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LS EDUCACIONAL - ESCOLA TÉCNICA

TÉCNICO DE ENFERMAGEM

BASILENE SANCHES DE BARROS


BIANCA ARANHA DE LIMA
CINTIA CARLA SILVA
CLAUDENE NATALIA CARVALHO SANTOS
MEIRE CRISTINA FELIX CANDIDO
VALDILENE BARBOSA DOS SANTOS

ABORTO

BRASÍLIA
2017
BASILENE SANCHES DE BARROS
BIANCA ARANHA DE LIMA
CINTIA CARLA SILVA
CLAUDENE NATALIA CARVALHO SANTOS
MEIRE CRISTINA FELIX CANDIDO
VALDILENE BARBOSA DOS SANTOS

ABORTO

Trabalho apresentado ao Curso Técnico de


Enfermagem da LS ESCOLA TÉCNICA, para a
disciplina de ética.

Profª Eliana Soares TURMA: TE1M1

BRASÍLIA
2017
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 1
1. CONCEITOS ........................................................................................................... 2
1.1. CONCEITO MÉDICO ................................................................................. 2
1.2. CONCEITO LEGAL ................................................................................... 2
2. TIPOS DE ABORTO .............................................................................................. 3
2.1. ABORTO ESPONTÂNEO E/OU NATURAL: ............................................ 3
2.2. ABORTO INDUZIDO E/OU ARTIFICIAL: .................................................. 4
2.3. ABORTO ILEGAL: .................................................................................... 4
2.4. ENVENENAMENTO POR SAL: ................................................................ 4
2.5. MINI-ABORTO: .......................................................................................... 5
2.6. DROGAS E PLANTAS: ............................................................................. 5
2.7. ABORTO PROVOCADO: .......................................................................... 5
2.8. SUCÇÃO OU ASPIRAÇÃO: ...................................................................... 6
2.9. CURETAGEM: ........................................................................................... 6
2.10. SUFOCAMENTO: ................................................................................... 7
2.11. ESQUARTEJAMENTO: ......................................................................... 7
3. SINAIS E SINTOMAS ............................................................................................ 7
3.1. ABORTO ESPONTÂNEO: ........................................................................ 7
3.2. AMEAÇA DE ABORTO: ............................................................................ 8
3.3. ABORTO COMPLETO: ............................................................................. 8
3.4. ABORTO INEVITÁVEL E INCOMPLETO: ................................................ 8
3.5. ABORTO RETIDO: .................................................................................... 9
3.6. ABORTO INFECTADO:............................................................................. 9
4. LEGISLAÇÃO BRASILEIRA: ............................................................................. 9
CONCLUSÃO.............................................................................................................................. 11
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................... 12
INTRODUÇÃO

A atual polêmica sobre o aborto e as dúvidas com relação ao meios abortivos, a


maneira como o mesmo e tratado pela lei, dentre outros questionamentos, fizeram
surgir a necessidade de um estudo mais aprofundado sobre tal assunto buscando
responder a todas as perguntas que emergiram ao se pensar em tal tema.
A pesquisa realizada foi puramente bibliográfica, foram analisados com o intuito
de confrontar pensamentos variados, elaborando um pensamento único e seguro
sobre o aborto, que consiste na interrupção do processo da gestação, resultando
na morte do feto.
Como se vê, a gravidez é pressuposto do abortamento, podendo ser definida
como o estado fisiológico da mulher durante o desenvolvimento da concepção.
Por outro lado, não se deve confundir abortamento e aborto, pois este é,
simplesmente, o feto expulso do ventre materno. Para a caracterização do delito
de abortamento é preciso haver comprovação de gravidez preexistente. Na errada
suposição da existência desta, haverá crime impossível.
A objetividade jurídica no abortamento é a preservação da vida humana em
formação.
O produto da concepção ainda não é pessoa, mas tem a consideração da lei para
determinados efeitos. Não é sem razão que a lei civil põe a salvo os direitos do
nascituro desde a concepção. No abortamento provocado por terceiro, a lei
protege, também, a vida da gestante. As a morte é provocada após o início do
nascimento, o crime será de homicídio ou infanticídio.
As páginas subsequentes trazem um breve relato do estudo realizado, enfocando
todos os assuntos abordados acima, com um único fim: o de trazer ao
conhecimento de todos o que vem a ser realmente o aborto e como a lei o trata.

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1. CONCEITOS

1.1. CONCEITO MÉDICO

A Organização Mundial da Saúde define abortamento como sendo a


interrupção da gestação antes de 20-22 semanas ou com peso inferior a 500
gramas. Subclassifica ainda em precoce, quando ocorre até 12 semanas e tardio
quando entre 12 e 20-22 semanas.
Quando o tempo de gravidez é desconhecido deve-se considerar o peso ou
ainda o limite de 16 cm de comprimento, aceito por alguns autores.
A ciência médica distingue o termo aborto de abortamento. Para a
Medicina, abortamento é o processo de perda do produto conceptual, enquanto
que aborto é o próprio produto da concepção.
Cabe alertar que o produto da concepção não é apenas o feto, mas
também a placenta, membranas amnióticas e cordão umbilical.
Quando ocorre óbito fetal após as 20-22 semanas, chamamos de Óbito
Fetal Intra-útero, sendo sua expulsão o parto de um natimorto. Se o feto inviável,
porém com mais de 20-22 semanas, nascer com vida e falecer em seguida,
falasse em parto prematuro e não em aborto.
Caldas Aulete define abortamento como sendo a ação de abortar e aborto
como sendo o efeito da ação de abortar.

1.2. CONCEITO LEGAL

Coelho e Jarjura, renomados médicos-legistas do Estado de São Paulo,


definem aborto como sendo a interrupção da prenhez, com a morte do produto,
haja ou não expulsão, qualquer que seja o seu estado evolutivo, desde a
concepção até o parto.
A palavra aborto é derivada de “ab-ortus”, que significa privação do
nascimento.
A legislação, ao contrário da medicina, não define tempo limite para a

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ocorrência de aborto, aceitando a denominação desde a concepção até o termo.
Brandão afirma que o abortamento consiste, em essência, na morte do
concepto antes de sua viabilidade. Quando provocado dolosamente, tipifica o
crime de aborto, tratado nos artigos 124º e seguintes do Código Penal Brasileiro.
Flamínio Fávero define abortamento como a interrupção da gravidez antes do
termo normal, com morte do embrião, sendo indiferente sua expulsão ou não,
assim como a viabilidade do produto sobre o qual incidem as manobras.

2. TIPOS DE ABORTO

2.1. ABORTO ESPONTÂNEO E/OU NATURAL:

Ocorre involuntariamente, por acidente, por anormalidades orgânicas da


mulher ou por defeito do próprio ovo. Ocorre normalmente nos 1º dias ou
semanas da gravidez, com um sangramento quase igual ao fluxo menstrual,
podendo confundir muitas vezes a mulher do que realmente está acontecendo.
Há dois tipos de aborto espontâneo: o aborto iminente e o inevitável.
 O aborto iminente é uma ameaça de aborto. A mulher tem um leve
sangramento seguido de dores nas costas e outras parecidas com
as cólicas menstruais;
 O aborto inevitável é quando se tem a dilatação do útero para
expulsão do conteúdo seguido de fortes dores e hemorragia.

O aborto inevitável é dividido em dois tipos:

1º - Incompleto é quando ocorre depois da saída dos coágulos a saída


restante do conteúdo
2º - Aborto preso é quando o ovo morre, mas não é expelido.

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2.2. ABORTO INDUZIDO E/OU ARTIFICIAL:

O aborto induzido é um procedimento usado para interromper uma gravidez,


ou seja, pode acontecer quando existem mal formações congênitas, quando a
gravidez resulta de um crime contra a liberdade e auto determinação sexual,
quando a gravidez coloca em perigo a vida e a saúde física e/ou psíquica da
mulher ou simplesmente por opção da mulher.
É legal quando a interrupção da gravidez é realizada de acordo com a
legislação em vigor. Quando feito precocemente por médicos experientes e em
condições adequadas apresenta um elevadíssimo nível de segurança.

2.3. ABORTO ILEGAL:

O aborto ilegal é a interrupção duma gravidez quando os motivos apresentados


não se encontram enquadrados na legislação em vigor ou quando é feito em
locais que não estão oficialmente reconhecidos para o efeito.
O aborto ilegal e inseguro constitui uma importante causa de mortalidade e de
mobilidade maternas. O aborto clandestino é um problema de saúde pública.

2.4. ENVENENAMENTO POR SAL:

É feito do 16ª à 24ª semana de gestação. O médico aplica anestesia local num
ponto situado entre o umbigo e a vulva, no qual irá ultrapassar a parede do
abdome, do útero e do âmnio (bolsa d'água). Com está seringa aspira-se o
fluído amniótico, no qual será substituído por uma solução salina ou uma
solução de protaglandina. Após um prazo de 24 à 48 horas, por efeito de
contrações do feto é expulso pela vagina, como num parto normal. O risco
apresentado por este tipo de aborto é a aplicação errada da anestesia, e a
solução ter sido injetada fora do âmnio, causando a morte instantânea.

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2.5. MINI-ABORTO:

É feito quando a mulher está a menos de 7 semanas sem menstruar. O médico


faz um exame manual interno para determinar o tamanho do feto e a posição
do útero. Lava-se a vagina com uma solução anti-séptica e com uma agulha
fina, anestesia o útero em três pontos, prende-se o órgão com um tipo de
fórceps chamado tenáculo, uma sonda de plástico fino e flexível é introduzida
no útero. A esta sonda liga-se um aparelho de sucção e remove-se o
endométrio e os produtos de concepção. A mulher que faz o mini-aborto,
depois da operação pode ter cólicas uterinas, náuseas, suor e reações de
fraqueza. A mesma não pode ter relações sexuais e nem usar tampão nas 3 ou
4 semanas seguintes para evitar complicações ou infecções.

2.6. DROGAS E PLANTAS:

Existem muitas substâncias que quando tomadas causam o aborto. Algumas


são tóxicos inorgânicos, como arsênio, antimônio, chumbo, cobre, ferro, fósforo
e vários ácidos e sais. As plantas são: absinto (losna, abuteia, alecrim,
algodaro, arruba, cipómil - homens, esperradura e várias ervas amargas).
Todas estas substâncias tem de ser tomadas em grande quantidade para que
ocorra o aborto. O risco de abortar é tão grande como o de morrer ou quase.

2.7. ABORTO PROVOCADO:

O aborto provocado é todo aquele que tem como causador um agente externo,
que pode ser um profissional ou um "leigo" que utiliza as seguintes técnicas:
 Dilatação ou corte por uma faca, em forma de foice, dilacera o
corpinho do feto que é retirado em pedaços.

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2.8. SUCÇÃO OU ASPIRAÇÃO:

O aborto por sucção pode ser feito até a 12ª semana após o último período
menstrual (amenorréia). Este aborto pode ser feito com anestesia local ou
geral. Com a local a paciente toma uma injeção intramuscular de algum
analgésico. Já na mesa de operação faz um exame pra determinar o tamanho
e a posição do útero. Se for anestesia geral, toma-se uma hora antes da
operação uma injeção intramuscular de Thionembutal. Inicia então uma infusão
intravenosa. O Thionembutal adormece a paciente e um anestésico geral por
inalação como o Óxido de Nitroso é administrado através de uma máscara. A
partir daí o procedimento é o mesmo da anestesia geral e local. O colo do
útero é imobilizado por uma tenáculo, e lentamente dilatado pela inserção de
uma série de dilatadores cervicais. Depois está relacionada a quantidade de
semanas de gestação. Liga-se esta ponta ao aparelho de sucção, no qual irá
evacuar completamente os produtos da concepção. A sucção afrouxa
delicadamente o tecido da parte uterina e aspira-o, provocando contrações do
útero, o que diminui a perda de sangue. COm a anestesia local usa-se uma
injeção de Ergotrate para contrair, o que pode causar náusea e vômitos.

2.9. CURETAGEM:

Na curetagem é feita a dilatação do colo do útero e com uma cureta


(instrumento de aço semelhante a uma colher) é feita a raspagem suave do
revestimento uterino do embrião, da placenta e das membranas que envolvem
o embrião. A curetagem pode ser realizada até a 15ª semana após a última
menstruação. Este tipo de aborto é muito perigoso, por que pode ocorrer
perfuramento da parede uterina, tendo sangramento abundante. Outro fator
importante é que se pode tirar muito tecido, causando a esterilidade.

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2.10. SUFOCAMENTO:

Este método de aborto é chamado de "parto parcial." Nesse caso, puxa-se o


bebê pra fora deixando apenas a cabeça dentro, já que ela é grande demais.
Daí introduz-se um tubo e sua nuca, que sugará a sua massa cerebral,
levando-o à sua morte. Só então o bebê consegue ser totalmente retirado.

2.11. ESQUARTEJAMENTO:

O feto é esquartejado ainda dentro da mãe. Deixando-o em pedaços. Retirada


do líquido amniótico. Está é uma das maneiras mais lentas de praticar o
aborto. O abortista retira o líquido amniótico de dentro do útero e coloca uma
substância contendo sal.

3. SINAIS E SINTOMAS

3.1. ABORTO ESPONTÂNEO:

 Sangramento vaginal, com sangue de coloração viva ou escura;


 Dores abdominais ou cólicas;
 Saída pela vagina de um coágulo de sangue ou um jato de líquido claro ou
rosa;
 Dor na coluna lombar (parte de baixo das costas);
 Contrações uterinas doloridas;
 Febre (aborto infectado).
 Esses sinais e sintomas também podem variar de acordo com o tipo de
abortamento:

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3.2. AMEAÇA DE ABORTO:

 Sangramento vaginal pouco intenso ou moderado;


 Pode haver dores abdominais, como: cólicas, normalmente pouco intensas;
 Colo do útero encontra-se fechado;
 Volume uterino condiz com o tempo de gravidez;
 Não há sinais de infecção;
 Exame de ultrassom está normal, com o feto vivo.

3.3. ABORTO COMPLETO:

 Ocorre geralmente antes da 8ª semana de gestação;


 A perda de sangue e as dores diminuem ou acabam depois da expulsão do
embrião;
 Colo uterino pode estar aberto;
 Tamanho do útero está menor que o esperado para a idade gestacional;
 No exame de ultrassom a cavidade uterina está vazia ou com imagens de
coágulos;

3.4. ABORTO INEVITÁVEL E INCOMPLETO:

 Apresenta sangramento maior que na ameaça de abortamento;


 A perda de sangue diminui com a saída de coágulos ou restos embrionários
 As dores geralmente são mais fortes que na ameaça de aborto;
 O colo do útero encontra-se aberto;
 O ultrassom confirma o diagnóstico.

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3.5. ABORTO RETIDO:

 Normalmente evolui com a regressão dos sinais e sintomas da gravidez;


 Pode ocorrer sem os sinais de ameaça de abortamento;
 O colo uterino encontra-se fechado;
 Não há sangramentos;
 Exame de ultrassom mostra ausência de vitalidade ou presença de saco
gestacional sem embrião;

3.6. ABORTO INFECTADO:

 Febre;
 Sangramento vaginal com odor fétido;
 Dores abdominais;
 Eliminação de secreção com pus pelo colo uterino;
 Muitas vezes está associado a manipulações do interior do útero através de
técnicas inadequadas e inseguras;
 A infecção geralmente é provocada por bactérias da própria floravaginal;
 Trata-se de um caso grave que deve ser tratado, independentemente da
vitalidade do feto.
Pode evoluir para peritonite (infecção generalizada do interior do abdômen).

4. LEGISLAÇÃO BRASILEIRA:

 Art. 124. Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lhe


provoque:
 PENA: Detenção de um a três anos.

 Art. 125. Provocar aborto, sem o consentimento da gestante:


 PENA: Reclusão de três a dez anos.

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 Art. 126. Provocar aborto com o consentimento da gestante:
 PENA: Reclusão de um a quatro anos.

 Art. 127. (Aborto Qualificado): As penas cominadas nos dois


artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em
consequência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo,
a gestante sofre lesão corporal de natureza grave;
E são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a
morte.

 Art. 128. Não se pune o aborto praticado por médico:


 I - Se não há outro meio de salvar a vida da gestante;
 II - Se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de
consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu
representante legal;
 III - Quanto ao feto anencéfalo a interrupção da gravidez não
pode ser encarada como um crime.

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CONCLUSÃO
Este trabalho tem a finalidade de esclarecer pontos polêmicos sobre o aborto. Não
pretende polemizar o já polêmico tema, mas apenas trazer clareza a respeito do
assunto abordado e como os profissionais do Direito atuam na área da legislação.
O médico deve ter claro o limite de sua atuação. Não deve deixar de fornecer
elementos essenciais às autoridades, porém deve ter salvaguardado o direito da
paciente em ter resguardada sua privacidade.
As autoridades, experts da jurisprudência e doutrina relativa ao Sigilo Profissional,
devem entender que o posicionamento do médico sempre é em benefício da
paciente, não significando eventuais demoras ou contrariedades qualquer forma
de tentativa de obstrução do trabalho da justiça.

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BIBLIOGRAFIA

 https://medicoresponde.com.br/quais-sao-os-sintomas-de-
aborto/ acesso em 11 de jul. de 2017 às 13:32
 https://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=1201/
acesso em 21 de jul. de 2017 às 15:28
 http://www.aborto.com/tipos%20de%20aborto.htm/ acesso
em 29 de jun. de 2017 às 18:53
 http://www.aborto.com.br/tipos/index2.htm/ acesso em 05
de jul. de 2017 às 20:07

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