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Aula 3:

1) Hebreus – o surgimento do monoteísmo

A) Período dos patriarcas: de acordo com o antigo testamento, o primeiro grau de


patriarca hebreu teria sido Abraão. Este, teria migrado da Mesopotâmia para a Palestina
em busca de uma terra nova para o seu povo. Desde então os hebreus vivem do pastoreio
(criação de ovelhas) e da agricultura. Com o passar do tempo, Jacó, neto de Abraão, e
seus descendentes (teve 12 filhos: as 12 tribos de Israel) decidem migrar para o antigo
Egito, em busca de uma vida melhor. Resultado: quase 400 anos de escravidão.

A) Êxodo: liderados por Moisés, os hebreus fogem do Egito rumo à Palestina (segundo
eles, a “terra prometida”). No percurso, Moisés recebe de Jeová (deus Hebreu) os dez
mandamentos: a partir de então o “povo eleito” deve acreditar em um único Deus.

B) Período dos juízes: de volta a Canaã, os hebreus passam a lutar para reconquistar a
terra (habitada por Filisteus e Cananeus). Nessa época os hebreus eram liderados por
juízes: chefes militares (políticos e religiosos) que se diziam enviados por Jeová. Não
havia um estado formado.

C) Período dos reis: após muita luta, o rei Davi consegue reconquistar a Palestina. Seu
filho Salomão foi responsável pelo auge econômico da civilização hebraica (período da
construção do templo de Jerusalém).

D) Cisma: após alguns séculos, porém, a região é novamente invadida. Resultado: o povo
hebreu é escravizado por mais dois séculos, pelos babilônios. É o chamado “cativeiro da
Babilônia”.

B) Diáspora: de volta à região, os hebreus são dominados pelos persas e em seguida


pelos romanos. No ano 70 D.C, o imperador romano Tito manda uma legião de seu
exército para reprimir uma rebelião na região da Palestina. A partir de então, os hebreus
(hoje judeus) se espalham pelo mundo.

2) Fenícios – o poder do comércio: situada em uma estreita faixa de terra, entre as


montanhas e o mar mediterrâneo (região geograficamente estratégica entre o Egito e o
Oriente Médio), a Fenícia (atual Líbano) se desenvolveu a partir do comércio marítimo =
a região é rica em cedro = madeira usada pelos Fenícios na construção de navios.
As cidades-estados fenícias (destaque para Biblos, Sidon e Tiro) vendiam vidros
coloridos, tinteiras e artesanato em geral. Muitas dessas cidades (governadas por uma
elite de comerciantes donos de --- e por respeitados sacerdotes chegaram a fundar colônias
(entrepostos comerciais), por todo o mar mediterrâneo (destaque para Cartago, no norte
da África). ---

Contribuição Histórica: por necessidade, os fenícios desenvolveram o primeiro alfabeto


da história (vinte e dois sinais, com seus respectivos sons)

3) Persas – O Grande Império do Oriente: Há tempos, o planalto iraniano era habitado


por diversos povos. Entre eles, podemos citar: os Medos e os Persas.

Ciro I: Responsável por unificar todos os povos que habitavam o antigo Irã, sob o seu
domínio. Após tal façanha, Ciro empreende uma considerável expansão territorial.

* Importante: Durante suas conquistas os Persas procuravam respeitar a cultura local de


cada povo = objetivo: evitar revoltas.

Dário I: responsável pelo auge do Império Persa (terras da Índia ao Egito). Dário I dividiu
o seu império em Satrápias (províncias locais), nomeando para cada uma delas um
governante local (satrapa). De tempos em tempos, um funcionário real (“os olhos e
ouvidos do rei”) fiscalizada cada uma das diversas províncias.

* Importante: durante esse período, os Persas construíram milhares de quilômetros de


estradas e desenvolveram um avançado sistema de correios (o que facilitava o comércio
oriente/ocidente) e a repressão às rebeliões internas.

Contribuição histórica: a religião Persa (Zoroastrismo) era dualista e acreditava em uma


constante batalha do bem contra o mal, vida após a morte = boas ações = céu/ ações ruins
= inferno. Nessa época, foi instaurado um sistema monetário único: o dárico.

Hebreus – complemento:

A) Período dos patriarcas: Jacó (neto de Abraão, teve 12 filhos: as doze tribos de Israel)
e seus descendentes decidem migrar para o Egito.

B) Período dos Juízes: de volta à Canaã, os Hebreus passam a lutar para reconquistar a
terra perdida (habitada por filisteus e cananeus). Nessa época, os hebreus eram liderados
por juízes (chefes militares, religiosos e políticos, que se diziam enviados por Jeová) e
não havia centralização política.

C) Período dos reis: o rei Davi centraliza o poder em suas mãos, reconquista a Palestina
e passa a organizar o estado Hebreu. A capital do reino passa a ser Jerusalém. Seu filho,
Salomão foi responsável pelo auge da civilização hebraica (com base no comércio) e por
grandes construções (exemplo: o primeiro templo de Jerusalém).

D) Cisma: os altos impostos do governo de Salomão irritam as tribos do Norte, que se


separam. Surgem então dois reinos: o de Israel (norte) e o de Judá (Sul) =
enfraquecimento interno = os Neobabilônios (ou caldeus) invadem a Palestina.

Módulo 2 – Egito antigo

1) Introdução: localizado no nordeste da África, o Egito antigo se desenvolveu devido


às cheias do Nilo e às obras de irrigação.

2) A formação do Estado: de início, as margens do Nilo obrigavam diversos nomos:


pequenas comunidades agrícolas autossustentáveis, controladas por um governante geral.
Com o passar do tempo (e com a necessidade de mais mão de obra para as grandes
construções) diversos nomos se agruparam, dando origem aos Reinos do Alto (sul) e
Baixo Egito (Norte-delta).

Somente por volta de 3.100 a.C, Menés, rei do Alto Egito, conquista o Baixo Egito,
unificando-o. Menés se torna o primeiro Faraó da história.

3) O poder político: pela tradição, o Faraó egípcio era um Deus vivo que habitava a terra.
Esse era auxiliado diretamente pelo vizir (espécie de “braço direito do faraó”) e por seus
sacerdotes (cuidavam da vontade dos deuses e da contabilidade dos templos). Todas as
terras férteis pertenciam ao faraó, que as concediam aos camponeses em troca de impostos
e do trabalho coletivo nas grandes construções (modo de produção asiático).

4) A sociedade egípcia: topo da pirâmide: Faraó, nobres, sacerdotes e escribas (tinham


o conhecimento da escrita sagrada em hieróglifos). Classe intermediária: artesões de
luxo e militares. Base: camponeses e escravos (podiam adquirir propriedades e
testemunhar em tribunais). As mulheres eram valorizadas no Antigo Egito.
5) Religião: eram politeístas e acreditavam na vida após a morte (túmulos dos faraós) e
desenvolveram rituais de mumificação. Principal característica: Antropozoomorfismo =
deuses metade humanos e metade animais.

A tentativa da reforma religiosa: durante o novo Império, o faraó Amenófis tentou


transformar a religião egípcia em monoteísta (o culto ao Deus Amon) = sem sucesso!

6) Economia e cultura: os egípcios viviam da agricultura e da criação de animais


(complementados pela caça e pesca). Entre as diversas plantar cultivadas às margens do
Nilo, podemos citar o papiro (usado como material de escrita).

Os egípcios desenvolveram avançadas técnicas de matemática, química, medicina,


arquitetura e astronomia. Objetivo: diminuir a influência política dos sacerdotes da cidade
de Tebas.

Periodização histórica:

Antigo Império: período de grandes construções = pirâmides de Gizé, perda do poder do


faraó para os monarcas locais.

Médio Império: recuperação do poder do faraó e invasão dos hicsos.

Novo Império: período de esplendor (expansionismo) /reforma religiosa Amenófis IV.

7) Periodização histórica e o fim da civilização egípcia: podemos dividir os quase três


milênios da história egípcia em três períodos distintos:

A) Antigo Império: construção das grandes pirâmides na região de Gizé e


enfraquecimento do poder (central) do faraó (os monarcas locais ganharam importância).

B) Médio Império: período marcado pela recuperação do poder (central) do faraó e por
intensas revoltas camponesas. Nessa época, os hicsos (povo guerreiro da Ásia Menor)
invadem o Egito (usavam o cavalo e armas de ferro).

C) Novo Império: os hicsos são expulsos, o exército é reorganizado e o Egito inicia uma
considerável expansão territorial (Oriente Médio e África) = Auge da civilização egípcia
*Reforma religiosa

O fim (também chamado de Baixo Império): aumento das revoltas camponesas e


enfraquecimento interno. O Antigo Egito é invadido pelos assínios (expulsos pelos
governantes da cidade de Sais = renascimento Saíta), persas, macedônios e finalmente,
romanos.

Aula 1: a pré-história e as primeiras civilizações

1) Pré-história: de acordo com pesquisas recentes, a espécie humana surgiu na África,


há milhões de anos atrás. Podemos dividir a pré-história em dois períodos distintos: o
Paleolítico e o Neolítico.

A) Paleolítico (ou período da pedra lascada): durante esse período o ser humano era
nômade, caçador – coletor. Nessa época, o homem passou a controlar o fogo = *melhorias
no seu cotidiano.

B) Neolítico (ou período da pedra polida): por volta de 8.000 a.C., diversos grupos
humanos passam a dominar a pecuária e a agricultura. O ser humano passa a ser, a partir
de então, sedentário. Fim do período Neolítico = Idade dos metais: a descoberta da
metalurgia transformou a fabricação dos objetos usados pelo homem em seu dia-a-dia.

2) As primeiras civilizações – Mesopotâmia: podemos dizer que as primeiras


sociedades devidamente organizadas da história surgiram no crescente fértil. Dessas, as
mais antigas são as civilizações da Mesopotâmia (região seca, banhada pelos rios Tigre e
Eufrates. Por ser extremamente exposto, o local foi continuamente invadido durante a
antiguidade – além de ser um ponto de encontro de diversas rotas comerciais).

A) a política na Mesopotâmia: de modo geral, o poder político na mesopotâmia estava


dividido entre as diversas cidades-estados independentes. Cada uma delas possuía um rei
(também chamado de patesi), que era visto como um representante dos deuses na Terra.
Não foram raros os períodos em que uma determinada cidade-estado dominava toda a
Mesopotâmia.

B) A economia na Mesopotâmia: viviam da agricultura na margem dos rios (para isso


faziam grandes obras de irrigação e de controle das ---- e da pecuária. As terras
controladas pelo estado eram cedidas aos camponeses para o cultivo. Em troca, os
trabalhadores abriam mão de parte da produção e se comprometiam com a servidão
coletiva (na construção de templos e palácios), era o chamado modo de produção asiático.
C) A religião na mesopotâmia: eram politeístas. Seus deuses estavam ligados a
fenômenos da natureza. Não acreditavam na vida após a morte. Os sacerdotes, além de
interpretarem a vontade dos deuses, também cuidavam da administração dos templos
(conhecidos como zigurates) = a arrecadação de tributos e a concessão de empréstimos.

D) A sociedade na Mesopotâmia: era extremamente desigual. Enquanto o patesi e seus


sacerdotes tinha uma vida luxuosa, os camponeses trabalhavam muito e viviam mal. Os
escravos existiam, mas não eram a vase da mão de obra.

E) As diversas civilizações da região:

1º Sumérios: foram os inventores da roda e da escrita cuneiforme (primeira da história).

2º Babilônios: durante o reinado do patesi Hamurabi, surge o código de Hamurabi


(primeiro código de leis escritas). Tais leis, eram baseadas no princípio de Talião: “olho
por olho, dente por dente”.

3º Assírios: grandes guerreiros, desenvolveram armas de metal e uma cavalaria de guerra.

4º Neobabilônios (ou Caldeus): durante o reinado de Nabucodonosor, construíram os


jardins suspensos da Babilônia e escravizaram os Hebreus.

Módulo 1 – Parte final.

B) Atenas – o surgimento da democracia: localizada na região da África, a cidade


estado de Atenas foi fundada pelos Jônios. Devido à geografia do local, aos poucos, os
atenienses desenvolveram um rico comércio marítimo.

Do governo aristocrático à democracia: de início, somente os Eupátridas (os bem-


nascidos: donos das melhores terras) tinham direitos políticos. Com o passar do tempo,
porém, constantes conflitos sociais começaram a surgir (comerciantes, artesãos e
camponeses exigiam espaço político). Nesse contexto, surgem os primeiros legisladores
(membros da aristocracia, que concediam alguns direitos a população, em busca de
controle social):

1º Drácon: primeiras leis escritas de Atenas.


2º Sólon: fim da escravidão por dívidas. Se segue um período considerável de tirania
(caracterizado pelo poder pessoal do governante. Reformas urbanas e o enfraquecimento
dos Eupátridas. Período de transição para a democracia).

3º Clistenes: estabeleceu a democracia.

4º Péricles: no período clássico, responsável pela consolidação da democracia ateniense


e pelo apogeu da cidade-estado (século de ouro).

Podemos afirmar que a democracia em Atenas, era: elitista (podiam votar somente
homens, maiores de 21 anos, nascidos em Atenas), escravista (enquanto os cidadãos
votavam, os escravos faziam a maior parte do trabalho) e patriarcal. Nesse período, o
órgão central da política ateniense era a Assembleia do povo (ocupada somente pelos
cidadãos): Eclésia.

Divisão social: Topo da pirâmide: cidadãos que possuíam direitos políticos e


participavam do governo da cidade. Classe intermediária: metecos: estrangeiros, que
pagavam impostos e não possuíam direitos políticos. Dedicavam-se ao comércio e ao
artesanato. Base da pirâmide: os escravos faziam a maior parte do trabalho em Atenas.

Aula 4 – Roma antiga – cont.

A) Expansão territorial: durante o período Republicano, Roma investiu na organização


de seu exército, com o objetivo de aumentar seus domínios territoriais. 1º passo: após
longas lutas, o exército romano conquista toda a península Itálica. 2º passo: as Guerras
Púnicas: Roma X Cártago (antiga colônia fenícia, no norte de África) = pelo domínio do
comércio no mar mediterrâneo. 1ª guerra: Roma conquista a Sicilia, Córsega e Sardenha.
2ª guerra: liderados pelo general Aníbal, os cartagineses chegam às portas de Roma.
Expulsos, são vencidos logo depois por uma incursão romana ao norte da África. 3º
guerra: os romanos conquistam a cidade de Cartago e passam a dominar o comércio no
mar mediterrâneo (que passa a ser chamado de “mare nostrum”. 3º passo: a partir de
então, Roma conquista quase toda a Europa ocidental, o norte da África e ax Ásia menor
(o antigo Império Macedônico é incorporado ao domínio romano).
B) As consequências da expansão: o aumento da riqueza e das terras das classes
privilegiadas (membros da aristocracia patrícia e da plebe enriquecida) e a intensificação
da pobreza e da miséria para a grande maioria da população (expulsos do campo pelos
grandes latifúndios, muitos plebeus foram para as cidades). Nas principais cidades
romanas o trabalho era realizado pelos escravos (conquistados em guerra), o que
dificultava ainda mais a vida da plebe. No final da República, diversas rebeliões escravas
ocorreram em Roma (destaque para a revolta de milhares de escravos, na Sicilia, liderados
por Espártaco). *Importante: a inclusão da cultura helenística aos costumes romanos (a
valorização, no oriente, do monarca soberano).

C) As tentativas de reformas sociais dos irmãos Graco: eleito tribuno da Plebe, Tibério
Graco tentou melhorar a vida da maioria da população romana propondo uma reforma
agrária (a limitação dos latifúndios e a distribuição das terras a plebeus pobres).
Perseguido, foi morto a mando do senado. Dez anos depois, seu irmão, Caio Graco,
conseguiu aprovar a Lei Frumentária: trigo à preço inferior, para alimentar a população
urbana. Impossibilitado de implantar diversas outras reformas sociais, Caio Graco se
suicida.

D) A crise da República e a transição para o Império: no final da República, Roma


passava por uma grave crise: aumento da desigualdade e das revoltas sociais (organizadas
por plebeus e escravos), disputas políticas internas (os conflitos entre Mário e Sila), a
valorização dos generais (no contexto da expansão territorial) e o enfraquecimento do
poder do senado.

Nesse contexto, três grandes generais romanos (Júlio César, Pompeu e Crasso) formam o
Primeiro Triunvirato: destaque para Júlio César, que se tornou ditador vitalício de Roma
(o homem que pensou o Império): distribuição de terras aos soldados romanos,
organização das províncias, construção de estradas e a reformatação do calendário. Júlio
César foi morto a mando do senado.

Se forma a partir de então o Segundo Triunvirato, composto por Marco Antônio, Lépido
e Otávio (filho adotivo de César). Otávio vence Marco Antônio e passa a acumular
diversos títulos em Roma, entre eles o de Augusto: divino, majestoso, o governante
supremo.
Aula 5 – Roma antiga – Parte final.

4) O alto Império Romano: em seu longo governo, Otávio Augusto procurou organizar
o Império: manteve, na aparência, as instituições republicanas (incluindo o senado),
dividiu suas terras em 14 regiões administrativas (para facilitar a cobrança de impostos)
e priorizou o domínio das terras conquistadas (diminuição da expansão territorial). Nesse
contexto, se inicia a chamada Pax Romana: um período de relativa paz interna, nos
domínios do Império (forte presença do exército nas províncias e fronteiras). Forte
desenvolvimento artístico e intelectual: “o século de Augusto”.

1) Economia e Sociedade: o comércio (interno e externo) foi a base da economia do


Império Romano (facilitadores: moeda e língua única, construção de milhares de
quilômetros de estradas, cortando todo o Império). A agricultura, porém, ainda era uma
atividade fundamental. No plano social, as diferenças sociais haviam aumentado. Miséria
e pobreza no campo e na cidade. Buscando controlar a massa empobrecida, os romanos
criaram a “política do pão e circo”: comida (principalmente trigo) e diversão (lutas de
gladiadores e espetáculos públicos) para a maioria da população.

O império Romano atingiu o seu auge, durante a dinastia dos Antoninos (a “idade de ouro
do Império”). Trajano é considerado o “último grande conquistador romano”.

5) O baixo Império Romano: a partir do século III d.C., o Império Romano começa a
entrar em crise.

Motivações centrais:

A) A crise da mão de obra: com o fim da expansão territorial, a reposição da mão de


obra escrava (base da economia do Império) se tornou difícil.

B) Crise econômica: nos campos, os grandes proprietários começaram a arrendar suas


terras para o trabalho dos colonos (camponeses pobres ou ex-escravos, presos à terra).
Nas províncias, o comércio deixa de ser a grande força do Império e se torna local. A
manutenção do estado romano exigia altos impostos e muito dinheiro (o que gerava mais
descontentamento social).

C) Crise no exército: com o tempo, a maior parte do exército romano passou a ser
composta por mercenários (não romanos que recebiam para lutar). As excessivas disputas
internas enfraqueceram o exército e consequentemente, deixara as fronteiras do Império
Romano, vulneráveis.
D) Invasões Bárbaras: de início, muitos povos bárbaros (que não eram romanos) foram
incorporados ao império (tinha autorização para viverem nas fronteiras e serviam ao
exército romano). A partir do século III d.C., porém (com o enfraquecimento do império),
as invasões bárbaras se tornaram frequentes. Com medo, muitos romanos mudam-se para
os campos (ruralização da sociedade).

6) Baixo Império: Os últimos imperadores e o fortalecimento do cristianismo: o


imperador Constantino colocou em prática o Edito de Milão (o reconhecimento da
religião cristã e a liberdade e culto) e transferiu a capital do império para Constantinopla
(defesa estratégica contra as invasões bárbaras e estímulo à antiga religião de Bizâncio –
rica no comércio oriente/ocidente). Tempos depois Teodósio, colocou em prática o Edito
de Tessalônica: o cristianismo passa a ser a religião oficial do império. Após a sua morte,
o Império Romano foi dividido entre seus dois filhos: Império Romano do ocidente, com
capital em Milão (irá cair com as invasões bárbaras, no século V d.C.) e o Império
Romano do oriente, com a capital em Constantinopla (o Império Bizantino irá sobreviver
por toda a idade média).

Módulo 1 – Grécia Antiga:

1) Introdução: localizada ao sul da península balcânica, a Grécia antiga possuía um


território predominante montanhoso e um litoral excessivamente recortado. De modo
geral, podemos afirmar que os gregos foram “os pais da cultura ocidental”.

2) Os primeiro povoadores: muito antes dos gregos, os cretenses já haviam


desenvolvido, na região uma importante civilização. Por meio do comércio marítimo
(talassocracia: o poder que vem do mar), os cretenses arquitetaram luxuosas cidades
palácios e templos. Tempos depois, ainda no período Pré-Homérico, os aqueus chegavam
à Grécia. Bem organizados, os aqueus conquistaram a ilha de Creta e passaram a dominar
a região (viviam principalmente da agricultura e da pecuária). Em pouco tempo chegaram
os jônios, eólios e por fim, os dórios. Bons guerreiros (armas de ferro = diversos. 1ª
diáspora: a fuga de povos para territórios da Ásia menor). De certo modo, podemos dizer
que o povo grego surgiu a partir de uma intensa mistura, de diversos povos distintos.
3) Evolução política - dos génos às cidades-estados: de início, os gregos se organizavam
em génos: comunidades familiares, comandadas por um homem mais velho (basileus),
que viviam da agricultura comunitária. Durante esse período (período homérico) ainda
não havia desigualdade social. Com o passar do tempo, porém, os génos se enfraqueceram
(início da propriedade privada e da desigualdade social/aumento demográfico/expansão
do artesanato e do comércio) e surgem as primeiras cidades-estados – pólis (período
arcaico): cada uma delas, possuía: governo próprio, leis próprias, cultura própria, etc.
Podemos dividi-as em área urbana (concentração da política, cultura e comércio) e rural
(produzia alimentos para o abastecimento das cidades). Sendo assim, podemos dizer que
nunca houve na antiga Grécia uma sólida unidade política.

4) A colonização grega: durante esse mesmo período (arcaico) muitas pessoas deixaram
a Grécia continental em busca de terras férteis e de uma vida melhor. Esses migrantes
acabavam fundando, por todo o mar mediterrâneo, novas colônias gregas.
Consequências imediatas: expansão do comércio, da navegação e da produção artesanal.
Aumento do intercâmbio cultura, entre os gregos e os demais povos. Muitos historiadores
chamam essa expansão de 2ª diáspora grega. *Aumento do número de escravos.

5) As principais cidades-estados gregas:

A) Esparta – uma sociedade guerreira: localizada na península do Peloponeso, a


cidade-estado de Esparta foi fundada pelos dórios. *Divisão social: Topo da pirâmide:
Esparciatas = cidadãos espartanos que cuidavam dos assuntos militares (eram guerreiros
corajosos) e políticos (Esparta era governada por uma pequena oligarquia de esparciatas).
Classe intermediária: Periecos = homens livres que se dedicavam ao comércio e ao
artesanato. Pagavam impostos e não tinham direitos políticos. Base da sociedade: Hilotas
= eram escravos conquistados em guerra (pertenciam ao estado). Serviam os Esparciatas
e faziam a maior parte do trabalho.

Sistema político: Diarquia = Esparta era governada por dois reis (um deles cuidava das
guerras, o outro de assuntos administrativos). Tais reis eram escolhidos entre as famílias
esparciatas. 1º Gerúsia: conselho de anciãos, maiores de 60 anos. Faziam as leis. 2º
Ápela: assembleia composta por esparciatas, maiores de 30 anos. Aprovavam ou
rejeitavam as leis da Gerúsia. 3º Conselho dos Éforos: cinco esparciatas eleitos, a cada
ano, pela apela. Fiscalizavam o governo.
A educação do menino espartano: a partir dos 7 anos de idade, o menino passava a ser
educado pelo estado. Objetivo: tornar-se um bravo guerreiro. Na sociedade espartana, as
mulheres eram valorizadas (davam à luz ao menino espartano e cuidavam da família
durante as guerras).

Aula 2 – Grécia antiga – Período clássico e helenístico.

1) Período Clássico: apogeu econômico e cultural das cidades-estados gregas (destaque


para Atenas e Esparta). Nessa época também ocorreram as Guerras Médicas e a Guerra
do Peloponeso.

A) Guerras Médicas: Gregos X Persas = pelo domínio da península Balcânica. 1ª


guerra: durante o reinado de Dário I, o Império Persa atinge sua extensão máxima. Nesse
período, os persas passam a demonstrar interesses pelo rico território grego (Península
Balcânica e Ásia Menor). Batalha de Maratona: liderados por Atenas (os espartanos não
participaram), os gregos vencem o exército persa. 2ª guerra: dez anos depois, o rei
Xerxes (filho de Dario I) volta a invadir a Grécia (dessa vez a grande maioria das cidades
gregas se unem contra o inimigo estrangeiro). Após vencerem os gregos na Batalha de
Termópilas (a comando do rei Leônidas, de Esparta), os persas avançam e invadem
Atenas. São derrotados tempos depois, na Batalha naval de Salamina (comando
ateniense).

B) Hegemonia ateniense: após as Guerras Médicas, Atenas cria a Confederação de


Delos: uma aliança de diversas cidades-estados gregas (liderada por Atenas) contra uma
“possível ameaça estrangeira”. As cidades participantes contribuíam com soldados,
navios e dinheiro. Atenas, porém, usa o dinheiro de modo indevido (o que provoca a
revolta das cidades filiadas).

C) Liga do Peloponeso: buscando criar uma alternativa ao domínio ateniense, Esparta


cria a liga do Peloponeso (uma aliança de cidade gregas, lideradas por Esparta).

D) Guerra do Peloponeso: Atenas (Confederação de Delos – governo democrático) X


Esparta (Liga do Peloponeso – governo oligárquico) = pelo domínio do mundo grego.
Após quase três décadas de conflitos (com algumas intervenções), Esparta consegue
vitória (Atenas sofria de doenças e com disputas políticas internas). O domínio espartano
(hegemonia espartana) da antiga Grécia, porém, se mostrou intensamente despótico
(autoritário e prejudicial).

E) Hegemonia Tebana: se segue um certo domínio da cidade de Tebas, sob toda a Grécia
Antiga. Após tantos anos de guerra, o mundo grego havia se enfraquecido.

F) A invasão Macedônica: se aproveitando da fragilidade interna dos helenos, o rei


macedônico Felipe II (os macedônicos viviam ao norte da península do Peloponeso)
invade e vence a Antiga Grécia na Batalha de Queroneia. Seu filho, Alexandre – O
grande, consolida o domínio macedônico sob a Grécia, invade o Egito, vence os persas e
cria um dos maiores impérios da antiguidade (com terras a Egito à Índia).

Cultura Helenística: a fusão da cultura Grega (e macedônica) com a cultura ocidental.


Grande centro helenístico: a cidade de Alexandria, no Egito (grandes avanços na ciência,
na matemática e na filosofia). Esculturas mais expressivas e com mais dramaticidade.

Aula 3 – Roma Antiga

1) Introdução: a península itálica localiza-se ao sul da Europa. No centro dessa longa


faixa de terras (que avança em direção ao mar mediterrâneo) está a cidade de Roma. De
modo geral, podemos dizer que o povo romano é resultado de uma intensa mistura de
diversos povos (italianos, etruscos, gregos, etc.) que migravam (e se encontravam) para a
península itálica, em tempos distintos. De acordo com a tradição, a cidade de Roma teria
sido fundada pelos etruscos, em meados do século VI a.C.

2) A monarquia romana: durante esse período a pequena cidade de Roma era governada
pelos reis etruscos (auxiliados pelos patrícios: senado e assembleia curial). Todos viviam,
principalmente, da agricultura de cereais.

A) Divisão social: Topo da Pirâmide: Patrícios: cidadãos romanos. Donos das melhores
terras, rebanhos e escravos. Tinham direitos políticos. Se diziam descendentes dos
primeiros povoadores de Roma. Classe intermediária: Clientes: homens livres, que se
associaram aos patrícios (lhes prestando pequenos serviços) em busca de proteção social.
Base da pirâmide: Plebeus: principalmente camponeses e artesãos. Não tinham (de
início) direitos políticos e sofriam com a excessiva exploração dos patrícios. Escravos:
inicialmente eram plebeus endividados. Com o tempo, passam a ser conquistados em
guerra. Eram vistos como “objetos falantes”.
Fim da monarquia: com o passar do tempo, os patrícios começaram a desejar o domínio
direto da política romana. Tarquínio, o soberbo (último rei etrusco) é deposto e é instituída
a República.

3) A República Romana: nessa época era governada por dois cônsules (Patrícios: mais
alto cargo da magistratura). O órgão político central era o senado (famílias patrícias mais
tradicionais = decidiam sobre a política interna e externa). Outros cargos (magistraturas)
da República: Pretores (cuidavam da justiça), Questores (finanças públicas) e Censores
(contagem da população e controle da moralidade pública).

Durante esse período, as lutas sociais entre patrícios e plebeus se agravam ainda mais.
Resultado: as primeiras conquistas da plebe: 1ª lei das doze tábuas: primeiras leis escritas
de Roma, aplicadas a patrícios e plebeus. 2ª lei canuleia: a permissão dos casamentos
mistos (entre patrícios e plebeus). 3ª eleição de magistrados plebeus: pouco a pouco, os
plebeus passaram a ser eleitos para todas as magistraturas (incluindo para o consulado).
4ª fim da escravidão por dívida: a proibição da escravidão para todos os nascidos em
Roma.

Na prática, porém, somente os plebeus ricos (expansão territorial e do comércio)


conseguiram os maiores direitos em Roma. A maioria da população (camponeses e
escravos) continuou a ser explorada.

-- Em pouco tempo, os patrícios precisaram ceder: foi criado o cargo de tribuno da plebe
(dois membros da aristocracia, que representavam os plebeus) = eram invioláveis.

A) Expansão territorial: mesmo sofrendo com os diversos conflitos sociais, a República


Romana dá início a uma considerável expansão territorial: passo a passo: 1º A conquista
de toda a Península Itálica.