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COLÉGIO METROPOLITANO ALIANÇA

3ª SÉRIE - EM TURMA:
IMPERATRIZ (MA), de de 2014 NOTA:
PROFESSOR: Saulo Sousa
ALUNO (A): Nº

EXERCITANDO...
“...quem sabe faz a hora não espera acontecer...”
(Geraldo Vandré)

01. Em relação a orações coordenadas é correto afirmar:

a) Sempre possui uma conjunção ligando uma a outra;


b) Nunca possui conjunções, apenas vírgula separando uma das outras;
c) Não possui sentido próprio, logo necessita de outra oração para ter sentido.
d) São orações independentes, têm sentido próprio.
e) Estabelecem entre si independência semântica, mas não sintática.

02. De acordo com o que se estudou sobre orações coordenadas e suas conjunções, marque a opção que
se trata de uma oração coordenada sindética explicativa:

a) A bicicleta era velha, no entanto funcionava.


b) Perdoa o irmão que isso te fará bem.
c) Ou você conta a verdade ou conto eu.
d) Eles não se aturam, contudo mantêm o respeito.
e) Não fui à aula porque estava doente.

03. No trecho "Não gostaram da prova, muito menos da nota.” As palavras sublinhadas expressam:

a) adição.
b) oposição.
c) conclusão.
d) explicação.
e) alternativa.

04. Qual a alternativa que completa as lacunas das opções a seguir em relação de sentido?

I. Comeu muito, _______________ vomitou.


II. Quebrou a perna ___________ os ossos estavam fracos.
III. Ele deu sinal com a mão, __________ o ônibus não parou.
IV. Foi à festa; sabe, _________, as músicas tocadas.
V. Dorme, _________ eu penso.

a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto


b) por isso, porque, mas, pois, que
c) logo, porém, pois, porque, mas
d) porém, pois, logo, todavia, porque
e) nem, mas, portanto, por isso, ou

05. Observe os períodos abaixo, diferem quanto à pontuação.

I. Adoeci logo; não me tratei.


II. Adoeci; logo não me tratei.

A observação atenta desses períodos permite dizer que:

a) no primeiro, logo é um advérbio de tempo. No segundo, uma conjunção causal.


b) no primeiro, logo é uma palavra invariável; no segundo, uma palavra variável.
c) no primeiro, as orações estão coordenadas sem a presença de conjunção; no segundo, com a presença
de uma conjunção conclusiva.
d) no primeiro, as orações estão coordenadas com a presença de conjunção; no segundo, sem conjunção
alguma.
e) no primeiro, a segunda oração indica alternância; no segundo, a segunda oração indica consequência.

06. Questão de análise sintática típica dos vestibulares inovadores:

Esta questão coloca em jogo a combinação sintática entre duas orações e o significado resultante dela, sem
exigir análise formal nem o conhecimento de nomenclatura.
(U. F. PELOTAS) — A questão da incoerência em um texto quase sempre se liga a aspectos que ferem o
raciocínio lógico, a contradições entre uma passagem e outra do texto ou entre o texto e o conhecimento
estabelecido das coisas.

O fragmento da entrevista concedida pela atriz e empresária Íris Brüzzi, descartada a hipótese de utilização
da ironia, apresenta esse problema.
“R – Qual é o segredo para conservar sua beleza através dos tempos?
Íris – Acredito muito na beleza interior, a de fora acaba. A natureza tem sido generosa comigo. Desculpe a
modéstia, mas continuo bonita.(Diário Popular, 1996)”.

a) Transcreva a frase que apresenta a incoerência.

b) Reescreva essa frase, eliminando a incoerência.

07. Leia a tirinha e identifique as conjunções coordenativas:

a) Agora, indique que tipo de relação essas conjunções coordenativas estabelecem entre as orações.

b) Copie as orações nas quais aparecem conjunções coordenativas e classifique-as.

08. Estabeleça a relação de sentido (adição, adversidade, alternância, conclusão, explicação) entre as
orações coordenadas destacadas no poema de José Régio, a seguir:
Quando eu nasci

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais ...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém ...
Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

09. Classifique as orações coordenadas conforme o código abaixo:

( 1 ) oração coordenada assindética


( 2 ) oração coordenada sindética aditiva
( 3 ) oração coordenada sindética adversativa
( 4 ) oração coordenada sindética alternativa
( 5 ) oração coordenada sindética explicativa
( 6 ) oração coordenada sindética conclusiva

a) Gosto muito de dançar, pois faço “jazz” desde pequenina. ( )

b) Recebeu a bola, driblou o adversário e chutou para o gol. ( )

c) Acendeu o “abat-jour”, guardou os chinelos e deitou-se. ( )

d) Não se desespere, que estaremos a seu lado sempre. ( )

e) Ele estudou bastante; deve, pois, passar no próximo vestibular. ( )

f) Está faltando água nas represas, por conseguinte haverá racionamento de energia. ( )

g) Não me abandone, ou eu sou capaz de morrer. ( )

h) Não é gulodice, nem egoísmo de criança. ( )

i) Ela não só chorava, como também rasgava as cartas com desespero. ( )

j) Choveu muito na região sudeste; no entanto, o rodízio de água começará amanhã. ( )

10. Analise a tirinha a seguir para responder às questões a,b e c.


Disponível em: http://www.letsvamos.com/letsblogar/page/3/. Acesso em: 06 nov. 2011. (adaptado)
a) A expressão “não é justo” da fala do menino Calvin no segundo quadrinho e o mesma
expressão na fala do pai no terceiro quadrinho referem-se, respectivamente, nos sentidos de
cada uma das argumentações desses personagens,

(A) à capacidade e ao alívio.


(B) ao castigo e à obrigação.
(C) ao castigo e à privacidade.
(D) à sociedade e à política.
(E) à vontade e aos danos.

b) “Eu sei, mas por que ele não pode ser injusto a meu favor?”

A segunda oração descrita na fala de Calvin, de acordo com a sua conjunção, pode ser
classificada como oração coordenada

(A) aditiva.
(B) adversativa.
(C) alternativa.
(D) conclusiva.
(E) explicativa.
c) Na fala do Calvin, a oração “(...) por que ele não pode ser injusto comigo?” quer dizer no
desfecho que

(A) se Calvin é injusto, a família deveria seguir todo o mundo.


(B) se Calvin que ver televisão à noite, certa bagunça existe.
(C) se há medo de ficar sozinho no quarto, quer ficar na sala.
(D) se injusto, o mundo deveria ser injusto a favor de todos.
(E) se o pai nunca é justo aos filhos, deve seguir tal padrão.

11) Leia o texto para responder às questões propostas.

Conto de fadas para Mulheres Modernas

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de
auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso
lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com
uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má lançou-me um
encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me
transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu
lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu
jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para
sempre…

… E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de


um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e
pensava: – Eu, hein?… nem morta!

(Luís Fernando Veríssimo)

Interpretação de Texto

1. A princesa possui uma atitude típica das heroínas de contos de fada? Explique?

2. Em um conto de fada clássico, qual seria o desfecho desse conto?

3. Qual o conceito de “Felizes para sempre” para o príncipe?

4. Em sua opinião, qual o conceito de felicidade na visão da princesa?

5. Quais adjetivos são usados para definir a princesa? Esses adjetivos condizem com a
atitude que ela toma no fim do conto? Justifique.

6. Intertextualidade é quando um texto remete a outro. Existem três tipos de


intertextualidade, a paráfrase (quando o texto possui as mesmas idéias centrais do texto
original), apropriação (quando o texto é reescrito com as mesmas palavras) e Paródia
(quando o texto possui idéias contrárias as ideias centrais do texto original). No texto
lido lembramos a clássica história do príncipe transformado em sapo e na construção
desse texto o autor usou qual tipo de intertextualidade? Justifique.
7. O título do texto nos dá idéia do que encontraremos nesse conto? Caso sim, explique
qual a posição da mulher moderna?

8. Qual o dito popular que define melhor a idéia central do conto de Luís Fernando
Veríssimo?

(a) Melhor um na mão do que dois voando.

(b) Sempre existe um sapato velho para um pé doente.

(c) Antes só do que mal acompanhada.

(d) Quem ama o feio bonito lhe parece.

(e) Quem cospe para cima na cara lhe cai.

9. Veja o quadrinho abaixo.

De acordo com o conceito de intertextualidade, em relação ao texto de Veríssimo ele é


uma paródia, uma paráfrase ou uma apropriação? Justifique.

GABARITO

1- D
2- B
3- A
4- B
5- C

a) R.: “Desculpe a modéstia, mas continuo bonita.”

b) R.: Desculpe a falta de modéstia, mas continuo bonita. ou Desculpe a imodéstia, mas
continuo bonita.

07-

a) mas, e

b) “...mas estou sorrindo por dentro!” (Or. Coord. Sindética Adversativa)


“ Come e bebe à vontade!” (Or. Coord. Sindética Aditiva)

“ Joga e briga em jogos mal-afamados...”

08) Relação de adição.

09) 5 –(1- 2 )– (1-2) – 5 – 6 – 6 – 4 – 2 – 2 – 3.

10)

a) E

b) B

c) E

11) Corrigiremos em sala de aula.