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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA BIOMÉDICA COM ÊNFASE


EM ENGENHARIA CLÍNICA

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
CARDIOVERSOR, VENTILADOR PULMONAR E MAQUINA DE HEMODIÁLISE

Nome do aluno
WARLEI DA SILVA MIRANDA

Trabalho da disciplina
INSTRUMENTAÇÃO MEDICO HOSPITALAR II

Tutor: Prof. MSc. RODRIGO BOUYER FERREIRA

Monte Alto
Novembro de 2017

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SUMÁRIO

1. Introdução..............................................3

2. Descrição do Cardioversor...........................................................................................4
2.1 Função do Cardioversor...............................................................................................5
2.2 Atuação do Engenheiro Clínico na Manutenção do Cardioversor...........................6
2.3 Alguns Cardioversores Comercializados no Brasil....................................................7

3. Descrição do Ventilador Pulmonar.............................................................................8


3.1 Função do Ventilador Pulmonar.................................................................................9
3.2 Atuação do Engenheiro Clínico na Manutenção do Ventilador Pulmonar...........12
3.3 Alguns Ventiladores Pulmonares Comercializados no Brasil.................................12

4. Descrição da Maquina de Hemodiálise.....................................................................14


4.1 Função do Maquina de Hemodiálise.........................................................................15
4.2 Função do Engenheiro Clínico na Manutenção da Maquina de Hemodiálise......17
4.3 Algumas Maquinas de Hemodiálise Comercializadas no Brasil............................18

5. Referências Bibliográficas..........................................................................................19

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1. Introdução

O objetivo deste trabalho é apresentar alguns equipamentos biomédicos, presentes no


dia-a-dia do Engenheiro Biomédico ou Clínico, descrever sua função junto ao paciente e qual
a atuação do corpo técnico de Engenharia na manutenção do equipamento. Os hospitais são
verdadeiros parques tecnológicos quando o assunto é tecnologia, pois a concentração de
equipamentos sofisticados é imensa bem como a variedade de equipamentos que visam desde
garantir o conforto ao paciente e até mesmo o suporte a vida.

Nos últimos 20 anos os equipamentos biomédicos sofreram


extraordinárias modificações, como consequência direta do rápido
desenvolvimento da tecnologia dos microcomputadores. Os equipamentos
passaram a contar com grande poder de processamento para executar as mais
variadas funções. A maior parte das funções analógicas foi substituída pelo
processamento digital. Assim como funções como linearização de um
transdutor ou calculo da frequência cardíaca são feitas por processamento
digital de sinais ; o display de uma variável fisiológica é feito em um monitor
de vídeo; o traçado de um sinal bioelétrico é feito usando uma impressora
laser ao invés de um galvanômetro. (Carvalho 2008 p.15)

Manter os equipamentos biomédicos em perfeitas condições de funcionalidade é


garantir que a equipe médica tenha sempre a disposição as ferramentas suficientes que, e
quando precisarem para salvarem vidas e desta forma o Engenheiro Biomédico e Clinico está
diretamente ligado à funcionalidade do hospital.
Para o desenvolvimento do presente trabalho, foram escolhidos equipamentos
biomédicos de áreas e aplicações distintas para que desta forma o trabalho de conclusão da
disciplina exerça sua função que é a de fazer o aluno a pesquisar e desta forma aprender com
o seu conteúdo, sendo assim justo que os equipamentos fossem de diferentes aplicações
mesmo que ambos possam ser às vezes de suporte a vida. Os equipamentos biomédicos
abordados no trabalho serão: Cardioversor, Respirador Pulmonar e Maquina para
Hemodiálise.

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2. Descrição do Cardioversor

A historia do desfibrilador tem inicio em 1947 quando o cirurgião cardíaco Claude


Beck aplicou um choque elétrico em corrente alternada advinda de um equipamento de
laboratório que utilizava duas colheres com cabo de madeira como pás. E com este choque o
coração do jovem de 14 anos voltou a bater. Claude Beck porem, já vinha realizando estudos
em animais realizando choques elétricos com o peito aberto direto no coração.
Já a teoria dos choques elétricos advém de 1900 onde Engenheiros Eletricistas da
Universidade Johns Hopkins, em Maryland utilizavam choques elétricos em corrente
alternada para sacrificar cães e descobriram que um segundo choque elétrico fazia o coração
bater novamente.

Em 1956 houve um avanço, Paul Zoll, um cardiologista americano criou uma teoria
para uma desfibrilação externa, onde não havia a necessidade de abrir o peito do paciente para
o choque. Segundo Paul Zoll, um choque de 750 volts diretamente no peito do paciente já era
suficiente para desfibrilar o coração
Décadas de estudos, pesquisadores descobriram que a corrente direta, ou desfibrilação
por pulso, era mais efetiva e tinha menos efeitos colaterais. Com o avanço da eletrônica na
década de 1960, esta corrente, melhorada tecnologicamente, passou a ser empregada em larga
escala. Então no início da década de 1970, vários experimentos foram feitos, e surgiram os
primeiros modelos de desfibrilador externo.
Hoje contamos com dispositivos modernos capazes de realizar a leitura dos sinais
cardíacos e assim detectar a necessidade de desfibrilar o coração. Atualmente o mercado
conta com os seguintes desfibriladores:

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 Desfibrilador externo manual: Disponível em hospitais, prontos-socorros e UTIs, o
aparelho só pode ser utilizado por médicos e enfermeiros treinados. Conforme sua
análise do quadro do paciente, o operador decide a intensidade do choque que será
aplicado.
 Cardiodesfibrilador implatável (CDI): É acoplado junto a um marca-passo abaixo
da pele. Caso o paciente tenha uma arritmia, ele a identifica e emite um pulso elétrico
para corrigi-la. Tem uma vida útil de 5 a 6 anos, pois perde energia a cada choque.
 Desfibrilador externo automático (DEA): Usado somente para reverter a fibrilação
ventricular, pode ser operado por leigos com treinamento. Após serem coladas no
tórax, as placas detectam se o choque é necessário ou não. Em caso positivo, disparam
a descarga elétrica automaticamente. Encontrado em estações de metrô, estádios e
outros lugares públicos.

2.1 Função do Cardioversor

O uso do desfibrilador promove uma aplicação de corrente elétrica não sincronizada


ao músculo cardíaco. O choque despolariza em conjunto todas as fibras musculares do
miocárdio, tornando possível a reversão de arritmias graves como a TV e a FV, permitindo ao
nó sinusal retomar a geração e o controle do ritmo cardíaco.

“O termo eletroversão é empregado para designar o procedimento no


qual intensos choques elétricos são aplicados no tórax do paciente, ou
diretamente no coração, com o uso de desfibriladores ou cardioversores [...]”
(Carvalho, 2008, p.265).

No uso do cardioversor, é aplicado o choque elétrico de maneira sincronizada, assim, o


paciente deve estar monitorado no cardioversor e este deve estar com o botão de sincronismo
ativado, pois a descarga elétrica é liberada na onda R, ou seja, no período refratário. “A
sincronização é feita de forma a permitir o disparo de 20 a 30 ms após o pico da onda R,
evitando que o choque caia no período vulnerável.” (Carvalho 2008, p. 276). Outra
peculiaridade dos cardioversores é que eles possuem um importante recurso incorporado em
seu projeto, aliado a uma tela que envia informações do ECG do paciente ao operador,
podendo também ser impresso em papel.

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Eles possuem um circuito capaz de sincronizar com os batimentos cardíacos do
paciente, detectando uma arritmia ou uma fibrilação atrial. Este equipamento envia o pulso
elétrico no momento da sístole, quando os ventrículos se contraem, logo após a finalização da
onda R.

2.2 Atuação do Engenheiro Clínico na Manutenção do Cardioversor

O Engenheiro Clínico deve ser o responsável técnico por todo equipamento


tecnológico do hospital ou do centro de saúde, cabe ao engenheiro e sua equipe técnica avaliar
a necessidade de atualização tecnologia em aparelhos que se tornaram obsoletos e realizar a
manutenção corretiva e preventiva em todo hospital. Cada equipamento possui suas
particularidades, seus componentes e seus manuais de instrução e de operação e é por meio
destes manuais que a Engenharia Clínica trabalha, seguindo normas de segurança e seguindo
os parâmetros do fabricante de cada aparelho. Basicamente as principais ocorrências em
manutenção dos equipamentos biomédicos são:

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 Limpeza e Higienização interna do equipamento;
 Troca de componentes eletrônicos queimados;
 Testes em equipamentos que passaram por manutenção;
 Calibração utilizando parâmetros do fabricante;
 Calibração por Laboratório Regulamentado quando necessário;
 Adequação a normas de segurança elétrica e mecânica;
 Troca de baterias dos cardioversores e desfibriladores.

2.3 Alguns Cardioversores Comercializados no Brasil

Cardioversor CardioMax Instramed, com mais itens anexados e maiores recursos


tecnológicos e Cardioversor Vivo CMOS DRAKE item simples com alguns adicionais como
impressora térmica porem ainda considerado básico e mais simples.
 Cardioversor Bifasico CardioMax – Instramed – Preço Item básico R$29.971,00
O Cardiomax com choque bifásico até 360 joules, leve somente 6,90Kg(com bateria e
pás), pequeno e compacto, com alça projetada para transporte.Troca rápida e fácil de
baterias, sem abrir o aparelho,tela LCD TFT colorida, dimensões 6,5”, em posição
vertical para fácil visualização a distância,com perfeita e ampla visualização de todas
as informações e gráficos.Design moderno, robusto e inteligente, podendo ser usado
em unidade hospitalar, transporte intra hospitalar e para atendimentos de emergências
em locais de difíceis acesso, amparado para esse fim com bateria interna e bolsa de
transporte. realiza cardioversão, rápido – pronto em 6 segundos, todas as operações
concentradas em dois botões (seleção de modo de operação e “e-jog”),
Armazenamento de eventos: últimas 2,5 horas de monitoração ECG (contínua)
armazenamento de eventos – administração de drogas, alarmes, falhas e choques,
interface amigável, clara e intuitiva, com memória de 2mb.Bateria com carga plena –
3 horas em monitoração, sem impressora ou um mínimo de 90 choques em 360 joules
ou um mínimo de 60 choques em 200joules.

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 Cardioversor VIVO – COMBO – CMOS DRAKE – Preço Item básico
R$18.998,40
O Cardioversor VIVO é um equipamento com tecnologia Bifásica Exponencial
Truncada: Portátil, display de cristal líquido, colorido, eletroluminescente, de alta
definição de aproximadamente 7” (polegadas), com ajuste de contraste, sistema lap-
top, transportável e microprocessado, para a monitorização cardíaca dos sinais vitais.
Possui impressora térmica e marca passo com pá descartável. Modelo básico de
fábrica possui funções ECG e Desfibrilador, demais acessórios são opcionais e
adicionais no preço

3 Descrição do Ventilador Pulmonar

Fisiologicamente, o termo ventilação se refere à oferta de oxigênio aos Pulmões. A


ventilação pulmonar teve seu inicio em 1543, mas o registro histórico só ocorre em meados
do século XIX quando foi inventado um grande tanque que funcionava com pressão pelo Dr.
Woillez em Paris. O paciente era colocado dentro de uma cabine e coberto até o pescoço
somente com a cabeça de fora. Seu tórax era expandido por um sistema de sucção e assim era
possível abrir as vias respiratórias e facilitar a entrada do ar. Posteriormente foram
desenvolvidos meios mais invasivos nos quais tubos eram introduzidos pela boca ou nariz até
a traqueia com a finalidade de levar uma mistura de gases até o pulmão.

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O objetivo dos ventiladores pulmonares é prover suporte respiratório, seja temporário,
completo ou parcial, a pacientes com insuficiência respiratória. Atualmente na maioria dos
ventiladores pulmonares, pressão positiva insufla os pulmões do paciente por meio de uma
máscara, um tubo endotraqueal, ou uma traqueotomia. A pressão nos pulmões aumenta
proporcionalmente ao volume do gás administrado “O trabalho de fazer que o ar entre e saia
dos pulmões, chamado ventilação, é executado pelos músculos inspiratórios e expiratórios.”
(Carvalho 2008, p 160).
Os ventiladores pulmonares atuais contem basicamente um sistema de controle
analógico ou digital, válvulas de gases, alarmes e sensores, além de mangueiras e tubos.
Diferentes tipos de gases são adicionados à mistura do ar que o paciente necessita então desta
forma existem conexões com cânulas, misturadores de gases e válvulas que são reguladas
para dosar a quantidade necessária de cada gás bem como um nebulizador que garantira que o
ar esteja em condições adequadas de umidade.

3.1 Função do Ventilador Pulmonar

O termo ventilador pulmonar é uma denominação genérica que designa todo e


qualquer equipamento que fornece ventilação artificial em seres humanos. São utilizados
principalmente em quatro situações: a) Ressuscitação após apneia aguda, b) Anestesia com
paralisia, c) Cuidado intensivo com falência crônica. Para cada uma das 4 situações descritas
acima, existe uma indicação do tipo de ventilação a ser empregada. Assim sendo é muito

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importante compreender as necessidades de cada situação, além da escolha adequada dos
equipamentos a serem utilizados.
O ventilador pulmonar é definido pela [ASTM, 1980 e ANSI, 1976] como "Um
dispositivo automático que é conectado às vias aéreas do paciente, e é projetado para
aumentar ou fornecer ventilação ao paciente". Dentre esses dispositivos temos as quatro
classificações que são :

 Tipo Controlador ("controller"): Modo de operação de um dispositivo, que insufla os


pulmões do paciente independentemente do esforço inspiratório do paciente.

 Tipo Assistidor ("assister"): Dispositivo projetado para aumentar a respiração do


paciente, sincronizada mente com o seu esforço inspiratório.

 Tipo Assistidor/Controlador ("assister - controller"): Aparelho que é projetado para


funcionar como assistido ou controlador, e que pode, na falta de esforço inspiratório
do paciente, automaticamente funcionar como controlador.

 Tipo Assistidor/Controlador com respiração espontânea:


Estes dispositivos incorporam vários modos de operação, quais permitem ao paciente
respirar espontaneamente (1) em ou sobre o nível da pressão ambiental ou (2) com ou
sem respiração suplementar a pressão positiva controlada.

Os ventiladores pulmonares por pressão positiva são basicamente constituídos pelos seguintes
blocos:
 Circuitos reguladores de pressão
 Circuito Misturador
 Circuito Inspiratório
 Circuito Expiratório
 Circuito de Controle
 Sistema de Alarmes

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Os circuitos de controle são responsáveis pelos modos nos quais será ventilado o paciente. Os
ventiladores possuem os seguintes controles:

1. Pressão e/ou Volume e/ou Fluxo;


2. Frequência Respiratória;
3. Relação I:E (relação entre tempo inspiratório e tempo expiratório);
4. Tempo Inspiratório;
5. Tempo Expiratório;
6. Sensibilidade;
7. Peep/Cpap (Pressão Positiva no Final da Expiração/ Pressão Positiva Contínua nas Vias
Aéreas);
8. Pausa Inspiratória;
9. Modalidade de Ventilação.

Atualmente com a evolução constante dos meios tecnológicos, os respiradores


pulmonares vêm aumentando sua gama de funções, diminuindo suas dimensões, ficando cada
vez mais portáteis e leves a exemplo do Respirador Mecânico Pulmonar Portátil
Microprocessado PR4-g, para uso em transportes internos e externos nos Hospitais, resgate
Aeromédico ou Pronto Atendimento

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3.2 Atuação do Engenheiro Clínico na Manutenção do Ventilador Pulmonar

OS ventiladores pulmonares mesmo sendo equipamentos modernos são de


manutenção barata e simplificada porem, que deve ser realizada com frequência para garantir
o bom funcionamento do equipamento e a segurança do paciente. Em geral os problemas de
manutenção dos ventiladores são de ordem pneumática quando há necessidade da troca de
uma válvula, de uma conexão etc. Cabe ao Engenheiro Clínico acompanhar a vida útil do
equipamento e acompanhar as inspeções e manutenções preventivas do equipamento, pois o
mesmo é de suporte à vida e não pode apresentar falhas. Os principais defeitos e ocorrências
de manutenção em ventiladores pulmonares são:
 Defeito em válvula proporcional ou na válvula de segurança;
 Defeito em cânulas e conexões;
 Defeito em regulador de pressão;
 Defeitos em sensores;
 Quebra do nebulizador;
 Defeitos na membrana;
 Variação nas linhas de pressão;
 Corrosão das linhas de pressão.
 Queima de componentes eletrônicos;
 Fusíveis desarmados.
Com o check list em mãos a equipe técnica deve fazer a manutenção do equipamento
seguindo os parâmetros do fabricante sempre dentro das condições estabelecidas pelo manual
de instrução e manual de operação fornecido pelo fabricante.

3.3 Alguns Ventiladores Pulmonares Comercializados no Brasil

Ventilador / Respirador Pulmonar - Microtak Total – Comercializado a R$ 18.990,00


Microtak Total é um Ventilador eletrônico microprocessado, projetado para atender as
necessidades especificas dos pacientes adulto, infantil e neonatal. Apresenta características
exclusivas que tornam seu manuseio muito mais simples, mantendo inclusive o padrão de
ajustes de equipamentos já consagrados mundialmente. Possui sistema de fixação especifico
para uso em ambulância, macas e unidade de resgate, inclusive aéreo.

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 Aplicação: transporte intra/extra-hospitalar e atendimento de emergência em pacientes
adulto, infantil e neonatal;
 Modalidades: VCV, PLV, SIMV, CPAP, manual e espontânea;
 Teclado de membrana com seletor tátil sensível grande para fácil alteração de
parâmetros;
 Controles diretos para volume corrente, frequência, relação I:E, concentração de
oxigênio, pressão máxima, Peep, ciclo manual;
 Alarmes de pressão máxima, desconexão, bateria fraca, alimentação do ventilador e
incluindo a rede de gases;
 Permite ajuste de 50 a 100% de oxigênio;
 Tecla de stand by;
 Silenciador de alarme por 2 minutos;
 Entrada de bateria externa de 11,1 vdc;
 Valvula reguladora de pressão incorporada;
 Peso: 4 kgs.

Ventilador Pulmonar Mecanico VLP-4000P – Comercializado a R$ 10.339,00


O VLP-4000P é um ventilador pulmonar mecânico, acionado pneumaticamente, ciclado a
pressão. É indicado para ventilação assistida/controlada em procedimentos e transportes intra-
hospitalar (CTIs e prontos-socorros) e extra-hospitalar (em ambulâncias e helicópteros) e na
fisioterapia respiratória (IPPV). Projetado para ser utilizado em adultos e crianças (acima de
10kg). Utiliza um sistema de nebulização durante a fase inspiratória, independente do fluxo
inspiratório ajustado, ocasionando uma nebulização eficiente mesmo com utilização de baixo
fluxo. O circuito de via aérea utilizada no VLP-4000P é compatível com a grande maioria dos
ventiladores utilizados em Terapia Intensiva. Opcionalmente poderá ser preparado para operar
em salas de ressonância magnética.
 Peso Bruto: 3,2 kg;
 Mecanismo: Pneumático;
 Fonte propulsora: Oxigênio medicinal podendo variar de 3,5 a 5,0 kgf/cm2
 Ciclagem: A pressão da fase INS para EX e a tempo da fase EX para INS;
 Modo de Ventilação: CMV (controlada), AMV (assistida), CMV+AMV e Manual;
 PEEP: Ajustável de 0 a 20 cm de H2O;

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 Tempo Expiratório: 0,5 a 15 segundos;
 Intervalo de frequência: 6 a 60 ciclos por minuto (cpm) (FiO2 a 40%);
 Relação I/E: ajustável para uma grande variedade de relações;
 Fluxo Máximo: 60l/min (oxigênio a 100%) ou 90l/min (FiO2 40%);
 Pressão Inspiratória: 10 a 70 cm de H2O
 FiO2: 40% (sem carga a jusante) ou 100%;
 Geradores: Fluxo (oxigênio a 100%) e pressão (FiO2 a 40%);
 Resistência Expiratória: 2cm de H2O a 50l/min;
 Válvula de Segurança: Regulada em 85 cm H2O;

4 Descrição da Maquina de Hemodiálise

Basicamente Hemodiálise é um procedimento do qual uma maquina filtra e limpa o


sangue, fazendo assim o trabalho do rim doente que já não pode mais fazer essa função. Esse
procedimento libera o corpo dos resíduos nocivos à saúde, como excesso de sal e líquidos,
auxilia no controle da pressão arterial e ajuda a manter o equilibrio de substancias como
sódio, potássio, ureia e creatinina. Durante a segunda guerra mundial (1940), o holandês
Willem J. Kolff (14/2/1911 - 11/2/2009) (considerado por alguns o pai da Hemodiálise) fez
um "Rim Artificial" que consistia num tubo de 40 metros de celofane enrolado num cilindro
que rodeava um tanque que continha uma solução. O sangue do doente circulava dentro do
tubo e a cada rotação do cilindro mergulhava no tanque.

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Na hemodiálise a máquina recebe o sangue do paciente por um acesso vascular que é
impulsionado por uma bomba até o filtro dialisador. No filtro dialisador, o sangue é exposto à
uma solução de dialisato por uma membrana semipermeável onde é retirada as toxinas e
devolvendo o sangue limpo para o paciente de volta pelo acesso valcular, este é um ciclo
continuo que necessita de algumas horas para que a maquina possa filtrar todo o sangue do
paciente e isso varia de acordo com o volume de sangue, da idade e do peso do paciente.

4.1 Função do Maquina de Hemodiálise

O procedimento acontece quando a bomba, que é acoplada ao braço do paciente,


começa a "puxar" o sangue para fora do corpo. Esse sangue passa, então, pela agulha e segue
rumo à purificação. Antes disso, no entanto, é aplicada uma dose de heparina, substância que
deixa o sangue mais fluído, evita sua coagulação e, por consequência, o bloqueio da bomba. O
sangue chega, assim, ao filtro, que corresponde a um cano artificial repleto de poros que
filtram as toxinas e sais minerais, posteriormente expelidos pela máquina. Depois de sair do
filtro livre de impurezas, o sangue passa por um sistema de segurança que detecta e extrai
partículas de oxigênio presentes no sangue. Se essas partículas entrarem na circulação
sanguínea, o paciente pode sofrer uma embolia pulmonar, que pode gerar desde desconforto
para respirar até uma parada respiratória. Em cada sessão de hemodiálise, que dura cerca de
quatro horas, o sangue percorre o filtro da máquina de hemodiálise 17 vezes.
Além do circuito eletroeletrônico de controle dos parâmetros e alarmes a maquina de
hemodiálise conta basicamente com uma bomba peristáltica no inicio do circuito com a
finalidade de introduzir o sangue no filtro dialisador juntamente com uma bomba de heparina

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que pode ser manual, ou seja, apenas uma seringa ou uma seringa acoplada a uma bomba de
infusão automática para assim regular a dosagem. Paralelo ao Dialisador existem bombas que
circulam a solução de dialise e outra bomba que retira o dialisado acrescido das substancias
recolhidas do sangue que vão para um reservatório na base da maquina ao lado do
reservatório da solução de diálise. Outros itens da maquina de hemodiálise são sensores e
válvulas de pressão arterial e sensores de bolhas de ar todos conectados com o circuito
eletrônico que comanda os alarmes a fim de garantir a segurança do paciente. O Filtro
dialisador e o dialisado são descartados posteriormente sendo assim utilizados apenas uma
vez.

Recentemente devido a alguns avanços tecnológicos surgiram algumas maquinas de


hemodiálise de tamanho compacto que são colocados em mochilas e coletes, são aparelhos
portáteis de hemodiálise que permitem ao paciente realizar a hemodiálise fora do ambiente
hospitalar e enquanto executa alguma outra atividade não agitada. A peça contém uma versão
em miniatura do maquinário de hospital requerido para limpar o sangue de pacientes cujos
rins perderam a capacidade de extrair as toxinas do sangue, elevando o nível de substâncias
indesejadas no corpo a perigosos patamares.
Batizada de Awak (sigla para Automated Wearable Artificial Kidney, ou Rim
Artificial Automatizado Móvel), o colete funciona utilizando um método de diálise peritoneal
de filtração do sangue. Neste tipo de diálise, um líquido é introduzido através de um cateter na
cavidade abdominal. À medida que circula e entra em contato com o peritônio, uma

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membrana que recobre esta área, o líquido absorve as toxinas do sangue. O líquido é então
retirado e jogado fora.

4.2 Função do Engenheiro Clínico na Manutenção da Maquina de Hemodiálise

A maquina de Hemodiálise é um equipamento de certa forma robusto e com grande


complexibilidade operacional e de grandes cuidados na manutenção. Necessita de atenção
constante, pois conta com muitos componentes trabalhando ao mesmo tempo, muitas
conexões e componentes eletrônicos. A manutenção preventiva é muito indicada para este
tipo de equipamento, pois a maquina fica muitas horas ligada e têm componentes desgastando
a todo o tempo. Muitos componentes como o dialisador e os reservatórios bem como as
sondas, cateteres e cânulas são trocados a cada uso o que ajuda a não ocorrência de problemas
de manutenção. Os principais defeitos e ocorrências nas maquinas de hemodiálise são:
 Fusíveis queimados;
 Resistores queimados;
 Botões com defeito;
 Queima de algum dos IHM’s;
 Defeito em sensores;
 Defeito na válvula de pressão;
 Desgaste na bomba peristáltica.

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4.3 Algumas Maquinas de Hemodiálise Comercializadas no Brasil

Maquinas de Hemodiálise são muito utilizadas em grandes hospitais e centros de


nefrologia por todo o Brasil e devido ao grande numero de pacientes que necessitam realizar a
hemodiálise, também é grande a necessidade de muitos equipamentos em funcionamento.
Geralmente os hospitais e centros de saúde optam por fazer a compra por pacotes de vários
equipamentos para assim conseguir um preço melhor por equipamento. A tecnologia entre as
diversas marcas disponíveis no mercado acaba variando somente no quesito ao controle e
acesso a informações pelo IHM e botões de controle, algumas maquinas tendem mais a ser
analógicas e outras muito mais digitais e essa diferença esta associada ao designer da maquina
e diretamente associada ao preço do aparelho.
A maquina de Hemodiálise FRESENIUS 4008 comercializada pela Empresa W-MED
tem interface e controle totalmente digital, designer moderno, um equipamento de ultima
geração de fabricação alemã é comercializado na faixa de R$ 35.000,00.
A maquina de Hemodiálise Dialog + comercializada pela Empresa B. Braun também conta
com interface de controle digital com monitor sensível ao toque e mais compacta. Este
modelo é comercializado em torno de R$ 30.000,00.

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5 Referências Bibliográficas

Oliveira A. R.; Taniguchi L. U.; Park, Marcelo; Neto, A. S.; Velasco, I. T. Manual da
Residência de Medicina Intensiva. Barueri. Manole 2013.

Correia, José Higino; Carmo, João Paulo. Introdução à Instrumentação Médica. Lisboa.
Lidel 2013.

Carvalho, Luis Carlos. Instrumentação Médico-Hospitalar. Barueri. Manole 2013.

SIMERS - Sindicato Médico do Rio Grande do Sul


http://www.simers.org.br/2017/04/grandes-invencoes-da-medicina-voce-sabia-que-duas-
colheres-deram-origem-ao-desfibrilador-cardiaco/
Acessado no dia 17/10/2017

Enciclomedica – Enciclopedia médica


http://www.enciclomedica.com.br/desfibrilador-cardioversor/
Acessado no dia 18/10/2017

Cardioversor Bifasico CardioMax – Instramed


http://cirurgicapassos.com.br/cardioversor-bifasico-cardiomax-instramed.html
Acessado no dia 18/10/2017

Cardioversor Vivo CMOS DRAKE


http://deabrasil.com.br/produto/combo-cardioversor-vivo/
Acessado no dia 19/10/2017

Ventilador / Respirador Pulmonar Microprocessado - Microtak Total


http://www.dormed.com.br/p/6941/ventilador--respirador-pulmonar-microprocessado---
microtak-
total/campanha_id/38?gclid=Cj0KCQjw1JbPBRCrARIsAOKj2PlQf3pYloaJuiiTuYmFW_vg
muK8yaUmnktAI55VTIo2GiZSKgbHeGQaAr83EALw_wcB
Acessado no dia 19/10/2017

Ventilador Pulmonar Mecânico VLP-4000P


http://www.cirurgicaeldorado.com.br/p/01590/ventilador+pulmonar+mecanico+vlp-4000p
Acessado no dia 20/10/2017

Maquina de Hemodiálise
http://www.wmed.com.br/maquinas-de-hemodialise/fresenius-4008/
Acessado no dia 20/10/2017

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Maquina de Hemodiálise
http://www.bbraun.com.br/cps/rde/xchg/cw-bbraun-pt-
br/hs.xsl/products.html?prid=PRID00001032
Acessado no dia 20/10/2017

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