Este é um livro interessante e valiõsíssimo para o

povo batista brasileiro. É um relato precioso, uma visão
histórica, ainda que sintética, pois seria impossível retratar
todo o trabalho de uma convenção batista estadual, ao
longo de 100 anos, em um só volume. Contudo, a obra
põe em destaque os mais preciosos momentos de nossa
história batista fluminense.
Na realidade, a importância do livro pode ser sentida
em dois aspectos principais:
1 ? — A obra foi escrita pelo Pr. Ebenézer Soares
Ferreira. Este ilustre homem de Deus viveu intensamente
a vida batista fluminense, com raízes profundas na cidade
de Campos, onde exerceu o ministério pastoral por vários
anos. Além disso, foi Diretor Geral do Colégio Batista
Fluminense, professor do Liceu de Humanidades de
Campos e Reitor dò Seminário Teológico Batista
Fluminense e professor da Faculdade dc Filosof ia, Ciências e Letras dessa cidade.
"
E necessário lembrar que além de desempenhar todas
essas tarefas pedagógicas," o autor foi redator de O Escudeiro Batista, e presidiu a Convenção Batista Estadual
quinze vezes, sendo seu atual presidente.
O Pr. Ebenézer Soares Ferreira, com a sua tendência
natural pelos assuntos históricos, e com o seu acentuado
espírito de pesquisa, oferece uma contribuição muito
preciosa para o povo batista em geral.
2? — A Convenção Batista Fluminense é, sem
sombra de dúvida, a maior Convenção Batista Estadual
do Brasil e da América Latina. Atualmente, a Convenção
registra em seu rol de igrejas cooperantes mais de 900
igrejas.
Descrevendo a magnitude dessa grande Convenção
Centenária, o autor afirmou: " E opulenta, repleta de
lances emocionantes, desafiadores, cheia de exemplos
dignificantes e de sacrifícios. E uma epopéia envolta em
rasgos de fé e amor, escrita com suor, lágrimas e sangue
pelos consagrados servos do Senhor que não mediram
esforços para legarem ao povo batista fluminense um
glorioso patrimônio moral e espiritual."

:5"

T^lMo

S.f/j

A

Composto e Impresso na J U I - R F
Rua Silva Vale, 781 — Cavalcanti
Caixa Postal 320 — 20001 — Rio dc Janeiro — RJ

<
BIBLIOTECA PARTICULAR

FabJano de Oliveira Fialho

da União Brasileira de Escritores. da The Baptist Historical Society (Inglaterra).EBENÉZER SOARES FERREIRA (Membro da Academia Pedralva de Letras. da Academia Evangélica de Letras do Brasil.) . da The American Schools of Oriental Research e membro correspondente da The Academy of Letters of London. da Sociedade Brasileira de Romanistas.

de corpo e alma. se entregaram. contra as hostes do Maligno. e. arrostando toda sorte de sacrifícios.biblioteca parti : u l a r FaWano de Oliveira Fialho DEDICATÓRIA À Junta de Missões Estrangeiras da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos. à gloriosa faina de pregar o evangelho de Jesus Cristo aos nossos coestaduanos. com ext rema dedicação. A memória dos missionários pioneiros que. que recebeu a tocha sagrada do evangelho para passá-la às gerações porvindouras com o fogo crepilante do amor a Cristo. que se dignou de enviar missionários para evangelizar nossos patrícios. em favor da salvação das almas perdidas. se incorporaram aos missionários. Virgínia. dedico esta obra. A memória dos obreiros nacionais que pugnaram a boa peleja da fé. formando a grande falange do exército santo. 1 . com sede em Richmond. O autoi. À juventude de hoje do nosso querido estado. aguerrido.

Pastorado de Salomão Ginsburg 49 Conversão de Joaquim Fernandes Lessa 50 Jornal "As Boas-Novas" 51 Primeira Escola D i á r i a — " E s c o l a Americana" 51 Escola Noturna 52 Escola Industrial 52 Perseguições em São Fidélis 53 Outras Vítimas da Perseguição 58 Perseguições em Macaé 59 A Grande Contribuição dos Evangelistas 61 Oposição do Clero 63 Lançamento da Pedra Fundamental do Primeiro Templo Batista no Brasil 64 Clero Católico Romano Reage Contra a Construção do Templo Batista 67 Inauguração do Primeiro Templo Construído no Brasil 68 Os Bravos Colportores 68 Mudança do Missionário Ginsburg Para Pernambuco 69 . Organização da Igreja Batista em Campos 47 3.1 Providência Divina . 3. 16.ÍNDICE Dedicatória 7 Prefacio 31 Introdução 33 Capítulo I — PRIMÓRDIOS DO EVANGELHO NO BRASIL 1. 2. 7. 10. O Início do Trabalho Batista no Campo Fluminense 45 1. 6. 4. 2.em Ação 46 1. 15.4 Ura Grande Evangelista 47 2. 13. Primeira Igreja de Campos — Vários Pastores em Pouco Tempo 48 Capítulo III — PERÍODO DE GRANDE ATIVIDADE EVANGELÍSTICA (1893-1900) 1. 4. 14.3 Um Grande Apelo 46 1. 9. 11. 3. Preliminares 37 Fundação do Trabalho Batista no Brasil: Batistas Alemães e Letos 39 Fundação do Trabalho Batista no Brasil: Batistas do Sul dos Estados Unidos Uma Grande Porta É Aberta 42 40 Capítulo II — PERÍODO DE ASSENTAMENTO DA OBRA BATISTA (1891-1892) 1. 5. 12. 8.2 Alugada a Primeira Casa Para Cultos 46 1.

1 Primeira Tentativa de Organização 93 8.5 A Igreja Anula a Exclusão Injusta do Missionário Dunstan 75 Capítulo V — MISSÃO DO RIO 1. 2.2 A.4 Declaração e Protesto 74 1.F.Campos 71 1. 5. Usados por Deus Tais Como Eram 97 10.2 Segunda Organização da Igreja 78 2. Evangelista Queimado com Querosene 81 77 79 Capítulo VI — PERÍODO DE REAJUSTAMENTO.4 Novas Secretárias-Exccutivas 108 6. Campanha de Combate ão Fumo 96 10. Perseguições em Friburgo 99 A Missão Campista Abre Trabalho em Minas Gerais 102 Junta Estadual 103 Os Batistas Fluminenses e Seus Jornais 104 Surgimento do Campo Batista Fluminense 106 O Trabalho Feminino 107 6.1 A.2 Presidentes da U FMBF 107 6. Organização da Primeira Igreja Batista de Niterói 1.1 As Pioneiras 107 6.F. 5. Ordenação de Dois Grandes Obreiros 83 Perseguições em Cambuci 84 Perseguições em Niterói 84 Perseguições em Campos 85 Perseguições em Aperibé 86 Manoel Nunes Saraiva.2 Organização do Hospital Batista 94 9. 3. um Mártir do Evangelho no Estado do Rio Organização da Associação Batista Fluminense 90 Associação do Hospital Evangélico 93 8. 6.Campos 73 1.1 A Igreja É Dissolvida 78 1.17.3 Missionárias Prestam Grande Auxílio ao Trabalho Feminino 6.5 Progresso no Trabalho da UFMBF 109 108 . 4.Campos. 4.1 Joaquim Coelho dos Santos 97 10. 7.3 Conseqüências do Espírito Faccioso dc A. 3.ECampos Cria a União Batista Fluminense 72 1. 8. SOLIDIFICAÇÃO DO TRABALHO E DE GRANDES PERSEGUIÇÕES 1. Criação d " ' O Jornal Batista" 69 18. 2. A Questão Antônio F. 6. Igreja Metodista e Seu Pastor Se Tornam Batistas 3. Criação do "Brisas do Campo" 70 Capítulo IV — PERTURBAÇÕES INTERNAS 1.2 Manoel Avelino de Souza 98 87 Capítulo VII — PERÍODO DE ORGANIZAÇÃO DE VÁRIAS ENTIDADES E COOPERAÇAO 1. o Pivô de uma Dissidência 72 1.

2 O Instituto Muda-se Para Campos Com Novo Nome 110 7. 10. Anna Christie — O Trabalho com as Senhoras e com o Colégio Batista Fluminense 125 12. Integração de Igrejas Dissidentes 122 9. 9. Assistiu à Perseguição ao Missionário Salomão Ginsburg em 1918 127 Capítulo VIII — PERÍODO DE PROGRESSO FINANCEIRO. 2. 3.3 Segundo Período 112 7.10 O Progresso do Colégio 119 7. NO PRINCÍPIO.1 Quem Era Elias Portes Filho? 142 3. A Coragem dos Bravos Missionários 131 Construção de Templos Maiores na Década de 20 134 Instituto Batista Fluminense 134 Escola de Verão 135 Organização das Associações 136 Primeiros Problemas Associacionais 137 A Igreja de Pião É "Desfraternizada" por Alguns Anos e Retorna em 1923 Perseguições em São Francisco de Paula 137 A Grande Campanha 138 Caixa de Beneficência dos Obreiros 138 Convenção Batista Fluminense 139 União dos Obreiros do Campo Batista Fluminense 139 Depressão.1 Fundação do Instituto: Primeiro Período 109 7. NO FINAL. Jubileu de Ouro da Primeira Igreja Batista de Campos 146 5.6 Quinto Período 114 7. A "Zona Neutra" 141 2.7 Sexto Período 115 7. Endividamento e Desânimo 140 137 Capítulo IX — INÍCIO DA ORIENTAÇÃO PRÓPRIA E REAVIVAMENTO (1930-1941) 1. 12. Curso de Extensão 141 2.4 Terceiro Período 113 7. 8. Perseguições em Maricá 123 10. 6. A Obra Educacional dos Batistas Fluminenses 109 7. O Povo Zombava dos Crentes 149 7. A Ação do Intregalismo no Seio das Igrejas 146 6. O Progresso das Escolas Dominicais 126 13. Sociedade Patrimonial Batista 123 11. D. Campanha Para Reorganização do Trabalho 126 14. 7. 4.7. Miss Blanche Simpson e a Educação Religiosa e Teológica 144 4.5 Quarto Período 113 7.9 C o n t r i b u i ç ã o do Colégio Para o Preparo de Futuras Esposas de Pastores 118 7. 13. 11. 5.11 Sétimo Período 120 7. COMO REFLEXO DAS CONDIÇÕES MUNDIAIS (1919-1929) 1.12 Casa do Estudante Batista 121 8.8 Pastor Barreto — Homem de Larga Visão 117 7. E DE DEPRESSÃO FINANCEIRA. Conversão do Ex-Padre Gentil de Castro Faria 149 .

Missionário Harold Renfrow 179 6.1 Organização do Orfanato Batista Fluminense 154 3.4 Algumas Importantes Decisões da Ordem dos Pastores 163 O Problema Denominado "Renovação Espiritual" 164 5. Nilson Godoy 156 3.1 Aula Inaugural 174 2. Estudo Sobre a Fusão das Convenções 183 183 .2 Transferência da Sede do Orfanato 154 3. 7. Reestruturação do Trabalho no Campo Batista Fluminense 159 Associação Filantrópica Rui Barbosa 160 Sagração de Bispos em Templo Batista 161 Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro 161 4. União Masculina Missionária Batista Fluminense 157 Capítulo XI — PERÍODO DE REESTRUTURAÇÃO 1. 6. 4. 2. A Obra de Beneficência 153 3.1 Assembléia Extraordinária da Convenção Batista Fluminense 167 5. Tentativas de Divisão da Convenção 180 Capítulo XIII — PERÍODO DE GRANDES CAMPANHAS E DE DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES 1. Outras Instituições de Ensino Teológico 178 4.1 Secretário. 5. Fusão dos Estados da Guanabara e Rio de Janeiro 2.2 Realização da Convenção Batista Brasileira em Niterói 168 5.Executivo da Ordem 162 4.3 A Obra da OPBERJ 163 4.6 Doações de Imóveis Feitas ao Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira 156 4.3 Formados pelo Seminário Teológico Batista Fluminense 175 2.Capítulo X — F I R M A N D O AS ESTACAS NA BENEFICÊNCIA OUTRAS ORGANIZAÇÕES 1 EM L Colégio Batista dc Niterói 151 2. 8.3 Retomada do Templo 170 Sustada a Representação de Três Igrejas na Assembléia Convencional de 1958 170 Relatório da Comissão Sobre o Problema das Três Igrejas 171 Recondução de Pastores ao Ministério 171 Capítulo XII — P E R Í O D O DE E X P A N S Ã O MISSIONÁRIA EVANGELÍSTICA E 1.5 Gestão Pr.2 Novo Secretário-Executivo 163 4.3 Encampamento do Orfanato 155 3.2 Mudança de Diretor do Seminário 175 2. Campanha de Evangelização na Década de 60 173 2.4 A Nova Fase e o Primeiro Diretor 155 3. 3. Seminário Teológico Batista Fluminense 174 2. Sede da Convenção Batista Fluminense em Niterói 179 5.4 Corpo Docente do Seminário Teológico Batista Fluminense 178 3. Período de Transição Missionária 152 3.

3.3.3 Joaquim de Paula Rosa 185 4. 5. 4. O Trabalho da Juventude 190 11.2 Secretário-Interino 185 4. Sociedade de Esposas de Pastores Batistas Fluminenses 190 11.5 Edgard Barreto Antunes 186 5.4 Novas Diretrizes 194 184 Capítulo XIV — A INFLUÊNCIA DA OBRA DOS BATISTAS FLUMINENSES 1. 9. Programa Integrado de Missões e Evangelizacão — PROIME 4. Secretários-Executivos da JUNCORD 184 4. Centenário da Primeira Igreja Batista de Campos 222 Capítulo XV — O SEGREDO DO CRESCIMENTO DO CAMPO BATISTA FLUMINENSE 225 Epílogo 229 Notas e Citações 233 Bibliografia 247 índice Onomástico 251 .4 Daniel de Oliveira Cândido 185 4. 6. Centro Batista Fluminense 187 7. Relação dos Pastores da Convenção Batista Fluminense — 1991 216 12.3 Décadas de 60 e 70 192 11. 186 6. Missionários da Junta de Missões Nacionais 206 Batistas Fluminenses que Se Sobressaíram na Denominação 207 Missionários da Junta de Richmond que Cooperam com as Juntas Estaduais Fluminenses 212 10.1 Elias Vidal 184 4. 7. Acordo do Ingá. DIACOPBERJ 189 10. Quadro Histórico da Convenção Batista Fluminense 213 11. Encontro de Filhos de Pastores 189 9. Missionários da Junta de Missões Mundiais 205 Obreiros Fluminenses. A Influência dos Batistas Fluminenses 195 "Projeto A m o r " 200 "Projeto Amai-vos" 200 Colégios Fundados por Igrejas e Particulares 200 Líderes Associacionais 202 Obreiros Fluminenses. Reencontro — Obras Sociais e Educacionais 187 8.1 Década de 50 191 11. 8.2 Página da Mocidade n ' " 0 Escudeiro Batista " 192 11. 2.

que era carinhosamente por ele chamado "Diácono". .L.A. emseu burro.Dunstan Dr. Christie. porque o mesmo o servia muiíu bem em suas viagens pelo campo fluminense.

etc. "alma-mater" do trabalho no Campo Batista Fluminense. Houve igrejas queforam organizadas em galinheiros. Primeira Igreja Batista de São Gonçalo.Christie. no passado. ou debaixo de árvores. Atuaram durante 39 anos no listado do Rio de Janeiro.. Uma "Casa de Cultos". A eles devem os batistas fluminenses grande parte do sucesso de seu crescimento. Primeira e Segunda Igrejas Batistas de Campos. .B. e até mais humildes. Muitas igrejas se reuniram em casas como estas. Hojejá possuímos templos magníficos como os da Primeira Igreja Batista em Niterói.Casal A. Igreja Batista de Fonseca.

ffi 11 • 1 m Templo da Segunda Igreja Batista de Campos. "íi Fac-simile da ata de organ ização da Primeira Igreja Batista de Campos. . A Primeira Igreja Batista de Campos teve o privilégio de construir o primeiro templo no Brasil. inaugurado em 21 de abri! de 1898. Templo da Primeira Igreja Batista de Niterói..Templo atual da Primeira Igreja Batista de Campos.

^ OS PRESIDENTES DA CONVENÇÃO - r i Joaquim Fernandes Lessa Alonzo Bee Christie .

Antônio Raphael Charles /.arro João Barreto da Silva Osmar Soares Ebenézer Soares Ferreira .umbrotti Erodiee bontes de Queiroz Waldemar 7.

.

Joaquim Rosa José Joaquim da Silveira .

OS SECRETÁRIOS DA JUNTA COORDENADORA Harold John I Riffey Renfrow E/ias Vida/ .

Cândido.Joaquim de Pauta Rosa MISSIONÁRIOS NORTE-AMERICANOS QUE ATUARAM EM ÁREAS ESPECÍFICAS Daniel O. . Edgard Barreto Antunes. cuja foto se acha no grupo de presidenta da Convenção. sucedido pelo Pr.

inaugurado em 1962. Dr. Anteriormente. Joio prédio prmcipaldo Colégio Batista Fluminense.Sorve! II. Prédio principal de aulas do Colégio Batista Fluminense.KMÍIC .Víjíív Welch Clint Kimbrough INSTITUIÇÕES BATISTAS DE EDUCAÇÃO SECULAR E TEOLÓGICA Prédio onde funcionou o Colégio Batista nense. em Campos. Flumi- -3S Prédio principal do Seminário Teoloçico Batista I luminerise. Celso Peçanha. coma presença do então Governador do Estado do Rio. de 1910 a 1913. ex-aluno da casa. em Nova Friburgo. .

Ao seu lado. Pr. na gestão do Dr. em parceria comoDr. à direita. Samuel de Souza. l utando está o historiador Barbosa Guerra. Inauguração do busto do Pr.Grupo de alunos infernos do Colégio Batista Fluminense. podemos destacar: Pr. Ageu \eto. Benedito Manhües. O último. em janeiro de 1971. que foi Governador do Estado do Rio. Dodanim Gonçalves. Rui Franco de Oliveira. . João. o Pr. em frente ao edifício do Colénio Batista Fluminense. o Dr. realizada em Campos. Sessa Joto. em 1932. Lmgerfeld. Com a mão no rosto. então Presidente da Convenção Batista Brasileira. À sua direita. por ocasião da Assembléia da Convenção Batista Brasileira.opes. Celso Peçanha. Rubens l. RaphuelZainbrotti. na terceira f ila. o Pr. João Barreto da Silva. em 1962. Pr. é o Dr. ESoreii. Christie. e ã sua esquerda. Pr. Ebenézer Soares Ferreira. o Pr. Francisco Rosa. Pr. Pr.

Elias Vidal. . que pregou sobre "Manias de Pastor''. Nilo Cerqueira Bastos. Nilo Sales. Ebenézer Soares Ferreira. Rubens Lopes. Antônio Soares Ferreira. José Mu ria. Do lado esquerdo do buslo. em 1951. Daniel Carvalho de Almeida. Osvaldo Soares. Fidélis Benlancôi. Sentados. Argênio Gonçalves. João Barreto da Silva.Inauguração do buslo do Missionário A. Alberto Araújo.h i .. Luiz de Souza Neto. que foi o professor homenageado pela turma. Dr. Samuel de Souza. Rocha e os formandos: Elias de Souza Mollino. Salvador Borges e W. Adelino Coelho. se destacaram:' 'As Boas-Noí-as". Henrique Gomes. Joaquim Vlanano Pereira. Jurandir G. como órgão oficial da Convenção Batista Fluminense . José Herdy. Salvador Mendes de Oliveira. • - CCÍ Muitos jornais surgiram no campo batista fluminense. Dr. que surgiu em V: de janeiro de 1909 e é publicado até hoje (1991). Manoel Avelino de Souza.B. Isaac Moreira. Manoel de Brito.Fnete. porém. em pé: Pastores Edinézer Faria. 1 tamar Francisco de Souza. José Ferreira da Silva. Rubens t opes. Dois.. A direita está o então deão Pr. Pr. estão as missionárias Blanche Simpson. Em pé. e o então Diretor do Seminário. Sophia Nicho/s.MacNeally. em frente ao amigo prédio de aulas do Colégio Batista Fluminense. com a presença do paraninfo. Cússio Peçanha. Vonkacov. GedorMeto. W. Obadias d Alcântara. Francisco Rosa. e "O Escudeiro Batista".Christie. do lado direito do buslo: Pastores Constem tino. Francisco Ribeiro. Gutenberg Faria Guedes. Arsênio Gonçalves. Evaristo Lacerda. Cristal Enete e Letha Sanders. Prof. Norivat tranco. que surgiu em 15 de marco de 1894 e durou ate 1900. Edmundo Antunes. pastores Joaquim Coelho. Ubaldino de Souza. r Grupo de formandos do Seminário Teológico Batista Fluminense em 1978. Manoel Bento. Henrique Marinho Nunes. Helvane Rodrigues Surto.

Gentil de Castro Faria — Expadre católico romano. Luís Ovídio Firmo — Muito perseguido na regii de Macaé. Na foto.Deter — Grande cooperador da chamada Missão do Rio. formar o Campo Batista Fluminense. Sitas Silveira — Foi o primeiro batista a ser eleito deputado estadual. cego. na década de 10. mais tarde. peto Estado do Rio. ao ministério da Palavra. o obrigaram comer areia. Já velho e. Pr. o Pr. foi consagrado. lendo exercido grande influência em sua época. Pr. Em 1918. João Burrelo da Silva. saía a distribu -tos. II Alice Reis — Pioneira do trabalho das senhoras no Estado do Rio. pastoreou até 1957. junto com a Missão Campista. Gentil aparece ao lado do Pr. tendo sido um dos maiores evangelistas do Estado do Rio de Janeiro. essa missão deixou de existir para. . Pr. Balizado pelo Pr. em companhia dos netos. Elias Portes Filho — Primeiro batista a ser nomeado missionário estadual.B. Barreto. enchia os bolsos i folhetos e. Antônio Soares Ferreira. Antônio Soares Ferreira — Fundador do Lar Batista Pr. onde.Pr Joaquim Coelho dos Santos — Ordenado em 1908. A.

" Marlene Bahhazarda Nóbrega Gomes — Primeira fluminense a ocupar a presidência da União Feminina Missionária Batista do Brasil Óthon Á vila do A maral — Primeiro leigo a ser orador numa assembléia da Convenção Batista Fluminense. localizado em Rio D 'Ouro. pastoreia a Primeira Igreja Batista de Campos. d'Alcãntara — Desde 1959. em Friburgo. dirigiu a Sociedade Patrimonial Batista de Campos Pr. é pastor da Igreja Central de Volta Redonda. hoje "Lar Batista Pr. em 1910 Dr.Pr. ObadiasF. em Aperibé. Prof. Sebastião Angélico de Souza — Primeiro aluno a ser matriculado no Colégio Batista. F o Diretor d'O Jornal Batista. Nilson üimárzio — Grande líder batista. Pr. Adiei Pereira Pinto — Primeiro órfão recebido nu Orfanato Batista. Pr. Atualmente. Virgílio Paria — Por várias vezes. . Por mais de 15 anos. pastoreou a Primeira Igreja Batista de Petrópolis. Antônio Soares Ferreira". Prof" Ne/l v Soares Ferreira — Primeira mulher a ser oradora numa assembléia da Convenção Batista Fluminense.

Outros podem ser identificados: Pr. reunidos em 1910. hoje Convenção Batista Fluminense. Pr. Na primeira fila. Joaquim Fernandes Lessa.Pr. aparece o Pr. Pr. em Friburgo.Soren — Grande líder da Missão do Rio. Antônio Morales Bentancôr. .F'. na sede do Colégio Batista Fluminense. que abrangia as regiões de Maricá até Paraíba do Sul. da direita para a esquerda. Joaquim Coelho dos Santos e Pr. Antônio Charles. Alcides Cunha — Dinâmico líder dos homens batistas no Estado do Rio e no Brasil. José de Souza llerdy — J'rírneiro batistafluminense a criar uma universidade. Leonel Fyer— O grande idealizador do Hospital Batista Fluminense. Pr. Pr. Representantes das igrejas à Associação. Leobino da Rocha Guimarães — Diretor do Hospital Batista Fluminense Pr. F.

Obreiros do Campo Batista Fluminense. Benedito Araújo. Leobino Guimarães. Cândido de Jesus. ainda na mesma ordem: F. Manoel Avelino de. da esquerda para a direita: Manoel Brito.de Queiroz. A Ifredo Reis. Fidélis M. João Peratva. na mesma ordem: Joaquim Rosa. Sentados. Na frente. Joaquim Coelho dos Santos. Honório de Souza. um obreiro não identificado).Stover. Salvador Borges. Benedito Firmo. Manoel Monteiro. Foi celebrado com a realização de sua assembleia em Petrôpo/is. Christie. Elias Portes Filho. missionários da época.Siqueira.Bentancôr. Carvalho. Nas escadas. Cícero Góspeler. Joaquim José Pinheiro. . vê-se o casal John Riffey. em 1930.B. Antônio Mendes. (a seguir. Alfeu Gomes. Duque P. Artur Moulin. José Ferreira da Silva. Souza. Carlos Mendonça. em 1957. Francisco Lopes. Joaquim Fernandes Lessa. Antônio Soares Ferreira. Joaquim M ariano. ErodiceF. Atras estão os membros da diretoria da Convenção e a presidente de honra. José Lóta. Em pé. Virgílio Faria. Mrs. Antônio Bernardes Júnior. Abelar S. Cinqüentenário da Convenção Batista Fluminense.

ética pessoal e extrema modéstia. Ele relata o que os seus olhos viram. Revestido da humildade que o caracteriza.PREFÁCIO Ao compulsar as páginas da HISTÓRIA DOS BATISTAS FLUMINENSES o leitor ver-se-á conduzido por um guia seguro. zelo. Põc-se ainda como verdadeiro porteiro do amanhã. na condição de perfeito anfitrião que é. na administração eclesiástica e denominacional. a que a pertencemos e de que às vezes não nos damos conta. esse outro historiador. autor da obra e um dos mais ilustres artífices dos feitos históricos que tão bem soube documentar. no terreno do evangelismo. Dr. terceira e sexta horas ou os que estejam em serviço no final dos tempos terrenos. consagração espírito de sacrifício e trabalho dedicado que caracterizaram a gloriosa trajetória centenária dos batistas da Velha Provícia a fim de que lhes sigamos os passos na feitura da obra até que venha o Senhor da seara a recompensar a cada um conforme o seu labor. 31 . para que compreendamos os fundamentos de nossa herança. tudo o que nós. Em futura história que alguém vai escrever há que sc lhe fazer justiça contando. devemos ao Pr. social e político cm que tem transitado com reconhecida mestria. destarte. amplas janelas para o passado. abrindo-nos. faz-nos sentir à vontade na Casa da História. da educação geral e teológica. a exemplo de João. por sua mão ou liderança. toda a visão. isto tudo sem falar dc sua inegável contribuição para o mundo econômico. o quarto evangelista. no Brasil e no mundo. os batistas fluminenses. na página impressa como escritor fértil e laureado que é. Ele deixa de ressaltar a obra notável que. nisto cm que consegue levar os personagens que fizeram e fazem o campo batista fluminense a passarem para nós. os leitores. Deus tem feito em nosso estado. seja os que trabalharam na primeira. Ebenézer Soares Ferreira! É ele que. seus ouvidos ouviram ou suas mãos apalparam. Ebenézer Soares Ferreira. o Pr. o historiador faz questão dc se omitir enquanto um dos principais protagonistas da história que escreve.

A jovens. formativo. econômica. inspirativo e motivador. moral e espiritual da gentes fluminenses. Joaquim de Paula Rosa Relator do GT do Centenário Superintendente Geral da JUERP 32. Sendo parte integrante do GT. A obra vem a público no momento em que se comemoram os 100 anos de história dos batistas fluminenses por encomenda do Grupo de Trabalho nomeado pela Convenção para preparar o programa de celebração onde este projeto seria de extrema oportunidade e relevância. cultural. o autor. Por isso que o recomendamos a todos. . à custa de muito sacrifício pessoal e ajuda familiar. historiador renomado que é. a evangélicos ou não. nos premiou com este livro que nos acompanhará ao longo de todo este século batista em que estamos vivendo. estejamos firmes no presente e preparados para o novo tempo de maiores realizações com que o futuro nos desafia! Pr. Assim sendo. adolescentes. adultos e pessoas encanecidas. inspirados pelo passado histórico dc que nos dá conta o autor e a quem agradecemos. A líderes e a liderados. aceitou a incumbência que seus pares lhe deram e.O livro é informativo. a todos os que quiserem ter uma idéia real da contribuição dos batistas fluminenses na formação histórica.

desafiadores. principalmente.B. escrita com suor. obra que foi. 33 . comecei a coligir dados e documentos.B. José Nigro e A.F. em 1946. os demais membros da comissão nada puderam lazer.Christie. É pena que tivessem parado em 1936. somente em 1920.Christie. na Convenção Batista Fluminense. Atendendo ao convite que.INTRODUÇÃO No momento em que é colocada nas mãos dos batistas brasileiros a História dos Batistas Fluminenses. então. coadjuvado pelo missionário A. teríamos. Era composta pelos pastores: Joaquim Fernandes Lessa. Com a aposentadoria do missionário A. Coube.Christie. süa tradição. mister se faz informar que só cuida essa história do trabalho desenvolvido pelos batistas do antigo Estado do Rio de Janeiro. Assim. me fez a então Junta Executiva da Convenção Batista Fluminense. então. a maior convenção batista estadual da América Latina. Lessa escreveu. aqui e ali. Saturados pelos muitos trabalhos.B. refundida e aumentada por A. 1210 igrejas. o trabalho ficou interrompido. J. Quando escrevemos esta história há. a responsabilidade desse trabalho. É uma linda epopéia envolta em rasgos de fé e amor. É opulenta. Embora tenha havido a fusão do Estado da Guanabara com o antigo Estado do Rio. em 1955. cheia de exemplos dignificantes e de sacrifícios a história dos batistas fluminenses. as convenções batistas existentes nesses dois estados não se uniram visto terem chegado à conclusão de que cada uma delas tinha as suas peculiaridades. Se somássemos a este número o de igrejas existentes na Convenção Batista Carioca. foi nomeada a primeira comissão para escrever a história dos batistas fluminenses. Em 1919.Christie. em 1936. 900 igrejas batistas. Em 1917. localizada também no Estado do Rio de Janeiro. lágrimas e sangue pelos consagrados servos do Senhor que não mediram esforços para legarem ao povo batistas fluminense um glorioso patrimônio moral e espiritual — o campo batista fluminense. Lessa. os Subsídios para a História dos Batistas cio Campo Fluminense.Ulisses de Moraes. a comissão foi acrescida de mais dois nomes: John Mein e J. repleta de lances emocionantes. sua própria psicologia. após a sua morte.B. Em virtude de vários problemas.F. a J. continuaram a existir a Convenção Batista Carioca e a Convenção Batista Fluminense. subsídios começaram a ser coligidos pela comissão.

B.F. Dessa verdadeira calamidade decorrem os maiores males.L. Dezenas de outras obras e jornais usados como fontes dc informações e pesquisa aparecem na bibliografia. F. de boa construção. c buscando. Assim ele escrevia: "Nada poderá haver.fazendo pesquisas em vários lugares.H. A. num importante povoado do interior da diocese.Entzminger.. dedicaram-se à obra da evangelização e educação do povo fluminense.Maddox. Macaé. retiramo-lo da obra inédita Subsídios Para a História dos Batistas do Campo Fluminense. quando não concubinário. O. de vários anos. sobre os Primórdios do Evangelho no Brasil. J. que foi publicada n ' " O Escudeiro Batista''. foram as principais fontes de pesquisa.Bagby.B.. ao ser publicada a história dos batistas fluminenses. aproveitando-se da falta dc pregações nas capelas distantes das matrizes. já referidos. Alguns 34 . (l) " O protestantismo parece mesmo que tem o seu quartel general e assentou as suas mais poderosas baterias no território de nossa diocese. John Riffey. li vros já esgotados. além do Foreing Mission Board Report.Taylor. O capítulo I. A . D u n s t a n .Christie.P. W. S. Ali há muita coisa interessante que deixamos de incorporar ao texto. a poucos passos do templo protestante. donde a heresia faz incursões ao redil de Cristo. do que encontrar. informando que. ouvindo crentes idosos..E. Campos. com obliteração quase absoluta do matrimônio católico".Crosland. através dos tempos até hoje. souberam construir a história dos batistas fluminenses: Vindos da outra América. Já na década dc 30. e Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses. que havia ofertado 800 dólares para a publicação da mesma. uma 'casa de culto'. o bispo de Campos sentia que o trabalho estava crescendo e ameaçando a sua paróquia com a deserção de seus fiéis para as igrejas batistas. Recomendamos ao leitor a leitura das NOTAS e CITAÇÕES.Porter. igrejas. vocação.Downing. A inoculação da heresia.J. de uma feita. léguas à roda não há o menor vestígio da mais simples capela. As Boas-Novas. Rio dc Janeiro. colocadas no final desta obra. (2> Justo é relembrarmos aqui os nomes daqueles que.R. que mais confranja o coração dc um bispo.Cowsert. O Escudeiro Batista e os Subsídios. em lugares onde. O impacto que a história batista fluminense causa àqueles que dela se inteiram é inegavelmente grande.B.A.Morgan. S a l o m ã o Ginsburg.. Tem sido assim. dc grande número de famílias. Ao chegarmos à praça. E. talentos. etc. Paulo Porter. os missionários: W. J. L .J. Este. Niterói.Soper.Deter. uma carta.C. debaixo de um toldo improvisado. as mais profundas misérias espirituais.Jackson. A.B. destacaremos duas que mais nos preocupam: a infiltração de heresia protestante e a iniciação do j uramento civil. em bibliotecas várias. Foi escrito por Salomão Ginsburg. A. Dentre estas. usando tempo. ODr. deveria ser reconhecida a generosidade da ex-missionária Maude Crosland. aquele. a ponto de ter o bispo que oficiar ao tempo.Joyee. J. outro templo batista. Os Anais da CBF. para esclarecimento de dúvidas.J. o católico — flagrante contraste! — em ruínas. nas suas excursões pastorais. logo se nos deparou um templo metodista.Christie enviou. de Óthon Ávila do Amaral. T. E o templo católico? Ali.". visitando. que já se encontram no lar celestial usufruindo a glória do Senhor e a recompensa de seus trabalhos. "Ao entrarmos. redações de jornais em Friburgo. D. E. cm 1950.

Antônio Charles. José da Silva Lóta. Cassiano Basílio de Souza. Gutenberg Faria Guedes. Axel Frederico Anderson. Jáder Malafaia. Francisco J. Emiliano Boechat. doutrinamento e educação em nosso estado. Otávio Dionízio da Costa. porém. Antônio Valadares. Antônio João Crispim. Ismail Gonçalves. Alfeu Melo. Luís Laurentino da Silva. Daniel Carvalho de Almeida. demonstrando amor pela pátria e pela propagação do evangelho dc Cristo entre seus compatriotas. Virgílio Faria. 35 . Gabriel Mota. Joaquim Rosa. Salvador Borges. Cássio Peçanha de Souza. Ernesto G. Leonel Eyer. Avelino Figueiredo. Missionários da Junta de Riçhmond v ieram mais tarde. Leobino da Rocha Guimarães. Assis Cabral. Florentino Ferreira. Henrique Marinho Nunes. Alberto Araújo. Benedito Moreira. Outros. Araújo. José Ferreira da Silva. Alberto Lessa. Jurandir Gonçalves Rocha. Durvalino José Lopes. Antônio Rodrigues Maia. Alguns. Achilles Barbosa. Antônio Ribeiro Fernandes. Antônio Bernardes. encaneceram na obra. Antonino José de Souza. Estes são obreiros que laboraram em nosso estado.deles passaram pouco tempo no campo fluminense. Florentino Rodrigues da Silva. Benedito Peçanha. Antônio Soares Ferreira. José Larrúbia de Abreu. Todos. Joaquim Mariano. Elias Portes Filho. Thornas Hearone Nolan Pridemore emprestam. Plácito Moreira. Benedito Geraldo de Araújo. João Barreto da Silva. tendo retornado à sua terra natal. Norvel Welch.Mendonça. substituir os que prestaram ao estado serviço pioneiro.B. Zeferino Cardoso Neto. Alberto Portela. Isaque Martins. Arsênio Gonçalves. Manoel Antônio da Silva. Ainda hoje. Manoel Joaquim Carneiro. o Estado do Rio conta com a atuação de missionários norte-americanos.essa. Antídio de Souza. Seus nomes devem ser registrados com grande alegria e respeito neste histórico: Ageu Neto. Manoel Avelino de Souza. Djalma Cunha. Há obreiros que têm operado por décadas. Seus nomes figuram indelevelmcnte gravados na história do povo batista fluminense. Aristóteles Queiroz. Francisco Fulgêncio Soren. Waldemar Zarro. hoje. Benedito Sampaio. Artur Venâncio. Honório de Souza. Clério Boechat. Silas Batista. Evódio Queiroz. por pouco tempo. a sua colaboração ao trabalho batista fluminense. Sebastião Faria de Souza. Cândido Ignácio da Silva. Silas Silveira. grandes marcas de seu trabalho em nosso campo. Joaquim Coelho dos Santos. Antônio Loureiro Belota. José Galdino da Silva. Francisco Ribeiro da Silva. Alvin Hatton. Adelmo Coelho. Herman Gartner. também. José Alves Drumond. dedicaram o melhor de seus esforços no trabalho de evangelização. entregaram-se à obra com amor c sacrifício. Klint Kimbrough. Kléber Martins. Benedito Borges Botelho.Mac Neally. por muitos anos. Antônio Moreira Portes. José Joaquim da Silveira. Fidélis Morales Bentancôr. José Nigro. Antônio Morales Bentancôr. _ até á morte. Vital Cabral. Antônio Coelho Varela. tendo-se transferido para outros campos. Ainda permanecem conosco. Antônio Teixeira Barreto. Nilo Salles. Os pastores Gregory Deering. Harold Renfrow. Abelar Suzano de Siqueira. Manuel de Brito. Erodice Queiroz. Já receberam eles o seu galardão pela dedicação de suas vidas ao trabalho do Mestre: Joaquim Fernandes [. Joaquim Alves Pinheiro. Duque Policarpo de Carvalho. Desde os primórdios. Francisco Moreira. São eles: W. Carlos Mendonça. o trabalho batista no campo fluminense tem contado com a colaboração de obreiros nacionais que. Juvenil Melo. Orlando Alves. Nem por isso deixaram de tecer as marcas de seus serviços à obra do Mestre 110 Estado do Rio. deixaram. Nilo Cerqueira Bastos. Estes. Albino Veríssimo. Tiburtino do Nascimento.

são portentosos os rasgos de amor nesta história escrita ao longo de cem anos. Emanuel Fontes de Queiroz. Walvique Soares Henriques. III. já foram publicadas as histórias. Em nossa obra Cem Minibiografias. procuraremos destacar nomes de cem obreiros — missionários. Sabemos que até hoje — 1991. Nilo de Souza Coelho. riograndense do norte. Francisco Rosa. Aí está ela. maranhense. Daniel S. atuam ainda na Causa do Mestre. Faltava a nossa história — a História dos Batistas Fluminenses. são inumeráveis os episódios de fé. Paulo da Rocha Sias. baiano. Mais me há-de ficar ainda por dizer". Otávio Felipe Rosa. Oswaldo Ronis. senão concordar com o grande épico lusitano: "Porque de feitos tais. já dizia: " Historia quoque modo scripta deleetat. Os Lusíadas. ela sempre encanta. que ajudaram a forjar a nossa gloriosa história." (Sejaqual for o método como se escreve a história. Isaac da Costa Moreira. Waldir Gomes Vilarinho. Sentir-nos-emos recompensados dos esforços dispendidos se ela atingir a finalidade a que nos propusemos: mostrar a obra de fé c amor realizada pelos nossos missionários. o moço. pastores e leigos. federal e goiano. Nemésio Fernandes de Carvalho. transferindo-se de estado. pernambucano. Alguns deles. Nada mais poderíamos dizer nesta introdução. Plínio. ou parte delas. Jovelino Luís Coelho. João Teixeira de Lima. pastores e leigos que se entregaram de corpo c alma à louvável missão de evangelizar nossos patrícios. Waldir Rocha. José Basílio de Souza. (Camões. por mais que diga. Manuel Bento da Silva. Faria. Antônio Rodrigues Bcrmudes. alagoano. Raphael Zambrotti.) São grandes os feitos. dos seguintes campos estaduais do Brasil batista: mineiro. que será publicada em futuro próximo. 5) 36 . Osmar Soares. Manuel Bittencourt. Israel José Pinheiro.Edmundo Antunes da Silva. Itamar Francisco de Souza. paranaense. Zózimo Durval. Benjamim Monteiro.

em 1789. Na Inglaterra. Os primeiros reformadores eram intolerantes.000 soldados na sua tentativa de sufocar a liberdade religiosa. Desde a sua fundação. o Cristianismo foi perseguido pelos judeus e pelos gentios. na Inglaterra). foi introduzido pelos esforços dos batistas. que escreveu o primeiro credo em que foi pedida a liberdade de consciência. foi levado à fogueira com a sua língua arrancada. O apóstolo da liberdade dc consciência na Alemanha foi Baltazar Hübmaier. Roger Williams. foi batista. fundou um governo sem rei e uma igreja sem bispo. com Tomaz Helwys. banido por haver ensinado que o poder político limitava-se somente aos corpos c bens dos homens. O artigo VI da Constituição Americana. na forma da Igreja Romana. cujas bases eram a liberdade religiosa em uma democracia civil. Estabelecido como religião oficial pelo Imperador Constantino. em 324. batizou mais dez pessoas e organizou a primeira igreja batista na América do Norte. Sattler. Assim estabelecido o trabalho 37 . Roger Williams. havia intolerância por parte de todos os religiosos. Depois da morte de John Smyth. tornou-se perseguidor da liberdade. encontraram perseguições no novo continente. em 1611. saíram da sua terra e formaram uma igreja na Holanda. a princípio. Em março de 1639. John Smyth (pastor da igreja separatista de Gainsborough. Tomaz Helwys e outros voltaram à Inglaterra e. organizaram a primeira igreja batista em terras inglesas. foi publicada a Confissão de Fé dos Batistas. Os puritanos saíram da Europa para a América em busca da liberdade e. Em 1641 e 1654. o Cristianismo. depois de batizado por Ezekiel Holliman. que foi decapitado e queimado. Consta que o Imperador Filipe perdeu 300.Capítulo I PRIMÓRDIOS DO EVANGELHO NO BRASIL Preliminares O historiador Baneroft diz que "A liberdade de consciência e de pensamento é o troféu dos batistas". isso em 1663. e mais 36 pessoas. na qual ficaram esclarecidos os princípios batistas. que. em vez dela. sobre a liberdade religiosa. Pelos esforços de Roger Williams e John Clark foi conseguida de Charles II a carta patente que garantia a liberdade religiosa e civil para a colônia de Rhode Island.

Virgínia. proibindo-lhes toda atividade missionária. mas só para oS ingleses. em Olinda e no Recife passaram a ser usados pelos católicos. Há. A Igreja Metodista Episcopal estabeleceu um trabalho no Rio de Janeiro. Em 1557.Newman. William Taylor Ransom. senão com Portugal. Os primeiros colonos holandeses chegaram ao Brasil em 1624.Tarboux. J.Roger. A Igreja Metodista Episcopal do Sul abriu trabalho no Brasil em 1867.E. que era mais favorecido. também. Os batistas não foram os primeiros evangélicos a se estabelecer no Brasil. Em 1720. e de outros estados dos Estados Unidos que organizou o seu trabalho no Brasil. Em 1810 houve um tratado com a Inglaterra. R. Em 1637 veio ao Brasil o pregador Francis Plaute e. A Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos foi organizada em 1845. Os missionários F.Pitts. J. os seminários de Basle e Marmem começaram a mandar pastores para servir às igrejas protestantes alemãs que emigraram para o Brasil. mantém milhares de missionários ativos em mais de 100 países estrangeiros. foi estabelecida uma lei proibindo a entrada de estrangeiros no Brasil. J. Os 38 . Por muito tempo. Esta missão durou somente dez anos. cessaram os trabalhos da Igreja Evangélica Holandesa. César Darcoso Filho. começou a desenvolver-se rapidamente a denominação batista. Junius E.Watts. um grupo de igrejas luteranas do Sínodo de Missouri. algum tempo depois.Nelson. Seus templos na Bahia. Os evangélicos alemães da União das Igrejas Luteranas e Reformadas da Alemanha são do Sínodo Evangélico do Rio Grande do Sul. para cuidarem da vida espiritual da colônia francesa e para pregarem o evangelho aos índios. com sede em Richmond. eleito em 1934. em 1847. desfavorável ao evangelho. o Brasil não teve comunicação com os países da Europa. vieram também alguns pastores. Crane. Nos primeiros anos. acabou com a missão. chefe da colônia francesa. Miss M. Chegou ao Brasil. mais outros oito pastores. aos ingleses residentes no Brasil. sob a orientação de João Calvino. Nicolau Durand de Villegaignon. J. do Sínodo Central do Brasil e do Sínoco Luterano Evangélico de Santa Catarina. o primeiro ministro evangélico britânico — o Rev.L. depois de matar cinco dos seus pregadores. Em 1863. Adoniran Judson e Luther Rice foram os fundadores da primeira junta de missões nos Estados Unidos da América do Norte.H. o privilégio de manterem cultos em casas particulares. O primeiro bispo foi J. abrindo as portas da nação ao comércio estrangeiro e o governo concedeu. A sua junta de missões. O primeiro bispo nacional foi o Rev. enviados pela Igreja Reformada de Genebra. Pregavam em português e traduziram o Evangelho na língua tapuia. foi à índia. 82 anos antes da organização da primeria igreja batista nos Estados Unidos. quando terminou a obra desta missão. Paraná e outros estados. cuidando dos seus rebanhos e pregando o evangelho aos indígenas.E. O bispo Wightman nomeou o Rev.Spaulding e Daniel Kiddcr trabalharam até 1842. em 1567. em 1835.batista nos Estados Unidos. Com a mudança de um governo para outro. que tinha pedido os missionários. O Brasil era e é católico. Ohio. Com eles.Kcnnedy. em 1793. como seu primeiro missionário. em 1816.W. os missionários metodistas foram: J. chegaram ao Rio de Janeiro três pastores e 14 estudantes.Newman para trabalhar entre os norte-americanos na colônia em Santa Bárbara. William Carey fundou uma sociedade missionária batista e.W. Esses ministros eram fiéis à sua missão. revoltou-se contra o evangelho e.

Esses abriram um seminário no Rio de Janeiro.L. cm 1867. um dos dois únicos já batizados. nomeados pela Sociedade Missionária Americana. chegou ao Brasil o casal Carlos Feuerharmel. as famílias Boecher e Waldow. em 1869. em 1870. Somente em 1893. FUNDAÇÃO DO TRABALHO BATISTA NO BRASIL Batistas Alemães e Letos A 15 de outubro de 1881. em 1862. Telford. em 1888. Os dois grupos se uniram. Foi organizada uma igreja em Recife. e a Escola Americana. de São Paulo. os novos convertidos enfrentaram oposição e perseguições. Ricardo J. Mais igrejas foram organizadas e. chegou um jovem pregador — Augusto Matschulat. o que se deu em 5 de novembro de 1893. Schneider.Simonton. em 1901. As igrejas congregacionais têm-se desenvolvido sem auxílio e influência de missionários estrangeiros. E. e o do Dr. pela Sociedade da União Evangélica da América do Sul.primeiros missionários da Igreja Episcopal Protestante forma James Watson Morris e Lucian Lee Kingsolving. Faziam parte da Igreja Batista em Retz. serão sempre lembrados pelos serviços prestados na evangelização do nosso país. Havia dois grupos de presbiterianos. Os presbiterianos estabeleceram o trabalho cm Campinas. Alexandre Klavin. nos Estados Unidos. Em Porto Alegre.Tucker. vindo da Alemanha. A primeira igreja presbiteriana foi organizada no Rio dc Janeiro. convertiam-se os quatro filhos do casal. Não tardaram em pregar o evangelho a quem quisesse ouvi-lo. com 45 membros.C. As Sociedades Bíblicas Americana e Britânica têm cooperado com todas as denominações e são indispensáveis na evangelização do Brasil. batista e presbiteriano. um pouco mais tarde. pais do Pastor Ricardo Pitrowsky. em 1868 e. onde estudaram: João Nettenberg. E J. Frederico 39 . Ricardo Reinke e Elisa e Gustavo Pitrowsky. Frederico Mueller.G. tendo sido consagrado em 1900. foi fundada a colônia americana em Santa Bárbara.Inke. a progenitora do Pastor Ricardo Pitrowsky. a Sociedade Missionária de Filadélfia. mais tarde. fez os primeiros batismos. na Sociedade Bíblica Americana. Os nomes do Dr. que chegou em 1861. para formar a Igreja Presbiteriana do Brasil. enviou o missionário Carlos Roth para trabalhar no sul do Brasil. Kingsolving foi o primeiro bispo. em 1858. O primeiro missionário foi A. no ano de 1873 e uma em Lisboa. A 3 de setembro de 1884. o Colégio Internacional de Campinas foi fundado. Em 1866. na Sociedade Bíblica Britânica. em 1889. No dia 29 do mesmo mês. A primeira igreja congregacional foi organizada por Robert Reid Kalley. ele organizou uma escola teológica. que chegou ao Brasil em 1859. Sem pastor e não tendo quem fizesse os batismos. O Rev. converte-se o casal Germano Neitzke. de onde se irradiou o trabalho metodista. O segundo foi A. com seus nove filhos. cm 1908. que veio em 1860 e o terceiro. A filha mais velha do casal viria a ser. que foi consagrado ao ministério logo após a organização da Igreja Linha Formosa.Blackford.

Bowen. a de Station. para estabelecer trabalho nestas plagas. Paulo Malaquias e Ricardo Pitrowsky. juntamente com sua esposa. Tendo-se convertido ao evangelho. fundando uma colônia americana em Santa Bárbara. foram organizadas mais quatro igrejas. independente de qualquer auxílio financeiro que pudesse receber. Depois de um ano. Alexandre Klavin. Depois da guerra civil nos Estados Unidos. a Sociedade Missionária de Filadélfia enviou Frederico Matschulat para substituí-lo. Pintcher. porém. De 1890 a 1899. Carlos Anderman.H. FUNDAÇÃO DO TRABALHO BATISTA NO BRASIL Batistas do Sul dos Estados Unidos Em 1850. Nesse tempo. em 1921. foram professores no Colégio Batista do Rio de Janeiro. Pedro Salit. alguns obreiros chegaram da Alemanha e da Polônia. A junta atendeu o pedido feito e E. os batistas do sul dos Estados Unidos da América do Norte voltaram as suas vistas para a terra do Cruzeiro do Sul. Brasil. para que ela fosse contada como campo missionário daquela junta. De 1925 a 1928. foi nomeado missionário aos brasileiros em 1879. o missionário T.Inke. quando uma comissão recomendou à convenção que o Brasil fosse incluído como um dos seus campos missionários.T. em 10 de setembro de 1871. A Igraja Batista de Santa Bárbara fez um apelo à Junta de Richmond. Os primeiros imigrantes letos chegaram ao Brasil em 1890. Carlos Kraul e A. Jacob lnke. Hans Araium.Leimann. Com a retirada do missionário Carlos Roth. além de atuarem no sul do Brasil. A seu pedido. Pedro Graudin. Os obreiros que cooperaram no trabalho foram: Guilherme Butler. Frederico e Guilherme Leimann. trabalhou durante dez anos sem pastor. João Inke. na África. algumas pessoas do sul daquele país. pastor da Igreja de Santa Bárbara.Hawthorne visitou o Brasil com a idéia de aqui implantar uma colônia. o general A. no Estado de São Paulo. Guilherme Leimann. organizada nesse mesmo ano. tornou-se um sincero amigo da 40 . foram transferidos para o Rio de Janeiro. Entre eles havia muitos batistas. Ricardo J.QuilIen. Desta saíram membros para a organização de uma outra igreja. porém. A Igreja de Rio Novo. que havia se convertido em 1903. Para realizar os batismos. em 1909. depois de estudarem nos Estados Unidos da América. por causa da sua saúde. Não lhe foi permitido. contrariadas com o resultado pós-guerra. Estes se organizaram em igreja. foram obrigados a desistir do trabalho. A Sociedade Missionária retirou-se do campo e. Ricardo Inke e Guilherme Leimann. Escolheu um lugar onde pretendia fundá-la. André Ixekning.J. os batistas alemães e letos foram obrigados a sustentar o seu próprio trabalho. Nada fizeram. Havia entre essa colônia alguns batistas. imigraram para o Brasil. fundadores da missão yorubana. realizar o seu ideal. em princípios dc 1879. escolheram um irmão que havia sido diácono em seu país. O trabalho em Santa Bárbara foi abandonado em 1888. até 1859. A Igreja de Santa Bárbara foi a primeira igreja batista organizada no Brasil.

Bagby e Anna Luther Bagby. Em 1880. com a organização da Igreja de Juiz de Fora. A Igreja de Campos foi organizada cm 23 de março de 1891 e as de Barbacena e Niterói. Antônio Marques.Ginsburg. S. A 4 de março de 1882. ele recomendou à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos que enviasse missionários ao Brasil. Emma Morton. recebendo apoio de junta. J. A primeira igreja batista no Brasil foi fundada aos 15 dias dc outubro de 1882 e.Entzminger. Os missionários e obreiros nacionais que cooperaram com a Missão da Bahia.Porter. para São Paulo. de 1884 a 1893. Com o intuito de melhorar o trabalho. em 1889.W. Joseph Aden. foram encaminhados a esta encantadora terra os casais: W. os missionários. E. Mina Everett. convertido em 1889. Influenciados pelo general Hawthorne. Chegaram os dois casais de missionários à Bahia. Z.Irving.Neighbour.Taylor c Catarina Taylor.Bagby.J. para Minas e. os missionários resolveram fundar o seu trabalho na antiga cidade da Bahia. C.Alves e Domingos de Oliveira. Em 1884. depois de uma viagem de 48 dias em navio-à-vela. Os irmãos Tomaz Costa.D. Francisco Borges. em 1888 e esta. B.Batista. com ela. o Teodoro Teixeira. a partir de sua conversão.J. no Estado do Rio de Janeiro. Sallie Johnson.Bagby. Barcelos. C.Soper.Daniel. Do Rio. S. dedicaram-se. fundando ali a Missão da Capital Federal. e a 4 de abril de 1886. Mina Everett.J. Antônio Teixeira de Albuquerque. A 17 de maio de 1885. Foram parar cm Santa Bárbara. R. W.Catarina Taylor chegaram ao Rio de Janeiro. Mesquita. em 1892. cm 1882.C. J.Downing. A Missão de Minas foi organizada em 1889. ex-padre e primeiro batista brasileiro. Sócrates Borborema. onde ficaram até o mês de agosto do ano seguinte. F. transferiram a sede de Missão Mineira para a cidade de Campos.Ginsburg. Foram a Santa Bárbara. Depois de longas viagens e muita meditação. O Dr. J. onde trabalhava o jovem pregador W. data da fundação da Missão Campista. foram: W. foram os seguintes: W.Taylor. T.A. E.C.C. o trabalho se estendeu para Campos. As igrejas de Alagoinha e a de Valença foram organizadas. em agosto de 1882.B. J.Puthuff.F.Soren. W.C.Porter. organizou-se uma igreja em Maceió. 41 .B. Chegou ao Rio aos 24 dc julho de 1884. a primeira missão aos batistas brasileiros.L.Bagby retirou-se da Bahia para o Rio de Janeiro.Baker. aquela.Daniel.E.D.B. desde a sua fundação. convertido em 1891. contando quatro membros fundadores. os missionários Z. Melo Lins e Joseph Aden. e Z. T.W. Pedro Degiovanni.evangelização no Brasil. Os missionários e obreiros nacionais que cooperaram com a Missão do Rio. S. mais tarde. Em 24 de agosto do mesmo ano foi fundada a primeira igreja batista naquela cidade. acompanhados por Antônio Teixeira dc Albuquerque. uma em Recife.Taylor e D.B.T.L. onde se encontraram com os Bagby.H. S. até 1893. aqui chegando com sua esposa no dia 2 de março daquele mesmo ano.J. que representava a Junta do Estado do Texas.A. José Domingues. A zona de Niterói e a linha da Central do Brasil ficaram fazendo parte da Missão do Rio.L.B.E.Bagby . Maggie Rice.Bagby foi nomeado missionário ao Brasil em janeiro de 1881.Taylor.Martin. convertido em 1890. João Batista.B. O trabalho estendeu-se da Bahia para o norte do país.

o evangelho se espalhou para o norte e para o interior do Brasil.H. militares. Junta de Missões Mundiais]. recursos e edifícios. a asser42 . A primeira igreja batista brasileira — a da Bahia. etc. Aliás. a primeira na Missão do Rio — a Primeira Igreja da Capital Federal.Maurer Júnior. UMA GRANDE PORTA É ABERTA A 15 de novembro dc 1889. esses muito lutaram também para o advento da República. Quando isso aconteceu. mais de 4. foi organizada em 15 de outubro de 1882."' A proclamação da República trouxe. muitas esperanças para os evangélicos. certa feita declarou: "As palavras destes homens (os missionários) se enraízam no solo brasileiro onde quer que caiam". Eles têm obreiros treinados. realmente. sendo criadas suas juntas. Existem hoje. influenciaram muitos políticos. a Junta de Beneficência. o grande propagandistas da liberdade de consciência.B. ideal há muitos anos acalentado por muitos porque com ela viria a liberdade de cultos e a separação entre a igreja e o Estado. referindo-se aos evangélicos.000 membros. era proclamada a República. da liberdade de cultos. só a eternidade revelará a nossa perda". porém. o coração dos crentes transbordou de alegria. que confessavam ter recebido dos evangélicos grande apoio aos ideais republicanos que esposavam. edifícios próprios para o trabalho e nós estamos perdendo por falta de obreiros. e suas demais organizações. no solo brasileiro. com os quais mantinha bons relacionamentos. e com ele a convenção. Da Bahia. como sejam: a Junta de Missões Nacionais. visando-se a servir à causa do Mestre em todo o Brasil e no estrangeiro. Desenvolveu-se o trabalho. principalmente com W. Esse ato. Se não recebermos auxílio em breve. um no norte e o outro no sul. a primeira no Brasil — a de Santa Bárbara. em 1991.500 igrejas batistas com mais de 800. comentando o grande evento: "Deus tem nos abençoado este ano com perfeita liberdade religiosa. a primeira nos Estados Unidos. T. em 23 de março de 1891. em grande parte. só se efetivaria com o decreto de 7 de janeiro de 1890. O evangelho tem livre curso em toda vasta república. A primeira igreja batista na Inglaterra foi organizada em 1611. com seus ideais de plena liberdade para todos cultuarem a Deus segundo os ditames de sua consciência.' 2 ' O grande Rui Barbosa recebeu grande influência dos evangélicos. em 24 de agosto de 1884 e a primeira no Estado do Rio — a dc Campos. Todas as outras denominações estão reforçando as suas missões. A Convenção Batista Brasileira foi organizada em 22 de junho de 1907. Quintino Bocaiúva. juristas.Bagby.ao trabalho do Mestre. a Junta de Missões Estrangeiras [hoje. cooperando com aqueles que já se preocupavam com a obra de evangelização no Brasil. Os metodistas e os presbiterianos têm 60 missionários e nós temos apenas sete (em todo o Brasil). em 1639. os dois seminários. sabendo que o progresso do Reino do Senhor em nossa terra dependia. É do notável catedrático da Universidade de São Paulo. Bagby se dirigiu à Junta de Richmond. em 10 de setembro de 1871. boas casas de cultos. do Rio de Janeiro e de Campos.

tiva: "Temos em todo o pensamento e na vida do grande estadista. os traços de uma profunda influência cristã evangélica. U) 43 . que transpira de quase todas as suas páginas".

Para traze-las ao redil do Senhor. graças a seus inúmeros recursos manejados e valorizados por populações que." Bagby. faz uma viagem a Campos. que.Capítulo II PERÍODO DE ASSENTAMENTO DA OBRA BATISTA (1891-1892) O INÍCIO DO TRABALHO BATISTA NO CAMPO FLUMINENSE Os bravos missionários W. deixando na vastíssima planície goitacá o humus fertilizante que fecunda aquela gleba responsável pela produção da cana-de-açúcar. acompanhado do evangelista Domingos de Oliveira.H. Com a alma a arder-lhes pelo desejo de evangelizar nossos patrícios.B. que "passaram a noite em oração. resolvendo os problemas sociais.B. ousados e inteligentes. principal fonte de riqueza local. " C o m o meio telúrico por ele criado. visitando. intrépido homem de fé. na luta das competições e das adversidades. pedindo a direção de Deus quanto à abertura de um trabalho naquela região. O rio Paraíba do Sul — o legendário Paraíba — empresta à cidade uma grande beleza. políticos e econômicos. ambos empreenderam várias viagens de evangelização. envidaram todos os esforços necessários. ainda hoje. e se localiza na Praça São Salvador. aprenderam a combater sozinhos". apropriado à plantação de cana-de-açúcar. várias partes do interior do estado. dois anjos. sabia que as portas daquela cidade já seriam abertas com o poder da oração. se tornaram empreendedores. é que os campistas. existe. Depois de longas horas passadas num trem da Leopoldina.Bagby. no ano de 1888. Ele vislumbrou um grande futuro naquela região açucareira. Assim c que. O terreno da região é fértil. importante cidade do norte-fluminense. para isso. (l) 45 .Soper sentiam imensa paixão pelas almas perdidas. No final do ano de 1890. instalados nas terras da aluvião da caudal paraibana.Bagby c E. o missionário W. A este hotel estava reservado o grande privilégio de hospedar aqueles dois servos do Senhor. Banha-lhe os pés. chegaram à cidade e hospedaram-se no Hotel Gaspar. eles decidiram fazer incursões evangelísticas pelo interior do Estado do Rio de Janeiro.

ele retornou à cidade c nada do que haviam prometido aconteceu. a cidade 46 . na próxima ida do missionário a Campos. intrépida amazona do viridente plaino goitacá! Predileta do Luar como Verona. que comparecia às reuniões que realizava em sua residência. em evidência a ira dos inimigos da obra de Cristo Jesus. em louvor a uma cidade". onde pregava constantemente a um grupo de pessoas interessadas no evangelho. para as primeiras pregações do evangelho. como destaca o grande poeta Walter Siqueira. para derramar todo o seu amor pela bela cidade no poema Amantia Verba. Providência Divina em Ação As orações abriram as portas da casa do norte-americano Joseph Beale. terra feita de luz e madrigais!" Era dessa cidade dc tradições.vcnte da usina de açúcar do Queimado. o missionário decidiu alugar uma casa para que. relata: "Consta que um brasileiro deu uma oferta para alugar a casa de cultos". porém. Bagby resolveu deixar na cidade de Campos o evangelista Domingues de Oliveira. A primeira estrofe é cheia de "musicalidade e dc abundância de imagens sonoras e felizes" <2) "Campos formosa. com mais espaço e maior liberdade. Os novos crentes estavam cheios de entusiasmo e até os interessados no evangelho tudo faziam para que o trabalho prosperasse. Como residisse em Niterói. fazia algum tempo. que. Na tentativa de intimidar Bagby. Como Bagby não se deixava intimidar. então. As perseguições aos crentes logo começaram a surgir. Um Grande Apelo A cidade de Campos mostrava ser lugar de grande futuro para o evangelho. para ouvir a mensagem das boas-novas de Salvação. algo lhe acontecer. pudessem ser realizados os cultos. Bagby sentia que. Pôs. Azevedo Cruz. Este fato encheu de ânimo o coração do missionário. E que prometiam lançá-lo num tacho fer. os perseguidores começaram a divulgar o seu intento de.Sobejava razão ao ilustre vate eampista. já se escreveu. com a responsabilidade de liderar todo o trabalho que começava a nascer naquela região. em língua portuguesa no Brasil. Deus o estava protegendo. que residia em Campos. Os resultados não demoraram a aparecer. encantos e cultura que começaria a irradiar-se a bendita luz do evangelho para todo o rincão fluminense. As mensagens de Bagby atraíram a atenção de muitas pessoas que se mostravam interessadas em saber mais a respeito do Plano de Salvação que lhes era apresentado. então capital do estado. Bagby estaria imergindo nas águas do Paraíba do Sul sete crentes que se tinham decidido com suas mensagens evangelístícas. à sua casa. Joaquim Fernandes Lessa. O missionário voltou. só tendo um missionário nela residente. Logo. No entanto. nosso primeiro historiador. é "a melhor ode que. Alugada a Primeira Casa Para Cultos Sentindo que o trabalho do Senhor naquelas paragens crescia maravilhosamente.

residindo em Niterói. Depois de um exame meticuloso. tendo Bagby sido escolhido como seu pastor. Desde o Estado do Espírito Santo — que fica ao norte — e até a parte oriental do Estado de Minas Gerais. 110 dia 24 de agosto de 1884. na implantação do trabalho batista naquela cidade. Bagby se dirigiu à Junta de Richmond. a primeira igreja batista em solo fluminense. Bagby escreveu à Junta Missionária. que fora organizada. com quatro membros. Eram operosos.Daniel. visitando e fazendo serviço de colportagem. no dia 22 de janeiro de 1891. foi a opinião dos 47 . expondo as grandes oportunidades e a necessidade de obreiros: " E zona de lavoura. em Richmond. Seria um centro ótimo de operações missionárias da metade do Estado do Rio. procurando desenvolver a obra do Senhor.veria crescer o trabalho evangélico.D. membro da Primeira Igreja Batista do Rio. aquele grupo de crentes se reuniu no salão de cultos. que lhe pagava cinqüenta mil réis. No dia seguinte — 23. de julho de 1889 a janeiro de 1890. do qual destacamos o trecho: "Fiquei muito animado na minha última visita a Campos. não podia dar assistência satisfatória ao trabalho em Campos. Sentia ele a dificuldade do trabalho. Assim. ORGANIZAÇÃO DA IGREJA BATISTA EM CAMPOS Como resultado do trabalho de Bagby e da operosidade do evangelista Domingos Joaquim de Oliveira. Bagby realizou o batismo de três novos convertidos. pela Igreja Batista do Rio. Queriam se organizar em igreja para melhor propagarem o reino de Cristo naquela cidade e por toda a verde região. permaneceu em Campos.' 11 Na noite do dia 22 de março. No final do sermão da primeira noite quatro pessoas apresentaram-se para fazer a profissão de fé. Preguei três vezes a congregações numerosas que prestaram boa atenção. já que era o único a militar ali e. com exceção da capital. em pouco tempo seria organizada. em Campos. vemo-lo em Juiz de Fora. Trabalhou ali. Oxalá houvesse um missionário para dirigir este trabalho tão auspicioso para os batistas". MG. não há nenhum pregador do evangelho. no Paraíba. 88. que tinham alugado à Rua dos Andradas. Meu coração está cheio de esperança por esse grande campo. marcaram o dia 23 de março de 1891 para a organização da igreja.' 1 ' Um Cirande Evangelista Foi sábia a escolha feita por Bagby. nos Estados Unidos. É cercada por cinco ou seis cidades importantes e outras menores. a maior cidade no Estado do Rio. que tem um milhão de habitantes. O nosso obreiro tinha feito um trabalho excelente e me escreveu dizendo que havia mais cinco pessoas para serem batizadas. Já em novembro de 1890. O evangelista Domingos Joaquim dc Oliveira. ajudando o missionário C. Virgínia. apresentando-lhe um excelente relatório de suas atividades. ao mesmo tempo em que atendia ao trabalho da Igreja Batista do Rio. para a solenidade de organização. Aqueles sete irmãos que Bagby havia batizado foram aceitos como membros da Igreja Batista do Rio.

composta dos seguintes irmãos: Domingos Joaquim de Oliveira. Luiz de Souza. Rosa Lima Manhães Assunção. de 17 de julho de 1892 a 23 de julho de 1893. que pastoreou apenas de 23 de julho a 30 de outubro de 1893. descemos o rio e os convertidos foram batizados. regozijando-se no privilégio de seguir a Jesus". Bagby dirigira a igreja desde a sua fundação até 17 de julho de 1892. PRIMEIRA IGREJA DE CAMPOS — VÁRIOS PASTORES EM POUCO TEMPO A instabilidade de obreiros na Primeira Igreja Batista de Campos foi fruto de vários fatores. Começara. O Dr. Às 23 horas. Era um grande progresso. Corina Maria Manhães.Soper. Ana Francisca de Oliveira. (2) A novel igreja denominava-se Egreja Evangélica Buptista. em 1893. que viera de Vitória para Campos. sobressaindo-se. João Bernardino Manhães. Antônio Assunção.Downing. Após dois anos de sua organização.L. as doenças. Maria Rute Pinto. entre eles. Na sua primeira sessão ou assembléia. Antônio Carvalho Portela. A igreja ficou. Downing e Soper. a igreja triplicou seu número de membros. a igreja contava com a cooperação do evangelista José Alves.H.Bagby. Flauzina Pereira. J.onze crentes presentes que as quatro pessoas deviam ser recebidas para o batismo. deste modo. Eufrásia Maria Manhães. Júlia de Oliveira Santiago.B. Sucedeu-o o missionário E. 48 . com 30 membros. em 1891. Amélia Lima dos Reis. Lessa atribuiu esse desenvolvimento à operosidade dos missionários W. naquela mesma noite. No período do pastorado de Downing. com dez membros e estava. recebeu cinco novos membros.

Entre os muitos foragidos estava o Rev. com o que muitos habitantes da capital tiveram que se retirar para lugares longínqüos. cioso de sua religião.Capítulo III PERÍODO DE GRANDE ATIVIDADE EVANGELÍSTICA (1893-1900) PASTORADO DE SAIXJMÂO GINSBURG Em 1893. Sendo portador de um temperamento todo especial. Salomão foi deserdado por seus pais. No dia 30 de outubro daquele ano. Salomão Luís Ginsburg. Veio ao Brasil como missionário congregacional. No primeiro ano de seu 49 . tornando-se batista. sem perda de tempo. que. Salomão Ginsburg estudou em dois grandes centros culturais do mundo — Inglaterra e Alemanha. é empossado no pastorado da igreja. Aqui travou dura polêmica com o missionário Zacarias Clay Taylor. mais tarde. Em breve se tornaria missionário da Junta de Richmond. Joaquim Fernandes Lessa relata: " E m setembro de 1893 a Armada Brasileira revolta-se. entrou a bombardear o Rio de Janeiro e Niterói. Convencido de que o batismo legítimo é o batismo por imersão. o missionário Salomão Luís Ginsburg inaugura uma nova fase no trabalho batista. refugiando-se muitos deles em Campos. um trabalho evangelístico ativo e agressivo. Sua ordenação ao ministério batista ocorreu na Bahia. Oriundo da Polônia. Seu pai era rabino e. Convertido ao congregacionalismo. aliado à sua sinceridade e fé robusta. onde o amado obreirofora recebido pela igreja com inequívocas provas dc amor e carinho. Salomão sc deixou batizar biblicamente. que ainda em setembro chegou a Campos para onde decidiu transferir sua residência. de saudosa memória. inicou. tranferindo-se para a cidade de Campos. muito o auxiliou na realização de um grande trabalho. A polêmica girava em torno do batismo. Fixando-se definitivamente na terra goitacá. filho de judeus poloneses. e que atuava na Bahia. Pois bem. em 1891. como tal. na sua faina de derrubar o governo que lhe era desafeto. seria a Primeira Igreja Batista de Campos. o segundo missionário batista a vir trabalhar no Brasil. e. o missionário Ginsburg foi um poderoso instrumento nas mãos de Deus para Sua honra e glória. que.

que muito concorreu para o estudo da Palavra de Deus. eu estava no meio de um discurso e uma grande multidão me ouvia. D. Assim. tornava-se protestnte. Muitos vieram e. Fez sua pública profissão de fé e estava pronto para o batismo. é impossível dizer. sentando-se para assistir às suas reuniões. tínhamos multidões que vinham e ouviam atenciosamente. em sua autobiografia. nas praças públicas. Ele.L. com o missionário Salomão Luís Ginsburg. o qual. Seu coração foi tocado e sua alma se esforçava por uma vida melhor. diz: 'O que esta boa mulher me tem sido. sua coragem. quando aquele enorme sino começou a retinir de tal forma que tive de parar o meu sermão. quer quisesse ou não. para mim e para o meu trabalho. "Toda vez que tínhamos batismos fazíamos anúncios pelos jornais e milhares de pessoas vinham assistir. um pó ou ungüento que espalhavam sobre os bancos e cadeiras. houve muitos novos convertidos. em 1893. Deixemos que o próprio Salomão nos narre: "Quando cheguei a Campos. Não demorou muito e ele se decidiu a Cristo. logo começamos os nossos cultos num salão de primeiro andar para o qual era difícil conseguir atrair o povo para nos assistir. que viria a ser um grande líder batista no Brasil. Era um jovem negociante e com muita prosperidade. Para ser batizado diante de 50 .pastorado.Ginsburg. conselhos e orações. Descobri que a melhor coisa a fazer seria levar a efeito reuniões ao ar-livre. está Joaquim Fernades Lessa. Casou-se no primeiro dia de agosto de 1893. Recentemente casado com D. eu os convidei a todos a irmos ao salão para ouvir o resto do sermão. que foram batizados nas águas do Paraíba. como também de pregar o evangelho eterno a milhares de pessoas. deu ordem ao sacristão para repicar o sino da igreja junto às praças. f m m a Morton. Conversei longamente com ele. e que foram por ele batizados. A igreja não tinha batistério e todos os candidatos eram batizados no Rio Paraíba do Sul. Desse modo. o missionário Ginsburg muito se dedicou ao trabalho em Campos. de modo que. entre eles. pertencente a uma família muito conhecida. tinha oportunidade de explicar o ato. Então."' 1 ' CONVERSÃO DE JOAQUIM FERNANDES LESSA Foi muito profícuo o ministério de Salomão Ginsburg em Campos. Esta notícia afugentava o povo das reuniões. e que de tal modo tinia que superava a minha voz e abafava o que eu dizia. alguém. Com a chegada do missionário S. Joaquim Lxssa. como também porque o padre espalhara por toda cidade que os protestante usavam uma certa substância. me interessou e pedi ao Senhor que o abençoasse particularmente naquele dia. um dos maiores do sul do Brasil. O povo que me ouvia mostrou-se impaciente. Então começou sua grande luta. para logo. "Num domingo à tarde. o padre. de logo. sabendo o que se fazia. Entre os jovens que se converteram com sua pregação. Se não fosse ela. Anna Bagby um trabalho nas escolas dominicais. inclusive padres. eu nunca teria feito o serviço que o Senhor me tem habilitado a fazer'. Ela começou com D. Mas. Emma Morton chegou ao Brasil cm 1889 e fez um rápido progresso no estudo da língua portuguesa. não somente pela inconveniência dc subir escadas. a Missão Campista foi definitivamente estabelecida.

então. estavam na dianteira entre os países civilizados. em matéria de educação. Seu pai. ele publicava notícias das igrejas. " O As Boas-Novas era bimensal. em sua biblioteca. artigos variados e orientação para o povo evangélico. chorando. o jovem. as lições internacionais da Escola Bíblica Dominical."' 2 ' "Por acordo com os missionários. também. os jornais nelas publicados. depois. surgiu na arena evangélica o primeiro jornal dos batistas do sul do Brasil. Elas se constituem uma preciosidade. em primeiro lugar. não negue o seu batismo'. que passou. Especialmente as pessoas de famílias da alta sociedade e bem relacionadas. onde o missionário Zacarias C. Do mesmo modo. nem o desrespeitei. devo fazer a vontade do meu Salvador. até algumas regiões do norte. deveriam deixar de existir c. eu nunca o desobedeci. e prestou bons serviços à causa do Mestre. Chamava-se As Boas-Novas c era impresso em Campos. por fim. Mas o maravilhoso é que nunca nenhum candidato ao batismo retrocedeu. ameaçá-lo e a insistir em que abandonasse aquele ideal. o senhor me abençoará e não me amaldiçoará'. e. Parece-nos que na JUERP ficaram algumas outras coleções de outros anos. os redatores do As Boas-Novas souberam guardar várias coleções de todos os anos.. PRIMEIRA ESCOLA DIÁRIA — "ESCOLA AMERICANA" A ilustre missionária Emma Morton Ginsburg organizou a primeira escola batista cm solo campista. Este sabia do grande valor da palavra impressa. logo que soube de sua resolução. na Bahia. muitas vezes.tanta gente. ficou acertado que. Em prantos. já que todos sabiam que os norte-americanos. dando-lhe o nome dc Escola Americana. Foi fundado pelo missionário Salomão Luís Ginsburg. E breve chegará o tempo em que o senhor saberá que obrei acertadamente e. faziam todo esforço ao seu alcance para demovê-los do propósito.. como a de Salomão Ginsburg. o As BoasNovas ia. sentia essa missionária que um dos melhores meios para promover a evangelização seria a abertura de escolas para ensinar as crianças a ler. e. pediu-lhe: 'Meu filho. Mas neste caso o senhor tenha paciência porque. era necessária muita coragem da parte do novo convertido."' 3 ' "Felizmente.' 1 ' JORNAL "AS BOAS-NOVAS'' No dia 15 de março de 1894. disse-lhe: 'Meu querido pai. de pequeno formato."' 4 ' O autor desta obra tem a honra de possuir.'" Não obstante ser designado para servir à parte sul do país. a chamar-se A Verdade. em Campos.Ginsburg. a fim de que houvesse uma só editora e um só jornal batista para o Brasil todo. uma vez sabendo do intento dos candidatos. Nesse periódico. Os pais e os parentes. uma coleção encadernada. " O irmão Lessa teria que passar por essa prova. tanto a tipografia de Taylor. O Nome Escola Americana traria certa receptividade. poderem ler a Palavra de Deus. com 43 exemplares do dito jornal. procurou-o e começou a argüí-lo. bem assim. não desgrace sua família. A Nova Vida. daí. Casada há pouco tempo com o intrépido missionário Salomão L. referente ao ano de 1898. 51 . em 1886. Taylor tinha fundado o Eco da Verdade.

além das nuvens. que tinha sido metodista. para substituir o missionário Salomão L. Eoi ela o primeiro marco do ensino elementar e secundário projetado pelos batistas. à Rua Marechal Floriano. Lessa só diz que " n ã o conseguiu por não serem favoráveis os elementos que o rodeavam". Dunstan. uma escola noturna. E sempre assim. Era de nível primário e secundário.Joaquim Lessa: "Esta escola deu excelentes resultados. no afã de conseguir obreiros idôneos. a peste bubônica se alastrava por toda cidade. começou ele a procurar jovens que o auxiliassem na obra. por algum tempo. no templo da Primeira Igreja Batista de Campos. sob os auspícios da grande missionária Emma Ginsburg. uma escola industrial traria enormes benefícios. que não sabem ver. que se retirava para trabalhar em Pernambuco. Urgia. chama o jovem Eduardo Wassimon. ESCOLA INDUSTRIAL O missionário Alberto Lafayette Dunstan chegou ao campo fluminense em fins de setembro de 1901. Há sempre aqueles que dão para trás. Para isso.A escola foi organizada no mês de fevereiro de 1896. do início do trabalho batista na urbs camposina. o evangelho alcançou fundas simpatias no coração do povo campista". Em 1906. f2) 52 . O missionário Dunstan pensa na fundação de uma escola industrial. Não sabemos os pormenores do que impediu a efetivação desse plano. Deveria residir em Campos. Estaria desanimado? Ou estaria frustrado? O plano da criação do Instituto Batista Industrial viria a ser uma realidade no Piauí. pois nela havia filhos de muitas das principais famílias de Campos. Por instrumentalidade dessa escola. o sol brilhando. Antônio Ferreira Campos e Herman Gartncr. Mas. A influência da escola é descrita por . convocar obreiros para a seara do Mestre. então. Isso é digno de nota. Naquele tempo havia. naquela ocasião. " O Rev. Homem de visão. que entra logo a fazer viagens evangelísticas."' 1 ' A criação dessa escola noturna já demonstrava o desejo que mantinham os crentes de verem todos alfabetizados. três pastores: Joaquim Fernandes Lessa. por algum tempo. cm uma casa alugada. imbuída dos melhores ideais e manteve. Daí ter ido residir em Macaé.Ginsburg. e os Dunstan. saía de Campos o missionário Dunstan. como também sessões religiosas para discussão e exposição de assuntos de interesse do evangelho. Era para o ensino primário e secundário. há três anos apenas. n" 3. a seu cargo. entra a escolher moços que pareciam aproveitáveis com estudo. Manoel Guimarães foi um outro moço que mereceu também os cuidados do zeloso missionário como estudante' Pena que um ideal tão grande e de importância para o trabalho não tenha se concretizado! Naquele tempo. pois estavam. quando o Brasil era definido como um país essencialmente agrícola. o que não se conseguiu por não serem favoráveis os elementos que o rodeavam. (I) ESCOLA NOTURNA "A 'Associação Cristã da Juventude' foi organizada em junho de 1894. na Missão Campista.

os reteve fora.PERSEGUIÇÕES EM SAO FIDEEIS Os crentes foram. Ele tinha um filho como delegado e outro como tabelião. Ser chefe político era de muita importância no Brasil. Deixemos que o próprio missionário Salomão Ginsburg narre os fatos: "Começando em S. sua senhora e uma empregadinha. eu voltei a atenção para outro centro dos mais importantes do estado: a cidade de São Fidélis. Logo afluiu uma multidão dumas mil pessoas e ficaram em frente da casa. que não podia admitir que outros pensassem diferentemente deles e que pudessem cultuar a Deus segundo os ditames de sua consciência. Minha senhora também foi. que traz benefícios de ordem moral. e começamos o trabalho. uma grande confusão se estabeleceu.novas. Levei comigo meu inseparável harmônio. O Senhor. sabendo apenas que os poucos crentes eram tratados quase como marginais. onde havia alguns interessados. Fui àquela cidade iniciar o trabalho para o Mestre. Os três eram os principais políticos da cidade. na avançada idade de 104 anos. Chefiando essa multidão estava um velhinho muito vivo que. me informaram depois. Éramos sete. começamos a reunião cantando alguns hinos. levadas a efeito nas cidades de São Fidélis e Macaé. Só havia ali três pessoas interessadas — um homem. ao todo. Aluguei uma casa no centro da cidade e arranjei uns bancos e uma mesa. cantamos hinos. e que morreu em 1989. O salão era uma sala de frente com três janelas e uma porta que abria para a rua. Em São Fidélis. desde o princípio. colocar obstáculos à propagação das boas. Campos e Macaé. Enquanto se cantavam hinos não houve aposição. A cidade de São Fidélis foi palco de uma perseguição aos crentes no ano dc 1894. distrito rico e cafeeiro. e em outros lugares do interior. Era menina ainda quando se desencadeou a perseguição e não conhecia nada do evangelho. alvo dc perseguições movidas pelo clero católico romano. pois temiam se defrontar com a verdade que esplende do puro evangelho de Cristo. Como tais. A única resposta que deu foi levantar um forte rebenque que tinha na mão e dizer com termos 53 . eram hábeis para cobrir uma parte de sua perversidade. que nos atiraram. e um dos nossos obreiros nativos que levou uma filha consigo para nos auxiliar nos cânticos de hinos. envolvendo principalmente o missionário Salomão Luís Ginsburg. Ainda hoje não sei por que não penetraram no salão e nos atacaram. nesse primeiro período da história dos batistas fluminenses. da região e talvez do estado. que era casada com o Pastor Alfredo Reis. era o chefe político do lugar. As maiores perseguições foram. junto à porta: 'Por que o senhor não entra?'. Palavras obscenas e injuriosas nos eram atiradas. porém. capim c lixo. nos agrediram e quebraram tudo que estavam na sala. Perto das sete horas da noite. social c espiritual. Logo que comecei a pregar. por todos os meios. Procuravam. exceto algumas pedras. A irmã Alice Reis. Fidélis — Depois de estabelecer o trabalho em Campos. Uma vez disse ao chefe político enquanto ele estava em pé. Impossibilitado de ser ouvido. foi testemunha ocular de perseguições. os inofensivos servos do Senhor Jesus eram sempre molestados.

tabelião. nem do senhor. Tendo algum dinheiro comigo. começou a insultar-me usando linguagem abusiva contra o batismo que eu havia celebrado no rio. mas primeiro ouça o que eu tenho a lhe dizer'. Eu disse: 'Pois bem. Então. chamando um soldado com grossa carabina. Tirei o meu cartão de visitas e dei-lho. O pobre homem entendeu que eu tinha ordens do Presidente da República dos Estados Unidos. logo cedinho. Estou aqui cumprindo esta ordem. Mas quanto ao que fiz e pratiquei no meu trabalho religioso ele nada tinha com isto. se eu não voltasse. encontrei-o sentado à ponta de uma mesa muito comprida. é para quebrar a tua cabeça'. calmamente e com aspecto risonho: 'Senhor Delegado. E eu estou aqui em obediência à ordem do meu Senhor e Mestre Jesus Cristo. Chegando ao gabinete do delegado. uma pedra alcançou a fronte do nosso irmão auxiliar. eu tinha comigo o meu Novo Testamento e. dizendo-lhe que não temesse e que. entre e quebre a minha cabeça. Felizmente. mais furioso do que antes. . E. em f rente a ele e respondi-lhe. andando de um para outro lado. perguntou. Dizendo que aquelas línguas maliciosas perverteram-no em uma cerimônia indecente. encerrei a reunião e anunciei outra para o dia seguinte.' 'Esta é a minha autoridade. sinto não poder atendê-lo a esse respeito. Na prisão outra vez — No dia seguinte.insultuosos: 'Se eu entrar. Nós obedecemos às ordens de um superior a todos vós'. 'O senhor está proibido de pregar sua nefasta religião neste município. nem do Presidente do Estado. Finalmente. Perdendo a calma. Eu suspeitei que não poderia retornar.' Eu estava de pé. entreguei-o à minha senhora. mandou que me vigiasse. Ele de certo não esperava esta resposta porque um silêncio profundo caiu sobre todos eles. veio ao hotel onde eu estava um emissário do delegado de polícia c convidou-me a aparecer no seu gabinete.18-19. à disposição do Presidente do Estado. tendo a um lado seu secretário e do outro o seu irmão. Se houvesse cometido um crime ou quebrado a lei. ela telegrafasse para o Rio de Janeiro e avisasse aos irmãos o ocorrido. Eu lhe disse que em matéria de religião não estava disposto a justificar os meus atos. como ele se expressava. alarmado e indignado: 'E quem é superior ao presidente do meu país?'. li-lhe as seguintes palavras: 'Todo o poder me foi dado no céu e na terra. Portanto ide e fazei discípulos em todas as nações. 'Qual é seu nome e profissão?'. Minutos depois. não esperando tão claras e plenas explicações dos princípios batistas. 'O senhopestá proibido de pregar sua nefasta religião'. estaria disposto a aparecer perante o competente juiz e responder por mim mesmo. os batistas. abrindo-o em Mateus 28. ensinando-as a guardar todas as coisas que vos tenho dito. O senhor sabe — eu disse — eu sou batista e nós. ele me disse que eu estava preso. e o velho pai.' Declarei-lhe e sentei-me. terminou com sua voz cheia de ira. não aceitamos ordens em matéria de religião de qualquer autoridade civil. nem mesmo do Presidente da República. porque respondeu com fúria. batizando-as em nome do Pai. do Filho e do Espírito Santo.

quando viram alguns deles. 'O senhor não sabe. Tenho pregado o evangelho em toda parte desta cidade. 'O senhor quer dizer. os marinheiros que estavam combatendo os soldados. perguntei. Logo que saísse da prisão ele podia me esperar que voltaria para continuar o trabalho anunciado. palestrando e rindo de alegria por ser nos permitido sofrer pelo Mestre. A população gostou e aplaudiu. como prisioneiro. qual o meu crime?'. ele podia ficar certo de que eu ia pregar. fomos apresentados ao vice-presidente do estado. que o delegado de São Fidélis me pregou uma mentira neste ofício?'. Aquele dia c aquela noite fiquei num salão espaçoso. eu fui pastor de uma igreja aqui em Niterói por muito tempo. exatamente como uma esposa americana. Minha senhora me acompanhou também. No dia seguinte. E se colocou ao meu lado. Este. Salomão. e parecia perfeitamente feliz e satisfeita pelo fato de sofrer pelo Mestre. nos trataram melhor que o delegado. chamou mais quatro soldados com carabinas e ordenou-me que marchasse para a estação. Então.dizendo que ele responderia com a sua vida se me deixasse desaparecer. Escoltados por cinco soldados. disse a um dos oficiais que me levasse para o xadrez. Mas. respondi: 'Senhor. o senhor podia facilmente evitar todo este inconveniente'. O meu coração esfriou quando ouvi o que ele disse. onde chegamos à tarde. muito gentilmente: 'Ora. a mim e a ela. eu deixarei o senhor voltar a Campos'. Mas eu não dei atenção a essas coisas porque nos sentíamos felizes. ela nunca me advertiu que atendesse à autoridade. Pedi-lhe que fosse para Campos. Mas logo que fosse solto. chamando-me à inocência: 'Se ele mentiu 55 . como passeávamos pela sala. Humildemente. mas ela não concordou. perguntei-lhe: 'Diga-me. Os soldados nos deixaram inteiramente à vontade. depois de ler os documentos. o delegado veio ver-me e permitiu à minha senhora vir também. 'Bem. então — disse. senhor. consegui receber a comida que minha senhora mandara. Ainda que não soubéssemos o que nos ia acontecer. Quando o trem chegou a Niterói. disse-me ele. Eu respondi-lhe. Não admitiu que ninguém me visse. que desrespeitou as autoridades e perturbou a ordem pública?'. O senhor pode perguntar a qualquer de seus oficiais se algum dia perturbei a ordem pública. que devo fazer para evitá-lo?'. 'Se o senhor me prometer que não voltará a esta cidade para pregar a sua religião. ele me chamou e disse. antes do trem partir para Niterói. Perante o Vice-Presidente — Chegando ao quartel-general da polícia. Sr. Passei a noite sobre um banco duro e nada dormi por causa da grande quantidade de ratos que infestavam o lugar. Contudo. insultando-nos e apedrejando-nos. Sem dúvida. Eu supuz que ele esperava que eu implorasse misericórdia. Desgostoso com a minha contumácia. Esses tiveram que fugir e nós corremos após eles. atiraram contra os que estavam conosco. Eu me ri e disse-lhe que não havia pregado na noite anterior porque estava preso. a capital do estado. deixamos a cidade e partimos para a capital do estado. ou se desrespeitei de alguma maneira as autoridades'.

Quando terminei. Ele chamou um soldado de polícia e ordenou-lhe que tomasse conta dela.ao senhor oficialmente ou não oficialmente. Minha boa esposa. como um preso político perigoso. sob o estrondo de bombas que explodiam sobre a sua cabeça. quando se retirou. com janelas guarnecidas por grades. teria que ir para o xadrez. E estava para entrar à porta quando o senhor me mandou um dos seus anjos. com uma única porta e sem qualquer outra ventilação. O tal xadrez era um lugar terrível. estando em pé. ele confirmou a ordem de me levarem para o xadrez. porém. Pode-se imaginar como aceitei prontamente a proposta e quão agradecido fiquei pelo favor. mas disselhe que ela preferia ir sozinha. desculpando-se pelo que sucedera. Imaginem um quarto pequeno. pois que isso acontecera exclusivamente por causa . um meu amigo pessoal. disse ter sido um engano. de quarenta criminosos para cima. ele me mandou buscar. E. onde ficasse incomunicável. O mau cheiro que me penetrou nas narinas quando o carcereiro me introduziu no tal xadrez quase que me sucumbiu e me prostrou por terra. louvando o meu Pai Celeste por aquela bondade. nos separamos. vi o cônsul português. de dois metros por quatro. onde os marinheiros os assassinavam imediatamente. O processo que eles usavam para se livrar dos inimigos políticos era fardá-los e colocá-los na praia. pedindo-lhe que se interessasse por mim. Solto depois de dez dias — Mas o Senhor tinha ainda algum trabalho para eu fazer. nós o deixaremos ficar conosco no salão dos soldados'. ele me ouviu pacientemente. à porta da delegacia de polícia. Eu. não lhe posso dizer. se o senhor me prometer que não fugirá. na pessoa de um soldado que era crente. Hesitei um pouco. Recomendando-nos ao Senhor. Ele me prometeu esforçar-se o mais possível. o chefe de polícia mandou um oficial remover-me para a detenção. Depois da meia-noite da décima noite da minha prisão. Reconhecendo-me. Por que eles não me maltrataram como fizeram com muitos antagonistas políticos. Rntão. Nesse quarto deviam estar juntos. Ele foi ás autoridades e. Trabalhou até que chegou aos ouvidos do Presidente do Estado. cheia de fé c de coragem. eu só atribuo ao meu bondoso Pai Celeste. brava como um leão. confusamente. Então perguntei-lhe: 'E a minha senhora? Eu gostaria de mandá-la para a casa de um amigo. No dia seguinte. ele me disse: 'Pastor. Agradeci-lhe a oferta. Pediu-me que dissimulasse o caso. Despcdimo-nos sem saber se seria permitido que nos víssemos outra vez. dando para uma área suja. Mas eu quero dizer ao senhor o que aconteceu!'. Fui metido no xadrez. Chamei-o e contei-lhe o meu caso. andava pelas ruas de Niterói. Eu creio que essa era a idéia do delegado de polícia de São Fidélis. na sua campanha contra a República brasileira. visto que a cidade está agora como uma praça de guerra c eu não tenho onde deixá-la!'. Mas me avisou que talvez não fosse bem sucedido porque os portugueses estavam sendo suspeitados de auxiliarem a armada. quando me mandou para o quartel-general como desrespeitador das autoridades e perturbador da ordem pública.

ou eram amigos da causa deles. Agora nosso estado está em estado de sítio. 'Então. Queremos pedir-lhe um favor. 'V. estaremos ao seu lado e providenciaremos para que o senhor tenha toda a proteção necessária'. Pode-se imaginar a surpresa quando descobriram que a força estava ali exatamente para 57 . como pensavam. como batista. Cada delegacia tem pleno poder em suas mãos. que entendeu que eles estavam sendo mandados para que acabassem com os protestantes. meu caro senhor. senhor. então.' Quando tomava o trem. nós teríamos de mudar muitas coisas que exatamente agora estamos impossibilitados de fazer. estando no Rio de Janeiro. no sábado pela manhã. de nenhuma autoridade civil'. ele me disse. nós tivemos nosso culto regular. em matéria de religião. já não levaria em consideração aquele fato. Ele. me pede um favor. vi um grupo de cerca de cinqüenta soldados da brigada policial embarcar para São Fidélis. se lembra da promessa que me fez acerca de São Fidélis?' 'Sim!'. Eu respondi ao Presidente: 'Sim. 'o senhor vá e eu providenciarei para que o senhor seja plenamente garantido na sua missão. Voltando novamente a São Fidélis — Em 13 de março de 1892.Exa. Indo ao Vice-Presidente do estado.o que disse ao delegado de polícia! — Que. ele disse. agora que tinham a força pública para auxiiiá-los.' Ele leu-a e me perguntou quando eu esperava estar naquela cidade. um grande grupo de perseguidores foi trazido à cidade pelo chefe político para acabar com o nosso trabalho. me disse: 'E exatamente por isto que lhe mandei chamar. eu teria que dizer a V. No domingo. os soldados se apresentaram ao delegado. Eu lhe disse que cu era o pastor referido c pedi-lhe que não deixasse o delegado saber para que fins os soldados estavam sendo enviados e que esperássemos os acontecimentos. eu não recusarei atendê-lo. No culto da noite. Eu falei com o oficial encarregado e ele me informou que iam para defender um pastor protestante que estavam sendo perseguido por um político católico. Se o senhor fosse a São Fidélis antes de terminar a revolução. pessoalmente.Exa. No dia 20 do mesmo mês eu voltei a São Fidélis. Se fosse uma ordem. As perseguições continuaram enquanto a mesma autoridade estava no poder. Todos esses soldados.da revolução que assolava aquele país.Exa. Prometeu cuidar de mim logo que a ordem se restabelecesse. Se o senhor nos fizer o favor dc não voltar a São Fidélis enquanto durar a revolução. Mas que o que eu desejava saber era se poderia voltar a São Fidélis e continuar a pregar o evangelho. Chegando a São Fidélis. recebi uma carta de meu auxiliar. não aceito ordens. O que lhe pedi principalmente foi que evitasse derramamento de sangue. Eu lhe disse: 'No domingo próximo'. disse-me ele. Ele disse: 'Sim!'. Desde que V. perguntei-lhe se lembrava de mim. ou eram protestantes. Eu disse ao Presidente que quanto a isso eu nada tinha a dizer e que. a revolução terminou com a submissão da frota. Um dia. tenha a bondade de ler esta carta. comunicando-me a grande perseguição que se dera em São Fidélis no domingo anterior. 'Muito bem'.

Os inimigos. Um bom negociante converteu-se e fez presente de um terreno no centro da cidade. Humilharam-no. Eram vaias. etc. o partido político chefiado pelo pai desse delegado perdeu o poder. temendo a vingança de outros piores do que eu. No seu afã de destruir a causa do Mestre. poderia me acompanhar e ver o que eu queria fazer. foi amarrado com se amarra um porco e jogado num vagão de trem da Leopoldina. O sangue derramado pelas vítimas de perseguições ao evangelho fertilizou a terra para que a semente das boas-novas pregada germinasse e viesse a dar 58 . No dia seguinte. Foi para casa e. onde ficaria dez dias detido.' (l) OUTRAS VÍTIMAS DA PERSEGUIÇÃO No mesmo dia em que Salomão Ginsburg foi preso (9 de janeiro de 1894) e enviado para Niterói. onde se edificou o templo. foi também preso e enviado para Campos o irmão José de Souza. não se comoviam. A jovem Corina Manhães recebeu uma pedrada na cabeça. que se ele quisesse. Creio que poucos dos meus leitores concordariam em que um missionário pensasse em vingança. foi preso. pedradas. eu desejo dizer como me vinguei desse delegado de policia. c ele e sua família perderam o prestígio. o que lhe causou um grande ferimento. Quando o novo partido assumiu as rédeas do poder. em seguida. Apressei-me em ir a São Fidélis e pedi ao chefe político (o novo) que me deixasse ver o preso e fazer-lhe o que desejava. e com membros quebrados. desprezaram-no e. Houve um tiroteio no mesmo lugar onde fui preso durante vinte e quatro horas. Aconteceu que. Não muito depois da última perseguição. porém. durante as eleições. recebi um telegrama avisando-me do fato. Seu sangue foi derramado em plena rua. foram descobertas fraudes. vendo-a assim ensangüentada. um dos que me prenderam. eu lhe pedi um simples favor: que se aquele delegado de polícia chegasse a ser preso. Mas assegurei-lhe que não tinha intenção de fazer qualquer mal àquele homem e. Hoje há em São Fidélis uma igreja muito próspera. às vezes. Depois disso. me fizesse saber. cortados. apupos. fui à prisão e disse ao homem que o tempo de minha desforra havia chegado e que teria o prazer de restituí-lo à sua esposa e filhos. Três pessoas foram mortas. De certo ficou mudo e se esqueceu de me agradecer.O homem temeu que eu pudesse fazer justiça com as minhas próprias mãos. prisões. Mas eu mc vingo e pratico a vingança. O chefe da oposição era meu amigo pessoal e uma de suas filhas era membro de nossa igreja. Leiam o que se segue e vejam como o fizemos e quanto nos alegramos daquela parte de nossa corrida. nunca mais fomos perturbados. os perseguidores usavam de todos os recursos que se podem imaginar. O fato é que alguns deles voltaram para casa feridos. desapareceu. A vingança do missionário — Antes de findar esta história. Tendo a permissão. O chefe. no dia seguinte.manter a paz.

Os protestantes. com o fito de evitar que fossem realizados cultos para atrair convertidos ao evangelho santo de Jesus Cristo. de Macaé. A atitude do frei foi repudiada pelos jornais O Lince e O Diário Macaense. não só hostilizar com vaias. A polícia compareceu prontamente. e combateu com energia a maneira como o frei agia desrespeitando a Constituição e afrontando consciências alheias. Deus estava com eles e também o povo sensato de Macaé faria o julgamento dos atos do frei. preparou um grupo para. mergulhado no santo elemento. vaiou-os até à noite. O Frei Ignácio recebia cobertura do jornal O Século. etc. impropérios. Além deles. as vaias e as pedradas. quando os protestantes se reuniam à Praia do Concha para batizarem João Hugo Kopp e outros que renegaram a religão católica para abraçarem a seita do frade Lutero. O jornal O Lince se posicionou ao lado dos crentes. quer pelas ruas da cidade e até na Rua Mesquita. Joaquim Fernandes Lessa comenta que. o povo em massa. o pároco da cidade de Macaé. 59 . a profissão de sua fé no evangelho de Cristo Jesus. publicamente. conhecido por Frei Ignácio. rezava de olhos fechados (!!)"(1> Felizmente nem todos concordavam com as perseguições do frei e seus apaniguados. lá estava o frei com seu grupo realizando seu intento. O aludido jornal O Século. só os realizando no dia seguinte pela madrugada. e com uma Constituição libérrima que dava plenos direitos a todos os cidadãos de seguirem o credo religioso que quisessem. fez publicar a sua 'glória'. na Praia da Concha. O batizando João Hugo Kopp. Já dissera o grande apologista cristão Tertuliano que 'o sangue dos mártires é a semente de cristãos'. ambos publicados em Macaé. amedrontados. no referido mês. Ali seria batizado o irmão João Hugo Kopp que dera. quer na praia. Sabendo o Frei Ignácio que os crentes iriam realizar tal batismo. promovia perseguições aos inofensivos crentes. O mês de julho de 1899 ficará na história como o mês das cruentas perseguições promovidas pelo referido clérigo. ainda gabando do que o frei conseguira com um grupo de arruaceiros. disseram-nos. os crentes foram "novamente perseguidos de modo bárbaro e sem precedentes naquela cidade'. sob o título Os Protestantes Vaiados: "Na tarde de domingo passado (16). No dia e hora marcados. como ainda apedrejá-los. Preferiram sofrer pelo evangelho os apupos. Por isso se sentia senhor da situação e com direito a desrespeitar a Constituição e a consciência das pessoas bem esclarecidas. na ocasião em que. Mas os crentes não se intimidaram. os crentes. apaziguando os ânimos exaltados. portanto da justiça. pleno de indignação. outros jornais da capital verberaram o ato de intolerância praticado pelo Frei Ignácio. PERSEGUIÇÕES EM MACAÉ Embora já estivéssemos na República.muitos frutos. O caso que estamos relatando está ligado ao batismo no mar. teve um braço bastante contundido com uma pedrada. a quem ele reconheceu como Salvador e Senhor. não conseguiram fazer os batismos para aquela tarde marcados.

sabem-no todos: é o bandido Antônio de Souza Melo". na Praia do Concha. um homem conhecido pelo apelido de Minga Ribeiro. jovem intimorato que não se deixava intimidar com as perseguições que moviam contra os crentes. conhecendo o caráter do redator de O Século.. que era crente. Como naquele começo só Salomão e Antônio Ferreira Campos eram pastores ordenados e não podiam atender a todos os trabalhos que iam se desenvolvendo. pelo jornal O Lince. quase sexagenário e com numerosa família constituída em Macaé. quando se realizavam cultos a Deus. os imbecis. que executam essa vaia deprimente com que temos sido honrados". ora em ca"sas particulares. O Lince retratou-o como ele era: " É um velho sem vergonha. que era conhecido como 'mau elemento'. como insultosamente avança O Século (que. no final. Minga Ribeiro. defendida mais tarde. era utilizado pelo Frei Ignácio e pelo jornal O Século para promover as desordens nos cultos c a espalhar boatos contra os crentes.. avô. que deixaria o mundo deslumbrado com sua intrepidez e talento multifacetado. Foi nessa condição de evangelista que ele começou a batizar em vários lugares. pelo grande jurisconsulto brasileiro. Florentino Rodrigues da Silva. não é a população em massa que persegue os evangélicos em Macaé. 60 . não exibia conduta regular. os bêbados abundantes em todas as cidades e em todos os tempos. Antônio de Souza Melo que. ora nas ruas. por essa razão. o conduziam à cadeia. Eis uma parte do que ele publicou: " N ã o somos covardes. Rui Barbosa. os ataques que O Século veiculara contra o pugilo de crentes daquela cidade. Esse homem. O episódio referido acima se deu quando ele ia imergir nas águas batismais. O missionário Salomão Ginsburg rebateu. pagava a chamada 'carceragem'. Dai só saía quando um parente. sempre prontos ao acesso dos provocadores e desordeiros. aliás.*2) Salomão Ginsburg era de coragem indômita e sempre lutava para que a força do direito prevalecesse contra o direito da força — tese. muito menos moleques assalariados pelo O Século ou por quem quer seja. fazia certas estrepolias que. Salomão contava com um evangelista muito ardoroso. Holanda. (3) Ora nas praças. preza pouco o bom senso dos dignos macaenses). Porque diga-se o que era necessário. em Haia. que têm mais necessidade de bons exemplos de seu chefe do que assistir à descompostura e imoralidade atiradas do mesmo. nem há nada que nos amedronte. composta de filhos homens. nos idos de 1899.O Lince. que vivia sempre embriagado e. que patrocinava a causa do frei. Tratava-se do Sr. ora nas praias em ocasiões de realização de batismos. deste modo. Apesar de ser beneficiado por esse crente. atiradas contra um público que o tem suportado misericordiosamente em seu seio há mais de 30 anos. são os garotos. Florentino Rodrigues da Silva foi autorizado pela Igreja Batista de São Fidélis a realizar batismos sem ser pastor ainda. alguns que já tinham professado a fé no Senhor Jesus. Havia em Macaé. resolveu desnudá-lo perante todos. os inimigos estavam procurando destruir a obra do Senhor. perante grandes potências. já sexagenário.

As escolas só existiam nos grandes centros. Salomão. 23 de julho de 1899. fazendo o trabalho como um pastor. para a mesma praça. queriam tornar-se logo pastores. Eram pessoas de consagração comprovada. Minga Ribeiro saiu pelas ruas de Macaé. os que se iam convertendo na região.Melo a celebrar a Ceia. tudo então era difícil na realização da Obra. tenente Galeno Camargo. Assim. precisavam esperar durante muito tempo a visita do missionário para que pudessem ser batizados. Por causa da falta de obreiros. frutos do desenvolvimento do trabalho do evangelista. não deixando de lançar impropérios terríveis contra o protestantismo. As estradas eram raras. Para solucionar o mesmo problema. quer do ponto-de-vista de viagens sacrificiais. Foi nessas circunstâncias que o evangelista Florentino Rodrigues da Silva chegou da Bahia. A intenção era provocar distúrbios porque. as igrejas impediram que isso fosse feito. cantando. a cidade que é uma pérola engastada no Atlântico.Ocorre que. postulando ao pastorado. Domingos Ribeiro'. indiscriminadamente. houve caso dc irmãos que. segundo se lê no livro de atas da Associação Centro Fluminense. quando um grupo liderado por Minga Ribeiro começa a gritar e 'a dar vivas à religão católica'. ora a cavalo. dispostas ao sacrifício. no dia 23 de julho de 1899. com os crentes. foram dispersos os causadores do problema. quer do ponto-de-vista financeiro. espalhando o seguinte boletim: 'Ao povo. também ali existente. Diminuto era o número de pastores. com sol ou debaixo de grandes e pequenas chuvas. Tal foi a perturbação. Eram eles verdadeiros desbravadores. Para solucionar esse problema. Com a presença do Delegado de Polícia. tinham sido impedidos pela Junta Regional. a Primeira Igreja Batista de Campos autorizou o diácono A. eram reconhecidos como evangelistas os irmãos que se dedicavam à evangelização. a Igreja Batista de São Fidélis resolveu autorizar o evangelista Florentino Rodrigues da Silva a realizar batismos e a celebrar a Ceia do Senhor. estava na praça. Eram evangelistas que. À hora marcada. Macaé. O abaixo-assinado dissertará hoje. à Praça Visconde do Rio Branco. contudo terem autoridade para batizar e celebrar a Ceia do Senhor. Anteriormente. o Pastor Salomão já havia anunciado a realização de pregações. A carência de pastores sentida no Estado do Rio era problema vivido também 61 . sem. que a polícia foi chamada a intervir. que eram feitas. convidado que fora para colaborar na Missão Campista. Aceitando o posicionamento da junta. o missionário pôde realizar sua pregação. pois. com força armada. Joaquim Lessa afirma que 'foi geral a indignação da parte do povo que assitia à conferência evangélica'. sobre religião católica. no ano de 1897. A GRANDE CONTRIBUIÇÃO DOS EVANGELISTAS No passado.R. ora a pé. onde atuava apenas um obreiro — o missionário Salomão Ginsburg.

Emerenciano Nunes Machado (Pádua). Joaquim Francisco de Souza (Carmo). na roça. João Alves (Cambuei). um dos dois únicos batizados naquele local. membro da Igreja Batista dc Pádua. Manoel Couto da Cunha (Glicério). João Freitas (Tercsópolis).F. Almiro Campos Nogueira (Barão de Aquino). no Estado Rio de Janeiro. batizado em 4 de outubro de 1911. João Francisco de Paula (Barra do Itabapoana).Lessa. Raul Alves de Abreu (Paraíba do Sul). Fortunato dos Santos (Neves). Assim é que. Corindiba dc Carvalho. o evangelistas Emerenciano Machado. Otávio Farias (Sapucaia). Jaime Soares Curvelo (Rio Dourado). realizou os primeiros batismos. Vjcente Morais (1897). Alexandrino Cunha (Salto). Carlos Rodrigues de Oliveira (Valença). perdeu. alguns irmãos que haviam atuado como evangelistas em diversas regiões do nosso estado foram ordenados pastores: José Alves. destacaram-se como evangelistas: Domingos Joaquim de Oliveira (de 1890 a 1891). Francisco Antunes de Oliveira (Araruama). João Moura da Silva Filho (Maricá). Dário da Silva Branco (Cachoeiras de Macabu). autorizando-o a celebrar essas duas ordenanças do Senhor Jesus. J. buscando aqui e ali um lugar por onde pudesse sair. Bernardo Ferreira Neto (Firme). naquela época. à noite. De alguns evangelistas narram-se episódios jocosos. Jaime Soares Curvelo. no Estado do Rio. Ideal de Souza Bastos (Piabetá). Lino de Paula (Pureza). Miguel Galdino da Silva (Taquarussus). em Minas Gerais. o caminho. Ernesto Nogueira Penido (São Fidélis). Francisco Alves Ferreira (Carapebus). José Martins Gomes Fayal (Cacimbas). Manoel Tiago (de 1899 a 1900). antes de 1890. Antônio Fernandes Portugal (Córrego do Ouro). Alberto Mendes de Oliveira (Maricá). Manoel Antônio da Silva e outros. Começou a andar no meio do matagal. Cândido Ignácio da Silva. Panfílio Teixeira Barreto (Capim Angola). Entre aqueles que foram por ele batizados. no início do trabalho batista. Joaquim FLessa (de 1895 a 1901). Luiz Ovídio Firmo (Alto Macabu). A colônia alemã. no Rio Grande do Sul. Alfredo Dias Delgado (Sana). Joaquim Melo Policarpo. que viria a ser pastor da Igreja Batista de Natividade de Carangola. Pedro Barbosa e Florentino Rodrigues da Silva (de 1896 a 1898). Honesto dc Almeida Carvalho (Correntezas). estava o jovem Florentino Ferreira. Dionísio Loureiro (Salto). Carolino de Oliveira (São José do Rio Preto). Cantando Ferreira Pinto (Maricá). o irmão Frederico Mueller. Muitos desses irmãos se revelaram como pastores e foram bem aprovados como obreiros no campo batista fluminense. Belmiro Basílio de Souza (Três Rios). Como nada 62 . Por falta de obreiros. José Rodrigues Corrêa (Carapebus). Bento de Souza (1897). Sebastião Freitas (Carmo) Silvino Ferreira de Souza (Imbaú). O mesmo sucedeu com a colônia leia no Brasil. Otávio Florêncio Pereira (Pião). José Alves (de 1892 a 1893). Benedito Firmo (Salto). Eunuco Santana de Abreu (Taquarussus). Emilio W. Joaquim Melo Policarpo (Trajano de Morais). Valério Gomes.Kerr.em outros estados. Clemente Teixeira Pinto (Campos Elísios). Leopoldo Alves Feitoza (São João de Mcriti). certa feita. Fidélis Carneiro (Pureza). Ildefonso Silveira (São Gonçalo). viveu situação semelhante. Domingos José Ferreira (Piraí). aparecem na arena batista fluminense os seguintes evangelistas: Acelino Corrêa (Rio Preto). indo pregar. o diácono João Tiburcio Alves foi autorizado a celebrar a Ceia e a realizar batismos. A falta de obreiros levou os irmãos letos a escolherem um diácono que emigrara para o nosso país. Mais tarde. Depois de 1900. Por exemplo. No início da obra do Senhor.

07 do Cantor Cristão. Usavam de todos os meios que podiam para atingir o seu objetivo. fizeram-no comer areia. Eis a mensagem Aquele que por "Reconciliai-vos "Reconciliai-vos que me deu nós morreu: já". e cuja primeira estrofe e o estribilho dizem assim: Sou forasteiro aqui. município de Macaé. ensangüentado. Certo dia. Quando ele recobrou forças. perseguições. nosso Senhor. Luiz Ovídio Firmo podia dizer: " O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra" (Salmo 34:7). Um grupo soube que ele ia ali pregar e resolveu encontrar-se com ele para fazê-lo voltar do caminho. Passaram. se dirigiu para o local onde iria pregar. foi pregar no lugar denominado Arraial do Frade. vieram outros malvados que. Muitos deles arrostavam muitas peripécias e perseguições. Alguém queria atender ao clamor do "forasteiro". durante aquele ano. Ia repetindo "Sou forasteiro aqui. A palavra do Senhor se cumpre a cada momento. Mas ele não se intimidou. abrindo-lhe a boca. 63 . ". ao se converter. uma janela sc abriu e uma luz brilhou. que tem como título Mensagem Real. Após tê-lo xingado muito. No caminho alguém o reconheceu e disparou três tiros. Ele caiu. Em conseqüência disso. levantou-se e. deixando-o semi-morto.. porém. O ano de 1896 foi de muitas lutas para os crentes. Foram embora. tornou-se uma grande arauto do evangelho que abraçara. Aquele encontro com aquela família. OPOSIÇÃO DO CLERO Os inimigos da propagação do evangelho não mediam esforços para embaraçar-lhe o desenvolv imento. naquela noite. perseguidos c torturados pelo único"crime" de terem abraçado o puro evangelho de Cristo Jesus. no meio do mato. em terra estranha estou. Do reino lá do céu embaixador eu sou! Meu Rei e Salvador vos manda em seu amor As boas novas de perdão. que se localiza na região do Glicério. De repente. desdém e. assim mesmo. Não foram.conseguisse. foi alvo de motejo. começou a cantar o hino 2. até. Ao invés de receber ajuda. Há os casos daqueles que foram maltratados. deixando-o caído c sangrando. já com Deus!". resultou em frutos para o evangelho. Exemplo disso é o que aconteceu com o irmão Luiz Ovídio Firmo que. por muitas provações e experiências. é ordem que Ele dá. em terra estranha estou. deram-lhe doze cacetadas. só episódios pitorescos os vividos pelos bravos evangelistas. Mas o Senhor os desviou dele.

por algum tempo. o que surtiu o efeito desejado pelo inimigo das almas. o Diabo se lembrou de um ardil que pudesse neutralizar o serviço dos servos do Senhor. Influiu a alguns gatunos a roubarem a igreja matriz de Campos em diversas jóias e a quebrarem imagens e outras coisas do templo católico. o movimento foi logo repelido pela polícia de cavalaria que guardava a casa de cultos.) As igrejas mais antigas que a de Campos reuniam-se em casas adaptadas para o seu funcionamento. no salão alugado. compraram um terreno na Rua Formosa (hoje. porém. estava inativa por falta de liderança. que ficava na Praça da Redenção. cm outra parte desta obra. Como. Os jornais da cidade — Monitor Campista e A Gazeta do Povo — foram unânimes em defender os evangélicos. da Igreja Presbiteriana. que. Deste modo. postou-se em frente ã porta do salão de cultos uma grande multidão em atitude francamente hostil. estavam satisfazendo a lide64 . também. sendo grande o número de mortos. sob o pastorado de Salomão Ginsburg. Foi em 1895 que os crentes. de construir a primeira ponte de ferro. entre eles. na ocasião. e que a profanação das imagens não é ato de fanatismo. Quando os ânimos se estavam levantando."' LANÇAMENTO DA PEDRA FUNDAMENTAL DO PRIMEIRO TEMPLO BATISTA NO BRASIL Campos.Joaquim Fernandes Lessa registrou: " E m Campos. Rua Tenente Coronel Cardoso). O pastor Salomão fez distribuir pela cidade um boletim explicando ao povo a atitude dos protestante em todos os tempos e protestando contra tais monstruosidades. no dia 21 de outubro de 1896. dizendo um deles: 'Estamos plenamente convencidos de que não se trata de uma questão religiosa. as dignas autoridades haviam tomado as necessárias precauções. que se ufana de ser a primeira cidade na América do Sul a possuir luz elétrica (1) e. (Esse fato é narrado mais adiante. a igreja passou a se reunir em uma casa no Beco do Barroso. Assim agindo. com o evidente propósito de responsabilizarem os evangélicos batistas por tal ato de selvageria. mas o resultado da precipitação com que os ladrões procuraram despojar as mesmas imagens de objetos de valor com que estavam adornadas". Depois de ter se reunido. com o propósito de nele erigir um templo. à Rua Marechal Floriano. e que fora a sede da tipografia do jornal Vinte e Cinco de Março. o trabalho sofreu algum abalo devido a uma grande epidemia de varíola que assolou quase toda a população. devolveram o terreno que tinham comprado à Rua do Mafra. n? 13. alguns crentes. No culto de quarta-feira. O salão estava repleto de ouvintes atentos quando uma pedrada foi arremessada para dentro do recinto. teve o privilégio de ver solenemente lançada a pedra fundamental do primeiro templo batista em solo brasileiro. e os crentes exercendo plena atividade. em 1896. mas simplesmente de roubos.

numa apoteose deslumbrante ao papel da religião na harmonia política do futuro. da tribuna. " N ã o somos protestantes. o pastor fez uma prática adequada ao grande acontecimento. A Gazeta do Povo. no dia 21 de abril de 1897. e. Senhor invencível dos mundos e dos exércitos. se acotovelava uma multidão compacta de fiéis. "Quando chegamos. imediatamente. a multidão estava toda descoberta. data que relembra o aniversário do proto-mártir Tiradentes. de hipérboles arrojadíssimas. e pelo quase sagrado respeito ao nosso estado político. Foi talvez pouco religioso. Mas a crença de que devemos ser católicos contra a igreja. ouvimos.. sendo ato contínuo lançada a pedra fundamental. falava o nosso digno colega Dr. então. de meditado fundo filosófico. "Seguiu-se depois animado leilão de prendas. onde. merecendo o nosso ilustre companheiro gerais cumprimentos e muitos abraços. lendo a ata que foi assinada por todas as pessoas presentes. que garante a liberdade do culto. calmo e imponente. especialmente levantada para tal fim. repetimos. levar avante o plano de construção. sendo oferecida ao nosso chefe uma artística pasta. honrado e conhecido leiloeiro da praça. fez-nos acorrer à Praça da Redenção. eletrizando com a magia dc sua palavra. " N ã o somos protestantes. encarregando-se obsequiosamente deste serviço o S. no doce remanso do lar doméstico. como um hino de esperança e amor. cheio de rasgos de eloqüência. Educados no regime católico. Foi um discurso feliz. o canto balsâmico de nossas mães. nosso digno amigo Salomão Ginsburg. graças ao espírito trabalhador e infatigável de seu ilustre pastor. Prova-o tocante solenidade com que foi anteontem lançada a pedra fundamental da igreja batista que será dentro em breve uma realidade.. um dos jornais insuspeitos. que foi observado caprichosamente. devemos deixar consignados 65 . lançar a pedra fundamental. num hosana dulçuroso ao Deus Pai. foram recebidas por uma prolongada salva de palmas.B. resolveram. crença que se avigorou em nosso espírito pelos múltiplos vexames e erros da tirania espiritual acastelada em Roma. "A nossa folha esteve representada por todo o seu pessoal de redação. ungida de encantamento e entusiasmo. " E m seguida. pelo que descrevem os jornais. que hoje. em que estavam bordadas as seguintes palavras: A Gazeta do Povo. Azevedo Cruz. fez uma reportagem do evento: "Igreja Evangélica — o protestantismo pode dizer-se uma instituição formada entre nós. é considerado Patrono Cívico do Brasil. ou apesar dela.Lopes. Comprado que foi o terreno da Rua Formosa.rança presbiteriana do Rio de Janeiro que nao concordara com a venda daquele terreno. que mais uma vez honrou os foros de orador fluente e correto. ansiosos pela execução do programa. muito dispostas. A solenidade foi empolgante. entre galhardetes e folhas. toda a fibra sensível da grande massa popular que o cercava. mas suas últimas palavras. "Ao terminarmos esta rápida notícia. Resolveram.

Seguiram-se os cânticos.Azevedo Cruz. contra a liberdade dos povos?! "Ainda não assentei minha tenda. para a fundação de mais um templo que. deve ter muitas lacunas. se tornasse o apóstata contra a liberdade?! Como acreditar na sinceridade desses evangelizadores. com que retalha as carnes de pérola das Antilhas e ferir no seio a cabocla cubana " E quem poderia acreditar que Emílio Castelar. tendo lido e estudado o que dizem os filósofos cristãos. trabalhando para sufocar um punhado de bravos. Se vós poucis com vossa fé. em resumo. Uma menina recitou uma poesia. então eu serei um dos vossos irmãos em crença. subiu a um pequeno tablado ali feito. foi tirada a fotografia das pessoas que se achavam presentes. a terra de Cide. tem estudado a história do passado e do presente. enfim a Europa coligada. olhos baixos. um discurso. o Dr. e tem notado que os espanhóis do México. o azorrague. e. ou hinos. eu vos ajudarei a carregar esta pedra. tornar-se o chicote. de Calderon de Labarca. e um menino. com vossa crença. tenhamos amesquinhado as frases buriladas de um dos mais distintos oradores campistas. o tribuno da fé se tornar apóstata e incoerente com suas idéias. os ingleses no Transwal. "Antes da colocação da pedra comemorativa. reproduzimos. 66 . o paladino da religião cristã. haviam ficado gravadas corno em uma lâminas sensível de fonógrafo. ainda estou estudando. que reservou página e meia em sua magnífica obra Subsídios Para a História dos Campos dos Goitacazes. os italianos. dessa Europa coligada. faz o bloqueio da Grécia e se torna. com o braço direito estendido. a protetora do crescente muçulmano contra a cruz dos cristãos. sob o pretexto de razão de estado. Ginsburg pelas maneiras cavalheirosas por que nos recebeu". de memória. dali é que Lutero lançara o grito de desobediência ao Vaticano. que servia de tribuna. e também Conte. se vós podeis contrabalançar o efeito funesto do fanatismo. (2) Mas a melhor homenagem seria prestada aos batistas campistas pelo grande historiador Júlio Feydit. de Lopes da Veiga. plantado no dia do aniversário do proto-mártir da República brasileira. talvez. fez ao Criador uma prece para que ele abençoasse os trabalhos começados naquele dia. que. "Convidado. de Campoamor. tornar a República feliz. e. que vemos? Vemos o apóstolo da liberdade. cantados pelos meninos. " D a Espanha. que acabam de ser vencidos pelo herói Menelik. disse: 'Que da Alemanha é que saíra a voz de protesto contra a tirania dos papas. Malleschor e Spencer. pela pobreza do nosso vocabulário. Depois o pastor Salomão. e que nos seus tenros cérebros as palavras dos que os ensinaram. se tornará mais um foco de luz espancando as trevas que obscurecem o azul infinito do céu da terra do cruzeiro. dirigindo-se aos espectadores.' "Este discurso não é mais do que um resumo. para narrar o acontecimento: "A concorrência de espectadores foi regular.os nossos protestos de reconhecimento ao digno Sr. o poder mais formidável que então havia. Ambos mostraram que haviam decorado bem.

No dia seguinte. será. Em seu livro Um Judeu Errante no Brasil. vigário da freguesia de São Salvador. Eu não apelei a ninguém. chegavam-me cartas pelo correio trazendo cheques. Dia após dia. ele registrou: " U m dia achei que devia levar ao conhecimento dos habitantes da cidade o que a igreja estava tentando fazer. Na cidade de Campos fez muitos amigos. a construção do templo protestante. dos Estados Unidos. simpático. classificando-a de tudo que era vil e terminou sua tirada com a seguinte conclusão: 'Se alguém auxiliar de algum modo ou forma."' 1 ' Salomão Ginsburg acudiu logo em defesa dos batistas e publicou nos jornais rebate àquela nota. Por isso. 22 de dezembro de 1897. Ginsburg. o clero não deixava de persegui-lo e ao pugilo de crentes que compunham a primeira igreja da cidade. remeteu 730 dólares. no valor de 20 contos de réis. pela baixa de câmbio. E também lhes faz saber que a Santa Igreja Católica proíbe os fiéis de tomarem parte nas prédicas ou nos ofícios que neles se fazem. "Aquele artigo me ajudou a terminar a construção da bela casa de cultos. e a Sociedade das Missões Evangélicas. o vigário da cidade. O lançamento da pedra-fundamental do templo provocou no clero um certo ciúme. produziram mais de cinco contos de réis". Logo ganhava a amizade das pessoas com quem se encontrava. que. o vigário da paróquia.' 3 ' CLERO CATÓLICO ROMANO REAGE CONTRA A CONSTRUÇÃO DO TEMPIX) BATISTA Salomão Ginsburg era um espírito jovial.500S000. Mesmo com o apoio do povo e da imprensa. uma das melhores do Brasil. publicou um artigo em que denunciava a religião protestante. tendo lido hoje nos jornais desta cidade um apelo da comissão dc obras do templo evangélico à população campista. e custou 4. publicou na imprensa local uma nota demonstrando o seu desagrado: "Freguesia de São Salvador. mas fi-los saber que receberíamos com alegria qualquer auxílio se alguém se sentisse desejoso de fazê-lo. faça o favor de publicar o meu nome e que lhe remeti algum dinheiro porque eu desejo ser excomungado'. Para a construção da igreja foram obtidos donativos no Brasil. por aquele ato. quase todos concluíam assim: 'Sr. ipso facto. Campos. Antônio Maria Corrêa de Sá. depois do artigo. seu porta-voz. vem por dever de consciência prevenir os seus paroquianos que de modo algum podem concorrer com donativos. excomungado'. O abaixo-assinado. padre e aferrado jesuíta. Beneficiá-la seria beneficiar a cidade. dinheiro ou ordem de quarenta a duzentos e mais mim réis. serviços ou quaisquer outros meios para a ereção de templos heréticos." O terreno em que se construiu o templo deve ter aproximadamente 90 palmos de largura e 180 de fundos. A imprensa campista lhe dava cobertura quando necessário. O vigário-padre."' 2 ' 67 .

medindo 40 palmos de frente sobre 80 de fundo. Apelara à sociedade campista. de aldeia em aldeia. o pioneiro do trabalho batista no Brasil. Por ser um fato inédito. no Largo do Rocio. atraiu a atenção de toda a comunidade campista. a obra de colportagem. os poucos obreiros que havia faziam. de vila em vila. empreendedor como era. Ginsburg.' 1 ' A construção desse templo provou a têmpera do missionário Salomão L. O sermão oficial foi proferido pelo missionário W. sem a mais ligeira ornamentação. propagar o evangelho através da literatura. do início do trabalho batista no estado. podia ser que. Tudo era difícil. era o colportor o bandeirante da fé. estando ela representada principalmente pela Loja MaçOnica Goitacás. à procura de alguém para quem pudesse oferecer. pela Associação Comercial. tendo ficado do lado de fora mais de 300 pessoas. Ele era o burifarinheiro. que abrilhantou a cerimônia com várias peças de alto valor. Mas Salomão. conseguira com seus amigos maçons oferta para a construção.de São Sebastião. que viajava de cidade em cidade. porém mui gloriosa. à tarde. Ele se ocupava em espalhar. é construído em estilo gótico. com uma assistência calculada em mil pessoas. Publicara na imprensa local o plano de construção e promovera até leilão. O fato ocorreu no dia 21 de abril de 1898. o seu produto. O interior é de uma simplicidade digna. como um mascate. por aquelas plagas nunca mais voltasse alguém trazendo um exemplar 68 . na pessoa do Dr. na pessoa do Sr. Pedro Landim. e pobres. e pela Sociedade Musical Lira de Apoio. ora de trem. pessoal ou em reuniões. como hoje nós temos. As paredes são caiadas de alto a baixo. construído ao lado da E. sendo pequeno o templo para conter a inúmera massa de povo que concorreu. descendo vales. Nos primórdios da obra. Não havia. Do jornal Segundo Distrito extraímos: "Esteve imponente a. festa realizada anteontem para a inauguração deste templo. Os jornais campistas Gazeta do Povo. Isso provocou reação (2)- OS BRAVOS COLPORTORES Missão das mais difíceis. Um número tão pequeno de crentes. Era preciso. subindo montes. então. ora em canoas pelos rios.INAUGURAÇÃO DO PRIMEIRO TEMPLO CONSTRUÍDO NO BRASIL Fato auspicioso para os batistas de todo o Brasil foi a inauguração do templo da Primeira Igreja Batistas de Campos.F. de fazenda em fazenda. não teria condições de erigir tal templo. João Batista Lopes. difundir. as facilidades de pedidos pelo correio. A nossa melhor sociedade achava-se ali representada". ora a pé. " À festa de inauguração compareceram mais de mil pessoas. levar ao evangelizando a Bíblia. era a do colportor. Naqueia época. além da obra evangelística. Monitor Campista e Segundo Distrito publicaram a notícia "de modo entusiasta e bondoso". O templo não é muito vasto. naquela época.Bagby. ora a cavalo. pois.B.

O primeiro — As Boas-Novas — era editado em Campos. Bíblia e pregador chegavam juntos". Mas quis Deus que a porta se abrisse e disse-me um deles: 'Senhor. Embrenhava-se pelas roças. adeus'. meses depois. Para substituí-lo. E assim. seria criado o O Jornal Batista. conseguiu a união dos dois jornais que circulavam entre os batistas brasileiros. servindo aos batistas do sul do país."*" Os nossos primeiros pastores como Joaquim Fernandes Lessa. E. Com muito tato. exceto nos casos em que sendo o colportor também um evangelista. Na Aparecida. ficaria o novo convertido com dificuldades para arranjar meio de estudar a Bíblia e fazer crescer a obra. os referidos jornaisL deixaram de existir. chegaria o pregador. no Estado do Rio. vendendo Bíblias e livros religiosos. também. capital federal. ia de fazenda em fazenda. Embora atuando na região de Campos. O segundo — O Echo da Verdade — era editado na Bahia e servia à parte norte do Brasil batista. perguntei-lhe: 'Que é do padre que me queria prender?'.*2' Glass diz que: "Foi quase invariável o caso em que a Bíblia chegava primeiro nos lugares onde.Entzminger. sendo como que uma fusão voluntária dos dois jornais antes citados. é convidado o missionário W. Depois de terem me levado a uma casa e me fechado dentro cerca de meia hora. pensei aquela vez que ia ser preso ou açoitado pelo evangelho. o missionário Entzminger permaneceu residindo na cidade do Rio de Janeiro. exerceram essa tão árdua quanto honrosa missão de difundir a Palavra de Deus. uns padres alemães tentaram mandar prender-me por um sargento. mas o Senhor não deixou. onde. Assim. Senhor. depois. destaca-se o destemido irmão Bento de Souza e Silva. Em 1898. 69 . me deixaram só no quarto.da Palavra de Deus. ao mesmo tempo em que evangelizava. ele escreveu ao redator do periódico As Boas-Novas: " N ã o tenho espalhado mais Bíblias porque tenho tido falta delas.E. Um desbravador. Não quer mais falar. aparecia na arena evangélica batista de nosso país o O Jornal Batista. Ele me disse: 'Ele não vem mais.* 3 ' MUDANÇA DO MISSIONÁRIO GINSBURG PARA PERNAMBUCO Em fins do ano de 1900. adeus'. no dia 1? de janeiro de 1901. Entre homens de Deus que se entregaram ao serviço da colportagem. Então. Aqui destacamos os nomes de Camilo Roig. Florentino Rodrigues da Silva e os evangelistas como Cândido Inácio da Silva trabalharam como colportores. que exercera grandes atividades evangelísticas no Estado de Pernambuco. CRIAÇÃO D' "O JORNAL BATISTA" Entzminger era um diplomata. por décadas. Cícero Góspeler e Sebastião Ignácio da Cunha que. Um herói anônimo. o missionário Salomão Luís Ginsburg deixa a Missão Campista e vai cooperar com o campo pernambucano. A fim de ser publicado um jornal de âmbito nacional. que tinham um cunho mais regional.

Aliás. criado por Alberto Vaz Lessa e Antônio Ferreira Campos. muita coisa que ajudaria às igrejas. foi perdida. as escrituras. 70 . com a finalidade. Estive numa igreja onde o primeiro livro de atas estava todo comido pelas traças. Lamentamos que nenhum exemplar da referida publicação tenha sido arquivado. etc.CRIAÇÃO DO "BRISAS DO CAMPO" Não obstante haver sido criado o O Jornal Batista. Há igrejas que perderam seus livros de atas. que tinha o objetivo de atender a todo o território nacional. Agora que estamos celebrando um centenário de obra batista no campo batista fluminense. mister se faz que cada igreja tenha em dia toda a sua documentação. apareceu. no mesmo ano. e aos historiadores. o jornalzinho Brisas do Campo. É necessário que se nomeie alguém para tomar conta de seus documentos históricos. com falta de muitas folhas. Noutra. de publicar notícias de igrejas e artigos informativos. em Campos. o livro de atas estava rasgado. ao que tudo indica.

Campos ao Rev. No ardor de sua argumentação. "pedindo para viverem em paz".Álvaro Reis. aceitando. Em assim pensando. vinha edificando. que se havia manifestado contra os ataques de A. Daí. CAMPOS Antônio Campos era um ferrenho controversista. aconteceu. ou mesmo promovendo. Álvaro Reis. A carta escrita por Bagby. e. Os batista não concordaram com a linguagem usada por ele em seu polêmico artigo. enviada para o Rio de Janeiro. como também do ministério. Dava sempre vazão a este instinto. em nada. Do Rio.Campos. onde foi carimbada no dia 20 de junho. então. porém. sabendo que esse tomara a decisão de suspender seus ataques.Campos. ter o missionário W. Tendo 71 . e resolveu ensarilhar as armas. controvérsias com católicos ou com aspersionistas. que era uma das glórias do presbiterianismo brasileiro. no dia seguinte. Em suas veias corria o sangue da polêmica. Certa feita. afirmando não endossarem os batistas tal linguagem.Bagby publicado uma justificativa.Bagby. não escondeu seu regozijo. enviaram-na para Campos.Campos eram dirigidos ao Pastor Álvaro Reis. Acontece que A. por tal motivo.Capítulo IV PERTURBAÇÕES INTERNAS A QUESTÃO ANTÔNIO F. Os ataques de A. foi ele muito cáustico com ilustre presbiteriano que redatoriava o jornal O Puritano. fez publicar em As Boas-Novas uma carta aberta ao Rev. Bagby. Lá recebeu carimbo dc 23 de maio de 1900. O inesperado. propondo fazer as pazes. nasceram muitos desgostos entre os campeões da imprensa. apreciando-lhe a atitude de terminar aquela polêmica que.B. endereçada a A. em lugar de seguir de Friburgo para a cidade de Campos.Campos parece ter reconhecido o excesso em sua linguagem. Escreveu uma carta endereçada a A. Foi. Felicitava-o pela conclusão a que chegara. mostrando sua disposição em dar por liquidadas suas questões. usava uma linguagem virulenta e satírica. Utilizava-se ele do jornal Boas-Novas para dar resposta aos que gostavam de polemizar.B. foi parar em Nova York. Este inesperado e involuntário extravio veio contribuir para o rompimento completo das relações de Antônio Campos com o missionário W.

o Pivô de uma Dissidência O pivô de todo o movimento era A n t ô n i o Ferreira Campos.Campos. Horácio de Souza comenta que "os crentes nativistas. A ela compareceram unicamente representantes da Missão Campista. dá por cortados os liames que o ligavam ao missionário. fizeram com que igrejas deixassem de enviar seus mensageiros à referida reunião.Campos promove a organização de um órgão independente das igrejas daquela região.F. à Rua Formosa. faça publicar que de ora em diante a igreja de Cristo em Campos. e que seja a presente resolução publicada pela imprensa local'. com sede no templo. cujo nome seria União Batista Fluminense.Campos Cria a União Batista Fluminense Estava para se realizar no mês de julho. por parte de Bagby. O 1? Secretário — Eduardo de Vassimon" (l) 72 . Horácio de Souza informou que Antônio Ferreira Campos era " u m espírito combativo. Os acontecimentos que envolviam A. Queria uma igreja só de nacionais. com Ginsburg. A. o qual. torna-se independente da Missão Batista de Richmond. ou melhor. fazendo publicar em As Boas-Novas artigos ae desabafos que. antes que lhe chegasse às mãos a carta que lhe remetera Bagby. contudo. ao ministro presbiteriano. na Igreja Batista de São Fidélis. que dispense qualquer auxílio da Missão de Richmond. seja quem for. porém.F. de crítica. no sentido de terminar contendas. que não acate missionário batista. Campos e os missionários. Macaé e Paciência. São Fidélis. à Rua Formosa.F. A. cujo espírito nacionalista era muito extremado. enquanto que o que permaneceu fiel à obra realizada pelo missionário Dunstan passou a se reunir na Serraria da Coroa. Julião Guedes Pereira. revelando que os batistas não se responsabilizavam pelo que A.Campos eserevera. situada à Rua Quinze de Novembro. ainda mais. a assembléia da União das Igrejas Batistas do Sul do Brasil. ao redator de O Puritano. Conseguiu incutir na mente dos crentes que a novel igreja poderia prescindir do concurso dos missionários norte-americanos. o incompatibilizaram com os missionários. bilioso como era.Campos ficou se reunindo no mesmo local da igreja. Ele era um homem inteligente e muito versátil. Ernesto Machado. tanto que foi publicado no Monitor Campista" o seguinte: "Igreja de Cristo em Campos — Na sessão ordinária desta igreja em 7 do corrente (janeiro). n? 74.ele lido a justificativa. diácono: 'Proponho que esta igreja declare-se independente. na casa do Sr. A. O grupo que ficou com A. Sentindo-se incompatibilizado com todas as igrejas do sul do Brasil. lendo sido aprovada esta proposta que só teve um voto contra. assinada por Cristino Rodrigues de Mello. foi apresentada a seguine proposta. A ela se filiariam as seis igrejas já existentes na Missão Campista: Campos. Guandu. obstinavamse em repelir os enviados norte-americanos. publicou o jornal evangélico As Boas-Novas".

ELeopoldina. dividida e. do que saber que o missionário*havido sido expulso de uma igreja de Cristo'. a favor de um homem ignorante e incivil que nesta cidade tem dado provas abundantes disso. nossa propriedade. Soren. segundo as leis do país. há meses chegado a esta cidade. antipático e ridículo que teve a infelicidade de nos enviar. declaram em nome da igreja que.F. Sede: Templo Evangélico. e seus auxiliares assalariados Carlos de Mendonça. o missionário americano Alberto Dunstan. como perturbadores da sua paz e possuidores de sentimentos que os incompatibilizavam com a seriedade e justiça d'uma corporação cristã. por esse abalo. continua a ser o que era e a manter todos os ritos. ex-funcionário da E.Conseqüências do Espírito Faccioso de A. portanto. que esta igreja vai publicar. A imprensa campista registrou os fatos porque A. aos quais foi concedida carta demissória. antigos oficiais desta congregação. e outras coisas de igual jaez. enquanto tal igreja não provar que foi organizada lícita e decentemente. Igualmente declaram os abaixo-assinados que a igreja de Cristo que fundaram e até aqui sustentaram com os seus esforços. Igualmente declaram os abaixo-assinados que todas estas coisas se deram desgraçadamente. são agradecidos) enquanto aqui estiver o missionário grosseirão. "Igreja de Cristo em Campos. bem como uma parte dos professos residentes na fronteira na roça de Santa Rosa. debaixo do nome de Igreja Batista. Fundada em 1891. importado para esta cidade pelo missionário. sendo reconhecidos como seus membros todos aqueles dos atuais que em próxima sessão extraordinária se conformarem com isso. muito prejudicado o trabalho do Senhor. DECLARAÇÃO: Os abaixo-assinados. o agrupamento revoltoso que fez seu quartel na Serraria da Coroa. aliás. para arrancar-nos o templo evangélico. os membros de suas famílias e algumas outras pessoas. Rev. e com o dinheiro em maior parte fornecido pelos humanitarianos campistas.Campos A igreja ficou cindida. que não reconhecem como organização legal. costumes e governo adotados desde o princípio e. como corporação independente e nacional. Igualmente declaram os abaixo-assinados que dispensam o auxílio da Junta de Richmond (a qual. que por isso declaram a igreja de Cristo desta cidade. levantada com os nossos esforços. por voto da maioria em sessão extraordinária. vindo a esta cidade para dizer que 'preferia saber que todos os campistas tinham sido vitimados pela peste bubônica. Outrossim. acontecendo que nesta 73 . e Pedro de Andrade. Igualmente protestam os abaixo-assinados contra a linguagem grosseira e desumana do assalariado da Junta Americana. como coniventes nos planos sinistros dos disciplinados.Campos fez questão de publicá-los. foram disciplinados e expulsos da igreja. por pretender o missionário assalariar uma minoria. como constará do Manifesto. foram demitidos.

constituído igreja de denominação alguma. Herman Gartner.Rodrigues Mello. diácono. Assumimos inteira responsabilidade desta declaração por ser tudo verdade. A. de 7 do corrente. Antônio Campos.Campos ao ministério em qualquer tempo e em qualquer parte do mundo como empregado da missão.Deter.E. ministros do santo evangelho nos Estados do Rio de Janeiro.Campos.F. que nem batizados foram por esta congregação nem filhos são desta cidade. 18 de janeiro de 1903. Florentino Rodrigues da Silva. W. resolveu em sessão ordinária. mas simplesmente como um grupo de cismáticos refratários. F. 4?) Que julgamos a condenação do templo evangélico pelo Sr. pastor. A. diácono. e que tem por pastor o mesmo Sr. São Paulo e Distrito Federal. Jacintho Lima.F. Antônio Campos. que foi durante sete anos empregado na Missão de Campos. nem faz mais parte de nossa Denominação. Assim. excluídos da igreja batista daí. 3?) Que não reconhecemos o grupo de pessoas que se reúne no templo evangélico da cidade de Campos. no mês de abril de 1903. e pertencentes à Denominação Batista. A. Bernardino Manhães.operação não trabalharam os indivíduos expulsos.B. Antônio Campos e o grupo que o rodeia uma verdadeira usurpação e ultraje aos direitos da fiel igreja Batista em Campos". não é mais empregado dessa Missão. E NÃO MAIS FAZ PARTE DE IGREJA ALGUMA.Soren. abaixo-assinados. Eis o texto: "DECLARAÇÃO E PROTESTO Devido às tristes ocorrências que se têm dado na Igreja Evangélica Batista em Campos. no dia 7 de dezembro de 1903 era publicada na imprensa a seguinte declaração: "A igreja de Cristo em Campos.. 2?) QUE O CONSIDERAMOS EXCLUÍDO DO MINISTÉRIO. que 74 . 12 ' Declaraçao e Protesto Os pastores W. pois o espírito conciliador de vários crentes e a diplomacia dos missionários.. fizeram com que tudo voltasse ao normal. Campos.Entzminger. que funciona à rua Formosa n? 7. com a deliberação acima desapareceram as contendas nessa igreja. <3) A Igreja Anula a Exclusão Injusta do Missionário Dunstan Em breve a cisma deixaria de existir. secretário". anular todos os atos que a tornavam separada da Junta de Missões de Richomond. nós.Bagby. uma Declaração e Protesto contra a reintegração de A. José Nigro e Alberto Lafayette Dunstan fizeram publicar pelo jornal campista. julgamos necessária a seguinte declaração: 1?) Que o Sr.B.

reconhece não ter nenhum motivo de ter sido hostil à Junta de Missões e a seus enviados ao Brasil. Ernesto Machado. convite este aceito com alegria. que. prontamente retrocederam naquela atitude e providenciaram o retorno das igrejas à Missão. reconhecendo que haviam cometido um engano.Lessa. onde a igreja de Campos dizia-se independente e recusava qualquer auxílio da Missão. Faço a presente declaração para ciência dos interessados. Rio Preto.Campos e outros. e seu pastor. 2° Secretário". pouco depois faleceu e o ex-pastor A. ao tomarem ciência da declaração que estes fizeram em 10 de setembro.F'. em dezembro. Deste modo terminou o grande impasse criado por A. (5) Horácio de Souza acrescenta: "Vários membros deixaram a denominação: Antônio Melo.Campos foi para São Pulo e lá se fez católico". Antônio Maia.F'. Aperibé e Rio Negro.'4» As igrejas de São Fidélis.Campos e seus seguidores. A igreja de Campos. não cientes de todos os detalhes que envolviam o impasse existente em Campos. votou unanimimente convidar o missionário Dunstan para reassumir a direção dos trabalho. J. apoiaram A. (6) 75 .

situada à Rua São Francisco. Niterói fosse o berço do trabalho batista. declara ter sido ela organizada em abril daquele ano. (I) O historiador A. era o Rio de Janeiro. No entanto. Maria Trigueira. Ana Leandro. De acordo com notícia divulgada por Antônio Manoel de Freitas. primeira do estado. também. deveria ter sido. Muitas pessoas da cidade ouviram respeitosamente 77 . também. A organização da Primeira Igreja Batista de Niterói se daria um ano depois.Capítulo V MISSÃO DO RIO ORGANIZAÇÃO DA PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE NITERÓI Situada junto à capital federal. Sara Ester Freitas e A n t ô n i o Manoel de Freitas. a Igreja Batista de Niterói foi organizada na casa do missionário W. A pequena igreja era zelosa e fiel.Crabtree registra: " O trabalho de Niterói apresentou uma perspectiva prometedora desde o princípio. tal não aconteceu. No dia 1? de maio de 1892. que fecharia em 1896. No ano anterior. que foi a organizadora.R.B. organizada em 24 de agosto de 1884. foi organizada em 1? de maio de 1892. conforme documento da Primeira Igreja Batista do Rio. capital do Estado do Rio. a cidade de Niterói. como capital do estado.Bagby. Rosa Ramos. que. Isabel Trigueira da Costa. Campos assistiu à organização de sua primeira igreja batista. Já uma carta do missionário Bagby à Junta de Richmond. Foram seus membros fundadores: Emília Cândida de Freitas. No dia 23 de março de 1891. A presença da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. De acordo com documentos da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. consta terem sido concedidas por ela cinco cartas para a organização da Igreja Batista de Niterói: "A de Niterói. poderia ter tido a honra de ver organizada ali a primeira igreja batista do estado. Esse privilégio foi da cidade de Campos. diversas pessoas foram batizadas e ofereceram uma casa para a pregação do evangelho. n? 11. na época. forte estímulo para que. membro fundador. distante 250 quilômetros da capital. com cinco cartas concedidas pela igreja do Rio".

Nessa época.Porter. visitada do Rio de agosto de 1894 a 1896. de maio de 1894 a agosto de 1894. como pastor".E. a Igreja Batista de Niterói seria dissolvida em 1896. confirma: "Embora tenha se desenvolvido [Primeira do Rio] internamente. duas das quais. Desde a organização. sendo convidado para pastoreá-la o missionário W. canto da rua São José". e Barra do Piraí) fora da cidade". agora definitivamente.essa observa que. reiniciando os cultos. <2) Joaquim I . Joaquim Fernandes Lessa dá a informação seguinte: "Niterói: organizada em abril de 1892. que começou a pastoreá-la em 5 de agosto de 1917 e a dirigiu até sua morte. de abril de 1892 a dezembro de 1892.Porter. tendo como pastor durante os primeiros seis meses o missionário Samuel J. por 78 .L.Entzminger. com liderança mais bem preparada e com organizações sólidas. David Mein escreve: "Após a revolta. recentemente transferido de Recife. de dezembro de 1892 a maio de 1894. com sete membros. em outra parte. de Tomás da Costa e Alfredo Magalhães. pela segunda vez.Bagby. Desapareceu em 1896".B. os membros pagaram todas as despesas do trabalho. A essa altura. Reorganização da Igreja Batista de Niterói. a sede da igreja já havia sido mudada para a "Rua Visconde Itaboraí. em 1? de setembro de 1962. pelo Anuário Batista Brasileiro. A Igreja É Dissolvida Como já foi citado.Ginsburg. Pastores: W. novamente. J. a cidade de Niterói apresentava uma população de 30. <3) A Primeira Igreja Batista de Niterói veio a tomar grande. (Niterói.100 habitantes. firmado em documentos. mas em 1896. W. conforme registram os documentos da Primeira Igreja Batista do Rio.E.Bagby assumiu depois. a Igreja Batista de Niterói foi organizada no dia 30 de dezembro de 1900. o crescimento foi também para fora pois a igreja formou só nesse período onze novas igrejas. Conselho: Pr.Entzminger. igreja deixou de existir. do ano de 1910.desenvolvimento com o Pr.B. S.Bagby. declara no capítulo Cronologia: "1900 — 30 dc dezembro. com a concessão de 18 cartas demissórias"(l) e. S. portanto. Manoel Avelino de Souza. alguns batistas voltaram para Niterói. quando passou o pastorado ao missionário Salomão Ginsburg. W. que viera do norte do país. O Pastor Ginsburg tomou a direção da igreja no fim do ano".<" Segunda Organização da Igreja Israel Bello de Azevedo.a proclamação do evangelho.B. o pastorado. (2) Bagby tornou-se o pastor da igreja até o fim do ano. Foi reorganizada em 30 de dezembro de 1900 com W.

mas devido aos obstáculos intransponíveis ela voltou a se dissolver em 1899. que é historiador da igreja. a Primeira Igreja Batista de Niterói está com 91 anos.E. escreveu: "A primeira organização ocorreu em maio ou junho de 1892. história da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro (1884-1984). (página 49) De acordo com os documentos da Primeira Igreja Batista do Rio. ao ponto de. as dez maiores igrejas no campo fluminense são: Primeira de São Gonçalo. ficamos sabendo: 1. No dia 20 de dezembro de 1900 é reorganizada a Igreja de Niterói. tendo por templo uma casa na Rua São Lourenço". quando a igreja se desfez por força da Revolta Armada. com a concessão de 18 cartas demissórias. por ausência de dados mais fidedignos. sob a direção do Pr. Pelo livro Coluna e Firmeza da Verdade. Finalmente. ocorrida em 1893.Fonseca ter necessidade de ausentar-se da cidade. O Pr. ao fim de 28 meses. (página 22) 2. Depois da Primeira Igreja Batista de Niterói. A Igreja de Niterói foi organizada no dia 1? de maio de 1892. A segunda organização se verificou 4 anos mais tarde. Algum tempo mais tarde. Ern seu pastorado foram organizadas várias igrejas-filhas. (página 48) 3. no dia 02 de novembro de 1899. em 18 de julho de 1903. A Primeira Igreja Batista de Niterói estava fadada a se tornar a maior igreja batista da América Latina. sem se levar em conta a longa interrupção havida. Manoel Avelino sempre reconheceu que a data de organização da igreja não era a da primeira organização. com cinco membros transferidos da Primeira Igreja do Rio. Ele a pastoreia desde 21 de março de 1964. já contar 63 membros. quando a igreja comemorou 61 anos. o Reverendo Antônio Vieira da Fonseca p ô d e organizar uma igreja metodista. 79 . Bagby e durou cerca de 16 meses.45 anos. passando a existir em Paraíba do Sul duas igrejas metodistas.V. No boletim da igreja. W. em virtude de o Pastor A. O Mensageiro (número especial de 18 de junho de 1964). em casa do Pr. Primeira de Alcântara. Em seu pastorado foram construídos dois grandes templos para sua época. A Igreja foi crescendo. Primeira de Nova Iguaçu. No dia 02 de junho de 1896. composta de 15 membros. com cerca de 25 membros. e depois de afanoso trabalho de pregação e visitação. Com o pastorado do Dr. foi organizada a 1 ? Igreja Batista de Niterói. Segunda de Campos. Primeira de Nilópolis. Barra do Imbuí. Naturalmente. em Paraíba do Sul. a Igreja de Niterói é dissolvida. a igreja sofreu uma cisão. Clodowil Fortes Cavalcanti. tem sido levada em consideração a data de 1? de maio de 1892. IGREJA METODISTA E SEU PASTOR SE TORNAM BATISTAS Apesar das perseguições que lhe moveram. Nilson do Amaral Fanini ela experimentou um crescimento fenomenal. Segunda de Macaé. Primeira de São João de Meriti. pela Primeira Igreja Batista do Rio. Fonseca e Primeira de Petrópolis. o Dr.Entzminger.

Salomão Luís Ginsburg e os evangelistas A. José Rodrigues e Manoel Souza e Sifva. (1) 80 . e os crentes batizados na véspera. e chamou o pastor para ser interrogado. o irmão Manoel de Souza e Silva e o Pastor A.Fonseca. fora presbiteriano.J. anteriormente. J. Após a consagração. Foi assim organizada a Igreja Batista em Paraíba do Sul. A. que apresentou a relação dos 21 crentes que queriam organizar-se em igreja. No dia seguinte.Otoni. Esses debates. Alves. agradecendo. mantidos pela imprensa e pelo irmão Manoel. e fervorosas orações. na casa de cultos.Fonseca. A.B. passou a manter fortes discussões com os crentes. Após comovedora reunião da igreja local.Fonseca consagrado pela imposição das mãos. Dr. Foi eleito moderador o Pastor J. quarta-feira.V. Niterói. O irmão. Falou o Rev. J. pelas seis horas da tarde. São Fidélis e Guandu. que agradeceu e aceitou o cargo. o nome do Pr.Fónscca. Honório Benedito Otoni.Em 1895. apoiado por diversos irmãos. O moderador falou. H. Em seguida.Fonseca. Juiz de Fora.B. a igreja. A. Todos os representantes presentes aprovaram esta organização. que. acima citado. W. levaram o Pastor A.V. sobre esse assunto. n? 4. vieram a Paraíba do Sul os representantes das igrejas batistas da Capital Federal. Mattos. orando o Rev. no dia 18 de junho de 1895.B. o evangelista batista Manoel de Souza e Silva.Taylor que. foi aberta a sessão pelo Pastor A.Campos.Bagby. com palavras de agradecimento e congratulação. Em seguida. estando presentes os representantes das ditas igrejas batistas.Fonseca termina. época em que havia na imprensa evangélica muitas polêmicas sobre o batismo bíblico. reconheceu ser a imersão a verdadeira forma de batismo cristão.V. sendo os pastores W. Campos. O Pr. Fizeram perguntas os Revs. que.J. propôs.J.V. a qual tem passado por diversas fases e continua servindo ao Senhor naquela cidade". foram batizados no f i o Paraíba vinte e um crentes de que se compunha a igreja. 19 de junho. Joaquim Fernandes Lessa comenta deste modo o ocorrido: "Após profundos estudos sobre o batismo. e unanimimente aprovado. depois de expor os fins com que foi convocada a reunião. com os representantes da denominação batista. sobre os oficiais da igreja. foi o Pastor Antônio V. O moderador leu algumas palavras de Paulo a Tito e a Timóteo. reunida juntamente com o seu pastor. então. leu a Palavra de Deus e invocou as bênçãos divinas sobre a reunião. falaram os representantes das diversas igrejas batistas.V. Tendo recebido a denominação batista o pedido de batismo feito por toda a igreja e seu pastor. frizando a necessidade de eleger-se logo o pastor. Dr.Taylor. Salomão Ginsburg. à Rua Tiradentes. falaram o Dr. Bagby e Salomão Ginsburg e o irmão Souza e Silva. deu início aos trabalhos daquela noite.V.Bagby sobre os elementos constituídos da igreja de Cristo. resolvendo submeter-se ao batismo e comunicando esta resolução à denominação batista do Brasil.Fonseca e sua igreja a estudarem profundamente tão discutido assunto.

e a Irmã Alzira Pinheiro. ia à cadeia levar comida para aqueles que o haviam perseguido. mais tarde. na zona sul do estado. membros da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. sua esposa. as autoridades agiram dentro da lei. alvo dos perseguidores do evangelho. durante muitos anos. vaiado e. ele. dizendo que vivia num país de liberdade e desejava liberdade para todos os seus inimigos. Entre os membros fundadores daquela igreja estava o irmão Joaquim Evangelista Pereira Mariano que. o templo dessa igreja foi invadido e destruído por um grupo enfurecido. cm Paraíba do Sul. porém. A igreja que promoveu a organização foi a Igreja Batista de Paraíba do Sul. "Outra vez". foi organizada na cidade de Valença uma igreja batista. Deixaram. pela promoção da mensagem de Cristo. o evangelista Pedro Sebastião Barbosa. como aconteceu em outras partes do estado. nesta cidade. a polícia não deu cobertura aos perseguidores. em Sapucaia." Isso teria ocorrido no ano de 1908. respondeu que desejava para eles o que desejava para si mesmo. Quando o advogado perguntou ao irmão Pedro o que ele queria que se fizesse com os seus inimigos. tornou-se ele ardoroso evangelista e colportor. também. Com esse episódio. sendo que. foi horrivelmente perseguido. certa vez. Ali. Em 1908. A Igreja Batista de Sapucaia foi. os perseguidores. e dando título a este artigo. "ele foi alvejado com dois tiros dos quais felizmente escapou. 81 . O chefe político conseguira um advogado que defendesse os crentes e. com a realização dos cultos em sua residência. Diante disso. Foi verdadeira cena de vandalismo. esses irmãos foram perseguidos e apedrejados. sobretudo. Ao se converter ao evangelho. para se livrarem das perseguições. Essa declaração envergonhou. fazendo o que Jesus ensinara. Atuou. Precisaram sair da cidade. bondosa e cristãmente. precisaram deixar suas casa. D. ali duas famílias convertidas ao evangelho. viria a ser um grande pastor. Em 1904. Foram postos em liberdade a pedido do referido irmão que mostrou ser verdadeiramente um servo do Senhor. Valença. escreveu Lessa. fugindo dali para escaparem com vida. perseguidos. conseguindo prender os perseguidores e levando-os para a cadeia. lutando. ao mesmo tempo em que comoveu. Sapucaia. Seguindo o mandamento do Mestre. queimado com querozene. quando aí chegou para abrir um trabalho batista. naturalmente. terminaram as perseguições naquela cidade. o povo se mostrou bem hostil às pregações e trabalhos de evangelização que ali eram realizados. porém. Nele não ficou nada que não fosse quebrado. Foi apedrejado. quando se tentou levar o evangelho para a cidade de Marquês de Valença. Odília Pinheiro. Mesmo assim. onde as queixas dos crentes eram tratadas com verdadeiro desinteresse e abandono. que principiaram a promoção de pregações. Prosseguiu. nessa cidade. em sua própria residência. citado no início desta página. acusasse os malfeitores. principalmente. Logo de início. Foram os irmãos Francisco Pinheiro.EVANGELISTA QUEIMADO COM QUEROSENE Um dos grandes heróis do trabalho batista em solo fluminense foi o evangelista Pedro Sebastião Barbosa. Os crentes.

O conselho examinador se compôs dos missionários W. F. Francisco Fulgêncio Soren era fluminense.Soren em sua decisão de vir para o Brasil.B.Entzminger e J. no Estado de Missouri. Fazendo o necrológio do Dr.Taylor e do Pastor Antônio Ferreira Campos. o nome de Soren foi sempre lembrado. ouvia-se falar de Soren. Clark e nas do Dr. ouvi falar em Francês Soren. de várias maneiras. Uma delas foi a boa imagem que deixou no William Jewell College. para a propagação do trabalho do Senhor no Estado do Rio. vendo sua capacidade e progresso. onde os pregadores como também os outros estudantes falavam das suas experiências no trabalho e faziam orações a favor dos seus colegas e dos missionários. Após vários anos de estudo. Pastoreou-a de 1901 a 1933. A. Trabalhava no comércio. Aqui se dedicou ao pastorado da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Eram eles: Francisco Fulgêncio Soren e Herman Gartner. ocorreu a ordenação de dois jovens ao ministério sagrado. Passando por aquele colégio. Soren estudou no William Jewell College. voltou ao Brasil.F.Christie nunca escondeu a influência de F. o jovem brasileiro despertara a atenção do missionário para o campo brasileiro.Christie confessava: "Logo depois de minha entrada no William Jewell. Nas aulas do Dr.J.B. natural de São Gonçalo. no templo da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. a fim de obter melhor preparo. F.E. Park. nas do Dr. SOLIDIFICAÇÃO DO TRABALHO E DE GRANDES PERSEGUIÇÕES ORDENAÇÃO DE DOIS GRANDES OBREIROS No dia 28 de fevereiro de 1901.F. 83 .Soren. os missionários americanos resolveram enviá-lo para os Estados Unidos da América do Norte. De tal maneira se desenvolveu que. Richmond.Soren contribuiu.F. quando se deu a sua conversão.Capítulo VI PERÍODO DE REAJUSTAMENTO. A. que usavam ter uma meia hora antes da abertura do Colégio. ano em que faleceu. Nas reuniões de oração.

depois de examinar bem a Bíblia. PERSEGUIÇÕES EM CAMBUCI A 4 de agosto de 1901. Aonde? No Brasil? Sim. A polêmica se estendeu por alguns jornais. ferrenho defensor do pedobatismo (batismo infantil)." (1) Herman Gartner era metodista e. no período de 10 a 17 de abril de 1901. alugada. Esqueci-me dele. Era pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. como tal. No último ano dos meus estudos. No dia 27 de outubro desse mesmo ano. Soren ainda estava presente e. tornando-se batista. cheguei à conclusão de que o jovem brasileiro F. então. que se achava instalada em uma casa à Rua São Lourenço. Foram queimadas junto com os móveis. sofreu terrível perseguição.F. Ao que parece.Green. No fim dos três anos de meus estudos no Colégio Jewell. e somente para convertidos. A. os inimigos do evangelho investiram-se contra os crentes. ele passou a sustentar a sua posição com referência a isso em seu jornal. que as autoridades locais se sentiram incapazes de "dominar os amotinados". resolveu realizar reuniões ao ar-livre. quando pregava o Pastor Antônio F. Não satisfeitos com tão terrível ato. J. Inimigos do evangelho. o Pastor Joaquim Fernandes Lessa. próximo à estação da Leopoldina. Tal foi o tumulto levantado. a igreja metodista. porém. o Dr. os perseguidores 84 . Homem de consciência. Só pude conhecê-lo por tradição. 80. Soren estudou. Como os batistas estavam sempre falando que o único batismo válido era o batismo por imersão.) "Procurei conhecer mais de perto o Dr. (O grifo é do autor desta obra. Fui estudar no seminário. convenceu-se de que estava errado e pediu o batismo bíblico. ardoroso e arrojado evangelista que era. e os queimaram em plena rua. resolvi dedicar a minha vida à causa no estrangeiro.Ginsburg e porque ali havia de conhecer o Dr.Soren deixara o seu nome de modo inesquecível gravado naquela instituição e que valia a pena conhecer mais de perto esta personalidade que tivera o poder de tão simpaticamente se impor na vida de seus colegas e professores. Soren e a Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.Campos na casa de cultos. nas manhãs. Até galinhas que havia no local não escaparam ao vandalismo. usava citar o nome de Soren para ilustrar as verdades que pregava do palco e o elogiava como filho ideal e predileto.B. arrombaram o salão de cultos e pegaram todos os móveis. porém.L. Deixou.P. o missionário S. nessa ocasião tudo correu normalmente. visitando a Vila de Cambuci. PERSEGUIÇÕES EM NITERÓI A Igreja Batista de Niterói. como pai que era de todos os alunos. não onde o Dr. Soren. na abertura do colégio. Porque ali estava o meu pastor. diretor do colégio. inclusive púlpito e órgão. cheios de ódios."Nas reuniões dos voluntários para o trabalho missionário.Deter.

Joaquim Fernandes Lessa realizaria. mesmo tendo esse partido do clero católico romano Depois desse fato tão desagradável. tomando conhecimento de que o Pr. onze batismos. Joaquim Lessa retornou à igreja. isso trouxe um certo abalo. Usou o jovem Francisco Nunes para perseguir o pastor Lessa. quando este viajava num bonde. para realizar trabalhos de evangelização e pregação do evangelho. como que a fazer-lhe ameaça. começou a desafiar e atacar Joaquim Fernandes Lessa. PERSEGUIÇÕES EM CAMPOS Em Rio Preto Em julho de 1905. I . o Pr. insultando o pregador.'" Foram grandes os prejuízos. Apesar 85 . No dia em que seriam realizados os batismos. Chegando à cidade. A imprensa independente. foi. e constituída de gente fraca de pecúnia. Quando o Pr. infelizmente. caleulados em cinco contos de reis.essa realizava a cerimônia. mesmo percebendo que chegava ali o perseguidor. "Ele ficou como petrificado e estático". 173. já lá estaria para alcançar o seu objetivo. lá estava Lessa. se pôs de cócoras. No dia seguinte. para a realização de sessão espiritual e de negócios. junto à cachoeira. Os dois discutiram fortemente e.feriram o Pastor Florentino Rodrigues da Silva. já que. Isso ofendeu um dos membros da igreja. O sub-delegado local. Francisco Barbosa Paes. liderada pelo árabe José Bitat. Vendo que Lessa se preparava para realizar os batismos. O clero. a uns dois metros do pregador. Lessa não se intimidava. Francisco Nunes afirmou estar ali para matá-lo e que. porém. que tornou-se servo fiel" ao Deus a quem perseguira com tanto rancor. Joaquim Lessa realizaria outros batismos no dia seguinte. para uma igreja tão fraca de recursos financeiros. Lessa não fosse molestado. cercado por uma turba multa que. como resultado de seu esforço evangelístico. quem é que encontrou lá. confiando só em Deus. condenou tal ato de agressão. tal prejuízo se mostrava muito maior. negociante local. entrou ele no salão de cultos. Para uma comunidade nova. na localidade denominada Rio Preto. no dia seguinte. à hora dos batismos. Sr. armado com um grosso pedaço de pau. havia tomado todas as providências necessárias para que o Pr. Em Dores de Macabu Em 18 de outubro de 1906. a igreja mudou sua sede para a Rua Itaboraí. e. com ele os candidatos que seriam imersos. à hora marcada para os batismos. Deus o dominara. não respeitava a Constituição. irmão do perseguidor. Joaquim Fernandes Lessa chegou a Dores de Macabu. Satanás construiu uma de suas artimanhas. O coração do jovem foi tocado. apresentando-se para dar profissão de fé? Era o "perseguidor Francisco Nunes. o Pr. sobre uma pedra. imediatamente. Calmamente. empunhando a arma. que tinha como guarda-costas um farmacêutico de sobrenome Athayde. Não satisfeito com essa vitória do evangelho.

eis que chega um portador. prosseguiu em suas ameaças: "Meu povo tudo tá qui. Contava com 25 membros. mais tarde. bem como duas dezenas e meia de outros crentes que ali residiam. pai de Alfredo Reis. os pastores Joaquim Fernandes Lessa. A casa permaneceu vigiada. Não é católico abostólico romano? Viva Nossa Senhora das Dores!". e o agente dos correios.F. Carlos Boechat (de quem são parentes os pastores Emiliano e Clério Boechat). que. o policial enviou a Pádua os jovens Suetônio Sardenberg e Joaquim Rosa. Lessa não se impacientou. um dos fundadores da igreja. deveria tomar as providências que o caso exigia. local de realização de grandes eventos do trabalho batista fluminense. o sub-delegado. uma triade composta de um negociante português. em 1909. consagrado ao ministério sagrado. como também. nem se amedrontou. o Pr. juntamente com o seu esposo. foi organizada a Igreja Batista de Aperibé. de nome Bragança. Outro membro fundador dessa igreja foi o farmacêutico Antônio Teixeira Barbosa. um farmacêutico. que viria a ser. levantaria os ânimos da população contra Joaquim Lessa. da cidade de Santo Antônio de Pádua. assim. de nome Abreu. com o seu português maltratado. gozava de certa influência local. senor não pode. o Sr. informando que os inimigos estavam reunidos para marcharem para Aperibé e que ele. começaria a atacar os "inofensivos batistas. por ordem do sub-delegado dc polícia.de suas providências. Quando o culto já caminhava para o final. Evaristo Reis. A reunião seria realizada na casa do Sr. naquele dia. amigo do evangelho que lá residia. que viriam para realizar a pretendida expulsão do farmacêutico. Achilles Barbosa. em número de 200. cujo trabalho de sapa estendia-se até aos municípios vizinhos". para requisitarem força embalada a fim de garantir a vida dos crentes. ninguém pôde impedir que. Otávio Diniz. em meio ao ataque. A organização deu-se na residência do Sr. 86 . A. irritado gritou: "Senor não sorri. Souberam eles que. de beste e braga. O plano era expulsar da cidade o irmão Antônio Teixeira Barbosa. Sr. "por moços possantes para que não consentissem entrar ninguém suspeito". (1) PERSEGUIÇÕES EM APERIBÉ A cidade de Aperibé seria palco de muitas perseguições aos crentes.Dejanira Barbosa. Deodoro Sardenberg." Pensando que. o tal árabe tomasse a palavra ameaçando. trazendo uma carta do Sr. Castro. que viria a ser. o pastor: "Se vemos que veiu aqui bara cornbra e vendi nos está bronto recebe senô. arregimentar "alguns malfeitores". Isso desagradou o árabe que. dirigida ao sub-delegado de Aperibé. O povo prorrompeu num gesto único e demorado: "Viva!". também português. Somente sorriu. em Pádua. por conta e influência da primeira pessoa. Mas bara bregar religião brodestante de misséria. No dia 6 de janeiro de 1902. não!".Campos e José Nigro estariam em Aperibé. por ser farmacêutico. Propalaram que a referida tríade tinha conseguido. Imediatamente. Em 21 de novembro de 1902. pai de D. missionária dos batistas brasileiros a Portugal.

Mesmo porque oito soldados não dariam conta de uma turba multa amotinada. Mandarei pôr tudo na rua. só podia alugar uma casinha."' MANOEL NUNES SARAIVA. também. saíam a anunciar a mensagem salvadora do Senhor Jesus. Outro episódio ocorrido em Aperibé com o Pastor Kléber Martins revela bem o poder da oração feita com fé para livrar-se das perseguições. um bom homem. Entraram em uma floresta e aí se recolheram para orar. Kléber Martins. que. O Pr.liasar Rosa. como todos os bravos colaboradores que. vindo residir em Aperibé no ano de 1908. Joaquim Lessa comenta: "Foi um choque para todos. De maneira nenhuma nos gloriamos disso. Eram oito soldados que foram colocados à disposição da autoridade local. Os perseguidores do evangelho que não tinham desanimado de suas tramas contra os crentes. Kléber Martins ficou com a alma abatida e comentou o fato com o Pr. o último da trindade que dominava o lugar foi assassinado dentro de seu próprio lar nos braços da esposa. o Sr. É ele o pai do juiz Eliézer Rosa e do brilhante causídico F. dc Pádua para Aperibé. Bragança. Major Abreu.Lessa. E. comprar a tal casinha. que foram membros da Igreja Batista de São João de Meriti. porque.F. É assim que Deus age. do modo que ninguém esperava. Os inimigos só não viajaram. Daniel Crosland e J. No expresso daquele dia. Recebeu o título de "evangelista". UM MÁRTIR DO EVANGELHO NO ESTADO DO RIO Convertido ao evangelho ainda jovem. no ano de 1917. Mas bem se pode ver que a justiça a Deus pertence". porque. nos primórdios do trabalho batista no Brasil. desse modo. Manoel Nunes Saraiva tornou-se propagador ardoroso das boas-novas que aceitara. O perseguidor foi implacável e lhe disse: "Depois do dia marcado nem mais um dia. apesar de perseguidor. era. Esses buscaram o auxílio da autoridade das autoridades — Deus. Acontece que no dia marcado ele não pode mudar-se porque o Rio Paraíba tinha transbordado c inundado São Fidélis. dizem. porque a casa é minha". por fim. não era mau. Kléber Martins então marcou o dia de mudar-se. O Pr. Iria residir em São Fidélis. caiu forte tempestade naquela cidade. para. naquela noite. 87 . expulsar mais facilmente o pastor da localidade. um Sr. Rogaram muito ao Senhor para que o Pr. Pobre como cie também era. Resolveu o chefe dos perseguidores. Mais tarde desapareceu também o segundo perseguidor. chegaria a Aperibé o reforço policial pedido. acharam que era uma boa oportunidade para eles expulsarem dali o jovem pastor e sua família. pois no dia seguinte (9 de janeiro de 1908) a notícia se espalhou rápida: " O Major Abreu morreu repentinamente esta noite". dizem. Logo que comprou a casinha intimou o pastor a mudar-se.Joaquim Rosa veio a ser ordenado ao ministério sagrado. "alugou uma casinha de uma senhora pobre e velha". Kléber não viesse a sofrer tal vexame. Deus respondeu as orações.

que a Igreja de Lavras de Rio Bonito se dissolveu em 1906. pois vai dar muito fruto". em 1904. Lessa afirma que eles se mudavam "por causa das pesadas perseguições por parte dos católicos extremados". Durante o percurso. com 18 membros. Amarraram-no no animal e. Manuel Nunes Saraiva pregava. começou a trabalhar em nosso estado. como observa J. onde chegavam. entretanto. como o classificou A. organizada no dia 3 de maio de 1903. Não muitos dias depois de sofrer aquele atentado. Saraiva dizia que preferia as bem-aventuranças de Cristo que se acham registradas em Mateus 5:10-11. lugarejo do interior. tanto davam varadas no animal e no evangelista. os santos eram destruídos. como resultado do "esforço ingente do Pastor José Nigro". como os palhaços que anunciavam uma exibição de circo no interior. diante do acontecido. o "arrojado servo do Senhor". a notícia se propagava entre os crentes: " O irmão Saraiva morreu. O culto foi na casa do irmão Antônio Silva. foi pregar cm Imbaú. Durante o percurso. Na estação.Embora muito doente. Em resposta a esses. O povo criara um ódio terrível contra os crentes porque tinham espalhado por lá a idéia de que eles eram contra os santos c. com sol ou chuva. puseram-no num trem e o intimaram a seguir para Campos. perto ou longe. aqui e ali.F. Nada o demovia da vontade de pregar o evangelho. (1) Os irmãos dessa igreja estavam sofrendo terríveis perseguições. este jovem se punha a pregar. Foi receber o galardão de sua fidelidade ao Senhor. injúrias. dizia: "Não deixem de pregar neste lugar. próximo a Cesário Alvim. Na mesma região de Imbaú. levando-o para fora e fazendo-o montar de costas num animal.R.' 2 ' Tamanhas foram as perseguições. Em maio de 1906. se localizava a Igreja Batista de Lavras de Rio Bonito. Por ali passava apenas o trem da Estrada de Ferro Leopoldina Railway. hoje Rede Ferroviária Federal. Saraiva só não caiu porque estava amarrado ao animal. ele viria a sofrer uma das mais cruéis perseguições de que temos notícias no Estado do Rio. Mesmo assim. que este ficou horrivelmente machucado. E.Lessa. em meio ao trabalho de propagar o evangelho. Estava disposto a arrostar as perseguições. Manuel Nunes Saraiva era sabedor de toda essa situação. àqueles que presenciavam o seu sofrimento. de todos os maltrados sofridos pelos crentes. por amor a Cristo.Crabtree. nós diríamos: "Ele não morreu. (3) Passaram a dar bordoadas no pregador. Suas palavras tocavam os corações de muitos que se mostravam dispostos à conversão. o acompanharam até à estação de Cesário Alvim. Os efeitos das perseguições já haviam chegado a Imbáu. mas impulsionado pelo ardor evangelístico e imbuído de um grande desejo de levar a semente santa a todos os reeantos. gritando para os que pensavam serem convertidos ao evangelho: "Vocês vão ver." Diante da fibra evangelística de Manoel Nunes Saraiva. Em suas incursões evangelísticas. " n u m percurso de três léguas. ungido pelo Espírito Santo. quebrando a pauladas tudo o que ali havia. seus comedores de santo!". entraram os perseguidores. afrontas. algumas pessoas o aconselharam a pedir proteção ao cônsul de Portugal. município de Silva Jardim. tantos foram os membros que mudaram para outras cidades. ao ponto de quase todos mudarem para outras localidades." 88 . Saraiva conseguiu mudar de trem e seguiu para Niterói/ 4 ' Sendo Manoel Nunes Saraiva português. Não resistiu às conseqüências do espancamento. Em meio à pregação. de todos as perseguições que lhes movia o povo. Os perseguidores iam pelos caminhos.

subindo e descendo montanhas.Depois de experiência tão terrível. quando eu ali trabalhava como seminarista. Ele estava com mais de 70 anos. com alegria. Mais tarde. Mas ali não encontraram os donos. Nada. isto é. chegaram à tal casa. Depois da perseguição que o evangelista Manoel Nunes Saraiva sofreu em Cesário Alvim.B. mais tarde. Às 10 horas da noite. Por fim. com 142 pessoas. Estamos desejando muito que o Senhor nos mande um pastor ou evangelista para animar e desenvolver esta obra'. eles cantaram um hino para se fazerem conhecer. Eu o ouvia. tenho anunciado a salvação a uns e outros. depois das perseguições. cedo. de Campos. crente residente naquele local: 'Tenho a dizer-vos que. o irmão Alcides de Oliveira Quintanilha." (5) Tive o privilégio de conhecer o irmão José Nunes do Amaral. Pela manhã. que fora organizada em 10 de novembro dc 1908. foi organizada uma boa igreja. Naquele lugar. Ele fora batizado pelo missionário A. cuja distância era de quase quatro léguas. quem teria coragem dc voltar a esse lugar? Joaquim Fernandes Lessa escreve: "Houve um caso que é bem digno de referência. para visitar aqueles irmãos. enquanto o guia incrédulo segurava a vela. organizada em 18 de março de 1917. confiado cm Deus. teve o prazer de palestrar com um dos fundadores daquela igreja. viram uma outra casa ali perto. sendo apenas um lavrador. deram seus nomes e demais informações para que. pois é edificante. e já há alguns prontos a receber o batismo. porém. Temos também bom número de interessados. em 1? de agosto de 1907. Anoiteceu em meio da viagem. O Jornal Batista publicava a seguinte notícia do irmão José Nunes do Amaral. É Lessa. de onde vieram cartas demissórias 89 . tenho posto em prática o meu pequeno talento. Acenderam uma vela e. no terreiro da casa. Mas ninguém apareceu. Era a residência de um interessado no evangelho que. recebeu-os com alegria. que escreve: " O pastor Lessa e o missionário Crosland seguiram. A sua carta. o guia foi embora e eles passaram aquela noite chuvosa do lado de fora. apelando por ajuda. alguns dos quais já haviam dado o seu testemunho perante o saudoso irmão Saraiva. Realizaram algumas reuniões. Arranjaram um guia que os conduzisse à casa de José Nunes do Amaral. Era o estimado irmão conhecido por "Digo do Amaral".Christie. fazendo-o render. e nas suas promessas. procuraram o cartório de paz. ao vê-los. Quando ali esteve o autor desta obra. Segundo minhas fracas forças. e o Senhor tem sido misericordioso para comigo. e não tendo esses obreiros achado autoridade em Capivari pronta para defendê-los. Todavia. se conseguia saber de como estavam os irmãos passando ali. em 1950. batizaram 12 pessoas que tinham professado a fé perante o saudoso irmão Saraiva. que naquela época contava 75 anos de idade. em 1976. publicada em o O Jornal Batista naquele ano dc 1907. ainda. na Igreja Batista de Correnteza. narrar muitos fatos relacionados com a implantação do evangelho naquelas plagas. poderem ser dadas notícias a seu respeito. no caso de serem atingidos por perseguições. na Igreja Batista de Araruama. teve resposta na pessoa do secretário e do missionário. a pé. Tempo chuvoso e caminhos ruins. ninguém mais voltou ali para pregar." (6> Hoje existe em Imbaú uma forte igreja. Ali chegaram a 1? dc outubro daquele ano. Como continuassem as ameaças de morte. Nunca tinham eles ido àquele lugar. Mas a semente lançada naquele lugar germinou e deu frutos. não tenho grandes habilitações para a pregação do evangelho de Jesus.

entidade que viria a ser uma grande força no progresso da obra batisia no Estado do Rio. deixou um exemplo de zelo. Do principio ao fim foi uma das mais notáveis reuniões de batistas a que jamais assisti no Brasil. José Quintanilha Costa Lea!. Aqui transcrevemos o histórico: "Primeira Reunião Anual da Associação Batista Fluminense. Assis Cabral. tendo apenas um lençol para o proteger das intempéries. atestando a confiança do povo da região nos servos de Deus. não obstante terem sofrido com o êxodo rural. publicou uma resenha histórica do evento que veio da lavra do pastor Kléber Martins. pastor da Igreja do Fonseca. residindo em Brasília. sacrifício e consagração que impressionou a seus colegas e amigos. com a Igreja Batista de Aperibé "A organização dessa associação marca uma época na história da Missão de Campos. É que a semente. Não foi em vão que o sangue do irmão Manoel Nunes Saraiva foi derramado naquele campo. que a pastoreia por mais de 20 anos. fora regada com sangue. o grande teólogo e historiador batista."Era um dos mais arrojados evangelistas do Brasil.para a organização da Igreja em Imbaú.7) Referindo-se ao caráter do irmão Saraiva. Era tão abnegado que não cuidava devidamente da saúde. Doze pastores atuantes na obra do Senhor são filhos dessa terra — Isaac da Costa Moreira. . <8) Crabtree. Cândido Inácio da Silva. Na cidade. Walter Gomes Pereira. Militão Pereira de Andrade. pastor da Igreja Batista de Caramujo. foi organizada a Associação Batista Fluminense. realizada no dia 5 de janeiro de 1907. Senão.. comentou sobre o caráter de Saraiva. ex-diretor do Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira e. por ele lançada. Já dizia Tertuliano que "o sangue dos mártires é a semente do cristão". Dario de Oliveira. 90 . Muitos crentes têm passado pela Câmara dos Vereadores. David Francisco de Oliveira. Niterói.óta e David Francisco de Oliveira. de que ali seriam colhidos muitos frutos. O O Jornal Batista. atualmente (1991). David Pereira de Andrade. no templo da Igreja Batista de Aperibé. Sua profecia. Essa igreja teve pastores da estirpe de Christie. formado pelo Seminário Teológico Batista Fluminense. os evangélicos gozam hoje de grande conceito." 191 Imbaú estava mesmo predestinada a dar muitos frutos. no dia 5 de janeiro de 1907. estudando a Bíblia e passando noites quase inteiras no chão duro. vejamos: O município dc Silva Jardim tem várias igrejas. Glória a Deus por isso! ORGANIZAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO BATISTA FLUMINENSE Sentiram os líderes do campo batista fluminense que deveriam promover a organização de uma entidade que viesse a congregar todas as igrejas para poderem melhor expandir a obra do Mestre. Honório de Souza. de 24 de janeiro de 1907. Silas da Costa Moreira. ex-presidente da Ordem dos Pastores do Distrito Federal. Jessé Moreira. José I. Todas são florescentes. Niterói. Joaquim Fernandes Lessa acentuou: "Esse moço foi sempre de grande valor pelo seu zelo espiritual e pela extremada dedicação à Causa de Deus". cujo primeiro pastor foi o missionário Christie (18/3/1917/ — 3/6/1920). Ozimar Machado Leite. veio a se cumprir. Assim é que.. Isaías Moreira de Farias. Enete Francisco de Araújo.

que é esta: 'Quem não quer dormir na esteira. o pastor Lessa inciou os trabalhos da associação com a leitura da Palavra de Deus e oração.F. Benedicto Pereira Antunes. e em tão boa harmonia que nos parecia estar assistindo aos trabalhos de uma associação estabelecida c bem organizada. da Igreja do Alto Macabu — diácono Luiz Ovídio Firmo. "Tudo foi feito em pouco tempo.Leão. Para dirigir os trabalhos da Associação foi eleita a mesa seguinte: Pr. O tema do estudo na Associação foi: 'Os requisitos para ser um verdadeiro ministro do evangelho'. Não podemos deixar de p ô r em relevo aqui uma frase feliz que ele teve no decorrer do seu tema. orando pela alma do seu próximo. Antônio Américo da Silva. Manoel de Menezes. não puderam fazer-se representar. Joaquim Rosa. da Igreja de S.Peixoto. Pr.F." N a primeira oração sentimos a presença de Deus.Maia. o amor fraternal que reinou. Augusto de Menezes. Evangelista Kléber Martins — Secretário. "Esse irmão foi logo ao âmago do assunto. Leôncio G. Luís Alves. O Rev. Leonel Eyer.Crosland — tesoureiro. mas o conceito é real e verdadeiro. por diversos motivos. o poder espiritual que encheu os corações de todos os oradores. Joaquim Martins da Motta. Júlio Martins Vianna. com ordem e método. Laurindo P. Às 10 horas da manhã do dia 4 de janeiro. Joaquim Lessa — presidente. É este espírito que abriu o coração negro da África. adotados os Estatutos e Regimento Interno e recebidas as cartas-credenciais dos representantes das nove igrejas que se fizeram representar na organização. A. D. foram a feição característica de todas as reuniões.P. C. tendo sido eleita uma mesa de oficiais. da Igreja de Ernesto Machado — Eurico Gambeta Pereira dc Almeida. D. não é ministro verdadeiro'. Domingos Francisco dos Santos. da Igreja do Rio Preto — diácono Josué de Souza Filho. Nogueira. Crosland. Pr.Antônio de Pádua — João Caetano de Oliveira. Joaquim Lessa. Nogueira. A harmonia que prevaleceu. evangelista Kléber Martins. Pamphilio Ludolf. no templo da Igreja Batista de Aperibé.Crosland expôs as razões e a necessidade de organizar uma Associação Batista na Missão de Campos. Virgínio José Villement. Domingos José de Souza. A expressão é jocosa. da Igreja de S. "Nosso irmão Leonel Eyer fez um bom discurso sobre o tema: 'Que 91 . Outras igrejas. Antônio A. "Às onze horas da manhã conseguiu-se acabar a organização. O grande Livingstone morreu ajoelhado no interior da África. da Igreja do Rio Negro — João Menezes. Fidélis — diácono João C. Reis. da Igreja de Bom Jardim — diácono Joaquim C. Evangelista Alfredo Joaquim dos Reis — vice-presidente. Daniel F. Vicente Barreto. É este espírito que tem levado o evangelho aos confins da terra. Antônio G. da Igreja de Campos — Pr.Barbosa. apresentado pelo evangelista Kléber Martins.de Mendonça. depois de passar dias e até meses sem ter uma esteira em que dormir.dos Santos. São eles: da igreja de Aperibé — diácono Antônio T.

bondade manifestada não só em palavras. Esperamos que os irmãos daquela missão tomem em consideração as palavras do irmão Mendonça. Que o Senhor faça uso dele por muitos anos na associação. Esperamos que esse irmão esteja em caminho de ir aos Estados Unidos. onde poderá realizar em si mesmo tudo que disse sobre a verdadeira evangelização. O orador. original e muito útil. E se os batistas não se dispõem a fazer alguma coisa em prol da instrução de seus filhos. " O Pr. como também se comprometeram a arranjar. O irmão Alfredo Joaquim dos Reis falou sobre a necessidade de uma verdadeira evangelização. cada um. falar de tudo que se passou na Assembléia da Associação Batista Fluminense. Falou da necessidade de escolas diárias e mui particularmente de educação de crianças na Palavra de Deus. sobre 'O que ensinam as Escrituras acerca do dízimo?'. Ele sabe o que a Bíblia ensina sobre este assunto e dispõe-se a viver e a ensinar de acordo com ela. e mandem seus filhos regularmente à Escola Dominical. Mendonça falou sobre as vantagens de uma verdadeira educação. revelou ser excelente pregador se Deus o chamasse para esse fim. pois que todos os representantes das igrejas. Foi uma idéia. é o nosso desejo. acima mencionados. O seu discurso foi impressivo. não somente assinaram o jornal. " O Pr. "A primeira parte do dia cinco foi ocupada com a discussão sobre como dar impulso ao Jornal Batista e à nossa editora. e que se vulgarizem as escolas diárias onde as crianças aprendem a ler e a escrever. falou com clareza e com espírito de um verdadeiro pregador. com o que findou o primeiro dia — um dia fértil em trabalhos e bênçãos. O irmão Alfredo é um dos moços mais esperançosos que temos em nosso trabalho no Brasil " N ã o podemos de modo algum. quem o fará por eles? Por que não poderemos ter uma boa escola diária em cada igreja batista? Precisamos de uma nação de batistas educada e preparada para a vida por mestres batistas.faremos para promover o desenvolvimento espiritual das igrejas da associação?'. porque ele pratica aquilo que pregou. "Necessitamos de estabelecer colégios onde nossos filhos possam ser educados livres do contato do romanismo. Muito gratos ficamos pelas bondosas referências feitas ao nosso jornal. duas assinaturas entre os incrédulos. Esperamos que haja muitos outros na mesma missão possuídos da mesma liberalidade para com a causa do Senhor de que está possuído o irmão Joaquim Coelho dos Santos. que então ouvimos de nossos irmãos. onde aprendam a pensar em vez de aprenderem a rezar. mas em fatos. "Às onze horas desse dia falou o diácono Joaquim Coelho dos Santos. O . 1. Quando chegará esse dia? "Respondemos: Quando nós. Estamos informados que no ano corrente esta missão fez muito progresso no que respeita às contribuições. neste breve esboço. como denominação. cremos. nos unirmos e cooperarmos juntamente para esse fim. e outros que falaram sobre o mesmo assunto. a nosso ver. Carlos de Mendonça pregou um bom sermão sobre I Cor.

dada a sua conversão ao evangelho."' 1 ) ASSOCIAÇÃO DO HOSPITAL EVANGÉLICO O ideal de se organizar um hospital evangélico surgiu logo nos primórdios do trabalho batista no campo fluminense. arrolar 600 sócios. O que compelia os batistas a esse ideal era: 1) o mal tratamento que recebiam os crentes nos hospitais em que eram atendidos. uma sugestão sábia e proveitosa. em 1913. nem se pensava em assistência social vinda da parte do governo. O irmão Crosland ficou contentíssimo por ver um ano de trabalho persistente coroado com tão glorioso sucesso. dos espiritualmente mortos. A Caixa de Socorros Mútuos conseguiu. 2) um hospital seria excelente meio de evangelização. visto que. Os crentes. crentes ou não crentes seriam igualmente bem tratados. Isso prova o grande interesse daqueles crentes no estabelecimento de uma obra de cunho beneficente e social. quando foi criada a denominada Caixa de Socorros Mútuos. Primeira Tentativa de Organização Corria o ano de 1920. mostrando um considerável aumento no número total de membros. que a Associação do Hospital Evangélico começa mesmo a ganhar corpo. guardasse o cadáver até apodrecer e largar um fétido insuportável'. nele. organizando a Associação do Hospital Evangélico. ele seria instalado. O movimento em favor da Caixa dc Socorros Mútuos foi de grande valor. porém. na cidade de Cantagalo. Decidiu a Assembléia do Hospital Batista que. pois que. Os crentes estavam ansiosos para verem instalado o tão almejado hospital. Foi. de início. cuja finalidade era ajudar as famílias dos associados falecidos. e ainda assim foi o ano mais próspero de todos. então. em termos financeiros. O ardor do Pastor Leonel Eyer e de um pugilo 93 . Não podemos deixar de mencionar aqui uma sentença sua: 'Alguns de nossos irmãos não gostam de dar o seu voto para exclusão. Que Deus abençoe esta associação. O irmão Lessa tem se esforçado pela pureza das igrejas. em 1909. 3) os crentes poderiam receber maiores benefícios. um grupo de irmãos se reuniu.irmão Joaquim Lessa. É notável que durante o ano passado foram excluídas das igrejas das missão 135 pessoas. em todos os assuntos discutidos teve uma palavra de conselho. exercendo uma ativa disciplina. lembrando uma pessoa que. ainda que a título precário. até que se conseguissem as verbas necessárias para a construção de um edifício onde o hospital funcionasse permanentemente. assim. Com esse ideal em mira. testemunhando-se. naquela época. Mostra-se um hábil administrador que promete grandes coisas no trabalho da associação. que viria. se mostraram cÔnscios de suas responsabilidades de se socorrerem mutuamente. tendo sido eleito como seu presidente o irmão Antônio Rodrigues Maia. A igreja que mais prospera é aquela que em tudo procura fazer a vontade de Deus. do evangelho. das igrejas. depois de lhe morrer uma pessoa em casa. moderador da sessão. a ser ordenado ao ministério da Palavra. não muito tempo depois.

meteu ele mãos à obra. vogais. Bom Jardim. Por isso. adoeceu e. Aceita a sugestão. Pádua. em janeiro de 1920. no Rio Negro. Elegeram para secretário-tesoureiro interino da associação do hospital. o tão sonhado hospital batista. como secretário-corréspondente-tesoureiro da Associação do Hospital Batista. Agora. a Associação 94 . totalmente entregue à causa do Mestre. A sua primeira diretoria compunha-se dos seguintes irmãos: Antônio Rodrigues Maia. abriu-se uma grande lacuna. a pedido da Igreja Batista de Sana. De tal modo se desenvolveu que. presidente. Seu batismo ocorreu no dia 15 de janeiro de 1905. os estatutos provisórios foram redigidos. primeiro-secretário.L.Dunstan. Foi eleito o Pastor Leobino da Rocha Guimarães. Mas deixara uma grande impressão em todos. no dia 17 de setembro de 1908. o Pastor Leonel Eyer.de idealistas contagiava o nosso povo. que. Tinha 34 anos quando faleceu. próximo à cidade de Cantagalo. seria organizado. segundo-secretário. desapontamentos. Aristides Lessa. José Arruda Silva e Antônio Portela. o cargo. falara alto do seu amor à obra. Foi em agosto de 1908. que surgiu a idéia de fundar um hospital batista. Alberto Vaz Lessa. Duas Barras e Cantagalo. definitivamente. Cantagalo seria a cidade privilegiada. Foi pastor das Igrejas de Sana. e a ata da instalação do Hospital Evangélico. o Senhor Jesus Cristo. Isso se deu no mês de maio de 1922. em pouco tempo. Conceição de Macabu. o irmão Joaquim Teixeira. vice-presidente. em 13 de janeiro de 1922. Carlos Gonçalves. desilusões. e em 01 de janeiro foi organizada na Igreja de Campos a Associação do Hospital Evangélico da Missão Batista de Campos. da qual era membro. tesoureiro. desapontamentos e até desânimos. A morte de Leonel Eyer foi uma enorme perda. logo se revelou na obra do Mestre. deixando o pastorado da Igreja Batista de Duas Barras. que residia em Cantagalo. Dois anos depois. Organização do Hospital Batista Apesar de marchas e contra-marchas. quando uma crente interna na Santa Casa de Campos faleceu sem assistência espiritual e foi sepultada sem que a igreja batista. Até 25 de janeiro de 1913. em 1923. Cremos que as grandes lutas o desgastaram muito fisicamente. Tibúrcio Manhães. Com ela. porque sua vida. finalmente foi marcada a inauguração do tão almejado Hospital Batista. de 15 de agosto de 1925. Jovem entusiasta. Movido por um grande ideal. ele passou a exercer a função de evangelista. aceitaria o da Igreja de Cantagalo. Citamos um resumo do histórico publicado em O Escudeiro Batista. "Depois de muitas lutas. como prosseguiria o ideal de um hospital batista? A morte do grande líder parece ter arrefecido o ideal que os batistas mantinham. Partira muito jovem o grande idealista. É que ali residiria o principal mentor do movimento pró-hospital. até que pudessem escolher quem ocupasse. fosse avisada. foi ordenado ao ministério sagrado. Leonel Eyer foi um dos jovens batizados pelo missionário A. ele passava aos braços do seu bendito Salvador. no sentido de contribuir para essa construção.

porém. a propriedade em que foi instalado o hospital. inaugurado. De 1909 a 1915. sacrificando-se em tudo e tudo sacrificando em favor do Hospital Batista. foi comprada em Niterói. que a manutenção do hospital seria difícil. da imprensa e demais pessoas. Pastor F. Mululo da Veiga. em abril daquele ano. entrada de doentes — 30. Faria Júnior. a quem cabia o privilégio de levar o hospital à sua realização. O princípio foi bom. O irmão Leonel foi chamado à presença de Deus em 13 de janeiro de 1922.' "Durante os três primeiros meses. cargo que ele exerceu com tal atividade.F. ela começou a ter as suas reuniões anuais com a Associação Batista Fluminense. fazendo tudo com tanta precisão. membros da diretoria e representantes de muitas igrejas do Estado do Rio e da Capital Federal. ele fecharia suas portas. houve o seguinte movimento no hospital: receita — Cr$ 39.80. deixando grande dívida para o campo batista fluminense. I í 1 [ í j j | j j | j > | j i do Hospital Batista existia como corpo separado da Associação Batista Fluminense.00. Assim. alinhou as razões que levaram o hospital a ser descontinuado: "Se o hospital não pôde continuar. com um bom programa e. que foi presidente daquele hospital. concorreram para impedir-lhe a marcha. professor no Colégio Batista e no Colégio Militar do Governo Brasileiro. o Hospital Batista estava fadado a tornar-se em um grande hospital. Júlio César de Noronha. Agostinho Bretas. Dr. O Pastor Manuel Avelino de Souza. depois de uma fervorosa súplica pelo presidente da associação. Sr. do Gabinete Médico-Legal. na cidade de Niterói.Presidente do Estado do Rio de Janeiro. Getúlio Pereira de Macedo. Santa Rosa."" 1 Quanto às propriedades adquiridas. mortos — 10. ex-diretor do Hospital São João Batista. no entanto. o irmão Leonel Eyer foi eleito seu secretário-arquivista e. A visão errada de ser instalado em um bairro um tanto longe 95 I ! e .| . Finalmente.210.D. mas por causa de diversos fatores alheios à sua e nossa vontade. Paulo César. mas era evidente. foi eleito secretário-tesoureiro do Hospital Batista o Pastor Leobino Rocha Guimarães. a perspectiva foi boa. que nada escapava às suas vistas. Este levou muitos anos para resgatá-la. com a presença dos Drs. Diretor Técnico interino. em 1916.. Em maio do mesmo ano. Feliciano Sodré. representando o Corpo Administrativo do Hospital Evangélico. pela quantia de Cr$ 50. solenemente. da qual passou a fazer parte integrante. às três horas da tarde. 'Aos dezenove dias do mês de julho de 1925. 245. desde o começo. ao fazer o necrológico do Pr. presidente da Associação do Hospital Evangélico. Leobino da Rocha Guimarães. João Walmer. Sr.. Alcides Figueiredo. Prof. Diretor do Colégio Batista Feminino da Capital Federal. Vários fatores. pelo Exmo. Martins Torres. Representante do Presidente do Estado. curados — 05. foi. não foi pela falta de esforço e providência. a direção da Associação do Hospital passou por diversas mãos e. em 1932. seu tesoureiro e secretário-correspondente. melhorados — 16. à Rua Dr. e franqueado ao público. Naquela data. o Hospital Batista. Estado do Rio de Janeiro.000. representante do Exmo. M.Soren.

e de difícil condução, a grande depressão causada pela guerra de 14-18,
a fundação de instituição congênere em local muito mais accessível,
a falta de frutos suficientes e permanetes — tudo isso concorreu para
fechar o hospital ." (2)
CAMPANHA DE COMBATE AO FUMO
"Naqueles dias os crentes fumavam", escreve o pastor Sebastião Angélico
de Souza. E prossegue: "Meu pai fumava quando foi batizado. Deixou porque
achou que crente não deve ter vício nenhum. Mas, agora, sob a orientação do
Pastor Alfredo Reis, a igreja deliberava combater o fumo. Aos fumantes foi
dado o prazo de 90 dias para abandonarem o vício. Esgotado o prazo, não houve
prorrogação. O resultado foi a exclusão de muitos membros. Não soube quantos
deixaram o vício e voltaram à igreja".' 1 '
A campanha antitabagista começou com os nacionais. Sentiam que a pessoa
que se convertia realmente devia desprender-se de qualquer vício.
O irmão Pedro Gomes, membro da Igreja Batista de Aperibé, a v ô do
brilhante advogado, Dr. Celso de Oliveira, foi um dos pioneiros nessa campanha.
Lutou para que as primitivas igrejas do estado combatessem o vício do fumo
e só aceitassem como membros aquelas pessoas que houvessem se libertado desse
vício.(2)
Comentando sobre a obra de evangelização, em 1905, J.F.Lessa assim se
refere ao irmão Pedro Gomes:
"Entre eles contava-se o irmão Pedro Gomes da Silva, de Pádua,
mas membro de Aperibé. Era um irmão de cor, analfabeto, mas de
uma dedicação invejável, por isso que no seu trabalho, todo voluntário, conseguia atrair muitas almas para o Senhor Jesus".' 3 '
Diz-se que missionário A.B.Christie foi questionado, lá pelo ano de 1911,
mais ou menos, sobre a possibilidade dele engajar-se de corpo e alma nessa
Campanha Antitabagista. Naturalmente que ele não se opôs à mesma, como
se devia esperar, tornado-se seu grande defensor. Teria dito a alguém que ele
se achava numa situação meio constrangedora, de vez que o seu sustento vinha,
justamente, de pessoas que eram cultivadoras de tabaco em sua terra natal.
O fato é que a Campanha surtiu efeito c as igrejas, zelando pela doutrina,
iam, também, zelando pela saúde do corpo.
Igreja houve como a Primeira de Monção (Italva) e a de Tabua, que resolveram não excluir os que já fumavam por ocasião da conversão e os deixaram
no rol de membros até falecerem; mas foram, aos poucos, impedindo o ingresso
na igreja de pessoas que se diziam convertidas mas não estavam dispostas a
vencer o vício do fumo.
Hoje o governo está numa campanha cerrada contra o uso do fumo. Todos
sabem dos terríveis malefícios que ele tem causado à saúde. O fumo prejudica
o corpo do indivíduo, sua mente, suas economias, a sociedade e sua vida espiritual. Uma estatística publicada nos EUA informa que o aumento de casos
de câncer no pulmão é assustador.
"As descobertas dos doutores E.L.Wynder e Evarts A.Graham indicam
que 96,5% dos homens com câncer no pulmão eram fumantes. É
muito raro encontrar câncer de pulmão entre pessoas que não
fumam".' 4 '
96

Por saber dos grandes males que o uso do fumo causa à saúde é que os
crentes combatem, sem tréguas, esse terrível vício, A Bíblia diz: " N ã o matarás"
(Êxodo 20:13). Se em cada cigarro que o homem fuma ele perde 12 minutos
de vida, ele está, desse modo, cometendo suicídio, o que Deus abomina.
Uma grande contribuição que os crentes têm dado à pátria é o combate
aos vícios em geral. Os vícios do fumo, do alcoolismo, das drogas, do jogo,
etc. têm sido grandemente combatidos pelas igrejas do Senhor Jesus.
USADOS POR DEUS TAIS COMO ERAM
A obra do Senhor tem sido realizada por servos seus que, simplesmente,
se têm disposto a dcdicar-se sem barreiras, sem limites, sem reservas, ao seu
trabalho. Deus os tem usado como são: letrados, ou não; com uns ou outros
talentos; tendo feito cursos completos ou abreviados; vindos de grandes ou de
pequenos seminários; aos olhos humanos, reconhecidos ou não. Tais como são,
Deus os tem usado na sua seara.
Não tem sido diferente no campo batista fluminense. Desde o início do
trabalho, vemos servos do Senhor sendo usados das mais diversas maneiras,
entre as mais diferentes circunstâncias de vida.
Obreiros como Joaquim Coelho dos Santos, José da Silva Lóta, Antônio
Teixeira Barreto, Corundiba de Carvalho e muitos outros que, não tendo oportunidade de freqüentar mais que um curso primário, formaram-se na escola da
experiência de uma vida cristã toda entregue ao trabalho do Senhor e ao Senhor
do trabalho. Foram, poderosamente, usados na obra de Deus, tais como eram,
a despeito da limitação de cultura, compensada pela consagração de que eram
revestidos. Eles representam um belo grupo de obreiros, que ressaltam o que
Deus pode fazer através de pessoas que, embora humildes, se colocam inteiramente em suas mãos. (1)
Obreiros como Manoel Avelino de Souza, Fidélis Morales Bentancôr, Erodice
Fontes de Queiroz, Abelar Siqueira, João Barreto da Silva, Waldemar Zarro
e tantos outros que vieram depois de 1920, formados peto seminário do Rio
de Janeiro, tiveram a dita de um preparo mais esmerado para enfrentar as
condições culturais de sua época.
Ambos os grupos, representando estilos culturais diferentes, foram poderosamente usados pelo Senhor da obra. A ele estavam entregues. A ele se
dedicavam. Por ele foram usados.
Para homenagear essas duas classes de obreiros, escolhemos dois personagens — Joaquim Coelho dos Santos e Manoel Avelino de Souza. Este,
representando o grupo de estilo cultural; aquele, nos fazendo lembrar do grupo
de obreiros que contava, quase que apenas, com o preparo divino para o obra
do Senhor, nem por isso deixando de representar grande bênção para o trabalho
batista fluminense.
Joaquim Coelho dos Santos
Joaquim Coelho dos Santos se converteu em 1899. Foi tocado pelo cântico
convidativo do hino que diz: " O h ! tão cego eu andei, e perdido vaguei..." (n?
396 do Cantor Cristão), e pela mensagem do Rev. Henrique Louro de Carvalho.
97

Foi um trabalhador infatigávcl, quando era diácono e evangelista. Por isso
mesmo, decidiram ordená-lo ao ministério da Palavra. Foi consagrado no dia
30 de maio de 1909, tendo logo assumido o pastorado da Igreja Batista de Aperibé,
onde permaneceu por dez anos. Fm 1919, passou a pastorear a Igreja Batista
de Macuco, onde permaneceu por 38 anos.
Em seu longo pastorado, organizou treze igrejas e viu se entregarem ao
ministério vinte jovens, entre os dois mil crentes que ele batizou. O Pr. Erodice
de Queiroz foi um desses jovens.
Era um grande evangelista. Por isso, em sua época, era o pregador mais
convidado para conferências evangelísticas. Ouvi-lo era um prazer. Homem de
pouca cultura, mas de grande unçáo espiritual, que sempre arrancava lágrimas
daqueles que o ouviam.
Em tempos em que o evangelho suscitava perseguições, sofreu, quando
da realização de doze batismos no Rio Paraíba do Sul, na localidade de Portela.
Apareceram cinqüenta homens armados, com o firme propósito de tirar-lhe a
vida. O Senhor, porém, o poupou.
O nome de Joaquim Coelho dos Santos simboliza a vida de pastor real
e inteiramente dedicado à causa' do Mestre.
Manoel A^Iino de Souza
Manoel Avelino de Souza nasceu a 10 de novembro de 1886, no município
de Santa Inês, na Bahia. Foi batizado no dia 09 de dezembro 1906, pelo Pr.
Alexandre de Freitas. Depois de formado pelo Seminário Teológico Batista do
Sul do Brasil, em 1916, doutourou-se também em Filosofia, e passou um ano
estudando nos Estados Unidos da América do Norte.
Assumiu o pastorado da Primeira Igreja Batista de Niterói em 1917,
dirigindo-a até 1962, quando o Senhor o chamou para si.
Teve o privilégio de construir dois templos para sua igreja. O primeiro
era, na época, um dos maiores do Brasil, e serviu por muitos anos à igreja.
Sentindo que aquele já se tornava pequeno para a igreja, começou a construir,
na década de 50, o segundo templo que é, hoje, um dos maiores do Brasil.
Conhece-se o gigante pelo dedo. E Avelino, pelas obras que realizou em todas
as esferas, portou-se como um verdadeiro gigante espiritual
Foi grande pregador, grande líder, grande educador. Foi, por várias vezes,
presidente da Convenção Batista Brasileira, e, por mais de duas vezes, da
Convenção Batista Fluminense. Pena rutilante, legou-nos ótimos livros que têm
servido muitíssimo à denominação.
Líder genuíno, Avelino transmitiu aos fluminenses uma orientação segura
e sadia. Graças à sua liderança e à de homens como Christie e Lessa, o Estado
do Rio conseguiu chegar ao ponto de desenvolvimento que alcançou e que a
tantos empolga e admira.

98

Capítulo VII

PERÍODO DE ORGANIZAÇÃO DE VÁRIAS
ENTIDADES E COOPERAÇÃO
PERSEGUIÇÕES EM FRIBURGO
Em 16 de agosto de 1908, a cidade de Nova Friburgo foi palco de perseguições aos batistas quando estes realizavam pregações na Praça do Suspiro.
Pregava o Pastor Kléber Martins, destemido obreiro, de grande consagração, quando um grupo açulado pelo clero católico, começou a dar vaias e a
fazer algazarras usando latas velhas, pedras, etc.
Quando chegou o momento do missionário A.B.Deter pregar, a situação
se complicou mais ainda. O missionário disse que tinha ido ali para levar ao
povo as luzes do evangelho. Os inimigos se aproveitaram dessas palavras e se
sentiram afrontados.
O jornal O Friburguense, que defendia os católicos, comentou:
"Foi nesse momento que chegou o Monsenhor Miranda sem acompanhamento nenhum, objetou pacificamente que luzes já as tinha:
povo de sobra, e ato contínuo, com dois ou três argumentos, deixou
sem fala seu antagonista.
"As primeiras palavras do monsenhor acenderam o povo, como que
por encanto, de todos os lados, estabelecendo a confusão. Eram
aplausos que entravam delirantes de toda aquela massa que se acercava de seu querido vigário, vitoriando-o e secundando-o na repulsa
aposta aos homens da seita batista.
" É difícil descrever o que foi aquela apoteose, o mais belo e merecido
florão que poderia receber de Maria em recompensa dos seus maravilhosos esforços em prol da Igreja c da fé". (1)
Já na terça-feira, dia 18, os católicos começaram a espalhar pela cidade
um folheto, convidando o povo a se unir para perseguir os crentes. O tal folheto
continha:
"Contando que os batistas pretendem repetir, hoje, na via pública,
uma pregação que constitui uma afronta à nossa piedade, aos nossos
99

brios de povo civilizado, aos nossos mais caros afetos e sentimentos,
afronta que não puderam levar a efeito, no domingo último, diante
da energia de nossa atitude, convidamos a população católica desta
cidade para uma reunião hoje, às quatro e meia da tarde, na Praça
15 de Novembro, para nosso protesto.
Basta de provocações!
Os católicos de Nova Friburgo".
Os batistas voltaram a pregar na praça. A Constituição da época, a de
1891, no artigo 1?, parágrafo 3?, rezava que todos os indivíduos tinham o direito
de liberdade de consciência. Estavam, portanto, os batistas escudados na Palavra
dc Deus e na Carta Magna.
Os católicos ferrenhos não queriam nem sonhar que houvesse crentes em
Nova Friburgo. Desejavam, a todo custo, sufocar o avanço do evangelho. Daí
recorrerem ao expediente de "vaias, insultos, pedras, corridas deveras nesses
atrevidos injuriadores do Brasil que os hospeda", como publicou o Friburguense
de 26 de agosto 1908.
Joaquim Fernandes Lessa comenta:
" O s cabeças principais do movimento eram, além do padre, o verdadeiro mentor, o prof. Bijú, do Colégio Anchieta, e o sub-delegado
Barber.
" O s ânimos entre o povo se exasperavam, pois duas correntes se estabeleceram na opinião pública. Eram os missionários D.F.Crosland
e A.B.Deter e suas famílias e também o evangelista Kléber Martins
os que tinham grande interesse em que a liberdade de consciência
e o respeito à Constituição Brasileira fossem garantidos. Seguindo
de Campos o Pr. J.Lessa, para auxiliar os irmãos em Friburgo, o
evangelista Kléber Martins foi para Campos, enquanto estivesse ausente
o Pr. Lessa. Por uns 12 dias consecutivos os batistas não conseguiram
realizar conferências na praça. Apelaram ao Presidente do Estado,
ao Chefe de Polícia, ao Ministro do Exterior com uma apresentação
do saudoso Dr. Nilo Peçanha. Nada conseguiram porque todas as
providências que as dignas autoridades tomavam eram anuladas por
um certo deputado e chefe político em Friburgo que dizia não ser
preciso mandar forças, porquanto tudo estava em paz, e que os
batistas estavam pregando com toda a liberdade. Cada dia se esperava a força na hora do trem. E era repugnante ver-se gente de gravata
levada de mistura com a garotada em plena Estação da Leopoldina
daquela cidade, a darem vaias aos batistas, especialmente ao nosso
irmão Leonel Eyer, que sempre ia à chegada do trem. Eram gaitas,
e assobios que eles usavam. A fim de resolverem tal situação, foram
a Niterói os Revs. Crosland e Lessa e, falando ao Dr. Chefe de Polícia,
Dr. Veríssimo de Melo, este pediu que eles não se retirassem para
Friburgo sem que a força fosse.
"Efetivamente no dia 31 de agosto embarcava para Friburgo, de
expresso, uma força de uns 50 soldados de infantaria e cavalaria.
Ao chegar o trem à estação, lá estava o irmão Leonel Eyer. Os garotos
de gravata, vendo a força, guardaram, bem desapontados, os asso100

que. onde os batistas já tinham sido perturbados pelo Monsenhor Miranda e o professor Plácido de Melo (Bijú). segundo constou. segundo ouviu-se depois. Nascimento Silva. se reuniram todos na casa de cultos. por meios capciosos. desarmado o soldado que guardava os batistas. arranjou uma grande reunião de desabafo para pedir ao monsenhor Miranda que não se retirasse de Friburgo. "Quando se aproximava a hora.B. foi realizada a conferência na melhor ordem. Na noite em que souberam os batistas que os italianos iam atacá-los. ao primeiro gesto. numa venda de um amigo. desmoralizado o mandarim Miranda. para que a grande colônia desta nacionalidade ali existente tivesse a devida reação. "Foi uma vitória completa. que era junto à casa de oração. O soldado recusou e. viessem os inimigos a atacá-los. disse que a entregaria se o comandante viesse apanhá-la e o retirasse dali. e pediram ao amigo Dr. Inventou. ordenou ele que tudo aquilo fosse retirado da praça porquanto ia ser o lugar ocupado pelos batistas e que não permitiria nenhuma perturbação. para uma função na praça. Assim aquele padre. digno delegado da cidade. com a banda de latas vazias pelos garotos.Deter. saírem ao socorro dos batistas. Mas. para que a cidade não perdesse tão ilustre figura.bios no bolso. Como Delegado Especial acompanhava a força o Dr. Manoel Gomes de Oliveira c Souza. O sub-delegado Barber fez tudo para que os batistas fossem desalojados daquela cidade serrana. Uma senhora de nacionalidade portuguesa veio ao delegado e pediu-lhe licença para a banda tocar ali às 4 horas da tarde. as senhoras e crianças foram guardadas no interior da casa. deixou-se ficar ali. repetimos: combinada a hora. estavam 20 homens. que tinha como escrivão o Sr. um soldado para guardar a casa durante a noite. Distribuída a força pelas esquinas da praça. que sempre teve Friburgo como uma fazenda sua. por fim. Igualmente. em frente à casa de cultos. " O plano era. "Nesse mesmo dia. o Delegado Especial fez fixar nas esquinas da praça um edital proibindo qualquer perturbação à reunião dos batistas. Barber disse: 'Deixa. Estava. dizendo que contra a força não há resistência. à meia noite. Soube-se no dia seguinte a esse atentado que. na Loja Maçônica. Raul de Oliveira. Em vista de tal envergadura o Sr. o sub-delegado Barber.Lessa e o missionário A. os inimigos mandaram para a referida praça uma porção de estantes e outras coisas de uma banda musical. vamo-nos embora'. guardados e prontos para. o sub-delegado passou com a sua ordenança em frente à casa de cultos e pretendeu desarmar o soldado que no portão guardava os batistas. Todo o ardor do inimigo 101 . havia também um grande grupo a favor dos batistas. falando o pastor J. Ato contínuo. que os batistas eram contra os italianos. Enquanto os homens velavam. pois. que para honrar a sua palavra tinha que se retirar de Friburgo. alegando que o comandante da força é que havia ordenado que ele entregasse a arma. Combinada a reunião para as 4 horas da tarde desse mesmo dia na praça principal.

Ultimamente. era reconhecido como um intelectual de proa. a polícia lho proíbe.. "A chamada igreja batista ali goza da mais ampla liberdade de culto e propaganda. chegando ao extremo de mostrar à multidão um fragmento de pano e exclamar em assomo de patriotagem: 'Eis o pedaço de bandeira espedaçada no Rio pelo vigário católico!'.terminou com a estrondosa vitória da reunião em praça pública garantida pela polícia". cujas prédicas se iriam efetuando em lugares cada vez mais próximos da igreja matriz." A MISSÃO CAMPISTA ABRE TRABALHO EM MINAS GERAIS A Igreja Batista de Pádua sempre teve grande ardor evangelístico. aqui do Rio de Janeiro. em torno do pároco de Friburgo.. reuniram-se os católicos. Ridículo expediente para açular injustas paixões.aet. ferocíssimos. mas não sorria isso aos provocadores que. então. o que não deixava de ser original. católico até à medula e muito intolerante. o incidente em Friburgo não passa de minúscula agitação hábilmente provocada pelos batistas da localidade. Daí protestos estrepitosos. resolveram 102 . querem em local fechado. Quando operários. c ferindo pugnas mortíferas. "A reação. e. ' ' E m seus discursos o pastor protestante invectivava o clero católico. Os poderes públicos. e que só por si dá a medida dos sentimentos evangélicos de quem a isso recorreu. Como o município de Pádua faz limite com o Estado de Minas Gerais. têm dois pesos e duas medidas. Imaginações ardentes figuram na aprazível cidade serrana. e. Ainda bem que nisto nada mais há que o nervosismo de alguns cérebros enfermiços! Reduzindo às suas verdadeiras proporções. como era natural. No episódio sobre as perseguições aos batistas em Nova Friburgo. Em Friburgo manda-se força numerosa para asegurar ao protestante o direito de heresia e do acinte à opinião religiosa do povo.<2) O Dr. levando para as ruas e praças um harmônio ou realejo. discutir seus interesses. disse o seguinte: " E m Friburgo. ele não se conteve. obtiveram a intervenção de outras mais altas autoridades policiais e um aparatoso reforço de tropas. em uma sala. e aclamações ao pároco e aos oradores católicos. Manteve polêmica com o pastor presbiteriano Álvaro Reis. dois partidos armados. e a efervescência foi crescendo quando se propalaram os intuitos dos batistas. porém. não tardou a manifestar-se... organizaram aqueles protestantes uma série de prédicas ao ar livre. que é um ilustrado e virtuoso sacerdote. "A polícia friburguense corretamente se limitou a impedir qualquer violência a pessoas ou coisas. com arreganho autoritário. escrevendo para o O Jornal do Brasil de 6 de setembro de 1908. dando-se como ameaçados. Carlos de I. que era carolíssimo. nesta singular democracia. conforme lhes dá na gana. já se elevaram os fatos à categoria de uma guerra religiosa. "Eu não quero aqui discutir o que contra o bom senso e a imparcialidade haja nessa proteção oficial dispensada a uma propaganda importuna e provocante.

nas águas do Rio Caparaó. JUNTA ESTADUAL Como o trabalho experimentava certo progresso. ocorrida em 5 de setembro de 1912. contribuindo para a formação de outras igrejas naquelas plagas. Era preciso ir mais longe. D. deixou a cidade de Pádua e foi residir em Santa Rita do Glória.Crosland. foi ajudar o missionário Crosland. passou a residir cm Pádua. onde era bom cooperador. Com esse pensamento em mente. entre outros. como os de Joaquim Alves Pinheiro. Alice Reis. contando no seu rol 71 membros. em 1907. Esse foi ministrado pelo missionário D. Ele aceitou o desafio e. foram servos do Senhor que. alcançando os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Outros servos do Senhor dedicaram-se ao trabalho no Estado de Minas. (1) Outro obreiro que impulsionou o início da obra em Minas Gerais foi o evangelista Antônio Rodrigues Maia que. conseguiu ver cinco pessoas prontas para o batismo. a Igreja Batista do Glória. (2) Como resultado dos esforços empreendidos naquela região. Ali sentiu a grande necessidade de pregar o evangelho no Estado de Minas. pregavam em fazendas situadas no Estado de Minas. Foi convidado para pastoreá-la o missionário Crosland. O missionário Daniel Franck Crosland que.os irmãos daquela igreja estender seus trabalhos evangelisticos até aquela região da Zona da Mata. viria a ser pastor. transferiu-se para Santa Rita do Glória. Na terceira Assembléia da Associação Batista Fluminense sentiram os irmãos que os limites da Missão Campista deveriam ultrapassar o Estado do Rio. foi decidido que se criasse uma junta que seria formada de obreiros dispostos a dar boa parcela de seu talento e cooperação no desenvolvimento da causa do Senhor no campo 103 . com sua dedicada esposa. mais tarde. Tendo ele verificado que os crentes de Pádua estava ansiosos para ampliar as tendas do evangelho naquela região. o evangelista Arquimedes de Roure se transfere de Macaé para São Paulo dc Muríaé. até a ordenação e posse do evangelista Antônio Rodrigues Maia. era muito zeloso no sentido de atrair jovens para auxiliá-lo na obra de evangelização. Assim é que. Como o trabalho em Minas "ganhava raízes". Deixando o trabalho que realizava em Campos. já com o missionário Harold Renfrow como secretário-executivo. no dia 29 de outubro de 1911. em julho de 1909. ali permanecendo por algum tempo. foi aberto um trabalho em Estrela d'A!va e Pirapitinga.F. O jovem Pastor Alfredo Reis vai aumentar o grupo dos que estavam cooperando na obra do Senhor naquela região. em Pádua. novos esforços foram mandados para aquela região. Mais tarde. organiza-se. mas que se localizavam próximo ao seu município. cooperando muito para o desenvolvimento do evangelho ali. Após ingentes esforços. Como incentivadores do trabalho de evangelização no Estado de Minas Gerais. outros nomes devem ser mencionados. porém. providenciou para que fossem enviados vários evangelistas à região mineira referida. Pedro Gomes e Emerenciano Machado. como autênticos evangelistas. Augusto Magro e Antônio Dias da Costa.

as necessidades urgentes que se apresentam em a nossa Missão Campista.de Souza.Bratcher e Antônio Charles. Brisas do Campo. ao qual respeitamos e apoiamos.F'. na cidade de Campos. A. o O Escudeiro Batista é dirigido pelo Pastor Sócrates O. tiveram vida meteórica.Campos. no dia 1" de janeiro de 1909. A ela está afeto o movimento dos relatórios de estatística do campo e a manutenção do jornal O Escudeiro Batista". e mais cerrado combate na defesa dos santos ensinos da Palavra de Deus.F. sem com isso interferir na sua autonomia.^ OS BATISTAS FLUMINENSES E SEUS JORNAIS I.F. Compunham a junta pastores e missionários. Os Precursores São precursores todos os jornais fundados na época da chamada Missão Campista.F. Atualmente (1991). mas. de parceria com D.F. Esses. reunida com a Igreja Batista do Bom Jardim. Ebenézer Soares Ferreira. ou qualquer sentimento de oposição ao nosso útil e bem representado Jornal Baptista. (2) 104 . porém. O Órgão Oficial da Convenção Batista Fluminense Com a organização da Associação Batista Fluminense. Jair Vargas. que surgiu com o idealismo de Alberto Lessa e Cristiano Apostólico.M. Fidélis Morales Bentancôr. em Aperibé. L. com a finalidade de defender o seu redator. em parceria com J. os batistas fluminenses sentiram que era necessário criar um jornal que pudesse ajudá-los na divulgação de seus planos e no doutrinainento em geral.Lessa. John Mein e Lessa. Diário Evangélico. As reuniões se realizavam de três em três meses.fluminense. surgido com A. Pedro Madeira.F. União Batista Fluminense e Evangelista. foi criado o O Escudeiro Batista. A. II.Crosland. Nilson Dimárzio. Waldemar Zarro.Lessa. no dia 7 de janeiro de 1911.B." (1) O O Escudeiro Batista teve os seguintes redatores: J. sim. Óthon Ávila do Amaral.B. A junta não era uma autoridade eclesiástica.Crosland e o Pr. com sede à Rua Saturnino Braga. tendo sido publicados dezoito números desse jornal. cujo glorioso desenvolvimento requer mais cuidado na propaganda. Com essa finalidade.Christie. Apareceram também no cenário batista fluminense: O Evangelista. através de empréstimos.Lessa. 11. lomaej Sant'Anna. Como redatores foram escolhidos o missionário D. mas um meio de prestar esclarecimento e ajuda geral. J. Ei-Ios: As Boas-Novas. O objetivo era ajudar as igrejas na solução dos problemas que enfrentavam. Alípio Dória. os redatores apresentaram o motivo da criação do órgão: " O que determinou a publicação deste nosso periódico não foi nenhum esforço partidário. Essa decisão foi tomada na Assembléia da Associação Batista Fluminense. no dia 3 de janeiro de 1907. Na primeira página do primeiro número do jornal. "A junta sustenta o secretário estadual e paga as despesas de suas viagens.Christie. já referido em páginas anteriores. facilitando também as igrejas na construção de suas casas de cultos.

já haviam sido publicados 16 números. O Repórter — Segundo órgão da Associação Paraibana. Dirigiram-no os jovens Hélcio Vieira e Abdiel Duarte. Eli Francioni de Abreu. Melo. 10. Em 1928. Dirigia-o o Pr. 4. Assis Cabral. Ebenézer Soares Ferreira. O Batista da Baixada — Órgão da região niteroiense. Josué Garcia Cerqueira. O Leste Fluminense — Órgão da Associação Leste Fluminense. é o Órgão da Associação Batista Iguaçuana. 3. Apolinário de Souza. O Herói — Órgão da juventude suburbana. Foi seu redator o Pr. substituindo O Evangelista. Juventude — Fundado por Juvenil Lessa. Teresópolis Evangélico — Criado em 1968. Jornais Regionais (de 1923 a 1930) 1. Redatoriava-o o Pr. 9. 12. O Batista Macaense — Dirigido pelo Pr. 11. O Arauto Fluminense — Redatoriado por Helena de Souza. os seguintes irmãos: João Daniel do Nascimento. Foi seu redator o Pr. O Batista Suburbano — Fundado em 1955. O Batista Sudestino — Órgão da Associação Batista do Sudeste Fluminense. O Boletim — Órgão da Associação Paraibana. de Souza. Fidélis Morales Bentancôr. 5. O Evangelista — Dirigido pelo Pr. 105 . O Batista da Planície — Órgão da Associação Batista da Planície. Ebenézer Soares Ferreira. Jornais Dirigidos pela Mocidade 1. substituiu o O Batista Central. O Norte Batista — Segundo jornal da região norte-fluminense. 2. 2. O Extremo-Norte Batista — Órgão da Associação do Extremo-Norte Fluminense. redatoriado por Juvenil F. O Batista Iguaçuano — Fundado em 1978. Edmundo Antunes da Silva. de 1931 a 1939. teve como redatores. 6. Era redatoriado por Henrique Queiroz Vieira. 3. em épocas diferentes. em Valença. O Batista Merítiense — Redatoriado pelo Dr. V. Almenara — Órgão da região centro. Óthon Ávila do Amaral. Redatoriou-o o Jornalista Óthon Ávila do Amaral. 7. José Joaquim da Silveira. órgão da Associação Centro. Dirigiu-o o Pr.III. Jornais Regionais (surgidos depois da década de 30) 1. era dirigido pelo Pr. foi fundado em 1970. Gilberto Garcia. Jógli Feitoza. 4. era jornal da Associação Norte-Fluminense. O Destemido — Órgão da região centro. IV. criado em 1924. Ao que parece. 3. O Regional — Órgão da região macaense. Redatoriava-o Erodice de Queiroz. Assis Cabral. Arides Martins da Rocha. Era redatoriado pelos pastores Romildo Gomes Ribeiro e Vanildo Cavalcanti. era dirigido pelo Pr. Itamar F. 2. 8. Joaquim Rosa. em 1921. Manoel de Deus Nascimento. 5.

e Sebastião Faria de Souza com as igrejas de Sapucaia.da Silva. com 38 membros. viria a tornar-se realidade. organizada em 13 de março de 1904. as igrejas somavam 4. Com essas igrejas vieram os zelosos e dedicados pastores Manoel Avelino de Souza. Sapucaia. têm sido seus redatores: Ellen Márcia Berez. Nélio Wilson Lopes Sobral. No princípio. com 21 membros.B. quando as seguintes igrejas pediram sua inclusão no Campo Batista Fluminense: Niterói. e. número de janeiro de 1918. o número de membros dessas igrejas já atingira 760.E. Barra do Piraí. Temos a oportunidade de desenvolver o Estado do Rio c tomá-lo para Cristo se soubermos trabalhar em verdadeira cooperação. Gilson Antônio de Paiva Bifano. o seguinte: "A Associação será composta de 44 igrejas e o campo será todo o Estado do Rio de Janeiro. organizada em 22 de dezembro de 1908. Existiam duas missões. Clemir Fernandes da Silva.4. se compunha de nove igrejas localizadas desde Maricá até Sapucaia. com a igreja de Valença.Mariano Pereira. George Barbosa. em O Escudeiro Batista. Rogério da Veiga. Josué Ebenézer de Souza Soares. aquela. organizada em 23 de novembro de 1910.B. Paraíba do Sul. de 37 igrejas. J. Aparecida. Esse desejo. Maricá. 106 . em 1918. Aparecida e Barão de Aquino. organizada em 18 de julho de 1903. Valença. acharam por bem unir as duas missões numa só a fim de que fosse criado o Campo Batista Fluminense.265 membros. respectivamente. que já vinha sendo alimentado há alguns anos. É com prazer que recebemos estas igrejas e trabalhadores e esperamos ser mutuamente auxiliados na obra do Mestre. Na época da fusão. com 34 membros. mais de 90% do sustento do trabalho dependia dos recursos que vinham de Richmond. O missionário A. Jornal Jovem — É o atual jornal da JUBKRJ (em 1991). que era orientada por missionários norte-americanos. SURGIMENTO DO CAMPO BATISTA FLUMINENSE Com o surgimento da primeira igreja em Campos e em municípios vizinhos. Tendo o trabalho batista brasileiro se dividido em Missão do Norte e Missão do Sul. a Missão Campista foi transformada em Campo Batista Fluminense. Os missionários A. com a igreja de Niterói. organizada em 18 de fevereiro de 1917. com 60 membros. organizada no dia 3 de outubro de 1915. Florentino R. organizada em 19 de novembro de 1916. Isso ocorreu em 1918. com 25 membros. organizada em 18 de dezembro de 1904. que representavam a Missão Campista e a Missão do Rio. com 40 membros.Christie e O. no princípio do trabalho em nosso estado: a Campista e a do Rio. Entre Rios. Criado em 1978. organizada em 19 de julho dc 1895. com 32 membros." De modo que.P.Maddox. Luiz Roberto Silvado. por ocasião da organização do Campo Batista Fluminense. com 19 membros. Barão deAquino. com 38 membros. com as igrejas de Paraíba do Sul e Entre Rios. Esta. foi criada a Missão Campista.Christie muito se rejubilou com o fato e escreveu.

ativamente. No Brasil. as igrejas iam se conscientizando da necessidade de organizarem sociedades auxiliadoras dc senhoras. há algum tempo atrás. temporariamente. Quando já havia um bom número dessa organização nas igrejas. As senhoras decidiram cooperar. Cora Barros. "A primeira Sociedade Auxiliadora de Senhoras na Missão Campista foi organizada pela igreja de Campos em 19 de agosto de 1896. criar um órgão que pudesse aglutinar todas as sociedades auxiliadoras de senhoras. As Pioneiras D. ocuparam a presidência da União Feminina Missionária Batista do Estado do Rio de Janeiro (antiga União Geral de Senhoras). Através dos séculos tem sido assim. passou também a contar com essa notável organização. Laura Eyer. (2) Presidentes da UFMBF De 1913 até agora (1991). que assistira à organização da União Geral de Senhoras. com a chamada Missão Campista. (1) Depois da igreja de Campos. Isabel Avelar Guimarães. e participara. fez. sendo presidente D. Ernestina Rezende Retto. em 1913. Destacamos aqui aquelas irmãs que ela considerava como pioneiras nesse trabalho: Altina Rezende. não poderia ser diferente. Alvina Gomes de Oliveira.Barre107 . A diretoria da recém-organizada entidade ficou assirn constituída: presidente — Ernestina Rezende Retto. reuniram-se as irmãs representantes de várias igrejas e organizaram. Emma Ginsburg. D.O TRABALHO FEMININO As mulheres sempre ocuparam um lugar de destaque na obra do Mestre. Lira Sales. tesoureira — Joaquina Alves Coelho. Eva de Souza. citamos Noêmi Campeio. resolveu-se. Alice Reis. que. os Atos dos Apóstolos e as Cartas Paulinas para nos certificarmos dessa verdade. então. quer na obra missionária nacional ou no estrangeiro. e reorganizada em 20 de julho de 1899. Rodolpiana Ludolfo Reis. entre centenas de mulheres. Isabel Avelar. Leonor Barros. as seguintes irmãs: Ernestina Rezende Retto. vice-presidente — Eugênia Teixeira. Florentina R. Na obra batista do Estado do Rio de Janeiro. continua a ser uma inspiração. dos seus trabalhos ao longo dos anos que o Senhor lhe concedeu de vida. no edifício do Instituto Batista Fluminense — e organizaram a União Geral de Senhoras. quer nos trabalhos locais. Lottie Moon. no salão de cultos da Igreja Batista de Nova Friburgo — que se reunia. Balbina Mendonça e tesoureira. Com esse ideal em mira. com entusiasmo. um retrospecto da obra realizada pelas senhoras no campo batista fluminense. Joaquina Almeida Coelho. secretárias — Elizabeth Lessa e Francisca de Souza. Basta lermos os Evangelhos. Aos poucos. secretária. a Heroína de Craonópolis. vindo logo ao encontro da mesma. a grande missionária à China. ardorosamente. Rosa Assenço". cuja vida tem sido uma inspiração para muitas moças. D. Alice Rosa. no dia 25 de janeiro de 1913. foi a vez da Igreja Batista de Macaé.

associações. com grande denodo. juntamente com Mrs. Alzira Prucolli. Podemos afirmar que. Marlene Baltazar Nóbrega Gomes. Novas Secretárias-Executivas D. Elly Bess d'Alcântara. Christie. Stela Borges de Araújo. o trabalho que já vinha sendo feito por suas antecessoras. Executava com amor a sua função de secretária-executiva e todo o trabalho que lhe estava afeto. Sua atuação foi muitíssimo apreciada pelas senhoras batistas fluminenses. a alma do trabalho batista feminino no nosso estado. em todos os seus empreendimentos. Marlene Baltazar da Nóbrega Gomes. colocou a secretaria numa posição de destaque. Waldemira Martins. Esther Prudence Riffey. visitava. Missionárias Prestam Grande Auxílio ao Trabalho Feminino D. mas que há anos vivia no Brasil. com tato. Zeny Santos. Miss Blanche Simpson foi outra irmã muito querida e atuante no trabalho feminino do campo batista fluminense. sua esposa. Algumas dessas irmãs foram presidente por mais de duas vezes. desde o início do trabalho feminino. Ruth Matheus. ainda mais. Maria Amália Carvalho de Souza. o cargo de secretária-executiva da UFMBERJ. Marlene. em 1913. a secretaria-executiva da UFMBERJ as professoras Linéa Dias (que deixou o cargo para casar-se com o talentoso jovem. Denir Luz Fonseca. Operosa. Christie. Carmem Lúcia de Aguiar Cerqueira e Cosete Pevidor de Carvalho. formar a mentalidade das senhoras batistas fluminenses no sentido de cooperarem com as convenções fluminense e brasileira. até o ano de 1950. que ocupou o cargo por quatro vezes. Portugal. passou a ser a secretária-executiva da UFMBERJ.Bastos. trabalhos especiais. as igrejas. Erly B. Muito querida entre as senhoras. Norma Lee Van Eyken. Muitas apoteoses foram por ela elaboradas. com muito amor. Nair Araújo Portes. Grande foi a sua participação na obra das senhoras em nosso estado. foi alguém que. a Profa. Miss Simpson procurou dar ao trabalho das senhoras estrutura adequada às circunstâncias da época. como também era chamada. juntamente com o Dr. seu esposo. operosidade e eficiência. A Profa. que era portuguesa de nascimento. exerceu. Ana Christie. como é o caso da professora Marlene Baltazar Nóbrega Gomes. que exerceu o cargo de 1977 a 1978. Com a vinda do Dr. Seus trabalhos eram preparados com esmero. Esther era muito ciosa de suas responsabilidades e procurou melhorar. Júlia Codeço dos Santos. Lucinda Tavares. em seguida. Pastor Vítor Hugo Mendes de Sá) e Esther Godoy (que deixou o cargo para se entrega 108 . foi substituída pela Profa. conseguiu. Miss Blanche Simpson foi. Ocuparam. D. por todo o Estado do Rip. John Riffey. Em virtude de sua volta a seu país de origem. como missionário ao Estado do Rio. Christie.to. Com sua gestão teve início uma nova dinâmica no trabalho das senhoras do Estado do Rio. ou Mrs.

facilitando a atuação da secretáriaexecutiva a quem não era possível dar assistência a todas as associações em que se dividia o trabalho estadual. Embora essas duas últimas secretárias tenham tido curtos períodos de atuação. o trabalho que lhe compete fazer. que se tornaram missionárias após terem servido como líderes estaduais da UFMBERJ. Realização de congressos de Mensageiras do Rei. secretária-executiva interina e líder no trabalho da UFMBERJ. A OBRA EDUCACIONAL DOS BATISTAS FLUMINENSES Fundação do Instituto: Primeiro Período Destacando fatores que influenciaram o crescimento da obra batista no ~ Estado do Rio de Janeiro. uma colméia de grandes obreiros e pastores". 3. com a apresentação de programa e apoteose que a todos causou impacto. Além dessa. através do trabalho das senhoras. no dia 21 de maio de 1988. e membro da Primeira Igreja Batista de Rio Bonito. Surgimento de líderes pelo trabalho das senhoras. então diretor do O Jornal Batista. Arith Barreto Rocha. õ cargo de secretária-executiva da União Feminina Missionária Batista do Estado do Rio de Janeiro a Profa. Grande ênfase à formação de líderes para as igrejas. declarou. aprimorado pela Profa. Noêmia Veiga. se esforçaram para desempenhar. Ocupa. em Niterói. formada em música sacra pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Realização de dois acampamentos por ano: um para líderes de crianças e ouro para senhoras. organizado pela Profa. Divisão da UFMBERJ em regiões. com uma representante da UFMBERJ em cada uma. a tarefa que lhes cabia. realizada no Ginásio Caio Martins. Eunice Silva. como atestam Noêmia Barbosa e Maria Helena Leão Santos. Adosina Borges. Aildes Soares Pereira. referindo-se ao Colégio Batista Fluminense: " U m segundo fator é a influência exercida pelo Colégio Batista de Campos. Criação do coral da UFMBERJ. ao Colégio Batista Fluminense estava reservado dar uma grande 109 . Nona Renfrow. representando tentativa de apoio tão necessário à aglutinação das forças esparsas. Realmente. atualmente (1991). Adélia Darcília Marins da Silva. Despertamento de vocação missionária. depois.ao trabalho missionário no norte do país). José dos Reis Pereira. outras irmãs se destacaram no trabalho feminino estadual: Maria Fernandes Moreira. Em 1991. Comemoração do Jubileu de Ouro da UFMBERJ. de congressos para senhoras e moças. Loyde Zarro. que vem realizando. a contento. 8. Elza Lessa Pinto. são contadas onze regiões. '7. 2. de dois em dois anos. Julieta Sales. 6. Maria Varol. Helga Fanini (redatora da Página das Senhoras em O Escudeiro Batista). 9. 5. Progresso no Trabalho da UFMBF 1. sendo. Realização. Pearl-White Boechat. da Primeira Igreja Batista de Petrópolis. Solita Retto Queiroz. com amor. 4. atesta essa influência. o Dr. Dorcas Pinheiro de Souza. Jesuína Antunes. Artie Bratcher.

escreveu admirável página sobre a influência dessas escolas. etc. E Joaquim Lessa quem escreve a respeito do colégio: "Eram cinco os professores do colégio. buscando tratamento adequado. porém. até então Instituto Batista Fluminense. enquanto em Friburgo. pois o instituto funcionou no mesmo prédio até 1913. porém. Sana. no Brasil. Kléber Martins. O progresso alcançado pelo colégio em Friburgo. não houvesse recursos necessários. Como fosse grave o acidente e. na Praça XV de Novembro. Nada. portanto. Christie. foi de molde a impressionar. No dia 11 de janeiro de 1910.Christie. A. que não dormitavam em seus planos maquiavélicos. do seguinte modo. Macaé. Tomados do ideal de ter. O Pastor Joaquim Lessa. sem motivo que o 110 . Murundu. Ernesto Machado. era solenemente instalado. o missionário precisou viajar à sua Pátria. ltalva). por um preço elevado. Leonel Eyer. já funcionavam. foi o acidente sofrido pelo Dr. Ele mesmo fora aluno de uma delas — a de Macaé. composta dos obreiros Alfredo Reis. Não pôde continuar mais ali. resolveram que o melhor seria abri-lo na cidade de Nova Friburgo. Daniel Crosland. o que era chamado escolas anexasS2) Ficaram famosas as escolas anexas de Aperibé. era pastor. no mais apropriado local. pelo que reiteraram as suas clandestinas maquinações contra o colégio ali. muito agradavelmente. Cerro Frio. ocupando ali um espaçoso edifício. foi ferido por uma farpa no olho direito. que trabalhou no colégio.parcela de contribuição no progresso do reino de Deus no campo fluminense. do início dessa obra. teve início a instituição. conseguiram. Com a matrícula de 17 de alunos. Tudo eles fizeram para neutralizar os planos dos batistas com referência à continuação do Instituto em Friburgo. estudaram com afinco o assunto. Ao abrir uma caixa de madeira que continha carteiras vindas dos Estados Unidos. no centro da cidade serrana de Nova Friburgo. sob a sábia direção do Dr. de ambos os sexos. Por fim. o Instituto Batista Fluminense. (1) Mesmo que limitadamente. no dia da inauguração. para serem usadas no colégio. O grande juiz. o público e provocar mais e mais as iras dos jesuítas.Christie. junto às casas de culto. narra. hoje. Não foi. os batistas fluminenses decidiram dar um passo agigantado no terreno da educação. Os seus fundadores foram os missionários W.Canada. pretenderam alugar. W. Uma comissão.H.(3) O Instituto Muda-se Para Campos com Novo Nome O Colégio Batista Fluminense.H. Eliézer Rosa. um colégio batista. Praça Getúlio Vargas. Queriam organizar um colégio de maior porte. o pastor Joaquim Rosa. quando se encerraram as aulas do período escolar. Não mais retornou ao Brasil. onde seu pai. em várias localidades do estado. Monção (hoje. Nota triste. Joaquim Coelho dos Santos. o prédio onde funcionava o estabelecimento batista. Em 1909. permaneceu em Nova Friburgo até junho de 1913.B.Canada e A. a sua mudança para a cidade de Campos: "Os trabalhos da Associação Batista em Friburgo provocaram a ira dos jesuítas locais.B. A obra educacional já vinha sendo objeto de interesse e atuação dos batistas em nosso campo.

111 . Domingos Batista da Gama. O menino disse. Como a crise se acentuasse. servisse de padrão de honra à causa batista do estado. solicitando a remessa do dinheiro novamente. para realização de tal intento. sendo que as duas primeiras prestações foram de cinco contos cada uma.B. Domingos Batista da Gama. para que se aprecie como o Senhor Deus cumpre as promessas para com os seus servos. resolveu fazer uma diferença dc dez contos no preço. Mal. divisaram alguns sinais que os animaram e os incitaram a seguir. atendendo à crise. com o pastor Lessa e o menino Daniel. Pouco tempo depois. principalmente. jamais deixaram de orar. Grandes foram as lutas para conseguir-se um empréstimo nas igrejas para o segundo pagamento de cindo contos. o dinheiro foi devolvido para os Estados Unidos. em gozo de férias e também com o objetivo de angariar verbas para os últimos compromissos com a referida aquisição.. filho do pastor Alberto Lessa. nos atenderam. dentro de poucos meses. as quais. Não era. emprestavam pequenas quantias ou faziam ofertas. Passando ele pela Rua da Constituição. porém. fácil o empreendimento. pois. Por sua vez. outra vez as coisas tomaram tal caminho que os batistas fluminenses resolveram desistir da compra e perder os dez contos que já haviam dado. ipunha-se a necessidade da aquisição de um edifício que bem comportasse o estabelecimento. da Firma Santos Moreira & Cia. os batistas entraram com 20 contos. "Nesse ínterim. respondeu: 'Eu dou estes 20 réis!'. compraram o dito palacete Belizário. Nilo Peçanha. o missionário Christie visitou Campos para pesquisar a possibilidade de mudança para um lugar próprio. Mas a mudança era uma necessidade inadiável e passos tinham que ser dados. Contudo. e os irmãos ficassem desanimados. a jurita americana tinha enviado dez mil dólares. sempre bondosos. os dez mil dólares chegaram ao Rio. pela falta de numerários — as igrejas não podiam assumir responsabilidades superiores às suas forças e tão desproporcionadas à sua capacidade. de parentes do saudoso campista Dr. A compra foi feita por pagamentos periódicos. Em fins de 1912. Pareciam terminados os planos dos batistas e inutilizados os esforços de alguns anos de trabalho. o missionário Christie seguiu com a família para os Estados Unidos. vamos comprar este palacete para o colégio?'. o Sr. se não estamos enganados.missionário A. Os irmãos americanos. tirando do bolso uma pequena moeda. Para a compra do referido prédio. Para o pagamento total. Houve apelos. viram um lindo palaccte. por gracejo: 'Dr. " D e fato. de boa vontade. Mas. O Dr. o que foi alcançado entre os irmãos e amigos e pelas igrejas. e. apesar de visível desfalecimento. ao mesmo tempo. tendo os irmãos norte-americanos completado os 65 contos. Christie. que o havia adquirido.Christie começou logo a providenciar a mudnça do colégio para Campos. de propriedade do Sr. correspondências e telegramas. "São dignos de menção alguns episódios que se passaram na tentativa da compra do edifício. " E m maio daquele ano. Chirstie.

fazendo também transportar para a referida cidade todos os haveres do colégio. na cidade de Campos. três se tornaram pastores. apenas.o câmbio baixou e os dez mil dólares renderam trinta e nove contos e duzentos mil réis. Durante esse período. como foi consoladora e edificante a experiência! Na mesma sala em que um inimigo dos batistas dissera não ter a religião batista quem a representasse e ser somente abraçada por viúvas pobres c por ignorantes. Lessa. levava os internos para a Primeira Igreja Batista de Campos. John Mein.Christie. por intermédio do colégio. na abertura das aulas. enquanto o missionário Christie estava nos Estados Unidos. tendo sido evangelizado pelo então estudante e seminarista Erodice Fontes de Queiroz. Recebeu grande influência cristã da professora Genoveva Vorheis que. o pastor Dr. naquela época. Pela primeira vez tive contato com os crentes evangélicos batistas. Tinha os meus 14 anos de idade. " N o mês de agosto desse ano. E bons líderes! São eles: Sebastião Angélico de Souza. A. Segundo Período O segundo período vai de 1914 a 1919. Eis o testemunho do pastor Evódio Queiroz: " E m 1917. cativando os não crentes.F.Lessa mudou-se de Friburgo para Campos. assim. Manoel Avelino de Souza. Lembro-me da visita que fez àquela cidade. pregava-se o evangelho cada dia. de 1915 a 1916. Fidélis Morales Bentancôr e Honório de Souza. em sua conversão e chamada para o ministério. em campanha para levantar 112 . Grande foi a influência do colégio na vida espiritual de seus alunos. e ao colégio.B. Ia. Durante esses anos. E. era seu colega no Colégio Batista Fluminense. com verdadeiro deslumbramento e sucesso". mas que deixou bons frutos. Era diretor do Colégio o saudoso missionário Dr. Dos alunos matriculados desde 1911. Quatro anos. mais tarde. O pastor Evódio foi muito influenciado. Foi assim salva a situação. estavam os seguinte jovens que. Evódio Queiroz. sendo tudo instalado à Rua da Constituição.B.F'. entre os alunos do Colégio Batista Fluminense. o pastor J. Alunos não crentes foram levados a Cristo durante o tempo em que freqüentavam os bancos escolares ali. nessa mesa sala. a fim de assistirem à Escola Bíblica Dominical. <4) O primeiro período do Colégio Batista Fluminense vai da sua inauguração até o final de 1913. o colégio foi dirigido por três pastores: J. A. em 1914. sim. foi um desses alunos. acima citado. para um lanche. após as reuniões. e pelo pastor Manoel Avelino de Souza. Era seu costume.Christie. Antônio Charles e Nilo Sales. de 1917 a 1919. Um curto período. Evódio Queiroz. "A abertura das aulas deu-se em 2 de fevereiro de 1914. atuando no campo fluminense: Antônio Armindo. levar muitos dos alunos à sua casa. pelo pastor Erodice de Queiroz que. dominicalmente. também. antigo n? 99. tornaram-se pastores. matriculei-me no Colégio Batista Fluminense.

L. Juvenil Fernades Lessa e Dionísio Loureiro. e coin carta de apresentação daquela igreja. que assumiu a direção do estabelecimento durante dois meses apenas. O Dr. Contava o pastor Antônio Soares Ferreira. de 1924 a 1925. com os demais seminaristas do campo fluminense: Erodice de Queiroz. Ageu Neto.M.L. Gê Sardenberg. Alberto Araújo. de 1919 a 1923. Vital Cabral. que muitas noites foram passadas em oração.) Pastor Erodice Fontes de Queiroz. tornaram-se pastores: João Barreto da Silva."' 5 ' Terceiro Período Podemos chamar de terceiro período o tempo que vai da metade de 1919 a 1925. Estudaram nesse período do Colégio Batista Fluminense os seguintes alunos que. com um prédio de dois andares. pelo saudoso missionário Dr. ao mesmo tempo que procedia a uma serie de conferências na igreja de Campos. freqüentando a igreja do pastor Manoel Avelino de Souza. ingressei no colégio e seminário do Rio de Janeiro.M. recomendado pela junta. pois achava que sua principal função era a de pastor.Bratcher e Alfredo Reis foram os diretores do colégio.recursos para construção do templo na cidade de Niterói. Bratcher pedia aos alunos que insistissem com Deus para que Ele lhes desse aquela propriedade. Na sua gestão foi adquirida a chácara. mais tarde. onde se instalou o internato feminino. Bratcher mostrou ser homem de grande visão como diretor do colégio. João Teixeira de Lima. Procuraram dotar o estabelecimento de bons professores. Waldemar Zarro. "Fui batizado na Primeira Igreja Batista de Campos. porque o Dr. Este período foi muito abençoado. Procurou ele manter um alto padrão moral e intelectual na instituição. genitor do autor desta obra e aluno do Colégio Batista Fluminense nesse período. José Abraão do Nascimento e Abelar Suzano de Siqueira. Emanuel Fontes de Queiroz. contando 19 anos de idade. Durante esse período. de 1924 a 1926. Foram seus diretores nessa época os pastores: Alberto Portela. Antônio Bernardes Júnior. e o segundo. Quarto Período Vai de 1925 a 1930 o tempo que pode ser chamado de quarto período na história do Colégio Batista Fluminense. 113 . contratando alguns que lecionavam no famoso "Liceu de Humanidades de Campos". Como seminarista. Fiquei impressionado com o pregador. (Foi nessa época que se converteu a professora Evangelina Guedes. que viria a ser uma famosa educadora em Campos. Pastor Fidélis Morales Bentancôr. O primeiro.Bratcher. Antônio Zeferino e Silva. E as orações foram ouvidas. de parceria com o pastor Vitorino Moreira. estudaram no colégio os pastores: José Basílio de Souza. do lado direito do prédio dc aulas. A n t ô n i o Soares Ferreira. Fidélis Morales Bentancôr. hoje Primeira Igreja daquela cidade. de 1928 a 1929. A sua pessoa simpática de mensageiro das boas-novas do evangelho do nosso Senho Jesus Cristo chamou-me a atenção.

Lingerfelt. Rui Franco de Oliveira." (6) 114 . Nada entendia. mas seus pais não cederam. não pôde prosseguir nos estudos. seus pais mudaram de opinião quanto à disciplina do referido educandário e decidiram mandá-lo para o Colégio Batista em Campos. Nas férias daquele ano. Walvique Soares Henrique. Raphael Zambrotti: "Raphael Zambrotti chegou ao Colégio Batista Fluminense a 7 de fevereiro de 1927. de novo. de 1932 a meados de 1936. pastor da Primeira Igreja Batista de Campos. Como eram fumantes. grande amigo da mocidade. mas sentiu que sua vida religiosa não estava certa.E. em 31 dc dezembro de 1930. Minas Gerais. num colégio de padres. Seus pais planejavam interná-lo em Leopoldina. no tempo próprio. F. Gostava de ouvir as preleções de Joaquim Lessa. Houve sérios protestos de alguns familiares. Nesse período.Morgan. e. Decidiu ler a Bíblia. O rapazinho que de lá saíra. A. último ano da administração do pastor Alberto Portela. Foram diretores do Colégio Batista Fluminense. Foi batizado em Natividade de Carangola. Nunca havia assistido a um culto. Francisco Rosa. sentiu-se chamado para o ministério. Alberto Portela.F.Christie. porém. Gutenberg Faria Guedes. Com 16 anos foi declarado maior para cuidar de seus irmãos menores. dois rapazes. Seu primeiro interesse pelo evangelho deveu-se à atração que sentiu pela beleza dos hinos que alguns rapazes cantavam em coro. Orlando Alves. pelo pastor Erodice de Queiroz. Silas Silveira (primeiro batista a ser eleito deputado estadual). " E m 1932. Benedito Manhães: Testemunho do Pr. Dodanin Gonçalves. Era católico praticante.B. que lá estudavam.Christie abriu-lhe as portas do Colégio Batista. nesse tempo. Eram apenas 25 alunos no internato masculino. levando no coração a semente que. ao mesmo tempo que diretor do colégio. de 1931 a 1932 — uma grande alma. ao germinar. "Em 1929. sua terra natal.B. devido à morte de seu pai. Pela primeira vez ouviu falar em candidatos ao ministério. "Converteu-se no ano seguinte. de parceria com o missionário J. retornava à velha casa. missionário A. viu-se ameaçado de não retornar ao Colégio Batista. passaram pelo colégio os seguintes pastores: Ageu Neto. Ele não estava familiarizado com o evangelho. Começou pelo Apocalipse. pela graça de Deus iria determinar os rumos de sua vida. apareceram em Natividade de Carangola. "Tudo pareceu inteiramente estranho ao rapazinho que chegava do interior. Quando visitou seus pais e lhes deu ciência disso. Raphael Zambrotti. Dr. os seguintes irmãos: Dr. Fidélis Morales e outros pastores que falavam nas assembléias.Quinto Período O quinto período vai de 1931 a 1936.

expostos em frente ao prédio principal. Entristeceu-o ver que a chácara.Sexto Período Este é considerado o período mais longo da história do Colégio Batista Fluminense. Aquilo que afixaram naquelas pilastras é uma propaganda a favor do colégio. Tornaram-se positivos os resultados da perseguição. Comentou. não fez arrefecer o seu ânimo. Era preciso. porém. com a esposa. fazendo acusações contra o colégio. disse ele ser o Pr. entrou subindo correndo a escadaria de mármore e. No dia em que esperavam o inspetor oficial para proceder à inspeção. O governo nomeara um técnico para fazer a inspeção do colégio. Os efeitos do movimento foram outros. O Pr. Barreto a solução para os problemas em que se achava envolvido o colégio. Ao chegarem a Campos. era motivo para transformar o colégio cm verdadeira"quitanda". quando o missionário Christie procurou-o. Exercia ele muito bem o pastorado da Igreja Batista de Pádua. onde haviam sido contemporâneos e onde começaram o namoro.. Era homem de têmpera forte e começou a enfrentar a luta. A decisão não demorou a ser tomada. com as duas filhas — Élcia e Ilcéia. Christie lhe falou chocou muito o Pr.". Ele não aceitou. verificaram que as duas pilastras do portão de frente do colégio estavam crivadas de cartazes berrantes. bem cedo. Pôs-se a orar. a professora Florentina Rodrigues Barreto. porém. Horácio de Souza. O Dr. por um jornalista intolerante. convidando-o para assumir a direção do colégio. Christie não demorou muito a voltar a convidá-lo. os tranqüiliza: " N ã o se preocupem. Barreto aceitou o desafio de dirigir o Colégio Batista. 115 . Isso. A cena o comoveu. Viu que o colégio não poderia continuar só com o curso primário. o casal teve a sua primeira decepção: ninguém os esperava. De maneira insistente. para que esse curso pudesse funcionar. Barreto não descansou enquanto essa inspeção não foi requerida. Doeu-lhe o coração. Esse contava apenas com menos de cem alunos. Durante esse período foi seu diretor o Pr. onde havia frutas em quantidade. Haviam eles sido colocados ali pelo Sr. o que despertou em inimigos da causa a inveja. As frutas eram retiradas dos pés e vendidas. Começou a planejar a criação do curso ginasial.. João Barreto da Silva. verificando se preenchia os requisitos exigidos pelo Ministério da Educação e Saúde para a implantação do novo curso. requerer a inspeção prévia. Foi visitar o colégio. Imbuído de elevado ideal. além de ser terrivelmente atacado na imprensa secular. em tabuleiros. ou você vai ser o diretor ou o colégio será vendido". Barreto. Embarcou para Campos. ex-aluna do colégio. muito incisivamente: "Barreto. fora. lançou mãos à obra. Já vi que o colégio obterá sucesso quanto ao seu requerimento. fazer o seu movimento contra a instituição. ao chegar ao portão do colégio e ler os cartazes ali afixados. um dos articuladores do movimento nacionalista que. pensando que assim amendrontaria o técnico. Não foi diante do primeiro convite que o Pr. encontrando os diretores. O técnico. descobrindo a vinda do inspetor ao colégio. para surpresa geral. fazendo-os desfecharem contra o colégio campanhas negativas e perseguições. A maneira objetiva com que o Dr.

onde V.Sa. parte do jornalzinho 'O Escudeiro Batista'. remeteu de uma só vez 69:887$600 conforme declaração d' Escudeiro. que. ele. 938. Apesar de toda a propaganda contra o colégio.Em fevereiro de 1937.. Felizmente. limo. por ocasião de um comício na Praça São Salvador. Christie.. naquele mesmo mês.Sa. O colégio cresceu. Em 1938. com os norte-americanos. Um duplo acaso permitiu-me receber de Murundu. Sr. "Aguardando a vossa primeira arremetida. XV de Novembro. cuja edição não pude constatar. chegando a ter mais de dois mil alunos. os diretores do colégio publicaram uma reportagem n' O Escudeiro Batista. mostra como o inimigo atacava: "Campos. mas sim no meio dos roceiros dos nossos distritos. " N a d a teria eu que repisar do vosso artigo-reclame. o ministro assinava uma Portaria concedendo ao Colégio Batista Fluminense a Inspeção Prévia. Lingerfelt. venho declarar a V. no momento em que discursava o estudante Celso Peçanha. Horácio de Souza. onde somente circula tal jornal." (7) Outras cartas e artigos desse teor se acham em nosso poder e mostram como o jornalista Horácio de Souza lutava para destruir o colégio. não em Campos.Sa.. onde V. depois do requerimento. o Governador do Estado do Rio.' "Vê-se bem que naquelas linhas traçadas por V. A carta que agora transcrevemos. poderá valer-se da Folha do Comércio. fez do interessante exame-de-admissão presidido pelo inspetor e 'trabalhado' pelos senhores desconhecidos 'professores' batistas adrede preparados. PAX.Sa. João Barreto da Silva. para armar o efeito. portanto. Sendo eu um dos brasileiros que combate pelo jornal e pelo livro o suspeito ENSINO DE ESTRANGEIROS sustentados pelos dólares da Junta de Richmond. narrando a vitória alcançada. que viria a ser. o que veio aumentar ainda mais a ira daqueles que já eram inimigos do colégio. norte-amercano como o Sr. publicou um retumbante artigo de loas ao Colégio Batista. 116 . cidade onde todas as famílias distintas e inteligentes EVITAM o tal 'COLÉGIO AMERICANO BATISTA'. no qual V. se não fosse aquele tópico que remata a descrição com que V. Contentes com essa grande bênção.Sa. mais tarde. Otto. em Campos.Sa. 35 alunos fizeram exame de admissão para o curso ginasiaL Era o alcance da vitória. ainda em 1935. o Sr. ele não alcançou o seu intento. subscrevo-me com atenciosa consideração.. que estou ao seu inteiro dispor para ventilarmos o caso pela imprensa.. Horácio de Souza — Av. " O tópico é o seguinte: 'Mais uma vez FICOU DE PÉ o conceito que goza ("somente entre batistas") o estabelecimento na obra de EDUCAÇÃO NACIONAL ("em prol da educação da mocidade BRASILEIRA") conclui o Bentancôr Morales. feita por inimigos da obra. Obrgo. 23 de abril dc 1937. eapeando um embrulho. está o pensamento do Sr. estão infrutiferamente tentando sustê-lo. dois meses. Colégio Batista.

tempos depois. Élbem 117 . na gestão do Pr. Barreto: Jáder Malafaía. Isael Peçanha de Souza. Joélcio Rodrigues Barreto. Jaci de Matos Tostes. ali esteve estudando uma neta do Sr. não fora a ajuda que receberam daquele educador. Saulo Luiz. ele via o valor que ninguém conseguia ver. procurava despertar jovens vocacionados. Samuel de Souza Leite. José Ângelo. Cláudio Wagner. Altanir Alves de Freitas. Horácio de Souza.Murta. Waltir Pereira da Silva. Além desses. quando era diretor do Colégio Batista Fluminense o Pr. José F. Eli Lacerda. Moisés Cunha. José Maria Tougeiro. Ari Barbosa Martins. Carlos Márcio Portela. esposas de pastores e professores do que o Colégio Batista Fluminense. Hélio Rangel. Allen de Almeida. João José Soares Filho. Erodice Gonçalves Ribeiro. Ciro de Souza. muitos estarão concordando com o autor. Isaías Moreira de Frias. o Pastor João Barreto da Silva procurava promover a obra educacional no campo fluminense. tanto para o ministério. Durval Borges. Barreto era um grande descobridor de vocações e talentos. Elmar Camilo dos Santos. Elias Gomes Vidal. em suas mensagens. Ebenézer Soares Ferreira. Jadir Félix. e o Colégio Batista Fluminense um grande Iapidador de diamantes. Manoel Bento da Silva. João A n t ô n i o Amorim. num "capiau'. Alcides Velasco. falando em associações e convenções. ao mesmo tempo em que. Wanderley Pacheco Barreto. Paulo Mafra. Augusto Soares Guimarães. Num moço pobre. Antônio Assis Carvalho. Eli Xavier de Pina. Isaías de Castro. Muitos moços chegaram ao colégio desprovidos de qualquer recurso e encontravam no pastor Barreto o amparo de que necessitavam. Hélcio da Silva Lessa. José Pinto. Gentil Teixeira. Eduardo Francisco Filho. Waldir Rocha. Ebenézer Soares Ferreira. Diocesir Alberto. Renato Zambrotti. Edinézer Faria. Jorge Francisco Dias. Octaciano Lourenço Gomes. Jabniel Silva. Ismail de Oliveira Rodrigues. quanto para o magistério. Ao lerem estas páginas. Lélio Barros. Teobaldo Silva Fraga. Antônio Borba.foi morto por uma baia que surgiu de um tiroteio ocasionado por comunistas. podemos citar os seguintes pastores de outras denominações: Francisco Cardoso. José Júnior dos Santos. Antônio Moreira Portes. José Pereira da Silva. Roberto Oliveira. A seguir. Geraldo Gomes. Alceir Faria Pereira. Vai daí que muitos dos alunos que passaram pelo Colégio Batista Fluminense estariam hoje na obscuridade. Aderbal Barreto da Silva. Osvaldo Mancebo Reis. Oséias Alves Batista. Emiliano Boechat. Argênio Eugênio Gonçalves. Rubem Coelho dos Santos. Jefté Vicente Figueiredo. Carlos Oliveira Varela. Filenilo Vicente Neves. Aloísio Barreto da Silva. Francisco Mancebo Reis. quando afirma que o Pr. citamos os nomes de pastores que estudaram no Colégio Batista de Campos. Osvaldo Soares dos Santos. João Nazareno Lemos. Aylpton de Jesus Gonçalves. Otávio Felipe Rosa. Geraldo Braz Laiassa. Clério Boechat. Osvaldo Gomes Barreto. João Portes. visitando igrejas. no preparo de pastores. Geneci Farizel. Eimaldo Alves Vieira. Por ironia da história. Valdir Lopes. Cremos que não há no Brasil um colégio que mais tenha contribuído para a denominação. Valter Velasco. ocorreu que. Jurandir Gonçalves Rocha. • Pastor Barreto — Homem de Larga Visão Como diretor do Colégio Batista Fluminense. Aurecil Santos. Eliézer Batista Araújo. Joadir Pires.

Pinto). Eth Sarlo Dutra (Gélson Dutra). Denir Luz Fonseca (Samuel Leite Fonseca). estudaram as seguintes irmãs: Stela Borges Araújo (Alberto Araújo). César. César. durante os anos de estudo. Abigail Faria Moreira (Jessé Moreira). na vida espiritual de cada uma delas. Barreto). Anita Soares Bertrand (Haroldo Bertrand). Contribuição do Colégio Para o Preparo de Futuras Esposas de Pastores Muitas alunas do Colégio Batista Fluminense tornaram-se esposas de pastores. Idalina Evangelista (Edgar Evangelista). Flor-de-Liz Gomes (Otaciano Gomes). Lígia de Souza Mota (Waldomiro Mota). Leny Azevedo Gonçaves (Aylpton de Jesus Gonçalves). Nessy Pimentel Mendes (Estêvão Mendes). Maria da Penha P. Pearl-White Boechat (Clério Boechat). Solita R. Barreto. Nilce Macedo Ribeiro (Erodice G. Irene Guimarães (Augusto Soares Guimarães).Christie. Queiroz (Evódio Queiroz). Clélia Contage Pinto (Dálson T. Ribeiro). Zarro (Waldcmar Zarro). estudaram as seguintes irmãs: Dorcas Pinheiro (Israel Pinheiro). Clcos M.. Bratcher e do Pr. Egmar Fernandes Santos (José Júnior). César (presbiterianos). Dejanira Barbosa (Achilles Barbosa). Éber M. Jandira Fortes Lamóglia (Álvaro Lamóglia). Nair Portes (Antônio Portes). Odete Lessa (Hélcio da Silva Lessa). Para evitar repetição das palavras "casada" e "pastor". esposa do pastor Alberto Portela. Neusa Vieira de Castro (Isaías de Castro). íris de Souza Araújo (Eliézer Araújo). Lecy Barros Silva (Waltir Pereira da Silva). Ana Maria Paes Louzada (Adiei Louzada). Clcbem M. Eunice Silveira Monteiro (Benjamim Monteiro). Esther Ferreira Purens (Teófilo Purens). daremos entre parêntesis o nome do esposo de cada irmã. Christie. Esmeralda Camargo (Nery Camargo). Na gestão do Dr. Leiva Soares Silva (Gil Silva). Porto). Geni Soares Amorim (João Antônio Amorim). Elma Gomes Barreto (Joélcio R. estudaram as seguintes irmãs: Florentina R. em 1914. Na gestão do Dr. Hilda Francisco (Eduardo Francisco Filho). Eth F. Borges da Luz (Jonas Borges da Luz). Enilar Tinoco Botelho (adventista). Ana-Held Gouveia Gonçalves (Argênio Conçalves). Ruth Faria Rosa (Antônio Rosa). Creuza Rangel de Souza (William de Souza). Maria Antônia Nascimento Dias (Jorge Francisco Dias). Mas de muitas podemos citar a época. pelo menos.M. Marques (Altino Marques). Edna Macharet (Ari Macharet). Telma Fiaux Rodrigues (Ismail Oliveira Rodrigues). Célia Reis Soares (Osmar Soares). Na gestão do Pr. Alfredo Reis. Aída Gouveia Bastos (Francisco Cerqueira Bastos). Irene de Souza Domingues (Hilarino Domingues). Elda Gomes Zambrotti (Renato Zambrotti). Grande foi a influência recebida ali. A. Não poderemos dizer o ano exato em que todas estudaram. que estudou em nosso colégio. Eponina Peçanha (Benedito Peçanha). Lourdes Santos Soares (Osvaldo Soares Santos). Míriam Mafra (Paulo Mafra). Janete Barreto (Osvaldo Barreto). Loyde R.B. César. Assim é que podemos começar com a irmã Talita Portela. Ruth Manhães Alves (Eimaldo Alves). Barreto (João Barreto da Silva). na gestão do Dr. 118 . Dilma Araújo Oliveira (Jorge Oliveira). Nalva Gonçalves Rocha (Jurandir Rocha). Elza Lessa Oliveira (Ageu Pinto de Oliveira). Anterina de Souza (Sebastião de Souza). Irene Porto (Antônio F. Jonila Crispim Pereira (Alceir Faria Pereira).

que se casaram com pastores batistas. como era mais conhecido em Campos. realmente. Mas a grande obra deixada pelo pastor Barreto foi a construção do edifício de quatro pavimentos com frente para a Rua Dr. podemos apresentar nomes de outras irmãs que foram alunas do Colégio Batista Fluminense e que casaram com pastores de outras denominações: Olívia Cordeiro (Francisco Cordeiro. combatendo o Colégio Batista Fluminense porque criara o referido curso. Marta Jales Menezes (Gelson Lopes de Menezes). Luciana Mancebo Manhães (Benedito Manhães). uma obra imponente e que custou muito sacrifício. Etelvina Borges (Durval Borges).F. aqueles dias que me prepararam para os dias de hoje. O edifício foi inaugurado com a presença do Governador Celso Peçanha. Maria Amália de Souza (Samuel de Souza). que escreveu vários artigos. vieram a Escola Técnica de Comércio e o Curso Normal. Alberto Torres. a primeira aluna colocada foi do curso noturno do Colégio Batista Fluminense. casa tão querida e amiga.Laudelina Neves (Filenilo Vicente Neves). Foi muito criticado quando criou o curso normal noturno. outro colégio na cidade. pois no concurso para ingresso ao magistério do estado. de dias idos e vividos. Além destas. Maria Madalena Portes (João Portes). após quatro anos de existência do curso normal noturno. que. Maria José G.da Silva (José Silva). O colégio foi pioneiro na criação do curso noturno em todo o norte fluminense. Cely Lontra Faria (Gentil de Castro Faria). pastor presbiteriano). que. o científico. um esplêndido prédio onde se abrigarão as gerações porvindouras. O Progresso do Colégio O professor João Barreto. Marília Rangel (Hélio Rangel)." Élcia Barreto Soares (Ebenézer Soares Ferreira). diurno e noturno. Na sua gestão foi criado o curso ginasial noturno. Dulce Barcelos Martins (Ary Barbosa Martins. aqueles que alicerçaram toda a minha vida espiritual. Pires (Isidoro Pires). (Saulo Luiz). Judith Soares (João Soares Filho). Telma Farizel da Silva (Gumercindo Cesário da Silva). Lopes (José Lopes). Tudo farei por dizer da imensa alegria que o Governador do Estado tem em pisar 119 . Heloísa Helena Pimentel (Belardim Pimentel). pastor congregacional). Houve uma professora do Liceu de Humanidades de Campos. ex-aluno da casa. Jacy Carvalho Souza (Washington Antenor de Souza). E a par desses acontecia mentos que são revividos. enaltecendo a obra da entidade. há também a considerar que o ex-aluno desta casa. Olinda Borges Santos (Teodoro dos Santos. pastor presbiteriano). declarou: "Não sei se poderei vos falar nesse momento quando ele é todo emoção para mim porque revive fatos de minha vida. É. Depois. Maria Madalena N. mais tarde. e. A melhor resposta foi dada. Maria da Conceição C. Maria Dalva Bastos Fraga (Teobaldo Fraga). Mary Lúcia F. conseguiu dotar o colégio de recursos tais que o tornaram um dos maiores e melhores do norte fluminense. à sua sombra viveu oito anos. volta hoje aqui para inaugurar um magnífico. Luiz.

que. O Pr. onde estão localizados a secretaria."' 8 ' Sétimo Período O sétimo período do Colégio Batista Fluminense vai de julho de 1963 a dezembro de 1984. Equipou a parte térrea do novo edifício do colégio. a direção. não há passagem. Não há período. E depois que eu saí desta casa. ela ficou em mim para viver nos meus sentimentos para que os ensinamentos que eu aqui recebi constituíssem base de minha formação moral e política para que eles estruturassem toda a minha carreira. Foi substituído pelo Pr. assumiu. realizou. por quatro dias. conferências. uma casa que ficou no meu coração. assumiu a direção do colégio o Pr. no sentimento. O então presidente da Junta de Educação. O ginásio ficou conhecido como o "Batistão". Dedicaram-se. é a que mais perdura. E já um grande pensador afirmava que a amizade que se conquista entre os 15 e 16 anos é a que mais fica. à sua tarefa. Há como se fora uma visão caleidoscópica a desfilar quadros. como se entranhados estivessem no meu ser e pronunciando toda a minha projeção política através dos ensinamentos que eu aqui colhi. Raphael Zambrotti. Samuel de Souza. Construiu o prédio de aulas do Seminário Teológico Batista Fluminense. 2. em Campos. não há dia sequer que eu possa esquecer do Colégio Batista Fluminense. Barreto. Ebenézer Soares Ferreira dirigiu o Colégio Batista Fluminense durante vinte anos e quatro meses. entre outras. as seguintes obras: 1. se vivem à distância do tempo. apresentando esse prédio base para construção de outros pavimentos. Sim. que ocorreu no dia 24 de agosto de 1964. e ficassem presos a mim. que dirigiu o colégio daquela data até meados de agosto do ano seguinte. paisagens que não se perderam. Ebenézer Soares Ferreira. convenções e reuniões de massa. quando ali se realizou a Assembléia da Convenção Batista Brasileira. a sala dos professores e o gabinete do diretor. que permaneceu até dezembro daquele ano. em 1971. os pastores Raphael Zambrotti e Fidélis Morales Bentancôr não puderam realizar obra de vulto. 3. Durante sua gestão no Colégio Batista. Fidélis Morales Bentancôr. na cidade do Rio de Janeiro. deixando-o para ocupar o cargo de Reitor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. para o que fora convidado pela Junta Administrativa daquela instituição de ensino teológico. Pr. que falecera em acidente automobilístico no dia 09 de julho de 1963. o gabinete da orientadora educacional. 120 . até a posse do Pr. porém. Em virtude do pouco tempo que passaram na direção da instituição. quando renunciou ao cargo. Construiu o ginásio coberto que serve para atividades de educação física e para a realização de assembléias. em reviver aqueles dias tão agradáveis dc sua vida.este solo e reencontrar esta boa gente. a tesouraria. Substituindo o Pr. dando o melhor de si no curto período de sua direção. perduram para se fixar no coração.

Benjamim L. Joélcio R. 8. investindo boa quantia em 11 microscópios. crendo que devia se entregar mais ao ministério pastoral. Leontina Berenger Viana (Matemática). e que é. Judith Gomes Brasileiro (Francês). hoje. a sede da "república" que hospeda moças que estudam no Seminário Teológico Batista Fluminense. Evangelina Guedes (Ciências). Construiu e equipou um "play-ground". Na gestão do Pr. demonstrando assim seu tirocínio. A distribuição de Bíblias era uma constante entre alunos. em certo ano.César (Português e Geografia). O Pr. para atender às crianças. juntamente com sua devotada esposa. José Luiz Glória (Português). Tanto assim que. Equipou a biblioteca e a secretaria com dezenas de arquivos e estantes de aço. 7. para futuras instalações de um acampamento. Elvira César (Matemática). A n t ô n i o Nunes (Português). em Niterói. 9. foram entregues no colégio mais de mil Bíblias. à Rua Andrade Neves. estufa e outros aparelhos necessários ao funcionamento de um laboratório.Ulisses de Moraes (Português). Antônio Charles (Português).4. O colégio cresce a cada ano. que fora sede da Sociedade Patrimonial de Campos. nesta página. principalmente internos. foi eleito diretor da instituição. Licínio dos Reis (Latim). O diretor da Casa do Estudante Batista foi o Pastor Paulo Sias que. ouvindo o evangelho e recebendo a influência do colégio. Ebenézer Soares Ferreira. de quase três alqueires. Trabalharam por mais de 30 anos: Aristóbolo C. n? 262. 5. Casa do Estudante Batista Uma das grandes realizações da Junta de Educação foi a inauguração da Casa do Estudante Batista. Criou o chamado quarto ano normal. Muitos alunos. 261. Adquiriu uma casa na Rua Gil de Góis. aceitaram a Cristo como Salvador. Ebenézer Soares Ferreira foi sucedido pelo Pr. É com grande honra que citamos. Maria Francisca Sias. D. Tem desenvolvido uma grande obra. Adquiriu um sítio. Manoel Gonçalves (Matemática). professores e funcionários. Alceir Faria Pereira. Alguns deles se converteram. Célia Drumond (Geografia). 10. Equipou o laboratório para a criação do Curso Técnico em Laboratório. em Campos. em Morro do Coco. com as disciplinas que cada um ministrava: J. Implantou o curso de Educação Física. Celita Barcelos Rosa (Curso de Admissão).A. Isso se deu no dia 4 de agosto de 1962. o Pr. nomes de alguns dos grandes professores do Colégio Batista Fluminense. se entregaram à obra 121 . 6. Após ter ficado vinte anos e quatro meses na direção do Colégio Batista. Dois ilustres funcionários não podem ser esquecidos. Ferreira da Silva e Loyd Barreto da Silva. Joadélio Codeço (Matemática). Barreto. que era então o tesoureiro. pode-se salientar o interesse direcionado para a evangelização de professores e funcionários não crentes. função que vem ocupando desde o segundo semestre de 1985. Wadith Gazen (Francês). que só ficou um semestre na direção do mesmo.

foi votado. em 1916. apresentaram-se os irmãos Antônio Ribeiro Fernandes e Desidério Francisco de Souza.B. realizada em Macaé. Leonel Eyer. considerando que a aceitação ou reconhecimento dessas igrejas como se acham. que. era reorganizada a Igreja Batista de Imburo. assumindo o pastorado de ambas o pastor Antônio Ribeiro Fernandes. Antônio da Costa Resende e Francisco Branco. recomenda esta comissão que a Associação aconselhe aquelas igrejas a se dissolverem e se organizarem numa igreja com os antigos membros da Missão. que tal ato poderia vir a facilitar novas dissidências no futuro. INTEGRAÇÃO DE IGREJAS DISSIDENTES Nos dias 08 de dezembro de 1909 e 24 de outubro de 1910. então. com oito membros. unanimimente. pelo presidente da Associação. a Igreja Batista de Canudos.L. Manoel de Brito. Achou a Junta de Educação que era prudente suspender as atividades daquela entidade. solicitando que a Associação as aceitasse na comunhão da Missão Campista. são o fruto de desinteligências e revoltas. dissidente. da igreja independente de Imburo. em assembléia da Associação Batista Fluminense. Depois de prestar grandes serviços cooperativos com a obra de educação. que será organizada com a presença de um conselho de outras igrejas. o seguinte parecer: "Considerando que estas igrejas. A. Ambas situadas no município de Macaé foram organizadas pelo evangelista Antônio Corindiba de Carvalho que. na época. foram organizadas. Como essas duas igrejas progredissem. Assim. em 16 de julho de 1916. durante alguns anos. esses mesmos membros poderão tomar demissórias e organizar a igreja em Imburo e em outros lugares. A comissão se compunha dos seguintes irmãos: Dr. e seus membros e pastor demonstrassem espírito de ordem e harmonia. era reorganizada a Igreja Batista de Canudos. aceite todos os membros que foram batizados durante o tempo da separação. atuava no Estado do Rio. apesar de serem batistas. 122 . a Casa do Estudante Batista teve seu trabalho descontinuado. opunha-se ã orientação do missionário A. para o que estavam eles devidamente credenciadas. viria provocar descontentamento no campo.Christie. com 69 membros. uma comissão para estudar a solicitação e dar parecer sobre o assunto. considerando. e. respectivamente. aquele. e a Igreja Batista de Imburo."' 1 ' As igrejas em questão acataram esse parecer e. Apresentado à Associação Batista Fluminense. da igreja independente de Canudos e este. considerando que os resultados dessa revolta ainda perduram no espírito dessa missão. em conformidade com o mesmo. com 82 membros. Cândido Ignácio da Silva. se dissolveram para serem reorganizadas. para que essa igreja. em 24 de outubro de 1916.Dunstan.dc ajudar estudantes que vinham do interior para estudar em Niterói e no Rio de Janeiro. Um vez feito isto. finalmente. com 53 membros. O Pastor Paulo e sua esposa haviam sido missionários da Junta de Missões Nacionais. Foi nomeada.

assim. Faltava o principal — os meios para as igrejas conseguirem as propriedades. Clério Boechat. a fim de atender a outras atividades. pelos perseguidores. Boechat preocupou-sc. no domingo seguinte. quebrando telhas e causando outros danos. 2. 123 . Clério Boechat. Em 19 de dezembro de 1943. as propriedades que as igrejas iam. com quarenta membros. Os crentes estavam reunidos. em janeiro de 1918. perante as leis do país. porém. Esse assunto foi tratado na assembléia convencional. recebendo ofertas das igrejas e de irmãos e amigos para o referido fim. foi um dos que moviam perseguições aos crentes de Maricá. Manoel Avelino de Souza. portanto estandarte. Quebranta corações. adquirindo. em condições de receber. a Junta Estadual de nosso campo começou a pensar em como conjuraria tal situação". entretanto. ocasionando ferimentos em muitos. em seu nome. também. realizada em 1916. Os pontos principais ressaltados no Parecer foram os seguintes: 1. Que a Junta Estadual forme uma caixa de construção. com as garantias oferecidas pelas autoridades locais. Desfaz inimizades. estando a ela ligado. quando invadiu o templo um grupo de carnavalescos. Isso mostra o fato de ter sido o Pr. algum tempo depois. em granjear amizades entre as pessoas não crentes. a igreja passou a ser pastoreada pelo Pr. A maior das perseguições. estava o Padre Batalha que. era pastor da igreja o Dr. Uma delas eram grandes prejuízos causados por lascas de madeira que eram lançadas ao telhado do templo. a atitude de hostilidade contra os crentes foi diminuindo e a intolerância foi acabando. O evangelho é assim. Que a Junta Estadual se constitua em pessoa jurídica para poder adquirir propriedades. a dirigi-la.PERSEGUIÇÕES EM MARICA Organizada em 19 de novembro de 1916. praticamente até hoje. tendo se desligado do seu pastorado por um pouco de tempo. (I) A saída proposta era a seguinte: A Junta Estadual se tornaria pessoa jurídica e. colocando em pânico os que ali estavam reunidos. promovendo verdadeira e total destruição. Naquela ocasião. O Pr. Pastoreou-a por vários anos. pôde pregar em Maricá. aos poucos. Esse era um dos sinais de que os crentes não tinham a simpatia do povo. Retornou. estaria. muito pobres e que "funcionavam em acanhadas e modestas habitações. Entre essas pessoas. quando este se achava mal. Clério chamado para socorrer o padre. em certa época. em Macaé. foi a sofrida pela igreja. com o objetivo de trazê-las à igreja. Com a amizade cultivada entre ele e o Pr. Pedras foram atiradas contra as pessoas e contra o telhado. Muda hostilidade em amizades. que pastoreava a Primeira Igreja Batista de Niterói. O povo usava de várias maneiras para mover perseguições contra os crentes. Procurou ele as autoridades e. SOCIEDADE PATRIMONIAL BATISTA Procurando atender às necessidades das igrejas de então. principalmente durante a segunda década do século. a Igreja Batista de Maricá foi alvo de muitas perseguições. Mas só isso não daria solução ao problema. ainda.

(2) Inestimável é o serviço que esta entidade patrimonial tem prestado ás igrejas. O sistema 124 . Bertolino Gomes dos Santos. em sessão de instalação. Pereira. José Nigro. quando a caixa tiver um fundo regular. Evaristo Santos de Abreu. Custódio Cardoso. Virgílio Antônio de Faria. Josino João da Cunha. pela 'Assembléia Geral'. Achou-se ser de bom alvitre organizar-se uma entidade patrimonial e não transformar a Junta Estadual em pessoa jurídica para atender às necessidades das igrejas. João da Mata Xavier. formule um regulamento interno. 4. Somente na assembléia seguinte. Alberto Vaz Lessa. no município que dá nome à referida igreja. Joaquim Fernandes Lessa. empreste às igrejas que desejarem construir. Francisco J. José Nigro. realizada em Duas Barras. já os batistas fluminenses tinham a sua agência imobiliária. Que a Junta. na casa de cultos da Igreja Batista de Duas Barras. Emerenciano Nunes Machado. Sobre o estatuto e os associados. A Sociedade Patrimonial Batista foi constituída em 'pessoa jurídica' neste ano e começou a angariar fundos para fazer empréstimos às igrejas. Cesário Teófilo Maria. Manoel Ferreira Lima. Sua sede definitiva e foro foram sempre na cidade de Campos. escreveu J. Benedito Firmo. Alfredo Reis. sita na 'Fazenda de São João'.Christie. Enedina Borges de Lima. a posição das igrejas melhorou consideravelmente com respeito à aquisição de propriedades para o ensino religioso". Antônio Neves de Mesquita acentuou: "Mesmo antes de existir a Junta Patrimonial do Sul do Brasil. Manuel Furtado de Melo. Crisantino Pires. Seu primeiro estatuto foi elaborado pelo Pastor Dr. que proporcione todas as garantias a si mesma e às igrejas. Joaquim Rosa. aprovado pela Associação Batista Fluminense. tornando-se pessoa jurídica e resolvendo a criação da dita caixa. Joaquim Coelho dos Santos. Filadelfo Cunha e José da Silva Lóta. presidente e Alberto Vaz Lessa. Otávio Lopes da Cunha. e quantia que julgar necessária. Que todo o dinheiro arrecadado para o fundo de construção seja depositado em banco de confiança de Junta. 5. André de Souza Araújo. Amâncio José Sodré. Elias Portes Filho. Domingos José Barreto. Que. secretário.Lessa: "Os estatutos foram aprovados em sua íntegra. mediante juros. Alberto Ribeiro Fernandes. Os sócios instaladores foram: A. Vítor José Pinheiro. João Malafaia. no Estado do Rio de Janeiro. Jesuíno Vieira. em 1917. Sebastião Almeida. Domingos Francisco dos Santos.B. Com esta organização. Antônio Morales Bentancôr.F. de acordo com o fundo. decidiu-se criar a Sociedade Patrimonial Batista. Leonel Eyer. Manoel Suzano de Siqueira. Assim pensando-se. Lino Manoel Jacinto. é que o ideal se concretizou. José Nigro. Francisco Ferreira Gomes. John Mein. José Abraão do Nascimento. Benedito Borges Botelho. João Gonçalves da Silva. A mesa foi composta pelo Dr. realizada em 7 de abril.3. Os assuntos sobre as igrejas se tornarem pessoas jurídicas e sobre a criação de um órgão para ajudá-las nas transações comerciais não ficaram resolvidos na assembléia convencional de 1916. Manoel Marques de Souza Brito. Honório Carlos de Oliveira. Cândido Ignácio da Silva. Antônio Ribeiro Fernandes.

À Rua Gil de Góis. Quando Mrs. como era também chamada. Ora estava ela ao lado do esposo. ela começou a cooperar com o esposo no trabalho das senhoras. que não podem passar seus bens para seu próprio nome. de um pequeno grupo a uma grande convenção. ora realizava ela viagens evangelísticas. Ebenézer Soares Ferreira. n. em virtude de as igrejas. Foi desta forma que se tornou possível erigir um número tão grande de templos no estado.ANNA CHRISTIE — O TRABALHO COM AS SENHORAS E COM O COLÉGIO BATISTA FLUMINENSE Desde 1908. já terem personalidade jurídica. Enedina Lima. assim declarava: 'A União de Senhoras foi sempre um dos mais eficientes elementos do trabalho da Missão Campista'. do interior. "Este foi um grande trabalho de Mrs. em cada igreja. Esta foi vendida ao Colégio Batista Fluminense. em geral. No afã de ver. passou a se interessar por essa obra e pela criação de uma organização que pudesse reunir todas as senhoras. uma Sociedade de Senhoras bem organizada. A única propriedade que a Sociedade Patrimonial Batista possuía era uma casa em Campos. Com ela. Cleonides Maia e outras. O Dr. D. Christie chegou ao Estado do Rio. Anna Christie. havia somente onze igrejas batistas no estado. Ela viu o trabalho das senhoras crescer. Também os trabalhos das moças e das crianças. se sobressaíram as senhoras: Deocleciana Ferreira. A Sociedade patrimonial Batista é presidida pelo Pastor Alceir Faria Pereira. Ao chegar ao campo. Dinorá Lessa. Por causa de algumas igrejas bem pequenas."' 3 ' Foram presidentes desta instituição os seguintes pastores: José Nigro. ora ajudava no doutrinamento das senhoras. Mrs. João Barreto da Silva. Albertina Oliveira. Alice Rosa. em suas NOTAS. nas igrejas. porém. Hoje. Artie Bratcher. " O trabalho das senhoras foi sempre uma bênção para a obra do Senhor no Estado do Rio. Eva de Souza. 1991. Izabel Avelar. Nem todas tinham o trabalho das senhoras estruturado. que a utiliza para alojamento das moças que estudam no Seminário Teológico Batista Fluminense. Essa entidade. Virgílio Faria. Carlota Silva Ramos. Fidélis Morales Bentancôr. Alice Reis. Desde 1908. Julieta Sales. eram alvo de sua cogitação. Cora Barros. ou D. Era ele um dos impulsionadores do trabalho evangelístico. em quase sua totalidade. Talita Portela. Firmina Seixas. Elisabeth Messias. desempenhou profícuo trabalho no campo fluminense. na realização de institutos. Elizabeth Kennedy. Christie. Christie. "Quase nada existia antes de Mrs. Genoveva Voorheis.. é que esta sociedade ainda existe. cia se entregou de corpo e alma a essa obra. Chistie. Esse seu ideal foi consubstanciado. em cada igreja batista. está fadada a extingúir-se. Mrs. Christie no Estado do Rio..a 261."'1» 125 . Christie não media esforços para estimular as irmãs a se tornarem cada dia mais zelosas. Florentina Barreto.adotado era o mesmo que se adota nas organizações do norte e do sul. Adozina Borges.

sua esposa. de 14 anos. a começar de 1918. Ernest A. Mrs. quando retornavam de suas ferias. Para dinamizar esse movimento. pereceram no naufrágio do navio Vestris. O PROGRESSO DAS ESCOLAS DOMINICAIS Entre os grandes movimentos que sacudiram os batistas. As alunas tinham nela uma mãe. Neles enfocava o grande valor das escolas dominicais. que "apresentou bons resultados". foram de grande valia para o trabalho batista no estado. Em 1920. Jackson. Ela foi elemento preponderante no crescimento do trabalho do Senhor. Mrs. Mein se lançou a escrever bem elaborados artigos publicados em o O Escudeiro Batista. 2. aliados à realização de institutos que. Sentia-se que esses três princípios deveriam ser sempre e fortemente sublinhados a fim de que o campo experimentasse um crescimento maior. Pr. só existiam três igrejas com União de Mocidade: Campos.Além de se dedicar à obra com as senhoras. que trabalhou no campo fluminense de 1924 a 1928. Christie foi o braço forte do missionário Christie na administração do Colégio Batista Fluminense. Esse artigos surtiram grande efeito. Com a criação da Junta. Lessa escreve: "Faz-se gosto ver-se e assistir-se a uma dessas reuniões. Que as igrejas pagassem o ordenado do secretário-correspondente. CAMPANHA PARA REORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Tendo como desafio o crescimento e o progresso do trabalho. quando. Foi grande a lacuna aberta com essa perda. Niterói e Murundu. Foi grande cooperador na causa de Cristo. Os planos delineados foram assim sintetizados: "1. enfatizavam nas igrejas a necessidade de treinamento de professores para as escolas dominicais. As ênfases estavam colocadas nos princípios seguintes: autonomia das igrejas. E uma verdadeira escola de treinamento. Carey. Em 1919. sustento próprio e cooperação. nos anos 1917 e 1918. cresceu bem o número de uniões. para dar à J unta Estadual maior oportunidade de abrir novos trabalhos. Que houvesse cooperação financeira no desenvolvimento da Socie126 . Ela era a diretora do internato feminino. Jackson. em sua terra natal. D. Christie foi uma grande heroína. na edificação das igrejas. em 12 de novembro de 1928. um dos mais ativos missionários que militaram no Estado do Rio. Grande foi a tristeza do povo que com ele conviveu. e seu filho. foi escolhido o missionário John Mcin. Esses. Janet. O Pr. Para alcançar o seu propósito." As uniões de mocidade e as escolas dominicais no Estado do Rio de Janeiro receberam grande contribuição do dedicado missionário norte-amercano. está o estabelecimento de escolas dominicais nas igrejas. no período de férias. o campo batista fluminense precisou passar por uma reorganização e adaptação no seu trabalho denomínacional. especialmente nos institutos. Trabalhou por 39 anos no campo fluminense. foi criada a Junta de Escolas Dominicais e Mocidade.

" ASSISTIU À PERSEGUIÇÃO AO MISSIONÁRIO SALOMÃO GINSBURG EM 1918 1984 — CENTENÁRIO DE D. no Espírito Santo e. No ano de 1918. cuja palestra se mostrou muito agradável. já perto da porta. Ebenézer — Irmã Celina. Cesário Nunes. Um culto foi marcado para a casa do subdelegado.dade Patrimonial. exigia: "Bota fora esse careca que nós queremos matá-lo". houve uma grande perseguição aos primeiros crentes daqui. no município de São João da Barra. na Igreja Batista de Rio Novo. D. mais conhecida como D. a filha do subdelegado o segurou. Eu me batizei algum tempo depois. que o segurava fortemente. fui à Vila de Barra do Itabapoana. os dois 127 . Foi uma cena muito triste. quando ela foi organizada. em 1906. Naquele ano do seu centenário. na divisa com o Estado do Espírito Santo. cujo filho. Mocinha. 3. Que não se esquecessem da convenção nacional e suas necessidades. veio uma multidão que. antes. desde 1916. Salomão quis ir atrás do subdelegado para ajudá-lo. assolava o Ceará. Que houvesse maior cooperação na educação. O subdelegado saiu e pedia ao povo compreensão e que se dispersassem. especialmente na educação ministerial e na organização de escolas anexas. Salomão começou a lutar para se livrar dos braços da moça. quatro institutos durante o ano. a fim de levantar o dinheiro necessário. aos gritos. MOCINHA Em 1984. para o desenvolvimento de escolas dominicais. Celina V. Transcrevo aqui aquela proveitosa entrevista: Pr. 4. estudar melhor a Bíblia. Quando os crentes estavam cantando. seu estado natal. Assim. ela emigrou. 7. Em virtude da seca que. pois queria. Que houvesse. Salomão se esforçava ainda mais. Pode contar alguma coisa sobre o trabalho batista nestas paragens? D. Mocinha — O meu marido se batizou em 1910. Que todos se informassem das resoluções tornadas na Associação de 1917 e se preparassem para a de 1918. 5. para conhecer e entrevistar D. Que fosse construído um prédio para o hospital. no Estado do Rio de Janeiro. juntamente com seu pai. Porém. dali. Ela dizia: " O senhor não sai porque eles não querem nada com o papai. Francisco Nunes.Lustosa. era crente. Mas eles estavam muito enfurecidos. pelo menos. para o qual a diretoria já tinha um p|ano delineado. Mocinha. 6. Eles querem é o senhor". para Barra do Itabapoana. no Estado do Espírito Santo. sei que a senhora é membro da Igreja Batista de Barra do Itabapoana. completou 100 anos de existência. uma necessidade para segurança das propriedades das igrejas. para Cachoeiro do Itapemirim. O pregador era o missionário Salomão Ginsburg.

eu." (l) D. À tarde. Mocinha — A bala ficou encravada na parede e Salomão mandou tirá-la e engastá-la no seu relógio. mas houve outras bem terríveis. Oh! quão maravilhoso é o poder de Deus! Ele sabe muito bem como proteger os seus.' "Prontamente". ouviram-se vários tiros. como se deprende da leitura dessa notícia publicada num jornal sanjoanense. de 15 de fevereiro de 1918: Barra do Itabapoana. também. Salomão Ginsburg narrou no seu livro Um Judeu Errante no Brasil.' (2) D. interrompe minha missão. Ele só não diz as datas nem os nomes. ela. não atingia um dos dois. Viesse um pouco mais à direita ou à esquerda. (a) Salomão Ginsburg. destruindo portas. janelas. ele diz: "Foi esse missionário. "o Sr. Mocinha — Essa perseguição de 1918 foi muito dura. Ebenézer — A irmã sabe que já li esse fato também no livro do historiador João Oscar? Referindo-se a Salomão Ginsburg. Pr. Pode narrá-las. escapando ser assasinado devido heroísmo subdelegado e família. Mocinha — O senhor quer saber de outras perseguições? Pr. Autoridades sem forças para garantir. Joaquim Neves. delegado Joaquim Neves enviou força policial para aquela localidade. Enquanto nos esforçávamos. o Diário da Manhã. Refugiado casa subdelegado. D. e. Ebenézer — Sim. atravessando a veneziana. Agora. Eu me converti por causa de uma perseguição. preocupações. Por um triz.. Mocinha — O que estou narrando. passou entre nossas cabeças. o introdutor do Protestantismo no município de São João da Barra. recebeu ontem de Barra do Itabapoana o seguinte telegrama: 'Grupo fanático insulta. Uma das balas passou entre a cabeça do missionário e a da moça. Era um troféu . com a parte superior de venezianas.lutavam. copio do livro o final da narração de Salomão Ginsburg: ' 'A porta era do sistema antigo. Tarefa que lhe trouxe sérias dificuldades. em manter a porta fechada. pois aquilo era prova da providência de Deus. Ela se interpôs. Minha vida em perigo. Pr. Ebenézer— Salomão narra isso mesmo. telhado. Pr. Ebenézer — A irmã se lembra de outros fatos ocorridos aqui? D. Nesse momento. aliás. ontem grupo fanático atacou casa. Mas a senhora. que viu. uma bala. está narrando com pormenores. tomando as necessárias providências. O nosso ativo delegado policial. Sr. missionário americano.. Peço providências urgentes. Salomão 128 . diz a notícia. um de nós teria fatalmente morrido. na porta. a pelejar para abrí-la.

". etc. Mocinha — Sim. etc. Ele nasceu em 14 129 . Mas vou contar outras perseguições. Euza. não demorou muito tempo.tinha leito batismos no rio. que está com mais de 100 anos e mora no Rio. O meu hino predileto é o de número 407: "Ditoso o dia em que aceitei do meu Senhor a salvação. à procura do irmão Alfredo Gomes. vinham os inimigos e jogavam lenha no telhado. Soares. Conclusão: Fui a Amontado. hoje?' O André Rosa. que começa assim: "Que consolação tem meu coração descansando no poder de Deus. O André não viu "bicho" nenhum. Nós gostávamos muito dele. As próprias autoridades apoiavam os perseguidores. quebrando as telhas. cm 1926. Uma senhora teve que dar à luz a seu filho na floresta. eu me recordo muito do senhor seu pai. na igreja. Pr. é a esposa do Pastor Emanoel Queiroz. Amontado. Os inimigos espalhavam que os crentes se reuniam com intenção de fazer macumba. ele declarou: " L á não vi 'bicho' nenhum. A perseguição era tão intensa que muitos crentes fugiram para o mato e aí construíram choças.". Quando os crentes sc reuniam. Ebenézer — A senhora tem mais alguma coisa a contar? D.. Um dia. e quebraram muita coisa. que foi pastor aqui. Ebenézer — Irmã Mocinha. Veio nos dar o prazer de assistir ao culto. Mocinha — O Alfredo Gomes. A filha dela. do Cantor Cristão. que é membro da Igreja Batista de Amontado. Eles esperavam um sinal para atirar quando o "bicho" aparecesse no culto. um analfabeto. quem trouxe o evangelho para Barra do Itabapoana. que andava com uma espingarda. André Rosa. há mais alguém que ainda viva e que possa contar alguma dessas perseguições nessa região? D. De hoje em diante. Depois de ouvir o hino. Seu filho chamou-se Jovelino Gomes. ia com capangas. E os perseguidores jogaram tijolos. cantamos um hino em recordação dele. um dos perseguidores. os inimigos se reuniram e deram-lhe uma coca com bagaços de cana. / Junto com Cristo seu Salvador? Vais tu? Vou e u ? " (Cantor Cristão. nasceu no mato. que é o membro da Igreja de Arraial do Cabo. Um dia. pedras. se converteu. Até hoje. Creio que a irmã Delfina Gomes. n? 257). vou seguir essa religião. quando cantavam o hino: "Quem é que vai com Jesus estar lá no céu? Lá no céu? / Quem dessa graça vai desfrutar? Vais tu? Vou eu? / Quem vai provar esse santo amor. O crente que dirigia o culto lhe disse: "Entre amigo..". filho da irmã Joana... O André. O delegado Gastão Fontão mandava os comissários proibir os crentes de irem aos cultos. foi a cavalo com a tala na mão e esporas nos pés. longe de toda a tristeza e dor. Josélio. o Pr. Foi Joaquim David. Alguns foram para Guriri. Há também o irmão Manoel Caboclo Filho. Ele era obrigado a moer para os perseguidores. Pr. É o hino 314. também.

como diziam. também. no mês de julho de 1984. dizia a irmã Mocinha aos jovens: "Vocês. 2. depois de combater o bom combate e acabar a carreira. Em 1981. n. Agora. mas nós o aceitamos num mundo de dores". D. do jovem Almir dos Santos Gonçalves. Com muita razão. "eles têm agora dois valentes. Lustosa já recebeu sua coroa de glória. Esta entrevista foi publicada originalmente em Revista de Estudos Bíblicos e Históricos. o povo passou a respeitar o evangelho porque.'. no Estado do Espírito Santo. o Dr. Mocinha. quando estava com 18 anos de idade. aceitam o evangelho num mundo de flores. cujo editor da mesma é o autor dessa obra. hoje. Acrescentou. 130 . "Era muito bom moço". O irmão Alfredo confirmou tudo o que foi dito pela irmã D.. Foi batizado pelo Pastor Fernando Druminond. com a conversão destes — André Rosa e Manoel Caetano. A irmã Celina V. ainda. por sua vida de testemunho cristão aqui na terra. que se batizou na mesma época que cia. disse ela. Mocinha recordou-se muito. nos céus.de outubro de 1899. Ele foi sempre um dos acompanhantes do Pastor Reno. Almir Gonçalves foi receber o galardão dos fiéis. que se converteu também o perseguidor Manoel Eduardo Caetano.. em Campos. Em sua entrevista.

Algumas pessoas já estavam só aguardando o batismo. Era gente que marchara muitas léguas (E uma légua tem seis quilômetros!). que atuou por cinco anos no Estado do Rio. fazer o que planejara era para ele "café pequeno". para ver e ouvir o missionário norte-americano. Cabo Frio. O incidente se dá em Bananeiras. o missionário.Capítulo VIII PERÍODO DE PROGRESSO FINANCEIRO. Essas experiências são narradas por ele mesmo. sequiosa para ouvir o evangelho. há 70 ou 80 anos passados. na região em que trabalhava — Bananeiras. NO FINAL. principalmente pelo interior. aqui e ali. aquele homem alto e forte. narramos aqui experiências vividas por L. visitando igrejas. seria "dose para elefante". Mas para Bratcher. como se diz popularmente.Bratcher. incursões evangelísticas pelo interior do estado. etc. NO PRINCÍPIO. missionário americano. Que dirá. Certa feita.M. em seu livro Mules Tales from Inland Trails (Histórias de Mulas nas Picadas do Interior). conhecido por pastor Candinho. E DE DEPRESSÃO FINANCEIRA. Bratcher batizou-as num córrego e o fez com muita 131 . Bratcher dirigia o Colégio Batista Fluminense (função que exerceu de 1919 a 1923) e fazia. Resolveu ele viajar em companhia do incansável pastor Cândido Ignácio da Silva. enviado ao Brasil pela Junta de Richmond. então fazer essas viagens há 100 anos passados! Para que se possa aquilatar a coragem daqueles bravos missionários de então. Foi na década de 20. iniciando logo grandes atividades evangelísticas. Lavras. Acostumado que era àquelas viagens. Silva Jardim. foi o pastor Candinho quem planejou o roteiro da viagem. Após longa viagem a cavalo. chegaram à vila. COMO REFLEXO DAS CONDIÇÕES MUNDIAIS (1919-1929) A CORAGEM DOS BRAVOS MISSIONÁRIOS Viajar pelo Estado do Rio de Janeiro. era mesmo um sacrifício para os missionários. de vez em quando. O povo começa a descer as montanhas.

— Então. que não sentiria a limitação da cama tão simples. que era muito humilde. agora? — Sim. O missionário não se queixara de coisa alguma. então. Tarde vão para a cama. pegaremos os animais e. porque tinha chovido durante quase todos aqueles dias. uma xícara de café. enfrentando as pulgas. mexendo-se e remexendo-se na cama. — Eu também ainda não pude dormir. Foi o que fizeram. sem dar o braço a torcer. Pensou. Nós sairemos pela janela. Não queria dar motivo para que o pastor Candinho viesse a zombar dele.alegria e emoção. À noite. não havia mais coisa alguma para comer naquele dia! Era só banana e nada mais!" Bratcher narra outro incidente inesquecível: "Durante os dez dias em que estávamos viajando nas várzeas. até a hora de dormir. Parecia que elas tinham escolhido aquela noite para uma grande folia! Bratcher tentou agüentar o quanto pôde. Ele sofreu um acidente ocasionado por uma mulher que estava sentada no meio 132 . "Jamais comi bananas tão gostosas em minha vida. O seu coração se encheu de alegria. Também. então. que podia comer um dia e passar outros dois dias sem comer. Seu estômago estava "roendo". pela manhã. que. Bratcher ficou esperando por alguma parada onde pudesse encontrar algo para comer. dormiria bem. — Somente banana. Comi sozinho as doze! Felizmente. também. cansado. quando lhe ofereceram pão de mandioca e banana frita. quando chegaram a uma casinha onde perguntaram se havia algo para comer. no dia anterior. De repente. as estradas estavam cheias de água. pensando na festa que as pulgas faziam no seu corpo. Era cansaço sobre cansaço. tendo o corpo tão cansado. Começou a rir baixinho. disse o dono da casa. Tentou matar algumas pulgas. Pegaram as mulas e caíram na estrada. sente que estão correndo pelo seu corpo dezenas de pulgas. Mas qual não seria seu desapontamento! Muito tempo após se deitar. mas Candinho não foi tão feliz quanto eu. diremos que precisamos sair mais cedo. dizia Bratcher. Eram tão deliciosas. é-lhe servido o jantar — pão feito de mandioca e banana frita. também. não dormira até àquela hora. — Irmão Bratcher. não me fizeram mal. "Eu não era como Candinho. Com certeza. Só tiveram. que era homem acostumado a dormir naquelas bandas! As pulgas não o respeitaram e parecia que tinham vindo com força total! As três horas da madrugada. está acordado? — Como poderia eu dormir desse jeito? — respondeu Bratcher. Bratcher percebeu que Candinho estava. Estava exausto por ter pregado várias vezes e ter viajado. Depois de viajarem um pouco. " N ã o sofri nenhum acidente. É melhor irmos embora! — Mas como. Candinho não agüentou mais. Ele. Desde cedo se entregara à tarefa que lhe fora pedida: pregar e batizar. — Quanto custa uma dúzia? — Dois vinténs. me venda uma dúzia. Chamou o missionário. a se mexer muito na cama. que até me esqueci de oferecer ao Candinho. se necessário". e nada mais.

Essas viagens eram árduas. do nosso campo. em minha casa.Christie. Quando atingi o cume da montanha. o grande amigo do missionário Christie era o seu burro.do caminho. Dr. Até mesmo com muita chuva. Narra o Dr. Minha esposa quase desmaiou e suplicou-me que não andasse mais no "Diácono". E que eu tinha somente que percorrer a colina e descer do outro lado."' 21 O Dr. O vento era tanto que rasgava o meu guarda-chuva. que estava com um ano de idade. jogando Candinho ao chão. Recusava-se a sair do caminho para que pudéssemos passar. E continuei na jornada. Nada o fazia andar. estava bem doentinha. encontramos: "Este dedicado missionário. Desci e cortei uma vara para bater no animal. Uma delas estava cheia de água misturada com sangue. Eu passei sem problemas e pus-me a rir à toa. pois a grama estava grande e macia. também. levando para o túmulo as marcas das quedas que tivera na obra do Mestre. se espantou com a tal mulher e. Candinho não seria feliz como das outras vezes. Certa feita. e estaria em Friburgo. Christie. É que o animal em que viajava jogou tanto que fê-lo cair de cabeça para baixo. quando de suas visitas às igrejas do campo fluminense. ou tendo algum membro da família doente. Outro missionário que passou. ele tinha marcado uma viagem a Conceição de Macabu." Um ou dois anos mais tarde. Se não fosse isso. Foi grande a sorte dele. Minha senhora estava-me esperando e ajudou-me a tirar as botas cheias de água. Sua filha Margarida. tropeçou e deu uma cambalhota. montei no burro e esperei que resolvesse ir embora. Cairia e morreria. N ' 0 Escudeiro Batista. Senti muita dor e quase desmaiei. foi o Pr. na sua última viagem para a zona de Pádua. que cotou a minha pesada bota. o senso da responsabilidade da obra queIhe estava afeta. Não deixava de ir a qualquer lugar onde houvesse tratado de ir. Amava o trabalho. Depois de alguns minutos. tentou subir num barranco ao lado. carinhosamente. Embora sentindo muita dor. a quem. Bati novamente. Ela parecia embriagada. puxando da perna. Bati-lhe. vendo o que causara. Passava de meia-noite quando cheguei em casa. de agosto de 1914. Mas nem sempre o animal estava de bom humor. e a minha capa de borracha quase de nada valia. para desviar-se dela. pelo que o nosso irmão ficou um tanto machucado' 11 ' Em suas viagens. Christie partiu 133 . chamava dc "Diácono". A mulher embriagada. por ter de deixar a filha assim naquele estado. mesmo quando algumas vezes as viagens eram árduas e difíceis. Ao fazer isso. narraremos apenas três.B. Christie tinha. mas ele nem se moveu do lugar. teria saído bem machucado. resolveu sair do meio do caminho para que a minha mula passasse. e ele deu um coice tão forte no meu tornozelo. Mas eu as amava. também. A mula de Candinho. Dos vários incidentes por ele vividos nesse trabalho. foi vítima de um desastre que lhe ia custando a vida. Christie o dia em que o burro "Diácono" lhe arranjou " u m mau negócio": "Disseram que o irmão que estava comigo poderia voltar para casa. começou a chover e o "Diácono" empacou. por muitas peripécias. A. que ia à frente.

reuniam-se em casas alugadas. dedicado obreiro. Assembléia da Convenção Batista Fluminense naquele ano. Christie. então. F. eram as festas sociais que costumavam realizar. só foram dar cama ao missionário lá para as duas horas da madrugada.. os trabalhos costumavam terminar bem tarde. entrou no quarto um crioulo e deitou-se ao seu lado. a Primeira Igreja Batista de Niterói inaugura. O crioulo logo gritou: "Que é Dr. a Igreja Batista de São Fidélis vê inaugurado o seu templo. debaixo de árvores. houve um despertamento entre as igrejas do Estado do Rio de Janeiro. A finalidade desse Instituto era oferecer aos líderes das igrejas. que é?". CONSTRUÇÃO DE TEMPIX)S MAIORES NA DÉCADA DE 20 No início do trabalho batista. O Dr. O promotor desse curso era o secretário-executivo do campo. eram feitas duas ou três pregações durante a noite.para fazer o trabalho e cumprir a obra do Senhor. na década de 20. acordou e verificou que estava sonhando. E. Havia igrejas. pondo os pés para a cabeça do Dr. o treinamento necessário para a sua atuação na igreja local. H. até. no dia 17 de abril de 1921. no dia 29 dc abril de 1922. Os professores recrutados pelo Pastor Silveira eram pastores com experiência 134 . à falta de crescimento. Enquanto Christie dormia. para ser usado como sua sede. (1) INSTITUTO BATISTA FLUMINENSE Foi uma grande bênção para o progresso da obra do Senhor a instalação do Instituto Batista Fluminense. Christie estava muito preocupado com a enfermidade de sua filhinha. Não pensava noutra coisa. Mas não se conforma à ausência de progresso. e sem acesso aos grandes centros. Manoel Avelino de Souza. também. ei-lo agarrando as pernas do crioulo descalço. o Instituto Batista Fluminense recebeu grande impulso. um belo templo. Naquele dia. Suas atividades eram realizadas nos períodos de férias e costumavam durar duas semanas. até que conseguiu um salão.. que recebeu a 17a. Em sua maioria.ra uma viagem bem longa. Elias Portes Filho escreveu sobre uma igreja que se reuniu. que mais se assemelhavam a salões para isso adaptados. no dia 3 de maio de 1923. em salões próprios ou pequenos templos. capazes de acomodar bem os seus membros e visitantes. durante o mês de março. alcançando o ano letivo. Um ano depois. que foram organizadas não tendo nem casa para se reunir. quando não eram as pregações. que se entregou de corpo e alma à sua função dc secretário-executivo. Christie. Assim é que. a Igreja Batista de Pádua inaugura. impedidos de progredir pelo pouco conhecimento intelectual que possuíam. durante três meses. na mesma cama. Dessa forma. o seu templo. Após um ligeiro sono. na esperança de que fosse sua filhinha. muito simples. Durante a gestão do Pastor José Joaquim da Silveira. Algumas vezes.. realizou-se. Depois de orar. querendo beijá-las. pôs-se a dormir. no sentido de serem erguidos templos maiores e mais condizentes com a obra do Senhor. as igrejas não tinham condições financeiras para erigir templos espaçosos. O Pr. também. Naquele tempo. As preocupações o faziam sonhar assim. durante o pastorado do Pr. Algumas vezes. O trabalho do Senhor começa sempre assim: humilde e simples. Desde quando saíra de sua casa.

Lottie Moon. tais como: O que Crêem os Batistas. Naquele tempo. Como Ganhar Almas. de muita pobreza e simplicidade. além do curso normal das Escolas Dominicais. ESCOLA DE VERÃO Uma entidade que veio também contribuir para o desenvolvimento da obra do Senhor no campo fluminense foi a denominada Escola de Verão. e outros. o fàto é que os Institutos. Durante um certo período. O Lar Cristão. professores de escolas anexas e colégios primários e secundários. A Suprema Conquista.' 1 » A Escola de Verão se reuniu. A instituição assim estendeu as suas atividades de tal modo a servir à causa geral da instrução. o Professor José Joaquim da Silveira. em Campos e em outras regiões. A Doutrina do Espírito Santo. O Líder dos Intermediários. de M. especialmente pelo preparo sólido de pastores. Além dos conhecimentos teológicos básicos. foram chamadas pelo Pastor Virgílio Faria de " m a p a s " dos alunos. Ensina-nos a Orai. O curso se realizava durante todo o mês de janeiro e ia até meados de fevereiro. pitorescamente. realizados em igrejas tão carentes de liderança melhor preparada. Não Sou Meu. Palestra com a Classe Normal. Era intensivo. era visitado pelo colportor Cícero Góspeller que. também. Esboço de História Bíblica. proporcionando-lhes o privilégio de cursar com lentes experimentados desse estabelecimento sem deixar a atividade de seu trabalho permanente". O curso do Instituto se resumia no estudo de livros e manuais batistas. Nossas Doutrinas. o Manual Normal. ministrando o curso. juntamente com outros professores. dormindo em esteiras que eram colocadas nos bancos.Gregory. Treinamento dos Membros da Igreja. O Instituto. De Abraão a Malaquias. Manual da União Geral. ou mesmo no chão as quais. hoje JUERP. 135 . noções de português prático. O Instituto se realizava anualmente no Colégio Batista de Campos. Pescadores de Almas. trouxeram grande contribuição para o doutrinamento dos crentes daquele tempo. No primeiro ano do curso da referida escola. Embora tão limitados em recursos. por muitos anos. o curso pedagógico e os cursos rápidos. Paixão Pelas Almas. os alunos se hospedavam em salas dos templos. o curso ministrava. onde adotavam muito bons livros. Havia o curso teológico. e outros.no treinamento de membros de igrejas e que estavam em dia com os manuais que regiam a estrutura denominacional. oferecidos pelos estudos de tais livros. através do ensino de alguns dos livros que compunham o currículo. "Fundada em 1923 pela Junta do Colégio e Seminário do Rio. As Igrejas do Novo Testamento. evangelistas. estudaram 20 alunos do campo fluminense e alguns do antigo campo federal. aos líderes que freqüentavam o curso. passavam uma semana em outras regiões. em Friburgo. De Belém a Patmos. oferecia para venda os livros comprados na Casa Publicadora Batista. desde 1925. como As Sete Leis do Ensino. c bem assim professores e professoras das Escolas Dominicais c outros obreiros. O Departamento de Primários.

o pastor Antônio Charles e a professora Edith Allen. Estes quatro obreiros vieram a realizar grande obra na liderança do campo batista fluminense. com dezoito. Feitos os estudos. Valença. em o número de setembro de 1923. com dez e Paraibana. A. Jackson.Christie. com quinze. mais tarde.Watson. se formaram.Langston.L.A. A Associação Centro se organizou em Portela. Dos alunos que se matricularam e. S. no dia 21 de março do mesmo ano. abençoado o obreiro que se esforçou e pôs em evidência o que sua mente esboçou". especialmente a respeito de viagens. Nova Iguaçu e Pião. declarou: "Bendita a hora em que se pensou em dividir o Campo Batista Fluminense em associações regionais. Barra do Piraí. Sua fundação se deu no dia 12 de julho. Paraíba do Sul. com onze igrejas. orçamentos. com 11 igrejas a ela filiadas. com 15 igrejas. A Associação Norte foi organizada no dia 25 de janeiro de 1924. Baixada.B. na casa de cultos da Igreja Batista de Sapucaia. Entre Rios. seria de bom alvitre criar associações em várias regiões do estado. com a Igreja de Campos. com onze.O corpo docente era o que de melhor se podia desejar. foi o Estado do Rio dividido em cinco regiões. A Associação Macaense foi a última das cinco primeiras associações a se organizar.E. com vinte e oito mensageiros que vieram das igrejas de Barão de Aquino. Foi a associação que começou com maior número de igrejas. A que primeiro se organizQu foi a Paraibana. Aparecida. destacamos o nome dos seguintes pastores: Joaquim Rosa. Centro. José Joaquim da Silveira e Virgílio Faria. ORGANIZAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES Sentiu-se que. As associações pioneiras são as seguintes: Norte. Sapucaia. Manoel de Brito.Stover. Foram eles: Associação Norte: Fidélis Morales Bentancôr Associação Paraibana: Joaquim Rosa Associação Centro: Erodice de Queiroz Associação da Baixada: José da Silveira Associação Macaense: Manuel M. A associação faria incrementar o reino do Senhor e daria oportunidades de trabalho a muitos. A solenidade de instalação da associação se deu no dia 27 de outubro de 1923. Filiaram-se a ela 12 igrejas. T. para melhor progredir o trabalho batista no torrão fluminense. Palmital. A. Secretários Regionais Impulsionadas pelo ideal de crescimento. com 18 igrejas. Duas Barras.AIlen.B. O Escudeiro Batista. na Igreja Batista de Óleo.B. cada associação elegeu logo um secretário-regional. (1) 136 . relatórios e na edificação e treinamento das igrejas". de Brito A finalidade principal da criação do cargo de secretário-regional era ' 'aliviar o secretário-estadual do excesso em suas responsabilidades. W. Macaense. Compunham-no docentes da estirpe dos Drs. A Associação Baixada-Eíuminense foi organizada em Niterói. E.

permanecia guardado. PERSEGUIÇÕES EM SÃO FRANCISCO DE PAULA São Francisco de Paula. M. E as associações tendiam.Lessa. Em 1? de março de 1908. com 53 membros. esperando que Deus os ajudasse até que chegassem ao porto dos acertos. em seus Subsídios. tendo. então. era difícil fazer-se compreender que não eram convenções.' 3 ' A Igreja Batista do Pião só voltou a cooperar com a convenção em 1923. então. se utilizavam de todos os meios que podiam para desmoralizar e enxotar dali os evangélicos. segundo o que diz J. Dos móveis. Tal era o vulto das perseguições. a igreja resolveu empossar como seu pastor o Sr. que. foi organizada no dia 21 de dezembro de 1904.B. a igreja foi. alastrou-se para o interior do estado". Os católicos romanos. ora para a anarquia como nulidade. O conselho que a organizou era composto do Pastor A. Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro]. como que a recordar aos crentes as perseguições por eles sofridas. ou que eram para alguns. no dia 8 de fevereiro de 1906. Depois de sua saída. cirscunstância essa agravada com o fato de ser ele excluído da Igreja de Niterói". só sobrou um banco. Os batistas eram marinheiros de primeira viagem que se deram ao mar com todas as velas içadas e desfraldadas.PRIMEIROS PROBLEMAS ASSOCIACIONAIS Joaquim Fernandes Ix:ssa registrou: "Estas associações eram uma novidade na organização batista brasileira. que desfechou terrível campanha contra os crentes ali. José Carneiro Fonseca foi desligado da membresia da Igreja Batista do Pião.Lessa. tratando de incendiar tudo o que ali havia. em certa feita. " o espírito separatista que nasceu na Igreja Batista do Engenho de Dentro [hoje. um grupo de fanáticos invadiu a Casa de Oração. tornando-se.'" A IGREJA BATISTA DO PIÃO É "DESFRATERNIZADA" POR ALGUNS ANOS E RETORNA EM 1923 A Igreja Batista de Pião. como bem quisessem. nem estavam subordinadas à convenção estadual.F. Porém. "desfraternizada pelas igrejas vizinhas"' 2 '. O Pastor A. José Carneiro Fonseca.Deter pastoreou aquela igreja até o final de 1905. município de São João da Barra. e deram um grande impulso e ânimo geral ao trabalho no estado. ora para o totalitarismo.F. Machado. o Sr.Gomes Leal. muito queimado. instigados pelo clero. deixado o pastorado da mesma. até alguns anos atrás. em seus Subsídios. operante.Monteiro e João D.Deter e os irmãos A.B. Veio a ter à sua frente obreiros corno os pastores João Teixeira de Lima e Assis Cabral. segundo o historiador J. Só se aprende por experiência. 137 . que. era lugar grandemente hostil ao evangelho.'" Por ter tomado tal atitude. Pedro Sebastião Barbosa. no município dc Teresópolis.L. Ainda. organizações tão independentes que chamaram para si o direito de controlar as igrejas dentro dos seus limites territoriais. ambos tendo atuado em fins da década de 30. "sem a devida imposição das mãos do presbitério.

passaram a contribuir os pastores que dela se faziam sócios.800 batismos. deixara em situação difícil sua viúva.124$977. Adrião Bernardes. 138 . no entanto. Para a Caixa de Beneficência dos Obreiros da CBF. Ao Campo Batista Fluminense. os irmãos fluminenses deveriam se esforçar para preparar um alvo bem mais alto. De modo que ele e o Pr. foram membros daquela igreja. que acontecera no mês de janeiro daquele ano. CAIXA DE BENEFICÊNCIA DOS OBREIROS Em assembléia convencional.000S000. pôde ser construído o templo em São Francisco de Paula. de 1920 a 1924". pois chegaram a 1. ponderou que. A. Houve um aumento líquido de 2. transferindo-se para aquela vila a igreja organizada na "Fazendinha". que eles se viram obrigados a passar a se reunir no local conhecido como "Fazendinha". O Dr. Lessa afirma que foi maravilhoso o progresso do Campo Batista Fluminense com o movimento da Grande Campanha. Ali conseguiram erguer um templo. Surgira esta entidade.Christie. Leonel Eyer. que hoje são pastores. Entre eles. no ano de 1923. O Dr. Nesse período da Grande Campanha foram organizadas M igrejas. Morreu bem jovem aquele obreiro. que distava três quilômetros da vila. A GRANDE CAMPANHA Com o nome de "Grande Campanha". os pastores Manoel Bento da Silva e Valério Gomes. pessoalmente. construíram-se 32 casas de culto e ultrapassado foi o alvo de 943. Pr. como resultado do que presenciaram alguns irmãos com o falecimento do consagrado obreiro. para ser atingido durante o qüinqüênio da Grande Campanha. foi o alvo elevado para 943. Manoel Avelino de Souza visitaram muitas igrejas no afã de levá-las a se conscientizarem de que os alvos deviam ser atingidos. Passados mais de 50 anos. ou através de suas igrejas. naquela vila.000S000. em 1919. tomou o nome de Igreja Batista de Cacimbas. houve 3. Tais eram as perseguições sofridas na localidade de São Francisco de Paula.Mesmo que tentassem. como dedicado e zeloso servo do Senhor. Foram consagrados ao ministério 14 pastores. com vinte e oito membros. Assim.B.451 membros. onde cultuavam ao Senhor sem receberem os maltratos de antes. através de contribuição dada. foi lançado.404. realizada em São Fidélis. era o encarregado de promover a propaganda do movimento nas igrejas. foi organizada a Caixa de Beneficência dos Obreiros da Convenção Batista Fluminense. Financeiramente. que era do Recife. embora esse alvo fosse preparado pela comissão do Rio. os crentes não conseguiram organizar. deixando para sua família apenas um grande nome. em 20 de abril de 1924. cabia arrecadar a "quantia de 620 contos de réis. um grande movimento com a finalidade de atingir alguns alvos evangelísticos e financeiros. a igreja que desejavam. Vários irmãos. A igreja ali organizada.

Christie. Tornou-se. Os trabalhos já existentes sofrem modificações com o fito de atenderem "aos reclamos do seu desenvolvimento". foi escolhido o Pr. organização similar. Joaquim Rosa. na Igreja Batista de São Fidélis. foi votado. UNIÃO DOS OBREIROS DO CAMPO BATISTA FLUMINENSE Ocorreu no dia 16 de janeiro de 1929. juntos. Esta organização. de norte a sul. A finalidade da entidade era congregar os pastores e evangelistas para. Manuel Avelino de Souza. primeiro-secretário — Leobino R. de fato. tesoureiro — A. o campo fluminense contava com 67 igrejas. precursora de oraganização nacional.B.Christie. Vários fatores influíram na continuação do trabalho da União de Obreiros do Campo Fluminense. estudarem como melhor desenvolverem suas responsabilidades e como fazer progredir o trabalho do Senhor. mas um princípio que deverá crescer e estimular o coração dos interessados. José Joaquim da Silveira. não fechou a porta a obreiros de outros campos. local. limitando-se aos obreiros dc um estado da Federação Brasileira. muitos planos. Foi quase só mudar o nome. Joaquim Mariano. Elias Portes Filho. segundo-secretário — Joaquim Rosa. solenemente. Nessa época. conquanto fosse local. por ocasião da reunião anual da Associação Batista Fluminense. apenas.Acentua Joaquim Fernandes Lessa: "Foi um começo. ajudaram a erguer a obra que é hoje o campo batista fluminense: A. Naquela época. assim. Alberto Lessa. por ora. mais tarde. visando ao desenvolvimento do trabalho em geral. é instituída. Guimarães. como se vê adiante. Continuou sendo abençoado por Deus e. Mas era a porta aberta para se tornar nacional. Para presidir tal organização. Era. anos mais tarde. 139 . que a Associação passasse a denominar-se "Convenção Batista Fluminense". A diretoria da Caixa de Beneficência compõe-se dos seguintes irmãos: presidente — Manoel Avelino de Souza. Nova fase de trabalho é inaugurada. No dia 6 de maio de 1923. Joaquim Fernandes Lessa.B. Joaquim Coelho dos Santos. são delineados. J. para arregimentar todos os obreiros do Brasil. vieram a ser consagrados ao ministério. o trabalho feito por esses servos de Deus não sofreu solução de continuidade. chegou-se à conclusão dc que se deveria criar a Convenção Batista Fluminense."' 1 ' CONVENÇÃO BATISTA FLUMINENSE Com o correr dos anos. Leobino da Rocha Guimarães. Graças ao Senhor. em Campos.Lessa. Virgílio Faria. se deu mais tarde. no Salão Nobre do Colégio Batista Fluminense. a organização da União dos Obreiros do Campo Batista Fluminense. Joaquim Alfredo Reis. Fidélis Morales Betancôr. atuavam como evangelistas muitos servos do Senhor que.F. Antônio Morales Bentancôr. com grande amor. que. pois. porém. Ubaldino Faria de Souza. para assistir os pastores do campo. Antônio Soares Ferreira. Infelizmente essa organização se dissolveu. Não podemos deixar de registrar alguns nomes daqueles zelosos obreiros que.

A Igreja Batista de Miraccma. veio. Com a diminuição de membros. em pouco tempo. Era o começo do grande êxodo rural.DEPRESSÃO. que tinham centenas de membros. conseqüentemente. (l) Tal foi a crise. Com o desânimo espiritual. na Associação Betei. Muitas famílias trocaram a roça pelos centros urbanos e locais próximos a esses. na participação financeira. ENDIVIDAMENTO E DESÂNIMO O final da década de 20 trouxe para o Brasil uma grande depressão financeira. os cafeicultores usavam do expediente da queima do grão. Com o acentuado êxodo começado no período referido. para ver se conseguiam fazer subir o preço do café. em busca de serviços para se manterem. mas nada se conseguiu do que se esperava. na região Norte. principalmente na zona norte. Como o café era o forte no Estado do Rio. Josué Furtado. c que se foi estendendo pelos anos subseqüentes. que havia experimentado um grande desenvolvimento. chegando a batizar perto de 100 pessoas em um ano. certo desânimo. e. ficaram quase desoladas com a saída da maioria de seus membros para outras localidades. toneladas e mais toneladas de café foram queimadas. Igrejas como a de São Luis. nesse período. o Pr. tiveram que procurar outras paragens. se transferiram para outras regiões do país. veio também o desânimo na participação eclesiástica e. para sobreviverem. como conseqüência. rapidamente. que foi obrigado a deixá-la e assumir o pastorado da Igreja Batista de Portela. em muitas igrejas. Antônio Soares Ferreira. a rápida liquidação das reservas metálicas brasileiras e as precárias perspectivas de financiamento das grandes safras previstas para o futuro aceleraram a queda de preço internacional do café iniciado conjuntamente com a de todos os produtos primários em fins de 1929". que. e a de Bananeiras. ficou muito abalada com a crise do café. Assim. Muitos de seus membros trabalhavam nas propriedades onde o cultivo do café era o forte. formando o que o sociólogo Gilberto Freyre denominou ruriurbanismo. Pastoreava-a. O grande economista. os habitantes dessas e de outras regiões. 140 . Decorreu daí um período de endividamente dentro da denominação. escreve: "A grande acumulação de estoques de 1929. muitas igrejas foram perdendo muitos membros.

em Italva.L. era pastoreada pelo Pr.Capítulo IX — INÍCIO DA ORIENTAÇÃO PRÓPRIA E REAVIVAMENTO (1930-1941) CURSO DE EXTENSÃO Dcnominava-se Curso dc Extensão o ensino oferecido. Ali estava um grande desafio. John Riffey ministrava as matérias de que se compunha o curso. entre elas. Seu primeiro diretor foi o Dr. um grande potencial: a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional. durante as férias de julho. a História do Cristianismo. onde. o Dr. Funcionava nas dependências do templo da Igreja Batista Central de Italva. No início. homem de vasta experiência no ensino teológico c autor de várias obras. em Volta Redonda.Muirhead. contemplar. Riffey era professor de muitas disciplinas. na época. Além de dirigi-lo. então.H. 141 . magnífica oportunidade de evangelização. até o ano de 1939. Substituiu-o o missionário J. O nome extensão advinha do fato de o curso ser ministrado em nome do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Mas agora. Vez por outra. preparada em três volumes. naquela região. que. (I) A " Z O N A NEUTRA" Era assim que os batistas fluminenses chamavam a região sul do estado. o Dr. que esteve na direção desse curso de 1938 a 1955. aos pregadores leigos que não tivessem feito o Primeiro e o Segundo Graus. sobressaindo-sc. porém. conseguia que algum professor do seminário o auxiliasse. H. Riffey. em algumas palestras. Virgílio Faria. o clarim soara! Era a conclamação para o despertamento do povo batista fluminense que podia. pelo menos. o que traria também grande desenvolvimento para toda a zona sul fluminense. não havia qualquer igreja batista organizada.

Após 19 anos de exercício pastoral. Maricá. Quem Era Elias Portes Filho? Elias Portes Filho foi ordenado ao Ministério da Palavra no dia 10 deagosto de 1920. Temos que evangelizar. entraremos no trabalho. como tal. Temos que proclamar. que o sucesso depende de nosso esforço com a bênção de Deus. região bem diferente daquela em que. Daí. realizada em Campos. E a Junta Estadual resolveu transformar em realidade este pensamento. até ao tempo de sua frutescência. Sou batista. É a contribuição monetária para que a junta possa sustentar o trabalho. nenhuma ilusão nutrimos: o evangelho épara todos. Todavia. estariam os filhos recebendo a assistência necessária. Itaperuna. com quatro filhos — três meninas e um menino. escreveu: "Saímos do norte para o sul do Estado do Rio. já era bem conhecida a sua experiência pastoral. Ao lado da evangelização. idôneo e com longa experiência como evangelista. Quando foi nomeado missionário para o sul do Estado do Rio. como apregoava o profeta Isaías. A tarefa é difícil. Desde há muito que se vem pensando na necessidade de se completar a evangelização do Estado do Rio de Janeiro. Nessa igreja. Era 142 . mas nem todos são para o evangelho. Era obreiro capacitado. E nessa concepção. o missionário procedia ao doutrinamento. com a cooperação financeira do missionário Christie e o auxílio do Colégio Batista." (1) O impertérrito missionário se entregou de corpo e alma ao afã de evangelizar toda a extensa região. Se cedo ou tarde. Bom Jesus. Por isso nos designou.B. o que fazer? O missionário A. apenas. de quem espero a cooperação franca e leal. Deste modo. Mas não é minha. Na assembléia convencional. Nesse ínterim. Ao chegar ao novo campo. e. até então. o missionário Elias Portes Filho. Águas Claras. não sabemos quando vai aparecer. São Gonçalo. O Pastor Portes ficava viúvo.Christie se propôs a ajudá-lo. senão de todos os batistas do estado. em 1937. o resultado desse trabalho. irmã Laura Portes. E já estamos a postos. a grandes e a pequenos. Foi da Igreja de Bom Jesus que ele saiu para ser missionário na "Zona Neutra". foi nomeado um missionário para cuidar da evangelização no sul do estado. realizando ali profícuo ministério. Os filhos foram colocados no internato do Colégio Batista Fluminense. O trabalho vai se desenvolvendo paulatinamente. Barra do Piraí. porém. O que queremos é a simpatia de todos. Os primeiros pontos de pregação são organizados. Foi atendendo a um imperativo da causa de Deus. sai do norte para o sul do estado. Liberdade. Desenvolvem-se estes e tornam-se em congregações. Sabemos. atuara. E agora. não resta dúvida. morreu-lhe a esposa querida. Temos que viver. O escolhido para ocupar esse cargo foi o Pastor Elias Portes Filho.Os batistas do estado ouviram o soar do clarim e decidiram fincar as estacas e estender as cortinas do evangelho ali. ele passara dez anos. Queremos agir sem perda de tempo. uma vez que havia exercido o pastorado das seguintes igrejas: Miracema. como ficou sendo chamado. creio na doutrina da eleição. em Campos.

era uma interrogação. Cantanilo H. A. sistemática e persistente que Satanás nos fez. ele escreveu e publicou no órgão oficial da convenção estadual um artigo sob o título "As Vitórias do Trabalho Missionário na Zona Sul". passados esses nove anos. Nesse itinerário. um sonho. Essa não nos faltou. até empossar o Pastor Walvique Soares. por alguns meses. Não havia liberdade política. com satisfação: o trabalho de Deus. com 18 membros. do ano de 1939.doutrinador-ortodoxo. pela maneira como as portas se nos abriam. Um deles chegou a me dizer: 'A polícia está às suas ordens'. distinta e singular para os batistas fluminenses. no dia 24 de abril de 1945. com 13 membros. Distinta. seguiu-se a organização das seguintes igrejas: Mangaratiba. hoje é uma realidade concreta. Piraí. que se organizou no dia 26 de novembro de 1944. o que para nós. contando. uma esperança. Elias Portes Filho e Augusto F. Foi no tempo do governo ditatorial. com 25 membros. Cowsert. e como as autoridades regionais e municipais nos recebiam. tendo o Pastor Elias Portes Filho pastoreado a mesma. está estabelecido também na região sul. "Recapitulemos. chegamos à conclusão de uma coisa: nossa tarefa seria. Outro sinal da sanção divina ao nosso trabalho foi a oposição secreta. as vitórias desse trabalho. "Segunda vitória: o apoio do nosso povo — os batistas fluminenses. 18 membros. Um outro disse aos seus subordinados: 'Façam tudo para que estes homens não sejam desfeitiados aqui'. se compôs dos seguintes pastores: José Jaoquim da Silveira. com 27 membros. no dia 27 de julho de 1941. nessa região. realmente. então. Dois anos de trabalho intenso e c organizada a primeira igreja da região. Cria que só com uma base bem sólida o trabalho podia permanecer. naquele tempo. no dia 20 de setembro de 1942.Stover. no dia 07 de fevereiro de 1943. 143 . Um belo artigo sobre como Deus realizou sua obra ali: "Vai fazer em maio próximo dez anos desde de que se iniciou o trabalho de evangelização da zona sul. na cidade dc Resende. O concilio. em nenhum instante. agora. Essa região a que nos propusemos evangelizar era. J. como se chamava na época. porque achava-se separada como "zona neutra". um começo difícil de trabalho. ou conselho. e singular. Depois de uma década de trabalhos missionários desenvolvidos pelo Pastor Elias Portes Filho.Pinto. quando entregou o pastorado ao Pastor Benedito Peçanha.B. T. O Pastor Elias Portes Pilho foi o pastor convidado e dirigiu o rebanho até 07 de julho de 1944.B. até então.fluminense. que veio a se tornar um grande obreiro nessa região. Podemos afirmar. que o trabalho era promovido sob a providência divina. Primeira vitória: proteção de Deus. Isso. pelos batistas. Após a organização da Igreja Batista de Resende. Volta Redonda.J. que fizemos a nossa primeira viagem de inspeção evangelística. mas a religiosa nos foi assegurada. no dia 12 de janeiro de 1941. Verificamos. " N o entanto.Costa.Christie. desde logo. "Foi na segunda quinzena de maio. porque ficou sem o trabalho dos batistas até aquela data. Barra Mansa.

"Quarta vitória: encaminhamento de obreiros. a Primeira Igreja de Volta Redonda. O terceiro foi em Piraí. O plano deu ótimos resultados e eu comecei a 144 . Vila de Monção que é. O trabalho. mobília. por exemplo. que já contam com órgão. O segundo foi em Serra d'Água. estando presente o saudoso irmão Ângelo Manzolilo. também não nos faltou. quer financeiro. em congregações e igrejas. nos seria muito difícil manter-nos nesse trabalho. orientei e organizei o itinerário de cada uma. E o quarto foi em Resende. pela prática do dízimo.Esse apoio. durante as férias. Essa vitória nos foi dada nos nossos primeiros esforços evangelísticos. Não obstante ser essa região a menor e mais nova do campo fluminense. que se realizava anualmente no Colégio Batista Fluminense. então. como Barra Mansa. em vários lugares. como itinerantes da União Feminina. Levei-as. no sul-fluminense. porém. Entre elas. Resende. alcançando o sustento próprio. debaixo da copa de uma mangueira. Mangaratiba. Assim por diante. "Quinta vitória: consolidação do trabalho. somos seis. Piraí. Sem ele. por uns dois meses. e o instituto estadual. "Sexta vitória: aquisição epatrimônio. permanecem ainda em casa alugada. "Graças a Deus por tudo quanto nos tem dado. várias igrejas da zona sul já possuem seu patrimônio. Nessa função. Escolhida como secretária-executiva da UFMB do campo fluminense. para a minha casa. a cidade de Italva. iniciou-se sem casa e sem equipamento. minhas alunas no colégio em Campos. hoje. De sua biografia. Não se contando Barra c Valença. a missionária Blanche Simpson passou a atuar em nosso estado em janeiro de 1939. "Terceira vitória: articulação de elementos nossos por batismos e cartas demissórias. Em Resende. se não me engano. Hoje. Angra. Miss Simpson trabalhou como itinerante da União Feminina do Estado do Rio. haviam se oferecido para trabalhar entre as igrejas do estado. E estão marchando para esse alvo. Afora os obreiros anônimos que são os crentes convertidos. Blanche Simpson realizou obra digna da apreciação dos batistas do Estado do Rio. O primeiro ato de batismo foi em Mangaratiba." (2> MISS BLANCHE SIMPSON E A EDUCAÇÃO RELIGIOSA E TEOLÓGICA Após ter passado dez anos no Estado do Espírito Santo. extraímos: "Algumas moças. etc. reunimo-nos. ser a que conta o maior número de obreiros. É verdade que outras. transferiu-se do Rio de Janeiro para a. O nosso fito é ver que as igrejas que se vão organizando se firmem. sem os quais pouco se poderia fazer na Seara. no seu trabalho. então. em relação. quer moral. realizou institutos bíblicos promovidos pelas igrejas das diversas associações. creio. dei-lhes um treinamento especial. Essa vitória está em meio.

pensar num trabalho semelhante para os moços, especialmente para
os que desejavam se preparar para o ministério.
"Estudando as necessidades de cada associação, achei que a Macaense era a que sofria maior carência dc obreiros. Transferi, então,
minha residência para o município de Santa Maria Madalena, onde
não havia até aquela data nenhum crente batista, e iniciei logo cultos
em minha casa.
" N o município vizinho havia duas igrejas, uma com sete membros
e outra com doze. Ambas estavam, há dois anos, sem pastor. No
intuito de promover o desenvolvimento do trabalho naquela zona,
convidei o Pastor Nilo Salles e esposa, de Italva, para virem mc ajudar. Pouco mais tarde, comprei uma casa antiga, mas bem espaçosa,
e prosseguimos em nossas atividades evangelísticas. Continuei ensinando minhas classes de educação religiosa no colégio de Campos,
oferecendo aos jovens que desejavam trabalhar na Causa um curso
pré-tcológico para alunos atrasados (alguns ainda cursavam o primário) e o teológico para os mais adiantados. Lembro-me de um aluno
vindo de Portela, moço da roça e de família muito pobre. Ele tinha
vinte anos e nunca freqüentara uma escola. Foi matriculado no
primerio ano do curso primário. Embora quase não pudesse ler,
coloquei-o no curso pré-teológico. No seu primeiro ano teve de fazer
oralmente todos os examos, pois, mesmo sabendo responder satisfatoriamente às perguntas, não podia escrevê-las. Desse modo,
completou nove livros. No segundo ano, completou onze, passando,
então, para o curso teológico. Era profunda a convicção que Otaciano
tinha de sua chamada para o ministério e enfrentava com rara disposição e alegria as dificuldades que surgiam. Com dois anos de estudo
conseguiu entrar no ginásio. Nunca foi um aluno brilhante, mas
alcançou notas para passar. Quando começou a pregar, revelou-se
um excelente ganhador de almas; sua mensagem era simples, mas
pregada com sinceridade, entusiasmo e segurança. Ao terminar o
ginásio, em Campos, matriculou-se no Seminário do Rio, onde se
formou. Casou-se com uma dc minhas alunas. Tornou-se um eficiente pastor.
" N a ocasião em que se reunia a Associação Macaense, apresentei
à assembléia um grupo de meus alunos e propus enviá-los semanalmente às igrejas sem pastor, para que eles pregassem e fizessem o
trabalho de evangelização nas imediações. Eu mc responsabilizaria
pelas despesas de viagem e daria a cada jovem uma pequena gratificação. Se fosse possível, as igrejas beneficiadas deveriam dar,
também, alguma coisa ao moço. Isso, entretanto, seria facultativo
e as igrejas poderiam ter a mesma cooperação, fornecendo apenas
a hospedagem.
" D e 1947 a 1950, muitos jovens viajaram de trem ou de ônibus,
saindo de Campos sábado à tarde e retornando segunda-feira de
manhã, em tempo de assistir às aulas. Esse era um modo prático
de treinar jovens e auxiliar as igrejas. Era também um meio de prover
aos estudantes algum recurso; quase todos eles vinham de lares muito
145

pobres e não contavam com nenhum auxílio. Davam horas de trabalho
no colégio, em troca da pensão, mas não dispunham de dinheiro
algum para as pequenas despesas". (1)
JUBILEU DE OURO DA PRIMEIRA IGREJA
BATISTA DE CAMPOS
Ocorreu em 23 de março de 1941 o Jubileu dc Ouro da Primeira Igreja
Batista de Campos. Por extensão, comemorou-se, também, o Jubileu de Ouro
do campo batista fluminense, já que este teve a sua organização vinculada à
organização daquela igreja. Para comemorar tão importante data, decidiu-se
que, naquele ano, a assembléia convencional seria realizada em Campos, no
templo da Primeira Igreja, nos dias 18 a 22 de julho.
O orador oficial das comemorações foi o Pastor Dr. João Fílson Soren,
na época, pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, que, no tempo
em que era pastoreada pelo missionário W.B.Bagby, organizara a Primeira Igreja
Batista de Campos. No seu sermão oficial, o Pastor Soren abordou o tema A
Certeza Cristã.
Apresentando relatório histórico dos 50 anos do trabalho batista fluminense, o missionário A.B.Christie informou terem sido organizadas, durante
aquelas cinco décadas, um total de 148 igrejas. Naquele momento, porém, o
número de igrejas do campo fluminense era de 124, em virtude do êxodo rural,
que levou algumas delas a fecharem suas portas. O número de membros arrolados nessas igrejas era, naquela época, de 16.000.
O pastor da igreja aniversariante, Pastor Leobino da Rocha Guimarães,
apresentou, também, em resumo, o trabalho realizado por sua igreja naqueles
50 anos de atividades (,) Na ocasião, encontravam-se vivos ainda alguns membros
fundadores, entre eles, o que lavrou a ata de organização da igreja, o irmão
Luiz de Souza. (2)
Esse marco glorioso da história dos batistas fluminenses levou a convenção
a traçar novos planos para o desenvolvimento da Causa. Naquela assembléia
convencional, foi aprovado o alvo de 3.100 almas ganhas para o Senhor Jesus
Cristo, sendo que 2.500 seriam de novos convertidos e 600 seriam de excluídos
trazidos outra vez para o rol de membros das igrejas.
As comemorações do Jubileu de Ouro foram motivo de grande regozijo
entre os batistas fluminenses. Para marcar aquele acontecimento, foi inaugurado
e colocado na parede de fundo do templo da Primeira Igreja Batista de Campos
o busto do casal Christie, esculpido em bronze.
A AÇÃO DO INTEGRALISMO NO
SEIO DAS IGREJAS
O movimento político denominado Integralismo, que teve suas raízes na
década de 30, era de inspiração fascista. O próprio fundador do movimento
no Brasil, que tomou o nome de Ação Integralista Brasileira, estivera com Benito
Mussolini, o Duee, na Itália, em 1930, de quem recebeu grande influência. De
lá escrevera:
146

"Tenho estudado muito o fascismo. Não é exatamente o regime que
precisamos aí, mas é coisa semelhante... O fascismo não é propriamente uma ditadura, mas um regime. O Ministério das Corporações
é a máquina mais perfeita... O parlamento é constituído pela representação de classes. Esta última coisa seria preciosa para um país
novo como o Brasil". (1)
Plínio Salgado foi o fundador e condutor desse movimento, por vários
anos, nc Brasil. Escritor brilhante, entre muitas obras, escreveu a Vida de Jesus,
obra que atraiu a atenção de muitos evangélicos, pelo estilo límpido com que
foi escrita.
A mensagem doutrinária do Integralismo atingiu todo o Brasil e os métodos
que usavam de propagação do movimento empolgavam muitos intelectuais.
"Usavam distintivos com as seguintes características: a letra grega
sigma, sinal matemático de soma ou produto integral, maiúscula,
em prata, sobre o mapa do Brasil, em azul real, dentro de um círculo
em prata. O uniforme, de uso obrigatório nas cerimônias públicas,
constava de calça escura e camisa verde, gravata preta, corrida, e braçadeira no braço esquerdo, com o sigma em preto sobre o fundo branco.
Os integralistas saudavam-se uns aos outros com a palavra tupi anauê
(ave ou salve), erguendo o braço direito com a mão espalmada. Deus
era saudado com quatro anauês, o 'chefe nacional', com três, os chefes
provinciais, com dois e os municipais, com um". (2)
Vários batistas, sentindo-se atraídos e simpáticos ao movimento, começaram
a usar o uniforme obrigatório — calça preta, camisa verde e gravata preta. Criam
que esse movimento político era a solução para os problemas do país.
Foi na região Centro-Fluminense que as igrejas batistas se viram mais
afetadas pelo Integralismo. A Primeira Igreja Batista de São Fidélis era pastoreada pelo Pastor Antídio de Souza, ex-pastor presbiteriano, que se tornou o
principal mentor dos ideais do Integralismo na referida região. Promovia encontros, desfiles dos camisas-verde, saudações com os anauês, etc.
Suas mensagens na igreja já eram misturadas com idéias pregadas pelo
Integralismo. Como resultado, surgiram discussões e desentendimentos. Diziam
os adeptos da ideologia que os líderes religiosos que se lhes opunham seriam
castigados ou mortos quando essa triunfasse.
Entre os obreiros que combatiam a ideologia, estava o Pastor João Barreto
da Silva, que, na ocasião, pastoreava a Igreja Batista de Pureza, e o Pastor Antônio
Soares Ferreira, que pastoreava a Igreja Batista de Portela.
Muitas igrejas sofreram com as influências do movimento. A Igreja Batista
de São Fidélis, por exemplo, foi atingida por dissensões, disse-me-disse e uma
série de problemas que, causando um mal-estar geral, traziam escândalo para
o evangelho. Gérson de Souza, membro dessa igreja, em carta ao Pastor Antônio
Soares Ferreira, datada de 12 de maio de 1935, informava que o "Fidélis deSouza" — seu irmão carnal — "estava defendendo o ex-pastor Antídio de Souza
c o Integralismo e que o mesmo Fidélis tinha levado à redação do jornal O
São Fidélis, um artigo intitulado "Bagunceiras Baptistas".
Ainda em carta endereçada ao Pastor Antônio Soares Ferreira, com data
de 20 de maio do mesmo ano, o irmão Gérson de Souza conta que " o Fidélis
147

pediu a palavra e atacou o comunismo ferozmente; mas todos notaram que ele
só faltou dizer que todos deviam ser integralistas para salvação da pátria". (J)
Tal foi a confusão no seio da igreja, que o Pastor Antídio foi excluído
do rol dc membros. Furioso, saiu debatendo-se e escrevendo artigos contra colegas
e contra a igreja. Publicou artigos atacando também o redator de o O Jornal
Batista, Teodoro Rodrigues Teixeira, chamando-o de, entre outras coisas, "velho
chapado",
Teodoro Teixeira profligava os erros do Integralismo e admoestava os crentes
quanto ao perigo de se filiarem ao mesmo. Daí ter sido mimoseado com muitos
elogios, como o de velho chapado.
No editorial de 7 de março de 1935, Teodoro Teixeira assevera:
" O que o Integralismo promete na verdade em matéria religiosa não
é coisa nova, mas uma coisa velhíssima — nada mais, nada menos,
que a ressurreição do estado teocrático, com nova indumentária e
alguma modificação, mas essencialmente o mesmo, com o seu cortejo
negro de intolerância, compressão, perseguições, etc, etc. A liberdade
religiosa que ele oferece, temo-la exemplificada na Alemanha Nazista,
com a elevação de um bispo protestante a uma espécie de papa,
forçando uma unidade de corporações, sem consultar as mesmas,
e a expedir decretos por cima dos sínodos regionais protestantes; contra
o que grande parte do clero protestante mais representativo e idôneo
se tem levantado em revolta, arriscando a liberdade e a própria vida.
Liberdade religiosa e Estado professadamente religioso, orientador
de religião, são coisas de todo antagônicas". (4>
Mas não era só o O Jornal Batista que estava fazendo a clarinada para
despertar os crentes contra o Integralismo que vinha avassalador como uma
avalanche. Outros jornais, como o O Puritano, órgão da Igreja Presbiteriana
do Brasil, redatoriado por Galdino Moreira, também verberava os erros do Integralismo e aconselhava:
"Achamos que os crentes, pelo menos por enquanto, não devem tomar
parte no Integralismo nem a ele filiar-se, por isso que é atualmente
uma ideologia confusa, não perfeitamente definida nas suas teses
religiosas. Falam em liberdade de crenças, mas há livros e outros
documentos, que já vimos, que tomam Roma como a religião oficial.
Além disso, há nele princípios que o crente não pode admitir, como
este: 'Ou pela razão, ou pela força". Também há teses sociais muito
perigosas que o crente não pode abraçar". <5>
O Integralismo provocou também certas dissensões em algumas igrejas no
norte do Brasil. O Pastor Coriolano Costa Duclerc, um dos valentes obreiros
do Senhor naquela região, em artigo intitulado Em Defesa da Verdade, ponderava:
" O Integralismo vem fazendo a sua catequese militarista e pertubando
a paz das nossas igrejas, arrastando à sua grei vários dos nossos irmãos
novos e inexperientes, atraídos pelo espetáculo dos camisas-verde.
Este nobre jornal," — O Jornal Batista — "sentinela avançada de
nossa causa no Brasil, em vários números deu brado de alarme, public a n d o artigos i m p o r t a n t e s e valiosos c o n t r a a inovação
político-religiosa do Sr. Plínio Salgado, prevenindo todos os crentes
para não caírem no perigo de adotá-la". (6)
148

O Integralismo se "baseava no lema: 'Deus, pátria, família', isto é, na religião católica, na organização cooperativista do Estado e na organização patriarcal
da sociedade" (7) e, se triunfasse, teria feito muitos mártires, pois iria impor,
a fogo e ferro, o seu domínio. Seus adeptos tudo fariam para o estabelecimento
da Igreja do Estado, como fora no período do Império.
Com o golpe de Estado, dado por Getúlio Vargas, em 10 de novembro
de 1937, o Integralismo, com os outros partidos, foi dissolvido.
O POVO ZOMBAVA DOS CRENTES
Itaocara era uma cidade fechada ao evangelho. O padre daquela localidade
exercia grande influência sobre a população, proibindo-a de participar de qualquer atividade promovida pelos crentes.
Por várias vezes, o Pastor Antônio Soares Ferreira, que pastoreava a Igreja
Batista de Portela, tentou comprar, ou mesmo alugar, uma propriedade para
a realização de cultos naquela cidade. Nada conseguia, pois o povo, temendo
as reações do Padre Ananias, que mandava até nas consciências alheias, fugia
a qualquer envolvimento com evangélicos.
Ai de quem, em Itaocara, abrisse suas portas para a realização de um culto
evangélico! Estava marcado! Era colocado na "geladeira", desprezado e considerado persona non grata ao município.
Depois de muitos esforços, conseguiu o Pr. Antônio Soares Ferreira realizar
alguns cultos. Como houvesse ali um senhor, por nome Alderico, considerado
pelo Pr. Soares como pronto para batismo, resolveu o pastor batizá-lo, no Rio
Paraíba, que banha a cidade. Houve apupos, vaias e toda espécie de "chacota".
A tal ponto, que alguns elementos da cidade pegaram o irmão Alderico pelos
braços e pelos pés e, carregando-o pelas ruas da localidade, gritavam: "Olhem
o Alderico Pinico protestante... Olhem o Alderico Pinico...".
Cenas como essas, outras piores ainda, foram registradas no trabalho batista
em solo fluminense. Mas os crentes não se atemorizavam. Para Itaocara mudou-se a família do Sr. Sóther Lanes, cuja esposa, irmã Gersoni Lanes, conhecida
por D. Nininha, era muito consagrada. O trabalho batista começou a ter mais
aceitação pelos habitantes daquela localidade. Hoje, há ali uma igreja florescente.
CONVERSÃO DO EX-PADRE GENTIL DE CASTRO FARIA
A conversão do ex-padre Gentil de Castro Faria trouxe um certo reboliço
entre o clero católico campista, ao mesmo tempo em que provocou grande alegria
para os evangélicos, principalmente, para os batistas.
Gentil de Castro Faria deu a sua pública profissão de fé no salão nobre
do Colégio Batista Fluminense, onde se reunia a Segunda Igreja Batista de
Campos. O pastor e professor João Barreto da Silva, então diretor do colégio _
e pastor da Segunda Igreja, foi quem o ouviu em sua profissão de fé. Depois
de aceito pela igreja, foi ele batizado, juntamente com o então estudante, hoje
pastor, Erodice Gonçalves Ribeiro, num tanque existente nos fundos do colégio.
O ex-padre Gentil de Castro Faria era casado com D. Cely Manhães Faria.
Grande era o desejo do novo convertido de testemunhar da graça de Cristo
em sua vida. Assim, começou a aceitar convites, aqui e ali, para realizar confe149

escrevendo sobre Padres Católicos que Abraçaram o Evangelho. também. em Campos. dando o seu testemunho de conversão a Jesus Cristo. a certa altura declara:"Recentemente. vereador à Câmara Municipal de Campos. professor de Filosofia no Liceu de Humanidades. Gentil de Castro Faria em seu livro de memórias. que está deslumbrando os crentes em Campos com sua obra missionária. Percorreu muitos estados." Muito envolvido com a obra educacional. no município de Campos. de Ururaí e Baltazar. Atuante na obra batista local. Gentil Faria foi diretor do Colégio Salesiano. fundador do Instituto Castro Faria. desembargador na Paraíba. O padre Antônio Ribeiro do Rosário dá sua impressão sobre o Pr. Veja em NOTAS E CITAÇÕES 150 . proprietário do Colégio Rui Barbosa. Osias Gomes.rências. o qual dirigiu até a sua morte. e. no Rio e em Campos: o padre Tarcísio Leal e o notável orador sacro Gentil de Castro Faria. mais tarde. exerceu o pastorado das igrejas. dois padres aceitaram o Salvador. foi professor no Colégio Batista Fluminense. membro da Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense e professor de Filosofia no Seminário Teológico Batista Fluminense. Ordenado pastor em 1958. Foi.

publicado no jornal O Estado. quando os batistas fluminenses comemoravam o seu cinqüentenário. O diretor. Recebendo o apoio que esperava. no plenário convencional. Estando divididas as idéias dos componentes da junta. Meses depois. que expediu uma Circular. capital do estado. Entre aqueles que mais atraíram a atenção dos convencionais. Para que os ideais se colimassem. do dia 14 de fevereiro de 1942. prevenindo seus diocesanos contra o trabalho do reccm-organizado colégio. 151 . Pretendeu-se que o colégio fosse administrado pela própria Convenção Batista Fluminense. veio à tona. o assunto relacionado com a administração do Colégio Batista de Niterói. quanto à escolha do diretor para o colégio. Pastor Manoel Avelino de Souza. o pastor Manoel Avelino de Souza saiu a campo. juntamente com outros líderes estaduais. houve nessa reunião um certo agastamento. Na ocasião. em 1941. então. que logo teria bom número de associados. a Junta Executiva tratava desse encampamcnto e da escolha do diretor para o colégio. reunindo-se em Campos. pareceres de grande interesse foram apresentados. visando ao progresso da causa do Senhor. foi criada a Associação Batista de Educação. o Pastor Manoel Avelino de Souza. tinham habilitação para dirigi-lo. Na assembléia de 1948. A organização do Colégio Batista de Niterói desgostou o bispo da cidade. sentiu que já não se poderia mais adiar a organização desse colégio. providenciando a criação da instituição. achando alguns que o processo usado para isso não fora legítimo. realizada no auditório da Faculdade de Direito de Niterói.Capítulo X FIRMANDO AS ESTACAS NA BENEFICÊNCIA E EM OUTRAS ORGANIZAÇÕES COLÉGIO BATISTA DE NITERÓI Na assembléia convencional realizada em Campos. Tanto o Pastor Avelino. estava o que se referia à organização de um colégio batista em Niterói. comentando e agradecendo ao bispo a emissão daquela circular. como o Pastor Alberto Araújo. escreveu um artigo.

coadjuvado por sua esposa. pelo Colégio Batista de Niterói. em 1946. se a Junta Fluminense conseguisse uma solução para o desentendimento havido entre ela e o irmão Mac Neally". Aí 152 . onde viria a fundar a Igreja Batista Central e. A Missão Batista do Sul respondeu informando que lamentavam "que houvesse um desentendimento tão grande entre um missionário da nossa Missão e a conceituada Junta Estadual da Convenção Batista Fluminense". Como o problema se agravasse e tomasse vulto. logo surgiram. E. o missionário Mac Neally deixou a função que lhe fora atribuída pela junta e se transferiu para Volta Redonda. Como sói acontecer. através de sua Junta Executiva. após 39 anos dc atuação missionária no campo batista fluminense.B.B. a Junta Executiva da Convenção Batista Fluminense enviou um ofício à Missão Batista do Sul do Brasil. onde lecionou. Maria Amália de Carvalho Souza e. Em 1976. O ofício era assinado pelos pastores Fidélis Morales Bentancôr e Henrique Marinho Nunes . porque a dívida do colégio com o INPS fosse preocupante. viúva do Pastor Manoel Avelino de Souza. com a morte do Pastor Manoel Avelino de Souza. passou a ser dirigido pelo Pastor Samuel de Souza. os signatários da carta encerravam-na: "Concluindo. as circunstâncias que envolviam os colégios particulares eram desfavoráveis. o Colégio Batista. a Associação Batista de Educação decidiu desativá-lo. Eva de Souza. hoje. Em 1962. sempre surgem problemas de relacionamento. os batistas fluminenses. secretário da mesma. os primeiros choques. no período de 1942 a 1976. Sua influência cristã c moral alcançaram professores e alunos que a ele estiveram ligados. Sobre esse acordo. entre esse e os nossos mais destacados líderes. caso fosse possível.Mac Neally.J. por D. o Colégio Batista de Niterói ficava como até então — a Associação Batista de Educação continuaria a mantê-lo. passando suas propriedades para a Convenção Batista Fluminense. O Colégio Batista dc Niterói prestou bons serviços à obra educacional. que previa a criação do "Fundo Memorial Pr.B.Mac Neally para substituí-lo. Christie a do missionário W. presidente da Comissão Executiva da Missão do Sul. convidaram o missionário W. narrando-lhe o problema e solicitando que o missionário fosse transferido de campo de atuação. Manoel Avelino de Souza". não tendo havido o necessário tato e o bom senso que se requeria.Terminada a reunião da junta. 1 " Como conseqüência dessa desinteligência. a Profa. também. E.Cowsert.Stover. uma das grandes instituições educacionais do sul fluminense. que é. mais especificamente na cidade de Niterói. Assinaram-na T. A obra educacional do Estado do Rio contou com relevantes serviços prestados. que é a representante da Junta de Richmond na parte sul do Brasil. Após tecerem vários comentários. e um ano no Rio. sendo enviado para outro estado.B.Christie do Brasil. em seguida. PERÍODO DE TRANSIÇÃO MISSIONÁRIA Com a retirada de A. Era bem diferente da personalidade do Dr. e J. podemos afirmar que a Missão ficaria muito contente. quando há trinta anos de liderança. não foi outra coisa o que sucedeu no campo batista f luminense. mediante o Acordo do Ingá. discorreremos em outra parte desta obra.

Esse. Os pastores ganhavam muito pouco. Mas. destacamos o missionário Dodanim Gonçalves. A idéia se divulgou paulatinamente. mal podendo sustentar suas famílias. ficaram famosas as foices RG (Rogério Grassini).adquiriu mais dez terrenos. daria certo. Quando. que possuía uma propriedade em Aperibé. E. Naquela época. não havia os benefícios oferecidos pelo governo. A OBRA DE BENEFICÊNCIA Desde os primórdios do seu trabalho. auxiliaram o Pastor Alfredo Reis. Todos os esforços foram insuficientes para alcançarem o ideal. Mas nada conseguiram. Havia a ferraria. As senhoras batistas tratavam com muito zelo c carinho desse assunto. o casal recebeu carta da Junta Executiva informando a falta de recursos para obra de tal envergadura. Kléber Martins. no desejo de ver todos os crentes amparados. O Pastor Alfredo Reis sofreu um acidente. o brilhante causídico Eliasar Rosa. Mais tarde. durante algum tempo. Alfredo Reis achava que o patronato poderia ser sustentado. outros obreiros se incorporaram a esses irmãos na propagação do mesmo ideal. Primeiro se pensou em organizar uma entidade que viesse ao encontro das necessidades das viúvas dos pastores. etc. parecia. no qual enfeixou muitas poesias de vários de nossos literatos. em caso de morte do chefe da família. Isso tudo serviu para fazer arrefecer o alvo. porém. no ano de 1945(1). fabricadas na "ferraria do Pastor Alfredo Reis". propugnando pelo ideal de um orfanato. A última tentativa que. Viviam mesmo pela fé. foi organizada uma entidade que recebia dos sócios contribuições financeiras que tinham em vista formar lastro financeiro para atender às necessidades dos obreiros. foi criada a Caixa de Socorros Mútuos. Na época. Entre os jovens que. Desde cedo. foi a nomeação do casal Alfredo e Alice Reis para serem diretores do orfanato a ser criado. também. Joaquim RoSa é um deles. estavam para ir para Aperibé. A obra cresceu. Diante dessa situação. os batistas fluminenses sentiram a necessidade de manter uma obra beneficente. Obreiros como Leonel Eyer. É uma preciosa coletânea. que era dirigida pelo irmão Rogério Grassini. Seu filho. instalou naquela cidade o Patronato. em seu patronato. para alcançar o acalentado ideal. ainda assim. tendo de lançar mão de grande parte de seus recursos para atender à sua saúde prejudicada. estavam sempe na linha de frente. Alfredo Reis. em 1943. Não foram poucas as famílias que. com vistas à construção dc templos para futuras igrejas na cidade. Nem era possível pensar que poderiam juntar recursos para um futuro financeiramente mais tranqüilo. o opúsculo Exaltação. o plano não logrou ir avante. f oices. se começou a pensar no amparo às crianças órfãs. garfos. Nela se fabricavam cavadeiras. com o trabalho produzido pelos que ali estivessem abrigados. que escreveram sobre o órfão. porém. teve vida efêmera. O Pastor Alfredo Joaquim dos Reis. facas. Foi uma decepção! (2) 153 . realizada em Petrópolis. perdendo o seu chefe. precisavam de ajuda para sobreviver. Isso se deu por ocasião da assembléia convencional. para a qual contribuíam e pela qual eram beneficiados quaisquer membros de igrejas batistas que a ela quisessem se filiar. em grande parte. preparou. Chegou a quase instalar um orfanato.

a idéia voltava a ser esquecida. o Pr.Organização do Orfanato Batista Fluminense Durante vinte anos. "Um olhar retrospectivo" — Pr." O Pastor Antônio Soares Ferreira e a Igreja Batista de Aperibé aceitaram. por ter-se casado com o missionário Jonas Borges da Luz) abrilhantaram a solenidade com a apresentação de várias músicas e poesias alusivas ao órfão. Israel Pinheiro 5. Mas o orfanato ficará criado. Ele vai organizá-lo e vai morrer. o missionário Mac Neally disse. Música — orquestra 4. no Hospital dos Servidores do Estado no Rio. Palavra do pastor da igreja 3. em vista da impossibilidade de a convenção e a associação poderem levar avante o plano de organização do orfanato. após as reuniões das assembléias convencionais. durante as reuniões da Associação Centro-Fluminense. Era um domingo. Adiei é hoje médico bem sucedido em Cabo Frio. Sermão — Pr. que já vem trabalhando em prol desse ideal. que a iniciativa fosse entregue à Igreja Batista de Aperibé. Antônio Coelho Varella 11. organize o orfanato. Usando linguagem dramática. Vendo que baldados eram todos os esforços no sentido de se organizar o orfanato. então. após a realização da EBD. A organização se deu na tarde do dia 20 de outubro de 1946. também. São eles: Adiei. Soares. para que o Pr. realizadas em 1946.B. na cidade de Portela. Transferência da Sede do Orfanato Sentindo que a Igreja Batista de Aperibé não estava mais interessada em manter em suas instalações o orfanato. Música — orquestra 7. incluindo as seguintes partes: 1. o desafio. com o casal Reis. conse! 54 . trabalhando. Oração — Pr. Empolgava os mensageiros. Oração inaugural — Pr. a dar os primeiros passos no sentido de instalarem o orfanato. Antônio Soares Ferreira. o missionário W.Mac Neally. Discurso — pré-seminarista Ebenézer Soares Ferreira 10. Soares. na Vila de Aperibé. A igreja cedeu a casa. onde funcionava a escola e começaram. Alfredo Reis 9. com grande sacrifício. propôs que. Os primeiros órfãos chegaram no dia 14 de fevereiro de 1947. José Silveira As irmãs Profa. Aneirce e Anzi Pereira Pinto que tinham vindo de Cardoso Moreira. diante da associação: "Entreguemos o assunto a essa igreja. David Coelho 2. mas. Eth Ferreira Borges da Luz. Antônio Soares Ferreira 6. nas instalações do templo da igreja local. da qual era obreiro o Pr. Abertura — Prof. a idéia de se organizar um orfanato surgiu nos plenários da Convenção Batista Fluminense. Oração final — Pr. A programação de organização do orfanato deu-se às 13 horas. O orfanato recebeu o nome de Orfanato Batista Fluminense. Ana Karklin e estudante Eth Pires Ferreira (hoje. Todo o dinheiro que possuíam eram vinte mil cruzeiros. Instalação solene — pastor da igreja 8. então.

2. depois. D. após quase dez anos dc lulas. na época. que veio. 4. coube a cie e ao presidente da junta. Fidélis Morales Bentancôr. Francisco Quirino da Costa. Antônio Soares Ferreira na Secretaria Administrativa da instituição o Pr. A junta vendeu a propriedade de Três Irmãos e adquiriu novas propriedades em Rio Douro. em 1955. Foi na sua gestão que tiveram início os estudos para transferir o orfanato para outra localidade e. Inaugurou-se o prédio no dia 16 de 155 . lá permanecendo até o dia 20 de dezembro de 1970. Em Aperibé.guiu adquirir uma propriedade de seis alqueires na localidade de Três Irmãos onde já havia três casas. No dia 08 de maio de 1960 foi inaugurado o 'Lar Para a Velhice Desamparada''. no dia 28 de julho de 1958. Maria. na cidade de Campos. se vendida. A instituição mudou-se de Três Irmãos para Rio Douro. Sucedeu ao Pr. na sua administração. Ali instalou o orfanato. assumindo o ativo e o passivo. Maria Ferreira da Silva. (3) A Nova Ease e o Primeiro Diretor O jornalista Óthon Ávila do Amaral fez um histórico deste período e o publicou em O Jornal Batista. Deixou o orfanavo com 80 crianças e as dívidas pagas! A Administração do Pr. sanar as finanças da instituição. a se casar com o Pr. Pr. 5. Maria Salgado e D. Osvaldo ficou naquela função três anos. a grande ajudadora foi a irmã Nadir Cordeiro. daria para pagar a dívida várias vezes. sendo seu primeiro presidente o Pr. onde hoje está localizada a sede do Lar. o seu braço forte foram sua filha Esther Ferreira (hoje. José Silva. por sinal. Encampamento do Orfanato Com a saúde abalada. Soares. Isaac e D. casada com o Pr. Naquela ocasião eram 76 órfãos que vinham sendo sustentados pela fé. foi empossado na secretaria executiva do Orfanato Batista Fluminense no dia 20 de novembro de 1957. resolveu apelar à convenção no sentido de encampar o orfanato. o novo nome da instituição: 'Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira'. O Pr. uma Junta de Beneficência para administrá-lo. durante treze anos. Fidélis Morales Bentancôr. Soares. o Pr. no dia 12 de junho de 1962. Teófilo Purens). Soares não quis fazer isso e entregou tudo à convenção que elegeu. portanto. Grandes coisas aconteceram nesse período: 1. esposa do Pr. A propriedade em que se encontrava o orfanato. No dia 1? dc maio de 1961 foi lançada a pedra fundamental da nova sede. Mas o Pr. A Assembléia da Convenção Batista Fluminense aprovou. Osvaldo Soares dos Santos que. 6. 3. era sobrinho do Pr. Em Três Irmãos. Isaac da Costa Moreira " O casal Moreira. Demos-Ihe a palavra: "Com o surgimento da Junta de Beneficência o Orfanato Batista Fluminense começa uma nova etapa de sua história no mesmo espírito que marcou a sua fundação: servir à causa da criança desamparada c órfã. Pr.

a orientação cristã que aquele lar se preocupa em oferecer àqueles que se tornam seus filhos. foi inaugurado em Campos. Administração do Pr. 8. Suas doações permanecerão por toda a existência daquela instituição. Concluiu a Casa do Ancião. Antônio Soares Ferreira" no dia 09 de dezembro de 1989 e acumulou. Instalou serviços médicos e odontológicos. Instalou telefone na sede. Nilson Godoy O Pr. iniciada na administração do Pr. João Batista Paulo Guedes também ficou um ano e sete meses à frente da instituição. que foi uma doação do Colégio Batista. A oficina servia para a publicação do jornal do colégio. Nilson Godoy assumiu a direção do "Lar Batista Pr. 156 . Ampliou o abastecimento de água para a instituição. 5. recebendo o mesmo o nome de Pr. Está com muitos planos. Doações de Imóveis Feitas ao Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira As pessoas abaixo relacionadas fizeram doações de imóveis ao Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira. de seus bens para a obra realizada no "Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira". 7. João Antônio Amorim "Assumiu o Pastor Amorim a função de secretário-executivo no dia I o de maio de 1971. Élcia Barreto Soares". O Senhor espera que outros sejam inspirados a dar. 2. com o grande apoio da Associação Batista da Planície. Achou-se que ela seria mais útil ao Lar Batista Pr. Antônio Soares Ferreira. Osvaldo Tinoco fica algum tempo à frente do Lar. Isaac. sendo que nào se encontravam totalmente pagos. 4. também. Fundou o jornal Lar Batista. produzindo frutos incontáveis. o Pr. existente em Mazomba. 7. Essas têm seus nomes ligados à obra social ali mantida. 2.Ebenézer Soares Eerreira — Cinco terrenos em Campos. 1. Em sua curta gestão. Administradores Interinos da Instituição " C o m o afastamento voluntário do Pr. Iniciou a organização da Associação dos Ex-Alunos do Lar". 6. além da assistência física e social. mantido pela Associação Itaguaitiba. tendo a junta terminado de fazer os pagamentos que restavam. A junta encampou o orfanato 'Primeiro de Maio'. no dia 23 de março de 1991. através das vidas de órfãos que lá receberem. 8.outubro de 1965. o Pr. também. Isaac. Lá esteve por mais de 15 anos. 1. Gestão Pr. 9. Que eles se concretizem logo. Inaugurou-se a oficina gráfica. Sua administração foi do agrado dos batistas fluminenses. 3. Iniciou a biblioteca do Lar. Alfredo Reis. Adquiriu kombi para o Lar. Que cada associação procure criar também uma obra de tal jaez. Iniciou programa radiofônico na Rádio Copacabana. Posteriormente. a função de secretário-executivo da Junta de Beneficência. o "Lar Batista Profa.Anuar Aragão de Góis — Dois terrenos em Nova Iguaçu e um em Araruama.

O último foi realizado em Fonseca.Uma propriedade eom uma casa e uma meia-água. 1 . em Macaé. 5. Assim. finalmente. realizado anualmente. O apoio que solicitavam não era só moral. eom três apartamentos. e reunia-se com a liderança dos homens batistas de várias igrejas para orarem. 174. Itaperuna. 153.Moisés Silveira — Um terreno. com o franco apoio que todos esperavam. medindo 12mX70m. de pronto. onde foi instalado o Lar Batista Profa. Nos seus congressos os homens batistas fluminenses têm procurado. Élcia Barreto Soares. São Gonçalo. em 1943. em locais com capacidade para hospedagem de um bom contingente de congressistas. Já se realizaram 28 congressos. por ocasião das assembléias convencionais. Três Rios e outras importantes cidades do estado têm sido palco das realizações dos congressos que têm apresentado boa programação. já vendido pela junta. Uma das promoções que mais contribuíram para o seu desenvolvimento foi a criação do Congresso dos Homens Batistas Fluminenses. de 26 a 29 de março de 1964. a organização não contou. que foi criado um grupo de trabalho composto dos pastores Henrique Marinho Nunes. À noite têm sido realizadas pregações evangelísticas por pregadores de renome vindos. de outros estados brasileiros. realizada em Macaé. Assembléia Convencional. louvarem ao Senhor e estudarem planos para o seu trabalho. de quando em quando. Campos. em Campos. Alberto Araújo e Fidélis Morales Bentancôr. trazer oradores de fora. Os que se interessavam pelo assunto apelavam no sentido de que a convenção lhes desse também oportunidade de realizarem seus trabalhos tendo o respaldo da própria convenção. Mas. A João Baptista Bittencourt — Um apartamento. alguns deles. cm Rio Dourado. Henrique Marinho Nunes. nos moldes do que era feito pelas senhoras. Ele aproveitava os períodos vagos. situada à Rua Tancredo Neves.José Luís Gonçalves — Um prédio. por ocasião da Semana Santa. situado à Rua Marechal Deodoro. O primeiro foi realizado em Cachoeiras de Macacu. com a finalidade precipua de estudar a possibilidade de organizar o trabalho dos homens batistas no estado. Pádua. UNIÃO MASCULINA MISSIONÁRIA BATISTA FLUMINENSE A atual União Masculina Missionária Batista Fluminense teve sua gênese nas reuniões promovidas pelo Pr. com a cláusula de usufruto. Começou com passos débeis. e duas lojas comerciais situadas nos números 176 e 178 da mesma rua. dc 130m2. Macaé. tendo como orador oficial o Pr. Para maior interesse de todos os homens têm sido convidadas para preletores pessoas de reconhecido mérito na denominação estadual e nacional. Foi na 35a. 6. Caxias. Jair Garcia. foi organizada. os hiatos. Assim é que trouxeram da Vene157 . mas também de ordem financeira. Niterói. Foi.Evangelina Guedes — Um apartamento em Campos. porém. Como sói acontecer em muitos casos semelhantes. se desenvolvendo.Marcelino Lima Pereira — Uma casa em Jardim Catarina. A doação tem cláusula de usufruto. I.

líderes que ocupam posição de saliência no estado e vieram a ser presidentes do Congresso dos Homens Batistas do Brasil. David F^ de Oliveira. que se empenhou de corpo e alma para que essa organização fosse criada. Ophir Pereira de Bairos. Ampliato Cabral. Patrício Portela. 158 . Elias Pessanha. sobressaindo-se. o Pr. membro do Conselho Geral da Aliança Batista Mundial e Kennedy Cooper. Oliveira. Daniel Arnaldo do Nascimento. labora no Estado de Mato Grosso do Sul. Giovani S. Henrique Marinho Nunes. Dr. Atualmente a União Masculina Missionária Batista Fluminense é presidida por José Pimentel Júnior. que veio. Artur e. Dr. Assis Cabral. Manoel Juventino Sant'Anna. A criação da União Masculina Missionária Batista do Brasil é fruto da visão de vários líderes do trabalho dos homens em igrejas fluminenses. Dos Estados Unidos já falaram em congressos da UMMBF os Drs. esse denodado obreiro. Florentino Nogueira. membro da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo. Levi Silva. Almir Rodrigues. Como o Pr. a ser pastor e. Houve vários pastores que trabalharam muito dando apoio à União Masculina Missionária. famoso pelos exercícios Cooper. Muito fizeram pelo desenvolvimento da UMMBF pessoas como Nicodemos Barreto. Kléber Faria. Ivair Simões. São eles: Waldemar Zarro. Hermilo Gomes da Cruz. Outros irmãos têm contribuído para o desenvolvimento da entidade referida: Custódio Romualdo dos Santos. Abdiel Duarte. Esta entidade tornou-se modelo para a criação dc outras em vários estados. Dioceles Patrício. Alcides Cunha. Antônio Moreira Portes. Alcides Cunha. e para que ela tivesse seu congresso anual. Jacy Fructuoso. Paulo Mainhard. no momento.zuela. Galdino de Oliveira. Eloyd Harris. Alcides Cunha. entre eles. que não tem medido esforços para que a organização cresça a cada ano. Antônio Fausto de Oliveira. Carlos Schumann. Eudóxio Azevedo. Pr. o Pr. Isaac Moreira. Faz alguns anos que é seu secretário-executivo o Prof. mais tarde. podemos citar também os nomes do Dr. Rhoelmcr Abreu Louzada. do Peru.

com ele. Seus 15 componentes foram os seguintes: por um ano — Pr. Pr. Miss Blanche Simpson. por dois anos — Pr. em que a Junta Executiva era extinta e quatro outras juntas eram criadas. José Joaquim da Silveira. Isaac da Costa Moreira. O trabalho se desenvolvia e. Mister se faz estudar todos os envolvimentos e procurar descobrir se outra estrutura traria maior progresso para a obra. Pr. Estudos foram apresentados. na Primeira Igreja Batista em Macaé. Pr. Isaac Martins. Ageu Neto. A obra da educação requeria maior atenção. outros sentem que estruturas que foram boas em determinadas épocas podem deixar de produzir como se espera. Chegou-se finalmente a um consenso. Por exemplo. Pr. O mesmo acontecia com a obra de evangelismo e beneficência. José Fernandes Murta e Pr.Capítulo XI PERÍODO DE REESTRUTURAÇÃO REESTRUTURAÇÃO DO TRABALHO NO CAMPO BATISTA FLUMINENSE De quando em quando. Samuel de Souza. pois o desenvolvimento da obra requer a aplicação de novos métodos. Isso ocorreu no dia27 de julho de 1954. Moisés Henrique dos Santos e Gê Sardenberg. por três anos — Pr. que foi votada toda a reestruturação. veio a surgir no campo batista fluminense. No entanto. Foi. Virgílio Faria. novas diretrizes.Mac Neally. Jabs dos Santos. também. Waldemar Zarro. Como resultado dos ideais propostos em convenções e em artigos publicados em O Escudeiro Batista. O campo batista fluminense foi o primeiro no 159 . alguns líderes sentiram que a existência de uma única junta já não atendia ao desenvolvimento do trabalho. porém. W. na Assembléia da Convenção Batista Fluminense que se realizou em 1959. Abelar Suzano de Siqueira. várias propostas foram feitas e discussões se sucederam. a necessidade de reestruturação. No campo batista fluminense ocorreram mudanças. Pr. que acompanhem o mundo também em desenvolvimento. é necessário que aconteçam mudanças no trabalho. Pr. Sempre há aqueles que se apegam ao status quo e não desejam mudança alguma.B. José de Souza Herdy e Pr. uma segunda junta: a de Educação.

Pr. a Associação Filantrópica Rui Barbosa mantém serviços médico-hospitalares. ao mesmo tempo. Antônio Ferreira. John Riffey caberia ordenar todo o trabalho. Naquela região não há nenhuma instituição de beneficência ou serviço social. Walter Santos. Resolveu ele. ASSOCIAÇÃO FILANTRÓPICA RUI BARBOSA Nasceu essa entidade filantrópica em 1952. como tesoureiro. Pr. fisioterápicos e odontológicos. Pr. com o irmão Manoel Bernardes de Oliveira. Antônio Soares Ferreira que fundara. ambulatoriais. A Junta de Beneficência ficou assim constituída: por um ano — Pr. então. João Barreto da Silva. de desprendimento e de zelo pela obra do Senhor demonstrado pelo irmão Manoel Bernardes de Oliveira. por três anos — Pr. Paulo Mainhard. A Junta de Evangelização foi composta dos seguintes membros: por um ano — Pr. Salvador Borges. a única. D. Ao se organizar. Erodice Gonçalves Ribeiro. Antônio Coelho Varella. D. Itamar Francisco dc Souza. Pr. Pr. Junta de Evangelizaçao. por dois anos — Pr. Oswaldo Viana. Orou ao Senhor Deus e. pastoreando a Primeira Igreja Batista em Macaé. por três anos — Pr. Pr. por dois anos — Francisco Rosa. cada junta elaborou e registrou seus próprios estatutos. Dalson Pinto Teixeira. Cada qual teria seu campo específico dc atuação. Samuel Leite Fonseca. Luiz Laurentino da Silva. Ao missionário Dr. 160 . graças ao espírito humanitário. logo. estaria o consagrado obreiro. Manoel Avelino de Souza. Waldemar Zarro. a fim dc poder se tornar pessoa jurídica. Pr. A Junta Coordenadora ficou assim constituída: por um ano — Pr. Pr. Pr. Edmundo Antunes. Pr.Stela Borges de Araújo. no momento. por três anos — Pr. Pr. Benedito Sampaio. Osmar Soares. Pr. Ageh de Oliveira Pinto. Florentina Rodrigues Barreto. Rubem Coelho dos Santos. Walter Velasco. Julieta Sales. Ary Macharet. fundar um abrigo para velhos desamparados. Albino Adolfo Veríssimo. Pr. Pr. é essa associação a pioneira e. Mário Barreto França. Auxiliando-o. Nilo Cerqueira Bastos. Daniel de Almeida. Isso. Fidélis Morales Bentancôr. José Ferreira da Silva. Antônio Soares Ferreira. Waltir Pereira da Silva e Pr. Edmundo Antunes da Silva. a obra era organizada. estadual ou municipal. Fidélis Morales Bentancôr. Aylpton de Jesus Gonçalves. Pr. em 1946. no município de São João da Barra. Ncmésio Fernandes de Carvalho. Pr. e. na localidade denominada Ponto de Cacimbas. Osmar Soares. Pr. Hoje. de ambos os sexos. Oswaldo Soares dos Santos. Pr. além do abrigo para velhos. Manoel Bento da Silva. Ismail de Oliveira Rodrigues. Pr. Pr. o Orfanato Batista de Aperibé. D. Laurindo Nolasco. quer por parte do governo federal. Pr. Gen. Pr. Assim. Demerval Silva. Pr. Pr. Pr. por dois anos — Pr. Pr. Silas Batista. Pr. Junta de Educação e Junta de Beneficência. Pr. Nemésio Fernandes de Carvalho. Pr.Brasil a contar com quatro juntas: Jurila Coordenadora. Pr. Pr. Inácio José Pinheiro. Narra ele que se inspirou no idealismo do Pr.

São inestimáveis os serviços que essa entidade tem prestado àquela região,
atendendo, às vezes, a pessoas vindas até da fronteira com o Estado do Espírito
Santo.
Merece aplausos e nossa cooperação o irmão Manoel, a quem o Senhor tem
usado para a manutenção dessa obra meritória, grande inspiração para tantos
quantos a têm conhecido. Todos devíamos visitá-la e procurar imitar o irmão Manoel
Bernardes de Oliveira.
SAGRAÇÃO DE BISPOS EM TEMPIX) BATISTA
Ocasionou certo constrangimento entre os batistas fluminenses o episódio
que se verificou no templo da Primeira Igreja Batista de Petrópolis, em 1954. Por
sua própria iniciativa, o Pastor Wilson Régis autorizou a cúpula da "Igreja Católica Livre" a realizar a cerimônia de "sagração de bispos" que a ela estavam filiados,
usando para isso o templo daquela igreja batista.
O assunto prendeu a atenção dos mensageiros à assembléia convencional que
se realizou em Itaperuna, em julho de 1954, os quais se mostraram surpresos, estranhando o procedimento daquele pastor e sua igreja.
O assunto foi levado, também, ao plenário da Ordem dos Ministros Batistas
do Estado do Rio de Janeiro. Depois de sabatinado, o Pastor Wilson Régis fez apresentar suas explicações. Da ata daquela reunião, realizada em 10 de julho de 1954,
extraímos:
'' Disse (o Pastor Wilson Régis) que autorizara, realmente, tais cerimônias no templo de sua igreja, sem julgar que isso viesse a trazer tanta
celeuma e tantos comentários desfavoráveis."
Logo após a realização da assembléia convencional em Itaperuna, em julho
de 1954, o Pr. Fidélis Morales Bentancôr escreveu um artigo para o O Norte Batista,
órgão da Associação Batista Norte, sob o título "Quatro Passos Para Trás".
O primeiro "passo para trás" comentado por ele foi o referente ao caso da
sagração de um bispo da Igreja Católica Livre no templo da Primeira Igreja Batista
de Petrópolis.
Achou o Pr. Fidélis que foi pouco o aperto dado pelos pastores ao Pr. Wilson
Régis que, ainda, lhe deram, depois, posição saliente na convenção. O Pr. Waldemar
Zarro respondeu, em O Escudeiro Batista, de 30 de novembro de 1954, em duas
páginas, ao "Quatro Passos Para Trás", dizendo que a União de Pastores (esse era
o nome na época) "agiu criteriosamente, reprovando o mal, abraçando o obreiro
e amparando-o numa hora difícil".
ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Em julho de 1951, por inspiração do Pastor João Barreto da Silva, foi organizada, em Campos, a União de Pastores Batistas do Estado do Rio. O Pastor Barreto foi, por mais de dez anos, o seu presidente, tendo sido sucedido pelo Pastor Waldemar
Zarro, que esteve, por vários anos, à frente dessa entidade.
Esses dois presidentes levaram essa organização a promover, anualmente, um
retiro para os pastores, que foram realizados em Campos, no acampamento de Rio
Dourado, e em Santa Maria Madalena. Para esses retiros, foram convidados prele161

tores como: Reynaldo Purim, Manoel Avelino de Souza, Knéas Tognini, Wcrner
Kaschel, Ebenézer Soares Ferreira, Harold Renfrow, John Riffey, Fidélis Morales
Bentancôr.
Após alguns anos à frente da entidade, o Pastor Waldemar Zarro foi sucedido pelo Pastor Nilson do Amaral Fànini, que procurou dar nova orientação aos
retiros. Esses passaram a ser realizados no Acampamento Batista Fluminense, em
Rio Bonito. Novos assuntos eram trazidos para debate e, até, preletores da outra
América foram convidados para estarem nesses retiros.
Com a posterior eleição do Pastor Antônio Moreira Portes, para presidente,
uma nova fase foi iniciada, retratada na mudança do nome de União de Pastores
Batistas Fluminenses para Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, seção do Estado
do Rio.
Em períodos subseqüentes, ocuparam a presidência da Ordem os Pastores
Arides Martins da Rocha, Diocezir Alberto, Francisco Cerqueira Bastos, Edgard
Barreto Antunes, Joaquim de Paula Rosa, José de Souza Gama, Elias Carvalho
de Sá, Nilson Dimárzio e João Batista Paulo Guedes.
Secretário — Executivo da Ordem
Por vinte anos, o Pastor João Batista Paulo Guedes ocupou o cargo dc
secretário-executivo da Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, seção do Estado
do Rio. Foi sempre muito atuante, podendo ser destacadas, no período de sua gestão,
as seguintes atividades:
1. Criação do FUNAPAS, que era um fundo de auxílio aos pastores. Esse
fundo chegou a alcançar quatro milhões de cruzeiros.
2. Condecoração nas assembléias convencionais — Eram momentos de grande
solenidade, promovidos pela Ordem para homenagear os obreiros que completavam
25, 30, 40 e 50 anos de ministério. A esses era entregue uma comenda, de acordo
com o número de anos de ministério que alcançavam. Havia quatro comendas para
serem entregues, em homenagem à memória dos pastores: A.B.Christie, João Barreto
da Silva, Monoel Avelino de Souza e Elias Vidal.
3. Instituição da carteira de sócio. Antes dessa, só era aceita a da Ordem dos
Ministros Batistas do Brasil.
4. Criação da Biblioteca da Ordem, com o acervo que lhe fora doado pelo
Colégio Batista de Niterói, quando do seu fechamento.
5. Promoção de intercâmbio entre a Ordem Fluminense e a Paulista. Os fluminenses participaram de um retiro de pastores paulistas e esses, de um retiro de pastores
fluminenses.
6. Criação do DIACOPBERJ — Esse departamento agrupava os diáconos
de igrejas batistas fluminenses. Houve resistência, por parte de alguns líderes denominacionais, quanto à criação desse departamento. Após sete anos dc esforços, ele
foi formado. O Dr. Paulo Ribeiro foi eleito o primeiro presidente dessa organização,
e o Pastor Fidélis Morales Bentancôr foi reconhecido como patrono da mesma.
7. Instalação da sede oficial da Ordem, em duas salas do extinto Colégio Batista
de Niterói, logo após a assinatura do Acordo do Ingá.

162

Novo Secretário-Executivo
Substituiu o Pastor Paulo Guedes na secretaria-exeeutiva, o Pr. Dario Braga,
que ficou na função durante cerca dc três anos. Depois dele, tomou posse o Pr.
Judson Garcia Bastos, que está na função de secretário-executivo da OMERJ, de
1986 até a presente data (1991). O Pastor Judson tem procurado imprimir um dinamismo especial ao trabalho, que teve sua nomenclatura mudada. Hoje ela é chamada
Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro — OPBERJ.

A Obra da OPBERJ
É inestimável a obra realizada pela Ordem dos Pastores Batistas do Estado
do Rio de Janeiro. Anualmente, durante o mês de maio, ela promove um retiro que
é bem concorrido. A ele têm comparecido até cerca de trezentos pastores.
A OPBERJ estabelece seções associacionais. Assim, tem-se tornado mais fácil
o congraçamcnto entre os obreiros e o trabalho tem-se desenvolvido mais c melhor.
Os retiros têm sido dc grande proveito para todos os pastores que deles têm
participado. Além de ser um período de descanso e lazer, é também uma oportunidade para que os colegas troquem idéias, apresentem seus planos, problemas, etc.
Além da camaradagem desfrutada, há o grande privilégio de se fazer uma reciclagem,
ouvindo-se mensagens e fazendo-se os estudos apresentados pelos preletores. É
sempre um período que o obreiro aproveita para aumentar sua bagagem cultural
c espiritual.

Algumas Importantes Decisões da Ordem dos Pastores
Muitos foram os assuntos tratados na Ordem dos Pastores Batistas do Estado
do Rio de Janeiro. Salientamos os seguintes:
1. Recondução de ex-pastores ao ministério sagrado. Se o pastor foi excluído,
ele perde a investidura ministerial. Reconciliando-se, ele é, apenas, um membro da
igreja. Caso uma igreja deseje vê-lo investido na função pastoral deve, então,
convocar um concilio para dar seu parecer sobre a possibilidade de restaurá-lo, ou
não, ao ministério.
2. Quanto à ordenação de pastores. Deve a igreja, que pretende promover a
ordenação de alguém ao ministério, proceder do modo seguinte:
a) Publicar, com muita antecedência (quem sabe de quatro meses, no mínimo),
em o O Escudeiro Batista e em o O Jornal Batista, a Convocação de Concilio, dando
as qualificações do candidato e informando que espera que alguém que saiba de
algo que desabone a sua conduta se pronuncie em tempo hábil, a fim de se evitar
constrangimentos de última hora, ou mesmo futuros.
b) Evitar promover a ordenação, se no concilio não houver unanimidade.
3. Quanto aos pastores divorciados. A Ordem se posicionou contrariamente
à ordenação de pessoas que sejam divorciadas, recordando que, para exercer o minis163

tério sagrado, o obreiro tem que ter um caráter ilibado e ser exemplo em tudo,
principalmente em sua vida conjugai.
O PROBLEMA DENOMINADO "RENOVAÇÃO ESPIRITUAL"
De quando em quando, surgem movimentos que têm cm mira o aperfeiçoamento espiritual dos crentes. Esses movimentos parecem cíclicos. Eles ocorrem
sempre quando os crentes começam a ficar meio apáticos quanto à vida espiritual.
Por volta do ano de 1958, surgiu o movimento que ficou denominado como
"Renovação Espiritual". Até que, no princípio, cie conquistou a simpatia de ilustres líderes da denominação, tendo cm vista que o que ele buscava era uma maior
pureza na vida dos crentes e um maior fervor espiritual.
A missionária Rosalel Appleby já vinha, há anos, trabalhando e orando nesse
sentido e esperando que o "avivamento viesse à pátria brasileira". Ela era, realmente, a grande animadora de um despertamento no seio das igrejas. Com seus livros
maravilhosos como Ouro, Incenso e Mirra, Melodias na Alvorada, Vida Vitoriosa,
folhetos e palestras, ela ia, paulatinamente, semeando um ideal que, há muito, acalentava.
O Pastor José Rego do Nascimento, que se formara no Seminário Teológico
Batista do Sul do Brasil, em 1951, estava pastoreando a Igreja Batista de Vitória
da Conquista, Bahia, quando começou a sentir-se inclinado a levar a bandeira que
a missionária Rosalel desfraldava. Por isso, começou a dedicar-se, de corpo c alma,
ao assunto.
A Igreja Batista de Lagoinha, em Belo Horizonte, o convidou, em maio de
1958, para pastoreá-la. Aí já havia um fermento do movimento que, logo depois,
viria a eclodir com grande ímpeto.
O movimento trazia no seu bojo uma grande esperança. Era como que uma
lufada de novos ventos na direção de um grande despertamento espiritual.
Quando muitos já estavam entusiasmados com o movimento em curso, descobriram que, no mesmo, permeavam doutrinas de cunho pentecostal. José Rego do
Nascimento pregava e escrevia sobre a "segunda bênção", que era o batismo do
Espírito Santo, o que estava em desacordo com o que as igrejas batistas ensinavam.
O problema foi levado ao plenário da Convenção Batista Brasileira, pelo
grande líder mineiro, pastor Muryllo Casseti, que pediu a nomeação de uma
comissão para estudar o movimento que nascia e dar o parecer na assembléia convencional seguinte. Como conseqüência dessa proposta, foram nomeados, pelo
presidente, Pr. Rubens Lopes, 12 pessoas para comporem a comissão solicitada.
O plenário achou que o presidente deveria fazer parte da mesma. Assim, ela foi
formada eom 13 elementos. Ficou conhecida como a "Comissão dos Treze". Dela
fizeram parte três que esposavam, abertamente, os ideais da "renovação espiritual"
— José Rego do Nascimento, Enéas Tognini e Achilles Barbosa; e mais os seguintes
pastores: João Filson Soren, Harald Schally, Delcyr de Souza Lima, Reynaldo
Purim, David Mein, Werner Kaschel, José dos Reis Pereira, David Gomes, Rubens
Lopes e Thurmon Bryant.
Enquanto a comissão prosseguia nos estudos (após a apresentação de seu
primeiro relatório à assembléia convencional, em Vitória, em janeiro de 1963) os
pastores José Rego do Nascimento e Enéas Tognini resolveram deixar a ' ' Comissão
dos Treze''.
164

Por aí já se podia verificar que rumos as coisas tomariam. Nesse ínterim, o
problema da "renovação" estava trazendo muitos dissabores entre os obreiros e
igrejas no Estado de Minas Gerais. A Igreja de Lagoinha, da qual o Pastor José
Rego do Nascimento era pastor, fora desligada da Convenção Batista Mineira, em
virtude de considerarem que ela estava com doutrinas pentecostais. Algumas igrejas
simpatizantes da "renovação" se solidarizaram com a Igreja de Lagoinha c, em breve,
trinta delas se desligavam da Convenção Batista Mineira.
O fermento atingiu nosso campo fluminense, através da Igreja Batista do
Fonseca, que, na ocasião, era liderada pelo Pr. Samuel Chagas, recém chegado
dc São Paulo, onde já havia manifestado as idéias de cunho carismático que
iria difundir no seio da referida igreja.
Ele foi ganhando a simpatia de muitos e deixando penetrar na membresia
elementos oriundos da igreja pentecostal. Como alguns líderes se opuseram a
isso, ele levou a igreja a conceder-lhes carta compulsória ou exclusão. Assim,
os irmãos Osvaldo Gomes, Daniel Matta, Fidélis de Oliveira Rosa, Saliel do
Couto, Stênio Velasco e Jetro Maia foram alijados da igreja.
O grupo referido, excluído que fora, e outras pessoas mais, passaram a
se reunir, provisoriamente, em um salão na Rua Alzira Vargas, n? 72, Fonseca,
Niterói.
As igrejas de Niterói estavam apreensivas e perplexas com o que se passava.
Em conseqüência disso, em 12 de novembro de 1963, a Associação Batista Niteroiense enviou à Igreja do Fonseca uma carta pedindo que ela se definisse, no
prazo de três meses, sobre seu comportamento doutrinário. " O pastor comentou
sobre a carta dizendo que era iníqua e que não se devia responder". É o que
ficou em ata lavrada pelo irmão Daniel J.Matta, em 12 de novembro de 1963.
Uma comissão, presidida pelo pastor Dr. Erodice G.Ribeiro, encaminhou
uma carta à igreja, já que ela não dera atenção à carta da associação, "sugerindo
que se exonerasse e excluísse do seu rol de membros o Pastor Samuel Chagas".
Como não chegassem a bom termo as conversações no âmbito da associação, a Convenção Batista Fluminense foi chamada a participar, a fim de ajudar
a salvar aquela boa igreja, que tinha sido liderada, por muitos anos, pelo Pastor
Osmar Soares, grande líder fluminense.
O presidente da Convenção Batista Fluminense, Pastor Ebenézer Soares
Ferreira, se reuniu com o grupo da Igreja Batista do Fonseca, em 29 de julho
de 1964, cm Niterói, para buscar uma solução para o problema. O Pastor Samuel
Chagas compareceu com um grupo de irmãos que já estavam bem "chumbados"
com os ensinos e práticas pentecostais, trazendo um memorial no qual,
defendendo-se, acusava-se mais ainda. Em certa parte do documento ele afirmava: " O batismo do Espírito Santo é experiência distinta do novo nascimento
(regeneração e conversão). É a segunda bênção, pela submissão, total entrega,
segundo a obra da graça, plenitude do Espírito...".
Foi feita uma ata dessa reunião, secretariada pelo Pastor Nilson do Amaral
Fanini. Ei-la:
"Às 22hl0m do dia 29 de julho de 1964, a convite do senhor presidente, reuniram-se no gabinete pastoral da Primeira Igreja Batista
de Niterói, para apreciar a carta-resposta da Igreja Batista do Fonseca,
os seguintes pastores: Ebenézer Soares Ferreira, Osmar Soares, Gutenberg Faria Guedes, Harold Renfrow, Waltir Pereira da Silva, Antônio
165

e endereçado ao rebanho. concilio. Que seja feito um apelo para cessarem os ataques à igreja e ao seu pastor. em 1? de novembro de 1964. 11. Como os problemas fossem aumentados. Que fosse usada linguagem serena. João José Soares Eilho e mais um grupo de irmãos da referida igreja. O presidente historiou os fatos desde a associação. 7. 2. segundo acha o próprio grupo da Igreja do Fonseca. 166 .Moreira Portes. 8. Isaías Barcelos. 13. 4. Que a Igreja do Fonseca tem estatutos mas só poderão ser fornecidos mediante votação da referida igreja. " O senhor presidente. Que esta seria a última palavra da Igreja do Fonseca. 3. Edmundo Antunes da Silva. Reunindo-se o concilio. Joélcio Barreto. Que são infundadas as acusações contidas no documento. Que a igreja ditou as linhas principais do documento e delegou poderes à comissão para redigi-lo. certas expressões da carta são injuriosas à igreja e ao seu pastor. Vendo que nada conseguira. em virtude de haver vários irmãos reunido-se numa congregação. Belardim de Amorim Pimentel. José de Sá. então presidente da Convenção Batista Fluminense. Que. liderada pelo Pastor Ageu de Oliveira Pinto. chegou-se às seguintes conclusões: 1. 10. Que o parecer da Convenção Batista Brasileira transcrito no documento do concilio. ao Pastor Ebenézer Soares Ferreira. inclusive o seu pastor. convidou o Pastor Fanini para secretariar a reunião. foi convidada para dar assistência ao grupo que discordava da liderança do Pastor Samuel Chagas. etc. aprovado pela Convenção Batista Brasileira. oraram os pastores: Neri Camargo. Neri Camargo. 12. irmão Samuel Chagas. Em seguida. pastor Ebenézer Soares Ferreira. Que a decisão seria votada por unanimidade. Como as crises fermentassem ainda. a Igreja Batista de Porto da Madama. 6. o Pastor João José Soares Filho leu o documento da referida igreja. João José Soares Filho e o irmão Davi Ferreira Batista". Elias Vidal. tanto pela imprensa escrita quanto pela falada. Nilson do Amaral Eanini. Que o pastor não sabia o número exato de membros arrolados na Igreja do Fonseca. este deu um parecer. Ouvindo aqueles irmãos. resolveu convocar um concilio de igrejas batistas para aconselhá-la na maneira de agir com o grupo que saiu da Igreja do Fonseca. de representantes de mais de dez associações. reconhecendo o grupo que estava desligado como sendo a legítima Igreja Batista do Fonseca. Que a Igreja do Fonseca discorda frontalmente do "Parecer da Comissão dos Treze". foi enviado um abaixo-assinado. 9. Que a carta-resposta foi elaborada por uma comissão eleita pela igreja mas não foi submetida à mesma depois de redigida. 5. Finalizando em clima cordial e fraterno. Que a igreja não está em sintonia com a Convenção Batista Brasileira. é criticado pela Igreja do Fonseca. requerendo a convocação de uma assembléia extraordinária dessa convenção.

convocou um concilio a fim de traçar uma diretriz para solução do problema. prevêem a convocação para tratar de assuntos de interesse geral. a Assembléia Extraordinária da Convenção Batista Fluminense. considerando. considerando. EM DATA E LOCAL DETERMINADOS. § 2o. ainda. o presidente. AS IGREJAS DE VÁRIAS ASSOCIAÇÕES ABAIXO-ASSINADAS VÊM. reunindo-se esse concilio no dia 1? de novembro de 1964. a solução do problema. oferecendo ao plenário duas sugestões: 1) homologação da decisão do concilio promovido pela Igreja Batista do Porto da Madama. chegando à seguinte conclusão: 'RECONHCENDO COMO IGREJA BATISTA DO FONSECA O GRUPO CONSTITUÍDO DE IRMÃOS AFASTADOS PELA REFERIDA IGREJA E QUE SE REÚNE PROVISORIAMENTE À RUA ALZIRA VARGAS. A FIM DE REFERENDAR A RESOLUÇÃO DO CONCILIO OU O QUE A CONVENÇÃO JULGAR DE MELHOR ALVITRE". considerando que a convenção nomeou uma douta comissão a fim dc tratar do problema relacionado com a referida igreja. R E Q U E R E R A VOSSA EXCELÊNCIA A CONVOCAÇÃO DE UMA ASSEMBLÉIA CONVENCIONAL EXTRAORDINÁRIA. considerando que um grupo foi afastado dc maneira arbitrária por não concordar com a orientação doutrinária seguida pelo seu pastor. assim. FONSECA. que o seu relatório só viria no próximo ano. que merece no momento uma certa urgência. considerando que a Igreja de Porto da Madama foi solicitada a prestar sua colaboração.Para registro histórico. MUI R E S P E I T O S A M E N T E . para buscar solução para o problema relacionado com a Igreja Batista do Fonsecae seu pastor. N? 72. encaminha o assunto. 10?. NITERÓI' considerando que o problema afeto à Igreja Batista do Fonseca deve ser de interesse geral de todas as igrejas batistas do Estado do Rio. art. Pastor Ebenézer Soares Ferreira. ainda. Sr. Presidente da Convenção Batista Fluminense: Considerando o agravamento do problema da Igreja Batista do Fonseca. considerando que esse grupo estava se dispersando por não ter alguém que o orientasse de uma maneira segura. transcrevemo-lo aqui: "Exmo. no templo da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo. como prevêem os artigos 1? e 10? do capítulo III do seu estatuto. no capítulo III. Assembléia Extraordinária da Convenção Batista Fluminense Realizou-se no dia 15 de janeiro de 1965. reconhecendo como legítima Igreja 167 . que essa igreja não deveria sozinha atuar na solução do problema. Depois de fazer uma exposição dos fatos que ocasionaram a convocação. retardando. considerando que os estatutos da Convenção Batista Fluminense.

Siqueira. realizada de 12 a 16 de julho de 1965. Posta em votação. Fidélis Morales Bentancôr. sendo que a maioria absoluta deles defendia a exclusão da Igreja Batista do Fonseca. então. José de Souza Herdy. transferida que foi. contra três. Raphael Zambrotti e Abelar S. do estatuto da mesma. Os pastores Gentil de Castro Faria. que se reunia à Rua Alzira Vargas. Itamar F. isto à luz da chamada 'Comissão dos Treze'. 168 . no Templo da Primeira Igreja Batista de Niterói.Batista do Fonseca o grupo de irmãos dela afastados. A ata dessa assembléia extraordinária foi publicada. João Batista Paulo Guedes. Antônio Loureiro Belota. Abelar S. para Niterói.". esses três pastores não eram contra a exclusão da Igreja Batista do Fonseca. Siqueira fizeram. a proposta substitutiva do Pastor Antônio Coelho Varella venceu por 464 votos. Decidia assim o plenário pela exclusão da igreja do rol de igrejas da Convenção Batista Fluminense. que se realizou cm 1965. uma providência de Deus. letra b. Usaram da palavra para discutir o assunto os pastores Jabniel Silva. que desejavam solução rápida. 2) reconsideração do assunto e. considerando-se que todos os esforços foram nulos e a referida igreja. Na qualidade de presidente da Convenção Batista Fluminense. se afasta das doutrinas aceitas e defendidas pelos batistas. no seu entender. mas discordaram do proçesso de votação aplicado na tomada dessa decisão pela convenção. cada vez mais. de Souza. por exemplo. Segundo o redator d' O Escudeiro Batista. O Pastor Isaías Barcelos propôs a homologação da decisão do concilio já referido. O Pastor Antônio Coelho Varella faz. " U m obreiro idoso e muito experimentado declarou que essa assembléia. então. por escrito. requerendo a inserção da mesma em ata. no Fonseca. dessa maneira. Clério Boechat. pela voz de uma comissão. proposta substitutiva nestes termos: "Considerando que muitos e variados esforços foram feitos para evitar o desvio doutrinário da chamada Igreja Batista do Fonseca. Waldemar Zarro." Nessa assembléia convencional havia muitos que desejavam protelar ainda mais o assunto. exclusão da Igreja Batista do Fonseca da Convenção Batista Fluminense. às páginas 22 a 24 dos Anais da 58? Assembléia da Convenção Batista Fluminense. Raphael Zambrotti. à última hora. estamos em campos opostos. pois assuntos que vinham sendo arrastados há longos anos foram decididos com o apoio maciço dos fluminenses. Benedito Sampaio. Realização da Convenção Batista Brasileira em Niterói O assunto "renovação espiritual" iria mesmo ficar "sacramentado" na 47? Assembléia da Convenção Batista Brasileira. Waltir Ferreira da Silva. uma vez que está incursa no artigo 8?. para o (2) problema 'renovação espiritual pentecostal'. chamada Igreja Batista do (i) Fonseca. foi. declaração de voto. proponho a eliminação da citada igreja. vem dizer-nos que 'nós' é que estamos errados. como apêndice. 92. A proposta é discutida. considerando que. considerando que é a própria igreja que. no templo da Segunda Igreja Batista de Campos.

em Niterói. ainda. 169 .e que. doravante. dos Santos formulou a proposta com quatro considerandos. na Primeira Igreja Batista de São Gonçaío. passe a considerar." (3) O Pastor Delcyr de Souza Lima formulou a emenda seguinte.o Pastor Ebenézer Soares Ferreira relatou ao plenário o que fora decidido na assembléia extrordinária daquela convenção. que foi logo aprovada: ". publicando. para os devidos fins. doravante. inclusive. O Pastor Trascy R. que ficou assim redigida: "Que esta convenção desligue do seu rol de igrejas cooperativas as que forem excluídas das convenções estaduais. n' O Jornal Batista as suas decisões. para possíveis eliminações de igrejas. fez a seguinte proelamação oficial: 'Na qualidade de Presidente da Convenção Batista Brasileira. desligadas do rol de igrejas cooperantes da Convenção Batista Brasileira. A emenda Delcyr de Souza Lima foi incorporada à proposta substitutiva do Pastor Isaías Barcelos. Em seguida. conforme editorial n' O Escudeiro Batista. sugerindo que a Junta Executiva da Convenção Batista Brasileira ficasse autorizada a receber os pareceres da comissão. Durante as discussões em plenário. A maioria absoluta dos mensageiros àquela assembléia convencional sentia que essa proposta parecia protelatória. com 912 votos contra 60. e as igrejas batistas pertencentes à Convenção Batista Mineira. no Estado do Rio de Janeiro. sita à Alameda São Boaventura. e. desligue se houver qualquer convenção estadual ligada ao movimento supracitado. a substitutiva com a emenda Delcyr de Souza Lima. a Igreja Batista do Fonseca." (5) Assim. ao mesmo tempo.. que era relatoriada pelo Pastor José dos Reis Pereira. já dissera o Pastor Erodice de Queiroz. para conhecimento geral da denominação. sempre que solicitado a fazê-lo e que a Convenção Batista Brasileira evite trazer para o seu rol cooperativo igrejas que não tiverem sido previamente ligadas às convenções estaduais. para desligamento. passe a considerar para desligamento todos os casos que venham a ser solicitados por convenções estaduais".. realizada em janeiro daquele ano. Pr. julgando-os e dando aos mesmos os devidos encaminhamentos. O Pastor Isaías Barcelos propõe: " O desligamento de todas as igrejas que foram excluídas das convenções estaduais por motivo de sua identificação doutrinário-prática com o movimento renovacionista pentecostal ora em curso no Brasil. Rubens Lopes. por motivo de sua identificação doutrinário-prática com o movimento renovacionista pentecostal ora em curso no Brasil e que. Esta autorização seria. 937. todos os casos que venham a ser solicitados por convenções estaduais". declaro. " O presidente. encerrava-se na história dos batistas brasileiros o doloroso capítulo "renovação espiritual". em momentos de acalorados debates: " E preferível um fim horroroso a um horror sem fim". <4) O plenário aprovou. que estiverem ligadas ao chamado movimento de renovação espiritual'.

viria a degenerar-se por falta de certo tato de muitos quando tiveram de enfrentá-lo. Edwin Orr. que. criada cm 1918. no ano de 1952. Evaldo Saramango Pinheiro. Assim. Na mesma sessão. em nome do grupo reconhecido como Igreja Batista do Fonseca. então secretário-executivo interino da Junta Coordenadora. em Campos. Assembléia da Convenção Batista Fluminense. Em pouco tempo. pela atuação brilhante e denodada na causa da Igreja Batista do Fonseca". Assim. O Pr. Pastor Manoel Avelino de Souza. que poderia se ter estendido por longo tempo. na Segunda Igreja Batista de Campos. o Pastor Ageu de Oliveira Pinto. Indo levar a intimação para que os imóveis fossem desocupados. realizada de 12 a 16 de julho de 1965. em seu livro Renovação Espiritual no Brasil.Retomada do Templo Depois de ter sido definida pela Convenção Batista Fluminense a verdadeira Igreja Batista do Fonseca. erros e verdades. não fora a habilidade de muitos obreiros interessados no bom andamento da obra do Mestre. Humberto Viegas Fernandes. a frase dramático-teatral: "Agora vai sair o fogo e entrar o gelo". por falta de tato de alguns. e de humildade de outros. Para dar seguimento ao processo de retomada do templo. perfilha também esta opinião de que o movimento que despertou tantas esperanças em muitos. Na 58a. SUSTADA A REPRESENTAÇÃO DE TRÊS IGREJAS NA ASSEMBLÉIA CONVENCIONAL DE 1958 Isso ocorreu na Assembléia da Convenção Batista Fluminense. pregando em muitas igrejas sobre Despertamento Espiritual. acionada pela Sociedade Patrimonial Batista. O presidente. A Sociedade Patrimonial Batista. realizada no dia 26 de julho de 1958. foi-lhe passada procuração pelo presidente da Sociedade Patrimonial Batista de Campos. escrito por Lauro Bretones. deu-se por encerrada aquela questão. a liderança teve cuidado com os bens imóveis das igrejas. foi aprovada proposta do Pastor Waldemar Zarro. ainda. descreve essa contribuição. em desespero. após explicar 170 . Não podemos olvidar aqui a grande contribuição do Dr. era também deputado estadual. Pastor Ebenézer Soares Ferreira. Pena que um movimento que visava a altos ideais fosse se degerando. que. visitou 20 estados. Tendo disso conhecimento. o oficial de justiça ouviu do Pastor Samuel Chagas. O livro Redemoinhos do Sul. o juiz daria ganho de causa à legítima Igreja Batista do Fonseca. o Pastor Belardim de Amorim Pimentel fez proposta para "que se registrasse em ata uma palavra de apreciação ao Pastor Ageu de Oliveira Pinto. conforme declara a ata da sessão em que se dá o fato. Desde os primórdios do trabalho batista no estado. no sentido de se reconhecer o trabalho do ilustre advogado como patrono daquela causa. vinha dando respaldo nas questões jurídicas em que as igrejas se viam envolvidas. o grupo que acompanhava o Pastor Samuel Chagas se recusava a deixar o templo e suas dependências. tinha cm seu nome 90% das escrituras dos templos. na época. recorreu ao advogado Dr.

Manoel Bento da Silva. Relatório da Comissão Sobre o Problema das Três Igrejas Depois de realizar seu trabalho. também ele votaria nessa proposta da comissão". Esse irmão passara muitos anos afastado dessas atividades e. promoveu a recondução ao ministério da palavra do irmão Benedito Borges 171 . até que seus problemas fossem solucionados. Também a Igreja Batista de Tabua. a recondução do irmão Evódio Queiroz às atividades pastorais. A Primeira Igreja Batista de Niterói promoveu. como membro da referida igreja. e declarar que "posições firmes e decididas devemos tomar nesse instante". demonstrava. em 1957. Vila Norma e Itatiaia. Secretário Pr. o Pastor Fidélis Morales Bentancôr. no campo fluminense. Ainda conforme a ata da referida sessão. Pr. Por sugestão do Pastor José Hespanhol. Edmundo Antunes da Silva. Elias Vidal. orientada pelo Pastor Salvador Borges. Essa comissão trataria dos problemas relacionados às igrejas de Neves. com a orientação de seu pastor. composta dos pastores: João Barreto da Silva.que "problemas de algumas igrejas do estado tendem a desvirtuar nosso programa". Entre eles. Discutindo o assunto. C — Caso Itatiaia — Também aprovado por unanimidade. essas duas últimas situadas em Duque de Caxias." seja sustada da presente assembléia convencional." RECONDUÇÃO DE PASTORES AO MINISTÉRIO Até 1957. ora em publicações n' O Escudeiro Batista. o Pastor Fidélis Bentancôr apresentou sua proposta: "Proponho que seja cancelada a introdução da proposta apresentada pela comissão. uma das que têm sérios problemas e que tem mensageiros presentes. estar em condições de exercer o ministério sagrado. a comissão apresentou à assembléia a sugestão de que as três igrejas envolvidas tivessem suas representações sustadas. Nesse ano. Para dar parecer sobre o assunto. é nomeada uma comissão. José Murta e Ageu Netto. que dizia discordar do preâmbulo do parecer apresentado pela comissão e que se fosse "retirada a parte que julga interferência da convenção na disciplina da igreja. faz "sugestão de que a Igreja Batista de Neves. não se tinha verificado. Manoel Avelino de Souza. nenhum caso dc recondução de ex-pastores ao ministério. por unanimidade. ora em retiros de pastores.""' Colocada em votação. em aparte. o assunto começou a ser focalizado. essa proposta foi aprovada por unanimidade. e que a representação da Igreja dc Neves fique sustada até que se normalize a situação. ficam assim resolvidos os outros dois casos: "B — Caso Vila Norma — A assembléia aprova o parecer. agora. vários oradores usaram da palavra. Presidente. Manoel Avelino de Souza.

O irmão Benedito fora obreiro muito estimado. afastando-se da igreja e vivendo de modo contrário ao evangelho. no entanto. Depois de alguns anos. 172 . animado. e. passou a honrar o evangelho e o ministério para o qual fora reconduzido. voltou. como o pródigo. também conhecido.Botelho. como Pastor "Diquinho". Passara. por uma crise. em sua região.

realizado em julho de 1960. no Estado do Rio. Houve clarinadas. que não surtiu tão grandes efeitos. Esses dois períodos de campanhas evangelísticas foram. foi lançada a Primeira Campanha Simultânea de Evangelização. resultado de esforço conjunto de pastores e igrejas. com a concentração evangelística realizada no Maracanã. no Rio de Janeiro. O âmbito nacional foi também atingido pela Primeira Campanha Nacional de Evangelização. conferências aqui e ali. incentivadas pelo Pastor Rubens Lopes. Congresso da Aliança Batista Mundial. 173 . eleito como Presidente da Aliança Batista Mundial para o período de 1960 a 1965. Foi uma grande bênção esse movimento entre os batistas do Brasil. também. João Soren. várias campanhas evangelísticas foram realizadas em nosso estado. Cremos que a grande contribuição para o despertamento das igrejas quanto ao evangelismo partiu principalmente da realização do 10°. que muito fez para que se alcançasse o alvo desejado. que procuravam enfatizar a necessidade de os crentes se ocuparem mais com a evangelização Foram muito positivos os resultados da I Campanha Simultânea de Evangelização. com pregadores até de outros estados. sob orientação do missionário John Riffey e do Pastor Elias Vidal. causou o encerramento desse congresso. reuniões de despertamento. Empolgados com esses resultados. de fato. Grande impacto. com a pregação de Billy Graham e a bela interpretação do Dr. os batistas fluminenses lançaram a segunda.Capítulo XII PERÍODO DE EXPANSÃO EVANGELÍSTICA E MISSIONÁRIA CAMPANHA DE EVANGELIZAÇÃO NA DÉCADA DE 60 Com o apoio das quatro juntas estaduais. no Maracanazinho. Assim é que. períodos de sacudidela de nossas fibras de amor à propagação do evangelho. Logo surgiram também o I Congresso e a I Clínica de Evangelismo. visando a despertar as igrejas e conscientizá-las de que era necessário manter vivo o espírito evangelístico dos primórdios do estabelecimento do trabalho do Senhor em nossa pátria.

Intensificar a obra. 3. em seu histórico sobre a organização do seminário. em Campos. ainda outros. Trouxeram maior despertamento e motivação para o deslanchamento de campanhas evangelísticas de grande porte. Outra era a idéia do Pastor João Barreto da Silva. o Pastor Ebenézer Soares Ferreira reuniu um grupo de obreiros e lhes expôs seu ideal de criar. postaram-se como os espias de Canaã. Pastor Elias Vidal.282 pessoas. desde o ano de 1911. Destas. tendo à frente a figura destemida e idealista do jovem Presidente da Convenção Batista Fluminense. Assim. As razões apresentadas para a criação do seminário eram as seguintes: 1. e a vinda do Pastor Nilson do Amaral Fanini. por inspiração de um grupo de obreiros que sentem a premente necessidade da obra. não se poderiam manter no seminário do Rio de Janeiro. Foi mais convincente. Dar oportunidade a muitos vocacionados que. SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA FLUMINENSE Em fins do ano de 1962. para pastorear a Primeira Igreja Batista de Niterói.112 sc batizaram e 41 novas igrejas foram organizadas no Estado do Rio. mais tarde. comentou: " C o m o vinha sendo amplamente anunciado. um seminário teológico. Não obstante ser o Estado do Rio o que mais progredia com respeito ao evangelho. diante de seleto auditório. por não terem os recursos necessários. a de Filosofia. pois nessa data foi solenemente inaugurado o Seminário Teológico Batista Fluminense. 2. O Dr. segundo informações do. pois o número de igrejas aumentava dia-a-dia. " N a realidade. já era um sonho do inesquecível Christie — de vez 174 . outros. tendo visto c ouvido os planos do Pastor Ebenézer Soares Ferreira. aliás. no templo da Segunda Igreja Batista de Campos. sendo ainda poucos os pastores. Pastor Ebenézer Soares Ferreira. José Silveira Filho. em 1962. porém. entre os batistas fluminenses. que foi escolhido como reitor da instituição nascente. a idéia da criação do seminário. alguns obreiros o apoiaram. tendo em Campos a sua sede. mostram-se céticos quanto à iniciativa e. manifestaram-se decididas 28. sentindo que o preparo de pastores traria grandes benefícios para a obra batista no Estado do Rio. o grande homem de visão: criar uma Faculdade de Ciências Econômicas e. vendo só gigantes à sua frente. sabia-se que os batistas fluminenses estavam muito aquém do que poderiam fazer. então secretário. Aula Inaugural O dia 11 de março de 1963 ficará nos anais dos batistas fluminenses como um dos mais importantes. a chegada do missionário Harold Renfrow.Como resultado dessa Primeira Campanha Nacional de Evangelização. o ansiosamente esperado Seminário Teológico Batista Fluminense. instalou-se no dia 11 de março do corrente ano. registrou-se que 14. de há muito se sentia a necessidade da organização dessa 'escola de profetas' no Estado do Rio — o que. Suprir a falta de obreiros.

se ombreará com os melhores do país. nenhuma cidade mais indicada para o funcionamento de uma instituição como esta. outros seminários pelo interior. Há que se instalar. Disso não sc tenha a menor dúvida: quem viver. Nely Soares Ferreira. por sua densa população geográfica. de fato. que já lecionava Velho Testamento na instituição. Formados pelo Seminário Teológico Batista Fluminense 1966 — Alceir Faria Pereira. isto é. o Pr. proferiu-a. e ali permanecer quatro ou cinco anos a fio. o Pastor Ebenézer Soares Ferreira deixou sua direção em dezembro de 1984 — em virtude de ter aceito o convite para ser Reitor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. mercê de Deus. Izaías Gomes de Castro. menos verdade também não é que nem todos têm condições de demandar à Cidade Maravilhosa. se aquela grande instituição no Rio de Janeiro c uma bênção e uma indiscutível necessidade para o centro e o sul do Brasil batista. Moacir Cunha. num preparo especializado que lhes possibilite um ministério fecundo e competente. Josc Pereira da Silva.que o trabalho no campo fluminense cresce e se desenvolve a passos largos. por sua privilegiada situação geográfica. Roberto de Oliveira. a famosa 'Pérola do Paraíba'. pela possibilidade de um corpo docente idôneo. 1969 — Aroldo Sarlo. com sabedoria e viva emoção. É um indicio seguro de que o Seminário Teológico Batista Fluminense. com sede no Rio de Janeiro. José Rodrigues de Azevedo. colaborador. o Prof. em breve. Silas Quirino de Carvalho. das 20h 35m às 21h 25m horas. "Assim. Um primor. O Pr. e nem sempre o famoso Seminário do Sul é acessível a todos os vocacionados jovens destas plagas. Mas só essa Aula (com A maiúsculo) valeu a noite. 1968 — Antônio Ferreira Maciel. Gcny Barreto Viana. desde sua organização em 11 de março de 1963. Substituiu-o nessa função. em Campos. por motivos óbvios. Falou 50 minutos. verá!". e por tudo o mais que se conhece. ao mesmo tempo em que desenvolve um grande ministério à frente da Igreja Batista de Parque Corrientes. no Estado do Rio. por sua densa população evangélica. que Campos. (1) Mudança de Diretor do Seminário Após dirigir o Seminário Teológico Batista Fluminense. Rev. Francisco Antônio 175 . Com a ajuda prestimosa da Deã. Benjamin Lenz de Araújo César — um presbiteriano de escol e amigo. em Campos. ele vem realizando um trabalho digno de aplausos à frente da referida instituição. Profa. "A aula inaugural. muito mais colaborador dos batistas do que muitos batistas — sobre o seguinte e interessantíssimo assunto: 'O Casamento em Israel'. Silas Quirino de Carvalho tem demonstrado ser um obreiro dinâmico e consagrado. tanto quanto pela facilidade de acomodações. E. e do corpo docente.

Edson Silva do Nascimento. Aracy Cardoso Ganhoto. Elizabeth Souza de Carvalho. 1979 — Arnaldo Stellet. Crenilda Pereira Gonçalves Viana. Geraldo Geremias. Francisco Carlos dos Santos Azevedo. Luiz de Souza Neto. Genival Assunção Chaves. Paulo Cézar Pereira Lima. Moisés Bravo de Oliveira. 1982 — Alceni França da Silva. Ismael Franco. Rogério José Trindade dc Moraes. Luiz Henrique Faria Mendel. Francisco Gomes de Souza. Ivone Corrêa de Castro. Deoeleciano U n o Sepúlveda. Manoel Araújo Pinto. Maria Izabel Silva Toledo. Enéas Borges Sindra. Ledir Cintra. Evaristo Lacerda. José Fernandes de Assis. Manoel Vieira de Menezes. Esmeraldo Veiga Sales. Jorge Andrade. Marilena Camacho de Oliveira. Marcos Antônio Gonçalves de Paula. Vanderlei Machado dc Souza. Clóvis Torqüato. Nilda Ribeiro Barreto. Erinete Carvalho de Sá. Onório Antônio da Silva. Luiz Carlos Silva Araújo. Ciro dos Santos Silva. Ionice Vieira Alves. Dulcinéa Ribeiro dos Santos. Jailton Barreto Rangel. Reinaldo Bébi Fernandez Candia. Helyane Rodrigues Sarlo. Valter Gomes Pereira. Éden Antônio de Souza. Fernando César Figueiredo Trindade. Elizabete Clementino Rodrigues. Ediek Pereira Nunes. Zilá Farias. Izaura Maria Rodrigues Rangel. Sueli Nogueira.Amorim. Roberto da Rosa Duarte. Roberto da Silva Carvalho. Edalma Ferreira Paes. Élvio Rosenberg da Silva Abreu. Enélcio José dos Santos. Paulo Roberto Macedo. Elton Rangel. Júlio Maria de Miranda. Eliane Ribeiro. João Francisco Soares. Demerval Pereira Lima. Salmon Alencar de Souza. Jurene Nunes Neves. Elizete Ferreira Paes. Miralva Faria Fonseca. Anízio César Silveira de Araújo. Élcio Augusto dos Santos. Wandis José dos Santos. Walmir Amazonas. Luiz Almeida Bonfim. Gaspar Carneiro de Araújo. Everaldo Pereira França. 1978 — Elias de Souza Mollino. Ozimar Machado Leite. Cléber Lemos de Almeida. Eunice Neves Duarte. Gclson de Souza Dutra. Milton Alves de Oliveira. Nivaldo de Souza. 1983 — Alfredo Ferreira Rodrigues. Nogni da Silva Brand. José Pereira Leite. Raimundo Ponciano. Ozéas Ramos de Faria. Saulo Luiz. Moisés da Silva Cunha. Zaqueu Matias dos Santos. João Batista das Chagas Gomes. 1971 — Edmar Pereira da Silva. Francisco das Chagas da Silva. Ismael Bento da Silva. Salvador Mendes de Oliveira. Jedaías Ferreira de Azevedo. Enoch Jesus dos Santos. Haroldo de Jesus Rodrigues. Marta Tinoco Luy. Maderval Pereira Cardoso. 1977 — Alzira Tavares da Silva. Ismael José Ferreira. Roberto Vieira Macharet. 1974 — Berenice Nascimento Mendonça. Silmar Gomes da Silva. Eraldo Soares de Souza. Ester Gomes Godoy. Osvaldo Reis do Amaral Barros. Marinete de Souza 176 . Donito Gonçalves Pereira. Amaro da Silva Viana. 1976 — Aunir Pereira Carneiro. Sérgio Giacomin. 1970 — Almir Vagner Pereira. Jocilda de Souza Rocha. Marluiz Stelet da Silva. Eusaldy Gonçalves Nunes. Norma de Almeida Castelar de Souza. Odilar Valvique Dias. Anízio André Evangelista. 1981 — Airtes Silva. Francisco José Carvalho Izidoro. Jair da Cruz. 1975 — Alcebíades Pereira da Silva. Eliezer Oliveira da Silva. Waldecy Dias. Elias Pereira Braga. 1973 — Elza Gomes dos Santos. Francisco Elias Manhães. Claudinete Mota de Mesquita. Emídio Bragança. Élio Cordeiro dc Mello. Jane Rocha Moraes. Julião Neves. Alverino Ribeiro Filho. Moacir Pereira Cardoso. Manoel de Macedo Alves. Emoildes Alves Freitas. Edevaldes dos Santos Ferreira. Heleno Bissonho Rios. Paulo César de Lima Gaspar. 1972 — Aleeil Amaro dos Santos. Erodias Pereira Passos. Marina Leide Silva. Lécio Batista. 1980 — Alcilei Rangel Vilaça. Paulo Duarte Neves. Walter Corrêa. Francisco Machado Rodrigues.

Nivaldo Ferreira Moraes. Neidimar Gomes Alexandre. Marlúcia Bernarda Teixeira. Ceferino Arévoles Córdoba. Ruth Rodrigues Silva. Manoel Messias da Silva. Ruiter de Campos Muniz. Zilanda da Costa Maurício. João Gonçalves dos Santos. Lucclena de Oliveira Almeida. Josué Campos Macedo. Henrique Antônio da Cunha Araújo. Fidel Bargas Gonzalez. Dilme Coutinho da Rosa. Celson França da Silva. Mário da Rosa Teixeira. Eliseu Martins Santos. Marcianita Cunha de Mendonça. Marlene Brito de Oliveira. Manoel Messias Alencar Rangel. Marlúcio Alves Batista. 1988 — Alfeu da Conceição. Grimaldo Ferreira Almeida. Dionilson Rangel dos Santos. Walter Pacheco da Silveira. Cláudia de Almeida Marcelino. Sebastião Gomes Filho. Rita Márcia Botelho Tostes de Souza. Marilane Flores Tavares. Sérgio Luiz Zacarias dos Santos. Jeives Pontes Soares. Antônio Luiz Guimarães Messias. Márcia Ângela de Souza. Nilcéa da Silva. Nazaré do Nascimento Magalhães. Francisco José de Souza Azeredo. Zenilton do Amaral Coutinho. Marin Vargas Gonzalez. Robson Damázio. Rogério da Silva Vieira. Carlos Alberto Rodrigues Pereira. Carlos Alberto Machado. Cenilza Andrade. Ronaldo Cabral Lopes. Roncm Rodrigues do Amaral. 1987 — Assis José Pereira. Jairo de Souza. Mário Henrique Herdy Leão. 1989 — Adriana Maria Raposo Lanhas. Zeilza Teixeira. Edvalson Vivente. Edelma Paes Pereira. Shirley Alves. Fidelina de Fátima Souza. Vânia Cristina Alexandrino Bernardo. 177 . Valdelir Barros Simões. Alzeli da Costa Silva Rodrigues Simas. Samuel Mirândola. Antônio Carlos Fernandes Mageschi. Nélson Pinheiro do Carmo. Jonas Carvalho da Silva. Manoel Luiz Guimarães de Souza. Silsa France Trindade Crespo. Rita de Cássia Silva Miranda. Alceir Inácio Ferreira. Geraldo dos Reis. Gcdeão Bispo de Souza. El mo Rocha Amorim. Valmir da Silva Soares. Paulo Zarro de Freitas. Rozimery Tamy Barreto. Getúlio de Araújo Sobreira. Antônio Gomes Neves. Lázaro Augusto Gomes Vieira.Mendonça. Ozires de Souza Marques. 1985 — Arlindo Pereira da Rosa Júnior. Renato Braga Gonçalves da Silva. Zilma dos Santos Viégas. José de Macedo Alves. Divaldo Zacarias dos Santos. Gilson Carlos de Souza Santos. Myléne de Jesus Souza. Élio Tavares Lessa. Sônia Lúcia Salve Coutinho. Pedro Salvador de Azevedo. Rozana Lemos de Almeida Nascimento. Orbásio Bastos de Almeida. Nilson Barreto Mendonça. Jônatas de Castro. Rutilane Alves Campos. Eunice Barbosa Corrêa. Rubelino Ignácio da Cunha. Dario Francisco de Oliveira. Vanderlei Batista Marins. Liliana Barreto Hcnriques. Gilberto Gonçalves Pereira. Ednaldo de Souza. Maria Dicéa Vieira Moreira. Gequion Schulz Moraes. Fernando Evangelista dos Santos. Cláudio Vágner de Almeida Trindade. Marcos Aurélio da Silva Braga. Sebastião Azevedo da Costa. Inez Mendes Valente Machado. Rute Nunes de Souza Moraes. Eliezer Santos de Souza. Paulo César Silveira Castelo. Carlos Henrique Gomes da Silva. Ronaldo Gomes de Souza. Vanderlei Alves Marinho. Marilene Azevedo Rosa. Walcir Ney de Souza. 1984 — Alberto Lima. Nilton Porfírio do Nascimento. Marly Volotão Bovió. Érica Cruz. José Carlos Azevedo de Almeida. Pauledir Carlos Emerich. Cláudia Márcia Genésio de Souza. David Ramos da Silva. Cláudio Leite Malafaia. Débora Nunes Alecrim. Deiva Ramos Rangel. Geralda Agostinha Inácia Mirandola. Maria Helena de Araújo Cardoso. 1986 — Antônio Jorge de Souza Neto. Cláudia Márcia Barreto Sarlo. Djalma Garcia do Nascimento. Zilá dos Reis. João Evangelista Ferreira. Fernando Sérgio Trindade Crespo. Ronaldo Silveira Motta. Rivanildo Pereira Diniz. Tarceli Martins dos Santos. Cláudio Luiz Barroso Viana.

Camilo Caldas. Mário Henrique Herdy Leão. Walter Velasco. sem buscar. Sem dúvida. essa instituição tem contribuído para o desenvolvimento da obra ministerial no campo fluminense. os nomes dos professores que têm atuado na docência do Seminário Teológico Batista Fluminense. Isaías Martins. pastoreada pelo Pr. que foi. Roberto de Oliveira. Élcia Barreto Soares. é o Pr. O reitor desse seminário. Maria José Figueiredo de Carvalho. nas instalações de sua igreja — Primeira Igreja Batista de Nilópolis. pelos pastores João Corrêa da Rocha. na década de 50. Ronaldo Silveira Motta. a região. Silas Quirino de Carvalho. OUTRAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO TEOLÓGICO Além do Seminário Teológico Batista Fluminense. Jair Garcia. Normice Franco Stellet. pela existência de dois campi avançados do STBSB: o primeiro. Tinha como objetivo preparar obreiros para suprir. a entidade foi descontinuada. com alguma bagagem de conhecimentos teológicos. desde a sua fundação. Seminário Teológico Batista de Niterói— Fundado. Nelly Soares Ferreira. Sebastião Ferreira. Afrânio Foly. principalmente o trabalho das igrejas da Baixada Suburbana. Silas Quirino de Carvalho: Benjamin Lenz de Araújo César. a sua entidade mantenedora. Vânia Cristina Alexandrino Bernardo. Joélcio R. Ismael José Ferreira. Dr. mantido pela Convenção Batista Fluminense. funcionando nas instalações da Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu. a ligar-se diretamente à Primeira Igreja Batista de Niterói. porém. Erivã Araújo. Ademir P. essa instituição passou. Ivanir da Cruz Corrêa. Barreto. Antônio Carlos F. Elmar Camilo dos Santos. Nilson do Amaral Fanini e o seu diretor administrativo.Corpo docente do Seminário Teológico Batista Fluminense Registramos. Nilda Luiza Costa Leão. Obadias Ferreira d'Alcântara. preencher todos os requisitos de um curso de nível de 3? Grau. Ilcéa Barreto de Souza. como campus avançado do Seminário Teológico Batista Fluminense. outras instituições se têm preocupado em oferecer a servos do Senhor. Aylpton de Jesus Gonçalves e mantido pela Igreja Batista de Laranjal. Gentil de Castro Faria. Suledil Bernardino da Silva. Mageschi. o preparo específico nessa área. alguns. Jurandir Gonçalves Rocha. na gestão do Pr. logo depois. Pimentel. Nilson Borcard da Fonseca. por ele vocacionados para um trabalho ministerial. só vieram. Vanderlei Batista Marins. Seminário Teológico Batista Caxiense — Fundado em Caxias. Gilson C. Wandete Dias da Rocha Moura. São elas: Fundação Teológica — Criada pelo Pr. com o objetivo de preparar obreiros. também. há poucos anos. Samuel Leite Fonseca. o Pr. Eliana Lugão. dos Santos. Após servir. Campi avançados do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil — O preparo de obreiros em nosso estado tem sido auxiliado. Cláudio Wágner. Rita dc Cássia Silva Miranda Martins. Henrique Marinho Nunes. Edgard Barreto 178 . Jaly Chaves de Menezes e Élcio Menegatti. Manoel Vieira de Menezes. Seminário Teológico Batista de Laranjal — Dirigido pelo Pr. por vários anos. em 1984. Josélio Gomes de Souza. Augusto Guimarães. Ronaldo Gomes de Souza. Elly Bess d'Alcântara. sendo que. aqui. Delcyr de Souza Lima.

o Pastor Nilson do Amaral Fanini.Antunes. por vários anos. E isso ocorreu. por indicação do Pr. orientando a igreja na escolha do obreiro que ali está há mais de 25 anos. clínicas de EBD. o segundo. etc. conduzindo o processo sucessório. Assim. logo após a morte do Pastor Manoel Avelino de Souza. MISSIONÁRIO HAROLD RENFROW O missionário Harold Renfrow chegou ao Brasil em 1959. SEDE DA CONVENÇÃO BATISTA FLUMINENSE EM NITERÓI Por muitos anos. onde. as sedes d 'O Escudeiro Batista.essa. José Joaquim da Silveira e Antônio Coelho Varella. Nessa ocasião. Uma de suas maiores realizações foi a aquisição da propriedade próxima a Rio Bonito. onde moravam os secretários-executivos: Joaquim Fernandes I . Renfrow foi nomeado como secretário-executivo para a "Cruzada de Evangelização Billy Graham Grande Rio". onde todas as juntas do campo pudessem ter um escritório ou. procurou desenvolvê-lo. Em 1973. o nome dc Renfrow foi escolhido para substituí-lo no cargo de secretário-executivo do Campo Batista Fluminense. Realizou muitas séries de conferências evangelísticas. Elias Vidal. da Sociedade Patrimonial Batista e a do Colégio Batista Fluminense. Era um grande passo dado para o progresso da obra batista no Estado do Rio de Janeiro. a sede da Convenção Batista Fluminense foi em Campos. Após alguns anos de experiência com a Junta Coordenadora. ficou trabalhando no Estado de São Paulo. em 1962. 370. para sediar o acampamento estadual. Renfrow passou a trabalhar com a Junta de Evangelização. Tendo sido. em Niterói. funcionando na cidade de Volta Redonda. ainda. O missionário Renfrow iniciou a sua atuação cheio de vigor e. Jorge Luís Gouveia Vieira. seu diretor. que. o Pr. à Av. 179 . Quando o missionário John Riffey estava para se aposentar e regressar à outra América. Foi na gestão do missionário John Riffey. Assumiu. Fidélis Morales Bentancôr. promoveu muitas campanhas de evangelização. por não residir ele em Campos. pelo menos. já havia sido reestruturado o trabalho batista em nosso estado. no templo da Primeira Igreja Batista. Fanini. tornado-o num dos melhores acampamentos estaduais do Brasil. uma mesa. pôs em execução vários de seus planos. Localizavam-se em Campos. realizada no ano de 1974. o pastorado interino de igrejas que ficavam sem pastor. que é pastoreada pelo Pr. O missionário Renfrow tinha o seu coração devotado ao evangelismo c um dos seus sonhos era ver uma igreja batista organizada em cada município do estado. quatro salas foram compradas no edifício Líder. o Pr. com grande júbilo foi inaugurada a sede da Convenção Batista Fluminense. em Campinas. Amaral Peixoto. como secretário-executivo do campo fluminense. no Maracanã. Harold Renfrow foi o braço direito do Pr. também. entusiasmado. Foi nessas condições que chegou a pastorear a Primeira Igreja Batista de Niterói. Após o aprendizado da língua. que era o coordenador geral do movimento. muitas clínicas de mordomias. decidiu-se adquirir uma sede para a Convenção.

A maior parte dos líderes que se mostravam interessados nessa divisão concentrava-se na Associação Norte-Fluminense. alguns líderes começaram a buscar simpatizantes. Na Associação Extremo-Norte. que seria o órgão oficial da convenção que pretendiam organizar. desde 1947. teve o suporte de sua digna esposa. aqui e ali. saídos sob a redação do Pastor Henrique de Queiroz Vieira. nem estarem eles registrados em cartório. O plano dos que planejavam a dissidência incluía. que o nome da nova convenção seria Convenção Batista Fluminense." 1 O plano articulado previa. o único líder que logo atendeu ao apelo foi o Pastor Abelar Siqueira. e o Pastor Henrique de Queiroz Vieira. dc propriedade do educador Jair Bittencourt. também. da Igreja Batista de Cardoso Moreira. assinada pelo Dr. não tinha garantida essa denominação. porém. a organização de uma Ordem dos Pastores. TENTATIVAS DE DIVISÃO DA CONVENÇÃO Na década de 60. O que o grupo esquecera. desde 1923. Deste modo. tendo sido seu fundador o autor desta obra. da Terceira Igreja Batista de Campos. 180 . e o O Batista Fluminense preencheria esse objetivo. Outros redatores o sucederam. a fim de se evitarem alguns aborrecimentos futuros. por não ter seus estatutos publicados no Diário Oficial do Estado. Na região norte. Para ajudar na difusão de seus ideais. já havia o periódico da associação. voltaram os líderes do movimento a cooperar com os trabalhos da Convenção Batista Fluminense.' 3 ' Felizmente. o grupo interessado na divisão da convenção criou o periódico O Batista Fluminense. onde era professor de Inglês no Colégio Estadual e no Colégio Bittencourt. mas que. convidava os obreiros do estado que naturalmente estivessem propensos à divisão da convenção a se filiarem à nova entidade de pastores. que se chamava O Norte Batista. nas associações então existentes. dizendo-se insatisfeitos com os rumos dos trabalhos da convenção. pois o grupo queria um veículo de âmbito estadual. e portando espírito divisionista. a missionária Nona Renfrow. um dos mentores do movimento. embora esse fosse o nome atribuído. também. o movimento morreu no nascedouro. à convenção já existente desde 1907. fizeram reuniões e expediram correspondência no sentido de sensibilizarem outros colegas para abraçarem a causa que defendiam. pois não encontrou a ressonância que esperavam os seus interessados. circulava o jornal O Batista Fluminense. Ao saberem do que pretendiam os interessados na divisão da convenção. Fidélis Morales Bentancôr. O Pastor Fidélis Morales Bentancôr. órgão editado pelos pré-seminaristas do Colégio Batista Fluminense. Chegaram a editar dois números desse jornal. que pastoreava a Primeira Igreja de Itaperuna c exercia certa influência na cidade. (2) A carta. Sua publicação foi suspensa.Em todo o trabalho que o missionário Renfrow desenvolveu no campo batista fluminense. é que. o Pastor Manoel Avelino de Souza e o Pastor Waldemar Zarro envidaram todos os esforços para que ps estatutos da convenção já existente fossem registrados naqueles dias. que desempenhou muito bom trabalho entre as senhoras do Estado do Rio.

que alguns obreiros das Associações Sul-Fluminense e Suburbana estariam articulando um movimento para a criação de uma outra convenção em nosso estado. levando-os a uma participação mais efetiva nos trabalhos convencionais. de vez que apenas uma meia dúzia de líderes propugnava pela criação de outra convenção. ele declara: "Fui informado pelo nobre colega Pastor Oswaldo Soares. Pastor Henrique Marinho Nunes. Porque na então chamada região suburbana que. c que se podia considerar quase natimorto. ao invés de alijar da convenção os que propunham uma separação. se necessário for. tem várias associações. Depois desse movimento de tentativa de separação. "Quero manifestar-me ao colega e autorizá-lo. fazendo-os se sentir desprestigiados pela denominação. nenhuma outra tendência dc divisão do campo fluminense em duas convenções foi constatada.O fermento espalhado pelo movimento divisionista. hoje. então presidente da Convenção Batista Fluminense. maior organizador de igrejas da baixada fluminense. a interpretar meu pensamento contrário a tal idéia. 181 . O conhecido líder da região. começou a brotar. Em carta ao Pastor Ebenézer Soares Ferreira. porém. Na região suburbana. datada de 29 de maio de 1967. o movimento não teve muita expressão. Usando de psicologia e bom senso. ficou. também a idéia de uma divisão. Só vejo nisso algum ressentimento pessoal manifestado e que em nada há de beneficiar o trabalho batista em nosso estado". Os motivos que alegaram os interessados eram os mesmos que apresentavam os do grupo divisionista que se achara na Associação Norte — o pouco envolvimento dc alguns líderes nos trabalhos convencionais. a liderança da época houve por bem. se opôs tenazmente à idéia da divisão do estado em duas convenções. colocá-los como membros de nossas juntas.

recebendo a denominação de Estado do Rio de Janeiro. até então. Num trabalho conjunto.Capítulo XIII PERÍODO DE GRANDES CAMPANHAS E DE DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES FUSÃO DOS ESTADOS DA GUANABARA E RIO DE JANEIRO (Permanecem as Convenções Carioca e Fluminense) Tendo sido construída pelo Presidente Garrastuzu Mediei. tomou posse no cargo dc Governador do Estado do Rio de Janeiro. o Vice-Almirante Faria Lima. foi nomeada. essas comissões chegaram à conclusão de que. Após exaustivo estudo. seguir na rota em que vinham marchando. elas analisariam a viabilidade ou não da execução dessa fusão. elas deveriam. em virtude da fusão havida. escolhido pelo Presidente da República. surgiu a idéia de que. e solenemente inaugurada a 04 de março de 1975. À. com a criação de Brasília. ser aglutinadas. a Ponte Rio-Niterói passou a unir os estados da Guanabara e Rio de Janeiro. as Convenções Carioca e Fluminense deveriam. ESTUDO SOBRE A FUSÃO DAS CONVENÇÕES Entre os batistas dos dois estados — Guanabara e Estado do Rio. dada a diferença de psicologias de trabalho. Naquele mesmo dia. 183 . Denominada "estrada sobre as águas". também. essa ponte foi um grande passo no progresso de nossa região. buscando o melhor para cada convenção. cada uma. por muitos anos capital federal. Para estudar o assunto. em cada uma das duas convenções envolvidas. fazendo surgir uma única convenção que se denominaria Convenção Batista do Estado do Rio de Janeiro. transformada em cidade-estado. os dois estados passaram a se constituir num só. uma comissão especial. e que fora. passou a ser a sede do recém-criado Estado do Rio de Janeiro. A partir de 15 de março de 1975. cidade do Rio de Janeiro.

184 . o PROIME não deixou de trazer benefícios ao trabalho batista no Brasil. foi criado pela Convenção Batista Brasileira o Programa Integrado de Missões e Evangelismo — PROIME. o crescimento denominacional. Valeu a experiência e os resultados ficaram! SECRETÁRIOS-EXECUTIVOS DA JUNCORD Elias Vidal Harold Renfrow foi buscar em Elias Vidal um auxiliar digno dessa função. lançando críticas por causa do estabelecimento de alvos numéricos. foram ultrapassados. Para cada ano. onde se instalou o Acampamento Batista Fluminense. por motivos vários. e aceita o convite para trabalhar como secretário da Junta de Evangelização do estado. com a finalidade de gerar. foi dada uma ênfase especial e estabelecidos alvos que. para evitar atritos entre as diversas áreas de trabalho. Era pastor da Igreja Batista de Rio Bonito quando foi convidado para tão elevada posição. conduzido ao cargo de secretário-executivo da aludida entidade. alguns. as suas tarefas. mas o número de igrejas não crescia na mesma proporção. um problema logo foi também detectado: o número de vocacionados era muito grande. naquela época. ao completarem seus cursos. O Pr. Após exercer. na sua maioria. progressiva e harmonicamente. mesmo diante daqueles que se mostraram céticos face a movimento de tal jaez. as igrejas se esforçaram muito para atingir os alvos propostos pela convenção. então. Durante o desenvolvimento do PROIME. foi. Além disso. por dez anos. que ficou muito aquém daquilo que fora estabelecido. foi-se conduzindo de modo a agradar o povo. Um dos alvos que rapidamente foram ultrapassados foi o de centenas de seminaristas em nossos seminários. no intuito de envolvê-las no arrojado plano. a apartir de 1973. Apesar de suas limitações c das dificuldades encontradas no seu desenvolvimento. O programa foi estendido também as convenções estaduais e às associações. deixaram de ser atingidos.PROGRAMA INTEGRADO DE MISSÕES E EVANGELIZAÇÃO — PROIME Visando a dinamizar os trabalhos das igrejas batistas no Brasil. Foi ele quem vislumbrou a posibilidade de se adquirir a propriedade próxima a Rio Bonito.000. depois de retornar de um período de um ano nos Estados Unidos. muitos dos que buscavam os seminários. levando-as ao crescimento numérico e espiritual. As juntas não mediram esforços para vê-los atingidos. Esse objetivava o alcance do dobro de membros nas igrejas batistas que. Com vasta experiência no ministério e na liderança fluminense. Um deles. não se sentiam vocacionados.000. que já vinha com a mão na obra. com grande dedicação. estabelecendo metas para serem alcançadas pelas juntas convencionais. como secretário-executivo adjunto. senão para atuarem nos grandes centros. Com isso. o missionário deixa a função de secretário-executivo da JUNCORD — Junta Coordenadora. porém. beiravam o número 250. foi o alvo i 1 = 500. Elias Vidal.

que tomou posse nessa função no dia 17 de setembro de 1973. sanado para sempre o problema. escolheu para desempenhar. Pr. recebeu a diferença do valor da mesma. Durante alguns meses. quando o Senhor o convocou às mansões celestes. Waldemar Zarro. ocorrido no dia 28 dc junho de 1973. há necessidade de substituição no cargo de secretário-executivo e tesoureiro da JUNCORD. interinamente. em Porto da Madama. Sua gestão na Junta Coordenadora do Estado do Rio se caracterizou por modernização dos métodos no trabalho do estado. Eduardo Carvalho. a Junta Coordenadora escolheu seu novo secretário-executivo — Pr. é ele empossado nesse cargo. Ageu Neto. ali. na gestão do Pr. Para sanar problema relacionado com as contas da Junta Coordenadora. o Pastor Joaquim de Paula Rosa esteve por dois anos como pastor auxiliar da Primeira Igreja Batista de Niterói. fora muito útil. 185 . Quando se pensava que Joaquim de Paula Rosa ficaria bastante tempo como executivo da JUNCORD. Reunida. assim. como pagamento. assim. Daniel de Oliveira Cândido para ocupar esse lugar. São Gonçalo. Ageu Pinto entregou sua casa. Em 06 de novembro de 1979. a função de executivo. onde se fez despontar como um pastor de grande liderança. Ficou. Ageu de Oliveira Pinto. Coube à Junta Coordenadora escolher o novo secretário-executivo. de viseira erguida. já que exercia essa função interinamente o Pr. Seus relatórios às assembléias convencionais eram apresentados de maneira bem original e recheados de muitas realizações. deixar o cargo de secretário — executivo da JUNCORD. através de seu presidente. pela expansão do Plano Cooperativo. já que este. tem se havido de modo brilhante. Joaquim dc Paula Rosa. Secretário-Interino Com o falecimento do Pr. Elias Gomes Vidal. o Pr. O Pastor Ageu de Oliveira Pinto pôde. e. localizada à Rua Mansueto Guimarães. no dia 28 de junho de 1973. já que exercia também a função de tesoureiro da mesma. pela aplicação de nova dinâmica. Após sua formaturâ no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. em um acidente automobilístico. eis que ele aceita o desafio para ser o Superintendente Geral da JUERP. o Pr. a junta escolhe o Pr. pelas quais era responsável. Daniel de Oliveira Cândido Novamente. Joaquim de Paula Rosa. a Junta Coordenadora. 440. numa fase crucial daquela junta. apresentando-se como obreiro ponderado e trabalhador. Joaquim de Paula Rosa Sob a presidência do Pr.Estava cheio de planos para pôr em execução. O novo executivo mantém como secretário-adjunto o Pr. Ageu de Oliveira Pinto.

os batistas fluminenses adquiriram. resolveu estabelecer um ACORDO com a Convenção Batista Fluminense. também. e que era propriedade da junta. 231. O Pr. enfim. Ganhava relativamente pouco (12 salários-mínimos). obreiro já experiente nas lides denominacionais. visitas às associações. por algumas vezes. como exigência da diretoria do colégio. Edgard Barreto Antunes Para substituir o Pr. a Convenção Batista Fluminense se comprometeu a instituir o Fundo Pastor Manoel Avelino 186 . desenvolver o trabalho que competia à junta que dirigia. em troca de quantia quase simbólica. no. Edmundo Antunes da Silva. exercendo. escreveu o livro Reflexões de Mordomia. que teve boa aceitação. Em contrapartida. mas também entre os batistas de outros estados. fora. ao lado de John Riffey. no Ingá. pastor da Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu. Por volta do ano de 1976. da JUBERJ. Foi acometido da doença de Parkson. Já o seu pai. Samuel de Souza. um dos vice-presidentes da Convenção Batista Brasileira. o Pr. a JUNCORD convida o Pr. não só preservaria as propriedades. Daniel não era boa. a presidência da Convenção Batista Fluminense. na pessoa do Pr. E. Pr. Precisou deixar o cargo de secretário-executivo e tesoureiro da JUNCORD. da União Feminina Missio nária Batista Fluminense e d ' 0 Escudeiro Batista. que não lhe dava condições de adquirir uma casa para morar. Daniel de Oliveira Cândido lança-se à obra de executivo. por vários anos. Por este ACORDO. clínicas. por um preço razoável. que pertencia à Associação Batista de Educação. Reconhecendo que a doutrina de mordomia cristã é a base do fortalecimento de um trabalho sério. ACORDO DO INGÁ O Colégio Batista de Niterói possuía excelente propriedade à Rua Visconde de Morais. Vendo que a situação financeira do Pr. a JUNCORD levava em conta que o referido obreiro recebia pequena aposentadoria. c foi. o Pr. mas ofereceria à CBF melhores condições para a instalação de suas juntas. cheio de idéias e novos planos. sentindo que a situação para a sobrevivência dos colégios particulares era impossível. a diretoria daquele colégio. Após trabalhar com muito amor na função que exercia. principalmente quanto ao pagamento do INPS. Esse ACORDO. Procurou. por várias vezes. também. não só dentro da Convenção Batista Fluminense. Daniel de Oliveira Cândido. da OPBERJ. Com esse procedimento. Daniel de Oliveira Cândido adoeceu. O campo batista fluminense muito espera do dinamismo e talento do Pr. por parte das entidades.Tendo deixado o pastorado de uma boa igreja — a Primeira de Rio Bonito. Edgard Barreto Antunes. funcionário da JUNCORD. as propriedades do Colégio Batista dc Niterói. a função de tesoureiro da referida junta. a Junta Coordenadora fez com ele um acordo: deu-lhe a casa em que atualmente mora. Edgard Barreto já exerceu. Promoveu trabalhos especiais. Edgard Barreto Antunes. que é irreversível.

Juventude Batista do Estado do Rio dc Janeiro (JUBERJ). assim. União Masculina Missionária Batista Fluminense (UMMBF). Promove. é o Pastor Eduardo Azevedo de Carvalho. Reencontro tem estado operando. tem sido. chegando a atingir algumas cidades da Bolívia e Paraguai. em 1942. tem atraído milhares de almas aos pés de Cristo. a memória do inolvidável fundador da entidade. além dc servir às entidades nele sediadas. campanhas evangelísticas em estádios. dormitórios feminino e masculino. chegando até aos Estados Unidos. nesse sentido. custara muito trabalho e sacrifício ao casal Manoel Avelino de Souza e ao casal Samuel de Souza. que. refeitório. reuniram-se os líderes da Convenção Batista Fluminense. a Convenção Batista Fluminense foi enriquecida com um grande patrimônio que. cozinha. o Pastor Nilson do Amaral Fanini. tem servido às igrejas e organizações estaduais para a realização de congressos. pois. Na área em que está localizado o Centro. e selaram o pacto com a solenidade que o momento exigia.de Souza Memorial ao Colégio Batista de Niterói. Com uma área total de 3. Está sediada ali também a Junta de Mocidade da CBB (JUMOC). retiros e estudos. CENTRO BATISTA FLUMINENSE Em 1978. no passado. E o Pastor Fanini. perpetuando. bem como as demais entidades da convenção — Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio (OPBERJ). durante a gestão do Pastor Joaquim de Paula Rosa como secretário-executivo da Junta Coordenadora. Francisco Cerqueira Bastos. A influência dessa obra tem atravessado as fronteiras do nosso país. que teve a assessoria jurídica do Dr. Junta de Beneficência (JUBEN). De norte a sul do país. no dia 20 de dezembro dc 1976. uma biblioteca. 187 . hoje (1991). Para celebrar o Acordo do Ingá. Estão sediadas ali as quatro juntas da CBF — Junta Coordenadora (JUNCORD). Ali existem 21 salas.800 m 2 são de área construída. com carisma especial. existe uma casa onde reside o secretário-auxiliar. REENCONTRO — OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS Fundada em 1975.201 m2> dos quais 1. salão de reuniões. também. REENCONTRO tem promovido programações evangelísticas pela televisão. o Centro Batista Fluminense ficou sendo a sede da Convenção Batista Fluminense. União Feminina Missionária Batista Fluminense (UFMBF). Tem sido de muita utilidade o CENTRO. a menina-dos-olhos de seu fundador. além de outras pessoas. esta grande obra denominada REENCONTRO — OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS. os batistas fluminenses criaram o chamado Centro Batista Fluminense. quadra de esportes coberta e taqueada. Junta de Evangelização (JUNEVA). onde é mantido um escritório. e Junta de Educação (JUNED). através do qual são feitos os contatos para a preparação das campanhas evangelísticas realizadas pelo Pastor Fanini no exterior. nas dependências da propriedade recém-adquirida. Deste modo. através de várias cadeias de TV. c a redação d ' 0 Escudeiro Batista.

injeções. na referida publicação: "Além desse plano de saúde. ela é atendida pelo serviço social. inaugurado em 13 de junho de 1990. endoscopia. psicologia. nos seus seis anos dc funcionamento. como em suas outras áreas de atividades. nebulização. Ali está instalado o ambulatório médico-dentário que. pneumologia. em turnos escalonados.disposição do público 11 médicos. ainda. reumatologia. Hoje. está a ampliação desse atendimento. cozinha. neurocirurgia. colonoscopia. um bioquímico-farmacêutico. curativos. organizada pela PIB de Niterói. segundo periódico publicado pelo próprio Reencontro. refeitório. 400 crianças estarão inscritas e sendo atendidas. "Quando a pessoa não tem condições de se tornar sócio contribuinte ou pagar consultas ou qualquer serviço utilizado nas clínicas do Reencontro. através de uma triagem. eletroencefalografia. 301. " O prédio é constituído de um salão com capacidade para 200 pessoas. "Construído numa área de 1. abrigando 100 crianças em horário integral. música). eletrocardiografia. e outras 100. fonoaudiologia.A sede atual do Reencontro está situada à Rua Marechal Deodoro. em outra faixa etária. psiquiatria. banheiros e quadra de esportes. onde também se reúne a Igreja Batista de Boa Vista. Dentro dos planos do Pastor Fanini. fisioterapia.200 m2. o Reencontro presta assistência à comunidade do Morro da Boa Vista. no centro de Niterói. ultrassonografia. lavanderia. radiologia. Nesse prédio funciona uma creche. visando a atender sempre a um maior número de crianças. oftalmologia. acupuntura. tanto na creche. Lê-se. pequenas cirurgias." Aiém da área de saúde. cirurgia geral. Os médicos atendem às especialidades: clínica médica. Possui oito salas grandes para atividades diversas. "Crianças na idade de sete aos 16 anos recebem ali orientação para~ atividades como Educação Artística (pintura. para crianças dc zero a seis anos. a presença do Reecontro está ali marcada pela existência do seu Centro Estudantil. diariamente. assistentes sociais e psicólogos. uma auxiliar de enfermagem. cardiologia. Educação Física (esporte e lazer). em horários escalonados. ortopedia gastroenterologia. o REENCONTRO funciona eom atendimentos de consultas particulares e serviços de laboratório de análises clinicas. e assistida no que for necessário.o Centro Estudantil tem capacidade para atender mil crianças. medidas de pressão arterial e odontologia em geral. seis dentistas. o Reencontro tem atuado na área educacional: " H á mais de dez anos. de forma gratuita. urologia. A partir de março deste ano — 1991. atendeu a mais de 100 mil pessoas. "Estão à. ginecologia. neurologia. dermatologia. desenho. pediatria. endocrinologia. otorrinolaringologia e homeopatia. em Niterói. onde funcionava um pequeno ambulatório médico. (1) 188 . provas ergométricas. voltadas para crianças na faixa etária de sete a 16 anos.

que hoje é o ilustre redator d' O Jornal Batista. no princípio. não podem crescer sem viver as características de cada uma delas. para só então se tornarem adultos. foi criado o DIACOPBERJ — organização que tem por objetivo congregar os diáconos batistas fluminenses. 189 . receber orientação para enfrentá-los. Portes) e Creusa Rangel de Souza foram. do qual extraímos o seguinte: " H á quem julgue que o menino. E os filhos de pastores. trazendo benefícios. Essa organização tem sido bem útil ao trabalho batista fluminense. por ser filho de pastor. As irmãs Nair de Araújo Portes (hoje. como às igrejas. fruto da ignorância. atingindo a maturidade. o secretário-executivo do DIACOPBERJ foi o diácono Percy Paulo Guedes. Esse sonho foi concretizado em 1975. ENCONTRO DE FILHOS DE PASTORES Muitas esposas de pastores demonstraram o desejo de reunir seus filhos num retiro. Essas pessoas. deve se comportar como adulto. onde eles pudessem debater seus problemas. as que mais se entusiasmaram com a organziação. Sua psicologia deve ser respeitada. pois. seja filho de quem quer que seja. ao qual compareceram 160 participantes. O início dessa organização se deu com a realização do Primeiro Retiro Espiritual dos Diáconos do Estado do Rio de Janeiro. ocorrido nos dias 09 e 10 de novembro de 1974. que discorreu sobre o tema: Por uma liderança qualificada. depois passam pela adolescência. que surtiu grande efeito entre os jovens que nela se envolveram. Criança é criança. como pessoas que são. viúva do Pastor Antônio M. um apreciado artigo. Nilson Dimárzío escreveu para o jornal O Escudeiro Batista. Eis uma injustiça clamorosa. O Pr. Hoje.Só a eternidade poderá revelar a grandeza do empreendimento que é o REENCONTRO — OBRAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS. com o Primeiro Encontro de Filhos de Pastores. Foi orador oficial desse encontro o Pastor Nilson do Amaral Fanini. Nilson Dimárzio. Pastor João Batista Paulo Guedes. Por muitos anos. Foram preletores os Pastores Fidélis Morales Bentancôr e Ebenézer Soares Ferreira. onde pudessem colocar suas aspirações e desejos. exerce esse cargo o diácono Orlando Soares. de julho-agosto de 1976. não só aos diáconos. porém. pela juventude. Eles são crianças. DIACOPBERJ Por sugestão do então secretário-executivo da Ordem dos Pastores Batistas Fluminenses. bem expressa a preocupação de muitos obreiros quanto à criação de seus filhos. Os encontros que se seguiram ao primeiro foram também de muita valia para os filhos de pastores que deles participaram. se esquecem de que ninguém vive sem passar por todas as faixas etárias. para muitos membros de igrejas eles devem ser o exemplo porque o pai é pastor." O artigo do Pr. sob o título I Encontro de Filhos de Pastores.

Assembléia da Convenção Batista Fluminense. procuraram o presidente da Convenção Batista Fluminense. no princípio. realizada na cidade de Pádua. labutando. Todos eram pastores: Presidente — Pr. em 1907.ambém. O ideal da criação dessa organização nasceu no coração das irmãs Jurema Mainhard e Maria Moreira (D. aproveitando aquela mesma assembléia convencional. Ebenézer Soares Ferreira. que. O ideal. 3) a falta de incentivo para um trabalho direcionado para a juventude. reciprocamente. Tem sido de grande valor para a obra batista fluminense. é que o trabalho com os jovens foi organizado em nosso campo. Trataram logo de eleger a primeira diretoria. realizada em Portela. Como motivos para essa delonga podemos detectar: 1) a falta dc acomodações nas casas de cultos. em 1919. entretanto. Alberto Portela Vice-presidente — Pr. Fidélis Morales Bentancôr Secretário — Pr. com a presença de 45 mensageiros. Assembléia da Convenção Batista Fluminense. eram bem acanhadas e limitadas.SOCIEDADE DE ESPOSAS DE PASTORES BATISTAS FLUMINENSES Por ocasião da Assembléia da Convenção Batista Fluminense. realizada em São Fidélis. Ali foi oficialmente organizada a Convenção da Mocidade Batista Fluminense. Sabe-se que foi na assembléia convencional. a Primeira Igreja Batista de Campos parecia já se preocupar com a assistência aos jovens. lado a lado com os pastores. Pr. essa organização. em 1912. no dia 02 de maio de 1924. foi organizada a Sociedade de Esposas de Pastores do Estado do Rio de Janeiro. em julho de 1976. naquela altura. então. com a presença de 55 mensageiros. Mariquita. o assunto trabalho dos jovens foi bem discutido e o plenário decidiu que a mocidade realizasse seus trabalhos na mesma ocasião das assembléias convencionais. Já na 13a. com 72 mensageiros. como era conhecida). r. 2) a falta de literatura apropriada para essa faixa etária. que foi empossada na mesma assembléia. que se cogitou de organização da primeira União de Mocidade Batista. Adozino Neto Secretário-correspondente — Pr. O TRABALHO DA JUVENTUDE Somente muito tempo depois de criada a Associação Batista Fluminense. auxiliam-se elas. Sua primeira diretoria se compunha de jovens casados e que demonstravam valor no trabalho da Causa. realizada em Valença. Tendo esse desejo. Tem-se notícia de que. porém. As chamadas Uniões de Mocidade surgiram nas igrejas batistas anos mais tarde. estimulando-as a iniciarem imediatamente o empreendimento. já a igreja alugara uma sala para servir de sede a uma escola noturna. Não só congraça as esposas dos obreiros como. Esse lhes deu franco apoio. e lhe explicaram o plano. na busca de solução para os problemas e situações que lhes são comuns. Virgílio Faria Tesoureiro — Pr. Puseram mãos à obra. Joaquim Rosa 190 . só iria concretizar-se na 18a. Em finais do século passado.

Isaías Santos. então pastor da Igreja Batista de São Gonçalo. Depois. O Primeiro Congresso da Mocidade Batista Fluminense se realizou na Primeira Igreja Batista de Petropólis. foi seu redator. ainda. Eli Francioni dc Abreu.Começou muito animado o trabalho da Convenção da Mocidade Batista Fluminense. Júlia Codcço. em reunião realizada na Primeira Igreja Batista de Niterói. Nessa fase. na época). O presidente eleito foi o jovem Waldemar Zarro. Realizou ele váriqs viagens pelo estado. João Barreto da Silva. por cerca de três anos. ano em que faleceu Na década de 40. surgem nos arraiais batistas fluminenses inúmeras discussões sobre o assunto ítinerância que. substituindo o Dr. Elpídio Mota. segundo se pensava. Evaldo Gonçalves. Samuel de Souza.iberalina Mônica Faria. Lauro Bretones. O Segundo Congresso da Mocidade Batista Fluminense foi realizado em fevereiro de 1954. do qual era redator o Pr. o trabalho estava paralizado vindo a se reorganizar em 1933. aliás. Ebenézer Soares Ferreira. então aluno do Seminário do Sul. na ocasião. que pastoreava a Primeira Igreja Batista de Pádua. e maior também era o número de jovens que haviam cursado o Segundo Grau (Curso Científico. Foi nessa época que surgiu a famosa Caixinha de Perguntas. em fevereiro de 1953. Elias Vidal. O sermão da última noite foi pregado pelo seminarista Ebenézer Soares Ferreira. deveria ser desempenhada por um jovem. O Dr. José Murta. foi arrefecendo e. É na década de 40 que é criado o periódico O Arauto Fluminense. José Pinto. Gedaías Norberto. a qual. o Dr. no sentido de ela mesma sustentar alguém que exercesse essa função. Gutenberg Faria Guedes. permanecendo nessa função por três anos. Em seguida. porém. O número de jovens nas igrejas batistas era maior. Logo foi fundado o jornal A Juventude. Nilton de Souza. Dr. Nelson e Waldir Rocha. Nele aparecem jovens como. o trabalho da juventude começa a se desenvolver melhor. cuja primeira redatora foi a Profa. Helena dc Souza. Foram preletores: Dr. I. Eli Francioni de Abreu. pastoreou até 1974. Jáder Malafaia. recentemente formado pelo Seminário do Sul. é escolhido o então seminarista Samuel de Souza. em breve. Década de 50 E na década de 50 que o trabalho jovem entre os batistas fluminenses vai apresentar maior desenvolvimento. Werner Kaschel e o Prof. Edna Antunes. Robert Bratcher. Euza Gomes. Para isso. Outra preletora daquele congresso foi 191 . procurando despertar a mocidade para o trabalho de itinerância. Na presidência da mocidade do campo fluminense estava o jovem Itamar Francisco dc Souza. na Primeira Igreja Batista de Petrópolis que. jovens cuja escolaridade já atingira o Terceiro Grau (Faculdade). Havia. O entusiasmo inicial. Foi nessa década que se iniciou a realização dos congressos de mocidade. Manoel Avelino de Souza. o então seminarista Ebenézer Soares Ferreira assume a direção do jornal. Robert Bratcher prelecionou sobre O Inferno e a missionária Rosalee Appleby dirigiu mensagens inspirativas. era pastoreada pelo vibrante jovem Wilson Régis.

voltaria a ser redatoriada pelo Dr. na cidade de Pádua. José Silveira Filho. a mocidade passa a ter para sua sede uma daquelas salas. Paulo Ribeiro (hoje. por Geraldo Trindade de Araújo. por dar apoio à criação da revista Juventude Batista. eleito na Assembléia da Convenção Batista Fuminense. a Assembléia da Mocidade Batista Fluminense — AMBF — tinha a seguinte diretoria: Presidente — Pr. a falecer em acidente aéreo no sertão brasileiro. O conselho 192 . que era dirigido pelo General Mário Barreto França. publicação de âmbito nacional. em 1959. sob a presidência do Pastor Erodice Gonçalves. diácono da Primeira Igreja Batista em Niterói. Sucedeu-o o Dr. redator d ' O Jornal Batista). logo depois. Edna Antunes Secretário-correspondente — Seminarista Ismail Rodrigues Redator da Página da Mocidade — Dr. sendo orador oficial o Pastor João Soren. Francisco Cerqueira Bastos. para funcionar como sede da Convenção Batista Fluminense. Decidiu-sc. Cogitou-se. Secretária — Profa. Mário Sólon Gonçalves. Jacyra Malafaia. sendo eleito para presidi-la o Pr. tendo como seu auxiliar o Dr. à Avenida Amaral Peixoto. durante a década de 50. até. na criação de uma revista especial para os jovens do estado. Arides Martins da Rocha se tornou o redator da Página da Mocidade. poeta evangélico muito conhecido e grande amigo da mocidade. Nesse período. em 1956. Página da Mocidade n ' " 0 Escudeiro Batista" Em julho de 1955. mais tarde. foi criado o programa radiofônico Antenas Celestes. a mocidade passou a editar a Página da Mocidade n'0 Fscudeiro Batista. Para maior divulgação do trabalho da mocidade batista do estado. editada pela Junta de Escolas Dominicais e Mocidade da Convenção Batista Brasileira. Barreto. E nesse período que é criada a COMEX — Comissão Executiva. que viria. O Terceiro Congresso da Mocidade Batista Fluminense se realizou na Primeira Igreja Batista de Friburgo. os jovens: Élcio Vieira. destacaram-se no trabalho batista fluminense. Com a aquisição das salas no Edifício Líder. Foi esse um período de muita prosperidade no trabalho da mocidade batist a fluminense. entretanto. Wilson Régis lo. Jorge de Oliveira. Gumercindo Saraiva. é que foi realizado o 8" Congresso da Mocidade Batista Fluminense. realizada em 1967. Ophir Pereira de Barros. Décadas de 60 e 70 Só depois do ressurgimento de um Conselho de Mocidade. em Niterói. José Silveira Filho Em novembro de 1956. o Pr. Além dos nomes aqui citados. em lugar da publicação de O Arauto Fluminense. Erodice Gonçalves Riberto Vice-presidente — Pr. Secretário — Seminarista Walter Velasco 2a. Wanderley P.a missionária Mary Ruth Carney. que. e.

fez-se uma grande dívida que precisou ser arcada pela mocidade e pela convenção. Dr. presidente desse conselho. destacaram-se. então futuro pastor. a Convenção Batista Füminense aprovou destinar 2% dc seu orçamento para o trabalho da JUBERJ. em Goiânia. na Bahia. pela Junta Executiva. então seminarista Elias Wernek se tornou secretário-executivo. Dr. O Pr. Em 1979. David Queiroz. estruturação das juventudes assoeiacionais. presidente do Conselho de Mocidade. Entre seus membros. A partir de 1975. . que o conselho sc renovou. encontros para líderes. Eudóxio Azeredo. Silas dos Santos Vieira realizou excelente trabalho junto à secretaria-executiva da JUBERJ. Ampliato Cabral. Festival da Primavera (com olimpíadas). em 1971 e. 3. Seminarista Elias Wernek. Neste mesmo ano. O Dr. Foi no congresso realizado na cidade de Macac. Silas dos Santos Vieira. Pr. João José Soares Filho. Ozélio Pereira e Arilton de Oliveira. hoje. então. outros irmãos. Em 1976. início do trabalho com adolescentes. o jovem Ademir Paulo Pimentel. O Pr. Nesse e no congresso anterior — o 9? Congresso da Mocidade Batista Brasileira. o Pr. Wilmar Zarro. Ageu Celestino e o. sendo o conselho substituído. Daniel Lincoln de Almeida deixa a presidência da junta para assumir a sua secrctaria-executiva. O Pr. como o Dr. em 1969. também. na secrctaria-executiva da mesma. em 1974. foi aprovada a nova estrutura. em 1971. com o Pr. Foi uma grande proeza que. Prof. Ageu Celestino foi eleito presidente do conselho e o. Elias Carvalho de Sá foi. infelizmente. Por causa do não pagamento de compromissos assumidos com relação à caravana. entidade que antes não contava com qualquer espécie de verba. com excelentes realizações. Nesse período. função que exercia sem qualquer remuneração. Daniel Lincoln de Almeida. e com o Pr. a mocidade batista fluminense prestou muita cooperação. que fora convidado para exercer o cargo de Secretário-Executivo da JUMOC. O Prof. Daniel Lincoln de Almeida na presidência da juventude fluminense. que é. João José Soares Filho emprestou uma grande colaboração ao trabalho jovem num momento de crise. foi elaborada e implantada nova estrutura para o trabalho da juventude estadual. estruturação da juventude estadual. 2. ainda. O Pr. Arilton de Oliveira conseguiu levar uma grande caravana fluminense à Bahia. Já despontava. passaram a figurar o Prof. Pr.Varela. quando a caravana Boina Azul alcançou grande destaque. O período de 1975 a 1981 pode ser considerado positivo. Juiz de Direito no Rio de Janeiro. das quais destacamos: 1. Edgard Barreto Antunes. na assembléia convencional realizada na cidade de Macaé. 193. sendo merecedor de destaque por seus serviços ali prestados à juventude do Estado do Rio. Silas dos Santos Vieira. eleita pela assembléia da juventude. Prof. por mais ou menos cinco anos. para assistir ao 10? Congresso da Mocidade Batista Brasileira. 4. 5. realizados em Goiânia.era liderado pelos seguintes irmãos: Pr. Wilmar Zarro foi. trouxe sérias conseqüências financeiras para a Juventude Batista Fluminense e até para a Convenção Batista Füminense. Carlos O. Seminarista Wanderley Barreto e outros. Elias Carvalho de Sá. substituindo assim o Pr.

Élcio Sant'Anna. Este procurou dar ênfase à realização de congressos. Novas Diretrizes O jovem Pastor Daniel Lincoln dc Almeida procurou imprimir boa direção à entidade. e 15?. criação do Jornal Jovem. Pr. que empreendeu novos rumos ao trabalho da juventude. Pr. 14?. no afã de trazer grandes bênçãos espirituais para a mocidade. no Rio de Janeiro. exerce o cargo de secretário-executivo da JUBERJ o Pr. Gilson de Paiva Bifano. em Nova Iguaçu. citamos: Pr. Pr. com regularidade. na cidade do Rio de Janeiro. Malvino Corrêa. Gilson é Capelão dos Colégios Batistas Brasileiro e Shepard. de Castro. Niterói. preparou os congressos: 12?. Júlio Miguel Rangel. para pastorear a Igreja Batista do Grajaú. c redator d' O Escudeiro Batista. . à frente da JUBERJ. em Angra dos Reis. Emoilde Alves. o Jornal Jovem. enquanto estavam também treinando e se desenvolvendo. No momento em que é preparada esta obra. o Pr. realizou intercâmbios e organizou a chamada Festa da Primavera. em Nova Friburgo. Pr. em 1988. ex-presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil e ex-presidente da Convenção Batista Füminense.6. Milton Moraes. o Pr. Sua gestão foi de dois anos. apenas. Deixou o cargo para trabalhar na JUERP e assumir um pastorado local. William R. Pr. Sucedeu-o. em 1982. Rossine de Oliveira. Deixou o cargo de secretário-executivo para pastorear a Igreja Batista de Rio Bonito. no cargo. Entre eles. João Marcos Barreto Soares. Sócrates O. Dilmo P. 7. Assim. Gilson Bifano esteve. 194. Promoveu intercâmbio com jovens bolivianos. no cargo de secretário-executivo da JUBERJ. em 1984. Sucedeu o Pastor Gilson Bifano. durante seis anos. Ressaltamos aqui os nomes de jovens que se destacaram na liderança da mocidade estadual. Alguns dos que hoje lideram o trabalho denominacional tiveram grande participação no trabalho de nossa juventude. em 1985. Mauro Israel Moreira — Pastor da Primeira Igreja Batista de São Gonçalo. Heloísa Helena Pinto. Sênica da Silva. Josué Ebenézer de Souza Soares. Nilson Godoy — secretário-executivo da Junta de Beneficência da Convenção Batista Füminense. de Souza. O Pr. Procurou publicar. de Souza — Pastor da Igreja Batista de Vital Brasil. Josias César Porto da Silva. estruturação do trabalho com adolescentes nas associaçoes. dando continuidade aos projetos já existentes. em 1986. o Pr. 13?. No momento (1991). em Macaé. Deixou esse trabalho. neste período: Pr.

também. como comentava o ilustre professor Álvaro Barcelos. Seria muito bom que algum mestrando em história se abalançasse a escrever sobre essa influência em algum desses aspectos. no viver diário. conhecida como a terra do trabuco. praças e escolas. são outro exemplo disso. nome de um diácono batista. depois de ter recebido grande influência dos crentes que ali vivem. receberam grande influência evangélica. Salvador Borges. eles se têm preocupado em testemunhar. Houve lugares que. agora. Tabua. Eis alguns deles: 195. todas as noites. hoje. se tornando empregadas domésticas. sofreram grandes transformações depois de terem tido contato com os crentes. mostra-se muito modificada. lançar sua influência cristã no campo moral. tendo tido conceitos. que fazem comentários sobre jovens que. no município de Campos. Há pessoas. se chama Vila Pastor Salvador Borges. têm dado excelente testemunho. princípios e viver cotidiano transformados. que. também. Ele viveu naquela região durante 50 anos. a educação. trajavam-se melhor para ir aos cultos. Aos domingos. Fez menção da Vila São Luiz. a sociedade. Barro Branco se denomina. professor de português do Liceu de Humanidades e do Colégio Agrícola de Campos. Ressaltamos aqui a influência na modificação de costumes.Capítulo XIV a influência da obra dos batistas fluminenses A INFLUÊNCIA DOS BATISTAS FLUMINESES Através dos anos. ou irmão na fé. em casa de um ou de outro amigo. Tornavam-se mais responsáveis. Através do Pr. social. Alcançados pelo evangelho de Cristo. Tabuae Barro Branco. eles iam. depois que estes se tornavam crentes. aos cultos. pelas homenagens prestadas a servos do Senhor que têm seus nomes perpetuados em ruas. educacional e espiritual nos meios em que vivem. . agora. conquistando a confiança de todos em seus empregos. na campanha antitabagista. agora. A força da influência dos batistas flumineses por todo o estado pode ser medida. Vila Augusto Moretti. e membro da Academia Brasileira de Filologia. Fazendeiros afirmavam que sentiam grande diferença em seus empregados. no município de São Fidélis. Em lugar de caminharem para os bares a fim de bebericarem. os costumes do povo do Estado do Rio têm recebido positiva influência dos batistas flumineses.

Rio Bonito — Rua Cel. Rua Ailton Belido Barreto.Christie. Antônio Soares Ferreira (antiga Fábrica Nacional de Motores). Imaú — Av. Petrópolis — Rua Missionário A. Rua José de Souza.B. Conceição de Macabu — Rua Pr. Ponto de Cacimbas — Rua Nilo Mayerhoffer.Delfina de Jesus (Bairro de Itaipu). Rua Noemi Bittencourt. Arraial do Cabo — Rua Profa. Mateus Paulo Rodrigues Guedes (Muriti). Rua Portela Sales. Rua Albertina Portela Sales. Rua Ismael Jacoud de Mello. Rua Pr. João Barreto da Silva. Jurema Mainhard Viana. Campos — Rua Pr. José de Souza Herdy. São Fidélis — Rua Missionário Salomão Ginsburg. Rua Pr. Francisco Ribeiro da Silva. Luís Laurentino da Silva. . Rua Pr. Rua Luiz Joaquim Corrêa. Salomão Ginsburg. Rua Pr. Maricá — Rua Sebastião Velasco Niterói — Rua Pr. Itaperuna — Rua Dimpina Schwartz. José Carlos. Rua Antônio Laurindo dos Santos. Guapimirim — Rua Maximiniano José Pacheco (diácono). Daniel de Araújo Goes. Rua Alfredo Coelho. Daniel Carvalho de Almeida Cardoso Moreira — Rua Antônio Reis. Rua Prof. Gentil de Castro Faria. Rua Eurico Barbosa. Rua Manoel Avelino de Souza (Mantiquira). Rua Achilles Sales. Elias Portes Filho. Elson de Souza. Rua Firmina Seixas. Rua Pedro Simas. Leobino da Rocha Guimarães. Jurandir Gonçalves Rocha. Rua Jesuína Barreto Antunes. Rua Pr. Pádua — Rua João Eugênio Bastos.Ruas: Aperibé— Rua Evarislo Reis. Rua Amorita Morales Bentancôr. Rua Bonfino Cardoso de Mello. Manoel Avelino de Souza. Rua Theodorico Luiz de Souza. Joaquim Ribeiro. Casimiro de Abreu — Rua Missionário Salomão Ginsburg. Rua João Salvino Soares. Rua Pr. Rua Pr.B. Rua Luís Pinto da Silva. Rua Pr. Rua Pr. Rua Miss. Rua Joel Reis. Rua Paulo Mainhard. Macaé— Rua Braulino Simões. Prof. Rua João Caetano de Oliveira (Ibitiporã). Rua Pr. Manoel Avelino de Souza (Pendotiba). Rua Pr. David Coelho Mangaratiba — Rua Pr. Macuco — Rua Prof. Elias Portes Filho. Rubem Coelho dos Santos. Rua A. Italva—Rua Achilles Sales. Bom Jesus de Itabapoana— Rua Adelício Dias do Canto. Nova Iguaçu — Rua Abdiel Duarte (Prata). Rua Missionário W. Rua Pr. Carapebus — Rua Pr.E. Rua Pr. Rua João Teixeira Pimentel. Rua José Gomes Vilarinho. Nilo Sales. Elias Vidal. Rua Diácono Manoel Ribeiro da Silva. Rua RitaFária. Duque de Caxias — Rua Prof. Rua D. Rua D. Rua Corindiba de Carvalho. Rua Dolvina Rezende Godoy. RuaCcl. Rua João Batista Lessa. Fidélis Morales Bentancôr. José de Souza Herdy. Entzminger. Francisco Joaquim de Mendonça (Areia Branca). Rua Joaquim Soares Neto. Luís Sales. Rio Dourado — Rua Pr. Salomão Ginsburg. Abelar Suzano Siqueira. Rua José da Cunha Barreto. Rua Therezinha Olga Carraro. Resende — Rua Pr. Silas Silveira. Rua Pr. José Peixoto. 196. Rua Francisco Luís Gonçalves.Maria Vitipó Raposo. Rua Pr. Orlando Azeredo Silva. Rua Pr. José Caetano de Oliveira (Bairro Xavantes). Rua Prof. Rua Pr.Christie. Rua Pr. Rua Antônio Azevedo (Poço Gordo). Rua Dr. João Barreto da Silva.

São João deMeriti — Rua Pr. Joadélio de Paula Codeço. Antônio Soares Ferreira São Gonçalo — Praça Pr. Rua Pr. Antônio Soares Ferreira Macaé — Escola Municipal Prof? Élcia Barreto Soares Niterói (Caramujo) — Ginásio Manoel Avelino de Souza Petrópolis— Escola Municipal Prof? Ernestina Francioni de Abreu São Gonçalo (Bairro Vermelho) — Ginásio Comercial Alberto Lessa São Gonçalo (Brasilândia) — Centro Integrado dc Educação Pública Pr. João Barreto da Silva (Vilar dos Teles). Waldemar Zarro Teresópolis — Praça Pr. Osvaldo Viana da Silva (Campo Redondo). Pedro da Aldeia). Manoel Avelino de Souza (Jardim íris). Rua Agenor Beltrão (fundador da igreja em S. Waldemar Zarro. Rua Pr. com os seguintes irmãos: loão Barreto da Silva. Rua Pr. Joaquim Rosa Teresópolis — Escola Municipal Beatriz Silva Conselho de Educação Os rumos da educação no Estado do Rio de Janeiro foram estudados com a contribuição de alguns servos de Deus que militavam no campo batista fluminense. Estes foram nomeados pelo 197. . Praças: Arraial do Cabo — Praça Antônio Valadares (ex-frade católico) Macaé — Praça Gê Sardenberg Portela — (município de Itaocara) — Praça Pr. José Virgílio de Miranda. de Souza. Raphael Zambrotti e Samuel de Souza. São João da Barra (Fazendinha) — Escola Estadual Francisco Sarlo São João de Meriti — Escola Municipal Pr. O Conselho de Educação no atual Estado do Rio de Janeiro. O Conseho de Educação do antigo Estado do Rio de Janeiro contou. Rua Pr. João Barreto da Silva Itaocara (Bóia) — Escoai Municipal Pr. em sua composição. Nilson do Amaral Fanini. Teresópolis — Rua Cassiano B. São João da Barra — Rua Marcílio Rangel (em Barcelos). São Pedro da Aldeia — Rua Pr. Conselho de Cultura Faziam parte do Conselho de Cultura do antigo Estado do Rio de Janeiro os pastores Ebenézer Soares Ferreira e Waldemar Zarro. Rua Pr. Antônio Moreira Portes Escolas: Campos — Ginásio Prof. já contou com a contribuição dos seguintes pastores: Ebenézer Soares Ferreira. Gedor Melo (Bairro Poço Fundo). Nilson Dimárzio. Joaquim Carneiro (em Pião). Rua Pr.São Gonçalo — Rua Carmélia Armond Zarro. Luiz Laurentino da Silva Ernesto Machado — Escola Estadual Pr. Joaquim Lessa. José de Souza Gama. Adir Reginaldo Gil (Bairro Sumaré). Mário Barreto França. João Barreto da Silva Casimiro de Abreu — Escola Municipal Pr.

O Prof. Raphael Zambrotti foi Secretário do Governo no tempo do Prefeito João Barcelos Martins. o número de membros de nossas igrejas batistas do campo fluminense que têm sido eleitos vereadores em vários municípios. Elísio Tavares foi Secretário de Governo no tempo do Prefeito José Alves. ainda. Alair Monteiro foi prefeito de S. Nilson do Amaral Fanini. O Pr. Zedir Morales Bentancôr foi. Aldo Muylaert. Silas Silveira. . no governo Celso Peçanha. e o Dr. Retrata. em certa época. Em Cardoso Moreira pode-se também observar a influência dos batistas. espiritual do Estado do Rio de Janeiro. que exerceram o mandato de deputados federais. por duas vezes. que soube honrar o nome de crente em suas lides políticas. David Coelho foi. O Dr. como: Joadélio Codeço. Secretários de Saúde e de Administração. A cidade de Maricá teve. o primeiro deputado batista foi o Pr. por algum tempo. teve como prefeito o irmão Arquimedes Custódio. Outras Influências: Seria grande a lista se quiséssemos citar aqui os nomes dos crentes agraciados com o título de cidadania conferido por Câmaras de Vereadores do estado e mesmo pela Assembléia Legislativa. em épocas diferentes. e foram. Conceição dc Macabu. Fez parte do Conselho de Cultura do atual Estado do Rio o Pr. Daniel E. também. tomados de conhecimentos de história. A bandeira do município reflete essa influência do evangelho. Jair Araújo. e o Pr. como é o caso de Silva Jardim. Ampliato Cabral. prefeito de Cordeiro. João de Meriti. que veio a ser. a moção que transcrevemos a seguir: 198. social. Wilson Mendes.Figueiredo. Campos teve. Grande é. Raphael Zambrotti e as professoras Júlia Codeço e Evartgelina Guedes foram diretores do Instituto de Educação Prof. O Dr. Secretário de Educação. como seu prefeito um servo do Senhor: o Dr. Há municípios que já tiveram no seu governo prefeitos batistas. ainda que por alguns meses. presbiteriano de boa cepa. Em algumas cidades. Nelson Rocha e José Maria Garcia. Henrique de Queiroz Vieira foi Secretário dc Administração no tempo do Prefeito José Alves. que deixou marcas indeléveis com seus magistrais discursos sobre intolerância religiosa. cidade que foi fundada por famílias na maioria compostas de crentes. como prefeito. e muito bem. por duas vezes. houve época em que a metade dos componentes da Câmara de Vereadores era de crentes. Ebenézer Soares Ferreira foi membro do Conselho de Cultura de Campos e presidente da Academia de Letras da mesma cidade. Apareceram. que era ali pregado pelas famílias Reis e Sales. secretário do Prefeito José Carlos Barbosa. Josias Ávila e Gouveia Filho. Em Italva. A primeira Câmara de Vereadores da cidade era composta de muitos crentes. respectivamente. O Pr. também. os batistas exercem grande influência. disciplina que ele conhecia como poucas pessoas.Governador Jeremias Fontes. O Pr. o irmão Achilles Sales. por algum tempo. a influência de servos do Senhor na vida moral. Surgiram deputados estaduais. O primeiro prefeito era crente. depois. Na política.

Alberto Torres. firmeza e fé em Deus. Ivone Boechat de Oliveira. mostrando um horizonte cristão para todos os moradores daquela região carente de fraternidade e amor. em 29 de agosto de 1972. Nilson Dimárzio. sejam elas de suas cidades. No Estado do Rio há vários. Nilson do Amaral Fanini. Delcyr de Souza Lima. Daniel de Oliveira Cândido. o de Rio Dourado. José Silva. firmeza. Podemos citar os nomes de: Assis Cabral. pois quando lá chegou era tudo mata virgem. reside em Tabua há mais de cinqüenta anos. Salvador Borges é casado com Dona Adosina Borges. Josias Ávila e Darcíiio Ayres. por completar. Educou. Influência do Acampamento "Sítio do Sossego" Todos os acampamentos têm contribuído para o crescimento dos que ali vão para os retiros. todos formados. Foi presidente da antiga UDN e do MDB. Óthon Ávila do Amaral. Professor Souza e Rocha Leão. residente em Tabua. pistoleiros e criminosos de toda espécie ao caminho do bem. Tendo sido um dos desbravadores da região. denominado "Sítio do Sossego". Ebenézer Soares Ferreira. oitenta anos de idade.Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro MOÇÃO Os deputados que esta subscrevem congratulam-se com o digno e ilustre professor c pastor batista SALVADOR BORGES. três homens e três mulheres. A contribuição desse missionário foi marcante nas igrejas referidas. conseguindo com trabalho. 199. O de Rio Dourado é o melhor edifício da vila. mas praticamente toda a região. É pai dc seis filhos. conta algo sobre essa influência. . mas também pela criminalidade. O missionário Alvin Hatton. não só a sua família. Geraldo André. Em todas essas localidades o templo batista é maior do que o católico. (aa) José Perlingeiro de Abreu. no dia dois de setembro próximo. Manoel Avelino de Souza. Mário Barreto França. dignidade. Sala das Sessões. reconduzir bandidos. desprendimento. em seu livro A Country Church in Brazil. Escritores e Membros de Academias de Letras Muitos servos de Deus se têm destacado por sua produção literária c poética e têm sido conduzidos como membros de academias de letras. bondade. Chegou à localidade no tempo em que a mortandade grassava. tem exercido grande influência também em três localidades que ficam próximas a ele: Rio Dourado. do Estado do Rio. Pela honradez. bondade e desprendimento do ilustre homem público é que fazemos a presente moção. exemplo. Nilson Nobre. não só pela malária. Joaquim Lavoura. vem exercendo o ministério há mais de quarenta anos. no Brasil ou fora do país. 3? Distrito de São Fidélis. O mais antigo. João Rodrigues.

Colégio do Instituto Batista Americano de Volta Redonda — Com a mudança do missionário Mac Neally. O colégio foi crescendo. em épocas diferentes. trabalhando pela libertação daqueles que foram escravizados pelo terrível vício das drogas. fundou a instituição porque sentiu a dor daqueles que. almejando. Iran de Medeiros Lopes. a Igreja Batista Central de Volta Redonda. quem está liderando o Projeto é o Pr. no começo de 1950. Organizou o missionário. agrônomo. município dc Cabo Frio. logo depois. tem recaído sobre os ombros do fundador da entidade. aguilhoados pelos vícios. No momento.000 alunos. Construiu ótimas instalações e não se descuidou da parte espiritual dos alunos. com isso. aliar ao preparo intelectual a assistência e testemunho cristãos. Foi ganhando nome. na Rodovia Amaral Peixoto. porém."PROJETO AMOR" Entre as entidades que foram criadas para a recuperação dos viciados em drogas. por pessoas interessadas no desenvolvimento da obra educacional em nosso país. juiz de direito. Têm prestado essas instituições grandes serviços aos nossos jovens e à educação no Brasil. "PROJETO AM Al VOS" O irmão Marcclino Robson Almeida. em sua juventude. em 1987. que estivera envolvido com drogas. COLÉGIOS FUNDADOS POR IGREJAS E PARTICULARES E justo que façamos referência aqui aos colégios que foram criados por igrejas batistas ou. na adminisBIBU0TECA PARliCULAR . diácono da Primeira Igreja Batista de Niterói. Cooperaram. o Projeto Amor vem. que tem sido muito procurado. surgiu a grande oportunidade de se criar um colégio na Cidade-do-Aço. primeiramente. José Francisco Veloso escreveu o livro Um Tapa nas Drogas. que viria. o Projeto Amai-vos. sobressai-se o Projeto Amor.000 m 2 . Ademir Paulo Pimentel. particularmente. Não se pode esquecer de citar aqui a contribuição que tem sido dada ao Projeto Amor pelo Dr. Ultimamente. A instituição é pessoa jurídica e já abriga 11 crianças que foram encaminhadas pelo Juizado de Menores. É uma obra que revela as experiências do autor com as drogas e como o Senhor o libertou e lhe deu a visão da criação do Projeto Amor. não têm forças para deles se desprender. ao ponto de atingir uma matrícula superior a 3. Instalado cm uma propriedade próxima à cidade de Três Rios. há mais cie dez anos. fundou em Campo Novo. o Pr. que começava a se desenvolver rapidamente. São as seguintes essas instituições: 1. O maior peso da obra. a ser a mantenedora do Colégio Batista a ser criado ali. A propriedade mede 54. de Campos para Volta Redonda. O Pr. Seu diretor. José Francisco Veloso. o Projeto Amor tem recebido apoio do Reencontro e da Junta de Missões Nacionais. que tem dado grande apoio a esta obra.

o Colégio Batista de Laranjal. 201. Pastor José dc Souza Herdy. foi chamado aos tabernáculos eternos" antes de ver o final de seu sonho realizado. Viu-o crescer. É seu fundador e diretor o Pr. sob a direção do Dr. um instrumento de disseminação do evangelho. Francisco Cerqueira Bastos e. Colégio Batista de Austin — Foi fundado pelo Pastor Benedito Sampaio. O Pastor Walter Santos procurou desenvolvê-lo. 8. Passou-o à Convenção Batista Fluminese. Criou-se a primeira faculdade. Implantada em Caxias. Era de propriedade do Professor Gentil de Castro Faria. 9. por muitos anos. município de São Gonçalo. o Dr. o colégio foi descontinuado. Arodi Herdy. José de Souza Herdy — Esse é o nome que. O sonhador da obra. recebeu a entidade denominada Associação Fluminense de Ensino — AFE. 3. atualmente. hoje. que o dirigiu durante um espaço de tempo. há mais de 20 anos passados. Aylpton de Jesus Gonçalves. Penteado. 2. um templo que abriga a Primeira Igreja Batista Universitária do Brasil. além de bom educandário. o apoio do Pastor Oswaldo Soares dos Santos. possui tantas. 4. tambcm. José Herdy. alguns anos mais tarde. pastor da Igreja Batista de Laranjal. Colégio Batista de Meriti — Pertencia à igreja e foi organizado no tempo do Pastor Joaquim Rosa. Colégio Cardosense — O Pastor Henrique de Queiroz Vieira sonhou eom um grande estabelecimento de ensino em Cardoso Moreira. Hoje. a Universidade vai cumprindo sua missão. Colégio Batista de Resende — Foi o sonho do Pastor Elson Duarte. Universidade Grande-Rio Prof. educador que procurou fazer do colégio. Israel José Pinheiro. Foi crescendo. Hoje. que realizou ali a obra educacional. pelo preclaro educador. que tem exercido grande influência na região. Arides Martins da Rocha. Mas os filhos e sua esposa o viram. Pastor Herdy. Nilson Dimárzio. em março dc 1991. 5. teve o seu início num pequeno colégio. O colégio foi vendido. Funcionou durante alguns anos. sempre aconselhado por sua ditosa mãe. hoje. Vários fatores fizeram com que não fosse possível continuar a sua manutenção. é destacado líder no Estado do Mato Grosso. cm seu campus. . 7. Colégio Rui Barbosa — Fundado em Campos. a instituição pertence aos filhos do seu fundador. tendo até construído. Com o falecimento do seu fundador. a irmã Nilza Herdy. que se tornou em Universidade. Sebastião de Souza. a segunda e. Deu frutos. O colégio recebeu. A instituição tem procurado cumprir a missão para que foi organizada.tração da instituição os obreiros: Elson Duarte. 6. desenvolver-se. Colégio Batista de Laranjal — Foi fundado na localidade dc Laranjal. Colégio Batista da Igreja Batista de Nilópolis — E fruto da visão do Pastor Henrique Marinho Nunes. como o Pastor Geraldo Ventura que foi seu aluno e.

18. Instituto Evangélico de Vila Norma — Diretor: Prof. 14. Fundador: Pr. Ivo Dutra.Soares Filho. Diretores: Profs. Instituto Educacional Beira-Mar — Caxias. 11. Diretor: Pr. 22. Samuel Leite. João Batista 202. operosidade e consagração ao trabalho nos levam a registrar nesta página os seus nomes. Centro Educacional Fluminense— Caxias. ASSOCIAÇÃO BATISTA CAXIENSE Pastores Gutenberg F. 21. Alair Moreira Dias. já que não os mencionamos noutras partes desta obra. Seus talentos. Regina Sampaio Jacoud. as igrejas batistas do campo fluminense têm tido à sua frente pastores e líderes que se têm revelado na obra do Senhor. 16. Ginásio Fluminense — Caxias. Diretora: Profa. Daniel Lincoln de Almeida. Eliseu Reis. 20. Diretor: Prof. LÍDERES ASSOCIACIONAIS Distribuídas em vinte e sete associações. David Francisco de Oliveira. Centro Educacional Monteiro Lobato — São Gonçalo. Centro Educacional Betei — Queimados. . Guedes. Colégio Americano — São João de Meriti. Ubíracy Gil.J. Nemésio F. Diretora: Prof 3 Mariete de Freitas. 23. Carvalho. 1. Elias Pessanha. Escola da Igreja Batista de Olaria — Friburgo. Vital R. Colégio Cruzeiro do Sul — O Prof. Colégio Pan-Americano — Caxias. 12. Colégio Luther King — São João de Meriti. Instituto Caxiense — Diretor: Pr. Gomes. Jair de Freitas criou o colégio e o viu crescer e se tornar um dos maiores do município de Duque de Caxias. Aloísio Alves da Silva. Colégio Marcos Freitas — Caxias. Colégio Monteiro Lobato — Esse colégio viu cerradas suas portas após vários anos de contribuição à educação da juventude. 15. 19. Eliseu Reis 13. Luís Carlos Prestes Pinheiro e Loimar Zarro Pinheiro. dando-lhes aqui destaque. Diretor: Prof. Diretor: Pr. Foi seu diretor o Pr. 17. Diretor: Pr. Vital Cabral. ASSOCIAÇÃO BATISTA BETEL Pastores Honório de Souza (que trabalhou por mais de 50 anos nessa associação). Otaciano L. Diretor: Prof. J. 2. Cabral.10.

7. Iomacl Sant'Anna. ASSOCIAÇÃO BATISTA IGUAÇUANA Pastores Silas Batista. Manoel Bento da Silva. Waldir Rocha. Josué e Judson Cerqueira Bastos). também. Edgard Barreto Antunes. José Rodrigues Menezes. Geraldo Gomes. Oswaldo Reis. Walvique Soares Henriques. ! Alberto Araújo. Mauro Israel Moreira. por duas vezes. Jamil Acruche. 3. ASSOCI AÇAO BATISTA GONÇALENSE Pastores Waldemar Zarro. Ageu Oliveira Pinto. Nilo Coelho. Nilo Cerqueira Bastos (pai de três outros obreiros: Jair.Fernandes. João Correia Neto. Diocezir Alberto. Gaspar Carneiro. 6. Jornalista Óthon Ávila do Amaral. Wanderley Batista Marins. Gessy Frutuoso. Azair Ferreira Correia. Nilson Nobre de Oliveira. Marcionílio Alves de Souza. Abdiel Duarte (foi vereador. Jalir Chaves. 10. por esforço seu. Ary Macharet. 8. Elias Carvalho de Sá. Albino Veríssimo. Aylpton de Jesus Gonçalves. Delphino Eugênio Vieira.Paulo Guedes. Genecy Farizcl. Heitor Antônio da Silva. ASSOCIAÇÃO BATISTA ITAGUAIENSE Pastores José Maria A. Israel José Pinheiro (que foi pastor da Primeira Igreja Batista de São Fidélis e. José Meireles. Sebastião José Gomes. Samuel Leite Fonseca. Gérson Melo. presidente de honra da Convenção Batista Fluminese). 9. a associação conseguiu adquirir sua sede). Evangelistas José Martins Faial (conhecido como José Areias). 203. Eduardo Bento Andrade. c. Valério Gomes. ASSOCIAÇÃO BATISTA COSTA VERDE Pastores Paulo Baldow. ASSOCIAÇÃO BATISTA LESTE Pastores Virgílio Faria. Walter Velasco. ASSOCIAÇÃO BATISTA EXTREMO-NORTE Pastores Abelar Siqueira. 5. ASSOCIAÇAO BATISTA CENTRO Pastores Joaquim Coelho. . José de Souza Herdy. Antônio C. 4. ASSOCIAÇÃO BATISTA EBENÉZER Pastores Natanael O. Isaías Lopes Pinheiro. Varela. Graciliano de Melo.

ASSOCIAÇÃO BATISTA NOROESTE Pastores Jovelino Luís Coelho. 12. Ageu Neto. Norival Franco. Erodice Gonçalves Ribeiro. José Júnior dos Santos. Francisco Cerqueira Bastos. Walter Santos. Pereira. Emanuel Fontes de Queiroz. Madson de Carvalho. Estevam Mendes. Ismael José Ferreira. Ivo Lopes Corrêa. 18. Nilson Dimárzio. Diácono Sirley Nunes do Couto. Adelmo Coelho. Demerval Silva. Jailton Barreto Rangel. 19. ASSOCIAÇÃO BATISTA DA PLANÍCIE Pastores Jurandir Gonçalves Rocha. Josué Garcia. Jorge Coelho. ASSOCIAÇÃO BATISTA NORTE-CAXIENSE Pastores Paulo César Feijolli. ASSOCIAÇAO BATISTA MERITIENSE Pastores Joaquim Rosa. ASSOCI AÇAO BATISTA LITORÂNEA Pastores Paulo Mainhard. Sílvio Nacre. Antônio Anuda. William de Souza. ASSOCIAÇÃO BATISTA NORTE Pastores Fidélis Morales Bentancôr. Edelton Barreto Antunes. Ira Medeiros. ASSOCIAÇÃO BATISTA MAGEENSE Pastores José Pinto. Samuel de Souza. Oséias Farias. José Ezequiel Pereira. 13. Nicanor Fèlisbino. Nilo Sales. 15. 17. Alceir F.11. Isaías Moreira de Frias. Osvaldo Viana. Onício José de Jesus. ASSOCIAÇÃO BATISTA NILOPOLITANA Pastores Henrique Marinho Nunes. José Maria de Souza. Sebastião Gomes Sobrinho. Josué da Costa. Paulo Ribeiro. 20. 14. Clério Boechat. 16. Henrique Queiroz Vieira. ASSOCIAÇÃO BATISTA PARAIBANA Pastores Itamar E de Souza. Dr. Jurandir Ferreira Neto. 204. . Josué Santos. ASSOCIAÇÃO BATISTA NITEROIENSE Pastores Osmar Soares.

Alcione Tadeu dos Santos. 26. ASSOCIAÇÃO BATISTA QUEIMADENSE Pastores Paulo César de Oliveira. Francisco Nicodemos Sanches. Roberto de Oliveira. Daniel dc Carvalho de Almeida. Hélio Souza e Silva. Álvaro Lamóglia de Oliveira. Jair Garcia. ASSOCIAÇAO BATISTA SERRANA Pastores João José Soares Filho. Isaías Quirino. Gilson Carlos dos Santos. d'Alcântara. Celso Martinez. Isaías de Palma. ASSOCIAÇÃO BATISTA PRIMBIRO CENTENÁRIO Pastores Carlos Henrique de Carvalho Menezes. Vários obreiros nascidos no Estado do Rio se têm apresentado à Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira. para serem por ela enviados a campos missionários fora de nossa pátria. ASSOCIAÇAO BATISTA SUL-FLUMINENSE Pastores José Ferreira da Silva. Jairo Moreira. Assis Cabral. 23. 205. Dr. Paulo Vidal. Eli Santos Vieira. Oswaldo Ronis. Camilo Caldas. Isaías Vasconcelos Aguiar. ASSOCIAÇÃO BATISTA SERRA-MAR Pastores Edmundo Antunes da Silva. . ASSOCIAÇÃO BATISTA RIODOURENSE Pastores Josias Vieira. Aurecil dos Santos. Ncry Camargo. José Luís Pereira. Antônio Moreira Portes. ASSOCIAÇAO BATISTA SERRA DOS ÓRGÃOS Pastores José Armando Cidaco.Obadias F. 24. José Silva. MISSIONÁRIOS DA JUNTA DE MISSÕES MUNDIAIS Muito tem contribuído para o trabalho dc missões mundiais o campo batista fluminense. Daniel Almeida de Souza. OBREIROS FLUMINENSES. 22. Rholmer Louzada. Jorge de Oliveira Bezerra. 27. Benedito Peçanha. 25. Márcio Antunes Vieira. Augusto Tavares. Gérson Januário. 21. Nivaldo Cavallari. Silvai dos Santos. Doricélio Pinheiro. Edson Pértele Vieira. Luís Laurentino da Silva. José Pereira Lima. Nilson Borcard cia Fonseca. Geraldo Jeremias. Emiron Martins. Henrique Antônio de Araújo. Malvino Corrêa.

José Nite Pinheiro. Sônia Maria da Silva Carvalho. Débora Pereira. Renato Cordeiro de Souza e Jane Cristina Barbosa de Souza (Portugal). indicando também os países onde atuam: Almyr Ricardo Chaffim Martins e Suely Pimentel Valentim Martins (Venezuela). Edna Motta Leal de Oliveira (Chile).Relacionaremos. Creuza Rangel de Souza. Também queremos mencionar obreiros fluminenses que trabalham na sede da JMN: Waltayr Nogueira de Mello. Marta Ramos do Nascimento. Ubirajara Pereira da Silva (Canadá). Eunice Barbosa Corrêa. Mara Lúcia Brisson. Isaías Vieira Coelho. Mônica Malfetana Bonfim de Oliveira (Peru). Alaíde Macedo de Oliveira (povos muçulmanos). Silas Luís Gomes e Aldair Ribeiro Gomes (Chile). Adilene Vieira Marques (Argentina). Adailda Pereira Braga. Gecilda de Oliveira Santos. Lígia Lobato Mota. Marcianita Cunha de Mendonça. Maria Francisca Soares. Gênia Nogueira Brandão. Elias Pereira Braga. Hélcio da Silva Lessa. Sérgio Figueira. MISSIONÁRIOS DA JUNTA DE MISSÕES NACIONAIS Estes são os missionários fluminenses que estão na ativa: Dulcinéa da Silva. Aidete Brum da Costa. Ezequias Mendonça. Ranulfo Gomes dos Santos. Elisete F. Helenice Simão Guimarães. Leoeídia Nila de Jesus. . São eles: Dejanira Barbosa. Diné René Lóta e Leila Delgado Lóta (Portugal). Shirley Alves (Chile). José Sélio de Andrade e Elizabet Mota de Andrade (Equador) e João Luiz da Silva Manga (Guiana). Vilma Braga Rodrigues Duarte. Iracema de Souza Batista. Ruth Genúneio Barbosa. Eth Ferreira Borges da Luz e Ceila Ferreira Borges da Luz. Maria Ivone Soares Anacleto. Talita de Souza Ribeiro. Daniel Martins Eiras. Dalva Santos de Oliveira (Paraguai). João Mendes Cabral. Elizabeth Cunha Teixeira. Eliane de Aguiar. Carlos Alberto Pires (Chile). Relacionamos. Enicéia Carvalho Godói. Lucimar Gomes. Evonete Neves Brum. Ivanilde Brasil Brum. 206. Raquel Costa dos Santos (Uruguai). Ester Penha da Silva (Uruguai). José Carlos Gerhard de Matos. Francisco Antônio de Souza (Portugal). primeiramente. Lucy Gonçalves Guimarães. Deusirene Santos da Silva. OBREIROS FLUMINENSES. Paulo Moreira Filho (Leste Europeu). Mário da Rosa Teixeira. Solange Maria Gomes. Deise Costa dos Santos. Herodias Neves Cavalcanti. Francisco Nicodemos Sanches e Olívia Drumond Sanches (África do Sul). Paulo Roberto Macedo. lida Nascimento dos Santos. Rita de Miranda Pinto. Odenir Figueiredo Júnior e Eliana Cordeiro Figueiredo (Paraguai). Díná Portela de Oliveira Lima Aguiar (Espanha). Levy Barbosa da Silva. Anete Manzolillo da Silveira. Flordelice Brum. Carlos Henrique Soares. Cilcéia Cunha Pinheiro. Elizabeth Basílio Sena. aqueles obreiros que já trabalharam eom a Junta de Missões Mundiais. Elizeu Roque do Espírito Santo. Raquel Barcelos (Moçambique). a seguir. Antônio Francisco Marins. Zilda Francisco Marins. os missionários fluminenses que pertencem ao quadro atual de missionários da Junta de Missões Mundiais (1991). Élcio Augusto dos Santos. Eunice Brito. Carmem Lígia Ferreira de Andrade (Bolívia).Paes Macedo. Elizabeth Barbosa da Silva. Enilce de Azeredo. Jáder Malafaia. Noêmia Barbosa Marques. Nilton Ayres Duarte. Moisés Castorino Brandão. Hirtes Dias Delgado.

em Ernesto Machado. graças à sua grande cultura. Foi. Muito bem têm eles representado o nosso estado. Ocupou por várias vezes. a presidência da Convenção Batista Mineira. Foi redator d' O Jornal Batista. Foi diretor. Foi grande líder nacional. O Dr. por três vezes. Herodias Neves Cavalcanti nasceu em Macaé. "Nas juntas ele era figura de escol. por mais de dez vezes. de 1900 a 1933. Era grande oradora. em 1936. algumas vezes. Foi membro da Junta de Educação Religiosa da Convenção Batista Brasileira. Foi o primeircrpresidcnte da Convenção Batista Brasileira. O Pastor Rui Franco de Oliveira nasceu no município de Macaé. presidente da Convenção Batista Fluminense. a presidência da Convenção Batista Brasileira. por mais de quarenta anos. da qual foi presidente. o pastor da Igreja Batista de São Gonçalo. escreveu o Pr. O Prof. ocupando. Foi. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense nos anos de 1933 e 1936 e orador da mesma convenção. em sua época. Manoel Avelino de Souza. Francisco Fulgêncio Soren nasceu em São Gonçalo. O Pastor João Barreto da Silva nasceu. e exerceu grande influência na Convenção Batista Fluminense. Alguns deles já receberam do Senhor o seu galardão pela dedicação com que fizeram a Obra do Mestre: O Dr. de o Crisóstomo Batista. chegando a ocupar. Moisés Silveira nasceu em Macaé. 207. O Pastor Emdio Warwik Kerr nasceu em Cantagalo. Francisco de Miranda Pinto nasceu em Campos. nos anos de 1928 e 1936. . Foi um leigo de grande influência. "Teve enorme influência na vida batista brasileira. do Colégio Batista Fluminense. com o seu primeiro esposo. Foi orador da Convenção Batista Brasileira. a presidência da Associação Evangélica Denominada Batista do Rio de Janeiro. Foi um dos maiores pregadores evangélicos. haurida primeiro em aulas particulares do casal Ginsburg c depois por prodigiosos esforços autodidatas". O Pastor Waldemar Zarro nasceu em Natividade de Carangola. o Pastor Eduardo Gobira. Polemista de peso. certa feita. Foi grande líder no Estado de Minas Gerais. respeitado e acatado nas suas opiniões e sugestões". (i) O Pastor Erodice Fontes de Queiroz nasceu em São Sebastião do Alto. Pastoreou a Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. foi secretário-executivo da Junta de Misões Mundiais e diretor do Colégio Batista do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da Junta Patrimonial Batista do Sul do Brasil. Fez parte de várias juntas nacionais. Cognominei-o. por 27 anos. Foi presidente de várias juntas nacionais e membro da diretoria da Convenção Batista Brasileira. Sua influência na denominação foi grande. por seis vezes. capacidade c talentos à obra batista no Brasil. Foi missionária dos batistas brasileiros a Portugal.BATISTAS FLUMINENSES QUE SE SOBRESSAÍRAM NA DENOMINAÇAO Muitos têm sido os batistas fluminenses que se têm tornado bênçãos nas lides denominaeionais em nossa pátria. O Pastor Joaquim Fernandes Lessa nasceu em São João da Barra. dedicando tempo.

Catedrático de Português do Liceu de Niterói. destacandose. Joadélio Codeço nasceu em Campos. Chegou a criar O Patronato. O Prof. que durou poucos anos. organizado em 1910. Exerceu o ministério por mais de 50 anos. Ex-padre católico romano. Outras informações sobre ele estão à página 149 desta obra. em Nova Friburgo. em 1926. Foi Secretário de Educação. O Pastor Alberto Portela nasceu em Campos. O Pastor Henrique de Queiroz Vieira nasceu em Cachoeiras de Macacu. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense. O Pastor Alfredo Reis nasceu em Aperibé. Educador. um dicionário de português arcaico. do antigo Estado do Rio de Janeiro. Foi redator d 'O Escudeiro Batista. realizada em Nova Iguaçu. que faleceu em janeiro de 1991. Foi vereador em Campos. Foi grande professor no Colégio Batista do Rio de Janeiro. Grande propagandista da obra de assistência social. O Pastor Jáder Malafaia nasceu em Pádua. localizada em Duque de Caxias. por algumas vezes. Foi membro e presidente da Junta de Educação Religiosa e Publicacões da Convenção Batista Brasileira — JUERP. O Pastor Antônio Charles nasceu cm Cambuci. Foi prefeito de Cordeiro. O Prof David Coelho nasceu em Macuco. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense. membro da diretoria da Convenção Batista Fluminense. O Dr. Foi membro do Conselho de Educação do estado e diretor do Liceu de Niterói. foi autor de várias obras sobre a língua portuguesa. O Pastor José de Souza Hèrdy nasceu em Friburgo. Foi presidente da Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense e orador oficial da Convenção Batista Fluminense. denominada Universidade Grande-Rio Professor José de Souza Herdy. Foi deputado em duas legislaturas. O Pastor Gentil de Castro Faria nasceu em Campos. de 1923 a 1924. Professor do Seminário Teológico Batista Fluminense e do Liceu de Humanidades de Campos. Era historiador. Ocupou lugar de destaque na denominação. O Pastor Silas Silveira nasceu em Macaé. até a sua morte. Criador e diretor. Foi diretor do Colégio Batista Fluminense e professor no Colégio Pedro II. A cie coube a honra de ter iniciado a irradiação de mensagens evangélicas. hoje. diretor do Colégio Batista Fluminense e. Educador. em 1977.O Pastor Fidélis Morales Bentancôr'nasceu em Ernesto Machado. de 1910 a 1912. Foi Secretário de Educação na Prefeitura de Campos. Educador. Foi tesoureiro da Segunda Igreja Batista de Campos e diácono da Primeira Igreja Batista de Niterói. no Rio de Janeiro. entre elas. Foi diretor do Colégio Batista Fluminense. da Associação Fluminense de Ensino (AFE). pastor Joaquim Coelho dos Santos. Foi missionário na Bolívia e Presidente da Junta do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Ulisses Moraes foi professor pioneiro no Colégio Batista Fluminense. O Pastor Sebastião Angélico de Souza. foi um dos grandes obreiros do Brasil batista. Vice208. . Foi orador oficial da Convenção Batista Fluminense. Foi o primeiro batista a ser eleito deputado estadual. corri 98 anos de idade. O Pastor Jurandir Gonçalves Rocha nasceu em Cambuci. Filho do pioneiro. Escreveu o livro A Bíblia na Palavra de Grandes Personalidades. Nasceu no município de São Fidélis. Foi redator d 'O Norte Batista.

Foi. Foi professor de Português no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Tem pertencido a várias juntas nacionais. A seguir. Foi presidente de várias entidades batistas no Rio de Janeiro. diretor do Seminário Teológico Batista Mineiro. Tem exercido grande liderança na Convenção Batista Carioca. Diretor d'0 Jornal Batista. A Dra. Foi um dos vice-presidentes da Aliança Batista Mundial. Foi. Alice Neves de Oliveira nasceu em Macaé. Foi presidente da Junta do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Tem sido presidente de várias juntas da Convenção Batista Brasileira. 209. Foi. O Pastor Alcides Cunha nasceu em São Gonçalo. Tem pertencido ao Conselho dos Homens Batistas da Aliança Batista Mundial. por 24 anos. O Dr. O Dr. Foi presidente do Congresso de Homens Batistas Brasileiros. J}ércio Rangel nasceu no município de Itaperuna. É o assessor jurídico da JUERP. por mais de uma vez. no ano de 1960. É uma das mais conspícuas figuras do Brasil batista. Tem ocupado posições de destaque na denominação. Secretário-executivo da Junta de Missões Mundiais. O Pastor Irland Pereira de Azevedo nasceu no município de São Fidélis. Foi secretário-executivo da Associação Nacional dc Educandários Batistas — ANEB. Pastoreia a Igreja Batista de Santo Antônio. Foi secretário-executivo da JUBERJ e da JUMOC. O Dr Celso de Oliveira nasceu em Pádua. Achilles Silva nasceu em Pureza. O Pastor Joaze Gonzaga de Paula nasceu no município de Itaperuna. É presidente da União Batista Latino-Americana — UBLA. o grupo de obreiros que o Senhor tem conservado até hoje (1991). Advogado. O Pastor Raphael Zambrotti nasceu em Natividade dc Carangola. em 1951. Tem sido presidente da Junta de Educação da Convenção Batista Carioca e da Junta do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Foi presidente da extinta Junta de Evangelismo da Convenção Batista Brasileira. Escreveu mais de dez livros. É técnico de educação em Brasília. a A História dos Batistas no Brasil. diretor do Colégio Batista de Niterói. Oscar Ribeiro nasceu em Natividade de Carangola. O Pastor Silas dos Santos Vieira nasceu em Macuco. foi presidente da Convenção Batista Brasileira. Entre eles. Tem sido membro de várias juntas. . Foi pastor da Primeira Igreja Batista de Campos. Foi orador da Convenção Batista Fluminense. O Dr. Distrito Federal. O Pastor Samuel de Souza nasceu em Niterói. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense. Foi. por muitos anos. Tem muita influência na denominação. O Dr. Pastoreia a Primeira Igreja Batista de São Paulo. por muitos anos. Por três vezes. É o nosso grande historiador. o seu orador oficial. no Estado do Espírito Santo. atuando em sua obra: O Pastor José dos Reis Pereira nasceu em Piraí. Foi presidente da Primeira Assembléia de Homens Batistas no Brasil. Tem ocupado posições de destaque na Convenção Batista Carioca. O Pastor Francisco Mancebo Reis nasceu em Carapebus.-diretor do Colégio Batista Fluminense e Deao do Seminário Teológico Batista Fluminense. por muitos anos. Jacy de Oliveira nasceu em São Fidélis. Foi secretário-executivo da Convenção Batista Carioca.

Evangelista. Júlia Codeço dos Santos nasceu em Campos. Foi redator do jornal da mocidade fluminense — O Arauto Fluminense. Foi diretor do Colégio Batista de Volta Redonda. É grande pregador. Foi. E o redator d'0 Jornal Batista. Escreveu várias obras. Tem exercido grande influência entre a juventude batista brasileira. Foi orador oficial da Convenção Batista Fluminense em 1978. Foi presidente da União Masculina Missionária Batista do Brasil. Marlene Balthazar da Nóbrega Gomes nasceu em Barra do Piraí. É filho do Pastor Antônio Maia. Foi redator-secretário d 'O Jornal Batista. É professora no Instituto Batista de Educação Religiosa. Filho do grande líder batista. um dos pioneiros do trabalho batista no campo fluminense. presidente da União Feminina Missionária Batista Fluminense e membro da Junta Administrativa do IBER. Foi professora do Liceu de Humanidades de Campos. O Pastor Ubiracy Dutra Gusmão nasceu cm Cambuci. O Jornalista Óthon Ávila Amaral nasceu em Valença. O Pastor Delcyr de Souza Lima nasceu em São Fidélis. É membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. também. A Profa. vice-presidente da Convenção Batista Brasileira. Foi deputado estadual em duas legislaturas. Wilmar Zarro nasceu em São Gonçalo. O Dr: Eli Francioni de Abreu nasceu em Petrópolis. Ocupou. . por várias vezes. Foi redator d'O Escudeiro Batista. Tem sido vice-presidente da Convenção Batista Fluminense. Ex-professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. a secretaria da Junta de Beneficência — JUBEN. Foi presidente da JUBFR. algumas vezes. Há 25 anos é o vice-moderador da Primeira Igreja Batista de Niterói. presidente da União Feminina Missionária Batista Fluminense e da União Feminina Missionária Batista do Brasil. Foi diretor do jornal Brasil Batista.Í c. Tem sido consultor jurídico da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense. Pastor Waldemar Zarro. professor na Faculdade Nacional de Direito e professor de Língua Portuguesa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Gilberto Maia nasceu em Campos. O Pastor Francisco Cerqueira Bastos nasceu em Itaperuna. O Dr Paulo Ribeiro nasceu em Sapucaia. da Escola Técnica Federal. Foi. fez parte do Conselho Nacional da Mocidade. e do Colégio Batista Fluminense. O Pastor Joélcio Rodrigues Barreto nasceu em Campos. também em Campos. presidente da Convenção Batista Fluminense e.O Dr. Foi livre-docente de Latim do Colégio Pedro II. Foi presidente da JUERP. O Dr. secretário da Junta Patrimonial Batista do Sul do Brasil. É o autor de Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses (1891-1976). por várias vezes. O Prof Ampliato Cabral nasceu em Paraíba do Sul. É o atual (1991) secretário-executivo da Convenção Batista Fluminense. no Rio de Janeiro. É secretário-executivo da Associação Batista Iguaçuana. Foi orador da 210. por várias vezes. Foi. Diretor do Seminário Teológico Batista de Niterói. Foi presidente da Junta de Beneficência da Convenção Batista Brasileira. por muitos anos. Foi presidente da Junta Patrimonial Batista do Sul do Brasil. A Profa. O Pastor Edgard Barreto Antunes nasceu em Macaé. também. Foi. É o diretor administrativo dos Colégios Batistas Shepard e Brasileiro. É membro da Junta Administrativa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

ora na promoção de várias atividades evangelísticas. no tempo do secretário-executivo. Pastor da Primeira Igreja Batista de Ipanema. tendo sido seu orador oficial por ocasião do Centenário dos batistas mineiros. Foi diretor. 211. e ao Pr. durante cinco anos. Ex-professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Teve grande influência no trabalho da juventude batista. O Dr. Foi bem integrado no trabalho da juventude. E Defensor Público e autor de oito livros sobre Direito. Ex-presidente da Junta de Educação da Convenção Batista Carioca. O Dr. nos Estados unidos. Cláudio Macário nasceu em Friburgo. É o atual Superintendente de Educação Religiosa da JUERP. Foi professor do Seminário Batista Fluminense. Secretário de Saúde do Estado do Rio. do Lar Batista Pastor Antônio Soares Ferreira. O Dr. José de Souza Gama nasceu em Niterói. Foi vereador naquela cidade. Nélson Rocha nasceu em Itaperuna. É pastor da Igreja Batista de Vila da Penha. O Dr. Vara Criminal de Niterói. publicada n'0 Escudeiro Batista. O Pastor Sebastião Ferreira nasceu em Petrópolis. José Silveira tilho foi redator da Página da Mocidade. a CLAMA Construtora. no período de 1982 a 1983. É diácono da Primeira Igreja Batista da Barra da Tijuca. O Dr. Foi redator d 'O Escudeiro Batista e de Pontos Salientes. Vara da Fazenda do Rio de Janeiro. Técnico de Educação. É membro do Conselho de Política Criminal do Rio de Janeiro. exercendo a magistratura na 5a. O Dr. Foi presidente da Ordem dos Pastores Batistas Fluminenses. Pr. deputado estadual. Foi membro de várias juntas da Convenção Batista Brasileira. Tem sido membro de várias juntas nacionais. Joel Pereira dos Santos é membro da Igreja Batista do Rocha. Juiz. por várias vezes. O Pastor Arides Martins da Rocha foi. Tem sido orador em várias convenções estaduais. Foi presidente da Convenção Batista Fluminense nos anos de 1959. por mais de dez anos. no Rio de Janeiro. David Gomes. Fundador do Seminário Bíblico do Rio de Janeiro. É um bem sucedido empresário que tem cooperado grandemente para a expansão do Reino de Deus. Dá suporte financeiro a uma promoção evangelística do ex-missionário Perry Ellis.Convenção Batista Brasileira em 1977. Foi vereador em Niterói. Foi presidente da Convenção Batista Mineira. Estudou. Ademir Pimentel nasceu em Bom Jesus. 1960 e 1961. Foi membro da Junta Administrativa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. O Pastor Isaac da Costa Moreira nasceu cm Silva Jardim. O Pastor Higino de Souza é grande obreiro no Estado de Minas Gerais. Jair Araújo nasceu cm Petrópolis. Ocupou a posição de secretário adjunto da Junta de Missões Nacionais do Departamento de Evangelismo. no governo Celso Peçanha. Foi. Fanini. Foi membro do Conselho Estadual de Educação e de várias juntas da Convenção Batista Brasileira. também. nos Estados Unidos da América. ora na construção de templos para igrejas pobres. Pocurador do Estado. O Dr. de Direito. apoiando os conferencistas através do Departamento de Evangelismo de sua empresa. Foi deputado federal. . São Gonçalo. O Pastor Osmar Soares nasceu cm Pureza. O Pastor Iomael SantAnna nasceu em Três Rios. É Juiz de Direito na 4a. Foi membro da Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense. vice-presidente da Convenção Batista Fluminense. Ex-presidente da JUERP.

Clint Kimbrough (esposa: Dolores) — Por vários anos. São eles: 1. Thomas Hearon (esposa: Bonnie) — Em 1990. além de ter sido pastor das Igrejas de Rio Dourado e Professor Souza. esses queridos irmãos emprestaram sempre os seus esforços. trabalhou com o Departamento de Mordomia da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense. Além destes missionários. . Foi membro da Junta de Educação da Convenção Batista Carioca. Atualmente (1991). A cies somos gratos pela influência positiva e grande cooperação nos primórâios do trabalho do Senhor em nosso estado. O nome daqueles missionários norte -americanos que se constituíram pilares no trabalho batista fluminense. principalmente os universitários. não têm poupado esforços no sentido de fazer continuar a obra iniciada por aqueles que os antecederam no campo missionário. no Departamento de Educação Religiosa da mesma junta. retornando à sua pátria. 5. Norvel Welch (esposa: Hattie) — Durante alguns anos. Nolan Pridemore (esposa: Sheilah) — Trabalha (1991) com a Junta de Educação da Convenção Batista Fluminense. MISSIONÁRIOS DA JUNTA DE RICHMOND QUE COOPERAM COM AS JUNTAS ESTADUAIS FLUMINENSES A Junta de Richmond foi sempre fonte de apoio para o trabalho batista em nossa pátria. Gregory Deering (esposa: Sharon) — Trabalhou com a Associação Batista Iguaçuana. mesmo não sendo missionário oficial ao campo fluminense. atuando com denodo e grande amor na obra de evangelização e assistência às igrejas. É jovem talentoso. 2. também. Quer ocupar-se da evangelização de estudantes. ocupou a direção do Departamento de Música da Junta Coordenadora da Convenção Batista Fluminense. em tempos mais próximos de nós. iniciou o seu trabalho junto à JUBERJ. trabalha com a Junta de Evangelização da Convenção Batista Fluminense. Em 1991.O Pastor Josemar de Souza Pinto nasceu em Cardoso Moreira. 4. Estes aqui citados têm colaborado mais especificamente ao lado de nossas juntas estaduais. Há dez anos é o Coordenador do Departamento de Publicações Gerais da JUERP. Particularmente em nosso estado. 3. escolheram o Estado do Rio como seu campo de atuação e. Tem atuado como escritor de vários artigos em jornais e revistas da denominação. que atuaram diretamente junto ao nosso campo. além de atuar. Damos destaque agora àqueles que. o autor desta obra os menciona nos capítulos que dizem respeito à atuação específica de cada um. que. 212. Recebeu o título de cidadão Italvense. sendo sua esposa a responsável pela música. retirou-se do Brasil. enviados por Richmond como missionários ao Brasil. queremos destacar o nome do Pastor Alvin Hatton (esposa: Kate). dirigindo o Acampamento Batista em Rio Dourado — Sítio do Sossego. deixando-a para assumir o cargo de Superintendente de Música da JUERP. nele atuou.

< u Cfi a< o «O os •-< H W K U W (/) 3 X> 03 N (L> oo 00 o OJ c 3 <u • • S cS T3 e £ cS oo i2 ^ ü § JS GO D.22 C ^ C C/l CO CO 2 ° " c/1 0J c/l <U c/l1> J J J cS > >" > £ ^ o O OO 0/ C1J <1/ Po u O.< -Li ^ T3 -D — jn -<U i: cs -a >-1 O X) < 3 ^ U S O D.\^C M 5 \ «0 M—^r^im^fio^cr—ooCTso o O OOOi O —' —I o— „ »— N M N M O l o I N M M r—. £s S cS cS <u C NN N „ 3 3 O cS O O (L) QJ C H O CO LO IO CD < u < < £ < o W cS CS cSPí . ^ cS CS CScS CS CS cs "C. "3 ^ O• CS r co o0JJ O -O D. -cs o -J CO CS i2 «o 03 9-Í/ c o ^ ^ ^ ^ fcs (ri 3 CO O "O ON CO rn OO CS C NS N 3 <u 3 O CO < cO < w <u < "ã) ou o U CS o W •í . :: -a° <L> <L> <D CL> S O O t» a> a> u X! S u o J J J eCS W J J J Ji •[ Si <-*-<J J J h I PH tó tu tü : P-l li P-I es Hj fcü tó ^ a. CS o. oo<C 22 cs J2 « — Í3 ° C cs o <u rt ü "O j U W uU w u a 82 W W ^ w m j ^ O f f l f f lJm c§o m ^ ca g < < 2 < Õ !§ S CS CS . -3 w S ou ^ | | ^ C < E tu <o ^t <o _ <o a 2 <-> c o O O cCS eCS CS 11) <I> tí -tc-» > Í3 <u C S — o Z Z Z CS o 3 i-.5 O• — ^ CS o üjlü C 'S or m S S í • <u o -r. Pá í-. oS Í3f <D <L> 0> XJ X> XI -cu -1L) -(U X) X) XJ < u c <<< CO in GO c a sss >>^ <o o c CS 3 a> 3 03 O < — iiu — ÜH '2 CS S-C s 3 . 33 & c: r^ X) X3S D CS"C -cs -ü. » n— i I.(Nm omnn z .i— n.Du z MO i i. "C o C/l C/l O CO C/l C/5 C/í O C/l u C/} C/1 </l c/l c/l c/1 c/1 p aj < „. . cS c/l — CS <L>-<U •—i -<L> tu . c >-. mi m <Du U U "C co a* o o o o o J S > £ c c c tn T3 C . : oo o> (D T3 CS ^n O x: 3 O « ••cs g ícS o CD CS £cS • X3 C 'S cS — CS > Zo.23 oo 2.2®.8 ^ ícS o S g <1> 0) (1) £ 12 N N N Ü-C P-C I : --C o < fcL.

da Rocha Daniel A.Ferreira Elias Vidal Elias Vidal Elias Vidal Erodice G.Siqueira Josué Santos Ageu Neto J.Ferreira Nilson A.Cidaco Nelly Soares Ferreira Jairo Moreira Josué E.Guedes Edmundo A.de Sá Ebenézer S.Souza Raphael Zambrotti Waldemar Zarro Waldemar Zarro Waldemar Zarro Waldemar Zarro Waldemar Zarro Manoel A.° de Mens.J.Souza Nilson Dimárzio Ebenézer S.Reis Gutenberg F.Ferreira Ebenézer S.Portes Osmar Soares Iomael Sant'Anna Obadias d'Alcântara José S.Cerqueira Edgard Barreto Diocezir Alberto Judson G.871 757 1.623 978 1.Souza Jairo Malafaia Samuel de Souza Elias Vidal Elias Vidal Elias Vidal Ebenézer S.Souza Manoel A.Silveira Orlando Alves Erodice F.Souza Manoel A. PRESIDENTE 126 149 180 243 251 173 206 253 256 210 317 325 153 315 292 397 480 482 225 355 332 338 340 379 312 555 349 418 644 Manoel A.924 748 1.Ferreira Edgard B.Ferreira Ebenézer S.Amaral Éber Silva Erly B.Ferreira Nilson A.724 1.Christie Manoel A.354 1.Ferreira Ebenézer S.830 1.Cândido Antônio M. PRESIDENTE 608 1.Ferreira Edgard B.Souza A.Ferreira Ebenézer S.Rocha Óthon Ávila Amaral Mauro Israel Moreira Daniel O.B.da Silva 'Virgílio Faria José Basílio Fidélis Morales Fidélis Morales Alberto Araújo Virgílio Faria Alberto Araújo Alberto Araújo Raphael Zambrotti Osvaldo Ronis Raphael Zambrotti Raphael Zambrotti Raphael Zambrotti Raphael Zambrotti Osmar Soares Samuel de Souza Samuel de Souza Itamar F.S.Antunes Ebenézer S.Souza Manoel A.Antunes Ebenézer S.088 ORADOR OFICIAL Virgílio Faria João B.Queiroz Waldemar Zarro L.Christie Erodice F.201 247 746 SECRETÁRIO .Siqueira Raphael Zambrotti Dalson P.Herdy Silas Q.M.Bastos Waldemar Zarro Elias Vidal José de Souza Herdy Nilson A.575 720 860 910 1.Bastos Josué G.Barreto da Silva Wilson Régis Fidélis Morales Abelar S.Cerqueira Josué G.Christie Israel Pinheiro João B.de Frias Arides M.Fanini Ebenézer S.Souza A.Christie Manoel A.Ferreira Elias Vidal Elias Vidal Gutenberg F.Guedes J.Souza Manoel A.B.Teixeira Francisco M.Amaral Erly Barros Bastos Erly Barros Bastos Óthon A.758 957 973 1.Souza Manoel A.Souza Manoel A.Antunes Elias C.Carvalho José A.Fanini Nilson A.Bentancôr Elias Portes Filho Plácido Moreira Abelar S.Queiroz Manoel A.° de Mens.Ferreira Ebenézer S.Cerqueira Josué G.Amaral Silas Q.Souza Manoel A.Ferreira Fidélis M.S.Souza Manoel A.Souza Manoel A.Ferreira Ebenézer S.Fanini Ebenézer S.Siqueira Elias Portes Filho Alberto Araújo A.610 1.Antunes Edgard B.Ribeiro Itamar F.B.Ferreira Ebenézer S.Ferreira Samuel de Souza Mauro Israel Moreira Edgard B.Silva 749 1.Souza Manoel A.Ferreira Herodice Bastos Herodice Bastos Edgard Barreto Edgard Barreto Edgard Barreto Walter Santos Judson G.Ferreira Fidélis M.Silva SECRETÁRIO ORADOR OFICIAL Ebenézer S.da Silva Waldemar Zarro Raphael Zambrotti Abelar S.Ferreira Ebenézer S.Carvalho Ampliato Cabral Óthon A.Fanini Ebenézer S.388 1.Amaral Óthon A.Souza Osmar Soares Osmar Soares Osmar Soares João B.de Carvalho Harold Renfrow Jurandyr G.Bratcher Antônio S.Soares Joaquim P.Souza A.Rosa N.318 518 567 1.Bastos Ampliato Cabral Ampliato Cabral Óthon A.B.Fanini Nilson A.Bentancôr Isaías M.060 1.Ferreira Ebenézer S.ANO LOCAL 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 São Fidélis Macaé Niterói Campos Pádua Macaé São Gonçalo Campos Natividade Macaé Portela Petrópolis Campos Itaperuna Niterói Campos Campos Campos Campos Niterói Itaperuna Campos Macaé Petrópolis Campos Niterói Macaé Campos Campos ANO LOCAL 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 Nova Iguaçu Niterói Campos Não houve Pádua Niterói Friburgo Bom Jesus São João de Meriti Campos Caxias Volta Redonda Itaperuna Macaé Nova Iguaçu Nova Friburgo Volta Redonda Caxias Campos Niterói Teresópolis Caxias Três Rios São João de Meriti Nova Iguaçu Itaperuna Caxias Rio Bonito Campos N.Fanini Nilson A.

216.de Andrade. Cléber Lemos de Almeida. Carlos Coelho Franco. Arlindo Pereira R. Carlos Alberto C. Adelmo Coelho de Oliveira. Alcides de Oliveira Souza. Ageu Neto. Arnaldo Stellet. Antônio Pereira Gomes. Ari Santos da Costa.Martinez. Adilson Joaquim da Silva. Benício Ribeiro. B Balbino Motta. Altamiro Pereira. Aécio Pinto Duarte. Alex Soares da Fonseca. Assis Borges Xavier. Aroldo Sarlo. Alcendino Marques Pereira. Amós da Silva Pedro. Célio Ferreira Magalhães. Antônio Cardoso Coelho.de Souza. Amaro Alves de Lima. Abraham Carneiro de Campos. Cândido Gomes Siqueira.Cyala. Aldevino Werdan Coelho. Carlos Alberto F. Álvaro Lamóglia de Oliveira. Ageu de Oliveira Pinto.da Silva. Arnou Oliveira dos Anjos.Cindra. Aylpton de Jesus Gonçalves. Carlos de Amorim Carretero. Ângelo Eder Collares. Antônio da Costa P. Célio Rubens Pinto. Carlos Alberto da Silva. Cerino Moura da Cunha. Celso Fortunato S. Antônio Alves de Almeida. Alfredo Neves Brun. Aurelino João dc Souza. Aey Eugênio Gonçalves. Antônio Queiroz dos Santos. Antônio José Vieira. Antônio Ferreira Maciel. Antenor Carvalho A. Ademiel Sant'Anna. Azair Pereira Corrêa. Alei Chagas Rodrigues. Antônio Muniz da Paixão. Amaury José Boaventura. Antônio Geraldo de Mendonça. . Ageu Ramos Bcrnardino. Adam Bodnarask. Alfredo Ananias Pereira. Alberto Araújo. Ailton Monteiro. Celso Pereira da Silva. Carlindo André dos Santos. Alcides Conejeiro Peres. Alcidino Monteiro. César Lourenço. Aloísio Barreto da Silva. Antônio Alves Anuda. Alcebíades Siqueira.RELAÇÃO DOS PASTORES DA CONVENÇÃO BATISTA FI EM IN ENSE — 1991 — A Abel Ribeiro de Souza. Aldair Antunes de Souza. Aluísio Ayres da Silva. Antônio Siqueira Campos. Almir Francisco Pereira. Amaro da Silva Vicença. Argemiro Bittencourt.Júnior. André Alves Nogueira. Arildo Borges Xavier. Adilson José de Oliveira. Cássio Peçanha de Souza. Ataniel Oliveira Lima. Aeir Menezes. Benjamin Moura Marques. Adilon Joaquim da Silva. Carlos Roberto R.Nogueira. Aeedino Vieira. Benedito Moreira da Costa. Altamiro Mariano. Alberto Seiro Oki. Abenézer da Silva Cunha. Cláudio Nunes Pereira. Aberaldo da Costa Eroes. Arides Martins da Rocha. Adelino Pereira da Fonseca. Abraão Freire Costa. Carlos Nascimento. Aleanir Ribeiro. Ademilton de Souza. Alicio Moreira de Almeida. Almir Wagner P. Alcino da Silva Ferreira. Alverino Galdino Alves. Alceir Faria Pereira. Augusto Soares Guimarães.Trindade. Carlos Augusto M. Adilson Menezes de Souza. Altair Dias SantAnna. Auli Fiaux. Carlos dos Santos Franco. Celso Gonçalves Cavalcanti. Antônio Moreno Borges. Adão Alves de Oliveira. Carlos Teixeira Barbosa. Cláudio Vágner de A. Augustinho Silva. Anízio César S. Antônio João Crispim. Carlos Luiz Pereira. Alcionc Tadeu dos Santos. Ademir Fernandes. Júnior. Alceu Campos de Menezes. Bartolomeu Ferreira. Augusto Tavares Corrêa.Gonçalves. C Camilo Fernando Caldas. Amilse Pereira Baptista. Adair Ribeiro.

Eli de Oliveira Pinto. Durval Borges. Décio Vcrnay da Silva. Eugênio José Pinheiro.do Nascimento. Francisco de Oliveira. Eliacyr de Almeida. Durvalino José Lopes. Francisco Terceiro da Cunha. Demerval Oliveira da Silva. Eimaldo Alves Vieira. Edson Honorato de Barros. Genecy Damasceno Pinheiro. Francisco José dc S. Francisco A. Esdras Aguiar Leão.Santo. Genâncio Gomes Rodrigues. Daniel Moreira. Eli Souza de Matos. Francisco Cerqueira Bastos. David Leopoldino de Mattos.Filho. Clint Kimbrough. Crispo Sóstenes F. D Daniel Carvalho de Almeida. Daniel de Almeida e Souza. Esmeraldo Veiga Sales. Edys Silva. Eduardo Alves Braga.Clério Boechat de Oliveira. Érico Porto da Silva. Daniel Mauro Watcher. Genecy Jardim Farizel. Éber Silva. Fernando dos Santos. Genildo 217. E Ebenézer Soares Ferreira. Emilton Silva. Elias Valério de Souza. David Eliel Schier. Eli Santos Vieira. Eli Cabral. Ednezer Faria. Eril Souto dos Santos. Domingos de Souza Medeiros. Edison Silva do Nascimento. Francisco Luciano da Fonseca. Ezequiel Pimentel de Matos. Everaldo Pereira França. Dejalma Galdino Nogueira. Francisco Antônio de Amorim. Gedeão Bispo de Souza. Élbio Delfi Guimarães. Fernando Sérgio T. Edvaldo Batista de Souza. Daniel Maurício Brun. Elias de Oliveira Nogueira. . Eliazib Gonçalves Rosa. Erodice Gonçalves Ribeiro. Daniel Fonseca Vianna. Eduardo Fernandes Sarmiento.Crespo. G Gaspar Carneiro de Araújo. Eduardo Azevedo de Carvalho.de Souza. Edmar Guimarães Pereira. Edson Palmeira Barbosa. Élcio Augusto dos Santos. Daniel Clementino da Silva. David Pereira de Andrade. Edgard Barreto Antunes. F Fernando Ccsar FXrindade. David Pandino Filho. Francisco Quirino da Costa. Dario Gonçalves Braga. Enock Jesus dos Santos. Daniel de Oliveira Cândido. Francisco Evaldo Schumacher. Elias Carvalho de Sá. Edson Pinheiro Pedersane. Demerval Dias de Oliveira. Ezcquias Valério de Souza. Crisliiio José da Fonseca. Edinaldo Pereira. Doriscélio de Souza Pinheiro. Edmilson Bartolomeu. Eronides Sindra. Eliseu Roque do E. Djalma da Silveira Belleny. Francisco Ricardo Leite. Edis Pereira de Andrade. Eugênio Alves dos Santos. Francisco Lopes Muniz. Eli Carvalho de Sá. Francisco Batista Neto. Daniel Lincoln de Almeida. Edmundo Antunes da Silva. Edson Péterle Vieira. Edson Fernandes Távora. Delcyr de Souza Lima. Denival Silveira de Oliveira. Erli dos Santos. Francisco Barbosa Oliveira. Diocesir Alberto. Estevam Mendes. Edno dos Santos Ferreira. Filenilo Vicente Neves. Francisco Gomes de Souza. Francisco Machado Rodrigues. Elieser Mancebo Reis. Enéas Soares Menezes. Dario Francisco de Oliveira. Edelton Barreto Antunes. Demétrio de Souza Nunes. Geazy Simplício. Francisco Gomes C. Emanoel Fontes de Queiroz.Azeredo.

Jadir Félix da Silva. Isaías Moreira Frias. João Miguel. Gérson Januário. Haroldo Rodrigues de Jesus. Jairo Moreira. Gladistônio Vieira. João Francisco Silveira. Heitor Antônio da Silva. Heleno Ferreira de Amorim. João Francisco Soares. Isaías Gonçalves Vieira. Israel da Silva Alecrim. Ismail de Oliveira Rodrigues. Itaquaracy Santos. Geraldo Gomes. Izaías Querino. João Eduardo da Silva. Hélio Jorge. Jacy Carvalho. Hudson de Oliveira Dutra. Hudson Padilha de Oliveira. Irênio Silveira Chaves. Jessé Vieira Peixoto. Ismael Franco de Oliveira. Honorato de Almeida. João Batista C. Henrique Antônio C. Jocis Godoy. Jair Silva Costa. Jairo Luiz Pereira. Joaquim dc Paula Rosa. Hélio Moreira da Silva. Isaías Coelho da Palma. Isaías Filho. Gérson Mello de Oliveira. João Lopes Filho. João Teixeira de Lima. Helci Braga Marinho.opes de Menezes. Jessé Claudi Pinto. Jacy Paulo de A. Jaci Palhinha de Figueiredo. Higino Dominguez Esquivei. Gérson Moreira. Hélio de Souza e Silva. Isael Pessanha de Souza. Geovani Ribeiro. Gessy Fructuoso. Jonas 218. Ivo Nogueira. Jeoírances Nogueira Soares. Isaías da Silva Pimentel. Hudson Galdino da Silva. João Martins da Costa. Getulio Rodrigues Vargas. João Fernandes. João José Soares Filho. . Jairo Araújo Motta. Givaldo da Silva Lima.Santos. João Batista dos Santos. Izael de Souza Nascimento. Gilberto Gonçalves Pereira. João Baptista Paulo Guedes. Joás Pereira. Joaquim da Silva M. Ismael José Ferreira. Geraldo de Almeida Pires. Jaly Chaves Menezes. Hélio dos Santos. Hcnos Dias dos Santos. Joel de Souza Maciel. Geraldino Ferreira Bastos. Janary Chaves da Silva. Gilson Carlos S. Joel Ferreira da Silva. Geovani Colares Silva. Jailton Barreto Rangel. João Antônio Amorim. Ivonilson Rocha de Oliveira. Ivo Lopes Corrêa. Isaac da Costa Moreira. Jader Oliveira Terra. Israel Ramos de Avellar.Araújo. João Luiz da Silva. João Bueno Peres.Cunha da Silva. Cieraldo Geremias. Jehu Martins de Araújo. João Rodrigues de Souza. João Ricardo Perisse Dias. João Reginaldo da Costa. Ivo Dutra de Matos. Joel Batista de Souza. Jerônimo Nunes Patrício. Isaías Vasconcelos Aguiar. Ismael Gomes de Souza. João Alexandre dos Santos. Gilmar Olegário de Moraes. Ismail de Oliveira Ribeiro. Jair de Souza Leite. Heleno Bissonho Reis. Isaías Barcelos de Oliveira. Genivaido das Chagas. João José Christino. Gervásio Nogueira.Neto. Iran de Medeiros Lopes. Gerson l. Jânio Cosendey Nunes.Gomes. J Jabs dos Santos Leão. Iracy Ferreira da Costa. Joel André dos Reis. Izaquiel Rosa de Moraes. I lomael Sant'Anna. Joaquim Gregório de Oliveira. Geraldo Marcelo. Isaías Lopes Pinheiro. Geny Barreto Viana. Hélio Cordeiro de Mello. Joélcio Luiz Soares. Jamil Gomes de Oliveira. Genival Assunção Chaves. Isaías Pereira dc Barros. João da Costa Santiago. Isaías Gomes de Castro. Itamar Francisco de Souza. João Corrêa da Rocha. Isaú Tavares.Rangel. Isaías de Souza Gonçalves. Genoci Pacheco de Rezende. Joel Reinaldo da Costa. Israel José Pinheiro. João Marcos Pinto Carvalho. H Hamilton Nunes de Souza.

Soares. José Pereira da Silva. José Maria M. Jurandyr Ferreira Neto. Milton Gomes Barbosa. Manoel Vieira de Menezes. José Baltazar Oliveira. José Pereira Lino. José Lopes. Jorge de Oliveira Bezerra. Leci Barbosa. Marcelino Domingues Netto. Jorge Luiz Carvalho e Silva. Moacir Pereira Cardozo. José Branth Fernandes. Josué Campanhã. Luís Henrique Faria Mendel. Malton Louzada. Luiz Carlos S. Moacvr Cunha. Malvino Corrêa. José Carlos da Silva. José Roberto da Silva. Josias Vieira. Moysés da Silva Cunha. Maurílio Moraes. Luiz Antônio G. Luiz Carlos de Souza. José Meirelles. Juarez de Castro. Josc Quintanilha Corte Real. José Porto. Manoel de Jesus Pereira. Mário Moraes. Jorge José da Silva. Jorge Cruz. 219. Ledir Cindra. José Francisco Velos o. Lélio Barros. Jorge Azevedo da Silva. Moisés da Silva Santos.de Melo. José Carlos C.dos Santos. Josué de Araújo. Lino Evangelino da Frota.Araújo. Josué Ebenézer S. Josélio Gomes de Souza. Juveiino Netto Filho.Fernandes. Manoel de Jesus B.Paiva. José Gomes do Couto.Filho. Moacir Corrêa dc França.A. Jorge Luiz Gouveia Vieira. José Juvêncio da Silva. Meraci Luiz Freitas. José de Mattos Padilha. Jorge Costa. Jovelino Luiz Coelho. Marcos Alex Peres de Araújo. Mércio dos Santos. Milton Luiz Ribeiro. Luiz Carlos Corrêa Xavier. Mauro Robson Eormaggini. Moysés Guimarães. Mood Vieira Martinho. Max Henrique dos Santos. Marcionílio Alves de Souza.de Souza. Júlio César Miguel Rangel. M Madson Paulo de Carvalho. Josué Campos Macedo. Luiz Carlos de Carvalho.Oliveira. Maurício Teixeira da Silva. Moadir de Oliveira Lima. Mário Henrique Herdy Leão. José Lopes da Cunha.iodir Barreto de Aguiar. José Maroni. José Regiani. Moisés Pereira Almada. José Cláudio Reis Santos. Jorge Lopes. Luiz Benedito Netto. Manoel Rodrigues Cabreira. José Luiz Pereira. Judson Garcia Bastos. Mamede Oracaí. Lourenço Santos Queirós.de França. Manoel de Almeida Campos. Jorge Pereira de Oliveira.Mendonça Sales. José Benício da Silva. José Geraldo Tavares. Manoel Dias de Oliveira. José Maria de Souza. I.Vieira. José Abílio Dantas. José Rodrigues de Azevedo. Josué Tavares Pereira. Jorge Coelho de Oliveira. Jonas Vieira Lima. Josué Garcia Cerqueira. Marluiz Stelet da Silva. Jorge Bertoldo da Silva. Jorge Benfeito. Jota de Souza Paula. Mário dos Santos Couto.Tougeiro. Jorge Luiz S. L Laudino Marinho da Silveira. Luiz Eugênio C. Josué Cardoso dos Reis. Manoel da Conceição. Manoel Dias Machado. Marilton Barbosa Rocha . Josué Félix da Hora. Jorge Evanir da Cruz. Joventino Rodrigues da Silva. Miguel Carvalho de Souza. Jorge Hélio P. Josué Rodrigues da Costa. José Pinheiro. José Arcanjo da Silva. José Rodrigues de Menezes. Márcio Antunes Vieira. Moisés Leal. José Armando Soares Cidaeo. José Celestino de Barros. Mispcrete Urculino da Silva. Marcos Antônio do Nascimento. Mauríüo Gomes da Silva. Maximiro Mariano. . Jônatas Soares. José Martins Capetins. Jorge Cabral da Silva. Luiz Antônio R. José de Araújo Couto. José Maria A. José Polegário S. Marcos de Souza Kobi. Júlio Botelho Filho. Mauro Israel Moreira. Licínio laylor. Manoel Bento da Silva.

Ozéias Ramos de Farias. Oswaldo Reis do Amaral. Ozires da Siiva Marques. Roberto da Siiva Carvalho. P Paulino Ferreira Campos. Onício José de Jesus. Paulo Renato P. Romilton Gomes Ribeiro. Nemézio Santos. Oneil de Oliveira Carvalho. Raulino Miguel da Silva. R Rabereo Vieira Faria. Paulo José de Landes. Osmar Soares. Oswaldo Gomes. Olávio Dias dos Reis.Cabral. Ronaldo Carneiro Nascimento. Nadil Dias Neves. Prazídio Bernardo.da Costa. Ruivaldo Nolasco. Nataniel Ferreira Velasco. Nilson Borcard da Fonseca. Roberto A. Raimundo Nonato Bruno. Nataniel Cordeiro. Nolen Gene Pridemore. Rafael Antunes Vieira.da Silva. Olivaldo de Souza Lucena. Roberlan O.. Paulo Luiz de Oliveira. Nélson da Motta Reis. Ozéas de Alves Baptista. Nicanor José Marinheiro. Neil de Oliveira Carvalho. Nilson Nobre de Oliveira.N Nabor Joaquim da Silva. Raphael Zambrotti. Nicanor Felisbino. Nathan Fsperidon. Pedro Oscar M. Paulo César Lima Gaspar. Nilson Babo da Silva. Roberto R. Nilson do Amaral Fanini. Paulo de Souza Nunes. Nilo Gomes Sobrinho. Pedro Mendes da Silva. Pedro Heitor dc Faria. Raimundo Corrêa Santos. 2. Paulo Eduardo Gomes Vieira. Osmar Ximenes. Pedro Alves de Freitas. Otony Francisco de Faria. Paulo César Vieira. Rubem Antônio de Moura. Odilon José de Almeida. Oscar dos Santos. Rômulo Batista de Jesus. Othao Deberg. Newton Bernardo. Porphiro Nunes Campos. Nilson Gomes Godoy. Rubelino Ignácio da Cunha. Renato Braga G. Paulo Barcelos da Costa Júnior. Paulo da Rocha Sias. Nery da Silva Camargo. Oswaldo Luís Gomes Jacob. Pedro Salvador de Azevedo. Nargino Marcila dos Santos. Paulo Enilton Baldovv. Rui Santos de Souza. Oscar Macedo dos Santos. Ronaldo Gomes de Souza. Rogério JoséT. Nogni da Silva Brant. Nilson Dimárzio. Ozéas Dias Gomes da Silva. Paulo Sérgio Fonseca. Romes Pires de Araújo. Romeu Maciel dc Azevedo.Alcântara. Neemias dos Santos Lima. Paulo Braga Tavares.Duarte. Paulo Zarro de Freitas. O Obadias Ferreira D'Alcântara. Otaciano Lourenço Gomes. Paulo César de Oliveira. Nivaldo Aparecido Cavallari.da Silva. Natalino Corrêa Grama. Nilo Sérgio Rodrigues Brito. Paulo Lopes Pinheiro. Paulo Cezar Pereira Lima.Silva. Raul Barreto. Nilo de Souza Coelho. Nivaldo Antunes Silva. Olímpio de Carvalho Filho. Oswaldo Cláudio Napolião. Paulo Sérgio Feijolli.de Morais. Natanael Cirqueira Santos. Nilton dc Souza Melo. Nélson Salustiano de Lima. Nélson André dos Reis. Onório Antônio da Silva. Ronem Rodrigues do Amaral. Nilson Barreto Mendonça. Nemêzio Fernandes Carvallio. Nilson Cipriano Bastos. Ronaldo Cabral Lopes. Pergentino S.20 . Nilton Soares Bellizzi. Renato da Silva Dantas. Ozias Duarte. Ruy Alves de Carvalho.

Silas Batista. Sebastião Xavier Filho. Walvique Soares Henriques. Silas da Costa Moreira. . Weston de Azeredo Araújo.Lima. Waldir Rocha. Vanildo Cavalcanti Andrade. Walter Joaquim de Mattos. Sebastião Martins da Mota. Stanley John Oliver. Walter Santos. Sérgio Luiz Z. Walter Corrêa. Zózimo Durval. Scverino Ferreira de Melo.Gomes. Wilson da Silva Almada. U Ueliton Soares de Souza. Samuel Lima. V Valdemiro Rosa Pereira. Silas Rodrigues Verdan. William de Souza. Sérgio da Fonseca. Zilmar Ferreira Freitas. Sebastião José Gomes. Silvene Corrêa das Flores. Waldevino da Silva Teixeira. T Teodomiro Mendez Delgadilho. 221. Silas Ribeiro de Souza. Samuel Leite Fonseca. Waldelino de Souza Marques. Zenilzo Alves de Souza. Sebastião Peixoto Silva. Sócrates Oliveira de Souza. Sebastião José de Oliveira. Sebastião Madeira. Walter Luiz Curty. Vanderlei Gomes Marinho. Sérgio Fernandes da Costa. Zaqueu Matias dos Santos. Sérgio Giacomin. Sebastião Carlos Baptista. Sebastião Teixeira Santana. Valter Gomes Pereira. Sinval dos Santos. Waldir Pinheiro. Walter da Silva Vieira. Silas Batista S. Sílvio Martins. Vanderly Alves Marinho. Silas Ferreira. Walter José Rodrigues. Sílvio Rafael A. Waldir Nunes. Vanderlei Machado dc Souza. Z Zamir Corrêa dos Anjos. Samuel de Souza.s Salvador Mendes de Oliveira. Sirlei Moreira Dutra. Wilson Gomes Dutra. Sebastião Gomes Sobrinho. Silas Quirino de Carvalho. Saul Valle dc Souza. Waldir José da Silva. Walter Velasco. Valdir Genaio.Macri. Sylas Pimentel. Victor Vicente figueiredo. Sebastião José de Matos. Walter Ivantes.dos Santos. Walcir Ney de Souza. W Wagner Heringer. Saulo Luiz. Sebastião Lopes. Uilas Moreira da Silva. Valério S.

Gilson Carlos de Souza Santos apresentou relatório da entidade e o Pr.CENTENÁRIO DA PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE CAMPOS Para comemoração do centenário da Primeira Igreja Batista de Campos. o Seminário Teológico Batista Fluminense. de caráter orfanológico. Virgílio Faria. A chuva que caía sobre a cidade e a grande afluência de mensageiros de várias partes do estado. Jurandir Gonçalves Rocha. c. João Marcos Barreto Soares. Antônio de Souza. Às 9h30m. Éber Silva. Representando as diversas organizações. por muitos anos. 3. foi realizada a sessão solene. Geraldo Geremias. Além de cânticos por um grupo de órfãos. cuja esposa foi. que se realizou no templo daquela igreja. organizado naquela cidade em 1963. deu-se a organização do Lar Batista Profa. Campos. presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Estado do Rio de Janeiro — OPBERJ. Ruben Coelho dos Santos. 2. A reunião aconteceu no templo da Primeira Igreja Batista de Guarus. A Profa. O legado deixado aos pastores — Pr. Mensagem: "A Imorredoura Gratidão" — proferida pelo Pr. Foram visitados: O Colégio Batista. Os presidentes e executivos das quatro juntas da convenção falaram e os presidentes 222. Painel: — Dirigiu essa parte o Pr. ali sediada desde 1918. foi feita visitação às entidades da denominação sediadas em Campos. usou da palavra o Prefeito Anthony Matheus. O auspicioso acontecimento foi celebrado com intensa e variada programação. O programa foi dirigido pelo Pr. de que constaram as seguintes partes: 1. João Barreto da Silva. no templo da Primeira Igreja Batista de Campos. ali estabelecido desde 1914. secretário-executivo da União Missionária Masculina Batista Fluminense — UMMBF. secretária-executiva da União Feminina Missionária Batista Fluminense — UFMBF. Élcia Barreto Soares. houve a visitação às sepulturas dos pastores Joaquim Fernandes Lessa. b. João Batista Paulo Guedes. Nilson Godoy. Edgard Barreto Antunes. falaram os seguintes irmãos: a. Henrique Queiroz Vieira. apresentou a mensagem. Guarus. aluna do Colégio Batista Fluminense. O legado deixado à mocidade — Pr. Antônio Coelho Varella. Fidélis Morales Bentancôr. tem dado grande apoio a esta entidade. no dia 23 de março dc 1991. O legado deixado aos homens — Prof. Faria. presidente da Junta de Beneficência. secretário-executivo da Juventude Batista do Estado do Rio de Janeiro — JUBERJ. Aildes Pereira Soares. Levi Silva. presidente da Convenção Batista Fluminense. porém. no Cemitério do Caju. que está sediado à Rua Tancredo Neves. Antônio Soares Ferreira. . O legado deixado às senhoras — Profa. como presidente da UFMBP. fizeram com que houvesse necessidade de a inauguração ser realizada naquele templo. Ebenézer Soares Ferreira. O Pr. Leobino da Rocha Guimarães. Às 14 horas. 258. Às llh30m. a Sociedade Patrimonial Batista de Campos. É mais uma entidade filantrópica. embora estivesse planejada para a sede da própria instituição. d. Genilda Terra. A gratidão dos legatários — Dirigiu essa parte o Pr. Às 8h30m. foi convocada uma assembléia extraordinária da Convenção Batista Fluminense. Essa foi uma homenagem póstuma do campo fluminense àqueles obreiros que tanto deram ao trabalho batista em nosso estado. Gentil C.

No final da programação. que pastoreou aquela igreja por mais de dez anos e Pr. O ponto alto da solenidade foi a mensagem proferida pelo Pr. foram prestadas homenagens aos pastores que exerceram ministério na Primeira Igreja Batista dc Campos. Após a abertura. Segunda sessão solene da Assembléia Extraordinária da CBF — Às 19 horas. que dirigiu todo o restante da programação. O museu. o presidente. nos primórdios do trabalho batista em Campos. como marco histórico. usado na celebração da Ceia do Senhor. 5. 4. além daqueles que presentes estavam à Solenidade — Pr. presidente da Convenção Batista Brasileira e pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. João Fernandes da Silva Neto. O hino oficial era de autoria da professora Glória Avelar Campos.da 27 associaçoes representaram-nas informando o número de igrejas de que se compõe cada uma. muito se esforçou para abrilhantar a programação. 223. Obadias d'Alcântara. Raphael Zambrotti. Inauguração do museu e homenagens — Às I7h30. Ebenézer Soares Ferreira. que dela é pastor desde novembro de 1969. Ao lado do templo. que servia de soleira ao primeiro templo construído no Brasil. Obadias d'Alcântara. passou a direção dos trabalhos ao Pr. dele faz parte o cálíee único. foi colocada a grande pedra. foi apresentada a apoteose intitulada "Preparados para um novo tempo". Por exemplo. cujo ministro de música. . A música esteve a cargo da Primeira Igreja Batista de Campos. Foram homenageados os já falecidos. lavrada. já tem importantes peças no seu acervo. foi realizada a segunda sessão solene daquela assembléia. Fausto Aguiar de Vasconcelos. Pr. inaugurado também naquela ocasião. Foram também inauguradas várias placas com frases alusivas aos pastores referidos.

fundando igrejas e fazendo-as compreender que deviam sustentar-se por si mesmas. Devemos considerar também 225. posso escrever alguma coisa. nós a encontramos no livro A. se acham as palavras do próprio missionário Christie respondendo à pergunta "Qual foi o segredo de sua obra?". onde. M. É o campo missionário que apresenta mais frutos no mundo.B. Ele disse: "Sem mim nada podeis fazer". Sou-lhe grato pela sua manifestação de apreço ao trabalho missionário que tem sido feito no Estado do Rio. O segredo é que ela não é minha e o seu dono me chamou como mordomo para desenvovê-la. Pode escrever isto para que possamos apreciar? — Bem.Christie. profundamente cônscios de que os resultados alcançados não são de nosso planejamento e labor lá. 1? de junho de 1951 Agradeço-lhe sua carta de 15 de maio. Poderíamos saber qual o segredo do seu sucesso? Queríamos saber quais os métodos que adotou. Aqui transcrevemos esse capítulo: " À diligência e ao dinamismo de Christie se deve o progresso extraordinário que o Estado do Rio batista alcançou em poucos anos. no capítulo XIX. . anos após anos. A Cristo devemos colocar em primeiro lugar. Dias depois. Sempre impressionados com esse desenvolvimento. nós estamos cônscios. Christie lhe endereçava a carta que segue: 'Corpus Christi. Apesar de termos tido parte na evangelização do Estado do Rio.Capítulo XV o segredo do crescimento do campo batista fluminense A que se deve o vertiginoso crescimento do campo batista fluminense? A resposta. mas posso adiantar-lhe que os nossos métodos foram simples e não irão espantar ninguém. Sendo Pobre Enriqueceu a Muitos. chamou o Dr.Theron Rankin. então secretário da Junta de Richmond. Em 1951. de autoria do autor desta obra. o Dr. Christie e disse-lhe: — Estou deveras maravilhado com o trabalho que o irmão realizou no Estado do Rio. os seus colegas missionários e os seus superiores de Richmond inquiriram: — Qual é o segredo de sua obra? — Ela não é minha obra.

Unhamos um começo. A natureza do povo no Estado do Rio facilitou a promulgação do evangelho. Ela . Em sua carta V.aqueles que nos antecederam nesta obra.Ginsburg foi o semeador. Era um povo largamente rurícola. com a Abolição da Escravatura. O levantamento do liberalismo (1810-1890) começou com a abertura dos portos e veio culminar com a Independência do Brasil. Entramos no Estado do Rio com um simples ideal. porém o número era diminuto em comparação com o campo que tinha uma população de dois milhões de pessoas para serem evangelizadas. Entramos em seus trabalhos e encontramos um campo fértil. trazidas às igrejas e estas se sentirem cônscias de que deviam sustentar o seu trabalho.S.Crosland começou ensinando às igrejas a dependerem de si mesmas. possuindo uma mente aberta e um espírito democrático. amigo. um eterno princípio para ser praticado.L.L. porém não tínhamos um plano definitivo para seguir.Dunstan doutrinou as igrejas e D. Olhando os anos idos verifico agora que seguíamos princípios e deixamos ao tempo e às condições determinarem os métodos. desprovidos de preconcebidos planos e métodos. diz que gostaria de obter a fonte ou o dinamismo que produziu estes resultados das igrejas se sustentarem a si mesmas e ao seu trabalho. em 1908. esta sua declaração é uma declaração também dinâmica e por isso tenho buscado rodeios para ver se acho a resposta. com o estabelecimento da República Brasileira e com a liberdade dos evangélicos dc realizarem sua obra missionária. Elas eram sustentadas. Pois bem. A. O rico não devia ser avarento. Nós éramos da Videira Verdadeira e também a Lavoura de Deus e para sermos consistentes com os princípios de mordomia entendemos que tínhamos que produzir o material necessário. Havia 11 igrejas com um total de 1400 membros quando chegamos à Missão Campista. A Mordomia é um fato. mesquinho em auxiliar o pobre e este por sua vez não devia deitar-se e ficar à espera de que o rico faça o que ele pode e deve fazer. O Evangelho ou o Novo Testamento é o encorporamento da verdade.D. O rico e o pobre igualmente são mordomos. Tínhamos uma idéia. Os descendentes de alemães e suíços evangélicos que haviam imigrado para o Brasil herdaram um espírito evangélico também e o número deles era bem considerável no Estado do Rio. O Estado do Rio era um campo fértil e pronto para a sega quando nós para lá fomos. São fáceis de serem evan gelizados e têm-se tornado um elemento importante para a evangelização das cidades bem como para o fortalecimento das hostes ministeriais. recursos para a expansão e manutenção do trabalho. O missionário S. na sua maioria. Eu sabia que nada poderíamos realizar sem Cristo. por fundos missionários e administradas por missionários. O povo era a fonte e a verdade era a força dinâmica que produzia igrejas que por si mesmas levavam avante o seu trabalho.

A Verdade. Sua responsabilidade é cumprir com suas obrigações para com Deus. A igreja deve ser uma democracia em ação na qual os membros conheçam e defendam seus direitos. por seu turno. Pensamentos negativos produzem somente atitudes negativas. Parece-me que as igrejas em qualquer terra e sob condições regulares podem ser levadas ao sustento próprio. Sua lei é a vontade de Deus. Sim.é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Tem-se dito que um missionário não gostou de trabalhar com igrejas que se mantinham a si mesmas. a qual. é positiva. porém. O princípio da mordomia — Este é um eterno princípio. 4. As igrejas cooperam com o missionário e o missionário coopera comas igrejas e asim ambos são trabalhadores com Deus. Unhamos duas fontes: uma da Foreign Mission Board e outra das 227. A Convenção Estadual elegia uma Junta Executiva. Infelizmente a escandalosa voz do pessimismo é ouvida com mais freqüência que a humilde voz da vitória. empreguem seus variados dons para o bem de tudo e cumpram suas obrigações financeiras de acordo com suas prosperidades. pessimismo que declara que isto ou aquilo não pode ser feito. Nos albores do trabalho da Missão Campista o dízimo foi ensinado como obediência à Lei e isso causou confusão e certa dificuldade. é positiva e criadora de pensamentos e atitudes positivas. Talvez muitas igrejas sintam que cias só chegam à completa autonomia quando elas são capazes de se sustentarem. ele dizia que uma vez que o auxílio financeiro cessou. para consigo mesma e para com o mundo. porém. O princípio da cooperação — Cooperação não é de uma lado só. em relação à sua comunidade é uma democracia. Com este erro corrigido. reconhecidos. Todavia. ele perdeu o controle que tinha sobre elas. Isto é. Isto é. como uma expressão voluntária e como prova de mordomia era o mais rápido caminho para atingirmos ao sustento próprio. bem como a portadora de frutos para aqueles que a conhecem e a praticam. Não tenho sugestões concernentes aos métodos que devem ser usados. Uma igreja dessa natureza está no caminho do sustento próprio. 2. criadora de ideais e geradora de forças que nos impelem a seguirmos um alvo. ensinados e seguidos. Nossos métodos poderiam ser um fracasso em outras terras ou sob outras condições. logo achamos que o dízimo. . O princípio da autonomia — Uma igreja autônoma não reconhece autoridade humana fora de si mesma nem de qualquer organização dentro de seu seio. A verdade. Foi nesta base que nós nos organizamos. serão guias fiéis para a edificação de igrejas genuinamente nco-testamentárias e para levá-las a se sustentarem a si mesmas: 1. elegia um dos seus pastores como secretário-correspondente e o missionário como secretário-tesoureiro. O princípio da democracia — Em relação a Deus uma igreja é uma teocracia. vitória que declara que o que pode ser feito o será. mencionarei alguns princípios que eu creio. não uma teoria. se forem entendidos. 3. aceita com fé e confiança. É um fato para ser praticado.

Este plano vingou satisfatoriamente. do progresso. Como o trabalho cresceu.Christie".igrejas. Ela quase me acordou. E igrejas se tornavam financeiramente independentes. misturando métodos com princípios. A. . ao longo da estrada ou teria desaparecido antes do meu tempo. eu tive que crescer com ele. De uma coisa eu tenho certeza: O trabalho do Estado do Rio fez muito mais por mim do que eu por ele. Eu não achei uma resposta definitiva quanto ao que se refere à fonte ou ao dínamo que produziu resultados das atividades do trabalho missionário e dos nacionais do Estado do Rio.. De outro modo eu teria sido deixado fora do movimento. Agraceço-lhe pela bomba que lançou sobre mim. Parece-me que muitos fatores concorreram para gerá-los. amarrando-me a mim mesmo com nó e estou de volta onde comecei. Qual o segredo da obra de Christie? Ele o disse: CRISTO 228. Sinceramente seu.. Por esta carta o leitor deverá ter verificado o espírito de humildade de Christie. À proporção que as contribuições das igrejas aumentavam as apropriações da Foreign Mission Board decresciam. Nós reuníamos os nossos fundos e distribuíamos onde houvesse mais necessidade. Tenho dado muitas voltas como se tivesse em torno de círculos.B. a sua elevada noção do que é uma igreja de Cristo e o seu humor.

epílogo

"Ainda há muita terra para se possuir." Foi este o slogan com que a Junta
de Missões Nacionais desenvolveu uma campanha, no tempo em que o grande
missionário L.M.Bratcher era seu secretário-executivo.
Olhando, hoje, para o campo batista fluminense, recordando a sua história
centenária, revivendo os fatos que nela estão encerrados, reconhecemos que,
a despeito do progresso alcançado pelas igrejas batistas em nosso estado, há
ainda muito o que ser feito para que se possa ver cumprida a missão que o
Senhor nos entregou. Confiamos que esta geração esteja preparada para legar
aos porvindores um incomensurável patrimônio moral, intelectual, social e espiritual, a fim de que, quando for comemorado o segundo centenário da obra
batista neste estado, saiba-se que a bandeira içada, pelos servos de Deus no
passado, anunciando o evangelho, nunca foi enrolada, mas erguida em todas
as cidades, vilas, vilarejos e fazendas do nosso querido torrão natal.
A História dos Batistas Fluminenses, aqui acabada de ser narrada, mostra -se resultante em progresso, desenvolvimento, crescimento. Reconhecia essa verdade
o Dr. Everett Gill Jr., quando, em 1955, sendo o secretário da Junta de Richmond, escreveu:
"Todos os missionários reconhecem que uma das mais notáveis histórias das missões modernas tem sido escrita no Estado do Rio de
Janeiro". (l)
Diversos fatores influíram nessa história:
\.FUNDAMENTOS
— Foram princípios, não regras. Porque princípios
são eternos; regras são passageiras. O crescimento do trabalho batista em nosso
estado deveu-se aos fundamentos que, pelos implantadores da obra, foram postos
— fundamentos bíblicos, ortodoxos, doutrinários. Escrevendo à Junta de Richmond, A.R.Crabtree declarava, em 1922:
" O Estado do Rio, cuja capital é Niterói, é reconhecido como um
dos mais bem organizados campos missionários do país. Este campo
tem sido sempre abençoado com uma liderança sábia e consagrada.
Os pioneiros lançaram os fundamentos e seus sucessores têm sido
suficientemente inteligentes construindo sobre esses fundamentos."' 2 '
229.

2.DISCIPLINA ECLESIÁSTICA — Outro fator que tem contribuído para
o crescimento do trabalho batista em solo fluminense é a disciplina eclesiástica.
O Dr. Lester Bell, em seu livro What Way in Brazil?, afirma que:
"... a disciplina eclesiástica é responsável pela pureza da membresia
entre as igrejas batistas brasileiras e isso ajuda a explicar o sucesso
de seus esforços."' 3 '
> 3. LIBERALIDADE
— Reconhecemos, também, que outro fator que muito
tem contribuído para o desenvolvimento da obra no campo fluminense tem sido
a liberalidade com que os crentes têm contribuído para a Causa. F.M.Edwards
afirma:
"Duvido que haja igreja, na América, que demonstre mais liberalidade, especialmente em comparação com a situação financeira de
seus membros."' 4 '
A. COLÉGIO BATISTA FLUMINENSE — Elemento de grande contribuição
na história progressista do campo batista fluminense foi, sem dúvida, o Colégio
Batista Fluminense. Por ele têm passado centenas e mais centenas de alunos
que ali se sentiram despertados para serem evangelistas, professores, pastores,
missionários, esposas de pastores. Ele é, realmente, " u m a colméia de grandes
obreiros e pastores", como afirmou o então d ' O Jornal Batista, Dr. José dos
Reis Pereira.
5.AMOR SACRIFICIAL
— Finalmente, fator preponderante no crescimento da obra do Senhor em plagas fluminenses tem sido o amor, o grande
amor, o amor sacrificial demonstrado pelos crentes em fazer discípulos do Senhor
Jesus. Em seu REPORT à Richmond, o missionário A.B.Christie, em 1910, declarava:
"A Igreja Batista do Sana, que tem pouco mais de um ano de organizada [foi organizada em 28 de setembro de 1908, com 60 membros],
foi a que apresentou maior crescimento. Batizaram-se mais de cem
pessoas durante o ano e uma de suas congregações foi organizada
em igreja com mais de cem membros."' 5 '
Realmente, os obreiros, quer missionários, quer nacionais, estavam imbuídos de grande amor à Causa, dispostos aos maiores sacrifícios. Joaquim
Fernandes Lessa narra que uma senhora doente viajava a pé, muitas léguas, para
ir à igreja e ser doutrinada. Crentes saíam, com sol ou chuva, às vezes mal alimentados, mal dormidos, mas dispostos a espalhar o maravilhoso evangelho que
os salvou, enfrentando, algumas vezes, até perseguições. É o mesmo l^essa quem
narra:
"Numa nota n ' 0 ESCUDEIRO BATISTA, de abril, o pastor Joaquim
Coelho diz que, em 1911, viajou 885 léguas, realizou 292 conferências, visitou 969 famílias e realizou 76 batismos. Obreiros desta
qualidade são os que têm dado verdadeiro impulso ao campo..."' 6 '

Li, algures, que, após sua ascenção aos céus, Jesus foi procurado pelo
arcanjo Gabriel, travando-se entre eles o seguinte diálogo:
— Senhor, tu morreste na cruz para salvar os homens. Conseguiste que
muitos cressem em ti?
230.

— Consegui alguns poueos seguidores na Galiléia.
— E qual é o teu plano para ganhar o mundo?
— Confiei àqueles que me seguiram a missão de pregar a todos a minha
mensagem.
— Suponhamos que, lá pelo Século XX, aqueles que te aceitaram como
Salvador estejam tão ocupados com suas tantas atividades, que deixem de propagar
a tua mensagem salvadora...
— Já disse, Gabriel, que não tenho outro plano senão este, confiado aos
que me seguirem.
— Mas, suponhamos, tornou o anjo Gabriel, que eles deixem de cumprir
a missão que tu lhes confiaste...
— Gabriel, respondeu Jesus, eu só tenho este plano! Se eles falharem,
então, o meu plano falhará!
Esse diálogo deve lembrar aos crentes o desafio divino. Cristo confiou à
sua igreja a missão de levar ao mundo a sua mensagem salvadora. Nós, os crentes,
devemos ter em conta que Cristo depende da nossa cooperação para a salvação
dos perdidos. Urge, pois, que cada crente se conscientize dessa realidade, vivendo,
testemunhando, pregando a sua experiência pessoal com Cristo Jesus.
E, agora, por remate, o nosso apelo em oração:
Irmãos batistas fluminenses,
curvemo-nos diante do santo altar divino e ali coloquemos o incenso perfumado de nossa sincera gratidão, a oblata dc nosso amor. Consagremo-nos mais
ainda ao Senhor! Protestemos-lhe o nosso amor, a nossa fé, o nosso louvor!
Que nossos olhos estejam abertos para verem as almas perdidas. Que nossos
pés estejam preparados para buscá-las, como os pés formosos dos que anunciam
a paz e a salvação. Que nossas mãos estejam estendidas em gratidão, cheias
de amor para abençoar os carentes, os órfãos, as viúvas, os marginalizados.
Que nossos ouvidos estejam abertos para ouvir o clamor do necessitado, do
perdido no pecado e para ouvir as ordens do nosso Mestre. Que nosso coração
transborde de alegria e paz; e que nunca se apague nele a chama que se acendeu
na pira santa da comunhão com o Senhor.
Ó Senhor, a ti rendemos mil graças. Ó Senhor, agradecemos-te pelos santos
servos teus que ajudaram na construção desse monumento espiritual que é o
coração do povo batista brasileiro.
Aqui depositamos, de joelhos, a teus pés, a nossa imorredoura gratidão.
AMÉM.

231.

notas e citações
Introdução
( 1 ) M o u r ã o , D.H.E. O Primeiro Decênio da Diocese de Campos; 1924-1934.
Niterói, Escolas Profissionais Salesianas, 1934, p. 12.
( 2 ) I d e m , p. 13.
Capítulo I — PRIMÓRDIOS DO EVANGELHO NO BRASIL
Uma Grande Porta É Aberta
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. Subsídios Para a História dos Batistas do Campo
Fluminense. Obra inédita, p. 16.
( 2 ) Harrinson, H.B. Os Bagbys do Brasil. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações da CBB, 1987, p.47.
( 3 ) M a u r e r Jr., Th. H. Cristianismo. Io. trimestre, 1962, p. 4.
Capítulo II — PERÍODOS DE ASSENTAMENTO DA OBRA BATISTA
(1891-1892)
Início do Trabalho Batista
(1) Silvestre, H. Aspectos Antopográficos do Rio Paraíba do Sul. Jornal do
Comércio, 23 de março de 1934 apud Lamego, A.B. O homem e o brejo.
2a. ed. Rio de Janeiro, Ed. Lidador, 1974, p. 192.
( 2 ) Siqueira, W. Momento Cultural. Campos, Departamento de Cultura da Prefeitura, 1970, no. 2.
Um Grande Apelo
(1) Lessa, J. F. e Christie, A.B. op. cit., p. 16
Organização da Igreja Batista em Campos
(1) Transcrevemos, do primeiro livro de atas da Primeira Igreja Batista do Rio
de Janeiro, a ata de número 132, que foi lavrada à página 50 do livro mencionado, onde se lê sobre a transferência ou carta demissória concedida aos
irmãos citados abaixo para se organizarem em igreja, em Campos.
" N o dia 24 de fevereiro de 1891, às oito e meia horas, da noite, estando
reunida a igreja, o irmão moderador, depois de ler uma parte das
Escrituras Sagradas, cantar-se um hino e fazer-se oração, declara aberta
a sessão. Não havendo candidatos ao batismo passou-se à leitura
das atas das duas sessões anteriores, as quais foram aprovadas. O
233.

irmão moderador participa à igreja que os irmãos Domingos Joaquim
de Oliveira, Anna Francisca de Oliveira, Anna de Oliveira, João
Bernardino Manhães, Corina Maria Manhães, Rozalina Manhães,
Antônio Assenço, Júlia de Oliveira Santiago e Amélia Reis, residentes
na cidade de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, pedem suas
cartas demissórias desta igreja. Unanimimente lhes concedeu suas
cartas ...
Secretário: João Antônio de Ávila".
(2) Lessa, J.F'. e Christie, A.B. op.cit., p. 17.

Capítulo III — PERÍODO DE GRANDE ATIVIDADE EVANGELÍSTICA
(1893-1900)
Pastorado de Salomão Ginsburg
Conversão de Joaquim Fernandes Lessa
(1) Ginsburg,- S.L. Um Judeu Errante no Brasil. Rio de Janeiro, Casa Publicadora Batista, 1932. Trad: Manoel Avelino de Souza.
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 20-21.
Jornal "As Boas-Novas"
(1) No primeiro número de "As Boas-Novas", que veio a lume no dia 15 de
março de 1894, o redator coloca o ideal do mesmo: "A modesta publicação
que hoje, pela primeira vez, damos à luz, deseja ser o que seu nome indica
— um mensageiro de boas-novas, neste vale de lágrimas e tristezas. Desejamos, unidos em coro angélico, proclamar a todos os brasileiros: Glória
a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens".
Na tipografia onde imprimia o jornal "As Boas-Novas", Salomão Ginsburg
publicou, em 1898, a sétima edição do "Cantor Cristão", com 210 hinos.
Nesta tipografia Salomão publicava ainda folhetos evangélicos e de polêmica, alguns de sua autoria e outros de autoria de A.F. Campos.
(2)Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 23.
( 3 ) Pereira, J.R. História dos Batistas no Brasil. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações da CBB, 1982, p. 37.
( 4 ) Crabtree, A.R. História dos Batistas do Brasil. Rio de Janeiro, Casa Publicadora Batista, 1936. Vol. I, p. 113-114.
Primeira Escola Diária
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 29.
Escola Noturna
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. op.cit., p. 27.
Escola Industrial
(1) Lessa, J.F. e Christie, A.B. opxit., p. 66.
(2)Mesquita, A.N. História dos Batistas do Brasil; 1907-1935. Rio de Janeiro,
Casa Publicadora Batista, 1940. Vol. II, p. 106.
" E m janeiro de 1920, depois das férias, encontrava-se o casal Terry em
Corrente para dar andamento ao plano, e em janeiro de 1922 era aberto
o Instituto Batista Industrial, que tão relevantes serviços tem prestado à denominação."
Perseguições em São Fidélis
(1) Ginsburg, S.L. op.cit., p. 101-111.
234.

os batistas começaram a receber cartas anônimas terrivelmente ameaçadoras.C. 46. Subsídios Para a História dos Campos dos Goytaeazes. The South American Evangelical Mission. A. p. 1979. Cyclo Áureo. 1971. 17. W. p.B.. ( 3 ) Glass. e Johnson. H. Monterros. J.F.cit. ( 2 ) "Durante quase três séculos depois que os europeus descobriram o novo mundo. 1906. Campos é a primeira cidade da América do sul a inaugurar a luz elétrica". 1898. op. a Bíblia era quase desconhecida na América Latina. Esquilo. O Clero Católico Romano Reage Contra a Construção do Templo Batista (1) Monitor Campista. (2)A Gazela do Povo. 235. op. O Homem e o Brejo. E não demorou muito a reação. et allii Avance Evangélico en la América Latina.M. Em 1898 mesmo. apud Read. F. s/l. 22 de dezembro de 1897. p. Rio de Janeiro. Inauguração do Primeiro Templo Contruído no Brasil (1) Segundo Distrito. Lançamento da Pedra Fundamental do Primeiro Templo Batista do Brasil (1) " E m 24 dc junho de 1883. London. p. H. 1971. Editora Lidador. 1935. p.cit„ p. A. Este procedimento dos católicos extremados mereceu justas recriminações do sensato povo campista e da imprensa local. J.F. Rio de Janeiro. e Christie. ( 3 ) Idem.A. op. Oposição do Clero (1) Lessa. e Christie. J. ed. 2a. ed. 1974. pois em dezembro desse mesmo ano os jesuítas fizeram passar uma procissão em frente ao templo evangélico e parando o apedrejaram.W. e Christie. op.. p. Campos (1) Souza. Avance Evangélico en la América Latina. 100-101. p. A Igreja Católica Romana se propunha a manter a América Latina livre do veneno da Reforma. Lessa..R.F. Os Bravos Colportores (1) As Boas-Novas. 29-30. A distribuição de Bíblias havia sido proibida nas colônias por decreto do Papa e do Rei. Como desmentindo a uma tão grande aleivosia o templo evangélico começou a se encher de ouvintes novos e atentos e almas a se converterem". Artes Gráficas da Escola de Aprendizes e Artífices. s/l.L. fruto puramente jesuítico. 471-472. ( 2 ) " S a t a n á s mudou provisoriamente o seu campo de ação de Macaé para Campos. 40-41. S. 22 de abril de 1898. p.cit. Campos. 18. J. El Paso. 45. W. Como meio de se justificar os jesuítas começaram a propalar que o apedrejamento era o resultado dos evangélicos pretenderem atacar a igreja de Santa Efigênia que fica situada perto da Igreja Batista. ( 3 ) Feydit. 192. 205. p. Campos. R.Perseguições em Macaé (1) Lessa. com a presença do Imperador. Read. e a Inquisição apoiava este propósito". 45-46.B. Casa Bautista de Publicaciones. Ermans Company. p. Through the Heart of Brazil. A.B. . 22 de abril de 1897. Capítulo IV — PERTURBAÇÕES INTERNAS A Questão A.R. ( 2 ) Idem. Lamego.F. (2)Ginsburg. 2a.. História do'Primeiro Centenário de Campos. A.cit.

foi o ex-pastor A.cit. op.. Sempre atacava os crentes pelos jornais. I. Chega até a enxertar a expressão O SEU PROTECTORADO ao texto escrito pelo secretário Antônio Maia e publicado em Monitor Campista..F. L. em Niterói e outros lugares. Rio de Janeiro. Perseguições em Niterói (1) O Pr. A." Horácio de Souza era um espírito muito intolerante. p. e Christie.cit.. São Fidélis.B. op. Intérprete de Cristo em muitas terras. 169. Horácio. Capítulo V — MISSÃO NO RIO Organização da Primeira Igreja Batista de Niterói (1) Azevedo. 20 de janeiro de 1903.F. Francisco Fulgêncio Soren. Christie.( 2 ) M o n i t o r Campista. et allii Coluna e Firmeza da Verdade. pelo que se depreende da Declaração publicada em 7 de dezembro. A Igreja É Dissolvida (1) Lessa. ( 2 ) I d e m .. Igreja Metodista e Seu Pastor Tornam-se Batistas (1) Lessa. 32. Campos. Sendo Pobre Enriqueceu a Muitos. e Christie. (3)Bratcher. Joaquim F. ( 4 ) Monitor Campista. Florentino Rodrigues da Silva foi perseguido em Macaé. J. et allii O que Deus Tem Feito. Horácio de Souza comenta o episódio ocorrido na Igreja Batista de Campos quando da dissidência e interpreta eom um sentimento nativista. Campos. Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.cit.R. Segunda Organização da Igreja (1) Azevedo. Rio de Janeiro. p. 356. Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB.B. p. Vol. Casa Publicadora Batista. op. I.B. SOLIDIFICAÇÃO DO TRABALHO E DE GRANDES PERSEGUIÇÕES Ordenação de Dois Grandes Obreiros (1) Ferreira. et allii op.F. A.. Escreveu também livros contra os mesmos e abriu uma loja onde vendia imagens e santinhos.B. 1988. dois meses após. p.Campos para São Paulo e criou o Mixórdia Protestante com que combatia os crentes. ed. 07 de dezembro de 1903. D. Ele assim se expressa: "Os missionários estrangeiros desenvolveram tal sagacidade e empregaram métodos tão astuciosos que. ( 2 ) Crabtree. p.cit. A. ( 5 ) Mudando-se de Campos.. 47.. 52. . 1959. 33. E. J. ibidem ( 3 ) Mein. conseguiram abafar maneirosamente aqueles gritos de nativismo. Rio de Janeiro. Lessa rebatia todos os seus ataques usando como título de seus artigos Os Batistas Acusados.M.. I. (6)Souza..S. p. Conta Tarsier que ele foi perseguido também 236. 55. 208. 1985. p. História da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro.B. 25-26 Capítulo VI — PERÍODO DE REAJUSTAMENTO. p. 1982. op. Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB. Rio de Janeiro. A. p. cit. 2a.

Isso ocorreu em 1890. Organização da Associação Batista Fluminense (1) O Jornal Batista.B. A.cit. op. 89. Cultura Moderna. Tarsier. A. foi acometido por mais de oitocentas pessoas. Da Aurora ao Pôr-do-Sol. Florentino Ferreira da Silva.. J. São Paulo. de Macaé. e consagrado diácono. Campanha de Combate ao Fumo (1) Souza. p. (8) Lessa. p. História das Perseguições Religiosas no Brasil.B. J. p. e Christie.F. e Christie.. município de Silva Jardim. (3) Segundo informação do irmão Alcides de Oliveira Quintanilha.B. A. p. 1937.cit. pois ele não foi só o principal elemento no levantamento do trabalho de Jesus naquela cidade.R.cit.R. p. ibidem. Edição do Autor.S.cit. 237. 77. Casa Publicadora Batista. O Escudeiro Batista. um mártir do evangelho (1) Crabtree. Organização do Hospital Batista (1) Lessa. op. Diz ele: "Ainda no mesmo mês do mesmo ano (era fevereiro de 1904). Foram esbordoados vários crentes. 95. 1973. P. p. 1936. J. (2) Souza. J. A.. 94. J. J. como também um dos que se mostraram mais pacientes e mais abnegados a favor do evangelho. op. 24 de janeiro de 1907.. A. A.F. 20. Perseguições em Aperibé (1) Lessa. Tomo I. (9) Crabtree.. Também Bagby foi perseguido em Campos no lugar denominado Guriri. os perseguidores estiveram também na casa do irmão Alberto Santarém onde quebraram tudo. (6) Idem. 204-205. e Christie. A. pois havia perdido todos os seus haveres com as perseguições. viu a sua primeira esposa falecer sem lhe poder dar o relativo conforto. p. p. Rio de Janeiro. J. e Christie.B. 15 de junho de 1946. O ataque ao missionário era chefiado pelo Sr. M. e Christie.cit.A. op. Finalmente veio a falecer naquela cidade às três e meia da manhã do dia 26 de maio de 1907.B. op.cit. (4) Lessa. A. dando o mais edificante testemunho da sua fé em Jesus".F. p.B. e Christie.em Cesário Alvin. e Christie. estava a servir em Cesário Alvin. 89.F. 93. opxit. (5) Idem. Manoel Nunes Saraiva.. Os evangélicos tiveram que retirar-se com prejuízos avultados". 252-253. 293.F. Perseguições em Campos (1) Lessa. A. p. 296..F. José Rodrigues. entre outros o octogenário Joaquim de Mendonça. op.F. Um dos fundadores da igreja em Macaé. 89-90. História dos Batistas do Brasil. p.. . (2) Lessa. op.B. A. (7) Houve em nosso estado muitos crentes que perderam até seus haveres por causa das perseguições: " U m nome que neste esboço histórico não deve ficar no olvido é o de Alfredo Ramos.cit. o Pr. Lessa. p. Rio de Janeiro.

op. Correntezas. ele já se encontrava no Sana. Em 1915.E e Christie. cit. Escreveu até um livro com o título Barreira Contra os Vícios. Isaltino Gomes Coelho Filho. Juraci Rodrigues da Silva. município de Macaé. Capítulo VII — PERÍODO DE ORGANIZAÇÃO DE VÁRIAS ENTIDADES E COOPERAÇÃO Perseguições em Friburgo (1) O Friburguense. O neto Urgel Russi Lóta é Ministro de Música da Igreja Batista da Penha.Paranaguá. Em discurso pronunciado em 18 de julho de 1946. realmente. Rio de Janeiro. aqui. Junta de Educação Religiosa e Publicações da CBB. que pode-se dizer nasceu na casa de seu pai. fazendo um retrospecto histórico da Igreja Batista de Pádua. O de Aperibé. cuja sigla BACOVI era muito conhecida no nordeste. fomos ameaçados de perder a fraternidade com outras igrejas. O médico. Educação Moral e Cívica. 20 de agosto de 1908. (parece mentira). o fato de um filho ter se tornado pastor (Marcílio Kepler Lóta) e de outros descendentes terem vindo a se destacar na obra do Senhor.F. op. A. nessa condição. depois a Primeira de Cachoeiras de Macacu. isto em 1907". vício este muito natural entre os crentes daquela época.. p. 1974. Lóta (missionário a Portugal). Hudson Galdino da Silva.B. A. Atacava muito o uso do fumo. mas igreja alguma havia tomado tal iniciativa. o trabalho do Senhor. de Cachoeiras de Macacu. quando foi ordenado ao Ministério Sagrado. no lugar denominado Vargem da Motta. mas realizou. Foram. Cabe. os batistas os que primeiro começaram a campanha antitabagista. portanto. Três netos são pastores: Diné R. com amor e dedicação. 238. (2) Ixssa. E.cit. J. Joaquim N. escreveu um opúsculo sobre os malefícios do fumo que teve larga divulgação. no interior de Pádua. foi um grande construtor de templos.(2) João Caetano de Oliveira. p.B. Dr.. a esta igreja a honra de ser a eliminadora deste flagelo em nossas igrejas com a ajuda de Deus. São Paulo. A neta Marilene Teli Frederico da Silva é casada com o Pr. Ele criou a sociedade chamada Barreira Contra os Vícios. p. 160. . até 18 de junho de 1927. que é o Diretor da Faculdade Teológica Batista de Brasília. J. como evangelista e. Mais tarde surgiram outros grupos defendendo a campanha antitabagista. trabalhou nessa igreja e em outra. pai do Dr. Desejamos ressaltar. ed. No Ceará houve um senhor que era um grande combatente contra o fumo. Celso de Oliviera. ele destaca o seguinte: ' 'A primeira iniciativa que tomamos foi exterminar o vício do fumo. Pastoreou primeiramente a Igreja de Taquarussus. 86 (4) Ferreira. a 2?. e a neta Meacir Carolina Frederico Coelho é casada com o Pr. Talvez seja isso irrisório para nós atualmente. construído por ele há muitas décadas é um dos mais belos para aquela época.S. e Christie. Imbaú e. por fim. José da Silva Lóta era homem de poucas letras. Muitas lutas tivemos para irmos adiante com esta campanha e. 4a. Usados por Deus Tais Como Eram (1) O Pr. Rubem Clêniton Lóta. Bananeiras. (3) Lessa. 104-107. no entanto.

Ader A. Bastos Júnior. Belo Horizonte. A. ed. Editora Lítero-Técnica. R.C. quiseram negar ao missionário Daniel Franklin Crosland a sepultura. do autor. p. 5... Os Batistas Fluminenses e Seus Jornais (1) O Escudeiro Batista. sem aquelas encomendas e outras exigências religiosas. A.A. p. (6) Idem. Read. Pequena História dos Batistas no Paraná. em 1945. . Antônio Soares Ferreira.F. p. Monterros. e Christie. os quais defendiam a causa da liberdade religiosa.. freqüentemente. (4) Idem. Curitiba." Ele foi missionário no Estado do Rio de Janeiro e do Paraná. 15 de setembro de 1955. p.B. p. O Trabalho Feminino (1) Lessa. Convenção Batista Mineira.B.B.cit. (2) O Movimento pró escola-anexa se estendeu por grande parte do Brasil. pois o cemitério onde deveria ser enterrado era controlado pela Igreja Católica Apostólica Romana e o vigário se opunha ao sepultamento.. H. (2) Assis. J. . mas simplesmente uma lápide eom o seguinte trecho bíblico: (II Tim. Anita Soares. J. em Cacimbas. 1971. mas os líderes. Foi preciso que sua digna esposa e leal companheira interferisse e depois de longo diálogo com o vigário conseguiu sua anuência para o sepultamento. e Christie. 239.F.cit. 116-117. p. acabei a carreira.A Missão Campista Abre Trabalho em Minas Gerais (1) "Mesmo na sua morte.B. As escolas evangélicas haviam servido como instrumentos para eliminar o preconceito contra os evangélicos.. (2) Houve. J. 24-25. A Obra Educacional dos Batistas Fluminenses (1) "Três quartas partes da população da maioria dos países da América Latina eram analfabetos em 1900. W. p. (2) Em 1925 foi organizada a primeira Sociedade de Moças. 75. 2a. sentiram que não se devia mudar o nome e não levaram a efeito o que fora votado e deram explicações em outra assembléia convencional. Xavier Assumpção declarou que o missionário "A.W.. op. Xavier. Junta Estadual (1) Lessa.F. 131-133. 44-45. 1989.cit. 22 de junho de 1941. J. Assumpção. op. por D. esposa do Pr. 206. guardei a fé". 1988. 1? de janeiro de 1904. e Christie. estas escolas foram exemplo de métodos de educação mais modernos e excelentes e. 4:7) "Combati o bom combate. 26 de julho de 1970. a assembléia aprovou a mudança. 1976. p. p. op. Anápolis. depois. 195. ed. (3) Lessa. A. Lineamentos da História dos Batistas no Estado de Goiás. 19. e Johnson. Deter tinha a mania da escolaanexa. Pioneirismo e Neopioneirismo.M. proposta na assembléia convencional. O Escudeiro Batista. (5) O Jornal Batista. Erdmans Company. foram usados como modelos para novos programas públicos de educação". por duas vezes. para mudança do nome de O Escudeiro Batista para O Batista Fluminense. Avance Evangélico en la América Latina. Na Convenção realizada em Petrópolis. Na época era o único túmulo que não tinha a cruz de madeira ou de outro material qualquer..

cit. Associação Batista Itaguaiense. e Christie. Associação Batista Mageense. p.. Associação Batista Centro.cit. A. nenhum deles é suficiente para as reuniões de nossas assembléias convencionais. (3) Mesquita. COMO REFLEXO DAS CONDIÇÕES MUNDIAIS (1919-1929) A Coragem dos Bravos Missionários (1) O Escudeiro Batista.N.S.. Teresópolis.B. 156-157. Associação Batista Ebenézer. Primeira de Nilópolis. Associação Batista Extremo-Norte. Associação Batista Iguaçuana. op. Primeira de Alcântara. A.cit. Associação Batista Caxiense. (2) Ginsburg.B.S. Apontamentos para a História de São João da Barra. . Capítulo VIII — PERÍODO DE PROGRESSO FINANCEIRO. E. Primeira de São João de Meriti e Primeira de Itaperuna.cit. setembro de 1961. 80. e Christie. Casa Publicadora Batista. 165. o Trabalho com as Senhoras e com o Colégio Batista Fluminense (1) Ferreira. embora sejam espaçosos. 167. p. Associação Batista Niteroiense. p. 168. agosto de 1914. Sendo Pobre Enriqueceu a Muitos. 138-139. 1928. 176.B. E. NO FINAL. (2) Idem.(7) Ferreira. Assistiu à Perseguição ao Missionário Salomão Ginsburg (1) Oscar. São elas: Associação Batista Betei.. Associação 240. p. op. op. Campanha Para Reorganização do Trabalho (1) Lessa. Hoje. p. p. op. op. Integração de Igrejas Dissidentes (1) Lessa. op. 316. Foi a Segunda Igreja de Campos a primeira a construir um grande templo que foi inaugurado com a realização da Convenção Batista Brasileira. Associação Batista Nilopolitana. ed. Casa Publicadora Batista. Associação Batista Norte-Caxiense. A. op. Primeira de Caxias. Associação Batista Norte.B. Associação Batista Litorânea. Associação Batista Noroeste. 154-155. A.. 1959. (2) Ferreira..F. Rio de Janeiro. A. E DE DEPRESSÃO FINANCEIRA. J. (8) O Escudeiro Batista.E e Christie. Associação Batista Meritiense. 2a. D. Mihigráfica Ed.F. Sociedade Patrimonial Batista (1) Lessa. p. J. p. em janeiro de 1951. Anna Christie.S.cit. Christie. NO PRICÍPIO. 4. Primeira de Campos. J. Depois vieram as construções dos templos da Primeira de Niterói. Construção de Templos Maiores na Década de 20 (1) Nas décadas de 50 e 60 as igrejas sentiram que precisavam construir templos bem maiores.cit. Rio de Janeiro. Associação Batista Costa Verde. 1976. p. Organização das Associações (1) Em 1991 havia 27 associações. Associação Batista Leste. Escola de Verão (1) Escola de Verão — panfleto. Primeira de São Gonçalo. Associação Batista Gonçalense..cit. João. Salomão.. E. 61-62. p. p.

J.F. 84.. Primeiros Problemas Associacionais (1) Lessa. (3) Idem. Aqueles dez membros e mais quatro batizados na tarde do dia anterior à organização. Associação Batista Riodourense. Antônio Coelho Varela e outros.F. Associação Batista Serra dos Órgãos. (2) Idem. publicação do IBER. também. A. e Christie.cit. p. Depressão. Casa Publicadora Batista. 4a. p. op. Caixa de Beneficência dos Obreiros (1) Lessa. constituíram a célula na formação do trabalho batista. J. 1937. Informa também que uma das melhores escolas dominicais do Brasil era a da Igreja de Campos. p. 83. p. Formação Econômica do Brasil. p. Leobino da Rocha Guimarães declarou: "Foi uma noite chuvosa do dia 23 de março de 1891.. 1969. Antônio Soares Ferreira. Mão Para Toda Obra. Crabtree. (2) Crabtree comenta que quase todos os membros da igreja exerciam o dom da prédica. R. 136. Rio de Janeiro. p. J.. A "Zona Neutra" (1) O Escudeiro Batista. Associação Batista da Planície. ibidem.F. que vimos nos primeiros anos multiplicar-se e tomar vulto". Capítulo IX — INÍCIO DA ORIENTAÇÃO PRÓPRIA E REAVIVAMENTO (1930-1941) Curso de Extensão (1) Ajudaram. Verbete Integralismo. Ação do Integralismo no Seio das Igrejas (1) Houaiss. . Miss Blanche Simpson e a Educação Religiosa e Teológica (1) Matheus. 238. Associação Batista Serrana. Virgílio Faria. Associação Batista do Primeiro Centenário. op. São Paulo. Rio de Janeiro. num sobrado velho que ainda existe à Rua dos Andradas. e Christie. 9. (2) Idem. op.. 174. A. História dos Batistas no Brasil. Fundo de Cultura.R. julho de 1939.cit. (2) Idem.Batista Paraibana. Associação Batista Queimadense.B. Associação Batista Sul-Fluminense. A. et allii Enciclopédia Mirador Internacional. Endividamento e Desânimo (1) Furtado.F. 210. A. janeiro de 1949. o Pr. Edições Melhoramentos. p. 88 (antiga Praça do Rocio) que se organizou a primeira igreja batista do Estado do Rio de Janeiro. ed..B. 1976.B. Rio de Janeiro. e Christie. p. 239. 1971. nesse curso. Associação Batista Serra-Mar. Igreja Batista de Pião É "Desfraternizada" por Alguns Anos e Retorna em 1923 (1) Lessa. A.cit. J. (3) Tal foi a confusão que o movimento integralista causou na igreja que foram 241. Jubileu de Ouro da Primeira Igreja Batista de Campos (1) Em seu relatório sobre os cinqüenta anos da Primeira Igreja de Campos. os pastores José Joaquim da Silveira.

deixou-me de presente um livro que eu muito desejava: Compêndio de Filosofia de Tiago Sinibaldi. p. Que coisa estranha! Como teria ele podido conciliar a sua nova situação com as práticas religiosas? O coração do homem é sempre um abismo insondável!. op. O "Tu es sacerdos inaeternum" valia tanto para o caráter sacerdotal. Ambos deixaram de existir para que fosse criado O Brasil Presbiteriano. ante os olhos espantados de umas mulheres devotas. poderiam ter visto no mistério de sua oração talvez um raio de esperança. se tivessem refletido. Quando criança. 9. de quem foi aluno de Filosofia no Seminário Diocesano de Campos: "Naquele tempo. Gentil. O Pr. bateu às portas de um templo batista. Quando se dispôs a construir uma nova sede para o Instituto Rui Barbosa. eu lhe dissera que sabia um hino protestante. . Em breve. como para o exercício do sacerdócio. hoje raríssima. tomou-se de aversão a qualquer espécie de protestantismo. 7 de março dc 1935. antes de meu ingresso no Seminário. fez-me várias visitas. As 242. Ah! Essas almas simples que se horrorizaram com a presença do ex-padre na igreja. Quando estive.. Pois bem.. tais atitudes eram absolutamente reprovadas. O Jornal Batista. doente. através da Câmara Municipal. Servia às igrejas do sul. dentro do terreno destinado ao prédio. entrou e permaneceu lá até morrer. Antônio Soares Ferreira assumiu o pastorado da igreja na época da crise. o professor Gentil continuou a freqüentar as igrejas. no Instituto Santa Terezinha. Depois.. o Prof. Não se deve apagar a mecha que ainda fumega. pois navia no norte outro periódico.cit. Lembro-me que certo dia. os antigos sentimentos permaneceram. não foi mais a nenhuma missa. 10 de maio de 1935. 3. O Jornal Batista. 23 de maio de 1935. desejando fazer-me uma visita. Ao sair. Conversão do Ex-padre Gentil de Castro Faria (1) O padre Antônio Ribeiro do Rosário escreve sobre seu relacionamento com o ex-padre Gentil Faria. no fundo. A terrível resolução do Padre Gentil abalou toda a Campos. Com o passar do tempo. pude ser-lhe útil. A visita foi feita. Logo ele me preveniu: "Não cante!". A. Que mistério insondável o coração humano! A amizade profunda que dediquei ao Pe. Gentil me telefonou. Minhas irmãs o receberam cordialmente e lhe ofereceram um chá. desligado da igreja. Nos seus últimos anos de vida. guiado pela mão benfazeja de Padre Aquiles. o Plano de Urbanização da Cidade. Compreendi que ele receava não ser bem recebido. modificando. O Puritano.(4) (5) (6) (7) excluídos vários membros da liderança. meu padrinho de ordenação sacerdotal. que previa a abertura de uma rua. Era o órgão oficial dos presbiterianos. sentindo-se desambientado dentro da igreja. Gentil andara freqüentando um templo batista. Houve reservas de parte a parte. por certo que se abalou. in loco. faz alguns anos. obra preciosa. Houaiss. mas. Afastado de seus compromissos de padre. em casa de minhas irmãs. entrou para o Seminário. p.

São Gonçalo. 243. se acham que posso fazer alguma cousa. com mais de 60 anos de idade. A Obra de Beneficência (1) Aqui transcrevemos a carta-convite e a resposta positiva da irmã Alice Reis: "Igreja Batista em Petrópolis Av. Primeiramente desejo-vos saber feliz ao lado do vosso esposo. Inicialmente recebereis o salário de CR$ 300. de levar ao vosso conhecimento. 1985. Entretanto. Alice: Saudações cristãs. tendo ambos o direito de casa e pensão. aceito em caráter provisório até que outra pessoa me possa substituir. Fontes de Queiroz Petrópolis — E. Damadá. e completamente vazia das quali.irmãs (hoje ex-irmãs) cantaram cânticos religiosos.dades necessárias para dirigir uma instituição como deve ser o Orfanato Batista Fluminense. Rosário. 95 Pastor: E. 3 de março de 1945 Prezada irmã D. Antônio Ribeiro Reflexões e Lembranças de um Padre: suas lutas e fracassos. Capítulo X — FIRMANDO AS ESTACAS NA BENEFICÊNCIA E EM OUTRAS ORGANIZAÇÕES Período de Transição Missionária (1) Tanto o ofício referido e a carta da Missão se encontram em poder do autor desta obra. . Aguardo seja positiva a vossa resposta e espero vossa comunicação nesse sentido para nosso governo. Paulo Barbosa. pp. Recebi a vossa carta de 3 do corrente e fiquei confundida com a resolução da Junta convidando-me para diretora do orfanato a instalar-se em Aperibé. Emanoel Fontes de Queiroz 1? Secretário". Vosso no Bem Amado.00. A organização e instalação do orfanato se darão o quanto antes possível. De sua irmã em Cristo. 5 dc março de 1945 "Prezado irmão Emanoel: Saudações fraternais. Estou muito velha. que fostes escolhida pela referida Junta para diretora do Orfanato Batista em Aperibé. Cumpre-me o dever dc secretário da Junta Executiva da Convenção Batista Fluminense. ouvidos por ele com prazer". Pe. Campos. do Rio Petrópolis. 240-241. Alfredo Reis como propagandista. Alice". coadjuvada pelo Pr.

com três casas e outras benfeitorias. Serviços de Gráfica Editora. abril de 1963. p. O. Tentativas de Divisão da Convenção (1) Os Estatutos da Convenção foram logo registrados a fim de garantir o nome. 1977.00. em condições. Saiu no Diário Oficial no dia 30 de maio de 1959. Um dos grandes benefícios que a instituição trouxe à Vila dos Três Irmãos foi a organização da igreja batista ali. Antônio Soares Ferreira". p.536 m2. no templo da 2 a Igreja Batista de Cardoso Moreira. a agradável notícia da aquisição de duas propriedades em Niterói. 1. Isaac da Costa Moreira. Amaral. foi assinada pelo Pr. naturalmente. (2) O Pr.(2) A carta informando que a Junta Executiva da CBE desistia da criação do orfanato por não estar. na época. Afirma ainda o jornalista Óthon Ávila do Amaral que " n o relatório do diretor da instituição. A. 57).661. das 83 crianças internadas 41 já pertenciam à Igreja Batista de Três Irmãos e 18 aguardavam batismo". (3) Ao encampar o orfanato a junta recebeu um grande patrimônio. Óthon A.00". Cr$ 1. (Idem. Antônio Soares Ferreira" no dia 12 de junho de 1962.304.Riffey e Laurindo Nolasco. 5. Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses (1891-1976). do Amaral escreveu: " D o relatório sobre o "Lar Batista Pr. no templo da 2? Igreja Batista de Cardoso Moreira. restando pagar dessa dívida.116. Abelar Suzano de Siqueira escreveu uma carta datada de 11 de abril de 1959 convocando os obreiros para uma reunião no dia 21 de abril de 1959. 53. 244. no valor de Cr$ 2.00. Da outra propriedade a instituição recebeu doação dos irmãos John L. Capítulo XI — PERÍODO DE REESTRUTURAÇÃO Assembléia Extraordinária da CBF (1) Anais da CBF — 1964 (2) O Escudeiro Batista — 1965 (3) Anais da CBB — 1965 (4) Idem (5) O Escudeiro Batista — 1965 Sustada a Representação de Três Igrejas na Assembléia Convencional (1) Anais da CBF — 1958 Capítulo XII — PERÍODO DE MISSIONÁRIA EXPANSÃO EVANGELÍSTICA E Seminário Teológico Batista Fluminense (1) O Escudeiro Batista. do diretor. às 9 horas da manhã. Pr. no valor de Cr$ 129. com 136. Niterói. . pois o mesmo estava instalado numa propriedade de seis alqueires.023.094. Edmundo Antunes da Silva. No final da carta ele declarava: "A reunião será realizada no dia 21 do corrente. Isso ajudou na compra da propriedade de Rio Douro para onde foi transferido o "Lar Batista Pr. p. Isaac da Costa Moreira.

.B. É nosso desejo organizar uma instituição idealista e útil a todos nós. Convention Press. Certo da boa vontade do prezado irmão c colega. n ü 13. Abelar Siqueira. Insisto na sua valiosa colaboração. às 13 horas. 257 — Campos". (3) Bell. Henrique de Queiroz Vieira. É com prazer que lhe comunico que foi organizada ontem. 2? secretário: Pr. Fidélis Morales Bentancôr e Tesoureiro: Pr. 125. 22 de abril de 1959. p. Fidélis Morales Bentancôr — Se. A.Peço a sua resposta aceitando ou rejeitando este convite. op. em uma das salas da Escola Técnica de Comércio Jairo Malafaia. periódico. p. 1954. p.A INFLUÊNCIA DA OBRA DOS BATISTAS FLUMINENSES Batistas Fluminenses que se Sobressaíram na Denominação (1) Pereira. J. p. à Rua Gavião Peixoto. (3) A carta do Pr. 1922. What Way in Brazil? Nashville. Nashville. p. Salvador Borges. Corresp. Jairo Malafaia.cit. Foreign Mission Board Report.B. Everett. pois sinto profundamente a necessidade desta organização. janeiro de 1991. 1923. vice-presidente: Pr. (6) Lessa. 3. foi convocada uma assembléia geral para o dia 2 de maio próximo. A. Av. História dos Batistas no Brasil. Abelar Suzano de Siqueira". 1965. Abraços do amigo e colega sempre às ordens. 112. a ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO ESTADO DO RIO.M. periódico. 128-129. caso não lhe seja possível comparecer...73 EPÍLOGO (1) Gill Jr. (4) Edwards. 61 (2) Crabtree. periódico. Gentil de Castro Faria. 1910. Foreign Mission Board Report. Capítulo XIII — PERÍODO DE GRANDES CAMPANHAS E DE DESENVOLVIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES Reencontro — Obras Sociais e Educacionais (1) REENCONTRO — periódico.. (5) Christie. Foi eleita uma diretoria provisória que ficou assim constituída: Presidente: Pr. p. Secretário-correspondente: Pr. J. Capítulo XIX . F.R. no templo da 2? Igreja Batista de Cardoso Moreira. A. Prezado colega pastor: Saudações Fraternais em Cristo. Pilgrimage to Brazil. 238. escrever urgentemente apresentando as suas sugestões e adesão. L. p. Encarecendo a presença do nobre colega. em Cristo Jesus. Fidélis Morales Bentacôr: "Campos. e Christie. em Niterói. peço-lhe.cit. op. Pelinca. subscrevo-me fraternalmente. Foreign Mission Board Report.F. 245. 46. 1 0 Secretário: Pr. Para discutir e aprovar com as retificações que se fizerem necessárias o projeto dos Estatutos. p.R. Convention Press.

1953.B. Colunas Batistas do Brasil. H. Rio de Janeiro. Broadmann Press. 1962. 247. Nashille. A. Broadmann Press. 1945. Robert. Francisco Fulgêncio Soren. 1976. Paulo (João do Rio). Broadmann Press. Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. 1965. Pequena História dos Batistas no Paraná. COSTA. Casa Publicadora Batista. ASSIS. Álbum do Brasil Batista. As Religiões no Rio. Casa Publicadora Batista. Asa R. ASSUMPÇAO. 1955. vol. s/e. Rio de Janeiro. Convenção Batista Mineira. Rio dé Janeiro. AZEVEDO. Mule Tales from Inland Trails. Nashville. 1938. Clodovil. I. BERRY. W. 1988. Lineamento da História dos Batistas no Estado de Goiás. Belo Horizonte.bibliografia AMARAL. The Baptist Publishing House. edição do autor. BRATCHER. Convenção Batista Fluminense.M. Rio de Janeiro. CAVALCANTE. História da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Teresópolis. CABTREE. Christ's Interpreter to Many Lands. Roteiro Histórico dos Batistas Fluminenses (1891-1976). Rio de Janeiro. BARRETO.H. Junta Patrimonial. 1977. Áder A. Óthon A. Nashville. CASPARI. de Pioneirismo e Neopioneirismo. Há Mais de Meio Século. traços biofráficos do Pr. Casa Editora Evangélica. Manoel Avelino de Souza. DETER. (ou recordações). et allii Coluna e Firmeza da Verdade. 1988. até o ano de 1906. BASTOS JÚNIOR. Land of Many Worlds. Rio de Janeiro. s/d. Curitiba. Xavier. BRATCHER. 1948. Israel B. Délcio. BRETONES. 1989. 1937. Anápolis. Rio de Janeiro. edição do autor. Lauro. Casa Publicadora Batista. Niterói. Baptists in Brazil. Forty Years in the Land of Tomorrow. Broadmann Press. G. . História dos Batistas no Brasil. Uma Vida Inspiradora. 1964. José da C. 1951. Redemoinhos do Sul\ um ano de reavivamento no Brasil com Edwin Orr. Lewis M. Organização Simões. Nashville. 1954. Campos.

FERNANDES. The South American Evangelical Mission. Broadmann Press. Rio de Janeiro. Centro Brasileiro de Publicidade Ltda. J. ROCHA. 4? Ed. Escola de Profissionais Salesianos. FERREIRA. Lidador. LESSA. Henrique César F. Alvin. Rio de Janeiro. Duque de Caxias. 1976. 1934. Obra inédita. G. história de Itaperuna. Sendo Pobre. 1979. OSCAR. 1974 FEYDIT. A. 1946. 1943. 1882-1982. MOURAO. Ebenézer S. PORTES. Nashiville. LEONARD. Casa Publieadora Batista. state of Rio de Janeiro. F. JUERP. Rio de Janeiro. out of God's pocket. PEREIRA. Humberto V. Loizeaux Brothers Publishing Depot. 1954. Throught the Heart of Brazil. Rio de Janeiro. Broadmann Press. publicação do IBER. Rio de Janeiro. Renovaçao Espiritual no Brasil. 2? ed. 1924-1934. Casa Publicadora Batista. O Primeiro Decênio da Diocese de Campos. JUERP. 1971. História dos Batistas no Brasil. Nashville. João. 1974. E. Rio de Janeiro. GLASS. 1959. Casa Publicadora Batista. Brazil. Porphirio. GINSBURG. PITROWSKY. Rio de Janeiro. Mão Para Toda Obra. Enriqueceu a Muitos. Formação Econômica do Brasil. 1979. 1985. 1971. Salomão L. Teresópolis. JUERP. Joaquim F. Subsídios Para a História dos Batistas do Campo Fluminense. GREER. HENRIQUES.London. A Terra da Promissão. A Country Church in Brazil. Rio de Janeiro. 1982. D. 1950. Rio de Janeiro. Nair. Educação Moral e Cívica. Esquilo. 1907 a 1935. MESQUITA. Rio de Janeiro. Christie. Nashville. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. JUERP. Fundo de Cultura.B. História dos Batistas no Brasil. Rio dc Janeiro. II. O Homem e o Brejo. . HATTON. Vidas Devotadas à Causa. 248. vol. MATHEUS. Lembranças do Passado. & CHRISTIE. 1953. Antônio N. The Baptist Publishing House. Casa Publicadora Batista. Aberto R.Alonso Bee Christie of Brazil. O que Deus Tem Feito. Aurora. R. 1932. New York.. 1982. Uma Vida a Serviço de Deus. 1956. LAMEGO. FURTADO. HARRINSON. Adventures with the Bible in Brasil. J. story of the Baptist Church of Rio Dourado. Rio de Janeiro.F.C. Broadmann Press. Manoel Avelino de Souza. Apontamentos Para a História de São João da Barra. 1954. Niterói. 1969. 1929. José dos Reis. Pilgrimage to Brazil. Associação dos Seminários Teológicos Evangélicos. AFE. Júlio.. TheBagby's of Brazil. Um Judeu Errante no Brasil. 1906. Helen B. Everett. 4? Ed. Subsídios Para a História dos Campos dos Goytacazes. erros e verdades. 1940. trad. GILL JÚNIOR. David ct alli. 1964. Casa Publicadora Batista. São Paulo. A.B. Mini-Gráfica Editora Ltda. MEIN. Ricardo. Álbum da Junta Patrimonial Batista. O Protestantismo Brasileiro. Antônio Moreira Portes.G.

T. 2 a Ed.Taylor. imprensa Fluminense. Ermans Company. TORRES. Brazil. R W Avance Evangélico en la América Latina. M. ROSA. 1971. 1941. O REPÓRTER. história do primeiro centenário da cidade de Campos. autobiografia.RAY. RODRIGUES. Seed Sower in Brazil. Rio de Janeiro. Órgão da Associação Batista Norte-Fluminense. Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. suas lutas e fracassos. O NORTE BATISTA. Hora Sexta em Sicar. Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. São Paulo. Pedro. Jornais O JORNAL BATISTA. SOUZA. Sebastião A. Obra inédita. . Campos. do. 1939. Órgão da Missão Campista. Rio de Janeiro. J. Órgão da Mocidade Batista Fluminense. Rio de Janeiro. SIMPSON. O Conceito da Religião Entre as Populações Rurais.. s/i. dois volumes. Casa Publicadora Batista. Campos. A Promise to Keep in Brazil. Órgão da Convenção Batista Fluminense. Reflexões e Lembranças de um Padre. Brazilian Sketches. Richmond. n? 2. Pe. the life and work of J. Órgão da Juventude Batista Fluminense. Josephine T. 249. Órgão da Associação Batista da Planície (região de Campos). . SOUZA. Godofredo.B. Departamento de Cultura da Prefeitura. Órgão da região paraibana. 1970. O ARAUTO FLUMINENSE. 1904. 1973. Rio de Janeiro. 1970. n° 2. JORNAL JOVEM. RENO. Rio de Janeiro. Horácio. O ESCUDEIRO BATISTA. Livraria São José. Coelho Braço Filho (editor). TARSIER. s/e. pretextos para conversar com a juventude. s/e. Eliezer. MONITOR CAMPISTA. REVISTA DE ESTUDOS BÍBLICOS E HISTÓRICOS. Da Alvorada ao Pôr-do-Sol. 1935. Baptist World Publishing READ. Vasconcelos. 1930. 1968. O BATISTA DA PLANÍCIE. E Havia Tempestade no Lago de Genezaré. MOMENTO CULTURAL. Pertence aos Diários Associados. Casa Publicadora Batista. Religiões Acatólicas. História das Perseguições Religiosas no Brasil. Cyclo Áureo. Cultura Moderna. 1962. L. Rio de Janeiro. Escritório do Jornal do Comércio. J.C. Louisville. 1985. Campos. 1984. WATTS. 1965. Blanche. Arkansas. Revistas REVISTA TEOLÓGICA. Reminiscenses: Twenty-Five Years in Victoria. 2? ed. Seminário Teológico Batista Fluminense. Artes Gráficas da Escola de Aprendizes e Artífices. A. Rio de Janeiro. TINOCO. 1951. Education Department Foreign Mission Board. ROSÁRIO. edição do autor. Damadá. Antônio R. BOAS-NOVAS.

10. 5. 4. 3. 11.) Vade-Mecum do Obreiro e da Igreja Manual do Obreiro e da Igreja (6? edição) A serem publicados: 1. 3. EBENÉZER SOARES FERREIRA 1. 2. um Vaso Escolhido Educação Moral e Cívica (4 a ed. II Angeolología Citações de Poetas Gregos na Literatura Paulina Vidas Devotadas à Causa Billy Graham. Jornal de Nova Friburgo O Lynce — Jornal de Macaé.B.Christie Prospecto do Instituto Batista Fluminense Cartas do Pr. II. 4. march 1933.) Dificuldades Bíblicas — Vol. 2. João Barreto da Silva Relatório do Cinqüentenário da Primeira Igreja Batista de Campos (Leobino da Rocha Guimarães) Atas da Primeira Igreja Batista de Campos Atas da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro Atas da Igreja Batista de Ernesto Machado Atas da Junta Regional Centro-Fluminense Atas da Associação Batista Norte-Fluminense História da Associação Leste-Fluminense Atas da Sociedade Patrimonial Batista Brazilian Snaphots — vol. 7.JUVENTUDE. 8. Enriqueceu a Muitos (2? ed. 6. Feneceu Miscelânea Anais da Convenção Batista Fluminense (todos os anos) Anais da Convenção Batista Brasileira (1965) Foreign Mission Board Reports Notes for an autobiography (A. . OBRAS DE AUTORIA DO DR. Órgão da mocidade Batista Fluminense na década de 20 O Friburguense.a ed. Dificuldades Bíblicas — Vol III A Bíblia e a Antropologia Antologia de Poetas Evangélicos O Valor das Boas Leituras Introdução à Profecia Messiânica Cem Minibiografias 250. Alberto Portela Cartas do Pr. 9.Christie. 5. I (2.B. 20 páginas) Cartas particulares de A.B. Sendo Pobre. Christie.) Dificuldades Bíblicas — Vol. 6. The Place of Beneficence in the New Testament (tese) A.

Edna 191. 105. 41. 151. Hans 40 Araújo. 160 Almeida. David Pereira de 90 Andrade. Jesuína 109 Apostólico.J.192 Antunes. 191.E. 223 Allen. Edith 136 Allen.índice onomástico Abreu. 114 Amaral. João Antônio 156 Anderman. Benedito Pereira 91 Antunes. Eli Francioni de 105. 210. 186. Eunuco Santana de 62. Axel Frederico 35 Andrade. Benedito Geraldo de 35 Araújo. 202 Almeida. Edgard Barreto 162. Enete Francisco de 35. 210 Amorim. 210 Abreu. Antônio Teixeira de 41 Alcântara. Raul Alves de 63 Adan. Joseph 41 Alberto. Cristiano 104 Appleby. Pedro de 73 André. Daniel Lincoln 193. João Tibúrcio 62 Alves. José Perlingeiro de 199 Abreu. W. Elly Bess d' 108 Alcântara. Carlos 40 Anderson. Diocezir 162 Albuquerque. 222 Antunes. Geraldo 199 Antunes. Alberto 35. 80 Alves. 194. 157 Araújo. J. 199. 136 Almeida. 62. Rosalee 164. 113. Daniel Carvalho de 35. Marcelino Robson 200 Alves. 191 Araium. João 62 Alves. Obadias d' 222. Othon Ávila do 34. José Nunes do 89 Amaral. Militão Pereira de 90 Andrade. 90 . Abreu. 178. 193. Orlando 35. José Larrúbia de 35 Abreu.

79. 77. Josias 198. 160 Batista. 160 Armindo. 193 Barros. Erly B. Israel Bello de 78 Bagby. 41. Rosa Lima Manhães 48 Avelar. Noêmia 109 Barbosa. Eudóxio 158. Isaías 166. Lester 230 Belota. 201. 80. Panfílio Teixeira 63 Barreto. . Dejanira 86 Barbosa. Nilo Cerqueira 35. 50 Bagby. Isabel 107. Rui 42 Barcelos. 41 Bancroft 37 Barbosa. 169 Barreto. 46. 192. Ernesto G. 86.W. W. 211 Araújo. T. 97 Barreto. 168 252.A. 47. Irland Pereira de 208 Azevedo. Jair 198. J. 48. Nicodemos 158 Barreto. George 106 Barbosa. 34. Leonor 107 Barros. 125. Achilles 35. Antônio 48 Assunção. 192 Bastos. Antônio Teixeira 35. 187. Geraldo Trindade de 192 Araújo. 42. Joélcio Rodrigues 121. 199 Ayres. Vicente 91 Barreto. Wanderley P. Pedro Sebastião 62. 45. 210 Barreto. 115. 78. 91 Barbosa. Anna Luther 41. 160 Barreto. 71.Araújo. Antônio 112 Assenço. Antônio Teixeira 86. Álvaro 195 Barcelos. Darcílio 199 Azevedo. 125 Ávila. 81. 74. Florentina 107. Joseph 46 Bell. 68. Antônio Loureiro 35. 166. Rosa 107 Assunção. Ophir Pereira de 158. 168. Davi Ferreira 166 Batista. Ideal de Souza 62 Bastos. 41 Beale. Francisco Cerqueira 162. Stela Borges 108. 137 Barbosa. Judson Garcia 163 Bastos. Silas 35. 192.B. João 41 Batista. 35 Araújo. 210 Bastos. 164 Barbosa. 193 Azevedo. 146 Baker. 108 Bastos. 160 Batista.

William 38 Carneiro. 160. Emiliano 35. 132. Neri 166 Campos. L. 158. 71. 74. 161. 162. 125 Bratcher. Manuel de 35. Pearl-White 109 Boecher 39 Borborema. 179. W. 113 Bernardes. Artie 102. João Batista 157 Bittencourt. 75. A.J. 97. 229 Bratcher. Guilherme 40 Caboclo Filho. 90. 171. 125 Borges. 136 Bryant. 83. Robert 191 Bretones. 86. Adosina 109. Clério 35. Lauro 170. 180. 86 Boechat. 118. 157. Daniel de Oliveira 185. 171. Vital 113. 186. José 85 Bittencourt. Ampliato 158. 40 Botelho. 113.Bentancôr. Antônio Morales 35. 104 Canada. 160. 60. 194 Bitat. 168. Fidélis Morales 35.M. 139 Bentancôr. Tenente 61 Camargo. Francisco 122 Bratcher. 199 Cabral. 202 Calvino. 39 Bocaiúva. 195. 72. Antônio 35. 105. Salvador 35. Francisco 41 Borges. Adrião 138 Bifano. 131. Antônio Ferreira 52. 136. 208 Bentancôr. Assis 35. 155. 104. Dario 163 Branco. 137. . 191 Brito. Zedir Morales 198 Bernardes Júnior. 139. João 37 Camargo. 171 Braga. Thurman 164 Butler. 152. Fidélis 62 Carneiro. 193. Sócrates 41 Borges. 198. 199 Borwen. Zeferino 35 Carey. Gilson Antônio de Paiva 106. 70. 190. 210 Cabral. 189. 120. 199 Cardoso Neto.F. 123. Manoel 36 Blackford. Carlos 86 Boechat. 84. 113. Mary Ruth 192 253. 112. Manoel 129 Cabral.H. Dário da Silva 62 Branco. 122. Quintino 42 Boechat. 80. Galeno. 168 Boechat. T. Benedito Borges 35. 86. 105. Manoel Joaquim 35 Carney. 110 Cândido.

139. 228. 208 Coelho Filho. 202 Carvalho. Muryllo 164 Cavalcanti. 230. 114. John 37 Codeço. 91. 87. Duque Policarpo de 35 Carvalho. Honesto de Almeida 62 Carvalho. 83. Saliel 165 Cowsert. Isabel Trigueira de 77 Costa. 106. Augusto F. 146. 111. Tomaz 41. 143. Ana 108. Azevedo 46. 122 Carvalho. 198. Isaltino Gomes 238 Coelho. 110. 245 Christie. 152 Crabtree. 126 Clark. A. Í18. 34. David 154. Meacir Carolina Frederico 238 Coelho. 125. 175 Chagas. 229 Crane 38 Crispim. 104.F. 112. Antônio 35. 65. Acelino 62 Corrêa. 125. 187 Carvalho. Vanildo 105 Celestino. 104. 234 Crosland. Samuel 166. José Rodrigues 62 Corrêa. 208 Christie. Nemésio Fernandes de 36. Eduardo A. 89. 34. Nilo de Souza 36. 132. 152. Malvino 194 Costa. 103.B. 34. 142. Clodovil Fortes 79 Cavalcânti. Carmen Lúcia de Aguiar 108 Cerqueira. 100. 121. Jovelino Luiz 36 Coelho. 116. 122. 33. 112.Carvalho. Antônio Dias da 103 Costa. J. Maude 34 Cruz. 90. Cosete Pevidor de 108 Carvalho. 104. 89. 198.78 Couto. 143 Costa. 170 Charles II 37 Charles. 134.J. 90. 208 254. Joaquina Alves 107 Coelho. Ageu 193 Cerqueira. Corindiba de 62. 96. 136. Herodias Neves 207 Cavalcanti. 160. Silas Quirino 175 Casseti. 110. Antônio João 35 Crosland. 136. 226. 208 Coelho. 185.R. D. Adclmo 35 Coelho. 88. 133. Benjamim Lenz de Araújo 121. 97. 138. 143. Joadélio de Paula 121. Alcides 158. Kennedy 158 Corrêa. José Garcia 105 César. 203 Cooper. 66 Cunha. 77. 225. Otávio Dionízio da 35 Costa. . A.

199. 154. 156. 99. 222. 155. 170. 160 Ferreira. 74. 162. A. C. 36 Faria. Antônio Soares 35. 122. Fernando 130 Drumond. 187. Gentil de Castro 149. 79. 120. 159. Otávio 63 Fayal. 139. Bernardo 62 Ferreira. 181. Ivo 202 Edwards. 34. 137. Djalma 35 Cunha. 4Í. Otávio 86 Dória. 167. 223 255. J. 34. 174. 78. Alberto Lafayette 34. 175. 189 Faria. 147. 41. Virgílio 35. 189. 201 Diniz. 48 Drumond. Daniel S. 74. Pedro 41 Deering. 166. Cely Manhães 149 Faria. 41. 212 Delgado. 174. Leonel 35. 190. Alair Moreira 202 Dimárzio. Norma Lee Van 108 Fanini. 138. 189. 154. 93. 100. 230 Entzminger. Elson 201 Duclere. 158 Duarte. 190 Farias. Jógli 105 Feitoza. Antônio 160 Ferreira. Ebenézer Soares 104. . Nilson 104. 94.L. Alexandrino 62 Cunha. Gregory 35. 139. Imperador 37 Fernandes. Zózimo 36 Dutra. 169. F. Domingos José 62 Ferreira. 91.E. Sebastião Ignácio da 69 Curvelo. Jaime Soares 62 Custódio. 52. 239 Dias. 141.Cunha. 122 Ferreira Neto. 122. 179. 140. 149. 94. 168. Antônio Ribeiro 35. 47 Darcoso Filho. 191. Abdiel 105. 178. 165. 100. W. Arquimedes 198 Daniel. 127. 83 Everett. B. Mina 41 Eyer. Alfredo Dias 62 Deter.D. 125. 208 Faria. 125. 166. 162. Leopoldo Alves 63 Felipe. 136. 95. 226 Durval. 153 Eyken. Laura 107 Eyer. 73. 162. 113. Coriolano Costa 148 Dunstan. 101. José Martins Gomes 62 Feitoza. 110. Manoel Couto da 63 Cunha. 34. Alípio 104 Downing. 201. 90. José Alves 35 Duarte. Nilson do Amaral 79. 156.M. 117. 84. 121. Ccsar38 Degiovanni. 105. 69. 74.

Almir dos Santos 130 Gonçalves. 74. 80. Marlene Baltazar da Nóbrega 108. Florentino 35. Antônio Manoel de 77 Freitas. 69. 192. Benedito 62 Firmo. . 210 Gomes. 53. Arsênio 35 Gonçalves. Marilene de 202 Freitas. 50. Everett 229 Ginsburg. 194 Góis. Aylpton de Jesus 160. 198 Firmo. 83. 68. Anuar Aragão de 156 Gomes. Antônio Vieira da 79. Nely Soares 175 Ferreira. 226 Godoy. 51. 211 Garcia. Mário Barreto 160. 52. Jair 157 Garcia.Ferreira. 58. 67. Alfredo 129 Gomes. Gilberto 105 Garcia. Delfina 129 Gomes. Joüfo 62 Freitas. Ismael José 178 Ferreira. 91 Fonseca. 41. Herman 35. Jeremias 198 França. David 164. Salomão Luiz 34. Valério 62. 62 Ferreira. 178. 55. Daniel E. 84 Geremias. Osias 150 Gomes. 107 Ginsburg. José de Souza 162. 52. 66. 72. Emma41. Sebastião 63 Frias. 80 Fonseca. Isaías Moreira de 90 Gama. Jair de 202 Freitas. Júlio 66 Figueiredo. 211 Gomes. 50. 78. 61. 199 Freitas. Emília Cândida de 77 Freitas. 127. José Maria 198 Gartner. Avelino 35 Figueiredo. 201 256. Sara Ester de 77 Freitas. Francisco Alves 62 Ferreira. Geraldo 222 Gil. Samuel Leite 160. Ubiracy 202 Gill Júnior. Oswaldo 165 Gomes. Denir Luz 108 Fonseca. 138 Gonçalves. Nilson 156. Esther 108 Godoy. Sebastião 211 Fèuerharmel. 60. 52. Luiz Ovídio 63. Carlos 39 Fèydit. 203 Fontes.

Regina Sampaio 202 Johnson. Floyd 158 Hatton. Walvique Soares 36. B. 168. Gutenberg Faria 35. Ismail 35 Gonçalves. 163. Adoniran 37 Kalley. Clint 35. 94. A.C. João Batista Paulo 156.P. Ubiracy Dutra 210 Harris. 34 Judson. Frei 59 Inke. Sallie 41 Joyce. 40 Irving. J. J. 62. 212 Helwys. Baltazar 37 Ignácio. João 40 Inke. 203. Werner 162. Percy Paulo 189 Guimarães. Evangelina 113. Carlos 94 Gonçalves. Robert Ried 39 Karklin. Ana 154 Kaschel. 212 . 143 Herdy. 38 Kerr. Billy 179 Grassini. José Luís 157 Gonçalves.T. 40. 202 Guedes. Nilza 201 Hespanhol. 34 126 136 Jacoud.C. 114. Leobino da Rocha 35.Gonçalves. 189. T. Ernest A. 84 Guedes. 162. 208 Herdy. Jacob 40 Inke. Emílio W. 212 Hawthorne.L. Thomas 35. 198 Guedes. 207 Kidder. Cícero 69. 201. 41 Hearon. 168. 191 Kennedy. Evaldo 191 Gonçalves. 165. 164. Ricardo J. Aroldi 201 Herdy. 95. Daniel 381 Kimbrough. 135 Graham. Rogério 153 Graudin. 139. 202. 114. losé de Souza 159. Tomaz 37 Henrique. 146 Guimarães. 222 Guedes. Mário Sólon 192 Góspeler. 157. 41 Jackson. Manoel 52 Gusmão. 199. Ezekiel 37 Hübmaier. Alvin 35. 191. 39. Pedro 40 Green. Dodanin 114 Gonçalves. José 171 Holliman. Isa Avelar 107 Guimarães.

159. J. 86. 93. 85. 51. A. Pamphilio 91 Lustosa. 169. Samuel 202 Lessa. Rubens 164. Urgel Russi 238 Loureiro. Laurindo P. 103 258. 94. 210 Lima.B. 111. 136 Lavoura. 35. 113 Ludolf. 199. 178. João Hugo 59 Kraul. 49. André 40 leimann. Marcelino Kepler 238 Lóta. José Quintanilha Costa 90 Leandro. . Carlos 40 Laet. Ana 77 Leão. Alberto Vaz 35. 139. João Teixeira de 36. Emerenciano Nunes 62. 90. Celina V. José da Silva 35. 62. 90. 70. 88. 152. Durvalino José 35 Lopes. 50. 75. Melo 41 Lopes. 127. Frederico 39. 91 Leekning. Eth Ferreira Borges da 154 Luz. 84. Iran de Medeiros 200 Lopes. 110. 59. 52.. 137. 230 Lessa. Gersoni 149 Langston. 104. 80. 179. Jonas Borges da 154 Mae Neally. 78. 46. Diné René 238 Lóta. 89. 113. 114. Faria 183 Lima. Gomes 137 Leal. 238 Lóta. Alexandre 39. Carlos de 102 Landin. 114. 207. Cláudio 211 Machado. W. Juvenil 113 Lima. Ozimar Machado 90 Leite. 40 Kopp. 138. 169. 129 Luz. 61. 81. Elizabeth 107 Lessa. 101. 173 Lóta. 35.B.Kingsolving.E. 116 Lins. 87. Jacintho 74 Lima. Lucian Lee 39 Klavin. Pedro 68 Lanes. Delcyr de Souza 164. 48. 154. 104. Joaquim 199 Leal. Rubem CIêniton 238 Lóta. 137 Lingerfelt. João Batista 68 Lopes. Guilherme 40 Leite. Dionísio 62. 139 Lessa. 100. 200 Maeário. Arístides 94 Lessa. A. 69. 40 leimann. Joaquim Fernandes 33. 97. 91. 64.

Balbina 107 Mendonça. Daniel 165 Maurer Júnior. T.Machado. 34. Gilberto 210 Maia. Jacira 192 Malafaia. 126 Mello. 91. Antônio de Souza 60. Antônio 41 Martin. 73. 103 Maia. 104. Jetro 165 Mainhard. 208 Malaquias. A. 110. 100. 91. Antônio Rodrigues 35. 62 Melo. Wilson 198 Mendonça. 35. Garrastazu 183 Mein. 105 Melo. John 33. Tibúrcio 94 Manzolilo. 191. 42. 139 Marques.T. Waldemira 108 Matheus. Pedro 104 Magalhães. A. Benedito 114 Manhães. João D. Augusto 103 Maia. 203 . 91. Corina Maria 48. Carlos de 35. Jalv Chaves de 178. Francisco J. 87. 74 Manhães. Alfeu 35 Melo. Eufrázia Maria 48 Manhães. Kléber 35. T. O. 112. 153 Martins. 92 Mendonça. João Bernardino 48. 75 Melo. 137 Macharet. David 78. 81. Isaque 35. 164 Mein. Cristino Rodrigues de 72 Melo. 93. Augusto 39 Matschulat. Paulo 158 Malafaia. Jáder 35. Paulo 40 Manhães. Anthony 222 Mathews. 233 Médici.Rodrigues 74 Mello. Augusto de 91 Menezes. Ary 160 Maddox. Plácido de 101 Mendes. 159 Martins.H. 106 Madeira. Ângelo 144 Mariano. 90. 99. Élcio 178 Menezes. 35 Menegatti.P. Juvenil F. Joaquim Evangelista Pereira 35.R. 41 Martins. Ruth 108 Matschulat. Alfredo 78 Magro. 58 Manhães. Frederico 40 Matta. 94.

Vicente 62 Moreira. 244 Noronha. Frederico 39. 155. Isaac da Costa 36. Galdino 148 Moreira. R. Gabriel 35 Motta. Adozino 19 Neto. 41 Nelson. 121. Mosenhor 101 Monteiro. 137 Moraes. . 165 Nascimento. Ulisses de 33. José 33. José Abraão do 103 Nascimento. F. 74. José Fernandes 159.H. 34. 155. 90. Silas da Costa 90 Moreira. 156. João Daniel do 105 Nascimento. Plácido 35 Moreira.E. 190 Moreira. Laurindo 160.Menezes.L. 86. 141 Murta. João 91 Menezes. João 39 Newman. 62 Muirhead. Manoel de 91 Mesquita. Antônio Neves de 124 Miranda. 35. Maria Fernandes 109.H. Júlio César de 95 260. 28 Nigro. 191 Mussolini. Leôncio G. Manoel de Deus 105 Nascimento. 91 Nolasco. 91 Nogueira. J. Elpídio 191 Mota. 88. J. 171. Alair 198 Monteiro. James Watson 39 Mota. Benedito 35 Moreira. 124. Benjamim 36 Monteiro. M. 208 Morais. Benito 140.146 Nascimento. H. Antônio G. Nilson 199 Nogueira. Mauro Israel 194 Moreira. Francisco 35 Moreira. 158. 38 Neto. 144 Moris. Almiro Campos 62 Nogueira. Vitorino 113 Morgan. Tiburtino do 35 Neighbour. Joaquim Martins da 91 Mueller. Milton 194 Morais. 125 Nitzke. 171. 113. José Rego do 64. 185 Nettenberg. Germano 39 Nobre. Junius E. Jessé 90 Moreira. Ageu 35. 114. 211 Moreira. 159. 159.

208 Oliveira. 111 Peixoto. Marcelino Lima 157 Pereira. 45. 161 Oliveira. 181. 169. Benedito 35. Henrique Marinho 35. 198. 170 Pinheiro. 211 Pimentel. 125 Pereira. Domingos de 41. 152. Jacy dc 209 Oliveira. Celso de 96. David Francisco de 90. Mariano 106 Pereira. João C. 158. Oliveira.P. Manoel Bernardes 160. 47. 208. 238 Patrício. Alvina Gomes de 107 Oliveira. Francisco Barbosa 85 Paranaguá. Carolino de 62. Elias 202 Pimentel Júnior. Walter Gomes 90 Perez. 164. 238 Oliveira. Julião Guedes 72 Pereira. Ademir P. 178. Arilton 193 Oliveira. Carlos Rodrigues de 62 Oliveira. 207 Otoni. Dioceles 158 Paula. Aildes Soares 104 Pereira. 211 Peçanha. Roberto 178 Oliveira. Dário dc 90 Oliveira.Nunes. Nilo 110.N. 91 Penido. Flauzina 48 Pereira. João Francisco de 62 Paula. Francisco 81 . Ana Francisca de 48 Oliveira. Lino de 63 Peçanha. 193. 200. 46. 143 Peçanha. Otávio Florêncio 63 Pereira. 157. J. 230 Pereira. Alberto Mendes de 62 Oliveira. Alzira 81 Pinheiro. Alceir Faria 121. J. João Caetano de 91. Rui Franco de 114.E. Celso 116. Ernesto Nogueira 62 Pereira. Ivone Boechat 199 Oliveira. Joaze Gonzaga de 208 Paulo. José dos Reis 109. 202 Oliveira. Belardim de Amorim 166. 62 Oliveira. Ellen Márcia 106 Pessanha. 158. 48. Francisco 85 Nunes. Francisco Antunes 62 Oliveira. José 158 Pimentel. Alice Neves de 208 Oliveira. 201 Oliveira. Honório Benedito 80 Paes.

113. 169.A. o Moço 36 Policarpo. . Ricardo 39. 113. Francis 38 Plínio. 40 Pitts. Joaquim Melo 62 Portela. Júlio Miguel 194 Rangel. Euza Gomes 129. Antônio Carvalho 48. Tàlita 118. Joaquim Alves 35. Solita Retto 109 Quillen. 78 Portes Filho. 207 Queiroz. Erodice Fontes de 35. 171 Queiroz. Elias 35. Ageu de Oliveira 160. Israel José 36. 41. Elza Lessa 109 Pinto.H. 164 Puthuff. 40 Quintanilha. E. Rosa 77 Rangel. 139. Nolan 35. Cantando Ferreira 62. 134. 38 Plaute. 112. Paulo 34 Porter. A. Elisa 39 Pitrowsky. 162. Pércio 208 262. 40 Pinto. Adiei Pereira 154 Pinto. 129 Queiroz. Antônio Moreira 35. Francisco de Miranda 207 Pinto. Antônio Fernandes 62 Pridemore. F. E. Luís Carlos Prestes 202 Pinheiro. Reynaldo 162. Gustavo 39 Pitrowsky. 170. 208 Portela. 41 Queiroz. 143 Portes. Evódio 35. 94 Portela. 201. 114. 166. 136.Pinheiro. Alzira 108 Purens. 34. Clemente Teixeira 62 Pinto. Josemar da Silva 212 Pinto. Maria Rute 48 Pitrowsky. Samuel J. Loimar Zarro 202 Pinheiro. 203 Pinheiro. Aristóteles 35 Queiroz. Laura 142 Portes. Esther Ferreira 155 Purim. 143 Pinto. 165 Portes. Emanuel Fontes de 36. 113. Alcides de Oliveira 89 Ramos. Alberto 35. 142. 189 Portugal. 114. 158. Nair Araújo 108. 125 Porter. 185 Pinto. 212 Prucolli. Inácio José 160 Pinheiro. Odília 81 Pintcher.E. 191 Queiroz. 118. 112. 154. 105. 190. 103 Pinheiro. 97.

Domingos (Minga) 61 Ribeiro. 162.Rankin. 191. 150. 86. João 199 Rodrigues. 210 Ribeiro. 179. 160. Harold 35. William Taylor 38 Régis. 190. Eliézer 87 Rosa. Rodolpiana Ludolfò 107 Renfrow. 162. 192 Ribeiro. Joaquim de Paula 32. 208 Reis. 192 Rcike. 105. 185. 87. 107. Wilson 161. Nelson 198. Amélia Lima 48 Reis. 153 Reis. Ernestina Rezende 107 Rezende. José 80 Roger. Alfredo 53. Camilo 69 Ronis. 103. 102 Reis. Fidélis de Oliveira 165 Rosa. Jurandir G. 38 Roig. Otávio Felipe 36 Rosário. 192. 103. 180 Renfrow. Nona 109. 113. 141. Maggie 41 Riffey. 162. 165. 211 Rocha. 110. Oscar 208 Ribeiro. 201. J. 139. 211 Rocha. 96.W. Ismail de Oliveira 160. 192 Rodrigues. John 34. 153. 179 Rocha. João Corrêa da 178 Rocha. Romildo Gomes 105 Rice. 156. André 129 Rosa. 125 Rosa. 139. Oswaldo 36 Rosa. Altina 107 Ribeiro. Álvaro 72. 91. 91. 118. Evaristo 86 Reis. Ari th Barreto 109 Rocha. 242 . 174. Esther Prudence 108 Riffey. Ricardo 39 Reis. Alice 53. 153. 103. Pe. 108. Erodice Gonçalves 149. 162.'110. Arides Martins da 105. 208 Rocha.Therson 225 Ranson. Waldir 191 Rodrigues. 173. 187 Rosa. Joaquim 35. 165. Luther 37 Rice. Francisco Mancebo 208 Reis. 180 Resende. 92. 154. Francisco 36. M. 125. 201 Rosa. Eliseu 202 Reis. Alice 107. Antônio da Costa 122 Retto. Paulo 162. 192. Antônio Ribeiro. 160. 35. 114. Eliasar 87. 86. 160 Rosa. 136. 153 Rosa.

203 Sá. 39 Schumann. 230 Santos. 201 Santos. 211 Sant'Anna. . 191. Plínio 147 Salit. Domingos Francisco 91 Santos. Trascy R.C. Achilles 209 Silva. Gê 113. 160. 168. 121 Silva Filho. Benedito 35. Julieta 109. Maria Francisca 121 Sias. Adélia Darcília Marins da 109 Silva. Antônio Maria Correia de. 40 Sá. Antônio 88 Silva. 201 Sant'Anna. Isaías 191 Santos. 88. Lira 107 Salgado. Suetônio 86 Sattler 37 Schally. Élcio 194 Sant'Anna. 110. 112. Zeny 108 Saraiva. Pedro 40 Salles. Harald 164 Schneider. 198. 160. Joaquim Coelho dos 35. Carlos 39. Nilo 35. 139. Deodoro 86 Sardenberg. Iomael 104. José de 166 Sá. 201 Santos. Moisés Henrique dos 159 Santos. 145 Sampaio. 92. Aloísio Alves 202 Silva. Gilson Carlos dc Souza 222 Santos. João Mauro de 62 Silva Neto. Juventino 158 Santiago. dos 169 Santos. Linéa Dias Mendes de 108 Sales. 91. Oswaldo Soares dos 155. 203. João Fernandes da 222 Silva. Antônio Américo da 91 264. F. Júlia Codeço dos 108. Pe.J. Paulo 36. Gumercindo 192 Saraiva. 193. 97. 159 Sardenberg. Carlos 158 Sias. Elias Carvalho de 162. 210 Santos. 67 Sá. Rubem Coelho dos 160 Santos. Walter 160. Júlia de Oliveira 48 Santos. 90 Sardenberg. Manuel Nunes 87. Joel Pereira dos 211 Santos. 160 Sales. Maria Helena Leão 109 Santos. Fortunato dos 62 Santos. Achilles 196 Sales. 181.Roth.

Anita 239 Soares. 132 Clemir Fernandes da 106 Demerval 160 Éber 222 Edmundo Antunes da 36. José Joaquim 35. 135. . Aildes Pereira 222 Soares. 194 Soares. Nélio Wilson Lopes 106 265. 113. 61. Silas 35. Manoel de Souza e 80 Silva. 39 Simpson. Silva. 180. Silva. 160 Silva. Moisés 157. 191. 143. Blanche 108. Silva. 62 Silva. Waltir Pereira da 160. 160. Josias César Porto da 194 Silva.G. 138. 160 Silva. da 238 Silva. 85. 69. 211 Silveira. 171 Silva. 199 Silva. 161. 147. 115. 62. Silva. Ildefonso 62 Silveira. 131. 192. 113. Élcia Barreto 115 Soares. 168 Silvado. Silva. 159. Suledil Bernardino da 178 Silva. 105. 174. 136. 159. Pedro Gomes de 96. A. 114. Silva. John 37 Soares Filho. 171. 193 Soares. 149. 144. Abelar Suzano de 35.0. José 155. José Arruda 94 Silva. 208 Simonton. Manoel Antônio da 35. 179 Silveira. Manoel Bento da 36. 97. 122. Silva. 168. Silva. 186 Florentino Rodrigues da 35. 154. 165. 119. João Marcos Barreto 194. 165. Silva. Antônio Zeferino e 113 Bento de Souza e 69 Cândido Ignácio da 62. 171. Silva. 60. 222 Soares. Luiz Roberto 106 Silveira Filho. José 174. Levi 158. 106 Francisco Ribeiro da 35 Hudson Galdino 238 Jabniel 168 João Barreto da 35. 139. 160.Silva. Miguel Galdino da 63 Silva. 74. 207 Silveira. 103 Silva. 97. 69. 160. Josué Ebenézer de Souza 106. 116. José Galdino da 35 Silva. 125. 211 Sobral. Orlando 189 Soares. Marilene Frederico da 238 Silva. 90. 134. José Ferreira da 35. 160. 244 Smyth. 105. 117. 159 Siqueira. Silva. 207 Silva. Juraci R. Osmar 36. 12. João José 166. 222 Silva. Luís Laurentino 35.

139. 152 Souza. Sebastião Angélico de 96. Joaquim Francisco de 62 Souza. 41. Teodoro Rodrigues 41. 199 Souza.B. 192 Souza Filho. 191. 160. 74. 201. 41. 38 Stover. Cássio Peçanha de 35 Souza. Samuel de 120. 73. 159. 202 Souza. 90. 152. 106. Helena 105. Dalson Pinto 160 Teixeira.J. Desidério Francisco de 122 Souza. 75. 83. Catarina 41 Taylor. João Filson 146. José Basílio de 36. Genilda 222 Tertuliano 90 266. 97. Z. Manoel Avelino de 35. 207 Soren. 105. 208 Souza. 38 Tavares. 79. 113 Souza. 123. 208 Souza. 45. 136. 186. 112. 113. 95. 41. Creuza Rangel de 189 Souza. Gérson de 147 Souza. 164. José de 59 Souza. Domingos José de 91 Souza. 80. 41. 78. 83 Taylor. Itamar Francisco de 36. . 152 Tarboux. Belmiro Basílio de 62 Souza. 187. R. 151. E. Evade 107. Maria Amália Carvalho de 108. Antônio José de 35 Souza. 51 Teixeira. 171. Horácio de 72. 170. Higino de 211 Souza. 84. 116.H.Soper. 134. 34. 152 Souza.J. 117 Souza. 173. 112. T. 143. Apolinário 105 Souza. Francisca de 107 Souza. Francisco Fulgêncio 35. Luís dc 48 Souza. J. Honório de 35. J. Antídio de 35. Sócrates O. Elísio 198 Tavares. Dorcas Pinheiro de 109 Souza.C. 48 Soren. 147 Souza. 152. 112. 187. José 91 Souza. 148 Telford 39 Terra. 180. de 104. 95. 162. 191 Souza. 191.W. Ubaldino Faria de 139 Spaulding. Silvino Ferreira de 63 Souza. 191 Souza. 49. 194 Souza. Eugênia 107 Teixeira. Sebastião Faria de 35. 168. 160. 34. 106 Souza. 125. Lucinda 108 Taylor.

192. Stênio 165 Velasco. Enéas 162. 185. 180. 38 Welch. Carlos O. 168. 201. Antônio Coelho 35. 159. 184. 160 Viana. 160. Walter 160. 180. 38 Watts. 170. 97. Jorge Luís Gouveia 179 Vieira. 174. Rogério da 106 Velasco. 208 Vieira. José Francisco 200 Venâncio. 114. Waldemar 35. Genoveva 112. Elias 16*6. 198. 191 Vieira. Elias 193 Williams. Alberto 199 Trigueira.Tiago. 209 Vilarinho. 191. Werneck. Artur 35 Ventura. Albino 35. 120. 203 Veloso. Fausto Aguiar de 223 Veiga. 164 Torres. 212. Oswaldo 160 Vianna. 154. 136. 158. Élcio 105. 208. 160. 192 Vieira. Raphael 36. Loyde 109 Zarro. 210 biblioteca p a r t i c u l a r Fabiano de Oliveira Fialho . Maria 77 Tucker 39 Valadares. 222 Zarro. 203 Varela. Roger 37 Zambrotti. 207 Zarro. Manoel 62 Tinoco. Silas dos Santos 193. 125 Walmer. Noêmia 109 Veiga. 173. 193 Vargas. 171. Maria 109 Vasconcelos. Geraldo 201 Veríssimo. M. Virgílio José 91 Vorheis. 162. 161. Jair 104 Varol. Antônio 35 Varela. 113. Jurema Mainhard 190 Viana. Júlio Martins 91 Vidal. José 95 Watson. Henrique Queiroz 105. Valdir Gomes 36 Villement.L. Wilmar 193. Norvel 35. 168. 179. 104. 179. S. 168. Osvaldo 152 Tognini.