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Universidade Estadual do Paraná - Campus Paranaguá

Disciplina: Teoria Literária I


Professor: Dário Neto
Aluno(a): Jessica Cristine Teles Moraes
Turma: 1º ano, Letras - Português/Inglês
Texto a ser fichado: PALMA, Moacir Dalla. Discurso Literário: Linguagem
intrinsecamente diferenciada ou Texto institucionalmente determinado?

1º - Possíveis definições e caracterizações do discurso literário.


- toda definição que se pretende definitiva apresenta falhas.
- nem todo texto escrito com uma linguagem bem trabalhada é literatura.
- inúmeros elementos caracterizam o texto literário.
2º - Aspectos que formam a literatura.
- o bom trabalho do autor para a formação do discurso literário.
- evidenciar a sociedade e sua cultura é um bom aspecto, mas não é apenas
o que resume um bom texto literário.
- a literatura é um fenômeno criado a partir do contexto sóciocultural da
época em que o texto literário foi redigido.
3º - Discurso literário: aspectos e caracteristicas.
- o contexto sóciocultural como influência nas escolhas dos procedimentos de
linguagem do autor.
- há aspectos que diferenciam o discurso literário de outras formas de
discursos.
4º - Características do discurso literário.
- formalistas russos iniciaram no século XX estudos que explicam os
aspectos que caracterizam uma obra literária.
- segundo Jakobson: a literariedade, o que determina que uma obra é uma
obra literária, é o objeto de estudo literário.
5º - A literariedade e suas três características fundamentais.
- primeira: processo da evidenciação da linguagem.
- segunda: o texto é dependente a convenções e aos elos que o conectam a
outros textos literários.
- terceira: o ponto de vista de integração composicional dos elementos e
materiais utilizados durante a produção do texto.
6º - Diferenças entre linguagem poética e linguagem cotidiana.
- há uma distinção entre as linguagens, que é chamada, respectivamente,
língua poética e língua prosaica.
- linguagem cotidiana: caracterizada pelo utilitarismo pragmático e
automatismo da percepção.
- linguagem poética: caracterizada pelo destaque na desautomatização da
percepção.
- o desvio da linguagem cotidiana caracteriza o discurso literário.
7º - Discurso literário na visão dos formalistas russos.
- é um procedimento de linguagem que confronta os hábitos de leitura do
receptor do texto.
- exige do leitor uma maior atenção do que a concedida aos demais textos.
8º - Roman Jakobson e as funções da linguagem.
- durante os primeiros estudos, afirmou existir uma estética da linguagem, ou
seja, uma linguagem própria do texto literário.
- Durante a reformulação da teoria, Jakobson afirma existir seis elementos
em que é realizada a comunicação linguística.
- são esses os seis elementos: contexto, emissor, mensagem, código e
destinatário.
- cada elemento exerce uma determinada função de linguagem.
9º - Funções de linguagem sob a visão da proposta Jakobsoniana.
- função poética é predominante no discurso literário.
- o fundamento da literariedade se baseia numa linguagem, cuja a ideia é que
a mensagem da obra literária está voltada para ela mesma.
- Vitor Manuel diz que " a poética não é um subdomínio da linguística" e está
é uma premissa em que podemos concordar.
- Vitor Manuel está errado ao afirmar que não existe uma função poética da
linguagem.
- discurso histórico, discurso jornalístico e discurso linguístico são exemplos
de discursos que diferem do discurso literário.
10º - Função poética de linguagem pode caracterizar um texto literário?
- inúmeros discursos possuem a função poética de linguagem, por isso não
podemos utilizá-la para caracterizar um texto literário.
- nem todo texto em que a função poética de linguagem é predominante
pode ser considerado um texto literário.
- a literariedade é resultado de uma interação envolvendo os aspectos
essênciais do fenômeno literário e os aspectos geralmente considerados
extraliterários.
11º - O discurso literário visto como texto institucionalmente determinado.
- texto literário envolve elementos de várias áreas do conhecimento.
- possível existência de um "campo literário" com fronteira que demarca
limites no texto literário.
12º - Príncipio da literatura brasileira.
- mesmo após a independência do Brasil, historiadores recuam o início da
literatura brasileira para depois do século XIX.
13º - Início da literatura brasileira.
- Instituições de ensino ensinam que a literatura brasileira teve início após a
chegada dos portugueses no Brasil.
- é complicado caracterizar um campo literário pois as obras literárias tem
um significado sociocultural.
14º - Carlos Reis e sua definição de literatura.
- literatura é dividida em três aspectos, que devem ser considerados em
conjunto.
15º - Aspectos que dividem a literatura, segundo Carlos Reis.
- primeiro: a literatura é reconhecida na sociedade pois é uma prática
ilustrativa acerca dela.
- segundo: na literatura há aspectos históricos, o que nos leva a perceber a
capacidade para testemunhar o surgimento da história
- terceiro: manifesta-se, na literatura, uma dimensão estética que conduz a
um domínio que a encara como linguagem literária.
16º - Caracterização da literatura.
- literatura é caracterizada também por elementos históricos e
socioculturais, e não apenas pela linguagem elaborada.
- obras literárias levam consigo as correntes de pensamento filosófico da
época em que foi escrita.
- obras naturalistas evidenciam que o homem é fruto da raça, do meio e do
momento, este pensamento é chamado Determinismo de Taine.
17º - Autores reconhecidos por instituições literárias.
- ser aceito por uma academia, traria reconhecimento para o autor.
- as academias têm um papel fundamental nesse aspecto pois são vistas e
reconhecidas como importantes mediante a sociedade.
- a Academia Brasileira de Letras tem aceito escritores cujo não tem as
qualidades estéticas literárias e outros que não estão ligados a literatura.
18º - Aceitação em academias literárias como uma alavanca na carreira do
autor.
- ser aceito em uma academia eleva as chances de reconhecimento e
prêmios literários, incluindo o Nobel.
- prêmios literários nacionais conferem reconhecimento social e cultural,
além de poder resultar em projeções internacionais.
- prêmio Nobel confere reconhecimento não apenas ao autor, mas também
a toda literatura nacional.
19º - Críticas como entidades que ajudam na afirmação institucional literária.
- direcionada a um público cujo não estuda literatura, essa crítica pode
influenciar o futuro da obra literária.
- por serem julgadas sem apoio técnico-metodológico, poderão ocorrer erros
e a crítica acaba não sendo tão eficaz.
20º - Sistemas de ensino como afirmação institucional da literatura.
- participam diretamente da formação do cânone literário.
- formam leitores cujo reconhecem a expressão da língua na literatura.
- formam críticos literários especializados para avaliar textos pertencentes ao
grupo de obras canonizadas
21º - Academias e mercados editoriais como influencia na validação do
discurso literário.
- o escritor pode modificar seu texto acerca de críticas recebidas.
- ser aceito numa academia é um grande passo, mas não significa que o
autor será considerado um escritor canonizado.
- uma boa obra deve ter uma expressão estética a qualquer obra que se diz
literária.
22º - Definição do discurso literário.
- não se forma como linguagem intrinsecamente diferenciada ou texto
institucionalmente determinado.
- um texto determinado discurso literário numa época, pode não ser
considerado discurso literário em um contexto histórico diferente.
- uma obra é considerada literária dependendo dos preceitos ou tipo de
metodologia utilizada para avaliá-la.

23º - A construção do discurso literário.


- é construído cultural e historicamente.
- sofre influências das instituições cujo ela tem vínculo.
- a literatura utiliza de uma linguagem diferenciada e códigos específicos.
Existe uma preocupação com a expressão.
24º - Conceito da literariedade.
- é avaliada não apenas pela linguagem, mas tambèm culturalmente e
historicamente.
- uma boa obra literária deve retratar o homem da sua época, com todas as
suas angústias e demais sentimentos.
- que não seja apenas uma obra a ser avaliada linguísticamente, mas sim
uma representação do ser humano como um todo.