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UNIÃO DAS INSTITUIÇÕES DE SERVIÇOS, ENSINO E PESQUISA

FACULDADES INTEGRADAS DO VALE DO RIBEIRA


CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

MARCELLA MARA DA ROSA LEITE


SUELLEN APARECIDA DOS SANTOS

ESTUDO DE CASO
Erisipela

Registro-SP
Abril/2018
MARCELLA MARA DA ROSA LEITE
SUELLEN APARECIDA DOS SANTOS

ESTUDO DE CASO
Erisipela

Estudo de caso apresentado como parte dos


requisitos para conclusão do Estágio
Supervisionado I do Curso de Graduação em
Enfermagem das Faculdades Integradas do
Vale do Ribeira.

Professor: Roselene Nunes da Silva

Registro-SP
Abril/2018
Sumário
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................ 3

2. DESCRIÇÃO DO CASO .............................................................................. 4

2.1. DIAGNÓSTICO CLÍNICO .................................................................... 4

2.2. RESULTADOS DE EXAMES LABORATORIAIAS / IMAGENS ........ 5

2.3. FISIOPATOLOGIA DA(S) DOENÇA(S) .............................................. 9

2.4. TERAPÊUTICA ADOTADA ............................................................... 10

3. PROCESSO DE ENFERMAGEM .............................................................. 13

3.1. COLETA DE DADS DE ENFERMAGEM ...................................... 13

3.2. DIAGNÓSTICO(S) DE ENFERMAGEM ........................................ 13

3.3. PLANEJAMENTO DE ENFERMAGEM ......................................... 14

3.4. IMPLEMENTAÇÃO ........................................................................ 16

3.5. AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM ................................................ 17

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 18

5. REFERÊNCIAS .......................................................................................... 19
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1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho foi realizado no Hospital São João/APAMIR na cidade de


Registro. Durante o período de estágio de 13 de março à 03 de maio de 2018.
O paciente em questão foi acompanhado na ala da Retaguarda, leito 02/5,
sob cuidados de observação da enfermagem; com a seguinte patologia: Erisipela e
celulite.
O motivo de escolha do paciente para o estudo foi, que sua patologia exige
cuidados intermediários da enfermagem e atenção continua aos sinais flogísticos
(Edema, Calor, Rubor, Dor e possível perda de função).
Foi acompanhado no período de 10 à 24 de abril; com a supervisão da
Enfermeira Roselene Nunes da Silva.
4

2. DESCRIÇÃO DO CASO

2.1. DIAGNÓSTICO CLÍNICO

Erisipela + Celulite: A pele é o maior órgão do corpo humano e nosso


principal órgão de defesa. É ela que mantêm nosso meio interior isolado e impede
que bactérias, germes, vírus e/ou fungos invadam nosso corpo. Quando abrimos
uma lesão em nossa pele, mesmo que mínima, ocorre uma quebra dessa barreira
de proteção, deixando exposto nosso interior a imperteries externas.
A Erisipela e a Celulite são duas infecções de origem bacteriana que
acometem as camadas interiores da pele, aproveitando qualquer lesão como porta
de entrada. Portanto, erisipela e celulite são infecções das camadas interiores da
pele; se não tratadas adequadamente, essas bactérias invasoras podem migrar para
outras regiões do corpo, como a corrente sanguínea e órgãos internos.

Erisipela

Celulite

Camadas da pele

Como podemos ver na figura, a grande diferença entre a erisipela e a celulite


é o local onde a bactéria se aloja e causa a infecção. Na erisipela a infecção se dá
nas camadas mais próximas do exterior, acometendo a epiderme e a camada mais
superficial da derme. Já a celulite é uma infecção mais profunda, infectando o tecido
gorduroso na hipoderme e a camada profunda da derme. Ambas patologias
5

possuem as mesmas características (por isso, o diagnostico diferencial ser tão


difícil): Dor, hiperemia, edema e aumento da temperatura local; quando lesões
externas, febre e observar sinais de sepse. Nos casos mais graves, podem ocorrer
linfangite(inflamação de um ou mais vasos linfáticos), linfonodomegalia
regional(aumento local dos linfonodos), vesículas, bolhas e petéquias.
A Erisipela se caracteriza por lesões elevadas com clara diferenciação entre a
área acometida e a pele de aspecto normal enquanto a Celulite, por acometer locais
mais profundos da pele, não há distinção entre pele afetada e saudável.

Diferença visual de Celulite para Erisipela

2.2. RESULTADOS DE EXAMES LABORATORIAIAS / IMAGENS

O diagnóstico de uma erisipela é geralmente fácil e essencialmente clínico.


Os parâmetros clínicos e analíticos considerados encontram-se resumidos no
Quadro a seguir:
Quadro I – Erisipela: Critérios de Diagnóstico

Início súbito
Febre ≥ 38º C, arrepios, mal-estar
Placa eritematosa, edematosa,
dolorosa e
de limites bem definidos
Ausência de necrose
Adenopatia e/ou linfangite
Estado geral conservado
Leucocitose com neutrofilia
Hemoculturas positivas
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Exames bacteriológicos tal como em qualquer processo de natureza


infecciosa, o isolamento do agente responsável é o argumento definitivo para o
diagnóstico. No entanto, na erisipela a contribuição diagnóstica da bacteriologia é
limitada pela sua fraca sensibilidade ou positividade tardia. As hemoculturas são
positivas em somente 5% dos casos.
Hemograma e marcadores de fase aguda A presença de leucocitose
neutrofílica (geralmente entre 13000-15000 leucócitos µl) é o único exame biológico
não bacteriológico considerado como critério diagnóstico da erisipela; contudo está
ausente em cerca de metade dos casos. O aumento significativo da velocidade de
sedimentação e da proteína C reactiva são frequentes, mas desprovidos de
especificidade e, geralmente, a sua determinação não está disponível no momento
da avaliação inicial do doente.
Nosso paciente em questão não possui exames laboratoriais feitos para
diagnostico. O Diagnóstico foi feito exclusivamente clinico, pela observação das
características e sintomas.
Seguem fotos do estado clínico do paciente:

2 Dias antes da Internação Hospitalar


7

1DIH

2DIH – Erisipela Bolhosa


8

3DIH – pós desbridamento

3
DIH - pós desbridamento
9

Tecido Necrótico

2.3. FISIOPATOLOGIA DA(S) DOENÇA(S)

Erisipela é o termo científico usado para designar a infecção dos vasos


linfáticos, da pele e do tecido subcutâneo, causada por uma bactéria denominada
Streptococcus pyogenes. Esta infecção ocorre com mais frequência naqueles que
têm as pernas inchadas (ex: por varizes), nos obesos e de vida sedentária (com
pouca movimentação).
A infecção aguda da pele decorrente da erisipela envolvendo a derme e o
tecido subcutâneo se caracteriza por febre, anorexia, calafrios, outros sintomas
gerais, leucocitose e lesão cutânea em placa eritematosa, edematosa e dolorosa.
Dessa placa podem ter origem faixas eritematosas ao longo do trajeto de vasos
linfáticos (linfangites). Vesículas e bolhas podem ser observadas- erisipela bolhosa.
As áreas comprometidas são em geral membros inferiores, face ou abdômen.
Após a confirmação da infecção, através de exame clínico e laboratorial, o
tratamento é feito com antibióticos, antinflamatórios e analgésicos. Ocorrendo a
presença de feridas, há necessidade de curativos diários, como no caso da erisipela
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bolhosa que é um tipo mais grave e mais profundo. Normalmente, a erisipela é


superficial e cresce horizontalmente. Às vezes, porém, pode crescer em
profundidade e afetar a gordura e o músculo, constituindo casos bem mais graves,
com toxemia severa.
A Doença pode voltar algumas vezes, o quadro se agrava a ponto de ser
necessária a internação hospitalar. Geralmente, após um episódio da doença, o
membro afetado fica mais suscetível à doença, pois sempre permanece um inchaço
residual - que nada mais é que o acúmulo de um líquido rico em proteínas que
permanece logo abaixo da pele no tecido subcutâneo. Esse inchaço se deve ao fato
de a infecção anterior ter destruído muitos vasos linfáticos, dificultando a absorção
deste líquido que é um ótimo meio para multiplicação das bactérias

2.4. TERAPÊUTICA ADOTADA

Durante a sua internação, o paciente encontrava-se em uso de fármacos e


cuidados de enfermagem que o auxiliaram em seu tratamento contra o
desenvolvimento (evolução) da sintomatologia clínica da erisipela, sendo os
mesmos:
• Soro Fisiológico 0,9% 500ml (Prescrição IV - 6/6hrs)
A solução injetável de cloreto de sódio 0,9% é utilizada para o
restabelecimento de fluido e eletrólitos. A solução também e utilizada como
repositora de água e eletrólitos em caso de alcalose metabólica (aumento do pH do
sangue) de grau moderado, em carência de sódio e como diluente para
medicamentos;

• Tenoxicam 20mg (Prescrição IV – 12/12hrs)


Tenoxicam é indicado para alívio dos sintomas de doenças com componentes
inflamatórios, degenerativos e dolorosos em geral, principalmente dos músculos,
tendões e juntas;

• Omeoprazol Sódico 40mg (Prescrição IV às 6hrs)


Ele gera a proteção da mucosa do estômago, prevenindo danos ao duodeno
e a parede do estômago, a inibição dessa acidez no organismo ajuda no processo
de cura e cicatrização do local afetado. Prevenção de úlcera em pacientes que
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fazem uso contínuo ou tratamento prolongado de antibióticos, anti-inflamatórios ou


internados;

• Oxacilina Sódica 500mg (Prescrição IV 4/4hrs)


A oxacilina é um antibiótico pertencente ao grupo das penicilinas resistentes à
betalactamase e penicilinase estafilocócica. A sua principal indicação são as
infecções provocadas por estes germes em várias localizações, nomeadamente
abscessos, septicemias, pneumonias, dentre outros;

• Metronidazol 5mg/ml (Prescrição IV 8/8hrs)


Indicado na profilaxia e tratamento das infecções causadas por bactérias
anaeróbias como Bacteroides fragilis e outros bacteróides, Fusobacterium sp;
Clostridium sp; Eubacterium sp; e cocos anaeróbios. Está indicado, também, na
prevenção e tratamento das infecções pós-cirúrgicas, nas quais os anaeróbios
tenham sido identificados ou suspeitados;

• Dipirona Sódica 500mg/ml (Prescrição IV 6/6hrs)


É um medicamento utilizado no tratamento das manifestações dolorosas e
febre. Para todas as formas farmacêuticas, os efeitos analgésicos e antitérmicos
podem ser esperados em 30-60 minutos após a administração e geralmente duram,
aproximadamente, 4 horas;

• Enoxaparina 40mg (Prescrição SC às 12hrs)


Esse medicamento é um anticoagulante (evita que o sangue se coagule
dentro do vaso). A enoxaparina pode ser usada no tratamento e prevenção da
trombose (venosa, pulmonar, cerebral), do infarto agudo do miocárdio e na
prevenção do entupimento dos vasos;

• Membros Inferiores Elevados (Obs: direito)


Manter o MID para facilitar o retorno venoso e evitar o agravamento do
edema.
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Ao dia 25/04/18 teve sua prescrição terapêutica modificada para os fármacos


e cuidados de enfermagem abaixo:
• Tenoxicam 20mg (Prescrição IV – 12/12hrs)
Tenoxicam é indicado para alívio dos sintomas de doenças com componentes
inflamatórios, degenerativos e dolorosos em geral, principalmente dos músculos,
tendões e juntas;

• Omeoprazol Sódico 40mg (Prescrição IV às 6hrs)


Ele gera a proteção da mucosa do estômago, prevenindo danos ao duodeno
e a parede do estômago, a inibição dessa acidez no organismo ajuda no processo
de cura e cicatrização do local afetado. Prevenção de úlcera em pacientes que
fazem uso contínuo ou tratamento prolongado de antibióticos, anti-inflamatórios ou
internados;

• Dipirona Sódica 500mg/ml (Prescrição IV 6/6hrs)


É um medicamento utilizado no tratamento das manifestações dolorosas e
febre. Para todas as formas farmacêuticas, os efeitos analgésicos e antitérmicos
podem ser esperados em 30-60 minutos após a administração e geralmente duram,
aproximadamente, 4 horas;

• Hidrogel 1 gr (Prescrição Uso Tópico 12/12 hrs)


O Hidrogel é um gel estéril usado no tratamento de feridas, pois promove a
remoção de tecido morto e promove a hidratação, cicatrização e proteção da pele.
Além disso, o Hidrogel alivia a dor do paciente no local da ferida, pois umidifica as
terminações nervosas expostas.

• Membros Inferiores Elevados (Obs: direito)


Manter o MID para facilitar o retorno venoso e evitar o agravamento do
edema.
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3. PROCESSO DE ENFERMAGEM
O Diagnóstico de Enfermagem (DE) permite a seleção das intervenções de
enfermagem para que se alcancem os resultados de responsabilidade do
enfermeiro, baseando a assistência de Enfermagem, nos mais diversos quadros
patológicos, nestes diagnósticos. Assim, o objetivo é implementar o processo de
enfermagem no cuidado ao paciente com erisipela, além de traçar os DE
relacionados.

3.1. COLETA DE DADS DE ENFERMAGEM

Paciente FCS, sexo masculino, 32 anos, paciente ao ser admitido, apresentou


dor, edema e flictemias em MID (com inicio há 3 dias SIC); refere ferimento com
enxada há 3 semanas. Edema abaixo do joelho, eritrema, flictemas e úlcera em
região pré tibial (refere miase).
Ao exame físico apresenta-se consciente, bem orientado, comunicativo,
eupnéico, normotenso, normotérmico, respirado em ar ambiente e aceitando dieta
VO. Couro cabeludo íntegro, conjuntivas coradas, sem dor a palpação em fossa
nasal, orifício auricular sem sujidade, audição preservada. Dentição presente.
Região cervical sem gânglios aparentes a palpação. AC: BRNF 2T s/s. Tórax com
boa expansibilidade, AP: MV+ sem alteração. RHA+, abdômen sem dor a palpação
profunda, som timpânico a percussão. MMSS com força e mobilidade preservada,
Acesso Periférico com soroterapia em curso em região de fossa cubital de MSD. Ao
MID apresenta lesão em processo de cicatrização na região tarsal; em região Crural
Posterior apresenta Edema, Calor, Rubor e Dor. Sendo visível lesão (erisipela) em
estado bolhoso, com tecido enegrecido no centro.
Após 3DIH foi realizado desbridamento apresentando secreção serosa.
Quanto aos sinais vitais: Temperatura (37º), frequência respiratória (20irpm), Pulso
(87), pressão arterial(120x70).

3.2. DIAGNÓSTICO(S) DE ENFERMAGEM

• Volume de líquidos excessivo


Fator de Risco mecanismos reguladores comprometidos devido ao edema;
• Risco de desequilíbrio do volume de líquidos;
Fator de Risco trauma
• Padrão do Sono Prejudicado
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Tem como característica definidora Alteração no padrão do sono;


• Deambulação prejudicada
Fator relacionado à dor devido à lesão em MID e às manifestações dos sinais
flogísticos;
• Mobilidade Física Prejudicada
Fator relacionado à dor devido à lesão em MID;
• Perfusão tissular periférica ineficaz
Caracterizado pelo edema e cicatrização de ferida periférica retardada;
• Disposição para melhora no Auto-cuidado
Caracterizado pelo desejo de aumentar o auto-cuidado;
• Risco de Infecção
Fator de Risco Alteração na Integridade da pele
• Integridade da Pele Prejudicada
Tem como característica definidora Alteração na Integridade da Pele
• Integridade Tissular Prejudicada
Tem como característica definidora tecido lesado

3.3. PLANEJAMENTO DE ENFERMAGEM

Diagnósticos de Enfermagem Intervenções de Enfermagem


(NANDA) (NIC)
Volume de líquidos excessivo • Monitorar a Pressão Sanguínea, o
Pulso, a temperatura e o Padrão
respiratório, quando adequado;
• Monitorar a Temperatura e a
Umidade da pele;
• Administrar cuidados a úlceras de
pele, conforme necessidade;
• Observar cor, calor, pulsos, textura,
edema e ulcerações;
• Manter a extremidade edemaciada
elevada acima no nível do coração
sempre que possível, exceto em
contra-indicação por ICC.
Padrão do Sono Prejudicado • Prevenir interrupções
desnecessárias e permitir
períodos de descanso;
• Oferecer cama limpa e
confortável;
• Quando possível, controlar ou
prevenir ruídos indesejáveis ou
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excessivo;
• Adaptar a iluminação ambiental
para satisfazer as necessidades
de atividades individuais, evitando
luz direta nos olhos;
Deambulação Prejudicada • Realizar controle da dor com uma
avaliação abrangente que o
impede de deambular, que inclua
o local, as características, o
inicio/duração, frequência, a
qualidade, a intensidade ou
gravidade da dor e os fatores
precipitantes;
• Investigar com o paciente os
fatores que aliviam/pioram a dor;
• Usar uma cadeira de rodas para
movimentar o paciente, se
necessário;
• Examinar as extremidades
inferiores em busca de presença
de edema;
Perfusão tissular periférica • Monitorar os sinais vitais, a
ineficaz pressão sanguínea ortotástica,
estado mental e a eliminação
urinaria;
• Manter desobstruído o acesso
EV;
• Avaliar pulsos e edemas
periféricos;
• Aplicar curativo adequado ao
tamanho e ao tipo de ferida,
conforme adequado;
• Elevar o membro afetado 20º ou
mais acima do nível do coração,
conforme apropriado;
• Examinar a pele quanto a cor,
temperatura, hidratação,
crescimentos dos pelos, textura e
fissuras ou lesões;
• Monitorar as extremidades com
áreas de calor, hiperemia, dor ou
edema.
Risco de Infecção • Cuidados com a lesão ao Retirar
o curativo e a fita adesiva;
• Tricotomizar ao redor da área
afetada, conforme necessidade;
• Monitorar as características da
lesão, inclusive drenagem, cor,
tamanho e odor;
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• Limpar a lesão com soro


fisiológico;
• Trocar o curativo de acordo com a
quantidade de exsudatos e
drenagem;
• Examinar a lesão a cada troca de
curativo;
• Limpar a pele do paciente com
agente antibacteriano, quando
adequado;
• Trocar os acessos EV, bem como
curativos, conforme as
orientações atuais do CDC;
• Seguir os “5 certos” da
administração de medicamentos.
Integridade da Pele Prejudicada • Administrar medicamentos tópicos
seguindo os “5 certos” da
administração de medicamentos;
• Determinar o conhecimento do
paciente a respeito do
medicamento e seu entendimento
sobre o método de administração;
• Determinar a condição da pele do
paciente sobre a área na qual
será aplicado o medicamento;
• Irrigar a ferida com a solução
adequada, usando uma grande
seringa para irrigação;
• Limpar a adesão da área mais
limpa para a mais suja;
• Envolver a ferida com o tipo
apropriado com curativo
esterilizado;
• Monitorar a evolução do tecido de
granulação.
Integridade Tissular Prejudicada • Monitorar os Sinais Vitais, quando
adequado;
• Monitorar indicadores de
sobrecarga/retenção de líquidos,
quando adequado;
• Administrar terapia EV, se
prescrita.

3.4. IMPLEMENTAÇÃO

Foi realizado junto ao paciente monitoramento constante de Sinais Vitais,


Administração e cuidados com a lesão, ao retirar curativo, limpar com soro fisiológico
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e da área mais limpa para mais infectada. Foi mantido MID elevado acima do nível
do coração constantemente.
Procurou-se prevenir interrupções para permitir períodos de descanso ao
paciente, com queixas de padrão do sono ineficaz, Usado cadeira de rodas e/ou
muletas para movimentar o paciente, examinado frequentemente MMII procurando
sinais de edema e/ou sinais flogísticos. Manteve AVP continuo; sempre seguindo os
“5 certos” de administração de medicamentos, quando necessário. Foi monitorado
durante toda internação a evolução do tecido de granulação, sendo observada
melhora constante.

3.5. AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM

Durante a internação o paciente FCS, sexo masculino, 32 anos, apresentou


inicialmente dor, edema, flictemas em MID. Edema ++++/4+ abaixo do joelho,
eritrema e flictemas. Durante toda internação, ao exame físico, apresentou-se
consciente, comunicativo, bem orientado, eupnéico, normotenso, respirando ar
ambiente e com boa aceitação de dieta VO. AC: BRNF 2T s/s. Tórax com boa
expansabilidade. AP: MV+ sem alteração. RHA+. MMSS com força e mobilidade
preservada. Durante toda internação manteve AVP com soroterapia em curso.
Quando a lesão em MID em região Crural Posterior apresentava edema, calor, rubor
e dor, sendo visível lesão em estado bolhoso, com tecido enegrecido ao centro.
Após desbridamento, observou-se região necrosada ao centro. Tendo melhora com
a medicação, e aumento do MID acima do nível do coração, sendo visível a
diminuição do edema, e aumento do tecido de granulação, com boa cicatrização.
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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A erisipela é um problema grave e precisa de muita atenção. A mesma,


depois de instalada, pode comprometer outros sistemas fisiológicos, tal como o
sistema linfático, circulatório, pulmonar, dérmico, sanguíneo, locomotor, dentre
outros, podendo levar ao óbito se não tratada.
Quando aos sinais vitais do paciente, apenas houve uma alteração da
temperatura, se mostrando febril (T=37º)
Em pacientes portadores de lesões cutâneas, tal como erisipela, os cuidados
essenciais para o tratamento da mesma são em relação à pele do paciente, à dor, à
farmacoterapia (antibiótico) conforme prescrição médica, ao sono e ao repouso
considerando a elevação de membros inferiores, à sua alimentação controlada e
regular ingestão hídrica, e evitar a aquisição de outros microrganismos patogênicos.
Conclui-se que os diagnósticos e intervenções de enfermagem são de
fundamental importância na recuperação e reabilitação do paciente portador de
erisipela, melhorando, assim, a sobrevida e a qualidade de vida do paciente.
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5. REFERÊNCIAS

• AMORIM, Isabel; CAETANO, Mônica. Erisipela. Acta Med Port, 2005.

• BULECHEK GM, BUTCHER HK, DOCHTERMAN JM. Classificação das


intervenções de enfermagem (NIC). 5ª ed. St. Louis: Mosby, 2007.

• ERISIPELA - COMO DIAGNOSTICAR?. Disponível em:


<http://www.medicinapratica.com.br/2010/10/09/saude-medicina-
pratica/erisipela-como-diagnosticar/>. Acesso em 11 de abril de 2018

• ERISIPELA E CELULITE – SINTOMAS, CAUSAS E TRATAMENTO.


Disponível em: <https://www.mdsaude.com/2010/03/erisipela-celulite.html>.
Acesso em: 10 de abril de 2018

• NANDA. North American Nursing Diagnosis Association. Diagnósticos de


enfermagem da NANDA: Definições e classificação 2015-2017/NANDA
International. Porto Alegre: Artmed, 2015

• Okajima RMO, Freitas THP, Zaitz C. Estudo clínico de 35 pacientes com


diagnóstico de erisipela internados no Hospital Central da Irmandade da
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/abd/v79n3/v79n3a05.pdf>. Acesso em 15 de abril de
2018

• OS SINAIS FLOGISTICOS OU CARDINAIS. Disponível em:


<https://experienciasdeumtecnicodeenfermagem.com/os-sinais-flogisticos-ou-
cardinais/>. Acesso em: 10 de abril de 2018