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CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA COMPRA E VENDA DE AÇÕES

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

Índice

CAPITULO 1

 

1

FORMAÇÃO DOS GRÁFICOS PARA ANÁLISE TÉCNICA

1

1. O QUE É ANÁLISE TÉCNICA?

 

2

1.1 UM POUCO DE HISTÓRIA

2

1.2 ANÁLISE TÉCNICA X ANÁLISE FUNDAMENTALISTA

2

1.3 IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE TÉCNICA

2

2. A TEORIA DE DOW

 

3

2.1 PRINCÍPIO 1: OS ÍNDICES DESCONTAM TUDO

3

2.2 PRINCÍPIO 2: AS TRÊS TENDÊNCIAS DO MERCADO

3

2.3 PRINCÍPIO 3: AS TRÊS FASES DOS MOVIMENTOS

4

 

2.3.1 Mercado

Fases

do

de

Alta

4

2.3.2 Mercado

Fases

do

de

Baixa

5

2.4 PRINCÍPIO 4: O PRINCÍPIO DA CONFIRMAÇÃO

5

2.5 PRINCÍPIO 5: VOLUME DEVE CONFIRMAR A TENDÊNCIA

5

2.6 PRINCÍPIO 6: A TENDÊNCIA CONTINUA ASURGIR UM SINAL DEFINITIVO DE QUE HOUVE

REVERSÃO

 

6

 

Para Saber

Mais

6

3. FORMAÇÃO

DOS

GRÁFICOS

 

6

3.1 CONHECENDO O GRÁFICO DE BARRAS

6

3.2 CONHECENDO O GRÁFICO DE CANDLES

7

 

3.2.1

Resumo Introdutório

8

3.3

PERIODICIDADE DOS GRÁFICOS

10

4. SUPORTES E RESISTÊNCIAS

 

11

4.1

O COMPONENTE PSICOLÓGICO

12

4.1.1 Comprometimento, envolvimento e orgulho

12

4.1.2 Alívio e arrependimento

13

4.2

NEGOCIANDO COM A AJUDA DE SUPORTE E RESISTÊNCIA

13

5. O PADRÃO PIERCING

 

14

5.1

IDENTIFICANDO O PADRÃO

14

5.1.1 Psicologia

14

Fatores de

5.1.2 Reforço

15

6. O PADRÃO SHOOTING STAR (BEARISH SHOOTING STAR)

17

6.1

CARACTERÍSTICAS DO PADRÃO

17

6.1.1 Psicologia

17

6.1.2 Utilização e Confluência

18

7. O PADRÃO ENGOLFO

 

20

7.1 FATORES QUE FORTALECEM O PADRÃO

20

7.2 FORMAÇÃO DE RESISTÊNCIA OU SUPORTE

21

8. O MARTELO (HAMMER): CONSTRUINDO O PADRÃO

22

8.1 O MARTELO

 

22

8.2 A FORÇA DOS MARTELOS

22

 

Um Pouco de Curiosidade

23

8.3 O MARTELO (HAMMER): REALIZANDO TRADES

23

 

8.3.1 Princípio 1: O Fundo do Martelo é Região de Suporte

23

8.3.2 Princípio 2: Administrando Risco e Recompensa com o Martelo

24

9. PADRÕES DE CONTINUAÇÃO: RISING AND FALLING THREE METHODS 25

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

9.1 IDENTIFICANDO O PADRÃO

 

25

9.2 REALIZANDO TRADES

 

26

10. PADRÕES - O MERCADO SE REPETE

28

10.1

OMBRO-CABEÇA-OMBRO

(OCO)

28

10.1.1

Negociando com o OCO

28

10.2

TRIÂNGULOS

30

10.2.1 Triângulo

Ascendente

 

30

10.2.2 Triângulo

Descendente

31

10.2.3 Triângulo

Simétrico

31

10.2.4 Outras Características dos Triângulos

31

11. TOPOS E FUNDOS DUPLOS E TRIPLOS

32

11.1 TOPOS

DUPLOS

32

11.2 FUNDOS DUPLOS

32

11.3 NEGOCIANDO COM TOPOS E FUNDOS DUPLOS

33

11.4 Topos e Fundos Triplos

 

33

12. BANDEIRAS

E FLÂMULAS

34

12.1 BANDEIRA

34

12.2 FLÂMULA

35

12.3 ALVO PARA OS PREÇOS

 

35

13. TOPOS E FUNDOS ARREDONDADOS

36

13.1

FORMA DOS PREÇOS E PADRÃO DE VOLUME

36

14. REALIZANDO TRADES COM CANAIS

37

14.1 TÉCNICAS DE OPERAÇÃO

 

38

14.2 SUPORTE E RESISTÊNCIA EM CANAIS

38

14.3 FALSOS ROMPIMENTOS

 

38

14.4 APROVEITANDO O ROMPIMENTO VERDADEIRO

39

CAPITULO 2

41

ESTUDO E INDICADORES

 

41

1. TIPOS DE DIVERGÊNCIAS

42

1.1 MOMENTUM E DIVERGÊNCIAS

42

1.2 DIFERENTES TIPOS DE DIVERGÊNCIAS

42

1.2.1 Divergências

Tipo

A

42

1.2.2 Divergências

Tipo

B

43

1.2.3 Divergências

Tipo

C

43

2. GAPS

44

2.1 QUANDO SURGE UM GAP?

 

44

2.2 O FECHAMENTO DE UM GAP

44

2.3 TIPOS DE GAP

45

2.3.1 Gaps

de

Rompimento

 

45

2.3.2 Gaps

de

Continuação

46

2.3.3 de Exaustão

Gaps

 

47

2.4

SUPORTE/RESISTÊNCIA

47

3. A FÍSICA DO MERCADO

 

47

3.1 A INÉRCIA NOS GRÁFICOS

47

3.2 RETRO ALIMENTAÇÃO

 

48

3.3 CENTRO DE GRAVIDADE

 

48

4. MUNDO DAS MÉDIAS MÓVEIS

49

4.1 QUE TIPO DE MÉDIA UTILIZAR?

50

4.2 USANDO MÉDIAS MÓVEIS

50

4.3 MÉDIAS MÓVEIS COMO SUPORTE E RESISTÊNCIA

51

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

4.4 CRUZAMENTOS (CROSSOVERS)

51

4.5 ADAPTANDO A JANELA DE TEMPO

52

5. IFR - ÍNDICE DE FORÇA RELATIVA

53

5.1 TOPOS E FUNDOS

53

5.2 FORMAÇÕES GRÁFICAS

53

5.3 SUPORTE E RESISTÊNCIAS

54

5.4 DIVERGÊNCIAS

54

5.5 OUTRAS CARACTERÍSTICAS

54

6. CONHEÇA O ESTOCÁSTICO

55

6.1 TÉCNICAS DE UTILIZAÇÃO DO ESTOCÁSTICO

55

6.1.1 Níveis Extremos

55

6.1.2 Movimento Atenuado

56

6.2 DIVERGÊNCIAS

57

7. O INDICADOR FORCE INDEX

58

7.1 FORMA DE CÁLCULO

58

7.2 ENTRANDO EM UM TRADE

58

7.3 EXAUSTÃO

59

7.4 DIVERGÊNCIAS

60

8. O INDICADOR OBV

60

8.1 DIVERGÊNCIA

61

8.2 ELEMENTOS DA ANÁLISE TÉCNICA

61

9. O INDICADOR MARKET FACILITATION INDEX (MFI)

62

9.1

O MARKET FACILITATION INDEX E AS SITUAÇÕES DE MERCADO

62

10. MOVIMENTO DIRECIONAL: ADX, DI+ E DI-

63

10.1

COMPONENTES DO MOVIMENTO DIRECIONAL: ADX, DI+ E DI-

64

11. PARABÓLICO SAR

65

11.1 TENDÊNCIA É FUNDAMENTAL

65

11.2 STOPS, ENTRADAS E SAÍDAS

66

12. BANDAS DE BOLLINGER

67

12.1 UM POUCO

DE ESTATÍSTICA

67

12.2 REGRAS DE

INTERPRETAÇÃO

68

12.2.1

Estreitamento

68

12.3 ALCANÇANDO AS BANDAS

69

12.4 OUTRAS DICAS DE USO

70

13. USANDO FIBONACCI FAN

70

13.1 TRAÇANDO O FIBONACCI FAN

70

13.2 O QUE O FIBONACCI FAN TEM A NOS DIZER?

70

14. DESCOBRINDO SUPORTES E RESISTÊNCIAS COM ANDREW'S PITCHFORK

72

14.1 CRIANDO O PITCHFORK

72

14.2 UTILIZAÇÃO

72

15. O INDICADOR MACD

72

15.1 ENTENDENDO O MACD

73

15.2 SINAIS DE COMPRA E VENDA

73

15.3 CONFIABILIDADE DOS SINAIS

74

15.4 OUTRAS CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO MACD

74

16. TÉCNICAS DE UTILIZAÇÃO DO VOLUME

75

CAPITULO 3

77

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

ESTRATÉGIAS DE TRADER

 

77

1. PLANEJAMENTO DE TRADES

78

 

1.1 CONSIDERE OS ASPECTOS PESSOAIS

78

1.2 PREPARAÇÃO MENTAL

 

78

1.3 TESTE SEU SISTEMA

78

1.4 GERENCIAMENTO DE RISCO E OBJETIVOS

79

1.5 DEFINA

REGRAS

CLARAS

DE

SAÍDA

79

1.6 DEFINA REGRAS CLARAS DE ENTRADA

79

1.7 AUTO-AVALIAÇÃO E REGISTROS

 

79

2. REGRAS DE PROTEÇÃO

 

80

 

2.1 SISTEMA DE PROTEÇÃO

80

2.2 A REGRA DE 2%

 

80

2.3 A REGRA DE 6%

80

3. GUERRILHA TRADING

 

80

 

3.1

CANDLE BULLISH 20/20

 

81

 

3.1.1

PONTOS IMPORTANTES

81

 

3.2

CANDLE BEARISH 20/20

82

 

3.2.1

PONTOS IMPORTANTES

82

 

3.3

TÁTICA 1

82

 

3.3.1 O ATAQUE DO SNIPER

 

82

3.3.2 A BATALHA

83

 

3.4

TÁTICA 2

84

 

3.4.1 A FUGA DO SNIPER

 

84

3.4.2 A

BATALHA

84

 

3.5

TÁTICA 3

86

 

3.5.1 GAP SURPRESA DO TOURO

 

86

3.5.2 A BATALHA

87

 

3.6

TÁTICA 4

87

 

3.6.1

GAP SURPRESA DO URSO

 

87

 

3.6.2

A BATALHA

 

88

3.7 TÁTICA 5

89

 

3.7.1 BEARISH 20/20

 

89

3.7.2 A BATALHA

89

 

3.8 TÁTICA 6

 

90

 

3.8.1 BULLISH 20/20

 

90

3.8.2 A

BATALHA

90

CAPITULO

4

 

93

IMPOSTO DE RENDA SOBRE RENDA VARIÁVEL

93

1.

IMPOSTO DE RENDA

 

94

 

1.1

OPERAÇÕES DE RENDA VARIÁVEL

 

94

 

1.1.1 Imposto de renda retido na fonte

94

1.1.2 Como preencher o DARF, veja o exemplo passo a passo

96

1.1.3 Como calcular o Imposto de Renda sobre as operações no Mercado à Vista

97

1.1.4 Como calcular o Imposto de Renda sobre as operações no Mercado a Termo

100

1.1.5 Cálculo do imposto de renda sobre operações de Day Trade

102

CAPITULO 5

 

104

ENTREVISTAS, DEPOIMENTOS E CURIOSIDADES

104

1. COMO OPERAR NO DIA

 

105

2. ATITUDE

 

105

3. O PROBLEMA DO DINHEIRO

 

106

4. A SABEDORIA DE JESSE LIVERMORE

107

5. 10 ATITUDES PARA PERDER MUITO DINHEIRO NA BOLSA

108

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

6. O SAMURAI DE 100 TRADES VITORIOSOS

108

7. PUBLICADO NA REVISTA ISTO É DINHEIRO 09/06/2004

109

ANEXOS

113

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

Índice de Figuras, Fórmulas e Tabelas

Figura 1: Gráfico de Tendência Primária

4

Figura 2: Índices de Confirmação

5

Figura 3: Formação do Gráfico de Barras

6

Figura 4: Gráfico de Barras do Ibovespa

7

Figura 5: Candles

7

Figura 6: Doji’s

7

Figura 7: Padrões Altistas

8

Figura 8: Padrões de Baixas

9

Figura 9: Padrões de Reversão

9

Figura 10: Candles Sem Sombras

9

Figura 11: Gráfico Com Padrão Doji Star

10

Figura 12: Resistência no Gráfico Ibovespa

11

Figura 13: Suporte no Gráfico Ibovespa

12

Figura 14: Suporte e Resistência no Gráfico Ibovespa

13

Figura 15: Piercing de alta (Bullish Piercing Line)

14

Figura 16: Piercing de alta (Bullish Piercing Line) no Gráfico da EBTP4

15

Figura 17: Piercing de Alta no Gráfico da ELET6

16

Figura 18: Piercing de Alta no Gráfico da SBSP3

16

Figura 19: Shooting Star

17

Figura 21: Shooting Star no Gráfico da TNLP4

19

Figura 22: Shooting Star no Gráfico da PMAM4

19

Figura 23: Engolfo’s Altista e Baixista

20

Figura 24: Engolfo Altista no Gráfico da BBDC4

21

Figura 25: Engolfo Altista no Gráfico da ODPV3

21

Figura 26: Martelos (Hammer)

22

Figura 27: Martelos no Gráfico do Ibovespa

23

Figura 28: Martelo no Gráfico do Ibovespa

24

Figura 29: Martelo (ou Dragonfly Doji) no Gráfico da GGBR4

25

Figura 30: Rising and Falling Three Methods

26

Figura 31: Falling Three Methods no Gráfico do Ibovespa

26

Figura 32: Falling Three Methods no Gráfico da CSMG3

27

Figura 33: Falling Three Methods no Gráfico de TOTS3

27

Figura 34: OCO (Ombro-Cabeça-Ombro)

28

Figura 35: OCO Invertido

29

Figura 36: OCO no Gráfico do Ibovespa

29

Figura 37: OCO Invertido no Gráfico de PMAM4

30

Figura 38: Triângulo Ascendente

31

Figura 39: Triângulo Descendente

31

Figura 40: Triângulo Simétrico

31

Figura 41: Topo Duplo

32

Figura 42: Fundo Duplo

33

Figura 43: Topo Duplo no Gráfico do Ibovespa

33

Figura 44: Bandeira

34

Figura 45: Flãmula

35

Figura 46: Padrão Bandeira no Gráfico TNLP4

35

Figura 47: Topos e Fundos Arredondados

36

Figura 48: Fundo Arredondado no Gráfico da ACES4

37

Figura 49: Canal Altista no Gráfico GGBR4

38

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

Figura 50: Falso Rompimento no Gráfico da GGBR4

39

Figura 51: Rompimento Verdadeiro Gráfico BRTO4

40

Figura 52: Divergência Entre Topo Duplo e IFR no Gráfico do Ibovespa

43

Figura 53: GAP no Gráfico do Ibovespa

45

Figura 54: GAP no Gráfico do Ibovespa

46

Figura 55: GAP’s de Continuação no Gráfico da ELET6

46

Figura 56: Inércia e Rompimento no Gráfico do Ibovespa

48

Figura 57: Centro de Gravidade no Gráfico da ACES4

49

Fórmula 1: Média Móvel Aritimética

50

Fórmula 2: Média Móvel Exponencial

50

Figura 58: Média Móvel Como Suporte no Gráfico da TNLP4

51

Figura 59: Cruzamento (Crossovers) da Média Móvel no Gráfico da GGBR4

52

Figura 60: Divergência no IRF no Gráfico do Ibovespa

53

Figura 61: Divergência de Tendência no Gráfico do Ibovespa

54

Fórmula 3: IRF (Índice de Força Relativo)

54

Fórmula 4: Estocástico

55

Figura 62: Sinalização de Compra e Venda Com o Estocástico

56

Figura 63: Perda de Inclinação

57

Figura 64: Divergência de Tendência Com o Estocástico no Gráfico da ARCZ6

57

Figura 65: Pontos de Entrada Com o Força Index no Gráfico do Ibovespa

59

Figura 66: Exaustão do Movimento Com o Força Index no Gráfico PETR4

60

Figura 67: Divergência de Tendência Com o OBV no Gráfico BBDC4

61

Figura 68: Princípio de Inversão Com o OBV no Gráfico da CMIG4

62

Figura 69: ADX na Confirmação de Ausência de Tendência no Gráfico do Ibovespa

64

Figura 70: ADX, DI+ e DI- na Análise do Gráfico do Ibovespa

65

Figura 71: Análise de Tendência com o Parabólico SAR no Gráfico da ELPL4

66

Figura 72: Análise de Tendência com o Parabólico SAR no Gráfico da GGBR4 Figura 73: Bandas de Bollinger e OBV na Análise de Divergência no Gráfico da

67

AMBV4

68

Figura 74: Bandas de Bollinger na Análise do Gráfico TNLP4

69

Figura 75: Fibonancci Fan Encontrando Suporte Oculto no Gráfico Ibovespa

71

Figura 76: Fibonancci Fan Encontrando Suporte Oculto no Gráfico PMAM4

71

Figura 77: Encontrando Suportes e Resistências Potências Com o Pitchfork no Gráfico

do Ibovespa

72

Figura 78: Análise do Gráfico do Ibovespa com o MACD

73

Figura 79: Análise do Gráfico da TNLP4 com o MACD

74

Figura 80: Análise por Volume no Gráfico da AVPL3

76

Figura 81: Candle Bullish 20/20

81

Figura 81: Candle Bearish 20/20

82

Figura 82: Candle Bearish 20/20

83

Figura 83: Tática de Trade Após Candle Bearish 20/20

83

Figura 84: Candle Bullish 20/20

84

Figura 85: Tática de Trade Após Candle Bullish 20/20

84

Figura 86: Ataque do Sniper nas Ações da GGBR4

85

Figura 87: Fuga do Sniper nas Ações da GGBR4

85

Figura 88: Fuga do Sniper Com Falling Three Methods nas Ações da CRUZ3

86

Figura 89:Candle Bearish 20/20

86

Figura 90: GAP Surpresa do Touro

87

Figura 91: Candle Bullish 20/20

87

Figura 92: GAP Surpresa do Urso

88

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

Figura 93: GAP Surpresa do Touro nas Ações da EMBR4

88

Figura 94: Candle Bearish 20/20

89

Figura 95: Candle Bearish 20/20 Continuação

89

Figura 96: Candle Bullish 20/20

90

Figura 97: Candle Beallish 20/20 Continuação

90

Figura 98: Operando com Bearish e Bullish com as Ações de Cesp4

91

Tabela 1: Resumo de Movimentos, Gaps, Stop e Vendas de Ações

92

Tabela 2: IR Operações Day Trade

94

Tabela 3: Mercado e Fato Gerador IR

95

Tabela 4: Preenchimento de DARF

96

Tabela 5: Exemplo Para Cálculo IR

97

Tabela 6: Exemplo Para Cálculo de IR

97

Tabela 7: Exemplo Para Cálculo de IR

98

Tabela 8: Exemplo Para Cálculo de IR

98

Tabela 9: Exemplo Para Cálculo de IR

99

Tabela 10: Exemplo Para Cálculo de IR

99

Tabela 11: Exemplo Para Cálculo de IR

99

Tabela 12: Exemplo Para Cálculo de IR

100

Tabela 13: Exemplo Para Cálculo de IR

100

Tabela 14: Exemplo Para Cálculo de IR

100

Tabela 15: Exemplo Para Cálculo de IR

101

Tabela 16: Exemplo Para Cálculo de IR

101

Tabela 17: Exemplo Para Cálculo de IR

101

Tabela 18: Exemplo Para Cálculo de IR

102

Tabela 19: Exemplo Para Cálculo de IR

102

Tabela 20: Exemplo Para Cálculo de IR

102

Tabela 21: Exemplo Para Cálculo de IR

103

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

Capitulo 1

Formação dos Gráficos Para Análise Técnica

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

1. O que é Análise Técnica?

A análise técnica ou análise gráfica, de maneira resumida, é uma abordagem que utiliza gráficos como ferramenta principal para determinar o melhor momento (e preço) para comprar e vender ativos. Em complemento a utilização de gráficos, a análise técnica inclui também uma série de teorias sobre como acontecem os movimentos do mercado.

1.1 Um pouco de história

As origens da análise técnica moderna estão nos trabalhos de Charles Dow no início do século XX.

Dow junto com Edward D. Jones publicava um informativo financeiro que mais tarde seria o "The Wall Street Journal". Através do jornal, Dow apresentava suas observações sobre o comportamento do mercado. O conjunto desses textos seria posteriormente reunido, gerando o que pode ser considerado o início da análise técnica: a teoria de Dow.

1.2 Análise Técnica x Análise Fundamentalista

São duas escolas diferentes de análise. As características principais da análise fundamentalista são:

Tenta medir o valor intrínseco de um ativo, ou seja determinar um valor adequado que reflita a situação da empresa no presente e as expectativas futuras.

O valor intrínseco inclui fatores difíceis de quantificar como posicionamento da empresa no mercado.

Análise fundamentalista estuda as questões relativas à economia e perspectivas do segmento a que pertence à empresa.

Avalia como ocorre o gerenciamento da empresa.

Características da análise técnica são:

Analisa os dados gerados pelas transações como preço e volume.

Utiliza os gráficos na busca de padrões.

Visualiza a ação dos componentes emocionais presentes no mercado.

Analisa as tendências e busca determinar alvos (até onde os preços irão se movimentar).

As duas escolas têm por objetivo determinar o que comprar/vender quando comprar/vender. Contudo, utilizam abordagens claramente diferentes para atingir esse objetivo.

1.3 Importância da Análise Técnica

A análise técnica funciona porque o mercado corresponde à soma dos desejos, medos e

expectativas das pessoas. O valor de um ativo reflete o encontro entre os que acreditam que o

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

ativo irá se valorizar (compra) versus aqueles que pensam o contrário (venda). Essas manifestações aparecem nos gráficos.

As pessoas lembram-se dos valores em que ganharam ou perderam dinheiro. Dessa maneira, começa a formação de zonas de preços difíceis de ultrapassar, são as chamadas regiões de suporte e resistência como veremos ao longo do tutorial. De modo semelhante, as tendências são formadas e a análise técnica oferece ferramentas que possibilitam medir a força da tendência e mesmo sua provável extensão.

Outro fator importante é a crescente popularidade da análise técnica. Conforme ela ganha mais adeptos, mais pessoas passam a utilizar suas teorias e a perceber, simultaneamente, padrões de compra e venda, o que acaba por impulsionar o movimento de preço.

Não podemos esquecer ainda o dinamismo da análise técnica. Durante o dia surgem diversas oportunidades de negócios, pois o mercado se repete e os mesmos padrões que uma pessoa observa em um gráfico de nível diário pode aparecer diversas vezes ao longo de um único pregão.

2. A Teoria de Dow

A teoria de Dow é uma das principais bases da análise gráfica. A teoria é composta por alguns

princípios básicos que estudaremos a seguir.

2.1 Princípio 1: Os Índices Descontam Tudo

Os índices representam à ação conjunta de inúmeros investidores, desde os mais bem

informados (que contam com as melhores informações e previsões) até os muito inexperientes.

As variações diárias dos preços de um índice, portanto, já têm incluídas (descontadas) no seu

valor os eventos que irão acontecer e que são desconhecidos pela maioria dos investidores.

Dessa forma, todo o fator que afeta a relação de oferta/demanda está refletida no preço do mercado. Entretanto, existem os eventos que são imprevisíveis e que as pessoas não têm como saber, como calamidades naturais, catástrofes como os atentados nas torres americanas, etc. Esses são os chamados "atos divinos" , quando acontecem podem gerar fortes oscilações iniciais, mas acabam sendo absorvidos pelo mercado.

Resumo do Princípio:

Todo o fator que afeta a oferta x demanda está refletido no índice.

O Índice já possui em seu valor (já descontou) eventos futuros que a imensa maioria não conhece.

Acontecimentos completamente inesperados são rapidamente avaliados e seus possíveis efeitos absorvidos.

2.2 Princípio 2: As Três Tendências do Mercado

O segundo princípio de Dow afirma que o mercado possui três tendências de movimento:

primária, secundária e terciária.

A tendência primária é a tendência principal de um mercado. É um movimento longo que pode

ser de alta ou de baixa e que leva a uma grande valorização ou desvalorização dos ativos. Não existem regras matemáticas exatas para definir o tempo de duração das tendências, entretanto,

as tendências primárias duram aproximadamente de 1 a 2 anos. Na figura abaixo, as linhas

verticais estão fazendo uma separação entre três tendências primárias no índice Bovespa.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 1: Gráfico de Tendência Primária

Figura 1: Gráfico de Tendência Primária

Uma tendência primária não se movimenta em linha reta. Ao observarmos o mercado (como no gráfico acima) percebermos que o movimento acontece como um ziguezague. Em um mercado de alta, após um impulso para cima que forma um novo topo (mais alto que o anterior), temos uma correção que forma um novo fundo (também mais alto que o fundo anterior). Em uma tendência de baixa o oposto acontece, após uma queda que forma um fundo mais baixo, acontece uma reação que cria um topo mais baixo. O conjunto desses impulsos e correções dentro de uma tendência primária são as chamadas tendências secundárias. Uma tendência secundária dura de 3 semanas a alguns meses e pode corrigir até dois terços da tendência primária que ela faz parte.

As tendências terciárias fazem parte das secundárias. São movimentos menores de, em média, até 3 semanas. Elas se comportam em relação às tendências secundárias da mesma maneira que as secundárias em relação às primárias.

Quando estamos analisando o mercado é interessante classificar as tendências do movimento atual, assim, podemos avaliar melhor as ações a serem tomadas dentro de nossa estratégia operacional.

2.3 Princípio 3: As Três Fases dos Movimentos

Dow fez uma série de observações sobre os movimentos de preços, tanto de alta como de baixa, caracterizando aspectos psicológicos marcantes de cada fase:

2.3.1 Fases do Mercado de Alta

Fase 1: No início da alta o mercado começa a ser propulsionado por investidores mais qualificados, que percebem logo que novos ventos estão soprando. Enquanto isso, a maioria ainda acredita que o pior ainda está por vir, o que permite aos investidores de elite comprarem papéis muito baratos. As notícias apresentadas pela mídia refletem as expectativas negativas da maioria.

Fase 2: A segunda parte é uma aceleração mais acentuada do movimento. A pressão compradora aumenta bastante.

Fase 3: A terceira fase é marcada por grandes altas. Os participantes do mercado, de maneira geral, estão cada vez mais seguros de seus lucros e os investidores mais bem preparados começam a vender suas posições. A grande massa de investidores está em clima de euforia que se realimenta diariamente nos noticiários. Está aberta a possibilidade para a fase 1 do mercado de baixa.

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2.3.2 Fases do Mercado de Baixa

Fase 1: Nesta fase os profissionais e investidores de elite vendem seus ativos, iniciando a retração.

Fase 2: É uma etapa marcada por um grande nervosísmo, os investidores percebem o equívoco e tentam se desfazer de suas posições.

Fase 3: Com as grandes perdas e ativos muito desvalorizados a pressão vendedora se dissipa, oportunidades para uma nova alta começam a surgir.

2.4 Princípio 4: O Princípio da Confirmação

O princípio da confirmação afirma que para uma reversão de tendência ou rompimento de nível de suporte/resistência (suportes e resistências serão melhor explicados nos capítulos seguintes) ser válido, o fato deve ocorrer em dois índices de composições distintas. Assim, um índice confirma o outro, demonstrando que não se trata de uma oscilação temporária do movimento.

não se trata de uma oscilação temporária do movimento. Figura 2: Índices de Confirmação Para ilustrar

Figura 2: Índices de Confirmação

Para ilustrar o princípio da confirmação suponha dois índices (A e B) de composições diferentes, mas que se comportam de maneira semelhante. O índice A, durante uma alta, vence a zona de pressão vendedora (a linha de resistência) e parece seguir com força em sua tendência. O índice B, entretanto, ao chegar pela primeira vez na linha de resistência não consegue o rompimento da mesma forma que A. Um investidor que analisa o mercado apenas a partir do ponto de vista do índice A pode concluir que existem boas oportunidade de compra logo após o rompimento. Contudo, o que acontece é uma retração, pois o mercado não estava tão forte como demonstrou a falha de rompimento por parte de B.

Essa é a essência do princípio da confirmação. Dois índices são usados para que um pronuncie uma "segunda opinião" sobre o outro, de modo a validar o que está acontecendo ou indicar uma armadilha. No caso brasileiro, esses dois índices poderiam ser, por exemplo, o índice Bovespa e o IBRX.

2.5 Princípio 5: Volume Deve Confirmar a Tendência

Este princípio é bastante simples, na teoria de Dow o volume está relacionado com as tendências da seguinte maneira:

Tendência de Alta: Em uma tendência principal de alta é esperado que o volume aumente com a valorização dos ativos e diminua nas reações de desvalorização.

Tendência de Baixa: Em uma tendência principal de baixa é esperado que o volume aumente com a desvalorização dos ativos e diminua nas reações de valorização.

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2.6 Princípio 6: A Tendência Continua Até Surgir um Sinal

Definitivo de que Houve Reversão

Embora pareça óbvio, este princípio é importante. O mercado não vai cair apenas porque atingiu um nível "alto demais" ou subir porque "já caiu demais". Uma das técnicas mais simples utilizadas

é a identificação de falhas ao formar um topo mais alto (em uma tendência de alta) ou um fundo

mais baixo (em uma tendência de baixa). O investidor deve possuir uma metodologia de identificação de pontos de entrada e saída, existem uma série de ferramentas de análise técnica

que ajudam nessas decisões. Neste e em outros tutoriais e artigos você aprenderá sobre padrões clássicos, candles, indicadores e muitas outras armas da escola gráfica.

Para Saber Mais

Neste capítulo vimos os princípios que formam a Teoria de Dow. São informações importantes que com certeza vão ajudar muito em sua estratégia operacional. Se você deseja saber mais, três bons livros são: The Dow Theory de Robert Rhea, Technical Analysis of Stock Trends de Robert D. Edwards e John Magee e Techical Analysis Explained de Martin Pring.

3. Formação dos Gráficos

Existem diversos tipos de gráficos e consequentemente diversas maneiras de representar o que aconteceu no pregão. É importante que você entenda como são formados os símbolos que formam os gráficos, pois esses símbolos são a própria linguagem do mercado.

3.1 Conhecendo o Gráfico de Barras

O gráfico de barras é um dos tipos mais populares na análise técnica. Conforme pode ser visto na

ilustração ele utiliza o valor de abertura, máximo, mínimo e de fechamento.

o valor de abertura, máximo, mínimo e de fechamento. Figura 3: Formação do Gráfico de Barras

Figura 3: Formação do Gráfico de Barras

A barra oferece uma série de informações sobre o que acontece no pregão. O segmento de reta

para a esquerda é a abertura, ou seja, o valor do primeiro negócio que ocorreu no dia. O segmento para a direita é o valor de fechamento, representando o preço do último negócio no

pregão. O ponto mais alto da barra coincide com o preço máximo praticado durante o pregão, enquanto que a extremidade inferior corresponde ao preço mínimo.

O tamanho da barra (distância entre o máximo e o mínimo) nos oferece alguns dados,

mostrando um pouco sobre como foi à batalha entre compradores e vendedores. Uma barra pequena ou média, normalmente, demonstra um mercado calmo, sem grandes conflitos. Mas,

o que é uma barra pequena? Que tamanho é uma barra média? Isso depende do mercado/ativo, o

que se faz é analisar o tamanho da barra em relação ao tamanho médio das outras barras do gráfico, se, por exemplo, for metade do tamanho da maioria, com certeza estamos falando de uma barra pequena.

O mesmo raciocínio é válido para identificar barras grandes, a interpretação, entretanto, é

completamente oposta. Barras grandes normalmente são um sinal de mercado volátil, com os

preços variando fortemente durante o dia. Em pregões desse tipo, surgem várias oportunidades

de negócios (e algumas armadilhas também).

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Abaixo um gráfico de barras do índice Bovespa:

DE AÇÕES Abaixo um gráfico de barras do índice Bovespa: Figura 4: Gráfico de Barras do

Figura 4: Gráfico de Barras do Ibovespa

3.2 Conhecendo o Gráfico de Candles

O Gráfico de candles, também chamado gráfico de velas ou candelabro japonês popularizou-se na

década de 90 com os trabalhos de Steven Nison, autor do famoso livro Japanese Candlestick Charting Techniques. Também utiliza as informações de preço máximo, mínimo, abertura e fechamento para o desenho do símbolo.

mínimo, abertura e fechamento para o desenho do símbolo. Figura 5: Candles O gráfico de candles

Figura 5: Candles

O gráfico de candles é composto por duas partes: corpo e sombras. O corpo é a parte entre a

abertura e o fechamento (parte mais alargada da figura acima), caso a abertura tenha sido inferior ao fechamento (um dia de alta) o corpo recebe, por exemplo, a cor branca. Se o fechamento foi menor que a abertura (um dia de queda) o corpo recebe outra cor, preto por exemplo. Assim, como pode ser visto na figura, em um dia de alta a abertura delimita a parte inferior do corpo candle e em um dia de queda o contrário. Existe uma classe de candles, contudo, que não possuem corpo são os chamados doji. Um doji é formado quando a abertura e fechamento coincidem. Exemplo:

são os chamados doji . Um doji é formado quando a abertura e fechamento coincidem. Exemplo:

Figura 6: Doji’s

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3.2.1 Resumo Introdutório

Nas figuras abaixo podemos ver:

- padrões baixistas

- padrões altistas

- padrões que indicam reversão de tendência.

No endereço a seguir pode-se aprofundar no assunto (inclusive com as interpretações dos

candles): http://www.equis.com/free/taaz/candlesticks.html Considerações sobre algumas figuras:

Hammer (Martelo) – Representa uma figura de alta. É identificado como um pequeno corpo branco com uma sombra que chega a ser 2 vezes maior que o seu corpo. Um martelo é identificado por um corpo real pequeno (isto é, uma faixa pequena entre a abertura e os preços de fechamento) e por uma sombra longa , isto é, a mínima é bem inferior à abertura. Significa que ocorreu uma diminuição na tendência de baixa. Nota - Se aparecer depois de um significativo movimento altista, será chamada de enforcado, e neste caso é baixista.

Piercing Line –. Linha da perfuração. Representa uma figura de alta. O segundo candle abre mais abaixo do mínimo do dia anterior, mas fecha acima do meio, sem ultrapassar o topo. Espera-se, neste caso, que o mercado está iniciando um movimento de alta.

Engulfing Line – Este teste padrão é fortemente altista se ocorrer após um movimento de queda significativo (isto é, age como um teste padrão da reversão).

Shooting Star – Indica baixa. O mercado vinha num movimento altista e no dia faz um novo topo, mas perde força e fecha no mesmo preço de abertura.

Engulfing de baixa – Este teste padrão é fortemente baixista se ocorrer após um movimento de alta significativo (isto é, age como um teste padrão da reversão).

Doji Star– Indica mudança na tendência altista. O mercado vinha subindo gradualmente e de repente mostra indecisão e falta de confiança na continuidade do movimento. Uma abertura no dia seguinte abaixo do fundo do Doji pode significar reversão.

movimento. Uma abertura no dia seguinte abaixo do fundo do Doji pode significar reversão. Figura 7:

Figura 7: Padrões Altistas

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 8: Padrões de Baixas Figura

Figura 8: Padrões de Baixas

A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 8: Padrões de Baixas Figura 9: Padrões de Reversão

Figura 9: Padrões de Reversão

As sombras, de maneira semelhante ao gráfico de barras, são traços que mostram os valores máximo e mínimo que os preços alcançaram. Vale ressaltar que um candle pode não ter sobra inferior ou superior, para isso basta que a abertura/fechamento seja no exato valor da mínima/máximo. Por exemplo:

seja no exato valor da mínima/máximo. Por exemplo: Figura 10: Candles Sem Sombras Em gráficos de

Figura 10: Candles Sem Sombras

Em gráficos de candles podem ser utilizados todos os preceitos da teoria de Dow e padrões clássicos que veremos a seguir. Além disso, os candles introduzem um novo conjunto de padrões que serão assuntos durante nosso estudo. O mesmo gráfico de barras do Bovespa está sendo representado com candles abaixo:

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 11: Gráfico Com Padrão Doji

Figura 11: Gráfico Com Padrão Doji Star

3.3 Periodicidade dos Gráficos

Os gráficos podem ter diferentes periodicidades, ou seja, não precisam, necessariamente, representar 1 dia de pregão. Os gráficos em nível de dias mais comuns são:

Diário: Representando 1 pregão

Semanal: Uma barra ou candle representando todos os pregões da semana.

Mensal: Uma barra ou candle representando todos os pregões do mês.

Anual: Uma barra ou candle por ano.

Uma outra classe, são os que mostram o que aconteceu durante a sessão, são os gráficos intraday (também chamados intradia). Em um gráfico intraday o intervalo utilizado corresponde, normalmente, há alguns minutos. Os mais comuns: 1, 5, 15, 30 e 60 minutos.

A maneira como o símbolo é desenhado é exatamente a mesma que no caso de uma barra ou

candle de 1 pregão. Vamos pegar como exemplo um gráfico semanal, cada semana será representada por um único símbolo, assim, o valor de mínimo será o menor entre todos os preços praticados na semana, enquanto que o valor máximo será o maior preço negociado no mesmo período. A abertura, nesse caso, será a abertura do primeiro dia de pregão da semana (segunda- feira em nosso exemplo) e o fechamento o valor de encerramento da sexta-feira.

O mesmo ocorre para os gráficos intraday. Em um gráfico de 15 minutos o primeiro e último

minuto do intervalo (digamos entre 15:01 e 15:15) são a abertura e o fechamento, enquanto que o máximo/mínimo entre os minutos desse intervalo será o máximo/mínimo do símbolo.

Um ponto importante é que as técnicas de análises são válidas em qualquer tempo gráfico. As teorias são sempre válidas quando a formação do preço é livre (oferta x demanda), o que acontece algumas vezes é que certas técnicas se adaptam melhor a determinados períodos que outras.

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4. Suportes e Resistências

Suportes e resistências, de maneira simples, são zonas de preços nas quais o movimento atual do mercado tem grandes chances de parar e reverter. Definições:

Suporte: Região na qual o interesse de comprar é grande, superando a pressão vendedora, o movimento de queda tende a parar.

Resistência: Região na qual o interesse de vender é grande, superando a pressão compradora, o movimento altista tende a parar.

Não existe nada de mágico com suportes e resistências o que existe é oferta versus demanda e psicologia humana. Em uma alta, conforme os preços aumentam, os ativos vão ficando naturalmente mais caros e menos compradores vão estar disponíveis a pagar determinado preço. Os vendedores, pelo contrário, vão querer vender como nunca nesses novos valores, aumentando a oferta e contribuindo para o início da desvalorização (queda).

Podemos ver no gráfico abaixo do índice Bovespa que o mercado subia até atingir um nível de preços no qual ele parou (resistência). Depois de encontrar a resistência, o mercado corrigiu caindo um pouco, mas voltou a subir a alcançou a resistência novamente, ponto no qual reverteu para uma tendência de queda maior.

ponto no qual reverteu para uma tendência de queda maior. Figura 12: Resistência no Gráfico Ibovespa

Figura 12: Resistência no Gráfico Ibovespa

Em uma baixa o contrário acontece, os ativos tornam-se mais baratos e a demanda pelos papéis começa a aumentar. Os vendedores, já não acham os preços tão atrativos, diminuindo a oferta. Está aberto o caminho para a valorização (alta).

Abaixo temos um exemplo de suporte no índice Bovespa, note que o mercado vinha em queda até chegar ao valor de 15.780 pontos. A partir desse nível, a força compradora aumentou e a queda parou. O mercado reagiu, mas voltou a cair até a linha de suporte mais duas vezes até reverter para uma tendência de alta de maior intensidade.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 13: Suporte no Gráfico Ibovespa

Figura 13: Suporte no Gráfico Ibovespa

4.1 O Componente Psicológico

Que outros fatores ajudam a definir certo preço como suporte ou resistência? A resposta é simples:

memória. As pessoas lembram-se dos valores que compraram ou venderam e ganharam dinheiro, lembram-se também dos preços em que perderam e das emoções boas e más sentidas durante esses eventos. Logo, o somatório desse histórico de lembranças é um dos fatores que contribui para a formação dessas zonas de bloqueio.

Suportes e resistências estão entre os primeiros conceitos que aprendemos quando começamos a estudar análise técnica. Eles refletem, diretamente, a idéia de "comprar barato e vender caro" que habita os sonhos e intenções de qualquer investidor. Mas, como se formam esses níveis? O que faz com que determinado papel não consiga romper uma resistência antiga? A resposta para essas questões é ao mesmo tempo simples e complexa, assim como são os seres humanos.

4.1.1 Comprometimento, envolvimento e orgulho

Uma das frases mais notórias e felizes usadas para diferenciar envolvimento e comprometimento diz que a galinha está envolvida com a omelete enquanto que o porco está comprometido com a feijoada. A distinção possui esse nível de grandeza mesmo, quando estamos verdadeiramente comprometidos nos esforçamos, torcemos, enfim, fazemos tudo ao nosso alcance para que as coisas aconteçam conforme o planejado.

Quando olhamos os gráficos na tela do computador e formulamos uma estratégia de trade passamos a ter um envolvimento com nossa hipótese. Quando decidimos dar o passo seguinte e a ordem é enviada, querendo ou não, passamos a possuir um compromisso financeiro com a operação. A partir desse momento, o trader precisa saber gerenciar suas emoções, caso contrário uma série de pensamentos destrutivos podem por tudo a perder.

Quando o investidor está comprometido, muitas vezes o orgulho o impede de admitir que esteja errado. Quanto dinheiro já foi perdido com a idéia de que "o mercado vai virar a qualquer momento". O primeiro fator, portanto, que torna tão poderosas as zonas de suporte e resistência é o comprometimento comum. Vendo os gráficos, o analista sabe que muitos investidores estão dispostos a se comprometer, comprando ou vendendo, em determinado nível, o que aumenta muito a confiança no trade . Se, por acaso, o suporte ou resistência falhar ele sabe que muitos outros analistas erraram também o que leva a um impacto menor em sua auto-estima. Assim, mais do que zonas de pressão compradoras ou vendedoras, suporte e resistências são níveis de

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maior segurança psicológica. Abaixo algumas zonas de suporte e resistência no índice Bovespa durante o movimento lateral de fevereiro/março de 2004.

durante o movimento lateral de fevereiro/março de 2004. Figura 14: Suporte e Resistência no Gráfico Ibovespa

Figura 14: Suporte e Resistência no Gráfico Ibovespa

4.1.2 Alívio e arrependimento

Suponha que você acompanha em sua carteira o papel X. Por um bom tempo ele vem oscilando em torno de R$ 30,00. Repentinamente, uma alta rápida acontece e, por uma razão qualquer, você acaba não entrando no trade. O papel hoje está valendo R$56,00 e você fica imaginando o bem que esse lucro faria para sua carteira de investimentos. Se você permitir, o arrependimento irá assombrá-lo por alguns dias.

Entretanto, uma série de correções acontece. Conforme os pregões vão se sucedendo, X vai caindo até chegar bem próximo do nível de R$ 30,00. Neste momento, na sua cabeça e na de muitos outros investidores uma voz irá repetir "de novo não". Dessa vez, você sente que tem uma segunda chance e compra no valor de R$ 30,00, o qual tende a se perpetuar como um ótimo nível de suporte.

Imagine agora que o papel Y, está valendo R$ 40,00. Ele faz parte de sua carteira e você já ganhou algum dinheiro com ele. Contudo, dessa vez ele está com um desempenho ruim, de 40 já

passou para 38

que não vendi antes? E agora seguro ou liquido de uma vez?

e agora está em 16! Todo o dia você se faz as mesmas perguntas: por

36

32

O mercado, no entanto, começa a subir. O papel Y volta para perto de R$ 40,00. Você sente que

vendendo agora será dado fim ao doloroso trade . Você coloca sua ordem de venda e sente todo o

alívio que o momento traz. Você e o mercado estão quites e o valor de R$ 40,00 torna-se uma resistência forte.

O mercado é o encontro de uma série de emoções. Medo, angústia, orgulho, arrependimento,

alívio, ganância e muito mais. O trader metódico e com um bom gerenciamento emocional possui uma grande vantagem. Lembre-se que existem níveis nos quais as pessoas irão comprar sem pensar e em outros nos quais elas irão derramar ordens de vendas. Olhe o volume e indicadores que utilizam o volume para medir a força de compradores e vendedores. Suportes e resistências sempre existirão, aprender a trabalhar com eles traz ótimos resultados.

4.2 Negociando com a Ajuda de Suporte e Resistência

A regra para negociar usando suportes e resistências parece simples: comprar no suporte e

vender na resistência. Essa regra sem sofisticação, mas objetiva pode tornar um investidor extremamente bem sucedido se ele conhecer o mercado e tiver uma boa metodologia de operação. Para isso o investidor deve saber que, muitas vezes ocorre o rompimento dos níveis de suporte e

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resistência, sendo importante contar com estratégias para proteção do capital e também para aproveitar esses acontecimentos. Nesse contexto um ponto relevante é à força do suporte e resistência. Quanto mais vezes o mercado "bater e voltar" na linha, mais forte é a confiabilidade da barreira de preços.

Aprenderemos no próximo capítulo um outro conceito importante relacionado com zonas de suporte e resistência que ajuda muito em nossas estratégias de investimentos: o Princípio da Inversão.

5. O Padrão Piercing

Candles estão entre as ferramentas de preços mais ágeis em gerar sinais importantes, tanto de reversão quanto de continuação de movimento. Quando prestamos atenção ao contexto no qual um determinado candle surge e combinamos suas informações com outras técnicas ocidentais os resultados são muito bons.

Neste artigo vamos conhecer um padrão de reversão chamado piercing. Trata-se de um padrão altista que surge com alguma freqüência e possui características importantes que devemos conhecer para medir (pelo menos subjetivamente) sua confiabilidade. Como convenção neste artigo usaremos o período diário para explicar o padrão, mas ele é perfeitamente válido para intervalos de tempo maiores e também intraday.

5.1 Identificando o Padrão

O padrão piercing surge em um movimento baixista, necessitando de dois candles para sua formação:

1. O primeiro é um candle de queda, normalmente com um corpo de tamanho grande em relação a suas sombras. Primeiro dia é completamente dominado pela força vendedora.

2. O segundo é um candle de alta cujo valor de abertura é inferior ao fechamento do dia anterior (idealmente menor que a mínima). Apesar da abertura ruim para os compradores, durante o dia existe uma recuperação que resulta em um fechamento que avança bastante para "dentro" do corpo do candle do primeiro dia.

5.1.1 Psicologia

Com o forte dia de vendidos dominando e com o gap de baixa no segundo dia, cada vez mais apresenta um cenário onde os vendidos estão confiantes. No entanto, o segundo dia fecha o gap de baixa e invade metade do corpo do candle anterior sendo assim colocando em xeque sua tendência de baixa.

Piercing de alta (Bullish Piercing Line)

sua tendência de baixa. Piercing de alta (Bullish Piercing Line) Figura 15: Piercing de alta (Bullish

Figura 15: Piercing de alta (Bullish Piercing Line)

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5.1.2 Fatores de Reforço

Existem alguns itens que intensificam a força do padrão:

Quanto maior o grau de avanço melhor. Um piercing no qual o candle de alta passa de 80% do corpo do candle de queda é mais relevante do que outro em que essa penetração é de 50%. Se esse avanço for de 100% ou mais estaremos diante de um engolfo de alta.

Se o segundo dia abre sob ou próximo de um suporte e o candle de alta faz com que o suporte não seja perdido. Isso mostra que os vendedores não tiveram força de vencer a pressão de compra daquela região e reforça a indicação de reversão do padrão.

Volume considerável no segundo dia.

Esses fatores são importantes, mas os dois últimos não são fundamentais. Existe, contudo, menos liberdade em relação ao primeiro (grau de avanço), sendo realmente desejável que essa penetração seja significativa. Se não houver um avanço de pelo menos 50% o padrão passa a ser classificado como um dos variantes (mais fracas) do piercing chamados de on-neck, in-neck e thrusting.

Observe o gráfico da Embratel abaixo (EBTP4):

e thrusting. Observe o gráfico da Embratel abaixo (EBTP4): Figura 16: Piercing de alta (Bullish Piercing

Figura 16: Piercing de alta (Bullish Piercing Line) no Gráfico da EBTP4

O mercado vem em queda com uma sucessão de candles baixistas (pretos na figura) e no dia 20 de fevereiro, para satisfação dos vendedores, o mercado abre abaixo da mínima do pregão anterior. No entanto, ao longo do dia os preços iniciam uma recuperação que leva a um fechamento bem acima, penetrando fortemente no último candle de queda. Está formado o piercing, o qual foi o ponto de reversão para um belo rally na EBTP4.

Lembre-se sempre de observar os candles no contexto em que surgem. O piercing, por exemplo, só possui validade após um movimento de queda. Os candles são uma linguagem de preços rica que pode contribuir bastante em suas estratégias. O piercing como outros padrões de candles possui o seu padrão oposto baixista, o dark- cloud (nuvem escura).

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 17: Piercing de Alta no

Figura 17: Piercing de Alta no Gráfico da ELET6

E VENDA DE AÇÕES Figura 17: Piercing de Alta no Gráfico da ELET6 Figura 18: Piercing

Figura 18: Piercing de Alta no Gráfico da SBSP3

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6. O Padrão Shooting Star (Bearish Shooting Star)

Análise técnica trata de probabilidades. O analista desenvolve uma estratégia com base em certo número de ferramentas que são aplicadas aos gráficos, quando 2 ou mais dessas técnicas indicam

a mesma direção às chances de sucesso aumentam. A maioria dos analistas que utilizam candles acaba sempre prestando atenção dobrada quando o padrão Shooting Star aparece, especialmente se ele surgir em conjunto com um sinal de topo da análise técnica ocidental.

6.1 Características do Padrão

A Shooting Star é um padrão de candle de 1 barra, ou seja, não é um dos chamados padrões

compostos, os quais desenvolvem-se ao longo de 2, 3 ou até mais barras. A Shooting Star, ou estrela cadente, recebe esse nome porque ela lembra a estrela no horizonte com a cauda para cima. Ela é formada por um pequeno corpo localizado na parte inferior do candle com uma grande sombra na parte superior.

Não existe regra definida para o tamanho da sombra, mas espera-se que seja de pelo menos 2 vezes o tamanho do corpo. Como outros padrões do tipo estrela, a cor do corpo não é um fator muito importante, por isso está representado em cinza na figura abaixo:

por isso está representado em cinza na figura abaixo: Figura 19: Shooting Star Como a maioria

Figura 19: Shooting Star

Como a maioria das formaçoes de candles, a Shooting é válida em qualquer tempo gráfico desde uma periodicidade Intraday até mensal, semanal, etc. Sendo um padrão que sinaliza topos (ou seja uma possível queda) ela deve surgir necessariamente após um movimento de alta.

Assim, resumindo as característiscas do padrão:

Deve necessariamente vir após um movimento altista.

O corpo deve ser pequeno e na parte inferior, contrastando com uma grande sombra na parte superior.

É válida em qualquer tempo gráfico. Uma observação a ser feita, no entanto, é que em intervalos muito curtos como 5 minutos a efetividade tende a ser um pouco menor.

6.1.1 Psicologia

A longa sombra superior e o pequeno corpo formado pelo candle no fundo do movimento de alta causa preocupação nos comprados. Eles imaginam se é o final da tendência de alta e tomam precauções para proteger os seus ganhos.

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6.1.2 Utilização e Confluência

No gráfico abaixo do índice Bovespa (IBOVESPA) está destacada uma Shooting Star:

Bovespa (IBOVESPA) está destacada uma Shooting Star: Figura 20: Shooting Star no Gráfico Ibovespa O mercado

Figura 20: Shooting Star no Gráfico Ibovespa

O mercado reage após chegar na região dos 20 mil pontos. O movimento de alta estabelecido começa a ser posto em dúvida com o surgimento da Shooting Star, indicando através de sua sombra que o mercado tentou, mas rejeitou novamente o nível de preços de aproximadamente 23.370, confirmando a última resistência alcançada.

Esse, inclusive, é um ponto importante. O máximo da Shooting estabelece uma nova resistência e quando o padrão se forma perto de uma resistência já conhecida (como no exemplo mostrado) a técnica de candles oriental está sendo confirmada por uma técnica da escola gráfica clássica, gerando uma confluência de sinais que aumentam em muito as probabilidades de uma reversão.

Na figura abaixo um novo exemplo com a Telemar (TNLP4) próximo a uma Banda de Bollinger. Note que a Shooting possui uma pequena sombra inferior, por ser bastante reduzida em relação ao restante do candle ela não invalida o padrão.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 21: Shooting Star no Gráfico

Figura 21: Shooting Star no Gráfico da TNLP4

Procure sempre observar se a formação surge junto com resistências, linhas de tendência de baixa, limites de envelopes, bandas de bollinger e também em conjunto com osciladores em estado de sobrecompra como IFR, Estocástico, etc. Essas coincidências aumentam muito a confiabilidade. O artigo que trata de trades com canais mostra uma Shooting Star confirmando o limite superior do canal, os exemplos existem em grande quantidade e o mercado vai continuar criando novos continuamente.

grande quantidade e o mercado vai continuar criando novos continuamente. Figura 22: Shooting Star no Gráfico

Figura 22: Shooting Star no Gráfico da PMAM4

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7. O Padrão Engolfo

Os padrões de engolfo de alta e de baixa são padrões de reversão de tendência que possuem uma confiabilidade significativa. Estão entre os padrões de candles mais "famosos". Como reconhecer um engolfo? Vamos lá, as características do engolfo de alta são:

Surge em uma tendência de baixa.

O primeiro dia do padrão é formado por um candle de baixa.

No segundo dia surge um candle de alta cuja abertura está abaixo da abertura do dia anterior e o fechamento acima do fechamento do dia anterior. O que acontece é que o corpo do segundo candle envolve (engolfa) o corpo do primeiro.

O engolfo de baixa é similar com as diferenças esperadas:

Surge em uma tendência de alta.

O primeiro dia é um candle de alta.

O corpo do segundo dia (de baixa) engolfa o do primeiro dia.

O corpo do segundo dia (de baixa) engolfa o do primeiro dia. Figura 23: Engolfo’s Altista

Figura 23: Engolfo’s Altista e Baixista

7.1 Fatores que Fortalecem o Padrão

O engolfo é um padrão de confiabilidade considerável, mas claro que, como todos os padrões de

candles, a confiabilidade sofre influências do momento técnico total. Existem, no entanto, aspectos que sugerem um engolfo de maior força:

Surgir após movimento rápido (que pode ter deixado o mercado vulnerável a correções) ou após uma tendência longa (mercado sobrecomprado/sobrevendido).

O primeiro dia do padrão ser composto por um candle de corpo pequeno, o que pode indicar a existência de um balanço entre as forças de oferta e demanda e, portanto, o controle não é mais tanto dos vendedores/compradores quanto anteriormente.

Volume forte no segundo dia do padrão.

Vejamos o gráfico abaixo do Bradesco (BBDC4):

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE ANÁLISE TÉCNICA, PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES

PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 24: Engolfo Altista no Gráfico

Figura 24: Engolfo Altista no Gráfico da BBDC4

O papel vinha em uma forte tendência baixista, mesmo surgindo alguns candles de indecisão

(como alguns doji) o mercado continuava em "queda livre". Mas, surgiu no início de julho um grande candle de alta que juntamente com o candle de baixa anterior mudou a cena técnica formando um padrão engolfo de alta. Note que após a formação do padrão o papel realizou, por vários pregões, um movimento consistente de alta.

por vários pregões, um movimento consistente de alta. Figura 25: Engolfo Altista no Gráfico da ODPV3

Figura 25: Engolfo Altista no Gráfico da ODPV3

7.2 Formação de Resistência ou Suporte

Um engolfo de alta é um excelente formador de suportes, enquanto que um engolfo de baixa é um

ótimo formador de resistências. Quando surgir o padrão selecione a mínima dos dois dias em caso de engolfo de baixa, ou a máxima no caso de alta e trace ali uma linha reta. Pronto, você acaba

de indentificar uma provável zona de suporte ou resistência.

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Caso você tenha comprado (no engolfo de alta) ou vendido (no engolfo de baixa), essa é uma boa região para o posicionamento de seu Stop. Nunca se esqueça de realizar a análise de risco/recompensa, dependendo da situação (mercado corrigiu demais em um único dia, aproximou-se muito de uma resistência, etc.) o trade pode deixar de ser atrativo, especialmente em curtíssimo prazo.

8. O Martelo (Hammer): Construindo o Padrão

Os padröes de candles são muito bons em dar sinais rápidos sobre o movimento do mercado.

Neste artigo vamos conhecer a fundo o padrão martelo e, em seguida, ver como podemos utilizá-

lo em nossos trades.

8.1 O Martelo

O martelo é um dos padrões mais confiáveis de reversão, entretanto, para usá-lo de maneira

efetiva é preciso conhecer suas características. Vamos a elas:

O

martelo possui uma longa sombra inferior e o corpo situado na parte superior do padrão.

O

tamanho da sombra deve ser pelo menos duas vezes o tamanho do corpo.

Para ser um martelo deve surgir após uma baixa. Se a figura aparecer após uma alta ela provavelmente será um outro padrão chamado o enforcado. Este padrão é idêntico ao martelo, mas indica reversão para baixa e possui suas próprias particularidades. Será tema de outro artigo.

O

pequeno corpo do martelo pode ser de qualquer cor, ou seja, o candle pode ser de alta

ou de baixa.

Se houver sombra superior ela deve ser muito pequena, o ideal é que seja inexistente.

ela deve ser muito pequena, o ideal é que seja inexistente. Figura 26: Martelos (Hammer) 8.2

Figura 26: Martelos (Hammer)

8.2 A Força dos Martelos

Como já foi dito os martelos são excelentes indicativos de que a queda que acontecia está por acabar. É importante lembrar que na teoria de candles um padrão de reversão não quer dizer que começará uma nova tendência na direção contrária. Ao invés disso, padrões como o martelo sinalizam que a tendência provavelmente acabou, mas o lado para o qual o mercado irá seguir depende da figura técnica total.

Sejamos práticos, nem sempre o mercado vai parar em um martelo (embora seja um sinal muito bom). Muitas vezes a queda continuará, portanto, é importante saber os fatores que aumentam a confiabilidade do martelo:

Tamanho da sombra: Quanto maior o tamanho da sombra em relação ao corpo melhor. Muitos analistas classificam como martelo clássico apenas se a sombra for cerca de 2,5 vezes o corpo.

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É preferível, mas não uma exigência que o candle tenha um fechamento positivo (corpo "branco"). Esse tipo de martelo também recebe a denominação de linha de força (power line).

Proximidade com uma região de pressão compradora: A formação do padrão sobre uma zona na qual existe um suporte, ou um nível de fibonacci, por exemplo, aumenta bastante a chance de acontecer a reversão.

Velocidade do movimento de queda: Se a queda foi muito rápida, o mercado pode tornar- se vulnerável ao acontecimento de uma correção técnica para cima e o martelo pode ser um bom indício de que esse processo está em andamento.

Observemos agora um gráfico intraday do índice Bovespa:

Observemos agora um gráfico intraday do índice Bovespa: Figura 27: Martelos no Gráfico do Ibovespa Neste

Figura 27: Martelos no Gráfico do Ibovespa

Neste gráfico de 30 minutos o mercado vinha caindo mais de 300 pontos. Surgiu então o padrão martelo. Após a formação do martelo, a tendência de queda foi interrompida e pelos 120 minutos seguintes o mercado acumulou antes de começar, efetivamente, um movimento de alta.

Neste artigo, vimos como identificar o padrão e fatores que influenciam em sua confiabilidade. Na parte 2 deste estudo veremos algumas estratégias de utilização do martelo em nossos trades.

Um Pouco de Curiosidade

Para aqueles que gostam de curiosidades um fato interessante é a maneira como os japoneses chamam o martelo. Segundo Steven Nison em seu livro "Japanese Candlestick Charting Techinques" o termo utilizado é takuri. O significado da palavra soa como "tentando saber a profundidade da água sentindo o seu fundo".

8.3 O Martelo (Hammer): Realizando Trades

Identificar um padrão de candle, como vimos no artigo introdutório sobre o martelo, é o primeiro passo. Contudo, saber como lucrar usando o padrão é tão fundamental como reconhecê-lo.

Neste artigo vamos ver, de forma direta, algumas regras que podemos utilizar para fazer trades com martelos.

8.3.1 Princípio 1: O Fundo do Martelo é Região de Suporte

O mercado está confuso e você não sabe exatamente a região de suporte? Se existe um martelo por perto existem chances gigantescas de que suas dúvidas tenham acabado. O fundo de um martelo (seu valor mínimo), normalmente, identifica um ótimo suporte.

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Vamos ver alguns exemplos:

PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Vamos ver alguns exemplos: Figura 28: Martelo no Gráfico

Figura 28: Martelo no Gráfico do Ibovespa

Neste gráfico diário do índice Bovespa o mercado formou um martelo que colocou fim a uma queda. A partir daí o mercado reagiu e passou a se movimentar de lado acima dos 14000 pontos. Em meados de Junho iniciou-se um novo movimento baixista, o qual encontrou suporte na região do martelo que havia sido formado há cerca de dois meses e meio atrás.

Então, o fundo do martelo é região de suporte. Ótimo. A prática comum em suportes é, obviamente, comprar. Uma estratégia, portanto, é posicionar as ordens de compra no suporte com um stop abaixo dessa linha.

8.3.2 Princípio 2: Administrando Risco e Recompensa com o Martelo

Um ponto que nunca deve ser esquecido quando analisamos oportunidades de negócios com a técnica de candles é a análise de risco/recompensa. Muitos padrões, quando são formados, embora sinalizem compra, não apresentam uma boa oportunidade de investimento.

Imagine, por exemplo, um martelo com uma sombra muito grande. No momento em que a figura acaba de ser formado talvez a atratividade de compra seja muito pequena, pois o papel já percorreu um longo caminho desde seu fundo (a cotação mínima do candle).

Candles sinalizam antes de outros sinais da análise técnica ocidental as possibilidades de reversão. Entretanto, não carregam com si informações sobre alvos de preços. Dessa maneira, é interessante antes de fazer investimentos com o martelo analisar o risco/recompensa em conjunto com outras técnicas.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 29: Martelo (ou Dragonfly Doji)

Figura 29: Martelo (ou Dragonfly Doji) no Gráfico da GGBR4

Veja o gráfico acima da Gerdau (GGBR4). O mercado vinha em queda até que um martelo foi formado. Esse martelo praticamente não tem corpo, sendo também um doji (mais especificamente um dragonfly doji, mas isso é tema de outro artigo).

Vale a pena comprar neste martelo? Observe que existe uma linha de tendência descendente logo em cima. Essa linha tem grande potencial de ser uma resistência, logo, talvez a recompensa seja pequena não justificando a entrada neste trade.

Esse tipo de análise não deve ser negligenciada quando nos preparamos para arriscar nosso dinheiro.

9. Padrões de Continuação: Rising and Falling Three Methods

Embora sejam conhecidos pelo seu poder de sinalizar reversões, nem só de viradas de tendência vivem os candles. Existem sim padrões de continuação e eles podem ajudar bastante. Neste artigo vamos analisar um padrão de continuação de tendência altista chamado rising three methods, como não poderia deixar de ser, vamos dar uma olhada também em seu análogo baixista o falling three methods.

9.1 Identificando o Padrão

O rising three methods surge em uma tendência de alta, é formado por:

Um candle branco longo

Na sequência surge um grupo de candles de corpo pequeno. Esses candles fazem uma configuração de queda ou de movimento lateral.

O ideal do padrão é que o grupo de candles seja composto por três. Mas, dois ou mais do que três não invalidam o padrão desde que as outras "regras" sejam cumpridas.

Os corpos dos candles pequenos devem estar dentro do espaço entre a máxima e mínima do candle longo inicial. Note que no intervalo de máximo e mínimo estão incluídas as sombras do candle longo.

As cor dos corpos dos candles pequenos pode ser branca ou preta. É preferível que seja preta, mas o contrário não invalida o padrão.

O último dia do padrão deve ser uma figura de alta forte com um fechamento acima do fechamento do primeiro dia do padrão.

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Como você já deve estar imaginando, as regras de formação do falling são similares, mas contrárias. Vejamos as diferenças:

A tendência deve ser de baixa.

O primeiro dia é um candle negro longo.

O último dia deve ser forte, fechando bem abaixo do candle inicial.

A figura abaixo mostra o rising e o falling three methods.

A figura abaixo mostra o rising e o falling three methods. Figura 30: Rising and Falling

Figura 30: Rising and Falling Three Methods

9.2 Realizando Trades

Estamos diante de um padrão de continuação. Se você está posicionado (a favor da tendência eu espero) não há muito a fazer. Posicione seu stop e observe o comportamento do mercado depois da formação do padrão.

Se você não estiver posicionado é hora da sempre importante análise risco/recompensa. Note que conforme dito, o último candle do padrão tende a ser intenso, ou seja, o mercado pode já ter subido bastante e não ser mais atrativo do ponto de vista de compras. Obviamente, entrar ou não depende de cada situação. Existem resistências por perto? Linhas de tendência? Um lugar em que os traders, normalmente, posicionam seu stop em relação a este padrão é abaixo da mínima do primeiro candle. Você, portanto, conhece seu risco, basta avaliar se a provável recompensa vale a pena.

Vamos ver agora um exemplo no índice Bovespa.

vale a pena. Vamos ver agora um exemplo no índice Bovespa. Figura 31: Falling Three Methods

Figura 31: Falling Three Methods no Gráfico do Ibovespa

O mercado vem em sua tendência altista. Após um dia longo de alta surgem em sequência três candles de corpos pequenos com um claro aspecto corretivo. A psicologia por trás dos three

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methods é de um mercado "tomando fôlego" antes de um novo movimento. Após esses três dias, um candle altista forte fecha bem acima do primeiro candle do padrão. O mercado seguiu, assim, a tendência de alta, conforme reforçado pelo padrão rising three methods.

alta, conforme reforçado pelo padrão rising three methods. Figura 32: Falling Three Methods no Gráfico da

Figura 32: Falling Three Methods no Gráfico da CSMG3

Figura 32: Falling Three Methods no Gráfico da CSMG3 Figura 33: Falling Three Methods no Gráfico

Figura 33: Falling Three Methods no Gráfico de TOTS3

Os padrões de continuação ajudam o trader a seguir com a tendência (lembre-se ela é sua melhor amiga).

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10. Padrões - O Mercado Se Repete

Através dos anos os analistas têm realizados diversos estudos sobre os gráficos e suas formações. Dessa forma, foram identificados e classificados padrões que surgem repetidamente ao longo

do tempo. A explicação para a existência de padrões está relacionada ao fato de compradores e

vendedores agirem de acordo com suas crenças e impulsos, tomando decisões de acordo com o momento. Acontece que no mercado as circunstâncias estão sempre se repetindo, levando as forças de oferta e procura representadas pelos investidores a repetirem suas decisões. Nos próximos capítulos, iremos estudar os seguintes padrões:

Ombro-Cabeça-Ombro (OCO)

Triângulos

Topos e Fundos Duplos e Triplos

Retângulos

Bandeiras e Flâmulas

10.1 Ombro-Cabeça-Ombro (OCO)

O ombro-cabeça-ombro é um dos mais importantes padrões de reversão de tendência. Vamos

utilizar a figura abaixo para analisar sua formação e seus componentes.

abaixo para analisar sua formação e seus componentes. Figura 34: OCO (Ombro-Cabeça-Ombro) O padrão lembra, de

Figura 34: OCO (Ombro-Cabeça-Ombro)

O padrão lembra, de fato, os ombros e cabeça de uma pessoa. O mercado forma um primeiro topo

(ombro) e retorna a linha base que será chamada de linha de pescoço. Desse ponto, uma alta acontece superando o topo anterior e formando a cabeça, até esse momento o mercado sugere a continuação da alta. Os preços, a partir da cabeça, retornam uma vez mais até a linha de pescoço e voltam a subir, dando origem ao segundo ombro com tamanho muito semelhante ao primeiro. Está formado o OCO.

O volume

rapidamente no corte da linha de pescoço.

costuma

decrescer

conforme

o

padrão

vai

sendo

construído,

elevando-se

10.1.1 Negociando com o OCO

Os OCOs indicam reversão de tendência. O padrão da figura acima, é um OCO de baixa, mas

também existem OCOs de alta como na figura abaixo.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 35: OCO Invertido Uma das

Figura 35: OCO Invertido

Uma das características mais interessantes do padrão cabeça e ombros é o alvo de preços que a formação sugere. Mede-se a altura da cabeça até a linha de pescoço e projeta-se essa mesma altura a partir da linha de pescoço na direção de rompimento. A linha vermelha na figura acima, mostra até onde o OCO sugere que os preços subam.

No exemplo a seguir temos um gráfico em nível diário do índice Bovespa mostrando um OCO de queda. Note que a linha pontilhada vermelha indica o alvo dos preços.

um OCO de queda. Note que a linha pontilhada vermelha indica o alvo dos preços. Figura

Figura 36: OCO no Gráfico do Ibovespa

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 37: OCO Invertido no Gráfico

Figura 37: OCO Invertido no Gráfico de PMAM4

10.2 Triângulos

Triângulos são classificados como padrões de continuação de tendência, eles se formam quando a flutuação dos preços começa a atingir amplitudes cada vez menores conforme o tempo passa. Existem três tipos básicos de triângulos: ascendentes, descendentes e simétricos.

No começo de sua formação o triângulo está em seu ponto mais largo, á medida que o tempo passa os preços passam a oscilar entre duas linhas: a inferior de suporte e a superior de resistência. Não existe verdade absoluta, mas a tendência é a continuação do movimento atual após o rompimento, em especial no que se refere a triângulos ascendentes e descendentes.

10.2.1 Triângulo Ascendente

O triângulo ascendente possui o lado superior horizontal e o inferior como uma linha ascendente. O rompimento normalmente indica a continuação da tendência. Uma das técnicas para utilizar o triângulo ascendente como instrumento de operação é aguardar pelo rompimento da linha horizontal com alto volume, nessa situação os analistas esperam por uma alta de pelo menos a altura do lado mais largo do triângulo.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 38: Triângulo Ascendente 10.2.2 Triângulo

Figura 38: Triângulo Ascendente

10.2.2 Triângulo Descendente

O triângulo descendente é o inverso, tende a ser um sinal de queda. A linha horizontal fica na parte inferior enquanto que uma linha de tendência inclinada para baixo se forma. Como no caso ascendente, espera-se que os preços percorram uma distância equivalente ao tamanho do lado mais largo da formação.

equivalente ao tamanho do lado mais largo da formação. Figura 39: Triângulo Descendente 10.2.3 Triângulo

Figura 39: Triângulo Descendente

10.2.3 Triângulo Simétrico

No triângulo simétrico os preços máximos e mínimos das flutuações atingem amplitudes cada vez menores. É uma formação típica de indecisão e a sua tendência está mais relacionada com a continuação da tendência corrente do que com reversão.

a continuação da tendência corrente do que com reversão. Figura 40: Triângulo Simétrico 10.2.4 Outras

Figura 40: Triângulo Simétrico

10.2.4 Outras Características dos Triângulos

Durante a formação do padrão os triângulos, geralmente, apresentam diminuição constante do volume, havendo um aumento significativo apenas na região de corte (rompimento), o que é um sinal bastante importante.

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No que diz respeito a duração do padrão, em um nível diário, o triângulo demora algo em torno de 3 ou 4 semanas para se formar e raramente mais do que 90 dias. Entretanto, sempre é bom ressaltar que essa é uma expectativa e não a ação que o mercado vai efetivamente tomar.

O triângulo é um padrão de continuação de tendência, mas é importante lembrar que não

necessariamente um triângulo simétrico ou ascendente vai romper para cima e um descendente

para baixo. O rompimento pode ser para qualquer direção, o mais importante é saber se posicionar de acordo com o movimento posterior.

11. Topos e Fundos Duplos e Triplos

Neste capítulo analisaremos topos e fundos duplos como ferramentas de reversão. Para topos e fundos triplos as informações são igualmente válidas.

11.1 Topos Duplos

Topos duplos sinalizam o final de um mercado de alta. Eles são formados quando os preços sobem até atingir um determinado nível, geralmente, com volume aumentando durante o percurso e ao atingir esse nível começam um processo de retração com o volume diminuindo. Após a retração,

uma nova alta inicia-se até voltar ao nível de preços atingido anteriormente ou bem próximo disso.

O volume nesta segunda "viagem" poderá, inclusive, ser menor do que o volume gerado na

formação do primeiro topo.

menor do que o volume gerado na formação do primeiro topo. Figura 41: Topo Duplo Na

Figura 41: Topo Duplo

Na

figura acima a linha vermelha representa duas vezes a altura do topo a partir de sua linha base.

O

tamanho da linha indica um preço-alvo para o movimento após a reversão. Para uma maior

validade, muitas vezes os analistas apreciam uma certa separação entre os topos de pelo menos duas ou três semanas.

11.2 Fundos Duplos

Os fundos duplos possuem as mesmas características que os topos duplos, claro que trata-se do inverso, ou seja, um padrão que indica reversão para uma tendência de alta.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 42: Fundo Duplo São válidos

Figura 42: Fundo Duplo

São válidos os mesmos conceitos em relação ao nível-alvo dos preços após a formação e o tempo de duração. Conforme os fundos vão se formando existe, normalmente, um aumento de volume associado, diminuindo na reação de volta até a linha base.

11.3 Negociando com Topos e Fundos Duplos

Os topos duplos sinalizam venda, enquanto que os fundos indicam compras. Fatores que aumentam a confiabilidade do padrão ainda é o fato de os topos/fundos serem formados em zonas de resistências/suportes importantes. Como recomendado em outros capítulos deste tutorial, sempre que utilizamos técnicas de análise gráfica em conjunto podemos aumentar muito o sucesso de nossas estratégias de investimentos. Um exemplo real de topo duplo podemos ver no gráfico abaixo do Bovespa.

de topo duplo podemos ver no gráfico abaixo do Bovespa. Figura 43: Topo Duplo no Gráfico

Figura 43: Topo Duplo no Gráfico do Ibovespa

11.4 Topos e Fundos Triplos

Todos os conceitos são válidos para topos e fundos triplos, a única diferença é que existe um topo ou fundo a mais do que nos casos estudados.

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12. Bandeiras e Flâmulas

Bandeiras e flâmulas são padrões muito úteis de continuação de tendência. Elas possuem características semelhantes:

Um movimento mais forte e objetivo inicial .

A correção do movimento.

Uma retomada do movimento na direção original.

São formações, em geral, de curta duração (1 a 3 semanas) que surgem com mais freqüência em fases de subidas ou de quedas mais bruscas. O volume durante a formação tende a se reduzir, aumentando novamente no ponto de corte.

A diferença fundamental entre uma bandeira e uma flâmula é o formato do padrão corretivo da formação. Observe nas figuras abaixo que a bandeira é semelhante a um retângulo (podendo ter inclinação), enquanto que a flâmula é uma bandeira pontiaguda, lembrando bastante um triângulo.

12.1 Bandeira

enquanto que a flâmula é uma bandeira pontiaguda, lembrando bastante um triângulo. 12.1 Bandeira Figura 44:

Figura 44: Bandeira

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12.2 Flâmula

E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES 12.2 Flâmula Figura 45: Flãmula 12.3 Alvo

Figura 45: Flãmula

12.3 Alvo Para os Preços

Como técnica de cálculo de alvo dos preços utilizamos o tamanho do movimento inicial até o início do padrão corretivo (primeira linha vermelha nas figuras acima). Então, quando acontece o rompimento (geralmente com aumento de volume conforme dito anteriormente) projetamos essa mesma distância a partir da linha base da bandeira ou flâmula (dando origem a segunda linha vermelha). Alguns analistas acreditam que a projeção pode ser feita do ponto mais alto da bandeira ou flâmula, entretanto, teriamos um alvo otimista nesse caso.

Abaixo vemos um exemplo de bandeira na Telemar (TNLP4). Observe que conforme mencionado, o retângulo que forma o padrão corretivo da bandeira pode ser inclinado.

retângulo que forma o padrão corretivo da bandeira pode ser inclinado. Figura 46: Padrão Bandeira no

Figura 46: Padrão Bandeira no Gráfico TNLP4

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13. Topos e Fundos Arredondados

Topos e fundos arredondados são interessantes padrões da análise técnica que anunciam, com alguma antecedência, a virada dos preços. Formações que demoram um pouco mais de tempo para concretização possuem algumas vantagens, podemos destacar principalmente:

Maior facilidade de identificação por parte do analista.

Tempo maior para o planejamento do trade (como a entrada e os stops).

Possibilidade de lucros melhores. Geralmente uma formação mais longa precede um movimento mais amplo.

Topos e fundos arredondados enquadram-se nessa categoria, uma vez que são construídos a partir de diversas barras. Vamos conhecer mais a fundo suas características.

13.1 Forma dos Preços e Padrão de Volume

A figura abaixo ilustra, em sua parte esquerda, um fundo arredondado (saucer em inglês) e na parte direita um topo arredondado (ou rounding top). No caso do fundo, a linha curva é traçada juntando os pontos por baixo dos preços, ou seja, sob as mínimas. No topo, por sua vez, a linha circular é traçada sobre os máximos atingidos.

a linha circular é traçada sobre os máximos atingidos. Figura 47: Topos e Fundos Arredondados No

Figura 47: Topos e Fundos Arredondados

No fundo arredondado, conforme os preços aproximam-se de seu valor mínimo o momentum de queda sofre uma dissipação. Existe, nessa situação, uma certa falta de interesse em relação ao ativo o que gera reflexos no volume que também vai diminuindo. Gradualmente, preço e volume começam um processo de recuperação que acaba por resultar em um novo rally.

O topo arredondado é o inverso, mantendo-se apenas a característica de volume. Aliás, se analisarmos a relação entre o volume e os preços veremos prontamente os sinais de queda, afinal, conforme aproxima-se do máximo o volume decresce, expandindo-se novamente quando os preços mudam de direção.

No gráfico abaixo vemos a Acesita (ACES4) definindo um fundo arredondado. O volume sofre uma desaceleração para aumentar bastante conforme os preços iniciam a alta na seqüência. Observe como após o fundo arredondado a Acesita vai de aproximadamente R$ 8,00 até cerca de R$ 24,00.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 48: Fundo Arredondado no Gráfico

Figura 48: Fundo Arredondado no Gráfico da ACES4

Topos e fundos arredondados são padrões que mostram uma mudança gradual na relação oferta/demanda de um ativo. Por serem movimentos lentos dificilmente vemos rompimentos (breakouts) e também é complicado identificar níveis claros de suporte e resistência. Contudo, é possível detectá-los com alguma facilidade e após sua conclusão, geralmente, tem início um movimento forte que abre espaço para trades bastante lucrativos.

14. Realizando Trades com Canais

Canais oferecem ótimas oportunidades de negócios aos traders que sabem aproveitar seus sinais. A maioria das situações descritas neste artigo utilizará como exemplo um mercado em tendência de alta. Entretanto, todos os conceitos são também perfeitamente válidos para um mercado em queda.

Um canal é formado por duas linhas. Uma primeira linha conecta uma série de fundos, enquanto que uma segunda linha, paralela à primeira, conecta uma sequência de topos. A inclinação do canal pode ser acendente, descendente ou mesmo horizontal. Canais são formações mais completas do que linhas de tendência. Uma primeira vantagem dos canais é que eles definem limites bastante objetivos de preços, tanto para entrada quanto para saída.

Conforme esperado, a técnica de canais pode ser aplicada em qualquer tempo gráfico, utilizando- se da característica fractal dos mercados. Assim, um canal traçado é tão válido em gráfico semanal quanto em em um gráfico de 15 minutos. Um ponto interessante, contudo, é que quanto maior a duração do canal mais significativo ele é. Um canal ativo por um tempo considerável e conectando diversos topos e fundos, tem uma importância grande e tanto o teste de um dos seus extremos quanto seu eventual rompimento representam eventos consideráveis na análise do índice/ativo.

No gráfico abaixo temos Gerdau PN (GGBR4) em um canal ascendente iniciado em maio de 2004. Observe como a linha inferior serviu diversas vezes como suporte, enquanto que a linha superior foi resistência em várias oportunidades.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 49: Canal Altista no Gráfico

Figura 49: Canal Altista no Gráfico GGBR4

14.1 Técnicas de Operação

Existem diversas estratégias de operação de canais e com certeza um analista que estude essas formações perceberá outras maneiras e variações para explorar a tendência. A seguir alguns mecanismos operacionais são apresentados. Lembre-se, no entanto, de sempre utilizar Stop e adotar uma política de gerenciamento de seu capital.

14.2 Suporte e Resistência em Canais

Conforme mencionado, a linha inferior em um canal tende a ser uma zona de pressão compradora e a linha superior uma região de pressão vendedora. Dessa observação, uma das maneiras mais diretas de operar canais é comprar próximo ao suporte (linha inferior) e vender quando nos aproximamos da resistência (linha superior).

Analisando esses topos e fundos dentro de um canal com o auxílio de outros indicadores, em especial osciladores, como IFR e estocástico você perceberá que, muitas vezes, os indicadores sinalizarão um estado de sobrecompra ou sobrevenda. Essa indicação reforça as chances de reverão na extremidade do canal.

Uma outra técnica interessante é a conjunção de candles com canais. Note no gráfico acima que na última vez em que a GGBR4 testou a parte superior do canal, ela o fez através da sombra de uma Shooting Star, um padrão de reversão de candles. Dessa forma, encontrar um padrão de reversão nas proximidades de uma extremidade reforça a chance de que o suporte/resistência se manterá.

14.3 Falsos Rompimentos

As vezes durante a evolução de um canal acontece um falso rompimento, ou seja, um dos extremos é perdido temporariamente, apenas para em seguida os preços retornarem para o interior do canal. Um exemplo pode ser visto também no canal mostrado e reproduzido abaixo, veja o falso rompimento circulado em vermelho.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 50: Falso Rompimento no Gráfico

Figura 50: Falso Rompimento no Gráfico da GGBR4

Esses falsos rompimentos, muitas vezes fazem com que o Stop do trader seja acionado. Mas, de forma alguma isso deve servir de desculpa para o não posicionamento da ordem. Um rompimento verdadeiro de um canal, frequentemente, acontece com rapidez e com grande volume, ou seja, a não utilização do Stop pode significar um prejuízo considerável para a carteira.

Contudo, vamos analisar o significado de um falso rompimento com o exemplo acima. Os compradores conseguiram levar o preço até a zona de resistência. Para vencer essa zona é necessário, normalmente, uma nova leva de compradores para combater a força vendedora existente naquele nível. Os bulls conseguem vencer a barreira em um primeiro momento e contam com a ajuda de alguns Stops acionados de investidores que estavam na venda e agora estão cobrindo posições, entretanto, a força vendedora mostra-se mais consistente e empurra os preços de volta. O raciocínio aplicado aqui é simples, mas eficiente: se os compradores não conseguem passar deste ponto a alta não tem como continuar, a força dos vendedores foi superior. O mercado então realiza um recuo e acumula até o outro extremo do canal.

Um falso rompimento, portanto, demonstra que a força de um dos lados chegou ao seu limite, o que indica uma boa possibilidade de realizar bons negócios agindo pela ponta vencedora, pelo menos em um prazo curto. Quando acontece um falso rompimento o alvo de preços (target) é o lado oposto do canal.

14.4 Aproveitando o Rompimento Verdadeiro

O canal oferece oportunidades de trades também quando ele é efetivamente rompido. Observe o gráfico abaixo, 60 minutos, da Brasil telecom (BRTO4).

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 51: Rompimento Verdadeiro Gráfico BRTO4

Figura 51: Rompimento Verdadeiro Gráfico BRTO4

Durante o percurso do canal de baixa acontece um falso rompimento que leva, na sequência, ao teste da região de suporte. Entretanto, quando os preços voltam a testar a linha superior, os compradores conseguem levar os preços para além da linha de fronteira. Acontece a reação de volta à linha (pull-back) para, finalmente em seguida, superar o topo formado no candle de rompimento com um forte candle branco e pôr um final definitivo no canal de baixa.

Uma boa estratégia para operar rompimentos de canais é, portanto, esperar o acontecimento de retorno à linha rompida. Se a linha segurar, a ordem pode ser posicionada ligeiramente acima do topo gerado no rompimento inicial.

Essas são algumas técnicas para explorar os canais. Você os encontrará com frequência nas suas análises. Teste as técnicas e defina a estratégia ideal para seus ativos, seus mercados e seu perfil. O sucesso e a recompensa virão para aqueles que unirem estudo, metodologia e disciplina.

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Capitulo 2 Estudo e Indicadores

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1. Tipos de Divergências

Mesmo elementos bastante conhecidos dos analistas técnicos como as divergências possuem propriedades pouco exploradas. As divergências entre indicadores e os preços têm um valor excepcional para o trader, podendo avisar com antecendência uma reversão ou simplesmente gerar sinais claros para encurtar os stops devido ao enfraquecimento da tendência atual. Neste artigo, vamos conhecer os diferentes tipos de divergências e suas caracterísiticas.

1.1 Momentum e Divergências

A grande maioria dos analistas avalia durante seu trabalho o que podemos chamar de a "taxa de

aceleração" do preço ou do volume. Essa taxa de aceleração é chamada em análise técnica de momentum e diversos indicadores, sejam eles seguidores de tendência ou osciladores, são também indicadores de momentum. Como exemplo podemos citar ROC, IFR, MACD, entre muitos outros.

Uma das maneiras em que esses indicadores são mais utilizados é na procura por divergências. As definições clássicas de divergências estão detalhadas abaixo:

Divergência altista: uma divergência altista ocorre quando os preços fazem um novo fundo mais baixo que o anterior, enquanto que o indicador falha ao fazer um fundo mais baixo.

Divergência baixista: uma divergência baixista ocorre quando os preços fazem um novo topo mais alto que o anterior, enquanto que o indicador falha ao fazer um topo mais alto.

Uma divergência é um sinal importante, ao qual devemos prestar muita atenção, pois uma boa oportunidade de entrada ou de saída pode estar se aproximando.

1.2 Diferentes Tipos de Divergências

Uma informação a mais para decisões baseadas em divergências é o seu nível de força. Na verdade, as divergências podem ser classificadas em três categorias diferentes chamadas de classes A, B e C.

1.2.1 Divergências Tipo A

Esta é a classe mais forte. As divergências altistas deste nível acontecem quando os preços fazem um fundo ainda mais baixo, enquanto que o indicador realiza um fundo mais alto. As

divergências baixistas nível A, por sua vez, ocorrem quando os preços fazem um topo mais alto e

o indicador analisado realiza um topo mais baixo.

Os sinais deste tipo são muito importantes e possibilitam ao investidor realizar uma boa entrada em um trade ou preparar uma ótima saída.

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1.2.2 Divergências Tipo B

Esta classe possui um nível de relevância menor que a classe A. Entretanto, essas divergências não podem ser desprezadas, até mesmo porque acontecem em conjunto com padrões de preços de reversão. As características são:

Divergência baixista classe B: Acontecem quando os preços fazem um topo duplo, ao mesmo tempo o indicador realiza um topo inferior ao anterior.

Divergência altista classe B: Surgem quando os preços fazem um fundo duplo e, no entanto, o indicador relacionado falha ao fazer um fundo mais baixo.

No gráfico do índice Bovespa abaixo, temos um exemplo de divergência baixista classe B. Note como o topo duplo é formado com os preços atingindo o mesmo patamar e, enquanto isso, o IFR de 9 períodos traça uma clara trajetória desacendente.

de 9 períodos traça uma clara trajetória desacendente. Figura 52: Divergência Entre Topo Duplo e IFR

Figura 52: Divergência Entre Topo Duplo e IFR no Gráfico do Ibovespa

1.2.3 Divergências Tipo C

Este é o nível menos significativo. Essas divergências indicam mais estagnação e falta temporária de força do que propriamente uma reversão.

Uma divergência baixista C acontece quando os preços fazem um novo topo e o indicador faz um topo que está no mesmo nível da perna de alta anterior (como se o indicador fizesse um topo duplo agora). De maneira semelhante, a divergência altista nível C acontece quando um fundo mais baixo é construído pelos preços e o indicador apenas alcança seu fundo anterior (como se fosse um fundo duplo).

As informações apresentadas neste artigo são ferramentas que você poderá aplicar em suas análises. O departamento de pesquisa em análise técnica da Nelogica está realizando um estudo no qual iremos quantificar o nível de confiabilidade de cada tipo de divergência ao longo dos últimos anos. Os resultados serão posteriormente divulgados no portal.

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2. Gaps

Gaps não são apenas espaços vazios nos gráficos. Eles trazem uma série de informações importantes que podem influenciar diretamente a percepção do trader sobre o movimento. A sua interpretação pode variar de um claro indicativo de força até uma expectativa de reversão dependendo do contexto no qual o gap se manifesta.

2.1 Quando surge um gap?

Assumindo um período de tempo diário, um gap acontece quando o máximo do dia atual é inferior ao mínimo do dia anterior (gap de baixa) ou quando o mínimo do dia atual é superior ao máximo anterior (gap de alta). Observando um gap no gráfico ele é um espaço vazio entre barras consecutivas.

Obviamente, um gap pode surgir em outras periodicidades além de em nível diário, como intraday, semanal, mensal, anual, etc. Contudo, conforme o intervalo de tempo aumenta os gaps são cada vez mais raros. Para que ocorra, por exemplo, um gap no gráfico semanal não pode haver intersecção dos preços dos 5 dias de uma semana com os preços de nenhum dos 5 dias da semana seguinte.

2.2 O Fechamento de um Gap

Existe a idéia de que um gap será sempre fechado. Entretanto, na análise técnica, não há espaço para certezas e, por consequência, não podemos confiar que determinado gap será prontamente preenchido. Mesmo porque o fechamento pode ocorrer semanas, meses e até anos depois. De qualquer maneira é inegável a observação de que a maioria dos gaps são fechados de maneira relativamente rápida.

Mas, o que significa fechar um gap? O fechamento ou preenchimento acontece quando os preços passam novamente e cobrem o espaço vazio, veja a figura abaixo.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 53: GAP no Gráfico do

Figura 53: GAP no Gráfico do Ibovespa

A principal causa do fechamento é o aspecto fortemente emocional dos gaps. Eles mostram

força para um dos lados, muitas vezes são gerados a partir de notícias surgidas durante a noite. Muitos traders possuem um relacionamento extremamente emocional com seus ativos e operações e tomam decisões pouco racionais.

Entretanto, quando a situação começa a normalizar e os fatos são analisados de maneira mais racional, muitos percebem que a decisão foi incorreta e começam a desfazer a posição equívocada. Esse comportamento inicia a reação que muitas vezes culmina com o fechamento total ou parcial do gap.

2.3 Tipos de Gap

A análise técnica classificou os gaps em três tipos básicos: gaps de rompimento, gaps de

continuação e gaps de exaustão. Vamos conhecer as diferenças entre cada um deles.

2.3.1 Gaps de Rompimento

Este tipo de gap é formado quando o preço rompe um padrão de preços ou acumulação. Ele enfatiza a força compradora ou vendedora do novo momento.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 54: GAP no Gráfico do

Figura 54: GAP no Gráfico do Ibovespa

No gráfico acima o gap de rompimento confirma a superação de uma resistência. É desejável que o gap seja acompanhado por um aumento de volume no caso de gap de alta, condição não necessária para rompimentos de baixa.

2.3.2 Gaps de Continuação

Os gaps de continuação surgem quando os preços estão fazendo um movimento claro em uma direção e com rapidez. Dessa maneira, este é um tipo de gap bastante emocional que encontramos, normalmente, em rallys ou em quedas bruscas.

encontramos, normalmente, em rallys ou em quedas bruscas. Figura 55: GAP’s de Continuação no Gráfico da

Figura 55: GAP’s de Continuação no Gráfico da ELET6

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Neste gráfico da ELET6 vemos dois gaps de continuação. Um cuidado a ser tomado é que o surgimento do segundo ou terceiro gap sinaliza perigo, pois o movimento pode estar usando de suas últimas forças. A seguir discutimos o gap de exustão.

2.3.3 Gaps de Exaustão

O gap de exaustão está associado ao final do movimento. Conforme dito, o segundo ou terceiro

gap de continuação pode ser na verdade um sinal de exaustão.

Cuidado especial deve ser tomado caso o gap seja grande em relação a outros gaps ou caso ocorra um gap de queda no dia seguinte deixando uma barra de preços isolada. Neste caso, tem- se uma ilha de reversão. Para os japoneses trata-se de uma padrão de candles de reversão tipo estrela bastante forte chamado de bebê abandonado.

2.4 Suporte/Resistência

Vale ressaltar também que um gap tende a tornar-se uma zona de suporte/resistência. Para os japoneses um gap é uma janela (Window) um padrão de continuação e toda a área da janela é considerada um nível potencial de pressão compradora ou vendedora.

Existem técnicas de exploração de gaps que serão analisadas em outros artigos. Observe os gaps

e também o contexto no qual eles aparecem. Eles têm muita informação para ajudar em seus trades.

3. A Física do Mercado

A física procura e tem conseguido ao longo dos séculos equacionar diversos aspectos naturais.

Não é surpresa, portanto, a existência de pesquisas que visam explicar a dinâmica do mercado financeiro através de teorias matemáticas e com analogias às leis que regem os fenômenos do universo.

Neste artigo, apresentamos algumas situações do cotidiano da análise técnica sob o ponto de vista dos preceitos da física do mercado. A intenção deste texto não é descrever detalhadamente todos os conceitos, mas sim apresentar uma visão geral desta interessante maneira de explicar os padrões e movimentos dos ativos.

3.1 A Inércia nos gráficos

Um corpo em movimento tende a manter-se em movimento. Imagine uma tendência de baixa, os preços vêm oscilando e dia após dia fazendo fundos e topos mais baixos. Contudo, nada cai ou sobe para sempre, eventualmente a força baixista de nosso exemplo começa a diminuir e força compradora surge no sentido oposto.

Durante essa fase inicial da nova tendência a volatilidade aumenta, mas a inércia tende a desacelerar a movimentação dos preços. O resultado é uma série de acumulações e movimentos laterais que se manifestam enquanto o ativo tenta livrar-se da influência da tendência anterior. Quando o efeito da inércia é finalmente vencido, o rally está pronto para acelerar.

O analista técnico conhece esse fenômeno. No gráfico abaixo (30 min do IBOVESPA), após a

queda, os preços lutam para vencer a inércia e testam diversas vezes a parte superior de uma zona de congestão. Quando essa região de resistência é finalmente vencida os preços estão livres da inércia para finalmente iniciar a alta. Muitos analistas posicionam uma ordem de entrada ligeiramente acima da zona de congestão quando observam essa formação.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 56: Inércia e Rompimento no

Figura 56: Inércia e Rompimento no Gráfico do Ibovespa

3.2 Retro Alimentação

Muitas vezes um movimento de preços parece que não vai parar mais. Sob a ótica da física dos mercados este é um processo de retro alimentação, uma vez que conforme os preços sobem ou descem existe a entrada de energia nova, representada pelos compradores/vendedores que estavam de fora e decidiram aproveitar o movimento.

Para que ocorra a reversão existe a necessidade de uma força oposta externa, maior do que a força que movimenta a tendência.

3.3 Centro de Gravidade

Artigos e livros específicos sobre física dos mercados mencionam o centro de gravidade de cada ativo. O centro de gravidade seria um intervalo de preços com a capacidade de exercer uma espécie de atração gravitacional, ou seja, os preços teriam dificuldade de se afastar dele.

Os analistas técnicos podem medir e se aproveitar dessa força através de bandas de bollinger, sabendo que quando os preços tocam em um das extremidades das bandas estão razoavelmente afastados de sua zona de gravidade. Uma outra maneira é utilizando envelopes (determinado desvio padrão ou percentual de distância de uma média móvel) como no exemplo abaixo.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Figura 57: Centro de Gravidade no

Figura 57: Centro de Gravidade no Gráfico da ACES4

Neste gráfico diário da Acesita (ACES4) vemos um envelope configurado para ser plotado a uma distância de 16% de uma média móvel exponencial de 26 períodos. Note que conforme os preços se afastam da média móvel e tocam no envelope eles tendem a retornar prontamente para a região da média.

Uma outra ferramenta que visa identificar áreas de equilíbrio (centros de gravidade) é a regressão linear, técnica que será discutida em outro artigo.

Os conceitos apresentados são apenas um pequeno exemplo de aspectos físicos cuja aplicabilidade está sendo investigada em mais detalhes. Entretanto, é inegável a influência das leis naturais no sobe e desce dos gráficos e fascinante a maneira como as novas descobertas interagem com a análise técnica.

4. Mundo das Médias Móveis

O uso de médias móveis na análise técnica é como jogar futebol ou ir ao cinema, nunca sai de moda. Mas, isso tem um motivo e ele é bastante simples: médias móveis são úteis. Existem diversos tipos de médias como aritmética (ou simples), exponencial, ponderada, Welles Wilder, etc. Nosso foco neste artigo estará nos dois primeiros tipos, visto que são os mais utilizados e produzem ótimos resultados.

Uma média, como o nome diz, mostra o valor médio de uma amostra de determinado dado. Uma média móvel aritmética (MMA) é uma extensão desse conceito, representando o valor médio, normalmente dos preços de fechamento, em um período de tempo.

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PSICOLOGIA E ESTRATÉGIA PARA A COMPRA E VENDA DE AÇÕES Fórmula 1: Média Móvel Aritimética Na

Fórmula 1: Média Móvel Aritimética

Na fórmula acima, V representa os diferentes preços, enquanto que N é a janela de tempo sobre a qual se constrói a média. O parâmetro N é muito importante quando trabalhamos com médias móveis na análise gráfica, pois é a variável que iremos ajustar para obter melhores resultados. Modificando seu valor, a média irá responder mais ou menos rapidamente às variações de preços.

Mas, por que média móvel? A palavra móvel está presente pelo fato de que quando uma cotação entra no cálculo outra cotação sai. Por exemplo, se estamos usando uma média de 20 barras e surge uma nova cotação a última dessas 20 cotações é excluída do cálculo, enquanto que a mais recente entra. Assim, a média "movimenta-se" através do gráfico.

Abaixo temos a fórmula da média móvel exponencial (MME). Preço representa o fechamento do dia de hoje e MMEontem é o valor anterior da média móvel exponencial e K é uma variável dependente do período N como pode ser visto.

uma variável dependente do período N como pode ser visto. Fórmula 2: Média Móvel Exponencial Ao

Fórmula 2: Média Móvel Exponencial

Ao contrário da média simples, na exponencial os dados mais novos possuem uma importância superior. Além disso, os valores mais antigos não são diretamente descartados quando passam a constar fora da janela de cálculo. Eles mantém uma participação no valor da média exponencial que vai ficando cada vez menor com o tempo.

4.1 Que Tipo de Média Utilizar?

A resposta para esta pergunta não é simples. Em seu livro "Techical Analysis Explained" Martin

Pring apresenta dados estatísticos que mostram uma maior efetividade das médias aritméticas sobre as exponenciais no mercado acionário americano entre 1968 e 1987. Os critérios utilizados para esse estudo estão além do escopo deste artigo. Alexander Elder, em seus clássicos "Trading for a Living" e "Come Into My Trading Room" defende o uso preferencial de médias exponenciais.

O principal argumento apresentado por Elder é que a média simples é muito sensível às variações

do mercado, pois seu valor recebe uma influência dupla quando um novo dado chega: a inclusão do novo preço e o descarte do mais antigo. Em uma média exponencial o efeito dos preços antigos permanece e vai desparecendo com o tempo, além disso o dado mais recente possui um peso maior, fazendo com que a média reflita de maneira mais adequada o humor atual do mercado.

4.2 Usando Médias Móveis

Existem indicadores chamados seguidores de tendências e as médias móveis pertencem a esta classe. Esses indicadores possuem uma inércia natural, ou seja, não foram projetados para apontar reversões rapidamente. Para sinalizar mudanças rápidas é aconselhável o uso de osciladores como IFR, estocástico e outros.

A primeira informação importante fornecida por uma média móvel é sua inclinação. Uma média

móvel ascendente mostra um mercado comprador, enquanto que uma média descendente indica um mercado vendedor. Posicione-se de acordo com o que a média indica, pois ela tende a refletir de maneira adequada o comportamento dos investidores.

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Por ser um indicador seguidor de tendência existe um momento no qual não devemos usar as médias móveis. Que momento é esse? O mercado seguidamente se coloca em acumulação, movendo-se lateralmente entre limites de preço. Nesses movimentos, a aplicação das médias só é possível em períodos muito curtos e mesmo assim existe uma chance considerável de obtenção de sinais errados, pois não há uma tendência definida a ser seguida.

4.3 Médias Móveis Como Suporte e Resistência

A média móvel é uma representação suave da tendência, uma vez que ela filtra oscilações menores. A média é uma região de suporte/resistência natural e uma de suas principais técnicas de utilização é formação de posição nas proximidades da média em uma tendência de alta. Nessa região o mercado tende a buscar forças para uma nova subida.

o mercado tende a buscar forças para uma nova subida. Figura 58: Média Móvel Como Suporte

Figura 58: Média Móvel Como Suporte no Gráfico da TNLP4

Observe o gráfico da Telemar (TNLP4) acima entre março e junho de 2003. Uma média exponencial de 22 dias nos sinalizou 5 oportunidades de compra até perder a inclinação ascendente. Não é preciso dizer que essa técnica de operação é válida também para mercados em queda, nos quais devemos vender quando acontece o repique até a média móvel descendente.

Para a aplicação dessa técnica o analista pode utilizar-se de outros recursos como comprar na vizinhança da média apenas quando aparecer um candle de reversão. Note no gráfico que no quinto toque na média aparece também a figura de um martelo. Qual mecanismo auxiliar utilizar em conjunto com a média fica a critério de cada trader, de acordo com sua metodologia e ferramentas.

4.4 Cruzamentos (Crossovers)

Uma outra classe de métodos de utilização das médias móveis é através de cruzamentos. Quando os preços cruzam a média móvel de baixo para cima é dado um sinal de compra e quando

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cruzam de cima para baixo uma venda é sinalizada. Veja o gráfico abaixo da Gerdau (GGBR4). Os preços partem para a parte superior da média em uma nova tendência de alta.

a parte superior da média em uma nova tendência de alta. Figura 59: Cruzamento (Crossovers) da

Figura 59: Cruzamento (Crossovers) da Média Móvel no Gráfico da GGBR4

Uma importante questão é saber quando o cruzamento é verdadeiro. Algumas vezes, os preços rompem a média e em seguida retornam de volta ao lado original, gerando um sinal falso. Novamente, não existe regra fixa para identificar a validade dos cruzamentos. Alguns traders definem que o rompimento é verdadeiro quando os preços superam por um percentual a média (por exemplo, 3%). Outros preferem aguardar 1 ou mais fechamentos na nova região, se o mercado consegue manter-se acima/abaixo após o cruzamento o sinal ganha força.

Além do cruzamento dos preços outra técnica usada é o cruzamento entre duas médias