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UNICURITIBA
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL

CRISTIANE FERNANDES
PATRICK PAULISTA DE SOUZA

MEMORIAL DE CÁLCULO DO PROJETO DE FUNDAÇÃO

CURITIBA
2017
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CRISTIANE FERNANDES
PATRICK PAULISTA DE SOUZA

MEMORIAL DE CÁLCULO DO PROJETO DE FUNDAÇÃO

Memorial de Cálculo do Projeto de Fundação a ser


apresentado no curso de bacharelado em
Engenharia Civil da Unicuritiba, na disciplina de
Projeto Integrador VI.

Orientadores: Prof.ª Patrícia Fontana

CURITIBA
2017
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SUMÁRIO

1 JUSTIFICATIVA .................................................................................................. 4

2 ESTACAS ............................................................................................................ 4

2.1 Estaca Escavada ................................................................................................ 4

3 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO ................................................................. 5

3.1 Método Aoki - Velloso ........................................................................................ 5

3.2 Método Decóurt - Quaresma ............................................................................. 6

3.3 Método Teixeira .................................................................................................. 7

3.4 Carga Admissível Adotada ................................................................................ 8

4 EXECUÇÃO ......................................................................................................... 9

4.1 Perfuração .......................................................................................................... 9

4.2 Concretagem ...................................................................................................... 9

5 REFERÊNCIAS ................................................................................................. 10
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1 JUSTIFICATIVA

Considerando o terreno onde a edificação será implantada e as cargas


atuantes, o sistema de fundação deverá ser composto por Estacas Escavadas. A
escolha se dá pelo fato das primeiras camadas serem compostas por Argila
Siltosa, sendo nas primeiras camadas, Argila Mole, como pode ser observado em
virtude dos baixos valores de SPT nos primeiros 3 metros (conforme SP – 02 em
anexo).

2 ESTACAS

As estacas são elementos de fundação profunda executadas por equipamentos


e ferramentas, podendo serem cravadas ou perfuradas, caracterizadas por grandes
comprimentos e seções transversais pequenas. As estacas podem ser feitas de
madeira, aço, concreto pré-moldado, concreto moldado in loco ou pré-fabricado.

2.1 Estaca Escavada

As Estacas Escavadas mecanicamente caracterizam-se por serem moldadas no


local após a escavação do solo. São executadas através de torres metálicas, apoiadas
em chassis metálicos ou acopladas a caminhões. Em ambos os casos são
empregados guinchos, conjunto de tração e haste de perfuração hidráulica,
constituídas de trados em sua extremidade, procedendo-se o avanço através de
prolongamento telescópico.
O diâmetro das perfuratrizes varia de 0,30 a 1,80 metros, podendo-se executar
desde estacas de pequena profundidade com equipamento de pequeno porte até
grandes profundidades com equipamento de torre para 27 metros.
A vantagem desta solução está na grande mobilidade e produção do
equipamento, permitindo a amostragem do solo escavado, atingindo a profundidade
determinada em projeto e a ausência de vibração, podendo ser executada próximo à
divisa sem danos às construções vizinhas.
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3 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
3.1 Método Aoki – Velloso

𝐾 𝑁𝑝 𝐴𝑝 𝛼 𝐾 𝑁𝐿 𝐴𝐿 𝑅𝑝 ∗ 𝑅𝐿
𝑅𝑝 = 𝑅𝐿 = 𝑃𝑎𝑑𝑚 =
𝐹1 𝐹2 2

Através da utilização das tabelas e das formulas do método de dimensionamento


de estacas Aoki Velloso, foi possível obter os resultados tabelados abaixo.
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3.2 Método Decóurt – Quaresma

𝑁𝐿 𝑅𝑝 ∗ 𝑅𝐿
𝑅𝑝 = 𝛼 𝐶 𝑁𝑝 𝐴𝑝 𝑅𝐿 =β 10 ( + 1) 𝐴𝐿 𝑃𝑎𝑑𝑚 =
3 2

Através da utilização das tabelas e das formulas do método de dimensionamento


de estacas Decóurt Quaresma, foi possível obter os resultados tabelados abaixo.
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3.3 Método Teixeira


8

𝑅𝑝 ∗ 𝑅𝐿
𝑅𝑝 = 𝛼 𝑁𝑝 𝐴𝑝 𝑅𝐿 = β 𝑁𝐿 𝐴𝐿 𝑃𝑎𝑑𝑚 =
2

Através da utilização das tabelas e das formulas do método de dimensionamento


de estacas Teixeira, foi possível obter os resultados tabelados abaixo.

3.4 Carga Admissível Adotada

Após realizados os cálculos pelos três métodos de dimensionamento de estacas,


foi adotado o valor da média entre os métodos, conforme planilha abaixo.
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4 EXECUÇÃO
4.1 Perfuração

O equipamento deve ser localizado de maneira a garantir a centralização da


estaca. No caso de estacas de seção circular, deve ser usado tubo-guia de diâmetro
50 mm maior que o da estaca. No caso de outra forma da seção transversal da estaca,
deve ser usada mureta-guia de concreto ou de aço com dimensões 50 mm maiores
que as da estaca projetada. O comprimento enterrado do tubo-guia ou da mureta-guia
não deve ser inferior a 1 m. Em qualquer dos casos, a perfuração é feita com
ferramenta capaz de garantir a verticalidade da peça, até a cota prevista no projeto ou
até material impenetrável. Caso este material impenetrável esteja acima da cota
prevista no projeto, este deve ser reavaliado e adequado às novas condições.
É desejável que a perfuração seja contínua até sua conclusão; caso não seja
possível, o efeito da interrupção deve ser analisado e a estaca eventualmente
aprofundada, de modo a garantir a carga admissível prevista no projeto.

4.2 Concretagem

Deve ser feita através de tremonha, usando-se concreto que satisfaça às


seguintes exigências: a) consumo de cimento não inferior a 400 kg/m3; b) abatimento
ou slump igual a (200 ± 20) mm; c) diâmetro máximo do agregado não superior a 10%
do diâmetro interno do tubo tremonha; d) o embutimento da tremonha no concreto
durante toda a concretagem não pode ser inferior a 1,50 m.
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5 REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORAS TÉCNICAS. NBR 6122: Projeto e execução


de fundações. Rio de Janeiro: ABNT, 2010. 91p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORAS TÉCNICAS. NBR 6118: Projeto de


estruturas de concreto - Procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2014. 238p.