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Série Gênesis – Passos tortos pelo Caminho reto – Mensagem 20

Série Gênesis – Passos tortos pelo Caminho reto – Mensagem 201

Só um túmulo como propriedade.


(Texto: Gn 23:1~20)

1. Introdução.

Fui numa exposição chamada "Os corpos". É a exposição de corpos, de maneira


artística, de pessoas que foram tratadas com um tipo de plástico em poses variadas
como jogando futebol, tênis, etc. Vi músculos, órgãos, praticamente tudo o que poderia
se ver dentro de uma pessoa. Não sei quantos corpos eu vi, mas o que une todos numa
só característica é que todos estavam lá à exposição porque estavam mortos. Ao mesmo
tempo que podemos ver o que há dentro do corpo humano, foi uma oportunidade de
encarar face-a-face a morte. Visitando essa exposição, pensei qual era o sentido de tudo
aquilo. E para você, o que é a morte? Essa pergunta é muito séria. Mais uma vez, o que
é a morte para você? A Bíblia tem uma resposta para essa tão angustiante pergunta!

Você já pensou assim: "e se eu morrer antes de se cumprirem todas as promessas que
Deus fez para mim?". Me lembro do testemunho de um pastor que dizia que um dia ele
estava em um avião indo para um pais onde ministraria a Palavra de Deus. De repente, o
avião começou a perder a altitude e a, literalmente, cair. Todos ficaram apavorados.
Esse pastor levantou-se no meio daquela bagunça e disse: "não se preocupem! Esse
avião não vai cair porque Deus me falou que eu pregaria no nosso destino!". O final da
história se torna obvia: o avião não caiu. E se o avião tivesse caído e todo mundo
morrido?

A morte é algo muito abrupto. Tem o poder de interromper e dar cabo a tudo nessa vida.
Todos os meus projetos, bons ou ruins, encontram seu maior inimigo na morte! De
casos assim a história está cheia. A morte também é algo estranho para todos nós. Isso
pode ser porque fomos criados com a permissão de viver sempre. Mas o pecado que
entrou em cena, nos deu do seu fruto mais amargo, a morte (Rm 6:23).

Temos que falar da morte! Um dos motivos mais cruciais disso é que a nossa Vida, só
veio com a morte de Jesus Cristo! Ainda que não tenhamos a condição de saber dos
mistérios da morte (um dia saberemos e a venceremos em Cristo), a bíblia, e
particularmente o trecho que lemos hoje, tem ensinamentos preciosos a respeito da
morte e do que vem depois disso.

O Antigo Testamento não tem uma preocupação explícita em dizer sobre a vida apos a
morte. Em pouquíssimos lugares, por exemplo, o Antigo Testamento fala de Céu ou
inferno. Porém, o Novo Testamento vai desenvolver essa idéia depois. Por isso, para
compreender a morte, numa perspectiva bíblica, deveremos começar com esse texto e
terminar com o que o Novo Testamento tem a dizer sobre essa história que meditamos
hoje.

A morte não é o final! Indo mais além, a morte é a porta que nos leva à plenitude do
cumprimento da promessa de Deus. Esse é o tema de hoje: a morte é a única posse que

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Pregado no MEP dia 01 de agosto de 2010.

Paulo Sung Ho Won – www.sunghojd.blogspot.com


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temos nessa vida passageira. Sobre a terra, somos apenas "estrangeiros e forasteiros"
rumo um reino do qual temos cidadania!

2. Exposição do texto. (Gn 23:1~20)



1
Sara viveu cento e vinte e sete anos 2 e morreu em Quiriate-Arba2, que é
Hebrom, em Canaã; e Abraão foi lamentar e chorar por ela.
3
Depois Abraão deixou ali o corpo de sua mulher e foi falar com os hititas: 4
“Sou apenas um estrangeiro3 entre vocês. Cedam-me alguma propriedade para sepultura,
para que eu tenha onde enterrar a minha mulher”.
5
Responderam os hititas a Abraão: 6 “Ouça-nos, senhor; o senhor é um príncipe
4
de Deus em nosso meio. Enterre a sua mulher numa de nossas sepulturas, na que lhe
parecer melhor. Nenhum de nós recusará ceder-lhe sua sepultura para que enterre a sua
mulher”.
7
Abraão levantou-se, curvou-se perante o povo daquela terra, os hititas, 8 e
disse-lhes: “Já que vocês me dão permissão para sepultar minha mulher, peço que
intercedam por mim junto a Efrom, filho de Zoar, 9 a fim de que ele me ceda a caverna
de Macpela, que lhe pertence e se encontra na divisa do seu campo. Peçam-lhe que a
ceda a mim pelo preço justo, para que eu tenha uma propriedade para sepultura entre
vocês”.
10
Efrom, o hitita, estava sentado no meio do seu povo e respondeu a Abraão,
sendo ouvido por todos os hititas que tinham vindo à porta da cidade: 11 “Não, meu
senhor. Ouça-me, eu lhe cedo o campo e também a caverna que nele está. Cedo-os na
presença do meu povo. Sepulte a sua mulher”.
12
Novamente Abraão curvou-se perante o povo daquela terra 13 e disse a Efrom,
sendo ouvido por todos: “Ouça-me, por favor. Pagarei o preço do campo. Aceite-o, para
que eu possa sepultar a minha mulher”.
14
Efrom respondeu a Abraão: 15 “Ouça-me, meu senhor: aquele pedaço de terra
vale quatrocentas peças de prata, mas o que significa isso entre mim e você? Sepulte a
sua mulher”.
16
Abraão concordou com Efrom e pesou-lhe o valor por ele estipulado diante
dos hititas: quatrocentas peças de prata5, de acordo com o peso corrente entre os
mercadores.
17
Assim o campo de Efrom em Macpela, perto de Manre, o próprio campo com
a caverna que nele há e todas as árvores dentro das divisas do campo, foi transferido 18 a
Abraão como sua propriedade diante de todos os hititas que tinham vindo à porta da
cidade. 19 Depois disso, Abraão sepultou sua mulher Sara na caverna do campo de
Macpela, perto de Manre, que se encontra em Hebrom, na terra de Canaã. 20 Assim o
campo e a caverna que nele há foram transferidos a Abraão pelos hititas como
propriedade para sepultura.

2
Hebraico [B;r>a; ty:r>qi que pode ser traduzido como "cidados dos quatro", Cf. WBC.
3
Hebraico bv'ATw>-rGE cf. Holladay, "forasteiro, onde seu direito de possuir terras, de casar-se e participar da
administração da justiça, no culto e na guerra é reduzido (hóspede temporário) in Léxico Hebraico e Aramaico do
Antigo Testamento.
4
Hebraico ~yIhla/ ayXin> príncipe poderoso; ou ainda príncipe dos deuses. Cf. NET Bible, "“prince of God.” The divine
name may be used here as a means of expressing the superlative, “mighty prince.” The word for “prince” probably
means “tribal chief” here. See M. H. Gottstein, “Nasi’ ‘elohim (Gen 23:6),” VT 3 (1953) 298-99; and D. W. Thomas,
“Consideration of Some Unusual Ways of Expressing the Superlative in Hebrew,” VT 3 (1953) 215-16."
5
Cf. NET Bible, "Four hundred pieces of silver. The standards for weighing money varied considerably in the
ancient Near East, but the generally accepted weight for the shekel is 11.5 grams (0.4 ounce). This makes the weight
of silver". Assim, 4.600 gramas de prata.

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1. A morte é o término da peregrinação pela vida.

"Sara viveu cento e vinte e sete anos e morreu em Quiriate-Arba, que é Hebrom, em
Canaã; e Abraão foi lamentar e chorar por ela." (vss. 1~2).

Essa é a maior certeza que podemos ter nessa vida: a morte. Não existem heróis que
possam derrotá-la: todos, um dia, sucumbem diante de seu poder. Sara, depois de viver
127 anos, morreu deixando seu filho Isaque e seu marido Abraão. Quando Isaque tinha
provavelmente 37 anos de idade, Sara deixa esse mundo.

Falar sobre a morte é algo muito difícil para nós que estamos vivos. Talvez seja aquilo
que menos conheçamos. É muito misterioso como uma pessoa vive, também é
misterioso como essa pessoa, de repente, deixa de viver. Se há algo que é totalmente
democrático e de abrangência universal é a morte.

Sara deixou tudo nesta vida para partir para "outra vida". Até as mais tremendas
promessas de Deus foram deixadas neste mundo. Eles já viviam em Canaã, ou seja, a
promessa de Deus já era uma realidade. Isaque, símbolo do maior milagre que Sara
experimentou, já era um homem . Tudo foi deixado no mundo. Isso nos ensina que
quando morremos, voltamos para Deus da mesma maneira que viemos ao mundo: nus.
Jó declara assim em seu livro : "“Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei”." (Jo
1:20). Dizem que não existem gavetas em nosso caixão.

A morte é um processo muito brusco e violento. Talvez é por isso que deixe tanta dor e
marcas dentro de nossos corações. Abraão sentiu a perda de sua esposa, que a despeito
de tudo era a sua esposa amada. Quem já experimentou a morte de uma pessoa querida
sabe que às vezes chega a ser difícil superar uma perda tão real.

No momento da morte de Sara, também se encerrou uma peregrinação de décadas que


começou lá em Ur dos Caldeus e terminou a centenas de quilômetros, justamente
naquele lugar que foram prometidos estar. A morte é o fim da jornada da vida: é cruzar
a linha de chegada da corrida final. A vida é uma peregrinação. Nós que cremos em
Deus e fomos salvos por Jesus, não somos desse mundo. Estamos apenas de passagem.
Da mesma maneira que Abraão, Sara, todos os patriarcas, Moisés, o povo de Israel,
peregrinaram pelo deserto e na própria terra prometida, nós também somos peregrinos e
estrangeiros de passagem nesse mundo. A morte significa que essa peregrinação
acabou.

2. A única posse de Abraão era um túmulo.

"Depois Abraão deixou ali o corpo de sua mulher e foi falar com os hititas: “Sou
apenas um estrangeiro entre vocês. Cedam-me alguma propriedade para sepultura,
para que eu tenha onde enterrar a minha mulher”." (vss. 3,4). Depois de lamentar e
chorar pela morte de sua esposa, Abraão toma a decisão de sepultar a sua mulher. Mas a
questão mais crucial aqui era de que Abraão não tinha um lugar onde pudesse sepultar
sua esposa, uma vez que eles eram "estrangeiros". O que é um estrangeiro? É aquela
pessoa que vive numa país que nãos é seu e que não tem direitos plenos como o nativo
tem. É uma pessoa que vive com todas as coisas "emprestadas", sem posse.

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A versão Almeida 21 traduz o texto assim: "Sou estrangeiro e peregrino entre vós.".
Isso que dizer que Abraão não possuía um pedaço de terra que era oficialmente seu.
Embora estivessem na terra prometida, o lugar para onde Deus queria que ele fosse,
aquele lugar não era para ser ainda o seu lugar de posse definitiva. Por isso, ele foi falar
com os hititas, um povo dali onde estavam, para pedir por um lugar para sepultar Sara.
O interessante é que a seqüência da conversa que Abraão tem com os hititas mostra
como ele conseguiu o terreno que serviria de sepultura para toda a sua família.

"Responderam os hititas a Abraão: “Ouça-nos, senhor; o senhor é um príncipe de Deus


em nosso meio. Enterre a sua mulher numa de nossas sepulturas, na que lhe parecer
melhor. Nenhum de nós recusará ceder-lhe sua sepultura para que enterre a sua
mulher”." (vss. 5,6). Embora Abraão fosse uma pessoa "famosa" ou "importante", ele
era apenas um estrangeiro. Agora, Abraão já tinha a permissão para que ele pudesse
sepultar a sua esposa naquele lugar.

A conversa entre eles continua: "Abraão levantou-se, curvou-se perante o povo daquela
terra, os hititas, e disse-lhes: “Já que vocês me dão permissão para sepultar minha
mulher, peço que intercedam por mim junto a Efrom, filho de Zoar, a fim de que ele me
ceda a caverna de Macpela, que lhe pertence e se encontra na divisa do seu campo.
Peçam-lhe que a ceda a mim pelo preço justo, para que eu tenha uma propriedade para
sepultura entre vocês”." (vss. 7~9). Abraão sabia exatamente onde queria sepultar Sara:
na caverna de Macpela, pertencente a Zoar, um dos líderes dos hititas. Abraão no inicio
pediu que os hititas cedessem um lugar, já agora, ele especifica onde ele quer. A
intenção é revelada: Abraão, mesmo tendo o reconhecimento de todos de lá como uma
pessoa importante, não quer usar a sua fama, pelo contrário, ele desejou pagar o preço
justo pela caverna, para que aquele lugar fosse oficialmente seu, e para que depois
ninguém viesse e contestasse a posse de Abraão.

Se a preocupação era ter uma terra reconhecidamente sua, Zoar deixava claro que
ninguém falaria nada se ele aceitasse a terra gratuitamente: "Efrom, o hitita, estava
sentado no meio do seu povo e respondeu a Abraão, sendo ouvido por todos os hititas
que tinham vindo à porta da cidade: “Não, meu senhor. Ouça-me, eu lhe cedo o campo
e também a caverna que nele está. Cedo-os na presença do meu povo. Sepulte a sua
mulher”." (vss. 10,11).

"Novamente Abraão curvou-se perante o povo daquela terra e disse a Efrom, sendo
ouvido por todos: “Ouça-me, por favor. Pagarei o preço do campo. Aceite-o, para que
eu possa sepultar a minha mulher”." (vss. 12,13). Mais uma vez Abraão insistiu em
comprar aquele pedaço de terra: "Efrom respondeu a Abraão: “Ouça-me, meu senhor:
aquele pedaço de terra vale quatrocentas peças de prata, mas o que significa isso entre
mim e você? Sepulte a sua mulher”." (vss. 14,15).

Até o fim, a impressão que temos era de que os hititas queriam mesmo doar a terra para
Abraão sepultar sua mulher, porém Abraão tanto insiste que ele consegue comprar
aquela caverna, um pedaço pequeno de terra. "Abraão concordou com Efrom e pesou-
lhe o valor por ele estipulado diante dos hititas: quatrocentas peças de prata, de acordo
com o peso corrente entre os mercadores." (vr. 16). Não temos como saber em termos
de hoje, o quando Abraão pagou, mas o fato é que ele aceitou a oferta e pagou pelo
preço cheio.

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Depois de toda essa narração, a pergunta que fica é por quê Abraão fez tanta questão em
fazer aquilo? Para que comprar se ele poderia ter de graça aquele pedaço de terra? O
que a posse daquela caverna significava para Abraão e para nós hoje? A resposta dessas
questões nos dará sentido para o texto que estamos estudando hoje.

3. A única posse só vem com a morte.

"Assim o campo de Efrom em Macpela, perto de Manre, o próprio campo com a


caverna que nele há e todas as árvores dentro das divisas do campo, foi transferido a
Abraão como sua propriedade diante de todos os hititas que tinham vindo à porta da
cidade. Depois disso, Abraão sepultou sua mulher Sara na caverna do campo de
Macpela, perto de Manre, que se encontra em Hebrom, na terra de Canaã. Assim o
campo e a caverna que nele há foram transferidos a Abraão pelos hititas como
propriedade para sepultura." (vss. 17~20).

Agora estava feito. Oficialmente, aquela terra pertenceria à família de Abraão! A única
posse que tanto Abraão, como Isaque, e também Jacó tiveram na vida foi a caverna de
Macpela em Quiriate-Arba, ou seja, um túmulo!

Meus amados! A morte para todos pode ser símbolo de perda, e uma perda até
irreparável para quem permanece vivo. Porém, o que a Bíblia nos ensina é que só
podemos tomar posse da plenitude da promessa de Deus com a morte, ou seja, a morte
para nós que cremos em Deus é ganho absoluto! Isso quer dizer que somente com a
morte é que podemos experimentar a plenitude das promessas que Deus nos fez, em
Cristo Jesus.

Podemos entender esse texto com um outro escrito muito tempo depois:

"Todos estes viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido
prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram
estrangeiros e peregrinos na terra. Os que assim falam mostram que estão
buscando uma pátria. Se estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam
oportunidade de voltar. Em vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a
pátria celestial. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus
deles, e lhes preparou uma cidade. " (Hb 11:13~16)

A vida é belíssima! Vale a pena viver a cada dia da vida que Deus nos permite viver. A
nossa primeira opção é pela vida porque estamos vivos. Porém, Macpela foi a viva
lembrança para os patriarcas que o cumprimento das promessas de Deus na terra é
apenas parcial! O autor de Hebreus declara que mesmo eles habitando na terra
prometida, conforme Deus ordenara, aquela terra não lhes foi dada como posse. A
compra desse pequeno pedaço de terra, Macpela, por Abraão o lembraria sobre o que
ainda estava por vir. Tal convicção não era algo restrito somente à ele, mas sim a toda a
sua família6.

Pela fé, Abraão e Sara viveram sem experimentar a plenitude do cumprimento da


promessa de Deus. Ao apontar para Canaã, Deus não queria que a expectativa deles
estivesse apenas em Canaã, mas sim, que Canaã fosse apenas uma placa a indicar a

6
Cf. Wenham in WBC pag 130.

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direção de um país, de uma terra, de um Reino muito superior, que de tão superior é
perfeito! A certeza que nós podemos ter é que Abraão não estava olhando apenas para
Canaã, mas sim, também para a "pátria celestial". O sepulcro é a única posse de
Abraão, porque a sua única posse só viria com a morte. Como Deus quebra todos os
paradigmas que temos! A morte não significa perda, mas para aqueles que crêem,
significa ganho total!

Wenham diz: "There is a better country, that is, a havenly one"7. Macpela é símbolo
disso!

Conclusão: e para onde nós estamos olhando?

Meus amados irmãos, como enfrentar a morte? É lógico que temos o direito de chorar
pelos nossos mortos, de sentir a emoção daquele momento. Porém, a morte não é um
mero fim, mas é a porta de entrada, para nós que cremos, da posse definitiva de tudo
aquilo que nos foi conquistado por Jesus nos Calvário!

A morte é a linha de chegada da corrida da vida. É o passo final de damos em nosso


caminhar de lutas e peregrinações! Se você crê em Cristo, não tema a morte. A morte é
a única posse que temos nessa vida! A morte indica para a única posse que teremos ao
sair dessa vida, ou seja, as maravilhosas e perfeitas promessas de Deus.

Não podemos levar nada desse mundo para o céu, porque nada daquilo que temos aqui é
realmente nosso. A verdade é que tudo que temos usamos "emprestados" de Deus.
Somos apenas administradores daquilo que Ele nos dá. Porém, um dia, quando a
trombeta soar e quando estivermos na presença de Deus, ele nos dará como herança e
posse aquilo que nos foi preparado desde a fundação dos tempos!

"“Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai!
Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois
eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui
estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive
enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. " (Mt
25:34~36).

7
Ibid.

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