Do jornal Segundo Distrito extraímos: "Esteve imponente a. a obra de colportagem. O templo não é muito vasto. difundir. Isso provocou reação (2)- OS BRAVOS COLPORTORES Missão das mais difíceis. os poucos obreiros que havia faziam. pessoal ou em reuniões. A nossa melhor sociedade achava-se ali representada". atraiu a atenção de toda a comunidade campista. e pobres. de fazenda em fazenda.INAUGURAÇÃO DO PRIMEIRO TEMPLO CONSTRUÍDO NO BRASIL Fato auspicioso para os batistas de todo o Brasil foi a inauguração do templo da Primeira Igreja Batistas de Campos. naquela época. Ele se ocupava em espalhar. como hoje nós temos. ora a cavalo.F. Tudo era difícil. Mas Salomão. O sermão oficial foi proferido pelo missionário W. empreendedor como era. Naqueia época. por aquelas plagas nunca mais voltasse alguém trazendo um exemplar 68 . então. Um número tão pequeno de crentes. Os jornais campistas Gazeta do Povo. à procura de alguém para quem pudesse oferecer. levar ao evangelizando a Bíblia. de aldeia em aldeia. Apelara à sociedade campista. sem a mais ligeira ornamentação. As paredes são caiadas de alto a baixo. ora em canoas pelos rios. Não havia.Bagby. propagar o evangelho através da literatura. festa realizada anteontem para a inauguração deste templo. Nos primórdios da obra. na pessoa do Dr. além da obra evangelística. tendo ficado do lado de fora mais de 300 pessoas. ora a pé. Ele era o burifarinheiro.

Bíblia e pregador chegavam juntos". depois. meses depois. ficaria o novo convertido com dificuldades para arranjar meio de estudar a Bíblia e fazer crescer a obra. Com muito tato. pensei aquela vez que ia ser preso ou açoitado pelo evangelho. Cícero Góspeler e Sebastião Ignácio da Cunha que.E. destaca-se o destemido irmão Bento de Souza e Silva. no dia 1? de janeiro de 1901. O segundo — O Echo da Verdade — era editado na Bahia e servia à parte norte do Brasil batista. Para substituí-lo. Aqui destacamos os nomes de Camilo Roig. ao mesmo tempo em que evangelizava. Mas quis Deus que a porta se abrisse e disse-me um deles: 'Senhor. no Estado do Rio. Entre homens de Deus que se entregaram ao serviço da colportagem. Em 1898. adeus'.* 3 ' MUDANÇA DO MISSIONÁRIO GINSBURG PARA PERNAMBUCO Em fins do ano de 1900. Embora atuando na região de Campos. capital federal. exceto nos casos em que sendo o colportor também um evangelista. que exercera grandes atividades evangelísticas no Estado de Pernambuco. chegaria o pregador. aparecia na arena evangélica batista de nosso país o O Jornal Batista. seria criado o O Jornal Batista. Um desbravador. Ele me disse: 'Ele não vem mais. adeus'. Um herói anônimo. A fim de ser publicado um jornal de âmbito nacional. E assim. os referidos jornaisL deixaram de existir.Entzminger. Florentino Rodrigues da Silva e os evangelistas como Cândido Inácio da Silva trabalharam como colportores. uns padres alemães tentaram mandar prender-me por um sargento. é convidado o missionário W. CRIAÇÃO D' "O JORNAL BATISTA" Entzminger era um diplomata. por décadas.da Palavra de Deus. também. Assim. me deixaram só no quarto. exerceram essa tão árdua quanto honrosa missão de difundir a Palavra de Deus."*" Os nossos primeiros pastores como Joaquim Fernandes Lessa. vendendo Bíblias e livros religiosos. que tinham um cunho mais regional. Depois de terem me levado a uma casa e me fechado dentro cerca de meia hora. sendo como que uma fusão voluntária dos dois jornais antes citados. servindo aos batistas do sul do país. conseguiu a união dos dois jornais que circulavam entre os batistas brasileiros. perguntei-lhe: 'Que é do padre que me queria prender?'. Na Aparecida. o missionário Entzminger permaneceu residindo na cidade do Rio de Janeiro. ele escreveu ao redator do periódico As Boas-Novas: " N ã o tenho espalhado mais Bíblias porque tenho tido falta delas. onde. o missionário Salomão Luís Ginsburg deixa a Missão Campista e vai cooperar com o campo pernambucano. E. Senhor.*2' Glass diz que: "Foi quase invariável o caso em que a Bíblia chegava primeiro nos lugares onde. ia de fazenda em fazenda. Não quer mais falar. mas o Senhor não deixou. 69 . Embrenhava-se pelas roças. O primeiro — As Boas-Novas — era editado em Campos. Então.

foi perdida. criado por Alberto Vaz Lessa e Antônio Ferreira Campos. muita coisa que ajudaria às igrejas. Há igrejas que perderam seus livros de atas. Agora que estamos celebrando um centenário de obra batista no campo batista fluminense. o livro de atas estava rasgado. as escrituras.CRIAÇÃO DO "BRISAS DO CAMPO" Não obstante haver sido criado o O Jornal Batista. Lamentamos que nenhum exemplar da referida publicação tenha sido arquivado. mister se faz que cada igreja tenha em dia toda a sua documentação. apareceu. Estive numa igreja onde o primeiro livro de atas estava todo comido pelas traças. Noutra. Aliás. de publicar notícias de igrejas e artigos informativos. com a finalidade. em Campos. ao que tudo indica. etc. que tinha o objetivo de atender a todo o território nacional. 70 . com falta de muitas folhas. no mesmo ano. e aos historiadores. É necessário que se nomeie alguém para tomar conta de seus documentos históricos. o jornalzinho Brisas do Campo.

Utilizava-se ele do jornal Boas-Novas para dar resposta aos que gostavam de polemizar. ter o missionário W. O inesperado. apreciando-lhe a atitude de terminar aquela polêmica que.B. sabendo que esse tomara a decisão de suspender seus ataques. Dava sempre vazão a este instinto. Os ataques de A.Bagby publicado uma justificativa. usava uma linguagem virulenta e satírica. endereçada a A. que se havia manifestado contra os ataques de A. no dia seguinte. Os batista não concordaram com a linguagem usada por ele em seu polêmico artigo. ou mesmo promovendo. fez publicar em As Boas-Novas uma carta aberta ao Rev. A carta escrita por Bagby. Acontece que A. afirmando não endossarem os batistas tal linguagem. então.Campos. em nada. aconteceu. porém. Do Rio. Escreveu uma carta endereçada a A. que era uma das glórias do presbiterianismo brasileiro. Em suas veias corria o sangue da polêmica.Campos. Álvaro Reis. por tal motivo.Álvaro Reis. Foi. foi ele muito cáustico com ilustre presbiteriano que redatoriava o jornal O Puritano. e. não escondeu seu regozijo. Este inesperado e involuntário extravio veio contribuir para o rompimento completo das relações de Antônio Campos com o missionário W. CAMPOS Antônio Campos era um ferrenho controversista.B. Lá recebeu carimbo dc 23 de maio de 1900. No ardor de sua argumentação. propondo fazer as pazes. foi parar em Nova York. enviada para o Rio de Janeiro. Tendo 71 . Certa feita. nasceram muitos desgostos entre os campeões da imprensa. mostrando sua disposição em dar por liquidadas suas questões. Daí. onde foi carimbada no dia 20 de junho.Campos eram dirigidos ao Pastor Álvaro Reis. aceitando. em lugar de seguir de Friburgo para a cidade de Campos. "pedindo para viverem em paz".Bagby. como também do ministério.Capítulo IV PERTURBAÇÕES INTERNAS A QUESTÃO ANTÔNIO F. Felicitava-o pela conclusão a que chegara. vinha edificando.Campos ao Rev. Em assim pensando. enviaram-na para Campos. e resolveu ensarilhar as armas. Bagby.Campos parece ter reconhecido o excesso em sua linguagem. controvérsias com católicos ou com aspersionistas.

à Rua Formosa.F. à Rua Formosa. Ernesto Machado. antes que lhe chegasse às mãos a carta que lhe remetera Bagby. seja quem for. publicou o jornal evangélico As Boas-Novas". de crítica.ele lido a justificativa. A ela compareceram unicamente representantes da Missão Campista. A ela se filiariam as seis igrejas já existentes na Missão Campista: Campos. o incompatibilizaram com os missionários. Macaé e Paciência. bilioso como era. n? 74. na casa do Sr. ainda mais. obstinavamse em repelir os enviados norte-americanos. fazendo publicar em As Boas-Novas artigos ae desabafos que. cujo espírito nacionalista era muito extremado. que dispense qualquer auxílio da Missão de Richmond. ou melhor. ao redator de O Puritano. que não acate missionário batista. assinada por Cristino Rodrigues de Mello. A. tanto que foi publicado no Monitor Campista" o seguinte: "Igreja de Cristo em Campos — Na sessão ordinária desta igreja em 7 do corrente (janeiro). Campos e os missionários. Horácio de Souza informou que Antônio Ferreira Campos era " u m espírito combativo. diácono: 'Proponho que esta igreja declare-se independente. com sede no templo.Campos ficou se reunindo no mesmo local da igreja. O grupo que ficou com A.Campos Cria a União Batista Fluminense Estava para se realizar no mês de julho. o Pivô de uma Dissidência O pivô de todo o movimento era A n t ô n i o Ferreira Campos. Queria uma igreja só de nacionais. São Fidélis. por parte de Bagby. Ele era um homem inteligente e muito versátil. e que seja a presente resolução publicada pela imprensa local'. fizeram com que igrejas deixassem de enviar seus mensageiros à referida reunião.Campos eserevera. no sentido de terminar contendas.F. revelando que os batistas não se responsabilizavam pelo que A. a assembléia da União das Igrejas Batistas do Sul do Brasil. cujo nome seria União Batista Fluminense. foi apresentada a seguine proposta. Conseguiu incutir na mente dos crentes que a novel igreja poderia prescindir do concurso dos missionários norte-americanos. faça publicar que de ora em diante a igreja de Cristo em Campos. na Igreja Batista de São Fidélis. torna-se independente da Missão Batista de Richmond. dá por cortados os liames que o ligavam ao missionário. A. com Ginsburg.F. Os acontecimentos que envolviam A. contudo. O 1? Secretário — Eduardo de Vassimon" (l) 72 . situada à Rua Quinze de Novembro.Campos promove a organização de um órgão independente das igrejas daquela região. ao ministro presbiteriano. porém. o qual. Sentindo-se incompatibilizado com todas as igrejas do sul do Brasil. Horácio de Souza comenta que "os crentes nativistas.Campos. Julião Guedes Pereira. lendo sido aprovada esta proposta que só teve um voto contra. A. Guandu. enquanto que o que permaneceu fiel à obra realizada pelo missionário Dunstan passou a se reunir na Serraria da Coroa.

debaixo do nome de Igreja Batista. Soren. o missionário americano Alberto Dunstan. sendo reconhecidos como seus membros todos aqueles dos atuais que em próxima sessão extraordinária se conformarem com isso. DECLARAÇÃO: Os abaixo-assinados. bem como uma parte dos professos residentes na fronteira na roça de Santa Rosa. Igualmente declaram os abaixo-assinados que dispensam o auxílio da Junta de Richmond (a qual. acontecendo que nesta 73 . são agradecidos) enquanto aqui estiver o missionário grosseirão. foram disciplinados e expulsos da igreja. por pretender o missionário assalariar uma minoria. A imprensa campista registrou os fatos porque A. Igualmente declaram os abaixo-assinados que a igreja de Cristo que fundaram e até aqui sustentaram com os seus esforços. vindo a esta cidade para dizer que 'preferia saber que todos os campistas tinham sido vitimados pela peste bubônica. muito prejudicado o trabalho do Senhor. que não reconhecem como organização legal. e Pedro de Andrade. antigos oficiais desta congregação. o agrupamento revoltoso que fez seu quartel na Serraria da Coroa. segundo as leis do país.Campos A igreja ficou cindida. Fundada em 1891. e outras coisas de igual jaez. que esta igreja vai publicar.Conseqüências do Espírito Faccioso de A. declaram em nome da igreja que. como coniventes nos planos sinistros dos disciplinados. e com o dinheiro em maior parte fornecido pelos humanitarianos campistas. foram demitidos. por voto da maioria em sessão extraordinária. a favor de um homem ignorante e incivil que nesta cidade tem dado provas abundantes disso. Sede: Templo Evangélico. aliás.F. do que saber que o missionário*havido sido expulso de uma igreja de Cristo'. Igualmente declaram os abaixo-assinados que todas estas coisas se deram desgraçadamente. continua a ser o que era e a manter todos os ritos. aos quais foi concedida carta demissória. como perturbadores da sua paz e possuidores de sentimentos que os incompatibilizavam com a seriedade e justiça d'uma corporação cristã. importado para esta cidade pelo missionário. costumes e governo adotados desde o princípio e. "Igreja de Cristo em Campos. os membros de suas famílias e algumas outras pessoas. Outrossim. ex-funcionário da E. Rev. para arrancar-nos o templo evangélico. dividida e. portanto.ELeopoldina. antipático e ridículo que teve a infelicidade de nos enviar. há meses chegado a esta cidade. levantada com os nossos esforços. enquanto tal igreja não provar que foi organizada lícita e decentemente. nossa propriedade. Igualmente protestam os abaixo-assinados contra a linguagem grosseira e desumana do assalariado da Junta Americana. que por isso declaram a igreja de Cristo desta cidade. como constará do Manifesto. e seus auxiliares assalariados Carlos de Mendonça. por esse abalo.Campos fez questão de publicá-los. como corporação independente e nacional.

constituído igreja de denominação alguma. anular todos os atos que a tornavam separada da Junta de Missões de Richomond.. 2?) QUE O CONSIDERAMOS EXCLUÍDO DO MINISTÉRIO. Herman Gartner. abaixo-assinados. no dia 7 de dezembro de 1903 era publicada na imprensa a seguinte declaração: "A igreja de Cristo em Campos. Antônio Campos e o grupo que o rodeia uma verdadeira usurpação e ultraje aos direitos da fiel igreja Batista em Campos". 4?) Que julgamos a condenação do templo evangélico pelo Sr. de 7 do corrente. que foi durante sete anos empregado na Missão de Campos.F. 12 ' Declaraçao e Protesto Os pastores W. <3) A Igreja Anula a Exclusão Injusta do Missionário Dunstan Em breve a cisma deixaria de existir. nós. A. nem faz mais parte de nossa Denominação. Antônio Campos. José Nigro e Alberto Lafayette Dunstan fizeram publicar pelo jornal campista. secretário". não é mais empregado dessa Missão. A.Bagby. que 74 . W. pastor. com a deliberação acima desapareceram as contendas nessa igreja. 3?) Que não reconhecemos o grupo de pessoas que se reúne no templo evangélico da cidade de Campos. Eis o texto: "DECLARAÇÃO E PROTESTO Devido às tristes ocorrências que se têm dado na Igreja Evangélica Batista em Campos. uma Declaração e Protesto contra a reintegração de A. Bernardino Manhães. fizeram com que tudo voltasse ao normal. excluídos da igreja batista daí. diácono.B. F. no mês de abril de 1903. ministros do santo evangelho nos Estados do Rio de Janeiro. 18 de janeiro de 1903. diácono. e que tem por pastor o mesmo Sr. que nem batizados foram por esta congregação nem filhos são desta cidade.Entzminger. Campos. São Paulo e Distrito Federal. E NÃO MAIS FAZ PARTE DE IGREJA ALGUMA. julgamos necessária a seguinte declaração: 1?) Que o Sr. Assim.Deter.B.Campos.Campos ao ministério em qualquer tempo e em qualquer parte do mundo como empregado da missão. que funciona à rua Formosa n? 7.Soren. Jacintho Lima. pois o espírito conciliador de vários crentes e a diplomacia dos missionários. Antônio Campos. resolveu em sessão ordinária. Assumimos inteira responsabilidade desta declaração por ser tudo verdade. e pertencentes à Denominação Batista.Rodrigues Mello.. mas simplesmente como um grupo de cismáticos refratários.operação não trabalharam os indivíduos expulsos. A.F.E. Florentino Rodrigues da Silva.

pouco depois faleceu e o ex-pastor A. Antônio Maia. que.'4» As igrejas de São Fidélis. (5) Horácio de Souza acrescenta: "Vários membros deixaram a denominação: Antônio Melo. prontamente retrocederam naquela atitude e providenciaram o retorno das igrejas à Missão. J. Deste modo terminou o grande impasse criado por A. (6) 75 . A igreja de Campos. Aperibé e Rio Negro. reconhecendo que haviam cometido um engano. apoiaram A. em dezembro. 2° Secretário".Campos foi para São Pulo e lá se fez católico". Faço a presente declaração para ciência dos interessados.Campos e outros. onde a igreja de Campos dizia-se independente e recusava qualquer auxílio da Missão. e seu pastor. ao tomarem ciência da declaração que estes fizeram em 10 de setembro.Campos e seus seguidores.Lessa. convite este aceito com alegria. não cientes de todos os detalhes que envolviam o impasse existente em Campos.F'. votou unanimimente convidar o missionário Dunstan para reassumir a direção dos trabalho. Rio Preto.F'. Ernesto Machado.reconhece não ter nenhum motivo de ter sido hostil à Junta de Missões e a seus enviados ao Brasil.

Crabtree registra: " O trabalho de Niterói apresentou uma perspectiva prometedora desde o princípio. membro fundador. como capital do estado. Sara Ester Freitas e A n t ô n i o Manoel de Freitas. a cidade de Niterói. distante 250 quilômetros da capital. (I) O historiador A. também. também.Bagby. que. Niterói fosse o berço do trabalho batista. Ana Leandro. No dia 1? de maio de 1892. organizada em 24 de agosto de 1884. Maria Trigueira. declara ter sido ela organizada em abril daquele ano. era o Rio de Janeiro.B. forte estímulo para que. diversas pessoas foram batizadas e ofereceram uma casa para a pregação do evangelho. tal não aconteceu. Isabel Trigueira da Costa. De acordo com notícia divulgada por Antônio Manoel de Freitas. No ano anterior. que fecharia em 1896. n? 11. que foi a organizadora. deveria ter sido. Muitas pessoas da cidade ouviram respeitosamente 77 . consta terem sido concedidas por ela cinco cartas para a organização da Igreja Batista de Niterói: "A de Niterói. na época.Capítulo V MISSÃO DO RIO ORGANIZAÇÃO DA PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE NITERÓI Situada junto à capital federal. Campos assistiu à organização de sua primeira igreja batista. A presença da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. situada à Rua São Francisco. conforme documento da Primeira Igreja Batista do Rio. Já uma carta do missionário Bagby à Junta de Richmond. No entanto. primeira do estado. Esse privilégio foi da cidade de Campos. De acordo com documentos da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. A pequena igreja era zelosa e fiel. com cinco cartas concedidas pela igreja do Rio". A organização da Primeira Igreja Batista de Niterói se daria um ano depois. capital do Estado do Rio. a Igreja Batista de Niterói foi organizada na casa do missionário W. poderia ter tido a honra de ver organizada ali a primeira igreja batista do estado. Foram seus membros fundadores: Emília Cândida de Freitas. Rosa Ramos. foi organizada em 1? de maio de 1892.R. No dia 23 de março de 1891.

<2) Joaquim I . declara no capítulo Cronologia: "1900 — 30 dc dezembro. do ano de 1910.100 habitantes. sendo convidado para pastoreá-la o missionário W. S. alguns batistas voltaram para Niterói. David Mein escreve: "Após a revolta. a Igreja Batista de Niterói seria dissolvida em 1896. recentemente transferido de Recife. W. os membros pagaram todas as despesas do trabalho. igreja deixou de existir. (2) Bagby tornou-se o pastor da igreja até o fim do ano. a Igreja Batista de Niterói foi organizada no dia 30 de dezembro de 1900. em outra parte. que começou a pastoreá-la em 5 de agosto de 1917 e a dirigiu até sua morte. agora definitivamente.E. pelo Anuário Batista Brasileiro.B. com liderança mais bem preparada e com organizações sólidas. de abril de 1892 a dezembro de 1892. de maio de 1894 a agosto de 1894. a cidade de Niterói apresentava uma população de 30.<" Segunda Organização da Igreja Israel Bello de Azevedo. que viera do norte do país.Bagby assumiu depois. A essa altura.Bagby. em 1? de setembro de 1962. duas das quais. canto da rua São José". Foi reorganizada em 30 de dezembro de 1900 com W.essa observa que.Ginsburg. S.Bagby. firmado em documentos. (Niterói. a sede da igreja já havia sido mudada para a "Rua Visconde Itaboraí.B. J. Nessa época.Entzminger. Pastores: W. Manoel Avelino de Souza. Desde a organização. Reorganização da Igreja Batista de Niterói. de Tomás da Costa e Alfredo Magalhães. A Igreja É Dissolvida Como já foi citado. com sete membros. de dezembro de 1892 a maio de 1894. confirma: "Embora tenha se desenvolvido [Primeira do Rio] internamente. e Barra do Piraí) fora da cidade". <3) A Primeira Igreja Batista de Niterói veio a tomar grande. visitada do Rio de agosto de 1894 a 1896. o crescimento foi também para fora pois a igreja formou só nesse período onze novas igrejas. conforme registram os documentos da Primeira Igreja Batista do Rio.Porter. reiniciando os cultos. novamente. mas em 1896.desenvolvimento com o Pr. por 78 . o pastorado. quando passou o pastorado ao missionário Salomão Ginsburg. W.a proclamação do evangelho. tendo como pastor durante os primeiros seis meses o missionário Samuel J. O Pastor Ginsburg tomou a direção da igreja no fim do ano".B.L. com a concessão de 18 cartas demissórias"(l) e.Porter.Entzminger.E. como pastor". Desapareceu em 1896". Conselho: Pr. pela segunda vez. portanto. Joaquim Fernandes Lessa dá a informação seguinte: "Niterói: organizada em abril de 1892.

Primeira de Nilópolis. 79 . Ern seu pastorado foram organizadas várias igrejas-filhas. em virtude de o Pastor A. tendo por templo uma casa na Rua São Lourenço".45 anos. Barra do Imbuí. O Pr. no dia 02 de novembro de 1899. A segunda organização se verificou 4 anos mais tarde. já contar 63 membros. sob a direção do Pr. o Reverendo Antônio Vieira da Fonseca p ô d e organizar uma igreja metodista. que é historiador da igreja. A Primeira Igreja Batista de Niterói estava fadada a se tornar a maior igreja batista da América Latina. Em seu pastorado foram construídos dois grandes templos para sua época. a Igreja de Niterói é dissolvida. No dia 20 de dezembro de 1900 é reorganizada a Igreja de Niterói. as dez maiores igrejas no campo fluminense são: Primeira de São Gonçalo. Nilson do Amaral Fanini ela experimentou um crescimento fenomenal. Clodowil Fortes Cavalcanti. A Igreja de Niterói foi organizada no dia 1? de maio de 1892. Algum tempo mais tarde. mas devido aos obstáculos intransponíveis ela voltou a se dissolver em 1899.E. ao ponto de. W.Fonseca ter necessidade de ausentar-se da cidade. Fonseca e Primeira de Petrópolis. No dia 02 de junho de 1896. Manoel Avelino sempre reconheceu que a data de organização da igreja não era a da primeira organização. Segunda de Macaé. quando a igreja comemorou 61 anos. Pelo livro Coluna e Firmeza da Verdade. em Paraíba do Sul. tem sido levada em consideração a data de 1? de maio de 1892. Primeira de Nova Iguaçu. sem se levar em conta a longa interrupção havida. em 18 de julho de 1903.V. com cinco membros transferidos da Primeira Igreja do Rio. (página 49) De acordo com os documentos da Primeira Igreja Batista do Rio. O Mensageiro (número especial de 18 de junho de 1964). Naturalmente. em casa do Pr. com cerca de 25 membros. Primeira de Alcântara. a igreja sofreu uma cisão. (página 48) 3. com a concessão de 18 cartas demissórias. pela Primeira Igreja Batista do Rio.Entzminger. passando a existir em Paraíba do Sul duas igrejas metodistas. (página 22) 2. escreveu: "A primeira organização ocorreu em maio ou junho de 1892. Primeira de São João de Meriti. A Igreja foi crescendo. Finalmente. ocorrida em 1893. No boletim da igreja. e depois de afanoso trabalho de pregação e visitação. IGREJA METODISTA E SEU PASTOR SE TORNAM BATISTAS Apesar das perseguições que lhe moveram. Segunda de Campos. ao fim de 28 meses. quando a igreja se desfez por força da Revolta Armada. a Primeira Igreja Batista de Niterói está com 91 anos. por ausência de dados mais fidedignos. Com o pastorado do Dr. história da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro (1884-1984). ficamos sabendo: 1. foi organizada a 1 ? Igreja Batista de Niterói. composta de 15 membros. Bagby e durou cerca de 16 meses. Depois da Primeira Igreja Batista de Niterói. Ele a pastoreia desde 21 de março de 1964. o Dr.

Juiz de Fora.J. Após a consagração. foi o Pastor Antônio V. O irmão. Dr. fora presbiteriano. Dr. Joaquim Fernandes Lessa comenta deste modo o ocorrido: "Após profundos estudos sobre o batismo. foram batizados no f i o Paraíba vinte e um crentes de que se compunha a igreja. então. a qual tem passado por diversas fases e continua servindo ao Senhor naquela cidade". depois de expor os fins com que foi convocada a reunião. anteriormente. com palavras de agradecimento e congratulação. A. e fervorosas orações. falaram o Dr. Honório Benedito Otoni. resolvendo submeter-se ao batismo e comunicando esta resolução à denominação batista do Brasil. O Pr. José Rodrigues e Manoel Souza e Sifva.B. n? 4. São Fidélis e Guandu.B. deu início aos trabalhos daquela noite. A. O moderador leu algumas palavras de Paulo a Tito e a Timóteo.Taylor. J.Campos. que apresentou a relação dos 21 crentes que queriam organizar-se em igreja. apoiado por diversos irmãos. Foi eleito moderador o Pastor J. época em que havia na imprensa evangélica muitas polêmicas sobre o batismo bíblico. Tendo recebido a denominação batista o pedido de batismo feito por toda a igreja e seu pastor.V. que.Fónscca.Fonseca. que. e unanimimente aprovado. reunida juntamente com o seu pastor.J. Todos os representantes presentes aprovaram esta organização. Falou o Rev. o evangelista batista Manoel de Souza e Silva.V.V.B.V. e os crentes batizados na véspera. frizando a necessidade de eleger-se logo o pastor. W. H. quarta-feira. Campos. Foi assim organizada a Igreja Batista em Paraíba do Sul. Salomão Ginsburg. na casa de cultos. 19 de junho. O moderador falou. Mattos. levaram o Pastor A. mantidos pela imprensa e pelo irmão Manoel. propôs. reconheceu ser a imersão a verdadeira forma de batismo cristão.V. o nome do Pr.Bagby. agradecendo. Alves. sobre esse assunto. Salomão Luís Ginsburg e os evangelistas A. foi aberta a sessão pelo Pastor A. com os representantes da denominação batista.Otoni. pelas seis horas da tarde.Fonseca. Em seguida. acima citado. no dia 18 de junho de 1895. e chamou o pastor para ser interrogado.V. Esses debates. o irmão Manoel de Souza e Silva e o Pastor A.J. leu a Palavra de Deus e invocou as bênçãos divinas sobre a reunião. falaram os representantes das diversas igrejas batistas.Fonseca.Fonseca termina.Taylor que.Bagby sobre os elementos constituídos da igreja de Cristo. Após comovedora reunião da igreja local. orando o Rev. No dia seguinte. sendo os pastores W. Fizeram perguntas os Revs. Em seguida. Niterói. passou a manter fortes discussões com os crentes. a igreja. J. sobre os oficiais da igreja.Fonseca consagrado pela imposição das mãos.Fonseca e sua igreja a estudarem profundamente tão discutido assunto. à Rua Tiradentes. vieram a Paraíba do Sul os representantes das igrejas batistas da Capital Federal. Bagby e Salomão Ginsburg e o irmão Souza e Silva. A.Em 1895. que agradeceu e aceitou o cargo. estando presentes os representantes das ditas igrejas batistas. (1) 80 .

o templo dessa igreja foi invadido e destruído por um grupo enfurecido. membros da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Deixaram. certa vez." Isso teria ocorrido no ano de 1908. cm Paraíba do Sul. e dando título a este artigo. Com esse episódio. para se livrarem das perseguições.EVANGELISTA QUEIMADO COM QUEROSENE Um dos grandes heróis do trabalho batista em solo fluminense foi o evangelista Pedro Sebastião Barbosa. acusasse os malfeitores. Diante disso. foi horrivelmente perseguido. "ele foi alvejado com dois tiros dos quais felizmente escapou. Prosseguiu. ali duas famílias convertidas ao evangelho. durante muitos anos. ele. dizendo que vivia num país de liberdade e desejava liberdade para todos os seus inimigos. vaiado e. tornou-se ele ardoroso evangelista e colportor. sobretudo. a polícia não deu cobertura aos perseguidores. quando aí chegou para abrir um trabalho batista. Foi apedrejado. pela promoção da mensagem de Cristo. fazendo o que Jesus ensinara. sendo que. escreveu Lessa. Os crentes. queimado com querozene. "Outra vez". Ao se converter ao evangelho. Valença. o povo se mostrou bem hostil às pregações e trabalhos de evangelização que ali eram realizados. o evangelista Pedro Sebastião Barbosa. os perseguidores. mais tarde. porém. respondeu que desejava para eles o que desejava para si mesmo. O chefe político conseguira um advogado que defendesse os crentes e. Precisaram sair da cidade. 81 . Foram os irmãos Francisco Pinheiro. A Igreja Batista de Sapucaia foi. principalmente. A igreja que promoveu a organização foi a Igreja Batista de Paraíba do Sul. Entre os membros fundadores daquela igreja estava o irmão Joaquim Evangelista Pereira Mariano que. ao mesmo tempo em que comoveu. Atuou. Logo de início. Foi verdadeira cena de vandalismo. nessa cidade. Essa declaração envergonhou. bondosa e cristãmente. D. citado no início desta página. como aconteceu em outras partes do estado. fugindo dali para escaparem com vida. Em 1904. onde as queixas dos crentes eram tratadas com verdadeiro desinteresse e abandono. terminaram as perseguições naquela cidade. Mesmo assim. Em 1908. viria a ser um grande pastor. quando se tentou levar o evangelho para a cidade de Marquês de Valença. lutando. esses irmãos foram perseguidos e apedrejados. porém. em sua própria residência. também. perseguidos. foi organizada na cidade de Valença uma igreja batista. Sapucaia. Nele não ficou nada que não fosse quebrado. alvo dos perseguidores do evangelho. Ali. conseguindo prender os perseguidores e levando-os para a cadeia. Seguindo o mandamento do Mestre. Odília Pinheiro. com a realização dos cultos em sua residência. sua esposa. nesta cidade. em Sapucaia. Quando o advogado perguntou ao irmão Pedro o que ele queria que se fizesse com os seus inimigos. precisaram deixar suas casa. que principiaram a promoção de pregações. as autoridades agiram dentro da lei. naturalmente. Foram postos em liberdade a pedido do referido irmão que mostrou ser verdadeiramente um servo do Senhor. na zona sul do estado. e a Irmã Alzira Pinheiro. ia à cadeia levar comida para aqueles que o haviam perseguido.

Pastoreou-a de 1901 a 1933.Soren. Clark e nas do Dr.Capítulo VI PERÍODO DE REAJUSTAMENTO. De tal maneira se desenvolveu que. O conselho examinador se compôs dos missionários W.F. o nome de Soren foi sempre lembrado. onde os pregadores como também os outros estudantes falavam das suas experiências no trabalho e faziam orações a favor dos seus colegas e dos missionários. voltou ao Brasil. Richmond. A. Trabalhava no comércio. Após vários anos de estudo. Soren estudou no William Jewell College. vendo sua capacidade e progresso. a fim de obter melhor preparo.B. A. F. ouvi falar em Francês Soren. Fazendo o necrológio do Dr. 83 .Soren contribuiu. ouvia-se falar de Soren.F. Eram eles: Francisco Fulgêncio Soren e Herman Gartner. ocorreu a ordenação de dois jovens ao ministério sagrado.Christie nunca escondeu a influência de F.J. Uma delas foi a boa imagem que deixou no William Jewell College.B.Christie confessava: "Logo depois de minha entrada no William Jewell. o jovem brasileiro despertara a atenção do missionário para o campo brasileiro.F. Aqui se dedicou ao pastorado da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. SOLIDIFICAÇÃO DO TRABALHO E DE GRANDES PERSEGUIÇÕES ORDENAÇÃO DE DOIS GRANDES OBREIROS No dia 28 de fevereiro de 1901. para a propagação do trabalho do Senhor no Estado do Rio. Francisco Fulgêncio Soren era fluminense.Soren em sua decisão de vir para o Brasil. os missionários americanos resolveram enviá-lo para os Estados Unidos da América do Norte. quando se deu a sua conversão. de várias maneiras. nas do Dr. Passando por aquele colégio.E. Park. no Estado de Missouri. no templo da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Nas reuniões de oração. F. que usavam ter uma meia hora antes da abertura do Colégio.Entzminger e J. natural de São Gonçalo.Taylor e do Pastor Antônio Ferreira Campos. Nas aulas do Dr. ano em que faleceu.

cheios de ódios. No dia 27 de outubro desse mesmo ano. arrombaram o salão de cultos e pegaram todos os móveis. Fui estudar no seminário.Campos na casa de cultos. Deixou. e somente para convertidos.) "Procurei conhecer mais de perto o Dr. nas manhãs. Ao que parece. Inimigos do evangelho."Nas reuniões dos voluntários para o trabalho missionário. porém. inclusive púlpito e órgão. tornando-se batista. (O grifo é do autor desta obra. ele passou a sustentar a sua posição com referência a isso em seu jornal.L. resolvi dedicar a minha vida à causa no estrangeiro. não onde o Dr.F. cheguei à conclusão de que o jovem brasileiro F. porém.Deter. No fim dos três anos de meus estudos no Colégio Jewell. Soren. os inimigos do evangelho investiram-se contra os crentes. PERSEGUIÇÕES EM CAMBUCI A 4 de agosto de 1901. Era pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Foram queimadas junto com os móveis. no período de 10 a 17 de abril de 1901. como pai que era de todos os alunos. sofreu terrível perseguição. próximo à estação da Leopoldina. que as autoridades locais se sentiram incapazes de "dominar os amotinados". o Dr. Esqueci-me dele. os perseguidores 84 . Só pude conhecê-lo por tradição. ardoroso e arrojado evangelista que era. que se achava instalada em uma casa à Rua São Lourenço. nessa ocasião tudo correu normalmente. ferrenho defensor do pedobatismo (batismo infantil). a igreja metodista. na abertura do colégio. Até galinhas que havia no local não escaparam ao vandalismo. Soren e a Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. então.Soren deixara o seu nome de modo inesquecível gravado naquela instituição e que valia a pena conhecer mais de perto esta personalidade que tivera o poder de tão simpaticamente se impor na vida de seus colegas e professores. quando pregava o Pastor Antônio F. o Pastor Joaquim Fernandes Lessa. resolveu realizar reuniões ao ar-livre. Soren ainda estava presente e. e os queimaram em plena rua. Aonde? No Brasil? Sim. usava citar o nome de Soren para ilustrar as verdades que pregava do palco e o elogiava como filho ideal e predileto. o missionário S. 80. depois de examinar bem a Bíblia. convenceu-se de que estava errado e pediu o batismo bíblico. Soren estudou." (1) Herman Gartner era metodista e. Homem de consciência. alugada. PERSEGUIÇÕES EM NITERÓI A Igreja Batista de Niterói. como tal. Não satisfeitos com tão terrível ato. Como os batistas estavam sempre falando que o único batismo válido era o batismo por imersão. J. A polêmica se estendeu por alguns jornais.P. visitando a Vila de Cambuci. A. No último ano dos meus estudos.B.Ginsburg e porque ali havia de conhecer o Dr. diretor do colégio.Green. Porque ali estava o meu pastor. Tal foi o tumulto levantado.

Não satisfeito com essa vitória do evangelho. No dia em que seriam realizados os batismos. Joaquim Fernandes Lessa chegou a Dores de Macabu. apresentando-se para dar profissão de fé? Era o "perseguidor Francisco Nunes.'" Foram grandes os prejuízos. o Pr. negociante local. quando este viajava num bonde. empunhando a arma. 173. Joaquim Lessa retornou à igreja.feriram o Pastor Florentino Rodrigues da Silva. quem é que encontrou lá. mesmo percebendo que chegava ali o perseguidor. Vendo que Lessa se preparava para realizar os batismos. irmão do perseguidor. Lessa não fosse molestado. imediatamente. No dia seguinte. que tornou-se servo fiel" ao Deus a quem perseguira com tanto rancor. Os dois discutiram fortemente e. no dia seguinte. Joaquim Lessa realizaria outros batismos no dia seguinte. à hora marcada para os batismos. junto à cachoeira. para realizar trabalhos de evangelização e pregação do evangelho. para uma igreja tão fraca de recursos financeiros. Calmamente. Lessa não se intimidava. "Ele ficou como petrificado e estático". PERSEGUIÇÕES EM CAMPOS Em Rio Preto Em julho de 1905. condenou tal ato de agressão.essa realizava a cerimônia. cercado por uma turba multa que. que tinha como guarda-costas um farmacêutico de sobrenome Athayde. porém. Quando o Pr. tal prejuízo se mostrava muito maior. confiando só em Deus. infelizmente. Joaquim Fernandes Lessa realizaria. Usou o jovem Francisco Nunes para perseguir o pastor Lessa. sobre uma pedra. caleulados em cinco contos de reis. Francisco Nunes afirmou estar ali para matá-lo e que. liderada pelo árabe José Bitat. já lá estaria para alcançar o seu objetivo. a uns dois metros do pregador. Sr. com ele os candidatos que seriam imersos. O sub-delegado local. O coração do jovem foi tocado. Deus o dominara. havia tomado todas as providências necessárias para que o Pr. e. Francisco Barbosa Paes. começou a desafiar e atacar Joaquim Fernandes Lessa. insultando o pregador. I . isso trouxe um certo abalo. Apesar 85 . tomando conhecimento de que o Pr. A imprensa independente. como resultado de seu esforço evangelístico. para a realização de sessão espiritual e de negócios. onze batismos. entrou ele no salão de cultos. lá estava Lessa. Chegando à cidade. Para uma comunidade nova. à hora dos batismos. na localidade denominada Rio Preto. e constituída de gente fraca de pecúnia. Satanás construiu uma de suas artimanhas. O clero. já que. foi. não respeitava a Constituição. se pôs de cócoras. o Pr. Isso ofendeu um dos membros da igreja. mesmo tendo esse partido do clero católico romano Depois desse fato tão desagradável. armado com um grosso pedaço de pau. Em Dores de Macabu Em 18 de outubro de 1906. como que a fazer-lhe ameaça. a igreja mudou sua sede para a Rua Itaboraí.

A casa permaneceu vigiada. o sub-delegado. não!".F. com o seu português maltratado. começaria a atacar os "inofensivos batistas. 86 . Evaristo Reis. irritado gritou: "Senor não sorri. trazendo uma carta do Sr. informando que os inimigos estavam reunidos para marcharem para Aperibé e que ele. "por moços possantes para que não consentissem entrar ninguém suspeito". da cidade de Santo Antônio de Pádua. (1) PERSEGUIÇÕES EM APERIBÉ A cidade de Aperibé seria palco de muitas perseguições aos crentes. A reunião seria realizada na casa do Sr. em 1909. missionária dos batistas brasileiros a Portugal. um farmacêutico. Não é católico abostólico romano? Viva Nossa Senhora das Dores!". mais tarde. em meio ao ataque. foi organizada a Igreja Batista de Aperibé. ninguém pôde impedir que. pai de Alfredo Reis. Castro. o policial enviou a Pádua os jovens Suetônio Sardenberg e Joaquim Rosa. Sr. dirigida ao sub-delegado de Aperibé. Carlos Boechat (de quem são parentes os pastores Emiliano e Clério Boechat). e o agente dos correios. Outro membro fundador dessa igreja foi o farmacêutico Antônio Teixeira Barbosa. de nome Abreu. local de realização de grandes eventos do trabalho batista fluminense. nem se amedrontou. Propalaram que a referida tríade tinha conseguido. que viria a ser. cujo trabalho de sapa estendia-se até aos municípios vizinhos". gozava de certa influência local. O povo prorrompeu num gesto único e demorado: "Viva!". os pastores Joaquim Fernandes Lessa. um dos fundadores da igreja. o Pr. que viria a ser. Quando o culto já caminhava para o final. senor não pode. bem como duas dezenas e meia de outros crentes que ali residiam. Em 21 de novembro de 1902. por ordem do sub-delegado dc polícia. prosseguiu em suas ameaças: "Meu povo tudo tá qui. Somente sorriu. Souberam eles que. uma triade composta de um negociante português. O plano era expulsar da cidade o irmão Antônio Teixeira Barbosa. Lessa não se impacientou. Contava com 25 membros. Otávio Diniz. o Sr. de beste e braga. o tal árabe tomasse a palavra ameaçando. também português.de suas providências. Imediatamente. que viriam para realizar a pretendida expulsão do farmacêutico." Pensando que. Mas bara bregar religião brodestante de misséria. arregimentar "alguns malfeitores". eis que chega um portador. para requisitarem força embalada a fim de garantir a vida dos crentes. em número de 200. Isso desagradou o árabe que. consagrado ao ministério sagrado. como também. levantaria os ânimos da população contra Joaquim Lessa. o pastor: "Se vemos que veiu aqui bara cornbra e vendi nos está bronto recebe senô. naquele dia. Achilles Barbosa. A organização deu-se na residência do Sr. Deodoro Sardenberg. deveria tomar as providências que o caso exigia.Campos e José Nigro estariam em Aperibé. amigo do evangelho que lá residia. A. por ser farmacêutico. por conta e influência da primeira pessoa. pai de D. assim. que. No dia 6 de janeiro de 1902. juntamente com o seu esposo. em Pádua.Dejanira Barbosa. de nome Bragança.

expulsar mais facilmente o pastor da localidade. "alugou uma casinha de uma senhora pobre e velha". dizem. não era mau. dc Pádua para Aperibé. porque. Resolveu o chefe dos perseguidores. Mesmo porque oito soldados não dariam conta de uma turba multa amotinada. Esses buscaram o auxílio da autoridade das autoridades — Deus. É ele o pai do juiz Eliézer Rosa e do brilhante causídico F. Entraram em uma floresta e aí se recolheram para orar. o Sr. Mas bem se pode ver que a justiça a Deus pertence". apesar de perseguidor. Deus respondeu as orações. Eram oito soldados que foram colocados à disposição da autoridade local.liasar Rosa. um bom homem. porque a casa é minha". Manoel Nunes Saraiva tornou-se propagador ardoroso das boas-novas que aceitara. Kléber Martins.F. porque. dizem. É assim que Deus age. Mandarei pôr tudo na rua. Bragança. pois no dia seguinte (9 de janeiro de 1908) a notícia se espalhou rápida: " O Major Abreu morreu repentinamente esta noite". era. por fim. Kléber Martins ficou com a alma abatida e comentou o fato com o Pr. comprar a tal casinha. No expresso daquele dia. para. acharam que era uma boa oportunidade para eles expulsarem dali o jovem pastor e sua família. 87 . UM MÁRTIR DO EVANGELHO NO ESTADO DO RIO Convertido ao evangelho ainda jovem. chegaria a Aperibé o reforço policial pedido.Joaquim Rosa veio a ser ordenado ao ministério sagrado. Mais tarde desapareceu também o segundo perseguidor. O Pr. vindo residir em Aperibé no ano de 1908. naquela noite. nos primórdios do trabalho batista no Brasil. Recebeu o título de "evangelista". Kléber Martins então marcou o dia de mudar-se. Kléber não viesse a sofrer tal vexame. O perseguidor foi implacável e lhe disse: "Depois do dia marcado nem mais um dia. o último da trindade que dominava o lugar foi assassinado dentro de seu próprio lar nos braços da esposa. como todos os bravos colaboradores que. caiu forte tempestade naquela cidade. De maneira nenhuma nos gloriamos disso. O Pr. Acontece que no dia marcado ele não pode mudar-se porque o Rio Paraíba tinha transbordado c inundado São Fidélis. que. Os perseguidores do evangelho que não tinham desanimado de suas tramas contra os crentes. Major Abreu. Outro episódio ocorrido em Aperibé com o Pastor Kléber Martins revela bem o poder da oração feita com fé para livrar-se das perseguições. só podia alugar uma casinha. Rogaram muito ao Senhor para que o Pr.Lessa. no ano de 1917. Joaquim Lessa comenta: "Foi um choque para todos. E. Iria residir em São Fidélis. um Sr. Os inimigos só não viajaram. saíam a anunciar a mensagem salvadora do Senhor Jesus. Pobre como cie também era. desse modo. também. do modo que ninguém esperava. Daniel Crosland e J. que foram membros da Igreja Batista de São João de Meriti. Logo que comprou a casinha intimou o pastor a mudar-se."' MANOEL NUNES SARAIVA.

dizia: "Não deixem de pregar neste lugar. a notícia se propagava entre os crentes: " O irmão Saraiva morreu. em 1904. afrontas. injúrias. Saraiva só não caiu porque estava amarrado ao animal. com sol ou chuva. Os perseguidores iam pelos caminhos. em meio ao trabalho de propagar o evangelho. gritando para os que pensavam serem convertidos ao evangelho: "Vocês vão ver. município de Silva Jardim. onde chegavam. tantos foram os membros que mudaram para outras cidades. Estava disposto a arrostar as perseguições. hoje Rede Ferroviária Federal. de todos os maltrados sofridos pelos crentes. (1) Os irmãos dessa igreja estavam sofrendo terríveis perseguições. que este ficou horrivelmente machucado. Por ali passava apenas o trem da Estrada de Ferro Leopoldina Railway. como os palhaços que anunciavam uma exibição de circo no interior. Em maio de 1906. pois vai dar muito fruto". como resultado do "esforço ingente do Pastor José Nigro". com 18 membros. Na mesma região de Imbaú. Durante o percurso. Em suas incursões evangelísticas. como observa J. foi pregar cm Imbaú. Mesmo assim. Durante o percurso. entretanto. " n u m percurso de três léguas." Diante da fibra evangelística de Manoel Nunes Saraiva. começou a trabalhar em nosso estado. Nada o demovia da vontade de pregar o evangelho. Amarraram-no no animal e. Na estação. O povo criara um ódio terrível contra os crentes porque tinham espalhado por lá a idéia de que eles eram contra os santos c.Crabtree.F. puseram-no num trem e o intimaram a seguir para Campos. este jovem se punha a pregar. ao ponto de quase todos mudarem para outras localidades." 88 . nós diríamos: "Ele não morreu. Suas palavras tocavam os corações de muitos que se mostravam dispostos à conversão. o "arrojado servo do Senhor". organizada no dia 3 de maio de 1903. de todos as perseguições que lhes movia o povo. O culto foi na casa do irmão Antônio Silva. Em meio à pregação. E. como o classificou A. àqueles que presenciavam o seu sofrimento. por amor a Cristo. Saraiva dizia que preferia as bem-aventuranças de Cristo que se acham registradas em Mateus 5:10-11.Lessa. ele viria a sofrer uma das mais cruéis perseguições de que temos notícias no Estado do Rio. algumas pessoas o aconselharam a pedir proteção ao cônsul de Portugal. ungido pelo Espírito Santo. Saraiva conseguiu mudar de trem e seguiu para Niterói/ 4 ' Sendo Manoel Nunes Saraiva português. seus comedores de santo!". Manuel Nunes Saraiva pregava.' 2 ' Tamanhas foram as perseguições. levando-o para fora e fazendo-o montar de costas num animal. diante do acontecido. Os efeitos das perseguições já haviam chegado a Imbáu. o acompanharam até à estação de Cesário Alvim. Lessa afirma que eles se mudavam "por causa das pesadas perseguições por parte dos católicos extremados".R. próximo a Cesário Alvim. Em resposta a esses. Não resistiu às conseqüências do espancamento. entraram os perseguidores. tanto davam varadas no animal e no evangelista. que a Igreja de Lavras de Rio Bonito se dissolveu em 1906.Embora muito doente. (3) Passaram a dar bordoadas no pregador. perto ou longe. Manuel Nunes Saraiva era sabedor de toda essa situação. mas impulsionado pelo ardor evangelístico e imbuído de um grande desejo de levar a semente santa a todos os reeantos. Não muitos dias depois de sofrer aquele atentado. quebrando a pauladas tudo o que ali havia. se localizava a Igreja Batista de Lavras de Rio Bonito. aqui e ali. lugarejo do interior. Foi receber o galardão de sua fidelidade ao Senhor. os santos eram destruídos.

não tenho grandes habilitações para a pregação do evangelho de Jesus. ninguém mais voltou ali para pregar. Realizaram algumas reuniões. em 1976. se conseguia saber de como estavam os irmãos passando ali. e nas suas promessas. batizaram 12 pessoas que tinham professado a fé perante o saudoso irmão Saraiva. confiado cm Deus. o irmão Alcides de Oliveira Quintanilha. Acenderam uma vela e. Naquele lugar. poderem ser dadas notícias a seu respeito. que naquela época contava 75 anos de idade. chegaram à tal casa. Temos também bom número de interessados. Ele estava com mais de 70 anos. alguns dos quais já haviam dado o seu testemunho perante o saudoso irmão Saraiva. teve o prazer de palestrar com um dos fundadores daquela igreja. depois das perseguições. Segundo minhas fracas forças. Mas ninguém apareceu. quando eu ali trabalhava como seminarista. Depois da perseguição que o evangelista Manoel Nunes Saraiva sofreu em Cesário Alvim. O Jornal Batista publicava a seguinte notícia do irmão José Nunes do Amaral. tenho anunciado a salvação a uns e outros. no terreiro da casa.B. Era a residência de um interessado no evangelho que. É Lessa. foi organizada uma boa igreja. Por fim. Às 10 horas da noite. crente residente naquele local: 'Tenho a dizer-vos que. cuja distância era de quase quatro léguas. apelando por ajuda. Como continuassem as ameaças de morte. em 1950. eles cantaram um hino para se fazerem conhecer. Arranjaram um guia que os conduzisse à casa de José Nunes do Amaral. e já há alguns prontos a receber o batismo." (6> Hoje existe em Imbaú uma forte igreja. Mas a semente lançada naquele lugar germinou e deu frutos. narrar muitos fatos relacionados com a implantação do evangelho naquelas plagas. que escreve: " O pastor Lessa e o missionário Crosland seguiram. A sua carta. ao vê-los. Pela manhã. Anoiteceu em meio da viagem. em 1? de agosto de 1907. Quando ali esteve o autor desta obra. de onde vieram cartas demissórias 89 . Mais tarde. na Igreja Batista de Araruama. subindo e descendo montanhas. recebeu-os com alegria. publicada em o O Jornal Batista naquele ano dc 1907." (5) Tive o privilégio de conhecer o irmão José Nunes do Amaral. que fora organizada em 10 de novembro dc 1908. Ele fora batizado pelo missionário A. Nunca tinham eles ido àquele lugar. e o Senhor tem sido misericordioso para comigo. tenho posto em prática o meu pequeno talento. viram uma outra casa ali perto. com 142 pessoas. cedo. Ali chegaram a 1? dc outubro daquele ano. procuraram o cartório de paz. enquanto o guia incrédulo segurava a vela. Tempo chuvoso e caminhos ruins. e não tendo esses obreiros achado autoridade em Capivari pronta para defendê-los. ainda. Nada. fazendo-o render. no caso de serem atingidos por perseguições. organizada em 18 de março de 1917.Depois de experiência tão terrível. pois é edificante.Christie. na Igreja Batista de Correnteza. o guia foi embora e eles passaram aquela noite chuvosa do lado de fora. de Campos. Estamos desejando muito que o Senhor nos mande um pastor ou evangelista para animar e desenvolver esta obra'. Era o estimado irmão conhecido por "Digo do Amaral". teve resposta na pessoa do secretário e do missionário. Eu o ouvia. quem teria coragem dc voltar a esse lugar? Joaquim Fernandes Lessa escreve: "Houve um caso que é bem digno de referência. deram seus nomes e demais informações para que. para visitar aqueles irmãos. Todavia. mais tarde. com alegria. a pé. Mas ali não encontraram os donos. isto é. porém. sendo apenas um lavrador.

atestando a confiança do povo da região nos servos de Deus. Já dizia Tertuliano que "o sangue dos mártires é a semente do cristão".. Jessé Moreira.. no templo da Igreja Batista de Aperibé. publicou uma resenha histórica do evento que veio da lavra do pastor Kléber Martins. veio a se cumprir. José Quintanilha Costa Lea!.para a organização da Igreja em Imbaú. foi organizada a Associação Batista Fluminense. vejamos: O município dc Silva Jardim tem várias igrejas. Todas são florescentes. Niterói.óta e David Francisco de Oliveira. O O Jornal Batista. Assim é que. Enete Francisco de Araújo. realizada no dia 5 de janeiro de 1907. os evangélicos gozam hoje de grande conceito. que a pastoreia por mais de 20 anos. entidade que viria a ser uma grande força no progresso da obra batisia no Estado do Rio. 90 . Aqui transcrevemos o histórico: "Primeira Reunião Anual da Associação Batista Fluminense. Essa igreja teve pastores da estirpe de Christie. ex-diretor do Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira e." 191 Imbaú estava mesmo predestinada a dar muitos frutos. Dario de Oliveira. Na cidade. David Francisco de Oliveira. Militão Pereira de Andrade. Não foi em vão que o sangue do irmão Manoel Nunes Saraiva foi derramado naquele campo. com a Igreja Batista de Aperibé "A organização dessa associação marca uma época na história da Missão de Campos. fora regada com sangue. ."Era um dos mais arrojados evangelistas do Brasil. não obstante terem sofrido com o êxodo rural. Muitos crentes têm passado pela Câmara dos Vereadores. no dia 5 de janeiro de 1907. atualmente (1991). deixou um exemplo de zelo. residindo em Brasília. José I. David Pereira de Andrade. por ele lançada. Ozimar Machado Leite. cujo primeiro pastor foi o missionário Christie (18/3/1917/ — 3/6/1920). Era tão abnegado que não cuidava devidamente da saúde. pastor da Igreja Batista de Caramujo. tendo apenas um lençol para o proteger das intempéries. É que a semente. de 24 de janeiro de 1907. estudando a Bíblia e passando noites quase inteiras no chão duro. <8) Crabtree. Assis Cabral. Senão. formado pelo Seminário Teológico Batista Fluminense. Silas da Costa Moreira. Do principio ao fim foi uma das mais notáveis reuniões de batistas a que jamais assisti no Brasil. Doze pastores atuantes na obra do Senhor são filhos dessa terra — Isaac da Costa Moreira. sacrifício e consagração que impressionou a seus colegas e amigos. pastor da Igreja do Fonseca.7) Referindo-se ao caráter do irmão Saraiva. Walter Gomes Pereira. ex-presidente da Ordem dos Pastores do Distrito Federal. Joaquim Fernandes Lessa acentuou: "Esse moço foi sempre de grande valor pelo seu zelo espiritual e pela extremada dedicação à Causa de Deus". o grande teólogo e historiador batista. comentou sobre o caráter de Saraiva. Sua profecia. Honório de Souza. Cândido Inácio da Silva. de que ali seriam colhidos muitos frutos. Glória a Deus por isso! ORGANIZAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO BATISTA FLUMINENSE Sentiram os líderes do campo batista fluminense que deveriam promover a organização de uma entidade que viesse a congregar todas as igrejas para poderem melhor expandir a obra do Mestre. Niterói. Isaías Moreira de Farias.

" N a primeira oração sentimos a presença de Deus. Domingos Francisco dos Santos. da Igreja de Campos — Pr. Pamphilio Ludolf. não puderam fazer-se representar. orando pela alma do seu próximo. da Igreja de Bom Jardim — diácono Joaquim C. O tema do estudo na Associação foi: 'Os requisitos para ser um verdadeiro ministro do evangelho'. A harmonia que prevaleceu. e em tão boa harmonia que nos parecia estar assistindo aos trabalhos de uma associação estabelecida c bem organizada. O grande Livingstone morreu ajoelhado no interior da África.Antônio de Pádua — João Caetano de Oliveira. tendo sido eleita uma mesa de oficiais. Virgínio José Villement. Fidélis — diácono João C. com ordem e método. Nogueira. Leôncio G. o pastor Lessa inciou os trabalhos da associação com a leitura da Palavra de Deus e oração. não é ministro verdadeiro'. Leonel Eyer. Laurindo P. no templo da Igreja Batista de Aperibé. da Igreja do Rio Negro — João Menezes.Maia. que é esta: 'Quem não quer dormir na esteira. Para dirigir os trabalhos da Associação foi eleita a mesa seguinte: Pr. da Igreja de S. da Igreja do Rio Preto — diácono Josué de Souza Filho. mas o conceito é real e verdadeiro. Pr. da Igreja de Ernesto Machado — Eurico Gambeta Pereira dc Almeida.Peixoto. Domingos José de Souza. Nogueira. Benedicto Pereira Antunes. "Nosso irmão Leonel Eyer fez um bom discurso sobre o tema: 'Que 91 . Crosland. Augusto de Menezes.Crosland expôs as razões e a necessidade de organizar uma Associação Batista na Missão de Campos. da Igreja de S. "Às onze horas da manhã conseguiu-se acabar a organização. A. Evangelista Kléber Martins — Secretário. Joaquim Lessa — presidente.F. evangelista Kléber Martins. o amor fraternal que reinou.Barbosa. A expressão é jocosa. depois de passar dias e até meses sem ter uma esteira em que dormir.P. foram a feição característica de todas as reuniões. Vicente Barreto. "Tudo foi feito em pouco tempo. Júlio Martins Vianna. Não podemos deixar de p ô r em relevo aqui uma frase feliz que ele teve no decorrer do seu tema. o poder espiritual que encheu os corações de todos os oradores. Evangelista Alfredo Joaquim dos Reis — vice-presidente. Pr. Reis. Antônio G. "Esse irmão foi logo ao âmago do assunto. por diversos motivos. D. É este espírito que abriu o coração negro da África. Manoel de Menezes. Outras igrejas. adotados os Estatutos e Regimento Interno e recebidas as cartas-credenciais dos representantes das nove igrejas que se fizeram representar na organização. É este espírito que tem levado o evangelho aos confins da terra. Luís Alves. Daniel F. C.dos Santos. São eles: da igreja de Aperibé — diácono Antônio T. Antônio A. apresentado pelo evangelista Kléber Martins.de Mendonça. D. Antônio Américo da Silva.F. Joaquim Lessa.Crosland — tesoureiro. da Igreja do Alto Macabu — diácono Luiz Ovídio Firmo. O Rev. Joaquim Rosa.Leão. Às 10 horas da manhã do dia 4 de janeiro. Joaquim Martins da Motta.

Estamos informados que no ano corrente esta missão fez muito progresso no que respeita às contribuições. e que se vulgarizem as escolas diárias onde as crianças aprendem a ler e a escrever. O seu discurso foi impressivo. e mandem seus filhos regularmente à Escola Dominical. sobre 'O que ensinam as Escrituras acerca do dízimo?'. E se os batistas não se dispõem a fazer alguma coisa em prol da instrução de seus filhos. duas assinaturas entre os incrédulos. Esperamos que haja muitos outros na mesma missão possuídos da mesma liberalidade para com a causa do Senhor de que está possuído o irmão Joaquim Coelho dos Santos. Muito gratos ficamos pelas bondosas referências feitas ao nosso jornal. "Às onze horas desse dia falou o diácono Joaquim Coelho dos Santos. com o que findou o primeiro dia — um dia fértil em trabalhos e bênçãos. quem o fará por eles? Por que não poderemos ter uma boa escola diária em cada igreja batista? Precisamos de uma nação de batistas educada e preparada para a vida por mestres batistas. Quando chegará esse dia? "Respondemos: Quando nós. Carlos de Mendonça pregou um bom sermão sobre I Cor. Que o Senhor faça uso dele por muitos anos na associação. 1. Falou da necessidade de escolas diárias e mui particularmente de educação de crianças na Palavra de Deus. neste breve esboço. cada um. "Necessitamos de estabelecer colégios onde nossos filhos possam ser educados livres do contato do romanismo. O . como denominação. falou com clareza e com espírito de um verdadeiro pregador. " O Pr. Esperamos que esse irmão esteja em caminho de ir aos Estados Unidos. pois que todos os representantes das igrejas. Esperamos que os irmãos daquela missão tomem em consideração as palavras do irmão Mendonça. porque ele pratica aquilo que pregou. que então ouvimos de nossos irmãos. "A primeira parte do dia cinco foi ocupada com a discussão sobre como dar impulso ao Jornal Batista e à nossa editora. é o nosso desejo. falar de tudo que se passou na Assembléia da Associação Batista Fluminense. cremos. " O Pr. Mendonça falou sobre as vantagens de uma verdadeira educação. O irmão Alfredo é um dos moços mais esperançosos que temos em nosso trabalho no Brasil " N ã o podemos de modo algum. original e muito útil. acima mencionados. onde aprendam a pensar em vez de aprenderem a rezar. onde poderá realizar em si mesmo tudo que disse sobre a verdadeira evangelização. a nosso ver. revelou ser excelente pregador se Deus o chamasse para esse fim.faremos para promover o desenvolvimento espiritual das igrejas da associação?'. Foi uma idéia. bondade manifestada não só em palavras. e outros que falaram sobre o mesmo assunto. como também se comprometeram a arranjar. Ele sabe o que a Bíblia ensina sobre este assunto e dispõe-se a viver e a ensinar de acordo com ela. nos unirmos e cooperarmos juntamente para esse fim. não somente assinaram o jornal. mas em fatos. O irmão Alfredo Joaquim dos Reis falou sobre a necessidade de uma verdadeira evangelização. O orador.

guardasse o cadáver até apodrecer e largar um fétido insuportável'. uma sugestão sábia e proveitosa. em 1913.irmão Joaquim Lessa. Mostra-se um hábil administrador que promete grandes coisas no trabalho da associação. mostrando um considerável aumento no número total de membros. 3) os crentes poderiam receber maiores benefícios. não muito tempo depois. organizando a Associação do Hospital Evangélico. nem se pensava em assistência social vinda da parte do governo. que a Associação do Hospital Evangélico começa mesmo a ganhar corpo. Primeira Tentativa de Organização Corria o ano de 1920. A igreja que mais prospera é aquela que em tudo procura fazer a vontade de Deus. e ainda assim foi o ano mais próspero de todos. moderador da sessão. É notável que durante o ano passado foram excluídas das igrejas das missão 135 pessoas. arrolar 600 sócios. Decidiu a Assembléia do Hospital Batista que. na cidade de Cantagalo. então. crentes ou não crentes seriam igualmente bem tratados. em todos os assuntos discutidos teve uma palavra de conselho. dada a sua conversão ao evangelho. até que se conseguissem as verbas necessárias para a construção de um edifício onde o hospital funcionasse permanentemente. Os crentes estavam ansiosos para verem instalado o tão almejado hospital. O que compelia os batistas a esse ideal era: 1) o mal tratamento que recebiam os crentes nos hospitais em que eram atendidos. Com esse ideal em mira. em termos financeiros. A Caixa de Socorros Mútuos conseguiu. Não podemos deixar de mencionar aqui uma sentença sua: 'Alguns de nossos irmãos não gostam de dar o seu voto para exclusão. das igrejas. dos espiritualmente mortos. testemunhando-se. um grupo de irmãos se reuniu."' 1 ) ASSOCIAÇÃO DO HOSPITAL EVANGÉLICO O ideal de se organizar um hospital evangélico surgiu logo nos primórdios do trabalho batista no campo fluminense. naquela época. O irmão Lessa tem se esforçado pela pureza das igrejas. visto que. assim. a ser ordenado ao ministério da Palavra. depois de lhe morrer uma pessoa em casa. quando foi criada a denominada Caixa de Socorros Mútuos. em 1909. Isso prova o grande interesse daqueles crentes no estabelecimento de uma obra de cunho beneficente e social. O ardor do Pastor Leonel Eyer e de um pugilo 93 . O irmão Crosland ficou contentíssimo por ver um ano de trabalho persistente coroado com tão glorioso sucesso. exercendo uma ativa disciplina. do evangelho. de início. se mostraram cÔnscios de suas responsabilidades de se socorrerem mutuamente. porém. pois que. O movimento em favor da Caixa dc Socorros Mútuos foi de grande valor. Os crentes. ainda que a título precário. que viria. tendo sido eleito como seu presidente o irmão Antônio Rodrigues Maia. Que Deus abençoe esta associação. ele seria instalado. 2) um hospital seria excelente meio de evangelização. lembrando uma pessoa que. cuja finalidade era ajudar as famílias dos associados falecidos. nele. Foi.

no dia 17 de setembro de 1908. o Pastor Leonel Eyer. no sentido de contribuir para essa construção. adoeceu e. De tal modo se desenvolveu que. Dois anos depois. meteu ele mãos à obra. quando uma crente interna na Santa Casa de Campos faleceu sem assistência espiritual e foi sepultada sem que a igreja batista. presidente. o irmão Joaquim Teixeira. Foi em agosto de 1908. deixando o pastorado da Igreja Batista de Duas Barras. Leonel Eyer foi um dos jovens batizados pelo missionário A. que residia em Cantagalo. Organização do Hospital Batista Apesar de marchas e contra-marchas. Isso se deu no mês de maio de 1922. Alberto Vaz Lessa. em 13 de janeiro de 1922. Aceita a sugestão. vice-presidente. desapontamentos. e em 01 de janeiro foi organizada na Igreja de Campos a Associação do Hospital Evangélico da Missão Batista de Campos. a pedido da Igreja Batista de Sana. o Senhor Jesus Cristo. que surgiu a idéia de fundar um hospital batista. o tão sonhado hospital batista. "Depois de muitas lutas. Movido por um grande ideal. Cantagalo seria a cidade privilegiada. Jovem entusiasta. aceitaria o da Igreja de Cantagalo. Bom Jardim. José Arruda Silva e Antônio Portela. Pádua. próximo à cidade de Cantagalo.de idealistas contagiava o nosso povo. tesoureiro. em 1923. Elegeram para secretário-tesoureiro interino da associação do hospital. definitivamente. e a ata da instalação do Hospital Evangélico. finalmente foi marcada a inauguração do tão almejado Hospital Batista. ele passava aos braços do seu bendito Salvador.Dunstan. falara alto do seu amor à obra. Agora. da qual era membro. Carlos Gonçalves. A morte de Leonel Eyer foi uma enorme perda. ele passou a exercer a função de evangelista. desilusões. fosse avisada. segundo-secretário. A sua primeira diretoria compunha-se dos seguintes irmãos: Antônio Rodrigues Maia. seria organizado. Cremos que as grandes lutas o desgastaram muito fisicamente.L. Tinha 34 anos quando faleceu. abriu-se uma grande lacuna. Mas deixara uma grande impressão em todos. os estatutos provisórios foram redigidos. Com ela. porque sua vida. em pouco tempo. Foi pastor das Igrejas de Sana. totalmente entregue à causa do Mestre. em janeiro de 1920. até que pudessem escolher quem ocupasse. desapontamentos e até desânimos. logo se revelou na obra do Mestre. foi ordenado ao ministério sagrado. primeiro-secretário. como prosseguiria o ideal de um hospital batista? A morte do grande líder parece ter arrefecido o ideal que os batistas mantinham. que. Tibúrcio Manhães. vogais. o cargo. Por isso. Aristides Lessa. Foi eleito o Pastor Leobino da Rocha Guimarães. É que ali residiria o principal mentor do movimento pró-hospital. Citamos um resumo do histórico publicado em O Escudeiro Batista. Até 25 de janeiro de 1913. no Rio Negro. Partira muito jovem o grande idealista. a Associação 94 . Seu batismo ocorreu no dia 15 de janeiro de 1905. de 15 de agosto de 1925. Conceição de Macabu. como secretário-corréspondente-tesoureiro da Associação do Hospital Batista. Duas Barras e Cantagalo.

Pastor F. ex-diretor do Hospital São João Batista. e franqueado ao público. Diretor do Colégio Batista Feminino da Capital Federal. Alcides Figueiredo. o Hospital Batista estava fadado a tornar-se em um grande hospital. solenemente. Santa Rosa. Sr. entrada de doentes — 30. inaugurado.' "Durante os três primeiros meses. depois de uma fervorosa súplica pelo presidente da associação. Representante do Presidente do Estado. deixando grande dívida para o campo batista fluminense. 245. membros da diretoria e representantes de muitas igrejas do Estado do Rio e da Capital Federal. cargo que ele exerceu com tal atividade. M.Presidente do Estado do Rio de Janeiro. João Walmer. ele fecharia suas portas. com um bom programa e. melhorados — 16. ela começou a ter as suas reuniões anuais com a Associação Batista Fluminense. em 1932. Júlio César de Noronha. às três horas da tarde. da imprensa e demais pessoas. houve o seguinte movimento no hospital: receita — Cr$ 39.F. à Rua Dr.Soren. concorreram para impedir-lhe a marcha. foi. que a manutenção do hospital seria difícil. em abril daquele ano. no entanto. desde o começo. pela quantia de Cr$ 50. Estado do Rio de Janeiro. Este levou muitos anos para resgatá-la. Leobino da Rocha Guimarães. Dr. não foi pela falta de esforço e providência. da qual passou a fazer parte integrante. mas por causa de diversos fatores alheios à sua e nossa vontade. que foi presidente daquele hospital. Prof. fazendo tudo com tanta precisão. foi eleito secretário-tesoureiro do Hospital Batista o Pastor Leobino Rocha Guimarães. que nada escapava às suas vistas. Getúlio Pereira de Macedo. O irmão Leonel foi chamado à presença de Deus em 13 de janeiro de 1922.80. A visão errada de ser instalado em um bairro um tanto longe 95 I ! e .D. com a presença dos Drs.. Diretor Técnico interino. Faria Júnior. O princípio foi bom. a quem cabia o privilégio de levar o hospital à sua realização."" 1 Quanto às propriedades adquiridas. foi comprada em Niterói. Paulo César. Em maio do mesmo ano. mortos — 10. sacrificando-se em tudo e tudo sacrificando em favor do Hospital Batista. 'Aos dezenove dias do mês de julho de 1925. Mululo da Veiga.000.210. em 1916. porém. na cidade de Niterói. ao fazer o necrológico do Pr. O Pastor Manuel Avelino de Souza. a propriedade em que foi instalado o hospital. representando o Corpo Administrativo do Hospital Evangélico. seu tesoureiro e secretário-correspondente. do Gabinete Médico-Legal.| . a direção da Associação do Hospital passou por diversas mãos e. o irmão Leonel Eyer foi eleito seu secretário-arquivista e. pelo Exmo. presidente da Associação do Hospital Evangélico. Assim. Feliciano Sodré. a perspectiva foi boa. representante do Exmo.. Sr. Martins Torres. I í 1 [ í j j | j j | j > | j i do Hospital Batista existia como corpo separado da Associação Batista Fluminense. mas era evidente. De 1909 a 1915. Agostinho Bretas. professor no Colégio Batista e no Colégio Militar do Governo Brasileiro. Finalmente. o Hospital Batista. curados — 05. Vários fatores. Naquela data. alinhou as razões que levaram o hospital a ser descontinuado: "Se o hospital não pôde continuar.00.

e de difícil condução, a grande depressão causada pela guerra de 14-18,
a fundação de instituição congênere em local muito mais accessível,
a falta de frutos suficientes e permanetes — tudo isso concorreu para
fechar o hospital ." (2)
CAMPANHA DE COMBATE AO FUMO
"Naqueles dias os crentes fumavam", escreve o pastor Sebastião Angélico
de Souza. E prossegue: "Meu pai fumava quando foi batizado. Deixou porque
achou que crente não deve ter vício nenhum. Mas, agora, sob a orientação do
Pastor Alfredo Reis, a igreja deliberava combater o fumo. Aos fumantes foi
dado o prazo de 90 dias para abandonarem o vício. Esgotado o prazo, não houve
prorrogação. O resultado foi a exclusão de muitos membros. Não soube quantos
deixaram o vício e voltaram à igreja".' 1 '
A campanha antitabagista começou com os nacionais. Sentiam que a pessoa
que se convertia realmente devia desprender-se de qualquer vício.
O irmão Pedro Gomes, membro da Igreja Batista de Aperibé, a v ô do
brilhante advogado, Dr. Celso de Oliveira, foi um dos pioneiros nessa campanha.
Lutou para que as primitivas igrejas do estado combatessem o vício do fumo
e só aceitassem como membros aquelas pessoas que houvessem se libertado desse
vício.(2)
Comentando sobre a obra de evangelização, em 1905, J.F.Lessa assim se
refere ao irmão Pedro Gomes:
"Entre eles contava-se o irmão Pedro Gomes da Silva, de Pádua,
mas membro de Aperibé. Era um irmão de cor, analfabeto, mas de
uma dedicação invejável, por isso que no seu trabalho, todo voluntário, conseguia atrair muitas almas para o Senhor Jesus".' 3 '
Diz-se que missionário A.B.Christie foi questionado, lá pelo ano de 1911,
mais ou menos, sobre a possibilidade dele engajar-se de corpo e alma nessa
Campanha Antitabagista. Naturalmente que ele não se opôs à mesma, como
se devia esperar, tornado-se seu grande defensor. Teria dito a alguém que ele
se achava numa situação meio constrangedora, de vez que o seu sustento vinha,
justamente, de pessoas que eram cultivadoras de tabaco em sua terra natal.
O fato é que a Campanha surtiu efeito c as igrejas, zelando pela doutrina,
iam, também, zelando pela saúde do corpo.
Igreja houve como a Primeira de Monção (Italva) e a de Tabua, que resolveram não excluir os que já fumavam por ocasião da conversão e os deixaram
no rol de membros até falecerem; mas foram, aos poucos, impedindo o ingresso
na igreja de pessoas que se diziam convertidas mas não estavam dispostas a
vencer o vício do fumo.
Hoje o governo está numa campanha cerrada contra o uso do fumo. Todos
sabem dos terríveis malefícios que ele tem causado à saúde. O fumo prejudica
o corpo do indivíduo, sua mente, suas economias, a sociedade e sua vida espiritual. Uma estatística publicada nos EUA informa que o aumento de casos
de câncer no pulmão é assustador.
"As descobertas dos doutores E.L.Wynder e Evarts A.Graham indicam
que 96,5% dos homens com câncer no pulmão eram fumantes. É
muito raro encontrar câncer de pulmão entre pessoas que não
fumam".' 4 '
96

Por saber dos grandes males que o uso do fumo causa à saúde é que os
crentes combatem, sem tréguas, esse terrível vício, A Bíblia diz: " N ã o matarás"
(Êxodo 20:13). Se em cada cigarro que o homem fuma ele perde 12 minutos
de vida, ele está, desse modo, cometendo suicídio, o que Deus abomina.
Uma grande contribuição que os crentes têm dado à pátria é o combate
aos vícios em geral. Os vícios do fumo, do alcoolismo, das drogas, do jogo,
etc. têm sido grandemente combatidos pelas igrejas do Senhor Jesus.
USADOS POR DEUS TAIS COMO ERAM
A obra do Senhor tem sido realizada por servos seus que, simplesmente,
se têm disposto a dcdicar-se sem barreiras, sem limites, sem reservas, ao seu
trabalho. Deus os tem usado como são: letrados, ou não; com uns ou outros
talentos; tendo feito cursos completos ou abreviados; vindos de grandes ou de
pequenos seminários; aos olhos humanos, reconhecidos ou não. Tais como são,
Deus os tem usado na sua seara.
Não tem sido diferente no campo batista fluminense. Desde o início do
trabalho, vemos servos do Senhor sendo usados das mais diversas maneiras,
entre as mais diferentes circunstâncias de vida.
Obreiros como Joaquim Coelho dos Santos, José da Silva Lóta, Antônio
Teixeira Barreto, Corundiba de Carvalho e muitos outros que, não tendo oportunidade de freqüentar mais que um curso primário, formaram-se na escola da
experiência de uma vida cristã toda entregue ao trabalho do Senhor e ao Senhor
do trabalho. Foram, poderosamente, usados na obra de Deus, tais como eram,
a despeito da limitação de cultura, compensada pela consagração de que eram
revestidos. Eles representam um belo grupo de obreiros, que ressaltam o que
Deus pode fazer através de pessoas que, embora humildes, se colocam inteiramente em suas mãos. (1)
Obreiros como Manoel Avelino de Souza, Fidélis Morales Bentancôr, Erodice
Fontes de Queiroz, Abelar Siqueira, João Barreto da Silva, Waldemar Zarro
e tantos outros que vieram depois de 1920, formados peto seminário do Rio
de Janeiro, tiveram a dita de um preparo mais esmerado para enfrentar as
condições culturais de sua época.
Ambos os grupos, representando estilos culturais diferentes, foram poderosamente usados pelo Senhor da obra. A ele estavam entregues. A ele se
dedicavam. Por ele foram usados.
Para homenagear essas duas classes de obreiros, escolhemos dois personagens — Joaquim Coelho dos Santos e Manoel Avelino de Souza. Este,
representando o grupo de estilo cultural; aquele, nos fazendo lembrar do grupo
de obreiros que contava, quase que apenas, com o preparo divino para o obra
do Senhor, nem por isso deixando de representar grande bênção para o trabalho
batista fluminense.
Joaquim Coelho dos Santos
Joaquim Coelho dos Santos se converteu em 1899. Foi tocado pelo cântico
convidativo do hino que diz: " O h ! tão cego eu andei, e perdido vaguei..." (n?
396 do Cantor Cristão), e pela mensagem do Rev. Henrique Louro de Carvalho.
97

Foi um trabalhador infatigávcl, quando era diácono e evangelista. Por isso
mesmo, decidiram ordená-lo ao ministério da Palavra. Foi consagrado no dia
30 de maio de 1909, tendo logo assumido o pastorado da Igreja Batista de Aperibé,
onde permaneceu por dez anos. Fm 1919, passou a pastorear a Igreja Batista
de Macuco, onde permaneceu por 38 anos.
Em seu longo pastorado, organizou treze igrejas e viu se entregarem ao
ministério vinte jovens, entre os dois mil crentes que ele batizou. O Pr. Erodice
de Queiroz foi um desses jovens.
Era um grande evangelista. Por isso, em sua época, era o pregador mais
convidado para conferências evangelísticas. Ouvi-lo era um prazer. Homem de
pouca cultura, mas de grande unçáo espiritual, que sempre arrancava lágrimas
daqueles que o ouviam.
Em tempos em que o evangelho suscitava perseguições, sofreu, quando
da realização de doze batismos no Rio Paraíba do Sul, na localidade de Portela.
Apareceram cinqüenta homens armados, com o firme propósito de tirar-lhe a
vida. O Senhor, porém, o poupou.
O nome de Joaquim Coelho dos Santos simboliza a vida de pastor real
e inteiramente dedicado à causa' do Mestre.
Manoel A^Iino de Souza
Manoel Avelino de Souza nasceu a 10 de novembro de 1886, no município
de Santa Inês, na Bahia. Foi batizado no dia 09 de dezembro 1906, pelo Pr.
Alexandre de Freitas. Depois de formado pelo Seminário Teológico Batista do
Sul do Brasil, em 1916, doutourou-se também em Filosofia, e passou um ano
estudando nos Estados Unidos da América do Norte.
Assumiu o pastorado da Primeira Igreja Batista de Niterói em 1917,
dirigindo-a até 1962, quando o Senhor o chamou para si.
Teve o privilégio de construir dois templos para sua igreja. O primeiro
era, na época, um dos maiores do Brasil, e serviu por muitos anos à igreja.
Sentindo que aquele já se tornava pequeno para a igreja, começou a construir,
na década de 50, o segundo templo que é, hoje, um dos maiores do Brasil.
Conhece-se o gigante pelo dedo. E Avelino, pelas obras que realizou em todas
as esferas, portou-se como um verdadeiro gigante espiritual
Foi grande pregador, grande líder, grande educador. Foi, por várias vezes,
presidente da Convenção Batista Brasileira, e, por mais de duas vezes, da
Convenção Batista Fluminense. Pena rutilante, legou-nos ótimos livros que têm
servido muitíssimo à denominação.
Líder genuíno, Avelino transmitiu aos fluminenses uma orientação segura
e sadia. Graças à sua liderança e à de homens como Christie e Lessa, o Estado
do Rio conseguiu chegar ao ponto de desenvolvimento que alcançou e que a
tantos empolga e admira.

98

Capítulo VII

PERÍODO DE ORGANIZAÇÃO DE VÁRIAS
ENTIDADES E COOPERAÇÃO
PERSEGUIÇÕES EM FRIBURGO
Em 16 de agosto de 1908, a cidade de Nova Friburgo foi palco de perseguições aos batistas quando estes realizavam pregações na Praça do Suspiro.
Pregava o Pastor Kléber Martins, destemido obreiro, de grande consagração, quando um grupo açulado pelo clero católico, começou a dar vaias e a
fazer algazarras usando latas velhas, pedras, etc.
Quando chegou o momento do missionário A.B.Deter pregar, a situação
se complicou mais ainda. O missionário disse que tinha ido ali para levar ao
povo as luzes do evangelho. Os inimigos se aproveitaram dessas palavras e se
sentiram afrontados.
O jornal O Friburguense, que defendia os católicos, comentou:
"Foi nesse momento que chegou o Monsenhor Miranda sem acompanhamento nenhum, objetou pacificamente que luzes já as tinha:
povo de sobra, e ato contínuo, com dois ou três argumentos, deixou
sem fala seu antagonista.
"As primeiras palavras do monsenhor acenderam o povo, como que
por encanto, de todos os lados, estabelecendo a confusão. Eram
aplausos que entravam delirantes de toda aquela massa que se acercava de seu querido vigário, vitoriando-o e secundando-o na repulsa
aposta aos homens da seita batista.
" É difícil descrever o que foi aquela apoteose, o mais belo e merecido
florão que poderia receber de Maria em recompensa dos seus maravilhosos esforços em prol da Igreja c da fé". (1)
Já na terça-feira, dia 18, os católicos começaram a espalhar pela cidade
um folheto, convidando o povo a se unir para perseguir os crentes. O tal folheto
continha:
"Contando que os batistas pretendem repetir, hoje, na via pública,
uma pregação que constitui uma afronta à nossa piedade, aos nossos
99

brios de povo civilizado, aos nossos mais caros afetos e sentimentos,
afronta que não puderam levar a efeito, no domingo último, diante
da energia de nossa atitude, convidamos a população católica desta
cidade para uma reunião hoje, às quatro e meia da tarde, na Praça
15 de Novembro, para nosso protesto.
Basta de provocações!
Os católicos de Nova Friburgo".
Os batistas voltaram a pregar na praça. A Constituição da época, a de
1891, no artigo 1?, parágrafo 3?, rezava que todos os indivíduos tinham o direito
de liberdade de consciência. Estavam, portanto, os batistas escudados na Palavra
dc Deus e na Carta Magna.
Os católicos ferrenhos não queriam nem sonhar que houvesse crentes em
Nova Friburgo. Desejavam, a todo custo, sufocar o avanço do evangelho. Daí
recorrerem ao expediente de "vaias, insultos, pedras, corridas deveras nesses
atrevidos injuriadores do Brasil que os hospeda", como publicou o Friburguense
de 26 de agosto 1908.
Joaquim Fernandes Lessa comenta:
" O s cabeças principais do movimento eram, além do padre, o verdadeiro mentor, o prof. Bijú, do Colégio Anchieta, e o sub-delegado
Barber.
" O s ânimos entre o povo se exasperavam, pois duas correntes se estabeleceram na opinião pública. Eram os missionários D.F.Crosland
e A.B.Deter e suas famílias e também o evangelista Kléber Martins
os que tinham grande interesse em que a liberdade de consciência
e o respeito à Constituição Brasileira fossem garantidos. Seguindo
de Campos o Pr. J.Lessa, para auxiliar os irmãos em Friburgo, o
evangelista Kléber Martins foi para Campos, enquanto estivesse ausente
o Pr. Lessa. Por uns 12 dias consecutivos os batistas não conseguiram
realizar conferências na praça. Apelaram ao Presidente do Estado,
ao Chefe de Polícia, ao Ministro do Exterior com uma apresentação
do saudoso Dr. Nilo Peçanha. Nada conseguiram porque todas as
providências que as dignas autoridades tomavam eram anuladas por
um certo deputado e chefe político em Friburgo que dizia não ser
preciso mandar forças, porquanto tudo estava em paz, e que os
batistas estavam pregando com toda a liberdade. Cada dia se esperava a força na hora do trem. E era repugnante ver-se gente de gravata
levada de mistura com a garotada em plena Estação da Leopoldina
daquela cidade, a darem vaias aos batistas, especialmente ao nosso
irmão Leonel Eyer, que sempre ia à chegada do trem. Eram gaitas,
e assobios que eles usavam. A fim de resolverem tal situação, foram
a Niterói os Revs. Crosland e Lessa e, falando ao Dr. Chefe de Polícia,
Dr. Veríssimo de Melo, este pediu que eles não se retirassem para
Friburgo sem que a força fosse.
"Efetivamente no dia 31 de agosto embarcava para Friburgo, de
expresso, uma força de uns 50 soldados de infantaria e cavalaria.
Ao chegar o trem à estação, lá estava o irmão Leonel Eyer. Os garotos
de gravata, vendo a força, guardaram, bem desapontados, os asso100

"Quando se aproximava a hora. que. onde os batistas já tinham sido perturbados pelo Monsenhor Miranda e o professor Plácido de Melo (Bijú). o sub-delegado Barber. Distribuída a força pelas esquinas da praça. guardados e prontos para. Assim aquele padre. que tinha como escrivão o Sr. para que a grande colônia desta nacionalidade ali existente tivesse a devida reação. O sub-delegado Barber fez tudo para que os batistas fossem desalojados daquela cidade serrana.Lessa e o missionário A. à meia noite. alegando que o comandante da força é que havia ordenado que ele entregasse a arma. Ato contínuo. Manoel Gomes de Oliveira c Souza. o sub-delegado passou com a sua ordenança em frente à casa de cultos e pretendeu desarmar o soldado que no portão guardava os batistas. Na noite em que souberam os batistas que os italianos iam atacá-los. ordenou ele que tudo aquilo fosse retirado da praça porquanto ia ser o lugar ocupado pelos batistas e que não permitiria nenhuma perturbação. segundo constou. Mas. Inventou. Combinada a reunião para as 4 horas da tarde desse mesmo dia na praça principal. digno delegado da cidade. em frente à casa de cultos. pois. desarmado o soldado que guardava os batistas. ao primeiro gesto. arranjou uma grande reunião de desabafo para pedir ao monsenhor Miranda que não se retirasse de Friburgo. se reuniram todos na casa de cultos.B. Em vista de tal envergadura o Sr. Barber disse: 'Deixa. Estava. segundo ouviu-se depois. repetimos: combinada a hora. "Foi uma vitória completa. Raul de Oliveira. Todo o ardor do inimigo 101 . desmoralizado o mandarim Miranda. as senhoras e crianças foram guardadas no interior da casa. que para honrar a sua palavra tinha que se retirar de Friburgo. numa venda de um amigo. "Nesse mesmo dia. saírem ao socorro dos batistas. para que a cidade não perdesse tão ilustre figura. viessem os inimigos a atacá-los. e pediram ao amigo Dr. O soldado recusou e.bios no bolso. Soube-se no dia seguinte a esse atentado que. deixou-se ficar ali. havia também um grande grupo a favor dos batistas. Igualmente. Uma senhora de nacionalidade portuguesa veio ao delegado e pediu-lhe licença para a banda tocar ali às 4 horas da tarde. para uma função na praça. foi realizada a conferência na melhor ordem. Como Delegado Especial acompanhava a força o Dr. falando o pastor J. vamo-nos embora'. que sempre teve Friburgo como uma fazenda sua. por fim. disse que a entregaria se o comandante viesse apanhá-la e o retirasse dali. estavam 20 homens. Nascimento Silva. Enquanto os homens velavam. com a banda de latas vazias pelos garotos. um soldado para guardar a casa durante a noite.Deter. que os batistas eram contra os italianos. na Loja Maçônica. por meios capciosos. o Delegado Especial fez fixar nas esquinas da praça um edital proibindo qualquer perturbação à reunião dos batistas. os inimigos mandaram para a referida praça uma porção de estantes e outras coisas de uma banda musical. que era junto à casa de oração. " O plano era. dizendo que contra a força não há resistência.

já se elevaram os fatos à categoria de uma guerra religiosa. mas não sorria isso aos provocadores que. como era natural. Ultimamente. ferocíssimos. em uma sala. "A reação. e. e. não tardou a manifestar-se. resolveram 102 . disse o seguinte: " E m Friburgo. cujas prédicas se iriam efetuando em lugares cada vez mais próximos da igreja matriz. chegando ao extremo de mostrar à multidão um fragmento de pano e exclamar em assomo de patriotagem: 'Eis o pedaço de bandeira espedaçada no Rio pelo vigário católico!'. Ainda bem que nisto nada mais há que o nervosismo de alguns cérebros enfermiços! Reduzindo às suas verdadeiras proporções. e aclamações ao pároco e aos oradores católicos. o incidente em Friburgo não passa de minúscula agitação hábilmente provocada pelos batistas da localidade. "A polícia friburguense corretamente se limitou a impedir qualquer violência a pessoas ou coisas. católico até à medula e muito intolerante. levando para as ruas e praças um harmônio ou realejo. conforme lhes dá na gana. Em Friburgo manda-se força numerosa para asegurar ao protestante o direito de heresia e do acinte à opinião religiosa do povo. e que só por si dá a medida dos sentimentos evangélicos de quem a isso recorreu. em torno do pároco de Friburgo. No episódio sobre as perseguições aos batistas em Nova Friburgo.terminou com a estrondosa vitória da reunião em praça pública garantida pela polícia".. nesta singular democracia. com arreganho autoritário. Manteve polêmica com o pastor presbiteriano Álvaro Reis. Quando operários. Daí protestos estrepitosos. e a efervescência foi crescendo quando se propalaram os intuitos dos batistas. a polícia lho proíbe... ele não se conteve. que era carolíssimo. querem em local fechado. Ridículo expediente para açular injustas paixões. então. Carlos de I. o que não deixava de ser original.<2) O Dr. que é um ilustrado e virtuoso sacerdote. era reconhecido como um intelectual de proa. porém..aet. "Eu não quero aqui discutir o que contra o bom senso e a imparcialidade haja nessa proteção oficial dispensada a uma propaganda importuna e provocante. discutir seus interesses. Imaginações ardentes figuram na aprazível cidade serrana. reuniram-se os católicos. ' ' E m seus discursos o pastor protestante invectivava o clero católico. escrevendo para o O Jornal do Brasil de 6 de setembro de 1908. "A chamada igreja batista ali goza da mais ampla liberdade de culto e propaganda. dando-se como ameaçados. dois partidos armados. Os poderes públicos. Como o município de Pádua faz limite com o Estado de Minas Gerais. c ferindo pugnas mortíferas. organizaram aqueles protestantes uma série de prédicas ao ar livre. têm dois pesos e duas medidas. obtiveram a intervenção de outras mais altas autoridades policiais e um aparatoso reforço de tropas." A MISSÃO CAMPISTA ABRE TRABALHO EM MINAS GERAIS A Igreja Batista de Pádua sempre teve grande ardor evangelístico. aqui do Rio de Janeiro.

com sua dedicada esposa. Foi convidado para pastoreá-la o missionário Crosland.F. porém. no dia 29 de outubro de 1911. JUNTA ESTADUAL Como o trabalho experimentava certo progresso. Outros servos do Senhor dedicaram-se ao trabalho no Estado de Minas. Após ingentes esforços. alcançando os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. a Igreja Batista do Glória. viria a ser pastor. contando no seu rol 71 membros. Deixando o trabalho que realizava em Campos. (2) Como resultado dos esforços empreendidos naquela região. Mais tarde. foi decidido que se criasse uma junta que seria formada de obreiros dispostos a dar boa parcela de seu talento e cooperação no desenvolvimento da causa do Senhor no campo 103 . D. Pedro Gomes e Emerenciano Machado. Como o trabalho em Minas "ganhava raízes".Crosland. nas águas do Rio Caparaó. organiza-se. entre outros. como os de Joaquim Alves Pinheiro. Ali sentiu a grande necessidade de pregar o evangelho no Estado de Minas. Augusto Magro e Antônio Dias da Costa. Alice Reis. em julho de 1909. Era preciso ir mais longe. como autênticos evangelistas. Assim é que. onde era bom cooperador. mas que se localizavam próximo ao seu município. foi ajudar o missionário Crosland. outros nomes devem ser mencionados. até a ordenação e posse do evangelista Antônio Rodrigues Maia. novos esforços foram mandados para aquela região. passou a residir cm Pádua. em Pádua. deixou a cidade de Pádua e foi residir em Santa Rita do Glória. já com o missionário Harold Renfrow como secretário-executivo. conseguiu ver cinco pessoas prontas para o batismo. em 1907. Com esse pensamento em mente. Como incentivadores do trabalho de evangelização no Estado de Minas Gerais. O jovem Pastor Alfredo Reis vai aumentar o grupo dos que estavam cooperando na obra do Senhor naquela região. (1) Outro obreiro que impulsionou o início da obra em Minas Gerais foi o evangelista Antônio Rodrigues Maia que. transferiu-se para Santa Rita do Glória. providenciou para que fossem enviados vários evangelistas à região mineira referida. Na terceira Assembléia da Associação Batista Fluminense sentiram os irmãos que os limites da Missão Campista deveriam ultrapassar o Estado do Rio. cooperando muito para o desenvolvimento do evangelho ali. Esse foi ministrado pelo missionário D.os irmãos daquela igreja estender seus trabalhos evangelisticos até aquela região da Zona da Mata. Ele aceitou o desafio e. Tendo ele verificado que os crentes de Pádua estava ansiosos para ampliar as tendas do evangelho naquela região. O missionário Daniel Franck Crosland que. contribuindo para a formação de outras igrejas naquelas plagas. ocorrida em 5 de setembro de 1912. foi aberto um trabalho em Estrela d'A!va e Pirapitinga. foram servos do Senhor que. era muito zeloso no sentido de atrair jovens para auxiliá-lo na obra de evangelização. o evangelista Arquimedes de Roure se transfere de Macaé para São Paulo dc Muríaé. ali permanecendo por algum tempo. mais tarde. pregavam em fazendas situadas no Estado de Minas.

Lessa. Ebenézer Soares Ferreira. mas um meio de prestar esclarecimento e ajuda geral. mas.Lessa. lomaej Sant'Anna. reunida com a Igreja Batista do Bom Jardim. A junta não era uma autoridade eclesiástica. os batistas fluminenses sentiram que era necessário criar um jornal que pudesse ajudá-los na divulgação de seus planos e no doutrinainento em geral. (2) 104 . porém.F. John Mein e Lessa. Atualmente (1991). Pedro Madeira. II. foi criado o O Escudeiro Batista. União Batista Fluminense e Evangelista. Os Precursores São precursores todos os jornais fundados na época da chamada Missão Campista. em parceria com J. Como redatores foram escolhidos o missionário D.F. Essa decisão foi tomada na Assembléia da Associação Batista Fluminense.Campos. Jair Vargas." (1) O O Escudeiro Batista teve os seguintes redatores: J. Fidélis Morales Bentancôr. cujo glorioso desenvolvimento requer mais cuidado na propaganda.F.F.Christie.Lessa. através de empréstimos. Com essa finalidade. Na primeira página do primeiro número do jornal. Brisas do Campo. que surgiu com o idealismo de Alberto Lessa e Cristiano Apostólico. e mais cerrado combate na defesa dos santos ensinos da Palavra de Deus. o O Escudeiro Batista é dirigido pelo Pastor Sócrates O. Alípio Dória. A ela está afeto o movimento dos relatórios de estatística do campo e a manutenção do jornal O Escudeiro Batista". 11. tiveram vida meteórica. Nilson Dimárzio.M. com a finalidade de defender o seu redator. Compunham a junta pastores e missionários. ou qualquer sentimento de oposição ao nosso útil e bem representado Jornal Baptista. Waldemar Zarro.^ OS BATISTAS FLUMINENSES E SEUS JORNAIS I. L. Ei-Ios: As Boas-Novas.Crosland. surgido com A. As reuniões se realizavam de três em três meses. no dia 3 de janeiro de 1907. "A junta sustenta o secretário estadual e paga as despesas de suas viagens. sem com isso interferir na sua autonomia. já referido em páginas anteriores. Apareceram também no cenário batista fluminense: O Evangelista.B. O objetivo era ajudar as igrejas na solução dos problemas que enfrentavam.F. com sede à Rua Saturnino Braga. facilitando também as igrejas na construção de suas casas de cultos.Crosland e o Pr.fluminense. tendo sido publicados dezoito números desse jornal.Christie. Óthon Ávila do Amaral. Esses. em Aperibé.de Souza.Bratcher e Antônio Charles. sim. A. as necessidades urgentes que se apresentam em a nossa Missão Campista. ao qual respeitamos e apoiamos. Diário Evangélico. O Órgão Oficial da Convenção Batista Fluminense Com a organização da Associação Batista Fluminense. de parceria com D. no dia 7 de janeiro de 1911. na cidade de Campos. os redatores apresentaram o motivo da criação do órgão: " O que determinou a publicação deste nosso periódico não foi nenhum esforço partidário. no dia 1" de janeiro de 1909. J.F'.B. A.

4. Apolinário de Souza. Era redatoriado pelos pastores Romildo Gomes Ribeiro e Vanildo Cavalcanti. teve como redatores. Redatoriou-o o Jornalista Óthon Ávila do Amaral. de 1931 a 1939. 3. Ebenézer Soares Ferreira. Edmundo Antunes da Silva. O Destemido — Órgão da região centro. Joaquim Rosa. Manoel de Deus Nascimento. criado em 1924. O Extremo-Norte Batista — Órgão da Associação do Extremo-Norte Fluminense. O Batista Merítiense — Redatoriado pelo Dr. Itamar F. Teresópolis Evangélico — Criado em 1968. Jornais Dirigidos pela Mocidade 1. 6. O Batista Macaense — Dirigido pelo Pr. Assis Cabral. Redatoriava-o o Pr. Eli Francioni de Abreu. 105 . 4. Fidélis Morales Bentancôr. Em 1928. José Joaquim da Silveira. Jornais Regionais (surgidos depois da década de 30) 1. em épocas diferentes. Almenara — Órgão da região centro. 3. os seguintes irmãos: João Daniel do Nascimento. 7. substituindo O Evangelista. 2. Dirigia-o o Pr. Óthon Ávila do Amaral. Jornais Regionais (de 1923 a 1930) 1. V. é o Órgão da Associação Batista Iguaçuana. O Batista da Baixada — Órgão da região niteroiense. Assis Cabral. era dirigido pelo Pr. 11. Melo. em 1921. em Valença. substituiu o O Batista Central. 9. já haviam sido publicados 16 números. órgão da Associação Centro. 2. O Norte Batista — Segundo jornal da região norte-fluminense. O Herói — Órgão da juventude suburbana. Jógli Feitoza. O Arauto Fluminense — Redatoriado por Helena de Souza. Ao que parece. 10. O Batista Suburbano — Fundado em 1955. O Batista da Planície — Órgão da Associação Batista da Planície. Foi seu redator o Pr. foi fundado em 1970. O Leste Fluminense — Órgão da Associação Leste Fluminense. Ebenézer Soares Ferreira. IV. O Batista Iguaçuano — Fundado em 1978. Redatoriava-o Erodice de Queiroz. 5. 5. 2. 12. Era redatoriado por Henrique Queiroz Vieira. Juventude — Fundado por Juvenil Lessa. redatoriado por Juvenil F. O Boletim — Órgão da Associação Paraibana. 8. Dirigiu-o o Pr. O Batista Sudestino — Órgão da Associação Batista do Sudeste Fluminense. Gilberto Garcia. Arides Martins da Rocha. Foi seu redator o Pr. era jornal da Associação Norte-Fluminense. era dirigido pelo Pr. O Evangelista — Dirigido pelo Pr.III. 3. Dirigiram-no os jovens Hélcio Vieira e Abdiel Duarte. O Repórter — Segundo órgão da Associação Paraibana. O Regional — Órgão da região macaense. de Souza. Josué Garcia Cerqueira.

No princípio. organizada em 18 de fevereiro de 1917. Na época da fusão. com as igrejas de Paraíba do Sul e Entre Rios. com 40 membros. Josué Ebenézer de Souza Soares. número de janeiro de 1918. com a igreja de Valença. com a igreja de Niterói. Aparecida. Jornal Jovem — É o atual jornal da JUBKRJ (em 1991). Esse desejo. Maricá. organizada em 23 de novembro de 1910. Clemir Fernandes da Silva. se compunha de nove igrejas localizadas desde Maricá até Sapucaia. 106 . com 38 membros.B. Tendo o trabalho batista brasileiro se dividido em Missão do Norte e Missão do Sul. respectivamente. Barra do Piraí. no princípio do trabalho em nosso estado: a Campista e a do Rio.265 membros. com 38 membros. Gilson Antônio de Paiva Bifano.Maddox. Entre Rios. aquela.Christie muito se rejubilou com o fato e escreveu. que representavam a Missão Campista e a Missão do Rio.Christie e O. e Sebastião Faria de Souza com as igrejas de Sapucaia. Temos a oportunidade de desenvolver o Estado do Rio c tomá-lo para Cristo se soubermos trabalhar em verdadeira cooperação. SURGIMENTO DO CAMPO BATISTA FLUMINENSE Com o surgimento da primeira igreja em Campos e em municípios vizinhos. Rogério da Veiga.4. a Missão Campista foi transformada em Campo Batista Fluminense. Aparecida e Barão de Aquino. que era orientada por missionários norte-americanos. J.P. Os missionários A. com 21 membros. organizada em 19 de novembro de 1916. É com prazer que recebemos estas igrejas e trabalhadores e esperamos ser mutuamente auxiliados na obra do Mestre. que já vinha sendo alimentado há alguns anos. Florentino R. Existiam duas missões. têm sido seus redatores: Ellen Márcia Berez. quando as seguintes igrejas pediram sua inclusão no Campo Batista Fluminense: Niterói. Paraíba do Sul. organizada no dia 3 de outubro de 1915. e.da Silva. por ocasião da organização do Campo Batista Fluminense. com 34 membros." De modo que. Valença. Luiz Roberto Silvado. o seguinte: "A Associação será composta de 44 igrejas e o campo será todo o Estado do Rio de Janeiro. George Barbosa. foi criada a Missão Campista. de 37 igrejas. Barão deAquino. as igrejas somavam 4. Esta. organizada em 13 de março de 1904. viria a tornar-se realidade.E. em O Escudeiro Batista. acharam por bem unir as duas missões numa só a fim de que fosse criado o Campo Batista Fluminense. organizada em 19 de julho dc 1895. com 32 membros. organizada em 18 de julho de 1903. o número de membros dessas igrejas já atingira 760. mais de 90% do sustento do trabalho dependia dos recursos que vinham de Richmond. com 60 membros. organizada em 18 de dezembro de 1904. Nélio Wilson Lopes Sobral. Sapucaia.B. com 19 membros. em 1918. O missionário A. Criado em 1978.Mariano Pereira. Com essas igrejas vieram os zelosos e dedicados pastores Manoel Avelino de Souza. com 25 membros. Isso ocorreu em 1918. organizada em 22 de dezembro de 1908.

dos seus trabalhos ao longo dos anos que o Senhor lhe concedeu de vida. D. Basta lermos os Evangelhos. (2) Presidentes da UFMBF De 1913 até agora (1991). com entusiasmo. entre centenas de mulheres. Ernestina Rezende Retto. no edifício do Instituto Batista Fluminense — e organizaram a União Geral de Senhoras. Alice Reis. foi a vez da Igreja Batista de Macaé. Destacamos aqui aquelas irmãs que ela considerava como pioneiras nesse trabalho: Altina Rezende. e participara. em 1913. cuja vida tem sido uma inspiração para muitas moças. Isabel Avelar Guimarães.Barre107 . Leonor Barros. Aos poucos. as igrejas iam se conscientizando da necessidade de organizarem sociedades auxiliadoras dc senhoras. fez. Joaquina Almeida Coelho. então. a Heroína de Craonópolis. Emma Ginsburg. no salão de cultos da Igreja Batista de Nova Friburgo — que se reunia. Lira Sales. A diretoria da recém-organizada entidade ficou assirn constituída: presidente — Ernestina Rezende Retto. Alvina Gomes de Oliveira. "A primeira Sociedade Auxiliadora de Senhoras na Missão Campista foi organizada pela igreja de Campos em 19 de agosto de 1896. os Atos dos Apóstolos e as Cartas Paulinas para nos certificarmos dessa verdade. continua a ser uma inspiração. e reorganizada em 20 de julho de 1899. ativamente. vice-presidente — Eugênia Teixeira. quer nos trabalhos locais. que assistira à organização da União Geral de Senhoras. Rodolpiana Ludolfo Reis. criar um órgão que pudesse aglutinar todas as sociedades auxiliadoras de senhoras. Balbina Mendonça e tesoureira. passou também a contar com essa notável organização. tesoureira — Joaquina Alves Coelho. um retrospecto da obra realizada pelas senhoras no campo batista fluminense. secretária. não poderia ser diferente. resolveu-se. Eva de Souza. Através dos séculos tem sido assim. há algum tempo atrás. Isabel Avelar. no dia 25 de janeiro de 1913. Cora Barros. Quando já havia um bom número dessa organização nas igrejas. vindo logo ao encontro da mesma. reuniram-se as irmãs representantes de várias igrejas e organizaram. com a chamada Missão Campista. citamos Noêmi Campeio. sendo presidente D. ocuparam a presidência da União Feminina Missionária Batista do Estado do Rio de Janeiro (antiga União Geral de Senhoras). Florentina R. ardorosamente. As senhoras decidiram cooperar. que. Laura Eyer. D. quer na obra missionária nacional ou no estrangeiro. Lottie Moon. No Brasil. as seguintes irmãs: Ernestina Rezende Retto. (1) Depois da igreja de Campos. secretárias — Elizabeth Lessa e Francisca de Souza. a grande missionária à China. temporariamente. Rosa Assenço". As Pioneiras D. Alice Rosa.O TRABALHO FEMININO As mulheres sempre ocuparam um lugar de destaque na obra do Mestre. Na obra batista do Estado do Rio de Janeiro. Com esse ideal em mira.

por todo o Estado do Rip. como também era chamada. Marlene Baltazar Nóbrega Gomes. Novas Secretárias-Executivas D. que era portuguesa de nascimento. Com sua gestão teve início uma nova dinâmica no trabalho das senhoras do Estado do Rio. Esther era muito ciosa de suas responsabilidades e procurou melhorar.to. o cargo de secretária-executiva da UFMBERJ. a Profa. que ocupou o cargo por quatro vezes. Muito querida entre as senhoras. Miss Blanche Simpson foi. com tato. exerceu. seu esposo. Ana Christie. John Riffey. associações. até o ano de 1950. Júlia Codeço dos Santos. visitava. Esther Prudence Riffey. Maria Amália Carvalho de Souza. Podemos afirmar que. operosidade e eficiência. foi substituída pela Profa. formar a mentalidade das senhoras batistas fluminenses no sentido de cooperarem com as convenções fluminense e brasileira. Portugal. Nair Araújo Portes. Pastor Vítor Hugo Mendes de Sá) e Esther Godoy (que deixou o cargo para se entrega 108 . passou a ser a secretária-executiva da UFMBERJ. Com a vinda do Dr. em todos os seus empreendimentos. que exerceu o cargo de 1977 a 1978. Miss Simpson procurou dar ao trabalho das senhoras estrutura adequada às circunstâncias da época. em 1913. A Profa. Marlene. juntamente com Mrs. Norma Lee Van Eyken. ainda mais.Bastos. as igrejas. Algumas dessas irmãs foram presidente por mais de duas vezes. mas que há anos vivia no Brasil. desde o início do trabalho feminino. Grande foi a sua participação na obra das senhoras em nosso estado. Em virtude de sua volta a seu país de origem. Alzira Prucolli. Christie. Waldemira Martins. Sua atuação foi muitíssimo apreciada pelas senhoras batistas fluminenses. Lucinda Tavares. a alma do trabalho batista feminino no nosso estado. ou Mrs. Christie. Elly Bess d'Alcântara. Miss Blanche Simpson foi outra irmã muito querida e atuante no trabalho feminino do campo batista fluminense. Carmem Lúcia de Aguiar Cerqueira e Cosete Pevidor de Carvalho. Ocuparam. Executava com amor a sua função de secretária-executiva e todo o trabalho que lhe estava afeto. trabalhos especiais. D. com grande denodo. a secretaria-executiva da UFMBERJ as professoras Linéa Dias (que deixou o cargo para casar-se com o talentoso jovem. Stela Borges de Araújo. Zeny Santos. Denir Luz Fonseca. com muito amor. como é o caso da professora Marlene Baltazar Nóbrega Gomes. Marlene Baltazar da Nóbrega Gomes. em seguida. sua esposa. Operosa. Ruth Matheus. Erly B. como missionário ao Estado do Rio. juntamente com o Dr. Muitas apoteoses foram por ela elaboradas. foi alguém que. Seus trabalhos eram preparados com esmero. o trabalho que já vinha sendo feito por suas antecessoras. Christie. colocou a secretaria numa posição de destaque. Missionárias Prestam Grande Auxílio ao Trabalho Feminino D. conseguiu.

atualmente (1991). ao Colégio Batista Fluminense estava reservado dar uma grande 109 . 4. com amor. José dos Reis Pereira. Eunice Silva. Realmente. referindo-se ao Colégio Batista Fluminense: " U m segundo fator é a influência exercida pelo Colégio Batista de Campos. Nona Renfrow. Adélia Darcília Marins da Silva.ao trabalho missionário no norte do país). Realização de dois acampamentos por ano: um para líderes de crianças e ouro para senhoras. a contento. 2. depois. facilitando a atuação da secretáriaexecutiva a quem não era possível dar assistência a todas as associações em que se dividia o trabalho estadual. '7. õ cargo de secretária-executiva da União Feminina Missionária Batista do Estado do Rio de Janeiro a Profa. Divisão da UFMBERJ em regiões. da Primeira Igreja Batista de Petrópolis. então diretor do O Jornal Batista. Arith Barreto Rocha. Embora essas duas últimas secretárias tenham tido curtos períodos de atuação. 3. Noêmia Veiga. organizado pela Profa. 9. Loyde Zarro. A OBRA EDUCACIONAL DOS BATISTAS FLUMINENSES Fundação do Instituto: Primeiro Período Destacando fatores que influenciaram o crescimento da obra batista no ~ Estado do Rio de Janeiro. Despertamento de vocação missionária. secretária-executiva interina e líder no trabalho da UFMBERJ. Artie Bratcher. com a apresentação de programa e apoteose que a todos causou impacto. uma colméia de grandes obreiros e pastores". como atestam Noêmia Barbosa e Maria Helena Leão Santos. 8. Comemoração do Jubileu de Ouro da UFMBERJ. em Niterói. Pearl-White Boechat. Grande ênfase à formação de líderes para as igrejas. Surgimento de líderes pelo trabalho das senhoras. Helga Fanini (redatora da Página das Senhoras em O Escudeiro Batista). de dois em dois anos. Realização de congressos de Mensageiras do Rei. declarou. Aildes Soares Pereira. Jesuína Antunes. no dia 21 de maio de 1988. realizada no Ginásio Caio Martins. de congressos para senhoras e moças. Dorcas Pinheiro de Souza. a tarefa que lhes cabia. o trabalho que lhe compete fazer. Criação do coral da UFMBERJ. Ocupa. Julieta Sales. Solita Retto Queiroz. representando tentativa de apoio tão necessário à aglutinação das forças esparsas. que se tornaram missionárias após terem servido como líderes estaduais da UFMBERJ. outras irmãs se destacaram no trabalho feminino estadual: Maria Fernandes Moreira. atesta essa influência. o Dr. Adosina Borges. se esforçaram para desempenhar. 6. aprimorado pela Profa. Em 1991. através do trabalho das senhoras. e membro da Primeira Igreja Batista de Rio Bonito. Realização. que vem realizando. 5. são contadas onze regiões. Progresso no Trabalho da UFMBF 1. formada em música sacra pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. sendo. com uma representante da UFMBERJ em cada uma. Maria Varol. Elza Lessa Pinto. Além dessa.

etc. Cerro Frio. sem motivo que o 110 . ocupando ali um espaçoso edifício. Murundu. Christie.B. até então Instituto Batista Fluminense. o prédio onde funcionava o estabelecimento batista. Monção (hoje. Leonel Eyer. Kléber Martins. portanto. a sua mudança para a cidade de Campos: "Os trabalhos da Associação Batista em Friburgo provocaram a ira dos jesuítas locais. Com a matrícula de 17 de alunos.H. quando se encerraram as aulas do período escolar. foi o acidente sofrido pelo Dr. Ao abrir uma caixa de madeira que continha carteiras vindas dos Estados Unidos. Os seus fundadores foram os missionários W.Christie. permaneceu em Nova Friburgo até junho de 1913.Canada e A. do início dessa obra. onde seu pai. A obra educacional já vinha sendo objeto de interesse e atuação dos batistas em nosso campo. os batistas fluminenses decidiram dar um passo agigantado no terreno da educação. escreveu admirável página sobre a influência dessas escolas. Nada. pretenderam alugar. o que era chamado escolas anexasS2) Ficaram famosas as escolas anexas de Aperibé. Não foi. Tomados do ideal de ter. Nota triste. hoje. No dia 11 de janeiro de 1910. Praça Getúlio Vargas. era solenemente instalado. porém.Christie. estudaram com afinco o assunto. composta dos obreiros Alfredo Reis. de ambos os sexos.B. porém. no centro da cidade serrana de Nova Friburgo. teve início a instituição.H. na Praça XV de Novembro. narra. O Pastor Joaquim Lessa. não houvesse recursos necessários.parcela de contribuição no progresso do reino de Deus no campo fluminense. buscando tratamento adequado. W. que não dormitavam em seus planos maquiavélicos. por um preço elevado. Daniel Crosland. Sana.Canada. o missionário precisou viajar à sua Pátria. no mais apropriado local. no dia da inauguração. Joaquim Coelho dos Santos. muito agradavelmente. o pastor Joaquim Rosa. Não mais retornou ao Brasil. Queriam organizar um colégio de maior porte. era pastor. Eliézer Rosa. já funcionavam. ltalva). Ernesto Machado. junto às casas de culto. Tudo eles fizeram para neutralizar os planos dos batistas com referência à continuação do Instituto em Friburgo. O grande juiz. conseguiram. foi de molde a impressionar. no Brasil. Não pôde continuar mais ali. o Instituto Batista Fluminense. O progresso alcançado pelo colégio em Friburgo. Em 1909. em várias localidades do estado.(3) O Instituto Muda-se Para Campos com Novo Nome O Colégio Batista Fluminense. o público e provocar mais e mais as iras dos jesuítas. Por fim. E Joaquim Lessa quem escreve a respeito do colégio: "Eram cinco os professores do colégio. (1) Mesmo que limitadamente. Ele mesmo fora aluno de uma delas — a de Macaé. foi ferido por uma farpa no olho direito. enquanto em Friburgo. A. sob a sábia direção do Dr. do seguinte modo. pelo que reiteraram as suas clandestinas maquinações contra o colégio ali. para serem usadas no colégio. Uma comissão. resolveram que o melhor seria abri-lo na cidade de Nova Friburgo. Macaé. que trabalhou no colégio. Como fosse grave o acidente e. pois o instituto funcionou no mesmo prédio até 1913. um colégio batista.

solicitando a remessa do dinheiro novamente. se não estamos enganados. Contudo. Passando ele pela Rua da Constituição. O menino disse. 111 . e os irmãos ficassem desanimados. o Sr. outra vez as coisas tomaram tal caminho que os batistas fluminenses resolveram desistir da compra e perder os dez contos que já haviam dado. o dinheiro foi devolvido para os Estados Unidos. para que se aprecie como o Senhor Deus cumpre as promessas para com os seus servos. Grandes foram as lutas para conseguir-se um empréstimo nas igrejas para o segundo pagamento de cindo contos. e. divisaram alguns sinais que os animaram e os incitaram a seguir.missionário A. Não era. Mal. ao mesmo tempo. tirando do bolso uma pequena moeda. tendo os irmãos norte-americanos completado os 65 contos. Nilo Peçanha. principalmente. viram um lindo palaccte. pela falta de numerários — as igrejas não podiam assumir responsabilidades superiores às suas forças e tão desproporcionadas à sua capacidade. " D e fato. Em fins de 1912. Os irmãos americanos. o missionário Christie visitou Campos para pesquisar a possibilidade de mudança para um lugar próprio. "Nesse ínterim. as quais. a jurita americana tinha enviado dez mil dólares. porém. jamais deixaram de orar. resolveu fazer uma diferença dc dez contos no preço. filho do pastor Alberto Lessa. com o pastor Lessa e o menino Daniel. emprestavam pequenas quantias ou faziam ofertas. compraram o dito palacete Belizário. respondeu: 'Eu dou estes 20 réis!'. de boa vontade. atendendo à crise.B. Como a crise se acentuasse. dentro de poucos meses. Por sua vez. servisse de padrão de honra à causa batista do estado. Mas a mudança era uma necessidade inadiável e passos tinham que ser dados. Houve apelos. nos atenderam. Chirstie. de propriedade do Sr. vamos comprar este palacete para o colégio?'. em gozo de férias e também com o objetivo de angariar verbas para os últimos compromissos com a referida aquisição. A compra foi feita por pagamentos periódicos. os batistas entraram com 20 contos. ipunha-se a necessidade da aquisição de um edifício que bem comportasse o estabelecimento. fácil o empreendimento. Para a compra do referido prédio. sempre bondosos. Pareciam terminados os planos dos batistas e inutilizados os esforços de alguns anos de trabalho. correspondências e telegramas. Christie. da Firma Santos Moreira & Cia. o missionário Christie seguiu com a família para os Estados Unidos. Para o pagamento total. Domingos Batista da Gama. Mas. por gracejo: 'Dr. O Dr. "São dignos de menção alguns episódios que se passaram na tentativa da compra do edifício. para realização de tal intento. de parentes do saudoso campista Dr. os dez mil dólares chegaram ao Rio. sendo que as duas primeiras prestações foram de cinco contos cada uma. que o havia adquirido.Christie começou logo a providenciar a mudnça do colégio para Campos. Pouco tempo depois. apesar de visível desfalecimento. o que foi alcançado entre os irmãos e amigos e pelas igrejas. Domingos Batista da Gama. " E m maio daquele ano. pois..

<4) O primeiro período do Colégio Batista Fluminense vai da sua inauguração até o final de 1913. Recebeu grande influência cristã da professora Genoveva Vorheis que. Durante esse período. assim. na abertura das aulas. Pela primeira vez tive contato com os crentes evangélicos batistas. nessa mesa sala. cativando os não crentes. o pastor J. E. Foi assim salva a situação. apenas.o câmbio baixou e os dez mil dólares renderam trinta e nove contos e duzentos mil réis. Um curto período. foi um desses alunos. "A abertura das aulas deu-se em 2 de fevereiro de 1914. matriculei-me no Colégio Batista Fluminense. Era seu costume. dominicalmente.F. Grande foi a influência do colégio na vida espiritual de seus alunos. na cidade de Campos. Lessa. pregava-se o evangelho cada dia. tornaram-se pastores. tendo sido evangelizado pelo então estudante e seminarista Erodice Fontes de Queiroz. antigo n? 99. e pelo pastor Manoel Avelino de Souza. O pastor Evódio foi muito influenciado. mas que deixou bons frutos. a fim de assistirem à Escola Bíblica Dominical. por intermédio do colégio. naquela época. " N o mês de agosto desse ano. mais tarde. A. acima citado. o colégio foi dirigido por três pastores: J. estavam os seguinte jovens que.F'. com verdadeiro deslumbramento e sucesso". levava os internos para a Primeira Igreja Batista de Campos. e ao colégio. sendo tudo instalado à Rua da Constituição.Christie.Christie. o pastor Dr. também. Eis o testemunho do pastor Evódio Queiroz: " E m 1917. em sua conversão e chamada para o ministério. Dos alunos matriculados desde 1911. Evódio Queiroz. Manoel Avelino de Souza. Tinha os meus 14 anos de idade.B. de 1915 a 1916. de 1917 a 1919. em 1914. três se tornaram pastores.Lessa mudou-se de Friburgo para Campos. Era diretor do Colégio o saudoso missionário Dr. Lembro-me da visita que fez àquela cidade. entre os alunos do Colégio Batista Fluminense. era seu colega no Colégio Batista Fluminense. pelo pastor Erodice de Queiroz que. Antônio Charles e Nilo Sales. Ia. A. E bons líderes! São eles: Sebastião Angélico de Souza. Evódio Queiroz. Fidélis Morales Bentancôr e Honório de Souza. atuando no campo fluminense: Antônio Armindo. levar muitos dos alunos à sua casa.B. Durante esses anos. em campanha para levantar 112 . Segundo Período O segundo período vai de 1914 a 1919. John Mein. enquanto o missionário Christie estava nos Estados Unidos. como foi consoladora e edificante a experiência! Na mesma sala em que um inimigo dos batistas dissera não ter a religião batista quem a representasse e ser somente abraçada por viúvas pobres c por ignorantes. após as reuniões. fazendo também transportar para a referida cidade todos os haveres do colégio. sim. Quatro anos. para um lanche. Alunos não crentes foram levados a Cristo durante o tempo em que freqüentavam os bancos escolares ali.

de 1928 a 1929. tornaram-se pastores: João Barreto da Silva. pois achava que sua principal função era a de pastor. Procuraram dotar o estabelecimento de bons professores. que viria a ser uma famosa educadora em Campos. e coin carta de apresentação daquela igreja. Contava o pastor Antônio Soares Ferreira. Alberto Araújo. estudaram no colégio os pastores: José Basílio de Souza. Bratcher pedia aos alunos que insistissem com Deus para que Ele lhes desse aquela propriedade. José Abraão do Nascimento e Abelar Suzano de Siqueira. que muitas noites foram passadas em oração. João Teixeira de Lima. Pastor Fidélis Morales Bentancôr. onde se instalou o internato feminino. (Foi nessa época que se converteu a professora Evangelina Guedes. Na sua gestão foi adquirida a chácara. de 1924 a 1926. de 1924 a 1925. contratando alguns que lecionavam no famoso "Liceu de Humanidades de Campos". de parceria com o pastor Vitorino Moreira.M.recursos para construção do templo na cidade de Niterói. e o segundo. Bratcher mostrou ser homem de grande visão como diretor do colégio. Estudaram nesse período do Colégio Batista Fluminense os seguintes alunos que. Durante esse período. do lado direito do prédio dc aulas."' 5 ' Terceiro Período Podemos chamar de terceiro período o tempo que vai da metade de 1919 a 1925. Antônio Zeferino e Silva. Foram seus diretores nessa época os pastores: Alberto Portela. porque o Dr. com os demais seminaristas do campo fluminense: Erodice de Queiroz. E as orações foram ouvidas. ingressei no colégio e seminário do Rio de Janeiro. Procurou ele manter um alto padrão moral e intelectual na instituição.Bratcher. Juvenil Fernades Lessa e Dionísio Loureiro. A n t ô n i o Soares Ferreira. contando 19 anos de idade. com um prédio de dois andares. Quarto Período Vai de 1925 a 1930 o tempo que pode ser chamado de quarto período na história do Colégio Batista Fluminense. ao mesmo tempo que procedia a uma serie de conferências na igreja de Campos. genitor do autor desta obra e aluno do Colégio Batista Fluminense nesse período. Fiquei impressionado com o pregador. Fidélis Morales Bentancôr. pelo saudoso missionário Dr. Vital Cabral. que assumiu a direção do estabelecimento durante dois meses apenas. mais tarde. 113 .Bratcher e Alfredo Reis foram os diretores do colégio. O Dr.M. O primeiro. Antônio Bernardes Júnior. Como seminarista. de 1919 a 1923. "Fui batizado na Primeira Igreja Batista de Campos. recomendado pela junta. A sua pessoa simpática de mensageiro das boas-novas do evangelho do nosso Senho Jesus Cristo chamou-me a atenção. freqüentando a igreja do pastor Manoel Avelino de Souza.L.) Pastor Erodice Fontes de Queiroz. Waldemar Zarro. hoje Primeira Igreja daquela cidade. Emanuel Fontes de Queiroz. L. Gê Sardenberg. Este período foi muito abençoado. Ageu Neto.

Alberto Portela. " E m 1932. grande amigo da mocidade. porém. pastor da Primeira Igreja Batista de Campos. Era católico praticante. de 1931 a 1932 — uma grande alma.Lingerfelt. pelo pastor Erodice de Queiroz. Pela primeira vez ouviu falar em candidatos ao ministério. mas sentiu que sua vida religiosa não estava certa. ao germinar. devido à morte de seu pai. Dodanin Gonçalves." (6) 114 . ao mesmo tempo que diretor do colégio. sua terra natal.F.Christie. último ano da administração do pastor Alberto Portela. Nunca havia assistido a um culto. sentiu-se chamado para o ministério. Orlando Alves. Com 16 anos foi declarado maior para cuidar de seus irmãos menores. Fidélis Morales e outros pastores que falavam nas assembléias. dois rapazes. nesse tempo. Francisco Rosa. pela graça de Deus iria determinar os rumos de sua vida. de novo. Começou pelo Apocalipse. Nas férias daquele ano. Houve sérios protestos de alguns familiares. viu-se ameaçado de não retornar ao Colégio Batista. F. Raphael Zambrotti: "Raphael Zambrotti chegou ao Colégio Batista Fluminense a 7 de fevereiro de 1927. missionário A. Como eram fumantes. Decidiu ler a Bíblia. Walvique Soares Henrique. passaram pelo colégio os seguintes pastores: Ageu Neto. Foram diretores do Colégio Batista Fluminense. O rapazinho que de lá saíra. Nesse período. Gostava de ouvir as preleções de Joaquim Lessa. Minas Gerais.Christie abriu-lhe as portas do Colégio Batista. Benedito Manhães: Testemunho do Pr. Dr. Eram apenas 25 alunos no internato masculino. Nada entendia. e. "Converteu-se no ano seguinte. mas seus pais não cederam. de 1932 a meados de 1936. Foi batizado em Natividade de Carangola. Seu primeiro interesse pelo evangelho deveu-se à atração que sentiu pela beleza dos hinos que alguns rapazes cantavam em coro. Seus pais planejavam interná-lo em Leopoldina. levando no coração a semente que. Silas Silveira (primeiro batista a ser eleito deputado estadual). de parceria com o missionário J. A. que lá estudavam.Quinto Período O quinto período vai de 1931 a 1936. num colégio de padres. em 31 dc dezembro de 1930. Gutenberg Faria Guedes.Morgan. "Em 1929. os seguintes irmãos: Dr. Ele não estava familiarizado com o evangelho. Raphael Zambrotti. no tempo próprio. retornava à velha casa. Rui Franco de Oliveira. apareceram em Natividade de Carangola.B.E. Quando visitou seus pais e lhes deu ciência disso. não pôde prosseguir nos estudos.B. seus pais mudaram de opinião quanto à disciplina do referido educandário e decidiram mandá-lo para o Colégio Batista em Campos. "Tudo pareceu inteiramente estranho ao rapazinho que chegava do interior.

De maneira insistente. lançou mãos à obra.. o que despertou em inimigos da causa a inveja. ao chegar ao portão do colégio e ler os cartazes ali afixados. com a esposa. Haviam eles sido colocados ali pelo Sr. Pôs-se a orar. Durante esse período foi seu diretor o Pr. Ele não aceitou. fazendo-os desfecharem contra o colégio campanhas negativas e perseguições. além de ser terrivelmente atacado na imprensa secular. A decisão não demorou a ser tomada. Começou a planejar a criação do curso ginasial. fora. Os efeitos do movimento foram outros. Aquilo que afixaram naquelas pilastras é uma propaganda a favor do colégio.. No dia em que esperavam o inspetor oficial para proceder à inspeção. descobrindo a vinda do inspetor ao colégio. Não foi diante do primeiro convite que o Pr. Exercia ele muito bem o pastorado da Igreja Batista de Pádua. A maneira objetiva com que o Dr. Imbuído de elevado ideal. Horácio de Souza. porém. Era preciso. em tabuleiros. Embarcou para Campos. Era homem de têmpera forte e começou a enfrentar a luta. Ao chegarem a Campos. Barreto aceitou o desafio de dirigir o Colégio Batista. verificando se preenchia os requisitos exigidos pelo Ministério da Educação e Saúde para a implantação do novo curso. Comentou. o casal teve a sua primeira decepção: ninguém os esperava. era motivo para transformar o colégio cm verdadeira"quitanda". porém. Barreto. quando o missionário Christie procurou-o. Barreto a solução para os problemas em que se achava envolvido o colégio. onde haviam sido contemporâneos e onde começaram o namoro. O governo nomeara um técnico para fazer a inspeção do colégio. pensando que assim amendrontaria o técnico. verificaram que as duas pilastras do portão de frente do colégio estavam crivadas de cartazes berrantes. O Pr. não fez arrefecer o seu ânimo. entrou subindo correndo a escadaria de mármore e. Já vi que o colégio obterá sucesso quanto ao seu requerimento. para surpresa geral.Sexto Período Este é considerado o período mais longo da história do Colégio Batista Fluminense. onde havia frutas em quantidade. com as duas filhas — Élcia e Ilcéia. Viu que o colégio não poderia continuar só com o curso primário. bem cedo. Esse contava apenas com menos de cem alunos. Foi visitar o colégio. O Dr. Isso.". A cena o comoveu. Entristeceu-o ver que a chácara. fazer o seu movimento contra a instituição. expostos em frente ao prédio principal. João Barreto da Silva. Christie lhe falou chocou muito o Pr. fazendo acusações contra o colégio. muito incisivamente: "Barreto. O técnico. os tranqüiliza: " N ã o se preocupem. As frutas eram retiradas dos pés e vendidas. requerer a inspeção prévia. Barreto não descansou enquanto essa inspeção não foi requerida. encontrando os diretores. Christie não demorou muito a voltar a convidá-lo. 115 . a professora Florentina Rodrigues Barreto. Tornaram-se positivos os resultados da perseguição. Doeu-lhe o coração. por um jornalista intolerante. ex-aluna do colégio. um dos articuladores do movimento nacionalista que. para que esse curso pudesse funcionar. ou você vai ser o diretor ou o colégio será vendido". convidando-o para assumir a direção do colégio. disse ele ser o Pr.

Otto. o Sr. ele não alcançou o seu intento. o ministro assinava uma Portaria concedendo ao Colégio Batista Fluminense a Inspeção Prévia. ainda em 1935..Em fevereiro de 1937.' "Vê-se bem que naquelas linhas traçadas por V. fez do interessante exame-de-admissão presidido pelo inspetor e 'trabalhado' pelos senhores desconhecidos 'professores' batistas adrede preparados. o Governador do Estado do Rio. mais tarde. Horácio de Souza.Sa. que viria a ser. 938. dois meses. que estou ao seu inteiro dispor para ventilarmos o caso pela imprensa. mas sim no meio dos roceiros dos nossos distritos.Sa.Sa. feita por inimigos da obra. portanto. estão infrutiferamente tentando sustê-lo. naquele mesmo mês. 35 alunos fizeram exame de admissão para o curso ginasiaL Era o alcance da vitória. está o pensamento do Sr. norte-amercano como o Sr. Christie. " N a d a teria eu que repisar do vosso artigo-reclame. venho declarar a V. "Aguardando a vossa primeira arremetida. 116 . PAX. Apesar de toda a propaganda contra o colégio.. onde V. em Campos. A carta que agora transcrevemos." (7) Outras cartas e artigos desse teor se acham em nosso poder e mostram como o jornalista Horácio de Souza lutava para destruir o colégio.Sa. narrando a vitória alcançada. cuja edição não pude constatar. depois do requerimento. subscrevo-me com atenciosa consideração. remeteu de uma só vez 69:887$600 conforme declaração d' Escudeiro.Sa. publicou um retumbante artigo de loas ao Colégio Batista. com os norte-americanos. no momento em que discursava o estudante Celso Peçanha. Obrgo. João Barreto da Silva. chegando a ter mais de dois mil alunos. Em 1938. mostra como o inimigo atacava: "Campos. onde somente circula tal jornal. se não fosse aquele tópico que remata a descrição com que V.. XV de Novembro. que. Sendo eu um dos brasileiros que combate pelo jornal e pelo livro o suspeito ENSINO DE ESTRANGEIROS sustentados pelos dólares da Junta de Richmond.Sa. por ocasião de um comício na Praça São Salvador. os diretores do colégio publicaram uma reportagem n' O Escudeiro Batista. parte do jornalzinho 'O Escudeiro Batista'. no qual V. Felizmente. cidade onde todas as famílias distintas e inteligentes EVITAM o tal 'COLÉGIO AMERICANO BATISTA'. onde V. Contentes com essa grande bênção. poderá valer-se da Folha do Comércio. O colégio cresceu. Um duplo acaso permitiu-me receber de Murundu. ele. limo. o que veio aumentar ainda mais a ira daqueles que já eram inimigos do colégio. não em Campos. " O tópico é o seguinte: 'Mais uma vez FICOU DE PÉ o conceito que goza ("somente entre batistas") o estabelecimento na obra de EDUCAÇÃO NACIONAL ("em prol da educação da mocidade BRASILEIRA") conclui o Bentancôr Morales.. 23 de abril dc 1937. Lingerfelt.. Colégio Batista. para armar o efeito. eapeando um embrulho. Horácio de Souza — Av. Sr.

Élbem 117 . e o Colégio Batista Fluminense um grande Iapidador de diamantes. José Júnior dos Santos. Waltir Pereira da Silva. Emiliano Boechat. Barreto: Jáder Malafaía. Vai daí que muitos dos alunos que passaram pelo Colégio Batista Fluminense estariam hoje na obscuridade. Aylpton de Jesus Gonçalves. Diocesir Alberto. Alcides Velasco. Allen de Almeida. Argênio Eugênio Gonçalves. Cremos que não há no Brasil um colégio que mais tenha contribuído para a denominação. Ismail de Oliveira Rodrigues. A seguir. Além desses. João A n t ô n i o Amorim. Eimaldo Alves Vieira. no preparo de pastores. José F. Octaciano Lourenço Gomes. Alceir Faria Pereira. o Pastor João Barreto da Silva procurava promover a obra educacional no campo fluminense. Carlos Oliveira Varela. esposas de pastores e professores do que o Colégio Batista Fluminense. Antônio Moreira Portes. Valter Velasco. Francisco Mancebo Reis. José Ângelo. não fora a ajuda que receberam daquele educador. Isaías de Castro. Jefté Vicente Figueiredo. Eli Xavier de Pina. Joadir Pires. Aurecil Santos. quando era diretor do Colégio Batista Fluminense o Pr. muitos estarão concordando com o autor. Joélcio Rodrigues Barreto. Edinézer Faria. Durval Borges. tanto para o ministério. José Pinto. Paulo Mafra. ao mesmo tempo em que. falando em associações e convenções. Eli Lacerda. podemos citar os seguintes pastores de outras denominações: Francisco Cardoso. Manoel Bento da Silva. citamos os nomes de pastores que estudaram no Colégio Batista de Campos. Antônio Borba. Clério Boechat. Osvaldo Mancebo Reis. visitando igrejas. Barreto era um grande descobridor de vocações e talentos. ocorreu que. Oséias Alves Batista. Aderbal Barreto da Silva. Hélio Rangel. José Pereira da Silva. Muitos moços chegaram ao colégio desprovidos de qualquer recurso e encontravam no pastor Barreto o amparo de que necessitavam. Hélcio da Silva Lessa. num "capiau'. na gestão do Pr. Waldir Rocha. João José Soares Filho. João Nazareno Lemos. José Maria Tougeiro. Jabniel Silva. quando afirma que o Pr. Ciro de Souza. tempos depois. Eduardo Francisco Filho. Carlos Márcio Portela. Moisés Cunha. Renato Zambrotti. Ao lerem estas páginas. Ebenézer Soares Ferreira. Erodice Gonçalves Ribeiro. Saulo Luiz. ele via o valor que ninguém conseguia ver. Isaías Moreira de Frias. Por ironia da história. Jaci de Matos Tostes. João Portes. Cláudio Wagner. Jurandir Gonçalves Rocha. quanto para o magistério.Murta. Roberto Oliveira. Aloísio Barreto da Silva. Lélio Barros. Isael Peçanha de Souza. Num moço pobre. Elmar Camilo dos Santos. Wanderley Pacheco Barreto. Gentil Teixeira. Osvaldo Gomes Barreto. Geraldo Gomes. Geraldo Braz Laiassa. Otávio Felipe Rosa. Filenilo Vicente Neves. Jadir Félix. Elias Gomes Vidal. em suas mensagens. ali esteve estudando uma neta do Sr. Geneci Farizel. procurava despertar jovens vocacionados. Jorge Francisco Dias. • Pastor Barreto — Homem de Larga Visão Como diretor do Colégio Batista Fluminense. Teobaldo Silva Fraga. Augusto Soares Guimarães.foi morto por uma baia que surgiu de um tiroteio ocasionado por comunistas. Osvaldo Soares dos Santos. Horácio de Souza. Ari Barbosa Martins. Antônio Assis Carvalho. Samuel de Souza Leite. Rubem Coelho dos Santos. Ebenézer Soares Ferreira. Eliézer Batista Araújo. Altanir Alves de Freitas. Valdir Lopes.

Na gestão do Dr. Creuza Rangel de Souza (William de Souza). Enilar Tinoco Botelho (adventista). que estudou em nosso colégio. Nilce Macedo Ribeiro (Erodice G. Irene Guimarães (Augusto Soares Guimarães). Borges da Luz (Jonas Borges da Luz). Alfredo Reis. César. durante os anos de estudo. Irene Porto (Antônio F. Eth Sarlo Dutra (Gélson Dutra). Ana-Held Gouveia Gonçalves (Argênio Conçalves). Christie. A. Hilda Francisco (Eduardo Francisco Filho). Barreto). Anterina de Souza (Sebastião de Souza). pelo menos. Egmar Fernandes Santos (José Júnior). Elza Lessa Oliveira (Ageu Pinto de Oliveira). Pinto). Odete Lessa (Hélcio da Silva Lessa). Clcbem M. Neusa Vieira de Castro (Isaías de Castro). Na gestão do Dr. Elda Gomes Zambrotti (Renato Zambrotti). Dilma Araújo Oliveira (Jorge Oliveira). Loyde R. Solita R. Ana Maria Paes Louzada (Adiei Louzada). Clélia Contage Pinto (Dálson T.. Lourdes Santos Soares (Osvaldo Soares Santos). Barreto (João Barreto da Silva). Jandira Fortes Lamóglia (Álvaro Lamóglia). Edna Macharet (Ari Macharet). Idalina Evangelista (Edgar Evangelista). Lígia de Souza Mota (Waldomiro Mota). César. Assim é que podemos começar com a irmã Talita Portela. Bratcher e do Pr. Éber M. estudaram as seguintes irmãs: Stela Borges Araújo (Alberto Araújo). Queiroz (Evódio Queiroz). Anita Soares Bertrand (Haroldo Bertrand). Ruth Manhães Alves (Eimaldo Alves). Não poderemos dizer o ano exato em que todas estudaram. Janete Barreto (Osvaldo Barreto). Nalva Gonçalves Rocha (Jurandir Rocha). Jonila Crispim Pereira (Alceir Faria Pereira). Ruth Faria Rosa (Antônio Rosa). Míriam Mafra (Paulo Mafra). Pearl-White Boechat (Clério Boechat). estudaram as seguintes irmãs: Florentina R. Nair Portes (Antônio Portes). Eth F. na gestão do Dr. Aída Gouveia Bastos (Francisco Cerqueira Bastos). Para evitar repetição das palavras "casada" e "pastor". Porto). Maria Antônia Nascimento Dias (Jorge Francisco Dias). Célia Reis Soares (Osmar Soares).B. em 1914. Marques (Altino Marques). Abigail Faria Moreira (Jessé Moreira). estudaram as seguintes irmãs: Dorcas Pinheiro (Israel Pinheiro). Ribeiro). César. Maria da Penha P. Dejanira Barbosa (Achilles Barbosa).Christie. Barreto. Clcos M. Lecy Barros Silva (Waltir Pereira da Silva). César (presbiterianos). Zarro (Waldcmar Zarro). daremos entre parêntesis o nome do esposo de cada irmã. Mas de muitas podemos citar a época. Elma Gomes Barreto (Joélcio R. Geni Soares Amorim (João Antônio Amorim). Leiva Soares Silva (Gil Silva). Flor-de-Liz Gomes (Otaciano Gomes). na vida espiritual de cada uma delas. Eponina Peçanha (Benedito Peçanha). Grande foi a influência recebida ali. Contribuição do Colégio Para o Preparo de Futuras Esposas de Pastores Muitas alunas do Colégio Batista Fluminense tornaram-se esposas de pastores. Irene de Souza Domingues (Hilarino Domingues). Esther Ferreira Purens (Teófilo Purens). Telma Fiaux Rodrigues (Ismail Oliveira Rodrigues). esposa do pastor Alberto Portela. Eunice Silveira Monteiro (Benjamim Monteiro). íris de Souza Araújo (Eliézer Araújo). Esmeralda Camargo (Nery Camargo). Na gestão do Pr. Nessy Pimentel Mendes (Estêvão Mendes). Leny Azevedo Gonçaves (Aylpton de Jesus Gonçalves). 118 . Denir Luz Fonseca (Samuel Leite Fonseca).M.

Na sua gestão foi criado o curso ginasial noturno. (Saulo Luiz). Alberto Torres. A melhor resposta foi dada. que escreveu vários artigos. vieram a Escola Técnica de Comércio e o Curso Normal. Cely Lontra Faria (Gentil de Castro Faria). Maria da Conceição C. e. à sua sombra viveu oito anos. Maria Dalva Bastos Fraga (Teobaldo Fraga). E a par desses acontecia mentos que são revividos. Olinda Borges Santos (Teodoro dos Santos.da Silva (José Silva). declarou: "Não sei se poderei vos falar nesse momento quando ele é todo emoção para mim porque revive fatos de minha vida. pois no concurso para ingresso ao magistério do estado. volta hoje aqui para inaugurar um magnífico. aqueles dias que me prepararam para os dias de hoje. casa tão querida e amiga. O edifício foi inaugurado com a presença do Governador Celso Peçanha." Élcia Barreto Soares (Ebenézer Soares Ferreira). Maria Madalena Portes (João Portes). pastor congregacional). Houve uma professora do Liceu de Humanidades de Campos. combatendo o Colégio Batista Fluminense porque criara o referido curso. Maria Amália de Souza (Samuel de Souza). O Progresso do Colégio O professor João Barreto. Luiz. pastor presbiteriano). Heloísa Helena Pimentel (Belardim Pimentel). podemos apresentar nomes de outras irmãs que foram alunas do Colégio Batista Fluminense e que casaram com pastores de outras denominações: Olívia Cordeiro (Francisco Cordeiro. de dias idos e vividos.F. diurno e noturno. uma obra imponente e que custou muito sacrifício. Mary Lúcia F. Depois. Etelvina Borges (Durval Borges). conseguiu dotar o colégio de recursos tais que o tornaram um dos maiores e melhores do norte fluminense. mais tarde. Jacy Carvalho Souza (Washington Antenor de Souza). enaltecendo a obra da entidade. realmente. que. que. Maria Madalena N. o científico. a primeira aluna colocada foi do curso noturno do Colégio Batista Fluminense. um esplêndido prédio onde se abrigarão as gerações porvindouras. Maria José G. Dulce Barcelos Martins (Ary Barbosa Martins. há também a considerar que o ex-aluno desta casa. Além destas. Mas a grande obra deixada pelo pastor Barreto foi a construção do edifício de quatro pavimentos com frente para a Rua Dr. Marta Jales Menezes (Gelson Lopes de Menezes). Pires (Isidoro Pires). aqueles que alicerçaram toda a minha vida espiritual. Telma Farizel da Silva (Gumercindo Cesário da Silva). como era mais conhecido em Campos. É. Marília Rangel (Hélio Rangel). Tudo farei por dizer da imensa alegria que o Governador do Estado tem em pisar 119 . após quatro anos de existência do curso normal noturno. Lopes (José Lopes).Laudelina Neves (Filenilo Vicente Neves). Foi muito criticado quando criou o curso normal noturno. O colégio foi pioneiro na criação do curso noturno em todo o norte fluminense. Judith Soares (João Soares Filho). que se casaram com pastores batistas. ex-aluno da casa. outro colégio na cidade. Luciana Mancebo Manhães (Benedito Manhães). pastor presbiteriano).

que ocorreu no dia 24 de agosto de 1964. Construiu o prédio de aulas do Seminário Teológico Batista Fluminense. Equipou a parte térrea do novo edifício do colégio. Construiu o ginásio coberto que serve para atividades de educação física e para a realização de assembléias."' 8 ' Sétimo Período O sétimo período do Colégio Batista Fluminense vai de julho de 1963 a dezembro de 1984. os pastores Raphael Zambrotti e Fidélis Morales Bentancôr não puderam realizar obra de vulto. Há como se fora uma visão caleidoscópica a desfilar quadros. O então presidente da Junta de Educação. Raphael Zambrotti. E depois que eu saí desta casa. que falecera em acidente automobilístico no dia 09 de julho de 1963. a sala dos professores e o gabinete do diretor. conferências. a tesouraria. na cidade do Rio de Janeiro. dando o melhor de si no curto período de sua direção. que dirigiu o colégio daquela data até meados de agosto do ano seguinte. em 1971. para o que fora convidado pela Junta Administrativa daquela instituição de ensino teológico. Ebenézer Soares Ferreira dirigiu o Colégio Batista Fluminense durante vinte anos e quatro meses. 120 . as seguintes obras: 1. até a posse do Pr. por quatro dias. 3.este solo e reencontrar esta boa gente. O ginásio ficou conhecido como o "Batistão". paisagens que não se perderam. Barreto. Substituindo o Pr. e ficassem presos a mim. se vivem à distância do tempo. Em virtude do pouco tempo que passaram na direção da instituição. Sim. ela ficou em mim para viver nos meus sentimentos para que os ensinamentos que eu aqui recebi constituíssem base de minha formação moral e política para que eles estruturassem toda a minha carreira. apresentando esse prédio base para construção de outros pavimentos. à sua tarefa. assumiu. deixando-o para ocupar o cargo de Reitor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. o gabinete da orientadora educacional. quando renunciou ao cargo. Durante sua gestão no Colégio Batista. Samuel de Souza. no sentimento. a direção. não há dia sequer que eu possa esquecer do Colégio Batista Fluminense. realizou. não há passagem. Fidélis Morales Bentancôr. porém. convenções e reuniões de massa. perduram para se fixar no coração. entre outras. Ebenézer Soares Ferreira. Pr. Dedicaram-se. quando ali se realizou a Assembléia da Convenção Batista Brasileira. O Pr. como se entranhados estivessem no meu ser e pronunciando toda a minha projeção política através dos ensinamentos que eu aqui colhi. em reviver aqueles dias tão agradáveis dc sua vida. é a que mais perdura. 2. Não há período. uma casa que ficou no meu coração. em Campos. E já um grande pensador afirmava que a amizade que se conquista entre os 15 e 16 anos é a que mais fica. que permaneceu até dezembro daquele ano. assumiu a direção do colégio o Pr. onde estão localizados a secretaria. que. Foi substituído pelo Pr.

que era então o tesoureiro. Trabalharam por mais de 30 anos: Aristóbolo C. Elvira César (Matemática). O diretor da Casa do Estudante Batista foi o Pastor Paulo Sias que. à Rua Andrade Neves. Após ter ficado vinte anos e quatro meses na direção do Colégio Batista. 9. Leontina Berenger Viana (Matemática). de quase três alqueires. investindo boa quantia em 11 microscópios. Alceir Faria Pereira. Wadith Gazen (Francês). principalmente internos. Tanto assim que. professores e funcionários. nesta página. se entregaram à obra 121 . Muitos alunos. que só ficou um semestre na direção do mesmo.A. ouvindo o evangelho e recebendo a influência do colégio. para atender às crianças. Antônio Charles (Português). Adquiriu uma casa na Rua Gil de Góis. para futuras instalações de um acampamento. Equipou o laboratório para a criação do Curso Técnico em Laboratório. Implantou o curso de Educação Física. Célia Drumond (Geografia).4. 261. com as disciplinas que cada um ministrava: J. que fora sede da Sociedade Patrimonial de Campos. n? 262. em certo ano.Ulisses de Moraes (Português). estufa e outros aparelhos necessários ao funcionamento de um laboratório. juntamente com sua devotada esposa. Licínio dos Reis (Latim). Isso se deu no dia 4 de agosto de 1962. Ferreira da Silva e Loyd Barreto da Silva. o Pr. Dois ilustres funcionários não podem ser esquecidos. É com grande honra que citamos. aceitaram a Cristo como Salvador. demonstrando assim seu tirocínio. em Niterói.César (Português e Geografia). Evangelina Guedes (Ciências). hoje. O colégio cresce a cada ano. Celita Barcelos Rosa (Curso de Admissão). função que vem ocupando desde o segundo semestre de 1985. Joélcio R. 10. José Luiz Glória (Português). 7. Tem desenvolvido uma grande obra. pode-se salientar o interesse direcionado para a evangelização de professores e funcionários não crentes. Alguns deles se converteram. 6. foi eleito diretor da instituição. Barreto. Criou o chamado quarto ano normal. Ebenézer Soares Ferreira. Casa do Estudante Batista Uma das grandes realizações da Junta de Educação foi a inauguração da Casa do Estudante Batista. Equipou a biblioteca e a secretaria com dezenas de arquivos e estantes de aço. Joadélio Codeço (Matemática). em Campos. a sede da "república" que hospeda moças que estudam no Seminário Teológico Batista Fluminense. O Pr. e que é. A distribuição de Bíblias era uma constante entre alunos. crendo que devia se entregar mais ao ministério pastoral. Maria Francisca Sias. Judith Gomes Brasileiro (Francês). D. Na gestão do Pr. Manoel Gonçalves (Matemática). Adquiriu um sítio. Benjamim L. Ebenézer Soares Ferreira foi sucedido pelo Pr. Construiu e equipou um "play-ground". A n t ô n i o Nunes (Português). 8. foram entregues no colégio mais de mil Bíblias. 5. nomes de alguns dos grandes professores do Colégio Batista Fluminense. em Morro do Coco.

em assembléia da Associação Batista Fluminense. Cândido Ignácio da Silva. era reorganizada a Igreja Batista de Imburo. que tal ato poderia vir a facilitar novas dissidências no futuro. então. foram organizadas. considerando.Christie. A comissão se compunha dos seguintes irmãos: Dr.Dunstan. em 24 de outubro de 1916. na época. Depois de prestar grandes serviços cooperativos com a obra de educação. para que essa igreja. opunha-se ã orientação do missionário A. considerando que os resultados dessa revolta ainda perduram no espírito dessa missão. viria provocar descontentamento no campo. Foi nomeada. para o que estavam eles devidamente credenciadas. da igreja independente de Canudos e este. e a Igreja Batista de Imburo. com oito membros. com 53 membros. e. apesar de serem batistas. unanimimente. que. uma comissão para estudar a solicitação e dar parecer sobre o assunto. com 69 membros. Antônio da Costa Resende e Francisco Branco. em 1916. em 16 de julho de 1916. assumindo o pastorado de ambas o pastor Antônio Ribeiro Fernandes. com 82 membros. se dissolveram para serem reorganizadas. Achou a Junta de Educação que era prudente suspender as atividades daquela entidade. a Casa do Estudante Batista teve seu trabalho descontinuado. respectivamente. em conformidade com o mesmo.B. Como essas duas igrejas progredissem.dc ajudar estudantes que vinham do interior para estudar em Niterói e no Rio de Janeiro. a Igreja Batista de Canudos. dissidente. que será organizada com a presença de um conselho de outras igrejas. realizada em Macaé. Ambas situadas no município de Macaé foram organizadas pelo evangelista Antônio Corindiba de Carvalho que. foi votado. são o fruto de desinteligências e revoltas. O Pastor Paulo e sua esposa haviam sido missionários da Junta de Missões Nacionais.L. era reorganizada a Igreja Batista de Canudos. finalmente. aceite todos os membros que foram batizados durante o tempo da separação. Um vez feito isto. aquele. 122 . Manoel de Brito. pelo presidente da Associação. solicitando que a Associação as aceitasse na comunhão da Missão Campista. INTEGRAÇÃO DE IGREJAS DISSIDENTES Nos dias 08 de dezembro de 1909 e 24 de outubro de 1910. Assim. esses mesmos membros poderão tomar demissórias e organizar a igreja em Imburo e em outros lugares."' 1 ' As igrejas em questão acataram esse parecer e. A. da igreja independente de Imburo. Leonel Eyer. considerando que a aceitação ou reconhecimento dessas igrejas como se acham. e seus membros e pastor demonstrassem espírito de ordem e harmonia. apresentaram-se os irmãos Antônio Ribeiro Fernandes e Desidério Francisco de Souza. durante alguns anos. atuava no Estado do Rio. recomenda esta comissão que a Associação aconselhe aquelas igrejas a se dissolverem e se organizarem numa igreja com os antigos membros da Missão. Apresentado à Associação Batista Fluminense. o seguinte parecer: "Considerando que estas igrejas.

Boechat preocupou-sc. Clério Boechat. Com a amizade cultivada entre ele e o Pr. Pastoreou-a por vários anos. Os pontos principais ressaltados no Parecer foram os seguintes: 1. a Junta Estadual de nosso campo começou a pensar em como conjuraria tal situação". Muda hostilidade em amizades. tendo se desligado do seu pastorado por um pouco de tempo. a fim de atender a outras atividades. adquirindo. portanto estandarte. Clério chamado para socorrer o padre. perante as leis do país. Entre essas pessoas. Naquela ocasião. Os crentes estavam reunidos. no domingo seguinte. em Macaé. 123 . Desfaz inimizades. Esse assunto foi tratado na assembléia convencional. Quebranta corações. A maior das perseguições. O povo usava de várias maneiras para mover perseguições contra os crentes. O evangelho é assim. aos poucos. estando a ela ligado. em seu nome. Em 19 de dezembro de 1943. a atitude de hostilidade contra os crentes foi diminuindo e a intolerância foi acabando. estava o Padre Batalha que. com as garantias oferecidas pelas autoridades locais. quando invadiu o templo um grupo de carnavalescos. porém. entretanto. Retornou. em condições de receber. que pastoreava a Primeira Igreja Batista de Niterói. Que a Junta Estadual se constitua em pessoa jurídica para poder adquirir propriedades. praticamente até hoje. Clério Boechat. Faltava o principal — os meios para as igrejas conseguirem as propriedades. a igreja passou a ser pastoreada pelo Pr. SOCIEDADE PATRIMONIAL BATISTA Procurando atender às necessidades das igrejas de então. a dirigi-la. 2. realizada em 1916. muito pobres e que "funcionavam em acanhadas e modestas habitações. principalmente durante a segunda década do século. foi a sofrida pela igreja. Isso mostra o fato de ter sido o Pr. com o objetivo de trazê-las à igreja. em granjear amizades entre as pessoas não crentes. ocasionando ferimentos em muitos. promovendo verdadeira e total destruição. Que a Junta Estadual forme uma caixa de construção. Mas só isso não daria solução ao problema. a Igreja Batista de Maricá foi alvo de muitas perseguições. foi um dos que moviam perseguições aos crentes de Maricá. recebendo ofertas das igrejas e de irmãos e amigos para o referido fim. quando este se achava mal. pôde pregar em Maricá. assim. em janeiro de 1918. (I) A saída proposta era a seguinte: A Junta Estadual se tornaria pessoa jurídica e. algum tempo depois. em certa época. ainda. também. pelos perseguidores. Manoel Avelino de Souza. estaria.PERSEGUIÇÕES EM MARICA Organizada em 19 de novembro de 1916. Uma delas eram grandes prejuízos causados por lascas de madeira que eram lançadas ao telhado do templo. com quarenta membros. as propriedades que as igrejas iam. Pedras foram atiradas contra as pessoas e contra o telhado. O Pr. Procurou ele as autoridades e. quebrando telhas e causando outros danos. colocando em pânico os que ali estavam reunidos. era pastor da igreja o Dr. Esse era um dos sinais de que os crentes não tinham a simpatia do povo.

José Nigro. Custódio Cardoso. Bertolino Gomes dos Santos. Leonel Eyer. Joaquim Fernandes Lessa. O sistema 124 . é que o ideal se concretizou. Benedito Firmo. Que a Junta. a posição das igrejas melhorou consideravelmente com respeito à aquisição de propriedades para o ensino religioso". Os sócios instaladores foram: A.Christie. Alberto Ribeiro Fernandes. em sessão de instalação. A mesa foi composta pelo Dr. Cesário Teófilo Maria. Enedina Borges de Lima. Pereira. Achou-se ser de bom alvitre organizar-se uma entidade patrimonial e não transformar a Junta Estadual em pessoa jurídica para atender às necessidades das igrejas. Domingos José Barreto. em 1917. João da Mata Xavier. (2) Inestimável é o serviço que esta entidade patrimonial tem prestado ás igrejas. de acordo com o fundo. Emerenciano Nunes Machado. Domingos Francisco dos Santos. 5. já os batistas fluminenses tinham a sua agência imobiliária. Vítor José Pinheiro. Cândido Ignácio da Silva. Elias Portes Filho. empreste às igrejas que desejarem construir. Manuel Furtado de Melo. Crisantino Pires. João Malafaia. Evaristo Santos de Abreu. Antônio Neves de Mesquita acentuou: "Mesmo antes de existir a Junta Patrimonial do Sul do Brasil. Josino João da Cunha. no Estado do Rio de Janeiro. Antônio Morales Bentancôr. presidente e Alberto Vaz Lessa. secretário. Os assuntos sobre as igrejas se tornarem pessoas jurídicas e sobre a criação de um órgão para ajudá-las nas transações comerciais não ficaram resolvidos na assembléia convencional de 1916. Sobre o estatuto e os associados.F. Somente na assembléia seguinte. Amâncio José Sodré. Alfredo Reis. Assim pensando-se. Que. Com esta organização. Manoel Suzano de Siqueira. pela 'Assembléia Geral'. Que todo o dinheiro arrecadado para o fundo de construção seja depositado em banco de confiança de Junta. Antônio Ribeiro Fernandes. Seu primeiro estatuto foi elaborado pelo Pastor Dr. A Sociedade Patrimonial Batista foi constituída em 'pessoa jurídica' neste ano e começou a angariar fundos para fazer empréstimos às igrejas. José Nigro. José Abraão do Nascimento. Francisco J.B. no município que dá nome à referida igreja. decidiu-se criar a Sociedade Patrimonial Batista. Manoel Ferreira Lima. quando a caixa tiver um fundo regular. e quantia que julgar necessária. John Mein. Otávio Lopes da Cunha. José Nigro. Joaquim Rosa. na casa de cultos da Igreja Batista de Duas Barras. Jesuíno Vieira. escreveu J. 4.3. João Gonçalves da Silva. realizada em Duas Barras. Virgílio Antônio de Faria. Manoel Marques de Souza Brito. Alberto Vaz Lessa. Benedito Borges Botelho. Sebastião Almeida. Lino Manoel Jacinto. André de Souza Araújo. Sua sede definitiva e foro foram sempre na cidade de Campos. que proporcione todas as garantias a si mesma e às igrejas. Filadelfo Cunha e José da Silva Lóta. sita na 'Fazenda de São João'. realizada em 7 de abril. formule um regulamento interno.Lessa: "Os estatutos foram aprovados em sua íntegra. mediante juros. Francisco Ferreira Gomes. Honório Carlos de Oliveira. Joaquim Coelho dos Santos. tornando-se pessoa jurídica e resolvendo a criação da dita caixa. aprovado pela Associação Batista Fluminense.

Desde 1908. " O trabalho das senhoras foi sempre uma bênção para a obra do Senhor no Estado do Rio. já terem personalidade jurídica. ou D. Mrs. Alice Rosa. cia se entregou de corpo e alma a essa obra. Foi desta forma que se tornou possível erigir um número tão grande de templos no estado.. Albertina Oliveira. Florentina Barreto. Christie. Genoveva Voorheis. está fadada a extingúir-se. Chistie. Esta foi vendida ao Colégio Batista Fluminense. em cada igreja batista. Mrs. em virtude de as igrejas. uma Sociedade de Senhoras bem organizada."'1» 125 . Alice Reis. No afã de ver. se sobressaíram as senhoras: Deocleciana Ferreira. Essa entidade. ela começou a cooperar com o esposo no trabalho das senhoras. João Barreto da Silva. em quase sua totalidade. Elizabeth Kennedy. assim declarava: 'A União de Senhoras foi sempre um dos mais eficientes elementos do trabalho da Missão Campista'. Esse seu ideal foi consubstanciado. Christie no Estado do Rio. Enedina Lima. Com ela. que a utiliza para alojamento das moças que estudam no Seminário Teológico Batista Fluminense. Eva de Souza. Christie não media esforços para estimular as irmãs a se tornarem cada dia mais zelosas. Izabel Avelar. Cora Barros. ora ajudava no doutrinamento das senhoras. Ao chegar ao campo. Hoje. em suas NOTAS. em cada igreja.adotado era o mesmo que se adota nas organizações do norte e do sul. nas igrejas. Julieta Sales. passou a se interessar por essa obra e pela criação de uma organização que pudesse reunir todas as senhoras.. como era também chamada. Christie chegou ao Estado do Rio. Também os trabalhos das moças e das crianças. 1991. Carlota Silva Ramos. A Sociedade patrimonial Batista é presidida pelo Pastor Alceir Faria Pereira. Artie Bratcher. Elisabeth Messias. O Dr. ora realizava ela viagens evangelísticas. do interior. Por causa de algumas igrejas bem pequenas. Fidélis Morales Bentancôr. eram alvo de sua cogitação. porém. Ebenézer Soares Ferreira."' 3 ' Foram presidentes desta instituição os seguintes pastores: José Nigro. desempenhou profícuo trabalho no campo fluminense. Nem todas tinham o trabalho das senhoras estruturado. "Quase nada existia antes de Mrs. Ora estava ela ao lado do esposo. D. Anna Christie. Era ele um dos impulsionadores do trabalho evangelístico. Adozina Borges. Ela viu o trabalho das senhoras crescer. À Rua Gil de Góis. Virgílio Faria. em geral. havia somente onze igrejas batistas no estado. Christie. A única propriedade que a Sociedade Patrimonial Batista possuía era uma casa em Campos. Cleonides Maia e outras. é que esta sociedade ainda existe.a 261. n. na realização de institutos. "Este foi um grande trabalho de Mrs. Talita Portela. que não podem passar seus bens para seu próprio nome. de um pequeno grupo a uma grande convenção.ANNA CHRISTIE — O TRABALHO COM AS SENHORAS E COM O COLÉGIO BATISTA FLUMINENSE Desde 1908. Quando Mrs. Dinorá Lessa. Firmina Seixas.

E uma verdadeira escola de treinamento. nos anos 1917 e 1918. Mrs. o campo batista fluminense precisou passar por uma reorganização e adaptação no seu trabalho denomínacional. só existiam três igrejas com União de Mocidade: Campos. a começar de 1918. de 14 anos. Ernest A." As uniões de mocidade e as escolas dominicais no Estado do Rio de Janeiro receberam grande contribuição do dedicado missionário norte-amercano. As ênfases estavam colocadas nos princípios seguintes: autonomia das igrejas. D. Mein se lançou a escrever bem elaborados artigos publicados em o O Escudeiro Batista. Foi grande a lacuna aberta com essa perda. CAMPANHA PARA REORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Tendo como desafio o crescimento e o progresso do trabalho. foi criada a Junta de Escolas Dominicais e Mocidade. Os planos delineados foram assim sintetizados: "1. foram de grande valia para o trabalho batista no estado. Grande foi a tristeza do povo que com ele conviveu. quando retornavam de suas ferias. Janet. Mrs. que trabalhou no campo fluminense de 1924 a 1928. Com a criação da Junta. Ela era a diretora do internato feminino. Neles enfocava o grande valor das escolas dominicais. Christie foi uma grande heroína. sustento próprio e cooperação. O PROGRESSO DAS ESCOLAS DOMINICAIS Entre os grandes movimentos que sacudiram os batistas. cresceu bem o número de uniões. Jackson.Além de se dedicar à obra com as senhoras. O Pr. que "apresentou bons resultados". Foi grande cooperador na causa de Cristo. Carey. no período de férias. na edificação das igrejas. Trabalhou por 39 anos no campo fluminense. e seu filho. enfatizavam nas igrejas a necessidade de treinamento de professores para as escolas dominicais. Jackson. Que as igrejas pagassem o ordenado do secretário-correspondente. em 12 de novembro de 1928. 2. Que houvesse cooperação financeira no desenvolvimento da Socie126 . Esse artigos surtiram grande efeito. As alunas tinham nela uma mãe. sua esposa. Pr. Esses. especialmente nos institutos. Para alcançar o seu propósito. Em 1920. para dar à J unta Estadual maior oportunidade de abrir novos trabalhos. Lessa escreve: "Faz-se gosto ver-se e assistir-se a uma dessas reuniões. está o estabelecimento de escolas dominicais nas igrejas. aliados à realização de institutos que. Sentia-se que esses três princípios deveriam ser sempre e fortemente sublinhados a fim de que o campo experimentasse um crescimento maior. Em 1919. Niterói e Murundu. em sua terra natal. pereceram no naufrágio do navio Vestris. um dos mais ativos missionários que militaram no Estado do Rio. Christie foi o braço forte do missionário Christie na administração do Colégio Batista Fluminense. Ela foi elemento preponderante no crescimento do trabalho do Senhor. foi escolhido o missionário John Mcin. Para dinamizar esse movimento. quando.

7. quatro institutos durante o ano. sei que a senhora é membro da Igreja Batista de Barra do Itabapoana. aos gritos. era crente. exigia: "Bota fora esse careca que nós queremos matá-lo". no Estado do Rio de Janeiro. para conhecer e entrevistar D. dali. cujo filho. uma necessidade para segurança das propriedades das igrejas. Eu me batizei algum tempo depois. a filha do subdelegado o segurou. quando ela foi organizada. 6. no Espírito Santo e. Um culto foi marcado para a casa do subdelegado. já perto da porta. juntamente com seu pai. Assim. para o qual a diretoria já tinha um p|ano delineado. Que todos se informassem das resoluções tornadas na Associação de 1917 e se preparassem para a de 1918. Mas eles estavam muito enfurecidos. para Cachoeiro do Itapemirim. 5. Eles querem é o senhor". para Barra do Itabapoana. D. especialmente na educação ministerial e na organização de escolas anexas. Ela dizia: " O senhor não sai porque eles não querem nada com o papai. pois queria. MOCINHA Em 1984. fui à Vila de Barra do Itabapoana.dade Patrimonial. Ebenézer — Irmã Celina. Transcrevo aqui aquela proveitosa entrevista: Pr. houve uma grande perseguição aos primeiros crentes daqui. assolava o Ceará. Francisco Nunes. Naquele ano do seu centenário. Salomão se esforçava ainda mais. para o desenvolvimento de escolas dominicais. completou 100 anos de existência. Mocinha — O meu marido se batizou em 1910. pelo menos. no município de São João da Barra. Porém. estudar melhor a Bíblia. a fim de levantar o dinheiro necessário. 4. Quando os crentes estavam cantando. veio uma multidão que. Salomão quis ir atrás do subdelegado para ajudá-lo. Foi uma cena muito triste. mais conhecida como D. na divisa com o Estado do Espírito Santo. Que houvesse.Lustosa. no Estado do Espírito Santo. Que fosse construído um prédio para o hospital. Celina V. No ano de 1918. Mocinha. O pregador era o missionário Salomão Ginsburg. desde 1916. O subdelegado saiu e pedia ao povo compreensão e que se dispersassem. 3. antes. que o segurava fortemente. Pode contar alguma coisa sobre o trabalho batista nestas paragens? D. Que não se esquecessem da convenção nacional e suas necessidades. seu estado natal. Cesário Nunes. ela emigrou. cuja palestra se mostrou muito agradável. em 1906. Em virtude da seca que. Que houvesse maior cooperação na educação. Mocinha. os dois 127 . na Igreja Batista de Rio Novo. Salomão começou a lutar para se livrar dos braços da moça." ASSISTIU À PERSEGUIÇÃO AO MISSIONÁRIO SALOMÃO GINSBURG EM 1918 1984 — CENTENÁRIO DE D.

Salomão 128 . O nosso ativo delegado policial. (a) Salomão Ginsburg. missionário americano. também. a pelejar para abrí-la. o introdutor do Protestantismo no município de São João da Barra. ele diz: "Foi esse missionário. com a parte superior de venezianas. escapando ser assasinado devido heroísmo subdelegado e família.' "Prontamente". ouviram-se vários tiros.. Pr. não atingia um dos dois. destruindo portas. em manter a porta fechada. D. tomando as necessárias providências. Eu me converti por causa de uma perseguição. Autoridades sem forças para garantir. Agora. copio do livro o final da narração de Salomão Ginsburg: ' 'A porta era do sistema antigo. Oh! quão maravilhoso é o poder de Deus! Ele sabe muito bem como proteger os seus.. Ela se interpôs. telhado. está narrando com pormenores. Salomão Ginsburg narrou no seu livro Um Judeu Errante no Brasil. eu. interrompe minha missão. aliás. Mocinha — Essa perseguição de 1918 foi muito dura. ela. Pr. Refugiado casa subdelegado. pois aquilo era prova da providência de Deus. janelas. Mas a senhora. Mocinha — A bala ficou encravada na parede e Salomão mandou tirá-la e engastá-la no seu relógio. preocupações. Joaquim Neves. recebeu ontem de Barra do Itabapoana o seguinte telegrama: 'Grupo fanático insulta. À tarde. de 15 de fevereiro de 1918: Barra do Itabapoana. como se deprende da leitura dessa notícia publicada num jornal sanjoanense. atravessando a veneziana. passou entre nossas cabeças. "o Sr. Ebenézer — A irmã sabe que já li esse fato também no livro do historiador João Oscar? Referindo-se a Salomão Ginsburg. que viu. Ebenézer — Sim.' (2) D. Era um troféu . Sr. Mocinha — O que estou narrando. Peço providências urgentes. um de nós teria fatalmente morrido. Ele só não diz as datas nem os nomes. e. Tarefa que lhe trouxe sérias dificuldades. Nesse momento.lutavam. uma bala. Minha vida em perigo. delegado Joaquim Neves enviou força policial para aquela localidade. Ebenézer — A irmã se lembra de outros fatos ocorridos aqui? D. o Diário da Manhã. Por um triz." (l) D. Pr. ontem grupo fanático atacou casa. Ebenézer— Salomão narra isso mesmo. na porta. Pode narrá-las. Viesse um pouco mais à direita ou à esquerda. diz a notícia. mas houve outras bem terríveis. Enquanto nos esforçávamos. Uma das balas passou entre a cabeça do missionário e a da moça. Mocinha — O senhor quer saber de outras perseguições? Pr.

". Mocinha — Sim. Pr. Foi Joaquim David.. Mas vou contar outras perseguições. cantamos um hino em recordação dele. ia com capangas. que é o membro da Igreja de Arraial do Cabo. E os perseguidores jogaram tijolos. Creio que a irmã Delfina Gomes. que foi pastor aqui. Há também o irmão Manoel Caboclo Filho. que começa assim: "Que consolação tem meu coração descansando no poder de Deus. do Cantor Cristão. ele declarou: " L á não vi 'bicho' nenhum. Ele nasceu em 14 129 . Alguns foram para Guriri. vou seguir essa religião. Depois de ouvir o hino. Conclusão: Fui a Amontado. Amontado. filho da irmã Joana. n? 257). vinham os inimigos e jogavam lenha no telhado. É o hino 314. Mocinha — O Alfredo Gomes. os inimigos se reuniram e deram-lhe uma coca com bagaços de cana. e quebraram muita coisa. Euza. quebrando as telhas. que está com mais de 100 anos e mora no Rio. eu me recordo muito do senhor seu pai.tinha leito batismos no rio. As próprias autoridades apoiavam os perseguidores. há mais alguém que ainda viva e que possa contar alguma dessas perseguições nessa região? D. um dos perseguidores. Até hoje. Soares. Seu filho chamou-se Jovelino Gomes. quando cantavam o hino: "Quem é que vai com Jesus estar lá no céu? Lá no céu? / Quem dessa graça vai desfrutar? Vais tu? Vou eu? / Quem vai provar esse santo amor. é a esposa do Pastor Emanoel Queiroz. Ebenézer — A senhora tem mais alguma coisa a contar? D. Eles esperavam um sinal para atirar quando o "bicho" aparecesse no culto. que andava com uma espingarda. Quando os crentes sc reuniam. o Pr. A filha dela. André Rosa. Um dia. Os inimigos espalhavam que os crentes se reuniam com intenção de fazer macumba.". Uma senhora teve que dar à luz a seu filho na floresta. se converteu. Veio nos dar o prazer de assistir ao culto. longe de toda a tristeza e dor.. Um dia. à procura do irmão Alfredo Gomes. não demorou muito tempo. etc. O André não viu "bicho" nenhum. etc.". também. pedras. Pr. Ebenézer — Irmã Mocinha. Ele era obrigado a moer para os perseguidores. O meu hino predileto é o de número 407: "Ditoso o dia em que aceitei do meu Senhor a salvação. A perseguição era tão intensa que muitos crentes fugiram para o mato e aí construíram choças. que é membro da Igreja Batista de Amontado. De hoje em diante.. cm 1926. Nós gostávamos muito dele. / Junto com Cristo seu Salvador? Vais tu? Vou e u ? " (Cantor Cristão. foi a cavalo com a tala na mão e esporas nos pés.. na igreja. hoje?' O André Rosa. Josélio. O André. nasceu no mato. O delegado Gastão Fontão mandava os comissários proibir os crentes de irem aos cultos. um analfabeto. quem trouxe o evangelho para Barra do Itabapoana. O crente que dirigia o culto lhe disse: "Entre amigo.

O irmão Alfredo confirmou tudo o que foi dito pela irmã D. no mês de julho de 1984.. do jovem Almir dos Santos Gonçalves. Foi batizado pelo Pastor Fernando Druminond. Ele foi sempre um dos acompanhantes do Pastor Reno. aceitam o evangelho num mundo de flores. Em sua entrevista. o povo passou a respeitar o evangelho porque. 130 . n.'. D. 2. A irmã Celina V. o Dr. Esta entrevista foi publicada originalmente em Revista de Estudos Bíblicos e Históricos. mas nós o aceitamos num mundo de dores". "Era muito bom moço". Mocinha. ainda. em Campos. "eles têm agora dois valentes. dizia a irmã Mocinha aos jovens: "Vocês. disse ela. Em 1981. Almir Gonçalves foi receber o galardão dos fiéis. que se batizou na mesma época que cia. nos céus. como diziam. Com muita razão. no Estado do Espírito Santo. com a conversão destes — André Rosa e Manoel Caetano. Agora. que se converteu também o perseguidor Manoel Eduardo Caetano. Acrescentou.. cujo editor da mesma é o autor dessa obra. quando estava com 18 anos de idade. Mocinha recordou-se muito. também.de outubro de 1899. Lustosa já recebeu sua coroa de glória. depois de combater o bom combate e acabar a carreira. por sua vida de testemunho cristão aqui na terra. hoje.

seria "dose para elefante". que atuou por cinco anos no Estado do Rio. missionário americano. Que dirá. visitando igrejas. NO PRINCÍPIO. Foi na década de 20. aqui e ali. chegaram à vila. sequiosa para ouvir o evangelho. aquele homem alto e forte. COMO REFLEXO DAS CONDIÇÕES MUNDIAIS (1919-1929) A CORAGEM DOS BRAVOS MISSIONÁRIOS Viajar pelo Estado do Rio de Janeiro. o missionário. era mesmo um sacrifício para os missionários. E DE DEPRESSÃO FINANCEIRA. para ver e ouvir o missionário norte-americano.Bratcher. Resolveu ele viajar em companhia do incansável pastor Cândido Ignácio da Silva. principalmente pelo interior. Essas experiências são narradas por ele mesmo. Cabo Frio. etc. O povo começa a descer as montanhas. Certa feita.Capítulo VIII PERÍODO DE PROGRESSO FINANCEIRO. há 70 ou 80 anos passados. Algumas pessoas já estavam só aguardando o batismo. conhecido por pastor Candinho. Após longa viagem a cavalo. Lavras. enviado ao Brasil pela Junta de Richmond. Era gente que marchara muitas léguas (E uma légua tem seis quilômetros!). incursões evangelísticas pelo interior do estado. NO FINAL. O incidente se dá em Bananeiras. em seu livro Mules Tales from Inland Trails (Histórias de Mulas nas Picadas do Interior). Bratcher batizou-as num córrego e o fez com muita 131 . foi o pastor Candinho quem planejou o roteiro da viagem. então fazer essas viagens há 100 anos passados! Para que se possa aquilatar a coragem daqueles bravos missionários de então. fazer o que planejara era para ele "café pequeno". na região em que trabalhava — Bananeiras. Bratcher dirigia o Colégio Batista Fluminense (função que exerceu de 1919 a 1923) e fazia. Mas para Bratcher. Acostumado que era àquelas viagens. iniciando logo grandes atividades evangelísticas. narramos aqui experiências vividas por L. Silva Jardim. de vez em quando. como se diz popularmente.M.

alegria e emoção. no dia anterior. — Somente banana. Só tiveram. Pensou. "Jamais comi bananas tão gostosas em minha vida. sem dar o braço a torcer. — Então. Depois de viajarem um pouco. sente que estão correndo pelo seu corpo dezenas de pulgas. — Eu também ainda não pude dormir. me venda uma dúzia. quando chegaram a uma casinha onde perguntaram se havia algo para comer. diremos que precisamos sair mais cedo. Ele. que. está acordado? — Como poderia eu dormir desse jeito? — respondeu Bratcher. Tentou matar algumas pulgas. "Eu não era como Candinho. Mas qual não seria seu desapontamento! Muito tempo após se deitar. Com certeza. então. Desde cedo se entregara à tarefa que lhe fora pedida: pregar e batizar. É melhor irmos embora! — Mas como. enfrentando as pulgas. Foi o que fizeram. se necessário". porque tinha chovido durante quase todos aqueles dias. não me fizeram mal. O seu coração se encheu de alegria. que até me esqueci de oferecer ao Candinho. não dormira até àquela hora. dizia Bratcher. Eram tão deliciosas. Parecia que elas tinham escolhido aquela noite para uma grande folia! Bratcher tentou agüentar o quanto pôde. Candinho não agüentou mais. Bratcher percebeu que Candinho estava. agora? — Sim. — Quanto custa uma dúzia? — Dois vinténs. as estradas estavam cheias de água. Tarde vão para a cama. " N ã o sofri nenhum acidente. e nada mais. a se mexer muito na cama. De repente. À noite. quando lhe ofereceram pão de mandioca e banana frita. que era muito humilde. pensando na festa que as pulgas faziam no seu corpo. é-lhe servido o jantar — pão feito de mandioca e banana frita. Começou a rir baixinho. pegaremos os animais e. que não sentiria a limitação da cama tão simples. também. dormiria bem. O missionário não se queixara de coisa alguma. Estava exausto por ter pregado várias vezes e ter viajado. também. Era cansaço sobre cansaço. Não queria dar motivo para que o pastor Candinho viesse a zombar dele. Pegaram as mulas e caíram na estrada. Também. que era homem acostumado a dormir naquelas bandas! As pulgas não o respeitaram e parecia que tinham vindo com força total! As três horas da madrugada. Comi sozinho as doze! Felizmente. tendo o corpo tão cansado. Seu estômago estava "roendo". pela manhã. Ele sofreu um acidente ocasionado por uma mulher que estava sentada no meio 132 . Chamou o missionário. mas Candinho não foi tão feliz quanto eu. — Irmão Bratcher. Nós sairemos pela janela. então. mexendo-se e remexendo-se na cama. Bratcher ficou esperando por alguma parada onde pudesse encontrar algo para comer. uma xícara de café. cansado. não havia mais coisa alguma para comer naquele dia! Era só banana e nada mais!" Bratcher narra outro incidente inesquecível: "Durante os dez dias em que estávamos viajando nas várzeas. até a hora de dormir. disse o dono da casa. que podia comer um dia e passar outros dois dias sem comer.

Dos vários incidentes por ele vividos nesse trabalho. Christie partiu 133 . Ao fazer isso. ou tendo algum membro da família doente. e estaria em Friburgo. vendo o que causara. A mulher embriagada. e ele deu um coice tão forte no meu tornozelo. Depois de alguns minutos.Christie. Christie o dia em que o burro "Diácono" lhe arranjou " u m mau negócio": "Disseram que o irmão que estava comigo poderia voltar para casa. estava bem doentinha. Não deixava de ir a qualquer lugar onde houvesse tratado de ir. jogando Candinho ao chão. O vento era tanto que rasgava o meu guarda-chuva. de agosto de 1914. A mula de Candinho. começou a chover e o "Diácono" empacou. Embora sentindo muita dor. Se não fosse isso. Minha esposa quase desmaiou e suplicou-me que não andasse mais no "Diácono". por ter de deixar a filha assim naquele estado. Outro missionário que passou. Narra o Dr. o senso da responsabilidade da obra queIhe estava afeta. se espantou com a tal mulher e. Senti muita dor e quase desmaiei. Até mesmo com muita chuva. Quando atingi o cume da montanha. Minha senhora estava-me esperando e ajudou-me a tirar as botas cheias de água.B. Bati novamente. Certa feita. e a minha capa de borracha quase de nada valia. levando para o túmulo as marcas das quedas que tivera na obra do Mestre. mas ele nem se moveu do lugar. A." Um ou dois anos mais tarde. tentou subir num barranco ao lado. Foi grande a sorte dele. foi o Pr.do caminho. puxando da perna. Christie. Sua filha Margarida. para desviar-se dela. pois a grama estava grande e macia. E que eu tinha somente que percorrer a colina e descer do outro lado. o grande amigo do missionário Christie era o seu burro. Dr. ele tinha marcado uma viagem a Conceição de Macabu. Ela parecia embriagada. montei no burro e esperei que resolvesse ir embora. Candinho não seria feliz como das outras vezes. chamava dc "Diácono". que estava com um ano de idade. Cairia e morreria. a quem. tropeçou e deu uma cambalhota. que cotou a minha pesada bota. Essas viagens eram árduas. teria saído bem machucado. narraremos apenas três. Nada o fazia andar. Amava o trabalho. Uma delas estava cheia de água misturada com sangue. que ia à frente. E continuei na jornada. Recusava-se a sair do caminho para que pudéssemos passar. foi vítima de um desastre que lhe ia custando a vida. do nosso campo. na sua última viagem para a zona de Pádua. Mas eu as amava. Bati-lhe."' 21 O Dr. quando de suas visitas às igrejas do campo fluminense. Mas nem sempre o animal estava de bom humor. por muitas peripécias. Christie tinha. encontramos: "Este dedicado missionário. Passava de meia-noite quando cheguei em casa. N ' 0 Escudeiro Batista. também. Eu passei sem problemas e pus-me a rir à toa. É que o animal em que viajava jogou tanto que fê-lo cair de cabeça para baixo. em minha casa. carinhosamente. Desci e cortei uma vara para bater no animal. também. mesmo quando algumas vezes as viagens eram árduas e difíceis. pelo que o nosso irmão ficou um tanto machucado' 11 ' Em suas viagens. resolveu sair do meio do caminho para que a minha mula passasse.

a Igreja Batista de São Fidélis vê inaugurado o seu templo. Algumas vezes. Após um ligeiro sono. quando não eram as pregações. realizou-se. F. E.. muito simples. Em sua maioria. debaixo de árvores. a Igreja Batista de Pádua inaugura. que foram organizadas não tendo nem casa para se reunir. que mais se assemelhavam a salões para isso adaptados. acordou e verificou que estava sonhando. os trabalhos costumavam terminar bem tarde. até que conseguiu um salão. Elias Portes Filho escreveu sobre uma igreja que se reuniu. então. O promotor desse curso era o secretário-executivo do campo. (1) INSTITUTO BATISTA FLUMINENSE Foi uma grande bênção para o progresso da obra do Senhor a instalação do Instituto Batista Fluminense. Desde quando saíra de sua casa. que se entregou de corpo e alma à sua função dc secretário-executivo. Enquanto Christie dormia. também. durante o mês de março. e sem acesso aos grandes centros. eram as festas sociais que costumavam realizar. CONSTRUÇÃO DE TEMPIX)S MAIORES NA DÉCADA DE 20 No início do trabalho batista. só foram dar cama ao missionário lá para as duas horas da madrugada. H. no dia 3 de maio de 1923. Naquele dia. Dessa forma. a Primeira Igreja Batista de Niterói inaugura. Assembléia da Convenção Batista Fluminense naquele ano. Não pensava noutra coisa. alcançando o ano letivo. O Pr. Christie. o treinamento necessário para a sua atuação na igreja local. O crioulo logo gritou: "Que é Dr. as igrejas não tinham condições financeiras para erigir templos espaçosos.. Christie estava muito preocupado com a enfermidade de sua filhinha. no sentido de serem erguidos templos maiores e mais condizentes com a obra do Senhor. na década de 20. Depois de orar. Algumas vezes. Havia igrejas. capazes de acomodar bem os seus membros e visitantes. pondo os pés para a cabeça do Dr. entrou no quarto um crioulo e deitou-se ao seu lado. querendo beijá-las. Um ano depois. Os professores recrutados pelo Pastor Silveira eram pastores com experiência 134 . As preocupações o faziam sonhar assim. O Dr. dedicado obreiro. Naquele tempo.ra uma viagem bem longa. Durante a gestão do Pastor José Joaquim da Silveira. Suas atividades eram realizadas nos períodos de férias e costumavam durar duas semanas. na mesma cama. Mas não se conforma à ausência de progresso. Manoel Avelino de Souza. um belo templo. o Instituto Batista Fluminense recebeu grande impulso. Christie. na esperança de que fosse sua filhinha. para ser usado como sua sede. o seu templo. reuniam-se em casas alugadas. O trabalho do Senhor começa sempre assim: humilde e simples. que é?". ei-lo agarrando as pernas do crioulo descalço. A finalidade desse Instituto era oferecer aos líderes das igrejas.para fazer o trabalho e cumprir a obra do Senhor. Assim é que.. até. impedidos de progredir pelo pouco conhecimento intelectual que possuíam. à falta de crescimento. durante o pastorado do Pr. no dia 17 de abril de 1921. pôs-se a dormir. eram feitas duas ou três pregações durante a noite. houve um despertamento entre as igrejas do Estado do Rio de Janeiro. durante três meses. em salões próprios ou pequenos templos. também. no dia 29 dc abril de 1922. que recebeu a 17a.

hoje JUERP. Esboço de História Bíblica. O Instituto. era visitado pelo colportor Cícero Góspeller que. oferecidos pelos estudos de tais livros. especialmente pelo preparo sólido de pastores. Não Sou Meu. O Líder dos Intermediários. Embora tão limitados em recursos. de muita pobreza e simplicidade. passavam uma semana em outras regiões. A instituição assim estendeu as suas atividades de tal modo a servir à causa geral da instrução. De Abraão a Malaquias. As Igrejas do Novo Testamento. O Instituto se realizava anualmente no Colégio Batista de Campos. Durante um certo período. "Fundada em 1923 pela Junta do Colégio e Seminário do Rio. Treinamento dos Membros da Igreja. O curso do Instituto se resumia no estudo de livros e manuais batistas. em Campos e em outras regiões. Pescadores de Almas. Ensina-nos a Orai. Lottie Moon. realizados em igrejas tão carentes de liderança melhor preparada.no treinamento de membros de igrejas e que estavam em dia com os manuais que regiam a estrutura denominacional. 135 . No primeiro ano do curso da referida escola. professores de escolas anexas e colégios primários e secundários. proporcionando-lhes o privilégio de cursar com lentes experimentados desse estabelecimento sem deixar a atividade de seu trabalho permanente". estudaram 20 alunos do campo fluminense e alguns do antigo campo federal. de M. trouxeram grande contribuição para o doutrinamento dos crentes daquele tempo. como As Sete Leis do Ensino. onde adotavam muito bons livros. aos líderes que freqüentavam o curso. Nossas Doutrinas.' 1 » A Escola de Verão se reuniu. O Departamento de Primários. De Belém a Patmos. por muitos anos. dormindo em esteiras que eram colocadas nos bancos. Como Ganhar Almas. pitorescamente. o Manual Normal. O Lar Cristão. c bem assim professores e professoras das Escolas Dominicais c outros obreiros. juntamente com outros professores. Havia o curso teológico. tais como: O que Crêem os Batistas. o Professor José Joaquim da Silveira. também. Além dos conhecimentos teológicos básicos. noções de português prático. Naquele tempo. ministrando o curso. O curso se realizava durante todo o mês de janeiro e ia até meados de fevereiro. o curso pedagógico e os cursos rápidos. Palestra com a Classe Normal. em Friburgo. e outros. A Doutrina do Espírito Santo. e outros. ou mesmo no chão as quais. os alunos se hospedavam em salas dos templos. oferecia para venda os livros comprados na Casa Publicadora Batista. além do curso normal das Escolas Dominicais. Era intensivo. Paixão Pelas Almas. através do ensino de alguns dos livros que compunham o currículo. o curso ministrava. o fàto é que os Institutos. desde 1925. foram chamadas pelo Pastor Virgílio Faria de " m a p a s " dos alunos. A Suprema Conquista. Manual da União Geral.Gregory. ESCOLA DE VERÃO Uma entidade que veio também contribuir para o desenvolvimento da obra do Senhor no campo fluminense foi a denominada Escola de Verão. evangelistas.

com 11 igrejas a ela filiadas. com onze igrejas. de Brito A finalidade principal da criação do cargo de secretário-regional era ' 'aliviar o secretário-estadual do excesso em suas responsabilidades.B. Centro. Jackson. Feitos os estudos. seria de bom alvitre criar associações em várias regiões do estado. A que primeiro se organizQu foi a Paraibana. com dez e Paraibana. ORGANIZAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES Sentiu-se que. com quinze. A. para melhor progredir o trabalho batista no torrão fluminense.AIlen. Sapucaia.B. na Igreja Batista de Óleo.Langston. foi o Estado do Rio dividido em cinco regiões. A. com 18 igrejas.O corpo docente era o que de melhor se podia desejar. (1) 136 .Stover. A Associação Macaense foi a última das cinco primeiras associações a se organizar. em o número de setembro de 1923. E. Foi a associação que começou com maior número de igrejas. Secretários Regionais Impulsionadas pelo ideal de crescimento. com dezoito.B. Duas Barras. relatórios e na edificação e treinamento das igrejas". A solenidade de instalação da associação se deu no dia 27 de outubro de 1923. W. S. no dia 21 de março do mesmo ano. cada associação elegeu logo um secretário-regional. abençoado o obreiro que se esforçou e pôs em evidência o que sua mente esboçou". Foram eles: Associação Norte: Fidélis Morales Bentancôr Associação Paraibana: Joaquim Rosa Associação Centro: Erodice de Queiroz Associação da Baixada: José da Silveira Associação Macaense: Manuel M. com a Igreja de Campos. Paraíba do Sul. Aparecida. Sua fundação se deu no dia 12 de julho. na casa de cultos da Igreja Batista de Sapucaia. A Associação Norte foi organizada no dia 25 de janeiro de 1924.Christie. Barra do Piraí. com vinte e oito mensageiros que vieram das igrejas de Barão de Aquino. José Joaquim da Silveira e Virgílio Faria. orçamentos.Watson. Nova Iguaçu e Pião. Manoel de Brito. se formaram. A Associação Centro se organizou em Portela. Macaense. As associações pioneiras são as seguintes: Norte. T. A Associação Baixada-Eíuminense foi organizada em Niterói. O Escudeiro Batista. declarou: "Bendita a hora em que se pensou em dividir o Campo Batista Fluminense em associações regionais.L. com 15 igrejas. Compunham-no docentes da estirpe dos Drs. especialmente a respeito de viagens. Valença.A. Baixada. com onze. Palmital. o pastor Antônio Charles e a professora Edith Allen. Filiaram-se a ela 12 igrejas. destacamos o nome dos seguintes pastores: Joaquim Rosa. A associação faria incrementar o reino do Senhor e daria oportunidades de trabalho a muitos. Estes quatro obreiros vieram a realizar grande obra na liderança do campo batista fluminense.E. Dos alunos que se matricularam e. mais tarde. Entre Rios.

" o espírito separatista que nasceu na Igreja Batista do Engenho de Dentro [hoje. até alguns anos atrás.Gomes Leal. ora para o totalitarismo.PRIMEIROS PROBLEMAS ASSOCIACIONAIS Joaquim Fernandes Ix:ssa registrou: "Estas associações eram uma novidade na organização batista brasileira. "desfraternizada pelas igrejas vizinhas"' 2 '. o Sr. nem estavam subordinadas à convenção estadual. ora para a anarquia como nulidade. que desfechou terrível campanha contra os crentes ali. Os católicos romanos. E as associações tendiam.Deter e os irmãos A.B.Lessa. "sem a devida imposição das mãos do presbitério. como que a recordar aos crentes as perseguições por eles sofridas. Veio a ter à sua frente obreiros corno os pastores João Teixeira de Lima e Assis Cabral. ambos tendo atuado em fins da década de 30. com 53 membros. segundo o que diz J. Machado. segundo o historiador J. Dos móveis. em seus Subsídios.Deter pastoreou aquela igreja até o final de 1905.F. instigados pelo clero. Só se aprende por experiência.Monteiro e João D. a igreja resolveu empossar como seu pastor o Sr. a igreja foi.'" A IGREJA BATISTA DO PIÃO É "DESFRATERNIZADA" POR ALGUNS ANOS E RETORNA EM 1923 A Igreja Batista de Pião. se utilizavam de todos os meios que podiam para desmoralizar e enxotar dali os evangélicos. M. no dia 8 de fevereiro de 1906.'" Por ter tomado tal atitude. operante. Tal era o vulto das perseguições. ou que eram para alguns. Os batistas eram marinheiros de primeira viagem que se deram ao mar com todas as velas içadas e desfraldadas. tratando de incendiar tudo o que ali havia. no município dc Teresópolis. em certa feita. O Pastor A. então. José Carneiro Fonseca. um grupo de fanáticos invadiu a Casa de Oração. que. deixado o pastorado da mesma. permanecia guardado. e deram um grande impulso e ânimo geral ao trabalho no estado. só sobrou um banco. muito queimado. como bem quisessem. então. tendo. Depois de sua saída.F. Em 1? de março de 1908. organizações tão independentes que chamaram para si o direito de controlar as igrejas dentro dos seus limites territoriais. era lugar grandemente hostil ao evangelho.Lessa. esperando que Deus os ajudasse até que chegassem ao porto dos acertos. Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro]. que.B. Ainda. município de São João da Barra. era difícil fazer-se compreender que não eram convenções. 137 . Pedro Sebastião Barbosa. alastrou-se para o interior do estado". foi organizada no dia 21 de dezembro de 1904. em seus Subsídios. cirscunstância essa agravada com o fato de ser ele excluído da Igreja de Niterói". O conselho que a organizou era composto do Pastor A.L. José Carneiro Fonseca foi desligado da membresia da Igreja Batista do Pião. Porém.' 3 ' A Igreja Batista do Pião só voltou a cooperar com a convenção em 1923. PERSEGUIÇÕES EM SÃO FRANCISCO DE PAULA São Francisco de Paula. tornando-se.

Lessa afirma que foi maravilhoso o progresso do Campo Batista Fluminense com o movimento da Grande Campanha. Foram consagrados ao ministério 14 pastores. CAIXA DE BENEFICÊNCIA DOS OBREIROS Em assembléia convencional. Ao Campo Batista Fluminense. em 20 de abril de 1924. onde cultuavam ao Senhor sem receberem os maltratos de antes. A GRANDE CAMPANHA Com o nome de "Grande Campanha". Morreu bem jovem aquele obreiro. A. a igreja que desejavam. naquela vila. Assim. deixara em situação difícil sua viúva. pessoalmente. em 1919. que distava três quilômetros da vila. houve 3.Mesmo que tentassem. Entre eles. tomou o nome de Igreja Batista de Cacimbas. pois chegaram a 1. Leonel Eyer.000S000. Surgira esta entidade. de 1920 a 1924". Vários irmãos. foi o alvo elevado para 943.Christie. como dedicado e zeloso servo do Senhor.800 batismos. Passados mais de 50 anos. foi organizada a Caixa de Beneficência dos Obreiros da Convenção Batista Fluminense.000S000. foram membros daquela igreja. no ano de 1923. construíram-se 32 casas de culto e ultrapassado foi o alvo de 943. passaram a contribuir os pastores que dela se faziam sócios. que acontecera no mês de janeiro daquele ano. Houve um aumento líquido de 2. Nesse período da Grande Campanha foram organizadas M igrejas. no entanto. embora esse alvo fosse preparado pela comissão do Rio. De modo que ele e o Pr. transferindo-se para aquela vila a igreja organizada na "Fazendinha". Ali conseguiram erguer um templo.451 membros. Pr. que hoje são pastores. que era do Recife. Tais eram as perseguições sofridas na localidade de São Francisco de Paula. Para a Caixa de Beneficência dos Obreiros da CBF. O Dr. os crentes não conseguiram organizar. era o encarregado de promover a propaganda do movimento nas igrejas. com vinte e oito membros. Adrião Bernardes. cabia arrecadar a "quantia de 620 contos de réis. ou através de suas igrejas.124$977. um grande movimento com a finalidade de atingir alguns alvos evangelísticos e financeiros. como resultado do que presenciaram alguns irmãos com o falecimento do consagrado obreiro. pôde ser construído o templo em São Francisco de Paula. para ser atingido durante o qüinqüênio da Grande Campanha. Manoel Avelino de Souza visitaram muitas igrejas no afã de levá-las a se conscientizarem de que os alvos deviam ser atingidos. através de contribuição dada. os pastores Manoel Bento da Silva e Valério Gomes. foi lançado. deixando para sua família apenas um grande nome. Financeiramente. ponderou que. A igreja ali organizada. O Dr. 138 .B. realizada em São Fidélis.404. os irmãos fluminenses deveriam se esforçar para preparar um alvo bem mais alto. que eles se viram obrigados a passar a se reunir no local conhecido como "Fazendinha".

conquanto fosse local. precursora de oraganização nacional.B. Continuou sendo abençoado por Deus e. Joaquim Mariano. Foi quase só mudar o nome. A finalidade da entidade era congregar os pastores e evangelistas para. J. vieram a ser consagrados ao ministério. assim. UNIÃO DOS OBREIROS DO CAMPO BATISTA FLUMINENSE Ocorreu no dia 16 de janeiro de 1929. Ubaldino Faria de Souza. Mas era a porta aberta para se tornar nacional. juntos. solenemente.F. a organização da União dos Obreiros do Campo Batista Fluminense. organização similar. Joaquim Alfredo Reis. não fechou a porta a obreiros de outros campos. Antônio Soares Ferreira. Joaquim Coelho dos Santos. José Joaquim da Silveira. na Igreja Batista de São Fidélis. Fidélis Morales Betancôr. de norte a sul. Esta organização. muitos planos. visando ao desenvolvimento do trabalho em geral. 139 . primeiro-secretário — Leobino R.Christie. Para presidir tal organização. mas um princípio que deverá crescer e estimular o coração dos interessados. se deu mais tarde. Graças ao Senhor."' 1 ' CONVENÇÃO BATISTA FLUMINENSE Com o correr dos anos. ajudaram a erguer a obra que é hoje o campo batista fluminense: A. com grande amor. mais tarde. o campo fluminense contava com 67 igrejas. para assistir os pastores do campo. Antônio Morales Bentancôr. Naquela época.Acentua Joaquim Fernandes Lessa: "Foi um começo. para arregimentar todos os obreiros do Brasil. Os trabalhos já existentes sofrem modificações com o fito de atenderem "aos reclamos do seu desenvolvimento". limitando-se aos obreiros dc um estado da Federação Brasileira. A diretoria da Caixa de Beneficência compõe-se dos seguintes irmãos: presidente — Manoel Avelino de Souza. em Campos. como se vê adiante.Lessa. Tornou-se. porém. Infelizmente essa organização se dissolveu. Guimarães. é instituída. Elias Portes Filho. que. Alberto Lessa. estudarem como melhor desenvolverem suas responsabilidades e como fazer progredir o trabalho do Senhor. Joaquim Fernandes Lessa. Era. Não podemos deixar de registrar alguns nomes daqueles zelosos obreiros que. Nessa época. foi votado. local. por ocasião da reunião anual da Associação Batista Fluminense. chegou-se à conclusão dc que se deveria criar a Convenção Batista Fluminense. Vários fatores influíram na continuação do trabalho da União de Obreiros do Campo Fluminense. de fato. No dia 6 de maio de 1923. foi escolhido o Pr. segundo-secretário — Joaquim Rosa.B. Nova fase de trabalho é inaugurada. apenas. atuavam como evangelistas muitos servos do Senhor que. Manuel Avelino de Souza. por ora. no Salão Nobre do Colégio Batista Fluminense. o trabalho feito por esses servos de Deus não sofreu solução de continuidade. são delineados. que a Associação passasse a denominar-se "Convenção Batista Fluminense". pois.Christie. Virgílio Faria. Leobino da Rocha Guimarães. Joaquim Rosa. anos mais tarde. tesoureiro — A.

Com a diminuição de membros. que foi obrigado a deixá-la e assumir o pastorado da Igreja Batista de Portela. 140 . para ver se conseguiam fazer subir o preço do café. que havia experimentado um grande desenvolvimento. Josué Furtado. em muitas igrejas. ficaram quase desoladas com a saída da maioria de seus membros para outras localidades. ficou muito abalada com a crise do café. muitas igrejas foram perdendo muitos membros. principalmente na zona norte. A Igreja Batista de Miraccma. se transferiram para outras regiões do país. Assim. O grande economista. como conseqüência. (l) Tal foi a crise.DEPRESSÃO. Igrejas como a de São Luis. na participação financeira. Pastoreava-a. certo desânimo. formando o que o sociólogo Gilberto Freyre denominou ruriurbanismo. nesse período. os cafeicultores usavam do expediente da queima do grão. em busca de serviços para se manterem. conseqüentemente. mas nada se conseguiu do que se esperava. ENDIVIDAMENTO E DESÂNIMO O final da década de 20 trouxe para o Brasil uma grande depressão financeira. e a de Bananeiras. Muitas famílias trocaram a roça pelos centros urbanos e locais próximos a esses. os habitantes dessas e de outras regiões. para sobreviverem. e. na região Norte. veio. o Pr. Com o desânimo espiritual. Com o acentuado êxodo começado no período referido. Muitos de seus membros trabalhavam nas propriedades onde o cultivo do café era o forte. Era o começo do grande êxodo rural. tiveram que procurar outras paragens. em pouco tempo. veio também o desânimo na participação eclesiástica e. Como o café era o forte no Estado do Rio. escreve: "A grande acumulação de estoques de 1929. a rápida liquidação das reservas metálicas brasileiras e as precárias perspectivas de financiamento das grandes safras previstas para o futuro aceleraram a queda de preço internacional do café iniciado conjuntamente com a de todos os produtos primários em fins de 1929". toneladas e mais toneladas de café foram queimadas. que tinham centenas de membros. Decorreu daí um período de endividamente dentro da denominação. rapidamente. c que se foi estendendo pelos anos subseqüentes. que. chegando a batizar perto de 100 pessoas em um ano. Antônio Soares Ferreira. na Associação Betei.

porém.Muirhead. que. Além de dirigi-lo. aos pregadores leigos que não tivessem feito o Primeiro e o Segundo Graus.H. preparada em três volumes. em Volta Redonda. o clarim soara! Era a conclamação para o despertamento do povo batista fluminense que podia. Virgílio Faria. Mas agora. contemplar. homem de vasta experiência no ensino teológico c autor de várias obras. até o ano de 1939.Capítulo IX — INÍCIO DA ORIENTAÇÃO PRÓPRIA E REAVIVAMENTO (1930-1941) CURSO DE EXTENSÃO Dcnominava-se Curso dc Extensão o ensino oferecido. Vez por outra. onde. Riffey. a História do Cristianismo. H. pelo menos. durante as férias de julho. Riffey era professor de muitas disciplinas. era pastoreada pelo Pr. em Italva. sobressaindo-sc. entre elas. na época. o Dr. (I) A " Z O N A NEUTRA" Era assim que os batistas fluminenses chamavam a região sul do estado. não havia qualquer igreja batista organizada. 141 .L. então. conseguia que algum professor do seminário o auxiliasse. naquela região. em algumas palestras. No início. John Riffey ministrava as matérias de que se compunha o curso. um grande potencial: a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional. magnífica oportunidade de evangelização. o Dr. Seu primeiro diretor foi o Dr. Substituiu-o o missionário J. O nome extensão advinha do fato de o curso ser ministrado em nome do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. o que traria também grande desenvolvimento para toda a zona sul fluminense. Funcionava nas dependências do templo da Igreja Batista Central de Italva. que esteve na direção desse curso de 1938 a 1955. Ali estava um grande desafio.

até ao tempo de sua frutescência. de quem espero a cooperação franca e leal. Era obreiro capacitado. Os primeiros pontos de pregação são organizados. Por isso nos designou. porém. A tarefa é difícil. já era bem conhecida a sua experiência pastoral. idôneo e com longa experiência como evangelista. o missionário procedia ao doutrinamento. Temos que viver.Os batistas do estado ouviram o soar do clarim e decidiram fincar as estacas e estender as cortinas do evangelho ali. realizada em Campos. O escolhido para ocupar esse cargo foi o Pastor Elias Portes Filho. Liberdade. Desenvolvem-se estes e tornam-se em congregações. morreu-lhe a esposa querida. Sou batista. irmã Laura Portes. como ficou sendo chamado. a grandes e a pequenos. Mas não é minha." (1) O impertérrito missionário se entregou de corpo e alma ao afã de evangelizar toda a extensa região. Ao lado da evangelização. não resta dúvida. como tal. até então. em Campos.B. ele passara dez anos. realizando ali profícuo ministério. Foi da Igreja de Bom Jesus que ele saiu para ser missionário na "Zona Neutra". Após 19 anos de exercício pastoral. creio na doutrina da eleição. com a cooperação financeira do missionário Christie e o auxílio do Colégio Batista. Barra do Piraí. Se cedo ou tarde. Todavia. E a Junta Estadual resolveu transformar em realidade este pensamento. Nesse ínterim. que o sucesso depende de nosso esforço com a bênção de Deus. Maricá. Queremos agir sem perda de tempo. nenhuma ilusão nutrimos: o evangelho épara todos. apenas. Bom Jesus.Christie se propôs a ajudá-lo. São Gonçalo. E agora. Temos que evangelizar. uma vez que havia exercido o pastorado das seguintes igrejas: Miracema. mas nem todos são para o evangelho. como apregoava o profeta Isaías. O que queremos é a simpatia de todos. escreveu: "Saímos do norte para o sul do Estado do Rio. entraremos no trabalho. Daí. Era 142 . Os filhos foram colocados no internato do Colégio Batista Fluminense. Sabemos. Foi atendendo a um imperativo da causa de Deus. o missionário Elias Portes Filho. E já estamos a postos. E nessa concepção. estariam os filhos recebendo a assistência necessária. Temos que proclamar. Desde há muito que se vem pensando na necessidade de se completar a evangelização do Estado do Rio de Janeiro. Ao chegar ao novo campo. Nessa igreja. foi nomeado um missionário para cuidar da evangelização no sul do estado. o que fazer? O missionário A. em 1937. O Pastor Portes ficava viúvo. o resultado desse trabalho. Itaperuna. senão de todos os batistas do estado. atuara. não sabemos quando vai aparecer. Quando foi nomeado missionário para o sul do Estado do Rio. Águas Claras. O trabalho vai se desenvolvendo paulatinamente. região bem diferente daquela em que. Quem Era Elias Portes Filho? Elias Portes Filho foi ordenado ao Ministério da Palavra no dia 10 deagosto de 1920. Deste modo. sai do norte para o sul do estado. É a contribuição monetária para que a junta possa sustentar o trabalho. e. com quatro filhos — três meninas e um menino. Na assembléia convencional.

na cidade dc Resende. A. Um outro disse aos seus subordinados: 'Façam tudo para que estes homens não sejam desfeitiados aqui'. Isso. por alguns meses. O Pastor Elias Portes Pilho foi o pastor convidado e dirigiu o rebanho até 07 de julho de 1944. que o trabalho era promovido sob a providência divina. no dia 20 de setembro de 1942. com 25 membros. porque achava-se separada como "zona neutra". até então. desde logo. Cantanilo H. ou conselho. "Segunda vitória: o apoio do nosso povo — os batistas fluminenses. Outro sinal da sanção divina ao nosso trabalho foi a oposição secreta.fluminense.Costa. Depois de uma década de trabalhos missionários desenvolvidos pelo Pastor Elias Portes Filho. e como as autoridades regionais e municipais nos recebiam. com 27 membros.Stover. contando.B. com 13 membros. O concilio. Nesse itinerário. Dois anos de trabalho intenso e c organizada a primeira igreja da região. tendo o Pastor Elias Portes Filho pastoreado a mesma. Um belo artigo sobre como Deus realizou sua obra ali: "Vai fazer em maio próximo dez anos desde de que se iniciou o trabalho de evangelização da zona sul. que fizemos a nossa primeira viagem de inspeção evangelística. no dia 07 de fevereiro de 1943. nessa região. ele escreveu e publicou no órgão oficial da convenção estadual um artigo sob o título "As Vitórias do Trabalho Missionário na Zona Sul". hoje é uma realidade concreta. seguiu-se a organização das seguintes igrejas: Mangaratiba. Cowsert. está estabelecido também na região sul.Pinto. um sonho. agora. Não havia liberdade política. Barra Mansa. Cria que só com uma base bem sólida o trabalho podia permanecer. as vitórias desse trabalho. até empossar o Pastor Walvique Soares. Verificamos. Distinta. pelos batistas. como se chamava na época. Foi no tempo do governo ditatorial. Elias Portes Filho e Augusto F. Podemos afirmar. chegamos à conclusão de uma coisa: nossa tarefa seria. 143 .Christie. um começo difícil de trabalho. se compôs dos seguintes pastores: José Jaoquim da Silveira. o que para nós. no dia 12 de janeiro de 1941. e singular. no dia 27 de julho de 1941. com satisfação: o trabalho de Deus. Após a organização da Igreja Batista de Resende. porque ficou sem o trabalho dos batistas até aquela data. que veio a se tornar um grande obreiro nessa região. com 18 membros. sistemática e persistente que Satanás nos fez. Primeira vitória: proteção de Deus. Piraí. do ano de 1939. em nenhum instante. então. realmente. "Recapitulemos. mas a religiosa nos foi assegurada. passados esses nove anos. quando entregou o pastorado ao Pastor Benedito Peçanha.J. uma esperança. Um deles chegou a me dizer: 'A polícia está às suas ordens'. era uma interrogação. J. T. " N o entanto. pela maneira como as portas se nos abriam. Essa não nos faltou. distinta e singular para os batistas fluminenses. naquele tempo. que se organizou no dia 26 de novembro de 1944. "Foi na segunda quinzena de maio. Volta Redonda.doutrinador-ortodoxo.B. no dia 24 de abril de 1945. 18 membros. Essa região a que nos propusemos evangelizar era.

minhas alunas no colégio em Campos. por exemplo. Essa vitória está em meio. como itinerantes da União Feminina. no seu trabalho. Levei-as. Assim por diante. orientei e organizei o itinerário de cada uma. permanecem ainda em casa alugada. e o instituto estadual. também não nos faltou. O terceiro foi em Piraí. em congregações e igrejas. Mangaratiba. por uns dois meses. Em Resende. Angra.Esse apoio. então. Resende. Essa vitória nos foi dada nos nossos primeiros esforços evangelísticos. O segundo foi em Serra d'Água. E estão marchando para esse alvo. reunimo-nos. que se realizava anualmente no Colégio Batista Fluminense. transferiu-se do Rio de Janeiro para a. no sul-fluminense. realizou institutos bíblicos promovidos pelas igrejas das diversas associações. porém. debaixo da copa de uma mangueira. "Quinta vitória: consolidação do trabalho. ser a que conta o maior número de obreiros. Não se contando Barra c Valença. então. hoje. etc. várias igrejas da zona sul já possuem seu patrimônio. a Primeira Igreja de Volta Redonda. extraímos: "Algumas moças. O nosso fito é ver que as igrejas que se vão organizando se firmem. É verdade que outras. Sem ele. alcançando o sustento próprio. Escolhida como secretária-executiva da UFMB do campo fluminense. como Barra Mansa. durante as férias. O trabalho. O plano deu ótimos resultados e eu comecei a 144 . Não obstante ser essa região a menor e mais nova do campo fluminense. para a minha casa. se não me engano. "Terceira vitória: articulação de elementos nossos por batismos e cartas demissórias. que já contam com órgão." (2> MISS BLANCHE SIMPSON E A EDUCAÇÃO RELIGIOSA E TEOLÓGICA Após ter passado dez anos no Estado do Espírito Santo. creio. a cidade de Italva. dei-lhes um treinamento especial. a missionária Blanche Simpson passou a atuar em nosso estado em janeiro de 1939. Afora os obreiros anônimos que são os crentes convertidos. O primeiro ato de batismo foi em Mangaratiba. em vários lugares. nos seria muito difícil manter-nos nesse trabalho. Hoje. Entre elas. Blanche Simpson realizou obra digna da apreciação dos batistas do Estado do Rio. De sua biografia. Piraí. iniciou-se sem casa e sem equipamento. Nessa função. "Graças a Deus por tudo quanto nos tem dado. Vila de Monção que é. pela prática do dízimo. haviam se oferecido para trabalhar entre as igrejas do estado. estando presente o saudoso irmão Ângelo Manzolilo. quer moral. mobília. "Sexta vitória: aquisição epatrimônio. quer financeiro. E o quarto foi em Resende. sem os quais pouco se poderia fazer na Seara. somos seis. Miss Simpson trabalhou como itinerante da União Feminina do Estado do Rio. "Quarta vitória: encaminhamento de obreiros. em relação.

pensar num trabalho semelhante para os moços, especialmente para
os que desejavam se preparar para o ministério.
"Estudando as necessidades de cada associação, achei que a Macaense era a que sofria maior carência dc obreiros. Transferi, então,
minha residência para o município de Santa Maria Madalena, onde
não havia até aquela data nenhum crente batista, e iniciei logo cultos
em minha casa.
" N o município vizinho havia duas igrejas, uma com sete membros
e outra com doze. Ambas estavam, há dois anos, sem pastor. No
intuito de promover o desenvolvimento do trabalho naquela zona,
convidei o Pastor Nilo Salles e esposa, de Italva, para virem mc ajudar. Pouco mais tarde, comprei uma casa antiga, mas bem espaçosa,
e prosseguimos em nossas atividades evangelísticas. Continuei ensinando minhas classes de educação religiosa no colégio de Campos,
oferecendo aos jovens que desejavam trabalhar na Causa um curso
pré-tcológico para alunos atrasados (alguns ainda cursavam o primário) e o teológico para os mais adiantados. Lembro-me de um aluno
vindo de Portela, moço da roça e de família muito pobre. Ele tinha
vinte anos e nunca freqüentara uma escola. Foi matriculado no
primerio ano do curso primário. Embora quase não pudesse ler,
coloquei-o no curso pré-teológico. No seu primeiro ano teve de fazer
oralmente todos os examos, pois, mesmo sabendo responder satisfatoriamente às perguntas, não podia escrevê-las. Desse modo,
completou nove livros. No segundo ano, completou onze, passando,
então, para o curso teológico. Era profunda a convicção que Otaciano
tinha de sua chamada para o ministério e enfrentava com rara disposição e alegria as dificuldades que surgiam. Com dois anos de estudo
conseguiu entrar no ginásio. Nunca foi um aluno brilhante, mas
alcançou notas para passar. Quando começou a pregar, revelou-se
um excelente ganhador de almas; sua mensagem era simples, mas
pregada com sinceridade, entusiasmo e segurança. Ao terminar o
ginásio, em Campos, matriculou-se no Seminário do Rio, onde se
formou. Casou-se com uma dc minhas alunas. Tornou-se um eficiente pastor.
" N a ocasião em que se reunia a Associação Macaense, apresentei
à assembléia um grupo de meus alunos e propus enviá-los semanalmente às igrejas sem pastor, para que eles pregassem e fizessem o
trabalho de evangelização nas imediações. Eu mc responsabilizaria
pelas despesas de viagem e daria a cada jovem uma pequena gratificação. Se fosse possível, as igrejas beneficiadas deveriam dar,
também, alguma coisa ao moço. Isso, entretanto, seria facultativo
e as igrejas poderiam ter a mesma cooperação, fornecendo apenas
a hospedagem.
" D e 1947 a 1950, muitos jovens viajaram de trem ou de ônibus,
saindo de Campos sábado à tarde e retornando segunda-feira de
manhã, em tempo de assistir às aulas. Esse era um modo prático
de treinar jovens e auxiliar as igrejas. Era também um meio de prover
aos estudantes algum recurso; quase todos eles vinham de lares muito
145

pobres e não contavam com nenhum auxílio. Davam horas de trabalho
no colégio, em troca da pensão, mas não dispunham de dinheiro
algum para as pequenas despesas". (1)
JUBILEU DE OURO DA PRIMEIRA IGREJA
BATISTA DE CAMPOS
Ocorreu em 23 de março de 1941 o Jubileu dc Ouro da Primeira Igreja
Batista de Campos. Por extensão, comemorou-se, também, o Jubileu de Ouro
do campo batista fluminense, já que este teve a sua organização vinculada à
organização daquela igreja. Para comemorar tão importante data, decidiu-se
que, naquele ano, a assembléia convencional seria realizada em Campos, no
templo da Primeira Igreja, nos dias 18 a 22 de julho.
O orador oficial das comemorações foi o Pastor Dr. João Fílson Soren,
na época, pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, que, no tempo
em que era pastoreada pelo missionário W.B.Bagby, organizara a Primeira Igreja
Batista de Campos. No seu sermão oficial, o Pastor Soren abordou o tema A
Certeza Cristã.
Apresentando relatório histórico dos 50 anos do trabalho batista fluminense, o missionário A.B.Christie informou terem sido organizadas, durante
aquelas cinco décadas, um total de 148 igrejas. Naquele momento, porém, o
número de igrejas do campo fluminense era de 124, em virtude do êxodo rural,
que levou algumas delas a fecharem suas portas. O número de membros arrolados nessas igrejas era, naquela época, de 16.000.
O pastor da igreja aniversariante, Pastor Leobino da Rocha Guimarães,
apresentou, também, em resumo, o trabalho realizado por sua igreja naqueles
50 anos de atividades (,) Na ocasião, encontravam-se vivos ainda alguns membros
fundadores, entre eles, o que lavrou a ata de organização da igreja, o irmão
Luiz de Souza. (2)
Esse marco glorioso da história dos batistas fluminenses levou a convenção
a traçar novos planos para o desenvolvimento da Causa. Naquela assembléia
convencional, foi aprovado o alvo de 3.100 almas ganhas para o Senhor Jesus
Cristo, sendo que 2.500 seriam de novos convertidos e 600 seriam de excluídos
trazidos outra vez para o rol de membros das igrejas.
As comemorações do Jubileu de Ouro foram motivo de grande regozijo
entre os batistas fluminenses. Para marcar aquele acontecimento, foi inaugurado
e colocado na parede de fundo do templo da Primeira Igreja Batista de Campos
o busto do casal Christie, esculpido em bronze.
A AÇÃO DO INTEGRALISMO NO
SEIO DAS IGREJAS
O movimento político denominado Integralismo, que teve suas raízes na
década de 30, era de inspiração fascista. O próprio fundador do movimento
no Brasil, que tomou o nome de Ação Integralista Brasileira, estivera com Benito
Mussolini, o Duee, na Itália, em 1930, de quem recebeu grande influência. De
lá escrevera:
146

"Tenho estudado muito o fascismo. Não é exatamente o regime que
precisamos aí, mas é coisa semelhante... O fascismo não é propriamente uma ditadura, mas um regime. O Ministério das Corporações
é a máquina mais perfeita... O parlamento é constituído pela representação de classes. Esta última coisa seria preciosa para um país
novo como o Brasil". (1)
Plínio Salgado foi o fundador e condutor desse movimento, por vários
anos, nc Brasil. Escritor brilhante, entre muitas obras, escreveu a Vida de Jesus,
obra que atraiu a atenção de muitos evangélicos, pelo estilo límpido com que
foi escrita.
A mensagem doutrinária do Integralismo atingiu todo o Brasil e os métodos
que usavam de propagação do movimento empolgavam muitos intelectuais.
"Usavam distintivos com as seguintes características: a letra grega
sigma, sinal matemático de soma ou produto integral, maiúscula,
em prata, sobre o mapa do Brasil, em azul real, dentro de um círculo
em prata. O uniforme, de uso obrigatório nas cerimônias públicas,
constava de calça escura e camisa verde, gravata preta, corrida, e braçadeira no braço esquerdo, com o sigma em preto sobre o fundo branco.
Os integralistas saudavam-se uns aos outros com a palavra tupi anauê
(ave ou salve), erguendo o braço direito com a mão espalmada. Deus
era saudado com quatro anauês, o 'chefe nacional', com três, os chefes
provinciais, com dois e os municipais, com um". (2)
Vários batistas, sentindo-se atraídos e simpáticos ao movimento, começaram
a usar o uniforme obrigatório — calça preta, camisa verde e gravata preta. Criam
que esse movimento político era a solução para os problemas do país.
Foi na região Centro-Fluminense que as igrejas batistas se viram mais
afetadas pelo Integralismo. A Primeira Igreja Batista de São Fidélis era pastoreada pelo Pastor Antídio de Souza, ex-pastor presbiteriano, que se tornou o
principal mentor dos ideais do Integralismo na referida região. Promovia encontros, desfiles dos camisas-verde, saudações com os anauês, etc.
Suas mensagens na igreja já eram misturadas com idéias pregadas pelo
Integralismo. Como resultado, surgiram discussões e desentendimentos. Diziam
os adeptos da ideologia que os líderes religiosos que se lhes opunham seriam
castigados ou mortos quando essa triunfasse.
Entre os obreiros que combatiam a ideologia, estava o Pastor João Barreto
da Silva, que, na ocasião, pastoreava a Igreja Batista de Pureza, e o Pastor Antônio
Soares Ferreira, que pastoreava a Igreja Batista de Portela.
Muitas igrejas sofreram com as influências do movimento. A Igreja Batista
de São Fidélis, por exemplo, foi atingida por dissensões, disse-me-disse e uma
série de problemas que, causando um mal-estar geral, traziam escândalo para
o evangelho. Gérson de Souza, membro dessa igreja, em carta ao Pastor Antônio
Soares Ferreira, datada de 12 de maio de 1935, informava que o "Fidélis deSouza" — seu irmão carnal — "estava defendendo o ex-pastor Antídio de Souza
c o Integralismo e que o mesmo Fidélis tinha levado à redação do jornal O
São Fidélis, um artigo intitulado "Bagunceiras Baptistas".
Ainda em carta endereçada ao Pastor Antônio Soares Ferreira, com data
de 20 de maio do mesmo ano, o irmão Gérson de Souza conta que " o Fidélis
147

pediu a palavra e atacou o comunismo ferozmente; mas todos notaram que ele
só faltou dizer que todos deviam ser integralistas para salvação da pátria". (J)
Tal foi a confusão no seio da igreja, que o Pastor Antídio foi excluído
do rol dc membros. Furioso, saiu debatendo-se e escrevendo artigos contra colegas
e contra a igreja. Publicou artigos atacando também o redator de o O Jornal
Batista, Teodoro Rodrigues Teixeira, chamando-o de, entre outras coisas, "velho
chapado",
Teodoro Teixeira profligava os erros do Integralismo e admoestava os crentes
quanto ao perigo de se filiarem ao mesmo. Daí ter sido mimoseado com muitos
elogios, como o de velho chapado.
No editorial de 7 de março de 1935, Teodoro Teixeira assevera:
" O que o Integralismo promete na verdade em matéria religiosa não
é coisa nova, mas uma coisa velhíssima — nada mais, nada menos,
que a ressurreição do estado teocrático, com nova indumentária e
alguma modificação, mas essencialmente o mesmo, com o seu cortejo
negro de intolerância, compressão, perseguições, etc, etc. A liberdade
religiosa que ele oferece, temo-la exemplificada na Alemanha Nazista,
com a elevação de um bispo protestante a uma espécie de papa,
forçando uma unidade de corporações, sem consultar as mesmas,
e a expedir decretos por cima dos sínodos regionais protestantes; contra
o que grande parte do clero protestante mais representativo e idôneo
se tem levantado em revolta, arriscando a liberdade e a própria vida.
Liberdade religiosa e Estado professadamente religioso, orientador
de religião, são coisas de todo antagônicas". (4>
Mas não era só o O Jornal Batista que estava fazendo a clarinada para
despertar os crentes contra o Integralismo que vinha avassalador como uma
avalanche. Outros jornais, como o O Puritano, órgão da Igreja Presbiteriana
do Brasil, redatoriado por Galdino Moreira, também verberava os erros do Integralismo e aconselhava:
"Achamos que os crentes, pelo menos por enquanto, não devem tomar
parte no Integralismo nem a ele filiar-se, por isso que é atualmente
uma ideologia confusa, não perfeitamente definida nas suas teses
religiosas. Falam em liberdade de crenças, mas há livros e outros
documentos, que já vimos, que tomam Roma como a religião oficial.
Além disso, há nele princípios que o crente não pode admitir, como
este: 'Ou pela razão, ou pela força". Também há teses sociais muito
perigosas que o crente não pode abraçar". <5>
O Integralismo provocou também certas dissensões em algumas igrejas no
norte do Brasil. O Pastor Coriolano Costa Duclerc, um dos valentes obreiros
do Senhor naquela região, em artigo intitulado Em Defesa da Verdade, ponderava:
" O Integralismo vem fazendo a sua catequese militarista e pertubando
a paz das nossas igrejas, arrastando à sua grei vários dos nossos irmãos
novos e inexperientes, atraídos pelo espetáculo dos camisas-verde.
Este nobre jornal," — O Jornal Batista — "sentinela avançada de
nossa causa no Brasil, em vários números deu brado de alarme, public a n d o artigos i m p o r t a n t e s e valiosos c o n t r a a inovação
político-religiosa do Sr. Plínio Salgado, prevenindo todos os crentes
para não caírem no perigo de adotá-la". (6)
148

O Integralismo se "baseava no lema: 'Deus, pátria, família', isto é, na religião católica, na organização cooperativista do Estado e na organização patriarcal
da sociedade" (7) e, se triunfasse, teria feito muitos mártires, pois iria impor,
a fogo e ferro, o seu domínio. Seus adeptos tudo fariam para o estabelecimento
da Igreja do Estado, como fora no período do Império.
Com o golpe de Estado, dado por Getúlio Vargas, em 10 de novembro
de 1937, o Integralismo, com os outros partidos, foi dissolvido.
O POVO ZOMBAVA DOS CRENTES
Itaocara era uma cidade fechada ao evangelho. O padre daquela localidade
exercia grande influência sobre a população, proibindo-a de participar de qualquer atividade promovida pelos crentes.
Por várias vezes, o Pastor Antônio Soares Ferreira, que pastoreava a Igreja
Batista de Portela, tentou comprar, ou mesmo alugar, uma propriedade para
a realização de cultos naquela cidade. Nada conseguia, pois o povo, temendo
as reações do Padre Ananias, que mandava até nas consciências alheias, fugia
a qualquer envolvimento com evangélicos.
Ai de quem, em Itaocara, abrisse suas portas para a realização de um culto
evangélico! Estava marcado! Era colocado na "geladeira", desprezado e considerado persona non grata ao município.
Depois de muitos esforços, conseguiu o Pr. Antônio Soares Ferreira realizar
alguns cultos. Como houvesse ali um senhor, por nome Alderico, considerado
pelo Pr. Soares como pronto para batismo, resolveu o pastor batizá-lo, no Rio
Paraíba, que banha a cidade. Houve apupos, vaias e toda espécie de "chacota".
A tal ponto, que alguns elementos da cidade pegaram o irmão Alderico pelos
braços e pelos pés e, carregando-o pelas ruas da localidade, gritavam: "Olhem
o Alderico Pinico protestante... Olhem o Alderico Pinico...".
Cenas como essas, outras piores ainda, foram registradas no trabalho batista
em solo fluminense. Mas os crentes não se atemorizavam. Para Itaocara mudou-se a família do Sr. Sóther Lanes, cuja esposa, irmã Gersoni Lanes, conhecida
por D. Nininha, era muito consagrada. O trabalho batista começou a ter mais
aceitação pelos habitantes daquela localidade. Hoje, há ali uma igreja florescente.
CONVERSÃO DO EX-PADRE GENTIL DE CASTRO FARIA
A conversão do ex-padre Gentil de Castro Faria trouxe um certo reboliço
entre o clero católico campista, ao mesmo tempo em que provocou grande alegria
para os evangélicos, principalmente, para os batistas.
Gentil de Castro Faria deu a sua pública profissão de fé no salão nobre
do Colégio Batista Fluminense, onde se reunia a Segunda Igreja Batista de
Campos. O pastor e professor João Barreto da Silva, então diretor do colégio _
e pastor da Segunda Igreja, foi quem o ouviu em sua profissão de fé. Depois
de aceito pela igreja, foi ele batizado, juntamente com o então estudante, hoje
pastor, Erodice Gonçalves Ribeiro, num tanque existente nos fundos do colégio.
O ex-padre Gentil de Castro Faria era casado com D. Cely Manhães Faria.
Grande era o desejo do novo convertido de testemunhar da graça de Cristo
em sua vida. Assim, começou a aceitar convites, aqui e ali, para realizar confe149

escrevendo sobre Padres Católicos que Abraçaram o Evangelho. dando o seu testemunho de conversão a Jesus Cristo. fundador do Instituto Castro Faria. mais tarde. no município de Campos. dois padres aceitaram o Salvador. de Ururaí e Baltazar. Gentil de Castro Faria em seu livro de memórias. foi professor no Colégio Batista Fluminense. O padre Antônio Ribeiro do Rosário dá sua impressão sobre o Pr. e. Ordenado pastor em 1958. Osias Gomes. vereador à Câmara Municipal de Campos. Foi. proprietário do Colégio Rui Barbosa. professor de Filosofia no Liceu de Humanidades. desembargador na Paraíba. também. no Rio e em Campos: o padre Tarcísio Leal e o notável orador sacro Gentil de Castro Faria. exerceu o pastorado das igrejas." Muito envolvido com a obra educacional. Gentil Faria foi diretor do Colégio Salesiano. que está deslumbrando os crentes em Campos com sua obra missionária. o qual dirigiu até a sua morte. a certa altura declara:"Recentemente. em Campos. Percorreu muitos estados. Atuante na obra batista local. membro da Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense e professor de Filosofia no Seminário Teológico Batista Fluminense.rências. Veja em NOTAS E CITAÇÕES 150 .

quanto à escolha do diretor para o colégio. Na ocasião. escreveu um artigo. Entre aqueles que mais atraíram a atenção dos convencionais. publicado no jornal O Estado. do dia 14 de fevereiro de 1942. então. O diretor.Capítulo X FIRMANDO AS ESTACAS NA BENEFICÊNCIA E EM OUTRAS ORGANIZAÇÕES COLÉGIO BATISTA DE NITERÓI Na assembléia convencional realizada em Campos. veio à tona. providenciando a criação da instituição. achando alguns que o processo usado para isso não fora legítimo. o pastor Manoel Avelino de Souza saiu a campo. foi criada a Associação Batista de Educação. sentiu que já não se poderia mais adiar a organização desse colégio. Para que os ideais se colimassem. houve nessa reunião um certo agastamento. no plenário convencional. capital do estado. em 1941. visando ao progresso da causa do Senhor. que logo teria bom número de associados. Recebendo o apoio que esperava. Pretendeu-se que o colégio fosse administrado pela própria Convenção Batista Fluminense. pareceres de grande interesse foram apresentados. juntamente com outros líderes estaduais. o assunto relacionado com a administração do Colégio Batista de Niterói. Estando divididas as idéias dos componentes da junta. tinham habilitação para dirigi-lo. Tanto o Pastor Avelino. prevenindo seus diocesanos contra o trabalho do reccm-organizado colégio. comentando e agradecendo ao bispo a emissão daquela circular. como o Pastor Alberto Araújo. a Junta Executiva tratava desse encampamcnto e da escolha do diretor para o colégio. reunindo-se em Campos. Meses depois. Na assembléia de 1948. A organização do Colégio Batista de Niterói desgostou o bispo da cidade. o Pastor Manoel Avelino de Souza. quando os batistas fluminenses comemoravam o seu cinqüentenário. que expediu uma Circular. estava o que se referia à organização de um colégio batista em Niterói. realizada no auditório da Faculdade de Direito de Niterói. 151 . Pastor Manoel Avelino de Souza.

a Junta Executiva da Convenção Batista Fluminense enviou um ofício à Missão Batista do Sul do Brasil. se a Junta Fluminense conseguisse uma solução para o desentendimento havido entre ela e o irmão Mac Neally". Como sói acontecer.B. A Missão Batista do Sul respondeu informando que lamentavam "que houvesse um desentendimento tão grande entre um missionário da nossa Missão e a conceituada Junta Estadual da Convenção Batista Fluminense". Sua influência cristã c moral alcançaram professores e alunos que a ele estiveram ligados. uma das grandes instituições educacionais do sul fluminense. mais especificamente na cidade de Niterói. o Colégio Batista. secretário da mesma. E. Christie a do missionário W. caso fosse possível. que é. que é a representante da Junta de Richmond na parte sul do Brasil.B. e J. em seguida. os primeiros choques. O Colégio Batista dc Niterói prestou bons serviços à obra educacional. porque a dívida do colégio com o INPS fosse preocupante. entre esse e os nossos mais destacados líderes. viúva do Pastor Manoel Avelino de Souza. através de sua Junta Executiva. Maria Amália de Carvalho Souza e. A obra educacional do Estado do Rio contou com relevantes serviços prestados. onde viria a fundar a Igreja Batista Central e.B. Assinaram-na T. o Colégio Batista de Niterói ficava como até então — a Associação Batista de Educação continuaria a mantê-lo. por D. E. sendo enviado para outro estado. convidaram o missionário W. Aí 152 . não foi outra coisa o que sucedeu no campo batista f luminense.J. Em 1962. Sobre esse acordo. quando há trinta anos de liderança.B. hoje.Christie do Brasil. a Profa. em 1946.Terminada a reunião da junta.Stover. o missionário Mac Neally deixou a função que lhe fora atribuída pela junta e se transferiu para Volta Redonda. onde lecionou. pelo Colégio Batista de Niterói. que previa a criação do "Fundo Memorial Pr. Após tecerem vários comentários. com a morte do Pastor Manoel Avelino de Souza. narrando-lhe o problema e solicitando que o missionário fosse transferido de campo de atuação.Cowsert. sempre surgem problemas de relacionamento. podemos afirmar que a Missão ficaria muito contente. 1 " Como conseqüência dessa desinteligência. discorreremos em outra parte desta obra. presidente da Comissão Executiva da Missão do Sul. passando suas propriedades para a Convenção Batista Fluminense. as circunstâncias que envolviam os colégios particulares eram desfavoráveis.Mac Neally. Manoel Avelino de Souza". os batistas fluminenses. Em 1976. Como o problema se agravasse e tomasse vulto.Mac Neally para substituí-lo. PERÍODO DE TRANSIÇÃO MISSIONÁRIA Com a retirada de A. a Associação Batista de Educação decidiu desativá-lo. O ofício era assinado pelos pastores Fidélis Morales Bentancôr e Henrique Marinho Nunes . não tendo havido o necessário tato e o bom senso que se requeria. Era bem diferente da personalidade do Dr. passou a ser dirigido pelo Pastor Samuel de Souza. após 39 anos dc atuação missionária no campo batista fluminense. Eva de Souza. e um ano no Rio. mediante o Acordo do Ingá. coadjuvado por sua esposa. também. os signatários da carta encerravam-na: "Concluindo. no período de 1942 a 1976. logo surgiram.

o opúsculo Exaltação. Naquela época. Diante dessa situação. Alfredo Reis achava que o patronato poderia ser sustentado. com vistas à construção dc templos para futuras igrejas na cidade. Joaquim RoSa é um deles.adquiriu mais dez terrenos. foi a nomeação do casal Alfredo e Alice Reis para serem diretores do orfanato a ser criado. o plano não logrou ir avante. Mas nada conseguiram. Na época. E. no ano de 1945(1). Todos os esforços foram insuficientes para alcançarem o ideal. Nem era possível pensar que poderiam juntar recursos para um futuro financeiramente mais tranqüilo. para alcançar o acalentado ideal. Alfredo Reis. o casal recebeu carta da Junta Executiva informando a falta de recursos para obra de tal envergadura. destacamos o missionário Dodanim Gonçalves. É uma preciosa coletânea. A obra cresceu. no qual enfeixou muitas poesias de vários de nossos literatos. Isso tudo serviu para fazer arrefecer o alvo. precisavam de ajuda para sobreviver. os batistas fluminenses sentiram a necessidade de manter uma obra beneficente. Desde cedo. Viviam mesmo pela fé. Entre os jovens que. no desejo de ver todos os crentes amparados. realizada em Petrópolis. Foi uma decepção! (2) 153 . o brilhante causídico Eliasar Rosa. preparou. em seu patronato. teve vida efêmera. tendo de lançar mão de grande parte de seus recursos para atender à sua saúde prejudicada. fabricadas na "ferraria do Pastor Alfredo Reis". em grande parte. etc. Isso se deu por ocasião da assembléia convencional. foi organizada uma entidade que recebia dos sócios contribuições financeiras que tinham em vista formar lastro financeiro para atender às necessidades dos obreiros. perdendo o seu chefe. que possuía uma propriedade em Aperibé. que era dirigida pelo irmão Rogério Grassini. Os pastores ganhavam muito pouco. ficaram famosas as foices RG (Rogério Grassini). com o trabalho produzido pelos que ali estivessem abrigados. A idéia se divulgou paulatinamente. porém. em caso de morte do chefe da família. estavam sempe na linha de frente. parecia. A última tentativa que. Obreiros como Leonel Eyer. Mas. Seu filho. propugnando pelo ideal de um orfanato. em 1943. Esse. auxiliaram o Pastor Alfredo Reis. Mais tarde. instalou naquela cidade o Patronato. Kléber Martins. ainda assim. durante algum tempo. Não foram poucas as famílias que. As senhoras batistas tratavam com muito zelo c carinho desse assunto. A OBRA DE BENEFICÊNCIA Desde os primórdios do seu trabalho. Nela se fabricavam cavadeiras. não havia os benefícios oferecidos pelo governo. outros obreiros se incorporaram a esses irmãos na propagação do mesmo ideal. Chegou a quase instalar um orfanato. foi criada a Caixa de Socorros Mútuos. facas. estavam para ir para Aperibé. garfos. O Pastor Alfredo Reis sofreu um acidente. se começou a pensar no amparo às crianças órfãs. que escreveram sobre o órfão. para a qual contribuíam e pela qual eram beneficiados quaisquer membros de igrejas batistas que a ela quisessem se filiar. Havia a ferraria. também. porém. Quando. mal podendo sustentar suas famílias. Primeiro se pensou em organizar uma entidade que viesse ao encontro das necessidades das viúvas dos pastores. f oices. daria certo. O Pastor Alfredo Joaquim dos Reis.

em vista da impossibilidade de a convenção e a associação poderem levar avante o plano de organização do orfanato. Vendo que baldados eram todos os esforços no sentido de se organizar o orfanato. a idéia voltava a ser esquecida. incluindo as seguintes partes: 1. Transferência da Sede do Orfanato Sentindo que a Igreja Batista de Aperibé não estava mais interessada em manter em suas instalações o orfanato. David Coelho 2. Antônio Soares Ferreira 6. após as reuniões das assembléias convencionais. trabalhando. com o casal Reis. Todo o dinheiro que possuíam eram vinte mil cruzeiros. Os primeiros órfãos chegaram no dia 14 de fevereiro de 1947. após a realização da EBD. Antônio Soares Ferreira. Usando linguagem dramática. na cidade de Portela. a idéia de se organizar um orfanato surgiu nos plenários da Convenção Batista Fluminense. Antônio Coelho Varella 11. então. o missionário Mac Neally disse.B. Oração final — Pr. São eles: Adiei. Aneirce e Anzi Pereira Pinto que tinham vindo de Cardoso Moreira. A igreja cedeu a casa. onde funcionava a escola e começaram. Abertura — Prof. Música — orquestra 4. organize o orfanato.Organização do Orfanato Batista Fluminense Durante vinte anos. Empolgava os mensageiros. nas instalações do templo da igreja local. diante da associação: "Entreguemos o assunto a essa igreja. com grande sacrifício. Soares. "Um olhar retrospectivo" — Pr. conse! 54 . no Hospital dos Servidores do Estado no Rio. também. para que o Pr. Palavra do pastor da igreja 3. Discurso — pré-seminarista Ebenézer Soares Ferreira 10. José Silveira As irmãs Profa. Alfredo Reis 9. Israel Pinheiro 5.Mac Neally. da qual era obreiro o Pr. Oração inaugural — Pr. A organização se deu na tarde do dia 20 de outubro de 1946. na Vila de Aperibé. o missionário W. então. Ana Karklin e estudante Eth Pires Ferreira (hoje. mas. o desafio. Adiei é hoje médico bem sucedido em Cabo Frio. Instalação solene — pastor da igreja 8. Eth Ferreira Borges da Luz. Oração — Pr. que já vem trabalhando em prol desse ideal. Era um domingo. propôs que." O Pastor Antônio Soares Ferreira e a Igreja Batista de Aperibé aceitaram. Ele vai organizá-lo e vai morrer. Sermão — Pr. que a iniciativa fosse entregue à Igreja Batista de Aperibé. a dar os primeiros passos no sentido de instalarem o orfanato. por ter-se casado com o missionário Jonas Borges da Luz) abrilhantaram a solenidade com a apresentação de várias músicas e poesias alusivas ao órfão. durante as reuniões da Associação Centro-Fluminense. o Pr. realizadas em 1946. Soares. Mas o orfanato ficará criado. O orfanato recebeu o nome de Orfanato Batista Fluminense. A programação de organização do orfanato deu-se às 13 horas. Música — orquestra 7.

A instituição mudou-se de Três Irmãos para Rio Douro. Em Aperibé. durante treze anos. o novo nome da instituição: 'Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira'. sendo seu primeiro presidente o Pr. depois. O Pr. Grandes coisas aconteceram nesse período: 1. 6. era sobrinho do Pr. Sucedeu ao Pr. Fidélis Morales Bentancôr. no dia 28 de julho de 1958. Teófilo Purens). resolveu apelar à convenção no sentido de encampar o orfanato. Maria Ferreira da Silva. portanto. Pr. Antônio Soares Ferreira na Secretaria Administrativa da instituição o Pr. Inaugurou-se o prédio no dia 16 de 155 . em 1955. Osvaldo Soares dos Santos que. a se casar com o Pr. onde hoje está localizada a sede do Lar. Soares. A Assembléia da Convenção Batista Fluminense aprovou. A junta vendeu a propriedade de Três Irmãos e adquiriu novas propriedades em Rio Douro. após quase dez anos dc lulas. Maria. Pr. A propriedade em que se encontrava o orfanato. Mas o Pr. 4.guiu adquirir uma propriedade de seis alqueires na localidade de Três Irmãos onde já havia três casas. coube a cie e ao presidente da junta. assumindo o ativo e o passivo. No dia 1? dc maio de 1961 foi lançada a pedra fundamental da nova sede. lá permanecendo até o dia 20 de dezembro de 1970. casada com o Pr. Isaac e D. Francisco Quirino da Costa. na cidade de Campos. na época. 3. por sinal. Foi na sua gestão que tiveram início os estudos para transferir o orfanato para outra localidade e. 5. Em Três Irmãos. Ali instalou o orfanato. na sua administração. foi empossado na secretaria executiva do Orfanato Batista Fluminense no dia 20 de novembro de 1957. daria para pagar a dívida várias vezes. que veio. (3) A Nova Ease e o Primeiro Diretor O jornalista Óthon Ávila do Amaral fez um histórico deste período e o publicou em O Jornal Batista. o seu braço forte foram sua filha Esther Ferreira (hoje. Encampamento do Orfanato Com a saúde abalada. uma Junta de Beneficência para administrá-lo. José Silva. sanar as finanças da instituição. Deixou o orfanavo com 80 crianças e as dívidas pagas! A Administração do Pr. D. Isaac da Costa Moreira " O casal Moreira. Demos-Ihe a palavra: "Com o surgimento da Junta de Beneficência o Orfanato Batista Fluminense começa uma nova etapa de sua história no mesmo espírito que marcou a sua fundação: servir à causa da criança desamparada c órfã. No dia 08 de maio de 1960 foi inaugurado o 'Lar Para a Velhice Desamparada''. Soares não quis fazer isso e entregou tudo à convenção que elegeu. no dia 12 de junho de 1962. esposa do Pr. o Pr. Naquela ocasião eram 76 órfãos que vinham sendo sustentados pela fé. 2. Maria Salgado e D. Soares. Fidélis Morales Bentancôr. se vendida. Osvaldo ficou naquela função três anos. a grande ajudadora foi a irmã Nadir Cordeiro.

Administradores Interinos da Instituição " C o m o afastamento voluntário do Pr. Lá esteve por mais de 15 anos. Posteriormente. Achou-se que ela seria mais útil ao Lar Batista Pr. 9. Osvaldo Tinoco fica algum tempo à frente do Lar. Sua administração foi do agrado dos batistas fluminenses. Gestão Pr. Antônio Soares Ferreira" no dia 09 de dezembro de 1989 e acumulou. A junta encampou o orfanato 'Primeiro de Maio'. 2. o Pr. Que eles se concretizem logo. 5. Nilson Godoy O Pr. 8. Isaac. através das vidas de órfãos que lá receberem.outubro de 1965. Iniciou programa radiofônico na Rádio Copacabana. produzindo frutos incontáveis. também. Que cada associação procure criar também uma obra de tal jaez. Está com muitos planos. Antônio Soares Ferreira. 156 .Ebenézer Soares Eerreira — Cinco terrenos em Campos. 4. recebendo o mesmo o nome de Pr. existente em Mazomba. Em sua curta gestão. Instalou telefone na sede. tendo a junta terminado de fazer os pagamentos que restavam. Adquiriu kombi para o Lar. 1. de seus bens para a obra realizada no "Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira". iniciada na administração do Pr. Fundou o jornal Lar Batista. o "Lar Batista Profa. Concluiu a Casa do Ancião. também. Doações de Imóveis Feitas ao Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira As pessoas abaixo relacionadas fizeram doações de imóveis ao Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira. a função de secretário-executivo da Junta de Beneficência. foi inaugurado em Campos. Administração do Pr. A oficina servia para a publicação do jornal do colégio. a orientação cristã que aquele lar se preocupa em oferecer àqueles que se tornam seus filhos. Inaugurou-se a oficina gráfica.Anuar Aragão de Góis — Dois terrenos em Nova Iguaçu e um em Araruama. o Pr. 7. sendo que nào se encontravam totalmente pagos. 2. Suas doações permanecerão por toda a existência daquela instituição. 3. João Antônio Amorim "Assumiu o Pastor Amorim a função de secretário-executivo no dia I o de maio de 1971. Instalou serviços médicos e odontológicos. Essas têm seus nomes ligados à obra social ali mantida. Iniciou a biblioteca do Lar. que foi uma doação do Colégio Batista. Nilson Godoy assumiu a direção do "Lar Batista Pr. Élcia Barreto Soares". Isaac. 7. 8. João Batista Paulo Guedes também ficou um ano e sete meses à frente da instituição. O Senhor espera que outros sejam inspirados a dar. além da assistência física e social. Ampliou o abastecimento de água para a instituição. 6. com o grande apoio da Associação Batista da Planície. Alfredo Reis. 1. no dia 23 de março de 1991. mantido pela Associação Itaguaitiba. Iniciou a organização da Associação dos Ex-Alunos do Lar".

em Campos. eom três apartamentos. Foi. I.Moisés Silveira — Um terreno. por ocasião das assembléias convencionais. e reunia-se com a liderança dos homens batistas de várias igrejas para orarem. já vendido pela junta. com a finalidade precipua de estudar a possibilidade de organizar o trabalho dos homens batistas no estado. com o franco apoio que todos esperavam.Evangelina Guedes — Um apartamento em Campos. de outros estados brasileiros.Uma propriedade eom uma casa e uma meia-água. tendo como orador oficial o Pr. Henrique Marinho Nunes. Para maior interesse de todos os homens têm sido convidadas para preletores pessoas de reconhecido mérito na denominação estadual e nacional. em 1943. 153. 5. mas também de ordem financeira. À noite têm sido realizadas pregações evangelísticas por pregadores de renome vindos. Já se realizaram 28 congressos. trazer oradores de fora. Mas. porém. e duas lojas comerciais situadas nos números 176 e 178 da mesma rua. 1 . com a cláusula de usufruto. a organização não contou. nos moldes do que era feito pelas senhoras. situada à Rua Tancredo Neves. Como sói acontecer em muitos casos semelhantes. Élcia Barreto Soares. foi organizada. onde foi instalado o Lar Batista Profa. louvarem ao Senhor e estudarem planos para o seu trabalho. por ocasião da Semana Santa. em Macaé. Assembléia Convencional. alguns deles. UNIÃO MASCULINA MISSIONÁRIA BATISTA FLUMINENSE A atual União Masculina Missionária Batista Fluminense teve sua gênese nas reuniões promovidas pelo Pr. A João Baptista Bittencourt — Um apartamento.Marcelino Lima Pereira — Uma casa em Jardim Catarina. Jair Garcia. 6. medindo 12mX70m. de quando em quando. Macaé. São Gonçalo. realizada em Macaé. Niterói. Caxias. finalmente. 174. Começou com passos débeis. Campos. O primeiro foi realizado em Cachoeiras de Macacu. que foi criado um grupo de trabalho composto dos pastores Henrique Marinho Nunes. dc 130m2. se desenvolvendo. Ele aproveitava os períodos vagos. Uma das promoções que mais contribuíram para o seu desenvolvimento foi a criação do Congresso dos Homens Batistas Fluminenses. O apoio que solicitavam não era só moral. cm Rio Dourado. Assim é que trouxeram da Vene157 . Três Rios e outras importantes cidades do estado têm sido palco das realizações dos congressos que têm apresentado boa programação.José Luís Gonçalves — Um prédio. A doação tem cláusula de usufruto. Nos seus congressos os homens batistas fluminenses têm procurado. em locais com capacidade para hospedagem de um bom contingente de congressistas. situado à Rua Marechal Deodoro. O último foi realizado em Fonseca. Alberto Araújo e Fidélis Morales Bentancôr. Assim. realizado anualmente. os hiatos. de 26 a 29 de março de 1964. Foi na 35a. de pronto. Os que se interessavam pelo assunto apelavam no sentido de que a convenção lhes desse também oportunidade de realizarem seus trabalhos tendo o respaldo da própria convenção. Itaperuna. Pádua.

e para que ela tivesse seu congresso anual. Esta entidade tornou-se modelo para a criação dc outras em vários estados. do Peru. que não tem medido esforços para que a organização cresça a cada ano. Rhoelmcr Abreu Louzada. Eudóxio Azevedo. Giovani S. membro do Conselho Geral da Aliança Batista Mundial e Kennedy Cooper. podemos citar também os nomes do Dr. 158 . que se empenhou de corpo e alma para que essa organização fosse criada. Como o Pr. A criação da União Masculina Missionária Batista do Brasil é fruto da visão de vários líderes do trabalho dos homens em igrejas fluminenses. Levi Silva. Assis Cabral. Oliveira. Manoel Juventino Sant'Anna. Daniel Arnaldo do Nascimento. Carlos Schumann. Paulo Mainhard. líderes que ocupam posição de saliência no estado e vieram a ser presidentes do Congresso dos Homens Batistas do Brasil. mais tarde. Dos Estados Unidos já falaram em congressos da UMMBF os Drs. Patrício Portela. Jacy Fructuoso. Antônio Moreira Portes.zuela. o Pr. Almir Rodrigues. Ivair Simões. Eloyd Harris. Houve vários pastores que trabalharam muito dando apoio à União Masculina Missionária. a ser pastor e. esse denodado obreiro. Dr. labora no Estado de Mato Grosso do Sul. Artur e. Florentino Nogueira. Muito fizeram pelo desenvolvimento da UMMBF pessoas como Nicodemos Barreto. Dr. Faz alguns anos que é seu secretário-executivo o Prof. famoso pelos exercícios Cooper. Dioceles Patrício. Abdiel Duarte. David F^ de Oliveira. Atualmente a União Masculina Missionária Batista Fluminense é presidida por José Pimentel Júnior. entre eles. Alcides Cunha. Ophir Pereira de Bairos. São eles: Waldemar Zarro. Alcides Cunha. Pr. que veio. o Pr. Outros irmãos têm contribuído para o desenvolvimento da entidade referida: Custódio Romualdo dos Santos. Henrique Marinho Nunes. Ampliato Cabral. membro da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo. Antônio Fausto de Oliveira. Galdino de Oliveira. Elias Pessanha. Kléber Faria. sobressaindo-se. Isaac Moreira. Hermilo Gomes da Cruz. no momento. Alcides Cunha.

Ageu Neto. é necessário que aconteçam mudanças no trabalho. Seus 15 componentes foram os seguintes: por um ano — Pr. na Assembléia da Convenção Batista Fluminense que se realizou em 1959. Como resultado dos ideais propostos em convenções e em artigos publicados em O Escudeiro Batista. Miss Blanche Simpson. Samuel de Souza. em que a Junta Executiva era extinta e quatro outras juntas eram criadas. Por exemplo. Mister se faz estudar todos os envolvimentos e procurar descobrir se outra estrutura traria maior progresso para a obra. A obra da educação requeria maior atenção. que acompanhem o mundo também em desenvolvimento. Estudos foram apresentados. Foi. pois o desenvolvimento da obra requer a aplicação de novos métodos. No campo batista fluminense ocorreram mudanças. que foi votada toda a reestruturação. O campo batista fluminense foi o primeiro no 159 . Pr. Waldemar Zarro. Pr. O mesmo acontecia com a obra de evangelismo e beneficência. Virgílio Faria. com ele. veio a surgir no campo batista fluminense. Jabs dos Santos. novas diretrizes. outros sentem que estruturas que foram boas em determinadas épocas podem deixar de produzir como se espera. por três anos — Pr. Isaac Martins. Pr. Isso ocorreu no dia27 de julho de 1954. também. W. a necessidade de reestruturação. alguns líderes sentiram que a existência de uma única junta já não atendia ao desenvolvimento do trabalho. Isaac da Costa Moreira. José de Souza Herdy e Pr. Sempre há aqueles que se apegam ao status quo e não desejam mudança alguma.B.Capítulo XI PERÍODO DE REESTRUTURAÇÃO REESTRUTURAÇÃO DO TRABALHO NO CAMPO BATISTA FLUMINENSE De quando em quando. O trabalho se desenvolvia e. na Primeira Igreja Batista em Macaé. várias propostas foram feitas e discussões se sucederam. No entanto. José Fernandes Murta e Pr. José Joaquim da Silveira. Moisés Henrique dos Santos e Gê Sardenberg. por dois anos — Pr. Chegou-se finalmente a um consenso. Abelar Suzano de Siqueira. Pr. Pr. porém.Mac Neally. uma segunda junta: a de Educação. Pr.

Pr. Aylpton de Jesus Gonçalves. Mário Barreto França. de ambos os sexos. John Riffey caberia ordenar todo o trabalho. Inácio José Pinheiro. Pr. além do abrigo para velhos. Laurindo Nolasco. Pr. A Junta de Beneficência ficou assim constituída: por um ano — Pr. Antônio Ferreira. Pr. Pr. então. ao mesmo tempo. e. Ncmésio Fernandes de Carvalho. Salvador Borges. Pr. como tesoureiro. na localidade denominada Ponto de Cacimbas. Ary Macharet. Ao se organizar. Pr. Dalson Pinto Teixeira. Demerval Silva. Walter Santos. Ismail de Oliveira Rodrigues. Erodice Gonçalves Ribeiro. Oswaldo Viana. graças ao espírito humanitário. Hoje. Pr. ambulatoriais. Luiz Laurentino da Silva. D. Rubem Coelho dos Santos. Pr. Pr. Oswaldo Soares dos Santos. por dois anos — Pr. quer por parte do governo federal. Benedito Sampaio. pastoreando a Primeira Igreja Batista em Macaé. Junta de Educação e Junta de Beneficência.Stela Borges de Araújo. Itamar Francisco dc Souza. Assim. Antônio Soares Ferreira. Pr. Pr. Antônio Soares Ferreira que fundara. D. Edmundo Antunes. Isso. Walter Velasco. cada junta elaborou e registrou seus próprios estatutos. 160 . por dois anos — Francisco Rosa. de desprendimento e de zelo pela obra do Senhor demonstrado pelo irmão Manoel Bernardes de Oliveira. Paulo Mainhard. fundar um abrigo para velhos desamparados. João Barreto da Silva. Ageh de Oliveira Pinto. Julieta Sales. Orou ao Senhor Deus e. Silas Batista.Brasil a contar com quatro juntas: Jurila Coordenadora. em 1946. A Junta Coordenadora ficou assim constituída: por um ano — Pr. a única. Nilo Cerqueira Bastos. Pr. por três anos — Pr. Pr. Pr. Narra ele que se inspirou no idealismo do Pr. a obra era organizada. José Ferreira da Silva. Junta de Evangelizaçao. Pr. Pr. Manoel Avelino de Souza. Samuel Leite Fonseca. Pr. no município de São João da Barra. Auxiliando-o. Waldemar Zarro. o Orfanato Batista de Aperibé. ASSOCIAÇÃO FILANTRÓPICA RUI BARBOSA Nasceu essa entidade filantrópica em 1952. Manoel Bento da Silva. Pr. Pr. Cada qual teria seu campo específico dc atuação. Waltir Pereira da Silva e Pr. Fidélis Morales Bentancôr. logo. estaria o consagrado obreiro. A Junta de Evangelização foi composta dos seguintes membros: por um ano — Pr. Fidélis Morales Bentancôr. Daniel de Almeida. Pr. fisioterápicos e odontológicos. Pr. com o irmão Manoel Bernardes de Oliveira. Antônio Coelho Varella. Pr. Ao missionário Dr. Pr. Pr. D. Albino Adolfo Veríssimo. Gen. a Associação Filantrópica Rui Barbosa mantém serviços médico-hospitalares. Pr. Florentina Rodrigues Barreto. estadual ou municipal. a fim dc poder se tornar pessoa jurídica. no momento. Edmundo Antunes da Silva. Osmar Soares. Pr. Pr. Osmar Soares. é essa associação a pioneira e. Naquela região não há nenhuma instituição de beneficência ou serviço social. por dois anos — Pr. Pr. por três anos — Pr. Nemésio Fernandes de Carvalho. por três anos — Pr. Resolveu ele. Pr. Pr.

São inestimáveis os serviços que essa entidade tem prestado àquela região,
atendendo, às vezes, a pessoas vindas até da fronteira com o Estado do Espírito
Santo.
Merece aplausos e nossa cooperação o irmão Manoel, a quem o Senhor tem
usado para a manutenção dessa obra meritória, grande inspiração para tantos
quantos a têm conhecido. Todos devíamos visitá-la e procurar imitar o irmão Manoel
Bernardes de Oliveira.
SAGRAÇÃO DE BISPOS EM TEMPIX) BATISTA
Ocasionou certo constrangimento entre os batistas fluminenses o episódio
que se verificou no templo da Primeira Igreja Batista de Petrópolis, em 1954. Por
sua própria iniciativa, o Pastor Wilson Régis autorizou a cúpula da "Igreja Católica Livre" a realizar a cerimônia de "sagração de bispos" que a ela estavam filiados,
usando para isso o templo daquela igreja batista.
O assunto prendeu a atenção dos mensageiros à assembléia convencional que
se realizou em Itaperuna, em julho de 1954, os quais se mostraram surpresos, estranhando o procedimento daquele pastor e sua igreja.
O assunto foi levado, também, ao plenário da Ordem dos Ministros Batistas
do Estado do Rio de Janeiro. Depois de sabatinado, o Pastor Wilson Régis fez apresentar suas explicações. Da ata daquela reunião, realizada em 10 de julho de 1954,
extraímos:
'' Disse (o Pastor Wilson Régis) que autorizara, realmente, tais cerimônias no templo de sua igreja, sem julgar que isso viesse a trazer tanta
celeuma e tantos comentários desfavoráveis."
Logo após a realização da assembléia convencional em Itaperuna, em julho
de 1954, o Pr. Fidélis Morales Bentancôr escreveu um artigo para o O Norte Batista,
órgão da Associação Batista Norte, sob o título "Quatro Passos Para Trás".
O primeiro "passo para trás" comentado por ele foi o referente ao caso da
sagração de um bispo da Igreja Católica Livre no templo da Primeira Igreja Batista
de Petrópolis.
Achou o Pr. Fidélis que foi pouco o aperto dado pelos pastores ao Pr. Wilson
Régis que, ainda, lhe deram, depois, posição saliente na convenção. O Pr. Waldemar
Zarro respondeu, em O Escudeiro Batista, de 30 de novembro de 1954, em duas
páginas, ao "Quatro Passos Para Trás", dizendo que a União de Pastores (esse era
o nome na época) "agiu criteriosamente, reprovando o mal, abraçando o obreiro
e amparando-o numa hora difícil".
ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Em julho de 1951, por inspiração do Pastor João Barreto da Silva, foi organizada, em Campos, a União de Pastores Batistas do Estado do Rio. O Pastor Barreto foi, por mais de dez anos, o seu presidente, tendo sido sucedido pelo Pastor Waldemar
Zarro, que esteve, por vários anos, à frente dessa entidade.
Esses dois presidentes levaram essa organização a promover, anualmente, um
retiro para os pastores, que foram realizados em Campos, no acampamento de Rio
Dourado, e em Santa Maria Madalena. Para esses retiros, foram convidados prele161

tores como: Reynaldo Purim, Manoel Avelino de Souza, Knéas Tognini, Wcrner
Kaschel, Ebenézer Soares Ferreira, Harold Renfrow, John Riffey, Fidélis Morales
Bentancôr.
Após alguns anos à frente da entidade, o Pastor Waldemar Zarro foi sucedido pelo Pastor Nilson do Amaral Fànini, que procurou dar nova orientação aos
retiros. Esses passaram a ser realizados no Acampamento Batista Fluminense, em
Rio Bonito. Novos assuntos eram trazidos para debate e, até, preletores da outra
América foram convidados para estarem nesses retiros.
Com a posterior eleição do Pastor Antônio Moreira Portes, para presidente,
uma nova fase foi iniciada, retratada na mudança do nome de União de Pastores
Batistas Fluminenses para Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, seção do Estado
do Rio.
Em períodos subseqüentes, ocuparam a presidência da Ordem os Pastores
Arides Martins da Rocha, Diocezir Alberto, Francisco Cerqueira Bastos, Edgard
Barreto Antunes, Joaquim de Paula Rosa, José de Souza Gama, Elias Carvalho
de Sá, Nilson Dimárzio e João Batista Paulo Guedes.
Secretário — Executivo da Ordem
Por vinte anos, o Pastor João Batista Paulo Guedes ocupou o cargo dc
secretário-executivo da Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, seção do Estado
do Rio. Foi sempre muito atuante, podendo ser destacadas, no período de sua gestão,
as seguintes atividades:
1. Criação do FUNAPAS, que era um fundo de auxílio aos pastores. Esse
fundo chegou a alcançar quatro milhões de cruzeiros.
2. Condecoração nas assembléias convencionais — Eram momentos de grande
solenidade, promovidos pela Ordem para homenagear os obreiros que completavam
25, 30, 40 e 50 anos de ministério. A esses era entregue uma comenda, de acordo
com o número de anos de ministério que alcançavam. Havia quatro comendas para
serem entregues, em homenagem à memória dos pastores: A.B.Christie, João Barreto
da Silva, Monoel Avelino de Souza e Elias Vidal.
3. Instituição da carteira de sócio. Antes dessa, só era aceita a da Ordem dos
Ministros Batistas do Brasil.
4. Criação da Biblioteca da Ordem, com o acervo que lhe fora doado pelo
Colégio Batista de Niterói, quando do seu fechamento.
5. Promoção de intercâmbio entre a Ordem Fluminense e a Paulista. Os fluminenses participaram de um retiro de pastores paulistas e esses, de um retiro de pastores
fluminenses.
6. Criação do DIACOPBERJ — Esse departamento agrupava os diáconos
de igrejas batistas fluminenses. Houve resistência, por parte de alguns líderes denominacionais, quanto à criação desse departamento. Após sete anos dc esforços, ele
foi formado. O Dr. Paulo Ribeiro foi eleito o primeiro presidente dessa organização,
e o Pastor Fidélis Morales Bentancôr foi reconhecido como patrono da mesma.
7. Instalação da sede oficial da Ordem, em duas salas do extinto Colégio Batista
de Niterói, logo após a assinatura do Acordo do Ingá.

162

Novo Secretário-Executivo
Substituiu o Pastor Paulo Guedes na secretaria-exeeutiva, o Pr. Dario Braga,
que ficou na função durante cerca dc três anos. Depois dele, tomou posse o Pr.
Judson Garcia Bastos, que está na função de secretário-executivo da OMERJ, de
1986 até a presente data (1991). O Pastor Judson tem procurado imprimir um dinamismo especial ao trabalho, que teve sua nomenclatura mudada. Hoje ela é chamada
Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro — OPBERJ.

A Obra da OPBERJ
É inestimável a obra realizada pela Ordem dos Pastores Batistas do Estado
do Rio de Janeiro. Anualmente, durante o mês de maio, ela promove um retiro que
é bem concorrido. A ele têm comparecido até cerca de trezentos pastores.
A OPBERJ estabelece seções associacionais. Assim, tem-se tornado mais fácil
o congraçamcnto entre os obreiros e o trabalho tem-se desenvolvido mais c melhor.
Os retiros têm sido dc grande proveito para todos os pastores que deles têm
participado. Além de ser um período de descanso e lazer, é também uma oportunidade para que os colegas troquem idéias, apresentem seus planos, problemas, etc.
Além da camaradagem desfrutada, há o grande privilégio de se fazer uma reciclagem,
ouvindo-se mensagens e fazendo-se os estudos apresentados pelos preletores. É
sempre um período que o obreiro aproveita para aumentar sua bagagem cultural
c espiritual.

Algumas Importantes Decisões da Ordem dos Pastores
Muitos foram os assuntos tratados na Ordem dos Pastores Batistas do Estado
do Rio de Janeiro. Salientamos os seguintes:
1. Recondução de ex-pastores ao ministério sagrado. Se o pastor foi excluído,
ele perde a investidura ministerial. Reconciliando-se, ele é, apenas, um membro da
igreja. Caso uma igreja deseje vê-lo investido na função pastoral deve, então,
convocar um concilio para dar seu parecer sobre a possibilidade de restaurá-lo, ou
não, ao ministério.
2. Quanto à ordenação de pastores. Deve a igreja, que pretende promover a
ordenação de alguém ao ministério, proceder do modo seguinte:
a) Publicar, com muita antecedência (quem sabe de quatro meses, no mínimo),
em o O Escudeiro Batista e em o O Jornal Batista, a Convocação de Concilio, dando
as qualificações do candidato e informando que espera que alguém que saiba de
algo que desabone a sua conduta se pronuncie em tempo hábil, a fim de se evitar
constrangimentos de última hora, ou mesmo futuros.
b) Evitar promover a ordenação, se no concilio não houver unanimidade.
3. Quanto aos pastores divorciados. A Ordem se posicionou contrariamente
à ordenação de pessoas que sejam divorciadas, recordando que, para exercer o minis163

tério sagrado, o obreiro tem que ter um caráter ilibado e ser exemplo em tudo,
principalmente em sua vida conjugai.
O PROBLEMA DENOMINADO "RENOVAÇÃO ESPIRITUAL"
De quando em quando, surgem movimentos que têm cm mira o aperfeiçoamento espiritual dos crentes. Esses movimentos parecem cíclicos. Eles ocorrem
sempre quando os crentes começam a ficar meio apáticos quanto à vida espiritual.
Por volta do ano de 1958, surgiu o movimento que ficou denominado como
"Renovação Espiritual". Até que, no princípio, cie conquistou a simpatia de ilustres líderes da denominação, tendo cm vista que o que ele buscava era uma maior
pureza na vida dos crentes e um maior fervor espiritual.
A missionária Rosalel Appleby já vinha, há anos, trabalhando e orando nesse
sentido e esperando que o "avivamento viesse à pátria brasileira". Ela era, realmente, a grande animadora de um despertamento no seio das igrejas. Com seus livros
maravilhosos como Ouro, Incenso e Mirra, Melodias na Alvorada, Vida Vitoriosa,
folhetos e palestras, ela ia, paulatinamente, semeando um ideal que, há muito, acalentava.
O Pastor José Rego do Nascimento, que se formara no Seminário Teológico
Batista do Sul do Brasil, em 1951, estava pastoreando a Igreja Batista de Vitória
da Conquista, Bahia, quando começou a sentir-se inclinado a levar a bandeira que
a missionária Rosalel desfraldava. Por isso, começou a dedicar-se, de corpo c alma,
ao assunto.
A Igreja Batista de Lagoinha, em Belo Horizonte, o convidou, em maio de
1958, para pastoreá-la. Aí já havia um fermento do movimento que, logo depois,
viria a eclodir com grande ímpeto.
O movimento trazia no seu bojo uma grande esperança. Era como que uma
lufada de novos ventos na direção de um grande despertamento espiritual.
Quando muitos já estavam entusiasmados com o movimento em curso, descobriram que, no mesmo, permeavam doutrinas de cunho pentecostal. José Rego do
Nascimento pregava e escrevia sobre a "segunda bênção", que era o batismo do
Espírito Santo, o que estava em desacordo com o que as igrejas batistas ensinavam.
O problema foi levado ao plenário da Convenção Batista Brasileira, pelo
grande líder mineiro, pastor Muryllo Casseti, que pediu a nomeação de uma
comissão para estudar o movimento que nascia e dar o parecer na assembléia convencional seguinte. Como conseqüência dessa proposta, foram nomeados, pelo
presidente, Pr. Rubens Lopes, 12 pessoas para comporem a comissão solicitada.
O plenário achou que o presidente deveria fazer parte da mesma. Assim, ela foi
formada eom 13 elementos. Ficou conhecida como a "Comissão dos Treze". Dela
fizeram parte três que esposavam, abertamente, os ideais da "renovação espiritual"
— José Rego do Nascimento, Enéas Tognini e Achilles Barbosa; e mais os seguintes
pastores: João Filson Soren, Harald Schally, Delcyr de Souza Lima, Reynaldo
Purim, David Mein, Werner Kaschel, José dos Reis Pereira, David Gomes, Rubens
Lopes e Thurmon Bryant.
Enquanto a comissão prosseguia nos estudos (após a apresentação de seu
primeiro relatório à assembléia convencional, em Vitória, em janeiro de 1963) os
pastores José Rego do Nascimento e Enéas Tognini resolveram deixar a ' ' Comissão
dos Treze''.
164

Por aí já se podia verificar que rumos as coisas tomariam. Nesse ínterim, o
problema da "renovação" estava trazendo muitos dissabores entre os obreiros e
igrejas no Estado de Minas Gerais. A Igreja de Lagoinha, da qual o Pastor José
Rego do Nascimento era pastor, fora desligada da Convenção Batista Mineira, em
virtude de considerarem que ela estava com doutrinas pentecostais. Algumas igrejas
simpatizantes da "renovação" se solidarizaram com a Igreja de Lagoinha c, em breve,
trinta delas se desligavam da Convenção Batista Mineira.
O fermento atingiu nosso campo fluminense, através da Igreja Batista do
Fonseca, que, na ocasião, era liderada pelo Pr. Samuel Chagas, recém chegado
dc São Paulo, onde já havia manifestado as idéias de cunho carismático que
iria difundir no seio da referida igreja.
Ele foi ganhando a simpatia de muitos e deixando penetrar na membresia
elementos oriundos da igreja pentecostal. Como alguns líderes se opuseram a
isso, ele levou a igreja a conceder-lhes carta compulsória ou exclusão. Assim,
os irmãos Osvaldo Gomes, Daniel Matta, Fidélis de Oliveira Rosa, Saliel do
Couto, Stênio Velasco e Jetro Maia foram alijados da igreja.
O grupo referido, excluído que fora, e outras pessoas mais, passaram a
se reunir, provisoriamente, em um salão na Rua Alzira Vargas, n? 72, Fonseca,
Niterói.
As igrejas de Niterói estavam apreensivas e perplexas com o que se passava.
Em conseqüência disso, em 12 de novembro de 1963, a Associação Batista Niteroiense enviou à Igreja do Fonseca uma carta pedindo que ela se definisse, no
prazo de três meses, sobre seu comportamento doutrinário. " O pastor comentou
sobre a carta dizendo que era iníqua e que não se devia responder". É o que
ficou em ata lavrada pelo irmão Daniel J.Matta, em 12 de novembro de 1963.
Uma comissão, presidida pelo pastor Dr. Erodice G.Ribeiro, encaminhou
uma carta à igreja, já que ela não dera atenção à carta da associação, "sugerindo
que se exonerasse e excluísse do seu rol de membros o Pastor Samuel Chagas".
Como não chegassem a bom termo as conversações no âmbito da associação, a Convenção Batista Fluminense foi chamada a participar, a fim de ajudar
a salvar aquela boa igreja, que tinha sido liderada, por muitos anos, pelo Pastor
Osmar Soares, grande líder fluminense.
O presidente da Convenção Batista Fluminense, Pastor Ebenézer Soares
Ferreira, se reuniu com o grupo da Igreja Batista do Fonseca, em 29 de julho
de 1964, cm Niterói, para buscar uma solução para o problema. O Pastor Samuel
Chagas compareceu com um grupo de irmãos que já estavam bem "chumbados"
com os ensinos e práticas pentecostais, trazendo um memorial no qual,
defendendo-se, acusava-se mais ainda. Em certa parte do documento ele afirmava: " O batismo do Espírito Santo é experiência distinta do novo nascimento
(regeneração e conversão). É a segunda bênção, pela submissão, total entrega,
segundo a obra da graça, plenitude do Espírito...".
Foi feita uma ata dessa reunião, secretariada pelo Pastor Nilson do Amaral
Fanini. Ei-la:
"Às 22hl0m do dia 29 de julho de 1964, a convite do senhor presidente, reuniram-se no gabinete pastoral da Primeira Igreja Batista
de Niterói, para apreciar a carta-resposta da Igreja Batista do Fonseca,
os seguintes pastores: Ebenézer Soares Ferreira, Osmar Soares, Gutenberg Faria Guedes, Harold Renfrow, Waltir Pereira da Silva, Antônio
165

9. Isaías Barcelos. reconhecendo o grupo que estava desligado como sendo a legítima Igreja Batista do Fonseca. inclusive o seu pastor. Que. Que a decisão seria votada por unanimidade. Que são infundadas as acusações contidas no documento. Que seja feito um apelo para cessarem os ataques à igreja e ao seu pastor. tanto pela imprensa escrita quanto pela falada. Como os problemas fossem aumentados. requerendo a convocação de uma assembléia extraordinária dessa convenção. 13. 166 . é criticado pela Igreja do Fonseca. chegou-se às seguintes conclusões: 1. 7. 12. foi convidada para dar assistência ao grupo que discordava da liderança do Pastor Samuel Chagas. ao Pastor Ebenézer Soares Ferreira. este deu um parecer. 2. irmão Samuel Chagas. pastor Ebenézer Soares Ferreira. etc. João José Soares Filho e o irmão Davi Ferreira Batista". aprovado pela Convenção Batista Brasileira. Reunindo-se o concilio. 3. em virtude de haver vários irmãos reunido-se numa congregação. resolveu convocar um concilio de igrejas batistas para aconselhá-la na maneira de agir com o grupo que saiu da Igreja do Fonseca. Joélcio Barreto. 6. Edmundo Antunes da Silva. O presidente historiou os fatos desde a associação. Vendo que nada conseguira. 11.Moreira Portes. concilio. Como as crises fermentassem ainda. e endereçado ao rebanho. " O senhor presidente. 4. José de Sá. Que o parecer da Convenção Batista Brasileira transcrito no documento do concilio. 10. liderada pelo Pastor Ageu de Oliveira Pinto. Nilson do Amaral Eanini. Que fosse usada linguagem serena. Que a igreja não está em sintonia com a Convenção Batista Brasileira. foi enviado um abaixo-assinado. oraram os pastores: Neri Camargo. de representantes de mais de dez associações. em 1? de novembro de 1964. Neri Camargo. certas expressões da carta são injuriosas à igreja e ao seu pastor. Que esta seria a última palavra da Igreja do Fonseca. a Igreja Batista de Porto da Madama. então presidente da Convenção Batista Fluminense. convidou o Pastor Fanini para secretariar a reunião. Que a Igreja do Fonseca discorda frontalmente do "Parecer da Comissão dos Treze". 8. Que a carta-resposta foi elaborada por uma comissão eleita pela igreja mas não foi submetida à mesma depois de redigida. Que a igreja ditou as linhas principais do documento e delegou poderes à comissão para redigi-lo. segundo acha o próprio grupo da Igreja do Fonseca. Que o pastor não sabia o número exato de membros arrolados na Igreja do Fonseca. Elias Vidal. Belardim de Amorim Pimentel. Em seguida. Finalizando em clima cordial e fraterno. João José Soares Eilho e mais um grupo de irmãos da referida igreja. 5. Ouvindo aqueles irmãos. Que a Igreja do Fonseca tem estatutos mas só poderão ser fornecidos mediante votação da referida igreja. o Pastor João José Soares Filho leu o documento da referida igreja.

considerando. AS IGREJAS DE VÁRIAS ASSOCIAÇÕES ABAIXO-ASSINADAS VÊM. no capítulo III. que merece no momento uma certa urgência. Sr. a Assembléia Extraordinária da Convenção Batista Fluminense. que essa igreja não deveria sozinha atuar na solução do problema. considerando que um grupo foi afastado dc maneira arbitrária por não concordar com a orientação doutrinária seguida pelo seu pastor. considerando que a convenção nomeou uma douta comissão a fim dc tratar do problema relacionado com a referida igreja. ainda. considerando que esse grupo estava se dispersando por não ter alguém que o orientasse de uma maneira segura. EM DATA E LOCAL DETERMINADOS. para buscar solução para o problema relacionado com a Igreja Batista do Fonsecae seu pastor. § 2o. Depois de fazer uma exposição dos fatos que ocasionaram a convocação. transcrevemo-lo aqui: "Exmo. N? 72. reconhecendo como legítima Igreja 167 . A FIM DE REFERENDAR A RESOLUÇÃO DO CONCILIO OU O QUE A CONVENÇÃO JULGAR DE MELHOR ALVITRE". considerando. NITERÓI' considerando que o problema afeto à Igreja Batista do Fonseca deve ser de interesse geral de todas as igrejas batistas do Estado do Rio. oferecendo ao plenário duas sugestões: 1) homologação da decisão do concilio promovido pela Igreja Batista do Porto da Madama. assim. R E Q U E R E R A VOSSA EXCELÊNCIA A CONVOCAÇÃO DE UMA ASSEMBLÉIA CONVENCIONAL EXTRAORDINÁRIA. considerando que a Igreja de Porto da Madama foi solicitada a prestar sua colaboração. a solução do problema. retardando. MUI R E S P E I T O S A M E N T E . reunindo-se esse concilio no dia 1? de novembro de 1964. o presidente. Assembléia Extraordinária da Convenção Batista Fluminense Realizou-se no dia 15 de janeiro de 1965. Presidente da Convenção Batista Fluminense: Considerando o agravamento do problema da Igreja Batista do Fonseca. 10?. chegando à seguinte conclusão: 'RECONHCENDO COMO IGREJA BATISTA DO FONSECA O GRUPO CONSTITUÍDO DE IRMÃOS AFASTADOS PELA REFERIDA IGREJA E QUE SE REÚNE PROVISORIAMENTE À RUA ALZIRA VARGAS. prevêem a convocação para tratar de assuntos de interesse geral. convocou um concilio a fim de traçar uma diretriz para solução do problema. considerando que os estatutos da Convenção Batista Fluminense. art. no templo da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo.Para registro histórico. encaminha o assunto. FONSECA. que o seu relatório só viria no próximo ano. Pastor Ebenézer Soares Ferreira. ainda. como prevêem os artigos 1? e 10? do capítulo III do seu estatuto.

para Niterói. declaração de voto. transferida que foi. mas discordaram do proçesso de votação aplicado na tomada dessa decisão pela convenção. então. esses três pastores não eram contra a exclusão da Igreja Batista do Fonseca. Fidélis Morales Bentancôr. que desejavam solução rápida. uma providência de Deus. no templo da Segunda Igreja Batista de Campos. se afasta das doutrinas aceitas e defendidas pelos batistas. considerando que. O Pastor Isaías Barcelos propôs a homologação da decisão do concilio já referido. Realização da Convenção Batista Brasileira em Niterói O assunto "renovação espiritual" iria mesmo ficar "sacramentado" na 47? Assembléia da Convenção Batista Brasileira. Abelar S. Siqueira. Na qualidade de presidente da Convenção Batista Fluminense. Usaram da palavra para discutir o assunto os pastores Jabniel Silva. para o (2) problema 'renovação espiritual pentecostal'. então. Raphael Zambrotti e Abelar S. a proposta substitutiva do Pastor Antônio Coelho Varella venceu por 464 votos.Batista do Fonseca o grupo de irmãos dela afastados. letra b. Posta em votação. que se realizou cm 1965. estamos em campos opostos. A proposta é discutida. requerendo a inserção da mesma em ata. uma vez que está incursa no artigo 8?. por escrito. Os pastores Gentil de Castro Faria. Waldemar Zarro. no seu entender.". realizada de 12 a 16 de julho de 1965. que se reunia à Rua Alzira Vargas. Decidia assim o plenário pela exclusão da igreja do rol de igrejas da Convenção Batista Fluminense. Benedito Sampaio. isto à luz da chamada 'Comissão dos Treze'. Siqueira fizeram. como apêndice. dessa maneira. proposta substitutiva nestes termos: "Considerando que muitos e variados esforços foram feitos para evitar o desvio doutrinário da chamada Igreja Batista do Fonseca. chamada Igreja Batista do (i) Fonseca. cada vez mais. considerando-se que todos os esforços foram nulos e a referida igreja. Itamar F. Waltir Ferreira da Silva. João Batista Paulo Guedes. pela voz de uma comissão. José de Souza Herdy. de Souza. vem dizer-nos que 'nós' é que estamos errados. proponho a eliminação da citada igreja. Raphael Zambrotti. por exemplo. Clério Boechat. Antônio Loureiro Belota. do estatuto da mesma. no Templo da Primeira Igreja Batista de Niterói. foi. à última hora. no Fonseca. " U m obreiro idoso e muito experimentado declarou que essa assembléia. exclusão da Igreja Batista do Fonseca da Convenção Batista Fluminense. contra três. 92. sendo que a maioria absoluta deles defendia a exclusão da Igreja Batista do Fonseca. O Pastor Antônio Coelho Varella faz. A ata dessa assembléia extraordinária foi publicada. considerando que é a própria igreja que." Nessa assembléia convencional havia muitos que desejavam protelar ainda mais o assunto. pois assuntos que vinham sendo arrastados há longos anos foram decididos com o apoio maciço dos fluminenses. 2) reconsideração do assunto e. 168 . Segundo o redator d' O Escudeiro Batista. às páginas 22 a 24 dos Anais da 58? Assembléia da Convenção Batista Fluminense.

.e que.o Pastor Ebenézer Soares Ferreira relatou ao plenário o que fora decidido na assembléia extrordinária daquela convenção. sita à Alameda São Boaventura. 937. Rubens Lopes. Esta autorização seria. n' O Jornal Batista as suas decisões. realizada em janeiro daquele ano. e as igrejas batistas pertencentes à Convenção Batista Mineira. sugerindo que a Junta Executiva da Convenção Batista Brasileira ficasse autorizada a receber os pareceres da comissão. que foi logo aprovada: ". para os devidos fins. declaro. A maioria absoluta dos mensageiros àquela assembléia convencional sentia que essa proposta parecia protelatória. todos os casos que venham a ser solicitados por convenções estaduais". Pr. inclusive. 169 . desligadas do rol de igrejas cooperantes da Convenção Batista Brasileira. Durante as discussões em plenário. doravante. a substitutiva com a emenda Delcyr de Souza Lima. ainda." (3) O Pastor Delcyr de Souza Lima formulou a emenda seguinte." (5) Assim. e.. no Estado do Rio de Janeiro. " O presidente. julgando-os e dando aos mesmos os devidos encaminhamentos. por motivo de sua identificação doutrinário-prática com o movimento renovacionista pentecostal ora em curso no Brasil e que. em momentos de acalorados debates: " E preferível um fim horroroso a um horror sem fim". O Pastor Trascy R. já dissera o Pastor Erodice de Queiroz. A emenda Delcyr de Souza Lima foi incorporada à proposta substitutiva do Pastor Isaías Barcelos. para conhecimento geral da denominação. que era relatoriada pelo Pastor José dos Reis Pereira. para desligamento. que ficou assim redigida: "Que esta convenção desligue do seu rol de igrejas cooperativas as que forem excluídas das convenções estaduais. O Pastor Isaías Barcelos propõe: " O desligamento de todas as igrejas que foram excluídas das convenções estaduais por motivo de sua identificação doutrinário-prática com o movimento renovacionista pentecostal ora em curso no Brasil. passe a considerar. que estiverem ligadas ao chamado movimento de renovação espiritual'. em Niterói. ao mesmo tempo. dos Santos formulou a proposta com quatro considerandos. sempre que solicitado a fazê-lo e que a Convenção Batista Brasileira evite trazer para o seu rol cooperativo igrejas que não tiverem sido previamente ligadas às convenções estaduais. na Primeira Igreja Batista de São Gonçaío. conforme editorial n' O Escudeiro Batista. a Igreja Batista do Fonseca. <4) O plenário aprovou. fez a seguinte proelamação oficial: 'Na qualidade de Presidente da Convenção Batista Brasileira. passe a considerar para desligamento todos os casos que venham a ser solicitados por convenções estaduais". encerrava-se na história dos batistas brasileiros o doloroso capítulo "renovação espiritual". Em seguida. para possíveis eliminações de igrejas. desligue se houver qualquer convenção estadual ligada ao movimento supracitado. doravante. com 912 votos contra 60. publicando.

Edwin Orr. escrito por Lauro Bretones. a frase dramático-teatral: "Agora vai sair o fogo e entrar o gelo". O Pr. Evaldo Saramango Pinheiro. Na 58a. Indo levar a intimação para que os imóveis fossem desocupados. Desde os primórdios do trabalho batista no estado. Assembléia da Convenção Batista Fluminense. O livro Redemoinhos do Sul. Humberto Viegas Fernandes. por falta de tato de alguns. em seu livro Renovação Espiritual no Brasil. Assim. não fora a habilidade de muitos obreiros interessados no bom andamento da obra do Mestre. que. Não podemos olvidar aqui a grande contribuição do Dr. o grupo que acompanhava o Pastor Samuel Chagas se recusava a deixar o templo e suas dependências. SUSTADA A REPRESENTAÇÃO DE TRÊS IGREJAS NA ASSEMBLÉIA CONVENCIONAL DE 1958 Isso ocorreu na Assembléia da Convenção Batista Fluminense. na época. em nome do grupo reconhecido como Igreja Batista do Fonseca. após explicar 170 . a liderança teve cuidado com os bens imóveis das igrejas. O presidente. pregando em muitas igrejas sobre Despertamento Espiritual. que poderia se ter estendido por longo tempo. visitou 20 estados. era também deputado estadual. realizada no dia 26 de julho de 1958. então secretário-executivo interino da Junta Coordenadora. realizada de 12 a 16 de julho de 1965. no ano de 1952. descreve essa contribuição. vinha dando respaldo nas questões jurídicas em que as igrejas se viam envolvidas. foi aprovada proposta do Pastor Waldemar Zarro. tinha cm seu nome 90% das escrituras dos templos. criada cm 1918. Assim. Na mesma sessão. na Segunda Igreja Batista de Campos. ainda. e de humildade de outros. deu-se por encerrada aquela questão. erros e verdades. no sentido de se reconhecer o trabalho do ilustre advogado como patrono daquela causa. perfilha também esta opinião de que o movimento que despertou tantas esperanças em muitos. recorreu ao advogado Dr. Pastor Manoel Avelino de Souza. Tendo disso conhecimento. foi-lhe passada procuração pelo presidente da Sociedade Patrimonial Batista de Campos. A Sociedade Patrimonial Batista. conforme declara a ata da sessão em que se dá o fato. viria a degenerar-se por falta de certo tato de muitos quando tiveram de enfrentá-lo. pela atuação brilhante e denodada na causa da Igreja Batista do Fonseca". o juiz daria ganho de causa à legítima Igreja Batista do Fonseca. em Campos. o oficial de justiça ouviu do Pastor Samuel Chagas. Para dar seguimento ao processo de retomada do templo. acionada pela Sociedade Patrimonial Batista. em desespero. que. Pena que um movimento que visava a altos ideais fosse se degerando. Pastor Ebenézer Soares Ferreira.Retomada do Templo Depois de ter sido definida pela Convenção Batista Fluminense a verdadeira Igreja Batista do Fonseca. o Pastor Ageu de Oliveira Pinto. Em pouco tempo. o Pastor Belardim de Amorim Pimentel fez proposta para "que se registrasse em ata uma palavra de apreciação ao Pastor Ageu de Oliveira Pinto.

Pr. ora em publicações n' O Escudeiro Batista. em aparte. o Pastor Fidélis Bentancôr apresentou sua proposta: "Proponho que seja cancelada a introdução da proposta apresentada pela comissão.que "problemas de algumas igrejas do estado tendem a desvirtuar nosso programa". o Pastor Fidélis Morales Bentancôr. Manoel Avelino de Souza. Entre eles. Presidente. Manoel Avelino de Souza. é nomeada uma comissão. com a orientação de seu pastor. ficam assim resolvidos os outros dois casos: "B — Caso Vila Norma — A assembléia aprova o parecer. composta dos pastores: João Barreto da Silva. Por sugestão do Pastor José Hespanhol. como membro da referida igreja. A Primeira Igreja Batista de Niterói promoveu. José Murta e Ageu Netto. Discutindo o assunto. em 1957. promoveu a recondução ao ministério da palavra do irmão Benedito Borges 171 . Para dar parecer sobre o assunto. não se tinha verificado. a recondução do irmão Evódio Queiroz às atividades pastorais. também ele votaria nessa proposta da comissão". ora em retiros de pastores. que dizia discordar do preâmbulo do parecer apresentado pela comissão e que se fosse "retirada a parte que julga interferência da convenção na disciplina da igreja. demonstrava. orientada pelo Pastor Salvador Borges. e declarar que "posições firmes e decididas devemos tomar nesse instante". no campo fluminense. Edmundo Antunes da Silva. Esse irmão passara muitos anos afastado dessas atividades e. agora. estar em condições de exercer o ministério sagrado. essa proposta foi aprovada por unanimidade. C — Caso Itatiaia — Também aprovado por unanimidade. Vila Norma e Itatiaia. Ainda conforme a ata da referida sessão. por unanimidade. faz "sugestão de que a Igreja Batista de Neves. a comissão apresentou à assembléia a sugestão de que as três igrejas envolvidas tivessem suas representações sustadas. Nesse ano. vários oradores usaram da palavra. Elias Vidal. Também a Igreja Batista de Tabua. e que a representação da Igreja dc Neves fique sustada até que se normalize a situação. o assunto começou a ser focalizado.""' Colocada em votação." seja sustada da presente assembléia convencional." RECONDUÇÃO DE PASTORES AO MINISTÉRIO Até 1957. essas duas últimas situadas em Duque de Caxias. uma das que têm sérios problemas e que tem mensageiros presentes. Manoel Bento da Silva. Relatório da Comissão Sobre o Problema das Três Igrejas Depois de realizar seu trabalho. até que seus problemas fossem solucionados. Essa comissão trataria dos problemas relacionados às igrejas de Neves. nenhum caso dc recondução de ex-pastores ao ministério. Secretário Pr.

como o pródigo. como Pastor "Diquinho". no entanto. afastando-se da igreja e vivendo de modo contrário ao evangelho. também conhecido. animado. por uma crise. passou a honrar o evangelho e o ministério para o qual fora reconduzido. Depois de alguns anos. Passara. em sua região. 172 . voltou. e.Botelho. O irmão Benedito fora obreiro muito estimado.

Capítulo XII PERÍODO DE EXPANSÃO EVANGELÍSTICA E MISSIONÁRIA CAMPANHA DE EVANGELIZAÇÃO NA DÉCADA DE 60 Com o apoio das quatro juntas estaduais. Logo surgiram também o I Congresso e a I Clínica de Evangelismo. Congresso da Aliança Batista Mundial. que não surtiu tão grandes efeitos. com pregadores até de outros estados. com a pregação de Billy Graham e a bela interpretação do Dr. 173 . João Soren. sob orientação do missionário John Riffey e do Pastor Elias Vidal. Empolgados com esses resultados. realizado em julho de 1960. no Maracanazinho. os batistas fluminenses lançaram a segunda. Houve clarinadas. resultado de esforço conjunto de pastores e igrejas. períodos de sacudidela de nossas fibras de amor à propagação do evangelho. foi lançada a Primeira Campanha Simultânea de Evangelização. que procuravam enfatizar a necessidade de os crentes se ocuparem mais com a evangelização Foram muito positivos os resultados da I Campanha Simultânea de Evangelização. no Estado do Rio. conferências aqui e ali. Foi uma grande bênção esse movimento entre os batistas do Brasil. Esses dois períodos de campanhas evangelísticas foram. com a concentração evangelística realizada no Maracanã. que muito fez para que se alcançasse o alvo desejado. O âmbito nacional foi também atingido pela Primeira Campanha Nacional de Evangelização. visando a despertar as igrejas e conscientizá-las de que era necessário manter vivo o espírito evangelístico dos primórdios do estabelecimento do trabalho do Senhor em nossa pátria. incentivadas pelo Pastor Rubens Lopes. Grande impacto. no Rio de Janeiro. de fato. várias campanhas evangelísticas foram realizadas em nosso estado. Cremos que a grande contribuição para o despertamento das igrejas quanto ao evangelismo partiu principalmente da realização do 10°. Assim é que. também. reuniões de despertamento. eleito como Presidente da Aliança Batista Mundial para o período de 1960 a 1965. causou o encerramento desse congresso.

282 pessoas. ainda outros. sendo ainda poucos os pastores. 3.112 sc batizaram e 41 novas igrejas foram organizadas no Estado do Rio. tendo em Campos a sua sede. SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA FLUMINENSE Em fins do ano de 1962. desde o ano de 1911. não se poderiam manter no seminário do Rio de Janeiro. Foi mais convincente. Assim. sabia-se que os batistas fluminenses estavam muito aquém do que poderiam fazer. no templo da Segunda Igreja Batista de Campos. a chegada do missionário Harold Renfrow. José Silveira Filho. Aula Inaugural O dia 11 de março de 1963 ficará nos anais dos batistas fluminenses como um dos mais importantes. 2. vendo só gigantes à sua frente. em seu histórico sobre a organização do seminário. Trouxeram maior despertamento e motivação para o deslanchamento de campanhas evangelísticas de grande porte. Não obstante ser o Estado do Rio o que mais progredia com respeito ao evangelho. entre os batistas fluminenses. Destas. o Pastor Ebenézer Soares Ferreira reuniu um grupo de obreiros e lhes expôs seu ideal de criar. Intensificar a obra. pois o número de igrejas aumentava dia-a-dia. o ansiosamente esperado Seminário Teológico Batista Fluminense. sentindo que o preparo de pastores traria grandes benefícios para a obra batista no Estado do Rio. tendo visto c ouvido os planos do Pastor Ebenézer Soares Ferreira. aliás. porém. Dar oportunidade a muitos vocacionados que. Pastor Elias Vidal. então secretário. e a vinda do Pastor Nilson do Amaral Fanini. para pastorear a Primeira Igreja Batista de Niterói. em 1962. tendo à frente a figura destemida e idealista do jovem Presidente da Convenção Batista Fluminense. postaram-se como os espias de Canaã. Pastor Ebenézer Soares Ferreira. outros.Como resultado dessa Primeira Campanha Nacional de Evangelização. Outra era a idéia do Pastor João Barreto da Silva. diante de seleto auditório. a idéia da criação do seminário. a de Filosofia. As razões apresentadas para a criação do seminário eram as seguintes: 1. instalou-se no dia 11 de março do corrente ano. pois nessa data foi solenemente inaugurado o Seminário Teológico Batista Fluminense. o grande homem de visão: criar uma Faculdade de Ciências Econômicas e. por não terem os recursos necessários. Suprir a falta de obreiros. mostram-se céticos quanto à iniciativa e. " N a realidade. já era um sonho do inesquecível Christie — de vez 174 . segundo informações do. comentou: " C o m o vinha sendo amplamente anunciado. que foi escolhido como reitor da instituição nascente. um seminário teológico. de há muito se sentia a necessidade da organização dessa 'escola de profetas' no Estado do Rio — o que. em Campos. registrou-se que 14. manifestaram-se decididas 28. mais tarde. O Dr. alguns obreiros o apoiaram. por inspiração de um grupo de obreiros que sentem a premente necessidade da obra.

colaborador. Rev. em breve. o Prof. 1968 — Antônio Ferreira Maciel. por sua privilegiada situação geográfica. pela possibilidade de um corpo docente idôneo. que já lecionava Velho Testamento na instituição. num preparo especializado que lhes possibilite um ministério fecundo e competente. em Campos. E. 1969 — Aroldo Sarlo. Formados pelo Seminário Teológico Batista Fluminense 1966 — Alceir Faria Pereira. em Campos. de fato. Mas só essa Aula (com A maiúsculo) valeu a noite. por motivos óbvios. com sede no Rio de Janeiro. Um primor. e ali permanecer quatro ou cinco anos a fio. muito mais colaborador dos batistas do que muitos batistas — sobre o seguinte e interessantíssimo assunto: 'O Casamento em Israel'. Francisco Antônio 175 . Benjamin Lenz de Araújo César — um presbiteriano de escol e amigo. Izaías Gomes de Castro. desde sua organização em 11 de março de 1963. Moacir Cunha. É um indicio seguro de que o Seminário Teológico Batista Fluminense. Silas Quirino de Carvalho. ao mesmo tempo em que desenvolve um grande ministério à frente da Igreja Batista de Parque Corrientes. José Rodrigues de Azevedo. Disso não sc tenha a menor dúvida: quem viver. e do corpo docente. menos verdade também não é que nem todos têm condições de demandar à Cidade Maravilhosa. Substituiu-o nessa função. Falou 50 minutos. por sua densa população geográfica. Josc Pereira da Silva. e por tudo o mais que se conhece. (1) Mudança de Diretor do Seminário Após dirigir o Seminário Teológico Batista Fluminense. das 20h 35m às 21h 25m horas. o Pr. com sabedoria e viva emoção. e nem sempre o famoso Seminário do Sul é acessível a todos os vocacionados jovens destas plagas. ele vem realizando um trabalho digno de aplausos à frente da referida instituição. outros seminários pelo interior. "Assim. se ombreará com os melhores do país. Com a ajuda prestimosa da Deã. o Pastor Ebenézer Soares Ferreira deixou sua direção em dezembro de 1984 — em virtude de ter aceito o convite para ser Reitor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. proferiu-a. por sua densa população evangélica. isto é. nenhuma cidade mais indicada para o funcionamento de uma instituição como esta. Profa. no Estado do Rio. a famosa 'Pérola do Paraíba'. Nely Soares Ferreira. Silas Quirino de Carvalho tem demonstrado ser um obreiro dinâmico e consagrado.que o trabalho no campo fluminense cresce e se desenvolve a passos largos. se aquela grande instituição no Rio de Janeiro c uma bênção e uma indiscutível necessidade para o centro e o sul do Brasil batista. mercê de Deus. que Campos. Há que se instalar. Gcny Barreto Viana. O Pr. verá!". tanto quanto pela facilidade de acomodações. Roberto de Oliveira. "A aula inaugural.

Nilda Ribeiro Barreto. Aracy Cardoso Ganhoto. Genival Assunção Chaves. Marilena Camacho de Oliveira. Geraldo Geremias. Paulo César de Lima Gaspar. 1978 — Elias de Souza Mollino. Ionice Vieira Alves. Deoeleciano U n o Sepúlveda. Eliezer Oliveira da Silva. Marta Tinoco Luy. Erodias Pereira Passos. Ozéas Ramos de Faria. Ozimar Machado Leite. Sérgio Giacomin. Everaldo Pereira França. Wandis José dos Santos. 1972 — Aleeil Amaro dos Santos. 1976 — Aunir Pereira Carneiro. Zaqueu Matias dos Santos. Jedaías Ferreira de Azevedo. Alverino Ribeiro Filho. Valter Gomes Pereira. Demerval Pereira Lima. Enéas Borges Sindra. Luiz Almeida Bonfim. Elton Rangel. Anízio André Evangelista. Clóvis Torqüato. Ismael Franco. 1970 — Almir Vagner Pereira. Rogério José Trindade dc Moraes. Maderval Pereira Cardoso. Miralva Faria Fonseca. Francisco das Chagas da Silva. Amaro da Silva Viana. João Francisco Soares. Jocilda de Souza Rocha. Izaura Maria Rodrigues Rangel. Fernando César Figueiredo Trindade. Luiz Carlos Silva Araújo. Silmar Gomes da Silva. Saulo Luiz. Paulo Duarte Neves. Francisco Gomes de Souza. Eraldo Soares de Souza. Nivaldo de Souza. Ismael Bento da Silva. João Batista das Chagas Gomes. Waldecy Dias. Ediek Pereira Nunes. Eliane Ribeiro. Manoel Vieira de Menezes. Ismael José Ferreira. José Pereira Leite. Elias Pereira Braga. 1971 — Edmar Pereira da Silva. Salmon Alencar de Souza. Élvio Rosenberg da Silva Abreu. Sueli Nogueira. Francisco Carlos dos Santos Azevedo. 1973 — Elza Gomes dos Santos. Moisés da Silva Cunha. Ciro dos Santos Silva. Marluiz Stelet da Silva. Francisco José Carvalho Izidoro. Luiz de Souza Neto. Walmir Amazonas. Jurene Nunes Neves. 1982 — Alceni França da Silva. Salvador Mendes de Oliveira. Eusaldy Gonçalves Nunes. Jailton Barreto Rangel. Edevaldes dos Santos Ferreira. Roberto da Silva Carvalho. 1981 — Airtes Silva. Elizabeth Souza de Carvalho. Cléber Lemos de Almeida. Ledir Cintra. 1974 — Berenice Nascimento Mendonça. Moacir Pereira Cardoso. Maria Izabel Silva Toledo. Marinete de Souza 176 . Eunice Neves Duarte. Élcio Augusto dos Santos. Roberto da Rosa Duarte. 1980 — Alcilei Rangel Vilaça. Esmeraldo Veiga Sales. Gaspar Carneiro de Araújo. Milton Alves de Oliveira. José Fernandes de Assis. Edson Silva do Nascimento. Crenilda Pereira Gonçalves Viana.Amorim. Dulcinéa Ribeiro dos Santos. Paulo Cézar Pereira Lima. Evaristo Lacerda. Nogni da Silva Brand. Claudinete Mota de Mesquita. 1977 — Alzira Tavares da Silva. Ester Gomes Godoy. Erinete Carvalho de Sá. Osvaldo Reis do Amaral Barros. Helyane Rodrigues Sarlo. Donito Gonçalves Pereira. Emoildes Alves Freitas. Anízio César Silveira de Araújo. Paulo Roberto Macedo. Élio Cordeiro dc Mello. Francisco Elias Manhães. Jair da Cruz. Elizete Ferreira Paes. Marina Leide Silva. 1983 — Alfredo Ferreira Rodrigues. Jorge Andrade. Walter Corrêa. Reinaldo Bébi Fernandez Candia. Gclson de Souza Dutra. Heleno Bissonho Rios. Lécio Batista. Manoel Araújo Pinto. Júlio Maria de Miranda. Marcos Antônio Gonçalves de Paula. Raimundo Ponciano. Emídio Bragança. Edalma Ferreira Paes. Onório Antônio da Silva. 1975 — Alcebíades Pereira da Silva. Norma de Almeida Castelar de Souza. Haroldo de Jesus Rodrigues. Julião Neves. Enoch Jesus dos Santos. 1979 — Arnaldo Stellet. Odilar Valvique Dias. Enélcio José dos Santos. Manoel de Macedo Alves. Moisés Bravo de Oliveira. Luiz Henrique Faria Mendel. Elizabete Clementino Rodrigues. Ivone Corrêa de Castro. Zilá Farias. Roberto Vieira Macharet. Jane Rocha Moraes. Éden Antônio de Souza. Francisco Machado Rodrigues. Vanderlei Machado dc Souza.

Nilton Porfírio do Nascimento. Silsa France Trindade Crespo. Gilson Carlos de Souza Santos. João Evangelista Ferreira. Zilá dos Reis. Sebastião Azevedo da Costa. Paulo Zarro de Freitas. El mo Rocha Amorim. Antônio Luiz Guimarães Messias. Ruiter de Campos Muniz. Cláudio Luiz Barroso Viana. Zenilton do Amaral Coutinho. Manoel Luiz Guimarães de Souza. Érica Cruz. Vanderlei Alves Marinho. Pauledir Carlos Emerich. Fidel Bargas Gonzalez. Walcir Ney de Souza. Josué Campos Macedo. Samuel Mirândola. Antônio Gomes Neves. Cláudio Leite Malafaia. 1985 — Arlindo Pereira da Rosa Júnior. Inez Mendes Valente Machado. Djalma Garcia do Nascimento. Lucclena de Oliveira Almeida. Ceferino Arévoles Córdoba. Henrique Antônio da Cunha Araújo. 1986 — Antônio Jorge de Souza Neto. Grimaldo Ferreira Almeida. Tarceli Martins dos Santos. Manoel Messias da Silva. Pedro Salvador de Azevedo. Edvalson Vivente. Sebastião Gomes Filho. Orbásio Bastos de Almeida. Eliseu Martins Santos. Nélson Pinheiro do Carmo. Rute Nunes de Souza Moraes. Carlos Alberto Machado. 1989 — Adriana Maria Raposo Lanhas. José Carlos Azevedo de Almeida. Francisco José de Souza Azeredo. Márcia Ângela de Souza. Zilanda da Costa Maurício. Nilcéa da Silva. José de Macedo Alves. 1988 — Alfeu da Conceição. Eunice Barbosa Corrêa. Marilane Flores Tavares. Shirley Alves. Eliezer Santos de Souza. Robson Damázio. Ozires de Souza Marques. Marin Vargas Gonzalez. Élio Tavares Lessa. Walter Pacheco da Silveira. Myléne de Jesus Souza. Celson França da Silva. Maria Helena de Araújo Cardoso. Vanderlei Batista Marins. Rozimery Tamy Barreto. Cláudia Márcia Genésio de Souza. Deiva Ramos Rangel. Jonas Carvalho da Silva. Liliana Barreto Hcnriques. Rutilane Alves Campos. Mário da Rosa Teixeira. Zilma dos Santos Viégas. João Gonçalves dos Santos. Sérgio Luiz Zacarias dos Santos. Marly Volotão Bovió. 177 . Cláudia de Almeida Marcelino. Sônia Lúcia Salve Coutinho. Marlene Brito de Oliveira. Divaldo Zacarias dos Santos. Geralda Agostinha Inácia Mirandola. Gilberto Gonçalves Pereira. Nilson Barreto Mendonça. Carlos Alberto Rodrigues Pereira. Dario Francisco de Oliveira. Paulo César Silveira Castelo. Ronaldo Silveira Motta. Antônio Carlos Fernandes Mageschi. Dionilson Rangel dos Santos. Rubelino Ignácio da Cunha. Marilene Azevedo Rosa. Jairo de Souza. Ronaldo Cabral Lopes. Jeives Pontes Soares. Rogério da Silva Vieira. Dilme Coutinho da Rosa. Ronaldo Gomes de Souza. Ruth Rodrigues Silva. 1984 — Alberto Lima. Neidimar Gomes Alexandre. Rivanildo Pereira Diniz. Fernando Sérgio Trindade Crespo. Alzeli da Costa Silva Rodrigues Simas. Vânia Cristina Alexandrino Bernardo. Manoel Messias Alencar Rangel. 1987 — Assis José Pereira. David Ramos da Silva. Getúlio de Araújo Sobreira. Cenilza Andrade. Marcos Aurélio da Silva Braga. Gequion Schulz Moraes. Zeilza Teixeira.Mendonça. Débora Nunes Alecrim. Carlos Henrique Gomes da Silva. Gcdeão Bispo de Souza. Rita Márcia Botelho Tostes de Souza. Fernando Evangelista dos Santos. Valdelir Barros Simões. Renato Braga Gonçalves da Silva. Marlúcio Alves Batista. Ednaldo de Souza. Rita de Cássia Silva Miranda. Marcianita Cunha de Mendonça. Fidelina de Fátima Souza. Jônatas de Castro. Nivaldo Ferreira Moraes. Alceir Inácio Ferreira. Maria Dicéa Vieira Moreira. Geraldo dos Reis. Mário Henrique Herdy Leão. Lázaro Augusto Gomes Vieira. Marlúcia Bernarda Teixeira. Valmir da Silva Soares. Edelma Paes Pereira. Cláudio Vágner de Almeida Trindade. Rozana Lemos de Almeida Nascimento. Roncm Rodrigues do Amaral. Cláudia Márcia Barreto Sarlo. Nazaré do Nascimento Magalhães.

Ronaldo Silveira Motta. logo depois. Após servir. Dr. Vânia Cristina Alexandrino Bernardo. com alguma bagagem de conhecimentos teológicos. Tinha como objetivo preparar obreiros para suprir. na gestão do Pr. que foi. Rita dc Cássia Silva Miranda Martins. em 1984. Ronaldo Gomes de Souza. Normice Franco Stellet. Silas Quirino de Carvalho: Benjamin Lenz de Araújo César. Roberto de Oliveira. principalmente o trabalho das igrejas da Baixada Suburbana. a sua entidade mantenedora. na década de 50. Pimentel. Walter Velasco. sendo que. Mário Henrique Herdy Leão. Isaías Martins. Nelly Soares Ferreira. Josélio Gomes de Souza. Erivã Araújo. Seminário Teológico Batista de Niterói— Fundado. Henrique Marinho Nunes. Delcyr de Souza Lima. desde a sua fundação. também. Nilda Luiza Costa Leão. a entidade foi descontinuada. pastoreada pelo Pr. Aylpton de Jesus Gonçalves e mantido pela Igreja Batista de Laranjal. nas instalações de sua igreja — Primeira Igreja Batista de Nilópolis. Elmar Camilo dos Santos. Eliana Lugão. há poucos anos. Cláudio Wágner. Camilo Caldas. Augusto Guimarães. a ligar-se diretamente à Primeira Igreja Batista de Niterói. Suledil Bernardino da Silva. Nilson Borcard da Fonseca. Maria José Figueiredo de Carvalho. Jurandir Gonçalves Rocha. Elly Bess d'Alcântara. Sebastião Ferreira. Silas Quirino de Carvalho. pelos pastores João Corrêa da Rocha. essa instituição passou. Ademir P. pela existência de dois campi avançados do STBSB: o primeiro. Ivanir da Cruz Corrêa. Nilson do Amaral Fanini e o seu diretor administrativo. essa instituição tem contribuído para o desenvolvimento da obra ministerial no campo fluminense. Ilcéa Barreto de Souza. Sem dúvida. Jair Garcia. outras instituições se têm preocupado em oferecer a servos do Senhor. com o objetivo de preparar obreiros. Joélcio R. por ele vocacionados para um trabalho ministerial. o Pr. Seminário Teológico Batista de Laranjal — Dirigido pelo Pr. alguns. Campi avançados do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil — O preparo de obreiros em nosso estado tem sido auxiliado. funcionando nas instalações da Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu. Afrânio Foly. Edgard Barreto 178 . Mageschi. Ismael José Ferreira. O reitor desse seminário. dos Santos. São elas: Fundação Teológica — Criada pelo Pr. como campus avançado do Seminário Teológico Batista Fluminense. Manoel Vieira de Menezes. por vários anos. Gilson C. os nomes dos professores que têm atuado na docência do Seminário Teológico Batista Fluminense. Gentil de Castro Faria. preencher todos os requisitos de um curso de nível de 3? Grau. porém. Vanderlei Batista Marins. Seminário Teológico Batista Caxiense — Fundado em Caxias. Samuel Leite Fonseca. Barreto. Obadias Ferreira d'Alcântara. sem buscar.Corpo docente do Seminário Teológico Batista Fluminense Registramos. a região. OUTRAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO TEOLÓGICO Além do Seminário Teológico Batista Fluminense. Élcia Barreto Soares. Antônio Carlos F. só vieram. mantido pela Convenção Batista Fluminense. Wandete Dias da Rocha Moura. é o Pr. o preparo específico nessa área. Jaly Chaves de Menezes e Élcio Menegatti. aqui.

essa. Após alguns anos de experiência com a Junta Coordenadora. O missionário Renfrow tinha o seu coração devotado ao evangelismo c um dos seus sonhos era ver uma igreja batista organizada em cada município do estado. por indicação do Pr. por não residir ele em Campos. quatro salas foram compradas no edifício Líder. Quando o missionário John Riffey estava para se aposentar e regressar à outra América. Nessa ocasião. Em 1973. E isso ocorreu. SEDE DA CONVENÇÃO BATISTA FLUMINENSE EM NITERÓI Por muitos anos. clínicas de EBD. conduzindo o processo sucessório. pelo menos. as sedes d 'O Escudeiro Batista. o segundo. tornado-o num dos melhores acampamentos estaduais do Brasil. Foi nessas condições que chegou a pastorear a Primeira Igreja Batista de Niterói. a sede da Convenção Batista Fluminense foi em Campos. como secretário-executivo do campo fluminense. Era um grande passo dado para o progresso da obra batista no Estado do Rio de Janeiro. Uma de suas maiores realizações foi a aquisição da propriedade próxima a Rio Bonito. o Pr. 370. no templo da Primeira Igreja Batista. funcionando na cidade de Volta Redonda. orientando a igreja na escolha do obreiro que ali está há mais de 25 anos. logo após a morte do Pastor Manoel Avelino de Souza. já havia sido reestruturado o trabalho batista em nosso estado. procurou desenvolvê-lo. uma mesa. Jorge Luís Gouveia Vieira. da Sociedade Patrimonial Batista e a do Colégio Batista Fluminense. 179 . Realizou muitas séries de conferências evangelísticas. o pastorado interino de igrejas que ficavam sem pastor. etc. Assumiu. por vários anos. José Joaquim da Silveira e Antônio Coelho Varella. no Maracanã. Tendo sido. o Pastor Nilson do Amaral Fanini. onde todas as juntas do campo pudessem ter um escritório ou. promoveu muitas campanhas de evangelização. Assim. realizada no ano de 1974. Fidélis Morales Bentancôr. Amaral Peixoto. Fanini. o Pr. Renfrow foi nomeado como secretário-executivo para a "Cruzada de Evangelização Billy Graham Grande Rio". também. MISSIONÁRIO HAROLD RENFROW O missionário Harold Renfrow chegou ao Brasil em 1959. Foi na gestão do missionário John Riffey. em Campinas. O missionário Renfrow iniciou a sua atuação cheio de vigor e. que era o coordenador geral do movimento. Harold Renfrow foi o braço direito do Pr. em Niterói. o nome dc Renfrow foi escolhido para substituí-lo no cargo de secretário-executivo do Campo Batista Fluminense. que. em 1962. pôs em execução vários de seus planos. seu diretor. muitas clínicas de mordomias. à Av. decidiu-se adquirir uma sede para a Convenção. com grande júbilo foi inaugurada a sede da Convenção Batista Fluminense.Antunes. entusiasmado. para sediar o acampamento estadual. Elias Vidal. ainda. que é pastoreada pelo Pr. onde. ficou trabalhando no Estado de São Paulo. Localizavam-se em Campos. Renfrow passou a trabalhar com a Junta de Evangelização. Após o aprendizado da língua. onde moravam os secretários-executivos: Joaquim Fernandes I .

(2) A carta. nas associações então existentes. que se chamava O Norte Batista. e o Pastor Henrique de Queiroz Vieira. Sua publicação foi suspensa. o único líder que logo atendeu ao apelo foi o Pastor Abelar Siqueira. por não ter seus estatutos publicados no Diário Oficial do Estado. que o nome da nova convenção seria Convenção Batista Fluminense. mas que. e portando espírito divisionista. Na região norte. o grupo interessado na divisão da convenção criou o periódico O Batista Fluminense." 1 O plano articulado previa. dizendo-se insatisfeitos com os rumos dos trabalhos da convenção. é que. pois o grupo queria um veículo de âmbito estadual. e o O Batista Fluminense preencheria esse objetivo. também. desde 1947. Outros redatores o sucederam. da Igreja Batista de Cardoso Moreira. Ao saberem do que pretendiam os interessados na divisão da convenção. Deste modo. Na Associação Extremo-Norte. Chegaram a editar dois números desse jornal. voltaram os líderes do movimento a cooperar com os trabalhos da Convenção Batista Fluminense. convidava os obreiros do estado que naturalmente estivessem propensos à divisão da convenção a se filiarem à nova entidade de pastores. O plano dos que planejavam a dissidência incluía. assinada pelo Dr. dc propriedade do educador Jair Bittencourt. órgão editado pelos pré-seminaristas do Colégio Batista Fluminense. aqui e ali. um dos mentores do movimento. a fim de se evitarem alguns aborrecimentos futuros. o Pastor Manoel Avelino de Souza e o Pastor Waldemar Zarro envidaram todos os esforços para que ps estatutos da convenção já existente fossem registrados naqueles dias. que desempenhou muito bom trabalho entre as senhoras do Estado do Rio.Em todo o trabalho que o missionário Renfrow desenvolveu no campo batista fluminense. a organização de uma Ordem dos Pastores. que pastoreava a Primeira Igreja de Itaperuna c exercia certa influência na cidade. A maior parte dos líderes que se mostravam interessados nessa divisão concentrava-se na Associação Norte-Fluminense. onde era professor de Inglês no Colégio Estadual e no Colégio Bittencourt. desde 1923. da Terceira Igreja Batista de Campos. Fidélis Morales Bentancôr. fizeram reuniões e expediram correspondência no sentido de sensibilizarem outros colegas para abraçarem a causa que defendiam.' 3 ' Felizmente. circulava o jornal O Batista Fluminense. o movimento morreu no nascedouro. a missionária Nona Renfrow. não tinha garantida essa denominação. O que o grupo esquecera. nem estarem eles registrados em cartório. embora esse fosse o nome atribuído. saídos sob a redação do Pastor Henrique de Queiroz Vieira. porém. tendo sido seu fundador o autor desta obra. que seria o órgão oficial da convenção que pretendiam organizar. já havia o periódico da associação. teve o suporte de sua digna esposa. alguns líderes começaram a buscar simpatizantes. 180 . Para ajudar na difusão de seus ideais. O Pastor Fidélis Morales Bentancôr. à convenção já existente desde 1907. TENTATIVAS DE DIVISÃO DA CONVENÇÃO Na década de 60. pois não encontrou a ressonância que esperavam os seus interessados. também.

Usando de psicologia e bom senso. hoje. Só vejo nisso algum ressentimento pessoal manifestado e que em nada há de beneficiar o trabalho batista em nosso estado". Os motivos que alegaram os interessados eram os mesmos que apresentavam os do grupo divisionista que se achara na Associação Norte — o pouco envolvimento dc alguns líderes nos trabalhos convencionais. a interpretar meu pensamento contrário a tal idéia. maior organizador de igrejas da baixada fluminense. Em carta ao Pastor Ebenézer Soares Ferreira. nenhuma outra tendência dc divisão do campo fluminense em duas convenções foi constatada. datada de 29 de maio de 1967. Depois desse movimento de tentativa de separação. fazendo-os se sentir desprestigiados pela denominação. Porque na então chamada região suburbana que. "Quero manifestar-me ao colega e autorizá-lo. o movimento não teve muita expressão. levando-os a uma participação mais efetiva nos trabalhos convencionais. 181 . Pastor Henrique Marinho Nunes. colocá-los como membros de nossas juntas. a liderança da época houve por bem. c que se podia considerar quase natimorto. ao invés de alijar da convenção os que propunham uma separação. se opôs tenazmente à idéia da divisão do estado em duas convenções. de vez que apenas uma meia dúzia de líderes propugnava pela criação de outra convenção. se necessário for. tem várias associações.O fermento espalhado pelo movimento divisionista. porém. que alguns obreiros das Associações Sul-Fluminense e Suburbana estariam articulando um movimento para a criação de uma outra convenção em nosso estado. começou a brotar. então presidente da Convenção Batista Fluminense. ficou. ele declara: "Fui informado pelo nobre colega Pastor Oswaldo Soares. Na região suburbana. também a idéia de uma divisão. O conhecido líder da região.

os dois estados passaram a se constituir num só. com a criação de Brasília. por muitos anos capital federal. passou a ser a sede do recém-criado Estado do Rio de Janeiro. as Convenções Carioca e Fluminense deveriam. surgiu a idéia de que. elas deveriam. foi nomeada. Após exaustivo estudo. cidade do Rio de Janeiro. e solenemente inaugurada a 04 de março de 1975. À. ser aglutinadas. 183 . em virtude da fusão havida. Denominada "estrada sobre as águas". Para estudar o assunto. o Vice-Almirante Faria Lima. cada uma. ESTUDO SOBRE A FUSÃO DAS CONVENÇÕES Entre os batistas dos dois estados — Guanabara e Estado do Rio. A partir de 15 de março de 1975. fazendo surgir uma única convenção que se denominaria Convenção Batista do Estado do Rio de Janeiro. Num trabalho conjunto. uma comissão especial. até então. a Ponte Rio-Niterói passou a unir os estados da Guanabara e Rio de Janeiro. também. escolhido pelo Presidente da República.Capítulo XIII PERÍODO DE GRANDES CAMPANHAS E DE DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES FUSÃO DOS ESTADOS DA GUANABARA E RIO DE JANEIRO (Permanecem as Convenções Carioca e Fluminense) Tendo sido construída pelo Presidente Garrastuzu Mediei. Naquele mesmo dia. elas analisariam a viabilidade ou não da execução dessa fusão. e que fora. seguir na rota em que vinham marchando. em cada uma das duas convenções envolvidas. buscando o melhor para cada convenção. essa ponte foi um grande passo no progresso de nossa região. dada a diferença de psicologias de trabalho. tomou posse no cargo dc Governador do Estado do Rio de Janeiro. essas comissões chegaram à conclusão de que. transformada em cidade-estado. recebendo a denominação de Estado do Rio de Janeiro.

na sua maioria. as igrejas se esforçaram muito para atingir os alvos propostos pela convenção. no intuito de envolvê-las no arrojado plano. estabelecendo metas para serem alcançadas pelas juntas convencionais. porém. o missionário deixa a função de secretário-executivo da JUNCORD — Junta Coordenadora. onde se instalou o Acampamento Batista Fluminense. Elias Vidal. Era pastor da Igreja Batista de Rio Bonito quando foi convidado para tão elevada posição. foram ultrapassados. Valeu a experiência e os resultados ficaram! SECRETÁRIOS-EXECUTIVOS DA JUNCORD Elias Vidal Harold Renfrow foi buscar em Elias Vidal um auxiliar digno dessa função. progressiva e harmonicamente. Esse objetivava o alcance do dobro de membros nas igrejas batistas que. Apesar de suas limitações c das dificuldades encontradas no seu desenvolvimento. beiravam o número 250. com grande dedicação. O programa foi estendido também as convenções estaduais e às associações. Com vasta experiência no ministério e na liderança fluminense. as suas tarefas. para evitar atritos entre as diversas áreas de trabalho. 184 . senão para atuarem nos grandes centros. alguns. a apartir de 1973. que ficou muito aquém daquilo que fora estabelecido. Para cada ano.000. naquela época. e aceita o convite para trabalhar como secretário da Junta de Evangelização do estado. o crescimento denominacional. Durante o desenvolvimento do PROIME.000. foi. o PROIME não deixou de trazer benefícios ao trabalho batista no Brasil. então. um problema logo foi também detectado: o número de vocacionados era muito grande. conduzido ao cargo de secretário-executivo da aludida entidade. Com isso. foi o alvo i 1 = 500. foi-se conduzindo de modo a agradar o povo. deixaram de ser atingidos. muitos dos que buscavam os seminários. Um deles. Após exercer. foi criado pela Convenção Batista Brasileira o Programa Integrado de Missões e Evangelismo — PROIME. por dez anos. não se sentiam vocacionados. lançando críticas por causa do estabelecimento de alvos numéricos. O Pr. As juntas não mediram esforços para vê-los atingidos. com a finalidade de gerar. que já vinha com a mão na obra. Foi ele quem vislumbrou a posibilidade de se adquirir a propriedade próxima a Rio Bonito. por motivos vários. depois de retornar de um período de um ano nos Estados Unidos. mesmo diante daqueles que se mostraram céticos face a movimento de tal jaez. mas o número de igrejas não crescia na mesma proporção. levando-as ao crescimento numérico e espiritual.PROGRAMA INTEGRADO DE MISSÕES E EVANGELIZAÇÃO — PROIME Visando a dinamizar os trabalhos das igrejas batistas no Brasil. ao completarem seus cursos. como secretário-executivo adjunto. Além disso. Um dos alvos que rapidamente foram ultrapassados foi o de centenas de seminaristas em nossos seminários. foi dada uma ênfase especial e estabelecidos alvos que.

Ageu de Oliveira Pinto. em Porto da Madama. já que este. de viseira erguida. quando o Senhor o convocou às mansões celestes. e. recebeu a diferença do valor da mesma. assim. Secretário-Interino Com o falecimento do Pr. tem se havido de modo brilhante. Quando se pensava que Joaquim de Paula Rosa ficaria bastante tempo como executivo da JUNCORD. Ageu Pinto entregou sua casa. como pagamento. Daniel de Oliveira Cândido para ocupar esse lugar. O novo executivo mantém como secretário-adjunto o Pr. Joaquim dc Paula Rosa. Coube à Junta Coordenadora escolher o novo secretário-executivo. Joaquim de Paula Rosa Sob a presidência do Pr. São Gonçalo. o Pr.Estava cheio de planos para pôr em execução. Ageu Neto. Ficou. no dia 28 de junho de 1973. deixar o cargo de secretário — executivo da JUNCORD. numa fase crucial daquela junta. apresentando-se como obreiro ponderado e trabalhador. Seus relatórios às assembléias convencionais eram apresentados de maneira bem original e recheados de muitas realizações. na gestão do Pr. Joaquim de Paula Rosa. em um acidente automobilístico. Durante alguns meses. assim. o Pastor Joaquim de Paula Rosa esteve por dois anos como pastor auxiliar da Primeira Igreja Batista de Niterói. Eduardo Carvalho. pela aplicação de nova dinâmica. Ageu de Oliveira Pinto. ali. Waldemar Zarro. é ele empossado nesse cargo. há necessidade de substituição no cargo de secretário-executivo e tesoureiro da JUNCORD. Elias Gomes Vidal. já que exercia essa função interinamente o Pr. escolheu para desempenhar. que tomou posse nessa função no dia 17 de setembro de 1973. eis que ele aceita o desafio para ser o Superintendente Geral da JUERP. o Pr. a Junta Coordenadora escolheu seu novo secretário-executivo — Pr. já que exercia também a função de tesoureiro da mesma. Reunida. a função de executivo. através de seu presidente. localizada à Rua Mansueto Guimarães. Em 06 de novembro de 1979. fora muito útil. pelas quais era responsável. Sua gestão na Junta Coordenadora do Estado do Rio se caracterizou por modernização dos métodos no trabalho do estado. pela expansão do Plano Cooperativo. ocorrido no dia 28 dc junho de 1973. a Junta Coordenadora. onde se fez despontar como um pastor de grande liderança. O Pastor Ageu de Oliveira Pinto pôde. sanado para sempre o problema. a junta escolhe o Pr. 440. Pr. 185 . interinamente. Daniel de Oliveira Cândido Novamente. Para sanar problema relacionado com as contas da Junta Coordenadora. Após sua formaturâ no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

Daniel de Oliveira Cândido lança-se à obra de executivo. funcionário da JUNCORD. a diretoria daquele colégio. em troca de quantia quase simbólica. da União Feminina Missio nária Batista Fluminense e d ' 0 Escudeiro Batista. a JUNCORD convida o Pr. Com esse procedimento. enfim. c foi. Samuel de Souza. e que era propriedade da junta. O campo batista fluminense muito espera do dinamismo e talento do Pr. por um preço razoável. a função de tesoureiro da referida junta. a Junta Coordenadora fez com ele um acordo: deu-lhe a casa em que atualmente mora. Edgard Barreto Antunes. por várias vezes. Após trabalhar com muito amor na função que exercia. no. Procurou. O Pr. da JUBERJ. da OPBERJ. também. Edgard Barreto já exerceu. que não lhe dava condições de adquirir uma casa para morar. a Convenção Batista Fluminense se comprometeu a instituir o Fundo Pastor Manoel Avelino 186 .Tendo deixado o pastorado de uma boa igreja — a Primeira de Rio Bonito. ACORDO DO INGÁ O Colégio Batista de Niterói possuía excelente propriedade à Rua Visconde de Morais. Esse ACORDO. não só preservaria as propriedades. por parte das entidades. como exigência da diretoria do colégio. Em contrapartida. Promoveu trabalhos especiais. exercendo. desenvolver o trabalho que competia à junta que dirigia. Por volta do ano de 1976. resolveu estabelecer um ACORDO com a Convenção Batista Fluminense. na pessoa do Pr. o Pr. o Pr. E. a JUNCORD levava em conta que o referido obreiro recebia pequena aposentadoria. a presidência da Convenção Batista Fluminense. pastor da Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu. que teve boa aceitação. que é irreversível. no Ingá. Edgard Barreto Antunes. principalmente quanto ao pagamento do INPS. cheio de idéias e novos planos. os batistas fluminenses adquiriram. fora. que pertencia à Associação Batista de Educação. não só dentro da Convenção Batista Fluminense. Ganhava relativamente pouco (12 salários-mínimos). ao lado de John Riffey. clínicas. Foi acometido da doença de Parkson. 231. visitas às associações. Reconhecendo que a doutrina de mordomia cristã é a base do fortalecimento de um trabalho sério. mas ofereceria à CBF melhores condições para a instalação de suas juntas. também. por algumas vezes. Precisou deixar o cargo de secretário-executivo e tesoureiro da JUNCORD. Edmundo Antunes da Silva. sentindo que a situação para a sobrevivência dos colégios particulares era impossível. Daniel de Oliveira Cândido adoeceu. Daniel não era boa. Pr. mas também entre os batistas de outros estados. Vendo que a situação financeira do Pr. por vários anos. Daniel de Oliveira Cândido. Por este ACORDO. as propriedades do Colégio Batista dc Niterói. obreiro já experiente nas lides denominacionais. um dos vice-presidentes da Convenção Batista Brasileira. Edgard Barreto Antunes Para substituir o Pr. Já o seu pai. escreveu o livro Reflexões de Mordomia.

nas dependências da propriedade recém-adquirida. perpetuando. tem servido às igrejas e organizações estaduais para a realização de congressos. existe uma casa onde reside o secretário-auxiliar. no dia 20 de dezembro dc 1976. através do qual são feitos os contatos para a preparação das campanhas evangelísticas realizadas pelo Pastor Fanini no exterior. cozinha. A influência dessa obra tem atravessado as fronteiras do nosso país. Junta de Evangelização (JUNEVA). c a redação d ' 0 Escudeiro Batista. refeitório. nesse sentido. Estão sediadas ali as quatro juntas da CBF — Junta Coordenadora (JUNCORD). reuniram-se os líderes da Convenção Batista Fluminense. E o Pastor Fanini. no passado. uma biblioteca. Na área em que está localizado o Centro. os batistas fluminenses criaram o chamado Centro Batista Fluminense. além de outras pessoas. assim. com carisma especial. campanhas evangelísticas em estádios. CENTRO BATISTA FLUMINENSE Em 1978. que. tem sido. dormitórios feminino e masculino. Está sediada ali também a Junta de Mocidade da CBB (JUMOC). durante a gestão do Pastor Joaquim de Paula Rosa como secretário-executivo da Junta Coordenadora. onde é mantido um escritório. 187 . Francisco Cerqueira Bastos. De norte a sul do país.de Souza Memorial ao Colégio Batista de Niterói. o Pastor Nilson do Amaral Fanini. a menina-dos-olhos de seu fundador. Junta de Beneficência (JUBEN). bem como as demais entidades da convenção — Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio (OPBERJ). esta grande obra denominada REENCONTRO — OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS. é o Pastor Eduardo Azevedo de Carvalho. chegando até aos Estados Unidos. Para celebrar o Acordo do Ingá. Tem sido de muita utilidade o CENTRO. hoje (1991). e Junta de Educação (JUNED). custara muito trabalho e sacrifício ao casal Manoel Avelino de Souza e ao casal Samuel de Souza. tem atraído milhares de almas aos pés de Cristo.800 m 2 são de área construída. Reencontro tem estado operando.201 m2> dos quais 1. através de várias cadeias de TV. REENCONTRO — OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS Fundada em 1975. chegando a atingir algumas cidades da Bolívia e Paraguai. Juventude Batista do Estado do Rio dc Janeiro (JUBERJ). salão de reuniões. Com uma área total de 3. além dc servir às entidades nele sediadas. quadra de esportes coberta e taqueada. União Masculina Missionária Batista Fluminense (UMMBF). e selaram o pacto com a solenidade que o momento exigia. União Feminina Missionária Batista Fluminense (UFMBF). REENCONTRO tem promovido programações evangelísticas pela televisão. pois. Ali existem 21 salas. a memória do inolvidável fundador da entidade. que teve a assessoria jurídica do Dr. o Centro Batista Fluminense ficou sendo a sede da Convenção Batista Fluminense. em 1942. Promove. Deste modo. a Convenção Batista Fluminense foi enriquecida com um grande patrimônio que. também. retiros e estudos.

oftalmologia. neurologia.A sede atual do Reencontro está situada à Rua Marechal Deodoro. ela é atendida pelo serviço social. "Quando a pessoa não tem condições de se tornar sócio contribuinte ou pagar consultas ou qualquer serviço utilizado nas clínicas do Reencontro. dermatologia. cirurgia geral. eletrocardiografia. curativos. neurocirurgia. uma auxiliar de enfermagem." Aiém da área de saúde. o Reencontro tem atuado na área educacional: " H á mais de dez anos. um bioquímico-farmacêutico. ginecologia. fonoaudiologia. desenho. provas ergométricas. o REENCONTRO funciona eom atendimentos de consultas particulares e serviços de laboratório de análises clinicas. eletroencefalografia. o Reencontro presta assistência à comunidade do Morro da Boa Vista. música). banheiros e quadra de esportes. urologia. e assistida no que for necessário. " O prédio é constituído de um salão com capacidade para 200 pessoas. em outra faixa etária. (1) 188 . Educação Física (esporte e lazer). Nesse prédio funciona uma creche. lavanderia. endoscopia. refeitório. otorrinolaringologia e homeopatia. Dentro dos planos do Pastor Fanini. Hoje. tanto na creche.o Centro Estudantil tem capacidade para atender mil crianças. ultrassonografia. segundo periódico publicado pelo próprio Reencontro. visando a atender sempre a um maior número de crianças. Ali está instalado o ambulatório médico-dentário que. voltadas para crianças na faixa etária de sete a 16 anos. pequenas cirurgias. como em suas outras áreas de atividades. reumatologia. inaugurado em 13 de junho de 1990.200 m2. Possui oito salas grandes para atividades diversas. para crianças dc zero a seis anos. "Estão à. organizada pela PIB de Niterói. a presença do Reecontro está ali marcada pela existência do seu Centro Estudantil. no centro de Niterói. 400 crianças estarão inscritas e sendo atendidas. psicologia. diariamente. endocrinologia. injeções. nos seus seis anos dc funcionamento. abrigando 100 crianças em horário integral. cozinha. colonoscopia. psiquiatria. cardiologia. em horários escalonados. fisioterapia. onde funcionava um pequeno ambulatório médico. ainda. pneumologia. na referida publicação: "Além desse plano de saúde. em Niterói. está a ampliação desse atendimento. atendeu a mais de 100 mil pessoas. acupuntura. A partir de março deste ano — 1991. pediatria. ortopedia gastroenterologia. e outras 100. onde também se reúne a Igreja Batista de Boa Vista. em turnos escalonados.disposição do público 11 médicos. medidas de pressão arterial e odontologia em geral. através de uma triagem. 301. "Construído numa área de 1. "Crianças na idade de sete aos 16 anos recebem ali orientação para~ atividades como Educação Artística (pintura. Lê-se. radiologia. Os médicos atendem às especialidades: clínica médica. de forma gratuita. nebulização. seis dentistas. assistentes sociais e psicólogos.

para muitos membros de igrejas eles devem ser o exemplo porque o pai é pastor. atingindo a maturidade. sob o título I Encontro de Filhos de Pastores. do qual extraímos o seguinte: " H á quem julgue que o menino. que discorreu sobre o tema: Por uma liderança qualificada. com o Primeiro Encontro de Filhos de Pastores. bem expressa a preocupação de muitos obreiros quanto à criação de seus filhos. que surtiu grande efeito entre os jovens que nela se envolveram. no princípio. Pastor João Batista Paulo Guedes. onde pudessem colocar suas aspirações e desejos. fruto da ignorância. ao qual compareceram 160 participantes. como pessoas que são. receber orientação para enfrentá-los. um apreciado artigo. depois passam pela adolescência. Eles são crianças. O Pr. as que mais se entusiasmaram com a organziação. Nilson Dimárzío escreveu para o jornal O Escudeiro Batista. para só então se tornarem adultos. Criança é criança. Eis uma injustiça clamorosa. Essas pessoas. que hoje é o ilustre redator d' O Jornal Batista. O início dessa organização se deu com a realização do Primeiro Retiro Espiritual dos Diáconos do Estado do Rio de Janeiro. pela juventude. deve se comportar como adulto. por ser filho de pastor. E os filhos de pastores. Foi orador oficial desse encontro o Pastor Nilson do Amaral Fanini. como às igrejas. seja filho de quem quer que seja. Nilson Dimárzio. Sua psicologia deve ser respeitada. trazendo benefícios. Hoje. Esse sonho foi concretizado em 1975. viúva do Pastor Antônio M. o secretário-executivo do DIACOPBERJ foi o diácono Percy Paulo Guedes." O artigo do Pr. de julho-agosto de 1976. pois. Por muitos anos. foi criado o DIACOPBERJ — organização que tem por objetivo congregar os diáconos batistas fluminenses. exerce esse cargo o diácono Orlando Soares. ENCONTRO DE FILHOS DE PASTORES Muitas esposas de pastores demonstraram o desejo de reunir seus filhos num retiro. Os encontros que se seguiram ao primeiro foram também de muita valia para os filhos de pastores que deles participaram. não só aos diáconos. não podem crescer sem viver as características de cada uma delas. ocorrido nos dias 09 e 10 de novembro de 1974. Portes) e Creusa Rangel de Souza foram. As irmãs Nair de Araújo Portes (hoje. porém. Essa organização tem sido bem útil ao trabalho batista fluminense. DIACOPBERJ Por sugestão do então secretário-executivo da Ordem dos Pastores Batistas Fluminenses. 189 .Só a eternidade poderá revelar a grandeza do empreendimento que é o REENCONTRO — OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS. se esquecem de que ninguém vive sem passar por todas as faixas etárias. Foram preletores os Pastores Fidélis Morales Bentancôr e Ebenézer Soares Ferreira. onde eles pudessem debater seus problemas.

já a igreja alugara uma sala para servir de sede a uma escola noturna. entretanto. Tem-se notícia de que. em 1907. As chamadas Uniões de Mocidade surgiram nas igrejas batistas anos mais tarde. Sua primeira diretoria se compunha de jovens casados e que demonstravam valor no trabalho da Causa. Puseram mãos à obra. Ebenézer Soares Ferreira. O ideal da criação dessa organização nasceu no coração das irmãs Jurema Mainhard e Maria Moreira (D. no dia 02 de maio de 1924. que foi empossada na mesma assembléia. 3) a falta de incentivo para um trabalho direcionado para a juventude. Tendo esse desejo. 2) a falta de literatura apropriada para essa faixa etária. como era conhecida). então. realizada na cidade de Pádua. a Primeira Igreja Batista de Campos parecia já se preocupar com a assistência aos jovens. em julho de 1976.ambém. Todos eram pastores: Presidente — Pr. Assembléia da Convenção Batista Fluminense. eram bem acanhadas e limitadas. procuraram o presidente da Convenção Batista Fluminense. com a presença de 55 mensageiros. Já na 13a. Adozino Neto Secretário-correspondente — Pr. Em finais do século passado. O ideal. na busca de solução para os problemas e situações que lhes são comuns. no princípio. que. Pr. Alberto Portela Vice-presidente — Pr. o assunto trabalho dos jovens foi bem discutido e o plenário decidiu que a mocidade realizasse seus trabalhos na mesma ocasião das assembléias convencionais. Fidélis Morales Bentancôr Secretário — Pr. Ali foi oficialmente organizada a Convenção da Mocidade Batista Fluminense. estimulando-as a iniciarem imediatamente o empreendimento. Não só congraça as esposas dos obreiros como. realizada em São Fidélis. porém. e lhe explicaram o plano. Mariquita. essa organização. em 1919.SOCIEDADE DE ESPOSAS DE PASTORES BATISTAS FLUMINENSES Por ocasião da Assembléia da Convenção Batista Fluminense. com 72 mensageiros. O TRABALHO DA JUVENTUDE Somente muito tempo depois de criada a Associação Batista Fluminense. aproveitando aquela mesma assembléia convencional. naquela altura. Esse lhes deu franco apoio. Como motivos para essa delonga podemos detectar: 1) a falta dc acomodações nas casas de cultos. Sabe-se que foi na assembléia convencional. Assembléia da Convenção Batista Fluminense. realizada em Portela. só iria concretizar-se na 18a. Tem sido de grande valor para a obra batista fluminense. foi organizada a Sociedade de Esposas de Pastores do Estado do Rio de Janeiro. labutando. em 1912. com a presença de 45 mensageiros. realizada em Valença. lado a lado com os pastores. reciprocamente. Virgílio Faria Tesoureiro — Pr. auxiliam-se elas. é que o trabalho com os jovens foi organizado em nosso campo. Trataram logo de eleger a primeira diretoria. Joaquim Rosa 190 . r. que se cogitou de organização da primeira União de Mocidade Batista.

o Dr. Foram preletores: Dr. na Primeira Igreja Batista de Petrópolis que. Foi nessa época que surgiu a famosa Caixinha de Perguntas. o então seminarista Ebenézer Soares Ferreira assume a direção do jornal. era pastoreada pelo vibrante jovem Wilson Régis. Logo foi fundado o jornal A Juventude. Década de 50 E na década de 50 que o trabalho jovem entre os batistas fluminenses vai apresentar maior desenvolvimento. segundo se pensava. e maior também era o número de jovens que haviam cursado o Segundo Grau (Curso Científico. recentemente formado pelo Seminário do Sul. aliás. Edna Antunes. O Segundo Congresso da Mocidade Batista Fluminense foi realizado em fevereiro de 1954. Para isso. Nelson e Waldir Rocha. Havia. É na década de 40 que é criado o periódico O Arauto Fluminense. Jáder Malafaia. Robert Bratcher prelecionou sobre O Inferno e a missionária Rosalee Appleby dirigiu mensagens inspirativas. ano em que faleceu Na década de 40. em reunião realizada na Primeira Igreja Batista de Niterói. jovens cuja escolaridade já atingira o Terceiro Grau (Faculdade). Elias Vidal. Evaldo Gonçalves. foi arrefecendo e. Gutenberg Faria Guedes.Começou muito animado o trabalho da Convenção da Mocidade Batista Fluminense. o trabalho da juventude começa a se desenvolver melhor. em fevereiro de 1953. procurando despertar a mocidade para o trabalho de itinerância. Dr. Na presidência da mocidade do campo fluminense estava o jovem Itamar Francisco dc Souza. Samuel de Souza. Eli Francioni dc Abreu. Em seguida. Eli Francioni de Abreu. é escolhido o então seminarista Samuel de Souza. Helena dc Souza. Elpídio Mota. no sentido de ela mesma sustentar alguém que exercesse essa função. José Pinto. então pastor da Igreja Batista de São Gonçalo. na ocasião. Gedaías Norberto. I.iberalina Mônica Faria. surgem nos arraiais batistas fluminenses inúmeras discussões sobre o assunto ítinerância que. pastoreou até 1974. João Barreto da Silva. o trabalho estava paralizado vindo a se reorganizar em 1933. a qual. Robert Bratcher. Foi nessa década que se iniciou a realização dos congressos de mocidade. Manoel Avelino de Souza. ainda. foi seu redator. que pastoreava a Primeira Igreja Batista de Pádua. Depois. José Murta. Outra preletora daquele congresso foi 191 . Lauro Bretones. cuja primeira redatora foi a Profa. O sermão da última noite foi pregado pelo seminarista Ebenézer Soares Ferreira. Nilton de Souza. O presidente eleito foi o jovem Waldemar Zarro. permanecendo nessa função por três anos. na época). Nessa fase. substituindo o Dr. O número de jovens nas igrejas batistas era maior. então aluno do Seminário do Sul. deveria ser desempenhada por um jovem. Isaías Santos. em breve. O Dr. Ebenézer Soares Ferreira. porém. O Primeiro Congresso da Mocidade Batista Fluminense se realizou na Primeira Igreja Batista de Petropólis. do qual era redator o Pr. Realizou ele váriqs viagens pelo estado. Júlia Codcço. Euza Gomes. O entusiasmo inicial. Nele aparecem jovens como. Werner Kaschel e o Prof. por cerca de três anos.

Edna Antunes Secretário-correspondente — Seminarista Ismail Rodrigues Redator da Página da Mocidade — Dr. O conselho 192 . Com a aquisição das salas no Edifício Líder. voltaria a ser redatoriada pelo Dr. os jovens: Élcio Vieira. em 1956. tendo como seu auxiliar o Dr. e. que viria. José Silveira Filho Em novembro de 1956. eleito na Assembléia da Convenção Batista Fuminense. em Niterói. sendo eleito para presidi-la o Pr. Decidiu-sc. na cidade de Pádua.a missionária Mary Ruth Carney. Francisco Cerqueira Bastos. mais tarde. durante a década de 50. que era dirigido pelo General Mário Barreto França. Para maior divulgação do trabalho da mocidade batista do estado. a mocidade passa a ter para sua sede uma daquelas salas. a mocidade passou a editar a Página da Mocidade n'0 Fscudeiro Batista. poeta evangélico muito conhecido e grande amigo da mocidade. Wanderley P. logo depois. entretanto. editada pela Junta de Escolas Dominicais e Mocidade da Convenção Batista Brasileira. E nesse período que é criada a COMEX — Comissão Executiva. diácono da Primeira Igreja Batista em Niterói. destacaram-se no trabalho batista fluminense. foi criado o programa radiofônico Antenas Celestes. até. para funcionar como sede da Convenção Batista Fluminense. a falecer em acidente aéreo no sertão brasileiro. Barreto. em 1959. Sucedeu-o o Dr. Gumercindo Saraiva. por Geraldo Trindade de Araújo. O Terceiro Congresso da Mocidade Batista Fluminense se realizou na Primeira Igreja Batista de Friburgo. sob a presidência do Pastor Erodice Gonçalves. é que foi realizado o 8" Congresso da Mocidade Batista Fluminense. publicação de âmbito nacional. José Silveira Filho. Além dos nomes aqui citados. à Avenida Amaral Peixoto. Foi esse um período de muita prosperidade no trabalho da mocidade batist a fluminense. na criação de uma revista especial para os jovens do estado. Página da Mocidade n ' " 0 Escudeiro Batista" Em julho de 1955. Erodice Gonçalves Riberto Vice-presidente — Pr. que. Secretário — Seminarista Walter Velasco 2a. Nesse período. Arides Martins da Rocha se tornou o redator da Página da Mocidade. sendo orador oficial o Pastor João Soren. em lugar da publicação de O Arauto Fluminense. Secretária — Profa. por dar apoio à criação da revista Juventude Batista. Mário Sólon Gonçalves. Décadas de 60 e 70 Só depois do ressurgimento de um Conselho de Mocidade. Paulo Ribeiro (hoje. Jacyra Malafaia. Jorge de Oliveira. o Pr. Wilson Régis lo. a Assembléia da Mocidade Batista Fluminense — AMBF — tinha a seguinte diretoria: Presidente — Pr. Cogitou-se. realizada em 1967. Ophir Pereira de Barros. redator d ' O Jornal Batista).

Carlos O. Ageu Celestino e o. Pr. início do trabalho com adolescentes. . Nesse período. Wilmar Zarro. O Pr. 3. Em 1976. então futuro pastor. das quais destacamos: 1. 2. O Prof. sendo merecedor de destaque por seus serviços ali prestados à juventude do Estado do Rio. na assembléia convencional realizada na cidade de Macaé. João José Soares Filho. Silas dos Santos Vieira realizou excelente trabalho junto à secretaria-executiva da JUBERJ. com excelentes realizações. Daniel Lincoln de Almeida. foi aprovada a nova estrutura. destacaram-se. Seminarista Elias Wernek. e com o Pr. Arilton de Oliveira conseguiu levar uma grande caravana fluminense à Bahia. Já despontava. entidade que antes não contava com qualquer espécie de verba. 5. na secrctaria-executiva da mesma. Daniel Lincoln de Almeida deixa a presidência da junta para assumir a sua secrctaria-executiva. substituindo assim o Pr. foi elaborada e implantada nova estrutura para o trabalho da juventude estadual.era liderado pelos seguintes irmãos: Pr. Eudóxio Azeredo. Prof. Wilmar Zarro foi. trouxe sérias conseqüências financeiras para a Juventude Batista Fluminense e até para a Convenção Batista Füminense. por mais ou menos cinco anos. infelizmente. em 1969. João José Soares Filho emprestou uma grande colaboração ao trabalho jovem num momento de crise. realizados em Goiânia. então seminarista Elias Wernek se tornou secretário-executivo. estruturação da juventude estadual. com o Pr. Por causa do não pagamento de compromissos assumidos com relação à caravana. pela Junta Executiva. o Pr. O período de 1975 a 1981 pode ser considerado positivo. presidente do Conselho de Mocidade. Prof. que fora convidado para exercer o cargo de Secretário-Executivo da JUMOC. Dr. para assistir ao 10? Congresso da Mocidade Batista Brasileira. Elias Carvalho de Sá. em 1971 e. presidente desse conselho. Ozélio Pereira e Arilton de Oliveira. Dr. estruturação das juventudes assoeiacionais. ainda. quando a caravana Boina Azul alcançou grande destaque. sendo o conselho substituído. a Convenção Batista Füminense aprovou destinar 2% dc seu orçamento para o trabalho da JUBERJ. O Dr. Foi no congresso realizado na cidade de Macac.Varela. em 1974. em 1971. eleita pela assembléia da juventude. O Pr. Festival da Primavera (com olimpíadas). Nesse e no congresso anterior — o 9? Congresso da Mocidade Batista Brasileira. Silas dos Santos Vieira. também. encontros para líderes. que é. 4. Entre seus membros. Juiz de Direito no Rio de Janeiro. a mocidade batista fluminense prestou muita cooperação. 193. Foi uma grande proeza que. Elias Carvalho de Sá foi. na Bahia. passaram a figurar o Prof. O Pr. em Goiânia. Edgard Barreto Antunes. fez-se uma grande dívida que precisou ser arcada pela mocidade e pela convenção. O Pr. função que exercia sem qualquer remuneração. Daniel Lincoln de Almeida na presidência da juventude fluminense. o jovem Ademir Paulo Pimentel. Neste mesmo ano. Seminarista Wanderley Barreto e outros. David Queiroz. A partir de 1975. Silas dos Santos Vieira. Em 1979. então. outros irmãos. como o Dr. que o conselho sc renovou. hoje. Ageu Celestino foi eleito presidente do conselho e o. Ampliato Cabral. Pr.

durante seis anos. Gilson de Paiva Bifano. Malvino Corrêa. Sócrates O. o Pr. 14?. dando continuidade aos projetos já existentes. Entre eles. com regularidade. William R. Júlio Miguel Rangel. realizou intercâmbios e organizou a chamada Festa da Primavera. 7. exerce o cargo de secretário-executivo da JUBERJ o Pr. 194. em Angra dos Reis. Deixou o cargo de secretário-executivo para pastorear a Igreja Batista de Rio Bonito. Alguns dos que hoje lideram o trabalho denominacional tiveram grande participação no trabalho de nossa juventude. Gilson é Capelão dos Colégios Batistas Brasileiro e Shepard. o Pr. Niterói. Josias César Porto da Silva. c redator d' O Escudeiro Batista. em 1986. no cargo de secretário-executivo da JUBERJ. João Marcos Barreto Soares. Novas Diretrizes O jovem Pastor Daniel Lincoln dc Almeida procurou imprimir boa direção à entidade. em Nova Iguaçu. Sucedeu-o. Sua gestão foi de dois anos. Procurou publicar. Assim. Este procurou dar ênfase à realização de congressos. Élcio Sant'Anna. em Nova Friburgo. No momento (1991). O Pr. Sucedeu o Pastor Gilson Bifano. Ressaltamos aqui os nomes de jovens que se destacaram na liderança da mocidade estadual. Heloísa Helena Pinto. para pastorear a Igreja Batista do Grajaú. 13?. no Rio de Janeiro. Gilson Bifano esteve. na cidade do Rio de Janeiro. em 1982. .6. Deixou o cargo para trabalhar na JUERP e assumir um pastorado local. Josué Ebenézer de Souza Soares. no cargo. apenas. ex-presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil e ex-presidente da Convenção Batista Füminense. citamos: Pr. Mauro Israel Moreira — Pastor da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo. e 15?. Sênica da Silva. Pr. Rossine de Oliveira. o Jornal Jovem. de Souza — Pastor da Igreja Batista de Vital Brasil. que empreendeu novos rumos ao trabalho da juventude. em 1985. o Pr. Deixou esse trabalho. em 1984. enquanto estavam também treinando e se desenvolvendo. no afã de trazer grandes bênçãos espirituais para a mocidade. preparou os congressos: 12?. em Macaé. estruturação do trabalho com adolescentes nas associaçoes. em 1988. de Castro. Pr. Nilson Godoy — secretário-executivo da Junta de Beneficência da Convenção Batista Füminense. neste período: Pr. Emoilde Alves. criação do Jornal Jovem. de Souza. Pr. No momento em que é preparada esta obra. Milton Moraes. à frente da JUBERJ. Dilmo P. Promoveu intercâmbio com jovens bolivianos. Pr. Pr.

Tornavam-se mais responsáveis. que. trajavam-se melhor para ir aos cultos. aos cultos. sofreram grandes transformações depois de terem tido contato com os crentes. eles iam. . eles se têm preocupado em testemunhar. tendo tido conceitos. Houve lugares que. nome de um diácono batista. Aos domingos. conhecida como a terra do trabuco. Fez menção da Vila São Luiz. também. professor de português do Liceu de Humanidades e do Colégio Agrícola de Campos. agora. Barro Branco se denomina. agora. e membro da Academia Brasileira de Filologia. ou irmão na fé. no viver diário. depois que estes se tornavam crentes.Capítulo XIV a influência da obra dos batistas fluminenses A INFLUÊNCIA DOS BATISTAS FLUMINESES Através dos anos. Salvador Borges. agora. se tornando empregadas domésticas. Vila Augusto Moretti. no município de São Fidélis. têm dado excelente testemunho. na campanha antitabagista. Tabuae Barro Branco. no município de Campos. Alcançados pelo evangelho de Cristo. mostra-se muito modificada. a educação. Através do Pr. se chama Vila Pastor Salvador Borges. são outro exemplo disso. que fazem comentários sobre jovens que. Eis alguns deles: 195. Ressaltamos aqui a influência na modificação de costumes. Em lugar de caminharem para os bares a fim de bebericarem. A força da influência dos batistas flumineses por todo o estado pode ser medida. receberam grande influência evangélica. social. todas as noites. Fazendeiros afirmavam que sentiam grande diferença em seus empregados. pelas homenagens prestadas a servos do Senhor que têm seus nomes perpetuados em ruas. Seria muito bom que algum mestrando em história se abalançasse a escrever sobre essa influência em algum desses aspectos. depois de ter recebido grande influência dos crentes que ali vivem. princípios e viver cotidiano transformados. a sociedade. em casa de um ou de outro amigo. também. como comentava o ilustre professor Álvaro Barcelos. praças e escolas. Ele viveu naquela região durante 50 anos. Há pessoas. educacional e espiritual nos meios em que vivem. os costumes do povo do Estado do Rio têm recebido positiva influência dos batistas flumineses. lançar sua influência cristã no campo moral. Tabua. hoje. conquistando a confiança de todos em seus empregos.

Entzminger. José Caetano de Oliveira (Bairro Xavantes). Daniel de Araújo Goes. Rua Pedro Simas.Delfina de Jesus (Bairro de Itaipu). Leobino da Rocha Guimarães. Nilo Sales. Rua Dr. Rua João Teixeira Pimentel. Rua Antônio Azevedo (Poço Gordo). Rua Joel Reis. Italva—Rua Achilles Sales. Rua José Gomes Vilarinho. Guapimirim — Rua Maximiniano José Pacheco (diácono). Rua Pr. Rua Albertina Portela Sales.B. Itaperuna — Rua Dimpina Schwartz. Conceição de Macabu — Rua Pr. Orlando Azeredo Silva. Rua Alfredo Coelho. Jurema Mainhard Viana.E. Elias Portes Filho. Rubem Coelho dos Santos. Rua José de Souza. Imaú — Av. Rua Antônio Laurindo dos Santos. Rua Pr. Rua João Salvino Soares. Rua Firmina Seixas. Rua Achilles Sales. Campos — Rua Pr. Rua Pr. Rua João Caetano de Oliveira (Ibitiporã). Rua Theodorico Luiz de Souza. Rua Portela Sales. Rua Bonfino Cardoso de Mello. Rua Pr. Nova Iguaçu — Rua Abdiel Duarte (Prata). Rua Missionário W. Salomão Ginsburg. Rua Pr. Francisco Ribeiro da Silva. Rio Bonito — Rua Cel. Luís Sales. Rua Pr. Rua Jesuína Barreto Antunes. Macaé— Rua Braulino Simões. Rua Amorita Morales Bentancôr. Rua Pr. Rua Prof. Pádua — Rua João Eugênio Bastos. Rua Noemi Bittencourt. Rua Pr. Rua Miss. Antônio Soares Ferreira (antiga Fábrica Nacional de Motores). José de Souza Herdy. Rua Diácono Manoel Ribeiro da Silva. Rua Pr. João Barreto da Silva. Elias Portes Filho. São Fidélis — Rua Missionário Salomão Ginsburg. Prof. Carapebus — Rua Pr.B. Rua RitaFária. Rua Luiz Joaquim Corrêa. Rua Pr.Christie. Salomão Ginsburg. . Rua José da Cunha Barreto. Silas Silveira. Rua Pr. Duque de Caxias — Rua Prof. Ponto de Cacimbas — Rua Nilo Mayerhoffer. Arraial do Cabo — Rua Profa. Rua Eurico Barbosa. Petrópolis — Rua Missionário A. David Coelho Mangaratiba — Rua Pr. Gentil de Castro Faria. Resende — Rua Pr. Maricá — Rua Sebastião Velasco Niterói — Rua Pr. Fidélis Morales Bentancôr. Abelar Suzano Siqueira. Rua Therezinha Olga Carraro. José Carlos. Rua Pr. Rua Paulo Mainhard. Rio Dourado — Rua Pr. Rua Pr. Elias Vidal. José de Souza Herdy. Mateus Paulo Rodrigues Guedes (Muriti). Manoel Avelino de Souza. Joaquim Ribeiro. Rua Pr.Christie. 196. Elson de Souza. José Peixoto. Rua Pr. Rua Francisco Luís Gonçalves. Rua Joaquim Soares Neto. Rua Pr. Manoel Avelino de Souza (Pendotiba). RuaCcl. Luís Laurentino da Silva. Rua D.Ruas: Aperibé— Rua Evarislo Reis. Rua Manoel Avelino de Souza (Mantiquira). Rua Prof. Rua Dolvina Rezende Godoy. Rua João Batista Lessa. Francisco Joaquim de Mendonça (Areia Branca). Rua D. Rua Pr. Bom Jesus de Itabapoana— Rua Adelício Dias do Canto. Macuco — Rua Prof.Maria Vitipó Raposo. Rua Ailton Belido Barreto. Rua Pr. Rua Corindiba de Carvalho. Rua Ismael Jacoud de Mello. Daniel Carvalho de Almeida Cardoso Moreira — Rua Antônio Reis. Rua Luís Pinto da Silva. Jurandir Gonçalves Rocha. João Barreto da Silva. Rua A. Casimiro de Abreu — Rua Missionário Salomão Ginsburg.

Gedor Melo (Bairro Poço Fundo). Manoel Avelino de Souza (Jardim íris). Waldemar Zarro. Antônio Soares Ferreira São Gonçalo — Praça Pr. Osvaldo Viana da Silva (Campo Redondo). Joaquim Lessa. Luiz Laurentino da Silva Ernesto Machado — Escola Estadual Pr. Waldemar Zarro Teresópolis — Praça Pr. Nilson Dimárzio. Antônio Moreira Portes Escolas: Campos — Ginásio Prof. Teresópolis — Rua Cassiano B. João Barreto da Silva Itaocara (Bóia) — Escoai Municipal Pr. José de Souza Gama. . Rua Agenor Beltrão (fundador da igreja em S. Nilson do Amaral Fanini. Raphael Zambrotti e Samuel de Souza.São Gonçalo — Rua Carmélia Armond Zarro. de Souza. já contou com a contribuição dos seguintes pastores: Ebenézer Soares Ferreira. Conselho de Cultura Faziam parte do Conselho de Cultura do antigo Estado do Rio de Janeiro os pastores Ebenézer Soares Ferreira e Waldemar Zarro. Joaquim Rosa Teresópolis — Escola Municipal Beatriz Silva Conselho de Educação Os rumos da educação no Estado do Rio de Janeiro foram estudados com a contribuição de alguns servos de Deus que militavam no campo batista fluminense. Rua Pr. Praças: Arraial do Cabo — Praça Antônio Valadares (ex-frade católico) Macaé — Praça Gê Sardenberg Portela — (município de Itaocara) — Praça Pr. Estes foram nomeados pelo 197. São João da Barra — Rua Marcílio Rangel (em Barcelos). Antônio Soares Ferreira Macaé — Escola Municipal Prof? Élcia Barreto Soares Niterói (Caramujo) — Ginásio Manoel Avelino de Souza Petrópolis— Escola Municipal Prof? Ernestina Francioni de Abreu São Gonçalo (Bairro Vermelho) — Ginásio Comercial Alberto Lessa São Gonçalo (Brasilândia) — Centro Integrado dc Educação Pública Pr. Pedro da Aldeia). São João da Barra (Fazendinha) — Escola Estadual Francisco Sarlo São João de Meriti — Escola Municipal Pr. Rua Pr. Joaquim Carneiro (em Pião). com os seguintes irmãos: loão Barreto da Silva. O Conselho de Educação no atual Estado do Rio de Janeiro. José Virgílio de Miranda. São Pedro da Aldeia — Rua Pr. Joadélio de Paula Codeço. Rua Pr. Rua Pr. Rua Pr. Mário Barreto França. em sua composição. João Barreto da Silva Casimiro de Abreu — Escola Municipal Pr. São João deMeriti — Rua Pr. Rua Pr. Adir Reginaldo Gil (Bairro Sumaré). O Conseho de Educação do antigo Estado do Rio de Janeiro contou. João Barreto da Silva (Vilar dos Teles).

O Dr. Ebenézer Soares Ferreira foi membro do Conselho de Cultura de Campos e presidente da Academia de Letras da mesma cidade. os batistas exercem grande influência. em épocas diferentes. O Dr. social. e muito bem. houve época em que a metade dos componentes da Câmara de Vereadores era de crentes. o número de membros de nossas igrejas batistas do campo fluminense que têm sido eleitos vereadores em vários municípios. Zedir Morales Bentancôr foi. A primeira Câmara de Vereadores da cidade era composta de muitos crentes. a influência de servos do Senhor na vida moral. no governo Celso Peçanha. que veio a ser. por algum tempo. Nelson Rocha e José Maria Garcia. Em Italva. prefeito de Cordeiro. como é o caso de Silva Jardim. que deixou marcas indeléveis com seus magistrais discursos sobre intolerância religiosa. respectivamente. Wilson Mendes. O Prof. O Pr. . Alair Monteiro foi prefeito de S. cidade que foi fundada por famílias na maioria compostas de crentes. Conceição dc Macabu. Grande é. Aldo Muylaert. que era ali pregado pelas famílias Reis e Sales. por algum tempo. A bandeira do município reflete essa influência do evangelho. Silas Silveira. Surgiram deputados estaduais. Na política. depois. Secretários de Saúde e de Administração. Há municípios que já tiveram no seu governo prefeitos batistas. como: Joadélio Codeço. Elísio Tavares foi Secretário de Governo no tempo do Prefeito José Alves. O primeiro prefeito era crente. também.Governador Jeremias Fontes. O Pr. presbiteriano de boa cepa. David Coelho foi. Josias Ávila e Gouveia Filho. espiritual do Estado do Rio de Janeiro. tomados de conhecimentos de história. Em algumas cidades. disciplina que ele conhecia como poucas pessoas. por duas vezes. A cidade de Maricá teve. o irmão Achilles Sales. Nilson do Amaral Fanini. Henrique de Queiroz Vieira foi Secretário dc Administração no tempo do Prefeito José Alves. teve como prefeito o irmão Arquimedes Custódio. que exerceram o mandato de deputados federais. ainda que por alguns meses. ainda. Ampliato Cabral. Outras Influências: Seria grande a lista se quiséssemos citar aqui os nomes dos crentes agraciados com o título de cidadania conferido por Câmaras de Vereadores do estado e mesmo pela Assembléia Legislativa. como prefeito. Secretário de Educação. por duas vezes. e foram.Figueiredo. em certa época. também. Raphael Zambrotti foi Secretário do Governo no tempo do Prefeito João Barcelos Martins. e o Pr. Campos teve. Jair Araújo. João de Meriti. O Pr. e o Dr. Apareceram. a moção que transcrevemos a seguir: 198. Retrata. o primeiro deputado batista foi o Pr. Fez parte do Conselho de Cultura do atual Estado do Rio o Pr. Em Cardoso Moreira pode-se também observar a influência dos batistas. Daniel E. Raphael Zambrotti e as professoras Júlia Codeço e Evartgelina Guedes foram diretores do Instituto de Educação Prof. que soube honrar o nome de crente em suas lides políticas. como seu prefeito um servo do Senhor: o Dr. secretário do Prefeito José Carlos Barbosa.

Josias Ávila e Darcíiio Ayres. Escritores e Membros de Academias de Letras Muitos servos de Deus se têm destacado por sua produção literária c poética e têm sido conduzidos como membros de academias de letras. reside em Tabua há mais de cinqüenta anos. Nilson do Amaral Fanini. todos formados. Chegou à localidade no tempo em que a mortandade grassava. do Estado do Rio. Foi presidente da antiga UDN e do MDB. por completar. bondade. Mário Barreto França. 199. Geraldo André. Alberto Torres. reconduzir bandidos. Joaquim Lavoura. Sala das Sessões. Daniel de Oliveira Cândido. Óthon Ávila do Amaral. No Estado do Rio há vários. bondade e desprendimento do ilustre homem público é que fazemos a presente moção. mostrando um horizonte cristão para todos os moradores daquela região carente de fraternidade e amor. A contribuição desse missionário foi marcante nas igrejas referidas. . desprendimento. três homens e três mulheres. em 29 de agosto de 1972. tem exercido grande influência também em três localidades que ficam próximas a ele: Rio Dourado. Pela honradez. não só pela malária. Influência do Acampamento "Sítio do Sossego" Todos os acampamentos têm contribuído para o crescimento dos que ali vão para os retiros. Nilson Nobre. 3? Distrito de São Fidélis.Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro MOÇÃO Os deputados que esta subscrevem congratulam-se com o digno e ilustre professor c pastor batista SALVADOR BORGES. sejam elas de suas cidades. oitenta anos de idade. Nilson Dimárzio. no Brasil ou fora do país. dignidade. Ivone Boechat de Oliveira. no dia dois de setembro próximo. João Rodrigues. não só a sua família. em seu livro A Country Church in Brazil. Professor Souza e Rocha Leão. O missionário Alvin Hatton. pois quando lá chegou era tudo mata virgem. mas também pela criminalidade. Em todas essas localidades o templo batista é maior do que o católico. É pai dc seis filhos. conseguindo com trabalho. José Silva. Podemos citar os nomes de: Assis Cabral. Educou. mas praticamente toda a região. vem exercendo o ministério há mais de quarenta anos. Salvador Borges é casado com Dona Adosina Borges. Ebenézer Soares Ferreira. conta algo sobre essa influência. Tendo sido um dos desbravadores da região. firmeza. Delcyr de Souza Lima. pistoleiros e criminosos de toda espécie ao caminho do bem. firmeza e fé em Deus. O mais antigo. Manoel Avelino de Souza. o de Rio Dourado. residente em Tabua. (aa) José Perlingeiro de Abreu. exemplo. denominado "Sítio do Sossego". O de Rio Dourado é o melhor edifício da vila.

a Igreja Batista Central de Volta Redonda. quem está liderando o Projeto é o Pr. aguilhoados pelos vícios. primeiramente. na adminisBIBU0TECA PARliCULAR . São as seguintes essas instituições: 1. ao ponto de atingir uma matrícula superior a 3. não têm forças para deles se desprender. surgiu a grande oportunidade de se criar um colégio na Cidade-do-Aço. que estivera envolvido com drogas. fundou em Campo Novo. Cooperaram. que viria. que começava a se desenvolver rapidamente. Instalado cm uma propriedade próxima à cidade de Três Rios. trabalhando pela libertação daqueles que foram escravizados pelo terrível vício das drogas. A propriedade mede 54. A instituição é pessoa jurídica e já abriga 11 crianças que foram encaminhadas pelo Juizado de Menores. almejando. Seu diretor. Construiu ótimas instalações e não se descuidou da parte espiritual dos alunos. O colégio foi crescendo. em sua juventude. porém. Têm prestado essas instituições grandes serviços aos nossos jovens e à educação no Brasil.000 m 2 . O Pr. particularmente. O maior peso da obra. de Campos para Volta Redonda. Colégio do Instituto Batista Americano de Volta Redonda — Com a mudança do missionário Mac Neally. diácono da Primeira Igreja Batista de Niterói. José Francisco Veloso. o Projeto Amor vem. juiz de direito. É uma obra que revela as experiências do autor com as drogas e como o Senhor o libertou e lhe deu a visão da criação do Projeto Amor. em 1987."PROJETO AMOR" Entre as entidades que foram criadas para a recuperação dos viciados em drogas. "PROJETO AM Al VOS" O irmão Marcclino Robson Almeida. No momento. que tem sido muito procurado. a ser a mantenedora do Colégio Batista a ser criado ali. tem recaído sobre os ombros do fundador da entidade. no começo de 1950. sobressai-se o Projeto Amor. Não se pode esquecer de citar aqui a contribuição que tem sido dada ao Projeto Amor pelo Dr. aliar ao preparo intelectual a assistência e testemunho cristãos. agrônomo. o Projeto Amor tem recebido apoio do Reencontro e da Junta de Missões Nacionais. Iran de Medeiros Lopes. José Francisco Veloso escreveu o livro Um Tapa nas Drogas. Foi ganhando nome. logo depois.000 alunos. Ademir Paulo Pimentel. com isso. na Rodovia Amaral Peixoto. COLÉGIOS FUNDADOS POR IGREJAS E PARTICULARES E justo que façamos referência aqui aos colégios que foram criados por igrejas batistas ou. em épocas diferentes. município dc Cabo Frio. que tem dado grande apoio a esta obra. o Pr. por pessoas interessadas no desenvolvimento da obra educacional em nosso país. o Projeto Amai-vos. fundou a instituição porque sentiu a dor daqueles que. Organizou o missionário. há mais cie dez anos. Ultimamente.

8. Israel José Pinheiro. a Universidade vai cumprindo sua missão. Passou-o à Convenção Batista Fluminese. 7. Funcionou durante alguns anos. Pastor Herdy. Arodi Herdy. Colégio Batista de Laranjal — Foi fundado na localidade dc Laranjal. Nilson Dimárzio. desenvolver-se. Aylpton de Jesus Gonçalves. Pastor José dc Souza Herdy. o apoio do Pastor Oswaldo Soares dos Santos. Colégio Batista de Resende — Foi o sonho do Pastor Elson Duarte. 6. José Herdy. 9. município de São Gonçalo. Colégio Batista de Austin — Foi fundado pelo Pastor Benedito Sampaio. sob a direção do Dr. a segunda e. Era de propriedade do Professor Gentil de Castro Faria. que realizou ali a obra educacional. Implantada em Caxias. 2. sempre aconselhado por sua ditosa mãe. recebeu a entidade denominada Associação Fluminense de Ensino — AFE. um instrumento de disseminação do evangelho. 4. Vários fatores fizeram com que não fosse possível continuar a sua manutenção. atualmente. Colégio Batista da Igreja Batista de Nilópolis — E fruto da visão do Pastor Henrique Marinho Nunes. Deu frutos. Hoje. a irmã Nilza Herdy. Foi crescendo. o Dr. O Pastor Walter Santos procurou desenvolvê-lo. é destacado líder no Estado do Mato Grosso. O sonhador da obra. a instituição pertence aos filhos do seu fundador. José de Souza Herdy — Esse é o nome que. A instituição tem procurado cumprir a missão para que foi organizada. o Colégio Batista de Laranjal. . É seu fundador e diretor o Pr. 3. Sebastião de Souza. Universidade Grande-Rio Prof. Com o falecimento do seu fundador. alguns anos mais tarde. um templo que abriga a Primeira Igreja Batista Universitária do Brasil. tambcm. possui tantas. foi chamado aos tabernáculos eternos" antes de ver o final de seu sonho realizado. pastor da Igreja Batista de Laranjal. Mas os filhos e sua esposa o viram. que o dirigiu durante um espaço de tempo. além de bom educandário. O colégio foi vendido. hoje. Colégio Rui Barbosa — Fundado em Campos. cm seu campus. que tem exercido grande influência na região. Viu-o crescer. O colégio recebeu. tendo até construído. Colégio Batista de Meriti — Pertencia à igreja e foi organizado no tempo do Pastor Joaquim Rosa. 201. como o Pastor Geraldo Ventura que foi seu aluno e. Criou-se a primeira faculdade. Arides Martins da Rocha. o colégio foi descontinuado. por muitos anos. que se tornou em Universidade. educador que procurou fazer do colégio.tração da instituição os obreiros: Elson Duarte. Francisco Cerqueira Bastos e. Penteado. 5. Hoje. há mais de 20 anos passados. Colégio Cardosense — O Pastor Henrique de Queiroz Vieira sonhou eom um grande estabelecimento de ensino em Cardoso Moreira. em março dc 1991. teve o seu início num pequeno colégio. hoje. pelo preclaro educador.

Ivo Dutra. Colégio Monteiro Lobato — Esse colégio viu cerradas suas portas após vários anos de contribuição à educação da juventude. Colégio Cruzeiro do Sul — O Prof.10. Otaciano L. Diretora: Prof 3 Mariete de Freitas. Regina Sampaio Jacoud. LÍDERES ASSOCIACIONAIS Distribuídas em vinte e sete associações. Eliseu Reis. 2. Luís Carlos Prestes Pinheiro e Loimar Zarro Pinheiro. Centro Educacional Fluminense— Caxias. 18. Fundador: Pr. Diretor: Pr. João Batista 202. já que não os mencionamos noutras partes desta obra. Escola da Igreja Batista de Olaria — Friburgo. Jair de Freitas criou o colégio e o viu crescer e se tornar um dos maiores do município de Duque de Caxias. Instituto Evangélico de Vila Norma — Diretor: Prof. 20. Carvalho. Diretor: Prof. Seus talentos. ASSOCIAÇÃO BATISTA CAXIENSE Pastores Gutenberg F. Ubíracy Gil. 11. Guedes. 1. ASSOCIAÇÃO BATISTA BETEL Pastores Honório de Souza (que trabalhou por mais de 50 anos nessa associação). Colégio Americano — São João de Meriti. Vital R. Aloísio Alves da Silva. operosidade e consagração ao trabalho nos levam a registrar nesta página os seus nomes. Gomes. Samuel Leite. Cabral. Foi seu diretor o Pr. Diretor: Prof.Soares Filho. David Francisco de Oliveira. 17. 23. Diretora: Profa. 21. Colégio Pan-Americano — Caxias. Eliseu Reis 13. 19. Diretores: Profs. Instituto Educacional Beira-Mar — Caxias. as igrejas batistas do campo fluminense têm tido à sua frente pastores e líderes que se têm revelado na obra do Senhor. Colégio Marcos Freitas — Caxias. Diretor: Pr. Ginásio Fluminense — Caxias. 16. 15. . Colégio Luther King — São João de Meriti. Centro Educacional Betei — Queimados. Diretor: Pr. 12. Daniel Lincoln de Almeida. dando-lhes aqui destaque. J. Diretor: Prof. Vital Cabral. Instituto Caxiense — Diretor: Pr. Centro Educacional Monteiro Lobato — São Gonçalo.J. Elias Pessanha. Nemésio F. 14. Alair Moreira Dias. 22.

também. Marcionílio Alves de Souza. Valério Gomes. José Meireles. Sebastião José Gomes. Isaías Lopes Pinheiro. c. Walter Velasco. Iomacl Sant'Anna. Azair Ferreira Correia. por esforço seu. 8. Ary Macharet. ASSOCIAÇÃO BATISTA ITAGUAIENSE Pastores José Maria A. ASSOCIAÇÃO BATISTA LESTE Pastores Virgílio Faria. ASSOCIAÇAO BATISTA CENTRO Pastores Joaquim Coelho. Waldir Rocha. por duas vezes. presidente de honra da Convenção Batista Fluminese). a associação conseguiu adquirir sua sede). ASSOCI AÇAO BATISTA GONÇALENSE Pastores Waldemar Zarro. 7. 3. Nilo Coelho. Antônio C. Mauro Israel Moreira. 203. Nilo Cerqueira Bastos (pai de três outros obreiros: Jair. Evangelistas José Martins Faial (conhecido como José Areias). ASSOCIAÇÃO BATISTA EXTREMO-NORTE Pastores Abelar Siqueira. Abdiel Duarte (foi vereador. José Rodrigues Menezes. 5. Israel José Pinheiro (que foi pastor da Primeira Igreja Batista de São Fidélis e. Aylpton de Jesus Gonçalves. Geraldo Gomes. João Correia Neto. 6. Walvique Soares Henriques. José de Souza Herdy. Albino Veríssimo. Jamil Acruche.Paulo Guedes. Ageu Oliveira Pinto.Fernandes. Josué e Judson Cerqueira Bastos). Graciliano de Melo. Eduardo Bento Andrade. Manoel Bento da Silva. Heitor Antônio da Silva. ASSOCIAÇÃO BATISTA EBENÉZER Pastores Natanael O. Jalir Chaves. . Elias Carvalho de Sá. Gaspar Carneiro. ASSOCIAÇÃO BATISTA IGUAÇUANA Pastores Silas Batista. Edgard Barreto Antunes. Genecy Farizcl. Samuel Leite Fonseca. Oswaldo Reis. 10. ! Alberto Araújo. Nilson Nobre de Oliveira. Diocezir Alberto. Gessy Frutuoso. ASSOCIAÇÃO BATISTA COSTA VERDE Pastores Paulo Baldow. Varela. Jornalista Óthon Ávila do Amaral. 4. Gérson Melo. Delphino Eugênio Vieira. Wanderley Batista Marins. 9.

Osvaldo Viana. Estevam Mendes. Francisco Cerqueira Bastos. Walter Santos. 17. ASSOCIAÇÃO BATISTA NITEROIENSE Pastores Osmar Soares. . 204. Onício José de Jesus. 19. Erodice Gonçalves Ribeiro. José Júnior dos Santos. 13. Henrique Queiroz Vieira. 16. Jurandir Ferreira Neto. Antônio Anuda. ASSOCI AÇAO BATISTA LITORÂNEA Pastores Paulo Mainhard. Pereira. 15. Demerval Silva. Nicanor Fèlisbino. José Maria de Souza. Isaías Moreira de Frias. Ismael José Ferreira. ASSOCIAÇÃO BATISTA NORTE-CAXIENSE Pastores Paulo César Feijolli. Dr. ASSOCIAÇÃO BATISTA NILOPOLITANA Pastores Henrique Marinho Nunes. Adelmo Coelho. Nilson Dimárzio. Josué Santos. Nilo Sales. ASSOCIAÇÃO BATISTA PARAIBANA Pastores Itamar E de Souza. Paulo Ribeiro. Josué Garcia. Ivo Lopes Corrêa. Ageu Neto. Alceir F. Edelton Barreto Antunes. William de Souza. ASSOCIAÇÃO BATISTA NOROESTE Pastores Jovelino Luís Coelho. Samuel de Souza. Jailton Barreto Rangel.11. 18. Madson de Carvalho. Sílvio Nacre. José Ezequiel Pereira. Emanuel Fontes de Queiroz. Sebastião Gomes Sobrinho. Oséias Farias. Ira Medeiros. Norival Franco. 20. Diácono Sirley Nunes do Couto. 12. ASSOCIAÇÃO BATISTA MAGEENSE Pastores José Pinto. Clério Boechat. 14. ASSOCIAÇAO BATISTA MERITIENSE Pastores Joaquim Rosa. ASSOCIAÇÃO BATISTA NORTE Pastores Fidélis Morales Bentancôr. Josué da Costa. ASSOCIAÇÃO BATISTA DA PLANÍCIE Pastores Jurandir Gonçalves Rocha. Jorge Coelho.

José Silva. José Pereira Lima. d'Alcântara. MISSIONÁRIOS DA JUNTA DE MISSÕES MUNDIAIS Muito tem contribuído para o trabalho dc missões mundiais o campo batista fluminense. Daniel dc Carvalho de Almeida. Doricélio Pinheiro. Emiron Martins. Malvino Corrêa. Jorge de Oliveira Bezerra. Luís Laurentino da Silva. Antônio Moreira Portes. 27. . Augusto Tavares. Dr. Francisco Nicodemos Sanches. 24. Eli Santos Vieira. Paulo Vidal. Roberto de Oliveira. 26. 205. Henrique Antônio de Araújo.Obadias F. Oswaldo Ronis. Silvai dos Santos. Rholmer Louzada. 25. Gérson Januário. ASSOCIAÇAO BATISTA SERRANA Pastores João José Soares Filho. ASSOCIAÇÃO BATISTA PRIMBIRO CENTENÁRIO Pastores Carlos Henrique de Carvalho Menezes. Ncry Camargo. Nivaldo Cavallari. para serem por ela enviados a campos missionários fora de nossa pátria. Gilson Carlos dos Santos. Aurecil dos Santos. ASSOCIAÇAO BATISTA SERRA DOS ÓRGÃOS Pastores José Armando Cidaco. 22. Álvaro Lamóglia de Oliveira. Edson Pértele Vieira. Jair Garcia. Vários obreiros nascidos no Estado do Rio se têm apresentado à Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira. Isaías Vasconcelos Aguiar. Camilo Caldas. OBREIROS FLUMINENSES. Nilson Borcard cia Fonseca. Isaías de Palma. ASSOCIAÇÃO BATISTA RIODOURENSE Pastores Josias Vieira. Daniel Almeida de Souza. Benedito Peçanha. Geraldo Jeremias. 21. Alcione Tadeu dos Santos. Jairo Moreira. Isaías Quirino. ASSOCIAÇÃO BATISTA SERRA-MAR Pastores Edmundo Antunes da Silva. 23. Celso Martinez. Hélio Souza e Silva. Assis Cabral. ASSOCIAÇÃO BATISTA QUEIMADENSE Pastores Paulo César de Oliveira. José Luís Pereira. ASSOCIAÇAO BATISTA SUL-FLUMINENSE Pastores José Ferreira da Silva. Márcio Antunes Vieira.

Relacionaremos. Sérgio Figueira. Francisco Antônio de Souza (Portugal). José Sélio de Andrade e Elizabet Mota de Andrade (Equador) e João Luiz da Silva Manga (Guiana).Paes Macedo. Sônia Maria da Silva Carvalho. Eunice Brito. primeiramente. Lucy Gonçalves Guimarães. Eliane de Aguiar. Edna Motta Leal de Oliveira (Chile). Zilda Francisco Marins. Ubirajara Pereira da Silva (Canadá). Elizabeth Cunha Teixeira. Ezequias Mendonça. Enilce de Azeredo. Também queremos mencionar obreiros fluminenses que trabalham na sede da JMN: Waltayr Nogueira de Mello. Mônica Malfetana Bonfim de Oliveira (Peru). Evonete Neves Brum. Cilcéia Cunha Pinheiro. Renato Cordeiro de Souza e Jane Cristina Barbosa de Souza (Portugal). Jáder Malafaia. Mário da Rosa Teixeira. Elizeu Roque do Espírito Santo. os missionários fluminenses que pertencem ao quadro atual de missionários da Junta de Missões Mundiais (1991). a seguir. Hélcio da Silva Lessa. Enicéia Carvalho Godói. Isaías Vieira Coelho. Carlos Henrique Soares. OBREIROS FLUMINENSES. Eth Ferreira Borges da Luz e Ceila Ferreira Borges da Luz. MISSIONÁRIOS DA JUNTA DE MISSÕES NACIONAIS Estes são os missionários fluminenses que estão na ativa: Dulcinéa da Silva. Adailda Pereira Braga. lida Nascimento dos Santos. Débora Pereira. Élcio Augusto dos Santos. Paulo Roberto Macedo. José Nite Pinheiro. Elizabeth Basílio Sena. Raquel Costa dos Santos (Uruguai). São eles: Dejanira Barbosa. Anete Manzolillo da Silveira. Ranulfo Gomes dos Santos. . Lucimar Gomes. Díná Portela de Oliveira Lima Aguiar (Espanha). Ester Penha da Silva (Uruguai). Leoeídia Nila de Jesus. Solange Maria Gomes. Gênia Nogueira Brandão. Deusirene Santos da Silva. Helenice Simão Guimarães. Ivanilde Brasil Brum. Marta Ramos do Nascimento. Relacionamos. João Mendes Cabral. Mara Lúcia Brisson. Antônio Francisco Marins. Moisés Castorino Brandão. Diné René Lóta e Leila Delgado Lóta (Portugal). Eunice Barbosa Corrêa. Silas Luís Gomes e Aldair Ribeiro Gomes (Chile). Elizabeth Barbosa da Silva. Lígia Lobato Mota. Dalva Santos de Oliveira (Paraguai). Talita de Souza Ribeiro. Odenir Figueiredo Júnior e Eliana Cordeiro Figueiredo (Paraguai). Raquel Barcelos (Moçambique). Flordelice Brum. Gecilda de Oliveira Santos. Carmem Lígia Ferreira de Andrade (Bolívia). Creuza Rangel de Souza. Vilma Braga Rodrigues Duarte. aqueles obreiros que já trabalharam eom a Junta de Missões Mundiais. Maria Francisca Soares. Maria Ivone Soares Anacleto. Daniel Martins Eiras. Adilene Vieira Marques (Argentina). 206. Alaíde Macedo de Oliveira (povos muçulmanos). Paulo Moreira Filho (Leste Europeu). Aidete Brum da Costa. Iracema de Souza Batista. Noêmia Barbosa Marques. Carlos Alberto Pires (Chile). Ruth Genúneio Barbosa. Francisco Nicodemos Sanches e Olívia Drumond Sanches (África do Sul). Shirley Alves (Chile). Elisete F. José Carlos Gerhard de Matos. Levy Barbosa da Silva. indicando também os países onde atuam: Almyr Ricardo Chaffim Martins e Suely Pimentel Valentim Martins (Venezuela). Herodias Neves Cavalcanti. Marcianita Cunha de Mendonça. Rita de Miranda Pinto. Nilton Ayres Duarte. Hirtes Dias Delgado. Elias Pereira Braga. Deise Costa dos Santos.

. nos anos de 1928 e 1936. da qual foi presidente. o Pastor Eduardo Gobira. foi secretário-executivo da Junta de Misões Mundiais e diretor do Colégio Batista do Rio de Janeiro. O Pastor Rui Franco de Oliveira nasceu no município de Macaé. Francisco Fulgêncio Soren nasceu em São Gonçalo. Sua influência na denominação foi grande. em sua época. O Prof. algumas vezes. Foi um dos maiores pregadores evangélicos. com o seu primeiro esposo. Foi. O Pastor João Barreto da Silva nasceu. escreveu o Pr. a presidência da Associação Evangélica Denominada Batista do Rio de Janeiro. (i) O Pastor Erodice Fontes de Queiroz nasceu em São Sebastião do Alto. Muito bem têm eles representado o nosso estado. dedicando tempo.BATISTAS FLUMINENSES QUE SE SOBRESSAÍRAM NA DENOMINAÇAO Muitos têm sido os batistas fluminenses que se têm tornado bênçãos nas lides denominaeionais em nossa pátria. Pastoreou a Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.em Ernesto Machado. a presidência da Convenção Batista Brasileira. haurida primeiro em aulas particulares do casal Ginsburg c depois por prodigiosos esforços autodidatas". Foi presidente da Convenção Batista Fluminense nos anos de 1933 e 1936 e orador da mesma convenção. por mais de quarenta anos. 207. por seis vezes. O Pastor Emdio Warwik Kerr nasceu em Cantagalo. chegando a ocupar. capacidade c talentos à obra batista no Brasil. o pastor da Igreja Batista de São Gonçalo. por três vezes. por 27 anos. Era grande oradora. Ocupou por várias vezes. Foi presidente de várias juntas nacionais e membro da diretoria da Convenção Batista Brasileira. presidente da Convenção Batista Fluminense. Francisco de Miranda Pinto nasceu em Campos. ocupando. Foi diretor. Alguns deles já receberam do Senhor o seu galardão pela dedicação com que fizeram a Obra do Mestre: O Dr. Fez parte de várias juntas nacionais. Polemista de peso. O Pastor Waldemar Zarro nasceu em Natividade de Carangola. O Pastor Joaquim Fernandes Lessa nasceu em São João da Barra. Herodias Neves Cavalcanti nasceu em Macaé. e exerceu grande influência na Convenção Batista Fluminense. do Colégio Batista Fluminense. a presidência da Convenção Batista Mineira. graças à sua grande cultura. "Teve enorme influência na vida batista brasileira. "Nas juntas ele era figura de escol. certa feita. Foi membro da Junta de Educação Religiosa da Convenção Batista Brasileira. Foi missionária dos batistas brasileiros a Portugal. de 1900 a 1933. Foi um leigo de grande influência. O Dr. Cognominei-o. Foi grande líder nacional. Foi o primeircrpresidcnte da Convenção Batista Brasileira. Foi orador da Convenção Batista Brasileira. Foi. Foi grande líder no Estado de Minas Gerais. Foi um dos fundadores da Junta Patrimonial Batista do Sul do Brasil. em 1936. Foi redator d' O Jornal Batista. de o Crisóstomo Batista. respeitado e acatado nas suas opiniões e sugestões". Manoel Avelino de Souza. Moisés Silveira nasceu em Macaé. por mais de dez vezes.

entre elas. de 1923 a 1924. Escreveu o livro A Bíblia na Palavra de Grandes Personalidades. O Pastor Alfredo Reis nasceu em Aperibé. destacandose. Professor do Seminário Teológico Batista Fluminense e do Liceu de Humanidades de Campos. por algumas vezes. Foi tesoureiro da Segunda Igreja Batista de Campos e diácono da Primeira Igreja Batista de Niterói. diretor do Colégio Batista Fluminense e. em Nova Friburgo. Foi prefeito de Cordeiro. pastor Joaquim Coelho dos Santos. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense. foi um dos grandes obreiros do Brasil batista. de 1910 a 1912. Foi redator d 'O Norte Batista. . em 1977. Nasceu no município de São Fidélis. O Pastor José de Souza Hèrdy nasceu em Friburgo. O Pastor Antônio Charles nasceu cm Cambuci. hoje. Catedrático de Português do Liceu de Niterói. O Prof David Coelho nasceu em Macuco. Foi presidente da Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense e orador oficial da Convenção Batista Fluminense. O Pastor Silas Silveira nasceu em Macaé. membro da diretoria da Convenção Batista Fluminense. localizada em Duque de Caxias. Ulisses Moraes foi professor pioneiro no Colégio Batista Fluminense. Foi grande professor no Colégio Batista do Rio de Janeiro. Exerceu o ministério por mais de 50 anos. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense. Foi missionário na Bolívia e Presidente da Junta do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Era historiador. Educador. um dicionário de português arcaico. Filho do pioneiro. que faleceu em janeiro de 1991. O Pastor Jáder Malafaia nasceu em Pádua. Chegou a criar O Patronato. O Dr. no Rio de Janeiro. realizada em Nova Iguaçu. Criador e diretor. Foi membro do Conselho de Educação do estado e diretor do Liceu de Niterói. O Pastor Jurandir Gonçalves Rocha nasceu em Cambuci. O Pastor Sebastião Angélico de Souza. até a sua morte. Foi diretor do Colégio Batista Fluminense e professor no Colégio Pedro II. Foi Secretário de Educação. Grande propagandista da obra de assistência social. da Associação Fluminense de Ensino (AFE). Foi orador oficial da Convenção Batista Fluminense. do antigo Estado do Rio de Janeiro. O Pastor Gentil de Castro Faria nasceu em Campos. Foi vereador em Campos. que durou poucos anos. A cie coube a honra de ter iniciado a irradiação de mensagens evangélicas. em 1926. denominada Universidade Grande-Rio Professor José de Souza Herdy. Foi membro e presidente da Junta de Educação Religiosa e Publicacões da Convenção Batista Brasileira — JUERP. Ex-padre católico romano. O Prof. organizado em 1910.O Pastor Fidélis Morales Bentancôr'nasceu em Ernesto Machado. foi autor de várias obras sobre a língua portuguesa. Foi deputado em duas legislaturas. Ocupou lugar de destaque na denominação. Educador. Joadélio Codeço nasceu em Campos. O Pastor Alberto Portela nasceu em Campos. corri 98 anos de idade. Educador. Outras informações sobre ele estão à página 149 desta obra. Foi Secretário de Educação na Prefeitura de Campos. Foi redator d 'O Escudeiro Batista. Foi o primeiro batista a ser eleito deputado estadual. Vice208. O Pastor Henrique de Queiroz Vieira nasceu em Cachoeiras de Macacu. Foi diretor do Colégio Batista Fluminense.

Tem exercido grande liderança na Convenção Batista Carioca. Advogado. Distrito Federal. É o nosso grande historiador. Tem muita influência na denominação. Foi. O Dr. Entre eles. no ano de 1960. Jacy de Oliveira nasceu em São Fidélis. o grupo de obreiros que o Senhor tem conservado até hoje (1991).-diretor do Colégio Batista Fluminense e Deao do Seminário Teológico Batista Fluminense. J}ércio Rangel nasceu no município de Itaperuna. . Foi secretário-executivo da JUBERJ e da JUMOC. no Estado do Espírito Santo. Achilles Silva nasceu em Pureza. Alice Neves de Oliveira nasceu em Macaé. Tem sido presidente da Junta de Educação da Convenção Batista Carioca e da Junta do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. O Dr. Oscar Ribeiro nasceu em Natividade de Carangola. Foi presidente de várias entidades batistas no Rio de Janeiro. Escreveu mais de dez livros. Foi presidente da Junta do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. A seguir. Tem ocupado posições de destaque na Convenção Batista Carioca. por muitos anos. atuando em sua obra: O Pastor José dos Reis Pereira nasceu em Piraí. Foi orador da Convenção Batista Fluminense. Tem sido membro de várias juntas. o seu orador oficial. Pastoreia a Igreja Batista de Santo Antônio. diretor do Colégio Batista de Niterói. a A História dos Batistas no Brasil. Foi pastor da Primeira Igreja Batista de Campos. É técnico de educação em Brasília. Foi presidente do Congresso de Homens Batistas Brasileiros. 209. Diretor d'0 Jornal Batista. É presidente da União Batista Latino-Americana — UBLA. Por três vezes. É o assessor jurídico da JUERP. O Dr Celso de Oliveira nasceu em Pádua. por mais de uma vez. Tem sido presidente de várias juntas da Convenção Batista Brasileira. Foi professor de Português no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. por muitos anos. O Pastor Alcides Cunha nasceu em São Gonçalo. É uma das mais conspícuas figuras do Brasil batista. Tem pertencido a várias juntas nacionais. por muitos anos. O Pastor Raphael Zambrotti nasceu em Natividade dc Carangola. O Pastor Joaze Gonzaga de Paula nasceu no município de Itaperuna. O Dr. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense. O Pastor Samuel de Souza nasceu em Niterói. Foi. O Dr. Tem ocupado posições de destaque na denominação. Foi presidente da Primeira Assembléia de Homens Batistas no Brasil. A Dra. Foi. Foi um dos vice-presidentes da Aliança Batista Mundial. Foi. Pastoreia a Primeira Igreja Batista de São Paulo. Tem pertencido ao Conselho dos Homens Batistas da Aliança Batista Mundial. Foi secretário-executivo da Convenção Batista Carioca. diretor do Seminário Teológico Batista Mineiro. O Pastor Irland Pereira de Azevedo nasceu no município de São Fidélis. Foi secretário-executivo da Associação Nacional dc Educandários Batistas — ANEB. Secretário-executivo da Junta de Missões Mundiais. O Pastor Francisco Mancebo Reis nasceu em Carapebus. Foi presidente da extinta Junta de Evangelismo da Convenção Batista Brasileira. O Pastor Silas dos Santos Vieira nasceu em Macuco. foi presidente da Convenção Batista Brasileira. por 24 anos. em 1951.

Pastor Waldemar Zarro. Foi livre-docente de Latim do Colégio Pedro II. Foi presidente da União Masculina Missionária Batista do Brasil. fez parte do Conselho Nacional da Mocidade. Wilmar Zarro nasceu em São Gonçalo. Escreveu várias obras. Foi orador da 210. O Dr: Eli Francioni de Abreu nasceu em Petrópolis. Foi. Foi redator do jornal da mocidade fluminense — O Arauto Fluminense. Marlene Balthazar da Nóbrega Gomes nasceu em Barra do Piraí. Evangelista. O Pastor Delcyr de Souza Lima nasceu em São Fidélis. Diretor do Seminário Teológico Batista de Niterói. É o autor de Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses (1891-1976). Foi redator-secretário d 'O Jornal Batista. Ex-professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. presidente da Convenção Batista Fluminense e. Tem sido consultor jurídico da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense. Tem sido vice-presidente da Convenção Batista Fluminense. também em Campos. também. secretário da Junta Patrimonial Batista do Sul do Brasil. Foi diretor do jornal Brasil Batista. Foi redator d'O Escudeiro Batista. O Prof Ampliato Cabral nasceu em Paraíba do Sul. professor na Faculdade Nacional de Direito e professor de Língua Portuguesa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Foi presidente da Junta de Beneficência da Convenção Batista Brasileira. Foi presidente da JUBFR. da Escola Técnica Federal. É secretário-executivo da Associação Batista Iguaçuana. presidente da União Feminina Missionária Batista Fluminense e da União Feminina Missionária Batista do Brasil. Tem exercido grande influência entre a juventude batista brasileira. O Pastor Ubiracy Dutra Gusmão nasceu cm Cambuci. Foi. Gilberto Maia nasceu em Campos. Foi orador oficial da Convenção Batista Fluminense em 1978. E o redator d'0 Jornal Batista. por várias vezes. Foi presidente da JUERP. Há 25 anos é o vice-moderador da Primeira Igreja Batista de Niterói. O Pastor Edgard Barreto Antunes nasceu em Macaé. presidente da União Feminina Missionária Batista Fluminense e membro da Junta Administrativa do IBER. a secretaria da Junta de Beneficência — JUBEN. O Jornalista Óthon Ávila Amaral nasceu em Valença. . e do Colégio Batista Fluminense. Foi deputado estadual em duas legislaturas. O Pastor Joélcio Rodrigues Barreto nasceu em Campos. É o atual (1991) secretário-executivo da Convenção Batista Fluminense. Foi. Foi professora do Liceu de Humanidades de Campos. também. no Rio de Janeiro. por várias vezes. É grande pregador.O Dr. A Profa. Filho do grande líder batista. É filho do Pastor Antônio Maia. O Pastor Francisco Cerqueira Bastos nasceu em Itaperuna. É professora no Instituto Batista de Educação Religiosa. um dos pioneiros do trabalho batista no campo fluminense. Foi diretor do Colégio Batista de Volta Redonda. algumas vezes. Júlia Codeço dos Santos nasceu em Campos. vice-presidente da Convenção Batista Brasileira. Foi. É membro da Junta Administrativa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Ocupou. por muitos anos. por várias vezes.Í c. A Profa. É membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Foi presidente da Junta Patrimonial Batista do Sul do Brasil. O Dr. É o diretor administrativo dos Colégios Batistas Shepard e Brasileiro. O Dr Paulo Ribeiro nasceu em Sapucaia.

Dá suporte financeiro a uma promoção evangelística do ex-missionário Perry Ellis. tendo sido seu orador oficial por ocasião do Centenário dos batistas mineiros. Ex-professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Foi deputado federal. no período de 1982 a 1983. O Dr. Foi presidente da Convenção Batista Mineira. deputado estadual. ora na construção de templos para igrejas pobres. José de Souza Gama nasceu em Niterói. O Pastor Iomael SantAnna nasceu em Três Rios. Pastor da Primeira Igreja Batista de Ipanema. O Dr. Pocurador do Estado. Foi membro da Junta Administrativa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Técnico de Educação. Estudou. publicada n'0 Escudeiro Batista. Foi professor do Seminário Batista Fluminense. É membro do Conselho de Política Criminal do Rio de Janeiro. Ocupou a posição de secretário adjunto da Junta de Missões Nacionais do Departamento de Evangelismo. de Direito. ora na promoção de várias atividades evangelísticas. Vara da Fazenda do Rio de Janeiro. Foi vereador em Niterói. José Silveira tilho foi redator da Página da Mocidade. . 1960 e 1961. Foi vereador naquela cidade. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense nos anos de 1959. É o atual Superintendente de Educação Religiosa da JUERP. no tempo do secretário-executivo. É diácono da Primeira Igreja Batista da Barra da Tijuca. Foi presidente da Ordem dos Pastores Batistas Fluminenses. O Dr. O Pastor Arides Martins da Rocha foi. no Rio de Janeiro. no governo Celso Peçanha. Tem sido orador em várias convenções estaduais. Foi redator d 'O Escudeiro Batista e de Pontos Salientes. Ex-presidente da Junta de Educação da Convenção Batista Carioca. O Pastor Osmar Soares nasceu cm Pureza. O Pastor Sebastião Ferreira nasceu em Petrópolis. durante cinco anos. É Juiz de Direito na 4a. Vara Criminal de Niterói. É pastor da Igreja Batista de Vila da Penha. Ademir Pimentel nasceu em Bom Jesus. por mais de dez anos. Nélson Rocha nasceu em Itaperuna. O Dr. exercendo a magistratura na 5a. Pr. Joel Pereira dos Santos é membro da Igreja Batista do Rocha. do Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira. Tem sido membro de várias juntas nacionais. David Gomes. nos Estados unidos. Foi membro do Conselho Estadual de Educação e de várias juntas da Convenção Batista Brasileira. Cláudio Macário nasceu em Friburgo. 211. por várias vezes. O Pastor Isaac da Costa Moreira nasceu cm Silva Jardim. O Pastor Higino de Souza é grande obreiro no Estado de Minas Gerais. Jair Araújo nasceu cm Petrópolis. O Dr. Fanini. Secretário de Saúde do Estado do Rio. também. Ex-presidente da JUERP. Juiz. vice-presidente da Convenção Batista Fluminense. Foi diretor. Teve grande influência no trabalho da juventude batista. Foi membro de várias juntas da Convenção Batista Brasileira. nos Estados Unidos da América. Foi. apoiando os conferencistas através do Departamento de Evangelismo de sua empresa. Fundador do Seminário Bíblico do Rio de Janeiro. a CLAMA Construtora. É um bem sucedido empresário que tem cooperado grandemente para a expansão do Reino de Deus. E Defensor Público e autor de oito livros sobre Direito. Foi bem integrado no trabalho da juventude. São Gonçalo. O Dr. Foi membro da Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense. e ao Pr. O Dr.Convenção Batista Brasileira em 1977.

A cies somos gratos pela influência positiva e grande cooperação nos primórâios do trabalho do Senhor em nosso estado. Há dez anos é o Coordenador do Departamento de Publicações Gerais da JUERP. Clint Kimbrough (esposa: Dolores) — Por vários anos. Nolan Pridemore (esposa: Sheilah) — Trabalha (1991) com a Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense. Gregory Deering (esposa: Sharon) — Trabalhou com a Associação Batista Iguaçuana. São eles: 1. Estes aqui citados têm colaborado mais especificamente ao lado de nossas juntas estaduais. retornando à sua pátria. o autor desta obra os menciona nos capítulos que dizem respeito à atuação específica de cada um. queremos destacar o nome do Pastor Alvin Hatton (esposa: Kate). trabalhou com o Departamento de Mordomia da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense. ocupou a direção do Departamento de Música da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense. retirou-se do Brasil. trabalha com a Junta de Evangelização da Convenção Batista Fluminense. Em 1991. Foi membro da Junta de Educação da Convenção Batista Carioca. atuando com denodo e grande amor na obra de evangelização e assistência às igrejas. 3. MISSIONÁRIOS DA JUNTA DE RICHMOND QUE COOPERAM COM AS JUNTAS ESTADUAIS FLUMINENSES A Junta de Richmond foi sempre fonte de apoio para o trabalho batista em nossa pátria. Além destes missionários. também. deixando-a para assumir o cargo de Superintendente de Música da JUERP. 2. Thomas Hearon (esposa: Bonnie) — Em 1990. Quer ocupar-se da evangelização de estudantes. não têm poupado esforços no sentido de fazer continuar a obra iniciada por aqueles que os antecederam no campo missionário.O Pastor Josemar de Souza Pinto nasceu em Cardoso Moreira. Tem atuado como escritor de vários artigos em jornais e revistas da denominação. O nome daqueles missionários norte -americanos que se constituíram pilares no trabalho batista fluminense. nele atuou. enviados por Richmond como missionários ao Brasil. 5. dirigindo o Acampamento Batista em Rio Dourado — Sítio do Sossego. no Departamento de Educação Religiosa da mesma junta. Particularmente em nosso estado. além de atuar. além de ter sido pastor das Igrejas de Rio Dourado e Professor Souza. mesmo não sendo missionário oficial ao campo fluminense. É jovem talentoso. iniciou o seu trabalho junto à JUBERJ. sendo sua esposa a responsável pela música. Atualmente (1991). Norvel Welch (esposa: Hattie) — Durante alguns anos. Recebeu o título de cidadão Italvense. esses queridos irmãos emprestaram sempre os seus esforços. que atuaram diretamente junto ao nosso campo. Damos destaque agora àqueles que. em tempos mais próximos de nós. escolheram o Estado do Rio como seu campo de atuação e. . 212. que. principalmente os universitários. 4.

(Nm omnn z . 33 & c: r^ X) X3S D CS"C -cs -ü. -3 w S ou ^ | | ^ C < E tu <o ^t <o _ <o a 2 <-> c o O O cCS eCS CS 11) <I> tí -tc-» > Í3 <u C S — o Z Z Z CS o 3 i-.Du z MO i i. :: -a° <L> <L> <D CL> S O O t» a> a> u X! S u o J J J eCS W J J J Ji •[ Si <-*-<J J J h I PH tó tu tü : P-l li P-I es Hj fcü tó ^ a.i— n. £s S cS cS <u C NN N „ 3 3 O cS O O (L) QJ C H O CO LO IO CD < u < < £ < o W cS CS cSPí . -cs o -J CO CS i2 «o 03 9-Í/ c o ^ ^ ^ ^ fcs (ri 3 CO O "O ON CO rn OO CS C NS N 3 <u 3 O CO < cO < w <u < "ã) ou o U CS o W •í . "C o C/l C/l O CO C/l C/5 C/í O C/l u C/} C/1 </l c/l c/l c/1 c/1 p aj < „. Pá í-. .8 ^ ícS o S g <1> 0) (1) £ 12 N N N Ü-C P-C I : --C o < fcL.2®. : oo o> (D T3 CS ^n O x: 3 O « ••cs g ícS o CD CS £cS • X3 C 'S cS — CS > Zo.< u Cfi a< o «O os •-< H W K U W (/) 3 X> 03 N (L> oo 00 o OJ c 3 <u • • S cS T3 e £ cS oo i2 ^ ü § JS GO D. » n— i I. "3 ^ O• CS r co o0JJ O -O D. oo<C 22 cs J2 « — Í3 ° C cs o <u rt ü "O j U W uU w u a 82 W W ^ w m j ^ O f f l f f lJm c§o m ^ ca g < < 2 < Õ !§ S CS CS .< -Li ^ T3 -D — jn -<U i: cs -a >-1 O X) < 3 ^ U S O D. oS Í3f <D <L> 0> XJ X> XI -cu -1L) -(U X) X) XJ < u c <<< CO in GO c a sss >>^ <o o c CS 3 a> 3 03 O < — iiu — ÜH '2 CS S-C s 3 .22 C ^ C C/l CO CO 2 ° " c/1 0J c/l <U c/l1> J J J cS > >" > £ ^ o O OO 0/ C1J <1/ Po u O. cS c/l — CS <L>-<U •—i -<L> tu . ^ cS CS CScS CS CS cs "C.23 oo 2. c >-.5 O• — ^ CS o üjlü C 'S or m S S í • <u o -r.\^C M 5 \ «0 M—^r^im^fio^cr—ooCTso o O OOOi O —' —I o— „ »— N M N M O l o I N M M r—. mi m <Du U U "C co a* o o o o o J S > £ c c c tn T3 C . CS o.

Ferreira Ebenézer S.Guedes J.Souza A.758 957 973 1.Souza Manoel A.de Frias Arides M.Souza Manoel A.Souza Manoel A.Amaral Éber Silva Erly B.Souza Manoel A.Christie Manoel A.de Carvalho Harold Renfrow Jurandyr G.Ferreira Ebenézer S.Bastos Waldemar Zarro Elias Vidal José de Souza Herdy Nilson A.Christie Israel Pinheiro João B.Souza Nilson Dimárzio Ebenézer S.Ferreira Ebenézer S.201 247 746 SECRETÁRIO .Ferreira Edgard B.Cerqueira Edgard Barreto Diocezir Alberto Judson G.Bastos Ampliato Cabral Ampliato Cabral Óthon A.Portes Osmar Soares Iomael Sant'Anna Obadias d'Alcântara José S.Siqueira Raphael Zambrotti Dalson P.Antunes Edgard B.Fanini Nilson A.830 1.Silveira Orlando Alves Erodice F.Fanini Nilson A.Queiroz Manoel A.ANO LOCAL 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 São Fidélis Macaé Niterói Campos Pádua Macaé São Gonçalo Campos Natividade Macaé Portela Petrópolis Campos Itaperuna Niterói Campos Campos Campos Campos Niterói Itaperuna Campos Macaé Petrópolis Campos Niterói Macaé Campos Campos ANO LOCAL 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 Nova Iguaçu Niterói Campos Não houve Pádua Niterói Friburgo Bom Jesus São João de Meriti Campos Caxias Volta Redonda Itaperuna Macaé Nova Iguaçu Nova Friburgo Volta Redonda Caxias Campos Niterói Teresópolis Caxias Três Rios São João de Meriti Nova Iguaçu Itaperuna Caxias Rio Bonito Campos N.Fanini Nilson A.610 1.575 720 860 910 1.Rosa N.Silva SECRETÁRIO ORADOR OFICIAL Ebenézer S.B.724 1.871 757 1. PRESIDENTE 126 149 180 243 251 173 206 253 256 210 317 325 153 315 292 397 480 482 225 355 332 338 340 379 312 555 349 418 644 Manoel A.Ferreira Ebenézer S.Amaral Óthon A.388 1.Ferreira Elias Vidal Elias Vidal Elias Vidal Erodice G.Herdy Silas Q.Guedes Edmundo A.Souza Osmar Soares Osmar Soares Osmar Soares João B.da Silva Waldemar Zarro Raphael Zambrotti Abelar S.Souza A.Ferreira Ebenézer S.da Silva 'Virgílio Faria José Basílio Fidélis Morales Fidélis Morales Alberto Araújo Virgílio Faria Alberto Araújo Alberto Araújo Raphael Zambrotti Osvaldo Ronis Raphael Zambrotti Raphael Zambrotti Raphael Zambrotti Raphael Zambrotti Osmar Soares Samuel de Souza Samuel de Souza Itamar F.318 518 567 1.Bastos Josué G.de Sá Ebenézer S.Ferreira Nilson A.S.Soares Joaquim P.Antunes Ebenézer S.Souza Manoel A.J.Ferreira Ebenézer S.Souza A.Siqueira Elias Portes Filho Alberto Araújo A. PRESIDENTE 608 1.Christie Erodice F.Fanini Ebenézer S.Souza Manoel A.Antunes Elias C.Souza Manoel A.B.da Rocha Daniel A.Rocha Óthon Ávila Amaral Mauro Israel Moreira Daniel O.S.Teixeira Francisco M.Souza Manoel A.Ribeiro Itamar F.Ferreira Nilson A.Fanini Ebenézer S.Ferreira Samuel de Souza Mauro Israel Moreira Edgard B.Siqueira Josué Santos Ageu Neto J.Ferreira Herodice Bastos Herodice Bastos Edgard Barreto Edgard Barreto Edgard Barreto Walter Santos Judson G.Bratcher Antônio S.924 748 1.Christie Manoel A.B.Ferreira Edgard B.Souza Jairo Malafaia Samuel de Souza Elias Vidal Elias Vidal Elias Vidal Ebenézer S.Souza Manoel A.Fanini Ebenézer S.Souza Raphael Zambrotti Waldemar Zarro Waldemar Zarro Waldemar Zarro Waldemar Zarro Waldemar Zarro Manoel A.Souza Manoel A.623 978 1.Bentancôr Elias Portes Filho Plácido Moreira Abelar S.Barreto da Silva Wilson Régis Fidélis Morales Abelar S.B.Ferreira Fidélis M.Ferreira Ebenézer S.Bentancôr Isaías M.Carvalho José A.Queiroz Waldemar Zarro L.Cerqueira Josué G.Ferreira Ebenézer S.° de Mens.Ferreira Ebenézer S.M.Amaral Silas Q.Antunes Ebenézer S.354 1.Carvalho Ampliato Cabral Óthon A.060 1.Reis Gutenberg F.Ferreira Fidélis M.088 ORADOR OFICIAL Virgílio Faria João B.Silva 749 1.Ferreira Elias Vidal Elias Vidal Gutenberg F.Cândido Antônio M.° de Mens.Cerqueira Josué G.Cidaco Nelly Soares Ferreira Jairo Moreira Josué E.Amaral Erly Barros Bastos Erly Barros Bastos Óthon A.

Carlos Luiz Pereira. Amaro da Silva Vicença. Augusto Soares Guimarães. Adilon Joaquim da Silva. Aurelino João dc Souza. Cerino Moura da Cunha. Cássio Peçanha de Souza. Amós da Silva Pedro. Alberto Araújo. Antônio Siqueira Campos. Carlos Augusto M. Cléber Lemos de Almeida. C Camilo Fernando Caldas. Alverino Galdino Alves. Cândido Gomes Siqueira. Amaury José Boaventura. Benedito Moreira da Costa.RELAÇÃO DOS PASTORES DA CONVENÇÃO BATISTA FI EM IN ENSE — 1991 — A Abel Ribeiro de Souza. Amilse Pereira Baptista. Antônio Queiroz dos Santos. Aleanir Ribeiro. Antônio Cardoso Coelho. Aylpton de Jesus Gonçalves.Martinez. 216. Alex Soares da Fonseca.Cindra.Júnior. Aey Eugênio Gonçalves. César Lourenço. Antônio Alves Anuda. Carlos Alberto da Silva. Aluísio Ayres da Silva. Bartolomeu Ferreira. Aloísio Barreto da Silva. Célio Ferreira Magalhães. Alcendino Marques Pereira. Adelino Pereira da Fonseca. Antônio João Crispim. Célio Rubens Pinto. Antônio Pereira Gomes. Adelmo Coelho de Oliveira. Abraham Carneiro de Campos.de Souza. Ataniel Oliveira Lima.de Andrade. Álvaro Lamóglia de Oliveira. Carlos dos Santos Franco.Nogueira.Cyala. Adilson José de Oliveira. Ageu Ramos Bcrnardino. Arlindo Pereira R. Antônio Geraldo de Mendonça. Antônio Alves de Almeida. André Alves Nogueira. Alfredo Ananias Pereira. Alcides de Oliveira Souza. Alceu Campos de Menezes. Arnou Oliveira dos Anjos. Carlos Nascimento. Antônio Moreno Borges.Gonçalves. Almir Francisco Pereira. Ageu de Oliveira Pinto. Ademiel Sant'Anna. Antônio Ferreira Maciel. Celso Gonçalves Cavalcanti. Altamiro Mariano. Adilson Menezes de Souza. Alcino da Silva Ferreira. Benjamin Moura Marques. Carlos Roberto R. Cláudio Vágner de A. Ângelo Eder Collares. Azair Pereira Corrêa. Carlos Alberto C. B Balbino Motta. Cláudio Nunes Pereira. Alberto Seiro Oki. Carlos de Amorim Carretero. Carlos Coelho Franco. Carlos Alberto F. Ailton Monteiro. Alcionc Tadeu dos Santos. Aroldo Sarlo. Celso Pereira da Silva. Arnaldo Stellet. Abenézer da Silva Cunha. Aécio Pinto Duarte. Alei Chagas Rodrigues. Adilson Joaquim da Silva. Antônio José Vieira. Alceir Faria Pereira. Argemiro Bittencourt. Antenor Carvalho A. Arildo Borges Xavier. Alfredo Neves Brun. . Ageu Neto. Alcebíades Siqueira. Júnior. Ari Santos da Costa. Adam Bodnarask. Abraão Freire Costa. Assis Borges Xavier. Carlos Teixeira Barbosa. Auli Fiaux. Aberaldo da Costa Eroes. Aeir Menezes. Benício Ribeiro. Adair Ribeiro. Antônio Muniz da Paixão. Carlindo André dos Santos. Almir Wagner P. Celso Fortunato S. Augusto Tavares Corrêa. Alcidino Monteiro. Antônio da Costa P. Altamiro Pereira. Alcides Conejeiro Peres. Arides Martins da Rocha.da Silva. Altair Dias SantAnna. Aldevino Werdan Coelho. Amaro Alves de Lima. Alicio Moreira de Almeida. Anízio César S.Trindade. Augustinho Silva. Aldair Antunes de Souza. Adão Alves de Oliveira. Ademir Fernandes. Aeedino Vieira. Ademilton de Souza.

Clint Kimbrough. Francisco Luciano da Fonseca. Daniel de Almeida e Souza. Elias Valério de Souza. Eli de Oliveira Pinto. Enock Jesus dos Santos. Francisco Quirino da Costa. Genildo 217. Eliazib Gonçalves Rosa.de Souza. David Pereira de Andrade. Francisco Antônio de Amorim. Eugênio José Pinheiro. Francisco Ricardo Leite.Clério Boechat de Oliveira. Eril Souto dos Santos. Demerval Oliveira da Silva. Edson Palmeira Barbosa. Geazy Simplício. Edson Péterle Vieira. Eimaldo Alves Vieira. Durval Borges. Edmilson Bartolomeu. Francisco Barbosa Oliveira. Elias de Oliveira Nogueira. Estevam Mendes. Elieser Mancebo Reis.do Nascimento. Erodice Gonçalves Ribeiro. Edmar Guimarães Pereira. Daniel Mauro Watcher. Eduardo Fernandes Sarmiento. Fernando dos Santos. Daniel Moreira. Edson Fernandes Távora. Eli Cabral. Esdras Aguiar Leão. Érico Porto da Silva. David Pandino Filho. Francisco Lopes Muniz. David Eliel Schier. Edis Pereira de Andrade. Edmundo Antunes da Silva. Diocesir Alberto. . Erli dos Santos. Edinaldo Pereira. Dejalma Galdino Nogueira. D Daniel Carvalho de Almeida. G Gaspar Carneiro de Araújo. Dario Gonçalves Braga. Edys Silva. Décio Vcrnay da Silva. Emilton Silva. Edgard Barreto Antunes. Emanoel Fontes de Queiroz. Filenilo Vicente Neves. Edison Silva do Nascimento. Domingos de Souza Medeiros.Filho.Santo. Demétrio de Souza Nunes. Ezequiel Pimentel de Matos. Esmeraldo Veiga Sales. Djalma da Silveira Belleny. Doriscélio de Souza Pinheiro.Crespo. Eduardo Azevedo de Carvalho. Daniel de Oliveira Cândido. Ednezer Faria. Eli Santos Vieira. E Ebenézer Soares Ferreira. Francisco Terceiro da Cunha.Azeredo. Eliseu Roque do E. Francisco Batista Neto. Edvaldo Batista de Souza. F Fernando Ccsar FXrindade. Francisco José dc S. Genâncio Gomes Rodrigues. Daniel Clementino da Silva. Daniel Lincoln de Almeida. Everaldo Pereira França. Francisco de Oliveira. Dario Francisco de Oliveira. Demerval Dias de Oliveira. Francisco Evaldo Schumacher. Denival Silveira de Oliveira. Francisco A. Eli Carvalho de Sá. Edson Honorato de Barros. Gedeão Bispo de Souza. Eliacyr de Almeida. Eugênio Alves dos Santos. Daniel Maurício Brun. Elias Carvalho de Sá. Eronides Sindra. Edno dos Santos Ferreira. David Leopoldino de Mattos. Durvalino José Lopes. Edson Pinheiro Pedersane. Genecy Damasceno Pinheiro. Ezcquias Valério de Souza. Francisco Gomes C. Francisco Machado Rodrigues. Eli Souza de Matos. Crisliiio José da Fonseca. Francisco Gomes de Souza. Élcio Augusto dos Santos. Fernando Sérgio T. Delcyr de Souza Lima. Crispo Sóstenes F. Edelton Barreto Antunes. Éber Silva. Francisco Cerqueira Bastos. Daniel Fonseca Vianna. Élbio Delfi Guimarães. Eduardo Alves Braga. Genecy Jardim Farizel. Enéas Soares Menezes.

Gilberto Gonçalves Pereira. Isaías Gomes de Castro.Gomes. Isael Pessanha de Souza. Joélcio Luiz Soares. João Antônio Amorim. João Fernandes.Cunha da Silva. João Francisco Silveira. Hudson Padilha de Oliveira. Joaquim da Silva M. Iracy Ferreira da Costa. Gervásio Nogueira. Ismail de Oliveira Rodrigues. Heitor Antônio da Silva. Iran de Medeiros Lopes. João Batista dos Santos. Joel Reinaldo da Costa. Givaldo da Silva Lima.opes de Menezes. Geraldino Ferreira Bastos. Isaías Gonçalves Vieira. Geraldo Marcelo. Geovani Colares Silva. Isaías de Souza Gonçalves. Jairo Moreira. Ismael Gomes de Souza. Isaías Lopes Pinheiro. Isaías Coelho da Palma. Jair de Souza Leite.Araújo. Joás Pereira. João Luiz da Silva. Isaías Moreira Frias. Izael de Souza Nascimento. João Baptista Paulo Guedes. Hélio dos Santos. Gérson Mello de Oliveira. Isaías Filho. Izaías Querino. Gilmar Olegário de Moraes. Hélio Jorge. Geraldo Gomes. Honorato de Almeida. Jehu Martins de Araújo. Heleno Ferreira de Amorim. João da Costa Santiago. Hélio Moreira da Silva. H Hamilton Nunes de Souza. Jessé Claudi Pinto. Isaías Pereira dc Barros. Jader Oliveira Terra. Geovani Ribeiro. Jessé Vieira Peixoto. Gérson Moreira. Ismael José Ferreira. Cieraldo Geremias. Itamar Francisco de Souza. Ivo Dutra de Matos. Gessy Fructuoso. Izaquiel Rosa de Moraes. João Alexandre dos Santos. João José Soares Filho. João Martins da Costa. Jailton Barreto Rangel. João Francisco Soares. . Gladistônio Vieira. Itaquaracy Santos. João Batista C. Jair Silva Costa. Getulio Rodrigues Vargas.Rangel. João Eduardo da Silva. Ivonilson Rocha de Oliveira. Isaías Barcelos de Oliveira. Ivo Nogueira. Genival Assunção Chaves. Joel Ferreira da Silva. J Jabs dos Santos Leão. Jaci Palhinha de Figueiredo. Gérson Januário. Joaquim dc Paula Rosa. Gerson l. Hélio Cordeiro de Mello. Geny Barreto Viana. Isaac da Costa Moreira. Ivo Lopes Corrêa. Genivaido das Chagas. Gilson Carlos S. Heleno Bissonho Reis. Janary Chaves da Silva.Neto. Jamil Gomes de Oliveira. Israel Ramos de Avellar. Joaquim Gregório de Oliveira. Joel André dos Reis. Isaías Vasconcelos Aguiar. Isaías da Silva Pimentel. João Ricardo Perisse Dias. João Rodrigues de Souza. Hélio de Souza e Silva. João Miguel. Genoci Pacheco de Rezende. Jacy Paulo de A. João Bueno Peres. Higino Dominguez Esquivei. João Corrêa da Rocha. João Lopes Filho. Jairo Araújo Motta. Jadir Félix da Silva. João Reginaldo da Costa. Geraldo de Almeida Pires. Hudson Galdino da Silva. Jacy Carvalho.Santos. Ismael Franco de Oliveira. Jonas 218. Henrique Antônio C. Jairo Luiz Pereira. Jaly Chaves Menezes. Jeoírances Nogueira Soares. Jânio Cosendey Nunes. Irênio Silveira Chaves. Israel José Pinheiro. Ismail de Oliveira Ribeiro. Israel da Silva Alecrim. Hcnos Dias dos Santos. Haroldo Rodrigues de Jesus. Hudson de Oliveira Dutra. Isaú Tavares. Helci Braga Marinho. Joel de Souza Maciel. João Teixeira de Lima. João Marcos Pinto Carvalho. Jerônimo Nunes Patrício. I lomael Sant'Anna. Jocis Godoy. João José Christino. Joel Batista de Souza.

Vieira. Juarez de Castro. Manoel Dias de Oliveira. Jonas Vieira Lima. Josué Tavares Pereira. Manoel de Jesus Pereira. Luiz Carlos de Carvalho. José Baltazar Oliveira. Jurandyr Ferreira Neto. Jota de Souza Paula. Jorge Hélio P. Marcionílio Alves de Souza. Jorge Azevedo da Silva. Josias Vieira. Mispcrete Urculino da Silva. José Carlos da Silva. Jorge Cabral da Silva. Mércio dos Santos. José Celestino de Barros. Josué Campos Macedo. Judson Garcia Bastos. Moisés da Silva Santos. José Lopes. José Benício da Silva. Josué Félix da Hora.Soares. Marcos de Souza Kobi. José Pereira da Silva. Jorge Luiz S. Lourenço Santos Queirós. Jorge Luiz Gouveia Vieira. Jônatas Soares. Jorge Evanir da Cruz. José Cláudio Reis Santos. Moysés da Silva Cunha. Luiz Eugênio C. Josué Rodrigues da Costa. Josué Garcia Cerqueira. Manoel Vieira de Menezes. José Roberto da Silva. José Meirelles. José Rodrigues de Azevedo. Josué Ebenézer S. Moacir Corrêa dc França. Mood Vieira Martinho. 219. Jorge José da Silva. José Maroni. Júlio César Miguel Rangel. Luiz Benedito Netto. Manoel de Jesus B. Jorge Costa.de Melo.de França. José de Mattos Padilha. Jorge Pereira de Oliveira. Lino Evangelino da Frota. . José de Araújo Couto. José Regiani.Araújo. Malvino Corrêa. Jorge Lopes. Marcos Antônio do Nascimento. José Arcanjo da Silva. Mário Henrique Herdy Leão. Jorge Bertoldo da Silva. Manoel de Almeida Campos. José Pereira Lino. Mário Moraes. Luiz Antônio G. Maurício Teixeira da Silva. José Lopes da Cunha. Lélio Barros. Marilton Barbosa Rocha . José Porto. José Branth Fernandes.A. Manoel Bento da Silva. Mauríüo Gomes da Silva. Moysés Guimarães. Jorge Cruz. José Maria de Souza.Fernandes. Leci Barbosa. Moacir Pereira Cardozo. Moisés Leal. Joventino Rodrigues da Silva.Tougeiro. Mauro Robson Eormaggini. José Francisco Velos o. José Rodrigues de Menezes. Luiz Carlos S. Licínio laylor. Juveiino Netto Filho. Jorge Coelho de Oliveira. Josué de Araújo. Josc Quintanilha Corte Real. Mauro Israel Moreira. I. José Juvêncio da Silva. José Gomes do Couto. Luiz Antônio R. Josélio Gomes de Souza. Jorge Benfeito. José Maria M. L Laudino Marinho da Silveira. Júlio Botelho Filho.Mendonça Sales. Manoel Rodrigues Cabreira. Luiz Carlos de Souza. Moisés Pereira Almada. Meraci Luiz Freitas. M Madson Paulo de Carvalho. Luís Henrique Faria Mendel. Josué Campanhã. Manoel Dias Machado. José Pinheiro.Filho. Marcos Alex Peres de Araújo.Paiva. Milton Luiz Ribeiro. José Abílio Dantas. Moadir de Oliveira Lima. Luiz Carlos Corrêa Xavier. Marcelino Domingues Netto. Maurílio Moraes. Manoel da Conceição. Malton Louzada. Jorge de Oliveira Bezerra. Mamede Oracaí. José Polegário S. José Martins Capetins. José Maria A. Jovelino Luiz Coelho. Milton Gomes Barbosa. Miguel Carvalho de Souza.dos Santos. Josué Cardoso dos Reis.Oliveira. Max Henrique dos Santos.iodir Barreto de Aguiar. José Armando Soares Cidaeo. José Carlos C. Jorge Luiz Carvalho e Silva. José Geraldo Tavares. José Luiz Pereira. Ledir Cindra. Márcio Antunes Vieira. Marluiz Stelet da Silva.de Souza. Mário dos Santos Couto. Moacvr Cunha. Maximiro Mariano.

Osmar Ximenes. Ozéas Dias Gomes da Silva. Ozias Duarte.da Silva.20 .Duarte. Nemêzio Fernandes Carvallio. Natalino Corrêa Grama. Otony Francisco de Faria. Raimundo Corrêa Santos.N Nabor Joaquim da Silva. Nilson Barreto Mendonça. Paulo de Souza Nunes. Roberlan O. Paulo Renato P. Nilson Babo da Silva. Newton Bernardo. Renato da Silva Dantas. Pedro Mendes da Silva. P Paulino Ferreira Campos. Oswaldo Reis do Amaral. Ronaldo Carneiro Nascimento. Paulo Sérgio Feijolli. Odilon José de Almeida. Paulo Cezar Pereira Lima. Nélson André dos Reis. Pedro Alves de Freitas. Rubelino Ignácio da Cunha. Nataniel Cordeiro. Raimundo Nonato Bruno. Pedro Salvador de Azevedo. Otaciano Lourenço Gomes. Olivaldo de Souza Lucena. Pergentino S. Roberto R. Rui Santos de Souza. Ruivaldo Nolasco. Osmar Soares. Nilson do Amaral Fanini. Natanael Cirqueira Santos. Paulo Barcelos da Costa Júnior. Oscar dos Santos.. Paulo Enilton Baldovv. Nilo Gomes Sobrinho. Paulo César de Oliveira. Raulino Miguel da Silva. Pedro Oscar M. Paulo César Vieira. Nilson Cipriano Bastos. Romilton Gomes Ribeiro. Ozires da Siiva Marques. Nilson Borcard da Fonseca. Nemézio Santos. Ronaldo Cabral Lopes. Ruy Alves de Carvalho. Nathan Fsperidon. Nargino Marcila dos Santos. Nery da Silva Camargo.Silva. Paulo Luiz de Oliveira. Nicanor Felisbino. Nivaldo Aparecido Cavallari. Paulo Eduardo Gomes Vieira. Ronaldo Gomes de Souza. Neemias dos Santos Lima. Paulo da Rocha Sias. Nilson Nobre de Oliveira. Nicanor José Marinheiro. Nilson Dimárzio. Nélson Salustiano de Lima. Nélson da Motta Reis. Othao Deberg. Roberto A. Roberto da Siiva Carvalho. Nilo Sérgio Rodrigues Brito. Rubem Antônio de Moura. Nolen Gene Pridemore. Nivaldo Antunes Silva. Raphael Zambrotti. Ozéias Ramos de Farias.Cabral. Paulo Braga Tavares. Paulo José de Landes. Romeu Maciel dc Azevedo.da Costa.da Silva. Olímpio de Carvalho Filho. Raul Barreto. Neil de Oliveira Carvalho. Ozéas de Alves Baptista. Nataniel Ferreira Velasco. Paulo Zarro de Freitas.Alcântara. Onício José de Jesus. Onório Antônio da Silva. Paulo Lopes Pinheiro. Olávio Dias dos Reis. Prazídio Bernardo. Paulo César Lima Gaspar. Romes Pires de Araújo. Rogério JoséT. Porphiro Nunes Campos. Nogni da Silva Brant. Oswaldo Luís Gomes Jacob. Renato Braga G. Oneil de Oliveira Carvalho. Pedro Heitor dc Faria. R Rabereo Vieira Faria. Rômulo Batista de Jesus. O Obadias Ferreira D'Alcântara. Rafael Antunes Vieira. Ronem Rodrigues do Amaral.de Morais. Nadil Dias Neves. Nilson Gomes Godoy. Nilo de Souza Coelho. Oswaldo Gomes. Nilton dc Souza Melo. Oswaldo Cláudio Napolião. Paulo Sérgio Fonseca. Nilton Soares Bellizzi. 2. Oscar Macedo dos Santos.

Walter Luiz Curty. Sérgio Fernandes da Costa. Sílvio Rafael A. Samuel Lima. Sérgio Luiz Z. Weston de Azeredo Araújo. U Ueliton Soares de Souza. Zózimo Durval.Macri. Waldir José da Silva. Wilson da Silva Almada. Scverino Ferreira de Melo. Sylas Pimentel. Walter José Rodrigues. Sebastião Xavier Filho. Zaqueu Matias dos Santos. Vanderlei Machado dc Souza. Waldelino de Souza Marques. Sebastião Gomes Sobrinho.dos Santos. Sérgio da Fonseca. Waldevino da Silva Teixeira. Saulo Luiz. Walcir Ney de Souza. Sebastião Peixoto Silva. Sebastião José de Oliveira. Waldir Rocha. Sebastião Madeira. Sérgio Giacomin. T Teodomiro Mendez Delgadilho. Vanderly Alves Marinho. Silas da Costa Moreira. William de Souza. Valdir Genaio. Sílvio Martins. Valter Gomes Pereira. Stanley John Oliver. Silas Quirino de Carvalho. Silas Batista.Lima. 221. Zenilzo Alves de Souza. Silas Rodrigues Verdan. Walter da Silva Vieira. Vanderlei Gomes Marinho. Vanildo Cavalcanti Andrade. Walter Ivantes. Silas Ferreira. Walter Santos. . Zilmar Ferreira Freitas.Gomes. Z Zamir Corrêa dos Anjos. Silas Batista S. Silas Ribeiro de Souza. Sócrates Oliveira de Souza. Victor Vicente figueiredo. Silvene Corrêa das Flores. W Wagner Heringer. Sebastião José Gomes. Sebastião José de Matos. Valério S. Saul Valle dc Souza. Sirlei Moreira Dutra. Sebastião Teixeira Santana. Sebastião Carlos Baptista. Samuel Leite Fonseca.s Salvador Mendes de Oliveira. Sebastião Lopes. Samuel de Souza. Sinval dos Santos. Walter Velasco. Waldir Pinheiro. Walter Corrêa. Walvique Soares Henriques. Walter Joaquim de Mattos. V Valdemiro Rosa Pereira. Uilas Moreira da Silva. Waldir Nunes. Wilson Gomes Dutra. Sebastião Martins da Mota.

presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro — OPBERJ. Gentil C. porém. Antônio Coelho Varella. secretário-executivo da União Missionária Masculina Batista Fluminense — UMMBF. de que constaram as seguintes partes: 1. Às 9h30m. Às 14 horas. Levi Silva. João Batista Paulo Guedes. como presidente da UFMBP. 258. Nilson Godoy. Fidélis Morales Bentancôr. Painel: — Dirigiu essa parte o Pr. presidente da Convenção Batista Fluminense. secretário-executivo da Juventude Batista do Estado do Rio de Janeiro — JUBERJ. o Seminário Teológico Batista Fluminense. Antônio de Souza. presidente da Junta de Beneficência. aluna do Colégio Batista Fluminense. foi convocada uma assembléia extraordinária da Convenção Batista Fluminense. ali sediada desde 1918. que se realizou no templo daquela igreja. d. Leobino da Rocha Guimarães. Ebenézer Soares Ferreira. Às llh30m. O programa foi dirigido pelo Pr. tem dado grande apoio a esta entidade. Gilson Carlos de Souza Santos apresentou relatório da entidade e o Pr. Geraldo Geremias. O auspicioso acontecimento foi celebrado com intensa e variada programação. a Sociedade Patrimonial Batista de Campos. Virgílio Faria. A chuva que caía sobre a cidade e a grande afluência de mensageiros de várias partes do estado. Mensagem: "A Imorredoura Gratidão" — proferida pelo Pr. A gratidão dos legatários — Dirigiu essa parte o Pr. Ruben Coelho dos Santos. Às 8h30m. Éber Silva. embora estivesse planejada para a sede da própria instituição. Faria. no Cemitério do Caju. . Aildes Pereira Soares. apresentou a mensagem. foi feita visitação às entidades da denominação sediadas em Campos. por muitos anos. no templo da Primeira Igreja Batista de Campos. João Marcos Barreto Soares. Além de cânticos por um grupo de órfãos. Essa foi uma homenagem póstuma do campo fluminense àqueles obreiros que tanto deram ao trabalho batista em nosso estado. Foram visitados: O Colégio Batista. Jurandir Gonçalves Rocha. O legado deixado aos homens — Prof.CENTENÁRIO DA PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE CAMPOS Para comemoração do centenário da Primeira Igreja Batista de Campos. Antônio Soares Ferreira. c. João Barreto da Silva. fizeram com que houvesse necessidade de a inauguração ser realizada naquele templo. A Profa. b. O legado deixado às senhoras — Profa. usou da palavra o Prefeito Anthony Matheus. Henrique Queiroz Vieira. O legado deixado à mocidade — Pr. falaram os seguintes irmãos: a. O Pr. A reunião aconteceu no templo da Primeira Igreja Batista de Guarus. de caráter orfanológico. O legado deixado aos pastores — Pr. É mais uma entidade filantrópica. houve a visitação às sepulturas dos pastores Joaquim Fernandes Lessa. Representando as diversas organizações. Élcia Barreto Soares. deu-se a organização do Lar Batista Profa. Campos. cuja esposa foi. organizado naquela cidade em 1963. que está sediado à Rua Tancredo Neves. ali estabelecido desde 1914. secretária-executiva da União Feminina Missionária Batista Fluminense — UFMBF. 2. Guarus. Genilda Terra. no dia 23 de março dc 1991. Edgard Barreto Antunes. 3. foi realizada a sessão solene. Os presidentes e executivos das quatro juntas da convenção falaram e os presidentes 222.

muito se esforçou para abrilhantar a programação. Obadias d'Alcântara. que dela é pastor desde novembro de 1969. que pastoreou aquela igreja por mais de dez anos e Pr. lavrada. já tem importantes peças no seu acervo. 223. Segunda sessão solene da Assembléia Extraordinária da CBF — Às 19 horas.da 27 associaçoes representaram-nas informando o número de igrejas de que se compõe cada uma. No final da programação. Foram homenageados os já falecidos. foi colocada a grande pedra. Ao lado do templo. foi apresentada a apoteose intitulada "Preparados para um novo tempo". Obadias d'Alcântara. que dirigiu todo o restante da programação. dele faz parte o cálíee único. usado na celebração da Ceia do Senhor. Foram também inauguradas várias placas com frases alusivas aos pastores referidos. O museu. Fausto Aguiar de Vasconcelos. cujo ministro de música. o presidente. Pr. Ebenézer Soares Ferreira. foi realizada a segunda sessão solene daquela assembléia. nos primórdios do trabalho batista em Campos. Inauguração do museu e homenagens — Às I7h30. Raphael Zambrotti. O hino oficial era de autoria da professora Glória Avelar Campos. O ponto alto da solenidade foi a mensagem proferida pelo Pr. presidente da Convenção Batista Brasileira e pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. . como marco histórico. Após a abertura. inaugurado também naquela ocasião. além daqueles que presentes estavam à Solenidade — Pr. foram prestadas homenagens aos pastores que exerceram ministério na Primeira Igreja Batista dc Campos. 5. João Fernandes da Silva Neto. que servia de soleira ao primeiro templo construído no Brasil. 4. A música esteve a cargo da Primeira Igreja Batista de Campos. Por exemplo. passou a direção dos trabalhos ao Pr.

Dias depois. nós estamos cônscios. Em 1951. de autoria do autor desta obra. chamou o Dr. fundando igrejas e fazendo-as compreender que deviam sustentar-se por si mesmas.B. Devemos considerar também 225. se acham as palavras do próprio missionário Christie respondendo à pergunta "Qual foi o segredo de sua obra?". posso escrever alguma coisa. mas posso adiantar-lhe que os nossos métodos foram simples e não irão espantar ninguém. no capítulo XIX.Christie. Christie e disse-lhe: — Estou deveras maravilhado com o trabalho que o irmão realizou no Estado do Rio. Ele disse: "Sem mim nada podeis fazer". Apesar de termos tido parte na evangelização do Estado do Rio. então secretário da Junta de Richmond. onde. Christie lhe endereçava a carta que segue: 'Corpus Christi. Sou-lhe grato pela sua manifestação de apreço ao trabalho missionário que tem sido feito no Estado do Rio. anos após anos. nós a encontramos no livro A. Sendo Pobre Enriqueceu a Muitos. Sempre impressionados com esse desenvolvimento. Aqui transcrevemos esse capítulo: " À diligência e ao dinamismo de Christie se deve o progresso extraordinário que o Estado do Rio batista alcançou em poucos anos.Capítulo XV o segredo do crescimento do campo batista fluminense A que se deve o vertiginoso crescimento do campo batista fluminense? A resposta. A Cristo devemos colocar em primeiro lugar. Poderíamos saber qual o segredo do seu sucesso? Queríamos saber quais os métodos que adotou. O segredo é que ela não é minha e o seu dono me chamou como mordomo para desenvovê-la. os seus colegas missionários e os seus superiores de Richmond inquiriram: — Qual é o segredo de sua obra? — Ela não é minha obra. É o campo missionário que apresenta mais frutos no mundo.Theron Rankin. o Dr. Pode escrever isto para que possamos apreciar? — Bem. profundamente cônscios de que os resultados alcançados não são de nosso planejamento e labor lá. M. . 1? de junho de 1951 Agradeço-lhe sua carta de 15 de maio.

Ela . por fundos missionários e administradas por missionários. Os descendentes de alemães e suíços evangélicos que haviam imigrado para o Brasil herdaram um espírito evangélico também e o número deles era bem considerável no Estado do Rio.D. O levantamento do liberalismo (1810-1890) começou com a abertura dos portos e veio culminar com a Independência do Brasil. na sua maioria. A. O Evangelho ou o Novo Testamento é o encorporamento da verdade. O rico não devia ser avarento. esta sua declaração é uma declaração também dinâmica e por isso tenho buscado rodeios para ver se acho a resposta. São fáceis de serem evan gelizados e têm-se tornado um elemento importante para a evangelização das cidades bem como para o fortalecimento das hostes ministeriais. Entramos em seus trabalhos e encontramos um campo fértil. recursos para a expansão e manutenção do trabalho.Crosland começou ensinando às igrejas a dependerem de si mesmas. trazidas às igrejas e estas se sentirem cônscias de que deviam sustentar o seu trabalho. Elas eram sustentadas. A natureza do povo no Estado do Rio facilitou a promulgação do evangelho. desprovidos de preconcebidos planos e métodos.L.Dunstan doutrinou as igrejas e D. porém não tínhamos um plano definitivo para seguir. O rico e o pobre igualmente são mordomos. Olhando os anos idos verifico agora que seguíamos princípios e deixamos ao tempo e às condições determinarem os métodos. porém o número era diminuto em comparação com o campo que tinha uma população de dois milhões de pessoas para serem evangelizadas.S.L.Ginsburg foi o semeador. com a Abolição da Escravatura. O povo era a fonte e a verdade era a força dinâmica que produzia igrejas que por si mesmas levavam avante o seu trabalho. Tínhamos uma idéia. em 1908. A Mordomia é um fato. Unhamos um começo. Eu sabia que nada poderíamos realizar sem Cristo. Entramos no Estado do Rio com um simples ideal. Havia 11 igrejas com um total de 1400 membros quando chegamos à Missão Campista.aqueles que nos antecederam nesta obra. Pois bem. O Estado do Rio era um campo fértil e pronto para a sega quando nós para lá fomos. mesquinho em auxiliar o pobre e este por sua vez não devia deitar-se e ficar à espera de que o rico faça o que ele pode e deve fazer. amigo. diz que gostaria de obter a fonte ou o dinamismo que produziu estes resultados das igrejas se sustentarem a si mesmas e ao seu trabalho. Nós éramos da Videira Verdadeira e também a Lavoura de Deus e para sermos consistentes com os princípios de mordomia entendemos que tínhamos que produzir o material necessário. Era um povo largamente rurícola. O missionário S. Em sua carta V. com o estabelecimento da República Brasileira e com a liberdade dos evangélicos dc realizarem sua obra missionária. possuindo uma mente aberta e um espírito democrático. um eterno princípio para ser praticado.

Unhamos duas fontes: uma da Foreign Mission Board e outra das 227. vitória que declara que o que pode ser feito o será. reconhecidos. aceita com fé e confiança. Isto é. 4. A Verdade. O princípio da autonomia — Uma igreja autônoma não reconhece autoridade humana fora de si mesma nem de qualquer organização dentro de seu seio. Talvez muitas igrejas sintam que cias só chegam à completa autonomia quando elas são capazes de se sustentarem. Sua responsabilidade é cumprir com suas obrigações para com Deus. serão guias fiéis para a edificação de igrejas genuinamente nco-testamentárias e para levá-las a se sustentarem a si mesmas: 1. logo achamos que o dízimo. Sua lei é a vontade de Deus. Foi nesta base que nós nos organizamos. porém. Sim. bem como a portadora de frutos para aqueles que a conhecem e a praticam. A Convenção Estadual elegia uma Junta Executiva. porém. ele perdeu o controle que tinha sobre elas. Uma igreja dessa natureza está no caminho do sustento próprio. Com este erro corrigido. a qual. As igrejas cooperam com o missionário e o missionário coopera comas igrejas e asim ambos são trabalhadores com Deus. ele dizia que uma vez que o auxílio financeiro cessou. O princípio da cooperação — Cooperação não é de uma lado só. é positiva.é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. por seu turno. Infelizmente a escandalosa voz do pessimismo é ouvida com mais freqüência que a humilde voz da vitória. O princípio da democracia — Em relação a Deus uma igreja é uma teocracia. ensinados e seguidos. pessimismo que declara que isto ou aquilo não pode ser feito. não uma teoria. empreguem seus variados dons para o bem de tudo e cumpram suas obrigações financeiras de acordo com suas prosperidades. Nossos métodos poderiam ser um fracasso em outras terras ou sob outras condições. . é positiva e criadora de pensamentos e atitudes positivas. Todavia. A verdade. A igreja deve ser uma democracia em ação na qual os membros conheçam e defendam seus direitos. Isto é. O princípio da mordomia — Este é um eterno princípio. mencionarei alguns princípios que eu creio. Parece-me que as igrejas em qualquer terra e sob condições regulares podem ser levadas ao sustento próprio. É um fato para ser praticado. em relação à sua comunidade é uma democracia. 3. criadora de ideais e geradora de forças que nos impelem a seguirmos um alvo. se forem entendidos. elegia um dos seus pastores como secretário-correspondente e o missionário como secretário-tesoureiro. Nos albores do trabalho da Missão Campista o dízimo foi ensinado como obediência à Lei e isso causou confusão e certa dificuldade. como uma expressão voluntária e como prova de mordomia era o mais rápido caminho para atingirmos ao sustento próprio. Não tenho sugestões concernentes aos métodos que devem ser usados. Tem-se dito que um missionário não gostou de trabalhar com igrejas que se mantinham a si mesmas. Pensamentos negativos produzem somente atitudes negativas. 2. para consigo mesma e para com o mundo.

Nós reuníamos os nossos fundos e distribuíamos onde houvesse mais necessidade. Eu não achei uma resposta definitiva quanto ao que se refere à fonte ou ao dínamo que produziu resultados das atividades do trabalho missionário e dos nacionais do Estado do Rio. Por esta carta o leitor deverá ter verificado o espírito de humildade de Christie.. A. eu tive que crescer com ele. Ela quase me acordou. E igrejas se tornavam financeiramente independentes. Qual o segredo da obra de Christie? Ele o disse: CRISTO 228. amarrando-me a mim mesmo com nó e estou de volta onde comecei. Agraceço-lhe pela bomba que lançou sobre mim. De outro modo eu teria sido deixado fora do movimento. De uma coisa eu tenho certeza: O trabalho do Estado do Rio fez muito mais por mim do que eu por ele.B. Este plano vingou satisfatoriamente. do progresso.igrejas. a sua elevada noção do que é uma igreja de Cristo e o seu humor. Sinceramente seu.. . ao longo da estrada ou teria desaparecido antes do meu tempo. Parece-me que muitos fatores concorreram para gerá-los. Como o trabalho cresceu. À proporção que as contribuições das igrejas aumentavam as apropriações da Foreign Mission Board decresciam. misturando métodos com princípios. Tenho dado muitas voltas como se tivesse em torno de círculos.Christie".

epílogo

"Ainda há muita terra para se possuir." Foi este o slogan com que a Junta
de Missões Nacionais desenvolveu uma campanha, no tempo em que o grande
missionário L.M.Bratcher era seu secretário-executivo.
Olhando, hoje, para o campo batista fluminense, recordando a sua história
centenária, revivendo os fatos que nela estão encerrados, reconhecemos que,
a despeito do progresso alcançado pelas igrejas batistas em nosso estado, há
ainda muito o que ser feito para que se possa ver cumprida a missão que o
Senhor nos entregou. Confiamos que esta geração esteja preparada para legar
aos porvindores um incomensurável patrimônio moral, intelectual, social e espiritual, a fim de que, quando for comemorado o segundo centenário da obra
batista neste estado, saiba-se que a bandeira içada, pelos servos de Deus no
passado, anunciando o evangelho, nunca foi enrolada, mas erguida em todas
as cidades, vilas, vilarejos e fazendas do nosso querido torrão natal.
A História dos Batistas Fluminenses, aqui acabada de ser narrada, mostra -se resultante em progresso, desenvolvimento, crescimento. Reconhecia essa verdade
o Dr. Everett Gill Jr., quando, em 1955, sendo o secretário da Junta de Richmond, escreveu:
"Todos os missionários reconhecem que uma das mais notáveis histórias das missões modernas tem sido escrita no Estado do Rio de
Janeiro". (l)
Diversos fatores influíram nessa história:
\.FUNDAMENTOS
— Foram princípios, não regras. Porque princípios
são eternos; regras são passageiras. O crescimento do trabalho batista em nosso
estado deveu-se aos fundamentos que, pelos implantadores da obra, foram postos
— fundamentos bíblicos, ortodoxos, doutrinários. Escrevendo à Junta de Richmond, A.R.Crabtree declarava, em 1922:
" O Estado do Rio, cuja capital é Niterói, é reconhecido como um
dos mais bem organizados campos missionários do país. Este campo
tem sido sempre abençoado com uma liderança sábia e consagrada.
Os pioneiros lançaram os fundamentos e seus sucessores têm sido
suficientemente inteligentes construindo sobre esses fundamentos."' 2 '
229.

2.DISCIPLINA ECLESIÁSTICA — Outro fator que tem contribuído para
o crescimento do trabalho batista em solo fluminense é a disciplina eclesiástica.
O Dr. Lester Bell, em seu livro What Way in Brazil?, afirma que:
"... a disciplina eclesiástica é responsável pela pureza da membresia
entre as igrejas batistas brasileiras e isso ajuda a explicar o sucesso
de seus esforços."' 3 '
> 3. LIBERALIDADE
— Reconhecemos, também, que outro fator que muito
tem contribuído para o desenvolvimento da obra no campo fluminense tem sido
a liberalidade com que os crentes têm contribuído para a Causa. F.M.Edwards
afirma:
"Duvido que haja igreja, na América, que demonstre mais liberalidade, especialmente em comparação com a situação financeira de
seus membros."' 4 '
A. COLÉGIO BATISTA FLUMINENSE — Elemento de grande contribuição
na história progressista do campo batista fluminense foi, sem dúvida, o Colégio
Batista Fluminense. Por ele têm passado centenas e mais centenas de alunos
que ali se sentiram despertados para serem evangelistas, professores, pastores,
missionários, esposas de pastores. Ele é, realmente, " u m a colméia de grandes
obreiros e pastores", como afirmou o então d ' O Jornal Batista, Dr. José dos
Reis Pereira.
5.AMOR SACRIFICIAL
— Finalmente, fator preponderante no crescimento da obra do Senhor em plagas fluminenses tem sido o amor, o grande
amor, o amor sacrificial demonstrado pelos crentes em fazer discípulos do Senhor
Jesus. Em seu REPORT à Richmond, o missionário A.B.Christie, em 1910, declarava:
"A Igreja Batista do Sana, que tem pouco mais de um ano de organizada [foi organizada em 28 de setembro de 1908, com 60 membros],
foi a que apresentou maior crescimento. Batizaram-se mais de cem
pessoas durante o ano e uma de suas congregações foi organizada
em igreja com mais de cem membros."' 5 '
Realmente, os obreiros, quer missionários, quer nacionais, estavam imbuídos de grande amor à Causa, dispostos aos maiores sacrifícios. Joaquim
Fernandes Lessa narra que uma senhora doente viajava a pé, muitas léguas, para
ir à igreja e ser doutrinada. Crentes saíam, com sol ou chuva, às vezes mal alimentados, mal dormidos, mas dispostos a espalhar o maravilhoso evangelho que
os salvou, enfrentando, algumas vezes, até perseguições. É o mesmo l^essa quem
narra:
"Numa nota n ' 0 ESCUDEIRO BATISTA, de abril, o pastor Joaquim
Coelho diz que, em 1911, viajou 885 léguas, realizou 292 conferências, visitou 969 famílias e realizou 76 batismos. Obreiros desta
qualidade são os que têm dado verdadeiro impulso ao campo..."' 6 '

Li, algures, que, após sua ascenção aos céus, Jesus foi procurado pelo
arcanjo Gabriel, travando-se entre eles o seguinte diálogo:
— Senhor, tu morreste na cruz para salvar os homens. Conseguiste que
muitos cressem em ti?
230.

— Consegui alguns poueos seguidores na Galiléia.
— E qual é o teu plano para ganhar o mundo?
— Confiei àqueles que me seguiram a missão de pregar a todos a minha
mensagem.
— Suponhamos que, lá pelo Século XX, aqueles que te aceitaram como
Salvador estejam tão ocupados com suas tantas atividades, que deixem de propagar
a tua mensagem salvadora...
— Já disse, Gabriel, que não tenho outro plano senão este, confiado aos
que me seguirem.
— Mas, suponhamos, tornou o anjo Gabriel, que eles deixem de cumprir
a missão que tu lhes confiaste...
— Gabriel, respondeu Jesus, eu só tenho este plano! Se eles falharem,
então, o meu plano falhará!
Esse diálogo deve lembrar aos crentes o desafio divino. Cristo confiou à
sua igreja a missão de levar ao mundo a sua mensagem salvadora. Nós, os crentes,
devemos ter em conta que Cristo depende da nossa cooperação para a salvação
dos perdidos. Urge, pois, que cada crente se conscientize dessa realidade, vivendo,
testemunhando, pregando a sua experiência pessoal com Cristo Jesus.
E, agora, por remate, o nosso apelo em oração:
Irmãos batistas fluminenses,
curvemo-nos diante do santo altar divino e ali coloquemos o incenso perfumado de nossa sincera gratidão, a oblata dc nosso amor. Consagremo-nos mais
ainda ao Senhor! Protestemos-lhe o nosso amor, a nossa fé, o nosso louvor!
Que nossos olhos estejam abertos para verem as almas perdidas. Que nossos
pés estejam preparados para buscá-las, como os pés formosos dos que anunciam
a paz e a salvação. Que nossas mãos estejam estendidas em gratidão, cheias
de amor para abençoar os carentes, os órfãos, as viúvas, os marginalizados.
Que nossos ouvidos estejam abertos para ouvir o clamor do necessitado, do
perdido no pecado e para ouvir as ordens do nosso Mestre. Que nosso coração
transborde de alegria e paz; e que nunca se apague nele a chama que se acendeu
na pira santa da comunhão com o Senhor.
Ó Senhor, a ti rendemos mil graças. Ó Senhor, agradecemos-te pelos santos
servos teus que ajudaram na construção desse monumento espiritual que é o
coração do povo batista brasileiro.
Aqui depositamos, de joelhos, a teus pés, a nossa imorredoura gratidão.
AMÉM.

231.

notas e citações
Introdução
( 1 ) M o u r ã o , D.H.E. O Primeiro Decênio da Diocese de Campos; 1924-1934.
Niterói, Escolas Profissionais Salesianas, 1934, p. 12.
( 2 ) I d e m , p. 13.
Capítulo I — PRIMÓRDIOS DO EVANGELHO NO BRASIL
Uma Grande Porta É Aberta
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. Subsídios Para a História dos Batistas do Campo
Fluminense. Obra inédita, p. 16.
( 2 ) Harrinson, H.B. Os Bagbys do Brasil. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações da CBB, 1987, p.47.
( 3 ) M a u r e r Jr., Th. H. Cristianismo. Io. trimestre, 1962, p. 4.
Capítulo II — PERÍODOS DE ASSENTAMENTO DA OBRA BATISTA
(1891-1892)
Início do Trabalho Batista
(1) Silvestre, H. Aspectos Antopográficos do Rio Paraíba do Sul. Jornal do
Comércio, 23 de março de 1934 apud Lamego, A.B. O homem e o brejo.
2a. ed. Rio de Janeiro, Ed. Lidador, 1974, p. 192.
( 2 ) Siqueira, W. Momento Cultural. Campos, Departamento de Cultura da Prefeitura, 1970, no. 2.
Um Grande Apelo
(1) Lessa, J. F. e Christie, A.B. op. cit., p. 16
Organização da Igreja Batista em Campos
(1) Transcrevemos, do primeiro livro de atas da Primeira Igreja Batista do Rio
de Janeiro, a ata de número 132, que foi lavrada à página 50 do livro mencionado, onde se lê sobre a transferência ou carta demissória concedida aos
irmãos citados abaixo para se organizarem em igreja, em Campos.
" N o dia 24 de fevereiro de 1891, às oito e meia horas, da noite, estando
reunida a igreja, o irmão moderador, depois de ler uma parte das
Escrituras Sagradas, cantar-se um hino e fazer-se oração, declara aberta
a sessão. Não havendo candidatos ao batismo passou-se à leitura
das atas das duas sessões anteriores, as quais foram aprovadas. O
233.

irmão moderador participa à igreja que os irmãos Domingos Joaquim
de Oliveira, Anna Francisca de Oliveira, Anna de Oliveira, João
Bernardino Manhães, Corina Maria Manhães, Rozalina Manhães,
Antônio Assenço, Júlia de Oliveira Santiago e Amélia Reis, residentes
na cidade de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, pedem suas
cartas demissórias desta igreja. Unanimimente lhes concedeu suas
cartas ...
Secretário: João Antônio de Ávila".
(2) Lessa, J.F'. e Christie, A.B. op.cit., p. 17.

Capítulo III — PERÍODO DE GRANDE ATIVIDADE EVANGELÍSTICA
(1893-1900)
Pastorado de Salomão Ginsburg
Conversão de Joaquim Fernandes Lessa
(1) Ginsburg,- S.L. Um Judeu Errante no Brasil. Rio de Janeiro, Casa Publicadora Batista, 1932. Trad: Manoel Avelino de Souza.
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 20-21.
Jornal "As Boas-Novas"
(1) No primeiro número de "As Boas-Novas", que veio a lume no dia 15 de
março de 1894, o redator coloca o ideal do mesmo: "A modesta publicação
que hoje, pela primeira vez, damos à luz, deseja ser o que seu nome indica
— um mensageiro de boas-novas, neste vale de lágrimas e tristezas. Desejamos, unidos em coro angélico, proclamar a todos os brasileiros: Glória
a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens".
Na tipografia onde imprimia o jornal "As Boas-Novas", Salomão Ginsburg
publicou, em 1898, a sétima edição do "Cantor Cristão", com 210 hinos.
Nesta tipografia Salomão publicava ainda folhetos evangélicos e de polêmica, alguns de sua autoria e outros de autoria de A.F. Campos.
(2)Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 23.
( 3 ) Pereira, J.R. História dos Batistas no Brasil. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações da CBB, 1982, p. 37.
( 4 ) Crabtree, A.R. História dos Batistas do Brasil. Rio de Janeiro, Casa Publicadora Batista, 1936. Vol. I, p. 113-114.
Primeira Escola Diária
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 29.
Escola Noturna
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 27.
Escola Industrial
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. opxit., p. 66.
(2)Mesquita, A.N. História dos Batistas do Brasil; 1907-1935. Rio de Janeiro,
Casa Publicadora Batista, 1940. Vol. II, p. 106.
" E m janeiro de 1920, depois das férias, encontrava-se o casal Terry em
Corrente para dar andamento ao plano, e em janeiro de 1922 era aberto
o Instituto Batista Industrial, que tão relevantes serviços tem prestado à denominação."
Perseguições em São Fidélis
(1) Ginsburg, S.L. op.cit., p. 101-111.
234.

p. et allii Avance Evangélico en la América Latina. p. W. J.. Lessa. p. Artes Gráficas da Escola de Aprendizes e Artífices. Oposição do Clero (1) Lessa. Este procedimento dos católicos extremados mereceu justas recriminações do sensato povo campista e da imprensa local.F. 1906. 22 de abril de 1898. . 22 de abril de 1897. Em 1898 mesmo. p. Subsídios Para a História dos Campos dos Goytaeazes. ed. A. os batistas começaram a receber cartas anônimas terrivelmente ameaçadoras. Campos.B. 17. Read. 1971.B. A Igreja Católica Romana se propunha a manter a América Latina livre do veneno da Reforma. 2a. 100-101. Campos (1) Souza. pois em dezembro desse mesmo ano os jesuítas fizeram passar uma procissão em frente ao templo evangélico e parando o apedrejaram.cit. ed. Cyclo Áureo. Esquilo. A. El Paso.C.F. The South American Evangelical Mission.F. e a Inquisição apoiava este propósito". Rio de Janeiro.M. Lamego.. 40-41..Perseguições em Macaé (1) Lessa. s/l.W. p. London. ( 2 ) Idem. 1898. A distribuição de Bíblias havia sido proibida nas colônias por decreto do Papa e do Rei. O Clero Católico Romano Reage Contra a Construção do Templo Batista (1) Monitor Campista.. H. op. S. 1979. p.cit„ p. J. Inauguração do Primeiro Templo Contruído no Brasil (1) Segundo Distrito.cit. ( 3 ) Glass. Casa Bautista de Publicaciones. op. fruto puramente jesuítico. op. Campos é a primeira cidade da América do sul a inaugurar a luz elétrica". s/l. ( 3 ) Feydit. Monterros.R. p. e Johnson.L. 1935. com a presença do Imperador. ( 2 ) "Durante quase três séculos depois que os europeus descobriram o novo mundo. 471-472. J. ( 3 ) Idem. Como meio de se justificar os jesuítas começaram a propalar que o apedrejamento era o resultado dos evangélicos pretenderem atacar a igreja de Santa Efigênia que fica situada perto da Igreja Batista. A. 46. 205. F. R. p.F. ( 2 ) " S a t a n á s mudou provisoriamente o seu campo de ação de Macaé para Campos. Avance Evangélico en la América Latina. p. Campos. História do'Primeiro Centenário de Campos. Os Bravos Colportores (1) As Boas-Novas. a Bíblia era quase desconhecida na América Latina. 18. H.cit. apud Read. A. Lançamento da Pedra Fundamental do Primeiro Templo Batista do Brasil (1) " E m 24 dc junho de 1883. Ermans Company. Capítulo IV — PERTURBAÇÕES INTERNAS A Questão A.R. 192.A. O Homem e o Brejo. W. (2)A Gazela do Povo. e Christie.B. 1971. E não demorou muito a reação. 2a. 45. Como desmentindo a uma tão grande aleivosia o templo evangélico começou a se encher de ouvintes novos e atentos e almas a se converterem". 29-30. 45-46. J. p. e Christie. op. (2)Ginsburg. Editora Lidador. Through the Heart of Brazil. 22 de dezembro de 1897. e Christie. Rio de Janeiro. 235. 1974.

et allii O que Deus Tem Feito. e Christie.B. A. 07 de dezembro de 1903.. p.. Capítulo V — MISSÃO NO RIO Organização da Primeira Igreja Batista de Niterói (1) Azevedo.F. e Christie.cit. Igreja Metodista e Seu Pastor Tornam-se Batistas (1) Lessa. 169... dois meses após. foi o ex-pastor A. 20 de janeiro de 1903.cit. A.B. op. I. 32. Francisco Fulgêncio Soren. Christie. Rio de Janeiro. Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. p.. pelo que se depreende da Declaração publicada em 7 de dezembro. p. 47. p. Vol. ( 5 ) Mudando-se de Campos. ( 2 ) Crabtree. Rio de Janeiro. . História da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Escreveu também livros contra os mesmos e abriu uma loja onde vendia imagens e santinhos. 52. Ele assim se expressa: "Os missionários estrangeiros desenvolveram tal sagacidade e empregaram métodos tão astuciosos que. Sempre atacava os crentes pelos jornais. ibidem ( 3 ) Mein.B. A Igreja É Dissolvida (1) Lessa.. Chega até a enxertar a expressão O SEU PROTECTORADO ao texto escrito pelo secretário Antônio Maia e publicado em Monitor Campista. 1985. conseguiram abafar maneirosamente aqueles gritos de nativismo. et allii op. L. p. Florentino Rodrigues da Silva foi perseguido em Macaé. Sendo Pobre Enriqueceu a Muitos. ( 2 ) I d e m .B. E. Perseguições em Niterói (1) O Pr. Joaquim F.R. Rio de Janeiro. I.F. Lessa rebatia todos os seus ataques usando como título de seus artigos Os Batistas Acusados. p." Horácio de Souza era um espírito muito intolerante. 1959. Conta Tarsier que ele foi perseguido também 236. 356. cit. D. Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB. 1982. J. Casa Publicadora Batista. A. ed. (6)Souza. J. op. ( 4 ) Monitor Campista. 1988. Intérprete de Cristo em muitas terras. Campos. (3)Bratcher. op.cit.B. 25-26 Capítulo VI — PERÍODO DE REAJUSTAMENTO. Horácio de Souza comenta o episódio ocorrido na Igreja Batista de Campos quando da dissidência e interpreta eom um sentimento nativista.. Segunda Organização da Igreja (1) Azevedo. Campos.S. op. em Niterói e outros lugares. 55.M. Horácio. A. São Fidélis. Rio de Janeiro. 33. SOLIDIFICAÇÃO DO TRABALHO E DE GRANDES PERSEGUIÇÕES Ordenação de Dois Grandes Obreiros (1) Ferreira.. Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB.Campos para São Paulo e criou o Mixórdia Protestante com que combatia os crentes. 2a. p. et allii Coluna e Firmeza da Verdade. 208.F. I.( 2 ) M o n i t o r Campista. p.. p.cit.

R. viu a sua primeira esposa falecer sem lhe poder dar o relativo conforto. O ataque ao missionário era chefiado pelo Sr. Rio de Janeiro. 204-205. pois ele não foi só o principal elemento no levantamento do trabalho de Jesus naquela cidade. Tarsier.R. 24 de janeiro de 1907. e Christie.. A. São Paulo.cit.F. p. pois havia perdido todos os seus haveres com as perseguições. Perseguições em Campos (1) Lessa. (8) Lessa. A. 252-253. como também um dos que se mostraram mais pacientes e mais abnegados a favor do evangelho. A. 77.S. 95. Cultura Moderna. (2) Souza.B.F. (4) Lessa. p... Isso ocorreu em 1890. A. op.. de Macaé. J. A. p. estava a servir em Cesário Alvin. 296.cit. Organização da Associação Batista Fluminense (1) O Jornal Batista. e Christie. Rio de Janeiro. op. e Christie. p. A. e Christie. (9) Crabtree.F. p. o Pr. Campanha de Combate ao Fumo (1) Souza.F. 89. (2) Lessa. Da Aurora ao Pôr-do-Sol. p. Tomo I. Florentino Ferreira da Silva. 237. entre outros o octogenário Joaquim de Mendonça.. J. Manoel Nunes Saraiva.. e Christie. p. op.F. J.B.B. Edição do Autor. opxit.B. p. 1936. 1973. J. 89. p.B. Finalmente veio a falecer naquela cidade às três e meia da manhã do dia 26 de maio de 1907. op. J. (3) Segundo informação do irmão Alcides de Oliveira Quintanilha. A. Os evangélicos tiveram que retirar-se com prejuízos avultados".B. Organização do Hospital Batista (1) Lessa. 1937. e Christie. O Escudeiro Batista. p. J.cit.F. dando o mais edificante testemunho da sua fé em Jesus". História das Perseguições Religiosas no Brasil.cit. História dos Batistas do Brasil. José Rodrigues. foi acometido por mais de oitocentas pessoas. Diz ele: "Ainda no mesmo mês do mesmo ano (era fevereiro de 1904). e consagrado diácono.A. e Christie. A. 94. Também Bagby foi perseguido em Campos no lugar denominado Guriri. 93. 89-90. ibidem. op. Um dos fundadores da igreja em Macaé. Foram esbordoados vários crentes. (7) Houve em nosso estado muitos crentes que perderam até seus haveres por causa das perseguições: " U m nome que neste esboço histórico não deve ficar no olvido é o de Alfredo Ramos.em Cesário Alvin. 293. op. J.B.cit.. (5) Idem. . A. 15 de junho de 1946.F. Perseguições em Aperibé (1) Lessa. um mártir do evangelho (1) Crabtree. Casa Publicadora Batista. p. 20. p. M. Lessa.cit. P. (6) Idem.cit. op. município de Silva Jardim.. os perseguidores estiveram também na casa do irmão Alberto Santarém onde quebraram tudo. A.

A. Correntezas. o fato de um filho ter se tornado pastor (Marcílio Kepler Lóta) e de outros descendentes terem vindo a se destacar na obra do Senhor. e Christie. 20 de agosto de 1908. São Paulo. Mais tarde surgiram outros grupos defendendo a campanha antitabagista. construído por ele há muitas décadas é um dos mais belos para aquela época. Em 1915. 160. p. fazendo um retrospecto histórico da Igreja Batista de Pádua. .S. Atacava muito o uso do fumo. que é o Diretor da Faculdade Teológica Batista de Brasília. p. de Cachoeiras de Macacu. Três netos são pastores: Diné R. Cabe. depois a Primeira de Cachoeiras de Macacu.cit. op. O neto Urgel Russi Lóta é Ministro de Música da Igreja Batista da Penha. no interior de Pádua. no entanto. Foram.B. Rio de Janeiro. Ele criou a sociedade chamada Barreira Contra os Vícios. (2) Ixssa. Celso de Oliviera. José da Silva Lóta era homem de poucas letras. (3) Lessa. a esta igreja a honra de ser a eliminadora deste flagelo em nossas igrejas com a ajuda de Deus. o trabalho do Senhor. Isaltino Gomes Coelho Filho. cit. Pastoreou primeiramente a Igreja de Taquarussus. como evangelista e. por fim. 86 (4) Ferreira. e a neta Meacir Carolina Frederico Coelho é casada com o Pr. que pode-se dizer nasceu na casa de seu pai. E. mas realizou. portanto. município de Macaé. os batistas os que primeiro começaram a campanha antitabagista. J. p.(2) João Caetano de Oliveira. realmente. Usados por Deus Tais Como Eram (1) O Pr.B. op.E e Christie. Escreveu até um livro com o título Barreira Contra os Vícios. quando foi ordenado ao Ministério Sagrado. 1974. Bananeiras. Dr. nessa condição. a 2?.F. Capítulo VII — PERÍODO DE ORGANIZAÇÃO DE VÁRIAS ENTIDADES E COOPERAÇÃO Perseguições em Friburgo (1) O Friburguense. com amor e dedicação. Hudson Galdino da Silva. (parece mentira). foi um grande construtor de templos. Desejamos ressaltar. Rubem Clêniton Lóta. Em discurso pronunciado em 18 de julho de 1946. no lugar denominado Vargem da Motta. Juraci Rodrigues da Silva.. pai do Dr. No Ceará houve um senhor que era um grande combatente contra o fumo. Lóta (missionário a Portugal). aqui. O médico. Imbaú e. Joaquim N. isto em 1907". ele já se encontrava no Sana. Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB. escreveu um opúsculo sobre os malefícios do fumo que teve larga divulgação. 4a.. cuja sigla BACOVI era muito conhecida no nordeste. mas igreja alguma havia tomado tal iniciativa. J. até 18 de junho de 1927. trabalhou nessa igreja e em outra. Muitas lutas tivemos para irmos adiante com esta campanha e. A. 238. ele destaca o seguinte: ' 'A primeira iniciativa que tomamos foi exterminar o vício do fumo. fomos ameaçados de perder a fraternidade com outras igrejas. O de Aperibé. vício este muito natural entre os crentes daquela época. 104-107. A neta Marilene Teli Frederico da Silva é casada com o Pr. ed. Talvez seja isso irrisório para nós atualmente.Paranaguá. Educação Moral e Cívica.

(6) Idem. 26 de julho de 1970.B. Anita Soares. Assumpção. Read. quiseram negar ao missionário Daniel Franklin Crosland a sepultura.cit.F. esposa do Pr. e Christie. Xavier. Belo Horizonte.A.. p. Editora Lítero-Técnica. Avance Evangélico en la América Latina. . 75. sem aquelas encomendas e outras exigências religiosas. H. O Escudeiro Batista.C. p. A. para mudança do nome de O Escudeiro Batista para O Batista Fluminense. p. 19." Ele foi missionário no Estado do Rio de Janeiro e do Paraná. acabei a carreira.W. pois o cemitério onde deveria ser enterrado era controlado pela Igreja Católica Apostólica Romana e o vigário se opunha ao sepultamento. J. 15 de setembro de 1955. 195. 44-45. Pequena História dos Batistas no Paraná. A Obra Educacional dos Batistas Fluminenses (1) "Três quartas partes da população da maioria dos países da América Latina eram analfabetos em 1900. Bastos Júnior. As escolas evangélicas haviam servido como instrumentos para eliminar o preconceito contra os evangélicos. . Monterros. freqüentemente. sentiram que não se devia mudar o nome e não levaram a efeito o que fora votado e deram explicações em outra assembléia convencional. J. Pioneirismo e Neopioneirismo. op. p. Lineamentos da História dos Batistas no Estado de Goiás. Erdmans Company.. op. e Christie.M. (5) O Jornal Batista. (2) Em 1925 foi organizada a primeira Sociedade de Moças.B.cit. 2a. a assembléia aprovou a mudança.cit. 1971. J. 239. ed. Foi preciso que sua digna esposa e leal companheira interferisse e depois de longo diálogo com o vigário conseguiu sua anuência para o sepultamento. Convenção Batista Mineira. mas simplesmente uma lápide eom o seguinte trecho bíblico: (II Tim. J. O Trabalho Feminino (1) Lessa. (2) Assis.B. (3) Lessa.. do autor. por D. e Christie. (2) O Movimento pró escola-anexa se estendeu por grande parte do Brasil. Curitiba.. p. em 1945. 1988. 1989. op. depois. mas os líderes.B. 4:7) "Combati o bom combate. 206. Na época era o único túmulo que não tinha a cruz de madeira ou de outro material qualquer. Junta Estadual (1) Lessa. Xavier Assumpção declarou que o missionário "A. p. p. os quais defendiam a causa da liberdade religiosa. p.. Anápolis. por duas vezes.. A. ed. Antônio Soares Ferreira. 116-117. em Cacimbas.A Missão Campista Abre Trabalho em Minas Gerais (1) "Mesmo na sua morte. A.F. foram usados como modelos para novos programas públicos de educação". 24-25. estas escolas foram exemplo de métodos de educação mais modernos e excelentes e. proposta na assembléia convencional. guardei a fé". p. 1976. Deter tinha a mania da escolaanexa.. 1? de janeiro de 1904. Na Convenção realizada em Petrópolis. R. (4) Idem. 22 de junho de 1941. W. e Johnson. Ader A. 131-133. 5. (2) Houve.F. Os Batistas Fluminenses e Seus Jornais (1) O Escudeiro Batista.

p. Associação Batista Ebenézer. A. 1928. Associação Batista Extremo-Norte. op. p. E. A.N. Sendo Pobre Enriqueceu a Muitos. op. (3) Mesquita. J.. agosto de 1914. Rio de Janeiro.(7) Ferreira. . Apontamentos para a História de São João da Barra. Construção de Templos Maiores na Década de 20 (1) Nas décadas de 50 e 60 as igrejas sentiram que precisavam construir templos bem maiores. NO PRICÍPIO. p. Associação Batista Caxiense. e Christie. p. embora sejam espaçosos. Associação Batista Itaguaiense. E DE DEPRESSÃO FINANCEIRA. p. Associação Batista Meritiense. 1976. p. D. Primeira de São João de Meriti e Primeira de Itaperuna.cit. São elas: Associação Batista Betei.. COMO REFLEXO DAS CONDIÇÕES MUNDIAIS (1919-1929) A Coragem dos Bravos Missionários (1) O Escudeiro Batista. Assistiu à Perseguição ao Missionário Salomão Ginsburg (1) Oscar. op. 168.S.cit. op. Associação Batista Niteroiense. op.. E. p. 154-155. 2a. João. Casa Publicadora Batista. p.. Campanha Para Reorganização do Trabalho (1) Lessa. Primeira de São Gonçalo. Associação Batista Costa Verde. 80. Associação Batista Mageense. NO FINAL.B.S. Foi a Segunda Igreja de Campos a primeira a construir um grande templo que foi inaugurado com a realização da Convenção Batista Brasileira. 1959. p.cit.cit. (2) Ginsburg. Teresópolis. Christie. ed. p. Primeira de Nilópolis. 4. Casa Publicadora Batista. Primeira de Campos. op.E e Christie.B. A. Salomão. Mihigráfica Ed.. Associação Batista Iguaçuana. E. Anna Christie. Associação Batista Leste.B. 316. Associação Batista Nilopolitana. op. A.cit. Associação Batista Centro. 167. setembro de 1961. Associação Batista Norte-Caxiense. nenhum deles é suficiente para as reuniões de nossas assembléias convencionais. Associação Batista Litorânea. Escola de Verão (1) Escola de Verão — panfleto. 138-139. A. Capítulo VIII — PERÍODO DE PROGRESSO FINANCEIRO. Associação Batista Gonçalense. Rio de Janeiro. o Trabalho com as Senhoras e com o Colégio Batista Fluminense (1) Ferreira. Depois vieram as construções dos templos da Primeira de Niterói. Hoje.F. (2) Ferreira.S. Associação 240. Associação Batista Norte.cit. (2) Idem.cit. 156-157. 165. em janeiro de 1951. (8) O Escudeiro Batista.B. Primeira de Caxias. J.. Primeira de Alcântara. 61-62. p. 176. Sociedade Patrimonial Batista (1) Lessa. Associação Batista Noroeste.. Organização das Associações (1) Em 1991 havia 27 associações. J.F. e Christie. Integração de Igrejas Dissidentes (1) Lessa.

. num sobrado velho que ainda existe à Rua dos Andradas. 9. 136. constituíram a célula na formação do trabalho batista. p. Leobino da Rocha Guimarães declarou: "Foi uma noite chuvosa do dia 23 de março de 1891. Edições Melhoramentos. A. que vimos nos primeiros anos multiplicar-se e tomar vulto". 174. ibidem.Batista Paraibana. (2) Idem. op. ed. 4a.B. (2) Crabtree comenta que quase todos os membros da igreja exerciam o dom da prédica. Endividamento e Desânimo (1) Furtado. Antônio Soares Ferreira. 83.F. Associação Batista da Planície. os pastores José Joaquim da Silveira. p. Associação Batista Serra-Mar. Associação Batista Serrana. também.. 210. . Verbete Integralismo. julho de 1939.. Rio de Janeiro. 84.F. e Christie. janeiro de 1949.. Rio de Janeiro. Antônio Coelho Varela e outros. A "Zona Neutra" (1) O Escudeiro Batista.R.cit. p. Mão Para Toda Obra. e Christie. A. Casa Publicadora Batista. (2) Idem. São Paulo. nesse curso. Miss Blanche Simpson e a Educação Religiosa e Teológica (1) Matheus.cit. et allii Enciclopédia Mirador Internacional. 1976. J. J. op. p. Associação Batista do Primeiro Centenário. Crabtree. Capítulo IX — INÍCIO DA ORIENTAÇÃO PRÓPRIA E REAVIVAMENTO (1930-1941) Curso de Extensão (1) Ajudaram.B. 1937. A. Virgílio Faria.. (3) Idem. (2) Idem. p.B. op. 1971. publicação do IBER. Primeiros Problemas Associacionais (1) Lessa. p.cit.F. p. e Christie. Associação Batista Serra dos Órgãos. o Pr. J. História dos Batistas no Brasil. Associação Batista Queimadense. R. A. Ação do Integralismo no Seio das Igrejas (1) Houaiss. Jubileu de Ouro da Primeira Igreja Batista de Campos (1) Em seu relatório sobre os cinqüenta anos da Primeira Igreja de Campos. Caixa de Beneficência dos Obreiros (1) Lessa. p. Fundo de Cultura. 1969. 239. Igreja Batista de Pião É "Desfraternizada" por Alguns Anos e Retorna em 1923 (1) Lessa. Informa também que uma das melhores escolas dominicais do Brasil era a da Igreja de Campos. Formação Econômica do Brasil.F. 238. Associação Batista Riodourense. Rio de Janeiro. Depressão. Aqueles dez membros e mais quatro batizados na tarde do dia anterior à organização. Associação Batista Sul-Fluminense. (3) Tal foi a confusão que o movimento integralista causou na igreja que foram 241. J. A. 88 (antiga Praça do Rocio) que se organizou a primeira igreja batista do Estado do Rio de Janeiro.

Depois.(4) (5) (6) (7) excluídos vários membros da liderança. se tivessem refletido. desligado da igreja. 10 de maio de 1935. Houve reservas de parte a parte. Gentil andara freqüentando um templo batista. bateu às portas de um templo batista. A. Não se deve apagar a mecha que ainda fumega. Com o passar do tempo. meu padrinho de ordenação sacerdotal. pude ser-lhe útil. Ah! Essas almas simples que se horrorizaram com a presença do ex-padre na igreja. Que mistério insondável o coração humano! A amizade profunda que dediquei ao Pe. Quando estive. guiado pela mão benfazeja de Padre Aquiles. Minhas irmãs o receberam cordialmente e lhe ofereceram um chá. através da Câmara Municipal. os antigos sentimentos permaneceram. Que coisa estranha! Como teria ele podido conciliar a sua nova situação com as práticas religiosas? O coração do homem é sempre um abismo insondável!. p. doente. O "Tu es sacerdos inaeternum" valia tanto para o caráter sacerdotal. deixou-me de presente um livro que eu muito desejava: Compêndio de Filosofia de Tiago Sinibaldi.. desejando fazer-me uma visita. Pois bem. O Puritano. poderiam ter visto no mistério de sua oração talvez um raio de esperança. obra preciosa. Ambos deixaram de existir para que fosse criado O Brasil Presbiteriano. Houaiss. Servia às igrejas do sul. As 242. . Quando criança. Era o órgão oficial dos presbiterianos. tais atitudes eram absolutamente reprovadas. Gentil. O Jornal Batista. eu lhe dissera que sabia um hino protestante. pois navia no norte outro periódico. tomou-se de aversão a qualquer espécie de protestantismo. de quem foi aluno de Filosofia no Seminário Diocesano de Campos: "Naquele tempo. Lembro-me que certo dia. Gentil me telefonou. no Instituto Santa Terezinha. in loco. modificando. Nos seus últimos anos de vida. hoje raríssima. A visita foi feita. não foi mais a nenhuma missa. Antônio Soares Ferreira assumiu o pastorado da igreja na época da crise. em casa de minhas irmãs. mas. que previa a abertura de uma rua. como para o exercício do sacerdócio. A terrível resolução do Padre Gentil abalou toda a Campos.. o Prof. antes de meu ingresso no Seminário. O Jornal Batista. por certo que se abalou. Logo ele me preveniu: "Não cante!". Em breve. O Pr. op. no fundo. 23 de maio de 1935. fez-me várias visitas. entrou e permaneceu lá até morrer. Compreendi que ele receava não ser bem recebido. Conversão do Ex-padre Gentil de Castro Faria (1) O padre Antônio Ribeiro do Rosário escreve sobre seu relacionamento com o ex-padre Gentil Faria. entrou para o Seminário.cit. 3. p. Ao sair. ante os olhos espantados de umas mulheres devotas. o professor Gentil continuou a freqüentar as igrejas. Afastado de seus compromissos de padre. o Plano de Urbanização da Cidade. faz alguns anos. 7 de março dc 1935. sentindo-se desambientado dentro da igreja.. 9. Quando se dispôs a construir uma nova sede para o Instituto Rui Barbosa. dentro do terreno destinado ao prédio.

ouvidos por ele com prazer". Emanoel Fontes de Queiroz 1? Secretário". Estou muito velha. A Obra de Beneficência (1) Aqui transcrevemos a carta-convite e a resposta positiva da irmã Alice Reis: "Igreja Batista em Petrópolis Av. Fontes de Queiroz Petrópolis — E. se acham que posso fazer alguma cousa. Vosso no Bem Amado. 1985. que fostes escolhida pela referida Junta para diretora do Orfanato Batista em Aperibé. com mais de 60 anos de idade. Rosário.irmãs (hoje ex-irmãs) cantaram cânticos religiosos. Inicialmente recebereis o salário de CR$ 300. Antônio Ribeiro Reflexões e Lembranças de um Padre: suas lutas e fracassos. Pe. Damadá. Cumpre-me o dever dc secretário da Junta Executiva da Convenção Batista Fluminense.00. 5 dc março de 1945 "Prezado irmão Emanoel: Saudações fraternais. 240-241. Entretanto. 3 de março de 1945 Prezada irmã D. coadjuvada pelo Pr. Primeiramente desejo-vos saber feliz ao lado do vosso esposo. Paulo Barbosa. de levar ao vosso conhecimento. Recebi a vossa carta de 3 do corrente e fiquei confundida com a resolução da Junta convidando-me para diretora do orfanato a instalar-se em Aperibé. Capítulo X — FIRMANDO AS ESTACAS NA BENEFICÊNCIA E EM OUTRAS ORGANIZAÇÕES Período de Transição Missionária (1) Tanto o ofício referido e a carta da Missão se encontram em poder do autor desta obra. tendo ambos o direito de casa e pensão. A organização e instalação do orfanato se darão o quanto antes possível. Alice". São Gonçalo. Alfredo Reis como propagandista. . Campos.dades necessárias para dirigir uma instituição como deve ser o Orfanato Batista Fluminense. aceito em caráter provisório até que outra pessoa me possa substituir. pp. Alice: Saudações cristãs. e completamente vazia das quali. Aguardo seja positiva a vossa resposta e espero vossa comunicação nesse sentido para nosso governo. do Rio Petrópolis. De sua irmã em Cristo. 243. 95 Pastor: E.

116. 1977. restando pagar dessa dívida. em condições. p. No final da carta ele declarava: "A reunião será realizada no dia 21 do corrente. no valor de Cr$ 2.094. 244. (Idem. com três casas e outras benfeitorias. 53. Antônio Soares Ferreira" no dia 12 de junho de 1962.Riffey e Laurindo Nolasco. abril de 1963. pois o mesmo estava instalado numa propriedade de seis alqueires. foi assinada pelo Pr. Óthon A. 57).00". Afirma ainda o jornalista Óthon Ávila do Amaral que " n o relatório do diretor da instituição. do Amaral escreveu: " D o relatório sobre o "Lar Batista Pr. no templo da 2 a Igreja Batista de Cardoso Moreira. com 136. p. Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses (1891-1976). Edmundo Antunes da Silva. Serviços de Gráfica Editora. Isso ajudou na compra da propriedade de Rio Douro para onde foi transferido o "Lar Batista Pr. na época. A. Capítulo XI — PERÍODO DE REESTRUTURAÇÃO Assembléia Extraordinária da CBF (1) Anais da CBF — 1964 (2) O Escudeiro Batista — 1965 (3) Anais da CBB — 1965 (4) Idem (5) O Escudeiro Batista — 1965 Sustada a Representação de Três Igrejas na Assembléia Convencional (1) Anais da CBF — 1958 Capítulo XII — PERÍODO DE MISSIONÁRIA EXPANSÃO EVANGELÍSTICA E Seminário Teológico Batista Fluminense (1) O Escudeiro Batista. Pr. Antônio Soares Ferreira". p. naturalmente. Saiu no Diário Oficial no dia 30 de maio de 1959. (3) Ao encampar o orfanato a junta recebeu um grande patrimônio.023.00. Amaral. Tentativas de Divisão da Convenção (1) Os Estatutos da Convenção foram logo registrados a fim de garantir o nome. no templo da 2? Igreja Batista de Cardoso Moreira. O. Cr$ 1. Da outra propriedade a instituição recebeu doação dos irmãos John L. do diretor. Isaac da Costa Moreira.536 m2. Um dos grandes benefícios que a instituição trouxe à Vila dos Três Irmãos foi a organização da igreja batista ali. Isaac da Costa Moreira.304. Abelar Suzano de Siqueira escreveu uma carta datada de 11 de abril de 1959 convocando os obreiros para uma reunião no dia 21 de abril de 1959. às 9 horas da manhã.661. no valor de Cr$ 129. Niterói. 5. 1. a agradável notícia da aquisição de duas propriedades em Niterói. (2) O Pr.00. .(2) A carta informando que a Junta Executiva da CBE desistia da criação do orfanato por não estar. das 83 crianças internadas 41 já pertenciam à Igreja Batista de Três Irmãos e 18 aguardavam batismo".

peço-lhe. no templo da 2? Igreja Batista de Cardoso Moreira. a ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO ESTADO DO RIO. 22 de abril de 1959. 1910. Fidélis Morales Bentancôr — Se. J.R. à Rua Gavião Peixoto. L. História dos Batistas no Brasil. É com prazer que lhe comunico que foi organizada ontem. 1923. (6) Lessa. 128-129. J. 61 (2) Crabtree.R. 2? secretário: Pr. Pilgrimage to Brazil. 1965. p. e Christie. Prezado colega pastor: Saudações Fraternais em Cristo. 1922. escrever urgentemente apresentando as suas sugestões e adesão. 112. Foi eleita uma diretoria provisória que ficou assim constituída: Presidente: Pr. . Para discutir e aprovar com as retificações que se fizerem necessárias o projeto dos Estatutos. Convention Press. Encarecendo a presença do nobre colega. Abelar Siqueira. (4) Edwards. Corresp. Foreign Mission Board Report.73 EPÍLOGO (1) Gill Jr. p.M. p. 238. Nashville. 46. Gentil de Castro Faria. Jairo Malafaia. foi convocada uma assembléia geral para o dia 2 de maio próximo. Capítulo XIX . Abelar Suzano de Siqueira".. Salvador Borges. op. em uma das salas da Escola Técnica de Comércio Jairo Malafaia. Av. (5) Christie. 245. Insisto na sua valiosa colaboração. em Cristo Jesus. A. Everett. Fidélis Morales Bentacôr: "Campos.cit. janeiro de 1991.A INFLUÊNCIA DA OBRA DOS BATISTAS FLUMINENSES Batistas Fluminenses que se Sobressaíram na Denominação (1) Pereira. 257 — Campos". Capítulo XIII — PERÍODO DE GRANDES CAMPANHAS E DE DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES Reencontro — Obras Sociais e Educacionais (1) REENCONTRO — periódico. vice-presidente: Pr. Foreign Mission Board Report. Fidélis Morales Bentancôr e Tesoureiro: Pr. n ü 13. em Niterói. Henrique de Queiroz Vieira. p. F. p. (3) Bell. p.cit. p. 125. 3.. Convention Press. A.F. p.B. What Way in Brazil? Nashville. subscrevo-me fraternalmente. (3) A carta do Pr. periódico.Peço a sua resposta aceitando ou rejeitando este convite. às 13 horas. periódico. pois sinto profundamente a necessidade desta organização. Pelinca. 1 0 Secretário: Pr. caso não lhe seja possível comparecer. 1954. Secretário-correspondente: Pr. Certo da boa vontade do prezado irmão c colega.B. A. É nosso desejo organizar uma instituição idealista e útil a todos nós.. Abraços do amigo e colega sempre às ordens. Foreign Mission Board Report. periódico. op.

Lewis M.M. Rio de Janeiro. 247.H. 1954. G. Junta Patrimonial. Clodovil. A. Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Paulo (João do Rio). História dos Batistas no Brasil. Xavier. Curitiba. AZEVEDO. CASPARI. BRATCHER. vol. Broadmann Press. Teresópolis. Lauro. 1962. H. BRATCHER. Nashville. Organização Simões. Broadmann Press. Délcio. Francisco Fulgêncio Soren. BASTOS JÚNIOR. Broadmann Press. Belo Horizonte. Casa Editora Evangélica. Broadmann Press. Convenção Batista Mineira. Land of Many Worlds. 1988. Campos. Nashville. edição do autor. CABTREE. Rio dé Janeiro. COSTA. 1938. Óthon A. As Religiões no Rio. Há Mais de Meio Século. W. 1988. CAVALCANTE. Casa Publicadora Batista. Redemoinhos do Sul\ um ano de reavivamento no Brasil com Edwin Orr. The Baptist Publishing House. 1965. até o ano de 1906. História da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. edição do autor. Forty Years in the Land of Tomorrow. Rio de Janeiro. Álbum do Brasil Batista. DETER. ASSUMPÇAO. I. Uma Vida Inspiradora. et allii Coluna e Firmeza da Verdade. Christ's Interpreter to Many Lands. Rio de Janeiro. 1953. Convenção Batista Fluminense. Áder A. 1977. Rio de Janeiro. Casa Publicadora Batista. Nashville. traços biofráficos do Pr. Niterói. Pequena História dos Batistas no Paraná. 1976. Lineamento da História dos Batistas no Estado de Goiás. Casa Publicadora Batista. (ou recordações). Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses (1891-1976). BRETONES. . José da C. BERRY. Colunas Batistas do Brasil. Rio de Janeiro. BARRETO.B. Asa R. s/e. s/d. 1964. de Pioneirismo e Neopioneirismo. Baptists in Brazil. 1948. Robert. 1937. Nashille. Israel B. 1955. 1951. Anápolis. Mule Tales from Inland Trails. 1989. ASSIS.bibliografia AMARAL. Manoel Avelino de Souza. 1945. Rio de Janeiro.

1950. 1956. O Protestantismo Brasileiro. 1906. Casa Publieadora Batista. GREER. Loizeaux Brothers Publishing Depot. Rio de Janeiro. Brazil. 1971. Nashville. 1882-1982. LAMEGO. 1982. Casa Publicadora Batista. 1943. Centro Brasileiro de Publicidade Ltda. Antônio Moreira Portes. 2? ed. G. A Country Church in Brazil. FERREIRA.. Ebenézer S. A. Esquilo. Rio de Janeiro.London. 1979. Rio de Janeiro. Uma Vida a Serviço de Deus. 4? Ed. 1979. Rio de Janeiro. Manoel Avelino de Souza. trad. Júlio.F. 1954. out of God's pocket.G. Casa Publicadora Batista. TheBagby's of Brazil. O Primeiro Decênio da Diocese de Campos. A Terra da Promissão. História dos Batistas no Brasil. 1940. Joaquim F. Casa Publicadora Batista. José dos Reis. O Homem e o Brejo. Álbum da Junta Patrimonial Batista. JUERP. ROCHA. The Baptist Publishing House. LESSA. & CHRISTIE.B. Aurora. Mão Para Toda Obra. Lembranças do Passado. New York. A. 1974 FEYDIT. F. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. O que Deus Tem Feito. Alvin. AFE. II. Rio de Janeiro. Broadmann Press.B. Antônio N. Rio de Janeiro. 1971. R. Adventures with the Bible in Brasil. Subsídios Para a História dos Batistas do Campo Fluminense. David ct alli. Rio de Janeiro. Sendo Pobre. PITROWSKY. 4? Ed. publicação do IBER. Duque de Caxias. História dos Batistas no Brasil. LEONARD. Rio de Janeiro. 1976. 1982. The South American Evangelical Mission. Nashiville. JUERP. Rio de Janeiro. 1954. HATTON. 1946. story of the Baptist Church of Rio Dourado. Renovaçao Espiritual no Brasil. FURTADO. Niterói. 1953. vol. Humberto V. Obra inédita. MESQUITA. Nair. 1934. Helen B. PEREIRA. Educação Moral e Cívica. Lidador. 1929. Mini-Gráfica Editora Ltda. 1924-1934. Rio dc Janeiro. Salomão L. Rio de Janeiro. Nashville. Ricardo. JUERP. GILL JÚNIOR. Vidas Devotadas à Causa.. Associação dos Seminários Teológicos Evangélicos. 1932. Rio de Janeiro. Apontamentos Para a História de São João da Barra. Pilgrimage to Brazil. HENRIQUES. Throught the Heart of Brazil. Subsídios Para a História dos Campos dos Goytacazes. JUERP. João. 1964. 1969. Rio de Janeiro. HARRINSON. erros e verdades. J.C. E. Escola de Profissionais Salesianos. Broadmann Press. Aberto R.Alonso Bee Christie of Brazil. Casa Publicadora Batista. 1985. 1907 a 1935. 1959. Broadmann Press. MATHEUS. Fundo de Cultura. São Paulo. MEIN. Rio de Janeiro. Formação Econômica do Brasil. Everett. 1974. J. história de Itaperuna. MOURAO. . GLASS. D. Um Judeu Errante no Brasil. Christie. GINSBURG. 248. Teresópolis. OSCAR. Porphirio. Henrique César F. state of Rio de Janeiro. PORTES. Enriqueceu a Muitos.FERNANDES.

autobiografia. Seed Sower in Brazil. 1962. Pe. Campos. ROSA. Órgão da Mocidade Batista Fluminense. Ermans Company. 1951. Cyclo Áureo. O ESCUDEIRO BATISTA. MOMENTO CULTURAL.C. 1970. 1904. 1985. do. Antônio R. Cultura Moderna. E Havia Tempestade no Lago de Genezaré. Rio de Janeiro. História das Perseguições Religiosas no Brasil. 2 a Ed. Casa Publicadora Batista. Louisville. Campos. RENO. Richmond. Coelho Braço Filho (editor). Reflexões e Lembranças de um Padre. Casa Publicadora Batista. BOAS-NOVAS. Jornais O JORNAL BATISTA. A. Horácio. Hora Sexta em Sicar. 1970. O ARAUTO FLUMINENSE. 1968. Órgão da Associação Batista da Planície (região de Campos). Revistas REVISTA TEOLÓGICA. edição do autor. Órgão da Juventude Batista Fluminense. ROSÁRIO. 1971. O NORTE BATISTA. MONITOR CAMPISTA. Brazil. suas lutas e fracassos. Rio de Janeiro. s/i. Josephine T. Órgão da Missão Campista. 1965. história do primeiro centenário da cidade de Campos. Religiões Acatólicas. Pertence aos Diários Associados. Departamento de Cultura da Prefeitura.. s/e. WATTS. Seminário Teológico Batista Fluminense. Da Alvorada ao Pôr-do-Sol. J. Reminiscenses: Twenty-Five Years in Victoria. Eliezer. 1935. s/e. TORRES. Pedro. Sebastião A. Arkansas.Taylor. JORNAL JOVEM. . pretextos para conversar com a juventude. O Conceito da Religião Entre as Populações Rurais. Rio de Janeiro. Damadá. Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. SIMPSON. M. Campos.RAY. Obra inédita. O REPÓRTER. 1984. Escritório do Jornal do Comércio. imprensa Fluminense. 1973. 1939. Órgão da região paraibana. O BATISTA DA PLANÍCIE. REVISTA DE ESTUDOS BÍBLICOS E HISTÓRICOS. Rio de Janeiro. L. J. 2? ed. the life and work of J. Blanche. T. Brazilian Sketches. Rio de Janeiro. Godofredo. Baptist World Publishing READ. 1930. A Promise to Keep in Brazil. . Rio de Janeiro. São Paulo. Education Department Foreign Mission Board. Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Artes Gráficas da Escola de Aprendizes e Artífices. Rio de Janeiro. Livraria São José. Órgão da Associação Batista Norte-Fluminense. dois volumes. SOUZA. n? 2. 249. TINOCO. TARSIER. 1941. SOUZA. R W Avance Evangélico en la América Latina. Órgão da Convenção Batista Fluminense.B. RODRIGUES. Vasconcelos. n° 2.

B. 3.Christie Prospecto do Instituto Batista Fluminense Cartas do Pr. 10. 2.JUVENTUDE. um Vaso Escolhido Educação Moral e Cívica (4 a ed. 11.Christie. Órgão da mocidade Batista Fluminense na década de 20 O Friburguense. 8. OBRAS DE AUTORIA DO DR. Jornal de Nova Friburgo O Lynce — Jornal de Macaé. Enriqueceu a Muitos (2? ed.) Dificuldades Bíblicas — Vol.a ed. II. 3. Alberto Portela Cartas do Pr. Sendo Pobre. 2.) Dificuldades Bíblicas — Vol.B. 6. 6. II Angeolología Citações de Poetas Gregos na Literatura Paulina Vidas Devotadas à Causa Billy Graham. 9. 4. Christie. 5. I (2. The Place of Beneficence in the New Testament (tese) A. . João Barreto da Silva Relatório do Cinqüentenário da Primeira Igreja Batista de Campos (Leobino da Rocha Guimarães) Atas da Primeira Igreja Batista de Campos Atas da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro Atas da Igreja Batista de Ernesto Machado Atas da Junta Regional Centro-Fluminense Atas da Associação Batista Norte-Fluminense História da Associação Leste-Fluminense Atas da Sociedade Patrimonial Batista Brazilian Snaphots — vol. 7. Feneceu Miscelânea Anais da Convenção Batista Fluminense (todos os anos) Anais da Convenção Batista Brasileira (1965) Foreign Mission Board Reports Notes for an autobiography (A. 20 páginas) Cartas particulares de A.B.) Vade-Mecum do Obreiro e da Igreja Manual do Obreiro e da Igreja (6? edição) A serem publicados: 1. 4. EBENÉZER SOARES FERREIRA 1. Dificuldades Bíblicas — Vol III A Bíblia e a Antropologia Antologia de Poetas Evangélicos O Valor das Boas Leituras Introdução à Profecia Messiânica Cem Minibiografias 250. march 1933. 5.

Edith 136 Allen. 157 Araújo. 191 Araium. Orlando 35.192 Antunes. Carlos 40 Anderson. 210. João Tibúrcio 62 Alves. 80 Alves. Militão Pereira de 90 Andrade. João 62 Alves. Axel Frederico 35 Andrade. 223 Allen. Hans 40 Araújo. 191. 202 Almeida. Benedito Geraldo de 35 Araújo. Jesuína 109 Apostólico. 151. 41. 194. Daniel Lincoln 193. 136 Almeida. 160 Almeida. Marcelino Robson 200 Alves. J.J. Alberto 35. Cristiano 104 Appleby. Eunuco Santana de 62. Daniel Carvalho de 35. Joseph 41 Alberto. 222 Antunes. 186. Eli Francioni de 105. 210 Abreu. Pedro de 73 André. Antônio Teixeira de 41 Alcântara. Elly Bess d' 108 Alcântara. 114 Amaral. José Nunes do 89 Amaral. Othon Ávila do 34. Rosalee 164. Enete Francisco de 35. 113. Abreu. Diocezir 162 Albuquerque. João Antônio 156 Anderman. Geraldo 199 Antunes. Benedito Pereira 91 Antunes. 90 . David Pereira de 90 Andrade.índice onomástico Abreu. José Perlingeiro de 199 Abreu. 62. 199. José Larrúbia de 35 Abreu. Edgard Barreto 162. 105. 178. 193. Obadias d' 222. 210 Amorim. Raul Alves de 63 Adan. W.E. Edna 191.

81. Vicente 91 Barreto. 50 Bagby. Rosa 107 Assunção. 46. Nilo Cerqueira 35. 168 252. 91 Barbosa. Antônio Loureiro 35.W. Darcílio 199 Azevedo. Stela Borges 108. 169 Barreto. 68. Francisco Cerqueira 162. Achilles 35. 79. . 187. Geraldo Trindade de 192 Araújo. Rosa Lima Manhães 48 Avelar. 164 Barbosa. 160 Batista. Antônio Teixeira 86. Judson Garcia 163 Bastos. Leonor 107 Barros. 47. Isaías 166. 166. 160 Barreto. 193 Barros. 41 Beale. W. 210 Bastos. 193 Azevedo. Joseph 46 Bell. Erly B.A. 71. Isabel 107. 199 Ayres. Lester 230 Belota. 125. Álvaro 195 Barcelos. 97 Barreto. 192. 125 Ávila. J. Jair 198. Florentina 107. Josias 198. 78. Antônio Teixeira 35. Davi Ferreira 166 Batista. Eudóxio 158. Dejanira 86 Barbosa. Panfílio Teixeira 63 Barreto. 201.Araújo. João 41 Batista. 74. 86. 34. 146 Baker. 168. 42. 137 Barbosa. 115. Wanderley P. 41 Bancroft 37 Barbosa. 48. George 106 Barbosa. 192 Bastos. Ophir Pereira de 158. Antônio 112 Assenço. T. Noêmia 109 Barbosa. 77. Rui 42 Barcelos. 80. Israel Bello de 78 Bagby. 45. Antônio 48 Assunção. 35 Araújo. Irland Pereira de 208 Azevedo. Pedro Sebastião 62. Anna Luther 41.B. Ideal de Souza 62 Bastos. Ernesto G. 210 Barreto. 108 Bastos. 41. Joélcio Rodrigues 121. Nicodemos 158 Barreto. 160 Armindo. 192. Silas 35. 160 Batista. 211 Araújo.

Fidélis 62 Carneiro. 189. 71. Guilherme 40 Caboclo Filho. Emiliano 35. 125 Bratcher. Dário da Silva 62 Branco. Thurman 164 Butler. 171. 152. 186. João 37 Camargo. Neri 166 Campos. 120. Lauro 170. Mary Ruth 192 253. Quintino 42 Boechat. 155. 190. Antônio 35. Manoel Joaquim 35 Carney. 104. 132. W.M. 202 Calvino. 74. 83. 113. 229 Bratcher. 123. 157. 90. 139 Bentancôr. 70. Manoel 36 Blackford. 162. 161. 208 Bentancôr. Salvador 35. Dario 163 Branco. 72. L. Antônio Ferreira 52. Robert 191 Bretones. Adosina 109. 180. 110 Cândido. 97. João Batista 157 Bittencourt. Artie 102. 60. 136. 125 Borges. 199 Cabral. Carlos 86 Boechat.F. 137. 40 Botelho. 194 Bitat. Zeferino 35 Carey. 113. Ampliato 158.H. . 86 Boechat. Galeno. Daniel de Oliveira 185. 179. 168 Boechat. Gilson Antônio de Paiva 106. Antônio Morales 35. 105. Fidélis Morales 35. 118. 113 Bernardes. Clério 35. Adrião 138 Bifano. Benedito Borges 35. 104 Canada. 160. 131. 86. 171 Braga. T. Francisco 122 Bratcher. 80. 191 Brito. 139. 160. Zedir Morales 198 Bernardes Júnior. Assis 35. 193. 210 Cabral. Tenente 61 Camargo. 199 Borwen. Manoel 129 Cabral. A. Pearl-White 109 Boecher 39 Borborema. Sócrates 41 Borges. 199 Cardoso Neto. Vital 113. 158. José 85 Bittencourt. William 38 Carneiro. Manuel de 35. 75. 136 Bryant. 39 Bocaiúva. 195. 122. Francisco 41 Borges. 171. 86. 105. 168. 112. 84.J.Bentancôr. 198.

112. Honesto de Almeida 62 Carvalho. 34. 121. 96. 133. Samuel 166. Malvino 194 Costa. Antônio Dias da 103 Costa.J. 90. 122 Carvalho. 208 Christie. Azevedo 46. 234 Crosland. 146. Meacir Carolina Frederico 238 Coelho. 208 254. Alcides 158. 143 Costa. 208 Coelho. 90. José Rodrigues 62 Corrêa. 175 Chagas. 142. Isabel Trigueira de 77 Costa. 66 Cunha. . 126 Clark. 104. 103.F. 122. 203 Cooper. Ana 108. John 37 Codeço. 226. 143. A. Joadélio de Paula 121. 185. 229 Crane 38 Crispim. 134. 100. 143. 83. Silas Quirino 175 Casseti. 104. 136. 33. Saliel 165 Cowsert. Herodias Neves 207 Cavalcanti. 139. Tomaz 41. Nilo de Souza 36. Isaltino Gomes 238 Coelho. 112. 65. 230. José Garcia 105 César. Acelino 62 Corrêa. 34. 116. 160. 202 Carvalho. 87. Duque Policarpo de 35 Carvalho.Carvalho. 89. David 154. 91. 104. 89. 110.R. 125. 228. D. Muryllo 164 Cavalcanti. Eduardo A. Í18. Augusto F. Clodovil Fortes 79 Cavalcânti. 138.78 Couto. 88.B. Benjamim Lenz de Araújo 121. 198. Antônio 35. 152 Crabtree. Kennedy 158 Corrêa. 77. 114. A. Maude 34 Cruz. Antônio João 35 Crosland. Otávio Dionízio da 35 Costa. 125. Corindiba de 62. 97. Jovelino Luiz 36 Coelho. Nemésio Fernandes de 36. 111. 132. 110. Adclmo 35 Coelho. 245 Christie. Joaquina Alves 107 Coelho. J. Vanildo 105 Celestino. Carmen Lúcia de Aguiar 108 Cerqueira. 152. 198. Ageu 193 Cerqueira. 208 Coelho Filho. 136. 187 Carvalho. 106. 34. 225. Cosete Pevidor de 108 Carvalho. 170 Charles II 37 Charles.

74. Gregory 35. Mina 41 Eyer. 34. 117. Pedro 41 Deering. 127. 73. 122. Laura 107 Eyer. 156. 122. 83 Everett. 94. A. 162. 162. 91. 147. Nilson do Amaral 79. 78.Cunha. 156. 139. 120. Jaime Soares 62 Custódio. Sebastião Ignácio da 69 Curvelo. 69. 154. Leonel 35. 137. Gentil de Castro 149. 140. 41. 149. 105. 52. 155. 239 Dias. 74. Abdiel 105. Arquimedes 198 Daniel. 48 Drumond. 47 Darcoso Filho. Coriolano Costa 148 Dunstan. 90. 208 Faria.L. Imperador 37 Fernandes. F. José Alves 35 Duarte. . Alair Moreira 202 Dimárzio. 165. 167. 159. 94. 222. 174. 34. Cely Manhães 149 Faria. 179. Alípio 104 Downing. 154. Alfredo Dias 62 Deter. 101. 95. 226 Durval. 170. 178. 201 Diniz. Ccsar38 Degiovanni. 93. W. 41. 181. 189. Alexandrino 62 Cunha. 74. Leopoldo Alves 63 Felipe. Jógli 105 Feitoza. 100. 189. Domingos José 62 Ferreira. 160 Ferreira. 84.M. 190. 36 Faria. Djalma 35 Cunha. 191. 175. 199. Nilson 104. Ebenézer Soares 104. 4Í. 122 Ferreira Neto. 113. 190 Farias. 141. Alberto Lafayette 34. 139. 230 Entzminger. 166. B. 166. Daniel S. 189 Faria. Antônio 160 Ferreira. Zózimo 36 Dutra. 153 Eyken. Elson 201 Duclere. 223 255. José Martins Gomes 62 Feitoza. 162. 212 Delgado. Antônio Soares 35. Antônio Ribeiro 35. 125. 34. Otávio 63 Fayal. Fernando 130 Drumond. 121. Virgílio 35. Manoel Couto da 63 Cunha. Otávio 86 Dória. 79. 136. Norma Lee Van 108 Fanini. 125. J. 169.E. 158 Duarte. 168. 110. Ivo 202 Edwards. 100. 174. C. 138.D. 99. 187. Bernardo 62 Ferreira. 201.

. Florentino 35. 201 256. Osias 150 Gomes. 58. Herman 35. Arsênio 35 Gonçalves. 66. Nilson 156. Aylpton de Jesus 160. 80. 210 Gomes. 83. 78. Carlos 39 Fèydit. 52. 198 Firmo. Valério 62. 41. Daniel E. Salomão Luiz 34. 211 Garcia. Geraldo 222 Gil. Esther 108 Godoy. Mário Barreto 160. Marilene de 202 Freitas. José de Souza 162. Jair de 202 Freitas. 50. 52. Luiz Ovídio 63. Jeremias 198 França. Anuar Aragão de 156 Gomes. 55. Francisco Alves 62 Ferreira. Everett 229 Ginsburg. Marlene Baltazar da Nóbrega 108. Samuel Leite 160. Júlio 66 Figueiredo. Ubiracy 202 Gill Júnior. 192. 80 Fonseca. 53. 52. 107 Ginsburg. Benedito 62 Firmo. Jair 157 Garcia. Joüfo 62 Freitas. Oswaldo 165 Gomes. Avelino 35 Figueiredo. Emília Cândida de 77 Freitas.Ferreira. 61. Sara Ester de 77 Freitas. 67. 50. David 164. Emma41. 138 Gonçalves. Ismael José 178 Ferreira. Antônio Manoel de 77 Freitas. 211 Gomes. 127. 69. Gilberto 105 Garcia. Denir Luz 108 Fonseca. 194 Góis. 51. José Maria 198 Gartner. 178. 74. Isaías Moreira de 90 Gama. 60. Nely Soares 175 Ferreira. 84 Geremias. Alfredo 129 Gomes. 199 Freitas. 72. Sebastião 63 Frias. 68. Sebastião 211 Fèuerharmel. Antônio Vieira da 79. 91 Fonseca. Delfina 129 Gomes. 62 Ferreira. Almir dos Santos 130 Gonçalves. 203 Fontes. 226 Godoy.

40 Irving. Clint 35. Dodanin 114 Gonçalves. Nilza 201 Hespanhol. 212 Helwys. Isa Avelar 107 Guimarães. Ana 154 Kaschel. losé de Souza 159. 34 Judson. Gutenberg Faria 35. 143 Herdy. João 40 Inke.P. 157. 191 Kennedy. Thomas 35. 168. 163. Frei 59 Inke. José 171 Holliman. 202 Guedes. Robert Ried 39 Karklin. Sallie 41 Joyce. 212 Hawthorne. Werner 162. 38 Kerr. 208 Herdy. J. 165. T. 146 Guimarães. 201. Leobino da Rocha 35. 198 Guedes. Pedro 40 Green. 189. 222 Guedes. A.T. 199. 114. Mário Sólon 192 Góspeler. B. Emílio W. 164. 202. 41 Jackson. 212 . Alvin 35. Floyd 158 Hatton. 62. Ubiracy Dutra 210 Harris. Manoel 52 Gusmão. José Luís 157 Gonçalves. 162. 191. Percy Paulo 189 Guimarães. 34 126 136 Jacoud. Aroldi 201 Herdy. Billy 179 Grassini. 95. Jacob 40 Inke. Ernest A. 39.C. Tomaz 37 Henrique. João Batista Paulo 156.Gonçalves. 84 Guedes.L. Cícero 69. Walvique Soares 36. 41 Hearon. Carlos 94 Gonçalves. Regina Sampaio 202 Johnson. 203.C. 135 Graham. 207 Kidder. Baltazar 37 Ignácio. Evangelina 113. 94. Adoniran 37 Kalley. 40. Daniel 381 Kimbrough. 114. Ismail 35 Gonçalves. Evaldo 191 Gonçalves. Ezekiel 37 Hübmaier. 168. Rogério 153 Graudin. 139. J. Ricardo J.

Durvalino José 35 Lopes. 88. 59. Carlos 40 Laet. 169. Dionísio 62. 173 Lóta. Pedro 68 Lanes. 70. 230 Lessa. 139 Lessa. 62. 111. 178. 46. 49. 84. 113. Emerenciano Nunes 62. André 40 leimann. 50. 40 leimann. 104. 199. 138. 114. 93. 114. Joaquim 199 Leal. W. João Batista 68 Lopes. Carlos de 102 Landin. 116 Lins. 89. Samuel 202 Lessa.Kingsolving. . Gersoni 149 Langston. Rubem CIêniton 238 Lóta. Rubens 164. João Teixeira de 36. 100. Laurindo P. 69. Celina V. 91 Leekning. 101. 152. A. Juvenil 113 Lima.. 35. 78. 90. 139. Diné René 238 Lóta. 61. J. Joaquim Fernandes 33.E. 48. 52. Jacintho 74 Lima. Melo 41 Lopes. 127. A. 210 Lima. 169. 207. 179. Alexandre 39. Arístides 94 Lessa. José da Silva 35. Cláudio 211 Machado. Eth Ferreira Borges da 154 Luz. Elizabeth 107 Lessa. 110. 154. 90. Pamphilio 91 Lustosa. 35. 136 Lavoura. Iran de Medeiros 200 Lopes. 51. 86. Faria 183 Lima. 87.B. 91. Jonas Borges da 154 Mae Neally. 80. 137. 94. Ana 77 Leão. 40 Kopp. Alberto Vaz 35. 238 Lóta. Delcyr de Souza 164. 159. Lucian Lee 39 Klavin. 129 Luz. 104. Urgel Russi 238 Loureiro. 85. Frederico 39.B. Gomes 137 Leal. 103 258. Ozimar Machado 90 Leite. 113 Ludolf. 81. João Hugo 59 Kraul. Guilherme 40 Leite. Marcelino Kepler 238 Lóta. 137 Lingerfelt. 200 Maeário. 75. 97. 64. José Quintanilha Costa 90 Leandro.

P. Kléber 35. Carlos de 35.R. 139 Marques. Garrastazu 183 Mein. 41 Martins. 208 Malaquias. 233 Médici. 153 Martins. Francisco J.Machado. 90. 104. Augusto de 91 Menezes. Isaque 35. 91. Daniel 165 Maurer Júnior. Ângelo 144 Mariano. 99. 93. 91. Gilberto 210 Maia.Rodrigues 74 Mello. Augusto 39 Matschulat. Anthony 222 Mathews. Antônio 41 Martin. 103 Maia. 94. 74 Manhães. Wilson 198 Mendonça. Cristino Rodrigues de 72 Melo. 112. 164 Mein. Paulo 40 Manhães. A. Jalv Chaves de 178. Frederico 40 Matta.T. 58 Manhães. Jacira 192 Malafaia. Balbina 107 Mendonça. Élcio 178 Menezes. O. Ary 160 Maddox. 42. Alfredo 78 Magro. Alfeu 35 Melo. 110. Pedro 104 Magalhães. 137 Macharet. 73. T. Antônio Rodrigues 35. 87. Antônio de Souza 60.H. Eufrázia Maria 48 Manhães. 35 Menegatti. David 78. Benedito 114 Manhães. Juvenil F. 105 Melo. 91. Tibúrcio 94 Manzolilo. 191. 126 Mello. Augusto 103 Maia. Ruth 108 Matschulat. Waldemira 108 Matheus. John 33. 100. T. 106 Madeira. 159 Martins. Jetro 165 Mainhard. 203 . João Bernardino 48. 62 Melo. A. 35. Paulo 158 Malafaia. 75 Melo. Joaquim Evangelista Pereira 35. Plácido de 101 Mendes. 92 Mendonça. Jáder 35. 34. João D. Corina Maria 48. 81.

Elpídio 191 Mota. 155. F. Antônio Neves de 124 Miranda. 91 Nogueira. Plácido 35 Moreira. José 33. Gabriel 35 Motta.146 Nascimento. J. 190 Moreira. Benjamim 36 Monteiro. Adozino 19 Neto. 211 Moreira. Francisco 35 Moreira. João 39 Newman. Tiburtino do 35 Neighbour. 38 Neto. Jessé 90 Moreira.H. 171. 155. Mauro Israel 194 Moreira.E. 113. Manoel de 91 Mesquita. Ageu 35. João 91 Menezes. 191 Mussolini. . José Abraão do 103 Nascimento. M. 124. Frederico 39. 90. Antônio G. H. 28 Nigro. José Fernandes 159. Milton 194 Morais. Maria Fernandes 109. 41 Nelson. Laurindo 160. 88. 158. James Watson 39 Mota. Vicente 62 Moreira. 137 Moraes. Leôncio G. João Daniel do 105 Nascimento. 121.H. R. 86. 159. 125 Nitzke. 244 Noronha. J. Joaquim Martins da 91 Mueller. 62 Muirhead. José Rego do 64. 165 Nascimento.Menezes. 74. 91 Nolasco. Junius E. 114. Mosenhor 101 Monteiro.L. Germano 39 Nobre. 34. Benedito 35 Moreira. Alair 198 Monteiro. Ulisses de 33. 185 Nettenberg. 208 Morais. Benito 140. Vitorino 113 Morgan. 156. Isaac da Costa 36. Silas da Costa 90 Moreira. 35. Galdino 148 Moreira. Manoel de Deus 105 Nascimento. 171. 141 Murta. Almiro Campos 62 Nogueira. Nilson 199 Nogueira. Júlio César de 95 260. 144 Moris. 159.

Belardim de Amorim 166. Arilton 193 Oliveira. Francisco Antunes 62 Oliveira. Celso 116. Rui Franco de 114.P. Joaze Gonzaga de 208 Paulo. Celso de 96. Carolino de 62. Dioceles 158 Paula. João C. Ivone Boechat 199 Oliveira. 169. José 158 Pimentel. Aildes Soares 104 Pereira. 125 Pereira. Ernesto Nogueira 62 Pereira. José dos Reis 109. 158. Walter Gomes 90 Perez. 164. João Francisco de 62 Paula. 198. Ana Francisca de 48 Oliveira.E. 208. 238 Oliveira. Alberto Mendes de 62 Oliveira. 193. J. Nilo 110. Oliveira. Francisco Barbosa 85 Paranaguá. 202 Oliveira. Alice Neves de 208 Oliveira. Ellen Márcia 106 Pessanha. 230 Pereira. Ademir P. 47. Jacy dc 209 Oliveira. Dário dc 90 Oliveira. João Caetano de 91. 143 Peçanha. Roberto 178 Oliveira. Mariano 106 Pereira. 181. Alceir Faria 121. 200. 45. 91 Penido. Marcelino Lima 157 Pereira. Elias 202 Pimentel Júnior. 178. Alvina Gomes de 107 Oliveira. 111 Peixoto. 207 Otoni. 211 Pimentel. Francisco 85 Nunes. 48. 208 Oliveira. Otávio Florêncio 63 Pereira. 238 Patrício. 170 Pinheiro. Alzira 81 Pinheiro. 46.Nunes. Carlos Rodrigues de 62 Oliveira. 157. 201 Oliveira. 62 Oliveira. Honório Benedito 80 Paes. Benedito 35. J. 158. Manoel Bernardes 160. Julião Guedes 72 Pereira. 161 Oliveira. David Francisco de 90. Lino de 63 Peçanha. Henrique Marinho 35. 152. Flauzina 48 Pereira. 211 Peçanha. Domingos de 41.N. Francisco 81 .

191 Queiroz. Euza Gomes 129. E. 166. 171 Queiroz. 158. Josemar da Silva 212 Pinto. F. 41. 143 Pinto. 34. Laura 142 Portes. Luís Carlos Prestes 202 Pinheiro. Pércio 208 262. 112. E. 189 Portugal. Alberto 35. Israel José 36. 154. Alcides de Oliveira 89 Ramos.E. 134. Adiei Pereira 154 Pinto. Tàlita 118. Elza Lessa 109 Pinto.A.Pinheiro. Antônio Moreira 35. Francisco de Miranda 207 Pinto. 139. 103 Pinheiro. Paulo 34 Porter. 129 Queiroz. 143 Portes. 207 Queiroz. 113. 165 Portes. Joaquim Alves 35. 125 Porter. 40 Pitts. Ageu de Oliveira 160. Solita Retto 109 Quillen. 41 Queiroz. 203 Pinheiro. Elias 35. Nolan 35. Rosa 77 Rangel. Esther Ferreira 155 Purim. Clemente Teixeira 62 Pinto. Erodice Fontes de 35. Nair Araújo 108. 38 Plaute. Antônio Fernandes 62 Pridemore. Antônio Carvalho 48. Francis 38 Plínio. . o Moço 36 Policarpo. 185 Pinto. 113. 40 Quintanilha. 78 Portes Filho. 201. Reynaldo 162. Inácio José 160 Pinheiro. 114. Cantando Ferreira 62. 164 Puthuff. Loimar Zarro 202 Pinheiro. 40 Pinto. 190. 162. 136. Elisa 39 Pitrowsky. Gustavo 39 Pitrowsky. Samuel J. A. Emanuel Fontes de 36. 97. Ricardo 39.H. 142. 94 Portela. 169. Aristóteles 35 Queiroz. Alzira 108 Purens. 208 Portela. 118. Joaquim Melo 62 Portela. 212 Prucolli. 113. 114. Maria Rute 48 Pitrowsky. 170. 105. Evódio 35. Júlio Miguel 194 Rangel. 112. Odília 81 Pintcher.

180 Resende. 162. 102 Reis. 103. 160 Rosa. Paulo 162. Otávio Felipe 36 Rosário. 139. 208 Reis. Arides Martins da 105. 211 Rocha. Harold 35. Nelson 198. Francisco Mancebo 208 Reis. Oscar 208 Ribeiro. Eliseu 202 Reis. 180 Renfrow. 211 Rocha. 118. Camilo 69 Ronis.W. 86. Rodolpiana Ludolfò 107 Renfrow. 160. 190. 114. 139. José 80 Roger. 153 Rosa. 91. Francisco 36. William Taylor 38 Régis. 141. Waldir 191 Rodrigues. 192 Rodrigues. Esther Prudence 108 Riffey. 165. 136. 92. J. Nona 109. 192 Rcike. Antônio da Costa 122 Retto. 153. Ari th Barreto 109 Rocha. Amélia Lima 48 Reis. 150. 103. 191. 154.Therson 225 Ranson. 38 Roig. Ricardo 39 Reis. 187 Rosa. 192. 86. Jurandir G. 179 Rocha. 185. Ismail de Oliveira 160. 125 Rosa. 242 . 105. 107. M. Oswaldo 36 Rosa. 108. Álvaro 72. Fidélis de Oliveira 165 Rosa. Pe. 192. Domingos (Minga) 61 Ribeiro. Romildo Gomes 105 Rice. 113. Eliézer 87 Rosa. Altina 107 Ribeiro. 35.Rankin. André 129 Rosa. Antônio Ribeiro. 208 Rocha. Alice 107.'110. 162. 110. 153. 91. 160. 162. 210 Ribeiro. 174. 173. 125. Luther 37 Rice. 96. 201 Rosa. Maggie 41 Riffey. Evaristo 86 Reis. 162. Joaquim 35. 192 Ribeiro. Erodice Gonçalves 149. 201. Alice 53. 156. Eliasar 87. 165. 179. 153 Reis. Joaquim de Paula 32. 87. Alfredo 53. John 34. João 199 Rodrigues. Ernestina Rezende 107 Rezende. João Corrêa da 178 Rocha. 103. Wilson 161.

Zeny 108 Saraiva. 67 Sá. Fortunato dos 62 Santos. 110. Manuel Nunes 87. . 112. Pedro 40 Salles. Aloísio Alves 202 Silva. Maria Francisca 121 Sias. Júlia de Oliveira 48 Santos. Achilles 209 Silva. 203. Nilo 35. Suetônio 86 Sattler 37 Schally. 160. 91. 97. 121 Silva Filho. Walter 160. 181. 88. Linéa Dias Mendes de 108 Sales. F. Gilson Carlos dc Souza 222 Santos. Trascy R.C. 191. Antônio 88 Silva. Achilles 196 Sales. Joel Pereira dos 211 Santos. 230 Santos. Iomael 104. 203 Sá. Benedito 35. dos 169 Santos. João Mauro de 62 Silva Neto. 160 Sales. Domingos Francisco 91 Santos. 92. Juventino 158 Santiago. 139. Pe.J. Paulo 36. José de 166 Sá. Júlia Codeço dos 108. Harald 164 Schneider. Antônio Maria Correia de. Oswaldo Soares dos 155. Adélia Darcília Marins da 109 Silva. 160. Maria Helena Leão 109 Santos. 168. Lira 107 Salgado. 210 Santos. Carlos 158 Sias. 211 Sant'Anna. 40 Sá. Gumercindo 192 Saraiva. João Fernandes da 222 Silva. Moisés Henrique dos 159 Santos. Plínio 147 Salit. 90 Sardenberg.Roth. Gê 113. Julieta 109. Antônio Américo da 91 264. Élcio 194 Sant'Anna. Carlos 39. 201 Santos. 159 Sardenberg. Rubem Coelho dos 160 Santos. 201 Santos. Isaías 191 Santos. Elias Carvalho de 162. 198. Joaquim Coelho dos 35. 145 Sampaio. 201 Sant'Anna. 193. Deodoro 86 Sardenberg. 39 Schumann.

211 Sobral. 117. Silva. Levi 158.0. 134. 106 Francisco Ribeiro da 35 Hudson Galdino 238 Jabniel 168 João Barreto da 35. 154. 132 Clemir Fernandes da 106 Demerval 160 Éber 222 Edmundo Antunes da 36. Manoel Antônio da 35. 105. 160 Silva. 103 Silva. José Galdino da 35 Silva. José Joaquim 35. 199 Silva. João José 166. Silva. Luiz Roberto 106 Silveira Filho. Waltir Pereira da 160. . 191. 174. 222 Soares. Luís Laurentino 35. Moisés 157. Silas 35. Abelar Suzano de 35. 61. 159. João Marcos Barreto 194. Silva. da 238 Silva. 160. 60. 168 Silvado. A. John 37 Soares Filho. Suledil Bernardino da 178 Silva. 135. 165. 138. 160. Silva. Aildes Pereira 222 Soares. Silva. Josias César Porto da 194 Silva. Blanche 108. Silva. Ildefonso 62 Silveira. 136. 194 Soares. 207 Silveira. 186 Florentino Rodrigues da 35. José Ferreira da 35. Silva. 113. 12. 113. 139. 116. Manoel Bento da 36. 74. 115. 179 Silveira. Silva. 161. 193 Soares. 171. 165. 97. José Arruda 94 Silva. Anita 239 Soares. 114. 62. 211 Silveira. Élcia Barreto 115 Soares. 168. 171 Silva. José 174. 147. 222 Silva. Miguel Galdino da 63 Silva. 144. Josué Ebenézer de Souza 106. 180. 39 Simpson. Silva. Marilene Frederico da 238 Silva. 131. 90. Silva.G. 160. 97. 159 Siqueira. 244 Smyth. 171. 122. Silva. 160. 207 Silva.Silva. 160 Silva. 119. 125. 208 Simonton. Pedro Gomes de 96. 192. Osmar 36. 69. 62 Silva. Juraci R. 85. 149. Antônio Zeferino e 113 Bento de Souza e 69 Cândido Ignácio da 62. José 155. Manoel de Souza e 80 Silva. 159. 143. 105. Orlando 189 Soares. Nélio Wilson Lopes 106 265. 69.

H. 152. 180.W. 160. 147 Souza. 162. 75. 186. Joaquim Francisco de 62 Souza. 73.C. Dorcas Pinheiro de 109 Souza. Creuza Rangel de 189 Souza. José de 59 Souza. 48 Soren. 123. Francisco Fulgêncio 35. Honório de 35. 41. 160. 51 Teixeira. Eugênia 107 Teixeira. 192 Souza Filho. 171. 106. Maria Amália Carvalho de 108. 148 Telford 39 Terra. 113 Souza. Horácio de 72. 41. 207 Soren. Apolinário 105 Souza. 79. 106 Souza. Teodoro Rodrigues 41. Antídio de 35. 78. 208 Souza. 164. 125. 49. 117 Souza. 34. Francisca de 107 Souza. 187. 134. Desidério Francisco de 122 Souza. José Basílio de 36. Manoel Avelino de 35. 208 Souza. 151. 170. 41. Sebastião Angélico de 96. R. 116. 84. 113. 191 Souza. Lucinda 108 Taylor. 136.J. Dalson Pinto 160 Teixeira. 83 Taylor. 90. Gérson de 147 Souza.B. José 91 Souza. Domingos José de 91 Souza. 202 Souza. 168. 112. 41. 45. 95. 152. 97. T. 74. 139. E. 38 Stover. 201. Sebastião Faria de 35. 152 Souza. 191. Sócrates O. Samuel de 120. 83. Luís dc 48 Souza. 152 Souza. 112. 191. 105. Itamar Francisco de 36. Genilda 222 Tertuliano 90 266. Catarina 41 Taylor. 194 Souza. 191 Souza. Elísio 198 Tavares. . Evade 107. 143. de 104. 34. 38 Tavares. 80. Ubaldino Faria de 139 Spaulding. 159. Antônio José de 35 Souza. João Filson 146. J. Silvino Ferreira de 63 Souza. Helena 105. Belmiro Basílio de 62 Souza. 199 Souza.Soper. 95. J. Higino de 211 Souza. 187. Z.J. 152 Tarboux. 112. 173. Cássio Peçanha de 35 Souza.

Alberto 199 Trigueira. 162. 184. 180. M. Jurema Mainhard 190 Viana. 161. Carlos O. Júlio Martins 91 Vidal. 185. Antônio Coelho 35. 198. 171. 164 Torres.Tiago. 210 biblioteca p a r t i c u l a r Fabiano de Oliveira Fialho . 191 Vieira. 136. Oswaldo 160 Vianna. 168.L. 160. José Francisco 200 Venâncio. 193 Vargas. 173. Osvaldo 152 Tognini. 201. Manoel 62 Tinoco. 158. 192 Vieira. 168. Artur 35 Ventura. Maria 109 Vasconcelos. 191. Wilmar 193. 125 Walmer. Fausto Aguiar de 223 Veiga. 159. 160. 179. Raphael 36. Maria 77 Tucker 39 Valadares. 174. 38 Watts. 208 Vieira. Jair 104 Varol. 180. Waldemar 35. Stênio 165 Velasco. 209 Vilarinho. Noêmia 109 Veiga. Werneck. Antônio 35 Varela. Enéas 162. Walter 160. Norvel 35. Jorge Luís Gouveia 179 Vieira. 207 Zarro. Genoveva 112. Virgílio José 91 Vorheis. José 95 Watson. Elias 193 Williams. 114. Valdir Gomes 36 Villement. 212. Albino 35. 97. 120. 208. Geraldo 201 Veríssimo. S. Silas dos Santos 193. 104. Elias 16*6. Henrique Queiroz 105. 170. 179. Élcio 105. 203 Veloso. 192. 222 Zarro. 38 Welch. Roger 37 Zambrotti. 113. 203 Varela. 154. Rogério da 106 Velasco. Loyde 109 Zarro. 160 Viana. 168.