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Rigidez Dielétrica

A rigidez dielétrica especifica a tensão máxima que pode ser aplicada entre dois eletrodos (normalmente indicada em função de eletrodos esféricos) sem que ocorra o centelhamento,

quando o material deixa de ser isolante. Em outras palavras, a rigidez mede a qualidade de um material como isolante. Para o ar, por exemplo, o valor indicado resulta em que a cada 1 cm temos uma tensão de 10 000 volts. Assim, se entre dois eletrodos que são afastados gradualmente, o faiscamento ocorre em distâncias até 2 cm, por exemplo, podemos dizer que

a

tensão aplicada é da ordem de 20 000 V. Veja que nesse caso, o valor refere-se ao ar seco.

O

valor da rigidez dielétrica depende de diversos fatores como:

Temperatura.

Espessura do dielétrico.

Tempo de aplicação da diferença de potencial

Taxa de crescimento da tensão.

Para um gás, a pressãoé fator importante.

Exemplos:

Material

Rigidez Dielétrica (V/m)

Ar

3 x 106

Baquelite

24

x 106

Borracha de Neopreno

12

x 106

Nylon

14

x 106

Papel

16

x 106

Polistireno

24

x 106

Condutibilidade Elétrica

Condutividade elétrica (

simplesmente o recíproco da resistividade, ou seja, inversamente proporcionais e é indicativa da facilidade com a qual um material é capaz de conduzir uma corrente elétrica. A unidade é a recíproca de ohm-metro, isto é, [(Ω-m)-1 ]. As seguintes discussões sobre propriedades elétricas usam tanto a resistividade quanto a condutividade.

usam tanto a resistividade quanto a condutividade. ) é usada para especificar o caráter elétrico de

) é usada para especificar o caráter elétrico de um material. Ela é

a resistividade quanto a condutividade. ) é usada para especificar o caráter elétrico de um ​

Materiais sólidos exibem uma espantosa faixa de condutividades. De fato, uma maneira de classificar materiais sólidos é de acordo com a facilidade com que conduzem uma corrente elétrica; dentro deste esquema de classificação existem 3 grupamentos: condutores, semicondutores e isolantes. Metais são bons condutores, tipicamente tendo condutividades da ordem de 107 (Ω-m)-1 . No outro extremo estão os materiais com muito baixas condutividades, situando-se entre 10-10 e 10-20 (Ω-m)-1 ; estes são os isolantes elétricos. Materiais com condutividades intermediárias, geralmente entre 10-6 e 104 (Ω-m)-1 , são denominados semicondutores. No Sistema Internacional de Unidades, é medida em siemens por metro.

Constitui engano achar que o ouro é o melhor condutor elétrico. Na temperatura ambiente, no planeta Terra, o material melhor condutor elétrico ainda é a prata. Relativamente, a prata tem condutividade elétrica de 108%; o cobre 100%; o ouro 70%; o alumínio 60% e o titânio apenas 1%. A base de comparação é o cobre. O ouro, em qualquer comparação, seja no mesmo volume, ou na mesma massa, sempre perde em condutividade elétrica ou térmica para o cobre. Entretanto, para conexões elétricas, em que a corrente elétrica deve passar de uma superfície para outra, o ouro leva muita vantagem sobre os demais materiais, pois sua oxidação ao ar livre é extremamente baixa, resultando numa elevada durabilidade na manutenção do bom contato elétrico.

Abaixo, a tabela demonstra alguns bons condutores elétricos:

Material

Condutividade (S.m/mm²)

Prata

62,5

Cobre Puro

61,7

Ouro

43,5

Alumínio

34,2

Condutividade de Semi-condutores

Num condutor sólido existe uma nuvem muito densa de elétrons de condução, que não estão ligados a nenhum átomo em particular. Por exemplo, os átomos de cobre no seu estado neutro têm 29 elétrons à volta do núcleo; 28 desses elétrons estão fortemente ligados ao átomo, enquanto que o último elétron encontra-se numa órbitamais distante do núcleo e sai com maior facilidade para a nuvem de elétrons de condução.

Um pequeno deslocamento da nuvem de elétrons de condução faz acumular um excesso de cargas negativas num extremo e cargas positivas no extremo oposto. As cargas positivas são átomos com um elétron a menos em relação ao número de prótons. Quando se liga um fio condutor aos elétrodos de uma pilha, a nuvem eletrônica é atraída pelo elétrodo positivo e repelida pelo elétrodo negativo; estabelece-se no condutor um fluxo contínuo de elétrons desde o eletrodo negativo para o positivo.

Os semicondutores são materiais semelhantes aos isoladores, sem cargas de condução, mas que podem adquirir cargas de condução passando a ser condutores, através de diversos

mecanismos: aumento da temperatura, incidência de luz, presença de cargas elétricas externas ou existência de impurezas dentro do próprio material.

Atualmente os semicondutoressão construídos a partir de silícioou germânio.Os átomos de silício e de germânio têm 4 elétronsde valência. Num cristal de silício ou germânio, os átomos estão colocados numa rede uniforme, como a que aparece na figura abaixo: os 4 elétronsde valência ligam cada átomo aos átomos na sua vizinhança.

Na figura abaixo representam-se dois blocos semicondutores dos dois tipos, N e P. Cada bloco

é um cristal de silício ou de germânio; os círculos representam os átomos de arsênioe de gálio introduzidos no cristal. Esses átomos encontram-se fixos na rede, em quanto que os eletrões de condução, no semicondutor N, e os buracos no semicondutor P, podem deslocar-se entre os sítios(locais) onde existam outros átomos de arsénio ou de gálio.

onde existam outros átomos de arsénio ou de gálio. Se os extremos do um fio semicondutor

Se os extremos do um fio semicondutor do tipo P forem ligados aos eletrodos de uma pilha. Os buracos perto do eletrodo negativo serão preenchidos com elétrons fornecidos por esse elétrodo; esses elétrons poderão saltar para outros buracos vizinhos e assim sucessivamente. Os elétrons deslocam-se no sentido do eletrodo negativo para o positivo, mas saltam apenas de um buraco para o vizinho. No entanto, os buracos deslocam-se todo o percurso desde o elétrodo positivo até o negativo. É semelhante à circulação de automóveis à hora de ponta, quando há filas compactas; os automóveis conseguem apenas deslocar-se uma pequena distância no sentido da estrada, mas aparecem buracos na fila, que se deslocam rapidamente no sentido oposto.

Assim, quando ligamos um fio semicondutor entre os eletrodos da pilha, o resultado é o mesmo, independentemente do tipo de semicondutor: passagem de cargas positivas do eletrodo positivo para o negativo, e passagem de carga negativa do eletrodo negativo para o

positivo.1

Nos condutores líquidos, gasosos ou em pó existem cargas de condução tanto negativas como

positivas. Já vimos por exemplo o caso do eletrólito de uma pilha, onde existem íons positivos

e negativos. Num gás ionizado também existem íons positivos e negativos que se podem

deslocar dentro do gás. Quando existir uma fem entre dois pontos desse tipo de condutores, os íons positivos e negativos deslocam-se em sentidos opostos. O efeito resultante, em termos de condução de cargas, produzido pelo movimento dos dois tipos de íons é o mesmo: entram cargas negativas no elétrodo positivo e entram cargas positivas no eletrodo negativo.1

Numa lâmpada fluorescente, uma força eletromotriz é usada para ionizar o gás. A ionização do gás produz íons positivos e elétrons livres (figura abaixo). Se num determinado instante

o elétrodoA estiver a maior potencial que o elétrodo B, os íons positivos deslocar-se-ão de

A para B, e os elétrons de B para A. A passagem dessas partículas produz colisões

com moléculasdo gás que produzem mais íons e luz. Assim, uma vez aquecida, é precisa uma diferença de potencial menor para manter o fluxo de cargas na lâmpada.

potencial menor para manter o fluxo de cargas na lâmpada. ião = íon ; electrão =

ião = íon ; electrão = elétron

Íons e elétrons livre dentro de uma lâmpada fluorescente.

O potencial do ponto A é maior que o do ponto B

Existem outros mecanismos de condução das cargas elétricas, como por exemplo o que é usado nos detectores de incêndio. Dentro do detector existe uma câmara de ionização (cilindro preto) onde a passagem de cargas é devida à produção de partículas alfa emitidas por uma substância radioativa. As partículas alfa são núcleos de hélio, com carga igual a duas unidades elementares de carga. As partículas são disparadas para fora da substância radioativa, passando pelo ar à volta da substância, antes de serem recolhidas num elétrodo no detector. A presença de fumo introduz partículas sólidas no ar, que travam as partículas alfa, produzindo uma redução do número de partículas recolhidas no eletrodo. A redução do fluxo de cargas faz disparar um sinal de alarme.

Fórmula da Condução no semicondutor representa-se por:

Fórmula da Condução no semicondutor representa-se por: onde – condutividade q – módulo da carga elétrica

onde

da Condução no semicondutor representa-se por: onde – condutividade q – módulo da carga elétrica do

– condutividade

q

– módulo da carga elétrica do elétron

n

– concentração de elétrons

p

– concentração de lacunas

µn – mobilidade dos elétrons (1350 cm2 /(V.s))

µp – mobilidade das lacunas (500 cm2 /(V.s))

Agitação térmica (ionização térmica) quebra de ligação covalentegeração de par elétron–lacuna. Também por agitação térmica restabelecimento de ligação covalente por recombinação de par elétron–lacuna.

Então:

Então: onde p ​ - concentração de lacunas (lacunas / cm³) n ​ - concentração de

onde

p- concentração de lacunas (lacunas / cm³) n- concentração de elétrons livres (elétrons / cm³)

- concentração intrínseca (portadores / cm³)​ - concentração de elétrons livres (elétrons / cm³) ● A é independente da concentração de

A

- concentração intrínseca (portadores / cm³) ● A é independente da concentração de impurezas dadores; é

é independente da concentração de impurezas dadores; é função da

temperatura.

Polarização

Polarização Dielétrica

A polarização dielétrica é o fenômeno de deslocamento reversível das nuvens eletrônicas nos átomos ou moléculas de um material isolante(em qualquer estado) à exposição de um campo elétricoexterno, no qual as nuvens eletrônicas (de carga negativa) é puxada contra o campo elétricoe os núcleos (de carga positiva) é empurrado na direção deste por forças elétricas. No regime de campo elétrico externo forte, ou seja, grande em comparação à energia de ligaçãodo átomo ou molécula, é possível gerar ionização, e nesse caso a deformação passa a ser irreversível. A deformação das nuvens eletrônicas gerada pelo campo externo faz com que os átomos ou moléculas do meio dielétrico comportem-se como dipolos elétricos, cujo campo elétricoatua em oposição àquele externo. Exemplo:

elétrico ​ atua em oposição àquele externo. Exemplo: Interação do campo elétrico com um átomo segundo

Interação do campo elétrico com um átomo segundo o modelo dielétrico clássico.

Polarização de um átomo

Polarização de um átomo Dado um átomo em um ​ campo elétrico ​ no átomo polarizado,

Dado um átomo em um campo elétrico

no átomo polarizado, onde a constante de proporcionalidade atômica:

, após o equilíbrio, forma-se o momento de dipolo

após o equilíbrio, forma-se o ​ momento de dipolo ​ é chamada de polarizabilidade . O

é chamada de polarizabilidade

o ​ momento de dipolo ​ é chamada de polarizabilidade . O ​ momento de dipolo
.
.

O momento de dipoloclássico formado por duas cargas pontuais

por um vetor distância

formado por duas cargas pontuais por um vetor distância equivale como: e ( ) separadas Polarização

equivale como:

duas cargas pontuais por um vetor distância equivale como: e ( ) separadas Polarização de uma
e (
e
(

) separadas

Polarização de uma molécula

Diferentemente do que ocorre com átomos em que o campo elétrico induzido por polarização é

sempre paralelo ao campo externo

por moléculas poliatômicas, o momento de dipolo induzido

:
:

, em materiais formados

será

dado de forma geral por uma equação tensorial

dado de forma geral por uma equação ​ tensorial ​ onde é o ​ tensor ​

onde

de forma geral por uma equação ​ tensorial ​ onde é o ​ tensor ​ de

é o tensorde polarizabilidade.

​ onde é o ​ tensor ​ de polarizabilidade. Moléculas polares ​ são aquelas que possuem

Moléculas polaressão aquelas que possuem momento de dipolo mesmo na ausência de campos elétricos externos. Tais moléculas, na presença deste um campo elétrico sofrem um torquedado por:

um campo elétrico sofrem um ​ torque ​ dado por: Cargas elétricas Ligadas Em um meio
um campo elétrico sofrem um ​ torque ​ dado por: Cargas elétricas Ligadas Em um meio

Cargas elétricas Ligadas

Em um meio polarizado, verifica-se a formação de dipolos microscópicos que se afetam mutualmente de modo que o polo positivo de um atrai o polo negativo de outro e assim por diante. Como resultado, dizemos que se formam cargas elétricas ligadastanto no volume do material como em sua superfície. Nessa situação, cada volume infinitesimal do material pode

ser visto como um pequeno dipolo elétrico e é útil definir a chamada polarização

momento de dipolo por unidade de volume. O termo ligadaé utilizado para diferenciar essas

polarização momento de dipolo por unidade de volume. O termo ​ ligada ​ é utilizado para

como o

cargas, presas aos seus respectivos átomos e moléculas em material isolante, das cargas ditas livres, capazes de se mover com facilidade pelo material. As densidades de carga superficial

ligada

pelo material. As densidades de carga superficial ligada e a volumétrica ligada são dadas por: onde

e a volumétrica ligada

de carga superficial ligada e a volumétrica ligada são dadas por: onde à superfície do dielétrico.

são dadas por:

superficial ligada e a volumétrica ligada são dadas por: onde à superfície do dielétrico. é a

onde

à superfície do dielétrico.

ligada são dadas por: onde à superfície do dielétrico. é a normal externa à superfície do

é a normal externa à superfície do material, ou seja, um vetor unitário perpendicular

Susceptibilidade elétrica

O conceito de susceptibilidade elétrica equivale a facilidade de polarizaçãoem um dado campo elétricoe é apresentada na seguinte relação de proporcionalidade para campos elétricos suficientemente baixos:

para campos elétricos suficientemente baixos: onde elétrico total (incluindo o campo elétrico formado

onde

elétrico total (incluindo o campo elétrico formado pelo material em resposta ao campo elétrico

externo) e

equação são chamados dielétricos lineares.

Sua equivalente em termos de deslocamento elétrico é descrita por:

é a ​ permissividade elétrica ​ no vácuo, permissividade elétricano vácuo,

por: é a ​ permissividade elétrica ​ no vácuo, é susceptibilidade elétrica, é o campo é
por: é a ​ permissividade elétrica ​ no vácuo, é susceptibilidade elétrica, é o campo é

é susceptibilidade elétrica,

elétrica ​ no vácuo, é susceptibilidade elétrica, é o campo é o momento de dipolo por

é o campo

é o momento de dipolo por unidade de volume. Materiais que obedecem esta

de dipolo por unidade de volume. Materiais que obedecem esta Onde Em geral, dielétricos não lineares
de dipolo por unidade de volume. Materiais que obedecem esta Onde Em geral, dielétricos não lineares
de dipolo por unidade de volume. Materiais que obedecem esta Onde Em geral, dielétricos não lineares

Onde

Em geral, dielétricos não lineares como cristais, é usada o tensor de susceptibilidade

como cristais, é usada o tensor de susceptibilidade é a ​ permissividade ​ do meio e

é a permissividadedo meio e

como cristais, é usada o tensor de susceptibilidade é a ​ permissividade ​ do meio e

a permissividade relativa.

:
:
como cristais, é usada o tensor de susceptibilidade é a ​ permissividade ​ do meio e
como cristais, é usada o tensor de susceptibilidade é a ​ permissividade ​ do meio e
como cristais, é usada o tensor de susceptibilidade é a ​ permissividade ​ do meio e
como cristais, é usada o tensor de susceptibilidade é a ​ permissividade ​ do meio e

Relação de Clausius-Mossotti

A fórmula de Clausius-Mossotti relaciona a constante dielétrica de um meio formado por

átomos ou moléculas apolares com a polarizabilidade desses. A relação leva este nome em homenagem ao físico italiano Ottaviano Fabrizio Mossotti, que escreveu em 1850 um

livro sobre a análise da relação entre as constante dielétricasde dois meios diferentes, e o físico alemão Rudolf Clausius, que obteve explicitamente a relação em 1879 em termos dos índices de refração. A relação também pode ser escrita em termos da condutividade elétricae

é conhecida como fórmula de Maxwell e em termos da refração, conhecida como equação de Lorenz-Lorentz.

A equação de Clausius–Mossotti se aplica a dielétricos lineares e pode ser escrita como:

se aplica a dielétricos lineares e pode ser escrita como: Onde: é a ​ constante dielétrica

Onde:

a dielétricos lineares e pode ser escrita como: Onde: é a ​ constante dielétrica ​ do

é a constante dielétricado meio

como: Onde: é a ​ constante dielétrica ​ do meio é a ​ permissividade elétrica do

é a ​ massa molar ​ da substância do meio massa molarda substância do meio

do vácuo é a ​ massa molar ​ da substância do meio é sua ​ densidade

é sua densidade

meio é sua ​ densidade é o ​ Constante de Avogadro é o número de átomos

é o número de átomos por unidade de volume

Aplicação: determinação do raio molecular

Aplicando a relação de Clausius-Mossoti a moléculas neutras tomando

moléculas por unidade de volume e multiplicando o denominador e numerador do lado direito

da equação pela massa

e numerador do lado direito da equação pela massa como o número de de uma molécula,

como o número de

do lado direito da equação pela massa como o número de de uma molécula, temos: onde

de uma molécula, temos:

pela massa como o número de de uma molécula, temos: onde Para dielétricos gasosos muito diluídos
pela massa como o número de de uma molécula, temos: onde Para dielétricos gasosos muito diluídos

onde

Para dielétricos gasosos muito diluídos podemos considerar:

é a densidade do material.

temos: onde Para dielétricos gasosos muito diluídos podemos considerar: é a densidade do material. . Logo:
temos: onde Para dielétricos gasosos muito diluídos podemos considerar: é a densidade do material. . Logo:

. Logo:

Então:

temos: onde Para dielétricos gasosos muito diluídos podemos considerar: é a densidade do material. . Logo:

Tendo em vista que a polarização de uma molécula é aproximadamente proporcional a

de uma molécula é aproximadamente proporcional a cubo do raio molecular a medida de massa da

cubo do raio molecular

a medida de massa da molécula.

, uma relação para

a medida de massa da molécula. , uma relação para fornece o valor desse raio mediante

fornece o valor desse raio mediante

Energia

Diferentemente da energia dada em uma simples configuração de cargas livres, a energia de um dielétrico envolve a interação entre as cargas opostas separadas por uma distância infinitesimal, ou seja, as cargas ligadas, de modo análogo a energia de uma mola que as mantém unidas. A energia contida em um dielétrico é dada pela integral do produto escalar do deslocamento elétrico pelo campo elétrico por todo o volume do dielétrico:

pelo campo elétrico por todo o volume do dielétrico: Onde: ● é a energia contida no

Onde:

é a energia contida no dielétrico●

é o ​ campo elétrico campo elétrico

Densidade do Fluxo Magnético em meio Material

Primeiramente define-se como densidade de fluxo magnético o produto da permeabilidade magnética do meio pelo vetor campo magnético

magnética do meio pelo vetor campo magnético Ao contrário do campo magnético, que é uma grandeza

Ao contrário do campo magnético, que é uma grandeza independente da natureza do material no qual se encontra imerso o fluxo de corrente, a densidade de fluxo define uma grandeza cuja intensidade se encontra intensamente relacionada com as propriedades magnéticas do material, em particular a sua permeabilidade às linhas de fluxo. Com efeito, existem materiais cujas correntes ao nível atómico e spindos elétrons contribuem, também, para a criação de linhas de força magnéticas, ou seja, contudo para aumentar a intensidade do campo relativamente àquele típico do espaço vazio. Em geral, a densidade de fluxo magnético é expressa pelo produto:

a densidade de fluxo magnético é expressa pelo produto: E estabelece a relação entre a força

E estabelece a relação entre a força e o campo magnético, nota-se que na totalidade dos fios paralelos a intensidade da força pode também ser expressa com base na relação:

da força pode também ser expressa com base na relação: Que neste caso, está em função

Que neste caso, está em função da densidade do fluxo magnético no meio, no qual se encontram imersos os fluxos de corrente. A intensidade da força é, conclusivamente, uma função crescente da permeabilidade magnética relativa do material. Coeficiente que em certos casos pode atingir valores de várias dezenas de milhar de unidades.

A grandeza densidade de fluxo magnéticoé duas vezes a grandeza densidade de fluxo elétrico.

No entanto, se se analisarem as expressões das forças magnética e elétrica, verifica-se que a permeabilidade relativa (mr >1) dos materiais reforça a força magnética exercida entre dois fluxos de corrente eléctrica, relativamente ao caso do vazio, ao passoque a permitividade relativa (er >1) tende a atenuar, isto é, a blindar a força eléctrica exercida entre cargas eléctricas. No entanto, e como se verá adiante, a permeabilidade relativa do meio actua no sentido de aumentar a indutância de uma bobina (mr >1), do mesmo modo que a permitividade relativa o faz relativamente à capacidade de um condensador.

Conforme se indica na Figura 8.5, define-se fluxo magnético (F) como a quantidade de linhas de força que atravessam perpendicularmente uma dada superfície S.

que atravessam perpendicularmente uma dada superfície S. Figura 8.5 ​ Fluxo e densidade de fluxo magnético

Figura 8.5Fluxo e densidade de fluxo magnético

De acordo com esta definição, a relação entre fluxo e densidade de fluxo é

definição, a relação entre fluxo e densidade de fluxo é Wb, weber (8.18) a qual, no

Wb, weber

(8.18)

a qual, no caso particular em que as linhas de fluxo são perpendiculares à superfície de integração, conduz ao resultado

caso particular em que as linhas de fluxo são perpendiculares à superfície de integração, conduz ao

(8.19)