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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO


DEPARTAMENTO DE QUÍMICA E BIOLOGIA
Prof.ª QUÉSIA QUEDES DA SILVA CASTILHO
DISCIPLINA: QUÍMICA ANALÍTICA QUANTITATIVA

VOLUMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO: preparo e padronização de solução de


NaOH 0,1 mol L-1

CAXIAS
2015
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Franciellen Costa Santos Cód. 1457118

VOLUMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO: preparo e padronização de solução de


NaOH 0,1 mol L-1

Resumo: Para determinar a concentração de determinado soluto em uma solução,


geralmente realiza-se uma titulação, que envolve combinar uma amostra de solução com
uma solução reagente de concentração conhecida, chamada solução padrão. Neste
experimento procedem-se a padronização de uma solução de hidróxido de sódio (NaOH)
0,1 mol/L e Ácido Oxálico 0,1 mol/L. A padronização foi feita por uma solução de ácido
oxálico utilizado como indicador e fenolftaleína. É fundamental que se saiba a quantidade
de produtos que se pode ser formado a partir de uma determinada quantidade de reagentes,
é importante, também, saber antecipadamente qual a quantidade e reagentes que se deve
ser utilizado para se obter uma determinada quantidade de produto. Para a realização deste
experimento utilizaram-se os seguintes materiais: Balança, béquer de 100 mL (2), balão
volumétrico (2), bureta de 25 mL (1), espátula, Erlenmeyer (3), Proveta (1), placa de Petri
(2), funis (2). Os reagentes utilizados foram: hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 mol/L e
Ácido Oxálico 0,1 mol/L, fenolftaleína (solução alcoólica a 1%). Podemos concluir neste
experimento à fase de neutralização onde a solução de básica foi sendo adicionada na
acida até o ponto de equivalência onde se pode observar a mudança de coloração do
composto que era incolor devido a três gotas de fenolftaleína, e tornou-se rósea. Assim
foram alcançados os objetivos da experiência em ambas padronizações, resultando na
viragem de incolor para rósea, a coloração pode ser claramente observada a partir da
adição do indicador de fenolftaleína. Calculando a média, e logo depois o desvio padrão,
o mesmo que não apresentou desvio.

CAXIAS
2015
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ..............................................................................................4

2. OBJETIVO......................................................................................................5

3. MATERIAIS....................................................................................................5

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL........................................................6

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES..................................................................7

6. CONCLUSÃO..................................................................................................8

7. REFERÊNCIAS..............................................................................................9
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INTRODUÇÃO

Titulação é o processo de adição de quantidades discretas de um determinado


reagente, geralmente com o auxílio de uma bureta, no meio reacional para quantificar
alguma propriedade. Quando se pretende encontrar uma concentração, a titulação é um
procedimento analítico e, geralmente, são feitas medidas de volume, caracterizando as
titulações volumétricas, mas, em alguns casos, pode-se monitorar a variação gradual de
outra grandeza, como a massa, caso das titulações gravimétricas, ou a absorção da luz,
como nas titulações espectrofotométricas.

A titulação consiste em determinar quantidades de substancias desconhecidas por


meio de medidas volumétricas, fazendo reagir com solução de concentração conhecida
ou padrão para que seja descoberta a concentração da solução desconhecida. Para que o
desconhecido possa ser determinado, é preciso ser possível reconhecer em que ponto a
reação termina, e saber exatamente o volume da solução padrão que foi utilizado
(CONSTANTINO et al, 2004. p. 78).

Os métodos volumétricos são um grupo de procedimentos quantitativos baseados


na determinação da concentração de um constituinte de uma amostra a partir de uma
reação, em solução, deste com um reagente de concentração conhecida, acompanhada
pela medida de quantidades discretas de solução adicionada. Genericamente, trata-se de
determinar a concentração de uma espécie de interesse em uma amostra a partir do
volume (ou massa) de uma solução com concentração exatamente conhecida (solução
padrão) necessária para reagir quantitativamente com esta amostra em solução (solução
problema).

A determinação da concentração de uma solução (solução problema) a partir de


sua reação quantitativa com uma quantidade conhecida de uma substância que é pura
(padrão primário) é chamada de titulação de padronização, ou simplesmente
padronização. Neste caso, após ter sua concentração determinada, a solução problema
passa a ser uma solução padronizada.

Um padrão primário é um composto com pureza suficiente para permitir a


preparação de uma solução padrão mediante a pesagem direta da quantidade da
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substância, seguida pela diluição até um volume definido de solução. A solução que se
obtém é uma solução padrão primária.

Uma solução, no sentido amplo, é uma dispersão homogênea de duas ou mais


substâncias moleculares ou iônicas. No âmbito mais restrito, as dispersões que
apresentam as partículas do disperso (soluto) com um diâmetro inferior a 10 Å são
denominadas soluções. Quando este diâmetro se situa entre 10 e 1000 Å, temos dispersões
coloidais. Exemplos de dispersões coloidais são gelatina, goma arábica, dispersões de
proteínas (como de albumina bovina), fumaça, entre outros. Quando as partículas do
disperso possuem diâmetro superior a 1000 Å, temos dispersões grosseiras.

OBJETIVO

Demonstrar no decorrer dos experimentos a importância da padronização das


soluções, e suas aplicações na quantificação de substancias por meio de reações
químicas e o cuidado ao trabalhar com bases e ácidos fortes.

MATERIAIS E REAGENTES

Materiais

 2 Béquer
 2 Placas de Petri
 2 Espátulas
 Proveta de 5 ml
 Conta gota
 2 Funis
 Bureta com suporte
 3 Erlenmeyer
 2 Balões Volumétricos 250 mL
 Balança Semi Analítica
 Pisseta

Reagentes:

 Solução de NaOH
 Ácido Oxálico
 Fenolftaleína
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PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Preparo das soluções

Após a coleta dos reagentes, com a ajuda de uma espátula, depositando os mesmos
em placas de Petri diferentes, fez-se a pesagem de NaOH em uma balança Semi Analítica,
obtendo 1,0 g, que foi transferida para um béquer adicionando-se água, e agitando a
mistura para a dissolução, o mesmo foi feito com o Ácido Oxálico, que após a pesagem
obteve-se 3, 15 g.

A solução de NaOH foi transferida do béquer para a proveta, a mesma foi cheia
por completa, e depois foi repassada ao balão volumétrico completando o volume até o
menisco com a ajuda de uma pisseta com água, que foi fechado e etiquetado.

Na2C2O4 (Ácido Oxálico), dissolveu se no béquer com água, usando a espátula,


e transferiu-se para um balão volumétrico, o mesmo foi preenchido com ajuda de uma
pisseta, até alcançar o menisco, fechou o balão e a identificou.

Padronização da Solução de NaOH

Com o auxílio de um funil, depositado sobre a bureta e colocando um béquer em


baixo da mesma para coleta da solução de enxague, despejou-se no funil a solução de
ácido oxálico acertando o menisco no 0, por três vezes para a lavagem completa da bureta,
com a válvula aberta, a solução foi despejada no béquer e na quarta vez, deixou-se o ácido
oxálico na bureta, e fechou a válvula.

Com a solução de NaOH, foi retirada três alíquotas, e colocada em três Erlenmeyer
distintos, e em seguida adicionou-se 3 gotas de fenolftaleína em cada um, e de um por um
foi sendo levado a baixo da bureta, abriu-se a válvula e deixou que a solução de ácido
oxálico pingasse repetidamente no Erlenmeyer contendo a solução de NaOH, notando se
o ponto de viragem, repetindo o processo em triplicata notou-se que o volume gasto da
solução de ácido oxálico para o ponto de viragem era o mesmo 14,2 mL.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O hidróxido de sódio não é um padrão primário e por isso, fez-se necessário


preparar uma solução de concentração próxima à desejada, e em seguida determinar a
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verdadeira concentração da solução por meio de uma titulação com o reagente padrão
primário Ácido Oxálico.

A massa necessária para preparar 250 mL de solução de NaOH 0,1 M foi calculada
da seguinte maneira:

C = m1/ mol x V -> 0,1 = m1/ 40 x 0,25 -> m1= 0,1 x 40 x 0,25 = 1,0 g

Solução de Na2C2O4 0,1 m

C= m1 / mol x V -> 0,1 = m1 / 126,06 x 0,25 =

M1 = 0,1 x 126,06 x 0,25 = 3,15 g

Assim, pesou-se a massa desejada de Hidróxido de Sódio desejada, transferindo-


se para um Erlenmeyer de 250 mL, pingando 3 gotas fenolftaleína e procedeu-se à
titulação. Quando a coloração rosa do indicador perdurou, ocorreu o ponto final da reação.
Repetiu-se o procedimento três vezes, obtendo-se os resultados:

1ª titulação: 14,2 mL 2ª titulação: 14,2 mL 3ª titulação: 14,2 mL

Média: 14,2 mL

E calculando o desvio padrão:


(Xi – X)2

1 (14,2-14,2)2 0
Não houve desvio

2 (14,2-14,2)2 0

3 (14,2-14,2)2 0

0
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CONCLUSÃO

Nesta prática, puderam-se observar alguns fatores causadores de erros em uma


análise química. Além disso, os conceitos de padrão primário e padronização de soluções
ficaram evidentes, uma vez que sua aplicabilidade foi bem definida, uma vez que não
houve desvio padrão.

De modo geral, pode-se afirmar que a prática foi bastante proveitosa, relacionando
conceitos aprendidos em sala de aula com o que estava sendo realizado.
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REFERÊNCIAS

HARRIS, Daniel C.; Análise Química Quantitativa. 5ª edição, Rio de Janeiro, LTC,
2001

MORITA, T.; ASSUMPÇÂO, R. M.V. Manual de Soluções, Reagentes e Solventes.


Edgard Blücher Ltda. 2ª ed., São Paulo, 1972.

ROCHA FILHO, Romeu Cardozo; SILVA, Roberto Ribeiro da. Introdução aos cálculos
da química. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1992. p. 51-57.

VOGEL, A.I. Química Analítica qualitativa. 5ª ed. São Paulo: ltc, 1979.