Você está na página 1de 3

FICHAMENTO

Para um melhor aproveitamento das leituras feitas ao longo do curso, e no decorrer da vida acadêmica e profissional, você pode recorrer à técnica do fichamento.

“FICHAMENTO” é uma forma de investigação que se caracteriza pelo ato de fichar (registrar) todo o material necessário à compreensão de um texto ou tema. Para isso, é preciso usar fichas que facilitam a documentação e preparam a execução do trabalho. Ao conjunto de fichas chamamos arquivo. A técnica do fichamento é, também, uma forma de estudar/assimilar criticamente os melhores textos/temas de sua formação acadêmico - profissional.

textos/temas de sua formação acadêmico - profissional. Conforme Costa et al. (2006, p. 21 ) [1]

Conforme Costa et al. (2006, p. 21)[1]

a ficha é um instrumento de trabalho importante para qualquer tipo de trabalho científico ou de pesquisa, pois permite acumular um número significativo de material bibliográfico. Seus tamanhos são variados e devem ser escolhidos de acordo com as características pessoais de quem escreve, tais como o tamanho da letra e a capacidade de síntese.

De acordo com as autoras, as fichas devem apresentar três partes principais: Cabeçalho, com o título ou tema da obra; Referência e Texto.

O fichamento pode ser:

- Completo: apresenta o conteúdo resumido, comentários críticos, citações e bibliografia;

- Específico: de acordo com a finalidade e/ou a especificidade do trabalho que se está realizando.

O fichamento específico pode ter os seguintes objetivos:

- Fichamento de comentário (ou analítico) utilizado para a explicitação de comentários

críticos a respeito da obra, baseando-se ou não em outros autores. Normalmente, esse tipo de fichamento aborda a metodologia utilizada pelo autor, a clareza dos conceitos, a importância do trabalho, uma comparação com outras obras e ideias novas que suscita;

- Fichamento de conteúdo: utilizado quando se quer sintetizar o conteúdo de uma obra,

devendo ser elaborado pelo leitor com suas próprias palavras. Não é necessário seguir a estrutura do texto, mas deve conter os conceitos básicos apresentados pelo autor;

- Fichamento de citações: usado para a reprodução fiel de frases ou sentenças

consideradas significativas para o seu estudo ou para um melhor entendimento da obra. Toda transcrição deve ser textual, mesmo que haja erros de grafia, e deve ir entre aspas.

No final, deve conter o número da página de onde foi extraída;

- Fichamento bibliográfico: utilizado para informar as fontes, os assuntos, os autores consultados no estudo de determinado tema.

O fichamento pode ser feito em folhas soltas, cartões ou no computador, nos quais se anota tudo aquilo que é importante para o estudo. Essas fichas devem ser catalogadas numa ordem que facilite a consulta rápida e o crescimento da documentação de modo indefinido. Isso possibilita ao estudante (ou pesquisador) pôr ordem no material de estudo (ou colhido em pesquisa) e possibilita seleção e atualização constantes da documentação e sua organização. Por isso é desaconselhável tomar notas em cadernos, pois é pouco funcional. (RAMPAZZO, 2005[2]).

Outra dica importante é anotar, caso a obra consultada não seja sua, onde ou com quem encontrá-la, pois, no caso de necessitar consultar novamente, você saberá onde procurá- la.

Veja alguns modelos de fichamento:

Fichamento de comentário (ou analítico)

LANDSMANN, Liliana Tolchinsky. Aprendizagem da linguagem escrita: processos evolutivos e implicações didáticas. [S.l.:s.n],1995.

Este livro apresenta um conteúdo fundamental para todos os envolvidos com a questão da aquisição da escrita. Um dos pontos-chave foi mostrar que o aluno que chega à escola não é um aluno que não sabe o que é a escrita, mas que já convive com ela desde que nasceu. Outro ponto importantíssimo são as pesquisas relatadas, mostrando que o aprendizado da escrita de forma significativa auxilia o aluno a desenvolver-se melhor e de forma mais proficiente na escritura. Nestas pesquisas, a escritura é trabalhada como um processo que envolve várias etapas como, por exemplo, geração de ideias, consulta a outras fontes, seleção, decisão, pré-texto, revisão, reescritura. Várias sugestões são trabalhadas, buscando o uso da escritura em uma multiplicidade de situações. Há ênfase no trabalho com vários tipos de texto, aprofundando os processos de criação de cada tipo, e trabalhando com os gêneros textuais.

Ao ler o livro fiquei me perguntando: “Certo, eis, nesse livro, vários bons exemplos de como trabalhar a escritura. Contudo, exemplos que exigem que os professores realmente possam trabalhar apenas um turno, dedicando horas do outro turno para preparar atividades significativas. Então, o que fazer? Manuais com aulas prontas? Será?

Fichamento de conteúdo

COSTA, A. R. F. et al. Orientações metodológicas de trabalhos acadêmicos. 7. ed. rev. e ampl. Maceió: EDUFAL, 2006. 99p. (Série Apontamentos, n. )

Esta obra é um manual sucinto das normas para a produção do trabalho acadêmico, sendo objetiva e de fácil consulta. Estruturada de forma simples e prática, introduz as questões que envolvem a elaboração de um trabalho acadêmico, desde os procedimentos básicos para a sistematização de um estudo produtivo (estrutura e redação) até às orientações metodológicas e técnicas para a apresentação de trabalhos acadêmicos, conforme a ABNT.

Fichamento de citação

GABRIEL, R. A compreensão em leitura enquanto processo cognitivo. Revista Signo, Santa Cruz do Sul, v.31, p. 73-83, 2006. (Número especial).

“O leitor proficiente, por definição, é exatamente aquele para o qual a decifração do código não é mais um obstáculo e que, por isso, pode voltar toda a atenção para a produção de sentido. No entanto, esse nível de proficiência em leitura não é uma característica inata, comum a todos os seres humanos, mas sim uma habilidade construída através de um longo processo de alfabetização (SOARES, 2004), que vai modificando a nossa forma de ‘ver’ o código. Ou seja, o processo de letramento transforma, literalmente, a maneira como o sujeito leitor vê o código escrito: através da prática de leitura, a tarefa de decifrar o código escrito vai sendo automatizada de tal forma que o leitor não vê mais as letras e sim os significados a que elas remetem.” (p. 77). (Livro emprestado de Valquíria Borba UFAL)

Você observou que este fichamento foi de um livro emprestado? Por isso, no final da ficha foi colocado o nome de quem emprestou e de onde a pessoa que emprestou é conhecida. Isso facilita, se no futuro, o leitor precisar consultar novamente a obra, pois sabe como encontrá-la.

Fichamento bibliográfico

Leitura: literatura consultada

CASTRO, Joselaine Sebem de. A influência de elementos contextuais no processo de construção da macroestrutura pragmática de textos. Dissertação de mestrado. (Mestrado em Letras). PUCRS, 1998. CHIELE, Luciana Kerber. A compreensão em leitura como indicadora do nível de inteligência. Dissertação de mestrado (Mestrado em Letras). PUCRS,

1996.

KATO, M. O aprendizado da leitura. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. KLEIMAN, Angela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. 2. ed. São

Paulo: Pontes, 1989. LEFFA, V. J. Aspectos da leitura. Porto Alegre: Sagra-Luzzatto, 1996. SMITH, F. Compreendendo a leitura. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989. SMITH, F. Leitura significativa. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

Metodologia da Pesquisa / Pesquisa bibliográfica NUNES, Luiz Antonio Rizzatto. Manual da monografia jurídica. São Paulo: Saraiva, 1997. 207 p. A 1ª. parte da obra contém orientações metodológicas para a elaboração e a apresentação da monografia no curso de graduação de Direito; A 2ª. parte trata da elaboração de dissertação de Mestrado e tese de Doutorado.

[1] COSTA, A. R. F. et al. Orientações metodológicas para produção de trabalhos acadêmicos. 7. ed. ver. e ampl. Maceió: EDUFAL, 2006. [2] RAMPAZZO, L. Metodologia científica: para cursos de graduação e pós-graduação. 3. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2005.